domingo, 24 de maio de 2026

.: Musical em homenagem à Dalva de Oliveira em cartaz com Soraya Ravenle


Escrito e estrelado por Renato Borghi, musical em homenagem à Dalva de Oliveira estrá em cartaz com Soraya Ravenle no papel da diva. Em temporada no Teatro do Sesi, localizado na Av. Paulista, o espetáculo traça a linda relação de Borghi com a estrela da era de ouro do rádio antes e depois de conhecê-la. A entrada é franca e os ingressos limitados. Foto: João Caldas

“Tudo começou com um Renato ainda menino. Aos seis anos de idade, ganhei de minha mãe um disco da trilha sonora de ‘A Branca de Neve’, onde a voz da princesa era interpretada por Dalva de Oliveira. Ali, na vitrola da infância, nasceria uma paixão avassaladora e que atravessaria décadas, palcos e revoluções – culminando no encontro real e improvável entre fã e diva poucos anos antes dela nos deixar”, diz Renato Borghi.

É impulsionado por este amor incondicional, que Borghi revisita o tema para homenagear uma das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos. "Minha Estrela Dalva" é, na verdade, o acerto de contas do artista com essa história. Às vésperas de seu aniversário de 89 anos, ele sobe ao palco para reviver o delírio de ter sido amigo, confidente e "filho artístico" de Dalva de Oliveira. Em 2026, essa memória ganha novo corpo e voz no palco através de um encontro de gigantes. Soraya Ravenle, que iniciou sua brilhante carreira no teatro musical integrando o coro de "A Estrela Dalva" (1987), grande sucesso de Borghi com Marília Pêra, retorna agora para ocupar o centro do palco e encarnar a própria Estrela. 

Com potência vocal e sensibilidade rara, ela não interpreta apenas a "Rainha do Rádio", mas a força da natureza que cantou a dor rasgada antes disso virar moda, a mulher que desafiou os moralismos de sua época com o peito aberto e a garganta em chamas. Soraya traz à cena o mito humano, o "Rouxinol do Brasil" que ensinou a um país inteiro que o sofrimento, quando cantado, vira beleza.

“Dalva é a quarta mulher que transforma a minha vida. Não volto a ela apenas como intérprete, volto como alguém atravessada por sua coragem. Em cena, eu não a interpreto, eu a convoco, canto a mulher que desafiou seu tempo com o peito aberto e transformou dor em beleza. E estar ao lado de Renato Borghi é viver um encontro de amor e memória, ele escreve para sua musa e eu tenho a honra de dar corpo e voz a essa história diante do público”, comenta Ravenle.

Em um jogo cênico vertiginoso, Renato Borghi divide a cena com sua própria juventude. Elcio Nogueira Seixas, que além de dirigir o espetáculo, interpreta o Renato de 1969 - um jovem ator da contracultura que, entre a rebeldia do Teatro Oficina e o glamour do rádio, descobre em Dalva a alma do Brasil.

“Desde o início dos anos 90, divido e multiplico a cena do mundo com Renato. Fui seu aluno e tornei-me seu parceiro na arte. Dalva entrou em mim como entrou nele — pela voz, pelo espanto, pelo chamamento. Só que o meu bolachão de 78 rotações foi o próprio Borghi. Hoje dirijo Minha Estrela Dalva ao lado de meu amado amigo e mestre Elias Andreato - que foi quem me aproximou do Renato. E no palco, sou ele jovem - o menino de sete anos que ouviu aquela voz pela primeira vez e nunca mais foi o mesmo. Neste espetáculo, sigo a receita antropófaga de Oswald de Andrade e faço a devoração de Renato e Dalva”, diz Elcio Nogueira Seixas.

Completando esse triângulo de paixões, Ivan Vellame empresta sua voz de rara beleza para dar vida aos amores de Dalva, com destaque para o compositor Herivelto Martins, trazendo ao palco os sambas imortais e os conflitos públicos e midiáticos que marcaram a era de ouro do rádio. “A Dalva que Renato nos traz é uma convocação para adentrarmos a vida de uma mulher que viveu de alma nua, vocacionada para o Amor e para a Arte. Eu entro representando uns cabras que estranhavam o Amor. Construindo com a direção chegamos à uma encenação não documental, onírica e mítica, mas que não perde o valor de reflexão de que esses homens, os estranhos ao Amor mas que amavam muito - Bruno, Herivelto e Kiko - viam o feminino como sinônimo de desqualificação do masculino. Eu espero que, principalmente os homens, saiam do teatro mais amorosos, menos machões. Se eu for vaiado em cena, por perceberem que homens assim já não tão com nada há muito tempo, vai ser lindo. Eu espero que: - Homens, honremos a feminilidade que nos é intrínseca”, enfatiza Vellame. 

A direção do espetáculo é dividida com o renomado Elias Andreato. O ator e diretor empresta toda sua sensibilidade e experiência para extrair o melhor de cada ator e dar forma ao texto poético escrito por Borghi. “Em 'Minha Estrela Dalva', Renato Borghi escreve uma declaração de amor à sua musa eterna, Dalva de Oliveira. Ao lado de Elcio Nogueira Seixas, construímos um espetáculo que é memória, música e exposição profunda. Soraya Ravenle não interpreta Dalva, ela a faz pulsar, e ver Renato se confrontar com sua própria história em cena é testemunhar um dos gestos mais íntimos e corajosos do teatro”, destaca Andreato.

“Minha Estrela Dalva” está em cartaz no Teatro do Sesi-SP (Avenida Paulista, 1313), de quinta a domingo, e os ingressos são gratuitos através do site www.sesisp.org.br/eventos. Em cena, o ator e dramaturgo Renato Borghi invade o camarim de sua musa, Dalva de Oliveira, para realizar um sonho que a vida interrompeu: propor a ela um espetáculo revolucionário onde a "Rainha da Voz" cantaria as canções de Bertolt Brecht e Kurt Weill.

Neste "delírio documentado", passado e presente se fundem sob a direção artística de Elias Andreato e Elcio Nogueira Seixas — que também sobe ao palco para dar vida ao Renato jovem. Borghi, interpretando a si mesmo, dialoga com uma Dalva no auge de sua glória e vulnerabilidade, vivida pela premiada atriz Soraya Ravenle. Ao lado deles, o ator Ivan Vellame dá vida aos amores tempestuosos que marcaram a história da cantora, ampliando o olhar sobre sua trajetória pessoal.

A encenação ganha vida através da direção musical de William Guedes, que conduz a sonoridade afetiva do espetáculo, e da atmosfera visual criada pelo cenário de Márcia Moon, a iluminação de Wagner Pinto e os figurinos de Fábio Namatame. Juntos, eles constroem um universo onde o glamour das Rádios dos anos 50 encontra a crueza do teatro épico de Brecht, revelando a mulher por trás do mito e o fã por trás do ídolo.


Dalva de Oliveira e o empoderamento feminino
Em "Minha Estrela Dalva", cada homem que passou pela vida de Dalva de Oliveira exerceu sobre ela uma variação do mesmo poder: o poder de definir quem ela era, quanto valia e quando deveria desaparecer. Herivelto, o marido compositor, dizia "Fui eu que te fiz, sua caipira" — e cobrava a dívida como se o talento dela fosse propriedade dele. Kiko, o segundo marido, queria transformá-la numa diva europeia bem-comportada. Bruno roubou seu dinheiro e fugiu. A televisão acendeu um canhão de luz no seu rosto e disse que não havia como fazer um close naquela mulher envelhecida.


A resposta de Dalva, que atravessa a peça como um refrão, é uma só: "Eu não tenho dono."
Chamaram-na de Messalina, de indigna de ser mãe, de cafona, de acabada. Pelos jornais dos anos 1950, Dalva foi submetida ao mesmo linchamento público que as redes sociais aplicam hoje a qualquer mulher que ousa viver fora do roteiro. A tecnologia mudou. A lógica, não. Mas Dalva transformou cada golpe em canção. Quando o ex-marido a difamou, ela gravou "Errei sim" e devolveu: "Que venha logo a primeira pedra me atirar." Quando quiseram enterrá-la, cantou "Bandeira Branca" no Maracanã e o público se ajoelhou. "Se meu coração está machucado, deixo sangrar — eu canto melhor assim, de peito aberto."

Renato Borghi, que a amou desde os seis anos de idade, escreveu esta peça não para embalsamá-la em nostalgia, mas para devolvê-la ao palco viva, contraditória e indomável — uma mulher que bebe demais, que mostra as pernas, que faz reza forte contra os ex-companheiros, que briga com o diretor e reescreve as próprias cenas. Borghi tem a sabedoria de não idealizá-la, porque o que torna Dalva uma figura poderosa para as mulheres de hoje não é a perfeição — é a inteireza. 

No clímax do espetáculo, Dalva canta "Jenny dos Piratas", de Brecht e Kurt Weill: a história da mulher humilhada que um dia será a única de pé quando tudo ruir. É a convergência exata entre a emoção visceral da maior cantora popular brasileira e o teatro político. Quando lhe perguntam quem deve morrer, Jenny responde: "Todos." É a fantasia de justiça de todas as mulheres que foram esmagadas e se recusaram a ficar no chão. Dalva enfrentou o machismo dos anos 1940 aos 70 sem vocabulário feminista, sem rede de apoio, sem hashtag - com nada além da voz e de uma teimosia feroz de não se deixar apagar. Que sua história ressoe com tanta força em 2026 não é um tributo ao passado. É um diagnóstico do presente.


Ficha técnica
Musical "Minha Estrela Dalva"
Idealização: Renato Borghi e Elcio Nogueira Seixas
Dramaturgia: Renato Borghi
Direção artística: Elias Andreato e Elcio Nogueira Seixas
Elenco: Renato Borghi, Soraya Ravenle, Elcio Nogueira Seixas e Ivan Vellame
Músicos: Nath Calan (bateria e percussão), Giancarlo Barletta (baixo), Gustavo Fiel (piano elétrico), William Guedes (violão), Denise Ferrari (violoncelo), Eliza Monteiro (viola), Mica Marcondes (violino).
Direção de movimento: Roberto Alencar e Irupe Sarmiento
Direção musical e arranjos: William Guedes
Cenografia: Márcia Moon
Assistência de cenografia e direção de palco: Márcio Zunhiga
Assistência de produção e contrarregragem: Anderson Conceição
Cenotécnico: Denis Chimanski
Figurinista: Fábio Namatame
Assistência de figurino: Luisa Galvão
Produção de figurino: Eliana Liu
Modelagem: Juliano Lopes
Costura: Lenilda Moura e Fernando Reinert
Design de perucas: Feliciano San Roman
Camareiras: Aline Delgado e Maria da Graças
Colaborações na preparação vocal de Soraya: Felipe Abreu e Gilberto Chaves
Cabelo de Soraya: Beto Carramanhos
Desenho de luz: Wagner Pinto
Assistência e produção de luz: Carina Tavares
Operação e programação de luz: Jorge Forjaz
Desenho e operação de som: Cecília Lüzs
Desenho de som associado: Roberta Helena
Direção de Produção e Administração Financeira: Lukas Cordeiro
Produção Executiva: Camila Bevilacqua
Assessoria de Imprensa: Agência Taga
Projeto Gráfico: Werner Schulz
Fotografia: João Caldas
Assistência de Fotografia: Andréia Machado
Assessoria Jurídica: Carolina Wanderley
Contabilidade: Fato Assessoria Contábil
Audiodescrição: Gangorra Audiodescrição
Interpretação em Libras: Space Libras
Redes sociais
Instagram: @dalvaomusical


Serviço
Espetáculo “Minha Estrela Dalva”
Temporada: até dia 12 de julho
Centro Cultural Fiesp | Teatro do Sesi-SP – Avenida Paulista, 1313 (em frente à estação Trianon-Masp)
Sessões: quinta a sábado, às 20h00, e domingo, às 19h00
Classificação etária: 14 anos
Duração: 90 minutos
Acessibilidade sempre aos sábados e domingos, com intérprete de Libras e audiodescrição.
Ingressos gratuitos. Reservas pelo: www.sesisp.org.br/eventos

.: Grupo Trapo celebra 26 anos com nova temporada de "O Auto de Aparecida - Onde as Águas Contam Histórias"


Criado pelo Grupo Trapo, que completa 26 anos de trajetória em 2026, o espetáculo mergulha no universo simbólico das águas e nas narrativas que atravessam gerações, partindo do imaginário em torno de Nossa Senhora Aparecida como ícone cultural do país. Foto: divulgação

Após uma estreia bem sucedida em 2025, o espetáculo O Auto de Aparecida - Onde as águas contam histórias retorna ao Complexo Cultural Funarte São Paulo em nova temporada ao longo do mês de maio, período simbólico dedicado às mães, reafirmando sua força como uma celebração da cultura popular brasileira. As apresentações ocorrem até dia 31 de maio, aos sábados e domingos, às 18h00. Criado pelo Grupo Trapo, que completa 26 anos de trajetória em 2026, o espetáculo mergulha no universo simbólico das águas e nas narrativas que atravessam gerações, partindo do imaginário em torno de Nossa Senhora Aparecida como ícone cultural do país.

A encenação propõe um olhar sobre a religiosidade popular como manifestação artística, coletiva e afetiva. Em cena, fé, mito, festa, música e memória se entrelaçam para construir uma experiência que dialoga diretamente com o público brasileiro. Inspirado pelas águas do rio Paraíba do Sul - local de origem da devoção à santa -, o espetáculo cria um território cênico onde o sagrado e o cotidiano convivem, revelando um Brasil profundo, sensível e pulsante.

Com influências dos autos populares, a obra estabelece um diálogo com "Auto da Compadecida", de Ariano Suassuna, mas segue um caminho próprio. O Grupo Trapo investe na reinvenção da tradição, criando uma narrativa original que reúne personagens cômicos, devocionais e humanos em histórias que refletem as contradições e riquezas da cultura brasileira. “O nosso desejo foi criar um espetáculo que já habita o imaginário do nosso povo: as festas de rua, as histórias contadas às margens dos rios, o riso fácil, mas também a dor e a resistência que nos formam como sociedade. O Auto de Aparecida é, antes de tudo, um rito de celebração da cultura popular”, afirma o diretor Muriel Vitória.

Na montagem, os atores permanecem em cena como em um ritual contínuo, transitando entre personagens, imagens e situações. Entre altares, cantos e jogos cênicos, o espetáculo convida o público a uma experiência sensorial e coletiva, onde o teatro se torna espaço de encontro, memória e partilha. 


Ficha técnica
Espetáculo "O Auto de Aparecida - Onde as Águas Contam Histórias"
Direção e concepção: Muriel Vittorea. Elenco:  Ismael Joaquim, Kalil Zarif, Marcio Lima, Nalu Oliveira, Nicolas Miranda, Pedro Henrique Meeta, Suellen Santos, Well Nascimento e Zé Carlos de Oliveira. Participação especial: Priscilla Rosa. Figurinos e adereços: Bruno Bertolli, Lis Nunes e Muriel Vittorea. Cenário: Muriel Vitória. Iluminação: Jottape Silva e Muriel Vittorea. Produção: Grupo Trapo. Produção artística: Diego Brito. Social media: Pedro Henrique Meeta. Fotos: Thaina Piauilino e Pedro Henrique Meeta. Assessoria de imprensa: Eliane Verbena. Realização: Grupo Trapo.


Serviço
Espetáculo "O Auto de Aparecida - Onde as Águas Contam Histórias"
Últimas apresentações dias 24, 30 e 31 maio de 2026
Sábados e domingos, às 18h00
Ingressos: R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia-entrada).
Venda on-line: www.sympla.com.br (link no Instagram - @grupotrapo).
Bilheteria: uma hora antes das sessões.
Duração: 100 minutos. Classificação: 14 anos. Gênero: Auto popular.
Complexo Cultural Funarte São Paulo
Alameda Nothmann, 1058 - Campos Elíseos. São Paulo/SP.
Sala Carlos Miranda (60 lugares). Acessibilidade: sim.
Telefone: (11) 95078-3004. Metrô Santa Cecília

.: Angela Dippe retorna em cartaz com sua comédia "Da Puberdade à Menopausa" no Teatro das Artes


Com um toque autobiográfico, solo escrito pela própria atriz mistura de stand-up comedy e palestra para falar sobre a montanha-russa de hormônios na vida de uma mulher. Foto: Heloisa Bortz

As intensas transformações provocadas pelos hormônios ao longo de toda a  vida de uma mulher continuam dando o que falar na comédia de sucesso Da Puberdade à Menopausa, solo estrelado pela atriz e comediante gaúcha Angela Dippe. Depois de várias temporadas lotadas, o espetáculo está em cartaz no Teatro das Artes até dia 31 de maio.

Além da nova temporada, Angela segue discutindo esse tema tão importante para as mulheres em seu canal no YouTube com a série de entrevistas “Memórias da Puberdade à Menopausa”, na qual ela entrevista uma série de convidadas ilustres, como Ana Lúcia Torre, Marisa Orth, Heloísa Périssé, Miriam Mehler, Noemi Marinho, entre outras.

Com tintas autobiográficas e muito humor, o espetáculo compara a trajetória da mulher a uma “montanha-russa de hormônios”, em comparação com a vida dos homens, que segue em “movimento retilíneo e uniforme, sem atrito e sem aceleração”, segundo a própria atriz.

O espetáculo é uma mistura de stand-up comedy e palestra, com Angela apresentando ao público as diversas fases da vida de uma mulher, da puberdade à menopausa. Ao longo de seu relato, ela desenvolve temas como relacionamentos amorosos, padrão de beleza, cultura do patriarcado, machismo, sexo na maturidade e etarismo. A abordagem é pessoal, mas embasada em informações científicas e históricas que vão pontuando o texto, sempre com muita irreverência e quebrando temas que ainda hoje podem soar como tabus.

Atualmente com 61 anos, Angela garante que o texto se comunica com todas as faixas etárias. “Escrevi a peça em dez dias, mas reunindo ideias anotadas ao longo de anos. O título diz tudo, é da puberdade à menopausa. Todas as mulheres se identificam”, diz, reforçando que o público masculino também se diverte. “Homens se relacionam com mulheres, então as situações que aparecem na peça também dizem respeito a eles”, revela.


Sobre Angela Dippe
Atriz, comediante, bailarina e escritora, é gaúcha de São Borja. No teatro, já trabalhou com os diretores João Falcão, Cacá Rosset, Gabriel Villela e Mário Bortolotto, entre outros. Na televisão, é sempre lembrada pela personagem Penélope, do programa “Castelo Rá-Tim-Bum”, da TV Cultura, mas acumula participações em novelas e séries na TV aberta e no streaming

Histórico do espetáculo
Estreou em outubro de 2022 no Teatro Eva Herz. Em 2023, participou do Festival de Monólogos do Teatro Paiol, Festival Porto Verão Alegre em Porto Alegre e em Canoas, Rio Grande do Sul. No mesmo Estado, apresentou no Samambaia Center, em Torres. Fez temporada no Teatro Cândido Mendes / RJ, Teatro Adélia lorenzoni, em Lençóis Paulistas e Teatro Colinas, em São José dos Campos.


Sinopse
O espetáculo é uma mistura de stand-up comedy e palestra, com Angela apresentando ao público as diversas fases da vida de uma mulher, da puberdade à menopausa. Ao longo de seu relato, ela desenvolve temas como relacionamentos amorosos, padrão de beleza, cultura do patriarcado, machismo, sexo na maturidade e etarismo. 


Serviço
Espetáculo "Da Puberdade à Menopausa"
Texto e interpretação: Angela Dippe
Temporada: até dia 31 de maio
Aos sábados, às 21h00, e domingos, às 19h00.
Teatro das Artes - Shopping Eldorado - Av. Rebouças, 3970, loja 409 - Pinheiros / São Paulo 
Ingressos: R$ 100,00
Bilheteria: de terça a domingo, das 13h00 às 20h00
Classificação: 14 anos
Duração: 75 minutos
Instagram: @angeladippe
Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

.: Espetáculo infantojuvenil "Antes de Dormir" está em cartaz no Sesc Ipiranga


Texto de Liana Ferraz aborda questões delicadas do último ato da infância, como o embate entre medo e a vontade de crescer. Em cena, estão Carol Vidotti, Dom Capelari e Fábia Mirassos. Foto: Luisa Moretti


Pipa descobre que crescer não é uma tarefa fácil no espetáculo infantojuvenil "Antes de Dormir", com texto de Liana Ferraz e direção de Joana Dória, que tem sua temporada de estreia até dia 19 de julho, no Sesc Ipiranga, com apresentações sempre aos domingos, às 11h00. Estrelado por Carol Vidotti, Dom Capelari e Fábia Mirassos, o espetáculo inédito foca questões delicadas do último ato da infância, como o embate entre o medo e a vontade de crescer, a complexidade das escolhas, as mudanças no pensar e no sentir, as chegadas e despedidas. 

Na trama, enquanto os adultos acreditam que as crianças já dormiram, Pipa, Maju e Nada transformam seu quarto em um território fértil para a imaginação, os sonhos, os pesadelos, os medos e as lembranças. Eles imaginam juntos os desafios e delícias de crescer. O tema toca pessoas de várias gerações, com a proposta de reconhecer a riqueza das reflexões das crianças sobre suas emoções e vivências. Contrariando o senso comum, elas não se cansam de nos surpreender com elaborações poéticas e até mesmo psicanalíticas e filosóficas. 

No intuito de não ceder aos hábitos de fruição cada vez mais hegemônicos (minúsculas durações, abordagens superficiais e dispositivos hipnóticos), o espetáculo articula música, composição visual e trabalho corporal como recursos para ampliar a conexão com a história e com a palavra corporificada nesse evento presencial, com frequência analógico e sempre coletivo chamado teatro.


Ficha técnica
Espetáculo "Antes de Dormir"

Idealização e direção: Joana Dória
Dramaturgia: Liana Ferraz
Atuação: Carol Vidotti, Dom Capelari e Fábia Mirassos
Musicista: Clara Dum
Assistência de direção: Manu Nahas
Direção de movimento: Karina Almeida
Iluminação: Henrique Andrade
Direção de arte: Nicolle de Bari
Visagismo: Fábia Mirassos
Direção de criação musical: Dom Capelari
Letras e melodias: Dom Capelari e Liana Ferraz
Arranjos: Dom Capelari e Clara Dum
Técnico e operador de som: Pedro Semeghini
Operador de luz: Henrique Andrade e Manu Nahas
Cenotécnico: Dahora cenografia - José Alves da Hora
Aderecista: Criando Planos
Design gráfico: Manuela Afonso
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Vídeo: Madu Araraki
Fotos: Tomás Franco
Direção de produção: Paula Malfatti
Administração: Marisa Riccitelli Sant’Ana - Superfície de Eventos
Gestão: Malfatti Paciência em Ato


Serviço
Espetáculo "Antes de Dormir"
Apresentações: até dia 19 de julho, sempre aos domingos, às 11h00
Sessão com Libras dia 27 de junho
Sesc Ipiranga - Rua Bom Pastor, 822, Ipiranga
Ingressos: R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (meia-entrada) e R$ 12,00 (credencial plena) Gratuito para crianças até 12 anos
Vendas on-line em sescsp.org.br ou presencialmente nas bilheterias de qualquer unidade do Sesc São Paulo
Classificação: livre.
Duração: 60 minutos
Acessibilidade: espaço acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

sábado, 23 de maio de 2026

.: Luiz Fernando Guimarães e Letícia Augustin na comédia “Curto-Circuito”


O espetáculo dirigido por Gustavo Barchilon estreia dia 16 de maio, em São Paulo, com 06 sessões aos finais de semana. Foto: Edgar Machado

Diferentes personagens se expõem em hilárias situações-limite de suas “pequenas grandes” vidas: um paciente prestes a ser “trancado” no tubo da ressonância magnética; um estudante que não sabe nada da matéria na hora da prova do Enem; um comissário de bordo em um voo com turbulência; uma celebridade, a 10 metros de altura, sendo homenageada por uma escola de samba; um indivíduo enfrentando a pressão de uma urina que teima em não sair no mictório masculino; um insone que luta para dormir antes que a manhã chegue. Dando vida a tudo isso e costurando as histórias, a mente ativa e hilária de um dos maiores atores do Brasil: Luiz Fernando Guimarães, que divide a cena com Leticia Augustin. Esse é o ponto de partida de ‘Curto-Circuito’, escrita por Gustavo Pinheiro especialmente para celebrar os 50 anos de carreira do ator. Após temporada de estreia no Rio de Janeiro, o espetáculo, dirigido por Gustavo Barchilon, chega a São Paulo para sua segunda temporada, em cartaz, no Teatro Renaissance. Serão no total seis sessões aos fins de semana.

Para comemorar o meio século de carreira, iniciada no grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone com a montagem de “O Inspetor Geral” (1974), Luiz se cerca de figuras fundamentais em sua história (com participações em áudios de grandes amigas e parceiras de cena, como Fernanda Montenegro, Fernanda Torres, Debora Bloch, Regina Casé, Patrycia Travassos), sem deixar de abrir os braços para as próximas gerações, dividindo a cena com a jovem Leticia Augustin que, entre outras intervenções, interpreta a amígdala cerebral do ator, prestes a pedir as contas e ir embora, exausta de viver dentro de uma mente que não para de pensar. “O Luiz tem uma coisa muito engraçada: um pensamento meio torto, nada óbvio e hilário para as coisas mais simples da vida. À medida em que ia conversando com ele, trocando ideia, me divertindo horrores, foi me caindo essa ficha: o jeito de ser e pensar do Luiz também tem que ser um personagem, tem que estar em cena. Então propus a ele uma comédia que se passa dentro da cabeça dele. Esse era o ponto de partida para aparecerem os personagens”, explica Gustavo Pinheiro. “Para mim, é uma enorme honra e alegria estar dividindo a cena e aprendendo com um dos maiores atores e comediantes do Brasil”, diz Leticia, em sua segunda incursão no teatro.

A escolha do texto se deu também por uma admiração mútua entre Luiz Fernando Guimarães e o autor. “Eu não escolhi. Na verdade, a peça me escolheu. Sempre procuro me associar a pessoas que eu tenho como exemplo. Já estava namorando o Gustavo, tenho acompanhado as peças que ele escreveu. Eu falei: ‘Gustavo, eu tenho muita vontade de trabalharmos juntos’. E eu acredito que a gente tenha muita coisa em comum. Ele tem uma brilhante escrita, é dinâmica, profunda, saborosa, divertida. Eu sou fã dele. Ele me trouxe esse texto sensacional, que foi amor à primeira vista”, explica Luiz Fernando. “Quando entreguei o texto, lemos juntos, demos muitas risadas e acho que consegui o meu principal objetivo: fazer uma dramaturgia que traduza o humor do Luiz”, celebra Gustavo Pinheiro.

Gustavo Barchilon também não esconde o entusiasmo com o texto e com o reencontro com o ator. “O que me atraiu foi justamente a oportunidade de revisitar o besteirol, do qual Luiz Fernando é uma das referências no gênero. Esse teatro tinha uma comunicação muito forte com o público jovem que, hoje em dia, já é adulto e trouxe um frescor que até hoje ecoa. Montar uma peça com ele é, para mim, uma forma de celebrar não só a carreira dele, mas os 45 anos do besteirol no Brasil”, exalta. “É um mergulho no espírito do besteirol, um teatro que nasceu da irreverência carioca, cheio de humor ácido, paródia e crítica social disfarçada de bobagem. É uma comédia que faz rir, mas também expõe nossas ansiedades e neuroses contemporâneas. O besteirol está em alta lá fora e aqui também começa a voltar, é um gênero que fala com o presente, que desarma o público e cria novas pontes com quem talvez não estivesse indo ao teatro”, acrescenta o diretor.

50 anos de carreira é um momento ímpar e Luiz Fernando Guimarães fez questão de voltar aos palcos com um texto inédito para essa celebração. “50 anos de carreira, matematicamente falando, têm um significado muito importante, porque 50 é metade de 100. E, diferente de todas as outras comemorações, é uma data para mim muito expressiva. Eu sempre procurei estar perto de pessoas que eu admiro e tenho como exemplo seguir”, afirma o ator.

A retomada da parceria com o diretor vem exatamente desse desejo de estar cercado de pessoas que admira, especialmente em uma data tão importante. “O Gustavo Barchilon foi realmente um encontro de almas, tivemos muita sintonia. Ele me convidou há um tempo para fazer ‘Ponto a Ponto’, que foi uma peça sensacional, um momento muito gostoso que a gente viveu. Ele é um diretor moderno, que está sempre à procura de soluções. É muito bom trabalhar com ele e vê-lo se divertindo, trocando com os atores, e eu me divertindo com a direção dele”, exalta Luiz Fernando.

Para Gustavo Barchilon esse reencontro também é muito importante. “Eu e o Luiz tivemos afinidade desde o nosso primeiro processo. Temos um humor parecido, gostamos das mesmas coisas e nosso dia a dia juntos é muito prazeroso. A minha função como diretor é conduzir o ritmo, as pausas, as respirações e criar o espaço para que ele brilhe. Como sempre, Luiz é generoso e, mesmo com tantos anos de carreira, ele gosta de ser dirigido, gosta quando marco intenções e proponho caminhos. Nossa troca é leve, divertida e, ao mesmo tempo, muito rica”, revela.

A história da comédia brasileira se entrelaça com a trajetória do ator Luiz Fernando Guimarães. Seja em momentos icônicos do teatro como o grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone ou a montagem das peças "Fica Comigo Esta Noite" e "5x Comédia"; seja em clássicos do humor na televisão como "TV Pirata", "Brasil Legal", "Os Normais", "Programa Legal", "Vida ao Vivo Show", entre outros. “O Luiz é herói da minha infância e juventude! Ele estava em tudo que eu amava ver! Esse espetáculo é uma declaração de amor ao Luiz, ao jeito hilário de ser e pensar desse gênio, que faz o Brasil rir há cinco décadas”, celebra Gustavo Pinheiro. “A genialidade cômica do Luiz transforma qualquer direção em algo muito melhor”, exalta Gustavo Barchilon.


Serviço
Espetáculo "Curto Circuito"
Local: Teatro Renaissance - Alameda Santos, 2233 – São Paulo / SP
Temporada até dia 31 de maio
Dias e horários: sábados, às 21h00, e domingos, às 18h30

.: Teatro: Antonio Fagundes celebra 60 anos de carreira e dirige "Sete Minutos"


A produção é assinada pelo Infoteatro e marca a primeira realização artística do Portal conduzido pela atriz Natália Beukers, que também integra o elenco. Foto: Ronaldo Gutierrez


O ator Antonio Fagundes celebra 60 anos de carreira e, sob uma nova perspectiva, retorna à casa que por tanto tempo ocupou - o Teatro Cultura Artística. Com texto de sua autoria, encenado por ele em 2002, Fagundes experimenta o papel de diretor do seu próprio espetáculo, "Sete Minutos - Uma Comédia no Tempo Certo", em temporada que vai de 21 de maio a 1º de agosto, no Teatro Cultura Artística. 

A comédia inicia com o drama de um ator veterano que abandona o palco no meio da apresentação de Macbeth, irritado com celulares e outros incômodos vindos da plateia. Nos bastidores, o episódio desencadeia um embate sobre o pacto entre os atores e o público, e os limites dessa lúdica convivência. Entre humor e crítica, a peça é também uma declaração de amor ao teatro, definido pelo protagonista como “o último reduto de humanidade”. Antecipando a crise de concentração intensificada pela tecnologia, a peça questiona uma audiência habituada a blocos de atenção cada vez mais curtos - e reafirma o teatro como espaço de presença, escuta e encontro real. No elenco estão Norival Rizzo, Walter Breda, Fábio Esposito, Ana Andreatta, Conrado Sardinha e Natália Beukers. 

A produção da montagem atual é uma iniciativa do Infoeteatro, e marca a primeira realização artística do Portal conduzido por Natália Beukers: “É muito gratificante para mim contar com o Fagundes e aprender com ele, com a sua vasta experiência, sobre a formação de público para teatro, o que tem tudo a ver com o projeto Infoteatro e com a mensagem da peça, que apenas um grande ator poderia traduzir com tanta propriedade. Um texto reflexivo, mas, ao mesmo tempo, muito engraçado”, afirma. 

A relação de Fagundes com o espetáculo é atravessada por diferentes momentos de sua carreira: “A minha relação com o texto já tinha mudado lá na primeira montagem. Eu tinha escrito aquele texto, mas ele não era para mim como ator. Só que, de repente, percebi que aquele personagem era eu, de certa forma. Então, quando resolvi atuar no espetáculo, percebi que a minha visão de ator acrescentava coisas à minha visão de autor, e isso já configurava uma relação diferente com o texto. Agora, vou observar o texto como autor e também observar outros atores interpretando esse material. Então, realmente, vai ser um terceiro salto — bastante interessante”, avalia. 

"Sete Minutos", na montagem de 2002, chegou a receber mais de 200 mil espectadores, segundo Fagundes, que afirma o desejo de repetir o feito, embora sejam outros os tempos e também a estrutura do espaço. Em 2008, o Teatro Cultura Artística foi vitimado por um incêndio de grandes proporções, que destruiu completamente as duas salas de apresentação do local. “Ele tem uma relação diferente com a plateia, a capacidade da sala é outra, mas a localização já faz bater meu coração. Só de eu pegar o carro e ir naquela direção, já lembro dos 13 anos em que ocupei o Teatro Cultura Artística”, comenta o ator. 

Também foi lá onde Antonio Fagundes escreveu parte da sua história com o teatro, considerado por ele como sede da companhia que fundou e liderou nos anos 80. “Foram, primeiro, 10 anos com a Companhia Estável de Repertório, e a sede, basicamente, era o Teatro Cultura Artística. Depois, quando encerrei as atividades da companhia, fiz mais três espetáculos lá. Foi algo muito importante na minha vida e no teatro em São Paulo. Está sendo muito emocionante voltar, inclusive com uma peça que estreei ali em 2002 e que ficou mais de um ano em cartaz só no Cultura Artística”, relembra. 


Em comum, a formação de público como missão
Faz parte, tanto do texto quanto da montagem, a iniciativa de trazer o público para perto do teatro. Por isso, duas ações fizeram parte da preparação do espetáculo. Houve, em meados de março, uma primeira leitura pública do texto, com distribuição de 150 ingressos gratuitos. E ainda antes da estreia, a produção realizará ensaios abertos nos dias 18 e 25 de abril e 2 e 9 de maio, sempre às 14h00, no auditório do teatro. Nesses encontros, o público acompanha o processo de criação do espetáculo, observando o desenvolvimento das cenas e o trabalho conjunto da equipe artística e técnica. E está previsto, ainda, que ao fim de cada apresentação da temporada, o elenco retorne ao palco para um bate-papo com a plateia (sujeito à disponibilidade dos atores). 

O espetáculo "Sete Minutos - Uma Comédia no Tempo Certo" será viabilizado exclusivamente com recursos de bilheteria, sem leis de incentivo, modelo que o Fagundes adota desde a criação da Companhia Estável de Repertório, em 1982. “Tem sido muito importante aprender com ele uma forma de produzir que permite que a gente se liberte dessa lógica dos editais e leis de incentivo, que hoje está entranhada na produção teatral. É claro que tudo isso tem sua importância e utilidade cultural, mas também é fundamental buscar outros caminhos e provar que é possível”, pontua Natália. 

Do texto à realização, "Sete Minutos - Uma Comédia no Tempo Certo" é um convite de presença ao público. Sobre o fato de o espetáculo tratar justamente do pacto entre elenco e plateia e os limites dessa convivência, Fagundes revela: “Ainda há pessoas que se recusam ou demoram a entender que a grande vantagem do teatro é exatamente a possibilidade de se entregar, sem interferências, àquele mundo mágico que o palco oferece. Um tempo mais aprofundado do que os outros veículos, como a televisão, o cinema e, principalmente, a internet, costumam proporcionar. Então, eu ainda sinto um pouco de pena das pessoas que resistem - mesmo estando dentro do teatro - a essa entrega. Mas acho que 'Sete Minutos' conversa com a plateia nesse sentido e apresenta justamente as vantagens dessa entrega. Vamos ver se o espetáculo consegue mexer um pouco com a cabeça das pessoas nesse sentido”Compre o livro "Sete Minutos", de Antonio Fagundes, neste link.


Ficha técnica
Espetáculo "Sete Minutos - Uma Comédia no Tempo Certo"

Texto e direção: Antonio Fagundes. Assistente de Direção: Patricia Gasppar. Elenco: Norival Rizzo, Walter Breda, Fábio Esposito, Ana Andreatta, Conrado Sardinha e Natália Beukers. Figurinos e Cenários: Fábio Namatame. Designer de luz: Domingos Quintiliano. Música Original e Sonoplastia: Jonatan Harold. Fotógrafo: Ronaldo Gutierrez e Monique Maquiagem para Fotos: Beto França. Direção de Produção: Sonia Kavantan. Produção Executiva: Jess Rezende Administração: Gabriela de Sá e Madu Arakaki. Mídias Sociais e Identidade Visual: Nathalia Duarte e Saul Salles. Gestão de Tráfego: Michel Waisman. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli. Idealização: Natália Beukers. Realização: Infoteatro. Coprodução: Beijo Produções Artísticas. Redes Sociais: seteminutos@infoteatro.com.br / @seteminutosteatro / @infoteatro_


Serviço
Espetáculo "Sete Minutos - Uma Comédia no Tempo Certo"
Estreia 21 de maio, quinta, às 20h00.
Temporada: até 1º de agosto - Sessões sexta e sábado, às 20h00, domingo, às 18h00.
Não haverá espetáculo nos dias 14 e 21 de junho, e 3 de julho.
Ingressos: R$ 120,00 a R$ 180,00 (inteira) / de R$ 60,00 a R$ 90,00 (meia).
Site https://culturaartistica.org/
Não é permitida a entrada após o início do espetáculo.
Planeje sua chegada ao teatro com antecedência. O espetáculo começa rigorosamente no horário marcado. Não haverá troca do ingresso e/ou reembolso dos valores pagos. É proibido fotografar ou filmar durante a apresentação.
Duração: 80 minutos
Gênero: comédia
Classificação: 12 anos
Teatro Cultura Artística - Rua Nestor Pestana, 196, Consolação/São Paulo
Telefones: (11) 3256-0223 / (11) 3258-3595



.: "Enreduana - O Musical" transforma histórias antigas em aventura


"Enreduana - O Musical" apresenta ao público infantil a trajetória da primeira autora da literatura, com direção de Roger Mello. Ilustração: Mariana Massarani

 
O Sesc Pinheiros recebe, nos dias 24 e 31 de maio, o espetáculo infantil "Enreduana - O Musical", com sessões aos domingos, às 15h00 e às 17h00, no Auditório. A montagem apresenta a trajetória de Enreduana, pensadora da antiga Mesopotâmia considerada a primeira escritora da história, que viveu há cerca de 4.300 anos. A peça utiliza música, narrativa e recursos visuais para contar a saga dessa mulher que escreveu poemas, atuou politicamente na cidade de Ur e enfrentou o exílio antes de reconquistar seu lugar como alta sacerdotisa.
 
A encenação é uma adaptação do livro "Enreduana", publicado pela Companhia das Letras, dirigida pelo próprio autor, Roger Mello, vencedor do prêmio de literatura infantil da Biblioteca Nacional. No palco, as ilustrações de Mariana Massarani e esculturas ganham vida em uma fábula operística conduzida por canções originais e pela sonoridade de uma releitura da histórica harpa de Ur, instrumento milenar reconstruído especialmente para o espetáculo.
 
A narrativa é conduzida por um grão de areia do deserto, que apresenta ao público aspectos da cultura mesopotâmica e propõe uma reflexão sobre o papel das mulheres na construção da cultura e da escrita. Ao mesmo tempo, o espetáculo aproxima crianças e adultos de tradições milenares ligadas a territórios como Iraque e Síria, frequentemente associados a conflitos contemporâneos, mas que guardam uma importante herança histórica e cultural. Com linguagem acessível e forte dimensão musical, a montagem articula teatro, literatura e artes visuais para construir uma experiência que atravessa memória, imaginação e ancestralidade.
 

Ficha técnica
"Enreduana - O Musical"
Elenco: Camila Marliere, Leo Thieze e Tibor Fittel
Música original, direção musical e arranjos: Tibor Fittel
Direção de arte: Mariana Massarani
Produção executiva: Instituto Quindim
Produção local: Nelio Teodoro
Figurinos: Ney Madeira e Dani Vidal
Consultoria histórico-filosófica: Sidney Babcock (Morgan Library, Nova York)
Luthier: Fabio Mukyana Simões (confecção de releitura da harpa milenar de Ur)
Dramaturgia, encenação e iluminação: Roger Mello


Serviço
"Enreduana - O Musical"
Teatro infantil  
Dias: 24 e 31 de maio de 2026. Domingos, às 15h00 e às 17h00.
Local: Sesc Pinheiros - Auditório - R. Paes Leme, 195 - Pinheiros/São Paulo
Ingressos: R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (meia entrada) e R$ 12,00 (credencial plena). Crianças de até 12 anos não pagam. Vendas em sescsp.org.br, pelo app Credencial Sesc SP ou nas bilheterias de todas as unidades do Sesc SP.
Duração: 50 minutos | Classificação: livre
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. No dia 24, as sessões contam com tradução em Libras.
Sesc Pinheiros - Rua Paes Leme, 195, Pinheiros / São Paulo
Horário de funcionamento: terça a sexta: 10h00 às 22h00. Sábados: 10h00 às 21h00. Domingos e feriados: 10h00 às 18h30 
Estacionamento com manobrista
Como chegar de transporte público: 350m a pé da Estação Faria Lima (metrô | linha amarela), 350m a pé da Estação Pinheiros (CPTM | Linha Esmeralda) e do Terminal Municipal Pinheiros (ônibus).
Acessibilidade: A unidade possui rampas de acesso e elevadores, além de banheiros e vestiários acessíveis para pessoas com mobilidade reduzida. Também conta com espaços reservados para cadeirantes.

.: Musical infantil propõe resgate da imaginação em meio a excesso de telas


“Além da Magia: Um Musical de Sonhos” será apresentado nos dias 24 e 31 de maio, no Teatro Jardim Sul, com canto ao vivo, fantasia e mensagem de coragem para crianças. Foto: divulgação

Em um cotidiano cada vez mais marcado por telas, estímulos rápidos e pouco tempo para o brincar livre, uma menina descobre que os livros também podem abrir caminhos para mundos extraordinários. Essa é a premissa de “Além da Magia: Um Musical de Sonhos”, espetáculo infantil que será apresentado nos dias 24 e 31 de maio, sempre às 16h00, no Teatro Jardim Sul – Sala 2, na Vila Andrade, em São Paulo.

Com direção geral, direção musical, texto e roteiro de Julia Perini, a montagem acompanha a história de Maria, uma menina alegre, curiosa e muito conectada ao celular. Incentivada pela mãe a descobrir o encanto dos livros, ela decide deixar a tela de lado por uma noite e mergulhar em uma história mágica. O que parecia apenas imaginação se transforma em uma grande aventura: Maria é transportada para um reino encantado, colorido e musical, onde encontra personagens que fazem parte do imaginário infantil.

Mas nem tudo está em harmonia nesse universo de fantasia. O temido feiticeiro Jaffar surge com um plano malvado: roubar a voz das princesas e acabar com a magia daquele lugar. Ao perceber que ainda consegue cantar, Maria descobre que foi escolhida para uma missão especial: devolver a música, a alegria e a esperança ao reino. Guiada por novos amigos e pela força da música, a personagem aprende que ser princesa vai muito além de coroas, vestidos e castelos. A jornada mostra às crianças que bondade, amizade, união, coragem e confiança em si mesmas também são formas de magia.

O espetáculo chega em sintonia com uma discussão cada vez mais presente entre famílias e educadores: como reaproximar as crianças da leitura, da imaginação, das interações reais e das experiências presenciais. Estudo internacional desenvolvido recentemente pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apontou que 53% das famílias nunca ou raramente leem livros para crianças de 5 anos matriculadas na pré-escola em Ceará, Pará e São Paulo. O mesmo levantamento mostrou que 50,4% das crianças pesquisadas usam dispositivos digitais todos os dias, índice acima da média dos países participantes.

Nesse contexto, a montagem propõe uma vivência na contramão do consumo acelerado: uma experiência coletiva, musical e presencial, em que a criança é convidada a imaginar, escutar, cantar e se envolver com a história. “A história nasce desse olhar para a infância de hoje. Maria é uma menina que gosta do celular, como tantas crianças, mas descobre no livro uma porta para a fantasia, para a música e para o encontro. A ideia não é demonizar a tecnologia, e sim lembrar que a criança também precisa de presença, escuta, imaginação, convivência e experiências que envolvam o corpo inteiro. No teatro, ela não só assiste: ela canta, reage, se emociona e participa”, afirma Julia Perini, diretora do espetáculo.

A produção reúne canções ao vivo, composições autorais de Fernando Lima, coreografias de Giovanni Torres, figurinos do Ateliê Ozani e cenografia de Ricardo Santos. Com linguagem lúdica, visual colorido e momentos de interação, a proposta é envolver crianças e famílias em uma experiência afetiva, divertida e educativa.

Para Julia, produzir teatro infantil hoje também é um exercício de criatividade, cuidado e resistência. “Fazer teatro para crianças exige muita responsabilidade. Cada escolha precisa respeitar o universo infantil: o texto, a música, o ritmo da cena, o visual, a mensagem que fica. E produzir no Brasil é um desafio enorme. Tudo é feito com muito esforço, muito amor e uma equipe que acredita de verdade no que está levando para o palco. A nossa vontade é que cada criança saia do teatro com brilho nos olhos, cantando, imaginando e acreditando um pouco mais nos próprios sonhos”, destaca.

Além da relação com a leitura e a imaginação, o musical também reforça a importância das experiências culturais fora de casa. O estudo da OCDE aponta que atividades como visitas a bibliotecas, oficinas, aulas de música, dança, esportes e outras vivências presenciais são importantes para o desenvolvimento físico, cognitivo e socioemocional das crianças, além de contribuírem para criatividade, resolução de problemas e socialização. Com duração de 60 minutos e classificação livre, “Além da Magia: Um Musical de Sonhos” é indicado para famílias que buscam uma programação infantil afetiva, musical e visualmente encantadora para o fim de semana.


Ficha técnica
Espetáculo: "Além da Magia: Um Musical de Sonhos"
Direção geral: Julia Perini
Direção musical: Julia Perini
Texto e roteiro: Julia Perini
Músicas autorais: Fernando Lima
Coreografias: Giovanni Torres
Elenco: Giovanna Vieira, Thici Lemos, Polyana Porfirio, Fernando Lima, Giovanni Torres e Julia Perini
Figurinos: Ateliê Ozani
Cenografia: Ricardo Santos
Iluminação: Pedro Amaral
Sonoplastia: Pedro Amaral
Projeções: Pedro Amaral
Maquiagem e cabelo: Thici Lemos
Produção executiva: Carlos Jorge
Fotografia e vídeo: Ingrid Moraes
Operação de som: Pedro Amaral
Operação de luz: Pedro Amaral
Assessoria de Imprensa: Bruno Gambini
Realização: Luz e Magia Produções


Serviço
Espetáculo: "Além da Magia: Um Musical de Sonhos"
Datas: 24 e 31 de maio
Horário: 16h00
Duração: 60 minutos
Classificação: livre
Ingressos: a partir de R$ 45
Local: Teatro Jardim Sul – Sala 2
Endereço: Rua Itacaiúna, 61 – Vila Andrade, São Paulo – SP

.: Espetáculo "TIP" tem apresentação gratuita no Teatro Youtube neste sábado


Estrelado por Milla Fernandez, o espetáculo, que é considerado um dos mais impactantes do teatro contemporâneo, integra a programação da Virada Cultural. Excepcionalmente no sábado, o público poderá retirar seu ingresso gratuitamente. Foto: divulgação


Neste sábado, dia 23 de maio, às 20h00, o Teatro YouTube integra a programação da Virada Cultural 2026 com a apresentação gratuita de "TIP", um dos espetáculos mais impactantes do teatro contemporâneo. Em cena, Milla Fernandez compartilha, com coragem e honestidade, sua vivência como camgirl em uma obra indicada ao Prêmio APTR. O resultado é um relato potente que transita entre o humor e a dor, atravessando os limites entre realidade e performance. 

A peça é um corajoso relato de autoficção que partiu da experiência da atriz durante a pandemia. Diante das necessidades urgentes de se prover, e da falta de perspectivas, Milla encontrou no sexo virtual, com o apoio do marido e da família, a possibilidade de garantir uma fonte de renda imediata. Sem ideia do que encontraria, mergulhou no mundo do entretenimento adulto, satisfazendo como camgirl desejos de clientes anônimos em troca de gorjetas (TIPs, em inglês).

Com humor ácido, Milla Fernandez não se poupa e brinca com o medo do fracasso, revelando situações cômicas, constrangedoras e dolorosas que viveu na área do entretenimento e no universo pornô.


Ficha técnica
Espetáculo "TIP"
Dramaturgia e Performance: Milla Fernandez
Direção: Rodrigo Portella


Serviço
Espetáculo "TIP"
23 de maio, às 20h00
Local: Teatro YouTube  (antigo Eva Herz) - Galeria Magalu
Av. Paulista, 2073, 3º Andar  - Conjunto Nacional - São Paulo
Entrada gratuita: retirada de ingressos na porta do teatro a partir das 19h00.

.: Clássico do teatro judaico, “Dibuk - O Musical” ganha versão musical inédita


A obra retrata um amor trágico e impossível entre dois jovens, muito semelhante ao clássico "Romeu e Julieta" de Shakespeare, ambientado no universo do folclore, da cabala e do inquietante mundo espiritual judaico. Foto: Priscila Prade 

Com 31 atores em cena, coreografias pulsantes e um texto renovado, “Dibuk - O Musical” estreia no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, no dia 23 de abril, com curta temporada até 31 de maio de 2026. A montagem combina drama, música, dança e circo, colocando a dança tradicional judaica e a narrativa, como motores centrais da encenação. Com direção de Marcelo Klabin e texto de Alberto (Gingi) B. Worcman e Paula Targo, com consultoria de Luís Alberto de Abreu, o espetáculo adapta o clássico “O Dibuk”, de Sch. An-Ski, considerado um dos textos teatrais judaicos mais famoso e encenado do século XX. 

A obra retrata um amor trágico e impossível entre dois jovens, muito semelhante ao clássico "Romeu e Julieta" de Shakespeare, ambientado no universo do folclore, da cabala e do inquietante mundo espiritual judaico. Essa lenda foi registrada pela primeira vez em pergaminhos por volta de 1560, com outros contos populares trágicos surgidos no mesmo período histórico, marcados pela ideia de um amor impossível e de um destino predeterminado. 

A montagem foi inspirada em melodias ancestrais como o Klezmer transmitidas oralmente ao longo de séculos em uma linguagem musical própria. A direção musical e as músicas originais são de Gustavo Kurlat, vencedor do Prêmio Shell (Pequeno Sonho em Vermelho), que também assina as letras ao lado de Worcman. Os arranjos instrumentais e a regência são de Vicente Falek, e a preparação vocal, de Tarita de Souza.

O elenco reúne Verônica Goeldi (Wicked), Luis Vasconcelos (Sidney Magal), Dagoberto Feliz (Palhaços), além de Lilian Blanc (O Diário de Anne Frank), Nábia Vilela (Gota D’Água), Rafael Pucca, Romis Ferreira, Heitor Goldflus, entre outros - confira o elenco completo na ficha técnica abaixo. Estreado originalmente em 1916, "O Dibuk" rapidamente se espalhou pelos palcos da Europa e logo ao restante do mundo, tornando-se uma referência ao unir drama psicológico, espiritualidade e folclore. A obra reflete a perplexidade humana diante do desconhecido e o confronto com o destino. 

No centro da narrativa está a figura do "Dibuk" - a alma errante de um morto que, segundo crenças religiosas populares, pode possuir o corpo de um vivo, exigindo rituais exorcistas para sua expulsão. A encenação mistura várias linguagens artísticas, criando uma experiência visual e sensorial intensa. O texto forte e renovado conduz o público por uma narrativa de romance, suspense e espiritualidade, enquanto o humor surge como contraponto, trazendo leveza ao tom trágico.

As coreografias ocupam lugar central no espetáculo, incorporando a energia vibrante da dança tradicional judaica não apenas como complemento musical, mas como elemento dramatúrgico essencial, que traduz em movimento os conflitos emocionais e espirituais da história. O espetáculo será apresentado em dois atos, com duração aproximada de 150 minutos, com sessões de quinta a sábado, às 20h00, e domingos, às 16h00.


Ficha Técnica
“Dibuk - O Musical”
Da obra original de Sch. An-Ski
Texto: Alberto (Gingi) B. Worcman e Paula Targo
Consultoria: Luis Alberto de Abreu
Músicas originais e Direção Musical: Gustavo Kurlat
Direção Geral: Marcelo Klabin
Letras: Alberto (Gingi) B. Worcman e Gustavo Kurlat
Elenco: Verônica Goeldi, Luis Vasconcelos, Dagoberto Feliz, Rafael Pucca, Romis Ferreira, Nábia Villela, Heitor Goldflus, Lilian Blanc, Gustavo Waz, Fernanda Melém, Rodrigo Miallaret, Gabriela Melo, Lucas Marques, Eduardo Leão, Mateus Torres, Victor Froiman, Thiago Ledier, Éri Correia, Juliana Ferretti, Bel Nobre, Chiara Lazzaratto, Erick Carlier, Natalia Presser, Gui Boranga, Tamara Figueiredo, Geisa Helena, Luara Bolandini, Diego Oliveira, Juliano Alvarenga, Will Kreff e Alicio Zimmermann.
Arranjos instrumentais e Regência: Vicente Falek
Arranjos e Preparação Vocal: Tarita de Souza
Cenário: Marco Lima
Figurinos: Fábio Namatame
Designer de luz: Guilherme Bonfanti
Designer de som: Bruno Pinho
Coreografia: Alberto (Gingi) B. Worcman e Loba Targownik
Visagismo: Diego Durso                                                                                      
Direção de ilusionismo: Alicio Zimmermann
Coordenadora circense: Natalia Presser
Assistente de direção: Jade Ito
Produção executiva: Marcella Castilho e Wesley Lima
Direção de produção: Marisa Medeiros
Consultoria de projeto: Brancalyone Produções - Edinho Rodrigues
Idealização: Alberto (Gingi) B. Worcman e Paula Targo


Serviço
“Dibuk - O Musical”
Temporada: de 23 de abril a 31 de maio de 2026 
Horários: de quinta a sábado, às 20h00 e aos domingos, às 16h00
Local: Teatro Sérgio Cardoso 
Endereço:  Rua Rui Barbosa, 153 - Bela Vista/São Paulo

Setores

Plateia VIP central:  R$ 300,00 (inteira), R$ 150,00 (meia)
Plateia VIP lateral: R$ 230,00 (inteira), R$ 115,00 (meia)
Plateia central: R$ 200,00 (inteira), R$ 100,00 (meia)
Plateia lateral: R$ 180,00 (inteira), R$ 90,00 (meia)
Balcão: R$ 120,00 (inteira), R$ 60,00 (meia)
Visão parcial plateia VIP lateral: R$ 150,00 (inteira), R$ 75,00 (meia)
Visão parcial plateia lateral: R$ 120,00 (inteira), R$ 60,00 (meia)
Visão parcial balcão: R$ 80,00 (inteira), R$ 40,00 (meia)

Ingressos
Venda on-line em sympla.com.br
Bilheteria: Em dia de espetáculo, das 14h00 até o horário de início da sessão.
Classificação: 12 anos
Duração: aproximadamente 150 minutos
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

sexta-feira, 22 de maio de 2026

.: Crítica musical: Sergio Santos lança CD "Todo Samba"

O cantor e violonista Sérgio Santos ao lado do clarinetista Nailor Proveta. Foto de divulgação: Isabela Espíndola


Chegou às plataformas o novo álbum do compositor, violonista, cantor e arranjador Sergio Santos. “Todo samba” reúne 13 canções inéditas, baseadas no samba e suas diferentes possibilidades, para o qual Sergio convidou o clarinetista, compositor e arranjador Nailor Proveta, mestre na linguagem do samba e do choro.

As canções de “Todo Samba” (Biscoito Fino) bebem da raiz fundamental, mas cada uma delas foi construída a seu modo, evitando os jargões melódicos e harmônicos. No repertório, “Serenadas Pedras” tem a autoria da melodia dividida com Francis Hime, e letra sensível de Olivia Hime. Quanto à poética, Sergio Santos recorreu à sua parceria com Paulo César Pinheiro, ícone da poesia musical brasileira, com quem já compôs mais de 300 canções. Há também, além de suas próprias letras, a estreia da parceria de Sergio com o escritor e poeta Marcílio Godói.

O trabalho conta ainda com participações especialíssimas, que dividem os vocais com Sergio em três faixas: em "Trate Bem Seu Bem", o compositor canta com Maíra Manga, jovem e talentosíssima cantora de suas Minas Gerais. Já “Inquietude” é dividida com a magnífica Leila Pinheiro. A canção “Preciosas Pedras” conta com a participação impecável dos parceiros Francis Hime e Olivia Hime.

"Todo Samba' é um disco que mostra bem a proposta de trabalho de Sérgio Santos, além de comprovar a genialidade de Nailor Proveta. Vai agradar quem curte a nossa MPB de qualidade.


Senhoras do Samba



Entortando o samba


A Ordem do Rei



.: Crônica: Uma rampa guardada a sete chaves


Por Maria Paula Teperino, escritora

Outro dia fui conhecer um restaurante recém-inaugurado em uma ruazinha de Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Amigos já haviam ido e comentado que a comida era ótima, assim como o ambiente. Entrei na página do restaurante no Instagram e enviei uma mensagem perguntando se o local tinha acesso para pessoas que, como eu, se deslocam com cadeira de rodas.

Aqui faço um parêntese antes de retomar o objetivo desta escrita. É extremamente constrangedor ter que enviar mensagens ou telefonar para um determinado lugar de uso público — ou seja, que recebeu um alvará do poder municipal — para perguntar se o seu corpo pode ou não frequentar aquele espaço. Estamos entrando no segundo quarto do século XXI e, pelo menos na minha cidade, o Rio de Janeiro, muitos espaços públicos continuam sem acessibilidade para pessoas com deficiência.

Feito esse parêntese, recebi rapidamente uma resposta pela rede social informando que havia acesso. Ao chegar lá — talvez por ainda ser cedo para o almoço — alguns funcionários estavam na porta. Quando estacionei o carro, e suponho que tenham visto o cartão de estacionamento para pessoas com deficiência, uma funcionária avisou que haviam ido buscar a rampa, pois, embora a porta tivesse apenas dois degraus, quem fez a reforma, em vez de optar por rampear a entrada, deve ter pensado que degraus são mais estilosos do que acessibilidade. Assim, não restou alternativa senão mandar confeccionar uma rampa de metal.

A rampa não demorou a chegar. Pasmem: ela não fica guardada dentro do restaurante, mas sim na rua ao lado. Foi preciso uma moça e um rapaz para trazê-la. Pela dificuldade com que a carregavam, dava para perceber o quanto era pesada — eles chegaram a colocá-la no chão duas vezes, tomar fôlego e continuar o trajeto, até que finalmente pudesse ser posicionada no lugar onde deveria estar fixa.

Confesso que esse foi mais um constrangimento. Os funcionários que foram buscar a rampa — um garçom e a gerente — não foram contratados para isso. Eu, como cliente, deveria ter o direito de entrar no restaurante como qualquer outra pessoa, mas não foi o que aconteceu.

Por outro lado, quando um local se torna acessível, ele não se transforma em um espaço exclusivo para pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida. Pelo contrário: um lugar onde uma pessoa em cadeira de rodas entra com autonomia é justamente um espaço ao qual qualquer pessoa pode acessar. E foi exatamente isso que aconteceu: a referida rampa passou a ser utilizada por todos que chegaram ao restaurante durante as aproximadamente três horas em que permaneci ali.

Agora, gostaria que você refletisse comigo: por que um equipamento de acessibilidade, como essa rampa, é sempre visto como algo de uso exclusivo de pessoas com deficiência? E, mais importante, por que, quando existe, esse equipamento costuma ficar guardado — muitas vezes trancado? Acredito que o medo do contato com um corpo fora da normatividade contribua, senão como principal razão, ao menos como um fator importante para a ideia de que não existimos, de que não frequentamos lugares para além de clínicas de reabilitação, hospitais e afins.

Depois de me deparar inúmeras vezes com situações como essa — por dever de ofício, já que sou psicanalista — pude perceber que não se trata apenas de desconhecimento ou ignorância. Existe algo para além disso. A invisibilização imposta às pessoas com deficiência e às suas demandas não acontece somente por questões sociais ou pela forma como são tratados os grupos historicamente minorizados. Isso tem nome: capacitismo.

Resolvi, então, dedicar-me a tentar responder a essa questão a partir do ponto de vista da psicanálise. Fiz um mestrado e minha dissertação abordou esse tema. Ela está sendo publicada e, em breve, convido você a ler meu livro, "Não Desvie o Olhar - A Invisibilização das Pessoas com Deficiência sob o Ponto de Vista da Psicanálise", publicado pela Editora Appris, no qual discuto essa e outras questões relacionadas ao tema.


Sobre a autora
Maria Paula Teperino
construiu uma trajetória marcada pela pluralidade e pela profundidade intelectual. Graduada em Psicologia e em Direito, aprofundou sua formação no campo da psicanálise: é pós-graduada em Psicologia Clínica pela PUC-Rio e em Teoria Psicanalítica pela Universidade Veiga de Almeida (UVA/RJ), instituição onde também concluiu o Mestrado em Psicanálise, Saúde e Sociedade. Atualmente, integra o Fórum do Campo Lacaniano do Rio de Janeiro. Mulher com deficiência física, Maria Paula traz à sua prática e às suas reflexões uma perspectiva singular sobre corpo, sujeito e sociedade.

← Postagens mais recentes Postagens mais antigas → Página inicial
Tecnologia do Blogger.