terça-feira, 22 de novembro de 2022

.: Crítica: "Bardo, falsa crônica de algumas verdades" é para Oscar 2023

Por: Mary Ellen Farias dos Santos 

Em novembro de 2022


"Bardo, falsa crônica de algumas verdades", produção dirigida por Alejandro González Iñárritu, vencedor de quatro estatuetas do Oscar 2015 com "Birdman", incluindo na categoria de Melhor Filme, é pura poesia dedicada ao momento de despedida da vida. Em 2h39, a história pessoal e profissional Silverio, renomado jornalista e documentarista mexicano, é esmiuçada por quem está do outro lado da telona nos Cinemas Cineflix.

O latino-americano que viveu como norte-americano -a ponto de se sentir de tal nacionalidade-, após sobrevoar um campo seco que, no caso, é a divisa do México com os Estados Unidos, volta para as origens e tenta lidar com uma crise existencial depois de ganhar um importante -e muito desejado- prêmio internacional -sequência que garante cenas de bastidores belíssimas. Aliás, "Bardo, falsa crônica de algumas verdades" também imprime poesia na impecável fotografia.

Nessa viagem solitária, Silverio expõe relacionamentos familiares e a loucura de suas memórias, incluindo a perda de um filho que, simplesmente, não quer nascer, então, insatisfeito com o mundo, volta para a barriga da mãe. Em nome do prêmio, Silverio é o entrevistado de um programa ao vivo, mas lá está sem dizer uma palavra que seja, o que, automaticamente, provoca a ira de seu amigo apresentador. 

Calma! "Bardo, falsa crônica de algumas verdades" não é um filme exclusivamente onírico. E há uma certeza entre os reles mortais de que, alguns devaneios retratados na trama, já foram imaginados. Até a coreografia de situações cotidianas, como o "andar" em fila, é destacada. Outro destaque é a conversa linda, retratando a relação protetora do pai com a filha, na borda de uma piscina. Contudo, o longa, em certos momentos deixa transparecer a falta de edição garantindo certos excessos que derrubam um pouco a energia da narrativa. 

Todavia, ao fim, tudo o que parece ser somente imaginação ganha explicação para ser facilmente compreendido, uma vez que Silverio está numa situação um tanto que delicada. Não há como negar que a produção de Alejandro González Iñárritu é uma obra de arte que de tão caprichada. Assim, deixa a certeza de ser um forte candidato a colecionar indicações no Oscar 2023. Mesmo remetendo a estrutura de "Birdman""Bardo, falsa crônica de algumas verdades" consegue ser original e muito criativo. Filmaço imperdível!

Em parceria com a rede Cineflix Cinemas, o Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar Shopping. O Cineclube do Cineflix traz uma série de vantagens, entre elas ir ao cinema com acompanhante quantas vezes quiser - uma oportunidade para qualquer cinéfilo. Além disso, o Cinema traz uma série de projetos, que você pode conferir neste link.


Filme: Bardo, falsa crônica de algumas verdades (Bardo)
Classificação:
 14 anos
Ano de produção: 2022
Diretor: Alejandro González Iñárritu
Duração: 2h39
Elenco: 
Daniel Giménez, Cacho Griselda Siciliani, Ximena Lamadrid

Trailer



segunda-feira, 21 de novembro de 2022

.: "Saudades do Mundo", de Eduardo Sterzi, lança um novo olhar


Autor da edição 2022 da Flip - Festa Literária Internacional da Paraty, Eduardo Sterzi lança o livro "Saudades do Mundo"Nos textos reunidos no livro, a antropofagia é tomada como um conceito ampliado, tanto no tempo quanto em sua compreensão teórica.

Partindo da proposta de Oswald de Andrade - mas incluindo aproximações ao tema que vão de Joaquim de Sousândrade a Eduardo Viveiros de Castro -, o autor constrói um arrojado projeto intelectual que revisita e amplia as discussões gestadas em nosso modernismo. Você pode comprar o livro "Saudades do Mundo" neste link.

Sobre o autor
Eduardo Sterzi
nasceu em 1973, em Porto Alegre. Poeta, ensaísta e crítico literário, é professor livre-docente da Unicamp. Vive em São Paulo.

.: Camila Sosa Villada vem ao Brasil para lançar livro inédito

Autora de "O Parque das Irmãs Magníficas", Camila Sosa Villada vem ao Brasil para lançar livro inédito "Sou Uma Tola por te Querer". A escritora argentina convidada da Flip mescla a realidade, muitas vezes terrível, de personagens marginais ao imaginário, com boas doses de realismo mágico 

O que têm em comum uma mulher que ganha a vida como namorada de aluguel para homens gays nos idos de 1990, uma travesti que cruza ninguém menos que Billie Holiday em uma boca de fumo no Harlem e um grupo de jogadores de rúgbi que tenta pechinchar o preço de uma noite de sexo e acaba levando o troco?

Cada um, à sua maneira peculiar, assume o protagonismo em histórias que dão vida à coletânea de contos "Sou Uma Tola por te Querer", escrita por Camila Sosa Villada e que será lançada durante a Flip - Festa Literária Internacional de Paraty, em novembro deste ano, pelo selo Tusquets da editora Planeta. Os contos fazem diversas referências ao livro "O Parque das Irmãs Magníficas", publicado em 2021 pelo mesmo selo e responsável por consagrar Camila como uma das principais vozes trans latino-americanas.

Em narrativas que serpenteiam as fronteiras entre o real e o imaginário, monjas, avós, crianças e cachorros nunca são o que parecem ser e personagens extravagantes e agudamente humanos -- brilhantemente moldados pela escritora argentina -- enfrentam uma realidade nefasta de maneira tão fantástica e estranha quanto eles próprios.

Com estilo único e honrando a tradição oral da literatura latino-americana com desenvoltura, Camila se consolida como uma das vozes mais potentes e originais da contemporaneidade, descortinando uma imaginação deslumbrante e instintivamente atrevida, que nos convida a desbravar os submundos extraordinários que pulsam em sua mente. Você pode comprar o livro "Sou Uma Tola por te Querer" neste link.


Trechos do conto "Obrigada, Difunta Correa"
“Dizem por aí que as mães sabem de tudo. Mas La Grace não estava preparada para saber nada. Em seu coração de dona de casa, só havia lugar para a suspeita de que sua filha não estava nada bem, que talvez andasse metida em coisas estranhas, mas não queria dizer a palavra prostituição e se negava a pensar mais além.”

“Aos poucos e timidamente, enquanto terminava de me vestir e de guardar as coisas nas malas, apareceu aquele velho mau que me coube como pai. Vinha com toda a sua vergonha nas costas. Tinha sangrado durante toda a peça, em silêncio, recebendo as sarrafadas lorquianas. Nunca ninguém falou com ele daquele jeito sem levar porrada. Mas sua filha travesti e prostituta, a razão de sua promessa para a Difunta, contou para ele a sua versão do milagre.”


Sobre a autora
Camila Sosa Villada nasceu em 1982, na cidade de La Falda, Argentina. Formou-se em Comunicação Social e Teatro, na Universidade Nacional de Córdoba, e em 2009, como atriz, estreou seu primeiro espetáculo, "Carnes Tolendas: Retrato Escénico de Un Travesti". Em meio a diversos trabalhos nos palcos, no cinema e na televisão, passou a dedicar-se à escrita. É autora do livro de poemas “La Novia de Sandro”, do ensaio “El Viaje Inútil” e dos romances “Tesis Sobre Una Domesticación” e "O Parque das Irmãs Magníficas" - esse último também publicado pelo selo Tusquets da Editora Planeta. Sucesso de público e aclamado pela crítica, o livro foi traduzido para vários idiomas e recebeu o prestigioso Prêmio Sor Juana Inés de la Cruz, em 2020, outorgado pela Feria Internacional del Libro de Guadalajara (FIL).


Eventos de lançamento
Dia 24 de novembro - Quinta-feira - às 20h30
Bate-papo e sessão de autógrafos com a autora
Participação de Luciany Aparecida
Auditório da Matriz -
Paraty/RJ (Evento oficial Flip)

Dia 25 de novembro - Sexta-feira - às 10h
Bate-papo e sessão de autógrafos com a autora
Mediação de Tiago Ferro
Casa Folha -
Paraty/RJ

Dia 26 de novembro - Sábado, às16h
Bate-papo e sessão de autógrafos com a autora
Participação de Chico Felitti e mediação de Cristiano Aguiar
Palco Praça Aberta -
Paraty/RJ

Dia 1º de dezembro - Quinta-feira, às 19h
Bate-papo e sessão de autógrafos com a autora
Mediação de Bárbara Krauss
Blooks Livraria -
Praia de Botafogo, 316 - Lojas D e E - Botafogo, Rio de Janeiro/RJ

Dia 3 de dezembro - Sábado, às 15h
Bate-papo com Camila Sosa - Clube de Leitura da Janela
Janela Livraria -
R. Maria Angélica, 171 - loja B - Jardim Botânico, Rio de Janeiro/RJ

Dia 4 de dezembro - Domingo, às 15h
Bate-papo com Camila Sosa Villada e Amara Moira
Mediação de Adriana Ferreira
Livraria Megafauna -
Av. Ipiranga, 200 - loja 53 (Copan) - Centro Histórico de São Paulo -- São Paulo/SP


.: "Clarice Lispector - A Descoberta do Mundo" estreia nos cinemas dia 8


Longa-metragem terá duas exibições na Flip - Festa Literária Internacional de Paraty, nos dias 25 e 27 de novembro, com presença da diretora Taciana Oliveira, da roteirista Teresa Montero e da produtora Águeda Amaral

"Clarice Lispector - A Descoberta do Mundo" mergulha na intimidade da escritora abordando aspectos pouco explorados da sua personalidade e da sua história, contada a partir de duas narrativas cinematográficas que deslizam de forma paralela: a narrativa das imagens e a do texto.

A primeira nos prepara para o impacto da segunda, quando os depoimentos, documentos e frases que ganham mobilidade rítmica para entrar em outra estrutura hierárquica, que é uma mistura das duas. O filme dá a impressão de descobrir, junto com quem assiste, as frestas da personalidade de uma mulher enigmática, que escreveu sobre temas complexos de uma forma extremamente clara - e profunda. Some-se a isso a rica documentação levantada e a riqueza plural das imagens coletadas, e temos a construção de uma realidade espontânea.

Clarice Lispector é uma personagem que oferece mil possibilidades de decifração, todas verossímeis. Taciana Oliveira opta por sequências marcadas pelo feminino, no que ele guarda de delicadeza e força e oferece aos espectadores uma descoberta interior do mundo da escritora: a narrativa da menina refugiada, paixões e desilusões, tragédias que marcaram o corpo.

O filme é um ensaio documental criado a partir de uma seleção de depoimentos da escritora Clarice Lispector e entrevistas com amigos e familiares em uma costura poética visual de trechos adaptados da sua obra. O filme contempla a exibição de material inédito e resgata a participação da escritora no programa "Os Mágicos" da TV Educativa, em dezembro de 1976.

Flip - Festa Literária Internacional de Paraty
Cinema da Praça -
Rua Marechal Deodoro, 3 - Centro Histórico de Paraty.
Sexta-feira, 25 de novembro, às 17h: exibição do filme + conversa com Taciana Oliveira e Teresa Montero após a sessão.
Domingo, 27 de novembro, às 17h: exibição do filme.

.: As 11 curiosidades de “Harry Potter e a Câmara Secreta”


A edição ilustrada e em capa dura de "Harry Potter e a Câmara Secreta" é, sem duvida, a versão mais bonita do segundo livro da saga do bruxinho Harry Potter. Com cenas de tirar o fôlego, momentos tensos da trama e personagens inesquecíveis, esta edição mágica que traz o texto integral de J.K. Rowling e desenhos do premiado Jim Kay torna tudo ainda mais marcante.

Com tinta, papel e pixels, o ilustrador britânico cria um mundo encantado como nunca antes visto para acompanhar o segundo ano de Harry Potter na Escola de Magia de Hogwarts. O Resenhando.com listou 11 curiosidades sobre o livro para você ficar com (ainda mais) vontade de lê-lo. Você pode comprar a edição ilustrada de "Harry Potter e a Câmara Secreta" neste link.


11 curiosidades sobre o livro "Harry Potter e a Câmara Secreta"

1. Intérprete de Harry Potter no cinema, Daniel Radcliffe declarou que "Harry Potter e a Câmara Secreta" é o seu livro favorito da saga do bruxo.

2. O livro "Harry Potter e a Câmara Secreta" foi lançado em 2 de julho de 1998 na Inglaterra e chegou ao Brasil em agosto de 2000, pela editora Rocco.

3. Em 1999, J.K. Rowling vendeu os direitos cinematográficos dos quatro primeiros livros da saga "Harry Potter" para a Warner Bros, por 1 milhão de libras.

4. Hagrid era o único personagem que J.K. Rowling afirmou ter certeza de que não mataria.

5. J.K. RowlingHarry Potter têm algo em comum: a mesma data de aniversário, em 31 de julho.

6. O quadribol começou no século XI num local chamado Brejo de Quidditch, que não está marcado no mapa trouxa porque os bruxos enfeitiçaram o local, tornando-o impossível de localizá-lo. Originalmente era um jogo muito bruto. Era jogado sobre um cabo de vassoura e existia apenas uma bola: uma goles.

7. O carro da família Weasley, o Ford Anglia, foi usado por J.K. Rowling na juventude e ela resolveu colocá-lo no livro.

8. O personagem Gilderoy Lockhart, interpretado pelo ator Kenneth Branagh, é o único inspirado em uma pessoa real que J.K. Rowling conheceu.

9. Depois de Harry, Gina foi a personagem mais afetada pelos Dementadores, devido aos acontecimentos de "Harry Potter e a Câmara Secreta".

10. O motivo do professor Snape só usar vestes pretas, é por conta do seu constante luto por conta da morte de Lilian.

11. O real motivo por Snape sentir ódio de Neville Longbottom, é porque era para o jovem ter sido “o escolhido”. Caso isso tivesse acontecido, Lilian ainda estaria viva.

20 anos de "Câmara Secreta" no cinema
Para comemorar os 20 anos de estreia de “Harry Potter e a Câmara Secreta”, segundo filme de uma das maiores sagas do mundo, a rede Cineflix Cinemas exibirá a versão remasterizada em sessões especiais dublada e legendada no sábado, dia 26 de novembro, data única, para que os fãs possam vivenciar novamente o mundo mágico de Hogwarts nas telonas. 

No segundo filme da saga, de férias na casa de seus tios Dursley, Harry Potter (Daniel Radcliffe) recebe a inesperada visita de Dobby, um elfo doméstico, que veio avisá-lo para não retornar à Escola de Magia de Hogwarts, pois lá correrá um grande perigo. Harry não lhe dá ouvidos e decide retornar aos estudos, enfrentando um segundo ano repleto de novidades.

Uma delas é a contratação do novo Professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, Gilderoy Lockhart (Kenneth Branagh), que é considerado um grande galã e não perde uma oportunidade de fazer marketing pessoal. Porém, o aviso de Dobby se confirma e logo toda Hogwarts está envolvida em um mistério que resulta no aparecimento de alunos petrificados. Os horários variam de acordo com cada cinema. A pré-venda já está disponível no site e app da Rede, baixe aqui.





domingo, 20 de novembro de 2022

.: Cineflix exibe "Harry Potter e a Câmara Secreta" pelos 20 anos do filme

Os atores Daniel Radcliffe e Rupert Grint em cena emblemática do filme "Harry Potter e a Câmara Secreta"', dirigido por Chris Columbus. Foto: Warner Bros./Divulgação

Para comemorar os 20 anos de estreia de “Harry Potter e a Câmara Secreta”, segundo filme de uma das maiores sagas do mundo, a rede Cineflix Cinemas exibirá a versão remasterizada em sessões especiais dublada e legendada no sábado, dia 26 de novembro, data única, para que os fãs possam vivenciar novamente o mundo mágico de Hogwarts nas telonas. A reexibição promete ser um sucesso.

No segundo filme da saga, de férias na casa de seus tios Dursley, Harry Potter (Daniel Radcliffe) recebe a inesperada visita de Dobby, um elfo doméstico, que veio avisá-lo para não retornar à Escola de Magia de Hogwarts, pois lá correrá um grande perigo. Harry não lhe dá ouvidos e decide retornar aos estudos, enfrentando um segundo ano repleto de novidades.

Uma delas é a contratação do novo Professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, Gilderoy Lockhart (Kenneth Branagh), que é considerado um grande galã e não perde uma oportunidade de fazer marketing pessoal. Porém, o aviso de Dobby se confirma e logo toda Hogwarts está envolvida em um mistério que resulta no aparecimento de alunos petrificados. A equipe do portal Resenhando.com assiste as estreias no Cineflix Santos, no litoral de São Paulo. Os horários variam de acordo com cada cinema. Programação do Cineflix em outras localidades neste link ou no app Cineflix.


Serviço:

"Harry Potter e a Câmara Secreta" ("Harry Potter and the Chamber of Secrets")
Classificação: livre. Ano de produção: 2002. Idioma: inglês. Diretor: Chris Columbus. Roteiro: Steve KlovesDuração: 2h41. Elenco: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Kenneth Branagh, Richard Harris, Robbie Coltrane, Maggie Smith e Warwick DavisSinopse: Harry Potter (Daniel Radcliffe) retorna para seu segundo ano em Hogwarts. No entanto, o mal se espalha pela escola quando a Câmara Secreta é aberta. Muitos começam a suspeitar de Harry injustamente enquanto um monstro chamado Basilisco está a solta tentando matar os bruxos nascidos trouxas. 

Cineflix Santos - Sala 3 (dublado)
26/11/2022 - Segunda-feira: 14h - 17h15

Cineflix Santos - Sala 3 (legendado)
26/11/2022 - Segunda-feira: 20h30

Cineflix Santos fica
 Miramar Shopping: rua Euclides da Cunha, 21, Gonzaga, em Santos, no litoral de São Paulo. Programação do Cineflix em outras localidades neste link ou no app Cineflix.

Trailer de "Harry Potter e a Câmara Secreta"

.: "O Negro Visto por Ele Mesmo", de Beatriz Nascimento, combate o racismo


Racismo, história, movimento negro, quilombo, Brasil. Esses foram os principais assuntos debatidos por Beatriz Nascimento, pensadora e ativista negra que marcou o universo artístico-cultural da diáspora africana e a história do movimento negro no cenário nacional. A editora Ubu publica o livro "O Negro Visto por Ele Mesmo - Ensaios, Entrevistas e Prosa" com os principais ensaios dela organizados pelo antropólogo e professor da UFG Alex Ratts, que também assina o prefácio.

O livro também conta com posfácio de Muniz Sodré, texto de orelha de Renata Martins, texto complementar de Bethania Nascimento Freitas Gomes, e imagem da capa feita por Abdias do Nascimento. "Beatriz não se encaixava em nenhum enquadramento político, era apenas radicalmente 'contemporânea', isto é, intelectual da fratura", afirmou Muniz Sodré sobre a autora.

Nesta coletânea cuidadosamente organizada, o leitor encontrará textos críticos, entrevistas e a prosa poética de Beatriz Nascimento. Neles, a autora tece sérias reflexões que oferecem uma imagem prismática não só da experiência íntima das pessoas negras na universidade e na cena cultural brasileira como também das representações midiáticas e historiográficas que lhes são devolvidas dia após dia por uma sociedade racista e em negação quanto ao próprio racismo.

"O quilombo é um avanço, é produzir ou reproduzir um momento de paz. Quilombo é um guerreiro quando precisa ser um guerreiro. E também é o recuo se a luta não é necessária. É uma sapiência, uma sabedoria. A continuidade de vida, o ato de criar um momento feliz mesmo quando o inimigo é poderoso, e mesmo quando ele quer matar você. A resistência. Uma possibilidade nos dias da destruição", afirmou Beatriz Nascimento.

Como existir em um contexto em que a própria existência - passada, presente e futura - é cotidianamente negada? Em que consiste o esforço para estabelecer a própria imagem, reivindicar o próprio imaginário? São essas algumas das perguntas implícitas em "O Negro Visto por Ele Mesmo", registro precioso sobre o que é ser negro, e se perceber negro, no Brasil. Você pode comprar o livro "O Negro Visto por Ele Mesmo", de Beatriz Nascimento, neste link.



Sobre Beatriz Nascimento
Nasceu em 12 de julho de 1942, em Aracaju, migrando com a família para o Rio de Janeiro quando tinha sete anos. Graduada em história pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), consagrou-se como intelectual e militante do movimento negro, atuando em cursos, encontros, conferências, congressos e simpósios voltados sobretudo a discutir relações étnico-raciais no Brasil e na diáspora africana.

Em 1989, participou como personagem, narradora e autora de textos do documentário "Orí", dirigido por Rachel Gerber. Em 1995, aos 52 anos, foi morta pelo companheiro de uma amiga que sofria violência conjugal. Em 2021, foi homenageada com o título de doutora honoris causa pela UFRJ e, em 2022, tornou-se a primeira mulher negra a receber o mesmo título pela UFF.

.: Documentário "Madre Teresa - Amor Maior Não Há" estreia na rede Cineflix


O documentário "Madre Teresa - Amor Maior Não Há" ("Mother Tereza: No Greater Love") será exibido na rede Cineflix Cinemas nesta segunda-feira, dia 21 de novembro, e terça, dia 22. Dirigido por David Naglieri, o filme gira em torno da trajetória emocionante da santa que transformou o mundo em algo melhor por onde passou.

Vinte e cinco anos se passaram desde a morte de Madre Teresa de Calcutá, despertando um interesse renovado por este gigante espiritual do século XX. Filmado em cinco continentes e com acesso sem precedentes aos arquivos institucionais e aos apostolados das Missionárias da Caridade, este filme revela não apenas quem foi Madre Teresa, mas como sua visão singular de servir a Cristo nos pobres continua a ser realizada através das Missionárias da Caridade hoje.

Distribuído pela Kolbe Arte e Produções, o longa-metragem é muito mais do que um documentário. É ao mesmo tempo um tributo sublime a um ícone espiritual, um testemunho poderoso da autêntica caridade cristã e um guia para todos os que buscam esperança em nossos tempos turbulento. A equipe do Resenhando.com assiste a todas as estreias de cinema no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, Gonzaga, em Santos, no litoral de São Paulo. Confira a programação completa neste link.

Serviço:

"Madre Teresa: Amor Maior Não Há" ("Mother Teresa: No Greater Love")
Classificação: 12 anos (drogas, temas sensíveis, violência). Ano de produção: 2022. Idioma: inglês. Diretor: David Naglieri. Duração: 1h55. Com Madre Teresa, Missionárias da Caridade. Sinopse: vinte e cinco anos se passaram desde a morte de Madre Teresa de Calcutá, despertando um interesse renovado por este gigante espiritual do século XX.

Cineflix Santos - Sala 4 (dublado)
21/11/2022 - Segunda-feira: 16h30 - 19h
22/11/2022 - Terça-feira: 16h30 - 19h

Cineflix Santos fica
 Miramar Shopping: rua Euclides da Cunha, 21, Gonzaga, em Santos, no litoral de São Paulo. Programação do Cineflix em outras localidades neste link.

Trailer de "Madre Teresa: Amor Maior Não Há"

.: "Fisgados pelo amor" do fenômeno do TikTok, "Aconteceu naquele verão"

Novo romance provocante da autora conhecida como a “Michelangelo da safadeza” conta a história de paixão entre dois melhores amigos

 

Fenômeno do TikTok, "Aconteceu naquele verão" foi o primeiro livro de Tessa Bailey publicado no Brasil. A história — que em breve ganhará uma adaptação cinematográfica — conquistou os fãs de comédias românticas apimentadas ao narrar o encontro entre uma it girl e um capitão rabugento. Agora, o romance ganha uma sequência sobre a irmã da protagonista e suas aventuras amorosas. Best-seller instantâneo do The New York Times, "Fisgados pelo amor", o segundo livro que completa a série das irmãs Bellinger, chega às lojas em novembro e promete repetir o sucesso do primeiro. 

A personagem principal dessa nova história picante, Hannah Bellinger, voltou para Los Angeles após deixar a irmã, Piper, vivendo seu grande amor em Westport. Naquela cidadezinha, ela conheceu mais sobre suas origens e fez novas amizades, como Fox Thornton, um pescador mulherengo. Sexy e despreocupado, todo mundo sabe que com ele a diversão é garantida — seja na cama, ou fora dela. Mas com Hannah é diferente: os dois são apenas bons amigos. 

Agora, a caçula está de volta à cidade litorânea a trabalho, hospedada na casa de Fox. Hannah conhece sua fama de Don Juan de Westport, mas é imune aos seus encantos; afinal, ela nutre uma paixão secreta pelo chefe e precisará do amigo para ajudá-la a dar um empurrãozinho na sua vida amorosa sem graça. No entanto, quanto mais tempo passa com Fox, mais seus sentimentos se embaralham e o clima entre eles esquenta para valer. 

A jovem não consegue negar que ama tudo a respeito do amigo, mas se recusa a ser só mais uma em sua cama. Já para o pescador, ter a melhor amiga andando de toalha pela casa e dormindo no quarto ao lado é um grande desafio. A verdade é que Fox está completamente fisgado, e incentivá-la a flertar com outra pessoa é pura tortura. Será que o pescador vai conseguir passar por cima das próprias angústias e provar para Hannah que está pronto para um relacionamento sério? 

Com uma trama intensa e divertida, "Fisgados pelo amor" traz o clássico “friends to lovers” das comédias românticas, capaz de fisgar o leitor desde a primeira página.

Você pode comprar "Fisgados pelo amor", de Tessa Bailey  aqui: amzn.to/3FTjCkT


“A trama de Tessa Bailey tem um ritmo rápido e é cheia de humor. Fox e Hannah são personagens simpáticos, bem construídos e com profundidade emocional. Eles precisam superar muitos obstáculos, e os leitores vão torcer pelo casal.” — Library Journal


“Essa comédia romântica efervescente vai manter os leitores fisgados.” — Publishers Weekly

 

Tessa Bailey tem três objetivos na vida: escrever romances com personagens bonitos e inesquecíveis, ser uma boa mãe e, em algum momento, sentar de fininho na bancada dos jurados em um reality show de culinária. Ela mora em Long Island, Nova York, com o marido e a filha.


Livro: Fisgados pelo amor

Autora: Tessa Bailey

Tradução: Isadora Prospero  

Editora Intrínseca    

336 páginas

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sábado, 19 de novembro de 2022

.: Crítica: "Desencantada" não é um novo "Encantada" e usa a magia da memória

Por: Mary Ellen Farias dos Santos 

Em novembro de 2022


"Desencantada" (Disenchanted), volta com o conto de fadas real de Gisele (Amy Adams) e Robert (Patrick Dempsey), após quinze anos de quando o público se maravilhou com o longa "Encantada". Para, a sequência, a nova produção retrata o depois do "felizes para sempre" usando técnica similar do filme de 2007, mas com um toque moderno, sem o livro em pop-up. Em Andalasia, logo em desenho, Pippin resume a primeira história da princesa Gisele para o filhos esquilos -e para o público. Até que guarda o livro e pega um outro, a segunda parte do conto de fadas.

Em Nova Iorque, após a passagem de tempo, a antiga moradora de Andalassia é mãe de uma linda bebezinha, continua amando a filhinha de Robert, Morgan (Gabriella Baldacchino), mesmo tendo se tornado uma adolescente cheia de sarcasmo, enquanto que Edward (James Marsden) e Nancy (Idina Menzel) são rei e rainha de Andalasia -com tempo para visitas no mundo real. E, por incrível que pareça, o personagem de Robert não tem tanto peso na trama.



De fato, "Desencantada" é uma história sobre o poder da memória, mas as construídas entre Gisele e Morgan, tanto é que a menina vê e chama a madrasta como mãe dela. Ao trabalhar a relação de mãe e filha, há ainda a bebê que esbanja talento, seja pelo lindo sorriso ou até em cena, quando, na nova casa, Gisele abraça Morgan e a pequena coloca uma das mãozinhas no braço, como que acolhendo a jovem.

"Desencantada" não é um novo "Encantada", mas tem a mesma magia. Talvez tenha sofrido pela estreia  ter sido direto no Disney Plus, e não nos cinemas. Solar e colorido, desperta, por inúmeras vezes, o desejo de assistir nas telas enormes de cinemas. E como trata de memórias, "Desencantada" ainda esbarra no fato de o filme ter sido exibido nas telonas. Reduzí-lo, logo na estreia, a uma tela de TV, de computador ou de celular, acaba sendo frustrante. 

Em 118 minutos, ainda há espaço para trechos em animação que não estampam a mesma magia nos traços dos personagens de 2007, mas agrada. Há diversas referências aos clássicos Disney, como a vila de "A Bela e a Fera" ou quando Morgan canta e sobe numa carroça, ao se apoiar nos produtos, alguém atrás joga água como em "A Pequena Sereia", no mar, cantando na pedra. "A Princesa e o Sapo" aparece por um vagalume que voa por várias cenas e ainda, numa performance de Gisele, o críquete de "Alice no País das Maravilhas" é contemplado.

Ainda que mostre a adolescência como uma fase complicada de se lidar, "Desencantada" é sobre preservar memórias. Não espere um filme brilhante, toda a pompa segue com a primeira produção. A jovialidade perdida dos personagens que retornam a seus papeis, às vezes, salta aos olhos. Contudo, Amy Adams, que assina a produção, ainda segura  muito bem o protagonismo enquanto um personagem encantado, ainda que dê destaque para a antes criança e, agora, jovem, Morgan, que vive descaradamente o papel de Cinderella, sendo, inclusive, presa "na torre". São muitas as referências aos clássicos que amamos assistir desde a infância.


A cantoria mesmo sendo de Alan Menken, compositor de "A Bela e a Fera", "Aladdin", "A Pequena Sereia", não imprime o mesmo vigor. Não são músicas poderosamente chicletes, mas muito bonitas. Com quem fica a vilania em "Desencantada"?! Não há uma nova Narissa, personagem fabuloso, que chega a virar o dragão de "A Bela Adormecida", interpretado por Susan Sarandon. Contudo, aqui há duas vilãs. Uma com o perfil e trejeitos típicos, enquanto que outra surpreende com seu toque de dupla personalidade, que, por vezes, remete ao conturbado "Gollum/Smeagol" de "O Senhor dos Aneis"

Entretanto, o filme é lindo e resgata a magia do primeiro, sendo também uma linda homenagem aos clássicos Disney que, merecidamente, deveria estrear nos cinemas. Um erro da Disney? Sem dúvida. Aliás, mais um. Assim como "Red: Crescer é Uma Fera", "Desencantada" tem o poder de encantar nos cinemas, mas, infelizmente, esse gostinho foi tirado ao estrear diretamente no streaming. Imperdível!


* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Twitter:@maryellenfsm


Filme: Desencantada (Disenchanted)

Direção: Adam Shankman 

Roteiro J. David Stem, David N. Weiss 

Canções: Alan Menken

Estreia: 18 de novembro de 2022

Elenco: Amy Adams, Patrick Dempsey, James Marsden, Idina Menzel 


.: Crítica: "Red: Crescer é Uma Fera" é sobre não fingir ser o que não se é

Trailer






.: 1x2: "Monster: The Jeffrey Dahmer Story" agita em "Please Don´t Go"

Por: Mary Ellen Farias dos Santos 

Em novembro de 2022


O segundo episódio da "Dahmer: Um Canibal Americano" (Monster: The Jeffrey Dahmer Story) começa com total agitação por parte da imprensa e vizinhos de Jeffrey Lionel Dahmer, o assassino serial de Wisconsin. Assim, em "Please Don´t Go", os restos de corpos chegam ao conhecimento de todos e Dahmer vai para a cadeia -garantindo um nude de  Evan Peters ("American Horror Story"). Para tanto, a produção dirigida por Ian Brennan e Ryan Murphy volta no passado, por meio de falas do próprio Dahmer enquanto preso.

O ano é 1966 quando o solitário presencia um garoto negro sofrer bullying no ônibus escolar. Em casa, a situação não é das melhores. Enquanto um bebê berra dentro de um cercadinho, na cama, a mãe está praticamente desfalecida. Quem chama socorro?! O menino que acaba se vendo sem pai, uma vez que por estar em pé de guerra com a esposa, sai de casa.  

É um presente inusitado para a professora que leva o pequeno Dahmer a praticar algo de grande estranhamento, principalmente por estar na beirinha de um rio. No entanto, ele o o pai começam a fazer junto algo que se assemelha a um ritual em dupla. Num pulo no tempo, na vida adulta, Dhamer tem uma crise, a ponto de chorar ao telefone, o que o leva a morar com a avó. E lá será o cenário do processo inicial do assassino serial -mas não ainda no segundo episódio. 

No trabalho, o chefe chama a atenção de Jeffrey para que use camisa, não camiseta. Por quê esse fato surge na trama? É que essa chamada leva Dahmer a uma loja, caindo de amores por um manequim. O esquema para colocar um plano bizarro em prática é simples e prático. Como entender a mente de maníaco?! Nada facilita. Nem mesmo ao som de "Please Don´t Go" na voz de KC & The Sunshine Band.

Na porta de um estabelecimento, Jeffrey Dahmer se faz de "amigo" de uma futura vítima, de aparência asiática, estando somente com 14 anos de idade. E consegue fisgá-lo, ainda que tenha nos postes anúncios de um garoto negro desaparecido. Na verdade, Dahmer já tem fama de mal, mas o menino frisa que a família precisa dos cem dólares combinados. Mesmo estando ciente do perigo, uma vez que o próprio irmão esteve nas mãos de Dahmer, o jovem drogado vira um zumbi do canibal. 

Ainda que retrate a infância e adolescência difícil de um Dahmer incrivelmente interpretado por Evan Peters, "Please Don´t Go" não desperta qualquer mínimo sentimento de pena em relação ao assassino. Acompanhar, mesmo que de modo poético ou florido, todo o esquema de ataque usado para cada vítima gera agonia, uma vez que quando surge a chance de fuga, acaba-se torcendo para que a pessoa consiga escapar daquele ambiente doentio, mesmo tendo consciência da quantidade de mortos pelo assassino serial. "Dahmer: Um Canibal Americano" (Monster: The Jeffrey Dahmer Story) é uma série estupenda!


* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Twitter:@maryellenfsm

Seriado: Dahmer: Um Canibal Americano ("Monster: The Jeffrey Dahmer Story")
1ª temporada
Episódio: Please Don´t Go"

Gênero: thriller, crime, drama
Direção: Ian Brennan, Ryan Murphy
Elenco: Evan Peters (Jeffrey Dahmer), Niecy Nash (Glenda Cleveland), Molly Ringwald Shari Dahmer  Richard Jenkins Lionel Dahmer  Penelope Ann Miller Joyce Dahmer  Michael Learned Catherine Dahmer  Shaun Brown Tracy Edwards

.: "O Livro dos Mortos": a autobiografia hipnagógica de Lourenço Mutarelli

Novo romance do autor de "O Cheiro do Ralo", este misto de autobiografia e ficção traz um dos maiores autores brasileiros em sua melhor forma.

Misto de autoficção e narrativa insólita, "O Livro dos Mortos", de Lourenço Mutarelli, retoma o estilo que o consagrou em "O Cheiro do Ralo". O livro, lançado pela Companhia das Letras, conta a história de Pompeu Porfírio Júnior, que ganha a vida contando histórias: as pessoas pagam a ele para que se sente ao lado delas e conte o que viveu. 

Como um intermediário-inventor, Pompeu arquiteta mundos para que elas os habitem. Ali, se apaixonam, se decepcionam, gozam e sofrem. Contudo, Pompeu tem seus demônios particulares e, ao ser denunciado ao tribunal da inquisição, passa a responder por crimes que não conhecia. Sem saber quem o acusara, o contador de histórias relembra sua vida e dela monta um caleidoscópio, revisitando, na companhia do leitor, desde a infância até a maioridade e ao infarto que quase o matou. 

Além de retomar o estilo que o consagrou, Lourenço Mutarelli aprofunda uma das questões mais importantes de sua obra: quais os limites da narrativa (seja ficcional seja histórica) e até onde ela nos constrói. Você pode comprar "O Livro dos Mortos", de Lourenço Mutarelli, neste link.


Sobre o autor
Lourenço Mutarelli
nasceu em 1964, em São Paulo. Publicou diversos álbuns de quadrinhos, entre eles "Transubstanciação" (1991) e a trilogia do detetive Diomedes: "O Dobro de Cinco", "O Rei do Ponto" e "A Soma de Tudo" I e II. Escreveu peças de teatro - reunidas em "O Teatro de Sombras" (2007) - e os livros de ficção "O Cheiro do Ralo" (2002, adaptado para o cinema em 2007); "O Natimorto" (2004, adaptado para o cinema em 2008); "A Arte de Produzir Efeito Sem Causa" (2008, adaptado para o cinema em 2014); "Miguel e os Demônios" (2009); "Nada me Faltará" (2010); "O Grifo de Abdera" (2015) e "O Filho mais Velho de Deus e/ou Livro IV" (2018).

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