segunda-feira, 15 de junho de 2026

.: Dez motivos para ler a edição especial de dez anos de "Amor & Gelato"


Por
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.

Dez anos depois de conquistar leitores com uma narrativa que mistura perda, desejo e deslocamento, “Amor & Gelato” retorna às livrarias em uma edição especial que aposta no objeto-livro como experiência. Não se trata somente de capa dura, bordas arredondadas ou pintura trilateral - embora tudo isso esteja lá, sedutor. O que chama atenção é a permanência de uma história que continua encontrando leitores, mesmo depois de ter sido adaptada ppela Netflix em 2022.

Publicado originalmente em 2016, o romance de estreia de Jenna Evans Welch atravessou fronteiras com facilidade: entrou na lista do jornal The New York Times, recebeu reconhecimento da Young Adult Library Services Association (YALSA) e se espalhou por cerca de 20 países. No Brasil, ultrapassou a marca de meio milhão de exemplares vendidos - número que ajuda a explicar o relançamento em edição de colecionador pela Intrínseca, agora com conteúdo extra e acabamento caprichado.

A premissa é direta: Lina viaja à Itália para cumprir o último desejo da mãe. O que encontra por lá não cabe no roteiro que imaginava e talvez nem no que gostaria de enfrentar. Um diário, um pai desconhecido, um passado que insiste em reaparecer e uma cidade que parece guardar respostas nas esquinas. A edição especial tem tradução de Helen Pandolfi e Joana Faro, além de um conto exclusivo na perspectiva de um personagem inesperado e carta da autora. Listamos dez motivos para ler - ou revisitar - “Amor & Gelato” com outros olhos. Compre a edição especial de "Amor & Gelato" neste link. 


1. A edição de luxo amplia a experiência de leitura
O conto inédito, narrado por um personagem inesperado, desloca o ponto de vista e reabre a história. A carta da autora acrescenta uma camada pessoal, aproximando o leitor do processo criativo. O objeto livro acompanha essa proposta com acabamento que valoriza o gesto de ler.


2. Começa com uma perda, mas recusa o drama
A morte da mãe da protagonista funciona como ponto de partida, não como muleta emocional. Lina não se entrega a uma dor idealizada: reage com irritação, negação, vontade de fugir. Esse deslocamento evita o sentimentalismo automático e constrói uma protagonista que erra, hesita e cresce aos poucos.


3. A Itália deixa de ser cartão-postal e vira experiência sensorial
Florença e a Toscana aparecem com densidade: ruas, praças, comida, calor, deslocamento linguístico. A autora viveu parte da adolescência na cidade e isso aparece na espontaneidade dos passeios à maneira como os espaços interferem no humor da personagem.


4. O diário da mãe funciona como romance dentro do romance
Ao encontrar os registros da juventude da mãe, Lina passa a ler e a reescrever a própria história. O recurso cria um jogo interessante entre passado e presente, em que cada revelação altera a leitura anterior. Não há estabilidade possível quando a memória entra em cena.


5. A protagonista se basta sozinha
Interesse amoroso da protagonista, Ren surge como figura importante, com carisma suficiente para tensionar o percurso de Lina, mas o livro não se resume a uma história de amor. As relações familiares, os segredos e as escolhas pesam tanto quanto qualquer envolvimento afetivo.


6. Segredos de família ganham camadas e consequências
A narrativa aposta em revelações graduais, sem pressa. Quando os segredos vêm à tona, eles reorganizam vínculos, questionam versões e exigem reposicionamento emocional da protagonista.


7. A paternidade mostrada como algo real
O encontro com o pai da personagem, que motivou a viagem, não resolve nada de imediato. Pelo contrário: cria desconforto, estranhamento e perguntas que podem gerar conversas difíceis e desconfortáveis. A narrativa evita o caminho da reconciliação instantânea e investe em um vínculo que precisa ser construído ou recusado com o tempo.


8. O sucesso não veio por acaso
Figurar entre os mais vendidos e receber reconhecimento institucional ajuda a consolidar o livro, mas o que garante sua permanência é a capacidade de dialogar com leitores jovens e adultos. A narrativa equilibra leveza e conflito sem simplificar demais nenhum dos dois.


9. A adaptação para a Netflix convida à comparação e ao retorno ao texto
O filme, dirigido por Brandon Camp, desloca a ação para Roma e altera aspectos centrais da história. O contraste costuma levar leitores de volta ao livro, seja para reencontrar personagens, seja para recuperar nuances que a adaptação não desenvolve.


10. Um portal para o universo de Jenna Evans Welch
Depois de “Amor & Gelato”, a autora expandiu sua proposta com títulos ambientados em outros cenários - Irlanda, Grécia - mantendo o interesse por deslocamento, pertencimento e descoberta. Este livro funciona como porta de entrada para um projeto literário mais amplo.

.: "Nadine", nova peça teatral de Luiza Romão, chega ao Sesc Avenida Paulista


Espetáculo mistura spoken word, narrativa policial e paisagem sonora para discutir violência de gênero, memória e vulnerabilidade. Foto: Tamara dos Santos

Depois de passar pelo Sesc Belenzinho, o espetáculo "Nadine", idealizado, escrito e interpretado por Luiza Romão, realiza duas apresentações no Sesc Avenida Paulista, nos dias 26 e 27 de junho de 2026, sexta e sábado, às 20h00. A montagem une spoken word, investigação policial e experimentação sonora para abordar temas como violência de gênero, trauma, memória e feminicídio. Inspirada em reflexões da filósofa canadense Cressida J. Heyes sobre violência sexual contra vítimas inconscientes, a obra adapta para o palco o livro Nadine (Quelônio, reeditado em 2025), definido por Luiza como “uma história de detetive contada em versos”. A narrativa acompanha uma jovem que, após ser assassinada, decide investigar o próprio crime.

“Nadine é uma jovem terrível: faz barulhos de madrugada, incomoda as pessoas, rouba correspondências dos vizinhos. Certa noite, na saída do bar, ela é dopada com flunitrazepam e assassinada. Por considerá-la uma ‘vítima não-ideal’, a polícia rapidamente descarta o caso e a personagem passa a investigá-lo no pós-vida com a ajuda dos vizinhos”, conta Luiza. Com atmosfera inspirada no romance noir e em cineastas como Quentin Tarantino e Martin Scorsese, o espetáculo aposta na construção sonora como elemento central da encenação. A peça flerta com a linguagem da radionovela e reúne participações especiais em áudio, em diversas línguas, com vozes de Beto Bellinati, Dandá Costa, Daniel Sharp, Eugênio Lima, Ícaro Rodrigues, Maria Costa, Lilith Cristina, Michael Nazarkovsky, Roberta Estrela D'Alva, Rodolfo Dias Paes, Tai Veroto, Verónica Colasanto e Yaissa Jimenez.

“Vivemos em um mundo hipermidiatizado, com bombardeamento constante e avassalador de imagens e vídeos. Neste contexto, o espetáculo propõe outro tipo de sensibilidade e percepção, calcado principalmente no ouvido e na escuta”, comenta Luiza. A direção musical e a trilha sonora original são assinadas por José Paes de Lira, que desenvolveu uma paisagem sonora composta por vozes, ruídos cotidianos, registros investigativos e canções originais inspiradas em poemas do livro e em artistas como Serge Gainsbourg e Tom Waits.

“A trilha original do espetáculo Nadine é composta por vozes de quase duas dezenas de atrizes e atores convidados e paisagens sonoras que dialogam intensamente com a personagem em cena. São gravações investigativas, diários sonoros dos personagens que moram no mesmo prédio da protagonista, registros de áudios de lugares públicos, depoimentos radiogravados e música construída com ruídos desse cotidiano ficcional”, afirma Lirinha.

A luz e o cenário, assinados por Marisa Bentivegna, transitam entre dois espaços: o ambiente doméstico  local onde frequentemente ocorrem casos de violência de gênero - e o Museu do Prado, cenário de um estudo conduzido pela protagonista e sua aliada, Lana Juarez. Neste momento da peça, o público acompanha um áudio-guia fictício sobre pinturas de artistas como Diego Velázquez, Francisco de Goya e Tintoretto, observando representações femininas ligadas ao sono, à vulnerabilidade e ao sofrimento. “Estamos vivendo um momento em que a misoginia está escancarada e os casos de feminicídio estão aumentando muito. Nesse cenário, é fundamental ampliarmos os espaços de debate sobre violência de gênero”, defende Luiza.


Ficha técnica
Espetáculo "Nadine"
Texto, encenação e performance: Luiza Romão
Direção musical e trilha sonora original: José Paes de Lira
Assistência de direção e preparação vocal: Monica Montenegro
Luz e cenário: Marisa Bentivegna
Figurino: Claudia Schapira
Mixagem de som: José Paes de Lira e Adriano Duprat
Coreografia: Eloísa Honorato
Produção: Iramaia Gongora
Desenho de som: João Souza
Operação de som: Elektra Blue
Foto de divulgação: Tamara dos Santos
Fotos do espetáculo e colagens: Cristina Maranhão

Serviço
Espetáculo "Nadine"
Data: 26 e 27 de junho de 2026, sexta e sábado, às 20h
Sesc Avenida Paulista - Av. Paulista, 119 – Bela Vista – São Paulo/SP
Duração: 50 minutos | Classificação: 16 anos

Ingressos:  R$ 50 (inteira), R$ 25 (meia) e R$ 15 (credencial plena:). Venda de ingressos online a partir de 16/6, às 17h, e nas bilheterias das unidades a partir de 17/6, às 17h. 
Alerta: o espetáculo aborda temas sensíveis, como violência sexual e feminicídio.

.: Theatro Municipal de SP apresenta "Tristão e Isolda", de Richard Wagner


O Theatro Municipal recebe, nos dias 22, 26, 29, 31 de julho e 2 de agosto, a montagem que Alex Aguilera realizou no Teatro de la Maestranza, em Sevilha. Cena da montagem de Tristão e Isolda de Allex Aguilera, no Teatro de la Maestranza. Foto: Roberto Alcain.
 
Conforme anunciado para a programação 2026, o Theatro Municipal de São Paulo apresenta, entre os dias 22 de julho e 2 de agosto, a ópera "Tristão e Isolda", em três atos com música e libreto de Richard Wagner. A produção reúne a Orquestra Sinfônica Municipal e o Coro Lírico Municipal, sob direção musical de Roberto Minczuk. A direção cênica, que anteriormente seria de Daniela Thomas, passa a ser do diretor brasileiro Allex Aguilera, que traz a montagem realizada no Teatro de la Maestranza, em Sevilha. O elenco conta, alternadamente, com os tenores Simon O’Neill e Michael Weinius no papel de Tristão, e as sopranos Annemarie Kremer e Eiko Senda como Isolda. Completam o elenco Leonardo Neiva (Kurwenal), Denise de Freitas (Brangäne), Hernan Iturralde (Rei Marke), Paulo Queiroz (Marinheiro) e Jessé Vieira (Timoneiro).

Descrita pelo próprio Wagner como o trabalho mais audacioso de sua carreira, a obra representa um marco na história da música ocidental ao expandir os limites da tonalidade e da harmonia tradicional. Seu célebre “acorde de Tristão”, apresentado logo no prelúdio, tornou-se símbolo das transformações que influenciaram profundamente a música dos séculos seguintes.

Baseada na versão de Gottfried von Strassburg para um dos mais conhecidos mitos medievais e inspirada pela filosofia de Arthur Schopenhauer, a trama acompanha a paixão avassaladora entre Tristão e Isolda, desencadeada pela ingestão acidental de uma poção de amor. O relacionamento proibido entre os dois culmina em um desfecho trágico, marcado pela célebre ária final Liebestod, um dos momentos mais emblemáticos da história da música.

domingo, 14 de junho de 2026

.: Filme “As Pessoas ao Lado” observa a política pela fresta do cotidiano


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.

A estreia de “As Pessoas ao Lado” na plataforma de streaming Reserva Imovision recoloca em circulação um diretor que conhece como poucos as zonas de fricção entre o íntimo e o político. Assinado por André Téchiné, veterano do cinema francês, o longa adapta tensões contemporâneas para um espaço reduzido: o convívio entre vizinhos. Lucie (Isabelle Huppert) trabalha na polícia científica e leva uma vida contida A rotina se altera com a chegada de um casal jovem e de sua filha ao condomínio. A aproximação com Julia (Hafsia Herzi) nasce sem esforço, mas logo esbarra na figura de Yann (Nahuel Pérez Biscayart), artista e ativista com antecedentes criminais e histórico de enfrentamento à polícia. A partir desse dado, o filme constrói um impasse que não se resolve com facilidade: como sustentar vínculos afetivos quando a biografia do outro confronta aquilo que você representa?

Téchiné, que já havia explorado relações atravessadas por dilemas sociais em títulos como “Quando os Homens Caem” e “Os Juncos Selvagens”, aposta aqui em uma narrativa de baixa voltagem externa e alta combustão interna. Não há espetáculo, nem concessão a soluções fáceis. O conflito se infiltra em gestos cotidianos, em silêncios carregados e em escolhas que parecem pequenas, mas reorganizam tudo ao redor.

Selecionado para a Mostra Panorama do Festival de Berlim 2024, o longa chamou atenção da crítica internacional justamente por recusar o caminho mais óbvio. O The Hollywood Reporter destacou o embate entre compromissos profissionais e afetivos como eixo central, enquanto o Screen Daily apontou a ausência de pirotecnia como uma escolha consciente: trata-se de um filme policial sem tiros, interessado menos no crime do que nas pessoas que orbitam suas consequências.

Isabelle Huppert, presença constante no cinema de autor europeu, sustenta o filme com uma composição econômica, quase rígida, que vai cedendo aos poucos. Hafsia Herzi imprime a Julia uma mistura de exaustão e desejo de pertencimento que poderia render ainda mais se o roteiro avançasse com maior contundência. Já Nahuel Pérez Biscayart constrói um Yann ambíguo, distante de caricaturas.

Se há um ponto de atrito, ele surge na montagem. A progressão dramática carece de maior densidade entre as cenas. Os acontecimentos se sucedem sem que o impacto reverbere com a força necessária, o que dilui parte do potencial do conflito. Ainda assim, o filme encontra força na recusa de simplificar personagens em rótulos previsíveis. “Les gens d’à côté”, no título original, aponta para aquilo que está ao alcance do olhar, mas nem sempre é compreendido. Téchiné filma uma França tensionada sem recorrer ao discurso inflamado. Prefere observar. E, nesse gesto, encontra um cinema que provoca mais pelo desconforto do que pela afirmação.


Ficha técnica
“As Pessoas ao Lado” | “Les Gens D’À Côté” (título original)
Gênero: drama. Duração: 85 minutos. Classificação indicativa: 14 anos. Ano de produção: 2024. Idioma: francês. Direção: André Téchiné. Roteiro: André Téchiné, Régis de Martrin-Donos. Elenco: Isabelle Huppert, Hafsia Herzi, Nahuel Pérez Biscayart, Romane Meunier. Distribuição no Brasil: Imovision (Reserva Imovision). Cenas pós-créditos: não Assista na plataforma de streaming Reserva Imovision.


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A equipe do Resenhando.com acompanha os filmes por meio da plataforma de streaming Reserva Imovision, dedicada ao cinema independente e autoral. Para acessar o catálogo completo, conferir novidades e realizar sua assinatura, o aplicativo da plataforma ou o visite o site oficial neste link. A Reserva Imovision reúne filmes e séries cuidadosamente selecionados, ampliando o acesso a obras que valorizam a diversidade cultural, a reflexão e experiências cinematográficas diferenciadas. 
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.: "Exausta, em Cena" retorna temporada na Galeria Metrópole para discutir


Espetáculo idealizado por Carolina Romano ocupa o novo Studio Mistto, na Galeria Metrópole, em sessões de 20 a 29 de junho. A programação inclui DJ set, bar e lojinha do espetáculo. Foto: divulgação

Depois de circular por teatros, centros culturais e galerias de arte, o espetáculo "Exausta, em Cena" retorna em temporada em São Paulo no Studio Mistto, novo espaço cultural da Galeria Metrópole, no centro da cidade. Com dramaturgia, concepção e atuação de Carolina Romano e direção de Victoria Ariante, o monólogo será apresentado de 20 a 29 de junho, com sessões aos sábados, domingos e segundas, às 19h30, no Studio Mistto, na Galeria Metrópole.

Inspirado em um filtro viral criado por Carolina Romano nas redes sociais, o espetáculo acompanha a trajetória de uma artista visual que decide abandonar o emprego tradicional após viralizar na internet. O reconhecimento repentino parece finalmente abrir espaço para viver da própria arte, até que a ansiedade reaparece e transforma o processo em um confronto interno sobre pertencimento, aceitação e adoecimento mental.

Por meio do drama, a peça trata da existência exaustiva do jovem adulto moderno e das aflições de uma artista ao buscar pertencimento e reconhecimento por seu trabalho. A peça também discute como as redes sociais atravessam afetos, relações e a percepção de valor de uma geração acostumada a medir aceitação por likes, números e interações.

O projeto “exausta” teve início quando ela conheceu a obra 'Untitled #137', na qual a fotógrafa Cindy Sherman retrata uma mulher com aparência cansada. Então, Carolina começou a refletir sobre a própria exaustão e todo o efeito que o caos político e social do período pré-pandemia teve sobre ela e seus amigos. A partir dessa reflexão, ela lançou, no fim de 2021, o filtro no Instagram que simula o cartaz de um filme, com o título Exausta e a foto do usuário. Ele viralizou de forma inesperada e alcançou mais de 100 mil usuários apenas em sua primeira versão. Motivada pela identificação gerada em milhares de pessoas, a artista passou a inserir a personagem em diferentes cenários. A transição para o palco foi inspirada em grandes atrizes e dramaturgas contemporâneas: Phoebe Waller-Bridge, Micaela Coel, Leandra Leal e Clarice Falcão, além de Gregório Duvivier. 

O cruzamento entre diferentes expressões artísticas é uma marca do trabalho de Romano. Formada em 2017 pelo extinto Instituto Stanislavski, em São Paulo, atuou em peças premiadas, performances híbridas e digitais, curtas-metragens e web séries. "Exausta, em Cena" estreou em 2023 no Teatro Pequeno Ato e seguiu em circulação nos anos seguintes com apresentações no Sesc São Caetano, Pinacoteca de São Bernardo do Campo, Hospital do Servidor Público, Teatro OCA e em galerias de arte como Brotero 39 e BR Arte Galeria. Em 2026, o espetáculo inaugura o Studio Mistto, na Galeria Metrópole, reforçando a adaptabilidade estética e artística da montagem.


Ficha técnica
Espetáculo "Exausta, em Cena"
Idealização, concepção, dramaturgia e elenco: Carolina Romano
Direção e concepção: Victoria Ariante
Direção de produção: Carolina Romano
Trilha sonora original: Gui Leal - Despertar
Produção executiva: Brunna Laurino e Rafael Fontenele
Assistente de Produção: Camila Johann
Concepção de luz: Rafa Bernardino
Operação de projeção: Camila Johann
Operação de áudio: Brunna Laurino 
Direção de arte, identidade visual e redes sociais: Carolina Romano e Enzo Malaquias
Realização: Studio Mistto
Apoio Cultural: Espaço Co.lab e Studio A Flor da Vida
Nas redes sociais: @exaustaemcena / @_carolinaromano


Serviço
Espetáculo "Exausta, em Cena"

Temporada: de 20 a 29 de junho de 2026. Sábados, domingos e segundas, às 19h30
Abertura da casa: 18h30, com DJ set, bar e lojinha do espetáculo
Studio Mistto, Galeria Metrópole
Rua Basílio da Gama, 148, República
Entrada pela garagem Ingressos: preço único R$ 35
Vendas: https://www.sympla.com.br/produtor/exaustaemcena

.: Mostra "20 Textos sob as Luzes de 100 Artistas" traduz literatura e pensamento


Mostra integra a programação especial de 20 anos do evento e reúne 100 artistas em uma grande experiência coletiva. Nesta imagem, a obra de Carolina Melo. Foto: Mega Artesanal/ Divulgação

Como parte das celebrações de duas décadas da Mega Artesanal, maior feira de produtos e técnicas para arte, artesanato e artes manuais da América Latina, a WR ART Galeria apresenta, de 11 a 15 de julho, no São Paulo Expo, a exposição “20 Textos sob as Luzes de 100 Artistas”, uma mostra coletiva que propõe um diálogo potente entre literatura, memória e criação contemporânea. Idealizado por Wander Mazzotti, o projeto reúne 100 artistas convidados de diferentes regiões do Brasil em torno de um mesmo desafio: transformar palavras em linguagem visual. A curadoria é assinada por Paulo Mattos e pelo próprio Wander.

A exposição parte de 20 textos inéditos, escritos especialmente para o projeto, que funcionam como ponto de partida para as criações. A partir deles, grupos de cinco artistas interpretam livremente personagens históricos, pensadores, artistas e figuras simbólicas, construindo leituras visuais que atravessam cultura, política, arte e o imaginário coletivo.

A mostra propõe um exercício de interpretação contemporânea. Técnicas como bordado, pintura, colagem, assemblagem, fotografia, costura, desenho e escultura se articulam em um grande mosaico visual que explora temas como liberdade, memória e criação. Ao integrar a programação da Mega Artesanal, a exposição reforça o papel da arte manual dentro da economia criativa e seu diálogo com o pensamento contemporâneo.

“Esta exposição traduz muito bem o espírito da Mega ao longo desses 20 anos: um espaço de encontro, troca e valorização da criatividade brasileira. Ao reunir 100 artistas em torno de uma mesma proposta, conseguimos mostrar a força da produção coletiva e como o fazer manual pode dialogar com reflexão, arte e inovação”, afirma Rita Mazzotti, diretora comercial e operacional da WR São Paulo.

“20 Textos sob as Luzes de 100 Artistas” evidencia, ainda, a potência da criação coletiva e a diversidade da produção artística brasileira, aproximando diferentes repertórios, técnicas e trajetórias em uma mesma experiência expositiva. A Mega Artesanal acontece de 11 a 15 de julho, no São Paulo Expo, em São Paulo, e deve receber cerca de 90 mil visitantes em cinco dias de negócios, lançamentos, capacitação e experiências, consolidando-se como um dos principais pontos de encontro do setor no país.


Serviço
Exposição "Mega Artesanal 2026"

Data: até dia 15 de julho de 2026
Local: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5, Água Funda - São Paulo/SP)
Horários: das 10h00 às 18h00
Ingressos: wrsaopaulo.com.br/megaartesanal
Valores: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia) até dia 22/06/2026
Restrições: Proibida a entrada de menores de 12 anos (exceto lactentes de até 2 anos) e animais de estimação
Vans gratuitas: saindo do Metrô São Judas

.: Delicado, “Linda e Selvagem” revela Diane Keaton diretora e surpreende


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com

O filme “Linda e selvagem” chega na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte, como um daqueles achados que parecem sussurrados pela memória da televisão dos anos 1990. Dirigido por Diane Keaton, em uma incursão rara atrás das câmeras, o filme aposta na observação paciente de relações afetivas que nascem onde antes só havia isolamento. Baseado no livro "Alice", de Sara Flanigan - que também assina o roteiro -, o longa acompanha uma jovem surda e com crises epilépticas, mantida à margem da convivência social por um padrasto violento. A narrativa se passa em 1938 e ganha fôlego quando dois irmãos, vividos por William McNamara e uma ainda iniciante Reese Witherspoon, descobrem a existência da garota e insistem em romper o cerco de abandono que a aprisiona.

Patricia Arquette, em início de carreira, sustenta o filme com uma atuação de entrega física e emocional notável, evitando caricaturas e construindo uma personagem que se comunica pelo olhar, pelo gesto e pela resistência. Há algo de cru em sua presença, uma vulnerabilidade que nunca se rende ao sentimentalismo fácil. Ao redor dela, Beau Bridges e Susan Blakely ajudam a compor um ambiente familiar marcado por tensões e silêncios impostos - ainda que o filme prefira sugerir a violência a explorá-la de forma gráfica.

Diane Keaton conduz tudo com discrição. Sua direção não busca virtuosismo, e sim proximidade. A câmera se mantém atenta às relações, aos pequenos deslocamentos emocionais, aos instantes em que a confiança começa a nascer. Esse olhar encontra eco na fotografia de Janusz Kamiński, anos antes de sua consagração ao lado de Steven Spielberg, já demonstrando cuidado com luz natural e ambientação.

Produzido para a televisão e exibido originalmente nos Estados Unidos em 3 de dezembro de 1991, o filme carrega marcas desse formato - duração mais elástica, ritmo menos urgente -, mas transforma essas limitações em terreno fértil para o desenvolvimento dos personagens. Não por acaso, a obra conquistou duas premiações e acumulou indicações, consolidando-se como um título lembrado pela delicadeza com que aborda temas espinhosos.

Há também um charme adicional em revisitar “Linda e Selvagem” hoje: reconhecer, em estado embrionário, nomes que se tornariam centrais em Hollywood. Reese Witherspoon aparece aqui em sua estreia televisiva, enquanto Patricia Arquette já indica o alcance dramático que marcaria sua trajetória. O filme não tenta reinventar a roda. Prefere girá-la com cuidado, deixando que cada gesto, cada aproximação, construa um caminho possível entre brutalidade e afeto. 


Ficha técnica
“Linda e Selvagem” | "Wildflower" (título original) | "Uma Flor Selvagem" (em Portugal)
Gênero: drama, romance. Duração: 120 minutos. Classificação indicativa: não classificado. Ano de produção: 1991. Idioma: inglês. Direção: Diane Keaton. Roteiro: Sara Flanigan. Elenco: Beau Bridges, Susan Blakely, Patricia Arquette, Reese Witherspoon, William McNamara. Distribuição no Brasil: Não disponível comercialmente (filme para televisão). Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte.


Assine o Belas Artes À La Carte, o streaming de quem leva cinema a sério
A equipe do portal Resenhando.com acompanha parte da cobertura cinematográfica por meio da Belas Artes À La Carte, plataforma brasileira dedicada ao cinema de arte, clássicos e produções premiadas de diferentes países. Criado pelo grupo responsável pelo tradicional cinema Belas Artes, em São Paulo, em parceria com a Pandora Filmes, o serviço reúne um catálogo com curadoria especializada, incluindo obras raras, títulos restaurados e destaques de festivais internacionais. Para acessar o catálogo completo, conferir os lançamentos semanais e realizar a assinatura, basta acessar o site ou aplicativo da plataforma. Os planos têm valores acessíveis, com opção mensal e anual, além de locação avulsa para títulos específicos. Você pode assinar o Belas Artes À La Carte neste link.

.: Personagens infantins se encontram em espetáculo com história inédita


"Elyntra - O Resgate de Rapunzel" é um infanto-juvenil repleto de música, humor, fantasia e emoção que vai entrar no universo do público infantil e jovem. Em 2025, Luccas Papp fez uma adaptação com a peça de Peter Pan - Crescer é Preciso que levou mais de 15 mil pessoas ao teatro. O novo projeto também dialoga com essa atmosfera lúdica dos contos de fadas

Uma trama que envolve Branca de Neve, Alice, Dorothy, Pinóquio, o Chapeleiro Maluco e outros personagens em uma jornada sobre amizade, coragem e imaginação. Esses são os pilares de "Elyntra - O Resgate de Rapunzel" em cartaz no Teatro das Artes, com sessões aos sábados e domingos, às 14h30. Com texto, direção e músicas com letras originais de Luccas Papp, a montagem apresenta uma história inédita que reúne personagens clássicos dos contos de fadas em um mundo totalmente novo. A temporada vai até 26 de julho. 
 
O elenco é formado por Analu Sampaio (Sofia), Lorena Queiroz (Rapunzel), Giovana Stinglin (Branca de Neve), Théo Medon (Príncipe), Renata Schneider (Alice), João Pedro Delfino (Pinóquio), Laura Binder (Dorothy), Dayzon Nascimento (Lord Ardus), Larissa Milian (Bruxa), Naara Camilo (Tecelã), Matheus Papp (Neco – Cover de Príncipe), Hitallo Alca (Nico) e Iuri Manzini (Chapeleiro).

A história traz o reino de Elyntra que está em perigo. O personagem Lord Ardus planeja eliminar o mundo da imaginação, o que provocaria o desaparecimento gradual das histórias. A única possibilidade de impedir isso pode estar em Rapunzel, que guarda em seus cabelos um elemento importante para a situação.

Para tentar salvá-la e evitar o desaparecimento de Elyntra, Branca de Neve reúne um grupo de aliados formado por Alice, Dorothy, Pinóquio e o Chapeleiro Maluco. O grupo inicia uma jornada com o objetivo de impedir o plano de Ardus e proteger o mundo das histórias. A missão depende ainda de encontrar uma pessoa do mundo real que acredite nas fábulas. Essa pessoa é Sofia, uma menina que mantém o hábito de imaginar.

Em 2025, Luccas Papp fez uma adaptação com "Peter Pan - Crescer É Preciso", que levou mais de 15 mil pessoas ao teatro. O próximo projeto dialoga com o mesmo universo lúdico. “A ideia era que o próximo espetáculo infantil fosse uma criação inédita, com um reino e uma história original, mas utilizando personagens já conhecidos para criar identificação com o público. Embora o título seja ‘O Resgate de Rapunzel’, a personagem não é o centro da narrativa. O principal elemento da história é o reino de Elyntra, lugar onde as histórias ficam quando não estão sendo contadas. A peça faz parte de uma proposta inédita, mas dialoga com os clássicos. A obra trata de amizade, de acreditar e da importância das histórias na infância”.

Os personagens clássicos aparecem com novas características e histórias nesta montagem. “Dorothy  é uma adolescente sem paciência, emburrada, a Branca de Neve é recém-divorciada, aquela história de que 'Felizes para Sempre' foi destruído; o Pinóquio é um mentiroso em tratamento, então ele só fala a verdade, às vezes, coloca todos em saia justa; a Alice é completamente lunática”, enfatiza Papp.

Na questão visual em cena, a proposta foi mudar a lógica dos figurinos, criando peças inéditas que fazem referência aos originais, com tons mais leves e naturais. O cenário tem uma característica mais robusta para acompanhar toda a jornada. A trilha sonora conta com seis músicas originais que remetem ao clima dos contos de fadas e são cantadas ao vivo pelos atores. A faixa  principal é Elyntra, que apresenta todo este reino e é responsável pela abertura 


Ficha técnica
Espetáculo "Elyntra - O Resgate de Rapunzel" 
Texto, direção geral e letras originais: Luccas Papp
Elenco: Analu Sampaio (Sofia), Lorena Queiroz (Rapunzel), Giovana Stinglin (Branca de Neve), Théo Medon (Príncipe), Renata Schneider (Alice), João Pedro Delfino (Pinóquio), Laura Binder (Dorothy), Dayzon Nascimento (Lord Ardus), Larissa Milian (Bruxa), Naara Camilo (Tecelã), Matheus Papp (Neco – Cover de Príncipe), Hitallo Alca (Nico), Iuri Manzini (Chapeleiro),
Covers: Alexandra Mayrhofer (Cover Rapunzel / Alice), Giulia Lavínia (Cover Sofia / Tecelã), Priscila Jardim (Cover Branca / Dorothy), Marcus Maia (Cover Masculino), Felipe Brito (Cover Chapeleiro).
Assistência de direção: Letícia Monezi
Iluminação: Gustavo Gonçalo
Figurinos: Thaís Boneville
Trilha sonora: Pedro Lemos
Cenografia e cenotecnia: Evas Carretero
Visagismo: Laura Tonetti
Preparação vocal: Eduardo Frena
Coreografias: Laura Binder e Renata Schneider
Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes
Fotos: Fernando Tavares
Design gráfico: Raphael Ruas
Produção de conteúdo digital: Hitallo Alca, Laura Binder e Renata Schneider
Gestão e design de redes sociais: Agência Philar - Liz Oliveira 
Gestão de produção: Guilherme Bernardino
Produção de elenco e executiva: Richard Lake. Produção Executiva: Isadora Schubert
Equipe de produção: Guilherme Shuet, Luccas Franzi, Gustavo Carraresi e Nicole Casavecchia
Hostess Artística: Bianca Ricco
Operação de luz: Jackson Oliveira
Direção de palco: Martins Silva
Técnico de áudio: Juscimar Pina
Produção e gravação de trilha sonora: Victor Hugo Gal e Gustavo Iandoli
Realização: Ministério da Cultura e LPB Produções
*O elenco pode sofrer alterações sem aviso prévio


Serviço
Espetáculo "Elyntra - O Resgate de Rapunzel" 
Teatro das Artes (Localizado no 3º piso do Shopping Eldorado, loja 409)
Av. Rebouças, 3970, Pinheiros, São Paulo/SP
Temporada: de 2 de maio até 26 de julho. Sábados e domingos, 14h30
Classificação: livre. Duração: 90 minutos. 
Ingressos:  [Plateia] - R$ 120,00 (inteira) | R$ 60,00 (meia-entrada);  [Balcão] - R$ 100,00 (inteira) | R$ 50,00 (meia-entrada); [Balcão Fundo] - R$ 50,00 (inteira) | R$ 25,00 (meia) (ingressos promocionais)

.: "Roda Viva" entrevista Miguel Falabella ao vivo nesta segunda-feira


Artista fala na TV Cultura fala sobre a trajetória no teatro, na televisão e na literatura, além dos projetos em cartaz e do novo livro. Foto: Renato Rocha Miranda / TV Globo

O programa "Roda Viva" recebe nesta segunda-feira, dia 15 de junho, ao vivo na TV Cultura, o ator, diretor, dramaturgo e escritor Miguel Falabella. Considerado um dos artistas mais versáteis e multifacetados do Brasil, Falabella construiu uma carreira de sucesso no teatro, no cinema, na televisão e na literatura. Sua trajetória reúne grandes musicais, trabalhos de destaque no audiovisual e personagens inesquecíveis, como o irreverente Caco Antibes, do humorístico Sai de Baixo.

Atualmente, o artista está em cartaz no Rio de Janeiro com o espetáculo Victor ou Victoria. Recentemente, também lançou o livro "A Partilha e Outras Peças Teatrais", publicado pela Matrix Editora, que reúne quatro textos fundamentais de sua dramaturgia, escritos entre 1990 e 2025. Com apresentação de Ernesto Paglia, o "Roda Viva" vai ao ar às 22h00, na TV Cultura, com transmissão simultânea no YouTube e site oficial da emissora. Leia a crítica do livro - "'A Partilha' e Outras Peças Teatrais" é um convite à reflexão profunda - neste link. 

sexta-feira, 12 de junho de 2026

.: Crítica musical: Julie Wein, um talento entre pianos e canções


Por
Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: Isabela Espindola

Cantora, compositora, atriz, instrumentista e Doutora em Neurociências pela UFRJ, Julie Wein celebra a tradição do piano popular na canção brasileira no álbum "Pianos e Canções", reunindo músicas de compositores como Johnny Alf, Tom Jobim, Ivan Lins e Benito di Paula. “A seleção desse repertório foi um mergulho na memória afetiva e um resgate da pluralidade que fundamenta a nossa identidade musical. Gravei compositores que sempre me inspiraram a escrever canções e a me acompanhar ao piano, cantando e tocando, aproximando no mesmo disco universos tão distintos quanto os de Benito di Paula e Tom Jobim”, pontua Julie Wein.

Além de figurarem no álbum como compositores, dois destes mestres dividem os vocais com Julie Wein: Francis Hime em “Trocando em Miúdos” (Francis Hime e Chico Buarque), e Ivan Lins em “Bilhete” (Ivan Lins e Vitor Martins). O repertório reúne ainda “Retalhos de Cetim” (Benito di Paula), “Rapaz de bem” (Johnny Alf), “Olha Maria” (Tom Jobim, Vinícius de Moraes e Chico Buarque) e “Balada do Louco” (Arnaldo Batista e Rita Lee). A autoral “Homem Virtuoso”, composta por Wein e Matheus Prevot, completa a seleção.  

Em um país cuja tradição do violão na canção popular é muito presente, Julie Wein lembra que, em outras épocas, a cidade do Rio de Janeiro chegou a ser apelidada de “Pianópolis”: “Este disco nasce também do desejo de celebrar a tradição do piano popular brasileiro, através de artistas que tiveram o instrumento como elemento fundamental de suas composições. Espero produzir novos volumes, gravando compositores como João Donato, Marcos Valle, Guilherme Arantes, Eduardo Dusek, Flávio Venturini, Arrigo Barnabé, Tania Maria, Angela Ro Ro, entre outros”, finaliza Julie Wein.

Com direção e produção musical de Jorge Helder, “Pianos e Canções” repete a dobradinha da artista com a gravadora Biscoito Fino, por onde lançou seu projeto de estreia, “Infinitos Encontros”, em 2020. Com um currículo longo nas artes e na ciência, Julie Wein se destaca na nova cena musical brasileira. Seja na pesquisa acadêmica ou frente ao microfone, a música é a sua matéria-prima. Premiada no Festival de Música da Rádio MEC e eleita Melhor Intérprete de MPB pelo Prêmio Profissionais da Música (PPM), Julie foi vencedora do Prêmio TOCA 2025.

 Participou de espetáculos musicais como “Musical Noel Rosa: Coisa Nossa” (2023) e “Peça Dois Amores e Um Bicho (2017-2020), como atriz e cantora, e como preparadora vocal em peças como “Ayrton Senna - o musical” (2017) e “Haddad e Borghi”(2025). Em 2022, estreou o show “Julie Wein canta Chico Buarque”. É  pesquisadora do Instituto D´Or de Pesquisa e Ensino desde 2011, onde percorreu todas as etapas acadêmicas, da Iniciação Científica ao Pós-Doutorado (posição atual). Graduada em Biofísica pela UFRJ. Doutoranda em Neurociências (Ciências Morfológicas - Biomedicina UFRJ), foi duas vezes premiada pela Jornada Giulio Massarani e Graduada com Dignidade Acadêmica. Recebeu também Menção Honrosa do Prêmio Juarez Aranha Ricardo.

"Retalhos de Cetim"

"Bilhete"

"Trocando em Miudos"

.: "Bem Brasil" recebe Sandra Sá neste domingo, com grandes sucessos


Uma das vozes mais marcantes da música brasileira celebra mais de 40 anos de trajetória em show ao vivo, direto do Sesc Itaquera. Divulgação: Sandra Sá

A cantora Sandra Sá é a convidada do programa "Bem Brasil" neste domingo, dia 14 de junho, às 12h00, em um show especial transmitido ao vivo pela TV Cultura, a partir do meio-dia, diretamente do Sesc Itaquera, em São Paulo. A apresentação reúne sucessos que marcaram mais de 40 anos de carreira de uma das vozes mais importantes da música brasileira, como "Retratos e Canções", "Joga Fora", "Bye Bye Tristeza" e "Olhos Coloridos".

Com uma trajetória marcada pela mistura de MPB, soul, samba, funk e pop, Sandra Sá leva ao palco canções que evidenciam a diversidade musical de sua obra e sua capacidade de dialogar com diferentes gerações de público. Wandi Doratiotto apresenta o Bem Brasil, que conta ainda com a participação da jornalista Roberta Martinelli, que interage com o público presente no Sesc Itaquera. O programa tem transmissão ao vivo pela TV Cultura, canais da TV Cultura, sesc.tv e no canal do youtube.com/sescsp. O público também pode acompanhar as apresentações do "Bem Brasil" no Sesc Itaquera. Os ingressos são gratuitos.


Sobre o "Bem Brasil"
Reconhecido como um dos mais importantes programas musicais da TV pública brasileira, o "Bem Brasil" voltou à TV Cultura após 18 anos, em 7 de junho, por meio de uma parceria entre a emissora e o Sesc São Paulo. A nova fase da atração tem apresentação de Wandi Doratiotto e participação da jornalista Roberta Martinelli. Ao longo da trajetória, o programa tornou-se um registro vivo da diversidade e da riqueza da música brasileira, contribuindo para a democratização do acesso à música na televisão aberta.

A atração estreou em 5 de maio de 1991, na TV Cultura, com a proposta de levar shows musicais ao vivo à televisão aberta, sempre com plateia presente. O nome do programa foi inspirado no choro Bem Brasil, de Altamiro Carrilho, que também participou da edição de estreia ao lado do grupo Isaías e Seus Chorões. Inicialmente exibido ao vivo do anfiteatro da USP, em São Paulo, o programa rapidamente se consolidou como um palco democrático da música brasileira, reunindo artistas de diferentes estilos e gerações.

Ao longo de sua história, o "Bem Brasil" realizou mais de 600 programas e recebeu artistas como Maria Bethânia, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Djavan, Tim Maia, Gal Costa, Cássia Eller, Chico Science & Nação Zumbi, Zeca Baleiro, Lenine, Elba Ramalho, Alceu Valença, Martinho da Vila e Alcione, entre muitos outros. O programa também abriu espaço para bandas de rock e pop, como Titãs, Os Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho e Skank, além de valorizar o choro, a música instrumental e novas gerações da música brasileira.


Serviço
"Bem Brasil" - TV Cultura

Domingo, dia 14 de junho, às 12h00

Show com Sandra Sá
Sesc Itaquera – Avenida Fernando do Espírito Santo Alves de Mattos, 1000 – Itaquera – São Paulo
Ingresso gratuito

Transmissão para São Paulo e Brasil por meio da TV Cultura, afiliadas e canais digitais da emissora, sesc.tv e no canal do youtube.com/sescsp.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

.: Museu da Língua Portuguesa recebe poetas para sarau neste sábado


Ismar Tirelli Neto, Simone Brantes e Ana Martins Marques no Sarau no Museu de junho, sob comando do tradutor e professor Matheus Guménin Barreto. Fotos: Ismar Tirelli Neto (Luiza Sigulem), Simone Brantes (divulgação); Ana Martins Marques (Mauro Figa); Matheus Guménin Barreto (Fred Gustavos) 


O Museu da Língua Portuguesa terá um fim de tarde do próximo sábado, dia 13 de junho, com muita poesia. Nesta data, a partir das 16h00, vai acontecer mais uma edição do Sarau no Museu, com entrada gratuita e microfone aberto para quem quiser participar. Localizado no histórico prédio da Estação da Luz, o Museu, que celebra 20 anos em 2026, é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.  

Sob comando do poeta, tradutor e professor da USP Matheus Guménin Barreto, o Sarau no Museu de junho receberá três convidados especiais: Ana Martins Marques, Simone BrantesIsmar Tirelli Neto. Eles já têm uma série de livros publicados e reconhecimento em importantes premiações, como a APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e o Jabuti.  

Mineira de Belo Horizonte, Ana Martins Marques é autora de duas obras que ganharam os prêmios de melhor livro de poesia pela Associação Paulista de Críticos de Arte: "O Livros das Semelhanças" e "Risque Esta Palavra". Simone Brantes é autora dos livros de poemas "Pastilhas Brancas" e "Quase Todas as Noites" - este ganhou o Prêmio Jabuti -, entre outros. Ela também atua como professora de língua portuguesa na educação básica. Autor de "Os Postais Catastróficos e Alguns Dias Violentos", Ismar Tirelli Neto tem textos publicados em jornais como O Globo e Folha de S.Paulo. Ele também ministra oficinas de escrita criativa. 

Além de lerem poemas de suas autorias, Matheus, Ismar, Simone e Ana vão falar sobre processos de escrita, revelar quais são algumas de suas influências artísticas e comentar o momento da poesia contemporânea brasileira. O microfone ficará aberto para quem quiser mostrar a própria arte, e haverá tradução em Libras. Com entrada gratuita, o Sarau ocorre no Pátio B.  


Serviço 
Sarau no Museu com Ana Martins Marques, Simone Brantes e Ismar Tirelli Neto. Mediação de Matheus Guménin Barreto
Sábado, dia 13 de junho, às 16h00
Grátis – com tradução em Libras   
Pátio B 

Museu da Língua Portuguesa
Praça da Luz, s/nº - Luz – Centro histórico de São Paulo

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