domingo, 26 de abril de 2026

.: Entrevista com Ana Paula Renault, a campeã do "BBB 26"


Dez anos após a polêmica participação no "BBB 16", a veterana retornou ao reality com intensidade, sem máscaras e sem medo de se expor. Foto: Beatriz Damy

Ela entrou de cabeça no jogo e não escondia de ninguém: “estou aqui pelo prêmio”. Na noite da última terça-feira, dia 21 de abril, Ana Paula Renault se consagrou como a grande campeã do "BBB 26", conquistando 75,94% dos votos em uma trajetória marcada pela autenticidade e determinação. Dez anos após a polêmica participação no "BBB 16", a veterana retornou ao reality com intensidade, sem máscaras e sem medo de se expor. Transformou a sinceridade em estratégia, revelou o jogo dos adversários e conquistou a confiança do público. Entre embates memoráveis, ironias afiadas e uma postura firme diante das divergências, Ana Paula mostrou que não apenas participou do programa, mas mergulhou de corpo e alma na disputa e saiu vitoriosa.
 
"Entrei sem estratégia definida, porque achava que precisava sentir o elenco e o jogo. [...] Minha estratégia acabou sendo expor a estratégia dos outros, porque desde o primeiro dia eu dizia que estava jogando. Muitos floreavam objetivos diferentes, pareciam ter vergonha de admitir que estavam lá pelo dinheiro, mesmo estando numa casa cheia de diamantes, ouro e dinheiro na decoração. Alguns forjavam personagens: um era o bom moço, a outra a gatinha... Eu observava isso e sentia a obrigação de expor para o público, para que nos julgassem de forma transparente. Então, meu jogo era expor o jogo dos outros e irritar quem me irritava", conta. Na entrevista a seguir, Ana Paula analisa os principais acontecimentos e estratégias de jogo que a levaram ao primeiro lugar.
 
Depois de dez anos da sua primeira participação no reality, você aceitou o desafio de retornar ao Big Brother Brasil. Quais foram as maiores diferenças entre essas duas experiências? 
Ana Paula Renault - Eu acho que a principal diferença foi o meu foco. No "BBB 16" eu entrei para viver uma experiência dentro dos Estúdios Globo, queria entender como era a casa do "BBB". Achei que ficaria apenas uma semana, para depois contar às minhas amigas como tinha sido. Minha irmã mais nova sempre foi muito fã do programa, ela assinava o pay-per-view porque naquela época era na TV a cabo. Então, ela me incentivou a ir, nem que fosse só para conhecer e contar para ela como era. Entrei nesse novo mundo mais na brincadeira, pela diversão, pelo oba-oba de estar na Globo. Já agora, 10 anos depois, entrei focadíssima na missão que meu pai me deu. Alcancei meu objetivo graças a todas as pessoas que me apoiaram do início ao fim, porque nada teria valido a pena sem elas. Tenho plena convicção de que cumpri minha missão porque o público esteve comigo.
 

Durante a competição, você foi vista como uma jogadora estratégica e sagaz. Quais eram suas estratégias de jogo para conquistar o grande prêmio?
Ana Paula Renault - Entrei sem estratégia definida, porque achava que precisava sentir o elenco e o jogo. Falei isso mais de uma vez. As coisas foram se desenhando naturalmente, eu fui percebendo situações que caíam no meu colo. A partir desse desenho, fui juntando pontos, cada participante dava uma nota e eu fui dançando conforme a música. Minha estratégia acabou sendo expor a estratégia dos outros, porque desde o primeiro dia eu dizia que estava jogando. Muitos floreavam objetivos diferentes, pareciam ter vergonha de admitir que estavam lá pelo dinheiro, mesmo estando numa casa cheia de diamantes, ouro e dinheiro na decoração. Alguns forjavam personagens: um era o bom moço, a outra a gatinha... Eu observava isso e sentia a obrigação de expor para o público, para que nos julgassem de forma transparente. Então, meu jogo era expor o jogo dos outros e irritar quem me irritava.

 
Junto com Juliano, Milena e Samira você formou o grupo dos "Eternos", que em determinado momento se juntou ao grupo do quarto “Sonho do grande Amor”. Depois de algum tempo, esse grande grupo rachou. Na sua opinião, qual foi o motivo desse rompimento? 
Ana Paula Renault - Com o grupo do "rendez vous" — vamos dar nome aos bois — já me disseram que eu estava ofendendo pais e mães de família, mas eu sou bruxona e desumana, ofendo gratuitamente. Então pode colocar que será "rendez vous" pra sempre, só de ódio, pra irritar quem me irrita. Meu objetivo era nos salvar do quarto voar, mas em determinado momento eles chegavam com três opções de voto e não nos escutavam. Os homens achavam que sabiam de tudo, teorizavam como Mestres dos Magos. Depois compraram as caixas do poder, sabiam que havia algo dentro e não nos contaram. Mentiram para a Tia Milena dizendo que não tinha nada, quando na verdade havia coisas, ainda que bobagens. Um dia, na academia, durante manutenção interna, o Juliano comentou sobre o conteúdo das caixas e o Babu e o Boneco começaram a cortar a fala dele. Olhei para Milena e Samira e entendemos que estavam nos privando de informações. Percebemos que só nos usavam e que aquilo acabaria. Então decidimos fazer nosso próprio jogo, juntos ou separados, mas sem mais fazer parte de um grupo que não nos escutava nem trocava de forma digna.
 

Os “Eternos” permaneceram juntos apesar das divergências internas. Como você ajudava a equilibrar essas diferenças entre os integrantes do quarto? 
Ana Paula Renault - Tentando manter a lucidez de todos. Eu sou uma pessoa que tem antipatias fortes e fico cega por elas, e falava muito isso com Juliano, Milena e Samira. Gostava de ouvir as opiniões deles sobre nossos adversários e até sobre mim mesma. Essa troca genuína nos mantinha lúcidos. Respeitávamos muito uns aos outros e aprendi que devemos aprender com todo mundo, porque não existem verdades absolutas. Acho que foi isso que nos manteve unidos ao longo do trajeto.
 

Um dos seus destaques no "BBB 26" foram os apelidos que você criou para seus adversários, e a forma bem-humorada e irônica com que conduzia as conversas. De que forma isso a ajudou no jogo?
Ana Paula Renault - Isso me ajudava a não sucumbir. As pessoas tinham julgamentos muito fortes e distantes da realidade sobre mim, muitas vezes perversos, que me diminuíam. Se o público comprasse essas ideias, eu estaria ferrada para o resto da vida, e isso sempre martelava na minha cabeça. Então, quando vi que não entendiam meu sarcasmo e ficavam perdidos, percebi que era uma forma de irritar todo mundo e seguir firme.
 

Enquanto esteve na casa, Alberto Cowboy e Jonas foram seus alvos no "BBB". O que te incomodava no jogo deles e qual era sua estratégia para eliminá-los? 
Ana Paula Renault - Os dois se faziam de bons moços, defensores da moral e dos bons costumes, mas nós entendíamos que não era bem assim. Eles escorregavam quando esse personagem não estava presente. Tadeu sempre dizia: "a estratégia é de vocês", e eu sempre respeitei o jogo de todos. Mas achava justo que o público visse também o que eles faziam quando a máscara estremecia. Minha estratégia era mostrar quem eles realmente eram.


Quais foram os momentos mais especiais da temporada para você?
Ana Paula Renault - O dia em que entrei na casa e o dia em que saí. Marcam o início e o fim.
 

Quais são seus próximos planos depois de participar do "BBB 26"? O que deseja fazer daqui para frente? 
Ana Paula Renault - Tomar banho. Comer. Esperar a lua cheia para cortar o cabelo. Ir à minha dermatologista e continuar irritando quem me irrita. Porque o mundo não pode parar.

.: Entrevista: Milena Moreira Lages, a "Tia Milena" do "BBB 26" fez história


Com personalidade marcante, Milena Moreira Lages fez história no "Big Brother Brasil". Foto: Beatriz Damy

De volta ao mundo real, Milena tomou consciência de que fez história no "Big Brother Brasil". A Pipoca que foi mais longe na disputa em 2026 alcançou o segundo lugar no pódio da temporada. Jogadas arriscadas, conflitos e provocações frequentes fizeram parte de seu dia a dia no programa. A amizade com os “eternos” foi um dos pontos altos de sua jornada no reality show. Ao lado de Ana Paula Renault, a mineira esteve no centro dos embates que agitaram a edição, e colocou em prática atitudes controversas contra os adversários que despertaram reações diversas no público.

Além de tudo isso, a babá e recreadora mergulhou num intenso processo de autoconhecimento. Seu maior medo no "BBB", declara, era ser esquecida. Hoje, ela acredita que a rebeldia e a coragem foram características que lhe levaram tão longe. “Eu deitava na cama e pensava: ‘Gente, o que eu vou fazer?’ Era procurar uma treta ou um paredão, está entendendo? Era o único jeito de ser o centro. Machucar não dava, não era opção. Então era paredão ou tretar”, detalha. A ex-participante já planeja um possível retorno ao reality como veterana, e na entrevista a seguir, conta quais são seus planos mais próximos. Tia Milena também revela suas primeiras percepções depois de deixar o confinamento.
 

Pouco antes do final da temporada, você afirmou que não era mais a mesma pessoa que entrou pela porta no dia 12 de janeiro. O que mudou na Milena de 100 dias atrás e a Milena que saiu ontem como a segunda colocada do ‘BBB 26’? De que forma essa experiência te transformou?
Milena Moreira Lages -
Mudou tudo! Aquela Milena existiu, eu sei que ela está aqui dentro ainda, mas ela deu espaço para uma Milena melhor, para uma evolução. Essa experiência me transformou de todas as maneiras.
 

Logo nos primeiros dias na casa, você estabeleceu uma relação de amizade com a Ana Paula Renault. Como se deu essa conexão entre vocês duas? 
Milena Moreira Lages - O Brigido tirou a Ana Paula da primeira prova e logo após isso eu caí. Quando eu chego na casa, o Juliano (Floss) vem e me dá o conforto. Aí eu lembro que eu tinha brigado com a Sol e ele não deixou a Sol cair. Eu fiquei brava com ele e falei: “Cadê a Ana Paula?”. A única pessoa naquele momento que me veio à cabeça foi ela. Não vamos esquecer de quando eu entrei na casa e falei “a última é ela”. Eu falei: “Olha elaaaa, cadê o seu bordão?”. E ela com cara de “por que vocês estão esperando isso de mim?”. Foi uma conexão verdadeira e real. Se depender de mim, do meu coração e da minha mente vai permanecer igual. Nós somos eternos. Aquela frase do Tadeu eu não gostei muito, não – “Que seja eterno enquanto dure”. Mas é a mais pura verdade, porque a gente não pode entrar na mente das pessoas. Elas têm seu próprio pensamento.
 

A organização do seu pódio mudou do início do jogo para o final. Enquanto a Samira foi para o segundo lugar, a Ana Paula foi para o terceiro. O que provocou essa mudança? 
Milena Moreira Lages - Eu expliquei para a Ana Paula. A Samira estava num momento muito difícil, eu nunca vi ter medo de paredão daquele jeito. Eu era a louca que gostava do risco do paredão. E o pessoal aqui fora sofria muito com isso, porque eu praticamente pedia para ir ao paredão. Inclusive, em um que eu fui indicada, quem me indicou falou: “Ela pediu, é só por isso”. Foi uma semana que o Juliano se aproximou muito da Ana. E eu, quando eu vi aquele momento da Samira no paredão, acolhi e me aproximei muito mais dela. Quando eu vi aquilo, foi uma mega surpresa para mim, fiquei muito brava. Gente, como assim? Essa é a hora de colocar ela, essa é a hora de o público ver que os eternos são eternos ainda. Então, quando eu falei meu pódio, acho que foi uma surpresa até para Ana também, apesar de ela ter me falado que não foi tão surpresa assim, porque eu estava muito ligada à Samira. Eu fiquei muito brava com o Juliano e com a Ana. E, no fim, eles estavam certos, né? Porque foi o pódio dos dois que vingou. Eu dormi e, quando acordei, a primeira coisa que eu falei foi: “Ana, por que vocês fizeram isso com a Samira?”. Mas depois eles me explicaram e hoje eu super vejo e entendo que a gente não manda no pensamento, no coração das pessoas. É o natural, é o que a pessoa tá sentindo. Uma coisa que o Tadeu falou e a Ana falava também é que é semana após semana, dia após dia. Em um segundo pode mudar tudo, um milésimo. E mudou, né? 
 

Você foi apontada pelo público como uma das mais marcantes Pipocas do "Big Brother Brasil". O que te levou ao segundo lugar do "BBB 26", na sua opinião?  
Milena Moreira Lages - A rebeldia e o fato de não ter medo. É um conselho que eu dou sempre para quem se inscreve: vá sem medo. Você vai sofrer depois... porque agora a minha ficha está caindo. Eu desliguei o botão daqui de fora, eu me priorizei. Lá era a minha vida, era como se não existisse ninguém aqui fora. Eu precisava disso para viver lá dentro. Eu precisava desligar a conexão que eu tinha aqui fora para me conectar lá dentro. Só que eu voltei, eu tenho a conexão e o botão teve que ser ligado novamente. É como a gente sempre disse lá: nunca julgar externo, sempre jogar com as armas que nós temos dentro da casa. E cancelar pessoas também não, tá, gente? Nessa edição não tem cancelamento. É uma edição divertida, legal e histórica, como muitos disseram. Então, zero cancelamento, viu? 
 

Você também foi reconhecida pelo jogo arriscado e dizia, lá dentro, que gostava da adrenalina. Qual era a sua estratégia para vencer o "BBB"? 
Milena Moreira Lages - Eu deitava na cama e pensava: “Gente, o que eu vou fazer?” Era procurar uma treta ou um paredão, está entendendo? Era o único jeito de ser o centro. Machucar não dava, não era opção. Então era paredão ou tretar. E treta sem sentido não dava certo. Falei: “O único jeito é o paredão. Vambora, vou atrás dos meus embates e vou desafiar eles. Você é corajoso? Me coloca". E eles me colocavam. Eram os dias em que eu dormia melhor. Todo mundo louco lá dentro por não querer sair; o povo aqui fora arrancando os cabelos. Eu deitava e dormia. Inclusive o Tadeu falava: “Mas que confiança é essa?”. Era porque eu sabia que quem me olha não dorme e os vivos aqui fora também não dormiam não, viu? 
 

Alberto Cowboy e Jonas foram grandes adversários seus ao longo da temporada. O que a incomodava no jogo deles? 
Milena Moreira Lages - Só eles ganhavam prova; juntos foram oito lideranças. Inclusive a liderança em dupla foi de quem? Dos dois! Por isso que eu dei o monstro para o Jonas. Com certeza um queria colocar a Ana Paula e o outro queria me colocar. Eu falei: “Gente, vamos resolver esse trem logo de uma vez? Toma o seu monstro, já que você gostou de colecionar colares. E por favor, gente, palmas pra mim”. Aí me bateram palma. Eles entraram em consenso – ainda não vi essa parte do programa – e me colocaram, tudo bem. Desde o primeiro paredão, eu não me permiti mais ser pega de surpresa. Eu com aquela mira no braço e todos falavam: “Ele não vai te colocar, ele não vai te colocar...” O que ele fez? Ele me colocou. Apesar de me incomodar o fato de não conseguir vencer prova, o público não ia tirar eles de lá porque eles ganhavam. É um mérito deles: o físico, o mental. Mas eles me incomodavam em tudo. Principalmente pela questão da Ana Paula. Eles estavam sempre ali tentando. E ela também não era uma santa, né? Ela também tentava. Nós tivemos um jogo muito parecido nessa questão de ir atrás dos embates.
 

Com a postura mais provocativa, você se tornou alvo logo na primeira semana, mas também demonstrava segurança ao encarar as berlindas. Como lidou com essa ameaça constante de deixar o reality?  
Milena Moreira Lages - A primeira foi terrível, porque na minha cabeça o primeiro que sai é sempre o esquecido. Não sei como foi com a Aline (Campos), mas nas outras edições, o primeiro nunca é lembrado. Eu sempre tive o medo de ser esquecida. Se fosse para sair, que eu tivesse feito algo que presta, algo para ser lembrada. Mas no fundo, no fundo, tinha um medo. Eu só não ia demonstrar isso para os meus adversários. Sabe por quê? Porque se eles não me conhecem, eles podem julgar o tanto que eles quiserem errado. Eu me conheço e é o que importa. Era o que a Ana sempre dizia: “A nossa vantagem é que eles não nos conhecem. Deixa eles pensarem que nós somos destemidas, que nós não temos medo”. Foi isso que nos ajudou a chegar até aqui. 
 

Quais foram os momentos mais especiais da temporada para você? E os mais difíceis? 
Milena Moreira Lages - Com certeza o primeiro foi a conexão que eu tive com a Ana, depois a conexão com a Samira. A lealdade que eu tive. E as pessoas não entendiam a lealdade que eu tinha com o Breno. Eles tinham que assistir à casa de vidro para saber o porquê. O Breno me salvou de ser desclassificada ali mesmo. Eu consegui lá dominar esse meu jeito explosivo. Eu fiquei a ponto de machucar alguém e isso não era o que eu queria. Não era nem tanto pela explosão, é porque isso não é de mim mesmo. 
 

Na prova do finalista, você se desentendeu com a Ana Paula por conta do apoio ao Leandro. Como foi essa questão para você?
Milena Moreira Lages - Eu não queria que o sonho de ninguém acabasse, essa foi a minha frase. Mas é um jogo e o sonho de alguém tem que acabar para o do outro continuar. Inclusive, não é só no jogo, na vida também. Mas aqui a gente consegue controlar um pouco; lá não, está na mão do público. Depois que eu saí do primeiro grupo, quando ficou eu, Ana, Juliano e Samira, eu tive uma certa resistência de aceitar outras pessoas. E eles me apoiaram a aceitar o boneco, porque foi o único do quarto branco e da “família feliz” que sobrou. Então, eu fui aplaudida e senti que eu estava fazendo o certo em abraçá-lo: “Você é um eterno agora”. Só que depois eu me senti mal porque parecia que eu não estava sendo fiel, não estava sendo leal com ele em querer que ele saia a qualquer custo. Sendo que ele estava no quarto, ele estava no eterno. E era isso que eu tentava explicar e eles não entenderam muito. Outra coisa que foi polêmica foi a voz. Eu amo a voz e eu sempre falei, desde o primeiro paredão, que a melhor parte é conversar com ela naquele papo com o emparedado. Aí quando a Ana veio para mim e falou: “Tia Milena, já é uma vitória. Já é grande não ter subido nós três, que era um medo desde o início.” Aí eu virei para ela e falei: “Não, a melhor parte para mim é a voz. A segunda é essa”. Aí ela largou minha mão. Mas é óbvio que eu fiquei feliz de não ir o Juliano, eu e a Ana, porque era melhor o Boneco ter saído do que eu, do que a Ana. Sobre as informações da prova, na verdade, foi mais uma brincadeira. Inclusive, ele não estava dormindo. O cara ficou seis dias no quarto branco, acordado. Você acha que numa prova, para garantir a final, ele iria vacilar e dormir? Jamais ele dormiria ali. E essa foi a informação pela qual eles brigaram comigo e o Juliano até ficou com o pé atrás de me passar... Estudar comigo, porque eu não considero que ele passou a informação. Acho que foi uma forma diferente de eu estudar, que eu pegava melhor. Aí foi uma brincadeira para descontrair, foi o susto. 
 

Se tivesse a chance, faria algo diferente no "BBB"? 
Milena Moreira Lages - Faria tudo igual. Porque se eu não tivesse feito, eu não estaria aqui onde eu estou hoje. Inclusive, eu voltarei. Eu sei que haverá novas regras, mas venho em busca do meu primeiro lugar. E que fique bem claro, eu estou muito feliz que cheguei na final e estou aqui vivendo uma vida que jamais imaginava. Eu estou mega feliz pela Ana, sério. Eu e o Juliano estamos explodindo de felicidade por ela. Ela é milionária, inclusive vai pagar a minha viagem internacional todinha (risos). O combinado é que o milionário paga. 
 

Que aprendizados ficam dessa experiência tão longa e tão intensa? 
Milena Moreira Lages - O maior aprendizado é o da descoberta, de se remontar e saber que tudo que você acredita e vive não é verdade. Ou pode ser verdade e sempre se adequar, sempre se redescobrir. Eu descobri umas dez Milenas que eu não sabia que existiam, que eu trouxe para cá. Elas vão ter que continuar dominando e é isso aí.
 

Quais são seus próximos planos depois de participar do ‘BBB 26’? O que deseja realizar daqui para frente? 
Milena Moreira Lages - Eu só queria uma casa para a minha mãe; para mim, depois eu correria atrás. Uma coisa que o "BBB" ensinou é: “jamais tenha planos”. Ou tenha planos, mas siga o baile, gente. O que vier é lucro. Inclusive, eu sei que tem muitas “publis”. Se a Globo quiser renovar comigo, se ela quiser que eu cante, eu canto. Se ela quiser que eu vire atriz, eu viro. Viro produção também... eu estou aberta a tudo. Tudo que vem é um aprendizado para o futuro, para esse novo crescimento da Milena.
 

Que amizades deseja cultivar fora da casa? 
Milena Moreira Lages - Ana, Samira e Juliano. Com os três eu desejo muito continuar aqui fora. Eu vejo os “eternos” bem velhinhos sentados ali, lembrando de tudo e rindo. É engraçado que eu crio afeto pelas pessoas muito facilmente. Mas lá eu tentei não criar esse afeto, porque a gente sofre. Não tem como amar sem sofrer. Inclusive, a Ana ficou muito brava comigo. Eu não esqueci tudo que a Jordan fez, mas naquela noite do pijama foi a primeira vez que eu me permiti olhar de verdade nos olhos dela e ter uma conversa normal, sem ter na cabeça de “ela é sua inimiga, ela é terrível; lembra de tudo o que ela fez com você...”. Eu lembrava, mas foi a primeira vez que eu me permiti olhar para ela, conversar. E eu senti realmente que ela ficou feliz ali pela minha conquista com o RBD e por estarmos os cinco ali.

.: Entrevista: Juliano Floss, no flow do "Big Brother Brasil 26"


Cheio de molejo e atitude, Juliano Floss foi um dos destaques do "BBB 26". Foto: Globo/ Beatriz Damy

Juliano Floss teve uma trajetória intensa no "BBB 26", marcada por posicionamentos firmes e muita lealdade com quem estava ao seu lado, o que o fez conquistar o público, escapar de diversos paredões e garantir seu lugar no pódio como o terceiro colocado da edição. Desde as primeiras semanas, o dançarino se destacou por não fugir de conflitos e protagonizar embates relevantes, sempre com uma leitura estratégica da casa. Estabeleceu uma amizade admirável com Ana Paula Renault e Milena Moreira Lages, com quem permaneceu até o fim. Ele foi o primeiro a garantir uma vaga na final ao vencer a Prova do Finalista. "Um momento muito especial pra mim também foi quando eu fui para o paredão falso, porque ali eu realmente achei que eu poderia estar saindo do jogo. Eu fiquei muito feliz, porque eu achei que iria embora. E quando eu voltei, deu sangue no olho pra jogar, pra continuar no game. Entrar na casa é mágico, voltar pra casa é mais mágico ainda", lembra. Na entrevista a seguir, Juliano analisa os principais acontecimentos que o levaram ao terceiro lugar e comenta quais são seus planos após o programa. 

Você alcançou o 3º lugar no pódio do "BBB 26". A que atribui essa posição no reality? Que balanço faz da sua trajetória? 
Juliano Floss - 
Nossa, eu acho muito doido, porque a gente realmente tem a sensação de que não sabe de nada. Em relação ao público mesmo. Pelo menos eu e Ana Paula, quando a gente jogava junto, a gente ligava muito os pontos. Mas nossos pontos poderiam estar errados, era o que a gente pensava, a gente jogava de acordo com os nossos achismos. Então, poderia estar certo ou errado. Então a gente não ficava pensando nisso. Só que agora ver que o público deixou a gente ficar até a final, ver “os eternos” na final, eu acho que é uma coisa muito simbólica pra gente. A gente ainda não está conseguindo raciocinar muito bem devido a tudo que aconteceu. A gente espera muito pra chegar na final e a final passa muito rápido. A gente quer ficar lá muito tempo pra aproveitar essa sensação. Mas ouvir o Tadeu falar quem ganhou foi muito incrível. Eu nem consegui dormir essa noite, porque eu estou muito feliz. Durante a minha trajetória eu tinha muita fé, mas não dava pra ter certeza de que isso ia acontecer. Então chegar de fato, depois de 100 dias lutando muito, foi uma coisa que me deixou muito orgulhoso mesmo, sabe? E sem o público isso não seria possível. Então eu estou mais feliz ainda de saber não só que eu cheguei, mas que o público foi comigo.  

 

O público acompanhou sua evolução no jogo ao longo da temporada. Em que momento percebeu que estava crescendo dentro do jogo? 
Juliano Floss - Não sei se você vai acreditar em mim, mas foi só agora que eu cheguei na final. Eu juro. Quando voltei do meu primeiro paredão, eu fiquei muito feliz. Todos os paredões são intensos, na verdade. Cada um tem um sentimento diferente. Mas, no primeiro, você realmente está mais perdido. Quando você volta do primeiro, você sente que tem alguém com você. Mas se está forte no jogo? Não tem como saber. Isso a gente até pensou em esquecer lá dentro. Jogamos com base no que a gente estava vendo e com a lealdade do nosso grupo. Mas não tinha como saber de nada mesmo. Um paredão nunca te responde nada, isso é muito doido. Na final eu vi, por exemplo, um vídeo da minha cidade, a galera usando máscara, usando faixa... e até aquele momento eu ainda não tinha conseguido processar que a gente estava na final. Eu falei isso com a tia Milena quando a gente saiu do programa. Eu perguntei: você entendeu? E ela falou: cara, eu não entendi, você entendeu? E aí a gente ficou assim, bobos de felicidade. 

 

Como integrante do grupo Camarote, você entrou no "BBB" com uma grande base de fãs. Em algum momento isso foi uma preocupação no confinamento? 
Juliano Floss - Eu optei, na verdade, por não pensar nisso. Porque, se não, eu poderia me confundir, porque eu acho que o que importava é o que estava acontecendo lá dentro mesmo. A gente conversou sobre isso várias vezes, a gente nunca julgou alguém como forte ou fraco. A gente pensava no jogo. Eu sabia que pra mim o que ia importar mais é o que eu fazia lá dentro. Mas eu sabia que poderia decepcionar muitas pessoas também. Eu acho que é mais sobre isso. Você não pensa que está forte, você pensa em quanto você pode decepcionar. Então sair e ver que tem uma galera que torceu muito me deixou muito feliz. 

 

Por algum tempo, você foi o elo entre os grupos de Babu Santana e Ana Paula Renault – a chamada “grande família” - mas quando o grupão rachou, você se viu no meio deles. Como foi lidar com essa situação e ter que escolher um lado para seguir? 
Juliano Floss - O começo foi muito complicado, pra ser sincero, porque eram duas pessoas por quem eu tinha carinho, só que eu me encaixava mais no jogo da Ana Paula, eu sempre me encaixei mais. A gente sempre conversou sobre o jogo, a gente tinha uma troca muito da hora. Com tia Milena também, eu sempre tive um carinho muito grande desde o começo do jogo. Eu preferia jogar com elas mesmo, por isso que eu estava naquele quarto desde o primeiro dia. Mas o Babu era uma pessoa que a gente estava se aproximando, começamos um grupo de nove pessoas. Eles jogavam juntos, só que chegou um momento do jogo em que eles começaram a se desentender, por causa de uma prova. E eu estava no meio.  E aí quando a gente saiu daquela prova, eles começaram a tretar já logo depois. No jogo, você pode ter uma relação de carinho pelas pessoas e não jogar junto com elas, sabe? Porque às vezes você pode não concordar com o jogo e ter uma boa troca com a pessoa. No fim, o Babu veio até mim e falou que não queria mais jogar comigo. Acabou sendo bom, porque aí eu pude conversar com ele sobre música, sobre cinema, mas jogar com quem eu concordava mais. 

 

Na reta final, você e Samira tiveram um grande desentendimento e ficaram alguns dias sem se falar. Naquele momento você achou que poderia ser o fim dos ‘eternos’? Como se sentiu quando soube que ela votou em você? 

Juliano Floss - Eu confesso que eu fiquei muito decepcionado naquele momento do jogo, porque eu não estava esperando mesmo, a gente tinha um objetivo de ir nós quatro até o fim. A gente tinha combinado de tentar fugir do paredão, de fazer estratégias pra gente ficar junto. Então, quando ela votou em mim, eu fiquei triste. Mas, de qualquer jeito, eu acho que é tudo muito intenso lá dentro. Realmente, eu não entendi na hora, foi algo que eu achei desnecessário. Mas a gente conseguiu conversar depois, a gente se resolveu. E foi triste quando ela saiu, porque a gente tinha esse negócio de “eternos até o final”, sabe? 

 

Você foi visto como alguém que conseguia manter a calma em meio ao caos. Qual foi sua maior estratégia para não se deixar levar pelas tensões da casa? 
Juliano Floss - Eu acho que é muito difícil não se deixar levar. Eu me entreguei muito, no sentido de “eu vou viver isso aqui o máximo possível, intensamente”. Então, quando algo mexia comigo, mexia também com o meu jogo. Mas não tinha como fugir das tensões. Em vários momentos eu só passava uma vassoura ou sei lá, lavava uma louça... ficava na academia pra ter pelo menos um momento em que eu não ficasse estressado. Porque realmente foi um jogo de muita treta. Mas eu não queria fugir delas em nenhum momento, foi só uma forma de aliviar a tensão. Eu tentava me distrair. 

 

Quem foi seu maior adversário no jogo? 
Juliano Floss - Pra mim foi o Jonas, porque realmente, teve um dia até que eu olhei pra ele e falei, ou você vai sair ou eu vou sair, porque a gente pensa totalmente diferente. Ele olhou pra mim um dia e falou que eu não ia ganhar nenhuma prova. Ele foi o meu maior adversário no jogo, mas eu não tenho nenhum rancor também. Foi só no jogo. 

 

Em vários momentos, você se destacou pela leitura de jogo. Qual foi a jogada ou movimentação que mais te surpreendeu vindo dos adversários? 
Juliano Floss - Teve um momento que a Jordana fez uma negociação com a Ana Paula, mesmo com elas sendo adversárias, se votando o jogo inteiro. Elas fizeram um combinado pra nenhuma delas ir para o paredão. Eu achei isso muito inteligente e estratégico. 

 

Quais foram os momentos mais especiais da temporada para você? E os mais desafiadores? 
Juliano Floss - Pra mim foi a volta do meu primeiro paredão, a volta do meu segundo paredão, a volta do meu terceiro paredão, a volta do meu quarto paredão (risos). Porque todo paredão é um paredão, né? Pode ser o fim ou pode ser o começo. E um momento muito especial pra mim também foi quando eu fui para o paredão falso, porque ali eu realmente achei que eu poderia estar saindo do jogo. Eu fiquei muito feliz, porque eu achei que iria embora. E quando eu voltei, deu sangue no olho pra jogar, pra continuar no game. Entrar na casa é mágico, voltar pra casa é mais mágico ainda.  

 

Quais são seus próximos planos depois de participar do "BBB 26"?  
Juliano Floss - Eu tenho que focar na minha carreira artística agora, porque tem muita coisa que eu estava segurando. Tem um projeto de dança incrível que eu estava fazendo há alguns meses. Então, eu já estou pensando nisso. Nos meus projetos de dança, nas minhas músicas, no meu curso de teatro. E eu quero agora tirar uma CNH também, porque eu ganhei um carro no Big Brother, e agora preciso dirigir (risos). 

 

Que amizades deseja cultivar fora da casa? 
Juliano Floss - Com certeza Ana Paula e tia Milena, maximamente. A gente combinou, fazermos um juramento de dedinho de que nós íamos continuar a nossa amizade.  A gente ainda vai viajar junto, mas agora a agenda delas deve ficar apertada, pelo visto, e a minha também. Então, vamos ter que achar a data certa. 

.: Musical "O Diabo Veste Prada" reúne Cláudia Raia, Myra Ruiz e Bruna Guerrin


Na superprodução brasileira, Claudia Raia assume Miranda Priestly, dando corpo à icônica editora-chefe com a autoridade cênica e o rigor técnico que marcam sua carreira em grandes protagonistas, enquanto Myra Ruiz dá vida a Andrea Sachs, trazendo sua reconhecida potência dramática para a construção de uma personagem em transformação. Ao lado delas, Bruna Guerin interpreta Emily Charlton, e Maurício Xavier assume Nigel Kipling, personagem-chave na engrenagem da narrativa. Foto: Andy Santana

Um dos títulos mais aguardados do teatro musical internacional acaba de confirmar sua chegada ao Brasil — e já abre caminho para a formação de seu elenco. Apresentado pelo Ministério da Cultura, o musical “O Diabo Veste Prada”, visto por mais de um milhão de pessoas e em cartaz de sucesso em Londres, estreia em 25 de fevereiro de 2027 no Teatro Santander, no Complexo JK Iguatemi, em São Paulo. Com vendas abertas, os ingressos estão disponíveis pela plataforma Sympla e na bilheteria física do teatro. A iniciativa posiciona o país como uma das primeiras praças do mundo a receber a montagem, antes mesmo de sua estreia na Broadway, prevista para 2028. O musical conta com patrocínio do Santander e Esfera. 

O projeto marca um novo momento na trajetória da Touché Entretenimento em parceria com a Artnic. No portfólio da empresa, sob liderança de Renata Borges — responsável por alguns dos principais sucessos recentes do teatro musical no país —, estão montagens premiadas como "Beetlejuice", "Uma Babá Quase Perfeita", "Bob Esponja – O Musical", "Peter Pan – O Musical da Broadway", "Cinderela – O Musical da Broadway", "Alguma Coisa Podre" e "Querido Evan Hansen", títulos que ajudaram a consolidar um padrão de produção em larga escala no Brasil. Ao mesmo tempo, a produtora amplia seu campo de atuação ao investir em seu primeiro musical brasileiro original, "Meu Filho É Um Musical", inspirado na trajetória de Paulo Gustavo, com estreia marcada para maio. Nesse contexto, a Touché avança agora em mais uma iniciativa de alcance global, consolidando uma trajetória que articula grandes títulos internacionais e novas criações nacionais. 

Com direção de José Possi Neto, a montagem de “O Diabo Veste Prada” propõe uma leitura cênica que articula sofisticação estética, precisão narrativa e diálogo direto com o universo da moda e da cultura contemporânea. A encenação parte do imaginário já reconhecido do público para construir uma experiência que equilibra espetáculo e dramaturgia, conectando diferentes gerações em torno de uma mesma referência.

A produção antecipa ainda os primeiros nomes convidados que passam a integrar o elenco, reunindo artistas que, em suas trajetórias, se consolidaram como referências no teatro musical brasileiro. O anúncio acontece por meio de um teaser cinematográfico inédito, produzido pela Smiley Pepper — produtora de Lucas Pimenta, também responsável pelo roteiro e direção —, marcando também a abertura oficial das vendas. A estratégia dialoga com o retorno da franquia ao cinema após 20 anos, com a continuação estrelada por Meryl Streep e Anne Hathaway, que estreia nos cinemas brasileiros em 30 de abril, reposicionando a história no imaginário contemporâneo e ampliando sua circulação entre diferentes públicos e plataformas. 

Na superprodução brasileira, Claudia Raia assume Miranda Priestly, dando corpo à icônica editora-chefe com a autoridade cênica e o rigor técnico que marcam sua carreira em grandes protagonistas, enquanto Myra Ruiz dá vida a Andrea Sachs, trazendo sua reconhecida potência dramática para a construção de uma personagem em transformação. Ao lado delas, Bruna Guerin interpreta Emily Charlton, imprimindo ritmo e precisão a uma figura marcada pela acidez e pelo humor, e Maurício Xavier assume Nigel Kipling, personagem-chave na engrenagem da narrativa, em uma leitura marcada pela elegância e pela presença. Juntos, os quatro nomes inauguram o elenco com um encontro de diferentes trajetórias e linguagens, reforçando o nível artístico da montagem e projetando, desde já, a escala e a ambição do espetáculo no país. A partir dessa base, a produção avança para a próxima etapa e realiza, em maio de 2026, audições em São Paulo, mobilizando artistas de diferentes regiões do país para compor os demais personagens e o ensemble. 

Baseado no romance de Lauren Weisberger, publicado em 2003, e na adaptação cinematográfica de 2006, com roteiro de Aline Brosh McKenna, a obra reúne uma equipe criativa de projeção internacional. A trilha é assinada por Elton John, com letras de Shaina Taub e Mark Sonnenblick, e libreto de Kate Wetherhead, em colaboração com a própria autora, consolidando uma adaptação que expande o material original para o palco sem perder sua identidade.

Antes de sua chegada ao Brasil, o espetáculo construiu seu percurso em importantes praças internacionais, com estreia em Chicago, em 2022, em temporada pré-Broadway, e nova montagem no Reino Unido a partir de 2024, com apresentações em Plymouth e, na sequência, no West End de Londres, onde permanece em cartaz. Nesse contexto, a produção vem se afirmando junto ao público e à crítica, ampliando sua presença no circuito internacional.

No cenário britânico, o espetáculo também alcançou reconhecimento institucional, com indicação ao Olivier Awards 2025 na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante em Musical para Amy Di Bartolomeo, por seu trabalho como Emily Charlton, evidenciando a força do projeto em um dos principais centros do teatro mundial. Com um título de projeção internacional, uma equipe criativa consolidada e a expertise de uma produtora à frente de sucessos recentes no país, “O Diabo Veste Prada - Um Novo Musical” se apresenta como uma das estreias mais relevantes do teatro musical no Brasil nos próximos anos, antecipando um movimento que conecta mercado, público e novas possibilidades de circulação para o gênero.


Serviço | "O Diabo Veste Prada – Um Novo Musical"
Temporada:  De 25 de fevereiro a 27 de junho de 2027(conferir datas e sessões disponíveis para vendas)
Horários: quintas e sextas-feiras, às 20h00; 
Sábados, às 16h00 e 20h30; 
Domingos, às 15h00 e 19h30
Duração: Aproximadamente 165 min, com intervalo de 15 minutos
Local: Teatro Santander
Endereço: Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041, Itaim Bibi, São Paulo - Complexo JK Iguatemi
Classificação etária: Livre, menores de 14 anos acompanhados dos pais ou responsáveis legais.
Vendas: Site da Sympla e bilheteria física do teatro 

SETORES/VALORES:
PLATEIA VIP: de R$225,00 (meia entrada) a R$450,00 (inteira)
PLATEIA SUPERIOR: de R$180,00 (meia entrada) a R$360,00 (inteira)
FRISA PLATEIA: de R$180,00 (meia entrada) e R$360,00 (inteira)
BALCÃO A: de R$120,00 (meia entrada) e R$240,00 (inteira)
FRISA BALCÃO: de R$25,00 (meia entrada) e R$50,00 (inteira)
BALCÃO B: de R$25,00 (meia entrada) e R$50,00 (inteira)

sábado, 25 de abril de 2026

.: Miriam Mehler é a convidada da segunda edição do "Vozes em Cena"


Atriz possui mais de 70 anos de carreira e segue em plena atividade nos palcos. No dia 29, ela participa do novo projeto com um depoimento para o acervo do Museu e um bate-papo aberto ao público no auditório. Foto: Zanone Fraissat


A segunda edição do "Vozes em Cena", novo programa mensal do MIS focado no repertório de memória do teatro, recebe Miriam Mehler, atriz com mais de 70 anos de carreira e em plena atividade nos palcos. O projeto convida, a cada edição, nomes ilustres das artes cênicas do país e indispensáveis para a história dessa linguagem, que realizam um depoimento para o acervo do Museu e em seguida participam de um bate-papo gratuito com o público.

As duas etapas do programa se dividem da seguinte forma: na primeira, um longo testemunho sobre a vida e a carreira é concedido pelo convidado, diretamente para a historiadora Rosana Caramaschi, especialista em história oral. Já a segunda parte conta com um bate-papo bem-humorado e descontraído no auditório do Museu, com mediação do ator e diretor Léo Stefanini. O público pode acompanhar esta parte do programa, acrescentando perguntas e curiosidades sobre a trajetória do homenageado. Ambos os momentos são registrados em vídeo e passam a integrar o Acervo MIS, e o material fica disponível para pesquisa com acesso gratuito. 

Sobre a convidada 
Miriam Mehler é uma atriz de teatro, cinema e televisão com carreira iniciada no final dos anos 1950, após formação pela Escola de Arte Dramática da USP. Ganhou destaque na peça “Eles Não usam black-tie", de Gianfrancesco Guarnieri, que lhe rendeu um prêmio de atriz revelação. Ao longo de mais de sete décadas de atividade ininterrupta, participou de companhias importantes, como o Teatro de Arena, o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) e o Teatro Oficina, acumulando mais de sessenta peças, além de trabalhos em novelas, cinema e teleteatro. Entre os reconhecimentos mais recentes de sua trajetória, estão o Prêmio Shell de Teatro de Melhor Atriz por “Fora do mundo” (2016) e o Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Atriz Coadjuvante por “A herança” (2023). Mesmo após os noventa anos de idade, mantém presença ativa nos palcos. 

Sobre o mediador do bate-papo 
Léo Stefanini é publicitário e jornalista, com ampla experiência nos bastidores de TV, antes de ingressar no teatro. Trabalhou como locutor, repórter e editor em emissoras como Record TV, Rede TV e Band. Em 2005, iniciou sua carreira no teatro como assistente de direção. Desde então, tem feito trabalhos consistentes nos palcos, ora dirigindo, ora atuando, em peças de destaque, como “Caros ouvintes”, “O jardim das cerejeiras”, “Amigas pero no mucho”, “O filho”, entre tantas outras. É formado pelo Teatro Escola Célia Helena e integrou o grupo de estudos do Grupo Tapa. Também é produtor e professor de teatro. 

Sobre a pesquisadora
Rosana Caramaschi é historiadora com especialização em arte, crítica e curadoria. Tem larga experiência em música e artes cênicas, com ênfase em ópera. No segmento musical, o destaque é para atividades ligadas à música erudita e à música popular, sobre as quais realiza pesquisas e curadorias diversas. Foi responsável pela pesquisa, pelo desenvolvimento de roteiro e pela condução do depoimento em estúdio do programa Notas Contemporâneas, do MIS, desde sua primeira edição, em 2011, até a última, em 2025. 

Serviço | "Vozes em Cena" – Miriam Mehler
Data: 29 de abril, às 19h00
Local: Auditório LABMIS
Ingresso: gratuito (retirada com uma hora de antecedência na bilheteria física do MIS)
Classificação: livre

A programação é uma realização do Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo, e MIS, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, ProAC e Promac. O MIS tem patrocínio institucional da Livelo, Vivo, Goldman Sachs, Ituran e Goodstorage e apoio institucional das empresas Delboni, EAÍ?! Marketing, Unisys, Volkswagen Caminhões e Ônibus, Unipar, Campari, Colégio Albert Sabin, PWC, Telium, Kaspersky e Play Audiovisual.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

.: Crítica musical: Julia Vargas traz seu trabalho mais autoral


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.

Trabalho mais autoral da sua carreira, o álbum "D'Água" de Julia Vargas apresenta três canções assinadas por ela: “Pavio”, em parceria com Duda Brack, “Vem” e “Atrás da Cortina da Pantera”, ambas com música e letra de Julia Vargas; Dona de uma voz forte e interpretação contundente, a cantora oferece canções que vão agradar os amantes da boa música popular brasileira.

“Os álbuns que eu gravei anteriormente eram projetos de intérprete. Agora estou começando a trazer as minhas canções, movimento novo na minha história. Sempre tive uma timidez muito grande para falar sobre mim, sobre coisas que eu vivi. Tenho referências tão fortes de poetisas e poetas incríveis, que quando eu começava a compor, achava tudo pequeno, bobo. Só depois fui entendendo que a minha maneira de compor tem a sua beleza, também”, pontua Julia Vargas.

Com “D’Água” a artista propõe novas experiências, trazidas pelas canções autorais e parcerias inéditas, o que faz com a mesma desenvoltura com a qual construiu a solidez de sua carreira de intérprete. Além do repertório autoral, o álbum traz novas versões para “Comportamento Geral”, de Gonzaguinha, e “Maluca” (Luís Capucho), que havia sido gravada por Cássia Eller. Nesta faixa, Julia Vargas recebe Zélia Duncan para um dueto: A outra convidada do álbum é a cantora Roberta Sá, com quem Julia Vargas divide “Sinceramente”, de Khrystal e Moyseis Marques. Da compositora Lhuli, parceira de Lucina em vários clássicos da MPB, Julia escolheu “Flor Lilás”. “Bomba”, de Nicolas de Francesco e Alisson Sant, completa o repertório.

Nascida em Cabo Frio (RJ, rodeada por músicos na família, Julia Vargas é uma jovem artista que já contabiliza mais de 15 anos de atuação profissional.  A artista, que começou na dança, vem se destacando no cenário da música brasileira, dentro da chamada "nova MPB" e tem dois discos lançados: "Ao Vivo em Niterói" (2015) e "Pop Banana" (Biscoito Fino / 2017).

Já atuou ao lado de artistas como Ney Matogrosso, Zélia Duncan, Roberta Sá, Milton Nascimento, Alceu Valença, Elba Ramalho e Pedro Luís. Participou como solista da Orquestra Petrobras Sinfônica e possui vários outros registros relevantes. Seus mais recentes trabalhos fonográficos são o EP "Bruta Flor", em parceria com o Duo Gisbranco. Gravado para o projeto Primeiro Abraço, o single é o da canção "Pé na areia" e "Pé na Areia - remix”, este com o DJ Marcelinho da Lua - ambos lançados em 2021.

"Bomba"

"Comportamento Geral"

"Maluca"

quinta-feira, 23 de abril de 2026

.: Festival de Cinema Europeu Imovision é destaque no Cineflix Santos


De 23 a 29 de abril de 2026, a Imovision apresenta o melhor da produção europeia na segunda edição do Festival de Cinema Europeu Imovision. O evento trará 14 filmes inéditos e reconhecidos nos principais festivais internacionais, incluindo cinco filmes da França, três da Alemanha, três da Itália, um espanhol, um suíço e um polonês. Com o intuito de fomentar a formação de público, aproximando os brasileiros da diversidade e riqueza do cinema europeu contemporâneo, o festival terá sessões especiais com debates e a presença de alguns dos realizadores em diferentes cidades do país. Em Santos, a programação será exibida na Rede Cineflix Cinemas.

“Criamos o Festival de Cinema Europeu para preencher uma lacuna no circuito exibidor, e o resultado superou todas as expectativas. Nesta segunda edição, ampliamos o investimento e fortalecemos a curadoria, com uma seleção ainda mais forte. Nossa expectativa é que essa programação alcance o maior número possível de salas, permitindo que o público brasileiro tenha acesso e se conecte profundamente com essas histórias”, afirma Jean-Thomas Bernardini, fundador da Imovision.


Confira os 14 filmes que brilham na programação do Festival de Cinema Europeu Imovision 2026
"
5 Segundos" ("Five Seconds") — Direção: Paolo Virzì
"8 Décadas de Amor" ("8") — Direção: Julio Medem
"A Divina Sarah Bernhardt" ("La Divine Sarah Bernhardt") — Direção: Guillaume Nicloux
"Amiga Silenciosa" ("Silent Friend") — Direção: Ildikó Enyedi
"As Cores do Tempo" ("Colours Of Time") — Direção: Cédric Klapisch
"Beladona" ("Belladone" / "The Islanders") — Direção: Alanté Kavaïté
"Diva Futura" — Direção: Giulia Louise Steigerwalt
"E Seus Filhos Depois Deles" ("And Their Children After Them") — Direção: Ludovic Boukherma & Zoran Boukherma
"Erupcja" — Direção: Pete Ohs
"Mirrors No. 3" — Direção: Christian Petzold
"O Grande Arco de Paris" ("The Great Arch") — Direção: Stéphane Demoustier
"Querendo ou Não" ("Damned If You Do, Damned If You Don't") — Direção: Gianni Di Gregorio
"Rebelião Silenciosa" ("Silent Rebellion") — Direção: Marie-Elsa Sgualdo
"Uma Infância Alemã" ("Amrum") — Direção: Fatih Akin


Sobre a Imovision
Presente no Brasil há mais de 35 anos, a Imovision vem se consolidando como uma das maiores incentivadoras do melhor cinema mundial na América latina, tendo lançado mais de 700 filmes no Brasil. Criada pelo empresário Jean Thomas Bernardini, a distribuidora tem em seu catálogo, realizações de consagrados diretores estrangeiros e brasileiros, e filmes premiados nos mais prestigiados festivais de cinema do mundo, como Cannes, Veneza e Berlim. Mantendo seu foco em títulos de qualidade, a Imovision fortificou o cinema francês no Brasil e foi a responsável por introduzir cinematografias raras e movimentos internacionais expressivos no país, como o Movimento Dogma 95 e o Cinema Iraniano.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

.: Crítica: "Michael" promove reencontro com figura insubstituível da mídia

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em abril de 2026


A cinebiografia "Michael" entrega a história conhecida do astro da música, Michael Jackson, começando na infância quando o pai preparava com rigidez extrema, os cinco filhos para o estrelato, até alcançar a consolidação como o Rei do Pop, na "Era Thriller" (1982-1984). Tendo o álbum mais vendido da história, impulsionado por hits como "Billie Jean", "Beat It" e "Thriller", revoluciona a MTV e o formato de videoclipes, com produções cinematográficas destas canções.

O longa de 2 horas e 7 minutos deixa um gostinho de quero mais, uma vez que encerra justamente no período da turnê "Bad" (final dos anos 1980), sendo que o astro manteve o ápice avassalador artístico e comercial até 1993. Logo, as controvérsias judiciais ficam de fora. Assim, pode-se dizer que "Michael" é a história já conhecida de sucesso e auge de Michael Jackson, que torna visível os bastidores do artista em família (focando nos tratos do pai) e na mídia (incluindo, as queimaduras de terceiro grau sofridas no couro cabeludo num comercial, assim como o vitiligo mantido escondido atrás de maquiagem). 

Embora não faça revelações, a produção dirigida por Antoine Fuqua e escrito por John Logan promove um reencontro do público com o gigante e insubstituível astro da mídia. Outro ponto alto da produção é o fato de colocar Jaafar Jeremiah Jackson, sobrinho do Rei do Pop na pele do tio. A semelhança física e performance aliada a uma maquiagem de qualidade, por vezes, deixa a sensação de que Michael segue vivo, estando bem diante dos olhos do público revivendo tudo de bom e ruim, até perto do final dos anos 80. 

O pequeno Michael interpretado por Juliano Krue Valdi (dançava como o Rei do Pop nas redes sociais, antes de conseguir o papel) é puro carisma que encanta. Não por somente imitar tão perfeitamente os trejeitos e passos do astro falecido em 25 de junho de 2009, aos 50 anos, época em que se preparava para a turnê This Is It, mas também por expressar o pavor de conviver com a sombra opressora do pai, Joe Jackson (Colman Domingo, de "Sing Sing") enquanto não vivia normalmente a fase da infância e adolescência.

Apegado à história de "Peter Pan", renomeando o Capitão Gancho com o nome do pai, adulto, Michael revela um comportamento excêntrico, criando uma Neverland própria (rancho do astro, na Califórnia, inspirado na A Terra do Nunca, uma ilha fictícia das obras de J.M. Barrie, onde as crianças não envelhecem). Lá, Michael tinha como amigos os animais, desde o macaquinho Bubbles até uma lhama, Louie. Assim, provocando o público a sentir raiva, fazendo suspirar e rir, "Michael" é indiscutivelmente uma produção envolvente do início ao fim.

Aos fãs e admiradores do astro, o longa é um brinde à história do Rei do Pop, com direito a promessa de uma sequência, sendo que aos apreciadores do bom pop, "Michael" é uma viagem ao ápice ao gênero musical de Michael Jackson. Logo, o tributo visual emocionante, com direito a grandes números musicais é puro deleite. "Michael" é do tipo de filme para se ver e rever, totalmente imperdível!

Pôster: A Cineflix Santos está distribuindo mini cartazes do filme aos clientes que virem assistir as primeiras sessões. Maravilha!


A equipe Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar ShoppingPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN


"Michael"(Michael). Gênero: Cinebiografia. Direção: Antoine Fuqua. Roteiro: John Logan. Duração: 2h 06min. Distribuição: Universal Pictures Brasil. Elenco: Jaafar Jackson, Colman Domingo, Nia Long, Miles Teller. Sinopse: A trajetória nos Jackson Five até se tornar o maior artista do mundo. Foca na ambição criativa e na vida pessoal do "Rei do Pop".

Trailer de "Michael"



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"Michaelé a grande estreia Cineflix Cinemas de Santos


A unidade Cineflix Cinemas de Santos, localizada no Shopping Miramar, exibe a aguardada cinebiografia "Michael", em cartaz desde dia 21, feriado do Dia de Tiradentes, com a distribuição de mini cartaz ao público (enquanto durar no estoque), além do  Festival IMOVISION, a 2ª edição do Festival de Cinema Europeu Imovision 2026 que ocorre de 23 a 29 de abril em mais de 20 cidades brasileiras, apresentando 14 longas-metragens inéditos e autorais da França, Alemanha, Itália, Espanha, Suíça e Polônia. 

Confira a lista dos nomes de filmes que compõem a programação oficial:

5 Segundos (Five Seconds) — Dir: Paolo Virzì (Itália)

8 Décadas de Amor (8) — Dir: Julio Medem (Espanha)

A Divina Sarah Bernhardt (La Divine Sarah Bernhardt) — Dir: Guillaume Nicloux (França)

Amiga Silenciosa — Dir: Ildikó Enyedi (Alemanha)

As Cores do Tempo (Colours of Time) — Dir: Cédric Klapisch (França)

Beladona — Dir: Giada Colagrande (Itália)

Diva Futura — Dir: Giulia Louise Steigerwalt (Itália)

E Seus Filhos Depois Deles (And Their Children After Them) — Dir: Ludovic & Zoran Boukherma (França)

Erupcja — Dir: Piotr Dumała (Polônia)

Mirrors no.3 — Dir: Lorenzo Di Nola (Suíça)

O Grande Arco de Paris (The Great Arch) — Dir: Stéphane Demoustier (França)

Querendo ou Não — Dir: Morgan Simon (França)

Uma Infância Alemã — Dir: Marco Kreuzpaintner (Alemanha)

Vingança à Italiana — Dir: Alessandro Genovesi (Itália) 

A Cineflix Santos segue em cartaz com o drama nacional "Rio de Sangue", com Giovanna Antonelli, a animação "Super Mario Galaxy: O Filme" e a comédia de ação policial nacional com Fernanda Montenegro e Ary Fontoura, "Velhos Bandidos". Compre antecipadamente os ingressos aquihttps://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.

Estão disponíveis para venda baldes colecionáveis da animação "Super Mario Galaxy: O Filme" e "Cara de Um, Focinho de Outro"A unidade de Cinemas Cineflix Santos, fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga.

"Michael"(Michael). Gênero: Cinebiografia. Direção: Antoine Fuqua. Roteiro: John Logan. Duração: 2h 06min. Distribuição: Universal Pictures Brasil. Elenco: Jaafar Jackson, Colman Domingo, Nia Long, Miles Teller. Sinopse: A trajetória nos Jackson Five até se tornar o maior artista do mundo. Foca na ambição criativa e na vida pessoal do "Rei do Pop".

"Rio de Sangue" (nacional). Gênero: Thriller, Ação, DramaDireção: Gustavo Bonafé. Roteiro: Felipe Berlinck, Dennison RamalhoDuração: 1h 46 minutos. Distribuição: Disney. Classificação Indicativa: 16 anos. Elenco: Giovanna Antonelli (Patrícia Trindade), Alice Wegmann (Luiza), Antônio Calloni, Felipe Simas, Sérgio Menezes, Fidélis Baniwa, Ravel Andrade. Sinopse: Patrícia, uma policial afastada após uma operação fracassada e jurada de morte, se refugia no Pará. A trama engrena quando sua filha Luiza, médica em missão humanitária, é sequestrada por garimpeiros, forçando Patrícia a agir.  

"Super Mario Galaxy: O Filme" (The Super Mario Galaxy Movie). Gênero: Animação, Aventura, Comédia. Direção: Aaron Horvath e Michael Jelenic. Roteiro: Matthew Fogel. Duração: 1h 39 minutos.  Distribuição: Universal Pictures. Sinopse: Desta vez, a trama expande o universo cinematográfico para uma missão intergaláctica onde Mario e seus amigos devem deter uma nova ameaça cósmica. O filme marca a introdução da Princesa Rosalina e conta com a participação de Bowser Jr.

"Velhos Bandidos"(nacional). Gênero: Comédia, ação, policialDireção: Cláudio Torres. Roteiro: Cláudio Torres, Fábio Mendes e Renan Flumian. Duração: 1h 33min. Distribuição: Paris Filmes. Elenco: Fernanda Montenegro, Ary Fontoura, Bruna Marquezine, Vladimir Brichta, Lázaro Ramos. Sinopse: O longa acompanha o casal de aposentados que planeja um assalto audacioso a um banco para garantir uma aposentadoria tranquila. Para executar o plano, eles recrutam dois jovens comparsas, mas acabam sendo perseguidos por um obstinado investigador.



O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no GonzagaConsulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.


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Sucesso do Festival de Curitiba, espetáculo faz temporada em São Paulo de 20 de maio a 25 de junho, na Sala Paschoal Carlos Magno, no mês da diversidade. Cicero de Andrade e Juan Manuel Tellategui. Foto: Rafa Marques


O que você faria se encontrasse seu primeiro amor da adolescência 25 anos depois de forma inesperada? A situação surpreendente movimenta o espetáculo "Visita a Domicílio", peça em coprodução internacional Brasil-Argentina que fez sua estreia nacional com sucesso de público e de crítica no 34º Festival de Curitiba, e agora chega a São Paulo, onde cumpre temporada no Teatro Sérgio Cardoso (R. Rui Barbosa, 153, Bela Vista, SP), às quartas e quintas, às 19h, de 20 de maio a 25 de junho, ficando em cartaz no mês da diversidade, com ingressos na Sympla.

O ator argentino Juan Tellategui e o ator brasileiro Cícero de Andrade protagonizam o texto inédito do argentino Alberto Romero, dirigido pelos brasileiros Zé Guilherme Bueno e Miguel Arcanjo Prado. No time criativo, a obra ainda tem direção de movimento de Zuba Janaina, cenografia e figurino de Kleber Montanheiro, iluminação de Nicolas Manfredini, sonoplastia de Eder Sousa, produção executiva de Fabio Camara e assistência de direção de Julia Zann e Luiza Carvalho. A realização é das produtoras Arcanjo e 4Ever, em coprodução com Lugibi e Mosaico e coprodução internacional associada da Mundo Giras. A tradução do texto original Tu Hipocampo y Mi Caballito de Mar, de Alberto Romero, é de Juan Tellategui, com adaptação dramatúrgica de Miguel Arcanjo Prado.

"Visita a Domicílio" é uma sensível comédia dramática sobre um amor entre dois homens que foi interrompido bruscamente durante a adolescência. Por um acaso do destino, 25 anos depois, Gabo(Juan Tellategui) e Fernando (Cícero de Andrade) ganham a chance de acertar as contas com o passado. A história se passa em um apartamento da icônica Avenida Corrientes, no centro deBuenos Aires, capital da Argentina.

Idealizador do projeto, o ator Juan Tellategui comemora 30 anos de carreira com o espetáculo, no qual interpreta Gabo: ​"Celebrar 30 anos de carreira com Visita a Domicílio é consolidar uma travessia que começou em Buenos Aires e floresceu em São Paulo, onde vivo há 15 anos. Metade da minha trajetória foi construída no Brasil. Um personagem tão rico como o Gabo confirma o meu desejo de manter e estimular essa ponte cultural entre os dois países. A peça traz um recado forte que sempre precisamos lembrar: o preconceito não destrói o amor. Fazer esta peça agora significa compartilhar com o público o meu momento de maior liberdade criativa e maturidade no palco, conectado com tudo o que aprendi nesta caminhada de três décadas."

O ator Cícero de Andrade comemora 20 anos de carreira com "Visita a Domicílio", na qual dá vida a Fernando. Ele reforça a importância do espetáculo. “Em tempos em que tantas narrativas e identidades ainda correm o risco de serem apagadas, colocar essa história em cena é um gesto de presença e de resistência. Celebrar meus 20 anos de carreira interpretando Fernando não  é apenas significativo, mas também profundamente simbólico”, afirma. 

A proposta cênica bebe de fontes como a telenovela, a comédia e o drama, além de recriar a atmosfera do centro portenho. Para os diretores Zé Guilherme Bueno e Miguel Arcanjo Prado, a peça mostra que histórias mal resolvidas atravessam o tempo. “São situações que, por não terem sido elaboradas ou encerradas, acabam influenciando escolhas, relações e caminhos, podendo desviar completamente o curso de uma vida. A peça convida o público a olhar para esses atravessamentos, para aquilo que fica em aberto, e a refletir sobre o impacto silencioso que essas questões podem ter ao longo do tempo”, diz o encenador Zé Guilherme Bueno. “'Visita a Domicílio' vem para tocar profundamente o coração do público. Traz um amor que o preconceito ao redor tentou destruir, mas que ganha uma chance de ser revivido e, quem sabe, resolvido”, complementa Miguel Arcanjo Prado. 

O dramaturgo argentino Alberto Romero define como “uma honra” ter seu primeiro texto encenado no Brasil e lembra que a peça mostra que todos merecem ser felizes no amor. “Muitas pessoas da comunidade LGBT+ não tiveram a chance de viver um primeiro amor em sua adolescência, porque era difícil assumir quem éramos, porque nos dava vergonha ou simplesmente porque negávamos o que sentíamos. Os personagens Gabo e Fernando se arriscaram na adolescência e hoje, 25 anos depois, ganham a oportunidade de fechar ou reabrir essa primeira história que ficou inconclusa. Visita a Domicílio é uma peça otimista e que traz a mensagem que o amor é mais forte, como canta um roqueiro argentino”, finaliza.

Siga a peça no Instagram @visitaadomicilio


Serviço:

Visita a Domicílio

Gênero: Comédia Dramática.

Duração: 60 minutos.

Classificação: 16 anos.

Teatro Sérgio Cardoso, Sala Paschoal Carlos Magno

Rua Rui Barbosa,153, Bela Vista, São Paulo

De 20 de maio a 25 de junho de 2026.

Quartas e quintas, 19h

Ingressos: R$ 35 a R$ 70. Promoção no 1º Lote até 30/4 a R$ 30.

Site para compras: https://bileto.sympla.com.br/event/118922/d/377769/s/2516886


Ficha técnica:

Visita a Domicílio

Uma coprodução internacional Brasil-Argentina

Idealização: Juan Tellategui

Direção artística e de produção: Zé Guilherme Bueno e Miguel Arcanjo Prado

Autor: Alberto Romero

Tradução: Juan Tellategui

Adaptação dramatúrgica: Miguel Arcanjo Prado

Elenco: Juan Tellategui e Cícero de Andrade

Encenação: Zé Guilherme Bueno

Direção de movimento: Zuba Janaina

Produção Executiva: Fabio Camara

Assistência de direção: Julia Zann e Luiza Carvalho

Iluminação: Nicolas Manfredini

Sonoplastia: Éder Sousa

Cenografia e figurino: Kleber Montanheiro 

Assistentes de produção: Jean Lizo, João Schelbauer e Runan Braz

Estagiária: Júlia Brum

Design: Aro 8 - Vinicius Campiolo

Direção de Comunicação: Miguel Arcanjo Prado

Direção de Marketing e Parcerias: Julia Zann e Miguel Arcanjo Prado

Direção de Arte e IA: Juan Tellategui

Fotografia: Rafa Marques

Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes em São Paulo e André Nunes em Curitiba 

Apoio institucional: Consulado da Argentina, Festival de Curitiba – Mostra Fringe, Espaço Cia da Revista, Escola A Voz em Cena, Aro 8, Teatro Sérgio Cardoso - APAA

Produtoras associadas: Lugibi e Mosaico

Produtora internacional associada: Mundo Giras

Realização: Arcanjo Produção e 4Ever Produções


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