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quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

.: Lista: 11 filmes que marcaram os cinemas em 2025

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em dezembro de 2025


Os frequentadores e fãs de cinema com pipoca quentinha foram presenteados por variadas produções no ano em que o Brasil ganhou o primeiro Oscar da história, na categoria "Melhor Filme Internacional", além de Fernanda Torres, levar o Globo do Ouro como Melhor Atriz, ambos prêmios pela produção brasileira "Ainda Estou Aqui". Ainda em 2025, alguns longas foram extremamente marcantes a ponto de serem considerados os melhores do ano. Para tanto, nós do Resenhando.com elencamos 11 filmes que fizeram sucesso nas telonas de cinema pelo mundo. Confira, porque tem filme bônus!

 

O Agente Secreto

Premiado nos festivais cinematográficos, o longa dirigido e roteirizado por Kleber Mendonça Filho (Bacurau), O Agente Secreto, protagonizado por Wagner Moura é uma história repleta de brasilidade, mas também capaz de retratar um período conturbado do Brasil. O filme nacional com a cara do Brasil é um completo deleite cinematográfico que dá orgulho das produções brasileiras, dos minutos iniciais ao último segundo de duração. A produção ambientada de forma ousada em Recife entrega uma rica trama capaz de estabelecer diversas conexões com o público. 

Nos primeiros minutos, num Fusca amarelo, Marcelo (Wagner Moura) vê um corpo estendido no chão arenoso de um posto de estrada, coberto por um jornal. É esta cena que dita o rumo da história, servindo como que uma espécie de dica do que acontecerá com o professor especializado em tecnologia. Em viagem de fuga, ele é obrigado a enfrentar um passado conflituoso, ritmando um alucinante destino ao homem.


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.: Crítica: furioso e envolvente, “O Agente Secreto” é a alegoria do tubarão

O longa de ação, suspense e comédia dirigido por Paul Thomas Anderson, protagonizado por Leonardo Di Caprio como Bob Ferguson, entrega ficção engenhosa e texto ágil. O roteiro assinado também pelo diretor aborda a polarização política e suas consequências máximas -imutáveis mesmo com o passar dos anos. Com elenco impecável, a caçada envolvente de 2 horas e 50 minutos tão bem aproveitadas na telona, ainda  deixa um gostinho de quero mais. Inspirado no romance "Vineland", livro de Thomas Pynchon (1990), o longa aborda temas como conflitos ideológicos, perseguição de dissidentes pelo Estado e a força da resistência, adaptando a narrativa para o contexto político contemporâneo.

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O longa "Pecadores", apresenta uma história de época que esbarra na moralidade, culpa e redenção. Dirigido e roteirizado por Ryan Coogler entrega uma estética impecável. Com muito jazz e blues, o longa de 2 horas e 17 minutos, em cartaz na Cineflix Cinemas, empolga quem está diante da telona, entregando toda uma atmosfera tensa de construção dos protagonistas Fuligem e Fumaça, em inglês, Smoke e Stack. Os gêmeos que estão de volta à cidade natal para apagar um passado conturbado e refazer a vida por meio de um espaço de entretenimento musical e muita dança.

.: Resenha: "Pecadores" é experiência cinematográfica vampiresca de blues

A conclusão da épica história das bruxas de Oz acontece magistralmente com a química perfeita de Cynthia Erivo como Elphaba e Ariana Grande na pele de Glinda. O desfecho grandioso e comovente, com um visual de cenários e figurinos impecáveis, amarra as pontas soltas da trama paralela a do clássico "O Mágico de Oz". Assim, tudo é retomado durante a construção da estrada de tijolos amarelos. Pelo ar, no caminho para a Cidade das Esmeraldas, surge a demonizada Bruxa Má do Oeste dando o seu recado. 

.: Crítica: "Wicked - Parte II" é sombria conclusão épica cheia de ação

A ficção científica épica também dirigida por James Cameron, é um novelão empolgante que cativa ao pautar a trama na família e seus imbróglios, sem deixar de reforçar a importância de respeitar a mãe natureza. Mantendo o show visual, o longa que soma 3 horas e 17 minutos de puro encantamento, entrega a constante luta pela sobrevivência dos Sully, em meio a ameaças de extermínio de rivais (os humanos) e iguais (outra tribo Na'vi), enquanto os jovens tentam aprender a lidar com os ensinamentos dos ancestrais, sendo que cada um da família tenta encontrar a melhor forma de contornar o luto por Neteyam.

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Mais uma produção brasileira para nos deixar orgulhosos do cinema nacional. Dirigido por Gabriel Mascaro, na trama, Tereza (Denise Weinberg), uma mulher de 77 anos, muito ativa, entra automaticamente para o programa "O Futuro é Para Todos", tendo sua vida completamente bagunçada. Assim, perde o emprego e recebe somente alguns dias para se organizar antes de ir obrigatoriamente para a colônia, local em que vivem todos os idosos brasileiros. Mesmo perdida com tamanha reviravolta, ela é instigada a realizar algum desejo antes de seguir seu rumo. Assim, ela mira no sonho de voar. 

.: Crítica: "O Último Azul" usa desejo de voar como combustível na velhice

O longa que abriu o Festival de Cinema Francês do Brasil de 2025, usa a comédia com sabedoria ao tratar de xenofobia. Com direção de Julie Delpy, o filme tira boas risadas do público enquanto faz refletir sobre pensamentos impregnados de preconceitos. Contudo, há também espaço para aqueles que estão empenhados em receber os outros e suas diferenças. Um bom exemplo é a professora Joëlle Lesourd (Julie Delpy), interpretada pela diretora do longa Julie Delpy. Todavia, mesmo com boa vontade e acolhimento, não consegue convencer a todos a aceitarem a nova família na bucólica cidade de Paimpont, na região da Bretanha, França. 

.: Crítica: "Vizinhos Bárbaros" faz comédia com provocações xenofóbicas

O drama costura a relação confusa e complexa entre duas filhas e um pai. Ele, um diretor de cinema conceituado, esbarra numa atriz famosa do momento, tendo em mãos um grande projeto de produção.  Ao convidar a filha Nora, atriz dedicada ao teatro, para protagonizar o próximo filme e ter uma negativa, a queridinha Rachel Kemp é mergulhada numa história familiar com direito a algumas mentiras. A casa da família agora sem a mãe, usada como alegoria, é a causa do resgate das rusgas familiares, enquanto que as irmãs tentam esvaziar o lugar. 

.: Crítica: "Valor Sentimental" reflete as confusões nas relações familiares

Uma família transita num veículo, num lugar pouco iluminado e atropela um animal. Com problemas para seguir viagem, conseguem socorro de um morador, mas um reconhecimento confuso é capaz de tornar a trama cheia de reviravoltas e confusões. O longa franco-iraniano-luxemburguês dirigido por Jafar Panahi, nome reconhecido do cinema iraniano pós-Revolução de 1979 e tem sido associado à Nova Onda Iraniana, brinca com a dúvida em meio ao desejo de vingança e o humanismo. A produção expõe as emoções misturadas de torturados, prisioneiros do regime iraniano, diante de um homem que parece ter sido seu torturador e de uma peculiaridade: era manco. 

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Um filme que simplesmente acontece diante dos olhos do público. Envolvente e agradável, a produção dirigida e roteirizada por Esmir Filho, apresenta uma linda história de vida que transpira arte e se mistura com a da música brasileira. Da infância até o presente momento, na telona está estampado de modo encantador um Ney Matogrosso irreverente e completamente desnudo diante do público.  Em meio a vivências e amizades, a linha do tempo de Ney esbarra num período político conturbado e da força do vírus da HIV que ceifava vidas facilmente. Retratando também a resiliência de Ney, o filme sobre o artista originalmente mais performático do Brasil faz sucesso e ganha a todos na sala de cinema. Seja pela forma de Ney ser e ver o mundo ou a cada sucesso que faz parte da trilha sonora.

.: Crítica: "Homem Com H" derrama o coração bandido de Ney Matogrosso

Uma sequência de colorido vibrante, cheia de ritmo e hilário. A animação Disney que prova a possibilidade de fazer acontecer na primeira e segunda produção. Desta vez, os agora parceiros inseparáveis na polícia de Zootopia, a oficial Judy Hopps e o detetive Nick Wilde são incumbidos de solucionar um novo mistério que envolve rastros deixados por um grupo de répteis. Assim, a dupla esbarra na serpente misteriosa, Gary. A animação que soma 1 hora e 48 minutos facilmente pode ser analisada em paralelo com a vida humana em que quem tem o poder, geralmente, o dinheiro, pode tudo, inclusive, tirar seres indesejáveis de seu caminho.

.: "Zootopia 2" é dinâmico ao tratar preconceito, discriminação e opressão


BÔNUS: Não menos importante que os 11 longas elencados, mas tão excelente quanto e não pode ser deixado de fora da seleção. Um suspense psicológico que esbarra num drama com um desfecho plausível de atingir quaisquer mulheres. O romance "A Empregada", adaptado do livro de mesmo título assinado pela escritora Freida McFadden, começa com a jovem Millie tentando e conquistando a vaga de empregada na mansão de um casal rico, os Winchester. Desesperançada em relação a vaga, uma ligação é capaz de mudar tudo.  Contudo, assim que pisa na casa para iniciar a experiência de trabalho, os indícios de que a estadia ali seria um pesadelo assombroso são dados. 

.: Crítica: "A Empregada" é suspense psicológico cheio de reviravoltas


segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

.: Do prazer falso ao real: "Babygirl'" utiliza o orgasmo como metáfora


Por 
Helder Moraes Miranda, editor do portal Resenhando.com.

Em cartaz na rede Cineflix e em cinemas de todo o Brasil, o novo suspense erótico da A24, "Babygirl", já é considerado um dos filmes mais marcantes e ousados da temporada. Sob a direção arrojada de Halina Reijn ("Morte, Morte, Morte"), o longa-metragem explora os limites do desejo, do poder e das escolhas. Estrelado pela magnética Nicole Kidman no auge dos 57 anos e pelo astro em ascensão Harris Dickinson, o filme não apenas prende a atenção do espectador, mas o desafia a refletir sobre os aspectos mais profundos e primitivos do comportamento humano.

Na trama, Romy (Kidman) é uma poderosa empresária, bem-sucedida, madura e independente, que vê sua vida meticulosamente construída entrar em colapso ao embarcar em um caso extraconjugal com um jovem estagiário, Samuel (Dickinson). O romance começa como uma fuga, mas rapidamente se transforma em um jogo intenso e perigoso de paixão, manipulação e subversão de poder.

Ao contrário de narrativas moralistas que frequentemente castigam mulheres pelos desejos que elas sentem e cedem, "Babygirl" oferece um retrato complexo e honesto da protagonista, sem buscar justificar ou condenar as escolhas que ela faz. Com uma abordagem visual e emocional que evoca o naturalismo literário, o filme se destaca tanto pela profundidade da história quanto pelo ineditismo da execução.

Não é apenas um suspense erótico; é uma obra que provoca, desafia e fascina. Com boas atuações, uma narrativa ousada e uma direção inovadora, o filme se destaca como uma ruptura de padrões das histórias que geralmente são contadas repetidas vezes. Em um cinema que frequentemente oferece fórmulas previsíveis, "Babygirl" surge como uma obra que se recusa a simplificar a complexidade humana.

Seja para refletir sobre os limites do desejo, admirar a atuação de Nicole Kidman ou simplesmente se deixar envolver ou até sentir raiva desta história eletrizante, "Babygirl" é um filme que precisa ser visto. Listamos os dez motivos para assistir a esse orgasmo cinematográfico e descobrir os prazeres e as dores de ver um filme tão honesto.

1. Nicole Kidman e a representação do desejo feminino maduro
Nicole Kidman entrega uma das performances mais corajosas da carreira como Romy, uma mulher de 57 anos que desafia os estereótipos de Hollywood ao ser retratada como desejável, forte e complexa. O filme celebra a beleza e a sensualidade feminina das mulheres maduras, quebrando tabus e trazendo um frescor necessário ao cinema contemporâneo.

2. Um filme que passa longe do moralismo
"Babygirl" é uma atualização moderna de histórias clássicas como "Madame Bovary", de Gustave Flaubert, e "O Primo Basílio", de Eça de Queirós, mas sem o desfecho moralista desses clássicos da literatura. Enquanto essas obras castigam as protagonistas femininas por cederem aos próprios desejos e serem infiéis no matrimônio, "Babygirl" se recusa a julgar. A narrativa é crua e honesta, permitindo que o público tire as próprias conclusões sobre as escolhas e as consequências de Romy.

3. Um questionamento profundo sobre os limites da paixão
O filme levanta uma questão central: vale a pena se anular, arriscar a família e colocar toda uma carreira em risco por uma paixão? A história mostra como o desejo pode ser tanto libertador quanto destrutivo, funcionando quase como um vício que consome a personagem de Nicole Kidman, enquanto desafia o espectador a refletir sobre suas próprias decisões e valores.


4. Harris Dickinson como um amante inesperado
Samuel, interpretado por Harris Dickinson, não é o amante clássico das histórias de traição. Ele é manipulador, invasivo e intencionalmente desconfortável. Sua falta de carisma e empatia cria uma tensão única na narrativa, subvertendo o clichê do jovem sedutor - ele também é vilão e um pouco vítima da situação. Essa dinâmica realista e perturbadora é um dos pontos mais fortes do longa, pois não é possível saber o que o personagem fará com o poder que recebeu da chefe que cede aos encantos dele.


5. Nicole Kidman em um arco transformador
Nicole Kidman começa o filme representando uma mulher segura e controlada, mas que logo é tomada pela culpa e pelo desejo. A jornada dela culmina em uma libertação visceral, marcada por um final que foge aos padrões hollywoodianos de felicidade idealizada. A atriz entrega uma performance premiada, cheia de nuances e intensidade emocional em uma história nunca antes retratada. Não com esse enfoque.

6. Antonio Banderas em um papel raro de suavidade e vulnerabilidade
Antonio Banderas, como o marido de Romy, oferece um contraponto interessante à narrativa. A presença serena e compreensiva do personagem, ligado às artes e ao teatro, destaca a complexidade das relações interpessoais e mostra que a agressividade e o controle não vêm do masculino neste filme, mas da força do desejo feminino.


7. Uma reflexão sobre os instintos humanos
Parecendo ter sido inspirado em obras naturalistas como "O Cortiço", de Aluísio Azevedo, e "A Metamorfose", de Franz Kafka, "Babygirl" compara o comportamento humano aos instintos mais primitivos, a anulação do racional. Romy, em muitos momentos, é retratada como uma "cadela obediente", mas consentindo com essa submissão e encontrando prazer nisso. A narrativa explora como o desejo pode ser uma força visceral, muitas vezes incontrolável, que transforma os homens em animais selvagens.


8. Sexo como libertação
O filme começa com um orgasmo falso, simbolizando a insatisfação e a culpa, e termina com um momento de prazer autêntico e libertador. Essa transformação sexual reflete a evolução de Romy, que, apesar das dificuldades e perdas, encontra sua voz e se reconcilia com o desejo sem sentir culpa por isso.


9. Uma trilha sonora memorável
A música desempenha um papel crucial em "Babygirl", amplificando as emoções e os conflitos da história. Com canções icônicas como "Dancing on My Own" (Robyn), "Father Figure" (George Michael) e "Never Tear Us Apart" (INXS), a trilha sonora cria uma atmosfera única, que conecta o público, principalmente os saudosistas, à jornada de Romy.


10. A direção ousada de Halina Reijn
Halina Reijn conduz "Babygirl" com maestria, equilibrando momentos de tensão e sensualidade com reflexões profundas sobre o desejo, o poder e a culpa. A abordagem é impactante e imersiva, transformando o filme em uma experiência cinematográfica única e inesquecível em busca do prazer e da liberação.


Assista na Cineflix
Filmes premiados como "Ainda Estou Aqui" estão em cartaz na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.

.: Crítica: "MMA - Meu Melhor Amigo" mistura autismo e redenção


Por 
Helder Moraes Miranda, editor do portal Resenhando.com.

Em cartaz na rede Cineflix e em cinemas de todo o Brasil, “MMA - Meu Melhor Amigo” é mais do que um filme sobre lutas no ringue. É uma poderosa história de amor, superação e descoberta que promete emocionar o público nos cinemas. A obra, dirigida por José Alvarenga Jr. e protagonizada por Marcos Mion, apresenta uma narrativa envolvente que combina a intensidade do mundo das artes marciais mistas com a sensibilidade de um vínculo familiar inesperado. Ao explorar temas como autismo, redenção e os desafios da paternidade, o longa se destaca pela maneira como aborda essas questões com humanidade, sem apelar para caricaturas ou simplificações.

Estreando em grande estilo no Festival do Rio 2024, o filme já vem despertando a atenção do público, tanto pela performance marcante de seu elenco quanto pela direção sensível e o roteiro que diverte e comove. Além de Marcos Mion, que interpreta Max Machadada, um lutador em fim de carreira, a produção conta com nomes de peso como Antônio Fagundes, Andréia Horta e Vanessa Giácomo, entregando atuações que vão do emocionante ao inspirador.

Ao longo de 1h44, o filme brasileiro conduz os espectadores por uma jornada emocional que mistura momentos de alta adrenalina com cenas tocantes. Max não luta apenas para retornar ao topo do MMA, mas para conquistar o carinho e o respeito de seu filho autista de oito anos. Nesse processo, o filme reflete sobre o verdadeiro significado de vitória, amizade, família e resiliência, emocionando do início ao fim. Com essa combinação de elementos, “MMA – Meu Melhor Amigo” prova que o cinema brasileiro continua inovando e oferecendo histórias profundas e envolventes. Com performances de alto nível, uma direção sensível e uma abordagem inovadora, listamos os dez motivos para você não perder esse filme no cinema mais próximo.


1. Antônio fagundes em uma performance poderosa
Antônio Fagundes
interpreta o pai do protagonista Max (Marcos Mion), um ex-boxeador que atua como mentor e é uma figura central na história. A atuação do veterano é intensa e cheia de nuances, dando um peso dramático ao filme e reforçando a relação entre pai e filho. Fagundes entrega momentos de grande emoção, trazendo complexidade a um papel que poderia ser apenas coadjuvante, mas que se torna essencial para o desenvolvimento da trama.

2. Vanessa Giácomo, uma presença breve, mas impactante
Embora tenha uma participação pequena, Vanessa Giácomo rouba a cena na única cena em que aparece. A interpretação dela, diferente de tudo o que já fez no audiovisual, é marcante e prova como uma boa atuação pode transcender o tempo de tela. Irreconhecível no filme, ela dá vida a uma personagem marcada pela emoção e deixa uma impressão duradoura no público.


3. Uma abordagem inédita: MMA e autismo
Unir o mundo do MMA a uma história sobre autismo é uma escolha ousada e inédita no cinema brasileiro. O filme apresenta o filho autista de Max de maneira respeitosa e autêntica, evitando caricaturas. Guilherme Tavares, o jovem ator que interpreta o menino, entrega uma performance tocante e realista, mostrando o impacto que essas histórias podem ter.


4. Marcos Mion em uma jornada de redenção
Marcos Mion 
surpreende ao interpretar Max, um campeão de MMA que enfrenta não apenas o fim de carreira, mas também os desafios de ser pai pela primeira vez. A transformação ao longo do filme, de um homem que só sabe falar de si próprio a um pai dedicado e emocionalmente presente, é o coração da narrativa. Mion se entrega de corpo e alma ao papel, especialmente nas cenas de luta, que são intensas e bem coreografadas.


5. Andréia Horta e sua personagem carismática
A atriz Andréia Horta dá vida a uma personagem cheia de camadas emocionais. A presença dela no filme traz leveza e profundidade à história, especialmente no desenvolvimento do relacionamento amoroso entre a personagem que interpreta e Max. O romance é construído com naturalidade e oferece momentos de ternura ao filme cuja temática é o amor.


6. Uma fábula sobre família e escolhas
O filme explora a ideia de que família vai além dos laços de sangue, sendo construída pelas pessoas que escolhemos para estar ao nosso lado. Essa mensagem poderosa é transmitida por meio das interações entre os personagens, destacando a importância do amor, da amizade e do apoio mútuo nos momentos difíceis.


7. Hoji Fortuna, o Samuel L. Jackson angolano
Interpretado pelo ator angolano Hoji Fortuna, o treinador Fuji é uma figura carismática e inesquecível, que lembra o talentosíssimo Samuel L. Jackson em sua presença magnética e habilidade de dominar cada cena em que aparece. Com uma mistura equilibrada de humor, sabedoria e compaixão, Fuji traz uma dimensão humana ao filme, servindo como um mentor tanto dentro quanto fora do ringue. Sua interação com Max Machadada (Marcos Mion) não apenas inspira o protagonista, mas também cativa o público, adicionando camadas de profundidade emocional à narrativa. A presença de Fuji é um dos pontos altos da trama, proporcionando momentos de reflexão sobre amizade verdadeira e superação.


8. Direção sensível e bem executada de José Alvarenga Jr.
José Alvarenga Jr.
conduz a trama com uma direção que equilibra emoção e ação. Ele utiliza elementos clássicos do gênero esportivo para criar um filme que se destaca por tratar de temas sensíveis, como autismo e relações familiares, com respeito e profundidade.

9. Representação da diversidade do cinema nacional
"MMA - Meu Melhor Amigo" é um exemplo da riqueza e variedade do cinema brasileiro. Com um elenco talentoso e uma narrativa que combina drama, romance e esportes, o filme prova que o Brasil pode produzir histórias universais que emocionam e conectam públicos de diferentes origens.

10. Uma experiência cinematográfica transformadora
Mais do que apenas um filme sobre lutas ou um drama familiar, “MMA - Meu Melhor Amigo” é uma experiência transformadora que fala sobre redenção, empatia e o poder das conexões humanas. É um longa-metragem que inspira o público a refletir sobre as próprias relações e lutas pessoais, saindo do cinema com uma nova perspectiva sobre o que realmente importa na vida.

Assista na Cineflix
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segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

.: Cinema: "Nosferatu" e a obsessão, o sexo e sedução no clássico moderno


Por 
Helder Moraes Miranda, editor do portal Resenhando.com. 

Em cartaz na rede Cineflix e em cinemas de todo o Brasil, a nova adaptação de "Nosferatu" não é apenas uma homenagem ao clássico de Friedrich Wilhelm Murnau (F.W. Murnau), mas uma expansão da narrativa original, explorando dimensões psicológicas, sociais e sexuais que ecoam com o público moderno. Com um elenco estrelado que inclui Bill Skarsgård, Lily-Rose Depp, Nicholas Hoult e Willem Dafoe, o filme surgiu para ser um marco no gênero, trazendo camadas de complexidade e nuances emocionais às relações entre os personagens. Esta é a quarta produção inspirada no controverso vampiro, dirigida por Robert Eggers, conhecido pelos trabalhos no terror independente, como "A Bruxa" (2015) e "O Farol" (2019).

Filmado em locações deslumbrantes em Praga e com um orçamento de US$ 50 milhões, o filme combina terror e beleza em uma experiência cinematográfica inesquecível. A trama revisita a obsessão do vampiro (Bill Skarsgård) pela jovem Ellen (Lily-Rose Depp), mergulhando o público em um mundo onde desejo, culpa e amor se chocam de maneira arrebatadora. Com uma estética que remete ao preto e branco e uma atmosfera que evoca o terror gótico clássico, Eggers entrega uma obra que é tanto um tributo ao passado quanto uma reinvenção provocativa para o presente.

Essa nova versão já conquistou elogios da crítica nos Estados Unidos antes de sua estreia no Brasil, sendo descrita como uma obra sensual, visceral e profundamente perturbadora. É uma experiência que transcende o horror e se torna uma reflexão sobre os aspectos mais sombrios da condição humana. Com atuações memoráveis, uma estética arrebatadora e temas provocativos, esta versão de "Nosferatu" é mais do que um remake – é uma reinterpretação profunda que mantém o legado do clássico vivo, ao mesmo tempo em que o atualiza para o século XXI. Listamos os dez motivos para assistir no cinema "Nosferatu", seja você um fã de longa data do vampiro ou alguém em busca de uma experiência cinematográfica imersiva e provocativa, essa adaptação promete impressionar. 

1. Um filme sobre sexo, desejo e repressão
A adaptação dirigida por Robert Eggers vai além de ser apenas uma história de terror gótico. É uma exploração visceral do desejo reprimido e da luta interna entre a moralidade e os instintos primitivos. A tensão sexual permeia cada cena, principalmente na relação entre Ellen (Lily-Rose Depp) e o vampiro Orlok (Bill Skarsgård), que simboliza o desejo proibido. A trama apresenta o sexo como algo simultaneamente sedutor e assustador, reforçando a repressão como tema central.

2. Uma metáfora poderosa sobre sexo e culpa
A relação entre Ellen e Nosferatu vai além da tensão física; é uma metáfora sobre a repressão feminina e a internalização da culpa pelo prazer. A negação de Ellen aos avanços do vampiro não é apenas resistência ao mal, mas também uma luta interna contra os próprios desejos. O filme questiona normas sociais e culturais que associam o prazer feminino ao pecado, criando um paralelo com debates contemporâneos sobre liberdade sexual.

3. Bill Skarsgård: o vampiro como símbolo de sedução e ameaça
Em uma escolha completamente arriscada, que poderia tornar ridículo a transformação de um personagem que no imaginário popular é um ser repulsivo em um ser próximo do sedutor, Bill Skarsgård reinventa o Conde Orlok de maneira marcante, afastando-se do grotesco vampiro original para encarnar uma figura que mistura sensualidade e mistério. Ele não é apenas um predador sanguinário, mas também uma personificação do desejo, com sua presença magnetizante carregada de tensão sexual. Essa abordagem faz de "Nosferatu" um personagem complexo, que provoca fascínio e repulsa ao mesmo tempo, ampliando a dimensão simbólica do vampiro como uma ameaça irresistível. A intenção inicial do primeiro filme, em 1922, era adaptar o romance "Drácula" (1897), de Bram Stoker. No entanto, como não conseguiram os direitos da obra com a família do autor, criaram sua própria versão da história, resultando no lançamento de "Nosferatu", que chegou a ser proibido.

4. Lily-Rose Depp: uma protagonista profunda
Lily-Rose Depp entrega uma atuação impressionante como Ellen, uma mulher assombrada não apenas por Nosferatu, mas por seus próprios desejos e traumas. Sua personagem é uma representação de fragilidade e força, que luta contra as expectativas sociais e a repressão feminina. Ellen é mais do que uma vítima; ela é uma mulher que busca sua liberdade emocional, mesmo que isso a coloque em um confronto direto com os fantasmas do passado.

5. A tensão entre amor, prazer e culpa
A narrativa explora a complexa relação entre Ellen (Lily-Rose Depp), Hutter (Nicholas Hoult) e Nosferatu (Bill Skarsgård), criando um triângulo emocional que reflete o confronto entre amor e desejo. Casada e apaixonada por Hutter, Ellen encontra-se irresistivelmente atraída pelo vampiro, que representa uma força incontrolável de sedução. Essa dualidade é intensificada pelo simbolismo do sangue como metáfora para prazer e culpa, colocando a sexualidade feminina no centro da história.

6. Estética gótica, expressionista e contemporânea
A fotografia e o design visual de "Nosferatu" são um espetáculo à parte. Inspirada pelo expressionismo alemão do filme original de 1922, esta adaptação traz cenários sombrios e composições que remetem ao preto e branco, mas com um toque moderno. A atmosfera lembra obras como "O Conto da Aia", de Margaret Atwood, ao retratar mulheres silenciadas e subjugadas, enquanto explora temas universais de opressão e resistência.

7. Paralelos com clássicos da cultura pop
A história de "Nosferatu" ressoa com grandes narrativas do cinema como a animação "A Bela e a Fera", o musical "O Fantasma da Ópera" e o clássico "King Kong". Em comum entre todos, a interação entre a bela e o monstro que explora temas de desejo, medo e redenção. Sonhos eróticos e encontros surreais entre Ellen e Orlok adicionam uma camada psíquica à trama, reforçando o papel do inconsciente como campo de batalha para os conflitos humanos mais profundos.

8. Nicholas Hoult: um contraponto de sensibilidade
Nicholas Hoult interpreta Hutter com um equilíbrio delicado entre vulnerabilidade e determinação. Sua atuação cria um contraponto ao magnetismo sombrio de Nosferatu, representando o lado humano e moral da narrativa. Conhecido por trazer nuances emocionais a personagens incomuns, Hoult oferece ao público uma visão mais intimista do impacto do vampiro na vida de Ellen e nas relações ao seu redor. Ele já foi um monstro afetivo na comédia romântica "Meu Namorado É Um Zumbi" e assistente de um Drácula abusivo na comédia sangrenta  "Renfield".

9. Detalhes sonoros que intensificam a experiência
Robert Eggers utiliza o som de maneira magistral, empregando ruídos sutis, como respirações que simulam orgasmos, para transmitir tensão, desejo e medo. Esses detalhes criam uma experiência sensorial única, onde a trilha sonora e os efeitos sonoros tornam-se parte da narrativa, amplificando a imersão do espectador e intensificando as emoções provocadas pela história.

10. Uma obra simultaneamente sensual e repulsiva
A nova adaptação de "Nosferatu" não é apenas um filme de terror; é uma experiência sensorial que mistura beleza e monstruosidade. As cenas carregadas de erotismo são contrabalançadas por momentos de horror visceral, criando uma dicotomia que desafia o público a enfrentar as próprias emoções. É uma obra que fascina, incomoda, e que, gostando ou não, será inesquecível.

Assista na Cineflix
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"Nosferatu" no Cineflix Santos
Duração: 2h13m - Gênero: terror
2/1/2025 - Quinta-feira - Sala 1 - 20h50 
3/1/2025 - Sexta-feira - Sala 1 - 20h50
4/1/2025 - Sábado - Sala 1 - 20h50
5/1/2025 - Domingo - Sala 1 - 20h50
6/1/2025 - Segunda-feira - Sala 1 - 20h50
7/1/2025 - Terça-feira - Sala 1 - 20h50
8/1/2025 - Quarta-feira - Sala 1 - 20h50


Leia +
.: Adaptação de "Nosferatu" estreia mais de um século após polêmica do original

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

.: Os dez melhores filmes que deram o que falar em 2024 e são imperdíveis!

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em janeiro de 2025


Em 2024 os fãs de um bom cinema e pipoca quentinha foram presenteados por variadas produções, com destaque para alguns filmes extremamente marcantes a ponto de serem considerados os melhores do ano. Para tanto, nós do Resenhando.com elencamos 10 filmes que fizeram sucesso nas telonas de cinema pelo mundo. Confira!

 

Deadpool e Wolverine

Sem dúvida alguma o blockbuster de 2024 foi Deadpool e Wolverine, somando a bilheteria mundial de US$ 1,334,5 bilhões, uma vez que é classificado para maiores de 18 anos. Na comédia de ação, há uma história de amizade surpreendente até para aquele que não consegue ser aprovado para integrar o grupo de heróis "X-Men" ou "Vingadores". O sarcasmo nas piadas sem pudor, costura com primor, mais uma vez, tudo o que interessa para fazer a trama acontecer. Cheio de pancadaria e sangue jorrando ao estilo dos dois filmes antecessores, o longa consegue entregar uma linda e comovente história de amizade que não é composta somente de momentos de parceria, mas de desentendimentos e brigas com muito bate-bate entre os mutantes. 

.: "Deadpool e Wolverine" é filmaço que conecta tudo para fazer deboche

Wicked

A história que antecede a da jovem Dorothy e seus sapatinhos de rubi que segue a estrada de tijolinhos amarelos até a Cidade das Esmeraldas para encontrar o mágico de Oz, é filmaço redondinho, ainda que entregue apenas a primeira parte. Dirigido por Jon M. Chu ("Podres de Ricos" e "Truque de Mestre 3"), o longa sobre aquela que é verde desde o nascimento, Elphaba Thropp, inspirado no livro "Maligna", de Gregory Maguire, que conquistou grande público pelo sucesso como musical na Broadway, tem visual belíssimo e narrativa empolgante ao tratar sobre preconceito.

.: Crítica: "Wicked" é perfeito, embora entregue somente primeira parte


Ainda Estou Aqui

Os anos de chumbo marcaram uma parte da história do Brasil com tantas mortes nunca, de fato, explicadas. O filme nacional dirigido por Walter Salles emociona em 2 horas e 17 minutos de filme, muito bem produzido, ao retratar uma família despedaçada pela ditadura militar, após um marido ser levado de casa numa invasão de policiais à paisana.

.: Crítica: "Ainda Estou Aqui" emociona com lado sombrio da história do Brasil


Instinto Materno

Céline e Alice, duas vizinhas unidas pela amizade de seus filhos, Max e Theo. Dirigido pelo francês Benoît Delhomme, Anne Hathaway e Jessica Chastain compõe um novo dueto perfeito na telona -depois de "Interestelar"- que se torna eletrizante ao longo de 1 hora e 34 minutos de filme. Na produção com roteiro de Sarah Conradt-Kroehler, tudo começa em paz e harmonia com direito a uma festa de aniversário surpresa para Céline (Anne Hathaway, "Diário da Princesa") que termina em algo mais privado, incluindo Alice (Jessica Chastain, "Histórias Cruzadas"), estando ambas acompanhadas de seus respectivos maridos.

.: Resenha crítica: "Instinto Materno" entrega desfecho cruel e inimaginável

A Substância

Usufruir da beleza jovial deixa de ser realidade quando a idade avança, uma dificuldade maior para mulheres que vivem na mídia. No longa dirigido por Coralie Fargeat, estrelado por Demi Moore ("Ghost - Do Outro Lado da Vida") e Margaret Qualley ("Tipos de Gentileza"), é essa não aceitação que leva a famosa por liderar um programa de aeróbica, Elisabeth Sparkle (Demi Moore), com uma estrela na calçada da fama e tudo, a buscar uma versão melhor de si quando, por obra do destino, ouve de seu chefe, Harvey (Dennis Quaid) que está ultrapassada (velha) e pretende substituí-la por uma moça.

.: Resenha: "A Substância" e o terror da beleza feminina "perdida" na velhice

Abraço de Mãe

Dirigido por Cristian Ponce, filme dá o recado da qualidade do que vai entregar já nos primeiros minutos quando se vê uma mãe de olhar sombrio diante da filha, ainda criança e indefesa. Trabalhando a tensão até seu desfecho revela a escalação perfeita de elenco, entregando com sabedoria o protagonismo para a talentosa Marjorie Estiano que divide cenas impactantes com Chandelly Braz. Com um toque da franquia dos filmes "Sobrenatural" e do terror, do escritor americano, H. P. Lovecraft, Abraço de Mãe usa o drama entre as duas figuras femininas para fazer terror. E o resultado é excelente.

.: Crítica: "Abraço de Mãe" é terror brasileiro de arrepiar do início ao fim


Divertida Mente 2

A maior bilheteria de 2024, que deixou os mutantes Deadpool e Wolverine em segundo lugar, conquistou o pódio com US$1.698.641.117. Na animação Disney, Alegria, Tristeza, Medo, Nojinho e Raiva conseguem viver em harmonia, Riley, agora com 13 anos, esbarra numa avalanche de emoções que entram em total conflito com o ingresso da Ansiedade, Vergonha, Tédio e Inveja -com participações especiais da Nostalgia que esbanja fofura. Sem tentarem a política da boa convivência, Ansiedade, desesperada e despreparada, assume o controle. E, numa atitude drástica, reprime as emoções base da jovem num cofre.

.: Resenha crítica: "Divertida Mente 2" revela Segredo Sombrio de Riley


Todos Nós Desconhecidos

Uma história de amor que acontece em outro plano existencial. O longa dirigido por Andrew Haigh, estrelado por Paul Mescal (Harry) e Andrew Scott (Adam) remete a essência do período literário chamado de Barroco no quesito amor platônico. Assim, um escritor e um vizinho num gigante prédio sem outros moradores, acabam tendo o destino cruzado. Afinal, Adam sempre cumpre a norma de evacuação em casa de incêndio e Harry o observa. No entanto, é no elevador que os dois se aproximam um pouco mais. Até que, bêbado, o vizinho vai até a porta de Adam e se convida para entrar com uma garrafa de destilado nas mãos.

.: "Todos Nós Desconhecidos" é drama romântico que surpreende no além

Sonic 3

A impecável história de herói com os melhores ingredientes seguidos pela Marvel. O terceiro filme do ouriço mais ágil de todos traz a união de Sonic, Knuckles e Tails que são colocados diante de um novo e misterioso inimigo com poderes diferentes de tudo que já enfrentaram antes: Shadow. 

.: Crítica: "Sonic 3" embarca no estilo Marvel, mas é superior


A Cor Púrpura

"Uma abordagem ousada do clássico amado". Eis a nova adaptação do drama musical "A Cor Púrpura", dirigido por Blitz the Ambassador que cumpre muito bem já promessa estampada no cartaz. Em exibição nas telonas Cineflix Cinemas de Santos, a produção com uma única indicação ao Oscar 2024, na categoria "Melhor Atriz Coadjuvante", com Danielle Brooks, revela-se estupendo e merecedor de muitas estatuetas do maior prêmio do cinema mundial.

.: Crítica: novo "A Cor Púrpura" é extremamente emocionante


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