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terça-feira, 22 de março de 2022

.: Luisa Bresser estreia em “Poliana Moça” do SBT

Luisa Bresser em "Poliana Moça". Foto: Lourival Ribeiro/SBT


Um dos principais nomes da nova geração do teatro musical brasileiro, a atriz Luisa Bresser, de 15 anos, faz sua estreia na teledramaturgia ao interpretar um dos principais papéis dos núcleos centrais da nova novela do SBT, “Poliana Moça” (continuação do folhetim “As Aventuras de Poliana”),  transmitido a partir do dia 21 de março, às 20h30. Na trama escrita por Iris Abravanel, Luisa interpreta Helena.

“Essa é uma experiência nova e que me traz muitos sentimentos diferentes. Minha primeira novela é uma vilã, mas que não faz só maldades, é uma personagem de muitas camadas. Está sendo um misto de alegria, ansiedade e um frio na barriga! As gravações tem sido incríveis também e toda essa experiência está sendo maravilhosa, ainda mais por ser uma novela tão contemporânea e no SBT, que é um canal que sempre admirei muito. Gratidão!”, diz Luisa.

Sobre a personagem: Helena é a filha mais velha do casal Davi e Eugênia. Inteligente e bonita, mas um pouco arredia e rebelde. Gosta de ficar mais na dela. Tem capacidade de tirar notas boas, mas faz corpo mole para chamar a atenção dos pais. Sente que seu pai está mais preocupado em salvar o mundo do que ficar com ela e acaba mais afastada dele por conta disso, mas no fundo o admira e o ama. Tem dificuldade em lidar com a “perfeição” da família. Acha que Eugênia não gosta tanto dela por não atingir suas expectativas e não ser tão boa como gostaria que ela fosse. Até tenta ser próxima de Poliana, mas é com Song que vai se juntar e aprontar muito. Também se identifica com João, por quem desenvolve certo interesse e causando ciúmes em Poliana.

Sobre Luisa Bresser: Luisa tem 15 anos e, desde pequena, sempre se interessou por música e atuação. Sua preparação conta com ballet clássico na escola Lucianne Murta, atuação no Teatro Escola Célia Helena, coach com Lígia Cortez, preparação de voz com a fonoaudióloga Silvia Pinho, orientação de carreira vocal com a coach Andreia Vitfer, sapateado com Chris Matallo e diversas aulas no Studio Broadway.

A sua primeira experiência profissional foi a participação em “Billy Elliot”, onde interpretou Debbie Wilkison no espetáculo que tinha no elenco nomes como Carmo Dalla Vecchia, Sara Sarres, Vanessa Costa, dentre outros.

Depois do Billy e seguindo com os estudos, foco e força de vontade, Luisa conquistou mais uma oportunidade: foi selecionada para interpretar Summer Hathaway, uma das personagens de destaque no “Escola do Rock – O Musical”. O espetáculo foi um marco para a carreira da jovem atriz.

A temporada de “Escola do Rock – O Musical” encerrou em dezembro de 2019 e, em janeiro de 2020, Luisa já estava se preparando para seu terceiro espetáculo “Charlie e a Fantástica Fábrica de Chocolate”. Paralelamente à peça, Luisa foi confirmada no elenco da nova fase da novela “As Aventuras de Poliana”, do SBT. Esta será a estreia da artista na televisão.

Em janeiro de 2021, mais uma conquista: Luisa foi confirmada para interpretar Veronica Sawyer na temporada de “Heathers - O Musical”. Dirigido por Fernanda Chamma, o espetáculo foi mais um grande sucesso e aprendizado em sua carreira, já que a peça, realizada em meio a pandemia, contou com diversos desafios para manter a segurança dos atores e do público. Quando a arte praticamente sumiu da nossa realidade, Luisa provou mais uma vez o seu talento e amor pelos palcos.

Filha de Jeniffer Bresser (designer de presentes personalizados e exclusivos) e Daniel Bresser (diretor da Escola Móbile), irmã de Sofia Bresser (influencer digital) e Artur Bresser, Luisa é apaixonada pelo que faz e não mede esforços para se aprimorar cada vez mais. 


sexta-feira, 13 de abril de 2018

.: 25ª Bienal do Livro de SP divulga primeiros autores internacionais

Victoria Aveyard, Soman Chainani, Yoav Blum e Lauren Blakely são os primeiros nomes a integrar a programação do evento


A Bienal Internacional do Livro de São Paulo, realizada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), acaba de confirmar a presença dos primeiros autores internacionais para sua 25ª edição, que acontece de 03 e 12 de agosto de 2018, no Anhembi. O evento reunirá as principais editoras, livrarias e distribuidoras brasileiras, além de players internacionais. Contará com uma ampla programação cultural, em espaços temáticos exclusivos, e receberá, ainda, importantes autores nacionais e internacionais.

Durante os 10 dias de Bienal, os visitantes poderão ter contato com autores, em bate-papos e palestras exclusivas, na "Arena Cultural", entre outros ambientes pensados especialmente para a ocasião. Um dos maiores espaços do evento – com capacidade para 400 pessoas – a Arena já recebeu nomes como Harlan Coben, Cassandra Clare, Lucinda Riley e Kiera Cass. Para esta edição, os primeiros confirmados são: Victoria Aveyard, Soman Chainani, Yoav Blum e Lauren Blakely. Sua curadoria é feita pela Câmara Brasileira do Livro, em parceria com as editoras participantes do evento.

Conheça mais sobre os primeiros autores internacionais confirmados:
Victoria Aveyard cresceu numa cidadezinha em Massachusetts e frequentou a Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles. Ela se formou como roteirista e tenta combinar na sua escrita seu amor por história, explosões e heroínas fortes. Sua série "A Rainha Vermelha", publicada pela Editora Seguinte, já vendeu mais de 400 mil exemplares no Brasil e teve os direitos cinematográficos adquiridos pela Universal. O filme será dirigido por Elizabeth Banks.

Livros: O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Na saga "A Rainha Vermelha", Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso.

Soman Chainani é fascinado por conto de fadas. Best-seller do New York Times, o escritor tem publicado pela editora Gutenberg a aclamada série "A escola do bem e do mal" que teve seu terceiro volume lançado em 2016. Após uma pausa de dois anos, o autor volta para a alegria dos fãs com o quarto volume em tempo para a Bienal do Livro de São Paulo! Graduado em Harvard, ainda na universidade escreveu uma tese sobre os motivos pelos quais as mulheres malvadas eram representadas como vilãs irresistíveis. Além de escritor, Soman é um roteirista aclamado, seus filmes já foram exibidos em mais de 150 festivais ao redor do mundo, tendo ganhado mais de 30 prêmios de júri e público.

Livros: Na série "A escola do bem e do mal", a cada quatro anos, dois adolescentes somem misteriosamente do povoado de Gavaldon há mais de dois séculos. Os pais trancam e protegem seus filhos, apavorados com o possível sequestro, que acontece segundo uma antiga lenda: os jovens desaparecidos são levados para a Escola do Bem e do Mal, onde estudam para se tornar os heróis e os vilões das histórias. A série promete uma aventura épica que procura desvendar e compreender a linha tênue entre o bem e o mal.

Yoav Blum nasceu em 1978, em Israel. Seu primeiro romance, "Os criadores de coincidências", se tornou um best-seller instantâneo em Israel antes de ser traduzido para diversos idiomas. O romance foi adquirido pela Editora Planeta após um concorrido leilão e foi publicado no Brasil em 2017. Com mais de 50 mil cópias vendidas em Israel, o livro já teve os direitos adquiridos para o cinema.

Livro: "Os criadores de coincidências" parte da ideia de que o destino é determinado por agentes capazes de mudar o rumo da vida das pessoas. A partir de ações que, à primeira vista, parecem obras do acaso, formam-se casais, cientistas recebem o empurrão que faltava para realizar grandes descobertas e artistas encontram inspiração. Tudo arquitetado pelos criadores de coincidências.

Autora best-seller do New York Times e nº 1 do Wall Street Journal, a autora best-seller Lauren Blakely é conhecida por seu estilo contemporâneo de romance que é quente, divertido e sexy. Mora na Califórnia com sua família e planejou romances inteiros enquanto caminhava com seus cachorros. Com quatorze best-sellers do New York Times, já vendeu mais de 2,5 milhões de livros. Seu trabalho foi traduzido em onze idiomas, e ela ama criar contato direto com leitores em todo o mundo.

Livros: Adorada pelos leitores por seus romances narrados pelo ponto de vista masculino, Lauren tem sua série de livros lançada pela Faro Editorial. Em "Big Rock", o protagonista Spencer precisa largar sua vida de playboy e mulherengo e parecer um empresário de sucesso, recatado, de boa família, sem um passado – ou um presente - comprometedor. A história de "Mister O" gira em torno de Nick Hammer, que se torna o mentor sexual de homens ao redor do mundo. O terceiro livro da série (ainda não lançado no Brasil) contará a história de Wyatt Hammer, irmão de Mister O.

Em breve, mais informações sobre a programação pelo www.bienaldolivrosp.com.br ou por nossas redes sociais.
Instagram: www.instagram.com/bienaldolivrosp/
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Twitter: twitter.com/bienaldolivrosp

Serviço
25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
03 a 12 de agosto de 2018
Pavilhão de Exposições do Anhembi
Av. Olavo Fontoura, 1.209 – Santana / 02012-021 São Paulo – SP
www.bienaldolivrosp.com.br

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

.: "Mogli - O Livro da Selva" em cartaz no Teatro Folha até 1º de junho

“Mogli – O Livro da Selva” é uma adaptação de Fabio Brandi Torres para a obra de Rudyard Kipling, que narra a história e as aventuras vividas por um menino criado por lobos. A encenação dirigida por Eduardo Leão bebe na fonte do teatro oriental e no universo mágico indiano. A estreia acontece dia 03 de fevereiro.

Com movimentos de animais inspirados em “Rei Leão” e “Cats”, a história de “Mogli – O Livro da Selva” não abre mão do humor  e apresenta a agilidade vista nas animações Disney. A produção da montagem escolheu os atores mirins Chico Sanches de Melo e Pedro Estevam – que estreiam no teatro, ambos com 8 anos de idade – para se revezarem no papel principal. Com a  inclusão dos atores mirins, a encenação busca a autenticidade do olhar de criança.

O diretor Eduardo Leão diz que o processo de criação da montagem contou com a espontaneidade dos atores mirins e a vontade de jogar, típica da faixa etária deles. “Além da disposição para o jogo lúdico, a diferença de tamanho entre os atores adultos e crianças reforça a leitura de que Mogli é um menino pequeno num ambiente hostil, que é a floresta”.

A encenação faz referência ao teatro oriental, o que é revelado principalmente pelas músicas criadas especialmente para o espetáculo por André Abujamra, e nos figurinos desenhados por Olintho Malaquias. “Também trabalhei com o elenco detalhes da atuação. Atores fazem personagens animais em pé, com movimentações, posturas e energias que lembram a vida selvagem. Mas nunca fazem animais em quatro patas”, detalha o diretor.

Sobre o autor
Brandi Torres é diretor teatral, dramaturgo e roteirista. Foi vencedor por duas vezes do prêmio de Melhor Autor do Festival de Teatro Curta/SESI (2000 e 2002) e três vezes indicado como Melhor Autor ao Prêmio Coca-Cola FEMSA de Teatro Jovem (“A Matéria dos Sonhos”, 2004, “Ciranda das Flores”, 2009 e “Pandolfo Bereba”, 2013). Também foi indicado ao Prêmio Shell 2005, como Melhor Autor, por “O Mata-Burro”.

Como roteirista, foi colaborador das novelas “Seus Olhos” (SBT) e “Paixões Proibidas” (BAND/RTP), e da sitcom “#PartiuShopping” (Multishow). Em 2017, assinou o roteiro do documentário “Inezita”, para a TV Cultura.

Teve a peça “Um Conto do Rei Arthur” editada ao vencer o Concurso de Dramaturgia Vladimir Maiakovski e o livro infanto-juvenil “O Tesouro de Fabergè” publicado em duas edições.

Seus textos já foram apresentados em Portugal, Espanha, Estados Unidos e Cabo Verde, e encenados por Isser Korik (“Revistando”, “Grandes Pequeninos” e “A Pequena Sereia”), Iacov Hillel (“Prepare seu Coração” e “Tutto Nel Mondo è Burla”), Val Pires (“Medida por Medida”), Caco Ciocler (“Vão Livre”), André Garolli (“Trama da Paixão” e “O Mata-Burro”), William Gavião (“Respeitável Público?” e “Macbeth”) e Rosi Campos (“Se Casamento Fosse Bom...”). Seu mais recente texto encenado é “Michel III – Uma Farsa à Brasileira”.

Sobre o diretor
Eduardo Leão começou no teatro em 1990. Cursou Artes Cênicas na Escola de Comunicação e Artes da USP e Núcleo de Pesquisas Teatrais do TUCA/PUC-SP de 1993 a 1996. Após seu período de formação, trabalhou com os diretores Antônio Abujamra, Antunes Filho, Isser Korik, Roberto Lage, Zé Henrique de Paula, Alexandre Reinecke, Alexandra Golik, Otávio Martins, Pedro Garrafa, William Pereira e Alonso Barros, entre outros.

Seus últimos trabalhos no teatro foram a comédia “Jogo Aberto” (2016) de Jeff Gould com direção de Isser Korik, a direção de “Chapeuzinho Vermelho” (2016) e o musical “A Era do Rock” (2017).

Atuou em peças publicitárias para diversas empresas, trabalhou em vídeos institucionais e desde junho de 2013 está no ar pelo Canal Brasil com o programa “Abusando”, em parceria com André Abujamra e Rafael Terpins. Em 2017 fez participação na série “Amigo de Aluguel”,  produzida pela O2 filmes.

Sobre o elenco


Ivy Souza é formada pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo. Com a Cia Filhos de Olorum - Os Crespos foi produtora do projeto de “De Brasa e Pólvora: Zonas Incendiárias”. Atualmente dirige o espetáculo “Búfalos da Carcaça de Poéticas Negras”. Desenvolve há 15 anos pesquisas na cena teatral No cinema participou do filme “Boas Maneiras”, de Juliana Rojas e Marco Dutra; “Uma Noite não é Nada”, de Allan Fresnot; “A Sombra do Pai”, de Gabriela Amaral; “Pitangueiras de Flora Pappalardo”. Também atuou na série “O Som e o Tempo: a Passagem do Cometa”, dirigido por Juliana Rojas; entre outros.


Lia Canineu atuou nos musicais “R & H’s Cinderella”, “Castelo Rá-Tim-Bum” e “A Era do Rock”. Formada no Curso Técnico de Atuação em Teatro Musical do SESI-SP. Estudou canto com Douglas Toledo, Amélia Gumes e atualmente estuda com   Pedro Navarro. Pesquisou técnicas de dança com Alexa Gomes, Marcos Veniciu, André Santos e Chris Matallo.

Thiago Andreuccetti é ator e palhaço. Tem curso Técnico de Ator, da Fundação das Artes de São Caetano do Sul.  Escola de Artes e Ofícios. Frequentou diversos cursos de atuação, técnicas de clown, canto, mímica e outras técnicas corporais. É artista membro do casting oficial do Cirque du Soleil desde setembro de 2017.  Tem vários espetáculos em seu currículo, entre eles, “Sobre Meninos e Pipas”, direção Karen Menatti, 2017; “Henriques”, Cia. Vagalum Tum Tum, 2016; e “Vidas Secas”, direção Luís Carlos Laranjeiras.

Everton Granado é ator e cantor. No teatro, atuou em “Castelo Ra-tim-bum”, “Os 10 Mandamentos, O Musical”, “A Pequena Sereia – 4D”. Participou em diversos cursos e atividades de reciclagem em atuação, dança e canto.

Leo Romanno atuou em diversos espetáculos adultos e infantis.  Foi diretor de produção dos espetáculos "Nas Alturas - Um Musical da Broadway (In the Heights)" e "Menino Maluquinho - O Musical". Em 2016, integrou o elenco do espetáculo "We Will Rock You - O Musical do Queen". Fez direção artística e de produção em "Ghost - O Musical". Recentemente dirigiu o espetáculo "A Era do Rock - A Comédia Musical da Broadway (Rock of Ages)" e a produção inédita "Castelo Rá-tim-bum - O Musical", ambos com realização da 4Act Entretenimento.

Ficha Técnica

Texto - Fabio Brandi Torres
Elenco - Chico Sanches de Melo e Pedro Estevam (em revezamento no papel de Mogli), Everton Granado, Leo Rommano, Lia Canineu, Ivy Souza e Thiago Andreuccetti.
Cenografia - Márcia Pires
Cenotécnico - Marcos Santos
Costuras de cenografia - Fátima Nahjar
Figurino - Olintho Malaquias
Execução de figurinos - Paula Gascon e Laura Françoso
Costureiras - Célia Pereira da Rocha e Edéia Evaristo
Trilha sonora composta - André Abujamra
Criação gráfica - Winnie Affonso
Fotografia - Eduardo Leão
Equipe técnica - Jardim Cabine
Coordenação de produção - Isabel Gomez
Produção executiva e administração - Pedro Pó
Assistente de direção - Manuela Figueiredo
Iluminação - Isser Korik           
Direção - Eduardo Leão
Realização - Conteúdo Teatral

Serviço – “Mogli – O Livro da Selva”
Local: Teatro Folha
Estreia: 03 de fevereiro
Temporada: até 1º de junho. Sessões extras nos feriados e emendas de feriados 12 e 13 de fevereiro, 30 de março, 30 de abril, 1º e 31 de maio, 1º de junho.
Apresentações: sábados e domingos, às 16h
Ingresso: R$ 25,00 (setor único)*
*Valor referente ao ingresso inteiro. Meia-entrada disponível em todas as sessões e setores de acordo com a legislação.
Duração: 50 minutos
Classificação etária indicativa: quatro anos

Teatro Folha
Shopping Pátio Higienópolis - Av. Higienópolis, 618 / Terraço / tel.: (11) 3823-2323 - Televendas: (11) / 3823 2423 / 3823 2737 / 3823 2323 Site: www.teatrofolha.com.br

quarta-feira, 6 de setembro de 2023

.: "Annie, o Musical" traz a magia da Broadway em versão atualizada

“Annie, o musical”. Foto: Marcelo Martins


Grande sucesso da Broadway, “Annie, o musical”, baseado na história em quadrinhos Little Orphan Annie, de Harold Gray, estreia com nova montagem no Rio, criada pela In Cena Casa de Artes e Produções. Com direção de Gustavo Klein, o espetáculo fica em cartaz de 16 de setembro a 8 de outubro, sábados e domingos, no Teatro dos 4, no Shopping da Gávea.

O texto de Thomas Meehan gira em torno da pequena Annie, uma menina de 12 anos que vive em um orfanato comandado pela divertidíssima senhora Hannigan. Depois de tentar fugir para encontrar seus pais (que ela crê estarem vivos) e adotar o cachorro Sandy, a menina é trazida de volta para o orfanato e acaba sendo escolhida para passar o Natal na mansão do milionário Oliver Warbucks. Annie se aproxima do homem ranzinza e solitário, subvertendo seu cotidiano, fazendo-o aproximar-se dos valores da amizade, da compreensão e do amor.

Na montagem criada pela In Cena, a história, que originalmente se passa em Nova Iorque, foi adaptada para o Brasil, onde, segundo relatório divulgado pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) e Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), no fim de 2021, o número de crianças órfãos cresceu muito por conta da pandemia, chegando a 130 mil em todo o país. “Fizemos uma pesquisa para entender como é essa realidade no Brasil e descobrimos que muitos orfanatos estão superlotados por conta de óbitos pela Covid 19”, explica Cella Bartholo, diretora artística da In Cena.  

A ideia, segundo o diretor Gustavo Klein, é justamente mostrar que o que acontece com a pequena Annie, acontece em qualquer lugar, é universal. “Como é um clássico, que já foi montado muitas vezes no Brasil e no exterior, quisemos trazer uma visão mais moderna e anacrônica, que o público brasileiro pudesse se identificar mais diretamente. Brincar com a ideia que se trata de uma história universal, que pode acontecer em qualquer década, em qualquer lugar e que, essa mensagem linda de positividade e esperança, se relaciona com todos nós”, explica Gustavo.

Pensando nessa identificação imediata com o público, o cenário, assinado por Glauce Carvalho, tem como inspiração as favelas brasileiras e foi todo confeccionado com material reciclado. “Nada foi fabricado. É tudo feito com caixas de papelão, remédios e sucata”, conta Glauce, que contou com a ajuda dos alunos do primeiro “Curso de Produção”, ministrado por ela na escola.

Com coreografias de Bella Mac e direção musical de Anna Priscilla Lacerda, a montagem traz 20 números musicais e um elenco total de 36 atores (se revezando em cena), que fizeram parte do curso de “Prática de Montagem”, da In Cena, no qual o aluno passa por todas as fases de criação de um musical, até a apresentação final no teatro. Além de Annie, a escola também estreia este ano “Fame”, outro sucesso da Broadway; e “O Auto da Compadecida”, a primeira montagem teatral (sem ser musical) da escola.

Ao todo, desde que abriu suas portas em 2021, a In Cena já apresentou quatro espetáculos fruto da “Prática de Montagem”, todos, de grande sucesso: os musicais “Legalmente Loira”, “Escola do Rock” e “Nas Alturas”, além da produção original, “Poema”, a primeira profissional da escola, vencedora na categoria “Roteiro Original”, do prêmio Musical.Rio. Já “Escola do Rock” recebeu seis indicações ao prêmio, levando três deles: Melhor Ator com Pedro Balu; Melhor Atriz Revelação com Malu Coimbra; e Melhor Prática de Montagem.

Sobre A IN CENA Casa De Artes e Produções: Um espaço para aprender, trocar experiências, se aperfeiçoar, sem deixar de se sentir em casa. Essa é a proposta da In Cena Casa de Artes e Produções – www.incena.art.br – que funciona em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Com direção artística de Cella Bártholo e coordenação pedagógica de Gabi Levask, a In Cena oferece oficinas, práticas de montagens e mentoria, que abraçam múltiplas vertentes das artes: teatro, teatro musical, dança e música. Em uma espaçosa casa de mais de 400 metros quadrados, a In Cena conta com quatro salas (Bibi Ferreira, Fernanda Montenegro, Ruth de Souza e Amazonas), um estúdio (batizado de Gonzaguinha), camarim, vestiários e um amplo terraço – um local de convivência a céu aberto.


Serviço

Temporada: 16 de setembro a 08 de outubro de 2023

Local: Teatro dos 4 – Shopping da Gávea (Rua Marques de São Vicente, 52 - Gávea)

Informações: (21) 2239-1095

Datas/Horários: Sábados e Domingos, às 15h 

Classificação Etária: Livre

Duração: 120 minutos

Ingresso: R$ 100,00 (inteira) e R$ 50,00 (meia)- Vendas: Sympla e Bilheteria do Teatro

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

.: Entrevista: Mila Gaiarin, a roqueira que se inspira em Demi Lovato

Mila Gaiarin iniciou a carreira há cinco anos, embora ainda muito jovem, a cantora já se consolidou no YouTube com covers de músicas populares. Em 2021, Mila começou a compor e cantar músicas originais e já conta com três singles que irão fazer parte do seu primeiro projeto autoral. 


Vamos começar falando um pouco sobre a sua carreira. Como tudo começou?
Mila Gaiarin -
O meu primeiro contato com a música foi aos 13 anos, quando comecei a fazer aulas de violão. Esse período me influenciou bastante e despertou o meu interesse por música. Então uma coisa puxou a outra, pois as aulas de violão logo despertaram o interesse pela composição e, com o incentivo do meu professor, fui melhorando a minha escrita e as harmonias. Comecei também a fazer técnica vocal, pois eu não cantava nada! E assim começou o processo, foi tudo tomando forma, até que comecei a ter confiança para cantar nas apresentações da escola, da academia de música e até participar do Garagem da Juventude em 2018, um evento decisivo para eu realmente começasse a trabalhar com produções musicais, bandas e afins. 


Você tem vários covers no canal. Qual é o cover que você mais gostou de gravar?
Mila Gaiarin - Um dos covers que eu mais gostei foi ‘‘Habbits’’ da Tove Lo.


O rock sempre esteve presente na sua vida?
Mila Gaiarin - Na verdade não, eu tive uma fase bem pop na pré adolescência. Quando entrei no Ensino Médio, comecei a ter contato com o rock e aí foi um caminho sem volta! Até com o estilo de me vestir, simplesmente me encontrei no rock e em todas as suas vertentes. Desde o rock clássico como, Queen, minha maior inspiração e referência, até o Post-hardcore, o estilo que atualmente estou trabalhando nas minhas produções.


Além do rock, com qual outro gênero você se identifica? Gostaria de gravar alguma faixa nele?
Mila Gaiarin - O pop desde a minha pré adolescência e infância esteve sempre presente, inclusive a cantora Demi Lovato ainda é uma das minhas maiores inspirações. Sou muito fã também do MPB, R&B e o pop rural que o duo Anavitória faz. Enfim, procuro sempre ser bem eclética e com certeza gravaria futuramente algum desses estilos. Para mim, a música é algo muito fluido e gosto de misturar gêneros musicais, assim como faço nas minhas faixas, com o eletrônico e o rock.


Você tem um estilo bem alternativo, quais são as suas principais referências na moda?
Mila Gaiarin - Nunca parei para pensar, na verdade. Não tenho muita referência não, basicamente se eu curto alguma roupa e fica legal em mim, eu uso. Mas, geralmente essa roupa é preta!


Por ser uma rockeira, pressupomos que você seja fã de muitas mulheres do rock. Cite as suas favoritas, suas maiores inspirações.
Mila Gaiarin - A minha maior inspiração, desde a adolescência, sempre foi Demi Lovato. Tanto na voz, quanto nas composições e história de vida. Sempre me identifiquei muito com ela, já que na minha pré-adolescência eu sofria muito bullying, o que resultou posteriormente em alguns transtornos alimentares e depressão e, querendo ou não, ela sempre me inspirou a querer seguir o meu sonho, a acreditar em mim e a começar a expressar toda aquela dor e angústia que eu sentia nas minhas composições. Mas, na vertente do rock, sempre busquei referências femininas. Como Pitty, a maior referência do rock feminino, inclusive seria um sonho fazer um feat com ela! E internacionais, tenho como referência, ParamorePRVIS (me inspiro bastante neles nas minhas músicas), Halestorm, Evanescence, The Pretty Reckless, Dorothy... Além de gostar bastante de Janis Joplin e Joan Jett, existem muitas mulheres que mandam muito no rock, mas infelizmente ainda falta o devido reconhecimento. 


Como surgiu o conceito de ‘‘Delírio’’?
Mila Gaiarin - "Delírio" é uma canção inspirada no meu sonho de seguir a música, ela traz o êxtase de cantar e tocar, a sensação de fazer aquilo que mais amo, junto aos medos e inseguranças que nos cercam, porém, sempre seguindo mesmo que seja algo impossível e árduo. Seguir os seus sonhos por muitos é considerado um delírio, porém a letra visa passar que, mesmo que seja algo fantasioso e difícil, sempre devemos investir e seguir os nossos sonhos.


Qual público você pretende atingir com essa nova fase?
Mila Gaiarin - Na verdade eu ainda não tenho um público alvo, penso em atingir quem se identificar com a minha mensagem. Mas, percebo que tenho alcançado principalmente a galera que vivenciou a fase dos anos 2000, que curtia muito o rock nacional. E, mesmo que a minha abordagem musical seja de certa forma nova, por gostar de trazer um pouco do eletrônico e alguns elementos novos nas composições, tenho levado de certa forma uma nostalgia para esse público. Acredito que a minha mensagem seja essa, não deixar o rock nacional morrer, nostalgia e inovação. Um tanto quanto ambicioso da minha parte, mas, quem sabe um dia não chegue lá!


O que podemos esperar das próximas produções?
Mila Gaiarin - Muita paixão e impacto! Ainda estou formando a minha identidade, mas de forma progressiva. As músicas estão ficando mais pesadas, principalmente na parte instrumental, misturando o eletrônico com o rock. Esse conceito já foi feito no exterior com a banda Imagine Dragons e PRVIS, mas com a nossa pegada de rock nacional, que eu amo demais! Inclusive, meu próximo single vai trazer bastante desses elementos. 


Por ser uma artista nova que surgiu no meio da pandemia, o que você espera que 2022 traga para a sua carreira?
Mila Gaiarin - Bom, acredito que uma palavra que define é: shows! Dia 25 de setembro, eu fiz o meu primeiro show no MPB Bar, em Maringá, e a sensação foi inexplicável! Para esse ano, quero poder fazer vários, além de poder expandir as produções e trabalhos. Como uma artista independente, tenho contado com a ajuda dos meus pais e algumas economias, além de parcerias como os meninos que tocaram comigo no MPB Bar, porém, no nosso país é complicado sem algumas parcerias e espero conseguir algumas, para poder alcançar novos ares e ampliar o projeto. Mas, apesar das adversidades, não pretendo desistir do projeto Mila Gaiarin.


Ouça agora ‘‘Delírio’’ da Mila Gaiarin!
https://open.spotify.com/album/6v3dbnE6EE1w1XDywlMwoO 

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

.: Acervo de Adoniran Barbosa ganha abrigo na Galeria do Rock

São mais de 1000 itens do sambista que ajudam a contar a história da capital paulista, como objetos de época, instrumentos musicais, partituras e brinquedos confeccionados pelo próprio artista  


O acervo de Adoniran Barbosa, ícone do samba paulista, retorna a São Paulo após uma década afastado da cidade e sem abrigo fixo. São mais de 1.000 itens que preservam e ajudam a contar histórias de personagens e cartões-postais da maior cidade da América Latina entre as décadas de 1950 e 1980, bem como da música, do cinema, do rádio e da publicidade desta época, imortalizados nas obras do cantor, compositor e ator. O novo lar do acervo é inusitado, mas revela a afinidade entre dois gêneros que retratam a voz do povo: a Galeria do Rock.

Entre as preciosidades que o acervo de Adoniran Barbosa reúne estão objetos de época (ternos, chapéus, gravatás borboleta, sapatos e óculos) e documentos diversos (como uma carta de uma entidade francesa que assegura ao compositor brasileiro os direitos autorais pela execução de ‘Trem das Onze’ na França, onde fez enorme sucesso), além de fotografias que revelam a intimidade de João Rubinato, o cidadão por trás do artista. Conta também detalhes da carreira artística, com instrumentos musicais (banjo, flauta e tambor), partituras, scripts de radionovelas, roteiros de programas de televisão, cartazes de filmes como ‘O Cangaceiro’ (1953), de Lima Barreto, quando Adoniran interpretou o personagem Mané Mole, e discos raros de vinil com canções interpretadas por ele próprio e por outros artistas, entre elas ‘Saudosa Maloca’, gravada pelo grupo que ajudou popularizar as suas composições, Demônios da Garoa, em disco lançado pela gravadora Odeon em 1957.

Adoniran tinha outras distrações quando não estava fazendo música, rádio, cinema ou televisão. “Paizão também foi um exímio artesão. Ele tinha o domínio do ferro e da madeira e nos deixou um legado de objetos confeccionados com esses materiais”, lembra a única filha e herdeira do cantor, Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa.  

Um dos objetos mais curiosos criados por Adoniran e que fazem parte do acervo é uma aliança confeccionada com uma corda ‘mi’ de um cavaquinho, com a qual ele presenteou a sua segunda esposa, Mathilde. A história acabou virando o samba ‘Prova de Carinho’, lançado em 1960. Há também alguns brinquedos, entre eles carrosséis, locomotivas e miniaturas de bicicletas, todos produzidos em ferro. “Adoniran costumava presentear aqueles por quem tinha um carinho especial ou algum tipo de gratidão com miniaturas de bicicletas feitas por ele. Entre os agraciados estão o cineasta Lima Barreto e o produtor musical, João Carlos Botezelli, o Pelão”, relata o cineasta Pedro Serrano, que estuda a obra do compositor do ‘Samba do Arnesto’ (1953). “O trenzinho funcionava e passava por todas as estações, que ficavam pintadas na parede da garagem de sua casa. Seu grande barato era chamar a criançada para ver o trem funcionando, mas logo depois já tratava de dispersar todos os curiosos antes de começarem a mexer em tudo”, acrescenta.

Altos e baixos: Sua filha e herdeira define a história do acervo como longa e cheia de altos e baixos, assim como a carreira do pai. Partiu de Dona Mathilde, ainda em vida, juntar todos os itens do esposo que guardava ao longo dos anos de convivência e transformá-los em um acervo, após a morte de Adoniran, em 1982. “Meu próprio pai afirmava que ela era sua maior fã. Há relatos de amigos próximos e outros familiares que descrevem o quanto o sambista, de temperamento não tão fácil quanto se imagina, era paparicado pela mulher”, afirma Maria Helena.

O primeiro destino do acervo foi o cofre do antigo Banco de São Paulo, no subsolo de um edifício no centro da cidade, na década de 1990. “Lá foi pouquíssimo visitado, afinal, podemos convir que cofres foram desenhados para repelir pessoas e não para atraí-las”, defende a filha do compositor. Depois houve uma breve tentativa de deixá-lo no Teatro Sérgio Cardoso, no Bixiga, mas o espaço não parecia adequado e a preservação das peças podia ser colocada em risco. “Assim, o acervo seguiu rumo ao Museu da Imagem e do Som (MIS), onde parecia ter encontrado destino permanente, afinal nada mais pertinente que a história de um dos maiores multimídias do país habitasse aquele local”, relata Maria Helena. “Porém, em 2009, o então diretor do museu declarou que já não havia mais espaço para o acervo de Adoniran ali. Orientada por minha advogada Luciana de Arruda, tive de resgatar o acervo do MIS às pressas”, acrescenta.

Desde então o acervo, que está fechado em caixas e pastas catalogadas pelo departamento de arquivologia da Universidade de São Paulo (USP), ficou guardado em sítio e depois num galpão industrial, ambos no interior do Estado de São Paulo. “Várias foram as tentativas de se construir o Museu Adoniran Barbosa, todas elas sempre frustradas pela falta de recursos, de patrocínios e da vontade política em preservar a história desse que é o maior nome do samba paulista”, pontua Maria Helena. Ela ressalta que, curiosamente, o único museu dedicado exclusivamente ao sambista fica na comunidade Bror Chail, em Israel, dentro de uma locomotiva – em analogia ao Trem das 11 – doada pelo Governo Israelense.

Primeiro punk de São Paulo: Agora, o acervo está retornando à capital de São Paulo e será acolhido em um local que muitos podem considerar, equivocadamente, inusitado: a Galeria do Rock. Neste local, a obra do artista será recatalogada, mas não poderá ser visitada pelo público. Antonio Souza, o Toninho, síndico do centro comercial, afirma que o espaço sempre abraçou as manifestações culturais renegadas, de alguma forma, pela iniciativa pública e que será uma honra enorme receber Adoniran. Questionado sobre a ligação do sambista com o estilo característico da Galeria do Rock, Toninho resume: “Ele foi o primeiro punk de São Paulo, ao retratar a linguagem do povo”.

Maria Helena relembra que seu pai já enxergava e cantava sua ligação com o rock de sua época na música 'Já Fui Uma Brasa', lançada em 1974:

Eu também um dia fui uma brasa
E acendi muita lenha no fogão
E hoje o que é que eu sou?
Quem sabe de mim é meu violão
Mas lembro que o rádio que hoje toca iê-iê-iê o dia inteiro,
Tocava saudosa maloca

Eu gosto dos meninos destes tal de iê-iê-iê, porque com eles
Canta a voz do povo...
E eu que já fui uma brasa,
Se assoprarem posso acender de novo

Destino: O retorno do acervo a São Paulo faz parte de projeto que tem o objetivo de resgatar e tornar conhecida a imagem multimídia da obra do Adoniran Barbosa entre a geração atual de fãs de cultura. Capitaneado pelos herdeiros legais do sambista, Maria Helena e o seu filho (neto do artista) Alfredo Rubinato Rodrigues de Sousa, o projeto tem como próximos passos o lançamento, no ano que vem, de documentário biográfico, dirigido por Pedro Serrano e produzido pela Latina Estudio, cujo acervo fará parte da narrativa.

Ainda em 2018 começará a ser rodado um longa-metragem de ficção inspirado no curta ‘Dá Licença de Contar’ - assista aqui -, que conta histórias de personagens e de cartões-postais da cidade de São Paulo imortalizados nas composições de Adoniran. O curta, que foi lançado em 2015 e também é dirigido por Serrano, traz o roqueiro Paulo Miklos na figura do sambista e ganhou diversos prêmios em festivais de cinema no país, como ‘Melhor Curta-Metragem Júri da Crítica’ e ‘Prêmio Canal Brasil de Curtas’ no Festival de Cinema de Gramado; Prêmio do Público Zinebi; Mostra Internacional de Cinema de São Paulo; e ‘Júri Oficial’ do Grande Prêmio Canal Brasil de Curtas – todos esses ao longo de 2016.

Para os próximos anos é possível que o acervo ganhe uma exposição provisória, a ser recebida por um Museu ou Centro Cultural de São Paulo, até que encontre um lar permanente para visitação. Existe também a possibilidade de o sambista virar tema de escola de samba. Todas as novidades do cantor serão compartilhadas na plataforma oficial www.adoniranbarbosa.com.br, que também apresenta um breve histórico do artista. “Nascido em Valinhos e de alma paulistana, artista multimídia que foi, Adoniran Barbosa é pop e todas essas homenagens são mais do que merecidas”, finaliza sua filha.

domingo, 5 de maio de 2019

.: Dossiê Cazuza: tudo sobre aquele garoto que ia mudar o mundo


Mais conhecido como Cazuza, Agenor de Miranda Araújo Neto foi um cantor, compositor, poeta e letrista brasileiro que nasceu no Rio de Janeiro em 4 de abril de 1958 e morreu em 7 de julho de 1990. Ficou conhecido como o vocalista e principal letrista da banda Barão Vermelho, na qual fez uma bem sucedida parceria com Roberto Frejat, para depois seguir carreira solo, sendo aclamado pela crítica como um dos principais poetas da música brasileira.

Cazuza também ficou conhecido por ser rebelde, boêmio e polêmico, tendo declarado em entrevistas que era bissexual. Em 1989, declarou ser soropositivo (termo usado para descrever a presença do vírus HIV, causador da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), e morreu em 1990, no Rio de Janeiro. Em outubro de 2008, a revista Rolling Stone promoveu a Lista dos Cem Maiores Artistas da Música Brasileira, cujo resultado colocou Cazuza na 34ª posição.

Filho de João Araújo (1935-2013), produtor fonográfico e de Lucinha Araújo (1936), Cazuza recebeu o apelido mesmo antes do nascimento. Agenor foi recebido por insistência da avó paterna. Na infância, Cazuza nem sequer sabia seu nome de batismo, por isso não respondia à chamada na escola. Só mais tarde, quando descobre que um de seus compositores prediletos, Cartola, também se chamava Agenor (na verdade, Angenor, por um erro do cartório), é que Cazuza começa a aceitar o nome.

Cazuza sempre teve contato com a música. Influenciado desde pequeno pelos grandes nomes da música brasileira, ele tinha preferência pelas canções dramáticas e melancólicas, como as de Cartola, Dolores Duran, Lupicínio Rodrigues, Noel Rosa, Maysa e Dalva de Oliveira. Era também grande fã da roqueira Rita Lee, para quem chegou a compor a letra da canção "Perto do Fogo", que Rita musicou. 

Cresceu no bairro do Leblon e estudou no Colégio Santo Inácio até mudar para o Colégio Anglo-Americano para evitar reprovação. Como os pais às vezes saíam à noite, o filho único ficava na companhia da avó materna, Alice. Por volta de 1965, começou a escrever letras e poemas, que mostrava à avó. Graças ao ambiente profissional do pai, Cazuza cresceu em volta dos maiores nomes da música popular brasileira, como Caetano Veloso, Elis Regina, Gal Costa, Gilberto Gil, João Gilberto, Novos Baianos, entre outros. A mãe, Lucinha Araújo, também cantava e gravou três discos.

Em 1972, tirando férias em Londres, Cazuza conheceu as canções de Janis Joplin, Led Zeppelin e Rolling Stones, e logo tornou-se um grande fã. Por causa da promessa do pai, que disse que lhe presentearia com um carro caso ele passasse no vestibular, Cazuza foi aprovado em Comunicação em 1976, mas desistiu do curso três semanas depois. Mais tarde, começou a frequentar o Baixo Leblon, onde levou uma vida boêmia. Assim, João Araújo criou um emprego para ele na gravadora Som Livre, da qual foi fundador e presidente.

Na Som Livre, Cazuza trabalhou no departamento artístico, onde fez triagem de fitas de novos cantores. Logo depois, trabalhou na assessoria de imprensa, onde escreveu releases para divulgar os artistas. No final de 1979, fez um curso de fotografia na Universidade da Califórnia em Berkeley, Estados Unidos. Lá, descobriu a literatura da Geração Beat, os chamados poetas malditos, que mais tarde teria grande influência na carreira. 

Em 1980, retornou para o Rio de Janeiro, onde ingressou no grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone no Circo Voador. Foi nessa época que Cazuza cantou em público pela primeira vez. O cantor e compositor Leo Jaime, convidado para integrar uma nova banda de rock de garagem que se formava no bairro carioca do Rio Comprido, não aceitou, mas, indicou Cazuza aos vocais. Daqueles ensaios na casa do tecladista Maurício Barros, nasceu o Barão Vermelho.

O Barão Vermelho, que até então era formado por Roberto Frejat (guitarra), Dé Palmeira (baixo), Maurício Barros (teclados) e Guto Goffi (bateria), gostou muito do vocal berrado de Cazuza. Em seguida, Cazuza mostra à banda letras que havia escrito e passa a compor com Roberto Frejat, formando uma das duplas mais festejadas do rock brasileiro. Dali para frente, a banda que antes só tocava covers, passa a criar um repertório próprio. Após ouvir uma fita demo da banda, o produtor Ezequiel Neves convence o diretor artístico da Som Livre, Guto Graça Mello, a gravar a banda. Juntos convencem o relutante João Araújo a apostar no Barão.


Barão Vermelho – "Barão Vermelho" (Edição Especial 30 Anos)
Relançamento: 1 de outubro de 2012

Com uma produção barata e gravado em apenas dois dias, é lançado em 1982 o primeiro álbum homônimo da banda, "Barão Vermelho". Das canções mais importantes, destacam-se "Bilhetinho Azul", "Ponto Fraco", "Down Em Mim" e "Todo Amor Que Houver Nessa Vida". 

Apesar de ser aclamado pela crítica, o disco vendeu apenas sete mil cópias. O álbum de estreia do Barão vermelho foi um dos álbuns inaugurais da cena do rock brasileiro dos anos 80. Embora não tenha feito sucesso na época, com o passar do tempo, tornou-se referência na música nacional. 

A sonoridade roqueira com letras poéticas já eram notáveis nas composições de Cazuza. “Todo Amor que Houver Nessa Vida” foi incluída por Caetano Veloso em seu show no ano de 1983. O álbum foi produzido por Ezequiel Neves que, depois de ouvir uma fita demo, convenceu o pai de Cazuza e então presidente da Som Livre, João Araújo, a gravar o álbum.

Em 2012, o álbum recebeu uma nova edição comemorativa aos seus 30 anos. O relançamento do primeiro álbum do Barão Vermelho de 1982, em uma edição especial, com surpresas. Para começar, o projeto foi todo remixado pelos músicos da banda, que mudaram o volume e timbre dos instrumentos. Além de matar saudade de clássicos do rock brasileiro como: “Down em Mim”, “Bilhetinho Azul” e “Todo o Amor Que Houver Nessa Vida”, o público poderá curtir as inéditas: “Nós” e “Sorte e Azar”, e um take alternativo de “Por Aí”. 

“Sorte e Azar” é a última composição da parceria entre Cazuza e Frejat e teve sua base regravada pelo Barão utilizando a voz de Cazuza, retirada das fitas originais. Uma curiosidade é que a música foi cortada do primeiro vinil porque o produtor Ezequiel Neves, por superstição, não quis incluir a canção com a palavra “Azar”. O encarte é uma adaptação do vinil, mas traz mais fotos do início da banda e depoimentos de quem viveu esse período bem de perto: Guto Graça Mello, Caetano e Leo Jaime. 

1. Posando de Star 
2. Down Em Mim 
3. Conto de Fadas 
4. Billy Negão 
5. Certo Dia na Cidade 
6. Rock’n Geral 
7. Ponto Fraco 
8. Por Aí 
9. Todo o Amor Que Houver Nessa Vida 
10. Bilhetinho Azul 
11. Sorte e Azar (faixa bônus)
12. Nós (faixa bônus)
13. Por Aí (faixa bônus)
14. Down em Mim ((faixa bônus)




Barão Vermelho – "Barão Vermelho 2"
Lançamento: 1983
Gravação: 12 de abril a 15 de junho de 1983 

Depois de alguns shows no Rio de Janeiro e em São Paulo, a banda voltou ao estúdio e com uma melhor produção gravou o disco "Barão Vermelho 2", lançado em 1983. Esse disco vendeu 15 mil cópias. Foi nessa fase que, durante um show no Canecão, Caetano Veloso apontou Cazuza como o maior poeta da geração e criticou as rádios por não tocarem a banda. 

Na época, as rádios só tocavam pop brasileiro e MPB. O rótulo de "banda maldita" só abandonou o Barão Vermelho quando o cantor Ney Matogrosso gravou "Pro Dia Nascer Feliz". Era o empurrão que faltava, e a banda ganhou vida própria. "Barão Vermelho 2" é o segundo álbum da banda de rock. Assim como o primeiro, "Barão Vermelho 2" não conquista boas vendagens. Só depois que Ney Matogrosso regrava com sucesso uma de suas faixas, "Pro Dia Nascer Feliz", é que as rádios passam a executar a versão original do Barão que se torna seu primeiro hit.

1. Intro/Menina Mimada 
2. O Que A Gente Quiser 
3. Vem Comigo 
4. Bicho Humano 
5. Largado no Mundo 
6. Carne de Pescoço  
7. Pro Dia Nascer Feliz 
8. Manhã Sem Sono  
9. Carente Profissional 
10. Blues do Iniciante 



Barão Vermelho – "Maior Abandonado"
Lançamento: 1 de janeiro de 1984

"Maior Abandonado" é o terceiro álbum da banda  Barão Vermelho, lançado em 1984. É considerado o melhor álbum da banda, tanto pela crítica especializada como pelo público. Foi o último álbum com a formação original, com Cazuza nos vocais, Roberto Frejat na guitarra, Dé Palmeira no baixo, Maurício Barros nos teclados e Guto Goffi na bateria.

Após “Pro Dia Nascer Feliz” virar um hit no Brasil, a banda é convidada para compor e gravar o tema do filme "Bete Balanço". “Bete Balanço” torna-se a música de maior sucesso da banda impulsionando o filme, que vira sucesso de bilheteria. A música também impulsiona as vendagens do terceiro disco do Barão, "Maior Abandonado", lançado em outubro de 1984, que conquista disco de ouro. Outros sucessos do álbum são: “Maior Abandonado” e “Por Que a Gente é Assim?”. Ainda em 1984, é lançado o single “Eu Queria Ter Uma Bomba” (que faz parte da trilha sonora da telenovela "A Gata Comeu"). A banda se apresentou no Rock in Rio em janeiro de 1985 e foi uma das poucas bandas brasileiras a não ser vaiada.

1. Maior Abandonado 
2. Baby Suporte 
3. Sem Vergonha 
4. Você se Parece com Todo Mundo 
5. Milagres 
6. Não Amo Ninguém 
7. Por Que a Gente É Assim? 
8. Narciso 
9. Nós 
10. Dolorosa 
11. Bete Balanço



Cazuza – "Exagerado"
Lançamento:  1985 - Som Livre

"Exagerado" é o primeiro álbum de Cazuza, lançado em 1985. Foi o primeiro álbum lançado pelo cantor após sair do Barão Vermelho, e até hoje vendeu quase 750 mil cópias.

1. 
Exagerado
2. Medieval II
3. Cúmplice
4. Mal Nenhum
5. Balada de um Vagabundo
6. Codinome Beija-Flor
7. Desastre Mental
8. Boa Vida
9. Só as Mães São Felizes
10. Rock da Descerebração



Cazuza – "Só Se For a Dois" 
Lançamento: 1987

"Só Se For a Dois" foi gravado no fim de 1986 e lançado no ano seguinte por conta de problemas com a gravadora. A Som Livre, braço das Organizações Globo, era dirigida pelo pai de Cazuza, João Araújo, e estava dispensando seu elenco para se dedicar apenas ao lançamento de trilhas sonoras de novelas. Cazuza teve seu segundo disco lançado pela Polygram, que o contratou logo após. 

A musicalidade dele já se mostrava muito mais evoluída, cada vez mais distante das sonoridades perpetradas pelo Barão Vermelho. A banda que Cazuza arregimentara para o novo trabalho também fazia a diferença, sobretudo pela presença do baixista Nilo Romero e do guitarrista Rogério Meanda. 

O próprio Cazuza diria estar exercitando um lado “cantor de churrascaria” no disco, algo fora do rock. E estava mesmo. As interpretações são mais cuidadosas, mais contidas e elegantes. Canções como "Lobo Mau da Ucrânia" ou "Balada do Esplanada", que não chegaram a fazer sucesso, são pequenos achados dentro da poesia típica do cantor. Assim também o são "Heavy Love" e a faixa título.

O grande fascínio de "Só Se For A Dois" reside numa trinca de canções que estão no Top 5 da carreira de Cazuza. O primeiro hit do disco, "O Nosso Amor a Gente Inventa (Uma Estória Romântica)" é um pequeno primor de beleza, parceria de Cazuza com Nilo Romero e o tecladista João Rebouças. Versos como "te ver não é mais tão bacana quanto a semana passada" ou "o teu amor é uma mentira que a minha vaidade quer, o meu, poesia de cego, você nem pode ver" são exemplos da evolução da estética cazuziana no que diz respeito a letras de amor. 

Neste mesmo caminho segue a segunda grande canção do disco, "Solidão que Nada", parceria com o Kid Abelha George Israel e Nilo Romero, que vai num arranjo mais lento e melancólico. O refrão on the run traz "viver é bom nas curvas da estrada, solidão, que nada", bem no espírito do rock nacional oitentista amadurecendo em meio aos holofotes da superexposição.

O grande momento do álbum vem em "Vai À Luta", que se vale de arranjo pop soul, com metais e andamento curvilíneo. A letra de Cazuza fala sobre a fama fácil, o deslumbramento como consequência natural e se encaixa perfeitamente na melodia criada pelo guitarrista Rogério Meanda. Os versos originais "eu te avisei, vai à luta, marca o teu ponto na justa" foram subvertidos em um programa na Rádio Transamérica FM da época para "eu te avisei, vai à luta, marca um encontro com a Xuxa", do tempo em que havia shows ao vivo nas rádios em programas especiais, feitos com visitas dos artistas aos estúdios das emissoras.

1. Só Se for À Dois Cazuza

2. Ritual Cazuza
3. O Nosso Amor a Gente Inventa (Estória Romântica)
4. Culpa de Estimação
5. Solidão Que Nada
6. Completamente Blue
7. Vai À Luta
8. Quarta-Feira
9. Heavy Love
10. O Lobo Mau da Ucrânia
11 Balada do Esplanada



Cazuza – "Ideologia" 
Lançamento: 1988

Ideologia é o terceiro álbum solo de Cazuza, lançado em 1988. É um disco conceitual e é também considerado o seu melhor álbum de estúdio e ganhou o Prêmio Sharp de melhor álbum, no ano de seu lançamento. 

É considerado um de seus melhores álbuns e nele Cazuza fala sobre sua relação com a aids e com a morte. A capa do álbum causou certa polêmica pois misturava suásticas e estrelas de Davi. "Ideologia" vendeu até hoje mais de dois milhões de cópias.

1. Ideologia
2. Boas Novas
3. O Assassinato da Flor
4. A Orelha de Eurídice
5. Guerra Civil
6. Brasil
7. Um Trem Para as Estrelas
8. Vida Fácil
9. Blues da Piedade
10. Obrigado (Por Ter Se Mandado)
11. Minha Flor Meu Bebê
12. Faz Parte do Meu Show



Cazuza – "O Tempo Não Pára – Ao Vivo"
Lançamento: 1989


O Tempo não Para é o quarto álbum solo de Cazuza, sendo o último registro ao vivo. Foi gravado durante a turnê do disco Ideologia, nos dias 14, 15, e 16 de outubro de 1988 no Canecão, Rio de Janeiro.

É considerado por muitos seu melhor trabalho e conta com sucessos de toda a carreira solo e da carreira com o Barão Vermelho também. O show foi dirigido por Ney Matogrosso, cantor e amigo de Cazuza.

A canção “O Tempo não Para”, tirada do disco, teve enorme sucesso em todo o Brasil e logo se tornou um clássico de Cazuza. O disco também é o mais vendido do cantor, com mais de 1 milhão de cópias comercializadas.

1. Vida Louca Vida (ao vivo)

2. Boas Novas (ao vivo)
3. Ideologia (ao vivo)
4. Todo o Amor Que Houver Nessa Vida (ao vivo)
5. Codinome Beija-Flor (ao vivo)
6. O Tempo Não Pára (ao vivo)
7. Só As Mães São Felizes (ao vivo)
8. O Nosso Amor a Gente Inventa (Estória Romântica) (ao vivo)
9. Exagerado (Extended Version) (ao vivo)
10. Faz Parte do Meu Show (ao vivo)



Cazuza – "Burguesia" 
Lançamento: 1989

"Burguesia" é quinto álbum de Cazuza, lançado em 1989, duplo, sendo o último registro musical do cantor em vida. O álbum foi gravado quando o cantor já se encontrava bastante debilitado.

Mesmo com seu estado de saúde se agravando cada vez mais, Cazuza escreve o maior número de canções possível. Ele pede aos amigos artistas que o visitavam na Clínica São Vicente para compor música para suas letras.

Cazuza gravou e produziu "Burguesia" quando se encontrava em uma cadeira de rodas e com a voz nitidamente enfraquecida. Sem forças, chegou a gravar algumas faixas deitado. É um álbum duplo de conceito dual, sendo o primeiro disco com canções de rock e o segundo com canções de MPB. Além de composições próprias o disco inclui também regravações de canções da banda Os Paralamas do Sucesso e de Caetano Veloso. A polêmica faixa-título, que critica a burguesia, foi lançada como single.

1. Burguesia

2. Nabucodonosor
3. Tudo É Amor
4. Garota de Bauru
5. Eu Agradeço
6. Eu Quero Alguém
7. Babylonest
8. Como Já Dizia Djavan
9. Perto do Fogo
10. Cobaias de Deus
11. Mulher Sem Razão
12. Quase Um Segundo
13. Filho Único
14. Preconceito
15. Esse Cara
16. Azul e Amarelo
17. Cartão Postal
18. Manhatã
19. Bruma
20. Quando Eu Estiver Cantando



Cazuza – "Por Aí…"
Lançamento: 1991

"Por Aí" é um álbum póstumo de Cazuza, lançado em abril de 1991. É um álbum composto por “sobras” de estúdio, sendo nove faixas sobras de estúdio de "Burguesia" e uma faixa sobra de estúdio de "Só Se For A Dois". O disco vendeu mais de 45 mil cópias.

Lançado em 1991, um ano após a morte de Cazuza, o álbum tem nove sobras de estúdio do álbum anterior, entre elas, regravações como “Camila, Camila” da banda Nenhum de Nós, “Por Aí”, faixa título que já havia sido gravada no primeiro LP da banda Barão Vermelho, “Cavalos Calados” de Raul Seixas e “Summertime” que ficou marcada na voz da cantora americana Janis Joplin, cantora essa que Cazuza era fã desde adolescência.

1. Não Há Perdão para o Chato
2. Paixão
3. Portuga
4. Hei Rei!
5. Camila, Camila (feat. Sandra de Sá)
6. Por Aí…
7. Andróide Sem Par
8. Cavalos Calados
9. Summertime
10. Oriental II
11. O Brasil Vai Ensinar o Mundo



Cazuza ‎– "Millennium - 20 Músicas Do Século XX"
Lançamento: 1998

1. Exagerado (ao vivo)
2. Faz Parte do Meu Show
3. Ideologia
4. Bete Balanço (Barão Vermelho Canta Cazuza)
5. O Tempo Não Pára (ao vivo)
6. Pro Dia Nascer Feliz (Barão Vermelho Canta Cazuza)
7. Só Se For a Dois
8. O Nosso Amor A Gente Inventa (Estória Romântica) (so vivo)
9. Solidão que Nada
10. Vida Louca Vida (ao vivo)
11. Um Trem Para As Estrelas
12. Quase Um Segundo
13. Blues Da Piedade
14. Todo Amor Que Houver Nessa Vida (ao vivo)
15. Boas Novas
16. Minha Flor, Meu Bebê
17. Maior Abandonado (Barão Vermelho Canta Cazuza)
18. Burguesia
19. Brasil

20. Codinome Beija-Flor (ao vivo)


Cazuza – "Novo Millennium: Cazuza"
Lançamento: 13 de Abril de 1999

1. Ideologia
2. O Tempo Não Pára (ao vivo)
3. Sólidão que Nada
4. Brasil
5. Exagerado
6. Malandragem (com Cássia Eller)
7. Todo o Amor Que Houver Nessa Vida (ao vivo)
8. O Nosso Amor a Gente Inventa (Estória Romântica)
9. Codinome Beija-Flor
10. Ritual
11. Blues da Piedade
12. Preciso Dizer Que Te Amo (com Marina Lima)
13. Só As Mães São Felizes
14. Vai À Luta
15. Minha Flor Meu Bebê
16. Só Se For À Dois
17. Faz Parte do Meu Show
18. Pro Dia Nascer Feliz (com Ney Matogrosso)
19. Um Trem para As Estrelas
20. Vida Louca Vida

Barão Vermelho - "Rock in Rio 1985"
"Rock in Rio 1985" é o segundo álbum ao vivo da banda de rock brasileiro Barão Vermelho. Foi gravado durante a turnê do disco "Maior Abandonado", nos dias 15 e 20 de janeiro no Rock in Rio, no Rio de Janeiro. Foi relançado em 2007 em CD e DVD com o título "Rock in Rio 1985".

Em 15 e 20 de janeiro de 1985 a Barão Vermelho se apresentou na primeira edição do Rock in Rio para um público de aproximadamente 85 mil pessoas. Apesar de Eduardo Dusek e Kid Abelha terem sido vaiados no primeiro dia, o Barão conseguiu cativar os fãs de heavy metal. A apresentação da banda no primeiro dia do festival coincidiu com o fim da ditadura e com a eleição do presidente Tancredo Neves. Para comemorar, a banda se apresenta em verde e amarelo e Cazuza cantou "Pro Dia Nascer Feliz" envolto na bandeira do Brasil.

O Barão Vermelho apresenta seus maiores sucessos até então como "Todo Amor Que Houver Nessa Vida", "Pro Dia Nascer Feliz", "Maior Abandonado", "Bete Balanço" e "Por Que A Gente É Assim?". A banda também apresentou o público uma nova canção, "Mal Nenhum", que mais tarde faria parte do primeiro álbum solo de Cazuza.

O DVD inclui nos extras o documentário "Aconteceu em 1985". O som do DVD foi remixado e remasterizado e as imagens receberam tratamento especial.

1. Maior Abandonado 
2. Milagres 
3. Subproduto de Rock 
4. Sem Vergonha 
5. Narciso 
6. Todo o Amor que Houver Nessa Vida 
7. Baby, Suporte 
8. Bete Balanço 
9. Mal Nenhum 
10. Down em Mim 
11. Por que a Gente É Assim? 
12. Menina Mimada 
13. Pro Dia Nascer Feliz 
14. Um Dia na Vida (Faixa Bônus)
No DVD, "Um Dia na Vida" é incluída como faixa extra ao invés de ser tocada com o resto do show.



Vários Artistas – "Agenor – As Canções de Cazuza" 
Lançamento: 13 de Agosto de 2013

"Agenor" é o próprio Cazuza, muito prazer. Em busca de celebrar o lado B do poeta do rock, artistas da nova geração gravaram um disco intitulado “Agenor – Canções de Cazuza”. No tributo, canções como “Exagerado” e “Vida Louca” saíram de cena para dar lugar a obras como “Down em Mim” interpretado por Wado e “Não Amo Ninguém” por Letuce.

São 17 canções com releituras modernas e texturas eletrônicas. A homenagem é assinada pelo DJ Zé Pedro, por meio do selo Jóia, que já celebrou as obras de Marina Lima, Péricles Cavalcanti e Angela Ro Ro. 
Entre os artistas convidados estão Silva, Mombojó, China e Felipe Cordeiro. A curadoria é da jornalista e apresentadora Lorena Calábria. O projeto gráfico é de Omar Salomão. O CD ganhou formato físico.

1. Gatinha de Rua - Do Amor
2. Amor, Amor - Tono
3. Culpa de Estimação - China
4. Vingança Boba - Domenico Lancellotti
5. Tapas na Cara - Felipe Cordeiro
6. Down em Mim - Wado
7. Ritual - Botika
8. Doralinda - Kassin
9. Não Amo Ninguém - Letuce
10. Mais Feliz - Silva
11. A Inocência do Prazer - Bruno Cosentino
12. Vem Comigo - Mombojó
13. Incapacidade de Amar - Mariano Marovatto
14. Sorte e Azar - Qinho
15. Largado no Mundo - Catarina Dee Jah
16. Nunca Sofri por Amor - Brunno Monteiro
17. Blues do Iniciante - MoMo



Cazuza – "Exagerado"
Lançamento: 12 de julho de 2017

Mais uma coletânea de Cazuza (1958 – 1990), foi lançada no mercado fonográfico. Só que "Exagerado", compilação lançada em 9 de junho daquele ano, teve como isca o póstumo reencontro romântico do cantor e compositor carioca com Ney Matogrosso em música inédita intitulada "Dia dos Namorados".

Sobra das sessões de gravação do segundo álbum solo de Cazuza, "Só se For a Dois "(gravado em 1986, mas lançado em 1987), a música gravada por Cazuza foi repaginada pelo produtor Nilo Romero com a inclusão da voz de Ney, se tornando um dueto romântico que faz sentido na história dos dois artistas, já que Cazuza e Ney namoraram por alguns (tórridos) meses no fim da década de 1970.

"Dia dos Namorados" é música feita por Cazuza em parceria com o compositor e guitarrista baiano Perinho Santana (1949 – 2012). Embora integre a compilação "Exagerado", a faixa "Dia dos Namorados" também foi lançada de forma avulsa, como single, pela Universal Music.

1. Dia Dos Namorados (feat. Ney Matogrosso)
2. O Nosso Amor A Gente Inventa (Estória Romântica)
3. Todo O Amor Que Houver Nessa Vida (ao vivo) 
4. Exagerado (ao vivo) 
5. Cúmplice 
6. Faz Parte do Meu Show 
7. Só Se For À Dois 
8. Solidão Que Nada 
9. Minha Flor Meu Bebê 
10. Codinome Beija Flor (ao vivo) 
11. O Mundo É Um Moinho 
12. Mulher Sem Razão 
13. Heavy Love 

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