quinta-feira, 23 de julho de 2026

.: “Jogo da Morte”: filme inacabado de Bruce Lee revela bastidores incômodos


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.

“Jogo da Morte” chega à plataforma de streaming Reserva Imovision carregando um peso que poucos filmes sustentam: a ausência do próprio protagonista. Lançado em 1978, cinco anos após a morte de Bruce Lee, o longa-metragem dirigido por Robert Clouse foi remontado a partir de material incompleto, dublês e decisões que ainda hoje dividem fãs e críticos. Na trama, Billy Lo (Bruce Lee), astro do cinema de artes marciais, recusa a proteção - e o controle - de uma organização criminosa. A resposta vem em forma de atentados. Para sobreviver, ele simula a própria morte e retorna às sombras, disposto a desmontar o esquema por dentro. O enredo do filme, cujo título original é “Game of Death” e em Portugal se chama “O Último Combate de Bruce Lee”, vai direto ao ponto e serve de trilho para sequências de luta que alternam vigor e improviso técnico.

A produção carrega marcas visíveis de uma produção conturbada. Lee havia iniciado o projeto em 1972, com uma ideia mais ambiciosa: um percurso filosófico e físico por uma torre, enfrentando adversários em cada nível - conceito que ficou célebre na sequência final. Com a morte repentina do ator, vítima de edema cerebral em 1973, o projeto foi interrompido. Coube a Clouse - que já havia dirigido o astro em “Operação Dragão” - finalizar o material com um novo roteiro, incorporando dublês, cenas de arquivo e até imagens reais do funeral de Lee.

Essa costura irregular aparece em cena. Em vários momentos, o rosto do protagonista é ocultado ou recriado de forma rudimentar, enquanto o corpo pertence a outro intérprete. Ainda assim, quando Lee de fato surge - especialmente no confronto com o gigante Kareem Abdul-Jabbar - o filme ganha outra atmosfera. São minutos que lembram por que o nome dele marcou a história do cinema. 

Entre as curiosidades que cercam a produção, destaca-se o uso de mais de 30 minutos de material original filmado por Lee, além da participação de nomes próximos ao ator, como Dan Inosanto, seu colaborador nas coreografias. O icônico macacão amarelo com listras pretas, criado para o filme, se tornaria referência pop replicada em obras posteriores. Também chama atenção o fato de a versão final ter abandonado quase completamente a proposta filosófica original do artista, substituída por uma narrativa de vingança mais convencional. Há cortes bruscos, soluções apressadas e escolhas discutíveis. Ainda assim, resiste como documento de um projeto interrompido e de um artista que não chegou ao fim do próprio filme.


Ficha técnica
“Jogo da Morte” | “Game of Death” (título original) | “O Último Combate de Bruce Lee” (título em Portugal)
Gênero: ação / artes marciais. Duração: 94 minutos. Classificação indicativa: 16 anos. Ano de produção: 1978. Idioma: inglês e cantonês. Direção e roteiro: Robert Clouse, Bruce Lee. Elenco: Bruce Lee, Colleen Camp, Robert Wall, Gig Young, Dean Jagger, Kareem Abdul-Jabbar. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Reserva Imovision.


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.: “Caçador de Assassinos”, o filme que antecipa Hannibal Lecter, retorna


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.

O suspense “Caçador de Assassinos” chega ao catálogo da plataforma de streaming Belas Artes À La Carte  com o peso de um clássico que demorou a ser reconhecido. Dirigido e roteirizado por Michael Mann, o longa-metragem de 1986 - originalmente “Manhunter” e exibido em Portugal como “Caçada ao Amanhecer” - antecipa em anos a febre em torno de Hannibal Lecter ao adaptar “Dragão Vermelho”, romance de Thomas Harris.

Na trama, Will Graham (William Petersen) é um ex-agente do FBI que volta à ativa para caçar um serial killer conhecido como “Fada do Dente”. O retorno cobra caro: para entender o criminoso, Graham se aproxima perigosamente de sua lógica, enquanto revisita o trauma de ter capturado - e quase sido destruído por - o psiquiatra canibal Hannibal Lecktor, aqui vivido por Brian Cox em registro contido, distante do espetáculo que viria depois com Anthony Hopkins. Ao lado de Petersen, o elenco reúne Kim Greist, Joan Allen e Dennis Farina, com Tom Noonan compondo um assassino perturbador sem recorrer a caricaturas.

Filmado com rigor estético e obsessão por luzes frias, arquitetura limpa e trilha eletrônica, o filme cristaliza a assinatura visual de Mann nos anos 1980. A fotografia investe em azuis e neons para espelhar o estado mental dos personagens, enquanto o ritmo aposta na construção de tensão. A recepção inicial foi morna e o desempenho comercial, aquém do esperado - arrecadou cerca de US$ 8,6 milhões nos Estados Unidos -, mas o tempo reposicionou o filme: hoje, ocupa o posto de cult e é frequentemente citado como um dos thrillers mais influentes do período.

Há detalhes de bastidores que ampliam a experiência. Tom Noonan evitava contato com o restante do elenco para preservar o desconforto em cena, decisão apoiada por Mann. Joan Allen passou por treinamento com pessoas cegas para construir Reba com precisão. E a mudança de “Lecter” para “Lecktor” no filme buscou evitar associação com um título anterior pouco conhecido. Curiosamente, a produção também trocou o nome do livro na tela, “Dragão Vermelho”, após o fracasso de “O Ano do Dragão”, temendo rejeição do público ao termo. Décadas depois, “Caçador de Assassinos” permanece como um estudo seco sobre obsessão e método, mais interessado na mente do investigador do que no espetáculo do monstro. 


Ficha técnica
“Caçador de Assassinos” | “Manhunter” (título original) | “Caçada ao Amanhecer” (título em Portugal)
Gênero: policial, suspense. Duração: 1h58. Classificação indicativa: 16 anos. Ano de produção: 1986. Data de lançamento: 15 de agosto de 1986 (EUA). Idioma: Inglês. Direção: Michael Mann. Roteiro: Michael Mann (baseado em “Dragão Vermelho”, de Thomas Harris). Elenco: William Petersen, Kim Greist, Joan Allen, Brian Cox, Dennis Farina, Tom Noonan, Stephen Lang. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte.


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.: Carolina Santos lança o premiado "Bocas Mestiças" na Flip 2026


Vencedor do 2º Prêmio Tato Literário, livro reúne contos escritos ao longo de 12 anos que transformam experiências íntimas em reflexão sobre o Brasil contemporâneo. Foto: divulgação


A Editora Orlando apresenta na 24ª Flip - Feira Literária Internacional de Paraty o lançamento de "Bocas Mestiças", da escritora e socióloga goiana Carolina Santos. Vencedor do 2º Prêmio Tato Literário na categoria Contos, o livro reúne narrativas interligadas que formam um mosaico sobre identidade, ancestralidade e resistência no Brasil. Com uma prosa que transita entre realismo, lirismo e elementos fantásticos, a obra coloca em cena personagens em conflito com as imposições de raça, gênero, classe e família. A autora lança a obra no dia 24 de julho, sexta-feira, às 15h00, em sessão de autógrafo no espaço da editora orlando na Casa Opera, no Centro Histórico de Paraty. Antes, às 14h, no mesmo local, participa da mesa de conversa “Classismo, Racismo e Ascensão Social na Literatura Brasileira”, com os autores Maurício Mendes, Marcelo Nery e Rafael Caneca.

O título já anuncia o que o leitor encontrará: “Bocas mestiças é para quem não tem medo de sujar as mãos de terra, de leite, de sangue e de prazer. É para quem sabe que a guerra nunca terminou. E que a poesia e a literatura, muitas vezes, são as únicas armas que nos restam”. Mulheres, crianças e corpos dissidentes ocupam o centro da cena não como vítimas, mas como forças vivas que dançam, gozam, resistem e reinventam o mundo em meio ao caos.

O percurso de escrita do livro é também uma travessia pessoal e política da autora. “A diferença entre eles é de 12 anos, 3 eleições presidenciais e 3 copas do mundo”, conta Carolina Santos, referindo-se ao intervalo entre o primeiro conto escrito, “Colar Essencial”, e o último, “Sem Carne e Em Chamas”. “Eu comecei com a história de uma mulher jovem e solteira buscando sua revolução erótica e íntima, na defesa de uma solidão prazerosa e terminei com uma mulher que se vê empurrada de forma violenta e até mesmo trágica para uma revolução íntima e política”.

É nesse arco que o livro explora o que as feministas dos anos 1960 já anunciavam: o pessoal é político. A narrativa de abertura, que conduz o leitor das margens do rio Araguaia às periferias de Brasília, é um exemplo contundente dessa costura entre violência histórica e desejo de liberdade. Outros contos mergulham em Brasília como personagem — “cidade construída sobre a terra vermelha do Cerrado, promessa de futuro erguida sobre camadas de memória e violência” — e na boca como símbolo do lugar da palavra e do desejo, onde diferentes heranças se tornam mestiças.

“'Bocas Mestiças 'é um livro sobre corpos em disputa”, resume a autora. “Os contos abordam ancestralidade, raça, gênero, desejo, erotismo, afetos, espiritualidade, memória e território”. Ao lado de narrativas sobre colonialismo, mestiçagem e desigualdades sociais, o livro dedica atenção especial ao erotismo feminino e aos modos pelos quais mulheres e corpos dissidentes reivindicam autonomia sobre seus desejos. “O prazer aparece não como tema secundário, mas como força política, espiritual e transformadora”.

A escrita de Carolina Santos bebe de fontes diversas: Jorge Amado, Clarice Lispector, Guimarães Rosa, Mia Couto, Conceição Evaristo, Gloria Anzaldúa e María Lugones estão entre suas principais referências. “Aprendi com eles que território, linguagem, memória e corpo podem ser inseparáveis”. As epígrafes do livro — um trecho de María Lugones sobre a mestiçagem e outro de Jorge Amado — já anunciam esse diálogo.

A obra também reflete a trajetória da autora, que entrelaça literatura e ativismo. Formada em Ciências Sociais pela UFG e mestre em Literatura Pós-Colonial e Estudos de Gênero pelas universidades de Bolonha e Granada, Carolina Santos atuou por anos na defesa dos direitos das mulheres “Sinto como se eu estivesse constantemente viajando entre-mundos”, diz sobre uma escrita atravessada pelo Cerrado, pela experiência da mestiçagem e pelo deslocamento entre diferentes geografias e linguagens.


Sobre a autora
Carolina Santos é escritora e socióloga goiana, radicada em Brasília. Mestre em Literatura Pós-Colonial e Estudos de Gênero pelas universidades de Bolonha e Granada, escreve sobre corpo, desejo, memória e ancestralidade. Sua ficção dialoga com os feminismos, a colonialidade e as paisagens do Cerrado brasileiro. É vencedora de prêmios como o Agente Jovem de Cultura (2011), Expressões Culturais Afro-Brasileiras (2012) e o Tato Literário (2025), e foi finalista do Prêmio Sesc de Literatura em 2014.


Sobre a Orlando
A Editora Orlando, fundada pelos jornalistas Karol Lopes, Marcela Güther e Vincent Sesering (também sócios da agência de comunicação literária com.tato), nasceu para dar voz a escritores independentes com qualidade e profissionalismo. Com o lema “Histórias que desafiam o tempo”, oferece serviços completos de edição, revisão, design e divulgação, além de catálogos organizados em selos específicos: ziguezague (infantil), dobradura (poesia), espiral (ficção) e brecha (não ficção). Mais que publicar livros, aposta em estratégias de visibilidade para conectar autores e leitores. Saiba mais em editoraorlando.com.br e no Instagram @editoraorlando.


Lançamento na Flip: "Bocas Mestiças", de Carolina Santos
Data: 24 de julho, sexta-feira
Espaço da Orlando, na Casa Opera, no Centro Histórico de Paraty (RJ)
Horário: 14h00 (roda de conversa) e 15h00 (sessão de autógrafos)

.: BibliON opera em nova plataforma com acervo ampliado e novos recursos


A BibliON - a biblioteca digital do Estado de São Paulo adota nova plataforma que entra em funcionamento no dia 21 de julho de 2026. A mudança amplia o acervo e acesso simultâneo a mais títulos digitais, reunindo mais de 35 mil títulos e mais de 2 mil audiolivros, integrando também ferramentas de acessibilidade, como leitura em voz alta e tradução automática em Libras (HandTalk). 

O catálogo possui obras de autores brasileiros como Djamila Ribeiro, Ryane Leão, Sérgio Vaz, Conceição Evaristo, Ziraldo, Mauricio de Sousa e Rodrigo França, além de nomes da literatura mundial, como Gabriel García Márquez, Virginia Woolf, Mary Shelley e William Shakespeare.

Para continuar utilizando a biblioteca digital, os usuários atuais deverão instalar o novo aplicativo da BibliON e atualizar os dados cadastrais. O login continuará sendo feito por meio do e-mail já registrado, com a obrigatoriedade de inclusão do CPF para a vinculação da conta. Leitores que ainda não utilizam o serviço podem realizar o cadastro de forma gratuita diretamente no sistema.

O acesso via navegador (site) será redirecionado automaticamente para o novo endereço eletrônico na data da migração. As condições de utilização do acervo não sofrerão alterações. Cada usuário cadastrado poderá retirar até dois títulos de forma simultânea, por um período de 15 dias, com a possibilidade de renovação do prazo.

.: "Sentimento Louco": Marília Mendonça ganha primeira exposição sensorial


"Marília Mendonça - Sentimento Louco" convida o público a viver uma experiência imersiva inédita sobre a vida, a obra e o legado da artista a partir do dia 9 de outubro. Vendas de ingressos abrem nesta quinta-feira, dia 23 de julho. Mostra conta com patrocínio de Amazon Music e Amazon Prime, que lançam, no dia 16, um documentário homônimo sobre a vida e obra da cantora sertaneja. Na imagem, o projeto 3D da sala da exposição intitulada "Infiel – Closet", voltada à identidade visual da cantora


A voz que transformou a música sertaneja e marcou uma geração ganha agora uma homenagem à altura de seu legado. Hoje, 22 de julho, dia em que Marília Mendonça completaria 31 anos de idade, o MIS - Museu da Imagem e do Som de São Paulo anuncia, para o dia 9 de outubro, a exposição “Marília Mendonça - Sentimento Louco”, a primeira grande mostra dedicada à trajetória da artista. Realizada em parceria com a Axon Content, a exposição conta com patrocínio de Amazon Music e Amazon Prime, que lançam, no dia 16, um documentário de mesmo nome sobre a vida e obra da cantora sertaneja.

Os ingressos começam a ser vendidos nesta quinta-feira, dia 23 de julho, e podem ser adquiridos pela plataforma Megapass e na bilheteria física do MIS.. A exposição biográfica propõe uma experiência sensorial e imersiva que convida o público a revisitar a história de Marília Mendonça por meio de ambientes inspirados em suas músicas, objetos pessoais, figurinos, registros inéditos, instalações audiovisuais e experiências interativas. Em aproximadamente 1.000 m², distribuídos pelos dois andares do MIS, os visitantes poderão mergulhar na trajetória de uma das artistas mais importantes da música brasileira contemporânea.

 Conhecida como a "Rainha da Sofrência", Marília Mendonça revolucionou o sertanejo ao dar protagonismo às mulheres e transformar experiências cotidianas em canções que atravessaram gerações. Sua autenticidade como compositora e intérprete fez com que milhões de pessoas encontrassem em suas letras um espaço de identificação, acolhimento e memória afetiva. Mesmo após sua morte, em 2021, aos 26 anos, sua presença continua viva na cultura brasileira. Com mais de 10 bilhões de reproduções no Spotify, dois Grammy Latino e uma das carreiras mais marcantes da música nacional, Marília consolidou um legado que ultrapassa os números e permanece presente na vida de fãs em todo o país.

 A exposição acompanha diferentes momentos de sua trajetória, desde a infância e os primeiros passos como compositora até a consagração nos palcos, mostrando também os bastidores da carreira, seu processo criativo e a relação construída com milhões de admiradores. Cada espaço da mostra foi concebido a partir de títulos de músicas que marcaram sua carreira. 

Entre os ambientes estão Skyline Marília, instalação que dá início à experiência; "Eu Sei de Cor - Ouro de Mina", dedicado às origens da artista; "A Flor e o Beija-Flor - Quintal da Criação", que revela seu processo criativo; "Esqueça-me Se For Capaz - Quarto", ambiente intimista com memórias pessoais; "Infiel - Closet", voltado à sua identidade visual; "Camarim", que apresenta os bastidores da carreira; "Sentimento Louco - Sala 360º", experiência audiovisual imersiva; "Alô Porteiro - Primeiro DVD", dedicado aos primeiros grandes marcos de sua trajetória; "Show", que recria a energia de suas apresentações ao vivo; "Minha Herança - Universo das Palavras", sobre suas composições; "Fã Clube", homenagem ao vínculo construído com seu público; e "Todos os Cantos", espaço dedicado ao projeto que percorreu o Brasil levando sua música a diferentes cidades.

“Marília Mendonça – Sentimento Louco” celebra uma mulher que transformou sentimentos individuais em experiências coletivas, deu voz a milhões de brasileiros e deixou um legado que continua ecoando através de sua música. A mostra também contará com uma loja oficial, reunindo produtos exclusivos inspirados na trajetória da cantora. Realizada pelo MIS em parceria com a Axon Content, a exposição une pesquisa, narrativa, tecnologia e audiovisual para transformar a visita em uma experiência de emoção e memória. O projeto conta com patrocínio de Amazon Music e Amazon Prime.


Sobre o documentário “Marília Mendonça - Sentimento Louco”
A série documental Original Prime retrata a trajetória de vida e a carreira meteórica de uma das maiores vozes do sertanejo brasileiro e a artista feminina mais ouvida do país. O projeto revisita os passos de uma cantora que marcou uma geração e transformou, para sempre, o cenário da música nacional. Natural de Cristianópolis, Goiás, Marília Mendonça se consagrou como uma das principais representantes do sertanejo, abrindo caminho para outras mulheres no gênero com suas composições marcantes e presença autêntica.

Com acesso exclusivo a arquivos pessoais e depoimentos de amigos, familiares e parceiros de estrada, a produção revela os bastidores de uma carreira construída com verdade, talento e emoção. Marília conquistou uma legião de fãs com seu carisma e seu amor incondicional pela música. Mesmo após sua partida precoce, sua voz segue ecoando por todo o Brasil, reafirmando sua força, sensibilidade e o legado eterno da Rainha da Sofrência. A série é produzida pela Chatrone e Kromaki, e dirigida por Susanna Lira. Valentina Castello Branco, Gabriela Altaf e Fabiana Assis integram o time de roteiristas.

 
Serviço | Exposição “Marília Mendonça - Sentimento Louco”
Período: 9 de outubro de 2026 a 29 de novembro de 2026
Local: Museu da Imagem e do Som (MIS)
Avenida Europa, 158, Jardim Europa – São Paulo
Ingressos: R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia-entrada), vendidos pela plataforma Megapass e na bilheteria física do MIS
Horários: terças a sextas, das 10h00 às 19h00. Sábados, das 10h00 às 20h00. Domingos e feriados, das 10h00 às 18h00. Permanência até uma hora após o último horário.
A exposição é uma realização Museu da Imagem e do Som, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo, e Axon Content, com patrocínio de Amazon Music e Amazon Prime.
O MIS tem patrocínio institucional da Livelo, Vivo, Goldman Sachs, Ituran e Goodstorage e apoio institucional das empresas Delboni, EAÍ?! Marketing, Unisys, Volkswagen Caminhões e Ônibus, Unipar, Campari, Colégio Albert Sabin, PWC, Telium, Kaspersky, Gabriel e Play Audiovisual, por por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, ProAC e Promac.

.: Globo Livros na Flip com Valter Hugo Mãe, Rui Couceiro e Vitor Martins


Programação reúne debates com os autores e celebra os lançamentos de O século dos imbecis e Morro da Pena Ventosa

A Globo Livros marca presença na Flip - Festa Literária Internacional de Paraty com uma programação que reúne os escritores Valter Hugo Mãe e Rui Couceiro, publicados pela Biblioteca Azul, além de uma conversa sobre a adaptação cinematográfica de "Quinze Dias", de Vitor Martins, publicado pela Alt. O autor, que estava confirmado no evento, precisou cancelar sua participação por questões de saúde.

Um dos principais nomes da literatura contemporânea em língua portuguesa, Valter Hugo Mãe chega a Paraty para celebrar "O Século dos Imbecis", novo romance dele. Com humor, sátira e elementos de realismo mágico, o livro propõe uma reflexão sobre as contradições humanas. Durante a Flip, o escritor português participa de cinco encontros, ao lado de nomes como Carla Madeira, Alessandra Roscoe, Cris Gazotto, Rui Couceiro, Marcelino Freire e Fernando Rocha.
 
Também pela Biblioteca Azul, Rui Couceiro leva ao evento "Morro da Pena Ventosa", novo livro dele. No romance, o autor português constrói uma narrativa sobre memória, pertencimento e o poder da imaginação. Em Paraty, Couceiro participa de conversas sobre literatura, condição humana e o papel de livrarias e festivais literários na transformação dos territórios.

A programação também celebra a chegada de "Quinze Dias", de Vitor Martins, às telas. Em uma conversa promovida pela FlipZona, Paula Drummond, editora de aquisições responsável pelo livro na Alt/Globo Livros, reúne-se com profissionais da Conspiração Filmes e jovens do coletivo para compartilhar os bastidores do percurso da obra, desde sua publicação até o desenvolvimento do longa-metragem. O filme também será exibido no Cinema da Praça. Confira a programação atualizada:
 

23 de julho | Quinta-feira
10h00 - Casa da Arquitetura
"Quando o Século"
Com Valter Hugo Mãe e Carla Madeira
Endereço: Rua Dona Geralda, 351
 

24 de julho | Sexta-feira
15h00 - Casa de Portugal
"Quando os Livros Transformam Territórios - Livrarias e Festivais Literários"
Com Rui Couceiro, José Luiz Tahan, Pedro Matias e Ricardo Duque
Mediação: Ana Marta Cattani
Endereço: Rua Dona Geralda, 152
 
15h30 - FlipEduca | Mezanino do Cinema da Praça
"Morte e Vida na Literatura - Diálogos com a Escola"
Com Valter Hugo Mãe, Alessandra Roscoe e Cris Gazotto
 
17h00 - Caixa de Histórias
"O Que Nos Torna Humanos"
Com Valter Hugo Mãe e Rui Couceiro
Mediação: Guilherme Amado
Endereço: Rua Dona Geralda, 140
 
17h00 - Central Flipinha
"Quinze Dias que Chegaram Até Aqui"
Com Paula Drummond, Clarisse Goulart e João Abbade
Em diálogo com Chrystine, Naná e Pedro, da FlipZona


25 de julho | Sábado
14h00 - Casa da Arquitetura
"O Futuro Como Biblioteca: Palavras, Utopias e Distopias"
Com Rui Couceiro, Eliana Alves Cruz e Vivien Merciel Suarez
Mediação: Jorge Sobrado
Endereço: Rua Dona Geralda, 351
 
18h30 - Cinema da Praça
Exibição do filme "Quinze Dias"
 
19h00 - Casa Paratodos
"Afinidades Poéticas Transatlânticas"
Com Valter Hugo Mãe e Marcelino Freire
Mediação: Simone Paulino
Endereço: Rua Dr. Samuel Costa, 254
 

26 de julho | Domingo
10h00 - Casa da Arquitetura
"Todos os Séculos para a Cultura"
Com Valter Hugo Mãe e Fernando Rocha
Endereço: Rua Dona Geralda, 351

quarta-feira, 22 de julho de 2026

.: Angela Chaves lança na Flip livro que transforma monumentos do Rio


Criadora da série "Pedaço de Mim", da Netflix, e autora de novelas como "Éramos Seis" e "Os Dias Eram Assim", escritora apresenta "Histórias de Ferro e Pedra", coletânea que convida leitores a redescobrir a cidade pela imaginação


Depois de uma trajetória dedicada à televisão, ao streaming e à literatura, a roteirista Angela Chaves leva sua imaginação às ruas do Rio de Janeiro. Durante a Flip - Festa Literária Internacional de Paraty 2026, a escritora lança "Histórias de Ferro e Pedra", pela Editora Mondru, coletânea de sete contos que transforma estátuas, chafarizes, praças e monumentos cariocas em protagonistas de narrativas fantásticas. O livro será apresentado no dia 24 de julho, às 18h30, no Auditório Areal, durante a mesa "Grades, Praças, Gargalhadas, o indivíduo contra o mundo", ao lado dos escritores Celso Tadhei e Murilo Veludo Ferreira.

Mestra em Literatura Brasileira, Angela escreveu inúmeros programas para televisão e foi autora e colaboradora de séries e novelas como "Éramos Seis", "Os Dias Eram Assim" e "Maysa - Quando Fala o Coração". Mais recentemente, criou e escreveu a série "Pedaço de Mim", da Netflix, e assina a adaptação do romance "Véspera", de Carla Madeira, para a HBO Max. Ao longo da carreira, foi indicada ao Emmy por Maysa. Em 2025, recebeu o prêmio da APCA de Melhor Novela por Pedaço de Mim e também foi indicada ao Rose d'Or Latinos e ao Prêmio ABRA de Roteiro pela mesma obra, que figurou entre as dez séries de língua não inglesa mais assistidas da Netflix no mundo.

Em "Histórias de Ferro e Pedra", Angela parte de uma pergunta simples: e se os monumentos observassem a vida das pessoas? A partir dessa premissa, cria um universo em que esculturas, calçadas, fontes e estátuas escondem desejos, ressentimentos, lembranças e sonhos. Inspirados em monumentos e espaços públicos do Rio de Janeiro, os contos convidam o leitor a observar a cidade como um exercício da imaginação.

A ideia do livro nasceu de um episódio real envolvendo a estátua Inverno, instalada no Passeio Público do Rio de Janeiro. A escultura desapareceu por um período, reapareceu em outro local e depois voltou ao parque, despertando a curiosidade da autora. "Esse livro começou com o encanto pela estátua Inverno e sua história real, quando esteve desaparecida do Passeio Público e apareceu em outro lugar. Depois voltou ao Passeio Público. Isso motivou minha imaginação", conta Angela. A partir desse primeiro impulso, desenvolvido durante um curso de leitura e escrita com Rona Hanning, surgiram os demais contos da coletânea.

Cada conto constrói um pequeno universo fantástico inspirado em um patrimônio real da cidade. A estátua Inverno, moldada em ferro e estanho, sonha com alguém capaz de compreender sua solidão. A deusa Tétis, no Jardim Botânico, observa discretamente os amores humanos. Duas esculturas de leões disputam protagonismo no Largo dos Leões. Uma lagartixa aventureira desafia a imobilidade de Santa Genoveva. As pedras portuguesas de Vila Isabel transformam relações amorosas em partituras melancólicas. Personagens inusitados também habitam o Cemitério São João Batista e o Colégio Orsina da Fonseca.

Ao final de cada narrativa, notas históricas apresentam a origem, a localização e a história dos monumentos que inspiraram a ficção, aproximando fantasia e realidade. Para a autora, a principal proposta da obra é provocar um novo olhar sobre aquilo que faz parte da rotina. "Com este livro, procura-se acordar contadores. Da próxima vez que passar por uma figura de ferro ou pedra, no Rio de Janeiro ou em qualquer lugar do planeta, o convite é olhar o mundo como exercício da imaginação." A orelha da obra é assinada pela escritora Luize Valente, que destaca o caráter poético, memorialístico e lúdico da coletânea.


Sobre a autora
Angela Chaves nasceu no Rio de Janeiro, cresceu na zona norte da cidade e atualmente divide seu tempo entre a zona sul carioca e o sertão do Nordeste. É formada em Letras, mestre em Literatura Brasileira (1993) e atuou como roteirista da Globo entre 1995 e 2021. Atualmente está à frente da produtora Palavra Chave, dedicada ao mercado audiovisual.

Tem cinco livros infantis e infantojuvenis publicados e escreveu séries, novelas e minisséries para a televisão. Entre seus trabalhos estão "Éramos Seis", "Os Dias Eram Assim" e "Maysa - Quando Fala o Coração". Criou e escreveu a série "Pedaço de Mim," da Netflix, e assina a adaptação do romance "Véspera", de Carla Madeira, para a HBO Max.

Foi indicada ao Emmy por "Maysa - Quando Fala o Coração". Em 2025, recebeu o prêmio da APCA de Melhor Novela por "Pedaço de Mim" e também foi indicada ao Rose d'Or Latinos e ao Prêmio ABRA de Roteiro pela mesma obra, que figurou entre as dez séries de língua não inglesa mais assistidas da Netflix no mundo. Nas redes, é @angelachaves66.


Serviço - Flip 2026
Lançamento do livro "Histórias de Ferro e Pedra" (Editora Mondru)
Mesa: "Grades, Praças, Gargalhadas, o indivíduo contra o mundo" – com Angela Chaves, Celso Tadhei e Murilo Veludo Ferreira
Data: sexta-feira, dia 24 de julho de 2026, às 18h30
Local: Auditório Areal, Festa Literária Internacional de Paraty (Flip)
Sessão de autógrafos no estande da Mondru: data e horário a confirmar

.: "Pergunte Alguma Coisa", com Daphne Bozaski e Gabriela Medvedovsky, juntas


Com direção de Guilherme Gobbi, texto inédito de Gustavo Pinheiro foi escrito especialmente para as duas atrizes. Foto: Brunno Rangel


Um atraso. Uma mentira. Um encontro inesperado. Este é o ponto de partida da peça "Pergunte Alguma Coisa", que reúne no palco, pela primeira vez, duas das mais queridas jovens atrizes do Brasil: Gabriela Medvedovsky e Daphne Bozaski. A amizade e parceria das duas vem de longe, quando protagonizaram a novela “Malhação - Viva a Diferença” (2017), o spin off “As Five” (2020) e, mais recentemente, na novela das nove “Três Graças” (2026). Com direção de Guilherme Gobbi, a estreia será no dia 6 de agosto, no Teatro Tucarena, em São Paulo.

 Agora, as atrizes têm um primeiro encontro marcado nos palcos. Escrita especialmente para Daphne e Gabriela por Gustavo Pinheiro - autor de “Dois de Nós”, com Antonio Fagundes e Christiane Torloni, “A Lista”, com Lilia Cabral e “A Tropa”, com Otavio Augusto -, “Pergunte Alguma Coisa” discute e explora uma das questões mais recorrentes nos dias de hoje: quais são os limites entre o que é humano e o que é criado pela tecnologia? Ao longo da temporada, Gabriela e Daphne se revezam nas personagens em diferentes dias, fazendo com que o público nunca saiba quem estará interpretando qual papel.

“Temos visto, cada vez mais, recursos digitais e tecnológicos invadindo áreas que até então eram essencialmente humanas. Todo dia há alguma matéria no jornal falando sobre isso, jovens que fazem terapia com ChatGPT, pessoas se casando com inteligência artificial... as fronteiras entre verdade e mentira parecem cada vez mais borradas e o espetáculo, com duas excelentes atrizes, me parece uma oportunidade preciosa de discutirmos – e rirmos! – disso tudo, com inteligência e acidez”, explica o autor.

Gabriela concorda que a inteligência artificial está rompendo as barreiras da realidade. “Já não se pode confiar no que se vê. Vivemos um tempo de constante dúvida: o que é de fato real? A peça propõe aprofundar a reflexão do tempo em que vivemos, das relações que construímos, das verdades que acreditamos. Como atriz, me interessa trazer para pauta discussões como estas e que envolvam o público, para que a conversa comece no palco e siga reverberando fora dele”, diz Gabriela.

A opinião é compartilhada por Daphne Bozaski. “Até que ponto nós já estamos totalmente absorvidos pelas facilidades da tecnologia? Será que conseguimos pesquisar numa Barsa? E se um fio romper e ficarmos por muito tempo sem comunicação de internet… Será que conseguimos lidar com nossas vidas cotidianas sem nos expor, sem ter a validação do outro? Me questiono sobre isso! Quando Gustavo e Guilherme Gobbi nos chamaram para esse projeto, pensei: É sobre isso! Esse projeto me instiga, traz de uma maneira bem escrita e com uma boa dose de bom humor, temas que me atravessam. Que oportunidade boa para quem nos assiste, se divertir e se questionar sobre inquietações como essas minhas… Que oportunidade! Criar com esses artistas que tanto admiro. Acredito que a arte, mais principalmente o teatro, tem a grande importância de nos fazer refletir sobre a vida. Quem sabe encontramos juntos caminhos para responder essas minhas perguntas e tantas outras”, afirma.

Para Guilherme Gobbi, que estreia na direção em “Pergunte Alguma Coisa”, a peça oferece a oportunidade de trabalhar com duas atrizes que conhece bem: Gobbi foi o responsável por fazer a escalação das atrizes para o trabalho em “Malhação”. “A inteligência artificial já é uma realidade, e seus desdobramentos nas nossas vidas seguem despertando fascínio e medo. O teatro, para mim, é o lugar ideal para discutir temas urgentes como esse. Sempre admirei a maneira como o Gustavo imprime humor e sofisticação em sua escrita, e estou muito feliz em dirigir um texto seu. Soma-se a isso a alegria de trabalhar com duas atrizes extraordinárias, que acompanho há anos e que atravessam um momento brilhante de suas trajetórias”, explica Gobbi.

O diretor convidou a atriz e diretora Debora Lamm para a interlocução artística da montagem. “Desde que começamos a falar desse projeto, o nome da Debora Lamm me veio imediatamente à cabeça. Nossa afinidade artística vem de longe. Temos um olhar semelhante para o trabalho do ator e para a cena. Ao longo do tempo, fomos cultivando o desejo de nos encontrarmos nos palcos. Quando a ideia dessa peça surgiu, tive a sensação clara de que ele oferecia o terreno ideal para isso. Nossas inquietações convergem diretamente com o universo proposto pelo texto do Gustavo”, explica. A direção de produção de “Pergunte Alguma Coisa” é de Celso Lemos.

 
Ficha técnica
Espetáculo "Pergunte Alguma Coisa"
Elenco: Daphne Bozaski e Gabriela Medvedovsky
Texto: Gustavo Pinheiro
Direção: Guilherme Gobbi
Interlocução artística: Debora Lamm
Assistente de direção: Talita Franceschini
Direção de arte:  Natalia Miyashiro
Figurinos: Luiza Romar
Desenho de luz: Marina Meyer
Desenho de som: Lucas Marcier
Direção de movimento: Fabricio Licursi
Fotógrafo: Brunno Rangel
Programação visual: Vinicius Fadel
Assistente de produção: Will Siqueira
Assessoria de imprensa: Alan Diniz e Pedro Neves
Direção de produção: Celso Lemos
Realização: Musa Produções


Serviço
Espetáculo "Pergunte Alguma Coisa"
Teatro Tucarena - Rua Monte Alegre, 1024 - Perdizes / São Paulo | Telefone: (11) 3670-8455
Temporada: de 6 de agosto a 11 de outubro (quinta a domingo)
Horários: quintas, sextas e sábados, às 20h00, dom às 17h00
Ingressos: R$ 140,00 e R$ 70,00 (meia-entrada)
Vendas: www.sympla.com.br ou na bilheteria de terça a sábado, de 14h00 às 20h00, e domingo, de 14h00 às 18h00
Capacidade: 388 espectadores
Acessibilidade: sim
Duração: 60 minutos
Gênero: comédia
Classificação: 12 anos
Redes Sociais: @perguntealgumacoisa

.: Flip: livro mistura terror, luto e crítica à ditadura em narrativa escatológica


Romance de estreia no terror do jornalista Lucas Limão aborda herança militar, violência política e a dificuldade de se livrar do que nos foi imposto


Com um título que já provoca estranhamento e curiosidade, "Helena Catarina, Não Faz Cocô e Tem Dor de Barriga" chega à 24ª Flip - Festa Literária Internacional de Paraty como uma das apostas mais ousadas da Editora Orlando para 2026. O romance de Lucas Limão - que o autor define como "escatológico, comovente e profundamente humano" - acompanha a jornada de Helena Catarina, filha de um militar de alta patente, que ao se mudar para uma casa próxima ao hospital onde o pai agoniza, descobre que o imóvel é assombrado por espíritos perversos. O castigo deles, no entanto, não é matá-la, mas algo muito mais cruel: impedi-la de fazer cocô. Lucas Limão fará uma sessão de autógrafos no dia 25 de julho, sábado, às 11h, no espaço da editora orlando na Casa Ópera, no Centro Histórico de Paraty.

O que começa como uma tortura intestinal se transforma em uma investigação sobre o passado do pai e os porões mais sombrios da ditadura militar. À medida que os dias passam e a constipação se torna uma tortura insuportável, Helena busca ajuda em uma pombagira. O que começa como uma luta contra os fantasmas da casa logo se transforma em uma investigação sobre o passado do pai. As responsabilidades que ele tentou transmitir à filha e aqueles seres que a atormentam têm uma origem comum. E ela está enterrada nos porões mais sombrios da ditadura militar.

Escrito ao longo de dois anos, o livro nasceu do primeiro processo de luto vivido por Limão na vida adulta - a morte do avô. O autor explica a metáfora que estrutura toda a narrativa: "A dor de estar perdendo um ente querido em uma cama de hospital, vê-lo definhar, é tão solitário quanto um infindável prisão de ventre, as pessoas até entendem o que você está passando, e podem até estar ao seu lado, mas isso não faz você se sentir menos só." A escatologia, para ele, não é gratuita: é a tradução visceral da desumanização vivida por quem acompanha um familiar em estado terminal.

A obra transita entre o terror sobrenatural e o horror real da história brasileira. Ao investigar a casa assombrada, Helena descobre que, durante a ditadura de 64, ali ocorreu um massacre em um terreiro de candomblé - e que seu próprio pai, o Major Tenente Coronel Afonso Catarina, foi o líder da operação. A trama expõe as engrenagens de uma organização golpista dentro das Forças Armadas, os Amarelistas, e coloca a protagonista diante de um dilema cruel: como amar alguém que cometeu atrocidades? "Odiar não te proíbe de amar. E amar não te proíbe de odiar", diz a pombagira que orienta Helena. "Você deve aceitar isso. E deve aceitar que não importa o certo e nem o errado quando se trata de amor e ódio".

O livro também é uma reflexão sobre herança e culpa. Criada dentro dos rigores da caserna, Helena carrega no sangue um passado que não escolheu e que a transformou em algo que ela mesma tem dificuldade de reconhecer. Em uma das cenas mais impactantes, ela confessa aos amigos ter cometido um crime, sob a orientação do pai. "Fico pensando o que teria acontecido se ele tivesse me pedido para não fazer aquilo, o que teria acontecido com a minha vida".

A religiosidade de matriz africana e indígena ocupa um lugar central na narrativa. Helena encontra acolhimento e respostas em uma casa de timbanda, onde uma pombagira a ajuda a expelir não apenas o que seu intestino retém, mas também o peso de uma herança feita de violência. O autor, que se identifica como umbandista, afirma que a obra "traz elementos das religiões de matriz africana e indígena brasileira, e coloca Helena para confrontar os paradigmas militares com os destas religiões". A música também é personagem: canções de Gal Costa, Rita Lee, Belchior, Ave Sangria e Tião Carvalho pontuam a trama e ajudam a construir o estado emocional da protagonista.

"Por trás desse título que é, no mínimo, 'peculiar', há uma história que é, sim, em partes engraçada, mas também comovente, sobre esses sentimentos conflituosos nas relações humanas", escreve Ramon Guilherme Gomes no prefácio. "Lucas tem esse dom de observar e encontrar beleza tanto no banal do cotidiano quanto no fantástico. Além disso, ele possui uma das habilidades que mais anseio: a de ressignificar sentimentos em momentos difíceis para criar algo belo".

Com uma protagonista complexa, o romance se dirige a leitores entre 25 e 35 anos, mas sua potência ultrapassa qualquer recorte etário. É uma história sobre o que herdamos, o que escolhemos carregar e o que, finalmente, conseguimos expelir.


Sobre o autor
Lucas Limão nasceu em São Paulo, capital, e aos 27 anos acumula uma trajetória tão diversa quanto sua escrita. Já foi motorista de uma oficina de tratores, repórter televisivo de um programa sobre a vida no campo, jornalista de economia e assistente de reportagem em um blog de economia. Aos 19 anos publicou seu primeiro livro, infantil, e atualmente trabalha como assessor de imprensa e repórter. Formado em comunicação visual pela Etec Tiquatira, ele se define como alguém que "gosta de dar corda para os doidinhos que vêm puxar papo na rua", hábito que alimenta sua observação do mundo e sua escrita. Não é cristão, mas seu personagem bíblico preferido é Jonas, "pois ele morou dentro de uma baleia".


Sobre a Orlando
A Editora Orlando, fundada pelos jornalistas Karol Lopes, Marcela Güther e Vincent Sesering (também sócios da agência de comunicação literária com.tato), nasceu para dar voz a escritores independentes com qualidade e profissionalismo. Com o lema “Histórias que desafiam o tempo”, oferece serviços completos de edição, revisão, design e divulgação, além de catálogos organizados em selos específicos: ziguezague (infantil), dobradura (poesia), espiral (ficção) e brecha (não ficção). Mais que publicar livros, aposta em estratégias de visibilidade para conectar autores e leitores. Saiba mais em editoraorlando.com.br e no Instagram @editoraorlando.


Lançamento na Flip: Helena Catarina, não faz cocô e tem dor de barriga, de Lucas Limão
Editora Orlando
Gênero: Terror / Romance
Páginas: 96
Onde: 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip)
Compre o livro no site da editora orlando: https://editoraorlando.com.br/produto/helena-catarina/

.: "2X Virgínia Rosa": cantriz em dois shows diferentes no Teatro BDO Jaraguá


Nos dois encontros, a cantora e atriz revisita seus dois primeiros discos acompanhada pelos músicos Dino Barioni e Swami Jr., respectivamente. Foto: Lee Kyung Kim

Influenciada por diversos ritmos da música brasileira, como samba, forró, maracatu e baião, a cantora e atriz paulistana Virgínia Rosa, que atualmente também brilha na novela "Coração Acelerado" (TV Globo), celebra sua brilhante trajetória e os 30 anos da produtora MESA2 no projeto "2X Virgínia Rosa" em duas noites no Teatro BDO Jaraguá. Em 25 de julho, às 20h00, ela sobe ao palco ao lado de Dino Barioni para apresentar o show A Voz do Coração. Em 26 de julho, às 18h00, convida Swami Jr. para mostrar o repertório de “Vou na Vida”.

Sobre o projeto de revisitar seus primeiros discos, Virgínia Rosa diz: “Sempre tive vontade de participar de um projeto no qual eu pudesse apresentar shows relacionados aos meus trabalhos fonográficos. Em A Voz do Coração, ao lado do excelente músico Dino Barioni, recrio meu segundo CD, gravado ao vivo. E no show Vou na Vida tenho o privilégio de reencontrar o maravilhoso Swami Jr, que produziu o Batuque, meu primeiro disco”.

Mesmo depois de 25 anos de sua estreia, A Voz do Coração é considerado um marco na carreira da cantora e do violonista e arranjador Dino Barioni. O show fez tanto sucesso na época, nos extintos Supremo Musical e Teatro Crowne Plaza, que a gravadora Lua Discos o registrou ao vivo e lançou-o em CD (2001), também muito bem recebido pelo público e crítica. Composições de Gilberto Gil, Lenine, Luiz Gonzaga, Chico César, Celso Fonseca, Luiz Melodia e outros estão nesse surpreendente repertório.

“Estou contente com o convite e a chance de relembrar esse show tão importante para nós. Meu set incluía guitarra, violão, viola caipira e bandolim e lembro que era divertido chegar carregando tudo aquilo. Era ao mesmo tempo um desafio e grande responsabilidade, pois o repertório exigia muito da minha performance e o papel de um acompanhador solo nos instrumentos de corda, sendo a única referência para a cantora e tendo que fazer todo o preenchimento exige muita concentração. Acho que fizemos uma linda parceria e estou animado para reviver isso”, revela Barioni.

Já “Vou na Vida” revisita o disco “Batuque” (1997), o primeiro e muito elogiado trabalho de Virgínia Rosa. O disco teve produção musical do próprio compositor, arranjador e violonista Swami Jr., que a acompanha novamente no palco. A música que deu título ao álbum, inclusive, foi composta pela dupla e acaba de ganhar uma nova versão na voz de Mônica Salmaso.

Virgínia e Swami se conheceram na histórica banda Mexe Com Tudo, que marcou a noite paulistana nos anos 80 e 90 e excursionou pela Europa, onde gravou e lançou um LP. Swami e Virgínia têm enorme cumplicidade musical e recriam neste lindo e emocionante show canções de Lenine, Chico César, Itamar Assumpção, Zé Miguel Wisnik e outros, além de composições do próprio Swami (diretor musical da cantora Omara Portuondo, diva do Buena Vista Social Club).  

“Além de ser uma glória estar ao lado de Virginia Rosa, esse show traz de volta memórias, afetividades de um encontro que nós tivemos no início da carreira dela. Quando lançamos ‘Batuque’, fizemos dezenas de shows juntos. Foi um período muito fértil e lindo, que eu guardo com carinho. É uma emoção e uma redescoberta reencontrá-la no show ‘Vou na Vida’ e ver que ela segue sendo uma artista incrível, surpreendente e muito vigorosa. É um prazer imenso dividir o palco com ela.”, declara Swami.


Sobre a MESA2
Criada em 1996 por Fernando Cardoso e Roberto Monteiro, inicialmente como uma produtora de vídeo, a MESA2 tem se destacado ao longo dessas três décadas por produzir espetáculos de música e peças de teatro, além de cuidar da carreira de grandes talentos dessas artes como a própria Virgínia Rosa, Debora Falabella, Naruna Costa, Lucinha Lins, Ailton Graça e outros tantos artistas.

Sobre Virgínia Rosa
Virgí­nia Rosa
nasceu e cresceu em São Paulo. Na adolescência, ela e seus primos participaram de festivais estudantis com o Grupo Lógica. Nos anos 1980, foi vocalista da banda Isca de Polí­cia, de Itamar Assumpção, e depois do grupo Mexe com Tudo. Ao longo da carreira, cantou forró, samba, choro, maxixe, jazz, reggae, carimbó, funk, blues, balada, baião, maracatu e até música erudita.

Em 1997, lançou seu primeiro CD solo: "Batuque" (foi indicada ao Prêmio Sharp de Cantora Revelação). Vieram depois "A Voz do Coração", "Samba a Dois", "Virgí­nia Rosa e Geraldo Flach - Voz & Piano", "Baita Negão" e "Virgí­nia Rosa Canta Clara" (que deu origem também a um especial de TV), em que a cantora homenageia Clara Nunes, que teve grande influência nas suas escolhas musicais.

Entre os diversos shows da cantora estão "Na Batucada da Vida", "Palavra de Paulista" e "Divina Elizeth", em que presta homenagem à Elizeth Cardoso – conhecida como "A Divina" –, que marcou o nascimento da bossa nova com o lançamento do disco "Canção do Amor Demais", em 1958. No formato voz e piano, Virgínia canta sucessos da cantora como “Barracão”, “Naquela Mesa”, “Canção de Amor” e “Na Cadência do Samba”. No musical "Cartola - O Mundo É Um Moinho (2016/2017), Virgí­nia interpretou Dona Zica ao lado de Flavio Bauraqui (Cartola).

"Palavra de Mulher" - com DVD lançado em 2015 - merece destaque especial. Nele, Virgínia Rosa, Lucinha Lins e Tânia Alves interpretam e cantam, em clima de cabaré, personagens femininas imortalizadas nas canções de Chico Buarque. O espetáculo estreou em 2008 e, desde então, viaja pelo país sempre arrebatando o público.

Mas Virgínia foi além do canto e começou uma carreira de atriz. Fez sua estreia na televisão na novela "Babilônia" (2015) depois atuou em "Pega Pega" (2017) e na versão de 2019 de "Éramos Seis", todas na Rede Globo. Os trabalhos de Virgínia Rosa incluem ainda a série "Rota 66: A Polícia que Mata", inspirada no livro homônimo de Caco Barcellos, disponível no Globoplay. Atualmente, está no ar como Nora, em Coração Acelerado, novela das 19h da TV Globo, que segue sendo exibida até meados de agosto. 


Serviço
Show "2X Virgínia Rosa"

Sábado, dia 25 de julho, às 20h00 - "A Voz do Coração", com Dino Barioni
Domingo, dia 26 de julho, às 18h00 - "Vou na Vida", com Swami Jr.
Ingressos: R$ 120,00 inteira e R$ 60,00 meia-entrada
Promo combo dois shows - R$ 100,00 (cem reais). Obrigatória a apresentação do ingresso do segundo show na entrada do teatro para obtenção do desconto do combo.
Teatro BDO Jaraguá: Rua Martins Fontes, nº 71, Centro (Metrô Anhangabaú),  (11) 2802-7075 @teatrobdojaragua www.teatrobdojaragua.com.br
Bilheteria: a partir das 17h de sextas-feiras ou pelo link: https://bileto.sympla.com.br/event/121534
Capacidade: 260 lugares |  Duração: 75 minutos | Indicação etária: livre |
Estacionamento na entrada principal do Hotel Nacional Inn Jaraguá Estapar com valor reduzido de R$ 30,00 (trinta reais) ao teatro por até 4h, valorizando a experiência “Bar do Clóvis + show + Restaurante W3 do hotel”

.: Livro "Iorubahia" reúne textos raros de Pierre Verger sobre a cultura iorubá


Em parceria, instituto Çarê e Fundação Pierre Verger publicam ensaios escritos pelo etnógrafo entre os anos 1950 e 1980. O livro será lançado em agosto, em Salvador, e em setembro, em São Paulo, com conversas com os pesquisadores Angela Lühning, Angela Fileno e Tiganá Santana


"Iorubahia - Escritos Raros sobre a Cultura Iorubá e as Relações entre Brasil e Golfo do Benim", publicada pelo selo editorial Letra da Cidade e pela Fundação Pierre Verger, reúne 12 textos de Pierre Fatumbi Verger (1902-1996), boa parte inédita em português, produzidos entre o fim dos anos 1950 e o início dos anos 1980. Parceria com a Fundação Pierre Verger, Iorubahia é uma publicação do Instituto Çarê, organização cultural sem fins lucrativos que se dedica a preservar e a fomentar manifestações culturais brasileiras de relevo. O livro nasceu do processamento do acervo da editora soteropolitana Corrupio, adquirido em 2003 pelo Çarê. Com organização de Angela Lühning, tem projeto gráfico de Oga Mendonça e posfácio de Tiganá Santana. 

Para marcar a chegada da publicação, o Instituto Çarê e a Fundação Pierre Verger promovem dois lançamentos públicos. Salvador recebe o primeiro encontro, no dia 8 de agosto, durante a programação da 10ª Flipelô, Festa Literária Internacional do Pelourinho. Em seguida, no dia 16 de setembro, o livro será apresentado em São Paulo, no auditório da Biblioteca Mário de Andrade. Nos dois encontros, os pesquisadores Ângela Lühning, Angela Fileno eTiganá Santana discutem a trajetória de Verger e os temas presentes na obra.

Resultado de pesquisas realizadas entre a África Ocidental, a Bahia e outros territórios da diáspora africana, os ensaios abordam temas que acompanharam Verger ao longo de décadas, como as relações históricas entre o golfo do Benim e o Brasil, a religião dos orixás, o transe, as plantas litúrgicas, o sistema de divinação Ifá e as tradições orais da cultura iorubá.

No período em que escreveu esses textos, Verger viveu entre Salvador e a Nigéria, pesquisou arquivos coloniais europeus e brasileiros, tornou-se doutor em estudos africanos pela Escola Prática de Altos Estudos, em Paris, foi pesquisador associado da Universidade de Ibadan e professor visitante da Universidade de Ilê-Ifé. Também percorreu cidades e vilas do território iorubá para acompanhar rituais e registrar relatos orais de babalaôs.

"Os textos reunidos em Iorubahia representam faces relevantes da trajetória multitemática e multiespacial do pesquisador Verger, que ele manteve em processo de construção constante, além da carreira do fotógrafo já consagrado", afirma Ângela Lühning. A coletânea está organizada em três eixos temáticos. O primeiro, Aspectos históricos das relações transatlânticas, dialoga com a pesquisa que deu origem à tese de doutorado de Verger sobre o tráfico de escravizados entre o golfo do Benim e a Bahia. O segundo, Religião iorubá: fundamentos e diáspora, aborda o papel da religião dos orixás na Nigéria e no Brasil e o fenômeno do transe religioso. Já Cultura, conhecimento e oralidade iorubá reúne reflexões sobre conhecimentos transmitidos oralmente, plantas litúrgicas e o sistema de divinação Ifá.

No posfácio, o pesquisador, curador e multiartista Tiganá Santana destaca a contribuição de Verger para os estudos africanos e afro-brasileiros e observa que sua obra rompe hierarquias entre o conhecimento produzido na África e na diáspora, propondo uma compreensão mais ampla das conexões culturais entre os dois lados do Atlântico. “Verger convoca que se esteja, seriamente, lá (em algum locus existencial do continente africano) e que se redimensione, por conseguinte, o que é nascer/viver cá”. escreve. “Em última análise, que se repense o ‘lá’ e o ‘cá’. Nada é simples em toda essa história; muito menos deve ser a nossa inserção nela, a nossa recepção dela”.

Inaugurada em 1979 por um grupo de mulheres liderado pela fotógrafa Arlete Soares, a editora Corrupio foi criada para editar a obra de Verger. Em quatro décadas, construiu um catálogo dedicado à presença negra na formação da cultura brasileira e às relações históricas entre o Brasil e a África. A aquisição desse acervo pelo Instituto Çarê possibilitou a retomada de manuscritos de Verger e deu origem a Iorubahia.


Sobre o autor
Pierre Fatumbi Verger  (Paris, 1902 – Salvador, 1996) iniciou sua trajetória profissional nos anos 1930, tornando-se conhecido como fotógrafo viajante. Em 1946, fixou residência em Salvador, onde trabalhou inicialmente como repórter fotográfico para a revista O Cruzeiro. Mais tarde, enveredou pela pesquisa documental e de campo nas áreas de antropologia, história, conhecimentos orais e botânica, conforme seu interesse se ampliava para questões históricas e culturais, e as tradições religiosas de matriz africana.

Em viagens constantes à África Ocidental, e em um período de doze anos vivendo na Nigéria, fez um mergulho pessoal na cultura iorubá, tendo sido iniciado como babalaô em 1953. Em 1966, tornou-se doutor em estudos africanos pela École Pratique des Hautes Études (EPHE), em Paris. É autor de obras referenciais para o estudo dos trânsitos culturais atlânticos e da presença iorubá na diáspora, como Orixás. Os deuses iorubás na África e no Novo Mundo e Fluxo e refluxo do tráfico de escravos entre o golfo do Benim e a Bahia de Todos os Santos, dos séculos XVII a XIX.


A organizadora
Ângela Lühning começou a trabalhar com Pierre Verger em 1988, momento da criação da Fundação Pierre Verger, em Salvador, e segue vinculada à instituição, como diretora e coordenadora do Espaço Cultural Pierre Verger. Realizou diversas pesquisas sobre Verger e sua atuação, que resultaram em uma série de artigos e outras publicações. Organizou os livros Pierre Verger: repórter fotográfico (2004) e Verger-Bastide: Dimensões de uma amizade (2002), ambos publicados pela Bertrand Brasil. É professora titular aposentada da Escola de Música da UFBA, tendo atuado na área de etnomusicologia da instituição de 1990 a 2025. Suas pesquisas abordam música, memória, história e oralidade na cultura afro-brasileira, além de experiências de educação social em bairros populares de Salvador.


Os editores
Letra da Cidade (https://institutocare.org.br/nucleos/livros/) é o selo editorial dos institutos Acaia e Çarê, duas organizações sem fins lucrativos sediadas em São Paulo e voltadas a promover a valorização e o acesso à educação e à cultura. Seu catálogo cobre áreas de interesse dos dois institutos, como educação, cultura jovem periférica, música e artes visuais. O Instituto Çarê, centro cultural aberto à cidade, tem como missão salvaguardar e difundir obras que marcaram pontos de inflexão na história da cultura brasileira, promovendo manifestações artísticas relevantes, que passam ao largo do radar do mercado cultural. A Fundação Pierre Verger (https://pierreverger.org) é uma instituição sem fins lucrativos criada em 1988 e sediada na casa onde Pierre Verger viveu, em Engenho Velho de Brotas, Salvador. Tem como missão preservar o acervo e a memória de Verger, além de propor atividades culturais e socioeducativas para a comunidade local.


Lançamentos:
Salvador - BA
Sábado, dia 8 de agosto, às 16h00
Casa do Olodum, Salvador (BA)
10ª Flipelô, Festa Literária Internacional do Pelourinho.
Mesa de lançamento: Ângela Lühning, Angela Fileno, Tiganá Santana e Teté Martinho (mediação).
Entrada: gratuita.

São Paulo - SP
Quarta-feira, dia 16 de setembro, às 19h00
Biblioteca Mário de Andrade (Auditório)
Mesa de lançamento: Ângela Lühning, Angela Fileno, Tiganá Santana e Teté Martinho (mediação).
Gratuita, com retirada de ingressos uma hora antes.

.: Experiência imersiva de "Sou Luna: De Volta À Pista" no Parque Villa Lobos


Ativação inspirada no universo da série une patinação, música, criatividade e experiências instagramáveis para conectar os fãs na estreia dessa quarta temporada. Fotos: divulgação


O universo vibrante de "Sou Luna: De Volta à Pista" ganhou vida em uma experiência inédita que está acontecendo em São Paulo, no Parque Villa-Lobos. Inspirada no mundo do Disney Channel, a ativação convida o público a mergulhar no universo da série por meio de uma jornada imersiva que reúne patinação, moda, música e criatividade em um ambiente totalmente tematizado.

A ativação teve início neste final de semana nos dias 18, 19 e ainda vai acontecer nos dias 25 e 26 de julho, disponível das 10h00 às 18h00, é uma experiência criada para transportar fãs de todas as idades ao universo da quarta temporada da série, que fica disponível na íntegra no Disney+ a partir do dia 24 de julho, celebrando os elementos que marcaram a série e conquistaram uma geração. Já para a patinação, são para crianças de 6 a 12 anos.

O grande destaque da ativação é uma pista de patinação inspirada no icônico Jam & Roller, onde os participantes poderão viver momentos que remetem diretamente ao universo da produção. Além disso, o espaço contará com uma oficina criativa para personalização de acessórios, permitindo que cada visitante leve para casa uma lembrança exclusiva da experiência, além de cenários instagramáveis desenvolvidos especialmente para fotos e compartilhamentos nas redes sociais.

Pensada para proporcionar uma experiência inesquecível, a ativação se inicia no controle de acesso do check-in, onde os visitantes seguirão para o espaço de retirada dos patins, onde também poderão guardar seus pertences antes de acessar a pista. Uma área de apoio com bancos está disponível para oferecer mais conforto no momento de calçar e retirar os patins, tornando a experiência ainda mais prática para os participantes.

A quarta temporada de "Sou Luna: De Volta à Pista" se passa após um misterioso acidente que afastou a protagonista das pistas, então Luna retorna ao seu querido Jam & Roller, o lugar que a viu crescer e se tornar uma patinadora reconhecida. Voltar a calçar os patins não será fácil, ainda mais quando o plano de um vilão desconhecido começar a dificultar seu caminho. 

Entre músicas inéditas e clássicos inesquecíveis, aventuras, reencontros com amigos e antigas feridas que voltam a se abrir, Luna terá que enfrentar traições, obstáculos e um dilema amoroso ao se ver dividida entre amores do passado. Nesta nova aventura, Luna lutará para deixar para trás o que a machucou e compreender que as histórias que contamos a nós mesmos podem mudar nosso destino. E, com a ajuda de seus patins, ela fará de tudo para voltar a sentir aquelas “asas nos pés” de que tanto sentiu falta.

A experiência é gratuita, por ordem de chegada, e acontecerá no Parque Villa-Lobos, em São Paulo, nos dias 18, 19, 25 e 26 de julho, das 10h00 às 18h00. A ativação ainda ficará disponíveis nos dias 25 e 26 de julho, das 10h00 às 18h00, no Parque Villa-Lobos, em São Paulo.
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