segunda-feira, 10 de agosto de 2026

.: Grátis: a temporada especial de dez anos de “Catadora de Ilusões”


Com direção de Naomi Silman, do LUME Teatro, o espetáculo revela com delicadeza e sensibilidade o universo de uma “recicladora de sonhos” que inventa um reino próprio para continuar existindo. Foto: divulgação

No mês de agosto, a atriz e diretora Gabriela Winter promove uma temporada especial celebrando dez anos do espetáculo “Catadora de Ilusões”. A temporada é gratuita e começa no sábado, dia 15 de agosto, às 20h00, com apresentação no Espaço Cultural Inventivo, na Zona Leste de São Paulo . Nos dias 21 a 23 de agosto de 2026, sexta-feira e sábado, às 20h00, e domingo às 19h00, as apresentações acontecem no Teatro Cacilda Becker, na Zona Oeste. E nos dias 29 e 30 de agosto de 2026, sábado às 20h30, domingo às 19h30, as apresentações acontecem no  Centro Cultural São Paulo (CCSP), ao lado da estação Vergueiro do metrô. 

Em “Catadora de Ilusões”, Gabriela dá vida à palhaça Jurubeba, personagem que atravessa a cidade acompanhada de suas pequenas manias, silêncios, invenções, sonhos e desejos. Entre jornais, objetos recolhidos e um cotidiano inventado à própria maneira, Jurubeba cria um reino particular para continuar existindo. Um território íntimo, às vezes melancólico, às vezes absurdamente engraçado, onde a solidão ganha corpo e delicadeza. Com direção de Naomi Silman, do LUME Teatro, o solo “Catadora de Ilusões” revela com delicadeza e sensibilidade o universo de uma “recicladora de sonhos” que inventa um reino próprio para continuar existindo, em uma história de afeto, imaginação e dignidade. 

Ao longo dos últimos anos, Gabriela Winter se consolidou como um dos nomes mais atuantes da palhaçaria contemporânea brasileira. Fundadora do Clownbaret (@clownbaretbrasil), companhia criada em 2009, ela também desenvolve trabalhos de direção, formação e pesquisa. Sua investigação mais recente une neurociência e comicidade por meio da PNP – Programação Neuro Palhacística, metodologia criada a partir de sua pós-graduação em Neurociência e Comportamento pela PUCRS.

Além dos palcos, atuou em projetos humanitários com a Organização Palhaços Sem Fronteiras Brasil e Clowns Without Borders USA em países da África, América Latina e Europa, além de Brumadinho e Rio Grande do Sul. Entre os reconhecimentos de sua carreira estão o prêmio de Melhor Atriz no Sofie Awards (Nova York), em 2015, a direção e concepção da Gala de Circo da Cidade de São Paulo apresentado no Teatro Municipal, em 2023, e o Troféu Picadeiro de Melhor Espetáculo Circense Adulto, conquistado em 2025 com El Grand Clownbaret. 

Nesta temporada comemorativa, toda a equipe do projeto será formada por mulheres. Além das apresentações, a programação inclui acessibilidade em libras, workshop sobre criatividade e palhaçaria, conversa sobre processos de criação e vagas de estágio para jovens interessados em produção cultural e artes da cena. As ações fazem parte do  projeto "10 anos de Catadora de Ilusões" contemplando na décima edição do edital do Programa Municipal de Fomento ao Circo da cidade de São Paulo.


Ficha técnica
Espetáculo “Catadora de Ilusões”
Direção: Naomi Silman (Lume Teatro). Palhaça Jurubeba: Gabriela Winter. Técnica de luz: Melissa Guimarães. Técnica de som: Mica Matos. Designer gráfica: Sabrina Motta. Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini. Intérprete de Libras: Andressa Britto. Filmagem e fotografia: Carolina Scauri (Vibrante Filmes). Produção Executiva: Letícia Elisa Leal e Clownbaret. Produção de Campo: Letícia Elisa Leal. Gestão Financeira: Marina Mioni - Caruá Produções

Serviço
Espetáculo “Catadora de Ilusões”
Com Gabriela Winter. Grátis.

Primeiras apresentações: 
15 de agosto de 2026 (sábado) - 20h00
Espaço Cultural Inventivo - Rua Limeira, 19 - Quinta da Paineira, Zona Leste, São Paulo (SP). Sem necessidade de retirada de ingressos. Capacidade: 50 lugares. Acessibilidade: não. Estacionamento: não.

21 a 23 de agosto de 2026 - sexta-feira e sábado, às 20h00, domingo às 19h00.
22 de agosto (sábado) - 20h00 - sessão com tradução em Libras
Teatro Cacilda Becker - Rua Tito, 295 - Vila Romana (Lapa), Zona Oeste, São Paulo (SP). Capacidade: 198 lugares. Bilheteria: retirada de ingressos 1h antes da sessão. Acessibilidade: banheiros adaptados para cadeirantes e estrutura com acesso adequado (rampas). Estacionamento: não. 

29 e 30 de agosto de 2026 - sábado às 20h30, domingo às 19h30
Centro Cultural São Paulo CCSP - R. Vergueiro, 1000. Paraíso - Sala Jardel Filho - Capacidade: 321 lugares. Acessibilidade: sim. Estacionamento: não. 

.: Inspirado em viagem real de bicicleta pelo Brasil, "A Viagem do Jiló" estreia


Espetáculo homenageia a diversidade cultural brasileira a partir da história de um palhaço que viaja de bicicleta com seu cachorro de São Paulo até Olinda. Foto: Herbert Baratella

Após circular por unidades do Sesc no interior paulista e conquistar crianças e famílias por onde passou, o espetáculo "A Viagem do Jiló" inicia nova temporada no Teatro Cacilda Becker no dia 15 de agosto, com sessões gratuitas até 30 de agosto de 2026. Aos sábados, o público é convidado a participar da oficina Recriando a Comicidade - Esquetes Clássicas do Circo Teatro para o Público de Hoje. Inspirada em uma viagem real de bicicleta realizada pelo artista e palhaço Giba Freitas, a montagem transforma uma experiência vivida nas estradas brasileiras em uma aventura poética, bem-humorada e repleta de referências à cultura nacional.

Em cena, Jiló decide seguir de bicicleta até Olinda, desconfiado da notícia de que o Carnaval deixará de existir. No caminho, encontra o Cachorro Caramelo, que se torna seu companheiro de estrada. Juntos, cruzam diferentes estados brasileiros, encontram personagens inspirados na cultura popular e descobrem que a informação não passava de uma fake news. A ideia surgiu a partir da experiência vivida por Giba Freitas em uma cicloviagem entre São Paulo e Olinda. Os encontros, as paisagens e os costumes observados ao longo do caminho deram origem à dramaturgia, assinada por Paulo Rogério Lopes, com direção de Fernando Sampaio e música executada ao vivo por Maral.

"'A Viagem do Jiló' nasce de uma experiência que mudou completamente a minha vida. Quando voltei da viagem, percebi que havia uma história muito potente ali. Hoje, o mais bonito é ver como as crianças acreditam na narrativa e embarcam nessa aventura do começo ao fim", afirma Giba Freitas. No palco, a cenografia de Andreas Mendes reproduz um grande mapa ilustrado do Brasil, permitindo que o público acompanhe o trajeto dos personagens. Placas inspiradas na sinalização das estradas indicam os estados visitados, enquanto figurinos inspirados em Charles Chaplin, O Gordo e o Magro e nos palhaços dos grandes circos ajudam a compor o universo da narrativa.

 Desde a estreia, a montagem consolidou sua relação com o público infantil. "Descobrimos a força da dramaturgia quando vimos as crianças acreditando em tudo o que acontece em cena. Elas viajam junto com Jiló e o Caramelo. Já os adultos costumam se surpreender ao descobrir, no final, que a história foi inspirada em uma viagem que realmente aconteceu", diz o artista.


Criação
O espetáculo nasceu a partir de uma experiência mambembe de Giba Freitas. Em dezembro de 2022, ele embarcou em uma cicloviagem com a palhaça Formiga (Marisa Silva) para chegar até o Recife a tempo de aproveitar o Carnaval. Depois, os amigos seguiram por mais 150 km até a Paraíba, complementando mais um estado. Durante o trajeto, o artista começou a refletir sobre como os costumes são importantes para a criação de uma identidade coletiva. E, a partir disso, quis investigar quais seriam as identidades de cada região do Brasil hoje: o que ficou pelo caminho e o que está enraizado em nós?

Giba encontrou figuras clássicas do imaginário brasileiro, como o caipira, as vizinhas, as madames, as famílias tradicionais decadentes e os caboclos. Então, ele buscou a essência de todos esses personagens, considerados até arquétipos, para falar com crianças e adultos sobre a imensidão que é o nosso Brasil. Assim, os espectadores das mais variadas idades poderão pensar sobre a diversidade cultural brasileira, principalmente em tempos de extrema polarização. “É necessário que o Brasil conheça o Brasil para que aprenda de fato a respeitá-lo”, defende o artista.

 
Sinopse
Jiló está de bike equipada para seguir rumo a maior festa do Brasil quando se depara com um cachorro caramelo cansado das ruas e precisando de um pouco de energia. De carona na bike, a dupla encontrará muitos desafios, aventuras, riso e diversidade. O trabalho é uma homenagem à identidade plural brasileira, enfatizando a beleza das diferenças e misturando a tradicionalidade do circo e o momento atual, ao tempo em que explora musicalidade e técnicas de manipulação de bonecos, dando vida a personagens inimagináveis.
 

Ficha técnica
Espetáculo "A Viagem de Jiló"
Direção: Fernando Sampaio
Texto: Paulo Rogério Lopes
Elenco: Giba Freitas e Maral
Assistência de direção: Marisa Silva
Cenário e figurinos: Andreas Mendes
Bonequeiro: Murilo Cesca
Direção musical e trilha sonora ao vivo: Maral
Preparação corporal: Larissa Pretti
Iluminação: Diego Gonçalves Cordeiro
Assistente de produção: Thauana Garcia
Produção executiva: Bruna Burkert
Coprodução: Híbrida Arte e Cultura


Serviço
Espetáculo "A Viagem do Jiló"
Temporada: de 15 a 30 de agosto, aos sábados e domingos, às 16h00
*Sessão com audiodescrição no dia 29 de agosto
Duração: 50 minutos | Classificação: 7 anos

Oficina Recriando a Comicidade - Esquetes Clássicas do Circo Teatro para o Público de Hoje
Dias 15, 22 e 29 de agosto, das 10h00 às 13h00
Com Giba Freitas e Maral

Bate-papo com Fernando Sampaio
Dia 22 de agosto, após a sessão
Local: Teatro Cacilda Becker R. Tito, 295, Lapa/ SP
Entrada gratuita

.: Romance de Annie Ernaux, "Paixão Simples" ganha adaptação para o teatro


Aline Fanju faz estreia paulistana do solo "Paixão Simples", a partir do romance de Annie Ernaux, no Sesc Santana, dia 28 de agosto. Com direção e texto de Alessandra Colassanti e idealização de Pablo Sanábio, peça cria um relato íntimo de uma mulher tomada por um amor avassalador e unilateral. Esta é a primeira adaptação de uma obra da aclamada autora francesa (Prêmio Nobel de Literatura em 2022) no Brasil. Foto: Lia Maciel


A atriz Aline Fanju, que recentemente interpretou a delegada Marise na novela “Três Graças” da Globo, estreia em São Paulo seu primeiro monólogo, "Paixão Simples", inspirado no romance homônimo de Annie Ernaux. O espetáculo tem temporada no Sesc Santana, de 28 de agosto a 3 de outubro. Com direção e dramaturgia de Alessandra Colassanti e idealização de Pablo Sanábio, o solo traz um relato da própria escritora sobre sua paixão e espera por um homem estrangeiro e casado, cujo nome nunca é revelado.

A obra, baseada no livro homônimo publicado em 1991, traz esse relato íntimo e visceral dessa mulher tomada por um amor avassalador e unilateral. Com uma narrativa crua e honesta sobre seus sentimentos, desejos e ausência, ela descreve, durante meses, como sua vida gira em torno da expectativa pelos encontros com o ser amado, provocando uma metódica organização de seus dias e um mergulho em seus sentimentos.

Com linguagem direta, delicadamente brutal e com toques eróticos, a peça convida o público a testemunhar o uso da escrita na tentativa de dar sentido às emoções, já que ela transforma um episódio íntimo em uma reflexão sobre o amor, as expectativas e a perda. O livro, inclusive, foi redescoberto recentemente por uma nova geração de leitores jovens nas redes sociais - sobretudo no TikTok - onde trechos viralizaram. 

“'Paixão Simples' é sobre o feminino em sua totalidade. Não é só a história da Annie, personagem do livro, não se resume à experiência individual de uma mulher específica. É sobre uma espera que atravessa os séculos. Uma espera ancestral, avassaladora, muitas vezes injusta, que na encenação ganha uma perspectiva alegórica que só o teatro pode oferecer”, conta a diretora Alessandra Colassanti. Compre o livro "Paixão Simples", de Annie Ernaux, neste link.


Ficha técnica
Solo "Paixão Simples"
Baseado na obra de Annie Ernaux 
Com Aline Fanju
Idealização: Pablo Sanábio
Direção e dramaturgia: Alessandra Colassanti
Direção assistente: Bianca Joy
Tradução: Marília Garcia (Fósforo, 2023)
Direção de produção: Roberta Dias (Caroteno Produções)
Produtora executiva: Marcella Castilho
Cenografia: Aurora dos Campos
Assistente de cenografia: Rachel Merlino
Cenotécnico: Marquinhos
Contrarregras: Bruno Cavalcanti e Bruno Laurino
Figurino: Preta Marques
Figurino fotos de divulgação: Luiza Marcier
Assistente de figurino fotos de divulgação: Ana Luiza Lima
Iluminação: Lina Kaplan
Operação de luz: Maurício Medeiros Shirakawa
Trilha sonora: Alessandra Colassanti e Carol Mathias 
Direção musical: Carol Mathias
Operação de som: Chico Beltrão
Operação de vídeo: Rodrigo Fonseca
Direção de vídeo e projeções: Zoe Guglielmoni 
Pesquisa Criativa e Edição de Vídeo: Octávio Tavares
Criação de conteúdo de projeções e mapping: Helô Duran
Direção de movimento: Priscila Maia
Design gráfico: Pedro Colombo
Fotografia de cena: Lia Maciel
Fotografia de estúdio: Elisa Maciel
Assistente de fotografia de estúdio: Francisco Teixeira
Cinematografia: Chamon Audiovisuais
Produtores associados: Aline Fanju, Pablo Sanábio e Roberta Dias
Realização: Fanju Produções Artísticas


Serviço
Solo "Paixão Simples", baseado no livro de Annie Ernaux
De 28 de agosto a 3 de outubro de 2026
Sextas e sábados, às 20h00. Domingos, às 18h00. 
Sessões extras: 7 de setembro, segunda-feira, às 18h00; 25 de setembro, sexta, às 15h00; 2 de outubro, sexta, às 15h00.
Sesc Santana - Av. Luiz Dumont Villares, 579 - Santana, São Paulo
Ingressos: R$ 60 (inteira), R$ 30 (meia-entrada) e R$ 18 (credencial plena)
Venda on-line em sescsp.org.br e presencial na bilheteria de qualquer unidade do Sesc São Paulo
Duração:  60 minutos
Classificação: 16 anos
Capacidade: 330 lugares
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

.: Livro "Cá Camila ou Uma Invenção de Alegria", será lançado em São Paulo


Neste quarto livro, escritora conduz o leitor por uma viagem entre fantasia, memória e história, tendo a imaginação como protagonista. Foto: divulgação

Foram anos até que "Cá Camila ou Uma Invenção de Alegria", chegasse às mãos do leitor. Com uma narrativa recheada de histórias, viagens e emoções que transitam em um universo onde realidade e imaginação se encontram, o livro será lançado no dia 15 de agosto, às 15h00, em tarde de autógrafos na Livraria Drummond, no Conjunto Nacional, em São Paulo.

Escrito por Fernanda Pompeu e publicado pela Editora Labrador, a publicação conta as aventuras de Cá Camila, uma boneca de madeira criada por dois artesãos, que ganha vida e parte em direção ao desconhecido. Um simples gesto, o dedo apontando ao acaso em um lugar no globo terrestre, transforma-se no início de uma jornada que atravessa geografias, épocas e memórias, conduzindo a personagem por paisagens reais e imaginárias em uma celebração da liberdade, da invenção e do desejo de descobrir o mundo.

A história termina no sul da Bahia, cruza oceanos, passa pelas Malvinas, atravessa Machupicchu, redescobre Hiroshima e contorna o Rio de Janeiro. Mas a verdadeira viagem acontece dentro da própria linguagem. Com uma prosa que combina fantasia, referências históricas e reflexões filosóficas, Fernanda constrói um romance onde a imaginação não funciona como fuga da realidade, mas como ferramenta para compreendê-la.

"É um livro muito especial para mim. Comecei a escrever 'Cá Camila' em Trancoso, no sul da Bahia. Não havia roteiro nem planejamento. Eu só tinha o desejo de escrever um livro e fui descobrindo a história enquanto ela acontecia. Com o tempo, percebi que esse livro também estava me escrevendo. Espero que cada leitor faça essa viagem do seu próprio jeito e descubra que a alegria também pode ser uma invenção", define a autora.

Mais do que narrar uma aventura, Cá Camila ou uma invenção de Alegria celebra a arte. Logo nas primeiras páginas, o leitor acompanha o nascimento da protagonista pelas mãos de Alegria e Organsim, dois artesãos que transformam madeira, tecido e imaginação em vida. A partir desse gesto, a história propõe reflexões sobre temas sensíveis como criação, memória, identidade e pertencimento, reafirmando a literatura como um território onde o impossível encontra morada.

Nesse novo livro, Fernanda rompe fronteiras entre o real e o fantástico, convidando o leitor a viajar e se reinventar, onde cada porto alcançado transforma quem parte e cada paisagem visitada amplia as possibilidades do olhar e do sentir. "Cá Camila ou Uma Invenção de Alegria" propõe um novo encontro de Fernanda com seus leitores. Nesse romance, amadurecido ao longo de décadas, ela traz um olhar diferente, compartilhando com a protagonista uma história que reafirma a imaginação como força criadora, convidando os leitores a desvendarem novos caminhos e a embarcarem em suas próprias travessias. Compre o livro "Cá Camila ou Uma Invenção de Alegria" neste link.

 
Sobre Fernanda Pompeu
Fernanda Pompeu é escritora, jornalista e roteirista, com uma trajetória consolidada na literatura e na comunicação. Foi uma das roteiristas da série "Mundo da Lua", da TV Cultura, e construiu sua carreira escrevendo ficção, não ficção e conteúdos voltados a temas sociais e culturais. Autora de "64", "Escriba Errante" e "Quando Eu Era Velha", incentiva novos escritores por meio de oficinas e projetos de escrita e, nas redes sociais, compartilha reflexões sobre literatura e desafios da comunicação na era digital. Também aborda temas como inteligência artificial, envelhecimento, criatividade e comportamento, sempre com um olhar crítico, bem-humorado e sensível, aproximando o público de discussões atuais por meio da palavra e da experiência. Compre os livros de Fernanda Pompeu neste link.


Sessão de autógrafos
Data: sábado, dia 15 de agosto, às 15h00
Livraria Drummond – Conjunto Nacional | Avenida Paulista, 2073 - São Paulo

sábado, 8 de agosto de 2026

.: Entrevista com Fernando Cunha, autor de "O Dilema do Basilisco"


Na entrevista abaixo, Fernando Cunha, autor de "O Dilema do Basilisco", convida a avaliar as atitudes da humanidade em um mundo cada vez mais rápido e materialista. Foto: divulgação

Em um mundo que parece ter normalizado a competição, a rapidez, o sofrimento e a ansiedade, Fernando Cunha provoca as pessoas a pararem e refletirem sobre os caminhos que estão sendo trilhados pela sociedade. Autor de "O Dilema do Basilisco", uma obra filosófica que parte da pergunta “por que a humanidade não deve ser extinta?”, ele busca romper com a visão individualista do mundo para mostrar como alcançar objetivos materiais sozinho não tem significado.

No enredo, um personagem não identificado é convocado para responder a esse questionamento e defender a continuidade da própria espécie frente a uma inteligência artificial que se tornou a julgadora da população mundial. De acordo com o escritor, a publicação não tem o intuito de apresentar fórmulas prontas, mas de revelar as múltiplas perspectivas presentes em uma única pergunta.

“Respostas prontas não funcionam com o ser humano, apenas funcionam para torná-lo cheio de certezas e preconceitos. A formação da certeza enaltece o ego e depois o engessa. Para seguir essa jornada, é preciso flexibilizar um pouco a realidade, fazer com que o próprio leitor perceba quem ele é pelo espelho do protagonista”, explica ele. Compre o livro  "O Dilema do Basilisco", de Fernando Cunha, neste link.


A ideia de colocar a humanidade diante de uma inteligência artificial que decide seu destino parte de um dilema filosófico bastante conhecido. Como o Basilisco de Roko se insere no seu romance?
 
Fernando Cunha - O Basilisco de Roko representa uma inteligência artificial soberana que controla todos os recursos e teoricamente poderia retaliar aqueles que não contribuíram para sua formação. Apesar do aspecto maligno e destrutivo sugerido pelo experimento mental, o Basilisco é apresentado no prólogo como uma entidade que pergunta e observa, sem interferência, com o potencial de julgar toda a humanidade num piscar de olhos. Nesse contexto, a ideia do Basilisco se junta ao seu conceito original de ser um monstro mitológico cujo olhar petrifica o alvo. O protagonista se apresenta para responder à pergunta diante da inteligência onipotente e onisciente.


O livro parte de uma pergunta profunda: "Por que a humanidade não deve ser extinta?". Na sua perspectiva, qual a importância de pensar sobre esse tema no mundo em que vivemos?
 
Fernando Cunha - A pergunta sobre a possibilidade de extinção é provocadora porque no dia a dia não temos o costume de avaliar como as nossas atitudes impactam a vida dos outros. Somos pressionados por um mundo rápido e materialista a pensar que somos especiais frente aos outros, e isso nos gera ambição, ansiedade e sofrimento. A pergunta tem um condão de machucar a visão individualista perpetuada nos dias de hoje pela necessidade de enriquecimento rápido e realizações sociais comparativas, substituindo-a pouco a pouco por uma visão mais integradora, reconhecendo que um “eu” sozinho que se destaca não significa nada.


O protagonista não tem nome. Existe um significado para essa escolha?
Fernando Cunha - A falta de identidade do protagonista é um dos pilares da obra. O fato de ele não ter identidade faz com que o leitor queira preenchê-la por conta própria. Ora o leitor se sente no papel dele, ora no papel do ouvinte Basilisco. Uma importante lição dessa escolha do autor é que o apego à identidade também é uma possível fonte de sofrimento.


O contato com o budismo também ocupa um lugar importante na sua trajetória. Como essa filosofia atravessa a construção do romance? 
Fernando Cunha - A sabedoria budista talvez seja o principal pano de fundo de "O Dilema do Basilisco". O livro é sobre alguém que precisa responder uma pergunta diante do absoluto incompreensível. É exatamente isso que fazemos quando nos enveredamos para áreas como filosofia, espiritualidade e autoconhecimento. O protagonista pode representar cada um na sua jornada de evolução. Cada um tem seu próprio Basilisco para olhar nos olhos e dar a resposta que ele espera. Quando a resposta esgota todo o sofrimento, abre-se espaço para luz e felicidade. No fundo, o livro é um processo de iluminação (nirvana).


Em vários momentos, ciência e espiritualidade dialogam na narrativa. De que maneira esses campos se complementam? 
Fernando Cunha - Ciência e espiritualidade são maneiras diferentes de se buscar a verdade. Mas no livro, para encontrar a verdade é preciso destruir (ou pelo menos provocar) as verdades pessoais convencionais. Os capítulos provocam as certezas que formamos ao longo da vida e das experiências humanas. Dessa forma, a mente rejuvenesce para uma mente infantil, ávida por descobertas. A mente curiosa pode remover os obstáculos dos nossos preconceitos para conseguir enxergar a verdade-última, aquela que realmente dá o sentido de todas as coisas.


Em vez de oferecer respostas definitivas, a obra apresenta perguntas. O que você espera provocar no leitor ao final da leitura? 
Fernando Cunha - A ideia de não trazer respostas é a grandiosidade da obra. Respostas prontas não funcionam com o ser humano, apenas funcionam para torná-lo cheio de certezas e preconceitos. A formação da certeza enaltece o ego e depois o engessa. Para seguir essa jornada, é preciso flexibilizar um pouco a realidade, fazer com que o próprio leitor perceba quem ele é pelo espelho do protagonista. O objetivo é provocar no leitor uma quebra de identidade, de apego e de agarramento ao “em si”, para que ele nasça novamente num caminho de compaixão e sabedoria.

.: Marilyn Monroe decide mudar o jogo em "Nunca Fui Santa" e transforma


Por
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.

A estreia de "Nunca Fui Santa" na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte resgata um momento decisivo na trajetória de Marilyn Monroe. Lançado em 1956, com direção de Joshua Logan e roteiro de George Axelrod, baseado na peça homônima de William Inge, o longa-metragem coloca a estrela em um terreno menos confortável, onde charme não basta. Na trama, o caubói Beauregard “Bo” Decker (Don Murray), jovem, teimoso e completamente despreparado para relações afetivas, cruza o caminho de Cherie (Monroe), cantora de saloon que sonha com uma vida melhor. Um encontro breve vira obsessão. Convencido de que encontrou a futura esposa, ele decide levá-la para seu rancho em Montana - com ou sem consentimento. A viagem de ônibus, interrompida por uma nevasca, força os dois a encarar o que há de mais incômodo: expectativas desencontradas, desejo de liberdade e a dificuldade de reconhecer o outro como sujeito.

Joshua Logan, vindo da Broadway, conduz o filme com atenção ao comportamento dos personagens, sem pressa de resolver conflitos. O texto de Axelrod amplia a peça original e cria situações que expõem o ridículo e a fragilidade de Bo, ao mesmo tempo em que permite a Cherie escapar do estereótipo da “loira ingênua”. Monroe aproveita cada fresta. Após estudar no Actors Studio com Lee e Paula Strasberg, ela constrói uma personagem com sotaque sulista carregado, gestos contidos e um desleixo calculado no visual. A decisão de usar pouca maquiagem e abandonar o glamour habitual foi uma estratégia e tanto.

A crítica da época percebeu. Bosley Crowther, do The New York Times, escreveu que Monroe finalmente se afirmava como atriz de verdade. A indicação ao Globo de Ouro veio no mesmo embalo. Don Murray, em sua estreia no cinema, recebeu indicação ao Oscar de ator coadjuvante, sustentando com energia um personagem difícil de defender. No elenco, Arthur O’Connell e Betty Field completam o quadro com segurança, enquanto Hope Lange também inicia nesse filme a trajetória nas telas.

Nos bastidores, a produção teve tensão. Logan desconfiava da disciplina de Monroe, famosa por atrasos e inseguranças. Mudou de opinião ao longo das filmagens, chegando a compará-la a Charlie Chaplin pela capacidade de equilibrar humor e emoção. O filme também marca o retorno da atriz após um período de afastamento de Hollywood, quando rompeu com a 20th Century Fox, mudou-se para Nova York e criou a Marilyn Monroe Productions, exigindo maior controle sobre sua carreira.

"Nunca Fui Santa" não resolve todas as contradições - o romance central incomoda, a condução narrativa por vezes acelera soluções - mas permanece como registro de uma virada. O público encontra ali uma Monroe que não quer mais ser apenas imagem. Quer ser levada a sério. E, por boa parte do filme, consegue.


Ficha técnica
“Nunca Fui Santa” | "Bus Stop" (título original) | "Paragem de Autocarro" (título em Portugal).
Gênero: comédia dramática, romance. Duração: 96 minutos. Classificação indicativa: livre. Ano de produção: 1956. Data de lançamento: 1956. Idioma: inglês. Direção: Joshua Logan. Roteiro: George Axelrod, baseado na peça de William Inge. Elenco: Marilyn Monroe, Don Murray, Arthur O'Connell, Betty Field, Eileen Heckart, Hope Lange. Distribuição no Brasil: Belas Artes à La Carte. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte.

Assine o Belas Artes À La Carte, o streaming para quem ama cinema de verdade
A equipe do portal Resenhando.com acompanha parte da cobertura cinematográfica por meio da Belas Artes À La Carte, plataforma brasileira dedicada ao cinema de arte, clássicos e produções premiadas de diferentes países. Criado pelo grupo responsável pelo tradicional cinema Belas Artes, em São Paulo, em parceria com a Pandora Filmes, o serviço reúne um catálogo com curadoria especializada, incluindo obras raras, títulos restaurados e destaques de festivais internacionais. Para acessar o catálogo completo, conferir os lançamentos semanais e realizar a assinatura, basta acessar o site ou aplicativo da plataforma. Os planos têm valores acessíveis, com opção mensal e anual, além de locação avulsa para títulos específicos. Você pode assinar o Belas Artes À La Carte neste link.

“Diva Futura” resgata império erótico e escancara o preço da fama nos anos 80


Por
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.


“Diva Futura” chega à plataforma de streaming Reserva Imovision e encara um capítulo incômodo e fascinante da cultura pop italiana. Dirigido e roteirizado por Giulia Louise Steigerwalt, o longa-metragem recria os anos 1980 e 1990 a partir da figura de Riccardo Schicchi (Pietro Castellitto), fundador da agência que ajudou a transformar o erotismo em espetáculo midiático e produto de massa. Inspirado no livro “Non Dite Alla Mamma Che Faccio la Segretaria”, de Debora Attanasio, o filme acompanha os bastidores da ascensão de nomes como Ilona Staller, a Cicciolina (Lidija Kordic), e Moana Pozzi (Denise Capezza), personagens que atravessaram a fronteira entre entretenimento adulto e política institucional - Cicciolina chegou ao Parlamento italiano, enquanto Pozzi ensaiou uma candidatura à prefeitura de Roma. A narrativa se ancora no olhar de Debora (Barbara Ronchi), secretária da agência, que observa, de dentro, a engrenagem afetiva e profissional desse grupo improvável.

Steigerwalt, que já havia chamado atenção com “Settembre”, mantém aqui o interesse por personagens femininas em conflito com estruturas sociais rígidas. Ao revisitar a trajetória da Diva Futura, a diretora não se limita ao escândalo: investiga vínculos, disputas, fragilidades e o preço cobrado pela exposição pública. A produção teve estreia mundial em competição no Festival de Veneza 2024, reforçando o peso histórico do material que revisita.

A arte presente no escritório de Schicchi reproduz traços do quadrinista Milo Manara, referência italiana no erotismo ilustrado, e o título do filme só aparece nos créditos finais, gesto que desloca o olhar do espectador para os personagens antes da marca. Com fotografia de Vladan Radovic e trilha de Michele Braga, “Diva Futura” se constrói como um retrato de ambição, desejo e contradição, evitando simplificações sobre um período em que a mídia ampliou vozes e, ao mesmo tempo, moldou destinos.


Ficha técnica
“Diva Futura”
Gênero: drama. Duração: 125 minutos. Classificação indicativa: 18 anos. Ano de produção: 2024. Data de lançamento: 16 de julho de 2026. Idioma: italiano. Direção: Giulia Louise Steigerwalt. Roteiro: Giulia Louise Steigerwalt e Debora Attanasio. Elenco: Pietro Castellitto, Denise Capezza, Barbara Ronchi, Lidija Kordic, Tesa Litvan. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Reserva Imovision.


Assine a Reserva Imovision, a maior plataforma de filmes independentes da América Latina
A equipe do portal Resenhando.com acompanha os filmes por meio da plataforma de streaming Reserva Imovision, dedicada ao cinema independente e autoral. Para acessar o catálogo completo, conferir novidades e realizar sua assinatura, o aplicativo da plataforma ou o visite o site oficial neste link. A Reserva Imovision reúne filmes e séries cuidadosamente selecionados, ampliando o acesso a obras que valorizam a diversidade cultural, a reflexão e experiências cinematográficas diferenciadas. Você pode assinar a plataforma de streaming Reserva Imovision neste link.

.: Instituto Totex traz ao Brasil mais de 100 obras de Joan Miró em exposição


Com pinturas, esculturas, gravuras, tapeçarias e fotografias, “Miró: Mestre das Formas” acontece entre 7 de agosto e 12 de outubro de 2026 e apresenta obras que serão vistas no Brasil pela primeira vez. Na imagem: Joan Miró, Mont-roig III, 1974. Fundació Joan Miró, Barcelona. ©Successió Miró / AUTVIS, Brasil, 2026
 

Estrelas suspensas em campos de cor, formas orgânicas, símbolos poéticos e o uso marcante de cores primárias fizeram de Joan Miró (1893-1983) um dos nomes mais influentes da arte moderna. Esse universo visual desembarca em São Paulo com "Miró: Mestre das Formas", mostra internacional realizada pelo Instituto Totex e apresentada por Youse, CNP Seguros Holding Brasil, Caixa Residencial e Caixa Seguridade, no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Alvares Penteado - MAB FAAP, até dia 12 de outubro de 2026, reunindo mais de 100 obras originais do mestre catalão. A exposição dá continuidade à trajetória do Instituto Totex na realização de grandes mostras internacionais em parceria institucional com a FAAP. Em 2025, o Totex trouxe ao Brasil a maior exposição sobre Andy Warhol já realizada no país, com mais de 600 obras vindas diretamente do The Andy Warhol Museum (EUA) e público superior a 300 mil visitantes.

Oriundas de importantes instituições e coleções europeias, entre elas a Fundação Miró de Barcelona, a Fundação Miró Mallorca, o Museu de Arte Contemporânea de Mallorca e acervos particulares de colecionadores europeus, as obras apresentam um panorama abrangente da produção do artista catalão, conhecido por desenvolver uma linguagem visual única, marcada por uma permanente experimentação estética. A mostra reúne pinturas, gravuras, esculturas, tapeçarias e fotografias históricas, dezenas delas inéditas no Brasil, incluindo peças que nunca haviam saído da Espanha e objetos raros jamais apresentados conjuntamente ao público.

Como alguns destaques aparecem as obras "Mont-roig III" (1974), "Jeune fille s’évadant" (1967), "Centenary of the Mourlot Print Studio" (1953), "Album 19" (1961) e "Personnages, oiseaux, étoile" (1978), todas inéditas no Brasil, além de "2 + 5 = 7" (1965) e "Woman and Dog in Front of the Moon" (1935). O conjunto inclui ainda dez tapeçarias monumentais produzidas em parceria com Josep Royo, algumas com até dez metros de comprimento, entre elas "Le Lézard aux plumes d’or" (1989–1991), também inédita no país, além de oito peças pertencentes à coleção particular da família do pintor.

Nascido em Barcelona, em 1893, Joan Miró foi um dos artistas mais inovadores e influentes do século XX. Sua obra se apresenta em diferentes suportes, como pintura, escultura, gravura, cerâmica e tapeçaria, e ajudou a redefinir os limites da arte moderna ao combinar elementos do surrealismo, da abstração e da poesia visual em uma linguagem singular. Reconhecido por suas formas orgânicas, símbolos oníricos e uso expressivo das cores, Miró construiu uma produção marcada pela liberdade criativa e pela constante experimentação, tornando-se uma referência para gerações de pintores ao redor do mundo.

“Miró é um dos artistas mais importantes do século XX e construiu uma trajetória única, marcada pela originalidade e técnica apurada. Reunir no Brasil um conjunto tão expressivo de obras, provenientes de instituições e coleções de referência internacional, reforça o compromisso do Instituto Totex em ampliar o acesso a grandes eventos culturais", declara Roberto Souza Leão, CEO do Instituto Totex.
 
“Miró criou uma linguagem visual que atravessa fronteiras porque fala por meio de signos, imaginação e poesia. Receber no MAB FAAP uma exposição de grande porte que revela essa trajetória é mais do que apresentar um gênio da arte ao público brasileiro: é reafirmar o compromisso do museu com exposições que ampliam o diálogo entre diferentes culturas e aproximam os visitantes de experiências artísticas transformadoras”, afirma Pilar M.T. P. C. Guillon Liotti, Conselheira da Fundação Armando Alvares Penteado.

O diretor do MAB FAAP Marcos Moraes, afirma: “Com Miró: Mestre das Formas, o MAB FAAP reafirma mais uma vez seu compromisso com o público brasileiro ao apresentar exposições de grande porte e relevância para a história da arte. O artista catalão ocupa uma posição singular na arte moderna por ter criado um vocabulário visual próprio — alimentado por suas conexões com vanguardas europeias como o cubismo e o surrealismo. Suas obras exploram a tensão entre figuração e abstração e privilegiam a experimentação plástica sem se submeter a correntes rígidas, dando vida a um universo onírico e singular. Reunir um conjunto representativo de sua produção permite ao público aproximar-se da consistência de sua pesquisa formal e amplia o acesso a um capítulo fundamental das artes visuais do século XX”.

"Para nós, da CNP Seguros Holding Brasil, é um prazer enorme fazer parte desse projeto, que traz ao Brasil um artista da envergadura de Miró. Faz parte da nossa razão de ser promover o acesso à cultura. Essa parceria com o Instituto Totex vem tornando isso realidade de maneira muito consistente, por meio de exposições de grande relevância para o país", ressalta Sany Silveira – CEO CNP Seguros Holding Brasil.

Com curadoria do espanhol Jordi J. Clavero, o percurso expositivo é dividido em cinco núcleos temáticos que exploram diferentes aspectos da trajetória de Miró, revelando como o artista transita por distintas fases criativas sem se vincular integralmente a movimentos ou escolas específicas. Ao longo da visita, o público acompanha a construção de um universo visual singular, desenvolvido ao longo de mais de seis décadas de produção. A exposição também apresenta 30 fotografias raras realizadas por Joaquim Gomis, amigo próximo de Miró, que registram momentos íntimos de seu cotidiano e de seu processo criativo. O conjunto de trabalhos revela um artista reservado e disciplinado, que transformava gestos simples da rotina em parte fundamental de sua prática artística.

 Ainda: a experiência é complementada por oito vídeos especiais que contextualizam os núcleos expositivos e aprofundam aspectos da vida e da obra de Miró, oferecendo ao visitante diferentes camadas de interpretação sobre sua produção. Miró viveu intensamente as transformações artísticas do século XX, desenvolvendo uma linguagem própria - que dialogava com movimentos como o surrealismo e o fauvismo - sem jamais se limitar a eles. Sua arte atravessa diferentes períodos e experimentações, sempre marcada pela busca por novas formas de expressão e pela relação entre sonho, imaginação e realidade.

"Miró: Mestre das Formas" tem apresentação da Youse, CNP Seguros Holding Brasil, Caixa Residencial e Caixa Seguridade, é realizada pelo Instituto Totex através da Lei Rouanet, em colaboração com a Fundação Joan Miró e parceria institucional com a Fundação Armando Alvares Penteado e seu Museu de Arte Brasileira- MAB FAAP., na ocasião da comemoração dos 65 anos do Museu.


Ficha técnica
Exposição “Miró: Mestre das Formas”
Realização: Instituto Totex
Colaboração: Fundação Joan Miró
Parceria Institucional: Fundação Armando Alvares Penteado e Museu de Arte Brasileira - MAB FAAP
Apresentação: Youse, CNP Seguros Holding Brasil, Caixa Residencial e Caixa Seguridade
Patrocínio: Prefeitura de São Paulo, CAIXA, Pharmaesthetics, Mattos Filho, Biolab e BYD
Apoio: Embaixada da Espanha no Brasil e Agência Catalã de Turismo
Apoio cultural: Eletromidia, BandNews FM e UOL
Aeroporto Oficial: GRU Airport
Ticketeira oficial: Fever
Projeto realizado por meio da Lei Rouanet e do Ministério da Cultura

Serviço
Exposição “Miró: Mestre das Formas”
Ingressos
Site oficial: MMF26.com.br
Bilheteria oficial (sem cobrança de taxa de conveniência): MAB FAAP - Rua Alagoas, 903 - Higienópolis, São Paulo | Prédio 1 – Subsolo
Todos os dias das 9h00 às 20h00
Valores: 3ª a 6ª feira: R$ 50 inteira | R$ 25 meia-entrada
Sábados, Domingos e Feriados: R$ 60 inteira | R$ 30 meia-entrada
(fechado às segundas-feiras – exceto nos dias 07/09/2026 e 12/10/2026)
Período da exposição: 7 de agosto a 12 de outubro de 2026
Horário: 09h às 20h (última entrada às 19h)
Localização: MAB FAAP – Rua Alagoas, 903 - Higienópolis
Classificação etária: livre para todas as idades
Estacionamento: disponível no local mediante pagamento
HAVERÁ SERVIÇO DE GUARDA-VOLUMES GRATUITO NO MUSEU. PERMITIDA A ENTRADA APENAS COM OBJETOS DE PEQUENO PORTE.

.: Grupo Triii celebra 18 anos de carreira no show "Dia de Festa" no Teatro Sabesp


Espetáculo para crianças conta com participações especiais de Cris Barulins e Estêvão Marques. Foto: Antônio Bandeira

A criançada pode esperar muita brincadeira, diversão e interatividade nos shows que o Grupo Triii fará para celebrar 18 anos de carreira nos dias 29 e 30 de agosto, no Teatro Sabesp Frei Caneca, com sessões às 11h00, às 14h00 e às 16h00. Além dos integrantes Marina Pittier (voz e percussão), Fê Stok (guitarra e voz) e Ed Encarnação (bateria, percussão e voz), o espetáculo "Dia de Festa" conta com participação de Cris Barulins no sábado e de Estêvão Marques no domingo. Completam a banda neste show os músicos Mari Stefani, no baixo, e Danilo Penteado, nas cordas e sanfona. O repertório da apresentação reúne os principais sucessos do Triii, como “A E I O U”, “Viro, Vira, Virou”, “O Tomate e o Caqui”, “Xote da Dona Ema”, “Bamboleia”, além das novas composições "Bichinho Fofura", "Tchururu" e "Dia de Festa" - que dá nome ao show. 

Cheio de interação e brincadeiras, o show conta com a participação de mais “Is” - ou seja de Mari Stefani (baixo) e Danilo Penteado (cordas e sanfona) -, além de percussões variadas e coros divertidos e mirabolantes. O grupo surgiu a partir do encontro entre três pessoas com três coisas em comum: a amizade, a identificação musical e a admiração e respeito pelas crianças. A ideia é criar um contato direto com crianças e adultos através da música e da brincadeira, de forma sensível, divertida e criativa.  


Grupo Triii
Formado por Marina Pittier (voz e percussão), Fê Stok (guitarra e voz) e Ed Encarnação (bateria, percussão e voz), o Grupo Triii surgiu em 2008. Com shows que reúnem músicas, brincadeiras e performances, a proposta do Triii é interagir com crianças e pais através da música, de forma sensível, divertida e sempre muito criativa. 

Desde o seu início, o grupo realizou diversas apresentações por todo o Brasil, em teatros, SESC´s, parques, praças, centros culturais e escolas, participando também de projetos especiais ligados à educação, sempre com ênfase na música e na criatividade, envolvendo pesquisa e criação de repertório dentro do universo infantil, escolar e familiar. O grupo tem canções e livros lançados, como a Coleção Histórias que Cantam (com três Livros + CDs lançados pela Editora Melhoramentos: “Ei, ei, ei Vanderlei”, “A Sopa Supimpa” e “Pão, pão, pão”), além de outros trabalhos como “Brasil for Children” , “Dia e noite”, entre outros.

Marina Pittier é cantora. Integrante e co-fundadora do Grupo Triii, com quem lançou discos e livros. Fez parte da banda da Palavra Cantada, Barbatuques, Luiz Tatit, Antônio Nóbrega entre outros. É co-autora do livro "Brincadeiras Musicais", da Palavra Cantada e Editora Melhoramentos. Gravou nos CDs de Luiz Tatit, Palavra Cantada, Chico dos Bonecos, Lidia Hortélio, Antônio Nóbrega entre outros. Lançou seu primeiro disco solo “Presente” em 2017. 

Fê Stok é cantor, compositor e produtor multi-instrumentista. É co-fundador e integrante do Grupo Triii, formado em 2008. Já fez trilhas para filmes e séries como Vila Sésamo e Lilica Ripilica, tocou com o Palavra Cantada e fez produções por encomenda para a dupla, além de ter produzido com Marina Pittier todas as músicas gravadas pelo Triii. 

Ed Encarnação é músico e artista-educador, nascido no recôncavo baiano, onde pôde vivenciar durante sua infância a magia e o encantamento das festas populares com seus batuques, cantos e danças. É integrante do Grupo Triii, além de tocar com outros grupos como Palavra Cantada, com quem realizou shows, musicais infantis e oficinas de formação para educadores em diversos estados brasileiros. Hoje e sempre, acredita que a música e o conjunto dos saberes afro-brasileiros, são essenciais na educação e construção de uma sociedade mais equilibrada e próspera.

Ficha técnica
Show "Dia de Festa"

Voz e percussão: Marina Pittier
Guitarra e voz: Fê Stok
Bateria, percussão e voz: Ed Encarnação
Músicos convidados - Baixo: Mari Stefani
Músicos convidados - Cordas e Sanfona: Danilo Penteado
Convidada especial dia 29 de agosto: Cris Barulins
Convidada especial dia 30 de agosto: Estêvão Marques
Figurinos: Edith Pittier
Cenografia: Marina Pittier e Edith Pittier
Iluminador: Tiê Fabiano
Roadie: Dennys Villas Boas
Técnico de som: Junão Ferreira
Comunicação: Lucas Sancho
Redes sociais: Tatiana Agra
Identidade visual: Laércio Lopo
Fotos: Antônio Brasileiro
Marketing digital: Renato Passos
Produção executiva: Marcos Rinaldi
Produção de campo: Tayná Caldas
Gerente de projetos: Andreia Porto
Direção de produção: Fernando Padilha e Clarissa Rockenbach
Produção: Pad Rok Produções Culturais 


Serviço
Show "Dia de Festa", com Grupo Triiii
Apresentações: 29 e 30 de agosto, às 11h00, às 14h00 e às 16h00
Teatro Sabesp Frei Caneca - Shopping Frei Caneca - R. Frei Caneca, 569 - Consolação / São Paulo
Ingressos: Plateia Baixa - R$140 (inteira) e R$70 (meia-entrada) | Plateia - R$120 (inteira) e R$60 (meia-entrada) | Plateia Alta - R$100 (inteira) e R$50 (meia-entrada)
Vendas on-line: https://uhuu.com/comprar-ingressos/sp/sao-paulo/grupo-triii-show-dia-de-festa-15983/#/
Duração: 60 minutos.
Classificação: livre. Menores de 18 anos, somente poderão entrar acompanhados dos pais ou responsáveis e crianças até 24 meses de idade que ficarem no colo dos pais, não pagam
Capacidade: 600 lugares
Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

.: Globoplay lança último episódio da série "Meu Nome É Preta"


Capítulo final chega ao streaming neste sábado, dia 8 de agosto, destacando a transparência da artista diante do câncer e seus grandes amores. Foto: divulgação

No dia em que Preta Gil celebraria seu aniversário, neste sábado, 8 de agosto, o Globoplay lança o quarto e último episódio da série "Meu Nome É Preta", produzida pela Conspiração. O capítulo de encerramento da produção coloca o Carnaval como a grande paixão e o fio condutor da vida da artista: desde as memórias das fantasias de infância até a criação do lendário "Bloco da Preta", onde arrastou multidões de apaixonados pelo Rio de Janeiro.

O episódio percorre momentos de grande sensibilidade da vida de Preta Gil, como o fim de seu casamento e o diagnóstico de câncer em 2023. Diante da doença, que interrompeu a folia, a cantora fez questão de transformar o tratamento em um ato público de coragem, fé e transparência, e contou com uma inabalável rede de apoio formada por sua família e amigos inseparáveis. "Talvez por isso que o mais normal que aconteceu foi a gente estar com ela nos últimos três anos de vida dela. Para além de ser uma artista, acho que ela gostaria de ser lembrada pela mulher que ela foi, absolutamente transparente pra todo mundo", reflete Gominho.

A série traz à tona ainda a última paixão vivida por Preta, acompanhada pelo depoimento do cantor Kanalha, que relembra a generosidade e o aprendizado da troca entre os dois: "Tudo foi vivido muito intensamente, a gente curtiu muitos momentos juntos, muita coisa boa. Ela sempre queria me ver prosperando, sempre queria me ver avançando".

Entre as memórias da família e dos amigos mais íntimos, o capítulo conta com depoimentos de amigos como Ivete Sangalo, Carolina Dieckmmann, Regina Casé, Thiaguinho, Gominho, Hugo Gloss, além do filho Francisco Gil, que desabafa sobre a saudade constante da mãe: "Não tenho nem mais como falar o que mais sinto falta. Penso nela o tempo todo, não tem um minuto que não venha ela na minha cabeça. Sinto falta de estar perto dos amigos dela que estavam o tempo todo com ela. Porque estar com minha mãe muitas vezes era isso, era estar na bagunça".

A diretora da série, Mini Kerti, reforça como a superação das dores e a construção dessa teia de amor se tornou o pilar central do documentário: "A Preta tem uma história muito rica de pessoas, de assuntos, de música, de alegrias e de dramas. E aí, depois de tudo isso, uma doença terrível, da qual ela fez questão de falar abertamente, desmistificando a morte. Pra mim, contar a história dela é um grande desafio e uma enorme alegria. Porque é, acima de tudo, uma história de afetos".

Para fechar a série documental, o quarto episódio celebra as homenagens que eternizaram o legado de Preta Gil nos Carnavais do Rio e de Salvador. O cantor Gilberto Gil encerra a obra definindo a essência e a ideologia de vida deixada por sua filha: "Tudo que ela foi, ela foi. Ela foi ela. A gente seguiu, a gente acompanhou, a gente amou, a gente apreciou, a gente admirou, a gente aplaudiu, se emocionou com tudo aquilo. Fica a saudade no sentido mais melancólico da palavra, mas fica também essa alegria que era quase que ideológica dela. Ela era uma ideóloga da alegria".

A série "Meu Nome É Preta" tem direção de Mini Kerti, produção de Carolina Jabor, Luísa Barbosa e Renata Brandão, roteiro de Victor Nascimento e produção associada de Flora Gil. O quarto e último episódio da produção estará disponível para assinantes do Globoplay a partir deste sábado, dia 8 de agosto.

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

.: Rodrigo Vellozo idealiza álbum que revisita a obra de Benito Di Paula


Por
Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação

Poucos artistas conseguiram construir uma obra tão popular e, ao mesmo tempo, tão singular quanto Benito Di Paula. Entre o samba, a canção romântica, a influência jazzística do piano e uma escrita profundamente brasileira, Benito criou um universo musical próprio que atravessa gerações há mais de sete décadas. Agora, ao completar 85 anos de vida e 55 anos de carreira, sua obra ganha uma nova leitura através de "Benito Di Paula - Rodrigo Vellozo convida Rodrigo Campos, Thiago França e Fumaça", álbum homônimo idealizado por seu filho, o cantor, compositor e pianista Rodrigo Vellozo lançado pela ADA/Companhia de Discos do Brasil.

 Ao lado de Rodrigo Campos, Thiago França e Fumaça - artistas da cena contemporânea brasileira - Rodrigo Vellozo revisita canções marcantes do repertório de Benito sem recorrer à nostalgia. O álbum propõe um diálogo entre tradição e invenção, revelando a força e a modernidade de composições que continuam profundamente conectadas ao presente.

As cinco primeiras faixas de "Benito Di Paula - Rodrigo Vellozo convida Rodrigo Campos, Thiago França e Fumaça" funcionam como um verdadeiro primeiro ato do álbum e estabelecem uma conexão direta com um momento histórico da trajetória de Benito Di Paula. “Maria Baiana Maria”, “Tudo Está no Seu Lugar”, “Do Jeito Que a Vida Quer”, “Tudo Está Mudado” e “Meu Maior Afeto” reproduzem a sequência de abertura do disco lançado por Benito em 1976 pela Copacabana.

 Ao revisitar esse repertório na mesma ordem concebida originalmente, Rodrigo Vellozo e seus parceiros prestam homenagem não apenas às canções, mas também à arquitetura artística de um dos discos mais importantes da carreira do compositor. A escolha reforça o diálogo entre passado e presente que norteia todo o projeto, revelando a permanência e a atualidade de uma obra que segue emocionando e inspirando novas gerações. O disco tem outros momentos interessantes, que mostram a força do trabalho de Benito. Que por sinal merece ser reverenciado como um dos compositores mais singulares de nossa MPB.

"Tudo Está no Seu Lugar"

"Maria Baiana Maria"

"Violão Não Se Empresta a Ninguém"

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

.: A voz por trás de Pikachu agora inspira uma nova geração de leitores


Em estreia na literatura infantil, a dubladora Lhays Macedo lança "A camaleoa Luni", uma história sobre identidade, pertencimento e autoaceitação com edição impressa e audiobook. Foto: Divulgação | Editora Mundo Cristão


Durante anos, a voz de Lhays Macedo acompanhou a infância de milhões de brasileiros em séries, filmes e animações. Agora, a dubladora conhecida por dar vida a personagens como Pikachu ("Pokémon: O Filme -Eu Escolho Você!"), Polly Papagaio ("Peppa Pig"), Lucky Prescott ("Spirit - Cavalgando Livre", da Netflix) e Lola Loud ("The Loud House", da Nickelodeon), troca os estúdios de dublagem pelas páginas de "A Camaleoa Luni". Neste livro infantil, com versão também em audiobook, a artista narra uma história que dialoga com um tema cada vez mais presente: a busca pela própria identidade. 

Publicado pela Editora Mundo Cristão e com ilustrações de Laura Mocelin, o lançamento marca a estreia literária da atriz, diretora de dublagem e influenciadora, que reúne mais de 4 milhões de seguidores nas redes sociais. A narrativa transforma questões profundas em uma leitura leve, acessível e significativa para crianças e suas famílias. O enredo se passa na vila de Aguaviva, onde mora Luni, uma camaleoa capaz de mudar de cor quando quiser. Mas o que parece ser um dom extraordinário logo se transforma em um desafio. Na tentativa de ser aceita e se encaixar nos grupos ao seu redor, ela muda tanto que acaba se afastando de quem realmente é. 

A partir dessa metáfora, Lhays Macedo provoca reflexões sobre pertencimento, autoestima e autenticidade. Voltado para a faixa etária de 4 a 8 anos, o livro conduz os pequenos leitores por uma jornada de autodescoberta que ganha força quando Luni parte até a misteriosa Fonte da Verdade. Ao longo do caminho, ela encontra respostas que transformam a própria visão sobre si mesma. Outro destaque são as ilustrações de Laura Mocelin, artista de projeção internacional que ilustra a aventura da personagem e o universo de Aguaviva, ampliando a experiência de leitura com imagens coloridas e divertidas. 

A camaleoa Luni oferece ainda um ponto de apoio para pais, educadores e famílias que buscam conversar com as crianças sobre valores e saúde emocional. Depois de anos dando voz a protagonistas marcantes, Lhays Macedo agora encontra nas páginas um espaço para transmitir uma mensagem especial: dentro do coração, cada pessoa carrega um valor único que não depende da aprovação dos outros. Compre o livro "A Camaleoa Luni" neste link.


Sobre a autora
Lhays Macedo é atriz, dubladora e diretora de dublagem, com quase duas décadas de carreira no audiovisual. Já deu voz a centenas de personagens em filmes, séries, desenhos, animes, games e novelas, como Pikachu  em "Pokémon: O Filme - Eu Escolho Você!". Dirige a dublagem do "Bible Project Português" e soma mais de 4 milhões de seguidores em suas redes sociais, criando conteúdo sobre fé, maternidade e os bastidores de sua profissão. 

Sobre a ilustradora
Laura Mocelin é ilustradora e diagramadora especializada em livros infantis. Formou-se em Arquitetura e Urbanismo pela UFFS Erechim, mas a arte tomou seu coração desde os primeiros rabiscos na infância. Hoje é representada internacionalmente pela Illo Agency e tem uma lista de mais de cem livros ilustrados. 

Postagens mais antigas → Página inicial
Tecnologia do Blogger.