Loja do Resenhando.com traz novos livros para venda no Shopee
Visite a lojinha do Resenhando.com!
domingo, 16 de agosto de 2026
.: Carla Madeira lança “Quando”, livro sobre laços que sobrevivem ao tempo
.: " João, Joãozinho, Joãozito" transforma infância de Guimarães Rosa em musical
"João, Joãozinho, Joãozito" estreia em 29 de agosto e revisita os primeiros anos de Guimarães Rosa em uma montagem que mistura literatura, música, bonecos e cultura popular brasileira. Foto: Alê Catan
A criança curiosa que descobria o mundo entre livros, animais, histórias e brincadeiras ganhou um novo lugar na cena paulistana. "João, Joãozinho, Joãozito", musical inédito inspirado no livro "João Joãozinho, Joãozito - O Menino Encantado", de Claudio Fragata, estreia em 29 de agosto no Teatro do Sesi-SP, no Centro Cultural Fiesp. Com direção artística, texto e adaptação de Marcio Araújo, a montagem acompanha os primeiros anos de João Guimarães Rosa (1908-1967), antes de o menino de Cordisburgo se tornar um dos nomes fundamentais da literatura brasileira.
A temporada segue até 13 de dezembro de 2026, com sessões às quintas e sextas, às 11h00, e aos sábados e domingos, às 15h. Aos fins de semana, todas as apresentações contam com interpretação em Libras e audiodescrição. A produção foi idealizada por Daniel Palmeira e nasceu de sete anos de pesquisa dedicados a construir uma linguagem capaz de aproximar o universo de Guimarães Rosa do público infantil.
A história parte da infância do escritor em Minas Gerais e acompanha sua trajetória desde o nascimento até a mudança para Belo Horizonte. Livros, bichos, natureza, línguas, brincadeiras e as histórias que circulavam em sua cidade natal formam o território de descobertas do pequeno João. A montagem transforma essas experiências em uma aventura musical sobre curiosidade, imaginação e conhecimento.
A relação entre o menino e o futuro escritor também aparece na dramaturgia por meio de referências ao universo literário de Rosa. Elementos associados a "Grande Sertão: Veredas" e um amigo imaginário inspirado em Miguilim entram na narrativa como pistas para quem já conhece a obra do autor e como primeiras portas de entrada para crianças que ainda vão descobrir sua literatura.
Um dos aspectos mais interessantes da encenação está na maneira como João é construído em cena. Os nove integrantes do elenco se alternam na interpretação do protagonista, fazendo com que a figura do menino passe de um corpo a outro. A escolha amplia a ideia de que a infância pertence a todos e transforma o próprio personagem em uma construção coletiva.
“Queremos que toda criança se veja no palco, que possa imaginar que também pode ser cientista, médica, escritora, viajar pelo mundo ou aprender outras línguas. Independentemente de onde venha, ela precisa acreditar que seu futuro também lhe pertence”, afirma Marcio Araújo. A gravata-borboleta, elemento associado à imagem pública de Guimarães Rosa, também ganha função cênica. Ao circular entre os artistas como laço, presilha ou gravata, o objeto funciona como elo entre as diferentes interpretações de João e reforça a ideia de identidade compartilhada. Compre o livro "João Joãozinho, Joãozito - O Menino Encantado", de Claudio Fragata, neste link.
Música que vem da cultura popular
A trilha sonora original, assinada por Tato Fischer e Marcio Araújo, reúne nove canções e mergulha em manifestações tradicionais brasileiras. Folia de Reis, cururu, catira, cantos populares, viola caipira e sanfona ajudam a criar o ambiente sonoro da montagem. A direção musical e os arranjos são de Dagoberto Feliz. A música acompanha a trajetória do personagem e estabelece uma ponte entre as experiências da infância e as tradições culturais que atravessam o interior brasileiro.
No aspecto visual, a montagem aposta em bonecos artesanais, brinquedos antigos e objetos associados à infância do interior do país, especialmente de Minas Gerais. O cenário criado por Bruno Anselmo é formado por estruturas que mudam de função ao longo da apresentação, deixando espaço para que a imaginação do público complete as imagens.
Os figurinos de Clau Carmo seguem a mesma lógica e buscam referências em colchas de retalhos e brinquedos artesanais, criando uma atmosfera de memória e afetividade. Ao todo, são 19 bonecos criados por Jésus Sêda, conhecido também pelo trabalho em "Castelo Rá-Tim-Bum". Em cena, os nove artistas acumulam funções: atuam, cantam, tocam instrumentos, dançam e manipulam bonecos. Integram o elenco Beatriz Amado, Conrado Caputo, Daniel Aureliano, Elix, João Paulo Bienermann, Neusa de Souza, Rita Almeida, Thiago Claro França e Thiago Mota.
Para Tais Lara, diretora do Centro Cultural Fiesp, a montagem aproxima crianças e famílias da trajetória de Guimarães Rosa ao mesmo tempo em que amplia o contato do público com a literatura brasileira. A proposta está alinhada ao compromisso do Sesi-SP com a oferta gratuita de programação cultural e com a formação de novos públicos.
Uma infância antes do escritor
"João, Joãozinho, Joãozito" olha para Guimarães Rosa antes do reconhecimento, dos livros consagrados e da carreira diplomática. É o menino que observa, pergunta, coleciona descobertas e encontra nos livros uma forma de ampliar o mundo ao redor. A montagem utiliza essa perspectiva para apresentar a infância como um período decisivo na formação do artista. A curiosidade do personagem, sua relação com a natureza e o contato com diferentes linguagens aparecem como elementos que ajudam a compreender o escritor que surgiria anos depois.
A proposta também encontra na cultura popular uma maneira de aproximar o universo roseano das crianças. Em vez de apresentar Guimarães Rosa como uma figura distante da literatura, o espetáculo recupera o menino que existiu antes do autor de Grande Sertão: Veredas e transforma suas primeiras experiências em matéria de teatro.
Ficha técnica
Peça teatral "João, Joãozinho, Joãozito", a partir do livro de Claudio Fragata
Texto e adaptação: Marcio Araújo
Direção artística: Marcio Araújo
Músicas compostas: Tato Fischer/Marcio Araújo
Direção musical/arranjos: Dagoberto Feliz
Assistente de direção: Adriana Salcedo
Elenco/músicos: Rita Almeida, João Paulo Bienermann, Daniel Aureliano, Neusa de Souza, Elix, Conrado Caputo, Beatriz Amado, Thiago Claro França e Thiago Mota
Paisagista sonoro: Marcelino Ziggy
Desenho de som: Labsom – Kleber Marques, Juma e Marcelino Ziggy
Microfonista: Juma (Juliana Maria)
Técnico de som: Kleber Marques
Iluminador/desenho de luz: Guilherme Bonfanti
Operador de luz: Felipe Bonfante
Cenografia: Bruno Anselmo
Cenotécnico: Reserva Cênica
Design: Leandro Madeiros
Figurino: Clau Carmo
Costureira/modelista: Salomé Abdala
Aderecista: Nilton Araújo
Bonequeiro: Jésus Sêda
Visagista: Jonathan Faria
Projeto gráfico: André Kitagawa
Fotógrafo: Ale Catan
Assistente de fotografia: Rafael Sá
Vídeos: Sucata Filmes – Vinícius Faé
Preparação corporal: João Paulo Bienermann
Preparação de manipulação de bonecos: Eduardo Alve
Direção de palco: Marco Loureiro
Maquinista: Atila Quirino (Chin)
Contrarregra: Arthur Gerizani
Camareira: Cris Quirino
Assessoria de imprensa: Canal Aberto Comunicação
Mídias sociais: Tatiana Machado
Intérprete de Libras: Fabiano Campos
Áudio-descrição: Ver com Palavras
Produção executiva: William Gibson
Direção de produção: Daniel Palmeira
Coordenação financeira: Cleo Chaves
Assessoria contábil: DW Gonzalez Contábil
Assessoria jurídica: Marcelo Mayer
Coordenação geral/produção: Penta Querobin Produções
Serviço
Peça teatral "João, Joãozinho, Joãozito"
Temporada: 29 de agosto a 13 de dezembro de 2026
Sessões: quintas e sextas, às 11h; sábados e domingos, às 15h
Atenção: Libras e audiodescrição em todos os sábados e domingos da temporada
Local: Centro Cultural Fiesp - Teatro Sesi-SP | Av. Paulista, 1.313, em frente à estação Trianon-Masp do Metrô
Ingressos: gratuitos, com reservas pelo site www.sesisp.org.br/eventos
Classificação indicativa: livre, indicado para todas as idades
.: "O Fim da Rua" conquista quase 90% de aprovação no Rotten Tomatoes
Com Anne Hathaway e Ewan McGregor no elenco, produção mistura aventura, suspense e criaturas pré-históricas. Foto: divulgação
Com Anne Hathaway e Ewan McGregor nos papéis principais, "O Fim da Rua" está em cartaz nos cinemas brasileiros cercado por uma recepção bastante positiva da crítica internacional. O novo longa-metragem de ação conquistou quase 90% de aprovação no Rotten Tomatoes, considerando 91 avaliações registradas até o momento. A produção também vem chamando atenção pelas referências ao cinema de aventura produzido pela Amblin Entertainment, especialmente à tradição iniciada por filmes como "Jurassic Park". Críticos destacam que, embora dialogue diretamente com esse universo de aventuras e criaturas pré-históricas, o longa encontra caminhos próprios para desenvolver sua narrativa.
.: Drauzio Varella e Tony Tornado em série que celebra a força de recomeçar
A experiência também pode ser ponto de partida para novas descobertas. É a partir dessa ideia que a websérie documental “Não Nasci Ontem” reúne o médico Drauzio Varella, a religiosa Irmã Marluce, o ator e cantor Tony Tornado, a criadora de conteúdo Eleni, o chef Batista e o ex-maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima para falar sobre mudanças, escolhas, aprendizados e a vontade de seguir em movimento. Criada pela Colírio, estúdio de branding e comunicação do Grupo QNCO, para a Everest, que comemora 60 anos de trajetória, a produção já está disponível nos canais digitais da marca e terá novos episódios publicados semanalmente.
Quem abre a série é Drauzio Varella, que fala sobre curiosidade e transformação após mais de seis décadas dedicadas à medicina. A temporada também reúne histórias bastante diferentes entre si, mas atravessadas pela mesma disposição para continuar descobrindo novos caminhos. Aos 63 anos, Irmã Marluce conversa sobre hábitos, mudanças e recomeços. Aos 96, Tony Tornado compartilha reflexões sobre vitalidade e o desejo de continuar criando. Aos 71, Eleni conta como encontrou nas redes sociais uma nova maneira de dividir sua paixão pela culinária.
A gastronomia aparece novamente na trajetória do chef Batista, que revisita mais de 40 anos de carreira. Fechando a temporada, Vanderlei Cordeiro de Lima fala sobre conquistas e sobre como grandes resultados são construídos a partir de decisões tomadas diariamente. A série integra uma campanha maior desenvolvida pela Colírio para celebrar as seis décadas da Everest. O projeto também envolve a campanha comemorativa da marca e a criação do naming da linha Foz, nova geração de purificadores desenvolvida pela Questtonó.
Para Felipe Drummond, head de comunicação da Colírio, a proposta parte de uma ideia de inovação associada à experiência acumulada ao longo da vida. “Não Nasci Ontem” transforma essa perspectiva em histórias pessoais, aproximando a trajetória dos entrevistados dos 60 anos de história da própria Everest. “Um marco como esse ganha ainda mais força quando se conecta a uma verdade que vai além da empresa. A websérie traduz isso ao unir inovação e legado em histórias de pessoas que, assim como a Everest, acumulam experiência, mas seguem se reinventando e olhando para o futuro”, afirma Gabriela Rocha, gerente de marketing da Everest.
Onde assistir
O primeiro episódio de “Não Nasci Ontem” já pode ser assistido no perfil da Everest no Instagram. Os demais episódios serão disponibilizados semanalmente.
.: “Detetive” coloca Godard diante do crime, do dinheiro e do próprio cinema
Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.
O crime está em um hotel parisiense, mas Jean-Luc Godard parece muito mais interessado em investigar o próprio cinema. “Detetive de Godard” (“Détective”), produção francesa de 1985, chega ao catálogo da plataforma de streaming Belas Artes À La Carte recuperando uma das obras mais particulares da fase dos anos 1980 do cineasta franco-suíço. No centro da trama estão um assassinato ocorrido dois anos antes, uma dívida milionária, uma luta de boxe, um casamento em crise e uma pequena multidão de personagens que circula pelo mesmo hotel como se todos escondessem alguma coisa.
Laurent Terzieff interpreta William Prospero, antigo detetive do hotel que retorna ao local determinado a esclarecer o assassinato de um hóspede conhecido como Príncipe. Jean-Pierre Léaud vive seu sobrinho, o inspetor Neveu, enquanto Aurelle Doazan interpreta Arielle. Do outro lado dessa intricada rede estão Françoise Chenal, personagem de Nathalie Baye, e seu marido Émile, vivido por Claude Brasseur. O casal enfrenta dificuldades financeiras e pressiona Jim Fox Warner, empresário de boxe interpretado pelo cantor e ator Johnny Hallyday. Para complicar ainda mais a situação, Jim também deve dinheiro à máfia. Alain Cuny aparece como o velho mafioso, enquanto Emmanuelle Seigner e Julie Delpy completam o elenco principal.
A investigação, portanto, rapidamente deixa de ser uma questão policial convencional. Godard espalha as pistas pelo cenário, pelas falas, pelos objetos e pela montagem. O hotel torna-se um tabuleiro em que detetives, boxeadores, amantes, mafiosos e devedores circulam em diferentes combinações. O espectador precisa montar as peças enquanto o diretor embaralha deliberadamente as expectativas de quem espera uma narrativa policial tradicional.
O roteiro é assinado por Alain Sarde e Philippe Setbon, com participação de Jean-Luc Godard nos diálogos e na adaptação ao lado de Anne-Marie Miéville, segundo a Cinemateca Portuguesa. A própria ficha do Festival de Cannes credita Sarde e Setbon pelo roteiro. A escolha do gênero policial tinha uma razão bastante concreta. “Detetive” nasceu de uma encomenda do produtor Alain Sarde, interessado em aproximar Godard de um projeto com potencial comercial. A estratégia reunia atores conhecidos do público francês, como Baye, Brasseur, Hallyday, Terzieff e Cuny, e colocava o diretor diante dos códigos do filme noir. O resultado, porém, conserva o gosto de Godard por desmontar convenções e fazer do próprio mecanismo cinematográfico parte da história.
A imprensa especializada percebeu justamente esse jogo. O crítico Vincent Canby, do “The New York Times”, definiu a produção como uma homenagem fragmentada e divertida ao film noir, enquanto o “Los Angeles Times” observou que Godard reduziu a narrativa ao essencial e carregou cada sequência de referências e associações, exigindo do público uma postura investigativa para compreender personagens e acontecimentos. O filme também marcou a estreia de Julie Delpy no cinema. Aos 14 anos, a atriz aparece em uma participação pequena, anos antes de conquistar reconhecimento internacional por trabalhos como “Antes do Amanhecer”, dirigido por Richard Linklater.
Outro detalhe curioso está na própria formação do elenco. Johnny Hallyday, uma das maiores estrelas da música francesa, assume o papel de um empresário de boxe envolvido com dívidas e negócios escusos. Já Jean-Pierre Léaud, figura fundamental da nouvelle vague e presença recorrente no cinema de Godard, interpreta um detetive de energia quase descontrolada. O contraste entre essas personalidades ajuda a criar a atmosfera peculiar da produção.
“Detetive” ainda foi exibido em competição no Festival de Cannes de 1985, ao lado de filmes como “Paris, Texas”, “Mishima” e “O Beijo da Mulher-Aranha”, entre outros títulos daquele ano. A presença de Godard na competição reforçava sua relação histórica com o festival, que acompanhou diversas fases de sua carreira. O filme é dedicado a três cineastas que Godard admirava: John Cassavetes, Edgar G. Ulmer e Clint Eastwood. A homenagem ajuda a iluminar o caminho escolhido pelo diretor: partir do crime, do gangster, do detetive e das convenções do cinema popular para criar uma obra que brinca com esses elementos enquanto questiona a maneira como uma história policial é construída. Com 95 minutos de duração, “Detetive” permanece uma experiência especialmente interessante para quem gosta de cinema que exige atenção aos detalhes. A trama oferece assassinato, dinheiro, sexo, boxe e máfia, mas Godard acrescenta citações literárias, música clássica, referências cinematográficas e uma montagem que transforma cada cena em uma nova pista. É uma oportunidade de reencontrar um Godard menos celebrado, porém cheio de provocações, inclusive contra as próprias regras do gênero que decidiu explorar.
Ficha técnica
“Detetive de Godard” | “Détective” (título original)
Gênero: comédia, crime e drama. Duração: 95 minutos. Classificação indicativa: 14 anos. Ano de produção: 1985. Data de lançamento: 10 de maio de 1985. Idioma: francês, com registros de inglês e italiano. Direção: Jean-Luc Godard. Roteiro: Alain Sarde, Philippe Setbon e Jean-Luc Godard, com adaptação de Alain Sarde, Philippe Setbon, Anne-Marie Miéville e Jean-Luc Godard. Elenco: Laurent Terzieff, Jean-Pierre Léaud, Nathalie Baye, Claude Brasseur, Johnny Hallyday, Alain Cuny, Aurelle Doazan, Stéphane Ferrara, Emmanuelle Seigner e Julie Delpy. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte.
.: Curta “Os Mortos-Vivos” transforma desaparecimento em inquietante terror
“Os Mortos-Vivos”, curta-metragem escrito, dirigido, montado e produzido por Anita Rocha da Silveira, segue em cartaz na plataforma de streaming Reserva Imovision como parte da coleção “Pequenas Jornadas – Curtas-Metragens”. Realizado em 2012, o filme acompanha João, interpretado por João Pedro Zappa, que espera pela ficante Bia diante do banheiro feminino durante uma noite no Rio de Janeiro. Ela desaparece sem explicação, deixando o rapaz entre hipóteses que vão da morte ao sequestro, passando pela possibilidade bem mais banal e dolorosa de ter se apaixonado por outra pessoa.
A premissa aparentemente simples ganha contornos de terror psicológico quando o desaparecimento de Bia passa a reorganizar a percepção de João. O curta trabalha com uma ideia particularmente contemporânea para uma produção de 2012: alguém pode desaparecer da vida de outra pessoa e continuar existindo nas telas, nas mensagens enviadas e nas tentativas frustradas de estabelecer contato. A frase “Bia está off-line. As mensagens enviadas serão entregues quando Bia estiver on-line” resume o jogo criado por Anita e transforma uma situação cotidiana em uma espécie de pesadelo digital.
Clarice Lissovsky interpreta Bia, enquanto Natália Lebeis, Pedro Tambellini, Anita Chaves, Maria Clara Contrucci, Amanda Lebeis, Raphael Martins e Bruna Lousada completam o elenco. João Atala assina a direção de fotografia; Felippe Mussel responde pelo som direto; Bernardo Uzeda, pela edição de som; Constanza de Córdova e Betina Monte-Mór, pela direção de arte; e Anita Rocha da Silveira também assume a montagem.
A diretora constrói uma atmosfera estranha a partir de situações reconhecíveis da juventude carioca: festas, praias, encontros, flertes e a expectativa por algum tipo de conexão afetiva. Ao redor dessa rotina aparecem elementos que deslocam a narrativa para o fantástico, como pirâmides e esfinges urbanas, além de efeitos visuais que incluem raios coloridos sobre a Catedral do Rio de Janeiro.
“Os Mortos-Vivos” também ocupa um lugar significativo na trajetória de Anita Rocha da Silveira. O curta foi selecionado para a Quinzena dos Cineastas do Festival de Cannes em 2012, depois de a cineasta realizar “O Vampiro do Meio-Dia” (2008) e “Handebol” (2010). “Handebol” recebeu o Prêmio FIPRESCI no Festival Internacional de Curtas de Oberhausen, enquanto “Os Mortos-Vivos” consolidou a presença da realizadora carioca no circuito internacional.
A filmografia posterior ajuda a dimensionar a importância desse curta-metragem. Anita estreou no cinema de longa-metragem com “Mate-me por Favor”, selecionado para a mostra Orizzonti do Festival de Veneza de 2015, e depois dirigiu “Medusa”, que chegou à Quinzena dos Cineastas de Cannes em 2021. A Academia Brasileira de Cinema registra ainda que Anita passou a integrar, em 2023, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.
Em “Os Mortos-Vivos”, o terror nasce de uma situação íntima: a sensação de perder alguém sem compreender exatamente quando, como ou por quê. O desaparecimento de Bia abre uma espécie de buraco na experiência de João, e Anita explora esse desconforto com uma narrativa que mistura horror, fantasia e retrato de juventude.
Ficha técnica
“Os Mortos-Vivos” | “The Living Dead” (título internacional).
Gênero: ficção, terror, fantasia. Duração: 19 minutos. Classificação indicativa: 12 anos. Ano de produção: 2012. Data de lançamento: 19 de maio de 2012, na França, durante o Festival de Cannes. Idioma: português. Direção: Anita Rocha da Silveira. Roteiro: Anita Rocha da Silveira. Elenco: João Pedro Zappa, Natália Lebeis, Clarice Lissovsky, Pedro Tambellini, Anita Chaves, Maria Clara Contrucci, Amanda Lebeis, Raphael Martins e Bruna Lousada. Distribuição no Brasil: Reserva Imovision, em streaming. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Reserva Imovision.
Assine a Reserva Imovision, a maior plataforma de filmes independentes da América Latina
A equipe do portal Resenhando.com acompanha os filmes por meio da plataforma de streaming Reserva Imovision, dedicada ao cinema independente e autoral. Para acessar o catálogo completo, conferir novidades e realizar sua assinatura, o aplicativo da plataforma ou o visite o site oficial neste link. A Reserva Imovision reúne filmes e séries cuidadosamente selecionados, ampliando o acesso a obras que valorizam a diversidade cultural, a reflexão e experiências cinematográficas diferenciadas. Você pode assinar a plataforma de streaming Reserva Imovision neste link.
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
.: Mirada 2026 homenageia o Equador e celebra os 80 anos do Sesc com 10 dias
Com 41 espetáculos de 15 países e 16 ações formativas, a 8ª edição do festival bienal aborda temas como os deslocamentos territoriais, a festa como rito e ato político, questões ambientais e as relações entre trabalho, ócio e tempo. Foto: Macbeth_ft.Victor Otsuka / Papakuna_ft. Matias Canales / Vovó Surrealista_ft. Isaque Alves
Serviço
Valores ingressos
.: Exposição inédita desvenda a mente de serial killers sob a ótica científica
Após temporadas de sucesso em NY e Dublin, a exposição imersiva "A Mente de um Serial Killer" chega a São Paulo trazendo uma jornada fascinante pela psicologia criminal e ciência forense. A atração propõe desvendar casos famosos do true crime de forma científica e responsável, com realidade virtual e 20 ambientes imersivos. Fotos: divulgação
Após temporadas de sucesso em Nova York, Seattle e Dublin, "A Mente de Um Serial Killer: Uma Experiência Imersiva" chega agora a São Paulo. A Exhibition Hub, produtora e distribuidora de grandes exposições ao redor do mundo, e a Fever, plataforma líder global de descoberta de entretenimento ao vivo, anunciam a chegada da atração ao Shopping Eldorado, seguindo a temporada de sucesso de Titanic: Uma Viagem Imersiva, dos mesmos produtores. Com abertura ao público em 3 de setembro, a exposição propõe uma jornada psicológica e investigativa pelos casos e contextos históricos de alguns dos serial killers mais conhecidos da história.
Após uma estreia internacional de sucesso que despertou ampla discussão entre público e crítica, a experiência chega ao Brasil com uma proposta responsável: transformar a curiosidade pelo true crime em conhecimento. Ao longo de aproximadamente 90 minutos e mais de 20 ambientes imersivos, os visitantes exploram a história, a psicologia criminal, os métodos de investigação e o impacto cultural desses casos, sem glorificar seus autores ou tratar a violência como entretenimento.
A jornada começa no Escritório de Investigação, onde o público conhece os bastidores da criação de perfis criminais, da análise de evidências e do trabalho humano essencial para solucionar casos complexos. Em seguida, documentos oficiais, avaliações psicológicas, réplicas de artefatos, painéis de perfil e recriações de cenas investigativas ajudam a compreender padrões de comportamento e possíveis motivações de nomes como Ted Bundy, Jeffrey Dahmer, John Wayne Gacy e Dennis Rader, conhecido como BTK.
O espaço convida os visitantes a refletir sobre a linha entre fato e ficção e sobre a forma como a mídia transforma criminosos em personagens conhecidos, ao mesmo tempo em que reforça a importância de manter as vítimas e o impacto humano no centro da narrativa. "A Mente de Um Serial Killer: Uma Experiência Imersiva" também inclui uma investigação exclusiva em realidade virtual. Com tecnologia imersiva, o visitante assume o papel de investigador e acompanha diferentes etapas de um caso, do escritório de campo à análise de evidências. A proposta é aproximar o público dos desafios enfrentados por investigadores na busca por justiça, e não recriar a violência como espetáculo.
"Desde o início, nossa visão foi criar uma experiência que educasse, em vez de sensacionalizar. Ao combinar psicologia criminal, ciência forense e narrativa imersiva, convidamos os visitantes a compreender como esses crimes impactaram as vítimas e as comunidades, como as técnicas de investigação evoluíram e por que o universo do true crime continua despertando tanto interesse. Acima de tudo, queremos que o público se envolva com essas histórias de forma responsável e saia da experiência com uma compreensão mais profunda da busca por justiça", afirmou Hamza El Azhar, CEO da Exhibition Hub.
"O interesse do público brasileiro por experiências imersivas e por conteúdos de true crime cresceu de forma significativa nos últimos anos. Nosso objetivo é apresentar uma exposição que vá além da curiosidade e ofereça uma perspectiva educativa, baseada em pesquisa, ciência e reflexão. Estamos muito felizes em trazer essa produção inédita para São Paulo e ampliar o portfólio de experiências culturais que a Fever vem desenvolvendo no país", afirma Thiago Kodic, Diretor de Produções Originais da Fever no Brasil.
Por meio de documentários, entrevistas, arquivos, registros de investigações e outras fontes verificadas, a exposição apresenta os fatores psicológicos, históricos e sociais relacionados aos casos. Ao mesmo tempo, reconhece as vidas perdidas, o trabalho de investigadores e criminologistas e a responsabilidade coletiva de aprender com a história e proteger pessoas vulneráveis. Os ingressos para "A Mente de Um Serial Killer: Uma Experiência Imersiva" já estão disponíveis pelo aplicativo e pelo site da Fever.
Serviço
Exposição "A Mente de Um Serial Killer: Uma Experiência Imersiva"
Abertura ao público: 3 de setembro de 2026
Local: Shopping Eldorado, São Paulo
Duração: aproximadamente 90 minutos
Classificação etária: a partir de 16 anos; menores de 18 anos devem estar acompanhados por um adulto
Horários de funcionamento: das 10h00 às 22h00 - aberto todos os dias, exceto às segundas
Ingressos: a partir de R$ 50,00
.: Companhia das Rosas estreia "Esse-Outro", espetáculo para bebês
A Companhia das Rosas estreia nova obra teatral para bebês e primeiras infâncias, centrada na construção dos primeiros vínculos, desde a gestação até as descobertas iniciais do mundo exterior. Foto: Em Cena Produtora
A Companhia das Rosas investiga os primeiros vínculos entre o eu e o outro por meio de uma narrativa não verbal no espetáculo "Esse-Outro". A montagem é uma criação de teatro para bebês que dialoga também com diversos públicos. Trata-se de um teatro que comunica sem palavras, com trilha sonora original e um cenário de bambus que utiliza recursos acrobáticos e de jogo cênico da dupla de atrizes-circenses de Erica Stoppel e Luara Bolandini, sob a direção de Clarice Cardell. O espetáculo estreia em São Paulo nos dias 14, 15 e 16 de agosto - sexta-feira, às 10h00 e 15h00; sábado e domingo, às 11h00 - no Sesc 24 de maio com sessões gratuitas. E nos dias 22 e 23, 29 e 30 de agosto - sábados, às 15h00, e domingos, às 11h00 - no espaço Chiquita de Teatro Para Bebês.
Ficha técnica
Peça teatral “Esse-Outro”
Serviço
Peça teatral “Esse-Outro”
.: Renan Oliveira canta a nova edição de “Os pagodes Que a Gente Gosta”
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação
Em um momento em que o mercado da música redescobre a força dos medleys e da nostalgia como estratégia para conquistar novas gerações, Renan Oliveira segue apostando em um caminho que já virou marca registrada de sua carreira. Depois de a primeira parte do audiovisual “Os Pagodes Que a Gente Gosta – Volume 3”, já ultrapassou de 3 milhões de reproduções nas plataformas digitais em poucas semanas, o cantor lança a segunda etapa do projeto gravado na Quadra da Portela; no Rio de Janeiro, tendo como destaque o encontro inédito com Thiago Soares.
A parceria acontece no medley “Entre a Cruz e a Espada / Namorada Nota Dez / História Combinada”, escolhido como faixa foco do lançamento. O encontro reúne dois artistas identificados com o pagode romântico em um repertório que atravessa diferentes gerações e reforça a proposta do projeto: revisitar clássicos que permanecem vivos na memória afetiva do público, sem abrir mão de uma interpretação contemporânea.
Gravado diante de cerca de quatro mil pessoas na Quadra da Portela, o audiovisual mostra que existe espaço para um pagode que cresce menos pela lógica dos desafios virais e mais pela conexão emocional com o público. O repertório reúne canções que marcaram os anos 1990 e 2000, período considerado um dos mais férteis da história do gênero, e transforma sucessos conhecidos em medleys que mantêm a energia de uma roda de samba.
A nova etapa também consolida o crescimento do projeto “Os Pagodes Que A Gente Gosta”, que já realizou mais de dez edições, passou por diferentes cidades brasileiras, reuniu públicos superiores a 15 mil pessoas e acumula mais de 64 milhões de reproduções considerando os lançamentos anteriore
.: “A Divina Sarah Bernhardt” torna lenda do teatro em mulher de carne e osso
Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.
Sarah Bernhardt já havia se tornado uma celebridade mundial antes de o mundo aprender a fabricar celebridades em escala industrial. No fim do século XIX, o rosto dela estampava cartazes, o nome cruzava fronteiras e as aparições mobilizavam multidões. Em uma época sem televisão, redes sociais ou cinema, a atriz francesa transformou a própria existência em espetáculo. É essa mulher gigantesca, extravagante, apaixonada e extremamente contraditória que Sandrine Kiberlain interpreta no filme “A Divina Sarah Bernhardt”, dirigido por Guillaume Nicloux.
Ambientado inicialmente em Paris, em 1896, o longa-metragem acompanha Sarah no auge da fama. Considerada por muitos a primeira grande celebridade internacional da era moderna, ela circulava entre artistas, escritores, políticos e amantes com a mesma desenvoltura com que ocupava os palcos. A produção, porém, escolhe olhar para a personalidade que existia por trás da imagem pública. O resultado é uma cinebiografia que prefere os bastidores, os afetos, as brigas e as fragilidades à reconstituição convencional de uma carreira.
O roteiro de Nathalie Leuthreau concentra boa parte da narrativa na relação de Sarah com Lucien Guitry, interpretado por Laurent Lafitte. Os dois mantêm durante anos uma relação amorosa marcada por idas e vindas, ciúmes, outros parceiros e uma intimidade que parece sobreviver até mesmo quando o romance já não funciona da maneira esperada. A escolha é interessante porque permite que a personagem seja observada em situações nas quais não precisa convencer uma plateia a respeito da própria genialidade.
O filme mostra muito pouco da atriz efetivamente atuando. A grandeza de Sarah é constantemente anunciada por quem a cerca, pelas personalidades que a admiram e pelo peso do nome dela, mas raramente isso é demonstrado em cena. Guillaume Nicloux parece interessado na distância entre a mulher e o mito. Sarah pode ser arrogante, generosa, cruel, divertida, manipuladora, apaixonada e consciente do poder que exercia sobre os outros. Sandrine Kiberlain abraça todas essas contradições sem tentar transformar a personagem em uma santa. Na interpretação dela o espectador enxerga uma mulher expansiva, teatral mesmo quando está longe dos palcos, capaz de transformar uma conversa íntima em uma espécie de espetáculo particular. O corpo, a voz, os gestos e principalmente o olhar fazem da personagem uma presença que domina cada ambiente em que entra.
A trajetória também passa por um dos episódios mais dramáticos da vida da artista. Em 1905, durante uma apresentação de “Tosca”, no Rio de Janeiro, Sarah sofreu uma grave lesão no joelho após uma queda no palco. O problema se agravaria ao longo dos anos e levaria à amputação da perna direita em 1915. O acontecimento aparece como parte fundamental da narrativa e ajuda a estabelecer um contraste curioso: a mulher que construiu uma imagem pública de força precisa lidar com um corpo que passa a impor limites àquela existência acelerada.
A passagem pelo Brasil acrescenta uma camada particularmente interessante à história. Sarah Bernhardt esteve no país em diferentes momentos e chegou a ser admirada por Dom Pedro II. O filme recupera essa dimensão internacional e evoca também a proximidade com nomes como Victor Hugo, Oscar Wilde, Émile Zola e Sigmund Freud. Sarah viveu num período em que a circulação internacional de artistas ainda exigia viagens longas e complexas. Mesmo assim, conseguiu transformar as turnês em acontecimentos capazes de mobilizar públicos em diferentes continentes.
Sarah Bernhardt compreendeu, antes de a indústria cultural desenvolver suas ferramentas modernas, que uma estrela também precisava saber administrar a própria imagem. Fotografias, cartazes, aparições públicas, histórias sobre sua vida e a maneira como era comentada contribuíam para ampliar a fama dela. Nesse sentido, a personagem parece antecipar uma figura que hoje seria imediatamente reconhecida como uma celebridade global.
Nicloux evita transformar tudo isso em uma biografia cronológica. O tempo se organiza por lembranças e saltos temporais, aproximando diferentes momentos da vida de Sarah. A estrutura permite que passado e presente se contaminem, embora também possa provocar certa sensação de fragmentação. O filme aposta mais na memória e na personalidade da protagonista do que na apresentação organizada de acontecimentos históricos. Visualmente, “A Divina Sarah Bernhardt” encontra uma de suas maiores forças na reconstituição de época. Figurinos, cenários, objetos e direção de arte recriam uma Belle Époque exuberante, marcada pelo luxo e pela teatralidade. A fotografia de Yves Cape acompanha essa atmosfera e ajuda a estabelecer uma diferença visual entre o período de glória e os anos posteriores da protagonista.
O filme ainda se permite uma liberdade que combina com a própria personagem. Sarah Bernhardt aparece como uma figura quase maior do que a realidade, cercada por animais exóticos, festas, admiradores e personalidades célebres. Em vez de desmontar completamente o mito para encontrar uma verdade definitiva, Guillaume Nicloux parece aceitar que Sarah também foi uma invenção de si mesma. Essa liberdade tem um preço. Ao privilegiar a vida afetiva, o filme deixa de explorar diversas dimensões de uma carreira extraordinária. Sarah interpretou mais de uma centena de papéis, administrou teatros, comandou companhias e ajudou a redefinir a relação entre artista, imprensa e público. A produção poderia ter mostrado mais do talento que justificou tamanha devoção. Em determinados momentos, fica a impressão de que o filme está tão interessado na mulher que acaba esquecendo a atriz.
Ainda assim, existe uma inteligência na escolha de apresentar Sarah pelas contradições. Ela é inconveniente, vaidosa, impulsiva e, muitas vezes, insuportável. Ao mesmo tempo, possui uma liberdade que impressiona quando observada a partir do período histórico em que viveu. A vida amorosa, a relação com o próprio corpo e a postura diante das convenções sociais ajudam a explicar porque o nome dela continua provocando interesse mais de um século depois da morte dela.
Ficha técnica
“A Divina Sarah Bernhardt” | “Sarah Bernhardt, La Divine” (Título original)
Gênero: drama, romance, biografia. Duração: 98 minutos. Classificação indicativa: 16 anos. Ano de produção: 2024. Data de lançamento: 16 de julho de 2026. Idioma: francês. Direção: Guillaume Nicloux. Roteiro: Nathalie Leuthreau. Elenco: Sandrine Kiberlain, Laurent Lafitte, Amira Casar, Pauline Etienne, Mathilde Ollivier, Laurent Stocker, Grégoire Leprince-Ringuet, Clément Hervieu-Léger, Sébastien Pouderoux, Sylvain Creuzevault, Arthur Mazet e Arthur Igual. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Reserva Imovision.
Assine a Reserva Imovision, a maior plataforma de filmes independentes da América Latina
A equipe do portal Resenhando.com acompanha os filmes por meio da plataforma de streaming Reserva Imovision, dedicada ao cinema independente e autoral. Para acessar o catálogo completo, conferir novidades e realizar sua assinatura, o aplicativo da plataforma ou o visite o site oficial neste link. A Reserva Imovision reúne filmes e séries cuidadosamente selecionados, ampliando o acesso a obras que valorizam a diversidade cultural, a reflexão e experiências cinematográficas diferenciadas. Você pode assinar a plataforma de streaming Reserva Imovision neste link.
.: "Caça e Caçador" faz de Son Ye-jin uma perigosa femme fatale
Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.
A relação entre a gangue e a Yakuza amplia o alcance da investigação. A história começa em Osaka, onde a quadrilha liderada por Baek Jang-mi chama a atenção das autoridades japonesas após uma série de furtos. De volta a Seul, a personagem abre uma loja de tatuagem como fachada enquanto reorganiza suas atividades criminosas. A investigação policial passa a acompanhar seus movimentos, criando uma perseguição que alterna ação, investigação e disputas internas pelo controle do território.
Ficha técnica
Gênero: policial, ação e crime. Duração: 112 minutos. Classificação indicativa: 16 anos no Brasil; 15 anos na Coreia do Sul. Ano de produção: 2008. Data de lançamento: 10 de janeiro de 2008, na Coreia do Sul. Idioma: coreano. Direção: Lee Sang-gi. Roteiro: Lee Sang-gi. Elenco: Son Ye-jin, Kim Myung-min, Kim Hae-sook, Son Byung-ho, Shim Ji-ho, Kim Byeong-ok, Ji Dae-han, Lee Won-jong, Kim Jung-tae e outros. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte.
























