terça-feira, 1 de setembro de 2026

.: Teatro: “O Convite” ganha montagem brasileira após sucesso no cinema


Peça espanhola que conquistou o público nos palcos e virou filme de sucesso chega ao teatro brasileiro pelas mãos de Marcos Veras e do produtor Carlos Grun. Fotos: divulgação


Do cinema para os palcos brasileiros. Depois de conquistar o público em diferentes versões e ganhar uma adaptação cinematográfica de sucesso, “O Convite” prepara a primeira montagem brasileira da peça espanhola “Los Vecinos de Arriba”. Os direitos da obra foram adquiridos pelo ator Marcos Veras em parceria com o produtor Carlos Grun, que conheceu o texto no início deste ano, durante uma temporada em Portugal com Mateus Solano. Na ocasião, a versão teatral ainda não havia chegado ao cinema.

Meses depois, Veras se apaixonou pela adaptação cinematográfica e procurou o sócio para propor a montagem brasileira. A surpresa veio quando descobriu que Grun já estava em negociação pelos direitos da peça.  A estreia está prevista para abril de 2027, no Rio de Janeiro, com Marcos Veras no elenco. Os demais nomes da montagem serão anunciados em breve. O título da versão brasileira ainda será definido. Uma coisa, porém, já está decidida: depois de passar pelo cinema, “O Convite” vai bater à porta do teatro brasileiro.


“O Convite” transforma jantar entre vizinhos em crise de relacionamento
Joe (Seth Rogen) e Angela (Olivia Wilde) estão naquele estágio do relacionamento em que o casamento parece precisar de uma boa sacudida. A rotina pesa, a relação dá sinais de desgaste e um simples jantar com os vizinhos do andar de cima parece uma boa ideia. Em “O Convite”, dirigido por Olivia Wilde, a chegada de Hawk (Edward Norton) e Piña (Penélope Cruz) transforma uma noite aparentemente civilizada em uma sucessão de revelações, constrangimentos e provocações. 

O casal convidado tem um estilo de vida bem menos convencional do que Joe e Angela imaginavam, e a conversa sobre relacionamentos, desejos e sexualidade rapidamente sai do território seguro do bate-papo entre vizinhos. Com roteiro de Rashida Jones e Will McCormack, o filme aposta em quatro personagens confinados praticamente ao mesmo espaço para fazer a temperatura subir aos poucos. O apartamento vira uma espécie de arena doméstica, onde cada taça, pergunta indiscreta ou comentário inconveniente pode colocar um casamento em xeque.

A estrutura aproxima “O Convite” do teatro, algo especialmente curioso agora que a obra também ganha uma montagem brasileira. Com poucos personagens, um único ambiente predominante e diálogos que conduzem boa parte da ação, o filme deixa os atores no centro da brincadeira. No meio de coquetéis, confissões e uma boa dose de vergonha alheia, a produção encontra espaço para falar sobre aquilo que costuma azedar relações duradouras: rotina, desejo, insegurança, ego e a dificuldade de enxergar o parceiro depois de tantos anos dividindo a mesma vida.

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