sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

.: Livro "O Expresso de Tóquio", de Seicho Matsumoto, é tema de Clube de Leitura


Para começar o ano e celebrar a 70ª edição do clube, o clássico do romance policial japonês será discutido em encontro on-line e gratuito com a presença do historiador e escritor Júlio Pimentel Pinto


"O Expresso de Tóquio", do escritor japonês Seichō Matsumoto, é o tema do Clube de Leitura Japan House São Paulo + Quatro Cinco Um de janeiro, que acontece na última quinta-feira do mês, 29, às 19h, via Zoom. Neste bate-papo on-line e gratuito que marca a 70ª edição do clube, o público conversa com o professor de história da USP e escritor Júlio Pimentel Pinto. Publicado originalmente em 1958 e lançado no Brasil em 2025 pela Todavia, com tradução de Jefferson José Teixeira, O expresso de Tóquio é um marco do romance policial japonês e consolidou seu autor, Seichō Matsumoto, como um mestre do gênero.

A trama tem início em uma praia gelada na baía de Hakata, na ilha de Kyushu, onde dois corpos são encontrados lado a lado. A motivação parece clara: um pacto suicida entre amantes. Mas, para o inspetor Torigai, algo não se encaixa. Um detalhe mínimo - um horário de trem - lança dúvida sobre a versão oficial e abre caminho para uma investigação que atravessará o Japão de ponta a ponta. Com narrativa meticulosa e crítica social, Matsumoto revolucionou o gênero policial ao afastá-lo dos enigmas de salão e aproximá-lo da realidade contemporânea japonesa.

Os participantes do Clube de Leitura Japan House São Paulo + Quatro Cinco Um têm 30% de desconto na compra do livro pelo site da editora Todavia, por meio do cupom JHSP451JAN26. O cupom fica vigente de 04/01/2026 até 31/01/2026 e é válido para 1 uso único por CPF. Saiba mais e inscreva-se em https://clubedeleitura.japanhousesp.com.br/


Convidado do mês - Júlio Pimentel Pinto é professor no departamento de história da Universidade de São Paulo (USP) e especialista nas relações entre história e ficção. Autor de "Uma Memória do Mundo: ficção, Memória e História em Jorge Luis Borges" (Estação Liberdade, 1998) e "A Pista & A Razão: uma História Fragmentária da Narrativa Policial" (e-galáxia, 2019), sua pesquisa investiga as intersecções entre narrativas históricas e ficcionais, explorando como diferentes gêneros literários dialogam com contextos sociais, políticos e culturais.


Como funciona o Clube de Leitura Japan House São Paulo + Quatro Cinco Um? Desde sua estreia em 2019, o Clube de Leitura Japan House São Paulo + Quatro Cinco Um recebe grandes profissionais da tradução de literatura japonesa no Brasil, além de autores contemporâneos e leitores dessa literatura, para discutir obras de nomes como Haruki Murakami, Sayaka Murata, Yoko Tawada, Banana Yoshimoto e Yoshiharu Tsuge.

Natasha Barzaghi Geenen, diretora cultural da Japan House São Paulo, e Paulo Werneck, editor da revista Quatro Cinco Um, compartilham a curadoria e a mediação dos encontros, que acontecem sempre na última quinta-feira do mês.

O Clube discute livros de autores japoneses traduzidos diretamente para o português, visando uma cobertura multiplataforma desse universo literário — a parceria entre a revista dos livros e a JHSP traz também uma newsletter editorial mensal com os principais lançamentos no Brasil de livros japoneses ou ligados à cultura japonesa.

No site da Japan House São Paulo há uma página exclusiva que reúne todo o conteúdo compartilhado até aqui. Nela, é possível ter acesso a um compilado de informações sobre todos os títulos já abordados e à agenda dos próximos encontros, além de links para inscrição nas newsletters da Japan House e na newsletter de literatura japonesa da Quatro Cinco Um: https://clubedeleitura.japanhousesp.com.br/ 


Serviço 

Data: quinta-feira, 29 de janeiro, às 19h00

Modalidade: on-line e gratuito, via Zoom

Inscrições: https://www.sympla.com.br/evento-online/clube-de-leitura-jhsp-451-o-expresso-de-toquio-janeiro/3249111 

Cupom: Participantes do clube têm 30% de desconto na compra do livro pelo site da editora Todavia, por meio do cupom JHSP451JAN26. O cupom fica vigente de 04/01/2026 a 31/01/2026, válido para 1 uso único por CPF.

Parceria com a Japan House São Paulo

.: Espetáculo “A Autoestima do Homem Hétero” volta para duas apresentações


Mais do que uma sátira, o espetáculo é um convite ao olhar crítico e ao empoderamento feminino, sem excluir os homens da conversa — pelo contrário: provoca todos os públicos a se reconhecerem e refletirem. Foto: Julia Lego


O espetáculo “A Autoestima do Homem Hétero” volta neste final de semana, dias 10 e 11 de janeiro, às 14h30 e às 17h00, no Teatro Arena B3, situado no Centro Histórico de São Paulo. É um espetáculo que promete revolucionar o imaginário coletivo com uma pergunta provocadora: e se fosse possível encapsular a inabalável confiança dos homens héteros e oferecê-la, em forma de pílula, às mulheres? Idealizado, escrito e protagonizado por Amanda Mirásci, com direção de Martha Nowill, o monólogo é uma sátira afiada sobre as relações afetivas, a construção da autoestima e os comportamentos masculinos que a sociedade ainda naturaliza.

No centro da história está Carina, uma farmacêutica que desenvolveu um medicamento revolucionário: a autoestima do homem hétero em cápsulas. Em uma noite decisiva - o lançamento oficial do produto - Carina apresenta ao público os componentes desta fórmula milagrosa, reencenando situações hilárias e dando vida aos homens que serviram de “matéria-prima” para sua criação.

Cada componente do remédio foi inspirado em um “tipo” masculino que Carina encontrou ao longo do caminho: o cara do violão, que nunca perde a chance de se exibir com seu imenso repertório de cinco músicas; o sujeito da caixa de som, que domina a praia como se fosse o DJ residente do mundo; o match do Tinder que, mesmo longe dos padrões de beleza, exige mulheres sem celulite; e tantos outros homens héteros de autoestima inflada que acabaram virando objeto de estudo dessa inusitada pesquisa.

À medida que apresenta os efeitos e os testes da fórmula, Carina também revela suas próprias vulnerabilidades: dilemas familiares, traumas afetivos e a incômoda presença da "síndrome da impostora", que ameaça sabotá-la a cada passo. Para ganhar autoconfiança, ela decide tomar sua própria invenção — que promete revolucionar o mundo. Mas ninguém estava preparado para as consequências… nem ela própria!

“A peça surgiu da minha vida real. Das minhas relações, das histórias das minhas amigas, da minha irmã… Situações que parecem pontuais, mas que, ao serem compartilhadas, revelam um padrão. O cara que explica o que você acabou de dizer, o pai que acha que ‘ajudar’ na criação dos filhos é um favor, o homem que se sente o máximo só por existir”, comenta Amanda Mirásci.

“Apesar do título, 'A Autoestima do Homem Hétero' não é um espetáculo só para mulheres. Os homens estão convidados — de verdade — a rir de si mesmos e, quem sabe, repensar atitudes. Porque se a gente quer mesmo mudar alguma coisa, eles precisam estar nessa conversa também”, conclui Amanda.

A diretora Martha Nowill reforça que incluir os homens no debate é essencial: “O que estamos criando é uma peça muito divertida e agregadora. Não é uma peça agressiva que vai constranger os homens. Muito pelo contrário, vamos fazer eles se enxergarem e falarem sobre si mesmos”.

Em cena, Amanda interpreta sozinha uma série de figuras distintas: “Temos muitos personagens na peça, e a Amanda dá vida a todos eles. O que estamos buscando é, a partir das ferramentas da própria atriz, extrair o que há de mais simbólico em cada construção cênica. Como traduzir isso no corpo dela? Quando é a Amanda e quando é o pensamento do outro? Como fazer com que ela assuma tantas identidades de forma clara, compreensível, sem que se torne uma confusão? Estamos trabalhando esse corpo, essa voz, essa escuta e essa compreensão profunda.”


Sobre Amanda Mirásci
Atriz e dramaturga, foi indicada aos prêmios Cesgranrio e APTR por Uma Vida Boa, de Rafael Primot. Atuou também em Mansa, Inútil a Chuva (Armazém Cia. de Teatro), O Branco dos Seus Olhos, entre outros. No cinema, está em Todo Clichê do Amor. Na TV, integrou elencos de A Lei do Amor, Cara e Coragem e Garota do Momento, da TV Globo, e da série Ringue, do Canal Brasil.


Sobre Martha Nowill
Diretora, atriz e roteirista, Martha Nowill atua no teatro, cinema e televisão desde os 18 anos. É formada em Cinema pela FAAP e Teatro pela Escola Célia Helena. Assina roteiros e colaborações para revistas como Piauí, TPM, Bazaar, Vogue, Carta Capital e Folha de S.Paulo. Seu trabalho mais recente nos palcos é Pagú – Até Onde Chega a Sonda, que também idealizou e protagonizou.


Ficha técnica
Espetáculo "A Autoestima do Homem Hétero"
Idealização, texto e atuação: Amanda Mirásci
Direção: Martha Nowill
Colaboração dramatúrgica: Bruna Trindade e Martha Nowill
Assistência de direção: Iuri Saraiva
Direção de movimento: Julianne Trevisol
Direção de arte: Luiza Mitidieri
Visagismo: Isabella Oliveira
Trilha sonora: Aline Meyer
Luz: Júnior Docini
Preparação vocal: Verônica Machado
Direção de Produção: Marlene Salgado
Design gráfico: Harú Estúdio Criativo
Fotos: Julia Lego
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Produção associada: Amanda Mirásci e Marlene Salgado
Realização: Arrakasta Produções Artísticas

Serviço
Espetáculo "A Autoestima do Homem Hétero"
Dias 10 e 11 de janeiro – Sábado e domingo, 14h30 e 17h00
Classificação: 14 anos
Duração: 70 minutos
Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/114190/d/354261/s/2389064?
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 60 minutos

.: "A Bela e a Fera" é atração de sexta-feira no Festival de Férias do Teatro Uol


Ao se tornar prisioneira no castelo encantado da Fera, ela descobre que por trás da aparência assustadora, existe um coração sensível e generoso. Foto: divulgação


De 5 de janeiro a 1º de fevereiro, o Teatro Uol, em São Paulo, recebe sete clássicos infantis que atravessam gerações e seguem vivos no repertório afetivo de muita gente. Dentro da programação do 42º Festival de Férias do Teatro Uol, às sextas-feiras, às 16h00, será apresentado o espetáculo "A Bela e a Fera".  No espetáculo, Bela, uma jovem inteligente e sonhadora, troca sua liberdade pela de seu pai. Ao se tornar prisioneira no castelo encantado da Fera, ela descobre que por trás da aparência assustadora, existe um coração sensível e generoso. 

Com a ajuda dos criados encantados do castelo, que também foram vítimas do feitiço, nasce entre os dois um sentimento puro e verdadeiro, capaz de transformar tudo ao redor. Esta emocionante peça celebra o poder do amor, da gentileza e da mudança interior. Elenco: Aline Cuoco, Déborah Menkos, Heliton Oliveira, Marcella Silveira, Marcelo Cortez, Ricardo Aires, Rodrigo Mazzoni e Lalu (Standin). Texto e direção: Heliton Oliveira. Realização: H4 Produções. De 9 a 30 de janeiro, sextas-feiras, 16h00. Duração: 60 minutos. Classificação: livre – indicação: a partir de três anos.


Sobre o Festival de Férias do Teatro Uol
Graças a uma curadoria rigorosa e consistente desde a primeira edição, o Festival de Férias do Teatro Uol, que em 2026 completa 25 anos de atividade, consolidou-se como o mais longevo de São Paulo. Localizado no Shopping Pátio Higienópolis, o Teatro Uol oferece uma experiência completa, reunindo conforto, segurança e fácil acesso, criando um cenário ideal para um programa de férias completo: entrar na sala, desligar o celular, se encantar com as histórias e sair com a cabeça cheia de arte e imaginação.


Serviço
Festival de Férias do Teatro Uol
De 5 de janeiro a 1º de fevereiro
Ingressos: R$ 100,00 (inteira) | R$ 50,00 (meia-entrada)
Televendas: (11) / 3823-2423 / 3823-2737 / 3823-2323
Vendas on-linewww.teatrouol.com.br
Horário de funcionamento da bilheteria em janeiro: segundas e terças, das 14h00 às 16h00, quartas, quintas e sextas das 14h00 às 20h00, sábados, das 13h00 às 22h00, e domingos, das 13h00 às 20h00. Não aceita cheques. Aceita os cartões de crédito: todos da Mastercard, Redecard, Visa, Visa Electron e Amex.  Estudantes e pessoas com 60 anos ou mais têm os descontos legais. Clube Uol e Clube Folha têm 50% desconto.


Teatro Uol
Shopping Pátio Higienópolis - Av. Higienópolis, 618, Terraço. Tel.: (11) 3823-2323 
Acesso para cadeirantes- Ar-condicionado- Estacionamento do Shopping: consultar valor pelo tel: 4040-2004- Venda de espetáculos para grupos e escolas: (11) 3661-5896, (11) 99605-3094 – Patrocínio do Teatro UOL: UOL, Folha de S. Paulo, Germed e Interfood.

.: George Martin, o centenário do quinto Beatle


Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: dibulgação

Há 100 anos, nascia na Inglaterra um dos maiores produtores musicais da história da música popular de todos os tempos. Sir George Martin era considerado o quinto integrante dos Beatles. O cara por trás da produção de discos antológicos lançados nos anos 60 e também na década seguinte com diversos artistas.

Sir George Henry Martin foi produtor musical, arranjador, compositor, engenheiro sonoro, músico e maestro britânico. Ele é considerado um dos maiores produtores musicais de todos os tempos, com trinta canções chegando ao primeiro lugar das paradas no Reino Unido e 23 nos Estados Unidos.

De acordo com informações do portal Beatles Brasil, Martin estudou na Guildhall School of Music and Drama entre 1947 e 1950, estudando piano e oboé, sendo influenciado por uma grande variedade de estilos musicais. Após se formar, ele trabalhou no departamento de música clássica da BBC, entrando na EMI em 1950. Martin produziu canções cômicas no início da década de 1950, trabalhando com pessoas como Peter Sellers e Spike Milligan.

Ele foi o cara que ajudou a moldar o som desenvolvido pelos Beatles. Era o cara certo na hora certa para os quatro jovens de Liverpool . Chegou inclusive a tocar em algumas produções, como no álbum "Rubber Soul", que na faixa "In My Life" conta com um breve solo de piano executado por Martin.

A gravação de "Strawberry Fields Forever" e "Penny Lane", lançados como single, somados com a produção do álbum "Seargent Pepper´s Lonely Hearts Club Band" na segunda metade dos anos 60 ajudaram a escrever um novo capítulo na história do rock. Além dos Beatles, Martin trabalhou com outros artistas na década seguinte, como o grupo vocal América e o icônico guitarrista britânico Jeff Beck, produzindo álbuns marcantes nos anos 70 para ambos.

Martin esteve no Brasil nos anos 90, a convite do produtor Marcelo Fróes. Em uma dessas ocasiões se encontrou com o músico Tom Jobim, promovendo um encontro de gigantes da nossa música popular. Em 1998 produziu e gravou o álbum "In My Life", composto basicamente por versões de clássicos dos Beatles, cantados por vários artistas convidados, como Celine Dion, Phil Collins, Bobby McFerrin, Jeff Beck, além dos atores Sean Connery, Jim Carrey, Goldie Hawn e Robin Willians, entre outros.

O portal Beatles Brasil informa que, em uma carreira de seis décadas, Martin trabalhou em cinema, televisão e espetáculos ao vivo. Ele também teve vários cargos executivos em companhias midiáticas e contribuiu para várias de causas beneficentes, incluindo seu trabalho para o "The Prince’s Trust" em prol da Ilha de Montserrat. Como reconhecimento de suas contribuições para a música e cultura popular, ele recebeu um Knight Bachelor, condecoração dada pelo Reino Unido em 1996. Faleceu no dia 8 de março de 2016, aos 90 anos, na Inglaterra.

"I Am The Walrus" - com Jim Carrey

 "Here There ans Everywhere" - com Celine Dion

"A Hard Days Night" - George Martin e Orchestra

.: #VivoLendo: "Trovador no Caos", de Roberto Canuto



Por Vieira Vivo, escritor e ativista cultural.
A taça da emoção transborda,
nasce o verso.

A arte de expor a alma em rimas talhadas com esmero e delicadeza, desnudando pensamentos, utopias, quimeras, vivência e lirismo. Caudalosa fonte a jorrar versos sobre o cotidiano de maneira ostensivamente emocional. Ao tecer estrofes lapidadas por arguta observância, o poeta elabora um porta-joias onde degustamos a essência humana, musical e poética de Roberto Canuto.

“Trovador no Caos”, publicado pela Editora Costelas Felinas, aponta essencialmente para o bem-virá. Um mundo de igualdade, de justiça social, de clareza e transparência onde a arte torna-se bússola e leme a nos guiar pelas linhas traçadas da poética bem delineada. Para que confrontar, se podemos unir? O trovador arremete seu canto de esperança e nos enlaça através dos versos em um terno e gentil convite: Sejamos abertos ao imaginário!

O concreto áspero da urbanidade, a desigualdade social, as injustiças latentes e a degradação da natureza, também, estão expostos em seus versos de forma contínua revelando a inquietude do poeta ante tantos obstáculos no mundo contemporâneo. Porém, sua pena nos traz alento e nos guia por uma ponte para novos sonhos. Onde iremos, por fim, encontrar a luz e beber de sua fonte.

Roberto Canuto, neste “Trovador do Caos”, divide-se em múltiplos ângulos para nos alimentar de poemas concisos, reflexivos e reveladores em sua vivência poética e quimérica buscando sempre pela alforria na nova alvorada onde o sonho de justiça é o nosso alimento.



.: “Três Luzes” transforma um blecaute em viagem íntima pela memória


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com

O monólogo “Três Luzes”, protagonizado por Cássia Damasceno, será apresentado nos dias 23 e 24 de janeiro, sexta-feira e sábado, às 20h00, no auditório do Sesc Santos. A montagem propõe uma experiência sensível e intimista, na qual um blecaute funciona como gatilho para uma sucessão de memórias, reflexões e narrativas que transitam entre o presente e o passado.

Preso dentro de um elevador durante a falta de energia, o corpo da atriz se torna território de lembranças e ensaios existenciais. A partir dessa situação-limite, a personagem revisita fragmentos de sua própria história, bem como as trajetórias de seu pai e de sua mãe, compondo uma autoficção que entrelaça vivências pessoais a questões universais. Medos, sonhos, heranças familiares e silêncios atravessam a cena, revelando as marcas afetivas e simbólicas que moldam a identidade dessa mulher.

Dirigido por Aristeu Araújo, que assina a dramaturgia ao lado de Cássia Damasceno, “Três Luzes” constrói sua narrativa a partir do contraste entre luz e escuridão, presença e ausência, memória e esquecimento. Esses elementos se sobrepõem a pequenos ensaios poéticos que buscam dar conta das contradições da experiência humana e da própria história da humanidade. A participação da musicista Júlia Klüber amplia a dimensão sensorial do espetáculo, dialogando diretamente com o estado emocional da personagem. Voltado ao público a partir de 12 anos, o monólogo tem duração de 60 minutos. Os ingressos custam R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (meia-entrada) e R$ 12,00 (Credencial Plena).


Ficha técnica 
Monólogo "Três Luzes"

Atuação: Cássia Damasceno 
Dramaturgia: Aristeu Araújo e Cássia Damasceno 
Consultoria dramatúrgica: Henrique Fontes 
Direção: Aristeu Araújo 
Assistente de direção: Jade Azevedo 
Composição musical: Luiz Lepchak 
Musicista: Júlia Klüber 
Iluminação: Nadja Naira 
Operação de luz: Dafne Rufino 
Figurino: Amábilis de Jesus 
Caracterização: Kenia Coqueiro 
Cenário: Eduardo Giacomini 
Desenho e operação de som: Chico Santarosa 
Direção de produção: Cássia Damasceno 
Assistência de produção: Jade Azevedo 
Cenotecnia: Vilson Kurtz 
Realização: 3Luzes 
Duração: 60 minutos 

Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta, das 9h às 21h30 | Sábados e domingos, 10h às 18h30   

Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida / Santos
Telefone: (13) 3278-9800        
Site do Sesc Santos
Instagram e Facebook: @sescsantos

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

.: Peça “A Manhã Seguinte” transforma encontros improváveis em comédia


Sucesso em mais de 10 países, peça do autor britânico Peter Quilter ganha montagem inédita no Brasil, com direção de Thereza Falcão e Bel Kutner, e faz temporada no Teatro VillaLobos; 
Foto: João Pedro Hachiya

E se o amor começasse depois do primeiro “bom dia”? Sucesso em mais de 10 países, “A Manhã Seguinte” ganha montagem inédita no Brasil e, após estreia aclamada no Rio de Janeiro e sessões lotadas em BH, Curitiba, João Pessoa e Brasília, chega a São Paulo para temporada no Teatro VillaLobos, no Shopping Villa Lobos, de 9 de janeiro a 1° de março, com sessões sextas e sábados, às 20h00, e domingos, às 18h00. Do aclamado dramaturgo inglês Peter Quilter, “A Manhã Seguinte” é uma comédia leve, inteligente e cheia de reviravoltas sobre encontros inesperados, famílias nada convencionais e o desafio de lidar com sentimentos quando ninguém diz exatamente o que está sentindo. O elenco conta com Carol Castro, Bruno Fagundes, Gustavo Mendes e Angela Rebello. A direção é de Thereza Falcão e Bel Kutner.

A história apresenta um quarteto irresistível: um rapaz tímido, uma jovem decidida, uma mãe sem papas na língua e um irmão com humor afiado e zero limites. Juntos, eles transformam qualquer manhã em um verdadeiro espetáculo. "Dirigir 'A Manhã Seguinte' é explorar com delicadeza e humor o desconforto do inesperado. A peça fala sobre encontros reais - e sobretudo o que não se diz", explica a diretora Thereza Falcão.

Na trama, Kátia (Carol Castro) e Tomás (Bruno Fagundes) se conhecem por acaso e, na manhã seguinte, acordam no mesmo quarto... cercados de incertezas. A situação já seria embaraçosa o suficiente, mas tudo ganha novos contornos com a chegada inesperada da mãe de Kátia (Angela Rebello), que não mede palavras, cheia de opiniões e sem qualquer filtro. E, para completar, Márcio (Gustavo Mendes), o irmão de Kátia, aparece com seu jeito inesperado, especialista em roubar a cena e bagunçar ainda mais o que já estava fora do controle. É uma história sobre afetos, tropeços e a beleza do improviso. Porque, às vezes, a vida só começa mesmo... na manhã seguinte.

"O mais bonito dessa comédia é que ela nos faz rir daquilo que somos: vulneráveis, contraditórios e humanos. É um teatro de afeto, leveza e verdade", comenta a diretora Bel Kutner. O projeto terá ainda uma temporada em São Paulo e uma turnê nacional, que passará por diferentes regiões do país. O espetáculo é apresentado pelo Ministério da Cultura e Caixa Residencial, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet. 

"Projetos como 'A Manhã Seguinte', que contam com itinerância por diferentes estados do país, são fundamentais para fortalecer o acesso à cultura e promover a diversidade artística em todo o Brasil", reforça o ceo da Caixa Residencial, Rodrigo Valença.


Ficha técnica
Espetáculo "A Manhã Seguinte"
Texto: Peter Quilter
Adaptação do texto: Thereza Falcão
Direção: Thereza Falcão e Bel Kutner
Elenco: Carol Castro, Bruno Fagundes, Gustavo Mendes e Angela Rebello
Cenário: Nello Marrese
Figurino: Mauro Leite
Produção de Elenco: Felipe Ventura
Assessoria de Imprensa: Carlos Pinho
Apoios: Marcela Rosário
Marketing e comercial: Mauricio Tavares
Produção geral, financeiro e administração: Sérgio Lopes
Direção de produção: Filomena Mancuzo
Produção executiva: Álvaro Antônio

Serviço
Espetáculo "A Manhã Seguinte"
Temporada: de 09 de janeiro a 01 de março de 2026   
Sessões: sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 18h
Local: Teatro VillaLobos – Shopping Villa Lobos – Av. Dra. Ruth Cardoso, 4777 - Jardim Universidade Pinheiros, São Paulo - SP
Classificação etária: 12 anos
Duração: 80 minutos
Gênero: comédia
Ingressos: de R$ 21 a R$ 150

.: Filme expõe afetos de aluguel em drama delicado com Brendan Fraser


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com.

A Searchlight Pictures estreia na Rede Cineflix e nos cinemas brasileiros, em 8 de janeiro de 2026, a comédia dramática “Família de Aluguel” (“Rental Family”), produção sensível e curiosa que marca mais um momento de afirmação artística de Brendan Fraser no pós-Oscar. Dirigido pela cineasta japonesa Hikari, o longa-metragem aposta em um encontro delicado entre culturas, afetos improvisados e solidão contemporânea, ambientando sua narrativa no Japão a partir do olhar de um estrangeiro em crise.

Na trama, Fraser interpreta Phillip, um ator norte-americano que construiu carreira no Japão estrelando comerciais, mas que, com o passar dos anos e a escassez de oportunidades, acaba encontrando sustento em uma agência especializada em “famílias de aluguel”. O serviço, bastante conhecido no país asiático e frequentemente retratado em reportagens da imprensa internacional, oferece atores para ocupar, temporariamente, papéis afetivos na vida de clientes solitários. O que começa como um trabalho técnico logo se transforma em uma experiência emocionalmente desestabilizadora, levando Phillip a questionar os limites entre encenação e verdade.

A direção de Hikari, elogiada por veículos como The Guardian e Variety pela abordagem empática e livre de exotismos, constrói a narrativa com delicadeza, evitando caricaturas culturais e apostando na observação dos gestos, dos silêncios e das relações humanas. O roteiro, assinado pela própria diretora em parceria com Stephen Blahut, dialoga diretamente com temas como pertencimento, identidade e afeto em tempos de vínculos cada vez mais frágeis e negociáveis.

O elenco reúne nomes expressivos do cinema e da televisão japonesa, como Takehiro Hira, Akira Emoto e Mari Yamamoto, além da jovem Shannon Mahina Gorman, em sua estreia no cinema. Para viver Phillip, Brendan Fraser mergulhou no idioma e na cultura local, estudando japonês intensivamente e chegando ao país semanas antes das filmagens, numa preparação frequentemente destacada em entrevistas à imprensa norte-americana. A trilha sonora, assinada por Jónsi e Alex Somers, reforça o tom melancólico e contemplativo do filme, enquanto a fotografia de Takuro Ishizaka valoriza os contrastes entre o Japão urbano e os espaços íntimos onde as relações se constroem.

Ficha técnica
“Família de Aluguel” | “Rental Family”

Gênero: comédia dramática. Classificação indicativa: 12 anos. Ano de produção: 2025. Idioma: inglês e japonês. Direção: Hikari. Roteiro: Hikari e Stephen Blahut. Elenco: Brendan Fraser, Takehiro Hira, Akira Emoto, Mari Yamamoto, Shannon Mahina Gorman. Distribuição no Brasil: Searchlight Pictures. Duração: 1h50. Cenas pós-créditos: não.

Assista no Cineflix Cinemas mais perto de você
As principais estreias da semana podem ser assistidos na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.

Cineflix Miramar | Santos | Sala 3
8 e 14 de janeiro | Sessões legendadas | 15h50 e 21h00
No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos/SP. Ingressos neste link.

.: Filme humaniza Shakespeare ao narrar a dor que precedeu obra-prima "Hamlet"


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com.

Com sessões antecipadas nesta sexta-feira e sábado, dias 9 e 10 de janeiro, na Rede Cineflix e em cinemas de todo o Brasil, “Hamnet: a Vida Antes de Hamlet” ("Hamnet") chega cercado de expectativa e prestígio antes mesmo de sua estreia comercial, marcada para 15 de janeiro de 2026. O longa-metragem, que foi o filme de encerramento do Festival do Rio, consolida-se como um dos títulos mais comentados da temporada ao unir reconhecimento crítico internacional, força literária e um time criativo de peso.

Dirigido pela vencedora do Oscar Chloé Zhao, o filme é inspirado no romance homônimo de Maggie O’Farrell, vencedor de importantes prêmios literários e celebrado pela imprensa britânica e norte-americana. Antes de chegar ao Brasil, a produção conquistou o prêmio do público no Festival Internacional de Cinema de Toronto e foi amplamente elogiada após sua première no Festival de Telluride, despontando como forte candidata nas principais premiações do cinema.

A narrativa se afasta do retrato tradicional de William Shakespeare para lançar luz sobre Agnes, sua esposa, vivida por Jessie Buckley. É a partir do ponto de vista feminino que o filme aborda o luto pela morte precoce de Hamnet, único filho homem do casal, explorando as marcas íntimas dessa perda e suas reverberações emocionais. Paul Mescal interpreta Shakespeare em um registro contido, menos mítico e mais humano, em contraste direto com a intensidade dramática de Buckley, cuja atuação já rendeu prêmios e indicações em circuitos internacionais.

Produzido por dois nomes centrais da indústria, Steven Spielberg e Sam Mendes, o longa aposta em uma abordagem sensorial e emocional, característica do cinema de Zhao, para sugerir como a dor pessoal pode ter influenciado a criação de “Hamlet”, a obra mais conhecida do dramaturgo inglês. Sem recorrer a explicações didáticas, o filme constrói um elo poético entre vida e criação artística, tema frequentemente destacado em análises publicadas por veículos como The Guardian, Variety e The New York Times. Distribuído pela Universal Pictures, o longa chega aos cinemas também em versões acessíveis, ampliando seu alcance e reafirmando seu caráter de obra sensível, autoral e, ao mesmo tempo, voltada ao grande público.

Ficha técnica
“Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” | “Hamnet”
Gênero: drama histórico. Classificação indicativa: 14 anos. Ano de produção: 2025. Idioma: inglês. Direção: Chloé Zhao. Roteiro: Maggie O’Farrell e Chloé Zhao. Elenco: Jessie Buckley, Paul Mescal. Distribuição no Brasil: Universal Pictures. Duração: 2h05. Cenas pós-créditos: não.

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Cineflix Miramar | Santos | Sala 2
9 e 10 de janeiro | Sessões legendadas | 16h30
No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos/SP. Ingressos neste link.

.: Animação reinventa "Tom & Jerry" em aventura mágica no tempo


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com.

A Warner Bros. coloca novamente em cartaz uma de suas franquias mais longevas com a estreia de “Tom & Jerry: uma Aventura no Museu” ("Tom & Jerry: forbidden Compass”), animação que chega aos cinemas brasileiros em 8 de janeiro de 2026 apostando em fantasia, viagem no tempo e humor físico clássico. Com direção e roteiro de Gang Zhang, o longa-metragem reposiciona a dupla criada por William Hanna e Joseph Barbera em uma narrativa de aventura que dialoga com o público infantil contemporâneo sem abrir mão da essência slapstick que consagrou os personagens.

Na história, Tom e Jerry se envolvem em mais uma perseguição aparentemente banal, desta vez ambientada em um grande museu. O que começa como uma caçada rotineira ganha contornos fantásticos quando a dupla encontra um artefato mágico, a chamada Bússola Proibida, capaz de abrir portais temporais. Transportados para uma era distante e desconhecida, os eternos rivais se veem obrigados a suspender as brigas para sobreviver, enfrentar forças misteriosas e encontrar um caminho de volta para casa.

Produzido na China e com distribuição da Imagem Filmes no Brasil, o longa integra uma fase recente da franquia que busca ampliar o universo narrativo dos personagens, inserindo novos coadjuvantes e conflitos mais elaborados. Segundo informações divulgadas por veículos especializados como Variety e The Hollywood Reporter, a proposta foi justamente combinar a tradição visual da série com uma estrutura de aventura mais próxima dos longas animados contemporâneos.

A animação mantém a violência em tom fantasioso e cartunesco, o que garantiu classificação indicativa livre, tornando o filme acessível a crianças pequenas e também a adultos que cresceram acompanhando as intermináveis disputas entre gato e rato. Com 1h39 de duração e dublagem em português, “Tom & Jerry: Uma Aventura no Museu” aposta no apelo nostálgico, mas também na renovação estética e narrativa para manter viva uma das duplas mais reconhecíveis da história da animação.


Ficha técnica
“Tom & Jerry: Uma Aventura no Museu” | “Tom & Jerry: Forbidden Compass”
Gênero: animação, aventura, fantasia. Classificação indicativa: livre. Ano de produção: 2025. Idioma original: inglês. Direção e roteiro: Gang Zhang. Elenco (vozes originais): Li Baixin, Mino Eek, Zhang Gang. Distribuição no Brasil: Imagem Filmes. Duração: 1h39. Cenas pós-créditos: não.

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Cineflix Miramar | Santos | Sala 1
8 e 14 de janeiro | Sessões dubladas | 14h00 e 18h20

No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos/SP. Ingressos neste link.

.: "Cortejo Voador" transforma a área de convivência do Sesc Santos no domingo


Espetáculo itinerante transforma o espaço em festa coletiva com arte, humor e imaginação. Foto: divulgação

"Cortejo Voador", com o coletivo Cortejo Voador, anuncia que o circo chegou em movimento, espalhando música, poesia e palhaçada por onde passa. A apresentação acontece neste domingo, dia 11 de janeiro, às 17h30, na área de Convivência do Sesc Santos, com entrada gratuita e classificação livre, convidando públicos de todas as idades a participarem dessa grande festa coletiva.

Em formato de cortejo, o espetáculo transforma o espaço em picadeiro a céu aberto. Entre ritmos contagiantes, versos bem-humorados e brincadeiras circenses, os artistas conduzem o público por uma experiência lúdica e interativa, em que caminhar, cantar e rir fazem parte da cena. A proposta valoriza a tradição do circo popular e do teatro de rua, apostando na proximidade com o público e na celebração do encontro.

Com linguagem acessível e espírito brincante, o cortejo convida famílias inteiras - mamães, titias, crianças e curiosos de todas as idades - a se deixarem levar pelo clima de alegria. Desenrola o passo, bate palma, acompanha o refrão e chega com um versinho, porque no Cortejo Voador há espaço para a imaginação, para o improviso e até para uma inesperada casa de passarinho surgindo no meio do caminho.

A música ao vivo, a palhaçaria, as acrobacias e os números corporais se entrelaçam para criar uma atmosfera de festa, onde o riso e a poesia caminham juntos. Mais do que um espetáculo, Cortejo Voador é um convite ao brincar coletivo, ao encontro entre artistas e público e à ocupação afetiva dos espaços com arte, leveza e fantasia.

Ficha técnica
Espetáculo "Cortejo Voador"
Direção musical: Mica Matos
Percussão (palhaça): Mariana Paudarco
Sanfona (palhaça): Jéssica Nunes
Voz que puxa o cortejo: Jessica Rosa
Bambolê: Brenda Felix Barbosa
Perna de pau: Vanessa Santiago
Acrobacias: Jennifer Martins
Produção de campo: Adrianny Torre


Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta, das 9h às 21h30 | Sábados e domingos, 10h às 18h30   

Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida / Santos
Telefone: (13) 3278-9800        
Site do Sesc Santos
Instagram e Facebook: @sescsantos

.: Companhia Ensaio Aberto volta com "Morte e Vida Severina" em São Paulo


Obra de João Cabral de Melo Neto, com músicas de Chico Buarque e direção de Luiz Fernando Lobo, faz temporada no Sesc Pinheiros até 18 de janeiro. Foto: Thiago Gouvêa
 

“Morte e Vida Severina”, obra-prima de João Cabral de Melo Neto encenada pela Companhia Ensaio Aberto, com direção de Luiz Fernando Lobo, músicas de Chico Buarque e direção musical de Itamar Assiere, fará temporada no Teatro Paulo Autran - Sesc Pinheiros, de 8 a 18 de janeiro de 2026, com sessões de quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 18h. No sábado 17/01, acontecem duas sessões: às 16h e às 20h.

Com o espetáculo, a Companhia Ensaio Aberto dá voz aos severinos filhos de tantas marias. Para o diretor Luiz Fernando Lobo, que montou esse espetáculo pela primeira vez há 20 anos, muita coisa mudou: “Nesses vinte anos que se passaram entre a primeira montagem e esta atual, saímos do Mapa da Fome e chegamos a ser a sexta economia do mundo. Ao mesmo tempo, as negras manchas demográficas da Geografia da Fome não estão mais localizadas apenas nos sertões do Nordeste, e sim dentro das grandes cidades, como Rio de Janeiro, São Paulo, Nova Iorque, Paris e Berlim”.

A peça não é mais um poema regional brasileiro, pois os que vivem e morrem de morte severina agora estão em todas as serras magras e ossudas do mundo. A sombra da fome se espalha pelo planeta impulsionada pela crescente desigualdade. Segundo a Oxfam, o 1% mais rico da população mundial possui agora 45% da riqueza global, 44% da humanidade vive com menos de 6,85 dólares (R$ 41,5) por dia, e as taxas de pobreza global praticamente não mudaram desde 1990. No encontro do G20 em 2024, o Presidente Lula lançou a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e disse: "O símbolo máximo na nossa tragédia coletiva é a fome e a pobreza. Convivemos com 733 milhões de pessoas ainda subnutridas. Em um mundo que produz quase 6 bilhões de toneladas de alimentos por ano, isso é inadmissível”.

"Morte e Vida Severina", da Companhia Ensaio Aberto, estreou no Castelo São Jorge, em Lisboa. Em cena estão 4 músicos, 25 atores, sendo Gilberto Miranda o Severino desde a versão em Portugal. Com cenário de J.C. Serroni, iluminação de Cesar de Ramires, figurinos de Beth Filipecki e Renaldo Machado, a peça recebeu, em 2022, três indicações ao Prêmio Shell de Teatro - sendo premiada na categoria Música; seis indicações ao Prêmio APTR de Teatro - sendo premiada na categoria Iluminação, além de outros prêmios e indicações.

Ficha técnica
Espetáculo "Morte e Vida Severina"
Texto: João Cabral de Melo Neto
Músicas: Chico Buarque  
Direção geral: Luiz Fernando Lobo
Direção musical e arranjos: Itamar Assiere
Direção de produção: Tuca Moraes
Cenografia: J. C. Serroni
Iluminação: Cesar de Ramires
Figurino: Beth Filipecki e Renaldo Machado
Programação visual: Jorge Falsfein e Marcos Apóstolo
Produção: Aninha Barros

Elenco:
Gilberto Miranda – Severino
Anderson Primo – Irmão das Almas, Funeral de um lavrador
Ana Clara Assunção – Mulher da Janela
Bibi Dullens
Carla Muzag – Funeral de um lavrador, Cigana 3
Eduardo Cardoso
Grégori Eckert
Iris Ferreira
José Guerra
Kyara Zenga
Leonardo Hinckel
Luciano Veneu – Irmão das Almas
Luiz Fernando Lobo – Mestre Carpina
Mariana Pompeu – Nanã, Anunciação, Cigana 2
Mateus Pitanga
Matheus França
Mika Makino
Pedro Fernando – Irmão das Almas
Rafael Telles
Rossana Russia – Maria
Thaise Oliveira
Tomás Santa Rosa
Tuca Moraes – Cigana 1
Victor Hugo
Victor Seixas

Músicos
Acordeon - Itamar Assiere e Matheus Queiroz 
Cello - Saulo Vignoli
Percussão - Mingo Araújo
Violão e Viola - Marcílio Figueiró

Assistentes de direção: Octavio Vargas e Paola de Paula
Assistentes de produção: Laura Gonna
Produção de set: Fellipe Rodrigues
Preparação vocal: Ana Calvente
Preparação corporal: Luiza Moraes e Mika Makino
Músicas adicionais: Itamar Assiere, Carlinhos Antunes, Airton Barbosa
Design de sonorização: Branco Ferreira
Sonorização: Gramophone
Operação de som: Branco Ferreira
Operação de luz: Pedro Passini
Microfonista: Ana Bittencourt
Assessoria de imprensa: Armazém Comunicação | Christina Martins
Coordenação: Ciência do Novo Público Clarice Tenório Barretto
Ciência do Novo Público Andreza Dias, Gilberto Miranda, Grégory Eckert, Júlia Freiman, Mateus Pitanga, Maura Santiago e Thaise Oliveira
Fotos e imagens de divulgação: Thiago Gouveia
Fotos do programa: Thiago Gouveia, Renam Brandão e Leon Diniz
Vídeos: Maria Flor Brazil, Claudio Tammela | Banda Filmes
Ilustrações: Carybé
Gerente de projeto gráfico: Priscilla Fernandes
Produção gráfica: Marcello Pignataro
Assistente de cenografia: Débora Ferreira
Pintura de arte: Biby Martins, Beatriz Leandro, Danubria Martins e Andréia Amorim
Estagiária em cenografia: Nick Cavalcanti
Cenotécnicos: Wagner de Almeida e José Alves
Maquinista: Sidney Viana
Técnicos: Valdeir Baiano e Pedro Passini

Serviço
Espetáculo “Morte e Vida Severina”
Companhia Ensaio Aberto
Datas:8 a 18 de janeiro de 2026
No sábado, 17 de janeiro, acontecem duas sessões: às 16h00 e às 20h00.
Nos dias  15, 16, 17 e 18 de janeiro haverá tradução em Libras
Local: Sesc Pinheiros – Teatro Paulo Autran
Ingressos: R$ 21,00 (credencial plena), R$ 35,00 (meia) e R$ 70,00 (inteira) - Venda online pelo aplicativo Credencial Sesc SP ou pelo site https://centralrelacionamento.sescsp.org.br/ (a partir de 25/11) e presencial (a partir de 26/11) em todas as bilheterias da rede Sesc SP.
Duração: 90 minutos
Classificação Etária Indicativa: 12 anos

Sesc Pinheiros   
Rua Paes Leme, 195, Pinheiros - São Paulo (SP) 
Horário de funcionamento: Terça a sexta: 10h às 22h. Sábados: 10h às 21h. Domingos e feriados: 10h às 18h30
Estacionamento com manobrista
Como Chegar de Transporte Público: 350m a pé da Estação Faria Lima (metrô | linha amarela), 350m a pé da Estação Pinheiros (CPTM | Linha Esmeralda) e do Terminal Municipal Pinheiros (ônibus).
Acessibilidade: A unidade possui rampas de acesso e elevadores, além de banheiros e vestiários adaptados para pessoas com mobilidade reduzida. Também conta com espaços reservados para cadeirantes.
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