quinta-feira, 12 de março de 2026

.: “A Pequena Amélie” transforma a infância em filosofia animada


Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com. Foto: divulgação

Mais do que uma narrativa infantil, a animação francesa “A Pequena Amélie” propõe uma experiência sensorial que atravessa gerações. Crianças podem reconhecer o frescor da descoberta; adultos, por sua vez, podem encontrar algo ainda mais raro: a memória do momento em que aprenderam a olhar para o mundo pela primeira vez. O filme chega à Rede Cineflix e aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, dia 12 de março, depois de uma trajetória de destaque em festivais internacionais e na temporada de premiações, e trata da descoberta do mundo como uma aventura íntima e silenciosa.

Indicada ao Oscar de Melhor Animação e também ao Globo de Ouro na mesma categoria, a produção estreia no Brasil com distribuição da Mares Filmes e da Alpha Filmes, apostando numa narrativa sensível que transforma as primeiras experiências da vida em matéria poética. A animação traz vozes originais de Loïse Charpentier, Victoria Grobois e Yumi Fujimori, enquanto a versão brasileira conta com Beta Cinalli, Danilo Diniz e Mônica Toniolo, entre outros nomes, sob direção de dublagem de Renato Marcio. 

Dirigido por Maïlys Vallade e Liane-Cho Han Jin Kuang, o longa-metragem é uma adaptação do romance autobiográfico “Métaphysique des Tubes”, da escritora belga Amélie Nothomb. A obra literária, publicada em 2000, inspirou um filme que observa o mundo pelos olhos de uma criança - mais precisamente entre o primeiro e o terceiro ano de vida da protagonista. Nascida no Japão em uma família belga expatriada, Amélie vive os primeiros anos cercada por um ambiente que mistura encantamento, estranhamento cultural e descobertas afetivas. O vínculo com a governanta Nishio-san, figura central em sua formação emocional, conduz a menina por um universo feito de pequenas epifanias, onde natureza, linguagem e memória passam a ganhar significado.

Com 78 minutos, o filme aposta em um estilo visual delicado e autoral, explorando cores suaves e uma narrativa que privilegia sensações, lembranças e pequenos rituais da infância. A proposta dialoga com a própria origem do projeto: o livro de Nothomb revisita suas memórias de infância no Japão, país onde a autora viveu durante os primeiros anos de vida.

A repercussão internacional ajudou a consolidar a obra como uma das animações mais comentadas do circuito recente. “A Pequena Amélie” estreou mundialmente no Festival de Cannes de 2025 e circulou por eventos como o Festival Internacional de Cinema de Toronto e o Festival de Annecy, onde conquistou o Prêmio do Público. O filme também acumulou sete indicações ao Annie Awards - considerado o “Oscar da Animação” - e recebeu elogios da crítica especializada, alcançando índices de aprovação próximos de 98% em agregadores de avaliação.

Em tempos em que grandes estúdios dominam o mercado com produções de alto orçamento, a animação franco-japonesa aposta em outra direção: prefere a contemplação e a introspecção, convidando o público a revisitar o instante em que tudo ainda estava sendo descoberto - a linguagem, os afetos, o medo e o encanto diante do mundo. E, nesse processo, construir uma pequena filosofia da infância, em que cada detalhe cotidiano pode ganhar uma dimensão existencial.

Ficha técnica
“A Pequena Amélie” | “Amélie et la Métaphysique des Tubes” (título original) | “A Pequena Amélie ou a Personagem da Chuva” (título em Portugal)
Gênero: animação, aventura
Classificação indicativa: 6 anos
Ano de produção: 2025
Idioma: francês / japonês
Direção: Maïlys Vallade, Liane-Cho Han Jin Kuang
Roteiro: Amélie Nothomb, Liane-Cho Han Jin Kuang, Aude Py
Elenco (vozes originais): Loïse Charpentier, Victoria Grobois, Yumi Fujimori
Distribuição no Brasil: Mares Filmes e Alpha Filmes
Duração: 78 minutos
Cenas pós-créditos: não.

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Cineflix Miramar | Santos | Sala 1
De 12 da 18 de março | Sessões dubladas | 14h05 
De 12 da 17 de março | Sessões legendadas | 18h30 
No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos / São Paulo. Ingressos neste link.

.: Musical “Prazer, Zezé!” estreia no Sesc 14 Bis e revisita trajetória de Zezé Motta


O musical entra em cartaz dia 20 de março e percorre seis décadas da carreira de Zezé Motta, da juventude ao protagonismo histórico no cinema, na televisão, na música, no teatro e no ativismo cultural. Na imagem, Larissa Noel como Zezé Motta. Foto: Priscila Prade / Divulgação


Zezé Motta é uma referência central da cultura brasileira contemporânea. Mais do que atriz e cantora, é uma artista que ajudou a abrir caminhos e a ampliar possibilidades de existência para mulheres negras nas artes do país. Sua trajetória foi construída em diálogo permanente com seu tempo, enfrentando limites impostos pelo mercado e pelo imaginário social; transformando presença em linguagem; voz em afirmação e corpo em cena. Essa história ganha forma em “Prazer, Zezé! O Musical”, uma produção da Gávea Filmes que estreia em 20 de março no Teatro Raul Cortez, Sesc 14 Bis, em São Paulo, e fica em cartaz de quinta a domingo, até o dia 21 de abril de 2026.

E ninguém melhor para falar sobre o musical do que a homenageada Zezé Motta: “Olhar para trás e me ver ali, no palco, com a minha própria história sendo contada, é uma emoção difícil de explicar. Estou com 81 anos, viva, lúcida, trabalhando, podendo assistir à minha trajetória ganhar voz, corpo e cena… é um presente. Eu venho de um tempo em que nada foi fácil, cada passo que eu dei foi uma conquista, resistência, amor pela arte. Então me sentar na plateia e perceber que aquela menina cheia de sonhos atravessou décadas e continua aqui, pulsando, é uma sensação de vitória e gratidão profunda. É como se a vida estivesse me aplaudindo de volta.”

“O ponto de partida foi pensar que a trajetória da Zezé não cabe em um retrato confortável. A história dela é a de uma artista que precisou disputar cada espaço em um país que sempre naturalizou a exclusão de corpos negros dos lugares de protagonismo. O musical nasce deste embate entre desejo, talento e estruturas que tentam limitar quem pode ocupar o centro da cena”, afirma a diretora artística Débora Dubois.

A montagem percorre seis décadas de atuação pública e criação artística. Da juventude em Campos dos Goytacazes, no interior do Rio de Janeiro, à formação no Teatro Escola Tablado. Do impacto de “Roda Viva”, sob direção de Zé Celso, à projeção nacional com “Xica da Silva”, no cinema de Cacá Diegues. Da consagração popular como cantora e atriz à construção de uma identidade que nunca se moldou ao olhar alheio. Não se trata de uma narrativa linear. O texto articula episódios, embates, conquistas, quedas e retomadas, compondo o retrato de uma mulher que precisou abrir espaço onde não havia lugar garantido.

O elenco reúne 11 intérpretes, acompanhados por uma banda de oito músicos, integrando música e teatro ao vivo. Em cena, Larissa Noel interpreta Zezé Motta em diferentes fases da vida. "Desde que comecei o processo de estudo ouço palavras como: ousadia, potência, entidade, força, carisma, alegria, leveza  para definir Zezé em cena e fora dela. Os relatos são sempre muito intensos, calorosos e afetuosos, quando se fala dela e das relações que as pessoas tiveram com ela. Então, conseguir imprimir tamanha grandeza, é um desafio. Mas um desafio muito delicioso, justamente pela fluidez e alegria que ela transmite. Estar em cena representando a Zezé me estimula, faz ter vontade de viver cada vez mais fazendo arte”, afirma Larissa.

E a história de Zezé é recheada de encontros marcantes e significativos. Desde o seu namoro e amizade com Antônio Pitanga, vivido na peça por Hipólyto que também interpreta Luiz Melodia. “Estar fazendo esses dois personagens é uma honra. Dois artistas negros com muita personalidade. Foram duas pessoas muito importantes na vida da Zezé”, avalia Hipólito. Sua parceria com os diretores Augusto Boal, que a levou para Nova York, onde a artista assumiu seu cabelo afro, e com Zé Celso, vividos ambos por Adriano Tunes, também estão em cena. "Eles foram os 'olhos' que enxergaram o potencial da Zezé antes mesmo dela se dar conta da própria magnitude. Eles a ajudaram a transformar talento bruto em manifesto vivo. Interpretar Augusto Boal e Zé Celso no mesmo espetáculo é um exercício de esquizofrenia criativa deliciosa. São os dois pilares do nosso teatro: de um lado, a estrutura e a consciência social do Boal; do outro, a liberdade dionisíaca e a catarse do Zé”, conceitua Adriano.

Outras duas personalidades, só que dessa vez femininas, também muito marcante na vida da artista foram Marieta Severo e Marília Pera. Sua amizade com Mariela Severo,  interpretada no musical por Luciana Ramanzini, vem do tempo em que moravam no mesmo prédio onde o tio de Zezé era porteiro e depois o reencontro das duas na peça “Roda Viva”. “Marieta e Zezé trazem em sua amizade, uma memória afetiva que vem marcada da infância. Ambas representam trajetórias de afirmação feminina no teatro e na televisão brasileira”, diz Luciana.

Já Marília foi responsável pelo nome artístico de Zezé e  abriu várias portas para ela. "Marília foi muito amiga de Zezé e vejo que foi grande incentivadora da carreira dela. Viveram uma amizade bastante longa e sincera. E isso aparece no espetáculo”, diz Luciana Carnieli, que interpreta a atriz no espetáculo.

Toda essa história é costurada pela trilha sonora que inclui canções associadas à trajetória da protagonista e ao período histórico retratado, como “Senhora Liberdade”, “Tigresa” e “Muito Prazer, Zezé”. A direção musical é de Cláudia Elizeu, responsável por dar nova roupagem á sucessos icônicos. "O desafio foi equilibrar respeito à memória que o público já traz dessas canções com a necessidade de ressignificá-las dentro da cena.  Trabalhamos timbres, respirações, silêncios e dinâmicas para que cada canção surgisse como extensão do gesto e da palavra, revelando novos sentidos sem perder sua essência”, analisa Claudia.

A direção de arte de Billy Castilho estabelece a conexão entre a linguagem teatral e as novas tecnologias, criando um backstage onde se conta a carreira e a vida  da artista Zezé Motta desde o DNA e sua africanidade  até os dias atuais onde Zezé Motta conquistou o espaço nas novas linguagens tecnológicas e continua à frente do seu tempo como a minha artista  brasileira mais completa. "Meu desafio para criar a direção de arte e a cenografia teve a parceria  criativa com a diretora Débora Dubois que foi fundamental  junto ao texto perfeito e amoroso do autor Toni Brandão. Chegamos na linguagem criativa sobre os 'bastidores' da vida da artista Zezé Motta. A partir daí condensei toda a linguagem em um backstage teatral, onde tudo está em cena, pensando em uma paleta de cores preto e ferrugem que envolve o teatro com ferro e tecnologia, o expectador vai ter sensação de estar dentro da coxia teatral , dialogando com a movimentação dos atores, trocas de perucas e figurinos sugerido pela direção”, explica Billy.

O figurino de Lena Santana, o desenho de luz de Wagner Pinto e a coreografia de Tainara Cerqueira e Priscila Borges reforçam a narrativa significativa da vida de Zezé. Uma mulher negra, com uma trajetória de superação e sucesso, que também representa a história da dança negra brasileira. "Zezé com seu corpo e sua expressão artística, conta a história da arte negra no Brasil, e a dança faz parte desse contexto. Ao coreografar, pensei em respeitar essa história, valorizar o elenco que tenho e, sobretudo, exaltar Zezé Motta, homenageando sua linhagem ancestral. Gosto muito da cena de Oxum, porque é nela que ela revela ao público toda a base que a sustentou até aqui”, diz Tainara.

Com idealização e dramaturgia de Toni Brandão, direção artística de Débora Dubois e produção artística de Bianca de Felippes, “Prazer, Zezé! O Musical” afasta-se da lógica da celebração protocolar. O espetáculo propõe um olhar crítico sobre a trajetória de uma mulher negra que construiu relevância artística em um campo cultural atravessado por desigualdades estruturais. Poder, racismo, desejo, contradição e permanência estruturam a encenação.

“São 60 anos de uma estrutura que nunca parou. A vida de Zezé daria um espetáculo de 18 horas. Hoje, uma mulher de quase 82 anos, com quase 1 milhão de seguidores, que aos 75 posou nua e é uma excelente influenciadora digital. O que mais me surpreende na trajetória dela é o poder de transformação, ela sempre foi capaz de seguir adiante, com pouca reclamação, sem submissão. Zezé acha o lugar de ser quem ela é sem mudar, transformando o mundo ao seu redor para ela ser que ela quer ser”, define Toni.

“Prazer, Zezé! O Musical”, produção da Gávea Filmes, é realizado pelo Ministério da Cultura e Sesc São Paulo, com patrocínio do Bradesco Seguros, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.


Ficha técnica
“Prazer, Zezé! O Musical”
Idealização e dramaturgia: Toni Brandão
Direção artística: Débora Dubois
Direção musical: Cláudia Elizeu
Direção de arte: Billy Castilho
Figurinos: Lena Santana
Desenho de Luz: Wagner Pinto
Coreografia / Assistente de direção: Tainara Cerqueira e Priscila Borges
Produção de elenco: Giselle Lima
Produção artística: Bianca De Felippes
Produção: Gávea Filmes
Apresentado por: Bradesco Seguros
Realização: Sesc São Paulo e Ministério da Cultura
Elenco: Larissa Noel como Zezé Motta, Anastácia Lia, Arthur Berges, Adriano Tunes, Fernando Rubro, Luciana Ramanzini, Luciana Carnieli, Hipólyto, Maria Antônia Ibraim, Moara Sacchi, William Sancar
Banda: Dan Motta - Maestro/Teclado, Ana Maga - Percussão 1, César Roversi - Sax, Flauta e Clarinete, Gabi Gonzalez - Guitarra, Juliana Silva - Trompete, Karol Preta - Bateria, Priscila Borges - Percussão 2, Rafael Gomes - Contrabaixo

Serviço
“Prazer, Zezé! O Musical”
Sesc 14 Bis – Teatro Raul Cortez
Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 2º andar – Bela Vista, São Paulo
Próximo ao Metrô Trianon-Masp (Linha 2 - Verde)
Telefone: (11) 3016-7700
Temporada
De 20 de março a 21 de abril de 2026
Horários: quintas, às 15h00 e 20h00, sextas e sábados, às 20h00, domingos e feriados, às 18h00
Dia 1° de abril, quarta 20h00
Dia 21 de abril, terça 20h00
Não haverá sessão dia 3 de abril
Sessões com tradução em Libras: 9 a 12 de abril, quinta-feira, às 15h00 e 20h00, sexta e sábado, às 20h00, domingo, às 18h00. Sessões com audiodescrição: 11 de abril, às 20h00; 12 de abril, às 18h00
Classificação 12 anos
Ingressos: R$ 70,00 (inteira); R$ 35,00 (meia-entrada) e R$ 21,00 (credencial plena)

.: O inquilino - Há no país uma legenda: sem-terra se mata com tiro


Thiago Sobral é escritor. Também publica semanalmente no site Minha Arca Literária e no Instagram @thiago.sobral_. É autor do livro "O Pai, a Faca e o Beijo", a ser publicado pela Editora Patuá.

Há poucas casas no país, é preciso encontrar terreno. Há poucos lares no país, é preciso erguer moradias. Há no país uma legenda: sem-terra se mata com tiro. E no país há também uma lei: a propriedade privada é inviolável. Não se pode tomá-la, mas se pode matar para protegê-la. Penso ser de suma importância proteger a propriedade de inquilinos indesejados. Por isso, sou a favor do despejo. Não há lágrimas que segurem um morador inadimplente. Que importa que parta para as ruas? Que importa que durma ao relento? Dá-se-lhe duas bordoadas no pé da orelha para que se vá e aprenda a dizer “Estrelas, para que vos quero, senão para que me sirvam de lençol?”, e vida que segue.

Foi por isso que, num passado distante, libertaram os escravizados a toque de caixa. Antes, vê-los livres rapidamente do que donos de terra. Repartir significaria empobrecer, uma puta sacanagem com quem se esforçou para possuir, ainda que não usufruísse do naco de terra que angariou. Portanto, viva aos abolicionistas! Viva aos homens de bem que mandaram os negros às ruas!

Pelo mesmo motivo, dia desses, desmanchei umas casinhas de marimbondo - ou vespa, não sei - que apareceram nas telas de proteção de minha janela e sacada. Pois minha propriedade, ainda que alugada, é privada e, portanto, posso matar por ela. Economia e sociologia à parte, acho marimbondos fofinhos, embora me pele de medo. Sobretudo, depois de descobrir a variedade que há deles.

Lembro-me do dia em que dirigia para o trabalho e, na subida da Ponte do Mar Pequeno, uma vespa-oleira invadiu o carro. Meus músculos se contraíram só um tantinho - juro por Deus -, as mãos sufocaram o volante e desabei para o acostamento. Com sopros suaves, cheios de gratiluz, encaminhei a mocinha para a janela e respirei aliviado (e talvez borrado).

Esse povo que não tem propriedade adora invadir a propriedade alheia. Começa assim, chegando devagar, sorrateiro, e vai ocupando espaço, como em “Casa tomada”, do Cortázar. E tem disso em toda espécie: crianças abandonadas, orquídeas hospedeiras, rêmoras no tubarão, gatinhos de rua (a Cecília, lá de casa, é uma), e até marimbondos marombeiros. Estávamos na faxina das férias, quando a Pietra, minha esposa, convocou-me à sacada:

Olha aquilo ali na tela — apontou, receosa.

Mirei a trama de segurança. Umas bolinhas de barro amontoadas e grudadas. Na janela ao lado, outras.

Isso é casa de marimbondo — decretei na força do ódio-proprietário que ser inquilino me proporciona.

Não sei — ponderou ela, já puxando do celular para pesquisar pelo Google Lens, dado o seu espírito sherlockiano.

Eram casinhas de vespas. Armei-me de uma bela vassoura e, zás!, está salva a propriedade. De dentro das bolinhas, saíram larvas verdes. O gérmen do MTST ali, querendo brotar: o parasita do meu lar alugado, o inquilino de minha propriedade comprada a cada mês, sem garantia de permanência. A noite geral prossegue, a manhã custa a chegar. Mas chegou. Foi nesse último final de semana, domingo. Eu estava prestes a sair de casa para ir à farmácia, quando a Helena gritou:

Pai! Uma formiga vermelha voando! — retraiu-se no sofá.

Outro invasor, pensei. Não era. Era, na verdade, uma vespa, uma maldita vespa - ou marimbondo, não sei -, pairando no ar, tal como um helicóptero criminoso. Enchi o peito e parti para a guerra contra o inseto proletário. O chinelo saltou para a minha mão e alcançou o bicho-inquilino que, certamente, já queria erguer nova morada em minha não-propriedade. Lançado ao chão violentamente, ele agonizava. Como bom sinhô que sou, espragatei-o, torci o chinelo sobre o chão, e fim. Quando descobri, contemplei o resultado: cabeça para um lado, corpo para o outro.

Parti feliz para a farmácia. Minutos depois, recebi um vídeo da minha esposa. A cabeça do inquilino ainda se mexia, esticando a língua para fora. Pouco importa. Exerci o meu direito: matei. Está salva a propriedade, ainda que eu continue a ser nela o principal inquilino.

quarta-feira, 11 de março de 2026

.: Crítica: "Arco" emociona com robô cuidador e amizade entre Arco e Iris

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em março de 2026


A produção francesa de ficção científica e fantasia, indicada ao Oscars 2026 na categoria Animação, "Arco" traz um garoto com o nome título, vindo do ano 2075, com costumes diferentes do que a humanidade volta e meia supõe. Numa sequência de erros, Arco de 10 anos, rouba a capa da irmã para viajar no tempo, mas pela inexperiência, cai na Terra em tempos atuais. Por sorte, é encontrado na mata pela corajosa Iris que o resgata e dá abrigo.

Ao tentarem corrigir os desencontros, Arco e Iris criam um elo de amizade e apoio, uma vez que Iris vive sem a presença dos pais, por trabalharem muito, e é cuidada pelo robô Mikki, de tecnologia já ultrapassada, também babá de seu irmãozinho ainda bebê. O robô que gerencia a casa e as crianças no futuro distópico de 2075, representa algo no estilo inteligência artificial com uma pitada de apoio emocional para a garota solitária.  

Enquanto Arco precisa voltar para o futuro e reencontrar os pais e a irmã, ele ainda esbarra num trio vestindo blazers em cores vibrantes, Dougie, Stewie e Frankie, agindo num estilo "Os Trapalhões", sempre à espreita para registrar numa gravação tamanho acontecimento, mesmo que escondidos em arbustos. As interferências são hilárias.

Cheio de apontamentos críticos sobre a solidão, as relações familiares, conexões entre as gerações, o uso confuso da tecnologia e, claro, o futuro da humanidade com a relação a natureza, "Arco" se mostra como uma animação primorosa produzida por Ugo Bienvenu, Natalie Portman, Félix de Givry, Sophie Mas, Audrey Tondre.

Os traços e cores vibrantes na telona de encher os olhos, entregam um visual nitidamente influenciado por Moebius, pseudônimo de Jean Giraud, um artista francês de história em quadrinhos, além do Studio Ghibli, estúdio de animação japonesa, fundado em 1985 por Hayao Miyazaki, Isao Takahata e Toshio Suzuki, com produções estilo artístico em 2D detalhado em narrativas fantásticas.

"Arco", uma fábula sobre infância, responsabilidade e esperança em um futuro coexistente, transita por temas importantes de modo maduro e sensível. O resultado é impressionante, até mesmo quando entra em cena um robô capaz de impactar o público emocionalmente. Além da indicação ao Oscar, o longa venceu o prêmio de Melhor Animação no National Board of Review. Imperdível! 

A equipe Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar ShoppingPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN

"Arco" (Arco). Gênero: animação, ficção científica, aventuraDireção: Ugo Bienvenu. Duração: 1h 29m. Sinopse: Arco é um menino de dez anos de um futuro pacífico que acidentalmente viaja no tempo para o ano de 2075. Ao descobrir um mundo em perigo, ele se une a uma jovem e seu robô cuidador em uma jornada para voltar para casa. 


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.: Entrevista: Babu Santana reflete sobre a polêmica participação no "BBB 26"


Ao analisar a trajetória no programa, ator destaca o que faria diferente. Foto: Globo/ Beatriz Damy

Ator consagrado, Babu Santana se permitiu viver mais uma vez a experiência de participar do "Big Brother Brasil". Seis anos depois de inaugurar o grupo Camarote, o ator virou veterano no "BBB 26" e, nessa nova jornada, acredita que a postura anteriormente “passiva”, como diz, deu lugar a uma posição enérgica de jogo. Foi nesta edição que Babu alcançou a famigerada liderança, realizou o sonho de desfrutar de uma festa a seu gosto e integrou um grande grupo que mais tarde viria a se dividir por divergências internas. O embate do participante com a também já conhecida Ana Paula Renault marcou uma virada em sua trajetória no reality show e contribuiu para sua segunda ida ao paredão, já que a recreadora Milena Moreira definiu em consenso com Jonas a indicação do brother. 

Na berlinda contra Milena e a amiga Chaiany Andrade, o ator acabou eliminado com 68,62% dos votos. Ao analisar a trajetória no programa, Babu destaca o que faria diferente: “Depois da conquista da liderança, eu pisaria mais no freio para poder sair com alguma coisa da casa. Com a condição de ser TOP 10 para ganhar o apartamento, eu desaceleraria aquele embate com a Ana Paula, deixaria o meu incômodo um pouco mais guardado para depois, então, pensar de forma mais tranquila o que fazer com aquela insatisfação”. Na entrevista a seguir, Babu Santana observa como o jogo deve seguir depois de sua saída e conta sobre próximos passos depois do "BBB".

 
Depois de inaugurar o grupo Camarote no "BBB 20", você retornou ao programa como um Veterano nesta edição. Quais foram as maiores diferenças entre essas duas experiências? 

Babu Santana - A maior diferença foi que da primeira vez eu entrei a esmo total, à revelia, a pura atitude de aventura. Não tinha nenhum tipo de malícia nem expectativa. E agora, no "BBB 26", eu acho que eu entro com a intenção de não ser tão passivo. Eu adoto uma postura de jogar, de tretar e acelerar o jogo. Eu vim com esse intuito de ter mais atitude para que o entretenimento se tornasse mais interessante. O "BBB 20" tem o Babu mais passivo e o "BBB 26", o Babu mais ativo.
 

No início da temporada, você chegou a comentar que não sabia como era ser querido dentro da casa, comparando a recepção dos brothers nas duas edições. O que mudou de lá para cá, na sua opinião?
Babu Santana É muito engraçado, porque no "BBB 20", quando eu entrei, eu só sabia quem era a Manu Gavassi. E no "BBB 26", eu já entro com a Solange Couto e o Henri Castelli, que são pessoas que já trabalharam comigo; o Edilson (Capetinha), que é um cara em que eu me amarro pra caramba; a Sol,  que já fez parte do Nós do Morro; a Sarah (Andrade), que em algum momento a gente havia se encontrado aqui fora; o Jonas (Sulzbach)... Ali eu já encontro familiaridades e me sinto mais acolhido logo ao abrir a porta. E por eu já ter esse acolhimento externo eu acho que aquilo se espalhou e me deu um conforto que me incomodou. Eu falei: “Opa, não vim aqui para ficar confortável”. Essa foi a principal mudança. Já no "BBB 20", eu me sentia um bicho acuado.

Acredita ter sido por isso que levou um certo tempo para se estabelecer em um grupo de aliados para jogar? 
Babu Santana Sim. Começou a me incomodar ter o conforto, ainda mais pilhado com a Ana Paula falando que o pessoal estava num resort. Aí eu falei: “Opa, não vamos transformar o 'BBB' num sarau”. Logo ali eu comecei a tentar identificar pessoas com linhas filosóficas e de vida mais compatíveis com a minha e também a tentar entender quem eram aquelas pessoas, sem criar uma panelinha de veteranos. Eu gosto de misturar. Logo cedo a gente começou a entender quem teria a filosofia de jogo parecida e eu acho que isso foi bem interessante.

Você voltou do paredão que eliminou a Sarah Andrade um mês atrás. A que atribui a sua eliminação agora, nessa segunda berlinda?
Babu Santana O ataque em excesso à Ana Paula (Renault). Eu querer trazer uma questão tão complexa em um programa editado num mundo fragmentado. Acho que faltou inteligência emocional nesse quesito. E isso tudo foi desencadeando outros problemas.

Na segunda semana da temporada, você conquistou a liderança pela primeira vez e celebrou bastante essa vitória. Como foi essa experiência?
Babu Santana Foi lindo! Acho que foi a melhor experiência que eu tive nos dois "BBB"s. Quarto do líder, o roupão, o "contato" com as pessoas que eu tinha deixado aqui fora, a festa... Poder celebrar a minha liderança com uma festa que homenageava o grupo que originou toda a minha carreira foi especial. Dessas dores todas, eu vou guardar esse momento bom.

 
Depois de uma briga com o Jonas, você decidiu se aliar à Ana Paula. Mas em determinado momento do jogo, optou por se distanciar dela e da Milena, e também por não falar mais de jogo com o Juliano, que era um de seus principais aliados. Por que tomou essa decisão sem que houvesse uma conversa com o grupo antes? 
Babu Santana A convivência com elas começou a me incomodar e, para que eu não brigasse, eu saí. Para que eu não conflitasse com o Juliano - eu não deixei de jogar com ele - eu falei: “Eu não vou falar mais de jogo com você, mas também não vou participar de nenhuma estratagema que inclua você para votar”. Isso nos afastou, até porque a gente já tinha tido algum tipo de discussão boba ali. E me incomodava muito - foi quase um ciúme - ele estar mais próximo da Ana Paula e não de mim. Depois da insatisfação dela de ter sido tirada da prova do anjo, ele também ficou chateado. Eu falei para ele: “Por que você acha que fui eu que te tirei se foi ela que te chamou e ainda debochou falando que você é o filho do Babu? Por que era óbvio? Desculpa, era óbvio que ela iria te tirar e de repente era até uma forma de te mostrar que você não era prioridade dela”. E aí, como ele disse para mim que não queria mais ver a gente brigando, que era uma coisa que o estava incomodando, eu continuei no jogo com o mesmo foco, que foi até o final. Porém, a minha convivência com a Ana Paula não estava agradável para mim. Como ele optou por ficar com ela - e em termos de jogo fez o certo - eu não quis atrapalhá-lo. Então, eu acho que foram esses exageros, ter jogado toda a minha revolta em cima de uma pessoa só, mas também me recuso a dizer que eu deixei de jogar com o Juliano, porque eu jamais deixaria votarem nele. Inclusive votei quase todas as vezes igual a ele.

Naquele momento você decidiu seguir jogando com Solange Couto, Leandro (Rocha), Chaiany e Breno (Corã). Foram eles seus maiores aliados nesta edição? 
Babu Santana Sobretudo Solange Couto, Boneco e Chaiany. O Breno é uma figura flutuante, um ser humano interessantíssimo. Eu acho que talvez ele consiga se esgueirar e chegar longe. Sabendo aqui da preferência do público, talvez ele não ganhe, mas acho que ele vai conseguir chegar longe.

 
Dentro da casa, você foi visto pelos adversários como uma espécie de “pai” desse terceiro grupo que se formou. Acreditava exercer algum tipo de liderança naquele contexto do quarto “Sonho do Amor”?
Babu Santana Houve uma dinâmica em que a gente tinha que decidir um líder. Quando a gente foi fazer a votação para essa ação, foi solicitado um líder para aquele grupo de pessoas e não fui eu o escolhido. E eu nem questionei ser ou não ser. Eu julgava haver ali pessoas maduras, com exceção da Chaiany que era a mais nova. O momento que talvez eu tenha errado foi a indignação que eu tive com a manipulação da Samira (Sagr) para com a Chai, que a levaria a retirar o anjo da amiga dela (Gabriela Saporito), o que eu achava que seria um erro na linha histórica do jogo da Chaiany. Esse foi o único momento que eu impus uma condição para ela pensar. Eu disse: “Cara, você está jogando o tempo todo com a menina (Gabriela), que te deu o anjo mesmo sendo sua adversária. Você não vai fazer o mesmo? Não vai ser recíproco, por causa de uma pessoa que não está ameaçada? A pessoa fala que tem uma cama vaga lá em cima, diz para você ir para lá, te expulsa e é sua aliada?”. Eu acho que nos dois meses essa foi a única questão na qual eu posso ter influenciado algum jogador. Sobre o resto, eu sempre fui uma pessoa que propõe o debate e que cada um defenda a sua autonomia. Eu não me vejo numa posição de liderança em momento algum.

Olhando para sua trajetória, faria algo diferente, se tivesse a chance?
Babu Santana Faria muitas coisas diferentes. Depois da conquista da liderança, eu pisaria mais no freio para poder sair com alguma coisa da casa. Com a condição de ser Top 10 para ganhar o apartamento, eu desaceleraria aquele embate com a Ana Paula, deixaria o meu incômodo um pouco mais guardado para depois, então, pensar de forma mais tranquila o que fazer com aquela insatisfação.

Que movimentos você vislumbra no jogo a partir da sua saída?
Babu Santana Eu acho que a galera vai ter uma certeza da força da dupla Milena e Ana Paula. Eu acho que eles vão se inclinar mais a essa dupla e a esse estilo de jogo. Eu espero que a Solange e o Boneco não cometam os mesmos erros que eu.

E para quem fica a sua torcida?
Babu Santana Para a Chaiany.

O que deseja realizar profissional e pessoalmente após essa segunda passagem pelo reality?
Babu Santana Eu vou me concentrar para exercer uma nova função na minha profissão, que é dirigir um projeto, e também pretendo voltar à direção do Nós do Morro. 

.: Cineflix Cinemas estreia "A pequena Amélie" e "O Testamento de Ann Lee"

A unidade Cineflix Cinemas de Santos, localizada no Shopping Miramar, apresenta duas estreias a partir de 12 de março, são elas: o musical dramático "O testamento de Ann Lee" e a produção indicada ao Oscars 2026, na categoria animação, "A pequena Amélie".

Voltam para as telonas Cineflix Cinemas de Santos os indicados ao Oscars 2026 o drama com Wagner Moura "O Agente Secreto", os dramas "Hamnet: A vida antes de Hamlet" e "Valor Sentimental", além da comédia dramática nacional "É Tempo de Amoras".

A Cineflix Santos segue com a exibição da ficção científica de terror "A Noiva!", da animação Disney "Cara de Um, Focinho De Outro" e do terror "Pânico 7". Compre antecipadamente os ingressos aquihttps://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.

Estão disponíveis para venda baldes colecionáveis da animação "Cara de Um, Focinho de Outro"A unidade de Cinemas Cineflix Santos, fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga.


"A pequena Amélie"(Amélie et la Métaphysique des Tubes). Gênero: animação, drama, comédiaDireção: Amélie Nothomb, Liane-Cho Han Jin Kuang. Roteiro: Amélie Nothomb, Liane-Cho Han Jin Kuang, Aude Py. Duração: 1h 17min. Distribuição: Mares Filmes / Alpha Filmes. Elenco de Vozes (Original): Loïse Charpentier (Amélie); Victoria Grosbois (Nishio-San); Yumi Fujimori (Kashima-San); Isaac Schoumsky (André) Laetitia Coryn (Danièle, a mãe); Marc Arnaud (Patrick, o pai); Cathy Cerdà (Claude); Haylee Issembourg (Juliette); François Raison (Médico/Voz Rádio). Sinopse: Amélie é uma criança nascida no Japão e se sente uma divindade até os dois anos e meio. Após um evento marcante, ela descobre sua humanidade e desenvolve um laço profundo com sua babá japonesa, Nishio-san, explorando o mundo ao seu redor. O filme foi indicado ao Oscar de Melhor Animação na 98ª edição da premiação. 

"O Testamento de Ann Lee"(The Testament of Ann Lee). Gênero: biografia, drama, musical,  históricoDireção: Mona Fastvold. Roteiro: Mona Fastvold e Brady Corbet. Duração: 2h 17min. Distribuição: Walt Disney Studios. Elenco: Amanda Seyfried (Ann Lee), Thomasin McKenzie, Lewis Pullman, Tim Blake Nelson, Christopher Abbott. Sinopse: A trajetória de Lee como o "Cristo feminino" na criação de uma sociedade utópica no século XVIII. O drama histórico e musical dirigido por Mona Fastvold, estrelado por Amanda Seyfried como a fundadora do movimento Shaker. 

"A Noiva!"(The Bride!). Gênero: terror, ficção científica. Direção e roteiro: Maggie Gyllenhaal. Duração: 127 minutos. Distribuição: Warner Bros. Elenco: Jessie Buckley como A Noiva, Christian Bale como Frankenstein, Penélope Cruz, Annette Bening, Peter Sarsgaard. Sinopse: Na Chicago da década de 1930, um Frankenstein solitário busca a ajuda da Dra. Euphronia para criar uma companheira para si. Eles revivem uma jovem assassinada, dando origem à Noiva. No entanto, ela transcende as intenções de seus criadores, desenvolvendo uma identidade própria e desencadeando um romance fervoroso e mudanças sociais radicais.

"Cara de Um, Focinho De Outro"(Hoppers). Gênero: Animação. Direção e roteiro: Daniel Chong. Duração: Aprox. 106 minutos. Distribuição: Pixar Animation Studios / Walt Disney Pictures. Vozes: Piper Curda (Mabel), Jon Hamm (Prefeito Jerry). Sinopse: A história acompanha Mabel, uma amante dos animais que utiliza uma tecnologia revolucionária para transferir sua mente para um castor robô hiper-realista. Ao se infiltrar no mundo animal, ela descobre mistérios inimagináveis e precisa agir contra os planos de Jerry, um prefeito hostil aos seres não humanos.


"Pânico 7". (Scream 7). Direção: Kevin Williamson. Elenco: Neve Campbell retorna como Sidney Prescott. Courteney Cox reprisa seu papel como Gale Weathers. Isabel May interpreta a filha de Sidney. Patrick Dempsey (rumorado) e Joel McHale aparecem no elenco, com McHale interpretando o marido de Sidney.  Duração: 1 hora e 55 minutos. Sinopse: Com Sidney Prescott (Neve Campbell) de volta ao centro da história. Agora vivendo uma vida pacata com sua família, ela se torna novamente o alvo de um novo Ghostface, mas desta vez o perigo é mais pessoal, pois sua filha, Tatum Evans (Isabel May), é o alvo principal. 

"O Agente Secreto". Gênero: thriller, drama. Diretor: Kleber Mendonça Filho. Elenco: Wagner Moura, ao lado de Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone. Sinopse: Em 1977, Marcelo trabalha como professor especializado em tecnologia. Ele decide fugir de seu passado violento e misterioso se mudando de São Paulo para Recife com a intenção de recomeçar sua vida. Marcelo chega na capital pernambucana em plena semana do Carnaval e percebe que atraiu para si todo o caos do qual ele sempre quis fugir. Para piorar a situação, ele começa a ser espionado pelos vizinhos. Inesperadamente, a cidade que ele acreditou que o acolheria ficou longe de ser o seu refúgio.

"Valor Sentimental". (Sentimental Value). Direção: Joachim Trier. Roteiro: Eskil Vogt e Joachim Trier. Gênero: Drama, Comédia Duração: Aproximadamente 132 minutos País de Origem: Noruega (coprodução internacional). Distribuição no Brasil: Retrato Filmes e MUBI. Elenco Principal: Renate Reinsve (Nora) Inga Ibsdotter Lilleaas (Agnes) Stellan Skarsgård (Gustav) Elle Fanning (Rachel Kemp) Anders Danielsen Lie. Sinopse: As complexas dinâmicas de uma família após a morte da matriarca. Gustav, um cineasta outrora renomado, tenta se reconciliar com as filhas, Nora (uma atriz de teatro) e Agnes, ao oferecer a Nora o papel principal em seu novo filme autobiográfico. Diante da recusa da filha, ele escala uma jovem estrela de Hollywood (Elle Fanning), o que desencadeia novos conflitos e revisita traumas do passado. 



"Hamnet: A vida antes de Hamlet". (“Hamnet”). Gênero: drama histórico. Classificação indicativa: 14 anos. Ano de produção: 2025. Idioma: inglês. Direção: Chloé Zhao. Roteiro: Maggie O’Farrell e Chloé Zhao. Elenco: Jessie Buckley, Paul Mescal. Distribuição no Brasil: Universal Pictures. Duração: 2h05. Cenas pós-créditos: não. Sinopse: William Shakespeare e a sua esposa, Agnes, celebram o nascimento do seu filho, Hamnet. No entanto, quando a tragédia os atinge, inspira Shakespeare a escrever a sua obra-prima, Hamlet.

"É Tempo de Amoras". Gênero: animação. Direção: Anahi Borges. Duração: 1h 52m. Sinopse: Pasqualina tem 91 anos, mora em uma casa de repouso e não possui mais parentes vivos. Um dia, decide fugir e embarcar em uma aventura para reencontrar um antigo amor do passado. Nessa jornada, conhece Petrolina, ou Pety, uma menina de oito anos que sente falta de ter uma avó. A amizade entre elas muda suas vidas e Pety, surpreendentemente, tenta adotar Pasqualina.


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.: “Baleia” recria Graciliano Ramos pelo olhar da cachorra de "Vidas Secas"


Inspirado no clássico “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, o espetáculo “Baleia” retorna a São Paulo para uma nova temporada independente entre os dias 10 e 26 de abril, no Complexo Cultural Funarte SP. A montagem parte de uma perspectiva sensível e pouco convencional: o olhar da cachorrinha Baleia, personagem emblemática do romance publicado em 1938. Na adaptação teatral, a travessia do sertão ganha contornos poéticos a partir da percepção do animal, que observa, sente e imagina o mundo ao seu redor. O que para os humanos é luta silenciosa pela sobrevivência, para Baleia se transforma em música, imaginação e poesia.

Com forte inspiração nas narrativas e estéticas nordestinas, o espetáculo constrói um universo cênico em que realidade e imaginação se entrelaçam. Bonecos, brinquedos e engenhocas artesanais ajudam a dar forma ao invisível e ampliam a dimensão simbólica da cena. A proposta busca criar uma experiência sensível e imersiva, combinando palavra, som e movimento em uma dramaturgia que transita entre o concreto e o poético.

A montagem é uma realização do Coletivo Carpintaria de Ideias, grupo que desenvolve projetos teatrais inspirados na cultura brasileira. O espetáculo tem texto e direção geral de Paulinho Ramos, com assistência de direção e dramaturgia de Lucas Aquino. A cenografia é assinada por Bruno Azevedo, enquanto a trilha sonora ao vivo fica por conta de Vassa. A ficha técnica reúne ainda arranjos vocais de Alyo e músicas autorais de Lakis Farias e Bruna Porto. A iluminação é de Rafael Casimiro, com figurinos assinados por Gui Romaniche e confecção do boneco cênico por André Milano.

O elenco conta com Clara Geraldes, Bruna Porto, Daniel Lacerda, Gabriel Lima, Gabriel Rodrigues, Gui Romaniche, Luana Misael, Lu Mis Amarante, Lucas Aquino, Melyssa Braga, Michele Albuquerque, Paloma Ferraz, Raí Geovani, Samuel Meirellis, Wand Barreto e Vassa, além do elenco de apoio formado por Lakis Farias e Débora Ferr. Com duração de 1h30 e classificação livre, “Baleia” propõe uma releitura sensível de um dos textos mais marcantes da literatura brasileira, convidando o público a revisitar o sertão nordestino a partir de uma perspectiva delicada, inventiva e profundamente humana. Compre o livro "Vidas Secas", de Graciliano Ramos, neste link.

Serviço
Espetáculo: “Baleia”
Temporada até dia 26 de abril
De sexta a domingo, às 19h00
Complexo Cultural Funarte SP
Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos – São Paulo (SP)
Duração: 1h30
Classificação: Livre
Ingressos: a partir de R$ 20,00
Vendas: https://www.sympla.com.br/produtor/coletivocarpintariadeideias

.: Monólogo "Tráfico" estreia no Teatro Estúdio para curta temporada


Indicado em cinco categorias dos prêmios APTR e Cesgranrio, o espetáculo tem texto do premiado autor uruguaio Sergio Blanco, direção de Victor Garcia Peralta e atuação de Robson Torinni, que vive um garoto de programa e matador de aluguel em seu segundo espetáculo do dramaturgo. O primeiro foi o premiado Tebas Land, no qual interpretou Martin. Foto: @callanga - Agência @amarelourca

Na contramão das temporadas cada vez mais curtas nos teatros cariocas, o espetáculo "Tráfico" comemorou um ano em cartaz, com lotação esgotada em todas as sessões. O monólogo do premiado autor uruguaio Sergio Blanco, com direção de Victor Garcia Peralta e atuação de Robson Torinni, agora estreia em São Paulo, a partir de 13 de março, com sessões de sexta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 18h no Teatro Estúdio.

A peça foi indicada a cinco prêmios de teatro: Prêmio APTR nas categorias Melhor Ator (Robson Torinni), Melhor Iluminação (Bernardo Lorga) e Melhor Direção de Movimento (Toni Rodrigues) e Prêmio Cesgranrio nas categorias Melhor Ator (Robson Torinni) e Melhor Iluminação (Bernardo Lorga). Em 2026, a peça vai participar dos festivais de Avignon, na França, e Edimburgo, na Escócia, um dos mais consagrados de artes cênicas do mundo. 

"Tráfico" se desenrola a partir do entendimento da coexistência entre as pulsões de vida e de morte em todo ser humano. O espetáculo foi idealizado pelo ator Robson Torinni, que entra em cena como um garoto de programa que acaba se tornando um matador de aluguel diante da falta de oportunidades na vida. Essa reflexão sobre o papel que nós todos desempenhamos na manutenção de uma sociedade desigualitária tem despertado o interesse cada vez maior dos espectadores. A montagem repete a bem-sucedida parceria entre autor, diretor e ator, depois de “Tebas Land” (2018), que fez temporadas premiadas no Rio de Janeiro, em São Paulo e Avignon – França. 

A peça se passa na periferia de uma cidade latino-americana, cheia de desigualdades, onde vive Alex, um jovem garoto de programa. Os problemas familiares, o relacionamento conturbado com a sua namorada e a vontade de vencer na vida, representada pelo sonho de comprar uma moto de alto luxo, o levam para caminhos sedutores e também muito violentos. A partir de uma paixão, a história acessa as áreas mais sombrias da vida desse personagem que, paralelamente à sua profissão de garoto de programa, se tornará um assassino de aluguel. Aos poucos começa a surgir uma trama fascinante que mistura a narração dos seus encontros, sonhos e seu dia a dia. Ao longo da peça, Alex vai se desnudando, expondo o seu lado mais ingênuo e mostrando o seu lado mais monstruoso.

“A peça fala sobre pessoas sem chances na vida, que acabam tendo que seguir caminhos violentos e da corrupção dos poderosos. A história de Alex é a história de muitos no Brasil”, define Victor Garcia Peralta. “A peça tem despertado o interesse das pessoas mais diversas porque propõe uma reflexão difícil, mas importante: o fato de a sociedade ser responsável pela criação de grandes ‘monstros’, e depois descartar essas pessoas sem se conscientizar da própria culpa”, comenta o produtor Sergio Saboya, que também é responsável pelo sucesso e carreira internacional do espetáculo “Tom na Fazenda”.

No espetáculo, Sergio Blanco investe mais uma vez na autoficção, gênero pelo qual ficou conhecido, que mistura relatos reais com invenção, verdade e mentira. A peça começa com o ator Robson Torinni explicando ao público que vai contar a história de Alex. Trechos da vida do dramaturgo também aparecem na criação de um professor universitário que leva seu nome, se envolve com Alex e ganha o apelido de “o francês”. É ele quem encoraja Alex a entrar no mundo do crime. Pela primeira vez Robson Torinni está sozinho em cena, como Alex, que, ao lado de sua moto (e sonho de consumo), alterna relatos de encontros sexuais com outros de grande violência, e dá voz a todos os outros personagens da trama. 

Foi o próprio Sergio Blanco quem me mostrou o texto, sugerindo que eu montasse. O maior desafio deste projeto é não ter outro ator para trocar em cena. É a minha primeira experiência em um solo, então estou aprendendo a jogar com a plateia. O texto me tocou bastante desde a primeira vez em que li, por falar sobre uma pessoa que, pelas circunstâncias de uma vida periférica sem oportunidades, não conquista nada e segue pelo caminho do crime. A partir daí, a peça toca em vários temas como desejo, sonho, criação, solidão, sexualidade, vício, separação, falta de esperança, beleza, traição e crime”

Ficha técnica
Espetáculo "Tráfico"
Texto: Sergio Blanco 
Atuação: Robson Torinni 
Direção: Victor Garcia Peralta 
Adaptação: Robson Torinni e Victor Garcia Peralta 
Direção de Arte: Gilberto Gawronski 
Iluminação: Bernardo Lorga 
Direção de Movimento: Toni Rodrigues 
Direção Musical: Marcello H. 
Operador de Luz: Rodrigo Lopes 
Operador de Som: Rodrigo Pinho 
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Design Gráfico: Alexandre de Castro 
Fotos: Gabriel Nogueira, Ricardo Brajterman, Callanga e VictorPollak.
Direção de Produção: Sérgio Saboya e Silvio Batistela (Galharufa Produções Culturais)
Produção executiva: Gustavo Valezzi
Realização: REG'S Produções Artísticas 
Idealização: Robson Torinni e Victor Garcia Peralta  


Serviço
Espetáculo "Tráfico"
Temporada: 13 de março a 3 de maio de 2026
Às sextas e aos sábados, às 20h00, e aos domingos, às 18h00.
Teatro Estúdio - Rua Conselheiro Nébias, 891 - Campos Elíseos, São Paulo
Ingressos: R$ 100,00 (inteira)  e R$ 50,00 (meia-entrada), com vendas on-line em
https://bileto.sympla.com.br/event/111566/d/342384/s/2323283
Classificação: 18 anos
Duração: 65 minutos
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

.: Júlia Rabello, Maria Clara Gueiros e Priscila Castello Branco estão em cartaz


Nos dias 17 e 18 de março, às 20h00, as atrizes sobem ao palco do Teatro Sabesp Frei Caneca para interpretar cerca de 20 personagens em nove esquetes escritos por Fábio Porchat. Foto: Yan Carpenter


O espetáculo "Agora É Que São Elas!", que será apresentado dias 17 e 18, às 20h00, no Teatro Sabesp Frei Caneca, tem no elenco as atrizes Júlia Rabello, Maria Clara Gueiros e Priscila Castello Branco. Na montagem, escrita por Fábio Porchat, as três artistas dão vida a homens e mulheres em situações cotidianas marcadas por humor e identificação com o público. Os ingressos estão disponíveis pelo site uhuu.com e na bilheteria do teatro.

Para criar "Agora É Que São Elas!", Porchat reuniu textos recém-escritos e outros que, embora tenham sido criados entre 2004 e 2005, mantêm forte conexão com a atualidade.“É um humor de identificação. Há pessoas que se reconhecem nos personagens ou conhecem alguém parecido com eles. São encenações do dia a dia, situações que a gente passa, um comentário que eu achei divertido”, conta o diretor.

Na época em que escreveu os textos, Porchat era estudante da CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), no Rio de Janeiro, e chegou a encenar alguns esquetes ao lado do colega Paulo Gustavo.“Foi muito lindo revisitar esses textos escritos há 20 anos, que eu fiz na escola para o meu colega Paulo Gustavo. E foi bom ver que esse material ainda é atual, funciona e é engraçado. Se estivermos conectados ao que acontece ao nosso redor, vamos entender o Brasil, os costumes e as pessoas que estão à nossa volta”, afirma.

Entre as nove histórias, “Superstição” destaca o reencontro de duas amigas, interpretadas por Maria Clara e Júlia, que não se viam há anos. Enquanto uma acredita cegamente em superstições, a outra é completamente cética. Já em “Selfie”, Priscila e Maria Clara interpretam um fã que aborda uma famosa atriz em um restaurante. Durante a tentativa de tirar uma foto, o admirador começa a listar defeitos da artista que supostamente idolatra. O esquete mais recente, “Meu Bebê”, apresenta um casal interpretado por Júlia e Priscila comparando seu filho de oito meses com os filhos de outras amigas, com medo de que o próprio bebê não seja o mais inteligente de todos.


Serviço
Espetáculo "Agora É Que São Elas!"
Apresentação: Ministério da Cultura
Projeto: Corredor Cultural – PRONAC 2310173
Incentivo: Lei Rouanet
Realização: Opus Entretenimento e Ministério da Cultura – Governo do Brasil
Datas: 17 e 18 de março de 2026
Horário: 20h00
A sessão do dia 17 de março, às 20h, contará com recursos de audiodescrição e Libras.
Local: Teatro Sabesp Frei Caneca
Duração: 70 minutos
Classificação indicativa: 14 anos

terça-feira, 10 de março de 2026

.: Crítica: "Mother´s baby" reforça o que até mãe de primeira viagem sabe bem

 "Mother´s Baby" está em cartaz na Cineflix Cinemas de Santos


Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em março de 2026


O thriller "Mother´s baby", coescrito e dirigido por Johanna Moder (Once Were Rebels) coloca na telona Cineflix Cinemas o mistério de um bebê retirado de sua mãe logo após o parto, sem detalhes e explicações, embora seja devolvido certo tempo depois e com naturalidade. A dúvida sobre quem é, de fato, aquele ser diante da maestrina Julia, de 40 anos, que tanto desejava ser mãe, é o fio condutor.

Assim, após um parto conturbado, Julia suspeita que o bebê recém-nascido que trouxe para casa não é seu. Desconfia, inclusive, pela ausência de choro, não se tratar de um ser humano. Enquanto todos ao redor parecem certos, Julia embarca em pensamentos diversos. 

Ao não se conectar com o bebê nascido de um procedimento de fertilidade bem-sucedido, Julia mergulha na fragilidade de ser mulher diante de uma maternidade repleta de fragilidades e questionamentos, alimento uma atmosfera de suspense e terror psicológico. 

"Mother´s baby"explora a depressão pós-parto e a angústia, principalmente do afastamento da rotina de trabalho. Vale a pena conferir a confirmação de que toda mãe sempre sabe !

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"Mother´s baby"(Mother´s baby). Gênero: thriller psicológico. Direção e roteiro: Johanna Moder. Roteiro (Adicional): Arne Kohlweyer. Duração: 108 minutos. Distribuição: Autoral Filmes. Elenco: Marie Leuenberger (Julia), Hans Löw (Georg), Claes Bang (Dr. Vilfort), Julia Franz Richter (Gerlinde). Sinopse: Julia, uma maestrina de sucesso, enfrenta um pós-parto traumático e, ao reencontrar seu bebê, passa a desconfiar que a criança não é sua, mergulhando em uma espiral de paranoia e mistério.

Trailer de "Mother´s baby"




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