Mostra reúne fotografias analógicas e digitais que acompanham transformações da paisagem urbana ao longo de décadas. Abertura em 25 de janeiro, domingo, às 10h00, com visita guiada de Cristiano Mascaro às 15h00. Na imagem, escada da Maternidade Filomena Matarazzo
Domingo, dia 25 de janeiro de 2026, data em que São Paulo celebra o aniversário, a Unibes Cultural abre ao público a exposição "Recortes", de Cristiano Mascaro, um dos nomes fundamentais da fotografia brasileira. A mostra inaugura a programação de 2026 da instituição e apresenta um conjunto de fotografias analógicas e digitais ampliadas, realizadas ao longo de diferentes momentos da trajetória do artista, cuja obra contribuiu de forma decisiva para a construção da memória visual da metrópole e de seus espaços arquitetônicos.
Arquiteto formado pela FAU-USP, Mascaro se voltou para a fotografia após o contato com a obra do fotógrafo francês Henri Cartier-Bresson (1908-2004), ainda durante a graduação. Aos 81 anos, com uma carreira amplamente reconhecida por prêmios e exposições no Brasil e no exterior, seu olhar permanece atento, preciso e rigoroso, voltado para a observação contínua da cidade e de suas transformações.
Entre a cidade vista e a cidade em detalhe
As imagens reunidas na exposição percorrem lugares emblemáticos da paisagem paulistana, como a Avenida São João, o Elevado Presidente João Goulart (Minhocão), o Viaduto Eusébio Stevaux e a Maternidade Filomena Matarazzo. Em alguns trabalhos, esses espaços aparecem em vistas amplas, revelando a escala urbana e a organização arquitetônica; em outros, surgem fragmentados, em recortes de fachadas, estruturas, sombras e geometrias, ressaltando a relação entre forma, tempo e uso.
Essa alternância entre o todo e o detalhe constitui uma marca da obra de Cristiano Mascaro, que articula rigor formal, memória urbana e observação do cotidiano, sem recorrer ao espetáculo, mas à permanência dos espaços na vida da cidade.
Com curadoria de Flávio Cohn e Luiz Bagolin, a mostra estabelece um diálogo entre diferentes fases da produção do fotógrafo, evidenciando como a fotografia urbana acompanha, ao longo do tempo, as transformações de São Paulo e das tecnologias de imagem. A seleção reúne obras realizadas desde o período da fotografia analógica até a produção digital contemporânea, propondo uma reflexão sobre a cidade como território histórico, arquitetônico e simbólico, continuamente reinterpretado pelo olhar fotográfico.
Com curadoria de Flávio Cohn e Luiz Bagolin, a mostra estabelece um diálogo entre diferentes fases da produção do fotógrafo, evidenciando como a fotografia urbana acompanha, ao longo do tempo, as transformações de São Paulo e das tecnologias de imagem. A seleção reúne obras realizadas desde o período da fotografia analógica até a produção digital contemporânea, propondo uma reflexão sobre a cidade como território histórico, arquitetônico e simbólico, continuamente reinterpretado pelo olhar fotográfico.
Sobre o artista
Cristiano Mascaro é formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP). Iniciou sua carreira como repórter fotográfico da revista Veja, onde realizou diversas reportagens no Brasil e no exterior. Foi professor de fotojornalismo na Enfoco, escola de fotografia, e de comunicação visual na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de Santos. Entre 1974 e 1988, dirigiu o Laboratório de Recursos Audiovisuais da FAU/USP. Em 1986, obteve o grau de mestre pela USP e, em 1990, recebeu a Bolsa Vitae de Artes.
Realizou diversas exposições no Brasil e no exterior, com fotografias integrando coleções particulares e de museus. Tem trabalhos publicados na imprensa e em livros. Em 1992, recebeu o Prêmio Abril de Jornalismo com o ensaio "O Jeito Brasileiro de Viver e Morar" e, em 1999, com o ensaio "Sala dos Milagres". Em 1995, obteve o grau de doutor pela USP, com nota máxima e menção de louvor, apresentando a tese "A Fotografia e a Arquitetura".
Em 2006, participou, como arquiteto homenageado, da 6º Bienal de Arquitetura e Design, apresentando a exposição "O Brasil em X, em Y, em Z". Em 2007, recebeu o Prêmio Especial de Fotografia Porto Seguro pelo conjunto de sua obra. Em 2015, foi laureado pela Associação Paulista de Críticos de Arte por seus trabalhos de documentação urbana. Atualmente, atua como fotógrafo independente, dedicando-se a projetos pessoais.
Sobre os curadores
Flávio Cohn é galerista e Diretor de Arte Contemporânea da DAN Galeria, em São Paulo. Filho dos fundadores da galeria, Gláucia e Peter Cohn, em 1985 criou o Departamento de Arte Contemporânea, abrindo espaço para artistas brasileiros e internacionais no circuito de arte contemporânea.
Luiz Armando Bagolin é livre-docente em História da Arte Brasileira e doutor em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP). No Programa de Pós-Graduação do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB/USP), coordena pesquisas sobre teorias da arte, da Renascença à produção brasileira. Foi diretor da Biblioteca Mário de Andrade, além de curador de diversas exposições e do Prêmio Jabuti. Suas publicações, que articulam arte, linguagem, retórica e filosofia, consolidam-no como um dos estudiosos mais relevantes do campo no país.
Serviço
Exposição "Recortes" por Cristiano Mascaro
Curadoria: Flávio Cohn e Luiz Bagolin
Visita guiada: 25 de janeiro de 2026, às 15h, com Cristiano Mascaro | Atividade gratuita. Inscrições serão divulgadas posteriormente.
Visitação: 25 de janeiro a 22 de março de 2026.
Horário: Quarta a sábado, das 12h às 19h | Domingo, das 10h às 18h
Local: Unibes Cultural
End.: Rua Oscar Freire, 2500 | São Paulo - SP | a 80m da Estação Sumaré do metrô (Linha 2 – Verde)
Classificação indicativa: livre
Gratuita
Plataforma exclusiva: Fever








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