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segunda-feira, 2 de maio de 2005

.: Entrevista com Rodrigo Capella, escritor

"O cão tem uma capacidade incrível de mudar as pessoas e de torná-las mais humanas" - Rodrigo Capella

Por: Mary Ellen Farias dos Santos

Em maio de 2005



Rodrigo Capella, autor de Como Mimar seu Cão, iniciou na carreira editorial ainda em 1997, com contos e poesias. Em 1997, lançou o primeiro livro, Enigmas & Passaportes, cuja tiragem rapidamente se esgotou. 

Após dez anos procurando um tema de interesse público, o escritor, produziu Como Mimar Seu Cão, que apresenta 50 dicas importantes para o dono transformar seu pet num grande companheiro. 



RESENHANDO - Quanto tempo levou para produzir Como Minar o Seu Cão?
Rodrigo Capella - Cerca de dois anos e meio, levando em conta todas as fases de escrita e de publicação. O livro traz informações essenciais para o amadurecimento físico e psicológico do seu cão. Ele conta com 72 páginas e está recheado de ilustrações e dicas. A linguagem é leve e divertida! Vale a pena conferir. Estreite o relacionamento com seu cão e leia Como mimar seu cão. Ele está á venda nas melhores livrarias e pet shops. 


RESENHANDO - Por que escrever um livro sobre o universo canino?
R.C. - O cão tem uma capacidade incrível de mudar as pessoas e de torná-las mais humanas. O mundo precisa de pessoas assim. Vamos mudar, antes que seja tarde! Como Mimar seu Cão apresenta 50 dicas importantes para transformar seu animal de estimação num grande companheiro. A cada caminho percorrido, o leitor é conduzido para uma nova etapa até conquistar o chamado Grande Prêmio. Dividido em cinco estágios, o livro tem uma linguagem leve e divertida, mesclando acontecimentos do cotidiano com histórias fantásticas.


RESENHANDO -  Há de fato uma brincadeira sobre o tema do livro?
R.C. - O livro traz histórias fantásticas, mas também cotidianas e busca discutir os relacionamento humanos, seja entre homens e cães ou entre homens e homens. Precisamos ser mais sociáveis com o próximo. Vamos mudar antes que seja tarde! 


RESENHANDO -  Vender seu livro em Pet Shops, é uma saída para aumentar a venda de Como Minar o Seu Cão?
R.C. - O livro já está à venda nas melhores livrarias e pet shops. Além disso, pode ser comprado pela internet, no site da Livraria Cultura: www.livrariacultura.com.br. Estou realmente surpreso com a vendagem do livro. Outro dia, conversei com o editor e ele me informou que o número de livros vendidos já superou a expectativa. Isso é ótimo! Acho que o público está gostando da obra e está recomendando para amigos e conhecidos. Vendê-los em pet shop tem sido muito interessante, pois o livro fica em contato direto com o leitor. E o principal objetivo do livro é justamente mostrar que os cães devem ser mais valorizados e que a relação deles com os donos precisam de mais destaque dentro de uma sociedade cada vez mais individualista e conservadora. 


RESENHANDO -  Como surgiu a idéia de escrever este livro?
R.C. - Durante quase dois anos eu acompanhei o relacionamento do Brutus, um mini-yorkshire de três anos, com minha mãe, meu irmão e eu. Em certo momento, acreditei que essa relação daria uma boa história e comecei a fazer anotações, num pequeno caderninho que eu levava a todo lugar. O resultado disso foi a publicação de Como mimar seu cão. Antes, eu não gostava de cães, mas a convivência com o Brutus mudou a minha percepção e eu conto um pouco disso no livro. Ao me aproximar de Brutus, mudei profundamente e hoje sou uma outra pessoa. O livro fala um pouco sobre isso, de maneira mais geral, mas sempre focando o cão como protagonista. Afinal, quem tem um pet o considera como um filho e o ama como tal. Isso precisava ser dito no livro.


RESENHANDO -  Descreva a emoção de ter um livro publicado.
R.C. - Foi muito enriquecedor. Toda obra teve o seu momento marcante e me ensinou muito, com esse livro aconteceu o mesmo. Quero continuar aprendendo cada vez mais. Gosto de ter um relacionamento muito próximo com o leitor e descobrir o tema que realmente ele gosta. Acho que essa é a principal função do escritor. Eu insisto: “Temos que estar a serviço do leitor e escrever sobre o que ele gosta!”



RESENHANDO -  Qual o seu estilo literário preferido? Por quê?
R.C. - Gosto de misturar gêneros e traçar linhas que, ao mesmo tempo, mostrem momentos de mistério, romance, humor e alegria. Essa mistura é uma característica minha. Utilizando essa técnica, consigo imprimir momentos de ação e pausas na hora necessária, demarcando o tempo certo de cada cena, momento, acontecimento. 


RESENHANDO -  Quais os seus escritores preferidos? Por que?
R.C. -Agatha Christie, pela ousadia e pelas histórias sempre criativas, e Sir Arthur Conan Doyle, pela inteligência ao criar e dar vida ao Sr. Holmes. No Brasil, admiro Pedro Bandeira, um escritor que
consegue imprimir um bom texto em suas histórias, convidando o leitor para virar a página e descobrir um outro mundo, totalmente diferente do anterior. Ele é fantástico!


RESENHANDO -  Há quanto tempo está inserido no mercado editorial?
R.C. - No começo, eu escrevia contos e poesias, depois, em 1997, lancei o primeiro livro, chamado Enigmas & Passaportes, cuja tiragem rapidamente se esgotou. Fiquei quase dez anos procurando um tema que realmente interessasse ao público e esse ano chegou. Chegou o momento de Como Mimar Seu Cão, que apresenta 50 dicas importantes para o dono transformar seu pet num grande companheiro. O livro é prefaciado pelo consagrado cineasta Carlos Reichenbach, diretor de importantes obras como Dois Córregos e Garotas do ABC. Nesse ano, eu estarei lançado Transroca, o navio proibido. O livro conta a história de Kall, um detetive altamente qualificado, que, em sua lua-de-mel, tem que desvendar um mistério. A obra é prefaciada por Ricardo Zimmer, um cineasta ousado, conhecedor da sétima arte e diretor do ótimo Catarina, que com certeza irá comover muitos brasileiros. Ainda esse ano, vou lançar o livro Rir ou Chorar: o cinema sentimental, uma biografia sobre o cineasta Ricardo Pinto e Silva, que trabalhou em mais de vinte filmes. A obra faz parte da Coleção Aplauso, coordenada pelo mestre Rubens Ewald Filho. Além disso, terminei recentemente mais um livro, o meu quinto, cujo projeto está guardado a sete chaves, mas posso adiantar que será o meu primeiro trabalho em co-autoria.

quarta-feira, 9 de agosto de 2023

.: "As Últimas Crianças de Tóquio" conta uma história onírica de amor familiar


Da autora de "Memórias de Um Urso-polar", uma distopia em que a família e o mundo natural são repensados a cada página. Lançado pela editora Todavia, o romance "As Últimas Crianças de Tóquio" conta uma história onírica de amor familiar e esperança cintilante em meio ao apocalipse do mundo natural. Este romance de Yoko Tawada é um vislumbre delicado do nosso futuro nas palavras de uma das autoras contemporâneas mais celebradas do Japão. A tradução é de Satomi Takano Kitahara e a capa, de Maria Carolina Sampaio.

No livro, Yoshirô já completou oitenta anos, mas todas as manhãs, muito cedo, ainda vai correr no parque com um cachorro de aluguel. Ele é um dos muitos idosos no Japão e pode, imagina, viver para sempre. A vida para Yoshirô não é tão simples quanto costumava ser. Poluição e desastres naturais marcam a face da Terra, e mesmo alimentos até então comuns são difíceis de encontrar. Quanto ao Japão, o país se isolou do resto do mundo. Os únicos seres vivos selvagens que restam são aranhas e corvos. A linguagem também começou lentamente a desaparecer. A vida útil das palavras parece ter diminuído: elas saem de moda depressa e não são substituídas. Os homens agora passam pela menopausa. As crianças ficam tão debilitadas que os pediatras, tomados de desalento e exaustão, começam a se matar.

Ainda assim, a única preocupação real de Yoshirô é o futuro de seu bisneto Mumei, que, como outras crianças de sua geração, nasceu frágil e grisalho, muito velho antes de sequer experimentar a juventude. À medida que a vida cotidiana em Tóquio fica mais e mais difícil, uma organização secreta começa um plano audacioso para encontrar a cura para as crianças japonesas — e será que o bisneto de Yoshirô pode ser a chave? Compre o livro "As Últimas Crianças de Tóquio", escrito por Yoko Tawada, neste link.


O que disseram sobre o livro
As últimas crianças de Tóquio tem uma beleza lunar (...) arrebatadora.”  The New York Times


Trecho do livro
Houve uma época em que, para fazer o bisneto absorver o máximo de cálcio, Yoshirô obrigava o menino a beber meio copo de leite todas as manhãs. Com tal dieta, no entanto, só conseguiu provocar no bisneto uma diarreia. O dentista explicou que a diarreia é um mecanismo de defesa do corpo, que expulsa rapidamente aquilo que os órgãos internos identificam como tóxico. É fato bem conhecido que, além do cérebro que fica dentro da cabeça, há também, na parte inferior do corpo, um outro cérebro chamado intestino. Parece que, em caso de divergência entre esses dois cérebros, a opinião do intestino é priorizada. Por isso, o cérebro era às vezes chamado de “Senado Federal”, e, o intestino, de “Câmara dos Deputados”. Como as eleições para a Câmara dos Deputados acontecem mais amiúde, acredita-se de modo geral que esta reflete mais fielmente a opinião do povo. De maneira análoga, como o fluxo do intestino é mais rápido, acredita-se que ele reflete o estado atual do indivíduo mais precisamente do que o cérebro.

Quando ia ao dentista, Mumei não conseguia abrir bem a boca. E sempre que o dentista pedia para escancará-la, ele abria a boca e esbugalhava os olhos ao mesmo tempo. Uma vez, ao abrir a boca, sentindo que a mandíbula se desencaixaria, ele entrou em pânico e, ao fechá-la, cerrou também os olhos, dizendo:

No fundo da minha garganta tem o planeta Terra — Mumei reclamou, abrindo bem os olhos e a boca logo em seguida. O planeta tinha aparecido certa vez em um exame de rotina com o pediatra. Ao enrolar a camisa para cima, estufando o peito, que de tão magro permitia ver as costelas, Mumei dissera com voz calma: 

Dentro do meu peito tem o planeta Terra.

Na ocasião, para disfarçar sua surpresa, Yoshirô virou o rosto, levantando o nariz e apertando os olhos, como se tentasse apreciar as árvores do jardim através da vidraça.

Pelo fato de a palavra “exame” evocar também as provas escolares, em algum momento a expressão “exame de rotina” deixou de ser usada, sendo substituída por “diagnóstico mensal”. O pediatra, durante essa visita regular, examinava primeiro a língua e a garganta minuciosamente, e também os olhos, virando as pálpebras do avesso. Depois disso, observava com cuidado a pele da palma das mãos, do rosto, do pescoço e das costas. Por fim, cortava um fio de cabelo para análise e investigava com uma lanterna o interior dos ouvidos e do nariz.

Certa vez, incapaz de controlar a própria ansiedade, Yoshirô perguntou:

O senhor está buscando alguma alteração celular? Com um leve sorriso, o médico respondeu:

Isso mesmo. Mas é impossível pôr as células em uma máquina para medir isso com exatidão. Se algum médico fizer essa promessa, desconfie, é provável que ele seja um charlatão. O que devemos realmente examinar é o corpo como um todo.

O pediatra se chamava dr. Satori. Ao que parece, era um parente distante do oncologista Dr. Satori, que havia muito tempo tinha cuidado da mãe de Yoshirô. No entanto, apesar do sobrenome em comum, os médicos não se pareciam nem um pouco, nem na voz, nem na expressão facial. O Satori oncologista tratava os pacientes como crianças. Se um paciente lhe perguntasse algo, ele erguia a sobrancelha como se tivesse sido criticado e respondia de forma brusca e mal-humorada:

Se você não parar de duvidar de mim e de me desobedecer, jamais ficará curado.

Já o pediatra de Mumei compartilhava generosamente seu vasto conhecimento com o menino e seu bisavô enquanto respondia às suas perguntas. Em sua linguagem não havia qualquer sinal de superioridade. Claramente ele não tinha medo das perguntas e nem mesmo de ser criticado. Embora Yoshirô soubesse disso, não fazia muitas perguntas. Até mesmo em relação ao estado de saúde de Mumei, registrado em sua ficha médica, Yoshirô apenas assentia sem fazer pergunta alguma. Caso perguntasse o significado oculto dos valores e números aferidos pelos exames, o bisavô temia descobrir que sob o nove havia sofrimento, e morte por trás do quatro.

O resultado dos check-ups mensais era copiado à mão por assistentes e levado por mensageiros que se dirigiam a pé ao escritório central do Instituto de Pesquisa Médica Novo Japão. Após o sucesso de um mangá chamado Correspondência da Brisa Marinha, cujo protagonista era um mensageiro com patas de antílope que tinha o mapa de cada cidade guardado na memória, esse tipo de trabalho cativava cada vez mais o público infantil. No entanto, com a atual deterioração da força física dos jovens, esse serviço se tornava mais e mais penoso. Em um futuro próximo, provavelmente todos os jovens fariam trabalhos de escritório, e o trabalho físico seria exercido pelos velhos.

Os formulários originais sobre o estado de saúde das crianças eram manuscritos, e cada médico os escondia em algum lugar à sua escolha. O jornal às vezes publicava tirinhas que mostravam os médicos escondendo esses documentos no fundo da casinha do cachorro, ou na cozinha, dentro de uma grande panela. Ao lê-las, Yoshirô ria, mas depois começou a pensar que talvez não fossem sátira, talvez se baseassem em fatos verídicos.

Como o que cada clínica entregava ao Instituto de Pesquisa Médica eram cópias de originais manuscritos, qualquer tentativa de apagar ou adulterar grandes quantidades de dados levaria muito tempo. Nesse sentido, o sistema atual era mais seguro do que os anteriores, criados pelos melhores programadores, em que a informação era digitalizada.

Agora que o adjetivo “saudável” já não se aplicava a nenhuma criança, os pediatras tiveram suas jornadas de trabalho aumentadas, tendo de enfrentar não somente a raiva e a tristeza dos pais, mas também a repressão, caso fornecessem informações a jornais ou a outros veículos de informação. Muitos padeciam de insônia e eram levados ao suicídio. Até que os pediatras decidiram primeiro criar um sindicato, reduzindo audaciosamente sua jornada laboral, recusando-se a entregar os relatórios exigidos pelo Ministério da Previdência e cortando todos os laços com os grandes laboratórios farmacêuticos.

Sobre a autora
Yoko Tawada, de quem a Todavia já publicou Memórias de um urso-polar, nasceu em Tóquio, em 1960, mudou-se para Hamburgo, na Alemanha, aos 22 anos, e hoje vive em Berlim. Escrevendo em japonês e alemão, publicou diversos livros — romances, poemas, peças teatrais e ensaios. Recebeu distinções importantes, como o Prêmio Akutagawa, o Prêmio Adelbert von Chamisso, o Prêmio Tanizaki, o Prêmio Kleist e a Medalha Goethe. Garanta o seu exemplar de "As Últimas Crianças de Tóquio", de Yoko Tawada, neste link. 

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

.: Coletivo Teremin, atração do 4º CulturalMente Santista, nesta quinta

"...esse futuro está nas mãos de pessoas como nós, que simplesmente fazem". 
Jota Amaral, do Coletivo Teremin

Das trilhas sonoras de filmes ao formato banda e um concerto que promete impressionar o público nesta quinta-feira, às 21h, no Teatro Guarany. Mas antes, os membros do Coletivo Teremin conversam sobre produção musical em Santos, às 19h30 do mesmo dia, no foyer do local. 

Depois, a apresentação ocorre no palco dentro do projeto "Quintas Autorais" que, neste mês, integra também a programação do 4º CulturalMente Santista, em uma parceria estabelecida com o Departamento de Eventos da Secretaria de Cultura de Santos. Abaixo, o baterista e produtor musical Jota Amaral fala da história do Coletivo Teremin, do processo de criação do CD, entre outros temas. 

Como surgiu o coletivo Teremin?
O Coletivo Teremin surgiu como proposta de criação de trilhas sonoras. Thiago Santos e Jota Amaral já acumulavam alguns trabalhos desde 2004. Em 2012, chamaram Matheus Bellini e, em 2013, Guilherme Meduza chegou para completar a base do grupo. 


Como tudo começou? 
O início aconteceu por meio de um convite do Instituto Querô, para a criação da trilha sonora de um curta-metragem. O filme em questão, chamado "Santos Eu Te Amo", apresenta imagens de vários pontos da cidade litorânea. O tema inspirador resultou na canção "Cantos de Santos".  

Por que Teremin para batizar o Coletivo?
A identificação com um instrumento peculiar, curioso e inventivo, que é o Theremin, foi a inspiração para preencher a lacuna do nome. A grafia foi adaptada para dar mais identidade. Assim surgiu o Coletivo Teremin, formado essencialmente por esses músicos e convidados. 



E o resultado disso?
O resultado foi tão positivo que outros convites apareceram. Em 2014, fomos contratados para criar as trilhas de um seriado chamado "A Grande Viagem". A produtora paulista Aurora Filmes lançou o desafio: cada episódio seria ambientado em um país diferente. Para isso, era preciso criar trilhas que remetessem a lugares como Espanha, Japão, França, Arábia, Estados Unidos... Ao todo foram cerca de 60 fonogramas que surgiram com muita pesquisa de escalas, instrumentos e timbres. E hoje, além desse trabalho, também temos a "Oficina de Trilhas Sonoras & Desenho de Som". Costumamos aplicar esse workshop em três dias de atividades teóricas e práticas, e contamos com um estúdio próprio para a realização. 

Como foi a evolução da trilha de cinema para a formação em banda? 
O caminho foi natural para que o Teremin se tornasse de fato uma banda, que conseguisse executar ao vivo uma coletânea dos melhores trabalhos desses três anos. A formação inicial de guitarra (Thiago Santos e Guilherme Meduza), baixo (Muniz Crespo), bateria (Jota Amaral) se completa com um quarteto de cordas (dois cellos, um violino e uma viola) liderado por Bellini. 


E o CD, como foi o processo de produção e também as dificuldades?
Esse CD é uma coletânea de três anos de existência do Coletivo Teremin. Não foi nada fácil selecionar 26 músicas de um repertório de mais de 80, que fizemos ao longo desse tempo. Muita coisa foi composta em uma época em que não tínhamos a menor pretensão de sermos uma banda. Algumas músicas são bem minimalistas no sentido de cumprir a função de trilha sonora para determinada demanda. Outras possuem uma grandeza de timbres que vão além do que conseguiríamos executar em palco, numa formação de quatro pessoas. 

O que é mais interessante, para vocês, nisso tudo?
O mais interessante para nós é perceber que esse caminho inverso que trilhamos, originalmente das trilhas e agora para o palco, nos guiou para uma música que não possui barreira de estilos, instrumentos, timbres… Somos o que a música precisa. Não existe baterista, guitarrista, baixista, violoncelista… O que existe são músicos. Operários do som. 


E no show, o que o público pode esperar?
Lembro que as primeiras músicas que fizemos, assistíamos aos filmes e sempre perguntávamos: que sentimento isso quer passar? Tristeza, alegria, desconfiança, desafio, superação, humor, solidão, estranheza... O ponto de partida era o sentimento que teríamos que buscar nos sons. E a tradução de algo tão genuinamente humano para o universo dos sons é um assunto inesgotável. 

Antes da apresentação, vocês participarão de um bate-papo sobre produção musical. Como é, para você, este setor em Santos?
Todos sabem sobre a dificuldade de viver profissionalmente da produção artística no país. Em Santos, comparado a São Paulo e Rio de Janeiro, essa dificuldade é ainda maior. O que percebemos são alguns setores da sociedade se mobilizando em causas comuns. É daí que surgem alguns festivais, saraus, simpósios… No ano passado, tivemos a oportunidade de participar do CulturaMente Santista numa mesa que falava sobre Coletivos Artísticos juntamente com Rubens de Farias, na época no "Dose de Criação" e o DJ Luiz Dias Lufer, do "Futuráfrica". Os três participantes dessa mesa se conheceram nesta ocasião. Este ano nos juntamos para produzir um filme chamado "Ponto Final". 


O que pode dizer sobre a participação de todos no filme?
Cada um, dentro da sua área de atuação, colaborou para que o filme existisse. Fizemos várias festas para arrecadar recursos. O dinheiro existe, nesse caso, para fazermos tudo da forma mais profissional possível. Se dependesse única e exclusivamente do amor ao ofício, também teríamos feito, porque é assim que tem que ser. Sou otimista sobre o futuro da produção artística na nossa região, porque acho que esse futuro está nas mãos de pessoas como nós, que simplesmente fazem, sem imaginar outra opção, e isso estimula o setor.

Voltando à produção musical...
Dentro da área de produção musical, temos ótimos profissionais, mas ainda vejo uma conduta amadora no que diz respeito à valorização. Temos alguns problemas de autoestima. Por exemplo, essa cultura do cover. O músico que tem um monte de músicas próprias de qualidade e sai de casa para tocar o cover. Em nenhum momento ele aproveita para colocar uma música sua no repertório. Criar público faz parte do trabalho do músico e já está na hora dele perceber isso. Aproveitar a exposição que tem tocando uma música de outro artista já consagrado para alavancar o seu trabalho. Pergunte aos músicos já consagrados como foi o início de sua carreira e você verá que muitos faziam isso. 

Fique à vontade para deixar um recado para o público.
Convidamos a todos para o lançamento do álbum Coletivo Teremin, nesta quinta, dia 12 de novembro, no Teatro Guarany, às 19h30, com o bate-papo sobre produção musical e, às 21h, com o concerto. 



segunda-feira, 20 de abril de 2015

.: Entrevista com Antonio Fagundes, ator que é um gentleman

"Sou o mesmo até nas incertezas, na fragilidade". Antonio Fagundes

Por Helder Miranda
Em abril de 2015




Antonio Fagundes é um gentleman. Também é um astro daqueles que é reconhecido em qualquer parte do mundo, por causa das novelas brasileiras exportadas que, como todos sabem, fazem muito sucesso por lá. Mas também é de carne e osso, muita gentileza e alguma impaciência - embora discreta - quando a entrevista se estende além do previsto. “Olha, rapaz, não vai ter espaço para tanta pergunta”, gracejou ele com uma voz que mescla um certo distanciamento e ternura.

Mostra-se de carne e osso porque, nos primeiros minutos da entrevista, precisou interromper a conversa para pagar alguma conta. Pediu cinco minutos e, quando atendeu novamente, pediu desculpas por várias vezes, dizendo que aquilo não costumava acontecer e que era algo urgente. Toda essa inteligência e sensibilidade, de alguém que lê de dois a três livros por dia, pode ser vista nas suas argumentações sempre tão centradas, tão lúcidas.



Ele está em cartaz com a peça “Tribos”, que fala sobre intolerância e a falta de comunicação em uma era em que todos têm opiniões pouco embasadas e exibem toda a sorte de comportamentos pela internet. No espetáculo, ele contracena, entre outros atores, com o filho Bruno.

Antonio Fagundes nasceu no Rio de Janeiro, mas mudou para São Paulo aos oito anos e viveu lá durante 30 anos. Desde cedo, descobriu o dom para atuar a partir de montagens de peças no Colégio Rio Branco, onde estudou. Na TV, estreou em 1969, na telenovela “Nenhum Homem é Deus”, da TV Tupi. Na rede Globo, estreou em 1976, na telenovela “Saramandaia”, na pele do prefeito Lua Viana. Ele é tão multifacetado que, em 1999, gravou um CD, chamado “Tributo a João Pacífico”.



De 1979 a 1981, e de 2003 a 2007, foi protagonista da série “Carga Pesada”, como o caminhoneiro Pedro. Na TV Cultura, cedido pela Rede Globo, participou do seriado “Mundo da Lua”. Nas telenovelas, foram inúmeros personagens marcantes, como o mocinho Cacá, de “Dancin' Days”, o mocinho corrupto Ivan Meireles de “Vale Tudo”, o professor gago Caio, de “Rainha da Sucata”, o vilão Felipe Barreto, de “O Dono do Mundo”, o coronel José Inocêncio de “Renascer”, o advogado espírita Otávio Jordão, de “A Viagem”; o fazendeiro Bruno Mezenga, de “O Rei do Gado”, o romântico Atílio Novelli, de “Por Amor”, o barão do café Gumercindo, de “Terra Nostra”, o corrupto Félix Guerrero, de “Porto dos Milagres”, o líder comunitário Juvenal Antena, de “Duas Caras”, e o preconceituoso e infiel César Khoury, de “Amor À Vida”.




RESENHANDO - A reprise de “O Rei do Gado” no Vale a Pena Ver de Novo, pela segunda vez, está fazendo muito sucesso. “O Dono do Mundo” também bateu recorde de audiência no canal Viva, na TV fechada. O que separa o Antonio Fagundes que interpretou o Felipe Barreto (1991), e posteriormente o Bruno Mezenga (1996), do Antonio Fagundes de hoje?
ANTONIO FAGUNDES -
Estou muito melhor, na verdade, 15, 20 anos melhor, porque esse é o tempo que distancia o Antonio Fagundes que interpretou aqueles personagens do Antonio Fagundes de agora. Coloque 20 anos a mais de experiência, e mais uns 40, 50 personagens depois. Agora, na base, eu acho que não mudou. Sou o mesmo até nas incertezas, na fragilidade.

 

RESENHANDO - O que você coloca de si mesmo nos personagem que interpreta?
A. F. -
Sempre tem algo de você no que você faz. Gozado, há uma diferença em outros países em relação a atuar. Em outras línguas, como inglês e francês, isso é chamado de "jogar". Só no Brasil é chamado de “interpretar”, o que dá um peso muito maior. E, com essa palavra, tiraram exatamente o prazer o jogo, e jogar é isso, é buscar, mesmo eu fazendo o gago, o coronel, o diplomata, o algoz do filho...




RESENHANDO – Você teve um papel de destaque em “Amor À Vida” e participou do último capítulo da novela, que mostrou o primeiro beijo homossexual entre homens na televisão brasileira. Essa especulação incessante em torno de “beijos gays” já se tornou uma falácia?
A. F. -
Na verdade, é uma bobagem, que atinge 50% que ainda não aceita as diferenças. Quando eu fiz o César de “Amor À Vida”, homofóbico com o próprio filho, eu fiquei surpreso porque metade das pessoas que participaram da pesquisa da novela eram a favor do comportamento deste personagem, enquanto os outros 50% eram contra o que ele fazia.


 

RESENHANDO – A aceitação do personagem Félix (homossexual interpretado por Mateus Solano) representa um avanço na mentalidade do telespectador?
A. F. -
Essa estatística, por incrível que pareça, demonstra uma evolução de comportamento, pois, se a novela tivesse passado antigamente, essa porcentagem de aprovação do comportamento desse personagem seria bem maior. Então foi muito válido o Walcyr Carrasco colocar essa temática na novela, como também está fazendo o Gilberto Braga, tentando inserir esse debate na sociedade a partir de outro ponto de vista.

 

RESENHANDO - Uma reclamação de atrizes de Holywood, na época do Oscar, afirmava que os atores têm melhores papéis quando envelhecem do que as mulheres. Você concorda com esta afirmação?
A. F. -
Eu li, recentemente, no jornal Folha de S.Paulo, uma entrevista com um ator inglês de 65 anos que está fazendo o maior sucesso com um filme de veteranos. Ele disse estar surpreso, pois se viu saindo da invisibilidade. E isso atinge a todos os atores que atingem a terceira idade. Não é um privilégio de homens, ou mulheres, atinge a todos, e eu não acredito que os papéis sejam melhores para o sexo masculino em detrimento do feminino. Quando você tem a sorte de sair dessa invisibilidade, se você quebrar desta regra, as pessoas se admiram: “olha, esse velho ainda está andando!” (risos).

 

RESENHANDO - Você ainda continua rígido com horários?
A. F. -
Sim, isso é algo que não mudou e continua sendo amplamente divulgado pela imprensa. Sou muito rígido, mesmo, quanto a isso. Exigir que a plateia chegue na hora marcada é uma questão de respeito aos 99% que chega no horário do início da peça. Não será esse 1% que chega atrasado que atrapalhará os outros que estão acomodados, esperando que o espetáculo comece.

 

RESENHANDO - Há alguma história por trás disso?
A. F. -
Sempre tem, e é uma transferência da irritação que eu senti quando estava na plateia e isso acontece.

 

RESENHANDO - E já aconteceu de você se atrasar?
A. F. -
Nunca. Normalmente, o ator está no teatro uma hora antes para se preparar. Eu costumo sair de casa bem antes disso, para estar preparado se algo acontecer no meio do caminho. Se isso acontecer um dia, você pode ter certeza: é porque aconteceu alguma coisa muito grave.



RESENHANDO – Se o trabalho como ator não desse certo, o que você seria se precisasse de um Plano B?
A. F. -
Trabalho como ator desde os 12 anos, nunca pensei o que eu faria de diferente, pois deu certo.

RESENHANDO – Qual é o seu livro preferido?
A. F. -
Não tenho como escolher um. Leio de dois ou três livros por semana! São muitos...




Novelas e Seriados com Antonio Fagundes
1968 - “Antonio Maria”
1969 - “Nenhum Homem É Deus” (Netinho)          
1972 - “A Revolta dos Anjos” (Vítor) / “Bel-Ami” (Cadu)
1973 - “Mulheres de Areia” (Alaor)
1974 - “O Machão” (Julião Petruchio)    
1976 - “Saramandaia” (Lua Viana)               
1977 - “Nina” (Bruno)         
1978 - “Caso Especial: Jorge, Um Brasileiro” (Jorge)
1978 - “Dancin' Days” (Carlos Eduardo Cardoso, Cacá)           
1979 - “Carga Pesada” (Pedro da Boléia)              
1981 - “Amizade Colorida” (Eduardo Lusceno, Edu) / “É Proibido Colar” (apresentador)
1982 - “Avenida Paulista” (Alex Torres) / “Caso Verdade: Filhos da Esperança” (Jasper Palmer)
1983 - “Champagne” (João Maria) / “Louco Amor” (Jorge Augusto)
1984 - “Corpo a Corpo” (Osmar Pelegrine)            
1988 - “Vale Tudo” (Ivan Meireles)
1990 - “Rainha da Sucata” (Caio Szimanski)          
1991 - “Mundo da Lua” (Rogério Silva) / ”O Dono do Mundo” (Felipe Barreto)
1992 - “Você Decide” - episódio “O Sonho Dourado”               
1993 - “Renascer” (coronel José Inocêncio)
1994 - “A Viagem” (Dr. Otávio César Jordão)        
1995 - “Engraçadinha... Seus Amores e Seus Pecados” (Dr. Bergamini) / “A Comédia da Vida Privada” (Beto) e “A Próxima Vítima” (Astrogildo)
1996 - “O Rei do Gado” (Antonio e Bruno Mezenga)
1997 - “Por Amor” (Atílio Novelli)
1998 - “Labirinto” (Ricardo Velasco)
1999 - “Terra Nostra” (Gumercindo Telles de Aranha)            
2001 - “Porto dos Milagres” (Bartholomeu e Félix Guerrero)
2002 - “Esperança” (Giuliano) / “Vale Todo” (Salvador) / “Brava Gente” (José)
2003 a 2007 - “Carga Pesada” (Pedro da Boleia)
2005 - “Mad Maria” (Ministro Juvenal de Castro)            
2007 - “Duas Caras” (Juvenal Antena)          
2008 - “Negócio da China” (Ernesto Dumas)
2010 - “Tempos Modernos” (Leal Cordeiro) / “As Cariocas” (Oscar, Cacá)
2011 - “Insensato Coração” (Raul Brandão)
2012 - “Gabriela” (Coronel Ramiro Bastos)
2013 - “Amor à Vida” (César Khoury)
2014 - “Meu Pedacinho de Chão” (Giácomo Brunneto)


Filmes com Antonio Fagundes
1969 - “A Compadecida” (Chicó 5)
1971 - “Eterna Esperança”
1975 - “A Noite das Fêmeas”
1975 - “A Escada”
1975 - “Eu Faço... Elas Sentem”
1976 - “Elas São do Baralho”
1977 - “Vida Vida”
1978 - “A Noite dos Duros”
1978 - “Doramundo”
1979 - “O Menino Arco-Íris” (Proprietário do casebre 6)
1979 - “Gaijin - Os Caminhos da Liberdade”
1980 - “Os Sete Gatinhos” (Bibelô)
1981 - “Pra Frente, Brasil”
1982 - “Tchau, Amor”
1982 - “As Aventuras de Mário Fofoca”
1982 - “Das Tripas Coração”
1982 - “Carícias Eróticas”
1983 - “A Próxima Vítima”
1983 - “O Menino Arco-Íris”
1985 - “Jogo Duro”
1986 - “Besame Mucho”
1986 - “Anjos da Noite”
1987 - “Eternamente Pagu”
1987 - “A Dama do Cine Shanghai
1987 - “Leila Diniz”
1987 - “PSW - Uma Crônica Subversiva”
1988 - “Barbosa”
1989 - “O Corpo”
1992 - “Beijo 2348/72”
1993 - “Era Uma Vez no Tibet”
1996 - “Doces Poderes”
1998 - “Uma História de Futebol” (narrador em curta-metragem)
1998 - “Fica Comigo”
1999 - “No Coração dos Deuses”
1999 - “O Tronco”
1999 - “Paixão Perdida”
2000 - “O Grinch” (dublagem)
2000 - “Bossa Nova”
2000 - “Villa-Lobos - Uma Vida de Paixão”
2003 - “Sete Minutos”
2003 - “Deus É Brasileiro”
2004 - “A Dona da História”
2005 - “A Marcha dos Pinguins” (dublagem)
2005 - “Achados e Perdidos”
2006 - “Noel - Poeta da Vila”
2014 - “Quando Eu Era Vivo” (Sênior)
2014 - “Alemão”

Peças teatrais com Antonio Fagundes
1964 - “A Ceia dos Cardeais”
1966 - “Atlantic’s Queen”
1969 - “Hair”, de Gerome Ragni e James Rado
1969 - "O Cão Siamês" / “Arena Canta Tiradentes”, de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri / “Feira Paulista de Opinião” / “A Resistível Ascensão de Arturo Ui” / “Castro Alves Pede Passagem”
1975 - "Muro de Arrimo", Antonio Abujamra
1980 - “Pelo Telefone”
1981 - "O Homem Elefante", de Bernard Pomerance
1982 - "Morte Acidental de um Anarquista", de Dario Fo
1983 - "Xandu Quaresma", de Chico de Assis
1985 - “Cyrano de Bergerac”, Edmond Rostand, direção de Flavio Rangel
1996 - "Nostradamus", de Doc Comparato, direção de Antonio Abujamra
1986 - “Carmen Com filtro”, direção de Gerald Thomas
1988 - “Fragmentos de Um Discurso Amoroso”, de Roland Barthes, direção de Ulisses Cruz
1989 - "O País dos Elefantes", de Louis Charles Sirjacq
1990 - "Muro de Arrimo"
1990 - "História do Soldado", de Gerome Ragni e James Rado
1992 - “Macbeth”
1994 - “Vida Privada”, de Mara Carvalho
1996 - “Oleanna”, de David Mamet
1999 - “Últimas Luas”, de Furio Bordon, direção de Jorge Takla
2002 - “Sete Minutos”, de sua autoria, direção de Bibi Ferreira
2005 - “As Mulheres da Minha Vida”
2008 - “Restos”
2012 - " Vermelho", de John Logan, direção de Jorge Takla
2013 - "Tribos", de Nina Raine, direção de Ulysses Cruz

quarta-feira, 26 de abril de 2023

.: Cineflix Cinemas Santos estreia "Renfield", "O Chamado 4" e "O Colibri"


Cineflix Santos apresenta na telona três estreias para agradar os mais diversos gostos dos cinéfilos da Baixada Santista: a comédia "Renfield: Dando o Sangue Pelo Chefe", o terror "O Chamado 4: Samara Ressurge" e o drama "O Colibri"

O divertido "Renfield: Dando O Sangue Pelo Chefe" faz rir com a história de Renfield, o sofrido ajudante do chefe mais narcisista da história: Drácula. Enquanto que "O Chamado 4: Samara Ressurge" leva o público ao Japão, quando pessoas que assistem a um vídeo amaldiçoado subitamente morrem, mas uma estudante tenta revelar o mistério que envolve o tal vídeo.

"O Colibri", drama italiano, dirigido por Francesca Archibugi, é uma adaptação do romance homônimo de 2019 de Sandro Veronesi. O longa estreou no Festival de Cinema de Roma em 13 de outubro de 2022 e foi lançado nos cinemas na Itália no dia seguinte. 

Segue em cartaz a animação"Os Três Mosqueteiros: D'Artagnan", nova versão cinematográfica mais fiel para o clássico livro de Alexandre Dumas, com  Eva Green, François Civil, Vincent Cassel, Jacob Fortune-Lloyd, Louis Garrel, Lyna Khoudri, Pio Marmaï, Ralph Amoussou, Vicky Krieps.

A trama de terror "A Morte do Demônio: A Ascensão" apresenta a história de uma mulher que luta pela sobrevivência quando um livro antigo dá à luz demônios sedentos por sangue. Eles se tornam cada vez mais agressivos em um prédio em Los Angeles.

O nacional "Ninguém é de ninguém", com Carol Castro, Danton Mello, Rocco Pitanga e Paloma Bernardi, baseado no romance de Zíbia Gasparetto, conta uma história das vidas de dois casais se entrelaçam por ciúmes e desespero quando Gabriela, esposa de Roberto, é chamada para se associar ao escritório de advocacia do bem-sucedido Renato, marido de Gioconda. 

"Super Mario Bros.: O Filme" ("Super Mario Bros.: The Movie"), com vozes originais de Chris Pratt (Mario), Anya Taylor-Joy (Princesa Peach) e Charlie Day (Luigi), sucesso entre os adultos saudosistas e crianças.

A equipe do Resenhando.com assiste as estreias dos filmes no Cineflix Santos, que fica Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, Gonzaga, em Santos, no litoral de São Paulo. Confira os dias, horários e sinopses dos filmes para você ficar por dentro de tudo o que acontece no mundo do cinema. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.


Estreias da semana no Cineflix Santos


"Renfield: Dando o Sangue Pelo Chefe" ("Renfield")Ingressos on-line neste link.
Gênero: comédia. Classificação: 18 anos (Drogas, Linguagem Imprópria, Violência Extrema)Duração: 01h33. Ano: 2023. Idioma: inglês. 
Distribuidora: Universal Filmes. Direção: Chris Mckay. Roteiro: Yuya Takahashi. Elenco: Nicolas Cage, Ben Schwartz, Nicholas HoultSinopse: Renfield é o sofrido ajudante do chefe mais narcisista da história: Drácula.

Sala 2 (dublado) 
27/4/2023 - Quinta-feira: 16h30
28/4/2023 - Sexta-feira: 16h30
29/4/2023 - Sábado: 16h30
30/4/2023 - Domingo: 16h30
1/5/2023 - Segunda-Feira: 16h30
2/5/2023 - Terça-Feira: 16h30
3/5/2023 - Quarta-Feira: 16h30

Sala 2 (legendado) 
27/4/2023 - Quinta-feira: 20h50
28/4/2023 - Sexta-feira: 20h50
29/4/2023 - Sábado: 20h50
30/4/2023 - Domingo: 20h50
1/5/2023 - Segunda-Feira: 20h50
2/5/2023 - Terça-Feira: 20h50
3/5/2023 - Quarta-Feira: 20h50

"Renfield: Dando O Sangue Pelo Chefe (Renfield)" - Trailer



O Chamado 4: Samara Ressurge (Sadako Dx)Ingressos on-line neste link.
Gênero: terror. Classificação: 16 anos. Duração: 01h41. Ano: 2023. Idioma: japonês. 
Distribuidora: Paris Filmes. Direção: Hisashi Kimura. Roteiro: Yuya Takahashi. Elenco: Fuka Koshiba, Kazuma Kawamura, Mario KurobaSinopse: Pessoas que assistem a um vídeo amaldiçoado subitamente morrem. Essas mortes ocorrem em todo o Japão, e uma estudante tenta revelar o mistério que envolve o tal vídeo.

Sala 4 (dublado) 
27/4/2023 - Quinta-feira: 18h40
28/4/2023 - Sexta-feira: 18h40
29/4/2023 - Sábado: 18h40
30/4/2023 - Domingo: 18h40
1/5/2023 - Segunda-Feira: 18h40
2/5/2023 - Terça-Feira: 18h40
3/5/2023 - Quarta-Feira: 18h40

Sala 4 (legendado) 
27/4/2023 - Quinta-feira: 21h00
28/4/2023 - Sexta-feira: 21h00
29/4/2023 - Sábado: 21h00
30/4/2023 - Domingo: 21h00
1/5/2023 - Segunda-Feira: 21h00
2/5/2023 - Terça-Feira: 21h00
3/5/2023 - Quarta-Feira: 21h00

"O Chamado 4: Samara Ressurge" - Trailer

O Colibri (Il Colibri)Ingressos on-line neste link.
Gênero: drama. Classificação: 14 anos (Drogas Lícitas, Linguagem Imprópria, Temas Sensíveis). Duração: 02h06. Ano: 2023. Idioma: francês e italiano. 
Distribuidora: Pandora Filmes. Direção: Francesca Archibugi. Roteiro: Francesca Archibugi, Laura Paolucci e Francesco Piccolo. Elenco: Pierfrancesco Favino, Kasia Smutniak, Bérénice BejoSinopse: O Colibri é um filme de drama italiano de 2022 dirigido por Francesca Archibugi. O filme é uma adaptação do romance homônimo de 2019 de Sandro Veronesi. Ele estreou no Festival de Cinema de Roma em 13 de outubro de 2022. Foi lançado nos cinemas na Itália no dia seguinte. 

Sala 4 (legendado) 
27/4/2023 - Quinta-feira: 20h30
28/4/2023 - Sexta-feira: 20h30
29/4/2023 - Sábado: 20h30
30/4/2023 - Domingo: 20h30
1/5/2023 - Segunda-Feira: 20h30
2/5/2023 - Terça-Feira: 20h30
3/5/2023 - Quarta-Feira: 20h30

"O Colibri" - Trailer

Seguem em cartaz no Cineflix Santos

A Morte do Demônio: A AscensãoIngressos on-line neste link.
Gênero: terror, fantasia. Classificação: 18 anos. Duração: 120m. Ano: 2023. Idioma: inglês. 
Distribuidora: Warner Bros. Direção: Lee Cronin. Roteiro: Lee Cronin. Elenco: Alyssa Sutherland, Lily Sullivan, Morgan Davies, Nell Fisher, Jayden Daniels, Gabrielle EcholsSinopse: Uma mulher se encontra em uma luta por sua vida quando um livro antigo dá à luz demônios sedentos por sangue. Eles se tornam cada vez mais agressivos em um prédio em Los Angeles.


Sala 4 (dublado) 
27/4/2023 - Quinta-feira: 18h20
28/4/2023 - Sexta-feira: 18h20
29/4/2023 - Sábado: 18h20
30/4/2023 - Domingo: 18h20
1/5/2023 - Segunda-Feira: 18h20
2/5/2023 - Terça-Feira: 18h20
3/5/2023 - Quarta-Feira: 18h20

Sala 4 (legendado) 
27/4/2023 - Quinta-feira: 20h30
28/4/2023 - Sexta-feira: 20h30
29/4/2023 - Sábado: 20h30
30/4/2023 - Domingo: 20h30
1/5/2023 - Segunda-Feira: 20h30
2/5/2023 - Terça-Feira: 20h30
3/5/2023 - Quarta-Feira: 20h30

"A Morte do Demônio: A Ascensão" - Trailer


Ninguém é de ninguémIngressos on-line neste link.
Gênero: drama, ficção religiosa. Classificação: 16 anos. Duração: 107m. Ano: 2023. Idioma: português. 
Distribuidora: Sony Pictures. Direção: Wagner de Assis. Roteiro: Wagner de Assis. Elenco: Carol Castro (Gabriela), Danton Mello (Roberto), Rocco Pitanga (Dr. Renato), Paloma Bernardi (Gioconda). Sinopse: As vidas de dois casais se entrelaçam quando Gabriela, esposa de Roberto, é chamada para se associar ao escritório de advocacia do bem-sucedido Renato, marido de Gioconda. O ciúme, o desespero e a falta de confiança faz com que o quarteto tenha seu destino atravessado por mentiras, relacionamentos desgastantes e tragédias.

Sala 1
27/4/2023 - Quinta-feira: 15h30
28/4/2023 - Sexta-feira: 15h30
29/4/2023 - Sábado: 15h30
30/4/2023 - Domingo: 15h30
1/5/2023 - Segunda-Feira: 15h30
2/5/2023 - Terça-Feira: 15h30
3/5/2023 - Quarta-Feira: 15h30

"Ninguém é de ninguém" - Trailer


Os Três Mosqueteiros: D'ArtagnanIngressos on-line neste link.
Gênero: aventura. Classificação: 14 anos. Duração: 125m. Ano: 2023. Idioma: inglês. 
Distribuidora: Paris Filmes. Direção: Martin Bourboulon. Roteiro: Martin Bourboulon. Elenco: Eva Green, François Civil, Vincent Cassel, Jacob Fortune-Lloyd, Louis Garrel, Lyna Khoudri, Pio Marmaï, Ralph Amoussou, Vicky Krieps. Sinopse: Uma nova versão cinematográfica mais fiel do clássico livro de Alexandre Dumas, em que o jovem D'Artagnan sonha em se tornar um mosqueteiro. 


Sala 1 (legendado) 
27/4/2023 - Quinta-feira: 18h00
28/4/2023 - Sexta-feira: 18h00
29/4/2023 - Sábado: 18h00
30/4/2023 - Domingo: 18h00
1/5/2023 - Segunda-Feira: 18h00
2/5/2023 - Terça-Feira: 18h00
3/5/2023 - Quarta-Feira: 18h00

"Os Três Mosqueteiros: D'Artagnan" - Trailer



"Super Mario Bros.: O Filme" ("Super Mario Bros.: The Movie"). Ingressos on-line neste link.
Gênero: animação. Classificação: livre. Duração: 1h 32m. Ano: 2023. Idioma: inglês. Distribuição: Universal Studios. Direção: Aaron Horvath, Michael Jelenic. Roteiro: Matthew Fogel. Vozes originais: Chris Pratt (Mario), Anya Taylor-Joy  (Princesa Peach), Charlie Day (Luigi), Charles Martinet, Jack Black (Bowser), Keegan-Michael Key (Toad), Seth Rogen (Donkey Kong), Fred Armisen (Cranky Kongs). Sinopse: os irmãos Mario e Luigi são encanadores. Um dia, eles vão parar no Reino dos Cogumelos, governado pela Princesa Peach, mas ameaçado pelo rei dos Koopas, que faz de tudo para conseguir reinar em todos os lugares.


Sala 3,4 (dublado)
27/4/2023 - Quinta-feira: 15h00 - 16h00 - 17h00 - 19h00
28/4/2023 - Sexta-feira: 15h00 - 16h00 - 17h00 - 19h00
29/4/2023 - Sábado: 15h00 - 16h00 - 17h00 - 19h00
30/4/2023 - Domingo: 15h00 - 16h00 - 17h00 - 19h00
1/5/2023 - Segunda-Feira: 15h00 - 16h00 - 17h00 - 19h00
2/5/2023 - Terça-Feira: 15h00 - 16h00 - 17h00 - 19h00
3/5/2023 - Quarta-Feira: 15h00 - 16h00 - 17h00 - 19h00

Trailer - "Super Mario Bros: O Filme"
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