segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

.: Cineflix convoca todas as "Fernandas" a ir ao cinema de graça nesta segunda


Rede Cineflix Cinemas faz promoção inusitada a todas as "Fernandas" do Brasil. Primeiro filme Original Globoplay, "Ainda Estou Aqui", faz história após vitória de Fernanda Torres no Globo de Ouro

O último domingo, dia 5 de janeiro, foi histórico para o cinema brasileiro e para a Globo com a vitória da atriz e escritora Fernanda Torres no Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme de Drama por sua atuação em "Ainda Estou Aqui", primeiro filme Original Globoplay. Este marco celebra a primeira vitória do Brasil na categoria, 26 anos após Fernanda Montenegro, mãe de Torres, ter sido indicada por seu papel em "Central do Brasil", que venceu a premiação como Melhor Filme em Língua Estrangeira em 1999. Pensando nisso, a rede Cineflix Cinemas está com uma promoção inusitada.

Para comemorar a vitória histórica de Fernanda Torres no Globo de Ouro, somente nesta segunda-feira, dia 6 de janeiro de 2025, todas as mulheres que se chamarem "Fernanda" não pagam ingresso na rede. Para aproveitar a promoção, basta apresentar um documento de identificação na bilheteria do Cineflix mais perto de você. A promoção é limitada a um ingresso por pessoa. Com certeza, o filme escolhido terá sabor de vitória.


Vitória histórica
Fernanda Torres competiu com grandes nomes do cinema, incluindo Nicole Kidman ("Babygirl"), Angelina Jolie ("Maria Callas"), Kate Winslet ("Lee"), Tilda Swinton ("O quarto ao lado") e Pamela Anderson ("The last showgirl"). Coproduzido entre Brasil e França, o elenco conta com nomes de peso como Selton Mello, Fernanda Montenegro, Marjorie Estiano, Antônio Saboia, Maeve Jinkings, Humberto Carrão e Dan Stulbach. A produção é da VideoFilmes, RT Features e Mact Productions, em coprodução com Globoplay, ARTE France e Conspiração, com distribuição no Brasil pela Sony Pictures.

"Estamos extremamente orgulhosos e emocionados com a vitória de Fernanda Torres no Globo de Ouro. Este prêmio não só destaca o talento excepcional de Fernanda, mas também a qualidade e a relevância do cinema brasileiro e das produções originais do Globoplay. ‘Ainda Estou Aqui' é um filme que toca profundamente em questões históricas e emocionais do Brasil, e ver esse reconhecimento internacional é uma honra imensa para todos nós. Continuaremos a investir em histórias que merecem ser contadas e que ressoam com o público global", comemora Manuel Belmar, Diretor de Finanças, Jurídico, Infraestrutura, Produtos Digitais e Canais Pagos da Globo.

Baseado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, "Ainda Estou Aqui" narra a emocionante saga de Eunice Paiva em busca de seu marido, Rubens Paiva, ex-deputado desaparecido durante o Regime Militar. A produção foi elogiada por críticos ao redor do mundo pela sensibilidade de sua narrativa e pelas atuações do elenco, com destaque para Fernanda Torres no papel de Eunice. 

.: Crítica: "Nosferatu" impressiona com clássico para se ver na telona

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em janeiro de 2025


"Nosferatu", produção moderna e com pinta de clássico, faz a primeira ida ao cinema em 2025 ser uma experiência maravilhosa. O longa dirigido por Robert Eggers ("A Bruxa", "O Homem do Norte") traz Bill Skarsgård, o inesquecível It, de "It, a coisa" na pele da criatura nefasta Nosferatu, vampiro decrépito de longas unhas pontiagudas obcecado pela jovem Ellen Hutter (Lily-Rose Depp, de "A Última Noite"), recém-casada com Thomas (Nicholas Hoult, de "Renfield", "O Menu").

A jovem perturbada durante pesadelos encontra em Thomas a paz para seus ataques. No entanto, a distância do marido diante de um trabalho, deixa a moça desprotegida para que a criatura das trevas realize seu desejo. A trama de um terceiro elemento numa relação recente entre jovens, entrega uma fotografia belíssima, sem muitas cores, soturna, usando bastante as sombras. 

Sem pressa para acontecer, em 2 horas e 12 minutos, cada personagem tem seu perfil traçado, assim como sua importância definida para o desfecho impactante. Com figurinos impecáveis, "Nosferatu" resgata a essência vampiresca sombria de Bram Stocker e, nitidamente, faz história no cinema, entregando um novo clássico do gênero.

Contudo, a boa trilha sonora, por não caminhar pelo clássico dos filmes do gênero terror vampiresco, por vezes, deixa a sensação de que a tensão poderia ter sido maior caso a sonoplastia fosse mais cadenciada em silêncios e sons de quebra. De toda forma, garante bons sustos, ainda mais com a excelente atuação de Lily-Rose Depp em ataques assustadores ou a figura estranha do protagonista de bigodes brilhantemente defendido por Bill Skarsgård.

No elenco de "Nosferatuainda estão Willem Dafoe ("Homem-Aranha", "Os Fantasmas Ainda Se Divertem"), Aaron Taylor-Johnson ("Kraven, o Caçador", "Trem-Bala"), Emma Corrin ("Deadpool e Wolverine") e Ralph Ineson ("A Primeira Profecia" e "A Bruxa"). Filmaço imperdível para ser assistido na telona!

O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN


"Nosferatu" ("Nosferatu"). Ingressos on-line neste linkGênero: terror, dramaClassificação: 14 anos. Duração: 2h12. Ano: 2024. Distribuidora: Universal Pictures. Direção: Robert Eggers. Roteiro: Robert Eggers. Elenco: Bill Skarsgård (Nosferatu), Lily-Rose Depp (Ellen Hutter), Nicholas Hoult (Thomas), Aaron Taylor-Johnson (Friedrich Harding), Willem Dafoe (Pr. Albin). Sinopse: Um vampiro antigo da Transilvânia persegue uma jovem atormentada na Alemanha do século 19. Confira os horários: neste link

Trailer "Nosferatu"




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.: Cinema: "Nosferatu" e a obsessão, o sexo e sedução no clássico moderno


Por 
Helder Moraes Miranda, editor do portal Resenhando.com. 

Em cartaz na rede Cineflix e em cinemas de todo o Brasil, a nova adaptação de "Nosferatu" não é apenas uma homenagem ao clássico de Friedrich Wilhelm Murnau (F.W. Murnau), mas uma expansão da narrativa original, explorando dimensões psicológicas, sociais e sexuais que ecoam com o público moderno. Com um elenco estrelado que inclui Bill Skarsgård, Lily-Rose Depp, Nicholas Hoult e Willem Dafoe, o filme surgiu para ser um marco no gênero, trazendo camadas de complexidade e nuances emocionais às relações entre os personagens. Esta é a quarta produção inspirada no controverso vampiro, dirigida por Robert Eggers, conhecido pelos trabalhos no terror independente, como "A Bruxa" (2015) e "O Farol" (2019).

Filmado em locações deslumbrantes em Praga e com um orçamento de US$ 50 milhões, o filme combina terror e beleza em uma experiência cinematográfica inesquecível. A trama revisita a obsessão do vampiro (Bill Skarsgård) pela jovem Ellen (Lily-Rose Depp), mergulhando o público em um mundo onde desejo, culpa e amor se chocam de maneira arrebatadora. Com uma estética que remete ao preto e branco e uma atmosfera que evoca o terror gótico clássico, Eggers entrega uma obra que é tanto um tributo ao passado quanto uma reinvenção provocativa para o presente.

Essa nova versão já conquistou elogios da crítica nos Estados Unidos antes de sua estreia no Brasil, sendo descrita como uma obra sensual, visceral e profundamente perturbadora. É uma experiência que transcende o horror e se torna uma reflexão sobre os aspectos mais sombrios da condição humana. Com atuações memoráveis, uma estética arrebatadora e temas provocativos, esta versão de "Nosferatu" é mais do que um remake – é uma reinterpretação profunda que mantém o legado do clássico vivo, ao mesmo tempo em que o atualiza para o século XXI. Listamos os dez motivos para assistir no cinema "Nosferatu", seja você um fã de longa data do vampiro ou alguém em busca de uma experiência cinematográfica imersiva e provocativa, essa adaptação promete impressionar. 

1. Um filme sobre sexo, desejo e repressão
A adaptação dirigida por Robert Eggers vai além de ser apenas uma história de terror gótico. É uma exploração visceral do desejo reprimido e da luta interna entre a moralidade e os instintos primitivos. A tensão sexual permeia cada cena, principalmente na relação entre Ellen (Lily-Rose Depp) e o vampiro Orlok (Bill Skarsgård), que simboliza o desejo proibido. A trama apresenta o sexo como algo simultaneamente sedutor e assustador, reforçando a repressão como tema central.

2. Uma metáfora poderosa sobre sexo e culpa
A relação entre Ellen e Nosferatu vai além da tensão física; é uma metáfora sobre a repressão feminina e a internalização da culpa pelo prazer. A negação de Ellen aos avanços do vampiro não é apenas resistência ao mal, mas também uma luta interna contra os próprios desejos. O filme questiona normas sociais e culturais que associam o prazer feminino ao pecado, criando um paralelo com debates contemporâneos sobre liberdade sexual.

3. Bill Skarsgård: o vampiro como símbolo de sedução e ameaça
Em uma escolha completamente arriscada, que poderia tornar ridículo a transformação de um personagem que no imaginário popular é um ser repulsivo em um ser próximo do sedutor, Bill Skarsgård reinventa o Conde Orlok de maneira marcante, afastando-se do grotesco vampiro original para encarnar uma figura que mistura sensualidade e mistério. Ele não é apenas um predador sanguinário, mas também uma personificação do desejo, com sua presença magnetizante carregada de tensão sexual. Essa abordagem faz de "Nosferatu" um personagem complexo, que provoca fascínio e repulsa ao mesmo tempo, ampliando a dimensão simbólica do vampiro como uma ameaça irresistível. A intenção inicial do primeiro filme, em 1922, era adaptar o romance "Drácula" (1897), de Bram Stoker. No entanto, como não conseguiram os direitos da obra com a família do autor, criaram sua própria versão da história, resultando no lançamento de "Nosferatu", que chegou a ser proibido.

4. Lily-Rose Depp: uma protagonista profunda
Lily-Rose Depp entrega uma atuação impressionante como Ellen, uma mulher assombrada não apenas por Nosferatu, mas por seus próprios desejos e traumas. Sua personagem é uma representação de fragilidade e força, que luta contra as expectativas sociais e a repressão feminina. Ellen é mais do que uma vítima; ela é uma mulher que busca sua liberdade emocional, mesmo que isso a coloque em um confronto direto com os fantasmas do passado.

5. A tensão entre amor, prazer e culpa
A narrativa explora a complexa relação entre Ellen (Lily-Rose Depp), Hutter (Nicholas Hoult) e Nosferatu (Bill Skarsgård), criando um triângulo emocional que reflete o confronto entre amor e desejo. Casada e apaixonada por Hutter, Ellen encontra-se irresistivelmente atraída pelo vampiro, que representa uma força incontrolável de sedução. Essa dualidade é intensificada pelo simbolismo do sangue como metáfora para prazer e culpa, colocando a sexualidade feminina no centro da história.

6. Estética gótica, expressionista e contemporânea
A fotografia e o design visual de "Nosferatu" são um espetáculo à parte. Inspirada pelo expressionismo alemão do filme original de 1922, esta adaptação traz cenários sombrios e composições que remetem ao preto e branco, mas com um toque moderno. A atmosfera lembra obras como "O Conto da Aia", de Margaret Atwood, ao retratar mulheres silenciadas e subjugadas, enquanto explora temas universais de opressão e resistência.

7. Paralelos com clássicos da cultura pop
A história de "Nosferatu" ressoa com grandes narrativas do cinema como a animação "A Bela e a Fera", o musical "O Fantasma da Ópera" e o clássico "King Kong". Em comum entre todos, a interação entre a bela e o monstro que explora temas de desejo, medo e redenção. Sonhos eróticos e encontros surreais entre Ellen e Orlok adicionam uma camada psíquica à trama, reforçando o papel do inconsciente como campo de batalha para os conflitos humanos mais profundos.

8. Nicholas Hoult: um contraponto de sensibilidade
Nicholas Hoult interpreta Hutter com um equilíbrio delicado entre vulnerabilidade e determinação. Sua atuação cria um contraponto ao magnetismo sombrio de Nosferatu, representando o lado humano e moral da narrativa. Conhecido por trazer nuances emocionais a personagens incomuns, Hoult oferece ao público uma visão mais intimista do impacto do vampiro na vida de Ellen e nas relações ao seu redor. Ele já foi um monstro afetivo na comédia romântica "Meu Namorado É Um Zumbi" e assistente de um Drácula abusivo na comédia sangrenta  "Renfield".

9. Detalhes sonoros que intensificam a experiência
Robert Eggers utiliza o som de maneira magistral, empregando ruídos sutis, como respirações que simulam orgasmos, para transmitir tensão, desejo e medo. Esses detalhes criam uma experiência sensorial única, onde a trilha sonora e os efeitos sonoros tornam-se parte da narrativa, amplificando a imersão do espectador e intensificando as emoções provocadas pela história.

10. Uma obra simultaneamente sensual e repulsiva
A nova adaptação de "Nosferatu" não é apenas um filme de terror; é uma experiência sensorial que mistura beleza e monstruosidade. As cenas carregadas de erotismo são contrabalançadas por momentos de horror visceral, criando uma dicotomia que desafia o público a enfrentar as próprias emoções. É uma obra que fascina, incomoda, e que, gostando ou não, será inesquecível.

Assista na Cineflix
Filmes de sucesso como "Ainda Estou Aqui" estão em cartaz na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.


"Nosferatu" no Cineflix Santos
Duração: 2h13m - Gênero: terror
2/1/2025 - Quinta-feira - Sala 1 - 20h50 
3/1/2025 - Sexta-feira - Sala 1 - 20h50
4/1/2025 - Sábado - Sala 1 - 20h50
5/1/2025 - Domingo - Sala 1 - 20h50
6/1/2025 - Segunda-feira - Sala 1 - 20h50
7/1/2025 - Terça-feira - Sala 1 - 20h50
8/1/2025 - Quarta-feira - Sala 1 - 20h50


Leia +
.: Adaptação de "Nosferatu" estreia mais de um século após polêmica do original

.: "Mestre dos Batuques", novo romance do angolano José Eduardo Agualusa


Romance histórico inédito do escritor angolano José Eduardo Agualusa, o livro "Mestre dos Batuques" conta uma história de amor, guerra e música na África colonial. No livro lançado pela editora Tusquets o autor discute questões de identidade e de pertencimento, subvertendo estereótipos e ideias predefinidas, ao mesmo tempo em que expõe os crimes e contradições do processo colonial português no continente africano.

A história é contada por Leila Pinto, uma mulher que está em algum lugar num futuro próximo, escrevendo uma história que começa em 1902, no planalto central de Angola. É a história de amor entre os seus avós, Jan e Lucrécia. A história de como uma remota e obscura sociedade secreta de guerreiros ovimbundos poderá ser capaz de definir o destino da humanidade.

O escritor moçambicano Mia Couto opinou sobre o novo romance de Agualusa. "É uma digressão prodigiosamente construída sobra as ilusões das fronteiras e dos territórios que nos definem: a raça, a nação, a cultura, o gênero e outras categorias que confinam a chamada ‘realidade’”, concluiu. Compre o livro "Mestre dos Batuques", José Eduardo Agualusa, neste link.


Sobre o autor
José Eduardo Agualusa
nasceu no Huambo, Angola, em 1960. Estudou Silvicultura e Agronomia em Lisboa, Portugal. Escreve crônicas para o jornal brasileiro O Globo. É membro da União dos Escritores Angolanos e já teve seus livros traduzidos para mais de 30 idiomas. Pelo selo Tusquets da Editora Planeta do Brasil, publicou "O Terrorista Elegante e Outras Histórias", livro escrito a quatro mãos com o moçambicano Mia Couto, além de "A Sociedade dos Sonhadores Involuntários", "O Vendedor de Passados", pelo qual Agualusa venceu o Independent Foreign Fiction Awards, "Os Vivos e os Outros", "As Mulheres do Meu Pai", "A Rainha Ginga" e "Teoria Geral do Esquecimento", finalista do Man Booker International Prize e cuja edição em língua inglesa recebeu o prestigiado International Dublin Literary Award. Garanta o seu exemplar de "Mestre dos Batuques", de José Eduardo Agualusa, neste link.

.: "As Árvores", de Percival Everett, rebate a violência racista com humor


Lançado no Brasil pela editora Todavia, "As Árvores", escrito por Percival Everett,  é um romance policial singular e bem-humorado, que faz uma crítica mordaz à supremacia branca. O livro se passa em Money, no Mississippi, uma cidade pequena e pacata (além de racista) no Sul dos Estados Unidos. A aparente tranquilidade da cidadezinha e de seus moradores é, de repente, abalada por uma série de assassinatos brutais e incompreensíveis. Neste romance policial singular, Everett articula de maneira bem-humorada questões raciais de ontem e de hoje, trazendo fatos políticos recentes e relacionando-os à história americana. A tradução é de André Czarnobai.

Em cada cena do crime, uma imagem se repete: um homem negro, que aparenta estar morto há anos, segura uma parte do corpo da suposta vítima. Considerado culpado pelo assassinato, o cadáver dele é levado para ser identificado, mas misteriosamente desaparece, até reaparecer no crime seguinte. A partir de uma trama que mistura elementos de séries policiais a uma atmosfera surreal e bem-humorada, o autor faz em "As Árvores" um mergulho na violência racial. Compre o livro "As Árvores", de Percival Everett, neste link.


O que disseram sobre o livro
“O tema de 'As Árvores' é a iniquidade dos linchamentos que proliferaram no Sul dos Estados Unidos durante grande parte do século XX — material perfeito para uma acusação comovente de racismo endêmico.” -  The Guardian

“O humor pode parecer fora de lugar em um romance sobre linchamento, mas Everett dominou a transição entre um terror indizível e uma comédia marcante, fazendo o leitor cobrir a boca com uma mão enquanto reprime um suspiro com a outra.” The New York Times


Sobre o autor
Percival Everett
vive em Los Angeles e leciona na Universidade do Sul da Califórnia. Publicou mais de trinta livros e em 2022 foi finalista do Booker Prize e do PEN/Faulkner Award com "As Árvores".
Garanta o seu exemplar de "As Árvores", escrito por Percival Everett, neste link.


Ficha técnica
Livro "As Árvores"
Autor: Percival Everett
Gênero: ficção estrangeira
Tradução: André Czarnobai
Capa: Oga Mendonça
Formato: 13,5 × 20,8 × 2,0 cm
Número de páginas: 352
Peso: 450 gramas
ISBN 978-65-5692-604-9
Compre o livro neste link.

.: Angela Ro Ro: 75 anos de amor a música no Teatro J. Safra

Angela Ro Ro fará show comemorativo no Teatro J. Safra. Foto: divulgação

Angela Maria Diniz Gonsalves, conhecida como Angela Ro Ro, celebra 75 anos de vida dedicados à música. Para comemorar, ela fará o show "75 Anos de Amor a Música", no próximo sábado, dia 11 de janeiro, às 21h00, no Teatto J. Safra. Desde a infância, a conexão da artista com a arte é evidente: aos seis anos, compôs sua primeira música ao acordeon, uma guarânia que marcou o início de um amor que nunca se apagou. Dois anos depois, aos oito anos, ganhou um piano que se tornou seu companheiro constante em suas criações, abrangendo diversos gêneros musicais. 

A cantora segue encantando o público com sua voz potente e sua habilidade de interpretar e se comunicar no palco. Este é, sem dúvida, seu lugar favorito para transmitir humor, emoção e seu talento nato para a arte cênica. Alegre e espontânea, ela encara o tempo como um aliado que a impulsiona a compartilhar sua felicidade e sua vida por meio de suas canções.

Neste ano, Angela também celebra 45 anos de uma carreira repleta de sucessos, com canções que foram interpretadas não apenas por ela, mas também por grandes nomes da música brasileira, como Maria Bethânia, Marina Lima, Ney Matogrosso, Zélia Duncan, Simone, Cazuza, Emílio Santiago, Barão Vermelho, Silvia Machete, Cida Moreira, Ana Carolina, Vânia Bastos, Simone Mazzer, Eliana Printes, entre outros. Mais apaixonada do que nunca por sua arte, Angela Ro Ro continua a buscar novas formas de levar sua música ao público. Com gratidão, ela celebra sua história e expressa seu eterno agradecimento àqueles que acompanham sua trajetória.


Sobre Angela Ro Ro
Angela, uma compositora contundente, assim como de uma Instrumentista espontânea e dona de um canto raro e emocionante. RoRo caminha por esses 40 anos de profissão pisando em trilha diversas que vão de bossa nova ao rock, com clássicos cultuados desde o início de sua carreira. O show faz desse repertório uma viagem do passado ao futuro que se estampa em seu otimismo e humor. Angela Ro Ro está cheia de motivos para comemorar tanto amor à música e a seu público que é a razão para o seu trabalho e que, segundo ela, é também “uma celebração à música e à vida!".

Angela Maria Diniz Gonsalves ou simplesmente Angela Ro Ro, como é conhecida, nasceu no Rio de Janeiro, em Copacabana, no dia 5 de dezembro de 1949, e foi criada em Ipanema e fecundada num carnaval em Vila Isabel. Menina moça de colégio de freiras, mulher fêmea hippie do Arpoador, pura criança que desde os cinco anos teve contato com a música. Percussão, acordeom, piano, gaita, flauta violão e suas cordas vocais são seus instrumentos. Seu canto espontâneo, feito mais com instinto que técnica, é doce e selvagem, grave rouco e dotado de afinação livre e potência poderosa Como autora e compositora, desenvolveu uma obra de peso que se constitui de vários clássicos da MPB. Com uma personalidade bem-humorada, inteligente, Ro Ro tem o tempo a seu favor e está sempre se reinventando, mas sem perder, nunca, sua espontaneidade nos shows, seu carisma e seu amor à música

Serviço
Show "Angela Ro Ro - 75 Anos de Amor a Música"
Duração: 80 min.
Recomendação: 14 anos
Gênero: Musical
Data: 11 de janeiro, sábado, 21h.
Ingressos: entre R$ 27,50 e R$ 110
Compras online: https://www.eventim.com.br


Bilheteria
Quartas e quintas - 14h00 às 21h00
Sextas, sábados e domingos, das 14h00 até o horário dos espetáculos
Aceita os cartões de débito e crédito: Amex, Dinners, Elo, Mastercard, Visa e Hipercard. Não aceita cheques.
Telefone da bilheteria: (11) 3611-3042
Teatro J. Safra | 627 lugares
Endereço: Rua Josef Kryss, 318 - Barra Funda / São Paulo
Telefone: (11) 3611 3042 e 3611-2561
Abertura da casa: duas horas antes de cada horário de espetáculo, com serviço de lounge-bar no saguão do Teatro.
Acessibilidade para deficiente físico.
Estacionamento: Valet Service (Estacionamento próprio do Teatro) - R$ 30,00 

.: "A Rainha do Rádio" abre o 1º Festival de Férias do Teatro União Cultural

Markinhos Moura, Viviane Alfano e Eduardo Martini no espetáculo "A Rainha do Rádio", que será apresentado às quartas-feiras, até dia 26 de fevereiro, no 1º Festival de Férias do Teatro União Cultural. Foto: Felipe Levenhagen


O espetáculo "A Rainha do Rádio" abre a programação do 1º Festival de Férias do Teatro União Cultural que, de 8 de janeiro a 28 de fevereiro, promete levar humor, música e histórias inspiradoras na mostra de repertório criada pelo premiado ator, produtor e gestor do teatro Eduardo Martini. Nesta quarta-feira, dia 8 de janeiro, às 21h00, "A Rainha do Rádio" gira em torno de Elenice, uma mulher solitária que encontra conforto e companhia em seu rádio, que se torna seu melhor amigo. 

A interação dela com o rádio, que ganha vida na forma do ator Eduardo Martini, promete trazer muitas risadas e momentos emocionantes. Com uma trilha sonora repleta de clássicos da música popular brasileira, como Pixinguinha e Adoniran Barbosa, o espetáculo não só promete diversão, mas também uma viagem nostálgica aos anos 50. É uma mistura de romance, aventura e comédia que certamente tocará o coração do público.

Texto e direção geral: Eduardo Martini | Direção musical: Públio Gimenez | Elenco: Viviane Alfano, Eduardo Martini e Markinhos Moura |  Músico: Allas Silva | Duração: 70 min. | Recomendação: 10 anos | Gênero: Comédia Musicada | Temporada: de 8 de janeiro a 26 de fevereiro, às 21h00.  


Sobre o º Festival de Férias do Teatro União Cultural 
O 1º Festival de Férias do Teatro União Cultural acontece de 8 de janeiro a 28 de fevereiro apresentando uma seleção de cinco espetáculos que se alternam de quarta a domingo. Com uma programação eclética, o festival promete agradar a todos os gostos: desde os amantes do drama e musicais até aqueles que buscam boas risadas com comédias que prometem muitas risadas. Entre as atrações, destaca-se o aclamado espetáculo "Clô, pra Sempre", que retrata a vida do costureiro e apresentador Clodovil Hernandez e será apresentado aos sábados, às 18h00. No festival, o talentoso elenco é liderado pelo renomado, e incansável, ator, produtor e gestor do teatro, Eduardo Martini.


Programação do 1º Festival de Férias do Teatro União Cultural

De 8 de janeiro a 28 de fevereiro.
Quartas-feiras, às 21h00 "A Rainha do Rádio". Temporada: de 8 de janeiro a 26 de fevereiro, às 21h00.
Quintas-feiras, às 21h00, "O Filho da Mãe".
Sextas-feiras, às 21h00, "Ladrão que Rouba Ladrão".
Sábados, às 18h00, "Clô, pra Sempre".
Domingos, às 17h00, "Reconciliação".

Serviço
"A Rainha do Rádio" no 1º Festival de Férias do Teatro União Cultural

Temporada: de 8 de janeiro a 26 de fevereiro, quartas-feiras, às 21h00.
Ingressos: R$ 80,00 (inteira) e R$ 40,00 (meia-entrada)
Bilheteria: abre uma e meia antes de cada espetáculo
Bilheteria on-line: www.sympla.com
Teatro União Cultural – 269 lugares
Rua Mario Amaral, 209 - Paraiso
Telefone: (11) 3885-2242
Estação Metrô Brigadeiro

.: “O Grande Circo Científico”, às quintas, no 40º Festival de Férias do Teatro Uol


“O Grande Circo Científico”
 é apresentado às quintas-feiras, às 15h00, no Teatro Uol. Elenco: Paulo Pequeno, Lucas Morais, Inês Munhoz e Giu Lobo. Realização: laboratório Mad Science. Fotos: Noah Souza

Dentro da programação do 40º Festival de Férias do Teatro Uol, localizado no Shopping Pátio Higienópolis, “O Grande Circo Científico” será apresentado a partir desta quinta-feira, dia 9 de janeiro às 15h00. O espetáculo traz de volta a magia, o encantamento e a nostalgia do circo de antigamente, com dois cientistas muito malucos e atrapalhados revelando os mais divertidos números do picadeiro de um modo que você nunca viu. Surpreenda-se com os segredos da magia do grande Houdini e a coragem do homem que cospe fogo. A bailarina, a vidente e as habilidades de faquir, também completam o maior espetáculo da terra.  E para o grande final, um gigantesco espirro de elefante. No elenco, Paulo Pequeno, Lucas Morais, Inês Munhoz e Giu Lobo. Realização: laboratório Mad Science. Dias 9, 16, 23 e 30, quintas-feiras, às 15h00. Duração: 50 minutos. Classificação: livre - indicado para maiores de 4 anos.

Entre os dias 4 de janeiro e 2 de fevereiro, na programação do 40º Festival de Férias do Teatro Uol, serão apresentados sete espetáculos com classificação livre, que se revezam para proporcionar apresentações diferentes a cada dia da semana. Comemorando quatro décadas de sucesso, o festival é uma verdadeira celebração da cultura paulistana. Nesta edição especial, o público de São Paulo será presenteado com uma programação mágica, repleta de diversidade e qualidade, em uma seleção de espetáculos que combinam clássicos atemporais e histórias que transportam as crianças para universos cheios de criatividade e diversão.


Ingressos para os espetáculos

Televendas: (11) / 3823-2423 / 3823-2737 / 3823-2323
Vendas on-linewww.teatrouol.com.br

Horário de funcionamento da bilheteria em janeiro: segundas e terças, das 14h às 16h, quartas, quintas e sextas das 14h às 20h, sábados, das 14h às 22h e domingos, das 14h às 20h; não aceita cheques / Aceita os cartões de crédito: todos da Mastercard, Redecard, Visa, Visa Electron e Amex / Estudantes e pessoas com 60 anos ou mais têm os descontos legais / Clube UOL e Clube Folha 50% desconto.

Confira a programação
"O Pequeno Dom Quixote", segundas-feiras, às 15h00; "O Pequeno Príncipe", terças-feiras, às 15h00; "Por Um Fio", quartas-feiras, às 15h00;  "O Grande Circo Científico", quintas-feiras, às 15h00; "O Mágico de Oz", sextas-feiras, às 15h00; "Os Saltimbancos", sábados e domingos, às 15h00; "A Pequena Sereia", sábados e domingos, às 16h30.

Teatro Uol
Shopping Pátio Higienópolis - Av. Higienópolis, 618 / Terraço / Telefone: (11) 3823-2323
Acesso para cadeirantes / Ar-condicionado / Estacionamento do Shopping: consultar valor pelo tel: 4040-2004 / Venda de espetáculos para grupos e escolas: (11) 3661-5896, (11) 99605-3094 / Patrocínio do Teatro Uol: Uol, Folha de S.Paulo, Bain Company, Banco Luso Brasileiro, Germed, Genesys e MetLife.

domingo, 5 de janeiro de 2025

.: James Baldwin, fake news e muito mais: o universo da serrote #48


Por 
Helder Moraes Miranda, editor do portal Resenhando.com. 

A revista serrote #48, publicação de ensaios do Instituto Moreira Salles, é um convite a mergulhar em reflexões profundas, narrativas instigantes e perspectivas diversas que dialogam com o passado, o presente e o futuro. Nesta edição, a revista destaca diálogos históricos, textos premiados e contribuições de grandes nomes nacionais e internacionais, compondo um mosaico rico de temas e estilos. Das questões raciais discutidas por James Baldwin e Nikki Giovanni à memória coletiva da ditadura chilena, passando por ensaios visuais e reflexões sobre fake newsserrote #48 reafirma seu compromisso com a excelência editorial e o pensamento crítico.

Esta edição da revista serrote é mais do que uma coleção de textos: é uma janela para debates históricos, culturais e políticos que atravessam fronteiras e gerações. Um convite irrecusável para leitores que buscam ampliar horizontes e mergulhar em uma experiência literária de alta qualidade. A seguir, apresentamos dez razões imperdíveis para ler e guardar esta edição.


1. Diálogo inédito de James Baldwin e Nikki Giovanni em português
Pela primeira vez, o célebre diálogo entre o escritor James Baldwin e a poeta Nikki Giovanni é publicado integralmente em português. Gravado em 1971 no programa "Soul!", o texto captura um encontro histórico entre dois grandes pensadores, discutindo temas como raça, justiça, liberdade e religião. A conversa, marcada por divergências geracionais e polidez, é ilustrada com frames do programa, um deles estampando a capa da edição – a primeira vez que uma fotografia substitui uma arte na história da revista.

2. Textos premiados do concurso de ensaísmo serrote
A revista destaca os ensaios vencedores do Concurso de Ensaísmo, escritos por Tetê, Camila de Caux e Maria Isabela Moraes. Essas autoras abordam questões contemporâneas com profundidade e originalidade. De reflexões sobre deslocamentos sociais e espaciais à narrativa íntima das enchentes de Porto Alegre, os textos oferecem perspectivas inovadoras sobre temas como gênero, identidade, memória e resistência.

3. Reflexão histórica e atual sobre fake news com Carlo Ginzburg
Carlo Ginzburg
, um dos maiores historiadores contemporâneos, contribui com o ensaio "Fake news?", que investiga a disseminação de informações falsas sob uma ótica histórica e filosófica. O texto convida o leitor a refletir sobre como o distanciamento crítico pode revelar as sutilezas e os impactos desse fenômeno nas sociedades modernas.

4. Exploração da cultura digital e autoritarismo com Moira Weigel
Em "O Algoritmo Adorno", a professora e pesquisadora Moira Weigel utiliza as ideias da Escola de Frankfurt para analisar as novas formas de autoritarismo que emergem na era digital. O ensaio é uma ponte entre o pensamento crítico do século XX e os desafios tecnológicos do presente, mostrando como o passado pode iluminar o futuro.

5. Perspectiva íntima e coletiva sobre a ditadura chilena
No ensaio “Santiago, 2023”, Bianca Tavolari une memórias familiares de sofrimento durante a ditadura de Pinochet a reflexões sobre o luto coletivo de uma nação. Ao percorrer ruas e memoriais da capital chilena, a autora constrói um texto comovente que conecta história, memória e justiça, trazendo à tona as cicatrizes deixadas por regimes autoritários.


6. Uma visão fascinante sobre o gim na Inglaterra do século XVIII
O ensaio “Feitiçaria Líquida”, de James Brown, é um mergulho na história cultural do gim na Inglaterra dos séculos XVIII e XIX. O texto revela como a introdução da bebida influenciou a sociedade, gerando fenômenos como delírio coletivo, alegria e tragédia. É uma análise histórica que mescla cultura, economia e comportamento.


7. Uma nova perspectiva sobre Vladimir Nabokov
No ensaio “O Professor Nabokov”, Jorio Dauster oferece uma visão singular sobre o autor de "Lolita". Em vez de explorar sua produção literária, o texto foca no Vladimir Nabokov professor, destacando sua habilidade de transformar aulas em verdadeiras experiências literárias. A peça, acompanhada por uma caricatura de Cássio Loredano, é um tributo ao papel da educação na formação de leitores e escritores.


8. Uma década de reflexão sobre Ferguson e o movimento antinegritude
Allan K. Pereira revisita as revoltas em Ferguson, nos Estados Unidos, desencadeadas pela execução de Michael Brown em 2014. O ensaio “Ferguson, Dez Anos Depois” conecta esses eventos às lutas contra o racismo em escala global, mostrando como a resistência negra continua a inspirar movimentos por justiça e igualdade.


9. Arte visual e poética com Solange Pessoa e outros artistas
A edição inclui um ensaio visual de Solange Pessoa e trabalhos de artistas como Jorge Tacla, Regina Silveira e Damon Davis. Essas obras complementam os textos da revista, criando um diálogo entre artes visuais e literatura. O design gráfico de Daniel Trench dá peso e textura à experiência de leitura, tornando a revista uma obra de arte por si só.

10. Um projeto editorial de excelência e relevância cultural
Com 224 páginas que combinam ensaios, reflexões e artes gráficas, a serrote #48 é um exemplo do compromisso do Instituto Moreira Salles com a cultura e o pensamento crítico. Cada edição da revista oferece uma curadoria cuidadosa, reunindo vozes consagradas e emergentes em um espaço de diálogo, criatividade e inovação.

.: "Rabo de Foguete", um relato pessoal sobre o exílio de Ferreira Gullar


Ferreira Gullar
demorou a escrever sobre a perseguição política que viveu durante a ditadura civil-militar, mas em 1989 publicou "Rabo de Foguete: os Anos de Exílio", que chega agora em edição renovada pela editora José Olympio, do Grupo Editorial Record. Relato de fôlego em primeira pessoa, a obra literária é também um documento histórico, imortalizado na voz de um dos maiores nomes da literatura brasileira

A edição traz um encarte com imagens inéditas, como o passaporte que era usado por Gullar nas sucessivas imigrações a que foi forçado, posteriormente cancelado, e relatórios do Serviço Nacional de Informação sobre o paradeiro do poeta. Os capítulos curtos revelam como ele ficou escondido no Brasil, mostra o que ele viu nas ditaduras do Chile e da Argentina, traz dramas pessoais e destaca a criação do Poema sujo, sua obra-prima escrita no exílio

Em "Rabo de Foguete", o pessoal e o histórico se confundem: trata-se de um livro de memórias com ritmo de romance. Nestas páginas, Ferreira Gullar narra como os anos de chumbo da ditadura civil-militar brasileira o atingiram e levaram a viver no exílio durante a década de 1970.

Voz ativa e contrária ao regime imposto, Ferreira Gullar se viu obrigado a cair na ilegalidade no final dos anos 1960. Foi abrigado por amigos no Rio de Janeiro, depois seguiu para o desterro em países como Uruguai, Argentina, União Soviética, Chile e Peru. Sua odisseia termina com o retorno ao Brasil, em 1977, ainda como perseguido político, o que o levou até os porões do DOI-CODI. Este é um relato pessoal capaz de expressar a dor a e angústia compartilhada pelos perseguidos políticos latino-americanos durante as décadas de ditaduras no continente. Compre o livro "Rabo de Foguete: os Anos de Exílio", de Ferreira Gullar, neste link.


O que disseram sobre o livro
“'Rabo de Foguete', o livro de memórias de Ferreira Gullar sobre seus anos de exílio na década de 1970, durante a ditadura militar em nosso país, mais do que o relato de uma experiência individual é a história de um destino humano no contexto histórico global de nosso tempo.” – Davi Arrigucci Jr., Folha de S.Paulo

“O seu legado é a obra, que, às vezes, faz a gente até esquecer a biografia. Mas este não é o caso. Ele teve uma vida bonita, difícil e de grande dignidade. O sofrimento do exilado não lhe tirou a graça.” – Nélida Piñon

“O que sempre marcou a conduta de Ferreira Gullar, para além da extraordinária qualidade de sua obra, foi a coragem de assumir a defesa da liberdade em momentos críticos da vida brasileira.” – Antonio Carlos Secchin, O Globo

“A imagem mais forte de Ferreira, para mim, vem do meu período na prisão. Ele estava, junto com Gil, Antonio Callado, Paulo Francis e outros, num xadrez ao lado do meu. Sua lucidez e sua firmeza faziam dele o melhor companheiro imaginável. Todos os jovens que estavam na minha cela eram gratos a ele pela solidariedade e eficácia em ajudar.” – Caetano Veloso


Sobre o autor
Ferreira Gullar (São Luís/MA, 1930 – Rio de Janeiro/RJ, 2016) foi escritor, poeta, dramaturgo, crítico de arte e tradutor. Laureado com o Prêmio Camões em 2010, Gullar é considerado um dos maiores autores da literatura brasileira. Foi nome proeminente do movimento neoconcreto, ao lado de Lygia Clark e Hélio Oiticica, e autor de obras imensuráveis, como "Poema Sujo" e "Dentro da Noite Veloz". Personalidade atuante na oposição à ditadura civil-militar, foi perseguido e preso. Em 2014, foi eleito para a cadeira no 37 da Academia Brasileira de Letras. Garanta o seu exemplar de "Rabo de Foguete: os Anos de Exílio", escrito por Ferreira Gullar, neste link.

.: Com direção de Gustavo Barchilon, musical "Rio Uphill" estreia em São Paulo


Dirigido por Gustavo Barchilon, primeiro musical brasileiro totalmente original criado em Nova York chega em São Paulo a partir de 18 de janeiro, no Teatro VillaLobos,
depois de temporada de sucesso no Rio de Janeiro. Foto: divulgação


Primeiro musical totalmente original com temática e criação brasileiras desenvolvido em Nova York, "Rio UpHill - O Musical" chega no início de 2025 a São Paulo para curta temporada, de 18 de janeiro a 16 de fevereiro, no Teatro VillaLobos, depois da bem-sucedida estreia no Rio de Janeiro. Com direção de Gustavo Barchilon, o musical é apresentado pelo Ministério da Cultura e Petrobras, tem coprodução da Barho Produções e JMP Produções Artísticas.

Radicada há dez anos nos Estados Unidos, para onde foi estudar teatro musical, a autora Juliana Pedroso alimentava a ideia de fazer uma obra original que levasse a cultura brasileira ao público da Broadway. Em parceria com o escritor e compositor premiado Matthew Gurren e do músico brasileiro de carreira internacional Nanny Assis, Juliana criou "Rio Uphill - O Musical", para contar a história do encontro de dois jovens cariocas de realidades bem distintas e seus desafios. 

O espetáculo estava pronto para iniciar carreira quando veio a pandemia. Sem poder ganhar os palcos, foi registrado como filme independente, o que lhe rendeu 22 indicações e 15 prêmios internacionais, em especial por sua música, composta por Matthew Gurren e Nanny Assis. Antes disso, o musical já havia sido indicado ao prestigioso Richard Rogers Awards (2020), destinado a musicais em desenvolvimento em Nova York.

“’É uma temática nunca vista em musicais desse porte e um certo atrevimento nosso contar uma história original, com elenco predominantemente desconhecido e músicas originais”, destaca Juliana Pedroso. “O espetáculo retrata de perto a vida nas comunidades e procuramos uma visão autêntica, divertida e sensível das histórias que nascem ali, com as complexidades e a riqueza da cultura local, com cenários vibrantes e músicas poderosas, que contagiaram a plateia no Rio. O romance entre o jovem de classe média alta Daniel, e Julia, cria do Morro do Sol, tem conectado o público em uma experiência poderosa e emocionante para todos. Tivemos uma resposta muito forte do público carioca, que veio de diferentes partes da cidade, inclusive gente que nunca tinha ido ao teatro, e deixaram depoimentos emocionados porque pela primeira vez se sentiram representados em um espetáculo musical desse porte”, vibra.

Gustavo Barchilon, que esteve à frente de sucessos como "Alguma Coisa Podre", "Barnum - O Rei do Show", "Bob Esponja" e "Funny Girl", celebra o fato de ter a chance de fazer seu primeiro musical original brasileiro: “Meu objetivo foi criar um espetáculo que representasse a favela de formas inovadoras, com a intenção de popularizar essas visões  e ideais pelo mundo. Quero transmitir mensagens reais, desconstruindo a visão estereotipada de homens negros periféricos como perigosos e mulheres como objetos sexuais. Rompendo com narrativas já conhecidas e óbvias, pretendo sempre avançar com nossa arte e mudar a forma como o Brasil e os brasileiros são vistos pelo mundo”, explica o diretor. O musical tem também uma parceria com a Spectaculu Escola de Arte e Tecnologia, para que parte da equipe técnica contratada sejam em sua maioria jovens periféricos ex-alunos do projeto.

A psicóloga Deborah Medeiros fez a consultoria de representações raciais e de gênero, além da análise crítica de narrativa e letramento racial, atuando em todas as áreas do musical: “Não existem decisões que sejam apolíticas e elas sempre vão reforçar o que está estabelecido ou vão avançar para uma mudança. Por isso foi importante trabalhar com os autores, a direção, o elenco, cenografia, figurino, coreografia, iluminação, até sobre a peça gráfica de divulgação, enfim todas as instâncias, para identificar se o discurso estava coerente com as questões que eles queriam tratar no musical”, explica Deborah.


Sinopse de "Rio Uphill"
Uma reviravolta inesperada na véspera do Ano Novo reúne Miguel, cria do Morro do Sol, e Daniel, um jovem de classe media alta do Rio de Janeiro. Daniel se encanta por Júlia, irmã de Miguel, e eles mergulham em um romance cheio de paixão, quando todos se veem envolvidos em uma situação surpreendente. Juntos eles terão que enfrentar os obstáculos e desafios de uma sociedade parcial.


Sobre o diretor
Gustavo Barchilon iniciou a carreira artística como ator e produtor e, a partir de 2009, na direção, primeiro com um espetáculo de Domingos de Oliveira e depois com a dupla Charles Möeller e Claudio Botelho, sendo assistente em diversos musicais. Na sequência, esteve na equipe de espetáculos do Cirque du Soleil e, dois anos depois, foi convidado pela australiana Loretta Gasparini para ser diretor de cena do espetáculo "Magic Mike", no disputado West End londrino.

Em 2021, Gustavo assumiu a direção da versão brasileira de "Barnum" e, em seguida, da aclamada peça "4000 Miles". Seu trabalho o levou a ser um dos diretores mais indicados nas principais premiações de teatro em 2022, além de conquistar o prêmio de Melhor Diretor no Did Awards por sua direção em "Barnum". Em 2023, Gustavo dirigiu Funny Girl, Something Rotten e SpongeBob, recebendo indicações de Melhor Diretor no Prêmio Bibi Ferreira e ganhou outra vez o prêmio de Melhor Diretor no Did Awards. Também foi premiado com o Prêmio Arcanjo como Melhor Diretor de Teatro de 2023. Seu trabalho foi reconhecido pelo jornal Folha de S. Paulo como um dos diretores mais importantes da cena teatral moderna do Brasil, e ele foi nomeado Príncipe dos Musicais pela Broadway World.

Sobre a idealizadora e autora
Juliana Pedroso é uma produtora teatral, designer e escritora brasileira. Criadora e autora de "Rio Uphill - O Musical". Seus créditos como produtora incluem a nova comédia musical off Broadway, "What Do Critics Know?" (The Signature Theater), "Bananawood" (NY Theater Festival), "Sleep No More" (NYC, Drama Desk Award, Obie Award), "Prototype Festival" (NYC).


Sobre o autor de música e letras
Matt Gurren é escritor e cineasta americano, fundador da MWG Productions LLC. Dentre seus trabalhos, "Rio Uphill" (2021 Richard Rodgers Award Finalist, 2019 ASCAP Workshop), que foi adaptado para um filme que recebeu mais de 22 prêmios e seleções nos Festivais Internacionais de Cinema. Seu premiado musical "What Do Critics Know?" estreou off-Broadway no Alice Griffin Theatre at Signature e teve apresentações e concertos em todo os EUA. Outras peças incluem "The Suffragette" (Balch Arena Theatre) e "The Appraiser's Desk" (Center Stage). Suas obras e canções já tocaram no The York Theatre Company, Feinstein's/54Below, New World Stages, Theater Row, Blue Note, West Side Theater e Brookfield Theater. Ele é o coautor do livro de ficção científica "Children of Astra".

Música
Nanny Assis, é um cantor, percussionista e compositor brasileiro. Integrou a Orquestra de Gafieira especializada em ritmo folclórico brasileiro. Desde 1986, Nanny tocou com Vinícius Cantuária, Kenny Baron e Janis Siegel. Em 1999, mudou-se para Nova York, onde é hoje amplamente conhecido pelas suas atuações semanais em alguns dos locais mais ilustres da cidade. Fez apresentações por toda a Europa, incluindo Itália, França, Suíça e Inglaterra. Nanny se apresentou no Barbican Centre e no Queen Elizabeth’s Hall, em Londres. Em 2011 e 2019 recebeu o prestigioso Prêmio da Imprensa Internacional Brasileira como “Melhor Cantor do Ano”. Nanny gravou três álbuns: Brazilian Vibes, com Arthur Lipner, Double Rainbow e Honey & Air com Janis Siegel.


Ficha técnica
"Rio Uphill - O Musical"
Diretor artístico: Gustavo Barchilon
Concepção: Juliana Pedroso
Diretor de produção: Thiago Hofman
Autores: Juliana Pedroso e Matthew Gurren
Compositores: Nanny Assis e Matthew Gurren
Arranjos: Nanny Assis, Matt Gurren e Carlos Bauzys
Letras: Matthew Gurren
Diretor musical e orquestrador: Carlos Bauzys
Assistente de direção musical: Marcelo Farias
Cenógrafa: Natália Lana
Cenógrafo assistente: Victor Aragão
Versionista: Talita Real
Coreógrafos: Gabriel Malo e Nyandra Fernandes
Assistente de coreografia: Paty Athayde
Figurinista: Ana Elisa Schumacher
Designer de som: Paulo Altafim
Desenho de luz: Maneco Quinderé
Visagista: Feliciano San Roman
Produtora de elenco: Giselle Lima
Consultora de representações raciais e de gênero: Deborah Medeiros
Assistente de direção: Isabel Castello Branco
Elenco: Cadu Libonati (Daniel), Carol Botelho (Julia), Bhener (Miguel), Andrea Marquee (Dona Lúcia), Priscila Araújo (Bonita), Osmar Silveira (Bruno / Cover Daniel), Ana Elisa Schumacher (Larissa), Kaue Penna (Carlito / Cover Miguel), VN Rodrigues (Bolade), Bruno Sankofá (Álvaro), Rafael de Castro (Hugo e Sérgio), Julia Perré (Gabi / cover Julia), Carol Donato (Mari e Ensemble / cover Larissa), Jessica Santos (ensemble / cver Dona Lucia e Bonita), Vicenthe Oliveira (ensemble / Cover Bruno e Bolade), Peter (ensemble / cover Carlito),  Léo Aruom (bailarino) e Lucas Alfred (bailarino).


Serviço
"Rio Uphill - O Musical"
Teatro Villa-Lobos - Shopping Villa-Lobos
Av. Drª Ruth Cardoso, 4777 - Jardim Universidade Pinheiros / São Paulo
Temporada: de 18 de janeiro a 16 de fevereiro de 2025
Dias: Sextas às 20h / Sábados às 17h e 20h / Domingos às 15h e 18h
Duração: 100 minutos
Capacidade: 720 pessoas


Ingressos
Plateia Premium: Meia Entrada R$80,00 / Inteira R$160,00
Plateia Gold: Meia Entrada R$65,00 / Inteira R$130,00
Plateia Silver: Meia Entrada R$50,00 / Inteira R$100,00
Plateia Popular: Ingresso Popular Meia R$20,00 / Ingresso Popular Inteira R$40,00
Balcão:  Ingresso Popular Meia R$20,00 / Ingresso Popular Inteira R$40,00

Vendas pela internet (http://www.sympla.com.br) ou presencialmente, nos pontos de venda por meio dos totens no Shopping, localizado no 4º andar - ao lado da bilheteria, ou ainda na bilheteria do Teatro Villa Lobos (nos dias do espetáculo, 3h antes do horário do espetáculo até o início da apresentação).

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