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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

.: Celso Frateschi e Zécarlos Machado encenam "Dois Papas" no TUCA até setembro

Com direção de Munir Kanaan, a peça marca a primeira montagem internacional do texto de Anthony McCarten, também adaptado para o cinema em filme da Netflix, dirigido por Fernando Meirelles, com 4 indicações ao Oscar. Foto: Ale Catan


Vista por mais de 25 mil pessoas e sucesso de público e crítica, "Dois Papas"segue em cartaz nos palcos do TUCA. Com direção original de Munir Kanaan, a peça leva aos palcos o encontro entre dois líderes da Igreja Católica com visões de mundo opostas: o conservador Papa Bento XVI, interpretado por Zécarlos Machado, e o progressista argentino Cardeal Jorge Bergoglio - futuro Papa Francisco - vivido por Celso Frateschi. A temporada vai até 27 de setembro de 2026 com sessões sempre sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 18h. 

O espetáculo foi vencedor do Prêmio Arcanjo de Cultura como Melhor Drama 2025, e os protagonistas foram indicados ao Prêmio APCA 2025, na categoria Melhor Ator. A peça marca a primeira montagem internacional do texto de Anthony McCarten, autor também do livro homônimo e do roteiro do filme da Netflix dirigido por Fernando Meirelles, indicado a quatro Globos de Ouro, cinco BAFTAs e três Oscars - incluindo o de Melhor Roteiro. 

A história parte do momento em que Bergoglio viaja à Roma decidido a pedir sua aposentadoria. Para sua surpresa, é convocado a uma conversa pessoal com Bento XVI, que considera renunciar ao cargo diante das pressões enfrentadas pela Igreja. O que se segue é um diálogo carregado de tensão, respeito e humor, no qual visões antagônicas encontram espaço para escuta, conflito e transformação.

“Em cena, é como se estivessem quatro papas. Temos em segundo plano o Papa Bento XVI e o futuro Papa Francisco, que são os papas públicos, conhecidos pelos grandes eventos e cerimônias, vistos pela TV e pela internet. E temos o mais interessante, o que busquei iluminar, a intimidade desses dois homens, aquilo que não vemos. A possibilidade do diálogo é o que move essa história, são duas visões de mundo completamente diferentes. Apesar de Bento XVI ser mais conservador, é ele quem chama Bergoglio para a conversa, que apesar de ser um homem mais aberto, chega hesitante para ter esse papo reto. São as complexidades desse encontro que conduzem o diálogo sobre a necessidade de mudanças”, enfatiza o diretor Munir Kanaan.

Além de Celso Frateschi e Zécarlos Machado, o espetáculo conta com a voz feminina que fica a cargo das atrizes Carol Godoy e Eliana Guttman, intérpretes de fortes personagens próximas aos protagonistas: Irmã Sofia, freira idealista transformada pela ditadura argentina e pelos ensinamentos de Bergoglio, e Irmã Brigitta, uma mulher rígida, editora de livros religiosos e amiga confidente de Bento XVI.

A encenação aposta em elementos visuais para potencializar a narrativa. O cenário branco, concebido como instalação cênica, se transforma a partir de figurinos, objetos e projeções, construindo desde ambientes sacros até os momentos mais íntimos dos personagens. O videomapping insere conteúdos documentais e amplia o impacto estético do espetáculo, enquanto a trilha sonora ambienta e guia as transições com sutileza.


Os Papas
“A cidade treme com vozes discordantes – marxistas, liberais, conservadores, ateus, agnósticos, místicos – e em cada peito o grito universal: “Eu falo a verdade!”. Essa é uma das falas do Papa Bento XVI que mais impressiona Zécarlos Machado em seu papel. Para o ator, a ideia do texto dialoga em cheio com a contemporaneidade. Bento XVI, ou Joseph Ratzinger, é um homem que tem atribuições enormes, pois a Igreja tem bilhões de fiéis, um líder com responsabilidades maiores que certos presidentes de alguns países.

“Ele é um homem com suas virtudes e contradições dentro do mundo religioso. Está em um momento de fragilidade física diante desse cargo que exige tanto. Apesar de ser um intelectual, ele tem muito humor, características que vão humanizando essa figura. Estamos em uma época em que cada um tem sua verdade. As discordâncias se acirram e se tornam, inclusive, violentas. Se tornam perversas, desrespeitosas, doentias, trazendo uma noção de desumanidade em altíssimo grau. As vozes são discordantes de Bento XVI e de Francisco, mas quando se reconhece o lado humano e se tem uma boa vontade, é possível encontrar um caminho em que a humanidade, de fato, se estabeleça. É uma peça que nos leva a um processo de avaliação desse mundo caótico atual."

Celso Frateschi encarna o cardeal argentino Jorge Bergoglio e volta a trabalhar com temas que permeiam a Igreja Católica, como ocorreu nas peças "O Grande Inquisidor" (adaptação de um trecho do romance "Os Irmãos Karamazov", de Fiódor Dostoiévski) e Processo de Giordano Bruno (texto do italiano Mário Moretti). O ator reforça que "Dois Papas" é bem construído dramaticamente e abre questões filosóficas que não ficam restritas somente ao mundo religioso. “São visões de mundo completamente diferentes, por mais que ambos sejam da mesma religião. Essa dramaturgia acaba falando de nós nesse exato momento em meio às discussões envolvendo polarização”.

Para construir o seu personagem, Frateschi relembra de sua criação católica que dialoga bem com as diretrizes do futuro Papa Francisco na peça. “Ele é um homem que retomou os rumos da Igreja, não tem nenhum limite em avaliar a si mesmo com transparência, possui uma capacidade de mudança e transformação, características que vão continuar durante o seu papado”.  A montagem marca um reencontro de Celso Frateschi e Zécarlos Machado nos palcos. A dupla esteve junta em Santa Joana, de Bernard Shaw, direção de José Possi Neto na década de 80. Os dois atuaram juntos na TV em alguns episódios da série "Sessão de Terapia", exibida originalmente pela GNT.


Estreia internacional e trajetória
Com estreia mundial em junho de 2019 no Royal & Derngate Theatre, na Inglaterra, a peça chegou ao Brasil com produção da Gengibre Multimídia. A montagem conta com uma equipe artística de excelência e recursos técnicos que valorizam a experiência do público. O espetáculo teve sua estreia nacional no SESC-SP, com sucesso de público e crítica, e foi convidado para inaugurar a Sala Nobre do Teatro Cultura Artística. Ainda na capital paulista, a peça chegou aos palcos do Itaú Cultural e BTG Pactual Hall, e também passou por outras cidades de São Paulo (Taubaté, Jundiaí, Araraquara, São José do Rio Preto, Jales, Bauru, Birigui e Sertãozinho), e outros estados como Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR).

Ficha técnica
Peça teatral "Dois Papas"
Elenco: Celso Frateschi (Cardeal Bergoglio), Zécarlos Machado (Papa Bento XVI), Carol Godoy (Irmã Sofia) e Eliana Guttman (Irmã Brigitta). Participação em vídeo: Rafa Steinhauser. Direção: Munir Kanaan.  Dramaturgia: Anthony McCarten. Tradução: Rui Xavier. Diretor Assistente: Gustavo Trestini. Trilha Sonora: Dan Maia. Videomapping: André Grynwask e Pri Argoud. Cenário: Eric Lenate. Figurino: Carol Roz. Iluminação: Beto Bruel. Idealização: Munir Kanaan e Rafa Steinhauser. Produção: Gengibre Multimídia. Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Patrocínio: La Serenissima e 2S Inovações. 


Serviço

Peça teatral "Dois Papas"
Local: TUCA  Endereço:  Rua Monte Alegre, 1024 - Perdizes, São Paulo - São Paulo.
Duração: 100 minutos.
Classificação: Livre. Indicação: 14+
Datas das apresentações: até dia 27 de setembro de 2026.
Sextas e sábados, às 20h00. Domingos, às 18h00.
Ingressos: R$ 180,00 (inteira) e R$ 90,00 (meia-entrada)
Vendas: https://bileto.sympla.com.br/event/118173/d/373929/s/2499495

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

.: Grátis: a temporada especial de dez anos de “Catadora de Ilusões”


Com direção de Naomi Silman, do LUME Teatro, o espetáculo revela com delicadeza e sensibilidade o universo de uma “recicladora de sonhos” que inventa um reino próprio para continuar existindo. Foto: divulgação

No mês de agosto, a atriz e diretora Gabriela Winter promove uma temporada especial celebrando dez anos do espetáculo “Catadora de Ilusões”. A temporada é gratuita e começa no sábado, dia 15 de agosto, às 20h00, com apresentação no Espaço Cultural Inventivo, na Zona Leste de São Paulo . Nos dias 21 a 23 de agosto de 2026, sexta-feira e sábado, às 20h00, e domingo às 19h00, as apresentações acontecem no Teatro Cacilda Becker, na Zona Oeste. E nos dias 29 e 30 de agosto de 2026, sábado às 20h30, domingo às 19h30, as apresentações acontecem no  Centro Cultural São Paulo (CCSP), ao lado da estação Vergueiro do metrô. 

Em “Catadora de Ilusões”, Gabriela dá vida à palhaça Jurubeba, personagem que atravessa a cidade acompanhada de suas pequenas manias, silêncios, invenções, sonhos e desejos. Entre jornais, objetos recolhidos e um cotidiano inventado à própria maneira, Jurubeba cria um reino particular para continuar existindo. Um território íntimo, às vezes melancólico, às vezes absurdamente engraçado, onde a solidão ganha corpo e delicadeza. Com direção de Naomi Silman, do LUME Teatro, o solo “Catadora de Ilusões” revela com delicadeza e sensibilidade o universo de uma “recicladora de sonhos” que inventa um reino próprio para continuar existindo, em uma história de afeto, imaginação e dignidade. 

Ao longo dos últimos anos, Gabriela Winter se consolidou como um dos nomes mais atuantes da palhaçaria contemporânea brasileira. Fundadora do Clownbaret (@clownbaretbrasil), companhia criada em 2009, ela também desenvolve trabalhos de direção, formação e pesquisa. Sua investigação mais recente une neurociência e comicidade por meio da PNP – Programação Neuro Palhacística, metodologia criada a partir de sua pós-graduação em Neurociência e Comportamento pela PUCRS.

Além dos palcos, atuou em projetos humanitários com a Organização Palhaços Sem Fronteiras Brasil e Clowns Without Borders USA em países da África, América Latina e Europa, além de Brumadinho e Rio Grande do Sul. Entre os reconhecimentos de sua carreira estão o prêmio de Melhor Atriz no Sofie Awards (Nova York), em 2015, a direção e concepção da Gala de Circo da Cidade de São Paulo apresentado no Teatro Municipal, em 2023, e o Troféu Picadeiro de Melhor Espetáculo Circense Adulto, conquistado em 2025 com El Grand Clownbaret. 

Nesta temporada comemorativa, toda a equipe do projeto será formada por mulheres. Além das apresentações, a programação inclui acessibilidade em libras, workshop sobre criatividade e palhaçaria, conversa sobre processos de criação e vagas de estágio para jovens interessados em produção cultural e artes da cena. As ações fazem parte do  projeto "10 anos de Catadora de Ilusões" contemplando na décima edição do edital do Programa Municipal de Fomento ao Circo da cidade de São Paulo.


Ficha técnica
Espetáculo “Catadora de Ilusões”
Direção: Naomi Silman (Lume Teatro). Palhaça Jurubeba: Gabriela Winter. Técnica de luz: Melissa Guimarães. Técnica de som: Mica Matos. Designer gráfica: Sabrina Motta. Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini. Intérprete de Libras: Andressa Britto. Filmagem e fotografia: Carolina Scauri (Vibrante Filmes). Produção Executiva: Letícia Elisa Leal e Clownbaret. Produção de Campo: Letícia Elisa Leal. Gestão Financeira: Marina Mioni - Caruá Produções

Serviço
Espetáculo “Catadora de Ilusões”
Com Gabriela Winter. Grátis.

Primeiras apresentações: 
15 de agosto de 2026 (sábado) - 20h00
Espaço Cultural Inventivo - Rua Limeira, 19 - Quinta da Paineira, Zona Leste, São Paulo (SP). Sem necessidade de retirada de ingressos. Capacidade: 50 lugares. Acessibilidade: não. Estacionamento: não.

21 a 23 de agosto de 2026 - sexta-feira e sábado, às 20h00, domingo às 19h00.
22 de agosto (sábado) - 20h00 - sessão com tradução em Libras
Teatro Cacilda Becker - Rua Tito, 295 - Vila Romana (Lapa), Zona Oeste, São Paulo (SP). Capacidade: 198 lugares. Bilheteria: retirada de ingressos 1h antes da sessão. Acessibilidade: banheiros adaptados para cadeirantes e estrutura com acesso adequado (rampas). Estacionamento: não. 

29 e 30 de agosto de 2026 - sábado às 20h30, domingo às 19h30
Centro Cultural São Paulo CCSP - R. Vergueiro, 1000. Paraíso - Sala Jardel Filho - Capacidade: 321 lugares. Acessibilidade: sim. Estacionamento: não. 

.: Inspirado em viagem real de bicicleta pelo Brasil, "A Viagem do Jiló" estreia


Espetáculo homenageia a diversidade cultural brasileira a partir da história de um palhaço que viaja de bicicleta com seu cachorro de São Paulo até Olinda. Foto: Herbert Baratella

Após circular por unidades do Sesc no interior paulista e conquistar crianças e famílias por onde passou, o espetáculo "A Viagem do Jiló" inicia nova temporada no Teatro Cacilda Becker no dia 15 de agosto, com sessões gratuitas até 30 de agosto de 2026. Aos sábados, o público é convidado a participar da oficina Recriando a Comicidade - Esquetes Clássicas do Circo Teatro para o Público de Hoje. Inspirada em uma viagem real de bicicleta realizada pelo artista e palhaço Giba Freitas, a montagem transforma uma experiência vivida nas estradas brasileiras em uma aventura poética, bem-humorada e repleta de referências à cultura nacional.

Em cena, Jiló decide seguir de bicicleta até Olinda, desconfiado da notícia de que o Carnaval deixará de existir. No caminho, encontra o Cachorro Caramelo, que se torna seu companheiro de estrada. Juntos, cruzam diferentes estados brasileiros, encontram personagens inspirados na cultura popular e descobrem que a informação não passava de uma fake news. A ideia surgiu a partir da experiência vivida por Giba Freitas em uma cicloviagem entre São Paulo e Olinda. Os encontros, as paisagens e os costumes observados ao longo do caminho deram origem à dramaturgia, assinada por Paulo Rogério Lopes, com direção de Fernando Sampaio e música executada ao vivo por Maral.

"'A Viagem do Jiló' nasce de uma experiência que mudou completamente a minha vida. Quando voltei da viagem, percebi que havia uma história muito potente ali. Hoje, o mais bonito é ver como as crianças acreditam na narrativa e embarcam nessa aventura do começo ao fim", afirma Giba Freitas. No palco, a cenografia de Andreas Mendes reproduz um grande mapa ilustrado do Brasil, permitindo que o público acompanhe o trajeto dos personagens. Placas inspiradas na sinalização das estradas indicam os estados visitados, enquanto figurinos inspirados em Charles Chaplin, O Gordo e o Magro e nos palhaços dos grandes circos ajudam a compor o universo da narrativa.

 Desde a estreia, a montagem consolidou sua relação com o público infantil. "Descobrimos a força da dramaturgia quando vimos as crianças acreditando em tudo o que acontece em cena. Elas viajam junto com Jiló e o Caramelo. Já os adultos costumam se surpreender ao descobrir, no final, que a história foi inspirada em uma viagem que realmente aconteceu", diz o artista.


Criação
O espetáculo nasceu a partir de uma experiência mambembe de Giba Freitas. Em dezembro de 2022, ele embarcou em uma cicloviagem com a palhaça Formiga (Marisa Silva) para chegar até o Recife a tempo de aproveitar o Carnaval. Depois, os amigos seguiram por mais 150 km até a Paraíba, complementando mais um estado. Durante o trajeto, o artista começou a refletir sobre como os costumes são importantes para a criação de uma identidade coletiva. E, a partir disso, quis investigar quais seriam as identidades de cada região do Brasil hoje: o que ficou pelo caminho e o que está enraizado em nós?

Giba encontrou figuras clássicas do imaginário brasileiro, como o caipira, as vizinhas, as madames, as famílias tradicionais decadentes e os caboclos. Então, ele buscou a essência de todos esses personagens, considerados até arquétipos, para falar com crianças e adultos sobre a imensidão que é o nosso Brasil. Assim, os espectadores das mais variadas idades poderão pensar sobre a diversidade cultural brasileira, principalmente em tempos de extrema polarização. “É necessário que o Brasil conheça o Brasil para que aprenda de fato a respeitá-lo”, defende o artista.

 
Sinopse
Jiló está de bike equipada para seguir rumo a maior festa do Brasil quando se depara com um cachorro caramelo cansado das ruas e precisando de um pouco de energia. De carona na bike, a dupla encontrará muitos desafios, aventuras, riso e diversidade. O trabalho é uma homenagem à identidade plural brasileira, enfatizando a beleza das diferenças e misturando a tradicionalidade do circo e o momento atual, ao tempo em que explora musicalidade e técnicas de manipulação de bonecos, dando vida a personagens inimagináveis.
 

Ficha técnica
Espetáculo "A Viagem de Jiló"
Direção: Fernando Sampaio
Texto: Paulo Rogério Lopes
Elenco: Giba Freitas e Maral
Assistência de direção: Marisa Silva
Cenário e figurinos: Andreas Mendes
Bonequeiro: Murilo Cesca
Direção musical e trilha sonora ao vivo: Maral
Preparação corporal: Larissa Pretti
Iluminação: Diego Gonçalves Cordeiro
Assistente de produção: Thauana Garcia
Produção executiva: Bruna Burkert
Coprodução: Híbrida Arte e Cultura


Serviço
Espetáculo "A Viagem do Jiló"
Temporada: de 15 a 30 de agosto, aos sábados e domingos, às 16h00
*Sessão com audiodescrição no dia 29 de agosto
Duração: 50 minutos | Classificação: 7 anos

Oficina Recriando a Comicidade - Esquetes Clássicas do Circo Teatro para o Público de Hoje
Dias 15, 22 e 29 de agosto, das 10h00 às 13h00
Com Giba Freitas e Maral

Bate-papo com Fernando Sampaio
Dia 22 de agosto, após a sessão
Local: Teatro Cacilda Becker R. Tito, 295, Lapa/ SP
Entrada gratuita

.: Romance de Annie Ernaux, "Paixão Simples" ganha adaptação para o teatro


Aline Fanju faz estreia paulistana do solo "Paixão Simples", a partir do romance de Annie Ernaux, no Sesc Santana, dia 28 de agosto. Com direção e texto de Alessandra Colassanti e idealização de Pablo Sanábio, peça cria um relato íntimo de uma mulher tomada por um amor avassalador e unilateral. Esta é a primeira adaptação de uma obra da aclamada autora francesa (Prêmio Nobel de Literatura em 2022) no Brasil. Foto: Lia Maciel


A atriz Aline Fanju, que recentemente interpretou a delegada Marise na novela “Três Graças” da Globo, estreia em São Paulo seu primeiro monólogo, "Paixão Simples", inspirado no romance homônimo de Annie Ernaux. O espetáculo tem temporada no Sesc Santana, de 28 de agosto a 3 de outubro. Com direção e dramaturgia de Alessandra Colassanti e idealização de Pablo Sanábio, o solo traz um relato da própria escritora sobre sua paixão e espera por um homem estrangeiro e casado, cujo nome nunca é revelado.

A obra, baseada no livro homônimo publicado em 1991, traz esse relato íntimo e visceral dessa mulher tomada por um amor avassalador e unilateral. Com uma narrativa crua e honesta sobre seus sentimentos, desejos e ausência, ela descreve, durante meses, como sua vida gira em torno da expectativa pelos encontros com o ser amado, provocando uma metódica organização de seus dias e um mergulho em seus sentimentos.

Com linguagem direta, delicadamente brutal e com toques eróticos, a peça convida o público a testemunhar o uso da escrita na tentativa de dar sentido às emoções, já que ela transforma um episódio íntimo em uma reflexão sobre o amor, as expectativas e a perda. O livro, inclusive, foi redescoberto recentemente por uma nova geração de leitores jovens nas redes sociais - sobretudo no TikTok - onde trechos viralizaram. 

“'Paixão Simples' é sobre o feminino em sua totalidade. Não é só a história da Annie, personagem do livro, não se resume à experiência individual de uma mulher específica. É sobre uma espera que atravessa os séculos. Uma espera ancestral, avassaladora, muitas vezes injusta, que na encenação ganha uma perspectiva alegórica que só o teatro pode oferecer”, conta a diretora Alessandra Colassanti. Compre o livro "Paixão Simples", de Annie Ernaux, neste link.


Ficha técnica
Solo "Paixão Simples"
Baseado na obra de Annie Ernaux 
Com Aline Fanju
Idealização: Pablo Sanábio
Direção e dramaturgia: Alessandra Colassanti
Direção assistente: Bianca Joy
Tradução: Marília Garcia (Fósforo, 2023)
Direção de produção: Roberta Dias (Caroteno Produções)
Produtora executiva: Marcella Castilho
Cenografia: Aurora dos Campos
Assistente de cenografia: Rachel Merlino
Cenotécnico: Marquinhos
Contrarregras: Bruno Cavalcanti e Bruno Laurino
Figurino: Preta Marques
Figurino fotos de divulgação: Luiza Marcier
Assistente de figurino fotos de divulgação: Ana Luiza Lima
Iluminação: Lina Kaplan
Operação de luz: Maurício Medeiros Shirakawa
Trilha sonora: Alessandra Colassanti e Carol Mathias 
Direção musical: Carol Mathias
Operação de som: Chico Beltrão
Operação de vídeo: Rodrigo Fonseca
Direção de vídeo e projeções: Zoe Guglielmoni 
Pesquisa Criativa e Edição de Vídeo: Octávio Tavares
Criação de conteúdo de projeções e mapping: Helô Duran
Direção de movimento: Priscila Maia
Design gráfico: Pedro Colombo
Fotografia de cena: Lia Maciel
Fotografia de estúdio: Elisa Maciel
Assistente de fotografia de estúdio: Francisco Teixeira
Cinematografia: Chamon Audiovisuais
Produtores associados: Aline Fanju, Pablo Sanábio e Roberta Dias
Realização: Fanju Produções Artísticas


Serviço
Solo "Paixão Simples", baseado no livro de Annie Ernaux
De 28 de agosto a 3 de outubro de 2026
Sextas e sábados, às 20h00. Domingos, às 18h00. 
Sessões extras: 7 de setembro, segunda-feira, às 18h00; 25 de setembro, sexta, às 15h00; 2 de outubro, sexta, às 15h00.
Sesc Santana - Av. Luiz Dumont Villares, 579 - Santana, São Paulo
Ingressos: R$ 60 (inteira), R$ 30 (meia-entrada) e R$ 18 (credencial plena)
Venda on-line em sescsp.org.br e presencial na bilheteria de qualquer unidade do Sesc São Paulo
Duração:  60 minutos
Classificação: 16 anos
Capacidade: 330 lugares
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

sábado, 8 de agosto de 2026

.: Instituto Totex traz ao Brasil mais de 100 obras de Joan Miró em exposição


Com pinturas, esculturas, gravuras, tapeçarias e fotografias, “Miró: Mestre das Formas” acontece entre 7 de agosto e 12 de outubro de 2026 e apresenta obras que serão vistas no Brasil pela primeira vez. Na imagem: Joan Miró, Mont-roig III, 1974. Fundació Joan Miró, Barcelona. ©Successió Miró / AUTVIS, Brasil, 2026
 

Estrelas suspensas em campos de cor, formas orgânicas, símbolos poéticos e o uso marcante de cores primárias fizeram de Joan Miró (1893-1983) um dos nomes mais influentes da arte moderna. Esse universo visual desembarca em São Paulo com "Miró: Mestre das Formas", mostra internacional realizada pelo Instituto Totex e apresentada por Youse, CNP Seguros Holding Brasil, Caixa Residencial e Caixa Seguridade, no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Alvares Penteado - MAB FAAP, até dia 12 de outubro de 2026, reunindo mais de 100 obras originais do mestre catalão. A exposição dá continuidade à trajetória do Instituto Totex na realização de grandes mostras internacionais em parceria institucional com a FAAP. Em 2025, o Totex trouxe ao Brasil a maior exposição sobre Andy Warhol já realizada no país, com mais de 600 obras vindas diretamente do The Andy Warhol Museum (EUA) e público superior a 300 mil visitantes.

Oriundas de importantes instituições e coleções europeias, entre elas a Fundação Miró de Barcelona, a Fundação Miró Mallorca, o Museu de Arte Contemporânea de Mallorca e acervos particulares de colecionadores europeus, as obras apresentam um panorama abrangente da produção do artista catalão, conhecido por desenvolver uma linguagem visual única, marcada por uma permanente experimentação estética. A mostra reúne pinturas, gravuras, esculturas, tapeçarias e fotografias históricas, dezenas delas inéditas no Brasil, incluindo peças que nunca haviam saído da Espanha e objetos raros jamais apresentados conjuntamente ao público.

Como alguns destaques aparecem as obras "Mont-roig III" (1974), "Jeune fille s’évadant" (1967), "Centenary of the Mourlot Print Studio" (1953), "Album 19" (1961) e "Personnages, oiseaux, étoile" (1978), todas inéditas no Brasil, além de "2 + 5 = 7" (1965) e "Woman and Dog in Front of the Moon" (1935). O conjunto inclui ainda dez tapeçarias monumentais produzidas em parceria com Josep Royo, algumas com até dez metros de comprimento, entre elas "Le Lézard aux plumes d’or" (1989–1991), também inédita no país, além de oito peças pertencentes à coleção particular da família do pintor.

Nascido em Barcelona, em 1893, Joan Miró foi um dos artistas mais inovadores e influentes do século XX. Sua obra se apresenta em diferentes suportes, como pintura, escultura, gravura, cerâmica e tapeçaria, e ajudou a redefinir os limites da arte moderna ao combinar elementos do surrealismo, da abstração e da poesia visual em uma linguagem singular. Reconhecido por suas formas orgânicas, símbolos oníricos e uso expressivo das cores, Miró construiu uma produção marcada pela liberdade criativa e pela constante experimentação, tornando-se uma referência para gerações de pintores ao redor do mundo.

“Miró é um dos artistas mais importantes do século XX e construiu uma trajetória única, marcada pela originalidade e técnica apurada. Reunir no Brasil um conjunto tão expressivo de obras, provenientes de instituições e coleções de referência internacional, reforça o compromisso do Instituto Totex em ampliar o acesso a grandes eventos culturais", declara Roberto Souza Leão, CEO do Instituto Totex.
 
“Miró criou uma linguagem visual que atravessa fronteiras porque fala por meio de signos, imaginação e poesia. Receber no MAB FAAP uma exposição de grande porte que revela essa trajetória é mais do que apresentar um gênio da arte ao público brasileiro: é reafirmar o compromisso do museu com exposições que ampliam o diálogo entre diferentes culturas e aproximam os visitantes de experiências artísticas transformadoras”, afirma Pilar M.T. P. C. Guillon Liotti, Conselheira da Fundação Armando Alvares Penteado.

O diretor do MAB FAAP Marcos Moraes, afirma: “Com Miró: Mestre das Formas, o MAB FAAP reafirma mais uma vez seu compromisso com o público brasileiro ao apresentar exposições de grande porte e relevância para a história da arte. O artista catalão ocupa uma posição singular na arte moderna por ter criado um vocabulário visual próprio — alimentado por suas conexões com vanguardas europeias como o cubismo e o surrealismo. Suas obras exploram a tensão entre figuração e abstração e privilegiam a experimentação plástica sem se submeter a correntes rígidas, dando vida a um universo onírico e singular. Reunir um conjunto representativo de sua produção permite ao público aproximar-se da consistência de sua pesquisa formal e amplia o acesso a um capítulo fundamental das artes visuais do século XX”.

"Para nós, da CNP Seguros Holding Brasil, é um prazer enorme fazer parte desse projeto, que traz ao Brasil um artista da envergadura de Miró. Faz parte da nossa razão de ser promover o acesso à cultura. Essa parceria com o Instituto Totex vem tornando isso realidade de maneira muito consistente, por meio de exposições de grande relevância para o país", ressalta Sany Silveira – CEO CNP Seguros Holding Brasil.

Com curadoria do espanhol Jordi J. Clavero, o percurso expositivo é dividido em cinco núcleos temáticos que exploram diferentes aspectos da trajetória de Miró, revelando como o artista transita por distintas fases criativas sem se vincular integralmente a movimentos ou escolas específicas. Ao longo da visita, o público acompanha a construção de um universo visual singular, desenvolvido ao longo de mais de seis décadas de produção. A exposição também apresenta 30 fotografias raras realizadas por Joaquim Gomis, amigo próximo de Miró, que registram momentos íntimos de seu cotidiano e de seu processo criativo. O conjunto de trabalhos revela um artista reservado e disciplinado, que transformava gestos simples da rotina em parte fundamental de sua prática artística.

 Ainda: a experiência é complementada por oito vídeos especiais que contextualizam os núcleos expositivos e aprofundam aspectos da vida e da obra de Miró, oferecendo ao visitante diferentes camadas de interpretação sobre sua produção. Miró viveu intensamente as transformações artísticas do século XX, desenvolvendo uma linguagem própria - que dialogava com movimentos como o surrealismo e o fauvismo - sem jamais se limitar a eles. Sua arte atravessa diferentes períodos e experimentações, sempre marcada pela busca por novas formas de expressão e pela relação entre sonho, imaginação e realidade.

"Miró: Mestre das Formas" tem apresentação da Youse, CNP Seguros Holding Brasil, Caixa Residencial e Caixa Seguridade, é realizada pelo Instituto Totex através da Lei Rouanet, em colaboração com a Fundação Joan Miró e parceria institucional com a Fundação Armando Alvares Penteado e seu Museu de Arte Brasileira- MAB FAAP., na ocasião da comemoração dos 65 anos do Museu.


Ficha técnica
Exposição “Miró: Mestre das Formas”
Realização: Instituto Totex
Colaboração: Fundação Joan Miró
Parceria Institucional: Fundação Armando Alvares Penteado e Museu de Arte Brasileira - MAB FAAP
Apresentação: Youse, CNP Seguros Holding Brasil, Caixa Residencial e Caixa Seguridade
Patrocínio: Prefeitura de São Paulo, CAIXA, Pharmaesthetics, Mattos Filho, Biolab e BYD
Apoio: Embaixada da Espanha no Brasil e Agência Catalã de Turismo
Apoio cultural: Eletromidia, BandNews FM e UOL
Aeroporto Oficial: GRU Airport
Ticketeira oficial: Fever
Projeto realizado por meio da Lei Rouanet e do Ministério da Cultura

Serviço
Exposição “Miró: Mestre das Formas”
Ingressos
Site oficial: MMF26.com.br
Bilheteria oficial (sem cobrança de taxa de conveniência): MAB FAAP - Rua Alagoas, 903 - Higienópolis, São Paulo | Prédio 1 – Subsolo
Todos os dias das 9h00 às 20h00
Valores: 3ª a 6ª feira: R$ 50 inteira | R$ 25 meia-entrada
Sábados, Domingos e Feriados: R$ 60 inteira | R$ 30 meia-entrada
(fechado às segundas-feiras – exceto nos dias 07/09/2026 e 12/10/2026)
Período da exposição: 7 de agosto a 12 de outubro de 2026
Horário: 09h às 20h (última entrada às 19h)
Localização: MAB FAAP – Rua Alagoas, 903 - Higienópolis
Classificação etária: livre para todas as idades
Estacionamento: disponível no local mediante pagamento
HAVERÁ SERVIÇO DE GUARDA-VOLUMES GRATUITO NO MUSEU. PERMITIDA A ENTRADA APENAS COM OBJETOS DE PEQUENO PORTE.

.: Grupo Triii celebra 18 anos de carreira no show "Dia de Festa" no Teatro Sabesp


Espetáculo para crianças conta com participações especiais de Cris Barulins e Estêvão Marques. Foto: Antônio Bandeira

A criançada pode esperar muita brincadeira, diversão e interatividade nos shows que o Grupo Triii fará para celebrar 18 anos de carreira nos dias 29 e 30 de agosto, no Teatro Sabesp Frei Caneca, com sessões às 11h00, às 14h00 e às 16h00. Além dos integrantes Marina Pittier (voz e percussão), Fê Stok (guitarra e voz) e Ed Encarnação (bateria, percussão e voz), o espetáculo "Dia de Festa" conta com participação de Cris Barulins no sábado e de Estêvão Marques no domingo. Completam a banda neste show os músicos Mari Stefani, no baixo, e Danilo Penteado, nas cordas e sanfona. O repertório da apresentação reúne os principais sucessos do Triii, como “A E I O U”, “Viro, Vira, Virou”, “O Tomate e o Caqui”, “Xote da Dona Ema”, “Bamboleia”, além das novas composições "Bichinho Fofura", "Tchururu" e "Dia de Festa" - que dá nome ao show. 

Cheio de interação e brincadeiras, o show conta com a participação de mais “Is” - ou seja de Mari Stefani (baixo) e Danilo Penteado (cordas e sanfona) -, além de percussões variadas e coros divertidos e mirabolantes. O grupo surgiu a partir do encontro entre três pessoas com três coisas em comum: a amizade, a identificação musical e a admiração e respeito pelas crianças. A ideia é criar um contato direto com crianças e adultos através da música e da brincadeira, de forma sensível, divertida e criativa.  


Grupo Triii
Formado por Marina Pittier (voz e percussão), Fê Stok (guitarra e voz) e Ed Encarnação (bateria, percussão e voz), o Grupo Triii surgiu em 2008. Com shows que reúnem músicas, brincadeiras e performances, a proposta do Triii é interagir com crianças e pais através da música, de forma sensível, divertida e sempre muito criativa. 

Desde o seu início, o grupo realizou diversas apresentações por todo o Brasil, em teatros, SESC´s, parques, praças, centros culturais e escolas, participando também de projetos especiais ligados à educação, sempre com ênfase na música e na criatividade, envolvendo pesquisa e criação de repertório dentro do universo infantil, escolar e familiar. O grupo tem canções e livros lançados, como a Coleção Histórias que Cantam (com três Livros + CDs lançados pela Editora Melhoramentos: “Ei, ei, ei Vanderlei”, “A Sopa Supimpa” e “Pão, pão, pão”), além de outros trabalhos como “Brasil for Children” , “Dia e noite”, entre outros.

Marina Pittier é cantora. Integrante e co-fundadora do Grupo Triii, com quem lançou discos e livros. Fez parte da banda da Palavra Cantada, Barbatuques, Luiz Tatit, Antônio Nóbrega entre outros. É co-autora do livro "Brincadeiras Musicais", da Palavra Cantada e Editora Melhoramentos. Gravou nos CDs de Luiz Tatit, Palavra Cantada, Chico dos Bonecos, Lidia Hortélio, Antônio Nóbrega entre outros. Lançou seu primeiro disco solo “Presente” em 2017. 

Fê Stok é cantor, compositor e produtor multi-instrumentista. É co-fundador e integrante do Grupo Triii, formado em 2008. Já fez trilhas para filmes e séries como Vila Sésamo e Lilica Ripilica, tocou com o Palavra Cantada e fez produções por encomenda para a dupla, além de ter produzido com Marina Pittier todas as músicas gravadas pelo Triii. 

Ed Encarnação é músico e artista-educador, nascido no recôncavo baiano, onde pôde vivenciar durante sua infância a magia e o encantamento das festas populares com seus batuques, cantos e danças. É integrante do Grupo Triii, além de tocar com outros grupos como Palavra Cantada, com quem realizou shows, musicais infantis e oficinas de formação para educadores em diversos estados brasileiros. Hoje e sempre, acredita que a música e o conjunto dos saberes afro-brasileiros, são essenciais na educação e construção de uma sociedade mais equilibrada e próspera.

Ficha técnica
Show "Dia de Festa"

Voz e percussão: Marina Pittier
Guitarra e voz: Fê Stok
Bateria, percussão e voz: Ed Encarnação
Músicos convidados - Baixo: Mari Stefani
Músicos convidados - Cordas e Sanfona: Danilo Penteado
Convidada especial dia 29 de agosto: Cris Barulins
Convidada especial dia 30 de agosto: Estêvão Marques
Figurinos: Edith Pittier
Cenografia: Marina Pittier e Edith Pittier
Iluminador: Tiê Fabiano
Roadie: Dennys Villas Boas
Técnico de som: Junão Ferreira
Comunicação: Lucas Sancho
Redes sociais: Tatiana Agra
Identidade visual: Laércio Lopo
Fotos: Antônio Brasileiro
Marketing digital: Renato Passos
Produção executiva: Marcos Rinaldi
Produção de campo: Tayná Caldas
Gerente de projetos: Andreia Porto
Direção de produção: Fernando Padilha e Clarissa Rockenbach
Produção: Pad Rok Produções Culturais 


Serviço
Show "Dia de Festa", com Grupo Triiii
Apresentações: 29 e 30 de agosto, às 11h00, às 14h00 e às 16h00
Teatro Sabesp Frei Caneca - Shopping Frei Caneca - R. Frei Caneca, 569 - Consolação / São Paulo
Ingressos: Plateia Baixa - R$140 (inteira) e R$70 (meia-entrada) | Plateia - R$120 (inteira) e R$60 (meia-entrada) | Plateia Alta - R$100 (inteira) e R$50 (meia-entrada)
Vendas on-line: https://uhuu.com/comprar-ingressos/sp/sao-paulo/grupo-triii-show-dia-de-festa-15983/#/
Duração: 60 minutos.
Classificação: livre. Menores de 18 anos, somente poderão entrar acompanhados dos pais ou responsáveis e crianças até 24 meses de idade que ficarem no colo dos pais, não pagam
Capacidade: 600 lugares
Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

.: Tusp recebe peça "O Santo Inquérito", que dialoga com o Brasil de 2026


Montagem dirigida por Abilio Tavares estabelece um diálogo entre a peça escrita em 1966, o Brasil Colônia retratado na história e questões contemporâneas como intolerância, diversidade, liberdade e a posição de quem interpreta os fatos. Foto: Manoela Rabinovitch


Sessenta anos depois de sua criação, "O Santo Inquérito", de Dias Gomes, estreia em nova montagem da Escola de Arte Dramática (EAD-ECA-USP), com direção de Abilio Tavares, de 12 a 23 de agosto de 2026, de quarta a domingo, às 20h, no TUSP, no Centro MariAntonia da Usp, em São Paulo. Escrita em 1966, a peça conta a história de Branca Dias, jovem descendente de cristãos-novos perseguida pela Inquisição na Paraíba de 1750. Ao tratar de um episódio do Brasil Colônia, Dias Gomes construía uma metáfora para o próprio momento histórico em que vivia, marcado pelos primeiros anos da ditadura militar. Em 2026, a nova montagem retoma a obra a partir de outra posição no tempo e lança uma pergunta que acompanha todo o processo de criação: por que montar "O Santo Inquérito" hoje? 

“Talvez seja porque essa história ainda encontra eco no Brasil contemporâneo”, afirma Abilio. Para o diretor, depois da abertura política, textos diretamente relacionados à ditadura chegaram a parecer datados. “De uns tempos para cá, com todo esse movimento de direita, de extrema direita, essas evocações saudosistas do período da ditadura militar, esses textos voltaram a ficar muito atuais” . A montagem parte da tentativa de identificar essas conexões com o Brasil de hoje.

O diálogo com o presente aparece desde a entrada do público na sala. O elenco já está em cena, em um espaço marcado pelo rito da Inquisição, que Abilio define como um “rito de morte”. O chão é povoado por carvão e restos de carvão, como resíduos de fogueiras. “Como se fosse o resíduo de muitas fogueiras que foram queimadas, muitas liberdades, muitas histórias que foram dizimadas ali”, explica.

Cenografia e figurinos de Marco Lima também recusam uma reconstrução histórica do Brasil de 1750. Há referências pontuais ao período na roupa de Branca Dias, enquanto os personagens masculinos vestem roupas contemporâneas. A escolha desloca a ação para o presente e amplia a questão da intolerância religiosa. “Hoje em dia a intolerância religiosa não está circunscrita apenas à Igreja Católica, então a gente procurou ampliar esse espectro, abrindo possibilidades de leituras nesse sentido”, diz Abilio.

Entre as questões identificadas no processo estão a intolerância religiosa, de costumes e de modos de vida, além da resistência àquilo que é diferente. A questão da mulher também ganha centralidade. Branca Dias é perseguida por suas ideias e por sua disposição de questionar o poder estabelecido. “É uma mulher que é levada à fogueira pela Inquisição, por suas ideias, por sua ousadia de pensar fora dos cânones daquele poder estabelecido”, afirma o diretor. Para ele, a fala da personagem de que não é a primeira e nem será a última encontra ecos no cotidiano contemporâneo.

O texto de Dias Gomes é mantido integralmente, com pequenas adaptações de expressões. A única inserção é o enunciado de abertura: “Brasil hoje, Brasil Colônia, Brasil 1750, Tribunal da Inquisição, Brasil”. A partir do texto original, outra chave da montagem está na frase de Branca Dias: “Tudo é uma questão de interpretação. Depende da posição em que a gente se encontra”. Para Abilio, a fala ganhou novas camadas diante da circulação de diferentes versões dos fatos. “Depende do lado por onde você olha, você pode ter compreensões diferentes”, afirma, aproximando a questão da interpretação do fenômeno das fake news e da possibilidade de uma mesma história produzir compreensões opostas e perigosas. 

A própria história da peça é marcada por diferentes interpretações. Escrita em 1966, O Santo Inquérito teve uma de suas montagens mais conhecidas em 1976, no Rio de Janeiro, sob direção de Flávio Rangel e com Isabel Ribeiro como Branca Dias. Em 1977, Rangel remontou o espetáculo em São Paulo, desta vez com Regina Duarte no papel da protagonista. Agora, seis décadas depois, uma nova geração assume a obra.

O elenco reúne sete estudantes do quarto e último ano da EAD: Abraão Kimberley, Dennys Roberty Evangelista, Felipe Andrade, Hysnaip, Marília Viana, Rodrigo Kantovitz e Vitor Ugo. A montagem não altera a dramaturgia para atualizá-la, mas estabelece o contato entre diferentes tempos por meio dos atores, da cena e do espaço. A concepção sonora, assinada por Abraão Kimberley e Abilio Tavares, utiliza referências musicais e elementos sonoros para criar atmosferas de opressão ao longo do espetáculo.

A apresentação no Tusp Maria Antônia acrescenta outra camada histórica à montagem. O edifício que hoje integra o Centro MariAntonia abrigou a antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP e foi, nos primeiros anos da ditadura, um importante espaço de produção intelectual e liberdade de expressão. Em 1968, o local foi palco da Batalha da Maria Antônia, conflito que culminou na morte do estudante secundarista José Guimarães e na saída da USP daquele endereço.

Para Abilio, há uma proximidade histórica entre o espaço e a obra de Dias Gomes: “O que é similar entre aquilo que o Dias Gomes estava escrevendo como resistência, como um grito de liberdade quando ele escreve O Santo Inquérito em 1966, e o que estava acontecendo naquele mesmo período aqui em São Paulo nesse histórico prédio onde o TUSP hoje está instalado”. A montagem integra a programação EAD Celebra os 60 anos da ECA, que reúne atividades da Escola de Arte Dramática, da Escola de Comunicações e Artes, do Teatro da USP, do Cinema da USP, do Centro MariAntonia e da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária.

A nova a montagem procura observar o que acontece quando uma obra muda de lugar no tempo. Para Abilio, “a intolerância com a alteridade” e a mudança de posição de quem olha são as duas grandes questões que a peça apresenta ao público em 2026. A resposta para a pergunta sobre por que remontá-la hoje permanece aberta: cabe também ao espectador encontrá-la.

Ficha técnica
Espetáculo "O Santo Inquérito", de Dias Gomes
Turma 75 - Escola de Arte Dramática - EAD ECA USP
Elenco: Abraão Kimberley (Notário), Dennys Roberty Evangelista (Guarda), Felipe Andrade (Simão Dias, Hysnaip (Augusto Coutinho), Marília Viana (Branca Dias), Rodrigo Kantovitz (Visitador), Vitor Ugo (Padre Bernardo)
Encenação e direção geral: Abílio Tavares
Diretor pedagogo: Ruy Cortez
Orientação teórica: Antônio Rogério Toscano
Orientação no trabalho de voz: Mônica Montenegro
Cenário e figurino: Marco Lima
Iluminação: Mário de Castro
Assistente de iluminação: Alice Penido
Assistente de direção e operação de som: Eduardo Barros
Concepção sonora: Abraão Kimberley e Abílio Tavares
Preparação musical: Abraão Kimberley
Preparação corporal: Felipe Andrade
Cenotécnicos: Alicio Silva e Zito Rodrigues
Pintura de arte: Danndhara Soyama e Paulo Sérgio Basílio
Costureira: Silvana Carvalho
Designer gráfico: Gabriel Franco
Fotos: Manoela Rabinovitch
Produção: Abílio Tavares e Karina Cardoso
Realização: EAD - Escola de Arte Dramática e ECA – Escola de Comunicações e Artes da Usp - ECA 60 Anos


Serviço
Espetáculo "O Santo Inquérito"
Temporada: de 12 a 23 de agosto de 2026
Dias e horários: quarta a domingo, às 20h
TUSP - Teatro da Usp
Rua Maria Antônia, 294 - Vila Buarque / Sāo Paulo
Lotação 100 lugares | Duração 100 minutos | Recomendação 12 anos
Entrada Franca – Retirada de ingressos com uma hora de antecedência, na bilheteria do Teatro

terça-feira, 4 de agosto de 2026

.: Espetáculo "Felicidade" volta em curta temporada no Teatro Itália


Peça escrita por Caco Galhardo, dirigida por Dani Angelotti e protagonizada por Martha Nowill traz Zeca Baleiro para o palco. Montagem une música, dramaturgia e HQ. Foto: Adriano Escanhuela


Ser feliz o tempo todo, todos os dias, também há de ter seu preço e seus conflitos. É o que pretende mostrar a protagonista vivida por Martha Nowill na peça "Felicidade", escrita por Caco Galhardo e dirigida por Dani Angelotti. Na direção musical e também no palco, o espetáculo conta ainda com a participação do cantor e compositor Zeca Baleiro, dos atores Eduardo Estrela, Luisa Micheletti, Nilton Bicudo, Raphael Gama e Willians Mezzacapa. A curtíssima temporada estreia em 4 de agosto, em apenas oito apresentações, às terças e quartas-feiras, às 20h00, no Teatro Itália, em São Paulo. 

O texto foi criado inspirado pela canção "Vai (Menina Amanhã de Manhã)", de Tom Zé. Com cara de quadrinhos e ambiente de show musical, o espetáculo narra a inesperada virada na vida de uma jornalista e influenciadora de sucesso, que sem nenhuma razão aparente acorda com uma felicidade radiante e inexplicável. O que poderia ser apenas um bom dia se transforma em uma desconhecida forma de existir, já que essa alegria simplesmente não vai embora. Agora, ela precisa aprender a lidar com sua nova personalidade transformada. Mas será que o mundo ao seu redor está preparado para conviver com tanta felicidade?

Caco Galhardo, ouvindo a canção de Tom Zé, começou a imaginar como seria se um dia de fato a felicidade desabasse sobre nós. “Me veio essa cena de uma mulher que acorda muito feliz sem o menor motivo. No mesmo instante senti que daria uma peça. Escrevi, deixei na portaria do Tom Zé e numa tarde ele me ligou dizendo que tinha gostado. Foi como se a felicidade tivesse desabado sobre mim”, parafraseia o autor. 

A partir do texto e das produções de Caco como cartunista, a diretora Dani Angelotti, utilizando-se das linguagens dos quadrinhos e da música, trabalhou em uma direção que trouxesse para a cena um pouco de cada um desses elementos. “Essa mistura de linguagens é um desafio do rumo que a minha direção deseja seguir, buscando constantemente proporcionar ao público múltiplas experiências artísticas”, declara. Dani conta também que, imaginando desde o primeiro contato com o texto a montagem com música como parte integrante das cenas, logo convidou o amigo Zeca Baleiro para criar a trilha original e assinar a direção musical. “Mas foi somente a partir dos encontros criativos comigo, elenco e autor que surgiu a ideia de expandir essa colaboração para além da música gravada, trazendo a presença do músico em cena, ao vivo, em diálogo direto com o espetáculo.”

Zeca Baleiro já se relaciona com o teatro desde os seus 17 anos. Apesar de seu conhecido e premiado sucesso no mundo da música, ele iniciou a carreira compondo melodias e músicas para peças infantis, onde se destacou pela qualidade de suas letras. “Não sou ator, o que faço nesses casos é pôr em ação o meu próprio personagem de palco.  É um processo sempre delicioso e divertido. Esse ‘papel’ é um exu, um anjo que canta, que conduz os destinos, algo assim…”, comenta. 

No palco Zeca Baleiro interage com o elenco é composto por Eduardo Estrela, Luisa Micheletti, Nilton Bicudo, Raphael Gama e Willians Mezzacapa, além de Martha Nowill, que protagoniza Felicidade, celebrando seu terceiro trabalho com Galhardo. Fã do cartunista, Martha revela que desde 2008, quando o conheceu, insistiu para que ele escrevesse a dramaturgia. A partir de então, trabalharam juntos em 2010, 2017 e agora no espetáculo Felicidade. “O que eu gosto da dramaturgia do Caco é que apesar de ser homem, suas protagonistas são sempre mulheres. Gosto muito do tom dos textos e diálogos, que acabam sendo uma mistura do teatro com os quadrinhos. Essa mistura é sempre cômica e tem um quê de non sense que eu gosto muito. Parece realismo, mas em todos os seus textos, tem sempre um fator que desloca os personagens da realidade, algo que não se explica, meio surreal”

Em "Felicidade", a personagem trouxe para a protagonista a reflexão sobre as contradições que abarcam o sentimento de felicidade, em um contexto social que produz tantos conflitos e tristezas. “A personagem, com sua felicidade à prova de balas, tem um lado ingênuo que eu acho bonito. Por outro lado, acho que existe uma leitura da personagem que tem a ver com política, porque fala da felicidade coletiva. Quer dizer, como posso caminhar feliz por aí, se todos à minha volta estão infelizes? Quanto mais gente feliz, mais a felicidade tende a se multiplicar. Então eu acho que a peça tem esse equilíbrio entre buscar a própria felicidade, mas com o olhar atento ao outro”, conclui. 


Sinopse de "Felicidade"
"Felicidade" é uma comédia teatral com cara de quadrinhos e ambiente de show musical que conta a história de uma escritora que acorda feliz sem ter o menor motivo. Como a tal felicidade não vai embora, ela tem de se adaptar a sua nova personalidade, mas será que os outros vão se adaptar a ela?

Com Zeca Baleiro ao vivo, conduzindo a trilha sonora do espetáculo em cena, e um elenco formado por Martha Nowill, Eduardo Estrela, Nilton Bicudo, Luiza Micheletti, Raphael Gama e Williams Mezacapa, Felicidade convida o público a rir, se emocionar e refletir sobre os desejos, as contradições e as pequenas loucuras da vida contemporânea. Uma experiência cênica original, divertida e emocionante, que transforma uma pergunta simples em uma jornada irresistível: afinal, o que é ser feliz?


Ficha técnica 
Espetáculo "Felicidade"
Texto: Caco Galhardo. Direção Geral: Dani Angelotti. Direção Musical e participação ao vivo: Zeca Baleiro. Com: Martha Nowill, Eduardo Estrela, Luisa Micheletti, Nilton Bicudo, Raphael Gama e Willians Mezzacapa. Colaboração musical: Layla Silva.Colaboração artística: André Acioli. Cenário e Figurino: Kleber Montanheiro. Identidade visual: Caco Galhardo. Designer de Luz: Gabriele Souza. Designer de Som: Gabriel Hernandes. Preparação corporal: Zuba Janaina. Preparação Vocal: Ana Luiza. Designer e Social Media: Laerte Késsimos. Contrarregra e participação: Luiz Carlos Ferreira. Microfonista e Participação: Claudi Ferreira. Camareiro: Jô Nascimento, Operação de som: Carlos Henrique. Operação de luz: Rafael Boese. Fotos: Edson Kumasaka. Visagismo: Louise Helène. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Produção Executiva:Camila Scheffer e Fernanda Tein. Assistente de produção: Juliana Borbosa. Produção Original: Morente Forte Idealização: Dani Angelotti e Martha Nowill. Produtores Associados: Dani Angelotti e Zeca Baleiro. Realização: Cubo Produções. 
 

Serviço
Espetáculo "Felicidade"
Temporada: 4 de agosto a 26 de agosto.
Terças e quartas às 20h00.
Classificação etária: 14 anos. Duração: 70 minutos.
Instagram: @felicidadeteatro
Ingressos: R$ 160,00 (inteira) e R$ 80,00 (meia-entrada).
Teatro Itália (Capacidade: 300 lugares)
Av. Ipiranga,344 – Edifício Itália - subsolo, São Paulo / SP

quarta-feira, 29 de julho de 2026

.: "Elogio da Loucura" chega à Caixa Cultural São Paulo: apresentações grátis


Montagem inspirada na obra de Erasmo de Rotterdam será apresentada de 30 de julho a 9 de agosto e contará com oficina ministrada pelo diretor Eduardo Figueiredo. Foto: Conceito e Cena
 

A Caixa Cultural São Paulo recebe, de 30 de julho a 9 de agosto, "Elogio da Loucura", protagonizado por Leona Cavalli e dirigido por Eduardo Figueiredo, com entrada gratuita. As apresentações serão realizadas de quinta a sábado, às 19h00, e aos domingos, às 18h00. A programação inclui ainda a oficina Dramaturgia da Imagem, ministrada pelo diretor no dia 1º de agosto. A montagem é baseada na obra "O Elogio da Loucura", de Erasmo de Rotterdam, adaptada para o teatro por Leona Cavalli e Eduardo Figueiredo. O texto apresenta a personagem Loucura conduzindo reflexões sobre aspectos da sociedade, das relações de poder e da condição humana.

No palco, Leona Cavalli interpreta a personagem central da narrativa. A encenação conta ainda com música executada ao vivo por Matheus Vieira, no violoncelo, e Cika, na percussão. A oficina "Dramaturgia da Imagem" explora a importância da concepção estética na encenação teatral a partir dos espetáculos "Frida y Diego" e "Um Beijo em Franz Kafka". A atividade reúne referências da fotografia, das artes visuais e das artes cênicas, incluindo trabalhos de Tim Walker, Sebastião Salgado, David LaChapelle, Jan Saudek, Tadeusz Kantor e Pina Bausch.


Sobre Leona Cavalli
Leona Cavalli atua no teatro, cinema e televisão. Entre seus trabalhos estão montagens como "Hamlet", "Toda Nudez Será Castigada", "Um Bonde Chamado Desejo", "Frida Y Diego" e "Gatão de Meia-Idade". No audiovisual, participou de produções como "Um Céu de Estrelas", "Amarelo Manga", "Carandiru", "Olga" e de produções televisivas exibidas nacionalmente.


Sobre Eduardo Figueiredo:
Eduardo Figueiredo é diretor e produtor teatral, mestre em teatro pela Universidade de São Paulo (USP). Atua como sócio da Manhas & Manias Projetos Culturais e desenvolveu projetos como Mulheres Alteradas, Frida Y Diego, Gatão de Meia-Idade, Um Beijo em Franz Kafka e O Veneno do Teatro.

 
Serviço
Espetáculo "Elogio da Loucura"
Local: Caixa Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111, Centro, São Paulo (SP)
Período: 30 de julho a 9 de agosto de 2026
Horários: quinta a sábado, às 19h ; domingo, às 18h
Duração: 80 minutos
Classificação indicativa: 16 anos
Entrada: gratuita, com distribuição de ingressos uma hora antes de cada apresentação, limitada a um ingresso por pessoa

Oficina "Dramaturgia da Imagem"
Data: 1º de agosto de 2026 - sábado
Das 15h00 às 17h00
Duração: 120 minutos
Local: Sala de Oficinas da Caixa Cultural São Paulo
Vagas: 15 participantes, com possibilidade de lista de espera
Classificação indicativa: 18 anos
Inscrições: gratuitas na página do evento no site da CAIXA Cultural São Paulo
Acessibilidade: acesso para pessoas com deficiência
Informações: (11) 3321-4400

.: BB Seguros apresenta "Meu Filho É Um Musical" com estreia em São Paulo


Espetáculo em homenagem a Paulo Gustavo chega ao Teatro Renault e permanece em cartaz até outubro. Foto: divulgação

Depois de uma temporada de sucesso no Rio de Janeiro, a BB Seguros traz para São Paulo o musical que emocionou o público ao percorrer a trajetória do comediante Paulo Gustavo. A estreia de "Meu Filho É Um Musical" nos palcos paulistanos, agendada para 20 de agosto, no Teatro Renault, marca as duas décadas da primeira apresentação de "Minha Mãe É Uma Peça", obra que transformou o humorista em um dos maiores fenômenos do entretenimento brasileiro. Até o mês de outubro, as sessões estarão disponíveis de quinta a domingo.

Idealizado por Déa Lúcia, mãe do ator, o espetáculo retratar momentos marcantes da sua infância até a consagração nacional, celebrando sua criatividade e a relação com a família. Pensado a partir de um sonho do próprio humorista de protagonizar uma grande produção no estilo Broadway, o musical reúne 32 atores, uma orquestra com 13 músicos e uma estrutura inédita que combina música, teatro e recursos tecnológicos em uma experiência imersiva.

O patrocínio a iniciativas de cultura e entretenimento faz parte da agenda estratégico-negocial da BB Seguros desde início dos anos 2010. Até agora, mais de 470 projetos incentivados beneficiaram cerca de 27 milhões de pessoas em todo o Brasil. Em 2026, outros dois espetáculos teatrais são patrocinados pela companhia: “Marrom, o Musical” (uma homenagem à cantora Alcione) e o infantil “Da Janela”. A expectativa para este ano é proporcionar experiências culturais para cerca de 500 mil pessoas por meio de ações em diferentes regiões do país, ampliando o acesso à arte e também buscando conectar a sociedade a soluções de proteção.


Serviço
Espetáculo “Meu Filho É Um Musical”
Estreia dia 20 de agosto de 2026
Local: Teatro Renault | Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 – Bela Vista, São Paulo
Temporada: até 11 de outubro de 2026
Quintas, às 20h00, sextas, às 20h00, sábados, 15h00 e 20h00, e domingos, às 14h30 e 19h30
Classificação: livre
Duração: 2h30 (com intervalo de 15 minutos)
Ingressos: Tickets for Fun 

terça-feira, 28 de julho de 2026

.: Fafy Siqueira: 50 anos de carreira em comédia que discute etarismo e TDAH


Sob direção de Isser Korik e idealização da atriz e produtora Rachel Gollassi, o espetáculo Já Dizia Minha Vó! estreia dia 2 de agosto no Teatro Uol, transformando questões sociais delicadas em comédia leve e emocionante. Foto: 
Saymon Sampaio

O riso é a ferramenta que aproxima gerações em "Já Dizia Minha Vó!": uma comédia que une humor, reflexão e impacto social. Idealizado a partir de uma proposta inicial de Gilberto Tadeu - pai da atriz Rachel Gollassi -, o espetáculo nasceu inspirado pelas histórias diversas de sua avó paterna, Dona Nilza. A peça estreia dia 2 de agosto, domingo, no Teatro Uol, em São Paulo, marcando os 50 anos de carreira de Fafy Siqueira. Com texto de Tiago Luchi e direção de Isser Korik, reúne no palco Fafy e a idealizadora Rachel Gollassi. O espetáculo conta com Gil Teles na assistência de direção, preparação corporal de Tito Soffredini - com base nas técnicas de Klaus Viana - concepção visual e figurinos de Marisa Rebollo, iluminação de César Pivetti e trilha de Wagner Bernardes.

A trama gira em torno da relação entre uma avó moderna (Dona Irene) e sua neta vulnerável (Gabriela). Enquanto a jovem busca forças para sair de um relacionamento tóxico, sua avó enfrenta o desafio de reingressar no mercado de trabalho e lidar com o preconceito contra a idade. De forma leve e acessível, o espetáculo aborda temas atuais e relevantes, como o combate ao etarismo e a importância de as mulheres fortes se apoiarem, promovendo a igualdade de gênero e o empoderamento feminino e despertando no público a consciência de que experiência, afeto e solidariedade são ferramentas poderosas de transformação.

O resgate da linguagem de interpretação do Teatro Popular na direção
O diretor Isser Korik é quem equilibra humor e reflexão em cena. Entusiasta do texto, ele destaca que a dramaturgia de Luchi tem ritmo natural e convida à interpretação. “'Já Dizia Minha Vó!' é aquele tipo de texto que dá vontade de atuar. Fiquei muito feliz com o convite para dirigir, porque é uma oportunidade de trabalhar de forma muito direta com as atrizes, mais focado na interpretação que na encenação".

O objetivo de Korik foi reforçar o vínculo afetivo entre avó e neta sem perder a agilidade do texto e o tom de comédia. Para isso, recorreu aos 40 anos de pesquisa em Teatro Popular Brasileiro, escola que estuda desde 1985, quando foi discípulo de Carlos Alberto Soffredini. O trabalho da linguagem de interpretação é reforçado pela parceria com Tito Soffredini na preparação corporal das atrizes, baseada na técnica de Klaus Viana. A concepção visual de Marisa Rebollo, a iluminação de César Pivetti e a trilha sonora de Wagner Bernardes buscam uma teatralidade deslocada do realismo, visando principalmente a diversão e o conforto pela plateia.


Leveza, humor e reflexão social
A comédia trata o preconceito de idade com leveza, mostrando como essa barreira limita e exclui profissionais valiosos no mercado. Ao dar voz a personagens que enfrentam esse cenário, o espetáculo estimula uma reflexão sobre convivência entre gerações e sobre valores como respeito e inclusão.

Embora a personagem Gabriela não tenha sido inspirada nas vivências de Rachel Gollassi, a atriz e idealizadora encontrou pontos de conexão com o papel durante o processo de ensaios. Ela esclarece que a história foi criada de forma totalmente independente pelo autor, mas que acabou gerando uma identificação posterior.

"O mais curioso é que o Tiago não conhecia minha história pessoal. Depois percebi que muitas das experiências da Gabriela dialogavam com as minhas, porque eu já vivi um relacionamento tóxico e compartilho alguns conflitos internos parecidos com os dela. Durante o processo de construção da personagem, passei a me identificar com algumas características associadas ao TDAH". Sem diagnóstico formal, a atriz pesquisou o tema a fundo para estruturar a personagem.

O espetáculo conta com o apoio da campanha "TDAH Levado a Sério", da Apsen, patrocinadora da temporada, e busca tratar o transtorno com responsabilidade. A produção defende que TDAH e ansiedade exigem acolhimento, terapia e acompanhamento — não rótulos. O interesse da Apsen em apoiar o projeto está ligado ao compromisso da farmacêutica com saúde e bem-estar, temas que aparecem na trama de forma orgânica, como nos cuidados de saúde que fazem parte da rotina de Dona Irene.

Fafy Siqueira e os 50 anos de palco
Depois de cinquenta anos de carreira, Fafy Siqueira pode escolher os projetos que aceita. O texto de Tiago Luchi a conquistou pela precisão das piadas. "O que me fez escolher esse texto foi a qualidade das piadas. Ver um texto de humor com piadas assim interessantes, elegantes e inteligentes, hoje em dia, é muito difícil. Isso para mim foi o fundamental".

Interpretar a elegante Irene trouxe também uma mudança bem-vinda. Depois de anos em papéis de TV que exigiam abrir mão da vaidade em nome do escracho, Fafy comemora viver uma mulher de 70 anos refinada, bem-vestida, quase uma "Meryl Streep da vida".

Fafy também comenta o etarismo enfrentado por sua personagem. Seu nome consolidado a protege de ser preterida individualmente, mas ela aponta que a indústria ainda erra ao não dar protagonismo a atores mais velhos, relegando-os com frequência a papéis de avós coadjuvantes. Por isso, o papel principal de Dona Irene é raro.

Entre o palco e a realidade, a atriz se diverte ao traçar a linha que a separa da personagem. "Eu não tive filhos porque não quis, mas tenho uma maternidade na minha alma muito grande. Outra coisa que tem de Fafy na Dona Irene é a alegria: a Dona Irene acredita na vida, a Fafy acredita na vida."

Personagens ditando o ritmo
Para evitar o tom panfletário, o autor Tiago Luchi revela que seu norte criativo foi deixar que o humor nascesse organicamente do choque geracional, e não de piadas sobre os temas em si. "O maior desafio foi justamente esse: não deixar que os temas conduzissem a história. Eu sempre parti das personagens.  A Gabriela vive tudo de forma intensa, impulsiva e imediata. Já a Dona Irene olha para a vida com a tranquilidade de quem já errou muito e aprendeu com isso. O choque entre essas duas formas de enxergar o mundo cria situações naturalmente engraçadas".

Segundo Luchi, a virada de chave foi construir uma identificação com as vivências da dupla, blindando a dignidade das personagens acima da piada fácil para fazer o público rir e, ao mesmo tempo, refletir. "Sempre tive o cuidado de que o público risse das situações e se identificasse com as personagens, nunca das suas dores. Acho que essa foi a chave para preservar a leveza. Eu queria que o espectador saísse do teatro com a sensação de ter dado muitas risadas, mas percebesse, já no caminho de casa, que também refletiu sobre a própria vida".

Ficha técnica
Espetáculo  "Já Dizia Minha Vó!"
Texto: Tiago Luchi. Colaboração: Ruan Reis. Direção: Isser Korik. Diretor Assistente: Gil Teles. Elenco: Fafy Siqueira e Rachel Gollassi. Idealização: Gilberto Tadeu . Participação Especial: Genezio de Barros, Fernanda Lorenzoni e Anastácia Custódio. Cenografia e Figurinos: Marisa Rebollo. Desenho de Luz: Cesar Pivetti. Trilha Sonora: Wagner Bernardes.  Preparação Corporal: Tito Soffredini. Preparação Vocal: Alessandra Zalaf. Coreografia de Sapateado: Carla Vasquez. Cenotécnica: Casa Malagueta.Direção de Produção: Maristela Bueno. Produção Executiva: Tiago Luchi e Rachel Gollassi. Produtor: Thomas Marcondes. Operador de Luz: Rodrigo Pivetti. Contrarregra: Pedro Sousa. Coordenação Administrativa: Art’ssi Produções e L Ponto Produções. Prestação de Contas: Pipoca Cultural. Design Gráfico e Redes Sociais: Gigi Prade. Gestão de Tráfego: Thiago Marques. Fotografia Artística: Saymon Sampaio. Assessoria de Imprensa: Arteplural - M. Fernanda Teixeira e Mauricio Barreira. Landing Page: Ivan Brasileiro. Vídeo de IA: Guil Valente.

 

Serviço
Espetáculo "Já Dizia Minha Vó!"
Teatro Uol - Shopping Pátio Higienópolis. Av. Higienópolis, 618 – Consolação. Estreia: 2 de agosto,  domingo, 18h. Temporada: de 2 de agosto a 25 de outubro. Sessões: sábados e domingos, às 18h. Ingressos: R$ 150,00 (inteira) e R$ 75,00 (meia-entrada). Ingressos Populares: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada).

segunda-feira, 27 de julho de 2026

.: Thiago Martins traz terceira edição do "Quintal Do TG" para SP em agosto


Com formato de roda, evento acontece na Casa Aragon no dia 1º de agosto. Foto: Junior Guedes

O cantor e ator Thiago Martins já tem data marcada para reencontrar o público paulistano. No dia 1º de agosto, ele traz a São Paulo a terceira edição do "Quintal do TG", projeto musical que se estabeleceu como um dos principais momentos de sua carreira na música. O evento acontece na Casa Aragon, espaço localizado na Zona Sul da cidade, com abertura dos portões programada para as 17h.

No repertório, Thiago apresenta as faixas que dão identidade ao seu projeto audiovisual de sucesso, que já conta com várias edições lançadas e milhões de execuções nas plataformas digitais, além de passear por grandes clássicos do pagode que marcaram gerações. A proposta foge do formato de palco tradicional, apostando em uma dinâmica em que o público canta junto do início ao fim, transformando o fim de tarde em uma grande celebração.

Para este reencontro com o público paulista, o evento preparou um time de peso de convidados especiais. Além da cantora Lais Bianchessi, considerada uma das principais vozes femininas da nova geração do pagode romântico, o evento também terá as participações imperdíveis como o cantor Salgadinho, Billy SP e de Lucas Morato, prometendo um verdadeiro encontro de gerações do pagode.

Para garantir que tudo saia exatamente como planejado, o cantor esteve pessoalmente em São Paulo para realizar uma visita técnica no local do evento, acompanhando de perto os preparativos de cenografia e ambientação.

"Fiz questão de conhecer o espaço de perto para acompanhar os preparativos e garantir que o público tenha um dia incrível. Estamos cuidando de cada detalhe para manter a energia e a verdade que o Quintal do TG tem. Não é um show engessado, é uma roda, um lugar para o povo cantar junto, tomar uma cerveja e curtir um pagode bom com os amigos. São Paulo sempre nos recebe com um carinho surreal, e o público pode esperar uma entrega muito bonita da nossa parte", destaca Thiago Martins.

A história do "Quintal do TG" começou a ganhar vida a partir de um planejamento cuidadoso entre Thiago Martins e seu empresário, Neto Mallupy. A ideia central dos dois era construir um projeto robusto que trouxesse a total originalidade e a identidade do artista, permitindo que ele cantasse as músicas que realmente ouve, gosta e que fazem parte de sua trajetória, em um formato onde ficasse completamente à vontade. O pontapé inicial não poderia ter sido em outro lugar: a primeira gravação foi feita diretamente na comunidade do Vidigal, onde Thiago nasceu e cresceu. O que nasceu como um desejo de resgatar as raízes do gênero acabou ganhando o Brasil inteiro, mantendo sempre o propósito de levar a essência e o clima descontraído do cantor por onde passa.

A escolha do horário, no fim de tarde, reforça o conceito de evento que começa à luz do dia e se estende pela noite de forma natural. Após duas edições de sucesso na capital, as vendas para o novo encontro já estão abertas na internet.


Serviço
Evento "Quintal do TG" - 3ª Edição São Paulo
1° de agosto de 2026
Abertura dos portões às 17h00
Local: Casa Aragon
Endereço: Praça Professor Rômulo Ribeiro Pieroni, s/n — Zona Sul, São Paulo - SP

Ingresso: https://www.ingresse.com/quintal-do-tg-01-08/?utm_source=ig&utm_medium=social&utm_content=link_in_bio&fbclid=PAZXh0bgNhZW0CMTEAc3J0YwZhcHBfaWQPOTM2NjE5NzQzMzkyNDU5AAGnfxBXy5qiBJQvAohiX5wCIZ4klhAM7HnbgXIt4_3OS5HrEc7wx8yzSsn7l8A_aem_TDsKu29-hmJRmUhApkiQXA&utm_id=97760_v0_s00_e0_tv3


.: "Pluft, o Fantasminha" ganha grandiosa montagem assinada por Tom Arruda


A avant première acontece no dia 10 de agosto, às 20h, no CCSP, onde segue em temporada gratuita até 9 de outubro. Foto: Pablo Marck



"Pluft, o Fantasminha", escrita por Maria Clara Machado, é a obra mais importante do teatro infantil brasileiro. A história do fantasminha que tem medo de seres humanos chega a São Paulo no dia 14 de agosto, no Centro Cultural São Paulo - Sala Jardel Filho, com temporada gratuita. A direção artística é assinada pelo produtor e diretor Tom Arruda, que se mantém fiel ao texto, mas inova não só na concepção do imaginário da obra, como na avant-première da peça, que terá uma noite de gala para convidados no dia 10 de agosto, às 20h00, no CCSP. Temporada: dias 14, 15, 16, 20, 21, 29 e 30 de agosto, 3, 4, 5 e 6 de setembro e 7, 8 e 9 de outubro, sempre às 15h00. No elenco, Anderson Neves, Carolina Alcântara, Doni Gadêlha, Valdir Santos, Sanvarez, Robson Turok, Flavio Passos, Douglas Britto

O enredo gira em torno do rapto da menina Maribel pelo malvado pirata Perna-de-Pau, que a esconde no sótão de uma velha casa abandonada para forçá-la a revelar a localização de um tesouro escondido. É neste local que vive Pluft com sua mãe - famosa por seus pastéis de vento - e seu Tio Gerúndio, que passa o dia dormindo em um baú. Ao encontrar Maribel, o fantasminha precisará superar o seu pavor de pessoas para ajudá-la a fugir.

A inovadora montagem aposta em uma experiência multissensorial. Arruda cuidou pessoalmente de cada aspecto da produção para envolver o público com sensibilidade e apuro estético. O sótão em que a família de fantasmas vive ganha cores, com cenários e figurinos feitos à mão com tecidos e adereços que remetem às festas populares. A proposta visual integra o fantástico à realidade, unindo recursos tecnológicos, como projeções digitais, ao universo do circo, do teatro de rua e da cultura popular. O elenco multidisciplinar demonstra versatilidade ao dominar técnicas de atuação, música, dança, teatro de animação e circo contemporâneo.

“O resultado é um espetáculo pensado para toda a família: crianças se divertem com o movimento, jovens se identificam com a estética dinâmica, adultos redescobrem a magia atemporal e os mais velhos compartilham com as novas gerações uma história que marcou suas próprias infâncias”, resume a crítica teatral Kyra Piscitelli.


Sobre a autora
Maria Clara Machado (1921–2001) foi uma figura fundamental para a dramaturgia brasileira, sendo considerada a maior autora de teatro infantil do país. Sua trajetória é marcada pela criação de 27 peças infantis, além de diversos textos voltados para o público adulto e livros infantis.

O motor criativo de Maria Clara era sua profunda confiança na inteligência da criança. Ela não escrevia com tom simplista ou infantilizado; pelo contrário, estruturava suas peças com o rigor dramatúrgico de um clássico, comparável ao estilo de Molière. A autora acreditava no teatro como uma ferramenta vital de formação humana e artística, dedicando sua vida não apenas à escrita, mas também à fundação da escola de teatro O Tablado, que se tornou um celeiro de talentos no Brasil.

Sua genialidade era nutrida pelo convívio familiar com a elite intelectual da literatura moderna latino-americana, como Vinícius de Moraes e Pablo Neruda, amigos de seu pai, o escritor Aníbal Machado. Esse ambiente, aliado a uma formação que incluiu estudos em Londres, conferiu à sua obra uma qualidade poética e técnica que atravessa gerações. "Pluft, o Fantasminha", sua obra de maior projeção, foi escrita em apenas uma semana. Curiosamente, o texto foi concebido originalmente com a intenção de ser uma peça para teatro de bonecos.


Sobre o diretor
Tom Arruda possui vasta trajetória no teatro, na produção de programas televisivos e na realização de grandes eventos. Sua atuação diretiva caracteriza-se pelo envolvimento prático e profundo em todas as etapas da encenação. A polivalência de sua prática manifesta-se na participação direta na concepção de figurinos, adereços e cenários, integrando visão artística e execução técnica.

Esta atenção aos detalhes confere às suas produções um caráter autoral. Em Pluft, o Fantasminha, Arruda cuidou pessoalmente de cada aspecto da produção, aplicando esse rigor ao buscar a linguagem necessária para envolver o público com sensibilidade e apuro estético. O resultado desse processo é um espetáculo que convida o espectador a imergir no universo lúdico concebido pelo diretor.


Ficha técnica
Espetáculo "Pluft, o Fantasminha"
Voz em off: Douglas Brito e Guilherme Franco
Costura: Zilda Romualdo e Dorinha
Dramaturgia: Maria Clara Machado
Idealização: WWTom Produtora e TAUN produções artísticas
Direção artística: Tom Arruda
Elenco: Anderson Neves, Carolina Alcântara, Doni Gadêlha, Valdir Santos, Sanvarez, Robson Turok, Flavio Passos, Douglas Britto
Trilha sonora: PC Carvalho
Operação/Técnico de som: Arnaldo D'Avila
Cenografia: Tom Arruda
Fabricação Cenografia: Ocenica Cenografia
Criação e Operador luz: Eltom Ramos
Figurino: Tom Arruda
Criação e confecção de boneco: Pablo Marck
Adereços: Pablo Marck e Tom Arruda
Videografia/Cenotécnicos: Anjoscenicos
Voz em off: Douglas Brito e Guilherme Franco
Costura: Zilda Romualdo e Dorinha
Voz em off: Douglas Brito e Guilherme Franco
Costura: Zilda Romualda e Dorinha
Operação de som: Arnaldo D'Ávila
Designer/Identidade visual: Tadeu Pereira
Fotografia: Pablo Marck
Standin: Guilherme Franco, Pedro Rebeschini e Jadson Sanjes
Mídias sociais e colaboração de textos: Kyra Piscitelli
Assessoria de Imprensa: Flavia Fusco Comunicação e Andrea Duarte
Assessoria Jurídica: Renan Teiji Tsutsui / RTT Advogados
Direção de produção e Coordenação de produção: Taun Produções Artística e WWTom Produtora
Produção executiva: Taun Produções Artística
Assessoria Contábil: Onix Contabilidade
Apoiadores:  3 Corações, Além Da Mídia, Alpha Gráfica, Catarine Hills, Centro Cultural São Paulo, Ce que Sabe, Clinica Integrada, Clinica Vitalite, Dfe Educação, Elas Brihantes, G 12, Gh Marcenaria, Giuliana Flores, H Rosa, Luciane Franco, Luna De Capri, M Camicado, Onix, Pau Brasil, Planetas, Potenza, Prefeitura Municipal de São Paulo, Scarf Me, Thiaguinho Drinks, Van De Velde, Vital Flex


Serviço
Espetáculo "Pluft, o Fantasminha"
Dramaturgia: Maria Clara Machado
Idealização: WWTom Produtora
Direção artística: Tom Arruda
Elenco: Anderson Neves, Carolina Alcântara, Doni Gadêlha, Valdir Santos, Sanvarez, Robson Turok, Flavio Passos e Douglas Britto.
Gênero: infantil
Duração: 60 minutos
Recomendação: livre
Temporada: dias 14, 15, 16, 20, 21, 29 e 30 de agosto, 3, 4, 5 e 6 de setembro e 7, 8 e 9 de outubro, sempre às 15h00.
Ingressos gratuitos: os ingressos estarão disponíveis a partir das 14h00 e serão distribuídos em frente ao teatro, por ordem de chegada, até o limite da capacidade da sala. Não haverá emissão de ingressos pela bilheteria nem pelo site
Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho
Rua Vergueiro, 1.000
324 lugares | Acessibilidade | Cafeteria

.: "Antropoceno” estreia no Sesc Santos e transforma a crise climática


A obra traz JùpïRã Transeunte na dramaturgia, Marcos dos Santos na direção musical, Luiz Fernando Almeida na direção de ator e Eleonora Artysenk como preparadora corporal. Foto: divulgação


Lípari, performer e ator, apresenta “Antropoceno”, uma obra teatral dirigida por Douglas Lima. O projeto propõe uma discussão sobre a hipótese científica da era das mudanças irreversíveis nos processos biofísicos do planeta causadas pela humanidade. A obra traz JùpïRã Transeunte na dramaturgia, Marcos dos Santos na direção musical, Luiz Fernando Almeida na direção de ator e Eleonora Artysenk como preparadora corporal. O espetáculo faz sua estreia no Sesc Santos nesta quinta-feira, 30 de julho, às 20h00, integrando o projeto Baixada enCena. Os ingressos estão disponíveis no site e na bilheteria do Sesc.

Reconhecendo que as pautas climáticas necessitam de espaços de disseminação de conhecimento para além da academia, “Antropoceno” promove uma convergência vital entre ciência e arte. O teatro é utilizado como veículo de reflexão sobre o nosso papel como agentes transformadores, desmistificando a visão de que os territórios do Sul Global são apenas agentes propulsores de impactos ambientais e questionando pensamentos considerados complexos, como geopolítica, antropologia, sociologia e geologia, por meio da linguagem teatral.

Ficha técnica
Espetáculo "Antropoceno"

Idealização e atuação: Lípar
Dramaturgia: JùpïRã Transeunte
Direção: Douglas Lima
Direção de ator: Luiz Fernando Almeida
Direção musical: Marcos dos Santos
Preparação corporal: Eleonora Artsynck
Fotos: Cacá Bernardes


Ficha técnica
Espetáculo "Antropoceno"
Quinta-feira, dia 30 de julho, às 20h00.
Sesc Santos | Avenida Conselheiro Ribas, 136 - Santos / SP
Ingressos: R$ 12,00 (credencial plena), R$ 20,00 (meia-entrada) e R$ 40,00 (inteira)

sábado, 25 de julho de 2026

.: Clássico de Nelson Rodrigues, "Valsa Nº 6" chega ao Teatro Arena B3


Monólogo estrelado por Luisa Thiré celebra 14 anos de sucesso nos palcos brasileiros e internacionais e ocupa a programação da semana da Arena B3. Foto: divulgação

A programação da semana do Teatro Arena B3 recebe um dos grandes clássicos da dramaturgia brasileira. Nos dias 25 e 26 de julho, a atriz Luisa Thiré apresenta o premiado monólogo "Valsa Nº 6", de Nelson Rodrigues, em uma temporada relâmpago com apenas quatro apresentações. Dirigido por Cláudio Torres Gonzaga, o espetáculo marca os 14 anos da montagem, que desde sua estreia, em 2012, no centenário de nascimento de Nelson Rodrigues, conquistou reconhecimento de público e crítica, além de representar a dramaturgia brasileira em turnês por cidades da Espanha, Portugal e Cabo Verde.

Escrita em 1951, a peça acompanha Sônia, uma adolescente de 15 anos que, entre delírios e fragmentos de memória, reconstrói os acontecimentos que culminaram em seu assassinato. Embalada pela célebre "Valsa Nº 6", de Chopin, a narrativa transforma-se em um thriller psicológico que evidencia temas como violência contra a mulher, machismo estrutural, culpabilização da vítima e desigualdades de gênero — questões que permanecem atuais mais de sete décadas após a criação do texto.

Com elementos característicos da obra de Nelson Rodrigues, como paixão, ciúme, sedução, humor e tragédia, o espetáculo propõe uma reflexão sobre a permanência de estruturas sociais que naturalizam a violência e silenciam as vítimas. A montagem também se destaca pela concepção visual. O cenário, assinado pelo artista plástico Sérgio Marimba, aposta em uma estética não realista, enquanto o figurino criado por Teca Fichinski, premiado pela crítica especializada, torna-se parte essencial da narrativa. O vestido utilizado por Luisa Thiré possui uma saia de aproximadamente 12 metros de tecido, ocupando praticamente todo o palco e simbolizando a prisão da personagem em suas próprias lembranças.

Apaixonada pela obra de Nelson Rodrigues desde a época em que estudava Artes Cênicas na Unirio, Luisa idealizou o projeto e, ao lado de Cláudio Torres Gonzaga, construiu uma montagem que permanece em cartaz há mais de uma década. Após percorrer diversas cidades brasileiras e internacionais, "Valsa Nº 6" chega ao Teatro Arena B3 para uma rara oportunidade de ser assistida pelo público paulistano, em apenas um final de semana.


Serviço
Espetáculo "Valsa Nº 6", de Nelson Rodrigues
Elenco: Luisa Thiré
Direção: Cláudio Torres Gonzaga
Datas: 25 e 26 de julho de 2026
Apresentações: quatro sessões
Local: Teatro Arena B3 – Praça Antônio Prado, 48 – Centro Histórico de São Paulo
Duração: 55 minutos
Classificação indicativa: 14 anos 

.: "Meu Corpo Está Aqui", no Sesc 24 de Maio, com reflexões sobre corpos PCDs


Espetáculo vencedor dos prêmios FITA e APTR e indicado ao Prêmio Shell tem temporada de 23 de julho a 9 de agosto. Foto: Nil Caniné

O Sesc 24 de Maio recebe, de 23 de julho a 9 de agosto, a temporada do espetáculo "Meu Corpo Está Aqui", obra vencedora dos prêmios FITA e APTR e indicada ao Prêmio Shell. Com texto e direção de Julia Spadaccini e Clara Kutner, a montagem aborda afeto, desejo e sexualidade a partir das vivências de artistas com deficiência, tema inédito nos palcos brasileiros. Construído a partir das experiências pessoais do elenco, formado por artistas PCDs, o espetáculo apresenta personagens que falam abertamente sobre seus relacionamentos, seus corpos e seus desejos. A partir de depoimentos ficcionalizados, a obra convida o público a refletir sobre os estigmas, silenciamentos e apagamentos historicamente impostos às pessoas com deficiência.

A dramaturgia, escrita por Julia Spadaccini, também pessoa com deficiência, e Clara Kutner, mistura relatos pessoais e ficção para retratar os encontros entre desejo e afeto, evidenciando tanto as descobertas quanto os obstáculos vividos por corpos frequentemente colocados à margem das representações sociais. No elenco estão Bruno Ramos, artista surdo usuário de Libras; Juliana Caldas, atriz com nanismo, Pedro Fernandes, ator com paralisia cerebral com cognitivo preservado e usuário de cadeira de rodas; e Sara Bentes, artista cega. A direção de produção e coordenação geral do projeto são de Claudia Marques.

Em "Meu Corpo Está Aqui", a ficção surge como ferramenta de aproximação e reconhecimento. Ao evidenciar experiências afetivas e desejos que atravessam todas as pessoas, o espetáculo questiona preconceitos e amplia o debate sobre inclusão, autonomia e diversidade. A montagem propõe um olhar que reconhece as pessoas com deficiência como sujeitos plenos, capazes de viver e narrar suas próprias histórias.

Além da temporada, no dia 1º de agosto, às 18h00, o Sesc 24 de Maio recebe o lançamento do livro "Meu Corpo Está Aqui" e a exibição do documentário homônimo. A programação tem início com um bate-papo de aproximadamente 30 minutos, com a participação das diretoras do espetáculo e autoras do livro, Clara Kutner e Julia Spadaccini, da diretora do documentário, Camila Sokolowski, e do elenco da peça. Na sequência, será exibido o documentário, com 22 minutos, seguido de sessão de autógrafos do livro no foyer do teatro até o horário do espetáculo, às 20h00. Compre o livro do espetáculo "Meu Corpo Está Aqui" neste link.


"Meu Corpo Está Aqui - O Documentário"
No Rio de Janeiro, quatro artistas PCDs, vindos de lugares diversos do Brasil, se reúnem para ensaiar uma peça teatral. Celebram alegria de seguir o caminho artístico, reafirmando no palco a potência de suas vozes e a luta contra o capacitismo. O que acontece quando o afeto e o desejo ocupam o centro do palco através de corpos que a sociedade, historicamente, tentou invisibilizar? Juntos, eles trazem para a cena vivências reais que misturam ficção, depoimentos e poesia visual. 

A diretora Camila Sokolowski acompanhou o grupo desde o dia 1 da chegada ao Rio, passando pelo processo de ensaio, as vivências individuais e pelos impactos dessa experiência na vida de cada um dos participantes.


"Meu Corpo Está Aqui" - Livro
Sucesso no teatro, a peça "Meu Corpo Está Aqui", que aborda a sexualidade das pessoas com deficiência, é lançada em livro pela editora Cobogó. Escrita por Julia Spadaccini e Clara Kutner, a dramaturgia foi construída a partir de experiências pessoais das atrizes e dos atores PCDs que estrelam o espetáculo, posteriormente ficcionalizadas para retratar vivências afetivas e sexuais. Agora publicada em livro, a obra conta com prefácio assinado por Benedita Casé e apresenta um jogo entre as pulsões e os obstáculos encontrados pelas personagens em suas descobertas afetivas e sexuais, tratando abertamente sobre essas experiências em cena.

Paradigmas culturais e históricos sobre a sexualidade das pessoas com deficiência são questionados com humor, sem que a urgência e a importância do tema sejam deixadas em segundo plano. O resultado é uma conexão entre cena e público, evidenciando as semelhanças que existem entre todos nós: almas habitando corpos diferentes.

Ficha técnica (espetáculo)
"Meu Corpo Está Aqui", da Fábrica de Eventos
Texto e direção: Julia Spadaccini e Clara Kutner
Elenco: Bruno Ramos, Juliana Caldas, Pedro Fernandes e Sara Bentes
Intérpretes de Libras: Christofer Moreira
Direção de produção: Claudia Marques
Diretor assistente: Michel Blois
Produção: Fabricio Polido
Pesquisa de dramaturgia: Marcia Brasil
Colaboração de texto: Bruno Ramos, Juliana Caldas, Haonê Thinar, Pedro Fernandes e Sara Bentes
Figurino e cenografia: Beli Araujo
Iluminação: Paulo Cesar Medeiros
Direção de movimento: Laura Samy
Música: Luciano Câmara
Visagismo: Cora Marinho
Operador de luz: Leandro Barreto
Operador de som: Carlos Gabriel
Realização: Fábrica de Eventos


Ficha técnica (documentário)
"Meu Corpo Está Aqui - O Documentário"

Gênero: documentário
Direção: Camila Sokolowski
Elenco: Haonê Thinar, Juliana Caldas, Bruno Ramos e Pedro Fernandes.
Produção: Julia Spadaccini
Fotografia: Felipe Marques, Geovane Ferreira e Victor Gautier
Duração: 22 minutos
Realização: Minhoca Filmes, Inova Filmes, Criativa Wip e Fábrica de Eventos


Serviço
Espetáculo "Meu Corpo Está Aqui"
Com Bruno Ramos, Juliana Caldas, Pedro Fernandes e Sara Bentes
Temporada: até dia 9 de agosto de 2026
Quintas, sextas e sábados, às 20h00 (exceto dia 6 de agosto). Domingos e feriados, às 18h00
Sessão extra no dia 8 de agosto, às 17h00.
Acessibilidade: intérprete de Libras em todas as sessões e audiodescrição nos dias 25 de julho, 1° e 8 de agosto.
Teatro do Sesc 24 de Maio – Rua 24 de Maio, 109, República / São Paulo
Classificação: 16 anos
Ingressos: no site sescsp.org.br/24demaio e no aplicativo Credencial Sesc SP e nas bilheterias das unidades - R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (meia-entrada) e R$ 15,00 (Credencial Sesc)
Duração: 60 minutos


"Meu Corpo Está Aqui": documentário, lançamento do livro e bate-papo
Participantes: Bruno Ramos, Juliana Caldas, Pedro Fernandes e Sara Bentes (elenco do espetáculo), as Clara Kutner e Julia Spadaccini (autoras e diretoras do espetáculo e livro) e Camila Sokolowski (diretora do documentário).
Dia 1° de agosto de 2026, às 18h00
Acessibilidade: Intérprete de Libras e audiodescrição
Classificação: 16 anos
Ingressos: gratuito com retirada de ingressos uma hora antes
Duração: 60 minutos
Serviço de van: transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h00 às 23h00, e aos domingos e feriados, das 18h00 às 21h00.

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