Sobre a autora
Sobre o diretor
Ficha técnica
Espetáculo "Pluft, o Fantasminha"
Serviço
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Reconhecendo que as pautas climáticas necessitam de espaços de disseminação de conhecimento para além da academia, “Antropoceno” promove uma convergência vital entre ciência e arte. O teatro é utilizado como veículo de reflexão sobre o nosso papel como agentes transformadores, desmistificando a visão de que os territórios do Sul Global são apenas agentes propulsores de impactos ambientais e questionando pensamentos considerados complexos, como geopolítica, antropologia, sociologia e geologia, por meio da linguagem teatral.
Ficha técnica
Espetáculo "Antropoceno"
Idealização e atuação: Lípar
Dramaturgia: JùpïRã Transeunte
Direção: Douglas Lima
Direção de ator: Luiz Fernando Almeida
Direção musical: Marcos dos Santos
Preparação corporal: Eleonora Artsynck
Fotos: Cacá Bernardes
Ficha técnica
Espetáculo "Antropoceno"
Quinta-feira, dia 30 de julho, às 20h00.
Sesc Santos | Avenida Conselheiro Ribas, 136 - Santos / SP
Ingressos: R$ 12,00 (credencial plena), R$ 20,00 (meia-entrada) e R$ 40,00 (inteira)
Joyce foi um dos maiores escritores do século XX, síntese do modernismo literário e de novas concepções de literatura. Considerada a obra-prima do escritor irlandês, "Ulisses" é uma reimaginação moderna da estrutura da "Odisseia" de Homero. O romance "Ulisses" acompanha algumas horas da vida do corretor de anúncios Leopold Bloom, ao longo do dia 16 de junho de 1904 e da madrugada seguinte: ele sai de casa pela manhã e retorna à noite na companhia de Stephen Dedalus. Em casa, sua esposa, a cantora Molly Bloom, já está deitada – após ter passado a tarde com o amante. Publicado em 1922, o livro foi divisor de águas na literatura. Por sua grande inovação, horrorizou e encantou leitores e críticos. Para T. S. Eliot. “Joyce está seguindo um método que outros devem buscar depois dele”.
O intelectual Antônio Houaiss encarou o desafio de traduzir "Ulisses" para o português brasileiro em menos de um ano. O trabalho exigia não apenas conhecimento técnico, mas grande sensibilidade para as possibilidades do idioma. Sua tradução inaugurou no país a tradição de leitura e estudo de Ulisses, mantendo-se como referência quase cinquenta anos depois. Vitor Alevato do Amaral, um dos maiores especialistas em James Joyce no Brasil, estabeleceu o texto desta edição e organizou conteúdo para contextualizar o romance e sua segunda edição, revista por Antônio Houaiss e editada por Ênio Silveira. Compre o livro "Ulisses", de James Joyce, neste link.
O que disseram sobre o livro
“É indispensável conhecer essa obra para consciencializar suas conquistas e poder seguir à frente, no caminho do novo. Um escritor atual que não tenha lido Joyce, é mais ou menos como um físico que ignore Einstein ou um sociólogo que não tenha tomado conhecimento de Marx.” – Augusto de Campos
Sobre o autor
James Joyce (Irlanda, 1882 – Suíça, 1941) é amplamente considerado um dos maiores escritores do século XX. Embora o romancista tenha vivido boa parte de sua vida expatriado de sua terra natal, sua identidade irlandesa foi essencial para a construção da ambientação e da temática de sua obra. Dos seus maiores títulos, a odisseia moderna Ulisses é publicada pela Editora Civilização Brasileira. Compre os livros de James Joyce neste link.
"Ontem Vi Meu Pai Chorar" é o primeiro livro infantil da premiada escritora Luiza Romão. Publicada pela Editora Quelônio, a obra mergulha em memórias do futebol dos anos 1970. Na história, Gigi vê o pai chorando durante uma partida ouvida pelo rádio e decide investigar o que é esse tal de futebol que faz os homens se emocionarem. Com ilustrações e colagens de Silvia Nastari, o livro se inspira em documentos, cenários, fotografias e jornais da época.
O livro continua a parceria entre Luiza Romão e a Editora Quelônio, iniciada em 2022 com o livro de poemas detetivescos "Nadine". Já a nova publicação aborda vínculos familiares, o espaço escolar e o acesso de meninas e mulheres ao esporte. Indicado para crianças a partir de cinco anos em leitura compartilhada com um adulto, o livro também convida leitores iniciantes do Ensino Fundamental. Apaixonada por futebol, Luiza Romão cresceu assistindo a jogos no Estádio Santa Cruz, em sua cidade natal, Ribeirão Preto. Depois de se mudar para São Paulo, passou a frequentar as arquibancadas do Palmeiras, seu time do coração. A vivência nos estádios foi fundamental para construir a história de Gigi:
“No começo, a Gigi se espanta ao ver o pai aos prantos e tenta descobrir o que aconteceu. Não é muito fácil. Toda vez que ela tenta encontrar respostas, alguém diz que futebol 'não é assunto de menina'. Além disso, o livro também discute como nossa sociedade, desde muito cedo, ensina os homens a reprimir suas emoções. Isto está presente nas famílias, nas rodas de amigos, nos espaços de formação. Neste contexto tão enrijecido, o futebol se torna um dos poucos momentos em que é permitido chorar, se abraçar, gritar, etc. Assim, convidamos as leitoras e leitores a pensarem o quanto o futebol é ‘assunto de menina’ e como o choro não deve ser um tabu”, conta a autora.
Deste modo, o esporte fortalece o vínculo entre pai e filha e entre Gigi e outras meninas, agregando novos olhares para a masculinidade e as trocas afetivas na infância. Além disso, a obra traz à tona um fato histórico importante: a proibição do futebol de mulheres por quase quarenta anos no Brasil. Neste sentido, a orelha de Ontem Vi Meu Pai Chorar foi escrita por Aira Bonfim, historiadora, ativista e especialista na história social do futebol feminino brasileiro.
Outros trabalhos de Luiza também reforçam seu amor pelo esporte, como a co-curadoria da exposição "¡Cancha Brava! Futebol Sudamericano en Disputa", realizada pelo Museu do Futebol em 2025; a orelha de Rostos cobertos, corações à mostra: futebol, autonomia e luta zapatista (Editora Autonomia Literária); o prefácio da antologia de crônicas do Museu do Futebol (2024); e a publicação de textos sobre o esporte nas revistas Tinta Libre (Espanha), Revista E (SESC) e Quatro Cinco Um. Além disso, Romão desenvolve doutorado sobre futebol, voz e literatura latinoamericana na Universidade de São Paulo, com apresentações em importantes congressos da área. Na agenda da autora também consta participação na Feira do Livro do Pacaembu com uma mesa sobre as dimensões afetivas do futebol e a participação feminina no jogo tanto dentro das quatro linhas como na torcida e na literatura. Compre o livro "Ontem Vi Meu Pai Chorar" neste link.
Sobre Luiza Romão
Nascida em Ribeirão Preto, em São Paulo, em 1992, Luiza Romão é poeta, atriz e pesquisadora. É aautora de "Também Guardamos Pedras Aqui" (vencedor do Prêmio Jabuti 2022 nas categorias Melhor Livro de Poesia e Livro do Ano), "Sangria" e "Nadine". É bacharela em Artes Cênicas e mestra em Teoria Literária e Literatura Comparada pela Universidade de São Paulo, onde atualmente cursa doutorado. Investigou as relações entre literatura e performance no universo do poetry slam, e hoje, pesquisa voz e futebol na literatura latino-americana.
Os trabalhos dela já circularam por importantes festivais no Brasil e no exterior, com apresentações na Argentina, Alemanha, Cuba, China, Espanha, Portugal, Suíça, Grécia, Holanda, México, Costa Rica, França e Uruguai, entre outros países. Além de sua atuação artística e acadêmica, também trabalha como curadora, co-assinando exposições como Gira da Poesia: 15 anos de slam no Brasil , realizada no Museu de Arte do Rio e no Instituto Tomie Ohtake, e "¡Cancha Brava! Futebol Sudamericano en Disputa", no Museu do Futebol. "Ontem Vi Meu Pai Chorar" é seu primeiro livro infantil. Compre os livros de Luiza Romão neste link.
A programação da semana do Teatro Arena B3 recebe um dos grandes clássicos da dramaturgia brasileira. Nos dias 25 e 26 de julho, a atriz Luisa Thiré apresenta o premiado monólogo "Valsa Nº 6", de Nelson Rodrigues, em uma temporada relâmpago com apenas quatro apresentações. Dirigido por Cláudio Torres Gonzaga, o espetáculo marca os 14 anos da montagem, que desde sua estreia, em 2012, no centenário de nascimento de Nelson Rodrigues, conquistou reconhecimento de público e crítica, além de representar a dramaturgia brasileira em turnês por cidades da Espanha, Portugal e Cabo Verde.
Escrita em 1951, a peça acompanha Sônia, uma adolescente de 15 anos que, entre delírios e fragmentos de memória, reconstrói os acontecimentos que culminaram em seu assassinato. Embalada pela célebre "Valsa Nº 6", de Chopin, a narrativa transforma-se em um thriller psicológico que evidencia temas como violência contra a mulher, machismo estrutural, culpabilização da vítima e desigualdades de gênero — questões que permanecem atuais mais de sete décadas após a criação do texto.
Com elementos característicos da obra de Nelson Rodrigues, como paixão, ciúme, sedução, humor e tragédia, o espetáculo propõe uma reflexão sobre a permanência de estruturas sociais que naturalizam a violência e silenciam as vítimas. A montagem também se destaca pela concepção visual. O cenário, assinado pelo artista plástico Sérgio Marimba, aposta em uma estética não realista, enquanto o figurino criado por Teca Fichinski, premiado pela crítica especializada, torna-se parte essencial da narrativa. O vestido utilizado por Luisa Thiré possui uma saia de aproximadamente 12 metros de tecido, ocupando praticamente todo o palco e simbolizando a prisão da personagem em suas próprias lembranças.
Apaixonada pela obra de Nelson Rodrigues desde a época em que estudava Artes Cênicas na Unirio, Luisa idealizou o projeto e, ao lado de Cláudio Torres Gonzaga, construiu uma montagem que permanece em cartaz há mais de uma década. Após percorrer diversas cidades brasileiras e internacionais, "Valsa Nº 6" chega ao Teatro Arena B3 para uma rara oportunidade de ser assistida pelo público paulistano, em apenas um final de semana.
Serviço
Espetáculo "Valsa Nº 6", de Nelson Rodrigues
Elenco: Luisa Thiré
Direção: Cláudio Torres Gonzaga
Datas: 25 e 26 de julho de 2026
Apresentações: quatro sessões
Local: Teatro Arena B3 – Praça Antônio Prado, 48 – Centro Histórico de São Paulo
Duração: 55 minutos
Classificação indicativa: 14 anos
O Sesc 24 de Maio recebe, de 23 de julho a 9 de agosto, a temporada do espetáculo "Meu Corpo Está Aqui", obra vencedora dos prêmios FITA e APTR e indicada ao Prêmio Shell. Com texto e direção de Julia Spadaccini e Clara Kutner, a montagem aborda afeto, desejo e sexualidade a partir das vivências de artistas com deficiência, tema inédito nos palcos brasileiros. Construído a partir das experiências pessoais do elenco, formado por artistas PCDs, o espetáculo apresenta personagens que falam abertamente sobre seus relacionamentos, seus corpos e seus desejos. A partir de depoimentos ficcionalizados, a obra convida o público a refletir sobre os estigmas, silenciamentos e apagamentos historicamente impostos às pessoas com deficiência.
A dramaturgia, escrita por Julia Spadaccini, também pessoa com deficiência, e Clara Kutner, mistura relatos pessoais e ficção para retratar os encontros entre desejo e afeto, evidenciando tanto as descobertas quanto os obstáculos vividos por corpos frequentemente colocados à margem das representações sociais. No elenco estão Bruno Ramos, artista surdo usuário de Libras; Juliana Caldas, atriz com nanismo, Pedro Fernandes, ator com paralisia cerebral com cognitivo preservado e usuário de cadeira de rodas; e Sara Bentes, artista cega. A direção de produção e coordenação geral do projeto são de Claudia Marques.
Em "Meu Corpo Está Aqui", a ficção surge como ferramenta de aproximação e reconhecimento. Ao evidenciar experiências afetivas e desejos que atravessam todas as pessoas, o espetáculo questiona preconceitos e amplia o debate sobre inclusão, autonomia e diversidade. A montagem propõe um olhar que reconhece as pessoas com deficiência como sujeitos plenos, capazes de viver e narrar suas próprias histórias.
Além da temporada, no dia 1º de agosto, às 18h00, o Sesc 24 de Maio recebe o lançamento do livro "Meu Corpo Está Aqui" e a exibição do documentário homônimo. A programação tem início com um bate-papo de aproximadamente 30 minutos, com a participação das diretoras do espetáculo e autoras do livro, Clara Kutner e Julia Spadaccini, da diretora do documentário, Camila Sokolowski, e do elenco da peça. Na sequência, será exibido o documentário, com 22 minutos, seguido de sessão de autógrafos do livro no foyer do teatro até o horário do espetáculo, às 20h00. Compre o livro do espetáculo "Meu Corpo Está Aqui" neste link.
"Meu Corpo Está Aqui - O Documentário"
No Rio de Janeiro, quatro artistas PCDs, vindos de lugares diversos do Brasil, se reúnem para ensaiar uma peça teatral. Celebram alegria de seguir o caminho artístico, reafirmando no palco a potência de suas vozes e a luta contra o capacitismo. O que acontece quando o afeto e o desejo ocupam o centro do palco através de corpos que a sociedade, historicamente, tentou invisibilizar? Juntos, eles trazem para a cena vivências reais que misturam ficção, depoimentos e poesia visual.
A diretora Camila Sokolowski acompanhou o grupo desde o dia 1 da chegada ao Rio, passando pelo processo de ensaio, as vivências individuais e pelos impactos dessa experiência na vida de cada um dos participantes.
"Meu Corpo Está Aqui" - Livro
Sucesso no teatro, a peça "Meu Corpo Está Aqui", que aborda a sexualidade das pessoas com deficiência, é lançada em livro pela editora Cobogó. Escrita por Julia Spadaccini e Clara Kutner, a dramaturgia foi construída a partir de experiências pessoais das atrizes e dos atores PCDs que estrelam o espetáculo, posteriormente ficcionalizadas para retratar vivências afetivas e sexuais. Agora publicada em livro, a obra conta com prefácio assinado por Benedita Casé e apresenta um jogo entre as pulsões e os obstáculos encontrados pelas personagens em suas descobertas afetivas e sexuais, tratando abertamente sobre essas experiências em cena.
Paradigmas culturais e históricos sobre a sexualidade das pessoas com deficiência são questionados com humor, sem que a urgência e a importância do tema sejam deixadas em segundo plano. O resultado é uma conexão entre cena e público, evidenciando as semelhanças que existem entre todos nós: almas habitando corpos diferentes.
Ficha técnica (espetáculo)
"Meu Corpo Está Aqui", da Fábrica de Eventos
Texto e direção: Julia Spadaccini e Clara Kutner
Elenco: Bruno Ramos, Juliana Caldas, Pedro Fernandes e Sara Bentes
Intérpretes de Libras: Christofer Moreira
Direção de produção: Claudia Marques
Diretor assistente: Michel Blois
Produção: Fabricio Polido
Pesquisa de dramaturgia: Marcia Brasil
Colaboração de texto: Bruno Ramos, Juliana Caldas, Haonê Thinar, Pedro Fernandes e Sara Bentes
Figurino e cenografia: Beli Araujo
Iluminação: Paulo Cesar Medeiros
Direção de movimento: Laura Samy
Música: Luciano Câmara
Visagismo: Cora Marinho
Operador de luz: Leandro Barreto
Operador de som: Carlos Gabriel
Realização: Fábrica de Eventos
Ficha técnica (documentário)
"Meu Corpo Está Aqui - O Documentário"
Gênero: documentário
Direção: Camila Sokolowski
Elenco: Haonê Thinar, Juliana Caldas, Bruno Ramos e Pedro Fernandes.
Produção: Julia Spadaccini
Fotografia: Felipe Marques, Geovane Ferreira e Victor Gautier
Duração: 22 minutos
Realização: Minhoca Filmes, Inova Filmes, Criativa Wip e Fábrica de Eventos
Serviço
Espetáculo "Meu Corpo Está Aqui"
Com Bruno Ramos, Juliana Caldas, Pedro Fernandes e Sara Bentes
Temporada: até dia 9 de agosto de 2026
Quintas, sextas e sábados, às 20h00 (exceto dia 6 de agosto). Domingos e feriados, às 18h00
Sessão extra no dia 8 de agosto, às 17h00.
Acessibilidade: intérprete de Libras em todas as sessões e audiodescrição nos dias 25 de julho, 1° e 8 de agosto.
Teatro do Sesc 24 de Maio – Rua 24 de Maio, 109, República / São Paulo
Classificação: 16 anos
Ingressos: no site sescsp.org.br/24demaio e no aplicativo Credencial Sesc SP e nas bilheterias das unidades - R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (meia-entrada) e R$ 15,00 (Credencial Sesc)
Duração: 60 minutos
"Meu Corpo Está Aqui": documentário, lançamento do livro e bate-papo
Participantes: Bruno Ramos, Juliana Caldas, Pedro Fernandes e Sara Bentes (elenco do espetáculo), as Clara Kutner e Julia Spadaccini (autoras e diretoras do espetáculo e livro) e Camila Sokolowski (diretora do documentário).
Dia 1° de agosto de 2026, às 18h00
Acessibilidade: Intérprete de Libras e audiodescrição
Classificação: 16 anos
Ingressos: gratuito com retirada de ingressos uma hora antes
Duração: 60 minutos
Serviço de van: transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h00 às 23h00, e aos domingos e feriados, das 18h00 às 21h00.
A Cia. Navega Jangada fala sobre a importância da imaginação e como as pessoas aprendem a lidar com o intangível no infantojuvenil "Um Amigo Não Imaginário", com direção e texto de Talita Cabral. O espetáculo tem novas apresentações no Sesc Santo Amaro, de 21 de junho a 2 de agosto, aos domingos, às 16h. O trabalho ainda tem composições de Rodrigo Régis e traz no elenco Taynã Marquezone, Lucas Vedovoto e Thiago Ubaldo.
O espetáculo leva ao público a história de um amigo imaginário que, de forma inédita, nunca foi imaginado por uma criança. Em busca de ser real, esse ser singular se vê diante de um desafio: conquistar o imaginário de uma criança e, assim, ganhar vida. Na trama, acompanhamos a jornada de um amigo invisível que, ao longo do tempo, observa o desejo de ser imaginado por uma criança. Porém, o que torna essa história única é que, até então, esse amigo nunca foi "criado" por nenhuma mente infantil. Ele passa a viver a angústia de ser uma figura solitária no mundo da imaginação. Mas, quando um adulto sem perceber, entra em contato com ele, um confronto divertido e poético acontece, revelando a fragilidade e a força da imaginação, e como ela pode conectar mundos aparentemente distantes.
A peça não é apenas uma reflexão sobre a infância e a imaginação, mas também sobre como vemos e interagimos com o invisível e o intangível. A peça desafia as convenções de um mundo racional e adulto, apresentando um convite à redescoberta da capacidade de sonhar e de se conectar com aquilo que não se vê, mas que se sente profundamente. Também propõe uma reflexão divertida sobre a importância da imaginação na vida adulta, mostrando que, mesmo em uma sociedade racional, o imaginário tem seu poder.
A Cia. Navega Jangada de Teatro foi fundada em 2008 em Santo André, mas vinha desenvolvendo suas pesquisas na área do teatro de animação, circo, corporalidade do ator e música desde 2006. Criada por Talita Cabral (diretora e atriz) e Rodrigo Regis (compositor e diretor musical e músico) tem como principal característica em seus trabalhos a música como forma de narrativa. Possui um vasto repertório de espetáculos teatrais, que mesclam teatro de animação, popular, circo e linguagem não verbal.
Ficha técnica
"Um Amigo Não Imaginário"
Dramaturgia e direção: Talita Cabral
Composições: Rodrigo Régis
Elenco: Taynã Marquezone, Lucas Vedovoto e Thiago Ubaldo
Figurinos: Talita Cabral
Cenário: Palhassada Ateliê e Talita Cabral
Maquiagem: A Cia
Concepção e operação de luz: Junior Docini
Técnico de som: Rodrigo Rossi
Contrarregra: Lui
Serviço
"Um Amigo Não Imaginário", com Cia Navega Jangada
Temporada até dia 2 de agosto de 2026
Aos domingos, às 16h00
Sesc Santo Amaro - R. Amador Bueno, 505 - Santo Amaro / São Paulo
Ingressos: R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (meia-entrada), R$ 12,00 (credencial plena) e grátis para crianças de até 12 anos não pagam ingressos
Vendas on-line em sescsp.org.br ou presencialmente na bilheteria de qualquer unidade do Sesc São Paulo
Classificação: livre
Duração: 60 minutos
Acessibilidade: teatro acessível a pessoas com mobilidade reduzida
Germi dirige e interpreta o protagonista, gesto ainda incomum no cinema italiano da época. Ao lado de Luisa Della Noce e Sylva Koscina, ele constrói um retrato familiar áspero, atravessado por tensões econômicas, orgulho ferido e vínculos que se desgastam sob pressão. A escolha de um narrador infantil intensifica o impacto dramático: o que se vê não é apenas a queda de um pai, mas a formação de um olhar que tenta compreender o mundo adulto.
Embora dialogue com o neorrealismo, sobretudo na atenção à classe trabalhadora e aos ambientes reais, “O Ferroviário” assume um tom melodramático que o afasta do rigor seco de nomes como De Sica e Rossellini. As cenas filmadas em ferrovias italianas, com apoio de companhias do setor, reforçam a materialidade do cotidiano ferroviário, algo bastante elogiado à época. O filme concorreu à Palma de Ouro em Cannes e teve forte recepção popular, consolidando Germi como um dos diretores centrais do período, antes de migrar para as comédias mordazes que marcariam sua carreira nos anos 1960, como “Divórcio à Italiana”.
A história avança entre conflitos domésticos - o filho desempregado, a filha que engravida cedo, a relação delicada com a esposa - e a lenta corrosão de Andrea, que, afastado do trabalho, mergulha na bebida e na irritação constante. Ainda assim, o filme não se limita à ruína: há espaço para gestos de reconciliação, sobretudo na relação com Sandro, que observa, sofre e, por fim, reage.
Ficha técnica
“O Ferroviário” | “Il Ferroviere” (título original)
Gênero: drama. Duração: 116 minutos. Classificação indicativa: 12 anos. Ano de produção: 1956. Idioma: Italiano. Direção: Pietro Germi. Roteiro: Pietro Germi, Alfredo Giannetti. Elenco: Pietro Germi, Luisa Della Noce, Sylva Koscina, Saro Urzì, Carlo Giuffrè, Renato Speziali, Edoardo Nevola.
Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte.
O grande acerto nesse álbum foi investir em um material mais básico, com canções mais curtas e diretas e sempre baseadas no rock dos anos 70. Os riffs de guitarra são marcantes e se por um lado o vocal de Ian Gillan já não consegue alcançar os antigos agudos, ele se moatra perfeitamente adaptado a sonoridade atual. Há também os tradicionais duelos de solos da guitarra com o órgão Hammond. Don Airey e Simon McBride são excelentes músicos e conseguem entregar aquilo que o ouvinte fã de hard rock gosta de ouvir. Nem preciso falar das performances de Ian Paice e Toger Glover, ambos mestres em seus respectivos instrumentos.
Há uma parcela dos críticos na imprensa que defende a aposentadoria da banda. Entretanto, se essa mesma parcela ouvir com atenção esse "Splat!" terá a oportunidade de mudar de opinião. Deixem os veteranos seguirem-na trilha do hard rock enquanto eles se sentirem motivados. Os fãs do grupo agradecerão.
A Flip - Festa Literária Internacional de Paraty recebe este ano um lançamento que promete tocar fundo em quem já enfrentou a dor da perda e a luta para se reerguer. Trata-se de “Sobre.Viver”, do artista visual, escritor e performer Thiago Vicente. O livro, que já está em pré-venda, chega à Flip em edição física e será apresentado ao público em duas sessões de autógrafos: uma no dia 24 de julho, às 16h00, e outra no dia 25, às 13h00, ambas no estande da com.tato, localizado na Casa Escreva, Garota!. Durante toda a festa, a obra estará disponível para compra no mesmo estande.
“Sobre.Viver” é um relato autobiográfico escrito em formato epistolar: cartas endereçadas à mãe do autor, Maria, que faleceu em seus braços durante um grave acidente de carro em janeiro de 2023. Com as duas pernas quebradas e presas nas ferragens, Thiago sobreviveu, mas iniciou uma longa e dolorosa jornada de reabilitação física e emocional. O livro nasceu como uma forma de lidar com o luto e com todas as perdas que se seguiram: a morte da mãe, a do pai dias depois, a do cão de apoio emocional Yuri, a da irmã Rosane, e a perda do Ninho, a casa na roça que ele mesmo construiu com as próprias mãos.
“O livro são cartas que escrevi para minha mãe, depois de sofrer um acidente de carro, quebrar as duas pernas e perdê-la em meus braços. Conto nas cartas como tem sido sobreviver, e voltar a viver mesmo em reabilitação (que já dura mais de três anos) e os aprendizados que tenho tido nesse renascimento”, explica o autor. O processo de escrita, segundo ele, levou cerca de dois anos e foi “doloroso, difícil, com muita alma e lágrimas”, mas também transformador.
A obra é guiada por temas como luto, superação, resiliência, força, amor e autoconhecimento. “Utilizei da escrita para aliviar o peso da história e as dores, físicas e emocionais. E transformar em algo bom, bonito, até mesmo poético - para me curar, e ajudar outras pessoas também”, afirma Thiago. O livro, que ele define como sua “maior herança”, é a materialização de uma busca diária por equilíbrio e paz de espírito.
Nas páginas de “Sobre.Viver”, o leitor acompanha não apenas a sequência dos acontecimentos, mas também as reflexões do autor sobre o silêncio, a solidão e a reconstrução da identidade após um trauma. Thiago fala abertamente sobre a tentativa de suicídio, a depressão profunda, as acusações injustas que recebeu da própria família e o longo processo de fisioterapia e cirurgias, incluindo o uso de um fixador externo (a “gaiola” de Ilizarov) que o acompanhou por meses. A narrativa, no entanto, não se resume à dor: é também um testemunho de como a arte, a escrita e a fé podem ser ferramentas de cura. “Este livro é a minha maior herança: a transformação de muita dor em palavras, amor e afeto. Como gosto de dizer: em cor”, aponta. Compre o livro "Sobre.Viver" neste link.
Sobre o autor
Thiago Vicente é artista visual, escritor, designer e performer. Graduado em Design e Fotografia e mestre em Design e Cultura Visual pelo IADE, em Lisboa (Portugal), sua trajetória atravessa as artes visuais, a literatura e a performance. Autor de livros infantis, desenvolve obras que unem produção editorial e artes visuais com sensibilidade e reflexão. Após o acidente e o longo processo de reabilitação, sua investigação artística passou a explorar com ainda mais profundidade temas como vulnerabilidade, silêncio e reconstrução. Residente em João Pessoa, na Paraíba, cria trabalhos que combinam instalação, performance, escrita e audiovisual. Na escrita livre, encontrou também um gesto de cuidado: uma forma de aliviar a alma e seguir colorindo a vida. Compre os livros de Thiago Vicente neste link.
Serviço | Agenda Flip 2026
Eventos: Sessões de autógrafos de Thiago Vicente com o livro “Sobre.Viver”
Dias 24 e 25 de julho (sexta e sábado, respectivamente)
Horário: no dia 24, às 16h00; no dia 25, às 13h00
Local: Estande da com.tato, na Casa Escreva, Garota! - Flip, Paraty (RJ)
Vendas durante a Flip: O livro estará disponível no estande da com.tato durante toda a festa, pelo valor promocional de R$ 50,00.