Livro de estreia de Caro Claire Burke, que já vendeu cerca de 1,4 milhão de exemplares nos EUA, ganha edição da Rocco e será adaptado para o cinema com Anne Hathaway. Foto: Riley Haakon
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segunda-feira, 17 de agosto de 2026
.: "Bons Tempos: Yesteryear" chega às livrarias e satiriza mundo das tradwives
Livro de estreia de Caro Claire Burke, que já vendeu cerca de 1,4 milhão de exemplares nos EUA, ganha edição da Rocco e será adaptado para o cinema com Anne Hathaway. Foto: Riley Haakon
.: Livro traz análise inédita e desmonta o mito do desenvolvimentismo de JK
“Juscelino: Uma Crítica ao Desenvolvimentismo”, de Antônio Claret Jr. e Lucas Berlanza, reexamina as escolhas econômicas e políticas do ex-presidente e provoca uma discussão sobre inflação, endividamento e dependência estatal. Fotos: divulgação
Às vésperas dos 50 anos da morte de Juscelino Kubitschek, em 22 de agosto, o ex-presidente volta ao centro do debate com uma obra que propõe olhar para seu legado por uma perspectiva menos celebratória. Em “Juscelino: Uma Crítica ao Desenvolvimentismo”, publicado pela LVM Editora, Antônio Claret Jr. e Lucas Berlanza revisitam a trajetória política de JK e colocam em discussão os custos econômicos e institucionais associados ao modelo que marcou seu governo. Conhecido pelo slogan “50 anos em 5”, pela construção de Brasília e pela expansão da indústria automobilística, Juscelino se tornou uma das figuras mais emblemáticas da política brasileira. A imagem de um presidente associado ao crescimento, à modernização e ao otimismo nacional é retomada pelos autores, que ampliam o foco para as consequências de longo prazo de suas escolhas.
Em vez de seguir o caminho de uma biografia convencional, o livro examina o desenvolvimentismo praticado por JK desde suas experiências à frente da Prefeitura de Belo Horizonte e do Governo de Minas Gerais até a Presidência da República. O modelo tinha como pilares a forte participação do Estado, os grandes investimentos públicos e a atração de capital estrangeiro como instrumentos para acelerar a industrialização brasileira. O Plano de Metas concentrou esforços em áreas consideradas estratégicas, como energia, transportes, alimentação, indústria de base e educação. Brasília, incorporada posteriormente ao programa, tornou-se a chamada “meta-síntese” de um governo que pretendia transformar rapidamente a estrutura econômica do país.
Os resultados foram expressivos. A economia brasileira registrou crescimento médio superior a 7% ao ano durante o período, enquanto a indústria avançou e a implantação das montadoras fortaleceu uma cadeia de fornecedores, criou empregos e ampliou a circulação de conhecimento técnico. Para Antônio Claret Jr. e Lucas Berlanza, porém, os avanços precisam ser analisados junto aos efeitos produzidos pelo modelo. A atuação do Estado na definição de setores estratégicos, na concessão de incentivos e na proteção de determinadas atividades teria contribuído para consolidar uma relação de dependência entre empresas e poder público. “Juscelino tinha uma combinação rara de carisma, habilidade política e capacidade de transmitir confiança. Seu governo ficou associado à ideia de que o Brasil estava deixando para trás o atraso e entrando em uma fase de crescimento”, afirmam os autores.
O livro também coloca sob análise o aumento dos gastos públicos, o endividamento externo e a pressão inflacionária durante o período. Dados históricos do CPDOC apontam que a inflação média anual passou de 13,5%, entre 1948 e 1955, para 22,4% durante o governo JK. Parte dos investimentos, segundo a obra, foi viabilizada por operações externas de curto prazo e custo elevado. “Esse modelo produziu resultados importantes, como a expansão da infraestrutura e da indústria. Seria errado ignorar isso. Mas ele também fortaleceu uma cultura de dependência em relação ao Estado, estimulando subsídios, protecionismo e uma relação muito próxima entre poder público e grupos econômicos”, afirma Claret Jr. Compre o livro "Juscelino: Uma Crítica ao Desenvolvimentismo" neste link.
Brasília concentra os contrastes do período
Inaugurada em 21 de abril de 1960, Brasília se transformou no grande símbolo do projeto de modernização de Juscelino. A nova capital representou uma mudança política, arquitetônica e urbanística, além de reforçar a proposta de interiorização do desenvolvimento brasileiro. Ao mesmo tempo, a construção consumiu recursos significativos em um país que ainda enfrentava dificuldades estruturais em setores como educação, saúde e saneamento. Para Lucas Berlanza, a capital sintetiza os ganhos e os dilemas do modelo desenvolvimentista.
“Brasília sintetiza a lógica das grandes obras, da forte presença estatal e do crescimento acelerado, mas com pouca preocupação com os custos fiscais e os efeitos de longo prazo”, afirma. A leitura proposta pelos autores procura escapar de interpretações simplificadoras. Brasília aparece, assim, como demonstração da capacidade de realização daquele governo e, simultaneamente, como exemplo dos desafios econômicos envolvidos na estratégia adotada.
JK coloca o papel do Estado em discussão
Embora se debruce sobre decisões tomadas entre as décadas de 1940 e 1960, “Juscelino: Uma Crítica ao Desenvolvimentismo” busca estabelecer uma conexão direta com questões que continuam presentes no debate brasileiro: até onde deve ir a atuação do Estado na economia? Como financiar grandes investimentos? De que maneira combinar crescimento, responsabilidade fiscal, produtividade e participação privada?
“A experiência de JK mostra que é possível acelerar a economia por meio do gasto público e da expansão do investimento estatal. A questão é o que acontece depois. Quando esse crescimento vem acompanhado de inflação, endividamento e perda de eficiência, os custos aparecem mais cedo ou mais tarde”, afirmam Claret Jr. e Berlanza. A crítica apresentada no livro se concentra, portanto, na permanência de um modelo que atribui ao Estado a função de conduzir continuamente o crescimento econômico sem levar em conta, segundo os autores, limites fiscais, qualidade dos gastos, produtividade dos projetos e condições para a atuação do setor privado.
Os 50 anos da morte de Juscelino
Juscelino Kubitschek morreu em 22 de agosto de 1976, em um acidente na Rodovia Presidente Dutra. A aproximação do cinquentenário também reacende o debate sobre as circunstâncias de sua morte. Em 2014, a Comissão Nacional da Verdade afirmou não haver elementos materiais que apontassem para um homicídio. Em 2026, porém, um relatório da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos voltou a levantar a possibilidade de atentado.“Caso um dia haja uma conclusão definitiva sobre as circunstâncias da morte de JK, isso certamente terá impacto na compreensão de seus últimos anos e de sua relação com a ditadura militar. Mas não altera o debate sobre o legado político e econômico de seu governo”, afirmam os autores. Garante o seu exemplar de "Juscelino: Uma Crítica ao Desenvolvimentismo" neste link.
.: "Perigo Diabolik" esquece a moralidade clássica e abraça a psicodelia
O mestre das HQs italianas ganha vida na obra-prima psicodélica de Mario Bava, com trilha inesquecível de Ennio Morricone e o charme imortal do crime em Technicolor. Foto: divulgação
Ficha técnica
.: Filme "Homem-Aranha: Um Novo Dia" alcança 10.ª maior bilheteria da história
"Homem-Aranha: Um Novo Dia" acaba de alcançar mais uma marca expressiva nas bilheterias. Duas semanas depois de chegar aos cinemas, a nova aventura do herói da Marvel já ultrapassou US$ 1,7 bilhão em arrecadação mundial e ocupa a décima posição entre as maiores bilheterias de todos os tempos. O longa-metragem também já havia feito história no Brasil ao registrar a maior estreia da história do cinema no país. Agora, com US$ 1.708.805.242 acumulados, segundo dados do Box Office Mojo, o filme supera outras grandes produções e passa a integrar um ranking dominado por alguns dos maiores fenômenos comerciais da história do cinema.
O desenvolvimento de "Homem-Aranha: Um Novo Dia" foi anunciado em outubro de 2024 pela Marvel Studios e pela Sony Pictures. Desde então, o projeto se tornou um dos mais acompanhados pelos fãs, impulsionado pelas notícias sobre as filmagens, rumores envolvendo o elenco e pela campanha de divulgação protagonizada por Tom Holland e Zendaya. Na trama, Peter Parker tenta seguir em frente depois que sua identidade foi apagada da memória das pessoas. Enquanto continua atuando como o Amigão da Vizinhança e protegendo Nova York, o herói se depara com uma série de crimes misteriosos que o conduz até uma conspiração de proporções muito maiores.
Tom Holland retorna ao papel de Peter Parker ao lado de Zendaya, novamente como MJ, e Jacob Batalon, que interpreta Ned. O elenco também reúne Mark Ruffalo como Bruce Banner/Hulk e Michael Mando como Escorpião. Outra novidade é a presença de Jon Bernthal como o Justiceiro, personagem que faz sua estreia nos cinemas. Liza Colón-Zayas, conhecida por The Bear, e Sadie Sink, de Stranger Things, também fazem parte da produção.
A direção é de Destin Daniel Cretton, responsável por Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis. O roteiro foi escrito por Erik Sommers e Chris McKenna, dupla que já trabalhou em outros filmes do universo do Homem-Aranha. Distribuído pela Sony Pictures, "Homem-Aranha: Um Novo Dia" é produzido pela Columbia Pictures em parceria com a Marvel Studios e a Pascal Pictures.
As dez maiores bilheterias da história do cinema
Na liderança está "Avatar" (2009), de James Cameron, com US$ 2.923.710.708 arrecadados mundialmente. Em segundo lugar aparece "Vingadores: Ultimato" (2019), com US$ 2.799.439.100, seguido por "Avatar: O Caminho da Água" (2022), também dirigido por Cameron, com US$ 2.334.484.620. A quarta posição pertence à animação chinesa "Ne Zha 2" (2025), que soma US$ 2.270.700.370. Logo atrás está "Titanic" (1997), outro fenômeno de Cameron, com US$ 2.264.812.968. Em sexto lugar aparece "Star Wars: O Despertar da Força" (2015), com US$ 2.071.310.218, enquanto "Vingadores: Guerra Infinita" (2018) ocupa a sétima colocação, com US$ 2.052.415.039. Na oitava posição está outro filme do herói aracnídeo: "Homem-Aranha: Sem Volta para Casa" (2021), que acumulou US$ 1.921.426.073. "Zootopia 2" (2025) aparece em nono lugar, com US$ 1.866.647.950. Fechando o top 10, "Homem-Aranha: Um Novo Dia" registra US$ 1.708.805.242. Os dados são da Box Office Mojo.
O cinema foi buscar o público em casa
Depois de anos marcados pelos efeitos da pandemia e pela consolidação do streaming, 2026 desponta como um dos períodos mais fortes para a indústria cinematográfica desde a retomada das atividades. O ano já reúne cinco filmes com mais de US$ 1 bilhão em arrecadação mundial: "A Odisseia", de Christopher Nolan, "Homem-Aranha: Um Novo Dia", "Super Mario Galaxy", "Michael" e "Toy Story 5".
A lista ainda pode crescer. As projeções do mercado apontam "Duna: Parte Três" e "Vingadores: Doomsday" como candidatos a alcançar a marca até o fim do ano. Se as previsões se confirmarem, 2026 terá o maior número de produções bilionárias desde 2019, quando nove filmes ultrapassaram US$ 1 bilhão. Parte importante desse movimento passa pela Gen Z. O público entre 14 e 29 anos representou quase 40% dos espectadores pagantes na América do Norte no último ano e teve participação decisiva no desempenho de "Homem-Aranha: Um Novo Dia", respondendo por metade de sua audiência de estreia na região.
A recuperação também está relacionada ao próprio modelo de consumo. O aumento no preço médio dos ingressos nos Estados Unidos, que passou de cerca de US$ 9 em 2019 para aproximadamente US$ 13,50 atualmente, elevou a receita por espectador. Ao mesmo tempo, formatos premium como IMAX, Dolby Cinema, ScreenX e 4DX transformaram a ida ao cinema em uma experiência mais sofisticada e imersiva. O cenário de 2026 revela ainda uma diversidade de produtos capazes de atrair públicos diferentes: animações, cinebiografias musicais, superproduções de heróis e adaptações de obras literárias de enorme tradição. No caso de "Homem-Aranha: Um Novo Dia", o fenômeno ajuda a explicar como um personagem conhecido há décadas continua encontrando novas gerações dispostas a acompanhá-lo nas salas de cinema.
.: Curta “Encanto Quebrado” lança feitiço amoroso e transforma vizinho idiota
Curta de Luan Filippo combina horror e humor ao acompanhar uma bruxa que se arrepende do próprio feitiço quando descobre quem é o homem por quem se apaixonou. Foto: divulgação
Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.
O amor pode até ser mágico, mas conviver com a pessoa errada pode transformar qualquer encantamento em uma grande roubada. É justamente dessa situação que parte “Encanto Quebrado”, curta-metragem escrito e dirigido por Luan Filippo, que segue em cartaz na plataforma de streaming Reserva Imovision como parte da coleção “Pequenas Jornadas - Curtas-Metragens”. A produção reúne Victória Brusco, Felipe de Carolis e Gilda Nomacce em uma história que mistura horror, fantasia e humor para brincar com uma velha obsessão romântica: encontrar alguém especial e descobrir, tarde demais, que talvez fosse melhor ter ficado sozinho.
Na trama, uma bruxa do século XXI decide lançar um feitiço de amor para o vizinho. O problema aparece quando o encantamento funciona e ela percebe que o sujeito por quem se apaixonou é, simplesmente, um idiota. Arrependida, tenta desfazer a magia, mas existe uma complicação nada conveniente: o feitiço é irreversível. A premissa dá ao curta uma leitura divertida sobre desejo, paixão e escolhas ruins, colocando uma personagem acostumada ao sobrenatural diante de uma situação bastante humana. A graça está justamente no desespero de alguém que conhece magia suficiente para criar o próprio problema, mas não encontra uma saída para consertá-lo.
“Encanto Quebrado” tem uma trajetória ligada ao cinema fantástico. O filme integrou a programação do 16º Cinefantasy – Festival Internacional de Cinema Fantástico, na Mostra Brasil Fantástico, ao lado de produções nacionais que exploram horror, fantasia, ficção científica e outras vertentes do gênero. O catálogo do festival registra a obra com 16 minutos e 45 segundos de duração e classifica a produção como ficção e horror.
A produção também aparece internacionalmente com o título original “Bitchcraft”, trocadilho que combina a ideia de bruxaria com uma expressão de forte carga irônica. O curta foi identificado em materiais do Cinefantasy com esse título, enquanto a produção brasileira mantém “Encanto Quebrado” como título nacional.
A relação do filme com a Imovision também é curiosa. Segundo Victória Brusco, que protagoniza a produção, “Encanto Quebrado” foi a primeira produção oficial da distribuidora e teve sua estreia no Festival de Cinema Internacional Fantaspoa, em 2024. A atriz também passou a apresentar conteúdos da Imovision relacionados aos filmes distribuídos pela empresa. O curta-metragem foi produzido pela Chá Cinematográfico e tem Luan Filippo na direção e no roteiro. A ficha técnica divulgada pelo Cinefantasy confirma ainda Victória Brusco, Felipe de Carolis e Gilda Nomacce no elenco. Uma opção rápida para quem gosta de histórias fantásticas com humor ácido e personagens que descobrem, da pior maneira possível, que mexer com magia pode trazer consequências bem inconvenientes.
Ficha técnica
“Encanto Quebrado” (título original)
Gênero: ficção/horror. Duração: 16min45s. Classificação indicativa: 16 anos. Ano de produção: 2024. Data de lançamento: 11 de abril de 2024, no Brasil. Idioma: português. Direção: Luan Filippo. Roteiro: Luan Filippo. Elenco: Victória Brusco, Felipe de Carolis e Gilda Nomacce. Distribuição no Brasil: Imovision. Cenas pós-créditos: não informadas. Assista na plataforma de streaming Reserva Imovision.
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domingo, 16 de agosto de 2026
.: Carla Madeira lança “Quando”, livro sobre laços que sobrevivem ao tempo
.: " João, Joãozinho, Joãozito" transforma infância de Guimarães Rosa em musical
"João, Joãozinho, Joãozito" estreia em 29 de agosto e revisita os primeiros anos de Guimarães Rosa em uma montagem que mistura literatura, música, bonecos e cultura popular brasileira. Foto: Alê Catan
A criança curiosa que descobria o mundo entre livros, animais, histórias e brincadeiras ganhou um novo lugar na cena paulistana. "João, Joãozinho, Joãozito", musical inédito inspirado no livro "João Joãozinho, Joãozito - O Menino Encantado", de Claudio Fragata, estreia em 29 de agosto no Teatro do Sesi-SP, no Centro Cultural Fiesp. Com direção artística, texto e adaptação de Marcio Araújo, a montagem acompanha os primeiros anos de João Guimarães Rosa (1908-1967), antes de o menino de Cordisburgo se tornar um dos nomes fundamentais da literatura brasileira.
A temporada segue até 13 de dezembro de 2026, com sessões às quintas e sextas, às 11h00, e aos sábados e domingos, às 15h. Aos fins de semana, todas as apresentações contam com interpretação em Libras e audiodescrição. A produção foi idealizada por Daniel Palmeira e nasceu de sete anos de pesquisa dedicados a construir uma linguagem capaz de aproximar o universo de Guimarães Rosa do público infantil.
A história parte da infância do escritor em Minas Gerais e acompanha sua trajetória desde o nascimento até a mudança para Belo Horizonte. Livros, bichos, natureza, línguas, brincadeiras e as histórias que circulavam em sua cidade natal formam o território de descobertas do pequeno João. A montagem transforma essas experiências em uma aventura musical sobre curiosidade, imaginação e conhecimento.
A relação entre o menino e o futuro escritor também aparece na dramaturgia por meio de referências ao universo literário de Rosa. Elementos associados a "Grande Sertão: Veredas" e um amigo imaginário inspirado em Miguilim entram na narrativa como pistas para quem já conhece a obra do autor e como primeiras portas de entrada para crianças que ainda vão descobrir sua literatura.
Um dos aspectos mais interessantes da encenação está na maneira como João é construído em cena. Os nove integrantes do elenco se alternam na interpretação do protagonista, fazendo com que a figura do menino passe de um corpo a outro. A escolha amplia a ideia de que a infância pertence a todos e transforma o próprio personagem em uma construção coletiva.
“Queremos que toda criança se veja no palco, que possa imaginar que também pode ser cientista, médica, escritora, viajar pelo mundo ou aprender outras línguas. Independentemente de onde venha, ela precisa acreditar que seu futuro também lhe pertence”, afirma Marcio Araújo. A gravata-borboleta, elemento associado à imagem pública de Guimarães Rosa, também ganha função cênica. Ao circular entre os artistas como laço, presilha ou gravata, o objeto funciona como elo entre as diferentes interpretações de João e reforça a ideia de identidade compartilhada. Compre o livro "João Joãozinho, Joãozito - O Menino Encantado", de Claudio Fragata, neste link.
Música que vem da cultura popular
A trilha sonora original, assinada por Tato Fischer e Marcio Araújo, reúne nove canções e mergulha em manifestações tradicionais brasileiras. Folia de Reis, cururu, catira, cantos populares, viola caipira e sanfona ajudam a criar o ambiente sonoro da montagem. A direção musical e os arranjos são de Dagoberto Feliz. A música acompanha a trajetória do personagem e estabelece uma ponte entre as experiências da infância e as tradições culturais que atravessam o interior brasileiro.
No aspecto visual, a montagem aposta em bonecos artesanais, brinquedos antigos e objetos associados à infância do interior do país, especialmente de Minas Gerais. O cenário criado por Bruno Anselmo é formado por estruturas que mudam de função ao longo da apresentação, deixando espaço para que a imaginação do público complete as imagens.
Os figurinos de Clau Carmo seguem a mesma lógica e buscam referências em colchas de retalhos e brinquedos artesanais, criando uma atmosfera de memória e afetividade. Ao todo, são 19 bonecos criados por Jésus Sêda, conhecido também pelo trabalho em "Castelo Rá-Tim-Bum". Em cena, os nove artistas acumulam funções: atuam, cantam, tocam instrumentos, dançam e manipulam bonecos. Integram o elenco Beatriz Amado, Conrado Caputo, Daniel Aureliano, Elix, João Paulo Bienermann, Neusa de Souza, Rita Almeida, Thiago Claro França e Thiago Mota.
Para Tais Lara, diretora do Centro Cultural Fiesp, a montagem aproxima crianças e famílias da trajetória de Guimarães Rosa ao mesmo tempo em que amplia o contato do público com a literatura brasileira. A proposta está alinhada ao compromisso do Sesi-SP com a oferta gratuita de programação cultural e com a formação de novos públicos.
Uma infância antes do escritor
"João, Joãozinho, Joãozito" olha para Guimarães Rosa antes do reconhecimento, dos livros consagrados e da carreira diplomática. É o menino que observa, pergunta, coleciona descobertas e encontra nos livros uma forma de ampliar o mundo ao redor. A montagem utiliza essa perspectiva para apresentar a infância como um período decisivo na formação do artista. A curiosidade do personagem, sua relação com a natureza e o contato com diferentes linguagens aparecem como elementos que ajudam a compreender o escritor que surgiria anos depois.
A proposta também encontra na cultura popular uma maneira de aproximar o universo roseano das crianças. Em vez de apresentar Guimarães Rosa como uma figura distante da literatura, o espetáculo recupera o menino que existiu antes do autor de Grande Sertão: Veredas e transforma suas primeiras experiências em matéria de teatro.
Ficha técnica
Peça teatral "João, Joãozinho, Joãozito", a partir do livro de Claudio Fragata
Texto e adaptação: Marcio Araújo
Direção artística: Marcio Araújo
Músicas compostas: Tato Fischer/Marcio Araújo
Direção musical/arranjos: Dagoberto Feliz
Assistente de direção: Adriana Salcedo
Elenco/músicos: Rita Almeida, João Paulo Bienermann, Daniel Aureliano, Neusa de Souza, Elix, Conrado Caputo, Beatriz Amado, Thiago Claro França e Thiago Mota
Paisagista sonoro: Marcelino Ziggy
Desenho de som: Labsom – Kleber Marques, Juma e Marcelino Ziggy
Microfonista: Juma (Juliana Maria)
Técnico de som: Kleber Marques
Iluminador/desenho de luz: Guilherme Bonfanti
Operador de luz: Felipe Bonfante
Cenografia: Bruno Anselmo
Cenotécnico: Reserva Cênica
Design: Leandro Madeiros
Figurino: Clau Carmo
Costureira/modelista: Salomé Abdala
Aderecista: Nilton Araújo
Bonequeiro: Jésus Sêda
Visagista: Jonathan Faria
Projeto gráfico: André Kitagawa
Fotógrafo: Ale Catan
Assistente de fotografia: Rafael Sá
Vídeos: Sucata Filmes – Vinícius Faé
Preparação corporal: João Paulo Bienermann
Preparação de manipulação de bonecos: Eduardo Alve
Direção de palco: Marco Loureiro
Maquinista: Atila Quirino (Chin)
Contrarregra: Arthur Gerizani
Camareira: Cris Quirino
Assessoria de imprensa: Canal Aberto Comunicação
Mídias sociais: Tatiana Machado
Intérprete de Libras: Fabiano Campos
Áudio-descrição: Ver com Palavras
Produção executiva: William Gibson
Direção de produção: Daniel Palmeira
Coordenação financeira: Cleo Chaves
Assessoria contábil: DW Gonzalez Contábil
Assessoria jurídica: Marcelo Mayer
Coordenação geral/produção: Penta Querobin Produções
Serviço
Peça teatral "João, Joãozinho, Joãozito"
Temporada: 29 de agosto a 13 de dezembro de 2026
Sessões: quintas e sextas, às 11h; sábados e domingos, às 15h
Atenção: Libras e audiodescrição em todos os sábados e domingos da temporada
Local: Centro Cultural Fiesp - Teatro Sesi-SP | Av. Paulista, 1.313, em frente à estação Trianon-Masp do Metrô
Ingressos: gratuitos, com reservas pelo site www.sesisp.org.br/eventos
Classificação indicativa: livre, indicado para todas as idades
.: "O Fim da Rua" conquista quase 90% de aprovação no Rotten Tomatoes
Com Anne Hathaway e Ewan McGregor no elenco, produção mistura aventura, suspense e criaturas pré-históricas. Foto: divulgação
Com Anne Hathaway e Ewan McGregor nos papéis principais, "O Fim da Rua" está em cartaz nos cinemas brasileiros cercado por uma recepção bastante positiva da crítica internacional. O novo longa-metragem de ação conquistou quase 90% de aprovação no Rotten Tomatoes, considerando 91 avaliações registradas até o momento. A produção também vem chamando atenção pelas referências ao cinema de aventura produzido pela Amblin Entertainment, especialmente à tradição iniciada por filmes como "Jurassic Park". Críticos destacam que, embora dialogue diretamente com esse universo de aventuras e criaturas pré-históricas, o longa encontra caminhos próprios para desenvolver sua narrativa.
.: Drauzio Varella e Tony Tornado em série que celebra a força de recomeçar
A experiência também pode ser ponto de partida para novas descobertas. É a partir dessa ideia que a websérie documental “Não Nasci Ontem” reúne o médico Drauzio Varella, a religiosa Irmã Marluce, o ator e cantor Tony Tornado, a criadora de conteúdo Eleni, o chef Batista e o ex-maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima para falar sobre mudanças, escolhas, aprendizados e a vontade de seguir em movimento. Criada pela Colírio, estúdio de branding e comunicação do Grupo QNCO, para a Everest, que comemora 60 anos de trajetória, a produção já está disponível nos canais digitais da marca e terá novos episódios publicados semanalmente.
Quem abre a série é Drauzio Varella, que fala sobre curiosidade e transformação após mais de seis décadas dedicadas à medicina. A temporada também reúne histórias bastante diferentes entre si, mas atravessadas pela mesma disposição para continuar descobrindo novos caminhos. Aos 63 anos, Irmã Marluce conversa sobre hábitos, mudanças e recomeços. Aos 96, Tony Tornado compartilha reflexões sobre vitalidade e o desejo de continuar criando. Aos 71, Eleni conta como encontrou nas redes sociais uma nova maneira de dividir sua paixão pela culinária.
A gastronomia aparece novamente na trajetória do chef Batista, que revisita mais de 40 anos de carreira. Fechando a temporada, Vanderlei Cordeiro de Lima fala sobre conquistas e sobre como grandes resultados são construídos a partir de decisões tomadas diariamente. A série integra uma campanha maior desenvolvida pela Colírio para celebrar as seis décadas da Everest. O projeto também envolve a campanha comemorativa da marca e a criação do naming da linha Foz, nova geração de purificadores desenvolvida pela Questtonó.
Para Felipe Drummond, head de comunicação da Colírio, a proposta parte de uma ideia de inovação associada à experiência acumulada ao longo da vida. “Não Nasci Ontem” transforma essa perspectiva em histórias pessoais, aproximando a trajetória dos entrevistados dos 60 anos de história da própria Everest. “Um marco como esse ganha ainda mais força quando se conecta a uma verdade que vai além da empresa. A websérie traduz isso ao unir inovação e legado em histórias de pessoas que, assim como a Everest, acumulam experiência, mas seguem se reinventando e olhando para o futuro”, afirma Gabriela Rocha, gerente de marketing da Everest.
Onde assistir
O primeiro episódio de “Não Nasci Ontem” já pode ser assistido no perfil da Everest no Instagram. Os demais episódios serão disponibilizados semanalmente.
.: “Detetive” coloca Godard diante do crime, do dinheiro e do próprio cinema
Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.
O crime está em um hotel parisiense, mas Jean-Luc Godard parece muito mais interessado em investigar o próprio cinema. “Detetive de Godard” (“Détective”), produção francesa de 1985, chega ao catálogo da plataforma de streaming Belas Artes À La Carte recuperando uma das obras mais particulares da fase dos anos 1980 do cineasta franco-suíço. No centro da trama estão um assassinato ocorrido dois anos antes, uma dívida milionária, uma luta de boxe, um casamento em crise e uma pequena multidão de personagens que circula pelo mesmo hotel como se todos escondessem alguma coisa.
Laurent Terzieff interpreta William Prospero, antigo detetive do hotel que retorna ao local determinado a esclarecer o assassinato de um hóspede conhecido como Príncipe. Jean-Pierre Léaud vive seu sobrinho, o inspetor Neveu, enquanto Aurelle Doazan interpreta Arielle. Do outro lado dessa intricada rede estão Françoise Chenal, personagem de Nathalie Baye, e seu marido Émile, vivido por Claude Brasseur. O casal enfrenta dificuldades financeiras e pressiona Jim Fox Warner, empresário de boxe interpretado pelo cantor e ator Johnny Hallyday. Para complicar ainda mais a situação, Jim também deve dinheiro à máfia. Alain Cuny aparece como o velho mafioso, enquanto Emmanuelle Seigner e Julie Delpy completam o elenco principal.
A investigação, portanto, rapidamente deixa de ser uma questão policial convencional. Godard espalha as pistas pelo cenário, pelas falas, pelos objetos e pela montagem. O hotel torna-se um tabuleiro em que detetives, boxeadores, amantes, mafiosos e devedores circulam em diferentes combinações. O espectador precisa montar as peças enquanto o diretor embaralha deliberadamente as expectativas de quem espera uma narrativa policial tradicional.
O roteiro é assinado por Alain Sarde e Philippe Setbon, com participação de Jean-Luc Godard nos diálogos e na adaptação ao lado de Anne-Marie Miéville, segundo a Cinemateca Portuguesa. A própria ficha do Festival de Cannes credita Sarde e Setbon pelo roteiro. A escolha do gênero policial tinha uma razão bastante concreta. “Detetive” nasceu de uma encomenda do produtor Alain Sarde, interessado em aproximar Godard de um projeto com potencial comercial. A estratégia reunia atores conhecidos do público francês, como Baye, Brasseur, Hallyday, Terzieff e Cuny, e colocava o diretor diante dos códigos do filme noir. O resultado, porém, conserva o gosto de Godard por desmontar convenções e fazer do próprio mecanismo cinematográfico parte da história.
A imprensa especializada percebeu justamente esse jogo. O crítico Vincent Canby, do “The New York Times”, definiu a produção como uma homenagem fragmentada e divertida ao film noir, enquanto o “Los Angeles Times” observou que Godard reduziu a narrativa ao essencial e carregou cada sequência de referências e associações, exigindo do público uma postura investigativa para compreender personagens e acontecimentos. O filme também marcou a estreia de Julie Delpy no cinema. Aos 14 anos, a atriz aparece em uma participação pequena, anos antes de conquistar reconhecimento internacional por trabalhos como “Antes do Amanhecer”, dirigido por Richard Linklater.
Outro detalhe curioso está na própria formação do elenco. Johnny Hallyday, uma das maiores estrelas da música francesa, assume o papel de um empresário de boxe envolvido com dívidas e negócios escusos. Já Jean-Pierre Léaud, figura fundamental da nouvelle vague e presença recorrente no cinema de Godard, interpreta um detetive de energia quase descontrolada. O contraste entre essas personalidades ajuda a criar a atmosfera peculiar da produção.
“Detetive” ainda foi exibido em competição no Festival de Cannes de 1985, ao lado de filmes como “Paris, Texas”, “Mishima” e “O Beijo da Mulher-Aranha”, entre outros títulos daquele ano. A presença de Godard na competição reforçava sua relação histórica com o festival, que acompanhou diversas fases de sua carreira. O filme é dedicado a três cineastas que Godard admirava: John Cassavetes, Edgar G. Ulmer e Clint Eastwood. A homenagem ajuda a iluminar o caminho escolhido pelo diretor: partir do crime, do gangster, do detetive e das convenções do cinema popular para criar uma obra que brinca com esses elementos enquanto questiona a maneira como uma história policial é construída. Com 95 minutos de duração, “Detetive” permanece uma experiência especialmente interessante para quem gosta de cinema que exige atenção aos detalhes. A trama oferece assassinato, dinheiro, sexo, boxe e máfia, mas Godard acrescenta citações literárias, música clássica, referências cinematográficas e uma montagem que transforma cada cena em uma nova pista. É uma oportunidade de reencontrar um Godard menos celebrado, porém cheio de provocações, inclusive contra as próprias regras do gênero que decidiu explorar.
Ficha técnica
“Detetive de Godard” | “Détective” (título original)
Gênero: comédia, crime e drama. Duração: 95 minutos. Classificação indicativa: 14 anos. Ano de produção: 1985. Data de lançamento: 10 de maio de 1985. Idioma: francês, com registros de inglês e italiano. Direção: Jean-Luc Godard. Roteiro: Alain Sarde, Philippe Setbon e Jean-Luc Godard, com adaptação de Alain Sarde, Philippe Setbon, Anne-Marie Miéville e Jean-Luc Godard. Elenco: Laurent Terzieff, Jean-Pierre Léaud, Nathalie Baye, Claude Brasseur, Johnny Hallyday, Alain Cuny, Aurelle Doazan, Stéphane Ferrara, Emmanuelle Seigner e Julie Delpy. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte.
.: Curta “Os Mortos-Vivos” transforma desaparecimento em inquietante terror
“Os Mortos-Vivos”, curta-metragem escrito, dirigido, montado e produzido por Anita Rocha da Silveira, segue em cartaz na plataforma de streaming Reserva Imovision como parte da coleção “Pequenas Jornadas – Curtas-Metragens”. Realizado em 2012, o filme acompanha João, interpretado por João Pedro Zappa, que espera pela ficante Bia diante do banheiro feminino durante uma noite no Rio de Janeiro. Ela desaparece sem explicação, deixando o rapaz entre hipóteses que vão da morte ao sequestro, passando pela possibilidade bem mais banal e dolorosa de ter se apaixonado por outra pessoa.
A premissa aparentemente simples ganha contornos de terror psicológico quando o desaparecimento de Bia passa a reorganizar a percepção de João. O curta trabalha com uma ideia particularmente contemporânea para uma produção de 2012: alguém pode desaparecer da vida de outra pessoa e continuar existindo nas telas, nas mensagens enviadas e nas tentativas frustradas de estabelecer contato. A frase “Bia está off-line. As mensagens enviadas serão entregues quando Bia estiver on-line” resume o jogo criado por Anita e transforma uma situação cotidiana em uma espécie de pesadelo digital.
Clarice Lissovsky interpreta Bia, enquanto Natália Lebeis, Pedro Tambellini, Anita Chaves, Maria Clara Contrucci, Amanda Lebeis, Raphael Martins e Bruna Lousada completam o elenco. João Atala assina a direção de fotografia; Felippe Mussel responde pelo som direto; Bernardo Uzeda, pela edição de som; Constanza de Córdova e Betina Monte-Mór, pela direção de arte; e Anita Rocha da Silveira também assume a montagem.
A diretora constrói uma atmosfera estranha a partir de situações reconhecíveis da juventude carioca: festas, praias, encontros, flertes e a expectativa por algum tipo de conexão afetiva. Ao redor dessa rotina aparecem elementos que deslocam a narrativa para o fantástico, como pirâmides e esfinges urbanas, além de efeitos visuais que incluem raios coloridos sobre a Catedral do Rio de Janeiro.
“Os Mortos-Vivos” também ocupa um lugar significativo na trajetória de Anita Rocha da Silveira. O curta foi selecionado para a Quinzena dos Cineastas do Festival de Cannes em 2012, depois de a cineasta realizar “O Vampiro do Meio-Dia” (2008) e “Handebol” (2010). “Handebol” recebeu o Prêmio FIPRESCI no Festival Internacional de Curtas de Oberhausen, enquanto “Os Mortos-Vivos” consolidou a presença da realizadora carioca no circuito internacional.
A filmografia posterior ajuda a dimensionar a importância desse curta-metragem. Anita estreou no cinema de longa-metragem com “Mate-me por Favor”, selecionado para a mostra Orizzonti do Festival de Veneza de 2015, e depois dirigiu “Medusa”, que chegou à Quinzena dos Cineastas de Cannes em 2021. A Academia Brasileira de Cinema registra ainda que Anita passou a integrar, em 2023, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.
Em “Os Mortos-Vivos”, o terror nasce de uma situação íntima: a sensação de perder alguém sem compreender exatamente quando, como ou por quê. O desaparecimento de Bia abre uma espécie de buraco na experiência de João, e Anita explora esse desconforto com uma narrativa que mistura horror, fantasia e retrato de juventude.
Ficha técnica
“Os Mortos-Vivos” | “The Living Dead” (título internacional).
Gênero: ficção, terror, fantasia. Duração: 19 minutos. Classificação indicativa: 12 anos. Ano de produção: 2012. Data de lançamento: 19 de maio de 2012, na França, durante o Festival de Cannes. Idioma: português. Direção: Anita Rocha da Silveira. Roteiro: Anita Rocha da Silveira. Elenco: João Pedro Zappa, Natália Lebeis, Clarice Lissovsky, Pedro Tambellini, Anita Chaves, Maria Clara Contrucci, Amanda Lebeis, Raphael Martins e Bruna Lousada. Distribuição no Brasil: Reserva Imovision, em streaming. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Reserva Imovision.
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sexta-feira, 14 de agosto de 2026
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