segunda-feira, 4 de maio de 2026

.: Editora Record relança "Toda Poesia" de Augusto dos Anjos


Relançado pela Editora José Olympio, o livro "Toda Poesia" de Augusto dos Anjos é um convite à reflexão sobre dilemas humanos de um dos autores mais populares da poesia brasileira, conhecido como o "Poeta da Morte", e referendado por nomes como Carlos Drummond de Andrade, Otto Maria Carpeaux e Antônio Houaiss

A publicação conta com estudo crítico de Ferreira Gullar, uma das principais referências da fortuna crítica de Augusto dos Anjos e responsável por recuperar o prestígio de sua poesia. A nova edição de "Toda Poesia" de Augusto dos Anjos contém ainda um caderno de imagens exclusivo, com informações, fotos e documentos da vida do poeta, em sua maioria não reunidos em livro.

Em 1976, Ferreira Gullar – imortal da ABL e vencedor do Prêmio Camões – preparou a presente edição da poesia completa de Augusto dos Anjos e a enriqueceu com um ensaio que foi decisivo para reposicionar o poeta paraibano no imaginário literário brasileiro, destacando-o como criador singular, e não mais como simples escritor excêntrico. Nesse texto, Gullar sustenta: “Há poetas que apenas escreveram alguns poemas […]. E poucos são aqueles que conseguiram realmente criar uma obra poética, um universo poético próprio. Augusto é um destes.”

Além do estudo crítico de Ferreira Gullar, esta edição conta também com um caderno de imagens que reúne informações, fotos e documentos ainda pouco conhecidos, e capazes de recuperar, para os leitores de hoje, a figura e a vida de Augusto dos Anjos. Caso raro de poeta erudito na forma e popular no alcance, Augusto dos Anjos, autor do poema “Versos íntimos”, aborda poeticamente o cotidiano sob uma perspectiva crua e visceral. Em Eu, seu único livro publicado em vida, a deterioração da matéria e o escatológico ganham uma face sublime, e a morte – científica, inevitável e ao mesmo tempo benquista – se apresenta com extrema materialidade.

A indiscutível força literária de Augusto dos Anjos o aproxima de poetas como Edgar Allan Poe e Charles Baudelaire, com os quais o brasileiro dialoga ao combinar motivos polêmicos e sonoridades impressionantes. Todos introduziram, cada qual em seu país, uma temática centrada na dor universal: solidão, amargura, crise existencial e perplexidade diante das injustiças da vida. Além disso, as referências autobiográficas e o contexto político são fundamentais para a obra augustiana, cujo desalento, melancolia e técnica incomodaram a crítica por muito tempo. Compre o livro o livro "Toda Poesia" de Augusto dos Anjos  neste link. 


O que disseram sobre as poesias de Augusto dos Anjos

“A leitura do 'Eu' foi para mim uma aventura milionária. Enriqueceu minha noção de poesia. Vi como se pode fazer lirismo com dramaticidade permanente, que se grava para sempre na memória do leitor. Augusto de Anjos continua sendo o grande caso singular da poesia brasileira.”
– Carlos Drummond de Andrade

[O] poeta em quem estraçalhado e desamparado amor da Vida, cuja visão lhe pareceu dever ser unitária e conspectiva, o levou a anteviver a Morte como tão seu necessário complemento, que seria impossível dissociar uma da outra.” – Antônio Houaiss


Sobre os autores
Augusto dos Anjos (Engenho Pau d’Arco/PB, 1884 – Leopoldina/MG, 1914) foi escritor, poeta e professor. Aos 17 anos, publicou seus primeiros poemas no jornal paraibano O Commercio. Em 1912, lançou em edição particular Eu, seu único livro publicado em vida.

Ferreira Gullar (São Luís/MA, 1930 – Rio de Janeiro/RJ, 2016) foi escritor, poeta, dramaturgo, crítico de arte e tradutor. Laureado com o Prêmio Camões em 2010, é considerado um dos maiores autores da literatura brasileira. Foi nome proeminente do movimento neoconcreto e autor de obras imensuráveis, como Poema sujo e Dentro da noite veloz. Personalidade atuante na oposição à ditadura civil-militar, foi perseguido e preso. Em 2014, foi eleito para a cadeira no 37 da Academia Brasileira de Letras. Garanta o seu exemplar de "Toda Poesia" de Augusto dos Anjos  neste link. 

.: Beth Goulart retorna a São Paulo com "Simplesmente Eu, Clarice Lispector"


Beth Goulart, que dirige e protagoniza o premiadíssimo espetáculo, dá continuidade às comemorações da sua carreira que completa 52 anos. Foto: Fabian

Assistido por mais de 1.300.000 de pessoas em 298 cidades do país, "Simplesmente Eu, Clarice Lispector", de Beth Goulart, que assina concepção, adaptação, interpretação e direção após 16 anos retorna a São Paulo com estreia no dia 8 de maio no Teatro Moise Safra e exposição inédita, a Mostra Entre Ela e Eu, sobre a concepção do espetáculo. A temporada paulistana acontece de sexta a domingo e terá duas sessões extras para Rede de Apoio, para as mães, nos dias 10 de maio e 13 de junho.

O monólogo premiado é um mergulho profundo na vida, obra e mistério de Clarice Lispector, uma das vozes mais revolucionárias da literatura brasileira. No palco, a palavra de Clarice ganha corpo e presença, revelando a autora que nos ensinou a olhar para dentro e a sentir a intensidade da existência. Porque Clarice não se explica, se sente. O espetáculo feito para todas as gerações, com espectadores de 12 a 80 anos. Em 2025, em diversas temporadas no Rio de Janeiro, e apresentações pelo Brasil, foram mais de 100 apresentações, com mais de 55.490 espectadores, sendo 22.196 jovens.

“Retornar para São Paulo com 'Simplesmente Eu, Clarice Lispector' é chegar com a obra de Clarice para novas pessoas e alimentar sua literatura com os jovens, que já estão encantados com a autora. Levar Clarice como arte viva no palco é uma experiência de troca que só o teatro é capaz de nos oferecer. Estou muito grata e feliz por voltar com o espetáculo na cidade de São Paulo, onde iniciei minha carreira de atriz”, reflete Beth Goulart.

Mais que teatro, a montagem se tornou um fenômeno cultural. Ao longo de 16 anos de estrada, consolidou-se como um marco na difusão da literatura de Clarice, aproximando novas gerações da sua obra e reafirmando a força da palavra no teatro brasileiro. O retorno a São Paulo celebra essa trajetória e a permanência de Clarice como literatura viva. E a Mostra Entre Ela e Eu amplia a experiência do público e propõe um diálogo visual com o universo clariceano.

"Simplesmente Eu, Clarice Lispector" teve sua estreia em 2009, após uma jornada de dois anos de pesquisa e seis meses de preparação, quando Beth Goulart mergulhou profundamente na obra de Clarice Lispector para criar este espetáculo que explora temas como amor, vida, morte, criação, Deus, cotidiano, palavra, silêncio, solidão, entrega, inspiração, aceitação e entendimento.

Criado a partir de depoimentos, entrevistas e correspondências de Clarice Lispector, assim como fragmentos de suas obras mais emblemáticas, como "Perto do Coração Selvagem", "Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres", e os contos "Amor" e "Perdoando Deus", que se constrói a narrativa de “Simplesmente eu, Clarice Lispector”. Beth entrelaça a autora e as vozes de quatro personagens femininas, Joana, Lori, Ana e mulher sem nome, que representam diferentes momentos da vida e do pensamento de Clarice. A cenografia minimalista e a iluminação, meticulosamente desenhada, criam um espaço onírico, onde a autora e suas personagens dialogam sobre o mistério da existência.

“'Simplesmente Eu, Clarice Lispector é uma ode ao amor, o sentimento mais presente e importante da obra de Clarice Lispector e, também, o mais sublime do ser humano”, declara Beth Goulart. A montagem conta com um time de renomados parceiros artísticos. A trilha sonora original de Alfredo Sertã, inspirada em compositores como Erik Satie, Arvo Pärt e Astor Piazzolla, guia a atmosfera sensorial da obra. 

A iluminação de Maneco Quinderé e a direção de movimento de Márcia Rubin, assim como a preparação vocal conduzida por Rose Gonçalves, adicionam camadas de expressividade à encenação. O cenário, assinado por Ronald Teixeira e Leobruno Gama, evoca um vazio branco, que acolhe e transforma o espaço cênico com a luz e os movimentos da atriz. Amir Haddad assina a supervisão do trabalho da atriz. O figurino de Beth Filipecki reforça a elegância e simplicidade de Clarice e seus personagens. Com visagismo de Westerley Dornellas e uma programação visual elaborada por Carol Vasconcellos.

Em "Simplesmente Eu, Clarice Lispector", a essência da literatura de uma das mais importantes escritoras do século XX, dona de uma obra que cruza fronteiras geográficas e de gênero, busca encontrar o entendimento do amor, de seu universo, suas dúvidas e contradições. Clarice Lispector redefiniu a literatura brasileira com uma escrita que transforma o cotidiano em epifania. “Simplesmente Eu, Clarice Lispector” honra esse legado ao transportar do papel para o palco a densidade, a delicadeza e o mistério de sua obra. Em cena, o público encontra não uma biografia, mas um estado de alma: o encontro com a própria humanidade através das palavras de Clarice. "Simplesmente eu, Clarice Lispector" continua a emocionar o público e, também, a fomentar a leitura. Para isso, após cada apresentação, Beth Goulart realiza o sorteio de livro da obra de Clarice Lispector.

Clarice Lispector conversa com o público sendo ela mesma e suas personagens, quatro mulheres que, para Beth Goulart, representam as várias facetas de Clarice: Joana, que representa impulso criativo selvagem de “Perto do Coração Selvagem”; Ana, do conto “Amor”, que representa a fase da autora dedicada ao marido e aos filhos; Lori, da obra “Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, uma professora primária que se prepara para descobrir e se entregar ao amor; e uma personagem sem nome do conto "Perdoando Deus, com sua ironia, inteligência e humor.


Serviço
Espetáculo "Simplesmente Eu", Clarice Lispector, de Beth Goulart
Estreia: 8 de maio de 2026 | sexta-feira | 20 horas
Local: Teatro Moise Safra - São Paulo
Temporada: de 8 de maio a 28 de junho de 2026
Horários: Sexta, às 20h00 | Sábado e domingo, às 19h00
Sessões de Rede de Apoio para as mães: 10 de maio (domingo, Dia das Mães) e 13 de junho (sábado), às 11h00
Endereço: Rua Prof. Walter Lerner, 315 (antiga Rua Inhaúma), Barra Funda / São Paulo
Ingressos: R$120,00 (inteira), R$60,00 (meia-entrada) e R$50,00 (social)
Vendas: bilheteria do Teatro Moise Safra, nos dias do espetáculo, uma hora antes da sessão.
Sympla:  https://bileto.sympla.com.br/event/119583
Telefone: +55 11 96892-4562
Duração: 60 minutos
Classificação: 12 anos
Capacidade: 420 lugares


Ficha técnica
Espetáculo "Simplesmente Eu", Clarice Lispector, de Beth Goulart
Texto: Clarice Lispector
Adaptação, interpretação e direção: Beth Goulart
Supervisão: Amir Haddad
Gênero: espetáculo-poema
Iluminação: Maneco Quinderé
Operadora de luz: Diana Cruz
Trilha sonora original: Alfredo Sertã
Operador de Som: Paulo Mendes
Figurino: Beth Filipecki
Camareira: Flávia Cotta
Cenografia: Ronald Teixeira e Leobruno Gama
Diretor de Cena: Guaraci Ribeiro
Direção de Produção: Pierina Morais
Assessoria de imprensa: Silvana Cardoso E. Santo - Passarim Comunicação
Realização: Self Produções Artísticas LTDA

.: CineSesc 2026 homenageia Zezé Motta


Projeto do Sesc reúne produções nacionais e internacionais em temas que trazem memória, ancestralidade, família e diversidade cultural. Foto: divulgação

Uma das artistas mais completas e influentes do Brasil, Zezé Motta é a grande homenageada do CineSesc 2026. Quatro filmes protagonizados pela atriz compõem o acervo do projeto, dentro do recorte Retrospectiva Brasil, que celebra grandes nomes do cinema brasileiro. Entre eles, o icônico "Xica da Silva" (1976), papel que lhe rendeu os principais prêmios do cinema nacional. No total, o CineSesc licenciou este ano 50 obras cinematográficas para serem exibidas gratuitamente nas salas de cinema da Instituição até dezembro.

“A decisão de homenagear a Zezé Motta e sua carreira de seis décadas de atuação, marcada por talento, versatilidade e engajamento social, reafirma o compromisso do Sesc com a valorização de trajetórias que transformaram a cultura brasileira e abriram caminhos para novas gerações”, afirma o gerente interino de Cultura do Departamento Nacional do Sesc, Leonardo Minervini.

O catálogo do CineSesc 2026 reúne lançamentos premiados do cinema brasileiro contemporâneo até produções independentes autorais, além filmes de países como Cuba, Estados Unidos, França, Finlândia e Bélgica. O acervo também explora temas como ancestralidade, terror e longevidade, além de um recorte com sete produções voltadas ao público infantojuvenil.

São alguns destaques da programação: o “Auto da Compadecida 2”, com Matheus Nachtergaele e Selton Melo reprisando os papéis de João Grilo e Chicó, “Que Horas Ela Volta?”, estrelado por Regina Casé, “Meu Pé de Laranja Lima”, um clássico da literatura brasileira, “Malu”, premiado no Sundance Film Festival 2024, e “Meu bolo favorito”, dos diretores iranianos Maryam Moghadam e Behtash Sanaeeha, que explora as temáticas da solidão na terceira idade e repressão do regime fundamentalista islâmico sobre as mulheres.

.: Crônica: os lamentos da perda do que não faz parte do gosto da massa santista


Por: Mary Ellen Farias dos Santos

Em maio de 2026


Lamentos pela perda de mais um espaço cultural em Santos pipocando nas redes sociais. Contudo, acaba sendo irônico que enquanto lá estava, a mesma "adoração" não era nada externada. Eis a verdadeira face do santista de não ser chegado em cultura como gosta de se pintar.

É sabido que o ingresso de cinema não é tão acessível, mas para quem realmente ama, as chances de desfrute de puro entretenimento, num espaço novo e muito bem cuidado, vinham nas recorrentes promoções ou até no "todo mundo paga meia".

A verdade é que quando se diz algo sem ser, lamenta-se somente quando a perda acontece -e informada por terceiros. 

Ainda que surja a dúvida de que tal comportamento possa mudar, fica o gosto amargo por sabermos bem a resposta. Um sonoro: Não! Afinal, numa região litorânea com o comércio totalmente voltado para o consumo de bens e com as praias para glamourizar em fotos e vídeos curtos, socializar em salas em que se exige concentração e silêncio por no mínimo 1 hora, acaba sendo um exercício um tanto que complicado.

Enquanto se cultua fervorosamente o ter e não o ser, desprezando em massa o conhecer, ao acrescentar desculpas diversas para a falta de interesse, perde-se um cinema de qualidade. Agora resta torcer para que o povo praia-grandense faça valer o que vem por aí!


* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Instagram: instagram.com/maryellen.fsm


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.: "Milton Dacosta, a Construção da Forma", na CAIXA Cultural de SP


Uma das atrações da mostra, a obra "Alexandre", 1960. Óleo s/tela. 24 x 14 cm


A CAIXA Cultural São Paulo inaugura, nesta terça-feira, dia 5 de maio de 2026, às 17h00, a exposição "Milton Dacosta, a Construção da Forma", com a curadoria de Denise Mattar. Instalada na Galeria Neuter Michelon, no edifício da Praça da Sé, a mostra, gratuita e aberta ao público, apresenta um conjunto de 50 obras entre pinturas, gravuras e desenhos, mapeando a produção do artista desde a década de 1930 até o final de sua vida na década de 1980. A exposição permanecerá em cartaz até dia 5 de julho.

Segundo a curadora, a exposição não tem a pretensão de ser uma retrospectiva, mas de traçar o percurso poético do artista. “Durante toda a vida Dacosta manteve-se fiel à sua pesquisa pessoal, sempre conciliando contradições, e é nesse equilíbrio inquieto que reside a potência de sua obra. A mostra se inicia com suas primeiras produções: retratos e paisagens neoimpressionistas nos quais já ficam evidentes certas características que o acompanhariam por toda a vida como o desinteresse por temas regionais e a capacidade de captar em profundidade os assuntos escolhidos. A partir dos anos 1940, ele revela interesse pela síntese formal e suas figuras então se reduzem aos elementos essenciais, em composições com rigor quase musical. A seguir Dacosta alcança um construtivismo lírico, em trabalhos de grande precisão formal, conhecidos como “naturezas mortas” e “castelos”. Eliminando ainda mais as alusões figurativas, produz séries monocromáticas, de concisão extrema. Apesar do amplo reconhecimento da crítica, Dacosta teve a ousadia de considerar que essa vertente estava esgotada e retornou à figuração de modo renovado, criando as sensuais Vênus, nas quais a linha curva e o gesto livre ganham protagonismo. A exposição busca estabelecer a ligação entre esses trabalhos enfatizando a coerência que permeou a trajetória do artista”. explica.

A expografia utiliza recursos de cor e iluminação para acentuar as características dos trabalhos a fim de proporcionar ao público um clima lúdico e intenso. A produção está a cargo de Anderson Eleotério da ADUPLA Produção Cultural e o Patrocínio é da CAIXA Econômica Federal.


Sobre  Milton Dacosta (1915-1988)
Nascido em Niterói, em 1915, Milton Dacosta desde cedo revelou sua inclinação para as artes. Estudou na Escola Nacional de Belas-Artes, onde foi aluno de Marques Júnior e aos 16 anos foi um dos fundadores do Núcleo Bernardelli. Sua primeira participação no Salão Anual de Belas-Artes deu-se em 1933, e realizou sua primeira mostra individual em 1936, na Galeria Santo Antônio, no Rio.

Em 1944 recebeu o prêmio de viagem ao estrangeiro do Salão Nacional de Belas-Artes, e em 1955, o de melhor pintor brasileiro da III Bienal de São Paulo. Várias vezes expôs individualmente e participou de muitas mostras coletivas. Teve salas especiais na VI Bienal de São Paulo, em 1961, e na I Bienal da Bahia, em 1966. Sua obra figura em acervos de diversas instituições como o MNBA-RJ, MAM -São Paulo, MAM- Rio de Janeiro, MAC- Niterói, MASP –São Paulo, entre outras.

O trabalho de Milton Dacosta sempre despertou a atenção da crítica especializada. Ao longo de sua vida escreveram sobre ele intelectuais como Mario Pedrosa, Antônio Bento, Ferreira Gullar, Roberto Pontual, Jayme Maurício, Jacob Klintowitz, Olívio Tavares de Araújo, entre outros. Esse interesse continuou mesmo após a morte do artista, e sua obra tem recebido análises de críticos como, Ronaldo Brito, Paulo Venâncio Filho, Maria Alice Milliet, entre muitos outros.


Serviço
Exposição "Milton Dacosta, a Construção da Forma"

Curadoria: Denise Mattar
Abertura: terça-feira, dia 5 de maio de 2026, às 17h00
Período: de 6 de maio a 5 de julho de 2026
Horário de visitação: terça a domingo, das 9h00 às 18h00
Local: CAIXA Cultural São Paulo - Praça da Sé, 111 – Centro / São Paulo, próxima à estação Sé do metrô
Entrada: gratuita
Classificação: livre
Informações: (11) 3321-4400 / @caixaculturalsp
Patrocínio: CAIXA e Governo do Brasil

.: "Cara-de-Barro", tudo sobre o primeiro filme de terror da DC Studios


Filme estreia em 22 de outubro deste ano nas telonas e explora o lado sombrio de um dos clássicos vilões do estúdio


A Warner Bros. Pictures acaba de divulgar o primeiro teaser trailer e um pôster inédito de "Cara-de-Barro", o terceiro longa da nova fase do universo DC Studios. Diferente da atmosfera de esperança estabelecida pelos recentes Superman e Supergirl, a nova produção aposta no terror para mergulhar no lado mais sombrio do universo de HQs. 

Na trama, o público acompanhará a jornada de Matt Hagen (Tom Rhys Harries), um ator fracassado que sofre uma desfiguração brutal no rosto. Em busca de uma solução, ele se submete a um experimento científico que muda completamente sua estrutura corporal, transformando-o em uma criatura feita de argila capaz de alterar sua forma. O filme investiga a origem de um dos antagonistas mais complexos do Batman, explorando a trágica transformação do personagem e revelando os eventos que o levaram a essa situação extrema. 

A direção fica por conta de James Watkins, conhecido por seu trabalho no remake de "Não Fale o Mal" (2024), que promete trazer uma atmosfera de tensão à produção. Para ampliar o peso dramático da história, o elenco ainda conta com talentos como Naomi Ackie, Max Minghella, Eddie Marsan e David Dencik. Além de reintroduzir o vilão com uma abordagem inédita, o filme entrega um marco aguardado pelo público: a primeira representação oficial de Gotham City no universo comandado por James Gunn. "Cara-de-Barro" tem estreia confirmada para 22 de outubro de 2026 nos cinemas de todo o Brasil. 
 

Sobre o filme 
Primeira incursão da DC Studios no gênero, "Cara-de-Barro" é um thriller de terror dirigido por James Watkins e estrelado por Tom Rhys Harries no papel principal do vilão de Gotham City. "Cara-de-Barro" descreve o horripilante declínio de um homem, de estrela de Hollywood em ascensão a monstro vingativo, em uma história sobre a perda da própria identidade e humanidade, um amor corrosivo e o lado obscuro da ambição científica. O filme é coestrelado por Naomi Ackie, David Dencik, Max Minghella e Eddie Marsan, com Nancy Carroll e Joshua James. 

James Watkins dirige Cara-de-Barro a partir do roteiro escrito por Mike Flanagan e Hossein Amini, com argumento de Flanagan, baseado nos personagens da DC.  O filme foi produzido por Matt Reeves, Lynn Harris, James Gunn e Peter Safran, com Michael E. Uslan, Rafi Crohn, Paul Ritchie, Chantal Nong Vo e Lars P. Winther na produção executiva. 

A equipe de produção criativa do diretor James Watkins inclui o diretor de fotografia, Rob Hardy, o designer de produção, James Price, o editor, Jon Harris, o supervisor de efeitos visuais, Angus Bickerton, o figurinista, Keith Madden, e a diretora de elenco, Lucy Bevan. A DC Studios apresenta, em associação com a Domain Entertainment, uma produção da 6th & Idaho, um filme de James Watkins, Cara-de-Barro será distribuído pela Warner Bros. Pictures nas salas de cinema e IMAX de todo o mundo em 22 de outubro deste ano. 

.: "Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor": Sandra Bullock e Nicole Kidman voltam


A Warner Bros. Pictures acaba de lançar o primeiro teaser trailer de "Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor", que traz um novo capítulo à história da querida dupla de bruxas. Sandra Bullock e Nicole Kidman estão de volta ao universo mágico do filme de 1998, dessa vez acompanhadas de Joey King ("A Barraca do Beijo"), Maisie Williams ("Game of Thrones"), Xolo Maridueña ("Besouro Azul") e Lee Pace ("Guardiões da Galáxia"). Stockard Channing e Dianne Wiest também voltam aos seus papéis originais de "Da Magia à Sedução", como as tias Jet e Franny.

O filme leva o público mais uma vez a um mundo repleto de magia e aventuras entre irmãs, enquanto Sally (Bullock) e Gillian (Kidman) ainda são assombradas pela maldição da família: todos que amam acabam morrendo. Agora, as duas devem confrontar poderes que ameaçam acabar com sua família de uma vez por todas." Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor" chega aos cinemas brasileiros em setembro de 2026 e promete entregar nostalgia, romance e boas risadas.

domingo, 3 de maio de 2026

.: "7 Mulheres e Um Mistério - O Musical, inspirado em peça francesa, estreia


Inspirado na peça de teatro "8 Femmes", do escritor francês Robert Thomas, a montagem musical tem direção de Ricardo Grasson e Heitor Garcia, com adaptação e canções originais de Anna Toledo. O projeto faz parte da programação dos dez anos do Teatro Santander. Foto: Priscila Prade 


A célebre comédia policial "8 Femmes", de Robert Thomas, escrita nos anos 60, ganha pela primeira vez uma adaptação brasileira para o teatro musical. Em 1962, Nathalia Timberg, Suely Franco, Dulcina de Moraes e outras cinco atrizes consagradas deram vida a esta obra. Nesta nova montagem de "7 Mulheres e Um Mistério - O Musical", que estreia no dia 31 de julho, no 033 Rooftop, a adaptação e canções originais são de Anna Toledo, a direção artística é de Ricardo Grasson e Heitor Garcia e direção musical de Thiago Gimenes, com produção geral de Bruna Dornellas e Wesley Telles, da WB Produções. O espetáculo é apresentado pelo Ministério da Cultura, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura - Lei Rouanet, e tem patrocínio do Zurich Santander, e apoio da Hyundai.

Preservando a tradição de sempre ser interpretada por grandes nomes, o elenco, formado por Alessandra Maestrini, Bruna Guerin, Laura Castro, Letícia Soares, Malu Rodrigues, Stella Miranda e Verónica Valentino, dará corpo a uma história repleta de segredos, mistérios e surpresas, envolvendo o público numa trama onde sete mulheres se reúnem para celebrar o Natal - até que um crime inesperado vira tudo de cabeça para baixo. Presas no mesmo espaço, sem contato com o exterior e desconfiando umas das outras, elas são obrigadas a investigar o mistério… enquanto tentam esconder suas próprias mentiras. Com músicas e composições originais, o espetáculo mantém a essência da trama original protagonizada por grandes atrizes dessa geração.

A obra de Robert Thomas é reconhecida como um clássico do suspense policial. O sucesso duradouro revela sua habilidade em criar histórias envolventes que resistem ao tempo. “É uma dramaturgia cheia de detalhes, aguçada, precisa, preciosa. É um texto que lendo hoje, vemos que é mais atual do que nunca. Ele fala sobre as relações humanas, sobre o jogo de poder nas dinâmicas do relacionamento familiar. Eu acho que a vibração, a importância desse texto é essa. Por isso transcende ao tempo, como as grandes obras”, aponta o diretor Ricardo Grasson. 

Ainda sobre a atemporalidade, o diretor Heitor Garcia destaca outras pautas presentes na história, como etarismo, papéis de gênero e preconceito na relação entre patrão e funcionários e também bissexualidade. Tudo isso aparece no texto original, que se passa no interior da França nos anos 50. “Vamos revisitar a época em que a história foi escrita, ampliar e observar o quão as questões daquela época ressoam até hoje. A obra distancia essas histórias do realismo fechado da literatura policial, e essa distância é aquela fornecida por um confortável 'não leve totalmente a sério', o que nos proporciona como diretores ampliar deliberadamente esse distanciamento autoirônico e aproximar/transformar a história em farsa” .      

Responsável pela adaptação e pelas músicas originais, Anna Toledo encarou o desafio de compor para contar a história, usando a música como fio condutor das cenas, a favor de cada interpretação. A escolha pelo tom e pela linguagem também imprimem originalidade ao espetáculo. Na peça francesa, Huit Femmes, de Robert Thomas, existe uma tensão permanente criada pelo confinamento das personagens em um único ambiente, que vai dando vazão a ressentimentos e segredos guardados. “Ao adaptar essa trama para uma comédia musical, eu imaginei que tudo teria que ser exacerbado – os segredos têm que ser bombásticos e as emoções, vulcânicas. Então a música entra para trazer à tona estes sentimentos, virar tudo de ponta cabeça e revelar o que está oculto”, conta. 

Tanto a peça original ("Huit Femmes") como as adaptações cinematográficas ("Huit Femmes" e 7 "Donne e um Mistero") foram escritas por homens. Em todas as versões há somente personagens femininos em cena, mas o conflito gira em torno de um único homem: A morte misteriosa do patriarca.  “O desafio que eu mesma me propus foi multiplicar estes conflitos para criar personagens femininos com motivações mais complexas. Neste sentido, o protagonismo feminino não se dá apenas pela presença de atrizes mulheres, mas também pelas ações das personagens, que passam a ser movidas por desejos além da necessidade de validação pela figura masculina”, ressalta Anna Toledo. O espetáculo tem como produtores associados: Bruna Dornellas, Heitor Garcia, Ricardo Grasson e Wesley Telles, unindo expertise e conhecimento dos anos consolidados de sucesso no teatro brasileiro, se reúnem para oferecer ao público um espetáculo musical de grande qualidade artística.


O autor, a obra e os prêmios
Robert Thomas foi um escritor, roteirista, diretor e ator francês que ajudou a criar o gênero de comédia suspense. Em 1958, publicou o texto "Huit Femmes" ("8 Mulheres"), em 1961 o texto ganhou vida e virou um espetáculo teatral dirigido por Jean Le Poulain, ele também ganhou o Prix du Quai des Orfèvres que premia textos inéditos de mistério policial. A obra de Robert Thomas é reconhecida como um clássico do suspense e do teatro policial. O sucesso duradouro é um testemunho da genialidade de Thomas como dramaturgo e de sua habilidade em criar histórias envolventes que resistem ao teste do tempo.

Em 1971 o espetáculo foi remontado pelo mesmo diretor. Em 2002 o François Ozon lançou a versão cinematográfica da peça, transformando para além do suspense e da comédia um filme musical. O filme ganhou um total de 31 prêmios, entre eles o César e o Urso de Prata. No teatro brasileiro, a primeira encenação do texto 8 Mulheres foi uma montagem da companhia da Dulcina-Odilon, dirigida por Luís de Lima em 1962. O elenco era formado por grandes divas, como Nathalia Timberg, Suely Franco, a própria Dulcina de Moares, Margarida Rey, Maria Fernanda, Maria Sampaio, Iracema de Alencar e Sônia de Moraes.

A peça voltou a ganhar uma adaptação em 2021 pelo cineasta italiano Alessandro Genovesi, que abriu mão do estilo musical e investiu em uma linguagem cinematográfica voltada para uma ambientação de mistério e suspense, e mudou o título da peça para "7 Mulheres e Um Mistério". O longa foi um sucesso na Netflix, sendo o filme de língua não inglesa mais assistido, com 9.89 milhões de horas assistidas.


Sinopse
Na véspera de Natal, a festa de família é interrompida por um crime misterioso. Presas numa mansão isolada, sete mulheres precisam descobrir o culpado antes que um novo crime aconteça. Entre revelações surpreendentes e segredos de família, todas tem um bom motivo e um péssimo álibi.  Com uma sequência alucinante de confissões absurdas, alianças improváveis e rivalidades hilárias, "7 Mulheres e Um Mistério - O Musical" é uma comédia cheia de reviravoltas, mistérios e personagens tão exagerados quanto irresistíveis. Instagram do espetáculo: @7mulheresomusical


Ficha técnica
Espetáculo "7 Mulheres e Um Mistério - O Musical"
Autor: Robert Thomas.
Tradução, adaptação, letras e músicas: Anna Toledo.
Direção artistica: Ricardo Grasson e Heitor Garcia.
Direção musical: Thiago Gimenes.
Produção geral: Bruna Dornellas e Wesley Telles.
Elenco: Alessandra Maestrini, Bruna Guerin, Laura Castro, Letícia Soares, Malu Rodrigues, Stella Miranda e Verónica Valentino.
Swings: Carla Masumoto e Larissa Noel.
Coreografia e direção de movimento: Keila Bueno e Victoria Ariante.
Cenografia: Natália Lana.
Assistente de cenografia: Matheus Muniz.
Desenho de som: Tocko Michelazzo.
Desenho de luz: Gabriele Souza.
Figurinista: Ligia Rocha.
Assistente de figurino: Acrides.
Visagismo: Simone Momo.
Fotografias: Priscila Prade.
Gerente de produção: Deivid Andrade.
Produção executiva: Clarice Coelho.
Assistente de produção: Guilherme Balestrero.
Gestão de comunicação: Bárbara Kuster.
Designer gráfico: Alana Karralrey, Jhon Lucas Paes e Natália Farias.
Social media: Luis Mousinho.
Direção de palco e stage manager: Tatah Cerquinho
Técnica de som: Maria Lia.
Técnica de luz: Carol Dourado.
Contrarregras: Adriana Oliveira e Anderson Assis.
Microfonista: Cecília Lüzs.
Camareira: Luciana Galvão.
Peruqueira: Milena Santos.
Intérprete de Libras: Karina Zonzini.
Gestão de tráfego: Válvula Marketing.
Gestão de mídia: R+ Marketing.
Coordenação administrativa: Vianapole Arte e Comunicação.
Assessoria jurídica: Maia, Benincá & Miranda Advocacia.
Assessoria contábil: Gavacon Contabilidade.
Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes.
Idealização: Nosso Cultural e Francisco Antonelli.
Produtores associados: Bruna Dornellas, Heitor Garcia, Ricardo Grasson e Wesley Telles.
Apresentado por: Ministério da Cultura.
Patrocínio: Santander.
Apoio: Hyundai Financiamentos.
Correalização: WB Produções.
Realização: Nosso Cultural.


Serviço
"7 Mulheres e Um Mistério - O Musical"
Temporada: 31 de julho a 4 de outubro de 2026.
Sextas, às 20h00. Sábados, às 16h00 e 20h00. Domingos, às 15h00 e 19h00.

Ingressos
Mesa Premium: R$ 300,00 inteira e R$ 150,00 meia-entrada
Plateia Sofá: R$ 250,00 inteira e R$ 125,00 meia-entrada
Plateia: R$ 200,00 inteira e R$ 100,00 meia-entrada
Plateia Popular: R$ 50,00 inteira e R$ 25,00 meia-entrada
Vendas: sympla.com.br ou bilheteria do Teatro Santander
Link vendas https://bileto.sympla.com.br/event/118295
Duração: 120 minutos (com intervalo de 15 minutos)
Classificação etária: 12 anos.

033 Rooftop
Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 - Vila Nova Conceição, São Paulo - SP
Capacidade: 388 lugares.
Acessibilidade: espaço acessível para cadeirantes. Programa em braile. Intérprete de libras sempre nas sessões de domingos, 15h00.

.: "Rei Lear", com elenco formado por drag queens, tem novas apresentações


Espetáculo tem direção de Ines Bushatsky, texto adaptado de João Mostazo, e reúne em cena as queens Alexia Twister, vencedora do Prêmio Shell de Melhor Ator, Antonia Pethit, DaCota Monteiro, Ginger Moon, Lilith Prexeva, Maldita Hammer, Mercedez Vulcão, Thelores e Xaniqua Laquisha. Foto: Adriano Escanhuela


A aclamada montagem da Cia. Extemporânea da tragédia "Rei Lear", de William Shakespeare, ganha nova temporada no Teatro Paulo Eiró, entre os dias 7 e 17 de maio, com apresentações de quinta-feira a sábado, às 20h00, e aos domingos, às 19h00. Dirigida por Ines Bushatsky, a peça traz no elenco as drag queens Alexia Twister, Antonia Pethit, DaCota Monteiro, Ginger Moon, Lilith Prexeva, Maldita Hammer, Mercedez Vulcão, Thelores e Xaniqua Laquisha. O dramaturgo João Mostazo assina a adaptação do texto. 

Pela atuação como o Rei, a drag queen Alexia Twister venceu em 2025 o Prêmio Shell na categoria de Melhor Ator. Alexia foi a primeira drag queen na história a ser indicada e vencer o prêmio mais importante do teatro brasileiro. Entre as premiações que o espetáculo recebeu, ainda, estão o Prêmio Arcanjo concedido em 2024 à Cia. Extemporânea, na categoria Prêmio Especial, por “inovar Shakespeare com drags”, e a indicação de DaCota Monteiro, no mesmo ano, ao Prêmio Prio de Humor.

Considerada pelo jornal Folha de S.Paulo como uma das melhores peças de 2024, com crítica de 5 estrelas, Rei Lear estreou naquele ano no Teatro Anchieta do Sesc Consolação, onde realizou uma temporada de enorme sucesso. Em seguida a peça realizou temporadas nos teatros Alfredo Mesquita e Arthur Azevedo, em São Paulo, antes de circular, ao longo de 2025, por vários estados do Brasil. Integrando as mostras dos mais importantes festivais do país, como o Festival Nacional de Teatro de Recife, o Festival de Curitiba e o FIT-Rio Preto, o espetáculo também foi aclamado em cidades como Santos e Franca.

Ao longo de 2024 e 2025, a peça foi assistida por mais de 10 mil pessoas em todo o Brasil. Em fevereiro de 2026 a peça reestreou no Teatro Sérgio Cardoso em quatro apresentações esgotadas. Agora, o espetáculo retorna com uma nova temporada em São Paulo no Teatro Paulo Eiró, de 7 a 17 de maio. As apresentações integram o projeto de Fomento ao Teatro “Amanhã, e depois, e amanhã: 10 anos de Cia. Extemporânea”, com ingressos gratuitos.

Na tragédia de Shakespeare, Lear, rei da Bretanha, está muito velho e anuncia que decidiu dividir seu reino entre suas três filhas: Goneril, Regan e Cordelia. Antes de passar a coroa, o monarca pergunta: “qual das três me ama mais?”. Quem demonstrasse maior amor pelo pai ganharia a maior porção de terras. Cordelia, a mais nova e a única que o ama genuinamente, se recusa a participar daquele jogo.  Furioso, Lear decide condenar a caçula ao exílio. Após o banimento da irmã, Regan e Goneril começam uma luta violenta pelo poder. Traído pelas filhas, o velho rei vê seu reino à beira de uma guerra e afunda em uma espiral de loucura, arrependido por banir a única pessoa que o amou de verdade.

Sobre a Cia. Extemporânea
Fundada em 2016, a Cia. Extemporânea tem como horizonte de pesquisa a intersecção entre comédia e violência, com foco para a produção de dramaturgia autoral e a encenação de temas de relevância política e social. Desde a sua criação a companhia vem desenvolvendo uma pesquisa consistente que já atravessou diversas abordagens e temas, levando o grupo a alcançar um lugar de cada vez maior destaque na cena paulistana atual. 

Entre 2016 e 2024 a companhia criou as peças A demência dos touros (2017) e Roda morta (2018), B de Beatriz Silveira (2021), O mistério cinematográfico de Sendras Berloni (2022), Dr. Anti (2022) e A gente te liga, Laura (2024). Em 2025, a companhia foi contemplada pelo edital de Fomento ao Teatro da Secretaria Municipal de São Paulo, com projeto que celebra os 10 anos de existência do grupo.

Sinopse
Lear, rei da Bretanha, decide dividir o reino entre as suas três filhas, Cordelia, Regan e Goneril. Porém, Cordelia se recusa a participar do ritual de passagem da coroa, e o rei, furioso, a condena ao exílio. O exílio de Cordelia põe em marcha a completa desagregação do reino. Sem coroa, traído pelas filhas e vendo seu reino à beira da guerra, Lear afunda em uma espiral de loucura.

Ficha técnica
Espetáculo "Rei Lear"
Direção: Ines Bushatsky
Texto adaptado e assistência de direção: João Mostazo
Elenco: Alexia Twister, Antonia Pethit, DaCota Monteiro, Ginger Moon, Lilith Prexeva, Maldita Hammer, Mercedez Vulcão, Thelores, Xaniqua Laquisha
Cenário: Fernando Passetti
Luz: Aline Santini
Figurino: Salomé Abdala
Visagismo: Malonna e Polly
Trilha sonora e operação de som: Gabriel Edé
Preparação vocal: Felipe Venâncio
Operação de luz: Cauê Gouveia, Vinicius Hideki
Contrarregragem: Felipe Venâncio, Matias Ivan Arce, Diego França
Costureiras: Caio Katchborian, Nana Simões, Salomé Abdala
Sapatos: Porto Free Calçados
Bordados: Alesha Bruke, Salomé Abdala
Arte gráfica: Lidia Ganhito
Assistente de produção: Iolanda Sinatra
Direção de produção: Tetembua Dandara
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Este projeto foi contemplado pela 45ª edição do Fomento ao Teatro - Secretaria Municipal de Cultura.


Serviço
"Rei Lear", da Cia. Extemporânea
Temporada de 7 a 17 de maio de 2026
De quinta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 19h
Ingressos gratuitos: distribuição uma hora antes na bilheteria do teatro. Retirada de até dois ingressos por pessoa.
Classificação: 14 anos
Duração: 120 minutos
Capacidade: 600 lugares
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

.: Duda Maia dirige texto inédito de Gabriel Chalita, em cartaz no Multiplan


André Torquato e Marcos Pitombo estão juntos em cena no espetáculo "Poemas", que conversa sobre dualidades da vida. Foto: Gustavo Arrais

Novo texto teatral de Gabriel Chalita, “Poemas” une questões filosóficas à poesia que reverbera na vida. O espetáculo, dirigido por Duda Maia e estrelado por André Torquato e Marcos Pitombo, tem sua temporada de estreia no Teatro Multiplan MorumbiShopping, até dia 7 de junho. Com uma atmosfera onírica, a peça revela de forma poética o encontro entre dois personagens que às vezes trazem lembranças da infância e em outras pensam sobre como almejam sua velhice. No presente, que costura toda a encenação, a tentativa é a escrita do poema que falta, uma metáfora que tem o objetivo de trazer a poesia como possibilidade de salvar o mundo ou, pelo menos, de trazê-la para nos ajudar e repensar sobre a humanidade.

A montagem explora a dualidade da vida e da morte, de sua prosa e poesia, da liberdade e da dependência do outro. Da memória que nos molda e, às vezes, nos paralisa, mas que outras vezes nos acalenta. Trata ainda da esperança e da falta dela; do medo, da ansiedade, da dor e da depressão, contrapostos ao amor, ao prazer, às alegrias e à ação necessária para movimentar as coisas e mudar o mundo.

“A peça tem uma construção teatral, mas com um espectro filosófico, ligado ao cotidiano. É um espetáculo com beleza, mas que também nos ajuda a refletir sobre o que é viver e o que é existir. O que é um poema e o que são os lados poema e prosa da vida. O ser humano tem dois lados, um animal e um simbólico. E o trabalho explora tanto essa dimensão da animalidade humana, com sua cotidianidade, suas dores, e essa elevação, a permanência. E, esse vento que venta a vida”, conta Gabriel Chalita.

Para o ator Marcos Pitombo, o espetáculo brinca com as palavras como a construção poética. “O texto tem uma sequência, um objetivo, que é construir um poema que pretende salvar o mundo. E que mundo é esse? Será que fala do mundo físico, de todo mundo, do mundo à minha volta, ou do meu mundo particular, o nosso mundo de dentro? A gente fala um pouco sobre o que nos inspira, sobre nossas dores e também sobre o que nos move. Então, através de sensações e palavras, a gente vai guiando um norte para chegar nesse poema”, comenta.

André Torquato diz que o interessante da peça é não querer trazer explicações. “Em vez de oferecer respostas prontas, o espetáculo cria um espaço de escuta, de silêncio, de vento, onde o que parece escuro pode, de repente, acender pequenas luzes. São dois personagens tentando escrever o poema que falta, mas talvez o que mais interessa não seja o poema em si, mas esse processo de busca. Às vezes é no mistério que a gente se salva”, reflete o ator.

E a encenação de Duda Maia é pautada nessa dualidade entre palavra e corpo. “Eu acho que é o casamento de duas linguagens muito fortes: a forma de escrever do Chalita junto com a minha assinatura física. Estamos procurando essa dualidade o tempo inteiro, nas palavras, nos corpos, na trilha sonora, no cenário, no figurino e na iluminação. É essencial que o coletivo tenha força, para que o espetáculo aconteça. Na encenação tem vento, mas tem leveza, tem peso, mas desliza”, revela a diretora. 

“É um convite para poetizar dois mundos. O de dentro e o de fora. O eu comigo. E o eu com o outro. Há tantas feridas a serem costuradas. Há tantos amanheceres a serem celebrados. Na alma. No corpo. E o encontro com Duda Maia para mim é um presente. Um construir coletivo de linguagens que se casam para emocionar, para fazer pensar”, convida Gabriel Chalita.

Este projeto é realizado por meio da Lei Rouanet – Ministério da Cultura, e conta com o patrocínio da Rede Dor, Sulamérica, Estácio e Instituto Yduqs, empresas que acreditam na força transformadora da arte e no desenvolvimento da cultura brasileira. Para Cláudia Romano, presidente do Instituto Yduqs e vice-presidente do grupo educacional Yduqs, apoiar iniciativas culturais como essa é uma forma concreta de ampliar o impacto social da educação. “Investir em cultura é investir em humanidade. ‘Poemas’ nos convida a refletir sobre o tempo em que vivemos, sobre nossas dores e nossas esperanças, e reforça a importância da arte como instrumento de transformação social. Para o Instituto Yduqs, apoiar projetos como este é reafirmar nosso compromisso com a formação integral das pessoas, que vai além da sala de aula e alcança a sensibilidade, o pensamento crítico e o diálogo”.


Sinopse
“Poemas” traz o tema da dualidade da vida. Somos poema e prosa ao mesmo tempo; somos inspiração, expansão, dança; e somos dor, medo, ansiedade. A peça fala do encontro com o outro e com o universo próprio de cada um. Fala da memória que nos molda, que, às vezes, nos engessa e paralisa e, outras vezes, nos acalenta. E fala também da esperança. Do poema que falta para pensarmos na nossa humanidade. Para que o amor seja uma experiência que povoe os cotidianos de prazeres e, ao mesmo tempo, de responsabilidade na ação de cada um na melhoria do mundo.


Ficha técnica 
Espetáculo "Poemas"
Autor - Gabriel Chalita
Direção Artística - Duda Maia
Elenco / Intérpretes Criadores - André Torquato e Marcos Pitombo 
Direção de Produção - Thiago Hofman
Cenografia e Figurino - Stephanie Fretin e André Cortez
Direção Musical e Trilha Sonora Original - Dessa Ferreira
Desenho de Luz - Gabriele Souza
Design de Som - Vitor Osório 
Assistente de Iluminação - Juliana Jesus


Serviço
"Poemas", de Gabriel Chalita
Temporada: até dia 7 de junho de 2026.
Sextas-feiras, às 20h30. Sábados, às 18h00 e 20h30. Domingos, às 18h00.
Duração: 60 minutos.
Classificação etária: 14 anos .

Ingressos: 
Plateia Vip: R$120,00 (inteira)  / R$ 60,00 (meia-entrada)  
Plateia: R$ 100,00 (inteira)  / R$ 50,00 (meia-entrada)  
Preço popular: R$ 50,00 (inteira)  /  R$ 25,00 (meia-entrada)

Local: Teatro Multiplan MorumbiShopping
Endereço: Avenida Roque Petroni Júnior, nº 1.089, Piso G2. 
Acesso por meio das escadas rolantes em frente à Renner.


Ingressos:
Vendas on-line (com taxa de conveniência): https://www.sympla.com.br/
Bilheteria física (sem taxa de conveniência): Teatro Multiplan MorumbiShopping
Horário de funcionamento: A bilheteria funciona em dias de espetáculos duas horas antes do início da apresentação.
Totem de Autoatendimento (sem taxa de conveniência): o Teatro Multiplan MorumbiShopping possui um totem de autoatendimento para compras de ingressos sem taxa de conveniência 24h por dia, localizado no piso G2, ao lado da bilheteria.
Avenida Roque Petroni Júnior, 1089 - Piso G2 do MorumbiShopping - Jardim das Acácias / São Paulo

.: "Romeu e Romeu" busca inspiração em Shakespeare para falar sobre amor

Escrito na década de 1980, texto de Ronaldo Ciambroni se revela bastante atual e destaca no elenco os atores Guilherme Chelucci, Márcio Louzada, Juan Alves, Pedro Pilar e Wallace Guimarães. Foto: Ronaldo Gutierrez


A Rama Kriya Produções e a AT Produções destacam no roteiro teatral paulista, a temporada da montagem do espetáculo “Romeu e Romeu - Por Essa nem Shakespeare Esperava”, com texto de Ronaldo Ciambroni, direção de movimentos, cenografia e figurinos de Ciro Barcelos e, direção geral de Rogério Fabiano. Em cartaz no Teatro Itália, em São Paulo, até dia 24 de junho, a peça conta com a experiência dos atores Guilherme Chelucci, Márcio Louzada, Juan Alves, Pedro Pilar e Wallace Guimarães, que apresentam ao público os desafios que um casal gay enfrenta para permanecer juntos.

A história inspirada no clássico “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare, mantém o amor como temática principal. “Romeu e Romeu”, destaca no palco com leveza e com bastante humor, as dificuldades do cotidiano de um casal, os ciúmes, os dilemas domésticos e, certamente, o preconceito. A proposta é que o público reviva essa história tão conhecida e mostrar que tudo poderia ser alterado, com um final diferente onde o preconceito não venceria o amor é só uma atitude verdadeira poderia trazer a tão esperada felicidade.

Na versão de Ciambroni, o personagem Romeu Camari faz faculdade de Medicina e pertence a uma família rica que vive em constante conflito com outra família: Os Mariane. As duas famílias dominam e disputam o comércio do principal bairro da cidade. A peça se desenrola entre tapas e beijos, drama e comédia, traição e amizade e uma dose de veneno com validade pro efeito acabar. Os dois rapazes se conhecem numa aposta de corrida de automóvel onde, num acidente, um primo dos Camari morre e aumenta o ódio das duas famílias, tornando assim, impossível o romance desses dois jovens sonhadores. Numa sequência de cenas emocionantes e que fazem parte dos romances que conhecemos, a história vai se desenvolvendo e surpreendendo e com certeza agradando a todos.


Ficha técnica
Espetáculo “Romeu e Romeu - Por Essa nem Shakespeare Esperava”
Direção de Movimentos, Cenografia e Figurinos: Ciro Barcelos
Direção: Rogério Fabiano
Elenco: Guilherme Chelucci, Márcio Louzada, Juan Alves, Pedro Pilar e Wallace Guimarães
Trilha Sonora: Eduardo Menga
Fotografia: Ronaldo Gutierrez
Produção: Rama Kriya Produções e AT Produções
Assessoria de Imprensa: Davi Brandão


Serviço
Espetáculo “Romeu e Romeu - Por Essa nem Shakespeare Esperava”
Teatro Itália – Av. Ipiranga, 344 - Subsolo
Temporada: 14 de abril a 24 de junho, sempre às terças e quartas-feiras, 20h
Ingressos: R$ 50,00 (meia-entrada) a R$ 100,00 (inteira)
Classificação: 18 anos
Duração: 70 minutos
Gênero: Drama

.: "Pequeno Monstro" leva Silvero Pereira ao palco do Teatro do Sesc Santos


Em cena, Silvero conduz um solo de rara entrega, que tensiona memória e linguagem ao expor a dificuldade de narrar experiências de homofobia e bullying. Foto: divulgação

Em cartaz no Teatro do Sesc Santos nos dias 8 e 9 de maio, sexta-feira e sábado, às 20h00, o espetáculo “Pequeno Monstro”, com Silvero Pereira, mergulha com contundência no território das violências explícitas e silenciosas que atravessam as existências de pessoas LGBTQIA+.

Em cena, Silvero conduz um solo de rara entrega, que tensiona memória e linguagem ao expor a dificuldade de narrar experiências de homofobia e bullying. Ao revisitar episódios que se iniciam na infância, o espetáculo ilumina o peso social imposto a corpos e comportamentos considerados “fora da norma”, revelando marcas que persistem para além do tempo.

Inspirado em um conto de Caio Fernando Abreu, o título “Pequeno Monstro” carrega, em si, a ambiguidade que sustenta a montagem: ao mesmo tempo em que evoca o estranhamento e a exclusão, também aponta para frestas de liberdade, afeto e reinvenção. A encenação transforma essas camadas em matéria viva, articulando fragilidade e resistência num discurso que não busca conforto, mas confronto.


Ficha técnica
Espetáculo "Pequeno Monstro"
Direção: Andreia Pires
Dramaturgia e atuação: Silvero Pereira
Cenografia: Dina Salem Levy
Desenho de luz: Sarah Salgado e Ricardo Vivian
Trilha sonora original e desenho de som: Arthur Ferreira
Figurinista e criação audiovisual: Alice Cruz
Assistência da cena: Tina Reinstrings e Juracy Oliveira
Operador de som e projeção Gabriel Salsi
Contrarregra: Iuri Wander
Designer gráfico: Karin Palhano
Fotos: John Ramatis
Duração: 60 minutos

Serviço
Espetáculo “Pequeno Monstro”
Sexta-feira, dia 8, e sábado, dia 9 de maio, às 20h00. Ingressos a R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (meia-entrada) e R$ 15,00 (credencial plena). Não recomendado para menores de 16 anos - autoclassificação.

Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta-feira, das 9h00 às 21h30 | Sábados e domingos, 10h00 às 18h30   

Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida / Santos
Telefone: (13) 3278-9800        
Site do Sesc Santos
Instagram e Facebook: @sescsantos

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