Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação
Quando fiquei sabendo que Guilherme Arantes iria lançar um novo disco autoral, fiquei curioso para ouvir essa sua nova produção musical. Afinal de contas., ele estava indo pelo caminho mais desafiador, ao invés de se ancorar nos seus antigos hits, que por sinal permanecem sempre atuais apesar dos 50 anos que passaram desde o seu primeiro disco.
O trabalho intitulado "Interdimensional", mostra a sua genialidade. Sim, Guilherme continua cantando o amor e buscando no seu cotidiano as fontes de inspiração. Sua voz continua forte e sem sentir ao efeitos do tempo que passou. Os arranjos instrumentais seguem a linha do rock progressivo, de forma harmônica com o seu universo pop. O resultado é uma massa sonora irresistível que sempre funciona junto ao seu público.
Destaco as canções "Libido da Alma" (cujo arranjo parece lembrar Tom Jobim), "A Vida Vale a Pena" e "Intergalática Missão". Com essa última fazendo uma ponte com a "Nave Errante" de seu primeiro álbum solo. As faixas "Enredo de Romance", "Sob o Sol", "O Espelho" e "Luar de Prata" mantém a mesma pegada pop característica da obra de Guilherme.
Com o disco "Interdimensional", Guilherme Arantes consegue atingir seu objetivo de continuar produzindo canções novas mantendo seu padrão de qualidade.
Em uma entrevista dada a um podcast, Guilherme Arantes disse que parte da classe jornalística classificava sua obra como “desimportante”. Não vou julgar os críticos de sua obra, mas creio que os 50 anos de carreira servem como resposta para quem disse isso . Sua música pode ser menos interessante para alguns, porém para o grande público ela continua sendo relevante e valendo muito a pena ser conferida.
"Enredo de Romance"
"Intergalática Missão"
"Libido da Alma"








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