terça-feira, 26 de janeiro de 2021

.: #UmDiaSemReclamar: livro explica como ficar 24 horas sem reclamar


O livro #UmDiaSemReclamar dos  autores Davi Lago e Marcelo Galuppo se debruçam sobre o hábito viciante da reclamação e propõem a gratidão como substituta para guiar uma vida mais feliz e mais saudável.

Em #UmDiaSemReclamar, os autores Davi Lago e Marcelo Galuppo se debruçam sobre o hábito viciante da reclamação e propõem a gratidão como substituta para guiar uma vida mais feliz e mais saudável. O livro propõe um desafio: passar um dia sem reclamar. Por meio das dificuldades em realizar a tarefa e da percepção da força do hábito, os autores Davi Lago e Marcelo Galuppo explicam o poder transformador da mudança de mentalidade.

De acordo com os autores, pelo menos três benefícios primordiais vêm na esteira da gratidão: ela estabelece vínculos de solidariedade entre aquele que recebeu um favor e aquele que o praticou; ela embeleza as pessoas, tornando-as mais atraentes; e, por fim, é fonte de felicidade, alterando o cérebro e afastando a depressão, melhorando o sono, estimulando relacionamentos amorosos e aumentando a imunidade.

“A gratidão, enfim, nos torna mais aceitáveis aos olhos dos seres humanos, mas nos torna também mais aceitáveis aos nossos próprios olhos, porque nos torna fortes. Reconhecer-se carente, vulnerável e dependente é abrir mão de toda soberba, é sobretudo reconhecer-se humano, permitindo que se estabeleçam vínculos de solidariedade entre nós. Conhecer a própria fraqueza é benéfico, reconhecer nossa dependência nos fortalece”.

Sinalizando ainda quais os obstáculos que se impõem sobre os que se propõe a tornarem-se gratos, #UmDiaSemReclamar oferece um conjunto de exercícios práticos, insights e reflexões para o dia a dia dos que desejam se beneficiar dos frutos produzidos por dias mais gratos.

Sobre os autores
Davi Lago é mestre em Teoria do Direito pela Faculdade Mineira de Direito da PUC Minas. Ao lado de William Douglas, é autor do best-seller "Formigas" e autor de "Brasil Polifônico". Colunista da revista Veja, autor do TED Talk Poliphonic Brazil, Davi é um formador de opinião contemporâneo que transita nas áreas de cultura, política, religião e ciências sociais, sendo uma das grandes vozes brasileiras sobre os temas.                                                                                                                           

Marcelo Galuppo é doutor em Filosofia do Direito pela UFMG. Atual presidente da Associação Brasileira de Filosofia do Direito e Filosofia Social (ABRAFI) e vice-presidente da Internationale Vereinigung für Rechtsund Sozialphilosophie (Associação Internacional para a Filosofia do Direito e a Filosofia Social). Desde 1994, é professor da Faculdade Mineira de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, onde foi coordenador do programa de pós-graduação em Direito entre 2009 e 2011. Desde 2010, é também professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais. Foi Visiting Fellow da Escola de Direito da Universidade de Baltimore. Você pode comprar #UmDiaSemReclamar, de Davi Lago e Marcelo Galuppo, neste link.


.: “Chacrinha - Eu Vim Para Confundir e Não Para Explicar” estreia dia 28


Estreia nos cinemas na próxima quinta, dia 28, o documentário “Chacrinha - Eu Vim Para Confundir e Não Para Explicar”, que passa por toda a vida pessoal e profissional de Abelardo Barbosa através de entrevistas com personalidades como Pedro Bial, Luciano Huck, Boni, Rita Cadillac, Wanderléia, entre outros. O filme é dirigido por Claudio Manoel e Micael Langer.

A história de Abelardo Barbosa, um dos principais comunicadores que o país já viu, é tão rica que foi retratada em diferentes formatos pela indústria cultural brasileira. A biografia de Chacrinha já ganhou os palcos, fez sucesso na telona e na TV com “Chacrinha – O Velho Guerreiro” e agora, dia 28 de janeiro, estreia nos cinemas o documentário “Chacrinha - Eu Vim Para Confundir e Não Para Explicar”. Com direção de Claudio Manoel e Micael Langer, o filme remonta o legado do Velho Guerreiro intercalando depoimentos de personalidades, imagens raras de arquivos e entrevistas antigas do próprio Abelardo. O longa-metragem, distribuído pela Bretz Filmes, tem produção da Media Bridge com coprodução da Globo Filmes, Globonews e Canal Brasil.

O documentário passa por toda a carreira de Chacrinha e mostra curiosidades da vida pessoal dele nos depoimentos dos filhos Jorge Barbosa e Leleco e da viúva, Dona Florinda. Personalidades como Pedro Bial, Luciano Huck, Rita Cadillac, Boni, Stepan Nercessian, Angélica, Wanderléa, entre muitos outros, lembram os principais acontecimentos na vida do comunicador. Amigos de Chacrinha que já faleceram também falam sobre a trajetória do Velho Guerreiro, como Elke Maravilha, Chico Anysio e Gugu Liberato. 

“Chacrinha - Eu Vim Para Confundir e Não Para Explicar” passa pelo início da carreira do pernambucano como locutor de rádio, sua chegada ao Rio de Janeiro, quando começou a trabalhar na Rádio Tupi, e revela como sua genialidade o destacou nos programas que comandava. Na TV, Abelardo Barbosa passou por quase todas as emissoras do país, consolidando uma carreira de sucesso entre as décadas de 1950 e 1980. Seu visual engraçado, os bordões repetidos até hoje, os concursos mais inusitados da televisão, as Chacretes e o show de calouros revolucionaram e popularizaram a TV como nunca antes.

Com uma personalidade difícil, polêmico e controverso, Chacrinha vivia para o trabalho e fazia de tudo para estar sempre em primeiro lugar na audiência. Ele não se deixava dirigir no ar e queria fazer o programa da forma como achava melhor. Entre os momentos pessoais da vida do artista está também retratado o acidente que deixou tetraplégico o filho José Renato Barbosa de Medeiros, o Nanato.

"Pra competir com a vida real, a ficção tem que comer muito arroz com feijão", diz Claudio Manoel, explicando que o documentário faz um resgate realista da dimensão do que foi o maior comunicador brasileiro de todos os tempos, com histórias inéditas e outras já conhecidas do público. "O filme não é uma apologia ao Chacrinha, a gente não tinha pré-disposição de idolatrá-lo", declara.

Boni, por exemplo, abre o jogo sobre a estratégia de guerrilha que precisou usar quando, em 1972, Chacrinha decidiu, num ímpeto, trocar a Globo pela Tupi. O então executivo da emissora do Jardim Botânico ficou com um buraco na grade e recorreu a Roberto Carlos, que era contratado da casa para fazer um programa por mês. "Eu falei o seguinte: você faz um único programa por ano (que daria origem ao seu tradicional especial de Natal) e apresenta agora 11 programas "Globo de Ouro" no mesmo horário do Chacrinha na Tupi." 

Boni conta que o Rei primeiro relutou, disse que não podia fazer isso, que tinha sido praticamente lançado pelo Chacrinha. Mas, então, Boni apelou: "Roberto, coloca então aí a nossa amizade, sua história na Globo e também o fato de eu ter cancelado seus patrocinadores de bebida alcoólica como você me pediu. E aí ele fez".

Nesses três meses, Boni teve tempo de criar o "Fantástico - O Show da Vida", que está até hoje na grade da emissora. "Chacrinha continuava ganhando audiência com o show de calouros. Achei que pra competir com ele seria necessário um mosaico com o que a Globo tinha de melhor. As duas emissoras tinham na casa de 30 pontos. Mas o Fantástico acabou com o Chacrinha no domingo: a Globo ficou com 50-60 pontos e a Tupi com 10-12". O Velho Guerreiro acabou voltando para a Globo 10 anos depois, em 1982, e voltou a bater recordes de audiência nas tardes de sábado, com até 52% de share. Ficou na emissora até morrer em decorrência de um câncer de pulmão, em 1988, aos 70 anos. Vascaíno de coração e apaixonado pela Portela, ele foi enterrado com as duas bandeiras sob seu caixão.

“Chacrinha - Eu Vim Para Confundir e Não Para Explicar” mostra por que, mesmo mais de 30 anos após sua morte, Chacrinha ainda permanece na mente da população brasileira como um dos personagens contemporâneos mais interessantes do cenário cultural nacional.

Trailer de “Chacrinha - Eu Vim Para Confundir e Não Para Explicar”


.: Diário de uma boneca de plástico: 26 de janeiro de 2021

Querido diário,

Hoje é o dia de fundação da cidade de Santos, vizinha de onde moro, São Vicente. Sabia que os meus donos nasceram aí, diário? Legal, né?! Eles são santistas!!

Ai, diário, nessa foto aí de cima, eu estava passeando pelo Gonzaga... E não repare, mas essa foto é de 2017. Se bem que Santos não tem muito onde crescer, então... mesmo após tantos anos... está desse mesmo jeito da foto.

Sabe aquele lugar gostoso que você estica para tomar um sorvete? Assim é como eu vejo o bairro do Gonzaga. O melhor é que de um sorvetinho, você também pode comprar um lanchinho com aquelas fritas espertas, pois shoppings existem dois. 

Sendo assim, é só escolher o mais conveniente... Para a minha alegria!!

Beijinhos pink cintilantes e até amanhã,

Donatella Fisherburg


.: Bete Coelho é Medeia em teatrofilme da Cia. BR116

Novo projeto de audiovisual da Companhia estreia online no dia 7 de fevereiro. Bete Coelho é Medeia, acompanhada de cinco atores parceiros da Companhia, são eles: Roberto Audio, Flavio Rochaa, Michele Matalon, Luiza Curvo, e Matheus Campos. A direção é de Gabriel Fernandes e Bete Coelho.

No ano em que comemora dez anos, a Cia. BR116 estreia Medeia, de Consuelo de Castro. O projeto estava programado para ir aos palcos em 2020, quando a pandemia assolou o mundo, interrompendo qualquer possibilidade de criação artística coletiva. Impossibilitados de estarem em um teatro, o cinema surgiu como um caminho a ser trilhado, mas a arte cênica se fez presente como norte para criação. Misturando as duas linguagens, a trupe encena a tragédia escrita por uma das maiores dramaturgas brasileiras do nosso tempo. 

Em 1997, Consuelo de Castro escreveu sua versão do famoso mito grego, intitulada Memórias do Mar Aberto – Medeia conta a sua história. A narrativa de Consuelo é contundente, visceral, atual e não maniqueísta. Personagens como Jasão, Creonte e Glauce ganham dimensões e conflitos internos. Consuelo salienta também a traição política, além da amorosa, sofrida por Medeia.  Deusa, guerreira, amante e mãe, a voz de Medeia se confunde com a da autora.

Em março de 2020, com a chegada da pandemia e o fechamento dos teatros, a classe artística teve que se reinventar e buscar novos formatos. Sobre as dificuldades do processo criativo nesse momento crítico, Bete Coelho, atriz e diretora, comenta: "As perguntas foram maiores que as respostas. Algumas dificuldades sanadas com insanidades e amizades. Soluções cênicas surpreendentes. Problemas econômicos gritando na vida dos envolvidos. A força da necessidade encontrando eco no poder da arte e da história. Nunca vimos tanta generosidade coletiva. E o seu contrário também".  

A companhia reduz sua equipe, artistas dobram suas funções para darem conta da transposição do que antes era uma peça de teatro e passa a ser um teatrofilme, como eles preferem intitular. Para Gabriel Fernandes, diretor, o cinema focado na dramaturgia e atores é o mais potente: “Foi uma equação perfeita, gosto de filmar ator e amo a dramaturgia pungente e sofisticada da Consuelo. O ator, mais que o diretor, é quem está mais próximo do autor, expõe suas falas, dá vida, corpo, razão e emoção às personagens. Minha função foi, através da câmera e da edição, criar o terreno para florescer o trabalho dos atores e a história da Consuelo”.

Em meio aos novos desafios, vindos da exitosa montagem de "Mãe Coragem", peça que contava com um grande elenco e uma plateia literalmente de ginásio, a Cia. BR116 encontra na tragédia, no teatro, no cinema e nos seus pares o caminho para se reinventar. O elenco de "Medeia" se deparou com inúmeros obstáculos e a partir deles construíram sua própria partitura de criação. Roberto Audio, ator que interpreta Creonte, vê muitos pontos de ligação entre o processo criativo e a situação que o mundo está passando. "Os estudos, a solidão, a loucura com o tempo, com as notícias, com a tensão, as dúvidas, o medo, tudo isso de fato foi usado como incentivo. A arte proporciona tudo isso. A grandeza dos detalhes e os transbordamentos onde vivenciamos, dividimos e repensamos as nossas relações com outro, com o mundo, seus símbolos, personagens e a história".

Para Flávio Rochaa, que na trama atua como Jasão, o novo formato de criação deu o tom da encenação: "Pela primeira vez eu ensaiei um texto pela internet. O set era mistura de cinema e teatro. Um lugar novo para nós. Foi trabalhar ali, no limiar. Mas sentindo alguma coisa especial acontecer." A atriz Michele Matalon, que interpreta a Ama na saga, acredita que a arte tem papel fundamental nesse período de crise: "Foi uma experiência extrema no sentido da circunstância que estávamos e seguimos atravessando. Compreender a arte como alimento necessário, apesar das dificuldades que nos cercaram, foi o grande alicerce da nossa trajetória. Uma experiência única de como a arte realmente salva”, comenta a atriz. Como é comum nos processos criativos, a vida se mistura com a obra. Matheus Campos, ator que interpreta Apsirto, revela que " Atuar em Medeia foi um momento de reencontro como ator. O vírus me fez lembrar como somos frágeis diante de um inimigo invisível e o gênero trágico nos faz lembrar dessa eterna condição humana”

Já Luiza Curvo, que na obra dá vida a Glauce, acredita que se faz importante as alianças para que o trabalho ganhe força. “Bete e Gabriel são a alquimia perfeita entre técnica e criatividade. Fazer a Glauce, nessa obra, foi também me reinventar em possibilidades imagéticas, físicas e sonoras", completa a atriz. Em "Medeia", a trajetória da guerreira de Consuelo de Castro se mistura com a da trupe BR116, sobre essa jornada Bete Coelho diz: "Podemos ver na tela o cansaço, as olheiras que fizemos questão de não esconder. O desmedido. O acaso e o descaso. O suor lembrando que é teatro. Vemos uma trupe de atores se apropriar de uma tragédia que ainda é nossa: o poder infame e corrupto. Vemos uma mulher – com sua capacidade política, transgressora e intuitiva – sendo esmagada. Vemos, afinal, o início e fim de toda tragédia. Ações humanas sob o signo do sofrimento".

Consuelo de Castro
Uma das maiores escritoras do Brasil, dramaturga, autora, cronista e roteirista, Consuelo de Castro faz parte do seleto grupo de escritores surgidos durante o período da ditadura. Em 1969 escreveu a famosa peça "A Flor da Pele", texto que recebeu o Prêmio da Associação Paulista de Críticos Teatrais (APCT) tendo várias montagens pelo país. Outros importantes prêmios também figuram em sua biografia, como Moliére e Governador do Estado de melhor autora por "Caminho de Volta", montada por Fernando Peixoto em 1974. Venceu o Concurso de Dramaturgia do SNT com "A Cidade Impossível de Pedro Santana". 

Seus textos foram montados pelos mais renomados diretores da cena brasileira como Gianni Ratto, Antônio Abujamra, Aimar Labaki e José Renato.  Dona de uma escrita feroz, teve textos proibidos pela censura quando era militante do movimento estudantil em 68. Consuelo sempre teve em sua obra a preocupação em mostrar a condição social e política da mulher, suas personagens femininas são sempre fortes e donas de seus destinos, mesmo que esse seja trágico. 

Sobre seus textos, o crítico Yan Michalski a define: "Representante destacada da brilhante geração de dramaturgos surgida sob a ditadura, Consuelo de Castro é, entre os autores dessa geração, talvez a que possui o corpo de obra mais volumoso e diversificado. Em comum com os outros, ela tem o sentimento de inconformismo e indignação que perpassa tudo que ela escreve. O que a distingue dos outros é a sua excepcionalmente visceral noção de teatralidade, um diálogo notavelmente colorido, que ela cria com uma espantosa espontaneidade, e uma inquietação que a faz partir sempre em busca de novos caminhos".

Sobre BR116
Fundada há dez anos por Bete Coelho, Gabriel Fernandes e Ricardo Bittencourt a partir da montagem do espetáculo o "Homem da Tarja Preta", de Contardo Calligaris,  nasce a trupe BR116. Em 2010, estreia o espetáculo "Terceiro Sinal" de Otavio Frias Filho, que  volta ao repertório da companhia com temporária histórica no Teatro Oficina, onde recebeu mais de 2.900 pessoas e teve indicação ao Prêmio Shell de melhor atriz para Bete Coelho.

Em 2019, a companhia - junto a uma parceria com o Sesc - monta "Mãe Coragem", de Bertold Brecht, com um público de mais de 8.500 pessoas em sua temporada no Sesc Pompéia. Sucesso de crítica e público, o espetáculo foi o vencedor do Prêmio Shell de melhor direção para Daniela Thomas e recebeu indicações de melhor atriz para Bete Coelho e melhor trilha para Felipe Antunes. Bete Coelho - renomada atriz, diretora e fundadora da companhia - tem em seu currículo trabalhos dirigidos por grandes diretores como Antunes Filho, Zé Celso Martinez Corrêa, Bob Wilson, Paulo Autran, Gerald Thomas e Radoslaw Rychcik. 

Fundamentados na força da coletividade e na afirmação do amor ao teatro, a Trupe BR116 toma emprestada as palavras do grande dramaturgo e escritor Otavio Frias Filho para definir sua filosofia: "o palco é onde a humanidade se reúne para falar de seus problemas mais graves, suas fraquezas mais inconfessáveis, seus exemplos mais terríveis, o único lugar onde a vida deve ser apresentada sem disfarces nem escrúpulos".  

*Texto extraído da peça Terceiro Sinal. Cena IV, página 29. Editora Cobogó.

Serviço
Temporada:
7 de fevereiro a 12 de março de quarta a domingo.
Horário: 20h
Onde: Canal da BR116 no YouTube
Classificação: 18 anos

.: Últimas semanas da Mostra coletiva "Farsa" no Sesc Pompeia


Com curadoria de Marta Mestre e curadoria adjunta de Pollyana Quintella, "Farsa" investiga desafios da língua e da linguagem por meio de trabalhos de mais de 50 artistas históricos e contemporâneos. Público pode visitar gratuitamente mediante agendamento prévio feito na página da unidade na internet. No Sesc, a retomada de atividades presenciais segue protocolo de órgãos de saúde pública para evitar o contágio e disseminação da Covid-19. "Farsa", de Renata Lucas. Foto: Ilana Bessler

Indagações sobre a complexidade do que é linguagem e a língua estão no cerne de "Farsa". Língua, fratura, ficção: Brasil-Portugal, exposição coletiva em cartaz no Sesc Pompeia até dia 30 de janeiro de 2021. Com curadoria de Marta Mestre e curadoria adjunta de Pollyana Quintella, a mostra propõe uma narrativa que cruza a dimensão poética, ficcional e política da arte.

Inicialmente prevista para acontecer entre os meses de abril e julho de 2020, a mostra, que teve sua abertura adiada devido às restrições impostas pela pandemia de Covid-19, pode ser visitada gratuitamente pelo público de terça a sexta, das 15h às 21h, e aos sábados, das 10h às 14h, mediante agendamento prévio pelo site sescsp.org.br/pompeia. As visitas à exposição "Farsa" têm duração máxima de 90 minutos e o uso de máscara facial é obrigatório para todas as pessoas.

"Farsa". Língua, fratura, ficção: Brasil-Portugal reúne obras que sublinham a fragmentação e a polifonia por meio de uma miríade de falas decoloniais não alinhadas aos discursos universais. São trabalhos de artistas de diferentes gerações, estilos e pesquisas, nomes como Andrea Tonacci, Anna Bella Geiger, Anna Maria Maiolino, Grada Kilomba, Gretta Sarfaty, Lygia Pape, Mariana de Matos, Mariana Portela Echeverri, Mira Schendel, Movimento Feminino Pela Anistia No Brasil, Paulo Bruscky, Pietrina Checcacci, Regina Silveira, Regina Vater, Renata Lucas, entre outros.

"O título - 'Farsa' - aponta para uma ironia, uma torção dos sentidos. Evoca tanto uma dimensão de paródia como expõe uma ferida aberta, com o propósito de reforçar a ambiguidade e a fratura que a língua e a linguagem estabelecem", explica a curadora Marta Mestre. "Selecionamos trabalhos de artistas que torcem uma língua e que reinventam a linguagem, questionando o seu poder de colonialidade, mas também as relações de fuga e de ficção que nos permitem, coletiva e dividualmente, reinventar laços sociais, políticos e poéticos com o mundo", completa.

O conjunto de obras em "Farsa" sublinha não só os usos poéticos e políticos da palavra, como a poesia visual, a montagem da fotografia, do cinema, da performance, ou as estratégias de desconstrução de gênero. As obras também mostram a dimensão viral e capitalista da linguagem nos dias de hoje, que vão desde as fake news, os "memes", até as hegemonias linguísticas ou o uso do abjeto e da escatologia na política.

"É a partir da linguagem que podemos nos reinventar e traçar novas formas de existir. Se não é possível existir fora da linguagem, é através dela que sofisticamos uma imaginação que nos permite organizar o real e testar modos de viver e sonhar coletivamente, ontem e hoje", afirma a curadora adjunta Pollyana Quintella .

A mostra conta com várias obras que serão expostas pela primeira vez no país, algumas delas seguem diretamente de instituições portuguesas como a Fundação Calouste Gulbenkian e o Museu Serralves, além de coleções privadas portuguesas e brasileiras, e obras de acervos brasileiros como os do Museu de Arte do Rio de Janeiro e coleções de artistas.

A exposição está ancorada em três núcleos - "Glu, Glu, Glu", "Outras Galáxias" e "Palavras Mil" - que trazem ao público diálogos entre obras de artistas expoentes das décadas de 1960 e 1970, com a produção de artistas que emergiram no século XXI.

Em "Glu, Glu, Glu", serão apresentados trabalhos que abordam a ideia de língua e de linguagem enquanto máquina de desconstrução. Assim como mecanismo voraz de deglutição e excreção dos significados, se faz prevalecer não o discurso, mas sim, os fragmentos e os cortes da realidade, expressivos em palavras e corpos.

A boca é um dos elementos com grande expressividade neste núcleo e age, aqui, como um dispositivo, abrindo caminhos para ambiguidades. Neste sentido, a linguagem está atrelada ao sexo, ao erotismo e à subjetividade. Ideia recorrente em obras como "Eat Me", de Lygia Pape, "Ouve-me", de Helena Almeida, "Verarschung", de Pêdra Costa e "Blá Blá Blá", de Andrea Tonacci.

Em "Outras Galáxias", evoca-se a virada distópica dos anos 1960 e 1970 na literatura e nas artes visuais, que, expondo o potencial destrutivo da humanidade e do planeta, reforçou a urgência em projetar futuros longínquos através da ficção científica e da ecologia. Os trabalhos desse núcleo afirmam a possibilidade de "transicionar" de vida, de gênero, de subjetividade, e de reinventar a linguagem e o humano através da ficção e da fuga nas periferias do cosmos. O caráter lúdico é visível nas obras: "Júpiter", "Lua Chegada", "Marte Aterrissagem", "Saturno", "Visão da Terra", da série Yauti in Heavens de Regina Vater, e "Fato de Ouro, Fato de Pedra, "Fato de Madeira", "2016" de Mumtazz e "7 para 8", de Dayana Lucas.

Em "Palavras Mil", apresentam-se trabalhos que lidam com a poesia e a revolução, muitos deles reportando-se à transição entre ditadura e democracia em Portugal e no Brasil. Abordam o gesto político, íntimo e coletivo por meio do manifesto escrito ou performado, da visualidade das lutas sociais, ou da sonoridade desejante das ruas.

São percepções que transbordaram para a amplitude dos gestos nas ruas, tanto no Brasil, com a multiplicação de grupos fragmentados entre as esferas de poema, processo, poesia concreta e etc., quanto em Portugal, onde poetas produziam revistas e poesias experimentais. O público poderá refletir sobre isso por meio de obras como "Em Revolução", de Ana Hatherly, "Amanhã Não Há Arte", de Carla Felipe, "Time on My Hands", de Lucia Prancha, "Ocultação/Desocultação", de Ana Vieira, "Elas Devem Ter Nascido Depois do Silêncio", de Jota Mombaça e "What We Are Talking About", de Ana Pi .

Lista completa de artistas que integram a exposição:
Agrippina R. Manhattan, Alexandre Estrela, Aline Motta e Rafael Galante, Ana Hatherly, Ana Nossa Bahia e Pola Ribeiro, Ana Pi, Ana Vieira, Andrea Tonacci, Anitta Boa Vida, Anna Bella Geiger, Anna Maria Maiolino, Carla Filipe, Carmela Gross, Caroline Valansi, Clara Menéres, Clarissa Tossin, Dayana Lucas, Denise Alves-Rodrigues, Dj Pelé, E. M. de Melo e Castro, Ernesto De Sousa, Eva Rapdiva, Francisca Carvalho, Gal Costa, Gê Viana e Márcia de Aquino, Grada Kilomba, Gretta Sarfaty, Gretta Sarfaty e Elvio Becheroni, Helena Almeida, Helena Ignez, João Vieira, Jota Mombaça, Katú Mirim, Linn Da Quebrada, Lúcia Prancha, Lygia Pape, Mariana de Matos, Mariana Portela Echeverri, Mira Schendel, Movimento Feminino Pela Anistia No Brasil, Mumtazz, Música Portuguesa A Gostar Dela Própria, Neide Sá, Nelly Gutmacher, Noite & Dia, Olga Futemma, Paula Rego, Paulo Bruscky, Paulo Bruscky e Unhandeijara Lisboa, Pêdra Costa, Pietrina Checcacci, Regina Silveira, Regina Vater, Renata Lucas, Rita Natálio, Rita Natálio e Alberto Álvares, Salette Tavares, Sara Nunes Fernandes, Thereza Simões, Titica, Túlia Saldanha, Vera Mantero, Victor Gerhard, Von Calhau!, Yuli Yamagata.

Galeria virtual
Com o fechamento temporário do atendimento presencial das unidades operacionais do Sesc, em março, e a busca por meios que possibilitassem o encontro e a conexão com o público, premissas inerentes do Sesc São Paulo, nasceu , um espaço novo, um anexo virtual, pensado para ser um ambiente acolhedor e democrático, semelhante ao espaço físico dos galpões que compõem a arquitetura icônica projetada por Lina Bo Bardi.

Foi pensada para funcionar como uma extensão da unidade física. Portanto, o espaço virtual, neste momento em que é necessária atenção e respeito aos protocolos preventivos contra o covid-19, pretende conectar o público ao fazer artístico e democratizar o acesso às artes visuais.

Assim, a exposição "Farsa" ganha um desdobramento no ambiente digital que amplia as possibilidades de conhecimento e reflexão sobre as obras, além de promover a participação e interação com os visitantes. Iniciada num contexto pré-pandemia e realizado durante este momento pandêmico, a versão virtual de "Farsa" é um novo componente da exposição, tem vida própria e é uma reflexão, não sem alguma ironia, sobre o futuro pós-pandemia observado através da lente das artes visuais.

A plataforma traz também uma série de depoimentos de artistas que produziram obras especialmente para a exposição física, entre elas Rita Natálio (Portugal), Sara Nunes Fernandes (Portugal), Lúcia Prancha (Portugal), Aline Motta (Brasil) e Caroline Valansi (Brasil). Leituras de textos das poetas, Raquel Nobre Guerra (Portugal), Natasha Felix, Ismar Tirelli Neto e Angélica Freitas (Brasil), também somam ao site.

Uma entrevista inédita das artistas Grada Kilomba e Jota Mombaça conduzida pela curadora Marta Mestre também estará disponível no site. Na conversa, elas abordam a língua como espaço de colonialidade e poder. Realizada em Berlim, onde ambas as artistas vivem e trabalham, a entrevista disseca a ambivalência da violência e da cordialidade na língua que falamos e procura desmontar a ideia de "lusofonia", percorrendo exemplos de trabalhos e performances recentes de ambas as artistas.

O vídeo inédito "Máximo Desempenho", da artista brasileira Marina Dalgalarrondo, uma performance 3D, é uma das grandes novidades de "Farsa" online. A performance original de Marina trata de uma proposta ficcional de um acontecimento futuro e serve de convite à navegação no site. Ambientado por uma trilha sonora que sugere desconforto, uma figura humana vestindo uma indumentária estranha corre em uma exaurida esteira de jogging.

Segundo as curadoras da exposição, a performance indica "um desempenho máximo dos corpos, mas também máximo desempenho da linguagem, da língua, extração permanente de significados. A total integração do trabalho linguístico com a valorização do capital, e um comentário à linguagem que incorpora regras econômicas de competição, escassez e superprodução", explicam Marta Mestre e Pollyana Quintella.

Além do desdobramento da exposição "Farsa", este novo ambiente digital oferece um acervo de obras que se encontram na unidade e conteúdos relativos à história patrimonial do próprio Sesc Pompeia.

Orientações de segurança para visitantes
O Sesc São Paulo retoma, de maneira gradual e somente por agendamento prévio online, a visitação gratuita e presencial a exposições em suas unidades na capital, na Grande São Paulo, no interior e no litoral. Para tanto, foram estabelecidos protocolos de atendimento em acordo com as recomendações de segurança do governo estadual e da prefeitura municipal.

Para diminuição do risco de contágio e propagação do novo coronavírus, conforme as orientações do poder público, foram estabelecidos rígidos processos de higienização dos ambientes e adotados suportes com álcool em gel nas entradas e saídas dos espaços. A capacidade de atendimento das exposições foi reduzida para até 5 pessoas para cada 100 m², com uma distância mínima de 2 metros entre os visitantes e sinalizações com orientações de segurança foram distribuídas pelo local.

A entrada na unidade será permitida apenas após confirmação do agendamento feito no portal do Sesc São Paulo. A utilização de máscara cobrindo boca e nariz durante toda a visita, assim como a medição de temperatura dos visitantes na entrada da unidade serão obrigatórias. Não será permitida a entrada de acompanhantes sem agendamento. Seguindo os protocolos das autoridades sanitárias, os fraldários das unidades seguem fechados nesse momento e, portanto, indisponíveis aos visitantes.

Serviço:
"Farsa. Língua, Fratura, Ficção: Brasil-Portugal"
Local:
Sesc Pompeia
Curadoria: Marta Mestre e Pollyana Quintella (curadoria adjunta)
Período expositivo: até 30 de janeiro de 2021
Funcionamento: terça a sexta, das 15h às 21h. Sábado, das 10h às 14h.
Tempo de visitação: até 90 minutos
Agendamento de visitas: www.sescsp.org.br/pompeia
Classificação indicativa: livre
Grátis
Galeria virtual
https://www.sescsp.org.br/anexa
Sesc Pompeia -
Rua Clélia, 93. Sem estacionamento. 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

.: Guillermo del Toro e Chuck Hogan lançam "As Sombras do Mal"


Lançamento da editora Intrínseca "As Sombras do Mal: As fitas de Blackwood (Vol. 1)", de Guillermo del Toro e Chuck Hogan, é o primeiro volume da nova trilogia da aclamada dupla Guillermo Del Toro e Chuck Hogan, que mescla fantasia e terror em um thriller eletrizante.

Vencedor de duas estatuetas do Oscar, Guillermo del Toro é uma das mentes mais criativas do nosso tempo. Há alguns anos, o brilhante cineasta, criador de "O Labirinto do Fauno" e "A Forma da Água", expande  sua paixão por filmes de terror para a literatura. Em sua nova trilogia,  o autor retoma a parceria de sucesso com Chuck Hogan, apontado por Stephen King como um dos melhores escritores de suspense da atualidade. A dupla é responsável pela "Trilogia da Escuridão", que se destacou na lista de mais vendidos e deu origem a uma série de TV.

"As Sombras do Mal", primeiro volume da nova série de livros, tem como ponto central um mal ancestral que vaga pela Terra desde o início dos tempos. Com muita ação e hábeis alternâncias entre as linhas temporais, os autores constroem uma narrativa que não poupa detalhes sangrentos ao descrever assassinatos hediondos e rituais do ocultismo.

Apontada como “um livro horripilante e eletrizante do começo ao fim” pelo Publishers Weekly, a obra conta a história do encontro improvável entre a agente do FBI Odessa Hardwicke e o enigmático Hugo Blackwood. Ao testemunhar um crime brutal e inexplicável e se ver forçada a tirar a vida do companheiro de trabalho, Odessa passa a questionar sua sanidade e seu futuro. Ela não consegue entender o que de fato aconteceu, mas tem uma única certeza: viu um vulto saindo do corpo do amigo, uma presença aterrorizante e maligna que jamais se apagará de sua mente.

Obrigada a realizar serviços burocráticos após o episódio, ela encontra fitas antigas ao organizar os pertences de um agente aposentado, e são essas fitas que a levarão até Hugo Blackwood. Fascinante e traiçoeiro, o homem pode ser a chave para desvendar o que aconteceu com o parceiro de Odessa e, mais ainda, a chance de defender a humanidade de uma ameaça sem rosto: os incorpóreos.

Espíritos vis que se alimentam de emoções e que se apoderam de suas vítimas, essas criaturas estão sempre prontas para abraçar o êxtase da morte e do caos. Blackwood conseguiu capturar três delas, e agora, ao lado de Odessa, parte em busca da última, em uma jornada perigosa que pode levá-los em direção ao abismo. Você pode comprar "As Sombras do Mal: As fitas de Blackwood (Vol. 1)", de Guillermo del Toro e Chuck Hogan, neste link.

Sobre os autores
Guillermo Del Toro
é um dos escritores e cineastas de maior destaque na indústria cultural americana. É roteirista e diretor do sombrio e fascinante "O Labirinto do Fauno", de "Hellboy", "Círculo de Fogo" e do premiado "A Forma da Água". Del Toro é também coautor da série de livros "Trilogia da Escuridão". Pela Intrínseca, publicou "O Labirinto do Fauno", obra que expande o universo do filme, "A Forma da Água", e "Caçadores de Trolls", adaptado pela Netflix.

Chuck Hogan é autor de best-sellers aclamados e foi apontado por Stephen King como um dos melhores escritores de suspense da atualidade. Com Guillermo del Toro, escreveu "Trilogia da Escuridão".


O que foi dito sobre o livro

“Com uma premissa magnífica e personagens envolventes, As sombras do mal é perfeito para fãs de suspenses sobrenaturais.” — The New York Journal of Books

“Irreverente e assustador. Um presente para os fãs de H.P. Lovecraft.” — Kirkus Reviews

“As sombras do mal acena para histórias clássicas de horror enquanto leva o gênero adiante.” — The Washington Post

“Hugo Blackwood é um personagem fascinante que o leitor definitivamente vai querer encontrar novamente.” — Bookpage


.: MIS e Correios lançam selo exclusivo de John Lennon no dia 25 de janeiro

Homenagem ao astro da música, que é tema de exposição no Museu, o selo comemorativo poderá ser adquirido na loja do MIS e em todas as agências dos Correios no Brasil. Além disso, a exposição John Lennon em Nova York por Bob Gruen estará aberta ao público no dia 25, Aniversário de São Paulo, com entrada gratuita. 

O MIS, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, em parceria com os Correios, lança, com exclusividade, o selo comemorativo especial John Lennon em Nova York por Bob Gruen. A peça, em desenvolvimento desde meados de 2020, celebra conjuntamente o aniversário de 50 anos do MIS, os 80 anos de nascimento de John Lennon e os 40 anos de seu legado incontornável para a cultura mundial do séc. XX. 

O selo parte de uma imagem cedida pelo fotógrafo Bob Gruen, que integra a exposição John Lennon em Nova York por Bob Gruen, atualmente em cartaz no MIS. A tiragem é única e conta com 400 mil unidades, a serem distribuídas por todas as capitais brasileiras nas próximas semanas. A folha comemorativa de selos estará à venda na lojinha do MIS e agências dos Correios de todo o Brasil. 

Para registrar o lançamento e divulgar o resultado do trabalho de filatelia, o Museu reúne Cleber Papa, diretor cultural do MIS, Ricardo Alexandre, curador da Exposição John Lennon em Nova York por Bob Gruen e Mayra Calandrini - doutora em história e pesquisadora. O encontro acontece dia 25 de janeiro, às 14h, no canal do MIS no YouTube. Além disso, a exposição John Lennon em Nova York por Bob Gruen estará aberta também no dia 25, feriado de Aniversário de São Paulo, com entrada gratuita. 

Dia 25 de janeiro, feriado de aniversário de São Paulo: 12h às 16h, grátis.
Para acessar a exposição, os visitantes terão a temperatura aferida na entrada, deverão utilizar máscaras de proteção (obrigatório), manter distância de dois metros entre as pessoas, respeitar a capacidade máxima de cada sala e ter atenção às lixeiras específicas para descarte de máscaras e lenços. A venda e reserva de ingressos será somente online, pelo site do MIS. A loja do Museu, onde o público encontra o catálogo da exposição John Lennon em Nova York por Bob Gruen, permanece aberta nos mesmos horários do Museu e também seguindo todos os protocolos sanitários. 

Sobre a exposição
Pouco tempo após John Lennon se mudar para Nova York, em 1971, Bob Gruen se tornou fotógrafo e amigo pessoal de John e Yoko Ono. Gruen registrou não apenas sua vida profissional junto a Yoko, mas também vários de seus momentos íntimos. As imagens de mostram Lennon como estrela do rock, artista solo em Nova York após sua saída dos Beatles e ferrenho defensor dos direitos humanos. 

Dividida em sete áreas e apresentada em ordem cronológica, a exposição do MIS conta com curadoria do jornalista Ricardo Alexandre. Entre as áreas, estão: "New York City" (primeira época de John e Yoko em Nova York, esta é a fase de maior atividade política e é marcada pelos problemas com a imigração); "Lost Weekend" (período entre 1973 e 1975, em que John e Yoko ficaram separados, nesta área estão algumas das fotos mais famosas de Bob Gruen); e "Dono de Casa" (Yoko fica grávida e Lennon se retira da vida pública para “cuidar da casa, da mulher e dos filhos”, parte das fotos mais íntimas e exclusivas está nesta seção. 

Exposições virtuais e Acervo Online MIS 
Além da programação digital #MISemCASA, o Museu MIS apresenta cinco exposições virtuais realizadas em parceria com o Google Arts & Culture: "Moventes" (que traz imagens de situações de deslocamento em diferentes tipos de trabalho itinerante); A "Coleção Guilherme Gaensly no Acervo MIS: Uma Paisagem Humana" (que presenta imagens históricas sobre o cultivo do café no interior paulista); "Cinema Paulista nos Anos 1970"; "Lambe-lambe: Fotógrafos de Rua em São Paulo nos Anos 1970" e "A Mulher na Revolução de 32". 

Além das exposições virtuais, o público também pode conferir parte do Acervo MIS que está digitalizado e pode ser acessado neste link. No acervo online, os visitantes encontram informações sobre os itens que compõem os acervos museológico e bibliográfico do MIS e, em alguns casos, terá amplo acesso ao conteúdo das coleções de fotografia, áudio e vídeo. Tendo como base um banco de dados desenvolvido especialmente para o acervo do Museu, o Acervo online apresenta-se ao público como um instrumento para a exploração dos milhares de itens que fazem parte do acervo MIS. 

Museu da Imagem e do Som – MIS
Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo| (11) 2117-4777 | www.mis-sp.org.br 


.: Diário de uma boneca de plástico: 25 de janeiro de 2021


Querido diário,

Estou encantada por "WandaVision" que também lembra muito um episódio de "Supernatural" em que o trickster -que depois descobrimos ser o anjo Gabriel- que prende Sam e Dean em canais televisivos e os fazem passar por diversos programas, de um seriado dos anos 70 a até um programa de asiático de quiz, sendo que Dean leva a pior.

Na última sexta-feira foi liberado o terceiro episódio de  "WandaVision", que acontece nos anos 70, e quem levou a pior foi Geraldine, quem gerou desconfiança desde quando ela se apresentou para Wanda. Eu percebi que ela titubeou ao dizer o nome. Estranho!? Com certeza, mas Wanda deu um jeitinho nela nesse terceiro episódio...

Mas, diário, sabe de quem estou mais desconfiada? É da vizinha Agnes que é pra lá de prestativa. Por que ela é tão amiga de Wanda? Pelo o que soube, Agnes é Agatha, uma bruxa original de New Salem. Tem até fotos dos bastidores das gravações confirmando essa teoria... Será mesmo?!

Bom, serão nove episódios, então ainda há muita água para rolar, pois as cores já chegaram na série. Agora, basta esperar que aconteçam as dicas dadas por Tom King na CCXP Worlds. Espero ansiosa pelo momento em que Wanda vai se cansar e enlouquecer de vez.

Ah! Diário, meu querido, sabe o legal da série sair aos poucos? É que Auden Pink está assistindo comigo, mesmo sem entender nada, por mais que eu explique. Apesar da falta de entendimento, estou amando essa parceria!!


Beijinhos pink cintilantes e até amanhã,

Donatella Fisherburg


.: Com Luiz Felipe Pondé e Thaís Oyama, "Linhas Cruzadas" estreia na TV Cultura


Jornalístico vai ao ar no dia 28 de janeiro, a partir das 22h.

Estreia na TV Cultura no dia 28 de janeiro, o programa "Linhas Cruzadas", que faz parte da nova faixa jornalística da emissora oferecendo ao público uma hora a mais de informação por dia. Apresentado por Luiz Felipe Pondé e Thaís Oyama, a atração será exibida às quintas-feiras, a partir das 22h, na emissora, site, YouTube, Facebook e Twitter. "Linhas Cruzadas" é um programa de análise aprofundada, diferenciada, de fatos do noticiário recente. As primeiras edições falarão sobre a ameaça à democracia e marketing digital e censura. 

.: Adaap lança livro sobre teatro de grupo no aniversário de São Paulo


A SP Escola de Teatro continua a comemoração de uma década com o livro Teatro de Grupo na Cidade de São Paulo e na Grande São Paulo: Criações Coletivas, Sentidos e Manifestações em Processos de Lutas e de Travessias. A publicação é um compêndio histórico com textos de 194 coletivos da Grande São Paulo, falando sobre seus repertórios, processos criativos, métodos de trabalho, parcerias mais comuns e a função do teatro. 

O projeto ainda conta com textos analíticos sobre o fenômeno do teatro de grupo escritos por 16 especialistas, dentre os quais historiadores, pesquisadores, críticos de teatro e artistas. A organização é realizada por Marcio Aquiles (Relações Internacionais) e pelo pesquisador Alexandre Mate. O lançamento será no dia 25 de janeiro, segunda-feira, às 19h, pelo Youtube da SP Escola de Teatro, em pleno aniversário de 467 anos da cidade.

A iniciativa da Associação dos Artistas Amigos da Praça (Adaap) reúne textos de 194 coletivos, com seus processos criativos, e artigos de especialistas, além de marcar o lançamento do selo Lucias, homenagem à Lucia Camargo, que foi coordenadora da escola e faleceu em 2020. A obra é uma espécie de cartografia teatral que documenta a trajetória de grupos mais novos até os mais veteranos, em meio a diversas linguagens e processos criativos nas cinco regiões da cidade e municípios da Grande São Paulo, uma extensão territorial que mede 7.946 km². O projeto também conta com textos analíticos sobre o fenômeno do teatro de grupo escritos por 16 especialistas, dentre os quais historiadores, pesquisadores, críticos de teatro e artistas.

Aniversário de São Paulo
A SP Escola de Teatro, instituição regida pela Adaap, celebra 10 anos de existência com um importante papel no mercado cultural ao formar profissionais nas mais diversas artes do palco. Após a Mostra Teatral SP 10 Anos, a instituição continua a comemoração de uma década com o livro Teatro de Grupo na Cidade de São Paulo e na Grande São Paulo: Criações Coletivas, Sentidos e Manifestações em Processos de Lutas e de Travessias. O lançamento reforça o fenômeno do teatro de grupo na capital e será no dia 25 de janeiro, segunda-feira, às 19h, pelo Youtube da SP Escola de Teatro, em pleno aniversário de 467 anos da cidade.

A publicação é um compêndio histórico com textos de 194 coletivos da Grande São Paulo, falando sobre seus repertórios, processos criativos, métodos de trabalho, parcerias mais comuns e a função do teatro. Ficará disponível digitalmente na plataforma Issuu, com distribuição gratuita da edição física para escolas, instituições e pesquisadores de teatro.

O projeto ainda conta com textos analíticos sobre o fenômeno do teatro de grupo escritos por 16 especialistas, dentre os quais historiadores, pesquisadores, críticos de teatro e artistas. A organização é realizada por Marcio Aquiles (Relações Internacionais) e pelo pesquisador Alexandre Mate. Participaram do processo Elen Londero (Projetos Especiais), Ivam Cabral (Diretor Executivo) e Joaquim Gama (Coordenador Pedagógico). Essa é uma ação da Adaap em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura.

“Esse livro certamente vai se tornar uma referência e fonte para pesquisadores, estudantes e artistas do mundo todo. Provavelmente é a obra mais completa sobre o fenômeno teatro de grupo publicada no Brasil até hoje. Além de produzir novos conhecimentos, o objetivo da Adaap é difundi-los, de forma a popularizar essas centenas de coletivos, dar mais visibilidade a seus trabalhos e legitimar uma produção que gera frutos notórios para a economia e a cultura do país”, ressalta Ivam Cabral.

Construção
O trabalho iniciou em agosto de 2019 e terminou em janeiro de 2021. Foram documentadas as trajetórias de coletivos das cinco regiões da cidade e municípios, cujas extensões territoriais medem 7.946 km², tais como: Caieiras, Cotia, Embu, Francisco Morato, Guararema, Guarulhos, Jandira, Mauá, Osasco, Ribeirão Pires, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Suzano e Taboão da Serra. Também estão presentes coletivos veteranos, como Oficina, TUOV, Ventoforte, Pasárgada, Engenho, XPTO, A Jaca Est, que se fazem presentes e têm resistido diante de tantas dificuldades.

“Nesse processo de tantos e permanentes enfrentamentos, o sujeito histórico teatro de grupo caracterizava-se, antes da pandemia, em produção de inquestionável beleza e pertinência militante, fincado em diferentes comunidades e desenvolvendo as mais variadas ações, tanto estéticas como de formação. Essa cena tem uma produção absolutamente singular, inventiva, criativa e entre as mais importantes daquilo que, em outras épocas, se definiu ser Ocidente”, explica Alexandre Mate.

Aquiles enfatizou a multiplicidade do material e a importância histórica em poder reunir essas informações. “Tanto os 194 textos escritos pelos coletivos participantes quanto os artigos teóricos iniciais revelam profunda preocupação por esse momento histórico de valorização da barbárie e desprezo – por parte do governo federal e de certa elite medíocre – pela cultura e pelo conhecimento (seja ele artístico ou científico). O livro coloca-se também, portanto, tal qual o manifesto por meio do qual coletivos e pesquisadores foram convidados para participar, como obra de resistência ao embrutecimento e à estupidez”.

Mate reforçou que o objetivo é deixar um legado artístico, ético, estético e de capacidade de resistência e luta. “Os coletivos teatrais, espalhados pela cidade e pelos municípios vizinhos, têm consciência da importância do teatro na vida comunitária e cultural, e estão a construir histórias em um permanente processo de disputa simbólica e militante contra todas as barbáries por que tem passado o país. Assisti espetáculos no centro e nas periferias, e um número surpreendente de novos grupos apareceu com pesquisas afrodescendentes, com relação às temáticas e pautas LGBTQI+, entre outras”.

A publicação marca o lançamento do selo Lucias, iniciativa da Associação dos Artistas Amigos da Praça, uma organização que rege os projetos da SP Escola de Teatro e da MT Escola de Teatro. A ideia é homenagear Lucia Camargo, que foi coordenadora da escola e faleceu em 2020. “Inicialmente, o nome do selo surge como uma singela homenagem à Lucia Camargo, fundamental para o teatro brasileiro dos últimos 50 anos, por seu papel como gestora cultural, fomentadora das artes, professora, jornalista e crítica. Porém a ideia é contemplar as coletividades, por isso Lucias no plural, representando todas e todos que ajudaram a transformar o teatro da Grande São Paulo em símbolo de excelência e diversidade”, finaliza Ivam Cabral.

Serviço
Lançamento do Livro "Teatro de Grupo na Cidade de São Paulo”
Dia:
segunda-feira, 25 de janeiro
Horário: 19h
Onde: Youtube da “SP Escola de Teatro”
Link de acesso:
https://www.youtube.com/watch?v=NLtKp_UigMU&feature=youtu.be

Redes sociais e canais - SP Escola de Teatro 

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