Atriz, que participou dos primeiros anos da televisão no país, construiu a carreira de sucesso no teatro, no cinema e em novelas como “Irmãos Coragem” e “Rainha da Sucata”. Foto: Globo/ Fábio Rocha
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quarta-feira, 19 de agosto de 2026
.: Glória Menezes deixa seis décadas de história na dramaturgia brasileira
Atriz, que participou dos primeiros anos da televisão no país, construiu a carreira de sucesso no teatro, no cinema e em novelas como “Irmãos Coragem” e “Rainha da Sucata”. Foto: Globo/ Fábio Rocha
terça-feira, 18 de agosto de 2026
.: Laura Cardoso morre aos 98 anos e deixa legado de oito décadas
Como homenagem à artista, a TV Globo exibe nesta tarde o especial "Tributo", logo após "Além do Tempo", na Edição Especial. Gravado em 2024, o episódio da série documental revisita momentos marcantes da vida e da carreira de Laura, com depoimentos de amigos e colegas, além de lembranças da infância da atriz. Com a mudança na programação, o filme previsto para a "Sessão da Tarde" não será exibido.
Do drama à comédia
Teatro, cinema e muitos prêmios
Sobre "Tributo"
segunda-feira, 20 de julho de 2026
.: “Preta Gil nunca teve medo”, destaca Mini Kerti em "Meu Nome É Preta"
Produzida pela Conspiração, série de quatro episódios se aprofunda em momentos íntimos da trajetória da artista, com depoimentos inéditos de familiares e amigos. Imagem: divulgação
Conhecida pela irreverência, amor escancarado pelos amigos e a coragem de viver sem filtros, a cantora Preta Gil fez da vida uma celebração de afeto e liberdade. Um ano após o falecimento dela, o público poderá revisitar sua trajetória a partir desta segunda-feira, dia 20 de julho, com a estreia da série "Meu Nome É Preta", original do Globoplay. Dividida em quatro episódios, a produção reconstrói a história da artista a partir do olhar daqueles que compartilharam sua vida, compondo um mosaico afetivo sobre seu legado. Produzida pela Conspiração e dirigida por Mini Kerti, a obra terá o primeiro episódio disponível e aberto para todo o público, incluindo não assinantes do streaming.
Para dar forma a essa narrativa, a produção resgata registros históricos e familiares raros, incluindo filmes inéditos em Super 8 de sua infância na Bahia, a vivência de Gilberto Gil e Sandra Gadelha, e imagens comoventes do seu irmão Pedro Gil, falecido em 1990. Em contraste com essa atmosfera íntima, os arquivos de mídia dos anos 2000 relembram os embates públicos enfrentados pela cantora, evidenciando seu pioneirismo ao pautar discussões sobre corpo, orientação sexual e diversidade quando esses temas ainda eram tabus. “Fizemos um recorte que narra sua vida a partir dos acontecimentos marcantes que mudaram seu rumo: a morte do irmão mais velho ainda na adolescência, o primeiro disco em que posou nua na capa, a criação da Noite Preta, depois o Bloco da Preta”, descreve a diretora Mini Kerti.
Com depoimentos inéditos que se transformam em verdadeiras cartas de amor, a obra conta com a participação especial de amigos, como Carolina Dieckmmann, Regina Casé, Duh Marinho, Gominho, Ivete Sangalo, Hugo Gloss, Alice Carvalho e Ana Carolina, bem como de familiares, entre eles, Gilberto Gil, Sandra Gadelha, Fran Gil, Flora Gil, Bela Gil, Otávio Muller e Davi Moraes, que revelam momentos importantes da jornada de Preta. A presença marcante da artista se reflete na própria estrutura da série, que coloca Preta Gil como narradora de sua história, num “diálogo” com os amigos e parentes, guiando o público por meio de um extenso trabalho de pesquisa que recupera entrevistas concedidas por ela ao longo de toda a vida. O vasto material de arquivo aborda desde o seu nascimento, passando pela maternidade, sua atuação pioneira como empresária, até sua forte ligação com o Carnaval.
Segundo a diretora Mini Kerti, a produção evidencia a personalidade monumental de Preta, mas sem perder a sensibilidade dos bastidores. “A série mostra que Preta Gil nunca teve medo de revelar a sua essência para o mundo. Ela se conectava de forma generosa com as pessoas e se expunha impiedosamente. Ela não criava pautas, ela era a própria pauta”, pontua.
A produtora Luísa Barbosa complementa: “O que mais surpreende ao mergulhar na história de Preta Gil é a coerência radical entre a pessoa pública e a privada. Fica claro que aquela personalidade expansiva, generosa e sem filtros que o público via era exatamente quem ela era na intimidade. Contar sua história é reconhecer a força de quem escolheu viver com autenticidade, mesmo sob julgamento constante, e evidenciar o impacto real que isso teve na cultura e no imaginário coletivo”.
A preservação dessa memória e legado estende-se para além do streaming, integrando o projeto "Quanto Mais Preta Melhor" uma homenagem da Globo à trajetória e à força da artista. No dia 20 de julho, mesma data de estreia da série do Globoplay, a TV Globo exibe o filme documental "Preta - Eu Não Ando Só". O projeto nasceu de um pedido da própria Preta Gil e é focado em sua luta contra o câncer, construído com imagens de celular gravadas por ela mesma e por sua rede de apoio durante o tratamento. O filme tem direção artística de Monica Almeida, direção de Sandra Kogut, roteiro de Renato Terra, produção executiva de Fernanda Neves e produção de Elaine Sá.
No Globoplay, os episódios de "Meu Nome É Preta" terão publicação semanal, chegando ao streaming às segundas-feiras. O quarto e último episódio será lançado em uma data especial: no sábado, dia 8 de agosto, celebrando a efeméride de aniversário de Preta Gil. A série Original tem direção de Mini Kerti, produção de Carolina Jabor, Luísa Barbosa e Renata Brandão, roteiro de Victor Nascimento e produção associada de Flora Gil. O primeiro episódio estará disponível também para não assinantes. Confira a entrevista com a diretora Mini Kerti e com a produtora Luísa Barbosa.
Que significado tem, para você, contar a história de uma mulher como a Preta Gil?
Mini Kerti - Eu chorei vários dias, nas filmagens e na ilha de edição. Preta foi muito ela mesma, sob milhares de holofotes e, muitas vezes, incompreendida, o que não é nada simples. Mas mesmo assim foi construindo uma rede enorme de afetos. Pra mim, contar a história dela é um grande desafio e uma enorme alegria.
Como a trilha sonora foi pensada para dialogar com a história de Preta?
Luísa Barbosa - A trilha sonora segue esse retrato íntimo e histórico, começando nas referências formativas de Preta, como os Doces Bárbaros e o rock anos 80 da sua prima Marina Lima, até chegar na própria carreira de Preta, marcada pela mistura de gêneros como axé, funk, MPB e pop.
O que mais surpreendeu ao mergulhar na história da Preta durante o processo da série?
Mini Kerti - A liberdade. Preta era livre e profundamente fiel a si mesma, sem medidas.
Quais critérios orientaram a escolha dos amigos e pessoas próximas que aparecem na série?
Luísa Barbosa - Adotamos dois critérios centrais: reunir pessoas que ajudassem a cobrir diferentes momentos da linha do tempo de sua vida e, ao mesmo tempo, que representassem as muitas facetas que ela assumiu: filha, irmã, mãe, avó, amiga, empreendedora, influenciadora, ativista e cantora.
Preta Gil sempre foi uma voz ativa em diferentes temas da atualidade. Como esses pilares foram abordados na narrativa da série?
Mini Kerti - Esses temas diversos aparecem por meio da própria história de vida da Preta, com suas palavras, atitudes e pensamentos. De maneira clara, pessoal e íntima.
Que novas perspectivas a obra traz sobre sua história e legado?
Luísa Barbosa - Ao colocar a própria Preta como narradora de sua história, a série revela suas contradições, fragilidades e afetos, oferecendo um retrato muito mais humano, profundo e complexo de sua biografia.
sexta-feira, 19 de junho de 2026
.: TV Cultura apresenta show de Paula Lima no "Bem Brasil" ao vivo
A cantora revisita sucessos da carreira e clássicos da música brasileira direto do Sesc Itaquera. Foto: Juliana Helcer
domingo, 14 de junho de 2026
.: "Roda Viva" entrevista Miguel Falabella ao vivo nesta segunda-feira
Artista fala na TV Cultura sobre a trajetória no teatro, na televisão e na literatura, além dos projetos em cartaz e do novo livro. Foto: Renato Rocha Miranda / TV Globo
O programa "Roda Viva" recebe nesta segunda-feira, dia 15 de junho, ao vivo na TV Cultura, o ator, diretor, dramaturgo e escritor Miguel Falabella. Considerado um dos artistas mais versáteis e multifacetados do Brasil, Falabella construiu uma carreira de sucesso no teatro, no cinema, na televisão e na literatura. Sua trajetória reúne grandes musicais, trabalhos de destaque no audiovisual e personagens inesquecíveis, como o irreverente Caco Antibes, do humorístico Sai de Baixo.
Atualmente, o artista está em cartaz no Rio de Janeiro com o espetáculo Victor ou Victoria. Recentemente, também lançou o livro "A Partilha e Outras Peças Teatrais", publicado pela Matrix Editora, que reúne quatro textos fundamentais de sua dramaturgia, escritos entre 1990 e 2025. Com apresentação de Ernesto Paglia, o "Roda Viva" vai ao ar às 22h00, na TV Cultura, com transmissão simultânea no YouTube e site oficial da emissora. Leia a crítica do livro - "'A Partilha' e Outras Peças Teatrais" é um convite à reflexão profunda - neste link.
sexta-feira, 12 de junho de 2026
.: "Bem Brasil" recebe Sandra Sá neste domingo, com grandes sucessos
A cantora Sandra Sá é a convidada do programa "Bem Brasil" neste domingo, dia 14 de junho, às 12h00, em um show especial transmitido ao vivo pela TV Cultura, a partir do meio-dia, diretamente do Sesc Itaquera, em São Paulo. A apresentação reúne sucessos que marcaram mais de 40 anos de carreira de uma das vozes mais importantes da música brasileira, como "Retratos e Canções", "Joga Fora", "Bye Bye Tristeza" e "Olhos Coloridos".
Com uma trajetória marcada pela mistura de MPB, soul, samba, funk e pop, Sandra Sá leva ao palco canções que evidenciam a diversidade musical de sua obra e sua capacidade de dialogar com diferentes gerações de público. Wandi Doratiotto apresenta o Bem Brasil, que conta ainda com a participação da jornalista Roberta Martinelli, que interage com o público presente no Sesc Itaquera. O programa tem transmissão ao vivo pela TV Cultura, canais da TV Cultura, sesc.tv e no canal do youtube.com/sescsp. O público também pode acompanhar as apresentações do "Bem Brasil" no Sesc Itaquera. Os ingressos são gratuitos.
Sobre o "Bem Brasil"
Reconhecido como um dos mais importantes programas musicais da TV pública brasileira, o "Bem Brasil" voltou à TV Cultura após 18 anos, em 7 de junho, por meio de uma parceria entre a emissora e o Sesc São Paulo. A nova fase da atração tem apresentação de Wandi Doratiotto e participação da jornalista Roberta Martinelli. Ao longo da trajetória, o programa tornou-se um registro vivo da diversidade e da riqueza da música brasileira, contribuindo para a democratização do acesso à música na televisão aberta.
A atração estreou em 5 de maio de 1991, na TV Cultura, com a proposta de levar shows musicais ao vivo à televisão aberta, sempre com plateia presente. O nome do programa foi inspirado no choro Bem Brasil, de Altamiro Carrilho, que também participou da edição de estreia ao lado do grupo Isaías e Seus Chorões. Inicialmente exibido ao vivo do anfiteatro da USP, em São Paulo, o programa rapidamente se consolidou como um palco democrático da música brasileira, reunindo artistas de diferentes estilos e gerações.
Ao longo de sua história, o "Bem Brasil" realizou mais de 600 programas e recebeu artistas como Maria Bethânia, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Djavan, Tim Maia, Gal Costa, Cássia Eller, Chico Science & Nação Zumbi, Zeca Baleiro, Lenine, Elba Ramalho, Alceu Valença, Martinho da Vila e Alcione, entre muitos outros. O programa também abriu espaço para bandas de rock e pop, como Titãs, Os Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho e Skank, além de valorizar o choro, a música instrumental e novas gerações da música brasileira.
Serviço
"Bem Brasil" - TV Cultura
Domingo, dia 14 de junho, às 12h00
Show com Sandra Sá
Sesc Itaquera – Avenida Fernando do Espírito Santo Alves de Mattos, 1000 – Itaquera – São Paulo
Ingresso gratuito
Transmissão para São Paulo e Brasil por meio da TV Cultura, afiliadas e canais digitais da emissora, sesc.tv e no canal do youtube.com/sescsp.
sábado, 6 de junho de 2026
.: "Bem Brasil" de volta à TV Cultura com show ao vivo de Carlinhos Brown
Carlinhos Brown abre a nova fase do clássico programa de música brasileira neste domingo, dia 7 de junho. Na foto, Roberta Martinelli e Wandi Doratiotto. Foto: Henrique Bacana/Acervo TV Cultura
segunda-feira, 25 de maio de 2026
.: TV Cultura celebra Milton Santos, um dos maiores intelectuais brasileiros
Foto Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB-USP), cedida pela família - em Madrid, prêmio Doutor Honoris Causa 1994
quarta-feira, 13 de maio de 2026
.: Café Filosófico CPFL: Marcelino Freire debate o papel do sonho e da literatura
Segunda gravação do módulo que reflete sobre o papel do descanso e da imaginação na vida contemporânea será com o escritor Marcelino Freire, que propõe reflexão sobre relações entre literatura, sonho e a reinvenção do humano. Foto: Denis Maerlant
E se sonhar fosse também uma forma de reinventar o mundo? É a partir dessa provocação que o Café Filosófico CPFL recebe, nesta quinta-feira, dia 14 de maio, às 19h00, o escritor Marcelino Freire. No encontro, ele conduz uma reflexão sobre as relações entre literatura, sonho e a reinvenção do humano. A gravação será transmitida ao vivo pelo YouTube e contará com público presencial na sede do Instituto CPFL, em Campinas, com entrada gratuita.
Depois de uma abertura que recolocou o sonho e o sono no centro do cuidado, não apenas como funções biológicas, mas como dimensões essenciais da experiência humana, o módulo avança agora para a força da palavra literária. É nesse território que criação, memória e transformação se entrelaçam, revelando a imaginação como uma forma ativa de existir e resistir.
Na palestra “Quando o Mundo Volta a Respirar: Literatura, Sonho e a Reinvenção do Humano”, Marcelino Freire atravessa diferentes campos, como a neurociência, a antropologia e a própria literatura para explorar como o sonho participa da construção de memórias, da elaboração das experiências e da abertura de futuros possíveis.
Ao mesmo tempo, o encontro lança luz sobre práticas simbólicas e narrativas presentes em diversas culturas, entendidas como formas ancestrais de encantamento e de reorganização da vida.“Sonhar não é apenas uma experiência individual. É um processo que reorganiza a memória, regula emoções e, junto aos rituais, sustenta formas coletivas de produzir sentido e imaginar o futuro”, afirma Freire.
Sobre o palestrante
Marcelino Freire, escritor brasileiro, é autor de obras marcantes da literatura contemporânea, como Contos Negreiros, vencedor do Prêmio Jabuti. Com uma trajetória ligada à experimentação literária e à valorização da oralidade, também idealizou projetos como a “Coleção 5 Minutinhos”. Sua produção articula linguagem, crítica social e invenção estética, consolidando-o como uma das vozes mais expressivas da literatura brasileira atual.
Ambiente inspirador de troca e aprendizado
O Café Filosófico CPFL traz uma nova identidade visual e artística, incluindo cenário, para acompanhar a renovação do formato, que passa a ter a nova apresentadora, Tainá Müller, interagindo com os convidados e a plateia. O espaço do Café, na sede do Instituto CPFL, em Campinas, oferece uma atmosfera convidativa e aconchegante, onde cada detalhe é pensado para proporcionar uma experiência prazerosa. É possível tirar fotos em todos os lugares, incluindo o novo cenário.
O local possui climatização e é acessível a pessoas com deficiência, além de contar com intérpretes de Libras para garantir a participação de todos. Há, ainda, um serviço de alimentação com cardápio de comidas e bebidas para consumo no local. Após a gravação e exibição ao vivo, as palestras ganham uma versão editada que é exibida na TV Cultura, aos domingos, às 20h00 (com reprises às quartas, à 1h00) e, posteriormente, disponibilizadas no YouTube. Os episódios transmitidos pela TV não correspondem necessariamente às gravações feitas durante a semana.
Serviço
Gravação Café Filosófico CPFL, com Marcelino Freire, escritor
Dia 14 de maio, quinta-feira, às 19h00
Instituto CPFL - Rua Jorge Figueiredo Corrêa, 1632 - Chácara Primavera, Campinas/SP
Entrada: gratuita, por ordem de chegada, a partir das 18h00
Participação on-line: canal do Café no YouTube
domingo, 26 de abril de 2026
.: Entrevista com Ana Paula Renault, a campeã do "BBB 26"
Dez anos após a polêmica participação no "BBB 16", a veterana retornou ao reality com intensidade, sem máscaras e sem medo de se expor. Foto: Beatriz Damy
Durante a competição, você foi vista como uma jogadora estratégica e sagaz. Quais eram suas estratégias de jogo para conquistar o grande prêmio?
Os “Eternos” permaneceram juntos apesar das divergências internas. Como você ajudava a equilibrar essas diferenças entre os integrantes do quarto?
Um dos seus destaques no "BBB 26" foram os apelidos que você criou para seus adversários, e a forma bem-humorada e irônica com que conduzia as conversas. De que forma isso a ajudou no jogo?
Enquanto esteve na casa, Alberto Cowboy e Jonas foram seus alvos no "BBB". O que te incomodava no jogo deles e qual era sua estratégia para eliminá-los?
Quais foram os momentos mais especiais da temporada para você?
.: Entrevista: Milena Moreira Lages, a "Tia Milena" do "BBB 26" fez história
Com personalidade marcante, Milena Moreira Lages fez história no "Big Brother Brasil". Foto: Beatriz Damy
Além de tudo isso, a babá e recreadora mergulhou num intenso processo de autoconhecimento. Seu maior medo no "BBB", declara, era ser esquecida. Hoje, ela acredita que a rebeldia e a coragem foram características que lhe levaram tão longe. “Eu deitava na cama e pensava: ‘Gente, o que eu vou fazer?’ Era procurar uma treta ou um paredão, está entendendo? Era o único jeito de ser o centro. Machucar não dava, não era opção. Então era paredão ou tretar”, detalha. A ex-participante já planeja um possível retorno ao reality como veterana, e na entrevista a seguir, conta quais são seus planos mais próximos. Tia Milena também revela suas primeiras percepções depois de deixar o confinamento.
Pouco antes do final da temporada, você afirmou que não era mais a mesma pessoa que entrou pela porta no dia 12 de janeiro. O que mudou na Milena de 100 dias atrás e a Milena que saiu ontem como a segunda colocada do ‘BBB 26’? De que forma essa experiência te transformou?
Milena Moreira Lages - Mudou tudo! Aquela Milena existiu, eu sei que ela está aqui dentro ainda, mas ela deu espaço para uma Milena melhor, para uma evolução. Essa experiência me transformou de todas as maneiras.
Logo nos primeiros dias na casa, você estabeleceu uma relação de amizade com a Ana Paula Renault. Como se deu essa conexão entre vocês duas?
A organização do seu pódio mudou do início do jogo para o final. Enquanto a Samira foi para o segundo lugar, a Ana Paula foi para o terceiro. O que provocou essa mudança?
Você foi apontada pelo público como uma das mais marcantes Pipocas do "Big Brother Brasil". O que te levou ao segundo lugar do "BBB 26", na sua opinião?
Você também foi reconhecida pelo jogo arriscado e dizia, lá dentro, que gostava da adrenalina. Qual era a sua estratégia para vencer o "BBB"?
Alberto Cowboy e Jonas foram grandes adversários seus ao longo da temporada. O que a incomodava no jogo deles?
Com a postura mais provocativa, você se tornou alvo logo na primeira semana, mas também demonstrava segurança ao encarar as berlindas. Como lidou com essa ameaça constante de deixar o reality?
Quais foram os momentos mais especiais da temporada para você? E os mais difíceis?
Na prova do finalista, você se desentendeu com a Ana Paula por conta do apoio ao Leandro. Como foi essa questão para você?
Se tivesse a chance, faria algo diferente no "BBB"?
Que aprendizados ficam dessa experiência tão longa e tão intensa?
Quais são seus próximos planos depois de participar do ‘BBB 26’? O que deseja realizar daqui para frente?
Que amizades deseja cultivar fora da casa?
.: Entrevista: Juliano Floss, no flow do "Big Brother Brasil 26"
Cheio de molejo e atitude, Juliano Floss foi um dos destaques do "BBB 26". Foto: Globo/ Beatriz Damy
Juliano Floss teve uma trajetória intensa no "BBB 26", marcada por posicionamentos firmes e muita lealdade com quem estava ao seu lado, o que o fez conquistar o público, escapar de diversos paredões e garantir seu lugar no pódio como o terceiro colocado da edição. Desde as primeiras semanas, o dançarino se destacou por não fugir de conflitos e protagonizar embates relevantes, sempre com uma leitura estratégica da casa. Estabeleceu uma amizade admirável com Ana Paula Renault e Milena Moreira Lages, com quem permaneceu até o fim. Ele foi o primeiro a garantir uma vaga na final ao vencer a Prova do Finalista. "Um momento muito especial pra mim também foi quando eu fui para o paredão falso, porque ali eu realmente achei que eu poderia estar saindo do jogo. Eu fiquei muito feliz, porque eu achei que iria embora. E quando eu voltei, deu sangue no olho pra jogar, pra continuar no game. Entrar na casa é mágico, voltar pra casa é mais mágico ainda", lembra. Na entrevista a seguir, Juliano analisa os principais acontecimentos que o levaram ao terceiro lugar e comenta quais são seus planos após o programa.
Você alcançou o 3º lugar no pódio do "BBB 26". A que atribui essa posição no reality? Que balanço faz da sua trajetória?
Juliano Floss - Nossa, eu acho muito doido, porque a gente realmente tem a sensação de que não sabe de nada. Em relação ao público mesmo. Pelo menos eu e Ana Paula, quando a gente jogava junto, a gente ligava muito os pontos. Mas nossos pontos poderiam estar errados, era o que a gente pensava, a gente jogava de acordo com os nossos achismos. Então, poderia estar certo ou errado. Então a gente não ficava pensando nisso. Só que agora ver que o público deixou a gente ficar até a final, ver “os eternos” na final, eu acho que é uma coisa muito simbólica pra gente. A gente ainda não está conseguindo raciocinar muito bem devido a tudo que aconteceu. A gente espera muito pra chegar na final e a final passa muito rápido. A gente quer ficar lá muito tempo pra aproveitar essa sensação. Mas ouvir o Tadeu falar quem ganhou foi muito incrível. Eu nem consegui dormir essa noite, porque eu estou muito feliz. Durante a minha trajetória eu tinha muita fé, mas não dava pra ter certeza de que isso ia acontecer. Então chegar de fato, depois de 100 dias lutando muito, foi uma coisa que me deixou muito orgulhoso mesmo, sabe? E sem o público isso não seria possível. Então eu estou mais feliz ainda de saber não só que eu cheguei, mas que o público foi comigo.
O público acompanhou sua evolução no jogo ao longo da temporada. Em que momento percebeu que estava crescendo dentro do jogo?
Juliano Floss - Não sei se você vai acreditar em mim, mas foi só agora que eu cheguei na final. Eu juro. Quando voltei do meu primeiro paredão, eu fiquei muito feliz. Todos os paredões são intensos, na verdade. Cada um tem um sentimento diferente. Mas, no primeiro, você realmente está mais perdido. Quando você volta do primeiro, você sente que tem alguém com você. Mas se está forte no jogo? Não tem como saber. Isso a gente até pensou em esquecer lá dentro. Jogamos com base no que a gente estava vendo e com a lealdade do nosso grupo. Mas não tinha como saber de nada mesmo. Um paredão nunca te responde nada, isso é muito doido. Na final eu vi, por exemplo, um vídeo da minha cidade, a galera usando máscara, usando faixa... e até aquele momento eu ainda não tinha conseguido processar que a gente estava na final. Eu falei isso com a tia Milena quando a gente saiu do programa. Eu perguntei: você entendeu? E ela falou: cara, eu não entendi, você entendeu? E aí a gente ficou assim, bobos de felicidade.
Como integrante do grupo Camarote, você entrou no "BBB" com uma grande base de fãs. Em algum momento isso foi uma preocupação no confinamento?
Juliano Floss - Eu optei, na verdade, por não pensar nisso. Porque, se não, eu poderia me confundir, porque eu acho que o que importava é o que estava acontecendo lá dentro mesmo. A gente conversou sobre isso várias vezes, a gente nunca julgou alguém como forte ou fraco. A gente pensava no jogo. Eu sabia que pra mim o que ia importar mais é o que eu fazia lá dentro. Mas eu sabia que poderia decepcionar muitas pessoas também. Eu acho que é mais sobre isso. Você não pensa que está forte, você pensa em quanto você pode decepcionar. Então sair e ver que tem uma galera que torceu muito me deixou muito feliz.
Por algum tempo, você foi o elo entre os grupos de Babu Santana e Ana Paula Renault – a chamada “grande família” - mas quando o grupão rachou, você se viu no meio deles. Como foi lidar com essa situação e ter que escolher um lado para seguir?
Juliano Floss - O começo foi muito complicado, pra ser sincero, porque eram duas pessoas por quem eu tinha carinho, só que eu me encaixava mais no jogo da Ana Paula, eu sempre me encaixei mais. A gente sempre conversou sobre o jogo, a gente tinha uma troca muito da hora. Com tia Milena também, eu sempre tive um carinho muito grande desde o começo do jogo. Eu preferia jogar com elas mesmo, por isso que eu estava naquele quarto desde o primeiro dia. Mas o Babu era uma pessoa que a gente estava se aproximando, começamos um grupo de nove pessoas. Eles jogavam juntos, só que chegou um momento do jogo em que eles começaram a se desentender, por causa de uma prova. E eu estava no meio. E aí quando a gente saiu daquela prova, eles começaram a tretar já logo depois. No jogo, você pode ter uma relação de carinho pelas pessoas e não jogar junto com elas, sabe? Porque às vezes você pode não concordar com o jogo e ter uma boa troca com a pessoa. No fim, o Babu veio até mim e falou que não queria mais jogar comigo. Acabou sendo bom, porque aí eu pude conversar com ele sobre música, sobre cinema, mas jogar com quem eu concordava mais.
Na reta final, você e Samira tiveram um grande desentendimento e ficaram alguns dias sem se falar. Naquele momento você achou que poderia ser o fim dos ‘eternos’? Como se sentiu quando soube que ela votou em você?
Juliano Floss - Eu confesso que eu fiquei muito decepcionado naquele momento do jogo, porque eu não estava esperando mesmo, a gente tinha um objetivo de ir nós quatro até o fim. A gente tinha combinado de tentar fugir do paredão, de fazer estratégias pra gente ficar junto. Então, quando ela votou em mim, eu fiquei triste. Mas, de qualquer jeito, eu acho que é tudo muito intenso lá dentro. Realmente, eu não entendi na hora, foi algo que eu achei desnecessário. Mas a gente conseguiu conversar depois, a gente se resolveu. E foi triste quando ela saiu, porque a gente tinha esse negócio de “eternos até o final”, sabe?
Você foi visto como alguém que conseguia manter a calma em meio ao caos. Qual foi sua maior estratégia para não se deixar levar pelas tensões da casa?
Juliano Floss - Eu acho que é muito difícil não se deixar levar. Eu me entreguei muito, no sentido de “eu vou viver isso aqui o máximo possível, intensamente”. Então, quando algo mexia comigo, mexia também com o meu jogo. Mas não tinha como fugir das tensões. Em vários momentos eu só passava uma vassoura ou sei lá, lavava uma louça... ficava na academia pra ter pelo menos um momento em que eu não ficasse estressado. Porque realmente foi um jogo de muita treta. Mas eu não queria fugir delas em nenhum momento, foi só uma forma de aliviar a tensão. Eu tentava me distrair.
Quem foi seu maior adversário no jogo?
Juliano Floss - Pra mim foi o Jonas, porque realmente, teve um dia até que eu olhei pra ele e falei, ou você vai sair ou eu vou sair, porque a gente pensa totalmente diferente. Ele olhou pra mim um dia e falou que eu não ia ganhar nenhuma prova. Ele foi o meu maior adversário no jogo, mas eu não tenho nenhum rancor também. Foi só no jogo.
Em vários momentos, você se destacou pela leitura de jogo. Qual foi a jogada ou movimentação que mais te surpreendeu vindo dos adversários?
Juliano Floss - Teve um momento que a Jordana fez uma negociação com a Ana Paula, mesmo com elas sendo adversárias, se votando o jogo inteiro. Elas fizeram um combinado pra nenhuma delas ir para o paredão. Eu achei isso muito inteligente e estratégico.
Quais foram os momentos mais especiais da temporada para você? E os mais desafiadores?
Juliano Floss - Pra mim foi a volta do meu primeiro paredão, a volta do meu segundo paredão, a volta do meu terceiro paredão, a volta do meu quarto paredão (risos). Porque todo paredão é um paredão, né? Pode ser o fim ou pode ser o começo. E um momento muito especial pra mim também foi quando eu fui para o paredão falso, porque ali eu realmente achei que eu poderia estar saindo do jogo. Eu fiquei muito feliz, porque eu achei que iria embora. E quando eu voltei, deu sangue no olho pra jogar, pra continuar no game. Entrar na casa é mágico, voltar pra casa é mais mágico ainda.
Quais são seus próximos planos depois de participar do "BBB 26"?
Juliano Floss - Eu tenho que focar na minha carreira artística agora, porque tem muita coisa que eu estava segurando. Tem um projeto de dança incrível que eu estava fazendo há alguns meses. Então, eu já estou pensando nisso. Nos meus projetos de dança, nas minhas músicas, no meu curso de teatro. E eu quero agora tirar uma CNH também, porque eu ganhei um carro no Big Brother, e agora preciso dirigir (risos).
Que amizades deseja cultivar fora da casa?
Juliano Floss - Com certeza Ana Paula e tia Milena, maximamente. A gente combinou, fazermos um juramento de dedinho de que nós íamos continuar a nossa amizade. A gente ainda vai viajar junto, mas agora a agenda delas deve ficar apertada, pelo visto, e a minha também. Então, vamos ter que achar a data certa.
sexta-feira, 10 de abril de 2026
.: Tudo sobre "Quem Ama Cuida", a próxima novela das nove
"Quem Ama Cuida" tem uma história de amor e justiça sobre a força de recomeçar. Na imagem, Adriana (Leticia Colin), protagonista da novela. Foto: Globo/ Manoella Mello
Em "Quem Ama Cuida", Walcyr Carrasco e Claudia Souto apresentam uma novela contemporânea, que nasce em meio ao caos de uma São Paulo devastada por uma grande enchente e acompanha a transformação de Adriana (Leticia Colin), uma mulher que, diante de perdas irreparáveis e tragédias, descobre a força de recomeçar, movida por sede de justiça. Uma jornada que combina amizade, conflitos familiares, amor impossível, mistério e a busca por reparação e vingança, ao mostrar as consequências do encontro de Adriana (Leticia Colin) e Arthur (Antonio Fagundes).
Quando um casamento inesperado desencadeia um crime que muda o destino de todos, a obra mergulha em uma história de superação, segredos e revelações, conduzida pelo olhar sensível da diretora artística Amora Mautner, em um melodrama clássico, repleto de emoção e surpresa. No elenco, estão outros nomes consagrados como Tony Ramos, Chay Suede, Isabel Teixeira, Alexandre Borges, Flávia Alessandra, Mariana Ximenes, Dan Stulbach, Deborah Evelyn, Tata Werneck, Agatha Moreira, Belize Pombal, Isabela Garcia, Breno Ferreira, entre muitos outros.
O ponto de partida da trama se dá em um dia que Adriana nunca esquecerá: após ser demitida da clínica onde trabalhava como fisioterapeuta, uma enchente destrói sua casa, leva seu marido, Carlos (Jesuíta Barbosa), arrastado pelas águas e acaba com tudo que havia conquistado. Ainda sem entender como seguir, Adriana vai parar em um abrigo, onde cruza pela primeira vez o caminho de Pedro (Chay Suede), advogado idealista, sensível às desigualdades do mundo. Ele fica impressionado com a força dessa mulher, em meio a tanto sofrimento. O encontro é rápido, intenso e deixa marcas em ambos.
O tempo passa, e Adriana consegue um emprego na casa de Arthur Brandão (Antonio Fagundes), poderoso empresário do ramo de joias, solitário, endurecido pelas ausências e pela frieza da própria família, especialmente dos irmãos Pilar (Isabel Teixeira), Ulisses (Alexandre Borges) e da cunhada Silvana (Belize Pombal), viúva do seu irmão Belmiro. O relacionamento entre patrão e funcionária começa em confronto, mas, pouco a pouco, se transforma em uma ligação de confiança e amizade genuína. Arthur encontra em Adriana uma companhia leal, e ela começa a enxergar, por trás da aspereza, um homem carente de cuidado.
Esse vínculo provoca um gesto radical. Para impedir que a família, ambiciosa, herde sua fortuna, Arthur pede Adriana em casamento - não por paixão, mas como um pacto de amizade, proteção e gratidão. Dividida entre o orgulho e a urgência de mudar de vida pelo bem da sua família, Adriana aceita o acordo, mesmo com o avô Otoniel (Tony Ramos) se opondo à decisão e sem imaginar o tamanho do problema que está por vir. Enquanto isso, Pedro (Chay Suede), afilhado de Arthur e filho do advogado Ademir (Dan Stulbach), vê seu mundo ruir.
A mulher que nunca esqueceu desde o primeiro encontro está prestes a se casar com seu padrinho. O sentimento reprimido se transforma em dor, desconfiança e conflito moral. Tudo se intensifica quando, na noite do casamento de Adriana e Arthur, o noivo é assassinado misteriosamente. Adriana, herdeira e última pessoa a estar com ele, torna-se a principal suspeita. Condenada por um crime que não cometeu, ela, desta vez, perde a liberdade, o nome e o futuro que sonhou.
Seis anos se passam, ela sai da cadeia após a condicional, e, ainda assim, não perde o essencial: a vontade de lutar pela vida, pelo seu amor e a de fazer justiça. Em "Quem Ama Cuida", cada reviravolta revela que a verdadeira força nasce no limite, porque, para Adriana, cuidar é também enfrentar o impossível e mudar o próprio destino. “Adriana não é uma mocinha frágil, mas uma mulher empoderada, capaz de enfrentar a vida por ela mesma e pelos seus. A novela tem uma grande história de amor entre Adriana e Pedro, e um grande mistério, pois teremos um ‘quem matou?’”, destaca Walcyr Carrasco. “Ela é uma mulher do povo, que lutou muito por tudo que conquistou. Ela tem a cura nas mãos, não só pela profissão, mas porque ela cuida mesmo, abraça, acolhe, está sempre fazendo um carinho para alguém. E uma grande injustiça atravessa a vida dessa mulher, pois, além de tirar a liberdade dela, a afasta de seu grande amor, o Pedro”, complementa Claudia Souto.
Na condução dessa história, está esse trio criativo que é referência na dramaturgia. Parceira de Walcyr em muitos projetos, Claudia Souto celebra sua estreia em uma novela das nove ao lado do autor que tanto a inspirou: “Walcyr é um mestre para mim. Fiquei emocionada quando nos falamos pela primeira vez após o convite, porque é um reencontro com uma pessoa que eu amo. Sempre vi as novelas dele, e ele comentava sobre as minhas também. Agora temos essa parceria reeditada”.
A diretora artística Amora Mautner encara mais uma jornada ao lado de Walcyr Carrasco e estreia a dobradinha com Claudia Souto, apostando nos elementos que estão por trás dos grandes títulos da dramaturgia para conduzir a trama. “O público vai se envolver com todas as armações que as famílias podem enfrentar quando o assunto é herança, e isso é só o início da história. Temos um clássico melodrama, com ideias muito originais, o DNA de Walcyr Carrasco, agora também com as ‘tintas’ da maravilhosa Claudia Souto trazendo a sua experiência, sempre tão importante. Tudo isso com um elenco de nomes consagrados. Vem mais novelão por aí”, celebra Amora.
"Quem Ama Cuida" é criada e escrita por Walcyr Carrasco e Claudia Souto, com colaboração de Wendell Bendelack, Martha Mendonça, Julia Laks e Bruno Segadilha. A novela tem direção artística de Amora Mautner, direção geral de Caetano Caruso e direção de Alexandre Macedo, Nathalia Ribas, Augusto Lana, Fábio Rodrigo e Rodrigo Oliveira. A produção é de Mauricio Quaresma e Isabel Ribeiro, a produção executiva, de Lucas Zardo e a direção de dramaturgia, de José Luiz Villamarim.
quinta-feira, 2 de abril de 2026
.: "Ser ator era algo distante da minha vida", revela Dan Stulbach no "Persona"
O artista conversa com Atílio Bari e fala sobre carreira e desafios; edição vai ao ar neste domingo, dia 5 de abril, às 21h00, na TV Cultura. Foto: Nadja Kouchi/ Acervo TV Cultura
Neste domingo, dia 5 de abril, o "Persona" recebe o ator, diretor, apresentador e radialista Dan Stulbach, que revisita sua trajetória artística, compartilha histórias da infância, inspirações pessoais e comenta trabalhos recentes. O programa, apresentado por Atílio Bari, vai ao ar às 21h00, na TV Cultura. Filho de imigrantes judeus, Dan relembra que, ainda na infância, criava suas próprias histórias e se divertia imitando apresentadores e personagens da televisão. No entanto, afirma que não se imaginava nos palcos nem contava com o apoio da família para seguir carreira no teatro. “Ser ator era algo absolutamente distante da minha vida, algo impossível”, comenta.
O artista revela que chegou a cursar engenharia, mas não concluiu a graduação. Torcedor do Corinthians, destaca o ex-jogador Sócrates como uma de suas grandes inspirações — e teve a oportunidade de declarar isso pessoalmente ao ídolo: “Acho que sou ator muito por sua causa. Porque você me ensinou que dá para usar tudo por algo maior, que a comunicação pode ir além do nosso prazer de estar em cena, que pode significar mais”.
Ainda nesta edição, Dan comenta sua participação no "CQC" e no "Fim de Expediente", programa que está prestes a completar 20 anos na rádio CBN. Ele também recebe homenagens de Fábio Herford, Ariela Goldmann, Julia Lemmertz, Helena Ranaldi, Luiz Gustavo Medina e Daniela Stirbulov. Nos próximos meses, Dan volta aos palcos com a peça "O Mercador de Veneza", de William Shakespeare, na qual interpreta o agiota Shylock. A trama aborda conflitos morais envolvendo dinheiro, amor, poder e vingança.
sábado, 28 de março de 2026
.: TV Cultura exibe "Mar de Dentro" com Monica Iozzi e Zé Carlos Machado
Filme premiado internacionalmente traz história sensível sobre maternidade, às 23h00, na Faixa Cinecult. Foto: divulgação
segunda-feira, 23 de março de 2026
.: Drica Moraes fala sobre prazer, saúde mental e rejeição no "Provoca"
Atriz defende teatro e terapia como caminhos para o bem-estar e comenta liberdade, envelhecimento e vida pessoal. Foto: Ana Paula Santos/Acervo TV Cultura
Nesta terça-feira, dia 24 de março, Marcelo Tas recebe Drica Moraes no "Provoca". Considerada uma das atrizes mais talentosas e versáteis da dramaturgia brasileira, ela construiu uma carreira sólida ao longo de mais de quatro décadas, com trabalhos marcantes no teatro, na televisão e no cinema. A entrevista vai ao ar na TV Cultura, às 22h30. Durante a conversa, Drica fala sobre ter prazer e libido na vida, critica entrevistas engessadas por pautas prontas e defende o papel das artes cênicas e da terapia na saúde mental.
A atriz comenta os temas que diz não suportar mais abordar: “Parece que você acorda com pauta. Das sete às oito eu vou viver a pauta envelhecimento, aí das dez ao meio-dia eu vou fazer a pauta mãe de filho adolescente, depois eu vou dar um tempinho para pauta saúde, depois exercícios físicos, depois assim, sexo na terceira idade, e aí depois eu pego...a vida toda é misturada de pauta, gente (...) eu não gosto de pauta, não faço entrevista com pauta”.
Drica também destaca a importância de ter prazer na vida. “Eu adoro transar. Transar mais velho é muito melhor (...) você vai para o jogo, você se conhece, conhece o seu corpo, sabe o que você gosta, sabe pedir (...) minha mãe me ensinou, ensinou a nós todos. 'Sejam pessoas do bem, trabalhem, ganhem o dinheiro de vocês e tenham prazer'. Porque a vida é para ter prazer".
A artista ainda fala sobre a relevância das artes cênicas e da terapia para a saúde mental. “Eu tenho pena das pessoas que não fazem teatro, terapia. Tenho pena mesmo (...) eu acho que são pessoas que não conseguem soltar a franga, sabe? Eu acho que soltar a franga é um negócio muito importante. Soltar os bichos para fora”.
quarta-feira, 11 de março de 2026
.: Entrevista: Babu Santana reflete sobre a polêmica participação no "BBB 26"
Ao analisar a trajetória no programa, ator destaca o que faria diferente. Foto: Globo/ Beatriz Damy
Ator consagrado, Babu Santana se permitiu viver mais uma vez a experiência de participar do "Big Brother Brasil". Seis anos depois de inaugurar o grupo Camarote, o ator virou veterano no "BBB 26" e, nessa nova jornada, acredita que a postura anteriormente “passiva”, como diz, deu lugar a uma posição enérgica de jogo. Foi nesta edição que Babu alcançou a famigerada liderança, realizou o sonho de desfrutar de uma festa a seu gosto e integrou um grande grupo que mais tarde viria a se dividir por divergências internas. O embate do participante com a também já conhecida Ana Paula Renault marcou uma virada em sua trajetória no reality show e contribuiu para sua segunda ida ao paredão, já que a recreadora Milena Moreira definiu em consenso com Jonas a indicação do brother.
Na berlinda contra Milena e a amiga Chaiany Andrade, o ator acabou eliminado com 68,62% dos votos. Ao analisar a trajetória no programa, Babu destaca o que faria diferente: “Depois da conquista da liderança, eu pisaria mais no freio para poder sair com alguma coisa da casa. Com a condição de ser TOP 10 para ganhar o apartamento, eu desaceleraria aquele embate com a Ana Paula, deixaria o meu incômodo um pouco mais guardado para depois, então, pensar de forma mais tranquila o que fazer com aquela insatisfação”. Na entrevista a seguir, Babu Santana observa como o jogo deve seguir depois de sua saída e conta sobre próximos passos depois do "BBB".
Depois de inaugurar o grupo Camarote no "BBB 20", você retornou ao programa como um Veterano nesta edição. Quais foram as maiores diferenças entre essas duas experiências?
Babu Santana - A maior diferença foi que da primeira vez eu entrei a esmo total, à revelia, a pura atitude de aventura. Não tinha nenhum tipo de malícia nem expectativa. E agora, no "BBB 26", eu acho que eu entro com a intenção de não ser tão passivo. Eu adoto uma postura de jogar, de tretar e acelerar o jogo. Eu vim com esse intuito de ter mais atitude para que o entretenimento se tornasse mais interessante. O "BBB 20" tem o Babu mais passivo e o "BBB 26", o Babu mais ativo.
No início da temporada, você chegou a comentar que não sabia como era ser querido dentro da casa, comparando a recepção dos brothers nas duas edições. O que mudou de lá para cá, na sua opinião?
Babu Santana - É muito engraçado, porque no "BBB 20", quando eu entrei, eu só sabia quem era a Manu Gavassi. E no "BBB 26", eu já entro com a Solange Couto e o Henri Castelli, que são pessoas que já trabalharam comigo; o Edilson (Capetinha), que é um cara em que eu me amarro pra caramba; a Sol, que já fez parte do Nós do Morro; a Sarah (Andrade), que em algum momento a gente havia se encontrado aqui fora; o Jonas (Sulzbach)... Ali eu já encontro familiaridades e me sinto mais acolhido logo ao abrir a porta. E por eu já ter esse acolhimento externo eu acho que aquilo se espalhou e me deu um conforto que me incomodou. Eu falei: “Opa, não vim aqui para ficar confortável”. Essa foi a principal mudança. Já no "BBB 20", eu me sentia um bicho acuado.
Acredita ter sido por isso que levou um certo tempo para se estabelecer em um grupo de aliados para jogar?
Babu Santana - Sim. Começou a me incomodar ter o conforto, ainda mais pilhado com a Ana Paula falando que o pessoal estava num resort. Aí eu falei: “Opa, não vamos transformar o 'BBB' num sarau”. Logo ali eu comecei a tentar identificar pessoas com linhas filosóficas e de vida mais compatíveis com a minha e também a tentar entender quem eram aquelas pessoas, sem criar uma panelinha de veteranos. Eu gosto de misturar. Logo cedo a gente começou a entender quem teria a filosofia de jogo parecida e eu acho que isso foi bem interessante.
Você voltou do paredão que eliminou a Sarah Andrade um mês atrás. A que atribui a sua eliminação agora, nessa segunda berlinda?
Babu Santana - O ataque em excesso à Ana Paula (Renault). Eu querer trazer uma questão tão complexa em um programa editado num mundo fragmentado. Acho que faltou inteligência emocional nesse quesito. E isso tudo foi desencadeando outros problemas.
Na segunda semana da temporada, você conquistou a liderança pela primeira vez e celebrou bastante essa vitória. Como foi essa experiência?
Babu Santana - Foi lindo! Acho que foi a melhor experiência que eu tive nos dois "BBB"s. Quarto do líder, o roupão, o "contato" com as pessoas que eu tinha deixado aqui fora, a festa... Poder celebrar a minha liderança com uma festa que homenageava o grupo que originou toda a minha carreira foi especial. Dessas dores todas, eu vou guardar esse momento bom.
Depois de uma briga com o Jonas, você decidiu se aliar à Ana Paula. Mas em determinado momento do jogo, optou por se distanciar dela e da Milena, e também por não falar mais de jogo com o Juliano, que era um de seus principais aliados. Por que tomou essa decisão sem que houvesse uma conversa com o grupo antes?
Babu Santana - A convivência com elas começou a me incomodar e, para que eu não brigasse, eu saí. Para que eu não conflitasse com o Juliano - eu não deixei de jogar com ele - eu falei: “Eu não vou falar mais de jogo com você, mas também não vou participar de nenhuma estratagema que inclua você para votar”. Isso nos afastou, até porque a gente já tinha tido algum tipo de discussão boba ali. E me incomodava muito - foi quase um ciúme - ele estar mais próximo da Ana Paula e não de mim. Depois da insatisfação dela de ter sido tirada da prova do anjo, ele também ficou chateado. Eu falei para ele: “Por que você acha que fui eu que te tirei se foi ela que te chamou e ainda debochou falando que você é o filho do Babu? Por que era óbvio? Desculpa, era óbvio que ela iria te tirar e de repente era até uma forma de te mostrar que você não era prioridade dela”. E aí, como ele disse para mim que não queria mais ver a gente brigando, que era uma coisa que o estava incomodando, eu continuei no jogo com o mesmo foco, que foi até o final. Porém, a minha convivência com a Ana Paula não estava agradável para mim. Como ele optou por ficar com ela - e em termos de jogo fez o certo - eu não quis atrapalhá-lo. Então, eu acho que foram esses exageros, ter jogado toda a minha revolta em cima de uma pessoa só, mas também me recuso a dizer que eu deixei de jogar com o Juliano, porque eu jamais deixaria votarem nele. Inclusive votei quase todas as vezes igual a ele.
Naquele momento você decidiu seguir jogando com Solange Couto, Leandro (Rocha), Chaiany e Breno (Corã). Foram eles seus maiores aliados nesta edição?
Babu Santana - Sobretudo Solange Couto, Boneco e Chaiany. O Breno é uma figura flutuante, um ser humano interessantíssimo. Eu acho que talvez ele consiga se esgueirar e chegar longe. Sabendo aqui da preferência do público, talvez ele não ganhe, mas acho que ele vai conseguir chegar longe.
Dentro da casa, você foi visto pelos adversários como uma espécie de “pai” desse terceiro grupo que se formou. Acreditava exercer algum tipo de liderança naquele contexto do quarto “Sonho do Amor”?
Babu Santana - Houve uma dinâmica em que a gente tinha que decidir um líder. Quando a gente foi fazer a votação para essa ação, foi solicitado um líder para aquele grupo de pessoas e não fui eu o escolhido. E eu nem questionei ser ou não ser. Eu julgava haver ali pessoas maduras, com exceção da Chaiany que era a mais nova. O momento que talvez eu tenha errado foi a indignação que eu tive com a manipulação da Samira (Sagr) para com a Chai, que a levaria a retirar o anjo da amiga dela (Gabriela Saporito), o que eu achava que seria um erro na linha histórica do jogo da Chaiany. Esse foi o único momento que eu impus uma condição para ela pensar. Eu disse: “Cara, você está jogando o tempo todo com a menina (Gabriela), que te deu o anjo mesmo sendo sua adversária. Você não vai fazer o mesmo? Não vai ser recíproco, por causa de uma pessoa que não está ameaçada? A pessoa fala que tem uma cama vaga lá em cima, diz para você ir para lá, te expulsa e é sua aliada?”. Eu acho que nos dois meses essa foi a única questão na qual eu posso ter influenciado algum jogador. Sobre o resto, eu sempre fui uma pessoa que propõe o debate e que cada um defenda a sua autonomia. Eu não me vejo numa posição de liderança em momento algum.
Olhando para sua trajetória, faria algo diferente, se tivesse a chance?
Babu Santana - Faria muitas coisas diferentes. Depois da conquista da liderança, eu pisaria mais no freio para poder sair com alguma coisa da casa. Com a condição de ser Top 10 para ganhar o apartamento, eu desaceleraria aquele embate com a Ana Paula, deixaria o meu incômodo um pouco mais guardado para depois, então, pensar de forma mais tranquila o que fazer com aquela insatisfação.
Que movimentos você vislumbra no jogo a partir da sua saída?
Babu Santana - Eu acho que a galera vai ter uma certeza da força da dupla Milena e Ana Paula. Eu acho que eles vão se inclinar mais a essa dupla e a esse estilo de jogo. Eu espero que a Solange e o Boneco não cometam os mesmos erros que eu.
E para quem fica a sua torcida?
Babu Santana - Para a Chaiany.
O que deseja realizar profissional e pessoalmente após essa segunda passagem pelo reality?
Babu Santana - Eu vou me concentrar para exercer uma nova função na minha profissão, que é dirigir um projeto, e também pretendo voltar à direção do Nós do Morro.





























