Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: dibulgação
"Confia em Mim"
Visite a lojinha do Resenhando.com!
Chega às plataformas de música o single “Libido da Alma”, primeira amostra de "Interdimensional", o novo álbum de Guilherme Arantes. Gravada em seu estúdio na Espanha, a faixa retoma as referências musicais que marcaram a virada dos anos 1970 para os 1980, representadas no Brasil por nomes como Lincoln Olivetti e Robson Jorge, entre outros.
Esse universo é absolutamente familiar ao próprio Guilherme Arantes, que misturou soul e funk em peças de seu repertório que se tornaram clássicos da música brasileira, como “Aprendendo a Jogar” (lançado por Elis Regina), “Fio da Navalha" (tema da novela “Partido Alto”) e “Pedacinhos”, balada black-bossa que virou um dos grandes sucessos da carreira do cantor e compositor paulistano.
Com letra que celebra a possibilidade de ser feliz sozinho, “Libido da Alma” dá um passo adiante nessa brasilidade black. A gravação ressalta a melodia e o vocal aponta para o canto de João Gilberto, em emissão minimalista e delicada. O instrumental traz o swing das guitarras de Alexandre Blanc em diálogo com as percussões latinas e a bateria precisa de Gabriel Martini.
O arranjo combina timbres clássicos e contemporâneos, incluindo string machines reminiscentes de um Elka Rhapsody de 1974, órgão Hammond C3, Clavinet D3 Honner com wah wah, Rhodes Mark V, além do piano Yamaha CP70 com flanger Mutron, marca registrada do pop de Guilherme Arantes. Há ainda inserções em reverse áudio, típicas da era das fitas de gravação, e um coro de vozes rigorosamente soul, reforçando o caráter vintage e radiofônico da faixa. O baixo suingado com slaps é assinado por Milton Pellegrin, da banda de Ed Motta.
O single foi mixado por Sylvia Massy (Oregon) e masterizado por Felipe Tichauer. A capa foi criada por Guilherme Arantes a partir de uma foto de Márcia Arantes. Interdimensional, o álbum completo, tem lançamento marcado para o dia 15 de janeiro de 2026.
"Libido da Alma"
Tags
#LibidoDaAlma #Interdimensional #GuilhermeArantes #LuizGomesOtero #musica
.jpg)
Thiago Leifert confirmou ainda nova temporada do reality musical no Disney+ e no SBT em 2026. Foto: Ricardo Bufolin/Formata
A grande voz do Brasil já tem nome. Na noite da última segunda-feira, dia 22 de dezembro, Thiago Garcia, do time Mumuzinho, foi consagrado vencedor do "The Voice Brasil 2025", após final exibida ao vivo no Disney+ e no SBT. Com performance marcante, interpretando "Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim", canção eternizada na voz de Ivete Sangalo, Thiago conquistou o público e garantiu o maior número de votos na decisão popular.
A final reuniu no palco os representantes dos times de Duda Beat, Matheus & Kauan, Péricles e Mumuzinho, que se apresentaram individualmente, evidenciando identidade artística e a evolução ao longo da competição. Na primeira etapa da noite, os técnicos escolheram apenas um integrante de seus times para avançar à disputa final.
Bell Éter foi escolhida por Duda Beat em uma disputa emocionante com Lara Vieira. Já no Time Matheus & Kauan, Jade Sales levou a melhor após um duelo intenso contra André & Luiz Otávio. Pelo Time Péricles, Jamah avançou à final no embate acirrado com Thales César. No Time Mumuzinho, Thiago Garcia garantiu sua vaga em uma disputa intensa com Gabriel Lima.
Com os quatro finalistas definidos, a decisão ficou exclusivamente nas mãos do público. Após novas apresentações, a votação popular consagrou Thiago Garcia como campeão da temporada 2025. Com o sucesso da temporada, antes mesmo de anunciar o vencedor, Tiago Leifert confirmou no palco do programa que o "The Voice Brasil" terá uma nova temporada em 2026, com exibição no Disney+ e no SBT.
Antes do anúncio do resultado, o público acompanhou o +Voice, conteúdo exclusivo do Disney+, exibido às 22h30, com bastidores e entrevistas que antecederam o momento decisivo do reality. O "The Voice Brasil 2025" chega ao fim após uma temporada marcada por grandes performances, forte engajamento do público e a revelação de novos talentos, reafirmando o programa como uma das principais vitrines da música brasileira.
Tags:
#ThiagoGarcia #TheVoice #TheVoiceBrasil #TheVoiceBrasil2025
Formada em 2024 na cena de São Paulo, a Mental Trigger surge com o propósito de dar voz às emoções mais viscerais e profundas. O grupo canaliza a energia crua do metalcore em cada nota, verso e grito, incorporando ainda influências de deathcore, new metal, djent e groove metal para criar uma sonoridade interessante.
A banda é integrada por Luis Bom Angelo (vocal), João Pedro Surian (bateria), Gustavo Aliberti (guitarra), Luiz Barreto (guitarra) e Raphael Esteves (baixo) que carregam em seus DNAs a força da inovação e intensidade emocional que marcam o metal contemporâneo.
Com oito faixas autorais e uma faixa bônus especial - um cover poderoso de “Perry Mason”, de Ozzy Osbourne - o álbum presta homenagem ao ícone do metal, falecido em julho deste ano, revisitando sua obra com respeito, agressividade e identidade própria. Produzido por Ryu Morita, o álbum foi gravado na capital paulista, foi mixado por João Felipe Favaro e masterizado por João Pedro Surian. A identidade visual do projeto ganha vida pelas mãos de Gustavo Aliberti, que assina a arte de capa.
Mental Trigger - "Where Angels Sin"
O Samba do Trabalhador, roda que surgiu em maio de 2005 no Renascença Clube, em Andaraí, no Rio de Janeoro, transformou-se em referência em todo o Brasil. Ao completar 20 anos, chega às plataformas o novo álbum “Moacyr Luz e Samba do Trabalhador, 20 Anos", que a gravadora Biscoito Fino disponibilizou nas plataformas de música.
O álbum apresenta novas parcerias de Moacyr Luz com compositores como Dunga, Pedro Luís e Xande de Pilares. Alguns clássicos de Moacyr foram revisitados pelos integrantes da roda, como "Vila Isabel", cantada por Mingo Silva (parceria de Moacyr com Martinho da Vila); "Tudo o que Vivi", cantada por Gabriel Cavalcante (parceria de Moacyr e Wilson das Neves), e "Cachaça, Árvore e Bandeira", samba de Moacyr com Aldir Blanc, interpretado por Alexandre Marmita.
O novo projeto conta ainda com composições inéditas dos próprios integrantes do Samba do Trabalhador. "Vai Clarear" fala de esperança e retrata muito bem o momento atual de Moacyr Luz. Uma parceria de Moacyr Luz com Alexandre Marmita, Mingo Silva e Nego Álvaro. "Caboclo pára-raios", interpretada por Mingo Silva, é um samba do Mingo com Anderson Baiaco, que conta a história de um sujeito "carregado" de energia ruim. "Roda de Partido", interpretada por Gabriel Cavalcante, é uma parceria do próprio Gabriel com Roberto Didio, que homenageia os grandes partideiros da história. Já "Vou tentando", interpretada por Alexandre Marmita, é uma parceria do próprio Marmita com Moacyr Luz, que fala sobre a persistência nas dificuldades do dia a dia do músico.
A cantora e compositora Joyce Moreno participa do álbum em uma das faixas inéditas, "Eu Fiz um Samba pra Bahia", parceria de Moacyr com Sereno, do grupo Fundo de Quintal. O samba dolente "Água Santa", parceria inédita de Moacyr com Pedro Luís, foi gravado pelos dois parceiros e conta com a participação da icônica gaita do maestro Rildo Hora. A cantora Marina Iris surge nos vocais de “Dezesseis", inédita de Moacyr Luz e Aldir Blanc. Falando em Aldir, Moacyr gravou "Mitos Cariocas", outra parceria dos dois, em homenagem ao saudoso cartunista Lan.
Os arranjos são de Leandro Pereira, violonista que sempre esteve por perto, e que conseguiu, com perfeição, transpor para o estúdio o clima descontraído das célebres rodas do Renascença Clube. Moacyr Luz e Samba do Trabalhador é um disco entre amigos, para exaltar a obra de Moacyr Luz, dar espaço ao novo, e retratar com maestria a trajetória de 20 anos do grupo. Se você curte o samba de qualidade, vale a pena conferir.
"Roda de Partido"
"Todo Santo Dia"
Por Guilherme Samora, jornalista, editor e estudioso do legado cultural de Rita Lee.
Um dos discos mais importantes da música, “Fruto Proibido”, de Rita Lee & Tutti Frutti, completou 50 anos em 2025. Para celebrar a data, a Universal Music Brasil lança um box de luxo, em edição limitada, que já está em pré-venda na UMusic Store. A caixa vem com o disco em sua arte original, em vinil roxo marmorizado, o raro compacto de 1976, uma foto de Rita na turnê do álbum e um encarte com texto escrito por Guilherme Samora.
O álbum marcou a estreia de Rita na Som Livre, depois de uma passagem tumultuada pela Philips, quando teve um projeto inteiro vetado e acabou lançando apenas um LP: “Atrás do Porto Tem Uma Cidade” (1974). Rita fez a direção musical do álbum em uma casa emprestada à beira da represa em Ibiúna, onde morou por alguns meses com os integrantes da banda - e com suas duas cobras - para ensaiar. O inglês Andy Mills, ex-técnico de som de Alice Cooper, também morava com eles e pilotou a produção do disco. A gravação foi realizada no estúdio Eldorado, na rua Major Quedinho, centro de São Paulo.
“Dance, dance, dance / Gaste um tempo comigo / Não, não tenha juízo / Dê-se ao luxo de estar sendo fútil agora” . É assim que Rita abre o disco e convida o público a experimentar seu “Fruto Proibido”. O LP, ousadíssimo e cheio de temas femininos, é um claro recado à turma que repetia para ela que “para fazer rock tem que ter ‘culhão’”. Rita assina todas as composições, metade delas sozinha. E, pela primeira vez, músicas da roqueira em parceria com Paulo Coelho foram gravadas. O blues dolorido “Cartão Postal” é um lado B que virou clássico e está entre os favoritos dos fãs.
“O Toque”, esotérica-cósmica-viajante, traz Rita cantando que “o universo segue o rumo que todos nós escolhemos”. Porém, foi “Esse Tal de Roque Enrow” - e a história de uma mãe falando ao psiquiatra sobre a obsessão da filha com aquele tal de Roque - que conquistou a garotada, as rádios e a TV. A música fez parte da trilha sonora da novela “Bravo!”, da Rede Globo, ao lado de “Agora Só Falta Você” - hit com um claro convite à liberdade, parceria de Rita com Luiz Carlini. Duas de uma vez só!
Boa parte do rock brasileiro, na época, apontava para o progressivo. Rita, livre como sempre, flertava com o glam, com o classic rock, com o blues, com as guitarras, com os violões acústicos e com o minimoog. Inclusive, o sintetizador ganha lugar de destaque na foto da capa de “Fruto Proibido”, com a ruiva bela e esvoaçante na sala de jantar da casa dos pais, na Vila Mariana - tudo em frente à penteadeira da avó, herdada pela mãe e depois por Rita.
A qualidade das composições e da gravação, o brilho da voz de Rita e a rebeldia irreverente da maior roqueira brasileira conseguiram a proeza de colocar o underground na lista dos mais vendidos. “Comer um fruto que é proibido / Você não acha irresistível?”, ecoa Rita, num vocal urgente, desafiador, vivo, impossível de se tentar alcançar. Isso em plena ditadura militar. “Pirataria”, de Rita e Lee Marcucci, baixista da banda e que seguiria com a roqueira por anos, é outra ousadia contra censores, censuras e contra o establishment: “Quem falou que não pode ser? / Não, não, não / Eu não sei por quê / Eu posso tudo, tudo”.
E é em “Luz del Fuego”, a penúltima faixa do disco, que Rita se apresenta, brinca com o que pensam sobre ela e reafirma a mulher que é. Doa a quem doer. Alegre a quem alegrar: “Eu hoje represento a loucura / Mais o que você quiser / Tudo que você vê sair da boca / De uma grande mulher / Porém, louca!”. Dando o tom do começo ao fim, a rebeldia da estrela dos cabelos vermelhos termina o disco da maneira mais impactante possível, com “Ovelha Negra”. O maior hino aos diferentes é também o maior hit do álbum. Chegou ao topo entre as mais tocadas das rádios naquele ano e virou clipe no Fantástico.
Ao experimentar o primeiro grande sucesso de público, Rita segue com o "Tutti Frutti" em turnê, com ingressos esgotados pelo Brasil todo. Com a inesperada repercussão, a gravadora decidiu lançar “Ovelha Negra” em compacto. Rita, então, voltou ao estúdio com o Tutti Frutti para gravar três novas - e geniais - músicas: “Lá Vou Eu”, “Caçador de Aventuras” e “Status”. Hoje raro, o compacto é reeditado pela primeira vez para esse box, com a capa original. E com um detalhe que o torna ainda mais especial: para celebrar a data e manter a qualidade das canções, o compacto vem com dois disquinhos, um vermelho translúcido esfumaçado e outro marfim opaco. O primeiro traz “Lá Vou Eu” no lado 1 e “Caçador de Aventuras” no lado 2. O segundo, “Status” no lado 1 e “Ovelha Negra” no lado 2. Um lançamento à altura do disco que mudaria para sempre o rock brasileiro e coroaria, de vez, a sua estrela maior: Rita Lee.
A sonoridade do trabalho de Lô no início dos anos 70 mesclava várias influências das coisas que ele ouvia naquela época. De Hendrix aos Beatles, ele conseguia unir tudo em sua música. São dessa época os seus primeiros discos em carreira solo: o "Lô Borges" (1972), conhecido como o disco do tênis, e "Via Láctea", que tem a célebre gravação da bela "Clube da Esquina nº 2", com a participação no vocal de Solange Borges.
Se por um lado os trabalhos mais recentes dele não tiveram o mesmo brilho dessa fase inicial, por outro ele teve o mérito de se manter na ativa, lançando material inédito com frequência, ao invés de se acomodar nos antigos hits. Seu trabalho mais recente é o álbum "Chão de Giz", gravado em parceria com Zeca Baleiro. Certamente sua obra deixará uma marca na nossa MPB. Um selo de qualidade referendado até por Tom Jobim, que não só admirava a turma do Clube da Esquina como chegou a regravar Trem Azul do Lô nos anos 90.
"Trem Azul"
"Paisagem na Janela"
"Sonho Real"
Artista da maior importância da nossa MPB, Beth Carvalho teve resgatada a sua importante trajetória por intermédio do livro “Uma Vida pelo Samba”, escrito pelo jornalista e pesquisador Rodrigo Faour. O trabalho, que complementa o álbum digital "Samba Book", mostra toda a discografia da cantora e ressalta a essência de seu trabalho como descobridora de talentos e sua forte conexão com o gosto popular.
O álbum digital "Samba Book Beth Carvalho" (Musickeria) conta com 26 faixas com canções interpretadas por vários nomes da música. As cinco primeiras edições homenagearam João Nogueira, Martinho da Vila, Zeca Pagodinho, Dona Ivone Lara e Jorge Aragão, reunindo elencos estelares, em gravações exclusivas.
A sexta edição, em tributo a Beth Carvalho, inclui um caderno de partituras, com transcrição dos arranjos originais dos sambas; ambiente na web, com portal e redes sociais, além do livro “Uma Vida pelo Samba”, escrito pelo jornalista e pesquisador Rodrigo Faour. O livro cataloga os álbuns de carreira e as participações de Beth em discos de outros artistas, compactos e projetos especiais, desde sua estreia em 1965.
Faour conta que a fase inicial da carreira de Beth foi o trecho que rendeu um trabalho maior de pesquisa. “Eu acompanhei a trajetória dela desde os primeiros discos de samba. Mas ela já vinha atuando na música antes, nos anos 60, mais envolvida com o pessoal da Bossa Nova e dos festivais”. Faour lembrou a canção Andança, que Beth Carvalho defendeu com o grupo Golden Boys no Festival Internacional da Canção de 1968 e ficou em terceiro lugar. A composição de Edmundo Souto, Paulinho Tapajós e Danilo Caymmi se tornou um clássico da nossa MPB. “Ela tinha uma personalidade forte. Era uma artista que sabia o que queria e estava sempre conectada com o gosto do público. Prova disso são os seus grandes sucessos”. Compre o livro "Uma Vida pelo Samba", de Rodrigo Faour, neste link.
"Coisinha do Pai"
"Saco de Feijão"
"Firme e Forte"
O projeto deste ano vai reunir grandes amigos, parceiros musicais e artistas que têm Cássia como inspiração e referência. Nando Reis, autor de muitos dos maiores sucessos da cantora, e Lan Lan, percussionista que a acompanhou por anos nos palcos, são presença confirmada na tour, que também contará com convidados especiais para completar o time que celebra a história dessa grande artista que marcou gerações e que repercute ainda hoje. O "Corona Luau MTV" é uma iniciativa da cerveja Corona em parceria com a Paramount, a Skydance Corporation, e realização da 30e, maior companhia brasileira de entretenimento ao vivo.
Pela primeira vez o projeto terá seu lançamento em formato de turnê, com quatro shows espalhados pelo país: no dia 30 de novembro, no Pontão do Lago, em Brasília; 5 de dezembro, na Praia do Rosa, em Santa Catarina; 14 de dezembro, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro e, por fim, no dia 21 de dezembro, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Os ingressos para essas apresentações estarão disponíveis a partir de 28 de outubro, às 12h00, pelo site da Eventim (acesse aqui).
Além da tour, um episódio especial do "Corona Luau MTV" será gravado em outubro, em Maresias, litoral norte de São Paulo. A exibição acontecerá após o encerramento da turnê na Pluto TV, pelo canal MTV Pluto TV, e nos canais oficiais do YouTube da MTV Brasil e da Corona. E para completar a homenagem, Sarah Oliveira, que apresentou a edição de 2002 em que Cássia foi a atração musical, estará de volta ao comando do programa. “É uma honra pra mim apresentar essa homenagem à Cássia Eller anos depois. É tudo muito simbólico pra mim. O Luau que fizemos (eu, ela e Nando) é um dos momentos mais importantes da minha carreira e da minha vida. Acompanhar o furacão Cássia Eller foi realmente um privilégio que guardo na minha memória afetiva. As coisas lindas realmente são mais lindas porque ela esteve e está”, comenta Sarah.
O tributo marca a edição especial que celebra os 100 anos de Corona, cerveja premium da Ambev e eleita a mais valiosa do mundo por dois anos consecutivos. Para celebrar seu centenário, a marca preparou uma série de ações especiais para proporcionar momentos inesquecíveis para o público ao longo do ano."Para nós, cerveja é muito mais do que uma bebida: ela faz parte da nossa cultura. É o brinde à conexão entre pessoas e aos momentos icônicos. Por isso é muito forte e significativa a ideia de celebrar um momento especial do Luau, que entrou para a história da música brasileira. Estamos muito felizes com a evolução do projeto para uma turnê, o que nos permite levar essa experiência para mais perto do público e convidar mais pessoas a se desconectarem da rotina e se conectarem com a música, as boas lembranças e os encontros”, afirma a diretora de marketing de Corona, Gabriela Gallo.
“Cássia teve participação fundamental na minha vida”
Falar de Cássia Eller e não lembrar da relação entre ela e Nando Reis é quase impossível. Essa união foi marcada por uma conexão artística profunda e uma amizade que ultrapassou os palcos. Juntos, os dois criaram momentos memoráveis na música brasileira, incluindo a icônica participação no "Luau MTV", exibido em 2002, que eternizou interpretações emocionantes de “Relicário” e “O Segundo Sol”. A parceria rendeu grandes sucessos e revelou uma sintonia rara entre compositor e intérprete.
Em entrevista recente, Nando relembrou sua parceria com a amiga e cantora. “Foi uma relação muito intensa, prazerosa, produtiva e surpreendente, porque Cássia era uma pessoa tímida e eu também. A gente tinha muitas características semelhantes e essa retração social foi um dos elementos que nos aproximou. Vimos que ficávamos bem um com o outro e tinha essa relação apaixonada com a música, que era o nosso assunto central e principal”. Sobre a edição do Corona Luau MTV 2025, o artista declara: “Cássia teve participação fundamental na minha vida. Juntos fizemos discos magníficos. Ela me convidou para participar do Luau MTV que gravou. Agora eu a homenagearei neste especial”.
Musicais icônicos na Pluto TV
Fãs de todo o país poderão viver esse encontro por meio da exibição na Pluto TV, uma das principais plataformas FAST (Free Ad-Supported Television), que se compromete a oferecer uma ampla variedade de conteúdos para todos os públicos. Por meio de marcas como a MTV, a Pluto TV amplia o alcance do portfólio de entretenimento da Paramount, oferecendo acesso gratuito aos conteúdos musicais mais icônicos, shows e momentos marcantes da cultura pop em toda a América Latina, como o Corona Luau MTV.
Serviço
Realização: Corona, Paramount e 30e
Brasília
Data: 30 de novembro de 2025 (domingo)
Local: Pontão do Lago
Endereço: SHIS Ql 10, Lote 1/30, Lago Sul, Brasília
Horário de abertura da casa: 15h00
Classificação etária: maiores de 18 anos
Ingressos: pista: 175,00 (meia-entrada legal) | 210,00 (meia-entrada social) | 350,00 (inteira)
Início das vendas: 28 de outubro, 12h00
Vendas on-line em: eventim.com.br/
Bilheteria oficial: em breve
Santa Catarina
Data: 5 de dezembro de 2025 (sexta)
Local: Tantrarosa
Endereço: GRP-471, 4373, Praia do Rosa, Santa Catarina
Horário de abertura da casa: 17h00
Classificação etária: maiores de 18 anos
Ingressos: pista: 175,00 (meia-entrada legal) | 210,00 (meia-entrada social) | 350,00 (inteira)
Início das vendas: 28 de outubro, 12h00
Vendas on-line em: eventim.com.br/
Bilheteria oficial: em breve
Rio de Janeiro
Data: 14 de dezembro de 2025 (domingo)
Local: Museu do Amanhã
Endereço: Praça Mauá, 1, Centro, Rio de Janeiro
Horário de abertura da casa: 15h00
Classificação etária: maiores de 18 anos
Ingressos: pista: 175,00 (meia-entrada legal) | 210,00 (meia-entrada social) | 350,00 (inteira)
Início das vendas: 28 de outubro, 12h00
Vendas on-line em: eventim.com.br/
Bilheteria oficial:
Estádio Nilton Santos - Engenhão - Bilheteria Norte - Rua das Oficinas, s/n - Engenho de Dentro, Rio de Janeiro
Funcionamento: terça a sábado, das 10h00 às 17h00. Fechado em feriados, emenda de feriados, dias de jogos ou em dias de eventos de outras empresas.
São Paulo
Data: 21 de dezembro de 2025 (domingo)
Local: Plateia Externa do Auditório Ibirapuera
Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/n - Portão 10 - Parque Ibirapuera, São Paulo
Horário de Abertura da casa: 15h00
Classificação etária: maiores de 18 anos
Ingressos: pista: 175,00 (meia-entrada legal) | 210,00 (meia-entrada social) | 350,00 (inteira)
Início das vendas: 28 de outubro, 12h00
Vendas on-line em: eventim.com.br/
Bilheteria oficial: Allianz Parque - Bilheteria A - Rua Palestra Itália, 200 – Portão A – Perdizes - São Paulo
Funcionamento: terça a sábado das 10h00 às 17h00 | *Não há funcionamento em feriados, emenda de feriados, dias de jogos/eventos
Faixas mais ouvidas de cada álbum:
"Oral Fixation"
"Hips Don’t Lie" (feat. Wyclef Jean)
"La Tortura" (feat. Alejandro Sanz)
"Día de Enero"
"Las de la Intuición"
"No" (feat. Gustavo Cerati)
"Pies Descalzos"
"Antología"
"Estoy Aquí"
"Pies Descalzos, Sueños Blancos"
"¿Dónde Estás Corazón?"
"Un Poco de Amor"
"Dream as One" fará parte da trilha sonora original do filme, que estreia nos cinemas em 19 de dezembro
A artista pop vencedora do Grammy Miley Cyrus gravou uma nova música para “Avatar: Fire and Ash”, o terceiro filme da franquia de enorme sucesso “Avatar”, criada pelo cineasta vencedor do Oscar James Cameron. “Dream as One”, interpretada por Miley Cyrus, com música e letra de Cyrus, Andrew Wyatt, Mark Ronson e Simon Franglen, será apresentada nos créditos finais e fará parte da trilha sonora original do filme. “Avatar: Fire and Ash” estreia exclusivamente nos cinemas de todo o mundo em IMAX 3D, Dolby Cinema 3D, RealD 3D, Cinemark XD, 4DX, ScreenX e outras telas premium em 19 de dezembro de 2025.
A trilha sonora original de “Avatar: Fire and Ash”, com composição de Simon Franglen — vencedor do Grammy de “Gravação do Ano” em 1997 por “My Heart Will Go On”, de Titanic — será lançada em 12 de dezembro. O single “Dream as One”, pela Sony Music, será lançado em 14 de novembro.
Em “Avatar: Fire and Ash”, James Cameron leva o público de volta a Pandora em uma nova e imersiva aventura com Jake Sully (Sam Worthington), um ex-fuzileiro naval que se tornou líder Na’vi, a guerreira Na’vi Neytiri (Zoe Saldaña) e a família Sully. O filme, com roteiro de James Cameron, Rick Jaffa e Amanda Silver, e história de Cameron, Jaffa, Silver, Josh Friedman e Shane Salerno, também conta com Sigourney Weaver, Stephen Lang, Oona Chaplin, Cliff Curtis, Joel David Moore, CCH Pounder, Edie Falco, David Thewlis, Jemaine Clement, Giovanni Ribisi, Britain Dalton, Jamie Flatters, Trinity Jo-Li Bliss, Jack Champion, Brendan Cowell, Bailey Bass, Filip Geljo, Duane Evans Jr. e Kate Winslet no elenco.
Trailer de “Avatar: Fire and Ash”
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: Laryssa Gaynett
O Delírio Cabana fez da paixão comum pela música popular brasileira um terreno fértil para germinar novas composições com ritmos tradicionais da Amazônia, como gambá, cumbia, carimbó, boi-bumbá, carimbó e beiradão. A mescla mostrou um resultado aurpreendente
“Tempero” marca a estreia da banda formada pelos amazonenses Bruno Mattos, Gabriella Dias, Luli Braga e Nando Montenegro, nascida em 2023, durante uma viagem de Manaus à vila de Alter do Chão, em Santarém no Pará. Foram duas semanas de convivência e criação à beira do Tapajós, uma experiência que selou a vontade de construir uma história coletiva a partir da paixão pela cultura amazônica.
Composição de Nando Montenegro, “Tempero” junta a musicalidade da Região Norte às demais influências da MPB contemporânea, do pop e da música latina. O arranjo é de Bruno Mattos e a produção musical é dividida entre ele e Lucas Cajuhy, que também assina engenharia de gravação, mixagem e masterização.
A canção conta com percussões de Tércio Macambira, mauesense que criou a pulsação que sustenta a canção marcada por células rítmicas de gambá, boi-bumbá, maracatu e carimbó. Os sopros ganham corpo com Marcelo Martins (trompete), Francirbone (trombone) e Crhistofer Santos (saxofone), enquanto Bruno Mattos gravou as linhas de baixo, violão e guitarra. O resultado é um single coletivo, com vozes muito bem divididas entre Nando, Luli, Bruno e Gabriella, que se complementam em timbres e texturas.
Os figurinos e acessórios utilizados pelos integrantes vêm da marca Yanciã Amazônia, curadora de peças confeccionadas por artesãos do Amazonas, que prioriza a matéria-prima natural oriunda do bioma da região e materiais de reaproveitamento. Além disso, a marca autoral amazonense Glitch confecciona alguns dos figurinos idealizados por Hendryl Nogueira, que também assina a maquiagem do quarteto. A produção traz uma ficha técnica 100% amazonense, reforçando o potencial criativo inesgotável da cena musical do Amazonas.
"Tempero"
A proposta de "Twins" foi produzir um trabalho que representasse com sinceridade a alma da banda: um duo barulhento, visceral e honesto. As letras, seguem uma linha surrealista, introspectiva e sarcástica, dentro do universo do psych rock, abordando temas como ego, solidão, tempo, sonho e loucura. No entanto, o foco do álbum não está nas palavras em si, mas na experiência sonora como um todo, onde voz, ruído e ambiência ocupam o mesmo espaço narrativo.
A capa do disco reforça o caráter íntimo e simbólico do projeto: uma fotografia dos irmãos ainda crianças, nos anos 90. A imagem remete à infância e à conexão fraterna que se traduz também na música - ora nostálgica, ora explosiva. Algumas faixas trazem uma pegada mais garageira, com espírito frenético, que remete à energia do garage rock como expressão juvenil. Se você curte ouvir bandas do segmento indie rock certamente irá se identificar com a sonoridade do Muñoz. Que está distante do som que você ouve nas rádios. E isso já serve como motivo para você conferir o trabalho desse interessante duo.
"Inner Voice"