Mostrando postagens com marcador Agenda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Agenda. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

.: “Sobre Poetas e Heresias” leva poesia, humor e ironia ao Sesc Pinheiros


Espetáculo com Jairo Mattos e direção de Carlo Milani aproxima Fernando Pessoa, Padre Antônio Vieira e outros autores em uma montagem que transforma literatura em jogo cênico. Foto: Adriano Escanhuela

A literatura ganha ritmo, humor e provocação em “Sobre Poetas e Heresias”, espetáculo protagonizado por Jairo Mattos e dirigido por Carlo Milani, que estreia nesta quinta-feira, 20 de agosto, no auditório do Sesc Pinheiros, em São Paulo. A montagem reúne textos de Padre Antônio Vieira, José Régio, Fernando Pessoa e Wislawa Szymborska para criar um encontro entre poesia, pensamento e comicidade.

Em cena, Mattos interpreta um bufão contemporâneo que assume a função de mestre de cerimônias e comentarista. Diante do público, ele revisita versos, pensamentos e discursos de diferentes épocas, conduzindo a narrativa com ironia e questionamentos. Sermões e poemas ganham novas possibilidades ao serem transformados em ações cênicas, comentários e situações marcadas pelo humor. A dramaturgia, alinhavada por Aloysio Burtin, coloca lado a lado autores de períodos e contextos distintos para abordar temas como poder, fé, amor e ódio. A palavra ocupa o centro da montagem e serve como ponto de partida para um diálogo entre diferentes vozes da literatura.

“Escolhi o bufão porque ele não oferece respostas; ao contrário. Ri das certezas, desmonta discursos e convida o público a olhar o mundo por outro ângulo. Os poetas presentes também são hereges à sua maneira: recusaram aceitar o mundo como algo pronto e fizeram da poesia um ato de liberdade”, afirma Jairo Mattos.

O espetáculo também marca o reencontro artístico entre Mattos e Milani. A parceria entre ator e diretor parte da ideia de transformar a palavra em ação e estabelecer uma relação próxima com a plateia. A direção trabalha com diferentes ritmos para alternar a intimidade dos sermões, a dimensão poética dos textos e as provocações do bufão. O resultado é uma montagem que aproxima obras literárias do público por meio de uma encenação direta e bem-humorada. Entre citações, comentários e invenções, “Sobre Poetas e Heresias” convida a pensar sobre as certezas que atravessam a vida em sociedade sem abrir mão do prazer de rir delas.


Ficha técnica
Peça teatral "Sobre Poetas e Heresias"
Direção: Carlo Milani
Atuação: Jairo Mattos
Figurino: Luiza Curvo
Maquiagem: Beto França
Texto, luz e cenário: Jairo Mattos
Operador de Luz: Bruno Gutierres
Fotografia: Adriano Escanhuela
Direção de produção: Lilia Ladislau e Jorge Moreira
Consultoria: Adolfo Mazzarini
Produção: Orapronobis Produções Culturais


Serviço
Peça teatral "Sobre Poetas e Heresias"
Temporada: 20 de agosto a 12 de setembro de 2026. De quinta a sábado, às 20h30. Nos dias 4 e 11 de setembro, também às 16h.
Sessões com LIBRAS: 4 e 5 de setembro
Local: Sesc Pinheiros – Auditório – Rua Paes Leme, 195, Pinheiros, São Paulo, SP
Ingressos: R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (meia-entrada) e R$ 15,00 (credencial plena)
Vendas: sescsp.org.br ou nas bilheterias das unidades do Sesc SP
Duração: 60 minutos
Classificação: 14 anos
Acessibilidade: auditório acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.
Sesc Pinheiros | Rua Paes Leme, 195, Pinheiros – São Paulo/SP.
Horário de funcionamento: terça a sexta, das 10h00 às 22h00; sábados, das 10h00 às 21h00; domingos e feriados, das 10h00 às 18h30.
Estacionamento: com manobrista.
Como chegar de transporte público: 350 metros a pé da Estação Faria Lima (Metrô – Linha Amarela), 350 metros a pé da Estação Pinheiros (CPTM – Linha Esmeralda) e do Terminal Municipal Pinheiros (ônibus).
Acessibilidade: a unidade possui rampas de acesso e elevadores, além de banheiros e vestiários acessíveis para pessoas com mobilidade reduzida. Também conta com espaços reservados para cadeirantes.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

.: Raul Barretto estreia “Despalhaço” e revisita 44 anos de carreira em SP


Em primeiro solo adulto de sua trajetória, artista reúne teatro, circo, improvisação e audiovisual para refletir sobre tempo, envelhecimento, memória e o futuro da arte

Com 44 anos de carreira dedicados ao teatro e à palhaçaria, Raul Barretto transforma a própria trajetória em matéria-prima para “Despalhaço”, primeiro espetáculo solo adulto dele e também seu primeiro texto de autoria. A montagem estreia no dia 27 de agosto, no Auditório do Sesc Vila Mariana, em São Paulo, e segue em cartaz até 5 de setembro. Barretto assina o texto, a atuação, a criação e a direção do espetáculo, que combina teatro, circo, improvisação, malabares e recursos audiovisuais. 

Próximo dos 70 anos, o artista revisita experiências pessoais e mudanças vividas pela sociedade para colocar em discussão temas como passagem do tempo, envelhecimento, longevidade, memória e a permanência do artista em cena. A montagem integra as comemorações dos 35 anos do Grupo Parlapatões, do qual Barretto faz parte ao lado de Hugo Possolo. O trabalho também chega 15 anos depois de “O Bricabraque”, seu primeiro solo voltado ao público infantil.

A relação do artista com a formação e a difusão teatral também atravessa a criação. Barretto é sócio cofundador do Espaço Parlapatões, que completa 20 anos, e um dos idealizadores da SP Escola de Teatro, onde coordena há 16 anos a Linha de Estudo em Humor. Em “Despalhaço”, essas experiências ganham novas camadas ao colocar em perspectiva o caminho percorrido e as transformações observadas dentro e fora dos palcos. A passagem do tempo aparece como um dos principais motores da dramaturgia, que também lança questões sobre o futuro em uma sociedade marcada pela velocidade e pela fragmentação.

A narrativa se desenvolve em três planos temporais. No passado, Barretto recupera episódios de sua trajetória e de sua relação com o teatro e a palhaçaria. O presente abre espaço para assuntos como desenvolvimento, sustentabilidade, inteligência artificial e o papel social do artista. Já o futuro surge como território de dúvidas, possibilidades e novas formas de pensar a relação entre humanidade e planeta. “O mais urgente é reafirmar a importância de vivermos em comunidade e em harmonia, conseguindo divergir sem transformar o outro em inimigo. O palhaço mostra o ridículo que vivemos e pode nos levar a alguma consciência”, afirma Barretto.

A encenação aposta também no repertório circense do artista. Texto e improvisação dividem espaço com malabares, monociclo, chicote e facas. O cenário de Diego Dac tem um tecido como elemento central, assumindo diferentes funções ao longo da apresentação. Projeções audiovisuais acompanham a encenação e incorporam imagens, vídeos e depoimentos relacionados à trajetória de Barretto.

A pesquisa para a criação percorre diferentes campos do conhecimento e reúne referências como o filósofo Diógenes, os cientistas Marcelo Gleiser e Carl Sagan, estudos sobre a formação das sociedades humanas, povos indígenas, consciência e inteligência. O espetáculo também estabelece diálogos com o trabalho do artista Jaider Esbell, da arqueóloga Niède Guidon e dos pesquisadores Eduardo Neves e Miguel Nicolelis.

O próprio título “Despalhaço” aponta para as transformações vividas pelo artista ao longo da vida e para a maneira como a palhaçaria continua presente nesse percurso. Para Barretto, preservar o olhar do palhaço significa manter viva uma combinação de inocência, crítica e disposição para o encontro. “O palhaço é uma criança eterna. Manter esse olhar, ao mesmo tempo inocente e crítico, é algo que o ser humano não deveria perder. A permanência no palco também nasce dessa busca pelo diálogo e pelo olho no olho”, afirma.

Ficha técnica
Peça teatral “Despalhaço”
 
Texto, atuação e criação: Raul Barretto.
Preparação de ator e direção de cena: Antônio Januzelli
Assistência de direção: Helena Cerello.
Direção de produção: Jessica Rodrigues e Carolina Henriques.
Cenário e adereços: Diego Dac, Luana Miyamoto e Xapiri Ateliê Artístico.
Figurino: Claudia Schapira.
Projeto de som e trilha sonora: Deivison Nunes e Raul Barretto.
Iluminação e técnica de luz: Reynaldo Thomaz.
Projeto multimídia e audiovisual: Deivison Nunes e Raul Barretto.
Colaboração no projeto multimídia e audiovisual: Marcelo Machado.
Técnica de audiovisual: Deivison Nunes.
Provocação artística: Suzana Aragão.
Arte gráfica: Werner Schulz.
Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli.
Realização: Sesc.
Produção geral: Companhia Vadabordo e Rodri Produções.

Serviço
Peça teatral “Despalhaço”
Estreia: 27 de agosto de 2026
Temporada: de 27 de agosto a 5 de setembro de 2026
Dias e horário: quinta a sábado, às 20h30
Duração: 70 minutos
Classificação etária: 14 anos
Local: Sesc Vila Mariana – Auditório (Torre A, 1º andar)
Rua Pelotas, 141, Vila Mariana, São Paulo
Capacidade: 130 lugares
Ingressos: R$ 15,00 (credencial plena), R$ 25,00 (meia-entrada) e R$ 50,00 (inteira)
Vendas: sescsp.org.br/programacao/despalhaco
Disponível para compra on-line a partir de 18 de agosto, às 17h00.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

.: "Lady Macbeth: Um Ensaio Sobre o Poder" desloca o olhar de Shakespeare


Espetáculo protagonizado por Aretha Sadick transforma a personagem de William Shakespeare em ponto de partida para discutir poder, raça, desejo, violência e os caminhos percorridos por quem decide conquistar um lugar de comando. Foto: Cacá Bernardes | Bruta Flor Filmes


A atriz Aretha Sadick protagoniza "Lady Macbeth: Um Ensaio Sobre o Poder", espetáculo que revisita uma das personagens mais marcantes de William Shakespeare a partir de uma perspectiva contemporânea. Com direção cênica e de movimento de Tainara Cerqueira e tradução e adaptação de Rodrigo França, a montagem estreia no Sesc Ipiranga nesta sexta-feira, 21 de agosto, e segue em cartaz até 13 de setembro de 2026. A pergunta que conduz a peça é direta: o que uma pessoa está disposta a fazer para chegar ao poder? E, depois de conquistar aquilo que tanto desejou, o que acontece?

Em "Macbeth", tragédia escrita por Shakespeare, a ambição pelo trono desencadeia uma sequência de assassinatos que conduz o casal protagonista à ruína. Lady Macbeth tem papel fundamental nesse percurso. É ela quem transforma a possibilidade anunciada pelas profecias em estratégia e incentiva o marido a ultrapassar o limite entre desejar a coroa e agir para conquistá-la. "Lady Macbeth: Um Ensaio Sobre o Poder" coloca essa mulher no centro da narrativa. A montagem parte de monólogos fundamentais da personagem para investigar os mecanismos da ambição e as relações entre desejo e poder. O texto preserva trechos essenciais da obra original e incorpora reflexões filosóficas e sociológicas propostas por Rodrigo França.

Macbeth não aparece fisicamente em cena. Sua presença surge como um espectro com quem Lady Macbeth estabelece diálogo. A partir da carta enviada pelo marido, ela começa a elaborar o discurso que pretende usar para convencê-lo a assassinar o rei Duncan. As bruxas também ganham outra configuração: são interpretadas pela própria Aretha Sadick e aparecem logo no início da montagem. A dramaturgia está dividida em cinco atos e uma cena final, acompanhando Lady Macbeth desde a preparação do crime até o momento posterior à conquista da coroa.


O poder começa no corpo
A encenação começa em uma situação íntima: Lady Macbeth toma banho. Banheira, espelho e escada formam o espaço em que a personagem constrói, aos poucos, a própria estratégia. A escada acompanha essa transformação e ganha diferentes sentidos ao longo do espetáculo, relacionada à ascensão ao trono e também à presença de Macbeth. O ambiente íntimo se converte gradualmente em espaço de disputa, fazendo com que o percurso da personagem passe pelo desejo, pela estratégia, pelo crime e pela tentativa de sustentar o poder conquistado.

Em uma das passagens mais marcantes, Lady Macbeth modifica a própria aparência diante do público. Aretha Sadick aplica maquiagem branca no rosto e no corpo e coloca uma peruca loira. A transformação estabelece diálogo com a trajetória de Chica da Silva e com as reflexões de Frantz Fanon sobre assimilação e os mecanismos de construção de uma aparência associada à branquitude como estratégia de acesso a espaços de poder.

A presença de uma atriz negra no papel também amplia a leitura da personagem. A ambição de Lady Macbeth passa a dialogar com outra questão: o que significa desejar um lugar de poder em uma estrutura historicamente marcada pela exclusão de determinados corpos? Tainara Cerqueira, cuja pesquisa envolve dança e corpos negros em cena, trabalha a transformação física da personagem em parceria com Aretha. O corpo acompanha as mudanças internas de Lady Macbeth e faz do poder uma experiência concreta, física e teatral.


Figurino acompanha a ascensão
O figurino de Luiz Claudio Silva também participa da transformação. A personagem passa por três momentos principais: começa com uma peça preta de caráter íntimo, passa para um vestido azul quando se prepara para assumir a condição de rainha e chega à alfaiataria depois de conquistar o lugar que perseguia. O azul, historicamente relacionado à realeza e à ideia de "sangue azul", amplia a reflexão sobre a construção cultural da distinção e do poder.

A trilha sonora original de Dani Nega acompanha as diferentes fases da narrativa. Em alguns momentos, conduz os movimentos da atriz; em outros, permanece como uma camada sonora sobre os monólogos. Na iluminação de Carol Gracindo, a montagem aposta em uma lógica cinematográfica, com mudanças sutis e permanências prolongadas em determinados estados de luz. A escolha cria um ritmo próprio para o espetáculo e convida o público a observar as transformações da personagem sem a pressa característica das imagens contemporâneas.

Depois de conquistar a coroa, Lady Macbeth encontra seu principal ponto de virada. Até então, sua trajetória esteve ligada à falta e ao desejo de chegar ao poder. Quando finalmente alcança o objetivo, surge uma nova questão: o que fazer com aquilo que conquistou? A pergunta que acompanha a personagem desde o início retorna transformada. Depois de fazer tudo para chegar ao poder, qual é o preço de permanecer nele?


Sobre Aretha Sadick
Aretha Sadick é atriz e participou, em 2024, das séries "Reencarne" (Rede Globo), "Cidade de Deus" (MAX) e "Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente" (MAX). Foi protagonista dos curtas-metragens "A Lama da Mãe Morta" e "Se Eu Tô Aqui é por Mistério", ambos de 2023. Também atuou na série infantil "A Caverna de Petra" (Canal Futura/Globoplay) e participou das séries "Me Chame de Bruna" (FOX) e "Os Ausentes" (MAX).

No teatro, interpretou Macunaíma em "Ópera Tupi" (2019), foi co-protagonista de "Jorge Para Sempre Verão" (2022), integrou o elenco de "AQUI - elevado a 1 trilhão" (2024) e participou do espetáculo "Avenida Paulista - da Consolação ao Paraíso", dirigido por Felipe Hirsch. Em 2026, protagoniza no cinema os filmes "Baricentro", dirigido por Raphael Gustavo e Rochelle Silva, da É Nois Kita Produções, e "Superketa", com direção de Gustavo Vinagre. Agora, estreia no teatro como protagonista de "Lady Macbeth: Um Ensaio Sobre o Poder".


Ficha técnica
Peça teatral "Lady Macbeth: Um Ensaio Sobre o Poder"
A partir da obra de William Shakespeare
Tradução e adaptação: Rodrigo França
Direção cênica e direção de movimento: Tainara Cerqueira
Assistente de direção: Priscila Borges
Atuação e concepção cenográfica: Aretha Sadick
Trilha sonora original: Dani Nega
Iluminação: Carol Gracindo
Figurino e adereços: Luiz Claudio Silva
Visagista: Rosa Di Carlo
Técnico de luz: Givva
Produção e gestão cultural: Dani Correia, Gabi Correia, Rachel Brumana e Veni Barbosa
Associação: SÙ de Cultura e Educação
Direção de produção: Sadick Produções


Serviço
Peça teatral "Lady Macbeth: Um Ensaio Sobre o Poder"
Sesc Ipiranga | R. Bom Pastor, 822 – Ipiranga / São Paulo
De 21 de agosto a 13 de setembro de 2026
Sextas, às 21h00. Sábados e domingos, às 18h30.
Valores: R$ 50 (inteira) / R$ 25 (meia) / R$ 15 (Credencial Plena)
Compra on-line pelo aplicativo e presencial.
Duração: 60 minutos.
Classificação: 16 anos.

domingo, 16 de agosto de 2026

.: " João, Joãozinho, Joãozito" transforma infância de Guimarães Rosa em musical


"João, Joãozinho, Joãozito" estreia em 29 de agosto e revisita os primeiros anos de Guimarães Rosa em uma montagem que mistura literatura, música, bonecos e cultura popular brasileira. Foto: Alê Catan

A criança curiosa que descobria o mundo entre livros, animais, histórias e brincadeiras ganhou um novo lugar na cena paulistana. "João, Joãozinho, Joãozito", musical inédito inspirado no livro "João Joãozinho, Joãozito - O Menino Encantado", de Claudio Fragata, estreia em 29 de agosto no Teatro do Sesi-SP, no Centro Cultural Fiesp. Com direção artística, texto e adaptação de Marcio Araújo, a montagem acompanha os primeiros anos de João Guimarães Rosa (1908-1967), antes de o menino de Cordisburgo se tornar um dos nomes fundamentais da literatura brasileira.

A temporada segue até 13 de dezembro de 2026, com sessões às quintas e sextas, às 11h00, e aos sábados e domingos, às 15h. Aos fins de semana, todas as apresentações contam com interpretação em Libras e audiodescrição. A produção foi idealizada por Daniel Palmeira e nasceu de sete anos de pesquisa dedicados a construir uma linguagem capaz de aproximar o universo de Guimarães Rosa do público infantil. 

A história parte da infância do escritor em Minas Gerais e acompanha sua trajetória desde o nascimento até a mudança para Belo Horizonte. Livros, bichos, natureza, línguas, brincadeiras e as histórias que circulavam em sua cidade natal formam o território de descobertas do pequeno João. A montagem transforma essas experiências em uma aventura musical sobre curiosidade, imaginação e conhecimento.

A relação entre o menino e o futuro escritor também aparece na dramaturgia por meio de referências ao universo literário de Rosa. Elementos associados a "Grande Sertão: Veredas" e um amigo imaginário inspirado em Miguilim entram na narrativa como pistas para quem já conhece a obra do autor e como primeiras portas de entrada para crianças que ainda vão descobrir sua literatura.

Um dos aspectos mais interessantes da encenação está na maneira como João é construído em cena. Os nove integrantes do elenco se alternam na interpretação do protagonista, fazendo com que a figura do menino passe de um corpo a outro. A escolha amplia a ideia de que a infância pertence a todos e transforma o próprio personagem em uma construção coletiva.

“Queremos que toda criança se veja no palco, que possa imaginar que também pode ser cientista, médica, escritora, viajar pelo mundo ou aprender outras línguas. Independentemente de onde venha, ela precisa acreditar que seu futuro também lhe pertence”, afirma Marcio Araújo. A gravata-borboleta, elemento associado à imagem pública de Guimarães Rosa, também ganha função cênica. Ao circular entre os artistas como laço, presilha ou gravata, o objeto funciona como elo entre as diferentes interpretações de João e reforça a ideia de identidade compartilhada. Compre o livro "João Joãozinho, Joãozito - O Menino Encantado", de Claudio Fragata, neste link.

Música que vem da cultura popular
A trilha sonora original, assinada por Tato Fischer e Marcio Araújo, reúne nove canções e mergulha em manifestações tradicionais brasileiras. Folia de Reis, cururu, catira, cantos populares, viola caipira e sanfona ajudam a criar o ambiente sonoro da montagem. A direção musical e os arranjos são de Dagoberto Feliz. A música acompanha a trajetória do personagem e estabelece uma ponte entre as experiências da infância e as tradições culturais que atravessam o interior brasileiro.

No aspecto visual, a montagem aposta em bonecos artesanais, brinquedos antigos e objetos associados à infância do interior do país, especialmente de Minas Gerais. O cenário criado por Bruno Anselmo é formado por estruturas que mudam de função ao longo da apresentação, deixando espaço para que a imaginação do público complete as imagens.

Os figurinos de Clau Carmo seguem a mesma lógica e buscam referências em colchas de retalhos e brinquedos artesanais, criando uma atmosfera de memória e afetividade. Ao todo, são 19 bonecos criados por Jésus Sêda, conhecido também pelo trabalho em "Castelo Rá-Tim-Bum". Em cena, os nove artistas acumulam funções: atuam, cantam, tocam instrumentos, dançam e manipulam bonecos. Integram o elenco Beatriz Amado, Conrado Caputo, Daniel Aureliano, Elix, João Paulo Bienermann, Neusa de Souza, Rita Almeida, Thiago Claro França e Thiago Mota.

Para Tais Lara, diretora do Centro Cultural Fiesp, a montagem aproxima crianças e famílias da trajetória de Guimarães Rosa ao mesmo tempo em que amplia o contato do público com a literatura brasileira. A proposta está alinhada ao compromisso do Sesi-SP com a oferta gratuita de programação cultural e com a formação de novos públicos.

Uma infância antes do escritor
"João, Joãozinho, Joãozito"
olha para Guimarães Rosa antes do reconhecimento, dos livros consagrados e da carreira diplomática. É o menino que observa, pergunta, coleciona descobertas e encontra nos livros uma forma de ampliar o mundo ao redor. A montagem utiliza essa perspectiva para apresentar a infância como um período decisivo na formação do artista. A curiosidade do personagem, sua relação com a natureza e o contato com diferentes linguagens aparecem como elementos que ajudam a compreender o escritor que surgiria anos depois.

A proposta também encontra na cultura popular uma maneira de aproximar o universo roseano das crianças. Em vez de apresentar Guimarães Rosa como uma figura distante da literatura, o espetáculo recupera o menino que existiu antes do autor de Grande Sertão: Veredas e transforma suas primeiras experiências em matéria de teatro.


Ficha técnica
Peça teatral "João, Joãozinho, Joãozito", a partir do livro de Claudio Fragata

Texto e adaptação: Marcio Araújo
Direção artística: Marcio Araújo
Músicas compostas: Tato Fischer/Marcio Araújo
Direção musical/arranjos: Dagoberto Feliz
Assistente de direção: Adriana Salcedo
Elenco/músicos: Rita Almeida, João Paulo Bienermann, Daniel Aureliano, Neusa de Souza, Elix, Conrado Caputo, Beatriz Amado, Thiago Claro França e Thiago Mota
Paisagista sonoro: Marcelino Ziggy
Desenho de som: Labsom – Kleber Marques, Juma e Marcelino Ziggy
Microfonista: Juma (Juliana Maria)
Técnico de som: Kleber Marques
Iluminador/desenho de luz: Guilherme Bonfanti
Operador de luz: Felipe Bonfante
Cenografia: Bruno Anselmo
Cenotécnico: Reserva Cênica
Design: Leandro Madeiros
Figurino: Clau Carmo
Costureira/modelista: Salomé Abdala
Aderecista: Nilton Araújo
Bonequeiro: Jésus Sêda
Visagista: Jonathan Faria
Projeto gráfico: André Kitagawa
Fotógrafo: Ale Catan
Assistente de fotografia: Rafael Sá
Vídeos: Sucata Filmes – Vinícius Faé
Preparação corporal: João Paulo Bienermann
Preparação de manipulação de bonecos: Eduardo Alve
Direção de palco: Marco Loureiro
Maquinista: Atila Quirino (Chin)
Contrarregra: Arthur Gerizani
Camareira: Cris Quirino
Assessoria de imprensa: Canal Aberto Comunicação
Mídias sociais: Tatiana Machado
Intérprete de Libras: Fabiano Campos
Áudio-descrição: Ver com Palavras
Produção executiva: William Gibson
Direção de produção: Daniel Palmeira
Coordenação financeira: Cleo Chaves
Assessoria contábil: DW Gonzalez Contábil
Assessoria jurídica: Marcelo Mayer
Coordenação geral/produção: Penta Querobin Produções


Serviço
Peça teatral "João, Joãozinho, Joãozito"
Temporada: 29 de agosto a 13 de dezembro de 2026
Sessões: quintas e sextas, às 11h; sábados e domingos, às 15h
Atenção: Libras e audiodescrição em todos os sábados e domingos da temporada
Local: Centro Cultural Fiesp - Teatro Sesi-SP | Av. Paulista, 1.313, em frente à estação Trianon-Masp do Metrô
Ingressos: gratuitos, com reservas pelo site www.sesisp.org.br/eventos
Classificação indicativa: livre, indicado para todas as idades

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

.: Mirada 2026 homenageia o Equador e celebra os 80 anos do Sesc com 10 dias


Com 41 espetáculos de 15 países e 16 ações formativas, a 8ª edição do festival bienal aborda temas como os deslocamentos territoriais, a festa como rito e ato político, questões ambientais e as relações entre trabalho, ócio e tempo. Foto: Macbeth_ft.Victor Otsuka / Papakuna_ft. Matias Canales / Vovó Surrealista_ft. Isaque Alves

De 3 a 13 de setembro de 2026, o Mirada - Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas chega à sua 8ª edição bienal, tem o Equador como país homenageado e acontece em diferentes cidades da Baixada Santista. Realizada pelo Sesc São Paulo, a programação de dez dias apresenta montagens de teatro, dança, performance em palcos, praças e espaços históricos de Santos, Cubatão, Guarujá, Praia Grande e São Vicente, reunindo artistas de diversas origens e linguagens.
 
Com sete espetáculos, a mostra Equatoriana apresenta a pluralidade da produção desse país. Além disso a programação conta ainda com a Mostra Internacional e a Mostra Nacional, cada uma com 17 espetáculos. Com destaque para as estreias nacionais: "Casa do Norte" (Grupo Clariô de Teatro), "Macbeth" (Cia. Extemporânea), "Vovó Surrealista" (Cia. de Feitos) "e ...ao mesmo tempo..." (Lume Teatro e a Cia. Clowns de Shakespeare), uma obra que dialoga com temas como o tempo, a memória e a continuidade, especialmente significativos em um ano de celebração dos 80 anos do Sesc.
 
"A programação desta edição reflete o compromisso do Sesc com a diversidade, a acessibilidade e a cooperação cultural. Ao ocupar teatros, ruas, praças e espaços históricos da Baixada Santista, o Mirada amplia o acesso à produção cênica contemporânea e promove encontros entre diferentes públicos e perspectivas. Neste ano, em que celebramos os 80 anos do Sesc, esse diálogo se fortalece com a presença de artistas de 15 países, incluindo a Guatemala pela primeira vez, ampliando as possibilidades de intercâmbio e construção de novos repertórios", afirma Luiz Galina, diretor do Sesc São Paulo.

A curadoria reuniu representantes do Sesc de diferentes regiões do país (AP, CE, MS, PA, PR, PE e RJ) e do Departamento Nacional, em um processo que incluiu ainda um fórum formado por uma equipe diversa de técnicos da linguagem que atuam no estado de São Paulo. Essa construção coletiva reafirma o compromisso da instituição com a diversidade, a acessibilidade, a cooperação transnacional e a cidadania. A programação organiza-se em quatro eixos: Mostra Equatoriana, Mostra Internacional, Mostra Nacional e Ações Formativas, que se relacionam e se complementam.
 

O Equador no centro da cena
Nesta edição, o Mirada coloca o Equador como país homenageado, direcionando o olhar para a produção das artes cênicas da América do Sul. Marcado pela presença dos Andes, da Amazônia e do litoral, o país traz ao festival uma cena que evoca ritos comunitários e tensiona feridas coloniais.
 
O espetáculo de abertura do festival é o "Me·de·as", do equatoriano Colectivo Mitómana. A obra revisita o mito de Medeia para discutir maternidade, luto coletivo e a subversão dos papéis atribuídos às mulheres, em uma releitura que une canto, dança e coralidade para abordar diferentes formas de resistência às imposições patriarcais.
 
O recorte equatoriano traz nomes e estéticas diversas. Entre os destaques estão o espetáculo "Papakuna - Agroteatro Cómico Musical" (da Colectiva Yama), que celebra as tradições milenares andinas e o cultivo de batatas nativas como ato de resistência cultural e comunitária, e "La Trocha" (da Runga Arte Experimental, em parceria com a artista argentina Melina Seldes), que investiga a travessia de migrantes na fronteira entre Colômbia e Equador.
 

Diálogos internacionais e a efervescência da cena nacional
A Mostra Internacional registra a participação inédita da Guatemala e a expansão de presenças caribenhas, ao lado de produções da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Espanha, México, Peru, Portugal, Uruguai e Venezuela. Os espetáculos abordam temas importantes do nosso tempo - como migração, ancestralidade, justiça climática, repressão política e igualdade de gênero. 

Os destaques são o espanhol "Seppuku - El Funeral de Mishima o El Placer de Morir" (da encenadora Angélica Liddell), baseado no código espiritual dos samurais, que combina erotismo, ritualística e o teatro nô japonês; o chileno "Vampyr" (direção de Manuela Infante), um falso documentário sobre criaturas que resistem à divisão entre natureza e cultura para tratar de sustentabilidade; o argentino "Ayoub - El Amor Me Enseña a No Amar" (Marina Otero), que critica o colonialismo afetivo a partir do relacionamento entre um casal no Marrocos; e o mexicano "Mi Madre y el Dinero" (Anacarsis Ramos), no qual o diretor e sua mãe, Josefina Orlaineta, sobem ao palco após uma década de distanciamento para mostrar a história de uma mulher que manteve mais de 40 negócios ao longo da vida em busca da sobrevivência em uma das áreas de maior índice de pobreza no México.
 
A Mostra Nacional apresenta um panorama dedicado à diversidade das artes cênicas brasileiras, incluindo estreias nacionais, como...ao mesmo tempo..., que reúne o Lume Teatro e a Cia. Clowns de Shakespeare; uma versão contemporânea de "Macbeth" (Cia. Extemporânea), interpretada por um elenco de drag queens; e "Casa do Norte", no qual o Grupo Clariô de Teatro comemora duas décadas de história e afirmação cultural em Taboão da Serra.
 
Formação de novos públicos
A 8ª edição do Mirada reúne espetáculos voltados a públicos de diferentes idades, com obras que convidam crianças, jovens e adultos a se aproximarem das artes cênicas. Entre elas está "Vovó Surrealista", da Cia. de Feitos - baseado no livro de Carlos Canhameiro, o espetáculo acompanha uma avó analfabeta, que finge ler livros aos netos, mas inventa histórias e personagens. Já o áudio percurso "Tesoro, Santos" (da chilena Paula Aros Gho) convida o público a uma viagem lúdica pela cidade de Santos, guiada por vozes de crianças e jovens entre 7 e 15 anos.

Além dos espetáculos, o festival promove 16 ações formativas, com residências, vivências, oficinas, bate-papos e sessões de autógrafos de livros que privilegiam a escuta e a troca entre criadores e público, com o intuito de fomentar o pensamento crítico e a reflexão. Durante o período do Mirada - Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas, o Sesc TV exibe filmes, documentários e séries relacionados ao universo do teatro, que também estão disponíveis no Sesc Digital. Acesse a programação completa em sescsp.org.br/mirada ou pelo aplicativo Mirada Festival Sesc SP.


Mirada - Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas  
Criado em 2010 para evidenciar a diversidade de estéticas e as pesquisas nas artes cênicas dos países da América Latina e Península Ibérica, o Mirada chega à sua oitava edição reforçando as similaridades e pluralidades que se estabelecem entre a produção desses países em Santos e cidades vizinhas que carregam, além de beleza natural, a vocação de palco perfeito para evidenciar e proporcionar o intercâmbio entre os povos.


Sobre o Sesc
O Serviço Social do Comércio é uma entidade privada com finalidade pública, criada em 1946 por iniciativa do empresariado do setor de comércio de bens, serviços e turismo, e que tem como missão contribuir para a qualidade de vida dos trabalhadores dessas categorias, seus dependentes e da sociedade em geral. No estado de São Paulo, o Sesc conta com uma rede de 44 unidades, incluindo centros culturais e esportivos, bem como unidades especializadas. Oferece programações em diversas linguagens artísticas, atividades físico-esportivas e de turismo social, programas de saúde, educação para sustentabilidade, para a diversidade e para acessibilidade, alimentação, programas especiais para crianças, jovens e pessoas idosas, além do Sesc Mesa Brasil – programa institucional de combate à fome e ao desperdício de alimentos. O Sesc desenvolve, assim, uma ação de educação não formal permanente com o intuito de valorizar as pessoas ao estimular a autonomia, a convivência e o contato com expressões e modos diversos de pensar, agir e sentir.


Serviço
Mirada 2026 – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas
De 3 a 13 de setembro de 2026
Sesc Santos, espaços públicos e equipamentos culturais em Santos, Cubatão, Guarujá, Praia Grande e São Vicente.
Vendas de ingressos: a partir de 14 de agosto, às 15h00.
Programação e informações: sescsp.org.br/mirada e aplicativo Mirada Festival Sesc SP
Nas redes sociais pela hashtag #FestivalMirada 
Venda de ingressos a partir de 14 de agosto, às 15h, on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e Central de Relacionamento Digital (centralrelacionamento.sescsp.org.br), ou presencialmente nas unidades do Sesc São Paulo.


Valores ingressos
Espetáculos adultos 
R$ 40,00 (inteira); R$ 20,00 (meia-entrada); R$ 10,00 (Credencial Plena)

Espetáculos para crianças  
R$ 30,00 (inteira); R$ 15,00 (meia-entrada); R$ 10,00 (Credencial Plena)
Menores de 12 anos têm entrada gratuita nas atividades infantis, mas precisam de ingresso.
 
Gratuidade nos teatros da Baixada Santista
Todos os espetáculos nos teatros de Cubatão, Guarujá e Praia Grande são gratuitos. A retirada de ingressos antecipados é realizada por meio do aplicativo Credencial Sesc ou pela centralrelacionamento.sescsp.org.br.

Legendagem
Todos os espetáculos, nacionais e internacionais, são apresentados com legendas em português e espanhol, com exceção dos espetáculos de rua, que não têm legenda.

Acessibilidade
Todos os espaços do Mirada são acessíveis para pessoas em cadeiras de rodas. O evento oferece serviços de interpretação em Libras e audiodescrição, além de dispor de espaço para acomodação sensorial para alguns espetáculos. Algumas obras possuem elementos sensoriais que podem causar desconforto.

Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida, Santos / SP
Terça a sexta, 9h00 às 21h30. Sábados, domingos e feriados, 10h00 às 18h30
Informações em sescsp.org.br/mirada 

.: Exposição inédita desvenda a mente de serial killers sob a ótica científica


Após temporadas de sucesso em NY e Dublin, a exposição imersiva "A Mente de um Serial Killer" chega a São Paulo trazendo uma jornada fascinante pela psicologia criminal e ciência forense. A atração propõe desvendar casos famosos do true crime de forma científica e responsável, com realidade virtual e 20 ambientes imersivos. Fotos: divulgação


Após temporadas de sucesso em Nova York, Seattle e Dublin, "A Mente de Um Serial Killer: Uma Experiência Imersiva" chega agora a São Paulo. A Exhibition Hub, produtora e distribuidora de grandes exposições ao redor do mundo, e a Fever, plataforma líder global de descoberta de entretenimento ao vivo, anunciam a chegada da atração ao Shopping Eldorado, seguindo a temporada de sucesso de Titanic: Uma Viagem Imersiva, dos mesmos produtores. Com abertura ao público em 3 de setembro, a exposição propõe uma jornada psicológica e investigativa pelos casos e contextos históricos de alguns dos serial killers mais conhecidos da história. 

Após uma estreia internacional de sucesso que despertou ampla discussão entre público e crítica, a experiência chega ao Brasil com uma proposta responsável: transformar a curiosidade pelo true crime em conhecimento. Ao longo de aproximadamente 90 minutos e mais de 20 ambientes imersivos, os visitantes exploram a história, a psicologia criminal, os métodos de investigação e o impacto cultural desses casos, sem glorificar seus autores ou tratar a violência como entretenimento. 

A jornada começa no Escritório de Investigação, onde o público conhece os bastidores da criação de perfis criminais, da análise de evidências e do trabalho humano essencial para solucionar casos complexos. Em seguida, documentos oficiais, avaliações psicológicas, réplicas de artefatos, painéis de perfil e recriações de cenas investigativas ajudam a compreender padrões de comportamento e possíveis motivações de nomes como Ted Bundy, Jeffrey Dahmer, John Wayne Gacy e Dennis Rader, conhecido como BTK. 

O espaço convida os visitantes a refletir sobre a linha entre fato e ficção e sobre a forma como a mídia transforma criminosos em personagens conhecidos, ao mesmo tempo em que reforça a importância de manter as vítimas e o impacto humano no centro da narrativa. "A Mente de Um Serial Killer: Uma Experiência Imersiva" também inclui uma investigação exclusiva em realidade virtual. Com tecnologia imersiva, o visitante assume o papel de investigador e acompanha diferentes etapas de um caso, do escritório de campo à análise de evidências. A proposta é aproximar o público dos desafios enfrentados por investigadores na busca por justiça, e não recriar a violência como espetáculo.

"Desde o início, nossa visão foi criar uma experiência que educasse, em vez de sensacionalizar. Ao combinar psicologia criminal, ciência forense e narrativa imersiva, convidamos os visitantes a compreender como esses crimes impactaram as vítimas e as comunidades, como as técnicas de investigação evoluíram e por que o universo do true crime continua despertando tanto interesse. Acima de tudo, queremos que o público se envolva com essas histórias de forma responsável e saia da experiência com uma compreensão mais profunda da busca por justiça", afirmou Hamza El Azhar, CEO da Exhibition Hub.

"O interesse do público brasileiro por experiências imersivas e por conteúdos de true crime cresceu de forma significativa nos últimos anos. Nosso objetivo é apresentar uma exposição que vá além da curiosidade e ofereça uma perspectiva educativa, baseada em pesquisa, ciência e reflexão. Estamos muito felizes em trazer essa produção inédita para São Paulo e ampliar o portfólio de experiências culturais que a Fever vem desenvolvendo no país", afirma Thiago Kodic, Diretor de Produções Originais da Fever no Brasil. 

Por meio de documentários, entrevistas, arquivos, registros de investigações e outras fontes verificadas, a exposição apresenta os fatores psicológicos, históricos e sociais relacionados aos casos. Ao mesmo tempo, reconhece as vidas perdidas, o trabalho de investigadores e criminologistas e a responsabilidade coletiva de aprender com a história e proteger pessoas vulneráveis. Os ingressos para "A Mente de Um Serial Killer: Uma Experiência Imersiva" já estão disponíveis pelo aplicativo e pelo site da Fever. 


Serviço
Exposição "A Mente de Um Serial Killer: Uma Experiência Imersiva"

Abertura ao público: 3 de setembro de 2026
Local: Shopping Eldorado, São Paulo
Duração: aproximadamente 90 minutos
Classificação etária: a partir de 16 anos; menores de 18 anos devem estar acompanhados por um adulto
Horários de funcionamento: das 10h00 às 22h00 - aberto todos os dias, exceto às segundas
Ingressos: a partir de R$ 50,00  

.: Companhia das Rosas estreia "Esse-Outro", espetáculo para bebês


A Companhia das Rosas estreia nova obra teatral para bebês e primeiras infâncias, centrada na construção dos primeiros vínculos, desde a gestação até as descobertas iniciais do mundo exterior. Foto: Em Cena Produtora

A Companhia das Rosas investiga os primeiros vínculos entre o eu e o outro por meio de uma narrativa não verbal no espetáculo "Esse-Outro". A montagem é uma criação de teatro para bebês que dialoga também com diversos públicos. Trata-se de um teatro que comunica sem palavras,  com trilha sonora original e um cenário de bambus que utiliza recursos acrobáticos e de jogo cênico da dupla de atrizes-circenses de Erica Stoppel e Luara Bolandini, sob a direção de Clarice Cardell. O espetáculo estreia em São Paulo nos dias 14, 15 e 16 de agosto - sexta-feira, às 10h00 e 15h00; sábado e domingo, às 11h00 - no Sesc 24 de maio com sessões gratuitas. E nos dias 22 e 23, 29 e 30 de agosto - sábados, às 15h00, e domingos, às 11h00 - no espaço Chiquita de Teatro Para Bebês.

Na trama, dois seres que chegam ao mundo se relacionam entre si e com o espaço, se movem com fluidez acrobática e constroem uma narrativa não verbal por meio da linguagem gestual, sonora e visual. Elas são duas personagens que se aproximam, se espelham, se estranham e brincam, revelando as delicadas transformações dos vínculos humanos nos primeiros anos de vida. A obra investiga, de forma poética e sensível, os primeiros encontros entre o eu e o outro: da experiência de fusão e acolhimento no ventre à descoberta do mundo exterior e dos primeiros movimentos de separação afetiva. 

“A questão do outro, dessa construção do processo identitário, que sempre passa por esse espelhamento do outro, foi um dos caminhos da pesquisa. É um espetáculo plástico. Ele é feito para os bebês, mas também para os adultos que os acompanham. A história fala basicamente desse processo de encontros e desencontros, que é a própria vida”, ressalta a diretora Clarice Cardell. O cenário é uma estrutura-casa em forma de pirâmide dupla de bambu, que se transforma continuamente ao longo da peça, criando paisagens de abrigo, passagem e descoberta. Em constante transformação, o espaço cênico traduz a passagem do interior para o exterior, refletindo o processo de descoberta, apropriação e recriação do mundo ao redor. Os figurinos representam dois seres em formação, sem definições de gênero ou identidade fixa. 

A trilha sonora original reúne percussões corporais, marimba, cello, violão, timbres produzidos com o bambu e arranjos vocais que ajudam a criar uma experiência imersiva que dialoga diretamente com a escuta e a imaginação dos bebês. A música constrói atmosferas, acompanha jogos e emoções das personagens e joga com a ideia de repetição e variação com um tema musical central chamado Esse- Outro. Este tema evoca a relação entre mãe e filho, reaparecendo ao longo da narrativa em momentos chave de significados. A narrativa se constrói junto às informações que a música traz, os silêncios e as expressões sonoras das personagens. Ao final do espetáculo, o público é convidado a entrar no espaço cênico e interagir com os objetos de bambu, prolongando a experiência estética por meio do toque, da exploração e da brincadeira compartilhada.

O encontro entre a Companhia das Rosas e a diretora Clarice Cardell consolidou afinidades que já vinham sendo desenvolvidas pelas artistas em suas pesquisas sobre a primeira infância. “Sempre buscamos uma comunicação profunda com os bebês, baseada na presença e na verdade do encontro. Compartilhamos da ideia de que os bebês nascem com capacidades expandidas de percepção do mundo e são capazes de se conectar com universos poéticos de modo muito profundo. Foi muito libertador perceber que compartilhamos dessas e outras ideias sobre a magnitude do ser humano na infância, enfatiza Erica Stoppel.

A atriz Luara Bolandini também comentou o resultado dessa conexão. "Na criação de Esse-Outro, fomos em busca de sentimentos próprios e muito verdadeiros. No encontro com a Clarice potencializamos nossa forma de comunicar sem palavras e explorar a dramaticidade no gesto, seja ele teatral ou acrobático. Apostamos em uma linguagem que prima por uma desacelaração do tempo e convida convida bebês e adultos à experiência sensível de contemplação compartilhada”.

Com mais de duas décadas de pesquisa voltada à arte para a primeira infância, Clarice Cardell (Cia Primeiro Olhar) iniciou essa trajetória na Espanha, onde fundou a companhia La Casa Incierta, referência internacional no teatro para bebês e responsável pela criação de 11 espetáculos apresentados em diversos países. De volta ao Brasil, passou a dirigir o Festival Primeiro Olhar e fundou a BebeLume, produtora dedicada ao desenvolvimento de filmes e conteúdos artísticos para a primeira infância, ampliando sua atuação para o audiovisual e a formação de educadores. 

“Fazer teatro para bebês é, antes de tudo, um ato político. É reivindicar o ser humano em outra dimensão, longe desse olhar adultocêntrico que acredita que a criança é uma página em branco. Temos muito mais a aprender com as crianças do que algo a ensinar a elas. Acredito que a arte para a primeira infância é, antes de tudo, um reconhecimento da potência dos bebês como espectadores”, finaliza a diretora.  A Companhia das Rosas foi criada em 2017, a partir de uma pesquisa de Erica Stoppel e Luara Bolandini, centrada na relação entre a arte circense, o teatro de bonecos e a necessidade de dialogar com as crianças e dar voz às questões da infância.  

“Esse-Outro” é um espetáculo de teatro para bebés que traz duas personagens acrobáticas  que atravessam experiências de vínculo, descoberta e separação em um espaço cênico em constante transformação. O espetáculo narra, sem palavras, de forma poética e sensível, os primeiros encontros entre o eu e o outro: da experiência de fusão e acolhimento no ventre aos primeiros movimentos de separação afetiva e a descoberta do mundo exterior.


Ficha técnica
Peça teatral “Esse-Outro” 
Idealização: Companhia das Rosas - Erica Stoppel e Luara Bolandini. Direção: Clarice Cardell (Cia Primeiro Olhar). Assistência de direção: Vera Abud (Cia Pelo Cano / Cia As Graças).. Orientação de arte e corpo bambu: Poema Mühlenberg (Cia Nós no Bambu). Criação com bambus: Luis Calça Criação de luz: Marisa Bentivegna. Figurino: Chris Galvan. Trilha sonora original: Vinícius Politano. Assistente de Produção: Beatriz Alves Direção de produção: Rita Massini (Margarida Agência de Cultura). Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. 


Serviço
Peça teatral “Esse-Outro” 
Sesc 24 de maio (Local: Tecnologias e Artes - ETA | 4º andar)
R. 24 de Maio, 109 - República, São Paulo - SP, 01041-001 
Dias 14, 15 e 16 de agosto.  Sexta-feira, dia 14, às 10h00 e 15h00. Sábado e domingo, dias 15 e 16, às 11h00. Grátis.

Espaço Chiquita 
Rua Cel. Domingos Ramos, 54 Vl. Leopoldina/SP 
De 22 a 30 de agosto, sábados, às 15h00, e domingos, às 11h00.
Preço: RS 40,00 inteira R$ 20,00 meia
Classificação: livre. Duração:45 minutos
O trabalho foi pensado para sensibilizar bebês (0-3 anos) e seus acompanhantes por meio de estímulos táteis, sonoros e visuais adequados a essa faixa etária. 

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

.: Celso Frateschi e Zécarlos Machado em "Dois Papas", no TUCA até setembro

Com direção de Munir Kanaan, a peça marca a primeira montagem internacional do texto de Anthony McCarten, também adaptado para o cinema em filme da Netflix, dirigido por Fernando Meirelles, com 4 indicações ao Oscar. Foto: Ale Catan


Vista por mais de 25 mil pessoas e sucesso de público e crítica, "Dois Papas"segue em cartaz nos palcos do TUCA. Com direção original de Munir Kanaan, a peça leva aos palcos o encontro entre dois líderes da Igreja Católica com visões de mundo opostas: o conservador Papa Bento XVI, interpretado por Zécarlos Machado, e o progressista argentino Cardeal Jorge Bergoglio - futuro Papa Francisco - vivido por Celso Frateschi. A temporada vai até 27 de setembro de 2026 com sessões sempre sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 18h. 

O espetáculo foi vencedor do Prêmio Arcanjo de Cultura como Melhor Drama 2025, e os protagonistas foram indicados ao Prêmio APCA 2025, na categoria Melhor Ator. A peça marca a primeira montagem internacional do texto de Anthony McCarten, autor também do livro homônimo e do roteiro do filme da Netflix dirigido por Fernando Meirelles, indicado a quatro Globos de Ouro, cinco BAFTAs e três Oscars - incluindo o de Melhor Roteiro. 

A história parte do momento em que Bergoglio viaja à Roma decidido a pedir sua aposentadoria. Para sua surpresa, é convocado a uma conversa pessoal com Bento XVI, que considera renunciar ao cargo diante das pressões enfrentadas pela Igreja. O que se segue é um diálogo carregado de tensão, respeito e humor, no qual visões antagônicas encontram espaço para escuta, conflito e transformação.

“Em cena, é como se estivessem quatro papas. Temos em segundo plano o Papa Bento XVI e o futuro Papa Francisco, que são os papas públicos, conhecidos pelos grandes eventos e cerimônias, vistos pela TV e pela internet. E temos o mais interessante, o que busquei iluminar, a intimidade desses dois homens, aquilo que não vemos. A possibilidade do diálogo é o que move essa história, são duas visões de mundo completamente diferentes. Apesar de Bento XVI ser mais conservador, é ele quem chama Bergoglio para a conversa, que apesar de ser um homem mais aberto, chega hesitante para ter esse papo reto. São as complexidades desse encontro que conduzem o diálogo sobre a necessidade de mudanças”, enfatiza o diretor Munir Kanaan.

Além de Celso Frateschi e Zécarlos Machado, o espetáculo conta com a voz feminina que fica a cargo das atrizes Carol Godoy e Eliana Guttman, intérpretes de fortes personagens próximas aos protagonistas: Irmã Sofia, freira idealista transformada pela ditadura argentina e pelos ensinamentos de Bergoglio, e Irmã Brigitta, uma mulher rígida, editora de livros religiosos e amiga confidente de Bento XVI.

A encenação aposta em elementos visuais para potencializar a narrativa. O cenário branco, concebido como instalação cênica, se transforma a partir de figurinos, objetos e projeções, construindo desde ambientes sacros até os momentos mais íntimos dos personagens. O videomapping insere conteúdos documentais e amplia o impacto estético do espetáculo, enquanto a trilha sonora ambienta e guia as transições com sutileza.


Os Papas
“A cidade treme com vozes discordantes – marxistas, liberais, conservadores, ateus, agnósticos, místicos – e em cada peito o grito universal: “Eu falo a verdade!”. Essa é uma das falas do Papa Bento XVI que mais impressiona Zécarlos Machado em seu papel. Para o ator, a ideia do texto dialoga em cheio com a contemporaneidade. Bento XVI, ou Joseph Ratzinger, é um homem que tem atribuições enormes, pois a Igreja tem bilhões de fiéis, um líder com responsabilidades maiores que certos presidentes de alguns países.

“Ele é um homem com suas virtudes e contradições dentro do mundo religioso. Está em um momento de fragilidade física diante desse cargo que exige tanto. Apesar de ser um intelectual, ele tem muito humor, características que vão humanizando essa figura. Estamos em uma época em que cada um tem sua verdade. As discordâncias se acirram e se tornam, inclusive, violentas. Se tornam perversas, desrespeitosas, doentias, trazendo uma noção de desumanidade em altíssimo grau. As vozes são discordantes de Bento XVI e de Francisco, mas quando se reconhece o lado humano e se tem uma boa vontade, é possível encontrar um caminho em que a humanidade, de fato, se estabeleça. É uma peça que nos leva a um processo de avaliação desse mundo caótico atual."

Celso Frateschi encarna o cardeal argentino Jorge Bergoglio e volta a trabalhar com temas que permeiam a Igreja Católica, como ocorreu nas peças "O Grande Inquisidor" (adaptação de um trecho do romance "Os Irmãos Karamazov", de Fiódor Dostoiévski) e Processo de Giordano Bruno (texto do italiano Mário Moretti). O ator reforça que "Dois Papas" é bem construído dramaticamente e abre questões filosóficas que não ficam restritas somente ao mundo religioso. “São visões de mundo completamente diferentes, por mais que ambos sejam da mesma religião. Essa dramaturgia acaba falando de nós nesse exato momento em meio às discussões envolvendo polarização”.

Para construir o seu personagem, Frateschi relembra de sua criação católica que dialoga bem com as diretrizes do futuro Papa Francisco na peça. “Ele é um homem que retomou os rumos da Igreja, não tem nenhum limite em avaliar a si mesmo com transparência, possui uma capacidade de mudança e transformação, características que vão continuar durante o seu papado”.  A montagem marca um reencontro de Celso Frateschi e Zécarlos Machado nos palcos. A dupla esteve junta em Santa Joana, de Bernard Shaw, direção de José Possi Neto na década de 80. Os dois atuaram juntos na TV em alguns episódios da série "Sessão de Terapia", exibida originalmente pela GNT.


Estreia internacional e trajetória
Com estreia mundial em junho de 2019 no Royal & Derngate Theatre, na Inglaterra, a peça chegou ao Brasil com produção da Gengibre Multimídia. A montagem conta com uma equipe artística de excelência e recursos técnicos que valorizam a experiência do público. O espetáculo teve sua estreia nacional no SESC-SP, com sucesso de público e crítica, e foi convidado para inaugurar a Sala Nobre do Teatro Cultura Artística. Ainda na capital paulista, a peça chegou aos palcos do Itaú Cultural e BTG Pactual Hall, e também passou por outras cidades de São Paulo (Taubaté, Jundiaí, Araraquara, São José do Rio Preto, Jales, Bauru, Birigui e Sertãozinho), e outros estados como Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR).

Ficha técnica
Peça teatral "Dois Papas"
Elenco: Celso Frateschi (Cardeal Bergoglio), Zécarlos Machado (Papa Bento XVI), Carol Godoy (Irmã Sofia) e Eliana Guttman (Irmã Brigitta). Participação em vídeo: Rafa Steinhauser. Direção: Munir Kanaan.  Dramaturgia: Anthony McCarten. Tradução: Rui Xavier. Diretor Assistente: Gustavo Trestini. Trilha Sonora: Dan Maia. Videomapping: André Grynwask e Pri Argoud. Cenário: Eric Lenate. Figurino: Carol Roz. Iluminação: Beto Bruel. Idealização: Munir Kanaan e Rafa Steinhauser. Produção: Gengibre Multimídia. Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Patrocínio: La Serenissima e 2S Inovações. 


Serviço

Peça teatral "Dois Papas"
Local: TUCA  Endereço:  Rua Monte Alegre, 1024 - Perdizes, São Paulo - São Paulo.
Duração: 100 minutos.
Classificação: Livre. Indicação: 14+
Datas das apresentações: até dia 27 de setembro de 2026.
Sextas e sábados, às 20h00. Domingos, às 18h00.
Ingressos: R$ 180,00 (inteira) e R$ 90,00 (meia-entrada)
Vendas: https://bileto.sympla.com.br/event/118173/d/373929/s/2499495

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

.: Grátis: a temporada especial de dez anos de “Catadora de Ilusões”


Com direção de Naomi Silman, do LUME Teatro, o espetáculo revela com delicadeza e sensibilidade o universo de uma “recicladora de sonhos” que inventa um reino próprio para continuar existindo. Foto: divulgação

No mês de agosto, a atriz e diretora Gabriela Winter promove uma temporada especial celebrando dez anos do espetáculo “Catadora de Ilusões”. A temporada é gratuita e começa no sábado, dia 15 de agosto, às 20h00, com apresentação no Espaço Cultural Inventivo, na Zona Leste de São Paulo . Nos dias 21 a 23 de agosto de 2026, sexta-feira e sábado, às 20h00, e domingo às 19h00, as apresentações acontecem no Teatro Cacilda Becker, na Zona Oeste. E nos dias 29 e 30 de agosto de 2026, sábado às 20h30, domingo às 19h30, as apresentações acontecem no  Centro Cultural São Paulo (CCSP), ao lado da estação Vergueiro do metrô. 

Em “Catadora de Ilusões”, Gabriela dá vida à palhaça Jurubeba, personagem que atravessa a cidade acompanhada de suas pequenas manias, silêncios, invenções, sonhos e desejos. Entre jornais, objetos recolhidos e um cotidiano inventado à própria maneira, Jurubeba cria um reino particular para continuar existindo. Um território íntimo, às vezes melancólico, às vezes absurdamente engraçado, onde a solidão ganha corpo e delicadeza. Com direção de Naomi Silman, do LUME Teatro, o solo “Catadora de Ilusões” revela com delicadeza e sensibilidade o universo de uma “recicladora de sonhos” que inventa um reino próprio para continuar existindo, em uma história de afeto, imaginação e dignidade. 

Ao longo dos últimos anos, Gabriela Winter se consolidou como um dos nomes mais atuantes da palhaçaria contemporânea brasileira. Fundadora do Clownbaret (@clownbaretbrasil), companhia criada em 2009, ela também desenvolve trabalhos de direção, formação e pesquisa. Sua investigação mais recente une neurociência e comicidade por meio da PNP – Programação Neuro Palhacística, metodologia criada a partir de sua pós-graduação em Neurociência e Comportamento pela PUCRS.

Além dos palcos, atuou em projetos humanitários com a Organização Palhaços Sem Fronteiras Brasil e Clowns Without Borders USA em países da África, América Latina e Europa, além de Brumadinho e Rio Grande do Sul. Entre os reconhecimentos de sua carreira estão o prêmio de Melhor Atriz no Sofie Awards (Nova York), em 2015, a direção e concepção da Gala de Circo da Cidade de São Paulo apresentado no Teatro Municipal, em 2023, e o Troféu Picadeiro de Melhor Espetáculo Circense Adulto, conquistado em 2025 com El Grand Clownbaret. 

Nesta temporada comemorativa, toda a equipe do projeto será formada por mulheres. Além das apresentações, a programação inclui acessibilidade em libras, workshop sobre criatividade e palhaçaria, conversa sobre processos de criação e vagas de estágio para jovens interessados em produção cultural e artes da cena. As ações fazem parte do  projeto "10 anos de Catadora de Ilusões" contemplando na décima edição do edital do Programa Municipal de Fomento ao Circo da cidade de São Paulo.


Ficha técnica
Espetáculo “Catadora de Ilusões”
Direção: Naomi Silman (Lume Teatro). Palhaça Jurubeba: Gabriela Winter. Técnica de luz: Melissa Guimarães. Técnica de som: Mica Matos. Designer gráfica: Sabrina Motta. Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini. Intérprete de Libras: Andressa Britto. Filmagem e fotografia: Carolina Scauri (Vibrante Filmes). Produção Executiva: Letícia Elisa Leal e Clownbaret. Produção de Campo: Letícia Elisa Leal. Gestão Financeira: Marina Mioni - Caruá Produções

Serviço
Espetáculo “Catadora de Ilusões”
Com Gabriela Winter. Grátis.

Primeiras apresentações: 
15 de agosto de 2026 (sábado) - 20h00
Espaço Cultural Inventivo - Rua Limeira, 19 - Quinta da Paineira, Zona Leste, São Paulo (SP). Sem necessidade de retirada de ingressos. Capacidade: 50 lugares. Acessibilidade: não. Estacionamento: não.

21 a 23 de agosto de 2026 - sexta-feira e sábado, às 20h00, domingo às 19h00.
22 de agosto (sábado) - 20h00 - sessão com tradução em Libras
Teatro Cacilda Becker - Rua Tito, 295 - Vila Romana (Lapa), Zona Oeste, São Paulo (SP). Capacidade: 198 lugares. Bilheteria: retirada de ingressos 1h antes da sessão. Acessibilidade: banheiros adaptados para cadeirantes e estrutura com acesso adequado (rampas). Estacionamento: não. 

29 e 30 de agosto de 2026 - sábado às 20h30, domingo às 19h30
Centro Cultural São Paulo CCSP - R. Vergueiro, 1000. Paraíso - Sala Jardel Filho - Capacidade: 321 lugares. Acessibilidade: sim. Estacionamento: não. 

.: Inspirado em viagem real de bicicleta pelo Brasil, "A Viagem do Jiló" estreia


Espetáculo homenageia a diversidade cultural brasileira a partir da história de um palhaço que viaja de bicicleta com seu cachorro de São Paulo até Olinda. Foto: Herbert Baratella

Após circular por unidades do Sesc no interior paulista e conquistar crianças e famílias por onde passou, o espetáculo "A Viagem do Jiló" inicia nova temporada no Teatro Cacilda Becker no dia 15 de agosto, com sessões gratuitas até 30 de agosto de 2026. Aos sábados, o público é convidado a participar da oficina Recriando a Comicidade - Esquetes Clássicas do Circo Teatro para o Público de Hoje. Inspirada em uma viagem real de bicicleta realizada pelo artista e palhaço Giba Freitas, a montagem transforma uma experiência vivida nas estradas brasileiras em uma aventura poética, bem-humorada e repleta de referências à cultura nacional.

Em cena, Jiló decide seguir de bicicleta até Olinda, desconfiado da notícia de que o Carnaval deixará de existir. No caminho, encontra o Cachorro Caramelo, que se torna seu companheiro de estrada. Juntos, cruzam diferentes estados brasileiros, encontram personagens inspirados na cultura popular e descobrem que a informação não passava de uma fake news. A ideia surgiu a partir da experiência vivida por Giba Freitas em uma cicloviagem entre São Paulo e Olinda. Os encontros, as paisagens e os costumes observados ao longo do caminho deram origem à dramaturgia, assinada por Paulo Rogério Lopes, com direção de Fernando Sampaio e música executada ao vivo por Maral.

"'A Viagem do Jiló' nasce de uma experiência que mudou completamente a minha vida. Quando voltei da viagem, percebi que havia uma história muito potente ali. Hoje, o mais bonito é ver como as crianças acreditam na narrativa e embarcam nessa aventura do começo ao fim", afirma Giba Freitas. No palco, a cenografia de Andreas Mendes reproduz um grande mapa ilustrado do Brasil, permitindo que o público acompanhe o trajeto dos personagens. Placas inspiradas na sinalização das estradas indicam os estados visitados, enquanto figurinos inspirados em Charles Chaplin, O Gordo e o Magro e nos palhaços dos grandes circos ajudam a compor o universo da narrativa.

 Desde a estreia, a montagem consolidou sua relação com o público infantil. "Descobrimos a força da dramaturgia quando vimos as crianças acreditando em tudo o que acontece em cena. Elas viajam junto com Jiló e o Caramelo. Já os adultos costumam se surpreender ao descobrir, no final, que a história foi inspirada em uma viagem que realmente aconteceu", diz o artista.


Criação
O espetáculo nasceu a partir de uma experiência mambembe de Giba Freitas. Em dezembro de 2022, ele embarcou em uma cicloviagem com a palhaça Formiga (Marisa Silva) para chegar até o Recife a tempo de aproveitar o Carnaval. Depois, os amigos seguiram por mais 150 km até a Paraíba, complementando mais um estado. Durante o trajeto, o artista começou a refletir sobre como os costumes são importantes para a criação de uma identidade coletiva. E, a partir disso, quis investigar quais seriam as identidades de cada região do Brasil hoje: o que ficou pelo caminho e o que está enraizado em nós?

Giba encontrou figuras clássicas do imaginário brasileiro, como o caipira, as vizinhas, as madames, as famílias tradicionais decadentes e os caboclos. Então, ele buscou a essência de todos esses personagens, considerados até arquétipos, para falar com crianças e adultos sobre a imensidão que é o nosso Brasil. Assim, os espectadores das mais variadas idades poderão pensar sobre a diversidade cultural brasileira, principalmente em tempos de extrema polarização. “É necessário que o Brasil conheça o Brasil para que aprenda de fato a respeitá-lo”, defende o artista.

 
Sinopse
Jiló está de bike equipada para seguir rumo a maior festa do Brasil quando se depara com um cachorro caramelo cansado das ruas e precisando de um pouco de energia. De carona na bike, a dupla encontrará muitos desafios, aventuras, riso e diversidade. O trabalho é uma homenagem à identidade plural brasileira, enfatizando a beleza das diferenças e misturando a tradicionalidade do circo e o momento atual, ao tempo em que explora musicalidade e técnicas de manipulação de bonecos, dando vida a personagens inimagináveis.
 

Ficha técnica
Espetáculo "A Viagem de Jiló"
Direção: Fernando Sampaio
Texto: Paulo Rogério Lopes
Elenco: Giba Freitas e Maral
Assistência de direção: Marisa Silva
Cenário e figurinos: Andreas Mendes
Bonequeiro: Murilo Cesca
Direção musical e trilha sonora ao vivo: Maral
Preparação corporal: Larissa Pretti
Iluminação: Diego Gonçalves Cordeiro
Assistente de produção: Thauana Garcia
Produção executiva: Bruna Burkert
Coprodução: Híbrida Arte e Cultura


Serviço
Espetáculo "A Viagem do Jiló"
Temporada: de 15 a 30 de agosto, aos sábados e domingos, às 16h00
*Sessão com audiodescrição no dia 29 de agosto
Duração: 50 minutos | Classificação: 7 anos

Oficina Recriando a Comicidade - Esquetes Clássicas do Circo Teatro para o Público de Hoje
Dias 15, 22 e 29 de agosto, das 10h00 às 13h00
Com Giba Freitas e Maral

Bate-papo com Fernando Sampaio
Dia 22 de agosto, após a sessão
Local: Teatro Cacilda Becker R. Tito, 295, Lapa/ SP
Entrada gratuita

.: Romance de Annie Ernaux, "Paixão Simples" ganha adaptação para o teatro


Aline Fanju faz estreia paulistana do solo "Paixão Simples", a partir do romance de Annie Ernaux, no Sesc Santana, dia 28 de agosto. Com direção e texto de Alessandra Colassanti e idealização de Pablo Sanábio, peça cria um relato íntimo de uma mulher tomada por um amor avassalador e unilateral. Esta é a primeira adaptação de uma obra da aclamada autora francesa (Prêmio Nobel de Literatura em 2022) no Brasil. Foto: Lia Maciel


A atriz Aline Fanju, que recentemente interpretou a delegada Marise na novela “Três Graças” da Globo, estreia em São Paulo seu primeiro monólogo, "Paixão Simples", inspirado no romance homônimo de Annie Ernaux. O espetáculo tem temporada no Sesc Santana, de 28 de agosto a 3 de outubro. Com direção e dramaturgia de Alessandra Colassanti e idealização de Pablo Sanábio, o solo traz um relato da própria escritora sobre sua paixão e espera por um homem estrangeiro e casado, cujo nome nunca é revelado.

A obra, baseada no livro homônimo publicado em 1991, traz esse relato íntimo e visceral dessa mulher tomada por um amor avassalador e unilateral. Com uma narrativa crua e honesta sobre seus sentimentos, desejos e ausência, ela descreve, durante meses, como sua vida gira em torno da expectativa pelos encontros com o ser amado, provocando uma metódica organização de seus dias e um mergulho em seus sentimentos.

Com linguagem direta, delicadamente brutal e com toques eróticos, a peça convida o público a testemunhar o uso da escrita na tentativa de dar sentido às emoções, já que ela transforma um episódio íntimo em uma reflexão sobre o amor, as expectativas e a perda. O livro, inclusive, foi redescoberto recentemente por uma nova geração de leitores jovens nas redes sociais - sobretudo no TikTok - onde trechos viralizaram. 

“'Paixão Simples' é sobre o feminino em sua totalidade. Não é só a história da Annie, personagem do livro, não se resume à experiência individual de uma mulher específica. É sobre uma espera que atravessa os séculos. Uma espera ancestral, avassaladora, muitas vezes injusta, que na encenação ganha uma perspectiva alegórica que só o teatro pode oferecer”, conta a diretora Alessandra Colassanti. Compre o livro "Paixão Simples", de Annie Ernaux, neste link.


Ficha técnica
Solo "Paixão Simples"
Baseado na obra de Annie Ernaux 
Com Aline Fanju
Idealização: Pablo Sanábio
Direção e dramaturgia: Alessandra Colassanti
Direção assistente: Bianca Joy
Tradução: Marília Garcia (Fósforo, 2023)
Direção de produção: Roberta Dias (Caroteno Produções)
Produtora executiva: Marcella Castilho
Cenografia: Aurora dos Campos
Assistente de cenografia: Rachel Merlino
Cenotécnico: Marquinhos
Contrarregras: Bruno Cavalcanti e Bruno Laurino
Figurino: Preta Marques
Figurino fotos de divulgação: Luiza Marcier
Assistente de figurino fotos de divulgação: Ana Luiza Lima
Iluminação: Lina Kaplan
Operação de luz: Maurício Medeiros Shirakawa
Trilha sonora: Alessandra Colassanti e Carol Mathias 
Direção musical: Carol Mathias
Operação de som: Chico Beltrão
Operação de vídeo: Rodrigo Fonseca
Direção de vídeo e projeções: Zoe Guglielmoni 
Pesquisa Criativa e Edição de Vídeo: Octávio Tavares
Criação de conteúdo de projeções e mapping: Helô Duran
Direção de movimento: Priscila Maia
Design gráfico: Pedro Colombo
Fotografia de cena: Lia Maciel
Fotografia de estúdio: Elisa Maciel
Assistente de fotografia de estúdio: Francisco Teixeira
Cinematografia: Chamon Audiovisuais
Produtores associados: Aline Fanju, Pablo Sanábio e Roberta Dias
Realização: Fanju Produções Artísticas


Serviço
Solo "Paixão Simples", baseado no livro de Annie Ernaux
De 28 de agosto a 3 de outubro de 2026
Sextas e sábados, às 20h00. Domingos, às 18h00. 
Sessões extras: 7 de setembro, segunda-feira, às 18h00; 25 de setembro, sexta, às 15h00; 2 de outubro, sexta, às 15h00.
Sesc Santana - Av. Luiz Dumont Villares, 579 - Santana, São Paulo
Ingressos: R$ 60 (inteira), R$ 30 (meia-entrada) e R$ 18 (credencial plena)
Venda on-line em sescsp.org.br e presencial na bilheteria de qualquer unidade do Sesc São Paulo
Duração:  60 minutos
Classificação: 16 anos
Capacidade: 330 lugares
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

sábado, 8 de agosto de 2026

.: Instituto Totex traz ao Brasil mais de 100 obras de Joan Miró em exposição


Com pinturas, esculturas, gravuras, tapeçarias e fotografias, “Miró: Mestre das Formas” acontece entre 7 de agosto e 12 de outubro de 2026 e apresenta obras que serão vistas no Brasil pela primeira vez. Na imagem: Joan Miró, Mont-roig III, 1974. Fundació Joan Miró, Barcelona. ©Successió Miró / AUTVIS, Brasil, 2026
 

Estrelas suspensas em campos de cor, formas orgânicas, símbolos poéticos e o uso marcante de cores primárias fizeram de Joan Miró (1893-1983) um dos nomes mais influentes da arte moderna. Esse universo visual desembarca em São Paulo com "Miró: Mestre das Formas", mostra internacional realizada pelo Instituto Totex e apresentada por Youse, CNP Seguros Holding Brasil, Caixa Residencial e Caixa Seguridade, no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Alvares Penteado - MAB FAAP, até dia 12 de outubro de 2026, reunindo mais de 100 obras originais do mestre catalão. A exposição dá continuidade à trajetória do Instituto Totex na realização de grandes mostras internacionais em parceria institucional com a FAAP. Em 2025, o Totex trouxe ao Brasil a maior exposição sobre Andy Warhol já realizada no país, com mais de 600 obras vindas diretamente do The Andy Warhol Museum (EUA) e público superior a 300 mil visitantes.

Oriundas de importantes instituições e coleções europeias, entre elas a Fundação Miró de Barcelona, a Fundação Miró Mallorca, o Museu de Arte Contemporânea de Mallorca e acervos particulares de colecionadores europeus, as obras apresentam um panorama abrangente da produção do artista catalão, conhecido por desenvolver uma linguagem visual única, marcada por uma permanente experimentação estética. A mostra reúne pinturas, gravuras, esculturas, tapeçarias e fotografias históricas, dezenas delas inéditas no Brasil, incluindo peças que nunca haviam saído da Espanha e objetos raros jamais apresentados conjuntamente ao público.

Como alguns destaques aparecem as obras "Mont-roig III" (1974), "Jeune fille s’évadant" (1967), "Centenary of the Mourlot Print Studio" (1953), "Album 19" (1961) e "Personnages, oiseaux, étoile" (1978), todas inéditas no Brasil, além de "2 + 5 = 7" (1965) e "Woman and Dog in Front of the Moon" (1935). O conjunto inclui ainda dez tapeçarias monumentais produzidas em parceria com Josep Royo, algumas com até dez metros de comprimento, entre elas "Le Lézard aux plumes d’or" (1989–1991), também inédita no país, além de oito peças pertencentes à coleção particular da família do pintor.

Nascido em Barcelona, em 1893, Joan Miró foi um dos artistas mais inovadores e influentes do século XX. Sua obra se apresenta em diferentes suportes, como pintura, escultura, gravura, cerâmica e tapeçaria, e ajudou a redefinir os limites da arte moderna ao combinar elementos do surrealismo, da abstração e da poesia visual em uma linguagem singular. Reconhecido por suas formas orgânicas, símbolos oníricos e uso expressivo das cores, Miró construiu uma produção marcada pela liberdade criativa e pela constante experimentação, tornando-se uma referência para gerações de pintores ao redor do mundo.

“Miró é um dos artistas mais importantes do século XX e construiu uma trajetória única, marcada pela originalidade e técnica apurada. Reunir no Brasil um conjunto tão expressivo de obras, provenientes de instituições e coleções de referência internacional, reforça o compromisso do Instituto Totex em ampliar o acesso a grandes eventos culturais", declara Roberto Souza Leão, CEO do Instituto Totex.
 
“Miró criou uma linguagem visual que atravessa fronteiras porque fala por meio de signos, imaginação e poesia. Receber no MAB FAAP uma exposição de grande porte que revela essa trajetória é mais do que apresentar um gênio da arte ao público brasileiro: é reafirmar o compromisso do museu com exposições que ampliam o diálogo entre diferentes culturas e aproximam os visitantes de experiências artísticas transformadoras”, afirma Pilar M.T. P. C. Guillon Liotti, Conselheira da Fundação Armando Alvares Penteado.

O diretor do MAB FAAP Marcos Moraes, afirma: “Com Miró: Mestre das Formas, o MAB FAAP reafirma mais uma vez seu compromisso com o público brasileiro ao apresentar exposições de grande porte e relevância para a história da arte. O artista catalão ocupa uma posição singular na arte moderna por ter criado um vocabulário visual próprio — alimentado por suas conexões com vanguardas europeias como o cubismo e o surrealismo. Suas obras exploram a tensão entre figuração e abstração e privilegiam a experimentação plástica sem se submeter a correntes rígidas, dando vida a um universo onírico e singular. Reunir um conjunto representativo de sua produção permite ao público aproximar-se da consistência de sua pesquisa formal e amplia o acesso a um capítulo fundamental das artes visuais do século XX”.

"Para nós, da CNP Seguros Holding Brasil, é um prazer enorme fazer parte desse projeto, que traz ao Brasil um artista da envergadura de Miró. Faz parte da nossa razão de ser promover o acesso à cultura. Essa parceria com o Instituto Totex vem tornando isso realidade de maneira muito consistente, por meio de exposições de grande relevância para o país", ressalta Sany Silveira – CEO CNP Seguros Holding Brasil.

Com curadoria do espanhol Jordi J. Clavero, o percurso expositivo é dividido em cinco núcleos temáticos que exploram diferentes aspectos da trajetória de Miró, revelando como o artista transita por distintas fases criativas sem se vincular integralmente a movimentos ou escolas específicas. Ao longo da visita, o público acompanha a construção de um universo visual singular, desenvolvido ao longo de mais de seis décadas de produção. A exposição também apresenta 30 fotografias raras realizadas por Joaquim Gomis, amigo próximo de Miró, que registram momentos íntimos de seu cotidiano e de seu processo criativo. O conjunto de trabalhos revela um artista reservado e disciplinado, que transformava gestos simples da rotina em parte fundamental de sua prática artística.

 Ainda: a experiência é complementada por oito vídeos especiais que contextualizam os núcleos expositivos e aprofundam aspectos da vida e da obra de Miró, oferecendo ao visitante diferentes camadas de interpretação sobre sua produção. Miró viveu intensamente as transformações artísticas do século XX, desenvolvendo uma linguagem própria - que dialogava com movimentos como o surrealismo e o fauvismo - sem jamais se limitar a eles. Sua arte atravessa diferentes períodos e experimentações, sempre marcada pela busca por novas formas de expressão e pela relação entre sonho, imaginação e realidade.

"Miró: Mestre das Formas" tem apresentação da Youse, CNP Seguros Holding Brasil, Caixa Residencial e Caixa Seguridade, é realizada pelo Instituto Totex através da Lei Rouanet, em colaboração com a Fundação Joan Miró e parceria institucional com a Fundação Armando Alvares Penteado e seu Museu de Arte Brasileira- MAB FAAP., na ocasião da comemoração dos 65 anos do Museu.


Ficha técnica
Exposição “Miró: Mestre das Formas”
Realização: Instituto Totex
Colaboração: Fundação Joan Miró
Parceria Institucional: Fundação Armando Alvares Penteado e Museu de Arte Brasileira - MAB FAAP
Apresentação: Youse, CNP Seguros Holding Brasil, Caixa Residencial e Caixa Seguridade
Patrocínio: Prefeitura de São Paulo, CAIXA, Pharmaesthetics, Mattos Filho, Biolab e BYD
Apoio: Embaixada da Espanha no Brasil e Agência Catalã de Turismo
Apoio cultural: Eletromidia, BandNews FM e UOL
Aeroporto Oficial: GRU Airport
Ticketeira oficial: Fever
Projeto realizado por meio da Lei Rouanet e do Ministério da Cultura

Serviço
Exposição “Miró: Mestre das Formas”
Ingressos
Site oficial: MMF26.com.br
Bilheteria oficial (sem cobrança de taxa de conveniência): MAB FAAP - Rua Alagoas, 903 - Higienópolis, São Paulo | Prédio 1 – Subsolo
Todos os dias das 9h00 às 20h00
Valores: 3ª a 6ª feira: R$ 50 inteira | R$ 25 meia-entrada
Sábados, Domingos e Feriados: R$ 60 inteira | R$ 30 meia-entrada
(fechado às segundas-feiras – exceto nos dias 07/09/2026 e 12/10/2026)
Período da exposição: 7 de agosto a 12 de outubro de 2026
Horário: 09h às 20h (última entrada às 19h)
Localização: MAB FAAP – Rua Alagoas, 903 - Higienópolis
Classificação etária: livre para todas as idades
Estacionamento: disponível no local mediante pagamento
HAVERÁ SERVIÇO DE GUARDA-VOLUMES GRATUITO NO MUSEU. PERMITIDA A ENTRADA APENAS COM OBJETOS DE PEQUENO PORTE.

.: Grupo Triii celebra 18 anos de carreira no show "Dia de Festa" no Teatro Sabesp


Espetáculo para crianças conta com participações especiais de Cris Barulins e Estêvão Marques. Foto: Antônio Bandeira

A criançada pode esperar muita brincadeira, diversão e interatividade nos shows que o Grupo Triii fará para celebrar 18 anos de carreira nos dias 29 e 30 de agosto, no Teatro Sabesp Frei Caneca, com sessões às 11h00, às 14h00 e às 16h00. Além dos integrantes Marina Pittier (voz e percussão), Fê Stok (guitarra e voz) e Ed Encarnação (bateria, percussão e voz), o espetáculo "Dia de Festa" conta com participação de Cris Barulins no sábado e de Estêvão Marques no domingo. Completam a banda neste show os músicos Mari Stefani, no baixo, e Danilo Penteado, nas cordas e sanfona. O repertório da apresentação reúne os principais sucessos do Triii, como “A E I O U”, “Viro, Vira, Virou”, “O Tomate e o Caqui”, “Xote da Dona Ema”, “Bamboleia”, além das novas composições "Bichinho Fofura", "Tchururu" e "Dia de Festa" - que dá nome ao show. 

Cheio de interação e brincadeiras, o show conta com a participação de mais “Is” - ou seja de Mari Stefani (baixo) e Danilo Penteado (cordas e sanfona) -, além de percussões variadas e coros divertidos e mirabolantes. O grupo surgiu a partir do encontro entre três pessoas com três coisas em comum: a amizade, a identificação musical e a admiração e respeito pelas crianças. A ideia é criar um contato direto com crianças e adultos através da música e da brincadeira, de forma sensível, divertida e criativa.  


Grupo Triii
Formado por Marina Pittier (voz e percussão), Fê Stok (guitarra e voz) e Ed Encarnação (bateria, percussão e voz), o Grupo Triii surgiu em 2008. Com shows que reúnem músicas, brincadeiras e performances, a proposta do Triii é interagir com crianças e pais através da música, de forma sensível, divertida e sempre muito criativa. 

Desde o seu início, o grupo realizou diversas apresentações por todo o Brasil, em teatros, SESC´s, parques, praças, centros culturais e escolas, participando também de projetos especiais ligados à educação, sempre com ênfase na música e na criatividade, envolvendo pesquisa e criação de repertório dentro do universo infantil, escolar e familiar. O grupo tem canções e livros lançados, como a Coleção Histórias que Cantam (com três Livros + CDs lançados pela Editora Melhoramentos: “Ei, ei, ei Vanderlei”, “A Sopa Supimpa” e “Pão, pão, pão”), além de outros trabalhos como “Brasil for Children” , “Dia e noite”, entre outros.

Marina Pittier é cantora. Integrante e co-fundadora do Grupo Triii, com quem lançou discos e livros. Fez parte da banda da Palavra Cantada, Barbatuques, Luiz Tatit, Antônio Nóbrega entre outros. É co-autora do livro "Brincadeiras Musicais", da Palavra Cantada e Editora Melhoramentos. Gravou nos CDs de Luiz Tatit, Palavra Cantada, Chico dos Bonecos, Lidia Hortélio, Antônio Nóbrega entre outros. Lançou seu primeiro disco solo “Presente” em 2017. 

Fê Stok é cantor, compositor e produtor multi-instrumentista. É co-fundador e integrante do Grupo Triii, formado em 2008. Já fez trilhas para filmes e séries como Vila Sésamo e Lilica Ripilica, tocou com o Palavra Cantada e fez produções por encomenda para a dupla, além de ter produzido com Marina Pittier todas as músicas gravadas pelo Triii. 

Ed Encarnação é músico e artista-educador, nascido no recôncavo baiano, onde pôde vivenciar durante sua infância a magia e o encantamento das festas populares com seus batuques, cantos e danças. É integrante do Grupo Triii, além de tocar com outros grupos como Palavra Cantada, com quem realizou shows, musicais infantis e oficinas de formação para educadores em diversos estados brasileiros. Hoje e sempre, acredita que a música e o conjunto dos saberes afro-brasileiros, são essenciais na educação e construção de uma sociedade mais equilibrada e próspera.

Ficha técnica
Show "Dia de Festa"

Voz e percussão: Marina Pittier
Guitarra e voz: Fê Stok
Bateria, percussão e voz: Ed Encarnação
Músicos convidados - Baixo: Mari Stefani
Músicos convidados - Cordas e Sanfona: Danilo Penteado
Convidada especial dia 29 de agosto: Cris Barulins
Convidada especial dia 30 de agosto: Estêvão Marques
Figurinos: Edith Pittier
Cenografia: Marina Pittier e Edith Pittier
Iluminador: Tiê Fabiano
Roadie: Dennys Villas Boas
Técnico de som: Junão Ferreira
Comunicação: Lucas Sancho
Redes sociais: Tatiana Agra
Identidade visual: Laércio Lopo
Fotos: Antônio Brasileiro
Marketing digital: Renato Passos
Produção executiva: Marcos Rinaldi
Produção de campo: Tayná Caldas
Gerente de projetos: Andreia Porto
Direção de produção: Fernando Padilha e Clarissa Rockenbach
Produção: Pad Rok Produções Culturais 


Serviço
Show "Dia de Festa", com Grupo Triiii
Apresentações: 29 e 30 de agosto, às 11h00, às 14h00 e às 16h00
Teatro Sabesp Frei Caneca - Shopping Frei Caneca - R. Frei Caneca, 569 - Consolação / São Paulo
Ingressos: Plateia Baixa - R$140 (inteira) e R$70 (meia-entrada) | Plateia - R$120 (inteira) e R$60 (meia-entrada) | Plateia Alta - R$100 (inteira) e R$50 (meia-entrada)
Vendas on-line: https://uhuu.com/comprar-ingressos/sp/sao-paulo/grupo-triii-show-dia-de-festa-15983/#/
Duração: 60 minutos.
Classificação: livre. Menores de 18 anos, somente poderão entrar acompanhados dos pais ou responsáveis e crianças até 24 meses de idade que ficarem no colo dos pais, não pagam
Capacidade: 600 lugares
Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

.: Tusp recebe peça "O Santo Inquérito", que dialoga com o Brasil de 2026


Montagem dirigida por Abilio Tavares estabelece um diálogo entre a peça escrita em 1966, o Brasil Colônia retratado na história e questões contemporâneas como intolerância, diversidade, liberdade e a posição de quem interpreta os fatos. Foto: Manoela Rabinovitch


Sessenta anos depois de sua criação, "O Santo Inquérito", de Dias Gomes, estreia em nova montagem da Escola de Arte Dramática (EAD-ECA-USP), com direção de Abilio Tavares, de 12 a 23 de agosto de 2026, de quarta a domingo, às 20h, no TUSP, no Centro MariAntonia da Usp, em São Paulo. Escrita em 1966, a peça conta a história de Branca Dias, jovem descendente de cristãos-novos perseguida pela Inquisição na Paraíba de 1750. Ao tratar de um episódio do Brasil Colônia, Dias Gomes construía uma metáfora para o próprio momento histórico em que vivia, marcado pelos primeiros anos da ditadura militar. Em 2026, a nova montagem retoma a obra a partir de outra posição no tempo e lança uma pergunta que acompanha todo o processo de criação: por que montar "O Santo Inquérito" hoje? 

“Talvez seja porque essa história ainda encontra eco no Brasil contemporâneo”, afirma Abilio. Para o diretor, depois da abertura política, textos diretamente relacionados à ditadura chegaram a parecer datados. “De uns tempos para cá, com todo esse movimento de direita, de extrema direita, essas evocações saudosistas do período da ditadura militar, esses textos voltaram a ficar muito atuais” . A montagem parte da tentativa de identificar essas conexões com o Brasil de hoje.

O diálogo com o presente aparece desde a entrada do público na sala. O elenco já está em cena, em um espaço marcado pelo rito da Inquisição, que Abilio define como um “rito de morte”. O chão é povoado por carvão e restos de carvão, como resíduos de fogueiras. “Como se fosse o resíduo de muitas fogueiras que foram queimadas, muitas liberdades, muitas histórias que foram dizimadas ali”, explica.

Cenografia e figurinos de Marco Lima também recusam uma reconstrução histórica do Brasil de 1750. Há referências pontuais ao período na roupa de Branca Dias, enquanto os personagens masculinos vestem roupas contemporâneas. A escolha desloca a ação para o presente e amplia a questão da intolerância religiosa. “Hoje em dia a intolerância religiosa não está circunscrita apenas à Igreja Católica, então a gente procurou ampliar esse espectro, abrindo possibilidades de leituras nesse sentido”, diz Abilio.

Entre as questões identificadas no processo estão a intolerância religiosa, de costumes e de modos de vida, além da resistência àquilo que é diferente. A questão da mulher também ganha centralidade. Branca Dias é perseguida por suas ideias e por sua disposição de questionar o poder estabelecido. “É uma mulher que é levada à fogueira pela Inquisição, por suas ideias, por sua ousadia de pensar fora dos cânones daquele poder estabelecido”, afirma o diretor. Para ele, a fala da personagem de que não é a primeira e nem será a última encontra ecos no cotidiano contemporâneo.

O texto de Dias Gomes é mantido integralmente, com pequenas adaptações de expressões. A única inserção é o enunciado de abertura: “Brasil hoje, Brasil Colônia, Brasil 1750, Tribunal da Inquisição, Brasil”. A partir do texto original, outra chave da montagem está na frase de Branca Dias: “Tudo é uma questão de interpretação. Depende da posição em que a gente se encontra”. Para Abilio, a fala ganhou novas camadas diante da circulação de diferentes versões dos fatos. “Depende do lado por onde você olha, você pode ter compreensões diferentes”, afirma, aproximando a questão da interpretação do fenômeno das fake news e da possibilidade de uma mesma história produzir compreensões opostas e perigosas. 

A própria história da peça é marcada por diferentes interpretações. Escrita em 1966, O Santo Inquérito teve uma de suas montagens mais conhecidas em 1976, no Rio de Janeiro, sob direção de Flávio Rangel e com Isabel Ribeiro como Branca Dias. Em 1977, Rangel remontou o espetáculo em São Paulo, desta vez com Regina Duarte no papel da protagonista. Agora, seis décadas depois, uma nova geração assume a obra.

O elenco reúne sete estudantes do quarto e último ano da EAD: Abraão Kimberley, Dennys Roberty Evangelista, Felipe Andrade, Hysnaip, Marília Viana, Rodrigo Kantovitz e Vitor Ugo. A montagem não altera a dramaturgia para atualizá-la, mas estabelece o contato entre diferentes tempos por meio dos atores, da cena e do espaço. A concepção sonora, assinada por Abraão Kimberley e Abilio Tavares, utiliza referências musicais e elementos sonoros para criar atmosferas de opressão ao longo do espetáculo.

A apresentação no Tusp Maria Antônia acrescenta outra camada histórica à montagem. O edifício que hoje integra o Centro MariAntonia abrigou a antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP e foi, nos primeiros anos da ditadura, um importante espaço de produção intelectual e liberdade de expressão. Em 1968, o local foi palco da Batalha da Maria Antônia, conflito que culminou na morte do estudante secundarista José Guimarães e na saída da USP daquele endereço.

Para Abilio, há uma proximidade histórica entre o espaço e a obra de Dias Gomes: “O que é similar entre aquilo que o Dias Gomes estava escrevendo como resistência, como um grito de liberdade quando ele escreve O Santo Inquérito em 1966, e o que estava acontecendo naquele mesmo período aqui em São Paulo nesse histórico prédio onde o TUSP hoje está instalado”. A montagem integra a programação EAD Celebra os 60 anos da ECA, que reúne atividades da Escola de Arte Dramática, da Escola de Comunicações e Artes, do Teatro da USP, do Cinema da USP, do Centro MariAntonia e da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária.

A nova a montagem procura observar o que acontece quando uma obra muda de lugar no tempo. Para Abilio, “a intolerância com a alteridade” e a mudança de posição de quem olha são as duas grandes questões que a peça apresenta ao público em 2026. A resposta para a pergunta sobre por que remontá-la hoje permanece aberta: cabe também ao espectador encontrá-la.

Ficha técnica
Espetáculo "O Santo Inquérito", de Dias Gomes
Turma 75 - Escola de Arte Dramática - EAD ECA USP
Elenco: Abraão Kimberley (Notário), Dennys Roberty Evangelista (Guarda), Felipe Andrade (Simão Dias, Hysnaip (Augusto Coutinho), Marília Viana (Branca Dias), Rodrigo Kantovitz (Visitador), Vitor Ugo (Padre Bernardo)
Encenação e direção geral: Abílio Tavares
Diretor pedagogo: Ruy Cortez
Orientação teórica: Antônio Rogério Toscano
Orientação no trabalho de voz: Mônica Montenegro
Cenário e figurino: Marco Lima
Iluminação: Mário de Castro
Assistente de iluminação: Alice Penido
Assistente de direção e operação de som: Eduardo Barros
Concepção sonora: Abraão Kimberley e Abílio Tavares
Preparação musical: Abraão Kimberley
Preparação corporal: Felipe Andrade
Cenotécnicos: Alicio Silva e Zito Rodrigues
Pintura de arte: Danndhara Soyama e Paulo Sérgio Basílio
Costureira: Silvana Carvalho
Designer gráfico: Gabriel Franco
Fotos: Manoela Rabinovitch
Produção: Abílio Tavares e Karina Cardoso
Realização: EAD - Escola de Arte Dramática e ECA – Escola de Comunicações e Artes da Usp - ECA 60 Anos


Serviço
Espetáculo "O Santo Inquérito"
Temporada: de 12 a 23 de agosto de 2026
Dias e horários: quarta a domingo, às 20h
TUSP - Teatro da Usp
Rua Maria Antônia, 294 - Vila Buarque / Sāo Paulo
Lotação 100 lugares | Duração 100 minutos | Recomendação 12 anos
Entrada Franca – Retirada de ingressos com uma hora de antecedência, na bilheteria do Teatro

Postagens mais antigas → Página inicial
Tecnologia do Blogger.