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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

.: "Habitat" estreia no Teatro Estúdio e discute julgamento popular


Em cena, Fernanda de Freitas, Rafael Primot e Rogério Brito, e a direção é de Lavínia Pannunzio e Eric Lenate. Foto: Leekyung Kim


Os fenômenos do cancelamento, da manipulação da verdade e do julgamento popular podem trazer consequências extremamente perigosas na era das redes sociais. Para trazer luz a essas discussões, "Habitat", com dramaturgia de Rafael Primot (vencedor dos prêmios Shell, Cesgranrio e Cooperativa Paulista de Teatro), tem sua temporada de estreia no Teatro Estúdio, de 13 de janeiro a 5 de março de 2026. As apresentações acontecem de terça a quinta-feira, sempre às 20h00. O espetáculo tem ainda direção de Eric Lenate e Lavínia Pannunzio e, além de Primot, traz no elenco os atores Fernanda de Freitas e Rogério Brito. A produção é da Enkapothado Artes.

No espetáculo, a jornalista Nádia (Fernanda de Freitas) entrevista o assassino confesso Adailton (Rafael Primot), que, por sua vez, acusa o executivo Tite (Rogério Brito) de ser o mandante do crime ocorrido dentro de um supermercado. A partir desse encontro, o caso ganha novas proporções nas mídias sociais e desencadeia uma série de desdobramentos inesperados. Inspirado em um fato real. Um incidente trágico que dá início a um intenso drama sobre preconceito, busca por justiça e a manipulação da verdade em uma sociedade marcada pela força da mídia e por julgamentos precipitados. 

"Habitat" é inspirada em fatos reais e acompanha o embate entre três personagens a partir de um crime ocorrido dentro de uma grande rede de supermercados: a jornalista investigativa Nádia, o trabalhador braçal Adailton e o gerente da loja Tite. Um incidente trágico dentro do estabelecimento entrelaça seus destinos e dá início a um intenso drama sobre preconceito, busca por justiça e a manipulação da verdade em uma sociedade marcada pela força da mídia e por julgamentos precipitados. Graças a sua relevância para os dias atuais, o texto recebeu o prêmio do Estado para montagens inéditas, Proac 2024.

A dramaturgia, segundo o autor e ator Rafael Primot, nasceu de sua observação das redes sociais e notícias e como muitas vezes as pessoas passam a julgar e a condenar umas às outras sem ouvir todos os lados das histórias. “Esse fenômeno contemporâneo do cancelamento e da desumanização me instigaram profundamente. Comecei a refletir sobre como estamos perdendo a capacidade de empatia, e o teatro, para mim, é o espaço ideal para debater isso e colocar uma lente de aumento sobre nossos comportamentos coletivos”, revela.

Além de ser uma obra artística relevante, "Habitat" é uma resposta ao momento atual, no qual a arte e a cultura enfrentam desafios significativos. Trata-se de uma obra provocativa sobre moralidade, responsabilidade e o poder destrutivo dos julgamentos virtuais. Em tempos de exposição total, o espetáculo convida o público a refletir sobre empatia, cancelamento, e a complexa verdade por trás de cada "vilão" digital.

“A força de 'Habitat' está na palavra, nos diálogos que movem a ação e revelam as camadas psicológicas de cada personagem. É um texto sobre o que dizemos, mas principalmente sobre o que nossas palavras podem causar. E essa força ganha vida através do elenco, com enorme potência dramática, e a parceria inédita entre Éric Lenate e Lavínia Pannunzio na direção, que trouxe uma intensidade e um olhar sensível para esse embate humano”, acrescenta Primot. Compre o livro da peça neste link.

Ficha técnica
Espetáculo "Habitat"
Elenco: Fernanda de Freitas, Rafael Primot e Rogério Brito
Direção: Lavínia Pannunzio e Eric Lenate
Texto: Rafael Primot
Trilha Sonora: LP Daniel
Figurinos e direção de arte: Carol Bertier
Cenário: Eric Lenate
Luz: Sarah Salgado
Visagismo: Alisson Rodrigues e Emi Sato
Designer gráfico: Patrícia Cividanes 
Mídias Sociais: Haroldo Miklos
Making of e captações: Otávio Pacheco
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Fotos de cena e palco: Kim Leekyung
Fotos de estúdio: Sérgio Santoian
Produção: Franz Keppler e Rafael Primot
Uma produção Enkapothado Artes
Realização através do Proac2024


Serviço
Espetáculo "Habitat"
Temporada: 13 de janeiro a 5 de março de 2026*
às terças, quartas e quintas-feira, às 20h
* Não haverá sessões nos dias 17, 18 e 19 de fevereiro
**Sessão exclusiva para convidados: 19 de janeiro
Teatro Estúdio -  Conselheiro Nébias, 891 - Campos Elíseos, São Paulo - SP, Metrô Santa Cecília 
Ingressos: R$100 (inteira) e R$50(meia-entrada)
Venda online Sympla
Bilheteria: 
Bilheteria física: Teatro Estúdio - tel: (11) 97474-1912
Horário de funcionamento: somente em dias de espetáculo, 2 horas antes do início da apresentação. 
Estacionamento na frente do teatro 
Telefone: (11) 97474-1912
Acessibilidade: Sim



.: “Matilde”, comédia dedicada a Paulo Gustavo, estreia no CCBB São Paulo


Malu Valle e Ivan Mendes estão fazendo história com “Matilde”, em turnê pelo Centro Cultural Banco do Brasil. O espetáculo esgotou em todas as apresentações da turnê. Foto: Daniel Chiacos

Os atores Malu Valle e Ivan Mendes estão fazendo história com “Matilde”, em turnê pelo Centro Cultural Banco do Brasil. O espetáculo esgotou em todas as apresentações da turnê. Com texto de Julia Spadaccini e direção de Gilberto Gawronski, a peça estreou no CCBB Rio de Janeiro, e seguiu para os CCBBs de Belo Horizonte, Brasília e Salvador. A próxima - e última parada da turnê - é em São Paulo: o espetáculo fará temporada entre 8 e 25 de janeiro de 2026 no CCBB São Paulo.

Uma história que começou há 20 anos, quando Paulo Gustavo, na época estudante de Artes Cênicas da CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), convidou Malu Valle para dirigir o espetáculo "Infraturas" (2005), um compilado de esquetes cômicas que marcou o início da carreira dele e de seu colega de cena Fábio Porchat, ganha em 2025 um novo e especial desfecho. O projeto que impulsionou a carreira de Paulo, consolidando uma amizade profunda entre ele e Malu, em 2015 ganhou novas proporções com a ideia do espetáculo “Matilde”, quando o ator quis inverter os papeis e convidou Malu para estar em cena, sob sua direção. Agora, a peça celebra os 35 anos de carreira de Malu Valle e é dedicada ao revolucionário Paulo Gustavo. 

"Matilde" apresenta a história de uma mulher de 60 anos (Malu Valle), aposentada, que vê sua rotina pacata em Copacabana ser transformada ao alugar um quarto para Jonas (Ivan Mendes), um ator de 36 anos em busca de sua grande oportunidade. Com humor e sensibilidade, o texto de Julia Spadaccini aborda temas como envelhecimento, solidão, relações intergeracionais e os desafios da sociedade patriarcal. O espetáculo, dirigido por Gilberto Gawronski, investe na comédia para explorar os medos e anseios de Matilde e Jonas, personagens que se provocam, se desafiam e se transformam ao longo da narrativa, em reflexões sobre a discriminação etária e os estigmas sociais impostos às mulheres mais velhas, questionando tabus sobre sexualidade e identidade na terceira idade. 

Um dos maiores artistas do Brasil, Paulo Gustavo, além de lotar os teatros por onde passava, enaltecia o espaço como poderosa arma de reflexão, que admite as contradições culturais e transpõe barreiras irreversíveis. Afinal, a crítica nasce quando a arte espelha a sociedade e faz valer seu poder de comunicação ao incorporar em uma mesma obra a multiplicidade de elementos que enriquecem o debate coletivo. “Matilde” trata de temas de relevância mundial, repensando grandes certezas e questionando estereótipos como um caminho para uma sociedade mais positiva e menos discriminatória. Tudo com muita leveza que tem feito o público sair do teatro com desejo de voltar!

Durante a temporada, algumas sessões contarão com recursos de acessibilidade. No dia 17 de janeiro, haverá tradução em Libras; dia 10 de janeiro, a apresentação contará com audiodescrição. Como parte da programação paralela da temporada, o CCBB SP recebe, no dia 9 de janeiro, às 15h00, a Oficina “A Necessidade de Produzir Arte”, conduzida por Caio Bucker e Ivan Mendes, A oficina tem duração de duas horas e seu objetivo é levar o ensino da arte, incentivar a produção de conteúdos e transformar espectadores em pensadores construtivos do entretenimento. Serão tratados temas como empreendedorismo cultural, etapas de elaboração de projetos, uso das Leis de Incentivo, patrocínios e financiamento coletivo, além de questões ligadas ao marketing e à dramaturgia. As vagas serão preenchidas no dia, com retirada de ingressos com uma hora de antecedência na bilheteria ou no site do CCBB SP. A turnê “Matilde” é apresentada pelo Ministério da Cultura e pelo Banco do Brasil, com realização do Centro Cultural Banco do Brasil e produção da Bucker Produções Artísticas. 


Ficha técnica
Espetáculo "Matilde"

Direção de movimento: Marcia Rubin
Cenário: Nello Marrese
Figurino: Carla Garan
Iluminação: Ana Luzia Molinari de Simoni
Direção musical e trilha sonora: Cláudia Elizeu
Design gráfico: Bady Cartier
Visagismo: Marcos Freire
Fotos de divulgação: Daniel Chiacos
Camareira: Giulia Gomes
Cenotécnico: André Salles
Assistente de cenografia: Avner Proba
Adereços da maquete: Márcia Marques
Montagem de cenário: Leandro Brander
Montagem de luz: Thayssa Carvalho
Direção de produção: Caio Bucker
Coordenação do projeto: Renato Rangel
Produção executiva SP: Gerardo Franco
Produtor associado: Fábio Gonçalves
Assistência de produção: Aline Monteiro
Assistência de direção: Valeria Campos
Pesquisa dramatúrgica: Márcia Brasil
Operação de som: Aline Monteiro
Operação de luz: Paty Emiko
Coordenação de mídia: Rodrigo Medeiros | R+ Marketing
Criação de conteúdo audiovisual: Gustavo Trindade
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Assessoria j: Renan Nazário
Contadores: Cissa Freitas e Francisco Junior
Idealização: Malu Valle
Produção: Bucker Produções Artísticas


Serviço
Espetáculo "Matilde"
De 8 a 25 de janeiro de 2026
Horário: quintas e sextas-feiras, às 19h00, e sábados e domingos, às 17h00
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 - Centro Histórico / São Paulo
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 80 minutos
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada), disponíveis no site bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB São Paulo. Os ingressos são liberados na sexta-feira da semana anterior de cada semana às 12h00
Estudantes, maiores de 65 anos e Clientes Ourocard pagam meia entrada
Acessibilidade em Libras na sessão de sábado, dia 17 de janeiro
Audiodescrição na sessão do sábado, dia 10 de janeiro

Oficina “A Necessidade de Produzir Arte”
Data: sexta-feira, 9 de janeiro
Horário: 15h00 às 17h00
Vagas: 30
Ingressos disponíveis 1 hora antes da atividade em bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB SP.


Serviço CCBB SP
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 - Centro Histórico / São Paulo
Aberto todos os dias, das 9h00 às 20h00, exceto às terças
Contato: (11) 4297-0600
Estacionamento: o CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas - necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB).
O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12h00 às 21h00.
Van: ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h00 às 21h00.
Transporte público: o CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista.
Táxi ou aplicativo: desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m).
Entrada acessível CCBB SP: pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e outras pessoas que necessitem da rampa de acesso podem utilizar a porta lateral localizada à esquerda da entrada principal.

.: "Novas Diretrizes em Tempos de Paz", de Bosco Brasil, ganha nova montagem


Espetáculo expõe horrores do totalitarismo e celebra a resistência da arte sobre a barbárie. Espetáculo teve sua estreia nacional na 17ª FITA - Festa Internacional de Teatro de Angra. Foto: Leekyung Kim

Sucesso da dramaturgia nacional, a peça "Novas Diretrizes em Tempos de Paz", de Bosco Brasil, ganha uma nova montagem dirigida por Eric Lenate, que também está em cena ao lado de Fernando Billi. O espetáculo, que ainda tem direção de produção de Mauricio Inafre, faz sua estreia paulistana no dia 9 de janeiro no Teatro Estúdio, onde segue em cartaz até 8 de fevereiro de 2026, com sessões às sextas e aos sábados, às 20h00, e aos domingos, às 16h00.

Montada pela primeira vez em 2002, sob a direção de Ariela Goldmann, a peça fez um enorme sucesso de crítica e de público e recebeu os prêmios Shell e APCA daquele ano. O texto também foi traduzido para diversos idiomas e ganhou montagens em Portugal, Itália, Argentina, Porto Rico, Uruguai, Chile e México. Além disso, foi adaptado para para o cinema no longa-metragem “Em Tempos de Paz” (2009), dirigido por Daniel Filho e estrelado por Tony Ramos e Dan Stulbach. Na nova encenação, Fernando Billi assume o papel do interrogador, Segismundo, e Lenate do imigrante polonês, Clausewitz. 

A peça é uma fábula de época, que se passa durante a ditadura de Getúlio Vargas (1937-1945), já no final da Segunda Guerra Mundial, e narra a história de um do refugiado polonês Clausewitz, que chega ao Brasil disposto a esquecer os horrores que viveu em sua terra natal. Ao se apresentar à Alfândega, em abril de 1945, carregando apenas a roupa do corpo e o sonho de começar uma nova vida como agricultor, ele é barrado por Segismundo, um funcionário da imigração e ex-torturador da polícia política varguista.

Clausewitz chega trazendo nenhum pertence, sem apresentar nas mãos qualquer marca típica da vida de agricultor e o mais estranho: falando português fluentemente. Segismundo suspeita que o imigrante polonês seja, na verdade, um nazista disfarçado tentando entrar no país e dá início a um duro interrogatório que culmina em um inusitado desafio: Clausewitz tem 10 minutos para cumprir uma estranha tarefa, caso contrário, volta no mesmo cargueiro que o trouxe. Dá-se, então, um intenso embate entre os dois homens, que irmanados em suas derrotas pessoais, vão em busca da emoção, que poderá ou não os devolver as suas humanidades.

O espetáculo teve sua estreia nacional na 17ª FITA – Festa Internacional de Teatro de Angra, em agosto de 2025, na qual recebeu indicações ao Prêmio FITA 2025: melhor espetáculo, melhor direção, melhor ator (Eric Lenate), melhor trilha sonora (L. P. Daniel), melhor cenário (Eric Lenate) e melhor iluminação (Aline Sayuri e Eric Lenate).

A relevância do texto
"Novas Diretrizes em Tempos de Paz" expõe de forma incisiva alguns dilemas provenientes da tentativa de compreensão do horror. Ao longo do embate entre os personagens, nos defrontamos, metonimicamente, com duas experiências históricas marcadas pela sistemática violação de direitos humanos: a 2ª Guerra Mundial e o regime autoritário do Estado Novo brasileiro.

 A obra propicia uma reflexão sobre as articulações entre os perversos mecanismos de subjugação do ser humano utilizados na Segunda Guerra e a experiência histórica dos países periféricos, neste caso o Brasil, convocando estratégias de rememoração que preservam e atualizam as agruras e impasses do período.
As nuances “infinitas” em torno da historiografia do Holocausto valem também, em grande medida, para o contexto de formação da sociedade brasileira. A delicada aproximação que a obra de Bosco estabelece entre a guerra na Europa e o regime varguista confronta o mito de país pacífico e acolhedor – expresso pela ingenuidade de Clausewitz ao projetar sobre o Brasil o lugar mítico de sua redenção – sem, com isso, flexibilizar ou diminuir o sentido extremo da guerra. 

Essa tensão é potencializada na medida em que, por um lado, os países latino-americanos convivem em sua história com catástrofes de elevada magnitude, cujos efeitos terríveis na história do Ocidente ainda não encontram um “esforço de memória” condizente com sua dimensão. 

Ao colocar em cena um torturador brasileiro e um refugiado da guerra europeu, Bosco desloca para a ótica brasileira e contemporânea várias questões ligadas à tarefa de lembrar a barbárie, propiciando uma reflexão sobre os gestos do algoz e da vítima do fascismo europeu e sua incorporação parcial na estrutura política do Estado Novo, da dificuldade de representar o horror extremo e convertê-lo em testemunho dotado de sentido compartilhável, bem como o papel (im)possível da arte no mundo que emerge da barbárie.

Ficha técnica
Espetáculo "Novas Diretrizes em Tempos de Paz"
Elenco: Fernando Billi e Eric Lenate
Texto: Bosco Brasil
Direção Artística: Eric Lenate
Codireção Artística: Vitor Julian
Trilha Sonora Original, Desenho Sonoro e Engenharia de Som: L. P. Daniel
Desenho de Luz: Aline Sayuri e Eric Lenate
Figurinos: Jocasta Germano
Visagismo: Leopoldo Pacheco
Arquitetura Cenográfica: Eric Lenate
Assistência de Cenografia: Jorge Luiz Alves
Cenotecnia: Casa Malagueta
Equipe Cenotécnica: Alício Silva, Georgia Massetani, Igor B. Gomes, Danndhara Shoyama, Mizael Costa, João Chiodo, João Carlos, João Victor, Antônio Paulo
Produção e Confecção de Objetos e Adereços: Jorge Luiz Alves e Eric Lenate
Montagem e Operação de Som: Natália Francischini
Montagem e Operação de Luz: Aline Sayuri
Montagem e Operação de Cenário: Jorge Luiz Alves
Assessoria de Imprensa: Helô Cintra e Douglas Pichetti (Pombo Correio)
Fotos de Divulgação: Leekyung Kim
Programação Visual: Dante
Redes Sociais: CANNAL Mídias Digitais
Direção de Produção e Administração: Mauricio Inafre
Assistência de Produção: Regilson Feliciano
Idealização e Gestão de Projeto: Fernando Billi e Eric Lenate
Produção: Uma Arte Produções Artísticas


Serviço
Espetáculo "Novas Diretrizes em Tempos de Paz"
Temporada: de 31 de outubro de 2025 a 8 de fevereiro de 2026
Às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 16h. 
Não haverá apresentações entre os dias 22/12/25 e 08/01/2026
Teatro Estúdio - Rua Conselheiro Nébias, 891 - Santa Cecília, São Paulo (SP)
próximo ao Metrô Santa Cecília
Ingressos: R$ 80 (inteira) | R$ 40 (meia-entrada) | R$ 105 (inteira + Valet) | R$ 65 (meia-entrada + Valet)
Vendas online em Sympla
Bilheteria: 2h antes do início da sessão
Classificação: 14 anos
Duração: 80 minutos
Capacidade: 158 lugares

@oteatroestudio
Informações: (11) 97474-1912
contato@teatroestudio.com.br
- Acessibilidade no local;
- Serviço de Valet com Estacionamento no local;
- Bar-Café funcionando a partir de 2 horas antes do espetáculo;
- Bilheteria funcionando 2 horas antes do espetáculo;

Ingressos
Via plataforma Sympla e na bilheteria do Teatro Estúdio.

.: Daniele Tavares volta aos palcos no solo "Etiqueta do Luto"


Com direção de Marcelo Varzea, o espetáculo volta em cartaz no dia 10 de janeiro para temporada até dia 2 de fevereiro de 2026. Foto: Júlio AraKack

Depois de 30 anos afastada dos palcos, a atriz e autora Daniele Tavares estreia o solo "Etiqueta do Luto - Ninguém Pergunta Nada à Mãe da Menina Morta", em que relata uma experiência pessoal e devastadora: a morte de sua filha, aos 21 anos, no dia 24 de novembro de 2015, em circunstâncias obscuras e sem causa definida. O espetáculo, com direção de Marcelo Varzea, volta em cartaz no dia 10 de janeiro de 2026, no Teatro Pequeno Ato. Dez anos depois dessa perda irreparável, Daniele retorna ao episódio a partir do teatro autobiográfico, construindo uma narrativa em que memória e presença se confundem, num esforço de elaborar o luto e a saudade que não passa. 

“Minha filha sonhava em ser atriz, e de alguma forma, estar novamente no palco é um reencontro com ela — um modo de seguir perto, de continuar o diálogo que a vida interrompeu. No início, precisei dar espaço para que a mãe pudesse aparecer. E, aos poucos, quando ela se sentiu em um lugar seguro, deixei que viessem à tona todas as minhas dores, medos e culpas. À medida que o processo foi se delineando, fui conseguindo o distanciamento necessário para criar como escritora e como atriz”, revela Tavares.

O trabalho levanta questões urgentes sobre saúde mental na adolescência e juventude, a regulamentação de medicamentos no Brasil e, sobretudo, o tabu em torno do silêncio que se impõe às mães que perderam filhos: a impossibilidade de perguntar, de falar, de compartilhar. Em 2023, Daniele já havia publicado o livro Parte de mim (Ed. Quelônio), em que abordava de maneira poética essa experiência de perda. Agora, junto com a estreia de "Etiqueta do Luto - Ninguém Pergunta Nada à Mãe da Menina Morta", lança pela Editora Giostri o livro com a dramaturgia do espetáculo, assinada por ela e com o dramaturgismo de Marcelo Varzea, Mariela Lamberti e Bruno Rods.

Sobre esse novo trabalho de escrita, a atriz e escritora diz: “No início, o Marcelo desconstruiu o meu livro e reorganizou alguns trechos como provocação e ponto de partida para esse novo texto. A partir daí, comecei a acrescentar novas informações, novas memórias. E as perguntas instigantes do Marcelo e do Bruno Rods sobre o que havia acontecido me levaram a buscar respostas para questões que eu mesma ainda não sabia responder. O texto nasceu um pouco a cada dia - junto com as pesquisas, os ensaios e as lembranças que iam voltando em cada conversa. Foi um processo muito vivo, delicado e transformador, em que a dor foi, aos poucos, se convertendo em palavra, em cena e, finalmente, em arte”.

O trabalho, de acordo com Marcelo Varzea, dialoga com a pesquisa que ele desenvolve sobre autoficção e outras narratividades, iniciada  por  "Silêncio.Doc", inclusive com publicação na Cobogó, "Dolores" e "O Que Meu Corpo Nu Te Conta?“. "A partir de suas memórias sobre a perda da filha, organizamos um dispositivo dramatúrgico em que o real é atravessado por elaboração poética e exercício de imaginação. O solo inscreve-se nesse território híbrido em que memória, corpo e palavra formam um gesto político contra o esquecimento”, comenta.

Ainda sobre a encenação, o diretor acrescenta: “Minha prática tem sido criar dispositivos de presença que encenam o real e confessam o ficcional, abrindo espaço para que a plateia experimente um campo de ambiguidade produtiva entre relato e invenção. Não me interesso, de maneira contundente, por nada no teatro que tenha caráter espetacular ou virtuosístico. Tenho me atido à cena crua, ao teatro essencial, em que ator, atriz, texto, luz, alguma ambiência sonora e elementos mínimos de cenografia bastam para instaurar o acontecimento. O que me move é o contato direto, o jogo vivo entre artista e plateia e entre atores e atrizes. A contracena em cena ou a experiência compartilhada com o público é, para mim, a substância do teatro. Cada vez mais essencial”.

Com produção do Plataforma - Estúdio de Produção Cultural, este é o novo projeto do Coletivo Impermanente, depois do sucesso "O que meu corpo nu te conta?". Compre o livro "Etiqueta do Luto" neste link.


Ficha técnica
Solo "Etiqueta do Luto - Ninguém Pergunta Nada à Mãe da Menina Morta"

Texto e atuação: Daniele Tavares
Concepção e direção: Marcelo Varzea
Diretor assistente: Bruno Rods
Direção de movimento: Veronica Nobili
Dramaturgismo e textos de apoio: Marcelo Varzea, Mariela Lamberti e Bruno Rods
Música original: Marcelo Pellegrini
Desenho de luz: Vini Hideki
Cenário: Marcelo Varzea
Figurinista: Cris Rose
Costureira: Antonia Azevedo
Design de projeções: Leonardo de Cassio
Consultoria técnica de vídeo e projeção: André Hã
Fotos de divulgação : Julio Arakack
Design gráfico:  Leonardo de Cassio
Produção: Plataforma - Estúdio de Produção Cultural e Mava Produções Artísticas
Direção de produção: Fernando Gimenes
Preparação vocal : Lara Córdula
Produção executiva: Bruno Ribeiro
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Redes sociais: Bruno Rods
Marketing digital: André Hã
Realização: Daniele Tavares e Coletivo Impermanente
Apoio: Cia do Liquidificador e Teatro Pequeno Ato.


Serviço
Solo "Etiqueta do Luto - Ninguém Pergunta Nada à Mãe da Menina Morta"
Temporada: 10 de janeiro a 2 de fevereiro de 2026
Aos sábados e às segundas, às 20h; e aos domingos, às 19h
Teatro Pequeno Ato - Rua Dr. Teodoro Baima, 78 - República - São Paulo - SP
Ingressos: R$ 80,00 (inteira) | R$ 40,00 (meia-entrada)
Vendas online em https://www.sympla.com.br/produtor/danieletavares
Telefone: (11) 996428350
Capacidade: 40 lugares
Acessibilidade: o espaço não possui acessibilidade para pessoas cadeirantes ou com mobilidade reduzida.
Redes Sociais: @etiquetadoluto @coletivoimpermanente

.: “Engolindo Sapo e Resolvendo os B.O.”, o solo de humor de Renato Scarpin


O artista propõe um show diferente, intercalando momentos de "cara limpa", ao estilo stand-up, com personagens carismáticas e que fazem a plateia refletir bastante enquanto se diverte. Foto: Wellington Santos

Após estada em Curitiba, durante 2025, onde fez apresentações na conceituada casa de espetáculos DHouse, Renato Scarpin retoma temporada, em janeiro de 2026, com seu “Engolindo Sapo e Resolvendo os B.O.”, na cidade de São Paulo. A peça faz parte da programação de férias do Teatro West Plaza, que fica dentro do shopping de mesmo nome da zona oeste da cidade, e fará sessões às sextas-feiras, às 20h30, na sala Laura Cardoso, de 09 a 30 de janeiro de 2026. Um show de humor inteligente que faz o público rir e se envolver com as personagens criadas pelo ator e autor, trazendo grande identificação, afinal: quem não anda resolvendo muito B.O. por aí?

O artista propõe um show diferente, intercalando momentos de "cara limpa", ao estilo stand-up, com personagens carismáticas e que fazem a plateia refletir bastante enquanto se diverte. Renato Scarpin traz uma visão cômica e reflexiva sobre as intervenções Divinas ao longo dos séculos até chegar na situação atual da humanidade.

Leve, divertido e provocativo, além de muito assunto do cotidiano, o artista traz personagens bem autênticas: Marigreides, uma secretária do lar um tanto atrapalhada; uma versão inusitada e carismática de Jesus nestes tempos apocalípticos; o velhinho Nicanor em tempos de IA, que volta pra contar como anda sua vida após a pandemia; e o CEO de um grande banco, que vai fazer a plateia se identificar e rir pra não chorar.

Além do histórico de sucesso em novelas de todas as emissoras, Renato Scarpin ficou em cartaz por mais de 10 anos pelo Brasil com seu primeiro “Engolindo Sapo pra Um Dia Comer Perereca” e agora apresenta esse novo texto, com novas personagens e reflexões aprofundadas. Um show de humor inteligente que faz o público rir e se envolver com as personagens criadas pelo ator e autor Renato Scarpin. A peça traz grande identificação com o público, afinal: quem não anda resolvendo muito B.O. por aí?

Uma visão cômica e reflexiva sobre as intervenções Divinas ao longo dos séculos até chegar na situação atual da humanidade. Leve, divertido e provocativo, além de muito assunto do cotidiano, o artista traz personagens bem autênticas: Marigreides, uma secretária do lar um tanto atrapalhada; uma versão inusitada e carismática de Jesus nestes tempos apocalípticos; o velhinho Nicanor em tempos de IA, que volta pra contar como anda sua vida após a pandemia; e o CEO de um grande banco, que vai fazer a plateia se identificar e rir pra não chorar.


Ficha técnica
“Engolindo Sapo e Resolvendo os B.O.”
Concepção, texto e atuação: Renato Scarpin
Codireção: Maritta Cury
Voz em off: Carô Carvalho
Técnica: Rick Conte
Fotos: Wellington Santos
Produção: Fábrica de Homenagem Produções Artísticas
Instagram @engolindosapo

Serviço
“Engolindo Sapo e Resolvendo os B.O.”
Duração: 70 minutos
Gênero: Humor com personagens
Classificação: 14 anos
Estreia em 09/01/2026.
De 09 a 30 de janeiro - Sextas-feiras, às 20h30
Local: Teatro West Plaza - Sala Laura Cardoso
O teatro fica dentro do Shopping West Plaza, Bloco B, no terceiro piso, na praça de alimentação - Av. Antártica, 408 - Água Branca, São Paulo – SP
Ingressos: R$ 70,00 (inteira), R$ 45,00 (promocional) e R$ 35,00 (meia-entrada)

.: “Reggaelização” conecta culturas e celebra a diversidade no Sesc Santos


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com
Foto: divulgação

O show “Reggaelização” será apresentado no sábado, 17 de janeiro, às 20h00, na comedoria do Sesc Santos, em uma noite dedicada à celebração da música, da diversidade cultural e da cultura de paz. Vencedora do Prêmio Profissionais da Música 2025, na categoria Melhor Banda de Reggae, a banda Afrodizia reafirma, neste espetáculo, o compromisso artístico com o reggae como expressão de consciência social, diálogo intercultural e transformação coletiva.

“Reggaelização” é o resultado de um projeto musical de fôlego, construído a partir de colaborações com artistas de 11 países, que amplia fronteiras sonoras e simbólicas. A proposta surge do encontro entre diferentes culturas, idiomas e vivências, costuradas pelo reggae como linguagem universal de resistência, espiritualidade e afirmação identitária. No palco, essa experiência se traduz em um espetáculo vibrante, pulsante e profundamente conectado ao presente.

O repertório reúne composições autorais criadas ao longo de mais de duas décadas de trajetória do Afrodizia, além de músicas inéditas desenvolvidas especialmente para o projeto. O grupo também apresenta versões originais de clássicos do reggae mundial, revisitando canções emblemáticas de Bob Marley, Steel Pulse, Gilberto Gil, entre outros ícones que ajudaram a consolidar o gênero como voz global de luta, esperança e união.

Com arranjos contemporâneos e uma performance carregada de energia, o show equilibra tradição e inovação, preservando a identidade brasileira do Afrodizia enquanto dialoga com influências internacionais. O resultado é uma sonoridade plural, que convida o público a sentir e refletir, transformando o espaço do show em um território de encontro, celebração e consciência. Voltado ao público a partir de 16 anos, “Reggaelização” propõe uma experiência musical envolvente, marcada por mensagens de respeito, igualdade e conexão humana. Os ingressos custam R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (meia-entrada) e R$ 12,00 (Credencial Plena).


Ficha técnica
Show "Reggaelização", com a banda Afrodizia
Artistas: Antônio Eduardo Campos Sheen, Priscilla Cantarelli Carneiro Sheen, Alexandre Cardoso Machado, Edward David Sanches e Diogo Elias Morgado
Músicos: Sérgio da Silva Almeida, Darci da Silva Ricomini Junior e Leandro Vieira Pereira
Técnico de som: Pedro Augusto

Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta, das 9h às 21h30 | Sábados e domingos, 10h às 18h30   

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terça-feira, 6 de janeiro de 2026

.: "Dois Patrões", a versão atualizada da comédia que mudou a história


Dirigido a quatro mãos por Neyde Veneziano e Giovani Tozi, que assinam, respectivamente, tradução e adaptação, o espetáculo apresenta dez artistas em cena. A nova versão é ambientada em uma festa de noivado organizada por um bicheiro poderoso. Foto: Priscila Prade

O ano de 2006 marcou o encontro de dois artistas de forma definitiva. Neyde Veneziano abria testes para seu novo espetáculo “Arlequim e Seus Dois Patrões”, e um jovem chamado Giovani Tozi, então bailarino e estudante de teatro, tentava o primeiro trabalho no teatro profissional. O teste deu certo. A estreia aconteceu pelas mãos de uma das diretoras mais importantes quando o assunto é teatro popular e, em especial, a commedia dell’arte. Para celebrar vinte anos desde esse primeiro encontro, Tozi e Veneziano retornam ao título que os aproximou. Dividem a direção e a nova montagem de “Il Servitore di Due Padroni”, de Carlo Goldoni, estreia no dia 16 de  janeiro de 2026, no Teatro Itália, com tradução de Neyde Veneziano e adaptação de Giovani Tozi. A dramaturgia mantém o enredo central e os arquétipos fundamentais, como Pantaleão, Doutor e Arlequim, mas desloca tudo para uma atmosfera contemporânea, brasileira e urbana.

Segundo Tozi, o ponto de partida da adaptação foi o conceito das máscaras da commedia dell’arte: “Elas não representam animais ao pé da letra, mas carregam traços animalizados que indicam instinto, energia e função social. A partir dessa lógica, surgiu a associação com algo profundamente brasileiro, popular e simbólico: o jogo do bicho. Essa aproximação me abriu portas para uma leitura atualizada das figuras clássicas”, revela ele. “A adaptação do Giovani ficou genial, maravilhosa”, pontua Neyde, que acolheu a sugestão de Tozi para dirigirem a quatro mãos. “Com texto extenso, elenco de dez atores e várias cenas, a dinâmica de dois encenadores resolveu a questão de aproveitar melhor o pouco tempo disponível dos ensaios até a estreia”, conta.

Na divisão de tarefas, Neyde procura ambientar o elenco no cenário e dá atenção à composição física das personagens, especialmente na transposição da dramaturgia para a atualidade, já que o espetáculo se passa em 2025. Tozi cuida de deixar o elenco pronto em aquecimentos e leituras, além de dar foco nas intenções, em como eles devem se expressar.


Versão brasileira tem bicheiro e social media
Nesta versão, Pantaleão é um bicheiro que deseja casar a filha para estabilizar (e lucrar) a divisão de territórios vizinhos. O Doutor segue advogando, mas agora presta serviço para os bicheiros que aumentam sua fortuna. A história inteira acontece dentro de uma festa de noivado que nunca termina, um ambiente onde todos parecem ser “inimigos do fim”. O clima mistura o absurdo de Buñuel em “O Anjo Exterminador” com a lógica caótica e sedutora de “Vale o Escrito”. O resultado é uma comédia de ritmo acelerado, com linguagem de 2025, que respeita a tradição da commedia dell’arte ao mesmo tempo em que a reinventa dentro da realidade social brasileira vibrante, contraditória, perigosa e irresistivelmente cômica.

Na versão que estreia em janeiro no Teatro Itália, a trama ganha novos contornos e personagens inseridos no universo brasileiro de 2025. O Arlequim de Goldoni se transforma em Tico Sorriso, vivido por Felipe Hintze. Além de carnavalesco de uma escola de samba de quarta divisão, Tico é um PJ que acumula empregos para conseguir pagar as contas no fim do mês. Esmeraldina, interpretada por Mila Ribeiro, torna-se assessora e social media de Clarice Lombardi, personagem de Camilla Camargo, que está decidida a assumir os negócios da família assim que se casar com Silvio Salvatti. Silvio, interpretado por Marcus Veríssimo, é um playboy que vive à sombra do pai, o Doutor Salvatti, papel de Jonathas Joba, um advogado influente que, sempre que bebe, passa a falar em latim. Como ninguém para de beber na festa, suas conversas com Pantaleão Lombardi, vivido por Marcelo Lazzaratto, tornam-se cada vez mais confusas.


DJ em cena
A história se embaralha de vez quando Beatriz Rasponi, interpretada por Larissa Ferrara, aparece vestida como o próprio irmão, Frederico Rasponi, para tentar recuperar o dinheiro que ele havia deixado escondido com Pantaleão. Como esse irmão tinha um casamento arranjado com Clarice, Frederico precisa sustentar a farsa e simular um interesse amoroso que nunca existiu.

O sedutor e esforçado Luca Aretusi, personagem de Gabriel Santana, casado com Beatriz, é o principal suspeito do assassinato do cunhado e surge em busca da esposa desaparecida. Para tentar ajudá-lo, ou complicar ainda mais a situação, entra em cena Briguela, interpretado por Gabriel Ferrara, dono do Hotel Goldoni Palace e responsável por receber todos e manter a festa funcionando. Essa celebração interminável é embalada pela música original, e ao vivo, de Nando Pradho, que dita o ritmo dessa comemoração que simplesmente se recusa a acabar.


O encontro de Veneziano-Tozi e o clássico
“Naquele ano em que fui chamada para dirigir um espetáculo no Hopi Hari, o parque temático estava em seu auge, vivia um período áureo de produções, além de estar localizado numa região próxima à Unicamp. Como eu ainda estava na universidade, convidei vários atores de lá para fazerem o teste, além de abrirmos a oportunidade para outros estudantes. De repente, Giovani me encantou: uma cara boa para viver um dos tipos, sensibilidade, um menino gentil, talentoso e disponível para trabalhar. Adaptei a peça e montei com máscaras para deixar o espetáculo mais leve e bonito. Foi assim: aquele ator coube muito bem no personagem escolhido para ele, o  enamorado.” Arlequim, Servidor de Dois Amos, de Carlo Goldoni, estreou em 1745 em Milão. A peça marcou uma revolução estética no teatro europeu, pois transformou a commedia dell’arte improvisada em uma comédia escrita, estruturada em texto dramático, sem perder o humor popular e a vitalidade dos tipos tradicionais.


Ficha técnica 
Espetáculo "Dois Patrões"
Texto: Carlo Goldoni.
Tradução: Neyde Veneziano.
Adaptação: Giovani Tozi.
Direção: Neyde Veneziano e Giovani Tozi.
Elenco: Camilla Camargo, Felipe Hintze, Gabriel Ferrara, Gabriel Santana, Larissa Ferrara, Jonathas Joba, Marcelo Lazzaratto, Marcus Veríssimo, Mila Ribeiro e Nando Pradho.
Cenógrafo e diretor de arte gráfica: Giovani Tozi.
Design de luz: Cesar Pivetti.
Figurinista: Gi Marcondes.
Trilha Sonora Original: Nando Pradho.
Assessoria de Imprensa: Arteplural – M Fernanda Teixeira e Maurício Barreira. Fotografia: Priscila Prade. Video: Luz Audiovisual. Redes socais: André Massa. Design gráfico: Gigi Prade.
Direção de Produção: Giovani Tozi.
Produção Executiva: Thomas Marcondes.
Assistente de Produção: Pedro Sousa.
Assessoria de Imprensa: – Arteplural – M Fernanda Teixeira e Maurício Barreira
Administração Financeira: Carlos Gustavo Poggio. Realização: Corpos Sensores Produtores Culturais.


Serviço
Espetáculo "Dois Patrões"

Teatro Itália. estreia 16 de janeiro de 2026. Temporada de sexta a domingo até 1 de março de 2026. Sessões - Sextas e sábados 20h, domingo 18h. Ingressos 80,00 (inteira)  e 40,00 (meia). Classificação 12 anos. Link de vendas: https://bileto.sympla.com.br/event/114186/d/354232/s/2389020

.: “Bluey Ao Vivo - Diversão em Família!” estreia no Teatro Claro Mais SP


Espetáculo estreia dia 9 de janeiro e ficará em cartaz às sextas, sábados e domingos. Foto: Andy Santana

Depois de uma temporada no Rio de Janeiro, o show oficial da série premiada "Bluey" chega a São Paulo no dia 9 de janeiro no Teatro Claro Mais SP. O espetáculo “Bluey Ao Vivo - Diversão em Família!” fica em cartaz às sextas, sábados e domingos até o dia 1° de fevereiro. Aclamada mundialmente, o desenho animado é produzido pela Ludo Studio, vencedor do Emmy®, e distribuída pela BBC Studios. Bluey é uma adorável e incansável cachorrinha da raça Blue Heeler, que vive com sua mãe, seu pai e sua irmãzinha, Bingo. Com energia de sobra, Bluey transforma qualquer brincadeira em jogos imprevisíveis e hilariantes, envolvendo toda a família e o bairro em seu universo cheio de imaginação e diversão.

Agora, essa aventura chega aos palcos com uma adaptação teatral original desenvolvida especialmente para a América Latina. O espetáculo conta com um elenco de 14 atores e bailarinos, músicas da série e os dubladores oficiais brasileiros do desenho. “Bluey Ao Vivo – Diversão em Família!” oferece uma experiência imersiva que transporta o público diretamente para o coração da família Heeler. Na história, Bluey e seus familiares transformam cada cômodo da casa em um palco de brincadeiras e descobertas. Em cada espaço, situações divertidas reforçam a importância da união. Ao longo do espetáculo, os fãs são convidados a refletir sobre os valores da convivência em família, do apoio mútuo e da alegria de brincar. O show oficial brasileiro é resultado de uma parceria BBC Studios, Lotus Global e Turbilhão de Ideias.

Para Gustavo Nunes, diretor da Turbilhão de Ideias, “a realização de Bluey Ao Vivo - Diversão em Família!, em uma parceria inédita com a Lotus Global, a BBC e a Ludo, representa um passo importante para o entretenimento familiar no teatro brasileiro. Essa união de marcas globais com a excelência da produção local traz a magia de uma das séries infantis mais queridas do mundo para os palcos do país. Mais do que diversão, o projeto valoriza a convivência em família e estrear esta produção internacional em São Paulo reforça a vocação da cidade como capital de grandes experiências culturais".

Sobre Bluey™   
Produzida pela Ludo Studio, Bluey é uma série que celebra a imaginação e o brincar, centrada em uma família de cães da raça Blue Heeler. O programa é transmitido pela ABC na Austrália e globalmente por Disney Channel, Disney Jr. e Disney+. No Brasil, a série também é exibida na TV Cultura.   

Serviço
"
Bluey Ao Vivo – Diversão em Família!"
Local: Teatro Claro Mais SP - Rua Olimpíadas, 360, Shopping Vila Olímpia – 5º piso, Vila Olímpia
Temporada: 9 de janeiro a 1 de fevereiro de 2026.
Horário: sexta-feira, às 15h00 / Sábado, às 11h00 e 14h00 / Domingo, às 11h00 e 15h00
Ingresso: R$ 240,00 (Plateia VIP) / R$ 200,00 (Plateia) / R$ 140,00 (Balcão nobre) / R$ 50,00 (Balcão)
Capacidade: 801 lugares
Classificação: 12 anos

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

.: "Katya Teixeira 30 Anos - A Arte do Encontro" no Sesc Belenzinho


Cantora faz show de lançamento do álbum "Kátya Teixeira 30 Anos - A Arte do Encontro". Foto: Beto Assem

No dia 10 de janeiro no Sesc Belenzinho recebe o cantora Katya Teixeira, o show será no Teatro, com ingressos de R$ 18,00 (Credencial Sesc) a R$ 60,00 (inteira). O show de lançamento do álbum de "Kátya Teixeira - 30 Anos de Música: a Arte do Encontro", celebra a trajetória da multiartista paulistana, reconhecida por sua pesquisa da cultura popular e fomento de artes e encontros, numa bela representação da música brasileira e latino-americana.

Kátya Teixeira é uma artista completa, que utiliza sua música como instrumento de expressão, conscientização e transformação social. Sua trajetória artística é marcada pela busca constante do encontro, pela troca de saberes e valorização da cultura popular brasileira e ibero-latino-americana, celebra a trajetória da multiartista paulistana, reconhecida por sua pesquisa da cultura popular e fomento de artes e encontros, numa bela representação da música brasileira e latino-americana.

O show que deu origem a este álbum ao vivo, "Kátya Teixeira - 30 anos de Música: a Arte do Encontro", foi realizado em 26 de julho de 2024, na Sala Adoniran Barbosa do Centro Cultural São Paulo, com casa lotada. O repertório foi cuidadosamente selecionado para remontar a trajetória da artista entre 1994 e 2024, apresentando um recorte de seu tempo e geração que muito contribuiu e continua a contribuir para a cena musical autoral. A banda base que acompanha Kátya é composta por renomados músicos brasileiros: Ricardo Vignini (viola caipira), Cássia Maria (percussão), Esther Alves de Araújo (acordeom e flautas) e Clara Bastos (contrabaixo acústico).

Kátya Teixeira conduzirá o público por uma viagem musical, com canções que remontam sua trajetória de 30 anos. O repertório do álbum e do show transita por sua discografia de 8 álbuns autorais e 6 singles, incluindo sucessos como "Canto Lunar" e "Maria, Estrela e Geraes".


Serviço
"Katya Teixeira – A Arte do Encontro: 30 Anos de Música"

Dia 10 de janeiro de 2026. Sábado, 21h
Local: Teatro (374 lugares)
Valores: R$ 60 (inteira); R$ 30 (Meia entrada), R$ 18 (Credencial Sesc)
Ingressos à venda no portal sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades Sesx
Classificação: 12 anos
Duração: 90 minutos


Sesc Belenzinho
Rua Padre Adelino, 1000 - Belenzinho / São Paulo
Telefone: (11) 2076-9700
sescsp.org.br/Belenzinho


Estacionamento

De terça a sábado, das 9h00 às 21h00. Domingos e feriados, das 9h00 às 18h00. 
Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 8,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 17,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional.


Transporte Público
Metro Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)

.: Chico Chico apresenta a turnê "Let It Burn / Deixa Arder" em São Paulo


Filho de Cássia Eller leva ao Cine Joia a fase mais visceral de sua carreira. Foto: Zabenzi

Chico Chico segue com a turnê nacional “Let It Burn / Deixa Arder”, que marca uma fase renovada em sua trajetória e leva ao palco o repertório completo de seu mais recente álbum. Depois de passar por diversas capitais brasileiras, o artista chega a São Paulo para uma apresentação única no dia 10 de janeiro de 2026, às 21h, no Cine Joia.

O espetáculo reúne as faixas lançadas pela gravadora Deck e evidencia a amplitude de influências que atravessam a obra de Chico, que transita entre o rock, referências brasileiras e elementos do folk. A turnê apresenta esse recorte sonoro em um formato direto, traduzindo a potência e o momento artístico atual do cantor.

A nova fase é também resultado da parceria com a LAGOSTAe, responsável pelo booking do artista, que passa a integrar um casting que inclui nomes como Nando Reis e Jorge Vercillo. “Chico é um artista novo, potente e autêntico, tudo o que acreditamos. Queremos levá-lo ainda mais longe. É uma dessas vozes que merecem circular mais, ocupar palcos e conquistar novos públicos. A turnê Let It Burn / Deixa Arder traduz bem essa força”, afirma Diogo Damascena, presidente da LAGOSTAe.

A estética do show acompanha a diversidade musical do álbum, que percorre diferentes linguagens e constrói momentos marcados pelo rock, pela música eletrônica e por ritmos da cultura popular brasileira. O disco apresenta a fase mais visceral do artista e inclui faixas como “Tanto Pra Dizer”, “Tempo de Louças”, “Let It Burn”, além da milonga “Lugarzinho”, o groove brasileiro de “Hora H” e a experimental “Parabelo da Existência”.

Chico revisita ainda clássicos em novas leituras, como “Vila do Sossego”, de Zé Ramalho, “Girl From The North Country”, de Bob Dylan, e “Four and Twenty”, de Stephen Stills. “Estou muito feliz com o álbum. Sinto como um trabalho coletivo, meu, do produtor Pedro Fonseca e dos músicos que participam. É uma nova etapa, e estou empolgado para seguir com a turnê 'Let It Burn – Deixa Arder'”, afirma o cantor.


Serviço - São Paulo
Chico Chico – Turnê “Let It Burn / Deixa Arder”
Sábado, dia 10 de janeiro de 2026
Horário: 21h00
Abertura dos Portões: 19h00
Local: Cine Joia
Endereço: Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade, São Paulo – SP, 01501-040
Classificação etária: 16 anos. Menores de 14 anos somente acompanhados dos pais ou responsáveis. Crianças até 24 meses no colo dos pais não pagam.

Setor e preços
Pista L1 - R$ 77,50 (meia) | R$ 97,50 (social) | R$ 155,00 (inteira)
Pista L2 - R$ 92,50 (meia) | R$ 112,50 (social) | R$ 185,00 (inteira)
Pista L3 - R$ 107,50 (meia) | R$ 127,50 (social) | R$ 215,00 (inteira)

Venda geral:
Limite: 6 ingressos por CPF | 2 meias
Parcelamento em até 10x com juros no site | Sem parcelamento na bilheteria.

Bilheteria oficial – Allianz Parque (Bilheteria A)
Rua Palestra Itália, 200 – Portão A – Perdizes – São Paulo/SP
Funcionamento: Terça a sábado, das 10h às 17h
Não funciona em feriados, emendas, dias de jogos ou eventos de outras empresas.
Sujeito à taxa de processamento, exceto pagamentos em dinheiro.

.: “Círculos Ancestrais” convoca o público a dançar a origem do mundo


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com
Foto: divulgação

O espetáculo circense “Círculos Ancestrais”, da Trupe do Mar, será apresentado na sexta-feira, 16 de janeiro, às 20h00, no auditório do Sesc Santos. A montagem convida o público a uma experiência sensorial que une circo contemporâneo, dança e musicalidade para revisitar a origem do mundo a partir da cosmovisão tupi-guarani, celebrando os saberes ancestrais dos povos originários por meio do corpo em movimento.

Inspirado nas obras “Tupã Tenondé” e “O Menino Trovão”, de Kaká Werá Jecupé, o espetáculo constrói uma narrativa poética que traduz mitos fundadores em imagens, gestos e ritmos. A cena se organiza em torno do símbolo do círculo - elemento sagrado presente em diversas culturas indígenas - que se manifesta por meio da roda Cyr, do crossed wheel, da dança e do uso expressivo dos bambolês. Cada movimento propõe um elo entre passado e presente, céu e terra, corpo e espírito.

Com músicas originais e sonoridades inspiradas nas tradições indígenas, o espetáculo transforma o palco em um território encantado, onde natureza, ancestralidade e imaginação se entrelaçam. A trilha sonora, executada ao vivo, amplia a dimensão ritualística da encenação, reforçando a ideia de celebração e pertencimento. O resultado é uma obra que não apenas narra histórias, mas convida o público a senti-las, criando um espaço de escuta, contemplação e reconexão com a memória coletiva.

Voltado para todas as idades, “Círculos Ancestrais” propõe um encontro afetivo entre gerações, despertando curiosidade, respeito e sensibilidade em relação às culturas originárias. Com duração de 50 minutos, o espetáculo reafirma o circo como linguagem potente de transmissão de conhecimento, poesia e resistência cultural. Os ingressos custam R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (meia-entrada) e R$ 12,00 (Credencial Plena).


Ficha técnica 
Espetáculo "Círculos Ancestrais"

Idealização: Thays Oliveira 
Direção: Jande Kodo Potyguara 
Elenco artístico: Thays Oliveira e Jorge Olivares 
Orientação cênica: Kelly Cheretti 
Produção Musical: Esporos e cogumelo Selvagem 
Músico Convidado: Kuaray Orea 
Figurinos: Costurices da Jô 
Realização: Trupe do Mar 
Duração: 50 minutos 


Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
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domingo, 4 de janeiro de 2026

.: Dan Stulbach é Shylock e reacende conflitos em “O Mercador de Veneza”



Montagem estrelada por Dan Stulbach propõe uma leitura contemporânea do texto de Shakespeare, refletindo sobre preconceito e ética. Foto: Igor Dallegrave

Com direção de Daniela Stirbulov e protagonismo de Dan Stulbach, o espetáculo “O Mercador de Veneza”, clássico de William Shakespeare, retorna aos palcos paulistanos após uma trajetória marcada por sucesso de público e sessões esgotadas em diversas capitais brasileiras. A montagem é uma coprodução da Kavaná Produções e da Baccan Produções e já passou por cidades como Rio de Janeiro, Recife, Curitiba e São Paulo, consolidando-se como um dos projetos teatrais mais consistentes da temporada recente. Desde a estreia, em abril de 2025, o espetáculo já foi visto por cerca de 20 mil espectadores.

Na encenação, Dan Stulbach dá vida a Shylock, o agiota judeu cuja complexidade moral atravessa séculos e continua a provocar reflexões urgentes. A montagem aposta em uma leitura contemporânea do texto shakespeariano, preservando sua força dramática e aprofundando os conflitos éticos e humanos que atravessam a obra, como justiça, intolerância, preconceito, relações de poder e os limites entre lei e vingança.

A trama acompanha Antônio, um mercador que, para ajudar o amigo Bassânio, recorre a um empréstimo com Shylock. Como garantia, oferece uma libra de sua própria carne. O acordo, aparentemente simbólico, transforma-se em um impasse brutal quando a dívida não é paga, conduzindo a narrativa a um julgamento emblemático, no qual a rigidez da lei confronta valores como compaixão, equidade e humanidade.

O elenco reúne nomes experientes da cena teatral brasileira: Augusto Pompeo (Duque), Amaurih Oliveira (Lorenzo e Príncipe de Marrocos), Cesar Baccan (Antônio), Gabriela Westphal (Pórcia), Júnior Cabral (Graciano), Marcelo Diaz (Lancelotte Gobbo), Marcelo Ullmann (Bassânio), Marisol Marcondes (Jéssica), Rebeca Oliveira (Nerissa), Renato Caldas (Solânio e Tubal) e Thiago Sak (Salarino e Príncipe de Aragão). O trabalho coletivo resulta em uma encenação vigorosa, que equilibra densidade dramática, ritmo e clareza narrativa.

A temporada tem início no BTG Pactual Hall, de 22 a 25 de janeiro, com apresentações na quinta e sexta-feira, às 20h30, e no sábado e domingo, às 18h00. Em seguida, o espetáculo segue para o Tucarena – Teatro da PUC-SP, onde permanece em cartaz de 29 de janeiro a 1º de março de 2026, com sessões às quintas, sextas, sábados e domingos, respeitando pausas pontuais no mês de fevereiro.

Com duração de 95 minutos e classificação indicativa de 12 anos, “O Mercador de Veneza” reafirma a atualidade de Shakespeare ao lançar luz sobre dilemas que seguem atravessando a sociedade contemporânea, convidando o público a refletir sobre ética, alteridade e justiça em tempos de intolerância.

.: Teatro: “Palhaços” desmonta sonhos e provoca o público no Sesc Santos


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com
Foto: divulgação

Com Dagoberto Feliz e Danilo Grangheia em cena, sob direção de Gabriel Carmona, o espetáculo “Palhaços” será apresentado nos dias 9 e 10 de janeiro, às 20h00, no auditório do Sesc Santos. A montagem propõe uma experiência teatral intensa, que transita entre o humor ácido, o absurdo e a reflexão sobre as máscaras sociais que as pessoas insistem em vestir.

Na trama, Careta é o palhaço da meia-noite e treze, dono e protagonista de um circo de um homem só. Após mais uma apresentação, ele é surpreendido no camarim por Benvindo, um espectador entusiasmado que decide cumprimentar seu ídolo. O encontro, que a princípio parece cordial e carregado de admiração, rapidamente se transforma em um jogo cômico-surreal, no qual as fronteiras entre fã e artista, realidade e fantasia, admiração e crueldade começam a se dissolver.

A partir desse embate, o espetáculo mergulha em uma espécie de duelo psicológico. Com humor ferino, gestos circenses e um diálogo provocador, Careta passa a desmontar, um a um, os sonhos mais puros e os desejos mais obscuros de seu visitante. O riso surge como armadilha: ao mesmo tempo em que diverte, expõe fragilidades, frustrações e contradições humanas, conduzindo a plateia a um desconfortável - e revelador - reconhecimento de si mesma.

“Palhaços” utiliza a linguagem do circo, do teatro físico e da comédia para tensionar temas como idolatria, frustração, poder e identidade. A encenação aposta no contraste entre o lúdico e o brutal, criando uma atmosfera em que o riso nunca é inocente e o espetáculo se constrói justamente nesse território instável entre encanto e incômodo. Voltado ao público a partir de 14 anos, o espetáculo tem duração de 75 minutos. Os ingressos custam R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (meia-entrada) e R$ 12,00 (Credencial Plena).


Ficha técnica
Espetáculo "Palhaços"

Texto: Timochenko Webhi
Direção: Gabriel Carmona
Elenco: Dagoberto Feliz e Danilo Grangheia
Produção: Ana Barros
Cenário: Flavio Tolezani
Operação de luz: Aline Barros
Figurino: Daniel Infantini
Fotos: Ricardo Galli, Renato Silvestre, Tathi Yazigi
Arte gráfica: Raymundo Calumby
Duração: 75 minutos

Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta, das 9h às 21h30 | Sábados e domingos, 10h às 18h30   

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sábado, 3 de janeiro de 2026

.: Com Zeca Baleiro e Martha Nowill, peça questiona o preço da felicidade

"Felicidade" será apresentado no Teatro Sérgio Cardoso, de 7 de janeiro a 1º de fevereiro. Quartas, quintas e sextas-feiras, às 20hoo; Sábados, às 17h00 e às 20h00; Domingos, às 17h00. Foto: Edson Kumasala

Ser feliz o tempo todo, todos os dias, também há de ter seu preço e seus conflitos. É o que pretende mostrar a protagonista vivida por Martha Nowill na peça "Felicidade", escrita por Caco Galhardo e dirigida por Dani Angelotti. Na direção musical e também no palco, o espetáculo conta ainda com a participação do cantor e compositor Zeca Baleiro, dos atores Eduardo Estrela, Luisa Micheletti, Nilton Bicudo e Willians Mezzacapa e da percussionista Layla Silva. 

 A temporada estreia no Teatro Sérgio Cardoso, equipamento da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerido pela Associação Paulista dos Amigos da Arte (APAA), em São Paulo. O espetáculo é apresentado pelo Ministério da Cultura e pela Bradesco Seguros, com produção da Morente Forte Produções Teatrais, que completa 40 anos de trajetória, e realização da Cubo Produções.

O texto foi criado inspirado pela canção "Vai (Menina Amanhã de Manhã)", de Tom Zé. Com cara de quadrinhos e ambiente de show musical, o espetáculo narra a inesperada virada na vida de uma jornalista e influenciadora de sucesso, que sem nenhuma razão aparente acorda com uma felicidade radiante e inexplicável. O que poderia ser apenas um bom dia se transforma em uma desconhecida forma de existir, já que essa alegria simplesmente não vai embora. Agora, ela precisa aprender a lidar com sua nova personalidade transformada. Mas será que o mundo ao seu redor está preparado para conviver com tanta felicidade?


Serviço
Espetáculo "Felicidade"
Teatro Sérgio Cardoso
Sala Nydia Licia (Capacidade: 827 lugares). R. Rui Barbosa, 153 - Bela Vista / São Paulo
Classificação etária: 14 anos. Duração: 80 minutos. Instagram: @felicidadeteatro
Ingressos: De R$ 50,00 a R$ 220.00 | https://bileto.sympla.com.br/event/112106

.: Peça expõe o desgaste emocional do presente pós-pandêmico


Solidão, criação e ruído urbano se cruzam em "Um Dia de Semana Qualquer", espetáculo dos Notívagos Burlescos que mistura teatro, dança, música e vídeo. Uma experiência sensível sobre existir em tempos de excesso e ansiedade. Em cartaz no Teatro Alfredo Mesquita, com entrada gratuita. Foto: Nathan Lisboa

Livremente inspirada em "Request Concert", de Franz Xaver Kroetz, o espetáculo "Um Dia de Semana Qualquer" apresenta um mergulho na solidão urbana e no caos criativo. A montagem da Associação Teatral Notívagos Burlescos, de Botucatu, celebra 23 anos de trajetória artística. A peça traz uma abordagem contemporânea que integra vídeo mapping, dança, teatro e música ao vivo, com dramaturgia de Sheyla Coelho e Robert Coelho e direção de João Alves. Em cena estão Sheyla Coelho, Murilo Andrade e Dael Vasques. As apresentações ocorrem dias 14, 15, 16, 17 e 18 de janeiro, de quarta a sábado, às 20h00, e domingo, às 19h00. Sessão extra em 17 de janeiro, sábado, às 17h30.

A proposta, viabilizada pelo PROAC 22/2024 para obras inéditas, rompe as fronteiras do hiper-realismo de Kroetz para criar uma experiência mais fluida entre o épico e o lírico, abordando temas urgentes como solidão, depressão e ansiedade, acentuados no período pós-pandêmico. Na trama, uma mulher atravessa uma rotina saturada pelo barulho da cidade, das redes e dos fluxos incessantes de mídia, afundando em uma solidão povoada e intensa. Em paralelo, acompanhamos uma atriz perdida em seu caos criativo e ideológico, tentando acessar meios de produção para realizar um trabalho transformador em meio às exigências do presente. Essas duas figuras se encontram e buscam se reconstruir, apesar de uma sociedade fragmentada que desgasta quem tenta sobreviver às suas dinâmicas.


Serviço
Espetáculo "Um Dia de Semana Qualquer"

Dias 14, 15, 16, 17 e 18 de janeiro, de quarta a sábado, às 20h00, e domingo, às 19h00. Sessão extra em 17 de janeiro, sábado, às 17h30.
Teatro Alfredo Mesquita - Av. Santos Dumont, 1770 - Santana / São Paulo
Ingressos: gatuitos, presencial
Bilheteria presencial: uma hora antes de cada sessão.
Capacidade: 198 lugares.
Acessibilidade: o Teatro é acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida na plateia.

.: "O Pequeno Príncipe" convoca crianças a refletirem no Festival do Teatro Uol


O príncipe compartilha histórias sobre os planetas que visitou e os personagens únicos que conheceu, como um rei solitário, um homem muito vaidoso até chegar à raposa sábia, que lhe ensina que o essencial não se vê com os olhos. Foto: Ronaldo Gutierrez.


De 5 de janeiro a 1º de fevereiro, o Teatro Uol, em São Paulo, recebe sete clássicos infantis que atravessam gerações e seguem vivos no repertório afetivo de muita gente. Dentro da programação do 42º Festival de Férias do Teatro Uol, às quintas-feiras, às 16h00, será apresentado o espetáculo "O Pequeno Príncipe".  No espetáculo, baseado no livro de Antoine de Saint Exupéry, em uma viagem encantadora pelo universo, um piloto que caiu com seu avião no deserto do Saara encontra uma figura curiosa: o Pequeno Príncipe vindo de um distante asteroide. 

Durante a sua jornada, o príncipe compartilha histórias sobre os planetas que visitou e os personagens únicos que conheceu, como um rei solitário, um homem muito vaidoso até chegar à raposa sábia, que lhe ensina que o essencial não se vê com os olhos. Elenco:  Leandro Flores, Leandro Mariz e Titzi Oliveira. Texto e direção: Leandro Mariz. Realização: Morada da Cultura. De 8 a 29 de janeiro, quintas-feiras, às 16h00. Duração: 60 minutos. Classificação:livre - indicação a partir de 3 anos. Compre o livro "O Pequeno Príncipe" neste link.

Sobre o Festival de Férias do Teatro Uol
Graças a uma curadoria rigorosa e consistente desde a primeira edição, o Festival de Férias do Teatro Uol, que em 2026 completa 25 anos de atividade, consolidou-se como o mais longevo de São Paulo. Localizado no Shopping Pátio Higienópolis, o Teatro Uol oferece uma experiência completa, reunindo conforto, segurança e fácil acesso, criando um cenário ideal para um programa de férias completo: entrar na sala, desligar o celular, se encantar com as histórias e sair com a cabeça cheia de arte e imaginação.


Serviço
Festival de Férias do Teatro Uol
De 5 de janeiro a 1º de fevereiro
Ingressos: R$ 100,00 (inteira) | R$ 50,00 (meia-entrada)
Televendas: (11) / 3823-2423 / 3823-2737 / 3823-2323
Vendas on-linewww.teatrouol.com.br
Horário de funcionamento da bilheteria em janeiro: segundas e terças, das 14h00 às 16h00, quartas, quintas e sextas das 14h00 às 20h00, sábados, das 13h00 às 22h00, e domingos, das 13h00 às 20h00. Não aceita cheques. Aceita os cartões de crédito: todos da Mastercard, Redecard, Visa, Visa Electron e Amex.  Estudantes e pessoas com 60 anos ou mais têm os descontos legais. Clube Uol e Clube Folha têm 50% desconto.


Teatro Uol
Shopping Pátio Higienópolis - Av. Higienópolis, 618, Terraço. Tel.: (11) 3823-2323 
Acesso para cadeirantes- Ar-condicionado- Estacionamento do Shopping: consultar valor pelo tel: 4040-2004- Venda de espetáculos para grupos e escolas: (11) 3661-5896, (11) 99605-3094 – Patrocínio do Teatro UOL: UOL, Folha de S. Paulo, Germed e Interfood.

.: Maísa Arantes sobe ao palco do Sesc Santos com o show “Baile da Maisinha”


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com. Foto: divulgação. 

Referência da nova geração do forró pé-de-serra e da cultura popular brasileira, Maísa Arantes sobe ao palco do Sesc Santos com o show “Baile da Maisinha” na próxima quinta-feira, 8 de janeiro, às 20h00, na comedoria da unidade. A apresentação promete uma noite de celebração das tradições nordestinas, marcada por dança, afeto e pela força coletiva da música popular.

Cantora, compositora, rabequeira, pifeira e arranjadora, Maísa Arantes construiu uma trajetória sólida e respeitada no cenário da música brasileira, unindo pesquisa, ancestralidade e criação contemporânea. É fundadora e integrante da banda Mestre Zé do Pife e as Juvelinas, criada em 2007, além de integrar projetos como Forró do B (2017) e idealizar a banda Chinelo de Couro (2012). Sua atuação artística também dialoga com outras expressões da cultura popular, como a Quadrilha Arroxa o Nó e o Mamulengo Fuzuê, ambos do Distrito Federal.

No “Baile da Maisinha”, Maísa convida o público a vivenciar um forró vibrante, que respeita as raízes do gênero e, ao mesmo tempo, dialoga com novos arranjos e sonoridades. O repertório transita entre composições autorais, releituras e ritmos que atravessam o sertão, criando uma atmosfera festiva e acolhedora, pensada para todas as idades.

É um baile que convida a dançar, ouvir e sentir, reafirmando o forró como espaço de encontro, resistência e alegria. Além desse projeto, a artista também se apresenta com o trabalho autoral “Maísa Arantes” e com o duo Outros Sertões, em parceria com Marcelo Neder, ampliando ainda mais seu diálogo musical com diferentes territórios sonoros do Brasil.

Ficha técnica
Show “Baile da Maisinha” 

Maísa Arantes: voz, rabeca e pífano
Marcelo Neder: violão
Tâmara Terra: triângulo
Roberto Kauffmann: sanfona
Leo Cortes: zabumba
Anderson Lopes: produção
Ingressos: R$ 40,00 (inteira) | R$ 20,00 (meia) | R$ 12,00 (Credencial Plena)
Classificação: livre para todas as idades


Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta, das 9h às 21h30 | Sábados e domingos, 10h às 18h30   

Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida / Santos
Telefone: (13) 3278-9800        
Site do Sesc Santos
Instagram e Facebook: @sescsantos

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

.: Palhaços investigam de onde vem a água em peça para todas as idades


Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.comImagem: divulgação

"Água, de Onde que Tu Vens?" é o espetáculo circense apresentado pela Trupe do Mar que convida crianças e adultos a refletirem, com leveza e bom humor, sobre um tema essencial para a vida: a água. A atração acontece neste domingo, dia 4 de janeiro, às 17h30, no espaço de Convivência do Sesc Santos, com entrada gratuita e classificação livre para todas as idades.

Em cena, os palhaços Plocki e Tapioca percebem que algo está fora do lugar: a água, antes abundante, começa a faltar. A partir dessa constatação simples, mas urgente, surgem perguntas que conduzem toda a narrativa - de onde a água vem? Para onde ela vai? O que acontece quando ela desaparece? Munidos de curiosidade, imaginação e muita comicidade, os personagens embarcam em uma jornada divertida para compreender o ciclo da água e suas transformações na natureza.

A montagem aposta em esquetes cômicas, jogos corporais e músicas originais, criando uma linguagem acessível e envolvente, que estimula a participação do público ao longo da apresentação. O espetáculo transforma conceitos científicos em experiências sensíveis, aproximando o conhecimento ambiental do universo infantil sem abrir mão da reflexão crítica. Ao rir e interagir, o público é convidado a pensar sobre a importância da preservação dos recursos naturais e sobre a relação cotidiana que todos mantemos com a água.

Com uma estética circense marcada pela palhaçaria, pelo movimento e pela música ao vivo, “Água, de Onde que Tu Vens?” reforça o poder do riso como ferramenta pedagógica e da arte como meio de conscientização. A Trupe do Mar constrói uma experiência que alia diversão, aprendizado e afeto, despertando a curiosidade e a responsabilidade ambiental desde cedo.


Ficha técnica
Espetáculo “Água, de Onde que Tu Vens?”
Elenco e direção de movimento: Thays Oliveira
Elenco, direção geral e composição musical: Alan Plocki
Músico e produção musical: Vini Costa
Realização: Trupe do Mar

Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta, das 9h às 21h30 | Sábados e domingos, 10h às 18h30   

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.: Projeto aposta na literatura para ampliar repertórios e criar vínculos


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com
Imagem: divulgação

A atividade “Viagens e Livros: as Palavras que Trouxemos na Mala” convida crianças, jovens e adultos a embarcarem em uma experiência de mediação literária que atravessa fronteiras geográficas, culturais e imaginárias. A vivência acontece no sábado, 3 de janeiro, das 15h00 às 17h00, na Biblioteca do Sesc Santos, com entrada gratuita e classificação livre.

Conduzida pelos mediadores-atores Maycon Benedito e Juliana Espírito Santo, a proposta se constrói como uma viagem simbólica pelo mundo a partir da literatura para as infâncias. De volta de suas andanças, os mediadores chegam com a mala repleta de livros e histórias, reunindo narrativas de autores de diferentes regiões e contextos culturais. Cada obra escolhida amplia o repertório estético e temático do público, revelando múltiplas formas de ver, sentir e narrar o mundo.

A mediação combina leitura compartilhada, escuta sensível e presença cênica, criando um ambiente acolhedor e participativo. Ao longo do encontro, a diversidade cultural se manifesta tanto nas histórias quanto nas formas de contar, estimulando a imaginação, o diálogo e a construção coletiva de sentidos. A atividade reforça a leitura como uma prática social e comunitária, capaz de aproximar pessoas, gerar pertencimento e fortalecer vínculos afetivos por meio da palavra.

A iniciativa propõe um encontro com a literatura como território de descoberta, afeto e troca. A experiência valoriza a escuta, o respeito às diferenças e a potência das narrativas na formação de leitores críticos e sensíveis desde a infância.


Sobre os mediadores

Maycon Benedito é ator, mediador e produtor cultural, formado em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Atua em projetos de mediação de leitura e ações culturais voltadas à formação de público, articulando teatro, literatura e educação.

Juliana Espírito Santo é atriz, performer, palhaça, diretora, pesquisadora e arte-educadora. Mestre em Artes da Cena pela Unicamp, bacharel em Artes Cênicas pela UEL e graduada em Artes Visuais pelo Claretiano, desenvolve projetos que cruzam arte e educação em instituições culturais e iniciativas socioculturais, com especial atenção às tradições, festas populares e práticas formativas.


Serviço
Atividade "Viagens e Livros: as Palavras que Trouxemos na Mala"
Data: sábado, dia 3 de janeiro
Horário: das 15h00 às 17h00
Local: Biblioteca do Sesc Santos
Entrada: gratuita
Classificação: livre para todas as idades

Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta, das 9h às 21h30 | Sábados e domingos, 10h às 18h30   

Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida / Santos
Telefone: (13) 3278-9800        
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quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

.: Teatro: “Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol” mistura mulheridades e resistência


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com
Foto: divulgação

Depois de circular por estados como Distrito Federal, Minas Gerais e Espírito Santo, o espetáculo “Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol” chega a São Paulo para três apresentações inéditas, abrindo a temporada teatral de 2026 na capital paulista. A montagem ocupa a Sala Dina Sfat do Teatro Ruth Escobar entre os dias 9 e 11 de janeiro, em curta temporada que promete uma experiência cênica sensorial, intimista e profundamente atravessada por reflexões sobre o feminino contemporâneo.

Encenado pela primeira vez em 2022, o espetáculo ganha agora uma versão revisitada, reafirmando sua força estética e discursiva. Com texto, direção e atuação de Cláudia Andrade, a obra se constrói a partir de uma dramaturgia contemporânea de caráter híbrido, que mescla artes cênicas, artes visuais e recursos audiovisuais, criando uma intermidialidade orgânica em cena. As linguagens se sobrepõem e dialogam de forma quase indissociável, ampliando o campo sensível da narrativa e convidando o público a uma escuta atenta e afetiva.

A trama se inicia a partir do encontro improvável de duas mulheres de meia-idade, Silvia e Gimena, em uma parada de ônibus isolada, em algum ponto indefinido do interior do Brasil. Vindas de contextos socioeconômico-culturais distintos, elas se encontram suspensas no tempo e no espaço, envoltas em perguntas que movem a dramaturgia: quem são essas mulheres, de onde vêm, para onde vão e quais desafios enfrentam? O mistério se revela ao longo de uma viagem simbólica e conturbada, marcada por memórias, textos poéticos, canções e imagens que buscam tocar o coração do espectador.

Pontuando essa travessia, surge Gaivota, figura excêntrica, etérea e atemporal, que atua como mensageira entre céu e terra. Sua presença amplia o caráter alegórico da obra e ajuda a tensionar temas como os jogos de poder, a finitude, os estigmas sociais e as múltiplas formas de opressão que atravessam o universo feminino. Em vez de respostas fechadas, “Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol” aposta na ambiguidade e na abertura interpretativa, permitindo que cada espectadora e espectador decifre as personagens a partir de suas próprias vivências.

“É um convite à libertação e à redenção, a partir do reconhecimento do outro em si mesmo, em meio a uma sociedade edificada na desigualdade”, define Cláudia Andrade. O espetáculo também marca um momento especial em sua trajetória artística: trata-se de seu primeiro texto dramatúrgico, construído a partir de colagens de excertos literários e musicais. Autores como Guimarães Rosa, Anaïs Nin, Emily Dickinson e Fernando Pessoa integram essa tessitura poética, conferindo delicadeza e densidade à narrativa.

A origem do projeto remonta a 2017, quando Cláudia participou da oficina Caminhos, fomentada pelo Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF). Inspirado nos versos da canção Caminhos, de Raul Seixas e Paulo Coelho, o texto chamou a atenção do dramaturgo Maurício Arruda, que incentivou a autora a levar a obra do papel ao palco. A estreia aconteceu em abril de 2022, no Teatro Galpão do Espaço Cultural Renato Russo, em Brasília, consolidando o espetáculo como uma experiência cênico-visual potente e sensível.

Em 2024, “Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol” foi novamente contemplado pelo FAC-DF, desta vez para integrar o projeto “Resistência nos Trilhos - Remontagem & Circulação”, que viabilizou sua circulação nacional em 2025 e 2026. Além das apresentações, o projeto inclui ações de acessibilidade, com sessões com intérprete de Libras e audiodescrição, e atividades formativas, como rodas de conversa com o público após os espetáculos.


Ficha técnica
Espetáculo “Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol” 
Dramaturgia e Direção: Cláudia Andrade
Elenco em cena: Cláudia Andrade (Gimena), Eloisa Cunha (Silvia) e Genice Barego (Gaivota)
Elenco videoarte: Áurea Liz (Andarilha), Carlos Góes(Taxista), Demetrius Christophidys (Alonso), Guilherme Angelim (Hernane) e Wol Nunes (Médica)
Assistência à Direção: João Antônio e Violeta Andrade
Videoarte e Videomapping: Aníbal Alexandre e Alisson Lemes
Designer de Luz: Lemar Rezende
Composição e Produção Musical: Mateus Ferrari
Captação de Imagens Videoarte: Lipe Duque
Cenário e Figurino: Cláudia Andrade e Maria Carmen
Valiosas Contribuições Artísticas: Fernando Villar, Humberto Pedrancini e Maurício Arruda
Produção: Aquela Empresa
Produção São Paulo: Gisele Tressi (Linha3)
Assessoria de Imprensa São Paulo: Adriana Monteiro (Oficio das Letras)
Redes Sociais: William Silva
Designer: Alyssa Volpini
Fotos e videos: Andie Freitas, Gabriel Ikeda, James Click, Luiza Palhares, Moisés
Mualém, Humberto Araújo e N4 Produções
Técnicos Montagem SP: Guilherme Boranga e PH
Apoios Culturais: Polly Color Studio, CESAS, Gisno e CDT-UnB


Serviço
Espetáculo “Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol” 
São Paulo: Teatro Ruth Escobar - Sala Dina Sfat - de 09 a 11 de janeiro de 2026
• Sexta-feira, dia 9 de janeiro, às 20h30. Sábado, dia 10 de janeiro, às 20h00 - com acessibilidade em Libras. Domingo, dia 11 de janeiro, às 19h00 - com audiodescrição. Classificação: 16 anos. Duração: 80 minutos. Ingressos: R$ 20,00 a inteira e R$ 10,00 a meia - venda pela plataforma digital: teatroruthescobar.com.br
Parceria: Vivo Valoriza
Redes Sociais (Instagram e Facebook): @trilhasespetaculo
Capacidade: 366 pessoas
Rua dos Ingleses, 209 - Morro dos Ingleses/São Paulo
Inauguração: 1963
Telefone: (11) 3289-2358
@teatroruthescobar.oficial
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