quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

.: "Habitat" estreia no Teatro Estúdio e discute julgamento popular


Em cena, Fernanda de Freitas, Rafael Primot e Rogério Brito, e a direção é de Lavínia Pannunzio e Eric Lenate. Foto: Leekyung Kim


Os fenômenos do cancelamento, da manipulação da verdade e do julgamento popular podem trazer consequências extremamente perigosas na era das redes sociais. Para trazer luz a essas discussões, "Habitat", com dramaturgia de Rafael Primot (vencedor dos prêmios Shell, Cesgranrio e Cooperativa Paulista de Teatro), tem sua temporada de estreia no Teatro Estúdio, de 13 de janeiro a 5 de março de 2026. As apresentações acontecem de terça a quinta-feira, sempre às 20h00. O espetáculo tem ainda direção de Eric Lenate e Lavínia Pannunzio e, além de Primot, traz no elenco os atores Fernanda de Freitas e Rogério Brito. A produção é da Enkapothado Artes.

No espetáculo, a jornalista Nádia (Fernanda de Freitas) entrevista o assassino confesso Adailton (Rafael Primot), que, por sua vez, acusa o executivo Tite (Rogério Brito) de ser o mandante do crime ocorrido dentro de um supermercado. A partir desse encontro, o caso ganha novas proporções nas mídias sociais e desencadeia uma série de desdobramentos inesperados. Inspirado em um fato real. Um incidente trágico que dá início a um intenso drama sobre preconceito, busca por justiça e a manipulação da verdade em uma sociedade marcada pela força da mídia e por julgamentos precipitados. 

"Habitat" é inspirada em fatos reais e acompanha o embate entre três personagens a partir de um crime ocorrido dentro de uma grande rede de supermercados: a jornalista investigativa Nádia, o trabalhador braçal Adailton e o gerente da loja Tite. Um incidente trágico dentro do estabelecimento entrelaça seus destinos e dá início a um intenso drama sobre preconceito, busca por justiça e a manipulação da verdade em uma sociedade marcada pela força da mídia e por julgamentos precipitados. Graças a sua relevância para os dias atuais, o texto recebeu o prêmio do Estado para montagens inéditas, Proac 2024.

A dramaturgia, segundo o autor e ator Rafael Primot, nasceu de sua observação das redes sociais e notícias e como muitas vezes as pessoas passam a julgar e a condenar umas às outras sem ouvir todos os lados das histórias. “Esse fenômeno contemporâneo do cancelamento e da desumanização me instigaram profundamente. Comecei a refletir sobre como estamos perdendo a capacidade de empatia, e o teatro, para mim, é o espaço ideal para debater isso e colocar uma lente de aumento sobre nossos comportamentos coletivos”, revela.

Além de ser uma obra artística relevante, "Habitat" é uma resposta ao momento atual, no qual a arte e a cultura enfrentam desafios significativos. Trata-se de uma obra provocativa sobre moralidade, responsabilidade e o poder destrutivo dos julgamentos virtuais. Em tempos de exposição total, o espetáculo convida o público a refletir sobre empatia, cancelamento, e a complexa verdade por trás de cada "vilão" digital.

“A força de 'Habitat' está na palavra, nos diálogos que movem a ação e revelam as camadas psicológicas de cada personagem. É um texto sobre o que dizemos, mas principalmente sobre o que nossas palavras podem causar. E essa força ganha vida através do elenco, com enorme potência dramática, e a parceria inédita entre Éric Lenate e Lavínia Pannunzio na direção, que trouxe uma intensidade e um olhar sensível para esse embate humano”, acrescenta Primot. Compre o livro da peça neste link.

Ficha técnica
Espetáculo "Habitat"
Elenco: Fernanda de Freitas, Rafael Primot e Rogério Brito
Direção: Lavínia Pannunzio e Eric Lenate
Texto: Rafael Primot
Trilha Sonora: LP Daniel
Figurinos e direção de arte: Carol Bertier
Cenário: Eric Lenate
Luz: Sarah Salgado
Visagismo: Alisson Rodrigues e Emi Sato
Designer gráfico: Patrícia Cividanes 
Mídias Sociais: Haroldo Miklos
Making of e captações: Otávio Pacheco
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Fotos de cena e palco: Kim Leekyung
Fotos de estúdio: Sérgio Santoian
Produção: Franz Keppler e Rafael Primot
Uma produção Enkapothado Artes
Realização através do Proac2024


Serviço
Espetáculo "Habitat"
Temporada: 13 de janeiro a 5 de março de 2026*
às terças, quartas e quintas-feira, às 20h
* Não haverá sessões nos dias 17, 18 e 19 de fevereiro
**Sessão exclusiva para convidados: 19 de janeiro
Teatro Estúdio -  Conselheiro Nébias, 891 - Campos Elíseos, São Paulo - SP, Metrô Santa Cecília 
Ingressos: R$100 (inteira) e R$50(meia-entrada)
Venda online Sympla
Bilheteria: 
Bilheteria física: Teatro Estúdio - tel: (11) 97474-1912
Horário de funcionamento: somente em dias de espetáculo, 2 horas antes do início da apresentação. 
Estacionamento na frente do teatro 
Telefone: (11) 97474-1912
Acessibilidade: Sim



.: “Matilde”, comédia dedicada a Paulo Gustavo, estreia no CCBB São Paulo


Malu Valle e Ivan Mendes estão fazendo história com “Matilde”, em turnê pelo Centro Cultural Banco do Brasil. O espetáculo esgotou em todas as apresentações da turnê. Foto: Daniel Chiacos

Os atores Malu Valle e Ivan Mendes estão fazendo história com “Matilde”, em turnê pelo Centro Cultural Banco do Brasil. O espetáculo esgotou em todas as apresentações da turnê. Com texto de Julia Spadaccini e direção de Gilberto Gawronski, a peça estreou no CCBB Rio de Janeiro, e seguiu para os CCBBs de Belo Horizonte, Brasília e Salvador. A próxima - e última parada da turnê - é em São Paulo: o espetáculo fará temporada entre 8 e 25 de janeiro de 2026 no CCBB São Paulo.

Uma história que começou há 20 anos, quando Paulo Gustavo, na época estudante de Artes Cênicas da CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), convidou Malu Valle para dirigir o espetáculo "Infraturas" (2005), um compilado de esquetes cômicas que marcou o início da carreira dele e de seu colega de cena Fábio Porchat, ganha em 2025 um novo e especial desfecho. O projeto que impulsionou a carreira de Paulo, consolidando uma amizade profunda entre ele e Malu, em 2015 ganhou novas proporções com a ideia do espetáculo “Matilde”, quando o ator quis inverter os papeis e convidou Malu para estar em cena, sob sua direção. Agora, a peça celebra os 35 anos de carreira de Malu Valle e é dedicada ao revolucionário Paulo Gustavo. 

"Matilde" apresenta a história de uma mulher de 60 anos (Malu Valle), aposentada, que vê sua rotina pacata em Copacabana ser transformada ao alugar um quarto para Jonas (Ivan Mendes), um ator de 36 anos em busca de sua grande oportunidade. Com humor e sensibilidade, o texto de Julia Spadaccini aborda temas como envelhecimento, solidão, relações intergeracionais e os desafios da sociedade patriarcal. O espetáculo, dirigido por Gilberto Gawronski, investe na comédia para explorar os medos e anseios de Matilde e Jonas, personagens que se provocam, se desafiam e se transformam ao longo da narrativa, em reflexões sobre a discriminação etária e os estigmas sociais impostos às mulheres mais velhas, questionando tabus sobre sexualidade e identidade na terceira idade. 

Um dos maiores artistas do Brasil, Paulo Gustavo, além de lotar os teatros por onde passava, enaltecia o espaço como poderosa arma de reflexão, que admite as contradições culturais e transpõe barreiras irreversíveis. Afinal, a crítica nasce quando a arte espelha a sociedade e faz valer seu poder de comunicação ao incorporar em uma mesma obra a multiplicidade de elementos que enriquecem o debate coletivo. “Matilde” trata de temas de relevância mundial, repensando grandes certezas e questionando estereótipos como um caminho para uma sociedade mais positiva e menos discriminatória. Tudo com muita leveza que tem feito o público sair do teatro com desejo de voltar!

Durante a temporada, algumas sessões contarão com recursos de acessibilidade. No dia 17 de janeiro, haverá tradução em Libras; dia 10 de janeiro, a apresentação contará com audiodescrição. Como parte da programação paralela da temporada, o CCBB SP recebe, no dia 9 de janeiro, às 15h00, a Oficina “A Necessidade de Produzir Arte”, conduzida por Caio Bucker e Ivan Mendes, A oficina tem duração de duas horas e seu objetivo é levar o ensino da arte, incentivar a produção de conteúdos e transformar espectadores em pensadores construtivos do entretenimento. Serão tratados temas como empreendedorismo cultural, etapas de elaboração de projetos, uso das Leis de Incentivo, patrocínios e financiamento coletivo, além de questões ligadas ao marketing e à dramaturgia. As vagas serão preenchidas no dia, com retirada de ingressos com uma hora de antecedência na bilheteria ou no site do CCBB SP. A turnê “Matilde” é apresentada pelo Ministério da Cultura e pelo Banco do Brasil, com realização do Centro Cultural Banco do Brasil e produção da Bucker Produções Artísticas. 


Ficha técnica
Espetáculo "Matilde"

Direção de movimento: Marcia Rubin
Cenário: Nello Marrese
Figurino: Carla Garan
Iluminação: Ana Luzia Molinari de Simoni
Direção musical e trilha sonora: Cláudia Elizeu
Design gráfico: Bady Cartier
Visagismo: Marcos Freire
Fotos de divulgação: Daniel Chiacos
Camareira: Giulia Gomes
Cenotécnico: André Salles
Assistente de cenografia: Avner Proba
Adereços da maquete: Márcia Marques
Montagem de cenário: Leandro Brander
Montagem de luz: Thayssa Carvalho
Direção de produção: Caio Bucker
Coordenação do projeto: Renato Rangel
Produção executiva SP: Gerardo Franco
Produtor associado: Fábio Gonçalves
Assistência de produção: Aline Monteiro
Assistência de direção: Valeria Campos
Pesquisa dramatúrgica: Márcia Brasil
Operação de som: Aline Monteiro
Operação de luz: Paty Emiko
Coordenação de mídia: Rodrigo Medeiros | R+ Marketing
Criação de conteúdo audiovisual: Gustavo Trindade
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Assessoria j: Renan Nazário
Contadores: Cissa Freitas e Francisco Junior
Idealização: Malu Valle
Produção: Bucker Produções Artísticas


Serviço
Espetáculo "Matilde"
De 8 a 25 de janeiro de 2026
Horário: quintas e sextas-feiras, às 19h00, e sábados e domingos, às 17h00
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 - Centro Histórico / São Paulo
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 80 minutos
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada), disponíveis no site bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB São Paulo. Os ingressos são liberados na sexta-feira da semana anterior de cada semana às 12h00
Estudantes, maiores de 65 anos e Clientes Ourocard pagam meia entrada
Acessibilidade em Libras na sessão de sábado, dia 17 de janeiro
Audiodescrição na sessão do sábado, dia 10 de janeiro

Oficina “A Necessidade de Produzir Arte”
Data: sexta-feira, 9 de janeiro
Horário: 15h00 às 17h00
Vagas: 30
Ingressos disponíveis 1 hora antes da atividade em bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB SP.


Serviço CCBB SP
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 - Centro Histórico / São Paulo
Aberto todos os dias, das 9h00 às 20h00, exceto às terças
Contato: (11) 4297-0600
Estacionamento: o CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas - necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB).
O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12h00 às 21h00.
Van: ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h00 às 21h00.
Transporte público: o CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista.
Táxi ou aplicativo: desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m).
Entrada acessível CCBB SP: pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e outras pessoas que necessitem da rampa de acesso podem utilizar a porta lateral localizada à esquerda da entrada principal.

.: "Novas Diretrizes em Tempos de Paz", de Bosco Brasil, ganha nova montagem


Espetáculo expõe horrores do totalitarismo e celebra a resistência da arte sobre a barbárie. Espetáculo teve sua estreia nacional na 17ª FITA - Festa Internacional de Teatro de Angra. Foto: Leekyung Kim

Sucesso da dramaturgia nacional, a peça "Novas Diretrizes em Tempos de Paz", de Bosco Brasil, ganha uma nova montagem dirigida por Eric Lenate, que também está em cena ao lado de Fernando Billi. O espetáculo, que ainda tem direção de produção de Mauricio Inafre, faz sua estreia paulistana no dia 9 de janeiro no Teatro Estúdio, onde segue em cartaz até 8 de fevereiro de 2026, com sessões às sextas e aos sábados, às 20h00, e aos domingos, às 16h00.

Montada pela primeira vez em 2002, sob a direção de Ariela Goldmann, a peça fez um enorme sucesso de crítica e de público e recebeu os prêmios Shell e APCA daquele ano. O texto também foi traduzido para diversos idiomas e ganhou montagens em Portugal, Itália, Argentina, Porto Rico, Uruguai, Chile e México. Além disso, foi adaptado para para o cinema no longa-metragem “Em Tempos de Paz” (2009), dirigido por Daniel Filho e estrelado por Tony Ramos e Dan Stulbach. Na nova encenação, Fernando Billi assume o papel do interrogador, Segismundo, e Lenate do imigrante polonês, Clausewitz. 

A peça é uma fábula de época, que se passa durante a ditadura de Getúlio Vargas (1937-1945), já no final da Segunda Guerra Mundial, e narra a história de um do refugiado polonês Clausewitz, que chega ao Brasil disposto a esquecer os horrores que viveu em sua terra natal. Ao se apresentar à Alfândega, em abril de 1945, carregando apenas a roupa do corpo e o sonho de começar uma nova vida como agricultor, ele é barrado por Segismundo, um funcionário da imigração e ex-torturador da polícia política varguista.

Clausewitz chega trazendo nenhum pertence, sem apresentar nas mãos qualquer marca típica da vida de agricultor e o mais estranho: falando português fluentemente. Segismundo suspeita que o imigrante polonês seja, na verdade, um nazista disfarçado tentando entrar no país e dá início a um duro interrogatório que culmina em um inusitado desafio: Clausewitz tem 10 minutos para cumprir uma estranha tarefa, caso contrário, volta no mesmo cargueiro que o trouxe. Dá-se, então, um intenso embate entre os dois homens, que irmanados em suas derrotas pessoais, vão em busca da emoção, que poderá ou não os devolver as suas humanidades.

O espetáculo teve sua estreia nacional na 17ª FITA – Festa Internacional de Teatro de Angra, em agosto de 2025, na qual recebeu indicações ao Prêmio FITA 2025: melhor espetáculo, melhor direção, melhor ator (Eric Lenate), melhor trilha sonora (L. P. Daniel), melhor cenário (Eric Lenate) e melhor iluminação (Aline Sayuri e Eric Lenate).

A relevância do texto
"Novas Diretrizes em Tempos de Paz" expõe de forma incisiva alguns dilemas provenientes da tentativa de compreensão do horror. Ao longo do embate entre os personagens, nos defrontamos, metonimicamente, com duas experiências históricas marcadas pela sistemática violação de direitos humanos: a 2ª Guerra Mundial e o regime autoritário do Estado Novo brasileiro.

 A obra propicia uma reflexão sobre as articulações entre os perversos mecanismos de subjugação do ser humano utilizados na Segunda Guerra e a experiência histórica dos países periféricos, neste caso o Brasil, convocando estratégias de rememoração que preservam e atualizam as agruras e impasses do período.
As nuances “infinitas” em torno da historiografia do Holocausto valem também, em grande medida, para o contexto de formação da sociedade brasileira. A delicada aproximação que a obra de Bosco estabelece entre a guerra na Europa e o regime varguista confronta o mito de país pacífico e acolhedor – expresso pela ingenuidade de Clausewitz ao projetar sobre o Brasil o lugar mítico de sua redenção – sem, com isso, flexibilizar ou diminuir o sentido extremo da guerra. 

Essa tensão é potencializada na medida em que, por um lado, os países latino-americanos convivem em sua história com catástrofes de elevada magnitude, cujos efeitos terríveis na história do Ocidente ainda não encontram um “esforço de memória” condizente com sua dimensão. 

Ao colocar em cena um torturador brasileiro e um refugiado da guerra europeu, Bosco desloca para a ótica brasileira e contemporânea várias questões ligadas à tarefa de lembrar a barbárie, propiciando uma reflexão sobre os gestos do algoz e da vítima do fascismo europeu e sua incorporação parcial na estrutura política do Estado Novo, da dificuldade de representar o horror extremo e convertê-lo em testemunho dotado de sentido compartilhável, bem como o papel (im)possível da arte no mundo que emerge da barbárie.

Ficha técnica
Espetáculo "Novas Diretrizes em Tempos de Paz"
Elenco: Fernando Billi e Eric Lenate
Texto: Bosco Brasil
Direção Artística: Eric Lenate
Codireção Artística: Vitor Julian
Trilha Sonora Original, Desenho Sonoro e Engenharia de Som: L. P. Daniel
Desenho de Luz: Aline Sayuri e Eric Lenate
Figurinos: Jocasta Germano
Visagismo: Leopoldo Pacheco
Arquitetura Cenográfica: Eric Lenate
Assistência de Cenografia: Jorge Luiz Alves
Cenotecnia: Casa Malagueta
Equipe Cenotécnica: Alício Silva, Georgia Massetani, Igor B. Gomes, Danndhara Shoyama, Mizael Costa, João Chiodo, João Carlos, João Victor, Antônio Paulo
Produção e Confecção de Objetos e Adereços: Jorge Luiz Alves e Eric Lenate
Montagem e Operação de Som: Natália Francischini
Montagem e Operação de Luz: Aline Sayuri
Montagem e Operação de Cenário: Jorge Luiz Alves
Assessoria de Imprensa: Helô Cintra e Douglas Pichetti (Pombo Correio)
Fotos de Divulgação: Leekyung Kim
Programação Visual: Dante
Redes Sociais: CANNAL Mídias Digitais
Direção de Produção e Administração: Mauricio Inafre
Assistência de Produção: Regilson Feliciano
Idealização e Gestão de Projeto: Fernando Billi e Eric Lenate
Produção: Uma Arte Produções Artísticas


Serviço
Espetáculo "Novas Diretrizes em Tempos de Paz"
Temporada: de 31 de outubro de 2025 a 8 de fevereiro de 2026
Às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 16h. 
Não haverá apresentações entre os dias 22/12/25 e 08/01/2026
Teatro Estúdio - Rua Conselheiro Nébias, 891 - Santa Cecília, São Paulo (SP)
próximo ao Metrô Santa Cecília
Ingressos: R$ 80 (inteira) | R$ 40 (meia-entrada) | R$ 105 (inteira + Valet) | R$ 65 (meia-entrada + Valet)
Vendas online em Sympla
Bilheteria: 2h antes do início da sessão
Classificação: 14 anos
Duração: 80 minutos
Capacidade: 158 lugares

@oteatroestudio
Informações: (11) 97474-1912
contato@teatroestudio.com.br
- Acessibilidade no local;
- Serviço de Valet com Estacionamento no local;
- Bar-Café funcionando a partir de 2 horas antes do espetáculo;
- Bilheteria funcionando 2 horas antes do espetáculo;

Ingressos
Via plataforma Sympla e na bilheteria do Teatro Estúdio.

.: Daniele Tavares volta aos palcos no solo "Etiqueta do Luto"


Com direção de Marcelo Varzea, o espetáculo volta em cartaz no dia 10 de janeiro para temporada até dia 2 de fevereiro de 2026. Foto: Júlio AraKack

Depois de 30 anos afastada dos palcos, a atriz e autora Daniele Tavares estreia o solo "Etiqueta do Luto - Ninguém Pergunta Nada à Mãe da Menina Morta", em que relata uma experiência pessoal e devastadora: a morte de sua filha, aos 21 anos, no dia 24 de novembro de 2015, em circunstâncias obscuras e sem causa definida. O espetáculo, com direção de Marcelo Varzea, volta em cartaz no dia 10 de janeiro de 2026, no Teatro Pequeno Ato. Dez anos depois dessa perda irreparável, Daniele retorna ao episódio a partir do teatro autobiográfico, construindo uma narrativa em que memória e presença se confundem, num esforço de elaborar o luto e a saudade que não passa. 

“Minha filha sonhava em ser atriz, e de alguma forma, estar novamente no palco é um reencontro com ela — um modo de seguir perto, de continuar o diálogo que a vida interrompeu. No início, precisei dar espaço para que a mãe pudesse aparecer. E, aos poucos, quando ela se sentiu em um lugar seguro, deixei que viessem à tona todas as minhas dores, medos e culpas. À medida que o processo foi se delineando, fui conseguindo o distanciamento necessário para criar como escritora e como atriz”, revela Tavares.

O trabalho levanta questões urgentes sobre saúde mental na adolescência e juventude, a regulamentação de medicamentos no Brasil e, sobretudo, o tabu em torno do silêncio que se impõe às mães que perderam filhos: a impossibilidade de perguntar, de falar, de compartilhar. Em 2023, Daniele já havia publicado o livro Parte de mim (Ed. Quelônio), em que abordava de maneira poética essa experiência de perda. Agora, junto com a estreia de "Etiqueta do Luto - Ninguém Pergunta Nada à Mãe da Menina Morta", lança pela Editora Giostri o livro com a dramaturgia do espetáculo, assinada por ela e com o dramaturgismo de Marcelo Varzea, Mariela Lamberti e Bruno Rods.

Sobre esse novo trabalho de escrita, a atriz e escritora diz: “No início, o Marcelo desconstruiu o meu livro e reorganizou alguns trechos como provocação e ponto de partida para esse novo texto. A partir daí, comecei a acrescentar novas informações, novas memórias. E as perguntas instigantes do Marcelo e do Bruno Rods sobre o que havia acontecido me levaram a buscar respostas para questões que eu mesma ainda não sabia responder. O texto nasceu um pouco a cada dia - junto com as pesquisas, os ensaios e as lembranças que iam voltando em cada conversa. Foi um processo muito vivo, delicado e transformador, em que a dor foi, aos poucos, se convertendo em palavra, em cena e, finalmente, em arte”.

O trabalho, de acordo com Marcelo Varzea, dialoga com a pesquisa que ele desenvolve sobre autoficção e outras narratividades, iniciada  por  "Silêncio.Doc", inclusive com publicação na Cobogó, "Dolores" e "O Que Meu Corpo Nu Te Conta?“. "A partir de suas memórias sobre a perda da filha, organizamos um dispositivo dramatúrgico em que o real é atravessado por elaboração poética e exercício de imaginação. O solo inscreve-se nesse território híbrido em que memória, corpo e palavra formam um gesto político contra o esquecimento”, comenta.

Ainda sobre a encenação, o diretor acrescenta: “Minha prática tem sido criar dispositivos de presença que encenam o real e confessam o ficcional, abrindo espaço para que a plateia experimente um campo de ambiguidade produtiva entre relato e invenção. Não me interesso, de maneira contundente, por nada no teatro que tenha caráter espetacular ou virtuosístico. Tenho me atido à cena crua, ao teatro essencial, em que ator, atriz, texto, luz, alguma ambiência sonora e elementos mínimos de cenografia bastam para instaurar o acontecimento. O que me move é o contato direto, o jogo vivo entre artista e plateia e entre atores e atrizes. A contracena em cena ou a experiência compartilhada com o público é, para mim, a substância do teatro. Cada vez mais essencial”.

Com produção do Plataforma - Estúdio de Produção Cultural, este é o novo projeto do Coletivo Impermanente, depois do sucesso "O que meu corpo nu te conta?". Compre o livro "Etiqueta do Luto" neste link.


Ficha técnica
Solo "Etiqueta do Luto - Ninguém Pergunta Nada à Mãe da Menina Morta"

Texto e atuação: Daniele Tavares
Concepção e direção: Marcelo Varzea
Diretor assistente: Bruno Rods
Direção de movimento: Veronica Nobili
Dramaturgismo e textos de apoio: Marcelo Varzea, Mariela Lamberti e Bruno Rods
Música original: Marcelo Pellegrini
Desenho de luz: Vini Hideki
Cenário: Marcelo Varzea
Figurinista: Cris Rose
Costureira: Antonia Azevedo
Design de projeções: Leonardo de Cassio
Consultoria técnica de vídeo e projeção: André Hã
Fotos de divulgação : Julio Arakack
Design gráfico:  Leonardo de Cassio
Produção: Plataforma - Estúdio de Produção Cultural e Mava Produções Artísticas
Direção de produção: Fernando Gimenes
Preparação vocal : Lara Córdula
Produção executiva: Bruno Ribeiro
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Redes sociais: Bruno Rods
Marketing digital: André Hã
Realização: Daniele Tavares e Coletivo Impermanente
Apoio: Cia do Liquidificador e Teatro Pequeno Ato.


Serviço
Solo "Etiqueta do Luto - Ninguém Pergunta Nada à Mãe da Menina Morta"
Temporada: 10 de janeiro a 2 de fevereiro de 2026
Aos sábados e às segundas, às 20h; e aos domingos, às 19h
Teatro Pequeno Ato - Rua Dr. Teodoro Baima, 78 - República - São Paulo - SP
Ingressos: R$ 80,00 (inteira) | R$ 40,00 (meia-entrada)
Vendas online em https://www.sympla.com.br/produtor/danieletavares
Telefone: (11) 996428350
Capacidade: 40 lugares
Acessibilidade: o espaço não possui acessibilidade para pessoas cadeirantes ou com mobilidade reduzida.
Redes Sociais: @etiquetadoluto @coletivoimpermanente

.: “Engolindo Sapo e Resolvendo os B.O.”, o solo de humor de Renato Scarpin


O artista propõe um show diferente, intercalando momentos de "cara limpa", ao estilo stand-up, com personagens carismáticas e que fazem a plateia refletir bastante enquanto se diverte. Foto: Wellington Santos

Após estada em Curitiba, durante 2025, onde fez apresentações na conceituada casa de espetáculos DHouse, Renato Scarpin retoma temporada, em janeiro de 2026, com seu “Engolindo Sapo e Resolvendo os B.O.”, na cidade de São Paulo. A peça faz parte da programação de férias do Teatro West Plaza, que fica dentro do shopping de mesmo nome da zona oeste da cidade, e fará sessões às sextas-feiras, às 20h30, na sala Laura Cardoso, de 09 a 30 de janeiro de 2026. Um show de humor inteligente que faz o público rir e se envolver com as personagens criadas pelo ator e autor, trazendo grande identificação, afinal: quem não anda resolvendo muito B.O. por aí?

O artista propõe um show diferente, intercalando momentos de "cara limpa", ao estilo stand-up, com personagens carismáticas e que fazem a plateia refletir bastante enquanto se diverte. Renato Scarpin traz uma visão cômica e reflexiva sobre as intervenções Divinas ao longo dos séculos até chegar na situação atual da humanidade.

Leve, divertido e provocativo, além de muito assunto do cotidiano, o artista traz personagens bem autênticas: Marigreides, uma secretária do lar um tanto atrapalhada; uma versão inusitada e carismática de Jesus nestes tempos apocalípticos; o velhinho Nicanor em tempos de IA, que volta pra contar como anda sua vida após a pandemia; e o CEO de um grande banco, que vai fazer a plateia se identificar e rir pra não chorar.

Além do histórico de sucesso em novelas de todas as emissoras, Renato Scarpin ficou em cartaz por mais de 10 anos pelo Brasil com seu primeiro “Engolindo Sapo pra Um Dia Comer Perereca” e agora apresenta esse novo texto, com novas personagens e reflexões aprofundadas. Um show de humor inteligente que faz o público rir e se envolver com as personagens criadas pelo ator e autor Renato Scarpin. A peça traz grande identificação com o público, afinal: quem não anda resolvendo muito B.O. por aí?

Uma visão cômica e reflexiva sobre as intervenções Divinas ao longo dos séculos até chegar na situação atual da humanidade. Leve, divertido e provocativo, além de muito assunto do cotidiano, o artista traz personagens bem autênticas: Marigreides, uma secretária do lar um tanto atrapalhada; uma versão inusitada e carismática de Jesus nestes tempos apocalípticos; o velhinho Nicanor em tempos de IA, que volta pra contar como anda sua vida após a pandemia; e o CEO de um grande banco, que vai fazer a plateia se identificar e rir pra não chorar.


Ficha técnica
“Engolindo Sapo e Resolvendo os B.O.”
Concepção, texto e atuação: Renato Scarpin
Codireção: Maritta Cury
Voz em off: Carô Carvalho
Técnica: Rick Conte
Fotos: Wellington Santos
Produção: Fábrica de Homenagem Produções Artísticas
Instagram @engolindosapo

Serviço
“Engolindo Sapo e Resolvendo os B.O.”
Duração: 70 minutos
Gênero: Humor com personagens
Classificação: 14 anos
Estreia em 09/01/2026.
De 09 a 30 de janeiro - Sextas-feiras, às 20h30
Local: Teatro West Plaza - Sala Laura Cardoso
O teatro fica dentro do Shopping West Plaza, Bloco B, no terceiro piso, na praça de alimentação - Av. Antártica, 408 - Água Branca, São Paulo – SP
Ingressos: R$ 70,00 (inteira), R$ 45,00 (promocional) e R$ 35,00 (meia-entrada)

.: “Reggaelização” conecta culturas e celebra a diversidade no Sesc Santos


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com
Foto: divulgação

O show “Reggaelização” será apresentado no sábado, 17 de janeiro, às 20h00, na comedoria do Sesc Santos, em uma noite dedicada à celebração da música, da diversidade cultural e da cultura de paz. Vencedora do Prêmio Profissionais da Música 2025, na categoria Melhor Banda de Reggae, a banda Afrodizia reafirma, neste espetáculo, o compromisso artístico com o reggae como expressão de consciência social, diálogo intercultural e transformação coletiva.

“Reggaelização” é o resultado de um projeto musical de fôlego, construído a partir de colaborações com artistas de 11 países, que amplia fronteiras sonoras e simbólicas. A proposta surge do encontro entre diferentes culturas, idiomas e vivências, costuradas pelo reggae como linguagem universal de resistência, espiritualidade e afirmação identitária. No palco, essa experiência se traduz em um espetáculo vibrante, pulsante e profundamente conectado ao presente.

O repertório reúne composições autorais criadas ao longo de mais de duas décadas de trajetória do Afrodizia, além de músicas inéditas desenvolvidas especialmente para o projeto. O grupo também apresenta versões originais de clássicos do reggae mundial, revisitando canções emblemáticas de Bob Marley, Steel Pulse, Gilberto Gil, entre outros ícones que ajudaram a consolidar o gênero como voz global de luta, esperança e união.

Com arranjos contemporâneos e uma performance carregada de energia, o show equilibra tradição e inovação, preservando a identidade brasileira do Afrodizia enquanto dialoga com influências internacionais. O resultado é uma sonoridade plural, que convida o público a sentir e refletir, transformando o espaço do show em um território de encontro, celebração e consciência. Voltado ao público a partir de 16 anos, “Reggaelização” propõe uma experiência musical envolvente, marcada por mensagens de respeito, igualdade e conexão humana. Os ingressos custam R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (meia-entrada) e R$ 12,00 (Credencial Plena).


Ficha técnica
Show "Reggaelização", com a banda Afrodizia
Artistas: Antônio Eduardo Campos Sheen, Priscilla Cantarelli Carneiro Sheen, Alexandre Cardoso Machado, Edward David Sanches e Diogo Elias Morgado
Músicos: Sérgio da Silva Almeida, Darci da Silva Ricomini Junior e Leandro Vieira Pereira
Técnico de som: Pedro Augusto

Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta, das 9h às 21h30 | Sábados e domingos, 10h às 18h30   

Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida / Santos
Telefone: (13) 3278-9800        
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terça-feira, 6 de janeiro de 2026

.: Brasil passa a ler Ricardo Reis de forma integral em “Obra Completa”

Em homenagem aos 90 anos da morte de Fernando Pessoa, a Tinta-da-China Brasil, selo editorial da Associação Quatro Cinco Um, lançou a "Obra Completa de Ricardo Reis", o mais recente volume da Coleção Pessoa. O livro reúne pela primeira vez no Brasil toda a prosa e a poesia do primeiro heterônimo criado por Fernando Pessoa, incluindo textos inéditos, novas leituras críticas e imagens dos manuscritos originais. 

Com edição rigorosa, paratextos e estabelecimento de texto de Jerónimo Pizarro e Jorge Uribe, o leitor brasileiro terá acesso a textos clássicos de Reis - como as famosas odes e o prefácio aos poemas de Alberto Caeiro - na grafia original de Pessoa, tudo embalado em capa dura serigrafada com o design inconfundível de Vera Tavares.

Fernando Pessoa (1888-1935) é reconhecido como um dos principais escritores modernos e pilar fundamental da literatura em língua portuguesa. Sua obra revolucionou a concepção do que significa ser autor, ao criar uma variedade de personalidades literárias - os heterônimos, como Álvaro de Campos, Alberto Caeiro e Ricardo Reis - cada um com seu estilo, biografia e visão de mundo próprios. Pessoa não se limitou a usar pseudônimos: inventou autores completos, com obras independentes e coerentes. Essa multiplicidade faz dele um autor indispensável para compreender a literatura do século XX, dialogando com as vanguardas europeias enquanto mantinha uma singularidade inconfundível. 

Após a morte do poeta aos 47 anos, foram descobertos em seu apartamento mais de 30 mil papéis, escritos em três idiomas e atribuídos a uma centena de autorias diferentes. E, mesmo conhecido na cena literária de Lisboa em vida, Pessoa não chegou a ver o interesse mundial que um dia cercaria a sua obra, publicada quase toda postumamente. Com curadoria e edição de Jerónimo Pizarro, maior especialista nos manuscritos de Fernando Pessoa, a Coleção Pessoa traz para o Brasil livros ainda inéditos que oferecem novas perspectivas sobre o poeta português. 

Iniciada em 2013, a coleção é dirigida por Pizarro e conta com a colaboração de especialistas de Portugal e de outros países, distinguindo-se pelo rigor crítico exemplar e pela qualidade editorial. 136 pessoas de Pessoa (2017) apresentou pela primeira vez os 136 autores fictícios com que Pessoa assinou seus textos, mapeando de forma inédita a vastidão do heteronimismo pessoano a partir de pesquisa minuciosa nas 30 mil folhas do espólio. "Ler Pessoa" (2023), ensaio crítico de Jerónimo Pizarro, oferece em menos de duzentas páginas um guia completo para desvendar os heterônimos e a multiplicidade do autor, em diálogo sofisticado com a tradição crítica. Também em 2023, a coleção trouxe o "Livro do Desassossego", obra máxima da prosa pessoana, numa edição de referência que se destaca pelo rigor na organização e pela beleza do projeto gráfico. 

Em 2025, foram lançadas as "Cartas de Amor", edição crítica que revisa datas, atualiza a grafia e revela documentos inéditos sobre os relacionamentos de Pessoa com Ofélia Queiroz e a misteriosa inglesa Madge Anderson. Agora, com a "Obra Completa de Ricardo Reis", a coleção consolida-se como referência essencial para o estudo e a fruição da obra de Fernando Pessoa no Brasil — e segue sendo atualizada. Compre os livros da Coleção Pessoa neste link.

.: Cinco novidades de "Avatar: fogo e Cinzas" que prometem conquistar


O público vai reencontrar a amada família sully e, amo mesmo tempo, conhecer novos personagens e novos cantos de pandora


A nova jornada à Pandora já começou oficialmente: "Avatar: fogo e Cinzas" está em cartaz na rede Cineflix e cinemas de todo o Brasil. O terceiro filme da icônica franquia "Avatar", dirigida pelo lendário cineasta James Cameron, leva os fãs a territórios ainda inexplorados do impressionante universo apresentado em 2009 com o primeiro filme da saga e expandido treze anos depois em "Acatar: o Caminho da Água". O novo filme é uma épica experiência cinematográfica que promete deixar os fãs da franquia impressionados, ao mesmo tempo em que convida novos públicos a se deixarem levar por um mundo sem igual. Aqui estão cinco novidades que fazem de "Avatar: fogo e Cinzas" um filme imperdível nos cinemas.


A nova história é emocionante
A história do novo filme é repleta de intriga e ação, mas também é profundamente emocionante, destacando-se especialmente pela forma como aborda a natureza humana e seus desafios. Cameron comenta: “Este é um filme sobre uma família que tenta compreender o que significa estar em guerra, o impacto disso os filhos e pais, que precisam a prender a deixá-los partir e confiar que farão as escolhas certas”. A trama começa pouco depois dos acontecimentos de "Avatar: o Caminho da Água" e acompanha Jake (Sam Worthington), Neytiri (Zoe Saldaña) e os outros integrantes da família Sully vivendo no recife e lidando, cada um à sua maneira, com a perda de Neteyam (Jamie Flatters). Ao lado deles está Spider (Jack Champion), mas os Sully sabem que sua permanência no recife os coloca em perigo, por isso decidem acompanhá-lo em uma arriscada jornada até o Acampamento Alto, a fortaleza dos Omatikaya. Ao longo da jornada, o grupo se depara com membros da Vila das Cinzas, um clã ressentido pela perda de sua terra natal e determinado a atacar. Enquanto isso, a Administração de Recursos e Desenvolvimento (RDA, por sua sigla em inglês) passa por uma grande reorganização e planeja seu próximo ataque.


São apresentados dois novos clãs: os Mangkwan e os Tlalim
A cada novo filme de "Avatar", os fãs aguardam ansiosamente a introdução de novos clãs, e "Avatar: Fogo e Cinzas" atende a essa expectativa em grande estilo. O filme apresenta os Comerciantes do Vento – o clã Mangkwan – e o Povo das Cinzas, o clã Tlalim. Liderados por Varang (Oona Chaplin), os Mangkwan levavam uma vida harmoniosa e tranquila em Pandora, até serem atingidos por um desastre natural que destruiu completamente sua aldeia e transformou radicalmente seu modo de vida. A aparência do Povo das Cinzas se destaca em relação aos demais clãs: eles misturam cinzas com água, formando uma pasta ou creme que espalham por todo o corpo, um traço que se tornou sua principal marca de identidade. Já os Comerciantes do Vento são um povo nômade que sobrevoa Pandora em dirigíveis puxados por enormes criaturas voadoras. Comandados por Peylak (David Thewlis), os Tlalim cruzam o planeta negociando mercadorias e compartilhando rumores com os clãs Na’vi que encontram pelo caminho. 


Apresenta naves e cenários impressionantes

Em "Avatar: fogo e Cinzas", os designers de produção Dylan Cole e Ben Procter dividiram a responsabilidade pelo visual e pelo design geral do filme. Procter ficou encarregado de todos os elementos ligados ao mundo humano e à Terra - incluindo ambientes, veículos e armas -, enquanto Cole assumiu o desenvolvimento de tudo o que envolve Pandora e os Na’vi. O novo filme já vale a ida ao cinema apenas pelos cenários inéditos que apresenta e pelo espetáculo aéreo dos dirigíveis dos Comerciantes do Vento. O novo clã cruza os céus de Pandora a bordo dessas criações grandiosas, com cerca de 150 metros de altura. O designer de produção Dylan Cole descreve: “São como naves tecidas, algo parecido com uma pequena vila suspensa sob o que chamamos de medusoide, uma criatura voadora gigantesca inspirada em uma água-viva e na caravela-portuguesa, que flutua no ar. Ela é puxada por outra criatura chamada windray, inspirada em uma sépia, mas também enorme. Essa criatura funciona como um rebocador e guia de todo o sistema. E não é apenas uma: são seis, formando essa caravana imensa e maravilhosa que atravessa os céus de Pandora”.


A nova trilha sonora é especialmente emocionante
O que seria da saga "Avatar" sem sua música? A trilha sonora do novo filme aprofunda a carga emocional da história e, ao mesmo tempo, dá continuidade ao legado musical marcante da franquia. Depois de compor a trilha de "Avatar: o Caminho da Água", o compositor Simon Franglen criou melodias intensas e profundamente comoventes para "Avatar: fogo e Cinzas". O compositor diz: “Este é um filme mais profundo em muitos sentidos e, em vários momentos, mais sombrio. Por isso, foi necessário criar novas texturas, elementos musicais distintos, além de temas para os novos personagens”. E a mágica musical vai além: o filme também conta com uma canção original interpretada por Miley Cyrus. A música “Dream As One” embala os créditos finais e integra a trilha sonora oficial do longa-metragem.


Os efeitos visuais elevam o padrão de excelência mais uma vez
"Avatar: fogo e Cinzas" é um compromisso imperdível nos cinemas por seu impressionante espetáculo de efeitos visuais - uma marca registrada da franquia que a coloca na vanguarda da tecnologia cinematográfica. No novo filme, há 3.382 cenas com efeitos visuais que elevam o nível de inovação mais uma vez. Mais de 2.000 desses planos são focados na água e mais de 1.000 no fogo, que, em uma escala nunca vista antes, incluem desde flechas flamejantes e lança-chamas até explosões gigantescas e tornados de fogo. Desde o início da saga, o trabalho de efeitos visuais é desenvolvido em estreita colaboração com a Wētā FX - a empresa vencedora do Oscar® do cineasta Peter Jackson, sediada na Nova Zelândia - além da Lightstorm Entertainment, produtora de James Cameron. Entre os avanços técnicos, as equipes criaram um novo algoritmo que permite dividir as simulações de água de forma mais eficiente entre várias máquinas, além de atalhos otimizados que facilitam a transição entre diferentes estados, como de orvalho e névoa para água líquida. O resultado é uma experiência cinematográfica visualmente deslumbrante, potencializada por uma narrativa envolvente e por personagens emocionantes. Juntas, tecnologia e história vêm se combinando desde 2009 para tocar o coração do público e "Avatar: fogo e Cinzas" dá continuidade a esse legado.

Ficha técnica
“Avatar: Fogo e Cinzas” | “Avatar: Fire and Ash” 
Gênero: Ficção científica, aventura. Classificação indicativa: a definir. Ano de produção: 2025. Idioma: inglês. Direção: James Cameron. Roteiro: James Cameron, Rick Jaffa e Amanda Silver. Elenco: Sam Worthington, Zoe Saldaña, Sigourney Weaver, Stephen Lang, Oona Chaplin, Cliff Curtis, Britain Dalton, Trinity Bliss, Jack Champion, Bailey Bass e Kate Winslet. Distribuição no Brasil: Walt Disney Studios Motion Pictures Brasil. Duração: 3h17. Cenas pós-créditos: não 

Assista no Cineflix mais perto de você
As principais estreias da semana podem ser assistidos na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.


Cineflix Miramar | Santos | Sala 1
6 e 7 de janeiro | Sessões legendadas | 20h30
No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos/SP. Ingressos neste link.

.: "Dois Patrões", a versão atualizada da comédia que mudou a história


Dirigido a quatro mãos por Neyde Veneziano e Giovani Tozi, que assinam, respectivamente, tradução e adaptação, o espetáculo apresenta dez artistas em cena. A nova versão é ambientada em uma festa de noivado organizada por um bicheiro poderoso. Foto: Priscila Prade

O ano de 2006 marcou o encontro de dois artistas de forma definitiva. Neyde Veneziano abria testes para seu novo espetáculo “Arlequim e Seus Dois Patrões”, e um jovem chamado Giovani Tozi, então bailarino e estudante de teatro, tentava o primeiro trabalho no teatro profissional. O teste deu certo. A estreia aconteceu pelas mãos de uma das diretoras mais importantes quando o assunto é teatro popular e, em especial, a commedia dell’arte. Para celebrar vinte anos desde esse primeiro encontro, Tozi e Veneziano retornam ao título que os aproximou. Dividem a direção e a nova montagem de “Il Servitore di Due Padroni”, de Carlo Goldoni, estreia no dia 16 de  janeiro de 2026, no Teatro Itália, com tradução de Neyde Veneziano e adaptação de Giovani Tozi. A dramaturgia mantém o enredo central e os arquétipos fundamentais, como Pantaleão, Doutor e Arlequim, mas desloca tudo para uma atmosfera contemporânea, brasileira e urbana.

Segundo Tozi, o ponto de partida da adaptação foi o conceito das máscaras da commedia dell’arte: “Elas não representam animais ao pé da letra, mas carregam traços animalizados que indicam instinto, energia e função social. A partir dessa lógica, surgiu a associação com algo profundamente brasileiro, popular e simbólico: o jogo do bicho. Essa aproximação me abriu portas para uma leitura atualizada das figuras clássicas”, revela ele. “A adaptação do Giovani ficou genial, maravilhosa”, pontua Neyde, que acolheu a sugestão de Tozi para dirigirem a quatro mãos. “Com texto extenso, elenco de dez atores e várias cenas, a dinâmica de dois encenadores resolveu a questão de aproveitar melhor o pouco tempo disponível dos ensaios até a estreia”, conta.

Na divisão de tarefas, Neyde procura ambientar o elenco no cenário e dá atenção à composição física das personagens, especialmente na transposição da dramaturgia para a atualidade, já que o espetáculo se passa em 2025. Tozi cuida de deixar o elenco pronto em aquecimentos e leituras, além de dar foco nas intenções, em como eles devem se expressar.


Versão brasileira tem bicheiro e social media
Nesta versão, Pantaleão é um bicheiro que deseja casar a filha para estabilizar (e lucrar) a divisão de territórios vizinhos. O Doutor segue advogando, mas agora presta serviço para os bicheiros que aumentam sua fortuna. A história inteira acontece dentro de uma festa de noivado que nunca termina, um ambiente onde todos parecem ser “inimigos do fim”. O clima mistura o absurdo de Buñuel em “O Anjo Exterminador” com a lógica caótica e sedutora de “Vale o Escrito”. O resultado é uma comédia de ritmo acelerado, com linguagem de 2025, que respeita a tradição da commedia dell’arte ao mesmo tempo em que a reinventa dentro da realidade social brasileira vibrante, contraditória, perigosa e irresistivelmente cômica.

Na versão que estreia em janeiro no Teatro Itália, a trama ganha novos contornos e personagens inseridos no universo brasileiro de 2025. O Arlequim de Goldoni se transforma em Tico Sorriso, vivido por Felipe Hintze. Além de carnavalesco de uma escola de samba de quarta divisão, Tico é um PJ que acumula empregos para conseguir pagar as contas no fim do mês. Esmeraldina, interpretada por Mila Ribeiro, torna-se assessora e social media de Clarice Lombardi, personagem de Camilla Camargo, que está decidida a assumir os negócios da família assim que se casar com Silvio Salvatti. Silvio, interpretado por Marcus Veríssimo, é um playboy que vive à sombra do pai, o Doutor Salvatti, papel de Jonathas Joba, um advogado influente que, sempre que bebe, passa a falar em latim. Como ninguém para de beber na festa, suas conversas com Pantaleão Lombardi, vivido por Marcelo Lazzaratto, tornam-se cada vez mais confusas.


DJ em cena
A história se embaralha de vez quando Beatriz Rasponi, interpretada por Larissa Ferrara, aparece vestida como o próprio irmão, Frederico Rasponi, para tentar recuperar o dinheiro que ele havia deixado escondido com Pantaleão. Como esse irmão tinha um casamento arranjado com Clarice, Frederico precisa sustentar a farsa e simular um interesse amoroso que nunca existiu.

O sedutor e esforçado Luca Aretusi, personagem de Gabriel Santana, casado com Beatriz, é o principal suspeito do assassinato do cunhado e surge em busca da esposa desaparecida. Para tentar ajudá-lo, ou complicar ainda mais a situação, entra em cena Briguela, interpretado por Gabriel Ferrara, dono do Hotel Goldoni Palace e responsável por receber todos e manter a festa funcionando. Essa celebração interminável é embalada pela música original, e ao vivo, de Nando Pradho, que dita o ritmo dessa comemoração que simplesmente se recusa a acabar.


O encontro de Veneziano-Tozi e o clássico
“Naquele ano em que fui chamada para dirigir um espetáculo no Hopi Hari, o parque temático estava em seu auge, vivia um período áureo de produções, além de estar localizado numa região próxima à Unicamp. Como eu ainda estava na universidade, convidei vários atores de lá para fazerem o teste, além de abrirmos a oportunidade para outros estudantes. De repente, Giovani me encantou: uma cara boa para viver um dos tipos, sensibilidade, um menino gentil, talentoso e disponível para trabalhar. Adaptei a peça e montei com máscaras para deixar o espetáculo mais leve e bonito. Foi assim: aquele ator coube muito bem no personagem escolhido para ele, o  enamorado.” Arlequim, Servidor de Dois Amos, de Carlo Goldoni, estreou em 1745 em Milão. A peça marcou uma revolução estética no teatro europeu, pois transformou a commedia dell’arte improvisada em uma comédia escrita, estruturada em texto dramático, sem perder o humor popular e a vitalidade dos tipos tradicionais.


Ficha técnica 
Espetáculo "Dois Patrões"
Texto: Carlo Goldoni.
Tradução: Neyde Veneziano.
Adaptação: Giovani Tozi.
Direção: Neyde Veneziano e Giovani Tozi.
Elenco: Camilla Camargo, Felipe Hintze, Gabriel Ferrara, Gabriel Santana, Larissa Ferrara, Jonathas Joba, Marcelo Lazzaratto, Marcus Veríssimo, Mila Ribeiro e Nando Pradho.
Cenógrafo e diretor de arte gráfica: Giovani Tozi.
Design de luz: Cesar Pivetti.
Figurinista: Gi Marcondes.
Trilha Sonora Original: Nando Pradho.
Assessoria de Imprensa: Arteplural – M Fernanda Teixeira e Maurício Barreira. Fotografia: Priscila Prade. Video: Luz Audiovisual. Redes socais: André Massa. Design gráfico: Gigi Prade.
Direção de Produção: Giovani Tozi.
Produção Executiva: Thomas Marcondes.
Assistente de Produção: Pedro Sousa.
Assessoria de Imprensa: – Arteplural – M Fernanda Teixeira e Maurício Barreira
Administração Financeira: Carlos Gustavo Poggio. Realização: Corpos Sensores Produtores Culturais.


Serviço
Espetáculo "Dois Patrões"

Teatro Itália. estreia 16 de janeiro de 2026. Temporada de sexta a domingo até 1 de março de 2026. Sessões - Sextas e sábados 20h, domingo 18h. Ingressos 80,00 (inteira)  e 40,00 (meia). Classificação 12 anos. Link de vendas: https://bileto.sympla.com.br/event/114186/d/354232/s/2389020

.: Juíza do TJDF lança livro baseado em histórias reais de violência


"Invisíveis Marias" mistura realidade e ficção de forma sutil e capaz de denunciar e trazer reflexão sobre a dura realidade vivida por muitas brasileiras

A Procuradoria Especial da Mulher do Senado Federal e a Juíza do TJDFT, Rejane Suxberger irão promover o lançamento da segunda edição do livro “Invisíveis Marias: histórias Além das Quatro Paredes” , publicado pelo Grupo Editorial Caravana, na Biblioteca do Senado Federal. O livro foi escrito em forma de contos, entrelaça realidade e ficção para dar voz às Marias que, dentro de casa, viveram aquilo que deveria ser amor, mas se tornou dor. Entre relatos de audiências e ecos de histórias reais, o livro expõe as marcas que não desaparecem com a sentença. Mais do que literatura, é denúncia, memória e resistência, um convite à reflexão sobre a violência invisível que atravessa lares e gerações.

“Eu tenho um enorme carinho por esse livro. Ele representa a superação de muitas dores transformadas em força e aprendizado. Cada etapa concluída reafirma a importância de dar voz às mulheres e suas histórias. Acredito que ele poderá servir como um alerta poderoso, mostrando que a violência muitas vezes começa de forma sutil. Espero que inspire outras mulheres a reconhecer sinais de abuso e buscar ajuda. Que sirva também de incentivo para romper o silêncio e acreditar em um recomeço possível”, afirma a juíza e escritora

Ao longo de 10 mil processos examinados durante dez anos, Rejane nunca teve a oportunidade de se deparar com uma vítima inteira. Todas se apresentavam dilaceradas não era apenas o físico, mas a alma dessas mulheres estava mortificada pelo julgamento que faziam de si mesmo. A sociedade, segundo a autora, se encarregava de desqualificar o resto. As vítimas que protagonizam de forma indireta “Invisíveis Marias”, traziam consigo, ideias ultrapassadas de feminilidade e masculinidade como “justificativa” para os atos de violência. De um lado a mulher apresentada como coisa, propriedade tendo sua fala totalmente desqualificada; do outro lado, o agressor, fossem homens ou mulheres, se mostravam “injustiçados” pela Lei Maria da Penha, pois não era “bandidos”.

“Invisíveis Marias: histórias Além das Quatro Paredes” traz relatos de sofrimento, dor e angústia que se transportaram da cadeira das vítimas, testemunhas e réus, para a cadeira da juíza. “As angústias dos que se sentavam à minha frente, por diversas vezes, me escoltaram até minha casa e passaram a ser companheiras de noites de insônia”, relata Dra. Rejane. “É a violência mais silenciosa que existe, sem a presença de expectadores, ou melhor, quando presentes, estes eram os filhos das mulheres. Os enredos eram os mesmos, mudavam apenas os protagonistas”, finaliza. Compre o livro  “Invisíveis Marias: histórias Além das Quatro Paredes”, de Rejane Suxberger, neste link.


Sobre a autora
Rejane Jungbluth Suxberger é juíza de direito do TJDFT, presidente da Comissão de Assédio do TRE-DF e integrante do grupo Candangas. Máster em gênero e igualdade pela Universidad Pablo de Olavide (Sevilla/Espanha) e mestra em direito pelo UniCEUB, é vice-líder do Grupo de Pesquisa em Política Pública e Justiça Criminal do CEUB, na linha “Políticas Públicas de Gênero e Estudos Feministas”. Compre os livros de Rejane Jungbluth Suxberger  neste link.


 

.: “Bluey Ao Vivo - Diversão em Família!” estreia no Teatro Claro Mais SP


Espetáculo estreia dia 9 de janeiro e ficará em cartaz às sextas, sábados e domingos. Foto: Andy Santana

Depois de uma temporada no Rio de Janeiro, o show oficial da série premiada "Bluey" chega a São Paulo no dia 9 de janeiro no Teatro Claro Mais SP. O espetáculo “Bluey Ao Vivo - Diversão em Família!” fica em cartaz às sextas, sábados e domingos até o dia 1° de fevereiro. Aclamada mundialmente, o desenho animado é produzido pela Ludo Studio, vencedor do Emmy®, e distribuída pela BBC Studios. Bluey é uma adorável e incansável cachorrinha da raça Blue Heeler, que vive com sua mãe, seu pai e sua irmãzinha, Bingo. Com energia de sobra, Bluey transforma qualquer brincadeira em jogos imprevisíveis e hilariantes, envolvendo toda a família e o bairro em seu universo cheio de imaginação e diversão.

Agora, essa aventura chega aos palcos com uma adaptação teatral original desenvolvida especialmente para a América Latina. O espetáculo conta com um elenco de 14 atores e bailarinos, músicas da série e os dubladores oficiais brasileiros do desenho. “Bluey Ao Vivo – Diversão em Família!” oferece uma experiência imersiva que transporta o público diretamente para o coração da família Heeler. Na história, Bluey e seus familiares transformam cada cômodo da casa em um palco de brincadeiras e descobertas. Em cada espaço, situações divertidas reforçam a importância da união. Ao longo do espetáculo, os fãs são convidados a refletir sobre os valores da convivência em família, do apoio mútuo e da alegria de brincar. O show oficial brasileiro é resultado de uma parceria BBC Studios, Lotus Global e Turbilhão de Ideias.

Para Gustavo Nunes, diretor da Turbilhão de Ideias, “a realização de Bluey Ao Vivo - Diversão em Família!, em uma parceria inédita com a Lotus Global, a BBC e a Ludo, representa um passo importante para o entretenimento familiar no teatro brasileiro. Essa união de marcas globais com a excelência da produção local traz a magia de uma das séries infantis mais queridas do mundo para os palcos do país. Mais do que diversão, o projeto valoriza a convivência em família e estrear esta produção internacional em São Paulo reforça a vocação da cidade como capital de grandes experiências culturais".

Sobre Bluey™   
Produzida pela Ludo Studio, Bluey é uma série que celebra a imaginação e o brincar, centrada em uma família de cães da raça Blue Heeler. O programa é transmitido pela ABC na Austrália e globalmente por Disney Channel, Disney Jr. e Disney+. No Brasil, a série também é exibida na TV Cultura.   

Serviço
"
Bluey Ao Vivo – Diversão em Família!"
Local: Teatro Claro Mais SP - Rua Olimpíadas, 360, Shopping Vila Olímpia – 5º piso, Vila Olímpia
Temporada: 9 de janeiro a 1 de fevereiro de 2026.
Horário: sexta-feira, às 15h00 / Sábado, às 11h00 e 14h00 / Domingo, às 11h00 e 15h00
Ingresso: R$ 240,00 (Plateia VIP) / R$ 200,00 (Plateia) / R$ 140,00 (Balcão nobre) / R$ 50,00 (Balcão)
Capacidade: 801 lugares
Classificação: 12 anos

.: Mediação de leitura convida o público a ouvir histórias que o vento contou


Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.comFoto: divulgação

"O Vento Me Contou - Mediação de Leitura", com Vanessa Reis e Felínio Freitas, propõe um percurso sensível pela oralidade, pela imaginação e pelos saberes da terra. A atividade acontece de 10 de janeiro a 1º de fevereiro, aos sábados e domingos, das 15h00 às 17h00, na Biblioteca do Sesc Santos, com entrada gratuita e classificação livre, exceto nos dias 24 e 25 de janeiro.


Por meio da palavra falada, da escuta atenta e do compartilhamento de histórias, a mediação convida o público a um passeio por contos, lendas e imagens que evocam matas, rios, quintais de avós e memórias ancestrais. As narrativas despertam vínculos com a natureza, com o imaginário popular e com o mundo interior de cada participante, valorizando a literatura como espaço de encontro, pertencimento e transmissão de saberes.

Ao longo dos encontros, a leitura se transforma em experiência viva, em diálogo constante entre quem conta, quem escuta e as histórias que circulam. A proposta estimula a imaginação, fortalece a escuta coletiva e reconhece a oralidade como uma forma potente de conhecimento e afeto, atravessando gerações e territórios.


Sobre os mediadores
Vanessa Reis, natural de Santos, é mestre em Gestão de Políticas Públicas e atua na área cultural desde 2005, com ampla experiência em elaboração e gestão de projetos, curadoria e mediação em literatura, desenvolvendo ações voltadas à formação de leitores e ao acesso democrático ao livro.

Felínio Freitas é mestre em Artes pela UNESP, na linha de pesquisa Arte e Educação. Investiga as conexões entre os saberes de Exu, a pedagogia dos terreiros e a mediação de leitura em diferentes contextos, incluindo espaços fabris, articulando literatura, educação e ancestralidade.

Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

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