Em “A Palavra Mágica: Uma Vida Escrita”, autora revisita a própria trajetória, compartilha experiências do ofício e convida leitores a descobrir os caminhos que levam uma história ao papel
Título: “A Palavra Mágica: Uma Vida Escrita”
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Ficha técnica
“Duna” | “Dune” (título original)
Gênero: Ficção científica, aventura. Duração: 137 minutos. Direção e roteiro: David Lynch. Baseado no romance “Duna”, de Frank Herbert. Produção: Raffaella De Laurentiis. Produção executiva: Dino De Laurentiis. Elenco: Kyle MacLachlan, Francesca Annis, Jürgen Prochnow, Kenneth McMillan, Sean Young, Virginia Madsen, Sting, Max von Sydow, Patrick Stewart, Brad Dourif, José Ferrer, Linda Hunt, Silvana Mangano, Freddie Jones, Richard Jordan, Everett McGill, Siân Phillips, Paul L. Smith, Alicia Witt, Dean Stockwell, Jack Nance, entre outros. Música: Brian Eno e Toto. Cinematografia: Freddie Francis. Direção de arte: Pier Luigi Basile. Figurino: Bob Ringwood. Edição: Antony Gibbs. Companhia produtora: De Laurentiis. Distribuição nos Estados Unidos: Universal Pictures. Lançamento nos Estados Unidos: 14 de dezembro de 1984. Idiomas: Inglês e italiano. Assista na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte.
E se fosse possível inventar uma vida diferente para alguém que morreu antes mesmo de você nascer? Foi a partir dessa pergunta que a atriz e dramaturga Ana Paula Lopez criou “Avó Inventada – Desenhando o Retrato da Avó que Não Conheci ou Desenterrando Seus Ossos em Mim”, espetáculo que estreia em 11 de novembro de 2026, no Auditório do Sesc Vila Mariana, em São Paulo.
Com direção de Kenia Dias, a montagem reúne Ana Paula e a musicista, compositora e performer vocal e sonora Tâmara David. A peça parte de uma história familiar para construir, entre memória, ficção e realismo mágico, uma vida possível para Maria, avó paterna da atriz, uma mulher que ela nunca chegou a conhecer. Aos 45 anos, mesma idade em que Maria morreu, Ana Paula decidiu olhar para os poucos vestígios deixados por essa mulher do norte de Minas Gerais. Vítima de esquistossomose e sem acesso a tratamento médico, analfabeta e casada ainda adolescente, Maria deixou uma história contada principalmente pelos relatos do filho, pai da atriz.
A dramaturgia surge do desejo de preencher essas lacunas. E se Maria tivesse aprendido a ler? E se tivesse se tornado professora? E se tivesse escolhido não ter filhos? E se tivesse vivido o suficiente para conhecer a neta? “Eu queria inventar um passado novo para ela, como um tipo de reparação mesmo. Queria que ela tivesse uma oportunidade de ser alfabetizada, de se tornar professora, como a maioria das netas dela são. Queria que ela tivesse esperança”, conta Ana Paula.
A imaginação, porém, não apaga a realidade que cerca a história de Maria. “Avó Inventada” coloca em cena questões como casamento infantil, maternidade compulsória, desigualdade social e violência patriarcal, aproximando a experiência de uma mulher do norte de Minas da realidade de tantas outras brasileiras. “Estou olhando para um Brasil profundo, para a realidade de milhões de mulheres que ainda vivem essas situações. Por mais que eu queira inventar um novo passado, ela vem e traz toda essa dor, toda essa violência que mulheres ainda estão sofrendo neste instante”, afirma a autora.
Diagnosticada com autismo na vida adulta, Ana Paula também investiga no espetáculo possíveis heranças neurodivergentes presentes em sua família. A questão aparece tanto no conteúdo quanto na própria construção da linguagem teatral, que acompanha pensamentos acelerados, associações de imagens e deslocamentos entre diferentes tempos e personagens. A atriz passa pela neta, pela avó e pela narradora sem recorrer às tradicionais mudanças de figurino ou caracterização. O corpo e a voz assumem a tarefa de estabelecer essas diferentes presenças.
A montagem também leva em consideração necessidades sensoriais de artistas e espectadores neurodivergentes. O desenho de luz e a intensidade sonora foram pensados para evitar estímulos que possam provocar desconforto, ampliando as possibilidades de acolhimento durante as apresentações. “A gente tem falado que é um duo de presenças. Nenhuma está a serviço da outra, mas são as duas traçando, falando esse texto pelo movimento, pela palavra, pelo som, pela música, pela relação entre as duas que se estabelece em cena”, explica Kenia.
A diretora também chama atenção para a convivência entre humor e tragédia na montagem. A avó inventada não aparece somente como uma figura marcada pela dor. Ela ganha espaço para reivindicar outras possibilidades de existência e, em determinado momento, chega a confrontar a própria neta. “Avó Inventada” foi uma das vencedoras do Concurso Internacional de Dramaturgia Feminina 2025/2026, promovido pelo Festival Internacional A Escritura das Diferenças.
O texto será publicado em português, italiano e espanhol pela editora italiana Metec Alegre Edizioni. O lançamento está previsto para 23 de dezembro de 2026, em Morcone, na Itália. Em novembro de 2027, o texto também terá leituras dramáticas em português e italiano durante o festival realizado em Pordenone. A montagem marca ainda a estreia da Mira Teatro, companhia fundada por Ana Paula Lopez e Kenia Dias, que mantêm uma parceria artística há mais de uma década. Ana Paula é professora da Escola de Arte Dramática da USP, enquanto Kenia leciona na Universidade de Brasília (UnB).
Ficha técnica
“Avó Inventada – Desenhando o Retrato da Avó que Não Conheci ou Desenterrando Seus Ossos em Mim”
Concepção, dramaturgia e interpretação: Ana Paula Lopez
Direção: Kenia Dias
Diretor assistente e iluminador: Lucas Brandão
Musicista, compositora e performer vocal: Tâmara David
Direção vocal: Mônica Montenegro
Dramaturgia de movimento: Kenia Dias, Lucas Brandão e Ana Paula Lopez
Orientação de escrita dramatúrgica: Solange Dias
Cenário e figurinos: Renato Bolelli
Sonorização: Gylez Batista
Assistente de cenografia e figurino: Ana de Queiroz
Assessoria de imprensa: Canal Aberto Comunicação
Fotografia: Jamil Kubruk
Arte: Tande Campos
Produção: Corpo Rastreado - Lucas Cardoso
Apoio: Mira Teatro, Perereca Produções, Corpo Rastreado e Casa Farofa
Realização: Sesc SP
Serviço
“Avó Inventada – Desenhando o Retrato da Avó que Não Conheci ou Desenterrando Seus Ossos em Mim”
Estreia: 11 de novembro de 2026, quarta-feira, às 20h30
Temporada: até 5 de dezembro de 2026
Apresentações: quintas, sextas e sábados, às 20h30
Local: Auditório do Sesc Vila Mariana - São Paulo
Exceção: não haverá sessão no dia 26 de novembro
Sessões acessíveis: dias 27 e 28 de novembro, sexta e sábado, às 18h30
Boteco Crítico: sábado, 28 de novembro, às 19h30, após a apresentação
Ingressos: R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (meia-entrada) e R$ 15,00 (credencial plena)
Duração: 60 minutos
Classificação indicativa: 16 anos
Sesc Vila Mariana
Rua Pelotas, 141, Vila Mariana - São Paulo
Metrô Ana Rosa
Informações: (11) 5080-3000
Estacionamento: 125 vagas – R$ 10 a primeira hora + R$ 4 a hora adicional (Credencial Plena: trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). R$ 20 a primeira hora + R$ 5 a hora adicional (outros). Paraciclo: 16 vagas – gratuito. É necessário utilizar travas de segurança.
A história de Gloria Estefan chega aos palcos brasileiros ao som de “Conga”, “Rhythm Is Gonna Get You” e outros sucessos que ajudaram a colocar a música latina no mapa do pop internacional. “On Your Feet! - O Musical da Gloria Estefan” está em cartaz no Teatro Claro Mais, no Shopping Vila Olímpia, em São Paulo, em sua primeira montagem brasileira, que segue até dia até dia 20 de dezembro. Camilla Camargo interpreta Gloria Estefan, enquanto o venezuelano Esteban Velásquez estreia nos musicais brasileiros como Emilio Estefan. Renata Brás vive Gloria Fajardo, mãe da cantora. A produção tem direção de Ricardo Marques, adaptação de Silvano Vieira, direção associada de Igor Pushinov, direção musical de Paulo Nogueira e coreografias de Tutu Morasi.
Inspirado na história real de Gloria e Emilio Estefan, o espetáculo acompanha o casal desde as origens até a conquista do mercado internacional. Nascida em Havana, Cuba, e criada em Miami, Gloria construiu uma trajetória que a transformou em uma das artistas latinas de maior projeção mundial. Ao lado de Emilio, também participou da expansão da música latina dentro da indústria fonográfica norte-americana.
A narrativa passa pela formação do Miami Sound Machine, pelas dificuldades encontradas para fazer a música latina conquistar espaço no mercado dos Estados Unidos e pelos conflitos familiares que marcaram a trajetória do casal. A produção também aborda o grave acidente de ônibus sofrido por Gloria em 1990. A cantora ficou temporariamente paralisada e chegou a ter a carreira colocada em risco. No palco, a trajetória ganha ritmo com canções que atravessaram gerações e ajudaram a definir a carreira de Gloria Estefan, entre elas “Conga”, “Rhythm Is Gonna Get You”, “1-2-3”, “Get On Your Feet”, “Don’t Wanna Lose You”, “Coming Out of the Dark” e “Mi Tierra”.
“On Your Feet!” estreou mundialmente em Chicago, em 2015. No ano seguinte, chegou à Broadway, onde permaneceu em cartaz no Marquis Theatre até agosto de 2017. Depois da temporada nova-iorquina, o musical ganhou produções e turnês internacionais, incluindo montagens na Holanda e no West End, em Londres. O texto é assinado por Alexander Dinelaris, vencedor do Oscar pelo roteiro de “Birdman”. Na montagem original, Jerry Mitchell assumiu a direção e Sergio Trujillo foi responsável pelas coreografias.
A versão brasileira coloca Camilla Camargo à frente de uma produção que reúne atores, cantores e ensemble para contar uma trajetória marcada por música, imigração, família, obstáculos profissionais e uma carreira internacional construída ao lado de Emilio Estefan.
Ficha técnica
“On Your Feet! - O Musical da Gloria Estefan”
Elenco: Camilla Camargo (Gloria Estefan), Esteban Velásquez (Emilio Estefan), Renata Brás (Gloria Fajardo), Rafael de Castro (José Fajardo), Lilian de Lima (Consuelo García), Julia Pronio (Rebecca Fajardo / Cover de Gloria Estefan), Júlio Oliveira (Phil), Alessandro Balbi (ensemble / Cover José e Phil), Anny Gianoti (ensemble), Beatriz Kizima (ensemble / cover de Gloria Jovem e Rebecca), Gabriella Medeiros (ensemble / Cover Rebecca), Henrique Fernandes (Swing), João Hespanholeto (ensemble), Leo Costa (ensemble), Maria Potacio (ensemble / cover Consuelo García e Gloria Fajardo), Mari Moreira (ensemble / cover Gloria Estefan), Miquéias Martins (ensemble), Pietro Borba (ensemble / cover Phil e Emilio Estefan), Rapha Mota (ensemble / cover Emilio Estefan e José Fajardo), Vicky Maila (ensemble / cover Consuelo e Gloria Fajardo), Vivian Bugno (swing), Antonella Dez (Gloria Jovem), Lorenzo Bozzella (Nayib / Emilio Jovem), Luani Bordini (Gloria Jovem) e Pedro Ken (Nayib / Emilio Jovem).
Serviço
“On Your Feet! - O Musical da Gloria Estefan”
Temporada: até dia 20 de dezembro de 2026
Teatro Claro Mais - Shopping Vila Olímpia - São Paulo/SP
Sessões: quintas e sextas-feiras, às 20h30; sábados, às 16h30 e 20h30; domingos, às 16h00 e 20h00
Ingressos: de R$ 25,00 a R$ 220,00
Uhuu e bilheteria do Teatro Claro Mais: https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/on-your-feet-o-musical-da-gloria-estefan-16378
O encontro entre a dramaturga Daniela Pereira de Carvalho e a atriz Daniela Tozzi deu origem a "Acesso", espetáculo que parte de uma experiência de escrita teatral para chegar ao palco com uma história sobre espera, desamparo e as muitas faces de um hospital público. A montagem estreia em 9 de novembro, no Teatro Estúdio, em São Paulo, onde permanece em curta temporada até 22 de dezembro, sempre às segundas e terças-feiras, às 18h30.
O texto teve sua primeira versão desenvolvida por Daniela Tozzi durante um curso de escrita teatral na CAL – Casa das Artes de Laranjeiras, no Rio de Janeiro. O que começou com apenas três páginas ganhou novos contornos durante um processo de orientação dramatúrgica e, posteriormente, encontrou na diretora Lavínia Pannunzio a responsável por levar a obra ao palco.
“O texto 'Acesso' tem origem com apenas três páginas em um curso online que fiz na CAL – Casa de Artes Laranjeiras/RJ com a dramaturga Daniela Pereira de Carvalho, que posteriormente me incentivou a dar continuidade ao processo de escrita e me tornei sua orientanda por sete meses em encontros online individuais durante o ano de 2025. O primeiro encontro fez nascer o texto 'Acesso'. O segundo nascer o espetáculo. Convidei a diretora Lavínia Pannunzio para ouvir uma leitura e ela por sorte minha, aceitou encená-lo. Durante o processo de montagem o texto original foi adaptado primorosamente pela diretora para o palco, possibilitando o terceiro encontro, com o público. Só tenho a agradecer imensamente, Daniela Pereira de Carvalho e Lavínia Pannunzio por todo amparo criativo para que 'Acessp' pudesse nascer”, declara Daniela Tozzi.
Em "Acesso", Olivia acompanha a namorada, Alice, ao pronto-socorro de um hospital público na cidade de São Paulo. Alice luta para respirar, enquanto Olivia enfrenta horas de espera. Entre corredores, salas e procedimentos, a personagem é tomada por memórias, medos e pensamentos que revelam uma situação de extrema fragilidade.
A espera de Olivia acaba abrindo espaço para outras histórias. O hospital concentra personagens que carregam diferentes marcas da realidade brasileira: a enfermeira Judith, exaurida e ainda assombrada pela pandemia; uma motogirl ferida durante uma entrega de comida por aplicativo; um menino vendedor de paçoca que foi esfaqueado; um médico que admite o desgaste ético provocado pela própria profissão; e Gabriel, o "Homem Esqueleto", figura que leva ao limite a deterioração do corpo.
São oito narrativas interpretadas por Daniela Tozzi, em um solo que percorre mais de 12 horas dentro de um hospital público e coloca em cena uma coleção de vidas anônimas, dores particulares e problemas que se repetem diariamente. “Estruturada como um solo épico-dramático, autora e personagens se misturam ao longo dessas mais de 12 horas entre salas de espera, infindáveis corredores e uma burocracia kafkiana que revela, ao mesmo tempo, as profundezas de um sistema administrativo tão complexo, absurdo e opressor - que esmaga o indivíduo, deixando-o completamente impotente e desamparado -, e a gama humana por trás daquelas centenas de pessoas anônimas que passam, hora após hora, por um hospital público no centro da maior cidade do país", diz Lavínia.
A dramaturga Daniela Pereira de Carvalho aponta a dimensão política da obra e a relação direta entre a dramaturgia e as desigualdades sociais presentes no cotidiano. “A dramaturgia de 'Acesso' é uma espécie propulsora frontal de enfrentamentos às desigualdades sócio econômicas, à mediocridade política e a todo retrocesso comportamental. Acesso é tão profundo e complexo quanto real e urgente”, completa Daniela Pereira de Carvalho.
Para Lavínia Pannunzio, o percurso de Olivia também revela uma sociedade marcada pela multiplicação das situações de vulnerabilidade. “O que a narrativa de Daniela Tozzi nos conta é que nossa sociedade, ao contrário do que pretende nosso famigerado sistema único de saúde, engendra cada vez mais violência sobre violência, e cria sistemas de vulnerabilização social e humana sem precedentes na história da humanidade”, finaliza Pannunzio.
Ficha técnica
"Acesso" | Monólogo
Direção: Lavínia Pannunzio
Atuação, dramaturgia e realização: Daniela Tozzi
Orientação dramatúrgica: Daniela Pereira de Carvalho
Cenografia e direção de arte: Mira Andrade
Figurino: Anne Cerutti
Assistente de figurino: Isadora Brant
Desenho de luz: Aline Santini
Musicista (Acordeão): Aline Reis
Composição Musical Canção UTI e Piano: Daniela Tozzi
Trilha sonora original e design de áudio: Rafael Thomazini
Voz off: Alexandre Padilha - Ministro da Saúde
Operação de luz: Giovanna Gonçalves
Operação de som: Rafael Thomazini
Fotógrafo e vídeo maker: Manoel Marques
Redes Sociais e designer gráfico: Victoria Moliterno
Assessoria de imprensa: Adriana Monteiro
Direção de produção: Carol Vidotti
Apoio Cultural: Nelson Casteline
Serviço
"Acesso" | Monólogo
De: 9 de novembro a 22 de dezembro de 2026
Dias: segundas e terças-feiras, às 18h30
Local: Teatro Estúdio
Rua Conselheiro Nébias, 891, Campos Elíseos
Ingressos: R$ 80,00 (inteira) | R$ 40,00 (meia) | R$ 20,00 para profissionais da saúde, disponíveis diretamente na bilheteria
Vendas: Sympla
Classificação: 14 anos
Duração: 1h20
Capacidade: 42 lugares
*O acesso ao espaço é feito apenas por escadas.
Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com
Em novembro de 2026
Era 5 de novembro de 2001. Depois de umas boas conversas pelos corredores da Universidade Católica de Santos, fomos ao cinema pela primeira vez, afinal estava acontecendo o Festival de Cinema Brasileiro com ingressos a R$ 2,00. Assistimos ao drama "Bicho de Sete Cabeças" e a comédia mesclada com romance "Amores Possíveis". Assim, ele saiu esbanjando o total de R$ 8,00.
Sim. Começamos a namorar numa sala de cinema Cinemark Santos há 25 anos, completando, então, a nossa relação as bodas de prata, enquanto que mês passado fizemos 20 anos de casados, bodas de porcelana.
É sempre engraçado quando paramos para pensar em quantas coisa passamos juntos. São tantos anos juntos, juntos mesmo. Parceria de fechamento e, ao longo desses 25 anos foram assistidos muitos filmes na telona dos cinemas do litoral paulista, na grande São Paulo e até nas viagens além das redondezas.
Seguimos o juramento feito diante do padre e de tantas testemunhas, incluindo nossos pais, que reforçou e oficializou o que foi iniciado lá naquele 5 de novembro quando eu cheguei totalmente atrasada. Ele lá estava me aguardando na entrada do Shopping Miramar, andando de um lado para o outro.
Não tinha celular, o que valia era o combinado e ponto final.
Sim. Ele me esperou e aqui estamos.
Afinal, em 2006 juramos:
“Prometo estar contigo na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, amando-te, respeitando-te e sendo-te fiel em todos os dias de minha vida, até que a morte nos separe".
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Cartaz de "O Bosque Selvagem"
Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com
Em novembro de 2026
Ao assistir "O Bosque Selvagem" não espere uma história de contos de fadas convencional ou algo semelhante ao inesquecível "Coraline e o Mundo Secreto" (2009). A grandiosa animação em stop-motion de 2026, produzida pelo Estúdio Laika e dirigida por Travis Knight, entrega fantasia bastante madura, assim como os diálogos. Em "O Bosque Selvagem" tudo começa, de fato, a partir do momento em que a jovem Prue McKeel adentra a floresta, estando o colega tímido e medroso Curtis logo atrás.
Nos primeiros minutos, os pais da garota são apresentados no papel de zelosos e incentivadores de uma boa leitura. Contudo, é preciso seguir as ordens de não levar o pequeno Mac McKeel porta a fora. Eis que a garota não obedece e, após viver horas de diversão numa bicicleta puxando um carrinho com o garotinho, Prue decide dar uma pausa no parquinho da região, mas um bando de corvos rapta o menininho. Assim, ela embarca numa aventura imprevisível na floresta proibida e encantada (nos arredores de Portland).
Com direito a confrontos estilo a saga de "O Senhor dos Anéis", "O Bosque Selvagem" que levou 16 anos para a conclusão é indiscutivelmente um épico da animação que trabalha temas complicados como luto, violência, perda e dilemas morais profundos (impulsionados pela dor e pela ambição da personagem da Rainha Viúva Alexandra, dublada por Carey Mulligan).
A produção que soma 2 horas e 10 minutos de duração e repleta de subtramas, utilizou de 233 a 236 bonecos diferentes, de tamanhos variando desde a ratinha Septima com 4,1 cm até a personagem General (dublada por Angela Basset) com 86 cm. Sendo que cerca de 142.030 rostos substituíveis impressos em 3D foram trocados quadro a quadro (24 rostos por segundo de filme) para garantir expressões faciais fluidas.
O resultado na telona de cinema é uma obra-prima baseada no livro homônimo infanto juvenil de Colin Meloy e ilustrado por Carson Ellis, publicado originalmente em 2011. Vale a pena conferir o longa que não é recomendado para menores de 14 anos!
Filme: O Bosque Selvagem. Título Original: Wildwood. Direção: Travis Knight. Roteiro: Chris Butler (adaptado dos livros de Colin Meloy e Carson Ellis). Produção: LAIKA. Gênero: Animação, Aventura, Família, Fantasia Sombria. Duração: 130 minutos (2h 10min). Distribuição no Brasil: Imagem Filmes. Elenco de Voz Original: Peyton Elizabeth Lee (Prue McKeel), Jacob Tremblay (Curtis), Mahershala Ali, Angela Bassett. Data de Lançamento no Brasil: 29 de outubro de 2026. Sinopse: Uma adolescente inicia uma missão desesperada de resgate em uma floresta encantada depois que seu irmãozinho é raptado por um bando de corvos. Acompanhada por um colega de classe azarado, ela arrisca tudo ao navegar por um mundo cheio de bandidos, animais falantes e figuras poderosas.
Trailer de "O Bosque Selvagem"
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Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com
Em novembro de 2026
O novo longa de ação e aventura produzido para o clássico dos jogos de fliperama de mesmo nome, "Street Fighter", é um recomeço cinematográfico para a franquia. A produção com Andrew Koji, Noah Centineo e Callina Liang, nitidamente eleva o nível de seus antecessores, "Street Fighter - A Última Batalha" (1994) e do spin-off não canônico de 2009, "Street Fighter: A Lenda de Chun-Li".
O roteiro assinado por T.J. Fixman e Kitao Sakurai (com colaborações creditadas ou apontadas em versões de desenvolvimento também por Dalan Musson), agrada aos fãs, mas, ao público em geral, deixa a sensação de que poderia ter sido muito melhor. Não pelo uso do bom CGI, mas pelo atropelamento em que todo o enredo é apresentado. No entanto, é bom destacar que entrega embates memoráveis, seja o do Ryu em meio a névoa da sauna ou quando Ken finaliza o confronto no estilo do jogo.
Ambientado nos anos 90, o filme dirigido por Kitao Sakurai com duração de 1 hora e 59 minutos traz diversos personagens importantes da criação da CAPCOM (multinational desenvolvedora e publicadora japonesa de jogos eletrônicos), mas foca na tríade Ryu (Andrew Koji, de "Trem-Bala"), Ken Masters (Noah Centineo, de "Para Todos os Garotos Que Já Amei", "Adão Negro") e Chun-Li (Callina Liang, de "Presença"). Para tanto, apresenta os parceiros, quase irmãos Ryu e Ken que passam anos afastados numa disputa pessoal e de orgulho sobre o passado.
Longe das lutas, Ryu tenta viver discretamente com as vendas de seu lámen num carrinho decadente de rua. Em tempo, nem mesmo um gatinho esfomeado é capaz de degustar tal iguaria. A derrocada de Ryu até remete a de Johnny Lawrence, na série "Cobra Kai", uma vez que Ken tenta sobreviver expondo-se nos holofotes televisivos quebrando carros. O que faz lembrar do personagem Johnny Cage (Karl Urban), do recente "Mortal Kombat II", mas sem a mesma qualidade e nível de entretenimento.
Eis que o tempo chega para o loiro fortão que também tem a figura esquecida pela grande massa. Por outro lado, Ken mantém ao lado o fiel parceiro Dan Hibiki (Andrew Schulz). Contudo, os rumos das vidas de Ken e Ryu voltam a serem entrelaçados por obra de Chun-Li, movida numa tarefa sombria de M. Bison (David Dastmalchian, de "Entrevista com o Demônio").
"Street Fighter", de trilha sonora no ponto com clássicos da época como "Wanna Be My Lover", La Bouche, entrega uma trama confusa em meio a tantos personagens que circundam o trio principal, desde Dhalsim (Vidyut Jammwal, de "Jungle - Protegendo a Selva"), Balrog (Curtis "50 Cent" Jackson, a Cammy (Mel Jarnson, "A Fera"), cabendo duas aparições de Blanka (Jason Momoa, "Aquaman"). Ao pecar por excesso, com até dois vilões, não apresenta o arco dos personagens e acaba desperdiçando sequência importantes, como o torneio oficial que em meio a tantos outros confrontos fica em segundo plano.
Contudo, "Street Fighter" deixa clara a busca de entreter o público saudosista do jogo. Sem se levar tão a sério, o longa tem como ponto alto os flashbacks em estilo anime, entregando todo o poder dos embates que faltaram em algumas cenas em live-action. Para quem busca diversão, a trama do famoso golpe Hadouken é uma boa pedida e promete sequência, com direito a cena pós-crédito.
Filme: Street Fighter. Título original: Street Fighter. Gênero: Ação, Artes Marciais, Comédia. Duração: 1h 59min (119 minutos). Direção: Kitao Sakurai. Roteiro: T.J. Fixman, Dalan Musson e Kitao Sakurai. Produção: Legendary Pictures, Capcom. Distribuição: Paramount Pictures. País de origem: Estados Unidos / Japão. Elenco Principal: Andrew Koji (Ryu), Noah Centineo (Ken Masters), Callina Liang (Chun-Li), David Dastmalchian (M. Bison), Cody Rhodes (Guile), Jason Momoa (Blanka / Jimmy), Roman Reigns (Akuma), 50 Cent (Balrog). Ano de lançamento: 2026 (estreia no Brasil em 15 de outubro de 2026). Sinopse: Ambientado em 1993, a história acompanha os amigos de infância e artistas marciais Ryu e Ken Masters, que estão afastados há anos e são recrutados pela misteriosa Chun-Li para competir no World Warrior Tournament (Torneio dos Guerreiros Mundiais). Ao se prepararem para o combate, eles descobrem uma conspiração global sombria orquestrada pelo ditador M. Bison, precisando confrontar o passado para sobreviver.
Trailer de "Street Fighter"
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.: Crítica: "Mortal Kombat II" é puro entretenimento gamer com cultura pop