sexta-feira, 19 de junho de 2026

.: No streaming, “Betty Blue” convoca o público a encarar a vertigem


Por
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com

A cópia restaurada de “Betty Blue” devolve ao circuito um filme que nunca se acomodou no passado. Dirigido e roteirizado por Jean-Jacques Beineix, a partir do romance de Philippe Djian, o longa-metragem reaparece em versão remasterizada para celebrar quatro décadas de um impacto que não se dilui. A estreia na na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte recoloca em evidência uma obra que mistura desejo, criação artística e vertigem emocional. O filme volta embalado por uma restauração em alta definição que valoriza as cores saturadas.

Na história, Zorg (Jean-Hugues Anglade) leva uma vida modesta à beira-mar até a chegada de Betty (Béatrice Dalle), uma mulher que desestabiliza tudo ao redor dela. O romance entre os dois avança de maneira intensa, física e instável. Entre mudanças de cidade, empregos improvisados e a tentativa de transformar um manuscrito em livro publicado, o casal se move por impulsos que os aproximam e, ao mesmo tempo, anunciam um término inevitável. O filme observa esse percurso sem freio moral e mostra o que acontece quando o amor e o descontrole caminham juntos.

Lançado originalmente em 1986, “Betty Blue” foi o oitavo maior sucesso de bilheteria na França naquele ano e alcançou reconhecimento internacional com indicação ao Oscar e ao BAFTA de Melhor Filme em Língua Estrangeira. A trilha de Gabriel Yared, hoje amplamente reconhecida, ajuda a sustentar a atmosfera sensorial que marcou o cinema francês dos anos 1980, especialmente o chamado “cinema do look”, ao qual Beineix é frequentemente associado.

Há bastidores que ampliam a experiência de quem revisita o longa. As filmagens ocorreram ao longo de 13 semanas em locações como Gruissan, Marselha e Marvejols, explorando paisagens que alternam o solar e o melancólico. Beineix comentou, em entrevistas, que a química entre Béatrice Dalle e Jean-Hugues Anglade ultrapassava a encenação - uma energia que se infiltra em cena e ajuda a explicar a combustão do casal. Décadas depois, a versão do diretor, com cerca de 185 minutos, ganhou circulação ampliada e aprofunda a espiral de Betty, além de expandir o arco de Zorg.


“Betty Blue” | “37°2 Le Matin” (título original) | “Betty Blue – 37,2º de Manhã” (título em Portugal)
Gênero: drama, romance, erótico, psicológico. Duração: 120 minutos (versão original); 185 minutos (versão do diretor). Classificação indicativa: 18 anos. Ano de produção: 1986. Idioma: francês. Direção: Jean-Jacques Beineix. Roteiro: Jean-Jacques Beineix, baseado no romance de Philippe Djian. Elenco: Béatrice Dalle, Jean-Hugues Anglade, Gérard Darmon, Consuelo de Haviland, Clémentine Célarié, Jacques Mathou, Vincent Lindon, entre outros. Distribuição no Brasil: Pandora Filmes. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte.


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.: Paul McCartney traz suas lembranças em novo disco


Por
Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.

Prestes a completar 84 anos e reralizando mais uma turnê mundial, o ex-beatle Paul McCartney lança um novo disco no qual expõe suas lembranças do período da infância e da adolescência; "The Boys of Dungeon Lane" retrata como era sua vida no tempo em que vivia em Liverpool ainda como aspirante a músico.

E é preciso ressaltar o ato de coragem que McCartney teve ao çançar um álbum no formato tradicional. Isso numa época em que as pessoas envolvidas com música têm dado preferência aos singles que são lançados invariavelmente em doses homeopáticas. Gravar, produzir e lançar um álbuim com 14 faixas  se tornou uma façanha que poucos conseguem realizar hoje em dia.

Comparando com os discos anteriores, "The Boys of Duingeon Lane" pode ser considerado um álbum conceitual;  A voz de McCartney já sente um pouCo os inevitáveis efeitos da idade; Em alguns momentos ela soa um pouco trêmula e hesitante. E em outros ele se mostra um melodista competente, que ainda sabe como fazer pulsar uma banda.

Falando das faixas, citaria "The Days We Left Behind", "Montain Top" e "Down South" como destaques, assim como a igualmente ótima "Home Of Us", cantada em dueto com o ex-beatle Ringo Starr. Dessa forms, Ringo retribuiu a gentileza de McCartney que participou de faixas de um de seus discos mais recentes. Na faixa Momma Gets By, McCartney homenageia o casamento dos seus pais.

Esse novo álbum está longe de ter a densidade de outros discos lançados nos anos 70, como o "Band On The Run". E creio que esse nem era o objetivo de McCartney. Se por um acaso McCartney anunciar uma aposentadoria, esse disco encerraria de forma digna a sua discogrsafis. Porem eu continuo torcendo para ouvir o seu próximo lançamento.

"As You Lie There"

"Ripples In a Pond"

"Never Know"

.: Longa francês, “E Seus Filhos Depois Deles” expõe juventude à deriva


Por
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.

“E Seus Filhos Depois Deles” chega na plataforma de streaming Reserva Imovision carregando o peso de uma origem literária premiada e o fôlego de uma adaptação ambiciosa. Dirigido pelos irmãos Ludovic e Zoran Boukherma, o longa francês transforma o romance homônimo de Nicolas Mathieu - vencedor do Prix Goncourt - em uma narrativa de formação.

Ambientado no leste da França, entre 1992 e o fim da década, o filme acompanha Anthony (Paul Kircher) e seus arredores ao longo de quatro verões que moldam sua passagem da adolescência à vida adulta. O ponto de partida é simples: tédio, um lago, uma garota. O que se segue, porém, é um encadeamento de escolhas impulsivas que escancaram tensões familiares, disputas de território e um sentimento difuso de estagnação social. 

Os Boukherma filmam esse universo com olhar atento ao detalhe cotidiano. A fotografia de Augustin Barbaroux encontra beleza nas ruínas industriais e na pele suada dos personagens, enquanto a trilha sonora mergulha nos anos 1990 com precisão afetiva, costurando referências que vão do pop ao rock da época. Com financiamento robusto, incluindo parcerias com grandes players europeus, o filme percorre diferentes locações e períodos, mantendo uma coerência estética que dialoga com o realismo do livro.

Exibido na competição do Festival de Veneza, “E Seus Filhos Depois Deles” rendeu a Paul Kircher o Prêmio Marcello Mastroianni, dedicado a jovens atores promissores. O reconhecimento reforça a aposta do filme em um elenco que equilibra nomes experientes, como Gilles Lellouche e Ludivine Sagnier, com rostos em ascensão. Há ainda participações que ampliam o interesse do público atento ao cinema francês contemporâneo, como Raphaël Quenard.

Ao adaptar um romance marcado por sua densidade social, os Boukherma optam por uma narrativa que privilegia a memória sensorial da juventude: o calor, o desejo, a frustração. Nem sempre o resultado alcança a complexidade do texto original, mas há consistência na maneira como o filme constrói seu retrato de uma geração que cresce entre promessas quebradas e horizontes estreitos.

Ficha técnica
“E Seus Filhos Depois Deles” | “Leurs Enfants Après Eux” (título original) | “Os Seus Filhos Depois Deles” (título em Portugal)
Gênero: drama. Duração: 2h21min. Classificação indicativa: 18 anos. Ano de produção: 2024. Idioma: francês. Direção: Ludovic Boukherma e Zoran Boukherma. Roteiro: Ludovic Boukherma, Zoran Boukherma, Nicolas Mathieu. Elenco: Paul Kircher, Angelina Woreth, Sayyid El Alami, Gilles Lellouche, Ludivine Sagnier. Distribuição no Brasil: Imovision. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Reserva Imovision.


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.: “O Caso Lorena”, no Sesc Ipiranga, reconstrói enigmático caso dos anos 90


Baseados em documentos, registros policiais e diários, os personagens Paula, Denis e Joana buscam reconstruir o enigmático caso conhecido como “O Caso Lorena”, ocorrido nos anos 90. Foto: Paulo Vainer

Inspirada em documentos, registros policiais e diários, a peça “O Caso Lorena” segue em cartaz até dia ___ de junho, no Sesc Ipiranga, trazendo aos palcos uma investigação teatral sobre um suposto crime ocorrido nos anos 90 - um caso envolto em mistério, versões contraditórias e lacunas jamais esclarecidas. O espetáculo marca a estreia da atriz Carolina Manica na direção e também a estreia de Julia Ianina como dramaturga. No palco, Julia Ianina divide a cena com Camila Raffanti e Rodrigo Bolzan, em uma trama que mistura investigação, memória e fabulação para revisitar um caso que jamais foi totalmente esclarecido.

Baseados em documentos, registros policiais e diários, os personagens Paula, Denis e Joana buscam reconstruir o enigmático caso conhecido como “O Caso Lorena”, ocorrido nos anos 90. Entre relatos fragmentados, memórias e versões contraditórias, a investigação mergulha em um mistério cujas motivações talvez jamais possam ser totalmente compreendidas. A montagem aposta em uma atmosfera de suspense psicológico e investigação documental, explorando os limites entre verdade, memória e imaginação. A encenação conduz o público por diferentes versões dos fatos, revelando como o tempo transforma narrativas e perpetua mistérios.

O espetáculo investiga o fascínio coletivo por histórias de violência e mistério. Inspirada pela curiosidade humana diante de criminosos e crimes sem solução, a peça propõe uma reflexão sobre os limites entre o “eu” e o “outro”, mergulhando nas zonas mais obscuras da experiência humana. Ao acompanhar a obsessão da personagem Paula em compreender Lorena, assassina confessa e figura central de um caso cercado por incertezas e especulações, a dramaturgia transforma a investigação em uma jornada íntima e psicológica. O espetáculo questiona até que ponto as pessoas são capazes de reconhecer no outro aspectos desconhecidos de si mesmas.

Em uma atmosfera onírica e fragmentada, onde memória, medo e imaginação se misturam, a peça também dialoga com questões contemporâneas como polarização, violência e a dificuldade de lidar com aquilo que nos parece incompreensível. Assim, “O Caso Lorena” transforma o crime em ponto de partida para uma investigação metafísica sobre identidade, desejo, morte e alteridade.

A equipe criativa reúne nomes importantes da cena contemporânea. O cenário e figurinos são assinados por Kleber Montanheiro, a iluminação é de Gabrielle Souza e a trilha sonora original é de Arthur Decloedt, que será executada ao vivo reforçando uma atmosfera cinematográfica e criando uma textura sonora única a cada sessão. Arthur é contrabaixista e colabora com nomes como Tim Bernardes e Luiza Lian, além de compor para teatro e cinema, tendo sido destaque no Festival de Cannes em 2025, dentro da seleção do “Spot The Composer”.

Ao abordar um crime real sob uma perspectiva íntima e investigativa, “O Caso Lorena” propõe uma reflexão sobre fascínio coletivo por crimes não resolvidos, os mecanismos da memória e as narrativas construídas em torno da violência.


Ficha técnica
Espetáculo "O Caso Lorena"
Direção: Carolina Manica
Idealização: Carolina Manica
Dramaturgia: Julia Ianina
Elenco: Julia Ianina, Camila Raffanti e Rodrigo Bolzan
Cenário e Figurino: Kleber Montanheiro
Iluminação: Gabrielle Souza
Trilha sonora original ao vivo: Arthur Decloedt
Assistência de direção: Gabriel Sobreiro
Preparação corporal: Roberto Alencar
Foto de divulgação: Paulo Vainer
Maquiagem: Thiago Braga
Realização: Grilo Azul Filmes
Texto direção e idealização: Carolina Manica


Serviço
Espetáculo "O Caso Lorena" 
Até dia 26 de julho 
Sextas e sábados, às 20h00 (exceto 11 de julho, com sessões às 15h00; não haverá sessão nesta sexta-feira, dia 19 de junho) 
Domingos, às 18h30 (exceto 5 e 19 de julho, com sessões às 18h00) 
Sessões extras às quintas: 2, 16 e 23 de julho, às 20h00 
Sessão com Libras: 17 de julho
Teatro. 14 anos 
Ingressos: disponíveis pelo App Credencial Sesc SP ou portal e presencialmente, nas unidades do Sesc São Paulo 
Valores: R$60,00 (inteira), R$30,00 (estudante, servidor de escola pública, idosos, aposentados e pessoas com deficiência), R$18,00 (credencial plena).  

.: Homenagem: escritor Cristovão Tezza leva maior prêmio da ABL


O escritor Cristovão Tezza, autor de "O Filho Eterno", publicado pela Editora Record, é o vencedor do Prêmio Machado de Assis 2026. A premiação, oferecida anualmente pela Academia Brasileira de Letras, destaca o autor pelo conjunto de sua obra. Um dos mais premiados e traduzidos autores brasileiros de sua geração, ele é autor de mais de 20 obras de ficção, entre elas, "O Fotógrafo", "Ensaio da Paixão", "Trapo", "Beatriz" e "Um Erro Emocional", todas da editora Record. “Ainda não caiu a ficha direito, notícia inesperada”, disse Tezza.

Seu maior sucesso, o romance "O Filho Eterno", inspirado em sua relação com o filho Felipe, foi adaptado para cinema (direção de Paulo Machline) e para o teatro (direção de Daniel Herz, no Brasil e na Argentina, com texto adaptado por Bruno Lara Rezende), e recebeu no Brasil os prêmios Jabuti, Portugal-Telecom (atual Oceanos), Zaffari-Bourbon, Bravo!, APCA e São Paulo de Literatura. Tezza também é autor de livros de não-ficção, como "Um Operário em Férias" e "A Máquina de Caminhar", também pela Record.

O prêmio será entregue no dia 23 de julho na cerimônia de comemoração dos 129 anos da ABL. Cristovão Tezza vai receber R$ 100 mil. No mesmo dia, a escritora Eliana Alves Cruz, que está lançando "O Crime do Cais do Valongo", pela Editora Record, vai receber o prêmio Guimarães Rosa pelo melhor livro de ficção de 2025, o romance "Meridiana". Compre os livros de Cristovão Tezza neste link.

.: TV Cultura apresenta show de Paula Lima no "Bem Brasil" ao vivo


A cantora revisita sucessos da carreira e clássicos da música brasileira direto do Sesc Itaquera. Foto: Juliana Helcer

A TV Cultura transmite ao vivo, neste domingo, dia 21 de junho, ao meio-dia, mais uma edição do programa "Bem Brasil", um dos mais importantes programas musicais da televisão brasileira. Em parceria com o Sesc São Paulo, a emissora leva ao público o show "Eu, Paula Lima - O Baile", diretamente do Sesc Itaquera. Marcando a retomada do "Bem Brasil" à programação da Cultura, a atração resgata a tradição dos grandes shows ao vivo na TV. Nesta terceira apresentação da nova temporada, recebe a cantora Paula Lima, artista reconhecida pela potência vocal, carisma e forte presença de palco.

A nova fase do "Bem Brasil" tem apresentação de Wandi Doratiotto, nome que marcou a trajetória do programa desde sua criação, e conta também com a participação da jornalista Roberta Martinelli, que interage com o público presente no Sesc Itaquera, reforçando o clima de encontro, proximidade e celebração da música ao vivo. O show "Eu, Paula Lima - O Baile" reúne sucessos de sua trajetória, como "É Isso Aí", além de clássicos dançantes da música nacional. O repertório transita pela MPB, samba, soul e black music, com interpretações de artistas como Jorge Ben Jor, Martinho da Vila e Seu Jorge, em uma celebração da riqueza e da pluralidade sonora do Brasil.

O programa tem transmissão ao vivo pela TV Cultura, afiliadas e canais digitais da emissora, pelo canal do Sesc São Paulo no YouTube e pelo SescTV (streaming). O público também pode acompanhar as apresentações presencialmente no Sesc Itaquera, com entrada gratuita.

terça-feira, 16 de junho de 2026

.: Crítica: "Backrooms: Um Não Lugar" faz refletir sobre "eus"


Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em junho de 2026


Suspense psicológico "Backrooms: Um Não Lugar" promove encontros de "eus" de modo criativo e bastante assustador. No longa de ficção científica tudo começa com um paciente, dono de uma loja de móveis, Clark (Chiwetel Ejiofor, de "12 Anos de Escravidão³"), e uma psicóloga, Mary Kline (Renate Reinsve, de"Valor Sentimental"), em uma consulta profissional.

Bem acomodados, tudo segue dentro do habitual, até que a doutora pede para que o cliente simule que ela é a "ex" dele. Apesar da relutância, a encenação acontece, porém o "faz-de-conta" vai muito além, a ponto de ser a ponta do iceberg que é desenvolvido na profunda trama que vai além das aparências, esbarra na perda de referências, da noção de tempo e espaço.

Com direção de Kane Parsons (websérie  "Backrooms"), jovem cineasta e YouTuber norte-americano que ganhou notoriedade na internet com curtas de terror e animação, que chegou a Hollywood, como o diretor mais jovem da produtora A24, o longa de 1 hora e 50 minutos de duração provoca reflexões diversas. De fato, Backrooms é uma lenda urbana digital (creepypasta) sobre uma dimensão paralela infinita, formada por corredores labirínticos vazios, paredes amareladas e luzes.

A produção cinematográfica costura todo um jogo de sentidos enquanto assusta e desperta a mente buscando alternativas para sair de um espaço que tecnicamente não existe. A provocante viagem mental de "Backrooms: Um Não Lugar" acontece numa arquitetura infinita e corredores vazios, representando uma crítica existencial profunda ao isolamento moderno, ao capitalismo e às armadilhas da psique humana em meio à repetição do cotidiano. Imperdível!

"Backrooms: Um Não Lugar" (Backroom). Gênero: Terror, Ficção Científica e Suspense Psicológico. DireçãoKane Parsons. Roteiro: Will Soodik. Duração: 1h 50 minutos. Classificação Indicativa: 16 anos. Distribuição: Imagem Filmes. Elenco: Chiwetel Ejiofor, Renate Reinsve, Mark Duplass, Finn Bennett, Lukita Maxwell e Avan Jogia. Sinopse: Em 1990, o vendedor de móveis Clark descobre em sua loja um portal para os Backrooms. Fascinado e obcecado por mapear as anomalias do labirinto infinito de escritórios amarelados, ele acaba desaparecendo no local. A sua terapeuta, Dra. Mary Kline, mergulha na dimensão impossível para resgatá-lo, sendo forçada a confrontar seus próprios traumas e os horrores dos espaços vazios.

Trailer de "Backrooms: Um Não Lugar"



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segunda-feira, 15 de junho de 2026

.: Dez motivos para ler a edição especial de dez anos de "Amor & Gelato"


Por
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.

Dez anos depois de conquistar leitores com uma narrativa que mistura perda, desejo e deslocamento, “Amor & Gelato” retorna às livrarias em uma edição especial que aposta no objeto-livro como experiência. Não se trata somente de capa dura, bordas arredondadas ou pintura trilateral - embora tudo isso esteja lá, sedutor. O que chama atenção é a permanência de uma história que continua encontrando leitores, mesmo depois de ter sido adaptada ppela Netflix em 2022.

Publicado originalmente em 2016, o romance de estreia de Jenna Evans Welch atravessou fronteiras com facilidade: entrou na lista do jornal The New York Times, recebeu reconhecimento da Young Adult Library Services Association (YALSA) e se espalhou por cerca de 20 países. No Brasil, ultrapassou a marca de meio milhão de exemplares vendidos - número que ajuda a explicar o relançamento em edição de colecionador pela Intrínseca, agora com conteúdo extra e acabamento caprichado.

A premissa é direta: Lina viaja à Itália para cumprir o último desejo da mãe. O que encontra por lá não cabe no roteiro que imaginava e talvez nem no que gostaria de enfrentar. Um diário, um pai desconhecido, um passado que insiste em reaparecer e uma cidade que parece guardar respostas nas esquinas. A edição especial tem tradução de Helen Pandolfi e Joana Faro, além de um conto exclusivo na perspectiva de um personagem inesperado e carta da autora. Listamos dez motivos para ler - ou revisitar - “Amor & Gelato” com outros olhos. Compre a edição especial de "Amor & Gelato" neste link. 


1. A edição de luxo amplia a experiência de leitura
O conto inédito, narrado por um personagem inesperado, desloca o ponto de vista e reabre a história. A carta da autora acrescenta uma camada pessoal, aproximando o leitor do processo criativo. O objeto livro acompanha essa proposta com acabamento que valoriza o gesto de ler.


2. Começa com uma perda, mas recusa o drama
A morte da mãe da protagonista funciona como ponto de partida, não como muleta emocional. Lina não se entrega a uma dor idealizada: reage com irritação, negação, vontade de fugir. Esse deslocamento evita o sentimentalismo automático e constrói uma protagonista que erra, hesita e cresce aos poucos.


3. A Itália deixa de ser cartão-postal e vira experiência sensorial
Florença e a Toscana aparecem com densidade: ruas, praças, comida, calor, deslocamento linguístico. A autora viveu parte da adolescência na cidade e isso aparece na espontaneidade dos passeios à maneira como os espaços interferem no humor da personagem.


4. O diário da mãe funciona como romance dentro do romance
Ao encontrar os registros da juventude da mãe, Lina passa a ler e a reescrever a própria história. O recurso cria um jogo interessante entre passado e presente, em que cada revelação altera a leitura anterior. Não há estabilidade possível quando a memória entra em cena.


5. A protagonista se basta sozinha
Interesse amoroso da protagonista, Ren surge como figura importante, com carisma suficiente para tensionar o percurso de Lina, mas o livro não se resume a uma história de amor. As relações familiares, os segredos e as escolhas pesam tanto quanto qualquer envolvimento afetivo.


6. Segredos de família ganham camadas e consequências
A narrativa aposta em revelações graduais, sem pressa. Quando os segredos vêm à tona, eles reorganizam vínculos, questionam versões e exigem reposicionamento emocional da protagonista.


7. A paternidade mostrada como algo real
O encontro com o pai da personagem, que motivou a viagem, não resolve nada de imediato. Pelo contrário: cria desconforto, estranhamento e perguntas que podem gerar conversas difíceis e desconfortáveis. A narrativa evita o caminho da reconciliação instantânea e investe em um vínculo que precisa ser construído ou recusado com o tempo.


8. O sucesso não veio por acaso
Figurar entre os mais vendidos e receber reconhecimento institucional ajuda a consolidar o livro, mas o que garante sua permanência é a capacidade de dialogar com leitores jovens e adultos. A narrativa equilibra leveza e conflito sem simplificar demais nenhum dos dois.


9. A adaptação para a Netflix convida à comparação e ao retorno ao texto
O filme, dirigido por Brandon Camp, desloca a ação para Roma e altera aspectos centrais da história. O contraste costuma levar leitores de volta ao livro, seja para reencontrar personagens, seja para recuperar nuances que a adaptação não desenvolve.


10. Um portal para o universo de Jenna Evans Welch
Depois de “Amor & Gelato”, a autora expandiu sua proposta com títulos ambientados em outros cenários - Irlanda, Grécia - mantendo o interesse por deslocamento, pertencimento e descoberta. Este livro funciona como porta de entrada para um projeto literário mais amplo.

.: "Nadine", nova peça teatral de Luiza Romão, chega ao Sesc Avenida Paulista


Espetáculo mistura spoken word, narrativa policial e paisagem sonora para discutir violência de gênero, memória e vulnerabilidade. Foto: Tamara dos Santos

Depois de passar pelo Sesc Belenzinho, o espetáculo "Nadine", idealizado, escrito e interpretado por Luiza Romão, realiza duas apresentações no Sesc Avenida Paulista, nos dias 26 e 27 de junho de 2026, sexta e sábado, às 20h00. A montagem une spoken word, investigação policial e experimentação sonora para abordar temas como violência de gênero, trauma, memória e feminicídio. Inspirada em reflexões da filósofa canadense Cressida J. Heyes sobre violência sexual contra vítimas inconscientes, a obra adapta para o palco o livro Nadine (Quelônio, reeditado em 2025), definido por Luiza como “uma história de detetive contada em versos”. A narrativa acompanha uma jovem que, após ser assassinada, decide investigar o próprio crime.

“Nadine é uma jovem terrível: faz barulhos de madrugada, incomoda as pessoas, rouba correspondências dos vizinhos. Certa noite, na saída do bar, ela é dopada com flunitrazepam e assassinada. Por considerá-la uma ‘vítima não-ideal’, a polícia rapidamente descarta o caso e a personagem passa a investigá-lo no pós-vida com a ajuda dos vizinhos”, conta Luiza. Com atmosfera inspirada no romance noir e em cineastas como Quentin Tarantino e Martin Scorsese, o espetáculo aposta na construção sonora como elemento central da encenação. A peça flerta com a linguagem da radionovela e reúne participações especiais em áudio, em diversas línguas, com vozes de Beto Bellinati, Dandá Costa, Daniel Sharp, Eugênio Lima, Ícaro Rodrigues, Maria Costa, Lilith Cristina, Michael Nazarkovsky, Roberta Estrela D'Alva, Rodolfo Dias Paes, Tai Veroto, Verónica Colasanto e Yaissa Jimenez.

“Vivemos em um mundo hipermidiatizado, com bombardeamento constante e avassalador de imagens e vídeos. Neste contexto, o espetáculo propõe outro tipo de sensibilidade e percepção, calcado principalmente no ouvido e na escuta”, comenta Luiza. A direção musical e a trilha sonora original são assinadas por José Paes de Lira, que desenvolveu uma paisagem sonora composta por vozes, ruídos cotidianos, registros investigativos e canções originais inspiradas em poemas do livro e em artistas como Serge Gainsbourg e Tom Waits.

“A trilha original do espetáculo Nadine é composta por vozes de quase duas dezenas de atrizes e atores convidados e paisagens sonoras que dialogam intensamente com a personagem em cena. São gravações investigativas, diários sonoros dos personagens que moram no mesmo prédio da protagonista, registros de áudios de lugares públicos, depoimentos radiogravados e música construída com ruídos desse cotidiano ficcional”, afirma Lirinha.

A luz e o cenário, assinados por Marisa Bentivegna, transitam entre dois espaços: o ambiente doméstico  local onde frequentemente ocorrem casos de violência de gênero - e o Museu do Prado, cenário de um estudo conduzido pela protagonista e sua aliada, Lana Juarez. Neste momento da peça, o público acompanha um áudio-guia fictício sobre pinturas de artistas como Diego Velázquez, Francisco de Goya e Tintoretto, observando representações femininas ligadas ao sono, à vulnerabilidade e ao sofrimento. “Estamos vivendo um momento em que a misoginia está escancarada e os casos de feminicídio estão aumentando muito. Nesse cenário, é fundamental ampliarmos os espaços de debate sobre violência de gênero”, defende Luiza.


Ficha técnica
Espetáculo "Nadine"
Texto, encenação e performance: Luiza Romão
Direção musical e trilha sonora original: José Paes de Lira
Assistência de direção e preparação vocal: Monica Montenegro
Luz e cenário: Marisa Bentivegna
Figurino: Claudia Schapira
Mixagem de som: José Paes de Lira e Adriano Duprat
Coreografia: Eloísa Honorato
Produção: Iramaia Gongora
Desenho de som: João Souza
Operação de som: Elektra Blue
Foto de divulgação: Tamara dos Santos
Fotos do espetáculo e colagens: Cristina Maranhão

Serviço
Espetáculo "Nadine"
Data: 26 e 27 de junho de 2026, sexta e sábado, às 20h
Sesc Avenida Paulista - Av. Paulista, 119 – Bela Vista – São Paulo/SP
Duração: 50 minutos | Classificação: 16 anos

Ingressos:  R$ 50 (inteira), R$ 25 (meia) e R$ 15 (credencial plena:). Venda de ingressos online a partir de 16/6, às 17h, e nas bilheterias das unidades a partir de 17/6, às 17h. 
Alerta: o espetáculo aborda temas sensíveis, como violência sexual e feminicídio.

.: Theatro Municipal de SP apresenta "Tristão e Isolda", de Richard Wagner


O Theatro Municipal recebe, nos dias 22, 26, 29, 31 de julho e 2 de agosto, a montagem que Alex Aguilera realizou no Teatro de la Maestranza, em Sevilha. Cena da montagem de Tristão e Isolda de Allex Aguilera, no Teatro de la Maestranza. Foto: Roberto Alcain.
 
Conforme anunciado para a programação 2026, o Theatro Municipal de São Paulo apresenta, entre os dias 22 de julho e 2 de agosto, a ópera "Tristão e Isolda", em três atos com música e libreto de Richard Wagner. A produção reúne a Orquestra Sinfônica Municipal e o Coro Lírico Municipal, sob direção musical de Roberto Minczuk. A direção cênica, que anteriormente seria de Daniela Thomas, passa a ser do diretor brasileiro Allex Aguilera, que traz a montagem realizada no Teatro de la Maestranza, em Sevilha. O elenco conta, alternadamente, com os tenores Simon O’Neill e Michael Weinius no papel de Tristão, e as sopranos Annemarie Kremer e Eiko Senda como Isolda. Completam o elenco Leonardo Neiva (Kurwenal), Denise de Freitas (Brangäne), Hernan Iturralde (Rei Marke), Paulo Queiroz (Marinheiro) e Jessé Vieira (Timoneiro).

Descrita pelo próprio Wagner como o trabalho mais audacioso de sua carreira, a obra representa um marco na história da música ocidental ao expandir os limites da tonalidade e da harmonia tradicional. Seu célebre “acorde de Tristão”, apresentado logo no prelúdio, tornou-se símbolo das transformações que influenciaram profundamente a música dos séculos seguintes.

Baseada na versão de Gottfried von Strassburg para um dos mais conhecidos mitos medievais e inspirada pela filosofia de Arthur Schopenhauer, a trama acompanha a paixão avassaladora entre Tristão e Isolda, desencadeada pela ingestão acidental de uma poção de amor. O relacionamento proibido entre os dois culmina em um desfecho trágico, marcado pela célebre ária final Liebestod, um dos momentos mais emblemáticos da história da música.

domingo, 14 de junho de 2026

.: Filme “As Pessoas ao Lado” observa a política pela fresta do cotidiano


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.

A estreia de “As Pessoas ao Lado” na plataforma de streaming Reserva Imovision recoloca em circulação um diretor que conhece como poucos as zonas de fricção entre o íntimo e o político. Assinado por André Téchiné, veterano do cinema francês, o longa adapta tensões contemporâneas para um espaço reduzido: o convívio entre vizinhos. Lucie (Isabelle Huppert) trabalha na polícia científica e leva uma vida contida A rotina se altera com a chegada de um casal jovem e de sua filha ao condomínio. A aproximação com Julia (Hafsia Herzi) nasce sem esforço, mas logo esbarra na figura de Yann (Nahuel Pérez Biscayart), artista e ativista com antecedentes criminais e histórico de enfrentamento à polícia. A partir desse dado, o filme constrói um impasse que não se resolve com facilidade: como sustentar vínculos afetivos quando a biografia do outro confronta aquilo que você representa?

Téchiné, que já havia explorado relações atravessadas por dilemas sociais em títulos como “Quando os Homens Caem” e “Os Juncos Selvagens”, aposta aqui em uma narrativa de baixa voltagem externa e alta combustão interna. Não há espetáculo, nem concessão a soluções fáceis. O conflito se infiltra em gestos cotidianos, em silêncios carregados e em escolhas que parecem pequenas, mas reorganizam tudo ao redor.

Selecionado para a Mostra Panorama do Festival de Berlim 2024, o longa chamou atenção da crítica internacional justamente por recusar o caminho mais óbvio. O The Hollywood Reporter destacou o embate entre compromissos profissionais e afetivos como eixo central, enquanto o Screen Daily apontou a ausência de pirotecnia como uma escolha consciente: trata-se de um filme policial sem tiros, interessado menos no crime do que nas pessoas que orbitam suas consequências.

Isabelle Huppert, presença constante no cinema de autor europeu, sustenta o filme com uma composição econômica, quase rígida, que vai cedendo aos poucos. Hafsia Herzi imprime a Julia uma mistura de exaustão e desejo de pertencimento que poderia render ainda mais se o roteiro avançasse com maior contundência. Já Nahuel Pérez Biscayart constrói um Yann ambíguo, distante de caricaturas.

Se há um ponto de atrito, ele surge na montagem. A progressão dramática carece de maior densidade entre as cenas. Os acontecimentos se sucedem sem que o impacto reverbere com a força necessária, o que dilui parte do potencial do conflito. Ainda assim, o filme encontra força na recusa de simplificar personagens em rótulos previsíveis. “Les gens d’à côté”, no título original, aponta para aquilo que está ao alcance do olhar, mas nem sempre é compreendido. Téchiné filma uma França tensionada sem recorrer ao discurso inflamado. Prefere observar. E, nesse gesto, encontra um cinema que provoca mais pelo desconforto do que pela afirmação.


Ficha técnica
“As Pessoas ao Lado” | “Les Gens D’À Côté” (título original)
Gênero: drama. Duração: 85 minutos. Classificação indicativa: 14 anos. Ano de produção: 2024. Idioma: francês. Direção: André Téchiné. Roteiro: André Téchiné, Régis de Martrin-Donos. Elenco: Isabelle Huppert, Hafsia Herzi, Nahuel Pérez Biscayart, Romane Meunier. Distribuição no Brasil: Imovision (Reserva Imovision). Cenas pós-créditos: não Assista na plataforma de streaming Reserva Imovision.


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.: "Exausta, em Cena" retorna temporada na Galeria Metrópole para discutir


Espetáculo idealizado por Carolina Romano ocupa o novo Studio Mistto, na Galeria Metrópole, em sessões de 20 a 29 de junho. A programação inclui DJ set, bar e lojinha do espetáculo. Foto: divulgação

Depois de circular por teatros, centros culturais e galerias de arte, o espetáculo "Exausta, em Cena" retorna em temporada em São Paulo no Studio Mistto, novo espaço cultural da Galeria Metrópole, no centro da cidade. Com dramaturgia, concepção e atuação de Carolina Romano e direção de Victoria Ariante, o monólogo será apresentado de 20 a 29 de junho, com sessões aos sábados, domingos e segundas, às 19h30, no Studio Mistto, na Galeria Metrópole.

Inspirado em um filtro viral criado por Carolina Romano nas redes sociais, o espetáculo acompanha a trajetória de uma artista visual que decide abandonar o emprego tradicional após viralizar na internet. O reconhecimento repentino parece finalmente abrir espaço para viver da própria arte, até que a ansiedade reaparece e transforma o processo em um confronto interno sobre pertencimento, aceitação e adoecimento mental.

Por meio do drama, a peça trata da existência exaustiva do jovem adulto moderno e das aflições de uma artista ao buscar pertencimento e reconhecimento por seu trabalho. A peça também discute como as redes sociais atravessam afetos, relações e a percepção de valor de uma geração acostumada a medir aceitação por likes, números e interações.

O projeto “exausta” teve início quando ela conheceu a obra 'Untitled #137', na qual a fotógrafa Cindy Sherman retrata uma mulher com aparência cansada. Então, Carolina começou a refletir sobre a própria exaustão e todo o efeito que o caos político e social do período pré-pandemia teve sobre ela e seus amigos. A partir dessa reflexão, ela lançou, no fim de 2021, o filtro no Instagram que simula o cartaz de um filme, com o título Exausta e a foto do usuário. Ele viralizou de forma inesperada e alcançou mais de 100 mil usuários apenas em sua primeira versão. Motivada pela identificação gerada em milhares de pessoas, a artista passou a inserir a personagem em diferentes cenários. A transição para o palco foi inspirada em grandes atrizes e dramaturgas contemporâneas: Phoebe Waller-Bridge, Micaela Coel, Leandra Leal e Clarice Falcão, além de Gregório Duvivier. 

O cruzamento entre diferentes expressões artísticas é uma marca do trabalho de Romano. Formada em 2017 pelo extinto Instituto Stanislavski, em São Paulo, atuou em peças premiadas, performances híbridas e digitais, curtas-metragens e web séries. "Exausta, em Cena" estreou em 2023 no Teatro Pequeno Ato e seguiu em circulação nos anos seguintes com apresentações no Sesc São Caetano, Pinacoteca de São Bernardo do Campo, Hospital do Servidor Público, Teatro OCA e em galerias de arte como Brotero 39 e BR Arte Galeria. Em 2026, o espetáculo inaugura o Studio Mistto, na Galeria Metrópole, reforçando a adaptabilidade estética e artística da montagem.


Ficha técnica
Espetáculo "Exausta, em Cena"
Idealização, concepção, dramaturgia e elenco: Carolina Romano
Direção e concepção: Victoria Ariante
Direção de produção: Carolina Romano
Trilha sonora original: Gui Leal - Despertar
Produção executiva: Brunna Laurino e Rafael Fontenele
Assistente de Produção: Camila Johann
Concepção de luz: Rafa Bernardino
Operação de projeção: Camila Johann
Operação de áudio: Brunna Laurino 
Direção de arte, identidade visual e redes sociais: Carolina Romano e Enzo Malaquias
Realização: Studio Mistto
Apoio Cultural: Espaço Co.lab e Studio A Flor da Vida
Nas redes sociais: @exaustaemcena / @_carolinaromano


Serviço
Espetáculo "Exausta, em Cena"

Temporada: de 20 a 29 de junho de 2026. Sábados, domingos e segundas, às 19h30
Abertura da casa: 18h30, com DJ set, bar e lojinha do espetáculo
Studio Mistto, Galeria Metrópole
Rua Basílio da Gama, 148, República
Entrada pela garagem Ingressos: preço único R$ 35
Vendas: https://www.sympla.com.br/produtor/exaustaemcena

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