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terça-feira, 23 de junho de 2026

.: "Mamma Mia!" reestreia temporada no BTG Pactual Hall após imenso sucesso


Sucesso em dezenas de países e um dos mais conhecidos musicais da Broadway, espetáculo reestreia 18 de junho. Liderado por Claudia Netto, Totia Meireles e Gottsha, elenco dá voz a hits como "Dancing Queen", "Mamma Mia!", "Volez-Vous" e "The Winner Takes it all"

A nova versão brasileira de "Mamma Mia!" estreou em 2023 e comprovou o fenômeno popular deste musical que foi lançado em 1999, em Londres, e se transformou em um dos espetáculos mais bem-sucedidos de todos os tempos, traduzido em 14 idiomas e alcançando 42 milhões de espectadores ao redor do mundo. Criado a partir do cancioneiro repleto de hits do grupo ABBA, o musical teve mais de 100 mil espectadores por aqui e esá em cartaz até dia 12 de julho no BTG Pactual Hall, em São Paulo. 

A montagem é assinada por Charles Möeller & Claudio Botelho, em um projeto que selou o reencontro da dupla com a produtora Aventura, de Aniela Jordan e Luiz Calainho. "‘Mamma Mia!’ é um espetáculo icônico e atemporal. Um musical que emociona e convida a plateia a cantar e dançar conosco", vibra Aniela Jordan.

"Nunca vou esquecer da sensação de catarse que tive quando vi ‘Mamma Mia!’ em Londres, há muitos anos atrás. Estava muito frio lá fora, mas dentro do teatro estava todo mundo naquele calor da Grécia, uma plateia em êxtase, é realmente contagiante", diz Charles Möeller, que ressalta a excelência e a absoluta pertinência do texto do musical.

"Mamma Mia!" se passa em uma ilha grega e conta a história de Sophie, uma jovem que está prestes a casar e convida três ex-pretendentes de sua mãe para o evento, na tentativa de desvendar o mistério que ronda a sua paternidade. É neste clima de romance e comédia em que aparecem as conhecidíssimas cançoes do ABBA, como "Dancing Queen", "Mamma Mia", "The Winner Takes it All", "Money, Money, Money", entre muitas outras.

Formado por mais de 20 artistas, o elenco traz de volta o trio das "dínamos" formado por Claudia Netto (a protagonista Donna, mãe de Sophie), Totia Meireles e Gottsha, que interpretam Tanya e Rose, amigas de uma vida inteira.

 
Serviço
Espetáculo "Mamma Mia!"
Até  dia 12 de julho de 2026
Horários: quintas-feiras. às 20h00, sextas-feiras, às 20h00, sábados, às 16h00 e às 20h00, domingos, às 15h00
Local: BTG Pactual Hall
Endereço: Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro / São Paulo
Ingressos: a partir de R$ 25,00

.: BTG Pactual Hall reúne grandes nomes da comédia brasileira em temporada


Programação reúne teatro, stand-up, improviso, humor de personagens e fenômenos da internet, consolidando o espaço como um dos principais palcos da comédia em São Paulo. Nesta semana, dias 25 e 26, tem o espetáculo "Embrulha pra Viagem", um dos maiores fenômenos do humor brasileiro na internet. No dia 27, o ator e humorista Lucas Salles apresenta "Graças a Deus, Eu Tô Vivo!". Foto: divulgação


O humor será o grande protagonista da programação do BTG Pactual Hall nos meses de junho e julho. Reunindo artistas de diferentes gerações, estilos e linguagens, a Temporada Humor apresenta um panorama da comédia brasileira contemporânea, passando pelo teatro, stand-up comedy, humor de personagens, improvisação e espetáculos que nasceram na internet e conquistaram os palcos de todo o país. 

Ao longo de dois meses, o público poderá conferir atrações estreladas por nomes como Lucas Salles, Octávio Mendes, Amanda Mirásci, Victor Camejo, Marcelo Laham, Maurício Barros, Willians Mezzacapa e artistas da cena drag nacional, consolidando o BTG Pactual Hall como um dos principais destinos da comédia em São Paulo. 

Fenômeno da internet que conquistou os palcos, nos dias 25 e 26 de junho tem o espetáculo "Embrulha Pra Viagem", estrelado por Marcelo Laham, Maurício Barros e Willians Mezzacapa. Nascido no ambiente digital, o grupo se tornou um dos maiores fenômenos do humor brasileiro na internet, acumulando mais de 1,2 milhão de inscritos no YouTube e mais de 500 milhões de visualizações.  

A versão teatral já passou por mais de 50 cidades brasileiras, soma mais de 90 apresentações e levou cerca de 50 mil espectadores aos teatros do país. No palco, o trio interpreta mais de 20 personagens em um espetáculo marcado por improvisos, trocas rápidas de figurino e personagens que se tornaram conhecidos do grande público.  

Fechando junho com humor e sobrevivência, no dia 27, o ator e humorista Lucas Salles apresenta "Graças a Deus, Eu Tô Vivo!", espetáculo que combina stand-up comedy e narrativa teatral para transformar experiências de quase morte em histórias divertidas e inspiradoras. A montagem propõe uma reflexão leve e bem humorada sobre medo, vulnerabilidade e superação. 

Julho mantém o ritmo e amplia a diversidade da programação .A temporada continua em julho reunindo diferentes estilos de humor e alguns dos personagens mais conhecidos do teatro e da internet. No dia 3 de julho, o ator Octávio Mendes apresenta "Irmã Selma", espetáculo que se tornou um clássico da comédia brasileira. Criada há mais de duas décadas, a irreverente freira reúne em cena diversos personagens interpretados por Mendes e continua conquistando novas gerações de espectadores. 

Nos dias 11 e 12 de julho, a atriz, roteirista e humorista Amanda Mirásci apresenta o espetáculo "A Autoestima do Homem Hétero", um dos fenômenos recentes da cena teatral paulistana. Idealizado, escrito e protagonizado pela artista, com direção de Martha Nowill, o monólogo parte de uma provocação tão absurda quanto familiar: e se fosse possível transformar a inabalável autoconfiança dos homens héteros em uma pílula capaz de ser distribuída às mulheres? 

Misturando stand-up, teatro e observação social, a montagem constrói uma sátira afiada sobre autoestima, relações afetivas e comportamentos masculinos que seguem naturalizados na sociedade. O sucesso de público foi imediato. Inicialmente prevista para encerrar temporada em agosto, a peça ganhou duas prorrogações consecutivas e permaneceu em cartaz até outubro no Teatro Uol, consolidando-se como um dos títulos de maior repercussão da nova dramaturgia cômica brasileira. 

Entre os dias 17 e 19 de julho, o BTG Pactual Hall recebe "Ordinários", espetáculo da premiada Cia. LaMínima, referência nacional na mistura entre teatro físico, comicidade e linguagem circense. A trama acompanha três soldados encarregados de uma missão aparentemente simples: invadir território inimigo para resgatar um superior. O problema é que nenhum deles parece minimamente preparado para a tarefa. Entre um aspirante a herói, um atrapalhado incurável e um covarde que deseja abandonar a missão antes mesmo de começá-la, a guerra se transforma em uma sucessão de situações absurdas e hilárias. 

Criado pelos atores Fernando Paz, Fernando Sampaio e Filipe Bregantim em  parceria com o diretor Álvaro Assad e o dramaturgo Newton Moreno, o espetáculo estreou em 2018 e se tornou um dos trabalhos mais celebrados da companhia. Combinando palhaçaria, pantomima, teatro físico e elementos do circo contemporâneo, a montagem cria um delicado equilíbrio entre humor e reflexão, transformando os horrores da guerra em uma narrativa repleta de poesia, humanidade e crítica social. 

Já no dia 24 de julho, os humoristas Victor Camejo, Rominho Braga e Osmar Campbell apresentam "Em Pé na Rede", espetáculo que reúne alguns dos nomes mais populares da nova geração da comédia nacional e das plataformas digitais. Encerrando a temporada, no dia 25 de julho, o palco recebe "Desculpe o Transtorno", espetáculo protagonizado pelas drag queens Valenttini, Alexia Twister e Thelores, que mistura humor, improvisação, cultura pop e performances para celebrar a diversidade em uma noite de muito entretenimento. 


Serviço
Temporada Humor - BTG Pactual Hall
Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722 - Santo Amaro / São Paulo
Ingressos: https://site.bileto.sympla.com.br/btgpactualhall/ 

Junho
"Embrulha Pra Viagem"

Dias 25 e 26 de junho  

"Graças a Deus, Eu Tô Vivo!", com Lucas Salles
Dia 27 de junho  


Julho
"Irmã Selma", com Octávio Mendes
Dia 3 de julho  

"A Autoestima do Homem Hétero", com Amanda Mirásci 
Dia 11 e 12 de julho  

"Ordinários", com Cia. LaMínima 
Dias 17 a 19 de julho  

"Em Pé na Rede"
Dia 24 de julho  

"Desculpe o Transtorno"
Dia 25 de julho 

domingo, 21 de junho de 2026

.: Mostra “Brasil em Todas" promove no MIS Experience uma imersão nas Copas


Mostra interativa faz um mergulho na participação da seleção brasileira na história das Copas. Público contará ainda com transmissão ao vivo dos principais jogos do torneio. Foto: Lucas Mello

O MIS Experience, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, entra na torcida para a seleção brasileira de futebol conquistar o hexa, com a exposição interativa “Brasil em Todas”. Até dia 2 de agosto, o público fará uma verdadeira imersão na história da “seleção canarinho” nas Copas do Mundo. O Brasil é o maior campeão do torneio, com cinco títulos, além de ser o único país a participar de todas as 23 edições. Com um estilo único de jogo, as equipes brasileiras sempre apresentaram grandes jogadores e protagonizaram situações que marcaram para sempre a história do esporte, consagrando a nação como o “país do futebol”.

Para mergulhar ainda mais na participação brasileira nas Copas do Mundo, o MIS Experience convida o público a vivenciar o futebol de maneira inédita, interativa, divertida e inovadora. O percurso de “Brasil em Todas” apresentará aos visitantes as diferentes realidades do consumo e da prática do futebol ao longo dos anos – com base em hábitos de época, na tecnologia disponível e na realidade de cada participação da seleção nacional. A mostra propõe a interação e a participação do público em diferentes níveis, do ambiente analógico ao digital, a partir de acervos raros e conteúdos exclusivos, com a inclusão de mecânicas especiais relacionadas a cada Copa do Mundo FIFA vencida pelo Brasil (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002).


Acervo raro
O conteúdo de acervo histórico da exposição irá atrair tanto fãs de futebol quanto o público geral. Artigos raros do Museu Seleção Brasileira, da CBF, estarão expostos pela primeira vez em conjunto fora da instituição. Eles incluem registros do surgimento da seleção, em 1914; objetos originais relativos à participação do Brasil em todos os torneios desde 1930, incluindo o troféu de segundo lugar da Copa de 1950; estátua em tamanho real de Pelé e estátua em tamanho real de Zagallo (nunca exibida ao público)

Além disso, um espaço dedicado à imprensa traz acervos raros de mídia escrita e fotografia desde 1930, com recortes de jornais e revistas, incluindo veículos já extintos, com notícias e curiosidades sobre a Copa do Mundo ao longo dos anos. Em outra sala dedicada ao rádio, os visitantes terão à disposição fones de ouvido para escutar narrações de jogos históricos em diferentes épocas desde 1950. Já a sala de projeção trará um filme em curta-metragem sobre a participação de Pelé nas seleções que disputaram as Copas de 1958, 1962, 1966 e 1970.

Outros destaques da mostra incluem uma videoinstalação apresentando a evolução das escalações da seleção ao longo dos anos, com destaque para os clubes de origem de cada atleta; e caricaturas exclusivas de craques de todos os tempos, em grande formato, criadas pelo cartunista Mario Alberto.


Experiências tecnológicas
Nas áreas interativas da exposição, o público terá à disposição seis jogos diferentes customizados em telas gigantes de alta definição, incluindo comandos por voz, toque e movimento. As experiências incluem desde quizzes de conhecimentos sobre a Copa até jogos nos quais os visitantes terão a experiência de estar em um campo de futebol.


Bar do Hexa
Para completar o passeio, os visitantes poderão assistir aos principais jogos da Copa do Mundo no Bar do Hexa, espaço que contará com painel de LED de 5m e café com diversas opções de comidas e bebidas (incluindo alcoólicas). As exibições no Bar do Hexa são abertas mesmo para quem não for visitante da exposição, e os ingressos gratuitos devem ser retirados com uma hora de antecedência na bilheteria física do MIS Experience.


Serviço | Exposição “Brasil em Todas”
Até dia 2 de agosto de 2026
Ingresso: de quarta a domingo: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada); terças: gratuitas (mediante retirada de ingresso na bilheteria); crianças até 10 anos não pagam.
Horário: das 10h00 às 19h00.
MIS Experience: Rua Cenno Sbrighi, 250, Água Branca/São Paulo.

sábado, 20 de junho de 2026

.: "O Segredo de Brokeback Mountain” volta para curta temporada em SP


Sucesso de crítica e público em Londres, no Rio de Janeiro e em São Paulo, a adaptação teatral do clássico "O Segredo de Brokeback Mountain", baseado no conto de Annie Proulx, que também inspirou o famoso filme vencedor de três prêmios Oscar, incluindo Melhor Direção e Melhor Roteiro Adaptado, volta em cartaz na cidade para uma curta temporada, de 20 de junho a 2 de agosto,  no Teatro Estúdio. O espetáculo acompanha o romance secreto e duradouro de dois cowboys nos anos 1960, marcado pelo isolamento, pelo medo da intolerância e pela força de um amor proibido. Leia a crítica da primeira temporada em São Paulo - "O Segredo de Brokeback Mountain” recria no teatro a história que marcou - neste link.

A peça estreou em 2023, em Londres, sob a direção de Jonathan Butterell. O texto é de Ashley Robinson e a trilha sonora original, assinada por Dan Gillespie Sells, é interpretada ao vivo, recriando com delicadeza o universo íntimo e melancólico dos personagens. Essa montagem foi amplamente aclamada pela crítica britânica. No Brasil, o espetáculo estreou em 2024, no Rio de Janeiro, com direção de Moacyr Góes, tradução de Miguel Góes e realização da Avante Produções, mantendo a trilha original de Sells.

Com um lançamento impactante em 2005, o longa-metragem rompeu barreiras ao tratar com sensibilidade e profundidade o amor entre dois homens. Além de conquistar as plateias e os especialistas, a obra provocou debates intensos sobre masculinidade, afetividade e representação LGBTQIA+, abrindo caminho para uma nova geração de narrativas mais inclusivas e humanas. O sucesso nos palcos reafirma o poder atemporal da história de Ennis e Jack - uma narrativa sobre amor, silêncio e coragem -, provando que "Brokeback Mountain" continua ecoando com a mesma força e relevância duas décadas após sua estreia original.

Nos anos 60, os jovens cowboys Jack Twist e Ennis del Mar se conhecem trabalhando isolados em Brokeback Mountain. O convívio árduo gera um romance intenso e conflituoso que muda suas vidas para sempre. Após o fim do contrato, eles tentam retomar suas rotinas, mas passam as décadas seguintes tentando recuperar o que deixaram na montanha. O texto explora o poder do amor, a intolerância e as fragilidades humanas.


Ficha técnica
Espetáculo "O Segredo de Brokeback Mountain"
Idealização: Marcelo Brou
Texto: Ashley Robinson
Música: Dan Gillespie Sells
Tradução: Miguel Góes
Direção: Moacyr Góes
Assistência de direção: Daniela Stirbulov
Direção de produção: Júlio Oliveira
Assistência de produção: Yelon Daniel
Direção musical: Breno Ganz
Preparação vocal: Angela de Castro
Designer de luz: Adriana Ortiz
Figurino: Ana Elisa Schumacher
Assessoria de imprensa: Flavia Fusco Comunicação
Redes sociais: Yelon Daniel
Fotos de estúdio: Terci Melo e Marco Gaiotto
Produção: Avante Produções

 
Serviço
Espetáculo "O Segredo de Brokeback Mountain"
Idealização: Marcelo Brou
Texto: Ashley Robinson
Música: Dan Gillespie Sells
Tradução: Miguel Góes
Direção: Moacyr Góes
Elenco: Daniel Tonsig, Júlio Oliveira, Marcelo Brou, Arlete Heringer, Francis Helena Cozta e Clóvis Gonçalves.
*O elenco deste espetáculo pode sofrer alterações sem aviso prévio.
Banda: Yelon Daniel, Milena Suzano e Julia Maez.
Classificação: 16 anos
Duração: 90 minutos
Gênero: drama
Temporada: de 20 de junho a 2 de agosto, sextas e sábados, às 20h00. Domingos, às 18h00.
Ingressos: R$ 100,00 | R$ 50,00
Bilheteria abre duas horas antes do espetáculo
Local: Teatro Estúdio
Rua Conselheiro Nébias, 891 - Campos Elíseos
112 lugares.
Tel: (21) 99690-9699
Acessibilidade, serviço de valet/estacionamento no local e bar aberto duas horas antes das sessões.

.: Chance para assistr João Victor Toledo em "O Sacrifício de Cassamba Becker"


Espetáculo articula ruína, precariedade e riso para imaginar outros futuros possíveis. Foto: Caio Oviedo


Em sua dramaturgia de estreia, o ator João Victor Toledo convida o público a refletir sobre a crise político-cultural do país e o futuro do planeta através de uma perspectiva queer. A peça "O Sacrifício de Cassamba Becker", escrita no início da pandemia, em 2020, tem direção e atuação do próprio João Victor em seu primeiro solo e conta com a colaboração de diretores como Murillo Basso, Marina Nogaeva Tenório e Cristiane Paoli Quito. A curta temporada termina neste domingo, dia 21 de junho, e será apresentada neste sábado, às 20h00, e domingo, às 18h00, no Galpão do Folias, em São Paulo.

Após uma residência, em outubro de 2022, no Centro Cultural da Diversidade, "O Sacrifício de Cassamba Becker" fez sua primeira abertura no Festival MixBrasil do mesmo ano e recebeu o Coelho de Prata (Prêmio do Público) de Melhor Espetáculo do festival. A peça também foi uma das três selecionadas para uma residência no Rattlestick Theater de Nova York e fez três apresentações no Global Forms Theater Festival, em junho de 2023. De volta ao Brasil, contou também com uma curta temporada no teatro Pequeno Ato, em agosto de 2024. 

A peça se passa numa praia imunda onde vive Cassamba Becker, interpretada pelo próprio João Victor. Já de início ela informa à plateia ter sido um dia considerada a maior atriz do mundo. “A Cassamba surgiu da minha admiração por atrizes antigas, pela pessoa extraordinária que foi Cacilda Becker, e pela Cassandra, a princesa-vidente de Tróia retratada na Ilíada”, conta o ator. Ao longo do espetáculo, ele brinca com diversos graus de representação e com as linguagens da drag queen e do clown. No entanto, o trabalho não é um stand-up de drag nem um solo de palhaço. É um espetáculo tragicômico que faz uso dessas máscaras para tratar de temas urgentes como a crise ambiental e o apagamento da memória histórico-cultural brasileira. 

A sustentabilidade e a precariedade são elementos centrais da encenação e atravessam todas as áreas da criação cênica. Nas versões apresentadas anteriormente em São Paulo e em Nova York, João Victor buscou trabalhar com o excesso de lixo para provocar a plateia a refletir sobre o quadro devastador que estamos projetando para o futuro do planeta. Cenário e figurino foram praticamente todos feitos com materiais coletados em lixos e caçambas de ambas as cidades. Para a última versão, no entanto, o autor escolheu assumir o palco vazio e selecionou apenas alguns elementos essenciais de todo esse lixo coletado para auxiliá-lo em cena. O boneco de Jair Bolsonaro, que recebia um fisting ritualizado de Cassamba ao som de “Choros n.º 10 (Rasga o Coração)”, de Villa-Lobos, também ficou de fora na nova versão. “Já me livrei daquele lixo”, diverte-se o ator. 

A precariedade da peça não se limita à questão ambiental. O desmantelamento generalizado das políticas culturais na última década também é tema central do espetáculo e se reflete, por exemplo, na figura da própria Cassamba Becker, uma grande atriz que vive numa situação de isolamento e escassez, e na referência ao incêndio do Museu Nacional no decorrer do espetáculo. Apesar do cenário catastrófico, João Victor vê na precariedade uma possibilidade de retrabalhar positivamente a realidade e de reafirmar a capacidade de reinvenção da arte e dos artistas do Brasil, que, mesmo em condições adversas, seguem criando. 

Além disso, assumir a precariedade dá lugar a uma teatralidade que se apoia no pacto de imaginação entre artista e público, o que, para ele, pode ser um modo de se exercitar o conceito de “utopia queer”, desenvolvido pelo teórico americano José Esteban Muñoz e que o influenciou bastante na pesquisa do espetáculo. “Para mim, a Cassamba Becker é a materialização cênica do que poderia ser uma utopia queer: uma confusão, uma reconfiguração do tempo-espaço heteronormativo capitalista, uma ampliação do horizonte por meio da imaginação e do riso”, diz João Victor. “Um horizonte queer reconfigura a ideia de liberdade, desafia políticas moralizantes e propõe práticas solidárias e sexuais muito mais interessantes”.

Sobre João Victor Toledo
João Victor Toledo é ator e palhaço. Formou-se em Teatro e História pela Universidade Livre de Berlim, é mestre em Estudos da Perfomance pela Universidade de Nova York e doutorando em Teatro e Performance pela Universidade da Cidade de Nova York. Estudou por anos a linguagem do palhaço com Cristiane Paoli Quito e canto lírico na Escola Municipal de Música de São Paulo, com Andrea Kaiser. Ao longo dos anos, colaborou com diferentes companhias de teatro e dança, como Constanza Macras|DorkyPark, ZU-UK, Bryckenbrant e Teatro do Osso, e com os diretores Marina Nogaeva Tenório, Rogério Tarifa, Tadashi Endo e Anna Deavere Smith. Em 2022, estreou o solo “O Sacrifício de Cassamba Becker” no Festival Mix Brasil, onde venceu o Júri Popular de Melhor Espetáculo, e, em 2023, participou do Global Forms Theater Festival do Rattlestick Theater de Nova York. O espetáculo fez ainda uma curta temporada no Pequeno Ato, em São Paulo, em 2024.


Sinopse
Cassamba Becker, a grande atriz, finalmente se aposentou e fez de lar o lixão de alguma praia perdida Brasil afora. De lá, ela observa as barbatanas fluorescentes das baleias e vislumbra um mundo mais vasto, sensual e iluminado. “Da insatisfação chegaremos à potencialidade coletiva”, disse certamente Dercy Gonçalves. Ou Gramsci. Pouco importa. O presente não basta. Só o entulho salva.


Ficha técnica
Espetáculo "O Sacrifício de Cassamba Becker"
Direção, dramaturgia e atuação: João Victor Toledo
Direção de atuação: Marina Nogaeva Tenório
Provocação: Cristiane Paoli Quito e Murillo Basso
Direção de arte, cenário e figurino: Uibirá Barelli
Desenho de luz: Nara Zocher
Operação de luz e som: Nara Zocher e Vini Florido
Desenho de som: Zhaxi Danzeng e João Victor Toledo
Produção: Murillo Basso e João Victor Toledo
Fotos de divulgação: Caio Oviedo
Também colaboraram em diferentes etapas da criação artística: Afonso Costa, Alexandre Martins, Anula Navlekar, Cris Rocha, Eugenia Cecchini, Jody Doo, Keren Chernizon, Mars Juno Bartolome Neri, Natasha Marie Rotondaro, Renan Ferreira, Renata Gaspar, Stefania Bulbarella, Timmy Ong, Vini Florido e Yang Yu.

Serviço
Espetáculo "O Sacrifício de Cassamba Becker"
Temporada: até domingo, dia 21 de junho de 2026
Sábado, às 20h00; domingo, às 18h00
Local: Galpão do Folias. R. Ana Cintra, 213 - Campos Elíseos / São Paulo
Ingresso: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia)
Vendas on-line pelo Sympla e bilheteria local (1 hora antes do espetáculo - dinheiro ou pix).
Capacidade: 74 lugares
Classificação: 14 anos
Duração: 60 minutos
Link para vendas: https://www.sympla.com.br/preview/e4ecf0943cb3243dcdd255e659ebc491

sexta-feira, 19 de junho de 2026

.: “O Caso Lorena”, no Sesc Ipiranga, reconstrói enigmático caso dos anos 90


Baseados em documentos, registros policiais e diários, os personagens Paula, Denis e Joana buscam reconstruir o enigmático caso conhecido como “O Caso Lorena”, ocorrido nos anos 90. Foto: Paulo Vainer

Inspirada em documentos, registros policiais e diários, a peça “O Caso Lorena” segue em cartaz até dia 26 de julho, no Sesc Ipiranga, trazendo aos palcos uma investigação teatral sobre um suposto crime ocorrido nos anos 90 - um caso envolto em mistério, versões contraditórias e lacunas jamais esclarecidas. O espetáculo marca a estreia da atriz Carolina Manica na direção e também a estreia de Julia Ianina como dramaturga. No palco, Julia Ianina divide a cena com Camila Raffanti e Rodrigo Bolzan, em uma trama que mistura investigação, memória e fabulação para revisitar um caso que jamais foi totalmente esclarecido.

Baseados em documentos, registros policiais e diários, os personagens Paula, Denis e Joana buscam reconstruir o enigmático caso conhecido como “O Caso Lorena”, ocorrido nos anos 90. Entre relatos fragmentados, memórias e versões contraditórias, a investigação mergulha em um mistério cujas motivações talvez jamais possam ser totalmente compreendidas. A montagem aposta em uma atmosfera de suspense psicológico e investigação documental, explorando os limites entre verdade, memória e imaginação. A encenação conduz o público por diferentes versões dos fatos, revelando como o tempo transforma narrativas e perpetua mistérios.

O espetáculo investiga o fascínio coletivo por histórias de violência e mistério. Inspirada pela curiosidade humana diante de criminosos e crimes sem solução, a peça propõe uma reflexão sobre os limites entre o “eu” e o “outro”, mergulhando nas zonas mais obscuras da experiência humana. Ao acompanhar a obsessão da personagem Paula em compreender Lorena, assassina confessa e figura central de um caso cercado por incertezas e especulações, a dramaturgia transforma a investigação em uma jornada íntima e psicológica. O espetáculo questiona até que ponto as pessoas são capazes de reconhecer no outro aspectos desconhecidos de si mesmas.

Em uma atmosfera onírica e fragmentada, onde memória, medo e imaginação se misturam, a peça também dialoga com questões contemporâneas como polarização, violência e a dificuldade de lidar com aquilo que nos parece incompreensível. Assim, “O Caso Lorena” transforma o crime em ponto de partida para uma investigação metafísica sobre identidade, desejo, morte e alteridade.

A equipe criativa reúne nomes importantes da cena contemporânea. O cenário e figurinos são assinados por Kleber Montanheiro, a iluminação é de Gabrielle Souza e a trilha sonora original é de Arthur Decloedt, que será executada ao vivo reforçando uma atmosfera cinematográfica e criando uma textura sonora única a cada sessão. Arthur é contrabaixista e colabora com nomes como Tim Bernardes e Luiza Lian, além de compor para teatro e cinema, tendo sido destaque no Festival de Cannes em 2025, dentro da seleção do “Spot The Composer”.

Ao abordar um crime real sob uma perspectiva íntima e investigativa, “O Caso Lorena” propõe uma reflexão sobre fascínio coletivo por crimes não resolvidos, os mecanismos da memória e as narrativas construídas em torno da violência.


Ficha técnica
Espetáculo "O Caso Lorena"
Direção: Carolina Manica
Idealização: Carolina Manica
Dramaturgia: Julia Ianina
Elenco: Julia Ianina, Camila Raffanti e Rodrigo Bolzan
Cenário e Figurino: Kleber Montanheiro
Iluminação: Gabrielle Souza
Trilha sonora original ao vivo: Arthur Decloedt
Assistência de direção: Gabriel Sobreiro
Preparação corporal: Roberto Alencar
Foto de divulgação: Paulo Vainer
Maquiagem: Thiago Braga
Realização: Grilo Azul Filmes
Texto direção e idealização: Carolina Manica


Serviço
Espetáculo "O Caso Lorena" 
Até dia 26 de julho 
Sextas e sábados, às 20h00 (exceto 11 de julho, com sessões às 15h00; não haverá sessão nesta sexta-feira, dia 19 de junho) 
Domingos, às 18h30 (exceto 5 e 19 de julho, com sessões às 18h00) 
Sessões extras às quintas: 2, 16 e 23 de julho, às 20h00 
Sessão com Libras: 17 de julho
Teatro. 14 anos 
Ingressos: disponíveis pelo App Credencial Sesc SP ou portal e presencialmente, nas unidades do Sesc São Paulo 
Valores: R$60,00 (inteira), R$30,00 (estudante, servidor de escola pública, idosos, aposentados e pessoas com deficiência), R$18,00 (credencial plena).  

.: TV Cultura apresenta show de Paula Lima no "Bem Brasil" ao vivo


A cantora revisita sucessos da carreira e clássicos da música brasileira direto do Sesc Itaquera. Foto: Juliana Helcer

A TV Cultura transmite ao vivo, neste domingo, dia 21 de junho, ao meio-dia, mais uma edição do programa "Bem Brasil", um dos mais importantes programas musicais da televisão brasileira. Em parceria com o Sesc São Paulo, a emissora leva ao público o show "Eu, Paula Lima - O Baile", diretamente do Sesc Itaquera. Marcando a retomada do "Bem Brasil" à programação da Cultura, a atração resgata a tradição dos grandes shows ao vivo na TV. Nesta terceira apresentação da nova temporada, recebe a cantora Paula Lima, artista reconhecida pela potência vocal, carisma e forte presença de palco.

A nova fase do "Bem Brasil" tem apresentação de Wandi Doratiotto, nome que marcou a trajetória do programa desde sua criação, e conta também com a participação da jornalista Roberta Martinelli, que interage com o público presente no Sesc Itaquera, reforçando o clima de encontro, proximidade e celebração da música ao vivo. O show "Eu, Paula Lima - O Baile" reúne sucessos de sua trajetória, como "É Isso Aí", além de clássicos dançantes da música nacional. O repertório transita pela MPB, samba, soul e black music, com interpretações de artistas como Jorge Ben Jor, Martinho da Vila e Seu Jorge, em uma celebração da riqueza e da pluralidade sonora do Brasil.

O programa tem transmissão ao vivo pela TV Cultura, afiliadas e canais digitais da emissora, pelo canal do Sesc São Paulo no YouTube e pelo SescTV (streaming). O público também pode acompanhar as apresentações presencialmente no Sesc Itaquera, com entrada gratuita.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

.: "Nadine", nova peça teatral de Luiza Romão, chega ao Sesc Avenida Paulista


Espetáculo mistura spoken word, narrativa policial e paisagem sonora para discutir violência de gênero, memória e vulnerabilidade. Foto: Tamara dos Santos

Depois de passar pelo Sesc Belenzinho, o espetáculo "Nadine", idealizado, escrito e interpretado por Luiza Romão, realiza duas apresentações no Sesc Avenida Paulista, nos dias 26 e 27 de junho de 2026, sexta e sábado, às 20h00. A montagem une spoken word, investigação policial e experimentação sonora para abordar temas como violência de gênero, trauma, memória e feminicídio. Inspirada em reflexões da filósofa canadense Cressida J. Heyes sobre violência sexual contra vítimas inconscientes, a obra adapta para o palco o livro Nadine (Quelônio, reeditado em 2025), definido por Luiza como “uma história de detetive contada em versos”. A narrativa acompanha uma jovem que, após ser assassinada, decide investigar o próprio crime.

“Nadine é uma jovem terrível: faz barulhos de madrugada, incomoda as pessoas, rouba correspondências dos vizinhos. Certa noite, na saída do bar, ela é dopada com flunitrazepam e assassinada. Por considerá-la uma ‘vítima não-ideal’, a polícia rapidamente descarta o caso e a personagem passa a investigá-lo no pós-vida com a ajuda dos vizinhos”, conta Luiza. Com atmosfera inspirada no romance noir e em cineastas como Quentin Tarantino e Martin Scorsese, o espetáculo aposta na construção sonora como elemento central da encenação. A peça flerta com a linguagem da radionovela e reúne participações especiais em áudio, em diversas línguas, com vozes de Beto Bellinati, Dandá Costa, Daniel Sharp, Eugênio Lima, Ícaro Rodrigues, Maria Costa, Lilith Cristina, Michael Nazarkovsky, Roberta Estrela D'Alva, Rodolfo Dias Paes, Tai Veroto, Verónica Colasanto e Yaissa Jimenez.

“Vivemos em um mundo hipermidiatizado, com bombardeamento constante e avassalador de imagens e vídeos. Neste contexto, o espetáculo propõe outro tipo de sensibilidade e percepção, calcado principalmente no ouvido e na escuta”, comenta Luiza. A direção musical e a trilha sonora original são assinadas por José Paes de Lira, que desenvolveu uma paisagem sonora composta por vozes, ruídos cotidianos, registros investigativos e canções originais inspiradas em poemas do livro e em artistas como Serge Gainsbourg e Tom Waits.

“A trilha original do espetáculo Nadine é composta por vozes de quase duas dezenas de atrizes e atores convidados e paisagens sonoras que dialogam intensamente com a personagem em cena. São gravações investigativas, diários sonoros dos personagens que moram no mesmo prédio da protagonista, registros de áudios de lugares públicos, depoimentos radiogravados e música construída com ruídos desse cotidiano ficcional”, afirma Lirinha.

A luz e o cenário, assinados por Marisa Bentivegna, transitam entre dois espaços: o ambiente doméstico  local onde frequentemente ocorrem casos de violência de gênero - e o Museu do Prado, cenário de um estudo conduzido pela protagonista e sua aliada, Lana Juarez. Neste momento da peça, o público acompanha um áudio-guia fictício sobre pinturas de artistas como Diego Velázquez, Francisco de Goya e Tintoretto, observando representações femininas ligadas ao sono, à vulnerabilidade e ao sofrimento. “Estamos vivendo um momento em que a misoginia está escancarada e os casos de feminicídio estão aumentando muito. Nesse cenário, é fundamental ampliarmos os espaços de debate sobre violência de gênero”, defende Luiza.


Ficha técnica
Espetáculo "Nadine"
Texto, encenação e performance: Luiza Romão
Direção musical e trilha sonora original: José Paes de Lira
Assistência de direção e preparação vocal: Monica Montenegro
Luz e cenário: Marisa Bentivegna
Figurino: Claudia Schapira
Mixagem de som: José Paes de Lira e Adriano Duprat
Coreografia: Eloísa Honorato
Produção: Iramaia Gongora
Desenho de som: João Souza
Operação de som: Elektra Blue
Foto de divulgação: Tamara dos Santos
Fotos do espetáculo e colagens: Cristina Maranhão

Serviço
Espetáculo "Nadine"
Data: 26 e 27 de junho de 2026, sexta e sábado, às 20h
Sesc Avenida Paulista - Av. Paulista, 119 – Bela Vista – São Paulo/SP
Duração: 50 minutos | Classificação: 16 anos

Ingressos:  R$ 50 (inteira), R$ 25 (meia) e R$ 15 (credencial plena:). Venda de ingressos online a partir de 16/6, às 17h, e nas bilheterias das unidades a partir de 17/6, às 17h. 
Alerta: o espetáculo aborda temas sensíveis, como violência sexual e feminicídio.

.: Theatro Municipal de SP apresenta "Tristão e Isolda", de Richard Wagner


O Theatro Municipal recebe, nos dias 22, 26, 29, 31 de julho e 2 de agosto, a montagem que Alex Aguilera realizou no Teatro de la Maestranza, em Sevilha. Cena da montagem de Tristão e Isolda de Allex Aguilera, no Teatro de la Maestranza. Foto: Roberto Alcain.
 
Conforme anunciado para a programação 2026, o Theatro Municipal de São Paulo apresenta, entre os dias 22 de julho e 2 de agosto, a ópera "Tristão e Isolda", em três atos com música e libreto de Richard Wagner. A produção reúne a Orquestra Sinfônica Municipal e o Coro Lírico Municipal, sob direção musical de Roberto Minczuk. A direção cênica, que anteriormente seria de Daniela Thomas, passa a ser do diretor brasileiro Allex Aguilera, que traz a montagem realizada no Teatro de la Maestranza, em Sevilha. O elenco conta, alternadamente, com os tenores Simon O’Neill e Michael Weinius no papel de Tristão, e as sopranos Annemarie Kremer e Eiko Senda como Isolda. Completam o elenco Leonardo Neiva (Kurwenal), Denise de Freitas (Brangäne), Hernan Iturralde (Rei Marke), Paulo Queiroz (Marinheiro) e Jessé Vieira (Timoneiro).

Descrita pelo próprio Wagner como o trabalho mais audacioso de sua carreira, a obra representa um marco na história da música ocidental ao expandir os limites da tonalidade e da harmonia tradicional. Seu célebre “acorde de Tristão”, apresentado logo no prelúdio, tornou-se símbolo das transformações que influenciaram profundamente a música dos séculos seguintes.

Baseada na versão de Gottfried von Strassburg para um dos mais conhecidos mitos medievais e inspirada pela filosofia de Arthur Schopenhauer, a trama acompanha a paixão avassaladora entre Tristão e Isolda, desencadeada pela ingestão acidental de uma poção de amor. O relacionamento proibido entre os dois culmina em um desfecho trágico, marcado pela célebre ária final Liebestod, um dos momentos mais emblemáticos da história da música.

domingo, 14 de junho de 2026

.: "Exausta, em Cena" retorna temporada na Galeria Metrópole para discutir


Espetáculo idealizado por Carolina Romano ocupa o novo Studio Mistto, na Galeria Metrópole, em sessões de 20 a 29 de junho. A programação inclui DJ set, bar e lojinha do espetáculo. Foto: divulgação

Depois de circular por teatros, centros culturais e galerias de arte, o espetáculo "Exausta, em Cena" retorna em temporada em São Paulo no Studio Mistto, novo espaço cultural da Galeria Metrópole, no centro da cidade. Com dramaturgia, concepção e atuação de Carolina Romano e direção de Victoria Ariante, o monólogo será apresentado de 20 a 29 de junho, com sessões aos sábados, domingos e segundas, às 19h30, no Studio Mistto, na Galeria Metrópole.

Inspirado em um filtro viral criado por Carolina Romano nas redes sociais, o espetáculo acompanha a trajetória de uma artista visual que decide abandonar o emprego tradicional após viralizar na internet. O reconhecimento repentino parece finalmente abrir espaço para viver da própria arte, até que a ansiedade reaparece e transforma o processo em um confronto interno sobre pertencimento, aceitação e adoecimento mental.

Por meio do drama, a peça trata da existência exaustiva do jovem adulto moderno e das aflições de uma artista ao buscar pertencimento e reconhecimento por seu trabalho. A peça também discute como as redes sociais atravessam afetos, relações e a percepção de valor de uma geração acostumada a medir aceitação por likes, números e interações.

O projeto “exausta” teve início quando ela conheceu a obra 'Untitled #137', na qual a fotógrafa Cindy Sherman retrata uma mulher com aparência cansada. Então, Carolina começou a refletir sobre a própria exaustão e todo o efeito que o caos político e social do período pré-pandemia teve sobre ela e seus amigos. A partir dessa reflexão, ela lançou, no fim de 2021, o filtro no Instagram que simula o cartaz de um filme, com o título Exausta e a foto do usuário. Ele viralizou de forma inesperada e alcançou mais de 100 mil usuários apenas em sua primeira versão. Motivada pela identificação gerada em milhares de pessoas, a artista passou a inserir a personagem em diferentes cenários. A transição para o palco foi inspirada em grandes atrizes e dramaturgas contemporâneas: Phoebe Waller-Bridge, Micaela Coel, Leandra Leal e Clarice Falcão, além de Gregório Duvivier. 

O cruzamento entre diferentes expressões artísticas é uma marca do trabalho de Romano. Formada em 2017 pelo extinto Instituto Stanislavski, em São Paulo, atuou em peças premiadas, performances híbridas e digitais, curtas-metragens e web séries. "Exausta, em Cena" estreou em 2023 no Teatro Pequeno Ato e seguiu em circulação nos anos seguintes com apresentações no Sesc São Caetano, Pinacoteca de São Bernardo do Campo, Hospital do Servidor Público, Teatro OCA e em galerias de arte como Brotero 39 e BR Arte Galeria. Em 2026, o espetáculo inaugura o Studio Mistto, na Galeria Metrópole, reforçando a adaptabilidade estética e artística da montagem.


Ficha técnica
Espetáculo "Exausta, em Cena"
Idealização, concepção, dramaturgia e elenco: Carolina Romano
Direção e concepção: Victoria Ariante
Direção de produção: Carolina Romano
Trilha sonora original: Gui Leal - Despertar
Produção executiva: Brunna Laurino e Rafael Fontenele
Assistente de Produção: Camila Johann
Concepção de luz: Rafa Bernardino
Operação de projeção: Camila Johann
Operação de áudio: Brunna Laurino 
Direção de arte, identidade visual e redes sociais: Carolina Romano e Enzo Malaquias
Realização: Studio Mistto
Apoio Cultural: Espaço Co.lab e Studio A Flor da Vida
Nas redes sociais: @exaustaemcena / @_carolinaromano


Serviço
Espetáculo "Exausta, em Cena"

Temporada: de 20 a 29 de junho de 2026. Sábados, domingos e segundas, às 19h30
Abertura da casa: 18h30, com DJ set, bar e lojinha do espetáculo
Studio Mistto, Galeria Metrópole
Rua Basílio da Gama, 148, República
Entrada pela garagem Ingressos: preço único R$ 35
Vendas: https://www.sympla.com.br/produtor/exaustaemcena

.: Mostra "20 Textos sob as Luzes de 100 Artistas" traduz literatura e pensamento


Mostra integra a programação especial de 20 anos do evento e reúne 100 artistas em uma grande experiência coletiva. Nesta imagem, a obra de Carolina Melo. Foto: Mega Artesanal/ Divulgação

Como parte das celebrações de duas décadas da Mega Artesanal, maior feira de produtos e técnicas para arte, artesanato e artes manuais da América Latina, a WR ART Galeria apresenta, de 11 a 15 de julho, no São Paulo Expo, a exposição “20 Textos sob as Luzes de 100 Artistas”, uma mostra coletiva que propõe um diálogo potente entre literatura, memória e criação contemporânea. Idealizado por Wander Mazzotti, o projeto reúne 100 artistas convidados de diferentes regiões do Brasil em torno de um mesmo desafio: transformar palavras em linguagem visual. A curadoria é assinada por Paulo Mattos e pelo próprio Wander.

A exposição parte de 20 textos inéditos, escritos especialmente para o projeto, que funcionam como ponto de partida para as criações. A partir deles, grupos de cinco artistas interpretam livremente personagens históricos, pensadores, artistas e figuras simbólicas, construindo leituras visuais que atravessam cultura, política, arte e o imaginário coletivo.

A mostra propõe um exercício de interpretação contemporânea. Técnicas como bordado, pintura, colagem, assemblagem, fotografia, costura, desenho e escultura se articulam em um grande mosaico visual que explora temas como liberdade, memória e criação. Ao integrar a programação da Mega Artesanal, a exposição reforça o papel da arte manual dentro da economia criativa e seu diálogo com o pensamento contemporâneo.

“Esta exposição traduz muito bem o espírito da Mega ao longo desses 20 anos: um espaço de encontro, troca e valorização da criatividade brasileira. Ao reunir 100 artistas em torno de uma mesma proposta, conseguimos mostrar a força da produção coletiva e como o fazer manual pode dialogar com reflexão, arte e inovação”, afirma Rita Mazzotti, diretora comercial e operacional da WR São Paulo.

“20 Textos sob as Luzes de 100 Artistas” evidencia, ainda, a potência da criação coletiva e a diversidade da produção artística brasileira, aproximando diferentes repertórios, técnicas e trajetórias em uma mesma experiência expositiva. A Mega Artesanal acontece de 11 a 15 de julho, no São Paulo Expo, em São Paulo, e deve receber cerca de 90 mil visitantes em cinco dias de negócios, lançamentos, capacitação e experiências, consolidando-se como um dos principais pontos de encontro do setor no país.


Serviço
Exposição "Mega Artesanal 2026"

Data: até dia 15 de julho de 2026
Local: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5, Água Funda - São Paulo/SP)
Horários: das 10h00 às 18h00
Ingressos: wrsaopaulo.com.br/megaartesanal
Valores: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia) até dia 22/06/2026
Restrições: Proibida a entrada de menores de 12 anos (exceto lactentes de até 2 anos) e animais de estimação
Vans gratuitas: saindo do Metrô São Judas

.: Personagens infantins se encontram em espetáculo com história inédita


"Elyntra - O Resgate de Rapunzel" é um infanto-juvenil repleto de música, humor, fantasia e emoção que vai entrar no universo do público infantil e jovem. Em 2025, Luccas Papp fez uma adaptação com a peça de Peter Pan - Crescer é Preciso que levou mais de 15 mil pessoas ao teatro. O novo projeto também dialoga com essa atmosfera lúdica dos contos de fadas

Uma trama que envolve Branca de Neve, Alice, Dorothy, Pinóquio, o Chapeleiro Maluco e outros personagens em uma jornada sobre amizade, coragem e imaginação. Esses são os pilares de "Elyntra - O Resgate de Rapunzel" em cartaz no Teatro das Artes, com sessões aos sábados e domingos, às 14h30. Com texto, direção e músicas com letras originais de Luccas Papp, a montagem apresenta uma história inédita que reúne personagens clássicos dos contos de fadas em um mundo totalmente novo. A temporada vai até 26 de julho. 
 
O elenco é formado por Analu Sampaio (Sofia), Lorena Queiroz (Rapunzel), Giovana Stinglin (Branca de Neve), Théo Medon (Príncipe), Renata Schneider (Alice), João Pedro Delfino (Pinóquio), Laura Binder (Dorothy), Dayzon Nascimento (Lord Ardus), Larissa Milian (Bruxa), Naara Camilo (Tecelã), Matheus Papp (Neco – Cover de Príncipe), Hitallo Alca (Nico) e Iuri Manzini (Chapeleiro).

A história traz o reino de Elyntra que está em perigo. O personagem Lord Ardus planeja eliminar o mundo da imaginação, o que provocaria o desaparecimento gradual das histórias. A única possibilidade de impedir isso pode estar em Rapunzel, que guarda em seus cabelos um elemento importante para a situação.

Para tentar salvá-la e evitar o desaparecimento de Elyntra, Branca de Neve reúne um grupo de aliados formado por Alice, Dorothy, Pinóquio e o Chapeleiro Maluco. O grupo inicia uma jornada com o objetivo de impedir o plano de Ardus e proteger o mundo das histórias. A missão depende ainda de encontrar uma pessoa do mundo real que acredite nas fábulas. Essa pessoa é Sofia, uma menina que mantém o hábito de imaginar.

Em 2025, Luccas Papp fez uma adaptação com "Peter Pan - Crescer É Preciso", que levou mais de 15 mil pessoas ao teatro. O próximo projeto dialoga com o mesmo universo lúdico. “A ideia era que o próximo espetáculo infantil fosse uma criação inédita, com um reino e uma história original, mas utilizando personagens já conhecidos para criar identificação com o público. Embora o título seja ‘O Resgate de Rapunzel’, a personagem não é o centro da narrativa. O principal elemento da história é o reino de Elyntra, lugar onde as histórias ficam quando não estão sendo contadas. A peça faz parte de uma proposta inédita, mas dialoga com os clássicos. A obra trata de amizade, de acreditar e da importância das histórias na infância”.

Os personagens clássicos aparecem com novas características e histórias nesta montagem. “Dorothy  é uma adolescente sem paciência, emburrada, a Branca de Neve é recém-divorciada, aquela história de que 'Felizes para Sempre' foi destruído; o Pinóquio é um mentiroso em tratamento, então ele só fala a verdade, às vezes, coloca todos em saia justa; a Alice é completamente lunática”, enfatiza Papp.

Na questão visual em cena, a proposta foi mudar a lógica dos figurinos, criando peças inéditas que fazem referência aos originais, com tons mais leves e naturais. O cenário tem uma característica mais robusta para acompanhar toda a jornada. A trilha sonora conta com seis músicas originais que remetem ao clima dos contos de fadas e são cantadas ao vivo pelos atores. A faixa  principal é Elyntra, que apresenta todo este reino e é responsável pela abertura 


Ficha técnica
Espetáculo "Elyntra - O Resgate de Rapunzel" 
Texto, direção geral e letras originais: Luccas Papp
Elenco: Analu Sampaio (Sofia), Lorena Queiroz (Rapunzel), Giovana Stinglin (Branca de Neve), Théo Medon (Príncipe), Renata Schneider (Alice), João Pedro Delfino (Pinóquio), Laura Binder (Dorothy), Dayzon Nascimento (Lord Ardus), Larissa Milian (Bruxa), Naara Camilo (Tecelã), Matheus Papp (Neco – Cover de Príncipe), Hitallo Alca (Nico), Iuri Manzini (Chapeleiro),
Covers: Alexandra Mayrhofer (Cover Rapunzel / Alice), Giulia Lavínia (Cover Sofia / Tecelã), Priscila Jardim (Cover Branca / Dorothy), Marcus Maia (Cover Masculino), Felipe Brito (Cover Chapeleiro).
Assistência de direção: Letícia Monezi
Iluminação: Gustavo Gonçalo
Figurinos: Thaís Boneville
Trilha sonora: Pedro Lemos
Cenografia e cenotecnia: Evas Carretero
Visagismo: Laura Tonetti
Preparação vocal: Eduardo Frena
Coreografias: Laura Binder e Renata Schneider
Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes
Fotos: Fernando Tavares
Design gráfico: Raphael Ruas
Produção de conteúdo digital: Hitallo Alca, Laura Binder e Renata Schneider
Gestão e design de redes sociais: Agência Philar - Liz Oliveira 
Gestão de produção: Guilherme Bernardino
Produção de elenco e executiva: Richard Lake. Produção Executiva: Isadora Schubert
Equipe de produção: Guilherme Shuet, Luccas Franzi, Gustavo Carraresi e Nicole Casavecchia
Hostess Artística: Bianca Ricco
Operação de luz: Jackson Oliveira
Direção de palco: Martins Silva
Técnico de áudio: Juscimar Pina
Produção e gravação de trilha sonora: Victor Hugo Gal e Gustavo Iandoli
Realização: Ministério da Cultura e LPB Produções
*O elenco pode sofrer alterações sem aviso prévio


Serviço
Espetáculo "Elyntra - O Resgate de Rapunzel" 
Teatro das Artes (Localizado no 3º piso do Shopping Eldorado, loja 409)
Av. Rebouças, 3970, Pinheiros, São Paulo/SP
Temporada: de 2 de maio até 26 de julho. Sábados e domingos, 14h30
Classificação: livre. Duração: 90 minutos. 
Ingressos:  [Plateia] - R$ 120,00 (inteira) | R$ 60,00 (meia-entrada);  [Balcão] - R$ 100,00 (inteira) | R$ 50,00 (meia-entrada); [Balcão Fundo] - R$ 50,00 (inteira) | R$ 25,00 (meia) (ingressos promocionais)

quarta-feira, 10 de junho de 2026

.: “Autobiografia Autorizada”, com Paulo Betti, terá apresentação no Sesc Santos


Dirigido por Juliana Betti e Rafael Ponzi, o ator revisita sua trajetória no espetáculo Autobiografia autorizada. Dia 12 de junho, sexta, às 20h, no Teatro do Sesc Santos. Ingressos à venda on-line e nas bilheterias do Sesc SP. Foto: Mauro Khouri 

Com mais de cinco décadas dedicadas às artes cênicas, o ator Paulo Betti sobe ao palco para compartilhar a própria trajetória em um monólogo que mistura memória, emoção e humor. O espetáculo "Autobiografia Autorizada" será apresentado na sexta-feira, 12 de junho, no Sesc Santos, conta com iluminação, figurinos, trilha sonora, cenário e projeções concebidos especialmente para a montagem.

Aos 73 anos, o ator revisita uma história de vida marcada por desafios e superações. Nascido em uma família numerosa, ele foi o décimo quinto filho de uma camponesa analfabeta que deixou o campo para trabalhar como empregada doméstica na cidade. Seu avô, imigrante italiano, trabalhava em regime de parceria para um fazendeiro negro, enquanto seu pai enfrentava a esquizofrenia. Entre dificuldades materiais e afetivas, Betti construiu um percurso improvável: estudou em boas escolas, cursou um Ginásio Industrial em período integral, formou-se pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (USP) e tornou-se professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

No palco, o artista assume diferentes vozes e personagens que marcaram sua existência. Pai, mãe, avó, irmãos e tantas outras figuras surgem em uma narrativa pessoal que alterna momentos de comicidade, ternura e reflexão. O resultado é um relato profundamente humano, conduzido por quem viveu cada uma das histórias que conta. Segundo Paulo Betti, a ideia do espetáculo nasceu da leitura de anotações acumuladas ao longo de toda a vida. Ao revisitar esses registros, percebeu que sempre esteve se preparando para compartilhar as circunstâncias extraordinárias que lhe permitiram sobreviver e construir sua trajetória.

“Minha fixação pela memória da infância e adolescência, passada num ambiente inóspito e, ao mesmo tempo, poético, talvez mereça ser compartilhada no intuito de provocar emoção, riso, entretenimento e entendimento”, afirma o artista. A montagem dialoga diretamente com um momento especial da carreira dele. Em 2025, Paulo Betti celebrou 50 anos de atuação profissional e lançou sua autobiografia, reunindo histórias presentes no espetáculo e episódios inéditos de sua vida. Paralelamente, prepara o lançamento de “Notas que Tomei”, obra que promete revelar bastidores da teledramaturgia brasileira e reflexões sobre acontecimentos marcantes da vida política nacional. Compre o livro "Autobiografia Autorizada", de Paulo Betti, neste link.


Ficha técnica
Espetáculo "Autobiografia Autorizada"
Texto e interpretação: Paulo Betti
Direção: Juliana Betti e Rafael Ponzi
Elenco: Paulo Betti
Cenário: Mana Bernardes
Figurino: Leticia Ponzi
Iluminação: Dani Sanchez e Luiz Paulo Neném
Direção de movimento: Miriam Weitzman
Programação visual: Mana Bernardes
Trilha sonora: Pedro Bernardes
Fotografia: Mauro Khouri
Coordenador de produção: Fabrício Chianello 


Serviço

Espetáculo "Autobiografia Autorizada"
Sexta-feira. dia 12 de junho, às 20h00
Teatro do Sesc Santos
Ingressos: R$ 18,00 (credencial plena) R$ 30,00 (meia-entrada). R$ 60,00 (inteira)
Duração: 80 minutos 
Gênero: comédia dramática
Classificação: 10 anos
Venda de ingressos         
On-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e no site centralrelacionamento.sescsp.org.br
Presencialmente, nas bilheterias das unidades.
Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento    
Terça a sexta-feira, das 9h às 21h30 | Sábados e domingos, 10h às 18h30 
Rua Conselheiro Ribas, 136, Aparecida - Santos/SP
Telefone: (13) 3278-9800          

domingo, 7 de junho de 2026

.: Teatro Sérgio Cardoso recebe "Os Sapatos Que Deixei Pelo Caminho"


Baseado em fatos reais, espetáculo acompanha a trajetória de um migrante nordestino em São Paulo em uma narrativa poética sobre deslocamento, preconceito e sobrevivência. Foto: Sander Newton

Espetáculo "Os Sapatos Que Deixei Pelo Caminho", do Teatro do Kaos, realiza temporada no Teatro Sérgio Cardoso, equipamento da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerido pela Associação Paulista dos Amigos da Arte (APAA), até dia 28 de junho, com apresentações às sextas, sábados e domingos, às 19h00, na Sala Paschoal Carlos Magno. Com argumento de Lourimar Vieira, texto de Cícero Lopes e direção de Marcos Felipe, o espetáculo parte de experiências atravessadas pela migração, pela exclusão e pela permanência para construir uma narrativa sobre os caminhos impostos pela vida.

A peça acompanha Poim, um migrante nordestino que chega a São Paulo em busca de outras possibilidades de existência. A partir de lembranças, deslocamentos e fragmentos de memória, o personagem revisita episódios de sua trajetória e reorganiza a própria história diante de impasses que atravessam o cotidiano contemporâneo. A montagem articula diferentes linguagens cênicas, como cinema, música, artes visuais, dança e teatro de bonecos, para desenvolver uma dramaturgia que se move entre realidade e fabulação. Em cena, o espetáculo aborda temas como migração nordestina, preconceito, sexualidade, capacitismo, desejo, afeto e resistência.

Ao propor a pergunta “o que você faria diante do abismo?”, a obra organiza sua narrativa em torno de rupturas, perdas e tentativas de reconstrução. A trajetória de Poim é apresentada como ponto de partida para refletir sobre pertencimento, identidade e permanência em contextos marcados por exclusão. O texto de Cícero Lopes marca mais uma colaboração do autor com o Teatro do Kaos. 

Já a direção de Marcos Felipe, que assinou a assistência de direção do também premiado "A Falecida"- Projeto Superação/ Teatro do Kaos, dirigida por Nelson Baskerville-, explica que neste a comunicação com a plateia se dá através da poesia, por meio de metáforas, sendo uma obra mais intimista, desenvolvida com o brilho no olhar. “A peça é extremamente contemporânea, tanto na linguagem quanto no conteúdo, e apresenta um espelho da nossa sociedade atual, discutindo conceitos arcaicos, preconceitos enraizados e verdades absolutas. A peça não é conclusiva. À de se discutir, juntos, sobre os caminhos futuros, mas com este trabalho o público vai dançar, rir, chorar, gozar e gritar, simplesmente porque a vida é assim”.


Ficha técnica
Espetáculo "Os Sapatos Que Deixei Pelo Caminho"
Argumento: Lourimar Vieira
Texto: Cícero Gilmar Lopes
Direção: Marcos Felipe
Direção assistente: Sandra Modesto
Elenco / Criadores: Camila Sandes, Diego Saraiva, Fabiano Di Melo, Levi Tavares e Lourimar Vieira
Vídeos: Lucas Beda
Fotos: Sander Newton
Animação: Lucas Schlosinski
Trilha sonora: Marcos Felipe e Sandra Modesto
Intervenção musical: Gustavo Sarzi
Locução: Theo Rangel
Bonecos: Márcia Alves
Cenário: Teatro do Kaos e Fabiano Di Melo
Cenotécnico: Fabiano de Melo e Irio Sandes
Figurino: Fausto Viana
Desenho de luz: Pedro Augusto
Técnico de luz: Rafael Almeida
Técnico de som/projeção: Alana Vieira
Produção: Teatro do Kaos


Serviço

Espetáculo "Os Sapatos Que Deixei Pelo Caminho"
Temporada: até dia 28 de junho de 2026, sextas, sábados e domingos, às 19h
Ingressos: R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia-entrada / estudantes / classe artística / moradores do bairro) | Sympla
Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno | Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista – São Paulo
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 60 minutos

sábado, 6 de junho de 2026

.: Espetáculo "O Mercador de Veneza", com Dan Stulbach, reestreia no Tuca


Com Dan Stulbach à frente do elenco, a peça vem realizando um feito: até agora não houve nenhuma sessão em que não tivessem sido vendidos todos os assentos. Foto: Ronaldo Gutierrez

Com ingressos esgotados no Tucarena até maio, o espetáculo “O Mercador de Veneza” migra para um teatro maior e abre novas sessões aos sábados e domingos de junho e julho, agora no Tuca, em São Paulo. A peça vem realizando um feito: até agora não houve nenhuma sessão em que não tivessem sido vendidos todos os assentos. O projeto é uma coprodução da Kavaná Produções e Baccan Produções. À frente do elenco, Dan Stulbach dá vida ao icônico agiota Shylock, já interpretado por nomes como Al Pacino, Laurence Olivier e Pedro Paulo Rangel. A direção é de Daniela Stirbulov. Mergulhando em temas como preconceito e intolerância a todos aqueles que são estrangeiros, a montagem é uma reflexão acerca das transformações nas relações humanas e tensões sociais que transcendem séculos.

“Lidar com os desafios shakesperianos é abrir espaço para o risco, para o confronto com o que somos — e com o que podemos ser. E expandir o entendimento sobre a vida: as relações humanas em sua complexidade e contradições. Tudo está ali. Vilões e heróis se confundem nas máscaras sociais. A obra, atravessada por tensões religiosas e preconceitos, nos confronta com questões sobre intolerância, identidade e justiça - tão atuais quanto no tempo em que foi escrita”, reflete a diretora, Daniela Stirbulov.

A trama acompanha Antônio, um mercador que contrai uma dívida com o agiota judeu Shylock para ajudar seu amigo Bassânio. Como garantia, estipula-se a retirada de uma libra da carne de Antônio. Com o não pagamento da dívida, o contrato desencadeia um julgamento dramático, colocando em pauta temas como justiça e preconceito. Sob a direção de Daniela Stirbulov, “O Mercador de Veneza” se desloca da Itália do século 16 para um cenário contemporâneo, em que questões como o antissemitismo, o preconceito racial, e as guerras motivadas pelo lucro e pelo capital ganham mais potência frente à narrativa. O agiota Shylock é alçado a protagonista nesta montagem, que busca narrar a história a partir de seu ponto de vista.

“Estar à frente da direção me possibilitou criar um universo contemporâneo. A história, escrita no contexto do capitalismo emergente do século XVI, foi transportada para os anos 1990 - década marcada pela aceleração da globalização e pelo surgimento de uma nova ordem mundial. Estabelecemos a Bolsa de Valores como espaço central, implantando a atmosfera das negociações financeiras do tempo presente e o dinheiro como motor principal das relações”, conta a diretora.

No centro do palco, uma estrutura acrílica transparente elevada cria um tablado para os atores. No alto, um painel circular de led desenha palavras e frases ligadas à ação. Há um operador de câmera captando imagens em tempo real, também projetadas no painel. A música é executada ao vivo por uma baterista no palco.

A produção do espetáculo é assinada pela Kavaná e pela Baccan Produções, sob a liderança de Cesar Baccan e Marcelo Ullmann, que também integram o elenco. Com atuação destacada pela qualidade, os produtores vêm consolidando uma trajetória marcada por obras de relevância artística e apelo de público, como “O Nome do Bebê”, com Bianca Bin, “A Pane”, com Antônio Petrin, e “Um Inimigo do Povo”, de Henrik Ibsen. Mais do que viabilizar montagens, Baccan e Ullmann desenvolvem projetos que transitam entre o clássico e o contemporâneo, equilibrando rigor estético, comunicação com o público e consistência de produção, enquanto avançam com novos projetos em desenvolvimento.


Ficha técnica
Espetáculo "O Mercador de Veneza"

Texto: William Shakespeare. Direção: Daniela Stirbulov. Tradução, Adaptação e Assistência de Direção: Bruno Cavalcanti. Elenco / Personagem: Dan Stulbach / Shylock; Augusto Pompeo / Duque; Amaurih Oliveira / Lorenzo e Príncipe de Marrocos; Cesar Baccan / Antônio; Gabriela Westphal / Pórcia; Júnior Cabral / Graciano; Marcelo Diaz / Lancelotte Gobbo; Marcelo Ullmann / Bassânio; Maria Clara Strambi / Jéssica; Rebeca Oliveira / Nerissa; Renato Caldas / Solânio e Tubal; Thiago Sak / Salarino e Príncipe de Aragão. Baterista em cena: Caroline Calê. Cenografia: Carmem Guerra. Cenotécnico: Douglas Caldas. Desenho de luz: Wagner Pinto e Gabriel Greghi. Figurino e visagismo: Allan Ferc. Assistente de figurino: Denise Evangelista. Peruqueiros: Dhiego Durso e Raquel Reis. Direção de movimento: Marisol Marcondes. Aderecista: Rebeca Oliveira. Consultoria sobre Shakespeare: Ricardo Cardoso. Vídeo e imagem: André Voulgaris. Fotos: Ronaldo Gutierrez. Design gráfico: Rafael Oliveira Branco. Operação de luz: Jorge Leal. Operação de som: Eder Sousa. Motorista: Cosme Araujo. Assistente de produção: Amanda Nolleto. Produção executiva: Raquel Murano. Direção de produção: Cesar Baccan e Marcelo Ullmann. Produção: Kavaná Produções e Baccan Produções. Assessoria de imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Sephany.

Serviço
Espetáculo “O Mercador de Veneza”

Reestreia sábado, dia 6 de junho, às 20h00
Teatro Tuca – Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes / São Paulo. Telefone: (11) 3670-8455.
Sábados, às 20h00, e domingos, às 17h00 (as sessões dos dias 13 de junho, 4, 5, 11 e 19 de julho dependem dos jogos do Brasil na Copa do Mundo).
Ingressos: R$ 200,00 e R$ 100,00 (meia-entrada) na bilheteria terça-feira a sábadp, das 14h00 às 20h00, e domingo, das 14h00 às 18h00, ou em https://bileto.sympla.com.br/event/118833?share_id=1-copiarlink
Capacidade: 672 espectadores
Duração: 1h50
Gênero: comédia dramática
Classificação indicativa: 12 anos
Acessibilidade: sim
Temporada: até 26 de julho


terça-feira, 26 de maio de 2026

.: Sesc 24 de Maio recebe as últimas apresentações da peça "Meninos"


Espetáculo do Grupo II aborda as relações masculinas no contexto familiar contemporâneo. Foto: Douglas Fontes


O Sesc 24 de Maio recebe o espetáculo "Meninos", do Grupo II, até dia 30 de maio, em curta temporada. A montagem lança um olhar sensível sobre a masculinidade contemporânea, investigando fraturas, afetos e possibilidades de reinvenção a partir das relações familiares. Dividida em três atos, a peça apresenta histórias marcadas pela ausência e pelo silêncio, traçando caminhos de afetividade entre tios e sobrinhos, irmãos, filhos e pais. A dramaturgia constrói um mosaico de vínculos masculinos, revelando tensões, heranças emocionais e formas possíveis de cuidado. 

A programação integra o projeto Cena Jovem, realizado pela unidade 24 de Maio desde 2019, com o objetivo de aproximar as juventudes da linguagem teatral. A iniciativa aposta em espetáculos que dialogam com temas de interesse dos jovens e valorizam diretores, dramaturgos e artistas emergentes, incentivando tanto a formação de público quanto o reconhecimento de novas vozes da cena contemporânea. Assinada por Lucas Mayor, Marcos Gomes e Rafael Cristiano, a dramaturgia dialoga com a obra Sendo um menino, de bell hooks, ao abordar a infância e a adolescência masculina sob a perspectiva do crescimento, da formação da identidade e das pressões sociais impostas aos homens desde cedo. 

Ficha técnica
Espetáculo "Meninos"
Direção: Lucas Mayor e Marcos Gomes
Dramaturgia: Lucas Mayor, Marcos Gomes e Rafael Cristiano
Atuação: Eduardo Guimarães, João Bourbonnais, João Filho, Lucas Laureno, Rafael Cristiano e Ricardo Teodoro
Iluminação: Matheus Brant
Cenografia e Figurino: Grupo II
Produção: Maísa Sousa De Castro
Fotografia: Douglas Fontes


Serviço
Espetáculo "Meninos"

Até dia 30 de maio, de quarta a sábado, às 18h00
Sesc 24 de Maio, Rua 24 de Maio, 109, São Paulo – 350 metros da estação República do metrô
Classificação: 14 anos
Ingressos: sescsp.org.br/24demaio ou através do aplicativo Credencial Sesc SP e nas bilheterias das unidades Sesc SP - R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (meia) e R$ 15,00 (Credencial Sesc).
Acessibilidade: Tradução em Libras nos dia 29 de maio.
Duração do show: 60 minutos
Serviço de van: Transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h às 23h, e aos domingos e feriados, das 18h00 às 21h00.

segunda-feira, 25 de maio de 2026

.: Últimas apresentações do espetáculo “TIP” no Teatro YouTube


Dirigida por Rodrigo Portella e protagonizada por Milla Fernandez, peça é um corajoso relato de autoficção que partiu da experiência da atriz durante a pandemia. Foto: Ale Catan


Depois de três recentes temporadas no Rio de Janeiro e uma indicação ao Prêmio APTR de Jovem Talento, o espetáculo “TIP (Antes Que Me Queimem Eu Mesma Me Atiro no Fogo)” segue com as últimas apresentações no Teatro YouTube (antigo Teatro Eva Herz), no Conjunto Nacional, em São Paulo. Com dramaturgia e performance de Milla Fernandez e direção de Rodrigo Portella, a peça é um corajoso relato de autoficção que partiu da experiência da atriz durante a pandemia. 

Diante das necessidades urgentes de se prover, e da falta de perspectivas, Milla encontrou no sexo virtual, com o apoio do marido e da família, a possibilidade de garantir uma fonte de renda imediata. Sem ideia do que encontraria, mergulhou no mundo do entretenimento adulto, satisfazendo como cam girl desejos de clientes anônimos em troca de gorjetas (tips, em inglês). Com humor ácido, Milla Fernandez não se poupa e brinca com o medo do fracasso, revelando situações cômicas, constrangedoras e dolorosas que viveu na área do entretenimento e no universo pornô.

A vivência provocou na atriz uma reflexão sobre as ilusões de uma sociedade orientada pela imagem. Com humor ácido, Milla Fernandez não se poupa e brinca com o medo do fracasso. A partir das inúmeras situações cômicas, constrangedoras e dolorosas que viveu na área do entretenimento, ela destrincha, com ironia, as consequências de uma vida construída para realizar o desejo dos outros - seja na profissão, no âmbito familiar ou no universo pornô. O que acontece quando uma atriz vive sempre em função da plateia? E ainda, o que acontece quando essa mulher se cansa de tentar agradar?

Nas palavras de Milla Fernandez: “Na pandemia, sem ganhar um centavo como atriz, eu decidi molhar os pés no universo das camgirls. Acabei mergulhando de cabeça, me afogando num mar violento e só quando cheguei no fundo e pensei que ia morrer, descobri que dá pra respirar embaixo d’água. Durante anos meu objetivo foi me sentir segura. Hoje eu quero me sentir cada vez mais confortável na insegurança. Eu pensava que controlar tudo era sinônimo de força. Vivi uma vida inteira tentando estar preparada para quando o mundo caísse. Aí ele caiu e esmagou todas as verdades que eu tinha construído. Essa peça não é uma resposta, é uma pergunta que eu me faço todos os dias”.

Como diretor, Rodrigo Portella direciona seu foco para a visão da atriz sobre a própria experiência: “Eu fico abismado com a coragem dela. Eu jamais me exporia dessa forma. Apesar de que nem tudo corresponde à verdade (no que diz respeito aos fatos), essa é uma das peças mais 'de verdade' em que eu já estive envolvido. Essa peça, pra mim, é sobre uma jovem atriz que se atira no abismo, uma mulher que se lança no fogo ao invés de fugir ou paralisar. Não é só um ato de coragem, mas de resiliência e reparação. Uma espécie de revisão do seu processo de constituição como pessoa e artista.”

A peça foi ensaiada em Barcelona - onde vivem Rodrigo e Milla -, com apoio da Prefeitura da cidade. A encenação de Rodrigo Portella aposta no minimalismo. Como único elemento cenográfico, longos tapetes vermelhos representam a fama e o sucesso. Portella assume a própria arquitetura teatral como cenário, retirando os tradicionais panos pretos da caixa cênica, e assim lembrando aos espectadores que estão num teatro, e que a ilusão dará lugar à imaginação. A trilha de Federico Puppi e Leo Bandeira tem caráter essencialmente percussivo, complementado por Milla Fernandez, que toca sax durante o espetáculo. O figurino de Karen Brusttolin busca desviar dos clichês e dos fetiches.


Ficha técnica
Espetáculo “TIP (Antes Que Me Queimem Eu Mesma Me Atiro no Fogo)”
Dramaturgia e performance: Milla Fernandez
Direção: Rodrigo Portella
Direção musical: Federico Puppi
Trilha sonora original: Leonardo Bandeira (bateria) e Federico Puppi
Figurino: Karen Brusttolin
Cenário e luz: Rodrigo Portella
Colaboração: Georgina Vila Bruch
Vídeo design: Plinio Hit
Visagismo: Neandro Ferreira
Fotos: Ale Catan
Identidade Visual: José Mancini e Diego Navarro
Mídias Sociais e Gestão de Tráfego: Nathália Alves
Captação de apoio: RumoToloá
Produção: Ártemis e Virgínia Bravo (Ártemis Produções Artísticas)
Realização: Mil Atividades Artísticas
Assessoria de imprensa: JSPontes Comunicação - João Pontes e Stella Stephany


Serviço
Espetáculo “TIP (Antes Que Me Queimem Eu Mesma Me Atiro no Fogo)”
Temporada até dia 31 de maio
Teatro YouTube (antigo Eva Herz) - Av. Paulista, 2073/3º and, Conjunto Nacional, Bela Vista / SP (estacionamento no local)
Sexta-feira e sábado, às 20h00; domingo, às 17h00. Ingressos: R$120,00 e R$60,00 (meia) em https://www.eventim.com.br/artist/teatro-youtube/tip-antes-que-me-queimem-eu-mesma-me-atiro-no-fogo-4076460/ ou na bilheteria de segundas 13h00 às 21h00 / Capacidade: 166 espectadores / Duração: 90 minutos. Gênero: autoficção. Classificação: 18 anos. Acessibilidade teatro: sim / Temporada: até 31 de maio

Trecho de “TIP (Antes Que Me Queimem Eu Mesma Me Atiro no Fogo)”

domingo, 24 de maio de 2026

.: Espetáculo infantojuvenil "Antes de Dormir" está em cartaz no Sesc Ipiranga


Texto de Liana Ferraz aborda questões delicadas do último ato da infância, como o embate entre medo e a vontade de crescer. Em cena, estão Carol Vidotti, Dom Capelari e Fábia Mirassos. Foto: Luisa Moretti


Pipa descobre que crescer não é uma tarefa fácil no espetáculo infantojuvenil "Antes de Dormir", com texto de Liana Ferraz e direção de Joana Dória, que tem sua temporada de estreia até dia 19 de julho, no Sesc Ipiranga, com apresentações sempre aos domingos, às 11h00. Estrelado por Carol Vidotti, Dom Capelari e Fábia Mirassos, o espetáculo inédito foca questões delicadas do último ato da infância, como o embate entre o medo e a vontade de crescer, a complexidade das escolhas, as mudanças no pensar e no sentir, as chegadas e despedidas. 

Na trama, enquanto os adultos acreditam que as crianças já dormiram, Pipa, Maju e Nada transformam seu quarto em um território fértil para a imaginação, os sonhos, os pesadelos, os medos e as lembranças. Eles imaginam juntos os desafios e delícias de crescer. O tema toca pessoas de várias gerações, com a proposta de reconhecer a riqueza das reflexões das crianças sobre suas emoções e vivências. Contrariando o senso comum, elas não se cansam de nos surpreender com elaborações poéticas e até mesmo psicanalíticas e filosóficas. 

No intuito de não ceder aos hábitos de fruição cada vez mais hegemônicos (minúsculas durações, abordagens superficiais e dispositivos hipnóticos), o espetáculo articula música, composição visual e trabalho corporal como recursos para ampliar a conexão com a história e com a palavra corporificada nesse evento presencial, com frequência analógico e sempre coletivo chamado teatro.


Ficha técnica
Espetáculo "Antes de Dormir"

Idealização e direção: Joana Dória
Dramaturgia: Liana Ferraz
Atuação: Carol Vidotti, Dom Capelari e Fábia Mirassos
Musicista: Clara Dum
Assistência de direção: Manu Nahas
Direção de movimento: Karina Almeida
Iluminação: Henrique Andrade
Direção de arte: Nicolle de Bari
Visagismo: Fábia Mirassos
Direção de criação musical: Dom Capelari
Letras e melodias: Dom Capelari e Liana Ferraz
Arranjos: Dom Capelari e Clara Dum
Técnico e operador de som: Pedro Semeghini
Operador de luz: Henrique Andrade e Manu Nahas
Cenotécnico: Dahora cenografia - José Alves da Hora
Aderecista: Criando Planos
Design gráfico: Manuela Afonso
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Vídeo: Madu Araraki
Fotos: Tomás Franco
Direção de produção: Paula Malfatti
Administração: Marisa Riccitelli Sant’Ana - Superfície de Eventos
Gestão: Malfatti Paciência em Ato


Serviço
Espetáculo "Antes de Dormir"
Apresentações: até dia 19 de julho, sempre aos domingos, às 11h00
Sessão com Libras dia 27 de junho
Sesc Ipiranga - Rua Bom Pastor, 822, Ipiranga
Ingressos: R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (meia-entrada) e R$ 12,00 (credencial plena) Gratuito para crianças até 12 anos
Vendas on-line em sescsp.org.br ou presencialmente nas bilheterias de qualquer unidade do Sesc São Paulo
Classificação: livre.
Duração: 60 minutos
Acessibilidade: espaço acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

.: Teatro: Luís Alberto de Abreu revisita memórias e lança coletânea em SP


Dramaturgo participa de palestra e apresenta o livro "Viva o Teatro! E Outras Crônicas", sobre teatro, cultura e memória do ABC paulista. Foto: divulgação


Nesta terça-feira, dia 26 de maio, a Escola Superior de Artes Célia Helena recebe o dramaturgo, roteirista e professor Luís Alberto de Abreu para uma programação que reúne palestra e lançamento editorial. A programação começa com a palestra “A Função Mítica do Stor”, voltada a estudantes do Célia Helena e convidados. No encontro, Abreu discute o papel do ator e do artista na construção do imaginário social e sua presença nas narrativas coletivas. Em seguida, o autor lança o livro "Viva o Teatro! e Outras Crônicas", publicado pela Editora Alpharrabio.

A obra reúne 40 crônicas selecionadas de um conjunto de cerca de 135 textos publicados semanalmente por Abreu no jornal Diário do Grande ABC entre 1995 e 1997. Os textos abordam a produção cultural no ABC paulista, em diálogo com os movimentos sindicais, políticos e com a ampliação do acesso à cultura no período. O livro é dividido em quatro núcleos temáticos sobre arte, cultura, criação e memória. O lançamento dá continuidade à relação editorial entre Abreu e a Alpharrabio, iniciada com A vida crônica (1999) e As artes do ofício: um olhar sobre o ABC (2000), livros escritos pela poeta e gestora cultural Dalila Teles Veras.

 
Sobre o autor
Nascido em São Bernardo do Campo em 1952, Luís Alberto de Abreu atuou na formação de diferentes gerações de artistas no ABC paulista. Foi professor da primeira turma da Escola Livre de Teatro de Santo André, participou da criação da Escola Livre de Cinema e Vídeo da cidade e coordenou iniciativas de formação em dramaturgia. No audiovisual, assinou roteiros de filmes como Kenoma e Narradores de Javé, ambos em parceria com Eliane Caffé. Na televisão, participou das microsséries Hoje é Dia de Maria, A Pedra do Reino, Capitu e da novela Velho Chico.


Serviço
Luís Alberto de Abreu na Célia Helena
Terça-feira, dia 26 de maio
Local: Escola Superior de Artes Célia Helena
Endereço: Av. São Gabriel, 462, Itaim Bibi, São Paulo (SP)

Palestra “A Função Mítica do Ator”
Horário: 19h00 às 20h30
Atividade voltada a estudantes do Célia Helena e convidados

Lançamento de "Viva o Teatro! e Outras Crônicas"
Horário: 20h30 às 22h30

sábado, 23 de maio de 2026

.: Musical infantil propõe resgate da imaginação em meio a excesso de telas


“Além da Magia: Um Musical de Sonhos” será apresentado nos dias 24 e 31 de maio, no Teatro Jardim Sul, com canto ao vivo, fantasia e mensagem de coragem para crianças. Foto: divulgação

Em um cotidiano cada vez mais marcado por telas, estímulos rápidos e pouco tempo para o brincar livre, uma menina descobre que os livros também podem abrir caminhos para mundos extraordinários. Essa é a premissa de “Além da Magia: Um Musical de Sonhos”, espetáculo infantil que será apresentado nos dias 24 e 31 de maio, sempre às 16h00, no Teatro Jardim Sul – Sala 2, na Vila Andrade, em São Paulo.

Com direção geral, direção musical, texto e roteiro de Julia Perini, a montagem acompanha a história de Maria, uma menina alegre, curiosa e muito conectada ao celular. Incentivada pela mãe a descobrir o encanto dos livros, ela decide deixar a tela de lado por uma noite e mergulhar em uma história mágica. O que parecia apenas imaginação se transforma em uma grande aventura: Maria é transportada para um reino encantado, colorido e musical, onde encontra personagens que fazem parte do imaginário infantil.

Mas nem tudo está em harmonia nesse universo de fantasia. O temido feiticeiro Jaffar surge com um plano malvado: roubar a voz das princesas e acabar com a magia daquele lugar. Ao perceber que ainda consegue cantar, Maria descobre que foi escolhida para uma missão especial: devolver a música, a alegria e a esperança ao reino. Guiada por novos amigos e pela força da música, a personagem aprende que ser princesa vai muito além de coroas, vestidos e castelos. A jornada mostra às crianças que bondade, amizade, união, coragem e confiança em si mesmas também são formas de magia.

O espetáculo chega em sintonia com uma discussão cada vez mais presente entre famílias e educadores: como reaproximar as crianças da leitura, da imaginação, das interações reais e das experiências presenciais. Estudo internacional desenvolvido recentemente pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apontou que 53% das famílias nunca ou raramente leem livros para crianças de 5 anos matriculadas na pré-escola em Ceará, Pará e São Paulo. O mesmo levantamento mostrou que 50,4% das crianças pesquisadas usam dispositivos digitais todos os dias, índice acima da média dos países participantes.

Nesse contexto, a montagem propõe uma vivência na contramão do consumo acelerado: uma experiência coletiva, musical e presencial, em que a criança é convidada a imaginar, escutar, cantar e se envolver com a história. “A história nasce desse olhar para a infância de hoje. Maria é uma menina que gosta do celular, como tantas crianças, mas descobre no livro uma porta para a fantasia, para a música e para o encontro. A ideia não é demonizar a tecnologia, e sim lembrar que a criança também precisa de presença, escuta, imaginação, convivência e experiências que envolvam o corpo inteiro. No teatro, ela não só assiste: ela canta, reage, se emociona e participa”, afirma Julia Perini, diretora do espetáculo.

A produção reúne canções ao vivo, composições autorais de Fernando Lima, coreografias de Giovanni Torres, figurinos do Ateliê Ozani e cenografia de Ricardo Santos. Com linguagem lúdica, visual colorido e momentos de interação, a proposta é envolver crianças e famílias em uma experiência afetiva, divertida e educativa.

Para Julia, produzir teatro infantil hoje também é um exercício de criatividade, cuidado e resistência. “Fazer teatro para crianças exige muita responsabilidade. Cada escolha precisa respeitar o universo infantil: o texto, a música, o ritmo da cena, o visual, a mensagem que fica. E produzir no Brasil é um desafio enorme. Tudo é feito com muito esforço, muito amor e uma equipe que acredita de verdade no que está levando para o palco. A nossa vontade é que cada criança saia do teatro com brilho nos olhos, cantando, imaginando e acreditando um pouco mais nos próprios sonhos”, destaca.

Além da relação com a leitura e a imaginação, o musical também reforça a importância das experiências culturais fora de casa. O estudo da OCDE aponta que atividades como visitas a bibliotecas, oficinas, aulas de música, dança, esportes e outras vivências presenciais são importantes para o desenvolvimento físico, cognitivo e socioemocional das crianças, além de contribuírem para criatividade, resolução de problemas e socialização. Com duração de 60 minutos e classificação livre, “Além da Magia: Um Musical de Sonhos” é indicado para famílias que buscam uma programação infantil afetiva, musical e visualmente encantadora para o fim de semana.


Ficha técnica
Espetáculo: "Além da Magia: Um Musical de Sonhos"
Direção geral: Julia Perini
Direção musical: Julia Perini
Texto e roteiro: Julia Perini
Músicas autorais: Fernando Lima
Coreografias: Giovanni Torres
Elenco: Giovanna Vieira, Thici Lemos, Polyana Porfirio, Fernando Lima, Giovanni Torres e Julia Perini
Figurinos: Ateliê Ozani
Cenografia: Ricardo Santos
Iluminação: Pedro Amaral
Sonoplastia: Pedro Amaral
Projeções: Pedro Amaral
Maquiagem e cabelo: Thici Lemos
Produção executiva: Carlos Jorge
Fotografia e vídeo: Ingrid Moraes
Operação de som: Pedro Amaral
Operação de luz: Pedro Amaral
Assessoria de Imprensa: Bruno Gambini
Realização: Luz e Magia Produções


Serviço
Espetáculo: "Além da Magia: Um Musical de Sonhos"
Datas: 24 e 31 de maio
Horário: 16h00
Duração: 60 minutos
Classificação: livre
Ingressos: a partir de R$ 45
Local: Teatro Jardim Sul – Sala 2
Endereço: Rua Itacaiúna, 61 – Vila Andrade, São Paulo – SP

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