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quarta-feira, 22 de julho de 2026

.: Angela Chaves lança na Flip livro que transforma monumentos do Rio


Criadora da série "Pedaço de Mim", da Netflix, e autora de novelas como "Éramos Seis" e "Os Dias Eram Assim", escritora apresenta "Histórias de Ferro e Pedra", coletânea que convida leitores a redescobrir a cidade pela imaginação


Depois de uma trajetória dedicada à televisão, ao streaming e à literatura, a roteirista Angela Chaves leva sua imaginação às ruas do Rio de Janeiro. Durante a Flip - Festa Literária Internacional de Paraty 2026, a escritora lança "Histórias de Ferro e Pedra", pela Editora Mondru, coletânea de sete contos que transforma estátuas, chafarizes, praças e monumentos cariocas em protagonistas de narrativas fantásticas. O livro será apresentado no dia 24 de julho, às 18h30, no Auditório Areal, durante a mesa "Grades, Praças, Gargalhadas, o indivíduo contra o mundo", ao lado dos escritores Celso Tadhei e Murilo Veludo Ferreira.

Mestra em Literatura Brasileira, Angela escreveu inúmeros programas para televisão e foi autora e colaboradora de séries e novelas como "Éramos Seis", "Os Dias Eram Assim" e "Maysa - Quando Fala o Coração". Mais recentemente, criou e escreveu a série "Pedaço de Mim", da Netflix, e assina a adaptação do romance "Véspera", de Carla Madeira, para a HBO Max. Ao longo da carreira, foi indicada ao Emmy por Maysa. Em 2025, recebeu o prêmio da APCA de Melhor Novela por Pedaço de Mim e também foi indicada ao Rose d'Or Latinos e ao Prêmio ABRA de Roteiro pela mesma obra, que figurou entre as dez séries de língua não inglesa mais assistidas da Netflix no mundo.

Em "Histórias de Ferro e Pedra", Angela parte de uma pergunta simples: e se os monumentos observassem a vida das pessoas? A partir dessa premissa, cria um universo em que esculturas, calçadas, fontes e estátuas escondem desejos, ressentimentos, lembranças e sonhos. Inspirados em monumentos e espaços públicos do Rio de Janeiro, os contos convidam o leitor a observar a cidade como um exercício da imaginação.

A ideia do livro nasceu de um episódio real envolvendo a estátua Inverno, instalada no Passeio Público do Rio de Janeiro. A escultura desapareceu por um período, reapareceu em outro local e depois voltou ao parque, despertando a curiosidade da autora. "Esse livro começou com o encanto pela estátua Inverno e sua história real, quando esteve desaparecida do Passeio Público e apareceu em outro lugar. Depois voltou ao Passeio Público. Isso motivou minha imaginação", conta Angela. A partir desse primeiro impulso, desenvolvido durante um curso de leitura e escrita com Rona Hanning, surgiram os demais contos da coletânea.

Cada conto constrói um pequeno universo fantástico inspirado em um patrimônio real da cidade. A estátua Inverno, moldada em ferro e estanho, sonha com alguém capaz de compreender sua solidão. A deusa Tétis, no Jardim Botânico, observa discretamente os amores humanos. Duas esculturas de leões disputam protagonismo no Largo dos Leões. Uma lagartixa aventureira desafia a imobilidade de Santa Genoveva. As pedras portuguesas de Vila Isabel transformam relações amorosas em partituras melancólicas. Personagens inusitados também habitam o Cemitério São João Batista e o Colégio Orsina da Fonseca.

Ao final de cada narrativa, notas históricas apresentam a origem, a localização e a história dos monumentos que inspiraram a ficção, aproximando fantasia e realidade. Para a autora, a principal proposta da obra é provocar um novo olhar sobre aquilo que faz parte da rotina. "Com este livro, procura-se acordar contadores. Da próxima vez que passar por uma figura de ferro ou pedra, no Rio de Janeiro ou em qualquer lugar do planeta, o convite é olhar o mundo como exercício da imaginação." A orelha da obra é assinada pela escritora Luize Valente, que destaca o caráter poético, memorialístico e lúdico da coletânea.


Sobre a autora
Angela Chaves nasceu no Rio de Janeiro, cresceu na zona norte da cidade e atualmente divide seu tempo entre a zona sul carioca e o sertão do Nordeste. É formada em Letras, mestre em Literatura Brasileira (1993) e atuou como roteirista da Globo entre 1995 e 2021. Atualmente está à frente da produtora Palavra Chave, dedicada ao mercado audiovisual.

Tem cinco livros infantis e infantojuvenis publicados e escreveu séries, novelas e minisséries para a televisão. Entre seus trabalhos estão "Éramos Seis", "Os Dias Eram Assim" e "Maysa - Quando Fala o Coração". Criou e escreveu a série "Pedaço de Mim," da Netflix, e assina a adaptação do romance "Véspera", de Carla Madeira, para a HBO Max.

Foi indicada ao Emmy por "Maysa - Quando Fala o Coração". Em 2025, recebeu o prêmio da APCA de Melhor Novela por "Pedaço de Mim" e também foi indicada ao Rose d'Or Latinos e ao Prêmio ABRA de Roteiro pela mesma obra, que figurou entre as dez séries de língua não inglesa mais assistidas da Netflix no mundo. Nas redes, é @angelachaves66.


Serviço - Flip 2026
Lançamento do livro "Histórias de Ferro e Pedra" (Editora Mondru)
Mesa: "Grades, Praças, Gargalhadas, o indivíduo contra o mundo" – com Angela Chaves, Celso Tadhei e Murilo Veludo Ferreira
Data: sexta-feira, dia 24 de julho de 2026, às 18h30
Local: Auditório Areal, Festa Literária Internacional de Paraty (Flip)
Sessão de autógrafos no estande da Mondru: data e horário a confirmar

.: "Pergunte Alguma Coisa", com Daphne Bozaski e Gabriela Medvedovsky, juntas


Com direção de Guilherme Gobbi, texto inédito de Gustavo Pinheiro foi escrito especialmente para as duas atrizes. Foto: Brunno Rangel


Um atraso. Uma mentira. Um encontro inesperado. Este é o ponto de partida da peça "Pergunte Alguma Coisa", que reúne no palco, pela primeira vez, duas das mais queridas jovens atrizes do Brasil: Gabriela Medvedovsky e Daphne Bozaski. A amizade e parceria das duas vem de longe, quando protagonizaram a novela “Malhação - Viva a Diferença” (2017), o spin off “As Five” (2020) e, mais recentemente, na novela das nove “Três Graças” (2026). Com direção de Guilherme Gobbi, a estreia será no dia 6 de agosto, no Teatro Tucarena, em São Paulo.

 Agora, as atrizes têm um primeiro encontro marcado nos palcos. Escrita especialmente para Daphne e Gabriela por Gustavo Pinheiro - autor de “Dois de Nós”, com Antonio Fagundes e Christiane Torloni, “A Lista”, com Lilia Cabral e “A Tropa”, com Otavio Augusto -, “Pergunte Alguma Coisa” discute e explora uma das questões mais recorrentes nos dias de hoje: quais são os limites entre o que é humano e o que é criado pela tecnologia? Ao longo da temporada, Gabriela e Daphne se revezam nas personagens em diferentes dias, fazendo com que o público nunca saiba quem estará interpretando qual papel.

“Temos visto, cada vez mais, recursos digitais e tecnológicos invadindo áreas que até então eram essencialmente humanas. Todo dia há alguma matéria no jornal falando sobre isso, jovens que fazem terapia com ChatGPT, pessoas se casando com inteligência artificial... as fronteiras entre verdade e mentira parecem cada vez mais borradas e o espetáculo, com duas excelentes atrizes, me parece uma oportunidade preciosa de discutirmos – e rirmos! – disso tudo, com inteligência e acidez”, explica o autor.

Gabriela concorda que a inteligência artificial está rompendo as barreiras da realidade. “Já não se pode confiar no que se vê. Vivemos um tempo de constante dúvida: o que é de fato real? A peça propõe aprofundar a reflexão do tempo em que vivemos, das relações que construímos, das verdades que acreditamos. Como atriz, me interessa trazer para pauta discussões como estas e que envolvam o público, para que a conversa comece no palco e siga reverberando fora dele”, diz Gabriela.

A opinião é compartilhada por Daphne Bozaski. “Até que ponto nós já estamos totalmente absorvidos pelas facilidades da tecnologia? Será que conseguimos pesquisar numa Barsa? E se um fio romper e ficarmos por muito tempo sem comunicação de internet… Será que conseguimos lidar com nossas vidas cotidianas sem nos expor, sem ter a validação do outro? Me questiono sobre isso! Quando Gustavo e Guilherme Gobbi nos chamaram para esse projeto, pensei: É sobre isso! Esse projeto me instiga, traz de uma maneira bem escrita e com uma boa dose de bom humor, temas que me atravessam. Que oportunidade boa para quem nos assiste, se divertir e se questionar sobre inquietações como essas minhas… Que oportunidade! Criar com esses artistas que tanto admiro. Acredito que a arte, mais principalmente o teatro, tem a grande importância de nos fazer refletir sobre a vida. Quem sabe encontramos juntos caminhos para responder essas minhas perguntas e tantas outras”, afirma.

Para Guilherme Gobbi, que estreia na direção em “Pergunte Alguma Coisa”, a peça oferece a oportunidade de trabalhar com duas atrizes que conhece bem: Gobbi foi o responsável por fazer a escalação das atrizes para o trabalho em “Malhação”. “A inteligência artificial já é uma realidade, e seus desdobramentos nas nossas vidas seguem despertando fascínio e medo. O teatro, para mim, é o lugar ideal para discutir temas urgentes como esse. Sempre admirei a maneira como o Gustavo imprime humor e sofisticação em sua escrita, e estou muito feliz em dirigir um texto seu. Soma-se a isso a alegria de trabalhar com duas atrizes extraordinárias, que acompanho há anos e que atravessam um momento brilhante de suas trajetórias”, explica Gobbi.

O diretor convidou a atriz e diretora Debora Lamm para a interlocução artística da montagem. “Desde que começamos a falar desse projeto, o nome da Debora Lamm me veio imediatamente à cabeça. Nossa afinidade artística vem de longe. Temos um olhar semelhante para o trabalho do ator e para a cena. Ao longo do tempo, fomos cultivando o desejo de nos encontrarmos nos palcos. Quando a ideia dessa peça surgiu, tive a sensação clara de que ele oferecia o terreno ideal para isso. Nossas inquietações convergem diretamente com o universo proposto pelo texto do Gustavo”, explica. A direção de produção de “Pergunte Alguma Coisa” é de Celso Lemos.

 
Ficha técnica
Espetáculo "Pergunte Alguma Coisa"
Elenco: Daphne Bozaski e Gabriela Medvedovsky
Texto: Gustavo Pinheiro
Direção: Guilherme Gobbi
Interlocução artística: Debora Lamm
Assistente de direção: Talita Franceschini
Direção de arte:  Natalia Miyashiro
Figurinos: Luiza Romar
Desenho de luz: Marina Meyer
Desenho de som: Lucas Marcier
Direção de movimento: Fabricio Licursi
Fotógrafo: Brunno Rangel
Programação visual: Vinicius Fadel
Assistente de produção: Will Siqueira
Assessoria de imprensa: Alan Diniz e Pedro Neves
Direção de produção: Celso Lemos
Realização: Musa Produções


Serviço
Espetáculo "Pergunte Alguma Coisa"
Teatro Tucarena - Rua Monte Alegre, 1024 - Perdizes / São Paulo | Telefone: (11) 3670-8455
Temporada: de 6 de agosto a 11 de outubro (quinta a domingo)
Horários: quintas, sextas e sábados, às 20h00, dom às 17h00
Ingressos: R$ 140,00 e R$ 70,00 (meia-entrada)
Vendas: www.sympla.com.br ou na bilheteria de terça a sábado, de 14h00 às 20h00, e domingo, de 14h00 às 18h00
Capacidade: 388 espectadores
Acessibilidade: sim
Duração: 60 minutos
Gênero: comédia
Classificação: 12 anos
Redes Sociais: @perguntealgumacoisa

.: "2X Virgínia Rosa": cantriz em dois shows diferentes no Teatro BDO Jaraguá


Nos dois encontros, a cantora e atriz revisita seus dois primeiros discos acompanhada pelos músicos Dino Barioni e Swami Jr., respectivamente. Foto: Lee Kyung Kim

Influenciada por diversos ritmos da música brasileira, como samba, forró, maracatu e baião, a cantora e atriz paulistana Virgínia Rosa, que atualmente também brilha na novela "Coração Acelerado" (TV Globo), celebra sua brilhante trajetória e os 30 anos da produtora MESA2 no projeto "2X Virgínia Rosa" em duas noites no Teatro BDO Jaraguá. Em 25 de julho, às 20h00, ela sobe ao palco ao lado de Dino Barioni para apresentar o show A Voz do Coração. Em 26 de julho, às 18h00, convida Swami Jr. para mostrar o repertório de “Vou na Vida”.

Sobre o projeto de revisitar seus primeiros discos, Virgínia Rosa diz: “Sempre tive vontade de participar de um projeto no qual eu pudesse apresentar shows relacionados aos meus trabalhos fonográficos. Em A Voz do Coração, ao lado do excelente músico Dino Barioni, recrio meu segundo CD, gravado ao vivo. E no show Vou na Vida tenho o privilégio de reencontrar o maravilhoso Swami Jr, que produziu o Batuque, meu primeiro disco”.

Mesmo depois de 25 anos de sua estreia, A Voz do Coração é considerado um marco na carreira da cantora e do violonista e arranjador Dino Barioni. O show fez tanto sucesso na época, nos extintos Supremo Musical e Teatro Crowne Plaza, que a gravadora Lua Discos o registrou ao vivo e lançou-o em CD (2001), também muito bem recebido pelo público e crítica. Composições de Gilberto Gil, Lenine, Luiz Gonzaga, Chico César, Celso Fonseca, Luiz Melodia e outros estão nesse surpreendente repertório.

“Estou contente com o convite e a chance de relembrar esse show tão importante para nós. Meu set incluía guitarra, violão, viola caipira e bandolim e lembro que era divertido chegar carregando tudo aquilo. Era ao mesmo tempo um desafio e grande responsabilidade, pois o repertório exigia muito da minha performance e o papel de um acompanhador solo nos instrumentos de corda, sendo a única referência para a cantora e tendo que fazer todo o preenchimento exige muita concentração. Acho que fizemos uma linda parceria e estou animado para reviver isso”, revela Barioni.

Já “Vou na Vida” revisita o disco “Batuque” (1997), o primeiro e muito elogiado trabalho de Virgínia Rosa. O disco teve produção musical do próprio compositor, arranjador e violonista Swami Jr., que a acompanha novamente no palco. A música que deu título ao álbum, inclusive, foi composta pela dupla e acaba de ganhar uma nova versão na voz de Mônica Salmaso.

Virgínia e Swami se conheceram na histórica banda Mexe Com Tudo, que marcou a noite paulistana nos anos 80 e 90 e excursionou pela Europa, onde gravou e lançou um LP. Swami e Virgínia têm enorme cumplicidade musical e recriam neste lindo e emocionante show canções de Lenine, Chico César, Itamar Assumpção, Zé Miguel Wisnik e outros, além de composições do próprio Swami (diretor musical da cantora Omara Portuondo, diva do Buena Vista Social Club).  

“Além de ser uma glória estar ao lado de Virginia Rosa, esse show traz de volta memórias, afetividades de um encontro que nós tivemos no início da carreira dela. Quando lançamos ‘Batuque’, fizemos dezenas de shows juntos. Foi um período muito fértil e lindo, que eu guardo com carinho. É uma emoção e uma redescoberta reencontrá-la no show ‘Vou na Vida’ e ver que ela segue sendo uma artista incrível, surpreendente e muito vigorosa. É um prazer imenso dividir o palco com ela.”, declara Swami.


Sobre a MESA2
Criada em 1996 por Fernando Cardoso e Roberto Monteiro, inicialmente como uma produtora de vídeo, a MESA2 tem se destacado ao longo dessas três décadas por produzir espetáculos de música e peças de teatro, além de cuidar da carreira de grandes talentos dessas artes como a própria Virgínia Rosa, Debora Falabella, Naruna Costa, Lucinha Lins, Ailton Graça e outros tantos artistas.

Sobre Virgínia Rosa
Virgí­nia Rosa
nasceu e cresceu em São Paulo. Na adolescência, ela e seus primos participaram de festivais estudantis com o Grupo Lógica. Nos anos 1980, foi vocalista da banda Isca de Polí­cia, de Itamar Assumpção, e depois do grupo Mexe com Tudo. Ao longo da carreira, cantou forró, samba, choro, maxixe, jazz, reggae, carimbó, funk, blues, balada, baião, maracatu e até música erudita.

Em 1997, lançou seu primeiro CD solo: "Batuque" (foi indicada ao Prêmio Sharp de Cantora Revelação). Vieram depois "A Voz do Coração", "Samba a Dois", "Virgí­nia Rosa e Geraldo Flach - Voz & Piano", "Baita Negão" e "Virgí­nia Rosa Canta Clara" (que deu origem também a um especial de TV), em que a cantora homenageia Clara Nunes, que teve grande influência nas suas escolhas musicais.

Entre os diversos shows da cantora estão "Na Batucada da Vida", "Palavra de Paulista" e "Divina Elizeth", em que presta homenagem à Elizeth Cardoso – conhecida como "A Divina" –, que marcou o nascimento da bossa nova com o lançamento do disco "Canção do Amor Demais", em 1958. No formato voz e piano, Virgínia canta sucessos da cantora como “Barracão”, “Naquela Mesa”, “Canção de Amor” e “Na Cadência do Samba”. No musical "Cartola - O Mundo É Um Moinho (2016/2017), Virgí­nia interpretou Dona Zica ao lado de Flavio Bauraqui (Cartola).

"Palavra de Mulher" - com DVD lançado em 2015 - merece destaque especial. Nele, Virgínia Rosa, Lucinha Lins e Tânia Alves interpretam e cantam, em clima de cabaré, personagens femininas imortalizadas nas canções de Chico Buarque. O espetáculo estreou em 2008 e, desde então, viaja pelo país sempre arrebatando o público.

Mas Virgínia foi além do canto e começou uma carreira de atriz. Fez sua estreia na televisão na novela "Babilônia" (2015) depois atuou em "Pega Pega" (2017) e na versão de 2019 de "Éramos Seis", todas na Rede Globo. Os trabalhos de Virgínia Rosa incluem ainda a série "Rota 66: A Polícia que Mata", inspirada no livro homônimo de Caco Barcellos, disponível no Globoplay. Atualmente, está no ar como Nora, em Coração Acelerado, novela das 19h da TV Globo, que segue sendo exibida até meados de agosto. 


Serviço
Show "2X Virgínia Rosa"

Sábado, dia 25 de julho, às 20h00 - "A Voz do Coração", com Dino Barioni
Domingo, dia 26 de julho, às 18h00 - "Vou na Vida", com Swami Jr.
Ingressos: R$ 120,00 inteira e R$ 60,00 meia-entrada
Promo combo dois shows - R$ 100,00 (cem reais). Obrigatória a apresentação do ingresso do segundo show na entrada do teatro para obtenção do desconto do combo.
Teatro BDO Jaraguá: Rua Martins Fontes, nº 71, Centro (Metrô Anhangabaú),  (11) 2802-7075 @teatrobdojaragua www.teatrobdojaragua.com.br
Bilheteria: a partir das 17h de sextas-feiras ou pelo link: https://bileto.sympla.com.br/event/121534
Capacidade: 260 lugares |  Duração: 75 minutos | Indicação etária: livre |
Estacionamento na entrada principal do Hotel Nacional Inn Jaraguá Estapar com valor reduzido de R$ 30,00 (trinta reais) ao teatro por até 4h, valorizando a experiência “Bar do Clóvis + show + Restaurante W3 do hotel”

terça-feira, 21 de julho de 2026

.: Atriz Helena Ignez é homenageada por mostra da série Ocupação Itaú Cultural


Exposição celebra a artista em primeira pessoa e destaca sua trajetória no teatro e no cinema com materiais raros, filmes restaurados e programação especial. Aos 87 anos, Helena Ignez segue em plena efervescência, produzindo e atuando nos palcos e sets de filmagens. 
Foto: Fabrício Tadeu / Acervo Andre Sampaio

 
Era o ano 1956 quando Helena Ignez ingressou na Escola de Teatro da Bahia, em Salvador, cidade onde havia nascido em 1939. Começava ali a trajetória de uma das mais importantes atrizes e diretoras do cinema e do teatro brasileiros, cuja vida e obra são marcadas pela liberdade comportamental e artística. Nesta quarta-feira, dia 22 de julho, o Itaú Cultural inaugura mostra da série Ocupação dedicada a ela. Primeira cineasta mulher a receber esta homenagem, a exposição privilegia a voz de Helena, sua liberdade criativa e sua potência em cena, sempre em intensa atividade artística. A mostra permanece em cartaz até 18 de outubro

 Ocupação Helena Ignez rompe o modelo cronológico-biográfico tradicional para construir uma narrativa em primeira pessoa, guiada pela voz da artista e diretora, seu corpo em ação e sua prática artística radicalmente livre. No período em que estiver em cartaz, o público ainda poderá acompanhar uma retrospectiva com 23 filmes na plataforma Itaú Cultural Play, de obras dirigidas, estreladas ou relacionadas a Helena. Com produção da Itaú Cultural Play e direção de Helena e Guerreiro Lopes, está sendo finalizado o curta-metragem Des-criação – a mulher cabeça, para disponibilização na plataforma e no espaço expositivo.

Ainda, o teatro do IC apresentará a peça "Savannah Bay", montada sobre o texto homônimo de Marguerite Duras em 1999 e em 2001, com direção de Rogério Sganzerla, Helena no papel de Madeleine, uma atriz que perdeu a filha afogada na baía de Savannah e enfrenta problemas de memória, e Djin Sganzerla como sua neta. Ocupação Helena Ignez também conta com uma publicação digital e um site com conteúdos exclusivos (itaucultural.org.br/ocupação).

“Helena atravessa a história do cinema e do teatro modernos no Brasil, passando pelos períodos centrais do Cinema Novo, da Belair e da experimentação radical”, observa Galiana Brasil, gerente de Curadorias e Programação Artística. “Ela é uma pessoa em constante reinvenção e, aos 87 anos, segue nessa trilha, firme e altamente criativa”, completa. O núcleo que Galiana gerencia assina a concepção, realização e curadoria da mostra, com consultoria da atriz Djin Sganzerla, e projeto expográfico de Renata Mota.

Partindo dessa premissa, a linha curatorial abraça a ideia de Helena ser uma atriz antimusa para jogar foco em sua produção, vitalidade e potência criativas. De forma transversal, a mostra reúne materiais históricos, registros inéditos, fotos, vídeos, documentos, instalações e trabalhos recentes da artista. Assim, o caminho percorrido vai do cinema, teatro e direção à formação, encontros e experiências políticas, espirituais e humanas da artista.

A sua trajetória como cineasta e no teatro ganham destaque, revelando um percurso menos conhecido do grande público. Como ela mesma diz, a importância do teatro é absoluta, porém sua trajetória como atriz e mais tarde como diretora ainda é pouco conhecida. Fotos, programas, matérias de jornais – o eu inclui uma crítica do jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues, e documentos de processo de trabalho de Helena, compõem esse espaço.

Vale lembrar que, recentemente, em São Paulo, a atriz integrou o elenco de Fim de Partida, clássico de Samuel Beckett, dirigido por Rodrigo Portella, ao lado de Marco Nanini, Guilherme Weber e Ary França. A temporada segue para Fortaleza em julho. Como diretora, seu mais recente longa-metragem é A Alegria é a Prova dos Nove, de 2023.

A exposição
O percurso pela Ocupação começa com uma experiência imersiva, com áudio da própria Helena conduzindo o público e uma projeção central de trechos marcantes de suas atuações, evidenciando o corpo como linguagem e a ação como gesto político.

A mostra dedica um eixo especial à perspectiva da antimusa, com um conjunto impactante de manchetes históricas, imagens e vídeos. A Mulher de Todos ocupa lugar central na exposição, com a exibição do filme em cópia restaurada, o seu cartaz histórico e registros da personagem que ela encarnou: a irreverente Ângela Carne e Osso, ninfomaníaca que faz dos homens de gato-e-sapato, considerada uma interpretação revolucionária no cinema brasileiro por subverter papéis de gênero em plena ditadura.

O espaço dedicado à Belair reúne filmes, fotos, frames, vídeos, materiais de bastidores, trilhas sonoras e textos da época, incluindo documentos em que Helena se posiciona contra a censura. São registros que retratam o período de intensa criação vivido por Helena Ignez ao lado de Rogério Sganzerla e Júlio Bressane, em 1970. Para se ter uma ideia, o grupo realizou seis longas-metragens em poucos meses. A produção foi logo interrompida pela repressão e eles tiveram de partir para o exílio.

Integram esse conjunto materiais de filmes como "Carnaval na Lama", "Copacabana Mon Amour", "Sem Essa Aranha", "Cuidado Madame", "Barão Olavo, o Horrível" e "A Família do Barulho". Este núcleo também incorpora iniciativas de preservação associadas ao projeto, como apoio da Cinemateca Brasileira que contribuiu para a captura fotográfica digital das películas desses títulos, além de "O Bandido da Luz Vermelha", "O Padre e a Moça", "O Grito da Terra" e "A Grande Feira".

 A Ocupação evidencia ainda o trabalho de Helena como diretora, apresentando roteiros, cadernos de processo, vídeos e bastidores de filmes como "A Alegria é a Prova dos Nove" (2023), além de títulos anteriores. Como atriz, a mostra dialoga com sua produção recente, como o longa "Ensaio Sobre o Fracasso" (2020) e sua atuação no teatro em "Fim de Partida", de Samuel Beckett, com direção de Rodrigo Portella, ao lado de Marco Nanini, Guilherme Weber e Ary França.

Um mural com fotos mostra imagens de parcerias de trabalho longevas, como Rogério Sganzerla (1946–2004), Júlio Bressane, Antônio Pitanga, Paulo Vilaça (1939–1991), Cristiano Burlan e Jean-Claude Bernardet (1936–2024); e outros icônicos, como Jô Soares (1938–2022), Maria Gladys, Zé Celso Martinez Corrêa (1937–2023) e Ney Matogrosso.

 

.: Thunderbird homenageia Júpiter Maçã em shows gratuitos nos dias 25 e 26


Paulo Zinner e Lee Marcucci participam do show de domingo. Foto: divulgação

Neste mês do rock, o músico e cantor Luiz Thunderbird está numa residência artística no CCSP com “Noites do Thunder”, uma série de shows gratuitos. No próximo final de semana ele sobre ao tradicional palco paulistano tanto sábado, dia 25 de julho, como domingo, dia 26. No sábado, ele apresenta Orchestra Jupiteriana, um tributo psicodélico à genialidade de Flavio Basso, conhecido como Júpiter Maçã (1968/2015), um dos artistas mais inventivos e cultuados da música brasileira. Idealizado por Luiz Thunderbird, que foi parceiro de Júpiter entre 2005 e 2010, o espetáculo recria ao vivo as sonoridades lisérgicas e as paisagens sonoras do universo jupiteriano, com arranjos que mesclam delicadeza, experimentação e intensidade.

O repertório revisita canções como “Miss Lexotan 6mg Garota”, “Querida Superhist X Mr Frog”, “Um Lugar do Caralho”, “Beatle George”, “Síndrome de Pânico” e “Mademoiselle Marchand”, entre outras. O resultado é uma experiência imersiva, que celebra o legado de Júpiter Maçã e reafirma sua influência sobre novas gerações. A banda formada por músicos que conviveram com Júpiter: Luiz Thunderbird (baixo/vocais), Tatá Aeroplano (vocais e efeitos), Daniel Nakamura (guitarra/vocais), Clayton Martin (bateria/efeitos) e Jimmy Pappon (teclados).

O dia 26 o convite é um passeio pelo pelos anos 70 com “História Ilustrada do Rock Br anos 70”. Thunder (voz/guitarra) é acompanhado por Daniel Nakamura (guitarra), Jimmy Pappon (teclado) e nesse show tem como convidados especiais Paulo Zinner (bateria), um dos fundadores da banda Golpe de Estado e Lee Marcucci (baixo), do fundamental Tutti Frutti, que acompanhou Rita Lee, entre outros, nos anos 70. No repertório, “Sangue Latino”, “Metamorfose Ambulante” e outros clássicos do período. O festival “Noite do Thunder” se encerra no dia 1 de agosto com o show da banda Devotos de Nossa Senhora Aparecida, que está completando 40 anos.


Programação
Dia 25 de julho - Orchestra Jupiteriana
Dia 26 de julho - História Ilustrada do Rock Br anos 70
Dia 1° de agosto - Devotos de Nossa Senhora Aparecida 40 anos

 
Serviço
"Noites do Thunder - Orchestra Jupiteriana"
CCSP (rua Vergueiro, 1000)
Dias 24 de julho, sábado, e 25 de julho, domingo
Horário: sábado, às 20h00, e domingo, às 18h00
Entrada gratuita

segunda-feira, 20 de julho de 2026

.: Ana Paula Tavares vem à Flip para lançar "O Sangue da Buganvília"


Atração oficial da Flip 2026, escritora angolana conquistou o Prêmio Camões de Literatura em 2025 e publica novo livro no Brasil. Foto: divulgação

Nem tudo o que um povo sabe cabe nos livros. Parte desse conhecimento vive nas histórias contadas pelos mais velhos, nas palavras da língua materna, nos provérbios, nas receitas, nos gestos e na maneira de olhar o mundo. É desse saber coletivo que nasce "O Sangue da Buganvília", lançado pela Pallas Editora, novo livro da escritora angolana Ana Paula Tavares, 73 anos. Reunindo mais de 70 crônicas, a vencedora do Prêmio Camões de Literatura 2025 aproxima poesia, história e tradição oral para mostrar como uma cultura continua sendo transmitida entre gerações.

Publicados originalmente na década de 1990 para a RDP África e agora reunidos em livro, os textos percorrem assuntos como língua, patrimônio, tradição oral, guerra, infância, culinária e literatura. Mas o que une essas crônicas é, sobretudo, o olhar da Ana Paula. Historiadora e antropóloga de formação, ela encontra nas pequenas experiências do cotidiano um caminho para entender Angola de um modo abrangente, sem separar o íntimo do coletivo nem a poesia da História.

Ana Paula virá ao Brasil na próxima semana para se juntar à constelação de escritores na Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip 2026. No sábado, 25 de julho, às 15h00, a escritora vai brilhar na mesa 'O boi é só. O boi é só. O boi', na qual conversará com o público presente sobre a sua carreira na literatura e a sua poesia, ambas marcadas pela história de Angola e da luta pela emancipação feminina. Falará também a respeito da sua ligação com o Brasil, a partir dos laços que unem os dois países. 

Nas crônicas deste livro, um provérbio pode dialogar com Virginia Woolf (1882-1941), uma receita tem o poder de revelar tanto sobre um povo quanto um documento de arquivo e uma buganvília é capaz de explicar melhor um país do que qualquer estatística. Em suas páginas, a tradição oral e as vozes dos que chegaram antes deixam de ocupar um lugar periférico para assumir o centro da narrativa. É ali que a autora encontra aquilo que mais a interessa: as formas pelas quais uma cultura continua viva.

Para além de recordar o passado, Ana Paula escreve como quem recebe uma história para passar adiante. A sua literatura recusa a ideia de que a história de um país possa ser contada apenas pelos grandes acontecimentos, aqueles que saem no jornal. Ela também está na língua materna, nos mercados, nas árvores, nos objetos cotidianos, nas mulheres que preservam saberes ancestrais e nas histórias que circulam de uma geração à outra. 

Não por acaso, a planta dá nome ao livro. Na crônica que inspira o título, a buganvília floresce apesar do vento, da seca e do tempo. A imagem costura silenciosamente toda a obra e acaba se confundindo com a própria escrita de Ana Paula Tavares, que insiste em florescer onde muitos enxergariam apenas ruínas. Pela Pallas, Ana Paula já publicou "Amargo como os Frutos - Poesia Reunida" (2010) e participou de "Verbetes para Um Dicionário Afetivo" (2021), ao lado de Manuel Jorge Marmelo, Ondjaki e Paulinho Assunção. Agora é a vez de "O Sangue da Buganvília", que confirma algo que a autora vem construindo há décadas: escrever também pode ser uma forma de cuidar. Cuidar das palavras, da memória e das pessoas que fazem a História existir antes mesmo de chegar aos livros. Compre o livro "O Sangue da Buganvília" neste link.

.: Falta de humanidade nas cidades vira pintura em mostra gratuita em SP


"Tudo Sobre Mim", estreia no dia 23 de julho no Espaço República, e marca a volta de Maazo Heck às exposições individuais após 7 anos, com 25 pinturas inéditas. Foto: divulgação 

Uma exposição gratuita no centro de São Paulo parte de uma inquietação bem atual: a sensação de impotência diante da falta de humanidade nas grandes cidades. "Tudo Sobre Mim", do artista visual Maazo Heck, ocupa o Espaço República entre 23 de julho e 3 de agosto, com 25 pinturas inéditas produzidas ao longo de cinco anos de pesquisa. A exposição marca a primeira mostra individual do artista na capital paulista.

Como parte da programação especial da mostra, o público poderá participar de duas atividades gratuitas conduzidas pelo artista Maazo Heck e pela curadora Michaela A F. No dia 25 de julho, das 15h00 às 16h00, será realizada uma demonstração prática de pintura ao vivo, seguida de um bate-papo sobre o processo criativo, a pesquisa artística e os conceitos que permeiam a exposição. 

Já no dia 1º de agosto, também das 15h00 às 16h00, os visitantes poderão acompanhar uma visita guiada com o artista e a curadora, que apresentarão detalhes sobre as obras, os símbolos presentes na série e os caminhos que deram origem à mostra “Tudo Sobre Mim”. 

Ao entrar na mostra, o visitante encontra pinturas que transitam entre a figuração e a abstração. Corpos parcialmente ocultos por tecidos dividem espaço com imagens que se aproximam do símbolo, criando composições de forte impacto visual em que as dobras, os volumes e as formas assumem protagonismo.

O título "Tudo Sobre Mim" carrega uma ironia. Embora a série tenha origem nas inquietações pessoais do artista, as pinturas não propõem uma narrativa autobiográfica. A partir de experiências íntimas para construir imagens abertas a diferentes interpretações, Maazo transforma questões individuais em uma reflexão sobre a condição humana. A série nasceu da inquietação que acompanha o artista há anos. O contato cotidiano com a realidade das pessoas em situação de rua e a sensação de impotência diante da crescente falta de humanidade nas grandes cidades tornaram-se o ponto de partida para a pesquisa desenvolvida desde 2020.

"Minha angústia é a falta de humanidade. Convivo diariamente com cenas que me atravessam e permanecem comigo. A pintura foi a forma que encontrei de transformar esse incômodo em reflexão", afirma Maazo. Segundo a curadora Michaela A F, os tecidos ocupam um papel central na construção da série, revelando e ocultando simultaneamente figuras, formas e significados. "Em alguns momentos, deixam de remeter a um corpo específico e passam a operar como símbolos abertos, evocando vestígios cuja significação permanece em suspensão".

Formado em Belas Artes, Maazo desenvolveu grande parte de sua trajetória artística em Salvador, onde realizou sua última exposição individual, no Palacete das Artes, atual Museu Rodin Bahia. Desde então, participou de exposições coletivas e salões de arte, mantendo ativa sua pesquisa artística e integrando um grupo permanente de cinco artistas que se reúne para discutir processos criativos e arte contemporânea.

Hoje, mantém seu ateliê no Espaço República, ambiente que considera fundamental para o desenvolvimento de seu trabalho. A convivência diária com outros artistas e o incentivo promovido pelo gestor do espaço, o artista plástico Philip Haji-Touma, ampliam as oportunidades de diálogo, intercâmbio e circulação de sua produção. 

"Uma exposição sempre muda quando sai do ateliê e encontra o público. É nesse momento que o trabalho ganha outra dimensão. Minha expectativa é que as pessoas percorram esse caminho comigo e construam suas próprias interpretações", conclui Maazo. 


Serviço
Exposição "Tudo Sobre Mim"
Entrada gratuita
Artista: Maazo Heck
Curadoria: Michaela A F
Período: 23 de julho a 3 de agosto
Horário de visitação: das 13h00 às 19h00
Espaço República | Avenida São Luís, 86, 5º andar - São Paulo
Programação especial: 25 de julho | 15h00 às 16h00: pintura ao vivo e bate-papo com o artista Maazo Heck e a curadora Michaela A F
1º de agosto | 15h00 às 16h00: visita guiada com o artista Maazo Heck e a curadora Michaela A F


sábado, 18 de julho de 2026

.: Teatro: "Abracadabra - O Circo Musical" une arte e conscientização sobre a água


Com patrocínio da Sabesp, a superprodução circense leva ao público uma experiência imersiva que combina música, acrobacias e mensagens sobre a importância da preservação dos recursos hídricos. Foto: divulgação / Sabesp

O espetáculo "Abracadabra - O Circo Musical", superprodução do Reder Circus em homenagem aos 90 anos de Dedé Santana, estará em cartaz até novembro, na Arena Sabesp, que fica no Mooca Plaza Shopping, em São Paulo. Patrocinada pela Sabesp por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a atração será apresentada na Arena Sabesp e promete reunir entretenimento, música, ilusionismo, acrobacias e tecnologia em uma experiência voltada para toda a família.

O espetáculo reúne mais de 60 artistas em cena, orquestra ao vivo e participação especial do medalhista olímpico Diego Hypólito. Além de celebrar a trajetória de um dos maiores nomes do humor brasileiro, a produção incorpora, de forma lúdica, mensagens sobre a importância da água, do saneamento e do uso consciente dos recursos hídricos, conectando entretenimento e conscientização ambiental.

Ao apoiar o projeto, a Sabesp reforça seu compromisso com o incentivo à cultura e com iniciativas que promovem educação, cidadania e desenvolvimento social. O patrocínio também amplia a presença institucional da Companhia por meio do naming Arena Sabesp, fortalecendo a associação da marca a experiências culturais de qualidade.

Durante toda a temporada, a Sabesp promoverá ativações voltadas ao público infantil e às famílias. Entre elas, estará um espaço dedicado ao Clubinho Sabesp, onde as crianças poderão participar de atividades educativas sobre água e saneamento. Ao longo das apresentações, o público também será convidado a participar de jogos de perguntas e respostas sobre o uso consciente da água e a importância do saneamento básico, com distribuição de brindes.

Com uma programação que combina arte, humor, música e tecnologia, o espetáculo transforma o universo do circo em um espaço de aprendizado e diversão, reforçando a importância da água como elemento essencial para a vida e para o desenvolvimento das cidades.
 

Serviço
"Abracadabra - O Circo Musical"
Temporada: de julho a novembro de 2026.
Horários: quintas e sextas-feiras, às 19h45. Sábados, às 16h00 e às 19h30. Domingos, às 15h00 e às 18h30.
Local: Arena Sabesp – Mooca Plaza Shopping
Rua Capitão Pacheco e Chaves, 313 – Vila Prudente – São Paulo/SP

Atrações
Dedé Santana, em comemoração aos seus 90 anos;
Participação especial de Diego Hypólito;
Mais de 60 artistas em cena;
Orquestra ao vivo;
Ilusionismo e acrobacias.

.: Biblioteca de São Paulo diversas atividades na programação de julho


A programação inclui ainda a experiência coletiva "Contaí", que recebe a Trupe Arlequinos e Colombinas e a atriz Kiara Terra, na imagem. Foto: divulgação

A Biblioteca de São Paulo (BSP), equipamento da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerido pela SP Leituras, realiza, ao longo de julho, uma programação gratuita com atividades para diferentes públicos. A agenda reúne exposição multissensorial, sessões de cinema, contação de histórias, espetáculo, oficina de esgrima histórica, de amigurumis e xadrez, clubes de leitura e atividades especiais de férias. As atividades acontecem em diferentes espaços da biblioteca, são gratuitas e, em sua maioria, não exigem inscrição prévia, com vagas preenchidas por ordem de chegada.

Entre os destaques está a exposição "Sentir pra Ver: Gêneros da Pintura na Pinacoteca de São Paulo", em cartaz até 2 de agosto, no piso térreo. Com recursos multissensoriais, como reproduções em relevo, audiodescrição e videolibras, a mostra apresenta 14 reproduções fotográficas de obras do acervo da Pinacoteca, abrangendo natureza-morta, retrato, paisagem e abstração, com acesso garantido a pessoas com deficiência. Ao longo de julho, o espaço também recebe a programação Férias na Biblioteca, que ocupa o período de recesso escolar com atividades lúdicas para crianças e jovens, como gincana, campeonato de ping pong, jogos de tabuleiro e desafios de leitura dinâmica (datas e horários abaixo).

O BiblioCine exibe filmes para toda a família com distribuição de pipoca. No dia 19 de julho, às 15h00, a programação traz "DC Liga dos Superpets", animação que acompanha Krypto, o Supercão, em uma missão de resgate ao lado de animais com superpoderes. Já no dia 26 de julho, no mesmo horário, será exibido "Lego Ninjago - O Filme", em que pai e filho entram em um confronto épico para testar uma equipe de ninjas modernos.

No dia 19 de julho, às 14h00, a BSP recebe o espetáculo "O Gabinete de Maravilhas do Seu Lé", da companhia Furunfunfum, na tenda da biblioteca. O microcirco ambulante acoplado a uma bicicleta mistura teatro de rua, circo, física e acústica em números interativos para todas as idades. O Clube de Leitura BSP - Histórias Compartilhadas acontece no dia 18 de julho, às 15h00, com discussão sobre a obra "Crônica de Uma Morte Anunciada", de Gabriel García Márquez, com mediação de Claudia Aratangy.

A programação inclui ainda a experiência coletiva "Contaí", que recebe a Trupe Arlequinos e Colombinas no dia 18 de julho, às 15h00, com atrizes e pesquisadoras da cultura popular e Libras no teatro. No dia 25 de julho, também às 15h00, o Contaí conta com participação da atriz, escritora e pesquisadora da narrativa oral e da Sociologia da Infância Kiara Terra. No dia 25 de julho, das 16h00 às 18h00, acontece mais uma edição da batalha de rima com Carandirap.

Nos dias 25 e 26 de julho, das 10h00 às 18h00, a Federação Paulista de Esgrima Histórica realiza a primeira edição da Copa SP – Torneio de Armas Mistas, com a AEEA Stahlfechter, em que atletas combatem com espadas de diversos períodos históricos, unindo esporte, estratégia e história. Confira a programação completa abaixo.


Exposição
Até 2 de agosto -
"Sentir pra Ver: Gêneros da Pintura na Pinacoteca de São Paulo" (das 9h30 às 18h30, piso térreo)

Férias na Biblioteca
21 de julho -
Campeonato de Ping Pong (15h00)
22 de julho - Leitura Dinâmica (15h00)
23 de julho - Gincana (15h00)
24 de julho - Jogo de Adivinhações O Termo (15h00)

BiblioCine
19 de julho -
DC Liga dos Superpets (15h00, auditório)
26 de julho - Lego Ninjago – O Filme (15h00, auditório)

Contação de Histórias - "Contaí"
18 de julho -
Arlequinos e Colombinas, com Trupe Arlequinos e Colombinas (15h00, piso térreo)
25 de julho - Kiara Terra (15h00)

Carandirap
25/07 -
Batalha de rima com Carandirap (16h00)

Espetáculo
19 de julho -
 "O Gabinete de Maravilhas do Seu Lé", com Furunfunfum (14h00 às 15h00, tenda)

Oficina de Xadrez – Jogada de Mestre
19 de julho - Oficina de Xadrez – Jogada de Mestre (16h00)
26 de julho - Oficina de Xadrez – Jogada de Mestre (16h00)

Empreendedorismo BSP
18 de julho -
Oficina de bordado livre (14h00)
25 de julho, 1° e 8 de agosto - Oficina de amigurumis, com Coletivo Meiofio (14h00 às 16h00, tenda)

Clubes de leitura
18 de julho - Clube de Leitura BSP -
Histórias Compartilhadas: "Crônica de Uma Morte Anunciada", de Gabriel García Márquez (15h00)

Copa SP: Torneio de Armas Mistas
25 e 26 de julho -
Copa SP: Torneio de Armas Mistas, com AEEA Stahlfechter (10h00 às 18h00, tenda)

Oficina de demonstração - Esgrima Histórica
26 de julho
- Esgrima Histórica na BSP (10h00), com a AEEA Stahlfechter

Sarau da Juventude
26 de julho -
Sarau da Juventude com Equipe BSP (14h00)


Serviço
Biblioteca de São Paulo

Av. Cruzeiro do Sul, 2.630, Santana, Parque da Juventude, São Paulo/SP (ao lado do Metrô Carandiru – Linha 1-Azul)
Horário de funcionamento: de terça a domingo e feriados, das 9h30 às 18h30
Entrada gratuita.


.: Sesc Santos em programação gratuita dedicada às “Mulheridades Latinas”


Dentro da programação no Sesc Santos, a equatoriana Pipa Luke apresenta a intervenção circense Oceano Pacífico, que combina malabarismo, dança e bambolês ao som de músicas andinas ancestrais e sonoridades afro-equatorianas. Foto: divulgação


Em celebração ao Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, comemorado em 25 de julho, o Sesc Santos apresenta a programação especial "Mulheridades Latinas", até dia 22 de julho, reunindo convidadas da Venezuela, República Dominicana, Haiti e Equador. Por meio de vivências, oficinas e intervenções, pesquisadoras e artistas compartilham saberes, expressões artísticas, histórias e referências culturais de seus países de origem, evidenciando a pluralidade de suas identidades e as conexões entre suas trajetórias como mulheres negras migrantes da América Latina e do Caribe.

Entre os destaques da programação, Vanessa Páez (Venezuela) e Aline Lopes (Brasil) conduzem a vivência "Tr", que reúne canções e ritmos tradicionais latino-americanos às técnicas de trançado de cabelos. O encontro promove a troca de histórias de vida, experiências relacionadas à beleza e empoderamento. Jazu Weda (Haiti) apresenta Ritmos Haitianos – Folkló, experiência que convida o público a conhecer ritmos tradicionais haitianos ligados ao Folkló por meio da música e do movimento.

A equatoriana Pipa Luke apresenta a intervenção circense Oceano Pacífico, que combina malabarismo, dança e bambolês ao som de músicas andinas ancestrais e sonoridades afro-equatorianas. A artista também realiza a atividade Bambolê, proposta lúdica voltada para toda a família explorar o movimento de forma livre e divertida.

A gastronomia da República Dominicana ganha destaque na oficina Sabores da República Dominicana: Los Tres Golpes, conduzida por Luisa Salomé Alvarez. A atividade apresenta o tradicional café da manhã dominicano, conhecido como Los Tres Golpes, explorando seus principais ingredientes e as referências culturais que envolvem esse prato típico.


Serviço
"Mulheridades Latinas"
De 16 a 22 de julho de 2026
Sesc Santos
sescsp.org.br/santos


Vivências
Dia 18 de julho.
 "Trançar Mulheridades Latinas". Com Vanessa Páez (Venezuela) e Aline Lopes (Brasil). Quinta, 14h às 16h. Sábado,15h às 16h30. Sala 1 | Grátis – Inscrições 15 min. antes | A partir de 16 anos.

Dia 18 de julho. "Ritmos Haitianos - Folklò". Com Jazu Weda (Haiti). Sábado, 11h às 12h. Foyer do Teatro | Grátis – Inscrições 15 min. antes | Todas as idades.

Dia 19 de julho. "Vivência de Bambolê". Com Pipa Luke (Equador). Domingo, 15h às 17h | Convivência | Grátis – Inscrições 15 min. antes | Todas as idades.


Intervenção
Dia 19 de julho.
"Oceano Pacífico". Com Pipa Luke (Equador). Domingo, 14h30 às 15h | Convivência | Grátis – Inscrições 15 min. antes | Todas as idades.

Oficina
Dia 22 de julho.
 "Sabores da República Dominicana: Los Tres Golpes". Com Luisa Salomé Alvarez (República Dominicana). Quarta, 15h às 16h | Foyer do Teatro | Grátis – Inscrições 15 min. antes | A partir de 16 anos.


Sesc Santos   

Rua Conselheiro Ribas, 136, Aparecida
(13) 3278-9800  
sescsp.org.br/santos
Instagram. Facebook. @sescsantos     


 

sexta-feira, 17 de julho de 2026

.: "100 Dias" atraca na Flip e terá painel especial com Amyr Klink e convidados


Com mediação de Marcelo Tas, o encontro acontece na Casa da Cultura, no dia 23 de julho, e reúne navegador, diretor e roteiristas para compartilhar os desafios de transformar um dos maiores clássicos da literatura brasileira de aventura de não-ficção em experiência cinematográfica. Na imagem, Filipe Bragança como Amyr Klink em “100 Dias”. Foto: Fabio Braga/ Pivô Audiovisual


Quarenta anos após a histórica travessia que marcou gerações de leitores, a jornada de Amyr Klink ganha um novo capítulo. Durante a Flip - Festa Literária Internacional de Paraty, o navegador, o ator Filipe Bragança, o diretor Carlos Saldanha e as roteiristas Elena Soarez e Thais Tavares participam da mesa “100 Dias - Entre o Livro e o Filme. Os Caminhos para Transformar Um Clássico da Literatura Brasileira em Experiência Cinematográfica”, que abordará o processo de adaptação de "Cem Dias Entre Céu e Mar" para o cinema.

O filme "100 Dias" estreia em 29 de outubro e acompanha a histórica expedição de Amyr Klink pelo Atlântico Sul, realizada sozinho, em um barco a remo. Mais do que retratar uma travessia extraordinária, o longa acompanha a jornada de um homem confrontado por seus medos, limites e inseguranças. O painel durante a Flip propõe uma conversa sobre o processo de adaptação de "Cem Dias Entre Céu e Mar", obra que inspirou o longa-metragem, compartilhando as escolhas narrativas e revelando os bastidores para levar às telas uma das histórias mais marcantes da literatura brasileira contemporânea.

A conversa abordará Amyr Klink revisitando a trajetória que transformou sua expedição pelo Atlântico Sul em um clássico da literatura brasileira, enquanto Carlos, Elena e Thais revelarão os bastidores da adaptação. Ao final, Filipe Bragança se junta ao grupo para compartilhar sua preparação para interpretar Amyr e os desafios de levar às telas um personagem inspirado em uma figura tão emblemática da navegação brasileira.

“100 Dias - Entre o Livro e o Filme. Os caminhos para transformar um clássico da literatura brasileira em experiência cinematográfica” acontecerá no dia 23 de julho, às 17h00, na Casa da Cultura, em Paraty, no Rio de Janeiro. A mediação ficará a cargo de Marcelo Tas, jornalista, apresentador e comunicador reconhecido por sua longa trajetória à frente de entrevistas e debates. Para maiores informações sobre a FLIP, acesse o site oficial do evento.

Além da participação do filme na programação da Flip, a Companhia das Letras aproveita o evento para lançar a nova edição de "Cem Dias Entre Céu e Mar", obra que inspira o longa "100 Dias". Publicado originalmente em 1985, cerca de um ano após a histórica travessia de Amyr Klink a bordo da "lâmpada flutuante" - como o navegador carinhosamente apelidou seu barco -, o livro acompanha, em primeira pessoa, a expedição que transformou seu autor em um dos maiores nomes da literatura de viagem brasileira.

Com o texto revisado e novo projeto gráfico, a edição celebra os 41 anos da publicação e convida uma nova geração de leitores a revisitar a jornada que agora também ganha vida nas telas. Na sexta-feira, 24 de julho, Amyr Klink participará de uma sessão de autógrafos da nova edição, em um encontro com leitores durante a Flip. A sessão será realizada no Bar Atlântico, no Centro Histórico de Paraty, das 17h00 às 19h00, com acesso por ordem de chegada.

.: Espetáculo "Olga" tem curtíssima temporada gratuita no Teatro Paulo Eiró


A Companhia Ensaio Aberto, do Rio de Janeiro, estreia em São Paulo em 25 de julho, com entrada gratuita. Com direção de Luiz Fernando Lobo, a peça relembra a trajetória da militante Olga Benario Prestes. Foto: divulgação


O espetáculo “Olga" será encenado pela primeira vez em São Paulo, no Teatro Paulo Eiró, a partir de 25 de julho. A dramaturgia de Luiz Fernando Lobo parte de pesquisa em arquivos brasileiros, europeus e americanos, em documentos primários.  A Ensaio Aberto reabre arquivos, escava e traz à tona documentos que confrontam a história oficial. “Os documentos, mesmo os aparentemente mais claros, não falam senão quando sabemos interrogá-los”, diz o historiador Marc Bloch. E complementa: “Nunca, em nenhuma ciência, a observação passiva gerou algo de fecundo”.

“Olga” é um Teatro Documentário, que tem em Piscator e Peter Weiss seus precursores. A encenação realiza uma nova abertura da história ao apontar as contradições e camuflagens produzidas pela história oficial. Nascida em Munique, em 1908, Olga Benario Prestes militou no movimento comunista desde a adolescência, enfrentando desde cedo a repressão policial. Foi treinada como agente do Comintern (Internacional Comunista) em Moscou e, em missão política, veio ao Brasil nos anos 1930 com Luiz Carlos Prestes. Foi presa em 1936 e deportada com 7 meses de gravidez para a Alemanha de Hitler, por ordem de Getúlio Vargas, colaborador da polícia nazista. Foi assassinada, em 1942, numa câmara de gás do campo de concentração de Bernburg. Sua filha, Anita Leocádia Prestes, sobreviveu graças a uma mobilização internacional. Como diz a própria Anita Prestes: “Sou filha da solidariedade internacional”.

Olga, assim como outros militantes, foi expulsa do país sem nenhum processo legal, violando os princípios do direito internacional. “Contamos para lembrar, para rememorar, para reparar e, sobretudo, para repensar caminhos. Durante muitos anos, repetiu-se à exaustão mentiras. A história oficial, no Brasil, negou aos revolucionários de 1935 qualquer papel relevante. O que era um levante armado, virou Intentona”, diz o diretor Luiz Fernando Lobo.

“Os torturadores de 1935, 1936 e 1937 nunca foram punidos. Vencedores e vencidos tiveram o mesmo tratamento da história: o esquecimento ou a falsificação da realidade. Mas há uma diferença. É o esquecimento que permite a impunidade e consequentemente a perpetuação de crimes abomináveis. Para os torturados, para os presos, para os deportados, para os mortos, só a rememoração dessas derrotas pode reabilitá-los diante da história e evitar, como diz Benjamin, ‘a segunda morte das vítimas do passado’”, diz Lobo.

“O levante de 1935 foi o primeiro levante armado contra os fascistas no mundo. Quase 100 anos depois, assistimos a extrema direita ganhar força em todo mundo. E esse é o papel do teatro documentário: estar à altura da realidade”, defende Tuca Moraes.

Comunista, internacionalista e antifascista, Olga começou a militar com 16 anos. Era uma mulher de grande coragem e inteligência. Aviadora, paraquedista, exímia atiradora, exímia nadadora, amazona. Com 18 anos, entra na clandestinidade por realizar uma ação armada para libertar seu companheiro e mentor político, Otto Braun, de um presídio de segurança máxima. Em 1935, Olga vem para o Brasil como segurança de Luiz Carlos Prestes, o Cavaleiro da Esperança. E em 5 de março de 1936, quando a polícia “estoura” o esconderijo dos dois, já casados, no Méier, ela se coloca na frente de Prestes e o salva de ser morto pela polícia de Getúlio Vargas. Ela foi assassinada, mas sua luta continua até os dias de hoje.

O espetáculo tem dramaturgia e direção de Luiz Fernando Lobo. O elenco é composto pelos atores do núcleo artístico da Companhia Ensaio Aberto. Tuca Moraes interpreta Olga. A equipe artística do espetáculo é encabeçada por J.C. Serroni (cenário), Beth Filipecki e Renaldo Machado (figurino), Cesar de Ramires (iluminação), Felipe Radicetti (direção musical e trilha original) e Aninha Barros (produção executiva).

“Olga” foi apresentado em 30 sessões em agosto e setembro de 2025 no Armazém da Utopia, para onde volta em temporada em agosto e setembro de 2026. Nas apresentações na sede da Companhia Ensaio Aberto, há a triste coincidência de que foi deste porto do Rio de Janeiro que Olga Benario Prestes foi deportada no navio La Coruña para a Alemanha.

Sobre a Companhia Ensaio Aberto
A Companhia Ensaio Aberto nasceu no ano de 1992 com a proposta de retomar o teatro épico no Brasil e fazer dos palcos uma arena de discussão da realidade, resgatando sua vocação crítica e política. Desde que foi fundada pelo diretor Luiz Fernando Lobo e pela atriz Tuca Moraes, a Ensaio Aberto explora a ideia do ensaio como experimento e busca retomar a função social do teatro, transformando a relação palco-plateia.


Ficha técnica
Espetáculo "Olga"
Direção e dramaturgia: Luiz Fernando Lobo
Direção de produção: Tuca Moraes
Cenografia: J.C.Serroni
Figurinos: Beth Filipecki e Renaldo Machado
Iluminação: Cesar de Ramires
Direção musical e trilha original: Felipe Radicetti
Produção executiva: Aninha Barros
Elenco: Tuca Moraes (como Olga), Ana Clara Assunção, Bibi Dulles, Dani Arreguy, Daniel de Mello, Gilberto Miranda, Kyara Zenka, Leonardo Hinckel, Luiz Fernando Lobo, Mateus Pitanga e Rossana Rússia


Serviço
Espetáculo "Olga"
Gratuito
De 25 de julho a 2 de agosto
Local Teatro Paulo Eiró, Av.Adolfo Pinheiro, 765, Santo Amaro, São Paulo
Horário quarta a sábado, às 20h00 | Domingo, às 19h00
Lotação 291 lugares

Ingressos
Retirada de ingressos antecipados por lotes pelo www.sympla.com/armazemdautopia
Abertura da casa uma hora antes do início do espetáculo, com cota de ingressos liberados no dia por ordem de chegada, sujeito a lotação. Agendamento de grupos pelo whatsapp (21) 97976-0046.

Classificação indicativa: 14 anos.
Duração: 70 minutos.
Haverá intérprete de libras nos dias 30 de julho (quinta-feira) e 31 (sexta-feira)
A temporada do espetáculo Olga em São Paulo é patrocinada pela Petrobras, por meio da Lei Rouanet, Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura.
E também tem apoio do Termo de Fomento Transfere.Gov 934254/2022, celebrado entre o Instituto Ensaio Aberto e o Ministério da Cultura e a Fundação Nacional das Artes.

.: Luiz Ayrão celebra 55 anos de carreira em show no Sesc Belenzinho


Compositor de clássicos da música brasileira apresenta repertório que percorre mais de cinco décadas de sucessos, incluindo canções eternizadas por Roberto Carlos e interpretações marcantes de sua carreira. Foto: Luis França

Autor de algumas das canções mais conhecidas da música popular brasileira, Luiz Ayrão sobe ao palco do Sesc Belenzinho no dia 24 de julho para celebrar seus 55 anos de carreira. O show reúne sucessos que marcaram diferentes momentos de sua trajetória como compositor e intérprete, e sua contribuição ao samba e à MPB.

Carioca do bairro do Lins de Vasconcelos, na Zona Norte do Rio de Janeiro, Luiz Ayrão iniciou sua trajetória na música na década de 1960. Seu nome ganhou projeção nacional quando teve composições gravadas por Roberto Carlos, entre elas “Nossa Canção” (1967) e “Ciúme de Você” (1970), obras que se tornaram clássicos da música brasileira.

Como cantor, estreou em festivais no final dos anos 1960 e, ao longo da década seguinte, consolidou sua carreira com sucessos como “Porta Aberta”, homenagem à escola de samba Portela, além de “No Silêncio da Madrugada”, “Bola Dividida”, “Os Amantes”, “Saudades da República”, “Meu Canarinho e Águia na Cabeça”.

Portelense declarado, Luiz Ayrão construiu uma obra que transita entre o samba, o romantismo e a música popular brasileira. Em mais de cinco décadas de carreira, lançou cerca de 40 álbuns no Brasil e na América Latina, vendeu aproximadamente 11 milhões de discos e acumulou 11 Discos de Ouro, oito Discos de Platina e dois Discos de Diamante.

Nos últimos anos, manteve a produção artística ativa. Em “Um Samba de Respeito”, álbum lançado pela Universal Music, reuniu convidados como Zeca Pagodinho, Zeca Baleiro, Xande de Pilares, Alcione, Diogo Nogueira, Péricles, Monarco, Toninho Geraes e Demônios da Garoa em um trabalho dedicado ao samba e às suas vertentes.


Ficha técnica
Teclado: Belmiro de França (Bel)
Cavaquinho: Celsinho do Cavaco
Contrabaixo: Alê Gregório
Violão: Nego SP
Bateria: Márcio Teixeira
Percussão: a definir
Assistente de produção/ Direção: Daniel Amabile
Coordenação de produção/ Representante legal: Jorge Moreira
Fotografia: Luís França
Empresa representante: Orapronobis Produções Culturais


Serviço
Show: Luiz Ayrão

Sexta, 24 de julho, às 20h30
Valores: R$ 60,00 (inteira), R$ 30,00 (meia-entrada), R$ 18,00 (Credencial Plena - Sesc).  
Ingressos à venda no portal sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades Sesc.  
Limite de dois ingressos por pessoa.  
Local: Comedoria (1000 lugares). Classificação: 14 anos. Duração:  90 min. 

Sesc Belenzinho  
Rua Padre Adelino, 1000 - Belenzinho / São Paulo
Telefone: (11) 2076-9700  
sescsp.org.br/Belenzinho
Transporte público | Metrô Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m) 
Estacionamento | De terça a sábado, das 9h00 às 21h00. Domingos e feriados, das 9h00 às 18h00.
Valores: credenciados plenos do Sesc: R$ 10,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 20,00 a primeira hora e R$ 5,00 por hora adicional.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

.: "Entre Irmãos" retorna a São Paulo em nova configuração cênica no Teatro Vivo


Após o sucesso em 2025, a comédia dramática que investiga os afetos masculinos retorna em uma encenação intimista, convidando o público a vivenciar, com ainda mais proximidade, o confronto visceral entre dois irmãos. Foto: Heloísa Bortz


Um dos espetáculos mais comentados da temporada paulistana de 2025 vai voltar. "Entre Irmãos", a comédia dramática de Otávio Martins, que divide o palco com Fernando Pavão, e direção de Marcos Damigo, retorna aos palcos de São Paulo em nova temporada no Espaço de Convivência do Teatro Vivo. As apresentações acontecem a partir de 24 de julho, às sextas e sábados, às 20h00, e aos domingos às 18h00, com classificação etária de 16 anos e duração de 75 minutos. 

A volta chega com um elemento que muda radicalmente a experiência do espectador: o Espaço de Convivência do Teatro Vivo permite uma configuração cênica de extrema proximidade entre plateia e atores, colocando o público literalmente dentro do velório, como convidado presente no momento mais íntimo e explosivo do reencontro entre os dois irmãos. Se o minimalismo já era a marca da produção, palco nu, sem cenografia, um único foco de luz representando o caixão do pai, agora esse recurso ganha uma dimensão ainda mais visceral. Não há onde se esconder. Nem para os personagens, nem para quem os assiste. 

"Vai ser interessante, inclusive para quem já viu a peça, experimentar essa nova configuração, onde os atores estão no mesmo espaço que os espectadores. A história ganha força com uma experiência assim, mais imersiva.", explica Marcos Damigo. 

Desde a estreia em fevereiro de 2025, no Teatro Colinas de São José dos Campos, com casa cheia, "Entre Irmãos" percorreu o Teatro FAAP em São Paulo e seguiu em turnê por diversas cidades do Brasil ao longo de 2025, acumulando cobertura em veículos como Veja SP, IstoÉ, Terraço Paulistano e R7 Entretenimento. O espetáculo foi recebido como um evento cultural de relevância por tratar, sem moralismo e sem fórmulas fáceis, de um tema profundamente universal: o que acontece com os afetos dentro de uma família quando o silêncio dura mais tempo do que o amor consegue suportar. 

A combinação de dois atores amplamente reconhecidos pelo público, Fernando Pavão, vencedor do Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Ator por Mary Stuart, e Otávio Martins, vencedor do Prêmio Contigo! De Melhor Ator por Sideman, uma direção precisa de Marcos Damigo e o texto de Otávio Martins que equilibra gargalhadas e emoção genuína transformou "Entre Irmãos" em mais do que teatro. Transformou numa conversa que o público leva para casa. 

"Há algo nessa peça que as pessoas reconhecem imediatamente, mesmo que nunca tenham vivido exatamente aquela situação. Todo mundo tem uma história de silêncio com alguém que ama. A gente só coloca isso em cena", diz o ator e dramaturgo Otávio Martins. Fernando Pavão reforça: "Fazer essa peça noite após noite nunca é igual. O público traz a energia do que está vivendo. Nas cidades por onde passamos, as pessoas ficavam na plateia depois do espetáculo sem querer ir embora. Isso diz muita coisa sobre o que 'Entre Irmãos' toca". 

O espetáculo narra o reencontro de dois irmãos no velório do pai após mais de duas décadas de afastamento. O mais velho sacrificou projetos e paixões para cuidar da família. O mais novo, hoje fotojornalista premiado, fugiu em busca de si mesmo pelo mundo. Quando se encontram diante do caixão, os ressentimentos acumulados emergem com força total. Mas uma revelação inesperada do passado obriga os dois a revisitar quem eram, o que sofreram e o que fizeram um ao outro. 

A peça coloca a saúde mental masculina no centro da narrativa: a dificuldade de nomear a dor, a culpa transmitida entre gerações, os mecanismos de defesa que impedem o cuidado emocional. Faz isso sem sermão e sem simplificação, com humor, com inteligência e com uma honestidade que raramente se vê em cena. Em um momento cultural em que o debate sobre masculinidade, herança emocional e vínculos familiares está no coração das conversas públicas, "Entre Irmãos" chega a essa nova temporada com ainda mais relevância do que tinha em sua estreia. 


Ficha técnica
Espetáculo "Entre Irmãos"
Texto: Otávio Martins 
Direção: Marcos Damigo
Elenco: Fernando Pavão e Otávio Martins 
Trilha sonora: Ricardo Severo 
Cello: Ana Eliza Colomar 
Iluminação: Beto de Faria 
Foto: Heloísa Bortz
Design gráfico e produção: Patrícia Scótolo
Realização: Engrenagem de Produção  

 


quarta-feira, 15 de julho de 2026

.: Luiz Felipe Pondé debate guerra e natureza humana em SP nesta quinta


Luiz Felipe Pondé recebe Fernando Schuler para um debate sobre guerra e natureza humana nesta quinta-feira, dia 16, em São Paulo. O filósofo lança o livro "Por que a guerra? Einstein pergunta, Freud responde, Pondé comenta", em evento gratuito, na Livraria das Perdizes


Nesta quinta-feira, dia 16 de julho, o filósofo Luiz Felipe Pondé lança "Por que a Guerra? Einstein Pergunta, Freud Responde, Pondé Comenta", em conversa com o cientista político Fernando Schuler, em São Paulo. Ambos debaterão sobre guerra, violência e natureza humana, a partir da histórica correspondência entre Albert Einstein e Sigmund Freud. O diálogo entre dois dos maiores intelectuais do século 20, realizado nos anos 1930, discutiu as raízes psicológicas da agressividade, o papel das instituições políticas e os limites da civilização diante da barbárie. 

Esta edição brasileira, publicação da Amarilys Editora, apresenta uma nova tradução do texto original e inclui um prefácio crítico de Pondé, que examina a atualidade dessas ideias à luz dos conflitos do século 21. A sessão de autógrafos com coquetel e palestra acontece a partir das 19h00, com entrada franca, na Livraria das Perdizes, e deve encerrar às 21h30. Compre o livro "Por que a Guerra? Einstein Pergunta, Freud Responde, Pondé Comenta" neste link. Confira a agenda da livraria para julho:


Quinta-feira, dia 16 de julho 
19h00 às 21h30 - Lançamento de "Por que a Guerra? Einstein Pergunta, Freud Responde, Pondé Comenta"
Bate-papo com o filósofo Luiz Felipe Pondé e o cientista político Fernando Schuler sobre guerra, violência e natureza humana, a partir da histórica correspondência entre Albert Einstein e Sigmund Freud. O encontro discute a atualidade das reflexões dos dois pensadores diante dos conflitos contemporâneos. Compre o livro "Por que a Guerra? Einstein Pergunta, Freud Responde, Pondé Comenta" neste link.

Sábado, dia 18 de julho 
10h00 às 12h00 - Oficina Carta por Carta "Eu Também Já Fui Criança", com Mariana Ferrari
O encontro propõe uma experiência de escrita a partir da memória da infância. Por meio de exercícios corporais e literários, os participantes são convidados a resgatar lembranças, sensações e afetos para desenvolver uma narrativa mais sensível e criativa. 

14h00 às 16h00 - Aniversário de 1 ano de Sete Centímetros | Clube do Livro Café com Nat + Sentadas na Janela
Encontro especial em comemoração ao primeiro aniversário do romance Sete Centímetros, de Natália Marques. Ao lado da comunicadora Juliana Mazza, a autora conversa sobre os bastidores da escrita, luto, câncer, cuidados paliativos e a naturalidade da morte, temas centrais da obra que mistura autoficção e realismo mágico. 

Quinta-feira, dia 23 de julho 
19h00 às 21h00 – Lançamento dos livros Esquerda e direita, a fé na trincheira e "Manual do Comportamento Político dos Evangélicos" (2ª edição)
Os autores Gustavo Sanches e André Anéas promovem um diálogo sobre religião, política e democracia a partir de suas obras. O encontro propõe uma reflexão crítica sobre a relação entre fé e polarização política, discutindo o papel dos evangélicos no cenário brasileiro e incentivando uma participação cidadã mais consciente, plural e comprometida com o bem comum. 


Livraria das Perdizes

Rua Bartira, 317 - Perdizes / São Paulo
Entrada: franca - estacionamento no local

.: "Entre Lugares" reúne cinco artistas marcados por deslocamentos


Exposição "Entre Lugares" reúne cinco artistas com trajetórias atravessadas por deslocamentos, diásporas e intercâmbios culturais. Mostra apresenta obras de Gerson Fogaça, Alexis Iglesias, J. Pavel Herrera, Ivonne Ferrer e Bernardo Medina e poderá ser visitada no Instituto Cervantes de São Paulo entre os dias 14 de julho e 14 de agosto.Na imagem, o
bra do artista Bernardo Media


O Instituto Cervantes de São Paulo recebe, entre os dias 14 de julho e 14 de agosto, a exposição "Entre Lugares - Práticas Contemporâneas entre Brasil, Cuba e Porto Rico", reunindo obras de cinco artistas cujas trajetórias são marcadas por experiências de deslocamento, migração e intercâmbio cultural: Gerson Fogaça (Brasil), Alexis Iglesias e J. Pavel Herrera (Cuba, radicados no Brasil), Ivonne Ferrer (Cuba, residente em Miami) e Bernardo Medina (Porto Rico).

A mostra propõe uma reflexão sobre como os deslocamentos geográficos, afetivos e culturais se transformam em matéria de criação artística. Mais do que representar diferentes nacionalidades, os artistas compartilham experiências de mobilidade que atravessam fronteiras e influenciam suas pesquisas visuais, revelando novas formas de pertencimento, memória e construção da identidade. Cada obra apresenta uma perspectiva singular sobre essas experiências. Permanência, migração, adaptação e reinvenção aparecem em diferentes linguagens e materiais, evidenciando como as transformações pessoais dialogam com processos históricos e culturais mais amplos.

Brasil, Cuba e Porto Rico compartilham trajetórias marcadas pelos movimentos migratórios, pela mestiçagem e pelas intensas trocas culturais que moldaram a história do Caribe e da América Latina. Nesse percurso, Miami também ocupa papel central como espaço contemporâneo de encontro entre diferentes diásporas latino-americanas e caribenhas, onde identidades permanecem em constante transformação.

Essas relações constituem o eixo curatorial de "Entre Lugares", que reúne obras nas quais corpos, memórias, materiais e linguagens visuais revelam as marcas visíveis e invisíveis dos encontros entre culturas, territórios e vivências individuais. A exposição integra as iniciativas internacionais do Museum of Contemporary Art of the Americas (MoCA Américas), instituição dedicada à valorização de artistas de sua coleção e ao fortalecimento do intercâmbio cultural entre Brasil, Caribe e Estados Unidos.

Como parte desse programa, artistas vinculados ao museu participam de exposições, encontros e atividades em instituições brasileiras, enquanto artistas contemporâneos do Brasil são convidados a apresentar seus trabalhos em Miami, desenvolver ações educativas e estabelecer conexões com a comunidade artística local. Mais do que aproximar diferentes países, "Entre Lugares" propõe uma reflexão sobre a condição contemporânea de viver entre culturas. Em vez de construir uma narrativa única, a exposição assume a multiplicidade como princípio, apresentando cada obra como um ponto de conexão dentro de uma rede de experiências em permanente transformação, onde identidades se deslocam, se reinventam e se constroem continuamente por meio do encontro e da convivência.

Serviço
Exposição "Entre Lugares - Práticas Contemporâneas entre Brasil, Cuba e Porto Rico"
Instituto Cervantes de São Paulo - Unidade Paulista
Avenida Paulista, 2.439, térreo, próximo à Estação Consolação do Metrô - São Paulo/SP
Abertura: 14 de julho de 2026, às 19h00
Visitação: até 14 de agosto de 2026
Artistas: Gerson Fogaça, Alexis Iglesias, J. Pavel Herrera, Ivonne Ferrer e Bernardo Medina
Realização: Museum of Contemporary Art of the Americas – MoCA Américas

terça-feira, 14 de julho de 2026

.: Bianca Bin e Sérgio Guizé estreiam "Meu Deus!" dia 24 no Teatro das Artes


Produção da Morente Forte para texto da dramaturga israelense Anat Gov tem figurino de Fábio Namatame, luz de Wagner Pinto e cenário de Rebeca Oliveira. Foto: Caio Oviedo
 
A química entre os atores, o texto na ponta da língua e o timming imprimido durante o ensaio deram mostras do que está por vir. Numa tarde de sol e frio, final de maio, em um casarão na Vila Leopoldina, o encontro organizado pela produção apresentou o espetáculo à equipe e revelou uma dinâmica deliciosa de parceria entre os dois artistas. Morando em Indaiatuba, no Interior de São Paulo, Bianca Bin e Sérgio Guizé tirava proveito do trajeto de carro até a Capital para decorar o texto da peça "Meu Deus!", com estreia no dia 24 de julho no Teatro das Artes para temporada até 1º de novembro.
 
O casal aproveitou um ao outro o tempo todo. “Eu venho dirigindo de lá pra cá; da marginal até aqui dá mais ou menos uma hora. Ele, com o texto no banco do passageiro; a gente vem batendo as falas. Dá para fazer uma passada completa no percurso”, conta ela. O casal dribla a rotina e transforma a estrada em laboratório de ensaio. Uma cumplicidade que transborda no palco e na vida real.
 
"Meu Deus!", da dramaturga israelense Anat Gov, tem adaptação de Jorge Schussheim, tradução de Eloísa Cantom, versão brasileira de Célia Regina Forte e direção de Elias Andreato, figurino de Fábio Namatame, iluminação de Wagner Pinto. Na trama, Deus (Sérgio Guizé), assolado pela depressão que o persegue nos últimos dois mil anos, decide fazer terapia e espera que a psicóloga Ana (Bianca Bin) o ajude. Um texto espirituoso, com diálogos ágeis e verdadeiros, mesmo que aparentemente improváveis. Plateias do mundo inteiro surpreendem-se, riem, compactuam, torcem e, finalmente, se emocionam com essa sessão de terapia.
 
Ana (Bianca Bin) é uma psicóloga que vive uma rotina marcada por tensões pessoais: ela é mãe solo de Paulo, um filho adulto com autismo, e lida diariamente com os desafios emocionais dessa relação. Certo dia, recebe um telefonema urgente e misterioso de alguém que insiste em se consultar com ela imediatamente. Esse paciente, que se identifica apenas como “D”, revela-se nada menos que Deus — o Criador (Sérgio Guizé). Ele está profundamente deprimido.
 
Sentindo-se responsável pela “criação” que, segundo Ele, fugiu ao controle, Deus admite pensar no suicídio, tomado pela desesperança diante da humanidade e de tudo aquilo que se tornou. Ana tem apenas uma sessão para ajudar Deus a ver sentido novamente, a encontrar forças para continuar enfrentando o mundo. A peça entrelaça humor, emoção e questionamentos teológicos e existenciais. A história, embora pareça fantasiosa, aproxima o espectador através do diálogo com temas universais: culpa, fé, responsabilidade, abandono, esperança.
 

Os ensaios e o diretor 
A experiência e o talento do diretor Elias Andreato foi salientada pelos atores, que se sentiram à vontade para construir suas personagens. “A confiança em nos deixar livres, seguros e confortáveis para irmos em frente, sem ficar parando para marcar ou dar ênfase a alguns sentimentos, foi muito importante”, afirma Sérgio.
 
Guizé ressalta a troca como fator importante durante a etapa de ensaios. “Sob o olhar atento e a direção precisa do Elias, o processo ganhou muita sensibilidade. E dividir a cena com a Bianca é um privilégio absoluto; ela é uma atriz genial e a minha maior parceira na vida e na arte". Bianca completa: “Ter um grande diretor por trás faz toda a diferença. Elias pontua e extrai o melhor que a gente tem pra dar. Recebe e aproveita o que apresentamos. Sou muito fã desse cara”, fala.
 
Sobre a ótima interação de Bianca e Sérgio em cena, Andreato aponta: “Independente do fato de vocês se amarem, o jogo na cena é muito difícil quando a química não rola. Eles são maravilhosos”. Bianca concorda que dar certo na relação amorosa não garante que o mesmo aconteça na interpretação. “Eu me divirto muito com ele, na vida e no palco. Nessa história também”.
 
Elias Andreato cita a importância de reconhecer o talento do outro e trabalhar para que ele floresça. “O prazer é mais relevante que o sucesso, acredita Elias, comentando que hoje o mundo vive em função do ego e o mais importante é a escolha que fazemos como artistas”.
 
Para Andreato, o humor ácido de Meu Deus exige dos atores um caminho verdadeiro, sem buscar a graça no jogo cênico. “A situação inusitada já é suficiente. Assim, poderemos equilibrar a comédia e a visão crítica que a autora desenhou em sua dramaturgia, tão bem escrita e inteligente, ao trazer Deus para a terapia em um quadro de depressão”.
 
Sobre sua direção, reflete como ele próprio aprendeu com esse olhar mais jovem sobre a dramaturgia de uma autora que fala sobre o momento político mundial, de uma transformação gritante. “Somos representantes de um gueto. A gente pode tocar alguém, divertir, levar à reflexão, fazer a comédia com alguma utilidade”.
 

Leveza e humor
O Deus de Sérgio Guizé é humanizado, deprimido e com um humor ácido. “Às vezes até meio agressivo. Ele está em crise, tentando digerir os rumos do mundo e as próprias escolhas que fez nos últimos dois mil anos". Sobre como usar a leveza e o humor do texto sem esvaziar a gravidade de um personagem que cogita o suicídio, Sérgio diz: “A inteligência do texto já nos dá esse equilíbrio. O humor aqui não serve para mascarar a tragédia, mas para torná-la suportável. A leveza é o que nos permite mergulhar em um tema tão denso sem perder o fôlego”.
 
Acostumado a papéis intensos e explosivos na TV e no cinema, o ator conta como fazer para humanizar um Deus frágil e deprimido sem cair na caricatura: “O desafio é encontrar o humor na dor e na verdade, sem ceder à tentação da piada fácil. O trunfo está em construir um personagem vulnerável com o qual o público consiga se identificar, e não apenas rir dele”.
 
Terapeuta brilhante, mãe solo, ateia, sobrevivente de um casamento falido e dos desafios de uma maternidade exaustiva - assim Bianca enxerga sua personagem. “Ela acredita profundamente na razão, na ciência e na escuta, até que surge o maior desafio de sua carreira: receber Deus como paciente em seu consultório”. A mistura de força e vulnerabilidade da Ana encanta a atriz. “É uma mulher que cuida de todos, mas que também carrega suas próprias feridas e questionamentos”.
 
Conhecida pelo público em geral pelas protagonistas dramáticas que tem interpretado nas novelas de TV, a atriz rompe com este estereótipo para viver uma mulher exausta, que representa a "resistência humana" e precisa encarar Deus no divã. “Para mim, a próxima personagem é sempre o maior desafio, justamente por representar o desconhecido. Existe sempre um mistério a ser desvendado, e isso é o que mais me instiga na profissão. A Ana me convida a mergulhar em questões humanas muito profundas, e isso é especialmente estimulante".
 

Por que montar "Meu Deus!" de Anat Gov 
Por mais fantasiosa que a história possa parecer à primeira vista, no decorrer da peça plateias do mundo inteiro acreditam nesse encontro inusitado. Elas se surpreendem, riem, se reconhecem, torcem e, por fim, se emocionam com essa sessão de terapia tão improvável quanto plausível.
 
A trama acontece em um único dia na vida da psicóloga Ana, interpretada por Bianca Bin, que recebe um misterioso telefonema de um homem em desespero - papel de Sergio Guizé - insistindo em marcar uma consulta naquele mesmo instante. Quando chega ao consultório, ele se apresenta como sendo... Deus. Um Deus profundamente deprimido com a situação do Paraíso que um dia criou.
 
Ana tem apenas uma sessão para convencê-lo do contrário - e talvez salvar o mundo. É nesse embate que se desenrola uma comédia inteligente, cheia de humor ácido, revelações surpreendentes e reflexões que nos fazem imaginar: como seria, afinal, encontrar-se com Deus?
 

A importância de tratar desse tema
 
Vivemos um tempo em que todos, de alguma forma, sentem-se um pouco “deuses” - donos da verdade, juízes da vida alheia, criadores de suas próprias regras. As redes sociais amplificam essa sensação: cada opinião parece absoluta, cada gesto ganha dimensão divina, cada indivíduo acredita ter o poder de decidir o certo e o errado.
 
Montar "Meu Deus!" é mergulhar justamente nessa contradição. Ao colocar o próprio Deus numa sessão de terapia, a peça humaniza o divino e nos lembra da fragilidade que compartilhamos. Questiona o poder absoluto, relativiza certezas e convida o público a rir e refletir sobre nossas arrogâncias cotidianas.
 
Falar desse tema é urgente porque mostra que, quando todos se sentem deuses, corremos o risco de perder a humildade, a escuta, a compaixão. E talvez seja justamente no reconhecimento da nossa vulnerabilidade que esteja a verdadeira grandeza humana. (texto de Elias Andreato)
A fúria de Deus e a fúria dos homens 
Desde a criação, a relação entre Deus e os homens é atravessada pela fúria. A fúria de um Deus decepcionado, que vê sua obra escapar do controle e mergulhar em guerras, injustiças e destruição. Um Deus que se pergunta se valeu a pena criar o mundo, e que, no limite da sua impotência, ameaça virar as costas para a humanidade.
 
Mas há também a fúria dos homens contra Deus. Homens que cobram respostas, que se revoltam diante do silêncio, que não compreendem a dor, a miséria, a desigualdade. Homens que ousam julgar o Criador, acusando-o de abandono ou crueldade. E, talvez ainda mais devastadora, está a fúria dos homens contra os próprios homens. A violência, o ódio, a indiferença cotidiana que revelam como nos tornamos deuses uns dos outros - prontos a punir, condenar, excluir.
 
Essa peça nasce desse conflito. Ao colocar Deus no divã, ela nos obriga a encarar nossa própria fúria refletida na fúria d’Ele. Rir desse encontro improvável é também rir de nós mesmos, e perceber que a salvação, se existe, talvez não esteja em um milagre divino, mas em nossa capacidade de escutar, perdoar e reinventar a convivência. (texto de Elias Andreato)

 
Ficha técnica
Espetáculo "Meu Deus!"
Texto Anat Gov.
Adaptação: Jorge Schussheim.
Tradução: Eloísa Canton.
Versão: Célia Regina Forte.
Direção Elias Andreato. 
Elenco Bianca Bin, Sérgio Guizé e D. Enzo Morente.
Cenário: Rebeca Oliveira.
Figurino: Fábio Namatame.
Iluminação: Wagner Pinto.
Música: original Jonatan Harold.
Designer gráfico: Vicka Suarez.
Fotos: Caio Oviedo.
Assistente de direção: Zé Guilherme Bueno.
Assessoria de imprensa: Fernanda Teixeira e Maurício Barreira – Arte Plural Comunicação.
Produtoras: Selma Morente e Célia Forte. 
Lei Rouanet: Patrocínio Laboratório Cristália.
Uma produção Morente Forte Produções Teatrais.
Realização: Ministério da Cultura, Governo do Brasil.


Serviço
Espetáculo "Meu Deus!"
De 24 de julho a 1.° de novembro. Teatro das Artes no Shopping Eldorado, em São Paulo. Sessões: sextas e sábados, às 20h00, e domingos, às 17h00. Ingressos - de R$ 25,00 a R$ 160,00. Vendas Eventim. Gênero: comédia. Duração: 80 minutos. Classificação indicativa: 12 anos.

.: Angel Ferreira estreia o sucesso "Sidarta" em São Paulo no Teatro Estúdio


Criada ao longo de 5 anos, a peça é inspirada no livro homônimo de Hermann Hesse e narra a jornada interna do protagonista em busca de si mesmo. Espetáculo comemora 2 anos em cartaz e chega, pela primeira vez, na capital paulista. Foto: Claudio Pitanga

A vida e a iluminação de Buda são o ponto de partida para a criação do solo "Sidarta", do ator e diretor Angel Ferreira, que celebra dois anos em cartaz com este trabalho. O espetáculo estreia em São Paulo no Teatro Estúdio, de 8 a 31 de agosto, com apresentações aos sábados e domingos, às 17h00, com sessões extras às segundas, 20h00.

A peça, ambientada na Índia no período de vida do Buda histórico, é livremente inspirada no livro homônimo de Hermann Hesse, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, que narra, de forma ficcional, uma viagem que o próprio autor realizou em sua juventude, abarcando temas de valor existencial e mergulhos na ambiguidade entre os pólos sagrado-profano, sucesso-fracasso, prazer-privação, solidão-pertencimento.

Nesta história, Sidarta, inteligente filho de Brâmane, a deixar a casa dos pais. Seguido por seu melhor amigo, Govinda, ambos aderem aos samanas, vertente espiritual que busca a iluminação através da mortificação do corpo. Em seguida, desconfiado e desiludido com as doutrinas, Sidarta conhece o próprio Buda e dele também se afasta, determinado a encontrar seu próprio caminho ou a morte. 

Estabelece relação com uma cortesã da cidade, torna-se comerciante, embrenha-se no vício e no materialismo, para novamente deixar tudo para trás e retornar à simplicidade, junto a um barqueiro que se revela um mestre e amigo. Continuamente, encontramos ao longo do texto dramaturgias de aprisionamento e libertação, que descortinam suas ilusões e aprofundam sua subjetividade.

Sobre essa jornada interior em busca da essência,  Angel Ferreira comenta: “Quando a gente põe em perspectiva o nosso tempo de vida, a efemeridade de tudo, não faz sentido basear a vida numa busca distraída por sucesso, bens, poder. Gosto do conforto, e não sou um asceta, como os samanas da floresta que o Sidarta encontra. Se libertar do materialismo pra mim não é sobre abdicar e renunciar a vida material, ao mundo dos objetos e da relação com as coisas, pra mim é sobre aprender a brincar com elas, mas sem ficar obcecado, sem se viciar nesse jogo. Então, a peça me ensina a pensar e escolher quais hábitos me centram e me trazem calma. Como o trabalho é bastante físico, ele me convida a ter uma vida amorosamente disciplinada, com alongamento, fortalecimento, meditação - e se eu não faço eu me machuco em cena”.

Angel também destaca a relação da peça com temas atuais e urgentes, principalmente os ambientais. “Quando eu penso que nós vivemos num mundo em colapso climático, no qual o negacionismo encontra força justamente no fato de que deixamos de conviver com as árvores, os bichos, as águas limpas, fazer uma peça que conta a história de uma pessoa que encontra a paz se dedicando a ouvir a voz do rio, me encanta! Isso pra mim é urgente de ser trabalhado nas artes. Uma nova compreensão da centralidade da natureza nas nossas vidas”, acrescenta.

Preparado ao longo de cinco anos, o espetáculo narra a jornada do protagonista em busca de si mesmo, em uma apresentação que mescla narrador, personagens e ator a partir de uma montagem minimalista, com colaboração na direção de Beth Martins (Intrépida Trupe) e Renato Livera (Shell 2026 de Melhor Ator). Livera também é responsável pela iluminação da peça, ao lado de João Gioia, com quem foi indicado ao Prêmio Shell 2025 na categoria Iluminação.

“‘Sidarta’ é um desses projetos que te chamam para algo a mais do que a criatividade artística puramente dita. É um chamado também espiritual. Foi assim que recebi o convite do Angel Ferreira para estar junto. E como a espiritualidade está ligada a um movimento interno de conexão que vai para além de nós mesmos, entendemos que o resultado que tivemos com a iluminação seguiu o princípio desse sopro, dessa troca, da escuta e da generosidade. É uma luz muito simples, mas ela habita e dá lugar à imensidão da história contada. Isso foi reconhecido e resultou na indicação, a qual agradeço imensamente ao Angel, ao João Gioia e à Thatyane Calandrini. Sem esse coletivo inspirado e inspirador, nada disso teria acontecido”, comenta Livera.


Ficha técnica
Espetáculo "Sidarta"
Direção, adaptação e atuação: Angel Ferreira
Direção de produção: Marcela Casarin
Diretores colaboradores: Beth Martins e Renato Livera
Diretora assistente: Thatyane Calandrini
Interlocução dramatúrgica: Walter Daguerre
Iluminação: João Gioia e Renato Livera
Colaboração artística: Lavinia Bizzotto
Preparação em parateatro: João Maia P
Colaboração em movimento: Alexandre Maia
Fotografia: Philipp Lavra e Claudio Pitanga
Produção: Mãe Joana Produções
Agradecimentos: Felipe Habib, Nina Harper e Ricardo Cabral


Sinopse de "Sidarta"
Nesta história, acompanhamos Sidarta, inteligente filho de Brâmane, a deixar a casa dos pais. Seguido por seu melhor amigo, Govinda, ambos aderem aos samanas, vertente espiritual que busca a iluminação através da mortificação do corpo. Em seguida, desconfiado e desiludido com as doutrinas, Sidarta conhece o próprio Buda e dele também se afasta, determinado a encontrar seu próprio caminho ou a morte. Estabelece relação com uma cortesã da cidade, torna-se comerciante, embrenha-se no vício e no materialismo, para novamente deixar tudo para trás e retornar à simplicidade, junto a um barqueiro que se revela um mestre e amigo. Continuamente, encontramos ao longo do texto dramaturgias de aprisionamento e libertação, que descortinam suas ilusões e aprofundam sua subjetividade.


Serviço
Espetáculo "Sidarta", com Angel Ferreira
Temporada: 8 a 31 de agosto de 2026
Sábados e domingos, às 17h00. Segundas, às 20h00
Teatro Estúdio - R. Conselheiro Nébias, 891 - Campos Elíseos
Ingressos: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia-entrada)
Bilheteria: segunda a sábado, a partir das 17h00; e aos domingos, a partir das 15h00
Serviço de Vallet com Estacionamento no local (a partir de 1h30 antes do início do espetáculo).
Duração: 120 minutos
Capacidade: 112 lugares
Classificação: 18 anos
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida
Não é permitida a entrada após o início do espetáculo. 
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