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quinta-feira, 16 de julho de 2026

.: "Entre Irmãos" retorna a São Paulo em nova configuração cênica no Teatro Vivo


Após o sucesso em 2025, a comédia dramática que investiga os afetos masculinos retorna em uma encenação intimista, convidando o público a vivenciar, com ainda mais proximidade, o confronto visceral entre dois irmãos. Foto: Heloísa Bortz


Um dos espetáculos mais comentados da temporada paulistana de 2025 vai voltar. "Entre Irmãos", a comédia dramática de Otávio Martins, que divide o palco com Fernando Pavão, e direção de Marcos Damigo, retorna aos palcos de São Paulo em nova temporada no Espaço de Convivência do Teatro Vivo. As apresentações acontecem a partir de 24 de julho, às sextas e sábados, às 20h00, e aos domingos às 18h00, com classificação etária de 16 anos e duração de 75 minutos. 

A volta chega com um elemento que muda radicalmente a experiência do espectador: o Espaço de Convivência do Teatro Vivo permite uma configuração cênica de extrema proximidade entre plateia e atores, colocando o público literalmente dentro do velório, como convidado presente no momento mais íntimo e explosivo do reencontro entre os dois irmãos. Se o minimalismo já era a marca da produção, palco nu, sem cenografia, um único foco de luz representando o caixão do pai, agora esse recurso ganha uma dimensão ainda mais visceral. Não há onde se esconder. Nem para os personagens, nem para quem os assiste. 

"Vai ser interessante, inclusive para quem já viu a peça, experimentar essa nova configuração, onde os atores estão no mesmo espaço que os espectadores. A história ganha força com uma experiência assim, mais imersiva.", explica Marcos Damigo. 

Desde a estreia em fevereiro de 2025, no Teatro Colinas de São José dos Campos, com casa cheia, "Entre Irmãos" percorreu o Teatro FAAP em São Paulo e seguiu em turnê por diversas cidades do Brasil ao longo de 2025, acumulando cobertura em veículos como Veja SP, IstoÉ, Terraço Paulistano e R7 Entretenimento. O espetáculo foi recebido como um evento cultural de relevância por tratar, sem moralismo e sem fórmulas fáceis, de um tema profundamente universal: o que acontece com os afetos dentro de uma família quando o silêncio dura mais tempo do que o amor consegue suportar. 

A combinação de dois atores amplamente reconhecidos pelo público, Fernando Pavão, vencedor do Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Ator por Mary Stuart, e Otávio Martins, vencedor do Prêmio Contigo! De Melhor Ator por Sideman, uma direção precisa de Marcos Damigo e o texto de Otávio Martins que equilibra gargalhadas e emoção genuína transformou "Entre Irmãos" em mais do que teatro. Transformou numa conversa que o público leva para casa. 

"Há algo nessa peça que as pessoas reconhecem imediatamente, mesmo que nunca tenham vivido exatamente aquela situação. Todo mundo tem uma história de silêncio com alguém que ama. A gente só coloca isso em cena", diz o ator e dramaturgo Otávio Martins. Fernando Pavão reforça: "Fazer essa peça noite após noite nunca é igual. O público traz a energia do que está vivendo. Nas cidades por onde passamos, as pessoas ficavam na plateia depois do espetáculo sem querer ir embora. Isso diz muita coisa sobre o que 'Entre Irmãos' toca". 

O espetáculo narra o reencontro de dois irmãos no velório do pai após mais de duas décadas de afastamento. O mais velho sacrificou projetos e paixões para cuidar da família. O mais novo, hoje fotojornalista premiado, fugiu em busca de si mesmo pelo mundo. Quando se encontram diante do caixão, os ressentimentos acumulados emergem com força total. Mas uma revelação inesperada do passado obriga os dois a revisitar quem eram, o que sofreram e o que fizeram um ao outro. 

A peça coloca a saúde mental masculina no centro da narrativa: a dificuldade de nomear a dor, a culpa transmitida entre gerações, os mecanismos de defesa que impedem o cuidado emocional. Faz isso sem sermão e sem simplificação, com humor, com inteligência e com uma honestidade que raramente se vê em cena. Em um momento cultural em que o debate sobre masculinidade, herança emocional e vínculos familiares está no coração das conversas públicas, ENTRE IRMÃOS chega a essa nova temporada com ainda mais relevância do que tinha em sua estreia. 


Ficha técnica
Espetáculo "Entre Irmãos"
Texto: Otávio Martins 
Direção: Marcos Damigo
Elenco: Fernando Pavão e Otávio Martins 
Trilha sonora: Ricardo Severo 
Cello: Ana Eliza Colomar 
Iluminação: Beto de Faria 
Foto: Heloísa Bortz
Design gráfico e produção: Patrícia Scótolo
Realização: Engrenagem de Produção  

 

quarta-feira, 15 de julho de 2026

.: Luiz Felipe Pondé debate guerra e natureza humana em SP nesta quinta


Luiz Felipe Pondé recebe Fernando Schuler para um debate sobre guerra e natureza humana nesta quinta-feira, dia 16, em São Paulo. O filósofo lança o livro "Por que a guerra? Einstein pergunta, Freud responde, Pondé comenta", em evento gratuito, na Livraria das Perdizes


Nesta quinta-feira, dia 16 de julho, o filósofo Luiz Felipe Pondé lança "Por que a Guerra? Einstein Pergunta, Freud Responde, Pondé Comenta", em conversa com o cientista político Fernando Schuler, em São Paulo. Ambos debaterão sobre guerra, violência e natureza humana, a partir da histórica correspondência entre Albert Einstein e Sigmund Freud. O diálogo entre dois dos maiores intelectuais do século 20, realizado nos anos 1930, discutiu as raízes psicológicas da agressividade, o papel das instituições políticas e os limites da civilização diante da barbárie. 

Esta edição brasileira, publicação da Amarilys Editora, apresenta uma nova tradução do texto original e inclui um prefácio crítico de Pondé, que examina a atualidade dessas ideias à luz dos conflitos do século 21. A sessão de autógrafos com coquetel e palestra acontece a partir das 19h00, com entrada franca, na Livraria das Perdizes, e deve encerrar às 21h30. Compre o livro "Por que a Guerra? Einstein Pergunta, Freud Responde, Pondé Comenta" neste link. Confira a agenda da livraria para julho:


Quinta-feira, dia 16 de julho 
19h00 às 21h30 - Lançamento de "Por que a Guerra? Einstein Pergunta, Freud Responde, Pondé Comenta"
Bate-papo com o filósofo Luiz Felipe Pondé e o cientista político Fernando Schuler sobre guerra, violência e natureza humana, a partir da histórica correspondência entre Albert Einstein e Sigmund Freud. O encontro discute a atualidade das reflexões dos dois pensadores diante dos conflitos contemporâneos. Compre o livro "Por que a Guerra? Einstein Pergunta, Freud Responde, Pondé Comenta" neste link.

Sábado, dia 18 de julho 
10h00 às 12h00 - Oficina Carta por Carta "Eu Também Já Fui Criança", com Mariana Ferrari
O encontro propõe uma experiência de escrita a partir da memória da infância. Por meio de exercícios corporais e literários, os participantes são convidados a resgatar lembranças, sensações e afetos para desenvolver uma narrativa mais sensível e criativa. 

14h00 às 16h00 - Aniversário de 1 ano de Sete Centímetros | Clube do Livro Café com Nat + Sentadas na Janela
Encontro especial em comemoração ao primeiro aniversário do romance Sete Centímetros, de Natália Marques. Ao lado da comunicadora Juliana Mazza, a autora conversa sobre os bastidores da escrita, luto, câncer, cuidados paliativos e a naturalidade da morte, temas centrais da obra que mistura autoficção e realismo mágico. 

Quinta-feira, dia 23 de julho 
19h00 às 21h00 – Lançamento dos livros Esquerda e direita, a fé na trincheira e "Manual do Comportamento Político dos Evangélicos" (2ª edição)
Os autores Gustavo Sanches e André Anéas promovem um diálogo sobre religião, política e democracia a partir de suas obras. O encontro propõe uma reflexão crítica sobre a relação entre fé e polarização política, discutindo o papel dos evangélicos no cenário brasileiro e incentivando uma participação cidadã mais consciente, plural e comprometida com o bem comum. 


Livraria das Perdizes

Rua Bartira, 317 - Perdizes / São Paulo
Entrada: franca - estacionamento no local

.: "Entre Lugares" reúne cinco artistas marcados por deslocamentos


Exposição "Entre Lugares" reúne cinco artistas com trajetórias atravessadas por deslocamentos, diásporas e intercâmbios culturais. Mostra apresenta obras de Gerson Fogaça, Alexis Iglesias, J. Pavel Herrera, Ivonne Ferrer e Bernardo Medina e poderá ser visitada no Instituto Cervantes de São Paulo entre os dias 14 de julho e 14 de agosto.Na imagem, o
bra do artista Bernardo Media


O Instituto Cervantes de São Paulo recebe, entre os dias 14 de julho e 14 de agosto, a exposição "Entre Lugares - Práticas Contemporâneas entre Brasil, Cuba e Porto Rico", reunindo obras de cinco artistas cujas trajetórias são marcadas por experiências de deslocamento, migração e intercâmbio cultural: Gerson Fogaça (Brasil), Alexis Iglesias e J. Pavel Herrera (Cuba, radicados no Brasil), Ivonne Ferrer (Cuba, residente em Miami) e Bernardo Medina (Porto Rico).

A mostra propõe uma reflexão sobre como os deslocamentos geográficos, afetivos e culturais se transformam em matéria de criação artística. Mais do que representar diferentes nacionalidades, os artistas compartilham experiências de mobilidade que atravessam fronteiras e influenciam suas pesquisas visuais, revelando novas formas de pertencimento, memória e construção da identidade. Cada obra apresenta uma perspectiva singular sobre essas experiências. Permanência, migração, adaptação e reinvenção aparecem em diferentes linguagens e materiais, evidenciando como as transformações pessoais dialogam com processos históricos e culturais mais amplos.

Brasil, Cuba e Porto Rico compartilham trajetórias marcadas pelos movimentos migratórios, pela mestiçagem e pelas intensas trocas culturais que moldaram a história do Caribe e da América Latina. Nesse percurso, Miami também ocupa papel central como espaço contemporâneo de encontro entre diferentes diásporas latino-americanas e caribenhas, onde identidades permanecem em constante transformação.

Essas relações constituem o eixo curatorial de "Entre Lugares", que reúne obras nas quais corpos, memórias, materiais e linguagens visuais revelam as marcas visíveis e invisíveis dos encontros entre culturas, territórios e vivências individuais. A exposição integra as iniciativas internacionais do Museum of Contemporary Art of the Americas (MoCA Américas), instituição dedicada à valorização de artistas de sua coleção e ao fortalecimento do intercâmbio cultural entre Brasil, Caribe e Estados Unidos.

Como parte desse programa, artistas vinculados ao museu participam de exposições, encontros e atividades em instituições brasileiras, enquanto artistas contemporâneos do Brasil são convidados a apresentar seus trabalhos em Miami, desenvolver ações educativas e estabelecer conexões com a comunidade artística local. Mais do que aproximar diferentes países, "Entre Lugares" propõe uma reflexão sobre a condição contemporânea de viver entre culturas. Em vez de construir uma narrativa única, a exposição assume a multiplicidade como princípio, apresentando cada obra como um ponto de conexão dentro de uma rede de experiências em permanente transformação, onde identidades se deslocam, se reinventam e se constroem continuamente por meio do encontro e da convivência.

Serviço
Exposição "Entre Lugares - Práticas Contemporâneas entre Brasil, Cuba e Porto Rico"
Instituto Cervantes de São Paulo - Unidade Paulista
Avenida Paulista, 2.439, térreo, próximo à Estação Consolação do Metrô - São Paulo/SP
Abertura: 14 de julho de 2026, às 19h00
Visitação: até 14 de agosto de 2026
Artistas: Gerson Fogaça, Alexis Iglesias, J. Pavel Herrera, Ivonne Ferrer e Bernardo Medina
Realização: Museum of Contemporary Art of the Americas – MoCA Américas

terça-feira, 14 de julho de 2026

.: Bianca Bin e Sérgio Guizé estreiam "Meu Deus!" dia 24 no Teatro das Artes


Produção da Morente Forte para texto da dramaturga israelense Anat Gov tem figurino de Fábio Namatame, luz de Wagner Pinto e cenário de Rebeca Oliveira. Foto: Caio Oviedo
 
A química entre os atores, o texto na ponta da língua e o timming imprimido durante o ensaio deram mostras do que está por vir. Numa tarde de sol e frio, final de maio, em um casarão na Vila Leopoldina, o encontro organizado pela produção apresentou o espetáculo à equipe e revelou uma dinâmica deliciosa de parceria entre os dois artistas. Morando em Indaiatuba, no Interior de São Paulo, Bianca Bin e Sérgio Guizé tirava proveito do trajeto de carro até a Capital para decorar o texto da peça "Meu Deus!", com estreia no dia 24 de julho no Teatro das Artes para temporada até 1º de novembro.
 
O casal aproveitou um ao outro o tempo todo. “Eu venho dirigindo de lá pra cá; da marginal até aqui dá mais ou menos uma hora. Ele, com o texto no banco do passageiro; a gente vem batendo as falas. Dá para fazer uma passada completa no percurso”, conta ela. O casal dribla a rotina e transforma a estrada em laboratório de ensaio. Uma cumplicidade que transborda no palco e na vida real.
 
"Meu Deus!", da dramaturga israelense Anat Gov, tem adaptação de Jorge Schussheim, tradução de Eloísa Cantom, versão brasileira de Célia Regina Forte e direção de Elias Andreato, figurino de Fábio Namatame, iluminação de Wagner Pinto. Na trama, Deus (Sérgio Guizé), assolado pela depressão que o persegue nos últimos dois mil anos, decide fazer terapia e espera que a psicóloga Ana (Bianca Bin) o ajude. Um texto espirituoso, com diálogos ágeis e verdadeiros, mesmo que aparentemente improváveis. Plateias do mundo inteiro surpreendem-se, riem, compactuam, torcem e, finalmente, se emocionam com essa sessão de terapia.
 
Ana (Bianca Bin) é uma psicóloga que vive uma rotina marcada por tensões pessoais: ela é mãe solo de Paulo, um filho adulto com autismo, e lida diariamente com os desafios emocionais dessa relação. Certo dia, recebe um telefonema urgente e misterioso de alguém que insiste em se consultar com ela imediatamente. Esse paciente, que se identifica apenas como “D”, revela-se nada menos que Deus — o Criador (Sérgio Guizé). Ele está profundamente deprimido.
 
Sentindo-se responsável pela “criação” que, segundo Ele, fugiu ao controle, Deus admite pensar no suicídio, tomado pela desesperança diante da humanidade e de tudo aquilo que se tornou. Ana tem apenas uma sessão para ajudar Deus a ver sentido novamente, a encontrar forças para continuar enfrentando o mundo. A peça entrelaça humor, emoção e questionamentos teológicos e existenciais. A história, embora pareça fantasiosa, aproxima o espectador através do diálogo com temas universais: culpa, fé, responsabilidade, abandono, esperança.
 

Os ensaios e o diretor 
A experiência e o talento do diretor Elias Andreato foi salientada pelos atores, que se sentiram à vontade para construir suas personagens. “A confiança em nos deixar livres, seguros e confortáveis para irmos em frente, sem ficar parando para marcar ou dar ênfase a alguns sentimentos, foi muito importante”, afirma Sérgio.
 
Guizé ressalta a troca como fator importante durante a etapa de ensaios. “Sob o olhar atento e a direção precisa do Elias, o processo ganhou muita sensibilidade. E dividir a cena com a Bianca é um privilégio absoluto; ela é uma atriz genial e a minha maior parceira na vida e na arte". Bianca completa: “Ter um grande diretor por trás faz toda a diferença. Elias pontua e extrai o melhor que a gente tem pra dar. Recebe e aproveita o que apresentamos. Sou muito fã desse cara”, fala.
 
Sobre a ótima interação de Bianca e Sérgio em cena, Andreato aponta: “Independente do fato de vocês se amarem, o jogo na cena é muito difícil quando a química não rola. Eles são maravilhosos”. Bianca concorda que dar certo na relação amorosa não garante que o mesmo aconteça na interpretação. “Eu me divirto muito com ele, na vida e no palco. Nessa história também”.
 
Elias Andreato cita a importância de reconhecer o talento do outro e trabalhar para que ele floresça. “O prazer é mais relevante que o sucesso, acredita Elias, comentando que hoje o mundo vive em função do ego e o mais importante é a escolha que fazemos como artistas”.
 
Para Andreato, o humor ácido de Meu Deus exige dos atores um caminho verdadeiro, sem buscar a graça no jogo cênico. “A situação inusitada já é suficiente. Assim, poderemos equilibrar a comédia e a visão crítica que a autora desenhou em sua dramaturgia, tão bem escrita e inteligente, ao trazer Deus para a terapia em um quadro de depressão”.
 
Sobre sua direção, reflete como ele próprio aprendeu com esse olhar mais jovem sobre a dramaturgia de uma autora que fala sobre o momento político mundial, de uma transformação gritante. “Somos representantes de um gueto. A gente pode tocar alguém, divertir, levar à reflexão, fazer a comédia com alguma utilidade”.
 

Leveza e humor
O Deus de Sérgio Guizé é humanizado, deprimido e com um humor ácido. “Às vezes até meio agressivo. Ele está em crise, tentando digerir os rumos do mundo e as próprias escolhas que fez nos últimos dois mil anos". Sobre como usar a leveza e o humor do texto sem esvaziar a gravidade de um personagem que cogita o suicídio, Sérgio diz: “A inteligência do texto já nos dá esse equilíbrio. O humor aqui não serve para mascarar a tragédia, mas para torná-la suportável. A leveza é o que nos permite mergulhar em um tema tão denso sem perder o fôlego”.
 
Acostumado a papéis intensos e explosivos na TV e no cinema, o ator conta como fazer para humanizar um Deus frágil e deprimido sem cair na caricatura: “O desafio é encontrar o humor na dor e na verdade, sem ceder à tentação da piada fácil. O trunfo está em construir um personagem vulnerável com o qual o público consiga se identificar, e não apenas rir dele”.
 
Terapeuta brilhante, mãe solo, ateia, sobrevivente de um casamento falido e dos desafios de uma maternidade exaustiva - assim Bianca enxerga sua personagem. “Ela acredita profundamente na razão, na ciência e na escuta, até que surge o maior desafio de sua carreira: receber Deus como paciente em seu consultório”. A mistura de força e vulnerabilidade da Ana encanta a atriz. “É uma mulher que cuida de todos, mas que também carrega suas próprias feridas e questionamentos”.
 
Conhecida pelo público em geral pelas protagonistas dramáticas que tem interpretado nas novelas de TV, a atriz rompe com este estereótipo para viver uma mulher exausta, que representa a "resistência humana" e precisa encarar Deus no divã. “Para mim, a próxima personagem é sempre o maior desafio, justamente por representar o desconhecido. Existe sempre um mistério a ser desvendado, e isso é o que mais me instiga na profissão. A Ana me convida a mergulhar em questões humanas muito profundas, e isso é especialmente estimulante".
 

Por que montar "Meu Deus!" de Anat Gov 
Por mais fantasiosa que a história possa parecer à primeira vista, no decorrer da peça plateias do mundo inteiro acreditam nesse encontro inusitado. Elas se surpreendem, riem, se reconhecem, torcem e, por fim, se emocionam com essa sessão de terapia tão improvável quanto plausível.
 
A trama acontece em um único dia na vida da psicóloga Ana, interpretada por Bianca Bin, que recebe um misterioso telefonema de um homem em desespero - papel de Sergio Guizé - insistindo em marcar uma consulta naquele mesmo instante. Quando chega ao consultório, ele se apresenta como sendo... Deus. Um Deus profundamente deprimido com a situação do Paraíso que um dia criou.
 
Ana tem apenas uma sessão para convencê-lo do contrário - e talvez salvar o mundo. É nesse embate que se desenrola uma comédia inteligente, cheia de humor ácido, revelações surpreendentes e reflexões que nos fazem imaginar: como seria, afinal, encontrar-se com Deus?
 

A importância de tratar desse tema
 
Vivemos um tempo em que todos, de alguma forma, sentem-se um pouco “deuses” - donos da verdade, juízes da vida alheia, criadores de suas próprias regras. As redes sociais amplificam essa sensação: cada opinião parece absoluta, cada gesto ganha dimensão divina, cada indivíduo acredita ter o poder de decidir o certo e o errado.
 
Montar "Meu Deus!" é mergulhar justamente nessa contradição. Ao colocar o próprio Deus numa sessão de terapia, a peça humaniza o divino e nos lembra da fragilidade que compartilhamos. Questiona o poder absoluto, relativiza certezas e convida o público a rir e refletir sobre nossas arrogâncias cotidianas.
 
Falar desse tema é urgente porque mostra que, quando todos se sentem deuses, corremos o risco de perder a humildade, a escuta, a compaixão. E talvez seja justamente no reconhecimento da nossa vulnerabilidade que esteja a verdadeira grandeza humana. (texto de Elias Andreato)
A fúria de Deus e a fúria dos homens 
Desde a criação, a relação entre Deus e os homens é atravessada pela fúria. A fúria de um Deus decepcionado, que vê sua obra escapar do controle e mergulhar em guerras, injustiças e destruição. Um Deus que se pergunta se valeu a pena criar o mundo, e que, no limite da sua impotência, ameaça virar as costas para a humanidade.
 
Mas há também a fúria dos homens contra Deus. Homens que cobram respostas, que se revoltam diante do silêncio, que não compreendem a dor, a miséria, a desigualdade. Homens que ousam julgar o Criador, acusando-o de abandono ou crueldade. E, talvez ainda mais devastadora, está a fúria dos homens contra os próprios homens. A violência, o ódio, a indiferença cotidiana que revelam como nos tornamos deuses uns dos outros - prontos a punir, condenar, excluir.
 
Essa peça nasce desse conflito. Ao colocar Deus no divã, ela nos obriga a encarar nossa própria fúria refletida na fúria d’Ele. Rir desse encontro improvável é também rir de nós mesmos, e perceber que a salvação, se existe, talvez não esteja em um milagre divino, mas em nossa capacidade de escutar, perdoar e reinventar a convivência. (texto de Elias Andreato)

 
Ficha técnica
Espetáculo "Meu Deus!"
Texto Anat Gov.
Adaptação: Jorge Schussheim.
Tradução: Eloísa Canton.
Versão: Célia Regina Forte.
Direção Elias Andreato. 
Elenco Bianca Bin, Sérgio Guizé e D. Enzo Morente.
Cenário: Rebeca Oliveira.
Figurino: Fábio Namatame.
Iluminação: Wagner Pinto.
Música: original Jonatan Harold.
Designer gráfico: Vicka Suarez.
Fotos: Caio Oviedo.
Assistente de direção: Zé Guilherme Bueno.
Assessoria de imprensa: Fernanda Teixeira e Maurício Barreira – Arte Plural Comunicação.
Produtoras: Selma Morente e Célia Forte. 
Lei Rouanet: Patrocínio Laboratório Cristália.
Uma produção Morente Forte Produções Teatrais.
Realização: Ministério da Cultura, Governo do Brasil.


Serviço
Espetáculo "Meu Deus!"
De 24 de julho a 1.° de novembro. Teatro das Artes no Shopping Eldorado, em São Paulo. Sessões: sextas e sábados, às 20h00, e domingos, às 17h00. Ingressos - de R$ 25,00 a R$ 160,00. Vendas Eventim. Gênero: comédia. Duração: 80 minutos. Classificação indicativa: 12 anos.

.: Angel Ferreira estreia o sucesso "Sidarta" em São Paulo no Teatro Estúdio


Criada ao longo de 5 anos, a peça é inspirada no livro homônimo de Hermann Hesse e narra a jornada interna do protagonista em busca de si mesmo. Espetáculo comemora 2 anos em cartaz e chega, pela primeira vez, na capital paulista. Foto: Claudio Pitanga

A vida e a iluminação de Buda são o ponto de partida para a criação do solo "Sidarta", do ator e diretor Angel Ferreira, que celebra dois anos em cartaz com este trabalho. O espetáculo estreia em São Paulo no Teatro Estúdio, de 8 a 31 de agosto, com apresentações aos sábados e domingos, às 17h00, com sessões extras às segundas, 20h00.

A peça, ambientada na Índia no período de vida do Buda histórico, é livremente inspirada no livro homônimo de Hermann Hesse, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, que narra, de forma ficcional, uma viagem que o próprio autor realizou em sua juventude, abarcando temas de valor existencial e mergulhos na ambiguidade entre os pólos sagrado-profano, sucesso-fracasso, prazer-privação, solidão-pertencimento.

Nesta história, Sidarta, inteligente filho de Brâmane, a deixar a casa dos pais. Seguido por seu melhor amigo, Govinda, ambos aderem aos samanas, vertente espiritual que busca a iluminação através da mortificação do corpo. Em seguida, desconfiado e desiludido com as doutrinas, Sidarta conhece o próprio Buda e dele também se afasta, determinado a encontrar seu próprio caminho ou a morte. 

Estabelece relação com uma cortesã da cidade, torna-se comerciante, embrenha-se no vício e no materialismo, para novamente deixar tudo para trás e retornar à simplicidade, junto a um barqueiro que se revela um mestre e amigo. Continuamente, encontramos ao longo do texto dramaturgias de aprisionamento e libertação, que descortinam suas ilusões e aprofundam sua subjetividade.

Sobre essa jornada interior em busca da essência,  Angel Ferreira comenta: “Quando a gente põe em perspectiva o nosso tempo de vida, a efemeridade de tudo, não faz sentido basear a vida numa busca distraída por sucesso, bens, poder. Gosto do conforto, e não sou um asceta, como os samanas da floresta que o Sidarta encontra. Se libertar do materialismo pra mim não é sobre abdicar e renunciar a vida material, ao mundo dos objetos e da relação com as coisas, pra mim é sobre aprender a brincar com elas, mas sem ficar obcecado, sem se viciar nesse jogo. Então, a peça me ensina a pensar e escolher quais hábitos me centram e me trazem calma. Como o trabalho é bastante físico, ele me convida a ter uma vida amorosamente disciplinada, com alongamento, fortalecimento, meditação - e se eu não faço eu me machuco em cena”.

Angel também destaca a relação da peça com temas atuais e urgentes, principalmente os ambientais. “Quando eu penso que nós vivemos num mundo em colapso climático, no qual o negacionismo encontra força justamente no fato de que deixamos de conviver com as árvores, os bichos, as águas limpas, fazer uma peça que conta a história de uma pessoa que encontra a paz se dedicando a ouvir a voz do rio, me encanta! Isso pra mim é urgente de ser trabalhado nas artes. Uma nova compreensão da centralidade da natureza nas nossas vidas”, acrescenta.

Preparado ao longo de cinco anos, o espetáculo narra a jornada do protagonista em busca de si mesmo, em uma apresentação que mescla narrador, personagens e ator a partir de uma montagem minimalista, com colaboração na direção de Beth Martins (Intrépida Trupe) e Renato Livera (Shell 2026 de Melhor Ator). Livera também é responsável pela iluminação da peça, ao lado de João Gioia, com quem foi indicado ao Prêmio Shell 2025 na categoria Iluminação.

“‘Sidarta’ é um desses projetos que te chamam para algo a mais do que a criatividade artística puramente dita. É um chamado também espiritual. Foi assim que recebi o convite do Angel Ferreira para estar junto. E como a espiritualidade está ligada a um movimento interno de conexão que vai para além de nós mesmos, entendemos que o resultado que tivemos com a iluminação seguiu o princípio desse sopro, dessa troca, da escuta e da generosidade. É uma luz muito simples, mas ela habita e dá lugar à imensidão da história contada. Isso foi reconhecido e resultou na indicação, a qual agradeço imensamente ao Angel, ao João Gioia e à Thatyane Calandrini. Sem esse coletivo inspirado e inspirador, nada disso teria acontecido”, comenta Livera.


Ficha técnica
Espetáculo "Sidarta"
Direção, adaptação e atuação: Angel Ferreira
Direção de produção: Marcela Casarin
Diretores colaboradores: Beth Martins e Renato Livera
Diretora assistente: Thatyane Calandrini
Interlocução dramatúrgica: Walter Daguerre
Iluminação: João Gioia e Renato Livera
Colaboração artística: Lavinia Bizzotto
Preparação em parateatro: João Maia P
Colaboração em movimento: Alexandre Maia
Fotografia: Philipp Lavra e Claudio Pitanga
Produção: Mãe Joana Produções
Agradecimentos: Felipe Habib, Nina Harper e Ricardo Cabral


Sinopse de "Sidarta"
Nesta história, acompanhamos Sidarta, inteligente filho de Brâmane, a deixar a casa dos pais. Seguido por seu melhor amigo, Govinda, ambos aderem aos samanas, vertente espiritual que busca a iluminação através da mortificação do corpo. Em seguida, desconfiado e desiludido com as doutrinas, Sidarta conhece o próprio Buda e dele também se afasta, determinado a encontrar seu próprio caminho ou a morte. Estabelece relação com uma cortesã da cidade, torna-se comerciante, embrenha-se no vício e no materialismo, para novamente deixar tudo para trás e retornar à simplicidade, junto a um barqueiro que se revela um mestre e amigo. Continuamente, encontramos ao longo do texto dramaturgias de aprisionamento e libertação, que descortinam suas ilusões e aprofundam sua subjetividade.


Serviço
Espetáculo "Sidarta", com Angel Ferreira
Temporada: 8 a 31 de agosto de 2026
Sábados e domingos, às 17h00. Segundas, às 20h00
Teatro Estúdio - R. Conselheiro Nébias, 891 - Campos Elíseos
Ingressos: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia-entrada)
Bilheteria: segunda a sábado, a partir das 17h00; e aos domingos, a partir das 15h00
Serviço de Vallet com Estacionamento no local (a partir de 1h30 antes do início do espetáculo).
Duração: 120 minutos
Capacidade: 112 lugares
Classificação: 18 anos
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida
Não é permitida a entrada após o início do espetáculo. 

.: Musical brasileiro transforma clássico de Shakespeare em festa junina


Livremente inspirado em “Sonho de Uma Noite de Verão”, de William Shakespeare, espetáculo ambientado nas festas juninas celebra a cultura brasileira ao misturar romance, comédia e fantasia. Foto: 
João Pedro Hachiya

Em uma vila tomada pelo céu estrelado e pela magia das festas juninas, nasce uma história de amor que vai conquistar o seu coração. Com direção de Thereza Falcão, que assina o texto com Mariana Mesquita, “Festa no Arraial, O Musical” estreia no Teatro Sabesp Frei Caneca, no Shopping Frei Caneca, na Consolação, temporada de 24 de julho a 16 de agosto, com sessões de sexta a domingo em diferentes horários. No palco, um grande elenco com Claudia Ohana, Lorena Tucci, Cadu Libonati, Bernardo Mesquita, Erika Affonso, Danilo Dal Farra, Sofie Orleans, Rafa Canedo, Júlia Perré, Nestor Fonseca, Caio Padilha, Benji Iuler, Jude Fontenelle e Mariana Braga.

Livremente inspirado em “Sonho de Uma Noite de Verão”, de William Shakespeare, o espetáculo transporta para o universo das festas juninas uma trama envolvente sobre desejos, escolhas e os caminhos inesperados do amor. Vibrante, emocionante e divertido, mistura romance, comédia e fantasia para celebrar a cultura brasileira em uma experiência única para toda a família. "Festa no Arraial é um convite para que o público volte a acreditar na força dos encontros, dos sonhos e do amor. É uma história que celebra nossas raízes, nossa cultura e tudo aquilo que faz o coração bater mais forte. Queremos que cada pessoa saia do teatro com a sensação de ter vivido uma noite mágica", conta Thereza Falcão, diretora e autora do espetáculo.

O elenco, formado por 14 atores, cantores e instrumentistas, dão vida a personagens apaixonantes em uma história cheia de reviravoltas, encontros e desencontros, na qual o amor precisa enfrentar tradições, interesses e até forças encantadas da natureza. Com músicas que vão fazer você se divertir, se emocionar e cantar junto do início ao fim, o espetáculo convida o público a mergulhar em um universo onde o amor é desafiado, os sonhos ganham voz e a magia pode transformar destinos.

Entre fogueiras acesas, quadrilhas animadas e criaturas encantadas da mata, “Festa no Arraial” nos lembra que o amor verdadeiro não se impõe, e sim floresce. Um musical inédito, brasileiro e feito para emocionar todas as idades. Venha se apaixonar, se divertir e celebrar. Porque nessa festa, o coração também entra na dança. Apresentado pelo Ministério da Cultura e Brasilprev, com patrocínio do Laboratório Cristália, produção e marketing da Inova Brand e realização da Everybody Entretenimento, Ministério da Cultura e Governo do Brasil.

"Patrocinar um musical original e autoral como 'Festa no Arraial' reafirma nosso compromisso com a cultura nacional e a valorização de histórias que conectam gerações. Celebrar tradições como as festas juninas e suas múltiplas expressões, em um espetáculo que reúne música, dramaturgia e elementos da arte popular brasileira, é um estímulo para que mais pessoas vivenciem essa experiência e um meio de democratizar o acesso cultural", diz Laura Beltran, gerente de Comunicação da Brasilprev.


Sinopse de “Festa no Arraial, O Musical”
Em uma pequena vila nordestina, tomada pela magia das festas juninas, na noite mais brilhante do ano, quando o céu se ilumina para celebrar, nasce uma história de amor guiada pelas forças da natureza encantada. Hérmia e Lisandro são dois jovens apaixonados que sonham em se casar durante a grande noite do arraial. Mas, quando algo inesperado surge em seus caminhos, seus planos tomam rumos imprevisíveis, o amor dos dois é colocado à prova e o destino de todos ao seu redor começa a se transformar.

Entre fogueiras acesas, quadrilhas animadas e canções que embalam a festa, a trama ganha novos contornos quando a floresta revela seus mistérios e o mundo dos encantados atravessa o caminho dos personagens. Em meio a encontros e desencontros, cada um será levado a entender o que realmente significa amar. Livremente inspirado em Sonho de uma Noite de Verão, de William Shakespeare, “Festa no Arraial, O Musical” é um espetáculo vibrante, emocionante e divertido, que mistura romance, comédia e fantasia em uma grande celebração da cultura brasileira, para toda a família.

Ficha técnica
“Festa no Arraial, O Musical”
Texto: Thereza Falcão e Mariana Mesquita
Direção: Thereza Falcão
Idealização e produção geral: Sérgio Lopes
Elenco: Claudia Ohana, Lorena Tucci, Cadu Libonati, Bernardo Mesquita, Erika Affonso, Danilo Dal Farra, Sofie Orleans, Rafa Canedo, Júlia Perré, Nestor Fonseca, Caio Padilha, Benji Iuler, Jude Fontenelle e Mariana Braga
Marketing e comercial: Mauricio Tavares
Direção musical: Marcelo Alonso Neves
Pesquisa musical: Rodrigo Faour
Cenários e figurinos: Mauro Leite
Coreografias: Renato Vieira
Iluminação: Adriana Ortiz
Produção de elenco: Felipe Ventura
Assistente de direção: Luiz Fernando Bruno
Direção de produção: Filomena Mancuzo
Produção executiva: Neco Fx
Assessoria de imprensa: Carlos Pinho
Produção e marketing: Inova Brand
Realização: Everybody Entretenimento, Ministério da Cultura e Governo do Brasil


Serviço
“Festa no Arraial, O Musical”

Teatro Sabesp Frei Caneca - Shopping Frei Caneca - Rua Frei Caneca, 569, Consolação / São Paulo
Temporada São Paulo: de 24 de julho a 16 de agosto de 2026

Sessões
Sextas-feiras, às 20h00: dias 24 e 31 de julho; 7 e 14 de agosto.
Sábados, às 17h00: 1°, 8 e 15 de agosto.
Sábados, às 20h00: dias 25 de julho, 8 e 15 de agosto.
Domingos, às 18h00: dia 2, 9 e 16 de agosto.
Domingo, às 19h00: dia 26 de julho


Ingressos
Bilheteria do Teatro Sabesp Frei Caneca e no site https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/festa-no-arraial-o-musical-16282

Valores
Plateia I: R$ 150,00 (inteira) / R$ 75,00 (meia-entrada)
Plateia II: R$ 120,00 (inteira) / R$ 60,00 (meia-entrada)
Plateia Superior: R$ 80,00 (inteira) / R$ 40,00 (meia-entrada)

Ingresso Solidário:
50% de desconto mediante a doação de 1kg de alimento não perecível
Classificação: livre
Duração: 90 minutos
Rede social: @festanoarraial

.: Estreia "Antes Que Seja Tarde" da obra de Carpinejar com Vânia Brito


Consagrado pelo público carioca e destacado pela Veja Rio como um dos melhores monólogos em cartaz em 2026, o espetáculo protagonizado pela atriz Vânia de Brito — inspirado na obra "Cuide dos Pais Antes que Seja Tarde", de Fabrício Carpinejar — emociona o público com uma delicada reflexão sobre a memória, os laços familiares e o afeto. Foto: Guga Melgar

Após três temporadas no Rio de Janeiro e apresentações em Niterói, Belo Horizonte e São José dos Campos, o monólogo "Antes Que Seja Tarde", inspirado na obra de Fabrício Carpinejar, chega a São Paulo para temporada de 8 a 30 de agosto, sempre aos sábados e domingos, na Sala Gil Vicente do recém-reinaugurado Teatro Ruth Escobar. Estrelado por Vânia de Brito, com direção de Delson Antunes e da própria atriz, e adaptação dramatúrgica de Antonio Januzelli e Rodolfo Amorim, o espetáculo vem construindo, desde sua estreia em 2023, uma trajetória marcada pela forte identificação do público com sua delicada reflexão sobre memória, família e afetos.

Publicado em 2018 e considerado um dos maiores sucessos editoriais do escritor gaúcho, Cuide dos Pais Antes Que Seja Tarde parte da relação do autor com seus próprios pais para refletir sobre um tema universal: a dificuldade de cuidar de quem passou a vida cuidando de nós. Em uma sequência de crônicas, o autor aborda a inversão dos papéis entre pais e filhos, convidando o leitor a repensar a presença, o afeto e o tempo compartilhado antes que a ausência transforme o amor em saudade. 

Livremente adaptado, o monólogo acompanha uma mulher que revisita episódios da infância e da vida adulta, dando voz a personagens, lembranças e situações que atravessam diferentes fases da existência. Entre humor, emoção e poesia, a narrativa constrói um retrato sensível das relações familiares e do modo como o tempo transforma a nossa percepção do mundo. 

A produção marcou o retorno de Vânia de Brito aos palcos em 2023, após 16 anos afastada do teatro. Desde então, a atriz percorreu diferentes cidades brasileiras com o espetáculo, consolidando um trabalho construído de forma independente e sustentado pela permanência em cartaz e pela resposta do público ao longo de sucessivas temporadas. A encenação aposta na simplicidade como principal recurso dramático. O cenário de José Dias, a iluminação de Aurélio de Simoni e a trilha sonora original de Beatriz Parisi Pinheiro criam uma atmosfera intimista, na qual a palavra e a interpretação assumem o protagonismo. "O livro me pegou pelo coração. Foi ele que me fez voltar aos palcos. Essa história fala sobre a urgência da vida e do amor que tantas vezes deixamos para depois", afirma a atriz e produtora. 

Ao longo de sua circulação, "Antes Que Seja Tarde" transformou cada apresentação em um espaço de encontro entre palco e plateia. Não são raros os espectadores que permanecem no teatro após as sessões para compartilhar histórias despertadas pela narrativa - um reflexo da capacidade do universo literário de Fabrício Carpinejar de tocar experiências comuns e estabelecer conexões que permanecem muito além do encerramento da sessão. “Em tempo de relações cada vez mais apressadas, o espetáculo nos lembra que o amor nunca chega cedo demais - mas pode chegar tarde”, reflete Vânia.


Ficha técnica
Espetáculo "Antes Que Seja Tarde"
Baseado na obra "Cuide dos Pais Antes Que Seja Tarde", de Fabrício Carpinejar
Direção: Delson Antunes e Vânia de Brito
Adaptação: Antonio Januzelli e Rodolfo Amorim
Elenco: Vânia de Brito
Cenário: José Dias
Figurino: Vânia de Brito
Iluminação: Aurélio di Simoni
Trilha sonora original: Beatriz Parisi Pinheiro

 
Serviço
Espetáculo "Antes Que Seja Tarde"
Baseado na obra "Cuide dos Pais Antes Que Seja Tarde", de Fabrício Carpinejar
Direção: Delson Antunes e Vânia de Brito
Adaptação: Antonio Januzelli e Rodolfo Amorim
Elenco: Vânia de Brito
Duração: 60 minutos.
Recomendação: 8 anos.
Gênero: drama.
Temporada: de 8 a 30 de agosto, sábados e domingos, às 20h30.
Ingressos: a partir de R$ 60,00
Bilheteria: de terça a domingo a partir das 14h
Teatro Ruth Escobar – Sala Gil Vicente (320 lugares)
Rua dos Ingleses, 209 - Morro dos Ingleses
Telefone (11) 3289.2358
Acessibilidade, cafeteria e valet

.: Beto Matos estará na Flip em debate sobre fragmentação do tempo


Evento na Casa Urutau durante a FLIP discutirá memória, aceleração e as novas formas de narrar o presente

A literatura contemporânea e os desafios de representar um mundo marcado pela fragmentação estarão no centro da participação do escritor e ator Roberto Basílio de Matos na 4ª edição da Casa Urutau, espaço integrante da programação paralela da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). No dia 25 de julho, sábado, às 16h00, o autor participa da mesa "Este Velho Mundo Novo (e Louco): O Tempo do Fragmento", ao lado de Leonardo Mourão Carrara e Zeh Gustavo, em um encontro dedicado a refletir sobre como a literatura responde às experiências do presente por meio da memória, do tempo e das narrativas fragmentadas.

O convite reforça o momento vivido por Roberto Basílio de Matos com o romance ** Longitude 33º Oeste **, publicado pela Editora Urutau. A obra transporta o leitor para o isolamento do Atol das Rocas, onde acompanha a luta de uma família para sobreviver em meio à escassez, ao silêncio e à força da natureza, transformando esse cenário em uma reflexão sobre pertencimento, resistência e a própria condição humana.

A construção narrativa do romance dialoga diretamente com o tema da mesa da Flip. Com estrutura fragmentada e múltiplos pontos de vista, Longitude 33º Oeste apresenta diferentes perspectivas de seus personagens para revelar como memória, tempo e experiência moldam a percepção humana. O autor, com experiência como ator e dramaturgo, utiliza a locução em seu processo de escrita, dando particular importância ao ritmo e sonoridade do texto. A obra combina lirismo, oralidade e regionalismo em uma narrativa que rompe a linearidade para aproximar o leitor das inquietações de cada integrante da família retratada.

"A fragmentação não é apenas uma escolha estética. Ela traduz a forma como vivemos, lembramos e compreendemos o mundo. A literatura precisa encontrar novas maneiras de narrar essa experiência contemporânea sem perder sua capacidade de provocar reflexão", afirma Roberto Basílio de Matos. Ao mesmo tempo em que mergulha em um território geograficamente isolado, o romance amplia sua discussão para temas universais como solidão, deslocamento, memória e sobrevivência. "Somos seres sociais, não isolados. O livro aborda essa fragilidade do humano perante o outro e a si mesmo, quando os laços externos são cortados. Que mundo queremos para nós, quando destruímos aquilo que nos mantém vivos?", destaca o autor.

A participação na Casa Urutau consolida a presença de Roberto Basílio de Matos entre os autores que discutem os caminhos da literatura brasileira contemporânea durante a FLIP. Ao levar Longitude 33º Oeste para um dos principais encontros literários do país, o escritor amplia o debate sobre as novas formas de narrar o presente e reafirma a literatura como espaço de reflexão sobre as transformações do mundo e da experiência humana.

 
Sobre o autor
Roberto Basílio de Matos (Beto Matos) acumula uma trajetória premiada nas artes. Cofundador da Cia. De teatro Phila7 e vencedor do Prêmio Funarte de Dramaturgia em 2005, já publicou Guarda-chuva? Guarda-chuva!  (Prêmio Lusofonias em Portugal) e Nosso diário (2019). Em "LONGITUDE 33° Oeste", ele une seu olhar biológico sobre a natureza e sua experiência dramática para construir uma narrativa sensível sobre a condição humana.


Serviço
Mesa: "Este Velho Mundo Novo (e Louco): O Tempo do Fragmento"
Sábado, dia 25 de julho, às 16h00
Casa Urutau – Flip 2026
Participantes: Roberto Basílio de Matos, Leonardo Mourão Carrara e Zeh Gustavo

.: Luci Collin: 30 anos de literatura em nova coletânea de contos


Em "Acontecidos", lançamento da Maralto Edições, a vencedora do Prêmio Jabuti apresenta uma seleção de textos que percorre sua trajetória como contista e reafirma sua aposta na invenção, no humor e na liberdade da linguagem. Foto: Annie Libert

Uma das vozes mais originais da literatura brasileira contemporânea, a escritora curitibana Luci Collin lança pela Maralto Edições o livro "Acontecidos: Contos Escolhidos", coletânea que reúne 44 narrativas produzidas ao longo de quase três décadas de carreira. A obra percorre um arco temporal que vai de 1997 até textos inéditos escritos para esta edição, oferecendo ao leitor um panorama abrangente da produção contística da autora, reconhecida pela experimentação formal, pela musicalidade da escrita e pelo constante diálogo com os limites da linguagem. O livro será lançado na Flip - Festa literária Internacional de Paraty 2026 no próximo dia 23,  às 12h30, na Casa Acaso. O evento contará com um bate-papo mediado pela escritora e artista visual Julie Fank.

Com prefácio do escritor e tradutor Caetano Galindo, o volume apresenta uma seleção criteriosa realizada a partir de cerca de 130 contos publicados por Luci Collin em oito coletâneas ao longo de sua trajetória. Organizado cronologicamente, Acontecidos funciona como uma espécie de cartografia literária de uma autora que sempre privilegiou a inventividade, a ruptura de convenções e a busca por novas possibilidades narrativas.

A seleção dos textos levou em consideração tanto a representatividade formal quanto temática da produção da escritora. O objetivo foi apresentar contos capazes de sintetizar as principais características de sua literatura, marcada por estruturas fragmentadas, jogos de linguagem, cortes narrativos, humor ácido e um afastamento deliberado das formas mais convencionais do gênero. “Foi um processo de escolha muito cuidadoso. Busquei contos que trouxessem essa marca de inventividade e transgressão dos padrões tradicionais da narrativa, reforçando uma linguagem mais ágil, fragmentada e menos realista, características muito presentes na literatura contemporânea”, afirma a autora.

Ao revisitar textos escritos ao longo de quase 30 anos, Luci Collin também encontrou uma oportunidade de refletir sobre sua própria trajetória. Segundo ela, os primeiros contos surgiram em um momento em que suas propostas literárias eram frequentemente percebidas como rebeldes por se distanciarem dos modelos narrativos mais tradicionais. Hoje, no entanto, a autora percebe um público mais familiarizado com procedimentos como a fragmentação, a montagem e os jogos linguísticos que sempre fizeram parte de sua escrita.

“Olhar para trás foi um exercício emocionante. Muita coisa mudou no mundo e na minha vida desde então. Permaneci acreditando em uma escrita experimental que sempre disse muito sobre quem sou. Ver essa trajetória reunida em um único volume é um presente indescritível”, comenta. Ao longo das páginas de "Acontecidos", o leitor encontra personagens excêntricos, diálogos marcados por ruídos de comunicação e narrativas que são uma reflexão sobre o próprio ato de escrever. A fragilidade da linguagem, os impasses da vida urbana contemporânea e as múltiplas formas de construção da identidade aparecem como temas recorrentes, tratados sempre com uma combinação singular de humor, ironia e refinamento formal.

Embora reconhecida pelo experimentalismo, Luci Collin destaca que sua literatura nunca abriu mão da comunicação com o leitor. “Escrever corresponde a uma necessidade profunda de comunicação. Não sou uma escritora radical em relação à forma. Tenho muitos leitores jovens que leem meus textos com facilidade, e isso me alegra porque mostra que o tratamento que dou à linguagem não a torna hermética ou inacessível”, afirma.

Outro elemento fundamental da obra de Luci Collin é sua estreita relação com a música. Pianista e percussionista profissional durante muitos anos, ela incorporou à escrita princípios como ritmo, melodia, pausas e contrapontos. Não por acaso, referências a compositores como Mozart e Beethoven aparecem em seus contos, assim como termos do universo musical. “O convívio com a música trouxe para a minha escrita recursos ligados à sonoridade, à cadência e à polifonia. Muitas vezes trabalho a narrativa pensando no ritmo da fala, nos silêncios e na musicalidade das palavras”, finaliza.

Com "Acontecidos", Luci Collin oferece aos leitores uma síntese poderosa de uma trajetória dedicada à experimentação estética e à reinvenção permanente da narrativa, reafirmando seu lugar entre os nomes mais inventivos da literatura brasileira contemporânea. A obra já está disponivel no ecommerce da Maralto Edições e também faz parte do Programa de Formação Leitora Maralto, uma iniciativa direcionada para escolas de todo o país.


Sobre a autora
A curitibana Luci Collin é escritora, tradutora e professora. Formou-se em Piano/Performance, Letras (Português/Inglês) e Percussão Clássica, é doutora em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês (USP) e tem dois pós-doutorados em Tradução de Literatura Irlandesa. Lecionou na UFPR entre 1999 e 2019. Estreou na literatura em 1984 com Estarrecer e construiu uma carreira reconhecida na poesia e na prosa. Foi finalista do Prêmio Oceanos com Querer falar (2014), venceu o Prêmio Jabuti com A palavra algo (2016) e recebeu distinções como o Prêmio Clarice Lispector e o Prêmio Literário Biblioteca Nacional com Dedos impermitidos, (2021). Tradutora de autores como Virginia Woolf e Seamus Heaney, tem obras publicadas no Brasil e no exterior e integra a Academia Paranaense de Letras (Cadeira 32).


Serviços
Eventos de lançamento
Flip 2026

Data: 23 de julho, quinta-feira, às 12h30
Casa Acaso | O evento contará com um bate-papo mediado pela escritora e artista visual Julie Fank.

Lançamento em Curitiba
Data: 15 de agosto, sábado, às 14h00
Livraria Telaranha | R. Ébano Pereira, 269 – Centro

segunda-feira, 13 de julho de 2026

.: Musical “Os Últimos 5 Anos” retorna em edição comemorativa pelos 25 anos


Única produção da América do Sul destacada no programa oficial dos 25 anos da estreia da obra, montagem com Beto Sargentelli e Eline Porto volta ao Teatro Nair Bello para curta temporada em outubro. Foto: Gustavo Arrais


A montagem brasileira de “Os Últimos 5 Anos”, musical escrito por Jason Robert Brown, voltará aos palcos paulistanos entre os dias 9 e 18 de outubro, no Teatro Nair Bello, no Shopping Frei Caneca. Protagonizado por Beto Sargentelli e Eline Porto, o espetáculo, realizado pela H Produções Culturais, retorna em uma edição comemorativa criada para celebrar os 25 anos de “The Last Five Years” na Broadway, em um momento especialmente simbólico para sua trajetória no Brasil.

A produção estreou em 2018, com direção de João Fonseca, direção musical de Thiago Gimenes e direção de movimento de Keila Bueno. Desde então, passou por temporadas em 2018, 2019 e 2023, conquistando reconhecimento da crítica, importantes indicações e prêmios do teatro musical brasileiro - entre eles o de Melhor Ator para Beto Sargentelli no Prêmio Bibi Ferreira. Ao longo desse período, consolidou-se como uma das produções mais representativas do teatro musical contemporâneo no país e contribuiu para ampliar o alcance da obra entre o público brasileiro.

Esse novo retorno chega acompanhado de um reconhecimento inédito. A produção foi a única da América do Sul mencionada no programa oficial comemorativo dos 25 anos de "The Last Five Years", passando a integrar o material que registra a trajetória internacional do musical. "Enquanto o mundo celebra os 25 anos de 'The Last Five Years' com novas montagens, é uma honra para nós recolocar em cena a produção brasileira, que ajudou a escrever a história desse musical fora dos Estados Unidos e foi reconhecida no programa oficial comemorativo como a única montagem da América do Sul. Depois de conquistar 19 prêmios e indicações ao longo de cinco temporadas entre São Paulo e Curitiba, sentimos que essa celebração também pertence ao público brasileiro, que celebra não só esse marco da obra na Broadway, mas também os oito anos em nosso país”, afirma Beto Sargentelli.

A homenagem coincide com um período de grande projeção para o título ao redor do mundo. Em 2026, as comemorações reuniram novas montagens e concertos especiais em diferentes países, entre eles a produção estrelada por Ben Platt e Rachel Zegler, apresentada no London Palladium e posteriormente levada ao Hollywood Bowl e ao Radio City Music Hall, sob direção e regência do próprio Jason Robert Brown. A programação incluiu ainda o lançamento de um álbum ao vivo oficial, reafirmando a relevância do musical um quarto de século após sua estreia.

Estreado em Chicago, em 2001, "Os Últimos 5 Anos" acompanha o relacionamento entre Cathy e Jamie por meio de duas linhas narrativas que seguem direções opostas e se cruzam apenas uma vez. Enquanto ela revive a história do fim para o começo, ele percorre o caminho inverso, do primeiro encontro à separação. O sucesso do musical ultrapassou os palcos, inspirando uma adaptação cinematográfica em 2014, protagonizada por Anna Kendrick e Jeremy Jordan. Ao longo de seus 25 anos, a obra também atraiu alguns dos principais nomes do teatro musical e do entretenimento internacional, seja em montagens, concertos ou interpretações especiais de suas canções, entre eles Cynthia Erivo, Jonathan Bailey, Nick Jonas, Ariana Grande, Ben Platt e Rachel Zegler. A estrutura inovadora transformou a obra em um fenômeno internacional e consolidou seu autor como um dos principais nomes do teatro musical contemporâneo.

Responsáveis por apresentar oficialmente o musical ao público brasileiro, Beto Sargentelli e Eline Porto voltam aos papéis de Jamie e Cathy em uma temporada que celebra não apenas os 25 anos da estreia da obra na Broadway, mas também a permanência de uma montagem que, ao longo de quase uma década, conquistou reconhecimento artístico e estabeleceu uma relação duradoura com o público.

"Voltar a 'Os Últimos 5 Anos' depois de tantas temporadas é um presente. Jamie e Cathy marcaram profundamente nossas trajetórias e reencontrar essa história justamente na celebração dos 25 anos do musical torna tudo ainda mais especial. Cathy é uma personagem de muitas camadas, que percorre diferentes estados emocionais ao longo da narrativa, e isso, somado à partitura desafiadora de Jason Robert Brown, faz deste espetáculo um mergulho artístico que continua me emocionando a cada nova temporada", completa Eline Porto.

Mais do que revisitar um clássico contemporâneo, esta edição comemorativa celebra a permanência de uma montagem que, ao longo de quase uma década, construiu uma trajetória própria no teatro musical brasileiro e segue emocionando plateias com uma narrativa atemporal e uma trilha sonora que transita entre o pop, o jazz, o folk e a música contemporânea.


Serviço
"Os Últimos 5 Anos" - Edição comemorativa de 25 anos na Broadway

Temporada: de 9 a 18 de outubro de 2026
Local: Teatro Nair Bello - Shopping Frei Caneca
Rua Frei Caneca, 569 - Consolação / São Paulo

.: Hugo Possolo comemora 45 anos de carreira com espetáculo solo inédito


Em "Idiota Convicto", Hugo Possolo zomba da normalização crescente da mediocridade que vem tornando a sociedade cada vez mais embrutecida. Foto: Luiz Doroneto

Para comemorar seus 45 anos de carreira e 35 do grupo Parlapatões, o palhaço, ator, dramaturgo, diretor, cenógrafo, figurinista e aderecista Hugo Possolo apresenta o espetáculo solo inédito “Idiota Convicto”, todos os sábados até dia 29 de agosto, às 22h00, no Espaço Parlapatões, em São Paulo. A peça nasce das suas inquietações e desejo de abordar o fato de que a sociedade contemporânea está cada vez “mais intolerante, tensa e agressiva, mas que a solidariedade ainda é possível!”. A montagem reúne textos exclusivos de renomados dramaturgos e dramaturgas como Luís Alberto de Abreu, Ana Saggese, Maíra Dvorek, Michelle Ferreira e Sérgio Roveri, e fica em cartaz até o dia 29 de agosto, sempre aos sábados, exceto dia 01/08, sem sessão.

Possolo, hoje com 63 anos, iniciou sua carreira em teatro profissional ainda na adolescência, em 1981. Com mais de 100 peças encenadas, ele segue voltado à pesquisa de teatro popular, comicidade e artes circenses para levar ao público um trabalho artístico divertido e que gere reflexões. O premiado palhaço - como faz questão de ser chamado - se consolidou em 1991, quando fundou os Parlapatões, que neste ano celebra 35 anos de trajetória, com 71 espetáculos produzidos. O grupo tem como característica a palhaçaria, o teatro de rua e popular, sempre buscando inovar a linguagem e ampliar o alcance de público. Já o Espaço Parlapatões, na Praça Franklin Roosevelt, no Consolação, comemora também 20 anos de atividades. 

Em sua trajetória multifacetada, Possolo escreveu diversos textos infantis, dirigiu óperas, atuou em televisão e cinema, colaborou para jornais e revistas, foi gestor público e curador de concertos, balés e espetáculos das mais variadas linguagens. É um dos fundadores da SP Escola de Teatro. “Idiota Convicto” é o terceiro espetáculo solo do ator, que realizou “Prego na Testa” (2005, indicado ao Prêmio Shell de melhor ator), com texto de Eric Bogosian e direção de Aimar Labaki, com enorme sucesso e que seguiu no repertório do grupo por 20 anos; e “Eu Cão Eu”, do próprio Possolo (2012, indicado ao Prêmio Shell de melhor texto) com direção de Rodolfo García Vázquez.

A produção inédita traz o parlapatão em nova encenação que, pelo humor e com diferentes personagens, zomba da normalização crescente da mediocridade que vem tornando a sociedade cada vez mais embrutecida. Os textos independentes foram escritos especialmente para a celebração dos 45 anos de carreira como um presente para Possolo, que também contribuiu com textos e roteirização. A narrativa da memória de um ator preso em casa passeia por diversos quadros e temas. 

Luís Alberto de Abreu, que foi mestre de Possolo na dramaturgia, traz a situação insólita de um homem que encontra uma argola viva no meio da calçada, até entender que era uma pessoa que virou do avesso. Michelle Ferreira fala de um professor de cinema que, com sua arrogância diante dos alunos, trata a sua própria vida como um roteiro. Ana Saggese e Maíra Dvorek apresentam Deus no comando de tudo, tomando atitudes descontroladas e autoritárias. Sérgio Roveri mostra um pai que não aceita que o filho possa sonhar e ser feliz. O espetáculo nasce das inquietações de Possolo querendo abordar o fato de que a sociedade contemporânea está cada vez “mais intolerante, tensa e agressiva”. Nesta reflexão, ele leva em conta que diversos fatores históricos mundiais são significativos para isso.

“O advento das redes sociais e os comportamentos dela derivados; a volta e violência do fascismo e dos grupos de extrema direita, o militarismo a máfia miliciana; as guerras que ameaçam uma Terceira Guerra Mundial, com possibilidade de utilização de bombas atômicas; o aquecimento global e a destruição do planeta por interesses econômicos e, por fim, o desprezo às Ciências e às Artes, gerando incompreensíveis elogios à ignorância”, reflete Possolo.

Como tratar desses assuntos com comicidade? “No fundo, os desafios do humor estão em saber questionar os temas contemporâneos sem querer definir para o público quais são as soluções. Até mesmo porque não as temos”, completa o ator. Assim, Possolo procurou uma dramaturgia que definisse uma persona múltipla, que se mostra o idiota absoluto do título, totalmente convicto de que está sempre certo. Esse idiota, a persona central, é um ator que não consegue sair de seu apartamento, porque perdeu as chaves. Preocupado com sua memória, ele repassa o que fez antes, para tentar lembrar onde deixou a chave. 

Porém, seu esforço traz lembranças de outros fatos que o fazem reviver suas várias personagens, do passado e do presente. Os protagonistas que revive, enquanto tenta sair de casa, são um pouco dele mesmo e um pouco da visão que teve sobre essas personagens que representou um dia. Essas diversas pessoas e situações, a partir do momento em que ele se ridiculariza, chegam ao público igualmente idiotas. Possolo define a peça como “mais uma provocação parlapatônica, sem julgamentos condenatórios aos idiotas, até porque sou um. Quero deixar ao público as reflexões de como e porque nos tornamos assim, tão tolos e tão convictos de nosso destino errático e sem sentido”.

Se em “Prego na Testa” o foco estava nas personagens que enlouquecem com a solidão das grandes cidades e em “Eu Cão Eu” mergulhava na força que tem um vício em mudar a vida das pessoas, “Idiota Convicto” trata da dificuldade de relações sociais das personagens e de como isso as embrutece. O espetáculo resulta de um processo longo de pesquisa que vem celebrar junto a diversos artistas o trabalho em torno da palhaçaria e do teatro popular. Com comicidade e lirismo, o grupo busca trazer um diferente ângulo de visão que possa, com a comunicação direta com a plateia - típica da linguagem dos Parlapatões -, contribuir na construção de uma cidadania mais solidária.


Ficha técnica
Espetáculo "O Idiota Convicto"

Textos: Ana Saggese, Luís Alberto de Abreu, Hugo Possolo, Maíra Dvorek, Michelle Ferreira e Sérgio Roveri.
Roteiro, direção, atuação, assistência de direção, cenário, figurino, assistência de limpeza, limpeza, iluminação, insistências, confusões, dívidas e dúvidas, paciência, paixão e algumas outras funções não menos importantes: Hugo Possolo
Sonoplastia e operação de som: Deivison Nunes
Locução (Voz Bíblica): Tadeu Pinheiro 
Adereços: Agentemesmoqueimandodedonacolaquente
Operação de iluminação: Walmerio e OBarros
Fotos: Luiz Doroneto
Vídeos: Deivison Nunes
Designer gráfico: Werner Schulz
Redes e comunicação Social: A Outra
Assessoria de imprensa: Fernanda Martins/Benu Comunicação
Produção executiva: Manoela Flor
Gestão de projetos: Cristiani Zonzini
Produção Espaço Parlapatões: Wira Bortoli
Assistência de produção Espaço Parlapatões: Sofia Falastro
Realização: Parlapatões e Nada de Novo Produções Artísticas


Serviço
Espetáculo "Idiota Convicto", Hugo Possolo e Parlapatões 
Data: dias 18 e 25 de julho; 8, 15, 22 e 29 de agosto - todos os sábados (exceto o dia 01/08, que é sem sessão), às: 22h00
Local: Espaço Parlapatões - Praça Franklin Roosevelt, 158 - Consolação / São Paulo
Capacidade: 96 lugares
Classificação indicativa: 14 anos
Ingressos: R$ 70,00 (inteira), R$ 35,00 (meia-entrada); promoção para quem comprar até o dia 03 de julho: R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (meia-entrada); vendidos pelo Sympla: https://bileto.sympla.com.br/event/122863
Mais informações: @parlapatoes / https://parlapatoes.com.br / @hugopossolo

.: World Press Photo 2026 chega à Caixa Cultural São Paulo com exposição


Após temporada no Rio de Janeiro, a exposição chega a São Paulo com 42 projetos da edição 2026 do World Press Photo. “Separados pelo ICE” / Fotojornalista: Carol Guzy


A Caixa Cultural São Paulo recebe, a partir desta terça-feira, dia 14 de julho, a exposição "World Press Photo 2026", que apresenta 42 projetos vencedores da 69ª edição do concurso promovido pela organização World Press Photo. Após temporada no Rio de Janeiro, a exposição chega à capital paulista e permanecerá em cartaz até 6 de setembro, com entrada gratuita. A mostra apresenta trabalhos premiados nas categorias Individual, Reportagem e Projetos de Longo Prazo, reunindo imagens produzidas em diferentes regiões do mundo. Os projetos abordam experiências humanas, acontecimentos contemporâneos e diferentes aspectos da vida em sociedade, evidenciando a diversidade de olhares que caracteriza o fotojornalismo e a fotografia documental.

 Entre os destaques está a Foto do Ano, “Separados pelo ICE”, da fotojornalista Carol Guzy, da agência ZUMA Press/iWitness, publicada pelo Miami Herald. Anunciada em Amsterdã, a imagem registra um momento de grande intensidade entre integrantes de uma família durante uma ação de fiscalização migratória nos Estados Unidos.

A edição de 2026 também conta com a participação de fotógrafos brasileiros premiados na América do Sul. Na categoria Individual, Priscila Ribeiro foi reconhecida pela obra “Um Território de Esperança”. Já na categoria Reportagem, Eduardo Anizelli recebeu o prêmio pelo projeto “Aqueles Que Carregam os Mortos”. Os trabalhos reforçam a relevância da fotografia brasileira no cenário internacional e sua capacidade de registrar histórias e realidades por meio da imagem.

Criado em 1955, o World Press Photo reúne anualmente trabalhos de fotojornalismo e fotografia documental selecionados em concurso promovido pela organização. A edição de 2026 apresenta projetos produzidos em diferentes contextos e localidades.


Oficina de fotojornalismo integra a programação educativa
Além da exposição, a programação da Caixa Cultural São Paulo contará com a oficina “Pauta e Rua – Oficina Prática de Fotojornalismo”, realizada pelo Programa Educativo Caixa Gente Arteira. Inspirada na própria World Press Photo 2026, a atividade apresenta conceitos, técnicas e processos relacionados à construção de narrativas visuais e à prática do fotojornalismo. Voltada a estudantes, comunicadores e interessados em fotografia, a oficina abordará aspectos técnicos, éticos e narrativos da produção de imagens. A programação inclui atividades teóricas e práticas, como análise fotográfica, exercícios de composição, saídas fotográficas e construção de narrativas visuais.


Serviço
Exposição "World Press Photo 2026"
Caixa Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111, Centro / São Paulo
Período: 14 de julho a 6 de setembro de 2026
Abertura: 14 de julho de 2026, às 17h00
Entrada: gratuita
Horário de visitação: terça a domingo, das 9h00 às 18h00
Classificação indicativa: 12 anos
Acessibilidade: visitas mediadas em Libras e audiodescrição das imagens
Informações: (11) 3321-4400

Oficina: Pauta e Rua - Oficina Prática de Fotojornalismo
Datas: 28 a 31 de julho de 2026
Horário: das 14h00 às 17h00
Vagas: 30
Classificação: 16 anos

domingo, 12 de julho de 2026

.: Sesc reúne personalidades nacionais e internacionais na Flip 2026


Angela Davis, Socorro Acioli, Itamar Vieira Junior, Wole Soyinka, Tati Bernardi, Bruna Lombardi, Elisa Lucinda, Luiza Romão, Jamil Chade, Fabiana Cozza, Marcelino Freire e Eliana Alves Cruz são alguns nomes da programação. Na imagem, Sesc Santa Rita em Paraty. Foto: divulgação
 

Com uma agenda que valoriza a diversidade de vozes, linguagens, expressões artísticas e regionalidades, o Sesc estará presente mais uma vez na Flip - Festa Literária Internacional de Paraty. Serão realizados cafés literários, shows, exposição, performances poéticas, rodas de conversa e oficinas. As atividades são gratuitas e acontecem de 23 a 26 de julho de 2026 em três espaços no Centro Histórico de Paraty: Sesc Santa Rita, Casa Edições Sesc e Casa Sesc. A instituição é ainda patrocinadora da programação oficial da Flip.

Além da pluralidade da literatura brasileira com convidados de diversas regiões do país, que já é marca registrada das ações do Sesc no evento, neste ano a programação contará ainda com convidados internacionais. A participação dialoga com duas importantes efemérides: os 80 anos do Sesc e os 70 anos da publicação de “Grande Sertão: Veredas”, obra-prima de João Guimarães Rosa, que segue influenciando gerações de leitores e escritores. A partir disso, foi elaborado o conceito Múltiplas Veredas, compreendido como metáfora dos vários caminhos que conectam literatura, cultura, território e transformação social.

Memória e saberes ancestrais se destacam em diferentes mesas e encontros, assim como temas urgentes da contemporaneidade, como sustentabilidade, cidadania, democracia e os impactos das tecnologias na vida cotidiana. Debates sobre leitura e formação de leitores abordam os desafios da circulação de ideias e o papel das práticas coletivas, como clubes de leitura e mediação literária. Para a diversão do público infantil, serão realizadas narrações de histórias e mediação de leitura.

O público também poderá visitar, no Sesc Santa Rita, uma exposição especial em celebração aos 80 anos do Sesc. Com fotografias históricas e registros contemporâneos, a mostra apresenta um panorama da trajetória da instituição, destacando sua contribuição para o desenvolvimento social do Brasil ao longo de oito décadas.

“No ano em que celebra oito décadas de atuação, a participação do Sesc na Flip ganha ainda mais relevância. A cultura amplia repertórios, fortalece a cidadania, incentiva a leitura e a formação de novos públicos, ao mesmo tempo em que movimenta o turismo, impulsiona a economia local e gera trabalho e renda. Ao reunir autores, artistas e leitores, o Sesc contribui para o desenvolvimento dos territórios e demonstra que investir em cultura também é investir no desenvolvimento social e econômico do país”, destaca Diana Abreu, Diretora de Saúde, Cultura, Lazer e Assistência do Departamento Nacional do Sesc.
 

Sesc na Flip acontece em três casas
No Sesc Santa Rita, unidade do Polo Sociocultural Sesc Paraty, o público poderá participar de atividades com a presença de autores como Eliana Alves Cruz, Marcelino Freire, Milena Martins Moura e Daniel Munduruku, primeiro escritor indígena a compor o acervo da Casa de Rui Barbosa que participa do encontro “Cosmologias da palavra” ao lado de Jama Wapichana.

A escritora Tati Bernardi comandará um talk show literário com os convidados Bruna Lombardi, Itamar Vieira Junior e Elisa Lucinda. O espaço também apresentará o espetáculo “Viola, Rosa e Sertão”, com o violeiro, compositor e pesquisador Paulo Freire. Haverá, ainda, na mesma casa, uma área de descompressão com enfoque em diversidade, equipada com sofás, pufes e fones com supressão de ruído, além de recursos de acessibilidade, como Libras, materiais em braile, assentos preferenciais e mobiliário adaptado.

Na Casa Sesc, as discussões abrangerão a circulação literária e novos formatos - como podcasts e plataformas digitais -, além de reflexões sobre acessibilidade, diversidade e inteligência artificial, com nomes como Nina da Hora, Sil Bahia e Lu Ain-Zaila. O público encontrará nomes centrais do pensamento contemporâneo, como a escritora e ativista americana Angela Davis, ao lado do Nobel Wole Soyinka; além do intelectual Muniz Sodré, em diálogo com o podcast "Angu de Grilo", de Flávia Oliveira e Isabela Reis.

Já na Casa Edições Sesc, autores da editora e convidados participam de debates que articulam literatura, artes visuais, pensamento crítico e temas contemporâneos. A programação - que conta também com mesas realizadas em parceria com o Senac São Paulo - promove encontros em torno de questões urgentes do presente, como geopolítica, saúde mental, educação midiática, sustentabilidade e direitos humanos.

Entre os destaques, estão conversas com Eustáquio Neves, artista visual em exposição na Bienal de Veneza; Jamil Chade, jornalista com atuação internacional em geopolítica; Bob Wolfenson, nome importante da fotografia brasileira; Natália Timerman, escritora e psiquiatra; e Mary del Priore, historiadora e autora referência em História do Brasil, além de encontros com autores, pesquisadores, educadores e artistas de diferentes áreas. Em uma parceria inédita entre o Sesc e a Estante Virtual, os vencedores do Prêmio Sesc de Literatura 2025 participarão de uma mesa na Casa Estante Virtual, fortalecendo o compromisso das instituições com a valorização da literatura e o encontro entre autores e leitores.


Sesc Mesa Brasil na Flip 2026
Pelo segundo ano consecutivo, os participantes poderão realizar, no Sesc Santa Rita, doações de alimentos não perecíveis ou contribuições financeiras via Pix para o Sesc Mesa Brasil, maior rede privada de bancos de alimentos da América Latina. Os insumos serão distribuídos para instituições sociais de Paraty que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar.

Além disso, o público poderá participar de uma mesa de debate e experiência gastronômica com pesquisadoras e coletivos de Paraty para discutir os vínculos entre comida, memória e território e de uma oficina de escrita conduzida por Taís Bravo, que estimula os participantes a explorar memórias e afetos por meio da criação literária inspirada nos alimentos e nas refeições compartilhadas. Essas ações convidam à reflexão sobre o engajamento em ações solidárias e buscam estimular a consciência social, ampliando o impacto do Sesc na Flip para além da cultura. Toda a programação do Sesc é gratuita e está disponível no site sesc.com.br/sescnaflip.


Serviço
Espaços do Sesc no Centro Histórico de Paraty
Sesc Santa Rita - Rua Santa Rita, 133
Casa Sesc - Rua Marechal Santos Dias, 22
Casa Edições Sesc - Rua Marechal Santos Dias, 115

.: Cia. Cisne Negro apresenta tributo a David Bowie no Sesc Bom Retiro


A obra é um mergulho interpretativo na genialidade de Bowie. Foto: Cassiano Rosrio

A Cisne Negro Companhia de Dança apresenta o espetáculo "Ziggy - Tributo a David Bowie" neste domingo, dia 12 de julho, às 16h00, gratuitamente, na praça de convivência do Sesc Bom Retiro. Baseado no legado de David Bowie, artista muito à frente do seu tempo e que influenciou diversas gerações, o espetáculo, de 2016, conta com coreografia do professor e bailarino brasileiro Mário Nascimento, a convite da bailarina, empresária e fundadora da Companhia Cisne Negro de Dança, Hulda Bittencourt (1934 – 2021).

A obra é um mergulho interpretativo na genialidade de Bowie, artista multidisciplinar que criou em diferentes linguagens e mídias, como na música, no cinema, nas artes plásticas, entre outras, marcando definitivamente a história da cultura pop na segunda metade do século XX, até as primeiras décadas do século XXI.


Serviço
Espetáculo "Ziggy - Tributo a David Bowie"
Com Cisne Negro Companhia de Dança
Domingo, dia 12 de julho, às 16h00
Sesc Bom Retiro | Alameda Nothmann, 185 | Campos Elíseos/São Paulo | Telefone: (11) 3332-3600
Praça de Convivência | Grátis
Venda de ingressos disponíveis pelo APP Credencial Sesc SP, no site sescsp.org.br/bomretiro, ou nas bilheterias.
O estacionamento do Sesc oferece espaço para pessoas com deficiência, além de bicicletário. A capacidade do estacionamento é limitada. Os valores são cobrados igualmente para carros e motos. Entrada: Alameda Cleveland, 529. Valores: R$ 10,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional (Credencial Plena). R$ 20,00 a primeira hora e R$ 5,00 por hora adicional (Outros). Horários: terça a sexta-feira: 9h00 às 20h00. Sábado: 10h00 às 20h00. Domingo: 10h00 às 18h00.
Transporte gratuito: o Sesc Bom Retiro oferece transporte gratuito circular partindo da Estação da Luz. O embarque e desembarque ocorrem na saída CPTM/José Paulino/Praça da Luz.


.: "Contos Inclusivos e Travessos": em encontros gratuitos de leitura e debates


Iniciativa de incentivo à leitura e promoção da oralidade é inspirada nos pilares sociais dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e trata de temas como racismo, capacitismo, diversidade sexual e gênero. Foto: divulgação


A literatura como instrumento de transformação social é o ponto de partida de "Contos Inclusivos e Travessos", iniciativa de incentivo à leitura e promoção da cultura da oralidade voltada a jovens de 12 a 17 anos. Desde março, o projeto realizou encontros gratuitos nas bibliotecas Roberto Santos, Amadeu Amaral e Castro Alves, nos CEUs Paraisópolis, Sapopemba, Rosa da China e São Rafael e no Memorial da Resistência. Inspirada nos pilares sociais dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, a iniciativa aborda temas como racismo, capacitismo, diversidade sexual e de gênero, igualdade de gênero e etarismo, sempre de forma interseccional, evidenciando como essas questões se atravessam nas múltiplas camadas da experiência humana. Os próximos encontros acontecem nos dias 13 e 14 de julho de 2026, nos CEU Lajeado, CEU Inácio Monteiro e CEU Alvarenga.

O título “Contos Inclusivos e Travessos” brinca com o duplo sentido da palavra “travessos”: tanto como aquilo que atravessa diferentes temas e realidades quanto como expressão da inquietação criativa inerente à literatura e à juventude. Serão cinco encontros em cada equipamento cultural participante, totalizando 40 encontros de leitura. Cada sessão reunirá pelo menos 30 estudantes para escuta de contos literários, seguida de bate-papo com as narradoras, convidades especiais e as mediadoras dos encontros, que compartilharão suas vivências dentro do amplo espectro da diversidade.

As narradoras Alexandra Pericão, Melina Soulz e Renata Jambeiro conduzem as histórias, enquanto Fábia Mirassos, Pâm Herrera, Priscila Siqueira e Rachel Rocha participam como convidades nos debates. A mediação é realizada por Alexandra Pericão e Melina Soulz. O projeto também garante acessibilidade com serviço de tradução-intérprete no workshop e nos encontros que abordam o capacitismo.

Como contrapartida, será realizado um workshop voltado a professores, que traz a reflexão sobre contos e autores que enfrentam essas temáticas de forma transversal. O encontro será gravado e disponibilizado gratuitamente nas redes sociais, ampliando o alcance do conteúdo. Em um contexto de crescente violência escolar e polarização social, Contos Inclusivos e Travessos reafirma a literatura como espaço de empatia e construção de cidadania. Ao mergulhar nas histórias e nas perspectivas dos personagens, leitores e ouvintes ampliam sua capacidade de compreender diferentes existências e realidades.

O projeto parte do princípio de que o acesso à literatura é um Direito Humano e de que ninguém deve ser deixado para trás, premissa central dos ODS. Ao promover encontros continuados (e não ações pontuais), a iniciativa responde a uma demanda identificada junto a bibliotecários de equipamentos públicos, que apontaram a carência de projetos de leitura com frequência e aprofundamento. A proposta é fortalecer a cultura da leitura como instrumento para a construção de uma sociedade mais pacífica, inclusiva e socialmente responsável. Esse projeto foi aprovado pelo Pro-Mac - Programa Municipal de Apoio a Projetos Culturais, com patrocínio da Dasa - Líder em Medicina Diagnóstica no Brasil.


Ficha técnica
"Contos Inclusivos e Travessos"
Culturalistas Produções
Produção executiva e direção de produção: Melina Soulz
Curadora: Alexandra Pericão
Narradoras: Alexandra Pericão, Melina Soulz e Renata Jambeiro
Convidades: Fábia Mirassos, Pâm Herrera, Priscila Siqueira e Rachel Rocha
Serviços jurídicos: Cecília Lopes Santana
Assessoria Contábil, financeiro e prestação de contas: Claudia Viri de Oliveira e Nilton de Oliveira
Designer gráfico: Caio Matos
Analista de comunicação / redes sociais: Gabriela Gonzalez Tavares
Foto Still: Ronaldo Gutierrez
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio


Serviço
"Contos Inclusivos e Travessos"
Grátis
Datas e locais das próximas apresentações 

13 de julho de 2026
Narradora Melina Soulz
Convidada Fabia Mirassos
9h30 e 11h
Ceu Lajeado (R. Manuel da Mota Coutinho, 293 - Lageado) 

13 de julho de 2026
Narradora Melina Soulz
Convidada Fabia Mirassos
14h e 15h30
Ceu Inácio Monteiro (R. Barão Barroso do Amazonas, s/n - Conj. Hab. Inácio Monteiro)

14 de julho de 2026 
Narradora Melina Soulz
Convidada Fabia Mirassos
9h30, 11h, 14h e 15h30
Ceu Alvarenga (Estr. do Alvarenga, 3752 - Balneário São Francisco) 

.: Centro Cultural Fiesp: programação especial de férias sobre o humor gráfico


Debates, oficinas e encontros gratuitos com grandes nomes do cartum e dos quadrinhos integram a agenda da exposição "Cartunistas" durante o mês de julho. Fotos: divulgação

Para as férias de julho, o Centro Cultural Fiesp preparou uma programação especial dedicada ao humor gráfico brasileiro. Com participação gratuita e aberta ao público, a agenda reúne debates, oficinas e encontros com importantes nomes do cartum, da caricatura e dos quadrinhos nacionais. As atividades integram a exposição fotográfica “Cartunistas”, que pode ser conferida na Galeria de Fotos do Espaço Cultural.

A programação começa neste domingo, dia 12 de julho, às 14h00, com o debate “A Presença da Mulher no Humor Gráfico Nacional”. Participam do encontro as artistas Dani Marino, Daniela Baptista e Helô D’Angelo, que irão discutir a trajetória e os desafios das mulheres no universo dos quadrinhos e do humor gráfico. Inscrições Meu Sesi.

No dia 25 de julho, também às 14h, o cartunista e jornalista José Alberto Lovetro (JAL), presidente da Associação dos Cartunistas do Brasil (ACB), conversa com Sidney Gusman, jornalista, editor e responsável pelas Graphic MSP. O bate-papo abordará os caminhos para a criação de roteiros de quadrinhos, o mercado editorial e oportunidades para novos profissionais da área. I

Encerrando a programação, no dia 26 de julho, às 14h, o caricaturista Baptistão ministra uma oficina voltada a interessados em caricaturas e mercado de trabalho. A atividade inclui sessão de autógrafos de seu mais recente livro sobre a música popular brasileira, com inscrições gratuitas pelo Meu Sesi. Os três eventos acontecem no Mezanino do Centro Cultural Fiesp, com vagas limitadas para cada apresentação, mediante inscrição prévia pela plataforma do SESI.

Além de promover o contato direto com profissionais reconhecidos da área, as atividades ampliam a experiência do público com a exposição “Cartunistas”, que apresenta retratos de mais de 140 artistas brasileiros realizados pelo fotógrafo Paulo Vitale, com curadoria de Eder Chiodetto. A mostra reúne nomes históricos e contemporâneos do humor gráfico nacional e oferece ainda vídeos com depoimentos e bastidores dos ensaios fotográficos. Entre os artistas retratados estão Mauricio de Sousa, Ziraldo, Angeli e Laerte, além de representantes da nova geração, como Helô D’Angelo e Carlos Ruas.

 
Serviço
Programação Especial - Palestras e Oficinas (gratuitas)
Atividades com vagas limitadas e inscrição prévia (quando indicado)
Programação completa será divulgada gradualmente
A presença da mulher no humor gráfico nacional
Data: 12 de julho de 2026, às 14h00
Mezanino do Centro Cultural Fiesp - Av. Paulista, 1.313 / São Paulo
Classificação: livre para todas as idades (crianças com acompanhantes)
Quantidade de vagas: 50
Entrada: gratuita

Panorama da edição de quadrinhos no Brasil com Sidney Gusman
Data: 25 de julho de 2026
Horário: 14h00
Local: Mezanino do Centro Cultural FIESP – Av. Paulista, 1.313
Classificação: livre para todas as idades (crianças com acompanhantes)
Quantidade de vagas: 50
Entrada: gratuita

Oficina de caricatura com o Baptistão
Data: 26 de julho de 2026
Horário: 14h00
Local: Mezanino do Centro Cultural FIESP – Av. Paulista, 1.313
Classificação: livre para todas as idades (crianças com acompanhantes)
Quantidade de vagas: 30
Entrada: gratuita

Exposição “Cartunistas”
Período: até dia 20 de setembro de 2026
Horários: terça a domingo, das 10h00 às 20h00
Local: Galeria de Fotos do Centro Cultural Fiesp - Av. Paulista, 1.313
Classificação: livre
Entrada: gratuita (não é necessário reservar ingresso)
Agendamento de grupos e escolas: ccfagendamentos@sesisp.org.br
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