domingo, 14 de agosto de 2022

.: Crítica: "O Lendário Cão Guerreiro" ensina a superar as diferenças

 

Por: Mary Ellen Farias dos Santos

Em agosto de 2022 


A animação das produtoras Paramount Pictures, Huayi Brothers e Nickelodeon Movies, "O Lendário Cão Guerreiro", com pré-estreia no sábado e domingo, dias 13 e 14 de agosto, nos Cinemas Cineflix, presenteia o público com um curta-metragem -hábito abandonado pela Pixar após lançar o projeto SparkShorts-, para então apresentar a trama ágil, em cores vibrantes e cheia de ensinamentos vivida por um cachorro que sonha ser samurai e um grupo de gatos que precisam de ajuda. 

O colorido de encher os olhos, na produção dirigida por Rob Minkoff, ‎Mark Koetsier e Chris Bailey, é complementado pelo texto divertido e sagaz, de Nate Hopper e Ed Stone, fala com o público -de todas as idades. Aliás, usa adequadamente a metalinguem, por várias vezes. Seja quando um personagen questiona de onde surgiram os letreiros com o nome da animação que caíram em cima dele, ou quando um outro encara firmemente -e com zoom- quem está assistindo a tudo pela telona, além de ainda lembrar o tempo que a produção tem para concluir a história.

A aventura com roteiro redondinho, seja por entreter e também ensinar, garante espaço para referências a clássicos, como por exemplo, "West Side Story" quando os Sharks e os Jets se enfrentam. Outro atrativo na animação do herói peludo, com ar inocente, é a estreia de Paulo Vieira na dublagem, que dá a voz ao cachorro Hank que quer ser samurai. E não é que casa perfeitamente a voz com o personagem?

Assim, o protagonista de "O Lendário Cão Guerreiro", o cachorro Hank (Paulo Vieira) é enviado a Kakamucho, pelo vilão Ika Chu, como um plano para eliminar o povoado que enfeia a visão que ele tem do alto de seu palácio. Embora, Hank seja mal recepcionado por todos dali, esbarra em um antigo samurai, Jimbo, gatão com uma triste história do passado que aceita ensinar o cão de caça -tal qual faz senhor Miyagi em "Karatê Kid" com Daniel San. Em meio a flashbacks, a animação ganha agilidade e traça o destino dos que precisam defender Kakamucho, lugar em que cães não são permitidos.

"O Lendário Cão Guerreiro" que tem ainda as vozes dos atores Ary Fontoura e Débora Secco, coloca na telona não uma nova história que remete a animações como "Rango" ou "Vida de Inseto". A produção de 1h 37 traz muita ação cheia de artes marciais, cenas engraçadas e deixa o válido ensinamento de que apoiar um ao outro e superar as diferenças, faz com que todos ganhem. É uma excelente pedida para toda a família!


Em parceria com a rede Cineflix Cinemas, o Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar Shopping. O Cineclube do Cineflix traz uma série de vantagens, entre elas ir ao cinema com acompanhante quantas vezes quiser - uma oportunidade para qualquer cinéfilo. Além disso, o Cinema traz uma série de projetos, que você pode conferir neste link.


Filme: "O Lendário Cão Guerreiro" ("Paws of Fury: The Legend of Hank")

Duração: 1h37

Gênero: comédia/artes marciais

Diretores: Rob Minkoff, ‎Mark Koetsier e Chris Bailey

Roteiro: Nate Hopper e Ed Stone

Classificação: livre

Vozes em português: Paulo Vieira, Débora Secco, Ary Fontoura

Mary Ellen Farias dos Santos, editora do portal cultural www.resenhando.com. É jornalista, professora e roteirista. Twitter: @maryellenfsm


Trailer




.: Espetáculo "Ensina-me a Viver" estreia no Teatro Porto dia 19 de agosto

O grande sucesso teatral adaptado e dirigido por João Falcão volta à cena em nova montagem, trazendo agora, ao lado de Arlindo Lopes, Nívea Maria, uma das maiores e mais constantes atrizes brasileiras na TV, no cinema e no teatro em 60 anos de carreira. A peça, uma adaptação do filme Harold e Maude (1971), conta a história do improvável encontro - e paixão - entre um jovem solitário, obcecado pela morte, e uma octogenária livre e apaixonada pela vida. Foto: Lúcio Luna

O espetáculo "Ensina-me a Viver", com texto de Colin Higgins, tradução de Millôr Fernandes, adaptado e dirigido por João Falcão volta à cena trazendo agora, ao lado de Arlindo Lopes, a atriz Nívea Maria, na pele de Maude, vivida na montagem anterior por Gloria Menezes. A peça estreia dia 19 de agosto, sexta-feira, às 20h, no Teatro Porto. As sessões acontecem às sextas e sábados às 20h e domingos às 17h, até 9 de outubro.

No novo elenco estão, ao lado da dupla de protagonistas, Susana Ribeiro (Cia dos Atores), Elisa Pinheiro e Fernanda de Freitas (atrizes da primeira montagem), Luciano Bortoluzzi, Carol Dezani, Franz Granja, Walisson Machado e Jamil Kubruk. Adaptação teatral do filme "Harold and Maude", a peça conta a história do encontro amoroso entre os persongens-título - ele, um “senhor de quase vinte anos” obcecado pela morte, ela, uma “menina de quase oitenta anos” apaixonada pela vida.

Esta é uma nova montagem. Todo o cenário será reconcebido por Sergio Marimba, assim como a luz por Paulo César Medeiros, a trilha por Marcello H e os figurinos por Kika Lopes e Rocio Moure. “'Ensina-me a Viver' chegou no momento certo e oportuno da minha vida, como artista e pessoa, porque tenho nas mãos um personagem riquíssimo de força e positividade. Para mim, como mulher, representa como eu muitas vezes me comportei na minha vida - com esperança de que as coisas deem certo. E ela tem um humor que - poucas pessoas conhecem - eu tenho também, então me identifico demais. Estou muito feliz por representar uma mulher de quase 80 anos que, apesar das dificuldades impostas pela sociedade, mostra caminhos e soluções. Eu também estou chegando aos 80 com alegria e energia de criar. A missão que eu escolhi há 56 anos atrás, continuo realizando e acho tem que comemorar, é um momento muito importante da minha vida”, revela Nívea Maria.


Sinopse do espetáculo
Solitário e atormentado, Harold (Arlindo Lopes) vive com uma mãe indiferente e autoritária (Susana Ribeiro), sem qualquer troca afetiva. Atormentado, tenta chamar atenção simulando tragicômicas tentativas de suicídio. 

Harold tem mania de visitar cemitérios e, numa dessas visitas, conhece Maude, uma quase octogenária, livre e apaixonada pela vida que aproveita cada segundo de sua existência como se fosse o último. É um encontro inusitado e improvável, mas a sintonia é imediata. Maude abre para Harold um mundo de prazeres, alegria e liberdade.


Linha do tempo
"
Ensina-me a Viver" estreou em 27 de outubro de 2007 no Teatro FAAP (São Paulo), e em 2 agosto de 2008 no então Teatro Leblon (Rio de Janeiro). Entre 2009 e 2015, esteve em turnê pelo Brasil, tendo passado por 45 cidades, entre elas as principais capitais, além de novas temporadas em São Paulo e no Rio. Desde a sua estreia, já foi vista por cerca de 850 mil espectadores. A peça foi vencedora de seis prêmios no ano de 2008, incluindo Melhor Espetáculo Drama, Melhor Diretor Drama e Melhor Ator Drama no Prêmio Qualidade Brasil e Prêmio APTR de Melhor Produção. 


Ficha técnica: 
"Ensina-me a Viver"
Texto:
Colin Higgins. Tradução: Millôr Fernandes. Direção e adaptação: João Falcão. Elenco: Nívea Maria (Maude Chardin), Arlindo Lopes (Harold Chasen), Susana Ribeiro (Helena Chasen), Elisa Pinheiro e Fernanda de Freitas (Silvia Gazela / Nancy Mercury / Dora Alegria), Luciano Bortoluzzi (Tio Vitor /Dr. Matias /Padre Finney /Inspetor Marcos /Caçapa), Carol Dezani (Maria), Fraz Granja, Walisson Machado e Jamil Kubruk (Coringas). Assistência de direção: Ana Carolina Francisco. Cenografia: Sérgio Marimba. Figurino: Kika Lopes e Rocio Moure. Iluminação: Paulo César Medeiros. Trilha sonora: Marcello H. Efeitos especiais: Bruno Dante. Preparação corporal: Mônnica Emílio. Design gráfico: Gilberto Filho. Assessoria de imprensa: JSPontes Comunicação e Pombo Correio. Mídias sociais: Rafael Teixeira. Diretor de palco: Daniel Benevides. Contrarregra: Priscila Alcebiades. Camareiras: Claudia Luna e Miriam Martins. Operadora de luz: Larissa Kalusinski. Operador de som: Vitor Osório. Idealização do projeto: Arlindo Lopes. Produção executiva: Joana D´Aguiar e Carol Piccolil. Assistente de produção: Carlotta Romanelli. Gestão financeira: Gilberto Filho. Diretor de produção: Arlindo Lopes. Patrocínio: Porto. Realização: Pássaro Azul Produções.


Leia +:
Você pode comprar o livro que deu origem à peça neste link.


Serviço:
"Ensina-me a Viver"
De 19 de agosto a 9 de outubro - Sextas e sábados às 20h e domingos às 17h.
Plateia R$ 100 / Meia-entrada R$ 50
Balcão e Frisas R$80 / Meia-entrada R$ 40
Classificação: 12 anos.
Duração: 110 minutos.


Teatro Porto
Alameda Barão de Piracicaba, 740 - Campos Elíseos - São Paulo.
Telefone: (11) 3366-8700 


Bilheteria:
Aberta somente nos dias de espetáculo, duas horas antes da atração.
Clientes Porto Seguro Bank mais acompanhante têm 50% de desconto.
Clientes Porto mais acompanhante têm 30% de desconto.
Vendas: www.sympla.com.br/teatroporto
Capacidade:
508 lugares.
Formas de pagamento: cartão de crédito e débito (Visa, Mastercard, Elo e Diners).
Acessibilidade: dez lugares para cadeirantes e cinco cadeiras para obesos.
Estacionamento no local: gratuito para clientes do Teatro Porto.


.: Musical "Ney Matogrosso - Homem com H" estreia em setembro

Espetáculo homenageia a trajetória de um dos artistas mais autênticos da cultura brasileira. A segunda produção teatral da Paris Cultural estreia no 033 Rooftop, do Teatro Santander, localizado no Complexo JK Iguatemi. Foto: Tiago Moraes (@606produtora)


Depois do enorme sucesso do musical "Silvio Santos Vem Aí", a produtora Paris Cultural escolheu homenagear o camaleônico cantor Ney Matogrosso, uma das figuras mais singulares da música e da cultura brasileiras. Trata-se do musical "Ney Matogrosso - Homem com H", que estreia no dia 9 de setembro (sexta-feira) no 033 Rooftop, do Teatro Santander, localizado no Complexo JK Iguatemi, em São Paulo. O espetáculo tem texto de Emilio Boechat e Marilia Toledo, que assina também a direção ao lado de Fernanda Chamma, e direção musical de Daniel Rocha. 

Após um intenso processo de audições, o ator escolhido para viver o homenageado é Renan Mattos. Ao lado dele, estão também confirmados Vinícius Loyola (no papel de Cazuza) e Hellen de Castro (Rita Lee). A ideia de montar essa produção, de acordo com a diretora e autora Marília Toledo, surgiu depois que ela soube que seus sócios Marcio Fraccaroli e Sandi Adamiu tinham adquirido os direitos para realizar um longa-metragem sobre a vida de Ney Matogrosso. “Eu logo pedi para que eles também adquirissem os direitos para levar a história para o teatro. Tivemos um almoço com o Ney, quando pudemos compartilhar com ele nossa visão sobre esse espetáculo musical”, revela.

“Ney é um artista único, com uma visão cênica impressionante. Ele cuida de todas as etapas de sua performance. Além da escolha de repertório e banda, pensa no figurino, na iluminação, na direção geral.  E, quando está em cena, transforma-se em diferentes personagens. Ele nunca estudou dança e, quando o vemos em cena, parece que nasceu sabendo dançar. Mas ele jamais se coreografa. É sempre um movimento livre”, admira-se a encenadora. 

Já para Renan Mattos é extremamente desafiador interpretar uma figura tão importante para a nossa cultura. “O Ney é um ser camaleônico, tem um lado íntimo reservado, mas ao mesmo tempo é catártico no palco e apresenta um leque de personas a cada música. Cada uma dessas personas tem algo de místico, de misterioso, de selvagem, um ser ‘híbrido’ como definido por muitos, indecifrável. Então eu não me sinto interpretando o Ney e sim pedindo licença e pegando emprestado tudo aquilo que ele transformou na música e na vida das pessoas, todos os caminhos que ele abriu para pessoas e artistas como eu e isso é muito significativo”.

O musical chega para apresentar ao público essa figura tão importante para a nossa cultura, “algo obrigatório para qualquer brasileiro”, como considera Toledo. “A discografia de Ney Matogrosso passeia pelos compositores mais importantes do nosso país, o que reflete a nossa história. E sua história de vida é extremamente interessante. Ele sempre foi um homem absolutamente autêntico. Experimentou e ousou como nenhum outro artista, enfrentando os militares de peito aberto e nu, literalmente”.


A montagem
"Ney Matogrosso - Homem com H" explora momentos e canções marcantes na trajetória do cantor sem seguir necessariamente uma ordem cronológica. A história começa em um show do Secos & Molhados, em plena ditadura militar, quando uma pessoa da plateia o xinga de “viado”. Essa cena se funde com momentos da infância e adolescência do artista. E, dessa forma, outros episódios vão se encadeando na cena.

Para contar essa história, Marilia Toledo e Emilio Boechat mergulharam nas três biografias já publicadas sobre Ney Matogrosso, além de matérias jornalísticas, vídeos e o próprio artista. “Com a ajuda do próprio Ney, tentamos ser fiéis aos fatos mais importantes de sua vida privada e profissional, mas com a liberdade lúdica que o teatro pede”, revela a diretora.

Em relação às canções do homenageado, o musical também não segue uma cronologia - exceto naqueles momentos em que a dramaturgia precisa ser mais fiel à realidade. As músicas vão sendo encaixadas no contexto de cada cena e as letras acabam estabelecendo um diálogo interessante com a vida de Ney Matogrosso

Quanto à encenação, as diretoras apostam em um ensemble potente, que irá apoiar o protagonista do começo ao fim - e praticamente sem sair de cena. As trocas de figurinos e até maquiagens, inclusive, serão feitas na frente do público, brincando com as ideias de oculto e o explícito o todo o tempo. 

Além da própria trajetória do homenageado, o musical discute um tema cada vez mais relevante para a realidade brasileira: a liberdade. “Principalmente, a liberdade de ser quem se é, a qualquer custo. Ney combateu a ditadura não com palavras, mas com sua atitude cênica, entrando maquiado e praticamente nu no palco e na televisão, na época de maior censura que o país já viveu. As ambiguidades que ele sempre trouxe para o público foram pauta na década de 70 e permanecem em pauta até os dias de hoje. Ele também sempre foi adepto do amor livre e deixou clara a sua bisexualidade desde o início”, destaca Toledo.

Outro aspecto que tem bastante importância na montagem são os icônicos e provocantes figurinos de Ney Matogrosso. A diretora conta que a figurinista Michelly X está mergulhada em uma intensa pesquisa dos trajes originais usados pelo artista-camaleão para poder reproduzi-los com bastante fidelidade. “Para a direção musical, demos total liberdade a Daniel Rocha na concepção musical e sonora. Ele tem uma inteligência profunda na arte de contar histórias por meio de seus arranjos e escolhas de instrumentos e vozes para cada momento da trama"


Sobre a Paris Cultural
Criada pelos sócios Marcio Fraccaroli, Sandi Adamiu e Marilia Toledo, a Paris Cultural é uma empresa 100 por cento brasileira dedicada ao desenvolvimento e produção de espetáculos teatrais, musicais e exposições originais focadas em personalidades e temas nacionais. Com a intenção de valorizar dramaturgos, diretores, compositores e outros artistas brasileiros, a primeira estreia foi o musical "Silvio Santos Vem Aí", em março de 2019. Acreditando no potencial dos nossos talentos, a Paris Cultural afirma seu compromisso na criação de um legado para a cultura nacional. 


Sobre o 033 Rooftop:
Inaugurado em 2018 e localizado no topo do Teatro Santander, apontado como um dos melhores espaços de eventos da capital, o 033 Rooftop oferece uma excelente infraestrutura para eventos de qualquer natureza, com modernidade e flexibilidade. Já passaram pelo palco do local os espetáculos "Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812", "Zorro - Nasce Uma Lenda", "Silvio Santos Vem Aí" e "Sweeney Todd".

Com o número 033, identificação do Santander em seu nome, o 033 Rooftop tem 1000m² de área total. O empreendimento possui pé direito alto e amplas janelas que exploram o conceito de industrial chic, mesclando obras de arte com um design em linhas retas e tons neutros. O local conta com lounge, terraço, salão principal, bar, varanda privada, sala de reunião VIP, camarim, cozinha industrial e salas técnicas e de apoio.


Sobre o Teatro Santander
O Teatro Santander abriu as cortinas em 2016, com a proposta de ser um espaço multifuncional, moderno, sofisticado e inovador. É o único espaço no Brasil que possui o sistema de recolhimento automático das poltronas e de varas cênicas automatizadas, que permitem a mudança de configuração do espaço em questão de minutos.

Pelo palco do Teatro Santander já passaram musicais como: “We Will Rock You”, “My Fair Lady”, “Alegria, Alegria”, “Cantando na Chuva”, “Se Meu Apartamento Falasse”, “A Pequena Sereia”, “Annie: o Musical”, “Sunset Boulevard”, “Escola do Rock”, “Turma da Mônica”, “O Som e a Sílaba”, “Donna Summer” e “Chicago”.

O Teatro Santander também já recebeu diversos eventos corporativos importantes, além de desfiles, jantares, premiações para empresas, seminários e workshops. Graças a sua versatilidade e tecnologia, o espaço está preparado para receber qualquer tipo de evento sem necessidades de mudanças na configuração. O Teatro Santander também dispõe de acessibilidade para comodidade e locomoção necessária.


Sobre o JK Iguatemi
Projetado sob novo conceito de shopping center, desde 2012, o Shopping JK Iguatemi reúne arte, moda, entretenimento, lazer, tecnologia, cultura, design, gastronomia e excelentes serviços em um único lugar. Faz parte do seu DNA os pilares de inovação e experiência, fazendo com que cada visita seja única e proporcionando oportunidades diferentes e inéditas para todos os públicos. Com a expertise e o diferencial em oferecer o mais completo e diversificado mix, o JK Iguatemi inova com qualidade e antecipa tendências para continuar sendo referência no setor.

Sobre Santander Seguros e Previdência e Zurich Santander
Santander Seguros e Previdência é a marca comercial dos produtos comercializados pela joint venture dos Grupos Zurich e Santander, dois dos maiores conglomerados do mundo nos setores segurador e financeiro. Criada em 2011, a partir de um acordo global em que a Zurich adquiriu 51% das operações de seguros, opera como Zurich Santander no Brasil, México, Chile, Argentina e Uruguai. Atualmente, ocupa a 3ª posição em seguros de pessoas e 5ª maior empresa de previdência do país.

Ficha técnica
"Ney Matogrosso - Homem com H"
Texto:
Marilia Toledo e Emílio Boechat
Direção: Fernanda Chamma e Marilia Toledo
Direção musical: Daniel Rocha 
Coreografia: Fernanda Chamma
Cenografia: Carmem Guerra
Figurinos: Michelly X
Visagismo: Edgar Cardoso
Desenho de som: Eduardo Pinheiro
Preparação vocal: Andréia Vitfer
Realização: Paris Cultural
Apresentado por: Santander Seguros e Previdência
Patrocínio: Santander e EMS 
Apoio: Trousseau
Produção geral: Paris Cultural
Elenco por ordem alfabética: Adriano Tunes (Gérson Conrad), Arthur Berges (Vicente Pereira), Bruno Boer (Cover Ney Matogrosso), Dante Paccola (Ney jovem), Fábio Lima (Ensemble), Giselle Lima (Beíta), Hellen de Castro (Rita Lee), Laura Carolinah (Regina Chaves), Marcos Lanza (Moracy do Val), Maria Clara Manesco (Luli), Maurício Reducino (ensemble), Natália Antunes (Dance Captain), Renan Mattos (Ney Matogrosso), Rhener Freitas (João Ricardo), Tatiana Toyota (Elvira), Vinícius Loyola (Cazuza), Vitor Vieira (Matto Grosso) e Yudchi Taniguti (Frejat).


Serviço:
"Ney Matogrosso - Homem com H"
Temporada:
9 de setembro 30 de outubro de 2022
Sessões: sextas-feiras às 20h30, sábados às 15h30 e às 20h30, Domingo 15h30 e 20h.
Duração do espetáculo: 2 h (com 15 minutos de intervalo)
Local: 033 Rooftop (cobertura do Teatro Santander)
Capacidade: 313 lugares
Setores e preços:  Setor VIP R$ 250 e Setor 2 R$ 75
** Clientes Santander possuem 15% de desconto nas compras no bar do 033 Rooftop

Canais de vendas oficiais
Sem taxa de serviço
Bilheteria do Teatro Santander -
Todos os dias, das 12h às 18h. Em dias de espetáculos, a bilheteria permanece aberta até o início da apresentação
Autoatendimento: a bilheteria do Teatro Santander possui um toten de auto-atendimento para compras de ingressos sem taxa de conveniência 24h por dia.

Com taxa de serviço
https://site.bileto.sympla.com.br/teatrosantander/
Formas de pagamento:
dinheiro, cartão de débito e cartão de crédito


Leia +:
A biografia de Ney Matogrosso neste link.

Os livros de Emílio Boechat, autor do musical sobre Ney Matogrosso, neste link.

.: Casa das Rosas celebra os 95 anos do poeta Décio Pignatari

O evento “Hora H”, que acontece anualmente em memória do patrono do museu, Haroldo de Campos, focalizará nesta edição a vida e a obra de Décio Pignatari. Entre os participantes do evento estão Alice Ruiz, Arnaldo Antunes e Péricles Cavalcanti. Imagem: Décio Pignatari 95 - arte de André Vallias


A Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, que integra a Rede de Museus-Casas Literários de São Paulo, realiza no mês de agosto mais uma edição do ‘’Hora H’’ -  evento dedicado à memória de Haroldo de Campos. A atividade, que homenageia o patrono do museu anualmente, também costuma abrir espaço para celebrar outros escritores que dialogam com Haroldo, e neste ano terá como foco a obra de Décio Pignatari.

O evento acontece virtualmente de 15 a 19 de agosto, com inscrições por meio do link e presencialmente no dia 20 de agosto, data em que haverá um evento multimídia, ao vivo, no jardim da Casa das Rosas, com participação de nomes importantes, como a poeta e letrista Alice Ruiz, e o poeta, compositor e cantor Arnaldo Antunes.

Em 2022, Décio faria 95 anos de idade, mesmo ano em que se completam 10 anos de seu falecimento. Mas, segundo Walter Silveira, curador do evento, “a ideia é focar na vida e obra do poeta e não em sua falta”. Assim, a programação contemplará atividades diversificadas, que abrangem os vários segmentos da atuação do escritor, que foi poeta, ensaísta, tradutor, dramaturgo, professor, publicitário e se dedicou a diferentes modos de expressão literária.

A abertura do evento acontecerá no dia 15 de agosto, com o tema "Bio-poética". O início será às 18h com "Décio Pignatari, a Vida em Noosfera", uma breve intervenção de Lúcio Agra, doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, que apresentará o resultado de pesquisa sobre a obra do escritor e sua relação com as artes de invenção dos anos 1960 e 1970 no Brasil, nos tempos da contracomunicação e da guerrilha artística.

Em seguida, às 18h45, Júlio Medaglia, maestro e arranjador, dará um depoimento sobre sua convivência com Décio Pignatari, Augusto de Campos e Haroldo de Campos, no âmbito do movimento Música Nova e durante o surgimento do movimento Tropicalista. Já a última atividade do dia, “Um Travelling por Campos Pignatarianos”, com o ensaísta Antônio Risério, acontecerá às 19h30.

Pignatari enxergava semelhanças entre a poesia e o sonho, principalmente pela não linearidade das duas formas de comunicação. Para demonstrar essa ideia, o programa do segundo dia do "Hora H", 16 de agosto, terá como tema central a semiótica, com a atividade "Homologia entre Poesia & Sonho", com início às 19h30, conduzida pela professora e pesquisadora Lúcia Santaella.

No dia 17 de agosto, às 19h, sob o tema "Prosa & Poesia", o poeta e editor Omar Khouri abordará a participação de Décio na criação da poesia concreta, tendo em vista que o escritor foi responsável por alguns dos poemas concretos mais emblemáticos do século XX. E, finalizando o terceiro dia de evento, às 19h30, acontecerá a palestra "O Verso Inquieto de Décio", por Raquel Campos, doutora em Literatura pela UnB e escritora, que abordará a forma de o escritor subverter a tradição e ao mesmo tempo manter um diálogo com ela, testando diferentes limites da linguagem em seus trabalhos.

Com o tema "O Audiovisual & a Tradução", no dia 18 de agosto, a partir das 18h, Júlio Bressane, diretor, roteirista e produtor de cinema, e Tadeu Jungle, artista multimídia, poeta e diretor de cinema, apresentarão a atividade "Décio Vê Cinema e/ou TV!", um debate sobre as contribuições de Pignatari ao universo do cinema e da televisão, como ator, personagem e analista crítico das linguagens.

A seguir, às 18h45, Simone Homem de Mello, escritora e tradutora literária, falará das fases do pensamento sintético de Décio Pignatari sobre tradução, apresentando algumas etapas da sua trajetória como tradutor e pensador da tradução poética.

André Vallias, poeta e designer gráfico, abordará o percurso do pensamento tradutório de Décio Pignatari: de "Mallarmé", nos anos 1950, até os trabalhos de tradução reunidos nos livros "Retrato do Amor Quando Jovem" e "31 Poetas 214 Poemas: Do Rigveda e Safo a Apollinaire". O encontro "Tradução, Outradução, Contradução" se iniciará às 19h30.

Caminhando para o encerramento das atividades virtuais, no dia 19 de agosto, a partir das 19h30, acontecerá o lançamento do livro "Poesia-Crítica-Tradução: Haroldo de Campos e a Educação dos Sentidos", organizado por Eduardo Jorge de Oliveira e Kenneth David Jackson e publicado pela editora Peter Lang (2022). O livro reúne ensaios de diversos autores de diferentes nacionalidades que tratam de aspectos da obra de Haroldo de Campos como poeta, tradutor e crítico. O público poderá conversar e fazer perguntas para os organizadores durante o evento.

A partir das 17h do sábado, 20 de agosto - data do aniversário de Décio Pignatari - o "Hora H" será presencial, no jardim da Casa das Rosas. Entre os eventos estará o lançamento dos livros "Entredados", de Augusto, de Campos e Cid Campos; "Escritos de Lisboa", de Omar Khouri; "Navilouca ReVista", de Isis Rost; e dois livros de Lúcio Agra: "Décio Pignatari: Vida Noosfera" e "A Síntese Imprevista: Arte de Invenção no Brasil dos anos 60/70".

Na ocasião, haverá também o lançamento do site oficial de Décio Pignatari, uma iniciativa de seus filhos Diniz, Dante, Serena e de seu genro Elliot Aboutboul, para celebrar os 95 anos de nascimento do poeta. O site, concebido e realizado pelo poeta, designer gráfico e produtor de mídia interativa André Vallias, disponibiliza na rede farto material da rica produção do poeta, escritor, ensaísta e educador. 

Ainda no sábado, para finalizar esta edição do "Hora H", acontecerá a principal celebração em homenagem ao poeta, o "Ouver Décio" - um evento multimídia, ao vivo, com projeções de vídeo, danças e poemas, traduções e outros textos de Décio, que serão falados, performados ou cantados por poetas e artistas convidados. A apresentação terá participação de Alice Ruiz, Analívia Cordeiro, André Vallias, Arnaldo Antunes, Augusto de Campos (em vídeo), Daniel Scandurra, Gissauro, Lúcio Agra, Lenora de Barros, Júlio Mendonça, Marcelo Brissac, Marcelo Tápia, Omar Khouri, Patrícia Lino, Paulo Miranda, Péricles Cavalcanti, Raquel Campos, Thiago Araripe (em vídeo) e Vilma Slomp. 

A Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura integra a Rede de Museus-Casas Literários de São Paulo, programa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e gerenciado pela Poiesis


Serviço:
"Hora H: Décio Pignatari 95 Anos"
As inscrições para as atividades on-line, relacionadas a seguir, devem ser feitas aqui. 

"Bio-poética - Décio Pignatari, a Vida em Noosfera"
Por Lúcio Agra
Segunda-feira, 15 de agosto, às 18h
Atividade realizada virtualmente, via Zoom

"Depoimento"
Por Júlio Medaglia
Segunda-feira, 15 de agosto, às 18h45
Atividade realizada virtualmente, via Zoom 

"Um Travelling por Campos Pignatarianos"
Por Antônio Riséri
Segunda-feira, 15 de agosto, 19h30
Atividade realizada virtualmente, via Zoom

"Semiótica - Homologia Entre Poesia & Sonho"
Por 
Lúcia Santaella
Terça-feira, 16 de agosto, 19h30
Atividade realizada virtualmente, via Zoo 

"Prosa & Poesia - Décio Pignatari ou o Paroxismo no Fazer Poético"
Por Omar Khouri
Quarta-feira, 17 de agosto, 18h45
Atividade realizada virtualmente, via Zoom

"O Verso Inquieto de Décio"
Por Raquel Campos
Quarta-feira, 17 de agosto, 19h30
Atividade realizada virtualmente, via Zoom 

"O Audiovisual & a Tradução - Décio Vê Cinema e/ou TV!"
Por Júlio Bressane e Tadeu Jungle
Quinta-feira, 18 de agosto, 18h
Atividade realizada virtualmente, via Zoom

"Fases do Pensamento Sintético de Décio Pignatari sobre Tradução"
Por Simone Homem de Mello
Quinta-feira, 18 de agosto, 18h45
Atividade realizada virtualmente, via Zoom 

"Tradução, Outradução, Contradução"
Por André Vallias
Quinta-feira, 18 de agosto, 19h30
Atividade realizada virtualmente, via Zoom

Lançamento de livro
Com Eduardo Jorge de Oliveira e Kenneth David Jackson
Sexta-feira, 19 de agosto, às 19h30
Atividade realizada virtualmente, via Zoom

As atividades a seguir, serão realizadas presencialmente no jardim da Casa das Rosas, e não há necessidade de inscrição.

Lançamentos de livros
Sábado, 20 de agosto, às 17h
"Entredados", de Augusto, de Campos e Cid Campos
"Escritos de Lisboa", de Omar Khouri
"Décio Pignatari: Vida Noosfera", de Lúcio Agra
"A Síntese Imprevista: Arte de Invenção no Brasil dos Anos 60/70", de Lúcio Agra 

"Ouver Décio"
Sábado, 20 de agosto, às 19h
Participações:
Alice Ruiz, André Vallias, Arnaldo Antunes, Augusto de Campos, Daniel Scandurra, Lúcio Agra, Lenora de Barros, João Bandeira, Júlio Mendonça, Júlio Medaglia, Marcelo Brissac, Marcelo Tápia, Omar Khouri, Patrícia Lino, Paulo Miranda, Raquel Campos, Simone Homem de Mello, Tadeu Jungle, Thiago Araripe e Vilma Slomp.
Projeção de vídeo: Fábio Vietnica
Produção: Rafael Buosi
Direção musical: Cid Campos e Lívio Tragtenberg
Direção geral: Walter Silveira


Leia +
Você pode comprar os livros de Décio Pignatari neste link


A Casa das Rosas está passando por restauro. O telefone atual para contato é do Anexo da Casa Guilherme de Almeida: (11)  3673-1883 | 3803-8525; ou pelo e-mail disponível no site.
Jardim do museu aberto de segunda a domingo, das 7h às 22h.
Avenida Paulista, 37 - Bela Vista, São Paulo.
Programação gratuita.

.: Artista visual Gabriel Almeida lança o livro "Salvar Como" na Lona Galeria


Caderno de aquarelas produzido em nove meses de isolamento será lançado no dia 20 de agosto, às 13h, em São Paulo.

O caderno de aquarelas produzido pelo artista visual Gabriel Almeida em nove meses de isolamento, durante a pandemia, se transformou no livro “Salvar Como”, que será lançado no dia 20 de agosto, sábado, das 13h às 17h, na Lona Galeria, em São Paulo. O projeto, contemplado pelo Edital de Artes Visuais da Lei Aldir Blanc, promovido pela Secretaria de Cultura do Estado de Goiás, é uma reprodução fiel, com as mesmas dimensões e sequência de páginas, do material criado pelo artista entre dezembro de 2020 e agosto de 2021, em estado de profundo retiro social.

“O período no Brasil foi marcado pelo espalhamento de variantes virais mais perigosas da pandemia de covid-19 e o angustiante aguardo pelas primeiras doses da vacina em meio ao caos governamental”, afirma o artista. Segundo ele, nesse cenário, as telas dos dispositivos eletrônicos se tornaram janelas para um mundo materialmente inacessível. “O uso da internet se intensificou, as redes sociais se tornaram via pública, dando palco para os acontecimentos mundiais”, comenta.  

As 40 pinturas reproduzidas no livro são representações de imagens encontradas ao acaso pelas redes sociais, algumas extremamente populares, outras desconhecidas. Pintadas em sequência, elas passam a se ressignificar mutuamente. “O livro é um formato muito valioso no trabalho de arte, tem um gigantesco potencial de disseminação, cruzando fronteiras e atravessando gerações. Pode condensar uma grande quantidade de informação e ainda assim manter-se em um formato compacto. Queria que meu livro trouxesse a aura do caderno original, que a experiência de folheá-lo, ou abrir em qualquer página ao acaso, carregasse a essência do que foi cuidadosamente trabalhado em cada uma das aquarelas”, afirma Gabriel Almeida. 

De acordo com o coordenador de edição do trabalho, Eder Ribeiro, “Salvar Como” é uma obra aberta, que propõe reflexões sobre a sociedade e o cotidiano. “O livro de artista de Gabriel Almeida revela, em um inventário de imagens, a natureza surreal do mundo que nos cerca. Uma espécie de diário visual e de reflexões, a um só tempo pessoal e coletiva”, alega. 


Imagens populares
Através da pintura, o paulistano Gabriel Almeida, radicado em Goiás, cria cenários fantásticos, com atmosfera onírica, utilizando o repertório de imagens populares contemporâneas disponíveis na internet, como memes, conteúdos virais, fotos e vídeorreportagens insólitas. O artista usa a técnica de pintura minuciosamente aplicada e cria novas possibilidades para essas imagens, manifestando potências e problemáticas nelas contidas, adormecidas pelo excesso, velocidade e imaterialidade desse tipo de conteúdo virtual.


Artistas e colecionadores
A Lona Galeria conta com dois espaços, a galeria, em um sobrado no bairro da Barra Funda, e o anexo, localizado no primeiro andar de um edifício histórico no centro de São Paulo. Tem como missão o desenvolvimento de carreira de artistas emergentes, a formação de novos colecionadores e a consequente ampliação sustentável do mercado de arte contemporânea.


Sobre Gabriel Almeida
Nasceu em 1988 no bairro do Itaim Paulista, zona leste da cidade de São Paulo. Graduado em Artes Plásticas pela ECA-USP, cursa Mestrado em Artes Visuais - Processos e Procedimentos Artísticos no IA-Unesp, sob orientação de Sergio Romagnolo. Reside na cidade de Alto Paraíso de Goiás, onde foi contemplado Pela Lei Aldir Blanc 2021 do Estado de Goiás para a finalização e publicação do livro “Salvar Como”.

Foi indicado ao prêmio DasArtes 2022 promovido pela Revista DasArtes e em 2019 venceu a medalha de ouro no 16º Salão de Artes Visuais de Ubatuba com a série de pinturas “Iminência Tragicômica”. Realizou as exposições “desconhecido”, “A Razão dos Loucos”, “caderno de artista”, “Interações II”, “Apropriações”, “Ressetar”.

Foi selecionado em 2020 para o 45º Salão de Arte de Ribeirão Preto, no MARP. Participou da exposição de encerramento da temporada 2017-1018 da residência L.O.T.E. “Indisposições da Imagem e do Corpo”, no Instituto de Artes da UNESP.


Sobre a Lona Galeria
A Lona Galeria iniciou sua incubação em 2016 numa sociedade entre o arquiteto Duilio Ferronato, o colecionador Sérgio Nardinelli e a Galeria Gravura Brasileira. Continuando no processo de maturação, fez-se uma parceria com as residências artísticas da Funarte SP e o Museu da Diversidade Sexual. Em março de 2019, foi inaugurada a Lona Galeria na Barra Funda, em São Paulo, em sociedade com o artista visual Higo Joseph.

Com foco em arte contemporânea produzida por artistas em ascensão, vem organizando exposições, ocupações e residências em diversos formatos e com parcerias com instituições como SESC, Museu da Diversidade, Salão dos Artistas sem Galeria e curadores. 


Lançamento do livro “Salvar Como”
20 de agosto, sábado, das 13h às 17h
Rua Brigadeiro Galvão, 990, Barra Funda, São Paulo


Livro "Salvar Como"
Coordenação editorial: Eder Ribeiro

Tratamento de imagens e capa: Gabriel Almeida
Desenho gráfico: Eder Ribeiro e Gabriel Almeida
Impressões jato de tinta: Arte Ampliada
Impressão da capa (serigrafia): Ateliê Dragão
Encadernação: Yume ateliê
Áudio descrição, texto e locução: Gabriel Almeida
Mixagem de som: Elodie Barbosa}

sábado, 13 de agosto de 2022

.: Crítica: "Evita Open Air" é mais do que um espetáculo, é uma experiência


Por: Mary Ellen Farias dos Santos 

Em agosto de 2022


De fora se nota a gigante estrutura, no Parque Villa-Lobos, em São Paulo, devidamente preparada para oferecer a experiência inesquecível ao público de testemunhar o espetáculo "Evita Open Air", que chega repaginado ao Brasil, pela primeira vez a céu aberto. A montagem da Atelier de Cultura apresenta a história de Eva Peron, protagonizada pela atriz de vocal ímpar, Myra Ruiz, que contracena com talentos conhecidos dos musicais como Cleto Baccic (Perón), Fernando Marianno (Che), Felipe Assis Brasil (Agustín Magaldi) e Verônica Goeldi (Amante).

O cenário suntuoso, ganha mais força com a energia do elenco em cada cena, sendo o espetáculo dividido em dois atos para contar a história da pobre e sonhadora María Eva Duarte. A argentina, que aos 15 anos, ambiciona chegar a província de Buenos Aires e com o amigo da família, o cantor de tangos, Agustín Magaldi, parte para onde sempre quis a ponto de estrear no cinema, tornando-se uma estrela de radionovelas. 

A produção impecável ainda abre espaço para que o estilo musical, tango, esteja presente, seja nas batidas rítmicas ou na dança do elenco sempre devidamente posicionado por todo o palco -e até nas partes altas do cenário. Assim, se faz o jogo de sedução do tango, mas também a luta de Evita para sair de sua cidadezinha até chegar ao estrelato e, finalmente, conquistar o coração de Juan Domingo Perón,  iniciando carreira política, sendo esposa do presidente.

Elegante e carismática, a Evita de Myra Ruiz transborda carisma por meio de gestos afetuosos, incluindo momentos de total fofura quando uma menininha interage com ela -criança interpretada por Anna Beatriz Simões, Belle Rodrigues ou Isa Camargo. Na montagem nada está em excesso, tudo tem seu devido espaço e encanta num amplo palco que faz o público olhar para as laterais, o centro e, claro, o cenário.

"Evita Open Air" leva o plateia na arquibancada para acompanhar a linha do tempo do maiores feitos dessa forte mulher, que com somente uma malinha de poucas roupas e um grande sonho, consegue ser reverenciada pelos argentinos e tratada como santa. A evolução de Eva Perón acontece no palco, assim como quase todas as trocas de roupas. Como passar impune quando diante de todos, tal qual um arco-íris sua saia ocupa o centro do palco ou quando troca vários vestidos em cores vibrantes em segundos?

O musical de 110 minutos mais 15 minutos de intervalo, que também é uma aula de história, emociona e arrepia por vezes. Contudo, as lágrimas dificilmente são contidas quando a voz limpa de Myra Ruiz entoa a clássica canção "Não Chore por Mim Argentina" usando um vestido de festa e cheio de brilhos. Tudo ali no palco parece um sonho -e, acredite, ficará na sua lembrança por longo tempo. Imperdível!

Foto: Mary Ellen Farias dos Santos

HOMENAGEM: O palco a céu aberto de gigante estrutura, no Parque Villa-Lobos, em São Paulo, montado pela produtora Atelier de Cultura para o espetáculo "Evita Open Air", foi também cenário para o encontro de talentosos nomes que interpretaram Eva Perón em "Evita" no teatro musical brasileiro ao longo dos anos. Além de Myra Ruiz, a atual intérprete da mulher emblemática da política Argentina, foram homenageadas Claudya (1983), Marina Gabetta (1986), Paula Capovilla (2011) e Bianca Tadini (2011). Coincidindo com a semana em que se completou 70 anos da morte de Eva Perón (1919 - 1952), o quinteto no palco, com a liderança da Eva Perón de "Evita Open Air" no microfone, Myra Ruiz, elas comentaram o impacto de foi o musical "Evita" em suas carreiras de sucesso e receberam flores, no domingo, dia 31 de julho. 


* Mary Ellen é editora do portal cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do www.photonovelas.com.br. Twitter:@maryellenfsm


Foto: Mary Ellen Farias dos Santos


Serviço
"Evita - O Musical"
Apresentado por Ministério do Turismo e Comgás
Patrocínio master: Porto
Patrocínio: Vivo
Apoio: Prosegur
Hotelaria oficial: Radisson Blu São Paulo
Apoio Institucional: Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente e Governo do Estado de São Paulo
Uma produção: Atelier de Cultura
Realização: Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.
Até 28 de agosto de 2022
Local: Parque Villa-Lobos - Entrada pelo portão Cândido Portinari
Av. Queiroz Filho, 1365 - Alto de Pinheiros, São Paulo – SP
Observação: a localização da megaestrutura já está disponível nos principais aplicativos de deslocamento como Waze, Google Maps, Uber e 99 digitando “Evita Open Air” na busca.

Sessões: 
Quinta-feira, às 20h. Sexta-feira às 20h. Sábado, às 15h e às 19h30. Domingo, às 15h e às 19h30.
Ingressos: De R$ 50 a R$ 300. À venda pelo bit.ly/ingressosevita.

Bilheterias oficiais (sem taxa de conveniência)
Parque Villa-Lobos (próximo à Roda Gigante)
Av. Queiroz Filho, 1365 - Alto de Pinheiros - São Paulo - SP - 05319-000
Horário de funcionamento: quinta e sexta-feira das 16h às 20h. Sábados e domingos das 12h às 20h. Segundas, terças e quartas-feira, fechado.

Instituto Artium de Cultura
Rua Piauí, 874 - Higienópolis - São Paulo - SP - 01241-000
Horário de funcionamento: quarta a sexta-feira, das 12h às 18h. Sábados e domingos, das 10h às 18h. Segundas-feiras, terças-feiras e feriados, fechado.
Capacidade da estrutura: 1.545 pessoas
Duração: 110 minutos mais 15 minutos de intervalo
Classificação Indicativa: livre
Gênero: Teatro Musical
Estacionamento terceirizado pago no local próximo à entrada do evento.
Entrada próxima à Estação Villa-Lobos - Jaguaré da Linha 9 Esmeralda.
Todas as sessões contam com acessibilidade física e acessibilidade de conteúdo, com intérprete de Libras e serviço de audiodescrição.

Cliente Porto tem 30% de desconto. Desconto não cumulativo a outros descontos, limitado a quatro ingressos por CPF, válido para todas as sessões disponíveis, exceto na Plateia Silver. Consulte o passo a passo para ativação do desconto no site de vendas.

Cliente Vivo Valoriza tem 30% de desconto. Desconto não cumulativo a outros descontos, limitado a quatro ingressos por CPF, válido para todas as sessões disponíveis, exceto na Plateia Silver. Consulte o passo a passo para ativação do desconto no site de vendas.

Desconto Meia-entrada: obrigatória a apresentação do documento previsto em lei que comprove a condição de beneficiário.

Vídeo da homenagem

Trecho de "Não Chore por Mim Argentina"

.: "Segredos de Família", o novo romance de Liane Moriarty, é lançado no Brasil


A aclamada autora de "Big Little Lies" 
retorna com suspense que abala a estrutura de uma família aparentemente perfeita.
 
Repleto de mistérios e reviravoltas, o aguardado novo romance de Liane Moriarty"Segredos de Família", chega às lojas pela editora Intrínseca. Na trama, a consagrada autora de "Pequenas Grandes Mentiras" explora com maestria as dinâmicas intensas que existem nas mais diversas relações - entre casais, irmãos e rivais - e apresenta uma família partida por questões emocionais e estremecida por novas suspeitas e velhos conflitos. A família Delaney é uma típica família australiana harmoniosa e bem-sucedida. Ou assim parece, até que um de seus membros some misteriosamente. Ex-técnicos de tênis com carreiras reconhecidas, Stan e Joy têm quatro filhos bem criados e planos promissores de uma aposentadoria tranquila. O desaparecimento repentino de Joy, alguns meses após a chegada de Savannah, uma visitante desconhecida que pede abrigo na casa do casal, gera uma reviravolta na estrutura da família.

Em pouco tempo, as suspeitas se voltam para Stan, e os filhos, reavaliando a vida dos pais e colocando em dúvida a aparência impecável da relação deles, se dividem: dois acreditam e dois duvidam da inocência do progenitor. 
Best-seller do jornal The New York Times, o novo suspense familiar de Liane Moriarty vai ser adaptado para uma série assinada por David Heyman, produtor de "Harry Potter" e "Era Uma Vez Em... Hollywood", ainda sem data prevista de lançamento. Os livros da autora ultrapassaram a marca de vinte milhões de exemplares vendidos em todo o mundo e já foram traduzidos para mais de quarenta idiomas. Você pode comprar o livro "Segredos de Família", de Liane Moriarty, neste link.


O que disseram sobre o livro
“Moriarty conta uma história grandiosa. Os leitores que gostam da autora vão adorar Segredos de família, e aqueles que acabaram de conhecê-la vão querer ler seus outros livros após saborearem esta narrativa exuberante.”  The Washington Post

Sobre a autora
Liane Moriarty é autora de nove romances. Antes de se dedicar à carreira de escritora, trabalhou como gerente de marketing de uma editora e foi redatora freelancer. Pela Intrínseca, publicou também "O Segredo do Meu Marido", "O que Alice Esqueceu", "Até que a Culpa nos Separe", "Nove Desconhecidos" e "Pequenas Grandes Mentiras", que deu origem à série de TV "Big Little Lies", da HBO, estrelada por Reese Witherspoon, Nicole Kidman e Shailene Woodley. Liane mora em Sydney, na Austrália, com o marido e os dois filhos.

Leia +:

"Segredos de F
amília"
Autora: Liane Moriarty
Editora: Intrínseca
Tradução: Cássia Zanon, Luciana Pádua Dias, Maria Carmelita Dias
Páginas: 544
Link na Amazon: https://amzn.to/3Ah3CGi

.: "Hard to Kill": Janiva Magness de corpo, alma e blues em novo disco


Sete vezes vencedora do Blues Music Award e indicada ao Grammy, Janiva Magness retorna a cena musical com um novo álbum, o  autobiográfico e contundente "Hard to Kill". Ele foi lançado simultaneamente com a edição do audiolivro "Fathead de Weeds Like Us", o seu livro de memórias lançado em 2019.

Este novo material chega três anos depois do seu último trabalho. Dave Darling, seu amigo de longa data e guitarrista, produziu o disco e fez um excelente trabalho ao capturar não apenas os sons, mas também os significados dessas novas músicas.

O estilo de Janiva é calcado no blues rock, cercado por arranjos que buscam a essência desse estilo musical. Suas performances são sempre cheias de energia e honestidade. Mesmo em estúdio você pode sentir como se estivesse em um show ao vivo, por causa do incrível feeling da intérprete.

Destaco a energética "Don´t You Forget About Me" e a balada "Right Here", ambas com vocais impecáveis de Janiva Magness. "Strong As Steel", que abre o disco, é aquele tipo de faixa arrasa-quarteirão. Ela começa pisando fundo no acelerador em ritmo blues rock.

A história de Janiva inclusive tem tudo a ver com a essência do blues. Ela enfrentou problemas com abuso físico e sexual, os suicídios dos pais, os anos em orfanato. Mais tarde encarou a posterior dependência de drogas e álcool, além de uma gravidez na adolescência. Tudo é relatado em seu livro de memórias e nas letras desse seu novo disco. "Hard to Kill" é um disco que merece ser ouvido pelos amantes do blues rock. Afinal de contas, ninguém vence sete vezes o prêmio do Blues Music Award à toa.

Ouça +:
Os álbuns anteriores de Janiva Magness neste link.

"Strong As Steel"

"Don´t You Forget About Me"

 "The Last Time"

.: Curta "Culpa e Preconceito" será exibido em Votorantim


O Agosto Lilás é o mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher e nesse mês as secretarias de Cidadania e Geração de Renda, Cultura e Turismo, e Saúde, irão realizar a segunda edição do projeto Flor & Ser com foco nesse tema. 
Será neste sábado, dia 13, a partir das 19h no Centro Comunitário do bairro Vila Nova, em Votorantim. 

Na programação, haverá exibição do curta-metragem "Culpa e Preconceito", dirigido e roteirizado pela talentosa Alexia Annes. Logo em seguida, a Secretária de Cidadania e Geração de Renda Sandra Pinesso e Ivete de Freitas, representante da Associação Pró-Mulher, irão abrir uma roda de conversa com as pessoas presentes. Na sequência, uma atividade dançante de Ritmos com a professora Suzana de Campos Carron. Teresa Baddini e banda encerram a noite com muito samba e pagode.
Durante todo o evento, haverá orientações sobre as formas de violência, as medidas de proteção e o acolhimento nas unidades de saúde para mulheres em situação de violência. O Centro Comunitário do bairro Vila Nova fica na travessa da Av. Pedro Augusto Rangel, em Votorantim.

Sobre o filme
O curta-metragem "Culpa e Preconceito", premiado em diversos festivais, agora foi contemplado com o Proac 27/2021. Com exibições agendadas no interior de São Paulo e palestras para debater sobre violência contra a mulher, o filme terá acessibilidade com libras e audiodescrição.

“A contemplação em um edital é o reconhecimento do nosso trabalho. Além de ser um espaço preenchido por mulheres criadoras no audiovisual”, afirma a atriz, roteirista e diretora Alexia Annes, à frente da Batom Produções. No filme "Culpa e Preconceito",  Eleonora Albuquerque (Isabela Prado) e Maurice (Daniel Jorge) formam um casal que vive um relacionamento repleto de aparências para a sociedade burguesa.






Durante a quarentena, o mundo encantado se torna um universo de violência e medo. O roteiro e direção é de Alexia Annes. Direção de fotografia: os próprios atores realizaram os takes em suas casas a partir de telefones celulares e enviaram para edição. Toda a produção foi feita de maneira remota, via celular. Classificação etária: 14 anos. Finalização e realização: Batom Produções.

.: Crítica: documentário "Tintoretto: Um Rebelde em Veneza" é aula de artes

Por: Mary Ellen Farias dos Santos

Em agosto de 2022 


Um embarque fantástico pela Veneza que guarda e ainda vive a história do talentoso pintor italiano Jacopo Robusti, que atendia pelo nome artístico de Tintoretto, devido as atividades do pai que tingia tecidos. O documentário de 90 minutos, "Tintoretto: Um Rebelde em Veneza", exibido nos Cinemas Cineflix, durante a Festa do Cinema Italiano, narrado pela atriz Helena Bonham Carter ("Harry Potter" e "Peixe Grande") marca o 500º aniversário de nascimento do último grande artista do Renascimento italiano. 

Para celebrar a vida artística do dono de um talento que foi questionado na época, a produção dirigida por Giuseppe Domingo Romano, tem participação especial do cineasta, autor e artista multimídia britânico, Peter Greenaway. Com informações preciosas, os bastidores desse universo do século XVI são desvendados.

Assim, o surgimento nas artes daquele que iria concorrer com o conhecido pintor Ticiano Vecellio ou Vecelli, criador de obras de arte como "Vênus de Urbino" e "Assunção da Virgem". De fato, Tintoretto incomoda Tiziano a ponto de o já famoso pintor usar a amizade de anos com um conhecedor de arte para não mais elogiar as produções de seu rival, embora Tintoretto ainda estivesse batalhando por espaço e reconhecimento público.

Além de esmiuçar a rivalidade entre os dois pintores e outros que surgiram depois de Tintoretto, o documentário esclarece que a habilidade do pintor em realizar seus trabalhos com maior agilidade que os demais foi um ponto marcante para que o pintor de "A Última Ceia" e "Crucificação" conseguisse conquistar o tão sonhado momento de ser considerado no meio.

A história de vida daquele que sobrevive a peste negra, mostra-se fundamentada em se empenhar para chegar a espaços influentes de Veneza. No entanto, as criações de Tintoretto garantem uma longevidade maior, comparada a de seus concorrentes. Todavia, ao perder uma filha que seguia os mesmos passos na arte, fica abalado, mas não é impedido de fazer com que a pintura vire um negócio de família perpetuando o nome Tintoretto em Veneza.

Com informações importantes e curiosidades sobre o artista que gostava de trabalhar o drama e luminosidade intensa, estudiosos e historiadores destacam cada momento importante na vida de Tintoretto e o processo da produção. Seja estudando as grandes pinturas dele, como por exemplo, "O Milagre do Escravo" ou ainda como foi capaz de pintar todo um ambiente. 

Excelente oportunidade para entender a história da arte na italiana Veneza. "Tintoretto: Um Rebelde em Veneza" é um aulão de artes plásticas em formato de documentário. Impossível terminar de assistir e não querer conhecer mais obras do grande artista veneziano. Imperdível!


Em parceria com a rede Cineflix Cinemas, o Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar Shopping. O Cineclube do Cineflix traz uma série de vantagens, entre elas ir ao cinema com acompanhante quantas vezes quiser - uma oportunidade para qualquer cinéfilo. Além disso, o Cinema traz uma série de projetos, que você pode conferir neste link.


Filme: "Tintoretto: Um Rebelde em Veneza" ("Tintoretto: Un Rebelle a Venezia")

Classificação: 12 anos

Ano de produção: 2019

Idioma: italiano

Direção: Giuseppe Domingo Romano

Duração: 1h30

Elenco: Helena Bonham Carter, Peter Greenaway, Melania Gaia Mazzucco


Mary Ellen Farias dos Santos, editora do portal cultural www.resenhando.com. É jornalista, professora e roteirista. Twitter: @maryellenfsm

Trailer







sexta-feira, 12 de agosto de 2022

.: 2x4: "American Horror Stories" tem "Milkmaids" com manipulação pela fé



Por: Mary Ellen Farias dos Santos 

Em agosto de 2022


"A divindade não pode ser reproduzida. Só pode ser apreciada"


"Milkmaids", o quarto episódio da segunda temporada de "American Horror Stories", protagonizado por Cody Fern ("American Horror Story: Apocalypse e 1984") se passa em 1757, na Nova Inglaterra, época em que a varíola dizimou parte da população. Portanto, um aviso aos mais sensíveis. No desenrolar da trama há muita nojeira jorrando em cena, mas, de toda forma, contribui para embasar o caso das mulheres do leite. 

A abertura com pastorezinhos, leite, fogo, cabeça de gado, tendo uns com aparência de morto ou à beira da morte, casinha num campo aberto ao longe de uma igrejinha, um celeiro em chamas, em meio a material orgânico se desfazendo, em completo estado de putrefação com moscas varejeiras e urubus se fartando. Até um crucifixo aparece intacto em meio ao calor do fogo ameno. Tais imagens mescladas com os créditos de "Milkmaids", estabelece uma ligação com filmes de época, como por exemplo, "A Colheita" e suas muitas versões.


Eis que o quarto episódio de "American Horror Stories" apresenta Thomas (Cody Fern) e seu filhinho, Edward lamentando a perda de Rachel, mulher e mãe, consequentemente. Thomas, um homem de posses, que também perdeu as duas filhas para a doença, além de amigos, garante a chance de o corpo da esposa ser enterrado no cemitério e de ter uma celebração religiosa -que é interrompida a ponto de garantir um julgamento dos fiéis comandados pelo pastor que gosta de visitar prostitutas. 

Em meio ao caos da morte cercando a todos, está Celeste (Julia Schlaepfer), mulher que se identifica como filha de Lázaro -personagem bíblico- e dona da cura. Afinal, todos os homens que se deitaram com ela não sucumbiram ao mal. Contudo, ela é procurada pelo novo ministro da igreja, pastor Walter, que após ter seu momento de prazer e receber a cura -cena de embrulhar o estômago que se "repete" ao longo do episódio-, acaba sendo apontada como ocultista e, claro, bruxa. 


"Milkmaids" é um excelente episódio, pois deixa claro o quão atual é a temática abordada. De um lado, está um representante hipócrita da igreja, com poder de alienar e convencer os outros a crer que quem morreu pelo mal da peste foi em pagamento de seu pecado, tal qual uma maldição. Mas, às escondidas, busca prazer com mulheres e torna-se um canibal em nome da sobrevivência de uma crendice infundada. Usando deliberadamente o sentimento de culpa para manipular quem o cerca.

Outro momento interessante do episódio, é do julgamento, sem conhecimento prévio e realizado de modo totalmente influenciado. Até porque, um louco sempre busca o coro de mentes vazias e sem esperança de um futuro melhor. Tão atual -e brasileira- essa situação, não é?! Em 48 minutos, há ainda espaço para um embate interessante entre Celeste, representante da fé, que acredita ter sido enviada por Lázaro para curar os enfermos e sofredores, e Delilah, que é capaz de interpretar o verdadeiro motivo de nem todos se infectarem com a varíola. Acreditando na ciência, ela descobre a cura para todos.



Ao provocar o público a refletir sobre diversos temas sobre manipulação, "Milkmaids" transborda horror, seja pelas atitudes tomadas por mentes vazias que acreditam saber tudo, sem necessitar ouvir o outro, ou pelas nojeiras estampadas na tela, desde feridas espremidas que voam longe a corações retirados de modo desesperado para servir de alimento para a alma que deseja a cura. Episódio espetacular!




Seriado: American Horror Stories
Temporada: 2
Episódio 4: "Milkmaids"
Exibido em: 11 de agosto de 2022, EUA.
Elenco: Cody Fern, 
Julia Schlaepfer, Seth Gabel, Addison Timlin, Ian Sharkey


* Mary Ellen é editora do portal cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do www.photonovelas.com.br. Twitter:@maryellenfsm


Trailer



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