Mostrando postagens com marcador EventoLiterario. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador EventoLiterario. Mostrar todas as postagens

domingo, 16 de junho de 2024

.: Betina González: "Só as mulheres têm a obrigação de ser grandes"


Em entrevista exclusiva, Betina González fala sobre as expectativas para o evento em São Paulo e dá opiniões contundentes sobre a vida, a literatura e de que maneira esses dois temas se misturam. Foto: Fernando de la Orden. Por Helder Moraes Miranda, editor do portal Resenhando.com


Um dos expoentes da literatura contemporânea argentina, Betina González é uma das autoras confirmadas na terceira edição de A Feira do Livro, festival literário organizado pela Associação Quatro Cinco Um que começa no dia 29 de junho, terá nove dias de duração e reunirá alguns dos principais destaques da cena literária brasileira e internacional para debates gratuitos na Praça Charles Miller, Pacaembu, em São Paulo.

Cheia de sensibilidade e acidez, a escrita de Betina reflete a vida e os dilemas reais sem se dissociar da poética do cotidiano. O primeiro romance, "Arte Menor", que conta a história policial de uma filha em busca da memória da figura indescritível do pai falecido – ganhou o Prêmio Clarín e foi elogiado até pelo escritor português José Saramago: "Pode-se dizer que apenas o seu título é arte menor. O que vem depois do título é arte erudita”, afirmou o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura.

Nascida em Villa Ballester,​ na Grande Buenos Aires, Betina González estudou Comunicação Social na universidade da capital argentina, onde mais tarde atuaria como professora e pesquisadora. O reconhecimento internacional veio quando ganhou o Prémio Tusquets com o romance de iniciação "Las Poseídas", escrito em Pittsburgh sobre a “perda da inocência”, quando um grupo de mulheres “descobre com horror o que tinha acontecido no país” com os crimes da Junta Militar.

No Brasil, lançou pela editora Bazar do Tempo o livro "A Obrigação de Ser Genial", que propõe uma série de ensaios para desvendar os mistérios da criação literária."Não basta ser boa: é preciso ser genial", afirma. Nesta entrevista exclusiva, Betina González fala sobre as expectativas para o evento em São Paulo e dá opiniões contundentes sobre a vida, a literatura e de que maneira esses dois temas se misturam. Compre os livros de Betina González neste link.

Resenhando.com - Quais as suas expectativas para o evento A Feira do Livro?
Betina González
Nunca estive em São Paulo, então minhas expectativas são altas, sei que é uma cidade cheia de eventos culturais e estou muito animada para ir à Feira. Ainda não decidi sobre o tema da minha palestra, mas certamente terá a ver com como o patriarcado silenciou a escrita das mulheres e como algumas dessas operações ainda estão em vigor, mas com novos disfarces.


Resenhando.com - Por que entende que as pessoas hoje têm a obrigação de serem geniais?
Betina González - Não é isso que o título do meu livro significa. Só as mulheres têm a obrigação de ser grandes, os homens não. Os homens têm garantidos seus lugares, nas profissões, na literatura, só porque são homens. Podem dar-se ao luxo de ser medíocres, ainda vão chegar. As mulheres, não.


Resenhando.com - Que diferenças e semelhanças você percebe entre as literaturas contemporâneas argentina e brasileira?
Betina González - Não conheço literatura brasileira contemporânea o suficiente para julgar de forma tão enfática. Vejo muitas semelhanças entre autores latino-americanos em geral: um movimento ancorado na autoficção que vem acontecendo há décadas e, em paralelo, autores que seguem o caminho da invenção e do humor. Dito isso, o Brasil sempre se caracterizou por ter seus próprios movimentos. Basta pensar nas três fases do modernismo brasileiro para ver que o país tem uma literatura absolutamente única, com escritores maravilhosos como Machado de Assis, Guimarães Rosa e tantos outros. Dos contemporâneos, admiro muito Andrea del Fuego. "As Miniaturas" foi o primeiro livro que li por ela e me apaixonei por sua imaginação narrativa impressionante!

Resenhando.com - Eleja um autor argentino e um brasileiro que são seus favoritos.
Betina González - Clarice Lispector é, sem dúvida, uma das maiores escritoras não só do Brasil, mas do mundo. Sua escrita, seu universo eram únicos. Assim como Machado de Assis, sobre quem escrevi um dos capítulos de minha tese. Tem que escrever assim, textos que não se assemelham a nada. Se não, por que escrever?


Resenhando.com - No seu romance "Arte Menor" , você  conta a história de uma filha em busca da memória da figura paterna. Que elementos você utiliza da sua vida real para criar histórias?
Betina González - Bem, eu "roubei" essa história de um amigo, cujo pai era artista e tinha muitas amantes. Ocorreu-me que era uma grande história para contar que a filha procura todos os amantes que seu pai tinha de uma pequena estátua que ele fez para todos os seus amantes. Claro, depois coloquei no romance muitas coisas que eram da história argentina e da minha posição como escritora na periferia de Buenos Aires.

Resenhando.com - Qual é a importância da memória para sermos o que nos tornamos?
Betina González - Memória é tudo, não é? Sem memória não somos pessoas nem países. O direito de contar a própria história é muito importante.


Resenhando.com - O título do seu livro "El amor Es Una Catástrofe Natural" faz uma afirmação contundente. Você concorda com isso?
Betina González - Você tem que ler essa história (risos). É mais esperançoso do que parece pelo título. Ainda acredito que o amor verdadeiro é catastrófico, sempre nos transforma. Catástrofe em grego significava algo como um fim imprevisto!

Resenhando.com - O que há de autobiográfico em sua escrita? Em que você se expõe mais, e em que protege mais?
Betina González - Pouco. Não estou interessada em contar a minha vida, não acho que seja um assunto interessante. Infelizmente, a vida ainda se esconde em sorrisos.

Resenhando.com - Quem é Betina González pela própria Betina González?
Betina González - Escrevo desde os oito anos de idade para não ser a Betina González, então, neste momento, posso dizer que não sou ninguém. Na verdade, esse é o nome do meu próximo livro: "Como se Tornar Ninguém".


Serviço
A Feira do Livro
De 29 de junho a 7 de julho de 2024
Local: Praça Charles Miller – Pacaembu / São Paulo
Entrada gratuita

quarta-feira, 12 de junho de 2024

.: Bárbara Carine, de "Querido Estudante Negro", participa de noite de autógrafos


A escritora Bárbara Carine segue agenda de lançamento do livro "Querido Estudante Negro", publicado pela editora Planeta, em São Paulo, no próximo dia 13 de junho. O evento será aberto e gratuito, com início às 19h00 no Sesc Pinheiros e contará com um bate-papo da autora com a educadora e poeta Maria Vilani Gomes, seguido de sessão de autógrafos. A obra apresenta diferentes percepções e níveis de compreensão sobre o que é ser negro no país. A ilustração de capa é de Héu.

Após o sucesso de "Como Ser Um Educador Antirracista", a pesquisadora, escritora e ativista Bárbara Carine lança novo livro. Em "Querido Estudante Negro", é possível conhecer uma faceta diferente da autora. Desta vez, em formato de cartas fictícias, Bárbara dialoga com os estudantes negros, independente das condições financeiras ou sociais, ao compartilhar as experiências que viveu. Com quase 400 mil seguidores nas redes sociais, a intelectual convida a mergulhar na complexidade da formação de subjetividades negras nesta obra.

No livro, uma estudante negra compartilha cartas com um amigo que conheceu na infância e que também é um estudante negro. Nos relatos, a protagonista vivencia situações que Bárbara enfrentou, focando na trajetória estudantil, abrangendo desde a pré-escola até o pós-doutorado. Os personagens, principais e secundários, não são nomeados. O objetivo é que qualquer estudante negro brasileiro se identifique, pois, as histórias de vida são cruzadas. “São cartas de um ‘Eu Coletivo’. Uma história que é de uma alguém, justamente por ser a narrativa de todo mundo”, escreveu Carine.

De forma sútil e potente ao mesmo tempo, Bárbara tece uma crítica social sobre o classicismo e o racismo. Para isso, ela apresenta dois protagonistas que têm a mesma idade, mas são diferentes. A menina é negra de pele não retinta e vive em periferia. O menino é retinto e possui uma situação abastada. Apesar das diferenças socioeconômicas, ambos têm a subjetividade completamente atravessada pelo racismo estrutural. A linguagem e complexidade das cartas mudam no decorrer da vida, mas permanece a certeza de que as experiências escolares de pessoas negras no Brasil são duras e discriminatórios.

A obra "Querido Estudante Negro" apresenta diferentes percepções e níveis de compreensão sobre o que é ser negro no país. Bárbara convida as pessoas que desejam entender os universos dos estudantes negros, seus responsáveis e professores antirracistas. Mas, seu principal foco é, sem dúvida, o estudante negro. Esse é um livro que acolhe e tenta deixar o mundo menos solitário para o jovem negro, seja aquele que ainda está trilhando o caminho ou aquele que cresceu e precisou aprender a sobreviver em meio a uma sociedade racista. Compre o livro "Querido Estudante Negro", de Bárbara Carine, neste link.

Sobre a autora
Bárbara Carine Soares Pinheiro é mãe, mulher negra cis, nordestina, professora, escritora, empresária, formada em Química e em Filosofia pela UFBA, além de mestra e doutora em Ensino de Química pela UFBA/UEFS. Realizou estágio de pós-doutorado na Cátedra de Educação Básica – IEAUSP. Atualmente, é professora adjunta do Instituto de Química da UFBA. Membro permanente do corpo docente do programa de pós-graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências (UFBA/UEFS). Líder do grupo de pesquisa Diversidade e Criticidade nas Ciências Naturais (DICCINA). Autora de livros como @descolonizando_saberes: mulheres negras na ciência (finalista do prêmio Jabuti 2021) e História preta das coisas: 50 invenções científico-tecnológicas de pessoas negras (finalista do prêmio Jabuti 2022). Idealizadora, sócia e consultora pedagógica da Escola Afro-brasileira Maria Felipa, primeira escola afro-brasileira do Brasil. Garanta o seu exemplar de "Querido Estudante Negro", escrito por Bárbara Carine, neste link.


Serviço
Bate-papo entre Bárbara Carine e Maria Vilani Gomes seguido de sessão de autógrafos. Dia 13 de junho, às 19h00. Retirada de ingressos com uma hora de antecedência. Sesc Pinheiros. Rua Pais Leme, 195 - Pinheiros / São Paulo.

terça-feira, 4 de junho de 2024

.: Literatura: Casa de Cultura do Parque abriga conversa sobre a crônica hoje


Na imagem, obra do artista Alberto Pitta

No sábado, dia 8 de junho, a Casa de Cultura do Parque convida para uma conversa entre os artistas Marcus Vinícius e Geórgia Kyriakakis, ambos com exposições individuais em cartaz na Casa, com Thaís Rivitti, crítica, curadora e gestora do Ateliê 397. O bate-papo faz parte de um dia repleto de atividades na Casa, que começa com oficinas educativas e chega à tarde com conversas sobre literatura e artes visuais.

As oficinas na Casa são abertas para todas as idades e não é preciso ter uma experiência prévia com processos artísticos. Excepcionalmente neste sábado serão duas oficinas: a das 11h30, que explora a técnica de crochê com a equipe educativa da Casa; e das 14h30, que parte da prática do estêncil para estampar panos de prato com mediação da Casa em parceria com JAMAC, o Jardim Miriam Arte Clube. As oficinas têm 15 vagas disponíveis, que são distribuídas por ordem de chegada. Especialmente para a oficina com o JAMAC, é necessário realizar inscrição no formulário; inscreva-se e participe neste link.

A primeira conversa da tarde reúne Humberto Werneck e Julián Fuks em um questionamento que dá nome ao encontro: a crônica chegou ao fim? Em um tempo acelerado e alto consumo de informação, parece que o tempo e a sutileza da crônica não tem mais espaço. Às 15h00, a Casa convida ambos para refletir sobre o fazer da crônica no tempo da contemporaneidade.

“Sem discursar com eloquência, a crônica não é soberba e nem tem a pretensão de contar o que está acontecendo com ares de informação. Está no jornal, mas não ocupa o noticiário”, reflete Gabriel Campos, programador cultural da Casa, “A crônica abusa da liberdade e quer distância da solenidade. Já foi eternizada com Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos ou Vinicius, e talvez queira só sobreviver. É o que vão nos dizer neste encontro saboroso os escritores (e cronistas) Humberto Werneck e Julián Fuks, abrindo esta conversa mais que esperada na Casa de Cultura do Parque”.

Já a segunda conversa do dia propõe um encontro entre Thaís Rivitti, que escreveu o texto crítico da exposição Diante do outro, em cartaz na Casa de Cultura do Parque, e os artistas que figuram nas individuais, Marcus Vinícius e Geórgia Kyriakakis. A ideia é arrematar o I Ciclo Expositivo de 2024, tecer paralelos e ressaltar as singularidades de cada exposição. As mostras estão em cartaz até o dia 30 de junho de 2024. Visite a Casa e aproveite!

Sobre a Casa
A Casa de Cultura do Parque é um centro cultural que busca aprofundar o vínculo das pessoas com a cultura contemporânea através de oportunidades de aprendizado e vivências criativas. A partir das exposições de artes visuais, a Casa promove uma série de atividades educativas. De shows a debates, de visitas escolares a mostras de cinema, a Casa de Cultura do Parque tem como seu propósito contribuir para uma sociedade mais cidadã e inclusiva.

Programação
No Quintal, oficinas artísticas educativas
11h30 às 12h30 - Oficina de porta garrafinha de crochê, com Estéfani Rodrigues
14h30 às 17h30 - Horário especial! Estêncil em panos de prato com JAMAC

Na Roda, conversas e debates na Casa
15h00 - "A Crônica Chegou ao Fim?", conversa com Humberto Werneck e Julián Fuks
16h30 - I Ciclo Expositivo de 2024, conversa com Thaís Rivitti, Geórgia Kyriakakis e Marcus Vinícius

Data/Horário: sábado, 8 de junho, a partir das 11h30
Endereço: Casa de Cultura do Parque | Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 1300 – Alto de Pinheiros, São Paulo – SP, 05461-010
Realização: Casa de Cultura do Parque
Direção artística: Claudio Cretti

sexta-feira, 31 de maio de 2024

.: "Letters Live", um evento que incentiva a volta às cartas escritas à mão


O "Letters Live", evento que incentiva a troca de correspondências escritas à mão, acaba de acontecer em Nova Iorque, com a participação ao vivo de Patti Smith, Peter Dinklage, Common e Christian Slater. Patti Smith, Peter Dinklage, Common e Christian Slater estavam entre os artistas que participaram da celebração da arte atemporal de escrever cartas em eventos ao vivo.

"Letters Live" fez um retorno muito esperado aos palcos de com um evento ao vivo no The Town Hall em parceria com a Montblanc, uma Maison de luxo que defende a arte da escrita desde 1906. O público nova-iorquino desfrutou de uma experiência única. -uma performance repleta de leituras de correspondência literária de alguns dos atores, músicos e autores mais emocionantes e admirados da atualidade.

Fiel à tradição do "Letter Live" de manter em segredo a identidade dos artistas até o momento em que sobem ao palco, o público foi brindado com leituras de Patti Smith, Peter Dinklage, Common, Lili Taylor, Ira Glass, Christian Slater, Louise Brealey, Sarah Cooper , Dagmara Dominczyk e Maria Popova. A noite foi acompanhada por apresentações musicais de Joan As Police Woman, Patti Smith e KeiyaA.

"Como marca enraizada na cultura da escrita, existem poucos eventos que se adaptam tão perfeitamente à nossa crença de que a palavra escrita pode ter uma influência positiva e inspiradora nas comunidades em todo o mundo. Sempre foi a nossa missão ajudar as pessoas a deixarem a sua marca, e como orgulhoso parceiro da Letters Live, temos a oportunidade de levar as palavras de autores do passado e do presente a públicos mais amplos. Palavras que, de outra forma, permaneceriam não ditas”, explica Vincent Montalescot, diretor de marketing e merchandising da Montblanc.

“É muito emocionante fazer parceria com a Montblanc, pois todos nós da Letters Live estamos confiantes de que, ao fazê-lo, seremos capazes de promover as nossas ambições globais para este empreendimento que está tão próximo dos nossos corações. Acreditamos apaixonadamente no Letters Live e na sua capacidade de se conectar com diversos públicos ao redor do mundo e de oferecer performances poderosas que deixam uma marca indelével em quem as vivencia. Trabalhar em estreita colaboração com a Montblanc apenas aumentará o impacto que podemos causar e aumentará o apoio que podemos dar às instituições assistenciais”, afirma Jamie Byng, CEO da Canongate e um dos produtores do Letters Live.

Desde que foi lançado como conceito há mais de uma década, Letters Live, um espetáculo cativante dedicado a celebrar o poder duradouro da correspondência literária, entreteve públicos em todo o mundo com mais de 70 espetáculos apresentando mais de 300 artistas de classe mundial e apoiou muitas instituições de caridade. A performance da cidade de Nova Iorque apoia orgulhosamente o trabalho da Choose Love, uma organização que fornece aos refugiados e pessoas deslocadas tudo, desde barcos de busca e salvamento até alimentos e aconselhamento jurídico.

Para marcar o retorno do show ao vivo à cidade de Nova Iorque e reviver a escrita de cartas, a Montblanc forneceu aos participantes cartões postais especialmente concebidos, prontos para que os convidados capturassem o encanto da noite elaborando cartas manuscritas para seus entes queridos. Esses cartões postais foram então depositados em caixas de correio Montblanc dentro do local, garantindo uma lembrança única e memorável tanto para os escritores quanto para os destinatários.

Este ano, a Montblanc celebra o 100º aniversário do seu ícone, o instrumento de escrita Meisterstück. Com seu design preto em forma de charuto, três anéis de ouro e pena de ouro feita à mão, a Meisterstück deixou uma marca indelével desde que apareceu pela primeira vez em 1924, tornando-se sinônimo de Montblanc como o produto mais reconhecido da Maison e um símbolo da cultura da escrita.


Sobre o "Letters Live"
"Letters Live" aconteceu pela primeira vez em dezembro de 2013 no Tabernáculo, em Londres, e rapidamente se estabeleceu como um formato de evento poderoso e dinâmico que atraiu talentos excepcionais para a apresentação de cartas notáveis, e muitas vezes oportunas, diante de um público ao vivo. Inspirado na série Letters of Note, best-seller internacional de Shaun Usher, e To the Letter, de Simon Garfield, Letters Live é uma celebração ao vivo do poder duradouro da correspondência literária. Letters Live trouxe ao palco cartas escritas por pessoas tão variadas como David Bowie, Mohandas Gandhi, Elvis Presley, Charlotte Bronte, James Baldwin e Che Guevara, e viu nomes como Benedict Cumberbatch, Olivia Colman, Ian McKellen, Kylie Minogue, Chiwetel Ejiofor, Nick Cave, Caitlin Moran, Gillian Anderson, Chimamanda Ngozi Adichie, Tom Hiddleston, Sanjeev Bhaskar, Stephen Fry e Jude Law apresentam performances únicas e extraordinárias. Os shows são produzidos por Adam Ackland, Jamie Byng, Benedict Cumberbatch, Aimie Sullivan e Shaun Usher.

quinta-feira, 30 de maio de 2024

.: Filósofa e romancista, Muriel Barbery estará no Fronteiras do Pensamento


Muriel Barbery participa do ciclo de palestras em Porto Alegre e São Paulo e fala sobre seu novo lançamento, “Uma Hora de Fervor”, publicação que aborda laços de afeto. Foto: Boyan Topaloff

“Minha matéria-prima são meus encantamentos”, afirma a filósofa e romancista francesa Muriel Barbery, próxima conferencista da Temporada 2024 do Fronteiras do Pensamento, que se apresenta em São Paulo em 3 de junho e em Porto Alegre em 5 de junho. A Temporada aborda o tema “Quem está no controle?”, pergunta que parte do espectro da Inteligência Artificial, e aborda ainda economia, política e outros meandros humanos, como o existencialismo de Barbery.

Na bagagem a escritora traz seu lançamento "Uma Hora de Fervor" (2024), que elabora uma história sobre laços de afeto em suas mais variadas formas ― que nascem mesmo quando as separações mais sofridas se impõem. O romance é uma espécie de díptico de "Uma Rosa Só" (2022), obra escrita após a uma temporada sabática da escritora no Japão, em Kyoto, entre cravos, azaleias e cerejeiras. Encantada com uma cultura tão distante e desconhecida, a autora mergulha seus leitores num Japão muito particular, com suas reflexões sobre a vida e o sentido da paternidade.

Com moderação da psicanalista Maria Homem, Muriel aquece o debate iniciado pelo pesquisador Stuart Russel. Antes de se dedicar à literatura, a filósofa passou 15 anos nas salas de aula do Iufm De Saint-lô e da Université de Bourgogne, onde desenvolveu as bases do existencialismo que hoje permeia sua ficção. Compre os livros de Muriel Barbery neste link.

 
Mais sobre Muriel Barbery
Renomada romancista francesa, nasceu em Casablanca, Marrocos. Formada em filosofia, lecionou por 15 anos antes de se dedicar totalmente à literatura e escrever suas duas primeiras obras: "A Morte do Gourmet" (2009) e "A Elegância do Ouriço" (2008). Foram 12 milhões de cópias vendidas globalmente, com mais de 50 reimpressões, figurando na lista de best-sellers em países como Itália, Alemanha, Espanha e Coreia do Sul. Foi o livro mais vendido da história da editora Gallimard, desbancando clássicos de Albert Camus e André Malraux. A obra, que relata os conflitos e excentricidades dos moradores de um prédio elegante de Paris, também ganhou versão cinematográfica, adaptada por Mona Achache, sob o título "Le Hérisson".
 
O sucesso levou a romancista a uma temporada sabática no Japão, em Kyoto. Lá, entre cravos, azaleias e cerejeiras, descobriu um jardineiro solitário, que procurava a forma perfeita para o seu jardim. Daí surge a inspiração de "Uma Rosa Só" (2022), encerrado 11 anos depois. Já são seis romances, todos existencialistas. “Meus personagens passam o tempo todo se perguntando por que eles estão onde estão e o que eles procuram”, descreve a escritora. A autora recusa veementemente qualquer tipo de normatização ou imposição de temas para a sua produção. “É uma pena que as pessoas não vejam que o que faz a literatura é a liberdade”Garanta os livros escritos por Muriel Barbery neste link.


Serviço
Fronteiras do Pensamento – Temporada 2024
Conferência Muriel Barbery
Segunda-feira, dia 3 de junho, em São Paulo
Teatro B32  | Rua Lício Nogueira, 92 - Itaim Bibi / São Paulo

Quarta-feira, dia 5 de junho, em Porto Alegre
Teatro Unisinos | Av. Dr. Nilo Peçanha, 1600 - Boa Vista / Porto Alegre

.: Poc Con: Feira de Quadrinhos e Artes Gráficas LGBTQIAPN+ começa em SP


Evento tem palestras, oficinas e sessão de autógrafos; nomes como Laerte, Talles Rodrigues e Mário César estarão presentes

Começa nesta sexta-feira, dia 31 de maio, e vai até sábado, 1° de junho, em São Paulo, a Poc Con, a Feira de Quadrinhos e Artes Gráficas voltada para o público LGBTQIAPN+ e simpatizantes. O evento reúne os amantes das HQ que poderão nesta edição de 2024 acompanhar palestras, oficinas e sessão de autógrafos no Centro Cultural São Paulo. 

Mário César, autor do livro "Bendita Cura", publicado pela Conrad Editora, é idealizador do evento junto com Rafael Bastos, também escritor e que assina a obra "Você Viu Vitor?". Segundo o cartunista,  a proposta da  Poc Con é reunir e celebrar os artistas LGBTQIAPN+ dos quadrinhos e artes gráficas brasileiras. "A feira acontece na mesma época da Parada do Orgulho da cidade de São Paulo justamente pela representatividade e também porque conseguimos unir esses profissionais e público em um só lugar".

De acordo com o autor, o evento este ano terá mais 170 artistas expondo seus trabalhos, além de diversas editoras, lojistas e uma área de games analógicos. Além das editoras, como a Conrad, marcas como FujiFilm, Outback e Galápagos Jogos também apoiam o evento. Vale lembrar que a entrada na Poc Con é gratuita e algumas atividades são pagas e precisam de inscrição. Compre o livro "Bendita Cura", de Mário César, neste link.


Confira a programação completa do evento:

Palco Adoniran Barbosa
Gratuito. Sujeito à lotação do Palco Adoniran Barbosa. Entrada pelo Foyer no piso térreo do CCSP.


Sexta-feira, dia 31 de maio
15h00 - Dublagem Viva e Inteligência Artificial
Com Felipe Galvão, Bruno Dias e Felipe Marques
Mediação de Moo Chan

16h15 - Empreendedorismo para Artistas
Com Kaol Porfirio, Márcio Hum, Cartumante e Luan Zumbi
Mediação de Leo Himura

17h30 - Narrativas do Norte e do Nordeste
Com TAI, Alexey Dodsworth, Ren Nolasco e Karipola
Mediação de Laluña Machado

18h45 - Noite dos 1000 Cosplays
Concurso de fantasias de cosplay

20h00 - HQs de Fantasia e Aventura
Com Clarice França, Chris Gonzatti, Osiris Jr. e Mia GB
Mediação de Thiago Carneiro (AfroNerd)

Sábado, dia 1° de junho
15h00 -  Invasão Boy's Love e Girl's love
Com Patrícia Machado (JBC), Sasyk, Alec, desinho
Mediação de Carol Chibi

16h15 - Cosplay Lip Sync Challenge: baterias eliminatórias
Concurso de performance de cosplay

18h00 - Artista homenageado
Com Octavio Cariello
Mediação de Germana Viana e Yuri Andrey

19h15 - Final Cosplay Lip Sync Challenge
Concurso de performance de cosplay

20h00 - Quadrinhos autobiográficos
Com Aline Zouvi, Little Goat, Chico Lacerda, Alex Kioshi
Mediação de Dani Marino


Oficinas
As inscrições para as oficinas devem ser feitas pelo site da Poc Con: https://poccon.com.br/oficinas-2024/
As oficinas da POC CON 2024 acontecerão na Sala de Debates no Piso Caio Graco, no andar superior da Biblioteca do CCSP (Rua Vergueiro, 1000 – próximo ao metrô Vergueiro). As oficinas custam R$ 50,00 e as vagas são limitadas, sendo que 25% das vagas são cedidas gratuitamente para pessoas de baixa renda e/ou pessoas trans e/ou pessoas pretas.

Sexta-feira, dia 31 de maio
15h00 - Oficina de charge e cartum com Nando Motta
17h15 - Oficina Bordado Geek com Otchá Ateliê
19h00 - Oficina de Jornalismo em Quadrinhos Cecília Tangerina


Sábado, dia 1° de junho
15h00 - Oficina de criação de Zine com Mínimo Diário
17h15 - Oficina de Lettering com João Maiolini
19h30 - Oficina de Narrativa de Quadrinhos com Caio Yo e Amanda Freitas


Sessões de autógrafos
As senhas para as sessões de autógrafos serão distribuídas no dia do evento na Biblioteca do CCSP. Gratuito.

Sexta-feira, dia 31 de maio
15h00 - Aline Zouvi (Cia das  Letras)
16h15 - Sasyk (IndieVisível Press)
17:30 - Nando Motta + Márcio Hum
18:45 - Amanda Freitas e Caio Yo (JBC) + Chris Gonzatti e Guilherme Smee (IndieVisível Press)


Sábado, dia 1° de junho
15h00 - Laerte (Conrad e Cia das Letras) + Alec (NewPOP)
16h30 - Helô D'Angelo (Bebel Books) + Talles Rodrigues (Conrad)
18h00 - LGBTerror (Diário Macabro) - Elmira Não Está, Fernanda Chazan, Julio Rodrigues, Filipe Pinheiro, Igor Cabrardo, Bernardo Neto, Sara Escorsin, Ana Júlia Piskra"
19h15 - Octavio Cariello + Lukas Werneck


Serviço
Pop Con
31 de maio e 1° de junho de 2024
CCSP - Centro Cultural São Paulo
Rua Vergueiro, 1000 - Liberdade / São Paulo
Das 15h00 às 21h00

terça-feira, 28 de maio de 2024

.: “Em Primeira Pessoa”, João Moreira Salles estará no CPF Sesc São Paulo


No dia 6 de junho o documentarista discorre sobre seus trabalhos em um bate-papo. Foto: Ivone Perez


Conhecido pela sua faceta de diretor de documentários e produtor de cinema, João Moreira Salles também se dedica a escrita e ao texto jornalístico, como é o caso da publicação "Arrabalde: em Busca da Amazônia", lançado pela Companhia das Letras em 2022, uma série de reportagens fruto de uma estádia de seis meses na floresta Amazônica. É a partir dos seus trabalhos que Salles conversa com o público no CPF. Encontro acontece dia 6 de junho, quinta-feira, às 19h30, com inscrição gratuita e vagas limitadas.

O botafoguense João Moreira Salles (1962) tem na sua cinegrafia de diretor uma série de documentários como "Nelson Freire" (2003), "Entreatos" (2004), "Santiago" (2006) e "No Intenso Agora" (2017). Salles é produtor de obras de importantes diretores brasileiros, por exemplo, as obras fílmicas de Eduardo Coutinho (1933 – 2014). O documentarista é fundador da VideoFilmes com o seu irmão Walter Moreira Salles, produtora com quase 40 anos de atuação no audiovisual.

Um outro trabalho reconhecido de João é a fundação da revista piauí. Ele coloca que a motivação foi “contar bem uma história", a publicação tem como características suas longas reportagens e textos de perfis, humor e narrativa. É reconhecida hoje no mercado editorial brasileiro como uma das principais formadora de opinião. Na revista Piauí, é possível encontrar diversos textos de Salles, como reportagens, relatos, um dossiê de fôlego, com 6 longos textos, sobre os processos predatórios de ocupação da floresta Amazônica, foram essas matérias que reunidas forma o livro “Arrabalde”. No bate-papo no CPF, o público tem oportunidade de conhecer aspectos que permeiam elaboração e criação do documentarista e escritor, além das iniciativas em outras áreas. Compre o livro "Arrabalde", de João Moreira Salles, neste link.


Serviço
"Em Primeira Pessoa - João Moreira Salles"
Dia 6 de junho. Quinta-feira, das 19h às 21h.
Inscrições: sescsp.org.br/cpf
Vagas: 40
Grátis
Livre

Centro de Pesquisa e Formação - CPF Sesc
Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - 4º andar
Horário: De terça a sexta, das 10h às 21h. Sábados, das 10 às 18h30
Telefone: (11) 3254-5600
Transporte gratuito para os participantes das atividades, do CPF Sesc à estação metrô Trianon-Masp, de terça a sexta às 21h40, 21h55 e 22h05.

sábado, 25 de maio de 2024

.: Moacir Gadotti lança livro "A Educação Contra a Educação" na Livraria da Vila


O livro "A Educação Contra a Educação", escrito pelo filósofo e pedagogo Moacir Gadotti, ganha agora nova edição revista, atualizada e ampliada pela Global Editora. O livro, ao lado de outra obra, "Programados para Aprender" será lançado na próxima terça-feira, dia 28 de maio, às 19h00, na Livraria da Vila, em São Paulo.

"A Educação Contra a Educação" chega ao público em um momento crucial, coincidindo com a convocação da Unesco para reimaginar o futuro da educação e construir um novo contrato social baseado em princípios de colaboração e solidariedade. A edição traz uma atualização cuidadosa do texto original, incorporando novos insights e perspectivas, e materiais inéditos: texto de apresentação; prefácio escrito por Paulo Freire; posfácio escrito pelo próprio autor, oferecendo uma visão aprofundada sobre a evolução da obra até hoje; e, texto do filósofo Claude Pantillon (1938-1980). 

A obra de Moacir Gadotti, livre docente pela Unicamp e doutor em Ciências da Educação na Universidade de Genebra, apresenta uma análise crítica voltando ao passado para entender a educação de hoje, analisando as origens de uma concepção instrumental da educação que se dizia neutra, com promessas de um futuro melhor, de maior equidade, justiça social e democracia, e revelou-se, na verdade, comprometida com a construção de um mundo sob a lógica do mercado. 

Em um dos raros trabalhos críticos em Filosofia da Educação formulados por um brasileiro, Gadotti nos leva a reflexões fundamentais quanto ao sentido da educação e a sua essência. Questiona o paradigma vigente que falhou em cumprir seus compromissos, principalmente no que diz respeito à igualdade, e defende a necessidade de novas abordagens, sujeitos e pontos de vista para uma outra educação possível e necessária. Compre o livro "A Educação Contra a Educação", de Moacir Gadotti, neste link. 


Leia também
Lançado em outubro de 2023,  "Programados para Aprender" conta com prefácio de Mario Sergio Cortella e é o primeiro livro de Moacir Gadottié um dos principais educadores brasileiros da atualidade, na Global. A obra inaugura o selo Global Educação – selo editorial voltado para a área de Educação e Ensino – e também a Série Moacir Gadotti . A série trará textos inéditos sobre as questões educacionais contemporâneas e também o melhor de sua produção já publicada. Livros com ideias e propostas fundamentais para a compreensão da educação como um processo de transformação social e para a formação de professores críticos e reflexivos.

Neste livro, Moacir Gadotti, com uma vasta bibliografia sobre temas como Educação Popular, formação de professores, cidadania e democracia na escola. Suas obras são referência para estudantes, educadores e pesquisadores nacionais e internacionais parte da afirmação: “Somos programados, mas para aprender”, do bioquímico e geneticista francês François Jacob. Esta frase é inúmeras vezes referenciada na obra de Paulo Freire , na busca por pensar sobre os fundamentos de uma educação voltada para um ser humano inacabado; programado, sim, mas não determinado. Gadotti então afirma: “Não nascemos prontos e acabados. Fazemo-nos com o outro por meio da educação. O indivíduo precisa de educadores para se realizar como ser humano”.  A questão que se coloca é, portanto: que educação podemos oferecer a esse ser inacabado?  Compre o livro "Programados para Aprender", de Moacir Gadotti, neste link.


Serviço
Lançamento dos livros "A Educação Contra a Educação" e "Programados para Aprender", com Moacir Gadotti | Terça-feira, dia 28 de maio, às 19h00, na Livraria da Vila, em São Paulo | Rua Fradique Coutinho - Vila Madalena / São Paulo |  Garanta o seu exemplar de "A Educação Contra a Educação", escrito por Moacir Gadotti, neste link.

domingo, 12 de maio de 2024

.: A Feira do Livro confirma mais 11 autores para a terceira edição


Festival a céu aberto acontece entre 29 de junho e 7 de julho e conta, até o momento, com 35 autores brasileiros e internacionais na programação principal. Imagem da Feira do Livro em 2023. Foto: Divulgação/Gabriel Guarany


A Feira do Livro, que chega à sua terceira edição em junho, apresenta mais 11 autores convidados para a programação principal. Realizada na praça Charles Miller, em frente à Mercado Livre Arena — Pacaembu, A Feira do Livro foi criada em 2022 pela Associação Quatro Cinco Um, organização sem fins lucrativos voltada para a difusão do livro, em parceria com a Maré Produções, empresa especializada em eventos e exposições de arte. A edição terá nove dias de duração e reunirá alguns dos principais destaques da cena literária brasileira e internacional para debates gratuitos, a céu aberto.

Entre as novidades estão dois nomes da cena literária argentina Betina González, autora de "Las Poseídas" ("Bazar do Tempo") e ganhadora do prêmio Tusquets e Michel Nieva, autor de "Dengue Boy" (editora Record), lançado em fevereiro deste ano no Brasil e contemplado pelo prêmio O. Henry, um dos mais reconhecidos dos Estados Unidos.

Em busca pela bibliodiversidade, um dos princípios que norteiam o evento, figuram na programação o psicanalista e professor Christian Dunker, o expoente da literatura periférica no Brasil Sérgio Vaz e a psicóloga indígena Geni Núñez. As escritoras brasileiras Adelaide Ivánova, Lilia Guerra e Julia de Souza também estão confirmadas e comentarão seus últimos romances publicados, que partem de narrativas sensíveis para tratar de questões sociais e íntimas.

Estreantes na ficção estão Pablo Casella, autor de "Contra Fogo" (Todavia), lançado em março, e Odorico Leal, autor de "Nostalgias Canibais" (Âyiné), a ser lançado no final de maio. Com mais de 100 convidados na edição anterior, a organização d’A Feira do Livro optou por divulgar os nomes em fatias ao longo do ano, com a programação completa a ser apresentada no final de maio. 

Os autores se apresentarão em dois palcos que funcionam simultaneamente, um deles montado na praça e outro no Museu do Futebol, parceiro da Feira do Livro. Neste ano, a organização também prevê palcos menores, para debates e lançamentos com dois ou três autores, em formato “pocket”, sempre mantendo o espírito de uma “aldeia” efêmera em pleno asfalto paulistano, nas palavras de Álvaro Razuk, diretor de arte e arquitetura. Além dos espaços de programação, A Feira do Livro tem mais de 150 expositores, entre editoras e livrarias, que vendem seus livros em tendas e bancadas montadas no meio da rua. 

Confira os convidados da terceira edição d’A Feira do Livro, confirmados até o momento: Adelaide Ivánova, Bernardo Esteves, Betina González,  Caetano W. Galindo, Camila Fabbri, Camila Sosa Villada, Christian Dunker, Claudia Piñeiro, Dan, Geni Núñez, Henry Louis Gates Jr., Iara Biderman, Jabari Asim, Jamaica Kincaid, João Moreira Salles, Julia de Souza, Lilia Guerra, Luiz Felipe de Alencastro, Mar Becker, Marcelo Viana, Marcos Bagno, Maria Adelaide Amaral, Martinho da Vila, Michel Nieva, Nara Vidal, Natalia Timerman, Odorico Leal, Pablo Casella, Rita Lobo, Rodrigo Hübner Mendes, Rosa Freire d'Aguiar, Sérgio Vaz, Stênio Gardel, Tatiana Salem Levy e Vera Iaconelli.


Quem faz A Feira do Livro
Associação Quatro Cinco Um é uma organização sem fins lucrativos dedicada a levar o livro para o centro do debate na sociedade brasileira. Seus principais projetos são a revista de crítica de livros Quatro Cinco Um, que tem edição impressa, digital, em podcasts e newsletters, a editora de livros Tinta-da-China Brasil, com foco em literatura e ensaio, e o festival literário A Feira do Livro, criado em parceria com a Maré Produções Artísticas no Pacaembu, em São Paulo. Maré Produções é um escritório de arquitetura especializado em exposições e feiras culturais. Entre as suas realizações recentes está a exposição internacional Amazônia, de Sebastião Salgado.

Serviço
A Feira do Livro
Data: de 29 de junho a 7 de julho de 2024
Local: Praça Charles Miller – Pacaembu – São Paulo/SP
Entrada Gratuita
Realização: Associação Quatro Cinco Um, Maré Produções e Ministério da Cultura e Governo Federal, por meio da Lei de incentivo à Cultura (Lei Rouanet)
Patrocínio: Itaú Unibanco e Redecard
Apoio: Dois pontos
Parceria de mídia: Revista Piauí
Parceiros: Museu do Futebol, Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativa do Estado de São Paulo, Associação Vaga Lume e Meliá São Paulo Higienópolis

terça-feira, 23 de abril de 2024

27ª Bienal Internacional do Livro de SP anuncia curadores dos espaços culturais

Evento contará com os espaços Arena Cultural, Salão de Ideias, Cozinhando com Palavras, Infâncias, Cordel e Repente, Papo de Mercado, BiblioSesc e o estreante Espaço Educação. Foto: divulgação


A 27ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, realizada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e organizada pela RX, que acontece entre os dias 6 e 15 de Setembro de 2024, no Distrito Anhembi, em São Paulo, anunciou os curadores dos nove espaços culturais oficiais do evento. Eles ficarão responsáveis pela programação de mais de 1.500 horas e têm o desafio de contemplar atividades para crianças e adultos, das mais diversas faixas etárias e interesses, com temas contemporâneos e que abarcam a diversidade em todos os aspectos. São esperados 600 mil visitantes em 10 dias de evento.

“Estou muito feliz e empolgada com este time de curadores que estará à frente de toda a programação com muita experiência e competência. Tenho certeza de que mais uma vez a Bienal de São Paulo será inesquecível para os visitantes, com experiências que irão conectar crianças e adultos ao universo mágico da literatura. Vale destacar o papel da liderança feminina neste grupo que reforça o nosso compromisso com a diversidade”, afirma a presidente da CBL, Sevani Matos.

Diana Passy mais uma vez será a curadora da Arena Cultural, espaço no qual os visitantes têm a oportunidade de ter contato com autores best-sellers nacionais e internacionais, em bate-papos e palestras exclusivas. “Minha parte favorita de fazer a programação da Arena Cultural é presenciar o momento em que o autor se conecta com seus leitores, e os leitores se conectam uns com os outros. A proposta da Arena Cultural é refletir todos os leitores que circulam pelos corredores da Bienal. Para este ano, eu pretendo aprofundar esse olhar ainda mais, e tentar trazer de volta à Bienal pessoas que perderam o hábito de visitá-la, ou que acreditam que o evento não é para elas”, diz Diana.

Sucesso absoluto, o espaço Cozinhando com Palavras terá o chef André Boccato à frente da programação – ele é o curador há mais tempo no evento. “A Bienal do Livro é uma grande festa da cultura, do congraçamento, de alegria e, como sabemos, alegria se põe à mesa. A festa tem que ter sempre a comida, a gastronomia, que é algo que perpassa por toda a nossa cultura, por toda a humanidade. Talvez, por isso, a gastronomia seja sempre lembrada e valorizada nas Bienais do Livro e ela faz a conexão. Temos como desafio abrigar uma programação tão grande, com mais de 50 eventos, sendo a maior do ponto de vista de programação”, afirma Boccato.

Já o Salão de Ideias contará com curadoria de Leonardo Neto, pela CBL, e Clivia Ramiro, pelo Sesc SP, entidade parceira do evento. O espaço trará grandes nomes para gerar discussões atuais com questões de relevância social e cultural. “Estar no time de curadores, para mim, é um privilégio muito grande. Entre os principais desafios do Salão de Ideias está a busca por temas importantes da atualidade, mas que tenham uma certa perenidade. Temos a preocupação de que todas as vozes possam ser ouvidas, de todas as matizes, de todas as cores, de todos os pensamentos estarem reunidos no Espaço para fazer algo absolutamente plural!”, pontua Leonardo Neto.

Com curadoria de Tiago Marchesano e Clivia Ramiro do Sesc São Paulo, a BiblioSesc (Praça da Palavra e Praça de Histórias) terá espaços pensados especialmente no sentido de valorizar o livro e incentivar a leitura. “Em 2024, contribuiremos com uma parcela da programação do Salão de Ideias e com diversas atividades no estande das Edições Sesc, além da Praça da Palavra e da Praça de Histórias, com os caminhões biblioteca do programa BiblioSesc e ações para todos os públicos. Serão bate-papos, contações de histórias e apresentações artísticas, entre outros formatos, fomentando reflexões acerca de questões fundamentais para entendermos nosso presente e vislumbrarmos perspectivas coletivamente, e, sobretudo, estimular a prática da leitura e a formação de leitoras e leitores”, afirma Tiago Marchesano, Sesc SP.

Em 2024, o Espaço Infantil se transforma em Espaço Infâncias, com curadoria de Elisabete da Cruz, e trará atividades educativas para os pequenos leitores, como narração de histórias, oficinas temáticas e atividades de curta duração. Haverá repertório específico para público escolar de todas as faixas etárias, assim como agendas para famílias. “É uma responsabilidade e ao mesmo tempo uma honra poder fazer parte de um time de curadores de excelência, onde você tem pessoas das mais diversas modalidades dentro da literatura e cuidar da literatura para a infância é um privilégio. A mudança do nome foi uma condição muito importante para a gente colocar a infância no lugar certo dentro de uma Bienal”, diz Elisabete da Cruz.

Mais uma vez com a curadoria de Lucinda Marques, da Câmara Cearense do Livro (CCL), o espaço Espaço Cordel e Repente mostrará a vitalidade atual da literatura de cordel, com uma extensa programação que inclui debates, palestras, shows, contação de histórias e apresentações artísticas, relevantes ao tema. Além das oficinas, debates e encontros com autores, o espaço terá uma carreta palco para as apresentações dos repentistas e recitadores. “Este será o quarto ano de curadoria. Teremos um espaço bastante dinâmico, com muita música, poesia, cordelistas, repentistas, autores, ilustradores, editoras diversas e de vários estados do Nordeste”, afirma Lucinda Marques.

Estreando o espaço tendo como missão promover encontros e propor a discussão de temas como como educação ambiental, inovação, diretrizes públicas, as políticas educacionais, a BNCC, o novo ensino médio, a reforma do novo ensino médio, o Espaço Educação terá curadoria de Solange Petrosino. “Não se fala em formação de leitores e desenvolvimento da capacidade leitora sem falar em educação, sem cuidar de educadores, dos gestores, dos pais que também são educadores, da comunidade como um todo. Então, o Espaço Educação pretende ser esse espaço, que contemple diferentes interlocutores, que todos são importantíssimos nesse conceito de educação voltado para a literatura, para o leitor e para a ampliação dos saberes”, explica a curadora.

Papo de Mercado – Com curadoria de Cassia Carrenho, o espaço é dedicado às reflexões sobre temas de interesse dos profissionais da cadeia do livro e focadas na troca de experiências. “Já trabalho no mercado editorial e fiz a curadoria do ano passado e esse ano do encontro de editores, livreiros, distribuidores e gráficos, também da CBL. A Bienal do Livro traz um outro público do setor, que são autores, tradutores, revisores, e que nem sempre têm espaços para ampliar diálogos. O grande desafio é criar uma programação que seja atraente para esses dois públicos e debates ideias sobre as leis que estão em pauta, as grandes discussões e temas de interesse, como inteligência artificial”, salientou Cássia.

País homenageado

A Colômbia é a convidada de honra desta edição da Bienal do Livro de SP, destacando a rica diversidade cultural e literária que a América Latina tem a oferecer. O país contará com uma área de 300m2 no evento, onde uma série de atividades culturais e de negócios serão realizadas.

O evento já conta com mais 150 expositores editoras, livrarias, distribuidores e editoras independentes entre eles empresas como: Ciranda Cultural, Record, Cia das Letras, Sextante, VR Editorial, Faro Editorial, Distribuidora e Livraria Loyola, Livraria da Vila, HarperCollins, Cortez, Labrador, Panini, Girassol, entre outros.

Sobre a Bienal Internacional do Livro de São Paulo:

A Bienal Internacional do Livro de São Paulo, realizada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e organizada pela RX, é um dos maiores eventos literários da América Latina, reunindo autores, editores, livreiros e leitores em um espaço dedicado à celebração da cultura e da literatura.

Redes Sociais:

Instagram: https://www.instagram.com/bienaldolivrosp/

Facebook: https://www.facebook.com/Bienaldolivrosp

Twitter: https://twitter.com/bienaldolivrosp


Serviço

27ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

6 a 15 de Setembro de 2024

De segunda à sexta das 10h às 22h

Distrito Anhembi

Rua Olavo Fontoura, 1209 | Santana | São Paulo

terça-feira, 9 de abril de 2024

.: Sesc 14 Bis: Cortella e Terezinha Rios debatem etarismo em evento gratuito

Cortella e Terezinha Rios falam de preconceito e qualidade de vida na velhice, no Sesc 14 Bis


Em 2050, o número de pessoas com mais de 60 anos chegará a dois milhões – o que representará cerca de um quinto da população mundial, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Em meio a essa transformação, surge a necessidade de repensar o conceito sobre o envelhecimento. Mario Sergio Cortella e Terezinha Azerêdo Rios propõem uma abordagem filosófica e crítica para tratar desse tema no livro Vivemos mais! Vivemos bem? Por uma vida plena, publicado pela editora Papirus 7 Mares.

Em 11 capítulos, eles partilham questões como a ditadura do relógio, planos para o futuro e qualidade de vida na maturidade. Uma questão bastante urgente debatida pelos autores é o fenômeno do etarismo – a discriminação e o preconceito em relação à idade. Cortella reconhece que existe uma desvalorização dos idosos e que ela é mais evidente na cultura ocidental contemporânea, influenciada pelo produtivismo, que subestima as contribuições e as capacidades dos mais velhos.

A ideia de vida longa implica viver mais e viver bem. Mas, no meu entender, viver bem não é só chegar a uma idade mais avançada com qualidade material de vida. É também adquirir a capacidade de olhar a trajetória. Porque a vida não é só o agora, é o percurso. (Cortella, em Vivemos mais! Vivemos bem?, p. 17)

Rios complementa a discussão ao ressaltar a necessidade de uma instrução crítica e emancipatória para combater o etarismo. Ela destaca que os idosos são frequentemente desconsiderados, o que reflete uma subvalorização dos direitos fundamentais que pertencem a todos os seres humanos. Para a especialista, a educação desempenha um papel fundamental na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. “Na nossa cultura, o velho vale menos. E o que significa valer menos? Ser olhado de uma maneira que despreza os direitos que ele tem como ser humano”, comenta a filósofa.

Para marcar o lançamento da 2ª edição revista e ampliada, Mario Sergio Cortella e Terezinha Azerêdo Rios participam de bate-papo no Teatro Raul Cortez do Sesc 14 Bis, no dia 10/4, quarta-feira, às 19h30. A atividade é gratuita e a distribuição de ingressos inicia no dia 9/4, a partir das 17h, pelo aplicativo Credencial Sesc ou nas unidades do Sesc São Paulo.


Compre "Vivemos mais! Vivemos bem? Por uma vida plena”, de Mario Sergio Cortella e Terezinha Azerêdo Rios aqui: amzn.to/3PXjaGu


Serviço:

Lançamento do livro “Vivemos mais! Vivemos bem? Por uma vida plena”

Com Mario Sergio Cortella e Terezinha Azerêdo Rios

Dia 10/4, quarta-feira, às 19h30

Sesc 14 Bis – Teatro Raul Cortez – 2º andar

Rua Dr. Plínio Barreto, 285, Bela Vista, São Paulo – SP

A partir de 14 anos | Grátis

Retirada de ingressos a partir do dia 9/4 às 17h, pelo aplicativo Credencial Sesc ou nas unidades do Sesc São Paulo.

Estacionamento: R$ 12,00 (Credencial Plena) R$ 18,00 (público geral)

Site: sescsp.org.br/14bis | Instagram: @sesc14bis


Ficha técnica 

Título: Vivemos mais! Vivemos bem?  

Subtítulo: Por uma vida plena

Autores: Mario Sergio Cortella e Terezinha Azerêdo Rios  

Editora: Papirus 7 Mares

128 páginas


Compre "Vivemos mais! Vivemos bem? Por uma vida plena”, de Mario Sergio Cortella e Terezinha Azerêdo Rios aqui: amzn.to/3PXjaGu


sábado, 6 de abril de 2024

.: Museu da Língua Portuguesa ganha clube de leitura e feira de troca de livros

Gratuitas, mensais e presenciais, as duas atividades estreiam na programação da instituição no dia 13 de abril. Foto: CieteSilverio


O mês de abril marca a estreia de duas atividades no Museu da Língua Portuguesa, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, relacionadas ao universo da literatura. A partir deste mês, a instituição passará a promover uma feira de troca de livros e também um clube de leitura, atendendo a um pedido antigo do público. A primeira edição de ambas as ações, que serão mensais, presenciais e gratuitas, acontecerá no dia 13 de abril.   


Clube de leitura

Intitulado em 2024 Papo Literário: narrativas negras em língua portuguesa, o clube de leitura terá como objetivo, neste ano, destacar livros de autores negros em língua portuguesa e promover o debate em torno dessas obras. Serão oito encontros, sendo um por mês, até novembro. 

A assistente social e mediadora de leitura Camilla Dias, do perfil @camillaeseuslivros no Instagram, é a curadora deste ano. Integrante dos coletivos Lendo Escritores Negro-Brasileiros e Leituras Decoloniais, ela selecionou livros relacionados ao tema Línguas Africanas no Brasil, o mesmo da próxima exposição temporária do Museu. 

A cada edição, um escritor convidado mediará a conversa em torno de um livro e um tema específico. Na primeira, das 11h às 13h, no Saguão B do Museu, a autora Juliana Borges vai falar sobre a obra Luanda, Lisboa, Paraíso (Companhia das Letras), de Djaimilia Pereira de Almeida. O tema do debate será Descolonização e pertencimento na literatura de Djaimilia Pereira de Almeida. Haverá um cupom de desconto de 20% para quem comprar a publicação no site da Companhia das Letras utilizando o código “PAPO20” (promoção válida até 30/4).   


Confira abaixo o calendário dos próximos livros que serão tema do Papo Literário: 


11/5: Mata Doce, de Luciany Aparecida. Mediação de Jarid Arraes. 

15/6: Minha pátria é a língua pretuguesa, de Kalaf Epalanga. Mediação de Allan da Rosa. 

13/7: Poemas da recordação e outros movimentos, de Conceição Evaristo. Mediação de Lubi Prates. 

10/8: Menina bonita do laço de fita, de Ana Maria Machado; Preta-Pretinha, de Rose Chiappa; Os mil cabelos de Ritinha, de Paloma Monteiro; e Manual de penteado para crianças negras, de Joana Gabriela Mendes e Mari Santos. Mediação de Luciana Bento, do Quilombo Literário.  

14/9: Marinheira no Mundo, de Ruth Guimarães. Mediação de Cidinha da Silva. 

19/10: Uma chance de continuarmos assim, de Taiasmin Ohnmacht. Mediação de Isa e Pétala, do Afrofuturas. 

23/11: Solitária, de Eliana Alves Cruz. Mediação de Camilla Dias. 


O Papo Literário: narrativas negras em língua portuguesa é organizado pelo Centro de Referência do Museu da Língua Portuguesa. 

 

Troca de Livros 

O dia 13 de abril também marca a estreia da Feira de Troca de Livros, que tem como objetivo proporcionar um espaço de encontro por meio do livro e da literatura e ainda incentivar a leitura. Vai acontecer das 14h às 17h, no Saguão e Pátio B e na Calçada do Museu. 

A cada edição da feira, os participantes serão estimulados a doar seus livros para o Museu – a cada livro doado, ganharão um ingresso para visitar a instituição até 29 de dezembro de 2024, tendo um limite de quatro ingressos por pessoa. Serão aceitos livros, em bom estado, de literatura infantil, infantojuvenil e adulta nos gêneros poesia, ficção, histórias em quadrinhos, zine, cordéis, biografias, autobiografias, ensaios e arte. Os livros doados ficarão disponíveis para troca ou serão oferecidos a pessoas em situação de vulnerabilidade. Com esta atitude, o Museu pretende tornar a feira um evento acolhedor e acessível a todos os públicos. Quem estiver presente na feira também poderá realizar as trocas de seus livros entre si, sem a intermediação da equipe do Museu.  

Outras ações vão acontecer durante a Feira de Troca de Livros. Sob comando do coletivo Itinerância Poética, a Roda de Saberes consiste em uma conversa sobre publicações independentes, estímulo à leitura e estratégias de facilitação de acesso aos livros. No Leia e Leve, o Núcleo Educativo do Museu fará mediação de leituras. Já o programa De Mão em Mão da Coordenação do Sistema Municipal de Bibliotecas irá distribuir gratuitamente livros na calçada do Museu com o objetivo de fomentar e incentivar a leitura. 

A Feira de Troca de Livros é organizada pelo Programa de Articulação Social do Museu em parceria com os coletivos Itinerância Poética e Palestinos e o Sistema Municipal de Bibliotecas da Prefeitura de São Paulo. O Centro de Referência e o Núcleo Educativo do Museu da Língua Portuguesa também integram a iniciativa. 


SERVIÇO 

Papo Literário: narrativas negras em língua portuguesa 

Escritora Juliana Borges debate o livro Luanda, Lisboa, Paraíso (Djaimilia Pereira de Almeida) 

Dia 13 de abril (sábado), das 11h às 13h 

No Saguão B do Museu da Língua Portuguesa 

Grátis  


1ª Feira de Troca de Livros 

Dia 13 de abril (sábado), das 14h às 17h 

No Saguão e Pátio B e na Calçada do Museu da Língua Portuguesa 

Grátis 


Museu da Língua Portuguesa  

Praça da Língua, s/nº - Luz – São Paulo  


segunda-feira, 25 de março de 2024

.: Escritor Ignácio de Loyola Brandão na série "Grandes Diálogos no Memorial"


Encontro que aproxima intelectuais do grande público será realizado no auditório da biblioteca do Memorial da América Latina, com entrada gratuita, e é promovido pela Unesp, Fundação Editora Unesp e Centro Brasileiro de Estudos da América Latina


Ocupante da cadeira 11 da Academia Brasileira de Letras, o escritor Ignácio de Loyola Brandão é o primeiro convidado da série “Grandes Diálogos no Memorial”, que inicia nesta terça-feira, 26 de março, às 19h00, no auditório da biblioteca do Memorial da América Latina, em São Paulo. A entrada é gratuita.

O encontro com Loyola Brandão tem como tema “Crônica: olhar o Cotidiano, o Mundo, Tudo à Nossa Volta” e será antecedido por uma sessão de autógrafos com o escritor. O evento é promovido pela Assessoria de Comunicação e Imprensa da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), pela Fundação Editora Unesp e pelo Centro Brasileiro de Estudos da América Latina, braço acadêmico do Memorial da América Latina.

No total, a série “Grandes Diálogos no Memorial” será composta por oito encontros ao longo de 2024 que permitirão ao público uma interação direta com personalidades e reflexões sobre questões centrais dos nossos tempos. A mediação dos quatro primeiros encontros será feita pela jornalista e historiadora Juliana Sayuri.

“Aproveitando o clima intimista do evento, será uma ótima oportunidade para a plateia interagir com grandes personalidades e trocar ideias sobre ciências, artes e humanidades”, afirma o professor Marcelo Takeshi Yamashita, assessor-chefe de Comunicação e Imprensa da Unesp. Em paralelo ao evento, será montado no espaço do Memorial da América Latina um posto avançado da livraria física da Editora Unesp, com os mesmos títulos comercializados na sede e destaque para livros relacionados com o assunto em pauta. Fundada em 1987, a editora Unesp tem um catálogo de cerca de 3.000 títulos, reunindo obras clássicas e contemporâneas de reconhecida relevância.

“Livros abrem canais de comunicação entre leitores e autores. Eventos como os programados intensificam essa aproximação e, assim, são complemento saboroso à leitura e à escrita”, diz o professor Jézio Gutierre, diretor-presidente da Fundação Editora Unesp. Sob curadoria da Unesp, da FEU e do Centro Brasileiro de Estudos da América Latina, os “Grandes Diálogos no Memorial” tem como objetivo principal facilitar a aproximação entre pensadores da atualidade e a sociedade como um todo, segundo Roberto Bertani, diretor do Centro Brasileiro de Estudos da América Latina do Memorial. “Acho fundamental, neste momento, podermos acolher um projeto que traz à luz questões diversas e atuais”, diz.

sábado, 23 de março de 2024

.: Evento literário, A Feira do Livro divulga a primeira lista de convidados


A Feira do Livro de 2023 na Praça Charles Miller. Foto: divulgação

A Feira do Livro, festival literário criado em São Paulo em 2022, e que chega à sua terceira edição em junho, divulgou a primeira lista de autores convidados. Realizada na Praça Charles Miller, em frente à Mercado Livre Arena - Pacaembu, A Feira do Livro, realizada pela Associação Quatro Cinco Um, organização sem fins lucrativos voltada para a difusão do livro, e a Maré Produções, empresa especializada em eventos e exposições de arte, terá nove dias de duração e reunirá alguns dos principais destaques da cena literária brasileira e internacional para debates gratuitos. 

Entre os nomes divulgados, estão destaques da literatura contemporânea internacional, como as escritoras argentinas Camila Sosa Villada, Camila Fabbri e Claudia Piñeiro, a romancista Jamaica Kincaid, o romancista e historiador Jabari Asim, a romancista Natália Timerman, o vencedor no National Book Award Stenio Gardel, o tradutor e ensaísta Caetano W. Galindo, entre outros nomes.

Além dos destaques literários, a Feira do Livro vai receber grandes autores de não ficção, como Rita Lobo, o médico Carlos Monteiro, um dos criadores do Guia da Alimentação Brasileira, o linguista Marcos Bagno, o matemático Marcelo Viana e os historiadores Luiz Felipe de Alencastro e Henry Louis Gates Jr. Segundo o diretor geral da Feira do Livro, Paulo Werneck, “a programação buscou convidar autores que caíram no gosto dos leitores e promovem debates relevantes para o Brasil e o mundo”.

Tendo recebido mais de 100 autores convidados na edição de 2023, a organização da Feira do Livro optou por divulgar os nomes em fatias ao longo dos próximos três meses. Os autores se apresentam em dois palcos que funcionam simultaneamente, um deles montado na praça e outro no Museu do Futebol, parceiro do evento. Neste ano, a organização prevê palcos menores, para debates e lançamentos com dois ou três autores, em formato “pocket”, sempre mantendo o espírito de uma “aldeia” efêmera em pleno asfalto paulistano, nas palavras de Álvaro Razuk, diretor de arte e arquitetura. Além dos espaços de programação, A Feira do Livro tem mais de 150 expositores, entre editoras e livrarias, que vendem seus livros em tendas e bancadas montadas no meio da rua.


Confira os convidados da terceira edição d’A Feira do Livro:

  • Bernardo Esteves
  • Caetano W. Galindo
  • Camila Fabbri
  • Camila Sosa Villada
  • Carlos Monteiro
  • Claudia Piñeiro
  • Dan
  • Henry Louis Gates Jr.
  • Iara Biderman
  • Jabari Azim
  • Jamaica Kincaid
  • João Moreira Salles
  • Luiz Felipe de Alencastro
  • Marcelo Viana
  • Maria Adelaide Amaral
  • Martinho da Vila
  • Nara Vidal
  • Natalia Timerman
  • Rita Lobo
  • Rodrigo Hübner Mendes
  • Rosa Freire d'Aguiar
  • Stênio Gardel
  • Tatiana Salem Levy
  • Vera Iaconelli


Quem faz A Feira do Livro
Associação Quatro Cinco Um é uma organização sem fins lucrativos dedicada a levar o livro para o centro do debate na sociedade brasileira. Seus principais projetos são a revista de crítica de livros Quatro Cinco Um, que tem edição impressa, digital, em podcasts e newsletters, a editora de livros Tinta-da-China Brasil, com foco em literatura e ensaio, e o festival literário A Feira do Livro, criado em parceria com a Maré Produções Artísticas no Pacaembu, em São Paulo. Maré Produções é um escritório de arquitetura especializado em exposições e feiras culturais. Entre as suas realizações recentes está a exposição internacional Amazônia, de Sebastião Salgado.


Serviço
A Feira do Livro
Data: de 29 de junho a 7 de julho de 2024
Local: Praça Charles Miller – Pacaembu – São Paulo/SP
Entrada gratuita

sexta-feira, 22 de março de 2024

.: Biblioteca da USP recebe mostra única de livros esculpidos em quartzo


Com curadoria do professor Luiz Armando Bagolin, mostra individual de Denise Milan chega à Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM USP) a partir de 14 de março. Na imagem, um livro em quartzo, de Denise Milan | Foto: Levi Mendes Jr


A mostra Quartzoteka, da artista paulistana Denise Milan, traz o conjunto completo de sua coleção de livros e Entes Pétreos de quartzo pela primeira vez à Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM USP), biblioteca especializada em livros raros sobre o Brasil.

Denise pesquisa há muitos anos a história dos minerais e a vida geológica da Terra, tendo feito exposições em diversas partes do mundo e incorporado suas obras nos mais importantes acervos e museus nacionais e estrangeiros, como, por exemplo, no Museu de Arte Contemporânea, também da USP (MAC/USP).

Nesta nova exposição individual, que contará com o apoio cultural da DAN Galeria, a artista relaciona à sua Quartzoteka outros trabalhos de outras séries como os Tablets (2011/2015), os Ideogramas da Pedra (2009), O Ciclo do Ouro (2014) e o Útero Magmático (2023), entre outros.

Para Denise, artista que trabalha com o imaginário da Terra, uma pedra azul no cosmos, aquilo que ligeiramente aflora em sua superfície são os primeiros rastros ou testemunhos de eras geológicas antiquíssimas que perfazem ao mesmo tempo, um conhecimento fundamental, uma espécie de corpus de doutrinas do mundo das rochas e cristais, de suas estruturas e comportamentos físicos e químicos assim como do grande conflito sofrido para chegarem até nós. Servem também como indícios de um mundo muito vasto e ainda na maioria desconhecido que se abisma no núcleo interior do nosso planeta.

Junto aos Ideogramas da Pedra também serão apresentados alguns dos metapoemas de Haroldo de Campos que originalmente fazem parte do livro Cadumbra (1997), feito em colaboração com a artista.

A exposição é montada na galeria do subsolo da biblioteca, pensada como uma caverna e em diálogo com o espaço arquitetônico contemporâneo do arquiteto paulista Eduardo de Almeida. A curadoria é do professor Luiz Armando Bagolin, do Instituto de Estudos Brasileiros da USP. Durante a mostra haverá um encontro entre a artista, o curador e dois convidados muito especiais: o ex-presidente da Bienal de São Paulo, Júlio Landman, e a professora Sonia Maria Barros de Oliveira, docente titular do Instituto de Geociências da USP.



Serviço
Exposição "Quartzoteka"
Período expositivo: até dia 17/05/2024
Rua da Biblioteca, 21, Cidade Universitária - São Paulo
De segunda a sexta-feira, das 8h00 às 18h00 (sábados, domingos e feriados, fechado)
Entrada gratuita
Classificação indicativa: livre
As obras estão subdivididas num percurso: Térreo da Biblioteca (Ciclo do Ouro), Sala BNDES/Subsolo da Livraria Edusp (Quartzoteka, Tablets da Terra, Ametistas, Ideogramas da Pedra e Útero Magmático)

.: Fernanda Torres, é a convidada do "Café com Ideias", no Sesc Copacabana


Artista participa de bate-papo descontraído com o educador Gabriel Chalita no projeto do Sesc RJ que promove um encontro aberto com o público no Teatro de Arena. Ingressos devem ser retirados antecipadamente na bilheteria da unidade


A atriz e escritora Fernanda Torres é a próxima convidada do "Café com Ideias", projeto realizado pelo Sesc RJ que promove uma série de bate-papos descontraídos conduzida por Gabriel Chalita, assessor de educação da instituição, sempre com uma grande personalidade. O encontro vai acontecer na próxima segunda-feira, dia 25 de março, às 17h00, no Teatro de Arena do Sesc Copacabana. 

O último encontro aconteceu em fevereiro e teve como convidada a jornalista Andréia Sadi. No projeto, Chalita e convidado trocam ideias e impressões sobre temas da atualidade e curiosidades da vida e da carreira do profissional. Com direção de Guilherme Logullo, o papo em tom descontraído é costurado com perguntas do público e música. A banda é formada pela maestra Laura Visconti (piano), Beto Bonfim (percussão) e André Poyart (violão).

Os ingressos, gratuitos, devem ser retirados na bilheteria da unidade, até este domingo, dia 24 de março, das 9h00 às 20h00. A capacidade é limitada em 260 pessoas. O evento também tem transmissão ao vivo pelo Youtube do Sesc RJ.


Sobre a artista
Fernanda Torres vem de uma família de artistas. Filha dos grandes atores Fernanda Montenegro e Fernando Torres, construiu sua trajetória no teatro, na televisão e no cinema, além de ter se tornado uma revelação como escritora, ampliando seu campo de atuação e influência. 

Como atriz, cativa das classes mais populares às mais eruditas, seu maior sucesso no teatro é o espetáculo “A Casa dos Budas Ditosos”, em cartaz desde 2003, pelo qual recebeu o Prêmio Shell de melhor atriz. A peça completou 20 anos de estrada em 2023 e coleciona mais de 2 milhões de espectadores. Fernanda também atuou em grandes destaques na TV brasileira, dentre eles, os seriados "Os Normais", "Tapas e Beijos" e "Filhos da Pátria".

Como escritora, escreveu e publicou três livros: "Fim", "Sete Anos" e "A Glória e Seu Cortejo de Horrores". Fernanda participou da elaboração de roteiros de cinema, como "Redentor" e “O Juízo”, além de roteiros para a TV, como a primeira temporada da série "Os Outros" e a adaptação do livro de sua autoria "Fim" (2023) para uma série de sucesso, ambas lançadas em 2023 pelo Globoplay.


Serviço
"Café com Ideias" - Gabriel Chalita recebe Fernanda Torres
Local: Sesc Copacabana (R. Domingos Ferreira, 160)
Data: segunda-feira, dia 25 de março, das 17h00 às 18h00
Retirada de ingresso: até domingo, dia 24 de março, na bilheteria.
Funcionamento da bilheteria: das 9h00 às 20h- (segunda a sexta) e 9h00 às 17h00 (sábado, domingo e feriados)
Transmissão: Youtube do Sesc RJ (www.youtube.com/portalsescrio)

segunda-feira, 18 de março de 2024

.: Teatro Rosinha Mastrângelo recebe a peça "Pagu - Do Outro Lado do Muro"


A vida de Patrícia Galvão, a Pagu, considerada uma das precursoras do movimento feminista no Brasil, como mãe, militante política, escritora, é tema do espetáculo "Pagu - Do Outro Lado do Muro", que será seguido de bate-papo. Foto: Arô Ribeiro


Localizado no Centro de Cultura Patrícia Galvão, em Santos, o Teatro Rosinha Mastrângelo recebe o monólogo "Pagu - Do Outro Lado do Muro", nesta quinta-feira, dia 21 de março, às 19h00.  Ao final do espetáculo, a dramaturga Tereza Freire, autora do livro "Dos Escombros de Pagu: um Recorte Biográfico de Patrícia Galvão", lançado pelas Edições Sesc SP e Editora Senac, e a atriz Thais Aguiar, participam de um bate-papo seguido de sessão de autógrafos. A classificação indicativa do espetáculo, que tem apresentação gratuita, é de 14 anos. A retirada de ingressos será no dia, a partir das 10h00, no Sesc Santos.

O monólogo com a atriz Thais Aguiar e texto da dramaturga e historiadora Tereza Freire que de forma ímpar, conta a riquíssima vida de Patrícia Galvão, mãe, militante política, escritora, que passa por sua relação com Tarsila do Amaral e os modernistas, fala de seus filhos, amores, amigos, da família, das viagens, das descobertas, da menina irreverente que foi e da mulher guerreira em que se transformou e hoje considerada uma das precursoras do movimento feminista no Brasil. Um espetáculo que nos leva a verdadeiramente conhecer o furacão que é Pagu, entendê-la e amá-la.

Estamos falando de abuso, de violência, do tarefismo imposto a mulheres, de várias coisas que Pagu passou, mas que todas nós mulheres ainda passamos. E como ampliar e tornar ainda mais arquetípica essa história, essa relação que não é só de uma mulher, é de uma geração que se perpetua pelas próximas gerações. Enquanto houver patriarcado isso vai existir.

Nesta montagem, formada por uma equipe artística composta em sua maioria por mulheres, resultado de 4 anos de pesquisa da atriz Thais Aguiar sobre a vida e a obra de Pagu. "Pagu - Do Outro Lado do Muro" traz uma dramaturgia atualizada que dialoga ainda mais com o cenário social e político brasileiro. Com idealização de Thais Aguiar, da Espontânea Cia de Teatro, direção de Érika Moura e Natália Siufi (Grupo Xingó), e dramaturgia assinada por Tereza Freire.

O espetáculo reúne forças nesse encontro de mulheres, que ditam o pulso numa caminhada vertical na contramão de um pensar, existir e se mover. Nos questiona como é que a gente faz desse teatro que é antigo e resistente, se tornar essa relação de uma experiência conjunta, presente e capaz de convocar toda uma ancestralidade de mulheres.

"Pagu - Do Outro Lado do Muro" nasceu após sua montagem embrionária em 2022, inspirada no livro "Dos Escombros de Pagu", de Tereza Freire (Edições Sesc), realizada especialmente para as comemorações do Centenário da Semana de Arte Moderna, em São Paulo, em 2022, na Oficina Cultural Oswald de Andrade em São Paulo.

Sobre o livro
As Edições Sesc São Paulo lançam "Dos Escombros de Pagu: um Recorte Biográfico de Patrícia Galvão". A segunda edição da biografia, escrita pela historiadora Tereza Freire, tem como ponto de partida a reunião dos escritos de Pagu, como cartas, bilhetes, poemas, correspondências e artigos de jornal. Poucas personagens da vida cultural e política brasileira da primeira metade do século XX tiveram uma vida tão intensa e fascinante como a escritora, poetisa, diretora teatral, tradutora, desenhista, cartunista e jornalista Patrícia Rehder Galvão, a Pagu. 

Essa mulher extraordinária, no entanto, ainda é pouco conhecida do grande público. Para ajudar a preencher essa lacuna, as Edições Sesc São Paulo, em parceria com a Editora Senac SP, publicam a segunda edição de "Dos Escombros de Pagu: um Recorte Biográfico de Patrícia Galvão", da historiadora Tereza Freire.

A autora relata a agitada vida de Pagu, nascida em 1910 em uma família abastada do interior de São Paulo, a partir de correspondências, poemas e artigos de jornal. Dividido em três partes e por temas, o livro não se limita a fazer um relato cronológico de acontecimentos, mas dá voz à biografada, tomando como ponto de partida a reunião de seus escritos. Quem assina o prefácio é o historiador Rudá K. Andrade, neto de Pagu e do também escritor Oswald de Andrade, um dos principais arquitetos do Modernismo brasileiro.

Tereza Freire é historiadora com mestrado sobre Pagu pela PUC-SP. É roteirista e diretora do documentário Caminhos do Yoga, gravado na Índia em 2003, e autora do romance "Selvagem como o Vento", de 2002. Na televisão, foi roteirista da série de documentários "Diário de Viagem", sobre turismo no Nordeste, e como apresentadora do programa "Contos da Meia-noite", da TV Cultura de São Paulo. O livro "Os Escombros de Pagu" foi inspiração para duas montagens de teatro, no Rio de Janeiro e em São Paulo.


Ficha técnica
Monólogo "Pagu - Do Outro Lado do Muro" 
Atuação: Thais Aguiar
Texto: Tereza Freire
Direção: Erika Moura e Natália Siufi
Trilha Sonora original: Paulo Gianini
Iluminação: Tomate Saraiva
Fotografias: Arô Ribeiro
Design gráfico: Theo Siqueira
Cenário e Figurino orientados por Livia Loureiro
Realização: Espontânea Cultural
Assessoria de Imprensa: Antonio Montano
Coprodução: Lorenna Mesquita


Serviço
Monólogo "Pagu - Do Outro Lado do Muro"
Espetáculo seguido de bate-papo e sessão de autógrafos
Com Espontânea Cia. de Teatro
Bate-papo e sessão de autógrafos do livro "Dos Escombros de Pagu: um Recorte Biográfico de Patrícia Galvão" - Edições Sesc SP e Editora Senac com Tereza Freire (autora) e Thais Aguiar (atriz
Quinta-feira, dia 21 de março, às 19h00

Teatro Rosinha Mastrângelo
Av. Senador Pinheiro Machado, 48 - Vila Matias)
(piso térreo do Centro Cultural Patrícia Galvão)
Classificação indicativa: 14 anos
Grátis. Retirada de ingressos no dia, a partir das 10h00, no Sesc Santos

Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136, Aparecida  
Telefone: (13) 3278-9800  

.: "Escritos de Um Viado Vermelho" reúne movimento LGBTQIA+ e ditadura


O brasilianista James N. Green lança, na próxima terça-feira, dia 19 de março, às 19h00, o livro "Escritos de Um Viado Vermelho", lançado pela editora Unesp. O encontro, que terá bate-papo do autor com o pesquisador Renan Quinalha, será na Livraria Megafauna, em São Paulo. “O privado é político”. O slogan, de origem incerta, foi muito usado pelo movimento feminista dos anos 1960, indicando que elementos de nossa vida pessoal na maioria das vezes têm origem em questões políticas da sociedade em que vivemos. 

Essa frase poderia ser usada também para iniciar uma abordagem de "Escritos de Um Viado Vermelho", coletânea de ensaios em que o brasilianista combina relatos autobiográficos e ensaios sobre os temas que lhe são mais caros: o movimento LGBTQIAP+ e a ditadura militar brasileira. Nos ensaios que compõem este volume, Green não se afasta do tom pessoal e da prosa fluida que lhe são característicos. Trata-se de uma obra que já nasce como referência para todos que estudam ou têm curiosidade sobre o tema. Compre o livro "Escritos de Um Viado Vermelho", de James. Green, neste link.


Sobre o autor
James Naylor Green
é professor de História Moderna da América Latina e foi diretor da Iniciativa Brasil na Brown University, EUA. Especialista em estudos latino-americanos, Green é brasilianista, tendo vivido no Brasil entre 1976 e 1982, e sua trajetória esteve sempre ligada ao ativismo pelos direitos LGBTQIAP+ e na defesa da democracia no Brasil. Pela Editora Unesp, publicou "Além do Carnaval" (2000, com 3ª edição revista e ampliada em 2022). Garanta o seu exemplar de "Escritos de Um Viado Vermelho", escrito por James N. Green, neste link.


Serviço
Lançamento do livro "Escritos de Um Viado Vermelho"
Terça-feira, diaa 19 de março, às 19h00
Livraria Megafauna
Av. Ipiranga, 200 - loja 53 do Edifício Copan - República/São Paulo

.: Conceição Evaristo em clube de leitura da Biblioteca Parque Villa-Lobos


Escrito por Conceição Evaristo, o livro "Becos da Memória" será tema de conversa em encontro on-line, em 28 de março, na BVL. Além deste, outros clubes acontecem ao longo do mês também na Biblioteca de São Paulo, zona norte da capital. "Becos da Memória" é um dos mais importantes romances memorialistas da literatura contemporânea brasileira.

Conceição Evaristo traduz, a partir de seus muitos personagens, a complexidade humana e os sentimentos profundos dos que enfrentam cotidianamente o desamparo, o preconceito, a fome e a miséria; dos que a cada dia têm a vida por um fio. Sem perder o lirismo e a delicadeza, a autora discute, como poucos, questões profundas da sociedade brasileira. 

E para compartilhar e discutir essa história, a Biblioteca Parque Villa- Lobos convida você a se juntar ao clube de leitura on-line, que acontece em parceria com a BibliON - biblioteca digital gratuita de São Paulo. O encontro está marcado para o dia 28 de março, das 15h00 às 17h00. Compre o livro "Becos da Memória", de Conceição Evaristo, neste link. Mas os clubes não terminam por aí. Além deste, temos os encontros da Biblioteca de São Paulo. Oportunidades on-line e presenciais. Confira abaixo toda a programação:

Biblioteca de São Paulo

Clube de Leitura
Os encontros virtuais são mais uma possibilidade para o debate e a troca entre leitores de uma mesma obra. Por isso, a BSP promove mensalmente o Clube de Leitura online, para que você possa participar de qualquer lugar! Os primeiros inscritos receberão instruções para realizar o empréstimo do e-book.
O livro do mês é “Trópico de Câncer”, de Henry Miller.
21 de março, das 15h00 às 17h00.
Parceria BibliON.
Atividade On-line.


Clube de Leitura 
Ao final deste encontro haverá o sorteio de um livro da editora.
Mediação Equipe BSP.
A obra escolhida para este mês é “O Presidente Pornô”, de Bruna Kalil Othero.
22 de março, das 15h00 às 17h00.
Parceria Companhia das Letras.
Atividade presencial.
Biblioteca Parque Villa-Lobos. 

Clube de Leitura 
Ao final deste encontro haverá o sorteio de um livro da editora.
Mediação Equipe BVL.
A obra escolhida para este mês é “Medeia”, de Eurípides
23 de março, das 15h00 às 16h15.
Parceria Companhia das Letras.
Atividade presencial.


Clube de Leitura On-line
O livro do mês é "Becos da Memória", de Conceição Evaristo.
28 de março, das 15h00 às 17h00.
Parceria BibliON.
Atividade On-line.


Sobre a Biblioteca de São Paulo
Inaugurada em fevereiro de 2010, a Biblioteca de São Paulo (BSP) está localizada no Parque da Juventude, no terreno em que funcionou a Casa de Detenção de São Paulo (conhecida como Carandiru), na zona norte da capital paulista. A qualidade do acervo, as atividades de programação cultural e os serviços oferecidos deram um novo significado ao espaço, transformando-o em uma praça cultural, local de acolhimento e descobertas. Inspirada nas melhores práticas das bibliotecas públicas do Chile e da Colômbia, soma mais de 3 milhões de visitantes e visa promover o incentivo à cultura, à leitura e à literatura. Ocupa uma área de 4.257 metros quadrados para atender o público - crianças, jovens, adultos e idosos com ou sem deficiência. A BSP é um equipamento cultural da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerido pela Organização Social SP Leituras.

Sobre a Biblioteca Parque Villa-Lobos
A Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL), localizada dentro do parque de mesmo nome, é um espaço convidativo para a leitura, fruição da cultura e interação entre as pessoas. Além de um amplo acervo literário, atualizado semanalmente, oferece várias atividades gratuitas, como encontro com escritores, contação de histórias, saraus, oficinas, cursos, apresentações musicais, entre outros eventos de uma extensa programação. O local conta ainda com sala de games, ludoteca, computadores com acesso à internet, auditório, aparelhos de tecnologia assistiva, deck com vista para o parque, bicicletário e skatário. É um equipamento cultural da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerido pela Organização Social SP Leituras.

sábado, 17 de fevereiro de 2024

.: Em SP, Mauricio Stycer lança "Gilberto Braga, o Balzac da Globo" em bate-papo


Após o sucesso do lançamento no Rio de Janeiro, a Livraria da Vila Fradique recebe o jornalista e escritor Mauricio Stycer para sessão de autógrafos do livro "Gilberto Braga, o Balzac da Globo" e bate-papo com o dramaturgo Alcides Nogueira na próxima terça-feira, 20 de fevereiro. O evento terá início às 18h30. Na obra, Mauricio e Artur Xexéo, falecido em 2021, retratam a trajetória de um dos maiores novelistas da história da televisão brasileira. 

As histórias contadas por Xexéo e Stycer sobre a infância e a juventude de Gilberto Braga, que se dividiu entre a Tijuca e a Zona Sul do Rio de Janeiro, explicam o porquê de o autor ter se tornado um retratista tão prolífico das classes média e alta. Muitas narrativas presentes nas novelas de Gilberto foram baseadas nas vivências dele, que nunca abandonou o olhar crítico porém sensível. 

A obra remonta aos primeiros anos da carreira de Gilberto, quando foi professor da Aliança Francesa e crítico de teatro de O Globo. As páginas também relatam como teve início o trabalho do dramaturgo na televisão, após um convite de Daniel Filho, além das dificuldades que enfrentou ao longo de sua jornada profissional. 

O livro é, ainda, um tributo às novelas de Gilberto por parte dos autores, que dão ao leitor a chance de relembrar tramas e conhecer muitas curiosidades sobre as produções. A biografia conta com depoimentos de artistas que puderam trabalhar ao lado do mestre, conhecido pelo pioneirismo na TV ao tratar de temas considerados tabus, como racismo e sexualidade. Compre o livro "Gilberto Braga, o Balzac da Globo", de Artur Xexéo e Mauricio Stycer, neste link.


Sobre o livro:
“Balzac da Globo”
 é como Artur Xexéo e Mauricio Stycer se referem a Gilberto Braga, que era assim chamado por causa das temáticas abordadas pelo dramaturgo em suas novelas, que incluíam dinheiro, ambição e vingança. A mente fértil de Gilberto para criar histórias tem raízes nos acontecimentos de sua própria vida - que daria, por si só, uma novela, como a dupla de jornalistas nos apresenta na biografia, lançada em janeiro pela Intrínseca.  

“Muitas qualidades foram atribuídas a Anos dourados, mas o que ficou para Malu Mader, ‘além do forte traço feminista’, foi ‘o elogio à bondade dos personagens’, segundo ela, algo incomum na obra de Gilberto. A atriz tem razão ao observar que o novelista é mais festejado como um grande criador de vilãs e vilões. Marcos e Lurdinha, apesar de bons, eram cativantes e interessantes. ‘Me orgulha ter feito uma personagem por onde ele expressou tão bem a transformação pelo amor.’ Malu conta que, assim como Lurdinha, ela própria foi se transformando ao longo da história. Durante as gravações da minissérie, decidiu sair da casa dos pais e morar sozinha. ‘Anos dourados me mostrou a dimensão mais profunda e mágica da profissão.’”

Além de homenagear o dramaturgo, a biografia celebra o trabalho de Artur Xexéo, falecido em 2021, aos 69 anos. A voz do jornalista é amplificada por Mauricio Stycer, que recebeu a missão de finalizar o manuscrito. Garanta o seu exemplar de "Gilberto Braga, o Balzac da Globo", escrito por Artur Xexéo e Mauricio Stycer, neste link.

Foto: Paulo Severo

Mauricio Stycer nasceu no Rio de Janeiro em 1961. É jornalista especializado em televisão e atualmente é colunista da Folha de S.Paulo. Publicou os livros "História do Lance!" (Alameda, 2009), "Adeus, Controle Remoto" (Arquipélago, 2016), "Topa Tudo por Dinheiro" (Todavia, 2018) e "O Homem do Sapato Branco" (Todavia, 2023).

Artur Xexéo passou pelas redações de Veja, IstoÉ, Jornal do Brasil e O Globo. Escreveu as biografias de Janete Clair, Hebe Camargo e sua autobiografia sobre as coberturas das Copas do Mundo das quais participou. Foi comentarista de cultura da GloboNews no programa Estúdio i e da rádio CBN no programa Liberdade de expressão. 

Postagens mais antigas → Página inicial
Tecnologia do Blogger.