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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

.: Arena B3 recebe o espetáculo "O Cachorro Que Se Recusou a Morrer"


Montagem de Samir Murad aborda migração, memória e pertencimento a partir de relatos autobiográficos. Foto: divulgação

A Arena B3 recebe, neste final de semana, dias 17 e 18 de janeiro, o espetáculo "O Cachorro Que Se Recusou a Morrer", criação, texto e atuação de Samir Murad. A peça inaugura a programação cultural de 2026 do espaço e convida o público a uma experiência sensível sobre identidade, ancestralidade e memória afetiva. Inspirado em vivências familiares do próprio autor, o espetáculo constrói uma narrativa íntima que atravessa temas como imigração, conflitos culturais, saúde mental e pertencimento. Alternando momentos de drama e humor, a montagem cria uma atmosfera poética e emocional, conduzindo o espectador por lembranças que dialogam com experiências universais.

A encenação combina atuação visceral, trilha sonora original, projeções e videocenário, ampliando a dimensão sensorial da obra e reforçando o caráter autobiográfico do relato. O resultado é uma peça delicada e potente, que valoriza a escuta e a memória como ferramentas de construção de identidade. As apresentações acontecem na Arena B3, espaço cultural localizado em um prédio histórico da antiga Bolsa de Valores, no Centro de São Paulo. Com sessões aos finais de semana e ingressos acessíveis, o local reafirma sua vocação para democratizar o acesso à cultura e estimular a ocupação artística do Centro Histórico da cidade. A curadoria da programação é assinada pela Aventura, produtora reconhecida nacionalmente por sua atuação no setor cultural e pela realização de espetáculos de relevância no cenário brasileiro.


Ficha técnica
Espetáculo "O Cachorro Que Se Recusou A Morrer"

Criação, texto e atuação: Samir Murad
Direção: Delson Antunes e Samir Murad
Cenografia: José Dias
Figurino e Adereços: Karlla de Luca
Desenho de Luz: Thales Coutinho
Trilha Sonora: André Poyart e Samir Murad
Direção de Movimento: Samir Murad
Videocenário: Mayara Ferreira
Assistente de Direção: Gedivan de Albuquerque
Programação Visual: Fernando Alax
Fotos: Fernando Valle
Direção de produção: Fernando Alax
Produção executiva: Wagner Uchoa
Operação audiovisual: Marco Agrippa
Operação de luz: Chico Hashi
Realização: Cia Teatral Cambaleei, mas não caí... 


Serviço
"O Cachorro Que Se Recusou A Morrer"

Dias 17 e 18 de janeiro, sábado e domingo, sessões às 14h30 e 17h00
Arena B3 - Centro Histórico de São Paulo
Duração: 70 minutos
Classificação: L=livre
Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/114363/d/355043/s/2395277?

 
Sobre a B3

A B3, a bolsa do Brasil, tem o compromisso de apoiar a democratização do acesso à cultura, por meio de parcerias e patrocínios que facilitem o acesso da sociedade a esses espaços. Em 2023, a bolsa do Brasil apoiou 25 projetos, e possibilitou que mais de 95 mil pessoas acessassem os 7 museus patrocinados por meio do oferecimento também de dias de gratuidade. Dentre as instituições apoiadas estão o MASP, a Pinacoteca de São Paulo, o MIS, o Museu Judaico e MUB3, na capital paulista, o Instituto Inhotim, localizado em Minas Gerais, e o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Além das gratuidades, a bolsa do Brasil patrocina ainda uma série de iniciativas culturais, como musicais, eventos e exposições.


Sobre a Aventura

Fundada em 2008, e liderada por Aniela Jordan, diretora artística e produção e geral, Luiz Calainho, diretor de marketing e negócios, e por Giulia Jordan, diretora geral de venues, a Aventura é referência na produção de espetáculos de altíssima qualidade, que tornou o mercado de teatro musical um dos principais segmentos da economia criativa no Brasil. A empresa se estabeleceu como uma grande aliada da multiplicidade artística, fundamental para o desenvolvimento social, econômico e cultural. A sua missão é transformar grandes ideias em realidade, criando fortes conexões entre marcas e projetos. São mais de 40 produções, de espetáculos inéditos e de versões da Broadway, como “Elis, a musical”, “A Noviça Rebelde”, “Sete”, “O Mágico de Oz”, “SamBRA”, “Chacrinha, o musical”, “Romeu & Julieta, ao som de Marisa Monte”, “Merlin e Arthur, um sonho de liberdade” e o infantil “Zaquim”. Em 2022, a produtora inovou com o primeiro musical em formato de série do país, o “Vozes Negras – A Força do Canto Feminino”, e com o musical “Seu Neyla”, apresentado em dois palcos com o uso da internet para criar uma experiência diferenciada no espectador, além de estrear uma parceria com a Disney - Pixar com o espetáculo “Pixar in Concert”. Com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, criou a Cia Stone de Teatro, projeto de teatro itinerante no interior do Brasil e é a responsável pela produção da Cia de Ballet Dallal Achcar. Ao todo, foram mais de 3,8 mil apresentações e cerca de 4,5 milhões de espectadores, mais de 16 mil empregos diretos e indiretos gerados, números que não param de crescer. 

.: “Rei das pegadinhas”, Ítalo Sena em "Duas Conversas" no Teatro J. Safra


Humorista apresenta uma versão renovada do show, resultado de nove meses de intensa preparação. Foto: divulgação

No aguardado espetáculo "Duas Conversas", Ítalo Sena, considerado "o rei das pegadinhas", mergulha em dois lados de sua vida de forma inédita. Após percorrer o Brasil com o “Mostrando Meu Trabalho” , o humorista apresenta uma versão renovada, resultado de nove meses de intensa preparação. Com um cenário digital interativo, Ítalo surpreende a plateia, revelando um espetáculo totalmente envolvente.  O humorista se preparou não apenas mentalmente, mas também corporalmente para essa nova jornada, prometendo um show fora do comum. 

Ele compartilha sua expectativa com os fãs, enfatizando: "É algo que venho me dedicando para entregar o meu melhor. Quero que meu público saia do teatro com a garantia de que foi surpreendido". Brincando com um de seus bordões, Ítalo destaca: "Não se assuste se no show eu perguntar 'O que você pensou na hora?' Tem um cara gravando ali", contou ele com risadas.

Em "Duas Conversas", o texto é todo desenvolvido pelo próprio humorista, e conta com a colaboração criativa de Maurício Meireles. A preparação artística de Diógenes De Lima, a produção de Laura Ithamar, iluminação de Jathyles Miranda e as artes para o cenário virtual assinadas pelo VJ Koala Brito, prometem elevar o espetáculo a um patamar único, garantindo risos e surpresas inesquecíveis. Prepare-se para uma experiência que transcende as expectativas, com Ítalo Sena no comando do seu novo show "Duas Conversas".

Serviço
Ítalo Sena em "Duas Conversas"
Gênero: humor
Recomendação: 16 anos
Duração: 80 minutos
Sábado, dia 17 de janeiro de 2026, às 20h00
Ingressos: entre R$ 30,00 e R$ 100,00
Compras on-line: https://www.eventim.com.br/artist/italo-sena/?affiliate=JSA

Bilheteria
Quartas e quintas-feiras, das 14h00 às 21h00
Sextas, sábados e domingos, das 14h00 até o horário dos espetáculos
Aceita os cartões de débito e crédito: Amex, Dinners, Elo, Mastercard, Visa e Hipercard. Não aceita cheques.
Telefone da bilheteria: (11) 3611-3042
Teatro J. Safra | 627 lugares
Endereço: Rua Josef Kryss, 318 - Barra Funda / São Paulo
Telefone: (11) 3611 3042 e 3611 2561
Abertura da casa: duas horas antes de cada horário de espetáculo, com serviço de lounge-bar no saguão do Teatro.
Acessibilidade para deficiente físico
Estacionamento: Valet Service (Estacionamento próprio do Teatro) - R$ 30,00

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

.: Cineflix Cinemas traz quatro estreias: “Hamnet”, "Marty Supreme" e mais!

Hoje, 15 de janeiro, a unidade Cineflix Cinemas de Santos, localizada no Shopping Miramar, apresenta quatro estreias nas telonas: os dramas "Marty Supreme", exibido em duas sessões antecipadas (quinta-feira, 15/01 e sexta-feira, 16/01) e  "Hamnet: A vida antes de Hamlet", o infantil nacional que saiu dos palcos de teatro para a telona, "O diário de Pilar na Amazônia" e animação religiosa "Davi: Nasce um rei".

Seguem em cartaz o suspense psicológico "A Empregada", as animações "Tom & Jerry: Uma Aventura no Museu" e "Bob Esponja: Em Busca da Calça Quadrada", o drama "Valor Sentimental",  a produção brasileira premiada, "O Agente Secreto". Compre antecipadamente os ingressos aquihttps://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.

Estão disponíveis para venda os baldes colecionáveis, de "Bob Esponja: Em Busca da Calça Quadrada",  "Tom & Jerry: Uma Aventura no Museu" e "Avatar: Fogo e Cinzas"A unidade de Cinemas Cineflix Santos, fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga.


"Hamnet: A vida antes de Hamlet". (“Hamnet”). Gênero: drama histórico. Classificação indicativa: 14 anos. Ano de produção: 2025. Idioma: inglês. Direção: Chloé Zhao. Roteiro: Maggie O’Farrell e Chloé Zhao. Elenco: Jessie Buckley, Paul Mescal. Distribuição no Brasil: Universal Pictures. Duração: 2h05. Cenas pós-créditos: não. Sinopse: William Shakespeare e a sua esposa, Agnes, celebram o nascimento do seu filho, Hamnet. No entanto, quando a tragédia os atinge, inspira Shakespeare a escrever a sua obra-prima, Hamlet.

"Marty Supreme". (Marty Supreme). Gênero: Biografia, Comédia Dramática, Esporte. Direção: Josh Safdie Roteiro: Josh Safdie, Ronald Bronstein Elenco Principal: Timothée Chalamet, Gwyneth Paltrow, Odessa A'Zion, Tyler, the Creator, Fran Drescher, Abel Ferrara. Duração: 2h 29min. Sinopse: Baseado na vida de Marty Reisman, um jogador de tênis de mesa. 

"O diário de Pilar na Amazônia". (nacional). Gênero: aventura, drama, família. Classificação indicativa: livre.  Direção: Duda Vaisman e Rodrigo Van Der Put. Roteiro: João Costa Van Hombeeck e Flávia Lins e Silva. Elenco: Lina Flor, Miguel Soares, Sophia Ataíde, Marcelo Adnet, Emílio Dantas, Babu Santana, Nanda Costa, Roberto Bomtempo. Duração: 90 minutos. Cenas pós-créditos: não. Sinopse: A jovem exploradora Pilar viaja até a Amazônia através de sua rede mágica. Após conhecer Maiara, ribeirinha que teve sua comunidade destruída, Pilar e os amigos buscam reencontrar a família da amiga e impedir o desmatamento da floresta.


"Davi: Nasce um rei". (David). Gênero: animação, família, biográfico, histórico. Classificação indicativa:10 anos. Direção: Phil Cunningham e Brent Dawes. Roteiro: Brent Dawes, Kyle Portbury e Sam Wilson. Elenco (vozes originais): Brandon Engman, Phil Wickham, Asim Chaudhry, Mick Wingert, Lauren Daigle. Dublagem brasileira: João Vitor Mafra, Maitê Cunha, Rodrigo Miallaret, Lara Suleiman, Alessandra Araújo, Victória Kíu, Luiza Caspary, Luci Saluzzi, Fernando Mendonça, Davi Barbosa. Duração: 109 minutos. Cenas pós-créditos: não. Sinopse: História bíblica de Davi, desde sua juventude como pastor de ovelhas até se tornar o maior rei de Israel.

"A Empregada". (The Housemaid). Gênero: Suspense Psicológico, Thriller. Direção: Paul Feig. Roteiro: Rebecca Sonnenshine, Freida McFadden. Ano de Lançamento: 2025. Data de Estreia (Brasil): 18 de Dezembro de 2025. País: EUA. Idioma: Inglês. Duração: 2h11m. Elenco Principal: Sydney Sweeney (Millie), Amanda Seyfried (Nina), Brandon Sklenar (Andrew), Michele Morrone. Baseado em: Livro de Freida McFadden. Sinopse: A história segue Millie Calloway, que, após sair da prisão, consegue um emprego como empregada na casa dos ricos Nina e Andrew Winchester, mas logo percebe a natureza perturbadora de Nina e as dinâmicas disfuncionais da família, levando a situações de manipulação e suspense, enquanto Millie tem seus próprios segredos. 

"Bob Esponja: Em Busca da Calça Quadrada". (The SpongeBob Movie: Search For SquarePants). Direção: Derek Drymon Roteiro: Pam Brady, Matt Lieberman, Marc Ceccarelli Elenco (Vozes originais): Tom Kenny, Clancy Brown, Rodger Bumpass Gênero: Animação, Aventura. Duração: 1h 28. Distribuidor: Paramount País de Origem: Estados Unidos  Sinopse: A história acompanha um Bob Esponja que descobre ter crescido e agora tem 36 mariscos de altura, querendo provar que não é mais um bebê, embarcando em uma aventura com o Holandês Voador para conseguir um certificado de aventureiro, o que o leva a uma jornada inesperada em Santa Monica.

"O Agente Secreto". Gênero: thriller, drama. Diretor: Kleber Mendonça Filho. Elenco: Wagner Moura, ao lado de Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone. Sinopse: Em 1977, Marcelo trabalha como professor especializado em tecnologia. Ele decide fugir de seu passado violento e misterioso se mudando de São Paulo para Recife com a intenção de recomeçar sua vida. Marcelo chega na capital pernambucana em plena semana do Carnaval e percebe que atraiu para si todo o caos do qual ele sempre quis fugir. Para piorar a situação, ele começa a ser espionado pelos vizinhos. Inesperadamente, a cidade que ele acreditou que o acolheria ficou longe de ser o seu refúgio.

"Valor Sentimental". (Sentimental Value). Direção: Joachim Trier. Roteiro: Eskil Vogt e Joachim Trier. Gênero: Drama, Comédia Duração: Aproximadamente 132 minutos País de Origem: Noruega (coprodução internacional). Distribuição no Brasil: Retrato Filmes e MUBI. Elenco Principal: Renate Reinsve (Nora) Inga Ibsdotter Lilleaas (Agnes) Stellan Skarsgård (Gustav) Elle Fanning (Rachel Kemp) Anders Danielsen Lie. Sinopse: As complexas dinâmicas de uma família após a morte da matriarca. Gustav, um cineasta outrora renomado, tenta se reconciliar com as filhas, Nora (uma atriz de teatro) e Agnes, ao oferecer a Nora o papel principal em seu novo filme autobiográfico. Diante da recusa da filha, ele escala uma jovem estrela de Hollywood (Elle Fanning), o que desencadeia novos conflitos e revisita traumas do passado. 


O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no GonzagaConsulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.


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.: “Susi, o Musical” chega aos palcos em produção inédita que revisita memórias


Com ingressos já à venda, o musical traz de volta a icônica boneca brasileira em uma história inédita que mistura memória afetiva, humor, crítica social e músicas originais, prometendo emocionar e divertir toda a família

Um dos maiores ícones da infância brasileira está prestes a ganhar nova vida nos palcos. A boneca Susi, lançada pela Estrela em 1966 e responsável por marcar gerações, retorna agora como protagonista de “Susi, o Musical”, idealizado e escrito por Mara Carvalho, com músicas de Thiago Gimenes e concepção e direção de Ulysses Cruz. Apresentado pelo Ministério da Cultura e com patrocínio do Itaú, o espetáculo estreia no dia 21 de fevereiro, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, com ingressos disponíveis pelo site da Sympla e na bilheteria local. A produção é da Ulysses Cruz Arte & Entretenimento, em um projeto que articula fantasia, memória, crítica social e canções inéditas.

Na pele de Susi estará a cantora e atriz Priscilla, artista que iniciou sua trajetória ainda na infância, consolidou uma carreira sólida na música pop brasileira e vem ampliando sua atuação nos palcos e no audiovisual, destacando-se pela versatilidade vocal e cênica. A escolha da intérprete reforça o diálogo entre gerações proposto pelo musical e sublinha a força simbólica da personagem como representação de identidade, transformação e resistência cultural. Outros grandes nomes do elenco - que darão vida às diferentes versões da boneca, aos personagens simbólicos da narrativa e ao universo real da trama - serão revelados em breve.

O musical acompanha a trajetória de Victor, um menino de imaginação fértil, absorvido por um cotidiano mediado por telas que limitam sua percepção do mundo. Em um mergulho onírico que transita entre sonho e pesadelo, ele embarca em uma jornada fantástica na qual se confronta com seus medos e descobre novas perspectivas ao lado de Susi. 

Nesse universo simbólico, surge Vênus, personagem que encarna padrões importados, discursos de perfeição e as pressões contemporâneas do consumo e da imagem, atuando como força de oposição e provocação ao longo do percurso do protagonista. Entre aliados e antagonistas, Victor atravessa um verdadeiro rito de passagem, aprendendo a lidar com as transformações e contradições da infância rumo à adolescência.

Entre músicas, humor e emoção, o espetáculo aborda temas universais e contemporâneos, como identidade, autoestima, consumismo, feminismo, redes sociais, globalização e pertencimento. Ao longo dessa jornada, Victor descobre sua vocação e encontra caminhos de reconexão com a própria história, enquanto Susi luta para reafirmar sua relevância diante das novas gerações. Em cena, a personagem se multiplica em diferentes versões - que representam diversas profissões, etnias e possibilidades - refletindo a pluralidade da mulher brasileira e evidenciando sua resistência cultural frente ao brilho importado de padrões estrangeiros.

A ideia de transformar a boneca Susi em um musical surgiu em 2023, a partir de uma conversa entre Mara Carvalho e Ulysses Cruz sobre o impacto cultural recente de produções que revisitam ícones do imaginário coletivo. A provocação inicial deu origem a um projeto que vem sendo desenvolvido desde então, com o objetivo de resgatar memórias afetivas e, ao mesmo tempo, propor uma leitura crítica e contemporânea sobre identidade, pertencimento e consumo cultural.

Para o diretor Ulysses Cruz, o impulso criativo da montagem nasce do desejo de explorar a ousadia artística do teatro musical como linguagem capaz de ir além do entretenimento. Inspirado tanto pelo impacto cultural da boneca quanto por suas próprias memórias de infância ligadas aos brinquedos da Estrela, o diretor construiu uma narrativa que combina humor, fantasia e reflexão, utilizando o teatro musical como território fértil para discutir temas pouco usuais dentro do gênero, equilibrando diversão e pensamento crítico.

A autora e idealizadora Mara Carvalho também vê em Susi a oportunidade de dialogar com questões contemporâneas como autoconhecimento, amor-próprio e padrões de consumo. Ao lado de Ulysses Cruz, ela desenvolveu um enredo que combina humor, emoção e crítica social, resgatando um ícone da infância brasileira que, ao longo do tempo, foi substituído por referências estrangeiras. O musical propõe, assim, uma reflexão sobre identidade cultural, memória coletiva e a forma como o país lida com suas próprias criações.

Com diálogos afiados, projeções visuais e um desfile final apoteótico, "Susi, o Musical" alterna entre o universo real do quarto de Victor e o mundo simbólico das bonecas, promovendo reflexões sobre memória, individualidade e pertencimento, ao mesmo tempo em que discute o impacto da cultura de massa e a influência das novas gerações digitais.

A trilha sonora, assinada pelo diretor musical Thiago Gimenes, é parte essencial da dramaturgia. A instrumentação e a orquestração evidenciam a identidade de cada personagem e acompanham o ritmo da narrativa, transitando entre eletrônico e acústico, rock, pop, MPB, rap, trap e referências sonoras dos anos 1970. A música funciona como extensão do texto, revelando subtextos, impulsionando a ação e alternando entre momentos delicados e grandiosos para contar a trajetória atemporal de Susi e Victor.

Além da protagonista e de sua rival simbólica, o musical apresenta personagens icônicos do universo da boneca, inseridos em situações que equilibram humor e crítica. Ao propor uma experiência lúdica e emocional que costura passado e presente, diversão e reflexão, Susi, o Musical convida o público a revisitar memórias, questionar padrões impostos e reafirmar a autenticidade como valor essencial.

A montagem, que conta com o licenciamento da Estrela, reúne um time de diferentes criadores: Thiago Gimenes, responsável pelas músicas originais; Mara Carvalho e Thiago Gimenes, que assinam as letras; Rubens Oliveira, nas coreografias e direção de movimento; Verônica Valle, no cenário; Deborah Casares e Caia Guimarães, nos figurinos; Marcos Padilha, no visagismo; Aline Santini, no desenho de luz; Gabriel D’Angelo, no desenho de som; Vanessa Veiga, na produção de elenco; Thiago de Los Reyes, na direção executiva; e Andresa Gavioli, na produção executiva.


Serviço
"Susi, o Musical"

Local: Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno
Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista / São Paulo
Estreia: 21 de fevereiro, quinta-feira, 20h00
Temporada: de 21 de fevereiro a 12 de abril
Sessões: quintas e sextas, às 20h00, sábados e domingos 16h00 e 20h00
Ingressos: Plateia: Inteira: R$ 200,00 | Meia Entrada: R$ 100,00
Plateia Alta: Inteira: R$ 160,00 | Meia Entrada: R$ 80,00
Balcão: Inteira: R$ 50,00 | Meia Entrada: R$ 25,00 |
Vendas: Site da Sympla (https://bileto.sympla.com.br/event/114413) ou bilheteria local
Classificação etária: livre
Duração: 90 minutos
Capacidade: 827 lugares

.: "Comédia Ao Vivo" celebra 20 anos de história e estreia no Teatro BDO Jaraguá


Reconhecido pelo Guinness Book como o show de stand-up comedy há mais tempo em cartaz no mundo, espetáculo inicia nova fase em um dos teatros mais tradicionais de São Paulo

O espetáculo "Comédia Ao Vivo", referência absoluta no humor brasileiro e reconhecido oficialmente pelo Guinness Book como o show de stand-up comedy há mais tempo em cartaz no mundo, celebra 20 anos de trajetória ininterrupta, estreia no Teatro BDO Jaraguá no próximo dia 16 de janeiro, com Luiz França, Marcelo Duque, Diogo Portugal, Maira Santos, Nil Agra e convidados.  A apresentação marca não apenas a chegada a um novo palco, mas também a comemoração de duas décadas de contribuição decisiva para a consolidação do stand-up comedy no Brasil. 

Criado com o objetivo de dar espaço a novos talentos e aproximar o público de um formato ainda pouco conhecido no país, o "Comédia Ao Vivo" rapidamente se transformou em um fenômeno. Ao longo dos anos, o espetáculo revelou grandes nomes do humor nacional, tornando-se uma verdadeira escola para comediantes e uma vitrine permanente para a renovação do gênero. Sua longevidade e relevância o colocam como um dos projetos culturais mais importantes da comédia brasileira. “O 'Comédia Ao Vivo 'é um marco do stand-up comedy, com mais de 20 anos de história, sendo o grupo mais antigo do Brasil e o espetáculo do gênero há mais tempo em cartaz no mundo, e voltar aos palcos de teatro após 18 anos no Teatro Renaissance, agora reestreando no Teatro BDO Jaraguá, é uma emoção imensa e a celebração de uma trajetória histórica”, diz Luiz França. 

A cada edição, o "Comédia Ao Vivo" mantém sua essência: apresentações dinâmicas, textos atuais, improviso e interação direta com a plateia. O formato permite que o espetáculo esteja em constante transformação, acompanhando os costumes, comportamentos e acontecimentos do cotidiano brasileiro, o que garante sua permanente conexão com o público e explica sua impressionante permanência em cartaz por 20 anos. 

A estreia no Teatro BDO Jaraguá, espaço tradicional da cena cultural paulistana, simboliza um novo capítulo nessa trajetória de sucesso. O público poderá assistir a um espetáculo afiado, contemporâneo e irreverente, que celebra o humor como linguagem artística e como ferramenta de reflexão, sem abrir mão da leveza e da diversão. Após a estreia, o show será apresentado toda sexta-feira, às 23h00, no mesmo local. 

Mais do que um show, o "Comédia Ao Vivo "se consolidou como um verdadeiro fenômeno cultural. Ao longo de duas décadas, contribuiu de forma decisiva para a popularização do stand-up comedy no Brasil, ajudando a formar plateias, fortalecer o mercado do humor e abrir caminhos para que o gênero se tornasse um dos mais relevantes do entretenimento nacional. “Voltamos com material novo e com a gravação do 'Desafio Comédia ao Vivo', quadro de grande sucesso no canal, com vídeos que alcançam milhões de visualizações. A proposta segue a mesma: criar piadas semanais a partir dos temas mais quentes da atualidade. A reestreia promete ser em grande estilo, com convidado surpresa”, completa Diogo Portugal. 


Serviço
Espetáculo "Comédia Ao Vivo - 20 Anos"
 
Elenco: com Luiz França, Marcelo Duque, Diogo Portugal, Maira Santos, Nil Agra e convidados
Estreia em 16 de janeiro, às 23h00. O show permanecerá no teatro todas as sextas-feiras, às 23h00.
Teatro BDO Jaraguá - Rua Martins Fontes, 71 - Novotel Jaraguá - Centro / São Paulo
Classificação: livre
Duração: aproximadamente 90 minutos 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

.: “O Segredo de Brokeback Mountain” recria no teatro a história que marcou


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com.Foto: Terci Melo

“O amor que não ousa dizer seu nome”, verso escrito por Lord Alfred Douglas no fim do século XIX e eternizado no julgamento que condenou Oscar Wilde, segue sendo uma das frases mais duras já formuladas sobre as relações humanas. Não porque fale sobre a falta de amor, mas porque expõe a interdição. Esse amor proibido, silencioso é a principal característica “O Segredo de Brokeback Mountain” na versão teatral, que estreia nesta quarta-feira, dia 14 de janeiro, em São Paulo.

A história, imortalizada no cinema pela direção de Ang Lee e pelas atuações de Heath Ledger e Jake Gyllenhaal, surge do conto seco e preciso de Annie Proulx. Levá-la ao palco é um risco evidente. A montagem brasileira, dirigida por Moacyr Góes, assume esse risco sem tentar suavizá-lo. O espetáculo confia na contenção, aceita o desconforto e preserva a espinha emocional do texto original. Na estreia paulistana, em sessão especial para convidados, o silêncio da plateia durante a apresentação dizia mais do que qualquer reação imediata. Os aplausos prolongados ao final vieram como um gesto de elaboração, era quase um respiro coletivo.

Marcéu Pierrotti e Júlio Oliveira constroem Ennis e Jack a partir de uma química que se impõe sem esforço. Não há excesso nem teatralidade inflada. O impacto nasce dos gestos interrompidos, dos corpos que se aproximam e recuam, do afeto que tenta existir apesar de tudo. Brokeback Mountain deixa de ser apenas um lugar e passa a funcionar como um estado permanente, algo que os personagens carregam mesmo quando estão longe dali.

Francis Helena Cozta entrega a personagem Alma, esposa de um deles, com rara precisão. A interpretação dela se sustenta menos na fala e mais no olhar, no desgaste silencioso de quem compreende aos poucos o que nunca foi dito. Não há caricatura, nem vitimização. Há uma mulher marcada por frustrações acumuladas e por uma lucidez dolorosa que se impõe sem alarde. É uma atuação que exige atenção do público.

Eduardo Rieche se destaca pela versatilidade ao interpretar Joe Aguirre, Bill e o pai de Jack. Os personagens dele na peça teatral ajudam a desenhar o entorno áspero da narrativa: um universo masculino rígido, violento, que empurra tudo para o campo da negação. Cada aparição reforça a engrenagem social que transforma desejo em culpa e silêncio em regra. A banda formada por Breno Ganz, Milena Suzano e Júlia Maez ocupa um lugar essencial na encenação. A música ao vivo não comenta a cena, nem tenta conduzir emoções: acompanha, sustenta, tensiona.

No palco, “O Segredo de Brokeback Mountain” segue sendo uma história sobre vidas vividas pela metade. Continua sendo uma história sobre pessoas que poderiam ser felizes, mas escolhem, ou são obrigadas a escolher, outros caminhos. Como em tantas narrativas sobre o amor interditado, o que dói não é a impossibilidade do encontro, mas a vida inteira gasta tentando negar aquilo que se é. Em um país e em um tempo em que o amor volta a ser tratado como ameaça, essa montagem lembra que o verdadeiro escândalo nunca foi amar: sempre foi obrigar alguém a viver como se não amasse.


Serviço
"O Segredo de Brokeback Mountain"
Idealização: Marcelo Brou
Texto: Ashley Robinson
Tradução: Miguel Góes
Direção: Moacyr Góes
Elenco: Marcéu Pierrotti, Júlio Oliveira, Arlete Heringer, Daniel Tonsig, e Eduardo Rieche Francis Helena Cozta e Marcelo Brou.
Banda: Breno Ganz, Júlia Maez e Milena Suzano
Duração: 90 minutos.
Classificação: 16 anos.
Gênero: drama
Temporada: de 14 de janeiro a 26 de março de 2026, as quartas e quintas, às 20h00
Ingressos: R$ 100,00 | R$ 50,00 (meia-entrada)
Vendas pelo site: https://bileto.sympla.com.br/event/113440

Horário de bilheteria
Abre duas horas antes do início do espetáculo
Teatro Itália | 302 lugares
Av. Ipiranga, 344 - República - São Paulo

Ficha técnica
Idealização: Marcelo Brou
Texto: Ashley Robinson
Tradução: Miguel Góes
Direção: Moacyr Góes
Elenco: Marcéu Pierrotti (Ennis del Mar), Júlio Oliveira (Jack Twist), Daniel Tonsig (alternante de Ennis Del Mar), Marcelo Brou (Ennis Del Mar mais velho), Arlete Heringer (Garçonete e Mãe de Jack), Francis Helena Cozta (Alma), Eduardo Rieche (Joe Aguirre, Bill e Pai de Jack)
Atenção: o elenco desse espetáculo pode sofrer alterações sem aviso prévio.
Banda: Breno Ganz, Milena Suzano e Júlia Maez
Assistência de Direção: Daniela Stirbulov
Preparadora vocal: Ângela Castro
Direção de produção: Júlio Oliveira
Assistência de produção: Yelon Daniel
Direção de musical: Breno Ganz
Designer de luz: Adriana Ortiz
Designer: Júlia Maez
Figurino: Ana Elisa Schumacher
Assessoria de imprensa: Flavia Fusco Comunicação
Produção: Avante Produções


.: "Quando Somos Quando", adaptação do romance de Virgínia Woolf, reestreia


Com direção de Ines Bushatsky e dramaturgia de João Mostazo, o espetáculo propõe uma releitura desse clássico da literatura e narra a vida do protagonista depois dos acontecimentos do livro. Foto: Wilian Aguiar


O Laboratório Siameses de Dança abre sua temporada de 2026 com a reestreia do espetáculo "Quando Somos Quando", uma leitura livre do romance “Orlando: Uma Biografia”, da escritora britânica Virginia Woolf (1882-1941).  O trabalho, com direção de Ines Bushatsky e texto de João Mostazo, fica em cartaz no Galpão do Folias até 8 de fevereiro (veja as datas abaixo), com entrada gratuita. A peça acompanha a vida de Orlando depois dos acontecimentos do livro e suas desventuras para reinventar sua vida na restauração de arte, um esforço tão grande que acaba o fragmentando em dois. 

A obra escrita em 1928 por Virginia Woolf conta a história de um jovem nascido no século 16 que vive por mais de 300 anos. Aos 30 anos, na metade do livro, Orlando passa por uma misteriosa mudança de sexo e se transforma numa mulher. Aos 36, ela é vista pela última vez, no dia 11 de outubro de 1928. O que aconteceu com Orlando depois disso, ninguém sabe bem. 

Ao longo do século 20, ele percorreu dezenas de países trabalhando como bailarina em diversas companhias. Também dominou a técnica da mudança de sexo e da oscilação de gênero: ora aparecia como mulher, ora como homem. No início do século 21, cansado e angustiada com o rumo do mundo, Orlando decide esquecer toda a sua vida e apagar da memória os quatro séculos que viveu. Pressentindo que o tempo está se esgarçando ao limite, e que o passado talvez seja maior do que o futuro, Orlando se refugia num pequeno estúdio e passa a dedicar todo o seu tempo ao restauro de obras de arte.

Ao imaginar o que aconteceu com o personagem depois disso, "Quando Somos Quando" nos abre um caminho para pensar a própria natureza da Dança. Aqui, o livro se mistura às memórias reais e ficcionais dos bailarinos Maurício de Oliveira e Mariana Muniz (representada em cena por Danielle Rodrigues). E, assim como Orlando, cada dançarino carrega em seus corpos séculos de tecnologias que conhecemos como dança. O trabalho estreou em 2025 e garantiu indicações a Oliveira e Rodrigues ao Prêmio APCA 2026 pela sua atuação. O espetáculo ainda conta com a cenografia de Fernando Passetti, figurino de Ana Luiza Fay, desenho de luz de Pedro Moura e uma trilha sonora original composta pelo MaatDuo e Dudu Damazzio.  Este projeto tem o apoio do Proac Editais, do Governo do Estado de São Paulo.


Ficha técnica
Espetáculo "Quando Somos Quando"
Direção: Ines Bushatsky
Assistente de direção e dramaturgia: João Mostazo
Pesquisa dramatúrgica: Maurício de Oliveira e Mariana Muniz
Elenco: Maurício de Oliveira e Danielle Rodrigues
Voz (prólogo): Laura Paro
Direção musical: Izandra Machado e Dudu Damazzio
Violino: Izandra Machado
Harpa: Nalu Pimenta
Piano: Dudu Damazzio
Desenho de luz: Pedro Moura
Cenografia: Fernando Passetti
Design de figurino: Ana Luiza Fay
Corte e costura: Judite de Lima
Modelagem: PW L'atelier
Vestido: Polyana Wiendl
Aventais: Pontogor
Adereço: Ziane Campelo
Peruca: Eli Viegas
Videoarte: Suka
Fotos de divulgação: Victor Otsuka
Assistente de fotografia: Eduardo Pontes
Fotos do espetáculo: William Aguiar
Videografia: Thiago Capella
Mídias sociais: Lyvia Gamerc
Supervisão de acessibilidade: Joselba Fonseca
Libras: Talita Messias - Sign Consultoria e Comunicação em Libras
Concepção e direção de projeto: Tono Guimarães
Gestão de projeto: Leonardo Birche
Agradecimentos: Einat Falbel, Claúdio Gimenez Filho, Aline Assumpção, Rafaela Malta, Sarah Bernardo e toda a equipe do Núcleo de Restauração do MASP, Diego Rimaos, Eduardo Couto (Santa Marcelina), Jane Oliveira, Cássia Navas, Felipe Lemos, Victor Hugo Mattos, Alex Merino e Sala Cênica Barra Funda, Museu do Ipiranga. 

Serviço
"Quando Somos Quando", com Laboratório Siameses de Dança

Dias 16, 17 e 18 de janeiro, de sexta a sábado, às 20h, e no domingo, às 19h
Dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro, no sábado, às 20h e no domingo, às 19h
Dias 7 e 8 de fevereiro, no sábado, às 20h e no domingo, às 19h
**As sessões de sábado e domingo serão acompanhadas de interpretação em Libras e Audiodescrição.
Galpão do Folias - Rua Ana Cintra, 213, Campos Elíseos, São Paulo
Ingressos: Grátis, retirados no local uma hora antes de cada sessão ou pelo site https://www.sympla.com.br/evento/quando-somos-quando-a-partir-do-romance-orlando-uma-biografia-de-virginia-woolf/3267576?algoliaID=fec598df59a1eb236323f6272385043b
Classificação: 14 anos
Duração: 80 minutos

.: Kleiton & Kledir se apresentam no The Cavern Club São Paulo neste sábado


Ícones da música gaúcha e nomes fundamentais da MPB celebram mais de 40 anos de carreira em apresentação intimista, repleta de clássicos e memória afetiva. Foto: Rodrigo Lopes
 
Poucos artistas conseguiram transformar memória, identidade regional e canção popular em um legado tão duradouro quanto Kleiton & Kledir. Neste sábado, dia 17 de janeiro, a dupla sobe ao palco do The Cavern Club São Paulo para apresentar "Histórias e Canções", um show intimista que revisita mais de 40 anos de uma trajetória essencial para a música brasileira. Os ingressos estão à venda em ticketmaster.com.br.
 
Em clima intimista e descontraído, o show propõe uma experiência próxima e emocional: dois irmãos, apenas com seus instrumentos, revisitando grandes sucessos em versões acústicas e compartilhando histórias divertidas e marcantes que atravessam gerações. No repertório, clássicos como “Deu Pra Ti”, “Vira Virou”, “Paixão”, “Maria Fumaça”, entre outros temas que se tornaram parte do imaginário musical brasileiro.
 
Com um estilo inovador, melodias sofisticadas e o inconfundível sotaque gaúcho, Kleiton & Kledir são referências centrais para compreender a música popular produzida no Brasil contemporâneo. Desde os anos 1970, a dupla construiu uma obra autoral sólida, sensível e universal, capaz de dialogar com o pop, o folk, a MPB e a música regional sem jamais perder identidade.
 
Ao longo da carreira, gravaram mais de 20 discos no Brasil e no exterior, com passagens por Los Angeles, Nova York, Lisboa, Paris, Miami e Buenos Aires, e realizaram turnês de sucesso pelos Estados Unidos, Europa, Oriente Médio e América Latina. Suas composições foram eternizadas nas vozes de grandes nomes da música brasileira e internacional, consolidando sua relevância artística muito além das fronteiras do país.
 
O reconhecimento institucional acompanha a importância cultural da dupla: Kleiton & Kledir receberam o título de Embaixadores Culturais do Rio Grande do Sul, a Medalha do Mérito Farroupilha e venceram por duas vezes o troféu de Melhor Álbum no Prêmio da Música Brasileira. No palco do The Cavern Club São Paulo, espaço que celebra a história da música, Kleiton & Kledir reafirmam seu lugar como patrimônio vivo da canção brasileira, em um espetáculo que une memória, afeto, humor e excelência musical. Uma apresentação imperdível para fãs de longa data e para novas gerações que desejam compreender, sentir e celebrar a força da música nacional.
 
São Paulo é a primeira cidade do mundo a receber uma unidade internacional do lendário The Cavern Club, de Liverpool, berço dos Beatles e um dos espaços mais emblemáticos da história da música. Com 1.100 m² dedicados à música, à gastronomia e à cultura, o endereço no Shopping Vila Olímpia se consolida como um dos maiores projetos de entretenimento da América Latina e um novo ponto de interesse no circuito gastronômico e cultural da capital paulista.
 
Serviço São Paulo
Kleiton & Kledir - "Histórias e Canções"
Data: 17 de janeiro de 2026
Local: The Cavern Club São Paulo
Endereço: Shopping Vila Olímpia - Rua Olimpíadas, 360, Vila Olímpia, São Paulo - SP, 04551-000
Horário do Show: 22h30
Classificação: 18 anos. Menores acompanhados somente dos pais ou responsável legal.
*Sujeito a alteração por Decisão Judicial.

Valores:
Frontstage: A partir de R$ 225,00 + R$ 45,00
Vip Lateral: A partir de R$ 190,00 + R$ 38,00
Vip A: A partir de R$ 190,00 + R$ 38,00
Premium Extra: A partir de R$ 150,00 + R$ 30,00
Mesas Bar: A partir de R$ 115,00 + R$ 23,00
Banquetas Bar: A partir de R$ 200,00 + R$ 40,00
Camarote 1: A partir de R$ 120,00 + R$ 24,00

Bilheteria Oficial – sem taxa de serviço
Shopping Ibirapuera
Endereço: Av. Ibirapuera, 3103 – Indianópolis, São Paulo/SP - Piso Jurupis (subsolo)
Ponto de referência: próximo ao restaurante Frutaria e à Academia Bio Ritmo
Horário de funcionamento:
Terça a sábado: das 10h00 às 22h00
Domingos e feriados: das 14h00 às 20h00
Fechado às segundas-feiras
*Cota de ingressos do tipo meia-entrada, limitada a 40% da capacidade, conforme a Lei Federal n.º 12.933/2013. Idosos não fazem parte destes números e não estão submetidos à limitação, por estarem enquadrados na Lei 10.741/2003.

.: CCBB SP apresenta mostra inédita do cineasta Todd Haynes, pioneiro


Mostra inédita do aclamado cineasta Todd Haynes traz mais de 20 títulos no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo. Diretor é reconhecido por seu trabalho no cinema independente e pioneiro do movimento New Queer Cinema

 
O Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo recebe, de 21 de janeiro a 12 de fevereiro, a mostra inédita do aclamado cineasta Todd Haynes, pioneiro do movimento "New Queer Cinema" e reconhecido por seu trabalho no cinema independente contemporâneo, com entrada gratuita. Com a curadoria de Carol Almeida e Camila Macedo, a mostra traz um total de 23 títulos, entre obras dirigidas por Haynes e filmes de outros realizadores que dialogam diretamente com sua filmografia. “Pensamos na retrospectiva a partir de três vibrações que atravessam toda a filmografia de Haynes: a herança vanguardista do New Queer Cinema, o diálogo entre diferentes linguagens artísticas e o melodrama como forma de expor as contradições da vida doméstica e social”, comentam as curadoras.
 
Reconhecido internacionalmente, Todd Haynes acumula importantes prêmios e indicações ao longo da carreira. O longa "Carol"​ (2016), seu maior sucesso comercial e seu filme mais distribuído ao redor do mundo, além de grande sucesso de crítica, foi indicado a seis Oscars e por "Longe do ​Paraíso" (2002), o diretor foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro, além de prêmios como o Grande Prêmio do Júri no Festival de Sundance (1991), o Teddy Award no Festival de Berlim (1991), o Grande Prêmio do Júri no Festival de Veneza (2007) e a Palma Queer no Festival de Cannes (2015). Além disso, três de seus filmes foram incluídos na tradicional lista dos dez melhores do ano da revista Cahiers du Cinéma: "Velvet Goldmine" (1998), "Carol" (2016) e "Segredos de Um Escândalo" (2024).

A obra de Haynes é marcada por uma leitura crítica do chamado “sonho americano”, explorando temas como sexualidade, identidade de gênero e as normas sociais que estruturam a vida privada. O cineasta também investiga a construção da identidade artística e cultural em retratos de figuras icônicas, como David Bowie em "Velvet Goldmine" (1998) e Bob Dylan em "Não Estou Lá" (2007).

Além dos títulos citados acima, a programação apresenta também os filmes "Veneno" (1991), "Mal do Século" (1995) e o documentário "The Velvet Underground" (2021), assinados por Haynes, e obras de outros cineastas como "Uma Mulher Sob Influência", de John Cassavetes, "Desencanto", de David Lean, "Tudo que o Céu Permite", de Douglas Sirk, "Canção de Amor", de Jean Genet, "Peggy e Fred no Inferno: o Prólogo", de Leslie Thornton, Jollies, de Sadie Benning, Jeanne Dielman, de Chantal Akerman, "Vento Seco", de Daniel Nolasco, e "Primavera", de Fábio Ramalho, que estabelecem paralelos estéticos e conceituais com o trabalho de Todd Haynes.

A sessão de abertura acontece no dia 21 de janeiro, quarta-feira, às 17h00, com a exibição do filme “Longe do Paraíso", de Todd Haynes, com Julianne Moore, Dennis Quaid, Dennis Haysbert, Viola Davis e grande elenco. Na trama, Cathy (Moore), uma dona de casa com vida aparentemente perfeita descobre que seu marido Frank (Quaid) mantém um relacionamento com outro homem. Abalada, ela se aproxima de Raymond, um jardineiro negro, gerando preconceito e desconfiança na comunidade. Enquanto Cathy e Frank mantêm o casamento por aparência, nasce entre ela e Raymond uma paixão silenciosa e proibida. Após a exibição, a sessão será comentada pelo cineasta Marcelo Caetano.
 
Além das exibições, a mostra conta com atividades formativas com seis sessões comentadas, duas mesas de debate, entre eles sobre o legado de Todd Haynes para os novíssimos cinemas queer, sessão educativa, um curso de oito horas com o tema "Uma Leitura da In/Visibilidade Lésbica a Partir de 'Carol', de Todd Haynes" e ações de acessibilidade. Como parte do projeto, será lançado um catálogo em versões impressa e digital, reunindo textos de pesquisadores brasileiros e estrangeiros, entre eles, um texto inédito de uma das maiores referências da crítica de cinema feminista, a pesquisadora Mary Ann Doane. Para retirar o catálogo, basta apresentar os ingressos de cinco sessões e informar o CPF na bilheteria do CCBB SP.
 
Ao realizar este projeto, o CCBB São Paulo apresenta ao público títulos raros e obras consagradas deste diretor que é considerado um dos nomes centrais do cinema independente contemporâneo, reafirmando seu compromisso com a democratização do acesso à arte. Com patrocínio do Banco do Brasil, a “Mostra Todd Haynes” é uma produção da Caprisciana Produções, com a idealização, coordenação geral e produção executiva de Hans Spelzon e a curadoria de Carol Almeida e Camila Macedo. A programação está disponível em bb.com.br/cultura e no catálogo virtual, que poderá ser baixado gratuitamente durante o período do evento. A mostra acontece também no CCBB Rio de Janeiro, de 14 de janeiro a 9 de fevereiro e no CCBB Brasília, de 3 a 22 de março.
 

Serviço
Mostra Todd Haynes
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
De 21 de janeiro a 12 de fevereiro de 2026.
Entrada gratuita: Ingressos disponíveis a partir das 9h00, no dia de cada sessão, na bilheteria do CCBB e em bb.com.br/cultura.
Classificação indicativa: consultar a classificação indicativa de cada sessão no site do CCBB SP
Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico / São Paulo 
Funcionamento: aberto todos os dias, das 9h00 às 20h00, exceto às terças-feiras
Informações: (11) 4297-0600
Estacionamento: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14,00 pelo período de 6 horas – necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12h às 21h.
Transporte público: o CCBB fica a cinco minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista.
Táxi ou aplicativo: desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m).
Van: ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h00 às 21h00.



terça-feira, 13 de janeiro de 2026

.: Marcos Damigo retrata as origens de SP em peça sobre a História do Brasil


Comédia farsesca, Entre a Cruz e os Canibais explora o desajuste entre o projeto colonial e a realidade da Vila de São Paulo de Piratininga. Foto: Heloisa Bortz


Com a proposta de fomentar novos imaginários, provocando outras percepções sobre o nosso passado, Marcos Damigo tem se dedicado a pesquisar e encenar peças sobre a história do Brasil. Seu novo espetáculo, "Entre a Cruz e os Canibais", lança luz sobre a construção do mito bandeirante e, consequentemente, de São Paulo. O trabalho faz sua temporada de estreia no Teatro Arthur Azevedo, em São Paulo, entre os dias 22 de janeiro e 15 de fevereiro, de quinta a sábado, às 20h00, e, aos domingos, às 19h00. 

Em tom de comédia farsesca, a peça, que estreia na semana do aniversário de São Paulo, revisita essa narrativa histórica e sonda o desencontro entre o projeto colonial e a realidade da Vila de São Paulo de Piratininga. Damigo lembra que, por muito tempo, os bandeirantes não foram considerados heróis. Mas, atendendo a interesses de uma nova elite econômica que surgiu com o ciclo do café no século XIX, essa noção se modificou, culminando na criação de uma identidade para São Paulo atrelada à ideia de trabalho e desenvolvimento.

"Entre a Cruz e os Canibais" é ambientada em 1599 e conta com quatro personagens em cena: o Juiz, o Governador-geral, o Vereador e o Procurador. A trama se inicia com a chegada do Governador-geral do Brasil Dom Francisco de Souza à pequena Vila de São Paulo de Piratininga, única aglomeração de europeus fora da costa, isolada pela íngreme Serra do Mar.

Os moradores estão revoltados com os mandos e desmandos do Juiz. Mas ele está apavorado com a iminência de um ataque indígena, pois o Vereador sequestrou tupis aliados. Já o Procurador, um degredado que foi salvo pelos tupis e tem portanto uma relação de proximidade com eles, espera que a vinda do Governador-geral faça valer a lei que proíbe a escravização de indígenas.

No entanto, Dom Francisco de Souza, ou “das Manhas” como indicava seu apelido, quer resolver os conflitos de maneira a atender melhor seus interesses. Descortina-se, assim, o maior paradigma do projeto nacional: justamente quando São Paulo tem seu primeiro impulso de progresso econômico, com o avanço dos bandeirantes pelo interior, é que seus moradores começam a explorar a mão de obra indígena em larga escala.


Encenação
“Encontramos no humor a melhor estratégia para questionar essa ideia de que os bandeirantes foram heróis. Por isso, criamos o que eu chamo de comédia de escárnio, que dialoga com uma tradição de comédias populares desde a Antiguidade, passando por grandes autores brasileiros também, como Arthur Azevedo e Martins Pena. Assim, conseguimos colocar em destaque o grotesco escondido sob o verniz de modernidade que mascara até hoje interesses abjetos”
, comenta Damigo.

A primeira inspiração de Marcos, diretor e autor da montagem, foi há mais de 30 anos, quando leu o livro "São Paulo nos Primeiros Anos 1554-1601-  São Paulo No Século XVI", de Afonso D'Escragnolle Taunay. A obra clássica descreve as dificuldades enfrentadas pelos fundadores daquela que se tornaria a maior cidade das américas. “Ao ler os relatos, logo pensei que aquelas histórias renderiam uma boa comédia. A tentativa de fundar uma civilização europeia em um lugar tão distante – e distinto – revela muitas das contradições do projeto colonial que estão presentes até hoje. Explorar isso pelo viés do humor é uma maneira de revelar os absurdos que foram sendo normalizados simplesmente porque nos acostumamos a eles”, afirma o diretor. 

Para escrever "Entre a Cruz e os Canibais", Damigo contou com as consultorias do premiado dramaturgo e roteirista Luís Alberto de Abreu e do historiador Paulo Rezzutti, graças aos recursos de um edital Proac do Governo do Estado de São Paulo em 2020. Para a montagem, o artista também contou com o apoio do historiador Rodrigo Bonciani. Damigo lembra que a transformação do bandeirante em herói nacional é relativamente recente. “Com a Proclamação da República, em 1889, e o poder econômico conquistado por São Paulo por conta do café, eles passaram a ser cultuados na forma de estátuas, nomes de ruas, estradas e até o palácio do governo”, acrescenta. “E cada vez mais estamos olhando criticamente para essa ideia de desenvolvimento a qualquer custo”.

Nesse sentido, o espetáculo não pretende fazer uma reconstituição histórica, os personagens são tratados como tipos, e a trilha sonora, originalmente composta por Adriano Salhab, estabelece mais explicitamente essa relação entre passado e presente. Tudo isso exige atores experientes: José Rubens Chachá (o Juiz), integrante do antológico grupo Ornitorrinco; Fábio Espósito (o Vereador), ator e palhaço com experiência internacional, incluindo trabalhos no Cirque du Soleil; Daniel Costa (o Procurador), indicado ao Prêmio Shell de Melhor Ator por Urinal, o Musical; e Thiago Claro França (o Governador-geral), artista presente em diversas criações da Cia. do Tijolo. “Eu disse aos atores, no primeiro dia de ensaio, que eles precisavam destruir o meu texto, no sentido de transformar a pesquisa histórica em jogo de cena e comédia. E nisso eles foram excepcionais”, ri Damigo.

O figurino desenvolvido por Marichilene Artisevskis incorpora elementos visuais do modernismo e da tropicália, movimentos que propuseram uma releitura da nossa história na busca por uma identidade nacional. O cenário é composto de lonas pintadas à mão pelos artistas e grafiteiros Jonato e Ever. Além deles, o cineasta guarani Richard Wera Mirim, morador da Terra Indígena Jaraguá, é responsável pela criação de um vídeo para o espetáculo. O espetáculo tem patrocínio da Google Cloud através da lei municipal de incentivo, PROMAC.


Ficha técnica
Espetáculo "Entre a Cruz e os Canibais"

Dramaturgia, Direção artística, Desenho do cenário e Idealização: Marcos Damigo
Direção de produção: Vi Silva
Direção musical: Adriano Salhab
Atores: José Rubens Chachá, Fabio Esposito, Daniel Costa e Thiago Claro França
Música ao vivo: Adriano Salhab e Thiago Claro França
Assistente de direção e Contrarregra: Warner Borges
Figurinista e visagista: Marichilene Artisevskis
Iluminador: Ney Bonfante
Assistente de iluminação: Matheus Bonfante
Mobiliário cênico e Pintura do cenário: Jonato e Ever
Cenotecnia: Wanderley Wagner e Fernando Zimolo
Vídeos: Richard Wera Mirim e Santo Bezerra
Identidade visual: Santo Bezerra
Gestão de redes sociais: Flávia Moreira e Micaeli Alves (AuttivaLab)
Fotógrafa: Heloisa Bortz
Historiadores (consultoria histórica e palestrante): Paulo Rezzutti e Rodrigo Bonciani
Consultoria dramatúrgica: Luís Alberto de Abreu
Produção executiva: Carolina Henriques (Rodri Produções)
Assistente de produção: Sofia Augusto
Administração financeira: Gustavo Sanna
Assessoria de imprensa: Canal Aberto - Márcia Marques, Daniele Valério e  Flávia Fontes de Oliveira


Serviço
"Entre a Cruz e os Canibais"
Duração: 85 minutos Classificação indicativa: 12 anos Gênero: comédia musical
Data: 22 de janeiro a 15 de fevereiro de 2026
Temporada: Quinta a sábado, às 20h, e, aos domingos, às 19h
Acessibilidade: 23 de janeiro - Libras e audiodescrição
Local: Teatro Arthur Azevedo - Av. Paes de Barros, 955 - Alto da Mooca, São Paulo, SP
Estacionamento: gratuito (vagas limitadas)
Telefone: (11) 2604-5558
Ingresso: R$ 20,00 (inteira)/R$ 10,00 (meia entrada) | Bilheteria presencial aberta uma hora antes de cada sessão | Ingressos on-line: www.sympla.com
Dias 22, 23, 24 e 25 de janeiro, em comemoração ao aniversário da cidade de São Paulo, o espetáculo será gratuito.

.: "Como Todos os Atos Humanos" ganha temporada no Sesc Pinheiros


Com dramaturgia e atuação de Fani Feldman e direção de Rui Ricardo Diaz, o espetáculo tem a autora Marina Colasanti, reconhecida por sua escrita poética e crítica, como referência central na construção dramatúrgica do espetáculo. Foto: Agueda Amaral


Após uma temporada de sucesso no no Rio de Janeiro, "Como Todos os Atos Humanos", da Cia. do Sopro, retorna para uma nova temporada na capital paulista. O espetáculo fica em cartaz no Auditório do Sesc Pinheiros, de 22 de janeiro a 21 de fevereiro de 2026, com apresentações de quinta a sábado, às 20h30  no dia 06 de fevereiro, além da sessão das 20h30, haverá uma sessão às 16h00. 

Com dramaturgia e atuação de Fani Feldman (Cleo na primeira temporada de Impuros) e direção de Rui Ricardo Diaz (entre outros trabalhos está no elenco do novo filme Anaconda - produzido pela Columbia Pictures e é um dos protagonistas da série Impuros), o trabalho tem como ponto de partida obras de Marina Colasanti, Giorgio Manganelli e Nelson Coelho, e se configura num universo único, atravessado pelo realismo fantástico. A montagem dialoga ainda com referências visuais de artistas como Francis Bacon e Edvard Munch, explorando a deformação e a potência expressiva da figura humana.

A temporada acontece em janeiro, mês em que se completa um ano da morte de Marina Colasanti, uma das mais importantes escritoras da literatura brasileira contemporânea. Reconhecida por sua escrita poética e crítica, profundamente ligada às questões de gênero, a autora é referência central na construção dramatúrgica do espetáculo.

Na encenação, um gesto extremo - um parricídio metafórico, simbolizado por  “furar o olho do pai” - surge como ato de ruptura e insubmissão. A narrativa estabelece um diálogo invertido com o mito de Electra e expõe, por meio de imagens arquetípicas, mecanismos de vigilância, dominação e silenciamento impostos ao corpo e ao destino das mulheres. O espetáculo integra o trabalho continuado da Cia. do Sopro, que fundamenta seus processos no Laboratório Dramático do Ator, a partir da pesquisa desenvolvida há mais de três décadas por Antonio Januzelli, referência na investigação do intérprete criador e preparador do trabalho.


Ficha técnica
Espetáculo "Como Todos os Atos Humanos"
Dramaturgia e atuação: Fani Feldman
Direção: Rui Ricardo Diaz
Assistência de direção: Plínio Meirelles 
Preparação: Antonio Januzelli
Iluminação: Osvaldo Gazotti
Cenário e figurino: Daniel Infantini
Idealização: Cia. do Sopro
Produção: Quincas
Direção de produção: Fani Feldman
Produção executiva: Andrea Melo Marques
Fotos: Agueda Amaral e Yukio Yamashita


Serviço
Espetáculo "Como Todos os Atos Humanos", com Cia. do Sopro
Temporada: 22 de janeiro a 21 de fevereiro de 2026
De quinta a sábado, às 20h30 (no dia 6 de feveriro também haverá uma sessão às 16h00)
Sesc Pinheiros - Auditório - Rua Paes Leme, 195, Pinheiros / São Paulo
Ingressos: R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (meia-entrada) e R$ 15,00 (credencial plena)
Vendas em sescsp.org.br ou na bilheteria de qualquer unidade
Duração: 55 minutos
Classificação: 14 anos
Capacidade: 100 lugares
Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

.: Thalma de Freitas e Helô Ferreira em show intimista no Sesc 24 de Maio


O espetáculo é uma viagem única por diferentes vertentes da música brasileira, do samba ao jazz, da MPB ao pop, com releituras e músicas autorais, tendo como fio condutor a temática do amor romântico (ou não). Foto: Barbara Del Colletto


Thalma de Freitas e Helô Ferreira apresentam show no teatro do Sesc 24 de Maio, dia 16 de janeiro. Com a Thalma na voz e Helô no violão, proporcionam ao público a oportunidade de vivenciar ao vivo as versões que a dupla promove nas redes sociais, com uma performance que vai do clássico ao contemporâneo. O espetáculo é uma viagem única por diferentes vertentes da música brasileira, do samba ao jazz, da MPB ao pop, com releituras e músicas autorais, tendo como fio condutor a temática do amor romântico (ou não).

Cantora e atriz, Thalma de Freitas é conhecida pela versatilidade do seu trabalho. Em 2020, foi indicada ao Grammy Latino pelo EP intitulado Sorte!, uma colaboração com o pianista John Finbury. Sua parceira de palco, Helô Ferreira, violonista, compositora e arranjadora, é um dos grandes nomes do violão brasileiro contemporâneo, colaborou anteriormente com Raquel Tobias, ANNÁ e Luana Bayô.


Serviço 
Thalma de Freitas e Helô Ferreira 
Sexta-feira, dia 16 de janeiro, às 20h00
Sesc 24 de Maio, Rua 24 de Maio, 109, São Paulo - 350 metros da estação República do metrô
Classificação: 12 anos
Ingressos: sescsp.org.br/24demaio ou através do aplicativo Credencial Sesc SP - R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (meia-entrada) e R$ 15,00 (Credencial Sesc).
Duração do show: 90 minutos
Serviço de van: transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h00 às 23h00, e aos domingos e feriados, das 18h00 às 21h00

.: Em SP, exposição "Pinóquio" ganha vida no Farol Santander e encanta gerações


Mostra inédita integra a programação de férias do Farol para toda a família e revisita o clássico de Carlo Collodi, com mais de 300 itens. Foto: Rodrigo Reis


“As Aventuras de Pinóquio” estão no Farol Santander São Paulo, com mais de 300 itens distribuídos entre esculturas, livros, bonecos, filmes, ilustrações, gravuras, autômatos, instalações sonoras e uma coleção de 31 Pinóquios de diferentes épocas e nacionalidades, produzidos em madeira. Dividida em dois andares, a mostra ocupa 400m² e revisita o clássico de Carlo Collodi (1826–1890) por meio de perspectivas históricas, literárias, cinematográficas e visuais. Apresentada pelo Ministério da Cultura, com patrocínio do Santander Brasil e produzida pela AYO Cultural, a atração tem curadoria de Rodrigo Gontijo e será exibida até 22 de março próximo. 

A mostra explora a simbologia universal do boneco de madeira criado por Collodi e publicado originalmente em fascículos entre 1881 e 1883. Considerada uma das obras mais influentes da literatura infantojuvenil e da cultura italiana, "As Aventuras de Pinóquio" tornou-se um fenômeno mundial, atravessando gerações, linguagens e interpretações – da literatura ao cinema, da marionete ao robô. A experiência integra o circuito de visitação do Farol Santander São Paulo, que reúne exposições, arquitetura, história, gastronomia e vista panorâmica da cidade.

“Nosso compromisso com a cultura se expressa na escolha de projetos que ampliam o acesso, estimulam a imaginação e fortalecem a relação das pessoas com a arte e com a memória que nos acompanha ao longo da vida. Esta exposição revisita um clássico que permanece atual, capaz de despertar questionamentos e novas interpretações a cada encontro”; comenta Bibiana Berg, Head Sênior de Experiências, Cultura e Impacto Social do Santander Brasil e Presidente do Santander Cultural.

Carlo Collodi escreveu a história de Pinóquio originalmente em fascículos para o jornal “Giornale per i bambini” (1881–1883), batizando o boneco de madeira com um nome que, no dialeto toscano, significa “pinhão”. Em 1883, no mesmo ano em que concluiu a série, publicou a obra em formato de livro. Collodi desenvolveu uma narrativa onde a jornada de Pinóquio pode ser vista como uma metáfora para a formação da identidade nacional italiana na época. O boneco de pau representa a falta de uma essência definida, e sua transformação simboliza o processo de formação do futuro cidadão. A ambientação, com personagens como o pobre Gepeto e a ameaça constante da fome, reflete a dura realidade social atravessada pelos italianos naquele momento.

“Depois do sucesso da exposição 'As Aventuras de Alice' (2022), também no Farol Santander São Paulo, apresentamos agora 'As Aventuras de Pinóquio', que convida o público a interpretar e reinterpretar a obra de Carlo Collodi. Essa mostra propõe aos visitantes história, entretenimento, aprendizagem e encantamento, pois são diversas as formas de se ler a complexidade dessa criação”; explica Rodrigo Gontijo, curador da exposição.


Pinóquio como símbolo histórico e cultural (andar 20)
No andar 20 são apresentados núcleos temáticos inspirados nos capítulos do livro original. Portanto, o visitante encontra um panorama histórico-literário com informações sobre Collodi e edições raras do livro. Em seguida, na “Oficina de Criação”, surgem as ilustrações das primeiras edições do clássico, feitas pelos italianos Enrico Mazzanti e Carlo Chiostri. Na sequência, o público encontra também uma série de marionetes em madeira, criadas pelo artista brasileiro e especialista em Pinóquio, Gil Toledo. Há ainda uma biblioteca que celebra as traduções brasileiras da obra e apresenta uma instalação de Adriana Peliano inspirada nos “irmãos” de Pinóquio, criados por Monteiro Lobato, em passagem do livro “Reinações de Narizinho” (1931).

Ao final do percurso neste piso, o visitante encontra a “Sala dos Autômatos”, com modelos feitos em madeira e repletos de movimentos, criados pelos brasileiros Eduardo Salzane e Maurizio Zelada. O ambiente é acompanhado da instalação sonora Constelação, criada pelo duo O Grivo, que explora ritmos, ruídos e estruturas mecânicas, lembrando uma espécie de cidade futurista precária, segundo a dupla.

Pinóquio como clássico: múltiplas interpretações (andar 19)
A galeria do andar 19 parte de uma premissa fundamental: Pinóquio é um clássico. Como definiu Ítalo Calvino, “um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer”. A exposição destaca essa permanência por meio de reflexões do próprio Ítalo Calvino e demais autores como Giorgio Manganelli, Umberto Eco, Giorgio Agamben e Alberto Manguel, que se dedicaram a analisar Pinóquio sobre diferentes óticas, ampliando as leituras possíveis sobre a jornada do personagem.

Em vídeos, a presença da primeira adaptação cinematográfica de Pinóquio, dirigida pelo cineasta italiano Giulio Antamoro em 1911, aparece ao lado das detalhadas ilustrações do também italiano Roberto Innocenti. O visitante observa ainda a diversidade cinematográfica de Pinóquios criados em diferentes países, até a versão recente de Guillermo del Toro (2022), na última montagem para a grande tela.

O espaço apresenta também esculturas em madeira do artista cearense Zé Bezerra – sete peças criadas a partir de troncos que evocam criaturas prestes a ganhar vida, gerando assim uma correlação direta com a história de Pinóquio. No núcleo do País dos Brinquedos, surgem cinco ilustrações do paulistano Alex Cerveny, para uma versão do livro lançada em 2012 pela editora Cosac Naify, além de gravuras do artista norte-americano Jim Dine.

Em referência a um dos momentos cruciais da história, a passagem pelo tubarão-baleia é representada pelas intensas ilustrações do renomado artista italiano Lorenzo Mattotti, que ilustrou em 2019 uma nova versão do livro de Ítalo Collodi. Nesta sala, haverá também uma instalação composta por madeira, objetos e projeção, reunindo um compilado de cenas de filmes de diferentes épocas e nacionalidades que retratam o momento em que Pinóquio é engolido pelo monstro marinho.

A última sala, num clima futurista-retrô, revela um espaço imersivo com projeções de códigos computacionais nas paredes. A instalação tecnológica tem pedaços do boneco se transformando em menino e uma composição com múltiplos monitores de TV que exibem cenas do filme “I.A. - Inteligência Artificial” (2001) de Steven Spielberg e trechos do capítulo final do livro de Collodi, gerando assim um diálogo e uma provocação entre as obras.

Ativação no Café do andar 26
De 19 de dezembro a 22 de fevereiro uma dupla de atores interpretando os personagens Pinóquio e Fada Azul estará sempre aos sábados e domingos no Café do Mirante, andar 26 do Farol Santander, para interagir e tirar fotos com os visitantes. A iniciativa propõe gerar ainda mais registros para a memória dos visitantes que passarem pelo Farol Santander São Paulo durante as férias.


Serviço
Exposição "As Aventuras de Pinóquio"
Até 22 de março de 2026
Local: Farol Santander São Paulo - Galerias do 20 e do 19
Endereço: Rua João Brícola, 24 - Centro / São Paulo
Funcionamento: Terça a domingo, das 9h00 às 20h00
Ingressos: R$ 45,00 (inteira) / R$ 22,50 (meia) - disponíveis pelo site farolsantandersaopaulo.com.br e na bilheteria local.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

.: “Mulher em Fuga” revive o drama da mãe do escritor francês Édouard Louis


Pedro Kosovski assina a adaptação inédita e Inez Viana dirige a montagem brasileira que conta com a participação do escritor francês Édouard Louis por meio de voz off. A estreia será em 15 de janeiro, no Sesc 14 Bis - Teatro Raul Cortez. Foto: João Pacca

Chega ao teatro brasileiro “Mulher em Fuga”, a primeira adaptação nacional de "Lutas e Metamorfoses de Uma Mulher" e "Monique se Liberta", obras marcantes do escritor francês Édouard Louis que, até o momento, nunca haviam sido encenadas no país. A dramaturgia inédita é assinada por Pedro Kosovski, com direção de Inez Viana, atuação de Malu Galli e Tiago Martelli, que também é o idealizador do projeto, e coordenação geral de produção de Cícero de Andrade. A estreia nacional de “Mulher em Fuga” será em 15 de janeiro de 2026, no Sesc 14 Bis - Teatro Raul Cortez, onde fica em cartaz até o início de fevereiro. 

A narrativa da peça acompanha Monique, a mãe do autor, em diferentes momentos de sua vida: gesto literário ao mesmo tempo, íntimo e político, que expõe as engrenagens sociais que silenciam e subjugam mulheres da classe trabalhadora. Entre a luta e a libertação, o que vemos é uma mulher que insiste em recomeçar. E, nesse gesto, Monique se torna também o retrato de tantas mulheres brasileiras que, contra todas as adversidades, assumem a chefia de suas famílias e reinventam suas vidas. Édouard Louis participa da encenação “Mulher em Fuga” por meio de voz off, na cena em que ele e sua mãe conversam ao telefone.


“A história da minha mãe é a história de uma vida roubada e, portanto, também a história de uma juventude roubada, como foi a vida e a juventude de muitas mulheres e é por isso que me pareceu importante escrever este livro, rebelar-me contra isso.” – Édouard Louis


As duas obras literárias, centrais na trajetória de Édouard Louis, abordam a vida de sua mãe sob diferentes perspectivas: em "Lutas e Metamorfoses de Uma Mulher" (2021), Louis reconstrói a trajetória de sua mãe a partir do olhar do filho que testemunhou - muitas vezes à distância, outras de muito perto - um percurso marcado por pobreza, humilhações, trabalho exaustivo e um casamento abusivo. A obra narra o difícil caminho da metamorfose: o momento em que uma mulher decide romper com o ciclo de violência e buscar dignidade, liberdade e reconstrução. Louis transforma a memória íntima em gesto político, revelando como estruturas sociais moldam vidas e limitam possibilidades.

Já "Monique se Liberta" (2024) amplia essa narrativa ao devolver a palavra à própria protagonista. Pela primeira vez, Monique assume a autoria de sua história, descrevendo com força e lucidez o que significa sobreviver – e resistir – dentro de um sistema que silencia mulheres da classe trabalhadora. Ao narrar seus medos, perdas, estratégias e conquistas, ela reivindica o direito de existir para além das condições que lhe foram impostas. O livro funciona como um contraponto e uma resposta ao relato do filho, completando o movimento de emancipação que começou no primeiro volume.

A adaptação de Pedro Kosovski aproxima essas duas vozes - mãe e filho - em um gesto cênico que evidencia tanto o conflito quanto o afeto, a memória e a insurgência presentes na obra de Édouard Louis. Ao transpor essas narrativas para o teatro, o dramaturgo cria uma experiência sensorial e política que amplia o alcance dos livros, revelando suas potências dramáticas e sua urgência social.


“A dramaturgia planifica as tramas sobrepostas de duas obras literárias de Édouard Louis, cujo protagonismo está na relação ‘impossível’ que enlaça e desenlaça mãe e filho. Busquei a ação emocional da escrita autobiográfica de Louis, uma ação que rompe decisivamente com o estado de anestesia que muitas vezes marca existências em nossa sociedade. Entre dívidas e reivindicações, algo do impossível desse encontro entre mãe e filho pronuncia imperativamente um chamado emocional: é urgente que se façam sentir as existências neste mundo, apesar desse mundo.” – Pedro Kosovski

A direção sensível e precisa de Inez Viana potencializa essa dimensão íntima e política, construindo um espaço onde literatura e performance se encontram para iluminar temas urgentes do contemporâneo. Segundo a diretora, ao conduzir sua mãe para o centro da narrativa, Louis propõe um grito contra o sistema patriarcal que oprime e faz com que haja a naturalização da violência, que encontramos eco aqui e agora. 


“Através de sua ajuda para a terceira fuga de sua mãe, o filho tenta não só recuperar sua relação interrompida com ela, mas entende, e nós também entendemos, que a liberdade e o caminho não percorridos sempre poderão ser retomados, independentemente do tempo.” – Inez Viana


A montagem marca um encontro importante entre literatura contemporânea e cena teatral brasileira, propondo reflexões sobre violência de gênero, apagamento das histórias da classe trabalhadora e o poder das narrativas pessoais na construção da memória coletiva. Ao dar corpo, voz e movimento às palavras de Louis e de sua mãe, Kosovski transforma um relato íntimo em uma intervenção artística de grande impacto. Com Malu Galli e Tiago Martelli conduzindo a narrativa, a direção de Inez Viana oferece ao público uma experiência potente, que transforma a história pessoal de Monique em reflexão universal sobre emancipação, violência estrutural e a importância de reivindicar a própria voz.


“Monique é uma mulher comum: dona de casa, mãe de cinco filhos. E, como toda mulher comum, Monique é uma mulher extraordinária. Uma mulher com uma força gigantesca, um amor pela vida e uma coragem de leoa. Basta dar a ela a oportunidade de ser quem é para que todos possam comprovar isso. E, quando falamos de oportunidade, falamos de autonomia. E, quando falamos de autonomia, o dinheiro está sempre no centro.”
– Malu Galli

 
Idealizador do projeto, Tiago Martelli integra a criação artística desde sua origem, reforçando o caráter coletivo e visceral da proposta. “Na obra de Édouard Louis, encontrei uma narrativa que nos confronta com a coragem, a vulnerabilidade e a reinvenção de uma mulher que se recusa a desaparecer. Esta adaptação é um gesto de cuidado, um ato político e uma homenagem a todas as mulheres que lutam para reconquistar suas próprias vozes.” – Tiago Martelli


A estreia de “Mulher em Fuga” marca um capítulo inédito na circulação da obra de Édouard Louis no Brasil, revelando a força teatral de textos que combinam precisão política, ferocidade afetiva e profunda humanidade.

 
Ficha técnica
Espetáculo "Mulher em Fuga"
Autor: Édouard Louis
Dramaturgia: Pedro Kosovski
Direção artística: Inez Viana
Elenco: Malu Galli e Tiago Martelli
Assistência de direção: Lux Nègre
Cenografia: Dina Salem Levy
Cenógrafa assistente: Alice Cruz
Desenho de luz: Aline Santini
Trilha sonora: Felipe Storino
Figurino: Ticiana Passos
Orientação de movimento: Denise Stutz
Assessoria de imprensa: Ney Motta
Fotografia: João Pacca
Designer: Opacca e Fernando Vilarim
Operador de luz: Paulo Maeda
Operador de som: Cauê Andreassa
Direção de produção: Gabriela Morato | Associação Sol.te
Coordenação geral de produção: Cícero de Andrade | Mosaico Produções
Produção: Dani Simonassi, Tiago Martelli, Matheus Ribeiro, Thais Cairo
Idealização: Tiago Martelli


Serviço
Espetáculo "Mulher em Fuga"
Estreia em 15 de janeiro, quinta-feira, às 20h
Temporada: 15 de janeiro até 8 de fevereiro. Quintas, sextas e sábados às 20h e domingos às 18h. 
Sesc 14 Bis – Teatro Raul Cortez
Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 2º andar - Bela Vista / São Paulo
Próximo ao Metrô Trianon-Masp (Linha 2 - Verde)
Telefone: (11) 3016-7700
Ingressos: R$ 70,00 (inteira), R$ 35,00 (meia entrada) e R$ 21,00 (credencial)
Acessibilidade: Libras nos dias 29, 30, 31/jan. e 1/fev., e audiodescrição nos dias 31/jan. e 1/fev.
Classificação: 14 anos
Duração: 80 minutos
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