Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.
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sexta-feira, 8 de maio de 2026
.: Pianista pernambucano Amao Freitas ganha o prêmio Paul Acket
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.
sexta-feira, 24 de abril de 2026
.: Crítica musical: Julia Vargas traz seu trabalho mais autoral
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.
Trabalho mais autoral da sua carreira, o álbum "D'Água" de Julia Vargas apresenta três canções assinadas por ela: “Pavio”, em parceria com Duda Brack, “Vem” e “Atrás da Cortina da Pantera”, ambas com música e letra de Julia Vargas; Dona de uma voz forte e interpretação contundente, a cantora oferece canções que vão agradar os amantes da boa música popular brasileira.
“Os álbuns que eu gravei anteriormente eram projetos de intérprete. Agora estou começando a trazer as minhas canções, movimento novo na minha história. Sempre tive uma timidez muito grande para falar sobre mim, sobre coisas que eu vivi. Tenho referências tão fortes de poetisas e poetas incríveis, que quando eu começava a compor, achava tudo pequeno, bobo. Só depois fui entendendo que a minha maneira de compor tem a sua beleza, também”, pontua Julia Vargas.
Com “D’Água” a artista propõe novas experiências, trazidas pelas canções autorais e parcerias inéditas, o que faz com a mesma desenvoltura com a qual construiu a solidez de sua carreira de intérprete. Além do repertório autoral, o álbum traz novas versões para “Comportamento Geral”, de Gonzaguinha, e “Maluca” (Luís Capucho), que havia sido gravada por Cássia Eller. Nesta faixa, Julia Vargas recebe Zélia Duncan para um dueto: A outra convidada do álbum é a cantora Roberta Sá, com quem Julia Vargas divide “Sinceramente”, de Khrystal e Moyseis Marques. Da compositora Lhuli, parceira de Lucina em vários clássicos da MPB, Julia escolheu “Flor Lilás”. “Bomba”, de Nicolas de Francesco e Alisson Sant, completa o repertório.
Nascida em Cabo Frio (RJ, rodeada por músicos na família, Julia Vargas é uma jovem artista que já contabiliza mais de 15 anos de atuação profissional. A artista, que começou na dança, vem se destacando no cenário da música brasileira, dentro da chamada "nova MPB" e tem dois discos lançados: "Ao Vivo em Niterói" (2015) e "Pop Banana" (Biscoito Fino / 2017).
Já atuou ao lado de artistas como Ney Matogrosso, Zélia Duncan, Roberta Sá, Milton Nascimento, Alceu Valença, Elba Ramalho e Pedro Luís. Participou como solista da Orquestra Petrobras Sinfônica e possui vários outros registros relevantes. Seus mais recentes trabalhos fonográficos são o EP "Bruta Flor", em parceria com o Duo Gisbranco. Gravado para o projeto Primeiro Abraço, o single é o da canção "Pé na areia" e "Pé na Areia - remix”, este com o DJ Marcelinho da Lua - ambos lançados em 2021.
"Bomba"
"Comportamento Geral"
"Maluca"
domingo, 19 de abril de 2026
.: Zayn lança o quinto álbum de estúdio, “Konnakol”, com o single “Side Effects”
Cantor fará participações no "The Tonight Show Starring Jimmy Fallon", em 21 de abril, e no "The Drew Barrymore Show", no dia 23 de abril. Foto: Nabil Elderkin. Foto: Nabil Elderkin
O artista multiplatinado, compositor, produtor e filantropo Zayn lança hoje seu aguardado quinto álbum de estúdio, “Konnakol”, pela Mercury Records. A versão física do álbum já está disponível para pré-venda na UMusic Store. “Konnakol” é o projeto mais culturalmente inspirado de Zayn até hoje. Embora ele sempre tenha incorporado em sua música tradições vocais e rítmicas do sul da Ásia, aqui essas influências ganham ainda mais destaque. O álbum, com forte pegada pop, expande o som que os fãs conheceram em seu álbum de estreia recordista, “Mind of Mine”. O disco foi coproduzido por ZAYN ao lado de Malay (Frank Ocean, Lorde), com quem o cantor já havia trabalhado em “Mind of Mine” e “Icarus Falls”. O leopardo-das-neves, um símbolo profundo no sul da Ásia, presente na capa do álbum, representa o quanto sua herança cultural inspirou o projeto.
O álbum de 15 faixas é precedido pelo single principal “Die For Me” e por “Sideways”, uma faixa de pop R&B atmosférico impulsionada pelo falsete característico de Zayn. A faixa de abertura, “Nusrat”, uma homenagem ao músico paquistanês Nusrat Fateh Ali Khan, funciona como o eixo criativo de “Konnakol”, definindo a experimentação vocal e a direção sonora do álbum. O single mais recente, “Side Effects”, aposta em um pop R&B elegante e radiofônico, combinando sintetizadores suaves com seu falsete marcante enquanto explora as complexidades do amor e da devoção. “Fatal” traz uma energia mais voltada para a dança, pensada para apresentações ao vivo, com linhas de baixo vibrantes e um ritmo contagiante, enquanto “Breathe” oferece um momento mais suave e atmosférico. Lista completa de faixas abaixo.
Para promover o lançamento, Zayn fará sua primeira entrevista em um talk show noturno, acompanhada de uma performance no programa “The Tonight Show Starring Jimmy Fallon”, em 21 de abril, seguida por uma participação no “The Drew Barrymore Show”, em 23 de abril. Ele também iniciou a semana de lançamento estampando a capa da ELLE India, destacando a influência cultural global por trás do álbum.
Zayn dará início à sua maior turnê solo até hoje, a “The Konnakol Tour”, em 12 de maio de 2026, em Manchester, no Reino Unido. A turnê passará por grandes cidades ao redor do mundo, incluindo Londres, Los Angeles, Cidade do México, São Paulo e outras, antes de encerrar em 20 de novembro, em Miami, no Kaseya Center. No início deste ano, Zayn concluiu sua primeira residência em Las Vegas, onde apresentou e antecipou músicas inéditas de “Konnakol”. A revista Variety elogiou sua performance: “ele entregou vocais impecáveis, seu falsete característico e uma presença de palco visivelmente mais forte do que em sua última turnê”.
O álbum chega após o aclamado álbum “Room Under the Stairs” (2024), seguido por sua primeira turnê solo pelos Estados Unidos, Reino Unido e México. Recentemente, ele colaborou com Jisoo, do Blackpink, em “Eyes Closed”, que recebeu uma indicação ao iHeartRadio Music Awards 2026 na categoria Colaboração K-Pop Favorita e teve grande impacto global - estreando em #10 na Billboard Global Excl. U.S. (43,9 milhões de streams na primeira semana), #72 na Billboard Hot 100 dos EUA, #21 no Spotify Global e alcançando o topo do iTunes em mais de 40 países.
Lista de faixas de “Konnakol”:
1. Nusrat
2. Betting Folk
3. Used to the Blues
4. Sideways
5. 5th Element
6. Prayers
7. Side Effects
8. Met Tonight
9. Fatal
10. Take Turns
11. Blooming
12. Like I have you
13. Loving The Way I Do
14. Breathe
15. Die For Me
sexta-feira, 10 de abril de 2026
.: Crítica musical: Marcelão, do Yahoo para o mundo web
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural
Fundador da banda Yahoo, baterista, produtor musical e jornalista, além de colecionador de discos, Marcelo Ferreira, conhecido como Marcelão, decidiu criar um canal de comunicação nas redes sociais para compartilhar suas experiências e conhecimentos na área musical. E a iniciativa vem recebendo uma boa resposta junto ao público, que sugere até temas para os próximos vídeos.
“Eu percebi que podia contribuir de alguma forma para disseminar esse conhecimento acumulado de 40 anos atuando na música, produção musical e da minha coleção de discos. Como sou jornalista. achei importante ajudar a divulgar a informação correta e mostrar para outras gerações o que há de bom na música. Para mim, existem dois tipos de música: a boa e a ruim”, disse Marcelão.
Entre os vídeos está a série um ano em cinco discos, na qual ele busca listar cinco álbuns mais significativos de acordo com seu gosto musical. “Funciona como um amostra da produção daquele ano. É claro que há muito mais discos do que cinco, mas a intenção é mostrar aquilo que mais me tocou como ouvinte e colecionador”, explicou
Outro projeto ligado ao canal é o "Conexão Rio-Berlim", no qual ele grava entrevistas com Ricardo Henrique, um amigo de longa data que atualmente reside na Alemanha. “Conversamos sobre os mais variados assuntos, sempre buscando trazer a visão dele sobre como é a vida na Alemanha”. Sobre a banda Yahoo, Marcelão disse que deixou de tocar bateria nos shows para se dedicar a direção musical e produção musical. “Após 40 anos tocando ao vivo, minha mão esquerda passou a doer mais intensamente. Na direção pude contribuir de uma forma muito gratificante".
A formação atual conta com Zé Henrique (baixo e vocal). Rodrigo Novaes (guitarra), Leo Mendes (teclados) e Diogo (bateria). E mantém a mesma pegada pop que consagrou a banda ainda nos anos 80, quando a banda emplacou hits radiofônicos. “ A banda está preparando o próximo disco 'O Agora é Real' para esse semestre. O primeiro single será lançado em breve”. Quem quiser conferir o trabalho do músico é só acessar o canal dele no YouTube: Marcelão Yahoo - Tudo de Som.
"1973 - Um Ano em Cinco Discos"
Yahoo - "Toque de Mágica"
Yahoo - "Mordida de Amor"
.: Crítica musical: Rolling Stones e os 50 anos de "Black and Blue"
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural
Recentemente os Rolling Stones anunciaram a reedição do álbum "Black and Blue", que completou 50 anos em 2026 e marcou uma nova fase com a entrada de Ron Wood no lugar de Mick Taylor, que preferiu sair da banda. Para entender melhor o contexto, é preciso lembrar que os Stones haviam gravado o álbum anterior ("It´s Only Rock´n Roll") que apesar das críticas favoráveis, acabou provocando tensões internas por parte de Mick Taylor, insatisfeito com a linha musical desenvolvida pela banda. O grupo contava com Mick Jagger (vocal), Keith Richards (guitarra), Bill Wyman (baixo) e Charlie Watts (bateria).
Com a iminente saída de Taylor, Jagger pensou em chamar Ron Wood, que havia participado da gravação do disco anterior. E obteve a aprovação dos demais integrantes. A entrada de Wood não só preencheu a lacuna deixada por Taylor como ainda agregou qualidade para a sonoridade da banda. Seu estilo se encaixou muito bem ao de Keith Richards.Outro destaque foi a participação de Billy Preston nos teclados, que já havia tocado com os Beatles anteriormente.
"Black and Blue" mostra uma influência direta do reggae nas faixas "Hey Negrita" e "Cherry Oh Baby", esta última uma regravação de um hit do cantor jamaicano Eric Donasldson. Nas demais faixas se ouve aquele tipo de sonoridade habitual dos Stones, seja nas baladas "Memory Motel" e "Fool To Cry", seja em momentos mais rock´n roll como a ótimas "Crazy Mama" e "Hand Of Fate". Há ainda o blues na faixa "Melody" e um flerte com a música dançante na faixa "Hot Stuff". "Black and Blue" é um álbum de transição, que marca a entrada de Ron Wood. De uma certa forma, ajudou a pavimentar o caminho para os álbuns que viriam a seguir.
"Fool To Cry"
"Crazy Mama"
"Hand Of Fate"
sexta-feira, 3 de abril de 2026
.: Chris Standring no novo CD "Time Of Change" é puro soul jazz
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural
Chris Standring retorna em 2026 com onze canções inspiradas em composições que remetem a uma era de ouro. Este conjunto retrô-soul evoca uma época familiar, talvez nostálgica, em que arranjos sofisticados e belas harmonias estavam em voga. Com uma seção de metais de primeira linha, composta por quatro músicos, e uma vasta gama de cores orquestrais, além dos timbres únicos de guitarra de Chris, "Time Of Change" leva você a uma jornada revigorante do início ao fim.
Casar-se pela primeira vez e o falecimento de seu pai marcaram um período de mudanças para Chris Standring, guitarrista de jazz contemporâneo que já figurou no topo das paradas da Billboard. Com a nostalgia em mente e as transformações da vida moldando o terceiro ato de sua existência, Standring compôs e produziu onze novas canções para "Time of Change", que foi lançado pela Ultimate Vibe Recordings. O álbum, que mistura cool jazz inspirado nos anos 70 com grooves retrô de rhythm and blues, será promovido pelo primeiro single, “Hollywood Hustle”, uma faixa animada com toques de metais que começou a ganhar espaço em playlists e rádios no exterior.
Destaco as faixas "Photographs", com uma levada irresistível a la Steely Dan no arranjo. E a faixa "All The Good Times", com um groove que remete aos melhores trabalhos de Standring. Na verdade, as demais faixas estão no mesmo nível e merecem ser conferidas O quarteto principal de “Time of Change”, o décimo oitavo álbum de Standring, é formado por Standring (guitarras, teclados, programação, arranjos de metais e cordas), o baixista Andre Berry, o baterista Chad Wright e o percussionista Lenny Castro.
Quatro faixas do álbum contam com a participação de uma seção de metais composta por Brandon Fields (saxofone tenor), Tom Saviano (saxofone alto), Michael Stever (trompete) e Erik Hughes (trombone). Outros músicos que contribuíram para o álbum são o baixista vencedor do Grammy, Brian Bromberg, George Whitty (piano), Dave Karasony (bateria) e Rodney Lee, o tecladista que fez parceria com Standring na banda Solar System há trinta anos, no início de sua carreira musical. "Time of Change" é mais do que um álbum confessional de Standring. É uma verdadeira aula de como produzir e arranjar um disco mesclando elementos de soul e jazz fusion. É um trabalho de extremo bom gosto de Standring, que merece ser apreciado por amantes da música instrumental.
"All the Good Times"
quinta-feira, 2 de abril de 2026
.: "Todos Os Olhos" mergulha na vida de Tom Zé estreia no SescTV e Sesc Digital
Dirigido por Jorge Brennand Junior, filme reúne depoimentos de artistas, familiares e parceiros para revisitar a trajetória de um dos criadores mais singulares da música brasileira. Foto: Rodrigo Palazzo
Com 1h45 de duração, o filme constrói um retrato do compositor por meio de sua própria voz e de depoimentos de artistas, músicos, intelectuais e familiares que acompanharam diferentes momentos de sua trajetória. Entre lembranças pessoais e reflexões sobre arte, o documentário acompanha o percurso de um criador que sempre tratou a música como campo de experimentação.
O compositor e pesquisador Luiz Tatit relembra a diferença de rumos dentro da geração tropicalista: enquanto Caetano Veloso e Gilberto Gil buscavam dialogar com a música que ocuparia o rádio nos anos seguintes, Tom Zé preferiu seguir investindo em processos experimentais. Para Tatit, é justamente essa disposição para testar caminhos que continua despertando o interesse de novas gerações.
Ao longo do filme, artistas de diferentes campos comentam o impacto de sua obra. A cantora Mallu Magalhães observa a capacidade do compositor de permanecer conectado ao presente e ao futuro. Já a cantora Fernanda Takai destaca sua imprevisibilidade criativa, enquanto Ná Ozzetti chama atenção para a habilidade técnica que sustenta suas invenções musicais. Para o compositor José Miguel Wisnik, a música de Tom Zé nasce de um processo de elaboração constante, em que ideias se expandem como “comprimidos de música”.
Outras vozes ajudam a compreender o alcance dessa trajetória. O jornalista Leonardo Lichote observa que a obra do artista reúne referências que vão do sertão baiano à publicidade, do jornalismo à cultura urbana. Diante dessa mistura, sugere uma imagem curiosa: Tom Zé seria uma espécie de “cientista do sertão”, alguém que investiga sons, palavras e comportamentos como quem conduz um experimento.
“Todos os Olhos” também revela o lado íntimo do músico. A produtora Neusa Martins, companheira de Tom Zé há mais de cinco décadas, fala do cotidiano e do processo criativo do artista. O médico Ewerton Martins, seu filho, relembra a distância da infância e o momento em que passou a compreender a dimensão do trabalho do pai. Já os netos Maria Clara e João Gabriel compartilham memórias familiares e a experiência de ver o avô no palco.
Entre relatos de criação, histórias de bastidores e reflexões sobre arte e vida, o documentário constrói um retrato de um artista que nunca se acomodou à própria trajetória. No filme, Tom Zé diz que não pensa em parar de trabalhar e que, se a morte vier, prefere que seja no palco. Mais do que revisitar uma carreira, “Todos os Olhos” acompanha o pensamento de um criador que continua tratando a música como pergunta. No SescTV, estreia dia 10 de abril, sexta-feira, às 22h00. Acesse no sesc.digital neste link. Ou baixe o aplicativo, disponível para download nas lojas Google Play e App Store.
Direção: Jorge Brennand Junior | Produção: Eureka Imagens e Ideias | Realização: SescTV | Duração: 105 minutos | Classificação indicativa: livre | Grátis
Aplicativo Sesc Digital
Sesc Digital
A presença digital do Sesc São Paulo vem sendo construída desde 1996, sempre pautada pela distribuição diária de informações sobre seus programas, projetos e atividades e marcada pela experimentação. O propósito de expandir o alcance de suas ações socioculturais vem do interesse institucional pela crescente universalização de seu atendimento, incluindo públicos que não têm contato com as ações presenciais oferecidas nas 40 unidades operacionais espalhadas pelo estado. No ar desde 2020, a plataforma Sesc Digital apresenta gratuitamente ao público conteúdos de diversas linguagens artísticas, como teatro, música, literatura, dança, artes visuais, entre outras. Com curadoria do CineSesc, a programação de cinema oferece ao público, filmes premiados, clássicos e contemporâneos, ficções e documentários, produções brasileiras e de várias partes do mundo. Saiba mais em Sesc Digital.
sábado, 28 de março de 2026
.: Série documental "Carlinhos Brown em Meia Lua Inteira" estreia dia 14
Produção original nacional em quatro episódios retrata a vida e a obra de um dos artistas mais influentes da música brasileira, com depoimentos exclusivos de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Marisa Monte, Daniela Mercury e Arnaldo Antunes, entre outros. Foto: divulgação
A HBO estreia no dia 14 de abril sua nova série documental nacional, "Carlinhos Brown Em Meia Lua Inteira". Composta por quatro episódios de 60 minutos, a produção terá o lançamento de um novo capítulo toda terça-feira, às 21h00, no canal e na HBO Max. Produzida pela Giros Filmes, com coprodução de Candyall Music, a série mergulha na vida e na obra de Carlinhos Brown, cuja carreira ajudou a tornar a cultura da Bahia um fenômeno global e a transformar a comunidade onde cresceu.
Ao longo dos episódios, "Carlinhos Brown Em Meia Lua Inteira" investiga as origens do músico, educador e empreendedor social no Candeal, em Salvador, e sua profunda conexão com a ancestralidade afro-brasileira que moldou sua identidade artística. A série documental reúne ainda depoimentos de grandes nomes da música e cultura brasileira, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Marisa Monte, Daniela Mercury, Margareth Menezes, Arnaldo Antunes, Bell Marques, Luiz Caldas, Lan Lanh, Márcio Victor, Sarajane, Marieta Severo e Deborah Colker, que ajudam a construir um retrato afetivo e multifacetado de Brown.
Conduzida pelo próprio artista, a produção combina materiais de arquivo, bastidores e cenas exclusivas captadas especialmente para o projeto, além de momentos íntimos que revelam novas camadas de sua história - incluindo um encontro musical inédito com todos os seus oito filhos. A série também destaca sua atuação social na comunidade do Candeal, onde iniciativas lideradas por Brown ajudaram a transformar a realidade local por meio da arte, da educação e da cultura.
Reconhecido como um dos protagonistas das revoluções sonoras da música brasileira contemporânea, Carlinhos Brown impulsionou movimentos como o Axé Music e o Samba Reggae e fundou a Timbalada, grupo que reinventou a estética percussiva nos anos 1990. Na série documental, esse legado musical e cultural ganha destaque, enquanto a produção revisita suas criações, parcerias e momentos marcantes para revelar o alcance de sua obra dentro e fora do Brasil. Autor de centenas de canções e parceiro de artistas de diferentes gerações, Brown também se tornou o primeiro músico brasileiro a integrar a Academia do Oscar, ampliando o reconhecimento internacional da música brasileira.
"Carlinhos Brown Em Meia Lua Inteira" é uma série documental coproduzida pela Warner Bros. Discovery, Giros Filmes e Candyall Music com direção geral de Bianca Lenti e Belisario Franca e produzida por Mauricio Magalhães, Bianca Lenti, Belisario Franca e Beatriz Petrini. Pelo lado da Warner Bros. Discovery, assinam a produção Sergio Nakasone, Adriana Cechetti e Luciana Soligo.
segunda-feira, 16 de março de 2026
.: Os Inimigos do Rei lançam “Medo” e transformam insegurança em crítica
Nova música integra o espetáculo “Vem Kafka comigo!” e chega via ONErpm para marcar fase inédita da banda. Foto: Cadu Paiva
A banda Inimigos do Rei apresentam “Medo”, nova faixa que integra o repertório do espetáculo inédito “Vem Kafka comigo!” e que chega em todas as plataformas digitais via ONErpm. Com música de Marcus Lyrio e letra de Luiz Guilherme, o single transforma a ansiedade provocada pelo fim do mês em sátira afiada, mantendo o humor como ferramenta de resistência.
Segundo o vocalista e compositor Luiz Guilherme, a letra surgiu de forma orgânica, como “uma resposta natural às questões sociais e financeiras vivenciadas diariamente por todos os brasileiros”. Escrita originalmente em 2006, a canção nasceu em um momento pessoal de pressão econômica. “Eu começava meu segundo casamento, morava em apartamento alugado e minha filha estudava em faculdade particular. Ou seja, o fim do mês era um medo bem real”, relembra.
O vocalista define a composição como uma letra “vertical”, capaz de atravessar camadas sociais, culturais e políticas. “É o medo de não ter dinheiro para superar o fim do mês. Seja o salário para esticar, a mesada que acabou, as contas deixadas para depois. Quem nunca?”, afirma. Para ele, trata-se de “uma reação bem-humorada e universal ao mundo de hoje, que exige de todos nós performances monetárias desafiadoras”. Além dele, a banda é formada por Luiz Nicolau (voz), Lourival Franco (teclados), Marcelo Crelier (baixo), Marcelo Marques (bateria) e Marcus Lyrio (guitarra).
A faixa “Medo” dialoga diretamente com o conceito do novo show da banda, que traduz o inconsciente coletivo de um país plural, que teme não ter recursos para pagar as próprias contas. Apresentada pela primeira vez no Circo Voador, ainda em 2006, a música ressurgiu neste retorno da banda. Em 2025, revisitando letras e ideias no processo de retomada, a música ganhou nova produção, assinada por Bruno Costa e Vini Lobo. A faixa está disponível em todas as plataformas de streaming. “Medo” já está disponível em todas as plataformas digitais via ONErpm.
Sobre Inimigos do Rei
Os Inimigos do Rei reaparecem com irreverência. A banda que marcou o final dos anos 80 e início dos 90 com hits bem-humorados, letras afiadas e estética teatral, retorna aos palcos em 2026. E eles trazem a formação consolidada desde 1991 reunindo Luiz Guilherme (voz e letrista), Luiz Nicolau (voz), Lourival Franco (teclados), Marcelo Crelier (baixo), Marcelo Marques (bateria) , Marcus Lyrio (guitarra).
Neste retorno, o novo show, batizado de “Vem Kafka, Comigo!”, combina repertório histórico e músicas inéditas, reafirmando o DNA provocador da banda. No setlist, clássicos como “Adelaide”, “Uma Barata Chamada Kafka”, “Mamãe Viajandona”, “Jesse James”, “Suzy Inflável” e “Carne, Osso e Silicone” convivem com novas faixas, como “Medo”, “Sexta-feira da Paixão” e “Aladim”. O resultado é um espetáculo explosivo, que mistura crítica social, absurdo, humor inteligente, performance cênica contagiante. Descritos por Fausto Fawcett como “Inimigos do Rancor Endêmico Improdutivo”, o grupo sempre transitou entre a sátira e a reflexão e, mais uma vez, assume o caos urbano como inspiração.
sexta-feira, 13 de março de 2026
.: Crítica musical: com álbum antológico, Fagner também é Bossa Nova
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação
.: Crítica musical: Banduo lança "Dobras", o primeiro disco
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação
segunda-feira, 9 de março de 2026
.: Juvi lança álbum “O Sonho da Lagosta”, que faz analogia sobre vulnerabilidade
Cantora, compositora e multi-instrumentista, Juvi é conhecida por seus vídeos nas redes sociais, enquanto vai trilhando uma carreira na música, experimentando novos formatos e firmando seu nome na cena. Foto: Juvi
O novo álbum de Juvi, “O Sonho da Lagosta”, tem o conceito inspirado pelo “complexo de lagosta”, metáfora da psicanálise que faz analogia sobre vulnerabilidade e transformação na vida com a forma como o animal precisa quebrar o próprio exoesqueleto e se expor para crescer. É um disco sobre rupturas e recomeços, com um discurso que beira o punk ao abordar relacionamentos amorosos, familiares e de amizade.
Misturando influências do rock psicodélico, Pink Floyd, Frank Zappa e Cream, com referências da música latina que vão de Ca7riel & Paco Amoroso a Tom Zé e Fito Páez, o disco tem forte presença de percussão, efeitos e delays. O repertório ainda conta com uma releitura de “Essa Noite Não” (Lobão/Bernardo Vilhena/Daniele Daumerie/Ivo Meirelles), única música do álbum que não leva a assinatura de Juvi.
Mais orgânico e centrado em instrumentais, “O Sonho da Lagosta” marca uma diferença em relação aos trabalhos anteriores. “É um álbum em que eu me mostro como guitarrista e vocalista. Toquei todos os instrumentos, tem menos efeitos na voz e muitos arranjos instrumentais” afirma Juvi. “É um disco mais sério, o humor aparece como um acidente, não como fio condutor”. “Sonho da Lagosta” tem produção musical, beats, sintetizador, guitarra, baixo, mixagem e masterização assinados por Juvi. O álbum já está disponível em todas as plataformas digitais pela gravadora Deck.
domingo, 8 de março de 2026
.: Elaine Frere e Flávvio Alves consolidam parceria com o lançamento de álbum
O primeiro álbum da cantora e compositora Elaine Frere em parceria com o poeta, compositor e produtor musical Flávvio Alves foi lançado. Gravado no estúdio Canto da Coruja, “Lá Onde o Agora Espera” chega ao público pelo selo Sete Sóis com distribuição da Tratore e com capa em aquarela da artista cearense Raísa Christina. Depois de três singles rodando nas plataformas digitais, a dupla resolveu produzir o álbum. Entre mais de duas dezenas de composições em parceria, Flávvio escolheu 12. As canções se conectam tematicamente e foram alinhavadas seguindo o formato vinil - no lado A estão seis faixas que falam sobre tempo e espaço; e no lado B estão as seis que discorrem sobre desilusão, medo e desesperança.
No álbum, que tem as participações especiais do cantor Rubi nos vocais e do guitarrista Estevam Sinkovitz, Elaine Frere é acompanhada por Ricardo Prado (sanfona, teclados, baixo, violão e bateria) e Guto Gonzales (bateria). A parceria começou quando Flávvio viu um post de Elaine junto com a filha. “A foto era tão significativa, eivada de amor fraterno e de tantos outros sentimentos implícitos, que emocionado resolvi comentar o post”, conta Flávvio.
“Receber um poema de Flávvio para musicar é como atingir a maioridade! O comentário numa postagem na rede social era tão perfeito, que musiquei sem que ele soubesse. A coragem de mostrar demorou, mas rendeu uma enxurrada de escritos que me foram enviados pelo Flávvio, com uma mensagem para que eu escolhesse um para musicar. E eu musiquei praticamente todos! As melodias pulavam daquelas palavras na primeira leitura e era impossível reter aquele fluxo. Flávvio respira versos e os seus versos me tocam profundamente, fazendo perfeita aliança com as melodias que trago, engavetadas no tempo”, revela Elaine, contando sobre a conexão imediata com Flávvio e as diversas composições que brotaram depois do comentário na postagem.
“Eu me sinto traduzido nas melodias da Elaine, ela consegue encontrar o âmago das minhas palavras de uma maneira que somente o olhar feminino conseguiria. Cada parceiro transita em um universo diferente da minha criação artística, intuo para qual parceiro ou parceira devo mandar determinado tipo de letra. Encontrar este caminho me dá uma satisfação imensa”, completa Flávvio. Assim, Elaine entrou para o rol dos parceiros mais constantes de Flávvio, formado por Kleber Albuquerque, Adolar Marin e Rubi.
Flávvio Alves é poeta, compositor e produtor, um dos fundadores do selo Sete Sóis, que já lançou mais de 50 álbuns, já foi gravado por Ceumar, Renato Braz, Rubi, Kleber Albuquerque, Fred Martins, Zeca Baleiro, entre tantos outros. Tem composições em parceria com Alice Ruiz, Adolar Marin, Carlos Careqa, Daniel Groove, Fred Martins, Fernando Cavallieri, Kleber Albuquerque, Marco Vilane, Rubi, entre tantos outros. Lançou o CD Outras canções de Desvio, com a arte da capa feita por Lourenço Mutarelli, e com composições em parceria com diversos artistas de diferentes Estados do Brasil, lançou dois álbuns em parceria com Adolar Marin e um álbum em parceria com Kleber Albuquerque.
Elaine Frere é produtora cultural e artista independente que atua em diversas esferas da arte, como por exemplo o Circo e o Teatro. Escreveu, atuou, dirigiu, compôs trilhas sonoras e produziu espetáculos com parceiros como Hugo Possolo, Guga Stroeter e Vladimir Capela. Atuou como Coordenadora Geral de Produção, Financeira e Gestora de Comunicação no FIC - Festival Internacional de Circo de São Paulo, de 2018 a 2022. Como escritora, é autora de dois livros infantis de temática circense: “Trilha das letras” e “Napoleão”. A partir de 2019 volta-se inteiramente para a música autoral e lança seu primeiro single “Quando Adormeço”, com participação de Kleber Albuquerque. Em 2021, lançou o álbum “Quando os versos se uniram pra reclamar canção”, com produção de Felipe Mancini. Desde então, vem lançando singles em parceria ou solo.
sexta-feira, 6 de março de 2026
.: “Novos Tempos” de Claudia Amorim: novo álbum e show
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação
O amor como antídoto e último artifício em meio ao caos. Um alerta para que o sentimento ocupe maior espaço em nossas vidas. Esse é o ponto de partida de “Novos Tempos”, quarto álbum da cantora Claudia Amorim, que conta com composições de hico Buarque, Ilessi, Thiago Amud, Cacau da Bahia, Beto Guedes, entre outros.
Com arranjos feitos por Bruno Danton e Aline Gonçalves, dois jovens e premiados músicos), O show de lançamento de "Novos Tempos" conta com a direção musical de Roberto Kauffmann, responsável pela adaptação dos arranjos do disco para o palco. A cantora, sempre que possível, procura compor a banda com instrumentistas mulheres, para reforçar e amplificar a atuação feminina no cenário musical.
O disco "Novos Tempos" traz à tona a reflexão sobre a humanidade diante de tantas questões climáticas, sociais e guerras. “Diante da possibilidade do fim, o que nos resta fazer? O que sobrevive depois que tudo acaba? Que sentimento fica?” - indaga a cantora. Esse novo trabalho acredita que o sentimento do amor pela família, arte, artistas, companheiros e companheiras, natureza e por fim o planeta é o que rege o ser humano em momentos de desespero e também de reconstrução. O projeto gráfico do álbum resume este conceito de devastação, mas com a firmeza da reconstrução (representada por uma flor de algodão) ao lado do sofrimento e das perdas (representadas por um coração sangrando).
A voz de Claudia Amorim é doce e suave, assim como suas interpretações. O clima de paz, tão necessário nesses conturbados tempos atuais, predomina nos arranjos que são executados por músicos, sem usar recursos de IA ou de computadores.Isso proporcionou um resultado final bem interessante no plano musical. Destaco as faixas "Musa Música", "Prá Onde Foi o Amor" e "Sal da Terra", essa última com um arranjo mais denso do que a versão original com Beto Guedes.
Intérprete com repertório diverso, Claudia Amorim é uma das pioneiras da música independente no Brasil e tem mais de 25 anos de estrada. Possui quatro álbuns lançados, sendo o disco “Sede” pré-selecionado ao Prêmio da Música Brasileira em 2013 e com menção honrosa como um dos 100 melhores álbuns do ano. E nesse novo trabalho ela confirma a sua vocação para produzir música com qualidade e bom gosto. Espero que continue lançando novos discos e se apresentando ao vivo. Os ouvintes da boa música irão agradecer de bom grado.
"Pra Onde Foi o Amor"
quarta-feira, 4 de março de 2026
.: Dead Fish lança "20 Anos de Zero e Um (Ao Vivo)"
Dead Fish. Foto: @youknowmyface
Uma das maiores, se não a maior banda de hardcore do Brasil, o Dead Fish continua em atividade, lotando as casas de show pelo país com a turnê de seu álbum mais recente, “Labirinto da Memória” (Deck/2024) e, na paralela, fazendo algumas apresentações comemorativas. Uma delas, muito especial, foi registrada e deu origem ao audiovisual “Dead Fish - 20 Anos de Zero e Um (Ao Vivo)”
O aniversário de 20 anos deste, que é um marco na carreira da banda, foi festejado em várias ocasiões, mas gravado na Áudio, em São Paulo. O audiovisual reúne performances de músicas icônicas como “A Urgência” (Philippe / Rodrigo Lima / Alyand / No / Gabriel Zander / Hóspede), “Queda Livre” (Philippe / Rodrigo Lima / Alyand / No / Hóspede) e “Você” (Philippe / Rodrigo Lima / Alyand / No / Hóspede). O show contou ainda com a participação especial de Phill Fargnoli, que deixou a banda em 2013 para se juntar ao CPM 22, na guitarra e voz.
O lançamento chega acompanhado de registros ao vivo, que serão disponibilizados no canal oficial da banda, com dois vídeos por dia, de segunda a sexta. O primeiro deles, “Queda Livre (Ao Vivo)”, já pode ser assistido no Youtube.
Com letras firmes, inteligentes e ainda atuais, “Zero e Um” se consagrou como um dos álbuns mais emblemáticos não só da história do Dead Fish, mas também do hardcore brasileiro. A nova gravação celebra os 20 anos do disco e reforça a relevância dessas músicas, e já está disponível para ser escutada em todas as plataformas digitais pela gravadora Deck.
domingo, 1 de março de 2026
.: “BrasilEssenza”: Fafá de Belém e André Mehmari transformam show em rito
A cantora é uma estrela de primeira grandeza que atravessa cinco décadas sem perder o eixo. A voz dela continua ampla, vibrante, carregada de personalidade. Na apresentação dela, há domínio sobre o tempo. Quando entoou “Vermelho”, o teatro literalmente veio abaixo, em uma mistura de memória afetiva, identidade e país condensado em refrão. Mas seria injusto falar de “BrasilEssenza” sem destacar a arquitetura invisível construída por André Mehmari.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
.: "Estava Escrito nas Estrelas": Dalmo Medeiros lança projeto autoral
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação
Integrante do grupo vocal MPB4, Dalmo Medeiros está lançando seu projeto autoral, que reúne composições gravadas por outros artistas e algumas canções inéditas. Intitulado "Estava Escrito nas Estrelas", o projeto apresenta a versatilidade da obra de Dalmo, que passeia com a com maestria tanto pelo samba-rock como nas canções mais introspectivas.
Ele escolheu algumas gravadas por artistas ou grupos, tais como, Roupa Nova, Elba Ramalho e MPB4. Para dividir os vocais nas faixas do disco, Dalmo convidou uma cantora da nova safra, Priscilla Frade, para cantar o Frevo “Proibir prá quê”, Composta em parceria com o saudoso baiano Carlos Pitta
O também parceiro Danilo Caymmi participa dividindo o bolero que fez há alguns anos atrás com Dalmo, com arranjos de Cristóvão Bastos e percussão de Marcelo Costa.E Zé Renato (Boca Livre) participa da canção Alta Costura. O projeto foi lançado pelo Sêlo Mills Records, com ProduçãoMusical Paulo Brandão e Dalmo Medeiros. Direção musical Paulo Brandão, Dalmo Medeiros, Paulo Malagutti Pauleira e Fábio Girão, gravado, mixado e masterizado no Brand Studio. O disco foi disponibilizado nas plataformas de streaming.
"O Vento e o Tempo"
"Porta Retrato"
"A Flor da Pele"
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
.: Entrevista: cantora Claudya completa 60 anos de carreira com novo show
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação
A cantora Claudya está completando 60 anos de carreira com um novo show em que revisita as canções que marcaram a sua trajetória. Ela construiu um percurso singular na música popular brasileira, transitando com naturalidade entre o samba, a bossa nova, o soul, a canção romântica e a música internacional. Dona de uma voz marcante, de timbre quente e fraseado preciso, ela se destacou desde cedo não apenas como intérprete, mas como uma artista atenta ao tempo histórico, às transformações estéticas e às múltiplas linguagens da canção brasileira. Em entrevista para o portal Resenhando.com, Claudya conta algumas de suas passagens e a sua expectativa para reencontrar o público na nova turnê. “Levarei para o palco o melhor das canções que gravei”.
Resenhando.com - Desde quando você sentiu que entraria no mundo da música?
Claudya - Desde menina. Lembro que a primeira vez que cantei foi em uma festa, com meu tio ao violão. Ao ouvir as palmas no final, senti que aquilo era o que queria fazer. E o interessante é que antes eu queria ser bailarina. O Ballet perdeu uma dançarina, mas acabou ganhando uma cantora
Resenhando.com - Você é reconhecidamente uma autodidata como intérprete. Como você cuida de sua voz?
Claudya - Eu passo por acompanhamento de uma fonoaudióloga, que sempre me recomenda alguns exercícios para manter a voz. E evito bebida alcóolica e o cigarro. Procuro viver para a minha arte de cantar.
Resenhando.com - Como você está preparando esse show para a turnê?
Claudya - Terei uma banda com nove integrantes. Os arranjos serão do Alexandre Vianna e terei a alegria de contar com minha filha, Graziela Medori no backing vocals. Para o show em São Paulo convidei a Alaíde Costa, que além de ser uma pessoa da melhor qualidade, ainda continua cantando muito bem. E convidei também o Ayrton Montarroyos, que representa com louvor a nova geração de intérpretes. Ele é muito talentoso e vai brilhar cada vez mais. Vou repassar alguns momentos importantes, como o repertório dos três discos que gravei pela Odeon entre 71 e 73. Essas são canções que marcaram a minha trajetória na música.
Resenhando.com - Você tem uma relação direta com os festivais de música.
Claudya - Em todos em que estive, consegui sempre classificar a canção ou ganhar como melhor intérprete. Teve um festival na década de 70 na Grécia em que cantei Minha Voz Virá do Sol da America, dos irmãos Paulo Sérgio e Marcos Valle. Gnhamos o primeiro lugar.
Resenhando.com - E foi marcante também a sua participação no musical Evita. Como foi essa experiência?
Claudya - Foi em 1983. Titubeei muito para aceitar, porque não era atriz e sabia que seria comparada a Bibi Ferreira e Marília Pêra. A trilha sonora era dificílima. Mas valeu a pena. O esforço foi recompensado com elogios da crítica, capas em jornais e revistas e indicação ao Prêmio Molière.
Resenhando.com - E a turnê começa em São Paulo. Há planos de estender para outras localidades?
Claudya - Com certeza. A estreia será na Casa Natura, em São Paulo. Mas estamos acertando algumas apresentações em unidades do Sesc. Quem sabe conseguimos uma data no Sesc de Santos, que tem um teatro maravilhoso? Quero levar esse repertório para o maior número de pessoas que for possível. E agradeço a todos que ajudaram a divulgar essa apresentação. Será um momento mais do que especial.
"Com Mais de 30"
"Deixa Eu Dizer"
"Pois É Seu Zé"
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
.: Entrevista com Guilherme Arantes: 50 anos de carreira e no jogo na música
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: Leo Aversa
Resenhando.com - Passados 50 anos, o que o motiva a continuar produzindo novas canções?
Resenhando.com - Como foi trabalhar e ter canções gravadas por outros nomes da MPB?
Resenhando.com - Os anos 80 foram bastante produtivos?
Resenhando.com - Você tem uma produção autoral e algumas parcerias com nomes como Nelson Motta. Ronldo Bastos entre outros. Há alguma vontade de compor com outros parceiros?
Resenhando.com - Os tempos atuais são muito imediatistas?
.: Crítica: Guilherme Arantes explorando o interdimensional em novo álbum
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação
"Enredo de Romance"
































