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domingo, 15 de março de 2026

.: Vencedores! E as estatuetas do Oscars 2026 foram para...


A cerimônia da 98ª edição do Oscars, aconteceu dia 15 de março de 2026, e o grande vencedor da noite foi "Uma Batalha Após a Outra", com seus estatuetas e "Pecadores" com quatro.

Embora o filme brasileiro "O Agente Secreto", dirigido por Kleber Mendonça Filho tenha recebido quatro indicações, saiu sem uma estatueta. Contudo, antes do Oscar, o filme nacional já havia vencido prêmios importantes como o Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme de Drama para Wagner Moura. 

No in memorian, assim como no ano anterior, um nome foi esquecido, desta vez foi o de Brigitte Bardot, sendo que em 2025 foi o Alain Delon. Confira a lista com os vencedores da noite!


Melhor Filme

O Agente Secreto

Uma Batalha Após a Outra [VENCEDOR]

Bugonia

F1: O Filme

Frankenstein

Hamnet

Pecadores

Marty Supreme

Valor Sentimental

Sonhos de Trem


Melhor Filme Internacional

O Agente Secreto

Foi Apenas Um Acidente 

Valor Sentimental [VENCEDOR]

Sirât 

A Voz de Hind Rajab 


Melhor Ator

Timothée Chalamet - Marty Supreme

Ethan Hawke - Blue Moon

Wagner Moura - O Agente Secreto

Michael B. Jordan - Pecadores [VENCEDOR]

Leonardo DiCaprio - Uma Batalha Após a Outra


Melhor Atriz

Jessie Buckley - Hamnet [VENCEDORA]

Rose Byrne - Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria

Kate Hudson - Song Song Blue: Um Sonho a Dois

Renate Reinsve - Valor Sentimental

Emma Stone - Bugonia


Melhor Direção

Chloé Zhao - Hamnet

Josh Safdie - Marty Supreme

Paul Thomas Anderson - Uma Batalha Após a Outra [VENCEDOR]

Joachim Trier - Valor Sentimental

Ryan Coogler - Pecadores


Melhor Ator Coadjuvante

Benício Del Toro - Uma Batalha Após a Outra

Jacob Elordi - Frankenstein

Sean Penn - Uma Batalha Após a Outra [VENCEDOR]

Delroy Lindo - Pecadores

Stellan Skarsgård - Valor Sentimental


Melhor Atriz Coadjuvante

Elle Fanning - Valor Sentimental

Inga Ibsdotter Lilleaas - Valor Sentimental

Teyana Taylor - Uma Batalha Após a Outra

Wunmi Mosaku - Pecadores

Amy Medigan - A Hora do Mal [VENCEDORA]


Melhor Roteiro Original

Blue Moon

Foi Apenas Um Acidente

Marty Supreme

Valor Sentimental

Pecadores [VENCEDOR]


Melhor Roteiro Adaptado

Bugonia

Frankenstein

Hamnet

Uma Batalha Após a Outra [VENCEDOR]

Sonhos de Trem 


Melhor Direção de Elenco

Hamnet

Marty Supreme

Uma Batalha Após a Outra [VENCEDOR]

O Agente Secreto

Pecadores

Melhor Animação

Guerreiras do K-Pop [VENCEDOR]

Zootopia 2

Elio

Arco 

A Pequena Amélie


Melhor Documentário

Alabama: Presos do Sistema

Embaixo da Luz de Neon

Rompendo Rochas

Mr. Nobody Against Putin [VENCEDOR]

A Vizinha Perfeita


Melhor Fotografia

Marty Supreme

Frankenstein

Pecadores [VENCEDOR]

Uma Batalha Após a Outra

Sonhos de Trem


Melhor Figurino

Avatar: Fogo e Cinzas

Frankenstein [VENCEDOR]

Hamnet

Marty Supreme

Pecadores


Melhor Montagem

F1: O Filme

Marty Supreme

Uma Batalha Após a Outra [VENCEDOR]

Valor Sentimental

Pecadores


Melhor Design de Produção

Frankenstein [VENCEDOR]

Hamnet

Marty Supreme

Uma Batalha Após a Outra

Pecadores


Melhor Trilha Sonora

Bugonia

Frankenstein

Hamnet

Pecadores [VENCEDOR]

Uma Batalha Após a Outra


Melhor Canção Original

"Dear Me" - Diane Warren: Relentless

"Golden" - Guerreiras do K-Pop [VENCEDORA]

"I Lied to You" - Pecadores

"Sweet Dreams of Joy" - Viva Verdi

"Sonhos de Trem" - Sonhos de Trem


Melhor Maquiagem e Penteado

Frankenstein [VENCEDOR]

Kokuho

Pecadores

Coração de Lutador: The Smashing Machine

A Meia-Irmã Feia


Melhor Som

F1: O Filme [VENCEDOR]

Pecadores

Sirât

Frankenstein

Uma Batalha Após a Outra


Melhores Efeitos Visuais

Avatar: Fogo e Cinzas [VENCEDOR]

F1: O Filme

Jurassic World: Recomeço

Pecadores

O Ônibus Perdido


Melhor Curta Animado

Butterfly

Forevergreen

The Girl Who Cried Pearls [VENCEDOR]

Retirement Plan

The Three Sisters


Melhor Curta Documentário

All the Empty Rooms [VENCEDOR]

Armed with a Only a Camera: The Life and Death of Brent Renaud

Children No More: "Were and Are Gone"

The Devil is Busy

Perfecly a Strangeness


Melhor Curta

Butcher's Stain

A Friend of Dorothy

Jane Austen's Period Drama

The Singers [VENCEDOR]

Two People Exchanging Saliva [VENCEDOR]


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sábado, 14 de março de 2026

.: Teatro: “O Céu Fora Daquela Janela” ganha primeira montagem brasileira


“The Welkin”, da prestigiada dramaturga britânica Lucy Kirkwood, ganha sua primeira montagem profissional no Brasil com produção da Bendita Trupe, numa versão feminista de Doze Homens e uma Sentença. Foto: Alê Catan


Originalmente encomendada e encenada pelo National Theatre, de Londres, a peça "The Welkin", da prestigiada dramaturga britânica Lucy Kirkwood, ganha uma versão brasileira pela Bendita Trupe que define a montagem como “uma odisseia de tirar o fôlego”. Agora, sob o título de "O Céu Fora Daquela Janela", o trabalho estreia no dia 21 de março e permanece em cartaz até o dia 26 de abril no Teatro Antunes Filho, no Sesc Vila Mariana. O texto propõe uma releitura feminina do clássico do cinema "Doze Homens e Uma Sentença" (1957 - direção de Sidney Lumet), estrelado por Henry Fonda. Mantém-se a estrutura do júri encarregado de decidir o destino de uma acusada, mas aqui o centro da cena é ocupado por mulheres, deslocando o eixo de poder e perspectiva.

A direção é de Johana Albuquerque - diretora, pesquisadora e atriz, fundadora da Cia. Bendita Trupe - que propõe um encontro entre diferentes gerações da cena teatral paulistana. No elenco, artistas com trajetórias consolidadas e vozes mais recentes compartilham o espaço cênico: Aysha Nascimento, Nilcéia Vicente, Ester Laccava, Fernanda D'Umbra, Daniel Alvim, Vera Bonilha, Pedro Birenbaum, Cris Lozano, Maria Bia, Thais Dias, Claudia Missura, Agnes Zuliani, Jefferson Matias, Sofia Botelho, Cris Rocha, Raul Vicente e Clodd Dias.

Em "O Céu Fora Daquela Janela", Lucy Kirkwood ambienta a ação no interior da Inglaterra, em 1759. Doze matronas são convocadas como um “júri emergencial” para determinar se Sally Poppy, condenada por participação no assassinato de uma criança, está grávida. A decisão é crucial: caso a gestação seja confirmada, a execução por enforcamento será substituída por prisão perpétua.

Nesse tribunal improvisado, confrontam-se forças estruturantes da época: ciência e superstição, autoridade médica masculina e saberes ancestrais femininos, justiça institucional e pressão popular. Ao tensionar esses campos, a autora expõe as fissuras de um sistema jurídico conduzido por homens e atravessado por interesses, crenças e disputas de poder.

“A dramaturgia se amplia na percepção de que esta é a história não escrita da experiência materna feminina. Contada com uma estimulante franqueza fraternal, 13 mulheres diversas formam um espectro deslumbrante, furioso e conflitante de humanidade e feminilidade, diante de uma estrutura jurídica que só trabalha para humilhar e massacrar a grande experiência do matriarcado”, comenta a diretora.

"The Welkin", texto original de Lucy Kirkwood, estreou em Londres em 2020, mas sua temporada inicial foi interrompida pela pandemia. Desde então, recebeu montagens em diferentes países, como Coreia do Sul, Eslovênia e Irlanda, entre outros. Na versão brasileira, o dramaturgo-guia Cacá Toledo adotou um letramento feminista como eixo da tradução, priorizando escolhas no feminino - como “coberta” em vez de “cobertor” - em consonância com a centralidade das personagens mulheres. Ao mesmo tempo, os nomes próprios foram adaptados para formas mais usuais em português, buscando maior fluidez e aproximação com o público.

"O Céu Fora Daquela Janela" pode parecer apenas uma peça de julgamento. Mas existem muitas camadas que respiram nesta trama, que atravessam não somente o drama histórico, mas também a peça de suspense, a comédia, o ativismo, o simbolismo, o macabro e a tragédia.

Numa enorme cela, fria e escura, doze mulheres moradoras de uma mesma pequena cidade do interior são reunidas por horas a fio - sem comida, bebida, calor e luz. Este “júri emergencial” mistura mulheres generosas e cheias de sabedorias a outras, egoístas e preconceituosas, numa conversa sincera e nem sempre agradável sobre o que é ser mulher nos dias de hoje. “A trama percorre caminhos inusitados e simbólicos, trazendo além das conversas e embates entre essas mulheres tão diversas, relatos fantásticos e mágicos, ligados aos fetiches e fantasias femininas, como também, sua conexão com os elementos da natureza (a água, o fogo, as ervas, os aromas, as curas)”, acrescenta Albuquerque.

Já que a autora sinalizou ser crucial “que o grupo reflita a população do lugar em que a peça está sendo encenada e não a do Leste inglês dos anos 1750”, a teatralidade, característica peculiar da Bendita Trupe se une agora a potência do teatro negro, a presença de integrantes de outros relevantes grupos de teatro de São Paulo, além de também dar visibilidade ao corpo trans, revelando a preocupação da cia. de expressar, em cena, a diversidade presente em nosso país.

"O Céu Fora Daquela Janela" também segue uma abordagem mais corporal e menos psicológica. “Nossos espetáculos sempre são meio coreografados, porque é muito importante que as ações se tornem expressivas através do corpo”, comenta a encenadora.

O cenário de Simone Mina é quase uma instalação. Há uma cela que é como um espaço laboratorial, com estantes cheias de objetos translúcidos que contém líquidos, em uma referência à gestação e ao útero. Ao mesmo tempo, uma série de cadeiras suspensas fazem alusão ao enforcamento - estas são manipuladas constantemente para criar diferentes ambientes.

Os figurinos de Silvana Marcondes surgem a partir das referências históricas de roupas dos anos 1750/1780, com tangenciamentos à nossa atualidade urbana do século XXI. Trajes, modelagens e volumes daquele período serão mesclados com peças, acessórios e detalhes de vestes contemporâneas como calças, cintos, tecidos e calçados.

A composição musical de Pedro Birenbaum rompe fronteiras temporais e estilísticas ao reunir ópera clássica, música circense, disco music, funk, punk, dance e cantos de lavadeiras. Essa diversidade não é aleatória: cada linguagem musical dialoga com diferentes momentos históricos e simbólicos da condição feminina, revelando camadas de opressão, trabalho, festa, rebeldia e transformação. A proposta é traduzir musicalmente a evolução - e a resistência - das mulheres desde o século XVIII até a contemporaneidade. As projeções em mapping e videografismos de Ana Lopes, os vídeos de Peterson Almeida e a Iluminação de Wagner Pinto, ampliam a dimensão simbólica da cena, estimulando a imaginação do espectador.


Sinopse
Ambientado no interior da Inglaterra em 1759, o espetáculo é disparado a partir do julgamento de um crime hediondo em que um júri, formado exclusivamente por mulheres, coloca treze figuras, de origens e realidades diversas, dialogando sobre questões importantes do universo feminino: o olhar e o sentir da mulher sobre o seu próprio corpo, as dificuldades diante do universo do patriarcado, abuso, gravidez, maternidade, abandono, paixão, rejeição e sororidade.


Ficha técnica
Espetáculo  “O Céu Fora Daquela Janela”
Texto: Lucy Kirkwood
Tradução e Dramatur_Guia: Cacá Toledo
Direção: Johana Albuquerque
Elenco: Aysha Nascimento, Nilcéia Vicente, Cris Lozano, Vera Bonilha, Ester Laccava, Fernanda D’Umbra, Daniel Alvim, Pedro Birenbaum, Maria Bia, Thaís Dias, Cláudia Missura, Clodd Dias, Agnes Zuliani, Sofia Botelho, Cris Rocha, Jefferson Matias e Raul Vicente
Cenário: Simone Mina
Figurinos: Silvana Marcondes
Direção Musical e Músico em cena (piano): Pedro Birenbaum
Iluminação: Wagner Pinto
Videografismos e Mapping: Ana Lopes
Vídeos: Peterson Almeida
Adereços: Julio Dojcar
Visagismo: Leopoldo Pacheco
Orientação Corporal: Renata Melo
Preparação Vocal: Sonia Goussinsky
Design Gráfico: Werner Schulz
Assessoria de Imprensa: Canal Aberto - Márcia Marques, Daniele Valério e Carina Bordalo
Fotos de Divulgação: Alê Catan
Mídias Sociais - Valio Comunicação
Produção Executiva: Marcelo Leão e Iza Marie Miceli
Administração e Direção de Produção: Stella Marini
Coordenação Geral: Johana Albuquerque
Produção: Bendita Trupe
Realização: Sesc São Paulo


Serviço

Espetáculo  “O Céu Fora Daquela Janela”
De 21 de março a 26 de abril de 2026
Quintas a sábados, às 20h00. Domingos e feriados, às 18h00. Dia 22 de março, sessão às 15h00.
Sesc Vila Mariana - Rua Pelotas, 141, Vila Mariana, São Paulo, SP (Metrô Ana Rosa)
Ingressos disponíveis no aplicativo Credencial Sesc SP a partir do dia 10 de março às 17h00 e nas bilheterias do Sesc em todo o Estado a partir do dia 11 de março às 17h00
R$ 21,00 (credencial plena); R$ 35,00 (estudante, servidor de escola pública, idosos, aposentados e pessoas com deficiência) e R$ 70,00 (inteira).
Estacionamento: 125 vagas - R$ 8,00 a primeira hora + R$ 3,00 a hora adicional (Credencial Plena: trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). R$ 17 a primeira hora + R$ 4,00 a hora adicional (outros). Paraciclo: 16 vagas - gratuito (obs.: é necessário a utilização de travas de seguranças). Informações: 5080-3000  
Duração: 150 minutos | Classificação: 14 anos | Capacidade: 620 lugares

sexta-feira, 13 de março de 2026

.: "Moscou para Principiantes" chega à Funarte SP com duas apresentações


Com texto e direção de Aline Filócomo, espetáculo inspirado em "As Três Irmãs", de Anton Tchekhov, investiga os sentidos contemporâneos do trabalho a partir da relação entre desejo, criação e memória. Apresentações acontecem nos dias 28 e 29 de março na Sala René Gumiel. Foto: MaGon
 

O espetáculo "Moscou para Principiantes", com texto e direção de Aline Filócomo, faz duas apresentações no Complexo Cultural Funarte SP, na Sala René Gumiel, nos dias 28 de março, às 20h, e 29 de março, às 19h. Inspirada em "As Três Irmãs", de Anton Tchekhov, a montagem investiga os sentidos do trabalho na contemporaneidade a partir da relação entre desejo, criação e sobrevivência no mundo atual.

No palco, as atrizes Natacha Dias, Paula Arruda e Rita Grillo conduzem uma dramaturgia construída a partir da transcrição poética de conversas entre três atrizes em processo de criação e um grupo de mulheres aposentadas. Camadas de ficção e realidade se sobrepõem, evocando as personagens Olga, Macha e Irina, ao mesmo tempo em que revelam memórias, frustrações e projetos de vida das próprias intérpretes.

"Moscou Para Principiantes" marca o início da trajetória da Boneca Russa | Cia de Teatro. Escrita e dirigida por Aline Filócomo, integrante da Cia Hiato, a obra foi contemplada por importantes editais e prêmios:  PROAC Publicação de Textos Inéditos/2019, 12ª Edição do Prêmio Zé Renato, e Difusão e Circulação de Projetos Artísticos Culturais 27/2024. A primeira versão, em formato experimental on-line, foi lançada em 2021. No ano seguinte, o espetáculo estreou presencialmente no TUSP - Teatro da USP, em São Paulo, com temporada entre 13 de agosto e 18 de setembro de 2022, recebendo excelente retorno de público e crítica. 

Em 2025, o projeto circulou pelo interior paulista, com apresentações realizadas em Campinas, Bragança Paulista, Santos, São Caetano do Sul, Bauru e São Carlos. Ao todo, foram realizadas 12 apresentações gratuitas. Em cada cidade, aconteceu uma sessão com tradução simultânea em Libras, além de uma oficina gratuita de Transcrição Poética voltada para mulheres 60+ e um bate-papo mediado aberto ao público.


Uma dramaturgia em camadas
Publicado em outubro de 2020 pela Editora Javali, o texto recorre à transcrição poética de uma série de conversas promovidas em dois núcleos de mulheres: três atrizes em processo de criação e um grupo de aposentadas da terceira idade. Como nas bonecas russas que inspiram o nome da companhia, camadas de ficção e realidade se sobrepõem: em cena, ora vemos Olga, Macha e Irina; ora, três idosas evocando memórias; ora, as próprias atrizes, refletindo sobre seus desejos, frustrações e suas pequenas "moscous" pessoais. 

A linguagem dramatúrgica e cênica opera por tentativas, desvios e falhas,  que também se associam a nossa atual dificuldade de compreensão das alteridades. Espaços de erro e incompletude se instalam como parte do discurso e da forma, propondo uma crítica sensível ao imperativo de produtividade que marca o mundo contemporâneo. “Temos a sensação de que hoje não basta sobreviver do trabalho - é preciso sobreviver ao trabalho. Mas produzir o quê? A partir de quê? Para quem? E o que resta quando isso tudo acaba?”, provoca Aline Filócomo.


Matrioscas, memória e descompasso
As matrioscas - bonecas russas que abrigam camadas sucessivas de figuras - servem de metáfora central à encenação, revelando histórias dentro de histórias, identidades que se multiplicam. Esse jogo é traduzido também na estrutura da peça, que transita entre teatro, cinema e instalação. Os figurinos, feitos de sobreposições, e os dispositivos sonoros e visuais reiteram esse deslocamento constante.

As três atrizes – Natacha Dias, Paula Arruda e Rita Grillo – conduzem a ação por meio da palavra: falas sobrepostas, lapsos de memória, delays e repetições criam um ritmo fragmentado, em sintonia com o próprio processo de fabulação do espetáculo. A tentativa de traduzir em frases e sentidos o ritmo frenético dos seus pensamentos ocupa espaço e produz movimento na cena.

O espetáculo tangencia poeticamente questões urgentes do contexto político e social brasileiro. Quando a existência se vê cada vez mais associada à capacidade humana de produzir e o tempo se converte em matéria consumível, "Moscou para Principiantes" reivindica o direito à criação, ao desejo e à contemplação.


Sobre Aline Filócomo
Diretora, dramaturga e atriz, graduada em Artes Cênicas pela ECA-USP, e doutoranda em Estética e Poéticas Cênicas pela UNESP. É integrante da Cia Hiato, coletivo que sempre se dedicou a investigar novas dramaturgias e formatos cênicos, construindo uma trajetória de relevância e destaque no cenário teatral brasileiro e internacional. Na companhia, criou e atuou nos oito projetos do seu repertório: Cachorro Morto, Escuro, O Jardim, Ficção, 02 Ficções, Amadores, Odisseia e Litoral. Integrou o elenco do CPT do SESC, coordenado por Antunes Filho, e foi atriz-criadora do Prêt-à-Porter 8. Dirigiu os espetáculos O Desejo do Outro, Cantos de Xícaras, A Última Cena, libolli e m.o.f.o. moscou para principiantes é seu trabalho mais recente, com texto publicado pela Editora Javali.

 
Sinopse
"Moscou para Principiantes" investiga, de uma forma provocativa e bem-humorada, os sentidos contemporâneos do trabalho e sua relação com o desejo e a capacidade de criação de outras realidades possíveis em tempos instáveis. Com procedimentos livremente inspirados nos diálogos de As Três Irmãs, de Anton Tchekhov, a dramaturgia recorre à transcrição poética de uma série de conversas promovidas em dois núcleos de mulheres, três atrizes em processo de criação e um grupo de aposentadas da terceira idade.


Ficha técnica
Direção e Dramaturgia: Aline Filócomo 
Elenco: Natacha Dias, Paula Arruda e Rita Grillo
Produção: Aura Cunha
Produção executiva: Yumi Ogino
Cenário e iluminação: Marisa Bentivegna 
Figurino: Anne Cerutti 
Projeção: Grissel Piguillem
Trilha sonora: Kuki Stolarski
Colaboração: Fabrício Licursi e Mackaylla Maria
Operação de vídeo, luz e som: Cezar Renzi
Programação Visual e Fotos: MaGon
Classificação: dez anos 
Duração: 55 minutos


Serviço
Complexo Cultural Funarte SP | Sala René Gumiel
Endereço - Alameda Nothmann, Nº 1058, Campos Elíseos / São Paulo.
Dia 28 de março, às 20h00. Dia 29 de março, às 19h00.

Ingressos
R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada)
Retirada pelo Sympla

quinta-feira, 12 de março de 2026

.: Musical “Prazer, Zezé!” estreia no Sesc 14 Bis e revisita trajetória de Zezé Motta


O musical entra em cartaz dia 20 de março e percorre seis décadas da carreira de Zezé Motta, da juventude ao protagonismo histórico no cinema, na televisão, na música, no teatro e no ativismo cultural. Na imagem, Larissa Noel como Zezé Motta. Foto: Priscila Prade / Divulgação


Zezé Motta é uma referência central da cultura brasileira contemporânea. Mais do que atriz e cantora, é uma artista que ajudou a abrir caminhos e a ampliar possibilidades de existência para mulheres negras nas artes do país. Sua trajetória foi construída em diálogo permanente com seu tempo, enfrentando limites impostos pelo mercado e pelo imaginário social; transformando presença em linguagem; voz em afirmação e corpo em cena. Essa história ganha forma em “Prazer, Zezé! O Musical”, uma produção da Gávea Filmes que estreia em 20 de março no Teatro Raul Cortez, Sesc 14 Bis, em São Paulo, e fica em cartaz de quinta a domingo, até o dia 21 de abril de 2026.

E ninguém melhor para falar sobre o musical do que a homenageada Zezé Motta: “Olhar para trás e me ver ali, no palco, com a minha própria história sendo contada, é uma emoção difícil de explicar. Estou com 81 anos, viva, lúcida, trabalhando, podendo assistir à minha trajetória ganhar voz, corpo e cena… é um presente. Eu venho de um tempo em que nada foi fácil, cada passo que eu dei foi uma conquista, resistência, amor pela arte. Então me sentar na plateia e perceber que aquela menina cheia de sonhos atravessou décadas e continua aqui, pulsando, é uma sensação de vitória e gratidão profunda. É como se a vida estivesse me aplaudindo de volta.”

“O ponto de partida foi pensar que a trajetória da Zezé não cabe em um retrato confortável. A história dela é a de uma artista que precisou disputar cada espaço em um país que sempre naturalizou a exclusão de corpos negros dos lugares de protagonismo. O musical nasce deste embate entre desejo, talento e estruturas que tentam limitar quem pode ocupar o centro da cena”, afirma a diretora artística Débora Dubois.

A montagem percorre seis décadas de atuação pública e criação artística. Da juventude em Campos dos Goytacazes, no interior do Rio de Janeiro, à formação no Teatro Escola Tablado. Do impacto de “Roda Viva”, sob direção de Zé Celso, à projeção nacional com “Xica da Silva”, no cinema de Cacá Diegues. Da consagração popular como cantora e atriz à construção de uma identidade que nunca se moldou ao olhar alheio. Não se trata de uma narrativa linear. O texto articula episódios, embates, conquistas, quedas e retomadas, compondo o retrato de uma mulher que precisou abrir espaço onde não havia lugar garantido.

O elenco reúne 11 intérpretes, acompanhados por uma banda de oito músicos, integrando música e teatro ao vivo. Em cena, Larissa Noel interpreta Zezé Motta em diferentes fases da vida. "Desde que comecei o processo de estudo ouço palavras como: ousadia, potência, entidade, força, carisma, alegria, leveza  para definir Zezé em cena e fora dela. Os relatos são sempre muito intensos, calorosos e afetuosos, quando se fala dela e das relações que as pessoas tiveram com ela. Então, conseguir imprimir tamanha grandeza, é um desafio. Mas um desafio muito delicioso, justamente pela fluidez e alegria que ela transmite. Estar em cena representando a Zezé me estimula, faz ter vontade de viver cada vez mais fazendo arte”, afirma Larissa.

E a história de Zezé é recheada de encontros marcantes e significativos. Desde o seu namoro e amizade com Antônio Pitanga, vivido na peça por Hipólyto que também interpreta Luiz Melodia. “Estar fazendo esses dois personagens é uma honra. Dois artistas negros com muita personalidade. Foram duas pessoas muito importantes na vida da Zezé”, avalia Hipólito. Sua parceria com os diretores Augusto Boal, que a levou para Nova York, onde a artista assumiu seu cabelo afro, e com Zé Celso, vividos ambos por Adriano Tunes, também estão em cena. "Eles foram os 'olhos' que enxergaram o potencial da Zezé antes mesmo dela se dar conta da própria magnitude. Eles a ajudaram a transformar talento bruto em manifesto vivo. Interpretar Augusto Boal e Zé Celso no mesmo espetáculo é um exercício de esquizofrenia criativa deliciosa. São os dois pilares do nosso teatro: de um lado, a estrutura e a consciência social do Boal; do outro, a liberdade dionisíaca e a catarse do Zé”, conceitua Adriano.

Outras duas personalidades, só que dessa vez femininas, também muito marcante na vida da artista foram Marieta Severo e Marília Pera. Sua amizade com Mariela Severo,  interpretada no musical por Luciana Ramanzini, vem do tempo em que moravam no mesmo prédio onde o tio de Zezé era porteiro e depois o reencontro das duas na peça “Roda Viva”. “Marieta e Zezé trazem em sua amizade, uma memória afetiva que vem marcada da infância. Ambas representam trajetórias de afirmação feminina no teatro e na televisão brasileira”, diz Luciana.

Já Marília foi responsável pelo nome artístico de Zezé e  abriu várias portas para ela. "Marília foi muito amiga de Zezé e vejo que foi grande incentivadora da carreira dela. Viveram uma amizade bastante longa e sincera. E isso aparece no espetáculo”, diz Luciana Carnieli, que interpreta a atriz no espetáculo.

Toda essa história é costurada pela trilha sonora que inclui canções associadas à trajetória da protagonista e ao período histórico retratado, como “Senhora Liberdade”, “Tigresa” e “Muito Prazer, Zezé”. A direção musical é de Cláudia Elizeu, responsável por dar nova roupagem á sucessos icônicos. "O desafio foi equilibrar respeito à memória que o público já traz dessas canções com a necessidade de ressignificá-las dentro da cena.  Trabalhamos timbres, respirações, silêncios e dinâmicas para que cada canção surgisse como extensão do gesto e da palavra, revelando novos sentidos sem perder sua essência”, analisa Claudia.

A direção de arte de Billy Castilho estabelece a conexão entre a linguagem teatral e as novas tecnologias, criando um backstage onde se conta a carreira e a vida  da artista Zezé Motta desde o DNA e sua africanidade  até os dias atuais onde Zezé Motta conquistou o espaço nas novas linguagens tecnológicas e continua à frente do seu tempo como a minha artista  brasileira mais completa. "Meu desafio para criar a direção de arte e a cenografia teve a parceria  criativa com a diretora Débora Dubois que foi fundamental  junto ao texto perfeito e amoroso do autor Toni Brandão. Chegamos na linguagem criativa sobre os 'bastidores' da vida da artista Zezé Motta. A partir daí condensei toda a linguagem em um backstage teatral, onde tudo está em cena, pensando em uma paleta de cores preto e ferrugem que envolve o teatro com ferro e tecnologia, o expectador vai ter sensação de estar dentro da coxia teatral , dialogando com a movimentação dos atores, trocas de perucas e figurinos sugerido pela direção”, explica Billy.

O figurino de Lena Santana, o desenho de luz de Wagner Pinto e a coreografia de Tainara Cerqueira e Priscila Borges reforçam a narrativa significativa da vida de Zezé. Uma mulher negra, com uma trajetória de superação e sucesso, que também representa a história da dança negra brasileira. "Zezé com seu corpo e sua expressão artística, conta a história da arte negra no Brasil, e a dança faz parte desse contexto. Ao coreografar, pensei em respeitar essa história, valorizar o elenco que tenho e, sobretudo, exaltar Zezé Motta, homenageando sua linhagem ancestral. Gosto muito da cena de Oxum, porque é nela que ela revela ao público toda a base que a sustentou até aqui”, diz Tainara.

Com idealização e dramaturgia de Toni Brandão, direção artística de Débora Dubois e produção artística de Bianca de Felippes, “Prazer, Zezé! O Musical” afasta-se da lógica da celebração protocolar. O espetáculo propõe um olhar crítico sobre a trajetória de uma mulher negra que construiu relevância artística em um campo cultural atravessado por desigualdades estruturais. Poder, racismo, desejo, contradição e permanência estruturam a encenação.

“São 60 anos de uma estrutura que nunca parou. A vida de Zezé daria um espetáculo de 18 horas. Hoje, uma mulher de quase 82 anos, com quase 1 milhão de seguidores, que aos 75 posou nua e é uma excelente influenciadora digital. O que mais me surpreende na trajetória dela é o poder de transformação, ela sempre foi capaz de seguir adiante, com pouca reclamação, sem submissão. Zezé acha o lugar de ser quem ela é sem mudar, transformando o mundo ao seu redor para ela ser que ela quer ser”, define Toni.

“Prazer, Zezé! O Musical”, produção da Gávea Filmes, é realizado pelo Ministério da Cultura e Sesc São Paulo, com patrocínio do Bradesco Seguros, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.


Ficha técnica
“Prazer, Zezé! O Musical”
Idealização e dramaturgia: Toni Brandão
Direção artística: Débora Dubois
Direção musical: Cláudia Elizeu
Direção de arte: Billy Castilho
Figurinos: Lena Santana
Desenho de Luz: Wagner Pinto
Coreografia / Assistente de direção: Tainara Cerqueira e Priscila Borges
Produção de elenco: Giselle Lima
Produção artística: Bianca De Felippes
Produção: Gávea Filmes
Apresentado por: Bradesco Seguros
Realização: Sesc São Paulo e Ministério da Cultura
Elenco: Larissa Noel como Zezé Motta, Anastácia Lia, Arthur Berges, Adriano Tunes, Fernando Rubro, Luciana Ramanzini, Luciana Carnieli, Hipólyto, Maria Antônia Ibraim, Moara Sacchi, William Sancar
Banda: Dan Motta - Maestro/Teclado, Ana Maga - Percussão 1, César Roversi - Sax, Flauta e Clarinete, Gabi Gonzalez - Guitarra, Juliana Silva - Trompete, Karol Preta - Bateria, Priscila Borges - Percussão 2, Rafael Gomes - Contrabaixo

Serviço
“Prazer, Zezé! O Musical”
Sesc 14 Bis – Teatro Raul Cortez
Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 2º andar – Bela Vista, São Paulo
Próximo ao Metrô Trianon-Masp (Linha 2 - Verde)
Telefone: (11) 3016-7700
Temporada
De 20 de março a 21 de abril de 2026
Horários: quintas, às 15h00 e 20h00, sextas e sábados, às 20h00, domingos e feriados, às 18h00
Dia 1° de abril, quarta 20h00
Dia 21 de abril, terça 20h00
Não haverá sessão dia 3 de abril
Sessões com tradução em Libras: 9 a 12 de abril, quinta-feira, às 15h00 e 20h00, sexta e sábado, às 20h00, domingo, às 18h00. Sessões com audiodescrição: 11 de abril, às 20h00; 12 de abril, às 18h00
Classificação 12 anos
Ingressos: R$ 70,00 (inteira); R$ 35,00 (meia-entrada) e R$ 21,00 (credencial plena)

quarta-feira, 11 de março de 2026

.: Cineflix Cinemas estreia "A pequena Amélie" e "O Testamento de Ann Lee"

A unidade Cineflix Cinemas de Santos, localizada no Shopping Miramar, apresenta duas estreias a partir de 12 de março, são elas: o musical dramático "O testamento de Ann Lee" e a produção indicada ao Oscars 2026, na categoria animação, "A pequena Amélie".

Voltam para as telonas Cineflix Cinemas de Santos os indicados ao Oscars 2026 o drama com Wagner Moura "O Agente Secreto", os dramas "Hamnet: A vida antes de Hamlet" e "Valor Sentimental", além da comédia dramática nacional "É Tempo de Amoras".

A Cineflix Santos segue com a exibição da ficção científica de terror "A Noiva!", da animação Disney "Cara de Um, Focinho De Outro" e do terror "Pânico 7". Compre antecipadamente os ingressos aquihttps://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.

Estão disponíveis para venda baldes colecionáveis da animação "Cara de Um, Focinho de Outro"A unidade de Cinemas Cineflix Santos, fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga.


"A pequena Amélie"(Amélie et la Métaphysique des Tubes). Gênero: animação, drama, comédiaDireção: Amélie Nothomb, Liane-Cho Han Jin Kuang. Roteiro: Amélie Nothomb, Liane-Cho Han Jin Kuang, Aude Py. Duração: 1h 17min. Distribuição: Mares Filmes / Alpha Filmes. Elenco de Vozes (Original): Loïse Charpentier (Amélie); Victoria Grosbois (Nishio-San); Yumi Fujimori (Kashima-San); Isaac Schoumsky (André) Laetitia Coryn (Danièle, a mãe); Marc Arnaud (Patrick, o pai); Cathy Cerdà (Claude); Haylee Issembourg (Juliette); François Raison (Médico/Voz Rádio). Sinopse: Amélie é uma criança nascida no Japão e se sente uma divindade até os dois anos e meio. Após um evento marcante, ela descobre sua humanidade e desenvolve um laço profundo com sua babá japonesa, Nishio-san, explorando o mundo ao seu redor. O filme foi indicado ao Oscar de Melhor Animação na 98ª edição da premiação. 

"O Testamento de Ann Lee"(The Testament of Ann Lee). Gênero: biografia, drama, musical,  históricoDireção: Mona Fastvold. Roteiro: Mona Fastvold e Brady Corbet. Duração: 2h 17min. Distribuição: Walt Disney Studios. Elenco: Amanda Seyfried (Ann Lee), Thomasin McKenzie, Lewis Pullman, Tim Blake Nelson, Christopher Abbott. Sinopse: A trajetória de Lee como o "Cristo feminino" na criação de uma sociedade utópica no século XVIII. O drama histórico e musical dirigido por Mona Fastvold, estrelado por Amanda Seyfried como a fundadora do movimento Shaker. 

"A Noiva!"(The Bride!). Gênero: terror, ficção científica. Direção e roteiro: Maggie Gyllenhaal. Duração: 127 minutos. Distribuição: Warner Bros. Elenco: Jessie Buckley como A Noiva, Christian Bale como Frankenstein, Penélope Cruz, Annette Bening, Peter Sarsgaard. Sinopse: Na Chicago da década de 1930, um Frankenstein solitário busca a ajuda da Dra. Euphronia para criar uma companheira para si. Eles revivem uma jovem assassinada, dando origem à Noiva. No entanto, ela transcende as intenções de seus criadores, desenvolvendo uma identidade própria e desencadeando um romance fervoroso e mudanças sociais radicais.

"Cara de Um, Focinho De Outro"(Hoppers). Gênero: Animação. Direção e roteiro: Daniel Chong. Duração: Aprox. 106 minutos. Distribuição: Pixar Animation Studios / Walt Disney Pictures. Vozes: Piper Curda (Mabel), Jon Hamm (Prefeito Jerry). Sinopse: A história acompanha Mabel, uma amante dos animais que utiliza uma tecnologia revolucionária para transferir sua mente para um castor robô hiper-realista. Ao se infiltrar no mundo animal, ela descobre mistérios inimagináveis e precisa agir contra os planos de Jerry, um prefeito hostil aos seres não humanos.


"Pânico 7". (Scream 7). Direção: Kevin Williamson. Elenco: Neve Campbell retorna como Sidney Prescott. Courteney Cox reprisa seu papel como Gale Weathers. Isabel May interpreta a filha de Sidney. Patrick Dempsey (rumorado) e Joel McHale aparecem no elenco, com McHale interpretando o marido de Sidney.  Duração: 1 hora e 55 minutos. Sinopse: Com Sidney Prescott (Neve Campbell) de volta ao centro da história. Agora vivendo uma vida pacata com sua família, ela se torna novamente o alvo de um novo Ghostface, mas desta vez o perigo é mais pessoal, pois sua filha, Tatum Evans (Isabel May), é o alvo principal. 

"O Agente Secreto". Gênero: thriller, drama. Diretor: Kleber Mendonça Filho. Elenco: Wagner Moura, ao lado de Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone. Sinopse: Em 1977, Marcelo trabalha como professor especializado em tecnologia. Ele decide fugir de seu passado violento e misterioso se mudando de São Paulo para Recife com a intenção de recomeçar sua vida. Marcelo chega na capital pernambucana em plena semana do Carnaval e percebe que atraiu para si todo o caos do qual ele sempre quis fugir. Para piorar a situação, ele começa a ser espionado pelos vizinhos. Inesperadamente, a cidade que ele acreditou que o acolheria ficou longe de ser o seu refúgio.

"Valor Sentimental". (Sentimental Value). Direção: Joachim Trier. Roteiro: Eskil Vogt e Joachim Trier. Gênero: Drama, Comédia Duração: Aproximadamente 132 minutos País de Origem: Noruega (coprodução internacional). Distribuição no Brasil: Retrato Filmes e MUBI. Elenco Principal: Renate Reinsve (Nora) Inga Ibsdotter Lilleaas (Agnes) Stellan Skarsgård (Gustav) Elle Fanning (Rachel Kemp) Anders Danielsen Lie. Sinopse: As complexas dinâmicas de uma família após a morte da matriarca. Gustav, um cineasta outrora renomado, tenta se reconciliar com as filhas, Nora (uma atriz de teatro) e Agnes, ao oferecer a Nora o papel principal em seu novo filme autobiográfico. Diante da recusa da filha, ele escala uma jovem estrela de Hollywood (Elle Fanning), o que desencadeia novos conflitos e revisita traumas do passado. 



"Hamnet: A vida antes de Hamlet". (“Hamnet”). Gênero: drama histórico. Classificação indicativa: 14 anos. Ano de produção: 2025. Idioma: inglês. Direção: Chloé Zhao. Roteiro: Maggie O’Farrell e Chloé Zhao. Elenco: Jessie Buckley, Paul Mescal. Distribuição no Brasil: Universal Pictures. Duração: 2h05. Cenas pós-créditos: não. Sinopse: William Shakespeare e a sua esposa, Agnes, celebram o nascimento do seu filho, Hamnet. No entanto, quando a tragédia os atinge, inspira Shakespeare a escrever a sua obra-prima, Hamlet.

"É Tempo de Amoras". Gênero: animação. Direção: Anahi Borges. Duração: 1h 52m. Sinopse: Pasqualina tem 91 anos, mora em uma casa de repouso e não possui mais parentes vivos. Um dia, decide fugir e embarcar em uma aventura para reencontrar um antigo amor do passado. Nessa jornada, conhece Petrolina, ou Pety, uma menina de oito anos que sente falta de ter uma avó. A amizade entre elas muda suas vidas e Pety, surpreendentemente, tenta adotar Pasqualina.


O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no GonzagaConsulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.


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.: “Baleia” recria Graciliano Ramos pelo olhar da cachorra de "Vidas Secas"


Inspirado no clássico “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, o espetáculo “Baleia” retorna a São Paulo para uma nova temporada independente entre os dias 10 e 26 de abril, no Complexo Cultural Funarte SP. A montagem parte de uma perspectiva sensível e pouco convencional: o olhar da cachorrinha Baleia, personagem emblemática do romance publicado em 1938. Na adaptação teatral, a travessia do sertão ganha contornos poéticos a partir da percepção do animal, que observa, sente e imagina o mundo ao seu redor. O que para os humanos é luta silenciosa pela sobrevivência, para Baleia se transforma em música, imaginação e poesia.

Com forte inspiração nas narrativas e estéticas nordestinas, o espetáculo constrói um universo cênico em que realidade e imaginação se entrelaçam. Bonecos, brinquedos e engenhocas artesanais ajudam a dar forma ao invisível e ampliam a dimensão simbólica da cena. A proposta busca criar uma experiência sensível e imersiva, combinando palavra, som e movimento em uma dramaturgia que transita entre o concreto e o poético.

A montagem é uma realização do Coletivo Carpintaria de Ideias, grupo que desenvolve projetos teatrais inspirados na cultura brasileira. O espetáculo tem texto e direção geral de Paulinho Ramos, com assistência de direção e dramaturgia de Lucas Aquino. A cenografia é assinada por Bruno Azevedo, enquanto a trilha sonora ao vivo fica por conta de Vassa. A ficha técnica reúne ainda arranjos vocais de Alyo e músicas autorais de Lakis Farias e Bruna Porto. A iluminação é de Rafael Casimiro, com figurinos assinados por Gui Romaniche e confecção do boneco cênico por André Milano.

O elenco conta com Clara Geraldes, Bruna Porto, Daniel Lacerda, Gabriel Lima, Gabriel Rodrigues, Gui Romaniche, Luana Misael, Lu Mis Amarante, Lucas Aquino, Melyssa Braga, Michele Albuquerque, Paloma Ferraz, Raí Geovani, Samuel Meirellis, Wand Barreto e Vassa, além do elenco de apoio formado por Lakis Farias e Débora Ferr. Com duração de 1h30 e classificação livre, “Baleia” propõe uma releitura sensível de um dos textos mais marcantes da literatura brasileira, convidando o público a revisitar o sertão nordestino a partir de uma perspectiva delicada, inventiva e profundamente humana. Compre o livro "Vidas Secas", de Graciliano Ramos, neste link.

Serviço
Espetáculo: “Baleia”
Temporada até dia 26 de abril
De sexta a domingo, às 19h00
Complexo Cultural Funarte SP
Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos – São Paulo (SP)
Duração: 1h30
Classificação: Livre
Ingressos: a partir de R$ 20,00
Vendas: https://www.sympla.com.br/produtor/coletivocarpintariadeideias

.: Monólogo "Tráfico" estreia no Teatro Estúdio para curta temporada


Indicado em cinco categorias dos prêmios APTR e Cesgranrio, o espetáculo tem texto do premiado autor uruguaio Sergio Blanco, direção de Victor Garcia Peralta e atuação de Robson Torinni, que vive um garoto de programa e matador de aluguel em seu segundo espetáculo do dramaturgo. O primeiro foi o premiado Tebas Land, no qual interpretou Martin. Foto: @callanga - Agência @amarelourca

Na contramão das temporadas cada vez mais curtas nos teatros cariocas, o espetáculo "Tráfico" comemorou um ano em cartaz, com lotação esgotada em todas as sessões. O monólogo do premiado autor uruguaio Sergio Blanco, com direção de Victor Garcia Peralta e atuação de Robson Torinni, agora estreia em São Paulo, a partir de 13 de março, com sessões de sexta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 18h no Teatro Estúdio.

A peça foi indicada a cinco prêmios de teatro: Prêmio APTR nas categorias Melhor Ator (Robson Torinni), Melhor Iluminação (Bernardo Lorga) e Melhor Direção de Movimento (Toni Rodrigues) e Prêmio Cesgranrio nas categorias Melhor Ator (Robson Torinni) e Melhor Iluminação (Bernardo Lorga). Em 2026, a peça vai participar dos festivais de Avignon, na França, e Edimburgo, na Escócia, um dos mais consagrados de artes cênicas do mundo. 

"Tráfico" se desenrola a partir do entendimento da coexistência entre as pulsões de vida e de morte em todo ser humano. O espetáculo foi idealizado pelo ator Robson Torinni, que entra em cena como um garoto de programa que acaba se tornando um matador de aluguel diante da falta de oportunidades na vida. Essa reflexão sobre o papel que nós todos desempenhamos na manutenção de uma sociedade desigualitária tem despertado o interesse cada vez maior dos espectadores. A montagem repete a bem-sucedida parceria entre autor, diretor e ator, depois de “Tebas Land” (2018), que fez temporadas premiadas no Rio de Janeiro, em São Paulo e Avignon – França. 

A peça se passa na periferia de uma cidade latino-americana, cheia de desigualdades, onde vive Alex, um jovem garoto de programa. Os problemas familiares, o relacionamento conturbado com a sua namorada e a vontade de vencer na vida, representada pelo sonho de comprar uma moto de alto luxo, o levam para caminhos sedutores e também muito violentos. A partir de uma paixão, a história acessa as áreas mais sombrias da vida desse personagem que, paralelamente à sua profissão de garoto de programa, se tornará um assassino de aluguel. Aos poucos começa a surgir uma trama fascinante que mistura a narração dos seus encontros, sonhos e seu dia a dia. Ao longo da peça, Alex vai se desnudando, expondo o seu lado mais ingênuo e mostrando o seu lado mais monstruoso.

“A peça fala sobre pessoas sem chances na vida, que acabam tendo que seguir caminhos violentos e da corrupção dos poderosos. A história de Alex é a história de muitos no Brasil”, define Victor Garcia Peralta. “A peça tem despertado o interesse das pessoas mais diversas porque propõe uma reflexão difícil, mas importante: o fato de a sociedade ser responsável pela criação de grandes ‘monstros’, e depois descartar essas pessoas sem se conscientizar da própria culpa”, comenta o produtor Sergio Saboya, que também é responsável pelo sucesso e carreira internacional do espetáculo “Tom na Fazenda”.

No espetáculo, Sergio Blanco investe mais uma vez na autoficção, gênero pelo qual ficou conhecido, que mistura relatos reais com invenção, verdade e mentira. A peça começa com o ator Robson Torinni explicando ao público que vai contar a história de Alex. Trechos da vida do dramaturgo também aparecem na criação de um professor universitário que leva seu nome, se envolve com Alex e ganha o apelido de “o francês”. É ele quem encoraja Alex a entrar no mundo do crime. Pela primeira vez Robson Torinni está sozinho em cena, como Alex, que, ao lado de sua moto (e sonho de consumo), alterna relatos de encontros sexuais com outros de grande violência, e dá voz a todos os outros personagens da trama. 

Foi o próprio Sergio Blanco quem me mostrou o texto, sugerindo que eu montasse. O maior desafio deste projeto é não ter outro ator para trocar em cena. É a minha primeira experiência em um solo, então estou aprendendo a jogar com a plateia. O texto me tocou bastante desde a primeira vez em que li, por falar sobre uma pessoa que, pelas circunstâncias de uma vida periférica sem oportunidades, não conquista nada e segue pelo caminho do crime. A partir daí, a peça toca em vários temas como desejo, sonho, criação, solidão, sexualidade, vício, separação, falta de esperança, beleza, traição e crime”

Ficha técnica
Espetáculo "Tráfico"
Texto: Sergio Blanco 
Atuação: Robson Torinni 
Direção: Victor Garcia Peralta 
Adaptação: Robson Torinni e Victor Garcia Peralta 
Direção de Arte: Gilberto Gawronski 
Iluminação: Bernardo Lorga 
Direção de Movimento: Toni Rodrigues 
Direção Musical: Marcello H. 
Operador de Luz: Rodrigo Lopes 
Operador de Som: Rodrigo Pinho 
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Design Gráfico: Alexandre de Castro 
Fotos: Gabriel Nogueira, Ricardo Brajterman, Callanga e VictorPollak.
Direção de Produção: Sérgio Saboya e Silvio Batistela (Galharufa Produções Culturais)
Produção executiva: Gustavo Valezzi
Realização: REG'S Produções Artísticas 
Idealização: Robson Torinni e Victor Garcia Peralta  


Serviço
Espetáculo "Tráfico"
Temporada: 13 de março a 3 de maio de 2026
Às sextas e aos sábados, às 20h00, e aos domingos, às 18h00.
Teatro Estúdio - Rua Conselheiro Nébias, 891 - Campos Elíseos, São Paulo
Ingressos: R$ 100,00 (inteira)  e R$ 50,00 (meia-entrada), com vendas on-line em
https://bileto.sympla.com.br/event/111566/d/342384/s/2323283
Classificação: 18 anos
Duração: 65 minutos
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

.: Júlia Rabello, Maria Clara Gueiros e Priscila Castello Branco estão em cartaz


Nos dias 17 e 18 de março, às 20h00, as atrizes sobem ao palco do Teatro Sabesp Frei Caneca para interpretar cerca de 20 personagens em nove esquetes escritos por Fábio Porchat. Foto: Yan Carpenter


O espetáculo "Agora É Que São Elas!", que será apresentado dias 17 e 18, às 20h00, no Teatro Sabesp Frei Caneca, tem no elenco as atrizes Júlia Rabello, Maria Clara Gueiros e Priscila Castello Branco. Na montagem, escrita por Fábio Porchat, as três artistas dão vida a homens e mulheres em situações cotidianas marcadas por humor e identificação com o público. Os ingressos estão disponíveis pelo site uhuu.com e na bilheteria do teatro.

Para criar "Agora É Que São Elas!", Porchat reuniu textos recém-escritos e outros que, embora tenham sido criados entre 2004 e 2005, mantêm forte conexão com a atualidade.“É um humor de identificação. Há pessoas que se reconhecem nos personagens ou conhecem alguém parecido com eles. São encenações do dia a dia, situações que a gente passa, um comentário que eu achei divertido”, conta o diretor.

Na época em que escreveu os textos, Porchat era estudante da CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), no Rio de Janeiro, e chegou a encenar alguns esquetes ao lado do colega Paulo Gustavo.“Foi muito lindo revisitar esses textos escritos há 20 anos, que eu fiz na escola para o meu colega Paulo Gustavo. E foi bom ver que esse material ainda é atual, funciona e é engraçado. Se estivermos conectados ao que acontece ao nosso redor, vamos entender o Brasil, os costumes e as pessoas que estão à nossa volta”, afirma.

Entre as nove histórias, “Superstição” destaca o reencontro de duas amigas, interpretadas por Maria Clara e Júlia, que não se viam há anos. Enquanto uma acredita cegamente em superstições, a outra é completamente cética. Já em “Selfie”, Priscila e Maria Clara interpretam um fã que aborda uma famosa atriz em um restaurante. Durante a tentativa de tirar uma foto, o admirador começa a listar defeitos da artista que supostamente idolatra. O esquete mais recente, “Meu Bebê”, apresenta um casal interpretado por Júlia e Priscila comparando seu filho de oito meses com os filhos de outras amigas, com medo de que o próprio bebê não seja o mais inteligente de todos.


Serviço
Espetáculo "Agora É Que São Elas!"
Apresentação: Ministério da Cultura
Projeto: Corredor Cultural – PRONAC 2310173
Incentivo: Lei Rouanet
Realização: Opus Entretenimento e Ministério da Cultura – Governo do Brasil
Datas: 17 e 18 de março de 2026
Horário: 20h00
A sessão do dia 17 de março, às 20h, contará com recursos de audiodescrição e Libras.
Local: Teatro Sabesp Frei Caneca
Duração: 70 minutos
Classificação indicativa: 14 anos

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