domingo, 21 de junho de 2026

.: Mostra “Brasil em Todas" promove no MIS Experience uma imersão nas Copas


Mostra interativa faz um mergulho na participação da seleção brasileira na história das Copas. Público contará ainda com transmissão ao vivo dos principais jogos do torneio. Foto: Lucas Mello

O MIS Experience, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, entra na torcida para a seleção brasileira de futebol conquistar o hexa, com a exposição interativa “Brasil em Todas”. Até dia 2 de agosto, o público fará uma verdadeira imersão na história da “seleção canarinho” nas Copas do Mundo. O Brasil é o maior campeão do torneio, com cinco títulos, além de ser o único país a participar de todas as 23 edições. Com um estilo único de jogo, as equipes brasileiras sempre apresentaram grandes jogadores e protagonizaram situações que marcaram para sempre a história do esporte, consagrando a nação como o “país do futebol”.

Para mergulhar ainda mais na participação brasileira nas Copas do Mundo, o MIS Experience convida o público a vivenciar o futebol de maneira inédita, interativa, divertida e inovadora. O percurso de “Brasil em Todas” apresentará aos visitantes as diferentes realidades do consumo e da prática do futebol ao longo dos anos – com base em hábitos de época, na tecnologia disponível e na realidade de cada participação da seleção nacional. A mostra propõe a interação e a participação do público em diferentes níveis, do ambiente analógico ao digital, a partir de acervos raros e conteúdos exclusivos, com a inclusão de mecânicas especiais relacionadas a cada Copa do Mundo FIFA vencida pelo Brasil (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002).


Acervo raro
O conteúdo de acervo histórico da exposição irá atrair tanto fãs de futebol quanto o público geral. Artigos raros do Museu Seleção Brasileira, da CBF, estarão expostos pela primeira vez em conjunto fora da instituição. Eles incluem registros do surgimento da seleção, em 1914; objetos originais relativos à participação do Brasil em todos os torneios desde 1930, incluindo o troféu de segundo lugar da Copa de 1950; estátua em tamanho real de Pelé e estátua em tamanho real de Zagallo (nunca exibida ao público)

Além disso, um espaço dedicado à imprensa traz acervos raros de mídia escrita e fotografia desde 1930, com recortes de jornais e revistas, incluindo veículos já extintos, com notícias e curiosidades sobre a Copa do Mundo ao longo dos anos. Em outra sala dedicada ao rádio, os visitantes terão à disposição fones de ouvido para escutar narrações de jogos históricos em diferentes épocas desde 1950. Já a sala de projeção trará um filme em curta-metragem sobre a participação de Pelé nas seleções que disputaram as Copas de 1958, 1962, 1966 e 1970.

Outros destaques da mostra incluem uma videoinstalação apresentando a evolução das escalações da seleção ao longo dos anos, com destaque para os clubes de origem de cada atleta; e caricaturas exclusivas de craques de todos os tempos, em grande formato, criadas pelo cartunista Mario Alberto.


Experiências tecnológicas
Nas áreas interativas da exposição, o público terá à disposição seis jogos diferentes customizados em telas gigantes de alta definição, incluindo comandos por voz, toque e movimento. As experiências incluem desde quizzes de conhecimentos sobre a Copa até jogos nos quais os visitantes terão a experiência de estar em um campo de futebol.


Bar do Hexa
Para completar o passeio, os visitantes poderão assistir aos principais jogos da Copa do Mundo no Bar do Hexa, espaço que contará com painel de LED de 5m e café com diversas opções de comidas e bebidas (incluindo alcoólicas). As exibições no Bar do Hexa são abertas mesmo para quem não for visitante da exposição, e os ingressos gratuitos devem ser retirados com uma hora de antecedência na bilheteria física do MIS Experience.


Serviço | Exposição “Brasil em Todas”
Até dia 2 de agosto de 2026
Ingresso: de quarta a domingo: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada); terças: gratuitas (mediante retirada de ingresso na bilheteria); crianças até 10 anos não pagam.
Horário: das 10h00 às 19h00.
MIS Experience: Rua Cenno Sbrighi, 250, Água Branca/São Paulo.

.: Rita von Hunty lança o livro "Formas de Narrar Um Corpo" no Sesc 24 de Maio


Ao lado de Andreone Medrado, artista apresenta obra que articula sociologia, psicanálise e política para refletir sobre representações do corpo e produção de conhecimento. Na foto, Rita von Hunty e Andreone Medrado. Fotos: divulgação


A atriz, professora e crítica cultural Rita von Hunty lança seu primeiro livro, "Formas de Narrar Um Corpo", no Sesc 24 de Maio, na próxima quinta-feira, dia 25 de junho, às 19h00, no Teatro. O encontro acontece gratuitamente em formato de bate-papo com participação de Andreone Medrado e propõe ao público uma reflexão acessível sobre como os corpos são representados e quem tem espaço para produzir conhecimento. 

Na obra, Rita von Hunty reúne referências da sociologia, psicanálise, literatura e política para discutir de que maneira certos corpos são narrados, autorizados ou interditados. Ao abordar gênero e sexualidade como construções de relações de poder, a autora questiona teorias que se apresentam como universais e evidencia seus recortes históricos, sociais e ideológicos evidenciando aquilo que foi naturalizado como neutro. 

Com uma abordagem didática e crítica, o livro articula experiência, teoria e o desejo de transformação, convidando leitoras e leitores a reconhecer os mecanismos que os constituem - e, a partir disso, se posicionarem como sujeitos ativos de suas próprias trajetórias. "Formas de Narrar Um Corpo" inaugura a Coleção Reticências, da Editora Planeta, que reúne vozes diversas para pensar questões contemporâneas a partir de encontros e entrevistas gravadas, que convidam o leitor a acompanhar o pensamento em construção. Compre o livro"Formas de Narrar Um Corpo", de Rita von Hunty, neste link.


Sobre as participantes 
Rita von Hunty
é atriz, crítica cultural, professora e educadora popular, com atuação em universidades, escolas e movimentos sociais no Brasil e no exterior. Colaborou com mais de 25 livros, sendo dois deles finalistas do Prêmio Jabuti Acadêmico em 2025.

Andreone Medrado é psicóloga, bióloga, pesquisadora, escritora, artista e fotógrafa. Fundadora do coletivo Escuta Preta no Instituto de Psicologia da USP, atualmente é coordenadora geral do Núcleo de Consciência Negra da universidade. É coautora de Não Monogamia: trânsitos entre raça, gênero & sexualidade e autora de Ensaios sobre o Colonialismo – higienização, corpos, fé e subjetividades em disputa.


Serviço
Lançamento do livro "Formas de Narrar Um Corpo" 

Com Rita von Hunty e Andreone Medrado
Datas: 25 de junho, quinta-feira, às 19h00
Local: Teatro do Sesc 24 de Maio – Rua 24 de Maio, 109, República / São Paulo
Classificação: 14 anos
Ingressos: grátis com retirada uma hora antes no local
Duração: 150 minutos
Mais informações: no site sescsp.org.br/24demaio
Serviço de van: transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h00 às 23h00, e aos domingos e feriados, das 18h00 às 21h00.

.: "Mother’s Baby” questiona instinto materno e desmonta idealizações


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.

“Mother’s Baby” estreia na plataforma de streaming Reserva Imovision apostando em um desconforto que não se dissipa quando o filme termina. Dirigido e coescrito pela austríaca Johanna Moder, o longa-metragem parte de um terreno conhecido - o desejo pela maternidade - para deslocá-lo a um território inquietante, em que o afeto e o estranhamento convivem sem qualquer garantia de reconciliação. Na trama, Julia (Marie Leuenberger), uma maestrina de 40 anos no auge da carreira, decide interromper a rotina profissional ao lado do parceiro Georg (Hans Löw) para realizar o sonho de ter um filho. 

A gravidez vem após um procedimento conduzido pelo enigmático Dr. Vilfort (Claes Bang), especialista em fertilidade que promete resultados com uma segurança quase clínica demais para ser confortável. O parto, porém, rompe qualquer expectativa de controle: o bebê é retirado às pressas, sem explicações claras, e devolvido à mãe já sob o peso de uma dúvida corrosiva.

Moder conduz o espectador por uma narrativa que se alimenta da instabilidade emocional da protagonista. Julia não reconhece o filho, mas não há histeria, nem gestos grandiosos. O que se instala é um distanciamento seco, persistente, que contamina o ambiente doméstico e fragiliza o casamento. A partir daí, o filme tensiona a percepção da realidade: há um erro concreto ou tudo se organiza dentro de uma experiência psíquica em colapso?

Exibido na competição oficial do Festival de Berlim, onde disputou o Urso de Ouro, o longa-metragem se insere em uma linhagem recente de filmes dirigidos por mulheres que encaram a maternidade sem idealizações. A própria Moder descreveu o projeto como um acerto de contas pessoal, interessado em desmontar a promessa de plenitude associada ao nascimento de um filho. Em entrevistas à imprensa europeia, a diretora afirmou que buscou deliberadamente o suspense como forma de traduzir a insegurança e o deslocamento vividos por muitas mulheres nesse período.

Marie Leuenberger segura o filme com uma atuação que aposta no mínimo. A personagem dela fala pouco, mas o incômodo aparece no jeito de olhar, no corpo que parece sempre um passo atrás, como se ela estivesse tentando ocupar um lugar que já não reconhece como seu. Claes Bang faz do médico uma presença que impõe respeito e estranha ao mesmo tempo, daqueles que parecem saber demais e explicar de menos. Já Hans Löw constrói um marido dividido: tenta estar por perto, mas nunca alcança de fato o que se passa com a mulher ao lado.

Filmado em Viena, Zurique e Hamburgo, com fotografia de Robert Oberrainer, o longa-metragem também chama atenção pela atmosfera controlada que contrasta com a crescente desordem interna da protagonista. A trilha de Diego Ramos Rodríguez acompanha esse deslocamento sem recorrer a excessos, reforçando a sensação de que algo está fora do lugar, ainda que ninguém consiga apontar exatamente o quê. O filme prefere deixar o espectador diante de um impasse que ecoa para além da tela: até que ponto a maternidade é instinto, construção ou imposição? E o que acontece quando esse vínculo não se estabelece como esperado? 


Ficha técnica
“Mother’s Baby” | "Bebê da Mamãe" (título em Portugal)
Gênero: drama, suspense. Duração: 99 minutos. Classificação indicativa: 14 anos. Ano de produção: 2025. Idioma: alemão. Direção: Johanna Moder. Roteiro: Johanna Moder, Arne Kohlweyer. Elenco: Marie Leuenberger, Hans Löw, Claes Bang, Julia Franz Richter. Distribuição no Brasil: Autoral Filmes. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Reserva Imovision.


Assine a Reserva Imovision, o streaming que respeita a sua inteligência
A equipe do Resenhando.com acompanha os filmes por meio da plataforma de streaming Reserva Imovision, dedicada ao cinema independente e autoral. Para acessar o catálogo completo, conferir novidades e realizar sua assinatura, o aplicativo da plataforma ou o visite o site oficial neste link. A Reserva Imovision reúne filmes e séries cuidadosamente selecionados, ampliando o acesso a obras que valorizam a diversidade cultural, a reflexão e experiências cinematográficas diferenciadas. 
Você pode assinar a plataforma de streaming Reserva Imovision neste link.

.: Messi inspira nova geração de leitores durante a Copa do Mundo


Livro sobre a trajetória de Lionel Messi ganha destaque durante o Mundial de 2026 e convida crianças e jovens a conhecerem a história de um dos maiores jogadores de todos os tempos

Enquanto a Copa do Mundo de 2026 movimenta milhões de torcedores, a Editora Catapulta convida os fãs do esporte a conhecerem mais sobre a trajetória de Lionel Messi, um dos maiores nomes da história do futebol. O destaque da coleção é o livro "Messi: A Jornada de Um Campeão", que apresenta a inspiradora trajetória do craque argentino, desde sua infância em Rosário até a conquista da Copa do Mundo e sua consagração como um dos maiores jogadores de todos os tempos.

A obra convida os leitores a conhecerem os desafios, as conquistas e a determinação que marcaram a carreira de Messi, mostrando que talento, dedicação e perseverança são ingredientes fundamentais para alcançar grandes sonhos. Em meio à disputa de mais uma Copa do Mundo aos 39 anos, o argentino segue sendo uma das figuras mais admiradas e acompanhadas do futebol mundial, despertando o interesse de novas gerações de torcedores. O livro surge como uma oportunidade para fãs de todas as idades mergulharem em sua história dentro e fora dos gramados, conhecendo os momentos que transformaram o garoto de Rosário em uma lenda do esporte.

Complementando a coleção, a Catapulta também apresenta o lançamento "Os Países da Copa do Mundo", uma obra interativa que leva crianças e famílias a uma viagem pelos países participantes do Mundial de 2026. O livro reúne curiosidades sobre as seleções, informações culturais, cidades-sede e mais de 100 figurinhas coloridas para colecionar. Outro destaque é o lançamento da coleção Abremente Grandes Estrelas, que homenageia dois gigantes do futebol mundial: "Messi Campeão" e "O Rei Pelé". Os títulos combinam curiosidades, desafios e atividades que estimulam o aprendizado enquanto celebram a trajetória de atletas que marcaram gerações.

“A Copa do Mundo desperta emoção, memória afetiva e interesse genuíno pelas histórias que moldaram o futebol. Nossa proposta é oferecer aos leitores uma experiência cultural que vai além dos jogos, conectando esporte, conhecimento e diversão”, afirma Evandro Silva, Gerente Geral da Editora Catapulta. Ao reunir biografias inspiradoras, atividades educativas e conteúdos interativos, a Editora Catapulta transforma a paixão pelo futebol em uma experiência de leitura envolvente, reforçando o legado de grandes ídolos como Messi e incentivando o aprendizado por meio do esporte. Compre "Messi: A Jornada de Um Campeão" neste link.

.: “Muito Mais que um Crime” reafirma o vigor político de Costa-Gavras


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com

Lançado em 1989, “Muito Mais que um Crime” reestreia na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte com a assinatura firme de Costa-Gavras, cineasta que construiu carreira investigando as zonas de atrito entre poder, memória e justiça. Nesse filme, ele conduz um drama judicial que se move com tensão de thriller, sem recorrer a excessos formais, sustentado por um roteiro que prefere a revelação gradual ao choque fácil. A trama acompanha Ann Talbot (Jessica Lange), advogada respeitada que aceita defender o próprio pai, Mike Laszlo (Armin Mueller-Stahl), acusado de ter participado de crimes de guerra na Hungria durante a Segunda Guerra Mundial. 

O que começa como um gesto de lealdade familiar se transforma em um percurso incômodo, à medida que o tribunal expõe testemunhos, documentos e informações que colocam em xeque a imagem construída dentro de casa. O roteiro de Joe Eszterhas, inspirado em experiências pessoais - o pai dele foi acusado de colaboração com o regime nazista -, evita simplificações e constrói um embate moral que não se resolve com facilidade. A escrita aposta na ambiguidade e sustenta o conflito central: até onde vai a fidelidade a alguém quando a verdade ameaça desmoronar tudo o que se acreditava sólido? 

Jessica Lange conduz o filme com uma atuação de alta voltagem emocional, reconhecida com indicação ao Oscar de Melhor Atriz. Sua Ann oscila entre convicção e dúvida, sem perder a densidade. Ao seu lado, Armin Mueller-Stahl compõe um pai que alterna afeto, orgulho e um jeito difícil de decifrar, elemento essencial para manter a tensão em cena. O elenco conta ainda com Frederic Forrest e Lukas Haas, reforçando um conjunto que sustenta o peso dramático sem dispersão.

Premiado com o Urso de Ouro no Festival de Berlim, o longa-metragem confirma a habilidade de Costa-Gavras em tratar temas espinhosos com firmeza na condução da história. Conhecido por títulos como “Z” e “Missing”, o diretor retoma aqui o interesse por estruturas de poder e pelas marcas que a história deixa nos indivíduos, sem recorrer a discursos didáticos. O julgamento funciona como motor dramático, mas o filme cresce nos momentos em que desloca o foco para o impacto íntimo das descobertas.

Há também um detalhe simbólico que marca a narrativa: a caixa de música do título original (“Music Box”). O objeto, aparentemente inofensivo, guarda pistas que se revelam decisivas. A escolha do nome não é gratuita e aponta para a ideia de memória guardada e, em algum momento, exposta. Entre as curiosidades, nomes como Kirk Douglas e Walter Matthau foram cogitados para o papel de Mike Laszlo, mas Costa-Gavras optou por Mueller-Stahl, cuja origem europeia acrescenta autenticidade ao personagem. Também se comenta que Jane Fonda chegou a ser considerada para o papel de Ann, antes da escolha por Jessica Lange.

Sem recorrer a grandes manobras estéticas, “Muito Mais que Um Crime” aposta na força da narrativa e na densidade de seus conflitos. O filme mantém o espectador atento até o desfecho, quando as peças finalmente se encaixam. O impacto não vem de um truque, mas daquilo que sempre esteve ali, à espera de ser encarado.


Ficha técnica
“Muito Mais que um Crime” | “Music Box” (título original) | “O Enigma da Caixa de Música” (título em Portugal)
Gênero: drama, suspense. Duração: 124 minutos. Classificação indicativa: 13 anos. Ano de produção: 1989. Idioma: inglês. Direção: Costa-Gavras. Roteiro: Joe Eszterhas. Elenco: Jessica Lange, Armin Mueller-Stahl, Frederic Forrest, Lukas Haas, Donald Moffat. Distribuição no Brasil: não especificada. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte.


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.: 1º Seminário Nacional das Rodas de Samba será realizado no Rio de Janeiro


Encontro do MinC reúne Nei Lopes, Teresa Cristina, Moacyr Luz, Dorina Barros e outros grandes nomes do samba

O Rio de Janeiro será palco de um grande encontro entre diferentes gerações do samba brasileiro. Entre os dias 22 e 24 de junho, o Ministério da Cultura (MinC) realiza o 1º Seminário Nacional das Rodas de Samba, reunindo sambistas históricos, novas vozes do gênero, pesquisadores, gestores públicos, lideranças culturais e representantes de rodas de samba de todo o país para discutir os desafios, as potências e o papel dessas manifestações na vida cultural brasileira.

O encontro também reunirá o secretário-executivo do MinC, Márcio Tavares; a secretária de Articulação Federativa e Comitês de Cultura do MinC, Roberta Martins; o gerente de Projetos da Secretaria Executiva do MinC, Fabrício Antenor; a deputada federal Benedita da Silva, a deputada estadual Verônica Lima, a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Danielle Barros, e o secretário municipal de Cultura do Rio de Janeiro, Lucas Padilha.

Realizado no Palácio Gustavo Capanema e no Renascença Clube, dois espaços simbólicos da cultura brasileira, o seminário propõe uma reflexão sobre temas como economia criativa, patrimônio cultural, memória, participação social, ocupação dos espaços públicos e desenvolvimento territorial. As rodas de samba constituem importantes redes de sociabilidade, geração de renda, circulação cultural e preservação das tradições afro-brasileiras. Presentes em milhares de comunidades pelo país, movimentam trabalhadores da cultura, fortalecem identidades locais e mantêm vivas práticas culturais que atravessam gerações.

Ao longo dos três dias, a programação será organizada em eixos de debate sobre economia do samba, sustentabilidade e economia criativa das ruas; memória, identidade, território e patrimônio; inovação e novas gerações; articulação cultural e movimento; além de políticas públicas, controle e participação social. A abertura do seminário contará com mesa de boas-vindas com a participação de Márcio Tavares, Danielle Barros, Lucas Padilha e Verônica Lima. A conferência de abertura reunirá Sereno, Roberta Martins, Wanderso Luna, Benedita da Silva, Dorina Barros e Lucas Lima, diretor de Políticas Públicas da Ambev.

A programação inclui ainda debates com nomes como Helena Theodoro, Tadeu Kaçula, Nilcemar Nogueira, Aline Calixto, Rafa Rafuagi, Rogério Familia, Marina Iris, Thiago Carvalho, além de representantes do Ministério da Cultura, Funarte, Iphan e instituições parceiras. No dia 24 de junho, o seminário será encerrado no Renascença Clube com uma mesa inspiradora reunindo Nei Lopes, Teresa Cristina, Moacyr Luz e Márcio Tavares. Na sequência, haverá uma noite cultural com roda de samba comandada por Marcelinho Moreira em homenagem à Tia Surica. Credenciamento de público geral: clique aqui para acessar o formulário.


Serviço
1º Seminário Nacional das Rodas de Samba: Cidade, Patrimônio e Desenvolvimento
Data: 22, 23 e 24 de junho de 2026

Locais
Palácio Gustavo Capanema
Rua da Imprensa, 16 – Centro – Rio de Janeiro (RJ)

Renascença Clube
Rua Barão de São Francisco, 54 – Andaraí – Rio de Janeiro (RJ)

Entrada gratuita


Programação
Dia 1 - 22 de junho - Palácio Gustavo Capanema
9h00: Mesa de Boas-Vindas
Márcio Tavares - Ministro da Cultura Substituto
Danielle Barros - Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro
Lucas Padilha - Secretário de Cultura da Cidade do Rio de Janeiro
Verônica Lima - Deputada Estadual e Presidenta da Comissão de Cultura

10h00: Conferência de Abertura
Sereno - Fundador do Fundo de Quintal / Criador do Tantan
Roberta Martins (SAFCC/MINC)
Wanderso Luna - Rede Carioca de Rodas de Samba
Benedita da Silva - Dep. Federal - Lei da Salvaguarda do Samba
Dorina Barros - Mulheres na Roda de Samba
Lucas Lima - Diretor de Políticas Públicas da Ambev
Zé Luiz do Império - Compositor

14h00 às 17h00 : Eixo 1: Economia do Samba - Fomento, Sustentabilidade e a Economia Criativa das Ruas
João Grand Jr. - Cidade, Economia Criativa e o Ecossistema de Rodas de Samba do Rio de Janeiro
Anderson Lins - Sesc RJ - A Experiência com as Rodas de Samba no Edital Sesc Pulsar
Marquinhos de Oswaldo Cruz - A Feira das Yabás e o Trem do Samba
Ellen Oliveira - Festival Divas do Samba (DF)


Dia 2 - 23 de junho - Palácio Gustavo Capanema
9h30 às 12h00: Eixo 2: Memória, Identidade, Território e Patrimônio
Mediação: Aline Vila Real (Funarte)
Helena Theodoro - O Samba de lá e o Samba de Cá - Tia Ciata de Santo Amaro e do Samba Carioca
Samora Lopes (Banjo Novo) - Salvador, Terra do Samba e das Rodas de Samba
Fabiola Machado - As Rodas de Samba do Rio de Janeiro
Tadeu Kaçula - SP - O Samba Paulistano
Marina Lacerda - Iphan

13h30 às 16h00: Eixo 3: Inovação e Novas Gerações: “A tradição como lanterna” - Redes Integradas e Dados
Mediação: Fabricio Antenor (MinC)
Chico Reguera - Jornalista/Globo RJ
Dorina - Mulheres na Roda de Samba
Nilcemar Nogueira - Dossiê Matrizes do Samba no Rio de Janeiro / Museu do Samba
Simony Maia - Agência Mural de Jornalismo das Periferias - São Paulo
Dani Miranda - Blog de Samba

16h30 às 18h00 - Mesa: Articulação Cultural e Movimento
Mediação: Roberta Martins (SAFCC/MinC)
Rafa Rafuagi - Construção Nacional do Hip Hop / Museu do Hip Hop
Rogério Família - Rede Carioca de Rodas de Samba
Aline Calixto - Bloco da Calixto (MG)
Cláudia Ajeum - Pérola de Oyá - Fortaleza


Dia 3 - 24 de junho - Renascença Clube
9h30h às 12h00: Eixo 4: Das Rodas às Políticas Públicas: Territórios que transformam o Brasil
Mediação: Daniel Samam (CNPC/SAFCC)
Marina Iris, Wanderson Luna, Thiago Carvalho - Bahia, Fabrício Antenor (SE/MinC) e Aline Vila Real (Funarte)

12h00 às 14h00 - Almoço: Feijoada no Renascença

14h00: Mesa inspiradora / Encerramento
Nei Lopes, Teresa Cristina, Márcio Tavares e Moa Luz

17h30 - Roda de Samba com Marcelinho Moreira
Homenagem à Tia Surica

sábado, 20 de junho de 2026

.: Crítica: "Uma Infância Alemã" é história de amadurecimento e devoção


Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em junho de 2026


Em busca de realizar o desejo da mãe, garotinho Nanning (Jasper Billerbeck) descobre que além do rio há uma realidade ainda mais cruel e capaz de fazê-lo romper a inocência diante da escassez de itens comuns como a farinha de trigo, por exemplo. Ambientado na primavera de 1945, "Uma Infância Alemã" (Amrum), apresenta uma aventura épica na ilha isolada de Amrum, no Mar do Norte.

O drama que acontece ainda nas semanas finais da Segunda Guerra Mundial, leva o menino de 12 anos que aguarda o retorno do pai do front, a protagonizar uma verdadeira jornada do herói com uma trajetória emocionante, que o faz caçar focas, pescar à noite, trabalhar no campo para sustentar a mãe grávida e até o faz cair no erro de cometer alguns delitos. 

O longa exibido no Festival de Cinema Europeu IMOVISION 2026, baseado em memórias reais que pincelam o fim da guerra e segredos familiares profundos, entrega uma perspectiva emocional e psicológica sobre a Segunda Guerra Mundial. Logo, "Uma Infância Alemã" é um retrato delicado sobre o amadurecimento diante da realidade, assim como o impacto do fascismo e do trauma por meio dos olhos de uma criança criada dentro da ideologia nazista.

"Uma Infância Alemã" (Amrum). Gênero: Drama. Direção: Fatih Akin. Roteiro: Fatih Akin e Hark Bohm. Duração: 1h 33 minutos. Classificação Indicativa: 14 anos. Distribuição: Imovision. Elenco: Laura Tonke, Jasper Billerbeck e Diane Kruger. Sinopse: drama histórico que acompanha a perda da inocência de um garoto durante o colapso do Terceiro Reich. 


Trailer de "Uma Infância Alemã"


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.: Longa “The Doors” expõe excessos e controvérsias sobre Jim Morrison


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com

Oliver Stone nunca teve vocação para a neutralidade. Isso aparece com força em “The Doors”,  cinebiografia em cartaz na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte, e tenta capturar sem muita delicadeza o furacão chamado Jim Morrison. Lançado em 1991, o longa-metragem sempre foi embalado por expectativas altas, sustentadas pelo mito da banda que ajudou a redefinir os limites do rock e da contracultura norte-americana no fim dos anos 1960.

No centro de tudo está Val Kilmer, em uma atuação que beira o transe. Há relatos de que ele aprendeu cerca de 50 músicas do repertório da banda, cantando boa parte delas no próprio filme. Em estúdio, a voz dele chegou a confundir até integrantes originais do grupo, tamanha a precisão. O nível de dedicação cobrou um preço, já que o ator precisou de terapia ao final das filmagens para se desligar do personagem.

A narrativa acompanha Morrison desde os tempos de estudante de cinema na UCLA até a ascensão meteórica com o The Doors, passando por excessos, crises criativas e a espiral autodestrutiva que culminaria na morte precoce dele, aos 27 anos, em Paris. Stone aposta no hedonismo, no caos e em uma aura quase mística que transforma o vocalista no chamado “Rei Lagarto”. O elenco sustenta essa atmosfera com eficiência. 

Meg Ryan surpreende ao abandonar a imagem de comédias românticas para viver Pamela Courson, companheira de Morrison. Kyle MacLachlan, como Ray Manzarek, traz uma presença mais contida, enquanto Kevin Dillon (John Densmore) e Frank Whaley (Robby Krieger) completam a formação da banda. Entre participações curiosas, Billy Idol aparece como Cat, e Crispin Glover surge como Andy Warhol, em um retrato breve, mas marcante.

O roteiro, assinado por Stone em parceria com J. Randall Jahnson, opta por uma construção fragmentada, quase alucinada, que privilegia sensações em vez de fidelidade histórica. Integrantes da banda, especialmente Manzarek e Densmore, criticaram publicamente o filme por reduzir Morrison a um arquétipo de excessos, ignorando a inteligência, humor e inquietação intelectual dele. 

Décadas depois, o consenso permanece instável: o filme oscila entre documento cultural e fantasia estilizada. Mesmo com as controvérsias, a bilheteria superou ligeiramente o custo de produção, e o filme acabou consolidando uma imagem duradoura de Morrison para gerações que não o viram ao vivo. Para muitos, o Jim Morrison de Kilmer virou referência, o que, por si só, explica parte do incômodo dos músicos originais.

Curiosamente, o papel quase teve outro destino. Ian Astbury, vocalista do The Cult, recusou o convite por discordar da abordagem do roteiro. Nomes como Bono e Michael Hutchence também demonstraram interesse, mas não avançaram. A escolha por Kilmer, hoje, parece inevitável. Selecionado para o Festival de Moscou em 1991 e revisitado anos depois na seção Cannes Classics, o filme segue provocando debate. Stone entrega um retrato intenso, por vezes exagerado, que transforma a trajetória da banda em uma experiência sensorial. Há momentos em que a encenação se sobrepõe ao fato, mas a energia permanece.


Ficha técnica
“The Doors” | “The Doors: O Mito de uma Geração” (título em Portugal)
Gênero: Musical, biográfico. Duração: 141 minutos. Classificação indicativa: 16 anos. Ano de produção: 1991. Idioma: inglês. Direção: Oliver Stone. Roteiro: Oliver Stone e J. Randall Jahnson. Elenco: Val Kilmer, Meg Ryan, Kyle MacLachlan, Kevin Dillon, Frank Whaley, Kathleen Quinlan, Billy Idol, Crispin Glover, entre outros. Distribuição no Brasil: Columbia Pictures (Sony Pictures). Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte.


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.: Filme “Caso 137” revisita protestos e questiona o papel da polícia


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.

O drama “Caso 137” estreia na plataforma de streaming Reserva Imovision com a assinatura firme do diretor alemão radicado na França Dominik Moll, que volta ao território policial depois do premiado "A Noite do Dia 12". Nesse novo longa-metragem, ele afina ainda mais o olhar para os mecanismos internos da polícia francesa ao acompanhar uma investigação conduzida por quem deveria vigiar a própria instituição: a IGPN, conhecida como “a polícia da polícia”.

A trama segue Stéphanie Bertrand (Léa Drucker), encarregada de apurar o caso de um jovem gravemente ferido durante um protesto em Paris. O episódio remete diretamente às manifestações dos coletes amarelos, entre 2018 e 2020, quando denúncias de uso excessivo da força ganharam repercussão internacional. O roteiro, assinado por Moll em parceria com Gilles Marchand, parte de um evento fictício, mas reproduz situações reais amplamente documentadas pela imprensa europeia, incluindo casos de manifestantes atingidos por balas de borracha, prática questionada por organismos de direitos humanos.

O filme teve estreia mundial no Festival de Cannes de 2025, onde disputou a Palma de Ouro e arrancou aplausos prolongados na sessão oficial. Depois, seguiu um percurso consistente em festivais e premiações, acumulando indicações importantes e consolidando o nome de Léa Drucker como peça central do projeto. A atriz foi reconhecida com o César de Melhor Atriz, reforçando o consenso crítico em torno da interpretação contida e precisa que ela entrega nesse filme.

Moll conduz a narrativa com rigor que lembra o documental. A câmera observa mais do que intervém, insistindo em salas de interrogatório, relatórios burocráticos e depoimentos que raramente se encaixam. Há um interesse claro em expor o funcionamento do sistema por dentro, sem atalhos dramáticos. O que se vê é um acúmulo de versões, tensões institucionais e pequenas fissuras que revelam o desgaste de uma estrutura que deveria garantir justiça, mas frequentemente se protege.

A investigação ganha densidade quando o caso deixa de ser apenas um número. A ligação pessoal da protagonista com a origem da vítima desloca o eixo do filme e coloca em jogo dilemas que não cabem em protocolos. Stéphanie não se transforma em heroína clássica; segue trabalhando, lidando com a rotina e negociando limites. Esse desenho evita idealizações fáceis e sustenta um retrato mais próximo da experiência concreta de quem opera dentro da máquina pública.

Outro ponto que chama atenção é a recusa em simplificar o conflito. O roteiro distribui responsabilidades e tensões entre diferentes lados: policiais pressionados, testemunhas desconfiadas, famílias feridas e um aparato jurídico que se move com lentidão Nos bastidores, em Cannes, o ator Théo Navarro-Mussy foi impedido de participar do tapete vermelho após acusações de violência sexual - decisão apoiada pela organização do festival e compreendida publicamente por Moll. O episódio acabou desviando parte da atenção midiática, ainda que não tenha afetado a recepção crítica do longa.

“Caso 137” trabalha com a frustração de processos que avançam sem necessariamente produzir respostas satisfatórias. A trilha discreta de Olivier Marguerit acompanha esse tom, quase imperceptível, deixando que o peso recaia sobre os diálogos e as lacunas institucionais, aquelas que se impõem pela impossibilidade de conclusão. O filme é um retrato incômodo de um sistema que investiga a si mesmo, encontra limites para agir e, ainda assim, falha.


Ficha técnica
“Caso 137” | “Dossier 137” (título original) | “Dossiê 137” (título em Portugal)
Gênero: policial, drama. Duração: 1h56min. Classificação indicativa: 14 anos. Ano de produção: 2025. Idioma: francês. Direção: Dominik Moll. Roteiro: Dominik Moll e Gilles Marchand. Elenco: Léa Drucker, Jonathan Turnbull, Mathilde Roehrich, Guslagie Malanda, Stanislas Merhar. Distribuição no Brasil: Autoral Filmes. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Reserva Imovision.


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A equipe do Resenhando.com acompanha os filmes por meio da plataforma de streaming Reserva Imovision, dedicada ao cinema independente e autoral. Para acessar o catálogo completo, conferir novidades e realizar sua assinatura, o aplicativo da plataforma ou o visite o site oficial neste link. A Reserva Imovision reúne filmes e séries cuidadosamente selecionados, ampliando o acesso a obras que valorizam a diversidade cultural, a reflexão e experiências cinematográficas diferenciadas. 
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.: "O Segredo de Brokeback Mountain” volta para curta temporada em SP


Sucesso de crítica e público em Londres, no Rio de Janeiro e em São Paulo, a adaptação teatral do clássico "O Segredo de Brokeback Mountain", baseado no conto de Annie Proulx, que também inspirou o famoso filme vencedor de três prêmios Oscar, incluindo Melhor Direção e Melhor Roteiro Adaptado, volta em cartaz na cidade para uma curta temporada, de 20 de junho a 2 de agosto,  no Teatro Estúdio. O espetáculo acompanha o romance secreto e duradouro de dois cowboys nos anos 1960, marcado pelo isolamento, pelo medo da intolerância e pela força de um amor proibido. Leia a crítica da primeira temporada em São Paulo - "O Segredo de Brokeback Mountain” recria no teatro a história que marcou - neste link.

A peça estreou em 2023, em Londres, sob a direção de Jonathan Butterell. O texto é de Ashley Robinson e a trilha sonora original, assinada por Dan Gillespie Sells, é interpretada ao vivo, recriando com delicadeza o universo íntimo e melancólico dos personagens. Essa montagem foi amplamente aclamada pela crítica britânica. No Brasil, o espetáculo estreou em 2024, no Rio de Janeiro, com direção de Moacyr Góes, tradução de Miguel Góes e realização da Avante Produções, mantendo a trilha original de Sells.

Com um lançamento impactante em 2005, o longa-metragem rompeu barreiras ao tratar com sensibilidade e profundidade o amor entre dois homens. Além de conquistar as plateias e os especialistas, a obra provocou debates intensos sobre masculinidade, afetividade e representação LGBTQIA+, abrindo caminho para uma nova geração de narrativas mais inclusivas e humanas. O sucesso nos palcos reafirma o poder atemporal da história de Ennis e Jack - uma narrativa sobre amor, silêncio e coragem -, provando que "Brokeback Mountain" continua ecoando com a mesma força e relevância duas décadas após sua estreia original.

Nos anos 60, os jovens cowboys Jack Twist e Ennis del Mar se conhecem trabalhando isolados em Brokeback Mountain. O convívio árduo gera um romance intenso e conflituoso que muda suas vidas para sempre. Após o fim do contrato, eles tentam retomar suas rotinas, mas passam as décadas seguintes tentando recuperar o que deixaram na montanha. O texto explora o poder do amor, a intolerância e as fragilidades humanas.


Ficha técnica
Espetáculo "O Segredo de Brokeback Mountain"
Idealização: Marcelo Brou
Texto: Ashley Robinson
Música: Dan Gillespie Sells
Tradução: Miguel Góes
Direção: Moacyr Góes
Assistência de direção: Daniela Stirbulov
Direção de produção: Júlio Oliveira
Assistência de produção: Yelon Daniel
Direção musical: Breno Ganz
Preparação vocal: Angela de Castro
Designer de luz: Adriana Ortiz
Figurino: Ana Elisa Schumacher
Assessoria de imprensa: Flavia Fusco Comunicação
Redes sociais: Yelon Daniel
Fotos de estúdio: Terci Melo e Marco Gaiotto
Produção: Avante Produções

 
Serviço
Espetáculo "O Segredo de Brokeback Mountain"
Idealização: Marcelo Brou
Texto: Ashley Robinson
Música: Dan Gillespie Sells
Tradução: Miguel Góes
Direção: Moacyr Góes
Elenco: Daniel Tonsig, Júlio Oliveira, Marcelo Brou, Arlete Heringer, Francis Helena Cozta e Clóvis Gonçalves.
*O elenco deste espetáculo pode sofrer alterações sem aviso prévio.
Banda: Yelon Daniel, Milena Suzano e Julia Maez.
Classificação: 16 anos
Duração: 90 minutos
Gênero: drama
Temporada: de 20 de junho a 2 de agosto, sextas e sábados, às 20h00. Domingos, às 18h00.
Ingressos: R$ 100,00 | R$ 50,00
Bilheteria abre duas horas antes do espetáculo
Local: Teatro Estúdio
Rua Conselheiro Nébias, 891 - Campos Elíseos
112 lugares.
Tel: (21) 99690-9699
Acessibilidade, serviço de valet/estacionamento no local e bar aberto duas horas antes das sessões.

.: Escritor fenômeno nas redes sociais lança livro em São Paulo neste domingo


Tornar-se adulto é um processo desafiador. De repente, as contas começam a chegar, a carreira passa por altos e baixos e todo mundo precisa equilibrar os “pratinhos” da vida pessoal, profissional e social. O autor baiano Matheus Rocha lança "Ninguém Ensina a Gente a Ser Adulto" neste domingo, dia 21 de junho, na Livraria Martins Fontes da Avenida Paulista, em São Paulo, a partir das 11h00. O evento contará com sessão de autógrafos para os leitores que comparecerem. No livro, Matheus apresenta, com sensibilidade, observações sobre sentimentos e experiências vividos durante as etapas do amadurecimento.

Fenômeno nas redes sociais, o escritor Matheus Rocha acumula quase um milhão de seguidores em suas plataformas, onde compartilha seu dia a dia e reflexões pessoais. No novo livro, "Ninguém Ensina a Gente a Ser Adulto", que chega às livrarias em junho pela Intrínseca, o autor baiano apresenta pensamentos sobre os desafios, as decepções e as felicidades de amadurecer. Nesta obra acolhedora, Matheus inicia uma conversa que é essencial para quem está passando por situações parecidas e precisa de um porto seguro para perceber que não está sozinho nessa jornada.

Com sensibilidade característica, Matheus percorre percalços e conta como tenta até hoje contorná-los. Usando a própria jornada como exemplo, ele dá dicas financeiras baseadas em sua preparação para deixar sua cidade natal na Bahia e se mudar para São Paulo, fala sobre a importância do acompanhamento psicológico em sua vida e mostra como criar um espaço seguro para lidar com os próprios sentimentos.

Com uma edição com detalhes encantadores, o livro é dividido em seis partes que ditam o ritmo dos diálogos propostos pelo autor. Aos poucos, o leitor é conduzido por uma jornada que o levará a pensar mais sobre sua relação com os amigos, o trabalho, a família e, acima de tudo, sobre as mudanças que acontecem ao longo da vida. “Mudar dá medo, mas viver infeliz por medo de mudar é pior ainda”, conclui. Foto: Renato Parada. Compre o livro "Ninguém Ensina a Gente a Ser Adulto" neste link.


Sobre o autor
Matheus Rocha
nasceu em Feira de Santana, na Bahia, mas odeia o calor. Formado em jornalismo na Faculdade Anísio Teixeira, adora falar sobre a vida, relacionamentos e formas de encarar a jornada da vida. Autor de "No Meio do Caminho Tinha Um Amor", "Para Não Desistir do Amor" e "Pressa de Ser Feliz", faz dos livros dele uma forma de abraçar a legião de fãs que construiu em sua carreira na internet e na literatura. "Ninguém Ensina a Gente a Ser Adulto" é o primeiro título dele a ser publicado pela Intrínseca. Compre os livros de Matheus Rocha neste link.

.: Chance para assistr João Victor Toledo em "O Sacrifício de Cassamba Becker"


Espetáculo articula ruína, precariedade e riso para imaginar outros futuros possíveis. Foto: Caio Oviedo


Em sua dramaturgia de estreia, o ator João Victor Toledo convida o público a refletir sobre a crise político-cultural do país e o futuro do planeta através de uma perspectiva queer. A peça "O Sacrifício de Cassamba Becker", escrita no início da pandemia, em 2020, tem direção e atuação do próprio João Victor em seu primeiro solo e conta com a colaboração de diretores como Murillo Basso, Marina Nogaeva Tenório e Cristiane Paoli Quito. A curta temporada termina neste domingo, dia 21 de junho, e será apresentada neste sábado, às 20h00, e domingo, às 18h00, no Galpão do Folias, em São Paulo.

Após uma residência, em outubro de 2022, no Centro Cultural da Diversidade, "O Sacrifício de Cassamba Becker" fez sua primeira abertura no Festival MixBrasil do mesmo ano e recebeu o Coelho de Prata (Prêmio do Público) de Melhor Espetáculo do festival. A peça também foi uma das três selecionadas para uma residência no Rattlestick Theater de Nova York e fez três apresentações no Global Forms Theater Festival, em junho de 2023. De volta ao Brasil, contou também com uma curta temporada no teatro Pequeno Ato, em agosto de 2024. 

A peça se passa numa praia imunda onde vive Cassamba Becker, interpretada pelo próprio João Victor. Já de início ela informa à plateia ter sido um dia considerada a maior atriz do mundo. “A Cassamba surgiu da minha admiração por atrizes antigas, pela pessoa extraordinária que foi Cacilda Becker, e pela Cassandra, a princesa-vidente de Tróia retratada na Ilíada”, conta o ator. Ao longo do espetáculo, ele brinca com diversos graus de representação e com as linguagens da drag queen e do clown. No entanto, o trabalho não é um stand-up de drag nem um solo de palhaço. É um espetáculo tragicômico que faz uso dessas máscaras para tratar de temas urgentes como a crise ambiental e o apagamento da memória histórico-cultural brasileira. 

A sustentabilidade e a precariedade são elementos centrais da encenação e atravessam todas as áreas da criação cênica. Nas versões apresentadas anteriormente em São Paulo e em Nova York, João Victor buscou trabalhar com o excesso de lixo para provocar a plateia a refletir sobre o quadro devastador que estamos projetando para o futuro do planeta. Cenário e figurino foram praticamente todos feitos com materiais coletados em lixos e caçambas de ambas as cidades. Para a última versão, no entanto, o autor escolheu assumir o palco vazio e selecionou apenas alguns elementos essenciais de todo esse lixo coletado para auxiliá-lo em cena. O boneco de Jair Bolsonaro, que recebia um fisting ritualizado de Cassamba ao som de “Choros n.º 10 (Rasga o Coração)”, de Villa-Lobos, também ficou de fora na nova versão. “Já me livrei daquele lixo”, diverte-se o ator. 

A precariedade da peça não se limita à questão ambiental. O desmantelamento generalizado das políticas culturais na última década também é tema central do espetáculo e se reflete, por exemplo, na figura da própria Cassamba Becker, uma grande atriz que vive numa situação de isolamento e escassez, e na referência ao incêndio do Museu Nacional no decorrer do espetáculo. Apesar do cenário catastrófico, João Victor vê na precariedade uma possibilidade de retrabalhar positivamente a realidade e de reafirmar a capacidade de reinvenção da arte e dos artistas do Brasil, que, mesmo em condições adversas, seguem criando. 

Além disso, assumir a precariedade dá lugar a uma teatralidade que se apoia no pacto de imaginação entre artista e público, o que, para ele, pode ser um modo de se exercitar o conceito de “utopia queer”, desenvolvido pelo teórico americano José Esteban Muñoz e que o influenciou bastante na pesquisa do espetáculo. “Para mim, a Cassamba Becker é a materialização cênica do que poderia ser uma utopia queer: uma confusão, uma reconfiguração do tempo-espaço heteronormativo capitalista, uma ampliação do horizonte por meio da imaginação e do riso”, diz João Victor. “Um horizonte queer reconfigura a ideia de liberdade, desafia políticas moralizantes e propõe práticas solidárias e sexuais muito mais interessantes”.

Sobre João Victor Toledo
João Victor Toledo é ator e palhaço. Formou-se em Teatro e História pela Universidade Livre de Berlim, é mestre em Estudos da Perfomance pela Universidade de Nova York e doutorando em Teatro e Performance pela Universidade da Cidade de Nova York. Estudou por anos a linguagem do palhaço com Cristiane Paoli Quito e canto lírico na Escola Municipal de Música de São Paulo, com Andrea Kaiser. Ao longo dos anos, colaborou com diferentes companhias de teatro e dança, como Constanza Macras|DorkyPark, ZU-UK, Bryckenbrant e Teatro do Osso, e com os diretores Marina Nogaeva Tenório, Rogério Tarifa, Tadashi Endo e Anna Deavere Smith. Em 2022, estreou o solo “O Sacrifício de Cassamba Becker” no Festival Mix Brasil, onde venceu o Júri Popular de Melhor Espetáculo, e, em 2023, participou do Global Forms Theater Festival do Rattlestick Theater de Nova York. O espetáculo fez ainda uma curta temporada no Pequeno Ato, em São Paulo, em 2024.


Sinopse
Cassamba Becker, a grande atriz, finalmente se aposentou e fez de lar o lixão de alguma praia perdida Brasil afora. De lá, ela observa as barbatanas fluorescentes das baleias e vislumbra um mundo mais vasto, sensual e iluminado. “Da insatisfação chegaremos à potencialidade coletiva”, disse certamente Dercy Gonçalves. Ou Gramsci. Pouco importa. O presente não basta. Só o entulho salva.


Ficha técnica
Espetáculo "O Sacrifício de Cassamba Becker"
Direção, dramaturgia e atuação: João Victor Toledo
Direção de atuação: Marina Nogaeva Tenório
Provocação: Cristiane Paoli Quito e Murillo Basso
Direção de arte, cenário e figurino: Uibirá Barelli
Desenho de luz: Nara Zocher
Operação de luz e som: Nara Zocher e Vini Florido
Desenho de som: Zhaxi Danzeng e João Victor Toledo
Produção: Murillo Basso e João Victor Toledo
Fotos de divulgação: Caio Oviedo
Também colaboraram em diferentes etapas da criação artística: Afonso Costa, Alexandre Martins, Anula Navlekar, Cris Rocha, Eugenia Cecchini, Jody Doo, Keren Chernizon, Mars Juno Bartolome Neri, Natasha Marie Rotondaro, Renan Ferreira, Renata Gaspar, Stefania Bulbarella, Timmy Ong, Vini Florido e Yang Yu.

Serviço
Espetáculo "O Sacrifício de Cassamba Becker"
Temporada: até domingo, dia 21 de junho de 2026
Sábado, às 20h00; domingo, às 18h00
Local: Galpão do Folias. R. Ana Cintra, 213 - Campos Elíseos / São Paulo
Ingresso: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia)
Vendas on-line pelo Sympla e bilheteria local (1 hora antes do espetáculo - dinheiro ou pix).
Capacidade: 74 lugares
Classificação: 14 anos
Duração: 60 minutos
Link para vendas: https://www.sympla.com.br/preview/e4ecf0943cb3243dcdd255e659ebc491

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