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quarta-feira, 8 de julho de 2026

.: Com primeiro romance, Bethânia Pires Amaro é confirmada na Flip


Foto da autora: Divulgação/ Lorena Vinturini e capas dos livros

A escritora Bethânia Pires Amaro é uma das convidadas da programação oficial da Festa Literária Internacional de Paraty 2026, que será realizada de 22 a 26 de julho na cidade do sul fluminense. Revelada em 2023 com o livro de contos "O Ninho", publicado pela Editora Record, que venceu os prêmios Jabuti, APCA e Sesc e foi segundo lugar no Prêmio Clarice Lispector da Fundação Biblioteca Nacional, ela agora está lançando seu primeiro romance, "Ressalga", também pela Editora Record.

“Este convite para a programação principal da Flip é, para mim, um imenso reconhecimento ao meu trabalho, que recebo com muito entusiasmo e responsabilidade", disse a autora. “Paraty tem uma energia incrível de celebração das artes e do pensamento crítico, e fico muito feliz por fazer parte desta conversa coletiva, celebrando a força e a diversidade da nossa produção literária nacional”.

Pernambucana criada na Bahia e hoje morando em São Paulo, Bethânia traz no livro uma história forte e emocionante sobre memórias de três gerações de mulheres na Bahia que lutam contra heranças de um tempo que não deveria mais existir. Percorrendo o Recôncavo até Salvador, seguindo os rios da região, a narrativa fala de ancestralidades, escolhas e possibilidades. 

Bethânia Pires Amaro nasceu em Recife, no Pernambuco, em 1988, mas foi criada na Bahia, em Ilhéus e Salvador. Graduada em Direito pela Universidade Federal da Bahia e mestre em Direito do Estado pela Universidade de São Paulo, é escritora, advogada e ministrante de cursos e palestras. "Ressalga" é uma narrativa sobre três gerações de mulheres que atravessam as geografias da Bahia e experimentam a dissolução das fronteiras entre o corpo e o mundo.

Janaína nasce sob o clarão dos fogos-fátuos, no interior do estado. Fascinada pelos olhos azuis da estátua de Nossa Senhora, envolve-se num escândalo que a leva a abandonar a cidade e atravessar o sertão, seguindo o curso dos rios na condição de lavadeira. Ao chegar ao Recôncavo, encontra morada às margens do rio Paraguaçu, numa casa constantemente inundada pelas cheias. A comunhão que estabelece com a água evanesce os contornos entre o cotidiano e a correnteza que arrasta diante do quintal os corpos de animais afogados.

Graça, sua filha, aprende cedo que narrar é também uma forma de sobreviver. Com ossos leves de pássaro e imaginação afiada, ela parte para Salvador na década de 1950, após um casamento arruinado, para trabalhar em “casa de família”. Da curiosidade e do desejo, nascem suas decisões mais audaciosas: transformando o próprio corpo em empreendimento, assume diversas identidades até se converter na Garça Preta, proprietária do cabaré mais renomado da Ladeira da Montanha, transitando pela era de ouro da boemia e pelo rigor dos anos de chumbo.

Flora, a neta, cresce à sombra das histórias da mãe e da avó. Décadas após o evento que levou à ruptura de sua família, ela retorna a Salvador em busca da memória da Mulher de Roxo, tentando decifrar se a lenda urbana que habita o imaginário soteropolitano é, na verdade, o paradeiro final de Graça. O retorno não é apenas geográfico, mas uma tentativa de costurar os fios de uma linhagem que sempre viveu entre a realidade e o mito.

Em "O Ninho", Bethânia Pires Amaro mergulhou em um mosaico de imperfeições e doenças familiares para desvelar esse ninho estranho, disforme, inseguro, destruindo as idealizações que pairam sobre as relações familiares, sobretudo quando se trata de maternidade. Seus quinze contos acompanham personagens femininas que habitam e produzem lares repletos de complexidade. O livro, vencedor dos prêmios Jabuti, APCA e Sesc, já está na quinta edição. Compre os livros de Bethânia Pires Amaro neste link.

.: Os novos contos de Mariana Enriquez, que combinam horror e sobrenatural


Nos 12 contos de terror de "Um Lugar Ensolarado para Gente Sombria", que chega às livrarias em junho pela Intrínseca, Mariana Enriquez, cujos textos já foram comparados aos de Franz Kafka, constrói mundos em que o mal está sempre à espreita e os monstros emergem sem aviso nas realidades mais corriqueiras, seja em grandes cidades ou em pequenas vilas remotas.

O conto de abertura, "Meus Mortos Tristes", foi a principal inspiração para a série da Netflix com estreia prevista para 2026. No enredo construído por Mariana, a protagonista conversa com os fantasmas que vagam livremente por um subúrbio de Buenos Aires, entre eles o da mãe, que morreu de uma doença dolorosa, além de outras figuras que refletem a situação de empobrecimento da sociedade argentina. A produção audiovisual também vai contar com personagens e passagens de outros textos da obra. Entre eles, o de uma jornalista que ao investigar o arrepiante caso de uma jovem que desapareceu em um hotel de Los Angeles, acaba confrontando outra lenda local.

Inspirando-se na tradição - de romances góticos a Stephen King e Thomas Ligotti -, Mariana Enriquez explora novas formas de  nos conduzir pelos brilhantes caminhos de sua imaginação. A partir destas e outras referências da literatura mundial, ela transforma histórias com temas perturbadores em narrativas envolventes, como no enredo sobre voluntários de uma ONG que distribuem alimentos em bairros pobres e são perseguidos por crianças com olhos escuros assustadores. Mais uma vez, ela trabalha com maestria as diversas facetas do medo.

Após seu monumental e aclamado romance "Nossa Parte de Noite", a autora retorna aos contos e prova que permanece no auge da carreira como uma figura proeminente e inovadora do gênero do terror, que ela elevou aos mais altos patamares literários. Compre o livro de "Um Lugar Ensolarado para Gente Sombria", de Mariana Enriquez, neste link.


Sobre a autora
Mariana Enriquez
nasceu em Buenos Aires, em 1973. É escritora, jornalista e professora. Pela Intrínseca, publicou as coletâneas de contos "As Coisas que Perdemos no Fogo" e "Os Perigos de Fumar na Cama" e os romances "Este é o Mar" e "Nossa Parte de Noite", que ganhou na Espanha o Premio Herralde de Novela e o Premio de la Crítica 2019. Compre os livros de Mariana Enriquez neste link.

.: Saga familiar resgata um capítulo pouco explorado da história do Brasil


A premiada escritora Anna Mariano entrelaça ficção e acontecimentos históricos para narrar a trajetória de famílias que deixaram o Sul rumo ao Centro-Oeste e ao Norte em busca de novas oportunidades

Ao longo da segunda metade do século XX, milhões de brasileiros deixaram suas casas rumo ao interior do país em um dos maiores movimentos migratórios da história nacional. Essa jornada transformou cidades, impulsionou a agricultura e ajudou a moldar o Brasil contemporâneo, mas permanece pouco retratada na literatura. É esse capítulo da história que a premiada escritora Anna Mariano resgata em "Murmúrios da Terra", romance que entrelaça ficção e realidade em uma emocionante saga familiar sobre coragem, pertencimento e memória. O livro será lançado na sexta-feira, dia 17 de julho, das 17h00 às 20h00, no Instituto Ling, em Porto Alegre.

"Na segunda metade do século XX, levando nos ombros apenas esperança e alguns metros de lona preta para se abrigarem, milhões de brasileiros abandonaram suas casas e, na busca por uma nova vida, terminaram por construir um novo país", afirma Anna Mariano. No centro da narrativa estão Cecília e Palmira, duas mulheres fortes e resilientes cujas trajetórias atravessam quatro décadas de mudanças profundas. Enquanto enfrentam perdas, preconceitos e recomeços, seus caminhos se cruzam em um Brasil marcado pelo avanço da fronteira agrícola e pelos movimentos migratórios que levaram milhares de famílias a deixar as colônias do Sul e se lançar às amplitudes então solitárias do Centro-Oeste e do Norte do país.

Ao acompanhar os segredos, os afetos e os conflitos de duas famílias, Anna Mariano também aborda as contradições da ocupação do território brasileiro, marcada pela expansão da fronteira agrícola, pela busca por novas terras e pelos impactos sociais e ambientais desse processo. Entre as transformações retratadas no romance está a expansão da cultura da soja, que impulsionou a ocupação do Centro-Oeste e mudou profundamente a economia brasileira. "A história dessa planta e dos milhões de pessoas que a ela se dedicaram merece ser contada", diz Anna Mariano.

Com sensibilidade e apuro histórico, Anna Mariano transforma um dos maiores movimentos migratórios da história brasileira em uma narrativa profundamente humana, mostrando que a verdadeira herança de uma família não está no que ela acumula, mas nas histórias que escolhe preservar. Compre o livro "Murmúrios da Terra", de Anna Mariano, neste link.

Sobre a autora
Anna Mariano
nasceu em Porto Alegre e passou a infância no interior de São Borja, cidade fronteiriça entre Brasil e Argentina. Formada em Direito pela UFRGS, deixou a advocacia para se dedicar à literatura. É autora premiada de prosa e poesia. "Murmúrios da Terra" é seu primeiro livro publicado pela Globo Livros.

Serviço
Evento de lançamento do livro "Murmúrios da Terra"

Sexta-feira, dia 17 de julho de 2026, das 17h00 às 20h00
Instituto Ling - R. João Caetano, 440 - Três Figueiras / Porto Alegre

terça-feira, 7 de julho de 2026

.: Livro revisita o impacto de "Pau Brasil" cem anos após a revolução modernista


Publicação organizada pela pesquisadora Gênese Andrade reúne fac-símile da primeira edição, manuscritos, textos críticos e documentos que reconstituem a recepção do livro e do manifesto no calor da década de 1920


Há cem anos, Oswald de Andrade transformava o nome de uma árvore marcada pela exploração colonial em símbolo de ruptura estética e invenção cultural. É desse gesto fundador do modernismo brasileiro que parte "Pau Brasil 100 Anos: O Manifesto e o Livro no Calor da Hora", obra organizada por Gênese Andrade e lançada pela Editora Unesp, que revisita a criação, a circulação e as polêmicas em torno de "Pau Brasil", publicado originalmente em 1925.

Além de recuperar os poemas do livro, a publicação recompõe o ambiente intelectual e artístico que cercou o projeto oswaldiano. O volume reúne a reprodução fac-similar da primeira edição da obra, o “Manifesto da Poesia Pau Brasil”, manuscritos dos poemas, esboços das ilustrações e da capa de Tarsila do Amaral, além de dezenas de textos críticos, cartas, notas sociais e documentos da época que permitem acompanhar a recepção imediata do livro entre admiradores e detratores.

 “A poesia «pau-brasil» é o ovo de Colombo — esse ovo, como dizia um inventor meu amigo, em que ninguém acreditava e acabou enriquecendo o genovez”, escreveu Paulo Prado, no prefácio do livro, apontando que Oswald, em seu projeto estético, defende uma poesia capaz de redescobrir o Brasil a partir de sua própria linguagem e de sua própria experiência histórica. A proposta de “poesia para exportação”, formulada pelo autor, desencadeou intensos debates estéticos e ideológicos, transformando "Pau Brasil" em um dos principais marcos do modernismo brasileiro.

Ao recuperar textos publicados entre 1924 e 1927 em jornais e revistas de diferentes cidades brasileiras, a obra organizada por Gênese Andrade evidencia a dimensão pública dessas disputas. Críticos, escritores e intelectuais como Tristão de Athayde, Menotti Del Picchia, Carlos Drummond de Andrade e Mário Graciotti participaram de um embate que extrapolava a literatura e colocava em jogo diferentes projetos de cultura nacional.

Entre manuscritos, correspondências e registros de circulação do livro, "Pau Brasil 100 Anos" também ilumina os bastidores da construção modernista, revelando o entusiasmo de Oswald de Andrade diante da repercussão da obra. “Os jorná só fala de 'Pau Brasil'. As moça também”, escreveu o autor em uma das cartas reproduzidas no volume.

“Considerado um marco da poesia brasileira e das artes gráficas e visuais do século XX, esta publicação evidencia que temos em 'Pau Brasil' versos como brasa dormida, e Oswald continua sendo ‘com pontaços de exagero, com perfídias líricas, com enorme e suntuoso talento – um grande, um sonhador, um destemido caudilho do pensamento estético no Brasil’”, anota Gênese. Compre o livro "Pau Brasil 100 Anos: O Manifesto e o Livro no Calor da Hora" neste link.


Sobre a organizadora
Gênese Andrade é professora universitária, pesquisadora independente e tradutora. Autora de "Pagu/ Oswald/ Segall" (Museu Lasar Segall; Imprensa Oficial, 2009) e "Vicente do Rego Monteiro" (Publifolha, 2013), entre outros. Organizadora de "Feira das Sextas" (Globo, 2004), "Arte do Centenário e Outros Escritos" (Editora Unesp, 2022), "El Arte del Centenario y Otros Escritos" (Eudeba, 2024), de Oswald de Andrade; "Modernismos 1922-2022" (Companhia das Letras, 2022); "Correspondência Mário de Andrade & Oswald de Andrade" (IEB-USP; Edusp, 2023); "1923: Os Modernistas Brasileiros em Paris" (Editora Unesp, 2024). Garanta o seu exemplar de "Pau Brasil 100 Anos: O Manifesto e o Livro no Calor da Hora" neste link.

.: Uma girafa, um pelicano e um sonho: a fantasia irresistível de Roald Dahl


Com as premiadas ilustrações de Quentin Blake, o livro "A Girafa, o Pelicano e Eu", de Roald Dahl, lançado pela Editora Galera Junior, é uma história divertida reforça o poder da amizade e nunca desistir de seus projetos. O grande sonho do querido Billy é ser dono da loja de doces abandonada A Bomboneria, que fica perto de sua casa. Mas o lugar, que já teve seus anos de glória, agora está abandonado. A tradução é de Paula Di Carvalho.

Tudo muda com a chegada de moradores inusitados: a Girafa, o Pelicano e o Macaco. Juntos, os animais compõem a Empresa de Limpeza de Janelas Sem Escadas, e logo os três se tornam os melhores amigos de Billy. E então, quando surge uma oferta de trabalho irrecusável, o quarteto aceita o desafio na hora: limpar as 677 janelas da mansão do homem mais rico do país. O patrão só não imaginava que a Empresa de Limpeza de Janelas Sem Escadas tivesse um jeitinho especial para deixar tudo bem limpinho. Compre o livro "A Girafa, o Pelicano e Eu" neste link.


Sobre o autor
Roald Dahl foi espião, piloto de caça, historiador do chocolate e inventor médico. Também foi autor de "A Fantástica Fábrica de Chocolate", "Matilda", "O BGA: O Bom Gigante Amigo" e muitas outras histórias incríveis.


Sobre o ilustrador
Quentin Blake ilustrou mais de 300 livros e foi o ilustrador favorito de Roald Dahl. Em 1980, ele ganhou o prestigioso Kate Greenway Medal. E, em 1999, tornou-se a primeira pessoa a receber o Children’s Laureate, tendo sido também, em 2013, nomeado cavaleiro pelos seus trabalhos como ilustrador.

.: Dia Mundial do Rock: livro conta histórias que marcaram o rock brasileiro


Fabricio Mazocco, jornalista e pesquisador, está lançando livro inédito que reúne 50 histórias marcantes do rock brasileiro em mais de sete décadas

13 de julho é comemorado o Dia Mundial do Rock no Brasil, outros países fazem a celebração em datas diferentes). Mas o que aconteceu no 13 de julho no nosso país para tal comemoração? Nada. Se tivéssemos uma data para marcar o Dia do Rock Brasileiro, poderia ser 24 de outubro, quando, no ano de 1955, Nora Ney gravou o primeiro rock no Brasil, uma versão em inglês de "Rock Around The Clock". Mas também tem o 30 de janeiro de 1957, quando Cauby Peixoto gravou o primeiro rock composto no Brasil, o "Rock'n'Roll em Copacabana". 

Poderia ser 11 de janeiro, data que marcou o início da primeira edição do Hollywood Rock no Brasil, em 1975, e do Rock in Ruio, de 1985. Todos esses fatos estão no  livro "Esse Tal de Rock'n'Roll - 50 Histórias Essenciais do Rock Brasileiro", do jornalista e pesquisador Fabricio Mazocco e publicado pela Editora Máquina de Livros, que está sendo lançado e que traz uma abordagem inédita ao trazer as histórias em formato de contos e causos (mas todos bem reais).

Fabricio Mazocco, que pesquisa o rock brasileiro e é um dos autores da biografia do ex-guitarrista dos Engenheiros do Hawaii, Augusto Licks, inicialmente identificou quase 500 histórias que poderiam entrar no livro. Para selecionar 50, usou como metodologia a abordagem que transita por todas as décadas, com maior número de artistas e bandas, além de "instituições" e eventos, como o Circo Voador, a Rádio "Maldita" Fluminense, o Teatro Lira Paulistana, o Festival Unificado de Porto Alegre, o Rock in Rio, o Festival de Iacanga, a MTV Brasil, entre tantos outros.  O livro inova ao permitir que o leitor possa ler os capítulos de forma aleatória, como também seguir a ordem cronológica da publicação.

As histórias vão desde a quase demissão de Celly Campello antes do sucesso de "Estúpido Cupido", passando pela Marcha Contra a Guitarra, a expulsão da Rita Lee dos Mutantes por não se "enquadrar" no novo som dos Mutantes, a deportação de Tim Maia, a comunidade dos Novos Baianos, a puxada de tapete no Ritchie, o punk paulistano e de Brasília, o estouro da Blitz,as prisões de Arnaldo Antunes, Lobão e Planet Hemp, a capa da revista que abalou Cazuza, a confusão do show da Legião Urbana, a pandeirada que rolou no Kid Abelha, o Sepultura gravando com os Xavantes, o acidente de Herbert Vianna, o Manifesto Manguebeat, a morte de Chorão, o suicídio de Champignon, até os reencontros dos Titãs, do Barão Vermelho e do Kid Abelha. Também estão lá os mitos e lendas do nosso rock desvendados: é verdade mesmo que Raul Seixas encontrou John Lennon? Serguei teve um caso com Janis Joplin? No livro estão as respostas. O livro está disponível na Amazon e em livrarias e também no formato e-book. Compre neste link.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

.: "A Guerra das Bichas", romance do polemista Copi, ganha edição brasileira


Em um mundo em que os conflitos do século XX não foram resolvidos, mas apenas varridos para debaixo do tapete, "A Guerra das Bichas", romance do argentino Raúl Damonte Botana, conhecido como Copi, volta à tona com seu tom incômodo, violento e com um senso de humor inegável. Se as pessoas pensam que o fim está perto, como se a extinção da humanidade implicasse também no ponto final do planeta, o melhor talvez seja rir de todos os absurdos à nossa frente.O que leva ao começo de uma guerra? Diante dos noticiários atuais todos têm as próprias respostas e Copi também carrega as dele, e elas acabam colidindo neste livro.

Lançado originalmente em 1982, "A Guerra das Bichas" só agora ganha edição no Brasil, pela Editora Ercolano. De terras brasileiras e com planos de dominação intergalática chegam à França a travesti intersexo Conceïçâo do Mundô e o temerário boyceta Viniciô da Luná. Mas, antes de conquistarem o mundo, eles precisam tomar de assalto a vie en rose da classe média gay e branca parisiense. A guerra das bichas revela-se, ao mesmo tempo, uma obra de ficção científica, uma história de amor (ou do que fazer com o que resta do amor) e uma sátira fulminante dos nossos tempos. E, claro, uma fábula sem pé nem cabeça, mas com plumas de pavão. O livro tem tradução de Régis Mikail, projeto gráfico de Estúdio Margem e design de Tereza Bettinardi.

O romance é ainda uma chance de enfim as pessoas enquadrarem Copi no melhor da literatura fantástica da América Latina. Afinal, essa é uma espécie de Jornada nas estrelas queer, que mistura discos voadores e amazonas em fúria e conta até com “pontas” de Michel Foucault e Marguerite Duras, assassinados numa cozinha. Como explica a escritora e pesquisadora Amara Moira, consultora de linguagem da tradução brasileira, na orelha do livro: “Tudo é nonsense à primeira vista, mas tais cenas também brincam com os estereótipos e fantasias que o Norte Global criou em relação às nossas travestis. Impossível não lembrar de Viagem ao Brasil (1557), de Hans Staden, obra também conhecida como descrição verdadeira de um país de selvagens nus, ferozes e canibais, situado no Novo Mundo América: a diferença é que agora essas figuras estão levando sua barbárie à própria Europa”.

Falecido em 1987, aos 48 anos, em decorrência da aids, Copi tem sido publicado de forma dispersa no Brasil. A guerra das bichas é uma chance singular de os leitores brasileiros conhecerem um talento único da geração do pós-boom latino-americano. Compre o livro "A Guerra das Bichas", de Copi, neste link.
 
Sobre o autor
Raúl Damonte Botana (1939–1987), conhecido simplesmente como Copi, foi um escritor, dramaturgo, romancista e cartunista argentino radicado na França. Tornou-se uma figura central da cena contracultural francesa a partir dos anos 1960, reconhecido por seu humor absurdo e por sua linguagem provocadora. Na literatura e no teatro, Copi desenvolveu uma obra transgressora. Entre seus livros mais conhecidos estão os romances A internacional argentina (1988), O uruguaio (1973), A vida é um tango e A guerra das bichas (1982), além de peças fundamentais como Eva Perón (1970), sátira feroz sobre a figura da líder argentina que escandalizou parte do público à época. É considerado um dos autores mais originais da literatura argentina do século XX e uma figura fundamental da cultura queer e experimental latino-americana. Garanta o seu exemplar de "A Guerra das Bichas", de Copi, neste link.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

.: Edição especial comemora os 70 anos do clássico "Grande Sertão: Veredas"


Publicado originalmente em 1956, "Grande Sertão: Veredas", de João Guimarães Rosa, revolucionou o cânone brasileiro e segue despertando o interesse de renovadas gerações de leitores. Exatamente 70 anos depois da primeira publicação, a edição especial comemorativa do romance chega às livrarias em 16 de julho. Esta edição especial, com novo projeto gráfico e capa elaborada a partir de uma obra da artista mineira Sonia Gomes, traz um ensaio inédito do pesquisador Érico Melo sobre os caminhos dos rascunhos até a forma final do romance.

O volume conta também com depoimentos inéditos de leitores ilustres que foram fortemente influenciados pela obra: Mia Couto, Alison Entrekin, Caetano W. Galindo, Eduardo Giannetti, Milton Hatoum, Bia Lessa, Ana Martins Marques, Geovani Martins, Amara Moira, Silviano Santiago, Heloisa Murgel Starling e Itamar Vieira Junior. Compre a edição especial de 70 anos de "Grande Sertão: Veredas", de João Guimarães Rosa, neste link.


Mais comemorações ao longo dos próximos meses
A celebração dos 70 anos de "Grande Sertão: Veredas" na Companhia das Letras inclui ainda o lançamento do audiolivro inédito narrado pelo ator Caio Blat, com trilha sonora e entradas de viola de Ivan Vilela, já disponível nas principais plataformas de áudio. Em agosto, será realizado, em parceria com o Museu da Língua Portuguesa, um ciclo de debates sobre o livro.

Uma biografia de João Guimarães Rosa escrita por Gustavo de Castro, poeta, escritor e professor da Universidade de Brasília (UnB), também deve ser publicada no fim do ano. O livro narra em detalhes a vida do escritor, médico e diplomata que viria a se tornar um dos nomes mais fascinantes da literatura brasileira.

Nas redes sociais, a editora prepara uma série de com depoimentos de autores e especialistas contemporâneos, como Érico Melo, Caetano W. Galindo, Alison Entrekin e Bruna Kalil Othero. Haverá também um episódio especial do podcast Rádio Companhia, além de um zine comemorativo na campanha “Literatura Brasileira Viva”. 


Sobre o autor
João Guimarães Rosa nasceu em Cordisburgo (MG) em 1908 e morreu no Rio de Janeiro, em 1967. Diplomata e médico, estreou na literatura com o volume de poemas "Magma", em 1936. Autor de "Sagarana" e "Corpo de Baile", é um dos escritores mais aclamados da língua portuguesa. Compre a edição especial de 70 anos de "Grande Sertão: Veredas", de João Guimarães Rosa, neste link.

.: Jornalista escreve crônicas sobre a luta contra o alcoolismo


Por
Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.

O que acontece quando a rotina de um jornalista é substituída pelo tremor do corpo e o vômito seco todas as manhãs? Escrito durante 110 dias de internação em uma clínica no Rio de Janeiro, "Garrafas ao Mar" é um relato corajoso sobre a fragilidade humana diante do alcoolismo. Em crônicas viscerais e sem autocompaixão, João Paulo Arruda expõe os fragmentos de sua própria queda e narra o processo de reconstrução de uma vida.

Com passagem por importantes redações cariocas, João começou a admitir que precisava de ajuda no início de 2024, quando tinha 48 anos. Andava cambaleante, tinha crises de sonambulismo e sofria apagões em casa ou na rua. Chegou a se internar duas vezes naquele ano, mas enxergava o tratamento apenas como uma etapa a ser cumprida. Recaiu, seu desempenho profissional piorou e foi demitido do jornal onde trabalhava há mais de duas décadas.

"Mergulhei na depressão e na autopiedade. Fiquei um mês deitado na rede da sacada, bebendo desesperadamente. A essa altura, eu já era conhecido como o bêbado do bairro", relembra, até ser levado por um amigo e a namorada a uma nova internação, desta vez encarada com humildade diante do reconhecimento de que estava doente e a morte era iminente. "Hoje, tenho consciência de que serei alcoólatra para o resto da vida. A doença é tão terrível que, mesmo estando bem, às vezes confundo paz com pasmaceira".

Sem poder usar computador, pelas regras da clínica, "Garrafas ao Mar" foi escrito inteiramente à mão, em tempo real, enquanto os fatos se desenrolavam. João preservou o olhar e a sensibilidade de repórter. Ele conta em detalhes sua rotina durante a internação e narra inúmeras histórias suas e da convivência com outros pacientes. Alguns, dependentes de álcool e drogas. Outros, que buscavam se libertar do vício em sexo e em jogos, contingente que vem se multiplicando nos últimos anos.

Mais do que um testemunho sobre a luta contra o alcoolismo, "Garrafas ao Mar" é o registro de alguém que precisou perder o chão para reaprender a caminhar. E pode servir como um espelho para tantas pessoas e famílias devastadas. “Limpo” desde setembro de 2025, João retomou sua carreira de jornalista. "Não escrevi os textos imaginando que publicaria um livro. Foi como se eu estivesse jogando garrafas ao mar, uma forma de reconexão comigo mesmo. Garrafas ao mar já está em pré-venda na Amazon e chega às melhores livrarias do país e com lançamento simultâneo em e-book em mais de 20 plataformas digitais".

domingo, 21 de junho de 2026

.: Rita von Hunty lança o livro "Formas de Narrar Um Corpo" no Sesc 24 de Maio


Ao lado de Andreone Medrado, artista apresenta obra que articula sociologia, psicanálise e política para refletir sobre representações do corpo e produção de conhecimento. Na foto, Rita von Hunty e Andreone Medrado. Fotos: divulgação


A atriz, professora e crítica cultural Rita von Hunty lança seu primeiro livro, "Formas de Narrar Um Corpo", no Sesc 24 de Maio, na próxima quinta-feira, dia 25 de junho, às 19h00, no Teatro. O encontro acontece gratuitamente em formato de bate-papo com participação de Andreone Medrado e propõe ao público uma reflexão acessível sobre como os corpos são representados e quem tem espaço para produzir conhecimento. 

Na obra, Rita von Hunty reúne referências da sociologia, psicanálise, literatura e política para discutir de que maneira certos corpos são narrados, autorizados ou interditados. Ao abordar gênero e sexualidade como construções de relações de poder, a autora questiona teorias que se apresentam como universais e evidencia seus recortes históricos, sociais e ideológicos evidenciando aquilo que foi naturalizado como neutro. 

Com uma abordagem didática e crítica, o livro articula experiência, teoria e o desejo de transformação, convidando leitoras e leitores a reconhecer os mecanismos que os constituem - e, a partir disso, se posicionarem como sujeitos ativos de suas próprias trajetórias. "Formas de Narrar Um Corpo" inaugura a Coleção Reticências, da Editora Planeta, que reúne vozes diversas para pensar questões contemporâneas a partir de encontros e entrevistas gravadas, que convidam o leitor a acompanhar o pensamento em construção. Compre o livro"Formas de Narrar Um Corpo", de Rita von Hunty, neste link.


Sobre as participantes 
Rita von Hunty
é atriz, crítica cultural, professora e educadora popular, com atuação em universidades, escolas e movimentos sociais no Brasil e no exterior. Colaborou com mais de 25 livros, sendo dois deles finalistas do Prêmio Jabuti Acadêmico em 2025.

Andreone Medrado é psicóloga, bióloga, pesquisadora, escritora, artista e fotógrafa. Fundadora do coletivo Escuta Preta no Instituto de Psicologia da USP, atualmente é coordenadora geral do Núcleo de Consciência Negra da universidade. É coautora de Não Monogamia: trânsitos entre raça, gênero & sexualidade e autora de Ensaios sobre o Colonialismo – higienização, corpos, fé e subjetividades em disputa.


Serviço
Lançamento do livro "Formas de Narrar Um Corpo" 

Com Rita von Hunty e Andreone Medrado
Datas: 25 de junho, quinta-feira, às 19h00
Local: Teatro do Sesc 24 de Maio – Rua 24 de Maio, 109, República / São Paulo
Classificação: 14 anos
Ingressos: grátis com retirada uma hora antes no local
Duração: 150 minutos
Mais informações: no site sescsp.org.br/24demaio
Serviço de van: transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h00 às 23h00, e aos domingos e feriados, das 18h00 às 21h00.

.: Messi inspira nova geração de leitores durante a Copa do Mundo


Livro sobre a trajetória de Lionel Messi ganha destaque durante o Mundial de 2026 e convida crianças e jovens a conhecerem a história de um dos maiores jogadores de todos os tempos

Enquanto a Copa do Mundo de 2026 movimenta milhões de torcedores, a Editora Catapulta convida os fãs do esporte a conhecerem mais sobre a trajetória de Lionel Messi, um dos maiores nomes da história do futebol. O destaque da coleção é o livro "Messi: A Jornada de Um Campeão", que apresenta a inspiradora trajetória do craque argentino, desde sua infância em Rosário até a conquista da Copa do Mundo e sua consagração como um dos maiores jogadores de todos os tempos.

A obra convida os leitores a conhecerem os desafios, as conquistas e a determinação que marcaram a carreira de Messi, mostrando que talento, dedicação e perseverança são ingredientes fundamentais para alcançar grandes sonhos. Em meio à disputa de mais uma Copa do Mundo aos 39 anos, o argentino segue sendo uma das figuras mais admiradas e acompanhadas do futebol mundial, despertando o interesse de novas gerações de torcedores. O livro surge como uma oportunidade para fãs de todas as idades mergulharem em sua história dentro e fora dos gramados, conhecendo os momentos que transformaram o garoto de Rosário em uma lenda do esporte.

Complementando a coleção, a Catapulta também apresenta o lançamento "Os Países da Copa do Mundo", uma obra interativa que leva crianças e famílias a uma viagem pelos países participantes do Mundial de 2026. O livro reúne curiosidades sobre as seleções, informações culturais, cidades-sede e mais de 100 figurinhas coloridas para colecionar. Outro destaque é o lançamento da coleção Abremente Grandes Estrelas, que homenageia dois gigantes do futebol mundial: "Messi Campeão" e "O Rei Pelé". Os títulos combinam curiosidades, desafios e atividades que estimulam o aprendizado enquanto celebram a trajetória de atletas que marcaram gerações.

“A Copa do Mundo desperta emoção, memória afetiva e interesse genuíno pelas histórias que moldaram o futebol. Nossa proposta é oferecer aos leitores uma experiência cultural que vai além dos jogos, conectando esporte, conhecimento e diversão”, afirma Evandro Silva, Gerente Geral da Editora Catapulta. Ao reunir biografias inspiradoras, atividades educativas e conteúdos interativos, a Editora Catapulta transforma a paixão pelo futebol em uma experiência de leitura envolvente, reforçando o legado de grandes ídolos como Messi e incentivando o aprendizado por meio do esporte. Compre "Messi: A Jornada de Um Campeão" neste link.

sábado, 20 de junho de 2026

.: Escritor fenômeno nas redes sociais lança livro em São Paulo neste domingo


Tornar-se adulto é um processo desafiador. De repente, as contas começam a chegar, a carreira passa por altos e baixos e todo mundo precisa equilibrar os “pratinhos” da vida pessoal, profissional e social. O autor baiano Matheus Rocha lança "Ninguém Ensina a Gente a Ser Adulto" neste domingo, dia 21 de junho, na Livraria Martins Fontes da Avenida Paulista, em São Paulo, a partir das 11h00. O evento contará com sessão de autógrafos para os leitores que comparecerem. No livro, Matheus apresenta, com sensibilidade, observações sobre sentimentos e experiências vividos durante as etapas do amadurecimento.

Fenômeno nas redes sociais, o escritor Matheus Rocha acumula quase um milhão de seguidores em suas plataformas, onde compartilha seu dia a dia e reflexões pessoais. No novo livro, "Ninguém Ensina a Gente a Ser Adulto", que chega às livrarias em junho pela Intrínseca, o autor baiano apresenta pensamentos sobre os desafios, as decepções e as felicidades de amadurecer. Nesta obra acolhedora, Matheus inicia uma conversa que é essencial para quem está passando por situações parecidas e precisa de um porto seguro para perceber que não está sozinho nessa jornada.

Com sensibilidade característica, Matheus percorre percalços e conta como tenta até hoje contorná-los. Usando a própria jornada como exemplo, ele dá dicas financeiras baseadas em sua preparação para deixar sua cidade natal na Bahia e se mudar para São Paulo, fala sobre a importância do acompanhamento psicológico em sua vida e mostra como criar um espaço seguro para lidar com os próprios sentimentos.

Com uma edição com detalhes encantadores, o livro é dividido em seis partes que ditam o ritmo dos diálogos propostos pelo autor. Aos poucos, o leitor é conduzido por uma jornada que o levará a pensar mais sobre sua relação com os amigos, o trabalho, a família e, acima de tudo, sobre as mudanças que acontecem ao longo da vida. “Mudar dá medo, mas viver infeliz por medo de mudar é pior ainda”, conclui. Foto: Renato Parada. Compre o livro "Ninguém Ensina a Gente a Ser Adulto" neste link.


Sobre o autor
Matheus Rocha
nasceu em Feira de Santana, na Bahia, mas odeia o calor. Formado em jornalismo na Faculdade Anísio Teixeira, adora falar sobre a vida, relacionamentos e formas de encarar a jornada da vida. Autor de "No Meio do Caminho Tinha Um Amor", "Para Não Desistir do Amor" e "Pressa de Ser Feliz", faz dos livros dele uma forma de abraçar a legião de fãs que construiu em sua carreira na internet e na literatura. "Ninguém Ensina a Gente a Ser Adulto" é o primeiro título dele a ser publicado pela Intrínseca. Compre os livros de Matheus Rocha neste link.

terça-feira, 9 de junho de 2026

.: Coleção Cérebro Vivo exercita foco, percepção e memória fora do digital


Manter o cérebro saudável e ativo é tão importante quanto cuidar do corpo. Com esse propósito, a Coquetel, uma das principais editoras de passatempos do país, lança a coleção Cérebro Vivo, criada especialmente para estimular o condicionamento mental de forma divertida e prazerosa. São quatro livros que convidam leitores de todas as idades a exercitar a mente por meio de desafios lúdicos, como caça-palavras, labirintos, criptogramas e outros passatempos que trabalham habilidades cognitivas e emocionais.

Em Visão e Foco, os desafios foram desenvolvidos para ampliar a percepção, aprimorar a consciência espacial e estimular um olhar mais atento e analítico. Já em Memória Ativa, o foco está na capacidade do cérebro de registrar, armazenar e recuperar informações. Em Ginástica Cerebral, o público é convidado a realizar exercícios mentais voltados para a estimulação das conexões neurais, fortalecendo o foco e a atenção. Por fim, Mente Estratégica traz atividades pensadas para ativar áreas específicas do cérebro, favorecer a retenção de conteúdos, estimular o raciocínio organizado e ampliar a capacidade de análise.

Em um contexto em que o uso excessivo de telas também passou a fazer parte da rotina da população mais velha, a coleção Cérebro Vivo aposta em atividades off-line como forma de estimular o cérebro e incentivar hábitos ligados ao envelhecimento saudável. Com exercícios que trabalham a mente, os livros propõem momentos de concentração longe do celular e de outros dispositivos eletrônicos, ajudando a manter o cérebro ativo de maneira acessível e cotidiana. Compre os livros da coleção Cérebro Vivo neste link.

sábado, 6 de junho de 2026

.: "Lugar de Fala", de Djamila Ribeiro, ganha nova edição revista e ampliada


"Lugar de Fala", best-seller de Djamila Ribeiro que deu início à Coleção Feminismos Plurais ganha edição revista e atualizada pela Rosa dos Tempos, editora do Grupo Editorial Record que é referência na publicação de obras feministas no Brasil. O livro abriu caminho para debates fundamentais e importantes conquistas no movimento negro, além de ampliar, no país, as discussões sobre raça, gênero e classe. O livro será lançado em São Paulo no dia 9 de junho, a partir das 18h00, no Espaço Feminismos Plurais, em Moema, com bate-papo e sessão de autógrafos.

Uma das vozes mais influentes na discussão sobre racismo estrutural, feminismo negro e desigualdade no Brasil, Djamila Ribeiro adicionou novos capítulos à obra, que já foi traduzida para vários países, ampliando o alcance do conceito de lugar de fala e demonstrando o reconhecimento da obra e da autora globalmente. A publicação traz ainda prefácio de Chimamanda Ngozi Adichie e apresentação de Grada Kilomba.

"Lugar de Fala" foi eleito um dos melhores livros brasileiros de não ficção do século 21. A lista elaborada com base em votação de cem escritores e críticos literários foi publicada pela Folha de S.Paulo. A antropóloga Débora Diniz, que votou no livro, disse que ele “é uma intervenção original na forma de pensar o poder, as relações raciais e o letramento antirracista, ao articular testemunho, produção de conhecimento e legitimidade discursiva”. Com o lançamento de "Lugar de Fala", a Rosa dos Tempos passa também a editar toda a Coleção Feminismos Plurais.

Em "Lugar de Fala", Djamila Ribeiro discute e desmistifica um conceito que ganhou projeção no debate público desde a década de 2010, segundo o qual todas as pessoas ocupam posições sociais que influenciam o que dizem e como suas palavras são recebidas, legitimando ou deslegitimando vozes. A autora demonstra que é essencial compreender essas diferentes posições e o devido lugar de fala de cada indivíduo, não para censurar ou podar o debate, mas para enriquecê-lo.

Originalmente lançado em 2017, este foi o primeiro título da Coleção Feminismos Plurais, que quebrou paradigmas no meio acadêmico brasileiro ao alavancar a carreira de um grande número de pensadoras e pensadores negros de nosso país, abrindo caminhos para uma revolução no enfrentamento à narrativa hegemônica.

Passada quase uma década da primeira edição de "Lugar de Fala", a autora sentiu que era o momento de avaliar o alcance da obra e da Coleção Feminismos Plurais, revisitando e atualizando seu texto. Agora, a Rosa dos Tempos se orgulha em editar uma das vozes mais influentes na discussão sobre racismo estrutural, feminismo negro e desigualdade no Brasil. Dialogando com outras pensadoras feministas de fôlego, Djamila Ribeiro convida as leitoras e os leitores desta obra a reconhecer seu lugar no mundo, imaginar novas possibilidades de existência e contribuir para uma sociedade mais justa. Compre o livro "Lugar de Fala", de Djamila Ribeiro, neste link.


Sobre a autora
Djamila Ribeiro é ativista, escritora e coordena a iniciativa Feminismos Plurais. É autora de "Quem Tem Medo do Feminismo Negro?", "Pequeno Manual Antirracista" e "Cartas para Minha Avó", que já venderam mais de um milhão de exemplares. É professora universitária com passagens por diversas instituições, como a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), a New York University e, em 2025, segue como primeira brasileira a lecionar no Martin Luther King Program, no Massachusetts Institute of Technology (MIT). Compre os livros de Djamila Ribeiro neste link.


Serviço
Lançamento do livro

Dia 9 de junho, a partir das 18h00, no Espaço Feminismos Plurais - Avenida Chibarás, 666 - Moema, em São Paulo. Haverá bate-papo e sessão de autógrafos.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

.: Três veredas para "Grande Sertão": livros que celebram 70 anos do clássico


Em 2026, "Grande Sertão: Veredas" completa 70 anos de publicação. Para celebrar a data, a Autêntica Editora lança um projeto especial dedicado à obra do autor, reunindo lançamentos que revisitam o romance, seu processo de criação e sua permanência e reinvenção no imaginário brasileiro. A proposta reúne três livros bastante distintos entre si, mas atravessados pela mesma pergunta: como um clássico permanece vivo? Em comum, as obras mostram que a história de Guimarães Rosa continua sendo uma fonte de releitura e descoberta, capaz de mobilizar leitores, pesquisadores e espectadores. 

Dentre os livros do projeto, "Diário do Grande Sertão", de Bruna Lombardi, livro que recupera os bastidores da adaptação televisiva da obra de Rosa exibida pela Globo nos anos 1980. A partir dos diários escritos durante as gravações, Lombardi apresenta a experiência de interpretar Diadorim enquanto atravessa, junto à equipe, o sertão mineiro em busca de traduzir para as telas o universo roseano. Combinando memória, relato pessoal e making of, o texto foi originalmente incentivado por Caio Fernando Abreu, que viu nos fragmentos escritos por Lombardi um documento não apenas sobre a realização desafiadora de um seriado, mas sobre uma experiência de transformação pessoal possibilitada pela literatura. Quarenta anos depois da primeira publicação, o livro finalmente sai “da maneira como sempre quis”, afirma Bruna, e ganha material inédito, trechos, fotos e desenhos feitos pela autora. Entre o desafio de interpretar um dos personagens mais enigmáticos da literatura brasileira e a adaptação à vida no sertão durante as gravações, Lombardi revela em sua escrita as formas como um clássico pode ser revisitado e vivido.  

Outro destaque é Ítalo Moriconi dá a largada na coleção "Para Ler", dedicada a aproximar o público de autores e obras considerados canônicos ou desafiadores, com um olhar distinto em relação à obra-prima de Rosa. Em "Para Ler 'Grande Sertão: Veredas'", o autor combina diário de leitura e um resumo da trama, para que o leitor não se perca na imensidão da linguagem do escritor mineiro. Em vez de simplificar ou  domesticar o calhamaço, na primeira parte do livro, o crítico literário apresenta sua própria travessia como leitor, compartilhando dificuldades e descobertas. Na segunda metade, Moriconi reconstitui o enredo de Grande sertão, apontando analiticamente os principais conflitos e personagens da narrativa. 

Completa o projeto "Sertão-Veneza: Retornos e Travessias Roseanas", de Jacques Fux. O ensaio investiga a relação entre o universo de Rosa, suas viagens pelo sertão mineiro e sua passagem pela Itália, sobretudo por Veneza. O livro parte da viagem feita pelo escritor à cidade, em 1949, e dos registros deixados em seus diários para discutir de que forma essa experiência aparece transformada em sua literatura. No livro, Fux também recupera o período em que Rosa viveu na Alemanha às vésperas da Segunda Guerra Mundial e discute como as experiências de deslocamento, exílio, memória e travessia atravessam sua obra. O autor brasileiro registrou em seus cadernos de viagem impressões, paisagens, sensações e reminiscências que mais tarde reapareceriam em Grande sertão. 

Sobre os autores
Bruna Lombardi
é poeta, escritora, atriz, roteirista, diretora, produtora e ativista ambiental. Publicou vários livros, entre eles os best-sellers: "No Ritmo Dessa Festa", "Gaia", "O Perigo do Dragão", "Filmes Proibidos", "Jogo da Felicidade" e "Clímax". Desde "No Ritmo Dessa Festa", primeira publicação como autora, com prefácio de Chico Buarque de Holanda, os trabalhos dela receberam excelentes matérias e elogios de grandes escritores e poetas, como Carlos Drummond de Andrade, Mario Quintana, Lygia Fagundes Telles, Clarice Lispector, Ferreira Gullar, Rubem Fonseca, Vinicius de Moraes. Na televisão e no teatro, participou de produções marcantes, como a minissérie "Grande Sertão: Veredas", em que interpretou Diadorim. No cinema, escreveu, produziu e protagonizou filmes como "O Signo da Cidade", "Onde Está a Felicidade?" e "Amor em Sampa". Também criou, roteirizou, produziu e protagonizou a série "A Vida Secreta dos Casais", da HBO, e fundou a Rede Felicidade, plataforma digital voltada ao bem-estar e ao autoconhecimento. Compre os livros de Bruna Lombardi neste link.

Ítalo Moriconi é professor, escritor, curador literário.  Organizador da antologia "Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século" (ed. Objetiva), assim como de "Os Cem Melhores Poemas Brasileiros do Século", pela mesma editora. Autor da biografia da poeta "Ana Cristina Cesar (O Sangue de Uma Poeta"), organizador das "Cartas de Caio Fernando Abreu", ambos em 2ª. ed. pela e-galaxia).  Outros livros são "Como e Por Que Ler a Poesia Brasileira do Século 20" (2002, Objetiva) "Literatura Meu Fetiche" (2020, Cepe Editora). Entre 2022 e 2024 publicou quinzenalmente uma coluna-diário no Blog Virtual do Pensamento Social (BVPS). Compre os livros de Ítalo Moriconi neste link.

Jacques Fux é escritor, com doutorado em literatura comparada pela UFMG e pela Université de Lille 3. Foi pesquisador na Universidade de Harvard de 2012 a 2014. É autor de 23 livros, entre eles: "Antiterapias", vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura; "Meshugá", vencedor do Prêmio Manaus; Literatura e Matemática, vencedor do Prêmio Capes e finalista do APCA; "O Enigma do infinito", Selo FNLIJ e semifinalista do Prêmio Jabuti; "As Coisas de Que Não Me Lembro, Sou", vencedor do Prêmio FNLIJ e finalista do Prêmio Jabuti; "Nunca Vou Te Perdoar por Você Ter Me Obrigado a Te Esquecer", finalista do Prêmio Jabuti e vencedor do Prêmio Manaus, e "Uma Impostora em Harvard". Sobre João Guimarães Rosa, publicou a biografia para jovens "As Fábulas do Fabuloso Fabulista Joãozito", que recebeu o selo FNLIJ. Seus ensaios, romances e contos já foram publicados na Itália, México, Peru, Israel, Estados Unidos e França. Compre os livros de Jacques Fux neste link.

.: José Roberto de Castro Neves lança novo romance em evento na terça-feira


Imortal da Academia Brasileira de Letras, o escritor José Roberto de Castro Neves lança o romance "Onar’82", publicado pela Editora Intrínseca, em sessão de autógrafos em São Paulo na terça-feira, dia 9 de junho, na Livraria da Vila, a partir das 18h00. No livro, o autor cria uma narrativa dinâmica, repleta de humor, além de referências literárias e culturais. O escritor carioca entrelaça luto e memória para refletir sobre os silêncios e as ausências que povoam as relações familiares.

"Onar ’82" conta com uma narrativa dinâmica, repleta de humor, além de referências literárias e culturais. O escritor carioca entrelaça luto e memória para refletir sobre os silêncios e as ausências que povoam as relações familiares. O enredo apresenta a vida do cronista esportivo Samuel Janowitz, um apaixonado pelo Botafogo e pela seleção brasileira, mas incapaz de se conectar com seu filho Daniel. Após um período afastados, sem nenhuma comunicação entre os dois, Samuel é informado da morte repentina do filho e recebe um manuscrito deixado por ele - uma obra dedicada ao pai. 

Nesse livro, Daniel se inspira na peça "Sonho de Uma Noite de Verão", de William Shakespeare, para construir o universo fictício do Morro de Ardenas. Sob uma ótica mística e esperançosa, a história reimagina o fatídico ano de 1982: enquanto na vida real Samuel perdia a possibilidade de cobrir os jogos devido a uma cirurgia e amargava pela televisão a derrota do Brasil na Copa, na ficção os personagens inspirados na obra do Bardo vivem encontros e desencontros amorosos e tragicômicos e o destino da seleção brasileira é outro.

Ambientada durante a Copa do Mundo de 1982, a história celebra o poder reparador da literatura. Ficção e realidade se mesclam em acontecimentos importantes da trama ocorridos durante partidas verídicas da seleção brasileira. A obra é, sobretudo, um acerto de contas afetivo entre um filho e um pai — e uma redenção literária para milhões de amantes da seleção Canarinho. Compre o livro "Onar’82", de José Roberto Castro Neves, neste link.


Sobre o autor
José Roberto de Castro Neves é advogado, escritor e professor universitário — mestre pela Universidade de Cambridge e doutor em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Autor e organizador de dezenas de livros sobre literatura, história, arte e direito, foi eleito imortal pela Academia Brasileira de Letras em 2025. Pela Intrínseca, também publicou o romance Ozymandias. Casado com a Bel, tem três filhos: Guilherme, João e Duda. Foto: Rafaela Cassiano. Compre os livros de José Roberto Castro Neves, neste link.


Serviço
Sessão de autógrafos de "Onar ‘82", de José Roberto de Castro Neves
Terça-feira, dia 9 de junho, a partir de 18h00
Livraria da Vila - Avenida Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 - Loja 335/336 - Piso 2 - Itaim Bibi, São Paulo 
Entrada franca

quinta-feira, 4 de junho de 2026

.: Coleção Argumentos em três livros que debatem futebol, ética e fake news


Publicada pela Ação Editora, a Coleção Argumentos reúne três livros com linguagem simples e direta, pensados para leitores que têm afã por ideias audaciosas e transformadoras. Ou, como  escreveu o escritor uruguaio Eduardo Galeano, “este mundo infame está grávido de outro possível”. “O Outro Lado do Jogo”, de Adriano Freixo, “Ética e Cidadania”, de Herbert de Souza, o Betinho, e Carla Rodrigues, e “Eles Não Querem que Você Saiba - Armadilhas da Desinformação”, de Sylvia Moretzsonhn chegam às livrarias neste mês de maio pela Ação Editora, um braço cultural da Ação da Cidadania, e trazem um convite à transformação, pois ideias movem o mundo.

 Em uma sociedade contemporânea em que as conversas estão, muitas vezes, fragmentadas e superficiais, os volumes da coleção têm assuntos distintos, mas com um fio condutor em comum:  análises claras, acessíveis e consistentes sobre questões atuais, como temas sociais, culturais, políticos e tecnológicos, oferecendo ferramentas para interpretar o mundo com mais lucidez. 

A coleção parte da ideia de que compreender é o primeiro passo para agir. Ao apresentar ideias, contextos e diferentes perspectivas, a Coleção Argumentos incentiva a reflexão crítica, o questionamento de narrativas prontas e a construção de um ponto de vista próprio. São leituras de formato ágil, mas profundas no conteúdo, capazes de ampliar repertório e estimular posições conscientes diante dos desafios do presente. Compre os livros da Coleção Argumentos neste link.


O Outro Lado do Jogo", de Adriano Freixo
"O Outro Lado do Jogo", de Adriano Freixo, é uma obra que prova que o futebol nunca foi apenas um jogo. O livro propõe uma leitura crítica para além do espetáculo esportivo, analisando-o como fenômeno político, social e cultural. Num ano da Copa do Mundo Fifa, em que os olhos do mundo todo, em particular a paixão brasileira pelo futebol e por nossa seleção, estarão voltados para o futebol nos meses de junho e julho, este livro já chega com a bola toda. A obra articula história, relações internacionais e ciência política para revelar os vínculos entre futebol, poder, identidades nacionais e disputas simbólicas, adotando uma abordagem analítica pouco explorada no mercado editorial de livros sobre esporte.

No livro, se descobre como o futebol se tornou uma das maiores ferramentas de influência do mundo moderno. Regimes autoritários, a rivalidade Brasil x Argentina e o impacto simbólico do 7 a 1: a bola sempre esteve no centro de projetos de poder, nacionalismos e estratégias de geopolítica. “Apesar de, volta e meia, jornalistas, dirigentes esportivos, comentadores de redes sociais e mesmo atletas afirmarem que esporte e política não devem se misturar, [...] a capacidade dos esportes de massa de agregar os indivíduos em torno de uma ideia ou causa foi e continua a ser um elemento fundamental na arena política”, escreve Adriano de Freitas na apresentação do livro.

 Adriano de Freixo possui sólida trajetória acadêmica, com formação, mestrado e doutorado em História, atuação como professor e coordenador de programas de pós-graduação na UFF, além de produção consistente sobre política, história e relações internacionais. Essa credencial confere robustez intelectual e legitimidade à análise proposta. Compre o livro "O Outro Lado do Jogo" neste link.


"Ética e Cidadania", de Herbert de Souza e Carla Rodrigues
Em uma conversa franca, humana e profundamente atual, Herbert de Souza, o Betinho, convida o leitor a retomar as rédeas da história. Esta obra nasceu no coração do movimento que mudou a cara do Brasil nos anos 1990. Enquanto a Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida mobilizava o país de ponta a ponta, ele refletia, nestas páginas, sobre o fim da apatia social como o primeiro passo para uma democracia de verdade.

Esta reedição do livro chega num momento em que o Brasil e o mundo estão efervescentes de conflitos sobre ética e política entranhados na vida de todos. Este é o livro ideal para quem deseja transformar solidariedade em ação política. O sociólogo Betinho convida à ação e à retomada da responsabilidade coletiva, mostrando que o fim da apatia é essencial para uma democracia real.

Betinho descomplica conceitos que muitas vezes parecem distantes, mostrando que a ética não é apenas um ideal, mas o alicerce da política e da convivência social. Ele nos lembra que a política vai muito além das urnas, acontecendo na mesa de jantar, na escola e na forma como escolhemos não ignorar a fome do vizinho. “Ética e Cidadania” é um chamado para quem deseja transformar solidariedade em ação política e acredita que organização popular e compromisso ético podem enfrentar as injustiças históricas do nosso povo. Um livro para quem tem fome de mudança e pressa de viver. “Não existe democracia sem liberdade, igualdade, participação, solidariedade e diversidade, que é reconhecer e admitir as diferenças, saber que se pode ser igual ao outro, mas distinto” – Herbert de Souza, o Betinho. Compre o livro "Ética e Cidadania" neste link.


“Eles Não Querem que Você Saiba - Armadilhas da Desinformação”, de Sylvia Moretzsonhn 
“A mentira constante não serve apenas para enganar – seu verdadeiro propósito é destruir a própria noção de verdade. Quando um povo já não consegue distinguir entre o real e o falso, também perde a capacidade de discernir entre o bem e o mal. E um povo assim, desarmado do pensamento crítico, torna-se presa fácil para qualquer poder que deseje controlá-lo”, diz o texto de Hannah Arendt que integra o prefácio da nova obra de Sylvia Moretzsohn.

Atualmente, estamos sob um verdadeiro "tiroteio" de desinformação. Em uma era dominada por algoritmos de redes sociais, avanços da Inteligência Artificial e a velocidade frenética do jornalismo em tempo real, distinguir o fato da manipulação tornou-se um desafio cotidiano. Neste livro, a jornalista e pesquisadora, voz fundamental na crítica de mídia brasileira, oferece as ferramentas necessárias para romper essa barreira. A obra aplica os fundamentos da análise do discurso para ensinar o leitor a ler nas entrelinhas das notícias, revelando os interesses e as intenções que muitas vezes permanecem ocultos por trás das matérias jornalísticas.

“Eles Não Querem que Você Saiba - Armadilhas da Desinformação”  ajuda a navegar em um universo dominado por fake news, um espaço onde informação e manipulação se entrelaçam. É uma leitura essencial para qualquer pessoa que deseje compreender como identidade e poder se confrontam no campo da informação. "Vivemos no contexto que se convencionou chamar de “pós-verdade” – a rigor, uma radicalização do relativismo pós-moderno que ganhou força décadas atrás – em que as crenças prevalecem sobre as evidências", diz a autora.

 Sylvia Moretzsohn é referência nacional em ética no jornalismo, com trajetória consolidada como pesquisadora, professora universitária da Universidade Federal Fluminense e autora de obras fundamentais sobre crítica de mídia, como “Jornalismo em Tempo Real: O Fetiche da Velocidade”  e “Pensando contra os fatos: jornalismo e cotidiano - Do Senso Comum ao Senso Crítico”. Compre o livro "Eles Não Querem que Você Saiba - Armadilhas da Desinformação" neste link.

terça-feira, 26 de maio de 2026

.: "Antes que Apague", novo romance de Natalia Timerman, resgata memórias


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com

A literatura brasileira contemporânea tem encontrado na escrita de Natalia Timerman um porto seguro para as investigações mais profundas da alma humana. Psiquiatra de formação, a paulistana sabe, como poucos da geração dela, operar a palavra como uma escuta radical da dor e do afeto. Depois de perscrutar o abandono amoroso no incensado "Copo Vazio" e de tatear as cicatrizes do luto paterno em "As Pequenas Chances", a autora retorna ao território da memória com o poderoso romance "Antes que Apague", lançado pela Companhia das Letras. A obra consolida uma trajetória marcada pela coragem de se aproximar das fraturas da existência, transformando o declínio biológico em matéria de altíssima voltagem literária.

Em "Antes que Apague", Timerman debruça-se sobre a complexa e por vezes dolorosa relação entre uma filha e sua mãe idosa, recentemente diagnosticada com a doença de Alzheimer. O enredo acompanha o ritmo assombroso com que a mãe perde os traços fundamentais da própria identidade, mergulhando a narradora em um doloroso processo de luto antecipado. Contudo, longe de se resumir a uma crônica sobre a finitude, o livro ganha fôlego de investigação quando esse apagamento iminente faz brotar, paradoxalmente, revelações inesperadas sobre o passado materno. 

À medida que a mente da matriarca se esvai, a urgência da filha em resgatar o que resta transforma o texto em um verdadeiro testemunho contra o esquecimento, onde humanizar a figura materna torna-se um exercício de maturidade suprema e, inevitavelmente, de sofrimento. A força da narrativa reside na exata medida que estabelece entre a crueza da vida e o lirismo da prosa poética. Ao evocar as memórias que ameaçam sumir no horizonte da demência, Natalia Timerman constrói uma cartografia dos vínculos afetivos que desafia o tempo. A escrita se faz comovente e terna, capaz de flagrar o instante exato em que uma lembrança se transforma e se apazigua na mente de quem fica. Compre o romance "Antes que Apague", de Natalia Timerman, neste link.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

.:"Você É Mais Que Seu Trabalho" desafia a cultura da performance


O autor e coach Vicente Ferrio apresenta um guia para reconstruir a relação com a carreira sem abrir mão da identidade e do bem-estar. 

Sem perceber, muita gente passou a medir o próprio valor a partir do trabalho. Esse comportamento, que alimenta a crescente onda de esgotamento profissional e de pressão por desempenho, é o ponto de partida de "Você É Mais Que Seu Trabalho", lançamento da Editora Agir, assinado pelo autor, mentor e coach Vicente Ferrio. Na obra, ele analisa como a produtividade, o sucesso e a performance deixaram de ser apenas metas profissionais para se tornarem critérios de identidade. 

Para o autor, essa lógica cria uma armadilha silenciosa: alimenta a sensação constante de insuficiência e reduz a vida a um único eixo, o trabalho. Longe de pregar o desapego profissional, a obra foca em uma relação mais saudável com a carreira. O autor utiliza exemplos práticos e exercícios para demonstrar que o valor de um indivíduo é composto por múltiplas dimensões, e que o desempenho no trabalho é apenas uma delas. Compre o livro "Você É Mais Que Seu Trabalho", de Vicente Ferrio, neste link.


Sobre o autor
Vicente Ferrio (Espanha, 1974) é engenheiro civil, empreendedor, palestrante, mentor e coach certificado. Especialista em liderança, empreendedorismo consciente e gestão de mudanças pelas escolas de negócios de Columbia e Harvard, é autor de diversos livros sobre carreira profissional e criador do site sincronizatutalento.com, cujo blog mobiliza uma comunidade de milhares de leitores. Garanta o seu exemplar de "Você É Mais Que Seu Trabalho", escrito por Vicente Ferrio, neste link.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

.: Amazon anuncia primeira linha Kindle para leitura e escrita


O Kindle Scribe chega ao Brasil com design ultrafino, ultraleve e 40% mais rápido, além de novos recursos de produtividade com IA, incluindo busca inteligente de anotações. O Kindle Scribe Colorsoft traz uma experiência de escrita em cores fluida, rápida e confortável para os olhos .A tela de 11 polegadas reproduz a sensação de escrever em papel, ideal para anotações em milhões de livros, listas de tarefas e revisão de documentos sem distrações


A Amazon anuncia a chegada da primeira linha Kindle Scribe ao Brasil - a geração do Kindle que une leitura e escrita em um único dispositivo. Os modelos Kindle Scribe e Kindle Scribe Colorsoft estão disponíveis para pré-venda a partir de hoje no país. Com o Kindle Scribe, a experiência é de ler e escrever em papel: texto nítido, com espaço de sobra para fontes maiores, imagens, gráficos e documentos em tamanho real. O dispositivo permite fazer anotações em milhões de livros, adicionar notas a documentos e buscar anotações com tecnologia de IA. 

A linha Kindle Scribe chega ao Brasil pela primeira vez, reimaginada para aumentar a produtividade. Oferece opções com e sem luz frontal e um design renovado que remete ao papel: ultrafino com apenas 5,4 mm de espessura e ultraleve com 400 g. O desempenho é 40% mais rápido para escrita e virada de páginas em comparação com as gerações anteriores, disponíveis apenas fora do Brasil. A tela de 11 polegadas, sem reflexo, tem as mesmas proporções de uma folha de papel — e reproduz a sensação de escrever em uma. É o tamanho ideal para revisar documentos em escala real, natural para fazer anotações e fácil de levar para qualquer lugar.


A linha Kindle Scribe traz inovações significativas em hardware:
  • Luz frontal com LEDs miniaturizados que se encaixam firmemente contra a tela, criando bordas mais estreitas e iluminação uniforme
  • Vidro moldado com textura exclusiva que melhora o atrito da caneta na tela — diferente de tablets convencionais, que costumam parecer escorregadios ou vítreos
  • Tela redesenhada que reduz quase totalmente o efeito de distância entre a ponta da caneta e o traço, simulando a escrita direta no papel
  • Novo chip quad-core, O novo chip quad-core, mais memória e a tecnologia de tela Oxide da Amazon tornam toda a experiência mais ágil, com maior contraste e desempenho rápido tanto em conteúdos coloridos quanto em preto e branco. A tela Oxide utiliza uma camada interna de óxido com formas de onda otimizadas para entregar essa performance.
  • Uma experiência de escrita em cores confortável para os olhos
O Kindle Scribe Colorsoft apresenta o mesmo novo design e oferece uma experiência de escrita em cores fluida e natural. Para criar cores suaves que, diferentemente de uma tela LCD, não agridem os olhos, a Amazon utilizou a tecnologia de tela Colorsoft personalizada, com filtro de cor e guia de luz com LEDs de nitreto que aprimoram as cores sem comprometer os detalhes. Para garantir uma experiência excepcional de escrita em cores, a Amazon desenvolveu um novo mecanismo de renderização que aprimora as cores e assegura que a escrita seja rápida, fluida e totalmente natural. Além disso, o Kindle Scribe Colorsoft oferece semanas de duração de bateria e não possui aplicativos ou notificações — nada que distraia você dos seus pensamentos.

Recursos de produtividade com tecnologia de IA
A nova linha oferece um poderoso caderno de anotações com tecnologia de IA, além de software e ferramentas redesenhados para aumentar a produtividade:
  • Nova tela inicial: agora com Notas Rápidas para facilitar anotações sempre que a inspiração surgir. É possível acessar livros, documentos e anotações recentes com rapidez.
  • Acesso a todos os documentos: com suporte para Google Drive e Microsoft OneDrive, é fácil importar documentos para marcação e exportar PDFs anotados.
  • Busca com tecnologia de IA: pesquise suas notas de forma natural e receba resumos gerados por IA. É possível se aprofundar com perguntas de acompanhamento.
  • Compartilhamento com OneNote: exporte notas como texto convertido ou imagem incorporada para o OneNote, mantendo tudo em um só lugar para continuar editando no laptop.
  • Canetas e marcações coloridas no modelo Colorsoft: escreva, desenhe e faça anotações em uma das 10 cores de caneta ou destaque em uma das 5 cores de marca-texto.
  • Sombreamento: artistas e criadores podem criar gradientes suaves e tons sutis com a nova ferramenta de sombreamento, com mais controle sobre profundidade e riqueza da arte.
  • Espaço de trabalho: organize documentos, cadernos, livros e mais na mesma pasta.
  • Tudo o que os clientes amam no Kindle
O Kindle Scribe é um caderno e um Kindle em um só dispositivo, com acesso à maior loja de e-books do mundo. O dispositivo inclui 3 meses grátis de Kindle Unlimited, além dos recursos de leitura mais recentes. Assim como todos os e-readers Kindle, o novo Kindle Scribe oferece acesso instantâneo à Loja Kindle, que inclui:

Ampla seleção: milhões de títulos disponíveis nas Lojas Kindle em todo o mundo.
Kindle Unlimited: acesso a uma biblioteca cada vez maior de milhões de e-books, leituras curtas e assinaturas de revistas selecionadas.
Leitura gratuita para membros Prime: uma seleção rotativa de milhares de títulos sem custo adicional à assinatura Prime.
Vozes diversas: milhões de escritores autopublicados usam o Kindle Direct Publishing (KDP) para compartilhar suas histórias, oferecendo aos leitores um conjunto robusto e diversificado de vozes.
 

Preços e disponibilidade
Todos os dispositivos acompanham uma caneta que se conecta magneticamente ao Kindle Scribe - sempre à mão e sem necessidade de carregamento. A Amazon também disponibilizará, a partir de junho, uma nova linha de capas premium em diversas cores (Grafite, Matcha e Figo) e materiais premium (couro e toque acetinado), fechamento magnético e porta-caneta, a partir de R$ 489,00. A caneta e pontas estarão disponíveis para compra separadamente. O Kindle Scribe já está disponível em pré-venda, com opção de parcelamento em até 10 vezes. Confira os modelos:


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