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terça-feira, 15 de setembro de 2026
.: “Avenida Brasil 2” ressuscita Carminha e reacende as intrigas no Divino
domingo, 13 de setembro de 2026
.: “Ópera! - Canção para Um Eclipse” leva Orfeu em delírio de música e fantasia
Um casamento termina em tragédia quando Eurídice é atingida por um tiro e sua alma é levada para o reino dos mortos. Orfeu, devastado pela perda, parte em busca da mulher que ama e encontra no caminho uma versão bastante particular do inferno: o Grand Hades Hotel, conduzido por um Caronte que, em vez de barqueiro, aparece como um taxista interpretado por Vincent Cassel. Essa é a premissa de “Ópera! - Canção para Um Eclipse”, produção de 2024 dirigida por Paolo Gep Cucco e Davide Livermore, que estreia na plataforma de streaming Reserva Imovision.
A dupla parte de uma das histórias de amor mais conhecidas da mitologia grega para criar um musical cinematográfico de vocação grandiosa, recheado de fantasia, referências artísticas e uma coleção de canções que passeia pela tradição da ópera e pela música popular. O resultado reúne no mesmo universo Puccini, Händel, Verdi, Gluck e Vivaldi ao lado de “The Power of Love”, do Frankie Goes to Hollywood.
A proposta chamou atenção desde a passagem pelo Festival de Cinema de Roma, onde “The Opera! - Arie per un’eclissi” foi exibido em sessão especial em 2024. A organização do festival descreveu o filme como uma ópera-musical de linguagem imersiva e transmídia, ambientada entre uma Paris parcialmente submersa e o palco do Teatro Regio de Turim. No filme, Valentino Buzza interpreta Orfeu e Mariam Battistelli vive Eurídice. Vincent Cassel assume Caronte, enquanto Fanny Ardant aparece como Proserpina, Rossy de Palma interpreta Atropos, Caterina Murino vive a concierge do hotel e Erwin Schrott encarna Plutão. Angela Finocchiaro completa o elenco como Calíope, mãe de Orfeu.
Davide Livermore traz para o cinema uma experiência acumulada em mais de duas décadas de trabalho com grandes casas de ópera. Paolo Gep Cucco, por sua vez, tem trajetória ligada ao video design para espetáculos líricos. A parceria, construída nos palcos, migra para o cinema com uma proposta que trata cada ambiente como uma espécie de palco gigantesco.
A fotografia de Gareth Munden e a direção de arte apostam em cenários digitais para construir o universo de Hades. Boa parte da produção foi realizada em ambientes virtuais, recurso que permite colocar os personagens em espaços impossíveis, com água, arquitetura monumental e paisagens que parecem saídas de um sonho febril. A estética ainda dialoga com referências do cinema, da pintura e das artes visuais. Uma das mais evidentes aparece na partida de xadrez entre Orfeu e Mephistopheles, evocando “O Sétimo Selo”, de Ingmar Bergman.
A moda também entra em cena. A Dolce & Gabbana participou da produção e assinou os figurinos, ajudando a estabelecer uma identidade visual luxuosa, teatral e deliberadamente extravagante. O filme cruza ópera, cinema, moda e artes visuais com a intenção de atualizar uma história conhecida há séculos. A música ocupa um espaço central nessa aventura. As árias clássicas ganham arranjos contemporâneos e convivem com referências da música pop, criando uma trilha que pode surpreender tanto quem chega ao filme pela ópera quanto quem não costuma frequentar esse universo. “Nessun Dorma”, uma das peças mais reconhecíveis do repertório lírico, tem papel decisivo na narrativa: na versão dos diretores, Orfeu precisa cantá-la sem perder de vista a razão de estar cantando para conseguir salvar Eurídice.
A escolha estética explica boa parte da personalidade de “Ópera! - Canção para Um Eclipse”. O filme não economiza em cenários, figurinos, efeitos visuais e referências. O Grand Hades Hotel parece saído de uma fantasia de luxo decadente, enquanto a presença constante da água cria imagens de beleza e estranhamento. Em vez de esconder sua teatralidade, a produção a coloca no centro da experiência.
O mito de Orfeu e Eurídice ganha, assim, uma roupagem contemporânea sem abandonar sua estrutura essencial: um homem disposto a desafiar o reino dos mortos para recuperar a mulher amada. A diferença está no caminho. Em vez de uma descida convencional ao submundo, Orfeu atravessa um universo pop-operístico em que taxistas são guias do além, hotéis funcionam como passagem para os mortos e grandes clássicos da música lírica dividem espaço com canções populares.
A produção também pode funcionar como uma porta de entrada para a ópera, já que transforma algumas de suas composições mais conhecidas em parte da aventura de Orfeu. No fundo dessa extravagância toda permanece uma história bastante antiga: um homem perde a pessoa que ama e decide enfrentar o impossível para trazê-la de volta. O resto fica por conta de Livermore, Cucco, Cassel, Buzza, Battistelli e companhia — e de uma quantidade generosa de ópera, fantasia, água, luxo, xadrez e delírio visual.
Ficha técnica
“Ópera! - Canção Para Um Eclipse” | “The Opera!” (título original)
Gênero: musical, drama, fantasia e romance. Duração: 106 minutos. Classificação indicativa: 14 anos. Ano de produção: 2024. Data de lançamento: 20 de janeiro de 2025 na Itália; estreia na Reserva Imovision em setembro de 2026. Idiomas: inglês, italiano e francês. Direção: Paolo Gep Cucco e Davide Livermore. Roteiro: Paolo Gep Cucco e Davide Livermore. Elenco: Valentino Buzza, Mariam Battistelli, Vincent Cassel, Fanny Ardant, Caterina Murino, Erwin Schrott, Rossy de Palma, Angela Finocchiaro, Charlotte Gentile, Linda Gennari, Sergio Bernal e outros. Distribuição no Brasil: Imovision. Cenas pós-créditos: não identificadas. Assista na plataforma de streaming Reserva Imovision.
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A equipe do portal Resenhando.com acompanha os filmes por meio da plataforma de streaming Reserva Imovision, dedicada ao cinema independente e autoral. Para acessar o catálogo completo, conferir novidades e realizar sua assinatura, o aplicativo da plataforma ou o visite o site oficial neste link. A Reserva Imovision reúne filmes e séries cuidadosamente selecionados, ampliando o acesso a obras que valorizam a diversidade cultural, a reflexão e experiências cinematográficas diferenciadas. Você pode assinar a plataforma de streaming Reserva Imovision neste link.
.: "O Declínio do Império Americano" expõe desejos e a crise de uma geração
Comédia dramática de Denys Arcand chega ao Belas Artes à La Carte e reúne professores universitários para uma noite em que sexo, política, casamento e hipocrisia entram no cardápio. Foto: divulgação
Gênero: comédia dramática. Duração: 101 minutos. Classificação indicativa: 14 anos. Ano de produção: 1986. Data de lançamento: 19 de junho de 1986, no Canadá. Idioma: francês. Direção: Denys Arcand. Roteiro: Denys Arcand. Elenco: Dominique Michel, Dorothée Berryman, Louise Portal, Pierre Curzi, Rémy Girard, Yves Jacques, Geneviève Rioux, Daniel Brière e Gabriel Arcand. Distribuição no Brasil: Belas Artes à La Carte, em estreia na plataforma de streaming. Cenas pós-créditos: não. A duração oficial de 101 minutos e os créditos principais são confirmados pelo Library and Archives Canada e pela Cinemateca de Québec. O título usado em Portugal também aparece na programação oficial da Cinemateca Portuguesa. Assista na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte.
.: Filme “Scooby-Doo: A Origem” encerra gravações e prepara mistério para 2027
Série live-action resgata o primeiro mistério de Daphne, Salsicha, Velma, Fred e Scooby e coloca um cachorro de verdade no papel do famoso detetive de quatro patas. Foto: divulgação
.: Crítica: livro “Eu Disse Não!” coloca a democracia no cockpit e revisita a crise
Em “Eu Disse Não! - Uma Trincheira Antigolpista”, Carlos Baptista Junior abandona a distância confortável dos livros de história e conta, por dentro da Aeronáutica, como os meses entre 2021 e 2023 colocaram disciplina, hierarquia e democracia numa rota de colisão
Um país pode chegar muito perto de um golpe sem que um tanque precise atravessar a avenida. Às vezes, a crise acontece em salas fechadas, reuniões de comando, telefonemas, conversas reservadas e decisões tomadas por homens acostumados a obedecer até o momento em que obedecer pode significar colocar a própria Constituição em risco. É nesse terreno que Carlos Baptista Junior coloca o leitor em “Eu Disse Não! - Uma Trincheira Antigolpista”, publicado pela Editora Autêntica. O título já entrega a posição do autor, mas o livro é mais interessante quando deixa de ser uma declaração de princípios e passa a contar como esse “não” foi construído, sustentado e, sobretudo, quanto custou para mantê-lo.
Tenente-brigadeiro, piloto de caça, com mais de 4.500 horas de voo e quase cinco décadas de carreira na Força Aérea Brasileira, Baptista Junior comandou a Aeronáutica entre abril de 2021 e janeiro de 2023. Portanto, não escreve sobre os acontecimentos olhando para fotografias antigas. Ele estava dentro da foto. E, para alguém acostumado a voar, a expressão “cockpit”, termo em inglês usado para designar a cabine de comando de uma aeronave, ganha aqui uma dimensão curiosa: Baptista Junior estava no cockpit de uma das instituições colocadas sob pressão durante a crise.
O primeiro capítulo, “Doze Horas na Polícia Federal”, por exemplo, começa longe da solenidade dos grandes acontecimentos nacionais. O autor está com o neto, fala da rotina familiar, passa por situações corriqueiras e, de repente, a narrativa o leva para um episódio que ajuda a explicar como aquele homem chegou ao centro de uma das maiores crises institucionais da história recente do país. A estratégia aproxima o leitor do personagem antes de colocá-lo novamente diante do uniforme.
Baptista Junior escreve a partir de uma formação em que palavras como “disciplina” e “hierarquia” têm peso concreto. Só que existe uma terceira palavra que se torna decisiva: Constituição. O livro ganha densidade quando essas três ideias deixam de caber confortavelmente na mesma frase. A crise de 2021 aparece como um ponto de inflexão. A troca do ministro da Defesa, a substituição dos comandantes das Forças Armadas e a reorganização do alto comando militar revelam um ambiente em que a política já não podia ser tratada como assunto externo aos quartéis.
Jair Messias Bolsonaro havia chegado ao poder com uma relação particular com os militares, e o livro acompanha a deterioração dessa convivência até o momento em que o papel institucional das Forças Armadas passa a ser testado de maneira brutal. O autor não precisa inventar um thriller, já que a realidade brasileira daquele período já havia feito esse trabalho com competência assustadora. A eleição de 2022 ocupa boa parte do relato e mostra uma engrenagem em movimento: questionamentos sobre as urnas, pressão política, reuniões, manifestações, expectativas dentro e fora dos quartéis e o comportamento das cúpulas militares diante da derrota de Bolsonaro.
A narrativa acompanha os acontecimentos até a posse de Luiz Inácio Lula da Silva e chega ao ponto em que a democracia brasileira parecia estar sustentada por uma quantidade desconfortavelmente pequena de bom senso. O livro desmonta, com detalhes, aquela impressão posterior de que a tentativa de ruptura teria sido uma maluquice improvisada por meia dúzia de exaltados. O autor descreve um ambiente em que a possibilidade de golpe foi discutida, estimulada e considerada por setores que tinham acesso real às estruturas de poder.
“Eu Disse Não!” é um livro sobre o limite da obediência, questão capaz de incomodar quem enxerga as Forças Armadas como guardiãs naturais da política. Baptista Junior apresenta uma instituição composta por pessoas, disputas, interesses, avaliações e diferentes compreensões sobre até onde poderia ir a atuação militar. A democracia, no livro, não aparece protegida por uma entidade abstrata chamada “instituições”, mas depende de indivíduos tomando decisões.
O mérito da obra está em mostrar que uma ruptura institucional exige mais do que discursos sobre democracia. Em determinados momentos, alguém precisa estabelecer um limite e aceitar as consequências de fazê-lo. O relato ganha interesse quando o autor também se permite olhar para a própria trajetória. Piloto de caça, comandante e homem formado dentro da FAB, ele conhece profundamente o universo que descreve. O leitor percebe a linguagem, os códigos e a lógica de funcionamento de uma organização em que a cadeia de comando pode determinar o destino de uma instituição inteira.
O livro acerta ao não transformar esse gesto em fantasia heroica de história em quadrinhos. Mesmo quando o autor assume claramente um lado, permanece a sensação de que está reconstruindo um período complicado, cheio de zonas de tensão e escolhas difíceis. O leitor acompanha os bastidores e percebe que o país esteve perto de uma situação cuja dimensão fica mais nítida quando os episódios são colocados em sequência.
Existe ainda uma ironia involuntária e bastante brasileira em tudo isso. Um país que passou décadas discutindo o papel dos militares na política chegou ao século XXI diante de uma pergunta quase primitiva: o que faz um militar quando recebe ou percebe uma ordem que entra em choque com a Constituição?
“Eu Disse Não!” ganha força quando deixa de lado a caricatura do herói solitário e permite que apareçam o homem dentro da farda, o comandante dentro da instituição e a instituição dentro de uma crise política que extrapolou os muros dos quartéis. É uma leitura especialmente interessante para quem acompanhou os acontecimentos de 2021 e 2022 e ficou com a impressão de que faltavam algumas peças do quebra-cabeça. Compre o livro "Eu Disse Não", de Carlos Baptista Junior, neste link.
sábado, 12 de setembro de 2026
.: Vladimir Brichta em “O Menor Palco do Mundo” leva a paternidade ao teatro
“O Menor Palco do Mundo”, primeiro solo de Vladimir Brichta, transforma cartas, histórias e imaginação em uma reflexão sobre paternidade, distância, afeto e reconstrução dos vínculos. Foto: Julia Mataruna
.: Francisco de Morais Mendes vence o Prêmio Academia Mineira de Letras
Livro de contos da Editora Sinete explora os ruídos da comunicação e os limites da linguagem em um presente saturado de informação. Foto: divulgação
O escritor mineiro Francisco de Morais Mendes venceu o Prêmio Academia Mineira de Letras 2026 com “A Bala dos Desarmados”, livro de contos publicado pela Editora Sinete em 2025. Patrocinada pela Fundação Educacional Lucas Machado (Feluma), a premiação concede R$ 40 mil ao vencedor e está entre os principais reconhecimentos destinados à produção literária em Minas Gerais. A obra foi escolhida entre os livros publicados em primeira edição durante 2025 nas categorias poesia, ficção em prosa, crônicas e ensaios.
Em “A Bala dos Desarmados”, a linguagem ocupa o centro das histórias. A palavra aparece como elemento de ligação entre os contos, mas também como fonte de ruído, ambiguidade e desencontro. Em diferentes situações, aquilo que deveria aproximar personagens acaba escondendo intenções, embaralhando sentidos e dificultando a comunicação.
Francisco de Morais Mendes coloca essas histórias diante de um presente marcado pelo excesso de informação e pela dificuldade cada vez maior de separar fato, invenção e manipulação. Tecnologia, comunicação e linguagem entram em um jogo no qual até o que parece evidente pode ganhar outro significado. O título do livro leva essa ideia ao limite: a palavra pode atingir, ferir e até calar — inclusive quando a “bala” deixa de ser apenas uma imagem.
“Muita satisfação de ter o livro ‘A bala dos desarmados’ reconhecido por uma instituição com o prestígio e o respeito da Academia Mineira de Letras. Esse reconhecimento dá ao livro um lugar de destaque no acervo cultural do Estado, do País. Por isso o sentimento é de gratificação, uma imensa alegria”, afirma Francisco de Morais Mendes sobre a conquista.
Nascido em Belo Horizonte, em 1956, o autor é jornalista formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Também publicou os livros de contos “Escreva, Querida”, “A Razão Selvagem”, “Onde Terminam os Dias” e “Sacrifício e Outros Contos”, lançado originalmente em Lisboa, em 2019, e posteriormente no Rio de Janeiro, em 2021. A trajetória literária de Francisco reúne oito prêmios, entre eles o próprio Prêmio Academia Mineira de Letras, o Prêmio Minas de Cultura, do Governo do Estado, o Prêmio Cidade de Belo Horizonte, da Prefeitura de Belo Horizonte, e o Prêmio Autor 2018, em Lisboa.
Para o escritor, o reconhecimento alcança quem escreve e também quem lê. “Para o autor o prêmio é um indutor, um estímulo forte para continuar escrevendo. Para a sociedade, o prêmio é um balizador, pois vai assinalar as obras que passaram pelo crivo de um corpo de especialistas. O livro destacado ganha visibilidade e pode chegar a um número maior de leitores”, destaca. Francisco também vê os prêmios literários como uma maneira de acompanhar o que está sendo produzido na literatura contemporânea. “sempre me guio pelos prêmios para ver o que trazem de novo as obras selecionadas. E sempre encontro boas surpresas”.
Criado para reconhecer escritores ligados a Minas Gerais, o Prêmio Academia Mineira de Letras contempla autores naturais do estado ou radicados em território mineiro há mais de cinco anos. A escolha é feita por indicação dos acadêmicos. Na edição de 2026, foram consideradas obras publicadas em primeira edição entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025, nas categorias poesia, ficção em prosa, crônicas e ensaios. A entrega do prêmio será realizada em sessão solene da Academia Mineira de Letras. Vencedor de oito prêmios literários, Francisco de Morais Mendes recebeu, entre outros, o Prêmio Academia Mineira de Letras, o Prêmio Minas de Cultura, do Governo do Estado, o Prêmio Cidade de Belo Horizonte, da Prefeitura de Belo Horizonte, e o Prêmio Autor 2018, em Lisboa. Compre o livro “A Bala dos Desarmados”, de Francisco de Morais Mendes, neste link.
.: Crítica: "A Estranha na Cama", romance mais apimentado de Raphael Montes
Novo romance de Raphael Montes mistura sexo, ambição, mentira e vingança numa história em que ninguém permanece inocente por muito tempo. Foto: divulgação
O livro reafirma Raphael Montes como um escritor que entende muito bem o prazer popular do suspense sem tratar o leitor como alguém que precisa receber tudo mastigado. O livro quer divertir, provocar, chocar e, de quebra, brincar com a vontade quase infantil de descobrir quem está mentindo. Compre “A Estranha na Cama”, novo romance de Raphael Montes, neste link.
.: "Barbarella", ficção científica com Jane Fonda, é um delírio psicodélico e sensual
Produção de Roger Vadim leva Jane Fonda ao espaço em uma aventura que mistura erotismo, humor, exagero e uma boa dose de maluquice
Barbarella percorre planetas, enfrenta vilões, encontra criaturas estranhas e passa por situações que transformam o erotismo em uma espécie de linguagem oficial daquele futuro. A sexualidade está espalhada por praticamente todos os cantos da produção. A famosa abertura, com Jane Fonda despindo-se enquanto os créditos aparecem, ajudou a transformar a atriz em símbolo sexual e continua sendo uma das imagens mais lembradas do filme. A personagem, contudo, também apresenta uma curiosa combinação de sensualidade e inocência: para Barbarella, o prazer não carrega o peso moral que costuma acompanhar personagens femininas em aventuras desse tipo.
Ficha técnica
"Barbarella" (título original)
.: “A Margem” chega ao streaming e reencontra um Brasil à beira do Tietê
Filme de Ozualdo Candeias transforma personagens esquecidos pela cidade em figuras de uma história áspera, poética e ainda desconcertante
Ficha técnica
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sexta-feira, 11 de setembro de 2026
.: Álbum “Na Linha do Tempo” celebra os 25 anos do Sururu na Roda
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação
O grupo Sururu na Roda celebra 25 anos de trajetória com o lançamento de “Na Linha do Tempo”, seu novo álbum, que chega às plataformas digitais. Com direção musical de Rildo Hora e participação especial de Mart’nália, o disco revisita a história do Sururu a partir de um repertório afetivo, popular e profundamente ligado à memória do samba brasileiro.
O projeto nasce como uma biografia musical. Em vez de apenas olhar para trás, “Na Linha do Tempo” organiza a trajetória do grupo como uma travessia: dos primeiros anos na Lapa carioca ao reconhecimento nacional, das turnês internacionais à maturidade artística da formação atual. O resultado é um disco que celebra o passado, mas aponta para uma nova fase.
O álbum traz Ana Costa, Fabiano Salek e Silvio Carvalho à frente do Sururu na Roda, acompanhados pelos músicos Alexandre Caldi, Flavio Santos, Guinter Vieira, Luiz Augusto Guimarães, Maurício Massunaga, Ney Conceição, Marcelo Caldi, Dirceu Leite, Léo Ramiro e o próprio Rildo Hora, que também assina a direção musical.
Com 12 faixas, “Na Linha do Tempo” reúne canções que ajudam a contar a história do Sururu e sua relação com diferentes vertentes do samba. O repertório atravessa clássicos, memórias afetivas e escolhas que dialogam com a sonoridade construída pelo grupo ao longo de duas décadas e meia. Entre os destaques do disco está “Mascarada”, faixa que conta com participação especial de Mart’nália. O álbum também traz “Conversa de Botequim”, “Ex-Amor”, “Fogo de Saudade”, “Seja Sambista Também”, “Sambas de Roda”, “Água da Minha Sede”, “Sorriso Aberto”, “É”, “Testamento de Partideiro”, “Pura Semente” e “Mutirão de Amor”. Já “Sambas de Roda” aparece como um pot-pourri com por três músicas: “O Cavalo de São Jorge”, “Milagre” e “Todo Menino É Um Rei”.
Gravado no Estúdio Cia dos Técnicos, no Rio de Janeiro, com gravação e mixagem de William Luna, masterização de Alexandre Rabaço e produção de Alan Rabelo (Panda Produções), o álbum reafirma o Sururu na Roda como um dos nomes mais consistentes do samba contemporâneo. Mais do que um álbum comemorativo, ”Na Linha do Tempo” é uma declaração de permanência. Um brinde ao samba, à amizade musical e à capacidade de seguir reinventando a tradição.
"Sorriso Aberto"
"Mascarada"
"Seja Sambista Também"
.: Claudya lança disco ao vivo com convidados
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação
Há vozes que pertencem a uma época. E há vozes que atravessam épocas. Claudya faz parte do segundo grupo. Aos 60 anos de carreira, a cantora celebra sua trajetória com o lançamento de um novo álbum ao vivo, que foi gravado na Casa Natura Musical, em março deste ano, e que chega a todas as plataformas digitais pela gravadora Kuarup.
























