terça-feira, 24 de maio de 2022

.: Crítica: "Top Gun: Maverick" renova sucesso e estreia como um clássico


Por: Mary Ellen Farias dos Santos

Em maio de 2022


"Top Gun: Maverick" fez valer toda a expectativa criada durante o tempo de produção até a estreia nos cinemas. A surpresa anunciada na CCXP Worlds em dezembro de 2020 -com vídeos de bastidores- chega na telona do Cineflix já com pegada de clássico. Seja nos minutos iniciais com os créditos da produção tendo imagens similares ao longa de 1986, ao som de "Danger Zone" ou por resgatar o melhor de seu protagonista: Pete "Maverick" Mitchell (Tom Cruise). Tudo regado a um romance pé no chão e muita ação nos ares em cenas de tirar o fôlego. 

O longa que é pura tensão em 2h 17m, para roer as unhas, é uma sequência de "Top Gun: Ases Indomáveis", portanto, depois de mais de 30 anos de serviço como um dos principais aviadores, Maverick tira a famosa jaqueta do armário, acelera a moto e volta para fazer um serviço a pedido de seu amigo, Iceman (Val Kilmer). Embora contasse pilotar novamente com os melhores, acaba assumindo o posto de instrutor de alunos Top Gun. 


A produção com a essência dos anos 80 consegue arrepiar com o letreiro e créditos iniciais. Por outro lado, traz uma carga mais forte de sentimentalismo, a ponto de tirar lágrimas do público, justamente quando Maverick tenta escapar do filho de seu parceiro Goose (Anthony Edwards), Bradley Bradshaw, Rooster (Miles Teller), um dos selecionados para o importante grupo. Mesmo ainda que quebre o momento de emoção com Maverick saindo de cena de uma forma curiosa. 

Como um forasteiro, o piloto indomável observa Rooster ao piano tocando "Great Balls of Fire". Exatamente como Goose o fez quando Bradley ainda era um menininho. Ok. Dá para arrepiar, mas quando o longa estampa cenas marcantes da amizade de Maverick com os Bradshaw, no filme de 1986, segurar as lágrimas é praticamente uma missão impossível. Até a Meg Ryan, Carol Bradshaw, mãe do jovem piloto aparece na telona. Muito emocionante! Em tempo: "Rooster" tem o visual do pai, Goose, desde a forma de se vestir ao bigode.

Na volta ao passado, está a participação do ator Val Kilmer -quem também interpretou também o Homem Morcego em "Batman Eternamente". Assim, Iceman, que começa como rival do mocinho e termina como amigo nos anos 80, hoje em dia, mostra a admiração pela forma de Maverick pilotar, pois é ele quem o convoca para a atual missão. De fato, a exigência de Tom Cruise para Kilmer reprisar o papel, tendo voz recriada, uma vez que ele sofre de câncer na garganta, garante um gostinho de pura nostalgia. É muito bom ver mais uma vez, Maverick e Iceman, lado a lado.

A verdade é que no novo filme está muito do clássico. Os corpos sarados praticando esporte na praia, cenas ao pôr do sol, protagonista de moto solo e com o par romântico, rostos suados e até as broncas para os aprontos de Maverick, começando por Ed Harris (Westworld) . Até os dizeres em branco na tela preta, logo no início, estão em "Top Gun: Maverick", assim como a "zoeira" com quem irá se mostrar instrutor na primeira aula. Entretanto, os voos estão pra lá de atualizados criando muita tensão no público, indo da agonia até o alívio da missão cumprida. 

Há frescor no elenco do longa dirigido por Joseph Kosinski. Maverick vive uma história de amor com Penny Benjamin (Jennifer Connelly), ainda não contada, embora tenha sido mencionada no filme dos anos 80, sendo "a filha do Almirante", assim como voa com novos personagens: Bradley Bradsha (Miles Teller), Phoenix (Monica Barbaro), Hangman (Glen Powell), Bob (Lewis Pullman), Payback (Jay Ellis), Fanboy (Danny Ramirez). "Top Gun: Maverick" surpreende positivamente e mesmo como toda a modernidade, já estreia como um clássico. 

Em parceria com a rede Cineflix Cinemas, o Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar Shopping. O Cineclube do Cineflix traz uma série de vantagens, entre elas ir ao cinema com acompanhante quantas vezes quiser - um sonho para qualquer cinéfilo. Além disso, o Cinema traz uma série de projetos, que você pode conferir neste link.


*Editora do site cultural www.resenhando.com. É jornalista, professora e roteirista. Twitter: @maryellenfsm


Filme: Top Gun: Maverick (Top Gun: Maverick)

Classificação: 12 anos

Diretor: Joseph Kosinski

Duração: 2h11m

História: Peter Craig; Justin Marks

Produção: Jerry Bruckheimer; Tom Cruise; Christopher McQuarrie; David Ellison

Roteiro: Ehren Kruger; Eric Warren Singer; Christopher McQuarrie

Música composta por: Lady Gaga, Hans Zimmer, Harold Faltermeyer, Lorne Balfe

Elenco: Tom Cruise, Jennifer Connelly, Miles Teller, Val Kilmer, Ed Harris, Glenn Powell, Monica Barbaro, Jon Hamm


.: "Stranger Things 4" ganha trailer final e resumo das últimas temporadas

Stranger Things 4 Vol. 1 estreia dia 27 de maio, quando o mundo ficará invertido, só na Netflix

 

Seis meses depois da batalha de Starcourt, que deixou um rastro de terror e destruição em Hawkins, o grupo de amigos se separa pela primeira vez – enquanto passam por um período turbulento na escola, o que dificulta ainda mais as coisas. Nesse momento vulnerável, surge uma ameaça sobrenatural ainda mais terrível, trazendo um grande mistério que pode ser a chave para acabar com os horrores do Mundo Invertido.

Está quase chegando. Relembre as últimas três temporadas da série antes da estreia Stranger Things 4, Volume 1, que chega na sexta-feira.

Temporada 1: Stranger Things se passa em 1983, em Indiana, onde um jovem desaparece no ar. Enquanto amigos, família e a polícia local procuram por respostas, são atraídos para um ministério extraordinário envolvendo experimentos governamentais ultra-secretos, forças sobrenaturais aterrorizantes e uma menina muito estranha.


Assista ao resumo da temporada


 

Temporada 2: É 1984 e os cidadãos de Hawkins, Indiana, ainda estão se recuperando dos horrores do Demogorgon e dos segredos do Laboratório Hawkins. Will Byers foi resgatado do Mundo Invertido, mas uma entidade maior e mais sinistra ainda ameaça aqueles que sobreviveram.


Assista ao resumo da temporada 2

 

Temporada 3: É 1985 em Hawkins, Indiana, e está cada vez mais quente. A escola acabou, há um novo shopping na cidade e o romance está florescendo. Mas novos perigos surgem. O mal não termina, evolui – e um verão pode mudar tudo.


Assista ao resumo da temporada 3


 


Sobre a série: Criada por Os Irmãos Duffer 

"Stranger Things" é produzida por Monkey Massacre Productions & 21 Laps Entertainment com produção executiva de Os Irmãos Duffer, juntamente com Shawn Levy e Dan Cohen da 21 Laps Entertainment, Iain Paterson, e Curtis Gwinn.

Estrelando: Winona Ryder (Joyce Byers), David Harbour (Jim Hopper), Millie Bobby Brown (Eleven), Finn Wolfhard (Mike Wheeler), Gaten Matarazzo (Dustin Henderson), Caleb McLaughlin (Lucas Sinclair), Noah Schnapp (Will Byers), Sadie Sink (Max Mayfield), Natalia Dyer (Nancy Wheeler), Charlie Heaton (Jonathan Byers), Joe Keery (Steve Harrington), Maya Hawke (Robin Buckley), Priah Ferguson (Erica Sinclair), Brett Gelman (Murray), Cara Buono (Karen Wheeler)  Matthew Modine (Dr. Brenner).

Outros membros do elenco: Jamie Campbell Bower (Peter Ballard), Joseph Quinn (Eddie Munson), Eduardo Franco (Argyle), Sherman Augustus (Lt. Colonel Sullivan), Mason Dye (Jason Carver), Nikola Djuricko (Yuri), Tom Wlaschiha (Dmitri), Myles Truitt (Patrick), Regina Ting Chen (Ms. Kelly), Grace Van Dien (Chrissy), Logan Riley Bruner (Fred Benson), Logan Allen (Jake), Elodie Grace Orkin (Angela), John Reynolds (Officer Callahan), Rob Morgan (Chief Powell), Amybeth McNulty (Vickie) e Robert Englund (Victor Creel)

Diretores: Os Irmãos Duffer (401, 402, 407, 408, 409), Shawn Levy (403, 404), Nimród Antal (405, 406)

Escritores: Os Irmãos Duffer (401, 402, 407, 408, 409), Caitlin Schneiderhan (403), Paul Dichter (404), Kate Trefry (405), Curtis Gwinn (406)

Data de estreia: 27 de maio (Volume Um) e 01 de julho (Volume Dois).

Assista: netflix.com/StrangerThings 




.: Apocalipse: zumbi também é gente no "Dia do Orgulho Geek"

Lançamento do escritor Diego Rates mostra que os mortos-vivos têm muito a ensinar sobre como vive


"The Walking Dead", "A Noite dos Mortos-Vivos" e "Resident Evil" são produções que moldaram a imagem popular das criaturas conhecidas como zumbis. Focadas na luta por sobrevivência, estas obras ignoram uma pergunta que ecoa há muito tempo sem resposta: afinal, o que se passa na cabeça de um moribundo?

O jovem escritor Diego Rates desvenda este mistério em "As Últimas Memórias de um Morto-Vivo". O livro apresenta o dia a dia do zumbi Joe em sua jornada de autoconhecimento repleta de humor e situações absurdas durante o apocalipse.

Pensada como uma homenagem ao “morto-vivo” que existe em cada pessoa, a história conta com uma trama envolvente e um narrador que, apesar de meio-morto, é repleto de carisma. Lutando contra a tentação de se alimentar de carne humana para evitar a dependência, Joe desenvolve o hábito de escrever sobre suas lembranças na intenção de restaurar a memória perdida e compreender os eventos que culminaram com sua conversão em um zumbi pensante.


"Devido ao meu excelente bom humor nesse dia em específico, irei expor um pouco mais de minha intimidade com você. E estar de bom humor, dadas todas as circunstâncias, pode ser considerado um grande evento. Existem pouquíssimos dias bons no fim do mundo. Porém aconselho que você não vá se sentindo muito próximo de mim. Se você, por acaso, ou descuido, chegar perto demais, posso involuntariamente morder o seu nariz."

(As Últimas Memórias de um Morto-Vivo, pg. 7)


Em "As Últimas Memórias de um Morto-Vivo", Rates cria um universo palpável e, em certa medida, assombroso, que contextualiza as mudanças sociais e ambientais causadas pelo apocalipse. O sumiço do brilho das estrelas, o levante de bestas selvagens, a morte de todas as corujas e a criação de uma hierarquia zumbi são alguns dos efeitos devastadores retratados na obra.

Ao longo das páginas, o zumbi Joe quebra a quarta parede em diversos momentos para conversar diretamente com o leitor. Com tiradas ácidas sobre a vida e a morte, ele instiga reflexões relacionadas aos desejos normalizados no “mundo dos vivos” que perdem o sentido quando as regras sociais e padrões de comportamento são aniquilados e você passa para o “outro lado”. Você pode comprar "As Últimas Memórias de um Morto-Vivo", de Diego Rates, aqui: amzn.to/3wGJEDe


Ficha técnica

Título: As Últimas Memórias de um Morto-Vivo

Autor: Diego Rates

Editora: Viseu

Páginas: 83

Onde comprar: Amazon

.: Dia do Orgulho Nerd: lista de produções geeks para maratonar

A data é comemorada na próxima quarta-feira (25)


No dia 25 de maio, o mundo celebra o Dia do Orgulho Nerd. A data comemorativa surgiu em 2006, por iniciativa de um grupo de amigos espanhóis, em homenagem à estreia de "Star Wars: Episódio IV - Uma Nova Esperança", que aconteceu nesse mesmo dia em 1977.

Porém, antes mesmo da criação da data, a comunidade nerd já celebrava o Dia da Toalha, também em 25 de maio, em homenagem à Douglas Adams, autor da série de livros "Guia dos Mochileiros da Galáxia", que faleceu em maio de 2001.

Para celebrar este dia tão especial para os amantes da cultura nerd, o Disney+ preparou uma lista com as principais produções geeks disponíveis na plataforma.


Saga Star Wars 

Que tal começar com o homenageado do dia? No Disney+, o público encontra toda a saga de George Lucas, desde a produção que deu origem ao Dia do Orgulho Nerd: "Star Wars: Episódio IV - Uma Nova Esperança" (1977) até o filme mais recente: "Star Wars: Episódio IX - A Ascensão Skywalker" (2019). Também estão disponíveis na plataforma as séries da franquia, como a aclamada "The Mandalorian "(2019-2022), vencedora de cinco prêmios Emmy®, e as animações "Star Wars: A Guerra dos Clones" (2008), "The Bad Batch" (2021), "Star Wars: Visions" (2021), "LEGO Star Wars: Contos Aterrorizantes" (2021), entre outras. Além disso, no dia 27 de maio estreia a nova produção exclusiva Disney+: Obi-Wan Kenobi (2022), que narra a história do mestre jedi após seu aprendiz Anakin Skywalke ir para o lado sombrio da força.


Universo Cinematográfico Marvel

Não poderia faltar nesta lista a saga que tem a segunda maior bilheteria da história do cinema: "Vingadores - Ultimato (2019)". No Disney+, estão disponíveis todos os filmes das quatro fases do Universo Cinematográfico Marvel e seu grande elenco. As aventuras do Homem de Ferro (Robert Downey Jr), Capitão América (Chris Evans), Homem Aranha (Tom Holland), Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch), entre outros vingadores, estão em um catálogo exclusivo da plataforma, disponibilizados em ordem cronológica, de lançamento e de fases Marvel.


Séries e documentários Marvel

Além das grandes produções cinematográficas da Marvel Studios, o Disney+ conta também com as séries originais dos estúdios, como WandaVision (2021), que apresenta a história do casal Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen) e Visão (Paul Bettany); a recém-lançada Cavaleiro da Lua (2022) contando a história do complexo personagem Marc Spector (Oscar Isaac); a natalina e emocionante Gavião Arqueiro (2021), entre outras.

Além disso, o público pode também se aprofundar nas histórias com os documentários que mostram os bastidores e segredos das produções Marvel, como os especiais Avante (2021) e Por Trás da Máscara (2021).


Coleção X-Men

Outra boa opção para comemorar o Dia do Orgulho Nerd em grande estilo é mergulhar de cabeça em todos os filmes do universo mutante. No Disney+, o público encontra desde o primeiro "X-Men - O Filme (2000)", passando pelos filmes do Wolverine, papel que marcou a carreira de Hugh Jackmann, como o "X-Men Origins Wolverine" (2009), até a mais recente produção da saga: Os Novos Mutantes (2020). Também estão disponíveis a animação "X-Men" (1992-1996) e a série "The Gifted" (2017-2018). 


.: "Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore" chega à HBO Max

Na próxima segunda-feira, 30 de maio, o mais recente filme do universo Harry Potter, "Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore", chega à HBO Max. O título é o terceiro da franquia e se une aos demais clássicos da saga do bruxinho mais amado do mundo, todos disponíveis na plataforma.

A trama apresenta personagens que os fãs já conhecem de Hogwarts, como Alvo Dumbledore, e algumas aparições inéditas que vão ganhar os corações de qualquer fã. Uma delas é Vicência Santos, bruxa interpretada pela atriz brasileira Maria Fernanda Cândido.

Continuamos seguindo as aventuras de Newt Scamander, que dessa vez é convocado por Albus Dumbledore na luta contra o vilão Gellert Grindelwald. O professor sabe que o poderoso mago das trevas está se movimentando para assumir o controle do mundo mágico. Incapaz de detê-lo sozinho, ele pede ao magizoologista, Newt, para liderar uma intrépida equipe de bruxos, bruxas e um corajoso padeiro “trouxa” em uma missão perigosa, em que eles encontram velhos e novos animais fantásticos e entram em conflito com a crescente legião de seguidores de Grindelwald.



Mas o que o grupo de Newt não sabe é que Grindelwald colocará o Mundo Mágico em uma luta contra o mundo dos trouxas. Enquanto o universo da magia fica mais dividido, Dumbledore deve decidir por quanto tempo ele ficará à margem da guerra que se aproxima.

"Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore" é dirigido por David Yates e estrelado por Jude Law como Alvo Dumbledore, Mads Mikkelsen como Gellert Grindelwald e Eddie Redmayne como Newt Scamander. A produção junta-se ao catálogo de filmes da Warner Bros. disponíveis na HBO Max, logo após seu lançamento nos cinemas.

O elenco também reúne Maria Fernanda Cândido (Vicência Santos) Katherine Waterston (Porpentina Scamander), Dan Fogler (Jacob), Callum Turner (Theseus Scamander), Richard Coyle (Aberforth Dumbledore), Alison Sudol (Queenie Goldstein) e William Nadylam (Yusuf Kama).

Enquanto este longa-metragem altamente esperado não chega à HBO Max, diretamente do cinema para sua casa, os fãs podem maratonar os outros longas da franquia e se preparar desfrutando os icônicos títulos: "Animais Fantásticos o Onde Habitam" e "Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald".


.: Japan House São Paulo exibe mostra sobre arte do trançado

Exposição Kumihimo explora a história e a evolução da confecção de cordões de seda e é apresentada pela Domyo, empresa familiar de Tóquio que produz cordões de seda artesanalmente desde 1652


Entre 24 de maio e 28 de agosto, a Japan House São Paulo apresenta a exposição gratuita Kumihimo - a arte do trançado japonês com seda, por Domyo. Inédita no Brasil, a mostra é apresentada Domyo, empresa familiar tradicional sediada em Tóquio, que há mais de dez gerações produz artesanalmente cordões de seda, feitos à mão por artesãos que trabalham exclusivamente para a companhia. Na exposição, o visitante poderá conhecer a evolução histórica do kumihimo no Japão, entender sobre a construção dos trançados, além de explorar possibilidades futuras para seu uso, tudo isso a partir de três grandes instalações, mais de 30 reproduções de peças de kumihimo históricos, ferramentas utilizadas pelos artesãos e vídeos que contam com recursos de acessibilidade. A exposição faz parte do projeto de itinerância global da Japan House, com passagem por Los Angeles, agora em São Paulo e, na sequência, Londres.  

Em japonês, kumihimo significa "cordas trançadas". O termo é utilizado para se referir a amarrações de três ou mais feixes de fios de seda, formando cordões a partir da sobreposição diagonal desses fios de maneira regular e uniforme. Os resultados podem ser trançados simples, feitos com três feixes (conhecidos como “trança francesa”), ou mais complexos, chegando a conter mais de 140 feixes de fios. No Japão, o kumihimo foi utilizado ao longo dos séculos para diversas funções, como acessórios para vestimentas e ornamentos para armas e armaduras, apresentando uma evolução única. Um dos tipos mais conhecidos pelos japoneses é o utilizado no obijime – o cordão que se amarra por cima da faixa de um quimono tradicional. 

Dividida em três momentos - História, Estrutura e Futuro -, a exposição ocupa todo o segundo andar da Japan House São Paulo, inclusive uma nova sala com 100 m², que será incorporada a este piso a partir desta exposição. Na parte histórica, o foco são as origens e evoluções da técnica por meio dos séculos. Já os suportes usados na produção dos cordões, chamados de marudai (utilizado para produzir cordões quadrados) e takadai (suporte alto que permite trançados planos), são apresentados ao público na seção Estrutura, que também exibe as ferramentas usadas nos processos de tingimento, preparação dos fios e produção dos cordões. Por último, os visitantes podem conferir as mais recentes estruturas de trançado desenvolvidas pela Domyo, além de peças criadas em colaboração com especialistas de áreas como indústria têxtil e ciência matemática, que apresentam possibilidades de aplicações futuras para a técnica.  

O kumihimo se destaca tanto pela resistência quanto pela elasticidade, determinadas pelos métodos de trançado e amarração, além da variação nos ângulos de orientação das fibras, por isso é possível encontrar estruturas de tubos de carbono semelhantes ao kumihimo em uma série de aplicações industriais, desde tacos de golfe e aeronaves até próteses ortopédicas. Exclusivamente para esta exposição, foi criado um modelo baseado em topologia geométrica em parceria com o Tachi Lab da Universidade de Tóquio. O modelo apresentado é resultado da atividade deste laboratório, onde pesquisadores criam estruturas utilizáveis e materiais celulares com propriedades únicas baseados na geometria do origami, nos sistemas com articulações, na geometria diferencial e assim por diante. Por meio deste trabalho, buscam entender a natureza da forma e da função, por meio da observação e, também, da criação de vários fenômenos. Essa colaboração amplia matematicamente o potencial oferecido pelo kumihimo de criar padrões gráficos, estruturas tridimensionais e sistemas funcionais. 

Cerâmicas datadas do início do período Jōmon (entre 5 mil e 6 mil anos atrás) já apresentavam padrões decorativos de uma forma primitiva de kumihimo impresso, mas os maiores avanços do kumihimo no Japão ocorreram a partir do período Asuka (592-710). Sua tradição permeia desde ornamentos para armas e armaduras, quimonos e vestimentas para cerimônias, elementos decorativos para santuários e outros objetos religiosos, bem como nas artes cênicas. Hoje, a técnica também vem sendo incorporada à moda contemporânea, como nas criações do estilista japonês Akira Hasegawa (1989). “Eu trabalho para transmitir, hoje, emoções de cem anos atrás. Sou movido pela beleza estrutural e pela sensação de aconchego encontrada em roupas antigas”, comenta Hasegawa.  

“Para nós é muito importante poder colocar o público brasileiro em contato com esse bem cultural tão significativo do Japão e apresentar a experiência e os conhecimentos adquiridos pela empresa Domyo desde 1652. Exposições como esta reforçam a missão da Japan House São Paulo de apresentar o Japão de hoje com práticas que podem se perpetuar por séculos. E reiteram nossa aproximação com base também em trançados simbólicos”, comenta Natasha Barzaghi Geenen, Diretora Cultural da Japan House São Paulo. 

Dentro do programa JHSP Acessível, a exposição Kumihimo - A arte do trançado japonês com seda, por Domyo, ainda conta com recursos de audiodescrição, libras e bancada com elementos táteis. 

Sobre a Domyo: A instituição Yusoku Kumihimo Domyo, foi fundada em 1652 na cidade de Edo (a Tóquio da Era Moderna), e até hoje mantém uma loja na região de Ikenohata, no bairro de Ueno. Durante o período Edo, a casa Domyo comercializava cordões, produzidos principalmente para bainhas e empunhaduras de espadas. A partir do período Meiji (1868-1912), ela começou a vender obijime para se amarrar sobre as faixas de quimonos, bem como haorihimo, um cordão utilizado para amarrar a parte frontal do haori, espécie de jaqueta formal utilizada com quimono e que é aberta na parte da frente. Até hoje todos os produtos da casa são tingidos a mão e trançados por artesãos e artesãs que trabalham exclusivamente para a Domyo. Outro aspecto importante do trabalho da instituição é a pesquisa, a restauração e reprodução do kumihimo histórico, por encomenda tanto do Escritório da Casa do Tesouro Shōsōin da Agência da Casa Imperial, quanto de vários templos, santuários e museus de todo o Japão. Tais atividades produziram uma rica variedade de técnicas e conhecimentos, úteis para fins de pesquisa acadêmica, preservação, disseminação e progresso dessa tecnologia. 


Serviço: 

Exposição Kumihimo - A arte do trançado japonês com seda, por Domyo 

Organização: Yusoku Kumihimo Domyo (Kiichiro Domyo), Mari Hashimoto 

Período: de 24 de maio a 28 de agosto de 2022  

Local: Japan House São Paulo – Avenida Paulista, 52 (2º andar) - São Paulo, SP 

Horários: terça a sexta, das 10h às 18h; sábados, das 9h às 19h; domingos e feriados, das 9h às 18h. 

Entrada gratuita. Reserva antecipada (opcional): agendamento.japanhousesp.com.br

A exposição conta com recursos de acessibilidade (Libras, Audiodescrição, elementos táteis). 


segunda-feira, 23 de maio de 2022

.: Crítica: "De Volta ao Baile" começa 100%, mas perde fôlego

Por: Mary Ellen Farias dos Santos

Em maio de 2022


"De Volta ao Baile", novo longa da Netflix estrelado por Rebel Wilson promete muito em trailer, mas entrega pouquíssimo. Não é que o longa seja voltado somente aos maiores de 30 anos e que viveram o auge de "Britney Spears" e "N´Sync", por exemplo. Ainda que tenham cortado qualquer menção a boy band "Backstreet Boys". Afinal, para a nova geração saber mais dessa época basta conversar com os pais, familiares ou simplesmente ter interesse no que aconteceu há 20 anos. Com a internet não é uma tarefa difícil!

A verdade é que em "De Volta ao Baile" falta liga, embora esteja no padrão das produções da Netflix. O trailer com o som de um sucesso da princesinha do pop, "Crazy", passa a ideia de uma volta aos anos 2000 e um combinado com os tempos atuais. Afinal, a protagonista acorda de um coma. História incrível, porém o ponto forte do longa se desgasta na atualidade e faz o filme, que começa muito bem, ir enfraquecendo no decorrer de 1h 51m. 

A produção até coloca na tela a queridinha dos anos 90, Alicia Silverstone, na pele de uma mulher separada e que agora é uber, mas nem assim consegue fazer a trama engatar. Não há como negar que Rebel Wilson segue excelente na performance e faz rir em alguns momentos. Por outro lado, a carga dramática no longa é bastante relevante ao abordar com muita lucidez a dependência absurda da tecnologia, principalmente dos smartphones e suas redes sociais a um simples clique.

No filme dirigido por Alex Hardcastle, lembra o sucesso "Nunca Fui Beijada", com Drew Barrymore, uma vez que uma adulta volta aos bancos do ensino médio em busca de reviver os bons momentos, mas é bastante diferente. Aqui, a capitão do grupo de líder de torcida, Stephanie, estava, de acordo com ela, no caminho certo para a vida perfeita. Contudo, numa apresentação, ela sofre um acidente e fica em coma durante 20 anos. 

Ao despertar, sem qualquer sequela, apenas precisa se atualizar e realizar o desejo de voltar à escola para conquistar a tão sonhada coroa de rainha do baile, uma vez que o "amor de sua vida" já está comprometido. De toda forma, "De Volta ao Baile" não é um filme descartável, mas é melhor assistir legendado. A versão dublada corta informações, inclusive quando Stephanie comenta sobre os cabelos do amigo Seth (Sam Richardson) estarem parecidos ao de Joey Fatone, um dos integrantes do "N´Sync". Vale a pena conferir e relembrar o que era tão bom nos anos 2000.


* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Twitter:@maryellenfsm


Filme: De Volta ao Baile

Diretor: Alex Hardcastle

Produção: Rebel Wilson, Chris Bender, Todd Garner, Timothy M. Bourne

Elenco: Rebel Wilson (Stephanie Conway), Alicia Silverstone (Deanna Russo), Justin Hartley (Blaine), Sam Richardson (Seth)

Data de lançamento: 13 de maio de 2022 (mundial)


.: Documentário "Se Eu Contar, Você Escuta?" estreia nos cinemas

O filme, que marca a estreia da diretora Renata M. Coimbra, é um retrato potente da violência sexual contra crianças e adolescentes. O longa entra em cartaz nos cinemas de São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, além de exibições em Natal e João Pessoa


O longa “Se Eu Contar, Você Escuta?” é o primeiro trabalho audiovisual da diretora Renata M. Coimbra. Ele já pode ser conferido nos cinemas de São Paulo, Belo Horizonte e Brasília. A data do lançamento foi escolhida por ser o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O documentário é um relato sensível e necessário, que mostra como a violência sexual mudou para sempre o destino de oito meninas, que já adultas, relatam suas experiências de forma direta e comovente.

A diretora Renata Coimbra conheceu essas mulheres há mais de vinte anos, quando ainda eram adolescentes e estavam em situação de rua. Na ocasião, Renata supervisionava um grupo de assistentes sociais da Prefeitura de Presidente Prudente e gravou as entrevistas com elas. Essas gravações foram redescobertas em uma mudança de residência, quando encontrou uma caixa com as fitas dos depoimentos.

Ao ouví-las novamente, passei a me perguntar o que aconteceu com aquelas meninas. Elas estariam vivas? Na ocasião, se viam sem saída, mas e agora?”, comenta a diretora. Renata convidou então, Célia Freire, uma das assistentes sociais que acompanhava as meninas e que havia desenvolvido uma forte relação com elas. Juntas, saíram em busca dessas jovens encontrando algumas e se surpreendendo com o destino delas, o que motivou a realização desse documentário.

Quando perguntada sobre a experiência de dirigir um primeiro filme como esse, Renata destaca: “Há 20 anos atrás, quando eu trabalhava com as protagonistas, ainda meninas, e realizava meus estudos, jamais imaginaria que suas histórias seriam contadas através de um documentário. Eu era uma pesquisadora, acadêmica e embora sempre tenha sido uma apaixonada por filmes desde muito jovem, essa possibilidade estava muito distante. Reencontrá-las, conhecer sobre suas vidas, saber como estavam, como enfrentaram a dura realidade que viveram e sobre suas lutas cotidianas, foi uma experiência reveladora. Poder transmitir suas histórias de dignidade e resistência, compartilhando com o público é de uma satisfação indescritível.

Sobre a potência do audiovisual para tratar um tema tão complexo, a diretora reforçou: “Acredito que a linguagem cinematográfica, com divulgação de temas complexos que exigem sensibilidade, auxiliam na mobilização social e empatia daqueles que assistem aos filmes.  Considerando a gravidade representada pelos casos de abuso e exploração sexual em nosso país, aliada com a intensificação de casos durante a pandemia da Covid-19, inclusive com aumento de relatos de violência sexual no contexto online, atenta para a perpetuação dos mesmos e a necessidade de seu enfrentamento. Tenho expectativa de que o documentário possa promover engajamento social na defesa de crianças e adolescentes que vivem tais contextos.

Um filme necessário:  A violência sexual atinge crianças e adolescentes de todas as idades e classes sociais. É um fenômeno complexo que abarca dois espectros mais específicos: o abuso e a exploração sexual. Dados de 2021 levantados pela Unicef em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), com base em casos registrados em boletim de ocorrência, mostram que a cada hora, cinco crianças e adolescentes são vítimas de violência sexual no Brasil. Os pesquisadores desse fenômeno estimam que para cada caso registrado, ao menos outros nove foram não integram as estatísticas por inúmeros motivos.

O filme ainda conta com a trilha sonora original criada pela premiada musicista mineira Maria Bragança, que se inspirou nas cirandas brasileiras e músicas cantaroladas pelas protagonistas durante seus depoimentos. Uma delas, a popular “Brilha, Brilha, Estrelinha“, na sua versão medieval, traz uma pergunta reveladora: “Eu devo contar para você, mamãe, o que está causando meu tormento?”.

Sinopse: Gravações em áudio realizadas nos anos 90 revelam a história de oito meninas vítimas de violência sexual. Filhas de famílias de migrantes e agricultores, elas viviam nas ruas de uma cidade do interior do Brasil, algumas desde os 9 anos de idade. Mais de 20 anos se passaram e, agora adultas, revisitam sua infância e contam os motivos que as levaram às ruas em uma surpreendente saga pela sobrevivência.

.: "Yellowstone" estreia 4ª temporada no Paramount Network


A terceira temporada da série "Yellowstone", indicada ao Emmy®, terminou com um suspense brutal, mantendo em segredo a maioria dos detalhes da trama. Para os fãs da família Dutton, finalmente chegou a hora de saber o que acontece nesta continuação. A quarta temporada da série, estrelada por Kevin Costner, chega ao Paramount Network, na próxima terça-feira, dia 24 de maio, às 21h. As 4 temporadas completas de "Yellowstone", e também o spin-off, "1883", estão disponíveis no serviço de streaming, Paramount+.

"Yellowstone" conta a história da família Dutton, encabeçada por John Dutton, interpretado pelo ator renomado mundialmente e vencedor do Oscar®, Kevin Costner. Dutton controla a maior fazenda de gado dos Estados Unidos. Em meio a alianças divergentes, assassinatos não resolvidos, feridas abertas e o respeito conquistado arduamente, a fazenda está em constante conflito com suas fronteiras: uma cidade, uma reserva indígena e o primeiro parque nacional dos Estados Unidos.

A 4ª temporada traz uma lista emocionante de novos talentos que se juntam ao elenco já cheio de estrelas. Jacki Weaver (Silver Linings Playbook, Birdbox) interpretará Caroline Warner, CEO de Market Equities. Piper Perabo (Covert Affairs, Coyote Ugly) jogará Summer Higgins, uma manifestante de fora de Portland que é contra o financiamento da força policial pelo estado que protege a agricultura industrializada e o abate de animais. Kathryn Kelly (Nashville, Heartstrings de Dolly Parton) interpretará Emily, uma veterinária que logo desenvolve um relacionamento com o novo cowboy. Finn Little (Storm Boy, Angel of Mine) fará o papel de Carter, uma criança que lembra Rip em sua juventude.

"Yellowstone" é uma criação conjunta de Taylor Sheridan e John Linson. Os produtores executivos incluem John Linson, Art Linson, Taylor Sheridan, Kevin Costner, David C. Glasser, Bob Yari e Stephen Kay.



"Yellowstone", 4ª temporada

Estreia: terça-feira, 24 de maio, às 21h 

Canal: Paramount Network

.: "Orgulho & Sedução", inspirado em clássico de Jane Austen, estreia


Junto com o lançamento do trailer e pôster de "Orgulho & Sedução", o Star+ anunciou que o novo filme da Searchlight Pictures, dirigido por Andrew Ahn ("Spa Night, Driveways") a partir do roteiro de Joel Kim Booster (Sunnyside), estreia exclusivamente no serviço de streaming no dia 3 de junho.

Ambientado em um destino de férias gay perto de Long Island, Nova York, "Orgulho & Sedução" é uma comédia romântica moderna que tem um olhar diversificado e multicultural do mundo queer. Inspirado nos dilemas atemporais do clássico "Orgulho e Preconceito" de Jane Austen, a história gira em torno de dois melhores amigos (Joel Kim Booster e Bowen Yang) que decidem embarcar em uma lendária aventura de verão com a ajuda de um vinho rosé barato e seu eclético grupo de amigos.

"Orgulho & Sedução", dirigido por Andrew Ahn, é estrelado por Joel Kim Booster (The Other Two, Big Mouth), o indicado ao Emmy® Bowen Yang (Saturday Night Live), Margaret Cho, Conrad Ricamora, James Scully, Matt Rogers, Tomas Matos , Torian Miller, Nick Adams, Zane Phillips, Michael Graceffa, Peter Smith e Bradley Gibson. Com roteiro de Joel Kim Booster, o filme é produzido por Tony Hernandez, John Hodges e Brooke Posch da JAX Media, e foi filmada em Pines, Nova York.

"Orgulho & Sedução" estreia exclusivamente no Star+ no dia 3 de junho.


.: "Portas": Marisa Monte lança "Feliz, Alegre e Forte"

Crédito da Capa: Marcela Cantuária


Na noite de estreia do show no Rio de Janeiro, em 19 de maio, a cantora Marisa Monte lançou “Feliz, Alegre e Forte”, a 18ª e última canção do álbum “Portas”.

“Quando saiu o álbum ´Portas´, guardei essa música para lançar no palco, cantando ao vivo, na estreia da turnê, no Rio de Janeiro. A estreia no Rio foi adiada e a música ficou guardada. Finalmente cheguei feliz, alegre e forte na minha cidade para cantar a música pela primeira vez do jeito que imaginei”, diz Marisa.


FELIZ, ALEGRE E FORTE

(Marisa Monte/Pretinho da Serrinha/Rachell Luz)

O que importa se o tempo passou

O que importa se vai demorar

O que importa se o dia chegou

O que importa se nunca virá

O que importa se alguém falou

O que importa se ninguém falar

O que importa é aqui e agora,

Toda hora é hora,

Enquanto eu posso estar.

O que importa é ser aqui e agora,

Toda hora é hora,

Enquanto eu posso estar.

Sou feliz, alegre e forte

Tenho amor e sorte

Aonde quer que eu vá

O que importa se o pneu furou

O que importa é se vai decolar

O que importa se escorregou

O que importa é se levantar

O que importa se a noite esfriou

O que importa é saber amar

O estado contente da mente

Depende somente

De acreditar

O estado contente da mente

Depende da gente

É só acreditar

Sou feliz, alegre e forte

Tenho amor e sorte

Aonde quer que eu vá


Marisa Monte – coro e palmas

Davi Moraes – guitarra

Chico Brown – guitarra, coro e palmas

Dadi – baixo, coro e palmas

Jorginho Gomes – bateria

Pretinho da Serrinha – cavaquinho, cuíca, shaker, pandeiro, reco-reco, coro e palmas

Seu Jorge – coro e palmas

Carlinhos Brown – repique

ARRANJO – ANTONIO NEVES

Antonio Neves – trombone

Oswaldo Lessa – sax e flauta

Eduardo Santana – trompete

Produzido por Marisa Monte.

Gravado entre outubro de 2020 e abril de 2021 por Daniel Carvalho (RJ).

Mixado entre março e abril de 2021 por Daniel Carvalho (RJ).

Masterizado em maio de 2021 no Sterling Sound Studio por Greg Calbi e Steve Fallone (NY).


domingo, 22 de maio de 2022

.: Crítica: "Quatro Amigas Numa Fria" fica devendo comédia

Por: Mary Ellen Farias dos Santos

Em maio de 2022


O longa nacional "Quatro Amigas Numa Fria", em cartaz nas salas de cinema Cineflix, com direção de Roberto Santucci, leva Dani (Maria Flor), Karen (Fernanda Paes Leme), Lud (Micheli Machado) e Josie (Priscila Assum) para a neve da Argentina: Bariloche. Por quê?! A amiga certinha, Dani, está com casamento marcado. Para fazer uma despedida de solteiro sem ser rotulada com tal título, Karen decide que as amigas irão curtir e esquiar por sete dias fora do Brasil.

A premissa é bastante interessante e a atuação do quarteto não deixa a desejar, porém a execução não  consegue envolver. A trama acaba sendo superficial e rocambolesca, tornando tantas reviravoltas e revelações repletas de coincidências que de nada servem para enriquecer a trama. "Quatro Amigas Numa Fria" fica devendo para ser enquadrado no gênero comédia, embora haja graça na personagem Lud de Micheli Machado. A amiga que é pobre, casada, mãe e só quer realizar o desejo de dormir sem ser interrompida.


Já a Jessie de Priscila Assum perde todo o tom cômico quando chega em Bariloche e faz uso contínuo do figurino do personagem Kenny de "South Park", por conta de uma alergia a gelo. Sim! A personagem poderia ajudar a deixar o enredo ser mais divertido, mas termina presa num visual que a impede, inclusive, de falar corretamente. Assim, sobra para Fernanda Paes Leme fazer mais do mesmo, enquanto que a chatinha e volúvel Dani de Maria Flor não conquista como mocinha. 

Com muita neve, por vezes, o filme das amigas que se conhecem desde a infância garante uma fotografia bonita. Não espere muito da nova produção de Santucci, como o sucesso "De Pernas pro Ar", nem mesmo algo estilo "Até que a Sorte nos Separe" ou "Os Farofeiros"


Em parceria com a rede Cineflix Cinemas, o Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar Shopping. O Cineclube do Cineflix traz uma série de vantagens, entre elas ir ao cinema com acompanhante quantas vezes quiser - um sonho para qualquer cinéfilo. Além disso, o Cinema traz uma série de projetos, que você pode conferir neste link.

*Editora do site cultural www.resenhando.com. É jornalista, professora e roteirista. Twitter: @maryellenfsm


Filme: "Quatro Amigas Numa Fria"

Classificação: 12 anos

Ano de produção: 2022

Idioma: português

Diretor: Roberto Santucci

Roteiro: Paulo Cursino, Caio Gullane, Gabriel Lacerda, Taísa Lima, Juliana Soares, Sergio Virgilio

Duração: 1h47m

Elenco: Maria Flor, Fernanda Paes Leme, Micheli Machado e Priscila Assum

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