sábado, 16 de outubro de 2021

.: Musical "Forever Young" em curta temporada presencial no Teatro Liberdade


Espetásculo retrata a velhice de forma bonita, poética e bem-humorada. O espetáculo volta para uma curta temporada presencial no Teatro Liberdade com somente 6 apresentações de 5 a 14 de novembro. Foto: Estevão Buzato

Musical com uma trajetória de sucesso, "Forever Young" volta em cartaz para curta temporada presencial no Teatro Liberdade, de 5 a 14 de novembro. Elenco é formado por Carmo Dalla Vecchia, Fafy Siqueira, Keila Bueno, Paula Capovilla, Ton Prado, Fred Silveira e Miguel Briamonte.

A montagem de Erik Gedeon, com direção de Jarbas Homem de Mello promove uma reflexão bem humorada sobre exclusão social na velhice. Seis velhinhos que eram artistas moram em um asilo sob as ordens de uma enfermeira que vive podando a manifestação artística do grupo. Tudo muda quando ela se ausenta, pois eles revelam grande alegria e vigor cantando hits do pop e do rock.

Público poderá ouvir hits como "I Love Rock and Roll", "Smells Like a Teen Spirit", "I Will Survive", "I Got You Babe", "Satisfaction" e a emblemática "Forever Young". Já o repertório nacional conta com canções de Raul Seixas, Tim Maia e Chico Buarque.

"Forever Young" é um musical com uma trajetória de sucesso por várias capitais do Brasil, reuniu nomes de destaque no elenco em uma história que retrata a velhice de forma bonita, poética e bem-humorada. O espetáculo volta para uma curta temporada presencial no Teatro Liberdade com somente 6 apresentações de 5 a 14 de novembro.

Desta vez, o elenco é formado por Carmo Dalla Vecchia, Fafy Siqueira, Keila Bueno, Paula Capovilla, Ton Prado, Fred Silveira e Miguel Briamonte. A montagem é de Erik Gedeon e direção de Jarbas Homem de Mello. As sessões são sextas e sábados às 20h30, domingos, às 18h. Ingressos à venda pela Eventim.

O musical traz seis grandes atores que representam a si mesmos no futuro, quase centenários. Apesar das dificuldades eles continuam cantando, se divertindo e amando. Tudo acontece no palco de um teatro, que foi transformado em retiro para artistas, sempre sob a supervisão de uma enfermeira. Quando ela se ausenta, os simpáticos senhores se transformam e revelam suas verdadeiras personalidades por meio do bom e o velho rock’n’roll e mostram que o sonho ainda não acabou e que eles são eternamente jovens.

O espetáculo consegue relatar não apenas o problema da exclusão social na “melhor idade”, mas também aborda questões sobre a velhice com muito humor e músicas que marcaram várias gerações. "Forever Young" é uma homenagem a todos os artistas que trouxeram tanta magia para as pessoas. E, principalmente, passa a mensagem que ser jovem é algo eterno, que a vida não para, apenas muda-se a frequência das ações. A montagem foi indicada a diversos prêmios como Bibi Ferreira, Shell, Arte Qualidade Brasil e Reverência.

Os hits são sucessos do rock/pop mundial de diversos anos, passando pelas décadas de 50, 60, 70, 80 até chegar aos anos 1990. Músicas que são verdadeiros hinos como "I Love Rock and Roll", "Smells Like a Teen Spirit", "I Will Survive", "I Got You Babe", "Roxanne", "Rehab", "Satisfaction", "Sweet Dreams", "Music", "San Francisco", "California Dreamin", "Let It Be", "Imagine" e a emblemática "Forever Young". Já o repertório nacional conta com canções como Eu nasci há 10 mil anos atrás de Raul Seixas, Do Leme ao Pontal de Tim Maia e Valsinha de Chico Buarque.


Ficha técnica:
Autor: Erik Gedeon. Direção Geral: Jarbas Homem de Mello. Supervisão Artística/tradução/adaptação: Henrique Benjamin. Direção Musical e canções adicionais: Miguel Briamonte. Elenco: Carmo Dalla Vecchia, Fafy Siqueira, Keila Bueno, Paula Capovilla, Ton Prado, Fred Silveira e Miguel Briamonte. Assistência de Direção: Fernanda Lorenzoni Supervisão Cenográfica: Luís Rossi Direção de Arte: Rosa Berger. Figurino: Paulette Pink. Visagismo: Hugo Daniel e Paulette Pink Preparação corporal: Renata Mello Designer de Luz: Fran Barros. Designer de Som: Rafael Caetano. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Direção de Produção: Henrique Benjamin. Produtor Executivo: Fabio Hilst. Realização: Benjamin Produções.


Serviço:
"Forever Young"
De 5 a 14 de novembro - Sextas e Sábados às 20h30. Domingos às 18h.
Classificação etária: 14 anos. Duração: 100 Minutos


Teatro Liberdade
Endereço: Rua São Joaquim 129 – Liberdade – São Paulo/SP
Plateia alta e baixa – R$ 130,00 (inteira) e R$ 65,00 (meia)
Balcão A – R$ 90 (inteira) e R$ 45 (meia)
Balcão B – R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia)


Bilheteria oficial
Atendimento Presencial: terça a domingo das 13h às 20h. E, em dias de espetáculos, a bilheteria permanece aberta até o início da apresentação.

.: Herson Capri e Leandro Luna brilham no espetáculo virtual "A Vela"


De 8 a 31 de outubro, Herson Capri e Leandro Luna interpretam pai em filho no espetáculo "A Vela", escrito por Raphael Gama. Com direção de Elias Andreato, a montagem estará disponível on demand, via Eventim. Foto: Caio Gallucci

De 8 a 31 de outubro, Herson Capri e Leandro Luna interpretam pai em filho no espetáculo "A Vela", escrito por Raphael Gama. Com direção de Elias Andreato, a montagem estará disponível on demand, via Eventim. Na trama, o velho professor Gracindo decide se mudar para um asilo, por conta própria, depois de se ver muito sozinho após o falecimento de sua esposa. Ele rompeu relações com o filho há muito tempo, quando descobriu sobre sua orientação sexual, expulsando-o de casa.

Prestes a se mudar, Gracindo precisa empacotar suas coisas e acaba revirando seu passado enquanto a falta de luz o obriga a usar uma vela. Porém, quem chega para ajudar nessa mudança é Cadú, ou melhor, Emma Bovary, seu filho drag queen que retorna para tentar as pazes com seu velho pai e entender o que fez um homem tão culto agir de forma tão violenta. Mas, Cadú, ou Emma é categórico: eles têm apenas o tempo da vela que o pai acendeu se consumir para essa conversa se resolver.

“É uma história contada com delicadeza para que o espectador possa se identificar com os personagens. O nosso objetivo é mergulhar numa relação verdadeiramente teatral e humana. O teatro sempre será a arena necessária para debater todas as formas de preconceitos”, fala o diretor Elias Andreato.

Para Leandro Luna, o espetáculo aborda as relações humanas e as feridas familiares que todos temos e nos identificamos. “É muito importante, principalmente nos dias de hoje, estarmos em constante discussão sobre as diferenças e estimularmos a tolerância e o respeito ao próximo. Vivemos tempos muito polarizados, onde o conceito de moral e conservadorismo tem alimentado a sociedade com discursos odiosos, segregacionistas, em vez de criar o diálogo respeitoso e democrático. Precisamos, através da Arte, propor o discurso de temáticas que incentivem o respeito entre os indivíduos, principalmente, a partir do ponto de vista da educação familiar”. 

Já Herson Capri ressalta a atualidade do tema. “A peça discute preconceito, acolhimento e a relação familiar de uma forma inteligente e sensível. Os preconceitos estão por aí, à nossa volta, o tempo todo. Convivemos, de uma forma ou outra, com pessoas conservadoras e até negacionistas. Acho que a arte tem o dever de abordar os temas que tocam e afligem a sociedade. Acolher as diferenças é um deles. E negá-las, também é preciso ser discutido”.

Para a construção do texto, o autor Raphael Gama recorreu da percepção que teve ao constatar a dificuldade em dialogar com sua avó, uma mulher tradicional, com resistência em entender as mudanças que aconteciam na sociedade; e o quanto a incompreensão familiar afetava as escolhas de vida das drag queens em geral. “Eu convivo com diversos artistas queers de São Paulo. Conheço pessoas que foram expulsas de casa e o fato dessa comunidade seguir sendo tão negligenciada e odiada, mesmo em meio à tanta informação, me fez querer falar do assunto no ambiente familiar e sobre a importância do diálogo como ferramenta de cura”, explica.


Relações humanas
Entre álbuns de fotos, livros clássicos, música e poesia, os personagens vão revirando o passado para entender o presente e enfrentar o futuro. Ambientada em uma casa com poucos móveis e algumas caixas, o elemento central em cena é uma janela, onde o tempo e os segredos são discutidos.

A peça é entremeada por trechos de famosos escritores e pensadores, com músicas que definiram gerações como Carpenters, Edith Piaf e Dalva de Oliveira. O drama, vivido entre pai e filho, pretende aproximar as questões pertinentes da sociedade contemporânea, levando o espectador a entrar em contato de maneira sensível, com temáticas extremamente relevantes: as relações humanas e os preconceitos instaurados na estrutura social e familiar.

“'A Vela' não é sobre mocinhos e bandidos, não é sobre vítimas e vilões. É sobre algo que todos nós conhecemos intimamente. É sobre família e amor. Sobre erros humanos. Sobre conflito de gerações e de identidades. E a importância do diálogo em tempos tão odiosos. Mais do que falar sobre quaisquer tabus ou polêmicas, quando falamos sobre amor falamos sobre reflexão e cura”, conclui Raphael Gama.


Sinopse
O solitário professor Gracindo (Herson Capri) está de mudança para um asilo quando é surpreendido pela visita do filho gay que expulsou de casa há vinte anos. Cadu (Leandro Luna) agora é a drag queen Emma Bovary. Em meio a uma queda de energia, os dois têm apenas o tempo de uma vela para acertar as contas. 


Ficha técnica:
Texto: Raphael Gama. Direção, cenário e figurino: Elias Andreato. Elenco: Herson Capri (Gracindo) e Leandro Luna (Cadú/Emma Bovary). Assistente de direção e produção: Rodrigo Frampton. Iluminador e operador de luz e som: Cleber Eli. Contraregragem e Camarim: Renato Valente. Foto: Caio Gallucci. Caracterização: Brechó Minha Avó Tinha. Visagista: Márcio Merighi. Designer Gráfico: Luciano Angelotti. Fotos: Caio Gallucci. Vídeo: Otávio Pacheco e Douglas B. Silva. Produtora de Vídeo: Trapézio Produções Culturais. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli. Produtores: Leandro Luna e Priscilla Squeff. Produção: VIVA Cultural e Luna Produções Artísticas. Realização: Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura e Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.

Serviço:
Espetáculo "A Vela"
Duração: 60 minutos.
Classificação etária: 14 anos.

Temporada online:
De 8 a 31 de outubro de 2021 - On demand.
Ingressos: R$ 10 (preço popular).
Transmissão: Eventim.


.: Com direção de Vera Holtz "Sonhos Para Vestir" estreia em formato digital


A atriz Sara Antunes adaptou o espetáculo "Sonhos Para Vestir" para uma versão audiovisual. A versão digital será exibida em oito sessões em temporada online, de 16 de outubro a 7 de novembro, às 20h, pela plataforma Sympla. Foto: Analu Prestes

As cartas trocadas entre a atriz Sara Antunes e o pai dela desde a infância até a morte dele, serviram de inspiração para a montagem do espetáculo "Sonhos Para Vestir", que tem direção de Vera Holtz. A peça reflete sobre os desejos mais íntimos e o afeto, mas é sobretudo uma homenagem da relação de uma filha com seu pai. Para a nova montagem, os filhos da atriz, Benjamim e Antônio, fazem participação especial. 

Depois da bem-sucedida incursão pelo universo no teatro digital com a estreia do espetáculo "Dora" e da gravação de "Leopoldina, Independência e Morte", Sara Antunes adaptou o espetáculo em uma versão audiovisual. Para enfrentar o desafio da interatividade com o público presente na montagem, a diretora Vera Holtz propôs que ela interagisse com os filhos, Benjamim, de oito anos, e Antônio, de seis. O espetáculo estreia no Centro Cultural São Paulo, na mostra Quando o Palco se Fez Cinema, dia 15 de outubro, às 20h15. Em seguida, realizará oito sessões em temporada online, de 16 de outubro a 7 de novembro, às 20h, pela plataforma Sympla.

"Sonhos Para Vestir" é um delírio poético, a partir de uma história real, pela perspectiva da palavra por meio de cartas trocadas entre pai e filha e a sob influência de autores como Bartolomeu Campos de Queiroz (que ainda vivo pôde acompanhar a criação do espetáculo) e Gaston Bachelard. Sara Antunes tinha perdido o pai em 2007 com quem nutria uma relação de muita beleza, um tipo especial de relação desde a barriga da mãe. 

O pai deixou escritos sobre hipóteses radiantes de uma vida, e trocaram cartas até o fim, quando sem ouvir mais, sem escrever, sem falar, ele num quarto de hospital, se despediu. É deste silêncio fecundo e fértil que nasceu as palavras da peça. 

A exposição "Memórias Para se Vestir" de Analu Prestes inspirou a autora e veio a ideia da criação. Sara Antunes se juntou aos artistas Vera Holtz (direção), Analu Prestes (cenário), Daniel Valentini (trilha sonora) e Paulo Cesar Medeiros (luz) para a criação do espetáculo, numa costura delicada de poesia, filosofia e teatro. A peça reflete sobre os desejos mais íntimos e o afeto, mas é sobretudo uma homenagem da relação de uma filha com seu pai.       

“Durante o processo 11 anos atrás a Vera me ajudou entender que essa criação se relacionava a figura do meu pai que tinha acabado de falecer e criar a peça fazia parte do meu luto, uma espécie de homenagem poética a relação. Senti que era uma peça importante para ser refeita num momento de elaboração de tantos lutos. Mas, não imaginava a dimensão que isso causaria por aqui. Nesses 11 anos tive meus dois filhos e ao incorporá-los a peça redimensionamos o sentido dela que trás memórias, mas, trás também futuro. Pude provocar um encontro deles com o avô mesmo que nesse universo poético. A arte é realmente capaz de promover esses encontros num grande circo etéreo como diz Amir Haddad. Então pra mim já fez um sentido imenso e espero que a delicadeza dessa experiência reverbere, ecoe...”, diz Sara.        

Vera Holtz destaca a presença da maternidade na montagem da peça. “Sara me disse que os filhos não tinham visto essa peça ainda. Quando estávamos no processo de criação, ela fazia as cenas, improvisações e percebi que sem ela ter consciência estava criando uma grande homenagem ao pai. Ela no meio do processo pôde se dar conta. Agora nessa outra fase eu disse: Sara traga os seus filhos para a cena! Você falava tanto de quando seu pai escrevia palavras na barriga da sua mãe grávida pra você. Ou seja, a presença da maternidade já era forte na primeira montagem. E agora temos a chance de trazer a passagem do tempo daquela maternidade para a Sara-mãe. Materializar essa passagem agora com os filhos ali descobrindo o avô pela mãe.  Trazê-los concretiza a passagem do tempo e materializa o tempo da vida.”

O espetáculo estreou em 2010 realizando mais de 20 apresentações pelo país. Em 2019, participou do Festival Internacional de Mindelact, na África. “A peça nasceu num teatro pequeno muito intimista e durante os anos foi expandindo, fizemos em teatro enormes, como na última vez em Cabo Verde, na África. Agora foi um movimento inverso para uma intimidade máxima, ressaltando a delicadeza, matéria rara atualmente! O cenário criado pela Analu Prestes tem riquezas que talvez só agora poderão ser reveladas. Foi uma grande imersão gravada em casa, com a orientação de Vera Holtz e parceria na montagem e captação de Henrique Landulfo”, conclui Sara.


Ficha técnica:
Direção: Vera Holtz. Texto e Atuação: Sara Antunes. Cenário-Instalação: Analu Prestes. Música: Daniel Valentini. Luz: Paulo Cesar Medeiros. Figurino: Kabila Aruanda. Preparação: Mary Kunha. Concepção Audiovisual: Sara Antunes. Participação especial: Antônio Bueno de Oliveira e Benjamim Antunes de Oliveira. Direção de Fotografia: Henrique Landulfo. Montagem: Henrique Landulfo e Sara Antunes Mixagem de Som: Gabriel Martini e Marcelo Bueno. Produção: Corpo Rastreado.


Serviço:
Espetáculo digital Sonhos Para Vestir
Classificação etária: livre.
Duração: 40 minutos.

Temporada online
De 16 de outubro a 7 de novembro
Sábados e domingos, às 20h.
Ingressos: Pague quanto puder
Ingressos e acesso à transmissão: Sympla.com.br

.: Espetáculo "Evocação de Patrícia Galvão, Pagu" na Semana de 22 da Biblioteca Mario de Andrade


Biblioteca Mário de Andrade e Companhia da Memória celebram o “22 + 100”, Cem Anos da Semana de Arte Moderna de 1922, com o espetáculo inédito Evocação de Patrícia Galvão, Pagu. Com participação de Walderez de Barros e ingressos grátis, a peça marca retomada de teatro presencial na Mário. Elenco: Mafalda Pequenino, Walderez de Barros, Marina Nogaeva Tenório e Ondina Claís


Concebido pela Companhia da Memória especialmente para a Biblioteca Mário de Andrade e os festejos de Cem Anos da Semana de Arte Moderna de 1922 (“22 + 100”), “Evocação de Patrícia Galvão, Pagu” se estrutura em torno de uma carta iniciada nos anos 1930, na prisão, pela jornalista, poeta, militante política, escritora e desenhista Patrícia Galvão, conhecida como Pagu, que ainda antes dos 18 anos tornou-se musa do Movimento Modernista.

Nesse relato autobiográfico de caráter íntimo, endereçado a seu futuro companheiro, Geraldo Ferraz, Pagu olha sua vida em retrospectiva, revendo suas posições e escolhas. Numa mistura de estilos literários — carta, ensaio, memórias, fabulações —, ela relembra sua infância, o contato com o círculo de intelectuais do Movimento Modernista, a relação com o poeta Oswald de Andrade, a primeira maternidade e a devoção à luta pelo comunismo. Com três atrizes em cena, que leem os trechos da carta, e Walderez de Barros interpretando em vídeo poemas de Patrícia Galvão, o espetáculo é acompanhado por imagens que contextualizam os momentos descritos no texto. 


Companhia da Memória
Ativa desde 2007, já realizou 14 espetáculos e 34 temporadas. Dez textos inéditos foram gerados por suas pesquisas, com 8 indicações a prêmios e um público em torno de 10 mil pessoas. Dentre os espetáculos realizados temos “Rosa de Vidro” (2007), “Nomes do Pai” (2010), “Karamázov” (2014), “Katierina Ivânovna” (2017), “Punk Rock” (2018), “Réquiem para o Desejo” (2019), “As Três Irmãs” e “A Semente da Romã” (2020) e “A Dócil” (2021). Além de pesquisar a encenação transdisciplinar, o grupo tem se dedicado à transposição de obras literárias para a cena teatral, à recriação de clássicos da dramaturgia, ao fomento e à criação e encenação de dramaturgia brasileira contemporânea e à investigação da metodologia do teatro psicofísico para o trabalho do ator.


Ficha técnica
Texto: “Autobiografia Precoce” de Patrícia Galvão
Adaptação de texto e direção: Marina Nogaeva Tenório
Elenco: Mafalda Pequenino, Marina Nogaeva Tenório, Ondina Claís, Walderez de Barros
Vídeo e luz: Lucas Brandão
Produção: João Vasconcellos
Curadoria de Artes Cênicas / Biblioteca Mário de Andrade: Alvaro Machado
Realização: Companhia da Memória, Prefeitura da Cidade de São Paulo, Secretaria Municipal de Cultura e Biblioteca Mário de Andrade.
Agradecimentos especiais: Leda Rita Cintra, Gutemberg Medeiros, Rudá k. Andrade e Seção de Obras Raras e Especiais da BMA.


Serviço:
Presencial, de sexta a domingo, três sessões, com público reduzido. Espetáculo inédito, especialmente concebido para a Biblioteca Mário de Andrade para os festejos "22+100", em comemoração aos Cem Anos da Semana de Arte Moderna de 1922. Realização BMA / Companhia da Memória, direção Marina Nogaeva Tenório, participação especial de Walderez de Barros em vídeo.

Teatro na Mário: “Evocação de Patrícia Galvão, Pagu”
Data: dias 16 e 17 de outubro de 2021 (sábado e domingo)
Horário: 19h
Local:  Auditório Rubens Borba de Moraes - Biblioteca Mário de Andrade
Endereço: R. da Consolação, 94 - República, São Paulo - SP, 01302-000
Ingressos gratuitos disponíveis através do SYMPLA (link abaixo) ou a partir de 50 minutos antes de cada apresentação, na recepção da Biblioteca: https://www.sympla.com.br/teatro-na-mario-evocacao-de-patricia-galvao-pagu__1370012

.: Grupo XIX de Teatro - 19 Anos em 19 dias para celebrar 19 anos de trajetória

Espetáculo "Histerya" abre as apresentações da Mostra. Grupo XIX de Teatro mergulha em sua trajetória para exibir e refletir sobre espetáculos do seu repertório em mostra online. Série de espetáculos representam uma imersão pelo universo criativo e histórico do Grupo XIX de Teatro. De 16 de outubro a 5 de novembro pelo YouTube/GrupoXIXdeTeatro. O Grupo XIX de Teatro apresentar uma mostra com 8 espetáculos de seu repertório para celebrar os 19 anos de trajetória da companhia. Foto: Jonatas Marques


A mostra XIX: 19 anos em 19 dias acontece de 16 de outubro a 5 de novembro, em transmissão pelo Zoom. A cada dia será exibido uma peça, seguido de algum material inédito sobre o processo de criação ou uma conversa com os criadores do espetáculo. Para cada montagem haverá um convidado especial, que tenha visto o espetáculo no ano de sua estreia e o reveja agora, provocando um debate com a plateia acerca dos novos contornos que a encenação ganha no contexto atual. E no dia 5 de novembro tem uma apresentação especial 19 anos em 19 horas, onde será possível assistir os espetáculos exibidos em sequência. 

Uma imersão pelo universo criativo e histórico para ressignificar seus próprios contextos originais de criação é o que promete o Grupo XIX de Teatro com a mostra XIX: 19 anos em 19 dias, que acontece de 16 de outubro a 5 de novembro, em transmissão pelo Zoom. Encerrando a programação, no dia 5 de novembro, acontece o evento especial 19 anos em 19 horas, onde será possível assistir os espetáculos exibidos em sequência.

O premiado grupo paulistano formado pelos atores-criadores Janaina Leite, Juliana Sanches, Luiz Fernando Marques, Ronaldo Serruya, Rodolfo Amorim e Paulo Celestino, mantém residência e pesquisa contínua dentro da Vila Operária Maria Zélia, Zona Leste da capital paulista. A mostra integra uma série de atividades que estavam previstas para acontecer no ano passado para celebrar os 19 anos de trajetória da companhia. Com a pandemia, o projeto teve que ser adiado e foi reformulado para o formato digital, ocorrendo de maneira inteiramente remota, com transmissão pelo Zoom.

Na mostra, o publico poderá ver ou rever oito espetáculos do grupo que, em muitos momentos, direcionou sua pesquisa para a preservação e o resgate da memória. São eles: Hysteria, Hygiene, Arrufos, Marcha Para Zenturo (em parceria com o Grupo Espanca), Nada Aconteceu, Tudo Acontece e Tudo Está Acontecendo, Estrada do Sul (em parceria com o Teatro Dell’Argine), Teorema 21 e o infantil Hoje O Escuro Vai Atrasar Para Que Possamos Conversar.

A cada dia será exibido uma peça, seguido de algum material inédito como um minidocumentário sobre o processo de criação ou uma conversa com os criadores do espetáculo. Para cada montagem haverá um convidado especial, que tenha visto o espetáculo no ano de sua estreia e o reveja agora, provocando um debate com a plateia acerca dos novos contornos que a encenação ganha no contexto atual. O professor e crítico teatral Wellington Duarte, assistirá todos os trabalhos e, ao final, produzirá um texto colocando as obras em perspectiva a fim de refletir sobre que história que se conta nesses 19 anos de produção do coletivo. A programação completa está abaixo.

As gravações são registros de temporadas e turnês, exceto Nada Aconteceu, Tudo Acontece e Tudo Está Acontecendo e Estrada do Sul que serão analisados como uma “desmontagem”, um processo de reaproximação do material de arquivo revisitando a obra a partir do momento atual. 

A ideia de revisitar o repertório - levando-se em conta questões urgentes como a representatividade em cena, o racismo, a transfobia, o feminismo decolonial, entre outas -, é um chamado para uma inércia confortável que pautou por décadas o teatro. O diretor Luiz Fernando Marques destaca que “é uma chance única, talvez a última, de ver o que significa essa produção em perspectiva, o que dizem essas peças sobre nosso tempo, o que dizem também sobre o próprio teatro e as questões políticas que o atravessam e modificam, inclusive, em seu pensamento sobre estética. É fundamental que nos mostremos capazes de pensar criticamente a história e a nossa própria trajetória.”


Os espetáculos da programação
Hysteria foi a primeira peça montada pelo grupo e estreou em 2001, em criação coletiva com direção de Luiz Fernando Marques. Ganhou 5 prêmios, incluindo o de revelação teatral pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), além de ter sido indicada para o Prêmio Shell de Teatro.

A história de passa no final do século 19, nas dependências de um hospício feminino. Cinco personagens internadas como histéricas revelam seus desvios e contradições – reflexos diretos de uma sociedade em transição, na qual os valores burgueses tentavam adequar a mulher a um novo pacto social. Cenicamente, abdica-se do palco e dos recursos de sonoplastia e iluminação, optando-se por um espaço não convencional, onde a plateia masculina é separada da feminina que é convidada a interagir com as atrizes. Esta interação, aliada a textos previamente elaborados, gera uma dramaturgia híbrida e única a cada apresentação.

Hygiene estreou em 2005, encenada à luz do dia, nos prédios históricos da Vila Operária Maria Zélia. Com criação coletiva e direção de Luiz Fernando Marques, é baseada em uma pesquisa sobre o processo de higienização urbana no Brasil do final do século 19, onde um grande contingente de culturas e ideias dividem o mesmo teto – o cortiço. Desse caldeirão de misturas surgem os embriões de importantes manifestações de nossa identidade, assim como as desigualdades sociais que marcam profundamente os nossos dilemas atuais.

Por esta peça o grupo foi indicado ao prêmio Shell de Teatro e ao Prêmio Bravo! Prime de Cultura como um dos três melhores espetáculos do ano e foi premiado como melhor espetáculo no Prêmio Qualidade Brasil 2005 - São Paulo.

Arrufos, de 2007, criação coletiva com direção de Luiz Fernando Marques, é resultado de pesquisa em torno da história do amor privado no Brasil, o amor burguês, socialmente aceito, e seus desdobramentos até os dias atuais. O espetáculo propõe, junto com a plateia, uma reflexão sobre o desejo de amar e ser amado. Arrufo significa briga sem importância entre pessoas que se amam.

Toda a iluminação vem de 50 abajures que o espectador apaga no início do espetáculo e, aos poucos, voltam a ser acesos pelos atores. A direção de arte de Renato Bolelli Rebouças (vencedor do Prêmio Shell em 2008 por este espetáculo), acomoda o público em arquibancadas formando uma espécie de “parede de alcova”. Sentados em almofadas, a plateia é convidada a sentar em dupla, mesmo quando não o são promovendo assim o encontro.

Marcha para Zenturo é uma parceria artística entre o Grupo XIX e o Espanca!, de Belo Horizonte (MG). Com texto de Grace Passô e direção de Luiz Fernando Marques, os dois grupos se uniram para a concepção de um trabalho onde o exercício da troca, o olhar sobre o outro, a atração do desconhecido, se revelam como força não só para a realização de um projeto de arte, mas sobretudo para a possibilidade de pensar o homem e as relações que ele estabelece na diferença e na igualdade.

O espetáculo traz uma reflexão sobre o processo vertiginoso do tempo. A história se passa no reveillón de 2.441. Enquanto uma multidão se manifesta nas ruas gritando por algo que não se sabe o que é, uma turma de amigos se reencontra para celebrar o ano novo. Este encontro detona lembranças e reflexões sobre como o tempo transcorreu em suas vidas. O espetáculo estreou em 2010 e foi indicado ao prêmio Usiminas/Sinparc-MG nas categorias texto, luz, cenário e figurino.

Nada Aconteceu, Tudo Acontece, Tudo Está Acontecendo estreou no centenário de Nelson Rodrigues, em 2013, quando o XIX criou uma livre versão para Vestido de Noiva, em parceria com o dramaturgo Alexandre Dal Farra. Na releitura dirigida por Luiz Fernando Marques e Janaina Leite, o público acompanha a personagem Alaíde nas duas horas que precedem a sua cerimônia de casamento com Pedro. A sede do grupo, na Vila Maria Zélia, foi transformada em um salão de festas para receber o casamento. 

Inseridos dramaturgicamente como convidados da cerimônia, os espectadores assistem às cenas sentados à mesa da festa, tomando vinho e petiscando salgadinhos. Num surto onde realidade e ficção se confundem, vemos emergir um universo de recalques que, aponta, na verdade, para uma rigidez e um arcaísmo que é a imagem do próprio Brasil.

Estrada do Sul, também de 2013 é uma parceria com o Teatro Dell’Argine, da Itália, a partir da obra A Autoestrada do Sul, de Julio Cortázar (1914-1984), com direção e dramaturgia de Pietro Floridia. Em uma estrada que leva a uma grande cidade, em um retorno de um domingo de férias, por circunstâncias misteriosas que ninguém nunca conseguirá esclarecer, se cria um engarrafamento.

O espetáculo acontece na rua com 23 atores ocupando 18 carros. O público assiste e participa do espetáculo dividindo os carros com os personagens presos nesse engarrafamento. A peça começa dentro dos carros, onde os atores, contam suas histórias, comentam a situação, interagem com o público-passageiro. Algumas cenas acontecem entre os carros, estabelecendo relações entre os passageiros para decidir o que fazer diante de problemas como alimentação, o sono, os atritos, as possíveis alternativas na expectativa de sair daquele engarrafamento. Cada sessão é única e incomparável para cada espectador.

Teorema 21 tem texto do dramaturgo Alexandre Dal Farra, livremente inspirado na obra Teorema, do cineasta italiano Pier Paolo Pasolini (1922-1975). Com direção de Luiz Fernando Marques e Janaina Leite, a peça gira em torno de uma família que retorna ao seu antigo lar. Ao buscar novas possibilidades de existência nesse ambiente antigo, recriam as suas relações e experimentam novas formas de contato. Tudo parece estável. Mais do que isso, estagnado. A chegada de um estrangeiro ameaça transformar a estrutura dessa família.

A montagem é encenada ao entardecer na antiga escola de meninas, hoje desativada, localizada dentro da Vila Maria Zélia, um lugar quase sem teto, com as paredes em ruinas, em meio aos escombros. Ao entrar no espaço e ocupar as cadeiras giratórias dispostas aleatoriamente, o público é inserido na sala de estar e pode girar as cadeiras para escolher o melhor ângulo para cada cena.

Hoje O Escuro Vai Atrasar Para Que Possamos Conversar é o primeiro espetáculo infantil do XIX. Com dramaturgia de Ronaldo Serruya e direção de Luiz Fernando Marques e Rodolfo Amorim, o processo criativo para montagem foi inspirado pelo romance De Repente, Nas Profundezas do Bosque, do escritor israelense Amós Oz (1939-2018). A encenação apresenta ao público infantil temas delicados como os efeitos da discriminação e do tratamento indesejado, o bullying e a consciência de que o “outro” também tem medos, fragilidades e inseguranças.

O espetáculo estreou em 2018, no Centro Cultural Banco do Brasil - São Paulo, como uma experiência itinerante, numa relação direta com o espaço arquitetônico. A plateia era convidada para um passeio por dentro do prédio histórico, saindo da sala do teatro, passando pelo palco, pelos urdimentos, pelas coxias. Nessa experiência teatral imersiva, o cenário se transformou numa instalação inspirada no trabalho da artista mineira Lygia Clark, usando estímulos com o escuro, claro, barulhos e diferentes texturas para provocar os sentidos da plateia.


Um olhar sobre a memória
Com a pesquisa sobre habitação e moradia no Brasil o grupo chegou à Vila Operária Maria Zélia, em 2001. Da primeira residência até hoje, foram muitas ações, numa troca permanente com a comunidade e a inserção da Vila Maria Zélia no mapa cultural da cidade de são Paulo.

A criação colaborativa, o uso de espaços não-convencionais e a relação próxima ao público são marcas dessa trajetória. A “Vila” é hoje um espaço de pesquisa, difusão e formação que abriga projetos como os Núcleos de Pesquisa que acolhem anualmente cerca de cem artistas, além de diversos espetáculos e oficinas.

Ao longo de sua trajetória acumula entre prêmios e indicações mais de 15 menções nos principais prêmios do país: Shell, APCA, Cooperativa Paulista de Teatro, Bravo!, Qualidade Brasil entre outros. Em 2017, ganhou o Prêmio Shell na categoria Inovação pela manutenção da sede na Vila Maria Zélia, na Zona Leste, e parceria com artistas de áreas diversas.

O grupo já percorreu no exterior 21 cidades em 5 países (Europa: Portugal, Inglaterra, Itália e França; África: Cabo Verde). Hysteria fez turnê por 8 cidades francesas por ocasião do L’année du Brésil en France. Em junho de 2008 a peça cumpriu temporada no renomado Barbican Center de Londres na Inglaterra e, em 2009 o grupo foi convidado pelo Contact de Manchester para dirigir o espetáculo de formatura da instituição.

Em 2012, o XIX participou da mostra São Palco, idealizada pelo O Teatrão, em Coimbra, Portugal e do Festival La scenna dell’incontro, em Bologna, Itália em parceria com o ITC e o Teatro dell’Arginne. Em 2013 o grupo participou do Ano do Brasil em Portugal por 5 cidades.


Serviço:
Grupo XIX de Teatro - 19 anos em 19 dias

Dia 16 de outubro - Sábado
16h – "Hysteria" + conversa com a crítica teatral Daniele Avila Small (Questão de Crítica)
19h – "Hygiene" + depoimentos sobre a criação
21h – "Arrufos" + documentário: "O Filme de Amor da Minha Vida" (direção Paulo Celestino)

Dia 17 de outubro - Domingo
16h - "Hygiene" + conversa com o ator e diretor Eugênio Lima
19h - "Hysteria" + depoimentos sobre a criação
21h - "Arrufos" + depoimentos sobre a criação


Dia 18 de outubro - Segunda-feira
19h - "Hysteria" + documentário "Hysteria" (direção Ava Rocha e Evaldo Mocarzel)

Dia 19 de outubro, terça-feira
19h - "Arrufos" + conversa com a jornalista Maria Luiza Barsanelli


Dia 20 de outubro, quarta-feira
19h - "Hygiene" + documentário Hygiene no Acre (direção Evaldo Mocarzel) 


Dia 21 outubro, quinta-feira
19h - desmontagem "Marcha para Zenturo" + depoimentos sobre a criação com participação do Grupo XIX e Grupo Espanca!


Dia 22 de outubro, sexta-feira
19h - "Marcha para Zenturo" + minidoc sobre a peça + conversa com Carolina Braga (Cultradoria)


Dia 23 de outubro, sábado
16h – "Hysteria" + minidoc sobre a peça
19h – "Hygiene" + minidoc sobre a peça
21h – "Arrufos" + minidoc sobre a peça


Dia 24 de outubro, domingo
19h - minidoc sobre a peça "Nada Aconteceu, Tudo Acontece, Tudo Está Acontecendo" + conversa com crítica teatral e curadora Dodi Leal


Dia 25 de outubro, segunda-feira
19h - minidoc sobre a peça "Nada Aconteceu, Tudo Acontece, Tudo Está Acontecendo" + depoimentos sobre a criação


Dia 26 de outubro, terça-feira
19h – minidoc "Estrada do Sul" + conversa com cineasta Tata Amaral


Dia 27 de outubro, quarta-feira
21h – minidoc "Estrada do Sul" + depoimentos sobre a criação


Dia 28 de outubro, quinta-feira
16h - "Hoje o Escuro Vai Atrasar para que Possamos Conversar" + depoimentos sobre a criação


Dia 29 de outubro, sexta-feira
16h - "Hoje o Escuro Vai Atrasar para que Possamos Conversar" + minidoc sobre a peça


Dia 30 de outubro, sábado
16h - "Hoje o Escuro Vai Atrasar para que Possamos Conversar" + depoimentos sobre a criação
19h - "Teorema 21" + conversa com público


Dia 31 de outubro, domingo
16h - "Hoje o Escuro Vai Atrasar para que Possamos Conversar" + conversa com Valmir Santos (Teatro Jornal)
19h - "Teorema 21" + vídeo de conversa com público

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

.: #ResenhaRápida: Isabel Fillardis em um perfil divertido e inédito


Grande estrela do teatro, TV e música, ela abre o coração de uma maneira inédita sem fugir de perguntas que nunca foram feitas antes. Foto: Nana Moraes.


Isabel Fillardis é uma artista gigante que, nos anos 90, quando ninguém falava disso, fez a representatividade de muitas meninas negras que a viam brilhar, linda, na pele da Ritinha da novela "Renascer", de Benedito Ruy Barbosa. Mas ela vai além disso: a trajetória de Isabel Fillardis atravessa vertentes como teatro, moda, cinema e música.

Ela foi uma das vocalistas do trio de sucesso "As Sublimes", na década de 90, e sempre manteve o canto bem próximo à arte dela, atuando em diversos musicais. Após vencer um câncer na língua em 2014, que poderia ter comprometido sua habilidade de fala, Isabel decidiu não conter mais o dom de cantar e hoje o considera uma dádiva. 

Ela, que apresentou o show "Refeita" no festival online Afrofuturistic Lab, prepara o EP "Bel, Muito Prazer", que promete trazer muitas referências do soul, jazz e R&B. Nesta entrevista, muito especial, ela responde perguntas que, até então, nunca haviam sido feitas para ela.


#ResenhaRápida com Isabel Fillardis

Nome completo: Isabel Cristina Teodoro Filardis.
Data de nascimento: 3 de agosto de 1973.
Altura: 1,72m.
Qualidade: minha alegria.
Defeito: teimosia.
Mania: fazer as coisas ouvindo música.
Religião: Deus.
Time: Flamengo.
Signo: leonina.
Amor: o amor me rege. É cura..
Sexo: faz parte da vida! Delicioso!
Mulher bonita: eu.
Homem bonito: aquele que me enche os olhos e o coração.
Família é: amor, proteção, aprendizado.
Ídolo e inspiração: Oprah Winfrey.
Arte é: tudo aquilo que fala ao coração das pessoas e transforma para melhor.
Brasil: meu país amado.
Fé: minha bússola.
Deus é: Tudo.
Lugar: onde meu coração quiser estar.
Prato predileto: tenho vários.
Cor: todas, menos o roxo e o verde.
Medo: de altura.
Uma peça teatral:  “Lapinha - Além da Voz e da Pintura”. Texto de João Batista e direção de Edio Nunes e Vilma Melo.
Um show: Michael Jackson no Brasil.
Filme: "Avatar", de James Cameron.
Livro: "A Magia", Rhonda Byrne.
Uma música: "Sem Nome, Mas com Endereço", de Liniker.
Personagem: Luzia, da novela "Força de Um Desejo", de Gilberto Braga.
Novela: "Renascer", de Benedito Ruy Barbosa.
Série: "Ourplanet".
Programa de TV: "The Voice Mais".
Uma saudade: da minha avó Augusta.
Algo que me irrita: gente grosseira.
Algo que me deixa feliz: a bondade alheia.
Uma lembrança querida: amo lembrar do nascimento da minha filha.
Quem levaria para uma ilha deserta? Eu levaria todos os refugiados para recomeçarem suas vidas.
Se pudesse ressuscitar qualquer pessoa do mundo, seria... Ressuscitaria Jesus.
Não abro mão de: fazer coisas que me deem prazer.
Abro mão de: algo que sei que fará o outro mais feliz que a mim.
Tenho fome de: ver o respeito no mundo.
Tenho nojo de: ver o preconceito no mundo.
Se tivesse que ser um bicho: eu seria uma águia.
Um sonho: conhecer os mais variados lugares do mundo.
Música em uma palavra: poesia.
Televisão em uma palavra: entretenimento.
Teatro em uma palavra: transformação.
O que seria se não fosse artista: não sei o que eu seria se não fosse artista. Não me vejo longe da arte.
Ser artista é: a busca pelo entendimento e exposição das emoções e delas preencher o coração e a alma das pessoas.
O que me tira do sério: a ingratidão.
Ser mulher negra, hoje, é: significa resistência, resiliência, poder, sabedoria, ainda que enfrentamos uma sociedade machista, sexista.
Palavra favorita: amor.
Isabel Fillardis por Isabel Fillardis: Isabel fillardis renasce por Isabel fillardis muito mais forte. Pronta para essa nova etapa da vida com tudo o que ela tem para oferecer. Sou grata!

.: Há 50 anos, Led Zeppelin alcançava outro patamar no rock


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico musical.

A banda britânica Led Zeppelin lançava há 50 anos o álbum que se tornaria o marco divisor de sua carreira. Intitulado apenas como "Led Zeppelin IV", o quarto lançamento do grupo trazia um som coeso e incrivelmente bem produzido, mostrando hits que se transformaram em verdadeiros clássicos do rock nas décadas seguintes.

Para entender o contexto, a banda já havia lançado três álbuns com alguns bons momentos. Mas ainda não havia convencido por completo a crítica. O maior hit desse período era "Whole Lotta Love", que conseguiu atingir as paradas nos Estados Unidos.

No terceiro álbum, lançado em 1970, Robert Plant (vocal), Jimmy Page (guitarras), John Paul Jones (baixo, teclados) e John Bonhan (bateria) buscavam produzir um som mais acústico, influenciado pela música folk e por outros estilos em alta no pop na época. Eles ocuparam uma casa no País de Gales para compor essas canções e as do famoso quarto álbum.

Essa busca por um som mais puro, sem abandonar por completo as guitarras, resultou na criação de canções memoráveis. O disco abre simplesmente com "Black Dog", que possui um dos riffs mais matadores do rock e com o vocal de Plant elevado na última potência.

Depois segue com "Rock´n Roll", um tributo aos pioneiros desse estilo musical. E na sequência segue a acústica "The Battle Of Evermore". Depois vem "Stairway to Heaven", talvez a canção mais emblemática da história do Led Zeppelin, com um trabalho sensacional de Page na guitarra.

As canções seguintes "Misty Mountains Hop", "Four Sticks", "Going To California" e "When The Leeve Breaks" complementam o disco de forma brilhante, com destaque especial para "Going to California" e o trabalho de John Paul Jones com o mandolin.

Apesar de ter uma capa sem menção direta ao nome da banda, o álbum acabou sendo um dos mais vendidos da carreira do grupo, alcançando a marca de 37 milhões de cópias. A popularidade da banda ampliou ainda mais, subindo para patamares mais altos nos anos seguintes.

A trajetória do grupo teve fim em 1980 com a morte acidental de John Bonhan, que teve uma asfixia provocada por vômito depois de ingerir uma quantidade considerável de bebida alcóolica. Os três remanescentes se reuniram algumas vezes em apresentações esporádicas nos anos seguintes, mas sem uma perspectiva segura de produzir algo novo.

"Rock And Roll"

"Black Dog"

"Stairway To Heaven"


.: "A outra garota negra", de Zakiya Dalila Harris já está entre nós



Um dos livros mais aguardados de 2021 nos Estados Unidos, romance com elementos de suspense e debate sobre o racismo vai ser adaptado para série de TV pelo Hulu

 

Zakiya Dalila Harris atuou por três anos no mercado editorial, tempo suficiente para conhecer as hierarquias de classe veladas em um ambiente de trabalho majoritariamente branco. Ela se utilizou dessa vivência para escrever seu romance de estreia, "A outra garota negra", que chega às livrarias em outubro pela Intrínseca. Com uma originalidade marcante, a autora aborda temas como privilégio, racismo e gênero em uma narrativa com leves toques de humor e ingredientes de thriller.

Apontado como uma mistura dos filmes "O Diabo Veste Prada" e "Corra!", o romance desvela particularidades da competitiva indústria editorial e traz à tona discussões identitárias, como a afirmação cultural de pessoas negras pelo uso de determinado tipo de cabelo e acessórios. Ao expor questões que estão no centro do debate atual sobre o “ser negro” em um mercado de trabalho excludente, Zakiya Dalila Harris constrói uma história instigante repleta de personagens que incorporam os preconceitos enraizados na sociedade.

Considerado pelo jornal britânico The Independent “uma sátira mordaz sobre raça e o ambiente de trabalho”, A outra garota negra tem como protagonista a carismática assistente editorial Nella Rogers, a única funcionária negra da editora Wagner Books. Quando já não aguenta mais se sentir deslocada na empresa, o destino parece enfim presenteá-la com uma aliada: Hazel, também uma garota negra, é contratada e passa a trabalhar na baia ao lado da sua. Porém, à medida que Hazel ganha influência e atenção no escritório, Nella vai se sentindo deixada de lado.

O plot twist ocorre quando bilhetes misteriosos começam a aparecer em sua mesa, com um aviso: SAIA DA WAGNER. AGORA. Sem saber quem está por trás das mensagens hostis, Nella entra em uma espiral de obsessão e paranoia. E, conforme outras situações desconfortáveis passam a dominar seus dias, a jovem vê sua rotina ser tomada por um clima de pesadelo e percebe que pode haver muito mais em risco do que apenas sua carreira.

Zakiya Dalila Harris faz ecoar a voz de muitas mulheres negras que logo percebem não ser suficiente ter um diploma, conseguir um bom emprego e se portar da maneira correta para conquistarem um lugar na sociedade. Inteligente e fora do comum, o romance apresenta uma crítica social necessária e um thriller capaz de envolver os leitores em uma onda de expectativa até o fim.

"A outra garota negra" vai ser adaptado para série televisiva pelo serviço de streaming norte-americano Hulu (The Walt Disney Company). Zakiya Dalila Harris será corroteirista e produtora-executiva da obra, ao lado de produtores de títulos como "O Ódio que Você Semeia", "Narcos" e "Sense8".


“Um O Diabo Veste Prada mais ousado e emocionante, que explora privilégio e racismo.” — The Washington Post

 “Uma sátira mordaz sobre raça e o ambiente de trabalho.” — The Independent


Zakiya Dalila Harris nasceu em Connecticut. Formada em escrita criativa, publicou trabalhos em veículos como Guernica e The Rumpus e atuou por quase três anos no mercado editorial antes de escrever seu romance de estreia, A outra garota negra. Atualmente mora no Brooklyn, em Nova York.


"A outra garota negra", de Zakiya Dalila Harris

Editora Intrínseca

Tradução: Flávia Rössler e Maria Carmelita Dias

Páginas: 384

Livro impresso: R$ 69,90

E-book: R$ 46,90

.: "Quanto Mais Vida, Melhor!": a novela totalmente inédita das 19h


O que você faria se tivesse uma segunda chance? Vem aí a próxima novela das sete, protagonizada por Vladimir Brichta, Giovanna Antonelli, Mateus Solano e Valentina Herszage, de autoria de Mauro Wilson e com direção artística de Allan Fiterman. Foto: Globo/João Miguel Júnior

O que um jogador de futebol desacreditado, uma empresária fashionista, um médico cirurgião bem-sucedido e uma dançarina de pole dance encrenqueira podem ter em comum? Independentemente da classe social, da faixa etária, do gênero e da crença, ninguém passa batido pela ideia de que pode ter apenas mais um ano de vida. 

O abalo, em maior ou menor grau, coloca os quatro no mesmo barco e impõe a eles os mesmos sentimentos: o medo de se afastar de quem se ama e de partir sem ter vivido ou reencontrado seu grande amor. É nessa encruzilhada que acontece o encontro de Neném (Vladimir Brichta), Paula (Giovanna Antonelli), Guilherme (Mateus Solano) e Flávia (Valentina Herszage), em "Quanto Mais Vida, Melhor!", novela de Mauro Wilson, com direção artística de Allan Fiterman. Após um acidente aéreo, os quatro personagens veem a Morte (A Maia) de perto, e ela, em pessoa, lhes faz uma ressalva: um deles vai fazer sua passagem de forma definitiva em um ano. Apesar de pertencerem a universos completamente diferentes, eles vão descobrir, aos poucos, que suas vidas já estavam interligadas.

“A novela é sobre o amor. É sobre o que você faz pelo amor que tem, até onde você vai por ele. E isso pode fazer você agir errado. Tem muito disso na novela. Na verdade, tem muito em mim e em qualquer obra que faço. Quando os quatro voltam do encontro com a Morte, eles querem resolver o amor da vida deles. Qual é o meu amor? Com quem vou ficar? Qual é a minha história?”, explica o autor Mauro Wilson, que faz sua estreia solo em novelas, depois de se consagrar como roteirista há mais 40 anos na Globo, vencedor de dois prêmios Emmy Internacional, pelo seriado "A Mulher Invisível" (2011) e pela série "Doce de Mãe" (2014),

"Quanto Mais Vida, Melhor!" vai fazer uma crônica divertida de tipos bem característicos do Rio de Janeiro. A Tijuca, bairro da Zona Norte carioca, é o epicentro da trama. É a terra do ex-craque do Flamengo e da seleção brasileira Neném e do verdadeiro matriarcado que mora com ele. Só um milagre de São Judas Tadeu explica a paz em que vivem na mesma casa Dona Nedda (Elizabeth Savala), mãe do atleta, e duas ex-mulheres dele, Jandira (Michele Machado) e Betina (Carol Garcia), e as duas filhas que ele teve com cada uma delas, Martina (Agnes Brichta) e Bianca (Sara Vidal), respectivamente. Isso enquanto seu irmão caçula – e bandido – Roni (Felipe Abib) não sai da cadeia. 

Ainda no bairro ficam o salão de beleza de Nedda, o Neném Coiffeur, um animado bar-karaokê. Perto dali, na Lapa, está a boate Pulp Fiction, onde Flávia (Valentina Herszage) faz shows como dançarina de pole dance. Na Tijuca, também moram o pai dela, Juca (Fabio Herford), e sua madrasta, Odete (Luciana Paes), que sustenta a família vendendo quentinhas na região.

Numa cobertura da Barra da Tijuca, mora Paula (Giovanna Antonelli), proprietária da Terrare Cosmétiscos, com a filha Ingrid (Nina Tomsic) e a governanta da casa, Tuninha (Jussara Freire). Da empresa, ela acompanha toda a movimentação da rival e arqui-inimiga Carmem Wollinger (Julia Lemmertz), dona da Wollinger Cosméticos. E, numa mansão do Alto Leblon, vive Guilherme (Mateus Solano) com sua tradicional família Monteiro Bragança. Médico renomado, ele é casado com a ex-modelo internacional Rose (Bárbara Colen), e mora com os pais, Daniel (Tatu Gabus Mendes) e Celina (Ana Lucia Torre), e o filho adolescente Antônio (Matheus Abreu). No casarão, ainda trabalham a empregada da casa, Deusa (Evelyn Castro), e o motorista da família, Odaílson (Thardelly Lima).

Desde que ganham uma segunda chance da Morte após o acidente de avião, os quatro passam a se frequentar e voltam a reencontrá-la ao longo da trama. “A novela é uma comédia romântica. É sobre o que você faria se tivesse uma segunda chance? Sobre o quanto consegue modificar e o quanto não dá para modificar da própria vida. E a Morte, que eles vão rever de forma pontual ao longo da novela, é o destino dizendo para eles: ‘Você pode morrer a qualquer momento. É melhor você resolver a tua vida’. Ela vai mostrar a eles que o tempo está passando”, explica Mauro, que, para isso criou uma personagem bem sedutora: “Ela é uma mulher linda, exuberante. É a morte dos desenhos animados. A Malévola é minha inspiração. E ela não dá medo algum (risos).

Para contar essa história de forma leve e divertida, Allan Fiterman, diretor artístico da novela, carregou nos detalhes que marcam a personalidade de cada um dos protagonistas e vai fazer uso da trilha sonora de forma especial. Mais do que um tema de novela, cada tem deles é identificado por um gênero musical. E para apresentá-los numa narrativa ágil, como pede a escrita de Mauro Wilson, apostou numa linguagem surrealista e fantástica, com referências cinematográficas que vão desde "O Diabo Veste Prada" (2006), "Uma Linda Mulher" (1990), e chegam até "Querida, Encolhi as Crianças" (1989).

“Eu estou delimitando uma paleta de cores muito específicas para cada um deles, assim como seus respectivos estilos de música. O Neném é mais samba, a Paula é pop, o Guilherme, erudito, e a Flávia, rock. E também vamos fazê-los cantar para contar a história da melhor maneira possível, de forma criativa. Com o foco no nosso público, a gente vai trabalhar num tripé: drama, comédia e romance. Tem comédia, mas tem muita humanidade, para que a gente possa trazer a emoção para o público. A ideia é, nesse momento, trazer leveza e refresco para os dias árduos”, defende Allan.

"Quanto Mais Vida, Melhor!" é um convite a uma viagem por um mundo divertido e lúdico, com estreia prevista para novembro. A próxima novela das sete é criada e escrita por Wauro Wilson, com Marcelo Gonçalves, Mariana Torres e Rodrigo Salomão, com direção artística de Allan Fiterman direção geral de Pedro Brenelli e direção de Ana Paula Guimarães, Natalia Warth, Dayse Amaral e Bernardo Sá. No elenco, estão nomes como Vladimir Brichta, Giovanna Antonelli, Mateus Solano, Valentina Herszage, Elizabeth Savala, Marcos Caruso, Ana Lucia Torre, Mariana Nunes, Bárbara Colen, entre outros. A produção é de Raphael Cavaco e a direção de gênero é de José Luiz Villamarim.

.: Musical “Bom Dia Sem Companhia” anuncia nova sessão extra

Devido ao sucesso da sessão extra o espetáculo do premiado autor Vitor Rocha terá nova sessão extra na próxima terça-feira, 19 de outubro, às 21h. Os ingressos estão à venda pelo Sympla


O espetáculo "Bom Dia Sem Companhia" foi inteiramente criado durante a quarentena e, depois de ganhar uma versão cinematográfica, chegou ao palco do Teatro Viradalata para curta temporada até 24 de outubro, aos sábados às 20h e domingos às 19h. Devido ao sucesso da sessão extra do feriado (12), o musical terá uma nova sessão no dia 19 de outubro, também às 21h.

O musical foi criado pelo escritor Vitor Rocha (de “Cargas D’Água - Um Musical de Bolso” e “O Mágico Di Ó - Um Clássico em Forma de Cordel”) e pelo compositor Elton Towersey (de “Se Essa Lua Fosse Minha”). Com direção de Alonso Barros (de "Meu Amigo, Charlie Brown"), o espetáculo produzido pela Encanto Artístico e Enxame Produções Culturais conta a história de Vini e Lara, dois ex-apresentadores mirins que são convidados a reviver seu antigo programa em um especial que será gravado ao vivo 10 anos depois do fim da atração. Entre memórias boas e ruins, alegrias e frustrações, eles relembram os tempos em que eram amados pelo país inteiro e enfrentam as marcas que o sucesso deixou na história de cada um e na amizade deles também. Com criatividade e músicas originais até mesmo uma sessão de terapia pode ser divertida enquanto passeia por temas tão temidos e atuais como a síndrome do impostor, ansiedade, insegurança e comparação.


FICHA TÉCNICA:

Idealização, Texto e Letras de VITOR ROCHA

Músicas de ELTON TOWERSEY

Direção de ALONSO BARROS

Direção Musical e Arranjos de ELTON TOWERSEY

Direção de Movimento e Coreografia de ALONSO BARROS

Direção de Arte, Cenário e Figurinos de JULIANA PORTO

Confecção de Bonecos de RENAN LUCHON

Desenho de Luz de MARINA GATTI

Desenho de Som de PAULO ALTAFIM através da AUDIO S.A.

Elenco: LUIZA PORTO, VITOR ROCHA, ANA BIA TOLEDO, LUCI OLIVEIRA, MIKAEL MARMORATO, RENAN REZENDE e THIAGO VENTURI

Participação Especial: ANNA BEATRIZ SIMÕES, LORENZO TARANTELLI, HUGO PICCHI e MARILICE COSENZA

Produção: LUIZA PORTO e VITOR ROCHA

Assistência de Produção: GUSTAVO FLÓ e VICTOR MIRANDA

Realização: ENCANTO ARTÍSTICO e ENXAME PRODUÇÕES CULTURAIS

Equipe Audiovisual: VIENNA FILMES


SERVIÇO:

Teatro Viradalata - Rua Apinajés, 1387 - Sumaré, São Paulo – SP

Curta temporada

Até 24 de outubro

Aos sábados às 20h e domingos às 19h

Sessão extra: 19 de outubro, às 21h

Ingressos: R$ 30,00 (meia) a R$ 60,00 (inteira)

Vendas pelo site: bileto.sympla.com.br/event/68929/d/108630

Ponto de Venda sem Taxa de Conveniência:

Teatro Viradalata - Rua Apinajés, 1387 - Sumaré, São Paulo - SP

Informação: (11) 3868-2535


Horário de atendimento ao público:

sexta - das 19h até 22h

sábados - das 19h até 22h

domingos - das 17h até 20h

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

.: 10x9: "AHS: Double Feature" faz tratos e explica mortes em "Blue Moon"


Por: Mary Ellen Farias dos Santos 

Em outubro de 2021


Em "Blue Moon", o terceiro episódio da segunda parte da série American Horror Story: Double Feature, intitulada de "Death Valley", é 1954 e Dwight 'Ike' Eisenhower (Neal McDonough) está cercado dos mesmos homens engravatados, mas um toque feminino o faz assinar um importante documento. Eis que três anos depois do ocorrido que quase teve um fim trágico paraa esposa dele, uma aparição clareia todo o lugar.


Tiroteio e seguranças tentam fazer a guarda do presidente, mas o poderoso e tecnológico Valiant Thor (Cody Fern) chega com o futuro que cabe na palma da mão: um computador potente e pequeno. Algo muito familiar a nós em pleno 2021, não é mesmo? Conforme um homem de negócios, a novidade é oferecida aos humanos ao abrir uma maleta, mas cabe aos engravatados aceitarem tamanha tecnologia. A cena do "ipod da Matrix" é bastante curiosa.



Na casa do presidente, a senhora Eisenhower (Sarah Paulson) segue falante e com os mesmos trejeitos de meter medo em qualquer um. Mamie sendo uma madame no portar, porém com um toque sombrio e fria, resgata um toque de "Ratched" em Sarah PaulsonE não é que vemos mais uma vez a Sarinha desfrutando de um garotão?! A cena a princípio choca, pela ideia de traição, mas também tem um toque de ridículo e nos faz rir.


Eis que o presidente chega a uma área secreta de experimentos -com alguns americanos sumidos, incluindo crianças. E não é que as criações "boiando" numa substância translúcida lembra muito a parte final de "American Horror Story Freakshow"?! E temos a Área 51. Contudo, o tempo segue seu curso e embora Eisenhower continue envolvido com o assunto até o pescoço, a presidência já não é mais responsabilidade dele. Logo, a área 51 é apresentada ao novato.


Até as produções cinematográficas entram em pauta numa conversa particular entre Nixon (Craig Sheffer) e Dwight 'Ike' Eisenhower (Neal McDonough). Sendo que o alvo é Marylin Monroe, ou melhor, dar um fim nela. Assim, testemunhamos a real forma do "suicídio" da atriz -nessa história de alienígenas, claro.


Tendo o nome de "Blue Moon", o episódio é, de fato, selado por diversos tratos, muitos em sequência, inclusive. Contudo, o título é mais explicado quando estamos de volta aos tempos atuais. Temos cores, logo reencontramos o núcleo juvenil. Tal qual o desfecho do episódio anterior, o rapaz só quer saber como que o bebê sairá de dentro dele. E não é que o rapaz dá a luz?! Tem até o sentimento de pedir para segurar a criatura que "precisa dele". Mas os ETs não permitem qualquer laço. 



Uma semana após parir, todos os jovens se reencontram. Contudo, é Leslie quem traz luz para tudo. Conta um pouco de sua história a fim de explicar, inclusive, a ida do homem à lua pela primeira vez -num estúdio montado na área 51. 


Mais desespero juvenil quando o outro rapaz está prestes a parir, até colocarem um plano em prática. Afinal, para os dois jovens o bebê é deles, logo podem começar uma família. Como não pensar "hein?!"? Ao menos os dois trocam juras de amor antes de a cesariana ser feita a seco e a cena final é ainda mais "hein?!". Fica a dúvida: Como será que tudo isso vai terminar em "The Future Perfect"? Tudo muito estranho!



Seriado: American Horror Story
Temporada: 10
Episódio 9: "Blue Moon" "(Lua Azul)"
Exibido em: 13 de outubro de 2021, EUA.
Elenco: Sarah Paulson (Mamie Eisenhower), Neal McDonough (Dwight 'Ike' Eisenhower), Kaia Gerber (Kendall), Lily Rabe (Amelia Earhart), Rebecca Dayan (Maria), Leslie Grossman (Dra. Calico), Cody Fern (Valiant Thor), Nico Greetham, Rachel Hilson, Angelica Ross, Isaac Powell, Craig Sheffer (Richard Nixon), Alisha Soper (Marilyn Monroe), Mike Vogel (John F. Kennedy), John Sanders (Buzz Aldrin), Briana Lane

* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Twitter:@maryellenfsm


.: The Beatles: "Get Back", série documental de Peter Jackson, já tem trailer

A série é dividida em três partes criadas inteiramente a partir de filmagens restauradas nunca antes vistas e estreia no Disney+ em 25, 26 e 27 de novembro de 2021


O Disney+ lançou o trailer para a próxima série em três partes THE BEATLES: GET BACK. A série documental original Disney+, dirigida por Peter Jackson, chegará ao Disney+ bem a tempo para o feriado de Ação de Graças, nos Estados Unidos. Criada inteiramente a partir de filmagens restauradas nunca antes vistas, a série proporciona o mais íntimo e honesto olhar já filmado do processo criativo e do relacionamento entre John, Paul, George e Ringo já filmado. O lançamento será feitor ao longo de três dias, 25, 26 e 27 de novembro de 2021, exclusivamente no Disney+.

Dirigido pelo cineasta três vezes vencedor do Oscar® Peter Jackson (da trilogia O Senhor dos Anéis; Eles Não Envelhecerão), THE BEATLES: GET BACK leva o público de volta no tempo para as sessões da gravação da banda em janeiro de 1969, que se tornou um momento crucial na história da música. A série documental mostra o processo criativo dos Beatles, enquanto eles tentam escrever 14 novas músicas em preparação para seu primeiro show ao vivo em mais de dois anos. Diante de um prazo quase impossível, os fortes laços de amizade compartilhados por John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr são colocados à prova.

A série documental é compilada a partir de quase 60 horas de filmagens nunca vistas gravadas ao longo de 21 dias, dirigidas por Michael Lindsay-Hogg em 1969, e de mais de 150 horas de áudio nunca ouvidos, a maioria do qual estava trancada em um cofre por mais de meio século. Jackson é a única pessoa em 50 anos a ter acesso a este abundante tesouro dos Beatles, que agora foi restaurado brilhantemente. O que surge é um retrato incrível dos Beatles, mostrando como, mesmo encurralados com um curto prazo, eles ainda podiam contar com a amizade, bom humor e gênio criativo. Enquanto os planos descarrilam e os relacionamentos são colocados à prova, algumas das canções mais icônicas do mundo são compostas e realizadas. A série documental apresenta – pela primeira vez na íntegra – a última apresentação ao vivo dos Beatles como um grupo, o inesquecível show no topo do Savile Row de Londres, bem como outras canções e composições clássicas apresentadas nos dois álbuns finais da banda, Abbey Road e Let It Be.

Uma emocionante colaboração entre os Beatles e Jackson apresentada pela The Walt Disney Studios em associação com a Apple Corps LTD. e WingNut Films Productions Ltd., THE BEATLES: GET BACK é dirigida por Peter Jackson, produzida por Paul McCartney, Ringo Starr, Yoko Ono Lennon, Olivia Harrison, Peter Jackson, Clare Olssen (Eles Não Envelhecerão) e Jonathan Clyde (Eight Days a Week), com Jeff Jones (Eight Days a Week) e Ken Kamins (a trilogia O Hobbit) da Apple Corps servindo com produtores executivos. Jabez Olssen (Rogue One: Uma História Star Wars) atua como editor da filmagem, Giles Martin (Rocketman) atua como supervisor musical, Michael Hedges (As Aventuras de Tintin) e Brent Burge (a trilogia O Hobbit) atuam como os mixadores de regravação da série, e a música é mixada por Giles Martin e Sam Okell (Yesterday).

Trailer



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