Em cartaz na Rede Cineflix e nos cinemas brasileiros, “O Caso dos Estrangeiros” chega como um drama que atravessa fronteiras geográficas e emocionais. Dirigido por Brandt Andersen, o longa-metragem parte de uma tragédia em Aleppo, na Síria, para acompanhar o efeito dominó que atinge cinco famílias em quatro países diferentes. O filme é uma coprodução entre Jordânia e Palestina e tem distribuição no Brasil pela Paris Filmes.
A narrativa começa com a devastação de uma família síria em meio ao conflito armado e amplia o foco para observar como as consequências daquele evento ecoam em outros núcleos familiares, espalhados pelo Oriente Médio e pelo Ocidente. Andersen constrói uma dramaturgia que dialoga com o cinema humanista contemporâneo, privilegiando a experiência íntima dos personagens diante do deslocamento forçado, da perda e da tentativa de reconstrução da identidade em territórios estrangeiros.
Conhecido por trabalhos anteriores que abordam questões humanitárias e conflitos no Oriente Médio, Andersen reuniu uma equipe multicultural para dar autenticidade ao projeto. Parte do elenco é formada por atores da região, muitos deles envolvidos diretamente com produções independentes palestinas e jordanianas. O diretor já declarou, em entrevistas à imprensa internacional, que o filme foi desenvolvido a partir de pesquisas de campo e conversas com refugiados, buscando fugir de estereótipos comuns nas representações ocidentais da crise síria.
Com 103 minutos de duração, “O Caso dos Estrangeiros” opta por uma abordagem dramática sem concessões fáceis. A câmera acompanha rostos e silêncios, investe em planos mais fechados e aposta na força das atuações para sustentar a tensão emocional. A tragédia inicial não é explorada como espetáculo, mas como ponto de partida para discutir pertencimento, responsabilidade coletiva e as fronteiras físicas e simbólicas que separam e conectam pessoas.
Sem recorrer a soluções fáceis, o longa aposta na interligação de histórias para evidenciar como conflitos regionais produzem impactos globais. A recepção internacional destacou justamente essa estrutura em mosaico, comparando o filme a dramas corais que exploram a interdependência humana em cenários de crise. O resultado é um retrato sensível das consequências invisíveis da guerra e das marcas que o exílio imprime nos indivíduos.
Ficha técnica
“O Caso dos Estrangeiros” | “I Was A Stranger” (título original) | “Eu Era Um Estrangeiro” (em Portugal)
Gênero: drama Classificação indicativa: 16 anos. Ano de produção: 2026. Idiomas: árabe e inglês. Direção e roteiro: Brandt Andersen. Elenco: Omar Sy, Yasmine Al Massri, Yahya Mahayni. Distribuição no Brasil: Paris Filmes. Duração: 1h44m. Cenas pós-créditos: não
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