O Knight Center for Journalism in the Americas, em colaboração com a Rádio Novelo, abriu inscrições para o curso on-line gratuito “Contando Histórias em Áudio com a Rádio Novelo”. A formação acontece entre os dias 4 e 31 de maio de 2026 e propõe um mergulho completo no processo de criação de narrativas sonoras, conduzindo os participantes desde a concepção da pauta até a finalização de uma história em áudio.
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sábado, 11 de abril de 2026
.: Curso gratuito da Rádio Novelo ensina a transformar histórias em podcasts
O Knight Center for Journalism in the Americas, em colaboração com a Rádio Novelo, abriu inscrições para o curso on-line gratuito “Contando Histórias em Áudio com a Rádio Novelo”. A formação acontece entre os dias 4 e 31 de maio de 2026 e propõe um mergulho completo no processo de criação de narrativas sonoras, conduzindo os participantes desde a concepção da pauta até a finalização de uma história em áudio.
sexta-feira, 10 de abril de 2026
.: Crítica: "Susi - O Musical" é tudo o que crianças e adultos precisam ouvir
Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com. Foto: Abílio Gil
Ousado e criativo, "Susi - O Musical" é tudo o que crianças e adultos precisam ouvir. Há coragem na espinha dorsal do espetáculo: ao colocar um menino no centro da história e em diálogo direto com uma boneca, a montagem desloca o eixo tradicional do universo feminino para um território mais poroso, em que o gênero deixa de ser fronteira e passa a ser um caminho. É inevitável a comparação com o fenômeno "Barbie - O Filme", mas “Susi - O Musical”, dirigido por Mara Carvalho, não se curva à tentação da cópia.
Serviço
"Susi, o Musical"
Local: Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno
Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista / São Paulo
Estreia: 21 de fevereiro, quinta-feira, 20h00
Temporada: de 21 de fevereiro a 12 de abril
Sessões: quintas e sextas, às 20h00, sábados e domingos 16h00 e 20h00
Ingressos: Plateia: Inteira: R$ 200,00 | Meia Entrada: R$ 100,00
Plateia Alta: Inteira: R$ 160,00 | Meia Entrada: R$ 80,00
Balcão: Inteira: R$ 50,00 | Meia Entrada: R$ 25,00 |
Vendas: Site da Sympla (https://bileto.sympla.com.br/event/114413) ou bilheteria local
Classificação etária: livre
Duração: 90 minutos
Capacidade: 827 lugares
.: "'A Partilha' e Outras Peças Teatrais" é um convite à reflexão profunda
Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com.
O teatro de Miguel Falabella sempre teve a habilidade de fazer do cotidiano um campo de batalha emocional em que rir e doer acontecem ao mesmo tempo. No livro "'A Partilha' e Outras Peças Teatrais: 'O Som e a Sílaba'. 'A Sabedoria dos Pais'. 'Os Olhos de Nara Leão'", lançado recentemente pela Matrix Editora, essa vocação se confirma com maturidade e precisão. A coletânea reúne quatro textos escritos entre 1990 e 2025 e funciona como um mapa afetivo de um autor que aprendeu a escutar.
O livro reafirma a força do teatro como espaço para a elaboração de confrontos. Ler as peças de Falabella, qualquer uma delas, é também perceber como certos conflitos permanecem intactos, como se todos estivessem sempre ensaiando dores parecidas em novas situações. Ainda mais em tempos de discursos prontos, peças que insistem na ambiguidade e na humanidade dos personagens são ouro. Qualquer leitor que esteja aberto a pensar pode sair dessa obra com a sensação de ter participado de algo íntimo demais para ser ignorado.
A obra começa com "A Partilha", peça que já passou por gerações e permanece atual. Nela, o reencontro de quatro irmãs após a morte da mãe, mediado pela divisão de bens, transforma-se em algo mais incômodo: a partilha das mágoas, das ausências e das versões nunca ditas das histórias de cada uma delas. Falabella constrói o conflito com humor afiado e usa o riso como instrumento de revelações cruéis.
Se "A Partilha" escancara o núcleo familiar, "O Som e a Sílaba" desloca o olhar para as diferenças ao focar na relação de amizade entre uma jovem cantora autista e a professora de canto dela. O texto evita o didatismo e aposta no território delicado da escuta. O resultado é uma peça moderna e sensível que tem o cuidado evidente de não reduzir a personagem à sua condição, mas de expandi-la como sujeito.
Em "A Sabedoria dos Pais", o autor abandona qualquer ilusão conciliadora quando aborda o fim de um casamento de 35 anos. Os conflitos surgem a partir de um acúmulo de situações mal resolvidas, em que o desgaste aparece nos pequenos detalhes. A peça se sustenta nesse incômodo prolongado de constatar que o amor, quando não cuidado, pode se transformar em rotina ressentida.
"Os Olhos de Nara Leão", misto de monólogo e biografia, evoca a figura de Nara Leão. A reflexão sobre identidade, escolhas e autonomia ganha contornos íntimos, como se o palco fosse um espaço para a confissão. O que une as quatro peças é a habilidade de transformar situações reconhecíveis em experiências densas sem perder a leveza. Falabella escreve diálogos que soam naturais e têm ritmo, ironia e uma compreensão profunda de que o teatro é feito para causar reflexões profundas sobre a vida. Compre o livro "'A Partilha' e Outras Peças Teatrais: 'O Som e a Sílaba'. 'A Sabedoria dos Pais'. 'Os Olhos de Nara Leão'", de Miguel Falabella, neste link.
.: Novas apresentações do solo "Na Sala dos Espelhos" no Sesc Santana
Com direção e adaptação de Michelle Ferreira e Maíra de Grandi, monólogo traz aos palcos adaptação do quadrinho homônimo de Liv Strömquist e questiona a tirania da imagem em um mundo dominado pelas redes sociais. Foto: Paulo Vainer
Ficha técnica
Espetáculo "Na Sala dos Espelhos"
Serviço
.: Crítica musical: Marcelão, do Yahoo para o mundo web
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural
Fundador da banda Yahoo, baterista, produtor musical e jornalista, além de colecionador de discos, Marcelo Ferreira, conhecido como Marcelão, decidiu criar um canal de comunicação nas redes sociais para compartilhar suas experiências e conhecimentos na área musical. E a iniciativa vem recebendo uma boa resposta junto ao público, que sugere até temas para os próximos vídeos.
“Eu percebi que podia contribuir de alguma forma para disseminar esse conhecimento acumulado de 40 anos atuando na música, produção musical e da minha coleção de discos. Como sou jornalista. achei importante ajudar a divulgar a informação correta e mostrar para outras gerações o que há de bom na música. Para mim, existem dois tipos de música: a boa e a ruim”, disse Marcelão.
Entre os vídeos está a série um ano em cinco discos, na qual ele busca listar cinco álbuns mais significativos de acordo com seu gosto musical. “Funciona como um amostra da produção daquele ano. É claro que há muito mais discos do que cinco, mas a intenção é mostrar aquilo que mais me tocou como ouvinte e colecionador”, explicou
Outro projeto ligado ao canal é o "Conexão Rio-Berlim", no qual ele grava entrevistas com Ricardo Henrique, um amigo de longa data que atualmente reside na Alemanha. “Conversamos sobre os mais variados assuntos, sempre buscando trazer a visão dele sobre como é a vida na Alemanha”. Sobre a banda Yahoo, Marcelão disse que deixou de tocar bateria nos shows para se dedicar a direção musical e produção musical. “Após 40 anos tocando ao vivo, minha mão esquerda passou a doer mais intensamente. Na direção pude contribuir de uma forma muito gratificante".
A formação atual conta com Zé Henrique (baixo e vocal). Rodrigo Novaes (guitarra), Leo Mendes (teclados) e Diogo (bateria). E mantém a mesma pegada pop que consagrou a banda ainda nos anos 80, quando a banda emplacou hits radiofônicos. “ A banda está preparando o próximo disco 'O Agora é Real' para esse semestre. O primeiro single será lançado em breve”. Quem quiser conferir o trabalho do músico é só acessar o canal dele no YouTube: Marcelão Yahoo - Tudo de Som.
"1973 - Um Ano em Cinco Discos"
Yahoo - "Toque de Mágica"
Yahoo - "Mordida de Amor"
.: Cinebiografia "Michael" já está com pré-venda de ingressos aberta no Brasil
A Universal Pictures deu início à contagem regressiva para um dos lançamentos mais aguardados do ano. A cinebiografia "Michael" já está com pré-venda de ingressos aberta em todo o Brasil, incluindo a Rede Cineflix, e promete mobilizar fãs do Rei do Pop antes mesmo da estreia oficial. Com lançamento marcado para 23 de abril, o longa terá sessões antecipadas a partir das 20h00 do dia 21, feriado nacional, estratégia que reforça o apelo popular da produção e antecipa a experiência para o público mais ansioso.
O anúncio da pré-venda veio acompanhado de um gesto direto ao público brasileiro. Jaafar Jackson, responsável por interpretar Michael Jackson na fase adulta, gravou uma mensagem especial: “O Brasil sempre fez parte da história do Michael. Mal posso esperar para celebrar seu legado com vocês”. Além disso, um novo trailer foi divulgado, revelando imagens inéditas e ampliando a expectativa em torno do filme.
Dirigido por Antoine Fuqua, conhecido por títulos como "Dia de Treinamento", e produzido por Graham King - vencedor do Oscar por "Bohemian Rhapsody" -, o longa-metragem busca ir além da mitologia musical. A narrativa percorre desde os primeiros passos de Michael como líder do Jackson Five até sua consolidação como um artista visionário, explorando tanto os bastidores quanto momentos icônicos de sua carreira.
O elenco inclui ainda nomes como Colman Domingo, Nia Long, Laura Harrier e Miles Teller, ampliando o peso dramático da produção. A versão infantil do astro fica por conta de Juliano Valdi, que divide com Jaafar a construção do personagem em diferentes fases da vida. “Michael” aposta em uma experiência cinematográfica grandiosa, alinhada à dimensão do artista que retrata. Com ingressos já disponíveis, a corrida às bilheterias começa antes mesmo da estreia, um movimento à altura de quem, décadas depois, ainda mobiliza plateias ao redor do mundo.
.: Tudo sobre "Quem Ama Cuida", a próxima novela das nove
"Quem Ama Cuida" tem uma história de amor e justiça sobre a força de recomeçar. Na imagem, Adriana (Leticia Colin), protagonista da novela. Foto: Globo/ Manoella Mello
Em "Quem Ama Cuida", Walcyr Carrasco e Claudia Souto apresentam uma novela contemporânea, que nasce em meio ao caos de uma São Paulo devastada por uma grande enchente e acompanha a transformação de Adriana (Leticia Colin), uma mulher que, diante de perdas irreparáveis e tragédias, descobre a força de recomeçar, movida por sede de justiça. Uma jornada que combina amizade, conflitos familiares, amor impossível, mistério e a busca por reparação e vingança, ao mostrar as consequências do encontro de Adriana (Leticia Colin) e Arthur (Antonio Fagundes).
Quando um casamento inesperado desencadeia um crime que muda o destino de todos, a obra mergulha em uma história de superação, segredos e revelações, conduzida pelo olhar sensível da diretora artística Amora Mautner, em um melodrama clássico, repleto de emoção e surpresa. No elenco, estão outros nomes consagrados como Tony Ramos, Chay Suede, Isabel Teixeira, Alexandre Borges, Flávia Alessandra, Mariana Ximenes, Dan Stulbach, Deborah Evelyn, Tata Werneck, Agatha Moreira, Belize Pombal, Isabela Garcia, Breno Ferreira, entre muitos outros.
O ponto de partida da trama se dá em um dia que Adriana nunca esquecerá: após ser demitida da clínica onde trabalhava como fisioterapeuta, uma enchente destrói sua casa, leva seu marido, Carlos (Jesuíta Barbosa), arrastado pelas águas e acaba com tudo que havia conquistado. Ainda sem entender como seguir, Adriana vai parar em um abrigo, onde cruza pela primeira vez o caminho de Pedro (Chay Suede), advogado idealista, sensível às desigualdades do mundo. Ele fica impressionado com a força dessa mulher, em meio a tanto sofrimento. O encontro é rápido, intenso e deixa marcas em ambos.
O tempo passa, e Adriana consegue um emprego na casa de Arthur Brandão (Antonio Fagundes), poderoso empresário do ramo de joias, solitário, endurecido pelas ausências e pela frieza da própria família, especialmente dos irmãos Pilar (Isabel Teixeira), Ulisses (Alexandre Borges) e da cunhada Silvana (Belize Pombal), viúva do seu irmão Belmiro. O relacionamento entre patrão e funcionária começa em confronto, mas, pouco a pouco, se transforma em uma ligação de confiança e amizade genuína. Arthur encontra em Adriana uma companhia leal, e ela começa a enxergar, por trás da aspereza, um homem carente de cuidado.
Esse vínculo provoca um gesto radical. Para impedir que a família, ambiciosa, herde sua fortuna, Arthur pede Adriana em casamento - não por paixão, mas como um pacto de amizade, proteção e gratidão. Dividida entre o orgulho e a urgência de mudar de vida pelo bem da sua família, Adriana aceita o acordo, mesmo com o avô Otoniel (Tony Ramos) se opondo à decisão e sem imaginar o tamanho do problema que está por vir. Enquanto isso, Pedro (Chay Suede), afilhado de Arthur e filho do advogado Ademir (Dan Stulbach), vê seu mundo ruir.
A mulher que nunca esqueceu desde o primeiro encontro está prestes a se casar com seu padrinho. O sentimento reprimido se transforma em dor, desconfiança e conflito moral. Tudo se intensifica quando, na noite do casamento de Adriana e Arthur, o noivo é assassinado misteriosamente. Adriana, herdeira e última pessoa a estar com ele, torna-se a principal suspeita. Condenada por um crime que não cometeu, ela, desta vez, perde a liberdade, o nome e o futuro que sonhou.
Seis anos se passam, ela sai da cadeia após a condicional, e, ainda assim, não perde o essencial: a vontade de lutar pela vida, pelo seu amor e a de fazer justiça. Em "Quem Ama Cuida", cada reviravolta revela que a verdadeira força nasce no limite, porque, para Adriana, cuidar é também enfrentar o impossível e mudar o próprio destino. “Adriana não é uma mocinha frágil, mas uma mulher empoderada, capaz de enfrentar a vida por ela mesma e pelos seus. A novela tem uma grande história de amor entre Adriana e Pedro, e um grande mistério, pois teremos um ‘quem matou?’”, destaca Walcyr Carrasco. “Ela é uma mulher do povo, que lutou muito por tudo que conquistou. Ela tem a cura nas mãos, não só pela profissão, mas porque ela cuida mesmo, abraça, acolhe, está sempre fazendo um carinho para alguém. E uma grande injustiça atravessa a vida dessa mulher, pois, além de tirar a liberdade dela, a afasta de seu grande amor, o Pedro”, complementa Claudia Souto.
Na condução dessa história, está esse trio criativo que é referência na dramaturgia. Parceira de Walcyr em muitos projetos, Claudia Souto celebra sua estreia em uma novela das nove ao lado do autor que tanto a inspirou: “Walcyr é um mestre para mim. Fiquei emocionada quando nos falamos pela primeira vez após o convite, porque é um reencontro com uma pessoa que eu amo. Sempre vi as novelas dele, e ele comentava sobre as minhas também. Agora temos essa parceria reeditada”.
A diretora artística Amora Mautner encara mais uma jornada ao lado de Walcyr Carrasco e estreia a dobradinha com Claudia Souto, apostando nos elementos que estão por trás dos grandes títulos da dramaturgia para conduzir a trama. “O público vai se envolver com todas as armações que as famílias podem enfrentar quando o assunto é herança, e isso é só o início da história. Temos um clássico melodrama, com ideias muito originais, o DNA de Walcyr Carrasco, agora também com as ‘tintas’ da maravilhosa Claudia Souto trazendo a sua experiência, sempre tão importante. Tudo isso com um elenco de nomes consagrados. Vem mais novelão por aí”, celebra Amora.
"Quem Ama Cuida" é criada e escrita por Walcyr Carrasco e Claudia Souto, com colaboração de Wendell Bendelack, Martha Mendonça, Julia Laks e Bruno Segadilha. A novela tem direção artística de Amora Mautner, direção geral de Caetano Caruso e direção de Alexandre Macedo, Nathalia Ribas, Augusto Lana, Fábio Rodrigo e Rodrigo Oliveira. A produção é de Mauricio Quaresma e Isabel Ribeiro, a produção executiva, de Lucas Zardo e a direção de dramaturgia, de José Luiz Villamarim.
.: Crítica musical: Rolling Stones e os 50 anos de "Black and Blue"
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural
Recentemente os Rolling Stones anunciaram a reedição do álbum "Black and Blue", que completou 50 anos em 2026 e marcou uma nova fase com a entrada de Ron Wood no lugar de Mick Taylor, que preferiu sair da banda. Para entender melhor o contexto, é preciso lembrar que os Stones haviam gravado o álbum anterior ("It´s Only Rock´n Roll") que apesar das críticas favoráveis, acabou provocando tensões internas por parte de Mick Taylor, insatisfeito com a linha musical desenvolvida pela banda. O grupo contava com Mick Jagger (vocal), Keith Richards (guitarra), Bill Wyman (baixo) e Charlie Watts (bateria).
Com a iminente saída de Taylor, Jagger pensou em chamar Ron Wood, que havia participado da gravação do disco anterior. E obteve a aprovação dos demais integrantes. A entrada de Wood não só preencheu a lacuna deixada por Taylor como ainda agregou qualidade para a sonoridade da banda. Seu estilo se encaixou muito bem ao de Keith Richards.Outro destaque foi a participação de Billy Preston nos teclados, que já havia tocado com os Beatles anteriormente.
"Black and Blue" mostra uma influência direta do reggae nas faixas "Hey Negrita" e "Cherry Oh Baby", esta última uma regravação de um hit do cantor jamaicano Eric Donasldson. Nas demais faixas se ouve aquele tipo de sonoridade habitual dos Stones, seja nas baladas "Memory Motel" e "Fool To Cry", seja em momentos mais rock´n roll como a ótimas "Crazy Mama" e "Hand Of Fate". Há ainda o blues na faixa "Melody" e um flerte com a música dançante na faixa "Hot Stuff". "Black and Blue" é um álbum de transição, que marca a entrada de Ron Wood. De uma certa forma, ajudou a pavimentar o caminho para os álbuns que viriam a seguir.
"Fool To Cry"
"Crazy Mama"
"Hand Of Fate"
.: Vivo Lendo: Vieira Vivo indica "Três Línguas", de Verônica Ramalho
Por Vieira Vivo, escritor e ativista cultural.
Coço a eternidade com a orelha da língua.
O idioma é vorazmente mastigado, digerido, absorvido e expelido numa imagética vertiginosa onde o microcosmo interior das substâncias, dos corpos e do universo vegetal flutuam e se liquefazem em meio às metonímias e sinédoques. Na primeira parte de "Três Línguas", denominada “Deos”, a língua e as orelhas transformam-se em organismos vivos em uma dança alucinante e sonora onde as conjugações verbais e seus atos são divindades imperativas atuando através das sensações, vertigens e prazeres sensoriais revelando-se, intimamente, em infinitos e múltiplos atributos minuciosamente dissecados pela poética amalgâmica de Verônica Ramalho.
“Antígona” é a denominação da segunda parte onde a intensa e contínua movimentação verbal volta-se para o exterior, o lado de fora dos cenários urbanos, porém, com o mesmo e intenso pressuposto fonético voltado para a minuscularização das atividades e dos materiais composicionais das ruas. A precisa dissecação microscópica dos componentes concretos das cidades revela-nos um novo e hipnotizante bailado onde as atividades caóticas de destruição e de pulverização da matéria aponta, inapelavelmente, para a finitude.
Na terceira e última parte do livro, intitulada “Jardim”, a decomposição e a putrefação dos organismos florais é realçada de forma enfática, crua e realista. Destaca-se a linguagem altamente técnica e científica embasando a intensa atividade poética dos versos voltados para a anatomia constitucional das formas e dos seres.
“Três Línguas”, de Verônica Ramalho, publicado pela Editora Córrego revela-se um poemário original, vigoroso e surpreendente pela erudição da autora, pela lúdica imagética dos poemas e por sua aprimorada técnica criativa. A edição traz, ainda, projeto gráfico a cargo de Gabriel Kolyniak, ilustrações e capa de Gabriela Cézar e elucidativo texto de orelha por Maíra Mendes Galvão.
quinta-feira, 9 de abril de 2026
.: Crítica: "Super Mario Galaxy, o Filme" é nostalgia deslumbrante empolgante
Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com
Em abril de 2026
"Super Mario Galaxy, o Filme" é a animação cinematográfica dos sonhos de qualquer fã do jogo eletrônico Mario Bros., pois é a concretização da gamificação em sua excelência do universo nas telonas Cineflix Cinemas de Santos. A produção, que dá sequência a "Super Mario Bros.: O Filme" mantém o espetáculo frenético e nostálgico sendo capaz de surpreender ao introduzir novos e queridos personagens: Rosalina, Lumas, Bowser Jr. e Yoshi (apresentado na segunda cena pós-créditos do primeiro filme quando um ovo branco com manchas verdes — o clássico ovo do Yoshi — localizado nos esgotos do Brooklyn, começa a rachar e emite o som característico do dinossauro antropomórfico).
Em "Super Mario Galaxy, o Filme" há cenas pós-créditos, portanto, é preciso ficar na sala de cinema até o final, o que não é qualquer esforço, pois a animação está impecável. Assim, de quebra, dá uma dica do que virá no próximo filme, como por exemplo, o interesse amoroso de Luigi que dá as caras. Ao fim, também estampa o esclarecedor alerta de que "nenhuma Estrela foi ferida durante a produção deste filme". "Super Mario Galaxy, o Filme" é a celebração de um sucesso que também se consolida, merecidamente, no formato animação.
Em 1 hora e 38 minutos de duração, "Super Mario Galaxy, o Filme" coloca os irmãos Mario e Luigi diante de uma terrível ameaça, ainda que tenham contido o malvadão Bowser. Assim, são levados ao além, justificando o Galaxy do título e as cenas são de pura perfeição, esbanjando um visual deslumbrante. A mescla do colorido maravilhoso com o avanço de cada nível no jogo entrega nostalgia por meio de referência em figurinos e mecânicas que remetem a experiência de jogar no Nintendo. O resultado é um fan service de qualidade que agrada também o público infantil. "Super Mario Galaxy, o Filme" é imperdível!
A equipe Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar Shopping. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.
"Super Mario Galaxy: O Filme" (The Super Mario Galaxy Movie). Gênero: Animação, Aventura, Comédia. Direção: Aaron Horvath e Michael Jelenic. Roteiro: Matthew Fogel. Duração: 1h 39 minutos. Distribuição: Universal Pictures. Sinopse: Desta vez, a trama expande o universo cinematográfico para uma missão intergaláctica onde Mario e seus amigos devem deter uma nova ameaça cósmica. O filme marca a introdução da Princesa Rosalina e conta com a participação de Bowser Jr.
Trailer de "Super Mario Galaxy: O Filme"
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.: CCBB SP recebe "Desassossego" em parceria histórica entre grupos teatrais
CCBB SP recebe "Desassossego", que une Fernando Pessoa e parceria histórica entre grupos teatrais. Montagem marca a colaboração de 20 anos entre a Pequena Companhia de Teatro (São Luís - MA) e a Cia. A Máscara de Teatro (Mossoró - RN). Foto: Mar Pereira
Serviço
Espetáculo "Desassossego"
.: "O Drama" mostra Zendaya no papel melhor e mais desafiador da carreira
Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com.
A estreia de “O Drama” chega à Rede Cineflix e aos cinemas brasileiros apostando na inquietação silenciosa das relações amorosas. Dirigido e roteirizado pelo norueguês Kristoffer Borgli, o longa-metragem confirma o interesse do cineasta por personagens desconfortáveis e situações emocionalmente ambíguas. Com Zendaya no papel melhor e mais desafiador da carreira, o desconforto ganha contornos mais íntimos ao acompanhar a derrocada de um relacionamento às vésperas do casamento.
Na trama, Emma e Charlie, vividos por Zendaya e Robert Pattinson, formam um casal aparentemente estável cuja rotina é atravessada pela revelação de um segredo do passado. O que poderia soar como um ponto de partida convencional transforma-se em motor de uma história que vai para o lado do estranhamento. Borgli constrói um jogo psicológico em que o espectador é convocado a lidar com a mesma confusão dos personagens, recusando explicações e deslocando o interesse para as reações, não para o fato em si.
A recepção crítica internacional tem destacado justamente essa escolha. O filme foi descrito como uma obra que parece deliberadamente construída para provocar debate. É uma história que tem um apelo universal, centrada na tensão entre aquilo que se imagina sobre o outro e aquilo que ele de fato é ou sempre foi. Parte da força do filme reside na química pouco convencional entre os protagonistas. Longe do romantismo idealizado, Zendaya e Pattinson investem em uma dinâmica marcada por desencontros, olhares atravessados e pausas incômodas. O resultado é uma relação que soa mais próxima do real do que da fantasia, reforçando a proposta do diretor de desmontar expectativas narrativas e afetivas.
Nos bastidores, algumas curiosidades ajudam a dimensionar o projeto. Antes das filmagens, Borgli recomendou ao elenco títulos como "Bob & Carol & Ted & Alice" (1969) e "Melancolia" (2011), além de "A Paixão de Ana" (1969), cuja influência aparece inclusive na cenografia do filme. Outro detalhe curioso é o livro fictício "The Damage", que surge na abertura como dispositivo narrativo e já foi anunciado pelo diretor como um possível projeto futuro. E, em um tom quase anedótico, a atriz Alana Haim revelou ter ficado levemente embriagada durante as gravações ao consumir grandes quantidades de suco de uva usado como substituto para o vinho em cena.
“O Drama” também marca uma ruptura na trajetória de Borgli por ser o primeiro longa-metragem dele a não estrear em festivais, tendo sido lançado diretamente em uma exibição em Los Angeles. A escolha sinaliza uma aposta maior no circuito comercial e no potencial de discussão que o filme pode gerar fora do ambiente tradicional de premiações. O filme se sustenta como um estudo incômodo sobre amor, expectativa e identidade.
Ficha técnica
“O Drama” | “The Drama” (título original)
Gênero: drama.
Duração: 1h45.
Classificação indicativa: 16 anos.
Ano de produção: 2026.
Idioma: Inglês.
Direção: Kristoffer Borgli.
Roteiro: Kristoffer Borgli.
Elenco: Robert Pattinson, Zendaya, Alana Haim, Mamoudou Athie.
Distribuição no Brasil: Diamond Films.
Cenas pós-créditos: não.
Assista no Cineflix Cinemas mais perto de você
As principais estreias da semana podem ser assistidas na rede Cineflix Cinemas. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN. O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.
“O Drama” no Cineflix Miramar | Santos
De 9 a 15 de abril | Sessões no idioma original | Sala 2 | 20h10.
No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos / São Paulo.
Ingressos neste link










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