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quarta-feira, 11 de março de 2026

.: Entrevista: Babu Santana reflete sobre a polêmica participação no "BBB 26"


Ao analisar a trajetória no programa, ator destaca o que faria diferente. Foto: Globo/ Beatriz Damy

Ator consagrado, Babu Santana se permitiu viver mais uma vez a experiência de participar do "Big Brother Brasil". Seis anos depois de inaugurar o grupo Camarote, o ator virou veterano no "BBB 26" e, nessa nova jornada, acredita que a postura anteriormente “passiva”, como diz, deu lugar a uma posição enérgica de jogo. Foi nesta edição que Babu alcançou a famigerada liderança, realizou o sonho de desfrutar de uma festa a seu gosto e integrou um grande grupo que mais tarde viria a se dividir por divergências internas. O embate do participante com a também já conhecida Ana Paula Renault marcou uma virada em sua trajetória no reality show e contribuiu para sua segunda ida ao paredão, já que a recreadora Milena Moreira definiu em consenso com Jonas a indicação do brother. 

Na berlinda contra Milena e a amiga Chaiany Andrade, o ator acabou eliminado com 68,62% dos votos. Ao analisar a trajetória no programa, Babu destaca o que faria diferente: “Depois da conquista da liderança, eu pisaria mais no freio para poder sair com alguma coisa da casa. Com a condição de ser TOP 10 para ganhar o apartamento, eu desaceleraria aquele embate com a Ana Paula, deixaria o meu incômodo um pouco mais guardado para depois, então, pensar de forma mais tranquila o que fazer com aquela insatisfação”. Na entrevista a seguir, Babu Santana observa como o jogo deve seguir depois de sua saída e conta sobre próximos passos depois do "BBB".

 
Depois de inaugurar o grupo Camarote no "BBB 20", você retornou ao programa como um Veterano nesta edição. Quais foram as maiores diferenças entre essas duas experiências? 

Babu Santana - A maior diferença foi que da primeira vez eu entrei a esmo total, à revelia, a pura atitude de aventura. Não tinha nenhum tipo de malícia nem expectativa. E agora, no "BBB 26", eu acho que eu entro com a intenção de não ser tão passivo. Eu adoto uma postura de jogar, de tretar e acelerar o jogo. Eu vim com esse intuito de ter mais atitude para que o entretenimento se tornasse mais interessante. O "BBB 20" tem o Babu mais passivo e o "BBB 26", o Babu mais ativo.
 

No início da temporada, você chegou a comentar que não sabia como era ser querido dentro da casa, comparando a recepção dos brothers nas duas edições. O que mudou de lá para cá, na sua opinião?
Babu Santana É muito engraçado, porque no "BBB 20", quando eu entrei, eu só sabia quem era a Manu Gavassi. E no "BBB 26", eu já entro com a Solange Couto e o Henri Castelli, que são pessoas que já trabalharam comigo; o Edilson (Capetinha), que é um cara em que eu me amarro pra caramba; a Sol,  que já fez parte do Nós do Morro; a Sarah (Andrade), que em algum momento a gente havia se encontrado aqui fora; o Jonas (Sulzbach)... Ali eu já encontro familiaridades e me sinto mais acolhido logo ao abrir a porta. E por eu já ter esse acolhimento externo eu acho que aquilo se espalhou e me deu um conforto que me incomodou. Eu falei: “Opa, não vim aqui para ficar confortável”. Essa foi a principal mudança. Já no "BBB 20", eu me sentia um bicho acuado.

Acredita ter sido por isso que levou um certo tempo para se estabelecer em um grupo de aliados para jogar? 
Babu Santana Sim. Começou a me incomodar ter o conforto, ainda mais pilhado com a Ana Paula falando que o pessoal estava num resort. Aí eu falei: “Opa, não vamos transformar o 'BBB' num sarau”. Logo ali eu comecei a tentar identificar pessoas com linhas filosóficas e de vida mais compatíveis com a minha e também a tentar entender quem eram aquelas pessoas, sem criar uma panelinha de veteranos. Eu gosto de misturar. Logo cedo a gente começou a entender quem teria a filosofia de jogo parecida e eu acho que isso foi bem interessante.

Você voltou do paredão que eliminou a Sarah Andrade um mês atrás. A que atribui a sua eliminação agora, nessa segunda berlinda?
Babu Santana O ataque em excesso à Ana Paula (Renault). Eu querer trazer uma questão tão complexa em um programa editado num mundo fragmentado. Acho que faltou inteligência emocional nesse quesito. E isso tudo foi desencadeando outros problemas.

Na segunda semana da temporada, você conquistou a liderança pela primeira vez e celebrou bastante essa vitória. Como foi essa experiência?
Babu Santana Foi lindo! Acho que foi a melhor experiência que eu tive nos dois "BBB"s. Quarto do líder, o roupão, o "contato" com as pessoas que eu tinha deixado aqui fora, a festa... Poder celebrar a minha liderança com uma festa que homenageava o grupo que originou toda a minha carreira foi especial. Dessas dores todas, eu vou guardar esse momento bom.

 
Depois de uma briga com o Jonas, você decidiu se aliar à Ana Paula. Mas em determinado momento do jogo, optou por se distanciar dela e da Milena, e também por não falar mais de jogo com o Juliano, que era um de seus principais aliados. Por que tomou essa decisão sem que houvesse uma conversa com o grupo antes? 
Babu Santana A convivência com elas começou a me incomodar e, para que eu não brigasse, eu saí. Para que eu não conflitasse com o Juliano - eu não deixei de jogar com ele - eu falei: “Eu não vou falar mais de jogo com você, mas também não vou participar de nenhuma estratagema que inclua você para votar”. Isso nos afastou, até porque a gente já tinha tido algum tipo de discussão boba ali. E me incomodava muito - foi quase um ciúme - ele estar mais próximo da Ana Paula e não de mim. Depois da insatisfação dela de ter sido tirada da prova do anjo, ele também ficou chateado. Eu falei para ele: “Por que você acha que fui eu que te tirei se foi ela que te chamou e ainda debochou falando que você é o filho do Babu? Por que era óbvio? Desculpa, era óbvio que ela iria te tirar e de repente era até uma forma de te mostrar que você não era prioridade dela”. E aí, como ele disse para mim que não queria mais ver a gente brigando, que era uma coisa que o estava incomodando, eu continuei no jogo com o mesmo foco, que foi até o final. Porém, a minha convivência com a Ana Paula não estava agradável para mim. Como ele optou por ficar com ela - e em termos de jogo fez o certo - eu não quis atrapalhá-lo. Então, eu acho que foram esses exageros, ter jogado toda a minha revolta em cima de uma pessoa só, mas também me recuso a dizer que eu deixei de jogar com o Juliano, porque eu jamais deixaria votarem nele. Inclusive votei quase todas as vezes igual a ele.

Naquele momento você decidiu seguir jogando com Solange Couto, Leandro (Rocha), Chaiany e Breno (Corã). Foram eles seus maiores aliados nesta edição? 
Babu Santana Sobretudo Solange Couto, Boneco e Chaiany. O Breno é uma figura flutuante, um ser humano interessantíssimo. Eu acho que talvez ele consiga se esgueirar e chegar longe. Sabendo aqui da preferência do público, talvez ele não ganhe, mas acho que ele vai conseguir chegar longe.

 
Dentro da casa, você foi visto pelos adversários como uma espécie de “pai” desse terceiro grupo que se formou. Acreditava exercer algum tipo de liderança naquele contexto do quarto “Sonho do Amor”?
Babu Santana Houve uma dinâmica em que a gente tinha que decidir um líder. Quando a gente foi fazer a votação para essa ação, foi solicitado um líder para aquele grupo de pessoas e não fui eu o escolhido. E eu nem questionei ser ou não ser. Eu julgava haver ali pessoas maduras, com exceção da Chaiany que era a mais nova. O momento que talvez eu tenha errado foi a indignação que eu tive com a manipulação da Samira (Sagr) para com a Chai, que a levaria a retirar o anjo da amiga dela (Gabriela Saporito), o que eu achava que seria um erro na linha histórica do jogo da Chaiany. Esse foi o único momento que eu impus uma condição para ela pensar. Eu disse: “Cara, você está jogando o tempo todo com a menina (Gabriela), que te deu o anjo mesmo sendo sua adversária. Você não vai fazer o mesmo? Não vai ser recíproco, por causa de uma pessoa que não está ameaçada? A pessoa fala que tem uma cama vaga lá em cima, diz para você ir para lá, te expulsa e é sua aliada?”. Eu acho que nos dois meses essa foi a única questão na qual eu posso ter influenciado algum jogador. Sobre o resto, eu sempre fui uma pessoa que propõe o debate e que cada um defenda a sua autonomia. Eu não me vejo numa posição de liderança em momento algum.

Olhando para sua trajetória, faria algo diferente, se tivesse a chance?
Babu Santana Faria muitas coisas diferentes. Depois da conquista da liderança, eu pisaria mais no freio para poder sair com alguma coisa da casa. Com a condição de ser Top 10 para ganhar o apartamento, eu desaceleraria aquele embate com a Ana Paula, deixaria o meu incômodo um pouco mais guardado para depois, então, pensar de forma mais tranquila o que fazer com aquela insatisfação.

Que movimentos você vislumbra no jogo a partir da sua saída?
Babu Santana Eu acho que a galera vai ter uma certeza da força da dupla Milena e Ana Paula. Eu acho que eles vão se inclinar mais a essa dupla e a esse estilo de jogo. Eu espero que a Solange e o Boneco não cometam os mesmos erros que eu.

E para quem fica a sua torcida?
Babu Santana Para a Chaiany.

O que deseja realizar profissional e pessoalmente após essa segunda passagem pelo reality?
Babu Santana Eu vou me concentrar para exercer uma nova função na minha profissão, que é dirigir um projeto, e também pretendo voltar à direção do Nós do Morro. 

domingo, 8 de março de 2026

.: Maxiane Rodrigues relembra alianças, avalia conflitos e conta quem quer levar


Após deixar o “BBB 26”, Maxiane Rodrigues relembra alianças, comenta os principais embates do jogo e revela quais amizades pretende manter fora da casa. Foto: 
Globo/ Beatriz Damy


Eliminada do “BBB 26” com 63,21% dos votos, Maxiane Rodrigues deixou a casa mais vigiada do país após enfrentar um paredão disputado contra Milena Moreira e Chaiany Andrade. A votação mobilizou o público e alcançou 3 milhões de CPFs únicos, tornando-se a maior desde a implantação do sistema que separa voto de torcida e voto único. Natural de Nazaré da Mata, em Pernambuco, a influenciadora digital faz um balanço de sua trajetória no reality, revisita alianças, comenta rupturas estratégicas e reflete sobre os conflitos que marcaram sua participação. Na conversa a seguir, Maxiane também fala sobre os aprendizados que leva da experiência e revela quais amizades pretende cultivar fora da casa.
 

Quais foram os momentos mais especiais do "BBB" para você?
Maxiane Rodrigues - Fazer alianças que se transformaram em amizades que quero levar para a vida toda foi muito especial. Entre elas, destaco a de Sarah e a de Marciele, que foram grandes parceiras minhas. Um dos pontos mais incríveis do programa também foi ser Líder, porque é o ápice do reality. Viver tudo aquilo foi extraordinário. A minha festa também foi marcante, pois me ajudou a me reconectar com minha identidade e origens. Em algum momento do jogo, a gente acaba se perdendo, porque a dinâmica nos faz focar demais no jogo. Mas quando olhamos para as fotos e lembramos de onde viemos, isso nos faz relaxar e sentir em casa. Sempre tive curiosidade sobre as festas do "BBB" e foi muito especial participar delas, conhecer os cantores de perto e viver todas as dinâmicas.


E os mais desafiadores?
Maxiane Rodrigues - Os momentos mais desafiadores foram lidar com a hostilidade. Aqui fora, quando não nos damos bem com alguém, simplesmente nos afastamos. Lá dentro, isso não é possível, e os embates acabam acontecendo. Muitas vezes falamos coisas que não deveríamos, por causa da raiva e da pressão. Além disso, a imprevisibilidade das dinâmicas também foi difícil. Em um dia pode haver um “sincerão” pesado, e no outro algo mais leve, o que muda completamente o clima da casa. Outro desafio foi ter que votar e tirar o sonho de alguém. Cada pessoa ali é vitoriosa e merece estar naquele lugar, então machucar e ser machucada fez parte dos momentos mais difíceis para mim.


Você começou o jogo em um grupo e depois acabou indo para o outro lado. Por que optou por esse movimento? Houve algum momento de virada?

Maxiane Rodrigues - O momento de virada foi a prova do Líder, mas isso já vinha acontecendo gradualmente. Eu e Marciele nos identificávamos mais com a forma de jogar de um grupo, especialmente com Sarah, com quem me conectei muito. Aos poucos, fomos nos afastando do outro grupo, e chegou um momento em que era preciso tomar decisões. A prova do Líder apenas consolidou essa escolha. Eu não queria ficar em cima do muro; preferia jogar com pessoas com quem me identificava, mesmo correndo o risco de sair. O "BBB" é muito sobre o dia a dia e a convivência, e foi isso que nos levou a essa mudança.

Nos últimos dias, também houve um rompimento da sua aliança com Breno e Marcelo. Por que acha que isso aconteceu? 
Maxiane Rodrigues - Eu e Marciele nos identificávamos mais com Sarah, Sol, Cowboy e Jonas, enquanto Breno e Marcelo tinham afinidades com Babu, Juliano e Boneco. Essa ruptura foi acontecendo gradualmente, não de forma repentina. O jogo exige que, muitas vezes, passemos por cima de sentimentos para seguir nossas razões, porque no final só um vence, só um sai no paredão. Cada um tomou suas decisões, pensando em si, e tudo bem.

Quando o Marcelo foi eliminado, você chorou a saída dele, embora já não estivessem mais jogando juntos. Sentiu-se culpada pela eliminação dele?
Maxiane Rodrigues - Quando ele saiu, foi um choque. Eu realmente não acreditava que ele fosse sair, e acho que ninguém na casa imaginava. Todo mundo lá dentro acreditava que ele movimentava o jogo, que articulava, tinha presença, opinião e boas relações. Então, imaginávamos que ele protagonizava e jamais sairia. Eu até falei para ele, minutos antes, que não iria sair. Quando anunciaram o nome dele, eu pensei: “Ué, Nossa Senhora!”. A gente acaba se sentindo culpada de alguma forma, embora ele já tivesse embates com Jonas. Se Jonas o colocou, é porque tinha motivos para isso. E se o Marcelo saiu, foi porque o público quis que ele saísse. Não era minha responsabilidade. Só que eu só consegui entender isso ao longo dos dias, porque lá dentro todo mundo acreditava que era paredão falso, inclusive o meu. Ficamos naquela expectativa de que ele voltaria. Eu sou muito emoção e agi com o coração. Por mais que uma pessoa saia pela porta, você não deseja mal a ela. A gente conhece as histórias das pessoas, e quando alguém sai, é também um sonho que vai embora, junto com seus propósitos e objetivos. Sofri muito com a saída dele porque não queria que acontecesse, embora todas as dinâmicas sejam cheias de surpresas. Fui pega de surpresa no contragolpe. Mesmo que tenhamos nos afastado, eu jamais desejaria que ele estivesse fora da casa. Desejava que continuássemos juntos ali, mesmo jogando em lados opostos. Isso vem do fundo do coração.. 


Enquanto eles se afastavam, Jordana acabou se aproximando de você e da Marciele. As duas foram suas maiores aliadas no reality?

Maxiane Rodrigues - A Jordana era parceira da Aline, que saiu, e depois da Sol, que também saiu. Ela sempre deixava claro que estava ali e poderia jogar com a gente. Minha relação com a Jordana e com a Marciele foi acontecendo de forma gradativa, e chegou um momento em que precisei decidir se jogava ou não com ela. Foi uma excelente decisão, porque Jordana é uma mulher inteligente, articulada e que vai para o embate sem abaixar a cabeça. Às vezes eu até dizia: “Jordana, menos, segura um pouco a onda”, porque ela é intensa e enfrenta tudo de frente. Temos histórias e profissões parecidas, e antes de sair ela me disse que me admirava muito. Isso foi especial, porque sempre quis que minhas conexões fossem naturais e não forçadas.

Seus embates com a Ana Paula fizeram parte da rotina da casa nas últimas semanas. Na sua opinião, o que provocou esses conflitos?
Maxiane Rodrigues - Foram as diferenças de pensamento e de forma de jogar. Ela já tem experiência, é uma mulher inteligentíssima e estratégica, com sua maneira própria de se posicionar. Eu tenho a minha forma de ver e de jogar. Por sermos muito diferentes, o afastamento aconteceu naturalmente. Em alguns posicionamentos, ela tinha total razão, mas só conseguimos enxergar isso depois que saímos, porque viver e assistir são coisas bem diferentes. Esses embates refletem personalidades distintas, e no BBB é inevitável ir para o confronto.

Por diversas vezes o seu grupo especulou que os eliminados às terças-feiras estariam em paredões falsos, o que não aconteceu. As eliminações não davam nenhuma pista do jogo para vocês lá dentro?
Maxiane Rodrigues - Não. Por exemplo, o discurso da Sarah foi tão suave que acreditávamos que ela ficaria. Eu a via como uma pessoa coerente, cautelosa, gentil e cuidadosa com o que dizia. Ninguém imaginava que ela fosse sair. Ficamos sete dias esperando que fosse um paredão falso. Lá dentro, todos estavam sempre com essa expectativa, mas nunca se confirmava.

Com que participantes deseja manter amizade fora da casa?
Maxiane Rodrigues - Estou com o coração muito tranquilo. Lá dentro sempre falei que, apesar dos conflitos, mágoas e ressentimentos, tudo ficaria naquela porta para dentro. Aqui fora quero levar apenas coisas boas. Quem quiser se aproximar de mim, estou de coração aberto; quem não quiser, está tudo bem também, porque cada um sente e reage de uma forma. Há muitas pessoas que quero levar para a vida: Marciele, Jordana, Breno, Babu, que é um cara que respeito muito, Chai, que tem uma história magnífica, Gabi, Cowboy... Enfim, muita gente. Mas isso precisa ser recíproco. Eu estou de peito aberto, porque tudo que foi ruim ficou lá dentro. Aqui é vida real.

Que aprendizados carrega dessa experiência?
Maxiane Rodrigues - Foram muitos aprendizados. Aprendi a falar menos e ouvir mais. A julgar menos. Muitas vezes é melhor refletir antes de falar ou decidir se vale a pena bater de frente. Esses são aprendizados que quero levar para a minha vida.

Já conseguiu assimilar o que muda na sua vida depois da passagem pelo "BBB"? Pretende seguir atuando como influenciadora digital?
Maxiane Rodrigues - Estou assimilando tudo aos poucos, porque é uma bomba de informações. Saímos de lá vulneráveis e desestabilizados, com a frustração de sair sem o prêmio. Acho que ainda não consegui absorver nem 10% de tudo. Mas eu amo trabalhar com o que faço. Já atuava como influenciadora na minha região, e até o Gil comentou isso no bate-papo. Quero continuar nesse caminho, mas também quero investir no meu negócio como empreendedora. Trabalhar é minha fonte inesgotável de energia e vigor, é o que me ajuda a perceber quem eu sou e aonde quero chegar. Então, quero seguir tanto como influenciadora quanto como empreendedora. Para mim, está tudo certo. É isso que eu quero. 

quarta-feira, 4 de março de 2026

.: Bárbara Bruno e Vanessa Goulartt estrelam novela vertical


Projeto aposta em formato inovador para o digital e celebra o encontro de duas gerações de atrizes no mesmo elenco. Foto: Fernando Diaz

O palco, a câmera e as novas plataformas digitais se tornam território afetivo e criativo para Bárbara Bruno e Vanessa Goulartt. Mãe e filha vivem um momento raro e simbólico na carreira: estão juntas em três produções simultâneas, atravessando diferentes linguagens e reafirmando a força de uma parceria que mistura herança, admiração e identidade própria. No cinema, integram o elenco do longa-metragem “É Tempo de Amoras”, de Anahi Borges, em cartaz na Rede Cineflix e em cinemas de todo o Brasil, obra que aborda afetos, memórias e recomeços, em uma narrativa sensível sobre o tempo e suas delicadas transformações. Diante das câmeras, a cumplicidade transborda da vida real para a ficção, criando uma camada extra de verdade às personagens.

Nas novelas verticais, formato contemporâneo pensado para o consumo digital, mãe e filha experimentam uma linguagem ágil e direta, conectada aos novos modos de contar histórias. A experiência evidencia a versatilidade de ambas, que transitam com naturalidade entre o clássico e o inovador. As produções são da VRA Production e esrarão disponíveis no aplicativo Sua Novela.

Já nos palcos, recentemente, estiveram juntas na aclamada montagem de “Gertrude, Alice e Picasso”, texto de Alcides Nogueira, espetáculo que mergulha no universo de Gertrude Stein, Alice B. Toklas e Pablo Picasso. A peça, dirigida por Vanessa e com Barbara no elenco, propõe um encontro entre arte, memória e vanguarda - temas que dialogam diretamente com a própria trajetória da família, marcada por gerações dedicadas às artes cênicas.

Filha de Bárbara Bruno e neta de Paulo Goulart e Nicette Bruno, Vanessa Goulartt carrega um legado artístico que honra com personalidade e humor próprios. Ao dividir cena com a mãe em três frentes distintas, reafirma não apenas a continuidade de uma tradição teatral, mas a construção de uma nova camada dessa história - agora escrita a quatro mãos. Mais do que coincidência de agenda, o encontro nas três produções simboliza um momento de maturidade artística e afetiva. Entre câmeras, roteiros e bastidores, Bárbara e Vanessa demonstram que o palco pode ser também extensão da casa - e que o amor, quando compartilhado em cena, ganha novas formas de permanência.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

.: Entrevista: Marcelo Alves, do "BBB 26": "Meu maior adversário fui eu mesmo"


Ao relembrar a trajetória no reality show, ele reconhece erros cometidos no programa e afirma que deveria ter se expressado mais. Foto: Globo/ Beatriz Damy

Da casa de vidro para o "BBB 26", Marcelo Alves foi eliminado no quinto paredão da temporada, com 68,56% dos votos, na última terça-feira, dia 17 de fevereiro, em uma disputa contra Solange Couto e Samira Sagr. Ao relembrar a trajetória no reality show, ele reconhece erros cometidos no programa e afirma que deveria ter se expressado mais. "Senti falta de externar meus pensamentos. Era importante que o público soubesse o que eu estava pensando. Algumas atitudes me irritavam, mas eu não falava. Planejava conversar com Ana Paula antes do paredão para mostrar que estava com eles, mas não fiz. O rompimento com Maxiane e Marciele apenas confirmou o que eu já pensava, mas não estava mostrando para fora. Na minha cabeça, eu estava bem-posicionado, mas não deixei isso claro para o público, que era o principal", observa. Em entrevista, o ex-participante analisa os fatores que atrapalharam a permanência dele na competição e faz um balanço de sua passagem pelo programa. Marcelo também revela o que teria feito de diferente e como seria seu pódio com quem ainda segue na disputa.


Como resume o que foi o "Big Brother Brasil" para você? 
Marcelo Alves - O "BBB", para mim, foi a realização de um sonho. Eu me inscrevo desde 2014. Sei que tive minhas flutuações no jogo. Não consegui me mostrar por inteiro, tive minhas falhas e consigo reconhecê-las. Dentro da casa já percebia isso, e aqui fora só se confirmou. Mas estou muito feliz, viveria tudo de novo. Se fosse chamado novamente para participar, iria com outros olhos, com outra garra, com um posicionamento diferente e sendo 100% eu. Acredito que não consegui entregar totalmente quem eu sou.


Quais foram os erros e acertos dessa experiência?
Marcelo Alves - Erro foi não ter conseguido me doar 100% por causa de medos e inseguranças relacionados à minha sexualidade. Eu tinha muito receio de como isso iria repercutir aqui fora, tanto para mim quanto para minha família. Ser gay não é fácil, e isso me deixava inseguro. Outro erro foi me apegar rápido às pessoas e ser leal muito cedo, o que me fez tomar partido por outros e me perder no jogo. Eu deveria ter me posicionado de um lado só, não importava qual, mas firme. Infelizmente, percebi isso apenas no final, quando já era tarde.

Apesar de não ser tão próximo ao grupo do quarto Sonho da Eternidade, houve ocasiões em que você e o Breno se juntaram a eles para combinar votos. Como avalia essa posição de jogo?
Marcelo Alves - Sempre tive carinho pelas pessoas do quarto da Eternidade, como Babu, Juliano, Boneco (que veio comigo da casa de vidro) e Chay. Tive uma questão pequena com Ana Paula, mas lá dentro tudo ganha proporções maiores. Acabei tomando a dor do que aconteceu com Maxiane. Hoje, vendo de fora, percebo que a situação com Ana Paula foi mínima e eu a transformei em algo grande. Gosto muito dela, mesmo com as implicâncias. Faltou percepção e força para me situar em um lugar só. Minha questão foi tomar dores que não eram minhas e esquecer que o jogo era individual. Um exemplo foi a situação com Jonas, que virou justificativa para ele me colocar no paredão, mesmo não tendo sido algo diretamente comigo.

A prova do líder da última semana marcou um rompimento entre você, a Maxiane e a Marciele?Marcelo Alves - Senti falta de externar meus pensamentos. Era importante que o público soubesse o que eu estava pensando. Algumas atitudes me irritavam, mas eu não falava. Planejava conversar com Ana Paula antes do paredão para mostrar que estava com eles, mas não fiz. O rompimento com elas [Maxiane e Marciele] apenas confirmou o que eu já pensava, mas não estava mostrando para fora. Na minha cabeça, eu estava bem-posicionado, mas não deixei isso claro para o público, que era o principal.


Como acredita que as duas irão se posicionar daqui para frente? E o Breno, após a sua saída?
Marcelo Alves - Já sentia que iria sair, porque tinha consciência da minha flutuação e de não estar me entregando por inteiro. Tive crises de ansiedade e insegurança pela questão da sexualidade e pelo medo de minha família ser atacada. Antes de sair, falei para o Breno: “Se posicione. Fique do lado dos meninos, Babu, Juliano e Boneco.” Mas sei que as meninas vão querer conversar com ele, e Breno cede muito fácil. Espero que não ceda, porque minha eliminação foi consequência disso. Se elas tivessem me colocado sentado [na prova do Líder] uma ou duas vezes e eliminado Jonas ou Cowboy, que são fortes em provas, eu ou Breno poderíamos ter vencido a liderança e mudado o cenário. Infelizmente, percebi isso tarde demais..


Depois da indicação do líder Jonas, você relembrou que ele o havia colocado no primeiro castigo do monstro da temporada e que não teria argumentos para votar em ti. Imaginava receber essa indicação ou o voto dele te pegou de surpresa? 
Marcelo Alves - Eu já imaginava. Minutos antes do paredão, senti que seria eu e perguntei ao Breno se estava preparado, porque seríamos os dois na berlinda. Jonas tinha colocado Babu, que puxou Sarah, e ela saiu. Então, se ele colocasse Juliano, poderia eliminar Alberto, amigo dele. Ele preferiu o caminho mais fácil. Infelizmente, estamos em uma fase do jogo em que eles acham que os pipocas são fracos. Tenho até dó quando colocarem Chai no paredão, porque vão ver que não somos fracos. Fico feliz por Chaiany, que tem um coração enorme e uma inocência boa. Inclusive, Ana Paula perguntou a Jonas por que ele me indicou, e ele disse que as outras opções, Milena e Chai, estavam imunizadas. Ou seja, mais uma vez, tudo sobre os pipocas. Mas é aí que eles vão se surpreender.

Considera ter sido ele seu maior adversário no programa? Ou outra pessoa? 
Marcelo Alves - Acredito que meu maior adversário fui eu mesmo. Se tivesse seguido minhas intuições e me firmado de um lado da casa, sem ficar no meio, teria ido muito bem. Não tive nenhum adversário que me desestabilizasse de verdade.

Neste paredão, o grupo do qual ele faz parte conseguiu colocar três adversários na berlinda. Acha que faltou articulação ou foi questão de sorte?
Marcelo Alves - Eu conseguia articular bem, mas não pensei que o voto de Alberto estava vetado. Se tivesse percebido isso, teria articulado para colocar Jordana e Maxiane no paredão. Quando fui indicado, queria ter ido com Maxiane, mesmo que saísse. Podia ter gritado na sala: “Votem em Maxiane!”, mas não fiz. Talvez tivesse mudado tudo. Para mim, seria mais confortável sair contra ela do que contra pessoas do meu grupo.

Você e o Breno protagonizaram o primeiro beijo da edição e desde então mantiveram uma relação próxima dentro da casa. Foi ele seu maior aliado? 
Marcelo Alves - Sim. Falei para ele que, se não estivesse tão próximo, eu teria me perdido ainda mais. Mesmo com meus medos e inseguranças, ele conseguia me reconectar comigo em momentos difíceis. Foi uma aproximação genuína, de afeto, que quero levar para fora da casa, seja da forma que for.

Que amizades fez no "BBB" e deseja cultivar aqui fora?
Marcelo Alves - Chai, Leandro, Juliano, Babu, Samira e Breno, claro. Quero ver como ficará a situação com Ana Paula e Milena, porque tenho carinho por elas. As outras meninas ainda me deixam chateado, então prefiro falar das pessoas de quem tenho certeza.

Quais são seus planos a partir de agora? Pretende seguir atuando na Medicina e voltar para Currais Novos (RN)? 
Marcelo Alves - Meus planos serão conforme Deus me guiar. Se aparecer trabalho, adoro fotografar, fazer publicidade, televisão... O que vier, estarei aberto. Se não, volto para minha cidade para exercer a Medicina com orgulho, porque amo ajudar pessoas. Comentei com Babu que um dos meus maiores sonhos é ir até a África para ajudar com meu trabalho quem realmente precisa.

Se pudesse montar seu pódio agora que deixou a disputa, como ele seria? 
Marcelo Alves - Chai, Breno e Leandro.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

.: BBB 26: Entrevista com a veterana e eliminada Sarah Andrade

Sarah Andrade, eliminada do BBB 26. Foto: Globo/Beatriz Damy


De Pipoca a veterana, Sarah Andrade voltou ao ‘Big Brother Brasil’ cinco anos depois de sua primeira participação no reality. Desta vez, ela afirma ter privilegiado o coração em vez da estratégia, mas observa que a leitura de jogo foi igualmente difícil.  Ao comparar o ‘BBB 21’ ao ‘BBB 26’, Sarah avalia que o erro é justamente achar que a última experiência poderia ser parecida com a edição anterior. Na atual temporada, foi com os veteranos Jonas Sulzbach e Alberto Cowboy que a então sister formou o trio chamado de “trindade” pelos adversários, cujo desempenho nas provas era notável. Foi também com os veteranos – Ana Paula Renault e Babu Santana – os seus maiores embates na casa. Na berlinda disputada contra o ator e aliada Sol Vega, a brasiliense acabou deixando o programa com 69,13% dos votos nesta terça-feira, dia 10. “Eu fui eu mesma em todas as camadas. Não me arrependo de nada. Paciência se não foi o esperado por todos que estavam assistindo, mas eu teria feito exatamente do mesmo jeito”, reflete.

Na entrevista a seguir, Sarah Andrade observa suas decisões no jogo, avalia alianças estabelecidas no programa e conta para quem fica sua torcida no ‘BBB 26’.

 

Você participou do BBB pela segunda vez depois de cinco anos. Quais foram as maiores diferenças entre essas duas experiências?  

As duas edições foram muito diferentes. As pessoas são diferentes, os enredos, as histórias, tudo. Na verdade, o erro é achar que poderia ser alguma coisa parecida com a edição anterior. Quando a gente entra na casa, fica tudo mais difícil exatamente por ser diferente o que a gente está encarando ali. Estar numa casa onde você viveu tantos traumas, tantas coisas que tocam em gatilhos seus é muito complicado. Entrar com medos e inseguranças do passado é algo muito delicado de conseguir lidar lá dentro. Não só para mim, mas acredito que para todo veterano.

 

Você falou diversas vezes que lá de dentro não conseguia imaginar o que o público estava achando do jogo. Entrar no reality como veterana não te ajudou nesse sentido?  

Não faz diferença nenhuma. Ser Pipoca, Camarote ou veterano é tudo a mesma coisa. Na primeira semana, a gente sabe, por exemplo, a diferença das dinâmicas do jogo: Sincerão, como são as provas... Mas é a única coisa que a gente tem de vantagem nesse início. A partir dali, é tudo igual para todo mundo. E não tem como a gente entender o que se passa na cabeça das pessoas aqui fora ou lá dentro também. É muito difícil fazer essa leitura de jogo.

 

Você se destacou nas provas durante essas quatro semanas, fosse ganhando ou tendo um bom desempenho que te levava às fases finais. Você se preparou de alguma maneira para isso?

Não me preparei. Na verdade, foi uma surpresa até para mim. E eu fiquei muito feliz, porque desde a primeira vez que participei, já era boa na resistência, já tinha essa facilidade. Mas em agilidade eu não era tão boa e me surpreendi positivamente em ter ido bem nisso. Me orgulho bastante por ter conseguido me superar, porque eu acredito que realmente é algo que influencia no jogo e que pode te fazer permanecer por mais tempo ali dentro.

 

Planejou alguma nova estratégia de jogo para essa segunda oportunidade?  

Não pensei em nada. Eu fui mesmo para jogar com o coração, porque como eu tinha saído com a fama de estrategista da primeira vez, dessa vez falei: “Cara, eu preciso ser o mais coração possível e sentir o que está acontecendo lá dentro. Se der certo, bem; se não der, amém”. Deu certo? Talvez não, mas a gente tenta trabalhar aqui fora e correr atrás.

 

O que faltou para ir mais longe na disputa, na sua concepção? 

Pelo pouco que eu vi, acho que faltou mais gritaria, mais confusão, talvez fazer coisas que não compactuam com a Sarah de verdade. Então, eu jamais vou começar a tentar atingir pessoas ou iniciar ataques. Eu posso responder ataques que venham até mim, mas eu jamais vou atacar alguém primeiro. Isso não faz parte de mim, não aconteceria. Se eu saí do programa onde isso está sendo visto como entretenimento, realmente não era para mim, eu tinha que ter saído na quarta semana mesmo.

 

No Duelo de Risco, você afirmou que preferia ir ao paredão com o Babu Santana. Por quê?  

Porque ele era o oposto de mim em relação a comportamento dentro do jogo. Então, eu via assim: “se ele fica ou se eu saio, é porque realmente é o lado oposto que estaria se dando bem no jogo”. Na minha forma de ver, ele estava, sim, sendo grosso, prepotente em várias atitudes dele. Não é a forma como eu ajo com as pessoas ao meu redor, então para mim seria o melhor cenário para ir num paredão

 

Sua rivalidade com a Ana Paula Renault também foi bastante comentada aqui fora. O que colocou vocês em grupos distintos na competição?

São duas mulheres de temperamento muito fortes e maneiras de pensar muito diferentes, não teria como jogarmos do mesmo lado. Quanto mais eu fui convivendo com ela, eu vi que realmente não era o tipo de pessoa que eu gostaria de ter do meu lado dentro do jogo.

 

E como observa o jogo do grupo oposto? 

O grupo tinha várias pessoas diferentes, na verdade. Lá dentro o pessoal colocava muito mais o Babu como um líder. Aqui fora, a galera está colocando mais a Ana Paula. Mas são pessoas muito diferentes. Eu até falei lá dentro que várias pessoas ali eu gostaria de encontrar aqui fora, conviver, porque são histórias incríveis. Mas o jeito que ela [Ana Paula] leva o jogo para mim é uma forma muito agressiva de cutucar as pessoas, de induzir as pessoas, e desse tipo de jogo eu não gosto. As outras pessoas tem histórias diferentes, jeitos de agir diferentes. Agora, o dela, com o que eu convivia lá, era chato para caramba e eu não gosto desse tipo de comportamento.

 

Em relação às suas alianças na casa, de que maneira elas se definiram?   

Na verdade, tudo começou na primeira prova de resistência. Os últimos cinco ou seis que estavam na prova de resistência ficaram muitas horas juntos ali. Conversamos e brincamos muito. Dali começou a se formar essa amizade. Acho que a única pessoa que se distanciou de nós foi o Babu, que foi para outra direção. Não foi nada planejado daqui de fora, mas foi naturalmente acontecendo lá dentro por causa de uma prova. Uma dor que acabou unindo a gente. Nós vimos que estávamos todos passando pela mesma coisa, que era difícil para caramba, e acabamos nos identificando por causa daquilo.

 

O trio formado por você, Jonas e Alberto Cowboy foi intitulado de “trindade”. Como enxerga essa denominação? 

Eu amei! Realmente gosto muito dos dois, acho que tínhamos muitas coisas parecidas nas formas de pensar e jogar ali dentro. Para mim foi como um elogio, porque são pessoas incríveis, independentemente de jogo, são seres humanos maravilhosos. Eu torço para que dê tudo certo para eles dentro do jogo.

 

Além deles dois, quem mais considerava seu aliado no programa?

Além do Jonas e do Cowboy, o Edilson era muito próximo a mim; a Sol [Vega]; a Maxiane; e a Marciele. Essas seis pessoas eu gostava muito de ter por perto. É claro que havia outras pessoas que estavam junto comigo, mas nesses eu sentia que eu podia confiar, principalmente a Sol. Ela é um ser humano incrível. Tudo o que ela contou da história dela e falava para mim ali dentro...

 

Como imagina que os grupos vão seguir de agora em diante?

É difícil de falar, porque são pessoas com temperamentos muito diferentes. Eu acredito que alguns vão ficar com muito medo de encarar tanto o Babu, quanto a Ana Paula ali dentro, achando que já é um jogo 100% perdido. E pode ser que outros fiquem com mais sede ainda de uma justiça, de uma revanche. Mas acho que vai ter 8 e 80 dentro daquele grupo. Tem pessoas que vão para o ataque e outras que vão recuar. Agora eu acho que o outro grupo vai fazer mais barulho do que antes. Até pode ser meio perigoso, porque o Big Brother, como nós sabemos, sempre tem um plot twist no meio do programa. Quem sabe essa brincadeira de eles continuarem crescendo tanto não pode ser ruim em algum momento do jogo?

 

O que você gostaria de ter feito no BBB e não teve tempo de realizar? 

Não teria feito nada de diferente. Eu fui eu mesma em todas as camadas. Não me arrependo de nada. Paciência se não foi o esperado por todos que estavam assistindo, mas eu teria feito exatamente do mesmo jeito.

 

Quem deseja ver campeã(o) do ‘BBB 26’? 

É muito difícil, mas é óbvio que vou torcer para os meus. Eu queria muito que a Sol fosse uma grande campeã desse programa por tudo o que ela representou no reality, por tudo o que ela representou para mim ali dentro. Mas vamos esperar para ver o que pode acontecer.

 

Algum aprendizado novo fica dessa experiência de participar do reality como veterana?

O aprendizado é que nós estamos sempre aprendendo. Errando, tentando acertar e aprendendo com os erros – faz parte de nós, seres humanos. E ter humildade para reconhecer o que a gente está fazendo de errado para tentar melhorar como pessoa. Como jogadora eu não quero mais, chega! (risos). Mas como pessoa é sempre olhar de que forma eu posso melhorar.

 

Produzido pelos Estúdios Globo, o ‘BBB 26’ tem apresentação de Tadeu Schmidt, produção de Mariana Mónaco, direção-geral de Mario Marcondes, direção artística de Angélica Campos e produção executiva de Rodrigo Tapias e direção de gênero de Rodrigo Dourado. O programa vai ao ar de segunda a sábado depois de ‘Três Graças’ e após o ‘Fantástico’ aos domingos. Pode ser visto ainda 24h por dia, ao vivo, no Globoplay. O Multishow exibe diariamente 60 minutos, ao vivo, logo após o fim da exibição da TV Globo. A votação do programa acontece exclusivamente no gshow. Conta ainda com o Cartola BBB, fantasy game que desafia os usuários a montarem, toda semana, times com os participantes reais do reality show. Os projetos multiplataforma e mais informações podem ser encontrados no site.



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.: BBB 26: Sol Vega é desclassificada do reality com participantes veteranos

Foto: Globo / Reprodução

Nesta quarta-feira, dia 11, Sol Vega foi desclassificada do "BBB 26". Após análise das imagens da participante com Ana Paula Renault, constatou-se que Sol ultrapassou os limites e descumpriu as regras do programa. Mais informações serão apresentadas no programa de hoje por Tadeu Schmidt.

Produzido pelos Estúdios Globo, o "BBB 26" tem apresentação de Tadeu Schmidt, produção de Mariana Mónaco, direção-geral de Mario Marcondes, direção artística de Angélica Campos e produção executiva de Rodrigo Tapias e direção de gênero de Rodrigo Dourado. 

 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

.: Tainá Müller estreia como apresentadora do "Café Filosófico"


Novo formato do programa vai ao ar na segunda quinzena de abril. Foto: Nadja Kouchi/Acervo TV Cultura


As noites de domingo vão ganhar uma novidade para quem gosta de uma boa conversa e estava com saudade de um dos rostos mais famosos e talentosos da TV. A partir da segunda quinzena de abril, o programa "Café Filosófico", que está no ar há 23 anos na TV Cultura, em parceria com o Instituto CPFL, passa a ser apresentado pela atriz, roteirista, diretora e jornalista Tainá Müller. A atração vai ao ar às 20h00. 

A artista que protagonizou a série "Bom Dia, Verônica", atuou em várias novelas de sucesso e estreou recentemente como diretora no documentário Apolo, agora poderá ser vista na tela da Cultura. Tainá, que fez pós-graduação em Filosofia Contemporânea, pela PUCRJ, sempre foi uma telespectadora assídua do Café Filosófico e ficou entusiasmada com o convite da TV. "Eu comecei como apresentadora, eu sou jornalista, e durante a minha carreira de atriz, que é algo pelo qual sou completamente apaixonada, confesso que fiquei com um pouco de saudades, de nostalgia da época em que eu fazia entrevistas. E quando chegou a proposta do Café Filosófico foi a combinação perfeita do que eu queria fazer nesse momento", diz a nova apresentadora do programa.
 
"Vivemos um momento de renovação e a chegada de Tainá Muller reforça isso. Estamos felizes em ter mais um grande talento em nosso time. Hoje precisamos refletir sobre a sociedade e os desafios que o mundo tem nos apresentado. Ter o Café Filosófico na TV Cultura, agora em um formato mais atraente, cumpre essa missão", afirma Beth Carmona, vice-presidente da TV Cultura.
 

Novo visual e formato
O Café Filosófico chega com uma nova identidade visual e artística, incluindo cenário, vinheta de abertura e artes gráficas para acompanhar a renovação do formato, que passa a ter Tainá Muller interagindo com os convidados e a plateia. O programa apostará em um conteúdo mais envolvente e relevante, que é um dos seus principais legados.
 
"Renovar o formato do Café Filosófico CPFL é uma forma de acompanhar as transformações da sociedade em um projeto que sempre esteve à frente do seu tempo. Desde o início, o programa é pioneiro ao levar temas contemporâneos para a TV de forma profunda e acessível, estimulando a reflexão e o diálogo. A parceria com a TV Cultura é essencial nessa trajetória, e somos muito gratos por caminhar juntos nessa evolução, ampliando o alcance e a relevância do Café para novos públicos", diz Daniella Ortolani Pagotto, Head do Instituto CPFL.
 

Sobre Tainá Müller
Tainá Müller é atriz, jornalista e cineasta formada pela PUC-RS. Antes de se dedicar à atuação, trabalhou como repórter da MTV. No cinema, como atriz, conquistou prêmios com "Cão Sem Dono" (2007) e "As Mães de Chico Xavier" (2010) e participou de personagens marcantes na televisão, como a fotógrafa Marina, da novela "Em Família" (2014) e a policial protagonista de "Bom Dia, Verônica" (2020-2024). Em 2025, estreou na direção de longas-metragens com o documentário Apolo, ampliando sua trajetória artística também atrás das câmeras. Sucesso de crítica, Apolo venceu prêmios como “Melhor documentário” no Festival do Rio, Melhor Filme pelo público no Mix Brasil. Interessada desde sempre em entender os caminhos do pensamento na nossa sociedade, chegou a cursar durante a pandemia uma pós-graduação em filosofia contemporânea na PUC-RJ.
 

Sobre o Café Filosófico
Desde a estreia, em 2003, o programa convida o público a fazer uma imersão no mundo do conhecimento, com a participação de convidados de Filosofia, Psicologia, História, Ciências e Arte, que debatem temas do cotidiano.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

.: HBO anuncia série documental que promete bastidores do fenômeno Rouge


Dirigida por Tatiana Issa que também assina a produção executiva ao lado de Guto Barra. a produção reúne as integrantes Aline Wirley, Fantine Thó, Karin Hils e Lu Andrade para compartilharem, pela primeira vez, sua própria versão da história. Foto: Kelly Fuzaro 

A HBO acaba de anunciar a produção de uma nova série documental que vai revisitar, de forma inédita, a trajetória do grupo Rouge, um dos maiores fenômenos musicais dos anos 2000, que marcou gerações e continua sendo lembrado por fãs mais de duas décadas depois. A série está em fase de gravação e ainda não tem data de lançamento prevista.  

Dirigida por Tatiana Issa que também assina a produção executiva ao lado de Guto Barra. a produção reúne as integrantes Aline Wirley, Fantine Thó, Karin Hils e Lu Andrade para compartilharem, pela primeira vez, sua própria versão da história. Li Martins ficou de fora da reunião, segundo a HBO, todas as integrantes do Rouge foram convidadas a integrar o projeto. Da audição para o reality show "Popstars" (SBT, 2002) ao estrelato, passando pelo rompimento e pelas carreiras individuais, a série promete revelar memórias, afetos e bastidores nunca antes contados. 

O grupo foi formado em 2002 em parceria com a Sony Music, em um momento em que a indústria fonográfica mundial era dominada por grupos de jovens talentos como Spice Girls, Destiny’s Child, Backstreet Boys e N’Sync. No Brasil, o Rouge se tornou um marco: vendeu cerca de 6 milhões de cópias, conquistou três discos de ouro, três de platina e um de platina dupla pela Pro-Música Brasil.  

Ao longo da trajetória, o grupo lotou turnês, estrelou campanhas publicitárias, participou de produções audiovisuais e lançou uma linha de produtos licenciados. Em 2006, a banda chegou ao fim em meio a polêmicas e desentendimentos. Agora, quase 20 anos depois, são as próprias artistas que retomam a narrativa, revelando dores, aprendizados e vitórias.  

A série documental é uma coprodução da Producing Partners com a Warner Bros. Discovery. A série é dirigida por Tatiana Issa que também assina a produção executiva ao lado de Guto Barra. Por parte da Warner Bros. Discovery a supervisão é de Mariano César, Sergio Nakasone, Adriana Cechetti e Marina Pedral. 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

.: TV Cultura exibe documentário inédito sobre o escritor Otto Lara Resende


Neste sábado, dia 24 de janeiro, a TV Cultura leva ao ar o documentário inédito "Otto: De Trás P/ Diante", sobre o escritor e jornalista Otto Lara Resende (1922-1992), dirigido por Helena Lara Resende e Marcos Ribeiro. A exibição acontece às 23h00. Para contar essa história, foi recriado o escritório na casa de campo que pertenceu ao escritor. 

O ator Rodolfo Vaz interpreta Otto; a atriz Júlia Lemmertz lê trechos de sua obra; e a viúva, Helena Pinheiro de Lara Resende, e sua filha temporã, a jornalista Helena Lara Resende, revelam bilhetes e trechos de cartas inéditos. O jornalista e escritor Humberto Werneck também participa do filme, pontuando e comentando fatos da vida de Otto. Tal qual o seu personagem, o filme é acessível a todos, seja através da emoção, do informação, da reflexão, do humor, e sobretudo através de sua humanidade. Compre os livros de Otto Lara Resende neste link.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

.: Entrevista: Aline Campos enfrenta o jogo e paga o preço da sinceridade


Eliminada do "BBB 26", atriz reflete sobre embates, emoção e a decisão de não silenciar conflitos do passado. Foto: Globo/ Beatriz Damy


Eliminada no primeiro paredão do "BBB 26", Aline Campos deixou a casa mais vigiada do Brasil após receber 61,64% dos votos do público. Protagonista de um embate intenso com a participante Ana Paula Renault, a atriz e empresária entrou no jogo disposta a resolver pendências do passado e pagou o preço por jogar de forma frontal e emocional logo na primeira semana. Nesta entrevista, Aline faz um balanço honesto de sua passagem pelo reality, comenta os conflitos que marcaram sua trajetória, reflete sobre escolhas, estratégias e aprendizados, e revela quais laços gostaria de ter aprofundado caso tivesse permanecido no programa.


Que balanço faz da sua trajetória no "BBB 26"? 
Aline Campos - Estou feliz e com o coração tranquilo em relação à minha participação no "BBB" nessa primeira semana de jogo, que foi tão intensa. Acho que não tinha como ser diferente diante da bagagem que já existia na minha relação com a Ana Paula, que foi a narrativa principal que me envolveu nesses dias. Não teria como seguir o jogo com isso engasgado, sem zerar essa situação. Só que o fato de eu ter exposto isso a ela, de certa forma, gerou um olhar para mim de competição e também um mal-estar, por mais que ela tenha me pedido desculpas e eu tenha aceitado; o clima ficou ruim. Eu não me arrependo de nada do que fiz. Algo que eu pretendo avaliar, quando conseguir parar, é a minha forma de me expressar. É importante reforçar que uma pessoa que medita, que trabalha seu autoconhecimento e sua espiritualidade não é melhor do que ninguém e não está imune a se desequilibrar emocionalmente. Muito pelo contrário: uma pessoa que sabe que existe a sua sombra entende que precisa ser olhada para que não machuque ninguém. O fato de eu meditar não significa que eu sou só zen, só namastê. Tem sempre o outro lado da polaridade. Pelos poucos vídeos que eu consegui assistir até agora e pelo que eu me lembro, acho que está tudo coerente com o que eu vivi. Existiram momentos em que não dava para falar calminha; houve momentos em que a minha fala foi mais impactante. Por ser uma mulher forte, no sentido de já ter vivido muitas coisas e sempre tendo lutar, a gente acaba criando um escudo, camadas que fazem com que a gente não seja só leve e suave na vida. Existem outras mulheres na casa que eu considero que são assim como eu. Estou muito feliz, porque sei que agi com o coração do início ao fim. Por mais que eu tenha saído na primeira semana, consegui enxergar que foi um paredão difícil. Consigo enxergar que a Ana Paula é uma ótima jogadora. Em relação ao jogo, eu tiro meu chapéu para ela porque ela soube e sabe – e eu acho que ela vai muito longe – articular e fazer a coisa acontecer de uma forma inteligente e do jeito que ela quer para ela. Talvez jogar com o coração nem seja jogar. Eu simplesmente fui eu lá, de certa forma, até com uma inocência por ter entrado logo de cara num embate com uma das pessoas mais fortes dos reality shows que já aconteceram no Brasil. Mas não me arrependo de absolutamente nada, faria tudo igual, talvez lapidando a forma de me expressar.

 
O que faltou para ir mais longe na competição, na sua opinião? 
Aline Campos - Eu acho que para eu ir mais longe na competição ou teria que ter guardado para mim o que aconteceu aqui fora, pelo menos por um tempo – se eu tivesse feito isso, eu acredito que não teria ido para esse primeiro paredão – ou não ter tido coragem de colocá-la (Ana Paula) nesse primeiro paredão comigo quando tocou o Big Fone. Mas acredito que as coisas são como têm que ser. Talvez se eu tivesse criado mais oportunidade de discussão com ela e não tivesse cessado... Mas ela também não olhava no meu olho para que essa oportunidade surgisse. Uma das estratégias de jogo dela era não me dar enredo para continuar com mais narrativa.
 

Quando usou sua “touca da sorte”, com as flores, a Ana Paula fez uma piada te chamando de planta. Como avalia esse apontamento? 
Aline Campos - Eu acho que ela foi genial, porque aquela touca eu uso aqui fora quando estou me sentindo para baixo, eu amo aquela touca. Só que quando eu a coloquei na mala e decidir usar, nem pensei que aquilo podia ser motivo de piada. Mas ela foi genial; olhou e falou “planta”. Eu tive até que concordar que a piada dela foi boa (risos). Uma coisa muito positiva na Ana Paula, por mais que a forma de levar o jogo vá contra àquilo que eu acredito, é que ela é muito engraçada. Ela tem um humor ácido e uma leveza que são igual a quando você assiste a uma novela e gosta do vilão. Ela tem essa característica que eu acho que faz o povo abraçá-la. Contudo, não faz o menor sentido me apontar como planta. Eu tentava não levar a sério, porque ela queria me provocar. Ela falava o tempo todo que eu era planta e, de certa forma, manipulava também o público de casa, porque ela sabia que esse era o" BBB" que não tolerava planta. Mas uma planta não movimenta o jogo como eu movimentei. Uma planta não tem coragem de falar para a participante mais confiante o que eu falei, de bater de frente. Eu não concordo e aquilo ali não me atingiu em absolutamente nada.
 

Por que acha que o Marcelo te puxou para o paredão após atender o "Big Fone"? E como foi sua escolha pela Ana Paula no contragolpe? 
Aline Campos - Eu tinha acabado de conversar com o Marcelo. Quando eu me conectei com ele inicialmente, ele foi um querido comigo. Eu achei que nunca fosse ter problema com ele. Mas ele acabou sendo um fiel escudeiro da Ana Paula e, quando eu vi, ele tinha parado de falar comigo. Mesmo depois da conversa que eu tive com ele, o Big Fone tocou e, no calor da emoção, me vendo conversar com ela também, não teria como ele pensar em outra pessoa. Eu entendo ele ter me colocado, por mais que a gente tenha conversado e, na hora, ter parecido que ficou tudo bem entre a gente, aquilo ali é um jogo. Quando eu peguei a pulseira, eu ainda dei uma analisada na casa, mas eu realmente não tinha dúvidas de quem colocar. Por mais que eu achasse ela uma pessoa forte, eu acredito que não tinha como ter sido diferente. Não por acaso o Big Fone tocou naquela hora, dando todos os sinais de que era para haver aquele embate. Não tive nem como pensar em outra pessoa.


No primeiro mercado da Xepa, os outros brothers não atenderam ao seu pedido pela caixa de ovos. Ao reivindicar, você acabou discutindo com a Ana Paula. Você se sentiu incompreendida naquele momento? 
Aline Campos Eu me senti muito incompreendida, porque com as estalecas que eu dava para fazer a compra coletiva, eu também comprava a carne da galera e outros itens que eu nem consumia. Na minha cabeça, não fazia sentido nenhum alguém me privar de, com o meu próprio dinheiro, – mesmo eu participando do “ratatá” da carne que eu não comia – comprar uma caixa de ovos. Então, eu me senti, sim, injustiçada, por pura implicância.
 

Que aprendizados ficam dessa experiência no reality?
Aline Campos Eu acho que ainda vou ter muitos aprendizados no pós-"BBB" por estar me analisando, entendendo como eu sou nas reações e tudo mais. Mas o aprendizado é sobre lidar com pessoas diferentes de mim. É importante, porque chega um momento na nossa vida em que a gente consegue escolher mais as pessoas com quem a gente convive e isso torna a nossa vida mais confortável. Se eu não quero estar com você, eu não preciso. Só que quando você está com pessoas com quem você não quer estar, existem muitos aprendizados que a gente só entende vivendo. Por exemplo, lidar com vários sentimentos, estar naquela casa, acordar com a música alta e só querer ver as pessoas que eu amo, mas ter que lidar com quem estava me odiando lá dentro. Então, eu ainda estou assimilando tudo, a ficha demorou a cair quando eu entrei e está demorando para cair agora que eu saí. Eu acho que o aprendizado é sobre lidar com emoções que eu não escolho, porque no dia a dia, graças a Deus, hoje eu posso escolher quem está do meu lado.
 

Entre camarotes e veteranos, você disse que já conhecia alguns dos participantes. Sua percepção sobre algum deles mudou durante o game?  
Aline Campos - Sim. Eu saí com uma percepção esquisita a respeito do Babu, eu diria. Talvez se eu tivesse ficado mais tempo lá, eu poderia esclarecer com ele, porque sempre gostei muito dele, do papo dele, de quando ele está na conversa com todo mundo. Mas o negócio que ele me falou depois do Sincerão não fez sentido para mim, eu achei que ele “pipocou”. Ele disse que, se não tivesse colocado a Sol (Vega), ele teria me colocado na posição de quem ele não gostaria que ganhasse o "BBB". Aí eu falei: “Como assim? Das 20 e poucas pessoas, você me chama de amiga, e eu sou a pessoa que você não gostaria que ganhasse o BBB?”. Aí ele respondeu: “Não, amiga, não é isso. Mas é porque você está num paredão muito difícil, então eu ia te colocar porque eu achava que você sairia”. Aí eu falei ele estava sendo incoerente, porque a pergunta do Tadeu foi clara: “Quem você gostaria que não ganhasse o 'BBB'?”. E que se ele me colocasse, ele iria declarar que queria que eu perdesse. Aí ele ficou tentando dar uma enrolada para algo que não tinha o que enrolar. A pergunta foi clara e isso me deixou um pouco decepcionada, porque ele me chamava de amiga e eu realmente tinha uma grande consideração e carinho por ele - tenho ainda. Ali eu enxerguei de uma outra forma, vi que realmente é um jogo. Mas eu espero que depois a gente converse e que fique tudo ajustado.
 

Essas relações com brothers e sisters que já conhecia aqui fora ajudaram na convivência ou dificultaram de alguma forma?
Aline Campos - Eu acho que ajudaram, de alguma maneira. O Jonas foi superfofo de me levar para o Almoço do Anjo quando eu estava abalada emocionalmente e na Xepa, com opções limitadas para comer. Com relação a Sol (Vega) também. Ela é uma mulher incrível, forte e inspiradora, só que não se envolve muito no jogo. Eu tinha o acolhimento de uma pessoa que eu conhecia desde o início, uma mulher madura. Eu gostei muito dessa edição, porque há muitas pessoas de idades diferentes, desde 21 anos até pessoas mais velhas, então deu essa equilibrada. Na verdade, eu acho que esse fato mais me ajudou do que atrapalhou.
 

Acredita que você e a Sol seguiriam como aliadas se tivesse permanecido no programa?
Aline Campos - Eu acho que sim. Se eu tivesse permanecido, a gente iria estreitar cada vez mais a amizade. Eu achei tão fofo ela chorando na minha saída. A gente estava se conectando cada vez mais. Nós somos duas pessoas de personalidades diferentes, mas a gente se conectou através do nosso coração, do olhar. Ela é uma mulher muito verdadeira e o que a gente tem em comum é a força da mulher que teve que passar por preconceitos para chegar aonde chegou. Ela também tem a voz forte, que muitas vezes é mal interpretada. Eu acho, sim, que a gente fortaleceria nossa amizade se eu tivesse ficado mais tempo lá. Eu a admiro muito, torço para que ela fique bem e seja acolhida por pessoas legais.
                                                                                                                                                                                
Mais quem você gostaria de ter como aliado no jogo se tivesse continuado no "BBB"?
Aline Campos A Jordana. Foi no final que a gente se conectou, mas é uma mulher que pensa muito parecido comigo e que se posiciona muito bem. Ela não tem medo de não escolher um lado, mesmo concordando mais com a opinião do outro lado. Eu acho que, sim, ela vai receber ataques, porque não escolheu um lado específico e fica perto das pessoas que ela acredita, mas ela se posiciona; quando não gosta ela fala. Vou torcer muito por ela!
 

Para mais quem, além dela, fica sua torcida? 
Aline Campos - Além da Sol (Vega) e da Jordana, eu me conectei muito, mesmo que rápido, com a Gabizinha, que chegou por último. A gente gosta das mesmas coisas. Ela é uma menina de 21 anos, muito forte, que passou por uma situação que talvez eu não passaria, o Quarto Branco. Eu acho ela muito verdadeira e corajosa e acredito que vá longe. A minha torcida vai para Sol (Vega), para a Jordana, para a Gabi e eu gosto muito do Juliano (Floss) também. Eu gosto do Brigido...Tem muitas pessoas que eu saí de lá gostando e que eu quero acompanhar e torcer.

 
O que muda na Aline que entrou no "BBB" no dia 12 de janeiro e a que saiu ontem? 
Aline Campos Muda o olhar para o ser humano, para as relações. Porque, se a gente se abre para as relações improváveis e desafiadoras, a gente aprende muito e se conhece mais. Eu quero muito analisar os vídeos, as cenas principais com calma e avaliar o meu olhar, o meu comportamento, a minha forma de me expressar. Como eu disse, eu sou simplesmente eu e a intenção que eu coloco em cada fala é genuína, é do coração. Só que, da mesma forma que eu falei para a Sol (Vega) sobre a forma dela de discutir sobre algo que ela acredita, que pode ser lapidada para que ela não dê motivo para as pessoas se voltarem contra ela, eu falo para mim também. Ela disse para mim: “Mas eu sou assim, amiga”. E eu respondi: “eu sei, amiga. E é essa é sua força, mas dá para lapidar, dá para você entender aos poucos onde você pode suavizar mais para que a gente não perca a razão”.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

.: Entrevista com Carlos Araújo, diretor artístico de "Coração Acelerado"


Diretor artístico fala sobre música como dramaturgia, Goiás como identidade e o sertanejo como narrativa popular em estado bruto. Foto: Globo/ Rodolfo Sanches

Se toda música sertaneja carrega um enredo pronto para virar novela, "Coração Acelerado" entra de botas, refrão na garganta e alma exposta. A nova novela das sete da Globo transforma a lógica do hit em dramaturgia, troca o palco pelo capítulo diário e assume, sem pudor, que ali quem conduz a história são as mulheres, dentro e fora da ficção. Entre amores interrompidos, contratos sufocantes, fé, rivalidades familiares e o peso da fama mediada pelas redes sociais, o sertanejo deixa de ser pano de fundo para se tornar estrutura narrativa, estética e política.

À frente dessa engrenagem está Carlos Araújo, diretor artístico que atravessa décadas da teledramaturgia brasileira e agora se lança ao desafio de equilibrar tradição novelística, linguagem de show e pulsação contemporânea. Nesta entrevista, ele fala sobre a aposta em Goiás como território simbólico, a música como motor dramático, o protagonismo feminino e os riscos e delícias de colocar a novela para cantar em tempo real, no meio do povo, sob luz de palco e aplauso verdadeiro.


O que o público pode esperar de "Coração Acelerado"?
Carlos Araújo -
O público pode esperar uma novela vibrante, solar, que une música, romance e humor em uma história cheia de emoção. "Coração Acelerado" é uma comédia romântica musical que mergulha no universo sertanejo, trazendo a força feminina e os conflitos familiares como pano de fundo.


Vocês estão prevendo participações de nomes consagrados da música, como isso contribui para a trama?
Carlos Araújo -
As participações de artistas consagrados, como Maiara & Maraisa, Naiara Azevedo, Daniel, Michel Teló e Ana Castela, dão autenticidade à narrativa e aproximam ainda mais o público desse universo. Elas não são apenas aparições, ajudam a contar a história e reforçam a conexão entre ficção e realidade, criando momentos únicos na trama. Musicalmente, será um grande presente para o público.


Qual a importância de terem gravado as primeiras cenas da novela em Goiás?
Carlos Araújo - 
Goiás é o coração do sertanejo e traduz a essência da novela. Gravar as primeiras cenas lá foi fundamental para dar verdade à narrativa. Queríamos que o público se reconhecesse nas histórias, e isso só seria possível mergulhando na cultura local. As paisagens do Cerrado, a culinária típica e os cenários icônicos do estado agregam autenticidade e beleza cinematográfica à trama. Essa imersão permitiu criar uma identidade forte com a região e com o povo goiano.
 

Por que escolher gravar cenas de shows de João Raul (Felipe Bragança) em festivais reais? O que isso exigiu em termos de produção?
Carlos Araújo -
Gravar em festivais reais foi uma decisão para levar ao público a energia genuína dos grandes eventos sertanejos. Isso exigiu uma logística complexa: integração com equipes dos shows, captação de som e imagem em ambientes dinâmicos. Um exemplo foi a cena gravada durante um show de Maiara & Maraisa, em Crixás, Goiás, onde o personagem João Raul subiu ao palco para apresentar uma música inédita. Essa escolha trouxe realismo e emoção que seriam impossíveis de reproduzir em estúdio.


O que tem sido mais desafiador na direção desta novela?
Carlos Araújo - 
O maior desafio é equilibrar duas linguagens: a dramaturgia clássica e a estética dos grandes shows. Temos cenas intimistas, carregadas de emoção, e momentos grandiosos, com multidões e música ao vivo. Conciliar isso sem perder ritmo e mantendo qualidade artística é um trabalho minucioso. Além disso, criar uma identidade visual que dialogue com a cultura goiana sem cair em estereótipos tem sido um exercício constante.

Quais são os principais diferenciais de "Coração Acelerado"? O que você destacaria da novela até agora?
Carlos Araújo - 
O grande diferencial é a fusão entre novela e música sertaneja, com uma pegada contemporânea e protagonismo feminino. Destaco também a autenticidade das locações, a força dos personagens femininos e a trilha sonora original, que vai emocionar e embalar o público. É uma obra que celebra a cultura brasileira, conecta gerações e traz temas atuais como redes sociais, fama e empoderamento.


domingo, 11 de janeiro de 2026

.: O "Coração Acelerado" de Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento


Duas autoras, uma novela musical e o sertanejo como linguagem dramática para falar de amor, ambição e protagonismo feminino. Foto: Globo/ Léo Rosario

Toda canção sertaneja carrega um enredo pronto: amores atravessados, promessas quebradas, coragem feminina e aquela emoção que pede refrão alto. "Coração Acelerado", nova novela das sete da TV Globo, surge exatamente desse cruzamento: quando a música popular encontra o melodrama clássico da telenovela e resolve falar de mulheres que querem soltar a própria voz. Pela primeira vez escrevendo juntas uma novela, Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento transformam o universo do sertanejo - e, sobretudo, do feminejo - em território narrativo, afetivo e até político. 

Além de hits, palcos ou bastidores, a novela tratará sobre ambição, redes sociais, contratos sufocantes, heranças familiares e o direito de sonhar sem baixar a cabeça para ninguém. Nesta entrevista, as autoras falam de pesquisa, parceria, humor, música como motor dramático e da aposta em uma história popular que acelera o coração sem abrir mão de inteligência, afeto e conflito.


Como vocês definem a trama de "Coração Acelerado"?
Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento - Nossa história é uma comédia romântica musical, com protagonismo feminino no universo da música sertaneja, que fala de amor, de sonhos e conquistas.

 
De quem foi a ideia desta trama e como vocês se dividem nesta escrita? 
Izabel de Oliveira - Eu tinha vontade de falar sobre o universo sertanejo, sobretudo o feminejo, e levei a ideia para a Globo. Quando o projeto foi aprovado, pedi alguém para embarcar comigo nesta construção e foi então que convidamos a Maria Helena. A partir do argumento inicial, elaboramos a sinopse juntas e nos dividimos na escrita da trama. De modo geral, eu estruturo as escaletas e a Maria Helena desenvolve as cenas, mas trocamos ao longo de todo o processo, nos complementando nas ideias. E temos ainda um time de roteiristas, com Daisy Chaves, Dino Cantelli, Flavia Bessone, Fabrício Santiago e Isabel Muniz, que trabalham conosco e contribuem muito na construção da nossa história.

 
O que inspirou vocês a contar essa história?
Izabel de Oliveira - A ideia de contar uma história ambientada no universo sertanejo veio da minha paixão pela história popular e por eu identificar no sertanejo, dentro do universo da música, o que há de mais parecido com um roteiro de novela. As letras das músicas sertanejas contam uma história! Elas falam de amor, dos sentimentos, de sonhos e têm um apelo popular que comunica imediatamente com o público. Eu tenho uma fascinação por isso. Então, veio o desejo de escrever uma novela musical com a temática sertaneja. E isso aconteceu quando o feminejo estava estourando, com mulheres talentosas e potentes que estavam buscando seus espaços.
Maria Helena Nascimento - Além da riqueza dos elementos de melodrama na letra sertaneja que nos inspirou, nós duas temos no histórico novelas musicais, eu com "Rock Story", e Izabel com "Cheias de Charme". É uma temática que gostamos. Como espectadora, sempre me encanto com projetos que envolvam música.
 

Como foi o processo de pesquisa para escrever essa história?
Izabel de Oliveira e
 Maria Helena Nascimento - Estamos mergulhadas nesse universo com apoio de diferentes áreas. O departamento de Pesquisa e Desenvolvimento Artístico da Globo promoveu um ciclo de conversas em que pudemos trocar com diversos cantores do sertanejo, fizemos uma pesquisa intensa em Goiânia e estamos contando com um suporte muito grande da TV Anhanguera, afiliada da região. E isso será um processo contínuo, que nos acompanhará até o fim da novela.


A novela traz uma história que aborda o feminejo e a força feminina. Como isso será mostrado? Que assuntos da atualidade são abordados na trama?
Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento - Contaremos a história da Agrado (Isadora Cruz), uma jovem que sonha com a carreira de cantora e batalha por isso em um universo em que a presença masculina é muito forte. As pessoas se interessam pelas composições da Agrado, mas sempre querem mudar algo, e isso a deixa indignada. Agrado não abaixa a cabeça, ela tem orgulho e acredita no seu talento. É uma mulher forte, dona de si. O público verá também a trajetória da Eduarda (Gabz), que, assim como Agrado, sonha com a carreira de cantora, mas lhe oferecem poucas oportunidades. Ela lutará muito por sua carreira. Teremos ainda as personagens Zilá (Leandra Leal) e Janete (Letícia Spiller), duas mulheres fortes e empreendedoras. Mostrar a batalha dessas mulheres será inspirador. Outra pauta que traremos é sobre a relação das pessoas com as redes sociais. A história se inicia com a repercussão de um post feito pelo astro sertanejo João Raul (Filipe Bragança). E temos a personagem Naiane (Isabelle Drummond), uma influenciadora digital. Vamos discutir sobre as relações digitais, a superexposição nas redes e o impacto disso na vida dessas pessoas.
 

Estão previstas participações especiais da música sertaneja. Por que trazer estes artistas para a história?
Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento - Gostamos de fazer essa conexão entre realidade e ficção, traz verdade para a história e causa um impacto no público. É divertido ter personagens reais inseridos na trama. E, claro, é uma forma de homenagear esses artistas.
 

O horário das sete propõe histórias com temáticas mais leves e divertidas. O humor estará presente na trama?
Izabel de Oliveira e
 Maria Helena Nascimento - Nossa história é um romance musical com muito humor. Não temos um único núcleo cômico, isso está espalhado nas tramas que envolvem a história, que é leve e bem-humorada. Acontece até mesmo com os vilões ou nas situações mais dramáticas.
 

Como está sendo a parceria com Carlos Araújo? É a primeira novela que fazem juntos? 
Izabel de Oliveira - Trabalhei com Carlos Araújo em "Cheias de Charme". Ele é um diretor muito vibrante, cheio de boas ideias e tem um lado sentimental muito parecido comigo e com a Maria Helena.
Maria Helena Nascimento - O Carlos tem se mostrado muito entusiasmado, e é muito gostoso para a gente ver a forma que ele recebe o nosso trabalho. A troca tem sido muito harmônica.
 

O que o público pode esperar de "Coração Acelerado"?
Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento - Que acelere o coração de todos! Música, romance, relações de famílias intensas, humor e sonoridade.

 
O que vocês querem despertar no público com a história que estão contando?
Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento - A vontade de correr atrás dos seus sonhos. De ter coragem para batalhar por aquilo que acreditam e desejam para suas vidas. E, claro, a emoção que a música provoca.



sábado, 10 de janeiro de 2026

.: "Roda Viva" entrevista a atriz Ingrid Guimarães nesta segunda-feira


Ingrid Guimarães estará no centro do "Roda Viva" para falar de humor, afeto e protagonismo feminino, às vésperas da estreia do filme "Minha Melhor Amiga". Foto: Nadja Kouchi / Acervo TV Cultura

Nesta segunda-feira, 12 de janeiro, o programa "Roda Viva" recebe a atriz e humorista Ingrid Guimarães para uma entrevista que revisita momentos decisivos de sua trajetória artística e pessoal. Prestes a estrear nos cinemas com o longa-metragem "Minha Melhor Amiga", no qual atua ao lado de Mônica Martinelli, a artista fala sobre carreira, escolhas criativas e a presença determinante das mulheres em sua vida - dentro e fora de cena.

Gravado em dezembro de 2025, o programa inédito propõe um mergulho na construção de uma das carreiras mais populares e consistentes do humor brasileiro contemporâneo. Ao longo da conversa, Ingrid reflete sobre o protagonismo feminino, os desafios da comédia em um país marcado por contradições sociais e políticas, além das transformações do mercado audiovisual e da relação direta com o público.

A bancada de entrevistadores reúne nomes de peso do jornalismo cultural: Priscilla Geremias, editora da Marie Claire Brasil; Ubiratan Brasil, jornalista cultural; Mariliz Pereira Jorge, colunista da Folha de S.Paulo e do Meio; Talita Duvanel, repórter de Cultura do O Globo; e Danilo Casaletti, repórter de Cultura do Estadão. 

O programa conta ainda com os comentários gráficos do cartunista Luciano Veronezi, que acompanha a entrevista com ilustrações ao vivo. O "Roda Viva" vai ao ar a partir das 22h00, na TV Cultura, com transmissão simultânea pelo site oficial da emissora, pelo aplicativo Cultura Play e pelas redes sociais - YouTube, X, TikTok e Facebook.

.: TV Cultura exibe animação nacional de ficção científica neste domingo


Neste domingo, dia 11 de janeiro, a TV Cultura apresenta o filme de animação nacional "As Aventuras de Fujiwara Manchester", a partir das 16h00. Dirigido e roteirizado por Alê Camargo, o longa transporta o público para o século 27, em uma jornada repleta de ação, humor e ficção científica. A trama acompanha o aventureiro espacial Fujiwara Manchester (“Fuji”), seus amigos Lydia e Kawi, e sua impetuosa nave Cara de Cavalo na missão de recuperar uma joia antiga capaz de provocar a destruição da galáxia.

Para cumprir o desafio, Fuji terá de enfrentar um terrível inimigo e, ao mesmo tempo, escapar de uma esquadra de naves do governo, que também ambiciona o poderoso artefato. Com direção de arte de Camila Carrossine, o longa é uma produção da UM Filmes e Buba Filmes, com produção executiva de Arnaldo e Julia Galvão.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

.: 30 anos depois, o caso ET de Varginha volta ao centro do debate nacional


Com coprodução da Globo e da EPTV, o documentário valoriza a memória, resgata arquivos inéditos e reforça protagonismo da emissora na cobertura do caso

Trinta anos depois de um dos episódios mais misteriosos do Brasil, a EPTV reconstrói, com profundidade e rigor jornalístico, os acontecimentos que transformaram a cidade de Varginha após a suposta aparição de um ser extraterrestre na cidade. A série “O Mistério de Varginha”, produzida pela Globo e com coprodução da EPTV, apresenta ao público um mergulho na história que mobilizou o país e segue despertando curiosidade em diferentes gerações. 

Em 20 de janeiro de 1996, três jovens disseram ter visto uma criatura estranha em um terreno baldio de Varginha: um ser com pele marrom, grandes olhos vermelhos e cabeça grande em forma de coração com três protuberâncias. Outras testemunhas teriam observado objetos e movimentações estranhas no céu da região nos dias anteriores.

A EPTV foi a primeira emissora a registrar o caso, dando início a uma cobertura que rapidamente ganharia dimensão nacional com grande destaque no Fantástico, da Globo. Três décadas depois, a equipe retorna às ruas, revisita arquivos e personagens que vivenciaram o fenômeno, agora com novos recursos, novas fontes e acesso amplo a registros que nunca haviam sido exibidos, além de entrevistas reveladoras sobre a narrativa construída pelos ufólogos à época.

Entre outubro e dezembro de 2025, a equipe percorreu cidades de Minas Gerais, São Paulo e Brasília para compreender em profundidade a cadeia de eventos que cercou o suposto avistamento e as repercussões do caso. Mais do que recontar a história, a série propõe uma reflexão sobre como o episódio moldou a identidade local, influenciou gerações de moradores e permaneceu vivo no imaginário nacional. 

Kátia Andrade, Liliane Silva e Valquíria da Silva são as principais testemunhas do caso que parou o Brasil e ganhou o mundo. Um dos focos centrais do trabalho foi revisitar os bastidores da cobertura original feita pela própria EPTV, hoje parte de um acervo histórico que integra o documentário. O resgate dessas imagens, aliado a novos depoimentos e a encontros com personagens que nunca haviam falado publicamente, amplia a compreensão sobre como o caso foi vivido pela cidade e pelos profissionais que testemunharam a repercussão diária do fenômeno. 

Com direção de Ricardo Calil, da Globo, e Paulo Gonçalves, da EPTV, o documentário conta ainda com assinatura de diversos profissionais das duas empresas sendo que toda a produção, captação de imagens e entrevistas foram feitas pela EPTV. A série, composta por três episódios, também celebra a relação da emissora com seu público regional. Varginha, cidade que se tornou sinônimo do caso em todo o mundo, é também sede da EPTV Sul de Minas. Como parte das ações promocionais, a cidade receberá no uma pré-estreia exclusiva, reforçando o vínculo entre a EPTV e a comunidade. 

A exibição pública e gratuita do primeiro episódio de “O Mistério de Varginha” será no dia 4 de janeiro a partir das 17h00 no Memorial do ET, museu erguido em 2022 justamente para relembrar o caso e cenário para algumas das entrevistas. A série completa vai ao ar na Globo nos dias 6, 7 e 8 de janeiro, após “O Auto da Compadecida”, na segunda linha de shows do horário nobre, e estará disponível também no Globoplay.

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