Musical inspirado em Machado de Assis retoma a temporada em São Paulo e coloca virtude, vício e hipocrisia no palco em uma comédia pop dirigida por Guilherme Gila. Foto: Pedro Veras
Machado, pecado e música pop
Um musical premiado
Serviço
Visite a lojinha do Resenhando.com!
O que os extraterrestres têm a nos ensinar sobre a possibilidade de a humanidade desaparecer por conta própria? Essa é uma das perguntas que movem “Alien(nada): a Terra é Uma Adolescente e o Grande Filtro Pode Ser a Autodestruição da Humanidade”, monólogo da dramaturga e ufóloga Lívia Machado, que será apresentado de 9 a 11 de outubro, no Instituto Capobianco, em São Paulo.
Dirigido por Bruna Betito, com dramaturgismo e interlocução cênica de Janaina Leite, o espetáculo parte do Paradoxo de Fermi, questão que confronta a aparente ausência de evidências de vida extraterrestre com a enorme quantidade de possibilidades de existência de vida no universo. A partir daí, Lívia Machado volta a pergunta para a própria espécie humana e investiga os caminhos que poderiam levar à sua extinção.
Em formato de palestra-performance-sampler-audiovisual, “Alien(nada)” aproxima teatro, pesquisa científica e fabulação especulativa para tratar o imaginário alienígena como território estético, político e poético. A montagem integra a Residência Janaina Leite e Núcleo do Olho, ampliando uma pesquisa continuada da artista sobre as relações entre arte, tecnologia, comunicação e imaginários extraterrestres.
O tema já aparece em trabalhos anteriores de Lívia Machado, como “O Museu Voador”, “O Sol Desapareceu”, “Ainda Sopra” e “Crônicas Marcianas”, que também exploram diferentes possibilidades de relação entre ficção, tecnologia e a ideia de vida para além da Terra. A montagem ainda se relaciona ao laboratório “Sinestesia Alienígena”, realizado em setembro no Instituto Capobianco. A experiência propôs uma investigação artística a partir dos conceitos de “sinestesia” e “alienígena”, aproximando linguagens e materialidades para criar diferentes perspectivas sensoriais sobre temas como morte, permanência do corpo, tecnologia e digitalidade.
Ficha técnica
“Alien(nada): a Terra é Uma Adolescente e o Grande Filtro Pode Ser a Autodestruição da Humanidade”
Idealização, dramaturgia, atuação e colagem audiovisual: Lívia Machado
Direção: Bruna Betito
Dramaturgismo e interlocução cênica: Janaina Leite
Visualidades: Paula Halker
Iluminação: Marcus Garcia e Marina Meyer
Videomapping: Vic Von Poser
Figurino: Vanessa Alves
Operação de luz: Marina Meyer
Operação de vídeo: Vic Von Poser e Mayhara Ribeiro
Direção de produção: Tetembua Dandara
Produção executiva: Tati Mayumi
Provocações: André Medeiros Martins, Lara Duarte e Tetembua Dandara
Fotografia de divulgação: Helena Wolfenson
Agradecimentos: Lena Giuliano, Gabi Guarabyra e Julia Regina.
Serviço
“Alien(nada): a Terra é uma adolescente e o Grande Filtro pode ser a autodestruição da humanidade”
Residência Janaina Leite e Núcleo do Olho
De 9 a 11 de outubro
Local: Instituto Capobianco
R. Álvaro de Carvalho, 97 – Centro Histórico de São Paulo – São Paulo (SP)
Sexta e sábado, às 20h00. Domingo, às 18h00.
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) | R$ 15,00 (meia) | Sympla
Classificação indicativa: 18 anos
Duração: 75 minutos
Até 27 de setembro, o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) e o Sesc São Paulo apresentam “Mire Veja: MAM São Paulo visita Sesc Bom Retiro”, no centro da capital paulista. Com curadoria de Valquíria Prates e Mirela Estelles, a exposição reúne cerca de 50 obras de diferentes linguagens, suportes e períodos, colocando lado a lado trabalhos pertencentes aos acervos das duas instituições.
A proposta parte do encontro entre coleções que possuem histórias, características e formas distintas de relação com o público. Como visitante, o MAM leva obras de sua coleção para a unidade do Sesc, sem alterar a configuração do espaço anfitrião. Ao mesmo tempo, trabalhos que já fazem parte do edifício e do Acervo Sesc de Arte passam a integrar a exposição, ganhando novas possibilidades de leitura a partir da convivência com as obras trazidas pelo museu.
Entre os artistas representados pelo MAM estão Alberto da Veiga Guignard, Alfredo Ceschiatti, Amelia Toledo, Brígida Baltar, Cao Guimarães, Carlos Zilio, Emanoel Araujo, Franz Weissmann, German Lorca, Giuliana Giorgi, Heitor dos Prazeres, Labo & Rafaela Kennedy, Laura Vinci, Lenora de Barros, Lothar Charoux, Paulo Nenflidio, Pedro Motta, Rodrigo Braga, Rosângela Rennó, Sara Ramo, Xadalu Tupã Jekupe e Zimar. Já o acervo presente no Sesc Bom Retiro inclui obras de Antonio Henrique Amaral, Artur Barrio, Cássio Vasconcellos, Claudio Tozzi, Cleber Machado, Eduardo Coimbra, Iran do Espírito Santo, Motta & Lima, Nelson Leirner, Paulo Bruscky, Rodrigo Andrade e Rubens Gerchman. O encontro entre esses trabalhos amplia as possibilidades de percepção sobre as próprias obras e sobre os espaços onde elas são apresentadas.
A exposição integra o programa “MAM em Movimento”, iniciativa dedicada à circulação de obras do acervo do museu em diálogo com outros espaços e instituições culturais. Em “Mire Veja”, o encontro entre as duas coleções também coloca em pauta as maneiras de construir narrativas, organizar acervos e estabelecer relações com diferentes públicos. A curadoria ocupa toda a unidade do Sesc Bom Retiro e investiga a atuação da mediação cultural na relação pública com os acervos, especialmente por meio de ações de curadoria, educação e comunicação de exposições de arte.
“Todo acervo começa com um gesto de escolha. Escolher guardar é também escolher o que permanece, o que será cuidado, pesquisado, documentado e mostrado ao longo do tempo”, explica Mirela Estelles, que também é coordenadora do MAM Educativo. “Partindo dessa reflexão, a mostra convida as pessoas a pensar sobre o que significa constituir, preservar e tornar público um conjunto de obras, evidenciando os processos, decisões e práticas que sustentam a vida pública da arte”, diz Mirela.
“A exposição convida o público a refletir sobre o que se busca transformar a partir do contato de pessoas com obras de arte em exposições, conversando sobre trabalhos de arte contemporânea e sobre as múltiplas camadas de experiência que podem ocorrer nas exposições”, continua Valquíria Prates. “O que se coloca em exposição são as obras e seus processos de criação, mas também as formas de mostrá-las, os dispositivos que as acompanham, os textos, os áudios, os livros, os materiais educativos e os próprios espaços por onde o público circula. Aqui, a obra é entendida como um campo aberto de relações intencionais, continuamente atualizado no encontro com cada visitante que esteja interessado em fazer parte dos processos de mediação de uma mostra de arte”, reflete a curadora, que investiga saberes e práticas colaborativas de mediação cultural em diferentes territórios, instituições e contextos sociais.
Arte espalhada pelo Sesc Bom Retiro
A exposição ocupa o edifício onde parte do Acervo Sesc de Arte é apresentada desde a abertura do Sesc Bom Retiro. O percurso passa pelo espaço expositivo e pela biblioteca, mas também chega aos corredores, escadas e áreas de convivência da unidade. Com isso, a experiência diante das obras ganha outros caminhos. A arte aparece em lugares de circulação cotidiana e passa a dividir espaço com as atividades habituais do Sesc, ampliando a possibilidade de encontro entre os trabalhos e seus frequentadores.
Constituído desde os primeiros anos da instituição, o Acervo Sesc de Arte representa uma das principais ações do Sesc São Paulo no campo das artes visuais. A coleção atua simultaneamente como patrimônio cultural e como suporte para atividades educativas. Reúne obras de arte moderna, contemporânea e popular e teve momentos decisivos de formação nas décadas de 1970 e 1980, mantendo-se em expansão por meio de aquisições e doações orientadas por critérios estéticos e históricos.
O acervo está distribuído pelas unidades do Sesc no estado de São Paulo e possui uma característica que interfere diretamente na experiência de quem frequenta os espaços: muitas obras permanecem em exibição permanente, em locais de circulação ou em projetos site-specific, criados especialmente para determinados ambientes arquitetônicos. A opção aproxima arte, arquitetura e território, colocando a produção artística em contato direto com diferentes públicos.
"A opção por apresentar seu acervo artístico em espaços de circulação, é um gesto da instituição que visa aproximar a produção visual do cotidiano de seus frequentadores. Dessa forma, o Sesc São Paulo escolheu pela apresentação de sua coleção em locais improváveis - piscinas, ginásios, centrais de atendimento - permitindo que a arte esteja presente para além dos espaços dedicados", comenta Juliana Braga, gerente de Artes Visuais e Tecnologia do Sesc São Paulo, responsável pela gestão do Acervo Sesc de Artes.
Biblioteca também vira espaço de pesquisa
A pesquisa sobre mediação cultural, educação e exposições também ocupa a biblioteca do Sesc Bom Retiro, que passa a funcionar como espaço de exposição, pesquisa e mediação. Livros, materiais educativos, maquetes táteis e outros recursos desenvolvidos pelo MAM Educativo ampliam a experiência da mostra e ajudam a colocar em evidência os conhecimentos, práticas e experiências construídos ao redor das obras.
Ao aproximar obras, instituições, práticas curatoriais e ações educativas, “Mire Veja: MAM São Paulo visita Sesc Bom Retiro” propõe uma reflexão sobre os caminhos percorridos pelos acervos quando entram em contato com seus públicos. Cada apresentação pode criar novas relações a partir daquilo que o visitante percebe, questiona e compartilha. O próprio título da exposição brinca com essa relação entre olhar e perceber. Entre “mirar” e “ver”, a mostra abre espaço para diferentes experiências diante das obras e dos ambientes que passam a fazer parte do percurso.
Serviço
Exposição: “Mire Veja: MAM São Paulo visita Sesc Bom Retiro”
Local: Sesc Bom Retiro
Curadoria: Valquíria Prates e Mirela Estelles
Período expositivo: até dia 27 de setembro de 2026
Horários: terça a sexta, das 9h às 20h; sábado, das 10h às 20h; domingo e feriado, das 10h às 18h
Local: Espaço Expositivo
Classificação: livre
Endereço: Alameda Nothmann, 185 - Campos Elíseos / São Paulo
Entrada: gratuita
O MIS - Museu da Imagem e do Som de São Paulo realiza, no dia 24 de setembro, mais uma edição do Doc.MIS, desta vez dedicada a “Quebrando a Cara”, documentário dirigido por Ugo Giorgetti que acompanha a trajetória de Éder Jofre, nome fundamental do boxe brasileiro e duas vezes campeão mundial, nas categorias peso galo e peso pena. Depois da sessão, o diretor do filme participa de um bate-papo com o público, mediado por Liniane Haag Brum. A conversa amplia a experiência da exibição e coloca em discussão a construção do documentário e a trajetória de Éder Jofre, personagem cuja história esportiva se mistura à própria memória paulistana.
Lançado em 1986, o filme combina registros de algumas das principais lutas do pugilista com depoimentos de familiares e pessoas próximas, recuperando também a relação das famílias Zumbano e Jofre com a história do esporte em São Paulo. O resultado é um retrato que vai além do ringue para observar as relações, as dificuldades e o ambiente social que cercava um dos grandes ídolos do boxe nacional.
Sobre o documentário
A trajetória do boxeador Éder Jofre, duas vezes campeão mundial, se entrelaça à história das famílias Zumbano e Jofre e à própria cidade de São Paulo. Entre depoimentos de familiares, lembranças e registros de algumas das principais lutas de Éder, "Quebrando a Cara" revisita as origens de um dos maiores nomes do boxe brasileiro e revela o universo social e afetivo que se formou ao redor dos ringues paulistanos. A produção acompanha as conquistas esportivas sem deixar de lado a luta, a persistência e o desejo de vencer diante das dificuldades enfrentadas pelos personagens.
Sobre o convidado
Ugo Giorgetti é cineasta, roteirista e cronista. Iniciou a carreira na publicidade e, a partir dos anos 1970, passou a se dedicar ao cinema, realizando documentários e filmes de ficção. Sua filmografia mantém uma relação particular com São Paulo, seus espaços, personagens e transformações sociais. Entre seus principais trabalhos estão “Quebrando a Cara” (1986), “Festa” (1989), vencedor do Festival de Gramado, “Sábado” (1995), “Boleiros - Era Uma Vez o Futebol” (1998), “Uma Outra Cidade” (2000), “O Príncipe” (2002), “Cara ou Coroa” (2012) e “Uma Noite em Sampa” (2015). Também atuou como cronista de futebol no jornal O Estado de S. Paulo. Em 2024, Giorgetti recebeu o Prêmio FCW de Cultura pelo conjunto de sua trajetória. Ao longo de mais de quarenta anos de carreira cinematográfica, dirigiu 22 obras. A mais recente é o documentário “Alberto Dines – Vínculos de liberdade”, lançado em 2026.
Sobre a mediadora
Liniane Haag Brum, nascida em Porto Alegre, é escritora e pesquisadora. É autora de “Antes do passado – o silêncio que vem do Araguaia” (Arquipélago), entre outros trabalhos. Doutora em teoria e história literária pela Unicamp, mestre em literatura e crítica literária pela PUC-SP e graduada em comunicação social pela PUC-RS, atualmente dedica-se à divulgação científica e cultural no Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, na Unicamp.
Serviço | Doc.MIS – “Quebrando a Cara”
Dia 24 de setembro, às 19h00.
Auditório MIS (168 lugares).
Ingresso: gratuito. Retirada com uma hora de antecedência na bilheteria física do museu.
Classificação: 10 anos.
A programação é uma realização do Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo, e Museu da Imagem e do Som, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, ProAC e Promac.
O MIS tem patrocínio institucional da Livelo, Vivo, Goldman Sachs, Ituran e Goodstorage e apoio institucional das empresas Delboni, EAÍ?! Marketing, Unisys, Volkswagen Caminhões e Ônibus, Unipar, Campari, Colégio Albert Sabin, PWC, Pirelli, Alcaçuz, Telium, Kaspersky, Gabriel e Play Audiovisual.
Regina Casé, musa de Caetano Veloso, para quem ele compôs a música “Rapte-me, Camaleoa” está novamente em cartaz com o espetáculo “Viva! Vida!”, em São Paulo. O solo escrito por Estêvão Ciavatta e dirigido por Daniela Thomas traz Regina transbordando todo o seu talento enquanto apresenta a biografia da Terra. O DNA do Planeta é surpreendente, mas não tanto quanto a capacidade camaleônica de Regina em nos contar esta trajetória fascinante. O sucesso da primeira temporada, entre julho e agosto, foi tão estrondoso que o público repetia em coro: “Que horas ela volta?”.
Não demorou muito. Novas plateias paulistas poderão apreciar o espetáculo de quinta a domingo, até dia 20 de setembro, no Teatro Sérgio Cardoso. De quinta-feira a sábado, Regina sobe aos palcos às 20h00. Já aos domingos, o “Vida, Vida!” começa mais cedo, às 17h00. Recentemente, fui a São Paulo assistir ao espetáculo. Confesso que foi um "Programa Legal". Havia uma "Muvuca" na entrada do Teatro Sérgio Cardoso, todos ansiosos, mas talvez não tanto quanto eu. Fã da Regina desde muito criança, dos tempos de "TV Pirata", confesso que não estou nada seguro para escrever sobre este solo, mas vou atender ao pedido (e apelo) do meu grande amigo Helder Moraes Miranda para o Portal Resenhando.com.
Na plateia imensa e lotada, eu era pequenininho. Tipo um Plutão. E ela, no palco, gigante diante da Terra, brincava com aquela bolinha azul como se fosse Michael Jordan. Regina, que no latim significa rainha, reina diante do público e faz toda a galáxia gravitar ao seu redor. Poeira de estrelas que somos, Regina resgata a nossa condição galáctica ao mesmo que nos lembra do nosso parentesco com o outro, as samambaias e as baratas.
A jornada da vida na Terra tem milhões de anos e o Planeta outros tantos bilhões de existência. Atravessa do Sagrado ao científico. Vai da imensidão da floresta ao pé de boldo no quintal. Do cosmos ao toque do celular. Da teia de aranha ao colo de Nossa Senhora protegendo o Menino Jesus na fuga para o Egito. E cabe numa única célula. Literalmente, Regina tem o Mundo em suas mãos e nos faz repensar sobre as mãos que governam o mundo.
Atriz, diretora, mulher, mãe, apresentadora, avó, esposa, roteirista e onça, a camaleoa interage com a plateia emprestando às árvores o seu protagonismo. Da genealogia de Adevic, Ademar e Adejar, carioca da gema, soteropolitana por mérito e pernambucana legitimada pela lei, Regina é múltipla. Emociona e arranca gargalhadas com a mesma intensidade. Aborda a rotina, o algoritmo, o tomate do nhoque, o candomblé, os yanomamis e as cianobactérias. Vai do profano e ao Sagrado num piscar de olhos, costurando os temas, que nem vagonite.
Regina faz das notificações do WhatasApp e do toque do celular seus aliados, enquanto nos alerta sobre a urgência de uma sociedade sustentável. Com o aquecimento global, o Planeta Esquenta! Mas não do jeito que a gente gosta e merece. Mudança climática não é praia. É enchente. É deserto! Por isso, a importância de tratarmos a Terra com Amor de Mãe.
Enquanto a Terra é gerada no ventre da sobrinha da Tia Julinha, refletimos sobre a potência da vida. Camaleoa, diante de nós Regina é o Sol. E para relembrar a capacidade de reinvenção da Mãe Natureza, a onça nos dá uma aula sobre fotossíntese utilizando o seu farol em verso, caetaneando: “Luz do sol/ Que a folha traga e traduz/ Em verde novo/ Em folha, em graça, em vida, em força, em luz”. Caetano que também sou, fui raptado.
Ficha técnica e serviço
Espetáculo “Viva! Vida!”
Elenco: Regina Casé
Roteiro: Estêvão Ciavatta
Direção: Daniela Thomas
Teatro Sérgio Cardoso (Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista – São Paulo – SP)
Até dia 20 de setembro
Quinta-feira a sábado, às 20h00. Domingos, às 17h00.
O MIS - Museu da Imagem e do Som de São Paulo resgata a experiência das antigas sessões de cinema no dia 13 de setembro, quando o programa Cinematographo apresenta "Um Homem com Uma Câmera", clássico documentário dirigido por Dziga Vertov em 1929. A sessão terá trilha sonora executada ao vivo pelo pianista e compositor Anselmo Mancini, que recriará musicalmente a atmosfera da produção soviética. Considerado um dos grandes documentários da história do cinema, o filme acompanha 24 horas na vida dos moradores de uma cidade grande. Do amanhecer ao anoitecer, um cinegrafista percorre diferentes espaços com a câmera no ombro e registra o movimento urbano, o trabalho, o lazer e a rotina cotidiana.
A proposta de Vertov revolucionou a linguagem documental ao transformar a própria câmera em personagem e explorar possibilidades de montagem, ritmo e enquadramento. Quase um século depois, o filme ganha uma nova camada de experiência no MIS com a música criada e executada ao vivo por Mancini. Os ingressos custam R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada) e podem ser adquiridos pela plataforma Megapass ou na bilheteria física do MIS.
A programação é uma realização do Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo, e Museu da Imagem e do Som, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, ProAC e Promac. O MIS tem patrocínio institucional da Livelo, Vivo, Goldman Sachs, Ituran e Goodstorage e apoio institucional das empresas Delboni, EAÍ?! Marketing, Unisys, Volkswagen Caminhões e Ônibus, Unipar, Campari, Colégio Albert Sabin, PWC, Pirelli, Alcaçuz, Telium, Kaspersky, Gabriel e Play Audiovisual.
Sobre o convidado
Anselmo Mancini é doutor e mestre em audiovisual e bacharel em composição musical pela Universidade de São Paulo (USP). Com mais de 24 anos de trajetória profissional, atua como compositor e pesquisador, reunindo experiência em diferentes áreas relacionadas à música e ao audiovisual. Mancini ministra cursos, oficinas e workshops sobre trilha sonora em instituições como o Centro de Pesquisa e Formação do SESC, as Oficinas Culturais do Estado de São Paulo e a Academia Internacional de Cinema. Também participa como palestrante convidado e integra bancas de trabalhos de conclusão de curso e defesas de mestrado nos departamentos de Música, Audiovisual e Rádio e TV da Escola de Comunicações e Artes da USP (ECA-USP) e da FMU-FIAM-FAAM.
Sobre o Cinematographo
O Cinematographo é um programa mensal do MIS dedicado a recuperar o clima das antigas sessões de cinema, com um detalhe que muda completamente a experiência: músicos convidados criam e executam a trilha sonora ao vivo durante a exibição. A cada edição, filmes de diferentes períodos ganham acompanhamento musical pensado para a sessão, aproximando cinema e música em uma experiência que transforma a relação do público com a obra.
Serviço | Cinematographo – "Um Homem com Uma Câmera"
Domingo, dia 13 de setembro, às 15h00
Auditório MIS (168 lugares)
Ingresso: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia). Ingressos disponíveis na plataforma Megapass e na bilheteria do MIS
Classificação: 14 anos
O que pode acontecer quando um filho gay convida o próprio pai, um homem do campo, de origem humilde e criado em um ambiente conservador, a experimentar o universo drag? Para o artista brasileiro Danilo Zocatelli Cesco, a resposta virou a exposição "Querido Pai", série fotográfica com curadoria de Renato Negrão que coloca a relação entre pai e filho no centro de uma investigação sobre masculinidade, memória, identidade queer e afeto. Radicado em Londres, onde concluiu o mestrado em fotografia pelo Royal College of Art, Zocatelli retorna ao Brasil para apresentar o trabalho na galeria de arte O Jardim, em São Paulo. A abertura acontece no dia 12 de setembro, com curadoria de Renato Negrão e performances das artistas queers PAVUNAGATOPRETO e Anuby Messias.
Nascido em 1989 e criado em Marialva, no Paraná, Danilo cresceu em um ambiente rural no qual a masculinidade também funcionava como uma espécie de código de pertencimento. Jogar futebol, trabalhar na terra, dirigir tratores, frequentar a igreja e participar das atividades da comunidade faziam parte do repertório esperado de um menino. Para ele, essas experiências serviam como lembretes de um universo masculino ao qual sentia não pertencer.
Ao se reconhecer como queer e encontrar na comunidade drag uma possibilidade de expressão e pertencimento, o artista enxergou nessa linguagem uma ponte possível com o pai. Em vez de explicar sua identidade por meio de uma conversa, propôs que o pai experimentasse fisicamente aquele universo. Diante da câmera, aplicou maquiagem em seu rosto e colocou uma grande peruca, criando uma personagem drag a partir do homem que, em sua memória, representava parte das estruturas de masculinidade das quais havia tentado escapar. “Não se trata de uma tentativa de transformar meu pai em outra pessoa, porque eu aprendi a amá-lo e entendê-lo como ele é. Eu só quiz mostrar a ele como pertenço ao mundo e como me sinto”, conta Danilo.
As fotografias nascem de uma carta escrita pelo artista ao pai. Os trechos da correspondência dão nome às imagens e transformam a série em uma narrativa construída a partir de lembranças pessoais. Entre elas estão o medo de decepcionar o pai e a experiência de crescer ouvindo uma palavra usada de maneira pejorativa para se referir a homens gays. Também aparece na carta uma lembrança decisiva. Aos 17 anos, depois que sua mãe contou ao pai que ele havia se assumido gay, Danilo ouviu dele, pela primeira vez, que era amado.
A história familiar ganhou alcance internacional e levou "Querido Pai" a instituições e festivais dedicados à fotografia contemporânea. A série foi apresentada nos Rencontres d’Arles, na França; na Saatchi Gallery e no Institute of Contemporary Arts (ICA), em Londres; na Embaixada do México em Londres; na Embaixada Britânica em São Francisco; e no PhotoBrussels Festival, na Bélgica. O projeto também foi selecionado para o New Contemporaries, iniciativa britânica que há mais de 70 anos destaca artistas emergentes. Em 2025, integrou ainda a seleção do Dior Photography and Visual Arts Award for Young Talents, apresentado na Luma, em Arles, e posteriormente na Suíça.
A abertura em São Paulo amplia a proposta da exposição com performances de PAVUNAGATOPRETO e Anuby Messias, escolhidas por meio de uma convocatória pública da galeria. Multiartista, cantora, cineasta e performer, Anuby Messias é uma mulher trans e negra criada na periferia de Guarulhos. Seu trabalho reúne audiovisual, música, performance, transgeneridade e negritude. Entre seus projetos está "Ira — A Travesti na Escravidão", que estabelece uma reflexão sobre identidade negra e trans a partir da história de Xica Manicongo, reconhecida como a primeira travesti do Brasil. A participação de PAVUNAGATOPRETO completa a programação da abertura e aproxima "Querido Pai" de uma cena contemporânea de performance que utiliza o corpo como espaço de expressão, provocação e resistência.
Sobre o artista
Nascido em 1989, Danilo Zocatelli Cesco é artista brasileiro radicado em Londres. A prática dele investiga identidade, memória e experiências humanas por meio de storytelling, livros de artista, fotografia sem câmera, vídeo, som e escultura. Os trabalhos dele abordam temas como enfermidade, sistema prisional, crimes de ódio, resiliência queer e reconexões familiares. É mestre em fotografia pelo Royal College of Art (2024) e teve trabalhos apresentados em instituições e exposições no Reino Unido, França, Estados Unidos e outros países.
Serviço
Exposição "Querido Pai", de Danilo Zocatelli
Curador: Renato Negrão
Local: O Jardim, galeria de arte
Endereço: Rua Ilansa, 185, Mooca – São Paulo/SP
Abertura: 12 de setembro, das 15h00 às 20h00
Período de visitação: 12 de setembro a 17 de outubro
Abertura com performances de: Anuby Messias e PAVUNAGATOPRETO
O que acontece quando a vida construída durante décadas começa a pedir uma revisão de roteiro? É dessa inquietação que parte “Nós, Ursos”, espetáculo que chega ao Teatro Commune, em São Paulo, com direção de André Corrêa e adaptação teatral assinada pelo escritor Gilvan Azevedo. A montagem, que segue em cartaz até dia 27 no Teatro Commune, reúne no elenco o próprio autor e Mauricio Constantino, seu marido e parceiro na criação da Cia. Salor. O espetáculo adapta o romance “Éramos Ursos e Não Sabíamos”, obra que conquistou leitores ao tratar de amor, identidade e reinvenção na maturidade. As apresentações acontecem aos sábados e domingos, às 20h00.
Em cena, Saulo e Rodney são dois homens maduros que passaram boa parte da vida seguindo os caminhos que pareciam previamente traçados. Pais de família, profissionais estabelecidos e acostumados a atender às expectativas alheias, eles se conhecem quando já carregam no currículo afetivo uma boa coleção de responsabilidades, escolhas e renúncias. A aproximação começa entre mensagens, viagens e encontros escondidos. Aos poucos, a relação ganha espaço e se transforma em algo difícil de manter nos bastidores. O romance passa então a conviver com afastamentos, conflitos internos, pressões familiares e as pequenas vitórias de quem decide, finalmente, olhar para a própria vida com outros olhos.
Misturando humor, drama e poesia, “Nós, Ursos” aborda amor, paternidade, masculinidades, liberdade, envelhecimento, desejo e reinvenção na vida adulta. A montagem também coloca em evidência relações LGBTQIA+ maduras, tema ainda pouco explorado pela dramaturgia brasileira contemporânea. Gilvan Azevedo, além de adaptar o romance, interpreta um dos protagonistas ao lado de Mauricio Constantino. A passagem da literatura para o palco nasceu da vontade de investigar o que o teatro poderia acrescentar à história.
"O teatro tem a capacidade de tornar visíveis conflitos que, no romance, acontecem dentro dos personagens. A adaptação não surgiu do desejo de ilustrar o livro, mas de explorar aquilo que o palco pode revelar de maneira única", afirma Gilvan Azevedo. Na direção, André Corrêa concentra a encenação nas relações entre os personagens e na passagem do tempo. A proposta combina interpretação, projeções e desenho de som, mantendo os atores e os vínculos estabelecidos entre eles no centro da narrativa.
"Vejo 'Nós, Ursos' como uma história sobre pessoas que chegam a um determinado momento da vida e precisam lidar com escolhas feitas, caminhos abandonados e possibilidades que ainda permanecem abertas. Buscamos uma encenação simples, focada nos atores e nos vínculos que eles constroem, combinando interpretação, projeções e desenho de som para ampliar a experiência emocional do público", afirma o diretor. O título da peça remete à cultura bear, surgida nos Estados Unidos na década de 1980 e difundida no Brasil a partir dos anos 1990.
Na comunidade LGBTQIA+, "urso" identifica homens gays ou bissexuais associados a corpos robustos, pelos e barbas. A expressão também carrega ideias de acolhimento, autenticidade e pertencimento. A referência serve de ponto de partida para ampliar a conversa sobre corpos, afetos e diferentes formas de masculinidade, longe de caricaturas e estereótipos. "A peça apresenta dois homens gays, mas não pretende transformar a sexualidade no único eixo de leitura desses personagens. Eles também são filhos, pais, profissionais, amigos, pessoas tentando conciliar expectativas externas e necessidades internas", afirma Gilvan Azevedo.
O escritor vê na trajetória de Saulo e Rodney uma história capaz de conversar com questões que vão muito além da experiência específica dos protagonistas. "Por isso, embora a história parta de uma experiência específica, acredito que ela dialoga com qualquer pessoa que já tenha se perguntado se a vida que construiu corresponde à vida que deseja viver”. Publicado inicialmente no Brasil e posteriormente lançado em inglês com o título “We Were Bears and Didn't Know”, o romance reúne leitores interessados em temas como identidade, afeto, corpo, pertencimento e as possibilidades que surgem depois dos 40 anos.
A adaptação marca, portanto, uma nova etapa para uma história que nasceu nas páginas de um livro e agora ganha corpo, voz e presença no palco. Porque algumas histórias de amor podem até demorar para começar. O problema é convencer o coração de que ele deveria continuar esperando. “Nós, Ursos” é uma produção da Cia. Salor, criada por Gilvan Azevedo e Mauricio Constantino a partir da experiência da Editora Salor. A companhia desenvolve projetos que aproximam literatura, teatro e outras linguagens artísticas.
“Éramos Ursos e Não Sabíamos” transforma crise de identidade em romance sobre liberdade
Publicado em 2024, o romance “Éramos Ursos e Não Sabíamos”, de Gilvan Azevedo, acompanha dois homens maduros inseridos no universo corporativo de São Paulo e diante de uma pergunta que costuma chegar sem convite: e se a vida que deu certo para todo mundo estiver errada para quem a vive?
Rodney é um executivo bem-sucedido, mas enfrenta um casamento desgastado e desejos que permanecem escondidos. A rotina ganha outro contorno quando ele conhece Paulo, também executivo e marcado por uma formação familiar conservadora. A aproximação entre os dois provoca uma sucessão de questionamentos sobre identidade, desejo, autonomia e as escolhas feitas ao longo da vida.
Com 213 páginas, o livro combina romance, conflitos familiares, discussões filosóficas e situações do cotidiano para acompanhar personagens que precisam decidir entre a segurança de uma existência conhecida e os riscos de uma vida mais autêntica. O título faz referência à cultura bear e à descoberta tardia de uma identidade que esteve ali o tempo todo, ainda que os próprios personagens não soubessem reconhecê-la.
A obra, que deu origem ao espetáculo “Nós, Ursos”, também propõe uma reflexão sobre o envelhecimento e as possibilidades de recomeço depois dos 40. Afinal, amadurecer pode trazer rugas, boletos e algumas certezas — mas também a coragem de descobrir que ainda há tempo para mudar o roteiro. Compre o livro “Éramos Ursos e Não Sabíamos”, de Gilvan Azevedo, neste link.
Ficha técnica
Espetáculo "Nós, Ursos"
Direção: André Corrêa. Texto e adaptação teatral: Gilvan Azevedo. Elenco: Mauricio Constantino e Gilvan Azevedo. Produção: Cia. Salor. Figurinos e preparação corporal: Lu Castro. Desenho de iluminação: Rodrigo Pivetti. Desenho de som e projeções: Giba. Coordenação de produção: Lu Castro. Assistência de produção: Diogo Castro. Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli. Design gráfico: Werner Schultz. Fotos e filmagens: Daniela Ferreira. Realização: Cia. Salor. Apoios: Carne Fresca Clothing, Planeta’s Restaurante, Cantina Luna di Capri, Piolin, Instituto Marcio Kozonara e ABC Bailão.
Serviço
Espetáculo “Nós, Ursos”
Temporada: de 8 de agosto a 27 de setembro de 2026. Sessões: sábados e domingos, às 20h00. Classificação indicativa: 16 anos. Duração: 70 minutos. Ingressos: R$ 100,00 (inteira) e R$ 50,00 (meia-entrada). Vendas: Sympla - https://www.sympla.com.br/evento/nos-ursos/3453018. Teatro Commune | Rua da Consolação, 1218, Consolação / São Paulo. Próximo à estação Higienópolis-Mackenzie.
A medida econômica mergulhou milhares de brasileiros em desespero e levou muitos à bancarrota. Anderson foi um deles. Perdeu o negócio, uma pessoa querida, um grande amor e, depois de tudo isso, acabou nas ruas. Entre a realidade e a imaginação, passa a perambular carregando consigo aquilo que restou de seu mundo. É nesse território de fronteira que “Nefelibato” encontra sua força. A peça investiga o quanto de loucura pode existir como mecanismo de sobrevivência e até onde alguém consegue ir para continuar vivo. Para Anderson, a rua se transforma numa espécie de refúgio possível diante de uma existência que deixou de caber nos moldes convencionais.
“O público fica muito impactado, pois o espetáculo reflete uma realidade que tentamos fazer invisível, mas que está sempre à disposição de nossos olhos. Então, é muito interessante quando a plateia percebe que a atitude do personagem é consequência de um ato político e se aproxima ainda mais desta verdade social em que vivemos”, afirma Luiz Machado. O ator conta que se encantou pelo personagem desde o primeiro contato com o texto. "A história de Anderson me fascinou completamente, pois é um personagem que vive no limite da vida e do sonho, entre a lucidez e a loucura", conclui.
Fernando Philbert define a montagem como uma mistura de realidade, fantasia, humor e poesia, tendo como centro um personagem que carrega o próprio universo em um carrinho e, ao mesmo tempo, dentro de si. “Um fato real, que se mistura com a nuvem da fantasia, do drama, do épico, do louco, do homem, do ‘Nefelibato’ que mora na praça que cada um possui no meio do peito. O projeto ‘Nefelibato’ é um espetáculo teatral da dimensão humana que se refaz no humor, na poesia, na força, na busca por um lugar no mundo, seja o mundo real ou mundo imaginário. Este personagem que carrega seu próprio mundo em um carrinho, que tem seu próprio mundo dentro de si, vai como Dom Quixote, como Hamlet, como o capitão Ahab de “Moby Dick” à procura de sua baleia branca, em busca de enfrentar seus moinhos e demônios para ser feliz. Sim, ser feliz é o que todos queremos, este singelo momento que justifica a vida, sorrir ao acordar”, assim o diretor Fernando Philbert discorre sobre o tema da peça.
A trajetória de Anderson também coloca em cena uma pergunta incômoda: o que acontece quando a sociedade empurra alguém para fora dela e depois finge que não viu? Ao transformar a rua em escolha de sobrevivência, o personagem expõe as consequências de uma realidade social que costuma ser empurrada para debaixo do tapete. Com uma única pessoa em cena, Luiz Machado sustenta o espetáculo e transforma a instabilidade emocional do personagem em matéria teatral. A atuação foi reconhecida com indicação ao Prêmio Cenym de melhor ator e com o Prêmio Aplauso Brasil, na categoria especial de Destaque do Ano.
Ficha técnica
Espetáculo "Nefelibato"
Texto: Regiana Antonini. Supervisão artística: Amir Haddad. Direção: Fernando Philbert. Interpretação: Luiz Machado. Direção de produção: Gerardo Franco. Cenografia e figurino: Teca Fichinski. Iluminação: Vilmar Olos. Músicas: Maíra Freitas. Direção de movimento: Marina Salomon. Preparação vocal: Edi Montecchi. Design gráfico: Cláucio Sales. Assistente de direção: Alexandre David. Assistente de cenário: Juju Ribeiro. Realização: LM Produções Artísticas. Assessoria de imprensa: Adriana Monteiro.
Serviço
Espetáculo "Nefelibato"
Teatro B32 | Espaço Experimental | Avenida Brigadeiro Faria Lima, 3732, Itaim Bibi / São Paulo
Temporada: 4 a 27 de setembro, às 20h00. Domingos, às 18h00. Ingressos: R$ 100,00 (inteira) / R$ 50,00 (meia-entrada). Classificação: 14 anos. Duração: uma hora. Lotação: 70 lugares. Atenção: não é permitida a entrada após o início do espetáculo.