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terça-feira, 5 de novembro de 2024

.: Cinema: "Daaaaaalí!", no Festival Varilux, é delirante como Salvador Dalí


A comédia dramática "Daaaaaalí!" é destaque na 15ª edição do Festival Varilux de Cinema Francês, que apresenta uma programação de filmes inéditos e com passagens pelos principais festivais do mundo, como Cannes e Veneza. 

Dirigido por Quentin Dupieux, o filme conta com Anais Demoustier, Gilles Lellouche, Edouard Baer, Jonathan Cohen e Pio Marmai no elenco. A distribuição no Brasil é da Bonfilm Filmes e a classificação indicativa é livre. No filme, uma jornalista francesa encontra icônico artista surrealista Salvador Dalí em várias ocasiões, para um projeto de documentário cuja realização se revela bem difícil e cheia de surpresas.

O Festival Varilux ocorre entre 7 e 20 de novembro, com exibição de 20 filmes em 60 cidades e 110 salas de cinema do país. O portal Resenhando.com assiste aos filmes do Varilux no Cineflix Cinemas, localizado no Miramar Shopping, no Gonzaga, em Santos.


Críticas publicadas sobre o filme

Télérama
"Quando o cineasta do absurdo encontra o ego gigantesco do artista espanhol, isso resulta em um filme completamente surrealista."

Le Parisien
"Um filme delirante, saboroso, meio maluco... igual ao Salvador Dalí."

Ficha técnica
"Daaaaaalí!"
2024 / 1h18 / Comédia dramática
Com Anais Demoustier, Gilles Lellouche, Edouard Baer, Jonathan Cohen, Pio Marmai
Direção: Quentin Dupieux
Distribuição no Brasil: Bonfilm
Classificação indicativa: livre


Sobre a Bonfilm
Além de distribuidora de filmes, a Bonfilm é realizadora do Festival Varilux de Cinema Francês que, nos últimos 14 anos, promoveu mais de 35 mil sessões nos cinemas em todo o Brasil e somou um público de mais de um 1,2 mil espectadores. Desde 2015, a Bonfilm organiza também o festival Ópera na Tela, evento que exibe filmes de récitas líricas em uma tenda montada ao ar livre no Rio de Janeiro, e com uma edição em São Paulo.


Sobre o festival
O Festival Varilux de Cinema Francês é realizado pela produtora Bonfilm e tem como patrocinadores principais a Essilor/Varilux, Pernod Ricard/Lillet, Axa, Michelin, além do Ministério da Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria do Estado de Estado de Cultura e Economia Criativa, Lei Estadual de Incentivo à Cultura, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura. Outros parceiros importantes são a Alliance Française, a Embaixada da França no Brasil, as empresas Edenred, Air France, Fairmont (grupo Accor), além das distribuidoras dos filmes e os exibidores de cinema independente/de arte e as grandes redes de cinema comercial.

Assista na Cineflix
No litoral de São Paulo, o Festival Varilux de Cinema Francês acontece no Cineflix Santos, que fica Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Para acompanhar as novidades da rede Cineflix Cinemas mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste linkonsulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.

.: A estreia mundial do drama "Diamante Bruto" no Festival Varilux de Cinema


A estreia mundial do drama "Diamante Bruto" ("Diamant Brut") será na 15ª edição do Festival Varilux de Cinema Francês, que apresenta uma programação de filmes inéditos e com passagens pelos principais festivais do mundo, como Cannes e Veneza. 

Dirigido por Agathe Riedinge, o filme, que estreará na França somente no próximo dia 20 e participou da seleção oficial do Festival de Cannes 2024, conta com Andréa Bescond, Idir Azougli e Malou Khebizi no elenco. A distribuição no Brasil é da Bonfilm Filmes e a classificação indicativa é 14 anos.

No filme, Liane é uma jovem de 19 anos, ousada e cheia de energia, vive com a mãe e a irmãzinha num bairro empoeirado de Fréjus. Obcecada pela beleza e pelo desejo de se tornar famosa, ela enxerga na televisão uma oportunidade de ser amada. O destino finalmente parece sorrir para ela quando é pré-selecionada para o reality show "Miracle Island".

O Festival Varilux ocorre entre 7 e 20 de novembro, com exibição de 20 filmes em 60 cidades e 110 salas de cinema do país. O portal Resenhando.com assiste aos filmes do Varilux no Cineflix Cinemas, localizado no Miramar Shopping, no Gonzaga, em Santos.


Ficha técnica
"Diamante Bruto" ("Diamant Brut")
2024 / 1h43 / Drama
Com Andréa Bescond, Idir Azougli, Malou Khebizi
Direção: Agathe Riedinger
Distribuição no Brasil: Bonfilm
Classificação indicativa: 14 anos


Sobre a Bonfilm
Além de distribuidora de filmes, a Bonfilm é realizadora do Festival Varilux de Cinema Francês que, nos últimos 14 anos, promoveu mais de 35 mil sessões nos cinemas em todo o Brasil e somou um público de mais de um 1,2 mil espectadores. Desde 2015, a Bonfilm organiza também o festival Ópera na Tela, evento que exibe filmes de récitas líricas em uma tenda montada ao ar livre no Rio de Janeiro, e com uma edição em São Paulo.


Sobre o festival
O Festival Varilux de Cinema Francês é realizado pela produtora Bonfilm e tem como patrocinadores principais a Essilor/Varilux, Pernod Ricard/Lillet, Axa, Michelin, além do Ministério da Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria do Estado de Estado de Cultura e Economia Criativa, Lei Estadual de Incentivo à Cultura, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura. Outros parceiros importantes são a Alliance Française, a Embaixada da França no Brasil, as empresas Edenred, Air France, Fairmont (grupo Accor), além das distribuidoras dos filmes e os exibidores de cinema independente/de arte e as grandes redes de cinema comercial.

Assista na Cineflix
No litoral de São Paulo, o Festival Varilux de Cinema Francês acontece no Cineflix Santos, que fica Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Para acompanhar as novidades da rede Cineflix Cinemas mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste linkonsulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.

domingo, 3 de novembro de 2024

.: Com Johnny Depp , "A Favorita do Rei" é destaque no Festival Varilux


Filme de abertura do Festival de Cannes 2023, o drama histórico "A Favorita do Rei" ("Jeanne du Barry") é destaque na 15ª edição do Festival Varilux de Cinema Francês, que apresenta uma programação de filmes inéditos e com passagens pelos principais festivais do mundo, como Cannes e Veneza. Dirigido por Maïwenn, que também está no elenco, o filme conta também com Johnny Depp e Benjamin Lavernhe. A distribuição no Brasil é de Mares Filmes e a classificação indicativa é de 14 anos.

No fiçlme, Jeanne Vaubernier, uma jovem de origem humilde, está determinada a sair da sua condição, usando seus encantos. Seu amante, o conde Du Barry, que se beneficia muito dos relacionamentos lucrativos de Jeanne, decide apresentá-la ao Rei. Com a ajuda do influente duque de Richelieu, ele organiza o encontro. Contra todas as expectativas, Luís XV e Jeanne se apaixonam intensamente. Com a companhia da cortesã, o Rei redescobre o prazer de viver, a tal ponto que não consegue mais ficar sem ela e decide torná-la sua favorita oficial. Isso causa um escândalo, pois ninguém quer uma garota “da rua” na Corte.

O Festival Varilux ocorre entre 7 e 20 de novembro, com exibição de 20 filmes em 60 cidades e 110 salas de cinema do país. O portal Resenhando.com assiste aos filmes do Varilux no Cineflix Cinemas, localizado no Miramar Shopping, no Gonzaga, em Santos.


Críticas publicadas sobre o filme

Le Parisien
"Com 'Jeanne du Barry', apresentado na abertura do Festival de Cannes (...), Maïwenn conseguiu criar um filme que, apesar de clássico, é extremamente contemporâneo e totalmente envolvente."

Ficha técnica
"A Favorita do Rei" ("Jeanne du Barry")
2023 / 1h57 / Drama histórico
Com: Maïwenn, Johnny Depp, Benjamin Lavernhe
Direção: Maïwenn
Distribuição no Brasil: Mares Filmes
Classificação indicativa: 14 anos

Sobre a Bonfilm
Além de distribuidora de filmes, a Bonfilm é realizadora do Festival Varilux de Cinema Francês que, nos últimos 14 anos, promoveu mais de 35 mil sessões nos cinemas em todo o Brasil e somou um público de mais de um 1,2 mil espectadores. Desde 2015, a Bonfilm organiza também o festival Ópera na Tela, evento que exibe filmes de récitas líricas em uma tenda montada ao ar livre no Rio de Janeiro, e com uma edição em São Paulo.


Sobre o festival
O Festival Varilux de Cinema Francês é realizado pela produtora Bonfilm e tem como patrocinadores principais a Essilor/Varilux, Pernod Ricard/Lillet, Axa, Michelin, além do Ministério da Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria do Estado de Estado de Cultura e Economia Criativa, Lei Estadual de Incentivo à Cultura, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura. Outros parceiros importantes são a Alliance Française, a Embaixada da França no Brasil, as empresas Edenred, Air France, Fairmont (grupo Accor), além das distribuidoras dos filmes e os exibidores de cinema independente/de arte e as grandes redes de cinema comercial.

Assista na Cineflix
No litoral de São Paulo, o Festival Varilux de Cinema Francês acontece no Cineflix Santos, que fica Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Para acompanhar as novidades da rede Cineflix Cinemas mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste linkonsulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.

sábado, 2 de novembro de 2024

.: "O Sol Por Testemunha" é o clássico do Festival Varilux de Cinema Francês


"O Sol Por Testemunha" ("Plein Soleil")
, o filme que revelou Alain Delon para o mundo, é o clássico homenageado na 15ª edição do Festival Varilux de Cinema Francês, que apresenta uma programação de filmes inéditos e com passagens pelos principais festivais do mundo, como Cannes e Veneza. Adaptado do romance "O Talentoso Ripley", escrito por Patricia Highsmith, o thriller de 1960 conta com Alain Delon, Marie Laforêt e Maurice Ronet no elenco. 

Dirigido por René Clément, o longa-metragem distribuído no Brasil pela Bonfilm Filmes, conta a história de Tom Ripley. Ele é enviado à Europa para trazer o filho de um ricaço de volta aos Estados Unidos. Ludibriado pelo herdeiro que pretende permanecer no Velho Continente com sua noiva, ele resolve assumir a identidade e a boa vida do jovem mimado. 

O Festival Varilux ocorre entre 7 e 20 de novembro, com exibição de 20 filmes em 60 cidades e 110 salas de cinema do país. O portal Resenhando.com assiste aos filmes do Varilux no Cineflix Cinemas, localizado no Miramar Shopping, no Gonzaga, em Santos.


Críticas publicadas sobre o filme

Le Monde
"Filmado na Itália em 1959, o filme de René Clément é o longa-metragem onde o ator de 23 anos, pouco conhecido até então, se torna um ícone. Ele irradia beleza. A beleza do diabo."

Télérama
"Adaptado de um sucesso de Patricia Highsmith, este thriller ambíguo é iluminado por seus atores esplendorosos e selvagens. Um sol brilhante de beleza."


Ficha técnica
"O Sol Por Testemunha" (" Plein Soleil")
1960 / 1h54 / Thriller
Com: Alain Delon, Marie Laforêt, Maurice Ronet
Direção: René Clément
Distribuição no Brasil: Bonfilm


Sobre a Bonfilm
Além de distribuidora de filmes, a Bonfilm é realizadora do Festival Varilux de Cinema Francês que, nos últimos 14 anos, promoveu mais de 35 mil sessões nos cinemas em todo o Brasil e somou um público de mais de um 1,2 mil espectadores. Desde 2015, a Bonfilm organiza também o festival Ópera na Tela, evento que exibe filmes de récitas líricas em uma tenda montada ao ar livre no Rio de Janeiro, e com uma edição em São Paulo.


Sobre o festival
O Festival Varilux de Cinema Francês é realizado pela produtora Bonfilm e tem como patrocinadores principais a Essilor/Varilux, Pernod Ricard/Lillet, Axa, Michelin, além do Ministério da Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria do Estado de Estado de Cultura e Economia Criativa, Lei Estadual de Incentivo à Cultura, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura. Outros parceiros importantes são a Alliance Française, a Embaixada da França no Brasil, as empresas Edenred, Air France, Fairmont (grupo Accor), além das distribuidoras dos filmes e os exibidores de cinema independente/de arte e as grandes redes de cinema comercial.

Assista na Cineflix
No litoral de São Paulo, o Festival Varilux de Cinema Francês acontece no Cineflix Santos, que fica Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Para acompanhar as novidades da rede Cineflix Cinemas mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste linkonsulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

.: Festival Varilux de Cinema terá filmes, masterclass e palestras grátis

Além de uma programação de filmes inéditos e com passagens pelos principais festivais do mundo, como Cannes e Veneza, a 15ª edição do Festival Varilux de Cinema Francês apresenta ainda uma série de atividades gratuitas para os apaixonados por cinema nas cidades de São Paulo e no Rio de Janeiro. Filmes, masterclass com diretor vencedor do César, Xavier Legrand, e palestras com o jornalista e ex-diretor da revista Cahiers du Cinéma, Jean-Michel Frodon foram programadas. Todas as atividades têm entrada franca e são sujeitas à lotação. O Festival Varilux ocorre entre 7 e 20 de novembro, com exibição de 20 filmes em 60 cidades e 110 salas de cinema do país. O portal Resenhando.com assiste aos filmes do Varilux no Cineflix Cinemas, localizado no Miramar Shopping, no Gonzaga, em Santos.

Em São Paulo, as atividades começam no dia 4 de novembro, às 15h00, com exibição gratuita do longa-metragem “O Sucessor”, de Xavier Legrand, no Cine FAAP, em Higienópolis. Legrand, vencedor de dois prêmios César pelo seu último filme “Custódia”, integrante da programação do Varilux em 2018, dá uma masterclass aberta ao público no Cine FAAP no dia 5, às 15h, para discorrer sobre suas obras e trajetória artística. No Espaço de Cinema Augusta, haverá exibição gratuita do filme "Bolero, a Melodia Eterna" no dia 5, às 15h00, com a presença do ator Raphaël Personnaz, protagonista do longa. Ele integra a delegação que estará em São Paulo e no Rio, e vai apresentar o filme.

Também no dia 5 no Cine FAAP, o jornalista, professor e crítico francês Jean-Michel Frodon ministra uma palestra sobre a crítica de cinema. Das 10h30 às 17h30, Frodon abordará temas como as recentes evoluções do cinema diante da globalização e a digitalização, a história da crítica cinematográfica e o desafio das novas tecnologias, e também uma retrospectiva sobre a crítica de cinema no Brasil e seu papel nos dias atuais.

No Rio de Janeiro, dia 7, Jean-Michel Frodon participa da palestra “As Herdeiras da Nouvelle Vague - O Cinema Feminino na França”, às 19h00, na Aliança Francesa de Botafogo. Ele estará ao lado de Gabriela Carneiro da Cunha, ativista ambiental e sócia da Aruac Filmes, produtora independente de cinema. No encontro, eles discutem a história do cinema feito por mulheres na França, desde Alice Guy no fim do século XIX, passando pelo movimento da Nouvelle Vague até os dias de hoje. No dia seguinte, 8, Frodon ministra a palestra sobre crítica de cinema de 10h30 às 17h30, na Bibliomaison, no Consulado Geral da França, localizada no Centro do Rio.

De graça, os cariocas poderão assistir a cinco filmes do Festival Varilux, que sai novamente das salas de cinema - já foram realizadas sessões abertas no Vidigal, Fortes de Copabacana e do Leme, e Concha Acústica da UERJ, em edições anteriores - e chega a uma praça da cidade. Ao ar livre, na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, serão promovidas exibições de cinco títulos, entre 7 e 10 de novembro.

Os espectadores terão à disposição um espaço com capacidade de 200 lugares, com cadeiras e espreguiçadeiras confortáveis, e os longas-metragens serão exibidos em um telão gigante, com qualidade de som e imagem. São eles: "O Sol por Testemunha", thriller clássico de 1960 em homenagem a Alain Delon, na quinta-feira, dia 7, às 19h00; o drama histórico "A Favorita do Rei", na sexta-feira, dia 8, às 19h00; a animação "Selvagens", no sábado, 9, às 18h30, seguido da comédia dramática "A Fanfarra", às 20h00, e a comédia dramática "Mega Cena", no domingo, dia 10, às 19h00. “A Favorita do Rei” e “A Fanfarra” integraram a seleção do Festival de Cannes 2024. Caso chova, a sessão será cancelada


Sobre Jean-Michel Frodon
Jean-Michel Frodon
é jornalista, crítico de cinema, professor em Sciences Po Paris e professor honorário na Universidade de Saint Andrews (Escócia). Foi responsável pelas páginas de cinema do jornal Le Monde e foi diretor da famosa revista Les Cahiers du Cinéma. Atualmente colabora regularmente com os sites de informação Slate.fr e AOC, e com inúmeras publicações francesas e estrangeiras. Todos os seus textos estão acessíveis no seu blog "Projection Publique". 

É autor ou realizador de cerca de trinta obras sobre cinema, incluindo "O cinema francês, da Nouvelle Vague até Hoje", "A Projeção Nacional", "O Cinema e a Shoah", "Robert Bresson", "Conversa com Woody Allen", "O Cinema Chinês", "Deleuze e as Imagens", "A Arte do Cinema", "O Mundo de Jia Zhang-ke", "Cinemas de Paris", "Chris Marker", "13 Ozu", "Abbas Kiarostami, Obra Aberta", "O Cinema à Prova da Diversidade". É também curador de exposições, autor de videoinstalações e programador.


Sobre Gabriela Carneiro da Cunha
Gabriela Carneiro da Cunha é uma artista brasileira e ativista ambiental que atua há mais de 10 anos com a Amazônia brasileira. É sócia da Aruac Filmes, produtora independente de cinema, e idealizadora do Projeto Margens – Sobre Rios, Buiúnas e Vaga-lumes, dedicado à criação artística a partir da escuta do testemunho de rios brasileiros em situação de catástrofe. Em 2024, lançou o filme « A Queda do Céu », seu primeiro longa-metragem como diretora e codirigido e produzido com Eryk Rocha. Essa coprodução entre Brasil, Itália e França, foi selecionada na Quinzena dos Cineastas do Festival de Cannes 2024.


Sobre a Bonfilm
Além de distribuidora de filmes, a Bonfilm é realizadora do Festival Varilux de Cinema Francês que, nos últimos 14 anos, promoveu mais de 35 mil sessões nos cinemas em todo o Brasil e somou um público de mais de um 1,2 mil espectadores. Desde 2015, a Bonfilm organiza também o festival Ópera na Tela, evento que exibe filmes de récitas líricas em uma tenda montada ao ar livre no Rio de Janeiro, e com uma edição em São Paulo.


Sobre o festival
O Festival Varilux de Cinema Francês é realizado pela produtora Bonfilm e tem como patrocinadores principais a Essilor/Varilux, Pernod Ricard/Lillet, Axa, Michelin, além do Ministério da Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria do Estado de Estado de Cultura e Economia Criativa, Lei Estadual de Incentivo à Cultura, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura. Outros parceiros importantes são a Alliance Française, a Embaixada da França no Brasil, as empresas Edenred, Air France, Fairmont (grupo Accor), além das distribuidoras dos filmes e os exibidores de cinema independente/de arte e as grandes redes de cinema comercial.


Serviço
São Paulo
Exibição do filme “O Sucessor”, de Xavier Legrand
Dia 4 de novembro - Horário: 15h00.
Cine FAAP - R. Alagoas, 903 - Higienópolis / São Paulo. Entrada franca.

Masterclass com Xavier Legrand
Dia 5 de novembro - Horário: 15h00.
Cine FAAP - R. Alagoas, 903 - Higienópolis / São Paulo. Entrada franca.

Exibição do filme “Bolero, a Melodia Eterna”, de Anne Fontaine
Dia 5 de novembro - Horário: 15h00.
Espaço Augusta de Cinema R. Augusta, 1475.

Palestra “A Crítica de Cinema”, com Jean-Michel Frodon
Dia 5 de novembro.
Horários: 10h30 às 12h30:  "As Evoluções Recentes do Cinema, a Globalização, o Digital".
14h00 às 15h30: "História da Crítica. Desafios das Novas Tecnologias".
16h00 às 17h30: "A Crítica no Brasil / Qual É o Papel que a Crítica Pode Assumir Hoje?".
Cine FAAP - R. Alagoas, 903 - Higienópolis / São Paulo.
Entrada franca.


Rio de Janeiro
Palestra “As Herdeiras da Nouvelle Vague - O Cinema Feminino na França”
Dia 7 de novembro - Horário: 19h00 às 21h00.
Local: Aliança Francesa - Rua Muniz Barreto, 746 - Botafogo / Rio de Janeiro.
Entrada franca.

Palestra “A Crítica de Cinema”, com Jean-Michel Frodon
Dia 8 de novembro.
Horários: 10h30 às 12h30:  "As Evoluções Recentes do Cinema, a Globalização, o Digital".
14h00 às 15h30: "História da Crítica. Desafios das Novas Tecnologias"
16h00 às 17h30: "A Crítica no Brasil / Qual É o Papel que a Crítica Pode Assumir Hoje?"
Bibliomaison - Av. Pres. Antônio Carlos, 58 - 11° andar - Centro / Rio de Janeiro
Entrada franca.

Exibição de filmes - Praça Nossa Senhora da Paz, Ipanema - Entrada franca
Dia 7 de novembro, às 19h00 - "O Sol por Testemunha"
Dia 8 de novembro, às 19h00 - "A Favorita do Rei"
Dia 9 de novembro, às 18h30 - "Selvagens", e 20h00, "A Fanfarra"
Dia 10 de novembro, às 19h00 - "Mega Cena"


Assista na Cineflix
No litoral de São Paulo, o Festival Varilux de Cinema Francês acontece no Cineflix Santos, que fica Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Para acompanhar as novidades da rede Cineflix Cinemas mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. onsulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. 

quinta-feira, 17 de outubro de 2024

.: "Ozias" é a nova mostra do artista brasileiro na Danielian Galeria, em SP


Com curadoria de Jacopo Crivelli Visconti, mostra abre em 26 de outubro com fragmentos da vasta produção numa leitura do artista por si mesmo, presente no conjunto mais amplo que compõe a publicação que será lançada em novembro

Das pinturas que retratam a realidade do campo e as devoções religiosas que permeiam significativamente a vida dos trabalhadores rurais aos devaneios da arte de tendência popular, “Ozias” ocupa a Danielian Galeria-SP a partir de outubro com obras que reafirmam as origens biográficas de Odoteres Ricardo de Ozias. O artista autodidata debutou no mundo da pintura sob o olhar do cotidiano na área rural do pequeno município da Zona da Mata de Minas. Ganhou visibilidade com seu viés de ‘artista do povo’ e se consagrou no cenário cultural internacional com uma mostra individual no templo da arte contemporânea, a David Zwirner, em Londres, em setembro de 2023.

Fez da pintura seu principal motivo para retratar o ser humano em seu espaço, suas escolhas e crenças, e sua forma de entender o mundo ao seu redor. Como bem define o curador Jacopo Crivelli Visconti “a maneira como Ozias representa as grandes massas (em cerimônias religiosas ou festividades populares) confirma, de certa forma, essa interpretação: cada corpo parece fundir-se aos que estão aos seus lados e dar, num primeiro momento, a impressão de uma massa homogênea e imóvel. Mas todas as pessoas que compõem essa massa, sem exceção, estão de olhos bem abertos. É um olhar a que nada escapa, um olhar coletivo e atento, capaz de entender, com acuidade e precisão, os jogos e as disputas de poder que se desenrolam à sua frente”.

Ao mesmo tempo visto como artista que executa seu trabalho de forma singela, por meio de representações instintivas da natureza e elementos simples, sem conhecimento de técnicas usuais e, em paralelo, profundamente crítico, Ozias pode ser considerado um artista que representa um conjunto de tendências e estilos. Está entre os legítimos difusores da democratização da produção, difusão e reflexão sobre a ressignificação do simbólico como arte valorada, e que sugere um novo conceito ideológico das concepções de cultura.

Na mostra, estarão obras executadas desde 1962, passando pela produção dos anos 1990, com destaque para “Fogo Nisto!” e “Cortando a Mata”, representações do ambiente rural; e dos anos 2000, destacando-se “Anjos no Céu” e “Rostos”, que denotam as relações do homem e a religiosidade. O evento antecede o lançamento da publicação sobre as obras do artista, previsto para 9 de novembro de 2024. A organização do livro é de Jacopo Crivelli Visconti, que também assina a autoria, juntamente com Moacir dos Anjos, Claudinei Roberto, Simon Grant e Gabriela Gotoda, com design de Raul Loureiro.

Sobre o artista
Odoteres Ricardo de Ozias nasceu em 15 de julho de 1940 em Eugenópolis (MG). Viveu no Rio de Janeiro, trabalhou como auxiliar de pedreiro até ser contratado pela Rede Ferroviária Federal onde foi porteiro, manobreiro de locomotivas e telegrafista. Aos 46 anos foi transferido para os escritórios da Central do Brasil, e aproveitou o contato com papeis para começar a desenhar e pintar. Sem formação técnica e com imenso ímpeto criativo, pintava vários quadros ao mesmo tempo, para não esquecer as ideias inspiradoras. Morreu em 2011, vitimado por sequelas de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Realizou diversas mostras nacionais e participou de coletivas no Haiti e em Londres.

Sobre a galeria
A Danielian Galeria atua no cenário cultural brasileiro desenvolvendo projetos institucionais que estimulam novos olhares sobre a produção artística e intelectual. Através de exposições e publicações vem promovendo a integração entre o público e o pensamento artístico, contribuindo para a ressignificação do conceito de galeria de arte. Funciona em dois endereços: na Gávea, no Rio de Janeiro, e no Jardim Paulista, em São Paulo.

Serviço
Exposição “Ozias”
Local: Rua Estados Unidos, 2114, Jardim Paulista/São Paulo
Abertura: 26 de outubro - 11h00
Período expositivo: De 26 de outubro a 20 de dezembro 2024
Horários de visitação: Terça a Sexta - 11h00 às 19h00 | sábado - 11h00 às 17h00
Entrada gratuita
Lançamento da publicação: 9 de novembro

quarta-feira, 16 de outubro de 2024

.: Mostra “Cinema em Papel”: artesanato no audiovisual a partir de cenas


A partir desta quinta-feira, dia 17 de outubro, o CineSesc apresenta a exposição “Cinema em Papel”, com obras que destacam o fazer artesanal do cinema, parte importante do processo criativo audiovisual. De caráter intimista, a ambientação no hall do CineSesc exibe peças que fazem parte da construção das narrativas e de novos imaginários. Serão reproduzidas em papel cenas de filmes clássicos, equipamentos de projeção e montagem que trazem vida às histórias, além de alguns storyboards, esboços que iniciam a construção de uma narrativa. A exposição tem entrada gratuita e fica em cartaz até 17 de julho de 2025, de segunda a domingo, das 13h15 às 22h00. 

No espaço, será possível ver fotogramas que fazem referências a cenas de filmes que marcaram a história do cinema, como “A Chegada do Trem na Estação”, dos irmãos Lumière, um dos primeiros filmes a serem apresentados em público. Além dele, “O Iluminado”, clássico de Stanley Kubrick, “Central do Brasil”, protagonizado por Fernanda Montenegro, o recente “Marte Um”, de Gabriel Martins, entre outros, também ganham representação na exposição. Ainda haverá referências ao trabalho de Alice Guy-Blaché, cineasta francesa pioneira do cinema narrativo, e ao personagem de Zé do Caixão, icônico no cinema de terror brasileiro. 

“Cinema em Papel” é um desdobramento da nova vinheta de segurança do CineSesc. Produzida a partir da técnica de stop motion, a peça conduz o público por uma réplica em papel da sala de cinema do CineSesc, contemplando a plateia, o bar, a sala de projeção e a grande tela, por onde cenas de filmes emblemáticos são projetadas, ilustrando as normas de segurança do espaço. 

A maquete com a réplica da sala estará exposta no hall do cinema e será um dos destaques da exposição, que ainda contará com mutoscópios, um tipo de cinematógrafo, onde a imagem ganha movimento a partir do giro de uma manivela, e estruturas com as lâminas de papel das cenas dos filmes, que foram utilizadas para produção da nova vinheta do CineSesc.  Em tempos em que a tecnologia, como a realidade virtual e a inteligência artificial, tem sido cada vez mais utilizada, a exposição é um convite à reflexão sobre a criatividade a partir do fazer analógico.  


Ficha técnica
Exposição "Cinema em Papel"
Expografia, direção de arte e produção: Angela Barbosa e Beto Paiva (Atelier Cenográfico)
Aderecista: Jemima Tuany, Matias Lisboa
Cenotécnica: Luiz Cirnande
Construção motoscópio: Maurizio Zelada
Design gráfico: Mariana Degani
Elétrica e luz: Edson Brossa (Edlight)
Impressão: Giclê Fine Art Print
Produção de texto: Erasmo Penteado
Direção geral (vinheta e maquete): Cesar Cabral
Diretora assistente: Érica Valle
Criação (maquete): Dario Gama Leme, Karen Furbino
Artes conceituais: Giovana Affonso
Produção audiovisual: Analia Tahara, Stephanie Saito
Assistente de produção audiovisual: Diego Saito
Captação e edição: Larissa Nakashima
Realização: Sesc São Paulo 

Serviço
Exposição "Cinema em Papel"
A partir de 17 de outubro de 2024, até 17 de junho de 2025
De segunda a domingo, das 13h15 às 22h
Grátis
CineSesc - Rua Augusta, 2075 | São Paulo 

terça-feira, 15 de outubro de 2024

.: Museu da Língua Portuguesa abre mostra temporária "Vidas em Cordel"


Com correalização do Museu da Pessoa, iniciativa apresenta histórias de vida contadas no formato de literatura de cordel e ainda conta com cabine interativa para o registro de depoimentos


Será aberta ao público no dia 2 de novembro "Vidas em Cordel", a nova mostra temporária do Museu da Língua Portuguesa, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. Com correalização do Museu da Pessoa, a mostra vai apresentar histórias de vida contadas no formato de literatura de cordel. São biografias de nomes consagrados da cultura brasileira, como o escritor e líder indígena Ailton Krenak, e também de pessoas comuns. Entre elas, figuras emblemáticas do território da Luz, onde o Museu está localizado. Além disso, o projeto contará com uma cabine interativa, onde os visitantes poderão gravar depoimentos – as histórias compartilhadas são incluídas automaticamente no acervo do Museu da Pessoa. 

A curadoria é do poeta e cordelista Jonas Samaúma, do cordelista e pesquisador do folclore brasileiro Marco Haurélio, e da xilogravadora Lucélia Borges. "Vidas em Cordel" estará montada no Saguão B e poderá ser visitada de terça a domingo, das 10h00 às 17h00, com entrada gratuita para todos os públicos. 

A mostra temporária "Vidas em Cordel", uma correalização com o Museu da Pessoa, integra a Temporada 2024 do Museu da Língua Portuguesa, que conta com patrocínio máster da Petrobras, patrocínio do Grupo CCR, por meio do Instituto CCR, e do Instituto Cultural Vale; com apoio do Itaú Unibanco, do Grupo Ultra, por meio do Instituto Ultra, da CAIXA e do UBS BB Investment Bank - todos por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet.   


Serviço
Mostra temporária "Vidas em Cordel" 
De 2 de novembro a fevereiro de 2025 
De terça a domingo, das 10h00 às 17h00
No Saguão B
Grátis 
Museu da Língua Portuguesa 
Praça da Língua, s/nº - Luz – São Paulo  

.: Exposição imersiva de Sandro Akel com obras de dois metros em São Paulo


Mostra gratuita que acontece entre os dias 17 e 23 de outubro, na Barra Funda, apresentará cerca de 30 obras exclusivas feitas com técnica encáustica


Sandro Akel, conhecido por expandir os limites das técnicas tradicionais para criar uma linguagem visual única, abre as portas de seu ateliê de 400 metros quadrados na Barra Funda, São Paulo, para uma exposição autoral entre os dias 17 e 23 de outubro. A mostra, intitulada "Como Vim Parar Aqui?", reunirá mais de 30 obras de grandes dimensões, algumas com até 220 centímetros de altura, que são produzidas utilizando a técnica encáustica - uma fusão de cera e pigmentos que conferem profundidade e camadas de história a cada composição. A exposição tem entrada gratuita, e terá início a partir das 18h00. 

Além de apreciar as criações, o público terá uma experiência exclusiva: Sandro Akel estará presente no atelie realizando performances ao vivo, demonstrando a técnica e suas camadas meticulosas de cera e pigmentos aplicados sobre os cartazes. "A encáustica exige paciência, é uma técnica demorada, mas acredito que cada quadro traz consigo histórias de vida que se impõem à medida que a obra ganha forma", comenta Akel.

A arte do artista é marcada pela composição de elementos díspares, como street art, desenho puro, parafina e madeira, criando uma collage visual que reflete o caos e a diversidade das ruas. Com influências do impressionismo e da pop art, sua obra se apresenta como um testamento à constante evolução da expressão artística urbana. Elementos como o lambe-lambe, cuidadosamente rasgado e incorporado às obras, trazem fragmentos literais da vida na rua para suas composições, gerando um senso de imediatismo e impermanência.

Com mais de três décadas de carreira, Akel é um dos principais nomes da arte pop urbana brasileira, e na exposição os visitantes poderão percorrer, por meio das obras, mais de 25 anos de sua trajetória,que questiona o papel da cultura e dos materiais descartados na sociedade contemporânea. As peças da exposição estarão à venda, com preços a partir de R$ 5 mil.


Sobre Sandro Akel
Sandro Akel é artista plástico com 32 anos de carreira e co-fundador do prestigiado Coletivo Bijari, onde desenvolveu projetos que uniam artes visuais e tecnologias aplicadas em grandes instalações, intervenções urbanas e ações multimídia. Desde 2011, Akel vive e trabalha no bairro da Barra Funda, em São Paulo, dedicando-se exclusivamente à pintura, e se tornou reconhecido por sua capacidade de transformar cartazes da cidade em arte, propondo novas reflexões sobre a história da sociedade contemporânea.Home | Sandro Akel


Serviço:
Exposição "Como Vim Parar Aqui?"
Local: Ateliê de Sandro Akel – Barra Funda, São Paulo
De 17 a 23 de outubro de 2024
Horário: a partir das 18h00
Entrada: gratuita
Capacidade: 250 pessoas
Obras à venda: a partir de R$ 5 mil

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

.: MAM São Paulo estreia podcast do Panorama da Arte Brasileira


Em seis episódios narrados pela jornalista Adriana Couto, a série em áudio vai apresentar os temas abordados nesta 38º edição da exposição bienal do MAM, por meio da história de artistas e coletivos que integram a mostra. Gravação do primeiro episódio do podcast Mil Graus, com curadoria do MAM e curadoria do 38º Panorama. Foto: Marina Paixão, cortesia MAM São Paulo


O Museu de Arte Moderna de São Paulo estreou o podcast "Mil Graus", uma série em áudio sobre o 38º Panorama da Arte Brasileira, exposição bienal e fundamental na história do MAM e no circuito artístico do país,  que abre em 5 de outubro no MAC USP. Leia aqui mais informações sobre esta edição da mostra. O podcast foi batizado com o mesmo título da exposição, "Mil Graus", e traz a ideia de um calor-limite, conceito proposto pela curadoria do 38º Panorama para aludir à uma temperatura em que tudo derrete, desmancha e se transforma. 

A série é uma forma de aprofundar e ampliar discussões essenciais da exposição. Ao longo de seis episódios, os ouvintes podem conhecer mais sobre o 38º Panorama do MAM, bem como histórias e curiosidades sobre alguns dos coletivos e artistas que participam da exposição. O objetivo é conectar o contexto e as práticas desses agentes com cenários maiores, trazendo discussões que refletem questões sociais, políticas e culturais da contemporaneidade. 

Concebido pelo MAM, a série em áudios "Mil Graus" é narrada pela jornalista Adriana Couto e tem direção e produção executiva da Trovão Mídia. O episódio que abre o podcast - e o único em formato de mesa redonda - traz Cauê Alves, curador-chefe do museu, e o trio Ariana Nuala, Germano Dushá e Thiago de Paula Souza, curadores desta 38ª edição da mostra, em uma conversa com Adriana Couto sobre o Panorama da Arte Brasileira e a proposta curatorial deste ano.  Os próximos episódios serão anunciados semanalmente nas redes sociais do MAM (@mamsaopaulo). 


Sobre o Panorama da Arte Brasileira do MAM São Paulo
A série de mostras Panorama da Arte Brasileira foi iniciada em 1969 e coincidiu com a instalação do MAM São Paulo em sua sede na marquise do Parque do Ibirapuera. As primeiras edições do Panorama marcaram a história do museu por terem contribuído direta e efetivamente na formação de seu acervo de arte contemporânea. Ao longo das 37 mostras já realizadas, o Panorama do MAM buscou estabelecer diálogos produtivos com diferentes noções sobre a produção artística brasileira, nossa história, cultura e sociedade. Realizado a cada dois anos, sempre produz novas reflexões acerca dos debates mais urgentes da contemporaneidade brasileira.


Sobre o MAM São Paulo
Fundado em 1948, o Museu de Arte Moderna de São Paulo é uma sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos. Sua coleção conta com mais de cinco mil obras produzidas pelos mais representativos nomes da arte moderna e contemporânea, principalmente brasileira. Tanto o acervo quanto as exposições privilegiam o experimentalismo, abrindo-se para a pluralidade da produção artística mundial e a diversidade de interesses das sociedades contemporâneas. O MAM têm uma ampla grade de atividades que inclui cursos, seminários, palestras, performances, espetáculos musicais, sessões de vídeo e práticas artísticas. O conteúdo das exposições e das atividades é acessível a todos os públicos por meio de visitas mediadas em libras, audiodescrição das obras e videoguias em Libras. O acervo de livros, periódicos, documentos e material audiovisual é formado por 65 mil títulos. O intercâmbio com bibliotecas de museus de vários países mantém o acervo vivo.

Localizado no Parque Ibirapuera, a mais importante área verde de São Paulo, o edifício do MAM foi adaptado por Lina Bo Bardi e conta, além das salas de exposição, com ateliê, biblioteca, auditório, restaurante e uma loja onde os visitantes encontram produtos de design, livros de arte e uma linha de objetos com a marca MAM. Os espaços do museu se integram visualmente ao Jardim de Esculturas, projetado por Roberto Burle Marx e Haruyoshi Ono para abriga obras da coleção. Todas as dependências são acessíveis a visitantes com necessidades especiais.


Ficha técnica
"Mil Graus" é um podcast original do Museu de Arte Moderna de São Paulo, com patrocínio do Nubank e da EMS através da Lei federal de incentivo à cultura, Ministério da Cultura, Governo Federal, Brasil União e Reconstrução
Direção e produção executiva: Trovão Mídia
Concepção: Ane Tavares, Ariana Nuala, Germano Dushá e Thiago de Paula Souza
Apresentação: Adriana Couto
Pesquisa e roteiro: Flavia Martin
Edição, mixagem e montagem de som: Pedro Vituri
Trilha sonora original: José Hess
Identidade visual: Raul Luna
Design: Paulo Macedo 


38º Panorama da Arte Brasileira: Mil Graus
Curadoria: Germano Dushá, Thiago de Paula Souza
Curadoria-adjunta: Ariana Nuala
Período expositivo: até dia 26 de janeiro de 2025
Realização: Museu de Arte Moderna de São Paulo
Exibição em: Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, MAC USP
Locais: térreo e terceiro andar
Funcionamento: terça a domingo, das 10h00 às 21h00
Gratuito

.: Flávia Junqueira apresenta "Extasia" no Centro Cultural Fiesp


A mostra reúne, pela primeira vez, um panorama de sua criação multidisciplinar, aberta à visitação do público a partir de 18 de setembro. Flávia Junqueira, Real Gabinete Português de Leitura #1, 1837 (2021)


O universo onírico da produção artística de Flávia Junqueira ocupa o espaço expositivo do Centro Cultural Fiesp, a partir do dia 18 de setembro, com a mostra intitulada “Extasia”, neologismo que mescla o sentimento de êxtase com o delírio da fantasia. A exposição apresenta desdobramentos da pesquisa da artista, passando pela cenografia, fotografia, escultura e iluminação. Com curadoria de Bianca Coutinho Dias, o público acessa um recorte de obras que percorre os últimos cinco anos de sua produção e que será exposto em conjunto pela primeira vez.

Pautada na criação de narrativas visuais que conectam a infância, o tempo e a memória, Flávia Junqueira faz de Extasia uma grande instalação imersiva, com uma atmosfera de magia e encantamento. “Estou continuamente buscando maneiras de conectar o público com suas próprias experiências emocionais, utilizando a arte como uma ferramenta para explorar esse complexo desejo”, afirma a artista.

A mostra abriga nove fotografias encenadas, sempre com a presença de balões de látex, produzidas dentro e fora do país, em ambientes internos e externos, como parques, teatros, bibliotecas, salas de palácios e monumentos icônicos. É o caso do Parque Henrique Lage, do Theatro Municipal de Niterói e Real Gabinete Português de Leitura, todos no Rio de Janeiro; do Teatro de Ouro Preto, em Minas Gerais; e de um parque de diversões na cidade paulista de Amparo. Também estão em cena edificações espanholas como o Palacio de Fernan Nuñez, Palacio de Santoña, Liceu Opera Barcelona e Palacio de Linares.

Nesse mergulho sensorial proposto na exposição, os elementos presentes nas fotografias – luzes de parque de diversão, cortinas de teatro, cavalos de carrossel e os próprios balões de látex – se materializam no espaço, ganhando tamanho real e intensificando a sensação nostálgica da infância nos visitantes. É como se estivessem dentro da obra ao mesmo tempo que a observam. “O público não será só espectador da arte, mas também vai estar no meio dela, sentindo o que está na foto para além da imagem fotográfica”, explica.

A inventividade da artista é revelada, ainda, na série Magic Carnival, uma instalação formada por um conjunto de cavalos de carrossel em miniatura. Colocados em cúpulas separadas sobre uma mesa giratória, a obra faz referência a esse brinquedo encontrado nos parques. "Extasia" conta também com duas obras audiovisuais. Uma em formato de making of, sobre o processo de criação das fotografias encenadas, concebidas de forma analógica e com técnicas da cenografia teatral. A outra, é um videoarte, que projeta no espaço um carrossel criado pela artista, em uma instalação em Piracicaba (SP).

A gerente executiva de cultura do Sesi-SP, Débora Viana, traz a importância de exposições como Extasia integrar a programação do Sesi-SP: “Reiteramos o compromisso da nossa instituição em ofertar um ambiente cultural e artístico, proporcionando ao público projetos de qualidade, acesso a obras e ao processo criativo de artistas de diversas origens, e incentivando a reflexão e a experimentação. No SESI-SP, consideramos crucial a formação de novos apreciadores das artes, promovendo a difusão e o acesso à cultura de maneira gratuita. Por isso, concebemos e executamos projetos em uma ampla gama de áreas, convidando o público a mergulhar de cabeça no universo do conhecimento e da expressão artística”.

Serviço
"Extasia", por Flávia Junqueira
Local: Centro Cultural Fiesp
Endereço: Avenida Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon-Masp do Metrô
Período expositivo: até dia 26 de janeiro
Visitação: terça a domingo, 10h00 às 20h00
Entrada gratuita

terça-feira, 24 de setembro de 2024

.: MAM SP anuncia abertura do 38º Panorama da Arte Brasileira: Mil graus


Esta edição da exposição bienal do MAM apresenta 34 artistas de 16 estados brasileiros, e traz mais de 130 obras, sendo 79 inéditas, e projetos especiais, como o ambiente 3D e o podcast. O 38º Panorama acontecerá de 5 de outubro de 2024 a 26 de janeiro de 2025 e, em função da reforma da marquise do Parque Ibirapuera, a mostra será exibida no MAC USP. Na imagem, Rop Cateh Alma pintada em Terra de Encantaria dos Akroá Gamella (Território Indígena Taquaritiua [Taquaritiua Indigenous Land], MA, Brasil [Brazil]) Em colaboração com Gê Viana (Santa Luiza, MA, 1986). 


O Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM inaugura em 5 de outubro o "38º Panorama da Arte Brasileira: mil Graus", exposição com curadoria de Germano Dushá e Thiago de Paula Souza, e curadoria-adjunta de Ariana Nuala, cujo  título evoca a ideia de um “calor-limite”, onde tudo se transforma, fazendo referência às condições climáticas e metafísicas intensas que desafiam e conduzem a processos inevitáveis de transmutação. Nesta edição, a mostra bienal do MAM apresenta 34 artistas de 16 estados brasileiros. Acesse aqui mais informações sobre a lista de artistas. 

Em função da reforma da marquise do Parque Ibirapuera no trecho em que o MAM está sediado, esta edição do Panorama será apresentada no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, instituição parceira e que divide uma mesma origem com o MAM. A exposição vai ocupar partes do térreo e o terceiro andar do MAC USP com mais de 130 obras, sendo 79 inéditas, realizadas para o 38º Panorama.

“Faz alguns anos que o MAM tem estabelecido parcerias com as instituições do eixo cultural do Parque Ibirapuera. Realizar o 38º Panorama da Arte Brasileira do MAM no MAC, além de uma aproximação histórica entre as duas instituições, é um momento de integração e soma de esforços em benefício da arte”, comentam Elizabeth Machado e Cauê Alves, respectivamente presidente e curador-chefe do MAM. 

Para José Lira, diretor do MAC USP, “é com enorme satisfação que o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo acolhe o 38º Panorama da Arte Contemporânea Brasileira, tradicionalmente realizado pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo. Desde 2018, tem sido um traço fundamental da gestão do MAC USP estabelecer parcerias institucionais para realização de exposições e eventos culturais em geral”.


Mil graus
A proposta curatorial do 38º Panorama da Arte Brasileira é elaborar criticamente a realidade atual do Brasil sob a noção de calor-limite — conceito que alude à uma temperatura em que tudo derrete, desmancha e se transforma. O projeto busca traçar um horizonte multidimensional da produção artística contemporânea brasileira, estabelecendo pontos de contato e contraste entre diversas pesquisas e práticas que, em comum, compartilham uma alta intensidade energética.

A pesquisa da curadoria foi norteada a partir de cinco eixos temáticos: Ecologia geral, Territórios originários, Chumbo tropical, Corpo-aparelhagem, e Transes e travessias. Os eixos não funcionam como núcleo ou segmentos da exposição, mas sim como fios condutores que instigam reflexões e leituras, traçando possíveis relações entre os trabalhos a partir dessas perspectivas.

Em Ecologia geral, são destacadas noções ecológicas e práticas ambientais ampliadas que se orientam por uma visão de interconectividade total. Já em Territórios originários, estão narrativas e vivências de povos originários, quilombolas e outros modos de vida fora da matriz uniformizante do capital, capazes de refletir visões alternativas sobre a invenção e a atual conjuntura do Brasil. Chumbo tropical, por sua vez, trará leituras críticas que subvertem imaginários e representações do Brasil, colocando em xeque aspectos centrais da identidade nacional. 

Corpo-aparelhagem é a linha que busca evidenciar intervenções experimentais e reflexões sobre a contínua transmutação corpórea dos seres e das coisas, com seus hibridismos e suas inter-relações, enquanto Transes e travessias aborda conhecimentos transcendentais, práticas espirituais e experiências extáticas que canalizam os mistérios vitais.


As obras
O corpo formado por 34 artistas e coletivos apresenta obras que abordam questões ecológicas, históricas, sociopolíticas, tecnológicas e espirituais, e utilizam tanto tecnologia avançada quanto materiais orgânicos, como o barro. Advânio Lessa construiu uma série inédita de esculturas que aludem a uma rede formada por diferentes polos e conectadas em diferentes espaços: o MAC USP, o Museu Afro Brasil Emanuel Araujo, o Caserê e a UMAPAZ.  Adriano Amaral criou uma instalação comissionada para o térreo do MAC USP, a obra Cabeça-d’água (2024), uma estrutura arquitetônica, espécie de cápsula octogonal, que traz em suas paredes peças inéditas da série Pinturas protéticas (2022).

Ana Clara Tito apresenta uma instalação comissionada que ocupa o piso do campo expositivo com uma composição de peças em diferentes escalas, como uma ecologia rizomática. Com a obra comissionada Ascendendo o silêncio (2024), Antonio Tarsis toma o centro de uma das alas do campo expositivo. 

Davi Pontes apresenta um trabalho comissionado no qual segue elaborações anteriores, envolvendo a criação de um repertório em conjunto com uma dupla de performers. Um registro documental inédito do centro espiritual e das obras de Dona Romana, líder espiritual da Serra de Natividade, uma das cidades mais antigas do Tocantins, será exibido em larga escala no campo expositivo.

Com duas obras inéditas, frutos de processos anteriores, mas que culminaram em projetos comissionados para o 38º Panorama, Frederico Filippi aborda a colisão e o atrito como ferramentas conceituais para reelaborar criticamente o imaginário social do Brasil e da América do Sul sob as marcas indeléveis do capitalismo avançado. Gabriel Massan apresenta um novo desdobramento de sua obra Baile do terror (2022-2024), no qual traça um paralelo entre a escalada de tensões e violências em âmbito global e os traumas da “guerra às drogas” no eixo Rio-São Paulo.

Ivan Campos apresenta a obra que marcou sua trajetória como seu projeto mais desafiador: uma pintura sem título (2008 - 2010), de sete metros horizontais, que levou um ano para ser concluída e traz os principais aspectos de sua obra. Em tons de verde e azul, o artista dá vida a uma selva intrincada, onde tudo está em movimento. 

Falecido durante a concepção do 38º Panorama, Jayme Fygura é o único artista não vivo a compor a exposição, e sua participação é uma homenagem à sua trajetória e à sua obra que combina a pintura, com a tradição da escultura em metal, da poesia marginal, do rock e das denúncias de opressões cotidianas. 

A colaboração entre Jonas Van e Juno B. resultou na videoinstalação imersiva "Visage" (2024), uma experiência ambiental envolvente que combina esculturas e mobiliários feitos com peças automobilísticas, luz, som e vídeo. José Adário dos Santos traz ao 38º Panorama um conjunto de esculturas que se referem a divindades e entidades das religiões de matriz africana, como Ogum Oniré, Oxossi Odé, Agué, Padilha e Exu, e Joseca Mokahesi Yanomami apresenta dez obras inéditas.

Lais Amaral participa com duas pinturas da série Como um zumbido estrelar, um pássaro no fundo do ouvido, Sem título I e Sem título II, ambas de 2024, enquanto Labō e Rafaela Kennedy apresentam uma série de fotografias em que mergulham no entrelaçamento entre fenômenos naturais e cenários urbanos do Norte do Brasil. 

Lucas Arruda exibe uma série de pinturas que sugerem um espaço entre o real e o imaginário, com paisagens que caminham entre o figurativo e o abstrato. Com uma obra comissionada, Marcus Deusdedit desdobra sua investigação sobre a edição de objetos, reformulando um equipamento de exercício físico para discutir questões sociais e políticas.

Marina Woisky apresenta uma instalação formada por uma série de peças inéditas, nas quais toma como ponto de partida as ilustrações científicas e representações idealizadas, que combinam diferentes eras e regiões para demonstrar o movimento ou a evolução da vida biológica na superfície terrestre.

Maria Lira Marques leva uma série com mais de dez desenhos sobre pedras e Marlene Almeida apresenta duas obras com dinâmicas distintas: Derrame (2024), uma instalação inédita feita com recortes de algodão cru tingidos com pigmentos originários do basalto e rocha vulcânica, e Tempo voraz II (2012), obra em que a artista reflete sobre questões existenciais diante da fugacidade da vida. O grupo MEXA traz, em apresentação única, a peça inédita no Brasil A Última Ceia (2024). 

Mestre Nado, como ficou conhecido Aguinaldo da Silva, apresenta três obras inéditas, esculturas de grande escala —  raras na sua produção — que parecem espécies de torres de sopro, remetendo a instrumentos como a gaita de foles. Melissa de Oliveira apresenta duas obras ligadas a suas vivências no universo do “grau”. As imagens, produzidas com conhecidos e familiares, retratam a prática de empinar moto em manobras exibicionistas e arriscadas.

Noara Quintana exibe duas obras inéditas comissionadas para o 38º Panorama. A primeira, Satélite esqueleto âmbar (2024), da série Futuro fóssil, configura uma reprodução de um objeto espacial gravitando sobre o campo expositivo. Na segunda obra, intitulada Gengiva de fogo (2024), uma grande massa rubra e disforme paira sobre nossas cabeças. Rafael RG apresenta duas obras comissionadas que se conectam e se complementam em suas naturezas: uma objetual e outra performática. Em uma delas, De quando o céu e o chão eram a mesma coisa (2024), o artista resgata grafias imemoriais inspiradas na observação do céu.

Rebeca Carapiá apresenta uma grande peça comissionada para a exposição, que remete tanto a uma escrita urbana quanto a códigos de outros tempos. Solange Pessoa traz à exposição uma constelação de quase uma dúzia de esculturas de pedra-sabão, e um conjunto composto por três peças de cerâmica e lã (2019-2024), que remetem a fragmentos de rochas escuras, que guardam a potência de tempos imemoriais. 

O povo Akroá Gamella, em colaboração com Gê Viana e Thiago Martins de Melo, participa sob o nome de Rop Cateh – Alma pintada em Terra de Encantaria dos Akroá Gamella, e exibe um grande painel multimídia que expressa a identidade e espiritualidade articuladas pela comunidade. Com um conjunto de vinte esferas cerâmicas com marcações gráficas feitas com óxido de ferro, Sallisa Rosa dá vida a seu exercício contínuo de vínculos com a terra e os territórios.

Paulo Nimer Pjota apresenta uma obra inédita, em cinco telas, no qual cria um  mar de chamas atravessado por raios de sol difusos, em que animais e seres fantásticos se misturam a lendas e elementos da natureza-morta de diferentes culturas. Paulo Pires participa com quatro obras que denotam seu estilo e, simultaneamente, a versatilidade de suas composições. Entre os trabalhos, estão a escultura de grande formato "Os Desejos da Pedra" (2023 -2024) e "O Namoro da Pedra" (2021). 

A Tropa do Gurilouko,  uma turma de “bate-bolas” criada em 2023 no bairro carioca de Campo Grande, marca sua presença no 38º Panorama por meio da indumentária criada para o Carnaval de 2024, e de uma saída do grupo por São Paulo, nas imediações do MAC USP e do Parque Ibirapuera.

Zahỳ Tentehar apresenta sua pesquisa mais recente por meio da videoperformance Ureipy (Máquina Ancestral) (2023), e Zimar, como é chamado Eusimar Meireles Gomes, apresenta uma série de máscaras oriundas de sua ligação com a Bumba meu boi —, manifestação cultural de maior importância na região onde vive, a Baixada Maranhense. 


Projeto expográfico
Nesta edição em que, pela primeira vez, o Panorama da Arte Brasileira acontece fora da sede do MAM, o projeto expográfico assinado pelo arquiteto Alberto Rheingantz foi repensado e adaptado para os espaços do MAC USP. O objetivo foi assimilar tanto os conceitos curatoriais quanto as questões visuais e formais das obras em exposição. 

A adaptação envolveu o desafio de conectar os pavimentos do MAC que recebem o 38º Panorama - parte do térreo e todo o terceiro andar -, espaços não contíguos, o que levou à adoção de três partidos expográficos principais.

O primeiro partido é a ocupação espelhada entre as alas A e B do edifício, com elementos que se complementam em cada uma. O segundo é o uso de painéis metálicos como base estrutural, permitindo variações de combinações e materiais em suas superfícies. Por fim, o terceiro partido envolve a instalação de obras comissionadas em locais estratégicos, incluindo sob a marquise de entrada e em áreas específicas do museu. 

Para ampliar suas formas de uso e flexionar as possibilidades de exibição das obras bidimensionais, foi definida uma cartela de materiais para as superfícies expositivas, e foram consideradas opções para estruturas complementares aos painéis principais, desempenhando a função de “próteses” que transformam sua configuração original. Há, também, dispositivos expográficos e mobiliários feitos com metal e madeira desenhados para atender diversas demandas específicas.


Programação pública
Tradicionalmente, o Panorama da Arte Brasileira promove uma série de atividades abertas ao público. São ativações de obras e apresentações de performances, conversas com curadores, visitas mediadas com educadores do MAM e outras ações educativas. A agenda será divulgada em breve no site e redes sociais do MAM. 


Projetos especiais
A proposta do 38º Panorama da Arte Brasileira envolve uma série de projetos especiais, são desdobramentos da conceituação de Mil graus em diferentes plataformas e linguagens. O ambiente 3D, que estará acessível de forma gratuita durante toda a exibição, visa ampliar o alcance da mostra e criar um espaço de experimentação curatorial. A ideia não é reproduzir no digital os espaços da exposição física, mas sim trazer um espaço imaginado pelos curadores e proporcionar uma experiência imersiva,  que desafia a percepção da materialidade e reflete criticamente sobre a integração das infraestruturas digitais no que entendemos como "mundo real".

Composta por obras digitais e representações tridimensionais de criações físicas de alguns dos artistas participantes, reúne vídeos, objetos 3D e sons que formam um espaço de interação. Os visitantes podem navegar livremente, explorando novos imaginários e conexões que questionam as convenções tradicionais de produção e interpretação de imagens no campo artístico. A proposta também reflete o dinamismo e a criatividade cibernética do Brasil contemporâneo.

Disponível nos principais tocadores a partir de 30 de setembro, o podcast Mil graus vai apresentar, em seis episódios, os temas abordados no 38º Panorama da Arte Brasileira e contar a história de alguns dos coletivos e artistas que integram esta edição da mostra bienal do MAM. O objetivo é  apresentar histórias e discussões sobre arte com temas atuais, mostrando como elas refletem questões sociais, políticas e culturais da contemporaneidade. 

Em uma série de cinco episódios disponível nas redes sociais do MAM, o público pode conhecer mais a prática artística e o ateliê de Advânio Lessa, Adriano Amaral, Marina Woisky, Marlene Almeida e Zimar.  A série revela conexões singulares entre os processos e os territórios em que cada um dos artistas vivem e trabalham. Em uma colaboração inédita com uma marca, o MAM lança uma linha de produtos do 38º Panorama. Mais detalhes sobre cada projeto serão divulgados em breve. 

Artistas 
Adriano Amaral (SP)                                        Marlene Almeida (PB)
Advânio Lessa (MG)                                        Melissa de Oliveira (RJ)
Ana Clara Tito (RJ)                                          Mestre Nado (PE)
Antonio Tarsis (BA)                                          MEXA (SP)
Davi Pontes (RJ)                                              Noara Quintana (SC)
Dona Romana (TO)                                          Paulo Nimer Pjota (SP)
Frederico Filippi (SP)                                        Paulo Pires (MT)
Gabriel Massan (RJ)                                         Rafael RG (SP)
Ivan Campos (AC)                                            Rebeca Carapiá (BA)
Jayme Fygura (BA)                                           Rop Cateh - Alma pintada em
Jonas Van & Juno B. (CE)                                Terra de Encantaria dos
José Adário dos Santos (BA)                             Akroá Gamella (em
Joseca Mokahesi Yanomami (RR)                     colaboração com Gê Viana
Labō (PA) & Rafaela Kennedy (AM)                e Thiago Martins de Melo) (MA)
Laís Amaral (RJ)                                               Sallisa Rosa (GO)
Lucas Arruda (SP)                                            Solange Pessoa (MG)
Marcus Deusdedit (MG)                                   Tropa do Gurilouko (RJ)
Maria Lira Marques (MG)                                 Zahỳ Tentehar (MA)
Marina Woisky (SP)                                          Zimar (MA)


Sobre o Panorama da Arte Brasileira do MAM São Paulo
A série de mostras Panorama da Arte Brasileira foi iniciada em 1969 e coincidiu com a instalação do MAM São Paulo em sua sede na marquise do Parque do Ibirapuera. As primeiras edições do Panorama marcaram a história do museu por terem contribuído direta e efetivamente na formação de seu acervo de arte contemporânea. Ao longo das 37 mostras já realizadas, o Panorama do MAM buscou estabelecer diálogos produtivos com diferentes noções sobre a produção artística brasileira, nossa história, cultura e sociedade. Realizado a cada dois anos, sempre produz novas reflexões acerca dos debates mais urgentes da contemporaneidade brasileira.


Sobre o MAM São Paulo
Fundado em 1948, o Museu de Arte Moderna de São Paulo é uma sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos. Sua coleção conta com mais de cinco mil obras produzidas pelos mais representativos nomes da arte moderna e contemporânea, principalmente brasileira. Tanto o acervo quanto as exposições privilegiam o experimentalismo, abrindo-se para a pluralidade da produção artística mundial e a diversidade de interesses das sociedades contemporâneas. O MAM têm uma ampla grade de atividades que inclui cursos, seminários, palestras, performances, espetáculos musicais, sessões de vídeo e práticas artísticas. O conteúdo das exposições e das atividades é acessível a todos os públicos por meio de visitas mediadas em libras, audiodescrição das obras e videoguias em Libras. O acervo de livros, periódicos, documentos e material audiovisual é formado por 65 mil títulos. O intercâmbio com bibliotecas de museus de vários países mantém o acervo vivo.

Localizado no Parque Ibirapuera, a mais importante área verde de São Paulo, o edifício do MAM foi adaptado por Lina Bo Bardi e conta, além das salas de exposição, com ateliê, biblioteca, auditório, restaurante e uma loja onde os visitantes encontram produtos de design, livros de arte e uma linha de objetos com a marca MAM. Os espaços do museu se integram visualmente ao Jardim de Esculturas, projetado por Roberto Burle Marx e Haruyoshi Ono para abriga obras da coleção. Todas as dependências são acessíveis a visitantes com necessidades especiais.


Serviço:
38º Panorama da Arte Brasileira: mil Graus
Curadoria: Germano Dushá, Thiago de Paula Souza
Curadoria-adjunta: Ariana Nuala
Período expositivo: 5 de outubro de 2024 a 26 de janeiro de 2025
Realização: Museu de Arte Moderna de São Paulo
Exibição em: Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, MAC USP
Locais: térreo e terceiro andar
Funcionamento: terça a domingo, das 10h às 21h
Gratuito
Mais informações em: mam.org.br/38panorama

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

.: Museu da Língua Portuguesa exibe o filme "O Bandido da Luz Vermelha"


Sessão integra a programação do projeto Luz na Tela, o cinema ao ar livre do Museu da Língua Portuguesa, com curadoria do Museu Soberano


A atriz e diretora Helena Ignez, musa do cinema marginal brasileiro, é a convidada especial do "Luz na Tela" de setembro do Museu da Língua Portuguesa. Ela vai apresentar a sessão do filme "O Bandido da Luz Vermelha" no projeto de cinema ao ar livre do Museu. A exibição gratuita acontecerá no dia 26 de setembro, quinta-feira, a partir das 19h00 no Pátio B com a distribuição, também de graça, de pipoca e refrigerante. 

Dirigido por Rogério Sganzerla, "O Bandido da Luz Vermelha" foi lançado em 1968. O filme tem como personagem principal um criminoso que utiliza técnicas extravagantes para roubar casas luxuosas de São Paulo. Chama a atenção, também, como ele consegue escapar da polícia. Também roteirista do longa-metragem, Sganzerla se inspirou na trajetória de um bandido real que aterrorizou a capital paulista nos anos 1960. 

Helena Ignez vai comentar como foi protagonizar essa produção, considerada uma obra-prima do cinema marginal, movimento que revolucionou o cinema brasileiro com sua ousadia estética e crítica social. Ela pretende falar sobre o impacto e o legado de O Bandido da Luz Vermelha, além de refletir sobre o papel do audiovisual como ferramenta de crítica e transformação. 

A atriz tem atuado no cinema desde os anos 1960, sendo dirigida por nomes como Roberto Farias ("O Assalto ao Trem Pagador", 1962), Joaquim Pedro de Andrade ("O Padre a Moça", 1966) e Suzana Amaral ("Hotel Atlântico", 2009). No Kinoforum Festival Internacional de Curtas de São Paulo, realizado em agosto deste ano, pôde ser vista no filme "Helena de Guaratiba", de Karen Black, ao lado do ator Cauã Reymond. Ela também dirigiu alguns filmes, como "A Moça do Calendário" (2018) e "Luz nas Trevas: a Volta do Bandido da Luz Vermelha" (2010) - com codireção de Ícaro Martins. 

Cinema no Museu 
Com curadoria do Museu Soberano, o Luz na Tela consolida o Museu da Língua Portuguesa como também um lugar de cinema democrático no centro histórico da capital paulista - o projeto surgiu a partir do relacionamento com outras instituições, moradores da vizinhança e pessoas em situação de rua. Os filmes são exibidos em uma tela de 4 x 2,3 metros. O público pode assisti-los em cadeiras e bancos espalhados pelo Pátio B. Mesmo em caso de chuva, a sessão é mantida por acontecer em um local coberto. Há sempre distribuição gratuita de pipoca e refrigerante.   


Serviço
"Luz na Tela" – Exibição do filme "O Bandido da Luz Vermelha", com a presença da atriz Helena Ignez 
Quinta-feira, dia 26 de setembro, às 19h00 
No Pátio B do Museu da Língua Portuguesa - espaço coberto 
Grátis 
Museu da Língua Portuguesa 
Praça da Língua, s/nº - Luz – São Paulo

sexta-feira, 13 de setembro de 2024

.: Rubem Robierb retorna ao Brasil com exposição inédita em Santos


A Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto, localizada em Santos, abriga a mais recente exposição do aclamado artista Rubem Robierb, que volta ao Brasil após uma década no exterior. A Mostra "Raízes para Voar" estará aberta à visitação de 20 de setembro a 27 de outubro. Nascido em Bacabal, Maranhão, e residente nos Estados Unidos, Robierb é reconhecido internacionalmente pelas obras provocativas que exploram as complexidades da vida moderna através de metáforas visuais e técnicas inovadoras.

Rubem Robierb ganhou destaque globalmente com a escultura "Dream Machine - Dandara", instalada no Tribeca Park, em Manhattan, em 2019, como um poderoso tributo à comunidade transgênero e não binária. A escolha da Pinacoteca de Santos para sua nova exposição reflete um profundo reconhecimento de suas raízes brasileiras que continuam a influenciar sua arte e visão de mundo.

A exposição reúne uma seleção das principais fases da carreira de Robierb, desde suas experimentações em Wynwood até suas séries impactantes como Bullet-Fly Effect. Suas obras, como Heart e Power Flowers, desafiam a violência e a instabilidade global através de combinações impressionantes de beleza e inquietação.

Rubem criou especialmente para a Pinacoteca de Santos a instalação "Raízes para Voar". Nela se autorretrata em uma escultura realista como menino de 7 anos segurando um lampião aceso. O menino está em uma canoa de madeira de quatro metros onde uma árvore seca de mangue tenta alcançá-lo, mas são separados por uma rede cheia de borboletas. Ao lado, uma enorme tela de 5 metros representando um mangue convida os visitantes a encontrarem uma série de brinquedos do pequeno Rubem, que são seus sonhos de criança. 

As propostas artísticas dele não apenas refletem a maestria em metáforas visuais, mas também a capacidade de traduzir temas complexos em linguagens acessíveis e emocionalmente ressonantes. Os curadores Carlos Zibel e Antonio Carlos Cavalcanti Filho destacam que a obra de Robierb transcende classificações convencionais, explorando fronteiras entre plataformas artísticas e técnicas 

tradicionais e modernas. O artista, ao longo da carreira, tem consistentemente provocado o público a refletir sobre temas universais através de sua arte cumprindo assim a vocação do garoto que, com uma lanterna em mãos, ilumina o caminho em sua canoa pelas águas mágicas do mangue maranhense. A entrada é gratuita e o horário para visitação é de terça a domingo, das 9h00 às 18h00.


Sobre o Arte na Pinacoteca
Arte na Pinacoteca tem se destacado como um vetor importante para a democratização do acesso à cultura em Santos, por meio de uma variedade de atividades educativas, incluindo exposições, palestras, oficinas, recitais e visitações especiais para alunos de escolas municipais, fortalecendo o papel educativo e inclusivo da arte.

A 2ª Edição do Projeto Arte na Pinacoteca é uma realização do Ministério da Cultura, com o patrocínio da Brasil Terminal Portuário (BTP), MSC, MEDLOG, Ecovias, Rumo e G.PIEROTTI, apoio institucional TV Tribuna, promovido pela Fundação Benedicto Calixto. A direção executiva do projeto é de Leila Gazzaneo, da Weimar Cultural, empresa que atua e desenvolve projetos relacionados à arte e cultura, educação, desenvolvimento social e sustentabilidade. A produção executiva é de Fabio Luiz Salgado.


Serviço
Exposição "A Arte de Rubem Robierb Entre Metáfora e Transformação"
De 20 de setembro a 27 de outubro de 2024. De terça a domingo.
Das 9h00 às 18h00
Entrada gratuita
Local: Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto
Avenida Bartolomeu de Gusmão, 15 - Boqueirão/Santos
www.pinacotecadesantos.org.br

terça-feira, 3 de setembro de 2024

.: Museu da Língua Portuguesa gratuito aos fins de semana até 31 de dezembro


Gratuidade aos domingos, que começou a vigorar em junho, será estendida até o fim do ano. Aos sábados a entrada já era grátis. Na imagem, exposição principal do Museu da Língua Portuguesa. Foto: Guilherme Sai

O Museu da Língua Portuguesa terá os finais de semana gratuitos até 31 de dezembro de 2024. A entrada já era gratuita aos sábados e, desde junho deste ano, começou a vigorar também aos domingos, o que vem ajudando a movimentar a região no dia em que o comércio no Bom Retiro e na Santa Ifigênia fica fechado. Localizado na Estação da Luz, o Museu da Língua Portuguesa é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo de São Paulo. 

Nos outros dias da semana, o ingresso custa R$ 24,00 (inteira) e R$ 12,00 (meia-entrada). Crianças com até sete anos entram de graça todos os dias, assim como professores e funcionários de redes públicas de ensino, de qualquer nível. Para verificar outras gratuidades, basta acessar este link. O Museu fecha apenas às segundas-feiras para manutenção.  Quem visita o Museu tem acesso à exposição principal e à mostra temporária "Línguas Africanas que Fazem o Brasil" - com curadoria de Tiganá Santana, esta ficará em cartaz até 31 de janeiro. 

Com experiências audiovisuais, lúdicas e interativas, a exposição principal apresenta a diversidade da língua portuguesa falada no território brasileiro e em outras partes do mundo. Na instalação "Nós da Língua", por exemplo, o visitante descobre as características sociais, políticas e culturais de outros países e territórios que falam português, como Angola, Moçambique e Timor Leste. Já a experiência "Palavras Cruzadas" mostra a origem de diversas palavras que compõem o nosso vocabulário. Entre elas, jururu, que tem origem na língua tupinambá, banguela, que vem da língua africana quicongo, e omelete, oriunda da língua francesa. 

A mostra temporária "Línguas Africanas que Fazem o Brasil" destaca a presença de línguas de África, como iorubá, efe-fon e as do grupo bantu, no português falado no Brasil. Para isso, o curador do projeto, o músico e filósofo Tiganá Santana, se vale de obras de artistas contemporâneos, como Aline Motta e Rebeca Carapiá. Ele ainda selecionou vídeos onde são exibidas várias manifestações afro-brasileiras nas áreas da música e da fotografia. A exposição conta com patrocínio máster da Petrobras, patrocínio da CCR, do Instituto Cultural Vale, e da John Deere Brasil; e apoio do Itaú Unibanco, do Grupo Ultra e da CAIXA.  


Para além das exposições 
Aos sábados, o Museu ainda promove, uma vez por mês, outras atividades. Entre elas, a Feira de Troca de Livros, o Papo Literário, o Sarau Africanizar no Museu e a Plataforma Conexões. Todas elas são gratuitas. Aos domingos, a atividade paralela às exposições é o projeto Domingo no Museu, que conta com uma apresentação artística e jogos e brincadeiras, estes comandados pelo coletivo Aqui que a gente brinca!. Para participar, não precisa se inscrever e nem retirar ingresso antecipadamente. Por fim, aos sábados e domingos, ocorrem visitas temáticas pela exposição principal e pelo prédio histórico da Estação da Luz. Também gratuitas, elas são organizadas pelo Núcleo Educativo. 

Como chegar 
A maneira mais fácil de chegar ao Museu é de transporte público, pelo Metrô ou pela CPTM, visto que ele está localizado exatamente no prédio da Estação da Luz, no centro histórico da capital paulista. Quem desembarca na Luz não precisa nem sair da Estação para entrar no Museu - há um acesso direto à bilheteria pela gare, a passarela no térreo que fica acima da linha do trem.    


Serviço
Exposição principal e mostra temporária "Línguas Africanas que Fazem o Brasil" 
De terça a domingo, das 9h às 16h30 (com permanência até as 18h)
R$ 24,00 (inteira); R$ 12,00 (meia) 
Grátis para crianças até 7 anos 
Grátis aos sábados 
Grátis aos domingos (até 31 de dezembro)
Acesso pelo Portão A 
Venda de ingressos na bilheteria e pela internet: 
https://bileto.sympla.com.br/event/90834/  


Museu da Língua Portuguesa 
Praça da Língua, s/nº - Luz – São Paulo

quinta-feira, 29 de agosto de 2024

.: Museu da Língua Portuguesa projeta vídeo em fachada e terá apresentações


Com entrada gratuita, programação especial se estenderá para além do horário normal do Museu, terminando às 20h30. Torre do relógio da Estação da Luz. Foto: Ciete Silvério


Uma programação gratuita que se estende até a noite: assim será o dia 7 de setembro, sábado, no Museu da Língua Portuguesa, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. Nesta data de feriado nacional, as atividades vão se prolongar até as 20h30, incluindo shows da cantora Aryani Marciano e do Pagode na Lata e projeções audiovisuais na torre da Estação da Luz.  

O principal destaque da programação é a projeção que vai rolar das 19h30 às 20h30. Será o encontro da arquitetura do centenário edifício com a projeção mapeada (ou videomapping), técnica audiovisual que consiste na exibição de imagens em superfícies tridimensionais. Intitulado O Museu é o Fluxo, o vídeo artístico poderá ser visto pelo público diretamente da calçada da Estação da Luz, a via localizada em frente ao Museu – o trabalho será exibido de forma ininterrupta ao longo de uma hora.  

A projeção é resultado do projeto Encontros dissidentes: o museu e a rua como laboratório artístico da palavra, que selecionou 12 jovens de 16 a 25 anos para participar de um programa de formação em arte digital, com foco na criação de trabalhos em projeção mapeada. 

De maio a agosto, os jovens participaram de quatro módulos que abordaram temas como as relações entre o Museu da Língua Portuguesa e o seu entorno, a palavra da rua e a experiência audiovisual. As aulas foram coordenadas pelo Coletivo Coletores, que se destaca pelos trabalhos com projeção mapeada dentro do contexto das periferias globais.  

Em 2023, o coletivo, criado pelos artistas e pesquisadores Toni Baptiste e Flávio Camargo, ganhou o prêmio Artistas de Impacto promovido pela ONU, representando São Paulo na categoria artes visuais. “Para o evento de encerramento, o público poderá se conectar com a produção colaborativa dos participantes do projeto, que fará da arquitetura do Museu suporte para uma obra que representará a valorização da coletividade, da memória e da força dos fluxos que ocupam a territorialidade do bairro da Luz”, afirma o Coletivo Coletores. 

“Foi com a frase de João do Rio ‘A rua é transformadora das línguas’ que iniciamos o Encontros Dissidentes. Com esse projeto, descobrimos (ou reafirmamos) como a rua, o território, a arte, a palavra e a construção coletiva são transformadores de um Museu. Neste evento, celebramos a experiência formativa de jovens, talentosos e inspiradores, e todos aqueles que fizeram o projeto acontecer e colocaram em movimento tecnologias e conhecimentos de forma disruptiva e generosa”, diz Camila Aderaldo, coordenadora do Centro de Referência do Museu. 


Esquenta
Antes do início da exibição das projeções, o Museu da Língua Portuguesa apresentará o show musical Risco_, da cantora Aryani Marciano. A atração integra a programação da Plataforma Conexões, que selecionou, em 2024, trabalhos de novos artistas com o tema Línguas Africanas no Brasil, em diálogo com a atual mostra temporária Línguas africanas que fazem o Brasil. Nesta performance, que acontecerá a partir das 16h, no Pátio B do Museu, Aryani inclui no repertório canções de diversos ritmos, como rap, samba, jongo e jazz. Ela ainda vai declamar poesias e cantos tradicionais de Moçambique e Malawi.  

O Pagode na Lata, tradicional grupo de samba da região da Luz, também é um dos convidados da programação especial do Museu no feriado do Dia da Independência do Brasil. A banda, cujas rodas de samba agitam o território, vai tocar a partir das 18h, também no Pátio B. 

Das 16h00 às 20h30, o público poderá também comprar comidas e bebidas em barracas espalhadas pelo Pátio B. Os comerciantes, entre eles os da Ocupação 9 de Julho, são parceiros do território e da região central da capital paulista. 

Até as 18h00, a exposição principal e a mostra temporária Línguas africanas que fazem o Brasil estarão abertas para visitação. Enquanto a exposição principal explora a diversidade da língua portuguesa por meio de experiências lúdicas, interativas e audiovisuais, a mostra temporária, com curadoria de Tiganá Santana, enaltece a presença de línguas africanas, como as do grupo bantu, no português falado no território brasileiro.  

A exposição "Línguas Africanas que Fazem o Brasil" conta com patrocínio máster da Petrobras, patrocínio da CCR, do Instituto Cultural Vale, e da John Deere Brasil; e apoio do Itaú Unibanco, do Grupo Ultra e da CAIXA.   

Serviço
Encontros Dissidentes - Projeção mapeada e música no território da Luz 
Dia 7 de setembro (sábado), das 19h30 às 20h30
Na torre do relógio da Estação da Luz
Grátis  

7º Plataforma Conexões – Show Risco_, com Aryani Marciano
Dia 7 de setembro (sábado), às 16h
Pátio B
Grátis  

Pagode na Lata
Dia 7 de setembro (sábado), às 18h
Pátio B
Grátis  

Exposição principal e mostra temporária "Línguas Africanas que Fazem o Brasil"  
De terça a domingo, das 9h às 16h30 (com permanência até as 18h) 
R$ 24 (inteira); R$ 12 (meia) 
Grátis para crianças até 7 anos 
Grátis aos sábados 
Acesso pelo Portão A 
Venda de ingressos na bilheteria e pela internet: 
https://bileto.sympla.com.br/event/90834/  

Museu da Língua Portuguesa 
Praça da Língua, s/nº - Luz – São Paulo

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