Atividade gratuita do projeto "Ler à Luz da Lua" convida o público a acompanhar a performance de dentro da água ou do mirante da unidade. Na foto: Iara Rennó (créditos: José de Holanda) e Thalma de Freitas (Caroline Bittencourt)
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segunda-feira, 23 de março de 2026
.: Iara Rennó e Thalma de Freitas leem "Macunaíma" na piscina do Sesc
Atividade gratuita do projeto "Ler à Luz da Lua" convida o público a acompanhar a performance de dentro da água ou do mirante da unidade. Na foto: Iara Rennó (créditos: José de Holanda) e Thalma de Freitas (Caroline Bittencourt)
sábado, 14 de março de 2026
.: Teatro: “O Céu Fora Daquela Janela” ganha primeira montagem brasileira
“The Welkin”, da prestigiada dramaturga britânica Lucy Kirkwood, ganha sua primeira montagem profissional no Brasil com produção da Bendita Trupe, numa versão feminista de Doze Homens e uma Sentença. Foto: Alê Catan
Originalmente encomendada e encenada pelo National Theatre, de Londres, a peça "The Welkin", da prestigiada dramaturga britânica Lucy Kirkwood, ganha uma versão brasileira pela Bendita Trupe que define a montagem como “uma odisseia de tirar o fôlego”. Agora, sob o título de "O Céu Fora Daquela Janela", o trabalho estreia no dia 21 de março e permanece em cartaz até o dia 26 de abril no Teatro Antunes Filho, no Sesc Vila Mariana. O texto propõe uma releitura feminina do clássico do cinema "Doze Homens e Uma Sentença" (1957 - direção de Sidney Lumet), estrelado por Henry Fonda. Mantém-se a estrutura do júri encarregado de decidir o destino de uma acusada, mas aqui o centro da cena é ocupado por mulheres, deslocando o eixo de poder e perspectiva.
A direção é de Johana Albuquerque - diretora, pesquisadora e atriz, fundadora da Cia. Bendita Trupe - que propõe um encontro entre diferentes gerações da cena teatral paulistana. No elenco, artistas com trajetórias consolidadas e vozes mais recentes compartilham o espaço cênico: Aysha Nascimento, Nilcéia Vicente, Ester Laccava, Fernanda D'Umbra, Daniel Alvim, Vera Bonilha, Pedro Birenbaum, Cris Lozano, Maria Bia, Thais Dias, Claudia Missura, Agnes Zuliani, Jefferson Matias, Sofia Botelho, Cris Rocha, Raul Vicente e Clodd Dias.
Em "O Céu Fora Daquela Janela", Lucy Kirkwood ambienta a ação no interior da Inglaterra, em 1759. Doze matronas são convocadas como um “júri emergencial” para determinar se Sally Poppy, condenada por participação no assassinato de uma criança, está grávida. A decisão é crucial: caso a gestação seja confirmada, a execução por enforcamento será substituída por prisão perpétua.
Nesse tribunal improvisado, confrontam-se forças estruturantes da época: ciência e superstição, autoridade médica masculina e saberes ancestrais femininos, justiça institucional e pressão popular. Ao tensionar esses campos, a autora expõe as fissuras de um sistema jurídico conduzido por homens e atravessado por interesses, crenças e disputas de poder.
“A dramaturgia se amplia na percepção de que esta é a história não escrita da experiência materna feminina. Contada com uma estimulante franqueza fraternal, 13 mulheres diversas formam um espectro deslumbrante, furioso e conflitante de humanidade e feminilidade, diante de uma estrutura jurídica que só trabalha para humilhar e massacrar a grande experiência do matriarcado”, comenta a diretora.
"The Welkin", texto original de Lucy Kirkwood, estreou em Londres em 2020, mas sua temporada inicial foi interrompida pela pandemia. Desde então, recebeu montagens em diferentes países, como Coreia do Sul, Eslovênia e Irlanda, entre outros. Na versão brasileira, o dramaturgo-guia Cacá Toledo adotou um letramento feminista como eixo da tradução, priorizando escolhas no feminino - como “coberta” em vez de “cobertor” - em consonância com a centralidade das personagens mulheres. Ao mesmo tempo, os nomes próprios foram adaptados para formas mais usuais em português, buscando maior fluidez e aproximação com o público.
"O Céu Fora Daquela Janela" pode parecer apenas uma peça de julgamento. Mas existem muitas camadas que respiram nesta trama, que atravessam não somente o drama histórico, mas também a peça de suspense, a comédia, o ativismo, o simbolismo, o macabro e a tragédia.
Numa enorme cela, fria e escura, doze mulheres moradoras de uma mesma pequena cidade do interior são reunidas por horas a fio - sem comida, bebida, calor e luz. Este “júri emergencial” mistura mulheres generosas e cheias de sabedorias a outras, egoístas e preconceituosas, numa conversa sincera e nem sempre agradável sobre o que é ser mulher nos dias de hoje. “A trama percorre caminhos inusitados e simbólicos, trazendo além das conversas e embates entre essas mulheres tão diversas, relatos fantásticos e mágicos, ligados aos fetiches e fantasias femininas, como também, sua conexão com os elementos da natureza (a água, o fogo, as ervas, os aromas, as curas)”, acrescenta Albuquerque.
Já que a autora sinalizou ser crucial “que o grupo reflita a população do lugar em que a peça está sendo encenada e não a do Leste inglês dos anos 1750”, a teatralidade, característica peculiar da Bendita Trupe se une agora a potência do teatro negro, a presença de integrantes de outros relevantes grupos de teatro de São Paulo, além de também dar visibilidade ao corpo trans, revelando a preocupação da cia. de expressar, em cena, a diversidade presente em nosso país.
"O Céu Fora Daquela Janela" também segue uma abordagem mais corporal e menos psicológica. “Nossos espetáculos sempre são meio coreografados, porque é muito importante que as ações se tornem expressivas através do corpo”, comenta a encenadora.
O cenário de Simone Mina é quase uma instalação. Há uma cela que é como um espaço laboratorial, com estantes cheias de objetos translúcidos que contém líquidos, em uma referência à gestação e ao útero. Ao mesmo tempo, uma série de cadeiras suspensas fazem alusão ao enforcamento - estas são manipuladas constantemente para criar diferentes ambientes.
Os figurinos de Silvana Marcondes surgem a partir das referências históricas de roupas dos anos 1750/1780, com tangenciamentos à nossa atualidade urbana do século XXI. Trajes, modelagens e volumes daquele período serão mesclados com peças, acessórios e detalhes de vestes contemporâneas como calças, cintos, tecidos e calçados.
A composição musical de Pedro Birenbaum rompe fronteiras temporais e estilísticas ao reunir ópera clássica, música circense, disco music, funk, punk, dance e cantos de lavadeiras. Essa diversidade não é aleatória: cada linguagem musical dialoga com diferentes momentos históricos e simbólicos da condição feminina, revelando camadas de opressão, trabalho, festa, rebeldia e transformação. A proposta é traduzir musicalmente a evolução - e a resistência - das mulheres desde o século XVIII até a contemporaneidade. As projeções em mapping e videografismos de Ana Lopes, os vídeos de Peterson Almeida e a Iluminação de Wagner Pinto, ampliam a dimensão simbólica da cena, estimulando a imaginação do espectador.
Sinopse
Ambientado no interior da Inglaterra em 1759, o espetáculo é disparado a partir do julgamento de um crime hediondo em que um júri, formado exclusivamente por mulheres, coloca treze figuras, de origens e realidades diversas, dialogando sobre questões importantes do universo feminino: o olhar e o sentir da mulher sobre o seu próprio corpo, as dificuldades diante do universo do patriarcado, abuso, gravidez, maternidade, abandono, paixão, rejeição e sororidade.
Ficha técnica
Espetáculo “O Céu Fora Daquela Janela”
Texto: Lucy Kirkwood
Tradução e Dramatur_Guia: Cacá Toledo
Direção: Johana Albuquerque
Elenco: Aysha Nascimento, Nilcéia Vicente, Cris Lozano, Vera Bonilha, Ester Laccava, Fernanda D’Umbra, Daniel Alvim, Pedro Birenbaum, Maria Bia, Thaís Dias, Cláudia Missura, Clodd Dias, Agnes Zuliani, Sofia Botelho, Cris Rocha, Jefferson Matias e Raul Vicente
Cenário: Simone Mina
Figurinos: Silvana Marcondes
Direção Musical e Músico em cena (piano): Pedro Birenbaum
Iluminação: Wagner Pinto
Videografismos e Mapping: Ana Lopes
Vídeos: Peterson Almeida
Adereços: Julio Dojcar
Visagismo: Leopoldo Pacheco
Orientação Corporal: Renata Melo
Preparação Vocal: Sonia Goussinsky
Design Gráfico: Werner Schulz
Assessoria de Imprensa: Canal Aberto - Márcia Marques, Daniele Valério e Carina Bordalo
Fotos de Divulgação: Alê Catan
Mídias Sociais - Valio Comunicação
Produção Executiva: Marcelo Leão e Iza Marie Miceli
Administração e Direção de Produção: Stella Marini
Coordenação Geral: Johana Albuquerque
Produção: Bendita Trupe
Realização: Sesc São Paulo
Serviço
Espetáculo “O Céu Fora Daquela Janela”
De 21 de março a 26 de abril de 2026
Quintas a sábados, às 20h00. Domingos e feriados, às 18h00. Dia 22 de março, sessão às 15h00.
Sesc Vila Mariana - Rua Pelotas, 141, Vila Mariana, São Paulo, SP (Metrô Ana Rosa)
Ingressos disponíveis no aplicativo Credencial Sesc SP a partir do dia 10 de março às 17h00 e nas bilheterias do Sesc em todo o Estado a partir do dia 11 de março às 17h00
R$ 21,00 (credencial plena); R$ 35,00 (estudante, servidor de escola pública, idosos, aposentados e pessoas com deficiência) e R$ 70,00 (inteira).
Estacionamento: 125 vagas - R$ 8,00 a primeira hora + R$ 3,00 a hora adicional (Credencial Plena: trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). R$ 17 a primeira hora + R$ 4,00 a hora adicional (outros). Paraciclo: 16 vagas - gratuito (obs.: é necessário a utilização de travas de seguranças). Informações: 5080-3000
Duração: 150 minutos | Classificação: 14 anos | Capacidade: 620 lugares
sexta-feira, 13 de março de 2026
.: "Moscou para Principiantes" chega à Funarte SP com duas apresentações
Com texto e direção de Aline Filócomo, espetáculo inspirado em "As Três Irmãs", de Anton Tchekhov, investiga os sentidos contemporâneos do trabalho a partir da relação entre desejo, criação e memória. Apresentações acontecem nos dias 28 e 29 de março na Sala René Gumiel. Foto: MaGon
Uma dramaturgia em camadas
Matrioscas, memória e descompasso
quinta-feira, 12 de março de 2026
.: Musical “Prazer, Zezé!” estreia no Sesc 14 Bis e revisita trajetória de Zezé Motta
O musical entra em cartaz dia 20 de março e percorre seis décadas da carreira de Zezé Motta, da juventude ao protagonismo histórico no cinema, na televisão, na música, no teatro e no ativismo cultural. Na imagem, Larissa Noel como Zezé Motta. Foto: Priscila Prade / Divulgação
Zezé Motta é uma referência central da cultura brasileira contemporânea. Mais do que atriz e cantora, é uma artista que ajudou a abrir caminhos e a ampliar possibilidades de existência para mulheres negras nas artes do país. Sua trajetória foi construída em diálogo permanente com seu tempo, enfrentando limites impostos pelo mercado e pelo imaginário social; transformando presença em linguagem; voz em afirmação e corpo em cena. Essa história ganha forma em “Prazer, Zezé! O Musical”, uma produção da Gávea Filmes que estreia em 20 de março no Teatro Raul Cortez, Sesc 14 Bis, em São Paulo, e fica em cartaz de quinta a domingo, até o dia 21 de abril de 2026.
E ninguém melhor para falar sobre o musical do que a homenageada Zezé Motta: “Olhar para trás e me ver ali, no palco, com a minha própria história sendo contada, é uma emoção difícil de explicar. Estou com 81 anos, viva, lúcida, trabalhando, podendo assistir à minha trajetória ganhar voz, corpo e cena… é um presente. Eu venho de um tempo em que nada foi fácil, cada passo que eu dei foi uma conquista, resistência, amor pela arte. Então me sentar na plateia e perceber que aquela menina cheia de sonhos atravessou décadas e continua aqui, pulsando, é uma sensação de vitória e gratidão profunda. É como se a vida estivesse me aplaudindo de volta.”
“O ponto de partida foi pensar que a trajetória da Zezé não cabe em um retrato confortável. A história dela é a de uma artista que precisou disputar cada espaço em um país que sempre naturalizou a exclusão de corpos negros dos lugares de protagonismo. O musical nasce deste embate entre desejo, talento e estruturas que tentam limitar quem pode ocupar o centro da cena”, afirma a diretora artística Débora Dubois.
A montagem percorre seis décadas de atuação pública e criação artística. Da juventude em Campos dos Goytacazes, no interior do Rio de Janeiro, à formação no Teatro Escola Tablado. Do impacto de “Roda Viva”, sob direção de Zé Celso, à projeção nacional com “Xica da Silva”, no cinema de Cacá Diegues. Da consagração popular como cantora e atriz à construção de uma identidade que nunca se moldou ao olhar alheio. Não se trata de uma narrativa linear. O texto articula episódios, embates, conquistas, quedas e retomadas, compondo o retrato de uma mulher que precisou abrir espaço onde não havia lugar garantido.
O elenco reúne 11 intérpretes, acompanhados por uma banda de oito músicos, integrando música e teatro ao vivo. Em cena, Larissa Noel interpreta Zezé Motta em diferentes fases da vida. "Desde que comecei o processo de estudo ouço palavras como: ousadia, potência, entidade, força, carisma, alegria, leveza para definir Zezé em cena e fora dela. Os relatos são sempre muito intensos, calorosos e afetuosos, quando se fala dela e das relações que as pessoas tiveram com ela. Então, conseguir imprimir tamanha grandeza, é um desafio. Mas um desafio muito delicioso, justamente pela fluidez e alegria que ela transmite. Estar em cena representando a Zezé me estimula, faz ter vontade de viver cada vez mais fazendo arte”, afirma Larissa.
E a história de Zezé é recheada de encontros marcantes e significativos. Desde o seu namoro e amizade com Antônio Pitanga, vivido na peça por Hipólyto que também interpreta Luiz Melodia. “Estar fazendo esses dois personagens é uma honra. Dois artistas negros com muita personalidade. Foram duas pessoas muito importantes na vida da Zezé”, avalia Hipólito. Sua parceria com os diretores Augusto Boal, que a levou para Nova York, onde a artista assumiu seu cabelo afro, e com Zé Celso, vividos ambos por Adriano Tunes, também estão em cena. "Eles foram os 'olhos' que enxergaram o potencial da Zezé antes mesmo dela se dar conta da própria magnitude. Eles a ajudaram a transformar talento bruto em manifesto vivo. Interpretar Augusto Boal e Zé Celso no mesmo espetáculo é um exercício de esquizofrenia criativa deliciosa. São os dois pilares do nosso teatro: de um lado, a estrutura e a consciência social do Boal; do outro, a liberdade dionisíaca e a catarse do Zé”, conceitua Adriano.
Outras duas personalidades, só que dessa vez femininas, também muito marcante na vida da artista foram Marieta Severo e Marília Pera. Sua amizade com Mariela Severo, interpretada no musical por Luciana Ramanzini, vem do tempo em que moravam no mesmo prédio onde o tio de Zezé era porteiro e depois o reencontro das duas na peça “Roda Viva”. “Marieta e Zezé trazem em sua amizade, uma memória afetiva que vem marcada da infância. Ambas representam trajetórias de afirmação feminina no teatro e na televisão brasileira”, diz Luciana.
Já Marília foi responsável pelo nome artístico de Zezé e abriu várias portas para ela. "Marília foi muito amiga de Zezé e vejo que foi grande incentivadora da carreira dela. Viveram uma amizade bastante longa e sincera. E isso aparece no espetáculo”, diz Luciana Carnieli, que interpreta a atriz no espetáculo.
Toda essa história é costurada pela trilha sonora que inclui canções associadas à trajetória da protagonista e ao período histórico retratado, como “Senhora Liberdade”, “Tigresa” e “Muito Prazer, Zezé”. A direção musical é de Cláudia Elizeu, responsável por dar nova roupagem á sucessos icônicos. "O desafio foi equilibrar respeito à memória que o público já traz dessas canções com a necessidade de ressignificá-las dentro da cena. Trabalhamos timbres, respirações, silêncios e dinâmicas para que cada canção surgisse como extensão do gesto e da palavra, revelando novos sentidos sem perder sua essência”, analisa Claudia.
A direção de arte de Billy Castilho estabelece a conexão entre a linguagem teatral e as novas tecnologias, criando um backstage onde se conta a carreira e a vida da artista Zezé Motta desde o DNA e sua africanidade até os dias atuais onde Zezé Motta conquistou o espaço nas novas linguagens tecnológicas e continua à frente do seu tempo como a minha artista brasileira mais completa. "Meu desafio para criar a direção de arte e a cenografia teve a parceria criativa com a diretora Débora Dubois que foi fundamental junto ao texto perfeito e amoroso do autor Toni Brandão. Chegamos na linguagem criativa sobre os 'bastidores' da vida da artista Zezé Motta. A partir daí condensei toda a linguagem em um backstage teatral, onde tudo está em cena, pensando em uma paleta de cores preto e ferrugem que envolve o teatro com ferro e tecnologia, o expectador vai ter sensação de estar dentro da coxia teatral , dialogando com a movimentação dos atores, trocas de perucas e figurinos sugerido pela direção”, explica Billy.
O figurino de Lena Santana, o desenho de luz de Wagner Pinto e a coreografia de Tainara Cerqueira e Priscila Borges reforçam a narrativa significativa da vida de Zezé. Uma mulher negra, com uma trajetória de superação e sucesso, que também representa a história da dança negra brasileira. "Zezé com seu corpo e sua expressão artística, conta a história da arte negra no Brasil, e a dança faz parte desse contexto. Ao coreografar, pensei em respeitar essa história, valorizar o elenco que tenho e, sobretudo, exaltar Zezé Motta, homenageando sua linhagem ancestral. Gosto muito da cena de Oxum, porque é nela que ela revela ao público toda a base que a sustentou até aqui”, diz Tainara.
Com idealização e dramaturgia de Toni Brandão, direção artística de Débora Dubois e produção artística de Bianca de Felippes, “Prazer, Zezé! O Musical” afasta-se da lógica da celebração protocolar. O espetáculo propõe um olhar crítico sobre a trajetória de uma mulher negra que construiu relevância artística em um campo cultural atravessado por desigualdades estruturais. Poder, racismo, desejo, contradição e permanência estruturam a encenação.
“São 60 anos de uma estrutura que nunca parou. A vida de Zezé daria um espetáculo de 18 horas. Hoje, uma mulher de quase 82 anos, com quase 1 milhão de seguidores, que aos 75 posou nua e é uma excelente influenciadora digital. O que mais me surpreende na trajetória dela é o poder de transformação, ela sempre foi capaz de seguir adiante, com pouca reclamação, sem submissão. Zezé acha o lugar de ser quem ela é sem mudar, transformando o mundo ao seu redor para ela ser que ela quer ser”, define Toni.
“Prazer, Zezé! O Musical”, produção da Gávea Filmes, é realizado pelo Ministério da Cultura e Sesc São Paulo, com patrocínio do Bradesco Seguros, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Ficha técnica
“Prazer, Zezé! O Musical”
Idealização e dramaturgia: Toni Brandão
Direção artística: Débora Dubois
Direção musical: Cláudia Elizeu
Direção de arte: Billy Castilho
Figurinos: Lena Santana
Desenho de Luz: Wagner Pinto
Coreografia / Assistente de direção: Tainara Cerqueira e Priscila Borges
Produção de elenco: Giselle Lima
Produção artística: Bianca De Felippes
Produção: Gávea Filmes
Apresentado por: Bradesco Seguros
Realização: Sesc São Paulo e Ministério da Cultura
Elenco: Larissa Noel como Zezé Motta, Anastácia Lia, Arthur Berges, Adriano Tunes, Fernando Rubro, Luciana Ramanzini, Luciana Carnieli, Hipólyto, Maria Antônia Ibraim, Moara Sacchi, William Sancar
Banda: Dan Motta - Maestro/Teclado, Ana Maga - Percussão 1, César Roversi - Sax, Flauta e Clarinete, Gabi Gonzalez - Guitarra, Juliana Silva - Trompete, Karol Preta - Bateria, Priscila Borges - Percussão 2, Rafael Gomes - Contrabaixo
Serviço
“Prazer, Zezé! O Musical”
Sesc 14 Bis – Teatro Raul Cortez
Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 2º andar – Bela Vista, São Paulo
Próximo ao Metrô Trianon-Masp (Linha 2 - Verde)
Telefone: (11) 3016-7700
Temporada
De 20 de março a 21 de abril de 2026
Horários: quintas, às 15h00 e 20h00, sextas e sábados, às 20h00, domingos e feriados, às 18h00
Dia 1° de abril, quarta 20h00
Dia 21 de abril, terça 20h00
Não haverá sessão dia 3 de abril
Sessões com tradução em Libras: 9 a 12 de abril, quinta-feira, às 15h00 e 20h00, sexta e sábado, às 20h00, domingo, às 18h00. Sessões com audiodescrição: 11 de abril, às 20h00; 12 de abril, às 18h00
Classificação 12 anos
Ingressos: R$ 70,00 (inteira); R$ 35,00 (meia-entrada) e R$ 21,00 (credencial plena)
quarta-feira, 11 de março de 2026
.: “Baleia” recria Graciliano Ramos pelo olhar da cachorra de "Vidas Secas"
Inspirado no clássico “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, o espetáculo “Baleia” retorna a São Paulo para uma nova temporada independente entre os dias 10 e 26 de abril, no Complexo Cultural Funarte SP. A montagem parte de uma perspectiva sensível e pouco convencional: o olhar da cachorrinha Baleia, personagem emblemática do romance publicado em 1938. Na adaptação teatral, a travessia do sertão ganha contornos poéticos a partir da percepção do animal, que observa, sente e imagina o mundo ao seu redor. O que para os humanos é luta silenciosa pela sobrevivência, para Baleia se transforma em música, imaginação e poesia.
Com forte inspiração nas narrativas e estéticas nordestinas, o espetáculo constrói um universo cênico em que realidade e imaginação se entrelaçam. Bonecos, brinquedos e engenhocas artesanais ajudam a dar forma ao invisível e ampliam a dimensão simbólica da cena. A proposta busca criar uma experiência sensível e imersiva, combinando palavra, som e movimento em uma dramaturgia que transita entre o concreto e o poético.
A montagem é uma realização do Coletivo Carpintaria de Ideias, grupo que desenvolve projetos teatrais inspirados na cultura brasileira. O espetáculo tem texto e direção geral de Paulinho Ramos, com assistência de direção e dramaturgia de Lucas Aquino. A cenografia é assinada por Bruno Azevedo, enquanto a trilha sonora ao vivo fica por conta de Vassa. A ficha técnica reúne ainda arranjos vocais de Alyo e músicas autorais de Lakis Farias e Bruna Porto. A iluminação é de Rafael Casimiro, com figurinos assinados por Gui Romaniche e confecção do boneco cênico por André Milano.
O elenco conta com Clara Geraldes, Bruna Porto, Daniel Lacerda, Gabriel Lima, Gabriel Rodrigues, Gui Romaniche, Luana Misael, Lu Mis Amarante, Lucas Aquino, Melyssa Braga, Michele Albuquerque, Paloma Ferraz, Raí Geovani, Samuel Meirellis, Wand Barreto e Vassa, além do elenco de apoio formado por Lakis Farias e Débora Ferr. Com duração de 1h30 e classificação livre, “Baleia” propõe uma releitura sensível de um dos textos mais marcantes da literatura brasileira, convidando o público a revisitar o sertão nordestino a partir de uma perspectiva delicada, inventiva e profundamente humana. Compre o livro "Vidas Secas", de Graciliano Ramos, neste link.
Serviço
Espetáculo: “Baleia”
Temporada até dia 26 de abril
De sexta a domingo, às 19h00
Complexo Cultural Funarte SP
Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos – São Paulo (SP)
Duração: 1h30
Classificação: Livre
Ingressos: a partir de R$ 20,00
Vendas: https://www.sympla.com.br/produtor/coletivocarpintariadeideias
.: Monólogo "Tráfico" estreia no Teatro Estúdio para curta temporada
Indicado em cinco categorias dos prêmios APTR e Cesgranrio, o espetáculo tem texto do premiado autor uruguaio Sergio Blanco, direção de Victor Garcia Peralta e atuação de Robson Torinni, que vive um garoto de programa e matador de aluguel em seu segundo espetáculo do dramaturgo. O primeiro foi o premiado Tebas Land, no qual interpretou Martin. Foto: @callanga - Agência @amarelourca
Na contramão das temporadas cada vez mais curtas nos teatros cariocas, o espetáculo "Tráfico" comemorou um ano em cartaz, com lotação esgotada em todas as sessões. O monólogo do premiado autor uruguaio Sergio Blanco, com direção de Victor Garcia Peralta e atuação de Robson Torinni, agora estreia em São Paulo, a partir de 13 de março, com sessões de sexta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 18h no Teatro Estúdio.
A peça foi indicada a cinco prêmios de teatro: Prêmio APTR nas categorias Melhor Ator (Robson Torinni), Melhor Iluminação (Bernardo Lorga) e Melhor Direção de Movimento (Toni Rodrigues) e Prêmio Cesgranrio nas categorias Melhor Ator (Robson Torinni) e Melhor Iluminação (Bernardo Lorga). Em 2026, a peça vai participar dos festivais de Avignon, na França, e Edimburgo, na Escócia, um dos mais consagrados de artes cênicas do mundo.
"Tráfico" se desenrola a partir do entendimento da coexistência entre as pulsões de vida e de morte em todo ser humano. O espetáculo foi idealizado pelo ator Robson Torinni, que entra em cena como um garoto de programa que acaba se tornando um matador de aluguel diante da falta de oportunidades na vida. Essa reflexão sobre o papel que nós todos desempenhamos na manutenção de uma sociedade desigualitária tem despertado o interesse cada vez maior dos espectadores. A montagem repete a bem-sucedida parceria entre autor, diretor e ator, depois de “Tebas Land” (2018), que fez temporadas premiadas no Rio de Janeiro, em São Paulo e Avignon – França.
A peça se passa na periferia de uma cidade latino-americana, cheia de desigualdades, onde vive Alex, um jovem garoto de programa. Os problemas familiares, o relacionamento conturbado com a sua namorada e a vontade de vencer na vida, representada pelo sonho de comprar uma moto de alto luxo, o levam para caminhos sedutores e também muito violentos. A partir de uma paixão, a história acessa as áreas mais sombrias da vida desse personagem que, paralelamente à sua profissão de garoto de programa, se tornará um assassino de aluguel. Aos poucos começa a surgir uma trama fascinante que mistura a narração dos seus encontros, sonhos e seu dia a dia. Ao longo da peça, Alex vai se desnudando, expondo o seu lado mais ingênuo e mostrando o seu lado mais monstruoso.
“A peça fala sobre pessoas sem chances na vida, que acabam tendo que seguir caminhos violentos e da corrupção dos poderosos. A história de Alex é a história de muitos no Brasil”, define Victor Garcia Peralta. “A peça tem despertado o interesse das pessoas mais diversas porque propõe uma reflexão difícil, mas importante: o fato de a sociedade ser responsável pela criação de grandes ‘monstros’, e depois descartar essas pessoas sem se conscientizar da própria culpa”, comenta o produtor Sergio Saboya, que também é responsável pelo sucesso e carreira internacional do espetáculo “Tom na Fazenda”.
No espetáculo, Sergio Blanco investe mais uma vez na autoficção, gênero pelo qual ficou conhecido, que mistura relatos reais com invenção, verdade e mentira. A peça começa com o ator Robson Torinni explicando ao público que vai contar a história de Alex. Trechos da vida do dramaturgo também aparecem na criação de um professor universitário que leva seu nome, se envolve com Alex e ganha o apelido de “o francês”. É ele quem encoraja Alex a entrar no mundo do crime. Pela primeira vez Robson Torinni está sozinho em cena, como Alex, que, ao lado de sua moto (e sonho de consumo), alterna relatos de encontros sexuais com outros de grande violência, e dá voz a todos os outros personagens da trama.
“Foi o próprio Sergio Blanco quem me mostrou o texto, sugerindo que eu montasse. O maior desafio deste projeto é não ter outro ator para trocar em cena. É a minha primeira experiência em um solo, então estou aprendendo a jogar com a plateia. O texto me tocou bastante desde a primeira vez em que li, por falar sobre uma pessoa que, pelas circunstâncias de uma vida periférica sem oportunidades, não conquista nada e segue pelo caminho do crime. A partir daí, a peça toca em vários temas como desejo, sonho, criação, solidão, sexualidade, vício, separação, falta de esperança, beleza, traição e crime”.
Ficha técnica
Espetáculo "Tráfico"
Texto: Sergio Blanco
Atuação: Robson Torinni
Direção: Victor Garcia Peralta
Adaptação: Robson Torinni e Victor Garcia Peralta
Direção de Arte: Gilberto Gawronski
Iluminação: Bernardo Lorga
Direção de Movimento: Toni Rodrigues
Direção Musical: Marcello H.
Operador de Luz: Rodrigo Lopes
Operador de Som: Rodrigo Pinho
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Design Gráfico: Alexandre de Castro
Fotos: Gabriel Nogueira, Ricardo Brajterman, Callanga e VictorPollak.
Direção de Produção: Sérgio Saboya e Silvio Batistela (Galharufa Produções Culturais)
Produção executiva: Gustavo Valezzi
Realização: REG'S Produções Artísticas
Idealização: Robson Torinni e Victor Garcia Peralta
Serviço
Espetáculo "Tráfico"
Temporada: 13 de março a 3 de maio de 2026
Às sextas e aos sábados, às 20h00, e aos domingos, às 18h00.
Teatro Estúdio - Rua Conselheiro Nébias, 891 - Campos Elíseos, São Paulo
Ingressos: R$ 100,00 (inteira) e R$ 50,00 (meia-entrada), com vendas on-line em
https://bileto.sympla.com.br/event/111566/d/342384/s/2323283
Classificação: 18 anos
Duração: 65 minutos
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida
.: Júlia Rabello, Maria Clara Gueiros e Priscila Castello Branco estão em cartaz
Para criar "Agora É Que São Elas!", Porchat reuniu textos recém-escritos e outros que, embora tenham sido criados entre 2004 e 2005, mantêm forte conexão com a atualidade.“É um humor de identificação. Há pessoas que se reconhecem nos personagens ou conhecem alguém parecido com eles. São encenações do dia a dia, situações que a gente passa, um comentário que eu achei divertido”, conta o diretor.
Na época em que escreveu os textos, Porchat era estudante da CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), no Rio de Janeiro, e chegou a encenar alguns esquetes ao lado do colega Paulo Gustavo.“Foi muito lindo revisitar esses textos escritos há 20 anos, que eu fiz na escola para o meu colega Paulo Gustavo. E foi bom ver que esse material ainda é atual, funciona e é engraçado. Se estivermos conectados ao que acontece ao nosso redor, vamos entender o Brasil, os costumes e as pessoas que estão à nossa volta”, afirma.
Entre as nove histórias, “Superstição” destaca o reencontro de duas amigas, interpretadas por Maria Clara e Júlia, que não se viam há anos. Enquanto uma acredita cegamente em superstições, a outra é completamente cética. Já em “Selfie”, Priscila e Maria Clara interpretam um fã que aborda uma famosa atriz em um restaurante. Durante a tentativa de tirar uma foto, o admirador começa a listar defeitos da artista que supostamente idolatra. O esquete mais recente, “Meu Bebê”, apresenta um casal interpretado por Júlia e Priscila comparando seu filho de oito meses com os filhos de outras amigas, com medo de que o próprio bebê não seja o mais inteligente de todos.
Serviço
Espetáculo "Agora É Que São Elas!"
Apresentação: Ministério da Cultura
Projeto: Corredor Cultural – PRONAC 2310173
Incentivo: Lei Rouanet
Realização: Opus Entretenimento e Ministério da Cultura – Governo do Brasil
Datas: 17 e 18 de março de 2026
Horário: 20h00
A sessão do dia 17 de março, às 20h, contará com recursos de audiodescrição e Libras.
Local: Teatro Sabesp Frei Caneca
Duração: 70 minutos
Classificação indicativa: 14 anos
terça-feira, 10 de março de 2026
.: Coletivo Labirinto estreia espetáculo "Pés-Coração" no Sesc Pompeia
Com direção de Luiz Fernando Marques e dramaturgia de Abel Xavier, espetáculo parte da cultura dos Rarámuri, povo indígena do México conhecido por percorrer grandes distâncias a pé. Foto: Tomas Franco
Sobre o Coletivo Labirinto
Ficha técnica
Espetáculo "Pés-Coração"
Serviço
segunda-feira, 9 de março de 2026
.: Evelyn Castro será o Burro Falante em "Shrek - O Musical", que estreia em abril
Atriz assume personagem central da superprodução que estreia em abril no Teatro Renault, ao lado de Tiago Abravanel, Fabi Bang e Myra Ruiz. Foto: Jairo Goldflus (foto); Gabriel Pinho (edição)
A atriz Evelyn Castro foi confirmada no elenco de "Shrek - O Musical" e dará vida ao Burro Falante na montagem que estreia em 15 de abril, no Teatro Renault, em São Paulo. Personagem central da trama e parceiro inseparável do ogro, o Burro é reconhecido pelo humor afiado e pela presença constante ao longo da jornada. Com trajetória marcada pela comédia e pelo teatro musical, Evelyn assume o papel em uma leitura inédita na produção brasileira. A personagem, tradicionalmente interpretada por homens em grandes montagens internacionais, ganha agora uma nova perspectiva nos palcos nacionais. “É um personagem que exige ritmo, escuta e entrega. O Burro é o coração pulsante da história, aquele que provoca, questiona e move a narrativa. Assumir esse papel é um desafio que me instiga como atriz”, afirma Evelyn Castro.
A escalação insere Evelyn em um elenco de grande projeção. Ela se junta a Tiago Abravanel, que interpretará Shrek, e às atrizes Fabi Bang e Myra Ruiz, que se revezam no papel de Fiona. A reunião desses nomes marca a dimensão da superprodução, inspirada no filme vencedor do Oscar de Melhor Animação em 2002 e em uma das franquias mais populares do cinema mundial. "Shrek - O Musical" transporta para o teatro a história do ogro que vê seu pântano invadido por criaturas de contos de fadas e parte em missão para resgatar uma princesa. A adaptação preserva o humor e a trilha marcante da animação, ampliando a narrativa com números musicais e soluções cênicas de grande escala.
Diretor-geral da produção, Gustavo Barchilon afirma que a chegada de Evelyn ao elenco reforça o compromisso de preservar o humor rápido e visual que caracteriza Shrek nas telas e nos palcos, mas com personagens mais próximos da realidade emocional dos brasileiros. “A proposta é que o público reconheça os personagens como figuras humanas, com fragilidades, desejos e contradições, e, a partir dessa identificação, o humor se torne ainda mais potente. Nosso elenco tem tudo para conquistar a plateia, e a Evelyn tem o timing de humor físico e verbal que o papel exige”, diz Barchilon.
Apresentada pelo Ministério da Cultura e pela Brasilprev, a montagem tem a assinatura do Instituto Artium, em coprodução com o Atelier de Cultura, responsáveis por grandes espetáculos do teatro musical no país como “Wicked”. Carlos Cavalcanti, presidente do Instituto Artium, destaca a capacidade do elenco de dialogar com o público adulto e infantil. “Shrek tem esse poder de conversar com a família toda. Estamos fazendo uma montagem para agradar e surpreender diferentes gerações. Será um espetáculo grandioso e cheio de surpresas técnicas e artísticas”, diz Cavalcanti. Os ingressos para Shrek – O Musical estão disponíveis pelo site ticketsforfun.com.br e na bilheteria do Teatro Renault, sem cobrança de taxa de conveniência.
Serviço
"Shrek - O Musical"
Estreia: Quarta-feira, 15 de abril de 2026, às 20h
Sessões: quartas, quintas e sextas-feiras, às 20h00; sábados, às 15h00 e 19h30; domingos, às 14h00 e 18h30.
Ingressos: de R$ 50,00 a R$ 450,00
Local: Teatro Renault – Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 – Bela Vista / São Paulo
Classificação Indicativa Etária: Livre. Menores de 12 anos devem estar acompanhados dos pais e/ou responsáveis legais.
Duração: 165 minutos com 15 minutos de intervalo
Canais de venda oficiais
Bilheteria on-line: ticketsforfun.com.br
Bilheteria física - sem taxa de conveniência
Bilheteria do Teatro Renault - Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 – Bela Vista/São Paulo. Horário de funcionamento: Terça a domingo, das 12h00 às 20h00, exceto feriados.
.: Espetáculo valoriza a cultura negra com história lúdica no Sesc Bom Retiro
De forma leve e lúdica, a montagem propõe ao público infantil uma experiência que combina entretenimento e reflexão, colocando temas sociais no centro da cena. Foto: Tico Dias e Binho Cidral
Na trama, Melânia é uma menina preta aparentemente feliz, que junto com Lari, Juca e Jaque forma um grupo de amigos inseparáveis. Porém, às vezes, se sente sozinha e triste por não se identificar fisicamente com nenhum de seus colegas. Quando está sozinha, faz confidências para o seu gravador. Durante um de seus desabafos, eis que surge um ser de outro mundo: “Pedacinho do céu”, Juntas farão reflexões profundas sobre o respeito às diferenças, a valorização da negritude e a importância do amor nas relações.
Durante a narrativa, Pedacinho do Céu representa uma figura alegórica do orgulho das próprias raízes e da ancestralidade negra. Ao interagir com Melânia e outras crianças, ela conduz situações que tratam de pertencimento, identidade e convivência com as diferenças. Ao longo da história, a peça apresenta situações em que os personagens discutem acolhimento, reconhecimento da diversidade e práticas antirracistas, com foco na formação de crianças conscientes de sua identidade e de seus direitos.
“'Quando Anoitece' não trata apenas da solidão da pessoa preta sem pares, embora eu saiba e já tenha sentido na pele o que é ser o único preto em muitos lugares. Este espetáculo também fala de encontro. De quando a noite não engole, mas acolhe. De quando a diferença deixa de ser distância e vira ponte. Aqui celebramos o afeto que nasce na diversidade, a amizade, o cuidado e o gesto simples de permanecer junto. Porque conhecer o outro de verdade é um exercício de coragem e ternura. Como diz Guimarães Rosa, qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura”, ressalta o diretor Flávio Rodrigues.
A encenação é centrada a partir da transformação cênica de dois ambientes centrais: o quintal e o quarto da protagonista. O quintal representa a convivência com os amigos, o universo lúdico e a relação com a ancestralidade. A cenografia é composta por elementos que remetem à brincadeira, como praticáveis, balanços e objetos reaproveitados. O espaço é concebido para se transformar ao longo da apresentação, assumindo diferentes configurações que acompanham os mundos imaginários em cena.
Já o quarto de Melânia funciona como espaço íntimo e criativo. É o ambiente onde ela expressa sonhos, desejos e medos. A ambientação inclui móveis infantis, ilustrações nas paredes e iluminação suave, compondo um cenário que evidencia o universo interior da personagem. A encenação utiliza esses recursos para conectar o mundo interno ao ambiente externo, articulando imaginação e realidade ao longo da trama.
A montagem aborda temas como racismo e gordofobia. Voltada ao público infantojuvenil, propõe reflexões sobre identidade racial, pertencimento e respeito às diferenças. A idealização dialoga com dados do Censo Escolar de 2022, que apontam que cerca de 27% dos estudantes não declararam cor ou raça, segundo o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). O dado é utilizado como ponto de partida para discutir identidade racial no ambiente escolar e os impactos na formulação de políticas públicas e na difusão da cultura negra.
“Quanto mais crianças empoderadas tivermos, mais indivíduos conscientes de seus valores teremos. É por isso que acho importante a existência de espetáculos como Quando Anoitece, que trata tudo de uma forma leve e lúdica. Falar daquilo que dói, não fragiliza aquele que sente, muito pelo contrário, potencializa. Ao colocar os sentimentos pra fora, cria-se espaço para a elaboração da força. Eu me reconheci em muitas palavras ditas por Melânia e sabemos que, mesmo diante de muitos avanços na sociedade, ainda é preciso discutir muito sobre o racismo e seu impacto na vida de uma criança, por exemplo. Além disso, a peça fala também sobre a valorização do diferente, da força coletiva que existe quando enxergamos as potências individuais e, principalmente, sobre como o amor é importante para combater qualquer tipo de preconceito”, enfatiza a atriz, produtora e idealizadora Thaís Cabral. O projeto foi viabilizado pelo Edital Fomento CultSP PNAB Nº32/2024.
Ficha técnica
Espetáculo "Quando Anoitece".
Idealização: Thaís Cabral. Direção geral: Flávio Rodrigues. Dramaturgia: Le Conde. Assistência de direção: Marcos di Ferreira. Elenco: Amanda Linhares, Conrado Costa, Leonardo Garcez, Marina Espinoza e Thaís Cabral. Direção musical e Composição autoral: Wes Salatiel. Direção de movimento: Val Ribeiro. Preparação vocal: Aloysio Letra. Concepção cenográfica: Flávio Rodrigues. Equipe de cenografia: Alício Silva, Giorgia Massetani e Danndhara Shoyama. Cenotécnica: Casa Malagueta. Figurino: Érica Ribeiro. Costureira: Nana Sá. Desenho de luz: Matheus Brant. Operador de luz: Filipe Batista. Produtor musical e arranjador musical: Kleber Martins. Operador de som: Tomé de Souza. Voz da mãe: Aysha Nascimento. Contrarregra: Sagat Jorge. Apoio: Andy Bernardes. Fotografia: Tico Dias e Binho Cidral. Coordenação de Produção: Izah Neiva Produção: Muntu Produções - Thaís Cabral. Designer gráfico: Bruno Marcitelli. Assessoria de imprensa: Renato Fernandes.
Serviço
Espetáculo "Quando Anoitece"
Local: Sesc Bom Retiro (Teatro)
Alameda Nothmann, 185, Campos Elíseos - São Paulo
Temporada: de 8 de março a 19 de abril (Sessão extra no feriado de 21 de abril, terça-feira, às 12h). Horário: Domingos, às 12h. Preço: R$40 (Inteira), R$20 (Meia), e R$12 (Credencial Plena). Grátis para Crianças com até 12 anos. https://www.sescsp.org.br/programacao/quando-anoitece/
Local: Espaço Cultural Inventivo
Rua Limeira, 19. Q. da Paineira (Próximo à estação de metrô Vila Prudente)
Temporada: 25 e 26 de abril, sábado e domingo, às 15h.
Sessões gratuitas e com audiodescrição
domingo, 8 de março de 2026
.: Teatro em SP: adaptação do romance “A Pediatra” estreia no Sesc Pinheiros
Inez Viana dirige e assina a primeira adaptação do romance homônimo de Andréa Del Fuego. A estreia no Auditório do Sesc Pinheiros será em 12 de março de 2026. Foto: Rodrigo Menezes
“A Pediatra” é a primeira adaptação para os palcos do romance homônimo que consagrou Andréa Del Fuego, vencedora do Prêmio José Saramago, idealizada por Inez Viana e Luis Antonio Fortes. Sucesso entre leitores, traduzido para sete idiomas, o romance foi considerado uma das melhores leituras de 2022 pelos críticos literários. A montagem teatral conta com adaptação e direção de Inez Viana e elenco formado por Debora Lamm e Luis Antônio Fortes. Debora Lamm interpreta uma pediatra que, paradoxalmente, odeia crianças e suas mães. Descrita como uma “vilã de humor vil”, ela é uma mulher privilegiada, classista e amoral cuja má conduta profissional e falta de empatia a levam a conflitos éticos e humanitários. A temporada de estreia nacional tem início em 12 de março de 2026, no Auditório do Sesc Pinheiros, onde fica em cartaz de quinta à sábado, às 20:30h, até 18 de abril. Leia a crítica do livro neste link: "A Pediatra" é importante para quem enfrenta a síndrome do impostor.
Publicado em 2021 pela Companhia das Letras, "A Pediatra" consolidou Andréa Del Fuego como uma das vozes mais inquietantes da literatura brasileira contemporânea. O romance acompanha Cecília, uma médica pediatra que, a partir de uma prática clínica aparentemente ética e racional, passa a se envolver em uma série de decisões que tensionam de forma radical os limites entre cuidado, controle e violência. Narrada em primeira pessoa, a obra constrói um relato perturbador, no qual a frieza do discurso científico contrasta com a brutalidade dos atos descritos.
Espetáculo "A Pediatra"
.: Guida Vianna e Silvia Buarque na peça "A Menina Escorrendo dos Olhos da Mãe"
Com texto de Daniela Pereira de Carvalho e direção de Leonardo Netto, a peça aborda um dos temas mais atemporais e universais: a relação (nem sempre fácil) entre mãe e filha. Foto: Nil Caniné
Espetáculo "A Menina Escorrendo dos Olhos da Mãe"
Espetáculo "A Menina Escorrendo dos Olhos da Mãe"
.: A temporada de despedida: "Otto Lara Resende ou Bonitinha, mas Ordinária"
A distopia criada por Nelson Baskerville a partir da tragédia carioca de Nelson Rodrigues ressurge como um espelho cruel das hipocrisias brasileiras, amplificadas pelo recente avanço da extrema direita. Foto: Jennifer Glass
Ficha técnica
terça-feira, 3 de março de 2026
.: Aos 20 anos, Carol Roberto interpreta Tina Turner nos palcos do teatro musical
Carol Roberto. Crédito das fotos: Isabelle Carvalho
Após brilhar em grandes produções, como “Hairspray”, “Marrom – O Musical de Alcione”, “Dreamgirls” e “Meninas Malvadas”, a artista multifacetada Carol Roberto está vivendo mais um momento histórico e um grande desafio em sua carreira. Ela estreou como Tina Turner em “Tina Turner, O Musical” no Teatro Santander e se tornou a atriz mais jovem do mundo a dar vida à icônica cantora nos palcos.
Com apenas 20 anos, Carol Roberto está assumindo um papel potente que marcou gerações e a música mundial, alternando a personagem com a grande atriz Analu Pimenta. “É uma honra e um privilégio imenso viver essa personagem tão grandiosa com apenas 20 anos. É um aprendizado profundo mergulhar nessa história de superação e persistência. Tina Turner dizia que transformou veneno em remédio e é exatamente essa força que me inspira todos os dias em cena.”, comenta a artista. Ela ainda destaca a importância da mensagem que o espetáculo carrega: “Espero honrar o legado deixado por Tina Turner. Que muitas mulheres se reconheçam nessa força, encontrem coragem para romper ciclos de abusos e violências e sejam protagonistas de suas próprias histórias.”, finaliza.
Vale ressaltar que, mesmo tão jovem, Carol Roberto já reúne um currículo expressivo. No cinema, interpretou Milena no filme “Turma da Mônica Jovem: Reflexos do Medo”, de Mauricio de Sousa. Na televisão, ganhou projeção nacional ao ser semifinalista do Time Brown no The Voice Kids Brasil (2019). Em 2024, foi uma das estrelas do especial de Natal da TV Globo, “Sinfonia de Natal”, interpretando a filha do cantor Péricles.Ela também foi destaque no primeiro especial de Natal da Disney em Curitiba (2025) e participou de importantes produções de dublagem, emprestando sua voz a pequena Nala no live-action de O Rei Leão, X-23 em Deadpool, Princesa Ellian em Enfeitiçados, Clarisse La Rue em Percy Jackson e como voz original de Julieta em Menino Maluquinhos da Netflix, dentre outros projetos de grande repercussão e aprendizado.
Serviço: “Tina - Tina Turner - O Musical”
Local: Teatro Santander - Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041, Itaim Bibi, São Paulo
Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/113220
Sobre o espetáculo: “TINA – TINA TURNER O MUSICAL” é a história da lendária artista Tina Turner, a Rainha do Rock ‘n’ Roll, 12 vezes vencedora do Grammy Awards. Com trilha sonora de tirar o fôlego, com seus sucessos icônicos, incluindo ‘The Best, What’s Love Got To Do With It?’, ‘Private Dancer’ e ‘River Deep, Mountain High’, o musical é uma história real e inspiradora de uma mulher que ousou sonhar intensamente, quebrar barreiras e desafiar os limites de idade, gênero e raça para conquistar o mundo contra todas as probabilidades.
Criado em Londres, o musical aclamado pela crítica teve sua estreia mundial em abril de 2018 e posteriormente quebrou todos os recordes de bilheteria no Aldwych Theatre, no West End de Londres. Desde seu lançamento, dez produções foram feitas em todo o mundo, passando além da Broadway, com turnês pela América do Norte, Alemanha, Austrália, Espanha e Holanda, e uma nova turnê pelo Reino Unido e Irlanda em 2025/2026.
Dirigido por Phyllida Lloyd e escrito pela vencedora do Olivier Award e do prêmio Pulitzer Katori Hall, com Frank Ketelaar e Kees Prins. A coreografia é de Anthony van Laast, com cenários e figurinos de Mark Thompson, supervisão musical de Nicholas Skilbeck, iluminação de Bruno Poet, som de Nevin Steinberg, design de projeção de Jeff Sugg, orquestrações de Ethan Popp, perucas, design de cabelo e maquiagem de Campbell Young Associates e direção de luta de Kate Waters. A direção internacional associada é de Katherine Hare, a supervisão musical internacional associada é de Sebastian De Domenico, a coreografia associada é de Renée St Luce, a direção residente é de Alessandra Dimitriou e a direção musical residente é de Jorge de Godoy.
domingo, 22 de fevereiro de 2026
.: Fernanda Montenegro lê Simone de Beauvoir no Teatro Sesc Santos
Fernanda Montenegro inaugura o palco renovado do Teatro do Sesc Santos, marcando a reabertura do espaço com a leitura “Fernanda Montenegro Lê Simone de Beauvoir”. Foto: Guilherme Pires
Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com
Em fevereiro de 2025
A reabertura do Teatro Sesc Santos em 20 de fevereiro de 2026, às 20 horas, marcada com a apresentação da ilustre atriz brasileira Fernanda Montenegro fazendo a leitura dramática extraída da obra “A Cerimônia do Adeus”, de Simone de Beauvoir pode ser resumida como a grande oportunidade de estar diante de uma figura extremamente simbólica do teatro, televisão e cinema do Brasil.
No palco escuro, com a iluminação direcionada para a dama do teatro vestindo preto, ela acomodada numa cadeira com uma mesa a frente com o texto da escritora francesa, tal imagem fica ainda mais emblemática com a iluminação do Teatro Sesc Santos modernizada. Assim, a voz potente e transbordando impostação de voz, faz acontecer uma inesquecível aula de literatura das mais agradáveis possíveis, não pela escolha de um texto com toque pessoal e extremamente libertário, mas também pela interpretação impecável de Fernanda Montenegro.
Aos 96 anos, a atriz entrega paixão, encantamento e pura sedução na leitura interpretativa de um texto sobre a visão do feminino numa era em que aparentemente está no passado, mas, infelizmente, segue atual. Nessa a temporalidade, ao analisarmos hábitos mantidos por parte masculina que naturaliza a redução do papel da mulher na sociedade, sempre atrás e nunca ao lado, com igualdade.
A obra de texto poderoso, cuja temática é a visão libertária, estruturada por Simone de Beauvoir sobre o feminismo, uma vez que acreditava que a existência precedia a essência e, portanto, não se nasce mulher, torna-se. Em "A Cerimônia do Adeus" há espaço para tratar o companheirismo sem amarras e também o envelhecimento.
Inserindo em cena, de forma comovente, sua ligação de vida a Jean-Paul Sartre. Acontece no palco ainda a união de Fernanda Montenegro e Simone de Beauvoir que é puro deleite literário. O resultado são provocações reflexivas a respeito do minúsculo avanço de ser feminino numa sociedade machista agarrada ao retrógrado.
E como toda escolha tem um significado, a seleção do texto por Fernanda Montenegro é um acerto, tanto é que os ingressos rapidamente tiveram esgotadas as vendas das três apresentações iniciais. Para atender tamanha demanda, foram acrescidos dois novos horários que também esgotaram com agilidade.
* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Siga: @maryellen.fsm
Serviço
“Fernanda Montenegro Lê Simone de Beauvoir”
Datas: 20 a 22 de fevereiro
Horários: sexta às 17h00, sábado, às 17h00 e 20h00; domingo, às 16h00 e 19h00
Classificação: não recomendado para menores de 14 anos
Ingressos: R$ 21,00 (credencial plena), R$ 35,00 (meia), R$ 70,00 (inteira)
Limite: até 2 ingressos por pessoa
Observação: não é permitida a entrada após o início da leitura
Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.
Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta, das 9h às 21h30 | Sábados e domingos, 10h às 18h30
Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida / Santos
Telefone: (13) 3278-9800
Site do Sesc Santos
Instagram e Facebook: @sescsantos
.: SP Companhia de Dança apresenta três obras internacionais no Sesc Santos
A São Paulo Companhia de Dança apresenta, nos dias 26 e 27 de fevereiro, no Sesc Santos, um programa com três obras de coreógrafos internacionais: “Odisseia”, de Joëlle Bouvier; “O Canto do Rouxinol”, de Marco Goecke; e “Gnawa”, de Nacho Duato. As apresentações integram a programação de reabertura do Teatro do Sesc Santos. Criada em 2008, a companhia mantém repertório que reúne criações inéditas e remontagens de obras do repertório internacional. O programa previsto para Santos reúne trabalhos de diferentes períodos e propostas estéticas.
Serviço
Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.
Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta, das 9h às 21h30 | Sábados e domingos, 10h às 18h30
Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida / Santos
Telefone: (13) 3278-9800
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