quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

.: Crítica: "Um Cabra Bom de Bola" ensina a criar raízes profundas e sonhar

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em fevereiro de 2025


Sonhar grande e criar raízes profundas. Assim, a animação "Um Cabra Bom de Bola" apresenta o jovem Zeca Brito, um cabrito que, com o apoio da mãe, mergulha no sonho do berrobol, um esporte de alta intensidade e contato total, dominado pelos animais mais velozes e ferozes do mundo. Mesmo sem o tamanho suficiente, hoje um rapaz, Zeca com sotaque nordestino, vive sozinho e sem dinheiro para pagar o aluguel.

Até que uma grande oportunidade surge enquanto tenta defender Jaque Fonseca, lenda do esporte que é o fundamento da inspiração do pequeno. Contudo, estando diante de seu ídolo, nem tudo é o que sempre acreditou ser. Assim, após pura sorte, entrar para o time dos sonhos, Jaque também vira um desafio, fazendo com que Zeca prove o seu valor ao lado dela em busca do título.

A versão brasileira de nomes na dublagem dá um toque todo brasileiro, seja pelas brincadeiras, inclusive no nome do protagonista ou até do esporte praticado pelos animais. O sotaque nordestino de Zeca Brito também imprime uma brasilidade na animação estadunidense, desenvolvida pela Sony Pictures Animation, estúdio responsável por “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso" e "K-Pop Demon Hunters".

A produção entrega um colorido de encher os olhos e deixar a telona de cinema com um brilho e cores vibrantes, ultimamente tão apagados em outros estúdios há um certo tempo. "Um Cabra Bom de Bola" pode não surpreender com inovações, como aconteceu em Aranhaverso, mas firma a qualidade de seus traços em cima de tramas muito bem elaboradas e fundamentadas.

"Um Cabra Bom de Bola" é um filme para toda a família, não somente como entretenimento, mas também pela mensagem que reforça a respeito de origens e nunca esquecer seu sonho maior apesar das dificuldades diversas. Afinal, a produção de Stephen Curry, focada em superar limitações físicas, ainda entrega um bom humor e visual belíssimo que faz valer cada centavo do ingresso. Imperdível!


A equipe Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar ShoppingPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN



* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Siga: @maryellen.fsm


"Um Cabra Bom de Bola". Gênero: animação. Direção: Tyree Dillihay. Elenco: Carolina Dieckmann (Kátia), Júlia Rabello (Léo) e Caco Ciocler (Zeca). Sinopse: Uma pequena cabra com grandes sonhos recebe uma oportunidade única na vida de se juntar aos profissionais. A história acompanha Zeca Brito (Will na versão original), uma pequena cabra com grandes sonhos que recebe uma oportunidade única de se juntar aos profissionais e jogar berrobol — um esporte de alta intensidade que lembra o basquete. Zeca precisa provar que, mesmo sendo pequeno, tem talento para brilhar no esporte e mudar a história do jogo.

.: Cineflix Santos estreia "Anêmona", "Isso Ainda Está de Pé?" e Ghibli Fest

Hoje, 19 de fevereiro, a unidade Cineflix Cinemas de Santos, localizada no Shopping Miramar, apresenta duas estreias nas telonas, a comédia dramática "Isso Ainda Está de Pé?" e o drama "Anêmona" e ainda começa a exibição do Ghibli Fest, parte 2, como animações japonesas de sucesso como por exemplo, "A Viagem de Chihiro""Meu Amigo Totoro""O Castelo Animado" e "O Serviço de Entregas da Kiki".

Seguem em cartaz o romance arrebatador "O Morro dos Ventos Uivantes", a animação "Um Cabra Bom de Bola", o drama "Hamnet: A vida antes de Hamlet" e o suspense psicológico "A Empregada". Compre antecipadamente os ingressos aquihttps://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.

Estão disponíveis para venda os baldes colecionáveis, de "Bob Esponja: Em Busca da Calça Quadrada"A unidade de Cinemas Cineflix Santos, fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga.


"Isso Ainda Está de Pé?." Gênero: comédia dramática. Direção: Bradley Cooper. Elenco: Will Arnett como Alex, Laura Dern como Tess, Bradley Cooper (atua e dirige). Sinopse: A trama acompanha um casal (Alex e Tess) que decide se divorciar de forma amigável após anos de casamento, enquanto Alex tenta se encontrar no cenário da comédia stand-up em Nova York.

"Anêmona" (Anemone)Gênero: drama. Direção: Ronan Day-Lewis. Elenco: Daniel Day-Lewis como Ray Stoker, Sean Bean como Jem Stoker, Samantha Morton como Nessa Stoker, Samuel Bottomley como Brian Stoker, Safia Oakley-Green como Hattie. Sinopse: Segredos ocultos e ressentimentos há muito guardados vêm à tona quando dois irmãos afastados se reencontram em uma cabana primitiva nas profundezas das florestas do norte da Inglaterra.

"O Morro dos Ventos Uivantes". Gênero: drama, romance. Direção: Emerald Fennell. Elenco: Margot Robbie (Catherine Earnshaw), Jacob Elordi (Heathcliff), Hong Chau, Alison Oliver, Shazad Latif e Ewan Mitchell. Sinopse: A tragédia acontece quando Heathcliff se apaixona por Catherine Earnshaw, uma mulher de uma família rica na Inglaterra do século 18.

"Um Cabra Bom de Bola". Gênero: animação. Direção: Tyree Dillihay. Elenco: Carolina Dieckmann (Kátia), Júlia Rabello (Léo) e Caco Ciocler (Zeca). Sinopse: Uma pequena cabra com grandes sonhos recebe uma oportunidade única na vida de se juntar aos profissionais. A história acompanha Zeca Brito (Will na versão original), uma pequena cabra com grandes sonhos que recebe uma oportunidade única de se juntar aos profissionais e jogar berrobol — um esporte de alta intensidade que lembra o basquete. Zeca precisa provar que, mesmo sendo pequeno, tem talento para brilhar no esporte e mudar a história do jogo.


"Hamnet: A vida antes de Hamlet". (“Hamnet”). Gênero: drama histórico. Classificação indicativa: 14 anos. Ano de produção: 2025. Idioma: inglês. Direção: Chloé Zhao. Roteiro: Maggie O’Farrell e Chloé Zhao. Elenco: Jessie Buckley, Paul Mescal. Distribuição no Brasil: Universal Pictures. Duração: 2h05. Cenas pós-créditos: não. Sinopse: William Shakespeare e a sua esposa, Agnes, celebram o nascimento do seu filho, Hamnet. No entanto, quando a tragédia os atinge, inspira Shakespeare a escrever a sua obra-prima, Hamlet.


"A Empregada". (The Housemaid). Gênero: Suspense Psicológico, Thriller. Direção: Paul Feig. Roteiro: Rebecca Sonnenshine, Freida McFadden. Ano de Lançamento: 2025. Data de Estreia (Brasil): 18 de Dezembro de 2025. País: EUA. Idioma: Inglês. Duração: 2h11m. Elenco Principal: Sydney Sweeney (Millie), Amanda Seyfried (Nina), Brandon Sklenar (Andrew), Michele Morrone. Baseado em: Livro de Freida McFadden. Sinopse: A história segue Millie Calloway, que, após sair da prisão, consegue um emprego como empregada na casa dos ricos Nina e Andrew Winchester, mas logo percebe a natureza perturbadora de Nina e as dinâmicas disfuncionais da família, levando a situações de manipulação e suspense, enquanto Millie tem seus próprios segredos. 

Confira a programação diária do Ghibli Fest, parte 2, em cartaz na Cineflix Cinemas em Santos, aqui: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN


O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no GonzagaConsulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.


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.: Cineflix Cinemas de Santos celebra 40 anos de estúdio com Ghibli Fest, parte 2


Começa hoje na Cineflix Cinemas de Santos, o Ghibli Fest, parte 2. Nesta primeira semana do festival em 2026, os fãs de animação japonesa terão a oportunidade de revisitar alguns dos maiores sucessos do Studio Ghibli, em uma mostra especial que celebra os 40 anos do estúdio. O evento cinematográfico reúne 14 longas-metragens que marcaram gerações, em sessões que prometem transportar o público para universos de fantasia, delicadeza e crítica social. O Cineflix Miramar, em Santos, está entre os cinemas que irá exibir os longas-metragens.

Os títulos que compõem a programação estão obras consagradas como "A Viagem de Chihiro", vencedor do Oscar de Melhor Animação em 2003, "Meu Amigo Totoro", um dos símbolos mais reconhecíveis da cultura pop japonesa, e "Princesa Mononoke", marco da carreira de Hayao Miyazaki por sua abordagem madura e ecológica. Filmes como "O Castelo Animado", "Castelo No Céu", "O Serviço de Entregas da Kiki" e "Ponyo" também estão confirmados, formando um panorama da sensibilidade e da força criativa que tornaram o estúdio uma referência mundial.

Fundado em 1985 por Hayao Miyazaki, Isao Takahata e Toshio Suzuki, o Studio Ghibli construiu uma filmografia que alia poesia visual, personagens memoráveis e narrativas atemporais. O Ghibli Fest não só homenageia essas quatro décadas de produção, como também oferece a chance de uma nova geração conhecer os clássicos na tela grande. 

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As principais estreias da semana e os melhores filmes em cartaz podem ser assistidos na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.


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.: Entrevista: Marcelo Alves, do "BBB 26": "Meu maior adversário fui eu mesmo"


Ao relembrar a trajetória no reality show, ele reconhece erros cometidos no programa e afirma que deveria ter se expressado mais. Foto: Globo/ Beatriz Damy

Da casa de vidro para o "BBB 26", Marcelo Alves foi eliminado no quinto paredão da temporada, com 68,56% dos votos, na última terça-feira, dia 17 de fevereiro, em uma disputa contra Solange Couto e Samira Sagr. Ao relembrar a trajetória no reality show, ele reconhece erros cometidos no programa e afirma que deveria ter se expressado mais. "Senti falta de externar meus pensamentos. Era importante que o público soubesse o que eu estava pensando. Algumas atitudes me irritavam, mas eu não falava. Planejava conversar com Ana Paula antes do paredão para mostrar que estava com eles, mas não fiz. O rompimento com Maxiane e Marciele apenas confirmou o que eu já pensava, mas não estava mostrando para fora. Na minha cabeça, eu estava bem-posicionado, mas não deixei isso claro para o público, que era o principal", observa. Em entrevista, o ex-participante analisa os fatores que atrapalharam a permanência dele na competição e faz um balanço de sua passagem pelo programa. Marcelo também revela o que teria feito de diferente e como seria seu pódio com quem ainda segue na disputa.


Como resume o que foi o "Big Brother Brasil" para você? 
Marcelo Alves - O "BBB", para mim, foi a realização de um sonho. Eu me inscrevo desde 2014. Sei que tive minhas flutuações no jogo. Não consegui me mostrar por inteiro, tive minhas falhas e consigo reconhecê-las. Dentro da casa já percebia isso, e aqui fora só se confirmou. Mas estou muito feliz, viveria tudo de novo. Se fosse chamado novamente para participar, iria com outros olhos, com outra garra, com um posicionamento diferente e sendo 100% eu. Acredito que não consegui entregar totalmente quem eu sou.


Quais foram os erros e acertos dessa experiência?
Marcelo Alves - Erro foi não ter conseguido me doar 100% por causa de medos e inseguranças relacionados à minha sexualidade. Eu tinha muito receio de como isso iria repercutir aqui fora, tanto para mim quanto para minha família. Ser gay não é fácil, e isso me deixava inseguro. Outro erro foi me apegar rápido às pessoas e ser leal muito cedo, o que me fez tomar partido por outros e me perder no jogo. Eu deveria ter me posicionado de um lado só, não importava qual, mas firme. Infelizmente, percebi isso apenas no final, quando já era tarde.

Apesar de não ser tão próximo ao grupo do quarto Sonho da Eternidade, houve ocasiões em que você e o Breno se juntaram a eles para combinar votos. Como avalia essa posição de jogo?
Marcelo Alves - Sempre tive carinho pelas pessoas do quarto da Eternidade, como Babu, Juliano, Boneco (que veio comigo da casa de vidro) e Chay. Tive uma questão pequena com Ana Paula, mas lá dentro tudo ganha proporções maiores. Acabei tomando a dor do que aconteceu com Maxiane. Hoje, vendo de fora, percebo que a situação com Ana Paula foi mínima e eu a transformei em algo grande. Gosto muito dela, mesmo com as implicâncias. Faltou percepção e força para me situar em um lugar só. Minha questão foi tomar dores que não eram minhas e esquecer que o jogo era individual. Um exemplo foi a situação com Jonas, que virou justificativa para ele me colocar no paredão, mesmo não tendo sido algo diretamente comigo.

A prova do líder da última semana marcou um rompimento entre você, a Maxiane e a Marciele?Marcelo Alves - Senti falta de externar meus pensamentos. Era importante que o público soubesse o que eu estava pensando. Algumas atitudes me irritavam, mas eu não falava. Planejava conversar com Ana Paula antes do paredão para mostrar que estava com eles, mas não fiz. O rompimento com elas [Maxiane e Marciele] apenas confirmou o que eu já pensava, mas não estava mostrando para fora. Na minha cabeça, eu estava bem-posicionado, mas não deixei isso claro para o público, que era o principal.


Como acredita que as duas irão se posicionar daqui para frente? E o Breno, após a sua saída?
Marcelo Alves - Já sentia que iria sair, porque tinha consciência da minha flutuação e de não estar me entregando por inteiro. Tive crises de ansiedade e insegurança pela questão da sexualidade e pelo medo de minha família ser atacada. Antes de sair, falei para o Breno: “Se posicione. Fique do lado dos meninos, Babu, Juliano e Boneco.” Mas sei que as meninas vão querer conversar com ele, e Breno cede muito fácil. Espero que não ceda, porque minha eliminação foi consequência disso. Se elas tivessem me colocado sentado [na prova do Líder] uma ou duas vezes e eliminado Jonas ou Cowboy, que são fortes em provas, eu ou Breno poderíamos ter vencido a liderança e mudado o cenário. Infelizmente, percebi isso tarde demais..


Depois da indicação do líder Jonas, você relembrou que ele o havia colocado no primeiro castigo do monstro da temporada e que não teria argumentos para votar em ti. Imaginava receber essa indicação ou o voto dele te pegou de surpresa? 
Marcelo Alves - Eu já imaginava. Minutos antes do paredão, senti que seria eu e perguntei ao Breno se estava preparado, porque seríamos os dois na berlinda. Jonas tinha colocado Babu, que puxou Sarah, e ela saiu. Então, se ele colocasse Juliano, poderia eliminar Alberto, amigo dele. Ele preferiu o caminho mais fácil. Infelizmente, estamos em uma fase do jogo em que eles acham que os pipocas são fracos. Tenho até dó quando colocarem Chai no paredão, porque vão ver que não somos fracos. Fico feliz por Chaiany, que tem um coração enorme e uma inocência boa. Inclusive, Ana Paula perguntou a Jonas por que ele me indicou, e ele disse que as outras opções, Milena e Chai, estavam imunizadas. Ou seja, mais uma vez, tudo sobre os pipocas. Mas é aí que eles vão se surpreender.

Considera ter sido ele seu maior adversário no programa? Ou outra pessoa? 
Marcelo Alves - Acredito que meu maior adversário fui eu mesmo. Se tivesse seguido minhas intuições e me firmado de um lado da casa, sem ficar no meio, teria ido muito bem. Não tive nenhum adversário que me desestabilizasse de verdade.

Neste paredão, o grupo do qual ele faz parte conseguiu colocar três adversários na berlinda. Acha que faltou articulação ou foi questão de sorte?
Marcelo Alves - Eu conseguia articular bem, mas não pensei que o voto de Alberto estava vetado. Se tivesse percebido isso, teria articulado para colocar Jordana e Maxiane no paredão. Quando fui indicado, queria ter ido com Maxiane, mesmo que saísse. Podia ter gritado na sala: “Votem em Maxiane!”, mas não fiz. Talvez tivesse mudado tudo. Para mim, seria mais confortável sair contra ela do que contra pessoas do meu grupo.

Você e o Breno protagonizaram o primeiro beijo da edição e desde então mantiveram uma relação próxima dentro da casa. Foi ele seu maior aliado? 
Marcelo Alves - Sim. Falei para ele que, se não estivesse tão próximo, eu teria me perdido ainda mais. Mesmo com meus medos e inseguranças, ele conseguia me reconectar comigo em momentos difíceis. Foi uma aproximação genuína, de afeto, que quero levar para fora da casa, seja da forma que for.

Que amizades fez no "BBB" e deseja cultivar aqui fora?
Marcelo Alves - Chai, Leandro, Juliano, Babu, Samira e Breno, claro. Quero ver como ficará a situação com Ana Paula e Milena, porque tenho carinho por elas. As outras meninas ainda me deixam chateado, então prefiro falar das pessoas de quem tenho certeza.

Quais são seus planos a partir de agora? Pretende seguir atuando na Medicina e voltar para Currais Novos (RN)? 
Marcelo Alves - Meus planos serão conforme Deus me guiar. Se aparecer trabalho, adoro fotografar, fazer publicidade, televisão... O que vier, estarei aberto. Se não, volto para minha cidade para exercer a Medicina com orgulho, porque amo ajudar pessoas. Comentei com Babu que um dos meus maiores sonhos é ir até a África para ajudar com meu trabalho quem realmente precisa.

Se pudesse montar seu pódio agora que deixou a disputa, como ele seria? 
Marcelo Alves - Chai, Breno e Leandro.

.: Manual Crônico: Síndrome do pequeno imperador vencido


Quem não é visto, não é lembrado, e seria melhor continuar assim

Thiago Sobral é escritor. Também publica semanalmente no site Minha Arca Literária e no Instagram @thiago.sobral_.

 Fui uma criança feliz.

Não que a minha infância tenha sido perfeita, longe disso. Nos anos noventa, ser criança em Cubatão não era lá essas coisas, já lhes adianto. Ainda assim, era totalmente possível. Embora eu tenha nascido na época do “Vale da Morte”, onde crianças nasciam sem cérebro, passei ileso, eu acho. Hoje, consigo fazer coisas básicas, organizar minha rotina, trabalhar um pouco (coisa de cinquenta e nove, sessenta aulas semanais, apenas) e escrever palavras no papel na esperança de ser lido. Enfim, deve ter alguma coisa aqui dentro.

Nesse período, este ex-menino franzino que aqui palreia abusava da liberdade não conquistada e se arriscava de bicicleta pelas ruas do bairro. Brincava de pega-pega e esconde-esconde, de polícia e ladrão, e até acreditava conseguir jogar bola. Nos dias mais ousados, ia mais longe, e catava maria-mulata (talvez você conheça por outro nome, paciência) no canal que desaguava no mangue. Quando me tornei rebelde, adentrei à mata para caçar passarinhos. Meu espírito ditador e carcereiro durou alguns anos, para a tristeza das belas avezinhas.

Morávamos numa edícula atrás de um prédio comercial, dotada de um quintal que formava um “U” no entorno da construção fronteira. Numa dessas laterais, fui chefe, dono, rei e imperador. Naquele meu pedaço, nada fugia às minhas garras. Como ali o chão era de terra, felinos zombeteiros de casa, e gatos quizilentos da rua invadiam para marcar território. Eu me enfurecia, bradava pela guerra, jurava de morte. Porém, quando dava a sorte de encontrá-los e capturá-los, sucumbia ante suas quatro pantufas e o ronronado sedutor.

No meu pedaço, cheguei a declarar-me prefeito. Já escrevi sobre isso. Fui prefeito da cidade das formigas. Construí dois montes de terra, liguei-os por uma ponte, atraí as pequenas e governei com mãos de ferro. Ai daquela que ousasse transpor a ponte sem o devido visto e passaporte! Aquele corredor era meu, invadido e tomado. Nessa época, o espírito do MST já me contaminava — desde que aquelas terras fossem apenas minhas, e de mais ninguém.

O problema estava no entorno. Sempre há vizinhos, e daquele lado havia muitos. Eram três casas ocupadas por inquilinos. Assim, a rotatividade de moradores era grande. Quando chegava alguma criança e eu conseguia travar alguma amizade, ganhava plateia. Adorava exibir o meu império, ostentar meus poderes, ser assistido em meu exercício democrático. Gostava de companhia também, é claro. Criança brinca melhor junto com outra, até mesmo eu.

Certa vez, chegou uma nova família. Fiquei ansioso por saber se havia criança. E havia. Às vezes, eu a ouvia falar. Aumentei meu tempo de atividade lúdica, toda hora espichando os olhos para saber se era visto. A criança, uma menina, nunca saía. Dias e dias se passavam, e nada. Os hábitos dos novos moradores eram diferentes, o que me deixava ainda mais incomodado e ansioso. Cheguei a ver a menina de longe. A curiosidade aumentou, mas nada além. Eu continuava a governar cruelmente as formigas, a declarar e perder guerras para os gatos, e a ser parcialmente feliz.

Não há choro que dure a noite toda, não há tristeza que dure para sempre.

Ou há.

Numa tarde, a janela do quarto vizinho estava aberta e dela saía, alta e fina, a voz da menina. Estava brava, fazia birra e chorava. Eis a chance mais real de contato que tive até aquele momento. Comecei a me movimentar e a cantar alto. Quem não é visto, não é lembrado, pensei no alto da sabedoria dos meus nove anos. A voz revoltada começou a se aproximar. Fiquei aguardando, afoito.

Da janela, brotou o rosto choroso, ranhento e descabelado da garota branca, que, ao me ver, proferiu, agora sem choro, nem vela, e cortante:

— Eita menino feio da gota. Parece um macaco.

E logo sumiu janela adentro.

Foram segundos arrebatadores que fizeram ruir o meu império, acabar com o meu governo e sentir, talvez pela primeira vez, que as diferenças existem e marcam.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

.: "Bertoleza" ganha nova e curtíssima temporada no Teatro Alfredo Mesquita


Com direção de Anderson Claudir, adaptação da Cia. Gargarejo desloca o protagonismo no romance “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo, para quem verdadeiramente o merece. Foto: José de Holanda


Sucesso de crítica e público em diversas temporadas, o musical "Bertoleza", da Gargarejo Cia Teatral, estreou em 2020 e conquistou o prêmio APCA de melhor espetáculo daquele ano. E, para quem ainda não conseguiu assistir ao trabalho, a Cia. Gargarejo faz uma nova temporada gratuita no Teatro Alfredo Mesquita, de 20 de fevereiro a 1º de março de 2026, às sextas e sábados, às 20h00, e domingos, às 19h00. Aos domingos, terá intérprete de libras e roda de conversa. 

A montagem, com adaptação, direção e canções originais de Anderson Claudir, que também assina a dramaturgia ao lado de Letícia Conde, é inspirada no livro “O Cortiço”, clássico naturalista de Aluísio Azevedo. Mas, desta vez, o público conhece a história sob ponto de vista da Bertoleza, uma mulher negra que é tão importante para a construção do romance quanto o próprio João Romão, o protagonista original. Na trama, o oportunista Romão propõe uma sociedade à escrava Bertoleza, prometendo comprar a alforria dela. Eles começam uma vida juntos e constroem um pequeno patrimônio formado por um enorme cortiço, um armazém e uma pedreira.

Depois de acumular capital considerável, o ambicioso João Romão já não sabe como se tornar mais rico e poderoso. Envenenado pelo invejoso Botelho, ele decide se casar com Zulmira, a filha de Miranda, um negociante português recentemente agraciado com o título de barão. Mas, para isso, precisa se livrar da amante Bertoleza, que trabalha de sol a sol para lutar pelo patrimônio que eles construíram juntos.

Para a companhia, o grande desafio foi fazer com que uma narrativa do século 19 questionasse e problematizasse as relações criadas nos dias de hoje. Por isso, o projeto iniciado em 2015 foi ganhando novos contornos. “Quisemos investigar uma identidade brasileira, que vem da diáspora africana, e pensar em como isso nos afeta artisticamente. Assim, podemos criar novos signos para essa geração e dar uma voz para essa terra periférica”, conta Claudir.

No processo, o coletivo procurou a força da figura de Bertoleza em outras mulheres negras brasileiras negligenciadas pela História. Durante a encenação, o elenco relembra as histórias da vereadora Marielle Franco, militante da luta negra assassinada em março de 2018; da escritora Carolina Maria de Jesus, famosa pelo livro "Quarto de Despejo: Diário de Uma Favelada"; da jornalista e professora Antonieta de Barros, defensora da emancipação feminina que foi apagada dos livros de História; da escritora Maria Firmina dos Reis, considerada a primeira romancista brasileira; e da guerreira Dandara, que viveu e lutou no período colonial.

A protagonista do espetáculo é interpretada pela atriz Lu Campos. E o elenco ainda conta com Ali Baraúna, Taciana Bastos, Roma Oliveira, Cainã Naira, Larissa Noel,  Palomaris, Edson Teles, Thiago Mota e Welton Santos e os stand-ins Lilian Rocha e Anderson Claudir. Completam a ficha técnica a direção musical de Eric Jorge, as músicas de Anderson Claudir, Andréia Manczyk, Eric Jorge e Juliana Manczyk, a preparação vocal e assistência de direção musical de Juliana Manczyk, a preparação de elenco de Eduardo Silva e a preparação corporal e coreografia de Taciana Bastos.


Relação profunda entre vida e obra
Para Lu Campos, interpretar Bertoleza tem um significado ainda mais profundo. No processo desde 2015, ela conta que vivenciou um chamado ancestral em 2017: suas antepassadas maternas deram-lhe a missão de quebrar o ciclo de opressão vivenciado por sua família desde os tempos de escravidão. “Espero que as mulheres pretas se sintam bem representadas na peça e a partir disso, busquem seus lugares de protagonismo nos variados âmbitos da vida”, conta.

Para a atriz, estar nesse processo contribui para a sua expansão de consciência. Em busca de mais respostas sobre sua ancestralidade, ela também cursou a pós-graduação em Matriz Africana pela Facibra/Casa de Cultura Fazenda Roseira. “As pessoas precisam perceber quão rica e diversificada é a matriz africana, por isso ela deve ser resgatada e valorizada. Afinal, a África é o ventre do mundo”, emociona-se.

Ficha técnica
Musical "Bertoleza"

Direção, adaptação e letras: Anderson Claudir
Dramaturgia final: Anderson Claudir e Letícia Conde
Direção musical: Eric Jorge
Músicas: Anderson Claudir, Andréia Manczyk, Eric Jorge e Juliana Manczyk
Preparação vocal e Assistência de direção musical: Juliana Manczyk
Preparador de elenco: Eduardo Silva
Preparação corporal e coreografia: Taciana Bastos
Cenografia e figurino: Dani Oliveira e Victor Paula
Assistente de cenografia e figurino: Gabriela Moreira
Visagista: Victor Paula
Diretor de palco: Léo Magrão
Designer e operação de Luz: Andressa Pacheco
Vídeos: Aline Almeida
Desenho de som: Labsom - Laboratório Sonoro
Operação de som e microfonação: Kleber Marques e Julia Mauro
Elenco: Lu Campos, Ali Baraúna, Taciana Bastos, Roma Oliveira, Cainã Naira, Larissa Noel,  Palomaris, Edson Teles, Thiago Mota e Welton Santos.
Stand-ins: Lilian Rocha e Anderson Claudir
Direção de produção: Manczyk Produções


Serviço
"Bertoleza", da Gargarejo Cia Teatral
Temporada: 20 de fevereiro a 1º de março de 2026
Sextas e sábados 20h00; domingos às 19h00
Aos domingos há intérprete de libras e roda de conversa
Teatro Alfredo Mesquita - Av. Santos Dumont, 1770 - Santana, São Paulo
Ingresso: gratuito | Retirada na bilheteria com uma hora de antecedência
Duração: 90 minutos
Recomendação etária: 12 anos
Acessibilidade: o espaço possui acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida

.: “Susi, o Musical” chega aos palcos em produção inédita que revisita memórias


Musical traz de volta a icônica boneca brasileira em uma história inédita que mistura memória afetiva, humor, crítica social e músicas originais, prometendo emocionar e divertir toda a família. Foto: Abílio Gil e Márcio Ribas

Um dos maiores ícones da infância brasileira está prestes a ganhar nova vida nos palcos. A boneca Susi, lançada pela Estrela em 1966 e que marcou gerações, retorna agora como protagonista de “Susi, o Musical”, idealizado e escrito por Mara Carvalho (“Gala Dalí”), com músicas de Thiago Gimenes (“Tom Jobim, o Musical”) e concepção e direção de Ulysses Cruz (“Iron – O Homem da Máscara de Ferro”). 

Apresentado pelo Ministério da Cultura e com patrocínio do Itaú, o espetáculo une memória afetiva, crítica social, fantasia e canções inéditas. Produzido pela Ulysses Cruz Arte & Entretenimento, o musical estreia no dia 21 de fevereiro, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, com ingressos disponíveis pelo site da Sympla e na bilheteria local.

Na pele da Susi Original estará a cantora e atriz Priscilla, artista que iniciou sua trajetória ainda na infância, consolidou uma carreira sólida na música pop brasileira e vem ampliando sua atuação nos palcos e no audiovisual, destacando-se pela versatilidade vocal e cênica. O papel será alternado com a atriz Clara Verdier. Já a personagem Bárbara, rival simbólica que representa padrões importados e conflitos contemporâneos, será interpretada por Bruna Guerin. Representando outras versões e desdobramentos da boneca, estarão em cena Ariane Souza (Susi Safari), Luana Tanaka (Susi Fotógrafa), Daniela Dejesus (Susi Jogadora) e Beatriz Algranti (Susi Aeromoça/Swing). Entre os bonecos, o elenco conta ainda com Paulinho Ocanha (Kevin), Rodrigo Moraes (Falcon) e Leandro Melo (Beto). Já o pequeno Victor, filho da personagem Olga - vivida por Mara Carvalho - e protagonista infantil da narrativa, será alternado por Nico Takaki e Arthur Habert.

O musical acompanha a trajetória de Victor, um menino de imaginação fértil, hipnotizado pelo cotidiano limitante das telas que o impedem de enxergar o mundo como ele realmente é. Mergulhado em um sonho - ou seria um pesadelo? - Victor embarca em uma jornada fantástica na qual se defronta com seus medos e descobre novas perspectivas ao lado de Susi e de um grupo de personagens marcantes. Entre amigos e antagonistas, ele atravessa um verdadeiro rito de passagem, aprendendo a lidar com as transformações e contradições da infância rumo à adolescência.

Entre músicas, humor e emoção, o espetáculo aborda temas universais e contemporâneos, como identidade, autoestima, consumismo, feminismo, redes sociais, globalização e pertencimento, enquanto Victor descobre sua vocação e encontra um caminho de reconexão com sua própria história. A Susi, por sua vez, luta para reafirmar sua relevância diante das novas gerações, multiplicando-se em cena em diferentes versões - representando diversas profissões e etnias - que refletem a pluralidade da mulher brasileira e evidenciam sua resistência cultural frente ao brilho importado da concorrente internacional.

A ideia de transformar a boneca Susi em um musical surgiu de uma conversa entre Mara Carvalho e Ulysses Cruz, ainda em 2023, quando ambos comentavam sobre o impacto do filme “Barbie”, de Greta Gerwig e Noah Baumbach. Foi então que Mara lançou a provocação: “Por que não fazemos um musical sobre a Susi?”. A partir daí, nasceu o projeto que vem sendo desenvolvido desde então.

O diretor Ulysses Cruz destaca que o desejo de dar vida à montagem vem da vontade de explorar a ousadia artística e resgatar memórias afetivas da infância. Inspirado pelo impacto cultural da boneca e pela própria experiência com os brinquedos da Estrela, ele buscou construir uma narrativa inovadora, divertida e reflexiva. “Quero fazer um musical artístico, ousado, que vá além do óbvio. teatro musical é terreno fértil para muitos assuntos. Susi está nos dando a oportunidade de falar  sobre temas que não são usuais dentro dessa linguagem. Susi é para divertir e refletir ao mesmo tempo”.

A autora e idealizadora Mara Carvalho também vê em Susi a oportunidade de dialogar com questões contemporâneas, como autoconhecimento, amor-próprio e padrões de consumo. Ao lado de Ulysses, ela construiu um enredo que combina humor, emoção e crítica social, além de resgatar um ícone da infância brasileira que foi substituído por referências estrangeiras. “Quis falar de um produto que é nosso e foi substituído. Susi é memória, identidade e também crítica ao país que cria e apaga seus próprios filhos. Espero que o musical emocione, resgate lembranças e traga questionamentos”, explica Mara, reforçando a intenção de criar algo humano e verdadeiro, capaz de tocar o público de forma profunda.

Com diálogos afiados, projeções visuais e um desfile final apoteótico, “Susi, o Musical” alterna entre o universo real do quarto de Victor e o mundo simbólico das bonecas, promovendo reflexões sobre memória, individualidade e pertencimento, ao mesmo tempo em que explora o impacto da cultura de massa e a influência das novas gerações digitais.

A trilha sonora, assinada pelo diretor musical Thiago Gimenes, é parte essencial da dramaturgia: a instrumentação e a orquestração evidenciam de forma clara a identidade de cada personagem e o ritmo da narrativa. Entre eletrônico e acústico, rock, pop, MPB, rap, trap e sonoridades dos anos 1970, a música acompanha a trajetória de Susi e Victor, funcionando como extensão do texto e revelando o subtexto da história. 

“A identidade de cada personagem ganha voz própria, transitando por estilos diversos. A ideia é fundir o eletrônico e o acústico, o antigo e o novo, criando uma narrativa sonora múltipla e integrada. A música faz a narrativa avançar, alternando entre momentos delicados e grandiosos para contar a história da Susi e sua trajetória atemporal”, explica Gimenes, reforçando o caráter inovador da proposta e a imersão que o público terá no musical.

Além de Susi e sua rival, o musical apresenta personagens icônicos como Beto e Falcon, em situações que equilibram humor e crítica. Propondo uma experiência lúdica e emocional, que mistura passado e presente, diversão e reflexão, o musical convida o público a revisitar memórias e refletir sobre o futuro, questionando padrões impostos e reafirmando a autenticidade como valor essencial.

A montagem, que conta com o licenciamento da Estrela, reúne um time de diferentes criadores: Thiago Gimenes, responsável pelas músicas originais; Mara Carvalho e Thiago Gimenes, que assinam as letras; Rubens Oliveira, nas coreografias e direção de movimento; Verônica Valle, no cenário; Caia Guimarães e Deborah Casares nos figurinos; Alisson Rodrigues, no visagismo; Aline Santini, no desenho de luz; Gabriel D’Angelo associado com Fernando Wada, no desenho de som; Vanessa Veiga, na direção de elenco; Thiago de Los Reyes, na direção executiva; Andresa Gavioli, na produção executiva e Mauro Pucca na produção técnica.


Ficha técnica
"Susi, o Musical"
Equipe criativa e técnica:
Concepção e Direção Geral: Ulysses Cruz
Texto e letras: Mara Carvalho
Diretor residente e stage manager: Nicolas Ahnert
Direção musical:Thiago Gimenes
Direção executiva: Thiago de Los Reyes
Produção executiva: Andresa Gavioli
Produção técnica: Mauro Pucca
Direção de arte e cenografia: Verônica Valle
Figurinista: Caia Guimarães
Figurinista: Debora Casares
Visagista: Alisson Rodrigues
Assistente de figurino: Carol Poletto
Coreografia e direção de movimento: Rubens Oliveira
Iluminação: Aline Santini
Direção de elenco: Vanessa Veiga
Assistente de direção musical: Johnny Mantelato
Assistente de produção: Luma Litaiff
Assistente de Produção: Fernanda Gavioli
Assistente de coreografia: Fernanda Salla
Contrarregra 1: Nicolas Ives
Contrarregra 2: Daniel Ribeiro Corsino
Contrarregra 3: Estevam Fernandes
Maquinista: Paulo Mafrense
Camareira 1: Erika Farias
Peruqueira e Camareira 2: Andrea Almeida
Iluminador assistente e operador: Caio Maciel
Sound designer: Gabriel D’Angelo
Sound designer associado: Fernando Wada
Operador de som: Cauê Palumbo
Microfonista 1: Gabriel Vilas
Microfonista 2: Adriana Lima
Designer gráfico: Márcio Ribas
Redes sociais e comunicação: André Massa
Redes sociais: Ofélio Falcão
Conteúdo audiovisual: Gabriel Metzer e Arthur Bronzato
Assessoria de imprensa: GPress Comunicação
Copyista: Rodrigo Nascimento
Assessoria jurídica e contratos: Marcelo Beck
Prestação de contas e contabilidade: William Chagas

Elenco
Susi: Priscilla
Alternante Susi: Clara Verdier
Bárbara: Bruna Guerin
Susi Safari: Ariane Souza
Susi Fotógrafa: Luana Tanaka
Susi Copa do Mundo: Daniela Dejesus
Victor: Arthur Habert
Victor: Nico Takaki
Olga: Mara Carvalho
Beto: Leandro Melo
Falcon: Rodrigo Moraes
Kevin: Paulo Ocanha
Swing Feminino: Beatriz Algranti

Banda
Tecladista: Henry Gomes
Baixista: Evandro Moisés
Baterista: Ramiz Oliveira
Guitarrista: Carlos Augusto

Serviço
"Susi, o Musical"
Local: Teatro Sérgio Cardoso - Sala Paschoal Carlos Magno
Rua Rui Barbosa, 153 - Bela Vista - São Paulo/SP 
Estreia: 21 de fevereiro, quinta-feira, 20h00
Temporada: de 21 de fevereiro a 12 de abril
Sessões: quintas e sextas 20h00, sábados e domingos 16h00 e 20h00
Ingressos: Plateia: Inteira: R$ 200,00 | Meia-entrada: R$ 100,00
Plateia Alta: Inteira: R$ 160,00 | Meia Entrada: R$ 80,00
Balcão: Inteira: R$ 50,00 | Meia-entrada: R$ 25,00 |
Vendas: Site da Sympla ou bilheteria local 
Classificação etária: livre
Duração: 90 minutos 
Capacidade: 827 lugares


.: "Rita Lee, Uma Autobiografia Musical" retorna ao Teatro Porto a partir de abril


Com Mel Lisboa, vencedora dos prêmios Shell e Fita, espetáculo dirigido por Marcio Macena e Débora Dubois retoma temporada no Teatro Porto. Abertura de vendas em 19 de fevereiro. Foto: divulgação

 
Com 292 apresentações desde a estreia em abril de 2024 e visto por mais de 250 mil pessoas, "Rita Lee, Uma Autobiografia Musical", estrelado por Mel Lisboa e dirigido por Marcio Macena e Débora Dubois, retorna ao Teatro Porto no dia 18 de abril, após turnê nacional com patrocínio da Porto, que passou por 24 cidades em 19 estados. A venda de ingressos começa em 19 de fevereiro, pelo site www.sympla.com.br/teatroporto e na bilheteria oficial do teatro. Leia a crítica da temporada anterior neste link: "Rita Lee: Uma Autobiografia Musical" é um acontecimento histórico.

Fenômeno de público, o espetáculo estreou em 26 de abril de 2024 no Teatro Porto e, ao longo de mais de um ano em cartaz, teve todas as sessões esgotadas. Pelo trabalho, Mel Lisboa, que interpreta Rita Lee a pedido da própria artista, recebeu os prêmios Shell e Fita – Festa Internacional de Teatro de Angra de melhor atriz, além de indicações aos prêmios DID, APCA e, recentemente, ao Prêmio APTR de Teatro. 

A montagem também foi contemplada com o Prêmio Arcanjo Especial e com o Prêmio Fita – Festa Internacional de Teatro de Angra pelo júri popular. No Prêmio PRIO do Humor, recebeu indicações nas categorias direção e atriz, com Débora Reis, por sua atuação como Hebe Camargo. Débora Reis venceu ainda o Prêmio Fita – Festa Internacional de Teatro de Angra de atriz coadjuvante.

“Voltar ao Teatro Porto é como voltar para casa, foi ali que tudo começou. Estreamos no Teatro Porto e ficamos em cartaz por um ano e dois meses ininterruptos, então esse retorno carrega muita memória. É um espetáculo com uma trajetória da qual nos orgulhamos muito. A história da Rita é atemporal, segue atravessando gerações e formando novos fãs. Enquanto as pessoas quiserem ouvir essa história e saírem emocionadas do teatro, a vontade de seguir em cena continua. É isso que nos move", declara Mel Lisboa.

O musical tem roteiro e pesquisa de Guilherme Samora e direção musical de Marco França e Marcio Guimarães.  E ainda traz no elenco, interpretando personagens icônicos da nossa MPB, Bruno Fraga (Roberto de Carvalho), Fabiano Augusto (Ney Matogrosso), Tatiana Thomé (Censora Solange), Debora Reis (Hebe Camargo), Flavia Strongolli (Elis Regina), Yael Pecarovich (Gal Costa), Antonio Vanfill (Arnaldo Baptista e Charles Jones), Gustavo Rezende (Raul Seixas), Roquildes Junior (Gilberto Gil) e ainda o ator Lui Vizotto (swing).


Trajetória do espetáculo
Tudo começou quando Mel Lisboa pisou pela primeira vez em cena como Rita Lee, em 2014, no musical Rita Lee Mora ao Lado. Ela não poderia prever algumas coisas: primeiro, que seriam meses de casa cheia em um dos maiores teatros de São Paulo. Segundo, que a própria Rita Lee apareceria sem avisar, abençoaria sua performance e ainda voltaria para assistir ao espetáculo. Trabalho, aliás, que rendeu a Mel prêmios como melhor atriz e a colocou de vez entre os maiores nomes do teatro nacional, com uma frutífera e diversificada carreira. 

Desta vez, Mel conta a história de Rita com base no livro da cantora, lançado em 2016 e um dos maiores sucessos editoriais do Brasil. O livro narra os altos e baixos da carreira de Rita com uma honestidade escancarada, a ponto de ter sido apontado como “ensinamento à classe artística” pelo jornal O Estado de São Paulo. 

A ideia do novo musical surgiu quando Mel gravou a versão em audiolivro, como Rita, em 2022.  O texto de Rita, numa narrativa envolvente e perfeita para um musical biográfico, conta do primeiro disco voador avistado por ela ao último porre. Sem se poupar, ela fala da infância e dos primeiros passos na vida artística; de Mutantes e de Tutti-Frutti; de sua prisão em 1976, na ditadura; do encontro de almas com Roberto de Carvalho; das músicas e dos discos clássicos; do ativismo pelos direitos dos animais; dos tropeços e das glórias. 

“A vida de Rita precisa ser contada e recontada. Sua existência transformou toda uma geração. E continua a conquistar fãs cada vez mais jovens. Rita não é ‘somente’ a roqueira maior. Ela compôs, cantou e popularizou o sexo do ponto de vista feminino em uma época em que isso era inimaginável. Ousou dizer o que queria e se tornou a artista mais censurada pela ditadura militar. Na época, foi presa grávida. Deu a volta por cima e conquistou uma legião de ‘ovelhas negras’. Ela se tornou a mulher que mais vendeu discos no país e a grande poetisa da MPB”, completa Mel.

Como diz Rita no livro, seu grande gol é ter feito um monte de gente feliz. E Mel, no palco como Rita, leva a sério essa missão: todas as vezes em que interpreta Rita, as pessoas se comportam como se estivessem num show. Cantando junto, batendo palma e, não raras as vezes, correndo para dançar na frente do palco no “bis” do espetáculo. "Rita Lee, Uma Autobiografia Musical" cria, portanto, uma versão inédita que mostra todas as facetas dessa grande cantora, compositora, multi-instrumentista, apresentadora, atriz, escritora e ativista dos direitos humanos e uma das maiores artistas brasileiras.


O espetáculo em números 
*Estreia em abril de 2024
*292 apresentações desde a estreia
*Um ano e dois meses em cartaz no Teatro Porto
*Público superior a 250 mil pessoas
*Turnê nacional por 24 cidades
*Passagem por 19 estados

Prêmios e indicações
*Prêmio Shell de Teatro, Melhor Atriz, Mel Lisboa
*Prêmio Fita – Festa Internacional de Teatro de Angra, Melhor Atriz, Mel Lisboa
*Prêmio Arcanjo Especial, espetáculo
*Prêmio Fita – Festa Internacional de Teatro de Angra, Júri Popular
*Prêmio Fita – Festa Internacional de Teatro de Angra, Atriz Coadjuvante, Débora Reis
*Indicação ao Prêmio DID, Mel Lisboa
*Indicação ao Prêmio APCA, Mel Lisboa
*Indicações ao Prêmio PRIO do Humor, categorias Direção e Atriz, Débora Reis
*Indicação ao Prêmio APTR de Teatro, Mel Lisboa (ainda não divulgado resultado)

Ficha Técnica
Roteiro e pesquisa: Guilherme Samora
Texto: Márcio Macena
Direção geral: Débora Dubois e Márcio Macena
Direção musical: Marco França e Marcio Guimarães
Coreografia: Tainara Cerqueira
Assistente de coreografia: Priscila Borges
Figurinista: Carol Lobato e Giu Foti
Iluminação: Débora Dubois e Luiz Fernando Vaz Jr
Elenco: Mel Lisboa, Bruno Fraga, Fabiano Augusto, Debora Reis, Flavia Strongolli, Yael Pecarovich, Antonio Vanfill, Gustavo Rezende, Roquildes Junior, Tatiana Thomé e Lui Vizotto
Assessoria de imprensa: Pombo Correio Assessoria de Comunicação
Coordenação de produção: Edinho Rodrigues
Realização: Brancalyone Produções


Serviço
"Rita Lee, Uma Autobiografia Musical"
Reestreia 18 de abril de 2026.
Temporada: De 18 de abril a 28 de junho. Sextas e sábados, às 20h; Domingos, às 17h.
Ingressos: Plateia: R$220 (inteira) / Balcão e Frisas: R$180 (inteira)
Valor Especial: R$ 50,00 (inteira)
 *O ingresso Valor Especial é válido para todos os clientes e segue o plano de democratização da Lei Rouanet, havendo uma cota deste valor promocional por sessão.
Classificação: 12 anos.
Duração: 120 minutos.

Teatro Porto 
Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – São Paulo.
Telefone (11) 3366.8700

Bilheteria
Aberta somente nos dias de espetáculo, duas horas antes da atração. 
Clientes Cartão Porto Bank mais acompanhante têm 50% de desconto.
Clientes Porto mais acompanhante têm 30% de desconto.
Capacidade: 508 lugares.
Formas de pagamento: Cartão de crédito e débito (Visa, Mastercard, Elo e Diners).
Acessibilidade: 10 lugares para cadeirantes e 5 cadeiras para obesos.
Estacionamento no local: Gratuito para clientes do Teatro Porto.
O Teatro Porto oferece aos clientes uma van gratuita partindo da Estação da Luz em direção ao prédio do teatro. O local de partida é na saída da estação, na Rua José Paulino/Praça da Luz. No trajeto de volta, a circulação é de até 30 minutos após o término da apresentação. E possui estacionamento gratuito para clientes do teatro.
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