quinta-feira, 2 de abril de 2026

.: Cineflix celebra o Dia do Autismo com “Cara de Um, Focinho de Outro”


Em celebração ao Dia Mundial da Conscientização do Autismo, a Rede Cineflix realiza, nesta sexta-feira, 3 de abril, uma sessão especial adaptada para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em todas as unidades. A iniciativa reforça a importância da inclusão e propõe uma experiência mais acolhedora dentro das salas de cinema, com iluminação suave, som reduzido, ar-condicionado em temperatura leve e liberdade de circulação durante a exibição.

Como parte da ação, pessoas com TEA têm direito à gratuidade no ingresso, enquanto acompanhantes pagam meia-entrada. A proposta não apenas amplia o acesso ao cinema, como também contribui para a construção de espaços culturais mais sensíveis às diferentes necessidades do público. Em Santos, o filme escolhido para a sessão é “Cara de Um, Focinho de Outro”, exibido às sextas-feiras, às 14h10, na sala 4.

A produção apresenta uma trama instigante ao acompanhar uma amante dos animais que utiliza uma tecnologia experimental para transferir sua consciência para o corpo de um castor robótico. A partir dessa experiência incomum, ela passa a enxergar o mundo sob uma nova perspectiva, mergulhando em descobertas que revelam aspectos surpreendentes do comportamento animal.

Ao combinar ficção científica e sensibilidade, o longa propõe uma reflexão sobre empatia, consciência e os limites entre humano e natureza. Inserido em uma programação voltada à inclusão, o filme ganha ainda mais força ao dialogar, de forma indireta, com a ideia de ampliar percepções e compreender diferentes formas de existência.


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.: Filme "Barba Ensopada de Sangue" aposta no vazio e provoca desconforto


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com.

A adaptação de "Barba Ensopada de Sangue" finalmente chega às telas da Rede Cineflix e dos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, dia 2 de abril, apostando em um suspense psicológico de atmosfera rarefeita e construção paciente. Dirigido por Aly Muritiba, o filme homônimo transforma em imagens a prosa densa de Daniel Galera, autor que se consolidou como uma das vozes mais influentes da literatura contemporânea no país. A produção, que carrega o selo Original Globoplay, é também mais um movimento estratégico da plataforma em direção ao circuito cinematográfico tradicional.

Na trama, os espectadores acompanham um professor de educação física interpretado por Gabriel Leone, que se muda para o litoral catarinense após a morte do pai. O que começa como uma tentativa de reorganizar a própria vida rapidamente se transforma em uma investigação íntima e fragmentada sobre o desaparecimento do avô, figura envolta em versões contraditórias e perguntas persistentes. A narrativa se constrói em camadas, explorando o deslocamento do protagonista e sua dificuldade de se inserir em uma comunidade que parece proteger segredos com obstinação.

Muritiba, que já havia demonstrado interesse por personagens à margem em trabalhos anteriores, como Deserto Particular, aposta aqui em uma encenação contida, na qual o não dito tem tanto peso quanto os diálogos. O roteiro, assinado em parceria com Jessica Candal, preserva o espírito introspectivo do livro, ainda que adapte sua estrutura fragmentária para um formato mais linear, sem abrir mão da ambiguidade que sustenta o mistério.

O elenco traz ainda nomes como Thainá Duarte, Ivo Müller, Roberto Birindelli e Teca Pereira, compondo um conjunto que sustenta a atmosfera de estranhamento e isolamento que atravessa o filme. A presença da cadela Beta, herdada do pai, funciona como elo afetivo e simbólico, reforçando a solidão do protagonista e sua busca por pertencimento.

Exibido na seleção oficial do Festival de Gramado, o longa já havia chamado atenção pela atuação contida de Leone e pela fidelidade temática ao material original. A adaptação carrega ainda a curiosidade de não ter contado com envolvimento direto de Galera no roteiro, decisão que, segundo entrevistas à imprensa, foi respeitada pelo autor, interessado em ver a obra reinterpretada por outros criadores.

Publicado em 2012, o romance original venceu o Prêmio São Paulo de Literatura e foi traduzido para mais de dez idiomas, consolidando-se como um marco da ficção brasileira contemporânea. No cinema, “Barba Ensopada de Sangue” preserva essa vocação para o incômodo e a introspecção, recusando respostas fáceis e convidando o espectador a habitar as lacunas existentes no livro.


Ficha técnica
“Barba Ensopada de Sangue” (título original)
Gênero: drama.
Duração: 108 minutos.
Classificação indicativa: 14 anos.
Ano de produção: 2026.
Idioma: português.
Direção: Aly Muritiba.
Roteiro: Aly Muritiba e Jessica Candal.
Elenco: Gabriel Leone, Thainá Duarte, Ivo Müller, Roberto Birindelli, Teca Pereira.
Distribuição no Brasil: O2 Play.
Cenas pós-créditos: não.

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“Barba Ensopada de Sangue” no Cineflix Miramar | Santos
De 2 a 8 de abril | Sessões no idioma original | Sala 1 | 21h00 

No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos / São Paulo
Ingressos neste link

.: “Super Mario Galaxy: O Filme” acelera ação e testa limites do espetáculo


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com.

A engrenagem da nostalgia volta a girar em alta rotação com a estreia de “Super Mario Galaxy: O Filme”, continuação direta do fenômeno “Super Mario Bros. O Filme” (2023), que não apenas dominou as bilheterias globais como redefiniu o potencial das adaptações de videogame no cinema. Agora, em cartaz na Rede Cineflix e em cinemas de todo o Brasil, a aposta da parceria entre Nintendo, Illumination e Universal Pictures é expandir esse universo para além do Reino dos Cogumelos, levando seus personagens a uma jornada intergaláctica que mira tanto o público infantil quanto uma legião fiel de fãs formados ao longo de décadas.

Dirigido novamente por Aaron Horvath e Michael Jelenic, com roteiro de Matthew Fogel, o longa -metragem preserva a equipe criativa responsável pelo sucesso anterior, reforçando a estratégia de continuidade estética e narrativa.Na versão brasileira, destacam-se Raphael Rossatto, como Mario, Manolo Rey, como Luigi, Carina Eiras, como Princesa Peach, Marcio Dondi, como Bowser e Eduardo Drummond, como Toad. A dublagem original em inglês também retorna com nomes conhecidos: Chris Pratt (Mario), Anya Taylor-Joy (Peach), Charlie Day (Luigi), Jack Black (Bowser) e Keegan-Michael Key (Toad). A sequência amplia o elenco com Donald Glover como Yoshi, Brie Larson como Rosalina e Benny Safdie como Bowser Jr., numa clara tentativa de dar mais densidade ao universo.

A trama, mantida sob relativo sigilo antes da estreia, segue a estrutura clássica do jogo "Super Mario Galaxy", lançado originalmente para o Nintendo Wii, em que Mario atravessa planetas e dimensões em busca das Power Stars. No filme, essa premissa ganha contornos de blockbuster: após derrotar Bowser e salvar o Brooklyn, o encanador mais famoso da cultura pop se vê diante de uma ameaça cósmica capaz de colocar toda a galáxia em risco. A narrativa aposta em ritmo acelerado, com sequências de ação contínuas e uma avalanche de referências - os chamados easter eggs - que funcionam como recompensa direta ao fã.

As primeiras reações da crítica internacional, publicadas por veículos como The Hollywood Reporter, Variety e Screen Rant, indicam um cenário dividido. Há elogios consistentes à qualidade da animação, descrita como uma das mais sofisticadas já produzidas pelo estúdio, com universos visualmente exuberantes e detalhamento técnico impressionante. Por outro lado, o roteiro volta a ser apontado como um ponto frágil: funcional, ágil, mas superficial, mais interessado em manter o fluxo de estímulos do que em construir uma narrativa emocionalmente duradoura. Ainda assim, há consenso em um ponto: trata-se de um filme pensado para fãs e, nesse sentido, cumpre o que promete.

Curiosamente, a expansão do universo Mario no cinema parece dialogar com uma tendência mais ampla da indústria, que busca transformar propriedades intelectuais consolidadas em franquias audiovisuais contínuas, com potencial para spin-offs e crossovers. Não por acaso, rumores sobre um possível “Nintendo Cinematic Universe” ganham força, especialmente diante das inúmeras participações e referências cruzadas sugeridas no longa-metragem. Se o filme repetirá ou irá superar o desempenho bilionário do antecessor, ainda é cedo para afirmar. Mas uma coisa é certa: Mario não apenas saltou para o cinema, ele pretende dominar galáxias inteiras.

Ficha técnica
“Super Mario Galaxy: O Filme” | "The Super Mario Galaxy Movie" (título original)

Gênero: animação, aventura, ação, família, fantasia.
Duração: 1h39.
Classificação indicativa: livre.
Ano de produção: 2026.
Idioma: Inglês.
Direção: Aaron Horvath, Michael Jelenic.
Roteiro: Matthew Fogel.
Elenco: Chris Pratt, Anya Taylor-Joy, Charlie Day, Jack Black, Keegan-Michael Key, Donald Glover, Brie Larson, Benny Safdie, Kevin Michael Richardson.
Distribuição no Brasil: Universal Pictures.
Cenas pós-créditos: sim, duas cenas.

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“Super Mario Galaxy: O Filme” no Cineflix Miramar | Santos
De 2 a 8 de abril | Sessões dubladas | Sala 1 | 14h00, 16h20 
De 2 a 8 de abril | Sessões dubladas | Sala 2 | 14h30, 16h50 
De 2 a 8 de abril | Sessões legendadas | Sala 1 | 18h40 
No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos / São Paulo 
Ingressos neste link

.: "Todos Os Olhos" mergulha na vida de Tom Zé estreia no SescTV e Sesc Digital


Dirigido por Jorge Brennand Junior, filme reúne depoimentos de artistas, familiares e parceiros para revisitar a trajetória de um dos criadores mais singulares da música brasileira. Foto: Rodrigo Palazzo


Antes de ser celebrado como inventor, Tom Zé foi, sobretudo, um observador. Um menino de Irará, no interior da Bahia, que aprendia escutando as conversas dos adultos e passava noites em claro tentando entender o que tinha ouvido. Talvez venha daí a curiosidade que atravessa sua obra, a sensação de que cada canção é uma pergunta aberta ao mundo. É nesse território de investigação que se move “Todos os Olhos”, documentário dirigido por Jorge Brennand Junior e produzido pelo SescTV, que estreia no canal, na plataforma e no app Sesc Digital, em 10 de abril, às 22h00.

Com 1h45 de duração, o filme constrói um retrato do compositor por meio de sua própria voz e de depoimentos de artistas, músicos, intelectuais e familiares que acompanharam diferentes momentos de sua trajetória. Entre lembranças pessoais e reflexões sobre arte, o documentário acompanha o percurso de um criador que sempre tratou a música como campo de experimentação.

O compositor e pesquisador Luiz Tatit relembra a diferença de rumos dentro da geração tropicalista: enquanto Caetano Veloso e Gilberto Gil buscavam dialogar com a música que ocuparia o rádio nos anos seguintes, Tom Zé preferiu seguir investindo em processos experimentais. Para Tatit, é justamente essa disposição para testar caminhos que continua despertando o interesse de novas gerações.

Ao longo do filme, artistas de diferentes campos comentam o impacto de sua obra. A cantora Mallu Magalhães observa a capacidade do compositor de permanecer conectado ao presente e ao futuro. Já a cantora Fernanda Takai destaca sua imprevisibilidade criativa, enquanto Ná Ozzetti chama atenção para a habilidade técnica que sustenta suas invenções musicais. Para o compositor José Miguel Wisnik, a música de Tom Zé nasce de um processo de elaboração constante, em que ideias se expandem como “comprimidos de música”.

Outras vozes ajudam a compreender o alcance dessa trajetória. O jornalista Leonardo Lichote observa que a obra do artista reúne referências que vão do sertão baiano à publicidade, do jornalismo à cultura urbana. Diante dessa mistura, sugere uma imagem curiosa: Tom Zé seria uma espécie de “cientista do sertão”, alguém que investiga sons, palavras e comportamentos como quem conduz um experimento.

“Todos os Olhos” também revela o lado íntimo do músico. A produtora Neusa Martins, companheira de Tom Zé há mais de cinco décadas, fala do cotidiano e do processo criativo do artista. O médico Ewerton Martins, seu filho, relembra a distância da infância e o momento em que passou a compreender a dimensão do trabalho do pai. Já os netos Maria Clara e João Gabriel compartilham memórias familiares e a experiência de ver o avô no palco.

Entre relatos de criação, histórias de bastidores e reflexões sobre arte e vida, o documentário constrói um retrato de um artista que nunca se acomodou à própria trajetória. No filme, Tom Zé diz que não pensa em parar de trabalhar e que, se a morte vier, prefere que seja no palco. Mais do que revisitar uma carreira, “Todos os Olhos” acompanha o pensamento de um criador que continua tratando a música como pergunta. No SescTV, estreia dia 10 de abril, sexta-feira, às 22h00. Acesse no sesc.digital neste link. Ou baixe o aplicativo, disponível para download nas lojas Google Play e App Store.


"Todos os Olhos" 
Direção: Jorge Brennand Junior | Produção: Eureka Imagens e Ideias | Realização: SescTV | Duração: 105 minutos | Classificação indicativa: livre | Grátis  


Aplicativo Sesc Digital
Filmes de ficção, documentários, produções originais, shows, mostras e festivais dão vida à nova plataforma de streaming do Sesc São Paulo. Disponível para Apple e Android, o app Sesc Digital é uma ferramenta intuitiva com acesso gratuito a vídeos em até 4K. Compatível com Chromecast e AirPlay, permite ao usuário assistir às obras audiovisuais sem cadastro e gerenciar perfis para toda a família. 


Sesc Digital

A presença digital do Sesc São Paulo vem sendo construída desde 1996, sempre pautada pela distribuição diária de informações sobre seus programas, projetos e atividades e marcada pela experimentação. O propósito de expandir o alcance de suas ações socioculturais vem do interesse institucional pela crescente universalização de seu atendimento, incluindo públicos que não têm contato com as ações presenciais oferecidas nas 40 unidades operacionais espalhadas pelo estado. No ar desde 2020, a plataforma Sesc Digital apresenta gratuitamente ao público conteúdos de diversas linguagens artísticas, como teatro, música, literatura, dança, artes visuais, entre outras. Com curadoria do CineSesc, a programação de cinema oferece ao público, filmes premiados, clássicos e contemporâneos, ficções e documentários, produções brasileiras e de várias partes do mundo. Saiba mais em Sesc Digital. 

.: "Ser ator era algo distante da minha vida", revela Dan Stulbach no "Persona"


O artista conversa com Atílio Bari e fala sobre carreira e desafios; edição vai ao ar neste domingo, dia 5 de abril, às 21h00, na TV Cultura. Foto: Nadja Kouchi/ Acervo TV Cultura


Neste domingo, dia 5 de abril, o "Persona" recebe o ator, diretor, apresentador e radialista Dan Stulbach, que revisita sua trajetória artística, compartilha histórias da infância, inspirações pessoais e comenta trabalhos recentes. O programa, apresentado por Atílio Bari, vai ao ar às 21h00, na TV Cultura. Filho de imigrantes judeus, Dan relembra que, ainda na infância, criava suas próprias histórias e se divertia imitando apresentadores e personagens da televisão. No entanto, afirma que não se imaginava nos palcos nem contava com o apoio da família para seguir carreira no teatro. “Ser ator era algo absolutamente distante da minha vida, algo impossível”, comenta.

O artista revela que chegou a cursar engenharia, mas não concluiu a graduação. Torcedor do Corinthians, destaca o ex-jogador Sócrates como uma de suas grandes inspirações — e teve a oportunidade de declarar isso pessoalmente ao ídolo: “Acho que sou ator muito por sua causa. Porque você me ensinou que dá para usar tudo por algo maior, que a comunicação pode ir além do nosso prazer de estar em cena, que pode significar mais”.

 Ainda nesta edição, Dan comenta sua participação no "CQC" e no "Fim de Expediente", programa que está prestes a completar 20 anos na rádio CBN. Ele também recebe homenagens de Fábio Herford, Ariela Goldmann, Julia Lemmertz, Helena Ranaldi, Luiz Gustavo Medina e Daniela Stirbulov. Nos próximos meses, Dan volta aos palcos com a peça "O Mercador de Veneza", de William Shakespeare, na qual interpreta o agiota Shylock. A trama aborda conflitos morais envolvendo dinheiro, amor, poder e vingança.

.: Manual Crônico: Café para os vivos, o sabor da despedida


Thiago Sobral é escritor. Também publica semanalmente no site Minha Arca Literária e no Instagram @thiago.sobral_. É autor do livro "O Pai, a Faca e o Beijo", a ser publicado pela Editora Patuá.

Sem assunto na cabeça, pus-me a pensar no impensável: velórios. E por pensar muito sobre isso - uns cinco minutos, se muito - constatei que nunca fui a um velório que não ocorresse em minha cidade natal. Calma lá! Já velei alguns defuntos em outros lugares, mas velório, velório, mesmo, desses em lugar próprio para o ato, só em Cubatão. Os outros aconteceram em ambiente improvisado, ou em igreja.

Cabeça vazia, oficina do diabo. Por não ter o que pensar, o velório veio até mim, pela primeira vez. Porque, na verdade, sempre vamos aos velórios, ainda que contrariados. Quando se vela um amigo, um parente, um familiar, mal sobra tempo para as coisas interessantes que um velório pode oferecer. Mas quando vamos apenas por conhecer o defunto “de vista e de chapéu”, nossos olhos ficam secos e desimpedidos, aptos às peculiaridades que só um velório pode proporcionar.

Quando padres conhecidos meus morreram, o velório foi em igreja. Lembro-me do finado frei Lindolfo, que saiu a passear de monomotor, mas o teco-teco caiu. Adeus ao frade, que foi velado com rito e pompa na matriz de Ituporanga, em Santa Catarina. Nessa época, eu estava no meu primeiro ano de convento, com os franciscanos. O Carlinhos, seminarista como eu, sentiu-se culpado pela morte do religioso. Pouco antes da decolagem, ele havia se confessado com frei Lindolfo e julgava que o peso de seus pecados fizera o avião cair.

Difícil foi conter o riso em meio ao rito fúnebre dentro da igreja. Como pouco conhecíamos o padre-defunto, as anedotas correram soltas, à boca pequena. Os jovens seminaristas - eu à parte, claro - botavam reparo em tudo quanto era beata que se aproximava aos prantos do caixão exposto na nave central. Muito antes do padre do balão, conhecemos o frade do avião que caiu pelos pecados do Carlinhos.

Outro velório fora de um velório que fui foi o de minha vozinha. Esse, por ter acontecido há muito tempo, recebe as cores da minha memória infantil de nove anos. Tivemos que sair de Cubatão bem cedo, pois ela morava em São Bernardo do Campo. O velório aconteceu num salão de festas, ao que me lembro. Viramos a noite velando. Claro que não resisti e achei um canto que me serviu de cama improvisada. Houve tempo para o choro, fruto da saudade que eu já começava a sentir dela. Mas o que mais ficou na minha memória foi o pão com manteiga mais gostoso que comi em toda a minha vida. Até hoje me causa água na boca.

Agora em Cubatão… Lá, temos o velório Municipal, que frequentei bastante nos meus primeiros anos de adolescência. Ia porque acompanhava minha mãe às visitas ao túmulo de meu avô. Ao final, sempre dávamos uma passadinha no velório. São quatro salas, mais uma capela, que sempre acolhe um corpo extra, quando o número de defuntos aumenta.

Nessas visitas, sempre encontrávamos algum conhecido que conhecia o morto. Em meio a conversas e memórias, surgiam pontos de conexão com o defunto, o que virava ponte para o cafezinho. Ah, como eram bons aqueles velórios. Café de qualidade, cheiroso, bolachas macias, tortas, bolo de coco, de fubá, e tantas coisas…

Já nos velórios de hoje, seja em Cubatão, seja em outro lugar - nunca mais fui em velórios fora de Cubacity -, não se serve mais nada! O que aconteceu com a hospitalidade mortuária? Cadê a consideração com os amigos do defunto? Um cafezinho quente reconforta a perda, aconchega a viúva, atiça a fofoca aos mexeriqueiros, aproxima os amigos e incita o choro das carpideiras. Não larguemos essa tradição, pelo amor de quem morre!

Se eu estiver enganado, e se ainda houver velórios acolhedores, me informem, me atualizem, me convidem. E quando chegar o meu — nunca se sabe quando — que sirvam café, que haja bolo, que ofereçam chá (e uma pinguinha também, ou uma cervejinha, ou os dois, porque ninguém é de ferro; podem servir um tira-gosto, para agradar aos amigos), pois não quero convidado falando mal depois, dizendo que sentiu fome, nem cronista escrevendo sobre velórios com saudosismo barato. Depois, deixem que os mortos sepultem seus mortos, e partam para o samba. Antes, digam apenas consummatum est*, e sigam felizes sob minha memória.

* Tudo está consumado.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

.: Crítica: "Nuremberg" estuda mente de nazista orgulhoso de carnificina

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em abril de 2026


O drama histórico "Nuremberg", com direção e roteiro de James Vanderbilt (conhecido por escrever "Zodíaco" e "O Espetacular Homem-Aranha"), leva o público a entender um pouco da mente de nazistas, principalmente, o sucessor de Hitler, o veterano da Primeira Guerra Mundial Hermann Wilhelm Göring, militar alemão, político e líder do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, o nazista número 2 da Alemanha, assim como seus ardorosos seguidores.

Num momento fim de guerra, Hermann (Russel Crowe, "O Exorcista do Papa") se entrega em Radstadt, na Áustria, perto de Salzburg, no dia 7 de maio de 1945, estando no carro com motorista, esposa e filha. Ardiloso, procura as forças americanas na tentativa de evitar a captura pelos soviéticos. Após a rendição ser considerada incondicional para a Alemanha, ele é detido. Contudo, nesse processo, um médico entra em cena, o psiquiatra Douglas Kelley (Rami Malek, "Bohemian Rhapsody") quem tenta interpretar a mente do nazista, antes de ser levado a julgamento internacional em Nuremberg.

No entanto, é sabido que quem brinca com fogo acorda queimado. Portanto, num contato direto com os admiradores do nazismo e, claro, com Hermann, Douglas é fisgado tal qual um inocente a ponto de ser manipulado. Embora comece a amolecer quando conhece Edda, filha de Hermann. Assim, vai além de seu estudo de buscar e identificação de um "traço biológico ou psicológico" único que explicasse o mal nazista, para desvendar algo que distinguisse os criminosos do resto da humanidade.

Douglas acaba tomado pela ideia de que diante dele há um ser humano, ainda que tenha praticado imensurável crueldade impiedosa do nazista Hitler. Enquanto o julgamento é o ápice da trama, não somente pelo confronto de representantes internacionais com Hermann, mas por ainda conseguir entregar revelações, atribuindo mais humanidade ao enredo e facilitando a reflexão a respeito de que aquele que pratica o mal nunca se vê como errado e abusivo. Vale a pena tal aula de humanidade na telona Cineflix Cinemas de Santos!


A equipe Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar ShoppingPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN


"Nuremberg"(Nuremberg). Gênero: Drama, guerra, thrillerDireção e Roteiro: James Vanderbilt. Duração: 2h 28min. Distribuição: Diamond Films Brasil. Elenco: Rami Malek (Douglas Kelley) Russell Crowe (Hermann Göring) Michael Shannon (Robert H. Jackson) Leo Woodall Richard E. Grant. Sinopse: Situado em 1945, logo após a Segunda Guerra Mundial, o filme acompanha o psiquiatra do exército dos EUA, Douglas Kelley, com a missão de avaliar a sanidade de 22 oficiais nazistas, incluindo Hermann Göring, o braço direito de Hitler, enquanto o promotor Robert H. Jackson tenta garantir condenações por crimes contra a humanidade

Trailer de "Nuremberg"



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"Barba Ensopada de Sangueé uma das estreias Cineflix Cinemas de Santos


A unidade Cineflix Cinemas de Santos, localizada no Shopping Miramar, apresenta hoje a estreia da animação "Super Mario Galaxy: O Filme" e a partir do dia 2 de abril passa a exibir o suspense nacional  "Barba Ensopada de Sangue" e o filme bíblico "A Última Ceia".

A Cineflix Santos segue em cartaz com o drama "Nuremberg", que trata o julgamento de nazistas, e a comédia de ação policial nacional com Fernanda Montenegro e Ary Fontoura, "Velhos Bandidos". a ficção científica "Devoradores de Estrelas", da animação Disney "Cara de Um, Focinho De Outro". Compre antecipadamente os ingressos aquihttps://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.

Estão disponíveis para venda baldes colecionáveis da animação Disney "Cara de Um, Focinho de Outro"A unidade de Cinemas Cineflix Santos, fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga.

"Super Mario Galaxy: O Filme" (The Super Mario Galaxy Movie). Gênero: Animação, Aventura, Comédia. Direção: Aaron Horvath e Michael Jelenic. Roteiro: Matthew Fogel. Duração: 1h 39 minutos.  Distribuição: Universal Pictures. Sinopse: Desta vez, a trama expande o universo cinematográfico para uma missão intergaláctica onde Mario e seus amigos devem deter uma nova ameaça cósmica. O filme marca a introdução da Princesa Rosalina e conta com a participação de Bowser Jr.

"Barba Ensopada de Sangue" (nacional). Gênero: Drama, Suspense, Crime. Direção: Aly Muritiba Roteiro: Aly Muritiba, Jessica Candal. Elenco: Gabriel Leone, Thainá Duarte, Ricardo Birindelli, Ivo Müller, Ricardo Blat, Teca Pereira. Distribuição: O2 Play. Duração: 1h 48 min. Sinopse: Após a morte do pai, Gabriel parte para a Praia da Armação em busca de suas origens. 

"A Última Ceia" (The Last Supper). Gênero: Drama, Histórico, Religião. Direção: Mauro Borrelli Roteiro: Mauro Borrelli e Josh Collins. Duração: Aproximadamente 1h 54 minutos. Distribuição: Imagem Filmes. Elenco: Robert Knepper, James Ward, James Oliver Wheatley, Nathalie Rapti Gomez. Sinopse: Jesus compartilha a Última Ceia, deixando ensinamentos eternos. Com amor e despedida, anuncia seu sacrifício, enquanto a traição se aproxima, mas a redenção prevalece.

"Velhos Bandidos"(nacional). Gênero: Comédia, ação, policialDireção: Cláudio Torres. Roteiro: Cláudio Torres, Fábio Mendes e Renan Flumian. Duração: 1h 33min. Distribuição: Paris Filmes. Elenco: Fernanda Montenegro (Elvira, uma assaltante experiente), Ary Fontoura (Dionísio, parceiro de crimes de Elvira), Bruna Marquezine (Nancy, jovem que se junta aos veteranos para um grande roubo), Vladimir Brichta (Sid), Lázaro Ramos (investigador de polícia responsável pelo caso). Sinopse: O longa acompanha o casal de aposentados Elvira e Dionísio, que planeja um assalto audacioso a um banco para garantir uma aposentadoria tranquila. Para executar o plano, eles recrutam dois jovens comparsas, mas acabam sendo perseguidos por um obstinado investigador. 

"Nuremberg"(Nuremberg). Gênero: Drama, guerra, thrillerDireção e Roteiro: James Vanderbilt. Duração: 2h 28min. Distribuição: Diamond Films Brasil.  Elenco Principal: Rami Malek (Douglas Kelley) Russell Crowe (Hermann Göring) Michael Shannon (Robert H. Jackson) Leo Woodall Richard E. Grant. Sinopse: Situado em 1945, logo após a Segunda Guerra Mundial, o filme acompanha o psiquiatra do exército dos EUA, Douglas Kelley, com a missão de avaliar a sanidade de 22 oficiais nazistas, incluindo Hermann Göring, o braço direito de Hitler, enquanto o promotor Robert H. Jackson tenta garantir condenações por crimes contra a humanidade

"Devoradores de Estrelas"(Project Hail Mary). Gênero: Ficção Científica, Aventura, Ação. Direção: Phil Lord e Christopher Miller. Roteiro: Drew Goddard (baseado no livro de Andy Weir). Duração: 2h 36min. Distribuição: Sony Pictures. Elenco: Ryan Gosling, Sandra Hüller, Milana Vayntrub, Lionel Boyce, Ken Leung. Sinopse: Um astronauta acorda sozinho em uma espaçonave com amnésia e precisa reconstruir suas memórias para salvar a humanidade de uma crise solar.


"Cara de Um, Focinho De Outro"(Hoppers). Gênero: Animação. Direção e roteiro: Daniel Chong. Duração: Aprox. 106 minutos. Distribuição: Pixar Animation Studios / Walt Disney Pictures. Vozes: Piper Curda (Mabel), Jon Hamm (Prefeito Jerry). Sinopse: A história acompanha Mabel, uma amante dos animais que utiliza uma tecnologia revolucionária para transferir sua mente para um castor robô hiper-realista. Ao se infiltrar no mundo animal, ela descobre mistérios inimagináveis e precisa agir contra os planos de Jerry, um prefeito hostil aos seres não humanos.


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.: “O Talentoso Ripley”: Hugo Bonèmer protagoniza versão brasileira do clássico



Espetáculo estreia dia 4 de abril no teatro Gláucio Gill, Copacabana (RJ), com produção artística e direção de Bonèmer. Fotos: Peter Wrede


Estreia no próximo dia 4 de abril no teatro Gláucio Gill, Copacabana (RJ), a versão brasileira de “O Talentoso Ripley”, que traz Hugo Bonèmer de volta aos palcos interpretando Tom Ripley. Na pele desse personagem, que já foi interpretado por nomes como Matt Damon, Alain Delon, John Malkovitch e Andrew Scott em diferentes adaptações da história, o ator, que também faz a produção artística e dirige a peça ao lado de Kamilla Rufino, promete uma nova e provocadora encenação nessa temporada que vai até 27 de abril com sessões aos sábados, domingos e segundas às 20h.

“Trabalhar um personagem com a estrutura psicológica do Tom exige que eu visite lugares que, em princípio, me causam bastante desconforto. O texto da adaptação da Phyllis Nagy opta por uma abordagem que humaniza as motivações dele, dando peso aos traumas e dores que o moldaram. Por isso, em vez de interpretá-lo como um monstro unidimensional, estou investigando o que levou Tom Ripley a esse ponto. É um exercício de empatia perigoso, porque ao entender as justificativas dele, o público se vê forçado a confrontar o fato de que a distância entre o normal e o extremo é muito mais curta do que gostamos de admitir”, diz Bonèmer sobre a preparação.

Sinopse: Tom Ripley (Hugo Bonèmer) é um mestre da camuflagem social, um jovem invisível em Nova York que vê na fortuna de uma família a chave para a vida que sempre cobiçou. Ao infiltrar-se no cotidiano luxuoso de Richard Greenleaf (Francisco Paz), a admiração de Tom transmuta-se rapidamente em uma obsessão paranoica e predatória.

Além do Hugo e Francisco, o elenco dessa adaptação de Phyllis Nagy para o romance de Patricia Highsmith, conta com Guilhermina Libanio (Marge e Sophia), João Fernandes (Marc e Freddie), Cassio Pandolfh (Herbert Greenleaf e Tenente Roverini), Laura Gabriela (Emily Greenleaf e Tia Dottie) e Tom Nader (Red, Fausto e Silvio). Todos interpretam mais de um personagem.

Essa é a primeira vez que a peça, do livro publicado em 1955, é produzida em português. A obra deu origem a adaptações para o cinema e consolidou o personagem como um dos anti-heróis mais complexos da cultura contemporânea. Sua versão mais conhecida é o filme de 1999, estrelado por Matt Damon, que apresentou a trama a toda uma geração, mostrando um crime passional que faz brotar um psicopata; e recentemente a Netflix produziu uma adaptação em formato de série, com Andrew Scott, mostrando um Tom Ripley absolutamente doentio desde o início.

“Minha expectativa é de que a plateia seja cúmplice da lógica do Tom. O espetáculo é uma narrativa em primeira pessoa; o tempo todo ele tenta convencer o espectador para acreditar no seu ponto de vista, tentando validar cada escolha, por mais terrível que seja. Acredito que o potencial mais assustador dessa montagem seja o momento em que as pessoas perceberem que estão compreendendo ou até defendendo a perspectiva dele. Acredito que essa proximidade se conecte com as guerras atuais de narrativas”, complementa o intérprete de Tom Ripley.

Bonèmer traz na interpretação todas as características conhecidas do personagem: a sedução e a vulnerabilidade, apostando em uma atmosfera que traga tensão e sofisticação estética.

“Mais do que um thriller psicológico ou uma peça de terror, queremos propor uma reflexão sobre desejo, inveja, mobilidade social e construção de imagem: temas absolutamente contemporâneos. Na peça, Ripley passa a ser um espelho desconfortável da nossa era, obcecada por performance, status, pertencimento e reinvenção constantes. Queremos mergulhar nas zonas cinzentas da identidade: até onde alguém acha que pode ir para ser amado, aceito ou reconhecido? Queremos criar uma experiência imersiva, onde o público se vê cúmplice das escolhas do protagonista para depois, quem sabe, questionar elas”, adianta Hugo.

Os ingressos para “O Talentoso Ripley”, que terá sessões às segundas-feiras, além dos sábados e domingos.

Espetáculo: "O Talentoso Ripley'

Teatro Glaucio Gill

Temporada: 04 a 27 de Abril

Dias: Sábados, Domingos e Segundas

Lotação: 154 lugares

Horário: 20h

Classificação: 16 anos

Duração: 2h

Gênero: Suspense/Terror

Ingressos: A partir de R$ 35,00 

Instagram oficial https://www.instagram.com/otalentosoripley/

Venda:

https://funarj.eleventickets.com/#!/evento/beabb69402299f72e26268ef1ca24bde7f6e1821/245ba1d3637a21eb044113ec64cfaf4f1e7ead6b


Ficha técnica

Adaptação para teatro: Phyllis Nagy (da obra de Patricia Highsmith)

Direção: Hugo Bonèmer e Kamilla Rufino

Elenco: Cassio Pandolfh, Francisco Paz, Guilhermina Libanio, Hugo Bonèmer, João Fernandes, Laura Gabriela e Tom Nader

Produção: Linda Gomes

Iluminação: Renato Machado

Direção Musical e Trilha Original: Tauã de Lorena e Laura Gabriela

Figurino: Sergio Medina e Joe Nicolay Cenário: Hugo Bonèmer

Contrarregra e Camareiro: Leo Nunes

Design: Guilherme Dias Goulart (Tribbo)

Fotos: Peter Wrede

Figurino: Joe Nicolay e Sergio Medina

Mídias Digitais: Danilo Costa

Direção de produção: Hugo Bonèmer (Hmm-Hum Produção)

Assessoria de Imprensa: Ribamar Filho (MercadoCom)

Idealização: Francisco Paz (Unfinished Business)

terça-feira, 31 de março de 2026

.: Quarta-feira é dia de "Super Mario Galaxy: O Filme" no Cineflix Cinemas

"Super Mario Galaxy: O Filme", animação americana de gênero comédia e aventura, chega às telonas Cineflix Cinemas de Santos, no dia 1º de abril, em versão dublada e legendada com a promessa de agradar aos fãs. E no dia especial haverá uma super promoção. Com seu ingresso Cineflix Cinemas em mãos, qualquer item Mario Bros. e um recipiente higienizado, a recarga de pipoca sai por apenas R$ 10,00. Haverá também promoção com brindes em poltronas premiadas, da estreia no dia 1 de abril até o domingo. 

A produção vista como o ponto de partida para um universo cinematográfico da Nintendo, introduzindo elementos que sugerem futuras expansões é a sequência da animação de 2023, "Super Mario Bros: O Filme", é baseada no jogo eletrônico Super Mario Galaxy e na franquia de jogos Mario, da Nintendo, a produção da Illumination e Nintendo, distribuída pela Universal Pictures, é uma sequência direta de Super Mario Bros. 

Durante a festa de aniversário de Peach, uma ameaça surge, forçando Mario a ir para o espaço. Logo, a aventura espacial terá busca por Estrelas de Poder. O filme é dirigido por Aaron Horvath e Michael Jelenic.

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