A estreia de “O Diário de Pilar na Amazônia” marca um movimento raro e bem-vindo no cinema infantil brasileiro: o de tratar a infância como espaço de imaginação, mas também de escuta e responsabilidade. Adaptado da obra consagrada de
Flávia Lins e Silva, o filme chega à Rede Cineflix e aos cinemas em 15 de janeiro apostando numa aventura que combina fantasia, educação ambiental e identidade cultural sem subestimar a inteligência do público jovem — nem a dos adultos que acompanham a sessão.
Primeiro live-action da personagem criada há mais de 25 anos, Pilar ganha vida na interpretação de Lina Flor, que sustenta com naturalidade a curiosidade e a coragem da menina que atravessa a Amazônia a partir de uma rede mágica herdada do avô. Ao lado de Breno (Miguel Soares) e do inseparável gato Simba, ela encontra Maiara (Sophia Ataíde), ribeirinha cuja comunidade foi destruída, e Bira (Thúlio Naab), menino da região. A jornada que se inicia como brincadeira se transforma em missão: reencontrar a família de Maiara e enfrentar forças que ameaçam a floresta.
Dirigido por Duda Vaisman e Rodrigo Van Der Put, com roteiro assinado por João Costa Van Hombeeck em parceria com a própria Flávia Lins e Silva, o longa equilibra ritmo narrativo e delicadeza temática. A Amazônia não aparece como pano de fundo exótico, mas como personagem viva, filmada em locações reais no Pará e no Amazonas, como Alter do Chão, Ilha do Combú e o Alto Rio Negro. A opção por cenários naturais reforça o discurso ambiental do filme e confere autenticidade à experiência visual.
O elenco adulto amplia o alcance do projeto. Marcelo Adnet, Emílio Dantas, Rafael Saraiva e Babu Santana formam um quarteto de vilões caricatos, que flertam com o humor sem esvaziar o conflito central. Nanda Costa vive a mãe jornalista de Pilar, papel que dialoga diretamente com a proposta do filme ao associar informação, ética e responsabilidade social. Roberto Bomtempo, como o avô Pedro, oferece o lastro afetivo que sustenta a fantasia.
Outro acerto está na incorporação do folclore brasileiro à narrativa. Curupira, boto-cor-de-rosa e Iara surgem como forças simbólicas de proteção e memória, conectando crianças urbanas a um imaginário frequentemente relegado aos livros didáticos. Nesse sentido, o filme se alinha a uma tradição de obras que entendem o audiovisual infantil como ferramenta de formação cultural. Produzido pela Conspiração, com coprodução e distribuição da The Walt Disney Company no Brasil, “O Diário de Pilar na Amazônia” chega às telas num momento estratégico: as férias escolares.
Ficha técnica
“O Diário de Pilar na Amazônia” (título original)
Gênero: aventura, drama, família. Classificação indicativa: livre. Ano de produção: 2025. Idioma: português. Direção: Duda Vaisman e Rodrigo Van Der Put. Roteiro: João Costa Van Hombeeck e Flávia Lins e Silva. Elenco: Lina Flor, Miguel Soares, Sophia Ataíde, Marcelo Adnet, Emílio Dantas, Babu Santana, Nanda Costa, Roberto Bomtempo. Distribuição no Brasil: The Walt Disney Company Brasil. Duração: 90 minutos. Cenas pós-créditos: não.
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Cineflix Miramar | Santos | Sala 2
De 15 a 21 de janeiro | Sessões dubladas | 16h20
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