sexta-feira, 15 de maio de 2026

.: "Romeu e Julieta" moderno, "Salem" estreia na Reserva Imovision


Por
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com

Cinco anos depois de incendiar a Croisette com "Shéhérazade", o diretor francês de origem armênia Jean-Bernard Marlin retornou ao Festival de Cannes com "Salem", exibido na mostra Un Certain Regard, ampliando o seu território estético e temático, filme que estreia na plataforma de streaming Reserva Imovision. Se antes o cineasta mergulhava no naturalismo quase documental das periferias de Marselha, agora ele tensiona essa mesma realidade com uma camada de misticismo que desloca o filme para uma zona híbrida entre o real e o sobrenatural.

A trama acompanha Djibril, um jovem ligado a uma gangue que tenta sobreviver às rivalidades históricas entre bairros marginalizados da cidade. A narrativa se estrutura, inicialmente, como uma tragédia amorosa de contornos shakespearianos - uma evocação direta de "Romeu e Julieta" - ao colocar em cena o romance entre o protagonista, de origem comoriana, e Camilla, uma jovem cigana. O conflito entre comunidades organiza o destino dos personagens com a inevitabilidade típica das grandes tragédias. Marlin, assumidamente fascinado por Shakespeare, constrói esse primeiro ato com precisão clássica, ainda que inserido em um ambiente urbano degradado, de terrenos baldios e edifícios semiabandonados, que funcionam como extensão simbólica do abandono social e afetivo.

O que distingue "Salem" de seu antecessor, no entanto, é a virada narrativa que transforma o filme em uma experiência sensorial e espiritual. Após um evento traumático e uma passagem pela prisão - elemento recorrente na filmografia do diretor - Djibril passa a acreditar que é capaz de ouvir espíritos e interpretar sinais divinos, assumindo uma dimensão quase messiânica. A ideia de uma maldição, proferida por um rival em seus últimos suspiros, atravessa o enredo e reorganiza a lógica do filme, que passa a operar sob o signo da dúvida: trata-se de delírio, fé ou herança invisível transmitida entre gerações?

Marlin, que coassina o roteiro com Jeanne Aptekman e Agnès Feuvre, trabalha com um elenco majoritariamente composto por atores não-profissionais - Oumar Moindjie, Dalil Abdourahim e Wallenn El Gharbaoui - escolhidos após um processo de casting que durou cerca de dez meses. A aposta no frescor e na vivência desses intérpretes reforça a dimensão orgânica da narrativa, ainda que, em alguns momentos, o filme opte por uma estilização que suaviza a brutalidade vista em "Shéhérazade". Há, aqui, uma ambição estética mais evidente: a câmera frequentemente estática, os momentos oníricos e a trilha que flerta com o hipnótico indicam um diretor interessado em expandir sua linguagem.

Curiosamente, o próprio título "Salem" carrega ambiguidades que dialogam com o filme: em árabe, pode significar “paz”, mas também funciona como saudação cotidiana, algo entre o “olá” e o “bom-dia”. Essa polissemia ecoa na narrativa, que oscila entre o desejo de reconciliação e a permanência do conflito. A Marselha retratada por Marlin segue sendo um território de fronteiras invisíveis, onde identidades se chocam e se reinventam, e onde a herança cultural - seja ela religiosa, étnica ou simbólica - molda destinos.


Ficha técnica
“Salem”
Gênero: drama / fantasia
Duração: 103 minutos (aprox.)
Classificação indicativa: 16 anos (estimada)
Ano de produção: 2023
Idioma: francês
Direção: Jean-Bernard Marlin
Roteiro: Jean-Bernard Marlin, Jeanne Aptekman, Agnès Feuvre
Elenco: Oumar Moindjie, Dalil Abdourahim, Wallenn El Gharbaoui
Distribuição no Brasil: Circuito de arte / independente
Cenas pós-créditos: Não.


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.: Crítica musical: Luis Sérgio Carlini, a essência do rock nacional


Por
Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.

Se havia alguém que pudesse ser representatiuvo para a essência do nosso rock nacional, creio que o nome de Luis Sérgio Carlini deveria sempre ser lembrado como um dos arquitetos desse estilo musical. Foi mesclando elementos de blues com rock ´n roll e de psicodelia dos anos 60 que ele moldou seu inigualável timbre  na guitarra, reconhecido logo no primeiro acorde. A notícia de seu falecimento me pegou de surptesa. Sabia que ele vinha sendo o guitarrista da banda de Guilherme Arantes, com quem já vinha trabalhando desde os anos 80 (vide o disco "Coração Paulista"). Ao que parece, ele vinha enfrentando problemas de saúde há algum tempo.

Minha lembrança afetiva com o som da guitarra de Carlini veio do álbum "Fruto Proibido". Nele, Carlini está simplesmente impecável em todas as faixas, além de assinar a autoria de algumas delas. "Agora Só Falta Você", por exemplo.. Sim eu sei que o disco é da Rita Lee. Mas sem a guitarra de Carlini tudo desmoronaria, sem sombra de súvida. Sobre o solo antológico de "Ovelha Negra", há depoimento de Carlini que conta ter sonhado com a sequência de notas. Gravou um único take e quando se preparava para gravar novamente foi impedido pelo produtor do disco, Andy Mills, que disse - "Não vai mexer em mais nada. O solo é esse mesmo".

Além de Rita Lee e Guilherme Arantes, Carlini teve trabalhos com vários outros nomes conhecidos, como Erasmo Carlos e Barão Vermelho, só pra citar dois exemplos. Carlini, juntamente com os irmãos Baptista (dos Mutantes) e Vecchione (da banda Made In Brazil) foi um digno representante do nosso rock nacional. Em um tempo em que roqueiro brasileiro tinha cara de bandido. Através do seu inconfundível timbre, ele ajudou a abrir caminhos e influenciou uma nova geração de músicos que viria logo a seguir, invadindo as rádios nos anos 80.

"Ovelha Negra"

"Agora Só Falta Você"

.: Crítica musical: Giovani Cidreira lança album ao vivo


Por
Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.

O cantor e compositor baiano Giovani Cidreira celebra uma década de trajetória com o lançamento de “Coração Disparado (Ao Vivo)”, álbum gravado integralmente ao vivo na Casa de Francisca, em São Paulo, e disponibilizado nas plataformas digitais. O projeto foi antecipado pelo single “Denga”,que foi lançado ainda em março. Também no último dia 10 de março, Giovani Cidreira participou do Tiny Desk Brasil, reafirmando sua presença entre os nomes mais relevantes da nova geração da música brasileira e ampliando o alcance de sua obra para novos públicos.

Mais do que registrar um espetáculo, o disco nasce diretamente do palco. Em vez de tratar a performance como extensão do álbum, Cidreira faz o caminho inverso: o encontro com o público é o ponto de partida da criação. No centro da cena estão voz e violão, em arranjos que valorizam a proximidade sonora, a respiração da interpretação e a escuta compartilhada. 

 Cada apresentação funciona como uma experiência singular, em que silêncio, presença e participação da plateia moldam o acontecimento musical. Essa dimensão coletiva também atravessa o registro audiovisual do projeto: parte das imagens utilizadas nos vídeos e conteúdos visuais foi produzida pelos próprios espectadores, incorporando o público como personagem e também como criador.

 O repertório reúne canções inéditas e releituras que atravessam a formação afetiva de Giovani, dialogando com ritmos nordestinos e com elementos de seu território de origem, sem recorrer a enquadramentos regionalistas. A proposta é recolocar a canção brasileira em primeiro plano, ressaltando sua força melódica e sua dimensão popular contemporânea.

Giovani Cidreira - "Denga"

.: Manual Crônico: Nome de garçom... Bastião, meu chapa, traz mais uma!


Thiago Sobral é escritor. Também publica semanalmente no site 
Minha Arca Literária e no Instagram @thiago.sobral_. É autor do livro "O Pai, a Faca e o Beijo", publicado pela Editora Patuá.


O universo já esteve em minhas mãos. Como já não sou garçom, ele não está mais. Pois, ser garçom imprime no sujeito uma universalidade rara de alcançar. Em mim, durou cerca de seis meses, e nada mais.

Se o amigo não sabe, o garçom atende por vários nomes, ainda que nenhum conste em sua certidão de batismo. Um bom frequentador de restaurantes, botecos, pizzarias e frege-moscas que se preze tem o dom de olhar para aquele que carrega a bandeja e dar-lhe um nome. Não um nome qualquer, mas aquele que mais convém ao momento. Pode ser João, pode ser Severino, Luiz (mas tem que ser com Z), Manuel (com U), Zé Carlos, Ubaldo etc. Não há regra. Há o instante, a cara do garçom, e a inspiração.

Eu já tive alguns, poucos. Garanto que fui um garçom mais ou menos, e, portanto, recebi certas alcunhas. A única mancha verdadeira em meu currículo é não ter servido num boteco do tipo “copo-sujo”, pois este é o auge da carreira de qualquer garçom. É nele que se alcançam os codinomes mais sublimes, colecionam-se os mais criativos heterônimos, angariam-se os mais perfeitos apelidos, ou, se o leitor tiver alma de artista, pseudônimos.

Digo isso porque os frequentadores dos copo-sujos — ou frege-moscas — são os melhores que há. Geralmente, estão de bem com a vida, ou de coração partido, e isso rende assunto, movimenta pés e mãos, e marca-se a carreira. É comum que tais clientes carreguem sobre o lábio superior farta bigodeira e, ao final, retribuam alguma gorjeta, nem sempre gorda como o bigode, mas, ainda assim, gorjeta. Sem contar os nomes. E que nomes!

O atento leitor deve estar se perguntando como sei de tudo isso, se nunca servi num frege-moscas. Bom, se não servi…

Antes, servi numa requintada e falida pizzaria de minha cidade natal, nos idos anos dois mil. Dois mil e cinco, para ser exato. Lá, os clientes vinham de todas as classes sociais, com todos os gostos (alguns até com belos bigodes), mas não eram bons em dar nomes. Faltava-lhes, penso, ovos coloridos, linguiça acebolada e moela ao molho, junto com um bom rabo de galo, e uma vasta coleção de copos americanos trincados. Havendo isso, certamente se tornariam bons nomeadores.

Da pizzaria restou apenas a pizza portuguesa requentada que comíamos ao final do expediente e que, até hoje, me pinça a memória sempre que como uma pizza portuguesa contemporânea. De nome, ganhei apenas um Luís bem mequetrefe (certeza que era com S) ou um Joaquim qualquer… Nada de um potente Oswaldo, ou um violento Jeremias, muito menos um exótico Nicodemos. Nicodemos é elite, o suprassumo, o auge da carreira garçônica. E se você não concorda é porque não tem um bigode farto.

Mesmo sendo professor, sou um exímio equilibrista de copos (garanto que isso veio da experiência como garçom), só não sei se me tornei um bom cliente. Cultivo o bigode — ainda que grudado à barba —, mas estou em débito com os botequins. Os frege-moscas não me veem há muito tempo, os copo-sujos hoje devem me achar um distinto senhor esnobe, o que me envergonha. A prova disso, conto-a agora:

Era um exemplar boteco copo-sujo, não apenas metafórico: os fundilhos do americano traziam uma camada de poeira fina e acinzentada. Isso talvez não seja mentira, apesar dos dez anos que separam estas linhas da ocorrência do fato. O copo era sujo tanto quanto a minha intenção. Nesta minha última e saudosa vez em um frege-moscas, avistei o garçom, que gabaritava o figurino: calças pretas, sapato social de sola gasta, camisa de botões branca amarelada, um pano de prato encardido sobre o ombro, olhar cansado, mas sorridente e acolhedor, encimado por ampla testa, emendando com a calva.

De início, aproximou-se solicito:

Bom dia, doutor! — esparramou o pano de prato encardido na mesa. — Vai aquela gelada?

Até queria — soltei um sorriso de cachorro pidão —, mas tá cedo, né?

— Passarinho que não deve nada a ninguém tá de pé desde cedo, doutor. — Esboçou um sorriso cúmplice.

Tem razão. Mas só uma, viu. — Assenti, satisfeito com a cumplicidade já esperada.

Sem que eu percebesse o tempo correr, logo a quarta cerveja já estava na mesa. Nem meio-dia ainda. E o meu amigo já suava em bicas, correndo de uma mesa à outra, espantando os mosquitos e enxugando a calva com o pano de prato roto. O frege-moscas fervia.

Na quinta cerveja, já estávamos íntimos. Era doutor pra cá, patrão pra lá. E a família, como está? O menino vai bem na escola? (Eu ainda não tinha menino). Semana quase acabando, meu peixe. Vai trabalhar no sábado? Acho que vai dar praia. Amizade forjada em copo americano é para a vida toda. Mas e o nome? Como eu ainda não havia arriscado um nome? Péssimo cliente, eu…

Bastião, meu chapa, traz mais uma! A sexta, né?

Sétima — respondeu entre dentes.

A sétima, isso! — sorri, já de olhos cruzados.

O Bastião trouxe a sétima, sisudo.

Tá tudo bem, meu patrão? Cansado, né? — expressei minha solidariedade ante a mudança de humor repentina.

Bastião, doutor? Bastião?!

Não gostou? Desculpe. — O impossível parecia acontecer.

Não é que não gostei… É que… é… esse é meu nome mesmo.

Acabou-se a amizade. A oitava não veio…

quinta-feira, 14 de maio de 2026

.: Com direção de Isabel Teixeira, Cia. Mungunzá apresenta "Elã" na Funarte


Por conta da demolição sem comunicado prévio do Teatro de Contêiner, o Complexo Cultural Funarte acolheu os espetáculos que o grupo faria em sua sede nesta mesma época. Foto: Roberto Setton


Depois de ter sido despejada de seu Teatro de Contêiner em janeiro de 2026, a Cia. Mungunzá trabalha para reconstruir o espaço cultural em um terreno cedido pela Prefeitura de São Paulo. Durante esse processo, o Complexo Cultural Funarte acolhe ações que já estavam contratadas para acontecer. Dentro da programação de maio estão apresentações gratuitas de "Elã", em cartaz até  24 de maio, na sexta às 19h30, sábados e domingos, às 16h00 (sessão extra acontece na quinta-feira, dia 21 de maio, às 19h30).

Em retrospectiva a esse difícil processo de mudança, Léo Akio e Marcos Felipe, artistas do grupo, comentam: “2025 foi um ano caótico. De um lado, enfrentamos pressão e violência para a saída do Teatro de Contêiner; de outro, celebramos a criação e a estreia de um novo espetáculo. Encerramos o ano esgotados, mas íntegros: nosso novo trabalho foi um sucesso e fizemos de tudo para que a mudança do Teatro de Contêiner acontecesse de forma digna e justa, respeitando nossos compromisso, nossa história e reafirmando um projeto de cidade mais humana e inclusiva”

Ainda sobre a nova sede, Léo acrescenta: “Estamos buscando diálogo e uma posição formal da Prefeitura sobre o terreno ofertado na Rua Helvetia 807, mas ainda sem sucesso”. Marcos completa: “Não temos a opção de parar. Até que a transferência do Teatro de Contêiner seja concluída, vamos transferir a programação contratada para outros espaços”


Sobre Elã
Com direção de Isabel Teixeira, "Elã" é o trabalho mais recente da companhia. A partir do “Livro de Linhas”, o espetáculo é uma trama permeada por oito histórias criadas por atores-escritores que se passam em diferentes tempos e espaços. Todas as histórias se cruzam de maneira sobreposta e cabe ao público escolher seu ângulo e montar a sua teia narrativa.

Entre essas histórias, estão: um andarilho, dentro de um jogo de videogame, através dos diferentes tempos da linha da sua vida, tenta se livrar de uma herança ancestral deixada pelo seu pai // Um ator - vendedor de morangos - que tenta convencer uma renomada diretora a dirigir seu próximo espetáculo, incluindo sua mãe no elenco // A mãe que entra no espetáculo dirigido pelo filho e, cena após cena, vai se libertando do papel que lhe foi imposto // Uma mulher, após construir uma família de alta performance, decide matar a  família para realizar seu sonho de ser cantora de boate, honrando sua avó, vítima da Guerra Civil Espanhola // Uma mãe, enquanto enfrenta o luto e cria os filhos, reacende a sexualidade reprimida em suas ancestrais, através de uma retomada do poder feminino // Um homem descobre, na morte, o maior empreendimento capitalista de todos os tempos: a empresa “Animador de Velórios” // Uma mulher, convencida de ser uma aranha tecendo o destino do mundo, tenta impedir uma explosão, voltando no tempo e manipulando cada passo dos envolvidos // Um homem-bomba, ao se explodir, deixa pistas para sua filha, guiando-a por um outro olhar sobre o mundo.


Sobre a Cia Mungunzá
A Cia. Mungunzá é uma das companhias mais inovadoras do cenário teatral brasileiro. Criada em 2008, o grupo desenvolve uma pesquisa cênica continuada, alinhando arte, cultura e vida, construindo uma narrativa e uma linguagem autoral, com montagens de peças com grande poder de comunicação com o público.

A Mungunzá firmou-se como grupo que trabalha com diretoras e diretores convidados, fator que ajuda a manter os processos cênicos vívidos. Na sua pesquisa busca a polifonia e o hibridismo das linguagens artísticas, propondo a encenação como dramaturgia e o ato performático como atuação. Fomenta o fazer artístico como prática política e social.

O grupo expande suas fronteiras ao criar, em 2017, o Teatro de Contêiner Mungunzá, uma ocupação artística que se tornou sede da companhia e um dos espaços culturais independentes mais importantes do país. Reconhecido por sua programação e por uma gestão cultural de forte impacto em contextos de extrema vulnerabilidade social, o espaço também se destaca por sua arquitetura sustentável, transformadora e comunitária. Em 2025, o teatro sofreu um despejo e, atualmente, sua reconstrução segue em meio a um processo de disputa política.

Ficha Técnica
Direção geral: Isabel Teixeira | Assistência de direção e preparação de elenco: Lucas Brandão | Elenco criador: Dilma Correa (convidada), Léo Akio, Lucas Bêda, Marcos Felipe, Pedro das Oliveiras, Sandra Modesto, Verônica Gentilin, Virginia Iglesias | Participação especial: Miranda Caltabiano Bannai e Gregório Modesto de Oliveira | Dramaturgia a partir da Escrita na Cena®: elenco criador e direção | Direção de movimento: Castilho | Direção musical: Dani Nega e Isabel Teixeira | Produção musical: Dani Nega | Arranjos, colaboração e preparação musical: Flávio Rubens e Renato Spinosa |  Gravação sax, guitarra, harpa e violão: Gabriel Moreira | Composições originais: Jonathan Silva | Música de saída “O romance, o sorriso e a flor”: Renato Teixeira | Operadora e técnica de som: Paloma Dantas | Operador de microfones: Samuel Gambini | Desenho de Som: Bruno Castro e Paloma Dantas | Desenho de Luz: Wagner Freire | Adaptação de Luz: Eduardo Estefano, Pedro das Oliveiras e Wagner Freire | Operação de Luz e Vídeo: Eduardo Estefano e Lucas Brandão | Cenografia: Isabel Teixeira, Lucas Bêda e elenco criador | Cenotécnicos: Fábio Lima e Zé Valdir Albuquerque | Vídeos: Pedro das Oliveiras | Figurinos: Joana Porto e Rogério Romualdo | Costura ciclorama: Coletivo Tem Sentimento | Visagismo: Fabia Mirassos | Auxiliar de visagismo e contrarregra: Isabelle Iglesias | Instrutor de escalada: Luciano Iglesias | Fotos divulgação: Roberto Setton | Registro audiovisual: Bruno Rico | Assessoria de imprensa: Pombo Correio | Identidade visual: Isabel Teixeira e Léo Akio | Design gráfico: Léo Akio | Produção: Tati Caltabiano | Produtor associado: Gustavo Sanna - Complementar Produções | Apoio: Funarte.


Funarte acolhe programação do Teatro de Contêiner - Ocupação Mungunzá
Até dia 24 de maio
Ingressos: grátis, devem ser reservados em https://www.sympla.com.br/produtor/teatrodeconteiner
Sextas-feiras, às 19h30, sábados e domingos, às 16h00. Sessão extra acontece na quinta-feira, dia 21/05 às 19h30. Duração: 120 minutos . Classificação: 16 anos.

.:"Você É Mais Que Seu Trabalho" desafia a cultura da performance


O autor e coach Vicente Ferrio apresenta um guia para reconstruir a relação com a carreira sem abrir mão da identidade e do bem-estar. 

Sem perceber, muita gente passou a medir o próprio valor a partir do trabalho. Esse comportamento, que alimenta a crescente onda de esgotamento profissional e de pressão por desempenho, é o ponto de partida de "Você É Mais Que Seu Trabalho", lançamento da Editora Agir, assinado pelo autor, mentor e coach Vicente Ferrio. Na obra, ele analisa como a produtividade, o sucesso e a performance deixaram de ser apenas metas profissionais para se tornarem critérios de identidade. 

Para o autor, essa lógica cria uma armadilha silenciosa: alimenta a sensação constante de insuficiência e reduz a vida a um único eixo, o trabalho. Longe de pregar o desapego profissional, a obra foca em uma relação mais saudável com a carreira. O autor utiliza exemplos práticos e exercícios para demonstrar que o valor de um indivíduo é composto por múltiplas dimensões, e que o desempenho no trabalho é apenas uma delas. Compre o livro "Você É Mais Que Seu Trabalho", de Vicente Ferrio, neste link.


Sobre o autor
Vicente Ferrio (Espanha, 1974) é engenheiro civil, empreendedor, palestrante, mentor e coach certificado. Especialista em liderança, empreendedorismo consciente e gestão de mudanças pelas escolas de negócios de Columbia e Harvard, é autor de diversos livros sobre carreira profissional e criador do site sincronizatutalento.com, cujo blog mobiliza uma comunidade de milhares de leitores. Garanta o seu exemplar de "Você É Mais Que Seu Trabalho", escrito por Vicente Ferrio, neste link.

.: Biblioteca Carolina Maria de Jesus faz 21 anos como símbolo de memória viva


Espaço reúne cerca de 14 mil itens bibliográficos e preserva parte fundamental da produção intelectual, artística e histórica negra brasileira. 
Na imagem, manuscrito Carolina Maria de Jesus. Foto: MAB

Em um país onde parte significativa da produção intelectual negra permaneceu historicamente fora dos grandes centros de preservação e pesquisa, a Biblioteca Carolina Maria de Jesus, do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gestão Associação Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura (AMAB) , consolidou-se, ao longo de 21 anos, como um dos principais espaços dedicados à memória afrodiaspórica no Brasil.

Inaugurada em 13 de maio de 2005, um ano após a fundação do Museu, a biblioteca nasceu com a missão de ampliar e complementar os acervos museológico e arquivístico da instituição, oferecendo suporte às pesquisas internas e externas relacionadas à história, à arte e à cultura afro-brasileira e africana. Batizada em homenagem à escritora, poetisa, cantora e intelectual Carolina Maria de Jesus, uma das vozes mais importantes da literatura brasileira do século XX, a biblioteca carrega o compromisso de preservar e difundir produções intelectuais negras historicamente invisibilizadas pela narrativa oficial do país.

Atualmente, o espaço abriga aproximadamente 14 mil itens bibliográficos, entre livros, catálogos, obras raras e publicações especializadas em arte africana, arte afro-brasileira, religiosidade de matriz africana, sociologia, história do Brasil e literatura negro-brasileira. O acervo reúne ainda publicações fundamentais para a compreensão da arte negra brasileira e africana, muitas delas pouco acessíveis em bibliotecas tradicionais.

Grande parte das obras dialogam diretamente com a Exposição de Longa Duração concebida por Emanoel Araujo, refletindo o pensamento curatorial e a visão intelectual do fundador da instituição. Entre os destaques do acervo estão os catálogos das exposições realizadas pelo Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, considerados registros fundamentais para a compreensão da produção e da curadoria de arte negra no Brasil.

Mais do que preservar livros e documentos, a Biblioteca Carolina Maria de Jesus ajuda a manter vivo o pensamento de Emanoel Araujo, artista, curador e intelectual responsável por construir um dos mais importantes projetos de valorização da cultura afro-brasileira no mundo. A biblioteca preserva também parte desse legado curatorial, permitindo acompanhar, por meio de livros, catálogos e documentos, a construção intelectual do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo.

Ao longo de mais de duas décadas, a Biblioteca Carolina Maria de Jesus consolidou-se como espaço de pesquisa, preservação e valorização da produção intelectual negra. Entre os principais marcos de sua trajetória estão a doação, via comodato, de parte dos manuscritos de Carolina Maria de Jesus; a realização do sarau “Meus Poetas Negros”, idealizado por Oswaldo de Camargo em homenagem póstuma a Emanoel Araujo; e a criação da FLAB – Feira Literária Carolina Maria de Jesus, iniciativa voltada à valorização de editoras independentes e pessoas autoras negras.

A Biblioteca Carolina Maria de Jesus integra ainda a Redarte – Rede de Bibliotecas de Arte do Brasil e recebe pesquisadores, artistas, curadores, estudantes e intelectuais dedicados aos estudos da arte afrodiaspórica no Brasil e no exterior. “A Biblioteca Carolina Maria de Jesus carrega, em sua essência, o legado de Emanoel Araujo e a potência intelectual de Carolina Maria de Jesus. Ao longo de 21 anos, tornou-se um espaço fundamental para pesquisadores, artistas e estudantes interessados em compreender a produção artística, histórica e literária negra no Brasil. Preservar esse acervo é também preservar parte da memória do país”, afirma Jandaraci Araújo, diretora executiva do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo.

Atualmente, o espaço passa por um processo de modernização e conservação do acervo por meio do Edital Fomento CULTSP PNAB nº 29/2024 – Manutenção e Modernização de Bibliotecas. A iniciativa prevê melhorias técnicas, incluindo substituição de estantes e instalação de sistema de segurança do acervo, ampliando as condições de preservação e acesso às obras. “Fazer a gestão deste acervo é mergulhar diariamente na história de diversas áreas do conhecimento que se dedicam a estudar e produzir informações sobre arte afrodiaspórica e sobre a história do nosso país. A criação desta biblioteca reflete toda a genialidade de Emanoel Araujo e carrega seu legado ao ser um espaço democrático de estudo, lazer e reflexão sobre negritudes, artes e literatura”, afirma Janaina França de Melo, bibliotecária do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo.

Ao completar 21 anos, a Biblioteca Carolina Maria de Jesus reafirma-se como um espaço onde os legados de Carolina Maria de Jesus e Emanoel Araujo seguem em permanente diálogo, preservando memórias, difundindo conhecimento e ampliando o acesso às narrativas negras no Brasil.

Sobre o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo administrada pela Associação Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura. Inaugurado em 2004, a partir da coleção particular do seu fundador, Emanoel Araujo (1940-2022), o museu é um espaço de história, memória e arte. Localizado no Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, dentro do mais famoso parque de São Paulo, o Parque Ibirapuera, o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo conserva, em cerca de 12 mil m², um acervo museológico com mais de 20 mil obras, apresentando diversos aspectos dos universos culturais africanos e afro-brasileiro e abordando temas como religiosidade, arte e história, a partir das contribuições da população negra para a construção da sociedade brasileira e da cultura nacional. O museu exibe parte deste acervo na exposição de longa duração e realiza exposições temporárias.


Serviço
Biblioteca Carolina Maria de Jesus, no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo

Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 10 – Parque Ibirapuera – São Paulo/SP
Funcionamento da biblioteca: terça a sexta-feira, das 10h00 às 17h00; sábados, das 10h00 às 14h00
Consulta presencial gratuita
Informações: (11) 3320-8900
Catálogo on-line e outras informações: Biblioteca Carolina Maria de Jesus

quarta-feira, 13 de maio de 2026

.: Crítica: "Charuto de Mel" é fuga de aprisionamento feminino nos anos 90

"Charuto de Mel" pode ser assistido no site e aplicativo Reserva IMOVISION

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em maio de 2026


O longa dramático focado em comportamento"Charuto de Mel"dirigido por Kamir Aïnouz, mergulha na naturalização imposta pelo patriarcado, o que, fatalmente, esbarra na falta de liberdade sexual. Assim, os dilemas da jovem Selma (Zoé Adjani), crescem tal qual uma bola de neve, uma vez que ela está numa família argelina tradicional que vive na França dos anos 90. Rebelde para transgredir algumas normas impostas, Selma, metade argelina e outra metade francesa, luta pela liberdade, o que acaba refletindo no modo de a obediente mãe (Amira Casar) tomar decisões, inclusive.

Disponível no site e aplicativo Reserva IMOVISION, a produção de 2020 exibida no Festival de Veneza e na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, permeia tabus de sexualidade e regras patriarcais quando a paixão juvenil entra em pauta. É ao se apaixonar pelo também estudante Julien que brota em Selma a necessidade de transgressão, o que ganha contornos notáveis aos pais.

Na tentativa de encaminhar a filha para um possível casamento com um conhecido e de família endinheirada, os pais a jogam para experimentar o pior de uma vida feminina. Contudo, Selma mantém em silêncio as dores de ser mulher, enquanto amadurece e busca independência. Focando no amadurecimento e comportamento, sem floreios e encantamentos, no excelente  "Charuto de Mel", a história de vida Selma revela aproximação, em certos pontos, com a de qualquer outra mulher. Imperdível!


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"Charuto de Mel" (Cigare au miel). Gênero: DramaDireção: Kamir Aïnouz. Roteiro: Kamir AïnouzDuração: 1h 40 minutos. Classificação Indicativa: 16 anos (Violência, Conteúdo Sexual, Drogas Lícitas). Distribuição: Imovision. Elenco: Zoé Adjani (Selma)Amira CasarLyès SalemLouis PeresIdir Chender. Sinopse:  história narra a trajetória de Selma, uma jovem argelina de 17 anos que, ao se apaixonar e explorar sua sexualidade, enfrenta as rígidas regras patriarcais de sua família e o crescente fundamentalismo em seu país, buscando sua liberdade.

Trailer de "Charuto de Mel"



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.: Amazon anuncia primeira linha Kindle para leitura e escrita


O Kindle Scribe chega ao Brasil com design ultrafino, ultraleve e 40% mais rápido, além de novos recursos de produtividade com IA, incluindo busca inteligente de anotações. O Kindle Scribe Colorsoft traz uma experiência de escrita em cores fluida, rápida e confortável para os olhos .A tela de 11 polegadas reproduz a sensação de escrever em papel, ideal para anotações em milhões de livros, listas de tarefas e revisão de documentos sem distrações


A Amazon anuncia a chegada da primeira linha Kindle Scribe ao Brasil - a geração do Kindle que une leitura e escrita em um único dispositivo. Os modelos Kindle Scribe e Kindle Scribe Colorsoft estão disponíveis para pré-venda a partir de hoje no país. Com o Kindle Scribe, a experiência é de ler e escrever em papel: texto nítido, com espaço de sobra para fontes maiores, imagens, gráficos e documentos em tamanho real. O dispositivo permite fazer anotações em milhões de livros, adicionar notas a documentos e buscar anotações com tecnologia de IA. 

A linha Kindle Scribe chega ao Brasil pela primeira vez, reimaginada para aumentar a produtividade. Oferece opções com e sem luz frontal e um design renovado que remete ao papel: ultrafino com apenas 5,4 mm de espessura e ultraleve com 400 g. O desempenho é 40% mais rápido para escrita e virada de páginas em comparação com as gerações anteriores, disponíveis apenas fora do Brasil. A tela de 11 polegadas, sem reflexo, tem as mesmas proporções de uma folha de papel — e reproduz a sensação de escrever em uma. É o tamanho ideal para revisar documentos em escala real, natural para fazer anotações e fácil de levar para qualquer lugar.


A linha Kindle Scribe traz inovações significativas em hardware:
  • Luz frontal com LEDs miniaturizados que se encaixam firmemente contra a tela, criando bordas mais estreitas e iluminação uniforme
  • Vidro moldado com textura exclusiva que melhora o atrito da caneta na tela — diferente de tablets convencionais, que costumam parecer escorregadios ou vítreos
  • Tela redesenhada que reduz quase totalmente o efeito de distância entre a ponta da caneta e o traço, simulando a escrita direta no papel
  • Novo chip quad-core, O novo chip quad-core, mais memória e a tecnologia de tela Oxide da Amazon tornam toda a experiência mais ágil, com maior contraste e desempenho rápido tanto em conteúdos coloridos quanto em preto e branco. A tela Oxide utiliza uma camada interna de óxido com formas de onda otimizadas para entregar essa performance.
  • Uma experiência de escrita em cores confortável para os olhos
O Kindle Scribe Colorsoft apresenta o mesmo novo design e oferece uma experiência de escrita em cores fluida e natural. Para criar cores suaves que, diferentemente de uma tela LCD, não agridem os olhos, a Amazon utilizou a tecnologia de tela Colorsoft personalizada, com filtro de cor e guia de luz com LEDs de nitreto que aprimoram as cores sem comprometer os detalhes. Para garantir uma experiência excepcional de escrita em cores, a Amazon desenvolveu um novo mecanismo de renderização que aprimora as cores e assegura que a escrita seja rápida, fluida e totalmente natural. Além disso, o Kindle Scribe Colorsoft oferece semanas de duração de bateria e não possui aplicativos ou notificações — nada que distraia você dos seus pensamentos.

Recursos de produtividade com tecnologia de IA
A nova linha oferece um poderoso caderno de anotações com tecnologia de IA, além de software e ferramentas redesenhados para aumentar a produtividade:
  • Nova tela inicial: agora com Notas Rápidas para facilitar anotações sempre que a inspiração surgir. É possível acessar livros, documentos e anotações recentes com rapidez.
  • Acesso a todos os documentos: com suporte para Google Drive e Microsoft OneDrive, é fácil importar documentos para marcação e exportar PDFs anotados.
  • Busca com tecnologia de IA: pesquise suas notas de forma natural e receba resumos gerados por IA. É possível se aprofundar com perguntas de acompanhamento.
  • Compartilhamento com OneNote: exporte notas como texto convertido ou imagem incorporada para o OneNote, mantendo tudo em um só lugar para continuar editando no laptop.
  • Canetas e marcações coloridas no modelo Colorsoft: escreva, desenhe e faça anotações em uma das 10 cores de caneta ou destaque em uma das 5 cores de marca-texto.
  • Sombreamento: artistas e criadores podem criar gradientes suaves e tons sutis com a nova ferramenta de sombreamento, com mais controle sobre profundidade e riqueza da arte.
  • Espaço de trabalho: organize documentos, cadernos, livros e mais na mesma pasta.
  • Tudo o que os clientes amam no Kindle
O Kindle Scribe é um caderno e um Kindle em um só dispositivo, com acesso à maior loja de e-books do mundo. O dispositivo inclui 3 meses grátis de Kindle Unlimited, além dos recursos de leitura mais recentes. Assim como todos os e-readers Kindle, o novo Kindle Scribe oferece acesso instantâneo à Loja Kindle, que inclui:

Ampla seleção: milhões de títulos disponíveis nas Lojas Kindle em todo o mundo.
Kindle Unlimited: acesso a uma biblioteca cada vez maior de milhões de e-books, leituras curtas e assinaturas de revistas selecionadas.
Leitura gratuita para membros Prime: uma seleção rotativa de milhares de títulos sem custo adicional à assinatura Prime.
Vozes diversas: milhões de escritores autopublicados usam o Kindle Direct Publishing (KDP) para compartilhar suas histórias, oferecendo aos leitores um conjunto robusto e diversificado de vozes.
 

Preços e disponibilidade
Todos os dispositivos acompanham uma caneta que se conecta magneticamente ao Kindle Scribe - sempre à mão e sem necessidade de carregamento. A Amazon também disponibilizará, a partir de junho, uma nova linha de capas premium em diversas cores (Grafite, Matcha e Figo) e materiais premium (couro e toque acetinado), fechamento magnético e porta-caneta, a partir de R$ 489,00. A caneta e pontas estarão disponíveis para compra separadamente. O Kindle Scribe já está disponível em pré-venda, com opção de parcelamento em até 10 vezes. Confira os modelos:


.: CCCB traz ao Brasil o diretor coreano Jang Kun-jae para masterclass e sessão


Em parceria com a Semana ABC e o Centro Cultural São Paulo, o cineasta participa de dois encontros gratuitos, nos dias 14 e 15 de maio, com debates sobre o cinema independente coreano e a exibição do longa "Porque Eu Odeio a Coreia". Na imagem, cena do filme de Jang Kun-jae


O Centro Cultural Coreano no Brasil (CCCB) promove, em maio, a vinda do diretor sul-coreano Jang Kun-jae ao Brasil para duas atividades gratuitas e abertas ao público em São Paulo. Acompanhado pelo produtor de seus filmes, Youn Hee-young, o cineasta participa, nesta quinta-feira, dia 14 de maio, de uma masterclass na Semana ABC 2026, na Cinemateca Brasileira, e, no dia 15, sexta-feira, de uma sessão especial do longa "Porque Eu Odeio a Coreia" (2023), seguida de bate-papo, no Centro Cultural São Paulo (CCSP).

Reconhecido como uma das vozes mais consistentes do cinema independente sul-coreano contemporâneo, Jang Kun-jae construiu sua trajetória entre a direção e a fotografia. Ele já atuou em mais de 45 produções, dirigiu nove longas-metragens e foi diretor de fotografia em cerca de 30 filmes independentes. Entre seus principais reconhecimentos estão a abertura do Busan International Film Festival de 2023 com Porque eu odeio a Coreia, o Prêmio DGK pelo longa A Midsummer's Fantasia (2014), também em Busan, e o Prêmio Dragões e Tigres no Vancouver International Film Festival por Eighteen (2009). O diretor também passou pela Mostra Internacional de Cinema em São Paulo em 2014, com "Noite em Claro".

A vinda do cineasta ao país amplia o diálogo entre o audiovisual brasileiro e o coreano. "Trazer o Jang Kun-jae ao Brasil é abrir uma porta dupla: a do encontro do público com um cinema coreano que vai além do que circula nos grandes festivais e a do diálogo entre realizadores brasileiros e coreanos sobre como se faz cinema independente hoje. O CCCB acredita que o intercâmbio cultural se constrói também nesses bastidores, na conversa entre quem produz", afirma Cheul Hong Kim, diretor do Centro Cultural Coreano no Brasil.

As atividades realizadas no Brasil formam um percurso complementar: a masterclass na Semana ABC traz o olhar do realizador sobre os processos de produção e formação no cinema coreano contemporâneo, enquanto a sessão no CCSP coloca o público em contato direto com sua obra mais recente.


Masterclass na Semana ABC – 14 de maio, na Cinemateca Brasileira
Na quinta-feira, 14 de maio, das 10h às 12h, o CCCB integra a Mesa 5 da Semana ABC 2026, dedicada ao tema "O Cinema Coreano Hoje: Caminhos de Formação e Consolidação Global". A masterclass do diretor aborda sua trajetória autoral e percorre três eixos: a experiência de formação na KAFA (Korean Academy of Film Arts) e seu impacto na carreira; o ambiente de produção do cinema independente coreano, incluindo processos, orçamentos e métodos de trabalho; e a experiência de coprodução internacional a partir do longa A Midsummer's Fantasia (2014). A Semana ABC 2026, principal evento brasileiro voltado à cinematografia, é realizada pela Associação Brasileira de Cinematografia (ABC) e pela Cinemateca Brasileira entre os dias 13 e 15 de maio, com programação gratuita.


Sessão especial de cinema – 15 de maio, no CCSP
Nesta sexta-feira, 15 de maio, às 19h00, o CCCB e o Centro Cultural São Paulo realizam uma sessão especial com a exibição de "Porque Eu Odeio a Coreia" ("Because I Hate Korea", 2023), seguida de bate-papo com o diretor e o programador da mostra. O drama acompanha Gye-na, jovem que decide deixar a Coreia em busca de felicidade no presente. A partir de uma narrativa intimista, o filme tensiona pertencimento, deslocamento e os dilemas de uma geração que questiona o projeto de vida estabelecido. A sessão é gratuita e os ingressos devem ser retirados na bilheteria do CCSP uma hora antes do início. A programação amplia as iniciativas do CCCB voltadas ao intercâmbio audiovisual entre Brasil e Coreia que, por sua vez, terão desdobramentos na próxima edição da Mostra de Cinema Coreano.

Sobre o CCCB
O Centro Cultural Coreano no Brasil (CCCB) é uma instituição oficial do governo da República da Coreia, vinculada ao Ministério da Cultura, Esportes e Turismo. Integrante da rede global de Centros Culturais Coreanos presente em 30 países, o CCCB está sediado na Avenida Paulista desde 2019. Com a missão de fortalecer as conexões culturais entre Brasil e Coreia, desenvolve uma programação ampla e multidisciplinar que abrange exposições, mostras de cinema, apresentações musicais, festivais temáticos e atividades educativas. Entre os destaques estão os cursos gratuitos de língua coreana, realizados em parceria com o Instituto Rei Sejong, além de cursos de K-pop, dança tradicional, taekwondo e oficinas temáticas. Em 2025, o Centro recebeu mais de 86 mil visitantes em sua sede e atingiu mais de 463 mil pessoas em eventos pelo Brasil.


Serviço
Masterclass com Jang Kun-jae – Semana ABC 2026 
Realização: Associação Brasileira de Cinematografia (ABC) e Cinemateca Brasileira
Apoio: Centro Cultural Coreano no Brasil
Quinta-feira, dia 14 de maio, das 10h00 às 12h00
Local: Cinemateca Brasileira – Largo Senador Raul Cardoso, 207, Vila Clementino, São Paulo/SP
Entrada: gratuita, mediante credenciamento prévio Credenciamento: Link

Sessão Especial de Cinema Coreano - "Porque Eu Odeio a Coreia"
Realização: Centro Cultural Coreano no Brasil
Parceria: Centro Cultural São Paulo (CCSP)
Data: sexta-feira, dia 15 de maio de 2026, às 19h00
Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1.000, Liberdade, São Paulo/SP
Faixa etária: livre
Entrada: gratuita
Retirada de ingressos: na bilheteria uma hora antes da sessão
Dúvidas: contato@kccbrazil.com.br

.: Drama de casal que incendiou cinema francês estreia na Reserva Imovision


Por
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com. Foto: David Koskas/Autoral Filmes

Destaque na programação do Festival de Cinema Francês do Brasil do ano passado, o drama “Eu, Que Te Amei” (“Moi qui t’aimais”) estreia na plataforma de streaming Reserva Imovision, nesta quinta-feira, dia 14 de maio. Dirigido por Diane Kurys, o longa-metragem revisita a intensa e muitas vezes conturbada história de um dos casais mais emblemáticos da cultura francesa: Yves Montand e Simone Signoret. Ele, astro de alcance internacional; ela, uma das maiores intérpretes do cinema europeu. Interpretados por Roschdy Zem e Marina Foïs, Montand e Signoret voltam à vida em performances que capturam o brilho, as fraturas, a lealdade e os conflitos que marcaram décadas de parceria, incluindo a célebre e dolorosa traição de Montand com Marilyn Monroe.

Apresentado na seção Cannes Classics do Festival de Cannes 2025, o filme marca o retorno de Diane Kurys ao evento após quase quatro décadas - a última participação na mostra havia ocorrido em 1987. O roteiro, assinado por Kurys ao lado de Martine Moriconi e Sacha Sperling, levou cerca de cinco anos de investigação, mergulhando em arquivos, memórias e registros históricos. Produzido pela New Light Films, o título chega ao Brasil pela distribuidora Autoral Filmes, acompanhando a nova fase do festival no país.

No centro da narrativa está o retrato de um amor real, movido por cumplicidade e desgaste, entre duas figuras que ajudaram a moldar o imaginário do cinema francês. Simone Signoret foi a primeira atriz da França a conquistar o Oscar de Melhor Atriz, por “Almas em Leilão”, em 1960. Casada com Montand entre 1951 e 1985, ela enfrentou escândalos e turbulências sem assumir o papel de vítima - e ambos, apesar dos abalos, sempre se reconheceram como parte fundamental um do outro. 

Ficha técnica do filme
“Eu, Que Te Amei” | “Moi qui t’aimais” (título original)
Classificação indicativa: 14 anos. Ano de produção: 2025. Idioma: francês. Direção: Diane Kurys. Roteiro: Diane Kurys, Martine Moriconi e Sacha Sperling. Elenco: Roschdy Zem (Yves Montand), Marina Foïs (Simone Signoret), Thierry de Peretti, entre outros. Distribuição no Brasil: Autoral Filmes. Duração: 1h58m. Cenas pós-créditos: não. 

Assine a Reserva Imovision, o streaming que respeita a sua inteligência
A equipe do Resenhando.com acompanha os filmes por meio da plataforma de streaming Reserva Imovision, dedicada ao cinema independente e autoral. Para acessar o catálogo completo, conferir novidades e realizar sua assinatura, o aplicativo da plataforma ou o visite o site oficial neste link. A Reserva Imovision reúne filmes e séries cuidadosamente selecionados, ampliando o acesso a obras que valorizam a diversidade cultural, a reflexão e experiências cinematográficas diferenciadas.

.: Café Filosófico CPFL: Marcelino Freire debate o papel do sonho e da literatura


Segunda gravação do módulo que reflete sobre o papel do descanso e da imaginação na vida contemporânea será com o escritor Marcelino Freire, que propõe reflexão sobre relações entre literatura, sonho e a reinvenção do humano. Foto: Denis Maerlant


E se sonhar fosse também uma forma de reinventar o mundo? É a partir dessa provocação que o Café Filosófico CPFL recebe, nesta quinta-feira, dia 14 de maio, às 19h00, o escritor Marcelino Freire. No encontro, ele conduz uma reflexão sobre as relações entre literatura, sonho e a reinvenção do humano. A gravação será transmitida ao vivo pelo YouTube e contará com público presencial na sede do Instituto CPFL, em Campinas, com entrada gratuita.

Depois de uma abertura que recolocou o sonho e o sono no centro do cuidado, não apenas como funções biológicas, mas como dimensões essenciais da experiência humana, o módulo avança agora para a força da palavra literária. É nesse território que criação, memória e transformação se entrelaçam, revelando a imaginação como uma forma ativa de existir e resistir.

Na palestra “Quando o Mundo Volta a Respirar: Literatura, Sonho e a Reinvenção do Humano”, Marcelino Freire atravessa diferentes campos, como a neurociência, a antropologia e a própria literatura para explorar como o sonho participa da construção de memórias, da elaboração das experiências e da abertura de futuros possíveis. 

Ao mesmo tempo, o encontro lança luz sobre práticas simbólicas e narrativas presentes em diversas culturas, entendidas como formas ancestrais de encantamento e de reorganização da vida.“Sonhar não é apenas uma experiência individual. É um processo que reorganiza a memória, regula emoções e, junto aos rituais, sustenta formas coletivas de produzir sentido e imaginar o futuro”, afirma Freire.


Sobre o palestrante
Marcelino Freire, escritor brasileiro, é autor de obras marcantes da literatura contemporânea, como Contos Negreiros, vencedor do Prêmio Jabuti. Com uma trajetória ligada à experimentação literária e à valorização da oralidade, também idealizou projetos como a “Coleção 5 Minutinhos”. Sua produção articula linguagem, crítica social e invenção estética, consolidando-o como uma das vozes mais expressivas da literatura brasileira atual.


Ambiente inspirador de troca e aprendizado
O Café Filosófico CPFL traz uma nova identidade visual e artística, incluindo cenário, para acompanhar a renovação do formato, que passa a ter a nova apresentadora, Tainá Müller, interagindo com os convidados e a plateia. O espaço do Café, na sede do Instituto CPFL, em Campinas, oferece uma atmosfera convidativa e aconchegante, onde cada detalhe é pensado para proporcionar uma experiência prazerosa. É possível tirar fotos em todos os lugares, incluindo o novo cenário. 

O local possui climatização e é acessível a pessoas com deficiência, além de contar com intérpretes de Libras para garantir a participação de todos. Há, ainda, um serviço de alimentação com cardápio de comidas e bebidas para consumo no local. Após a gravação e exibição ao vivo, as palestras ganham uma versão editada que é exibida na TV Cultura, aos domingos, às 20h00 (com reprises às quartas, à 1h00) e, posteriormente, disponibilizadas no YouTube. Os episódios transmitidos pela TV não correspondem necessariamente às gravações feitas durante a semana.


Serviço
Gravação Café Filosófico CPFL, com Marcelino Freire, escritor
Dia 14 de maio, quinta-feira, às 19h00
Instituto CPFL - Rua Jorge Figueiredo Corrêa, 1632 - Chácara Primavera, Campinas/SP
Entrada: gratuita, por ordem de chegada, a partir das 18h00
Participação on-line: canal do Café no YouTube

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