quarta-feira, 11 de março de 2026

.: Monólogo "Tráfico" estreia no Teatro Estúdio para curta temporada


Indicado em cinco categorias dos prêmios APTR e Cesgranrio, o espetáculo tem texto do premiado autor uruguaio Sergio Blanco, direção de Victor Garcia Peralta e atuação de Robson Torinni, que vive um garoto de programa e matador de aluguel em seu segundo espetáculo do dramaturgo. O primeiro foi o premiado Tebas Land, no qual interpretou Martin. Foto: @callanga - Agência @amarelourca

Na contramão das temporadas cada vez mais curtas nos teatros cariocas, o espetáculo "Tráfico" comemorou um ano em cartaz, com lotação esgotada em todas as sessões. O monólogo do premiado autor uruguaio Sergio Blanco, com direção de Victor Garcia Peralta e atuação de Robson Torinni, agora estreia em São Paulo, a partir de 13 de março, com sessões de sexta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 18h no Teatro Estúdio.

A peça foi indicada a cinco prêmios de teatro: Prêmio APTR nas categorias Melhor Ator (Robson Torinni), Melhor Iluminação (Bernardo Lorga) e Melhor Direção de Movimento (Toni Rodrigues) e Prêmio Cesgranrio nas categorias Melhor Ator (Robson Torinni) e Melhor Iluminação (Bernardo Lorga). Em 2026, a peça vai participar dos festivais de Avignon, na França, e Edimburgo, na Escócia, um dos mais consagrados de artes cênicas do mundo. 

"Tráfico" se desenrola a partir do entendimento da coexistência entre as pulsões de vida e de morte em todo ser humano. O espetáculo foi idealizado pelo ator Robson Torinni, que entra em cena como um garoto de programa que acaba se tornando um matador de aluguel diante da falta de oportunidades na vida. Essa reflexão sobre o papel que nós todos desempenhamos na manutenção de uma sociedade desigualitária tem despertado o interesse cada vez maior dos espectadores. A montagem repete a bem-sucedida parceria entre autor, diretor e ator, depois de “Tebas Land” (2018), que fez temporadas premiadas no Rio de Janeiro, em São Paulo e Avignon – França. 

A peça se passa na periferia de uma cidade latino-americana, cheia de desigualdades, onde vive Alex, um jovem garoto de programa. Os problemas familiares, o relacionamento conturbado com a sua namorada e a vontade de vencer na vida, representada pelo sonho de comprar uma moto de alto luxo, o levam para caminhos sedutores e também muito violentos. A partir de uma paixão, a história acessa as áreas mais sombrias da vida desse personagem que, paralelamente à sua profissão de garoto de programa, se tornará um assassino de aluguel. Aos poucos começa a surgir uma trama fascinante que mistura a narração dos seus encontros, sonhos e seu dia a dia. Ao longo da peça, Alex vai se desnudando, expondo o seu lado mais ingênuo e mostrando o seu lado mais monstruoso.

“A peça fala sobre pessoas sem chances na vida, que acabam tendo que seguir caminhos violentos e da corrupção dos poderosos. A história de Alex é a história de muitos no Brasil”, define Victor Garcia Peralta. “A peça tem despertado o interesse das pessoas mais diversas porque propõe uma reflexão difícil, mas importante: o fato de a sociedade ser responsável pela criação de grandes ‘monstros’, e depois descartar essas pessoas sem se conscientizar da própria culpa”, comenta o produtor Sergio Saboya, que também é responsável pelo sucesso e carreira internacional do espetáculo “Tom na Fazenda”.

No espetáculo, Sergio Blanco investe mais uma vez na autoficção, gênero pelo qual ficou conhecido, que mistura relatos reais com invenção, verdade e mentira. A peça começa com o ator Robson Torinni explicando ao público que vai contar a história de Alex. Trechos da vida do dramaturgo também aparecem na criação de um professor universitário que leva seu nome, se envolve com Alex e ganha o apelido de “o francês”. É ele quem encoraja Alex a entrar no mundo do crime. Pela primeira vez Robson Torinni está sozinho em cena, como Alex, que, ao lado de sua moto (e sonho de consumo), alterna relatos de encontros sexuais com outros de grande violência, e dá voz a todos os outros personagens da trama. 

Foi o próprio Sergio Blanco quem me mostrou o texto, sugerindo que eu montasse. O maior desafio deste projeto é não ter outro ator para trocar em cena. É a minha primeira experiência em um solo, então estou aprendendo a jogar com a plateia. O texto me tocou bastante desde a primeira vez em que li, por falar sobre uma pessoa que, pelas circunstâncias de uma vida periférica sem oportunidades, não conquista nada e segue pelo caminho do crime. A partir daí, a peça toca em vários temas como desejo, sonho, criação, solidão, sexualidade, vício, separação, falta de esperança, beleza, traição e crime”

Ficha técnica
Espetáculo "Tráfico"
Texto: Sergio Blanco 
Atuação: Robson Torinni 
Direção: Victor Garcia Peralta 
Adaptação: Robson Torinni e Victor Garcia Peralta 
Direção de Arte: Gilberto Gawronski 
Iluminação: Bernardo Lorga 
Direção de Movimento: Toni Rodrigues 
Direção Musical: Marcello H. 
Operador de Luz: Rodrigo Lopes 
Operador de Som: Rodrigo Pinho 
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Design Gráfico: Alexandre de Castro 
Fotos: Gabriel Nogueira, Ricardo Brajterman, Callanga e VictorPollak.
Direção de Produção: Sérgio Saboya e Silvio Batistela (Galharufa Produções Culturais)
Produção executiva: Gustavo Valezzi
Realização: REG'S Produções Artísticas 
Idealização: Robson Torinni e Victor Garcia Peralta  


Serviço
Espetáculo "Tráfico"
Temporada: 13 de março a 3 de maio de 2026
Às sextas e aos sábados, às 20h00, e aos domingos, às 18h00.
Teatro Estúdio - Rua Conselheiro Nébias, 891 - Campos Elíseos, São Paulo
Ingressos: R$ 100,00 (inteira)  e R$ 50,00 (meia-entrada), com vendas on-line em
https://bileto.sympla.com.br/event/111566/d/342384/s/2323283
Classificação: 18 anos
Duração: 65 minutos
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

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