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sexta-feira, 4 de setembro de 2026
.: Música: Barbara Rocha apresenta material autoral em turnê intimista
.: Com “World Ablaze”, Luiza Girardello estreia em disco autoral
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação
sexta-feira, 28 de agosto de 2026
.: Grupo Equale canta a obra de Aldir Blanc no álbum “Salve, Aldir!”
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Fotos: divulgação
.: Há 92 anos, nascia Sylvia Telles, a voz da Bossa Nova
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Fotos: divulgação
Há 92 anos, nascia no Rio de Janeiro a cantora Sylvia Telles, a voz que serviu como a imagem da Bossa Nova. Com personalidade forte e cativante, ela acabou influenciando várias outras canypras com sua interpretação peculiar e moderna. Sempre a frente de seu tempo. Sylvia D´Atri Telles nasceu em uma família que tinha a música sempre próxima. Embora fosse atraída inicialmente pela dança (ballet clássico) eLa acabou se descobrindo como intérptrete estimulada pelo seu irmão mais velgo, Mario Telles, que tinha discos e já atuava na música.
sábado, 22 de agosto de 2026
.: "Revolver" 60 anos: a arma dos Beatles era a inovação
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
: MPB-4 e Orquestra Petrobras revivem clássicos da nossa música
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação
terça-feira, 18 de agosto de 2026
.: “Djavan - Dizem que o Amor Atrai” revela histórias por trás da trajetória
Livro de Tiago Ramos e Mattos revisita a infância em Maceió, a descoberta do violão, a censura na ditadura e episódios pouco conhecidos da carreira de um dos grandes nomes da MPB
Celebrando cinco décadas de carreira, Djavan ganha um novo olhar sobre sua trajetória em “Djavan - Dizem que o Amor Atrai”, livro de Tiago Ramos e Mattos, publicado pela editora Trend Editora. A obra mergulha nas memórias, nos afetos e nas experiências que ajudaram a formar a identidade artística de um dos compositores mais marcantes da música popular brasileira. A narrativa começa na infância, em Maceió, e destaca a presença de Dona Virgínia, mãe do artista, na formação de sua personalidade.
O autor também investiga a relação de Djavan com as próprias raízes, a ancestralidade africana e a natureza, elementos que atravessam sua produção musical e ajudam a compreender a maneira particular como ele transforma sentimentos e observações do cotidiano em canções. Um dos momentos decisivos dessa trajetória aconteceu aos 16 anos, quando Djavan descobriu o violão e deixou para trás o desejo de se tornar jogador de futebol profissional. A mudança de rumo o levaria posteriormente ao Rio de Janeiro e ao início de uma carreira que alcançaria projeção nacional e internacional.
Para construir o perfil do músico, Tiago Ramos e Mattos conversou com familiares de Djavan, entre eles um sobrinho, a esposa dele e uma sobrinha-neta. O pesquisador também revisitou espaços ligados à infância do cantor em Maceió, buscando elementos que ajudassem a ampliar a compreensão sobre suas origens e relações afetivas. O livro ainda recupera histórias que despertam a curiosidade dos fãs. Entre elas estão o verdadeiro significado de “Flor de Lis”, a parceria que quase aconteceu entre Djavan e Michael Jackson, além de músicas censuradas durante a ditadura militar e composições inéditas.
Ao acompanhar cinco décadas de criação, o autor apresenta um Djavan atravessado por conquistas, perdas, preconceitos, paixões, relações familiares, posicionamentos políticos e constantes reinvenções. O resultado é um retrato que aproxima o leitor do homem por trás das canções e mostra como experiências pessoais podem se transformar em matéria-prima para a criação artística. Com pesquisa e relatos de pessoas próximas ao cantor, “Djavan - Dizem que o Amor Atrai” amplia o olhar sobre uma trajetória construída entre música, memória e identidade. A publicação também ajuda a entender como um jovem alagoano que sonhava com o futebol encontrou no violão o caminho para construir um dos repertórios mais reconhecidos da MPB. Compre o livro “Djavan - Dizem que o Amor Atrai”, de Tiago Ramos e Mattos, neste link.
Sobre o autor
Doutor em Língua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Tiago Ramos e Mattos dedica-se ao estudo de narrativas e à trajetória de grandes personalidades brasileiras. Antes de escrever sobre Djavan, publicou “Silvio Santos vem aí: a biografia-reportagem do ‘patrão’”, livro dedicado à história de um dos principais comunicadores do país. Compre os livros de Tiago Ramos e Mattos neste link.
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
.: Renan Oliveira canta a nova edição de “Os pagodes Que a Gente Gosta”
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação
Em um momento em que o mercado da música redescobre a força dos medleys e da nostalgia como estratégia para conquistar novas gerações, Renan Oliveira segue apostando em um caminho que já virou marca registrada de sua carreira. Depois de a primeira parte do audiovisual “Os Pagodes Que a Gente Gosta – Volume 3”, já ultrapassou de 3 milhões de reproduções nas plataformas digitais em poucas semanas, o cantor lança a segunda etapa do projeto gravado na Quadra da Portela; no Rio de Janeiro, tendo como destaque o encontro inédito com Thiago Soares.
A parceria acontece no medley “Entre a Cruz e a Espada / Namorada Nota Dez / História Combinada”, escolhido como faixa foco do lançamento. O encontro reúne dois artistas identificados com o pagode romântico em um repertório que atravessa diferentes gerações e reforça a proposta do projeto: revisitar clássicos que permanecem vivos na memória afetiva do público, sem abrir mão de uma interpretação contemporânea.
Gravado diante de cerca de quatro mil pessoas na Quadra da Portela, o audiovisual mostra que existe espaço para um pagode que cresce menos pela lógica dos desafios virais e mais pela conexão emocional com o público. O repertório reúne canções que marcaram os anos 1990 e 2000, período considerado um dos mais férteis da história do gênero, e transforma sucessos conhecidos em medleys que mantêm a energia de uma roda de samba.
A nova etapa também consolida o crescimento do projeto “Os Pagodes Que A Gente Gosta”, que já realizou mais de dez edições, passou por diferentes cidades brasileiras, reuniu públicos superiores a 15 mil pessoas e acumula mais de 64 milhões de reproduções considerando os lançamentos anteriore
sábado, 8 de agosto de 2026
.: Globoplay lança último episódio da série "Meu Nome É Preta"
Capítulo final chega ao streaming neste sábado, dia 8 de agosto, destacando a transparência da artista diante do câncer e seus grandes amores. Foto: divulgação
sexta-feira, 7 de agosto de 2026
.: Rodrigo Vellozo idealiza álbum que revisita a obra de Benito Di Paula
sexta-feira, 31 de julho de 2026
.: O Baú da Hora Fértil": documentário inédito desvenda história dos Tribalistas
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação
A obra, viabilizada em parceria com o Curta!, chegará ao canal com exclusividade no primeiro semestre de 27. Antes, no entanto, participa de festivais nacionais e internacionais. A produção é da Phonomotor, Kappamakki e Estúdio Morro Dois Irmãos.
Além da pré-estreia, o 4º Curta! Festival realiza na terça, 4, e quarta, 5, atividades presenciais gratuitas abertas ao público com retirada de senhas no Sympla neste link. Serão realizadas masterclasses com o cineasta Jorge Furtado e com o pesquisador de imagens Antônio Venâncio; sessões ‘Sala de Montagem’, com exibição de trechos exclusivos e bate-papo com profissionais das equipes dos longas “Dos à Deux”, de Roberto Bomtempo, “Aqueles Olhos de Carvão Acesso”, de Isabella Poppe, e “Gonzaguinha, da Maior Liberdade”, de Susanna Lira; além de um debate sobre “As Novas Fronteiras da Pós-Produção” reúne os profissionais Marcelo Pedrazzi e Thiago Anjos.
As atividades marcam a última etapa do evento, iniciado com exibição e votação de cerca de 170 produções de ficção e documental, entre filmes e episódios de séries. Os vencedores serão conhecidos na sexta, 7, em evento com transmissão ao vivo pelo youtube do canal: https://www.youtube.com/@canalcurta/streams.
quarta-feira, 29 de julho de 2026
.: Ivan Lins lança álbum dedicado ao samba com grandes parcerias
"Sambadouro" traz composições da carreira do músico carioca com arranjos tradicionais do samba, além de uma faixa inédita. Na imagem, capa do álbum. Projeto gráfico: Alexandre Amaral
.: Clássico, “Coisas”, de Moacir Santos, é relançado no mês do centenário
Um dos maiores músicos do Brasil, Moacir Santos teria completado 100 anos dia 26 de julho, mesmo mês que a Polysom repõe em estoque o clássico absoluto, “Coisas” (1965). Primeiro álbum do compositor, maestro e professor pernambucano, “Coisas” apresentava a inovadora música de Santos, que trazia elementos do jazz, ritmos afrobrasileiros e música erudita.
Cultuado tanto no Brasil como no exterior, “Coisas” foi considerado um dos 100 maiores discos de jazz pelo crítico americano Ben Ratliff no livro “The New York Times Essential Library: Jazz: A Critic's Guide to the 100 Most Important Recordings”. A edição de “Coisas” em LP, pela Polysom, foi lançada em 2013 dentro da coleção “Clássicos em Vinil” e continua em catálogo até hoje, tendo sempre alta procura.
.: "Memórias Póstumas", novo álbum de Jão, mostra evolução e profundidade
Por Pedro Só, jornalista e crítico musical. Foto: Hugo Comte
"Memórias Póstumas", novo álbum de Jão, mostra evolução e profundidade de um ídolo pop de primeiro time. Este quinto álbum é um disco de expansão e avanço. Um grande passo, um salto, um grand jeté de um artista cada vez mais original. Perto de celebrar dez anos de sua estreia fonográfica (com o single “Dança Pra Mim”, que remonta a novembro de 2016), Jão chega ao quinto álbum de estúdio com assinatura própria e graciosa caligrafia lapidada, sem pedir licença a ninguém no mais alto patamar do que pode se chamar de pop adulto brasileiro.
“Memórias Póstumas” é pop com transcendência e transitoriedade, feito pelas regras da arte, território onde o confessional pode brincar de esconde-esconde com o eu lírico, deslocando pontos de vista, confundindo e, claro, encantando. Foi composto e inspirado num período de interrupção dos shows e recolhimento da vida digital de Jão, marcado pela perda de seu pai — que está presente na primeira faixa, “Catedral” (que reflete sobre a morte a partir de sua partida) e em outros pontos do disco. “É algo que ainda não processei e acho difícil que aconteça, porque meu pai ainda é muito presente. E as pessoas sempre têm receio de falar sobre ele comigo, mas elas não sabem que eu adoro falar sobre ele, mantê-lo vivo.”
Esgotados os quatro elementos (terra, ar, água e fogo) associadas conceitualmente aos álbuns passados, o novo trabalho é, como o próprio Jão define, “uma história com começo, mas sem fim”. Mais complexa, mais aberta a interpretações. O artista mudou as faixas até o último segundo antes da entrega. “Memórias Póstumas” não foi escrito de maneira linear. “Eu fiz as pazes com isso. São vários caquinhos, sentimentos que você ainda não sabe o nome e um monte de vômitos de palavras que você vai remontando e que, quando você se afasta, revelam a figura toda. A ordem deste disco está pautada em não achar uma solução para a maior pergunta dele”, comenta.
Ao apresentar a lista de faixas do álbum nas redes sociais, ele as definiu como “músicas sobre a vida, nem sempre como ela é”. O título remete a “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, clássico de Machado de Assis (1839-1908) —- a famosa dedicatória do romance, “ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver”, aparece elipticamente nos versos da última faixa, a gótico-romântica - no sentido literário e no temático também - “Memórias Póstumas” (“tente não ser o primeiro a roer as frias carnes do meu corpo passageiro”).
“Neste disco, a vida e a literatura são a mesma coisa. Quando comecei a escrever, eu precisava usar as palavras para dar novos significados às coisas”, diz Jão. Ele cita “Memórias Crônicas e Declarações de Amor”, de Marisa Monte, “MTV Acústico”, do Kid Abelha, e “Ray of Light”, de Madonna, entre as inspirações musicais desse período de composições ultrafértil, apesar de ser o que ele cita como “o mais sem método” entre todos os seus discos.
“Tudo começou com frases e pela forma como eu estava quase vomitando elas, blocos e blocos de notas, com frases soltas como ‘já construí todos os cenários, e se não for com você?’ (em ‘O Arquiteto’). Algumas muito boas e outras péssimas. Foi um fluxo muito grande de pensamentos, que em outros discos, eu teria me censurado e pensado no que seria ‘perfeito’. Mas combinamos que neste álbum seria diferente, escreveríamos o quanto quiséssemos, e quando estivéssemos mais centrados, iríamos editar e polir com muita delicadeza. Na nossa última conta, foram 68 músicas, que viraram 14”.
Jão é autor de 13 das 14 canções do álbum, oito em parceria com Pedro Tófani, seu namorado e diretor criativo de seus shows. Pedro escreveu sozinho a belíssima “João”, com um texto sobre casal em idas e vindas, contemplando separação, que remete a mestres da cartografia sentimental popular brasileira (Roberto e Erasmo Carlos, Altay Veloso). “Contar pras famílias e descartar os nomes que pensamos para os nossos filhos: Maria, Francisco e o seu, que é o meu favorito”, canta Jão.
Ele assina a produção de todas as faixas, dividindo a maioria delas com Zebu, o produtor e músico paulista Guilherme Santos Pereira, com quem trabalha direto desde “Pirata”, e duas (“Catedral” e “Eu Sempre Volto”) com Janluska e Gabriel Duarte, responsáveis por trabalhos de Marina Sena e Anavitória. “Eu e Zebu gostamos muito de esmiuçar as coisas, procurar aquele timbre que ninguém vai prestar atenção, mas que é o nosso favorito. Ele já se acostumou com a dinâmica que temos, eu e Pedro (Tófani) compondo juntos, que é confusa, então é sempre muito confortável estar com ele”, comenta Jão. O time mais presente no estúdio ganhou uma nova adição, Érica Silva, tocando baixo e violão em várias faixas (também autora do arranjo de cordas de “Eu Sempre Volto”). “Eu sempre fico muito nervoso pra trabalhar com pessoas que não conheço, porque sou um pouco específico e acho que bastante irritante também. Mas fiquei surpreso com a genialidade musical dela, às vezes eu queria que ela ficasse tocando os dois mil instrumentos que ela sabe tocar”, elogia Jão.
Um destaque nos arranjos é a presença de flautas, tocadas por Audryn Souza, trazendo delicadeza e um toque barroco diferenciado a momentos diversos. Jão explica: “Este é um álbum muito cotidiano, de ver a beleza nos detalhes do dia a dia, e eu queria um instrumento que fosse muito singelo e brasileiro para representar isso. A flauta está no disco quase como uma mensageira, em ‘Por Você’, ‘Aurora’, ‘Literatura’”.
A religiosidade está presente não só nas letras, mas também em referências musicais do álbum. “Eu sempre fui uma pessoa muito espiritual, desde criança. E apesar de ter estudado a vida toda em uma escola franciscana e ter crescido com esses símbolos católicos, já passeei por muitas religiões. Não sei em busca de quê, sinceramente. Mas tem algo dentro de mim que tem fome pelo inexplicado, pelo oculto… e esses símbolos são marcados quase como uma programação dentro de uma criança do interior de São Paulo. A austeridade das figuras cristãs, da culpa, da obediência. Tudo isso tem muito a ver com uma relação pai e filho. E acho que a música foi a coisa que mais se aproximou desse sentimento que eu busco tanto”.
Jão também usou áudios dos pais e amigos, registrados no fim da última turnê. “Eu queria guardar isso em música. Pra que meus filhos entendam, conheçam a voz dele. E como a gente se fala de forma quase musical, foi bem natural encaixar isso nas músicas”. Na épica “O Amor”, Jão e Zebu dividem os créditos com o veterano Marco Mazzola, produtor de clássicos da MPB, de Raul Seixas e Rita Lee, que agregou à ficha técnica o legendário Rick Ferreira, fiel escudeiro de Raul Seixas, no violão de cordas de aço, e o baixista Paulo César Barros, fundador de Renato & Seus Blue Caps, mais de seis décadas de serviços prestados à música brasileira.
“Quando eu, Zebu e Pedro convidamos o Mazzola, era justamente pela admiração de toda a carreira dele e como os músicos que rondam o seu ecossistema são fodas. Fico muito honrado por eles terem feito parte deste disco.” O arranjo épico tem espaço ainda para o brilho do coral de vozes e a seção de metais, com destaque para Diogo Mandu Duarte no trompete e no flugelhorn, emoldurando versos marcantes como “eu acho horrível e bonito que o amor não escolhe pra onde vai”.
“Memórias Póstumas” é o primeiro álbum que há mais de uma faixa escrita e produzida exclusivamente por Jão. Também é o primeiro álbum em que há uma faixa, “João”, onde ele não assina a letra — mas produz e toca todas as “teclas”. Confortável ocupando esse lugar, ele lamenta por demorar muito no processo. “É algo que eu gostaria de ter mais tempo para explorar. Adoro ser o dono das minhas coisas, sempre quero comemorar e sofrer por decisões que foram minhas, e não de outras pessoas. E esta faixa só existe porque foi feita pelo Pedro, que é a pessoa que divide a vida comigo, então meu ego deixou acontecer”.
sexta-feira, 24 de julho de 2026
.: Deep Purple segue no hard rock setentista com o lançamento de "Splat!"
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.
A banda britânica Deep Purple está com material novo na praça. Na contramão da tendência atual do mercado fonográfico, o veterano grupo apresenta 13 cançoes inéditas no formato de um álbum convencional. E se mantém fiel a sonoridade baseada no hard rock da década de 70. Da formação considerada clássica, há três integrantes: Ian Gillan (vocal), Roger Glover (baixo) e Ian Paice (bateria). Complementam a formação Don Airey (teckados) e Simon McBride. Formação essa, aliás, que mostra um entrosamento incrível nesse novo disco intitulado "Splat!".
O grande acerto nesse álbum foi investir em um material mais básico, com canções mais curtas e diretas e sempre baseadas no rock dos anos 70. Os riffs de guitarra são marcantes e se por um lado o vocal de Ian Gillan já não consegue alcançar os antigos agudos, ele se moatra perfeitamente adaptado a sonoridade atual. Há também os tradicionais duelos de solos da guitarra com o órgão Hammond. Don Airey e Simon McBride são excelentes músicos e conseguem entregar aquilo que o ouvinte fã de hard rock gosta de ouvir. Nem preciso falar das performances de Ian Paice e Toger Glover, ambos mestres em seus respectivos instrumentos.
Há uma parcela dos críticos na imprensa que defende a aposentadoria da banda. Entretanto, se essa mesma parcela ouvir com atenção esse "Splat!" terá a oportunidade de mudar de opinião. Deixem os veteranos seguirem-na trilha do hard rock enquanto eles se sentirem motivados. Os fãs do grupo agradecerão.
Deep Purple - "Arrogant Boy"
quinta-feira, 23 de julho de 2026
.: "Sentimento Louco": Marília Mendonça ganha primeira exposição sensorial
"Marília Mendonça - Sentimento Louco" convida o público a viver uma experiência imersiva inédita sobre a vida, a obra e o legado da artista a partir do dia 9 de outubro. Vendas de ingressos abrem nesta quinta-feira, dia 23 de julho. Mostra conta com patrocínio de Amazon Music e Amazon Prime, que lançam, no dia 16, um documentário homônimo sobre a vida e obra da cantora sertaneja. Na imagem, o projeto 3D da sala da exposição intitulada "Infiel – Closet", voltada à identidade visual da cantora
A voz que transformou a música sertaneja e marcou uma geração ganha agora uma homenagem à altura de seu legado. Hoje, 22 de julho, dia em que Marília Mendonça completaria 31 anos de idade, o MIS - Museu da Imagem e do Som de São Paulo anuncia, para o dia 9 de outubro, a exposição “Marília Mendonça - Sentimento Louco”, a primeira grande mostra dedicada à trajetória da artista. Realizada em parceria com a Axon Content, a exposição conta com patrocínio de Amazon Music e Amazon Prime, que lançam, no dia 16, um documentário de mesmo nome sobre a vida e obra da cantora sertaneja.
Sobre o documentário “Marília Mendonça - Sentimento Louco”
Com acesso exclusivo a arquivos pessoais e depoimentos de amigos, familiares e parceiros de estrada, a produção revela os bastidores de uma carreira construída com verdade, talento e emoção. Marília conquistou uma legião de fãs com seu carisma e seu amor incondicional pela música. Mesmo após sua partida precoce, sua voz segue ecoando por todo o Brasil, reafirmando sua força, sensibilidade e o legado eterno da Rainha da Sofrência. A série é produzida pela Chatrone e Kromaki, e dirigida por Susanna Lira. Valentina Castello Branco, Gabriela Altaf e Fabiana Assis integram o time de roteiristas.
segunda-feira, 20 de julho de 2026
.: “Preta Gil nunca teve medo”, destaca Mini Kerti em "Meu Nome É Preta"
Produzida pela Conspiração, série de quatro episódios se aprofunda em momentos íntimos da trajetória da artista, com depoimentos inéditos de familiares e amigos. Imagem: divulgação
Conhecida pela irreverência, amor escancarado pelos amigos e a coragem de viver sem filtros, a cantora Preta Gil fez da vida uma celebração de afeto e liberdade. Um ano após o falecimento dela, o público poderá revisitar sua trajetória a partir desta segunda-feira, dia 20 de julho, com a estreia da série "Meu Nome É Preta", original do Globoplay. Dividida em quatro episódios, a produção reconstrói a história da artista a partir do olhar daqueles que compartilharam sua vida, compondo um mosaico afetivo sobre seu legado. Produzida pela Conspiração e dirigida por Mini Kerti, a obra terá o primeiro episódio disponível e aberto para todo o público, incluindo não assinantes do streaming.
Para dar forma a essa narrativa, a produção resgata registros históricos e familiares raros, incluindo filmes inéditos em Super 8 de sua infância na Bahia, a vivência de Gilberto Gil e Sandra Gadelha, e imagens comoventes do seu irmão Pedro Gil, falecido em 1990. Em contraste com essa atmosfera íntima, os arquivos de mídia dos anos 2000 relembram os embates públicos enfrentados pela cantora, evidenciando seu pioneirismo ao pautar discussões sobre corpo, orientação sexual e diversidade quando esses temas ainda eram tabus. “Fizemos um recorte que narra sua vida a partir dos acontecimentos marcantes que mudaram seu rumo: a morte do irmão mais velho ainda na adolescência, o primeiro disco em que posou nua na capa, a criação da Noite Preta, depois o Bloco da Preta”, descreve a diretora Mini Kerti.
Com depoimentos inéditos que se transformam em verdadeiras cartas de amor, a obra conta com a participação especial de amigos, como Carolina Dieckmmann, Regina Casé, Duh Marinho, Gominho, Ivete Sangalo, Hugo Gloss, Alice Carvalho e Ana Carolina, bem como de familiares, entre eles, Gilberto Gil, Sandra Gadelha, Fran Gil, Flora Gil, Bela Gil, Otávio Muller e Davi Moraes, que revelam momentos importantes da jornada de Preta. A presença marcante da artista se reflete na própria estrutura da série, que coloca Preta Gil como narradora de sua história, num “diálogo” com os amigos e parentes, guiando o público por meio de um extenso trabalho de pesquisa que recupera entrevistas concedidas por ela ao longo de toda a vida. O vasto material de arquivo aborda desde o seu nascimento, passando pela maternidade, sua atuação pioneira como empresária, até sua forte ligação com o Carnaval.
Segundo a diretora Mini Kerti, a produção evidencia a personalidade monumental de Preta, mas sem perder a sensibilidade dos bastidores. “A série mostra que Preta Gil nunca teve medo de revelar a sua essência para o mundo. Ela se conectava de forma generosa com as pessoas e se expunha impiedosamente. Ela não criava pautas, ela era a própria pauta”, pontua.
A produtora Luísa Barbosa complementa: “O que mais surpreende ao mergulhar na história de Preta Gil é a coerência radical entre a pessoa pública e a privada. Fica claro que aquela personalidade expansiva, generosa e sem filtros que o público via era exatamente quem ela era na intimidade. Contar sua história é reconhecer a força de quem escolheu viver com autenticidade, mesmo sob julgamento constante, e evidenciar o impacto real que isso teve na cultura e no imaginário coletivo”.
A preservação dessa memória e legado estende-se para além do streaming, integrando o projeto "Quanto Mais Preta Melhor" uma homenagem da Globo à trajetória e à força da artista. No dia 20 de julho, mesma data de estreia da série do Globoplay, a TV Globo exibe o filme documental "Preta - Eu Não Ando Só". O projeto nasceu de um pedido da própria Preta Gil e é focado em sua luta contra o câncer, construído com imagens de celular gravadas por ela mesma e por sua rede de apoio durante o tratamento. O filme tem direção artística de Monica Almeida, direção de Sandra Kogut, roteiro de Renato Terra, produção executiva de Fernanda Neves e produção de Elaine Sá.
No Globoplay, os episódios de "Meu Nome É Preta" terão publicação semanal, chegando ao streaming às segundas-feiras. O quarto e último episódio será lançado em uma data especial: no sábado, dia 8 de agosto, celebrando a efeméride de aniversário de Preta Gil. A série Original tem direção de Mini Kerti, produção de Carolina Jabor, Luísa Barbosa e Renata Brandão, roteiro de Victor Nascimento e produção associada de Flora Gil. O primeiro episódio estará disponível também para não assinantes. Confira a entrevista com a diretora Mini Kerti e com a produtora Luísa Barbosa.
Que significado tem, para você, contar a história de uma mulher como a Preta Gil?
Mini Kerti - Eu chorei vários dias, nas filmagens e na ilha de edição. Preta foi muito ela mesma, sob milhares de holofotes e, muitas vezes, incompreendida, o que não é nada simples. Mas mesmo assim foi construindo uma rede enorme de afetos. Pra mim, contar a história dela é um grande desafio e uma enorme alegria.
Como a trilha sonora foi pensada para dialogar com a história de Preta?
Luísa Barbosa - A trilha sonora segue esse retrato íntimo e histórico, começando nas referências formativas de Preta, como os Doces Bárbaros e o rock anos 80 da sua prima Marina Lima, até chegar na própria carreira de Preta, marcada pela mistura de gêneros como axé, funk, MPB e pop.
O que mais surpreendeu ao mergulhar na história da Preta durante o processo da série?
Mini Kerti - A liberdade. Preta era livre e profundamente fiel a si mesma, sem medidas.
Quais critérios orientaram a escolha dos amigos e pessoas próximas que aparecem na série?
Luísa Barbosa - Adotamos dois critérios centrais: reunir pessoas que ajudassem a cobrir diferentes momentos da linha do tempo de sua vida e, ao mesmo tempo, que representassem as muitas facetas que ela assumiu: filha, irmã, mãe, avó, amiga, empreendedora, influenciadora, ativista e cantora.
Preta Gil sempre foi uma voz ativa em diferentes temas da atualidade. Como esses pilares foram abordados na narrativa da série?
Mini Kerti - Esses temas diversos aparecem por meio da própria história de vida da Preta, com suas palavras, atitudes e pensamentos. De maneira clara, pessoal e íntima.
Que novas perspectivas a obra traz sobre sua história e legado?
Luísa Barbosa - Ao colocar a própria Preta como narradora de sua história, a série revela suas contradições, fragilidades e afetos, oferecendo um retrato muito mais humano, profundo e complexo de sua biografia.
sexta-feira, 17 de julho de 2026
.: "Foreign Tongues": Rolling Stones desafiam o tempo em novo álbum
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.
A cada novo álbum dos Rolling Stones, o público acaba se surpreendendo de forma positiva. Os seus veteranos integrantes recusam solenemente uma eventual aposentadoria e seguem produzindo ótimas canções que mesclam as suas principais influências musicais, entre elas o blues e a música folk americana, além dos pioneiros do rock como Chuck Berry.
Em "Foreign Tongues", que acaba de ser lançado em formato físico e nas plataformas digitais, a fórmula se repete e da muito certo. A exemplo do que ocorreu no disco anterior, o produtor Andrew Watt manteve intacta a formula dos Stones, sem se preocupar em soar mais contemporâneo. Mick Jagger (vocal ) e Keith Richards (guitarra e backing vocals) assinam a maior parte da autoria das canções, enquanto Ron Wood cumpre seu papel no grupo nos solos e guitarra base.
O disco abre com "Rough And Twisted", um blues rock bem ao estilo dos Stones. E segue com a animada "In The Stars" que tem um forte apelo radiofônico nos riffs e no refrão. Nessas duas faixas o vocal de Jagger esta limpo e impecável, assim como em todas as demais.Steve Jordan (batéria) e Daryl Jones (baixo) complrmentam a banda. Na faixa "Covered In You" o ex-beatle Paul McCartney participa tocando baixo, enquanto Steve Winwood participa de várias faixas tocando teclados. E a banda gravou um cover de "You Know I'm No Good", de Amy Winehouse, que ficou acima da média. Os Stones não são highlanders do rock. Mas é fato que eles seguem desafiando o tempo. Pelo menos enquanto se sentirem capazes de dar conta do recado.
sexta-feira, 10 de julho de 2026
.: Crítica musical: Alceu Valença, 80 anos de genialidade musical
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.
Um dos nomes mais importantes da nossa MPB, o pernambucano Alceu Valença completou 80 anos mantendo a mesma disposição para produzir verdadeiras pérolas musicais com aquele tempero nordestino inconfundível e irresistível.
Alceu é um talento multifacetado. Além da música teve passagens marcantes no cinema e até na literatura com um livro de poesias, Mas foi na música que ele se tornou conhecido, mesclando as influências musicais de Luiz Gonzaga e de Jackson do Pandeiro com outras que ele ouvia nas rádios.
Seu primeiro disco foi gravado em parceria com o igualmente genial Geraldo Azevedo em 1973. No ano seguinte lança o disco Molhado de Suor, frequentemente apontado como um de seus melhores trabalhos. E desde então não parou mais.
Basta um breve olhar em sua discografia para perceber a riqueza de sua obra. Álbuns como o "Espelho Cristalino" (1975), "Coração Bobo" (1980), "Cavalo de Pau" (1982). "Anjo Avesso" (1983) e "Mágico" (1985), só pra citar alguns exemplos, reúnem uma coleção de canções antológicas, algumas até se tornaram hits nas rádios, como a irresistível Tropicana.
A genialidade de Alceu se explica pelo fato de ele se manter autèntico, sem se render para concessões comerciais impostas pelas grandes gravadoras. E essa postura só comprovou que sua obra sempre teve o apelo popular. Basta ver seus shows sempre com grande presença de público.
Para nossa felicidade, Alceu segue em pela atividade comemorando merecidamente os seus 80 anos. E tomo emprestado os versos da canção Sete Desejos: E agora penso que a estrada/Da vida, tem ida e volta/Ninguém foge do destino/Esse trem que nos transporta.
"Coração Bobo"
.: “Tomo Controle Contigo”, novidade: Suzy McCalley lança novo single
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.
A cantora brasileiro-americana Suzy McCalley está lançando um novo single. Bebendo na fonte das músicas brasileira e americana, Suzy está lançando a música “Tomo Controle Contigo”, pela Ada Brasil Music em todas as plataformas musicais. “A inspiração para essa música é o posicionamento da mulher no momento do flerte, da atração. Ela está entrando num clube, há aquele momento de tensão sexual, e no final é a mulher que escolhe o parceiro”, conta Suzy.































