A produtora e distribuidora Na Paralela Filmes divulgou o cartaz e o trailer oficial do longa “Era Uma Vez Minha 1ª Vez”, filme baseado no livro homônimo da autora Thalita Rebouças. Estrelado por Castorine, Duda Matte, Letícia Braga e Lívia Silva, o filme chega aos cinemas no dia 17 de setembro. O título tem produção e distribuição da Na Paralela Filmes, codistribuição da A Fábrica com parceria de RioFilme, órgão que integra a Secretaria de Cultura da Prefeitura do Rio, coprodução da Warner Bros. Pictures e RioFilme, e investimento do BRDE, através do Fundo Setorial do Audiovisual e Ancine.
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terça-feira, 28 de julho de 2026
.: "Era Uma Vez Minha 1ª Vez": adaptação do livro de Thalita Rebouças no cinema
A produtora e distribuidora Na Paralela Filmes divulgou o cartaz e o trailer oficial do longa “Era Uma Vez Minha 1ª Vez”, filme baseado no livro homônimo da autora Thalita Rebouças. Estrelado por Castorine, Duda Matte, Letícia Braga e Lívia Silva, o filme chega aos cinemas no dia 17 de setembro. O título tem produção e distribuição da Na Paralela Filmes, codistribuição da A Fábrica com parceria de RioFilme, órgão que integra a Secretaria de Cultura da Prefeitura do Rio, coprodução da Warner Bros. Pictures e RioFilme, e investimento do BRDE, através do Fundo Setorial do Audiovisual e Ancine.
.: "100 Dias": desafios e escolhas por trás da adaptação do livro de Amyr Klink
Como transformar um relato autobiográfico em uma experiência cinematográfica sem perder a sua essência? Essa foi a principal reflexão que guiou o painel “100 Dias - Entre o Livro e o Filme: Os Caminhos para Transformar um Clássico da Literatura Brasileira em Experiência Cinematográfica”, realizado na última quinta-feira, dia 23 de julho, durante a 24ª Flip - Festa Literária Internacional de Paraty. Com mediação de Marcelo Tas, o encontro reuniu o navegador e escritor Amyr Klink, o diretor Carlos Saldanha, as roteiristas Elena Soarez e Thais Tavares para conversar sobre os caminhos percorridos na adaptação cinematográfica de "Cem Dias Entre Céu e Mar", livro que inspirou o longa-metragem "100 Dias". Ao final do painel, o ator Filipe Bragança, que interpreta o navegador no filme, fez uma participação para contar a experiência de interpretar uma lenda viva da navegação mundial.
Ao longo de uma hora de debate, diante de uma plateia lotada, a conversa se afastou das histórias já conhecidas da travessia do Atlântico realizada por Amyr, em 1984, para mergulhar nos bastidores da construção narrativa do filme — incluindo histórias curiosas que arrancaram risadas do público. Entre os temas abordados estiveram as escolhas feitas durante o processo de adaptação, os elementos do livro preservados na versão para o cinema e as transformações necessárias para a linguagem audiovisual.
Apesar dos desafios, Thais Tavares destacou a confiança que Amyr depositou na equipe desde o início do projeto. “Na nossa primeira reunião com o Amyr, conversamos que teríamos que adaptar algumas partes da história. Ele respondeu: ‘O barco é meu filho, o filme é filho de vocês. Então fiquem à vontade’. Ele deu total liberdade para que encontrássemos a melhor forma de contar essa história no cinema”, relembrou a roteirista. Mesmo com as adaptações necessárias, Amyr ressaltou o cuidado da equipe em preservar a essência da obra e das pessoas que fizeram parte de sua trajetória.
“Desde a caracterização dos personagens, como o Fúria e a Philippine, que está impressionantemente parecida com a minha mãe, até o sotaque. Houve um cuidado e uma sensibilidade por parte da produção e de todos os envolvidos para construir essa história emocionante”, afirmou o navegador. Já Carlos Saldanha comentou sobre o desafio de traduzir para as telas o aspecto mais subjetivo da travessia.
“Um dos maiores desafios da adaptação de 100 Dias Entre Céu e Mar foi traduzir para o cinema a poesia dessa jornada, indo além dos aspectos técnicos da travessia. Buscamos construir uma narrativa visual que refletisse a conexão do Amyr com o mar, os animais e a natureza ao seu redor, para transmitir ao público as sensações e reflexões que o livro desperta”, destacou o diretor. Na reta final do encontro, Filipe Bragança falou sobre a importância da obra em sua preparação para interpretar Amyr Klink, revelando que o livro se tornou um de seus favoritos durante o processo.
“Ao conhecer mais sobre o temperamento dele, seu senso de humor, seus medos, suas angústias e a forma como viveu essa travessia internamente, consegui me aproximar ainda mais da sua história. O livro foi um grande companheiro durante a preparação e me ajudou a compreender melhor um personagem tão complexo e inspirador”, contou o ator. Ao privilegiar a literatura como ponto de partida da conversa, o painel reforçou como "100 Dias" nasce do encontro entre diferentes formas de contar histórias. Mais do que reconstituir uma travessia histórica, o filme propõe uma nova leitura de uma obra que inspira leitores brasileiros há mais de quatro décadas, agora apresentada sob a perspectiva do cinema.
Dirigido por Carlos Saldanha, "100 Dias" estreia nos cinemas brasileiros em 29 de outubro e é inspirado em "Cem Dias Entre Céu e o Mar", clássico de Amyr Klink que narra a travessia solitária do Oceano Atlântico realizada pelo navegador em um barco a remo. No filme, sozinho em um pequeno barco desenhado por ele próprio, Amyr Klink desafia o Atlântico Sul a remo e escreve uma história inédita na navegação mundial. Dirigido por Carlos Saldanha e escrito por Elena Soarez e Thais Tavares, "100 Dias" conta a travessia entre a África e o Brasil se transforma em uma batalha contra o medo, a solidão e os próprios demônios. Enquanto o corpo resiste ao mar, a mente enfrenta memórias, conflitos familiares e escolhas que moldam quem ele é. Mais do que cruzar um oceano, Amyr precisa atravessar a si mesmo.
Dirigido por Carlos Saldanha e estrelado por Filipe Bragança, o longa transforma uma das maiores aventuras da navegação mundial em uma experiência cinematográfica de grande escala. O elenco reúne a atriz francesa Philippine Leroy-Beaulieu ("Emily em Paris") no papel de Asa Klink, mãe do navegador, além de Felipe Camargo ("Além do Tempo") como Jamil Klink e João Vitor Silva (‘Impuros’) interpretando Tymur Klink, pai e irmão de Amyr, respectivamente. O longa-metragem é produzido por Paula Cosenza, Justine Otondo e João Queiroz, pelo diretor e pelos produtores Denise Machado, Giuliano Cedroni e Marco Anton. O filme ainda reúne profissionais de destaque do audiovisual brasileiro e internacional, incluindo Rodrigo Monte (ABC) na direção de fotografia, Cassio Amarante (ABC) na direção de arte, Marcela Altberg na direção de elenco, Kika Lopes no figurino e Fernando Stutz na montagem. A trilha sonora original é assinada pelo compositor finlandês Tuomas Kantelinen.
O projeto é uma produção do Ventre Studio, com coprodução da Buena Vista International, Boipeba Filmes, Trema Filmes, O2 Filmes e Total Post em associação com Good Hand Film & TV. A distribuição é da Buena Vista International, selo da The Walt Disney Company. 100 DIAS’ foi produzido com recursos públicos geridos pela Agência Nacional do Cinema (ANCINE), além de apoio do Ministério da Cultura e do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Lei Paulo Gustavo. A produção conta ainda com patrocínio de Havaianas, Itaú, C6 Bank, BNDES e Honda, além de apoio da Estapar, Nutrimental, RioFilme, Business Finland e Film Tampere Finland. Compre o livro "Cem Dias Entre Céu e Mar", de Amyr Klink, que inpirou o filme "100 Dias", neste link.
domingo, 26 de julho de 2026
.: Entrevista: Thiago Sobral, o homem que ousou matar o pai na ficção
Resenhando.com - Seu romance parece sabotar o leitor o tempo todo: quando ele pensa que encontrou um afeto, ou quando espera redenção, você oferece outra coisa. Escrever, para você, é um gesto de desconfiança?
Resenhando.com - Santiago é um personagem que concentra contradições quase insuportáveis, já que encarna aquilo que combate. Em algum momento você temeu que ele se tornasse tão intragável a ponto de o público não torcer por ele?
Resenhando.com - No seu livro, a violência aparece como forma de cuidado, omissão e até desejo. Você diria que a forma mais cruel de agressão é aquela que consegue se disfarçar de amor?
Resenhando.com - Severo, o pai opressor, parece agir movido por uma lógica interna que, para ele, faz sentido. O que mais interessava a você ao construí-lo: denunciar a violência ou revelar o quanto ela pode ser racionalizada por quem a pratica?
Resenhando.com - A cidade de Cubatão não aparece apenas como cenário, mas como uma espécie de personagem que vigia, regula e rotula. Até que ponto a geografia, na sua escrita, é responsável pelo fracasso das relações?
Resenhando.com - Sua experiência como ex-seminarista aparece, de alguma maneira, no romance. Mas a fé que aparece ali não dá o conforto que as pessoas esperam de um ex-religioso. A literatura, para você, substitui a religião ou continua sendo uma forma de oração, ainda que sem resposta?
Resenhando.com - Há ecos claros de Machado de Assis na sua ironia e no modo como você recusa absolver seus personagens. O que interessa mais a você nos diálogos que você escreve e nas tramas que constrói?
Resenhando.com - Em vários momentos, o leitor se vê torcendo pelo impossível, numa espécie de tentativa de salvar alguém que não está disposto a ser salvo. Você acredita que a literatura ainda pode operar algum tipo de redenção ou isso já é uma ilusão que o seu livro desmonta?
Resenhando.com - A ideia freudiana de “matar o pai” aparece como um gesto simbólico de liberdade. No seu romance, essa ruptura parece sempre incompleta. Existe liberdade possível sem destruição total?
Resenhando.com - “O Pai, a Faca e o Beijo” termina sem oferecer catarse. Em um mercado editorial que muitas vezes aposta no conforto, você escolheu o incômodo. Escrever hoje é, para você, também uma forma de contrariar expectativas, um ato de indisciplina?
sexta-feira, 24 de julho de 2026
.: Maurício Melo Júnior participa da 24ª Flip para lançar romance "O Tardio"
O escritor, jornalista e apresentador Maurício Melo Júnior participa da 24ª Flip - Festa Literária Internacional de Paraty com seu lançamento de 2026, o romance "O Tardio", publicado pela Editora Rua do Sabão. No sábado, dia 25 de julho, à tarde, Maurício estará na Casa Oásis, ao lado dos escritores Alessandra Cysneiros e Luiz Biajoni, em um encontro com leitores durante a programação literária que movimenta Paraty no período da Flip.
Quarto romance do autor, "O Tardio" tem como pano de fundo o Brasil dos anos 1970 e acompanha a jornada de um homem que deixa sua vida para trás em busca de respostas sobre o irmão que nunca conheceu. Entre memória, liberdade e desencontros, a narrativa percorre diferentes regiões do país e revisita as marcas deixadas pela ditadura, pela contracultura e pelos sonhos de uma geração.
Maurício Melo Júnior é também jornalista, crítico literário e documentarista. Há 25 anos, apresenta o programa Leituras, da TV Senado, o primeiro dedicado à literatura e a conversas com escritores, pesquisadores e nomes do mercado editorial. Ao longo de sua trajetória, publicou 35 livros e dirigiu mais de 20 documentários. Compre o livro "O Tardio", de Maurício Melo Júnior, neste link.
O pano de fundo de "O Tardio", quinto romance de Maurício Melo Júnior, é o Brasil dos anos 1970, período mais duro da ditadura militar: o AI-5 em vigor, a tortura como prática de Estado. Em meio a isso, uma geração de jovens escolheu o caminho oposto - a estrada, a contracultura, a busca por paz e liberdade. Mas o que significa liberdade quando tudo ao redor conspira para impedi-la? Será que eles estão dispostos a pagar o preço que for para conquistá-la?
Maurício Melo Júnior é escritor, jornalista, crítico literário e documentarista. Pernambucano radicado em Brasília, formou-se em Comunicação Social, com pós-graduação em Economia e Ciência Política. Atuou em alguns dos principais veículos de comunicação do país, como o Correio Braziliense. Há 25 anos apresenta o programa Leituras, na TV Senado, o primeiro dedicado à literatura brasileira. Assina resenhas literárias para o jornal Rascunho (Curitiba/PR) e é colaborador da revista literária Pernambuco (Companhia Editorial de Pernambuco. Recife/PE). Presidiu o Instituto Casa de Autores, de Brasília, além de ser membro da Associação Nacional dos Escritores.
quinta-feira, 23 de julho de 2026
.: BibliON opera em nova plataforma com acervo ampliado e novos recursos
A BibliON - a biblioteca digital do Estado de São Paulo adota nova plataforma que entra em funcionamento no dia 21 de julho de 2026. A mudança amplia o acervo e acesso simultâneo a mais títulos digitais, reunindo mais de 35 mil títulos e mais de 2 mil audiolivros, integrando também ferramentas de acessibilidade, como leitura em voz alta e tradução automática em Libras (HandTalk).
O catálogo possui obras de autores brasileiros como Djamila Ribeiro, Ryane Leão, Sérgio Vaz, Conceição Evaristo, Ziraldo, Mauricio de Sousa e Rodrigo França, além de nomes da literatura mundial, como Gabriel García Márquez, Virginia Woolf, Mary Shelley e William Shakespeare.
Para continuar utilizando a biblioteca digital, os usuários atuais deverão instalar o novo aplicativo da BibliON e atualizar os dados cadastrais. O login continuará sendo feito por meio do e-mail já registrado, com a obrigatoriedade de inclusão do CPF para a vinculação da conta. Leitores que ainda não utilizam o serviço podem realizar o cadastro de forma gratuita diretamente no sistema.
O acesso via navegador (site) será redirecionado automaticamente para o novo endereço eletrônico na data da migração. As condições de utilização do acervo não sofrerão alterações. Cada usuário cadastrado poderá retirar até dois títulos de forma simultânea, por um período de 15 dias, com a possibilidade de renovação do prazo.
sábado, 18 de julho de 2026
.: Livro de Juliana Dal Piva é semifinalista do Jabuti Acadêmico
Obra "Crime Sem Castigo" é publicada pela Matrix Editora e esmiúça como foram descobertos os assassinos do ex-deputado federal após mais de 40 anos do desaparecimento. Foto: Custódio Coimbra
segunda-feira, 13 de julho de 2026
.: A coleção que transforma memórias em experimentação literária
Inspiradas na cultura dos zines e do faça-você-mesmo (Do It Yourself/DIY), quatro autoras exploram identidade, infância, corpo e reconstrução em obras inéditas
A memória e suas possibilidades: crônica, poesia e hibridez
Ficha técnica
domingo, 12 de julho de 2026
.: Sesc reúne personalidades nacionais e internacionais na Flip 2026
Angela Davis, Socorro Acioli, Itamar Vieira Junior, Wole Soyinka, Tati Bernardi, Bruna Lombardi, Elisa Lucinda, Luiza Romão, Jamil Chade, Fabiana Cozza, Marcelino Freire e Eliana Alves Cruz são alguns nomes da programação. Na imagem, Sesc Santa Rita em Paraty. Foto: divulgação
Serviço
sábado, 11 de julho de 2026
.: Itamar Vieira Junior realiza palestra e inspira Ciclo de Leitura na Caixa Cultural
Programação aproxima o público das temáticas que atravessam a obra do autor de "Torto Arado". Foto: Divulgação / Caixa
Voltado a leitores, estudantes, educadores, pesquisadores e interessados em literatura contemporânea, o encontro oferece uma aproximação com referências, contextos e elementos presentes na trajetória e na produção literária do escritor.
Em diálogo com a palestra, a atividade promove a leitura compartilhada de "Torto Arado" e a mediação de conversas sobre aspectos literários, culturais e históricos abordados no romance, estimulando a troca de interpretações entre os participantes. Ao reunir a leitura da obra e o encontro com seu autor, a programação oferece ao público um espaço de reflexão sobre a literatura brasileira contemporânea e sobre os múltiplos sentidos presentes na escrita de Itamar Vieira Junior.
Serviço
Palestra: “É Mesmo Ficção?”, com Itamar Vieira Junior
Caixa Cultural São Paulo | Praça da Sé, 111 - Centro / São Paulo
Dia 18 de julho de 2026, das 15h00 às 17h00
Duração: 2 horas
Classificação indicativa: 18 anos
Capacidade: 140 participantes
Informações: (11) 3321-4400
Site: caixacultural.gov.br | Instagram: @caixaculturalsp
Ciclo de Leitura "Vozes em Terra - Ecos de Resistência em 'Torto Arado'"
Local: Sala de Oficinas
Datas: 11 e 25 de julho de 2026, das 10h00 às 12h00
Duração: 2 horas por encontro
Classificação indicativa: 16 anos
Capacidade: 20 participantes por encontro
Programação gratuita, sujeita à capacidade dos espaços.
segunda-feira, 6 de julho de 2026
.: Peça inspirada em livros de Édouard Louis segue em cartaz no Teatro Faap
Com direção e dramaturgia de Luiz Felipe Reis e de Marcelo Grabowsky, espetáculo foi criado a partir de três livros do francês Édouard Louis, um fenômeno da literatura mundial. Foto: Elisa Mendes
“Eddy - Violência & Metamorfose”é um espetáculo baseado em três obras do escritor francês Édouard Louis: “O Fim de Eddy”, “História da Violência” e “Mudar: Método”. Com direção e dramaturgia de Luiz Felipe Reis e Marcelo Grabowsky, o elenco conta com João Côrtes, Julia Lund e Erom Cordeiro. Indicado ao Prêmio APTR 2025 nas categorias Melhor Direção, Melhor Ator Protagonista e Melhor Direção de Movimento, “EDDY” aborda temas urgentes como violência sexual, homofobia, xenofobia, machismo e dominação masculina, a partir de um episódio real vivido pelo autor em Paris no Natal de 2012. Com esta imersão na obra de Édouard Louis a Polifônica dá sequência a uma pesquisa continuada, desenvolvida ao longo da última década, a respeito da violência e da dominação masculina nas relações humanas e suas múltiplas consequências. Compre os livros de Édouard Louis neste link.
Sobre Édouard Louis
Já em 2021, publicou “Lutas e Metamorfoses de Uma Mulher”, focando na trajetória de sua mãe, uma mulher que tenta romper com as amarras da submissão patriarcal. Os livros de Louis têm sido traduzidos para dezenas de idiomas e amplamente debatidos por seu teor político e sua fusão entre experiência pessoal e crítica social. Seus temas centrais - identidade, exclusão social, sexualidade, violência e desigualdade - conferem à sua obra um caráter profundamente político e transformador. Embora jovem, já recebeu reconhecimento significativo, como o Prêmio Pierre Guénin Contra a Homofobia (2014), e teve suas obras adaptadas para o teatro e analisadas em meios acadêmicos. Sua escrita, marcada por uma linguagem direta e sem ornamentos, faz da dor um ponto de partida para repensar as estruturas sociais que moldam e limitam as vidas marginalizadas. Compre os livros de Édouard Louis neste link.
Serviço
Espetáculo "Eddy - Violência & Metamorfose"
sexta-feira, 3 de julho de 2026
.: Escritora lusitana Lídia Jorge conquista o Prêmio Camões de Literatura 2026
Premiação é a mais importante da língua portuguesa. Autora receberá 100 mil euros. Foto: Luisa Ferreira
A escritora portuguesa Lídia Jorge conquistou o Prêmio Camões de Literatura 2026. O resultado foi anunciado no início da tarde da última quinta-feira, dia 2 de julho, após a reunião virtual do júri. A autora receberá premiação no valor de 100 mil euros - concedida por meio de subsídio da Fundação Biblioteca Nacional (FBN/ MinC) e do Governo de Portugal - além de um diploma assinado pelos chefes de estado do Brasil e de Portugal. Lídia Jorge é uma das escritoras mais proeminentes da literatura portuguesa contemporânea, com uma obra reconhecida pela análise profunda da história recente de seu país, pela reflexão social e pela defesa dos direitos humanos e das mulheres.
“Desde ‘O Dia dos Prodígios’, de 1979, o diversificado conjunto da obra de Lídia Jorge contribui para enriquecer o património literário e cívico-cultural da língua portuguesa, trazendo experiências do último período da guerra colonial. ‘A Costa dos Murmúrios’, de 1988, é um marco importante na sua obra, uma vez que destaca a sua experiência de vida em Moçambique e desconstrói as versões da guerra colonial sob a perspetiva de uma mulher. Um dos seus últimos romances — ‘Misericórdia’, de 2022 — trata a velhice, a urgência da vida, a resistência ao fim. A sua escrita, marcada por uma prosa poética densa, aborda o passado ditatorial de Portugal, a condição feminina, o impacto das transformações históricas na vida quotidiana, o significado das revoluções, a emigração, as tensões entre a sociedade moderna e pós-moderna, os conflitos entre gerações, as ruturas familiares, com um estilo literário de forte carga lírica e foco na memória coletiva. Por todos estes motivos, o júri considerou, unanimemente, Lídia Jorge merecedora do Prémio Camões 2026”, diz a ata do júri.
Os jurados nesta edição foram o professor José Carlos Seabra Pereira (Universidade de Coimbra – Portugal); a professora, poeta e ensaísta Ana Mafalda Leite (Universidade de Lisboa – Portugal); a professora e pesquisadora Lucia Santaella (PUC-SP, Brasil); o professor, jornalista, historiador e doutor em Letras, José Ribamar Bessa Freire (Brasil); e o escritor e crítico literário Lopito Feijó, (Angola); a escritora, poeta, professora universitária e pesquisadora Odete Semedo (Guiné-Bissau).
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, falou sobre a premiação da escritora portuguesa: “A escolha de Lídia Jorge para o Prêmio Camões de Literatura 2026 celebra uma das grandes vozes da literatura em língua portuguesa, cuja obra reafirma o poder da escrita para preservar memórias, ampliar horizontes e promover reflexões sobre a condição humana. O Prêmio Camões simboliza a riqueza da nossa língua comum e o compromisso permanente do Brasil e dos países lusófonos com a valorização da cultura, da literatura e do diálogo entre os povos. Celebrar Lídia Jorge é também reconhecer a força transformadora da palavra e da criação artística na construção de sociedades mais democráticas, diversas e humanas”, afirmou.
O presidente da FBN, Marco Lucchesi, também comentou o resultado: “A escritora Lídia Jorge merece todo reconhecimento. Ela vive no coração do presente. Aponta para todas as contradições, dentro de uma perspectiva em que a política e a poética mostram-se inseparáveis, muito embora prevaleça, do começo ao fim, a altitude textual, a dinâmica profunda da língua literária. Seu profundo conhecimento da África, sobretudo de Moçambique, de Portugal e dos países língua portuguesa empresta grande riqueza ao conjunto da obra. Lídia Jorge possui uma consciência vigilante, crítica diante de um passado colonial e de todas as práticas de injustiça, na defesa de um largo estatuto de emancipação. Uma obra vasta, de extrema riqueza de abordagem e de gêneros literários. É uma das glórias da língua portuguesa”.
Lídia Jorge
Nascida em Boliqueime, Algarve (Portugal), em 18 de junho de 1946, Lídia Jorge é graduada em Filologia Românica pela Universidade de Lisboa. No início dos anos 70, durante a Guerra Colonial Portuguesa, viveu em Angola e Moçambique - experiência que marcou sua produção literária. Seu primeiro romance, “O Dia dos Prodígios” (1980), inaugurou uma nova fase na literatura portuguesa ao romper com o realismo tradicional e com o tom documental, dominante à época. Suas obras estão traduzidas em diversos idiomas e já receberam prêmios como Prémio Pessoa, Médicis Étranger e Prémio Estatal Austríaco de Literatura Europeia. Entre suas principais obras estão, ainda, “A Costa dos Murmúrios (1988)”, “O Vale da Paixão (1998)” e “Misericórdia (2022)”.
Prêmio Camões
O Prêmio Camões é o mais importante da língua portuguesa. Instituído em 1988 pelos Governos do Brasil e de Portugal, tem como objetivo estreitar os laços culturais entre as nações que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e enriquecer o património literário e cultural da língua portuguesa. Com o nome do maior escritor da história da língua portuguesa - o poeta português Luís Vaz de Camões - o prêmio é atribuído aos autores, pelo conjunto da obra, que contribuíram para o enriquecimento do patrimônio literário e cultural da língua portuguesa. A primeira edição ocorreu em 1989.
O Ministério da Cultura português organiza a premiação pela parte portuguesa, cabendo à Fundação Biblioteca Nacional a organização pela parte brasileira. Em todas as edições do prêmio, o júri é composto por dois portugueses, dois brasileiros e dois representantes das demais nações da CPLP - Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Moçambique, Timor Leste e São Tomé e Príncipe. O mandato para os jurados é de dois anos.
O diploma entregue aos laureados contém o nome de todos os países lusófonos e é assinado pelos chefes de estado do Brasil e de Portugal. Entre os 36 vencedores encontram-se autores de cinco países lusófonos (Brasil, Portugal, Moçambique, Angola e Cabo Verde). Confira todos os vencedores do Prémio Camões, por ordem cronológica:
Miguel Torga (Portugal), João Cabral de Mello Neto (Brasil), José Craveirinha (Moçambique), Vergílio Ferreira (Portugal), Rachel de Queiroz (Brasil), Jorge Amado (Brasil), José Saramago (Portugal), Eduardo Lourenço (Portugal), Pepetela (Angola), António Cândido (Brasil), Sophia de Mello Breyner Andresen (Portugal), Autran Dourado (Brasil), Eugénio de Andrade (Portugal), Maria Velho da Costa (Portugal), Rubem Fonseca (Brasil), Agustina Bessa-Luís (Portugal), Lygia Fagundes Telles (Brasil), Luandino Vieira - recusado (Angola), António Lobo Antunes (Portugal), João Ubaldo Ribeiro (Brasil), Arménio Vieira (Cabo Verde), Ferreira Gullar (Brasil), Manuel António Pina (Portugal), Dalton Trevisan (Brasil), Mia Couto (Moçambique), Alberto da Costa e Silva (Brasil), Hélia Correia (Portugal), Radouan Nassar (Brasil), Manuel Alegre (Portugal), Germano Almeida (Cabo Verde), Chico Buarque (Brasil), Vítor de Aguiar e Silva (Portugal), Paulina Chiziane (Moçambique), Silviano Santiago (Brasil), João Barrento (Portugal), Adélia Prado (Brasil), Ana Paula Tavares (Angola), Lídia Jorge (Portugal).
sexta-feira, 19 de junho de 2026
.: Homenagem: escritor Cristovão Tezza leva maior prêmio da ABL
O escritor Cristovão Tezza, autor de "O Filho Eterno", publicado pela Editora Record, é o vencedor do Prêmio Machado de Assis 2026. A premiação, oferecida anualmente pela Academia Brasileira de Letras, destaca o autor pelo conjunto de sua obra. Um dos mais premiados e traduzidos autores brasileiros de sua geração, ele é autor de mais de 20 obras de ficção, entre elas, "O Fotógrafo", "Ensaio da Paixão", "Trapo", "Beatriz" e "Um Erro Emocional", todas da editora Record. “Ainda não caiu a ficha direito, notícia inesperada”, disse Tezza.
quinta-feira, 11 de junho de 2026
.: Museu da Língua Portuguesa recebe poetas para sarau neste sábado
Ismar Tirelli Neto, Simone Brantes e Ana Martins Marques no Sarau no Museu de junho, sob comando do tradutor e professor Matheus Guménin Barreto. Fotos: Ismar Tirelli Neto (Luiza Sigulem), Simone Brantes (divulgação); Ana Martins Marques (Mauro Figa); Matheus Guménin Barreto (Fred Gustavos)
O Museu da Língua Portuguesa terá um fim de tarde do próximo sábado, dia 13 de junho, com muita poesia. Nesta data, a partir das 16h00, vai acontecer mais uma edição do Sarau no Museu, com entrada gratuita e microfone aberto para quem quiser participar. Localizado no histórico prédio da Estação da Luz, o Museu, que celebra 20 anos em 2026, é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.
Sob comando do poeta, tradutor e professor da USP Matheus Guménin Barreto, o Sarau no Museu de junho receberá três convidados especiais: Ana Martins Marques, Simone Brantes e Ismar Tirelli Neto. Eles já têm uma série de livros publicados e reconhecimento em importantes premiações, como a APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e o Jabuti.
Mineira de Belo Horizonte, Ana Martins Marques é autora de duas obras que ganharam os prêmios de melhor livro de poesia pela Associação Paulista de Críticos de Arte: "O Livros das Semelhanças" e "Risque Esta Palavra". Simone Brantes é autora dos livros de poemas "Pastilhas Brancas" e "Quase Todas as Noites" - este ganhou o Prêmio Jabuti -, entre outros. Ela também atua como professora de língua portuguesa na educação básica. Autor de "Os Postais Catastróficos e Alguns Dias Violentos", Ismar Tirelli Neto tem textos publicados em jornais como O Globo e Folha de S.Paulo. Ele também ministra oficinas de escrita criativa.
Além de lerem poemas de suas autorias, Matheus, Ismar, Simone e Ana vão falar sobre processos de escrita, revelar quais são algumas de suas influências artísticas e comentar o momento da poesia contemporânea brasileira. O microfone ficará aberto para quem quiser mostrar a própria arte, e haverá tradução em Libras. Com entrada gratuita, o Sarau ocorre no Pátio B.
Serviço
Sarau no Museu com Ana Martins Marques, Simone Brantes e Ismar Tirelli Neto. Mediação de Matheus Guménin Barreto
Sábado, dia 13 de junho, às 16h00
Grátis – com tradução em Libras
Pátio B
Museu da Língua Portuguesa
Praça da Luz, s/nº - Luz – Centro histórico de São Paulo
domingo, 7 de junho de 2026
.: Edney Silvestre é o próximo convidado do "Encontro com os Escritores"
No dia 23 de junho, terça-feira, às 19h00, a Universidade do Livro, braço educacional da Fundação Editora da Unesp, em parceria com a Assessoria de Comunicação e Imprensa da Reitoria da Unesp e a Biblioteca Mário de Andrade, promove mais uma edição do programa "Encontro com os Escritores". O convidado do mês é o jornalista e romancista Edney Silvestre, que participa de um debate aberto sobre seu novo livro, "O Último Van Gogh", com mediação do jornalista e crítico Manuel da Costa Pinto.
Publicado pela Globo Livros, o romance de 368 páginas tensiona a história da arte e a desigualdade urbana ao colocar em paralelo o sofrimento final de Vincent van Gogh em Auvers-sur-Oise e a deriva de Igor Brown, jovem que se vê envolvido no roubo de uma pintura do mestre holandês guardada clandestinamente no Rio de Janeiro de 2024. A obra expõe as entranhas do mercado de arte de alto padrão, a invisibilidade social e o crime de colarinho branco sob a atmosfera ágil de um thriller policial.
O bate-papo abordará a arquitetura literária desenvolvida por Silvestre para costurar as duas épocas, as exigências de pesquisa histórica do romance e o papel das artes visuais como motor de suspense na literatura de ficção. Para os profissionais do setor editorial, o encontro traz à tona discussões sobre construção de personagens complexos, ritmo narrativo e a preparação de textos que equilibram rigor factual e apelo comercial. Para participar, basta se inscrever neste link.
Sobre o escritor
Autor do recente romance "O Último Van Gogh", publicado pela Globo Livros, Edney Silvestre é vencedor dos prêmios São Paulo de Literatura e Jabuti de Melhor Romance por "Se Eu Fechar os Olhos Agora", adaptado para minissérie pela Globoplay. O romance "A Felicidade É Fácil" está sendo adaptado para um longa-metragem a ser rodado em São Paulo pela produtora Mixer Filmes. Obras dele foram publicadas na Inglaterra, França, Estados Unidos, Sérvia, Holanda, Itália, Alemanha e Portugal.
Natural de Valença, no estado do Rio de Janeiro, filho de uma operária de fábrica e um dono de armazém, foi correspondente internacional da Rede Globo e do jornal O Globo, de 1992 a 2002. Cobriu os atentados ao World Trade Center, a devastação do Iraque após duas guerras, a visita do Papa a Cuba, voou dentro do furacão Floyd com os Hurricane Chasers, reportou direto do tapete vermelho do Oscar em Hollywood.
Ainda nos Estados Unidos, criou o primeiro programa internacional de entrevistas da GloboNews, o "Milênio", onde apresentou pensadores como Noam Chomsky, Gloria Steinem e Edward Said, autores como Alice Walker, Edward Albee e Salman Rushdie, artistas como Juliette Binoche e Barbra Streisand.
De volta ao Brasil, foi repórter especial do Jornal Nacional e do Globo Repórter. Por 15 anos apresentou o GloboNews Literatura, onde entrevistou o italiano Umberto Eco, o português José Saramago, a sul-africana Nadine Gordimer, o turco Orhan Pamuk, o peruano Mario Vargas Llosa, o nigeriano Wole Soyinka, além de autores brasileiros estreantes e consagrados – Milton Hatoum, Adélia Prado, Ariano Suassuna, Elvira Vigna, Victor Heringer, Ana Maria Gonçalves, Marcelo Moutinho, Lygia Fagundes Telles. Silvestre é autor de quatro livros de jornalismo, inclusive a biografia profissional "Segredos de Um Repórter", e oito de ficção. Compre os livros de Edney Silvestre neste link.
Sobre o mediador
Manuel da Costa Pinto.é jornalista, crítico literário e mestre em teoria literária e literatura comparada pela USP. É autor dos livros "Albert Camus: Um Elogio do Ensaio" (1998), "Literatura Brasileira Hoje" (2004), "Antologia Comentada da Poesia Brasileira do Século 21" (2010) e "Paisagens Interiores e Outros Ensaios" (2012); organizador e tradutor de "A Inteligência e o Cadafalso e Outros Ensaios", de Albert Camus (1998), organizador de "Camus, o Viajante" (2019), com textos sobre o Brasil do escritor francês, e do "Diário Confessional de Oswald de Andrade" (2022). Criador da revista Cult, foi colunista do jornal Folha de S.Paulo (2003-2016) e coordenador editorial do Instituto Moreira Salles. Atuou como curador da FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty) de 2011 e curador da programação literária da Feira do Livro de Frankfurt de 2013, que teve o Brasil como país homenageado. Atualmente, é editor-chefe e apresentador do “Entrelinhas”, programa semanal sobre literatura da TV Cultura, e curador, pelo Brasil, do Oceanos – Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa. Compre os livros de Manuel da Costa Pinto neste link.
sexta-feira, 5 de junho de 2026
.: Três veredas para "Grande Sertão": livros que celebram 70 anos do clássico
Em 2026, "Grande Sertão: Veredas" completa 70 anos de publicação. Para celebrar a data, a Autêntica Editora lança um projeto especial dedicado à obra do autor, reunindo lançamentos que revisitam o romance, seu processo de criação e sua permanência e reinvenção no imaginário brasileiro. A proposta reúne três livros bastante distintos entre si, mas atravessados pela mesma pergunta: como um clássico permanece vivo? Em comum, as obras mostram que a história de Guimarães Rosa continua sendo uma fonte de releitura e descoberta, capaz de mobilizar leitores, pesquisadores e espectadores.
Dentre os livros do projeto, "Diário do Grande Sertão", de Bruna Lombardi, livro que recupera os bastidores da adaptação televisiva da obra de Rosa exibida pela Globo nos anos 1980. A partir dos diários escritos durante as gravações, Lombardi apresenta a experiência de interpretar Diadorim enquanto atravessa, junto à equipe, o sertão mineiro em busca de traduzir para as telas o universo roseano. Combinando memória, relato pessoal e making of, o texto foi originalmente incentivado por Caio Fernando Abreu, que viu nos fragmentos escritos por Lombardi um documento não apenas sobre a realização desafiadora de um seriado, mas sobre uma experiência de transformação pessoal possibilitada pela literatura. Quarenta anos depois da primeira publicação, o livro finalmente sai “da maneira como sempre quis”, afirma Bruna, e ganha material inédito, trechos, fotos e desenhos feitos pela autora. Entre o desafio de interpretar um dos personagens mais enigmáticos da literatura brasileira e a adaptação à vida no sertão durante as gravações, Lombardi revela em sua escrita as formas como um clássico pode ser revisitado e vivido.
Outro destaque é Ítalo Moriconi dá a largada na coleção "Para Ler", dedicada a aproximar o público de autores e obras considerados canônicos ou desafiadores, com um olhar distinto em relação à obra-prima de Rosa. Em "Para Ler 'Grande Sertão: Veredas'", o autor combina diário de leitura e um resumo da trama, para que o leitor não se perca na imensidão da linguagem do escritor mineiro. Em vez de simplificar ou domesticar o calhamaço, na primeira parte do livro, o crítico literário apresenta sua própria travessia como leitor, compartilhando dificuldades e descobertas. Na segunda metade, Moriconi reconstitui o enredo de Grande sertão, apontando analiticamente os principais conflitos e personagens da narrativa.
Completa o projeto "Sertão-Veneza: Retornos e Travessias Roseanas", de Jacques Fux. O ensaio investiga a relação entre o universo de Rosa, suas viagens pelo sertão mineiro e sua passagem pela Itália, sobretudo por Veneza. O livro parte da viagem feita pelo escritor à cidade, em 1949, e dos registros deixados em seus diários para discutir de que forma essa experiência aparece transformada em sua literatura. No livro, Fux também recupera o período em que Rosa viveu na Alemanha às vésperas da Segunda Guerra Mundial e discute como as experiências de deslocamento, exílio, memória e travessia atravessam sua obra. O autor brasileiro registrou em seus cadernos de viagem impressões, paisagens, sensações e reminiscências que mais tarde reapareceriam em Grande sertão.
Sobre os autores
Bruna Lombardi é poeta, escritora, atriz, roteirista, diretora, produtora e ativista ambiental. Publicou vários livros, entre eles os best-sellers: "No Ritmo Dessa Festa", "Gaia", "O Perigo do Dragão", "Filmes Proibidos", "Jogo da Felicidade" e "Clímax". Desde "No Ritmo Dessa Festa", primeira publicação como autora, com prefácio de Chico Buarque de Holanda, os trabalhos dela receberam excelentes matérias e elogios de grandes escritores e poetas, como Carlos Drummond de Andrade, Mario Quintana, Lygia Fagundes Telles, Clarice Lispector, Ferreira Gullar, Rubem Fonseca, Vinicius de Moraes. Na televisão e no teatro, participou de produções marcantes, como a minissérie "Grande Sertão: Veredas", em que interpretou Diadorim. No cinema, escreveu, produziu e protagonizou filmes como "O Signo da Cidade", "Onde Está a Felicidade?" e "Amor em Sampa". Também criou, roteirizou, produziu e protagonizou a série "A Vida Secreta dos Casais", da HBO, e fundou a Rede Felicidade, plataforma digital voltada ao bem-estar e ao autoconhecimento. Compre os livros de Bruna Lombardi neste link.
Ítalo Moriconi é professor, escritor, curador literário. Organizador da antologia "Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século" (ed. Objetiva), assim como de "Os Cem Melhores Poemas Brasileiros do Século", pela mesma editora. Autor da biografia da poeta "Ana Cristina Cesar (O Sangue de Uma Poeta"), organizador das "Cartas de Caio Fernando Abreu", ambos em 2ª. ed. pela e-galaxia). Outros livros são "Como e Por Que Ler a Poesia Brasileira do Século 20" (2002, Objetiva) "Literatura Meu Fetiche" (2020, Cepe Editora). Entre 2022 e 2024 publicou quinzenalmente uma coluna-diário no Blog Virtual do Pensamento Social (BVPS). Compre os livros de Ítalo Moriconi neste link.
Jacques Fux é escritor, com doutorado em literatura comparada pela UFMG e pela Université de Lille 3. Foi pesquisador na Universidade de Harvard de 2012 a 2014. É autor de 23 livros, entre eles: "Antiterapias", vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura; "Meshugá", vencedor do Prêmio Manaus; Literatura e Matemática, vencedor do Prêmio Capes e finalista do APCA; "O Enigma do infinito", Selo FNLIJ e semifinalista do Prêmio Jabuti; "As Coisas de Que Não Me Lembro, Sou", vencedor do Prêmio FNLIJ e finalista do Prêmio Jabuti; "Nunca Vou Te Perdoar por Você Ter Me Obrigado a Te Esquecer", finalista do Prêmio Jabuti e vencedor do Prêmio Manaus, e "Uma Impostora em Harvard". Sobre João Guimarães Rosa, publicou a biografia para jovens "As Fábulas do Fabuloso Fabulista Joãozito", que recebeu o selo FNLIJ. Seus ensaios, romances e contos já foram publicados na Itália, México, Peru, Israel, Estados Unidos e França. Compre os livros de Jacques Fux neste link.
domingo, 24 de maio de 2026
.: Teatro: Luís Alberto de Abreu revisita memórias e lança coletânea em SP
Dramaturgo participa de palestra e apresenta o livro "Viva o Teatro! E Outras Crônicas", sobre teatro, cultura e memória do ABC paulista. Foto: divulgação
Nesta terça-feira, dia 26 de maio, a Escola Superior de Artes Célia Helena recebe o dramaturgo, roteirista e professor Luís Alberto de Abreu para uma programação que reúne palestra e lançamento editorial. A programação começa com a palestra “A Função Mítica do Stor”, voltada a estudantes do Célia Helena e convidados. No encontro, Abreu discute o papel do ator e do artista na construção do imaginário social e sua presença nas narrativas coletivas. Em seguida, o autor lança o livro "Viva o Teatro! e Outras Crônicas", publicado pela Editora Alpharrabio.




























