domingo, 21 de julho de 2019

.: Crítica: "Terça Insana" é a melhor opção para sábado à noite


Por Helder Moraes Miranda, em julho de 2019.

O mundo anda muito sério. Às vezes até pesado demais com a disseminação de ódio - muitas vezes gratuito - que as pessoas emanam e disparam, na maioria das vezes, pela internet, sem o perigo do cara a cara. Há algumas maneiras de levar a vida e, geralmente, dois caminhos: o daqueles que amanhecem reclamando da vida e os que se levantam da cama dispostos a resolver os problemas com o mínimo de esperança. 

O mundo não está fácil, os políticos que disparam boçalidades da mesma maneira que respiram, a crise econômica não é muito animadora e tudo parece conspirar para o mau-humor. Um dos antídotos, no entanto, ainda está na cultura. Só ela é um sopro de luz nesses tempos sombrios e, em um sábado à noite, até o próximo dia 27, no Teatro Folha, está a "Terça Insana".

Liderado por Grace Gianoukas, o espetáculo, que completou maioridade, vem fazendo sucesso na noite paulistana e, nesta temporada, lotando o Teatro Folha. Tal fato pode ser explicado por duas razões: o espetáculo é realmente bom e as pessoas andam desesperadas para rir. Ou rir um pouco mais nesse cotidiano insalubre em que parecem cada vez mais "irritadiças" e, ao mesmo tempo, bobas.

"Terça Insana" é crítico sem ser pessimista, é ácido sem ser amargo, é engraçado sem ser bobo. Não era de se esperar menos com um elenco que reúne Grace Gianoukas, Roberto Camargo, Agnes Zuliani, Mila Ribeiro, Darwin Demarch Silvetty Montilla, a "Rupaul Brasileira", além de sempre um ator convidado que não faz feio. Fazer rir nesses tempos, além de ser uma dádiva, requer muito talento e um pouco de presença de espírito. 

Juntando os dois, a mistura pode ser imbatível e é isso que faz de "Terça Insana" o melhor programa que você pode ter em um sábado à noite - por mais absurda que possa parecer um espetáculo chamado "Terça" ser apresentado aos sábados. Mas, se parar para pensar, "terça" é um escapismo e absurdo é a piada diária que o retrocesso desses políticos está servindo aos olhos mais atentos. Até isso serve de matéria-prima para esse grandiloquente espetáculo. Em tempos difíceis, a arte e a comédia são muito bem alimentadas e se tornam ainda melhores.  

*Helder Moraes Miranda é bacharel em jornalismo e licenciado em Letras pela UniSantos - Universidade Católica de Santos, pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura, pela USP - Universidade de São Paulo, e graduando em Pedagogia, pela Univesp - Universidade Virtual do Estado de São Paulo. Participou de várias antologias nacionais e internacionais, escreve contos, poemas e romances ainda não publicados. É editor do portal de cultura e entretenimento Resenhando.

.: Cabeleireira da Juliana Paes é "A Dona do Pedaço" da vida real


A novela das 21h da Rede Globo, "A Dona do Pedaço" se aproxima do seu primeiro mês no ar e já apresentou ao público personagens emblemáticos, que trazem um misto de humor, caricatura e a vida real, típicos da novelas de Walcyr Carrasco. 

A novela tem agradado a boa parte da audiência, que vê na protagonista Maria da Paz, interpretada por Juliana Paes, o retrato de muitos que vencem diariamente a pobreza, as dificuldades e as limitações para conquistar seus sonhos. 

Juliana Paes é cliente da cabeleireira Cintia Fortes, do Fortes Mega Hair Studio, a quem confia a responsabilidade de cuidar do seu visual tanto para as novelas e trabalhos como para sua vida cotidiana. Mas o que Cintia teria em comum, além do trabalho, com a personagem Maria da Paz, interpretada pela atriz global? 


A cabeleireira revela: “Temos muito em comum, e até a própria Juliana Paes me disse isso. Principalmente sobre o trabalho. A Maria da Paz descobriu por acaso que tinha jeito para bolos, foi fazendo e descobrindo uma paixão, vendendo de porta em porta. No meu caso eu descobri o meu talento também por acaso. Amava tanto cabelos desde a adolescência, sempre precisei do Mega Hair, mas nunca me imaginei vivendo disso. Um dia me veio à mente que eu poderia fazer isso já que amava tanto. Comecei no meu quintal, ia na casa das pessoas. Eu só tinha um secador, uma cadeira da cozinha e um espelho de casa mesmo”, revelou.

Cintia é hoje a principal referência em Mega Hair no Brasil, e assim como a personagem de Juliana Paes, está expandindo cada vez mais nos negócios: "A Maria da Paz começou a vender tanto a crescer tanto que abriu suas lojas e criou uma rede. Eu de casa fui pra um pequeno espaço, depois fomos crescendo. Hoje nós estamos com nossas lojas na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e estamos começando nosso projeto de expansão em franquias no Brasil e também estruturando, a pedidos de muitos empresários, para outros países em um futuro breve”.


.: Pepper de “American Horror Story” estará na Horror Expo 2019


Atriz viveu a personagem “Pepper” em “American Horror Story: Asylum” e “American Horror Story: Freak Show” e retornou no papel de Samantha Crowe em “American Horror Story: Apocalypse”.

Naomi Grossman, atriz norte-americana conhecida por marcantes passagens por American Horror Story, série de sucesso veiculada pelo canal FX, é a mais recente atração confirmada para a Horror Expo 2019. O maior evento focado na cultura do horror já realizado na América Latina, abrangendo cinema, TV, streaming, games, literatura e cultura pop, será realizado entre os dias 18 a 20 de outubro no Expo Center Norte, em São Paulo.

Em visita aos fãs brasileiros, Naomi estará presente em todos os dias do evento, e realizará no domingo, dia 20, um painel especial sobre sua carreira, abrindo para perguntas e respostas do público. Nos demais dias participará de sessões de autógrafos e fotos, comercializadas de forma avulsa para os presentes, e Meet & Greet, experiência que faz parte das categorias VIP Gold e VIP Plantinum dos ingressos da Horror Expo 2019.

Naomi Grossman e a chocante transformação em Pepper
Em “American Horror Story: Asylum”, segunda temporada da franquia veiculada entre os anos de 2012 e 2013, o mundo foi envolvido pela marcante personagem Pepper, uma das internas de Briarcliff que sofria de microcefalia. O papel foi tão bem aceito que teve o seu passado contado em “American Horror Story: Freak Show”, entre 2014 e 2015. 

Com isso, Pepper, nas duas ocasiões interpretada por Naomi Grossman, foi a primeira personagem a participar em mais de uma temporada da franquia. Além de sua personalidade singular, a aparência chocante de Pepper mexeu muito os fãs, principalmente quando descobriram como era Naomi fora das câmeras. A repercussão atingiu até mesmo as celebridades, como a atriz e cantora Miley Cyrus, que se manifestou pelo Twitter: “Nossa, quem diria que Pepper era sexy na vida real!”.

“É estranho ser reconhecida pela personagem, mesmo sem maquiagem, porque não pareço nada com ela”, comentou Naomi Grossman ao site The Huffington Post na ocasião. “Nas ruas, dizem que sou bonita, o que é até legal. Nunca me canso de ouvir isso. Não é verdade, mas obrigada! Eu me sinto até uma supermodelo perto de Pepper”, brincou. Mas a vida da atriz não era fácil, pois eram necessárias de duas a três horas de maquiagem e próteses para se transformar em Pepper, e outros 20 minutos para retirada.

Apesar do “sacrifício”, cada minuto de montagem valeu a pena, pois, mesmo iniciando como um papel coadjuvante, Pepper se tornou uma das personagens mais queridas pelos fãs de "American Horror Story". E, como se não bastasse, repercussão rendeu a Naomi Grossman mais uma participação na franquia, dessa vez como a satanista Samantha Crowe em “American Horror Story: Apocalypse”, a mais recente temporada da série, veiculada em 2018.

Nascida em Denver, Colorado, Naomi tem uma ligação especial com a América do Sul, uma vez que viveu parte da sua adolescência na Argentina, após retornar para seu país natal e iniciar sua trajetória na TV e cinema, no início dos anos 90. Não é incomum ouvirmos a atriz falar em castelhano e até mesmo arriscar um português.

Os ingressos da Horror Expo 2019 já estão disponíveis em seu terceiro lote, com valores a partir de R$ 170, com entradas por dia, passaportes para os três dias de evento e opções de ingressos VIP, que dão diversas vantagens para o comprador. Qualquer visitante que adquira o ingresso inteiro comum ou passaporte inteiro comum, pode adquirir sua entrada com 50% de desconto com o Ingresso Solidário Horror Expo, mediante à doação de 1 kg de ração para cães ou gatos, que deve ser entregue no dia do evento. Toda a venda de ingressos da Horror Expo 2019 é operada pela Eventbrite e está disponível para comercialização pelo site oficial do evento, horrorexpo.com.br.

Serviço
Horror Expo 2019
Datas: 18, 19 e 20 de outubro de 2019
Horário: das 12h às 22h
Local: Expo Center Norte
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, São Paulo/SP, CEP: 02055-000

Ingressos:
Ingresso individual por dia:
3º Lote: a partir de R$ 170,00 (entrada solidária e meia-entrada)
Passaporte individual para os três dias do evento:
3º Lote: valor promocional a partir de R$ 484,50 (entrada solidária e meia-entrada)
Ingressos VIP:
VIP Platinum: R$ 1.000,00 (por dia) ou R$ 2.700,00 (três dias)
VIP Gold: R$ 700,00 (por dia) ou R$ 1.890,00 (três dias)
VIP Silver: R$ 500,00 (por dia) ou R$ 1.350,00 (três dias)

.: Maior fenômeno editorial, "Um Lugar Bem Longe Daqui" chega ao Brasil

Maior fenômeno de ficção internacional da atualidade, "Um Lugar Bem Longe Daqui", primeiro romance da americana Delia Owens, chega ao Brasil com adaptação para o cinema já garantida.

Há mais de 30 semanas na lista de mais vendidos do The New York Times, "Um Lugar Bem Longe Daqui" é o primeiro romance de Delia Owens. Por anos, boatos sobre a "Menina do Brejo" assombraram Barkley Cove, uma calma cidade costeira da Carolina do Norte. 

No final de 1969, quando Chase Andrews é encontrado morto, os moradores da cidade suspeitam logo da garota. Mas Kya Clark não é o que dizem. Sensata e inteligente, ela sobreviveu por anos sozinha no pântano que chama de lar, tendo como amigas as gaivotas e a areia como professora. Quando dois jovens da cidade ficam intrigados com sua beleza selvagem, Kya se permite tentar uma nova vida — até que o impensável acontece.

Delia Owens é cientista e escritora, coautora de três best-sellers que exploram suas jornadas à África. Já ganhou o John Burroughs Award for Nature Writing e teve artigos publicados na Nature, The African Journal of Ecology e International Wildlife, entre outras. Atualmente mora em Idaho, Estados Unidos, onde dá continuidade a seu trabalho de ajuda aos habitantes e à vida natural da Zâmbia.

.: “O pescoço é a chave”, diz Kim Kardashian, prestes a fazer 40 anos


Famosas por cuidar da beleza somente com o que há de melhor, as irmãs Kim e Khloe Kardashian compartilharam em suas redes seu novo segredo: Fotona 4D. Kim, que está prestes a completar 40 anos, tratou rosto e pescoço com o laser, o que considera fundamental para manter aparência. “O pescoço é a chave”, disse ela.

A socialite mostrou no seu Instagram os bastidores do procedimento, realizado na clínica Skin Thesis, em West Hollywood. Além de compartilhar vídeos de alguns passos do procedimento, ela escreveu que o diferencial do tratamento é estimular colágeno de dentro para fora.

Khloe Kardashian, 34 anos, irmã de Kim, também fez tratamento com o Fotona, numa clínica em Los Angeles, há dois meses. As duas estrelas receberam o procedimento Fotona 4D, da estação de lasers Fotona, que pode ser feito em qualquer tipo de pele e é rápido, indolor e sem tempo de recuperação. A técnica promove uma renovação e estímulo celular intensos, atuando na flacidez profunda e no contorno facial, além de trabalhar a textura e a cor da pele.  

O laser é aplicado desde o colo, passando pelo pescoço, pela face até a fronte na região anterior do couro cabeludo. O objetivo é aquecer essas regiões e em diferentes profundidades, incluindo camadas musculares, o tecido subcutâneo e a derme. Com isso, ocorre um estímulo importante de colágeno que eleva a face como um todo.

Uma das etapas da técnica – e que foi mostrada em um dos vídeos da Kim Kardashian - é o Fotona Inside Out, um procedimento feito por dentro da boca, estimulando colágeno de dentro para fora. Como resultado, provoca uma elevação nos lábios imediata e achatamento dos sulcos nasolabiais - o famoso "bigode chinês".

Os resultados são duradouros e estimulação do colágeno continua, mesmo após o procedimento, gerando maior satisfação. O tratamento com o Fotona é suave, não agride a pele e mesmo assim, os resultados são incríveis. Esse colágeno novo, vindo da estimulação pelo calor do laser é saudável e de boa qualidade. Por isso é um tratamento que conquista a todas as famosas, inclusive as mais exigentes, como é o caso de Kim e Khloe Kardashian.

.: “Ele enfartou na minha frente. Filme de terror perde", diz filha de Zé do Caixão


No "Domingo Show" deste domingo,  dia 21, Geraldo Luís mostra como está José Mojica Marins, conhecido como o Zé do Caixão, um dos artistas mais famosos do Brasil. Recluso há mais de cinco anos e sem dar entrevistas, o apresentador o reencontra, hoje aos 83 anos, e conversa com Liz Vamp, filha do cineasta. “Ele teve paradas cardíacas. Parada cardíaca não precisa falar que é sério. Ele teve que ser ressuscitado”, relembra.

E confessa: “Ele enfartou na minha frente. Filme de terror perde”. Ela também desabafa sobre as dificuldades que o pai enfrentou durante a carreira: “Ele sofreu muitos golpes... Pessoas chegaram a tomar filmes dele, fizeram com que ele assinasse coisas que ele nem sabia que estava assinando, nem sabia o conteúdo”

Além disso, ela comenta o problema dele com o álcool: “Teve uma época em que ele sofreu com o alcoolismo... Não era saudável nem o tipo de bebida que ele misturava e, principalmente, a quantidade dessas bebidas”. O "Domingo Show" é apresentado por Geraldo Luís, ao vivo, a partir das 11h. A atração tem direção geral de Rafael Boucinha e direção de João Scortecci. Crédito das imagens: Divulgação/Record TV. Classificação: Programa não recomendado para menores de dez anos.

.: O que aconteceu com Rodrigo Leonel, vencedor do "BBB2"?


Você se lembra da história do cowboy Rodrigo Leonel? Em 2002, ele ganhou a segunda edição do reality show "Big Brother Brasil" e levou para casa meio milhão de reais. Por que ele sumiu durante 12 anos e só agora resolveu falar? O que aconteceu com todo o dinheiro? “Se você não tem a paz financeira, você não dorme, porque no outro dia você tem que pôr comida na mesa”, confessa. 

Ele ainda explica o motivo de ter se afastado da mídia: “Não me achei um jeito de encaixar, foi onde eu sumi”. Ele é um dos destaques do "Domingo Show" é apresentado por Geraldo Luís, ao vivo, a partir das 11h. A atração tem direção geral de Rafael Boucinha e direção de João Scortecci. Classificação: Programa não recomendado para menores de dez anos.

sábado, 20 de julho de 2019

.: Exclusivo - Renato Enoch: "Nos momentos difíceis, a música foi cura"


Por Juliana Mendonça, em julho de 2019.

Em meio a samples, batida eletrônica, glitches e projeções, o cantor Renato Enoch lançõu, na última sexta-feira, dia 19, uma faixa, acompanhada de vídeo, que faz uma ponte entre o novo e o antigo, reinterpretando duas canções da MPB em seu novo clipe "des construção"

Renato canta e utiliza samples da canção "Construção", de Chico Buarque, ressignificando-a junto à letra de "Desconstrução", de Tiago Iorc. Com métricas similares, ambas as canções fazem retratos dos contextos sociais de suas épocas, mas aqui soam como se fossem uma única e atual canção.

Renato Enoch é cantor e compositor e faz versões de músicas conhecidas em seu canal do YouTube, desde 2015. O cantor acumula mais de 4 milhões de visualizações em seus vídeos e atualmente tem mais de 150 mil ouvintes mensais na plataforma Spotify. 

O novo videoclipe faz parte de seu projeto "Recortes", que reúne as suas principais releituras (com faixas inéditas e participações de Bruno Gadiol, Armário de Saia, Bemti e outros artistas). O projeto apresenta as inspirações musicais do artista e algumas canções que marcaram sua trajetória na internet, dividido em dois EPs de releituras (representando o lado B e lado A dos discos de vinil), sendo o B com canções dos anos 70, 80 e 90 e o A apenas com música atual. Os EPs "Recortes {B}" e "Recortes {A}" serão lançados em todas as plataformas digitais no próximo mês. Nesta entrevista exclusiva, ele fala de maneira sincera sobre a música como cura e depressão.



RESENHANDO - O que a música significa para você?  
RENATO ENOCH - A música surgiu bem cedo para mim como uma válvula de escape, e ao longo da minha vida foi essencial para que eu pudesse me sentir menos "fora de lugar". Ela me forçou a trabalhar a timidez e as inseguranças, me possibilitou externalizar emoções que eu não saberia de outra forma. Nos momentos mais difíceis, a música foi cura. 

RESENHANDO - Com quantos anos você passou a perceber que seguiria na carreira de cantor? 
R.E. - Desde cedo eu soube que cantar e fazer música seriam formas de expressão importantes na minha vida, mas foi só por volta dos 20 anos de idade, durante a faculdade de design gráfico, que decidi que queria me profissionalizar e construir uma carreira artística. Apesar de também compor, eu comecei esse processo fazendo versões de músicas no meu canal do YouTube e no próximo mês estarei lançando dois novos EPs de releituras para fechar esse ciclo como intérprete e me dedicar mais enquanto compositor.

RESENHANDO -  Quando você teve sua primeira oportunidade de mostrar seus talentos ao público? 
R.E. - Como eu era bastante tímido durante a infância, foi só na adolescência que comecei a mostrar mais o meu envolvimento com a música para os outros. Coloquei os primeiros vídeos na internet, cantei em eventos na escola, participei de alguns festivais de talento, fiz parte de algumas bandas... Tudo isso foi muito válido como experiência e amadurecimento, mas foi só em 2014 que comecei o projeto de versões no YouTube e daí em diante surgiram outras oportunidades, como TV, shows e etc. 

RESENHANDO -  Você teve outros sonhos além desse? 
R.E. - Tenho várias outras áreas de interesse, como o design, o audiovisual, a fotografia, o teatro, o cinema... Mas não sei se posso dizer que já tive outros sonhos, em relação a profissão, além dos que envolvem a música.

RESENHANDO -  Quais são suas inspirações para escrever as músicas? 
R.E. - Acredito que muita coisa pode servir de inspiração, de filmes e séries a livros e acontecimentos diários. Como eu procuro sempre me alimentar de obras e artistas diferentes, muitas das minhas inspirações são da música. 

RESENHANDO -  Quem foi sua grande inspiração para seguir nesta área?
R.E. - É difícil dizer apenas uma pessoa, pois muitos artistas, antigos e atuais, me inspiraram igualmente. Citando aleatoriamente: Caetano Veloso, Jeff Buckley, James Blake, Nina Simone, Freddie Mercury, Elton John, Matt Corby, Kimbra, Amy Winehouse, Belchior e Elis Regina são exemplos de artistas (bem diferentes entre si) cujos conjuntos da obra me fascinam e pelos quais tenho um carinho especial. 

RESENHANDO -  Das músicas que você escreveu, qual delas é a sua preferida? 
R.E. - Tenho um carinho especial por "a cruz", pois é uma letra bem honesta e que foi uma espécie de cura em um momento bem complicado.  Apesar de eu ter lançado ela em 2019, escrevi a letra há mais ou menos quatro anos. Fico muito tocado quando recebo mensagens de pessoas que se emocionaram com a música, porque estão vivendo situações que eu já vivi.

RESENHANDO -  Você tinha o apoio de quem principalmente? 
R.E. - Tenho a sorte de ter tido apoio familiar. Por mais que, no início, tenha havido uma certa resistência dos meus pais em relação a seguir carreira musical, as coisas foram acontecendo e fui conseguindo me virar sozinho. Tive também o apoio de amigos que conheci nos últimos anos e que me ajudaram a realizar muitos projetos musicais: entre eles estão o Fillipe Glauss (produtor musical e músico que me acompanha em praticamente tudo), Caio Plínio, Michel Souza, Bárbara Donhini, Rayam Soeiro, Jamile Faller, Mateus Lustosa e Douglas Dias.

RESENHANDO -  Qual foi a sua maior dificuldade ao longo de sua carreira? 
R.E. - A maior dificuldade é dar forma aos projetos quando se é um artista independente. Passei boa parte do tempo com pouca grana, poucas pessoas para contar e muitas coisas que queria realizar. A depressão é uma doença com a qual convivo e que durante alguns anos diminuiu muito minha produtividade e motivação. Isso colaborou para que as coisas caminhassem mais lentamente, mas elas nunca pararam de acontecer. 

RESENHANDO -  Se não desse certo, você tinha um "plano B”?  
R.E. - Acredito que o plano B seria trabalhar com design gráfico e audiovisual, o que, na verdade, são coisas que nunca parei de fazer. 



Renato Enoch - "des construção"

Ficha Técnica:
Título: "des construção". 
Intérprete: Renato Enoch.
Composições: "Construção" de Chico Buarque e "Desconstrução" de Tiago Iorc.
Produção de vídeo e fotografia: estúdio Ventana; Mateus Lustosa e Renato Enoch.
Direção artística e concepção: Renato Enoch e Mateus Lustosa.
Assistente de direção: Julia Resende.
Produção musical: Fillipe Glauss.
Músicos: Renato Enoch (voz, teclado e samples), Fillipe Glauss (Guitarra, percussão eletrônica e efeitos); Diego Mancini (baixo).
Projeções de vídeo: "Abstract" Kisa Film (de Ahmet Ozdemir); Toposcape (de Adnaan Jiwa); Construction (de Tim Divall).

.: "Quando Tudo Estiver Pronto" em dez motivos para não perder

Crédito: Heloísa Bortz

Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em julho de 2019


"Quando Tudo Estiver Pronto", em cartaz de sexta a domingo, no Teatro Folha, em São Paulo, é a montagem teatral de um drama familiar diante da morte de uma jovem mãe, assim, conflitos surgem entre pai, filho, sogra, sogro e cunhada com a finalidade de que tudo seja reorganizado, embora a mãe esteja morta. Confira a lista com 11 motivos que nós do Resenhando.com apontamos para você não perder esse incrível espetáculo!


1. "Quando Tudo Estiver Pronto", fruto da parceria entre Otavio Martins e Isser Korik, tem direção, tradução e trilha sonora de Korik.

2. No palco apresenta como membros da família o pai Samuel (Otavio Martins), a mãe Estela (Patricia Pichamone), a avó Clara (Lilian Blanc), o avô Isaac (Sylvio Zilber), a cunhada (Eliete Cigaarini) e o filho Rafael (Filipe Ribeiro).

3. A peça é a história sobre a dificuldade de lidar com a perda de uma jovem mãe que, defunta, volta ao convívio familiar e precisa conciliar os conflitos que foram deixados por resolver. 

4. Com texto do premiado americano Donald Margulies, a peça provoca reflexões, assim como gargalhadas. Afinal, toda família tem peculiaridades -que acontecem igualmente em outros endereços.

5. Apesar de morta, é Stela (Patricia Pichamone) quem traz vida a todos personagens que lamentam a morte dela, incluindo o filho Rafael (Filipe Ribeiro) que parece estar alheio à situação.

6. Permite que o publico reconheça diversas maneiras de lidar com o luto.

7. Embora o núcleo mãe, pai e filho seja o foco da trama, as visitas dos avós Clara (Lilian Blanc) e Issac (Sylvio Zilber) e da cunhada (Eliete Cigaarini) abrem um leque de abordagens por meio de visões distintas da situação presente.

8. O cenário com quadros sem fotos reflete a falta que Stela faz ao meio familiar.

9. Estabelece um bonito elo entre público e personagens, a ponto de fazer sentir falta dos que estão fora de cena, gerando expectativa com o retorno de cada um ao palco.
10. 
A montagem promove um envolvimento que faz rir e se emocionar.


FICHA TÉCNICA
Texto: Donald Margulies
Elenco: Otavio Martins, Patricia Pichamone, Lilian Blanc, Sylvio Zilber, Eliete Cigaarini e Filipe Ribeiro
Cenografia e Figurinos: Márcio Vinicius
Fotografia: Heloísa Bortz
Desenho de Luz: César Pivetti e Vânia Jaconis
Produção Executiva e Administração: Will Siqueira
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Coordenação de Marketing: Emanoela Abrantes
Criação Gráfica: Marjorie Costa
Mídias Sociais: Pedro Tavares
Equipe técnica: Jardim Cabine
Realização: Ian Soffredini Korich Participações e Serviços Teatrais Ltda
Direção, Tradução e Trilha Sonora: Isser Korik

SERVIÇO: QUANDO TUDO ESTIVER PRONTO
Estreia: 21 de junho 
Temporada até: 15 de setembro 
Apresentações: sexta 21h30; sábado e domingo, 20h
Ingresso: R$ 70 (setor 1) e R$ 50 (setor 2)
Duração: 70 minutos
Classificação etária: 12 anos

TEATRO FOLHA
Shopping Pátio Higienópolis – Av. Higienópolis, 618 / Terraço 
tel.: (11) 3823-2323 – Televendas: (11) / 3823 2423 / 3823 2737 / 3823 2323. Vendas on line: www.teatrofolha.com.br
Vendas por telefone e no site do teatro / Capacidade: 305 lugares / Não aceita cheques / Aceita os cartões de crédito: todos da Mastercard, Redecard, Visa, Visa Electron e Amex / Estudantes e pessoas com 60 anos ou mais têm os descontos legais / Clube Folha 50% desconto. Horário de funcionamento da bilheteria: terça a quinta-feira, das 15h às 21h; sexta-feira, das 15h às 21h30; sábado, das 12h às 22h30; domingo, das 12h às 20h / Acesso para cadeirantes / Ar-condicionado / Estacionamento do Shopping: R$ 14,00 (primeiras duas horas) / Venda de espetáculos para grupos e escolas:  (11) 3661-5896, (11) 97628-4993 / Patrocínio do Teatro Folha: Folha de S.Paulo, Consigaz, Owens-llinois, EMS, Bain & Company, Grupo Pro Security, Previsul, Brasforma, NR Acampamentos, Nova Chevrolet.

SOBRE A CONTEÚDO TEATRAL: O grupo empresarial paulista Conteúdo Teatral atua há mais de quinze anos em duas vertentes: gestão de salas de espaços e produção de espetáculos. Como gestora é responsável pela operação do Teatro Folha, no Shopping Pátio Higienópolis, com direção artística e comercial de Isser Korik, programando espetáculos para temporada em regime de coprodução. No período de atuação a empresa soma mais de 2 milhões de espectadores.

Como produtora de espetáculos, viabilizou dezenas de peças, como “Gata Borralheira”, “O Grande Inimigo”, “Os Saltimbancos”, “A Pequena Sereia”, “Grandes Pequeninos”, “Branca de Neve e os Sete Anões”, “A Cigarra e a Formiga”, “Cinderela” e “Chapeuzinho Vermelho” para as crianças. Para os adultos foram realizadas, entre outras montagens, “A Minha Primeira Vez”, “Os Sete Gatinhos”, “O Estrangeiro”, “Senhoras e Senhores”, “O Dia que Raptaram o Papa”, “E o Vento Não Levou”, “Equus” a trilogia “Enquanto Isso…”, além de projetos de humor – como “Nunca Se Sábado…” e “IMPROVISORAMA” – Festival Nacional de Improvisação Teatral. Em parceria com Moeller e Botelho produziu os Musicais “Um Violinista no Telhado”, “Todos os Musicais de Chico Buarque em 90 Minutos”, “Nine – Um Musical Felliniano” e “Beatles num Céu de Diamantes”.


*Mary Ellen Farias dos Santos é criadora e editora do portal cultural Resenhando.com. É formada em Comunicação Social - Jornalismo, pós-graduada em Literatura e licenciada em Letras pela UniSantos - Universidade Católica de Santos. Twitter: @maryellenfsm



Encerramento de "Quando Tudo Estiver Pronto"

Convite do elenco


.: Tony Bennett canta e encanta ao lado de Diana Krall

Por Luiz Gomes Otero*, em julho de 2019.

No alto de seus quase 93 anos – que serão completados em agosto próximo – o cantor Tony Bennett já não precisava provar mais nada. Seu currículo e sua obra musical, que foi reverenciada pelo público, crítica especializada e até mesmo por outros nomes famosos da música, como Frank Sinatra, já serviria para mostrar a sua importância na arte de interpretar canções. Mas é fato que ele ainda tem fôlego e muita disposição para encarar gravações em estúdio e shows ao vivo, de preferência, sempre muito bem acompanhado. Desta vez, ele estabeleceu uma parceria com a igualmente talentosa cantora canadense Diana Krall, no álbum "Love Is Here to Stay".

Bennett já tinha feito duetos bem sucedidos nos últimos anos com Amy Winehouse e com Lady Gaga. E é claro que, com Diana Krall, a coisa não poderia ser diferente.

"Love Is Here To Stay" é uma coletânea de canções do chamado american songbook, com autores consagrados como George Gershwin e Cole Porter, entre outros. Cada canção parece ter sido escolhida a dedo pela dupla, tamanha a identificação de ambos com elas.

Bennett continua impecável em sua arte de cantar. É um crooner à moda antiga, daqueles que conseguem transmitir a emoção em sua voz. E Diana Krall é um dos nomes mais elogiados nos últimos anos na seara do jazz. Ambos dão um show de sensibilidade e emoção em cada uma das faixas, sempre acompanhados por uma instrumentação de cunho jazzístico, com piano acústico, contrabaixo e bateria.

Poderia citar "Fascinating Rhythm", "`S Wonderful"  e outras como momentos memoráveis. Mas estaria cometendo injustiça. Só a faixa que deu o título – que é de George Gershwin, incluída na trilha de um filme de Gene Kelly chamado "Um Americano em Paris" – já valeria a compra do álbum. O disco inteiro vale a audição, de preferência no final da noite, acompanhado por sua bebida preferida.



*Luiz Gomes Otero é jornalista formado em 1987 pela UniSantos - Universidade Católica de Santos. Trabalhou no jornal A Tribuna de 1996 a 2011 e atualmente é assessor de imprensa e colaborador dos sites Juicy Santos, Lérias e Lixos e Resenhando.com. Criou a página no Facebook Musicalidades, que agrega os textos escritos por ele.


"Love Is Here to Stay"

"Nice Work If You Can Get It"

"They Can’t Take That Away From Me"

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