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terça-feira, 6 de janeiro de 2026

.: Brasil passa a ler Ricardo Reis de forma integral em “Obra Completa”

Em homenagem aos 90 anos da morte de Fernando Pessoa, a Tinta-da-China Brasil, selo editorial da Associação Quatro Cinco Um, lançou a "Obra Completa de Ricardo Reis", o mais recente volume da Coleção Pessoa. O livro reúne pela primeira vez no Brasil toda a prosa e a poesia do primeiro heterônimo criado por Fernando Pessoa, incluindo textos inéditos, novas leituras críticas e imagens dos manuscritos originais. 

Com edição rigorosa, paratextos e estabelecimento de texto de Jerónimo Pizarro e Jorge Uribe, o leitor brasileiro terá acesso a textos clássicos de Reis - como as famosas odes e o prefácio aos poemas de Alberto Caeiro - na grafia original de Pessoa, tudo embalado em capa dura serigrafada com o design inconfundível de Vera Tavares.

Fernando Pessoa (1888-1935) é reconhecido como um dos principais escritores modernos e pilar fundamental da literatura em língua portuguesa. Sua obra revolucionou a concepção do que significa ser autor, ao criar uma variedade de personalidades literárias - os heterônimos, como Álvaro de Campos, Alberto Caeiro e Ricardo Reis - cada um com seu estilo, biografia e visão de mundo próprios. Pessoa não se limitou a usar pseudônimos: inventou autores completos, com obras independentes e coerentes. Essa multiplicidade faz dele um autor indispensável para compreender a literatura do século XX, dialogando com as vanguardas europeias enquanto mantinha uma singularidade inconfundível. 

Após a morte do poeta aos 47 anos, foram descobertos em seu apartamento mais de 30 mil papéis, escritos em três idiomas e atribuídos a uma centena de autorias diferentes. E, mesmo conhecido na cena literária de Lisboa em vida, Pessoa não chegou a ver o interesse mundial que um dia cercaria a sua obra, publicada quase toda postumamente. Com curadoria e edição de Jerónimo Pizarro, maior especialista nos manuscritos de Fernando Pessoa, a Coleção Pessoa traz para o Brasil livros ainda inéditos que oferecem novas perspectivas sobre o poeta português. 

Iniciada em 2013, a coleção é dirigida por Pizarro e conta com a colaboração de especialistas de Portugal e de outros países, distinguindo-se pelo rigor crítico exemplar e pela qualidade editorial. 136 pessoas de Pessoa (2017) apresentou pela primeira vez os 136 autores fictícios com que Pessoa assinou seus textos, mapeando de forma inédita a vastidão do heteronimismo pessoano a partir de pesquisa minuciosa nas 30 mil folhas do espólio. "Ler Pessoa" (2023), ensaio crítico de Jerónimo Pizarro, oferece em menos de duzentas páginas um guia completo para desvendar os heterônimos e a multiplicidade do autor, em diálogo sofisticado com a tradição crítica. Também em 2023, a coleção trouxe o "Livro do Desassossego", obra máxima da prosa pessoana, numa edição de referência que se destaca pelo rigor na organização e pela beleza do projeto gráfico. 

Em 2025, foram lançadas as "Cartas de Amor", edição crítica que revisa datas, atualiza a grafia e revela documentos inéditos sobre os relacionamentos de Pessoa com Ofélia Queiroz e a misteriosa inglesa Madge Anderson. Agora, com a "Obra Completa de Ricardo Reis", a coleção consolida-se como referência essencial para o estudo e a fruição da obra de Fernando Pessoa no Brasil — e segue sendo atualizada. Compre os livros da Coleção Pessoa neste link.

.: Juíza do TJDF lança livro baseado em histórias reais de violência


"Invisíveis Marias" mistura realidade e ficção de forma sutil e capaz de denunciar e trazer reflexão sobre a dura realidade vivida por muitas brasileiras

A Procuradoria Especial da Mulher do Senado Federal e a Juíza do TJDFT, Rejane Suxberger irão promover o lançamento da segunda edição do livro “Invisíveis Marias: histórias Além das Quatro Paredes” , publicado pelo Grupo Editorial Caravana, na Biblioteca do Senado Federal. O livro foi escrito em forma de contos, entrelaça realidade e ficção para dar voz às Marias que, dentro de casa, viveram aquilo que deveria ser amor, mas se tornou dor. Entre relatos de audiências e ecos de histórias reais, o livro expõe as marcas que não desaparecem com a sentença. Mais do que literatura, é denúncia, memória e resistência, um convite à reflexão sobre a violência invisível que atravessa lares e gerações.

“Eu tenho um enorme carinho por esse livro. Ele representa a superação de muitas dores transformadas em força e aprendizado. Cada etapa concluída reafirma a importância de dar voz às mulheres e suas histórias. Acredito que ele poderá servir como um alerta poderoso, mostrando que a violência muitas vezes começa de forma sutil. Espero que inspire outras mulheres a reconhecer sinais de abuso e buscar ajuda. Que sirva também de incentivo para romper o silêncio e acreditar em um recomeço possível”, afirma a juíza e escritora

Ao longo de 10 mil processos examinados durante dez anos, Rejane nunca teve a oportunidade de se deparar com uma vítima inteira. Todas se apresentavam dilaceradas não era apenas o físico, mas a alma dessas mulheres estava mortificada pelo julgamento que faziam de si mesmo. A sociedade, segundo a autora, se encarregava de desqualificar o resto. As vítimas que protagonizam de forma indireta “Invisíveis Marias”, traziam consigo, ideias ultrapassadas de feminilidade e masculinidade como “justificativa” para os atos de violência. De um lado a mulher apresentada como coisa, propriedade tendo sua fala totalmente desqualificada; do outro lado, o agressor, fossem homens ou mulheres, se mostravam “injustiçados” pela Lei Maria da Penha, pois não era “bandidos”.

“Invisíveis Marias: histórias Além das Quatro Paredes” traz relatos de sofrimento, dor e angústia que se transportaram da cadeira das vítimas, testemunhas e réus, para a cadeira da juíza. “As angústias dos que se sentavam à minha frente, por diversas vezes, me escoltaram até minha casa e passaram a ser companheiras de noites de insônia”, relata Dra. Rejane. “É a violência mais silenciosa que existe, sem a presença de expectadores, ou melhor, quando presentes, estes eram os filhos das mulheres. Os enredos eram os mesmos, mudavam apenas os protagonistas”, finaliza. Compre o livro  “Invisíveis Marias: histórias Além das Quatro Paredes”, de Rejane Suxberger, neste link.


Sobre a autora
Rejane Jungbluth Suxberger é juíza de direito do TJDFT, presidente da Comissão de Assédio do TRE-DF e integrante do grupo Candangas. Máster em gênero e igualdade pela Universidad Pablo de Olavide (Sevilla/Espanha) e mestra em direito pelo UniCEUB, é vice-líder do Grupo de Pesquisa em Política Pública e Justiça Criminal do CEUB, na linha “Políticas Públicas de Gênero e Estudos Feministas”. Compre os livros de Rejane Jungbluth Suxberger  neste link.


 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

.: Psicóloga trans lança livro de histórias de cura e acolhimento de minorias

Para muitos considerado uma minoria descartável, as travestis são precursores em praticar o acolhimento aos seus pares. Nas ruas, os corpos desumanizados e as potências que reinventaram o cuidado muito antes de ele virar política pública ganha destaque no livro da psicóloga especialista em redução e danos Julia Bueno. “Nas Esquinas do Cuidado: Brenda Lee e a Redução de Danos” é fruto de sua tese de mestrado e que, agora, ganha as livrarias pela Editora Telha.

“Nas Esquinas do Cuidado” investiga as narrativas de pessoas trans e travestis sobre Redução de Danos, cuidado e transfobia, ampliando o debate sobre saúde e direitos humanos. A partir de uma perspectiva construcionista e feminista, a obra analisa como a Redução de Danos é entendida não apenas como tecnologia de saúde, mas como estratégia de sobrevivência que confronta as encruzilhadas do gênero e da vulnerabilidade social.

“Para mim foi muito importante perceber como existe uma narrativa que insiste em ver pessoas trans apenas como sujeitas marginalizadas que “precisam de cuidado”. Quando vamos a fundo na história, encontramos Brenda Lee, Cláudia Wonder, Jovana Baby e tantas outras que foram centrais na construção de políticas públicas e na transformação cultural do país. São trajetórias potentes, mas sistematicamente apagadas — quase como um projeto para nos expulsar da história e negar até o nosso direito à memória.” , afirma Julia Bueno, psicóloga e escritora

O livro discute como a transfobia permeia até mesmo espaços que se definem pela promoção de direitos, apontando a necessidade de abordar saúde de forma interseccional, considerando as condições estruturais que vulnerabilizam corpos trans. Ao iluminar essas experiências, a obra contribui para consolidar e expandir o campo da Redução de Danos, destacando a ética travesti como potência transformadora na promoção do cuidado.

“Nas Esquinas do Cuidado” também é uma homenagem à figura trans brasileira Brenda Lee, responsável por décadas atrás, tornar-se figura central no atendimento da população LGBTQIAPN+ antes mesmo dessa sigla ser criada. Seu cuidado, especialmente com pessoas soropositivas, foi um divisor de águas na atenção e no acolhimento dado a essa parcela da população ainda marginalizada em sua maioria. Compre o livro “Nas Esquinas do Cuidado”, de Julia Bueno, neste link.


Sobre a autora
Julia Bueno
é formada em Psicologia pelas Faculdades Integradas de Guarulhos-SP, especialista em Psicologia Política pela USP, mestra em Psicologia pela UFPE, doutoranda em Psicologia também na UFPE. É pesquisadora no GEMA (Grupo de estudos de gênero e masculinidades), também é redutora de danos, psicóloga clínica, poeta e escritora do livro de poesias “Amor & Revolta” e cofundadora do coletivo psicodelia baixo astral. Compre o livro “Nas Esquinas do Cuidado”, de Julia Bueno, neste link.

.: John Green expõe o mundo desigual em “Tudo É Tuberculose”

Autor de fenômenos editoriais como "A Culpa É das Estrelas" lança olhar único sobre infecção mais mortal de todos os tempos e mostra como ela moldou o passado e o presente da humanidade

John Green se tornou uma das vozes mais relevantes da literatura contemporânea com a publicação de romances como "A Culpa É das Estrelas" e "Cidades de Papel", que ganharam adaptações cinematográficas de sucesso e venderam mais de 5 milhões de exemplares no Brasil. Em janeiro, ele presenteia os leitores com uma obra singular, na qual lança seu olhar sensível sobre a doença infecciosa que mais mata pessoas em todo o mundo. Em "Tudo É Tuberculose: a História e a Reincidência da Nossa Infecção Mais Mortal", eleito Melhor Livro de Não Ficção no Goodreads Choice Awards 2025, Green entrelaça um panorama histórico e social da enfermidade à jornada emocionante de um jovem que enfrentou a doença.A tradução é de Cássio de Arantes Leite.

Em uma viagem a Serra Leoa, John Green conheceu Henry Reider, paciente do Lakka, hospital de referência no tratamento da tuberculose no país. Aos 17 anos, o jovem já havia passado uma década de sua vida lutando contra a doença. Apesar das dificuldades, fazia questão de animar os outros hospitalizados e comoveu o autor por lembrá-lo do filho, que tem o mesmo nome e jeito alegre. Impressionado com a história de Henry e com o imenso impacto da doença no país, Green se dedicou a pesquisar ostensivamente a enfermidade mais letal de todos os tempos.

O autor descobriu como a tuberculose esteve na raiz de grandes fatos históricos, que vão do início da Primeira Guerra Mundial à invenção do chapéu de caubói. Ele também destaca o papel de personagens importantes, como Sir Arthur Conan Doyle, o criador de Sherlock Holmes, que foi um dos médicos a pesquisar uma cura para a enfermidade, e o Dr. Alan Hart, homem trans, um dos pioneiros no uso da chapa de pulmão para diagnosticar a doença.

Ao retratar a história de Henry, Green demonstra como milhões de mortes poderiam ser evitadas anualmente com apoio financeiro para a prevenção e tratamento em países emergentes. Em Serra Leoa, por exemplo, além da indisponibilidade de medicamentos, a falta de alimentos, água e roupas quentes também compromete o tratamento dos pacientes. Por meio de dados e entrevistas com especialistas, o autor denuncia que a preservação de vidas é deixada de lado por órgãos governamentais e grandes corporações por não ser economicamente interessante.

Green também discute como o racismo e a xenofobia se apresentam como obstáculos para a difusão da cura. No passado, quando a tuberculose havia se disseminado entre a maior parte da população europeia, era considerada uma doença “lisonjeira”, que deixava os homens mais criativos e sensíveis e as mulheres com aparência mais desejável para os padrões da época  — pele pálida, rosto corado pela febre e magreza excessiva. Entretanto, com a popularização da cura no norte global, a tuberculose passou a ser associada a grupos marginalizados, como as populações pretas, asiáticas e LGBTQIAPN+.

“A doença de Henry, na verdade, não se devia ao bacilo de Koch, e sim às forças históricas com que nos deparamos ao longo deste livro. Henry era a encarnação da spes phthisica; um rapaz sensível e poético. No entanto, não era tratado como um poeta iluminado e belo condenado à morte pelas mesmas forças prodigiosas que o agraciaram com suas faculdades criativas. Sua doença era um produto do empobrecimento de Serra Leoa ao longo dos séculos, de um sistema de saúde esvaziado pela colonização, pela guerra e pelo ebola, de um mundo que parou de se importar com a tuberculose assim que ela deixou de representar uma ameaça para os ricos". Compre o livro "Tudo É Tuberculose", de John Green, neste link.


Sobre o autor
John Green é um dos escritores norte-americanos mais queridos pelo público jovem e igualmente festejado pela crítica. É autor best-seller do New York Times, premiado com a Printz Medal, o Printz Honor da American Library Association e o Edgar Award, e foi duas vezes finalista do prêmio literário do LA Times. Compre os livros de John Green neste link.


TUDO É TUBERCULOSE, de John Green




Páginas: 192


Editora: Intrínseca


Livro impresso: R$ 69,90


E-book: R$ 46,90

domingo, 4 de janeiro de 2026

.: Livro coloca leitor por dentro do "Boom" da literatura latino-americana


Um dos momentos mais importantes da história literária visto por dentro. "As Cartas do Boom", publicado pela editora Record, traz a vasta correspondência trocada entre quatro dos autores mais influentes e premiados da literatura latino-americana: Julio Cortázar, Carlos Fuentes, Gabriel García Márquez e Mario Vargas Llosa. O livro reúne e documenta a relação entre os escritores e revela bastidores de publicações, parcerias e conflitos entre importantes nomes das letras. A tradução é de Mariana Carpinejar

As décadas de 1950 a 1970 testemunharam um dos momentos mais célebres da história literária do século XX: o Boom da literatura latino-americana.Muito além de uma simples coincidência de talentos, o que se formou foi uma constelação intelectual movida por afinidades eletivas, ambições estéticas e compromissos políticos que, juntos, produziram uma reconfiguração sem precedentes da literatura latino-americana. A projeção internacional de autores da região marcou um momento de inflexão em que a América Latina passou a ocupar o centro das atenções do circuito literário global.

O "Boom", ao contrário do que pode se pensar, não foi um fenômeno isolado e contou com uma pré-história e um rol de outros nomes que o antecedeu ou o acompanhou – Borges, Rulfo, Carpentier, entre tantos outros. Mas, em um recorte mais aproximado, é possível identificar quatro figuras-chave: Carlos Fuentes, Julio Cortázar, Gabriel García Márquez e Mario Vargas Llosa. Os autores surgem sob os holofotes não apenas pelo êxito de suas carreiras literárias, mas pela relação nutrida entre o quarteto, que se manteve próximo em diferentes níveis durante a extensão de seus anos dourados.

As cartas do Boom oferece ao leitor um acesso privilegiado à intimidade desse movimento por meio da correspondência trocada pelo quarteto, que registra com franqueza os bastidores da criação literária, os dilemas editoriais, as tensões ideológicas e os afetos - ora solidários, ora conflituosos - que compuseram esse momento de euforia e ruptura. Mais do que documentos biográficos, esses escritos epistolares revelam a complexa teia de relações que sustentaram o Boom, bem como seus inevitáveis desgastes. Aqui, estão desde as repercussões da publicação de Cem anos de solidão até as angústias pelos golpes de Estado no continente e os projetos de férias em grupo à beira-mar.

Esta edição permite não apenas reconstruir os bastidores de uma das mais decisivas revoluções literárias do século XX, mas também repensar o papel do escritor latino-americano diante de um mundo em incessante transformação. As cartas expõem tanto o fazer literário quanto as contradições e as grandezas de uma geração que ousou imaginar uma literatura capaz de dialogar com o universal sem trair suas raízes históricas e culturais. Compre o livro "As Cartas do Boom" neste link.

 
Sobre os autores
O escritor argentino Julio Cortázar (1914 - 1984) é reconhecido por sua literatura de verve fantástica, foi um dos mais prolíficos e bem-sucedidos contistas do século XX, além de ter atuado como tradutor e crítico. Envolvido nos movimentos políticos na América Latina, acompanhou de perto as revoluções em Cuba e na Nicarágua. Publicou, entre outros títulos, os livros de contos "Bestiário", "Histórias de Cronópios e de Famas" e "Todos os Fogos o Fogo", além do romance "O Jogo da Amarelinha".

O escritor mexicano Carlos Fuentes (1928 - 2012) foi um dos mais importantes literatos de seu país, e sua obra é marcada pelo engajamento com temas centrais da história latino-americana. Atuou como embaixador do México na França entre 1974 e 1977, permitindo a recepção de exilados dos regimes ditatoriais vigentes na América Latina. Publicou romances bem recebidos pela crítica como "A Morte de Artemio Cruz", "Aura" e "Terra Nostra", além de uma série de roteiros e argumentos para produções cinematográficas.

O escritor colombiano Gabriel García Márquez (1927 - 2014) foi vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1982, autor de novelas, contos, ensaios, críticas de cinema e roteiros e um intelectual comprometido com os grandes problemas de nossa época. Entre suas obras estão os romances "Cem Anos de Solidão", "O General em Seu Labirinto", "O Amor nos Tempos do Cólera"; o livro de contos "Doze Contos Peregrinos"; e a autobiografia "Viver para Contar".

O escritor hispano-peruano Mario Vargas Llosa (1936 - 2025) foi vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 2010, sua narrativa abriu um caminho fértil para toda a literatura em língua espanhola. Entre seus livros estão os romances "Pantaleão e as Visitadoras", "Tia Julia e o Escrevinhador" e "Travessuras da Menina Má", além de livros de contos, obras de teatro, ensaios e memórias. 

.: Isabel Allende convida a degustar a vida sem pudores em livro


“Arrependo-me das dietas, dos pratos deliciosos re­jeitados por vaidade, tanto como lamen­to as oportunidades de fazer amor que deixei passar para me dedicar a tarefas pendentes ou por virtude puritana. A sexualidade é um componente da boa saúde, inspira a criação e é parte do caminho da alma. Infelizmente, demorei trinta anos para descobrir isto.”
, escreveu Isabel Allende. Após 15 anos fora de catálogo, "Afrodite - Contos, Receitas e Outros Afrodisíacos", publicado pela editora Bertrand Brasil, está de volta às livrarias, em edição especial com capa nova. 

Provocante e sensorial, é a obra em que a best-seller Isabel Allende explora os vínculos entre comida, erotismo e identidade em uma prosa cheia de sabor e poesia. Um livro sedutor que revela a alquimia entre prazer e palavra, excelente opção de presente de fim de ano e um encanto para fãs da autora e amantes da boa comida. Escritora de língua espanhola mais lida no mundo, Isabel Allende já vendeu mais de 1 milhão de exemplares no Brasil e mais de 77 milhões no mundo. Seus livros já foram traduzidos para mais de 40 idiomas. A tradução da edição brasileira é de Claudia Schilling.

Entre receitas, vinhos sensuais e poções quase mágicas, Isabel Allende cria um banquete literário em que cada prato é acompanhado por histórias, lembranças e reflexões sobre o desejo, a intimidade e o poder transformador da comida. Com seu estilo inconfundível, Allende mescla memória e imaginação para evocar os prazeres que nos fazem humanos. 

O resultado é uma combinação irresistível de narrativas pessoais, contos cheios de humor e delicadeza, e pequenas provocações que questionam nossos próprios limites e tabus. O erotismo aparece não apenas como tema, mas como uma linguagem que atravessa cada página. Uma celebração do prazer em todas as suas formas.

Com nova capa, novo projeto gráfico e ricamente ilustrado, esta edição de "Afrodite" é um convite para degustar a vida sem pudores. Um livro que seduz os olhos, instiga a mente e desperta os sentidos, trazendo uma nova dimensão ao ato de comer, amar e contar histórias. Compre o livro "Afrodite - Contos, Receitas e Outros Afrodisíacos", de Isabel Allende, neste link.


O que disseram sobre o livro

"Um banquete literário no qual Allende mistura sabores e desejos com uma prosa irresistível.” - The New York Times

“Provocante e saboroso, Afrodite é um convite ao hedonismo inteligente.” - El País

 
Sobre a autora
Isabel Allende
é a autora de língua hispânica mais lida no mundo. Com livros publicados em mais de 40 idiomas, estreou na escrita em 1982, com A casa dos espíritos, título mítico da literatura latino-americana que obteve grande sucesso internacional. Em 2014, recebeu das mãos de Barack Obama a Medalha Presidencial da Liberdade, a mais importante distinção civil dos Estados Unidos. Quatro anos mais tarde, seria agraciada com o National Book Award pelo conjunto de sua obra. Compre os livros de Isabel Allende neste link.


  

.: Editora Mantra lança edição expandida do "Livro dos Mortos do Antigo Egito"


Com notas explicativas e comentários de E. A. Wallis Budge, livro reproduz o Papiro de Ani e reúne capítulos de outros escritos que melhoram a compreensão desses textos sagrados

A religiosidade dos antigos egípcios ficou eternizada nas paredes de templos e túmulos, em linho e, sobretudo, nos rolos de papiro que compõem o "Livro dos Mortos do Antigo Egito". Resultado da reunião de textos de diferentes épocas e autores, o material era depositado junto às múmias de faraós, nobres e cidadãos comuns, refletindo a profunda relação do povo egípcio com a vida após a morte. Um dos exemplares mais completos e preservados dessa tradição - o papiro de Ani - integra a edição brasileira expandida e anotada publicada pela Editora Mantra. 

Traduzidos diretamente dos hieróglifos originais, os conteúdos são apresentados com a reprodução integral dos papiros e comentados pelo arqueólogo, egiptólogo, historiador e Doutor em Letras Ernest Alfred Thompson Wallis Budge. Suas notas explicam o papel central dos escritos mortuários: orientar a alma na travessia para o além, conduzindo-a ao encontro de Anúbis e Osíris, divindades associadas à morte e ao submundo. Como revelam os manuscritos, Ani foi um “escriba autêntico”, não honorário, e possivelmente copista de parte dos capítulos atribuídos a seu papiro. Embora sua datação exata seja impossível, estudos do Período Tebano preservados no Museu Britânico indicam que, na XVIII Dinastia, circulavam duas classes distintas de papiros do Livro dos Mortos, entre eles o de Ani. 

A coletânea inclui ainda comentários do historiador sobre aspectos culturais, religiosos e mitológicos do Egito Antigo, além de listas de feitiços, orações, nomes de divindades e instruções depositadas por séculos nas câmaras funerárias. Responsável pela seção de antiguidades egípcias e assírias do Museu Britânico, Budge descobriu o papiro de Ani em escavações próximas a Luxor em 1888 e foi o responsável por identificar as seis múmias mais antigas já encontradas. 

Nesta edição, a Editora Mantra também reúne os textos introdutórios do egiptólogo, ampliando a compreensão do contexto histórico e espiritual que moldou essa obra monumental. Assim, o volume se torna indispensável tanto para leitores fascinados pelo misticismo e pela simbologia do Livro dos Mortos, quanto para estudiosos que buscam referências acadêmicas sobre um dos fenômenos sociais mais marcantes da civilização egípcia. 

Trecho do livro
"Os túmulos mais antigos descobertos no Egito provam que os egípcios primitivos davam destino a seus mortos em parte enterrando, em parte queimando, mas não há nenhum fundamento para supor que todos os mortos fossem enterrados e queimados, pois desde tempos imemoriais sempre foi o costume na África, e ainda é em muitas partes daquele continente, permitir que os corpos de todos, exceto reis, governadores, nobres e homens de alta posição, fossem devorados por animais selvagens ou consumidos pela miríade de insetos devoradores de carne que infestam o solo."
  (p. 18) 

Sobre o autor
Ernest Alfred Thompson Wallis Budge (1857- 1934) foi um arqueólogo britânico e um dos mais respeitados egiptólogos da história. Realizou escavações no Egito, no Sudão e na Mesopotâmia, sendo responsável pela descoberta das seis mais antigas múmias egípcias das quais se tem conhecimento. Durante 27 anos comandou o departamento de antiguidades asiáticas e egípcias do Museu Britânico, em Londres. "Compre o "Livro dos Mortos do Antigo Egito" neste link.

sábado, 3 de janeiro de 2026

.: "Jovens, Reais, Escandalosos" expõe o lado tóxico do glamour e da juventude


Toda história de realeza começa com uma mentira perfeita, o brilho que faz as pessoas acreditarem que viver em um palácio é sinônimo de ser feliz para sempre. Mas Ruby Carter aprende rápido que coroas pesam, holofotes queimam e a vida dentro dos muros da elite pode ser tão perigosa quanto sedutora. Esse é o enredo de "Jovens, Reais, Escandalosos: se a Coroa Serve, Use-a", lançamento da escritora londrina Katy Birchall, que chega ao Brasil pela Mood Editora. A narrativa acompanha a garota criada em uma vila tranquila, que nunca imaginou trocar tardes silenciosas pela rotina onde cada passo é observado. Essa escolha vira assunto e o erro pode ecoar pelos corredores de Londres. 

A vida de Ruby muda drasticamente quando vai morar com a excêntrica tia Tabatha. A casa parece saída de uma revista de moda, ou de um sonho meio alucinado. Ao ingressar na escola Clairmont Hall, ela descobre que existe um universo paralelo no qual jovens privilegiados vivem como se fossem personagens de um reality show sem câmera, ou quase. Ali, títulos importam, sobrenomes definem destinos e o luxo não é um detalhe: é a regra. 

É nesse cenário que surgem “os elites”: Caroline é impecável até no silêncio; Sybil guarda mistérios na ponta do sorriso; Jonty transforma qualquer festa em lenda; e Xavier é uma presença tão nociva quanto irresistível. A protagonista percebe que esse grupo influencia tudo, desde onde sentar no refeitório até quem merece ser lembrado. Ser aceita por eles é um ingresso para o estrelato; ser ignorada é o início do fim. E, ainda assim, ela sente que algo ali não fecha, como se todos carregassem segredos que poderiam implodir o glamour a qualquer minuto. 

Enquanto tenta sobreviver a esse ecossistema brilhante e tóxico, Ruby também enfrenta a dor da perda e o peso de revelações sobre sua própria família. Entre festas clandestinas em mansões históricas, romances proibidos que roubam o ar e rivalidades afiadas, ela se vê obrigada a decifrar quem realmente é e quem precisa ser para não desaparecer no meio do caos dourado do lugar. 

Katy Birchall constrói uma narrativa que mistura humor, drama, charme britânico e aquele gosto agridoce de escândalo, que faz o leitor virar as páginas sem parar. Ao explorar o que significa viver sob pressão constante, a autora desmonta a fantasia da realeza e questiona: quem somos quando ninguém nos conhece de verdade? E quem nos tornamos quando todos acham que sabem tudo sobre nós? 

"Jovens, Reais, Escandalosos" é um mergulho eletrizante no submundo brilhante da alta sociedade juvenil, na qual luxo e perigo caminham de mãos dadas e romances queimam mais rápido do que segredos. Uma história em que ninguém sai ileso dos holofotes. Compre o livro "Jovens, Reais, Escandalosos" neste link.


Sobre a autora
Katy Birchall
é conhecida por seus romances juvenis e comédias românticas encantadoras. Começou sua carreira como jornalista e rapidamente conquistou leitores com seu estilo divertido, espirituoso e cheio de personalidade. Entre suas obras mais populares estão as séries "The It Girl" e "Hotel Royale". Katy escreveu uma versão adaptada de "Emma", de Jane Austen, para jovens leitores. Vive em Londres com seu parceiro, Ben, e seu cachorro resgatado, Bono, que, segundo ela, trava batalhas épicas com esquilos no parque. Instagram: @katybirchallauthor. Compre os livros de Katy Birchall neste link.

.: Livro investiga como a antipoesia desmonta a tradição lírica


“A Grande Comédia da Antipoesia: ensaios Sobre Nicanor Parra”
, do poeta, dramaturgo e ensaísta João Mostazo, se debruça sobre a obra poética do chileno Nicanor Parra (1914-2018), um dos mais importantes e influentes poetas hispano-americanos do século 20, particularmente sobre seu conceito de “antipoesia”. Segundo o autor, saber em que medida a poesia pode almejar a uma representação da vida real, vivida pelas pessoas comuns, e não apenas dos sentimentos sublimes de poucos poetas eleitos, é a questão central posta pelo conceito de “antipoesia”. 

Os ensaios buscam compreender como a obra de Parra se coloca diante dessa questão e que ferramentas ele utiliza para formulá-la e, em seguida, para buscar respondê-la. Publicado pela Edusp, o livro questiona até que ponto é possível afirmar, no âmbito de uma literatura moderna da segunda metade do século 20, que a antipoesia parriana representa uma ruptura radical com a poesia tradicional. 

O autor investiga também se é lícito afirmar que a obra de Nicanor Parra articula uma dimensão comum de linguagem. Além disso, o livro apresenta uma antologia com as traduções para o português de todos os poemas de Parra reproduzidos nos ensaios, oferecendo ao leitor uma breve coletânea. Compre o livro “A Grande Comédia da Antipoesia: ensaios Sobre Nicanor Parra”, de João Mostazo, neste link.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

.: "Os Nomes", romance que discute as várias faces da violência doméstica


Em "Os Nomes", romance de estreia de Florence Knapp, a autora escreve sobre o poder das palavras, a fragilidade das relações familiares e o peso das decisões aparentemente pequenas que definem o rumo de uma vida. A história se passa na Inglaterra, em 1987, quando uma tempestade devastadora atinge o país. No rescaldo desse evento, Cora, uma mulher de trinta e poucos anos, decide sair de casa com a filha de nove anos, Maia, para registrar o nascimento do filho recém-nascido. 

O marido dela, Gordon, um médico respeitado na comunidade e controlador em casa, exige que o menino receba o seu nome - uma tradição de família, símbolo de continuidade e autoridade. Mas Cora hesita. Nesse gesto de dúvida, entre a obediência e a autonomia, o romance descreve três realidades paralelas, uma para cada nome escolhido, explorando como as experiências da infância, a violência, o amor e as expectativas familiares podem moldar destinos. A tradução é de Juliana Romeiro, e a capa, de Gabriela Heberle. 

No romance, em uma das versões dos nomes, o menino é chamado Bear, nome sugerido pela irmã mais velha, Maia - e cresce como um garoto sonhador, sensível e criativo. Em outra, recebe o nome Julian, a escolha silenciosa de Cora, e segue uma trajetória marcada por empatia e introspecção. Na terceira, leva o nome Gordon, como queria o pai - e carrega o peso da expectativa, da autoridade e da repetição de padrões abusivos familiares.

Knapp aborda temas delicados como abuso doméstico, patriarcado, autonomia feminina e reconstrução após o trauma, com uma sensibilidade rara e sem recorrer ao sensacionalismo. Em cada universo paralelo, ela oferece nuances diferentes de redenção, fracasso e esperança, criando um retrato multifacetado da condição humana.


O que disseram sobre o livro
“Deslumbrante, um livro surpreendentemente alegre... Florence Knapp reproduz com incansável beleza não apenas a perda e o luto, mas também infinitos renascimentos e encantamentos.” - The Washington Post

“Com fios meticulosamente entrelaçados e uma prosa generosa, Os nomes é uma estreia delicada e comovente sobre a esperança, o amor e as expectativas que podem tanto abençoar quanto pesar sobre uma criança.” - Book Of The Month
 

Sobre a autora
Florence Knapp nasceu no Reino Unido e é artista têxtil, escritora e pesquisadora. Antes de publicar seu primeiro romance, ela se destacou com obras de não-ficção sobre arte e técnicas de quilting, além de participar de projetos em museus e residências artísticas. "Os Nomes" é a estreia dela na ficção - um trabalho que combina sua sensibilidade visual, sua atenção ao detalhe e um olhar profundamente humano sobre as relações familiares.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

.: Novo livro de "Stranger Things", escrito por roteirista da série, chega ao Brasil


Spin-off
de uma das produções de maior destaque da Netflix, o livro "Stranger Things: de Um Jeito ou de Outro" será publicado no Brasil pela Intrínseca em janeiro de 2026. Escrita por Caitlin Schneiderhan, roteirista que assinou um dos episódios da épica última temporada da produção, a obra apresenta uma investigação sinistra protagonizada por duas das personagens mais queridas pelos fãs da série: Nancy Wheeler e Robin Buckley. A tradução é de Sofia Soter.

Dois meses após o devastador terremoto de Vecna, a cidade de Hawkins tenta se reerguer da destruição. Em uma caçada implacável, Nancy Wheeler busca respostas e vingança, mas suas tentativas de capturar o vilão têm se mostrado mal-sucedidas. Prestes a se formar no ensino médio, ela não vê como poderia deixar tudo para trás e ir para a faculdade, já que Hawkins continua sob a influência do Mundo Invertido. 

Quando percebe que vários moradores estão agindo de forma estranha, Nancy tem certeza de que o vilão está fazendo novas vítimas, então a jovem recruta a amiga Robin para ajudá-la a descobrir o que está deixando as pessoas doentes. Mas, em meio a uma série de perseguições, mortes e ameaças, as duas vão entender que, em Hawkins, as coisas dificilmente são o que parecem ser. Compre o livro "Stranger Things: de Um Jeito ou de Outro" de Caitlin Schneiderhan, neste link,


Sobre a autora
Caitlin Schneiderhan é escritora, roteirista e trabalha na aclamada série da Netflix Stranger Things. Leitora do autor Terry Pratchett desde os treze anos, se apaixonou por histórias. Nasceu em Silver Springs, em Maryland, e atualmente mora em Los Angeles. Caitlin ainda tem os livros que leu na adolescência em sua estante. Foto: Capturely, Inc. Compre o livro "Stranger Things: de Um Jeito ou de Outro" de Caitlin Schneiderhan, neste link,

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

.: Livro de João Constâncio explora paixão como loucura ou caminho


Em tempos de relacionamentos líquidos e amor digital, o filósofo português João Constâncio resgata uma das questões mais fundamentais da existência humana: o que é o amor? Em "Três Discursos sobre Eros: meditação sobre o Fedro de Platão", lançamento da Tinta-da-China Brasil, o autor oferece uma investigação filosófica e literária sobre a natureza contraditória do amor que atravessa milênios e segue atual. A obra integra a coleção Ensaio Aberto, que une filosofia e literatura. 

"Três Discursos sobre Eros" parte do diálogo Fedro, de Platão, para investigar como a paixão amorosa pode ser, simultaneamente, uma forma de loucura e uma experiência do divino em busca da verdade. Para desenvolver essa investigação, Constâncio se vale da poesia, da literatura e da filosofia, desde a Antiguidade até os dias contemporâneos. Assim, o autor conecta as imagens poéticas de Platão aos versos de Safo e às Confissões de Santo Agostinho, e demonstra como pensadores e escritores vieram interpretando eros ao longo dos séculos, como Hegel, Nietzsche, Heidegger, Marcel Proust no Em busca do tempo perdido, Thomas Mann em A morte em Veneza e Anne Carson em Eros: o doce-amargo. 

O resultado é uma obra híbrida que une rigor filosófico e fluidez literária, explorando temas universais como ciúme, temporalidade do amor, ilusão e autocontrole - questões ainda centrais na experiência humana contemporânea. “O leitor tem em mãos um precioso tesouro, que pode frequentar com deleite, cuja leitura é capaz de produzir arrebatamento, isto é, aquela loucura ou mania extática, que é condição tanto da filosofia como da poesia, e que pode nos conduzir para o que verdadeiramente somos”, afirma Oswaldo Giacoia Junior, que assina a orelha do livro. 


Sobre o autor
João Constâncio
é professor catedrático do Departamento de Filosofia da Universidade Nova de Lisboa (NOVA FCSH), onde se doutorou, em 2005, com uma dissertação sobre imagens e concepções da vida humana em Platão, e onde exerce os cargos de diretor do Instituto de Filosofia da Nova (IFILNOVA) e coordenador do Doutoramento em Filosofia. É autor do livro "Arte e Niilismo: Nietzsche e o Enigma do Mundo" (Tinta-da-china, 2013), bem como coorganizador de cinco livros sobre Nietzsche — incluindo, com Maria João Mayer Branco e Bartholomew Ryan, "Nietzsche and the Problem of Subjectivity" (Walter de Gruyter, 2015). Tem escrito e lecionado igualmente sobre questões fundamentais da estética, da antropologia filosófica e da filosofia da história nas obras de Platão, Kant, Hegel, Schopenhauer e Heidegger. Os seus projetos mais recentes incluem a publicação de um opúsculo sobre "As tentações de Sant’Antão", de Hieronymus Bosch (Sobre o absurdo, Documenta, 2024); a tradução e comentário - com uma introdução escrita em colaboração com Luisa Buarque - da peça Lisístrata, de Aristófanes (em curso de publicação); e a coorganização, com Simon May, de um volume de ensaios intitulado Who is Heidegger’s Nietzsche? (Cambridge University Press, previsto para 2026).


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.: Bela Vista Cultural lança livro sobre sustentabilidade no futuro


Em um cenário marcado pela crise climática e por uma crescente escassez de recursos naturais, a escola ganha um papel central na formação de cidadãos conscientes e comprometidos com a sustentabilidade. É nesse contexto que a Bela Vista Cultural apresenta sua mais recente obra: o livro "Ideias para Um Futuro Sustentável", elaborado em conjunto com alunos de escolas de diferentes estados do Brasil.

A obra busca alcançar todos que desejam ampliar seus conhecimentos sobre o desenvolvimento sustentável e compreender mais a fundo os desafios ambientais, econômicos e sociais envolvidos na construção de um futuro equilibrado. Em sua introdução, apresenta o conceito dos ODS - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, integrantes da Agenda 2030 da ONU, para depois, no eixo ambiental, reunir informações sobre consumo responsável, poluição e degradação, preservação da natureza, práticas de reciclagem, economia circular, a relevância dos recursos hídricos e o papel do tratamento de resíduos sólidos na redução dos impactos ambientais. 

Em seguida, no aspecto social, o conteúdo contempla diversidade, inclusão, igualdade de oportunidades e convivência comunitária, entre outros temas. Por fim, a publicação mostra de que maneira a economia influencia a nossa rotina, sugerindo escolhas mais conscientes em relação ao consumo e à conservação. Apresenta ainda exemplos inspiradores de cidades pioneiras que adotaram tecnologias inovadoras para aprimorar a mobilidade urbana e elevar a qualidade de vida de moradores e visitantes.

A parte final reúne textos elaborados a partir de sugestões de estudantes de diferentes faixas etárias do ensino fundamental, sob a orientação da equipe pedagógica da editora. As produções surgiram em atividades formativas realizadas nos primeiros meses do ano em escolas de São Paulo, Rio de Janeiro e Maranhão. Nessas unidades de ensino, ocorreram palestras e encontros que estimularam a reflexão dos alunos sobre responsabilidades individuais e coletivas diante das questões sociais e ambientais. O resultado é um conjunto de relatos que expressam, em linguagem clara e objetiva, as percepções desses jovens a respeito dos principais temas ligados à sustentabilidade.

“Criar um livro em conjunto com os alunos foi uma experiência transformadora. Ao dar voz a eles, percebemos como a consciência ambiental já faz parte das novas gerações. Muitos deles relataram que passaram a discutir sustentabilidade em casa, incentivando familiares a rever hábitos. O que diferencia esta publicação de outros projetos da Bela Vista Cultural é justamente esse protagonismo estudantil: os jovens não apenas aprendem, mas também ensinam, mostrando que têm muito a dizer sobre o futuro do planeta”, afirma Renan Cyrillo, diretor executivo da Bela Vista Cultural.

O projeto conta com patrocínio do Zmax Blue Ship Group, Cinpal, Wilson Sons e Grupo Dass, além do apoio da Itabom, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). Para ampliar o alcance da publicação, também foram desenvolvidos materiais complementares de acesso gratuito, como kit pedagógico, audiolivro, versão em Libras e conteúdos com audiodescrição, assegurando a inclusão de pessoas com deficiência visual e auditiva. 

Parte da tiragem será distribuída gratuitamente a instituições de ensino e culturais, e exemplares estarão disponíveis para aquisição no site da Bela Vista Cultural (belavistacultural.com.br/loja) ao preço simbólico de R$50,00. Merece destaque o fato de que o lançamento do livro faz parte da campanha “Ideias para Um Futuro Sustentável”, que engloba todas as ações de divulgação e difusão do projeto.


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.: Cineasta Mara Mourão adaptará livro "Adeus Sapiens" para o cinema


Obra futurista do brasileiro James Marins, que será lançada no mês de outubro, expõe o impacto do Homo economicus na destruição do planeta

A cineasta Mara Mourão, vencedora de dois Kikitos e indicada ao Emmy Awards pelo documentário "Doutores da Alegria", adaptará para as telas a obra "Adeus Sapiens",  livro do autor brasileiro James Marins. A obra, que mergulha na crise socioclimática enfrentada pela humanidade, faz um questionamento direto ao Homo economicus, o “filho ganancioso” do Homo sapiens, responsável por colocar o planeta em rota de uma crise climática sem precedentes. 

Longe de ser uma distopia, o trabalho propõe um plano de transformação e se apresenta como uma “eutopia” - uma visão positiva de futuro, baseada em valores realistas e alcançáveis. No livro, Marins demonstra coragem ao conceber alternativas para o fim de um “sistema obsceno de alta concentração de renda”, que alimenta o abismo da desigualdade social.

“O livro tem um formato de memórias fragmentadas, que são amarradas pela personagem Mariá, uma figura que funciona como confidente, testemunha e consciência externa”, explica Mara Mourão.  “Esse recurso é muito inteligente, porque permite que a narrativa salte no tempo e no espaço sem perder o fio condutor. É um formato que apresenta um desafio para a adaptação cinematográfica, porque os ritmos, flashbacks e flashforwards precisam criar um roteiro coeso, com estrutura de roteiro, climax e pontos de virada. Imageticamente, o livro apresenta imagens avassaladoras”, finaliza a cineasta.

Mara Mourão, que estreia nos cinemas em 2 de outubro o seu mais recente documentário, Muito Além do Lucro, une forças com James Marins para levar a poderosa mensagem de "Adeus  Sapiens", reforçando, por meio da arte, a urgência de repensarmos nosso modo de viver e nossa relação com o planeta.


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.: James Cameron já filmou grandes sucessos de Hollywood, saiba quais


Premiado no Oscar e dono da maior bilheteria da história, cineasta revolucionou a ação e a ficção científica nas telonas

Poucos cineastas têm uma carreira tão brilhante quanto James Cameron. Em uma trajetória que já dura mais de 40 anos, o diretor de "Titanic" (1997), "Avatar" (2009) e muito mais, construiu uma filmografia que coleciona troféus no Oscar e lidera o ranking da maior bilheteria de todos os tempos. Mesmo com todos esses recordes e honrarias, ele não planeja parar tão cedo e atualmente pode ser visto em  "Avatar: fogo e Cinzas", um dos filmes mais esperados de 2025, em cartaz na Rede Cineflix e em cinemas de todo o Brasil.

A história de Cameron começa como a de muitos trabalhadores do cinema: de forma independente. Inspirado pelo lançamento do primeiro filme de "Star Wars", em 1977, ele se juntou ao amigo Randall Frakes para escrever e dirigir "Xenogenesis", curta de ficção científica financiado por dentistas e filmado na sala de casa. O projeto trouxe temas e ideias que Cameron veio a explorar no futuro – como o convívio entre humanos e robôs, alienígenas azuis e mais –, mas é mais lembrado por tê-lo levado ao lendário diretor, roteirista e produtor Roger Corman.

Na produtora de Corman, o jovem James Cameron teve seus primeiros trabalhos formais na indústria, indo desde miniaturas e efeitos especiais à direção de arte. Essas experiências renderam ao cineasta a chance de mostrar a que veio em "Piranha II: assassinas Voadoras" (1982), em que trabalharia como diretor de efeitos especiais, mas assumiu o comando quando o diretor original deixou o projeto por diferenças criativas. Infelizmente, o próprio Cameron teve sua cota de problemas com os produtores e ficou tão descontente com o resultado final que o renega ao ponto de não considerá-lo sua estreia em longas-metragens.

Se você perguntar a Cameron, ele vai dizer que estreou como diretor em "O Exterminador do Futuro" (1984). Inspirado pelo slasher "Halloween - A Noite do Terror" (1978) e por um pesadelo envolvendo um tronco metálico armado por facas, o cineasta criou a história de Sarah Connor (Linda Hamilton), uma jovem perseguida em 1984 pelo "Exterminador" (Arnold Schwarzenegger), um ciborgue enviado de 2029 para matá-la e impedir que ela dê à luz ao futuro salvador a humanidade da extinção pelas mãos das máquinas.


Arnold Schwarzenegger em "O Exterminador do Futuro"
O filme fez enorme sucesso, catapultando as carreiras do elenco e, principalmente, do diretor, que usou o reconhecimento de crítica e bilheteria para convencer executivos a deixá-lo comandar a continuação de "Alien: o Oitavo Passageiro" (1979). Ciente de que seria impossível recapturar a magia do primeiro, um clássico instantâneo do terror, ele decidiu incrementar o novo capítulo com a combinação entre ação e suspense que havia dominado no longa anterior.

O resultado foi "Aliens: o Resgate" (1986), que mostra o despertar de Ellen Ripley (Sigourney Weaver) décadas após o encontro com o Xenomorfo. Traumatizada e desacreditada, ela acaba de frente com os alienígenas novamente quando precisa embarcar em uma missão para investigar a perda de comunicação com uma colônia humana na Lua onde os ovos dos alienígenas assassinos foram encontrados.

Não é exagero dizer que James Cameron dobrou a intensidade, a tensão e o escopo em relação a "O Exterminador do Futuro", ao ponto de Aliens ser um raro caso em que a sequência é tão boa - se não melhor - que o antecessor. Todo esse capricho compensou com sucesso de público, com uma bilheteria que dobrou a de Exterminador, e de crítica, sendo o primeiro filme da carreira do diretor a ser indicado ao Oscar, levando os troféus de Melhor Edição de Som e Melhores Efeitos Visuais.


Sigourney Weaver em "Aliens: o Resgate"
Com o prestígio de "Aliens: o Resgate", James Cameron decidiu explorar uma ideia antiga sobre uma de suas paixões: o fundo do mar. "O Segredo do Abismo" (1989) é um suspense que acompanha um grupo da marinha dos EUA investigando o misterioso desaparecimento de um submarino norte-americano. Porém, em vez de um possível crime de guerra, eles se deparam com algo ainda mais sinistro: alienígenas.

Assim como outros títulos da filmografia do diretor, o longa é resultado de uma produção tão ambiciosa quanto grandiosa, com 40% do filme situado embaixo d’água. Essa escolha criativa levou a desafios práticos, que vão desde gravações em gigantescos tanques de água em uma usina nuclear abandonada até um trabalho de computação gráfica que levou as possibilidades da técnica ao limite da época. Um trabalho que depois foi reconhecido no Oscar, que deu a O Segredo do Abismo o prêmio de Melhores Efeitos Visuais.

Ed Harris e Mary Elizabeth Mastrantonio em "O Segredo do Abismo"
Após explorar o fundo do mar, James Cameron voltou para a superfície e, mais específicamente, para o universo que lhe abriu as portas em Hollywood. Em 1991, chegou aos cinemas "O Exterminador do Futuro 2: o Julgamento Final" (1991), que nasceu da inusitada ideia de transformar o exterminador em herói e mostrá-lo unindo forças a Sarah Connor e seu filho, John (Edward Furlong), o jovem destinado a destruir o império das máquinas que novamente tenta matá-lo enviando um ciborgue do futuro.

O longa marcou um novo auge na carreira do diretor em praticamente todos os sentidos, o que se refletiu na maior bilheteria de sua carreira até ali e a vitória em quatro categorias no Oscar, incluindo na tradicional categoria de Melhores Efeitos Visuais. A produção também firmou uma nova parceria entre o cineasta e Arnold Schwarzenegger, justamente a estrela de seu filme seguinte.

Cameron deu sequência a "Exterminador 2" com "True Lies" (1994), filme inspirado no francês "La Totale!" (1991), em que misturou ação e comédia para contar a história de Harry Tasker (Schwarzenegger), um espião do governo dos EUA que está no encalço de um grupo terrorista. Porém, durante a missão, ele descobre que a persona chata que usa como disfarce o afastou da esposa, Helen (Jamie Lee Curtis), que está cada vez mais entediada e descontente com o casamento. Harry decide levá-la na missão, em tentativa desesperada de salvar o mundo e seu relacionamento ao mesmo tempo.

Assim como "O Segredo do Abismo", "True Lies" é ofuscado por estar entre dois grandes clássicos da carreira de James Cameron. Afinal, três anos após essa comédia de ação descompromissada, o cineasta lançou nos cinemas outra de suas obras primas: "Titanic" (1997). Baseado na tragédia real do naufrágio do RMS Titanic em 1912, o longa conta o improvável romance de Rose (Kate Winslet) e Jack (Leonardo DiCaprio), casal que se conhece e vive uma avassaladora história de amor a bordo do navio. Isso é, até ele colidir com um iceberg, causando uma intensa luta por sobrevivência da qual parte da tripulação não sai com vida.

Quase 30 anos depois, o filme dispensa apresentações e isso se deve ao nível de espetáculo trazido à tela. O épico que mistura romance e desastre arrebatou o público e se tornou a maior bilheteria da história – até ser superado por outro projeto do diretor anos depois. A crítica também se rendeu ao longa, que venceu 11 Oscars, incluindo Melhor Filme e Melhor Direção. Impressionante por si só, esse número deu a "Titanic" o posto de maior vencedor da história da premiação ao lado de "Ben-Hur" (1967) e "O Senhor dos Anéis: o Retorno do Rei" (2003), que também levaram 11 troféus para casa.


Leonardo DiCaprio e Kate Winslet em "Titanic"
Após o bombástico sucesso de "Titanic", James Cameron voltou suas atenções a duas coisas distintas. A primeira foi a direção de documentários, começando com "Fantasmas do Abismo" (2003), em que explorou os destroços do RMS Titanic com tecnologia 3D e utilizou as imagens atuais para reconstituir a aparência original do navio. O projeto foi seguido por Criaturas das Profundezas (2005), em que se uniu a cientistas da NASA e biólogos para explorar o sistema montanhoso localizado no fundo do mar para investigar como vivem criaturas nesse ambiente e como essas condições poderiam moldar espécies alienígenas.

Por trás das câmeras, Cameron se dedicou ao desenvolvimento de tecnologias cinematográficas potentes o suficiente para realizar um projeto que estava em sua mente desde a década de 1990: "Avatar". Novamente inspirado por um sonho e por histórias clássicas de aventura e ficção científica, o cineasta criou Pandora, uma lua que se torna alvo de colonização por parte dos humanos, que querem extrair uma substância valiosa. O plano colonizador coloca em risco toda a vida no local, o que leva os nativos Na’Vi a se levantarem contra a exploração com a ajuda de Jake Sully (Sam Worthington), um humano que passa a habitar um corpo Na’Vi graças ao avançado Programa Avatar.

"Avatar" chegou aos cinemas em 2009 trazendo um espetáculo que transpira trabalho e criatividade. Além do impressionante aspecto tecnológico, que possibilitou uma exibição em 3D com qualidade nunca antes vista e a criação de um mundo fantástico com uma inigualável riqueza de detalhes, a produção conta com designs de encher os olhos e até trouxe uma língua própria desenvolvida pelo renomado linguista Paul Frommer. Um trabalho que levou o público em massa aos cinemas, transformando-o na maior bilheteria de todos os tempos. Prestígio que chegou também ao Oscar, que deu ao longa três estatuetas, incluindo um prêmio de Melhores Efeitos Visuais que nunca foi tão merecido.

Zoe Saldaña e Sam Worthington em "Avatar"
Apaixonado por esse universo e seus personagens, James Cameron passou a se dedicar quase exclusivamente às aventuras em Pandora. O cineasta e sua equipe começaram a trabalhar para expandir o longa não em uma, mas em quatro sequências, focadas em desenvolver a épica jornada de Jake e sua esposa, a Na’vi Neytiri (Zoe Saldaña), enquanto exploram novos locais e culturas do planeta. A primeira continuação foi "Avatar: o Caminho da Água" (2022), que chegou aos cinemas mais de uma década após o longa original e provou que o público está mais do que disposto a acompanhar o cineasta em sua saga sci-fi. Situado anos após Avatar, a sequência acompanha Jake, Neytiri e seus filhos buscando abrigo no Povo da Água após o retorno dos humanos.

O longa abocanhou o Oscar de Melhores Efeitos Visuais e arrecadou dinheiro o suficiente para se tornar a terceira maior bilheteria da história – unindo-se a um top 5 que inclui o primeiro "Avatar" (1º) e "Titanic" (4º).


Zoe Saldaña e Sam Worthington em "Avatar: o Caminho da Água"
Felizmente, os fãs não precisam esperar mais de uma década para conferir o novo capítulo dessa saga. Três anos após "O Caminho da Água", a franquia que retornou em dezembro de 2025 com "Avatar: fogo e Cinzas", longa que mostrará a família Sully lidando com o perigoso Povo das Cinzas, que renegou a pacífica cultura dos Na’Vi em favor de um caminho mais sombrio que os leva a unir força com os humanos, ainda interessados em explorar Pandora.


Ficha técnica
“Avatar: Fogo e Cinzas” | “Avatar: Fire and Ashes” (título original)

Gênero: ficção científica, aventura, ação
Classificação indicativa: 12 anos
Ano de produção: 2025
Idioma: Inglês (dublado e legendado em português no Brasil)
Direção: James Cameron
Roteiro: James Cameron, Rick Jaffa e Amanda Silver
Elenco: Sam Worthington, Zoe Saldaña, Sigourney Weaver, Stephen Lang, Kate Winslet
Distribuição no Brasil: Walt Disney Studios Motion Pictures Brasil / 20th Century Studios
Duração: 3h17m
Cenas pós-créditos: não 


Assista no Cineflix Cinemas mais perto de você
As principais estreias da semana podem ser assistidos na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.


Cineflix Miramar | Santos | Sala 1

26/12/2025 a 30/12/2025 | Sessões legendadas | 16h40 e 20h30
No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos/SP. Ingressos neste link.


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segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

.: Terra-média e misticismo: "O Senhor dos Anéis" ganha Baralho de Tarô



Líder de mercado e pioneiro em tarôs e oráculos no Brasil há mais de 100 anos, o Grupo Editorial Pensamento traz para o Brasil “O Tarô de O Senhor dos Anéis”. Em edição de luxo Gift-set, este é o único baralho de tarô oficialmente licenciado da obra-prima de J.R.R. Tolkien. Unindo o simbolismo do Tarô de Marselha à jornada épica da Sociedade do Anel, o deck é um convite visual e intuitivo para que os fãs da Terra-média explorem suas próprias histórias.


Arte premiada e reconhecida mundialmente
O baralho de 78 cartas retrata heróis e vilões com ilustrações originais do espanhol Tomás Hijo, que utilizou técnicas tradicionais de gravura em linóleo. O artista foi premiado com o Tolkien Society Award de Melhor Ilustração em 2016, e suas obras já foram adquiridas por nomes como o cineasta Guillermo del Toro e Mike Mignola, o criador de Hellboy.

O livreto em formato de mapa dobrável explica como cada carta conecta uma cena da Terra-média ao significado tradicional dos arcanos, facilitando as interpretações iniciais. Para fãs de Tolkien novatos no tarô, o deck funciona como uma excelente porta de entrada, usando o universo familiar da saga para transmitir o significado das cartas.


Um time de especialistas renomados
O texto do guia que acompanha o kit foi escrito por Casey Gilly, roteirista com passagens por Star Wars Adventures e My Little Pony: Generations. A tradução para o português foi realizada por Reinaldo José Lopes, jornalista, doutor pela USP com tese sobre a obra de Tolkien e um dos principais tradutores do autor no Brasil, responsável por clássicos como “O Silmarillion” e “O Hobbit”. A apresentação da edição brasileira fica por conta de Cesar Machado, criador do canal Tolkien Talk e consultor tolkienista da HarperCollins Brasil e Amazon Prime, uma das maiores autoridades sobre a Terra-média no país.


A Edição de Colecionador Contém:
78 cartas lindamente ilustradas com personagens e cenas icônicas da obra de Tolkien.
Um guia prático de leitura com os significados das cartas e tiragens simples.
Uma bolsinha de tecido aveludado para guardar as cartas e uma toalha de leitura temática.
Diário exclusivo para anotações das tiragens.
Livreto exclusivo para a edição brasileira com nota do editor, apresentação de César Machado e prefácio de Reinaldo José Lopes.
Mais do que um item de colecionador, O Tarô de O Senhor dos Anéis é uma ferramenta simbólica e emocional que convida leitores e fãs a navegar em uma nova aventura pela mitologia tolkieniana agora guiada pelas cartas.

 
Trecho do livro
“Ao combinar os contos heroicos de 'O Senhor dos Anéis', de J.R.R. Tolkien, ao legado do tarô, este baralho lhe permitirá ter acesso às suas próprias e grandes aventuras. Em seu caminho, você encontrará figuras bem conhecidas, que desempenham os papéis dos Arcanos Maiores e Menores, funcionando como guias das lições do tarô, encorajando-o em sua jornada de autodescoberta. Esses personagens vão ajudá-lo a aprender mais sobre sua personalidade e as maneiras pelas quais você interage com o mundo [...], [além de] trazer fagulhas de inspiração e estimular a análise de suas intenções ao fazer leituras para você e para outras pessoas. Portanto, arrume seu pacote de lembas bread, afie o machado e apronte-se para adentrar um reino místico. Mas se prepare – não há como saber para onde você será arrastado.” – Casey Gilly


O que disseram sobre o livro
“Tomás Hijo é, na minha opinião, um dos grandes gravadores modernos.” – Guillermo del Toro

“Este é o meu novo baralho de tarô favorito. Tomás Hijo ganhou prêmios por sua arte de Tolkien e eu entendo o porquê. As ilustrações do século XII, do Rei Arthur, em estilo xilogravura, são perfeitas para o baralho, e as fotos/cartas escolhidas por seus significados são perfeitas. Eu adoro este baralho.” – Resenha 5 Estrelas da Amazon

 
Sobre o ilustrador
Tomás Hijo nasceu na Espanha. É ilustrador e professor de ilustração na Uni­versidade de Salamanca. Já ilustrou mais de 70 livros e escreveu dez deles, a maioria dos quais relacionado a lendas e folclore. Usando a gravura como técnica predileta, seus trabalhos estão em coleções privadas mundo afora, incluindo as de Guillermo del Toro e Mike Mignola. Seu trabalho já foi exibido em muitas gale­rias da Europa e dos Estados Unidos. Seu interesse pelas obras de H.P. Lovecraft levou ao nascimento do Nictonomicon, uma coleção de gravuras que atraiu a atenção das pessoas mais importantes da área. Hijo recebeu o Prêmio de Melhor Ilustração da Tolkien Society em 2016, em reconhecimento por seus trabalhos sobre os livros de J.R.R. Tolkien.

 
Sobre a autora
Casey Gilly é mãe de uma criança pequena, fã de horror e rotei­rista de quadrinhos. Já foi incluída em coletâneas como a vencedora do Prêmio Eisner Femme Magnifique, You Died e Hey, Amateur, bem como Star Wars Adventures e My Little Pony: Generations. Seus textos em decks de tarô incluem Beetlejuice Tarot Deck, Buffy the Vampire Slayer Tarot e Stranger Things Tarot, entre outros. Mora em Portland, no Oregon, onde divide seu tempo entre empolgantes pro­jetos futuros nos quadrinhos, seus dois gatos e muitas plantinhas.


Sobre o tradutor
Reinaldo José Lopes
é jornalista de ciência desde que concluiu sua graduação na Universidade de São Paulo em 2001. É autor de dez livros de divulgação científica, entre eles os best-sellers "1499: o Brasil Antes de Cabral" e "Darwin Sem Frescura" (em coautoria com o paleontólogo Pirula). Atua hoje como repórter e colunista da Folha de S.Paulo. Fez mestrado (2006) e doutorado (2012) sobre a obra de Tolkien no programa de Estudos Linguísticos e Literários em Inglês da USP. Desde 2018, já traduziu total ou parcialmente mais de uma dezena de livros de Tolkien, entre os quais se destacam "O Silmarillion" e "O Hobbit".

.: Vira-lata, um herói real para tempos de excessos, vira livro infantojuvenil


Trajetória de um herói de quatro patas inspira livro de tom biográfico sobre amor, luto e o poder de transformar saudade em legado

Afeto, criatividade, amor, começo e recomeço. Foi com essa mistura de sentimentos que Pituco, um vira-lata cheio de energia e carisma, chegou à casa do publicitário e roteirista Tiago de Moraes das Chagas na Páscoa de 2020, quando o mundo ainda vivia em isolamento na pandemia. O que começou como uma adoção surpresa para alegrar o filho acabou se tornando algo maior: inspiração para criar um super-herói canino de histórias em quadrinhos e, depois, escrever o livro infantojuvenil "Quatro Patas - A História de Pituco", em parceria com Ramon Barbosa Franco, publicado pela editora Mustache Comics

Nesta obra o leitor vai conhecer a trajetória de um cão que virou herói na vida real. Com tom biográfico, que mistura realidade e ficção, os capítulos curtos e afetuosos de Quatro Patas narram a relação com o filhote desde o primeiro dia, as descobertas, as travessuras e a conexão especial que uniu toda família. O livro também mostra como esse vínculo deu origem ao universo Radius, um projeto de quadrinhos idealizado por Tiago desde a adolescência, concretizado na fase adulta a partir da convivência com o cachorro - que originou o protagonista das premiadas HQs. 

Por meio de fotos e ilustrações coloridas, o livro intercala memórias e reflexões sobre lealdade, perda e propósito. Para além das boas lembranças, a morte de Pituco, vítima de um atropelamento em julho de 2024, marca uma virada na narrativa: o luto do escritor se transforma em combustível para continuar dando vida ao amigo canino na literatura.

Lançado pela Mustache Comics, esta é uma história de empatia, coragem, amor e permanência, que celebra o poder das conexões entre as espécies. Ao narrar a trajetória do cãozinho, os autores mostram que os verdadeiros heróis não usam capas, mas deixam marcas profundas naqueles que os amam. O legado desse cachorro amigável ensina aos leitores de todo o Brasil que o carinho e companheirismo dos bichinhos seguem vivos para sempre, mesmo quando eles se vão.  


Trecho do livro
"Ele, sem dúvidas, não foi apenas um cão, mas alguém que sempre sabia exatamente quem era e onde estava. E, na sua partida, deixou uma lição de autenticidade e presença que permanece comigo, como um amigo que nunca se foi completamente. Essa marca que ele deixou em minha vida é algo que ninguém pode apagar. Até mesmo o projeto Radius, que carrega seu nome, é uma extensão dessa presença indiscutível. Pituco foi, em muitos aspectos, um super-herói de verdade." ("Quatro Patas - A História de Pituco", p. 80)


Sobre o autor
Natural de Marília, São Paulo, Tiago de Moraes das Chagas nasceu em 17 de setembro de 1981 e é formado em Administração pelo Univem. Diretor da Mustache Marketing e fundador da Mustache Comics, atua como roteirista, publicitário e criador da franquia de HQs Radius, série que mistura ficção científica e cultura brasileira. O projeto, que ganhou forma durante a pandemia, conquistou prêmios nacionais de excelência gráfica e o troféu de Super-Herói Brasileiro do Ano de 2024. Com uma trajetória que une empreendedorismo e criatividade, Tiago transforma suas vivências em histórias sobre coragem, humanidade e recomeços. É pai de Lucas Almeida de Moraes.

domingo, 28 de dezembro de 2025

.: Romance vencedor do Prêmio Kindle 2025 estreia na José Olympio


"O Ano do Nirvana",
romance vencedor do Prêmio Kindle de Literatura, Walther Moreira Santos tensiona a assimetria dos encontros em um lugar construído a partir de injustiças e apresenta a delicadeza melancólica de quem vive em estado de alerta. O livro chega pela editora José Olympio.

Na repartição onde trabalha, Laura ocupa um cargo por indicação do tio, um senador envolvido em esquemas de corrupção, e passa a maior parte do tempo ouvindo desaforos de Marinete, funcionária concursada e exemplar. As coisas com Patrício, seu namorado, não vão bem, e o relacionamento está se tornando cansativo. Laura só deseja deixar tudo para trás e finalmente ter o controle de sua própria vida.

Às sextas-feiras, Laura sente um alívio na rotina quando encontra o amigo que trabalha como garoto de programa em uma região da cidade famosa pelo turismo sexual. Eles conversam sobre o que os levou até ali e sobre os mistérios do futuro. Apesar da diferença social que os separa, uma amizade genuína surge entre eles. Da beira da praia, ambos são moldados por uma das cidades mais violentas do mundo, da qual quem pode vai embora e onde poucos se aventuram a sair de casa depois que o sol se põe.


Trecho do livro
“Pela primeira vez na noite, ele me olha diretamente nos olhos. Fico parada, atenta. Então desvio. Olho para o mar, para a cidade, a cidade que sempre está pronta, maquiada, uma mulher suja e maquiada, sempre pronta para o meu olhar. Gosto daqui. A cidade se impõe em sua idade de mulher madura. O modo como me sinto bem agora, entre a avenida e o mar, nesta noite de sexta-feira, faz com que eu não deseje mais nada. Inalo com vontade o ar da noite. O livro de autoajuda diz que é fácil ser: é só inspirar e exalar. Inspirar e exalar. Inspirar…".


O que disseram sobre o livro
“Romance que retrata a força do acaso e do destino, escrito com precisão e sem concessão.” – Andrea Del Fuego, escritora

“Belo, perspicaz, inspirado e de uma melancolia ácida.” – João Silvério Trevisan, escritor

“Raramente se encontra no Brasil um escritor com tanta obsessão e certeza.” – Raimundo Carrero, escritor e jornalista


Sobre o autor
Walther Moreira Santos
(Vitória de Santo Antão/PE, 1979) é escritor e ilustrador com mais de quarenta obras publicadas. Pelo livro "O Ciclista" (Autêntica, 2008), recebeu o Prêmio José Mindlin em 2008 e foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura em 2009. Arquiteturas de vento frio (Cepe Editora, 2017) foi agraciado com o Prêmio Cepe Nacional de Literatura e com o Prêmio Academia Pernambucana de Letras. Com "O Ano do Nirvana", recebeu o Prêmio Kindle de Literatura em 2025. Atualmente, Walther Moreira Santos vive em Pernambuco.

.: Saga policial que virou série de sucesso na Inglaterra chega ao Brasil


Romances do escritor best-seller Robert Thorogood unem mistérios engenhosos à la Agatha Christie e agora ganham as livrarias do país pela editora Tordesilhas “É como ler Agatha Christie, mas com um quê moderno”. É assim que o jornal britânico The Sun define a escrita de Robert Thorogood, roteirista e autor best-seller responsável pela saga literária Clube de Assassinatos de Marlow, que chega ao Brasil pela editora Tordesilhas, do Grupo Alta Books.

Nos três volumes já disponíveis no país, Thorogood apresenta ao público contemporâneo o prazer das tramas dedutivas, dos enigmas engenhosos e das vilas inglesas cheias de segredos. As obras deram origem à série de TV inglesa "The Marlow Murder Club", estrelada por Samantha Bond, de "Downton Abbey" e "007 - O Mundo Não É o Bastante". Sucesso televisivo, o seriado conta com duas temporadas completas e uma terceira confirmada para 2026.

No primeiro livro, o leitor conhece Judith Potts, uma senhora de 77 anos, criadora de palavras-cruzadas, que leva uma vida tranquila até testemunhar um assassinato brutal no rio Tâmisa. Desacreditada pela polícia, ela decide investigar o crime e recruta duas aliadas improváveis: Suzie e Becks. O que começa como um passatempo logo se transforma em uma caçada perigosa, que expõe mistérios sombrios sob a aparência pacata da cidade.

Em "A Morte Chega a Marlow", o trio se vê em meio a uma nova tragédia: a morte misteriosa de sir Peter Bailey, ilustre cidadão da cidade, esmagado por uma estante no escritório, às vésperas do próprio casamento. Determinada a provar que aquilo não fora um acidente, a protagonista conduz uma investigação cheia de reviravoltas, pistas falsas e observações espirituosas, em um verdadeiro locked-room mysteries.

Já na obra "A Rainha dos Venenos", as três terão de desvendar um caso de envenenamento que abala Marlow. O simpático prefeito, Geoffrey Lushington, morre subitamente durante uma reunião do conselho municipal e vestígios de acônito são encontrados em sua xícara de café. Agora, como consultoras oficiais da polícia, as amigas enfrentam o desafio mais complexo de suas carreiras. Repleto de intrigas, ironia e reviravoltas, o livro foi descrito pelo Daily Mail como “tudo o que os fãs de suspenses cativantes poderiam desejar”.

Unindo suspense, ironia britânica e a celebração da amizade na maturidade, Robert Thorogood entrega narrativas envolventes e perspicazes. As histórias da saga literária, que já encantaram milhões de leitores e espectadores no Reino Unido, agora estão disponíveis ao público brasileiro que encontrará em Judith, Suzie e Becks a inteligência, sagacidade e charme investigativo que consagraram personagens clássicos como Hercule Poirot e Miss Marple.


Sobre o autor
Robert Thorogood
 nasceu em Colchester, no condado de Essex, na Inglaterra. Aos 10 anos, leu “A casa do penhasco”, de Agatha Christie, e desde então, é apaixonado pelo gênero. É criador da aclamada série de TV “Death in Paradise”, da BBC One, e cocriador do spin-off “Beyond Paradise”. Também escreveu uma série de romances protagonizados pelo detetive Richard Poole. A saga literária Clube de assassinatos de Marlow se tornou uma série de TV de sucesso, com Samantha Bond no papel de Judith Potts.


O que disseram sobre o livro

"Prepare seu faro investigativo. Está na hora de mais uma rodada com o trio mais brilhante de detetives amadoras dos dois lados do atlântico... Tão inofensivo quanto uma feira de bairro e tão engenhoso quanto as inúmeras pistas de palavras-cruzadas escondidas na trama."
– Kirkus Reviews

Ficha técnica
Título: "Clube de Assassinatos de Marlow" (vol. 1) | "A Morte Chega a Marlow" (vol. 2) | "A Rainha dos Venenos" (vol. 3)
Autoria: Robert Thorogood
Tradução: Ellen Andrade | Evelyn Diniz | Andressa Vidal
Editora: Tordesilhas

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