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terça-feira, 5 de outubro de 2021

.: "American Horror Story": há 10 anos estreava a série antológica de terror

Por: Mary Ellen Farias dos Santos 

Em outubro de 2021


Há exatos 10 anos, em 5 de outubro de 2011 estreava a nova série de Ryan Murphy e Brad Falchuk. A dupla que estava na boca do povo com o seriado "Glee", apresentava "American Horror Story".  A primeira temporada do seriado, transmitido no canal de televisão a cabo FX , nos Estados Unidos, foi intitulada de "American Horror Story: Murder House"

O enredo foi ambientado no ano vigente, em Los Angeles e apresentou uma família que, inicialmente, parecia ser perfeita. No entanto, os problemas do passado eclodem com os da casa que habitam. Com o passar do tempo, ali, tudo parece ser assombrado por seus antigos ocupantes falecidos. 

AHS é um seriado diferente, com o rótulo de antológica, tendo temporadas narrando histórias independentes, passou a acrescentar nomes aos títulos para diferenciá-las, sendo que em 2021, a décima temporada foi batizada de "Double Feature"


Confira o que os fãs disseram nesse dia comemorativo para #AHS:


* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Twitter:@maryellenfsm

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

.: 10x6: "Red Tide" de AHS mostra que o "inverno mata", inclusive em Hollywood


Por: Mary Ellen Farias dos Santos 

Em setembro de 2021



Homens ao mar de Provincetown, California, um achado: o corpo da Chefe Burleson (Adina Porter). Esses são os primeiríssimos minutos do sexto episódio de  "American Horror Story: Double Feature", batizado de "Winter Kills" que encerra a primeira parte de "Red Tide". Na sequência, em uma reunião de habitantes reencontramos a treinadora Beiste de "Glee", (Dot-Marie James), que aqui é uma policial sedenta por trazer justiça à cidade em que coisas estranhas acontecem durante o inverno. 

Em tempo, a nova personagem é muito mais durona e corajosa até ser alertada que é melhor "deixar as coisas como estão, pois o inverno é a paga do verão". Afinal, os cabeças da sala sabem o que é melhor para a região. Sim! Logo, nada mais será feito por ela.



Enquanto isso, no núcleo do talento da escrita, Ursula (Leslie Grossman) sugere que Harry (Finn Wittrock) deve se matar, afinal nunca produzirá algo tão incrível. Uma dica do que está por vir?! Bem, ao menos Harry decide que ele e a filha, Alma (Ryan Kiera Armstrong) irão parar com as pílulas pretas que realçam o talento. Qual a desculpa dele? Querer ter uma família normal. É quando pensamos: Sério?! Depois de fazer o que fez com a tão bondosa Doris (Lily Rabe)? Assim, deseja-se ardentemente que Harry tenha a paga.



Eis que na conversa "em família", Ursula fala do código moral de Harry no tempo errado. Certíssima, embora seja uma mulher de atitudes totalmente questionáveis. Contudo, o combinado entre Harry e Alma é o de parar a ingestão das pílulas, mas é num abraço de urso e um sorrisinho para Ursula que assustam tanto quanto Reagan na cama do clássico "O Exorcista". Assim, Belle Noir (Frances Conroy) deixa um recadinho no berço do bebê para Harry que cai feito um pato. 

Contudo, Ursula com seu discurso ácido vai até os zumbis vampirescos sem talento e tal qual uma mulher de bom coração, oferece uma saída aos vagantes. Uma nova fórmula para modificar a situação dos seres assustadores. Verdade?! Juntando o útil ao agradável, Ursula atrai tanto Harry e Alma, que pretende resgatar o filhinho recém-nascido para voltar a antiga vida, quanto os sem talento e a desgraça acontece diante dos olhos do público e o desfecho é entregue exatamente como o imaginado. 



Três dias depois, em Hollywood, um massacre acontece em plena luz do dia com direito a filmagens amadoras e, numa casa chique e grande, está o clube da Luluzinha do mal, que inclui Alma na discussão dos problemas que levaram para a terra das produções cinematógraficas. Seguindo o modo Ryan Murphy de séries musicais, Alma faz uma apresentação de violino diante de uma mesa julgadora. A escolha é entre a menininha e um rapaz. Numa salinha, os dois frente e frente e sabemos mais uma vez como a história acabará para o corrente de Alma. Não é mesmo?!



Num encontro com um mestre o arte da escrita, Ursula é convidada ao palco. Empunhando o microfone aos participantes, associa a escrita ao fato de sangrar. Claro! Ursula entende muito disso. Para tanto, A verdade é que ela aproveita a ocasião de estar diante de aspirantes a escrita para oferecer a eles a pílula preta. E ainda reforça que a escolha é deles, cuspir ou engolir, e assim surgem pragas sem talento por toda a cidade. Algo que remete ao episódio de "American Horror Stories", o spin-off de AHS, no episódio "Drive-In"



Vale lembrar a minissérie "Hollywood", de Ryan Murphy, em que aborda os bastidores podres das produções hollywoodianas. Como a mente criadora faz seus personagens circularem por ambientes similares, assim termina a primeira parte de "American Horror Story: Double Feature". Com um desfecho insosso ao colocar os pálidos sem talento espalhados por Hollywood. Decepcionante, mas o jeito é esperar a segunda parte da décima temporada!


Seriado: American Horror Story
Temporada: 10
Episódio 6: "Winter Kills" "Inverno Mata)""
Exibido em: 22 de setembro de 2021, EUA.
Elenco: Sarah Paulson (Tuberculosis Karen), Evan Peters (Austin Sommers), Lily Rabe (Doris Gardner), Finn Wittrock (Harry Gardner), Frances Conroy (Belle Noir),  Billie Lourd (Lark), Leslie Grossman (Ursula), Adina Porter (Chefe Burleson), Angelica Ross (The Chemist), Macaulay Culkin (Mickey), Ryan Kiera Armstrong (Alma Gardner)


* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do www.photonovelas.com.br. Twitter:@maryellenfsm






quinta-feira, 16 de setembro de 2021

.: 10x5: "American Horror Story" remexe ainda mais a trama com "Gaslight"


Por: Mary Ellen Farias dos Santos 

Em setembro de 2021


No quinto episódio de "American Horror Story: Double Feature", batizado de "Gaslight", o público reencontra Doris Gardner (Lily Rabe) e Harry Gardner (Finn Wittrock) na sala de parto para testemunhar um lindo momento na vida de um casal. Contudo, Harry cresce os olhos no sangue "desperdiçado" ali e dá um jeitinho de aproveitar o material. Não há como escapar impune ao que se vê, a cena é bem nojenta! 


Fora do hospital, Doris percebe não estar no seu lar em Nova Iorque, mas na casa em que viveu momentos infernais. Como se não bastasse, tem com a família uma intrusa segurando o recém-nascido: Ursula (Leslie Grossman). Para piorar, Doris não faz ideia de que o marido e filha (Ryan Kiera Armstrong) estão nas mãos da intrigueira, afinal enquanto estava internada muita água rolou nessa história. Definitivamente, o quinto episódio é o martírio de Doris. É para sentir dó da mamãe tão boa de coração.


Um pouco longe dos Gardner, Mickey (Macaulay Culkin) entra em cena para surpreender Karen, dirigindo um carrão. Os dois dão uma volta enquanto ela segue tossindo, pede para descer e deseja sorte para ele no novo universo. Sim! Ele está ingerindo a pílula! Eis que Sarah Paulson dá um novo ar da graça nesse episódio, e chega a ser chamada ironicamente por Belle Noir (Frances Conroy) de Monet. Hilário e delicioso ver duas atrizes gigantes contracenando!



Na casa "temporária" dos Gardner descobrimos mais uma coisa. A missão dos pais de Alma (Ryan Kiera Armstrong) é impedí-la de se alimentar do bebezinho. Em contrapartida, tudo o que a filha deseja é se livrar da mãe. Quanto ódio tem essa menina! Nesse mesmo meio, está Ursula que é o tipo de pessoa de quem não se consegue escapar. Pior para Doris, uma vez que está acamada e, visivelmente, dopada. Enquanto isso, a ideia é fazer que Doris pense ter tido apenas um sonho. 

Alma se acaba no sangue do bebê e investe na tentativa de se livrar da mãe, uma vez que a vê sem talento, o que a condenaria a vagar pela cidade com outros transformados. A filha dá pílulas para a mãe e entre elas, a pílula preta. Numa cena de puro escândalo, toda a verdade é espalhada no ventilador. 


Em tempo, dá vontade de passar pela tela e dar uns belos e bons tabefes em Alma. Que menina  malvada! Meu Deus do Céu! E Ursula, que nem é uma Gardner ainda aparece mais uma vez para dar pitaco. Que dó da Doris! Se correr o bicho pega e avança nela com o bebê, se ficar o bicho come. Em tempo, Lily Rabe dá um show de talento a cada cena em que atua. Não há como negar, esse elenco foi escalado a dedo.

Alma parece a pequena Claudia (Kirsten Dunst) 2.0 de "Entrevista com o Vampiro", mimadinha que sempre quer sangue e que cumpram seus pedidos. A questão é que Alma é uma versão moderna, então não deseja receber qualquer cuidado da mãe. 



Karen reencontra Mickey com o desejo de ficar limpa, mas conta com a ajuda dele, uma vez que se amam. Outra cena incrível! A cara de Mickey para Karen é simplesmente perfeita, é um misto de deboche com um pinguinho de compaixão. No entanto, a insistência em ingerir a pílula não se restringe a Alma, mas também vem de Mickey para Karen que até se declara a ela e revela tê-la como musa.

 
E como parecia não ter mais o que acontecer na primeira parte de "American Horror Story: Double Feature", Red Tide, acontecem sequências empolgantes, de deixar qualquer dono da mente mais criativa do mundo de queixo caído. Sendo que na próxima semana teremos a conclusão da primeira parte de AHS e só pelo sneak peak do sexto episódio, percebe-se que há muitas reviravoltas inimagináveis para nos segurar no sofá. 



O quinto episódio deixa claro que a história da décima temporada vai além do horror e terror, trata de modo alegórico o ciúme e raiva do irmão mais velho com a chegada de um bebê, a depressão pós-parto, a busca de drogas para dar sentido a algo na vida e o forte amor que tira pedaço. Com o desfecho impressionante e de arrepiar "Gaslight", deixa a pergunta que não quer calar sobre a décima temporada: Como consegue melhorar a cada episódio? Que venha a conclusão dessa maré vermelha, por favor!



Seriado: American Horror Story
Temporada: 10
Episódio 5: "Gaslight" "(Distorcer)""
Exibido em: 15 de setembro de 2021, EUA.
Elenco: Sarah Paulson (Tuberculosis Karen), Evan Peters (Austin Sommers), Lily Rabe (Doris Gardner), Finn Wittrock (Harry Gardner), Frances Conroy (Belle Noir),  Billie Lourd (Lark), Leslie Grossman (Ursula), Adina Porter (Chefe Burleson), Angelica Ross (The Chemist), Macaulay Culkin (Mickey), Ryan Kiera Armstrong (Alma Gardner)


* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do www.photonovelas.com.br. Twitter:@maryellenfsm




quinta-feira, 14 de outubro de 2021

.: 10x9: "AHS: Double Feature" faz tratos e explica mortes em "Blue Moon"


Por: Mary Ellen Farias dos Santos 

Em outubro de 2021


Em "Blue Moon", o terceiro episódio da segunda parte da série American Horror Story: Double Feature, intitulada de "Death Valley", é 1954 e Dwight 'Ike' Eisenhower (Neal McDonough) está cercado dos mesmos homens engravatados, mas um toque feminino o faz assinar um importante documento. Eis que três anos depois do ocorrido que quase teve um fim trágico paraa esposa dele, uma aparição clareia todo o lugar.


Tiroteio e seguranças tentam fazer a guarda do presidente, mas o poderoso e tecnológico Valiant Thor (Cody Fern) chega com o futuro que cabe na palma da mão: um computador potente e pequeno. Algo muito familiar a nós em pleno 2021, não é mesmo? Conforme um homem de negócios, a novidade é oferecida aos humanos ao abrir uma maleta, mas cabe aos engravatados aceitarem tamanha tecnologia. A cena do "ipod da Matrix" é bastante curiosa.



Na casa do presidente, a senhora Eisenhower (Sarah Paulson) segue falante e com os mesmos trejeitos de meter medo em qualquer um. Mamie sendo uma madame no portar, porém com um toque sombrio e fria, resgata um toque de "Ratched" em Sarah PaulsonE não é que vemos mais uma vez a Sarinha desfrutando de um garotão?! A cena a princípio choca, pela ideia de traição, mas também tem um toque de ridículo e nos faz rir.


Eis que o presidente chega a uma área secreta de experimentos -com alguns americanos sumidos, incluindo crianças. E não é que as criações "boiando" numa substância translúcida lembra muito a parte final de "American Horror Story Freakshow"?! E temos a Área 51. Contudo, o tempo segue seu curso e embora Eisenhower continue envolvido com o assunto até o pescoço, a presidência já não é mais responsabilidade dele. Logo, a área 51 é apresentada ao novato.


Até as produções cinematográficas entram em pauta numa conversa particular entre Nixon (Craig Sheffer) e Dwight 'Ike' Eisenhower (Neal McDonough). Sendo que o alvo é Marylin Monroe, ou melhor, dar um fim nela. Assim, testemunhamos a real forma do "suicídio" da atriz -nessa história de alienígenas, claro.


Tendo o nome de "Blue Moon", o episódio é, de fato, selado por diversos tratos, muitos em sequência, inclusive. Contudo, o título é mais explicado quando estamos de volta aos tempos atuais. Temos cores, logo reencontramos o núcleo juvenil. Tal qual o desfecho do episódio anterior, o rapaz só quer saber como que o bebê sairá de dentro dele. E não é que o rapaz dá a luz?! Tem até o sentimento de pedir para segurar a criatura que "precisa dele". Mas os ETs não permitem qualquer laço. 



Uma semana após parir, todos os jovens se reencontram. Contudo, é Leslie quem traz luz para tudo. Conta um pouco de sua história a fim de explicar, inclusive, a ida do homem à lua pela primeira vez -num estúdio montado na área 51. 


Mais desespero juvenil quando o outro rapaz está prestes a parir, até colocarem um plano em prática. Afinal, para os dois jovens o bebê é deles, logo podem começar uma família. Como não pensar "hein?!"? Ao menos os dois trocam juras de amor antes de a cesariana ser feita a seco e a cena final é ainda mais "hein?!". Fica a dúvida: Como será que tudo isso vai terminar em "The Future Perfect"? Tudo muito estranho!



Seriado: American Horror Story
Temporada: 10
Episódio 9: "Blue Moon" "(Lua Azul)"
Exibido em: 13 de outubro de 2021, EUA.
Elenco: Sarah Paulson (Mamie Eisenhower), Neal McDonough (Dwight 'Ike' Eisenhower), Kaia Gerber (Kendall), Lily Rabe (Amelia Earhart), Rebecca Dayan (Maria), Leslie Grossman (Dra. Calico), Cody Fern (Valiant Thor), Nico Greetham, Rachel Hilson, Angelica Ross, Isaac Powell, Craig Sheffer (Richard Nixon), Alisha Soper (Marilyn Monroe), Mike Vogel (John F. Kennedy), John Sanders (Buzz Aldrin), Briana Lane

* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Twitter:@maryellenfsm


sexta-feira, 20 de setembro de 2024

.: Resenha: "A Substância" e o terror da beleza feminina "perdida" na velhice

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em setembro de 2024


Usufruir da beleza jovial deixa de ser realidade quando a idade avança, uma dificuldade maior para mulheres que vivem na mídia. Contudo, nem todas sabem lidar com tal passagem e, muito menos, aceitam as transformações. No longa dirigido por Coralie Fargeat ("Vingança"), "A Substância", estrelado por Demi Moore ("Ghost - Do Outro Lado da Vida" e "Proposta Indecente") e Margaret Qualley ("Tipos de Gentileza" e "Pobres Criaturas") é essa não aceitação que leva a famosa por liderar um programa de aeróbica, Elisabeth Sparkle (Demi Moore), com uma estrela na calçada da fama e tudo, a buscar uma versão melhor de si quando, por obra do destino, ouve de seu chefe, Harvey (Dennis Quaid) que está ultrapassada (velha) e pretende substituí-la por uma moça.

Todavia, no dia do aniversário Elisabeth -outro pânico de quem luta para não envelhecer- se envolve num acidente de trânsito e é levada ao hospital. Sem ferimentos graves, cruza com um enfermeiro jovem que promete uma incrível mudança. Apesar da relutância a senhora Sparkle faz uma ligação e vai até um local ermo, iniciando uma misteriosa jornada capaz de gerar a perfeita Sue (Margaret Qualley). No entanto, há regras a serem seguidas, como por exemplo, a de fazer a troca entre ambas a cada sete dias. 

Sue, tal qual uma jovem sem limites, pensa saber tudo e tenta resolver os probleminhas das trocas de seu modo, afetando Sparkle que ganha um dedo podre -inicialmente. Numa batalha dela com ela mesma, ou seja, Elisabeth e Sue, que são uma só -algo como acontece na animação clássica "Jem e as Hologramas", quando Jerrica tem ciúmes de Jem. Numa rivalidade com seu próprio eu, o pior acontece e se faz presente, num programa ao vivo de Natal, quando toda a beleza vira uma assombrosa monstruosidade. 

"A Substância" é tão ágil e surpreendente na telona a ponto não fazer sentir as 2h20 de filme passarem. De texto perspicaz entregando dualidades a todo momento, focando as cobranças do mundo dos homens com as mulheres que precisam sempre estarem lindas, poderosas e, claro impecáveis, mesmo após os 50 anos. Por outro lado, dos homens o que se vê são atos asquerosos e selvagens exigindo do objeto mulher a obrigação de se manter perfeita nos padrões da beleza eterna.

A produção com roteiro também de Coralie Fargeat, faz uma dobradinha excelente em cena com Demi Moore e Margaret Qualley, além das participações importantes de Dennis Quaid e até Oscar Lesage ("Brigitte Bardot"). Com toque dos clássicos "Crepúsculo dos Deus", "Uma Noite Alucinante: A Morte do Demônio", "Carrie, a Estranha", "A Mosca", "A Morte Lhe Cai Bem", "O Iluminado", ou o mais recente "Jogos Mortais", "A Substância" transborda o ar da série antológica "American Horror Story", o início da temporada "1984", com o maiô e as polainas de Elisabeth e Su fazendo aeróbica quando estão prestes a viverem o puro horror. Há também um pouco da primeira parte de "American Horror Story: Double Feature", "Red Tide", sendo que no filme não são ingeridas pílulas, mas injeções satisfazem o protagonista.

O longa cheio de meandros e criticidades é impecável, não à toa levou o prêmio no Festival de Cannes por melhor roteiro. "A Substância" é profundo, delicado e surpreendente, e em meio a objetificação estética feminina, consegue estampar uma sequência de filme de terror gore digna do desfecho de Ash em "Uma Noite Alucinante: A Morte do Demônio" ou da sabotagem no baile à protagonista de "Carrie, a Estranha". Sim! Há sangue jorrando para todos os lados enquanto um monstro só pede para voltar a ser amado mesmo que não tenha mais a beleza a seu favor. Filmaço imperdível!

O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.


"A Substância" (The Substance). Ingressos on-line neste linkGênero: terror, ficção científicaClassificação: 18 anos. Duração: 2h20. Ano: 2024. Distribuidora: Mubi. Direção: Coralie FargeatRoteiro: Coralie Fargeat. Elenco: Demi Moore, Margaret Qualley, Dennis QuaidSinopse: Elisabeth Sparkle, renomada por um programa de aeróbica, enfrenta um golpe devastador quando seu chefe a demite. Em meio ao seu desespero, um laboratório lhe oferece uma substância que promete transformá-la em uma versão aprimorada. Confira os horários: neste link

Trailer de "A Substância"

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terça-feira, 12 de dezembro de 2023

.: Crítica: "Jornada Para Belém" é High School Musical do nascimento de Jesus

Em dezembro de 2023


"Jornada Para Belém", em cartaz no Cineflix Cinemas, é um longa musical, do estreante na direção, Adam Anders, que já trabalhou na produção dos seriados "Glee" e "American Horror Story", assim como nos filmes "Descendentes" e "Rock of Ages: O Filme". Com pegada bastante juvenil, estilo High School Musical, o filme protagonizado por Fiona Palomo ("Control Z"), Milo Manheim ("Z-O-M-B-I-E-S") e Antonio Banderas ("Gato de Botas", "Entrevista Com Vampiro"), entrega coreografias para os atores em cena, ou seja, cantam e dançam em nome do filho de Deus. 

O filme que soma 1h38, apresenta a história de Maria e José até o nascimento do Salvador, o menino Jesus, além da batalha de enfrentamento do casal diante da perseguição de Herodes. Não espere muito de "Jornada Para Belém", mas por mais que não convença por completo a quem está diante da telona, a releitura musicada tem lá seus encantos, seja pelo colorido nas vestimentas dos personagens ou, até mesmo, pela cantoria e dança.

Na pele do grande vilão da trama, Banderas, às vezes, transparece o lado canastrão, o que causa estranhamento. Contudo, a versão brasileira é o ponto alto do filme, principalmente, ao considerarmos as versões das músicas, tendo como a voz da protagonista, Maria, a atriz e cantora de musicais, Maria Clara Rosis ("Annie, o Musical"), assim como Lucas Godoy emprestando a voz para José, além de Saulo Vasconcellos ("O Fantasma da Ópera, musical") soltando a voz como Herodes.

Com um toque de humor, a aventura musical de Natal é uma opção de entretenimento para toda a família, junta, renovar a fé. O live-action "Jornada Para Belém" tem também roteiro de Adam Anders e Peter Barsocchini. 


Em parceria com o Cineflix Cinemas, o Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar Shopping. O Cineclube do Cineflix traz uma série de vantagens, entre elas ir ao cinema com acompanhante quantas vezes quiser - um sonho para qualquer cinéfilo. Além disso, o Cinema traz uma série de projetos, que você pode conferir neste link. Compre seus ingressos no Cineflix Cinemas Santos aqui: vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN

* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Twitter:@maryellenfsm 


"Jornada Para Belém" ("Journey to Bethlehem"Ingressos on-line neste link
Gênero: aventura, drama épico, musical
Classificação: 10 anos. Duração: 1h38. Ano: 2023. Idioma: inglês. 
Distribuidora: Sony Pictures. Direção: Adam Anders. Roteiro: Adam Anders e Peter Barsocchini. Elenco: Antonio Banderas, Fiona Palomo, Milo Manheim, Omid Djalili, Rizwan Manji, Geno, Segers, MŌRIAH, Joel Smallbone, Lecrae e Stéphanie Gi.. Sinopse: Uma jovem carregando uma responsabilidade inimaginável. Um jovem dividido entre o amor e a honra. Um rei ciumento que não se deterá diante de nada para manter sua coroa. Esta aventura musical de Natal em live-action para toda a família mescla melodias clássicas de Natal com humor, fé e novas canções pop em uma releitura da maior história já contada, a história de Maria e José e o nascimento de Jesus. Uma nova entrada única na coleção de filmes clássicos de férias, este musical épico de Natal é diferente de todos os anteriores.

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