Mostrando postagens com marcador LancamentoDeLivro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador LancamentoDeLivro. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 15 de julho de 2026

.: Pallas Editora lança "Escreviventes", com Conceição Evaristo e Eliana Alves Cruz


Livro derivado de documentário inédito, com Conceição Evaristo e Eliana Alves Cruz, é o primeiro volume da Coleção Memórias Brasileiras. Conceição Evaristo e Eliana Alves Cruz durante a gravação do documentário "Escreviventes". Foto: de Thiago dos Santos


Em dezembro de 2025, durante dois dias, Conceição EvaristoEliana Alves Cruz se sentaram frente a frente na Kaza 123, um quilombo urbano no bairro de Vila Isabel, no Rio de Janeiro. Não foi entrevista, não foi bate-papo de lançamento, foi conversa entre amigas. E o registro dela é "Escreviventes", que a Pallas Editora lança em 2026, primeiro volume da nova Coleção Memórias Brasileiras.

O livro nasce de um projeto idealizado por Estevão Ribeiro, que também assina a direção do longa-metragem documental homônimo, atualmente em pós-produção, com estreia em festivais prevista para 2027 e chegada ao circuito comercial em 2028. As páginas de Escreviventes antecipam, portanto, o que o público só vai ver na tela dentro de dois anos. Um material de arquivo afetivo que já existe mesmo antes do filme estar fechado. 

O ano marca dois números redondos: Conceição completa 80 anos, Eliana completa 60. Uma já consolidada como a criadora do conceito de escrevivência, autora dos clássicos Ponciá Vicêncio (2003), Becos da memória (2006), Olhos d’água (2014) e Canção para ninar menino grande (2018), pela Pallas. A outra, jornalista de formação, chegou à ficção em 2015 pelo Prêmio Oliveira Silveira e hoje soma o Jabuti de 2022 com A vestida e o Prêmio Guimarães Rosa da ABL na categoria Melhor Livro de Ficção com Meridiana. Pela Pallas, Eliana publicou Nada digo de ti, que em ti não veja, em 2019. Juntas, quase 20 livros publicados e uma amizade que atravessa gerações.

A conversa percorre temas que não costumam vir lado a lado num único livro: racismo, maternidade, sexualidade, envelhecimento. Conceição lembra o nome que deu a essas semelhanças entre as duas: parecenças, termo que dá o tom afetivo de toda a obra. Entre um capítulo e outro, a conversa das duas escritoras é entremeada por depoimentos de Itamar Vieira Junior, Renato Noguera, Teresa Cárdenas e Flávia Oliveira - vozes que ampliam, de fora, o que Conceição e Eliana constroem de dentro da amizade.

"Escreviventes" chega como desdobramento da própria escrevivência, não como um conceito a ser explicado, mas como o que ele sempre foi: duas mulheres negras contando suas próprias histórias, pelas próprias mãos, num livro que existe antes mesmo do filme que o originou chegar às telas. Compre o livro "Escreviventes" neste link.

Sobre as autoras
Conceição Evaristo
é escritora, ficcionista e ensaísta mineira radicada no Rio de Janeiro. Graduada em Letras pela UFRJ, mestre em Literatura Brasileira pela PUC-Rio e doutora em Literatura Comparada pela UFF, é autora de "Ponciá Vicêncio", "Becos da Memória", "Olhos D'Água" (Jabuti 2015) e "Canção para Ninar Menino Grande", entre outros títulos publicados pela Pallas.

Eliana Alves Cruz nasceu no Rio de Janeiro em 1966. É jornalista, escritora e roteirista. Venceu o Prêmio Jabuti 2022 com A vestida, o Prêmio Oliveira Silveira com Água de barrela e o Prêmio Guimarães Rosa da Academia Brasileira de Letras (ABL) na categoria Melhor Livro de Ficção, com "Meridiana". Apresenta o programa "Trilha de Letras", na TV Brasil, e foi indicada ao International Emmy Awards 2024 como roteirista da série "Anderson Spider Silva".


Sobre o organizador
Estevão Ribeiro
é escritor, roteirista e diretor audiovisual capixaba. Criador da personagem Rê Tinta e autor de dezenas de publicações, entre livros infantis, quadrinhos e prosa. No audiovisual, colaborou como roteirista para séries como "Cidade de Deus - A Luta Não Para" (2024, HBO) e é criador da série animada "Vovó Tatá" (2024, Globoplay). Estreou como diretor com o curta-metragem "Salve, Rainha!" (2026) e "Escreviventes" será seu primeiro longa-metragem documental.

.: Wesley Barbosa lança “Os Barraquinhos da Favela” na FLIP 2026


Obra marca a estreia do autor na literatura infantil e será apresentada em roda de conversa na Casa da Favela, durante a Festa Literária Internacional de Paraty, no dia 23 de julho, às 10h00

Para celebrar sua estreia na literatura infantil, o escritor Wesley Barbosa apresenta "Os Barraquinhos da Favela", publicado pela Editora Moderna, em uma roda de conversa na Casa da Favela, no dia 23 de julho, às 10h, durante a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP). Na obra, Wesley Barbosa transforma memórias da periferia em narrativa literária. Escrito em primeira pessoa e atravessado por um tom afetivo e saudosista, o livro reconstitui a paisagem da periferia pelos olhos de quem a viveu de dentro. 

Há, nessas páginas, a lembrança dura das casas de madeira arrancadas pelo vento, mas também a poesia de quem guarda, no embrulho da memória, o cheiro do arroz e do feijão quentinhos, e a visão do horizonte recortado por estrelas vistas de uma janela quebrada. É nessa janela que reside a síntese do livro, o convite a olhar para o horizonte e para os próprios barraquinhos como metáforas de sonhos que a infância não deixou morrer, e da força de quem cresceu sem nunca esquecer de onde veio. Compre "Os Barraquinhos da Favela", de Wesley Barbosa, neste link.

Memórias da periferia
As ilustrações são de Tainan Rocha, artista cujo trabalho já dialogou com temas ligados à infância e se destaca pelo uso de texturas, relevos e cores. A junção entre o texto de Barbosa e a sensibilidade visual de Rocha resulta em uma obra recomendada para crianças a partir de 6 anos, mas capaz de tocar leitores de qualquer idade que reconheçam nessas páginas parte da própria história. "Já morei em muitas casas na periferia e em barracos na favela. Desde adolescente, adoro ler, e isso me inspirou a começar a escrever. Os Barraquinhos da Favela é apenas um ponto de partida para muitas conversas sobre lembranças, desafios e afetos", conta o autor.


Sobre o autor
Wesley Barbosa nasceu em Itapecerica da Serra, em São Paulo, em 1990. Autor de cerca de cinco obras, construiu uma trajetória literária marcada pela presença da oralidade e da cultura periférica contemporânea, com livros que discutem identidade, território e vivência urbana. Os Barraquinhos da Favela é sua primeira incursão pela literatura infantil.

 
Sobre o ilustrador
Tainan Rocha
é quadrinista e ilustrador formado pela Quanta Academia de Artes, em São Paulo, onde leciona atualmente. Já ilustrou diversos livros e histórias em quadrinhos no Brasil e no exterior. Hoje vive no litoral com a esposa e o filho, e, quando precisa de inspiração, coloca os pés na areia.


Serviço
Lançamento "Os Barraquinhos da Favela"
Casa da Favela - Flip 26
Dia: 23 de julho, às 10h00

.: "O Tardio", de Maurício Melo Júnior, o quinto romance do escritor


O pano de fundo de "O Tardio", quinto romance de Maurício Melo Júnior, é o Brasil dos anos 1970, período mais duro da ditadura militar: o AI-5 em vigor, a tortura como prática de Estado. Em meio a isso, uma geração de jovens escolheu o caminho oposto - a estrada, a contracultura, a busca por paz e liberdade. Mas o que significa liberdade quando tudo ao redor conspira para impedi-la? Será que eles estão dispostos a pagar o preço que for para conquistá-la?

A vida de Sérgio parecia seguir um caminho bastante tradicional. Uma infância e adolescência comuns, marcadas pela forte presença do catolicismo - à época, quase uma regra em todo o país, inclusive em Pernambuco, onde nasceu. Sua família já não possuía o status social de outrora, mas ele conseguiu se formar em Direito. Casou-se. A esposa, professora, dividia-se entre a casa, os estudos e as salas de aula. Tiveram filhas. Tudo dentro do convencional.

No entanto, a perda de um parente próximo fez reaparecer uma figura há muito aprisionada no silêncio familiar: a de Roberto, seu irmão. Anos atrás, a morte de Roberto e suas escolhas de vida sempre foram um tabu acobertado por seus pais e por todos. O caçula Sérgio, que sempre recebera poucas informações a respeito de seu irmão, agora tinha em mãos mais do que imaginara em toda a sua vida. Ainda assim não era suficiente. Ele precisava de mais. Tinha necessidade de descobrir novas peças da história de seu irmão, cuja morte coincidira com a data de seu próprio nascimento. Angustiado, Sérgio deixa tudo para trás e põe o pé na estrada.

A trajetória de Sérgio em busca de respostas é guiada por cartões-postais encontrados na casa de seu tio, logo após seu falecimento. As correspondências foram escritas por seu irmão durante suas andanças e enviadas ao tio ao longo dos anos. Por onde passa, o advogado abandona a gravata, adota a bata indiana e o pano vermelho do artesanato, recolhe informações e vivências que o ajudam a montar o quebra-cabeças da história de Beto. Nesse percurso, Sérgio começa também a questionar suas próprias escolhas, desejos e certezas, colocando à prova tudo o que havia construído, inclusive o casamento e a vida profissional deixados para trás no Recife.

Aos poucos, a figura de Roberto ganha corpo: um rapaz calado e religioso que, no fim dos anos 1970, abandonou a casa dos pais em Palmares e se tornou hippie ao lado de Caliandra. Juntos, os dois percorreram o país em busca de um modo de viver mais livre. O rastro some no interior de Goiás. E é até lá que Sérgio precisa chegar.

O escritor Maurício Melo Júnior nos conduz por essa jornada na qual o protagonista atravessa cidades do Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste do país, refazendo o caminho do irmão. Sua maneira de nos apresentar esse mundo, transforma paisagem em estado de espírito: “o asfalto do sertão é uma cobra negra e rastejante”, “o calor sobe do chão como nuvem”, “cada lugar carrega o peso de quem passou por ele”. O Brasil que emerge dessas páginas é místico e distante do modo de vida tradicional. Nessa leitura, fazemos uma travessia ao lado de andarilhos que esperam e buscam a chamada Era de Aquarius.

"O Tardio" é o romance da busca e do desencontro: de um homem que chega sempre depois do tempo, como o irmão que nunca conheceu, como a era que nunca veio. Uma narrativa instigante, densa e profundamente brasileira, em que o passado e o presente se entrelaçam na estrada aberta de um país que ainda busca a sua própria liberdade. Compre o livro "O Tardio", de Maurício Melo Júnior, neste link.


Sobre o autor
Maurício Melo Júnior é escritor, jornalista, crítico literário e documentarista. Pernambucano radicado em Brasília, formou-se em Comunicação Social, com pós-graduação em Economia e Ciência Política. Atuou em alguns dos principais veículos de comunicação do país, como o Correio Braziliense. Há 25 anos apresenta o programa Leituras, na TV Senado, o primeiro dedicado à literatura brasileira. Assina resenhas literárias para o jornal Rascunho (Curitiba/PR) e é colaborador da revista literária Pernambuco (Companhia Editorial de Pernambuco. Recife/PE). Presidiu o Instituto Casa de Autores, de Brasília, além de ser membro da Associação Nacional dos Escritores. 

É também autor de romances, contos, crônicas e livros infantojuvenis, com destaque para "Não Me Empurre para os Perdidos" e "Sujeito Oculto". Ao todo, já escreveu 35 livros e "O Tardio" é seu quinto romance. É curador da FLIPIRI curador (Festa Literária de Pirenópolis – GO) e da Flipenedo - Festa Literária de Penedo (GO). Como documentarista, dirigiu mais de 20 filmes e escreveu para o teatro, com peças encenadas em diversas regiões do país. Garanta o seu exemplar de "O Tardio", escrito por Maurício Melo Júnior, neste link.

.: Gratuito: Pondé debate guerra e natureza humana em São Paulo nesta quinta-feira


Luiz Felipe Pondé recebe Fernando Schuler para um debate sobre guerra e natureza humana nesta quinta-feira, dia 16, em São Paulo. O filósofo lança o livro "Por que a guerra? Einstein pergunta, Freud responde, Pondé comenta", em evento gratuito, na Livraria das Perdizes


Nesta quinta-feira, dia 16 de julho, o filósofo Luiz Felipe Pondé lança "Por que a Guerra? Einstein Pergunta, Freud Responde, Pondé Comenta", em conversa com o cientista político Fernando Schuler, em São Paulo. Ambos debaterão sobre guerra, violência e natureza humana, a partir da histórica correspondência entre Albert Einstein e Sigmund Freud. O diálogo entre dois dos maiores intelectuais do século 20, realizado nos anos 1930, discutiu as raízes psicológicas da agressividade, o papel das instituições políticas e os limites da civilização diante da barbárie. 

Esta edição brasileira, publicação da Amarilys Editora, apresenta uma nova tradução do texto original e inclui um prefácio crítico de Pondé, que examina a atualidade dessas ideias à luz dos conflitos do século 21. A sessão de autógrafos com coquetel e palestra acontece a partir das 19h00, com entrada franca, na Livraria das Perdizes, e deve encerrar às 21h30. Compre o livro "Por que a Guerra? Einstein Pergunta, Freud Responde, Pondé Comenta" neste link. Confira a agenda da livraria para julho:


Quinta-feira, dia 16 de julho 
19h00 às 21h30 - Lançamento de "Por que a Guerra? Einstein Pergunta, Freud Responde, Pondé Comenta"
Bate-papo com o filósofo Luiz Felipe Pondé e o cientista político Fernando Schuler sobre guerra, violência e natureza humana, a partir da histórica correspondência entre Albert Einstein e Sigmund Freud. O encontro discute a atualidade das reflexões dos dois pensadores diante dos conflitos contemporâneos. Compre o livro "Por que a Guerra? Einstein Pergunta, Freud Responde, Pondé Comenta" neste link.

Sábado, dia 18 de julho 
10h00 às 12h00 - Oficina Carta por Carta "Eu Também Já Fui Criança", com Mariana Ferrari
O encontro propõe uma experiência de escrita a partir da memória da infância. Por meio de exercícios corporais e literários, os participantes são convidados a resgatar lembranças, sensações e afetos para desenvolver uma narrativa mais sensível e criativa. 

14h00 às 16h00 - Aniversário de 1 ano de Sete Centímetros | Clube do Livro Café com Nat + Sentadas na Janela
Encontro especial em comemoração ao primeiro aniversário do romance Sete Centímetros, de Natália Marques. Ao lado da comunicadora Juliana Mazza, a autora conversa sobre os bastidores da escrita, luto, câncer, cuidados paliativos e a naturalidade da morte, temas centrais da obra que mistura autoficção e realismo mágico. 

Quinta-feira, dia 23 de julho 
19h00 às 21h00 – Lançamento dos livros Esquerda e direita, a fé na trincheira e "Manual do Comportamento Político dos Evangélicos" (2ª edição)
Os autores Gustavo Sanches e André Anéas promovem um diálogo sobre religião, política e democracia a partir de suas obras. O encontro propõe uma reflexão crítica sobre a relação entre fé e polarização política, discutindo o papel dos evangélicos no cenário brasileiro e incentivando uma participação cidadã mais consciente, plural e comprometida com o bem comum. 


Livraria das Perdizes

Rua Bartira, 317 - Perdizes / São Paulo
Entrada: franca - estacionamento no local

.: "Água Demais Mata a Planta", lançamento do primeiro livro de poemas de Nanete Neves


Depois de uma longa trajetória na imprensa, e com mais de 20 anos de atuação no mercado editorial como autora, editora e comandando oficinas e cursos literários, Nanete Neves lança no sábado, 23 de maio, “Água Demais Mata a Planta”, o seu primeiro livro de poemas pela Lavra Editora.

Ora lírica, ora irada ou bem-humorada, a autora nos brinda com poemas curtos e contundentes que foram produzidos desde 2008 - quando ainda assinava como Laura Fuentes, sua versão mais sexy e desbocada -, depois quando foi assumindo seu próprio nome, até os mais recentes com temas atuais que a afetam, como as guerras, o feminicídio e as injustiças.

Alguns desses poemas já participaram de antologias, outros foram publicados no blog “Instintos da pele”, de Laura Fuentes (que atualmente consta como “escritora em manutenção”), vários foram postados nas redes sociais da autora e uns são inéditos. 

No texto de apresentação, Paula Valéria Andrade, a poeta, escritora, artista multimídia e idealizadora do projeto “Feminino Infinito” diz: “A poeta nasce dos sentidos das entranhas, visíveis na carne e imateriais, onde não habitam certezas, destinos ou coisas que assim o digam. Nasce, enfim cria musgos e raízes, e escreve de um lugar só dela, pedra e humus onde ali sim, habitam histórias, segredos, cenas, múltiplos sons e olhares retratados na palavra e na poesia, prosa poética, foto-poemas visuais e imagens, contornos de uma vida rica de sentidos, tocada e bem-humorada, dedilhada aqui, em versos intensos e compostos ali, de uma arquitetura da memória”.

Nanete Neves é autora do ebook paradidádico Transforme sua vida em livro (2020, Amazon Kindle); da novela De âmbar e trigo (Alink Editora, 2016); do livro de memórias-reportagem O Poeta e a foca (2015, agora disponível como livro físico e digital na Amazon/Kindle), em que conta como conseguiu a primeira entrevista de Drummond para a imprensa quando ainda era novata na carreira; Batendo ponto: uma colherada de humor na hora do cafezinho, ao lado de Nelson de Oliveira e Marcelino Freire (Novo Século, 2013), de mini e microcontos, e de Lavoura dourada (Évora, 2010). Participa de diversas antologias de contos no Brasil e em Portugal, entre elas, Um mar vivo de corações expostos, coletânea de crônicas (Lavra Editora, 2021).

sexta-feira, 10 de julho de 2026

.: “O Menino com Braços de Céu”: obra infantil aborda luto com delicadeza


Escrito por Vivian Caroline Lopes, o livro transforma perdas na infância em uma narrativa sensível sobre vida, finitude e afeto


Falar sobre perdas na infância é um desafio, seja nas famílias, nas escolas ou na sociedade. É nesse espaço sensível que a Editora Melhoramentos acaba de lançar "O Menino com Braços de Céu", livro de Vivian Caroline Lopes, que convida crianças e adultos a olharem para o luto a partir da delicadeza, do afeto e da poesia. A obra nasce de uma metáfora sobre a vida e sua finitude na figura de um carretel de fita, representando o fio a vida. Ao nascer, cada criança recebe alguns metros de fita, que simbolizam o tempo da vida. Ao longo da narrativa, o protagonista percebe que sua fita é mais curta e, ao desenrolá-lo, cria laços com tudo aquilo que ama, como pessoas, momentos, memórias e pequenas descobertas do dia a dia.

Com linguagem poética e visual, o livro constrói uma experiência sensorial sobre a finitude. O fio azul, presente também no acabamento da lombada, atravessa toda a narrativa como símbolo da trajetória da vida, dos vínculos que construímos e daquilo que permanece, mesmo diante da perda. As ilustrações elaboradas e aquareladas pela própria autora dialogam com o texto ao explorar vazios, traços incompletos e cores suaves, criando uma atmosfera de suspensão e contemplação. A escolha estética reforça a fragilidade da existência humana e a intensidade dos encontros que marcam a trajetória do menino. "O Menino com Braços de Céu" é um convite a falar e sentir a vida a partir de cada laço que se forma no caminho sob a perspectiva de uma criança.

Educadora e doutora em Literatura Brasileira, Vivian Caroline Lopes desenvolve projetos de incentivo à leitura e à escrita com crianças e adolescentes. A motivação para este livro, no entanto, nasceu de uma experiência profunda. Ao longo de sua trajetória como professora, a autora vivenciou perdas recorrentes de alunos em contextos atravessados pela violência, pelo crime e pela vulnerabilidade social.

“Foi a forma que encontrei para me expressar, ressignificar a ausência e honrar as memórias de quem partiu”, conta Vivian. A dedicatória da obra reforça esse propósito ao homenagear três jovens que tiveram suas histórias interrompidas.

Para Joice Castilho, gerente de Negócios da Editora Melhoramentos, o livro chega ao catálogo para ampliar a escuta e abrir conversas delicadas e necessárias no universo infantil. “Tratar de temas como o luto faz parte do compromisso da Editora em apoiar educadores e famílias na formação emocional das crianças. Ao abordar esse assunto com cuidado e responsabilidade, a obra se soma a um conjunto de títulos que contribuem para a discussão de questões essenciais do desenvolvimento infantil, com sensibilidade e profundidade”, afirma.

Títulos como “Agora Pode Chover”, “A Cabine Telefônica do Sr. Hirota” e "Menina Nina: Duas Razões para Não Chorar" já integram o catálogo da Editora e consolidam a atuação da Melhoramentos na construção de um repertório que acolhe as emoções da infância e contribui para a formação de leitores mais empáticos, capazes de compreender e elaborar experiências complexas. Compre o livro "O Menino com Braços de Céu", de Vivian Caroline Lopes, neste link.

Uma ferramenta para escolas e educadores
Ao tratar o tema com leveza, "O Menino com Braços de Céu" se apresenta como um recurso relevante para escolas, educadores e famílias, abrindo espaço para conversas difíceis e apoiando as crianças na nomeação de sentimentos, na compreensão das perdas e no reconhecimento da importância dos vínculos. A obra será lançada durante a 24ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que acontece entre 22 e 26 de julho de 2026. A sessão de lançamento e encontro com leitores está marcada para 23 de julho, às 16h30, na Casa Árvore. O livro também pode ser encontrado nas principais livrarias físicas e digitais do país, com preço sugerido de R$ 69,00. Garanta o seu exemplar de "O Menino com Braços de Céu", escrito por Vivian Caroline Lopes, neste link.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

.: Com primeiro romance, Bethânia Pires Amaro é confirmada na Flip


Foto da autora: Divulgação/ Lorena Vinturini e capas dos livros

A escritora Bethânia Pires Amaro é uma das convidadas da programação oficial da Festa Literária Internacional de Paraty 2026, que será realizada de 22 a 26 de julho na cidade do sul fluminense. Revelada em 2023 com o livro de contos "O Ninho", publicado pela Editora Record, que venceu os prêmios Jabuti, APCA e Sesc e foi segundo lugar no Prêmio Clarice Lispector da Fundação Biblioteca Nacional, ela agora está lançando seu primeiro romance, "Ressalga", também pela Editora Record.

“Este convite para a programação principal da Flip é, para mim, um imenso reconhecimento ao meu trabalho, que recebo com muito entusiasmo e responsabilidade", disse a autora. “Paraty tem uma energia incrível de celebração das artes e do pensamento crítico, e fico muito feliz por fazer parte desta conversa coletiva, celebrando a força e a diversidade da nossa produção literária nacional”.

Pernambucana criada na Bahia e hoje morando em São Paulo, Bethânia traz no livro uma história forte e emocionante sobre memórias de três gerações de mulheres na Bahia que lutam contra heranças de um tempo que não deveria mais existir. Percorrendo o Recôncavo até Salvador, seguindo os rios da região, a narrativa fala de ancestralidades, escolhas e possibilidades. 

Bethânia Pires Amaro nasceu em Recife, no Pernambuco, em 1988, mas foi criada na Bahia, em Ilhéus e Salvador. Graduada em Direito pela Universidade Federal da Bahia e mestre em Direito do Estado pela Universidade de São Paulo, é escritora, advogada e ministrante de cursos e palestras. "Ressalga" é uma narrativa sobre três gerações de mulheres que atravessam as geografias da Bahia e experimentam a dissolução das fronteiras entre o corpo e o mundo.

Janaína nasce sob o clarão dos fogos-fátuos, no interior do estado. Fascinada pelos olhos azuis da estátua de Nossa Senhora, envolve-se num escândalo que a leva a abandonar a cidade e atravessar o sertão, seguindo o curso dos rios na condição de lavadeira. Ao chegar ao Recôncavo, encontra morada às margens do rio Paraguaçu, numa casa constantemente inundada pelas cheias. A comunhão que estabelece com a água evanesce os contornos entre o cotidiano e a correnteza que arrasta diante do quintal os corpos de animais afogados.

Graça, sua filha, aprende cedo que narrar é também uma forma de sobreviver. Com ossos leves de pássaro e imaginação afiada, ela parte para Salvador na década de 1950, após um casamento arruinado, para trabalhar em “casa de família”. Da curiosidade e do desejo, nascem suas decisões mais audaciosas: transformando o próprio corpo em empreendimento, assume diversas identidades até se converter na Garça Preta, proprietária do cabaré mais renomado da Ladeira da Montanha, transitando pela era de ouro da boemia e pelo rigor dos anos de chumbo.

Flora, a neta, cresce à sombra das histórias da mãe e da avó. Décadas após o evento que levou à ruptura de sua família, ela retorna a Salvador em busca da memória da Mulher de Roxo, tentando decifrar se a lenda urbana que habita o imaginário soteropolitano é, na verdade, o paradeiro final de Graça. O retorno não é apenas geográfico, mas uma tentativa de costurar os fios de uma linhagem que sempre viveu entre a realidade e o mito.

Em "O Ninho", Bethânia Pires Amaro mergulhou em um mosaico de imperfeições e doenças familiares para desvelar esse ninho estranho, disforme, inseguro, destruindo as idealizações que pairam sobre as relações familiares, sobretudo quando se trata de maternidade. Seus quinze contos acompanham personagens femininas que habitam e produzem lares repletos de complexidade. O livro, vencedor dos prêmios Jabuti, APCA e Sesc, já está na quinta edição. Compre os livros de Bethânia Pires Amaro neste link.

.: Os novos contos de Mariana Enriquez, que combinam horror e sobrenatural


Nos 12 contos de terror de "Um Lugar Ensolarado para Gente Sombria", que chega às livrarias em junho pela Intrínseca, Mariana Enriquez, cujos textos já foram comparados aos de Franz Kafka, constrói mundos em que o mal está sempre à espreita e os monstros emergem sem aviso nas realidades mais corriqueiras, seja em grandes cidades ou em pequenas vilas remotas.

O conto de abertura, "Meus Mortos Tristes", foi a principal inspiração para a série da Netflix com estreia prevista para 2026. No enredo construído por Mariana, a protagonista conversa com os fantasmas que vagam livremente por um subúrbio de Buenos Aires, entre eles o da mãe, que morreu de uma doença dolorosa, além de outras figuras que refletem a situação de empobrecimento da sociedade argentina. A produção audiovisual também vai contar com personagens e passagens de outros textos da obra. Entre eles, o de uma jornalista que ao investigar o arrepiante caso de uma jovem que desapareceu em um hotel de Los Angeles, acaba confrontando outra lenda local.

Inspirando-se na tradição - de romances góticos a Stephen King e Thomas Ligotti -, Mariana Enriquez explora novas formas de  nos conduzir pelos brilhantes caminhos de sua imaginação. A partir destas e outras referências da literatura mundial, ela transforma histórias com temas perturbadores em narrativas envolventes, como no enredo sobre voluntários de uma ONG que distribuem alimentos em bairros pobres e são perseguidos por crianças com olhos escuros assustadores. Mais uma vez, ela trabalha com maestria as diversas facetas do medo.

Após seu monumental e aclamado romance "Nossa Parte de Noite", a autora retorna aos contos e prova que permanece no auge da carreira como uma figura proeminente e inovadora do gênero do terror, que ela elevou aos mais altos patamares literários. Compre o livro de "Um Lugar Ensolarado para Gente Sombria", de Mariana Enriquez, neste link.


Sobre a autora
Mariana Enriquez
nasceu em Buenos Aires, em 1973. É escritora, jornalista e professora. Pela Intrínseca, publicou as coletâneas de contos "As Coisas que Perdemos no Fogo" e "Os Perigos de Fumar na Cama" e os romances "Este é o Mar" e "Nossa Parte de Noite", que ganhou na Espanha o Premio Herralde de Novela e o Premio de la Crítica 2019. Compre os livros de Mariana Enriquez neste link.

.: Saga familiar resgata um capítulo pouco explorado da história do Brasil


A premiada escritora Anna Mariano entrelaça ficção e acontecimentos históricos para narrar a trajetória de famílias que deixaram o Sul rumo ao Centro-Oeste e ao Norte em busca de novas oportunidades

Ao longo da segunda metade do século XX, milhões de brasileiros deixaram suas casas rumo ao interior do país em um dos maiores movimentos migratórios da história nacional. Essa jornada transformou cidades, impulsionou a agricultura e ajudou a moldar o Brasil contemporâneo, mas permanece pouco retratada na literatura. É esse capítulo da história que a premiada escritora Anna Mariano resgata em "Murmúrios da Terra", romance que entrelaça ficção e realidade em uma emocionante saga familiar sobre coragem, pertencimento e memória. O livro será lançado na sexta-feira, dia 17 de julho, das 17h00 às 20h00, no Instituto Ling, em Porto Alegre.

"Na segunda metade do século XX, levando nos ombros apenas esperança e alguns metros de lona preta para se abrigarem, milhões de brasileiros abandonaram suas casas e, na busca por uma nova vida, terminaram por construir um novo país", afirma Anna Mariano. No centro da narrativa estão Cecília e Palmira, duas mulheres fortes e resilientes cujas trajetórias atravessam quatro décadas de mudanças profundas. Enquanto enfrentam perdas, preconceitos e recomeços, seus caminhos se cruzam em um Brasil marcado pelo avanço da fronteira agrícola e pelos movimentos migratórios que levaram milhares de famílias a deixar as colônias do Sul e se lançar às amplitudes então solitárias do Centro-Oeste e do Norte do país.

Ao acompanhar os segredos, os afetos e os conflitos de duas famílias, Anna Mariano também aborda as contradições da ocupação do território brasileiro, marcada pela expansão da fronteira agrícola, pela busca por novas terras e pelos impactos sociais e ambientais desse processo. Entre as transformações retratadas no romance está a expansão da cultura da soja, que impulsionou a ocupação do Centro-Oeste e mudou profundamente a economia brasileira. "A história dessa planta e dos milhões de pessoas que a ela se dedicaram merece ser contada", diz Anna Mariano.

Com sensibilidade e apuro histórico, Anna Mariano transforma um dos maiores movimentos migratórios da história brasileira em uma narrativa profundamente humana, mostrando que a verdadeira herança de uma família não está no que ela acumula, mas nas histórias que escolhe preservar. Compre o livro "Murmúrios da Terra", de Anna Mariano, neste link.

Sobre a autora
Anna Mariano
nasceu em Porto Alegre e passou a infância no interior de São Borja, cidade fronteiriça entre Brasil e Argentina. Formada em Direito pela UFRGS, deixou a advocacia para se dedicar à literatura. É autora premiada de prosa e poesia. "Murmúrios da Terra" é seu primeiro livro publicado pela Globo Livros.

Serviço
Evento de lançamento do livro "Murmúrios da Terra"

Sexta-feira, dia 17 de julho de 2026, das 17h00 às 20h00
Instituto Ling - R. João Caetano, 440 - Três Figueiras / Porto Alegre

terça-feira, 7 de julho de 2026

.: Livro revisita o impacto de "Pau Brasil" cem anos após a revolução modernista


Publicação organizada pela pesquisadora Gênese Andrade reúne fac-símile da primeira edição, manuscritos, textos críticos e documentos que reconstituem a recepção do livro e do manifesto no calor da década de 1920


Há cem anos, Oswald de Andrade transformava o nome de uma árvore marcada pela exploração colonial em símbolo de ruptura estética e invenção cultural. É desse gesto fundador do modernismo brasileiro que parte "Pau Brasil 100 Anos: O Manifesto e o Livro no Calor da Hora", obra organizada por Gênese Andrade e lançada pela Editora Unesp, que revisita a criação, a circulação e as polêmicas em torno de "Pau Brasil", publicado originalmente em 1925.

Além de recuperar os poemas do livro, a publicação recompõe o ambiente intelectual e artístico que cercou o projeto oswaldiano. O volume reúne a reprodução fac-similar da primeira edição da obra, o “Manifesto da Poesia Pau Brasil”, manuscritos dos poemas, esboços das ilustrações e da capa de Tarsila do Amaral, além de dezenas de textos críticos, cartas, notas sociais e documentos da época que permitem acompanhar a recepção imediata do livro entre admiradores e detratores.

 “A poesia «pau-brasil» é o ovo de Colombo — esse ovo, como dizia um inventor meu amigo, em que ninguém acreditava e acabou enriquecendo o genovez”, escreveu Paulo Prado, no prefácio do livro, apontando que Oswald, em seu projeto estético, defende uma poesia capaz de redescobrir o Brasil a partir de sua própria linguagem e de sua própria experiência histórica. A proposta de “poesia para exportação”, formulada pelo autor, desencadeou intensos debates estéticos e ideológicos, transformando "Pau Brasil" em um dos principais marcos do modernismo brasileiro.

Ao recuperar textos publicados entre 1924 e 1927 em jornais e revistas de diferentes cidades brasileiras, a obra organizada por Gênese Andrade evidencia a dimensão pública dessas disputas. Críticos, escritores e intelectuais como Tristão de Athayde, Menotti Del Picchia, Carlos Drummond de Andrade e Mário Graciotti participaram de um embate que extrapolava a literatura e colocava em jogo diferentes projetos de cultura nacional.

Entre manuscritos, correspondências e registros de circulação do livro, "Pau Brasil 100 Anos" também ilumina os bastidores da construção modernista, revelando o entusiasmo de Oswald de Andrade diante da repercussão da obra. “Os jorná só fala de 'Pau Brasil'. As moça também”, escreveu o autor em uma das cartas reproduzidas no volume.

“Considerado um marco da poesia brasileira e das artes gráficas e visuais do século XX, esta publicação evidencia que temos em 'Pau Brasil' versos como brasa dormida, e Oswald continua sendo ‘com pontaços de exagero, com perfídias líricas, com enorme e suntuoso talento – um grande, um sonhador, um destemido caudilho do pensamento estético no Brasil’”, anota Gênese. Compre o livro "Pau Brasil 100 Anos: O Manifesto e o Livro no Calor da Hora" neste link.


Sobre a organizadora
Gênese Andrade é professora universitária, pesquisadora independente e tradutora. Autora de "Pagu/ Oswald/ Segall" (Museu Lasar Segall; Imprensa Oficial, 2009) e "Vicente do Rego Monteiro" (Publifolha, 2013), entre outros. Organizadora de "Feira das Sextas" (Globo, 2004), "Arte do Centenário e Outros Escritos" (Editora Unesp, 2022), "El Arte del Centenario y Otros Escritos" (Eudeba, 2024), de Oswald de Andrade; "Modernismos 1922-2022" (Companhia das Letras, 2022); "Correspondência Mário de Andrade & Oswald de Andrade" (IEB-USP; Edusp, 2023); "1923: Os Modernistas Brasileiros em Paris" (Editora Unesp, 2024). Garanta o seu exemplar de "Pau Brasil 100 Anos: O Manifesto e o Livro no Calor da Hora" neste link.

.: Uma girafa, um pelicano e um sonho: a fantasia irresistível de Roald Dahl


Com as premiadas ilustrações de Quentin Blake, o livro "A Girafa, o Pelicano e Eu", de Roald Dahl, lançado pela Editora Galera Junior, é uma história divertida reforça o poder da amizade e nunca desistir de seus projetos. O grande sonho do querido Billy é ser dono da loja de doces abandonada A Bomboneria, que fica perto de sua casa. Mas o lugar, que já teve seus anos de glória, agora está abandonado. A tradução é de Paula Di Carvalho.

Tudo muda com a chegada de moradores inusitados: a Girafa, o Pelicano e o Macaco. Juntos, os animais compõem a Empresa de Limpeza de Janelas Sem Escadas, e logo os três se tornam os melhores amigos de Billy. E então, quando surge uma oferta de trabalho irrecusável, o quarteto aceita o desafio na hora: limpar as 677 janelas da mansão do homem mais rico do país. O patrão só não imaginava que a Empresa de Limpeza de Janelas Sem Escadas tivesse um jeitinho especial para deixar tudo bem limpinho. Compre o livro "A Girafa, o Pelicano e Eu" neste link.


Sobre o autor
Roald Dahl foi espião, piloto de caça, historiador do chocolate e inventor médico. Também foi autor de "A Fantástica Fábrica de Chocolate", "Matilda", "O BGA: O Bom Gigante Amigo" e muitas outras histórias incríveis.


Sobre o ilustrador
Quentin Blake ilustrou mais de 300 livros e foi o ilustrador favorito de Roald Dahl. Em 1980, ele ganhou o prestigioso Kate Greenway Medal. E, em 1999, tornou-se a primeira pessoa a receber o Children’s Laureate, tendo sido também, em 2013, nomeado cavaleiro pelos seus trabalhos como ilustrador.

.: Dia Mundial do Rock: livro conta histórias que marcaram o rock brasileiro


Fabricio Mazocco, jornalista e pesquisador, está lançando livro inédito que reúne 50 histórias marcantes do rock brasileiro em mais de sete décadas

13 de julho é comemorado o Dia Mundial do Rock no Brasil, outros países fazem a celebração em datas diferentes). Mas o que aconteceu no 13 de julho no nosso país para tal comemoração? Nada. Se tivéssemos uma data para marcar o Dia do Rock Brasileiro, poderia ser 24 de outubro, quando, no ano de 1955, Nora Ney gravou o primeiro rock no Brasil, uma versão em inglês de "Rock Around The Clock". Mas também tem o 30 de janeiro de 1957, quando Cauby Peixoto gravou o primeiro rock composto no Brasil, o "Rock'n'Roll em Copacabana". 

Poderia ser 11 de janeiro, data que marcou o início da primeira edição do Hollywood Rock no Brasil, em 1975, e do Rock in Ruio, de 1985. Todos esses fatos estão no  livro "Esse Tal de Rock'n'Roll - 50 Histórias Essenciais do Rock Brasileiro", do jornalista e pesquisador Fabricio Mazocco e publicado pela Editora Máquina de Livros, que está sendo lançado e que traz uma abordagem inédita ao trazer as histórias em formato de contos e causos (mas todos bem reais).

Fabricio Mazocco, que pesquisa o rock brasileiro e é um dos autores da biografia do ex-guitarrista dos Engenheiros do Hawaii, Augusto Licks, inicialmente identificou quase 500 histórias que poderiam entrar no livro. Para selecionar 50, usou como metodologia a abordagem que transita por todas as décadas, com maior número de artistas e bandas, além de "instituições" e eventos, como o Circo Voador, a Rádio "Maldita" Fluminense, o Teatro Lira Paulistana, o Festival Unificado de Porto Alegre, o Rock in Rio, o Festival de Iacanga, a MTV Brasil, entre tantos outros.  O livro inova ao permitir que o leitor possa ler os capítulos de forma aleatória, como também seguir a ordem cronológica da publicação.

As histórias vão desde a quase demissão de Celly Campello antes do sucesso de "Estúpido Cupido", passando pela Marcha Contra a Guitarra, a expulsão da Rita Lee dos Mutantes por não se "enquadrar" no novo som dos Mutantes, a deportação de Tim Maia, a comunidade dos Novos Baianos, a puxada de tapete no Ritchie, o punk paulistano e de Brasília, o estouro da Blitz,as prisões de Arnaldo Antunes, Lobão e Planet Hemp, a capa da revista que abalou Cazuza, a confusão do show da Legião Urbana, a pandeirada que rolou no Kid Abelha, o Sepultura gravando com os Xavantes, o acidente de Herbert Vianna, o Manifesto Manguebeat, a morte de Chorão, o suicídio de Champignon, até os reencontros dos Titãs, do Barão Vermelho e do Kid Abelha. Também estão lá os mitos e lendas do nosso rock desvendados: é verdade mesmo que Raul Seixas encontrou John Lennon? Serguei teve um caso com Janis Joplin? No livro estão as respostas. O livro está disponível na Amazon e em livrarias e também no formato e-book. Compre neste link.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

.: "A Guerra das Bichas", romance do polemista Copi, ganha edição brasileira


Em um mundo em que os conflitos do século XX não foram resolvidos, mas apenas varridos para debaixo do tapete, "A Guerra das Bichas", romance do argentino Raúl Damonte Botana, conhecido como Copi, volta à tona com seu tom incômodo, violento e com um senso de humor inegável. Se as pessoas pensam que o fim está perto, como se a extinção da humanidade implicasse também no ponto final do planeta, o melhor talvez seja rir de todos os absurdos à nossa frente.O que leva ao começo de uma guerra? Diante dos noticiários atuais todos têm as próprias respostas e Copi também carrega as dele, e elas acabam colidindo neste livro.

Lançado originalmente em 1982, "A Guerra das Bichas" só agora ganha edição no Brasil, pela Editora Ercolano. De terras brasileiras e com planos de dominação intergalática chegam à França a travesti intersexo Conceïçâo do Mundô e o temerário boyceta Viniciô da Luná. Mas, antes de conquistarem o mundo, eles precisam tomar de assalto a vie en rose da classe média gay e branca parisiense. A guerra das bichas revela-se, ao mesmo tempo, uma obra de ficção científica, uma história de amor (ou do que fazer com o que resta do amor) e uma sátira fulminante dos nossos tempos. E, claro, uma fábula sem pé nem cabeça, mas com plumas de pavão. O livro tem tradução de Régis Mikail, projeto gráfico de Estúdio Margem e design de Tereza Bettinardi.

O romance é ainda uma chance de enfim as pessoas enquadrarem Copi no melhor da literatura fantástica da América Latina. Afinal, essa é uma espécie de Jornada nas estrelas queer, que mistura discos voadores e amazonas em fúria e conta até com “pontas” de Michel Foucault e Marguerite Duras, assassinados numa cozinha. Como explica a escritora e pesquisadora Amara Moira, consultora de linguagem da tradução brasileira, na orelha do livro: “Tudo é nonsense à primeira vista, mas tais cenas também brincam com os estereótipos e fantasias que o Norte Global criou em relação às nossas travestis. Impossível não lembrar de Viagem ao Brasil (1557), de Hans Staden, obra também conhecida como descrição verdadeira de um país de selvagens nus, ferozes e canibais, situado no Novo Mundo América: a diferença é que agora essas figuras estão levando sua barbárie à própria Europa”.

Falecido em 1987, aos 48 anos, em decorrência da aids, Copi tem sido publicado de forma dispersa no Brasil. A guerra das bichas é uma chance singular de os leitores brasileiros conhecerem um talento único da geração do pós-boom latino-americano. Compre o livro "A Guerra das Bichas", de Copi, neste link.
 
Sobre o autor
Raúl Damonte Botana (1939–1987), conhecido simplesmente como Copi, foi um escritor, dramaturgo, romancista e cartunista argentino radicado na França. Tornou-se uma figura central da cena contracultural francesa a partir dos anos 1960, reconhecido por seu humor absurdo e por sua linguagem provocadora. Na literatura e no teatro, Copi desenvolveu uma obra transgressora. Entre seus livros mais conhecidos estão os romances A internacional argentina (1988), O uruguaio (1973), A vida é um tango e A guerra das bichas (1982), além de peças fundamentais como Eva Perón (1970), sátira feroz sobre a figura da líder argentina que escandalizou parte do público à época. É considerado um dos autores mais originais da literatura argentina do século XX e uma figura fundamental da cultura queer e experimental latino-americana. Garanta o seu exemplar de "A Guerra das Bichas", de Copi, neste link.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

.: Edição especial comemora os 70 anos do clássico "Grande Sertão: Veredas"


Publicado originalmente em 1956, "Grande Sertão: Veredas", de João Guimarães Rosa, revolucionou o cânone brasileiro e segue despertando o interesse de renovadas gerações de leitores. Exatamente 70 anos depois da primeira publicação, a edição especial comemorativa do romance chega às livrarias em 16 de julho. Esta edição especial, com novo projeto gráfico e capa elaborada a partir de uma obra da artista mineira Sonia Gomes, traz um ensaio inédito do pesquisador Érico Melo sobre os caminhos dos rascunhos até a forma final do romance.

O volume conta também com depoimentos inéditos de leitores ilustres que foram fortemente influenciados pela obra: Mia Couto, Alison Entrekin, Caetano W. Galindo, Eduardo Giannetti, Milton Hatoum, Bia Lessa, Ana Martins Marques, Geovani Martins, Amara Moira, Silviano Santiago, Heloisa Murgel Starling e Itamar Vieira Junior. Compre a edição especial de 70 anos de "Grande Sertão: Veredas", de João Guimarães Rosa, neste link.


Mais comemorações ao longo dos próximos meses
A celebração dos 70 anos de "Grande Sertão: Veredas" na Companhia das Letras inclui ainda o lançamento do audiolivro inédito narrado pelo ator Caio Blat, com trilha sonora e entradas de viola de Ivan Vilela, já disponível nas principais plataformas de áudio. Em agosto, será realizado, em parceria com o Museu da Língua Portuguesa, um ciclo de debates sobre o livro.

Uma biografia de João Guimarães Rosa escrita por Gustavo de Castro, poeta, escritor e professor da Universidade de Brasília (UnB), também deve ser publicada no fim do ano. O livro narra em detalhes a vida do escritor, médico e diplomata que viria a se tornar um dos nomes mais fascinantes da literatura brasileira.

Nas redes sociais, a editora prepara uma série de com depoimentos de autores e especialistas contemporâneos, como Érico Melo, Caetano W. Galindo, Alison Entrekin e Bruna Kalil Othero. Haverá também um episódio especial do podcast Rádio Companhia, além de um zine comemorativo na campanha “Literatura Brasileira Viva”. 


Sobre o autor
João Guimarães Rosa nasceu em Cordisburgo (MG) em 1908 e morreu no Rio de Janeiro, em 1967. Diplomata e médico, estreou na literatura com o volume de poemas "Magma", em 1936. Autor de "Sagarana" e "Corpo de Baile", é um dos escritores mais aclamados da língua portuguesa. Compre a edição especial de 70 anos de "Grande Sertão: Veredas", de João Guimarães Rosa, neste link.

.: Jornalista escreve crônicas sobre a luta contra o alcoolismo


Por
Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.

O que acontece quando a rotina de um jornalista é substituída pelo tremor do corpo e o vômito seco todas as manhãs? Escrito durante 110 dias de internação em uma clínica no Rio de Janeiro, "Garrafas ao Mar" é um relato corajoso sobre a fragilidade humana diante do alcoolismo. Em crônicas viscerais e sem autocompaixão, João Paulo Arruda expõe os fragmentos de sua própria queda e narra o processo de reconstrução de uma vida.

Com passagem por importantes redações cariocas, João começou a admitir que precisava de ajuda no início de 2024, quando tinha 48 anos. Andava cambaleante, tinha crises de sonambulismo e sofria apagões em casa ou na rua. Chegou a se internar duas vezes naquele ano, mas enxergava o tratamento apenas como uma etapa a ser cumprida. Recaiu, seu desempenho profissional piorou e foi demitido do jornal onde trabalhava há mais de duas décadas.

"Mergulhei na depressão e na autopiedade. Fiquei um mês deitado na rede da sacada, bebendo desesperadamente. A essa altura, eu já era conhecido como o bêbado do bairro", relembra, até ser levado por um amigo e a namorada a uma nova internação, desta vez encarada com humildade diante do reconhecimento de que estava doente e a morte era iminente. "Hoje, tenho consciência de que serei alcoólatra para o resto da vida. A doença é tão terrível que, mesmo estando bem, às vezes confundo paz com pasmaceira".

Sem poder usar computador, pelas regras da clínica, "Garrafas ao Mar" foi escrito inteiramente à mão, em tempo real, enquanto os fatos se desenrolavam. João preservou o olhar e a sensibilidade de repórter. Ele conta em detalhes sua rotina durante a internação e narra inúmeras histórias suas e da convivência com outros pacientes. Alguns, dependentes de álcool e drogas. Outros, que buscavam se libertar do vício em sexo e em jogos, contingente que vem se multiplicando nos últimos anos.

Mais do que um testemunho sobre a luta contra o alcoolismo, "Garrafas ao Mar" é o registro de alguém que precisou perder o chão para reaprender a caminhar. E pode servir como um espelho para tantas pessoas e famílias devastadas. “Limpo” desde setembro de 2025, João retomou sua carreira de jornalista. "Não escrevi os textos imaginando que publicaria um livro. Foi como se eu estivesse jogando garrafas ao mar, uma forma de reconexão comigo mesmo. Garrafas ao mar já está em pré-venda na Amazon e chega às melhores livrarias do país e com lançamento simultâneo em e-book em mais de 20 plataformas digitais".

domingo, 21 de junho de 2026

.: Rita von Hunty lança o livro "Formas de Narrar Um Corpo" no Sesc 24 de Maio


Ao lado de Andreone Medrado, artista apresenta obra que articula sociologia, psicanálise e política para refletir sobre representações do corpo e produção de conhecimento. Na foto, Rita von Hunty e Andreone Medrado. Fotos: divulgação


A atriz, professora e crítica cultural Rita von Hunty lança seu primeiro livro, "Formas de Narrar Um Corpo", no Sesc 24 de Maio, na próxima quinta-feira, dia 25 de junho, às 19h00, no Teatro. O encontro acontece gratuitamente em formato de bate-papo com participação de Andreone Medrado e propõe ao público uma reflexão acessível sobre como os corpos são representados e quem tem espaço para produzir conhecimento. 

Na obra, Rita von Hunty reúne referências da sociologia, psicanálise, literatura e política para discutir de que maneira certos corpos são narrados, autorizados ou interditados. Ao abordar gênero e sexualidade como construções de relações de poder, a autora questiona teorias que se apresentam como universais e evidencia seus recortes históricos, sociais e ideológicos evidenciando aquilo que foi naturalizado como neutro. 

Com uma abordagem didática e crítica, o livro articula experiência, teoria e o desejo de transformação, convidando leitoras e leitores a reconhecer os mecanismos que os constituem - e, a partir disso, se posicionarem como sujeitos ativos de suas próprias trajetórias. "Formas de Narrar Um Corpo" inaugura a Coleção Reticências, da Editora Planeta, que reúne vozes diversas para pensar questões contemporâneas a partir de encontros e entrevistas gravadas, que convidam o leitor a acompanhar o pensamento em construção. Compre o livro"Formas de Narrar Um Corpo", de Rita von Hunty, neste link.


Sobre as participantes 
Rita von Hunty
é atriz, crítica cultural, professora e educadora popular, com atuação em universidades, escolas e movimentos sociais no Brasil e no exterior. Colaborou com mais de 25 livros, sendo dois deles finalistas do Prêmio Jabuti Acadêmico em 2025.

Andreone Medrado é psicóloga, bióloga, pesquisadora, escritora, artista e fotógrafa. Fundadora do coletivo Escuta Preta no Instituto de Psicologia da USP, atualmente é coordenadora geral do Núcleo de Consciência Negra da universidade. É coautora de Não Monogamia: trânsitos entre raça, gênero & sexualidade e autora de Ensaios sobre o Colonialismo – higienização, corpos, fé e subjetividades em disputa.


Serviço
Lançamento do livro "Formas de Narrar Um Corpo" 

Com Rita von Hunty e Andreone Medrado
Datas: 25 de junho, quinta-feira, às 19h00
Local: Teatro do Sesc 24 de Maio – Rua 24 de Maio, 109, República / São Paulo
Classificação: 14 anos
Ingressos: grátis com retirada uma hora antes no local
Duração: 150 minutos
Mais informações: no site sescsp.org.br/24demaio
Serviço de van: transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h00 às 23h00, e aos domingos e feriados, das 18h00 às 21h00.

.: Messi inspira nova geração de leitores durante a Copa do Mundo


Livro sobre a trajetória de Lionel Messi ganha destaque durante o Mundial de 2026 e convida crianças e jovens a conhecerem a história de um dos maiores jogadores de todos os tempos

Enquanto a Copa do Mundo de 2026 movimenta milhões de torcedores, a Editora Catapulta convida os fãs do esporte a conhecerem mais sobre a trajetória de Lionel Messi, um dos maiores nomes da história do futebol. O destaque da coleção é o livro "Messi: A Jornada de Um Campeão", que apresenta a inspiradora trajetória do craque argentino, desde sua infância em Rosário até a conquista da Copa do Mundo e sua consagração como um dos maiores jogadores de todos os tempos.

A obra convida os leitores a conhecerem os desafios, as conquistas e a determinação que marcaram a carreira de Messi, mostrando que talento, dedicação e perseverança são ingredientes fundamentais para alcançar grandes sonhos. Em meio à disputa de mais uma Copa do Mundo aos 39 anos, o argentino segue sendo uma das figuras mais admiradas e acompanhadas do futebol mundial, despertando o interesse de novas gerações de torcedores. O livro surge como uma oportunidade para fãs de todas as idades mergulharem em sua história dentro e fora dos gramados, conhecendo os momentos que transformaram o garoto de Rosário em uma lenda do esporte.

Complementando a coleção, a Catapulta também apresenta o lançamento "Os Países da Copa do Mundo", uma obra interativa que leva crianças e famílias a uma viagem pelos países participantes do Mundial de 2026. O livro reúne curiosidades sobre as seleções, informações culturais, cidades-sede e mais de 100 figurinhas coloridas para colecionar. Outro destaque é o lançamento da coleção Abremente Grandes Estrelas, que homenageia dois gigantes do futebol mundial: "Messi Campeão" e "O Rei Pelé". Os títulos combinam curiosidades, desafios e atividades que estimulam o aprendizado enquanto celebram a trajetória de atletas que marcaram gerações.

“A Copa do Mundo desperta emoção, memória afetiva e interesse genuíno pelas histórias que moldaram o futebol. Nossa proposta é oferecer aos leitores uma experiência cultural que vai além dos jogos, conectando esporte, conhecimento e diversão”, afirma Evandro Silva, Gerente Geral da Editora Catapulta. Ao reunir biografias inspiradoras, atividades educativas e conteúdos interativos, a Editora Catapulta transforma a paixão pelo futebol em uma experiência de leitura envolvente, reforçando o legado de grandes ídolos como Messi e incentivando o aprendizado por meio do esporte. Compre "Messi: A Jornada de Um Campeão" neste link.

sábado, 20 de junho de 2026

.: Escritor fenômeno nas redes sociais lança livro em São Paulo neste domingo


Tornar-se adulto é um processo desafiador. De repente, as contas começam a chegar, a carreira passa por altos e baixos e todo mundo precisa equilibrar os “pratinhos” da vida pessoal, profissional e social. O autor baiano Matheus Rocha lança "Ninguém Ensina a Gente a Ser Adulto" neste domingo, dia 21 de junho, na Livraria Martins Fontes da Avenida Paulista, em São Paulo, a partir das 11h00. O evento contará com sessão de autógrafos para os leitores que comparecerem. No livro, Matheus apresenta, com sensibilidade, observações sobre sentimentos e experiências vividos durante as etapas do amadurecimento.

Fenômeno nas redes sociais, o escritor Matheus Rocha acumula quase um milhão de seguidores em suas plataformas, onde compartilha seu dia a dia e reflexões pessoais. No novo livro, "Ninguém Ensina a Gente a Ser Adulto", que chega às livrarias em junho pela Intrínseca, o autor baiano apresenta pensamentos sobre os desafios, as decepções e as felicidades de amadurecer. Nesta obra acolhedora, Matheus inicia uma conversa que é essencial para quem está passando por situações parecidas e precisa de um porto seguro para perceber que não está sozinho nessa jornada.

Com sensibilidade característica, Matheus percorre percalços e conta como tenta até hoje contorná-los. Usando a própria jornada como exemplo, ele dá dicas financeiras baseadas em sua preparação para deixar sua cidade natal na Bahia e se mudar para São Paulo, fala sobre a importância do acompanhamento psicológico em sua vida e mostra como criar um espaço seguro para lidar com os próprios sentimentos.

Com uma edição com detalhes encantadores, o livro é dividido em seis partes que ditam o ritmo dos diálogos propostos pelo autor. Aos poucos, o leitor é conduzido por uma jornada que o levará a pensar mais sobre sua relação com os amigos, o trabalho, a família e, acima de tudo, sobre as mudanças que acontecem ao longo da vida. “Mudar dá medo, mas viver infeliz por medo de mudar é pior ainda”, conclui. Foto: Renato Parada. Compre o livro "Ninguém Ensina a Gente a Ser Adulto" neste link.


Sobre o autor
Matheus Rocha
nasceu em Feira de Santana, na Bahia, mas odeia o calor. Formado em jornalismo na Faculdade Anísio Teixeira, adora falar sobre a vida, relacionamentos e formas de encarar a jornada da vida. Autor de "No Meio do Caminho Tinha Um Amor", "Para Não Desistir do Amor" e "Pressa de Ser Feliz", faz dos livros dele uma forma de abraçar a legião de fãs que construiu em sua carreira na internet e na literatura. "Ninguém Ensina a Gente a Ser Adulto" é o primeiro título dele a ser publicado pela Intrínseca. Compre os livros de Matheus Rocha neste link.

terça-feira, 9 de junho de 2026

.: Coleção Cérebro Vivo exercita foco, percepção e memória fora do digital


Manter o cérebro saudável e ativo é tão importante quanto cuidar do corpo. Com esse propósito, a Coquetel, uma das principais editoras de passatempos do país, lança a coleção Cérebro Vivo, criada especialmente para estimular o condicionamento mental de forma divertida e prazerosa. São quatro livros que convidam leitores de todas as idades a exercitar a mente por meio de desafios lúdicos, como caça-palavras, labirintos, criptogramas e outros passatempos que trabalham habilidades cognitivas e emocionais.

Em Visão e Foco, os desafios foram desenvolvidos para ampliar a percepção, aprimorar a consciência espacial e estimular um olhar mais atento e analítico. Já em Memória Ativa, o foco está na capacidade do cérebro de registrar, armazenar e recuperar informações. Em Ginástica Cerebral, o público é convidado a realizar exercícios mentais voltados para a estimulação das conexões neurais, fortalecendo o foco e a atenção. Por fim, Mente Estratégica traz atividades pensadas para ativar áreas específicas do cérebro, favorecer a retenção de conteúdos, estimular o raciocínio organizado e ampliar a capacidade de análise.

Em um contexto em que o uso excessivo de telas também passou a fazer parte da rotina da população mais velha, a coleção Cérebro Vivo aposta em atividades off-line como forma de estimular o cérebro e incentivar hábitos ligados ao envelhecimento saudável. Com exercícios que trabalham a mente, os livros propõem momentos de concentração longe do celular e de outros dispositivos eletrônicos, ajudando a manter o cérebro ativo de maneira acessível e cotidiana. Compre os livros da coleção Cérebro Vivo neste link.

sábado, 6 de junho de 2026

.: "Lugar de Fala", de Djamila Ribeiro, ganha nova edição revista e ampliada


"Lugar de Fala", best-seller de Djamila Ribeiro que deu início à Coleção Feminismos Plurais ganha edição revista e atualizada pela Rosa dos Tempos, editora do Grupo Editorial Record que é referência na publicação de obras feministas no Brasil. O livro abriu caminho para debates fundamentais e importantes conquistas no movimento negro, além de ampliar, no país, as discussões sobre raça, gênero e classe. O livro será lançado em São Paulo no dia 9 de junho, a partir das 18h00, no Espaço Feminismos Plurais, em Moema, com bate-papo e sessão de autógrafos.

Uma das vozes mais influentes na discussão sobre racismo estrutural, feminismo negro e desigualdade no Brasil, Djamila Ribeiro adicionou novos capítulos à obra, que já foi traduzida para vários países, ampliando o alcance do conceito de lugar de fala e demonstrando o reconhecimento da obra e da autora globalmente. A publicação traz ainda prefácio de Chimamanda Ngozi Adichie e apresentação de Grada Kilomba.

"Lugar de Fala" foi eleito um dos melhores livros brasileiros de não ficção do século 21. A lista elaborada com base em votação de cem escritores e críticos literários foi publicada pela Folha de S.Paulo. A antropóloga Débora Diniz, que votou no livro, disse que ele “é uma intervenção original na forma de pensar o poder, as relações raciais e o letramento antirracista, ao articular testemunho, produção de conhecimento e legitimidade discursiva”. Com o lançamento de "Lugar de Fala", a Rosa dos Tempos passa também a editar toda a Coleção Feminismos Plurais.

Em "Lugar de Fala", Djamila Ribeiro discute e desmistifica um conceito que ganhou projeção no debate público desde a década de 2010, segundo o qual todas as pessoas ocupam posições sociais que influenciam o que dizem e como suas palavras são recebidas, legitimando ou deslegitimando vozes. A autora demonstra que é essencial compreender essas diferentes posições e o devido lugar de fala de cada indivíduo, não para censurar ou podar o debate, mas para enriquecê-lo.

Originalmente lançado em 2017, este foi o primeiro título da Coleção Feminismos Plurais, que quebrou paradigmas no meio acadêmico brasileiro ao alavancar a carreira de um grande número de pensadoras e pensadores negros de nosso país, abrindo caminhos para uma revolução no enfrentamento à narrativa hegemônica.

Passada quase uma década da primeira edição de "Lugar de Fala", a autora sentiu que era o momento de avaliar o alcance da obra e da Coleção Feminismos Plurais, revisitando e atualizando seu texto. Agora, a Rosa dos Tempos se orgulha em editar uma das vozes mais influentes na discussão sobre racismo estrutural, feminismo negro e desigualdade no Brasil. Dialogando com outras pensadoras feministas de fôlego, Djamila Ribeiro convida as leitoras e os leitores desta obra a reconhecer seu lugar no mundo, imaginar novas possibilidades de existência e contribuir para uma sociedade mais justa. Compre o livro "Lugar de Fala", de Djamila Ribeiro, neste link.


Sobre a autora
Djamila Ribeiro é ativista, escritora e coordena a iniciativa Feminismos Plurais. É autora de "Quem Tem Medo do Feminismo Negro?", "Pequeno Manual Antirracista" e "Cartas para Minha Avó", que já venderam mais de um milhão de exemplares. É professora universitária com passagens por diversas instituições, como a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), a New York University e, em 2025, segue como primeira brasileira a lecionar no Martin Luther King Program, no Massachusetts Institute of Technology (MIT). Compre os livros de Djamila Ribeiro neste link.


Serviço
Lançamento do livro

Dia 9 de junho, a partir das 18h00, no Espaço Feminismos Plurais - Avenida Chibarás, 666 - Moema, em São Paulo. Haverá bate-papo e sessão de autógrafos.

Postagens mais antigas → Página inicial
Tecnologia do Blogger.