terça-feira, 6 de janeiro de 2026

.: Brasil passa a ler Ricardo Reis de forma integral em “Obra Completa”

Em homenagem aos 90 anos da morte de Fernando Pessoa, a Tinta-da-China Brasil, selo editorial da Associação Quatro Cinco Um, lançou a "Obra Completa de Ricardo Reis", o mais recente volume da Coleção Pessoa. O livro reúne pela primeira vez no Brasil toda a prosa e a poesia do primeiro heterônimo criado por Fernando Pessoa, incluindo textos inéditos, novas leituras críticas e imagens dos manuscritos originais. 

Com edição rigorosa, paratextos e estabelecimento de texto de Jerónimo Pizarro e Jorge Uribe, o leitor brasileiro terá acesso a textos clássicos de Reis - como as famosas odes e o prefácio aos poemas de Alberto Caeiro - na grafia original de Pessoa, tudo embalado em capa dura serigrafada com o design inconfundível de Vera Tavares.

Fernando Pessoa (1888-1935) é reconhecido como um dos principais escritores modernos e pilar fundamental da literatura em língua portuguesa. Sua obra revolucionou a concepção do que significa ser autor, ao criar uma variedade de personalidades literárias - os heterônimos, como Álvaro de Campos, Alberto Caeiro e Ricardo Reis - cada um com seu estilo, biografia e visão de mundo próprios. Pessoa não se limitou a usar pseudônimos: inventou autores completos, com obras independentes e coerentes. Essa multiplicidade faz dele um autor indispensável para compreender a literatura do século XX, dialogando com as vanguardas europeias enquanto mantinha uma singularidade inconfundível. 

Após a morte do poeta aos 47 anos, foram descobertos em seu apartamento mais de 30 mil papéis, escritos em três idiomas e atribuídos a uma centena de autorias diferentes. E, mesmo conhecido na cena literária de Lisboa em vida, Pessoa não chegou a ver o interesse mundial que um dia cercaria a sua obra, publicada quase toda postumamente. Com curadoria e edição de Jerónimo Pizarro, maior especialista nos manuscritos de Fernando Pessoa, a Coleção Pessoa traz para o Brasil livros ainda inéditos que oferecem novas perspectivas sobre o poeta português. 

Iniciada em 2013, a coleção é dirigida por Pizarro e conta com a colaboração de especialistas de Portugal e de outros países, distinguindo-se pelo rigor crítico exemplar e pela qualidade editorial. 136 pessoas de Pessoa (2017) apresentou pela primeira vez os 136 autores fictícios com que Pessoa assinou seus textos, mapeando de forma inédita a vastidão do heteronimismo pessoano a partir de pesquisa minuciosa nas 30 mil folhas do espólio. "Ler Pessoa" (2023), ensaio crítico de Jerónimo Pizarro, oferece em menos de duzentas páginas um guia completo para desvendar os heterônimos e a multiplicidade do autor, em diálogo sofisticado com a tradição crítica. Também em 2023, a coleção trouxe o "Livro do Desassossego", obra máxima da prosa pessoana, numa edição de referência que se destaca pelo rigor na organização e pela beleza do projeto gráfico. 

Em 2025, foram lançadas as "Cartas de Amor", edição crítica que revisa datas, atualiza a grafia e revela documentos inéditos sobre os relacionamentos de Pessoa com Ofélia Queiroz e a misteriosa inglesa Madge Anderson. Agora, com a "Obra Completa de Ricardo Reis", a coleção consolida-se como referência essencial para o estudo e a fruição da obra de Fernando Pessoa no Brasil — e segue sendo atualizada. Compre os livros da Coleção Pessoa neste link.

.: Cinco novidades de "Avatar: fogo e Cinzas" que prometem conquistar


O público vai reencontrar a amada família sully e, amo mesmo tempo, conhecer novos personagens e novos cantos de pandora


A nova jornada à Pandora já começou oficialmente: "Avatar: fogo e Cinzas" está em cartaz na rede Cineflix e cinemas de todo o Brasil. O terceiro filme da icônica franquia "Avatar", dirigida pelo lendário cineasta James Cameron, leva os fãs a territórios ainda inexplorados do impressionante universo apresentado em 2009 com o primeiro filme da saga e expandido treze anos depois em "Acatar: o Caminho da Água". O novo filme é uma épica experiência cinematográfica que promete deixar os fãs da franquia impressionados, ao mesmo tempo em que convida novos públicos a se deixarem levar por um mundo sem igual. Aqui estão cinco novidades que fazem de "Avatar: fogo e Cinzas" um filme imperdível nos cinemas.


A nova história é emocionante
A história do novo filme é repleta de intriga e ação, mas também é profundamente emocionante, destacando-se especialmente pela forma como aborda a natureza humana e seus desafios. Cameron comenta: “Este é um filme sobre uma família que tenta compreender o que significa estar em guerra, o impacto disso os filhos e pais, que precisam a prender a deixá-los partir e confiar que farão as escolhas certas”. A trama começa pouco depois dos acontecimentos de "Avatar: o Caminho da Água" e acompanha Jake (Sam Worthington), Neytiri (Zoe Saldaña) e os outros integrantes da família Sully vivendo no recife e lidando, cada um à sua maneira, com a perda de Neteyam (Jamie Flatters). Ao lado deles está Spider (Jack Champion), mas os Sully sabem que sua permanência no recife os coloca em perigo, por isso decidem acompanhá-lo em uma arriscada jornada até o Acampamento Alto, a fortaleza dos Omatikaya. Ao longo da jornada, o grupo se depara com membros da Vila das Cinzas, um clã ressentido pela perda de sua terra natal e determinado a atacar. Enquanto isso, a Administração de Recursos e Desenvolvimento (RDA, por sua sigla em inglês) passa por uma grande reorganização e planeja seu próximo ataque.


São apresentados dois novos clãs: os Mangkwan e os Tlalim
A cada novo filme de "Avatar", os fãs aguardam ansiosamente a introdução de novos clãs, e "Avatar: Fogo e Cinzas" atende a essa expectativa em grande estilo. O filme apresenta os Comerciantes do Vento – o clã Mangkwan – e o Povo das Cinzas, o clã Tlalim. Liderados por Varang (Oona Chaplin), os Mangkwan levavam uma vida harmoniosa e tranquila em Pandora, até serem atingidos por um desastre natural que destruiu completamente sua aldeia e transformou radicalmente seu modo de vida. A aparência do Povo das Cinzas se destaca em relação aos demais clãs: eles misturam cinzas com água, formando uma pasta ou creme que espalham por todo o corpo, um traço que se tornou sua principal marca de identidade. Já os Comerciantes do Vento são um povo nômade que sobrevoa Pandora em dirigíveis puxados por enormes criaturas voadoras. Comandados por Peylak (David Thewlis), os Tlalim cruzam o planeta negociando mercadorias e compartilhando rumores com os clãs Na’vi que encontram pelo caminho. 


Apresenta naves e cenários impressionantes

Em "Avatar: fogo e Cinzas", os designers de produção Dylan Cole e Ben Procter dividiram a responsabilidade pelo visual e pelo design geral do filme. Procter ficou encarregado de todos os elementos ligados ao mundo humano e à Terra - incluindo ambientes, veículos e armas -, enquanto Cole assumiu o desenvolvimento de tudo o que envolve Pandora e os Na’vi. O novo filme já vale a ida ao cinema apenas pelos cenários inéditos que apresenta e pelo espetáculo aéreo dos dirigíveis dos Comerciantes do Vento. O novo clã cruza os céus de Pandora a bordo dessas criações grandiosas, com cerca de 150 metros de altura. O designer de produção Dylan Cole descreve: “São como naves tecidas, algo parecido com uma pequena vila suspensa sob o que chamamos de medusoide, uma criatura voadora gigantesca inspirada em uma água-viva e na caravela-portuguesa, que flutua no ar. Ela é puxada por outra criatura chamada windray, inspirada em uma sépia, mas também enorme. Essa criatura funciona como um rebocador e guia de todo o sistema. E não é apenas uma: são seis, formando essa caravana imensa e maravilhosa que atravessa os céus de Pandora”.


A nova trilha sonora é especialmente emocionante
O que seria da saga "Avatar" sem sua música? A trilha sonora do novo filme aprofunda a carga emocional da história e, ao mesmo tempo, dá continuidade ao legado musical marcante da franquia. Depois de compor a trilha de "Avatar: o Caminho da Água", o compositor Simon Franglen criou melodias intensas e profundamente comoventes para "Avatar: fogo e Cinzas". O compositor diz: “Este é um filme mais profundo em muitos sentidos e, em vários momentos, mais sombrio. Por isso, foi necessário criar novas texturas, elementos musicais distintos, além de temas para os novos personagens”. E a mágica musical vai além: o filme também conta com uma canção original interpretada por Miley Cyrus. A música “Dream As One” embala os créditos finais e integra a trilha sonora oficial do longa-metragem.


Os efeitos visuais elevam o padrão de excelência mais uma vez
"Avatar: fogo e Cinzas" é um compromisso imperdível nos cinemas por seu impressionante espetáculo de efeitos visuais - uma marca registrada da franquia que a coloca na vanguarda da tecnologia cinematográfica. No novo filme, há 3.382 cenas com efeitos visuais que elevam o nível de inovação mais uma vez. Mais de 2.000 desses planos são focados na água e mais de 1.000 no fogo, que, em uma escala nunca vista antes, incluem desde flechas flamejantes e lança-chamas até explosões gigantescas e tornados de fogo. Desde o início da saga, o trabalho de efeitos visuais é desenvolvido em estreita colaboração com a Wētā FX - a empresa vencedora do Oscar® do cineasta Peter Jackson, sediada na Nova Zelândia - além da Lightstorm Entertainment, produtora de James Cameron. Entre os avanços técnicos, as equipes criaram um novo algoritmo que permite dividir as simulações de água de forma mais eficiente entre várias máquinas, além de atalhos otimizados que facilitam a transição entre diferentes estados, como de orvalho e névoa para água líquida. O resultado é uma experiência cinematográfica visualmente deslumbrante, potencializada por uma narrativa envolvente e por personagens emocionantes. Juntas, tecnologia e história vêm se combinando desde 2009 para tocar o coração do público e "Avatar: fogo e Cinzas" dá continuidade a esse legado.

Ficha técnica
“Avatar: Fogo e Cinzas” | “Avatar: Fire and Ash” 
Gênero: Ficção científica, aventura. Classificação indicativa: a definir. Ano de produção: 2025. Idioma: inglês. Direção: James Cameron. Roteiro: James Cameron, Rick Jaffa e Amanda Silver. Elenco: Sam Worthington, Zoe Saldaña, Sigourney Weaver, Stephen Lang, Oona Chaplin, Cliff Curtis, Britain Dalton, Trinity Bliss, Jack Champion, Bailey Bass e Kate Winslet. Distribuição no Brasil: Walt Disney Studios Motion Pictures Brasil. Duração: 3h17. Cenas pós-créditos: não 

Assista no Cineflix Cinemas mais perto de você
As principais estreias da semana podem ser assistidos na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.


Cineflix Miramar | Santos | Sala 1
6 e 7 de janeiro | Sessões legendadas | 20h30
No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos/SP. Ingressos neste link.

.: "Dois Patrões", a versão atualizada da comédia que mudou a história


Dirigido a quatro mãos por Neyde Veneziano e Giovani Tozi, que assinam, respectivamente, tradução e adaptação, o espetáculo apresenta dez artistas em cena. A nova versão é ambientada em uma festa de noivado organizada por um bicheiro poderoso. Foto: Priscila Prade

O ano de 2006 marcou o encontro de dois artistas de forma definitiva. Neyde Veneziano abria testes para seu novo espetáculo “Arlequim e Seus Dois Patrões”, e um jovem chamado Giovani Tozi, então bailarino e estudante de teatro, tentava o primeiro trabalho no teatro profissional. O teste deu certo. A estreia aconteceu pelas mãos de uma das diretoras mais importantes quando o assunto é teatro popular e, em especial, a commedia dell’arte. Para celebrar vinte anos desde esse primeiro encontro, Tozi e Veneziano retornam ao título que os aproximou. Dividem a direção e a nova montagem de “Il Servitore di Due Padroni”, de Carlo Goldoni, estreia no dia 16 de  janeiro de 2026, no Teatro Itália, com tradução de Neyde Veneziano e adaptação de Giovani Tozi. A dramaturgia mantém o enredo central e os arquétipos fundamentais, como Pantaleão, Doutor e Arlequim, mas desloca tudo para uma atmosfera contemporânea, brasileira e urbana.

Segundo Tozi, o ponto de partida da adaptação foi o conceito das máscaras da commedia dell’arte: “Elas não representam animais ao pé da letra, mas carregam traços animalizados que indicam instinto, energia e função social. A partir dessa lógica, surgiu a associação com algo profundamente brasileiro, popular e simbólico: o jogo do bicho. Essa aproximação me abriu portas para uma leitura atualizada das figuras clássicas”, revela ele. “A adaptação do Giovani ficou genial, maravilhosa”, pontua Neyde, que acolheu a sugestão de Tozi para dirigirem a quatro mãos. “Com texto extenso, elenco de dez atores e várias cenas, a dinâmica de dois encenadores resolveu a questão de aproveitar melhor o pouco tempo disponível dos ensaios até a estreia”, conta.

Na divisão de tarefas, Neyde procura ambientar o elenco no cenário e dá atenção à composição física das personagens, especialmente na transposição da dramaturgia para a atualidade, já que o espetáculo se passa em 2025. Tozi cuida de deixar o elenco pronto em aquecimentos e leituras, além de dar foco nas intenções, em como eles devem se expressar.


Versão brasileira tem bicheiro e social media
Nesta versão, Pantaleão é um bicheiro que deseja casar a filha para estabilizar (e lucrar) a divisão de territórios vizinhos. O Doutor segue advogando, mas agora presta serviço para os bicheiros que aumentam sua fortuna. A história inteira acontece dentro de uma festa de noivado que nunca termina, um ambiente onde todos parecem ser “inimigos do fim”. O clima mistura o absurdo de Buñuel em “O Anjo Exterminador” com a lógica caótica e sedutora de “Vale o Escrito”. O resultado é uma comédia de ritmo acelerado, com linguagem de 2025, que respeita a tradição da commedia dell’arte ao mesmo tempo em que a reinventa dentro da realidade social brasileira vibrante, contraditória, perigosa e irresistivelmente cômica.

Na versão que estreia em janeiro no Teatro Itália, a trama ganha novos contornos e personagens inseridos no universo brasileiro de 2025. O Arlequim de Goldoni se transforma em Tico Sorriso, vivido por Felipe Hintze. Além de carnavalesco de uma escola de samba de quarta divisão, Tico é um PJ que acumula empregos para conseguir pagar as contas no fim do mês. Esmeraldina, interpretada por Mila Ribeiro, torna-se assessora e social media de Clarice Lombardi, personagem de Camilla Camargo, que está decidida a assumir os negócios da família assim que se casar com Silvio Salvatti. Silvio, interpretado por Marcus Veríssimo, é um playboy que vive à sombra do pai, o Doutor Salvatti, papel de Jonathas Joba, um advogado influente que, sempre que bebe, passa a falar em latim. Como ninguém para de beber na festa, suas conversas com Pantaleão Lombardi, vivido por Marcelo Lazzaratto, tornam-se cada vez mais confusas.


DJ em cena
A história se embaralha de vez quando Beatriz Rasponi, interpretada por Larissa Ferrara, aparece vestida como o próprio irmão, Frederico Rasponi, para tentar recuperar o dinheiro que ele havia deixado escondido com Pantaleão. Como esse irmão tinha um casamento arranjado com Clarice, Frederico precisa sustentar a farsa e simular um interesse amoroso que nunca existiu.

O sedutor e esforçado Luca Aretusi, personagem de Gabriel Santana, casado com Beatriz, é o principal suspeito do assassinato do cunhado e surge em busca da esposa desaparecida. Para tentar ajudá-lo, ou complicar ainda mais a situação, entra em cena Briguela, interpretado por Gabriel Ferrara, dono do Hotel Goldoni Palace e responsável por receber todos e manter a festa funcionando. Essa celebração interminável é embalada pela música original, e ao vivo, de Nando Pradho, que dita o ritmo dessa comemoração que simplesmente se recusa a acabar.


O encontro de Veneziano-Tozi e o clássico
“Naquele ano em que fui chamada para dirigir um espetáculo no Hopi Hari, o parque temático estava em seu auge, vivia um período áureo de produções, além de estar localizado numa região próxima à Unicamp. Como eu ainda estava na universidade, convidei vários atores de lá para fazerem o teste, além de abrirmos a oportunidade para outros estudantes. De repente, Giovani me encantou: uma cara boa para viver um dos tipos, sensibilidade, um menino gentil, talentoso e disponível para trabalhar. Adaptei a peça e montei com máscaras para deixar o espetáculo mais leve e bonito. Foi assim: aquele ator coube muito bem no personagem escolhido para ele, o  enamorado.” Arlequim, Servidor de Dois Amos, de Carlo Goldoni, estreou em 1745 em Milão. A peça marcou uma revolução estética no teatro europeu, pois transformou a commedia dell’arte improvisada em uma comédia escrita, estruturada em texto dramático, sem perder o humor popular e a vitalidade dos tipos tradicionais.


Ficha técnica 
Espetáculo "Dois Patrões"
Texto: Carlo Goldoni.
Tradução: Neyde Veneziano.
Adaptação: Giovani Tozi.
Direção: Neyde Veneziano e Giovani Tozi.
Elenco: Camilla Camargo, Felipe Hintze, Gabriel Ferrara, Gabriel Santana, Larissa Ferrara, Jonathas Joba, Marcelo Lazzaratto, Marcus Veríssimo, Mila Ribeiro e Nando Pradho.
Cenógrafo e diretor de arte gráfica: Giovani Tozi.
Design de luz: Cesar Pivetti.
Figurinista: Gi Marcondes.
Trilha Sonora Original: Nando Pradho.
Assessoria de Imprensa: Arteplural – M Fernanda Teixeira e Maurício Barreira. Fotografia: Priscila Prade. Video: Luz Audiovisual. Redes socais: André Massa. Design gráfico: Gigi Prade.
Direção de Produção: Giovani Tozi.
Produção Executiva: Thomas Marcondes.
Assistente de Produção: Pedro Sousa.
Assessoria de Imprensa: – Arteplural – M Fernanda Teixeira e Maurício Barreira
Administração Financeira: Carlos Gustavo Poggio. Realização: Corpos Sensores Produtores Culturais.


Serviço
Espetáculo "Dois Patrões"

Teatro Itália. estreia 16 de janeiro de 2026. Temporada de sexta a domingo até 1 de março de 2026. Sessões - Sextas e sábados 20h, domingo 18h. Ingressos 80,00 (inteira)  e 40,00 (meia). Classificação 12 anos. Link de vendas: https://bileto.sympla.com.br/event/114186/d/354232/s/2389020

.: Juíza do TJDF lança livro baseado em histórias reais de violência


"Invisíveis Marias" mistura realidade e ficção de forma sutil e capaz de denunciar e trazer reflexão sobre a dura realidade vivida por muitas brasileiras

A Procuradoria Especial da Mulher do Senado Federal e a Juíza do TJDFT, Rejane Suxberger irão promover o lançamento da segunda edição do livro “Invisíveis Marias: histórias Além das Quatro Paredes” , publicado pelo Grupo Editorial Caravana, na Biblioteca do Senado Federal. O livro foi escrito em forma de contos, entrelaça realidade e ficção para dar voz às Marias que, dentro de casa, viveram aquilo que deveria ser amor, mas se tornou dor. Entre relatos de audiências e ecos de histórias reais, o livro expõe as marcas que não desaparecem com a sentença. Mais do que literatura, é denúncia, memória e resistência, um convite à reflexão sobre a violência invisível que atravessa lares e gerações.

“Eu tenho um enorme carinho por esse livro. Ele representa a superação de muitas dores transformadas em força e aprendizado. Cada etapa concluída reafirma a importância de dar voz às mulheres e suas histórias. Acredito que ele poderá servir como um alerta poderoso, mostrando que a violência muitas vezes começa de forma sutil. Espero que inspire outras mulheres a reconhecer sinais de abuso e buscar ajuda. Que sirva também de incentivo para romper o silêncio e acreditar em um recomeço possível”, afirma a juíza e escritora

Ao longo de 10 mil processos examinados durante dez anos, Rejane nunca teve a oportunidade de se deparar com uma vítima inteira. Todas se apresentavam dilaceradas não era apenas o físico, mas a alma dessas mulheres estava mortificada pelo julgamento que faziam de si mesmo. A sociedade, segundo a autora, se encarregava de desqualificar o resto. As vítimas que protagonizam de forma indireta “Invisíveis Marias”, traziam consigo, ideias ultrapassadas de feminilidade e masculinidade como “justificativa” para os atos de violência. De um lado a mulher apresentada como coisa, propriedade tendo sua fala totalmente desqualificada; do outro lado, o agressor, fossem homens ou mulheres, se mostravam “injustiçados” pela Lei Maria da Penha, pois não era “bandidos”.

“Invisíveis Marias: histórias Além das Quatro Paredes” traz relatos de sofrimento, dor e angústia que se transportaram da cadeira das vítimas, testemunhas e réus, para a cadeira da juíza. “As angústias dos que se sentavam à minha frente, por diversas vezes, me escoltaram até minha casa e passaram a ser companheiras de noites de insônia”, relata Dra. Rejane. “É a violência mais silenciosa que existe, sem a presença de expectadores, ou melhor, quando presentes, estes eram os filhos das mulheres. Os enredos eram os mesmos, mudavam apenas os protagonistas”, finaliza. Compre o livro  “Invisíveis Marias: histórias Além das Quatro Paredes”, de Rejane Suxberger, neste link.


Sobre a autora
Rejane Jungbluth Suxberger é juíza de direito do TJDFT, presidente da Comissão de Assédio do TRE-DF e integrante do grupo Candangas. Máster em gênero e igualdade pela Universidad Pablo de Olavide (Sevilla/Espanha) e mestra em direito pelo UniCEUB, é vice-líder do Grupo de Pesquisa em Política Pública e Justiça Criminal do CEUB, na linha “Políticas Públicas de Gênero e Estudos Feministas”. Compre os livros de Rejane Jungbluth Suxberger  neste link.


 

.: “Bluey Ao Vivo - Diversão em Família!” estreia no Teatro Claro Mais SP


Espetáculo estreia dia 9 de janeiro e ficará em cartaz às sextas, sábados e domingos. Foto: Andy Santana

Depois de uma temporada no Rio de Janeiro, o show oficial da série premiada "Bluey" chega a São Paulo no dia 9 de janeiro no Teatro Claro Mais SP. O espetáculo “Bluey Ao Vivo - Diversão em Família!” fica em cartaz às sextas, sábados e domingos até o dia 1° de fevereiro. Aclamada mundialmente, o desenho animado é produzido pela Ludo Studio, vencedor do Emmy®, e distribuída pela BBC Studios. Bluey é uma adorável e incansável cachorrinha da raça Blue Heeler, que vive com sua mãe, seu pai e sua irmãzinha, Bingo. Com energia de sobra, Bluey transforma qualquer brincadeira em jogos imprevisíveis e hilariantes, envolvendo toda a família e o bairro em seu universo cheio de imaginação e diversão.

Agora, essa aventura chega aos palcos com uma adaptação teatral original desenvolvida especialmente para a América Latina. O espetáculo conta com um elenco de 14 atores e bailarinos, músicas da série e os dubladores oficiais brasileiros do desenho. “Bluey Ao Vivo – Diversão em Família!” oferece uma experiência imersiva que transporta o público diretamente para o coração da família Heeler. Na história, Bluey e seus familiares transformam cada cômodo da casa em um palco de brincadeiras e descobertas. Em cada espaço, situações divertidas reforçam a importância da união. Ao longo do espetáculo, os fãs são convidados a refletir sobre os valores da convivência em família, do apoio mútuo e da alegria de brincar. O show oficial brasileiro é resultado de uma parceria BBC Studios, Lotus Global e Turbilhão de Ideias.

Para Gustavo Nunes, diretor da Turbilhão de Ideias, “a realização de Bluey Ao Vivo - Diversão em Família!, em uma parceria inédita com a Lotus Global, a BBC e a Ludo, representa um passo importante para o entretenimento familiar no teatro brasileiro. Essa união de marcas globais com a excelência da produção local traz a magia de uma das séries infantis mais queridas do mundo para os palcos do país. Mais do que diversão, o projeto valoriza a convivência em família e estrear esta produção internacional em São Paulo reforça a vocação da cidade como capital de grandes experiências culturais".

Sobre Bluey™   
Produzida pela Ludo Studio, Bluey é uma série que celebra a imaginação e o brincar, centrada em uma família de cães da raça Blue Heeler. O programa é transmitido pela ABC na Austrália e globalmente por Disney Channel, Disney Jr. e Disney+. No Brasil, a série também é exibida na TV Cultura.   

Serviço
"
Bluey Ao Vivo – Diversão em Família!"
Local: Teatro Claro Mais SP - Rua Olimpíadas, 360, Shopping Vila Olímpia – 5º piso, Vila Olímpia
Temporada: 9 de janeiro a 1 de fevereiro de 2026.
Horário: sexta-feira, às 15h00 / Sábado, às 11h00 e 14h00 / Domingo, às 11h00 e 15h00
Ingresso: R$ 240,00 (Plateia VIP) / R$ 200,00 (Plateia) / R$ 140,00 (Balcão nobre) / R$ 50,00 (Balcão)
Capacidade: 801 lugares
Classificação: 12 anos

.: Mediação de leitura convida o público a ouvir histórias que o vento contou


Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.comFoto: divulgação

"O Vento Me Contou - Mediação de Leitura", com Vanessa Reis e Felínio Freitas, propõe um percurso sensível pela oralidade, pela imaginação e pelos saberes da terra. A atividade acontece de 10 de janeiro a 1º de fevereiro, aos sábados e domingos, das 15h00 às 17h00, na Biblioteca do Sesc Santos, com entrada gratuita e classificação livre, exceto nos dias 24 e 25 de janeiro.


Por meio da palavra falada, da escuta atenta e do compartilhamento de histórias, a mediação convida o público a um passeio por contos, lendas e imagens que evocam matas, rios, quintais de avós e memórias ancestrais. As narrativas despertam vínculos com a natureza, com o imaginário popular e com o mundo interior de cada participante, valorizando a literatura como espaço de encontro, pertencimento e transmissão de saberes.

Ao longo dos encontros, a leitura se transforma em experiência viva, em diálogo constante entre quem conta, quem escuta e as histórias que circulam. A proposta estimula a imaginação, fortalece a escuta coletiva e reconhece a oralidade como uma forma potente de conhecimento e afeto, atravessando gerações e territórios.


Sobre os mediadores
Vanessa Reis, natural de Santos, é mestre em Gestão de Políticas Públicas e atua na área cultural desde 2005, com ampla experiência em elaboração e gestão de projetos, curadoria e mediação em literatura, desenvolvendo ações voltadas à formação de leitores e ao acesso democrático ao livro.

Felínio Freitas é mestre em Artes pela UNESP, na linha de pesquisa Arte e Educação. Investiga as conexões entre os saberes de Exu, a pedagogia dos terreiros e a mediação de leitura em diferentes contextos, incluindo espaços fabris, articulando literatura, educação e ancestralidade.

Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta, das 9h00 às 21h30 | Sábados e domingos, 10h00 às 18h30   

Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida / Santos
Telefone: (13) 3278-9800        
Site do Sesc Santos
Instagram e Facebook: @sescsantos

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

.: "Katya Teixeira 30 Anos - A Arte do Encontro" no Sesc Belenzinho


Cantora faz show de lançamento do álbum "Kátya Teixeira 30 Anos - A Arte do Encontro". Foto: Beto Assem

No dia 10 de janeiro no Sesc Belenzinho recebe o cantora Katya Teixeira, o show será no Teatro, com ingressos de R$ 18,00 (Credencial Sesc) a R$ 60,00 (inteira). O show de lançamento do álbum de "Kátya Teixeira - 30 Anos de Música: a Arte do Encontro", celebra a trajetória da multiartista paulistana, reconhecida por sua pesquisa da cultura popular e fomento de artes e encontros, numa bela representação da música brasileira e latino-americana.

Kátya Teixeira é uma artista completa, que utiliza sua música como instrumento de expressão, conscientização e transformação social. Sua trajetória artística é marcada pela busca constante do encontro, pela troca de saberes e valorização da cultura popular brasileira e ibero-latino-americana, celebra a trajetória da multiartista paulistana, reconhecida por sua pesquisa da cultura popular e fomento de artes e encontros, numa bela representação da música brasileira e latino-americana.

O show que deu origem a este álbum ao vivo, "Kátya Teixeira - 30 anos de Música: a Arte do Encontro", foi realizado em 26 de julho de 2024, na Sala Adoniran Barbosa do Centro Cultural São Paulo, com casa lotada. O repertório foi cuidadosamente selecionado para remontar a trajetória da artista entre 1994 e 2024, apresentando um recorte de seu tempo e geração que muito contribuiu e continua a contribuir para a cena musical autoral. A banda base que acompanha Kátya é composta por renomados músicos brasileiros: Ricardo Vignini (viola caipira), Cássia Maria (percussão), Esther Alves de Araújo (acordeom e flautas) e Clara Bastos (contrabaixo acústico).

Kátya Teixeira conduzirá o público por uma viagem musical, com canções que remontam sua trajetória de 30 anos. O repertório do álbum e do show transita por sua discografia de 8 álbuns autorais e 6 singles, incluindo sucessos como "Canto Lunar" e "Maria, Estrela e Geraes".


Serviço
"Katya Teixeira – A Arte do Encontro: 30 Anos de Música"

Dia 10 de janeiro de 2026. Sábado, 21h
Local: Teatro (374 lugares)
Valores: R$ 60 (inteira); R$ 30 (Meia entrada), R$ 18 (Credencial Sesc)
Ingressos à venda no portal sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades Sesx
Classificação: 12 anos
Duração: 90 minutos


Sesc Belenzinho
Rua Padre Adelino, 1000 - Belenzinho / São Paulo
Telefone: (11) 2076-9700
sescsp.org.br/Belenzinho


Estacionamento

De terça a sábado, das 9h00 às 21h00. Domingos e feriados, das 9h00 às 18h00. 
Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 8,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 17,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional.


Transporte Público
Metro Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)

.: Psicóloga trans lança livro de histórias de cura e acolhimento de minorias

Para muitos considerado uma minoria descartável, as travestis são precursores em praticar o acolhimento aos seus pares. Nas ruas, os corpos desumanizados e as potências que reinventaram o cuidado muito antes de ele virar política pública ganha destaque no livro da psicóloga especialista em redução e danos Julia Bueno. “Nas Esquinas do Cuidado: Brenda Lee e a Redução de Danos” é fruto de sua tese de mestrado e que, agora, ganha as livrarias pela Editora Telha.

“Nas Esquinas do Cuidado” investiga as narrativas de pessoas trans e travestis sobre Redução de Danos, cuidado e transfobia, ampliando o debate sobre saúde e direitos humanos. A partir de uma perspectiva construcionista e feminista, a obra analisa como a Redução de Danos é entendida não apenas como tecnologia de saúde, mas como estratégia de sobrevivência que confronta as encruzilhadas do gênero e da vulnerabilidade social.

“Para mim foi muito importante perceber como existe uma narrativa que insiste em ver pessoas trans apenas como sujeitas marginalizadas que “precisam de cuidado”. Quando vamos a fundo na história, encontramos Brenda Lee, Cláudia Wonder, Jovana Baby e tantas outras que foram centrais na construção de políticas públicas e na transformação cultural do país. São trajetórias potentes, mas sistematicamente apagadas — quase como um projeto para nos expulsar da história e negar até o nosso direito à memória.” , afirma Julia Bueno, psicóloga e escritora

O livro discute como a transfobia permeia até mesmo espaços que se definem pela promoção de direitos, apontando a necessidade de abordar saúde de forma interseccional, considerando as condições estruturais que vulnerabilizam corpos trans. Ao iluminar essas experiências, a obra contribui para consolidar e expandir o campo da Redução de Danos, destacando a ética travesti como potência transformadora na promoção do cuidado.

“Nas Esquinas do Cuidado” também é uma homenagem à figura trans brasileira Brenda Lee, responsável por décadas atrás, tornar-se figura central no atendimento da população LGBTQIAPN+ antes mesmo dessa sigla ser criada. Seu cuidado, especialmente com pessoas soropositivas, foi um divisor de águas na atenção e no acolhimento dado a essa parcela da população ainda marginalizada em sua maioria. Compre o livro “Nas Esquinas do Cuidado”, de Julia Bueno, neste link.


Sobre a autora
Julia Bueno
é formada em Psicologia pelas Faculdades Integradas de Guarulhos-SP, especialista em Psicologia Política pela USP, mestra em Psicologia pela UFPE, doutoranda em Psicologia também na UFPE. É pesquisadora no GEMA (Grupo de estudos de gênero e masculinidades), também é redutora de danos, psicóloga clínica, poeta e escritora do livro de poesias “Amor & Revolta” e cofundadora do coletivo psicodelia baixo astral. Compre o livro “Nas Esquinas do Cuidado”, de Julia Bueno, neste link.

.: #LeituraMiau: as sequência de "Poesias Polêmicas" de Amador Maia


Por Cláudia Brino, escritora, ativista cultural e editora da Costelas Felinas

Em "Poesias Polêmicas 2", Amador Maia reafirma a poesia como território de confronto, denúncia e memória. A obra se debruça sobre uma das feridas mais abertas da sociedade contemporânea - o feminicídio - e o faz sem suavizações, sem metáforas confortáveis ou distanciamento estético. Trata-se de um livro que não busca apenas emocionar, mas inquietar, desestabilizar e exigir posicionamento.

Os poemas que compõem o livro funcionam como um memorial poético às mulheres assassinadas pela violência de gênero. Cada verso carrega a dor interrompida, o silêncio imposto, os sonhos abortados. Maia escreve a partir da urgência: seus poemas não pedem licença, não ornamentam a tragédia, não transformam a violência em espetáculo. Pelo contrário, expõem o horror cotidiano que muitas vezes é naturalizado, reduzido a números frios ou notícias efêmeras.

A linguagem direta e, por vezes, áspera, é uma escolha ética e estética. Ao evitar eufemismos, o autor recusa qualquer forma de complacência com a violência. Sua poesia é denúncia, mas também é luto coletivo. É o reconhecimento de que cada mulher assassinada representa uma falha social, política e cultural. Nesse sentido, o livro ultrapassa o campo individual da dor e aponta para estruturas históricas de opressão, machismo e silenciamento.

"Poesias Polêmicas 2" também se constrói como um gesto de resistência. Ao dar voz às que foram caladas Maia transforma a palavra poética em ato político. Há, nos poemas, uma tentativa de resgatar humanidade onde houve brutalidade, de devolver nome, corpo e memória a quem foi reduzida à estatística. A poesia surge, assim, como ferramenta de enfrentamento e de permanência: enquanto se escreve, a violência não é esquecida.

Mais do que um livro de poesia, a obra é um chamado à consciência. O autor convoca o leitor a sair da posição confortável de espectador e a refletir sobre seu papel diante dessa realidade persistente. Ler "Poesias Polêmicas 2" é aceitar o desconforto e compreender que a literatura pode - e deve - intervir no mundo.

Essencial e necessário, o livro de Amador Maia, Costelas Felinas Editora,  Reafirma o poder da poesia como instrumento de denúncia social e transformação. É um lembrete contundente de que a palavra, quando comprometida com a vida, pode manter acesa a memória das mulheres que partiram cedo demais e fortalecer a luta por justiça, dignidade e igualdade.

.: Chico Chico apresenta a turnê "Let It Burn / Deixa Arder" em São Paulo


Filho de Cássia Eller leva ao Cine Joia a fase mais visceral de sua carreira. Foto: Zabenzi

Chico Chico segue com a turnê nacional “Let It Burn / Deixa Arder”, que marca uma fase renovada em sua trajetória e leva ao palco o repertório completo de seu mais recente álbum. Depois de passar por diversas capitais brasileiras, o artista chega a São Paulo para uma apresentação única no dia 10 de janeiro de 2026, às 21h, no Cine Joia.

O espetáculo reúne as faixas lançadas pela gravadora Deck e evidencia a amplitude de influências que atravessam a obra de Chico, que transita entre o rock, referências brasileiras e elementos do folk. A turnê apresenta esse recorte sonoro em um formato direto, traduzindo a potência e o momento artístico atual do cantor.

A nova fase é também resultado da parceria com a LAGOSTAe, responsável pelo booking do artista, que passa a integrar um casting que inclui nomes como Nando Reis e Jorge Vercillo. “Chico é um artista novo, potente e autêntico, tudo o que acreditamos. Queremos levá-lo ainda mais longe. É uma dessas vozes que merecem circular mais, ocupar palcos e conquistar novos públicos. A turnê Let It Burn / Deixa Arder traduz bem essa força”, afirma Diogo Damascena, presidente da LAGOSTAe.

A estética do show acompanha a diversidade musical do álbum, que percorre diferentes linguagens e constrói momentos marcados pelo rock, pela música eletrônica e por ritmos da cultura popular brasileira. O disco apresenta a fase mais visceral do artista e inclui faixas como “Tanto Pra Dizer”, “Tempo de Louças”, “Let It Burn”, além da milonga “Lugarzinho”, o groove brasileiro de “Hora H” e a experimental “Parabelo da Existência”.

Chico revisita ainda clássicos em novas leituras, como “Vila do Sossego”, de Zé Ramalho, “Girl From The North Country”, de Bob Dylan, e “Four and Twenty”, de Stephen Stills. “Estou muito feliz com o álbum. Sinto como um trabalho coletivo, meu, do produtor Pedro Fonseca e dos músicos que participam. É uma nova etapa, e estou empolgado para seguir com a turnê 'Let It Burn – Deixa Arder'”, afirma o cantor.


Serviço - São Paulo
Chico Chico – Turnê “Let It Burn / Deixa Arder”
Sábado, dia 10 de janeiro de 2026
Horário: 21h00
Abertura dos Portões: 19h00
Local: Cine Joia
Endereço: Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade, São Paulo – SP, 01501-040
Classificação etária: 16 anos. Menores de 14 anos somente acompanhados dos pais ou responsáveis. Crianças até 24 meses no colo dos pais não pagam.

Setor e preços
Pista L1 - R$ 77,50 (meia) | R$ 97,50 (social) | R$ 155,00 (inteira)
Pista L2 - R$ 92,50 (meia) | R$ 112,50 (social) | R$ 185,00 (inteira)
Pista L3 - R$ 107,50 (meia) | R$ 127,50 (social) | R$ 215,00 (inteira)

Venda geral:
Limite: 6 ingressos por CPF | 2 meias
Parcelamento em até 10x com juros no site | Sem parcelamento na bilheteria.

Bilheteria oficial – Allianz Parque (Bilheteria A)
Rua Palestra Itália, 200 – Portão A – Perdizes – São Paulo/SP
Funcionamento: Terça a sábado, das 10h às 17h
Não funciona em feriados, emendas, dias de jogos ou eventos de outras empresas.
Sujeito à taxa de processamento, exceto pagamentos em dinheiro.

.: John Green expõe o mundo desigual em “Tudo É Tuberculose”

Autor de fenômenos editoriais como "A Culpa É das Estrelas" lança olhar único sobre infecção mais mortal de todos os tempos e mostra como ela moldou o passado e o presente da humanidade

John Green se tornou uma das vozes mais relevantes da literatura contemporânea com a publicação de romances como "A Culpa É das Estrelas" e "Cidades de Papel", que ganharam adaptações cinematográficas de sucesso e venderam mais de 5 milhões de exemplares no Brasil. Em janeiro, ele presenteia os leitores com uma obra singular, na qual lança seu olhar sensível sobre a doença infecciosa que mais mata pessoas em todo o mundo. Em "Tudo É Tuberculose: a História e a Reincidência da Nossa Infecção Mais Mortal", eleito Melhor Livro de Não Ficção no Goodreads Choice Awards 2025, Green entrelaça um panorama histórico e social da enfermidade à jornada emocionante de um jovem que enfrentou a doença.A tradução é de Cássio de Arantes Leite.

Em uma viagem a Serra Leoa, John Green conheceu Henry Reider, paciente do Lakka, hospital de referência no tratamento da tuberculose no país. Aos 17 anos, o jovem já havia passado uma década de sua vida lutando contra a doença. Apesar das dificuldades, fazia questão de animar os outros hospitalizados e comoveu o autor por lembrá-lo do filho, que tem o mesmo nome e jeito alegre. Impressionado com a história de Henry e com o imenso impacto da doença no país, Green se dedicou a pesquisar ostensivamente a enfermidade mais letal de todos os tempos.

O autor descobriu como a tuberculose esteve na raiz de grandes fatos históricos, que vão do início da Primeira Guerra Mundial à invenção do chapéu de caubói. Ele também destaca o papel de personagens importantes, como Sir Arthur Conan Doyle, o criador de Sherlock Holmes, que foi um dos médicos a pesquisar uma cura para a enfermidade, e o Dr. Alan Hart, homem trans, um dos pioneiros no uso da chapa de pulmão para diagnosticar a doença.

Ao retratar a história de Henry, Green demonstra como milhões de mortes poderiam ser evitadas anualmente com apoio financeiro para a prevenção e tratamento em países emergentes. Em Serra Leoa, por exemplo, além da indisponibilidade de medicamentos, a falta de alimentos, água e roupas quentes também compromete o tratamento dos pacientes. Por meio de dados e entrevistas com especialistas, o autor denuncia que a preservação de vidas é deixada de lado por órgãos governamentais e grandes corporações por não ser economicamente interessante.

Green também discute como o racismo e a xenofobia se apresentam como obstáculos para a difusão da cura. No passado, quando a tuberculose havia se disseminado entre a maior parte da população europeia, era considerada uma doença “lisonjeira”, que deixava os homens mais criativos e sensíveis e as mulheres com aparência mais desejável para os padrões da época  — pele pálida, rosto corado pela febre e magreza excessiva. Entretanto, com a popularização da cura no norte global, a tuberculose passou a ser associada a grupos marginalizados, como as populações pretas, asiáticas e LGBTQIAPN+.

“A doença de Henry, na verdade, não se devia ao bacilo de Koch, e sim às forças históricas com que nos deparamos ao longo deste livro. Henry era a encarnação da spes phthisica; um rapaz sensível e poético. No entanto, não era tratado como um poeta iluminado e belo condenado à morte pelas mesmas forças prodigiosas que o agraciaram com suas faculdades criativas. Sua doença era um produto do empobrecimento de Serra Leoa ao longo dos séculos, de um sistema de saúde esvaziado pela colonização, pela guerra e pelo ebola, de um mundo que parou de se importar com a tuberculose assim que ela deixou de representar uma ameaça para os ricos". Compre o livro "Tudo É Tuberculose", de John Green, neste link.


Sobre o autor
John Green é um dos escritores norte-americanos mais queridos pelo público jovem e igualmente festejado pela crítica. É autor best-seller do New York Times, premiado com a Printz Medal, o Printz Honor da American Library Association e o Edgar Award, e foi duas vezes finalista do prêmio literário do LA Times. Compre os livros de John Green neste link.


TUDO É TUBERCULOSE, de John Green




Páginas: 192


Editora: Intrínseca


Livro impresso: R$ 69,90


E-book: R$ 46,90

.: “Círculos Ancestrais” convoca o público a dançar a origem do mundo


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com
Foto: divulgação

O espetáculo circense “Círculos Ancestrais”, da Trupe do Mar, será apresentado na sexta-feira, 16 de janeiro, às 20h00, no auditório do Sesc Santos. A montagem convida o público a uma experiência sensorial que une circo contemporâneo, dança e musicalidade para revisitar a origem do mundo a partir da cosmovisão tupi-guarani, celebrando os saberes ancestrais dos povos originários por meio do corpo em movimento.

Inspirado nas obras “Tupã Tenondé” e “O Menino Trovão”, de Kaká Werá Jecupé, o espetáculo constrói uma narrativa poética que traduz mitos fundadores em imagens, gestos e ritmos. A cena se organiza em torno do símbolo do círculo - elemento sagrado presente em diversas culturas indígenas - que se manifesta por meio da roda Cyr, do crossed wheel, da dança e do uso expressivo dos bambolês. Cada movimento propõe um elo entre passado e presente, céu e terra, corpo e espírito.

Com músicas originais e sonoridades inspiradas nas tradições indígenas, o espetáculo transforma o palco em um território encantado, onde natureza, ancestralidade e imaginação se entrelaçam. A trilha sonora, executada ao vivo, amplia a dimensão ritualística da encenação, reforçando a ideia de celebração e pertencimento. O resultado é uma obra que não apenas narra histórias, mas convida o público a senti-las, criando um espaço de escuta, contemplação e reconexão com a memória coletiva.

Voltado para todas as idades, “Círculos Ancestrais” propõe um encontro afetivo entre gerações, despertando curiosidade, respeito e sensibilidade em relação às culturas originárias. Com duração de 50 minutos, o espetáculo reafirma o circo como linguagem potente de transmissão de conhecimento, poesia e resistência cultural. Os ingressos custam R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (meia-entrada) e R$ 12,00 (Credencial Plena).


Ficha técnica 
Espetáculo "Círculos Ancestrais"

Idealização: Thays Oliveira 
Direção: Jande Kodo Potyguara 
Elenco artístico: Thays Oliveira e Jorge Olivares 
Orientação cênica: Kelly Cheretti 
Produção Musical: Esporos e cogumelo Selvagem 
Músico Convidado: Kuaray Orea 
Figurinos: Costurices da Jô 
Realização: Trupe do Mar 
Duração: 50 minutos 


Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta, das 9h às 21h30 | Sábados e domingos, 10h às 18h30   

Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida / Santos
Telefone: (13) 3278-9800        
Site do Sesc Santos
Instagram e Facebook: @sescsantos

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