terça-feira, 22 de setembro de 2020

.: 1x1: Piloto de "Ratched" é eletrizante e dono de uma fotografia espetacular


Por Mary Ellen Farias dos Santos


"Ratched", série dirigida por Ryan Murphy (Glee, American Horror Story), lançada em 8 episódios, na Netflix em 18 de setembro de 2020, chega impressionando no capítulo inicial intitulado "Pilot", seja pela belíssima fotografia ou o figurino impecável de Sarah Paulson que interpreta a enfermeira protagonista Mildred Ratched.

Escrito por 
Evan Romansky, o primeiro episódio dá a cadência da trama com Edmund Tolleson (Finn Wittrock, o inesquecível Dandy de AHS Freak show), barbarizando com quatro padres. Por quê? Ele diz ser filho de um dos religiosos com uma freira que se tornou prostituta. Após vingar-se, o assassino, que é mentalmente instável, segue para o Lucia State Hospital.

Sem escrúpulos, a vilã e dona da história é uma forasteira, hospedada num hotel perto do hospital psiquiátrico. Com carinha de anjo e atitude de demônio, Ratched, não está empregada, apenas obstinada a conseguir uma vaga justamente no Lucia State Hospital

Assim, ela faz de tudo -literalmente- para conseguir integrar a equipe, inclusive incentivar um suicídio ou até -com poderes psíquicos flagrar a transa de dois funcionários do manicômio. Pois é... série adulta de Ryan Murphy sempre tem uma bunda para ser filmada, né?

Ainda nesse episódio piloto, nota-se bem o cuidado com o uso das cores, sempre dando espaço para o verde, seja no carro de Ratched ou até tomando toda a tela, quando a protagonista adentra algum espaço do hospital ou caminha pelo corredor. Embora, ela seja um demônio envolta em um universo esverdeado, segundo a cromoterapia, o verde é a cor que ajuda a promover o equilíbrio interno e a diminuir o estresse. Oferece ação refrescante e calmante, ajudando a promover o bem-estar físico e mental, pois relaxa e estimula a imunidade.

A produção derivada do filme clássico "Um Estranho no Ninho", tal qual um prelúdio, é ambientada 15 anos antes dos acontecimentos do filme estrelado por Jack Nicholson. No entanto, o foco está na trajetória da enfermeira Mildred Ratched e seu processo de transformação na vilã aterrorizante do manicômio.

Ah! Aos fãs de "American Horror Story" já aviso que há toques de "AHS Asylum" e bastante de "AHS Freak show", mas cada trama tem sua distinção. Agora é torcer para que a qualidade seja mantida no episódio sequência, 
"Ice Pick/ Picador de gelo" e não vá decepcionando a cada episódio como aconteceu com a série "Hollywood"! Mas... temos Sarah Paulson... e isso já coloca a série em outro patamar!

Imagem de divulgação

Episódio: "Pilot"
Exibição: 18 de setembro de 2020
Elenco: 
Sarah Paulson (Mildred Ratched), Finn Wittrock (Edmund Tolleson), Cynthia Nixon (Gwendolyn Briggs), Jon Jon Briones (Dr. Richard Hanover// Dr. Manuel Bañaga), Charlie Carver (Huck Finnigan), Judy Davis (Enfermeira Betsy Bucket), Sharon Stone (Lenore Osgood)


*Mary Ellen Farias dos Santos é criadora e editora do portal cultural Resenhando.com. É formada em Comunicação Social - Jornalismo, pós-graduada em Literatura e licenciada em Letras pela UniSantos - Universidade Católica de Santos e pedagoga pela Universidade Cruzeiro do Sul. Twitter: @maryellenfsm

Trailer



.: Com edição especial repleta de extras, livro "1984" continua imprescindível


Uma das obras mais contundentes e influentes do século XX ganha nova e definitiva edição com projeto especial e ampla fortuna crítica. Romance incontornável, "1984", de George Orwell continua sendo o livro ao qual nos voltamos sempre que se mutila a verdade, distorce-se a linguagem e viola-se o poder. Nesta nova edição, a obra-prima de George Orwell ganha projeto gráfico especialíssimo ― com capa em tecido, corte impresso e uma série de obras da artista brasileira Regina Silveira. 

Nesta edição especial,  "1984" conta também com apresentação do crítico Marcelo Pen e textos de gigantes como Golo Mann, Irving Howe, Raymond Williams, Thomas Pynchon, Homi K. Bhabha, Martha C. Nussbaum, Bernard Crick e George Packer ― ensaios que dão conta da história da recepção crítica do livro desde o ano de seu lançamento, 1949, até hoje, 70 anos depois. Com dezenas de milhões de cópias vendidas em todo o mundo, o romance de Orwell tem como herói o angustiado Winston Smith, refém de um mundo feito de opressão absoluta. 

Em Oceânia, ter uma mente livre é considerado crime gravíssimo. Numa trama em que os “fatos alternativos” estão por toda parte e a mentira foi institucionalizada, Winston se rebela contra a sociedade totalitária na qual vive; em seu anseio por verdade e liberdade, ele arrisca a vida ao se envolver amorosamente com uma colega de trabalho, Júlia, e com uma organização revolucionária secreta. Normalmente lido como uma distopia, "1984" é também uma sátira, uma profecia, um grito de alerta, um thriller de espionagem, uma extraordinária ficção científica, um terror psicológico, um romance pós-moderno e uma história de amor. Você pode comprar o livro neste link.


.: Alejandro Sanz disponibiliza faixa-tema do filme “El Verano que Vivimos”

Alejandro Sanz foi o responsável pela composição e interpretação da faixa-tema do filme “El Verano que Vivimos”, que foi escrita para acompanhar o momento culminante da produção. Ouça e baixe aqui: umusicbrazil.lnk.to/ElVeranoQueVivimosPR.

O filme é dirigido por Carlos Sedes e traz em seu elenco a atriz Blanca Suárez, uma das estrelas absolutas do cinema na Espanha. Em abril, o cantor e compositor, que conta com nada menos que quatro GRAMMYS no currículo, anunciou em suas redes sociais o nascimento de um projeto especial intitulado “ElMundoFueraLaPelícula”. 

A iniciativa que retratou como foi o período de afastamento social, causado pela pandemia, compartilha histórias de pessoas mundo afora. Confira em: elmundofuera.alejandrosanz.com.




.: Literatura: Casa das Rosas realiza Simpósio sobre passado e presente


Dividido em três dias, o simpósio promoverá seis palestras on-line e gratuitas   

A Casa das Rosas, equipamento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerenciada pela Poiesis, realiza uma programação dedicada à obra do poeta concretista e tradutor Haroldo de Campos.

Uma das ideias que mais marcaram o pensamento e a atuação crítica de Haroldo de Campos foi a de poética sincrônica, apreendida na obra de Ezra Pound e nos textos de Roman Jakobson. Ela implica uma abordagem crítica da história literária que busca selecionar “aquela parte da tradição literária que, para o período em questão, permaneceu viva ou foi revivida”, nas palavras de Jakobson. Esta abordagem embasou as revisões do cânone realizadas por Haroldo e Augusto de Campos nos anos 60 e 70 do século passado. Entretanto, nessas revisões prevalecia o critério estético. Nos anos recentes, outras revisões têm sido feitas no cânone, desta vez destacando a necessidade de rever exclusões históricas com motivação sociopolítica, racial, de gênero ou cultural. O Simpósio Haroldo de Campos 2020: Um Passado Contemporâneo pretende proporcionar uma reflexão sobre essas contribuições para o pensamento literário brasileiro.

A palestra As revisões do cânone literário promovidas pelos poetas concretos abordará o Grupo Noigandres, formado pelos poetas Augusto de Campos, Décio Pignatari e Haroldo de Campos. O grupo atuou em várias frentes, sendo as principais: a Poesia, a Teoria e Crítica de linguagens e a Tradução. A atividade será ministrada pelo historiador, poeta e curador Omar Khouri no dia 24 de setembro, quinta-feira, às 18h.

Gustavo Reis Louro estará à frente da palestra  Sobre macarrônicos e prometeicos (ou breve história sincrônica da tradução criativa em três atos) no dia 24 de setembro, às 18h40. Nela, será discutido o processo de revisão que Haroldo fez de três tradutores do século XIX: além do já frequentemente lembrado Odorico Mendes, tradutor de Homero e Virgílio, vamos lembrar também Eloi Ottoni, que fez uma versão do livro de Jó (também traduzido por Haroldo) e Ramiz Galvão, que fez uma versão poética da tragédia Prometeu Acorrentado de Ésquilo, a partir de uma tradução do imperador Pedro II. 

A poeta mineira Maria do Carmo Ferreira foi a única brasileira a publicar nas páginas de uma publicação dedicada à poesia concreta. No sexto e último volume de “Invenção” (1967/1968): com “Meretrilho”, ela aproximou-se publicamente do paideuma do movimento como nenhuma outra mulher havia feito até então, tornando-se dessa forma uma precursora para a geração de poetas experimentadoras surgida no Brasil entre os anos 70 e 80. A palestra O “Meretrilho” de Maria do Carmo Ferreira acontecerá na sexta-feira, dia 25 de setembro, às 18h, com o pesquisador Felipe Paros. 

Maria Firmina dos Reis, em seu livro Úrsula, de 1859, utiliza a restituição e a restauração como estética na sua escrita. A autora questiona a possibilidade de falar em uma estética estranha a compromissos políticos e esse tema será a proposta da palestra A diferença como estética da separação e desejo de reconhecimento, que será conduzida pela poeta, ensaísta e editora Eliane Marques no dia 25 de setembro, às 18h40. 

Na palestra-performance Reverber(r)ações da fúria linguageira negra de Luiz Gama, o poeta e artista plástico Ricardo Aleixo evocará alguns nomes como Arnaldo Xavier, Ronald Augusto, Mano Brown, Anelito de Oliveira, Eliane Marques e Stephanie Borges para reverberar as lições de Luiz Gama, autor do clássico “Quem sou eu?”. A palestra acontecerá no dia 26 de setembro, sábado, às 16h.

Por fim, "Recanibalização da poética": A antologia sincrônica de Haroldo de Campos como proposta descolonizadora, buscará refletir a respeito da proposição decolonial das fontes filosóficas de Haroldo de Campos, proposição que pode ser  encontrada na Antropofagia de Oswald de Andrade e na Antologia projetada por Haroldo. Lucio Agra, professor, artista e pesquisador, ministrará a atividade, que terá início às 16h40 do dia 26 de setembro, sábado.

As palestras serão transmitidas pelo Google Meet e, para realizar a inscrição, é necessário se inscrever neste link até o dia 22 de setembro. 

SERVIÇO

De 24 a 26 de setembro de 2020

Inscrições: até 22 de setembro, que podem ser realizadas clicando aqui.

Transmissão pelo Google Meet, em link a ser enviado para o e-mail deixado na ficha de inscrição.


24 de setembro, quinta-feira, às 18h

As revisões do cânone literário promovidas pelos poetas concretos

Omar Khouri

Sobre macarrônicos e prometeicos (ou breve história sincrônica da tradução criativa em três atos)

Gustavo Reis Louro


25 de setembro, sexta-feira, às 18h

O “Meretrilho” de Maria do Carmo Ferreira

Felipe Paros


A diferença como estética da separação e desejo de reconhecimento

Eliane Marques


26 de setembro, sábado, às 16h

Reverber(r)ações da fúria linguageira negra de Luiz Gama

Ricardo Aleixo

"Recanibalização da poética": A antologia sincrônica de Haroldo de Campos como proposta descolonizadora

Lucio Agra


.: MAM SP promove X edição da Semana Cultural Sinais na Arte

Voltado à cultura surda, projeto traz oficinas, encontros virtuais e outras ações na língua brasileira de sinais

O palhaço Surddy, vivido pelo ator Igor Rocha | foto Olívia Godoy

O Museu de Arte Moderna de São Paulo realiza a X Semana Cultural Sinais na Arte, iniciativa que promove as culturas surdas por meio de diversas ações na língua brasileira de sinais - libras. Em formato totalmente online, o MAM apresenta a seguinte programação:


22 setembro (terça-feira)

16h - Oficina de criação de brinquedos com Isadora Borges

Neste encontro virtual, a educadora Isadora Borges propõe a criação de brinquedos feitos com papelão a partir de histórias em Libras. Com tradução simultânea para o português.


Atividade gratuita, vagas limitadas

Encontro por videochamada no Zoom (link enviado aos participantes no dia da atividade)

Participação: + 4 anos

Inscrições: eventbrite.com.br/e/oficina-de-criacao-de-brinquedos-com-isadora-borges-tickets

Isadora Borges é formada Comunicação das Artes do Corpo com habilitação em dança da PUC-SP, educadora surda e narradora do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB/SP) e já foi educadora de outras instituições como Itaú Cultural e MAM, foi instrutora de Libras na Fundação de Rotarianos de São Paulo.


23 setembro (quarta-feira)

16h - Oficina de criação com expressões faciais com o palhaço surdo Igor Rocha

Igor Rocha, o palhaço Surddy, compartilha nesta oficina online exercícios de criação de expressões a partir de técnicas de clown.


Atividade gratuita, vagas limitadas

Encontro por videochamada no Zoom (link enviado aos participantes no dia da atividade)

Participação: + 4 anos

Inscrições: eventbrite.com.br/e/oficina-de-criacao-com-expressoes-faciais-com-o-palhaco-surdo-igor-rocha-tickets

Igor Rocha é o palhaço Surddy, ator e professor de Libras (Língua Brasileira de Sinais). É especialista em Educação de Surdos, licenciado em Letras-Libras, milita com a comunidade surda no campo da cultura da arte e da educação. Além de artista surdo, é consultor de Libras em espetáculos cênicos e filmes pela VouVer Acessibilidade e apoia a campanha Legenda para Quem Não Ouve, Mas Se Emociona. Foi contemplado pelo programa Rumos Itaú Cultural 2018-2019.


24 setembro (quinta-feira)

20h - Ancestralidade e a língua de sinais com a Dra Shirley Vilhalva e Priscilla Leonnor

Atividade gratuita

Transmissão ao vivo no Youtube

Participação: livre

Encontro virtual sobre Ancestralidade e a língua de sinais com transmissão ao vivo no Youtube do MAM (youtube.com/user/MAMoficial )

Shirley Vilhalva Pedagoga, Mestre em Linguística - UFSC e Doutoranda em Linguística Aplicada UNICAMP/UFMS. Escritora Surda. Professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS. Atuante na comunidade surda, foi professora e diretora de Escola Estadual de Surdos - CEADA e professora no CAS/MS.

Priscilla Leonnor Mestrado do Programa de Pós Graduação em Ensino na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Pós Graduada (Latu Sensu) em Libras, pela Faculdade Dom Pedro II (2013). Graduação em Letras Libras pela Universidade Federal de Santa Catarina, Licenciada em Pedagogia pela Faculdade Evangélica de Salvador (FACESA). Concentro estudos e pesquisas nas áreas da Língua Brasileira de Sinais: Estudos de ensino e estudos de educação de negros surdos, Estudos Culturais Políticos e Estudos de Artes Visuais foco relações étnico raciais, comunidade surda, movimentos, liderança e Empoderamento de negros surdos, mulheres surdas e Libras.


25 setembro (sexta-feira)

17h - Live em Libras no Instagram com Leonardo Castilho

Para encerrar a 10ª Semana Sinais na Arte, o educador surdo Leonardo Castilho convida o público a uma conversa ao vivo sobre cultura surda no Instagram do MAM (@ mamoficial ).

Atividade gratuita

Transmissão ao vivo no Instagram

Participação: livre


Sobre o MAM São Paulo: Fundado em 1948, o Museu de Arte Moderna de São Paulo é uma sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos. Sua coleção conta com mais de 5 mil obras produzidas pelos mais representativos nomes da arte moderna e contemporânea, principalmente brasileira. Tanto o acervo quanto as exposições abrem-se para a pluralidade da produção artística mundial e a diversidade de interesses das sociedades contemporâneas.

O Museu mantém uma ampla grade de atividades que inclui cursos, seminários, palestras, performances, espetáculos musicais, sessões de vídeo e práticas artísticas. O conteúdo das exposições e das atividades é acessível a todos os públicos por meio de visitas mediadas em libras, audiodescrição das obras e videoguias em Libras. O acervo de livros, periódicos, documentos e material audiovisual é formado por 65 mil títulos. O intercâmbio com bibliotecas de museus de vários países mantém o acervo vivo.

Localizado no Parque Ibirapuera, a mais importante área verde de São Paulo, o edifício do MAM foi adaptado por Lina Bo Bardi e conta, além das salas de exposição, com ateliê, biblioteca, auditório, restaurante e uma loja onde os visitantes encontram produtos de design, livros de arte e uma linha de objetos com a marca MAM. Os espaços do Museu se integram visualmente ao Jardim de Esculturas, projetado por Roberto Burle Marx para abrigar obras da coleção. Todas as dependências são acessíveis a visitantes com necessidades especiais.

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.: Grátis: Michael Blois apresenta o espetáculo "Euforia" nesta quarta-feira


Dividida em dois solos, a peça apresentada por Michael Blois trata do desejo, a partir do desabafo de personagens que são olhados como seres assexuados. Foto: Renato Mangolin

Dentro de apresentações teatrais das lives #EmCasaComSesc, nesta quarta-feira, dia 23, às 21h30, o ator Michael Blois apresenta o espetáculo "Euforia" (indicado aos prêmios "Cesgranrio" e "Botequim Cultural" de melhor ator e melhor texto de 2017). Dividida em dois solos, a peça trata do desejo, a partir do desabafo de personagens que são olhados como seres assexuados: um idoso e uma cadeiranteO espetáculo pode ser assistido no YouTube do Sesc São Paulo youtube.com/sescsp -  e no Instagram do Sesc Ao Vivo - @sescaovivo

No espetáculo apresentado por Michael Blois, o primeiro solo conta a trajetória do octogenário Lauro que, ao se mudar para um asilo, decide esconder sua homossexualidade com medo de ser discriminado por seu cuidador. O segundo traz a trajetória de Maria, uma jovem de 20 anos que, após sofrer um acidente de carro, fica paraplégica e se vê com dificuldades para se adaptar a um mundo hostil à sua nova condição - inclusive no desejo. O espetáculo foi escrito por Julia Spadaccini e tem a direção de Victor Garcia Peralta. Classificação: 14 anos.

Em "Eva a Live", na sexta-feira, dia 25, Eva Wilma apresenta canções do espetáculo musical "Casos e Canções". Acompanhada pelo filho, o compositor, cantor e violonista John Herbert Jr., a atriz traz o repertório do musical que resgata as canções de sua adolescência e dos seus 66 anos de carreira de sucesso no teatro, cinema e TV. Ela presta, ainda, homenagem ao dramaturgo Plínio Marcos (1935-99), que completaria 85 anos no dia 29/9, com a leitura do texto "O Ator". A live se inicia com as imagens da abertura da novela "Mulheres de Areia", de 1973, com a banda tocando o tema ao vivo. Classificação: livre.

No domingo, dia 27, Esther Góes apresenta "As Mulheres e Aristófanes", com direção de Marcio Aurelio e participação de seu filho, Ariel Borghi. Para a criação do espetáculo, a dupla partiu de trechos das peças do dramaturgo grego Aristófanes (447 a.C. - 386 a.C.) que tratam das mulheres. Nessa conversa feminino-masculina, o confinamento das mulheres no lar, na antiga Grécia, se confunde com o confinamento da atual pandemia. Com surpreendente atualidade, os textos de Aristófanes ilustram a necessidade de sair de casa e o desejo de igualdade entre homens e mulheres, ontem e hoje. A apresentação tem direção de Marcio Aurelio e assistência de direção de Paulo Marcello. Classificação: 14 anos.

Agenda de 21 a 27 de setembro, sempre às 21h30

23/9, quarta-feira: Michel Blois em "Euforia"
25/9, sexta-feira: Eva Wilma em "Eva a Live". Participação: John Herbert Jr.
27/9, domingo: Esther Góes em "As Mulheres e Aristófanes". Participação: Ariel Borghi.

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

.: Diário de uma boneca de plástico: 21 de setembro de 2020

Querido diário,

Quer saber quando fico louca diante de uma fala?

É ao ouvir ou ler "grande maioria"!! 

Aaaaah! Fico possessa!! 

Como assim? Não existe isso!! 

Ou é "grande parte" ou "a maioria".

Pelo amor de Deus... 

Ufa!! Desabafei aqui. 

Valeu, querido diário amado!!

Beijinhos pink cintilantes e até amanhã,

Donatella Fisherburg
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.: Mercado Livre: golpe perigoso do QR Code e Mercado Pago


Por Mary Ellen Farias dos Santos

Segue o relato do que acabou de acontecer comigo no Mercado Livre. Não é a primeira vez e, provavelmente, não será a última. Contudo, fico bem atenta e gostaria que qualquer um também soubesse desse tipo de golpe. 

Tudo começou ontem, domingo, quando eu e meu marido vimos numa loja, a TV Sony de 55 polegadas dos sonhos de muitos, a um precinho campeão, mas era a de mostruário. Procurei as medidas na internet, já estava considerando levá-la.

Mas para o nosso quarto... sem condições! Imagine a claridade daquilo tudo nas madrugadas da vida. Colocá-la na sala? Não! Nem ficamos por lá. A TV da sala só é ligada quando estamos fazendo alguma refeição.

Decidimos de uma vez por todas comprar o tal do Chromecast, mas a terceira versão -não a Ultra-, que é a menos moderna, para a nossa Sony 32 polegadas.

Maridão pesquisou no Enjoei e eu fui para o Mercado Livre. Encontrei vários deles, inclusive um de R$ 145,00. Claro que estava pra lá de barato, ainda mais alegando ser original, estar na caixa lacrada, oferecer 12 meses de garantia e ainda com frete grátis.

Fiz todas as perguntas a respeito e hoje decidimos comprar por lá, afinal, a qualquer problema, há a possibilidade de reaver o dinheiro. Conferi se o endereço de entrega, o telefone e pow. Cliquei! Que felicidade!!

Não passaram nem 20 minutos da ação e, às 13h23, chegou a seguinte mensagem pelo Whatsapp -inclusive, sem as pontuações devidas.

"Olá Boa tarde!

Sou o vendedor do MercadoLivre Tudo bem? Agradecemos a sua compra nossos produtos são originais lacrados e com garantia!

- Atualmente o MercadoLivre está com uma cobrança muito alta nas nossas vendas devido o produto já está com preço promocional, acabamos perdendo muito em cada venda para mantermos a compra precisarei cancelar a compra e você refazer a compra pelo QR CODE do próprio MercadoLivre onde não há cobrança alguma de taxas e permanecerão as mesma seguranças da compra ok ?"

Não respondi a mensagem, mas acessei o Mercado Livre e a compra não havia sido cancelada pelo vendedor. Após debater com maridão... o preço -que desde o início estava pra lá de estranho-, com a conversa suspeita no Zap, estava na cara que era golpe. E o que aconteceu?


O vendedor alterou dois dos anúncios da venda do Chromecast para "anúncio em revisão" e um outro para "anúncio pausado". Não satisfeito, na sequência, às 14:27, escreveu nova mensagem no WhatsApp: "Olá, alguma dúvida?".

Ok. Denunciei o telefone e bloqueei. Contudo, há um outro problema grave nessa história toda. Meus dados -desde endereço, telefone e, inclusive, CPF- foram disponibilizados para uma pessoa pra lá de suspeita, pelo próprio Mercado Livre.

E então... quando será que a famosa plataforma de vendas assumirá responsabilidade nisso?

MercadoPago: A prática do golpe QR Code acontece da mesma forma no Mercado Pago, quando o vendedor envia um código para pagamento direto. Assim, o comprador está fora do Mercado Livre sem proteção. Ou seja, o dinheiro será perdido, uma vez que o valor é debitado diretamente na conta do vendedor golpista.

.: Porque "Todas as Cartas" de Clarice Lispector é o livro mais esperado do ano

Um dos livros mais aguardados do ano, "Todas as Cartas" reúne correspondências escritas por Clarice Lispector ao longo de sua vida. A seleção de cartas, das quais cerca de meia centena é inédita para o público, configura um acervo fundamental para compreender a trajetória literária da escritora. Ponto alto de "Todas as Cartas", o conjunto de correspondências inéditas endereçadas aos amigos escritores tem entre os destinatários João Cabral de Melo Neto, Rubem Braga, Lêdo Ivo, Otto Lara Resende, Paulo Mendes Campos, Nélida Piñon, Lygia Fagundes Telles, Natércia Freire e Mário de Andrade. 

As correspondências publicadas em "Todas as Cartas" foram organizadas por décadas – dos anos 1940 a 1970 – e contam com notas da biógrafa Teresa Montero, que contextualizam o material no tempo, no espaço e nas inúmeras citações a personalidades e referências culturais. Com grande material inédito, o volume resultou de longa pesquisa realizada pela jornalista Larissa Vaz, sob orientação de biógrafos e da família, para trazer uma visão integral da pessoa e da escritora. 

A publicação da correspondência de grandes escritores constitui-se em importante acontecimento literário, pois o autor mantém a inspiração, o lirismo e o humor ao escrever cartas, que chegam a ser tão ou mais fascinantes e criativas quanto seus próprios livros. Clarice viveu quase duas décadas no exterior e se correspondeu sempre para cultivar o afeto da família e dos amigos e para tratar da publicação dos seus livros. Apesar de afirmar que “não sabia escrever cartas”, suas cartas são tão interessantes quanto seus romances, contos e crônicas. "Todas as Cartas" é um livro necessário para todos os admiradores de Clarice Lispector.

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Todas as crônicas de Clarice Lispector reunidas em um único livro
O livro "Todas as Crônicas" reúne pela primeira vez em um só volume a íntegra da obra de Clarice Lispector como cronista, apresentando mais de uma centena de textos inéditos. "Aquela sexta-feira 18 de agosto de 1967 foi especialmente tensa na redação do Caderno B. Pesava sobre nós uma dupla responsabilidade, inaugurar na manhã seguinte a presença do suplemento aos sábados, e apresentar Clarice Lispector como cronista. 

Ela disse logo a que vinha. Rompendo com a tradição da crônica corrida, ocupou seu espaço na segunda página com vários textos curtos, uma verdadeira amostra daqueles que seriam seus temas centrais ao longo dos próximos seis anos: a relação mãe/filho, a revolta contra a resignação, a busca do eu, os desvãos do pensamento, e a transformação do fato cotidiano em pura metafísica.", afirma a escritora Marina Colasanti no prefácio. 

"Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos. O 'amar os outros' é tão vasto que inclui até perdão para mim mesma, com o que sobra.", diz Clarice Lispector em crônica para o extinto Jornal do Brasil, publicada em 11 de maio de 1968 Você pode comprar o livro neste link.


Todas os contos de Clarice Lispector reunidas em um único livro
Dona de uma obra que cruza fronteiras geográficas e de gênero, Clarice Lispector é considerada atualmente uma das mais importantes escritoras do século XX. No livro "Todos os Contos", que reúne pela primeira vez todos os contos da autora em um único volume, organizada pelo biógrafo Benjamin Moser, é possível conhecer Clarice por inteiro, desde os primeiros escritos, ainda na adolescência, até as últimas linhas. 

Essencial para estudantes e pesquisadores, para fãs de Clarice Lispector e iniciantes na obra da escritora, "Todos os Contos" foi lançado nos Estados Unidos em 2015, figurando na lista de livros mais importantes do ano do jornal The New York Times e colecionando importantes prêmios. Agora é a vez de os leitores brasileiros (re)descobrirem por completo esta contista prolífica e singular e seu planeta habitado por bichos, homens e sobretudo mulheres, que se revelam, nas mãos de Clarice, maravilhosos em meio à alegria e ao horror da existência. O livro pode ser comprado neste link.

.: Grátis: Cassio Scapin em "Eu Não Dava Praquilo" em live teatral

Cassio Scapin encena monólogo cômico dramático a partir da biografia da atriz e diretora paulista Myrian Muniz. Foto: João Caldas

O ator Cassio Scapin apresenta a peça teatral "Eu Não Dava Praquilo" diretamente do Teatro Alfredo Mesquita com transmissão online no Facebook da Produtora NOSSO Cultural. O espetáculo tem texto de Cássio Scapin e Cássio Junqueira, direção de Elias Andreato, e será apresentado dia 25 de setembro e 2 de outubro às 21h.  

Esse pequeno monólogo cômico dramático criado a partir da biografia da atriz paulista Myrian Muniz, a partir de depoimentos pessoais raros dela mesma e de outros artistas que tiveram a oportunidade de conviver com ela, que foi uma referência no teatro paulista e figura  como um dos importantes nomes da história da dramaturgia no Brasil. A peça conta muito mais do que uma passagem da memória cultural brasileira, e mostra, por meio de experiências e da visão de vida desta artista, a importância  de valorizar o indivíduo e suas capacidades, a importância do autoconhecimento, da descoberta de si mesmo e das potencialidades de cada um. 

Dona de uma história única de vida, com graça, sensibilidade e talento, Myrian Muniz ensinou que a crença nas possibilidades do indivíduo é um instrumento importante para o crescimento de todos e a construção um mundo melhor. Uma senhora que trazia de maneira simples e divertida um dos mais avançados pensamentos de valorização do potencial de trabalho, moldado de forma humanística e gentil.

Devolvendo a ideia  de um homem inteiro íntegro e realizado dentro de suas possibilidades criativas e produtivas! Pretendemos que este espetáculo  seja uma semente em um terreno fértil, para que cada um se reconheça na história dessa atriz que soube aprender com as experiências e os instrumentos que lhe foram oferecidos, mesmo nas situações adversas, e tirar disso com bom humor o melhor proveito para construção de um homem melhor.

"Eu Não Dava Praquilo"
Texto:
Cássio Junqueira e Cássio Scapin
Atuação: Cássio Scapin
Direção: Elias Andreato
Figurino e cenário: Fabio Namatame
Iluminação: Elias Andreato e Cleber Eli
Trilha original: Jonatan Harold
Assistente de direção: André Acioli
Produção executiva: Heitor Garcia
Operação: Diego Redondaro
Direção de produção: Ricardo Grasson e Isabel Gomez
Produção: Dub Produção Artísticas e Nosso Cultural

Serviço
Espetáculo "Eu Não Dava Praquilo"
Dias 25 de setembro e 2 de outubro, sextas-feiras, às 21h
Local: Teatro Alfredo Mesquita Transmissão: Via Facebook na página da produtora NOSSO cultural (https://www.facebook.com/Nossocultural)
Classificação: 14 anos.
Duração: 70 minutos. GRATUITO 

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