Estreia de Fabiane Secches no romance, "Ilhas Suspensas", publicado pela Companhia das Letras, equilibra ensaio e ficção para contar não apenas uma história sobre saudade e solidão, como também sobre amor, família e amizade. No livro, Mariana tem encarado a maternidade sob diferentes formas: primeiro, com a morte de sua mãe; depois, com a frustração de várias fertilizações in vitro malsucedidas; por fim, com o distanciamento da própria língua materna, quando se vê migrando com o marido para um país cujo idioma, "composto de fonemas desconhecidos", ela não compreende. A dinâmica de constantes perdas leva Mariana a um quadro depressivo que só é aliviado pela companhia dos livros e de seu cachorro, Quincas.
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terça-feira, 13 de janeiro de 2026
.: Romance de Fabiane Secches, "Ilhas Suspensas" equilibra ensaio e ficção
Estreia de Fabiane Secches no romance, "Ilhas Suspensas", publicado pela Companhia das Letras, equilibra ensaio e ficção para contar não apenas uma história sobre saudade e solidão, como também sobre amor, família e amizade. No livro, Mariana tem encarado a maternidade sob diferentes formas: primeiro, com a morte de sua mãe; depois, com a frustração de várias fertilizações in vitro malsucedidas; por fim, com o distanciamento da própria língua materna, quando se vê migrando com o marido para um país cujo idioma, "composto de fonemas desconhecidos", ela não compreende. A dinâmica de constantes perdas leva Mariana a um quadro depressivo que só é aliviado pela companhia dos livros e de seu cachorro, Quincas.
.: Marcos Damigo retrata as origens de SP em peça sobre a História do Brasil
Comédia farsesca, Entre a Cruz e os Canibais explora o desajuste entre o projeto colonial e a realidade da Vila de São Paulo de Piratininga. Foto: Heloisa Bortz
Com a proposta de fomentar novos imaginários, provocando outras percepções sobre o nosso passado, Marcos Damigo tem se dedicado a pesquisar e encenar peças sobre a história do Brasil. Seu novo espetáculo, "Entre a Cruz e os Canibais", lança luz sobre a construção do mito bandeirante e, consequentemente, de São Paulo. O trabalho faz sua temporada de estreia no Teatro Arthur Azevedo, em São Paulo, entre os dias 22 de janeiro e 15 de fevereiro, de quinta a sábado, às 20h00, e, aos domingos, às 19h00.
Em tom de comédia farsesca, a peça, que estreia na semana do aniversário de São Paulo, revisita essa narrativa histórica e sonda o desencontro entre o projeto colonial e a realidade da Vila de São Paulo de Piratininga. Damigo lembra que, por muito tempo, os bandeirantes não foram considerados heróis. Mas, atendendo a interesses de uma nova elite econômica que surgiu com o ciclo do café no século XIX, essa noção se modificou, culminando na criação de uma identidade para São Paulo atrelada à ideia de trabalho e desenvolvimento.
"Entre a Cruz e os Canibais" é ambientada em 1599 e conta com quatro personagens em cena: o Juiz, o Governador-geral, o Vereador e o Procurador. A trama se inicia com a chegada do Governador-geral do Brasil Dom Francisco de Souza à pequena Vila de São Paulo de Piratininga, única aglomeração de europeus fora da costa, isolada pela íngreme Serra do Mar.
Os moradores estão revoltados com os mandos e desmandos do Juiz. Mas ele está apavorado com a iminência de um ataque indígena, pois o Vereador sequestrou tupis aliados. Já o Procurador, um degredado que foi salvo pelos tupis e tem portanto uma relação de proximidade com eles, espera que a vinda do Governador-geral faça valer a lei que proíbe a escravização de indígenas.
No entanto, Dom Francisco de Souza, ou “das Manhas” como indicava seu apelido, quer resolver os conflitos de maneira a atender melhor seus interesses. Descortina-se, assim, o maior paradigma do projeto nacional: justamente quando São Paulo tem seu primeiro impulso de progresso econômico, com o avanço dos bandeirantes pelo interior, é que seus moradores começam a explorar a mão de obra indígena em larga escala.
Encenação
“Encontramos no humor a melhor estratégia para questionar essa ideia de que os bandeirantes foram heróis. Por isso, criamos o que eu chamo de comédia de escárnio, que dialoga com uma tradição de comédias populares desde a Antiguidade, passando por grandes autores brasileiros também, como Arthur Azevedo e Martins Pena. Assim, conseguimos colocar em destaque o grotesco escondido sob o verniz de modernidade que mascara até hoje interesses abjetos”, comenta Damigo.
A primeira inspiração de Marcos, diretor e autor da montagem, foi há mais de 30 anos, quando leu o livro "São Paulo nos Primeiros Anos 1554-1601- São Paulo No Século XVI", de Afonso D'Escragnolle Taunay. A obra clássica descreve as dificuldades enfrentadas pelos fundadores daquela que se tornaria a maior cidade das américas. “Ao ler os relatos, logo pensei que aquelas histórias renderiam uma boa comédia. A tentativa de fundar uma civilização europeia em um lugar tão distante – e distinto – revela muitas das contradições do projeto colonial que estão presentes até hoje. Explorar isso pelo viés do humor é uma maneira de revelar os absurdos que foram sendo normalizados simplesmente porque nos acostumamos a eles”, afirma o diretor.
Para escrever "Entre a Cruz e os Canibais", Damigo contou com as consultorias do premiado dramaturgo e roteirista Luís Alberto de Abreu e do historiador Paulo Rezzutti, graças aos recursos de um edital Proac do Governo do Estado de São Paulo em 2020. Para a montagem, o artista também contou com o apoio do historiador Rodrigo Bonciani. Damigo lembra que a transformação do bandeirante em herói nacional é relativamente recente. “Com a Proclamação da República, em 1889, e o poder econômico conquistado por São Paulo por conta do café, eles passaram a ser cultuados na forma de estátuas, nomes de ruas, estradas e até o palácio do governo”, acrescenta. “E cada vez mais estamos olhando criticamente para essa ideia de desenvolvimento a qualquer custo”.
Nesse sentido, o espetáculo não pretende fazer uma reconstituição histórica, os personagens são tratados como tipos, e a trilha sonora, originalmente composta por Adriano Salhab, estabelece mais explicitamente essa relação entre passado e presente. Tudo isso exige atores experientes: José Rubens Chachá (o Juiz), integrante do antológico grupo Ornitorrinco; Fábio Espósito (o Vereador), ator e palhaço com experiência internacional, incluindo trabalhos no Cirque du Soleil; Daniel Costa (o Procurador), indicado ao Prêmio Shell de Melhor Ator por Urinal, o Musical; e Thiago Claro França (o Governador-geral), artista presente em diversas criações da Cia. do Tijolo. “Eu disse aos atores, no primeiro dia de ensaio, que eles precisavam destruir o meu texto, no sentido de transformar a pesquisa histórica em jogo de cena e comédia. E nisso eles foram excepcionais”, ri Damigo.
O figurino desenvolvido por Marichilene Artisevskis incorpora elementos visuais do modernismo e da tropicália, movimentos que propuseram uma releitura da nossa história na busca por uma identidade nacional. O cenário é composto de lonas pintadas à mão pelos artistas e grafiteiros Jonato e Ever. Além deles, o cineasta guarani Richard Wera Mirim, morador da Terra Indígena Jaraguá, é responsável pela criação de um vídeo para o espetáculo. O espetáculo tem patrocínio da Google Cloud através da lei municipal de incentivo, PROMAC.
Ficha técnica
Espetáculo "Entre a Cruz e os Canibais"
Dramaturgia, Direção artística, Desenho do cenário e Idealização: Marcos Damigo
Direção de produção: Vi Silva
Direção musical: Adriano Salhab
Atores: José Rubens Chachá, Fabio Esposito, Daniel Costa e Thiago Claro França
Música ao vivo: Adriano Salhab e Thiago Claro França
Assistente de direção e Contrarregra: Warner Borges
Figurinista e visagista: Marichilene Artisevskis
Iluminador: Ney Bonfante
Assistente de iluminação: Matheus Bonfante
Mobiliário cênico e Pintura do cenário: Jonato e Ever
Cenotecnia: Wanderley Wagner e Fernando Zimolo
Vídeos: Richard Wera Mirim e Santo Bezerra
Identidade visual: Santo Bezerra
Gestão de redes sociais: Flávia Moreira e Micaeli Alves (AuttivaLab)
Fotógrafa: Heloisa Bortz
Historiadores (consultoria histórica e palestrante): Paulo Rezzutti e Rodrigo Bonciani
Consultoria dramatúrgica: Luís Alberto de Abreu
Produção executiva: Carolina Henriques (Rodri Produções)
Assistente de produção: Sofia Augusto
Administração financeira: Gustavo Sanna
Assessoria de imprensa: Canal Aberto - Márcia Marques, Daniele Valério e Flávia Fontes de Oliveira
Serviço
"Entre a Cruz e os Canibais"
Duração: 85 minutos Classificação indicativa: 12 anos Gênero: comédia musical
Data: 22 de janeiro a 15 de fevereiro de 2026
Temporada: Quinta a sábado, às 20h, e, aos domingos, às 19h
Acessibilidade: 23 de janeiro - Libras e audiodescrição
Local: Teatro Arthur Azevedo - Av. Paes de Barros, 955 - Alto da Mooca, São Paulo, SP
Estacionamento: gratuito (vagas limitadas)
Telefone: (11) 2604-5558
Ingresso: R$ 20,00 (inteira)/R$ 10,00 (meia entrada) | Bilheteria presencial aberta uma hora antes de cada sessão | Ingressos on-line: www.sympla.com
Dias 22, 23, 24 e 25 de janeiro, em comemoração ao aniversário da cidade de São Paulo, o espetáculo será gratuito.
.: "Como Todos os Atos Humanos" ganha temporada no Sesc Pinheiros
Com dramaturgia e atuação de Fani Feldman e direção de Rui Ricardo Diaz, o espetáculo tem a autora Marina Colasanti, reconhecida por sua escrita poética e crítica, como referência central na construção dramatúrgica do espetáculo. Foda: Agueda Amaral
Após uma temporada de sucesso no no Rio de Janeiro, "Como Todos os Atos Humanos", da Cia. do Sopro, retorna para uma nova temporada na capital paulista. O espetáculo fica em cartaz no Auditório do Sesc Pinheiros, de 22 de janeiro a 21 de fevereiro de 2026, com apresentações de quinta a sábado, às 20h30 no dia 06 de fevereiro, além da sessão das 20h30, haverá uma sessão às 16h00.
Com dramaturgia e atuação de Fani Feldman (Cleo na primeira temporada de Impuros) e direção de Rui Ricardo Diaz (entre outros trabalhos está no elenco do novo filme Anaconda - produzido pela Columbia Pictures e é um dos protagonistas da série Impuros), o trabalho tem como ponto de partida obras de Marina Colasanti, Giorgio Manganelli e Nelson Coelho, e se configura num universo único, atravessado pelo realismo fantástico. A montagem dialoga ainda com referências visuais de artistas como Francis Bacon e Edvard Munch, explorando a deformação e a potência expressiva da figura humana.
A temporada acontece em janeiro, mês em que se completa um ano da morte de Marina Colasanti, uma das mais importantes escritoras da literatura brasileira contemporânea. Reconhecida por sua escrita poética e crítica, profundamente ligada às questões de gênero, a autora é referência central na construção dramatúrgica do espetáculo.
Na encenação, um gesto extremo - um parricídio metafórico, simbolizado por “furar o olho do pai” - surge como ato de ruptura e insubmissão. A narrativa estabelece um diálogo invertido com o mito de Electra e expõe, por meio de imagens arquetípicas, mecanismos de vigilância, dominação e silenciamento impostos ao corpo e ao destino das mulheres. O espetáculo integra o trabalho continuado da Cia. do Sopro, que fundamenta seus processos no Laboratório Dramático do Ator, a partir da pesquisa desenvolvida há mais de três décadas por Antonio Januzelli, referência na investigação do intérprete criador e preparador do trabalho.
Ficha técnica
Espetáculo "Como Todos os Atos Humanos"
Dramaturgia e atuação: Fani Feldman
Direção: Rui Ricardo Diaz
Assistência de direção: Plínio Meirelles
Preparação: Antonio Januzelli
Iluminação: Osvaldo Gazotti
Cenário e figurino: Daniel Infantini
Idealização: Cia. do Sopro
Produção: Quincas
Direção de produção: Fani Feldman
Produção executiva: Andrea Melo Marques
Fotos: Agueda Amaral e Yukio Yamashita
Serviço
Espetáculo "Como Todos os Atos Humanos", com Cia. do Sopro
Temporada: 22 de janeiro a 21 de fevereiro de 2026
De quinta a sábado, às 20h30 (no dia 6 de feveriro também haverá uma sessão às 16h00)
Sesc Pinheiros - Auditório - Rua Paes Leme, 195, Pinheiros / São Paulo
Ingressos: R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (meia-entrada) e R$ 15,00 (credencial plena)
Vendas em sescsp.org.br ou na bilheteria de qualquer unidade
Duração: 55 minutos
Classificação: 14 anos
Capacidade: 100 lugares
Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida
.: Thalma de Freitas e Helô Ferreira em show intimista no Sesc 24 de Maio
O espetáculo é uma viagem única por diferentes vertentes da música brasileira, do samba ao jazz, da MPB ao pop, com releituras e músicas autorais, tendo como fio condutor a temática do amor romântico (ou não). Foto: Barbara Del Colletto
Thalma de Freitas e Helô Ferreira apresentam show no teatro do Sesc 24 de Maio, dia 16 de janeiro. Com a Thalma na voz e Helô no violão, proporcionam ao público a oportunidade de vivenciar ao vivo as versões que a dupla promove nas redes sociais, com uma performance que vai do clássico ao contemporâneo. O espetáculo é uma viagem única por diferentes vertentes da música brasileira, do samba ao jazz, da MPB ao pop, com releituras e músicas autorais, tendo como fio condutor a temática do amor romântico (ou não).
Serviço
Classificação: 12 anos
Ingressos: sescsp.org.br/24demaio ou através do aplicativo Credencial Sesc SP - R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (meia-entrada) e R$ 15,00 (Credencial Sesc).
Duração do show: 90 minutos
Serviço de van: transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h00 às 23h00, e aos domingos e feriados, das 18h00 às 21h00
.: Em SP, exposição "Pinóquio" ganha vida no Farol Santander e encanta gerações
Mostra inédita integra a programação de férias do Farol para toda a família e revisita o clássico de Carlo Collodi, com mais de 300 itens. Foto: Rodrigo Reis
“As Aventuras de Pinóquio” estão no Farol Santander São Paulo, com mais de 300 itens distribuídos entre esculturas, livros, bonecos, filmes, ilustrações, gravuras, autômatos, instalações sonoras e uma coleção de 31 Pinóquios de diferentes épocas e nacionalidades, produzidos em madeira. Dividida em dois andares, a mostra ocupa 400m² e revisita o clássico de Carlo Collodi (1826–1890) por meio de perspectivas históricas, literárias, cinematográficas e visuais. Apresentada pelo Ministério da Cultura, com patrocínio do Santander Brasil e produzida pela AYO Cultural, a atração tem curadoria de Rodrigo Gontijo e será exibida até 22 de março próximo.
A mostra explora a simbologia universal do boneco de madeira criado por Collodi e publicado originalmente em fascículos entre 1881 e 1883. Considerada uma das obras mais influentes da literatura infantojuvenil e da cultura italiana, "As Aventuras de Pinóquio" tornou-se um fenômeno mundial, atravessando gerações, linguagens e interpretações – da literatura ao cinema, da marionete ao robô. A experiência integra o circuito de visitação do Farol Santander São Paulo, que reúne exposições, arquitetura, história, gastronomia e vista panorâmica da cidade.
“Nosso compromisso com a cultura se expressa na escolha de projetos que ampliam o acesso, estimulam a imaginação e fortalecem a relação das pessoas com a arte e com a memória que nos acompanha ao longo da vida. Esta exposição revisita um clássico que permanece atual, capaz de despertar questionamentos e novas interpretações a cada encontro”; comenta Bibiana Berg, Head Sênior de Experiências, Cultura e Impacto Social do Santander Brasil e Presidente do Santander Cultural.
Carlo Collodi escreveu a história de Pinóquio originalmente em fascículos para o jornal “Giornale per i bambini” (1881–1883), batizando o boneco de madeira com um nome que, no dialeto toscano, significa “pinhão”. Em 1883, no mesmo ano em que concluiu a série, publicou a obra em formato de livro. Collodi desenvolveu uma narrativa onde a jornada de Pinóquio pode ser vista como uma metáfora para a formação da identidade nacional italiana na época. O boneco de pau representa a falta de uma essência definida, e sua transformação simboliza o processo de formação do futuro cidadão. A ambientação, com personagens como o pobre Gepeto e a ameaça constante da fome, reflete a dura realidade social atravessada pelos italianos naquele momento.
“Depois do sucesso da exposição 'As Aventuras de Alice' (2022), também no Farol Santander São Paulo, apresentamos agora 'As Aventuras de Pinóquio', que convida o público a interpretar e reinterpretar a obra de Carlo Collodi. Essa mostra propõe aos visitantes história, entretenimento, aprendizagem e encantamento, pois são diversas as formas de se ler a complexidade dessa criação”; explica Rodrigo Gontijo, curador da exposição.
Pinóquio como símbolo histórico e cultural (andar 20)
No andar 20 são apresentados núcleos temáticos inspirados nos capítulos do livro original. Portanto, o visitante encontra um panorama histórico-literário com informações sobre Collodi e edições raras do livro. Em seguida, na “Oficina de Criação”, surgem as ilustrações das primeiras edições do clássico, feitas pelos italianos Enrico Mazzanti e Carlo Chiostri. Na sequência, o público encontra também uma série de marionetes em madeira, criadas pelo artista brasileiro e especialista em Pinóquio, Gil Toledo. Há ainda uma biblioteca que celebra as traduções brasileiras da obra e apresenta uma instalação de Adriana Peliano inspirada nos “irmãos” de Pinóquio, criados por Monteiro Lobato, em passagem do livro “Reinações de Narizinho” (1931).
Ao final do percurso neste piso, o visitante encontra a “Sala dos Autômatos”, com modelos feitos em madeira e repletos de movimentos, criados pelos brasileiros Eduardo Salzane e Maurizio Zelada. O ambiente é acompanhado da instalação sonora Constelação, criada pelo duo O Grivo, que explora ritmos, ruídos e estruturas mecânicas, lembrando uma espécie de cidade futurista precária, segundo a dupla.
Pinóquio como clássico: múltiplas interpretações (andar 19)
A galeria do andar 19 parte de uma premissa fundamental: Pinóquio é um clássico. Como definiu Ítalo Calvino, “um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer”. A exposição destaca essa permanência por meio de reflexões do próprio Ítalo Calvino e demais autores como Giorgio Manganelli, Umberto Eco, Giorgio Agamben e Alberto Manguel, que se dedicaram a analisar Pinóquio sobre diferentes óticas, ampliando as leituras possíveis sobre a jornada do personagem.
Em vídeos, a presença da primeira adaptação cinematográfica de Pinóquio, dirigida pelo cineasta italiano Giulio Antamoro em 1911, aparece ao lado das detalhadas ilustrações do também italiano Roberto Innocenti. O visitante observa ainda a diversidade cinematográfica de Pinóquios criados em diferentes países, até a versão recente de Guillermo del Toro (2022), na última montagem para a grande tela.
O espaço apresenta também esculturas em madeira do artista cearense Zé Bezerra – sete peças criadas a partir de troncos que evocam criaturas prestes a ganhar vida, gerando assim uma correlação direta com a história de Pinóquio. No núcleo do País dos Brinquedos, surgem cinco ilustrações do paulistano Alex Cerveny, para uma versão do livro lançada em 2012 pela editora Cosac Naify, além de gravuras do artista norte-americano Jim Dine.
Em referência a um dos momentos cruciais da história, a passagem pelo tubarão-baleia é representada pelas intensas ilustrações do renomado artista italiano Lorenzo Mattotti, que ilustrou em 2019 uma nova versão do livro de Ítalo Collodi. Nesta sala, haverá também uma instalação composta por madeira, objetos e projeção, reunindo um compilado de cenas de filmes de diferentes épocas e nacionalidades que retratam o momento em que Pinóquio é engolido pelo monstro marinho.
A última sala, num clima futurista-retrô, revela um espaço imersivo com projeções de códigos computacionais nas paredes. A instalação tecnológica tem pedaços do boneco se transformando em menino e uma composição com múltiplos monitores de TV que exibem cenas do filme “I.A. - Inteligência Artificial” (2001) de Steven Spielberg e trechos do capítulo final do livro de Collodi, gerando assim um diálogo e uma provocação entre as obras.
Ativação no Café do andar 26
De 19 de dezembro a 22 de fevereiro uma dupla de atores interpretando os personagens Pinóquio e Fada Azul estará sempre aos sábados e domingos no Café do Mirante, andar 26 do Farol Santander, para interagir e tirar fotos com os visitantes. A iniciativa propõe gerar ainda mais registros para a memória dos visitantes que passarem pelo Farol Santander São Paulo durante as férias.
Serviço
Exposição "As Aventuras de Pinóquio"
Até 22 de março de 2026
Local: Farol Santander São Paulo - Galerias do 20 e do 19
Endereço: Rua João Brícola, 24 - Centro / São Paulo
Funcionamento: Terça a domingo, das 9h00 às 20h00
Ingressos: R$ 45,00 (inteira) / R$ 22,50 (meia) - disponíveis pelo site farolsantandersaopaulo.com.br e na bilheteria local.
.: Heineken® recria o brinde de “O Agente Secreto” com a atriz Tânia Maria
Ficha técnica
“O Agente Secreto”
Gênero: neo-noir, drama, suspense, thriller político. Classificação indicativa: 16 anos (no Brasil). Ano de produção: 2025. Idioma: português (também contém falas em outras línguas, incluindo alemão). Direção e roteiro: Kleber Mendonça Filho. Elenco: Wagner Moura, Tânia Maria, Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone, Alice Carvalho, Udo Kier, Hermila Guedes, Isabél Zuaa e outros. Distribuição no Brasil: Vitrine Filmes. Duração: aproximadamente 158 minutos (cerca de 2h38min). Cenas pós-créditos: não.
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As principais estreias da semana podem ser assistidos na rede Cineflix Cinemas. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN. O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.
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13 e 14 de janeiro | Sessões em português | 16h30 e 19h40
No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos/SP. Ingressos neste link.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
.: “Hamnet: a Vida Antes de Hamlet” não "passa pano" para William Shakespeare
Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com.
“Hamnet: a Vida Antes de Hamlet” é um filme desconcertante. Não apenas porque se constrói a partir de um vazio histórico, afinal, pouco ou quase nada se sabe sobre o menino que empresta o nome a uma das maiores tragédias da literatura ocidental, mas porque a obra parece desconfiar da própria ideia de redenção pela arte. E isso, em um filme sobre Shakespeare, soa quase como uma heresia. Bem-vinda seja.
Baseado no romance homônimo de Maggie O’Farrell, best-seller internacional e um dos livros mais celebrados da década, publicado no Brasil pela editora Intrínseca, o longa-metragem não tenta competir com a literatura nem traduzi-la de forma ilustrativa. Prefere outra aposta: transformar o luto em experiência sensorial, ainda que isso custe ritmo, conforto e empatia imediata com o espectador.
Desde os primeiros minutos, a narrativa deixa claro que não se trata de um drama de fácil digestão. O ritmo é deliberadamente arrastado, por vezes quase sonolento, como se o filme quisesse impor ao público a experiência física do luto: o tempo que não passa e a espera por algo ruim que parece sempre à espreita. A tristeza é uma atmosfera quase palpável. Tudo é sombrio. Até as crianças carregam uma tensão fúnebre que antecipa a tragédia antes mesmo de ela se anunciar. Nesse ponto, há um mérito pouco comentado: o trabalho com o elenco infantil. As crianças estão muito bem dirigidas, sem afetação nem doçura excessiva. Em especial, Jacobi Jupe, no papel-título, entrega uma atuação rara para sua idade. Não é exagero afirmar que se trata de uma interpretação digna de atenção nas categorias de coadjuvante.
Ao centrar a narrativa em Agnes, vivida por Jessie Buckley, o longa-metragem faz uma escolha ética e estética decisiva. É ela quem permanece, quem sente, quem paga integralmente a conta emocional de um casamento marcado pela ausência masculina legitimada pelo trabalho. William Shakespeare surge despido de aura: é pai ausente, marido instável, homem que cobra coragem do filho, mas não a pratica quando a vida exige presença. Quando a dor atinge seu ponto máximo, ele não está. A desculpa é antiga, conhecida e confortável: é preciso trabalhar. O filme não passa pano, e esse é o gesto mais corajoso de "Hamnet".
A tentativa de associar diretamente a morte de Hamnet à criação de "Hamlet" é tratada com uma ambiguidade precisa. O filme sugere, mas não absolve Shakespeare de jeito nenhum. A obra-prima nasce, sim, da culpa, da perda, do luto mal resolvido, mas isso não apaga a falha humana. Em "Hamnet", a arte não cura. No máximo, sublima. E mesmo essa sublimação soa insuficiente diante do abandono emocional imposto à mulher que atravessa tudo sozinha. O gênio não redime o pai.
Se o roteiro por vezes se estende além do necessário, a fotografia compensa. A relação entre o humano e a natureza é muito natural: o parto na floresta, as raízes expostas, a terra, as plantas, os corpos infantis e adultos em contato direto com o mundo fora das paredes. Há uma delicadeza visual que contrasta com a dureza da história, e é na natureza que Hamnet encontra respiro.
É também nesse espaço que Jessie Buckley encontra espaço para construir uma atuação de grande impacto. Agnes é mãe, mulher, curandeira, figura quase mítica, mas profundamente concreta na dor. Está em um papel com forte cheiro de Oscar: intenso, físico e emocionalmente exaustivo. Ainda assim, uma edição mais rigorosa poderia ter evitado que o filme escorregasse para a monotonia. Paul Mescal está bem, mas "Hamnet" é, indiscutivelmente, o filme dela. É um longa-metragem que exige paciência e disposição, sem oferecer concessões ao público. Ao recusar o mito do gênio redimido pela obra, o filme escolhe olhar para aquilo que a história costuma apagar: quem ficou, quem sofreu em silêncio, quem nunca teve palco.
Ficha técnica
“Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” | “Hamnet”
Gênero: drama histórico. Classificação indicativa: 14 anos. Ano de produção: 2025. Idioma: inglês. Direção: Chloé Zhao. Roteiro: Maggie O’Farrell e Chloé Zhao. Elenco: Jessie Buckley, Paul Mescal. Distribuição no Brasil: Universal Pictures. Duração: 2h05. Cenas pós-créditos: não.
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As principais estreias da semana podem ser assistidos na rede Cineflix Cinemas. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN. O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.
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A partir do dia 15 de janeiro
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.: “Mulher em Fuga” revive o drama da mãe do escritor francês Édouard Louis
“A dramaturgia planifica as tramas sobrepostas de duas obras literárias de Édouard Louis, cujo protagonismo está na relação ‘impossível’ que enlaça e desenlaça mãe e filho. Busquei a ação emocional da escrita autobiográfica de Louis, uma ação que rompe decisivamente com o estado de anestesia que muitas vezes marca existências em nossa sociedade. Entre dívidas e reivindicações, algo do impossível desse encontro entre mãe e filho pronuncia imperativamente um chamado emocional: é urgente que se façam sentir as existências neste mundo, apesar desse mundo.” – Pedro Kosovski
“Através de sua ajuda para a terceira fuga de sua mãe, o filho tenta não só recuperar sua relação interrompida com ela, mas entende, e nós também entendemos, que a liberdade e o caminho não percorridos sempre poderão ser retomados, independentemente do tempo.” – Inez Viana
A montagem marca um encontro importante entre literatura contemporânea e cena teatral brasileira, propondo reflexões sobre violência de gênero, apagamento das histórias da classe trabalhadora e o poder das narrativas pessoais na construção da memória coletiva. Ao dar corpo, voz e movimento às palavras de Louis e de sua mãe, Kosovski transforma um relato íntimo em uma intervenção artística de grande impacto. Com Malu Galli e Tiago Martelli conduzindo a narrativa, a direção de Inez Viana oferece ao público uma experiência potente, que transforma a história pessoal de Monique em reflexão universal sobre emancipação, violência estrutural e a importância de reivindicar a própria voz.
“Monique é uma mulher comum: dona de casa, mãe de cinco filhos. E, como toda mulher comum, Monique é uma mulher extraordinária. Uma mulher com uma força gigantesca, um amor pela vida e uma coragem de leoa. Basta dar a ela a oportunidade de ser quem é para que todos possam comprovar isso. E, quando falamos de oportunidade, falamos de autonomia. E, quando falamos de autonomia, o dinheiro está sempre no centro.” – Malu Galli
Idealizador do projeto, Tiago Martelli integra a criação artística desde sua origem, reforçando o caráter coletivo e visceral da proposta. “Na obra de Édouard Louis, encontrei uma narrativa que nos confronta com a coragem, a vulnerabilidade e a reinvenção de uma mulher que se recusa a desaparecer. Esta adaptação é um gesto de cuidado, um ato político e uma homenagem a todas as mulheres que lutam para reconquistar suas próprias vozes.” – Tiago Martelli
A estreia de “Mulher em Fuga” marca um capítulo inédito na circulação da obra de Édouard Louis no Brasil, revelando a força teatral de textos que combinam precisão política, ferocidade afetiva e profunda humanidade.
Autor: Édouard Louis
Serviço
Espetáculo "Mulher em Fuga"
.: "Família de Aluguel" alerta sobre o risco emocional de relações contratuais
Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com.
“Família de Aluguel” diz muito sobre a solidão de hoje, mas não sucumbe à tentação de transformar esse vazio, tão sintomático da sociedade contemporânea, em espetáculo melodramático. O filme começa como um cinema de frestas, evocando inevitavelmente "Janela Indiscreta", de Alfred Hitchcock: apartamentos minúsculos no Japão, famílias em convivência silenciosa, moradores solitários observando o mundo do lado de dentro. É nesse cenário que se constrói uma narrativa sobre relações que começam com um contrato e terminam como risco emocional.
Trata-se, sem dúvida, do trabalho mais afetivo de Brendan Fraser. Não porque ele esteja “contido” ou “sensível” em contraste com os blockbusters que protagonizou no passado, mas porque o filme o empurra para um território desconfortável: o de um homem que começa interpretando tristeza e, no meio do caminho, percebe que já não está mais fingindo nada.
Phillip, personagem de Fraser, é um ator americano no Japão que já conheceu algum sucesso em comerciais, mas que, em uma fase difícil da carreira, passa a ganhar a vida preenchendo lacunas emocionais alheias. Torna-se um pai postiço aqui, um jornalista “de mentirinha” ali, um amigo que joga videogame com outro marmanjo acolá. Nesse jogo de relações provisórias, convence tão bem os outros que acaba se confundindo com o próprio papel - um ator tão eficiente que se perde na própria atuação.
O Japão apresentado pelo filme está longe de ser cartão-postal ou curiosidade exótica. Ele aparece nas rotinas, nos rituais discretos, no respeito aos ancestrais, na relação silenciosa com a natureza e no valor quase ético da lealdade, mesmo quando tudo é provisório. A direção de Hikari, pseudônimo de Mitsuyo Miyazaki, aposta na delicadeza como forma de tensão: os conflitos não explodem, mas podem ser revelados a qualquer momento, como segredos que ameaçam escapar e prejudicar muito a vida de alguém.
O elenco de apoio sustenta essa engrenagem com precisão. Shannon Mahina Gorman, que vive a “filha que não sabe que não é filha” de Phillip, é extremamente cativante, sem jamais recorrer ao excesso. Outro destaque é Mari Yamamoto, que interpreta a profissional da agência como um eixo moral ambíguo: administra mentiras com a naturalidade de quem sabe que, às vezes, elas são o único modo possível de sobrevivência, mesmo quando isso cobra um preço físico e emocional durante a execução do trabalho.
Há um contraste evidente entre a cultura estadunidense, mais direta e individualista, e a japonesa, marcada pelo não-dito, pelo gesto mínimo e pela reverência ao passado. O filme nunca escolhe um lado. Apenas coloca esses mundos em fricção e observa o que sobra. “Família de Aluguel” fala, no fundo, sobre tentar consertar a vida com as ferramentas que se têm, ainda que elas sejam frágeis, improvisadas ou emprestadas.
Ficha técnica
“Família de Aluguel” | “Rental Family”
Gênero: comédia dramática. Classificação indicativa: 12 anos. Ano de produção: 2025. Idioma: inglês e japonês. Direção: Hikari. Roteiro: Hikari e Stephen Blahut. Elenco: Brendan Fraser, Takehiro Hira, Akira Emoto, Mari Yamamoto, Shannon Mahina Gorman. Distribuição no Brasil: Searchlight Pictures. Duração: 1h50. Cenas pós-créditos: não.
Assista no Cineflix Cinemas mais perto de você
As principais estreias da semana podem ser assistidos na rede Cineflix Cinemas. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN. O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.
Cineflix Miramar | Santos | Sala 3
Até dia 14 de janeiro | Sessões legendadas | 15h50 e 21h00
No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos/SP. Ingressos neste link.
.: "A Baleia" estreia temporada no Teatro Sabesp Frei Caneca
Espetáculo que inspirou o filme vencedor do Oscar com Brendan Fraser, chega ao Teatro Sabesp Frei Caneca com Emílio de Mello dirigido por Luís Artur Nunes, em uma história sobre isolamento, afeto, homofobia e reconciliação familiar. Foto: Ale Catan
A complexidade emocional do protagonista também se revela em sua trajetória íntima: homossexual, ele viveu um relacionamento amoroso marcado por perdas profundas, que influenciaram diretamente seu estado de saúde e isolamento. Essa camada da narrativa, tratada com sensibilidade e profundidade pelo texto de Samuel D. Hunter, confere à peça um olhar atento sobre temas como afeto, intolerância religiosa, sexual e acessíveis, ampliando o alcance da montagem e estabelecendo um diálogo potente com o público LGBTQIA+.
O projeto foi lançado no Brasil com o ator José de Abreu no papel de Charlie, em parceria com Nunes, com quem já havia trabalhado em montagens como o monólogo "Fala, Zé!" e "A Mulher Sem Pecado", de Nelson Rodrigues. Depois de iniciar a circulação nacional do espetáculo, José de Abreu se despediu da montagem para cumprir compromissos já assumidos com uma série para o audiovisual; a temporada paulistana marca a chegada de Emílio de Mello ao personagem, dando continuidade ao percurso da peça nos palcos.
Bilheteria: https://uhuu.com
.: Vanguart se apresenta no próximo domingo, dia 18, no Teatro Liberdade
Serviço
Show Vanguart
Teatro Liberdade - R. São Joaquim, 129, São Paulo - São Paulo
.: Vereda apresenta show em tributo ao Moacir Santos no Sesc 24 de Maio
Liderados pelo contrabaixista Sizão Machado, quarteto celebra um dos grandes nomes da música brasileira. Foto: divulgação
O teatro do Sesc 24 de Maio recebe o quarteto Vereda, dia 17 de janeiro. O show ocorre com o objetivo de compartilhar a essência e influência de Moacir Santos, maestro e multi-instrumentista de Pernambuco. Unidos desde 2023, o quarteto, inicialmente como trio, teve a ideia de juntar músicas autorais dos integrantes e compartilhar repertórios em comum, seja da música brasileira ou do jazz, com autores como Tom Jobim, Keith Jarrett e McCoy Tyner.
O grupo é composto por: Sizão Machado no contrabaixo, Edson Sant’anna no piano, Sérgio Coelho no trombone e Bruno Migotto na bateria. Uma das principais características da banda é a abertura para a improvisação e espontaneidade no palco. O tributo à Moacir Santos serve para reconhecer a soma de seus inúmeros feitos na cena musical. Ele trabalhou com Nara Leão, Roberto Menescal, Sérgio Mendes e Lynda Laurence, além de lançar discos e produzir trilhas sonoras para o cinema. Sua música foi altamente estimada no Brasil e nos Estados Unidos, onde veio a falecer, em 2006.
Serviço
Show do quarteto "Vereda"
Sábado, dia 17 de janeiro, às 20h00
Sesc 24 de Maio, Rua 24 de Maio, 109, São Paulo - 350 metros da estação República do metrô
Classificação: 12 anos
Ingressos: sescsp.org.br/24demaio ou através do aplicativo Credencial Sesc SP - R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (meia-entrada) e R$ 15,00 (Credencial Sesc).
Duração do show: 90 minutos
Serviço de van: transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h00 às 23h00, e aos domingos e feriados, das 18h00 às 21h00
























