segunda-feira, 13 de julho de 2026

.: “Os Últimos 5 Anos” retorna aos palcos em edição comemorativa pelos 25 anos do musical de Jason Robert Brown


Única produção da América do Sul destacada no programa oficial dos 25 anos da estreia da obra, montagem com Beto Sargentelli e Eline Porto volta ao Teatro Nair Bello para curta temporada em outubro. Foto: Gustavo Arrais


A montagem brasileira de “Os Últimos 5 Anos”, musical escrito por Jason Robert Brown, voltará aos palcos paulistanos entre os dias 9 e 18 de outubro, no Teatro Nair Bello, no Shopping Frei Caneca. Protagonizado por Beto Sargentelli e Eline Porto, o espetáculo, realizado pela H Produções Culturais, retorna em uma edição comemorativa criada para celebrar os 25 anos de “The Last Five Years” na Broadway, em um momento especialmente simbólico para sua trajetória no Brasil.

A produção estreou em 2018, com direção de João Fonseca, direção musical de Thiago Gimenes e direção de movimento de Keila Bueno. Desde então, passou por temporadas em 2018, 2019 e 2023, conquistando reconhecimento da crítica, importantes indicações e prêmios do teatro musical brasileiro - entre eles o de Melhor Ator para Beto Sargentelli no Prêmio Bibi Ferreira. Ao longo desse período, consolidou-se como uma das produções mais representativas do teatro musical contemporâneo no país e contribuiu para ampliar o alcance da obra entre o público brasileiro.

Esse novo retorno chega acompanhado de um reconhecimento inédito. A produção foi a única da América do Sul mencionada no programa oficial comemorativo dos 25 anos de "The Last Five Years", passando a integrar o material que registra a trajetória internacional do musical. "Enquanto o mundo celebra os 25 anos de 'The Last Five Years' com novas montagens, é uma honra para nós recolocar em cena a produção brasileira, que ajudou a escrever a história desse musical fora dos Estados Unidos e foi reconhecida no programa oficial comemorativo como a única montagem da América do Sul. Depois de conquistar 19 prêmios e indicações ao longo de cinco temporadas entre São Paulo e Curitiba, sentimos que essa celebração também pertence ao público brasileiro, que celebra não só esse marco da obra na Broadway, mas também os oito anos em nosso país”, afirma Beto Sargentelli.

A homenagem coincide com um período de grande projeção para o título ao redor do mundo. Em 2026, as comemorações reuniram novas montagens e concertos especiais em diferentes países, entre eles a produção estrelada por Ben Platt e Rachel Zegler, apresentada no London Palladium e posteriormente levada ao Hollywood Bowl e ao Radio City Music Hall, sob direção e regência do próprio Jason Robert Brown. A programação incluiu ainda o lançamento de um álbum ao vivo oficial, reafirmando a relevância do musical um quarto de século após sua estreia.

Estreado em Chicago, em 2001, "Os Últimos 5 Anos" acompanha o relacionamento entre Cathy e Jamie por meio de duas linhas narrativas que seguem direções opostas e se cruzam apenas uma vez. Enquanto ela revive a história do fim para o começo, ele percorre o caminho inverso, do primeiro encontro à separação. O sucesso do musical ultrapassou os palcos, inspirando uma adaptação cinematográfica em 2014, protagonizada por Anna Kendrick e Jeremy Jordan. Ao longo de seus 25 anos, a obra também atraiu alguns dos principais nomes do teatro musical e do entretenimento internacional, seja em montagens, concertos ou interpretações especiais de suas canções, entre eles Cynthia Erivo, Jonathan Bailey, Nick Jonas, Ariana Grande, Ben Platt e Rachel Zegler. A estrutura inovadora transformou a obra em um fenômeno internacional e consolidou seu autor como um dos principais nomes do teatro musical contemporâneo.

Responsáveis por apresentar oficialmente o musical ao público brasileiro, Beto Sargentelli e Eline Porto voltam aos papéis de Jamie e Cathy em uma temporada que celebra não apenas os 25 anos da estreia da obra na Broadway, mas também a permanência de uma montagem que, ao longo de quase uma década, conquistou reconhecimento artístico e estabeleceu uma relação duradoura com o público.

"Voltar a 'Os Últimos 5 Anos' depois de tantas temporadas é um presente. Jamie e Cathy marcaram profundamente nossas trajetórias e reencontrar essa história justamente na celebração dos 25 anos do musical torna tudo ainda mais especial. Cathy é uma personagem de muitas camadas, que percorre diferentes estados emocionais ao longo da narrativa, e isso, somado à partitura desafiadora de Jason Robert Brown, faz deste espetáculo um mergulho artístico que continua me emocionando a cada nova temporada", completa Eline Porto.

Mais do que revisitar um clássico contemporâneo, esta edição comemorativa celebra a permanência de uma montagem que, ao longo de quase uma década, construiu uma trajetória própria no teatro musical brasileiro e segue emocionando plateias com uma narrativa atemporal e uma trilha sonora que transita entre o pop, o jazz, o folk e a música contemporânea.


Serviço
"Os Últimos 5 Anos" - Edição comemorativa de 25 anos na Broadway

Temporada: de 9 a 18 de outubro de 2026
Local: Teatro Nair Bello - Shopping Frei Caneca
Rua Frei Caneca, 569 - Consolação / São Paulo

.: Grátis: o mundo colorido de Gildo e seus amigos na plataforma Itaú Cultural Play


Baseada na aclamada obra infantil da autora e ilustradora brasileira Silvana Rando, a série de animação "Gildo" (2024), dirigida por Cesar Cabral, está em cartaz na plataforma Itaú Cultural Play como um mergulho sensível, lúdico e cheio de cor no universo da infância. É uma ótima pedida para as férias escolares. Ao longo de 20 episódios, a produção explora, com delicadeza e inteligência, temas como pluralidade cultural, amizade, descobertas e os laços afetivos que se constroem nas pequenas experiências do dia a dia.

A narrativa acompanha o carismático elefantinho Gildo e seus inseparáveis amigos - o passarinho Paulo e a irreverente barata Socorro - em jornadas que transitam entre a imaginação e a vivência cotidiana. Seja desvendando os mistérios de uma biblioteca enquanto tentam construir um superfoguete para a feira de ciências, seja enfrentando desafios em uma caverna lendária para recuperar uma simples bola de vôlei, cada episódio transforma situações aparentemente corriqueiras em aventuras cheias de significado.

O universo de Gildo, já conhecido pelos leitores dos livros publicados pela editora Brinque-Book, ganha ainda mais vida na animação ao incorporar toda a riqueza visual das ilustrações originais e o humor afetuoso que marca a obra de Silvana Rando. A famosa turminha - que inclui também a hipopótamo Verinha, o macaco João e a girafa Catarina - representa diferentes personalidades e formas de ver o mundo, reforçando valores como empatia, convivência e respeito às diferenças.

As histórias dialogam diretamente com o cotidiano infantil: idas à escola, brincadeiras no jardim, passeios à praia e encontros entre amigos se tornam pontos de partida para reflexões sobre medo, coragem, amizade e pertencimento. Gildo, por exemplo, é corajoso diante de grandes desafios, como uma montanha-russa, mas revela um medo curioso de bexigas — um detalhe que humaniza o personagem e aproxima ainda mais o público de suas experiências.

A série funciona como um convite para que crianças e adultos reconheçam e compartilhem sentimentos, sempre por meio de uma linguagem leve, acessível e profundamente afetiva. Ao valorizar o brincar como ferramenta de aprendizado e expressão, Gildo reafirma a importância da imaginação na formação emocional e social das crianças. Todos os episódios estão disponíveis gratuitamente na plataforma Itaú Cultural Play, acessível pelo site itauculturalplay.com.br e também por aplicativo para dispositivos móveis e smart TVs. Compre os livros da série "Gildo" neste link.

.: Hugo Possolo comemora 45 anos de carreira com espetáculo solo inédito "Idiota Convicto"


Em "Idiota Convicto", Hugo Possolo zomba da normalização crescente da mediocridade que vem tornando a sociedade cada vez mais embrutecida. Foto: Luiz Doroneto

Para comemorar seus 45 anos de carreira e 35 do grupo Parlapatões, o palhaço, ator, dramaturgo, diretor, cenógrafo, figurinista e aderecista Hugo Possolo apresenta o espetáculo solo inédito “Idiota Convicto”, todos os sábados até dia 29 de agosto, às 22h00, no Espaço Parlapatões, em São Paulo. A peça nasce das suas inquietações e desejo de abordar o fato de que a sociedade contemporânea está cada vez “mais intolerante, tensa e agressiva, mas que a solidariedade ainda é possível!”. A montagem reúne textos exclusivos de renomados dramaturgos e dramaturgas como Luís Alberto de Abreu, Ana Saggese, Maíra Dvorek, Michelle Ferreira e Sérgio Roveri, e fica em cartaz até o dia 29 de agosto, sempre aos sábados, exceto dia 01/08, sem sessão.

Possolo, hoje com 63 anos, iniciou sua carreira em teatro profissional ainda na adolescência, em 1981. Com mais de 100 peças encenadas, ele segue voltado à pesquisa de teatro popular, comicidade e artes circenses para levar ao público um trabalho artístico divertido e que gere reflexões. O premiado palhaço - como faz questão de ser chamado - se consolidou em 1991, quando fundou os Parlapatões, que neste ano celebra 35 anos de trajetória, com 71 espetáculos produzidos. O grupo tem como característica a palhaçaria, o teatro de rua e popular, sempre buscando inovar a linguagem e ampliar o alcance de público. Já o Espaço Parlapatões, na Praça Franklin Roosevelt, no Consolação, comemora também 20 anos de atividades. 

Em sua trajetória multifacetada, Possolo escreveu diversos textos infantis, dirigiu óperas, atuou em televisão e cinema, colaborou para jornais e revistas, foi gestor público e curador de concertos, balés e espetáculos das mais variadas linguagens. É um dos fundadores da SP Escola de Teatro. “Idiota Convicto” é o terceiro espetáculo solo do ator, que realizou “Prego na Testa” (2005, indicado ao Prêmio Shell de melhor ator), com texto de Eric Bogosian e direção de Aimar Labaki, com enorme sucesso e que seguiu no repertório do grupo por 20 anos; e “Eu Cão Eu”, do próprio Possolo (2012, indicado ao Prêmio Shell de melhor texto) com direção de Rodolfo García Vázquez.

A produção inédita traz o parlapatão em nova encenação que, pelo humor e com diferentes personagens, zomba da normalização crescente da mediocridade que vem tornando a sociedade cada vez mais embrutecida. Os textos independentes foram escritos especialmente para a celebração dos 45 anos de carreira como um presente para Possolo, que também contribuiu com textos e roteirização. A narrativa da memória de um ator preso em casa passeia por diversos quadros e temas. 

Luís Alberto de Abreu, que foi mestre de Possolo na dramaturgia, traz a situação insólita de um homem que encontra uma argola viva no meio da calçada, até entender que era uma pessoa que virou do avesso. Michelle Ferreira fala de um professor de cinema que, com sua arrogância diante dos alunos, trata a sua própria vida como um roteiro. Ana Saggese e Maíra Dvorek apresentam Deus no comando de tudo, tomando atitudes descontroladas e autoritárias. Sérgio Roveri mostra um pai que não aceita que o filho possa sonhar e ser feliz. O espetáculo nasce das inquietações de Possolo querendo abordar o fato de que a sociedade contemporânea está cada vez “mais intolerante, tensa e agressiva”. Nesta reflexão, ele leva em conta que diversos fatores históricos mundiais são significativos para isso.

“O advento das redes sociais e os comportamentos dela derivados; a volta e violência do fascismo e dos grupos de extrema direita, o militarismo a máfia miliciana; as guerras que ameaçam uma Terceira Guerra Mundial, com possibilidade de utilização de bombas atômicas; o aquecimento global e a destruição do planeta por interesses econômicos e, por fim, o desprezo às Ciências e às Artes, gerando incompreensíveis elogios à ignorância”, reflete Possolo.

Como tratar desses assuntos com comicidade? “No fundo, os desafios do humor estão em saber questionar os temas contemporâneos sem querer definir para o público quais são as soluções. Até mesmo porque não as temos”, completa o ator. Assim, Possolo procurou uma dramaturgia que definisse uma persona múltipla, que se mostra o idiota absoluto do título, totalmente convicto de que está sempre certo. Esse idiota, a persona central, é um ator que não consegue sair de seu apartamento, porque perdeu as chaves. Preocupado com sua memória, ele repassa o que fez antes, para tentar lembrar onde deixou a chave. 

Porém, seu esforço traz lembranças de outros fatos que o fazem reviver suas várias personagens, do passado e do presente. Os protagonistas que revive, enquanto tenta sair de casa, são um pouco dele mesmo e um pouco da visão que teve sobre essas personagens que representou um dia. Essas diversas pessoas e situações, a partir do momento em que ele se ridiculariza, chegam ao público igualmente idiotas. Possolo define a peça como “mais uma provocação parlapatônica, sem julgamentos condenatórios aos idiotas, até porque sou um. Quero deixar ao público as reflexões de como e porque nos tornamos assim, tão tolos e tão convictos de nosso destino errático e sem sentido”.

Se em “Prego na Testa” o foco estava nas personagens que enlouquecem com a solidão das grandes cidades e em “Eu Cão Eu” mergulhava na força que tem um vício em mudar a vida das pessoas, “Idiota Convicto” trata da dificuldade de relações sociais das personagens e de como isso as embrutece. O espetáculo resulta de um processo longo de pesquisa que vem celebrar junto a diversos artistas o trabalho em torno da palhaçaria e do teatro popular. Com comicidade e lirismo, o grupo busca trazer um diferente ângulo de visão que possa, com a comunicação direta com a plateia - típica da linguagem dos Parlapatões -, contribuir na construção de uma cidadania mais solidária.


Ficha técnica
Espetáculo "O Idiota Convicto"

Textos: Ana Saggese, Luís Alberto de Abreu, Hugo Possolo, Maíra Dvorek, Michelle Ferreira e Sérgio Roveri.
Roteiro, direção, atuação, assistência de direção, cenário, figurino, assistência de limpeza, limpeza, iluminação, insistências, confusões, dívidas e dúvidas, paciência, paixão e algumas outras funções não menos importantes: Hugo Possolo
Sonoplastia e operação de som: Deivison Nunes
Locução (Voz Bíblica): Tadeu Pinheiro 
Adereços: Agentemesmoqueimandodedonacolaquente
Operação de iluminação: Walmerio e OBarros
Fotos: Luiz Doroneto
Vídeos: Deivison Nunes
Designer gráfico: Werner Schulz
Redes e comunicação Social: A Outra
Assessoria de imprensa: Fernanda Martins/Benu Comunicação
Produção executiva: Manoela Flor
Gestão de projetos: Cristiani Zonzini
Produção Espaço Parlapatões: Wira Bortoli
Assistência de produção Espaço Parlapatões: Sofia Falastro
Realização: Parlapatões e Nada de Novo Produções Artísticas


Serviço
Espetáculo "Idiota Convicto", Hugo Possolo e Parlapatões 
Data: dias 18 e 25 de julho; 8, 15, 22 e 29 de agosto - todos os sábados (exceto o dia 01/08, que é sem sessão), às: 22h00
Local: Espaço Parlapatões - Praça Franklin Roosevelt, 158 - Consolação / São Paulo
Capacidade: 96 lugares
Classificação indicativa: 14 anos
Ingressos: R$ 70,00 (inteira), R$ 35,00 (meia-entrada); promoção para quem comprar até o dia 03 de julho: R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (meia-entrada); vendidos pelo Sympla: https://bileto.sympla.com.br/event/122863
Mais informações: @parlapatoes / https://parlapatoes.com.br / @hugopossolo

.: World Press Photo 2026 chega à Caixa Cultural São Paulo com exposição e atividade educativa


Após temporada no Rio de Janeiro, a exposição chega a São Paulo com 42 projetos da edição 2026 do World Press Photo. “Separados pelo ICE” / Fotojornalista: Carol Guzy


A Caixa Cultural São Paulo recebe, a partir desta terça-feira, dia 14 de julho, a exposição "World Press Photo 2026", que apresenta 42 projetos vencedores da 69ª edição do concurso promovido pela organização World Press Photo. Após temporada no Rio de Janeiro, a exposição chega à capital paulista e permanecerá em cartaz até 6 de setembro, com entrada gratuita. A mostra apresenta trabalhos premiados nas categorias Individual, Reportagem e Projetos de Longo Prazo, reunindo imagens produzidas em diferentes regiões do mundo. Os projetos abordam experiências humanas, acontecimentos contemporâneos e diferentes aspectos da vida em sociedade, evidenciando a diversidade de olhares que caracteriza o fotojornalismo e a fotografia documental.

 Entre os destaques está a Foto do Ano, “Separados pelo ICE”, da fotojornalista Carol Guzy, da agência ZUMA Press/iWitness, publicada pelo Miami Herald. Anunciada em Amsterdã, a imagem registra um momento de grande intensidade entre integrantes de uma família durante uma ação de fiscalização migratória nos Estados Unidos.

A edição de 2026 também conta com a participação de fotógrafos brasileiros premiados na América do Sul. Na categoria Individual, Priscila Ribeiro foi reconhecida pela obra “Um Território de Esperança”. Já na categoria Reportagem, Eduardo Anizelli recebeu o prêmio pelo projeto “Aqueles Que Carregam os Mortos”. Os trabalhos reforçam a relevância da fotografia brasileira no cenário internacional e sua capacidade de registrar histórias e realidades por meio da imagem.

Criado em 1955, o World Press Photo reúne anualmente trabalhos de fotojornalismo e fotografia documental selecionados em concurso promovido pela organização. A edição de 2026 apresenta projetos produzidos em diferentes contextos e localidades.


Oficina de fotojornalismo integra a programação educativa
Além da exposição, a programação da Caixa Cultural São Paulo contará com a oficina “Pauta e Rua – Oficina Prática de Fotojornalismo”, realizada pelo Programa Educativo Caixa Gente Arteira. Inspirada na própria World Press Photo 2026, a atividade apresenta conceitos, técnicas e processos relacionados à construção de narrativas visuais e à prática do fotojornalismo. Voltada a estudantes, comunicadores e interessados em fotografia, a oficina abordará aspectos técnicos, éticos e narrativos da produção de imagens. A programação inclui atividades teóricas e práticas, como análise fotográfica, exercícios de composição, saídas fotográficas e construção de narrativas visuais.


Serviço
Exposição "World Press Photo 2026"
Caixa Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111, Centro / São Paulo
Período: 14 de julho a 6 de setembro de 2026
Abertura: 14 de julho de 2026, às 17h00
Entrada: gratuita
Horário de visitação: terça a domingo, das 9h00 às 18h00
Classificação indicativa: 12 anos
Acessibilidade: visitas mediadas em Libras e audiodescrição das imagens
Informações: (11) 3321-4400

Oficina: Pauta e Rua - Oficina Prática de Fotojornalismo
Datas: 28 a 31 de julho de 2026
Horário: das 14h00 às 17h00
Vagas: 30
Classificação: 16 anos

.: Na Flip 2026, Tato Literário lança coleção de plaquetes que transforma memórias em experimentação literária


Inspiradas na cultura dos zines e do faça-você-mesmo (Do It Yourself/DIY), quatro autoras exploram identidade, infância, corpo e reconstrução em obras inéditas 


Desde 2024, o selo Tato Literário, da com.tato, publica uma coleção de plaquetes anual com curadoria e edição de Thaís Campolina e Karol Lopes. Inspirada na cultura "Do It Yourself" ("Faça Você Mesmo"), na estética dos zines e no formato livreto, a edição de 2026 traz uma novidade marcante: pela primeira vez, as obras compartilham de uma forte coesão temática. Embora transitem por gêneros, propostas e estilos diversos, os quatro títulos selecionados partiram da memória e de suas diferentes interpretações na construção do material produzido. As plaquetes serão lançadas na 24ª Flip - Festa Literária Internacional de Paraty, em sessão de autógrafos com as autoras no estande da com.tato, localizado na Casa Escreva, Garota!, onde a coleção também será comercializada.

A base desta coleção foi a 3ª edição do minicurso “Plaquetes: Espaço para Experimentação”, conduzido pela poeta e mediadora de leitura Thaís Campolina. Todos os participantes da oficina submeteram originais para seleção. A escolha dos quatro projetos finais aconteceu de forma orgânica, quando as curadoras perceberam a sinergia entre os textos: “Todos os materiais apresentados eram excelentes, o que trouxe um enorme desafio para a curadoria. Como não há definição de temática prévia e cada pessoa escreve e produz o que quer na oficina, aproveitamos a coincidência para construir algo novo e trazer, pela primeira vez, um tema-guia para a coleção”, comentam as curadoras.

Historicamente utilizadas para circular textos poéticos ou manifestos de forma rápida e acessível, as plaquetes ganham na Tato Literário um contorno de resistência editorial, liberdade criativa e abertura para a hibridez de linguagens. O formato enxuto permite que o leitor e autor experimentem a literatura de forma tátil, íntima e direta, celebrando o erro, o ensaio e a potência da palavra em seus mais diversos formatos. 


A memória e suas possibilidades: crônica, poesia e hibridez  
A coleção de 2026 é composta por quatro obras que, a suas maneiras, investigam o corpo, o tempo, as heranças individuais e coletivas e as miudezas do cotidiano:

"Passar Inteira pelo Buraco da Agulha" (Cacá Silveira): estreia solo da autora após publicações em revistas e coletâneas. A obra traz poemas que abordam as contradições humanas e a subjetividade da identidade. Com um olhar afetuoso e incômodo para as memórias, o eu-lírico transita entre tralhas e bugigangas, costurando a terra com o fio do mar para tecer roupagens para o existir.

"Viva Pelo Avesso" (Talita Franceschini de Carvalho): uma obra que nasce do diálogo com a poesia de Ana Cristina Cesar e Eunice Arruda. Tomando essas referências como norte, os poemas exploram os múltiplos sentidos do "avesso" — aquilo que se inverte, desloca ou revela por outro ângulo —, estabelecendo uma relação de enfrentamento, sensibilidade e voz própria. A memória aqui surge desse entrelace entre os dois grandes nomes de poetas já falecidas e a produção literária de Talita. A autora realiza sessão de autógrafo na Flip no dia 24 de julho, às 20h00.

"Ficção que Chamo de Eu" (Luciana Palhares): em um mundo dominado por selfies e influencers, a multiartista e terapeuta holística investiga quem verdadeiramente é após 37 anos seguindo regras incompreendidas. Neste primeiro volume, a autora compartilha treze “causos” marcantes de sua primeira infância, acompanhando as inocências perdidas e as incompreensões de seus anos de formação. A autora realiza sessão de autógrafo na Flip no dia 23 de julho, às 11h00.

"Tornozelo" (Bianca Smanio): essa é uma plaquete sobre as consequências de um salto único. O que era para ser apenas um pulo no pula-pula termina em um tornozelo quebrado e no hiato de uma rotina interrompida. Durante os meses de recuperação, surge uma coleção de descobertas anatômicas e existenciais que viraram texto. Essa é uma jornada sobre cair, quebrar, esperar e aprender a se reconstruir, pedrinha por pedrinha. A autora realiza sessão de autógrafo na Flip no dia 23 de julho, às 13h00.


Agenda Flip
Sessões de autógrafos com autoras da nova coleção de plaquetes do Tato Literário 2026

23 de julho (quinta-feira)
11h00 - Sessão de autógrafos da plaquete “Ficção que Chamo de Eu”, de Luciana Palhares
13h00 -   Sessão de autógrafos plaquete “Tornozelo”, de Bianca Smanio.

24 de julho (sexta-feira)
20h00 - Sessão de autógrafos da plaquete “Viva pelo Avesso”, da Talita Franceschini de Carvalho
Local: estande da com.tato, localizado na Casa Escreva, Garota!, no Centro Histórico de Paraty (RJ).


Ficha técnica
Coleção de Plaquetes da Tato Literário 2026
Autoras: Bianca Smanio, Cacá Silveira, Luciana Palhares e Talita Franceschini de Carvalho
Gêneros: poesia e crônica
Editora: Tato Literário (selo da com.tato)
Ano: 2026

.: Filme “Camille Claudel” escancara o preço da genialidade feminina


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.

 “Camille Claudel” estreia na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte e recoloca em circulação um dos retratos mais intensos já feitos sobre a criação artística e seus abismos. Dirigido por Bruno Nuytten, que até então era reconhecido sobretudo como diretor de fotografia, o longa-metragem de 1988 transforma a trajetória da escultora francesa em um estudo visual e emocional de grande fôlego.

No centro da narrativa está Isabelle Adjani, em uma atuação que atravessa fases distintas da vida da personagem com vigor e precisão. A Camille Claudel interpretada por ela surge jovem, obstinada e inquieta, ganha força ao se afirmar como artista e, aos poucos, começa a se desorganizar diante de perdas, frustrações e isolamento. O desempenho rendeu a ela o Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim e uma indicação ao Oscar, consolidando o trabalho como um dos pontos altos de sua carreira.

Ao lado dela, Gérard Depardieu interpreta Auguste Rodin com uma presença que oscila entre o mentor generoso e o homem incapaz de romper com suas próprias contradições. A relação entre os dois sustenta o eixo dramático do filme, misturando admiração artística, desejo, disputa e ressentimento. O elenco ainda reúne nomes como Laurent Grévill, Alain Cuny e Madeleine Robinson, compondo um ambiente familiar e social que pressiona e delimita os caminhos da protagonista.

O roteiro, assinado por Nuytten e Marilyn Goldin, parte da biografia escrita por Reine-Marie Paris, sobrinha-neta de Camille, e se mantém atento aos detalhes históricos. A reconstrução da Paris do final do século XIX aparece com rigor, tanto nos cenários quanto nos figurinos e na ambientação dos ateliês, onde o gesto artístico ganha dimensão quase física. A fotografia de Pierre Lhomme acompanha essa proposta com enquadramentos que lembram esculturas, valorizando textura, luz e volume.

Há ainda curiosidades que ampliam o alcance da obra. Isabelle Adjani já havia interpretado outra figura marcada por sofrimento psíquico em “A História de Adèle H.”, o que estabelece um curioso paralelo em sua filmografia. O filme também inclui uma cena que menciona a morte de Victor Hugo, conectando a narrativa a um momento histórico específico. Outro detalhe envolve Alain Cuny, que interpreta o pai da protagonista e, fora das telas, teve contato real com Paul Claudel, irmão da escultora.

“Camille Claudel” também acumulou reconhecimento em premiações importantes. Além das indicações ao Oscar, conquistou diversos prêmios César, incluindo Melhor Filme, Melhor Atriz, fotografia, trilha sonora e direção de arte. A trilha assinada por Gabriel Yared reforça a atmosfera dramática, enquanto a duração extensa - cerca de 175 minutos - permite acompanhar a transformação da personagem com tempo e densidade. A chegada do longa ao catálogo do Belas Artes à La Carte amplia o acesso a uma obra que segue atual ao discutir autoria, reconhecimento e o lugar da mulher em um meio historicamente dominado por homens.


Ficha técnica
"Os Anarquistas" | "The Anarchists" (título original)
Gênero: drama, ação. Duração: 100 minutos. Classificação indicativa: 16 anos. Ano de produção: 2000. Data de lançamento: 29 de abril de 2000. Idioma: coreano. Direção: Yu Young-sik. Roteiro: Park Chan-wook, Lee Moo-young, Bangnidamae. Elenco: Jang Dong-gun, Kim Sang-jung, Jeong Jun-ho, Lee Beom-soo, Kim In-kwon, Ye Ji-won. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte.


Assine o Belas Artes À La Carte, o streaming para quem ama cinema de verdade
A equipe do portal Resenhando.com acompanha parte da cobertura cinematográfica por meio da Belas Artes À La Carte, plataforma brasileira dedicada ao cinema de arte, clássicos e produções premiadas de diferentes países. Criado pelo grupo responsável pelo tradicional cinema Belas Artes, em São Paulo, em parceria com a Pandora Filmes, o serviço reúne um catálogo com curadoria especializada, incluindo obras raras, títulos restaurados e destaques de festivais internacionais. Para acessar o catálogo completo, conferir os lançamentos semanais e realizar a assinatura, basta acessar o site ou aplicativo da plataforma. Os planos têm valores acessíveis, com opção mensal e anual, além de locação avulsa para títulos específicos. Você pode assinar o Belas Artes À La Carte neste link.

domingo, 12 de julho de 2026

.: “Mãe D’Água”: documentário revela ritual inédito e tensiona fronteiras


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.

“Mãe D’Água”, novo documentário dirigido por Karim A. Soumaïla, estreia na estreia plataforma de streaming Reserva Imovision com um mergulho sensível e rigoroso em práticas espirituais e na memória viva do povo Kariri-Xocó. A produção acompanha o próprio cineasta franco-africano em uma jornada de iniciação ao ritual da jurema, conduzida dentro da aldeia, em Alagoas, território historicamente marcado por disputas e resistência cultural.

A presença de Soumaïla no ritual carrega um peso simbólico: pela primeira vez na história recente, a comunidade autoriza a participação de um estrangeiro nesse processo, tradicionalmente restrito. A decisão amplia o alcance do filme e transforma a experiência em registro raro, que articula pertencimento, escuta e responsabilidade. O diretor não se coloca como observador distante; assume o risco da vivência e incorpora ao filme as tensões desse encontro.

Ao longo de 53 minutos, “Mãe D’Água” constrói um percurso que cruza espiritualidade, identidade e política. A narrativa percorre histórias de luta pela terra, evidencia vínculos entre povos indígenas e afrodescendentes e recupera memórias que permanecem fora dos arquivos oficiais. A jurema, elemento central do ritual, aparece não apenas como prática religiosa, mas como elo entre gerações e forma de preservação de saberes ancestrais.

Karim A. Soumaïla, conhecido por trabalhos que investigam deslocamentos culturais e identitários, mantém aqui uma abordagem direta, com imagens que privilegiam o tempo do ritual e a escuta dos participantes. O documentário evita didatismos e aposta na experiência como forma de aproximação, convidando o espectador a acompanhar um processo que altera a percepção do próprio realizador sobre o Brasil e sobre si.

Produzido no Brasil, o filme dialoga com debates contemporâneos sobre território, ancestralidade e reconhecimento, ampliando o olhar para comunidades que seguem defendendo seus modos de vida diante de pressões externas. A estreia na Reserva Imovision reforça o espaço do documentário como instrumento de circulação dessas narrativas.

Ficha técnica
“Mãe D’Água” 
Gênero: documentário. Duração: 53 minutos. Classificação indicativa: 10 anos. Ano de produção: 2026. Idioma: português. Direção e roteiro: Karim A. Soumaïla. Elenco: Povo Kariri-Xocó e Karim A. Soumaïla. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Reserva Imovision.


Assine a Reserva Imovision, o streaming que respeita a sua inteligência
A equipe do Resenhando.com acompanha os filmes por meio da plataforma de streaming Reserva Imovision, dedicada ao cinema independente e autoral. Para acessar o catálogo completo, conferir novidades e realizar sua assinatura, o aplicativo da plataforma ou o visite o site oficial neste link. A Reserva Imovision reúne filmes e séries cuidadosamente selecionados, ampliando o acesso a obras que valorizam a diversidade cultural, a reflexão e experiências cinematográficas diferenciadas. 
Você pode assinar a plataforma de streaming Reserva Imovision neste link.

.: Sesc reúne personalidades nacionais e internacionais na Flip 2026


Angela Davis, Socorro Acioli, Itamar Vieira Junior, Wole Soyinka, Tati Bernardi, Bruna Lombardi, Elisa Lucinda, Luiza Romão, Jamil Chade, Fabiana Cozza, Marcelino Freire e Eliana Alves Cruz são alguns nomes da programação. Na imagem, Sesc Santa Rita em Paraty. Foto: divulgação
 

Com uma agenda que valoriza a diversidade de vozes, linguagens, expressões artísticas e regionalidades, o Sesc estará presente mais uma vez na Flip - Festa Literária Internacional de Paraty. Serão realizados cafés literários, shows, exposição, performances poéticas, rodas de conversa e oficinas. As atividades são gratuitas e acontecem de 23 a 26 de julho de 2026 em três espaços no Centro Histórico de Paraty: Sesc Santa Rita, Casa Edições Sesc e Casa Sesc. A instituição é ainda patrocinadora da programação oficial da Flip.

Além da pluralidade da literatura brasileira com convidados de diversas regiões do país, que já é marca registrada das ações do Sesc no evento, neste ano a programação contará ainda com convidados internacionais. A participação dialoga com duas importantes efemérides: os 80 anos do Sesc e os 70 anos da publicação de “Grande Sertão: Veredas”, obra-prima de João Guimarães Rosa, que segue influenciando gerações de leitores e escritores. A partir disso, foi elaborado o conceito Múltiplas Veredas, compreendido como metáfora dos vários caminhos que conectam literatura, cultura, território e transformação social.

Memória e saberes ancestrais se destacam em diferentes mesas e encontros, assim como temas urgentes da contemporaneidade, como sustentabilidade, cidadania, democracia e os impactos das tecnologias na vida cotidiana. Debates sobre leitura e formação de leitores abordam os desafios da circulação de ideias e o papel das práticas coletivas, como clubes de leitura e mediação literária. Para a diversão do público infantil, serão realizadas narrações de histórias e mediação de leitura.

O público também poderá visitar, no Sesc Santa Rita, uma exposição especial em celebração aos 80 anos do Sesc. Com fotografias históricas e registros contemporâneos, a mostra apresenta um panorama da trajetória da instituição, destacando sua contribuição para o desenvolvimento social do Brasil ao longo de oito décadas.

“No ano em que celebra oito décadas de atuação, a participação do Sesc na Flip ganha ainda mais relevância. A cultura amplia repertórios, fortalece a cidadania, incentiva a leitura e a formação de novos públicos, ao mesmo tempo em que movimenta o turismo, impulsiona a economia local e gera trabalho e renda. Ao reunir autores, artistas e leitores, o Sesc contribui para o desenvolvimento dos territórios e demonstra que investir em cultura também é investir no desenvolvimento social e econômico do país”, destaca Diana Abreu, Diretora de Saúde, Cultura, Lazer e Assistência do Departamento Nacional do Sesc.
 

Sesc na Flip acontece em três casas
No Sesc Santa Rita, unidade do Polo Sociocultural Sesc Paraty, o público poderá participar de atividades com a presença de autores como Eliana Alves Cruz, Marcelino Freire, Milena Martins Moura e Daniel Munduruku, primeiro escritor indígena a compor o acervo da Casa de Rui Barbosa que participa do encontro “Cosmologias da palavra” ao lado de Jama Wapichana.

A escritora Tati Bernardi comandará um talk show literário com os convidados Bruna Lombardi, Itamar Vieira Junior e Elisa Lucinda. O espaço também apresentará o espetáculo “Viola, Rosa e Sertão”, com o violeiro, compositor e pesquisador Paulo Freire. Haverá, ainda, na mesma casa, uma área de descompressão com enfoque em diversidade, equipada com sofás, pufes e fones com supressão de ruído, além de recursos de acessibilidade, como Libras, materiais em braile, assentos preferenciais e mobiliário adaptado.

Na Casa Sesc, as discussões abrangerão a circulação literária e novos formatos - como podcasts e plataformas digitais -, além de reflexões sobre acessibilidade, diversidade e inteligência artificial, com nomes como Nina da Hora, Sil Bahia e Lu Ain-Zaila. O público encontrará nomes centrais do pensamento contemporâneo, como a escritora e ativista americana Angela Davis, ao lado do Nobel Wole Soyinka; além do intelectual Muniz Sodré, em diálogo com o podcast "Angu de Grilo", de Flávia Oliveira e Isabela Reis.

Já na Casa Edições Sesc, autores da editora e convidados participam de debates que articulam literatura, artes visuais, pensamento crítico e temas contemporâneos. A programação - que conta também com mesas realizadas em parceria com o Senac São Paulo - promove encontros em torno de questões urgentes do presente, como geopolítica, saúde mental, educação midiática, sustentabilidade e direitos humanos.

Entre os destaques, estão conversas com Eustáquio Neves, artista visual em exposição na Bienal de Veneza; Jamil Chade, jornalista com atuação internacional em geopolítica; Bob Wolfenson, nome importante da fotografia brasileira; Natália Timerman, escritora e psiquiatra; e Mary del Priore, historiadora e autora referência em História do Brasil, além de encontros com autores, pesquisadores, educadores e artistas de diferentes áreas. Em uma parceria inédita entre o Sesc e a Estante Virtual, os vencedores do Prêmio Sesc de Literatura 2025 participarão de uma mesa na Casa Estante Virtual, fortalecendo o compromisso das instituições com a valorização da literatura e o encontro entre autores e leitores.


Sesc Mesa Brasil na Flip 2026
Pelo segundo ano consecutivo, os participantes poderão realizar, no Sesc Santa Rita, doações de alimentos não perecíveis ou contribuições financeiras via Pix para o Sesc Mesa Brasil, maior rede privada de bancos de alimentos da América Latina. Os insumos serão distribuídos para instituições sociais de Paraty que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar.

Além disso, o público poderá participar de uma mesa de debate e experiência gastronômica com pesquisadoras e coletivos de Paraty para discutir os vínculos entre comida, memória e território e de uma oficina de escrita conduzida por Taís Bravo, que estimula os participantes a explorar memórias e afetos por meio da criação literária inspirada nos alimentos e nas refeições compartilhadas. Essas ações convidam à reflexão sobre o engajamento em ações solidárias e buscam estimular a consciência social, ampliando o impacto do Sesc na Flip para além da cultura. Toda a programação do Sesc é gratuita e está disponível no site sesc.com.br/sescnaflip.


Serviço
Espaços do Sesc no Centro Histórico de Paraty
Sesc Santa Rita - Rua Santa Rita, 133
Casa Sesc - Rua Marechal Santos Dias, 22
Casa Edições Sesc - Rua Marechal Santos Dias, 115

.: “O Rei e Eu” desembarca no streaming e reacende o fascínio dos musicais


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.

“O Rei e Eu” chega ao catálogo da plataforma de streaming Belas Artes À La Carte resgatando um dos musicais mais celebrados de Hollywood. Lançado em 1956, o filme dirigido por Walter Lang adapta para o cinema o sucesso da Broadway assinado por Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II, com roteiro de Ernest Lehman. No elenco, Yul Brynner, Deborah Kerr e Rita Moreno conduzem uma narrativa que combina romance, embate cultural e espetáculo visual.

Ambientada no antigo Sião, a trama acompanha a professora britânica Anna Leonowens (Deborah Kerr), contratada para educar os filhos do rei Mongkut (Yul Brynner). O encontro entre os dois personagens se transforma em um jogo de forças marcado por diferenças de visão de mundo, protocolos rígidos e uma curiosidade crescente. Entre lições, rituais e tensões políticas, o vínculo que se estabelece evita simplificações e ganha densidade ao longo da narrativa.

O longa-metragem conquistou cinco Oscars, incluindo Melhor Ator para Yul Brynner, que superou nomes como James Dean e Kirk Douglas. A atuação consolidou o ator como a face definitiva do rei Mongkut, papel que ele interpretou milhares de vezes também nos palcos ao longo da vida. Deborah Kerr, por sua vez, teve suas canções dubladas por Marni Nixon, voz recorrente em grandes musicais da época, como “West Side Story” e “My Fair Lady”.

A produção também guarda episódios curiosos. Cogitou-se Marlon Brando para o papel do rei, enquanto Maureen O’Hara chegou a ser considerada para viver Anna. A escolha de Deborah Kerr partiu do próprio Brynner. Durante as filmagens, os figurinos pesados - alguns com mais de 15 quilos - exigiram esforço físico considerável da atriz. Já a famosa sequência ao som de “Shall We Dance?” demandou ensaios rigorosos para equilibrar elegância e tensão dramática.

Apesar do reconhecimento internacional e do sucesso de público, “O Rei e Eu” enfrentou resistência na Tailândia, onde foi proibido por ser considerado desrespeitoso à figura histórica do rei Mongkut. Ainda assim, o filme se mantém como referência estética e narrativa dentro do gênero musical, ocupando posição de destaque em listas do American Film Institute. A chegada ao streaming oferece uma nova oportunidade para revisitar um clássico que reúne cenários grandiosos, figurinos marcantes e uma história construída sobre choque cultural, poder e transformação.


Ficha técnica
“O Rei e Eu” | (“The King and I” (Título original)
Gênero: musical, romance. Duração: 133 minutos. Classificação indicativa: livre. Ano de produção: 1956. Data de lançamento: 28 de junho de 1956. Idioma: inglês. Direção: Walter Lang. Roteiro: Ernest Lehman. Elenco: Yul Brynner, Deborah Kerr, Rita Moreno, Martin Benson, Rex Thompson. Distribuição no Brasil: Belas Artes à La Carte. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte.


Assine o Belas Artes À La Carte, o streaming para quem ama cinema de verdade
A equipe do portal Resenhando.com acompanha parte da cobertura cinematográfica por meio da Belas Artes À La Carte, plataforma brasileira dedicada ao cinema de arte, clássicos e produções premiadas de diferentes países. Criado pelo grupo responsável pelo tradicional cinema Belas Artes, em São Paulo, em parceria com a Pandora Filmes, o serviço reúne um catálogo com curadoria especializada, incluindo obras raras, títulos restaurados e destaques de festivais internacionais. Para acessar o catálogo completo, conferir os lançamentos semanais e realizar a assinatura, basta acessar o site ou aplicativo da plataforma. Os planos têm valores acessíveis, com opção mensal e anual, além de locação avulsa para títulos específicos. Você pode assinar o Belas Artes À La Carte neste link.

.: Cia. Cisne Negro apresenta tributo a David Bowie no Sesc Bom Retiro


A obra é um mergulho interpretativo na genialidade de Bowie. Foto: Cassiano Rosrio

A Cisne Negro Companhia de Dança apresenta o espetáculo "Ziggy - Tributo a David Bowie" neste domingo, dia 12 de julho, às 16h00, gratuitamente, na praça de convivência do Sesc Bom Retiro. Baseado no legado de David Bowie, artista muito à frente do seu tempo e que influenciou diversas gerações, o espetáculo, de 2016, conta com coreografia do professor e bailarino brasileiro Mário Nascimento, a convite da bailarina, empresária e fundadora da Companhia Cisne Negro de Dança, Hulda Bittencourt (1934 – 2021).

A obra é um mergulho interpretativo na genialidade de Bowie, artista multidisciplinar que criou em diferentes linguagens e mídias, como na música, no cinema, nas artes plásticas, entre outras, marcando definitivamente a história da cultura pop na segunda metade do século XX, até as primeiras décadas do século XXI.


Serviço
Espetáculo "Ziggy - Tributo a David Bowie"
Com Cisne Negro Companhia de Dança
Domingo, dia 12 de julho, às 16h00
Sesc Bom Retiro | Alameda Nothmann, 185 | Campos Elíseos/São Paulo | Telefone: (11) 3332-3600
Praça de Convivência | Grátis
Venda de ingressos disponíveis pelo APP Credencial Sesc SP, no site sescsp.org.br/bomretiro, ou nas bilheterias.
O estacionamento do Sesc oferece espaço para pessoas com deficiência, além de bicicletário. A capacidade do estacionamento é limitada. Os valores são cobrados igualmente para carros e motos. Entrada: Alameda Cleveland, 529. Valores: R$ 10,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional (Credencial Plena). R$ 20,00 a primeira hora e R$ 5,00 por hora adicional (Outros). Horários: terça a sexta-feira: 9h00 às 20h00. Sábado: 10h00 às 20h00. Domingo: 10h00 às 18h00.
Transporte gratuito: o Sesc Bom Retiro oferece transporte gratuito circular partindo da Estação da Luz. O embarque e desembarque ocorrem na saída CPTM/José Paulino/Praça da Luz.


.: "Contos Inclusivos e Travessos": em encontros gratuitos de leitura e debates


Iniciativa de incentivo à leitura e promoção da oralidade é inspirada nos pilares sociais dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e trata de temas como racismo, capacitismo, diversidade sexual e gênero. Foto: divulgação


A literatura como instrumento de transformação social é o ponto de partida de "Contos Inclusivos e Travessos", iniciativa de incentivo à leitura e promoção da cultura da oralidade voltada a jovens de 12 a 17 anos. Desde março, o projeto realizou encontros gratuitos nas bibliotecas Roberto Santos, Amadeu Amaral e Castro Alves, nos CEUs Paraisópolis, Sapopemba, Rosa da China e São Rafael e no Memorial da Resistência. Inspirada nos pilares sociais dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, a iniciativa aborda temas como racismo, capacitismo, diversidade sexual e de gênero, igualdade de gênero e etarismo, sempre de forma interseccional, evidenciando como essas questões se atravessam nas múltiplas camadas da experiência humana. Os próximos encontros acontecem nos dias 13 e 14 de julho de 2026, nos CEU Lajeado, CEU Inácio Monteiro e CEU Alvarenga.

O título “Contos Inclusivos e Travessos” brinca com o duplo sentido da palavra “travessos”: tanto como aquilo que atravessa diferentes temas e realidades quanto como expressão da inquietação criativa inerente à literatura e à juventude. Serão cinco encontros em cada equipamento cultural participante, totalizando 40 encontros de leitura. Cada sessão reunirá pelo menos 30 estudantes para escuta de contos literários, seguida de bate-papo com as narradoras, convidades especiais e as mediadoras dos encontros, que compartilharão suas vivências dentro do amplo espectro da diversidade.

As narradoras Alexandra Pericão, Melina Soulz e Renata Jambeiro conduzem as histórias, enquanto Fábia Mirassos, Pâm Herrera, Priscila Siqueira e Rachel Rocha participam como convidades nos debates. A mediação é realizada por Alexandra Pericão e Melina Soulz. O projeto também garante acessibilidade com serviço de tradução-intérprete no workshop e nos encontros que abordam o capacitismo.

Como contrapartida, será realizado um workshop voltado a professores, que traz a reflexão sobre contos e autores que enfrentam essas temáticas de forma transversal. O encontro será gravado e disponibilizado gratuitamente nas redes sociais, ampliando o alcance do conteúdo. Em um contexto de crescente violência escolar e polarização social, Contos Inclusivos e Travessos reafirma a literatura como espaço de empatia e construção de cidadania. Ao mergulhar nas histórias e nas perspectivas dos personagens, leitores e ouvintes ampliam sua capacidade de compreender diferentes existências e realidades.

O projeto parte do princípio de que o acesso à literatura é um Direito Humano e de que ninguém deve ser deixado para trás, premissa central dos ODS. Ao promover encontros continuados (e não ações pontuais), a iniciativa responde a uma demanda identificada junto a bibliotecários de equipamentos públicos, que apontaram a carência de projetos de leitura com frequência e aprofundamento. A proposta é fortalecer a cultura da leitura como instrumento para a construção de uma sociedade mais pacífica, inclusiva e socialmente responsável. Esse projeto foi aprovado pelo Pro-Mac - Programa Municipal de Apoio a Projetos Culturais, com patrocínio da Dasa - Líder em Medicina Diagnóstica no Brasil.


Ficha técnica
"Contos Inclusivos e Travessos"
Culturalistas Produções
Produção executiva e direção de produção: Melina Soulz
Curadora: Alexandra Pericão
Narradoras: Alexandra Pericão, Melina Soulz e Renata Jambeiro
Convidades: Fábia Mirassos, Pâm Herrera, Priscila Siqueira e Rachel Rocha
Serviços jurídicos: Cecília Lopes Santana
Assessoria Contábil, financeiro e prestação de contas: Claudia Viri de Oliveira e Nilton de Oliveira
Designer gráfico: Caio Matos
Analista de comunicação / redes sociais: Gabriela Gonzalez Tavares
Foto Still: Ronaldo Gutierrez
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio


Serviço
"Contos Inclusivos e Travessos"
Grátis
Datas e locais das próximas apresentações 

13 de julho de 2026
Narradora Melina Soulz
Convidada Fabia Mirassos
9h30 e 11h
Ceu Lajeado (R. Manuel da Mota Coutinho, 293 - Lageado) 

13 de julho de 2026
Narradora Melina Soulz
Convidada Fabia Mirassos
14h e 15h30
Ceu Inácio Monteiro (R. Barão Barroso do Amazonas, s/n - Conj. Hab. Inácio Monteiro)

14 de julho de 2026 
Narradora Melina Soulz
Convidada Fabia Mirassos
9h30, 11h, 14h e 15h30
Ceu Alvarenga (Estr. do Alvarenga, 3752 - Balneário São Francisco) 

.: Centro Cultural Fiesp: programação especial de férias sobre o humor gráfico


Debates, oficinas e encontros gratuitos com grandes nomes do cartum e dos quadrinhos integram a agenda da exposição "Cartunistas" durante o mês de julho. Fotos: divulgação

Para as férias de julho, o Centro Cultural Fiesp preparou uma programação especial dedicada ao humor gráfico brasileiro. Com participação gratuita e aberta ao público, a agenda reúne debates, oficinas e encontros com importantes nomes do cartum, da caricatura e dos quadrinhos nacionais. As atividades integram a exposição fotográfica “Cartunistas”, que pode ser conferida na Galeria de Fotos do Espaço Cultural.

A programação começa neste domingo, dia 12 de julho, às 14h00, com o debate “A Presença da Mulher no Humor Gráfico Nacional”. Participam do encontro as artistas Dani Marino, Daniela Baptista e Helô D’Angelo, que irão discutir a trajetória e os desafios das mulheres no universo dos quadrinhos e do humor gráfico. Inscrições Meu Sesi.

No dia 25 de julho, também às 14h, o cartunista e jornalista José Alberto Lovetro (JAL), presidente da Associação dos Cartunistas do Brasil (ACB), conversa com Sidney Gusman, jornalista, editor e responsável pelas Graphic MSP. O bate-papo abordará os caminhos para a criação de roteiros de quadrinhos, o mercado editorial e oportunidades para novos profissionais da área. I

Encerrando a programação, no dia 26 de julho, às 14h, o caricaturista Baptistão ministra uma oficina voltada a interessados em caricaturas e mercado de trabalho. A atividade inclui sessão de autógrafos de seu mais recente livro sobre a música popular brasileira, com inscrições gratuitas pelo Meu Sesi. Os três eventos acontecem no Mezanino do Centro Cultural Fiesp, com vagas limitadas para cada apresentação, mediante inscrição prévia pela plataforma do SESI.

Além de promover o contato direto com profissionais reconhecidos da área, as atividades ampliam a experiência do público com a exposição “Cartunistas”, que apresenta retratos de mais de 140 artistas brasileiros realizados pelo fotógrafo Paulo Vitale, com curadoria de Eder Chiodetto. A mostra reúne nomes históricos e contemporâneos do humor gráfico nacional e oferece ainda vídeos com depoimentos e bastidores dos ensaios fotográficos. Entre os artistas retratados estão Mauricio de Sousa, Ziraldo, Angeli e Laerte, além de representantes da nova geração, como Helô D’Angelo e Carlos Ruas.

 
Serviço
Programação Especial - Palestras e Oficinas (gratuitas)
Atividades com vagas limitadas e inscrição prévia (quando indicado)
Programação completa será divulgada gradualmente
A presença da mulher no humor gráfico nacional
Data: 12 de julho de 2026, às 14h00
Mezanino do Centro Cultural Fiesp - Av. Paulista, 1.313 / São Paulo
Classificação: livre para todas as idades (crianças com acompanhantes)
Quantidade de vagas: 50
Entrada: gratuita

Panorama da edição de quadrinhos no Brasil com Sidney Gusman
Data: 25 de julho de 2026
Horário: 14h00
Local: Mezanino do Centro Cultural FIESP – Av. Paulista, 1.313
Classificação: livre para todas as idades (crianças com acompanhantes)
Quantidade de vagas: 50
Entrada: gratuita

Oficina de caricatura com o Baptistão
Data: 26 de julho de 2026
Horário: 14h00
Local: Mezanino do Centro Cultural FIESP – Av. Paulista, 1.313
Classificação: livre para todas as idades (crianças com acompanhantes)
Quantidade de vagas: 30
Entrada: gratuita

Exposição “Cartunistas”
Período: até dia 20 de setembro de 2026
Horários: terça a domingo, das 10h00 às 20h00
Local: Galeria de Fotos do Centro Cultural Fiesp - Av. Paulista, 1.313
Classificação: livre
Entrada: gratuita (não é necessário reservar ingresso)
Agendamento de grupos e escolas: ccfagendamentos@sesisp.org.br
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