quarta-feira, 11 de março de 2026

.: Crítica: "Arco" emociona com robô cuidador e amizade entre Arco e Iris

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em março de 2026


A produção francesa de ficção científica e fantasia, indicada ao Oscars 2026 na categoria Animação, "Arco" traz um garoto com o nome título, vindo do ano 2075, com costumes diferentes do que a humanidade volta e meia supõe. Numa sequência de erros, Arco de 10 anos, rouba a capa da irmã para viajar no tempo, mas pela inexperiência, cai na Terra em tempos atuais. Por sorte, é encontrado na mata pela corajosa Iris que o resgata e dá abrigo.

Ao tentarem corrigir os desencontros, Arco e Iris criam um elo de amizade e apoio, uma vez que Iris vive sem a presença dos pais, por trabalharem muito, e é cuidada pelo robô Mikki, de tecnologia já ultrapassada, também babá de seu irmãozinho ainda bebê. O robô que gerencia a casa e as crianças no futuro distópico de 2075, representa algo no estilo inteligência artificial com uma pitada de apoio emocional para a garota solitária.  

Enquanto Arco precisa voltar para o futuro e reencontrar os pais e a irmã, ele ainda esbarra num trio vestindo blazers em cores vibrantes, Dougie, Stewie e Frankie, agindo num estilo "Os Trapalhões", sempre à espreita para registrar numa gravação tamanho acontecimento, mesmo que escondidos em arbustos. As interferências são hilárias.

Cheio de apontamentos críticos sobre a solidão, as relações familiares, conexões entre as gerações, o uso confuso da tecnologia e, claro, o futuro da humanidade com a relação a natureza, "Arco" se mostra como uma animação primorosa produzida por Ugo Bienvenu, Natalie Portman, Félix de Givry, Sophie Mas, Audrey Tondre.

Os traços e cores vibrantes na telona de encher os olhos, entregam um visual nitidamente influenciado por Moebius, pseudônimo de Jean Giraud, um artista francês de história em quadrinhos, além do Studio Ghibli, estúdio de animação japonesa, fundado em 1985 por Hayao Miyazaki, Isao Takahata e Toshio Suzuki, com produções estilo artístico em 2D detalhado em narrativas fantásticas.

"Arco", uma fábula sobre infância, responsabilidade e esperança em um futuro coexistente, transita por temas importantes de modo maduro e sensível. O resultado é impressionante, até mesmo quando entra em cena um robô capaz de impactar o público emocionalmente. Além da indicação ao Oscar, o longa venceu o prêmio de Melhor Animação no National Board of Review. Imperdível! 

A equipe Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar ShoppingPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN

"Arco" (Arco). Gênero: animação, ficção científica, aventuraDireção: Ugo Bienvenu. Duração: 1h 29m. Sinopse: Arco é um menino de dez anos de um futuro pacífico que acidentalmente viaja no tempo para o ano de 2075. Ao descobrir um mundo em perigo, ele se une a uma jovem e seu robô cuidador em uma jornada para voltar para casa. 


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terça-feira, 10 de março de 2026

.: Crítica: "Mother´s baby" reforça o que até mãe de primeira viagem sabe bem

 "Mother´s Baby" está em cartaz na Cineflix Cinemas de Santos


Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em março de 2026


O thriller "Mother´s baby", coescrito e dirigido por Johanna Moder (Once Were Rebels) coloca na telona Cineflix Cinemas o mistério de um bebê retirado de sua mãe logo após o parto, sem detalhes e explicações, embora seja devolvido certo tempo depois e com naturalidade. A dúvida sobre quem é, de fato, aquele ser diante da maestrina Julia, de 40 anos, que tanto desejava ser mãe, é o fio condutor.

Assim, após um parto conturbado, Julia suspeita que o bebê recém-nascido que trouxe para casa não é seu. Desconfia, inclusive, pela ausência de choro, não se tratar de um ser humano. Enquanto todos ao redor parecem certos, Julia embarca em pensamentos diversos. 

Ao não se conectar com o bebê nascido de um procedimento de fertilidade bem-sucedido, Julia mergulha na fragilidade de ser mulher diante de uma maternidade repleta de fragilidades e questionamentos, alimento uma atmosfera de suspense e terror psicológico. 

"Mother´s baby"explora a depressão pós-parto e a angústia, principalmente do afastamento da rotina de trabalho. Vale a pena conferir a confirmação de que toda mãe sempre sabe !

O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no GonzagaConsulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.


"Mother´s baby"(Mother´s baby). Gênero: thriller psicológico. Direção e roteiro: Johanna Moder. Roteiro (Adicional): Arne Kohlweyer. Duração: 108 minutos. Distribuição: Autoral Filmes. Elenco: Marie Leuenberger (Julia), Hans Löw (Georg), Claes Bang (Dr. Vilfort), Julia Franz Richter (Gerlinde). Sinopse: Julia, uma maestrina de sucesso, enfrenta um pós-parto traumático e, ao reencontrar seu bebê, passa a desconfiar que a criança não é sua, mergulhando em uma espiral de paranoia e mistério.

Trailer de "Mother´s baby"




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.: Show celebra 50 anos do álbum “Fruto Proibido”, de Rita Lee & Tutti Frutti


Banda que carrega mesmo nome do disco icônico soleniza a rainha do Rock; apresentação terá participações especiais de Ná Ozzetti e Lucinha Turnbull. Foto: divulgação


Nos dias 14 e 15 de março de 2026, o Teatro Paulo Autran – Sesc Pinheiros recebe o espetáculo "Fruto Proibido - 50 Anos", com a banda Fruto Proibido, formada por Arícia Mess (vocal), Bianca Godói (bateria e sampler), Joana Bergman (teclado e voz), Helena Cruz (baixo, voz e direção musical), Sofia Chablau (guitarra e voz) e Mônica Agena (guitarra e voz). Participam da apresentação Ná Ozzetti e Lucinha Turnbull.

O grupo celebra os 50 anos do álbum Fruto Proibido, de Rita Lee e Tutti Frutti – que tem canções icônicas como “Agora Só Falta Você", "Ovelha Negra", "Luz del Fuego" e "Fruto Proibido”. Além disso, o conjunto vai revisitar canções de “Atrás do Porto Tem Uma Cidade”, outro álbum de Rita (lançado em 1974). A concepção do show é da diretora artística e cantora Arícia Mess, que reuniu uma equipe feminina para revisitar dois marcos da trajetória de Rita Lee (1947 – 2023). A proposta é celebrar a influência da artista sobre diferentes gerações de mulheres e reafirmar a presença feminina no rock brasileiro.

O espetáculo tem duração de 90 minutos e apresenta repertório centrado nos dois discos, lançados em meados da década de 1970. Em 1975, "Fruto Proibido" consolidou Rita Lee como nome central do rock nacional e ampliou o espaço para a expressão feminina na música popular brasileira. Lançado ainda durante a ditadura militar, o álbum trouxe letras que dialogavam com autonomia e liberdade feminina, em um contexto político anterior à abertura de 1979. À época, o jornalista e compositor Nelson Motta destacou o disco como o primeiro grande sucesso popular de um artista representativo do rock brasileiro dos anos 1970, projetando Rita Lee ao estrelato. A estreia do espetáculo ocorreu na Choperia do Sesc Pompeia, com ingressos esgotados.


A Banda – Mini bio das Integrantes
Arícia Mess
, veterana da cena underground do Rio de Janeiro; cantora, compositora, performer e produtora. Gravou o álbum Versos do Mundo na Europa.

Helena Cruz, baixista, professora e integrante das bandas Pelados e Comite Secreto Subaquático. Já colaborou com artistas como Bruno Berle, Jadsa, Max de Castro e Sessa. Em 2022 foi indicada como artista revelação pelo APCA em 2022.

Sophia Chablau, compositora paulistana com canções interpretadas por nomes como Chico Bernardes e Ana Frango Elétrico. Líder da banda Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo. Citada pela revista SPIN (EUA) como um dos artistas para se observar em 2022.

Bianca Godói, produtora musical, técnica de gravação e compositora de trilhas sonoras. Trabalhou com Maria Gadú, Zeca Baleiro e participou de festivais como Montreux Jazz. Fundadora da gravadora independente Codorna Records

Joana Bergman, tecladista, acompanha atualmente Hélio Ziskind e Nduduzo. Já tocou com Lucinha Turnbull, Anelis Assumpção e integrou a banda I Hope Show. Compositora de trilhas para espetáculos como Beijo no Asfalto.

Monica Agena, guitarrista, cantora e produtora musical (projeto Moxine). Atuou com Fernanda Takai, Natiruts, Emicida e Arrigo Barnabé


Serviço
Show "Fruto Proibido - 50 Anos"
Dias: 14 e 15 de março de 2026, sábado às 20h00 e domingo às 18h00.
Local: Sesc Pinheiros - Auditório - R. Pais Leme, 195 - Pinheiros, São Paulo, SP
Ingressos: R$ 21,00 (credencial plena), R$ 35,00 (meia) e R$ 70,00 (inteira) - Vendas em sescsp.org.br ou na bilheteria de todas as unidades do Sesc SP
Duração: 90 minutos | Classificação etária indicativa: 12 anos
Capacidade: 1.000 lugares
Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

Sesc Pinheiros  
Rua Paes Leme, 195, Pinheiros - São Paulo
Horário de funcionamento: Terça a sexta: 10h00 às 22h00. Sábados: 10h00 às 21h00. Domingos e feriados: 10h00 às 18h30
Estacionamento com manobrista
Como chegar de transporte público: 350 metros a pé da Estação Faria Lima (metrô | linha amarela), 350m a pé da Estação Pinheiros (CPTM | Linha Esmeralda) e do Terminal Municipal Pinheiros (ônibus).
Acessibilidade: a unidade possui rampas de acesso e elevadores, além de banheiros e vestiários acessíveis para pessoas com mobilidade reduzida. Também conta com espaços reservados para cadeirantes.

.: Projeto une literatura e música para mostrar legado de Langston Hughes

Unindo literatura e música, o projeto "Do Blues À Poesia: A Obra De Langston Hughes" faz homenagem a uma das figuras mais icônicas dos Estados Unidos do início do século 20, uma referência na arte e na resistência negra. A iniciativa traz apresentação do "Blues Macambúzio - O Show" no sábado, 14 de março, às 20h00, no Centro da Terra. Os ingressos estão à venda pela plataforma Sympla. O livro "O Blues Macambúzio" ("The Weary Blues"), obra que completa 100 anos em 2026, estará disponível para compra no site da produtora Româ Atômica (https://www.romaatomica.com.br/). É a primeira vez que a publicação ganha uma tradução em português.

"The Weary Blues" ou "O Blues Macambúzio", tradução de Pedro Tomé, é uma coletânea de poemas escrita por Langston Hughes (1901-1967), um dos principais nomes do Harlem Renaissance, movimento cultural e literário que ocorreu em Nova York. A publicação foi uma resposta à discriminação racial e à segregação que os afro-estadunidenses sofriam na época. O livro é importante na história da literatura estadunidense, não apenas como uma obra de arte literária, mas também como um testemunho do poder da música e da cultura negra. Os temas desenvolvidos são a marginalização do trabalho, a solidão, a vida no Harlem, o sonho americano, a noção de pertencimento. 

O show nasce como uma forma de se aventurar nas possibilidades musicais que a obra literária de Langston proporciona, unindo as influências do jazz que predominava no movimento Harlem Renaissance com a cadência poética e fonética de alguns de seus poemas emblemáticos. 

“Langston Hughes foi uma das vozes centrais do Renascimento do Harlem, consolidando uma poética marcada pela musicalidade e pela ruptura com padrões eurocêntricos. Ao valorizar a linguagem cotidiana e afirmar a cultura negra como arte, levou o dia a dia da população negra ao centro da literatura. Sua obra aborda desigualdade e resistência, e permanece atual ao dialogar com os debates raciais contemporâneos e inspirar reflexões sobre identidade, justiça social e ancestralidade”, enfatiza Éder Augusto Marcos, idealizador e diretor musical do projeto.

O repertório conta com faixas como "The Weary Blues" ("O Blues Macambúzio"), "Harlem Night Club" ("Clube Noturno do Harlem"), "Blues Fantasy" ("Fantasia Blues"), "Dream Variation" ("Variação de Sonho"), "Fantasy in Purple" ("Fantasia em Púrpura") e "Danse Africaine" ("Danse Africaine"). No palco, estão Éder Augusto Marcos (Direção Artística e Vocal), Pedro Tomé Castro (Arranjos e Composição Musical; Violão e Guitarra), Negra Vat (Vocal), Vanessa Ferreira (Baixo), Laura Santos (Clarinete), Vênus Garland (Bateria) e João Sirangelo (Teclas e Guitarra).

A apresentação musical vem como um desdobramento da tradução do livro e parte da própria publicação para selecionar poemas que dialogam diretamente com a musicalidade. Entre eles, há textos mais ligados ao universo do blues e aos clubes do Harlem, além de obras como Dream Variation, que propõem reflexões sobre identidade e pertencimento da população negra. A apresentação busca evidenciar as diferenças e aproximações entre jazz e blues, transitando também pelo gospel e pela improvisação, em um percurso sonoro marcado pela fusão de ritmos e pela força poética.

“Acho fundamental que o público brasileiro tenha contato com essa obra, porque, apesar da distância histórica, ela segue absolutamente atual. O projeto cria pontes entre Brasil e Estados Unidos ao refletir sobre identidade racial no campo artístico, aproximando música, literatura e resistência. Ao olhar para nossas semelhanças e diferenças, ampliamos a compreensão da comunidade negra e fortalecemos a arte como ferramenta de transformação social”, finaliza o idealizador.

O show "Blues Macambúzio" é uma ação que faz parte do projeto  "Do Blues á Poesia: a Obra de Langston Hughes" foi contemplado no Edital Fomento CULTSP – PNAB Nº 39/2024 Fomento à Economia Criativa da Secretaria da Cultura, Economia e Indústrias Criativas do Governo do Estado de São Paulo.


Serviço
"Blues Macambúzio - O Show"

Sábado, 14 de março, às 20h00
Centro da Terra: R. Piracuama, 19 - Perdizes / São Paulo
Ingressos: R$ 70,00 (inteira) e R$ 35,00 (meia-entrada)
https://www.sympla.com.br/evento/blues-macambuzio-o-show/3312636


"The Weary Blues ou O Blues Macambúzio"

Páginas: 142
Preço: R$ 30,00 (valor promocional de lançamento). Depois R$ 65,00
Venda no https://www.romaatomica.com.br/


Ficha técnica
"Do Blues á Poesia: a Obra de Langston Hughes" 
Éder Augusto Marcos (Idealizador, Mediador, Palestrante e Diretor Musical)
Pedro Tomé (Palestrante, Mediador e Tradutor)
João Sirangelo (Músico)
João Raphael Reis (Revisor)
Eloísa Aragão (Revisão do prefácio)
Martha Macruz (Assessoria jurídica)
Bruno Gonçalves (Advogado)
Victor Paula (Diagramação, Identidade Visual e Design Gráfico)
Matheus Jeronimo (Direção de Comunicação)
Amara Hartmann (Idealização e Coordenação de Produção)
Paloma Rodrigues (Idealização e Direção de Produção)
Romã Atômica (Produção)


"Blues Macambúzio - O Show"
Direção Artística e Vocal: Éder Augusto Marcos
Arranjos e Composição musical: Pedro Tomé Castro
Vocal: Negra Vat
Baixo: Vanessa Ferreira
Clarinete: Laura Santos
Bateria: Vênus Garland
Violão e Guitarra: Pedro Tomé Castro
Teclas e Guitarra: João Sirangelo
Piano em Dream Variations: Tami Silveira
Projeto de luz e operação: Felipe Tchaça
Arranjos e Produção musical: João Sirangelo
Assistente de produção: Lennin Modesto
Produção Executiva:  Vinícius Prates
Direção de Produção: Paloma Rodrigues
Coordenação de produção: Amara Hartmann
Produção: Romã Atômica

.: Coletivo Labirinto estreia espetáculo "Pés-Coração" no Sesc Pompeia


Com direção de Luiz Fernando Marques e dramaturgia de Abel Xavier, espetáculo parte da cultura dos Rarámuri, povo indígena do México conhecido por percorrer grandes distâncias a pé. Foto: Tomas Franco

A partir de um olhar para um povo indígena que corre grandes distâncias a pé, o Coletivo Labirinto propõe uma reflexão sobre a condição latino-americana em seu novo trabalho, "Pés-Coração". O espetáculo tem sua temporada de estreia no Sesc Pompeia no dia 12 de março de 2026. O trabalho tem direção de Luiz Fernando Marques, o Lubi, e dramaturgia de Abel Xavier. Em cena, estão Carol Vidotti, Emilene Gutierrez e Wallyson Mota, além da artista convidada Allycia Machaca.

O interesse pelo povo Rarámuri surgiu durante o processo de montagem de "Mirar - Quando os Olhos Se Levantam", o trabalho anterior do grupo. “A Emilene Gutierrez, integrante do coletivo, trouxe essa informação de que tinha um povo originário do norte do México que era conhecido por caminhar longas distâncias a pé, de correr por longos quilômetros, e que esse povo, inclusive, estava vencendo maratonas internacionais, contrariando todas as expectativas em relação a essa ideia de uma preparação convencional para a maratona. Então, essa primeira curiosidade foi o que nos chamou a atenção”, conta Wallyson Mota, um dos criadores do trabalho.

A partir dessa provocação, o Coletivo Labirinto, que há 13 anos sempre esteve em contato com questões e dramaturgias contemporâneas da América Latina, em temáticas mais urbanas, decidiu deslocar o foco de seu olhar para o novo trabalho. “Estar em contato com os Rarámuri propicia para nós fazer uma ponte, traçar uma linha transversal no tempo para nos colocar em contato com algo mais fundante da nossa identidade, das nossas características, do nosso modo de ser”, explica.

A partir desse novo foco, o grupo passou a se debruçar sobre questões como: por que um povo, uma coletividade corre? Para quem a gente corre? Com quem corremos? De quem corremos? Será que a corrida pode representar algum tipo de alegoria para a condição latino-americana?

“Quando começamos a estudar mais fortemente o povo Rarámuri, descobrimos alguns pesquisadores que afirmam que essa corrida constante também pode ter a ver com o processo colonizatório que os espanhóis impuseram ao México. Nós, latino-americanos, estamos sempre no corre, estamos sempre nesse movimento constante. Então, acho que essas são questões que ficam fortes da peça. E acho que discutir isso no palco, no nosso contexto hoje, é discutir processos históricos também. Por que os nossos povos são identificados com essa ideia da corrida? O que isso representa culturalmente, socialmente, politicamente?”, indaga Mota. 

O artista-criador ainda diz que o grupo passou a discutir a própria noção de tempo. “Quando a gente corre, de alguma forma, tem uma ideia de que está acelerando o tempo. Esse tempo está passando mais rápido. Então, tratar de corrida no âmbito latino-americano é também tratar do tempo, deste tempo. Nós compartilhamos este momento histórico, esta fatia de tempo, conjuntamente com o público. Acho que tem algo por aí também”, acrescenta.

Sobre o processo de criação da dramaturgia, Abel Xavier conta que o processo foi muito colaborativo. “Desde o início, Lubi propôs que nos embriagássemos das referências, das vontades e ideias para que fossemos construindo passo a passo durante os ensaios quais histórias e personagens poderiam dialogar com esse tema da corrida e do corre na América Latina. E, a partir dessas improvisações, fui desenvolvendo e lapidando a dramaturgia”, explica.

Xavier ainda revela que a dramaturgia também dialoga com a história do Coletivo Labirinto, que se dedica a pesquisar e debater a América Latina há tanto tempo. “Eu costumo dizer que dessa vez estamos nos fantasiando de Brasil para pensar essa América Latina, porque o texto, de alguma maneira, faz referência a essas imagens de brasilidade para tentar correr disso ou correr com isso para a construção de uma identidade latina possivel”, complementa o dramaturgo.

“São Paulo é uma cidade que vive um capitalismo tardio, das margens. Acho que a ideia de estarmos em grupo no teatro é um gesto no sentido de furar essa lógica e promover algum tipo de ponte entre nós e a cultura rarámuri, por exemplo. Porque há em ambos o desejo pela coletividade. Não pela individualidade. O coletivo de teatro é, de alguma forma, a ideia de um sonho comum, de um sonho conjunto. E observando os rarámuris, percebemos que a corrida muitas vezes não está atrelada a uma vitória individual, como no esporte. A corrida acontece muito como um modo de existir e um modo de compartilhar a vida. Juntos. Acho que, ao fazermos teatro, optamos por um modo de existir e um modo de compartilhar a vida também, nessa nossa coletividade”, compara Wallyson Mota.


Sobre o Coletivo Labirinto
Fundado em 2013, o Coletivo Labirinto é um núcleo de pesquisa e criação cênica formado por artistas que transitam entre direção, atuação, performance e produção, a fim de investigar as relações des sujeites com o seu panorama social através da dramaturgia latino-americana contemporânea.

Entre os trabalhos estreados pelo grupo, estão “Sem_Título” (2014), “Argumento Contra a Existência de Vida Inteligente no Cone Sul” (2019), “Onde Vivem os Bárbaros” (2021/2022) e “Mirar: Quando os Olhos se Levantam”  (2022).


Ficha técnica
Espetáculo "Pés-Coração"
Pesquisa e Idealização: Coletivo Labirinto
Criadores: Abel Xavier, Carol Vidotti, Emilene Gutierrez, Wallyson Mota e Luiz Fernando Marques Lubi
Direção: Luiz Fernando Marques Lubi
Dramaturgia: Abel Xavier
Atuação: Carol Vidotti, Emilene Gutierrez e Wallyson Mota
Artista convidada: Allycia Machaca
Direção Musical e Trilha Original: Caetano Ribeiro
Músicos em cena: Caetano Ribeiro (guitarra, violão e voz) e Leandro Vieira (percussão e eletrônicos)
Canto: Allycia Machaca
Concepção audiovisual: Luiz Fernando Marques Lubi e Sol Faganello
Mapping, operação de vídeo e câmera: Sol Faganello
Edição vídeo Retiro: Tomás Franco
Atuantes: Alexandra Tavares, Camila Cohen, Daniela Alves, João Pedro Ribeiro, Lucas Bernardo, LuzMa Moreira, Paula Petreca, Renan Coelho, Sebastian Santamaria
Coreografia: Paula Petreca
Preparação de atores (Cena Passistas): Rhena de Faria
Cenário: Luiz Fernando Marques Lubi
Cenotécnico: Zé Valdir
Figurino: Emilene Gutierrez e Allycia Machaca
Visagismo: Fábia Mirassos
Adereços: Allycia Machaca
Fantasias Carnaval: Sérgio Cardoso Lopes
Desenho e operação de luz: Matheus Brant
Técnico e operador de som: Tomé de Souza
Coordenação de Ensaio: Madu Arakaki
Fisioterapia: Leandro Faria
Pesquisa e condução Retiro Artístico: Elias Cohen
Apoio Teórico: Gina Monge Aguilar
Mesas de Reflexão: Gina Monge Aguilar , Salloma Salomão, Monica Rodriguez Ulo, Paula Petreca, Paula Narvaez, Elias Cohen, Antonia Moreira, Andrezza Rodrigues e OWERÁ
Fotos: Tomás Franco
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Redes Sociais: Jorge Ferreira e Hayla Cavalcanti
Estagiários Produção: Bento Carolina e Mariana Ruiz
Produção: Corpo Rastreado - Leo Devitto


Serviço
Espetáculo "Pés-Coração"
Temporada: 12 de março a 5 de abril de 2026
Quinta-feira a sábado, às 20h00; domingos, às 18h00; 
Sextas (dias 13, 20 e 27 de março), também às 16h00.
Sessão extra: quarta, dia 1° de abril, às 20h00. 
Dia 3 de abril, Sexta-feira Santa não haverá sessão - Sesc fechado
Sesc Pompeia - R. Clélia, 93 - Água Branca, São Paulo
Ingressos: R$ 60,00 (inteira), R$ 30,00 (meia-entrada) e R$ 18,00 (credencial plena)
Vendas on-line em sescsp.org.br
Classificação: 16 anos
Duração: 90 minutos
Capacidade: 302 lugares
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.
As sessões dos dias 13, 20 e 27, às 20h00, terão tradução em Libras.

.: Majur apresenta o show “Gira Mundo” no Teatro do Sesc Santos


Movida pela potência da herança cultural afrodiaspórica, Majur constrói uma apresentação que articula música, dança e espiritualidade. Foto: Ladeira/Lucas Marinho


A cantora e compositora baiana Majur leva ao palco do Teatro do Sesc Santos o espetáculo do novo álbum “Gira Mundo”, trabalho composto por 16 faixas em iorubá que propõem uma imersão profunda nas raízes da cultura afro-brasileira, nesta sexta-feira, dia 13 de março, às 20h00. O show traduz ao vivo a força do disco e marca um novo momento na trajetória da artista, consolidando sua pesquisa estética e espiritual em torno da ancestralidade africana.

Movida pela potência da herança cultural afrodiaspórica, Majur constrói uma apresentação que articula música, dança e espiritualidade. No repertório, o público encontra sonoridades que transitam entre o afropop contemporâneo, arranjos percussivos e atmosferas orquestrais, criando uma experiência sensorial que dialoga com identidade, fé e pertencimento.

A turnê teve início em julho, cerca de um mês após a artista retornar de sua primeira temporada de shows pela Europa. No palco, o espetáculo ganha contornos ainda mais performáticos com o retorno do balé às apresentações da cantora. Quatro dançarinos integram a cena e interpretam as chamadas danças silvestres, inspiradas em tradições africanas e em movimentos ligados à natureza e à espiritualidade.

A coreografia é assinada por Thainara Cerqueira e Priscila Borges, reunindo nomes importantes da dança afro no Brasil, como Tatiana Campêlo, Nildinha Fonsêca e Vera Passos, todas de Salvador (BA) e reconhecidas por sua atuação na difusão das danças silvestres. “Esse movimento é muito potente. São quatro mulheres negras incríveis, que fazem parte do fomento da cultura africana no Brasil. Tê-las neste projeto é uma grande honra”, destaca Majur.

Com direção artística cuidadosa, “Gira Mundo” se constrói como um espetáculo que reúne sonoridade, corporeidade e espiritualidade em um mesmo palco. A direção musical fica sob a condução de Ícaro Sá, também responsável pela produção do álbum. A banda conta com três atabaques, percussão, teclado e dois backing vocals, reforçando a dimensão rítmica e ritualística da apresentação. No teclado está Ícaro Santiago, que também colaborou na criação musical do disco ao lado de Sá.

Ao longo da carreira, Majur tem flertado com diferentes sonoridades e abordado, em suas composições, temas ligados à identidade, ancestralidade e resistência. Seu início de trajetória chamou atenção no cenário musical brasileiro: apadrinhada por Caetano Veloso, a artista ganhou projeção nacional ao dividir os vocais com Emicida e Pabllo Vittar no sucesso AmarElo. Autora dos álbuns "Ojunifé", "Arrisca" e "Gira Mundo", a cantora também realizou em 2025 uma turnê internacional pela Europa, ampliando o alcance de sua obra e consolidando sua presença no circuito musical contemporâneo.

Serviço
Show “Gira Mundo” com Majur 
Sexta-feira, dia 13 de março, às 20h00
Ingressos: R$ 15,00 (credencial plena) | R$ 25,00 (meia) | R$ 50,00 (inteira)

Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta-feira, das 9h00 às 21h30 | Sábados e domingos, 10h00 às 18h30   

Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida / Santos
Telefone: (13) 3278-9800        
Site do Sesc Santos
Instagram e Facebook: @sescsantos

.: Dia da Pipoca na Cineflix Cinemas: leve um balde e por R$ 10 tenha puro sabor

O Dia da Pipoca na rede Cineflix Cinemas acontece em 11 de março de 2026. A ação permite que o público leve para encher por uma vez, um recipiente próprio, higienizado e impermeável, com capacidade de até 5 litros. A promoção é válida em todas as unidades Cineflix e enquanto durarem os estoques.

E para aproveitar a ida até o cinema, vale lembrar que a unidade Cineflix Cinemas de Santos, localizada no Shopping Miramar, apresenta três estreias esta semana como a animação Disney "Cara de Um, Focinho De Outro", a ficção científica de terror "A Noiva!" e o suspense psicológico "Mother´s baby".

A Cineflix Santos segue com a exibição do terror "Pânico 7", do drama indicado ao Oscar "Sirât", da animação "Um Cabra Bom de Bola", do romance arrebatador "O Morro dos Ventos Uivantes" e o suspense psicológico "A Empregada". Compre antecipadamente os ingressos aquihttps://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.

Estão disponíveis para venda os baldes colecionáveis da animação "Cara de Um, Focinho de Outro"A unidade de Cinemas Cineflix Santos, fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Saiba das novidades e as próximas estreias no instagram: https://www.instagram.com/cineflixcinemas

"A Noiva!"(The Bride!). Gênero: terror, ficção científica. Direção e roteiro: Maggie Gyllenhaal. Duração: 127 minutos. Distribuição: Warner Bros. Elenco: Jessie Buckley como A Noiva, Christian Bale como Frankenstein, Penélope Cruz, Annette Bening, Peter Sarsgaard. Sinopse: Na Chicago da década de 1930, um Frankenstein solitário busca a ajuda da Dra. Euphronia para criar uma companheira para si. Eles revivem uma jovem assassinada, dando origem à Noiva. No entanto, ela transcende as intenções de seus criadores, desenvolvendo uma identidade própria e desencadeando um romance fervoroso e mudanças sociais radicais.

"Cara de Um, Focinho De Outro"(Hoppers). Gênero: Animação. Direção e roteiro: Daniel Chong. Duração: Aprox. 106 minutos. Distribuição: Pixar Animation Studios / Walt Disney Pictures. Vozes: Piper Curda (Mabel), Jon Hamm (Prefeito Jerry). Sinopse: A história acompanha Mabel, uma amante dos animais que utiliza uma tecnologia revolucionária para transferir sua mente para um castor robô hiper-realista. Ao se infiltrar no mundo animal, ela descobre mistérios inimagináveis e precisa agir contra os planos de Jerry, um prefeito hostil aos seres não humanos.

"Mother´s baby"(Mother´s baby). Gênero: thriller psicológico. Direção e roteiro: Johanna Moder. Roteiro (Adicional): Arne Kohlweyer. Duração: 108 minutos. Distribuição: Autoral Filmes. Elenco: Marie Leuenberger (Julia), Hans Löw (Georg), Claes Bang (Dr. Vilfort), Julia Franz Richter (Gerlinde). Sinopse: Julia, uma maestrina de sucesso, enfrenta um pós-parto traumático e, ao reencontrar seu bebê, passa a desconfiar que a criança não é sua, mergulhando em uma espiral de paranoia e mistério.


"Pânico 7". (Scream 7). Direção: Kevin Williamson. Elenco: Neve Campbell retorna como Sidney Prescott. Courteney Cox reprisa seu papel como Gale Weathers. Isabel May interpreta a filha de Sidney. Patrick Dempsey (rumorado) e Joel McHale aparecem no elenco, com McHale interpretando o marido de Sidney.  Duração: 1 hora e 55 minutos. Sinopse: Com Sidney Prescott (Neve Campbell) de volta ao centro da história. Agora vivendo uma vida pacata com sua família, ela se torna novamente o alvo de um novo Ghostface, mas desta vez o perigo é mais pessoal, pois sua filha, Tatum Evans (Isabel May), é o alvo principal. 

"Sirât". (Sirât, 2025). Gênero: drama/thriller imersivo, road movie. Direção: Oliver Laxe. Roteiro: Oliver Laxe e Santiago Fillol. Duração: 1h55. Países de Origem: Espanha / Marrocos. Sinopse: O filme acompanha um pai e um filho que, após a filha/irmã desaparecer em um rave no Marrocos, iniciam uma busca desesperada que os leva a um perigoso e místico deserto. O filme é conhecido por sua atmosfera de suspense e uso de cenas de raves autênticas.


"O Morro dos Ventos Uivantes". Gênero: drama, romance. Direção: Emerald Fennell. Elenco: Margot Robbie (Catherine Earnshaw), Jacob Elordi (Heathcliff), Hong Chau, Alison Oliver, Shazad Latif e Ewan Mitchell. Sinopse: A tragédia acontece quando Heathcliff se apaixona por Catherine Earnshaw, uma mulher de uma família rica na Inglaterra do século 18.

"Um Cabra Bom de Bola". Gênero: animação. Direção: Tyree Dillihay. Elenco: Carolina Dieckmann (Kátia), Júlia Rabello (Léo) e Caco Ciocler (Zeca). Sinopse: Uma pequena cabra com grandes sonhos recebe uma oportunidade única na vida de se juntar aos profissionais. A história acompanha Zeca Brito (Will na versão original), uma pequena cabra com grandes sonhos que recebe uma oportunidade única de se juntar aos profissionais e jogar berrobol — um esporte de alta intensidade que lembra o basquete. Zeca precisa provar que, mesmo sendo pequeno, tem talento para brilhar no esporte e mudar a história do jogo.

"A Empregada". (The Housemaid). Gênero: Suspense Psicológico, Thriller. Direção: Paul Feig. Roteiro: Rebecca Sonnenshine, Freida McFadden. Ano de Lançamento: 2025. Data de Estreia (Brasil): 18 de Dezembro de 2025. País: EUA. Idioma: Inglês. Duração: 2h11m. Elenco Principal: Sydney Sweeney (Millie), Amanda Seyfried (Nina), Brandon Sklenar (Andrew), Michele Morrone. Baseado em: Livro de Freida McFadden. Sinopse: A história segue Millie Calloway, que, após sair da prisão, consegue um emprego como empregada na casa dos ricos Nina e Andrew Winchester, mas logo percebe a natureza perturbadora de Nina e as dinâmicas disfuncionais da família, levando a situações de manipulação e suspense, enquanto Millie tem seus próprios segredos. 


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