segunda-feira, 20 de julho de 2026

.: Ana Paula Tavares convida à permanência em "O Sangue da Buganvília", da Pallas Editora


Atração oficial da Flip 2026, escritora angolana conquistou o Prêmio Camões de Literatura em 2025 e publica novo livro no Brasil. Foto: divulgação

Nem tudo o que um povo sabe cabe nos livros. Parte desse conhecimento vive nas histórias contadas pelos mais velhos, nas palavras da língua materna, nos provérbios, nas receitas, nos gestos e na maneira de olhar o mundo. É desse saber coletivo que nasce "O Sangue da Buganvília", lançado pela Pallas Editora, novo livro da escritora angolana Ana Paula Tavares, 73 anos. Reunindo mais de 70 crônicas, a vencedora do Prêmio Camões de Literatura 2025 aproxima poesia, história e tradição oral para mostrar como uma cultura continua sendo transmitida entre gerações.

Publicados originalmente na década de 1990 para a RDP África e agora reunidos em livro, os textos percorrem assuntos como língua, patrimônio, tradição oral, guerra, infância, culinária e literatura. Mas o que une essas crônicas é, sobretudo, o olhar da Ana Paula. Historiadora e antropóloga de formação, ela encontra nas pequenas experiências do cotidiano um caminho para entender Angola de um modo abrangente, sem separar o íntimo do coletivo nem a poesia da História.

Ana Paula virá ao Brasil na próxima semana para se juntar à constelação de escritores na Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip 2026. No sábado, 25 de julho, às 15h00, a escritora vai brilhar na mesa 'O boi é só. O boi é só. O boi', na qual conversará com o público presente sobre a sua carreira na literatura e a sua poesia, ambas marcadas pela história de Angola e da luta pela emancipação feminina. Falará também a respeito da sua ligação com o Brasil, a partir dos laços que unem os dois países. 

Nas crônicas deste livro, um provérbio pode dialogar com Virginia Woolf (1882-1941), uma receita tem o poder de revelar tanto sobre um povo quanto um documento de arquivo e uma buganvília é capaz de explicar melhor um país do que qualquer estatística. Em suas páginas, a tradição oral e as vozes dos que chegaram antes deixam de ocupar um lugar periférico para assumir o centro da narrativa. É ali que a autora encontra aquilo que mais a interessa: as formas pelas quais uma cultura continua viva.

Para além de recordar o passado, Ana Paula escreve como quem recebe uma história para passar adiante. A sua literatura recusa a ideia de que a história de um país possa ser contada apenas pelos grandes acontecimentos, aqueles que saem no jornal. Ela também está na língua materna, nos mercados, nas árvores, nos objetos cotidianos, nas mulheres que preservam saberes ancestrais e nas histórias que circulam de uma geração à outra. 

Não por acaso, a planta dá nome ao livro. Na crônica que inspira o título, a buganvília floresce apesar do vento, da seca e do tempo. A imagem costura silenciosamente toda a obra e acaba se confundindo com a própria escrita de Ana Paula Tavares, que insiste em florescer onde muitos enxergariam apenas ruínas. Pela Pallas, Ana Paula já publicou "Amargo como os Frutos - Poesia Reunida" (2010) e participou de "Verbetes para Um Dicionário Afetivo" (2021), ao lado de Manuel Jorge Marmelo, Ondjaki e Paulinho Assunção. Agora é a vez de "O Sangue da Buganvília", que confirma algo que a autora vem construindo há décadas: escrever também pode ser uma forma de cuidar. Cuidar das palavras, da memória e das pessoas que fazem a História existir antes mesmo de chegar aos livros. Compre o livro "O Sangue da Buganvília" neste link.

.: Plácido Berci aborda saúde mental, relações familiares e envelhecimento em romance de estreia


"Louca Normalidade" mescla suspense psicológico e drama familiar, inspirada na figura do pai do autor, e chega às livrarias pela Editora Mondru


O jornalista e escritor Plácido Berci lança seu primeiro romance ficcional, “Louca Normalidade”, pela editora Mondru. A obra mergulha em temas profundos como saúde mental, laços familiares e a passagem do tempo, narrando a história de Francisco Solano, um jornalista investigativo aposentado com um quadro psiquiátrico misterioso que, após sofrer um AVC, passa a registrar tudo em blocos de notas para preservar sua memória.

A trama ganha contornos de mistério quando Francisco acorda com uma anotação enigmática sobre uma mulher, uma praia e uma sequência de letras e números. Entre flashbacks, sonhos e investigações solitárias, o protagonista tenta decifrar se testemunhou um crime ou se sua mente fragilizada criou realidades paralelas. A narrativa alterna entre a terceira pessoa e as anotações íntimas de Francisco, recurso que aproxima o leitor do confuso universo mental do personagem. “Meu objetivo foi gerar reflexão sobre o preconceito em relação a quem é visto como fora dos padrões por questões ligadas à saúde mental”, comenta Plácido.

Inspirado na figura de seu pai, Pedro Berci Filho, o autor começou a escrever o livro em 2018, observando o hábito paterno de anotar tudo após um AVC. “O personagem principal, Francisco Solano, é praticamente todo inspirado no meu pai, fisicamente e, principalmente, em termos de comportamento e personalidade”, revela. A morte do pai durante o processo de escrita acrescentou novas camadas emocionais à obra, tornando-a também um exercício de luto e elaboração.

“É uma história sobre reflexão, aceitação e libertação; para o personagem, para o autor e, porque não, para o meu pai também”, define. Com cinco anos de escrita e mais dois até a publicação, “Louca Normalidade” dialoga com referências cinematográficas de diretores como Alfred Hitchcock e Martin Scorsese, e literárias de autores como Daniel Galera e Raphael Montes.

Além do suspense, o romance aborda com sensibilidade dinâmicas familiares complexas, especialmente a relação entre avô, filho e neto. “O livro também filosofa sobre outros temas como a brevidade da vida, luto, solidão, amor e saudade”, completa o autor. A obra chega com projeto gráfico cuidadoso e já desperta interesse para adaptações audiovisuais. “Acho que o livro tem potencial para um filme ou uma minissérie. Procurei escrever cenas detalhadas e visualmente ricas com a intenção de transportar o leitor para o Rio de Janeiro colapsado de Francisco Solano”, adianta Plácido, que atua como repórter e apresentador esportivo da TV Globo em São Paulo. Compre o livro "Louca Normalidade", de Plácido Berci, neste link.

Sobre o autor
Plácido Berci
, 36 anos, é jornalista formado pela PUC-Campinas e atua como repórter e apresentador da editoria de esporte da TV Globo desde 2015. Natural de Araraquara e criado em São Carlos, já morou em cidades como Campinas, Rio de Janeiro, Manchester (Inglaterra) e Nairóbi (Quênia), onde foi o primeiro correspondente esportivo brasileiro. É autor dos livros “Paixão: uma viagem pelo futebol inglês” e “Nuvem de terra: relatos do primeiro correspondente esportivo brasileiro no Quênia”. “Louca normalidade” marca sua estreia na ficção e é publicado pela editora Mondru. Compre os livros de Plácido Berci neste link.

.: Falta de humanidade nas cidades vira pintura em mostra gratuita no centro de São Paulo


"Tudo Sobre Mim", estreia no dia 23 de julho no Espaço República, e marca a volta de Maazo Heck às exposições individuais após 7 anos, com 25 pinturas inéditas. Foto: divulgação 

Uma exposição gratuita no centro de São Paulo parte de uma inquietação bem atual: a sensação de impotência diante da falta de humanidade nas grandes cidades. "Tudo Sobre Mim", do artista visual Maazo Heck, ocupa o Espaço República entre 23 de julho e 3 de agosto, com 25 pinturas inéditas produzidas ao longo de cinco anos de pesquisa. A exposição marca a primeira mostra individual do artista na capital paulista.

Como parte da programação especial da mostra, o público poderá participar de duas atividades gratuitas conduzidas pelo artista Maazo Heck e pela curadora Michaela A F. No dia 25 de julho, das 15h00 às 16h00, será realizada uma demonstração prática de pintura ao vivo, seguida de um bate-papo sobre o processo criativo, a pesquisa artística e os conceitos que permeiam a exposição. 

Já no dia 1º de agosto, também das 15h00 às 16h00, os visitantes poderão acompanhar uma visita guiada com o artista e a curadora, que apresentarão detalhes sobre as obras, os símbolos presentes na série e os caminhos que deram origem à mostra “Tudo Sobre Mim”. 

Ao entrar na mostra, o visitante encontra pinturas que transitam entre a figuração e a abstração. Corpos parcialmente ocultos por tecidos dividem espaço com imagens que se aproximam do símbolo, criando composições de forte impacto visual em que as dobras, os volumes e as formas assumem protagonismo.

O título "Tudo Sobre Mim" carrega uma ironia. Embora a série tenha origem nas inquietações pessoais do artista, as pinturas não propõem uma narrativa autobiográfica. A partir de experiências íntimas para construir imagens abertas a diferentes interpretações, Maazo transforma questões individuais em uma reflexão sobre a condição humana. A série nasceu da inquietação que acompanha o artista há anos. O contato cotidiano com a realidade das pessoas em situação de rua e a sensação de impotência diante da crescente falta de humanidade nas grandes cidades tornaram-se o ponto de partida para a pesquisa desenvolvida desde 2020.

"Minha angústia é a falta de humanidade. Convivo diariamente com cenas que me atravessam e permanecem comigo. A pintura foi a forma que encontrei de transformar esse incômodo em reflexão", afirma Maazo. Segundo a curadora Michaela A F, os tecidos ocupam um papel central na construção da série, revelando e ocultando simultaneamente figuras, formas e significados. "Em alguns momentos, deixam de remeter a um corpo específico e passam a operar como símbolos abertos, evocando vestígios cuja significação permanece em suspensão".

Formado em Belas Artes, Maazo desenvolveu grande parte de sua trajetória artística em Salvador, onde realizou sua última exposição individual, no Palacete das Artes, atual Museu Rodin Bahia. Desde então, participou de exposições coletivas e salões de arte, mantendo ativa sua pesquisa artística e integrando um grupo permanente de cinco artistas que se reúne para discutir processos criativos e arte contemporânea.

Hoje, mantém seu ateliê no Espaço República, ambiente que considera fundamental para o desenvolvimento de seu trabalho. A convivência diária com outros artistas e o incentivo promovido pelo gestor do espaço, o artista plástico Philip Haji-Touma, ampliam as oportunidades de diálogo, intercâmbio e circulação de sua produção. 

"Uma exposição sempre muda quando sai do ateliê e encontra o público. É nesse momento que o trabalho ganha outra dimensão. Minha expectativa é que as pessoas percorram esse caminho comigo e construam suas próprias interpretações", conclui Maazo. 


Serviço
Exposição "Tudo Sobre Mim"
Entrada gratuita
Artista: Maazo Heck
Curadoria: Michaela A F
Período: 23 de julho a 3 de agosto
Horário de visitação: das 13h00 às 19h00
Espaço República | Avenida São Luís, 86, 5º andar - São Paulo
Programação especial: 25 de julho | 15h00 às 16h00: pintura ao vivo e bate-papo com o artista Maazo Heck e a curadora Michaela A F
1º de agosto | 15h00 às 16h00: visita guiada com o artista Maazo Heck e a curadora Michaela A F

.: “Preta Gil nunca teve medo de revelar a sua essência para o mundo”, destaca Mini Kerti em "Meu Nome É Preta"


Produzida pela Conspiração, série de quatro episódios se aprofunda em momentos íntimos da trajetória da artista, com depoimentos inéditos de familiares e amigos. Imagem: divulgação


Conhecida pela irreverência, amor escancarado pelos amigos e a coragem de viver sem filtros, a cantora Preta Gil fez da vida uma celebração de afeto e liberdade. Um ano após o falecimento dela, o público poderá revisitar sua trajetória a partir desta segunda-feira, dia 20 de julho, com a estreia da série "Meu Nome É Preta", original do Globoplay. Dividida em quatro episódios, a produção reconstrói a história da artista a partir do olhar daqueles que compartilharam sua vida, compondo um mosaico afetivo sobre seu legado. Produzida pela Conspiração e dirigida por Mini Kerti, a obra terá o primeiro episódio disponível e aberto para todo o público, incluindo não assinantes do streaming

Para dar forma a essa narrativa, a produção resgata registros históricos e familiares raros, incluindo filmes inéditos em Super 8 de sua infância na Bahia, a vivência de Gilberto Gil e Sandra Gadelha, e imagens comoventes do seu irmão Pedro Gil, falecido em 1990. Em contraste com essa atmosfera íntima, os arquivos de mídia dos anos 2000 relembram os embates públicos enfrentados pela cantora, evidenciando seu pioneirismo ao pautar discussões sobre corpo, orientação sexual e diversidade quando esses temas ainda eram tabus. “Fizemos um recorte que narra sua vida a partir dos acontecimentos marcantes que mudaram seu rumo: a morte do irmão mais velho ainda na adolescência, o primeiro disco em que posou nua na capa, a criação da Noite Preta, depois o Bloco da Preta”, descreve a diretora Mini Kerti. 

Com depoimentos inéditos que se transformam em verdadeiras cartas de amor, a obra conta com a participação especial de amigos, como Carolina Dieckmmann, Regina Casé, Duh Marinho, Gominho, Ivete Sangalo, Hugo Gloss, Alice Carvalho e Ana Carolina, bem como de familiares, entre eles, Gilberto Gil, Sandra Gadelha, Fran Gil, Flora Gil, Bela Gil, Otávio Muller e Davi Moraes, que revelam momentos importantes da jornada de Preta. A presença marcante da artista se reflete na própria estrutura da série, que coloca Preta Gil como narradora de sua história, num “diálogo” com os amigos e parentes, guiando o público por meio de um extenso trabalho de pesquisa que recupera entrevistas concedidas por ela ao longo de toda a vida. O vasto material de arquivo aborda desde o seu nascimento, passando pela maternidade, sua atuação pioneira como empresária, até sua forte ligação com o Carnaval.

 Segundo a diretora Mini Kerti, a produção evidencia a personalidade monumental de Preta, mas sem perder a sensibilidade dos bastidores. “A série mostra que Preta Gil nunca teve medo de revelar a sua essência para o mundo. Ela se conectava de forma generosa com as pessoas e se expunha impiedosamente. Ela não criava pautas, ela era a própria pauta”, pontua.

 A produtora Luísa Barbosa complementa: “O que mais surpreende ao mergulhar na história de Preta Gil é a coerência radical entre a pessoa pública e a privada. Fica claro que aquela personalidade expansiva, generosa e sem filtros que o público via era exatamente quem ela era na intimidade. Contar sua história é reconhecer a força de quem escolheu viver com autenticidade, mesmo sob julgamento constante, e evidenciar o impacto real que isso teve na cultura e no imaginário coletivo”.

A preservação dessa memória e legado estende-se para além do streaming, integrando o projeto "Quanto Mais Preta Melhor" uma homenagem da Globo à trajetória e à força da artista. No dia 20 de julho, mesma data de estreia da série do Globoplay, a TV Globo exibe o filme documental "Preta - Eu Não Ando Só". O projeto nasceu de um pedido da própria Preta Gil e é focado em sua luta contra o câncer, construído com imagens de celular gravadas por ela mesma e por sua rede de apoio durante o tratamento. O filme tem direção artística de Monica Almeida, direção de Sandra Kogut, roteiro de Renato Terra, produção executiva de Fernanda Neves e produção de Elaine Sá. 

No Globoplay, os episódios de "Meu Nome É Preta" terão publicação semanal, chegando ao streaming às segundas-feiras. O quarto e último episódio será lançado em uma data especial: no sábado, dia 8 de agosto, celebrando a efeméride de aniversário de Preta Gil. A série Original tem direção de Mini Kerti, produção de Carolina Jabor, Luísa Barbosa e Renata Brandão, roteiro de Victor Nascimento e produção associada de Flora Gil. O primeiro episódio estará disponível também para não assinantes. Confira a entrevista com a diretora Mini Kerti e com a produtora Luísa Barbosa.

 
Que significado tem, para você, contar a história de uma mulher como a Preta Gil?
Mini Kerti -
Eu chorei vários dias, nas filmagens e na ilha de edição. Preta foi muito ela mesma, sob milhares de holofotes e, muitas vezes, incompreendida, o que não é nada simples. Mas mesmo assim foi construindo uma rede enorme de afetos. Pra mim, contar a história dela é um grande desafio e uma enorme alegria. 

 
Como a trilha sonora foi pensada para dialogar com a história de Preta?
Luísa Barbosa -
A trilha sonora segue esse retrato íntimo e histórico, começando nas referências formativas de Preta, como os Doces Bárbaros e o rock anos 80 da sua prima Marina Lima, até chegar na própria carreira de Preta, marcada pela mistura de gêneros como axé, funk, MPB e pop. 

 
O que mais surpreendeu ao mergulhar na história da Preta durante o processo da série?
Mini Kerti -
A liberdade. Preta era livre e profundamente fiel a si mesma, sem medidas.

 
Quais critérios orientaram a escolha dos amigos e pessoas próximas que aparecem na série?
Luísa Barbosa -
Adotamos dois critérios centrais: reunir pessoas que ajudassem a cobrir diferentes momentos da linha do tempo de sua vida e, ao mesmo tempo, que representassem as muitas facetas que ela assumiu: filha, irmã, mãe, avó, amiga, empreendedora, influenciadora, ativista e cantora. 

 
Preta Gil sempre foi uma voz ativa em diferentes temas da atualidade. Como esses pilares foram abordados na narrativa da série?
Mini Kerti -
Esses temas diversos aparecem por meio da própria história de vida da Preta, com suas palavras, atitudes e pensamentos. De maneira clara, pessoal e íntima.

 
Que novas perspectivas a obra traz sobre sua história e legado?
Luísa Barbosa -
Ao colocar a própria Preta como narradora de sua história, a série revela suas contradições, fragilidades e afetos, oferecendo um retrato muito mais humano, profundo e complexo de sua biografia.

.: Cortez Editora celebra obras semifinalistas do Prêmio Jabuti Acadêmico 2026


Casa editorial emplacou três títulos nas categorias de Educação e Ensino e Ciências Ambientais na principal premiação de livros acadêmicos no país

A aguardada lista de semifinalistas do Prêmio Jabuti Acadêmico 2026 foi divulgada e a Cortez Editora consolida mais uma vez seu papel de protagonismo no cenário intelectual e editorial brasileiro. Com três obras selecionadas em categorias altamente competitivas, a editora paulistana reafirma seu compromisso histórico com a produção científica e pedagógica nacional.

Em Ciências Agrárias e Ciências Ambientais, o destaque da editora é a obra "Juventude e Clima: Vozes do Futuro", organizada por Alfredo Pena-Vega e Elimar Pinheiro do Nascimento. O livro joga luz sobre o papel e a percepção das novas gerações diante dos desafios socioambientais, consolidando-se como uma leitura essencial para compreender como a juventude se posiciona e se mobiliza diante do futuro do planeta.

Já em educação e ensino, a Cortez Editora emplacou duas produções de grande relevância teórica. A primeira delas é "Pedagogias Emergentes: Princípios e Práticas", sob a organização de Emerson Augusto de Medeiros, Jefferson da Silva Moreira e Maria Amélia Santoro Franco. A publicação investiga as novas configurações e práticas pedagógicas que desafiam os modelos tradicionais de ensino, oferecendo uma contribuição teórica e prática fundamental para a formação de professores e para a renovação da práxis educativa no Brasil.

A segunda indicação na categoria é o livro "Por Um Currículo Sem Fundamentos", de autoria de Alice Casimiro Lopes. A autora propõe uma profunda reflexão teórica sobre as políticas curriculares ao desafiar visões essencialistas, promovendo um debate instigante e necessário para pesquisadores, gestores e profissionais dedicados a pensar a estrutura da educação contemporânea.

A indicação destas obras reflete o DNA da Cortez Editora, cujas publicações de educação e ciências sociais são historicamente voltadas para a transformação social e para o fortalecimento da formação docente no país. Fundada pelo livreiro e editor José Xavier Cortez, a editora se tornou um dos maiores pilares da bibliografia acadêmica do país, especialmente nas áreas de Ciências Humanas, Serviço Social e Educação.

Com um acervo de quase 1.300 títulos e uma trajetória marcada pelo diálogo constante com pesquisadores e intelectuais brasileiros, a Cortez chega à semifinal do prêmio máximo do livro acadêmico com obras que traduzem debates urgentes da sociedade contemporânea. A lista de semifinalistas do Prêmio Jabuti Acadêmico celebra não apenas o rigor metodológico das pesquisas, mas a capacidade dessas obras de dialogar com os desafios do nosso tempo.

.: Filme “Judas” encara a religião e reabre feridas históricas em Jerusalém


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.

“Judas” estreia plataforma de streaming Belas Artes À La Carte  e mergulha em debates que passam pela fé, política e desejo sem perder o pulso dramático. Dirigido por Dan Wolman, veterano do cinema israelense, o longa-metragem adapta o romance homônimo de Amos Oz, lançado em mais de 30 países e frequentemente lembrado em apostas para o Prêmio Nobel de Literatura. A narrativa se passa em Jerusalém, no inverno de 1959, quando a cidade ainda carregava as marcas recentes da divisão pós-1948.

No centro da história está Shmuel Ash (Yuval Livni), um estudante que abandona a universidade após o colapso financeiro do pai e aceita trabalhar como acompanhante de Gershom Wald (Doron Tavori), um intelectual idoso, debilitado e ávido por conversa. A rotina da casa gira em torno de longas discussões sobre religião e história, especialmente a figura de Jesus e o papel de Judas Iscariotes - tema da tese inacabada de Shmuel. É nesse ambiente carregado de ideias que surge Atalia (Einav Markel), nora viúva de Wald, presença enigmática que desloca o jovem protagonista para um território afetivo tão instável quanto as convicções dele.

A adaptação de um livro conhecido pela densidade filosófica exigiu escolhas radicais de roteiro. Shoshi Wolman opta por preservar o embate verbal como motor dramático, sustentando a tensão em diálogos que questionam versões consolidadas da história. A hipótese de Shmuel - a de que Judas teria sido o mais fiel dos apóstolos - amplia o olhar ao tocar nas origens do conflito judaico-árabe e nas raízes do antissemitismo, sem transformar o debate em discurso didático.

Dan Wolman realizou “Judas” já octogenário, reafirmando uma carreira de décadas e festivais como Cannes, Veneza e Berlim. O filme foi selecionado para eventos como o Festival Internacional de Cinema de Haifa e o Festival de Cinema Judaico de Paris, consolidando sua circulação internacional. Há também um gesto de retorno: décadas antes, o diretor já havia levado ao cinema outra obra de Amos Oz, “Meu Michael”, reforçando um diálogo persistente com o escritor. O resultado é um drama que prefere o confronto de ideias à ação física, sem abrir mão de intensidade.


Ficha técnica
“Judas” | “Judas” (título original)
Gênero: drama. Duração: 84 minutos. Classificação indicativa: 14 anos. Ano de produção: 2022. Idioma: hebraico. Direção: Dan Wolman. Roteiro: Shoshi Wolman, baseado no romance de Amos Oz. Elenco: Yuval Livni, Doron Tavori, Einav Markel. Distribuição no Brasil: Belas Artes à La Carte. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte.


Assine o Belas Artes À La Carte, o streaming para quem ama cinema de verdade
A equipe do portal Resenhando.com acompanha parte da cobertura cinematográfica por meio da Belas Artes À La Carte, plataforma brasileira dedicada ao cinema de arte, clássicos e produções premiadas de diferentes países. Criado pelo grupo responsável pelo tradicional cinema Belas Artes, em São Paulo, em parceria com a Pandora Filmes, o serviço reúne um catálogo com curadoria especializada, incluindo obras raras, títulos restaurados e destaques de festivais internacionais. Para acessar o catálogo completo, conferir os lançamentos semanais e realizar a assinatura, basta acessar o site ou aplicativo da plataforma. Os planos têm valores acessíveis, com opção mensal e anual, além de locação avulsa para títulos específicos. Você pode assinar o Belas Artes À La Carte neste link.

domingo, 19 de julho de 2026

.: "Viva" Vida!" celebra a Terra com a força camaleônica de Regina Casé


Por Eduardo Caetanojornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.

Regina Casé, musa de Caetano Veloso, para quem ele compôs a música “Rapte-me, Camaleoa” está em cartaz com o espetáculo “Viva! Vida!”, em São Paulo. O solo escrito por Estêvão Ciavatta e dirigido por Daniela Thomas traz Regina transbordando todo o seu talento enquanto apresenta a biografia da Terra. O DNA do Planeta é surpreendente, mas não tanto quanto a capacidade camaleônica de Regina em nos contar esta trajetória fascinante.

Domingo passado fui a São Paulo assistir ao espetáculo. Confesso que foi um "Programa Legal". Havia uma "Muvuca" na entrada do Teatro Sérgio Cardoso, todos ansiosos, mas talvez não tanto quanto eu. Fã da Regina desde muito criança, dos tempos de "TV Pirata", confesso que não estou nada seguro para escrever sobre este solo, mas vou atender ao pedido (e apelo) do meu grande amigo Helder Moraes Miranda para o Portal Resenhando.com.

Na plateia imensa e lotada, eu era pequenininho. Tipo um Plutão. E ela, no palco, gigante diante da Terra, brincava com aquela bolinha azul como se fosse Michael Jordan. Regina, que no latim significa rainha, reina diante do público e faz toda a galáxia gravitar ao seu redor. Poeira de estrelas que somos, Regina resgata a nossa condição galáctica ao mesmo que nos lembra do nosso parentesco com o outro, as samambaias e as baratas.

A jornada da vida na Terra tem milhões de anos e o Planeta outros tantos bilhões de existência. Atravessa do Sagrado ao científico. Vai da imensidão da floresta ao pé de boldo no quintal. Do cosmos ao toque do celular. Da teia de aranha ao colo de Nossa Senhora protegendo o Menino Jesus na fuga para o Egito. E cabe numa única célula. Literalmente, Regina tem o Mundo em suas mãos e nos faz repensar sobre as mãos que governam o mundo. 

Atriz, diretora, mulher, mãe, apresentadora, avó, esposa, roteirista e onça, a camaleoa interage com a plateia emprestando às árvores o seu protagonismo. Sobrinha da Tia Julinha, carioca da gema, soteropolitana por mérito e pernambucana legitimada pela lei, Regina é múltipla. Emociona e arranca gargalhadas com a mesma intensidade. Aborda a rotina, o algoritmo, o tomate do nhoque, o candomblé, os yanomamis e as cianobactérias. Vai do profano e ao Sagrado num piscar de olhos, costurando os temas, que nem vagonite.

Regina faz das notificações do WhtasApp e do toque do celular seus aliados, enquanto nos alerta sobre a urgência de uma sociedade sustentável. Com o aquecimento global, o Planeta Esquenta! Mas não do jeito que a gente gosta e merece. Mudança climática não é praia. É enchente. É deserto! Por isso, a importância de tratarmos a Terra com Amor de Mãe.

De quinta a domingo, até dia 2 de agosto, “Viva! Vida!” está em turnê em São Paulo, no Teatro Sérgio Cardoso. Domingo é final de Copa do Mundo e alguém pode perguntar: “Que horas ela volta?” e a resposta é que neste dia o solo foi mais cedo, ao meio-dia.

Enquanto a Terra é gerada no ventre da sobrinha da Tia Julinha, refletimos sobre a potência da vida. Camaleoa, diante de nós Regina é o Sol. E para relembrar a capacidade de reinvenção da Mãe Natureza, a onça nos dá uma aula sobre fotossíntese utilizando o seu farol em verso, caetaneando: 🎶 “Luz do sol/ Que a folha traga e traduz/ Em verde novo/ Em folha, em graça, em vida, em força, em luz”🎶. Caetano que também sou, fui raptado.


Ficha técnica e serviço
Espetáculo “Viva! Vida!”

Elenco: Regina Casé
Roteiro: Estêvão Ciavatta
Direção: Daniela Thomas
Teatro Sérgio Cardoso (Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista – São Paulo – SP)
Até dia 2 de agosto
Quinta-feira a sábado, às 20h00. Domingos, às 17h00.

sábado, 18 de julho de 2026

.: Livro de Juliana Dal Piva é semifinalista do Jabuti Acadêmico


Obra "Crime Sem Castigo" é publicada pela Matrix Editora e esmiúça como foram descobertos os assassinos do ex-deputado federal após mais de 40 anos do desaparecimento. Foto: Custódio Coimbra


O livro "Crime Sem Castigo - Como os Militares Mataram Rubens Paiva", escrito pela jornalista investigativa Juliana Dal Piva e publicado pela Matrix Editora, é semifinalista na categoria Comunicação e Informação da 3ª edição do Prêmio Jabuti Acadêmico. A obra apresenta mais de quatro décadas de investigações sobre a prisão e o desaparecimento do ex-deputado Rubens Paiva, reunindo documentos inéditos sobre o caso desde os anos 1970.

A premiação, organizada e promovida pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), prestigia obras acadêmicas, científicas, técnicas e profissionais. Os cinco finalistas serão anunciados em 27 de julho, às 15h30, durante a 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Niterói (RJ).

Após anos apurando o desaparecimento, a autora decidiu estudar o caso em seu mestrado. Em 2014, foi aberto na Justiça Federal do Rio de Janeiro, um processo criminal contra cinco militares acusados pela morte e ocultação do cadáver de Rubens Paiva. Foi a primeira vez, em quase 30 anos, que um juiz federal aceitou denúncia criminal do Ministério Público Federal (MPF) por um homicídio cometido durante a ditadura. O fato se tornou, para os familiares das vítimas da ditadura militar, uma das maiores vitórias no Judiciário desde a redemocratização.

As páginas, porém, voltam a 16 de fevereiro de 1971, quando alguns dias após deixar a prisão, Eunice Paiva escreveu uma dolorosa e dura carta ao então ministro da Justiça e presidente do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH), Alfredo Buzaid. Esses foram os primeiros escritos em que a esposa de Rubens relatou o drama vivido pela família e onde registra o início de sua busca pelo paradeiro do marido.

À época, ela contou aos conselheiros detalhes sobre a sua injustificada prisão, em 21 de janeiro daquele ano, junto com a filha adolescente. As principais reivindicações, entretanto, era a falta de informações dos órgãos responsáveis sobre a situação e a localização de Rubens. Por quase uma década, Eunice lutou, sem sucesso, pela abertura de uma investigação. O livro também retrata como ela atuou para que, já no governo Sarney, em 1986, a PF finalmente instaurasse um inquérito do caso, quase 15 anos depois do desaparecimento de Rubens.

Crime sem Castigo expõe que a busca pela identificação dos responsáveis pela prisão do ex-deputado federal ganhou decisivos contornos a partir de 2011, com a instalação da Comissão Nacional da Verdade (CNV) e o trabalho de investigação do Grupo de Justiça de Transição do MPF, no Rio de Janeiro.

Dois depoimentos inéditos de militares envolvidos na sindicância de 1971 e no Inquérito Policial-Militar (IPM) de 1986 e 1987, com novas informações sobre as circunstâncias da prisão e da morte de Rubens permitiram que o MPF finalmente pudesse oferecer uma denúncia apontando os responsáveis pelo crime. Ao longo do livro, a jornalista também expõe como o trabalho investigativo de alguns jornalistas foi fundamental para o avanço do caso.

Estão anexados à obra documentos inéditos sobre como o Serviço Nacional de Informações (SNI) monitorou Eunice e também as iniciativas de investigação do desaparecimento de Rubens Paiva. Além disso, a autora encontrou, no acervo do SNI, o primeiro documento produzido pela ditadura que identifica o ex-deputado como “falecido” em 1977. Até o fim do governo de João Figueiredo, o Exército sustentava que Paiva tinha “fugido”, em uma mentira escandalosa.

A autora também faz a trajetória do caso de 1971 até 2014. Juliana acompanhou e, descreve na obra, a única audiência no Judiciário em que os cinco militares apontados como assassinos de Paiva estiveram presentes. O lançamento é fundamental para quem deseja se aprofundar neste que é um dos casos mais emblemáticos do país, agora reavivado também no cinema brasileiro com o lançamento do filme “Ainda estou aqui”. Compre o livro "Crime Sem Castigo - Como os Militares Mataram Rubens Paiva" neste link.


Sobre a autora 
Juliana Dal Piva é jornalista formada pela UFSC com mestrado no Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da FGV-Rio. Atualmente, é repórter do Centro Latino-americano de Investigação Jornalística (CLIP) e colunista do ICL Notícias. Foi repórter especial do jornal O Globo e colunista do portal UOL. Venceu diversos prêmios de jornalismo. Entre eles, o prêmio Relatoría para la Libertad de Expresión (RELE), da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, em 2019. Apresentadora do podcast "A Vida Secreta do Jair" e autora do livro “O Negócio do Jair: a História Proibida do Clã Bolsonaro”, best-seller em 2022 e finalista do prêmio Jabuti de 2023. Compre os livros de Juliana Dal Piva neste link.

.: Teatro: "Abracadabra - O Circo Musical" une arte e conscientização sobre a água


Com patrocínio da Sabesp, a superprodução circense leva ao público uma experiência imersiva que combina música, acrobacias e mensagens sobre a importância da preservação dos recursos hídricos. Foto: divulgação / Sabesp

O espetáculo "Abracasabra - O Circo Musical", superprodução do Reder Circus em homenagem aos 90 anos de Dedé Santana, estará em cartaz até novembro, na Arena Sabesp, que fica no Mooca Plaza Shopping, em São Paulo. Patrocinada pela Sabesp por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a atração será apresentada na Arena Sabesp e promete reunir entretenimento, música, ilusionismo, acrobacias e tecnologia em uma experiência voltada para toda a família.

O espetáculo reúne mais de 60 artistas em cena, orquestra ao vivo e participação especial do medalhista olímpico Diego Hypólito. Além de celebrar a trajetória de um dos maiores nomes do humor brasileiro, a produção incorpora, de forma lúdica, mensagens sobre a importância da água, do saneamento e do uso consciente dos recursos hídricos, conectando entretenimento e conscientização ambiental.

Ao apoiar o projeto, a Sabesp reforça seu compromisso com o incentivo à cultura e com iniciativas que promovem educação, cidadania e desenvolvimento social. O patrocínio também amplia a presença institucional da Companhia por meio do naming Arena Sabesp, fortalecendo a associação da marca a experiências culturais de qualidade.

Durante toda a temporada, a Sabesp promoverá ativações voltadas ao público infantil e às famílias. Entre elas, estará um espaço dedicado ao Clubinho Sabesp, onde as crianças poderão participar de atividades educativas sobre água e saneamento. Ao longo das apresentações, o público também será convidado a participar de jogos de perguntas e respostas sobre o uso consciente da água e a importância do saneamento básico, com distribuição de brindes.

Com uma programação que combina arte, humor, música e tecnologia, o espetáculo transforma o universo do circo em um espaço de aprendizado e diversão, reforçando a importância da água como elemento essencial para a vida e para o desenvolvimento das cidades.
 

Serviço
"Abracadabra - O Circo Musical"
Temporada: de julho a novembro de 2026.
Horários: quintas e sextas-feiras, às 19h45. Sábados, às 16h00 e às 19h30. Domingos, às 15h00 e às 18h30.
Local: Arena Sabesp – Mooca Plaza Shopping
Rua Capitão Pacheco e Chaves, 313 – Vila Prudente – São Paulo/SP

Atrações
Dedé Santana, em comemoração aos seus 90 anos;
Participação especial de Diego Hypólito;
Mais de 60 artistas em cena;
Orquestra ao vivo;
Ilusionismo e acrobacias.

.: Aos 40 anos, Companhia das Letras na 24ª Flip leva casa para a festa


Mais de 50 autores publicados pela Companhia das Letras participam da programação em Paraty. Zadie Smith, Ève Guerra, Milton Hatoum, Andréa del Fuego, Andrea Bajani e Drauzio Varella estão na programação oficial da Flip
 
A Companhia das Letras estará na 24ª Flip - Festa Literária Internacional de Paraty, que ocorrerá entre 22 e 26 de julho, no centro histórico da cidade. Além de marcar presença com mais de 50 autores na programação, a editora traz como grande destaque para esta edição da festa literária a Casa Companhia das Letras, um espaço de convivência que celebra o aniversário de 40 anos da editora e pretende ser um ponto de encontro para leitores, autores e livros. Na sexta, dia 24, às 17h00, a Companhia oferecerá ao público da Flip um presente especial: uma roda de samba gratuita na Praça da Bandeira, no Centro Histórico, com o grupo local Samba da Benção.  
 
Casa Companhia das Letras. Localizada na Rua da Matriz, nº 107, e aberta de quinta a sábado, a Casa Companhia das Letras convida o público a viver a literatura de diferentes maneiras. Levando para a Flip a campanha livro é companhia, que marca os 40 anos da Companhia das Letras, a casa terá uma cabine fotográfica gratuita na qual os visitantes poderão registrar sua passagem pela festa literária. Os leitores também poderão ouvir audiobooks narrados pelos próprios autores e degustar os aperitivos e bebidas do Gastromar, parceiro da editora pelo segundo ano consecutivo.
 
Além dos livros, que serão vendidos na casa pela Livraria da Travessa, o público vai encontrar produtos exclusivos da Companhia das Letras, como o boné leitora, a bandeira leitora latina, e itens especiais feitos em collab com marcas parceiras: uma Tote Bag comemorativa dos 40 anos, da Toró, e a placa decorativa esmaltada livro é companhia, produzida pela marca Um canto lá de casa. Na compra de dois livros, o leitor ganhará uma ecobag. Brindes também serão distribuídos.
 
Haverá, ainda, uma programação especial voltada a todas as idades, com bate-papos, lançamentos, contação de histórias e oficinas de arte. Luiz Schwarcz e Paulo Henriques Britto serão os convidados da edição ao vivo do podcast Rádio Companhia, apresentado pela editora Stéphanie Roque. Autores e autoras publicados pela Companhia farão leituras de trechos de livros que marcaram suas vidas aos longos dos 40 anos da editora. A programação completa da Casa Companhia das Letras pode ser vista mais abaixo.
 
Programação principal. Neste ano, a Companhia das Letras marca presença na programação oficial da Flip com nomes nacionais e internacionais. Na quinta-feira, às 17h00, o italiano Andrea Bajani compõe a mesa “a infância volta devagarinho” ao lado de Maria Esther Maciel, com mediação de Anabela Mota Ribeiro. No sábado, às 19h00, a autora inglesa Zadie Smith sobe ao palco para a conversa “e este chão não existe, e esta paz é vertigem”, mediada por Juliana Borges. No domingo, às 10h00, a francesa Ève Guerra encerra a participação da Companhia das Letras no programa principal da Flip, na mesa “a porta está aberta”, com Ernesto Mané e mediação de Adriana Ferreira Lima. Os brasileiros Milton Hatoum, Drauzio Varella e Andréa del Fuego também estarão no Auditório da Matriz.
 
Programação paralela. Ao longo dos dias, diversos autores que publicam nos diferentes selos da Companhia farão parte da programação paralela em casas parceiras.  Amyr Klink participa da conversa “100 dias – Entre o livro e o filme”, sobre o filme baseado em seu livro Cem dias entre céu e mar, publicado pela Companhia das Letras e que acaba de ganhar uma nova edição. O encontro acontecerá no dia 23 de julho, às 17h, na Casa da Cultura.  Lilia M. Schwarcz e Heloísa Starling estarão na mesa “Brasil: Uma Biografia. Que Novos Capítulos Já Escrevemos Neste Quarto de Século?”, sob mediação de Guilherme Amado, na casa Brasil de Histórias, na sexta-feira, às 18h30.  A livraria das Marés receberá nomes como Eucanaã Ferraz, Alice Sant'Anna, Natalia Timerman e Jeovanna Vieira.
 
Para os pequenos. Na Flipinha, nomes como Kammal João, Madu Costa e André Gravatá participarão de atividades, desde oficinas e contação de histórias a encontros literários. Na Livraria das Marés, serão realizados bate-papos seguidos de sessões de autógrafos com diversos autores da casa, dentre eles Marília Garcia, Eva Potiguara, Isabella Miranda, Eva Uviedo e Janaina Tokitaka. Autores da Companhia participarão também da FlipEduca, uma programação voltada a educadores e pessoas interessadas no debate sobre educação. Nesses encontros, serão discutidos temas como literatura negra nas escolas e clubes de leitura. Nomes como Calila das Mercês, Maitê Freitas e Caco Galhardo compõem o programa. Confira a programação exclusiva da Companhia das Letras na 24ª Flip:
 
23 de julho - Quinta-feira
11h00 - Livro é Companhia para as Infâncias 
Lançamento do livro Uma casa, de Alice Sant’Anna e Kammal João
Atividade com sessão de autógrafos, narração de histórias e oficina de arte. 
Local: Casa Companhia das Letras
 
24 de julho - Sexta-feira 
11h00 - Livro é Companhia para as Infâncias 
Eva Potiguara, Madu Costa, Rodrigo Andrade e Waldete Tristão
Atividade com sessão de autógrafos, narração de histórias e oficina de arte. 
Lançamento coletivo dos livros: Do Òrun ao Àiyé, Biguru e Tudo é mar
Local: Casa Companhia das Letras

15h00 - Livro é Companhia para Imaginar
"Invernagem: Uma História, Múltiplos Relatos"
Nesta conversa, Marina Person recebe Alice Sant'Anna (Companhia das Letras), Estela Renner (Maria Farinha Filmes) e Elisa Chalfon (Netflix Brasil) para contar como a história de Tamara Klink, a primeira velejadora mulher já registrada a fazer uma invernagem em solitário, extrapola a narrativa escrita e ganha nova vida em documentário ainda inédito.
Local: Casa Companhia das Letras

17h00 - Roda de samba da Companhia
Grupo Samba da Benção
Local: Praça da Bandeira - Paraty
Entrada gratuita
 
25 de julho - Sábado
11h00 - Rádio Companhia ao vivo
Paulo Henriques Britto e Luiz Schwarcz
Local: Casa Companhia das Letras

15h00 - Livro é Companhia: Com a Palavra, os Autores 
Autores da editora apresentam trechos de livros que fizeram companhia a eles em momentos importantes da vida.
Local: Casa Companhia das Letras
 
Serviço:
Casa Companhia das Letras
Funcionamento: 23 a 25 de julho (quinta, sexta e sábado)
Horário: 10h00 às 22h00 – Gastromar aberto das 14h às 22h.

.: Biblioteca de São Paulo diversas atividades na programação de julho


A programação inclui ainda a experiência coletiva "Contaí", que recebe a Trupe Arlequinos e Colombinas e a atriz Kiara Terra, na imagem. Foto: divulgação

A Biblioteca de São Paulo (BSP), equipamento da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerido pela SP Leituras, realiza, ao longo de julho, uma programação gratuita com atividades para diferentes públicos. A agenda reúne exposição multissensorial, sessões de cinema, contação de histórias, espetáculo, oficina de esgrima histórica, de amigurumis e xadrez, clubes de leitura e atividades especiais de férias. As atividades acontecem em diferentes espaços da biblioteca, são gratuitas e, em sua maioria, não exigem inscrição prévia, com vagas preenchidas por ordem de chegada.

Entre os destaques está a exposição "Sentir pra Ver: Gêneros da Pintura na Pinacoteca de São Paulo", em cartaz até 2 de agosto, no piso térreo. Com recursos multissensoriais, como reproduções em relevo, audiodescrição e videolibras, a mostra apresenta 14 reproduções fotográficas de obras do acervo da Pinacoteca, abrangendo natureza-morta, retrato, paisagem e abstração, com acesso garantido a pessoas com deficiência. Ao longo de julho, o espaço também recebe a programação Férias na Biblioteca, que ocupa o período de recesso escolar com atividades lúdicas para crianças e jovens, como gincana, campeonato de ping pong, jogos de tabuleiro e desafios de leitura dinâmica (datas e horários abaixo).

O BiblioCine exibe filmes para toda a família com distribuição de pipoca. No dia 19 de julho, às 15h00, a programação traz "DC Liga dos Superpets", animação que acompanha Krypto, o Supercão, em uma missão de resgate ao lado de animais com superpoderes. Já no dia 26 de julho, no mesmo horário, será exibido "Lego Ninjago - O Filme", em que pai e filho entram em um confronto épico para testar uma equipe de ninjas modernos.

No dia 19 de julho, às 14h00, a BSP recebe o espetáculo "O Gabinete de Maravilhas do Seu Lé", da companhia Furunfunfum, na tenda da biblioteca. O microcirco ambulante acoplado a uma bicicleta mistura teatro de rua, circo, física e acústica em números interativos para todas as idades. O Clube de Leitura BSP - Histórias Compartilhadas acontece no dia 18 de julho, às 15h00, com discussão sobre a obra "Crônica de Uma Morte Anunciada", de Gabriel García Márquez, com mediação de Claudia Aratangy.

A programação inclui ainda a experiência coletiva "Contaí", que recebe a Trupe Arlequinos e Colombinas no dia 18 de julho, às 15h00, com atrizes e pesquisadoras da cultura popular e Libras no teatro. No dia 25 de julho, também às 15h00, o Contaí conta com participação da atriz, escritora e pesquisadora da narrativa oral e da Sociologia da Infância Kiara Terra. No dia 25 de julho, das 16h00 às 18h00, acontece mais uma edição da batalha de rima com Carandirap.

Nos dias 25 e 26 de julho, das 10h00 às 18h00, a Federação Paulista de Esgrima Histórica realiza a primeira edição da Copa SP – Torneio de Armas Mistas, com a AEEA Stahlfechter, em que atletas combatem com espadas de diversos períodos históricos, unindo esporte, estratégia e história. Confira a programação completa abaixo.


Exposição
Até 2 de agosto -
"Sentir pra Ver: Gêneros da Pintura na Pinacoteca de São Paulo" (das 9h30 às 18h30, piso térreo)

Férias na Biblioteca
21 de julho -
Campeonato de Ping Pong (15h00)
22 de julho - Leitura Dinâmica (15h00)
23 de julho - Gincana (15h00)
24 de julho - Jogo de Adivinhações O Termo (15h00)

BiblioCine
19 de julho -
DC Liga dos Superpets (15h00, auditório)
26 de julho - Lego Ninjago – O Filme (15h00, auditório)

Contação de Histórias - "Contaí"
18 de julho -
Arlequinos e Colombinas, com Trupe Arlequinos e Colombinas (15h00, piso térreo)
25 de julho - Kiara Terra (15h00)

Carandirap
25/07 -
Batalha de rima com Carandirap (16h00)

Espetáculo
19 de julho -
 "O Gabinete de Maravilhas do Seu Lé", com Furunfunfum (14h00 às 15h00, tenda)

Oficina de Xadrez – Jogada de Mestre
19 de julho - Oficina de Xadrez – Jogada de Mestre (16h00)
26 de julho - Oficina de Xadrez – Jogada de Mestre (16h00)

Empreendedorismo BSP
18 de julho -
Oficina de bordado livre (14h00)
25 de julho, 1° e 8 de agosto - Oficina de amigurumis, com Coletivo Meiofio (14h00 às 16h00, tenda)

Clubes de leitura
18 de julho - Clube de Leitura BSP -
Histórias Compartilhadas: "Crônica de Uma Morte Anunciada", de Gabriel García Márquez (15h00)

Copa SP: Torneio de Armas Mistas
25 e 26 de julho -
Copa SP: Torneio de Armas Mistas, com AEEA Stahlfechter (10h00 às 18h00, tenda)

Oficina de demonstração - Esgrima Histórica
26 de julho
- Esgrima Histórica na BSP (10h00), com a AEEA Stahlfechter

Sarau da Juventude
26 de julho -
Sarau da Juventude com Equipe BSP (14h00)


Serviço
Biblioteca de São Paulo

Av. Cruzeiro do Sul, 2.630, Santana, Parque da Juventude, São Paulo/SP (ao lado do Metrô Carandiru – Linha 1-Azul)
Horário de funcionamento: de terça a domingo e feriados, das 9h30 às 18h30
Entrada gratuita.

.: Sesc Santos em programação gratuita dedicada às “Mulheridades Latinas”


Dentro da programação no Sesc Santos, a equatoriana Pipa Luke apresenta a intervenção circense Oceano Pacífico, que combina malabarismo, dança e bambolês ao som de músicas andinas ancestrais e sonoridades afro-equatorianas. Foto: divulgação


Em celebração ao Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, comemorado em 25 de julho, o Sesc Santos apresenta a programação especial "Mulheridades Latinas", até dia 22 de julho, reunindo convidadas da Venezuela, República Dominicana, Haiti e Equador. Por meio de vivências, oficinas e intervenções, pesquisadoras e artistas compartilham saberes, expressões artísticas, histórias e referências culturais de seus países de origem, evidenciando a pluralidade de suas identidades e as conexões entre suas trajetórias como mulheres negras migrantes da América Latina e do Caribe.

Entre os destaques da programação, Vanessa Páez (Venezuela) e Aline Lopes (Brasil) conduzem a vivência "Tr", que reúne canções e ritmos tradicionais latino-americanos às técnicas de trançado de cabelos. O encontro promove a troca de histórias de vida, experiências relacionadas à beleza e empoderamento. Jazu Weda (Haiti) apresenta Ritmos Haitianos – Folkló, experiência que convida o público a conhecer ritmos tradicionais haitianos ligados ao Folkló por meio da música e do movimento.

A equatoriana Pipa Luke apresenta a intervenção circense Oceano Pacífico, que combina malabarismo, dança e bambolês ao som de músicas andinas ancestrais e sonoridades afro-equatorianas. A artista também realiza a atividade Bambolê, proposta lúdica voltada para toda a família explorar o movimento de forma livre e divertida.

A gastronomia da República Dominicana ganha destaque na oficina Sabores da República Dominicana: Los Tres Golpes, conduzida por Luisa Salomé Alvarez. A atividade apresenta o tradicional café da manhã dominicano, conhecido como Los Tres Golpes, explorando seus principais ingredientes e as referências culturais que envolvem esse prato típico.


Serviço
"Mulheridades Latinas"
De 16 a 22 de julho de 2026
Sesc Santos
sescsp.org.br/santos


Vivências
Dia 18 de julho.
 "Trançar Mulheridades Latinas". Com Vanessa Páez (Venezuela) e Aline Lopes (Brasil). Quinta, 14h às 16h. Sábado,15h às 16h30. Sala 1 | Grátis – Inscrições 15 min. antes | A partir de 16 anos.

Dia 18 de julho. "Ritmos Haitianos - Folklò". Com Jazu Weda (Haiti). Sábado, 11h às 12h. Foyer do Teatro | Grátis – Inscrições 15 min. antes | Todas as idades.

Dia 19 de julho. "Vivência de Bambolê". Com Pipa Luke (Equador). Domingo, 15h às 17h | Convivência | Grátis – Inscrições 15 min. antes | Todas as idades.


Intervenção
Dia 19 de julho.
"Oceano Pacífico". Com Pipa Luke (Equador). Domingo, 14h30 às 15h | Convivência | Grátis – Inscrições 15 min. antes | Todas as idades.

Oficina
Dia 22 de julho.
 "Sabores da República Dominicana: Los Tres Golpes". Com Luisa Salomé Alvarez (República Dominicana). Quarta, 15h às 16h | Foyer do Teatro | Grátis – Inscrições 15 min. antes | A partir de 16 anos.


Sesc Santos   

Rua Conselheiro Ribas, 136, Aparecida
(13) 3278-9800  
sescsp.org.br/santos
Instagram. Facebook. @sescsantos     


 

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