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domingo, 11 de janeiro de 2026

.: "Ney Matogrosso - Homem com H" volta em cartaz no Teatro Porto


Com Renan Mattos no papel-título, a peça tem temporada estendida e volta ao cartaz a partir de 30 de janeiro de 2026. Foto: Adriano Doria

O Teatro Porto abre a temporada 2026 com o retorno do musical "Ney Matogrosso - Homem com H", visto por mais de 86 mil pessoas. A peça tem temporada estendida e volta ao cartaz a partir de 30 de janeiro de 2026. O espetáculo tem texto de Marilia Toledo e Emílio Boechat, vencedores do Prêmio Bibi Ferreira por este trabalho. Marilia também divide a direção da peça com Fernanda Chamma, enquanto a direção musical é assinada por Daniel Rocha. No palco, o camaleônico Ney Matogrosso é interpretado por Renan Mattos (que venceu os prêmios Bibi Ferreira e DID 2022, além de ter sido indicado ao APCA) - que é acompanhado por mais 16 atores e banda ao vivo composta por seis músicos. Leia a crítica da temporada anterior neste link: "Homem com H" reza o evangelho segundo Ney Matogrosso.

A criação do espetáculo nasceu de uma aproximação direta com Ney Matogrosso. Segundo Marilia Toledo, a montagem surgiu depois que seus sócios, Marcio Fraccaroli e Sandi Adamiu, adquiriram os direitos para um longa-metragem sobre o cantor. “Eu logo pedi para que eles também adquirissem os direitos para levar a história para o teatro. Tivemos um almoço com o Ney, quando pudemos compartilhar com ele nossa visão sobre esse musical”, revela. “Ney é um artista único, com uma visão cênica impressionante. Ele cuida de todas as etapas de sua performance. Além da escolha de repertório e banda, pensa no figurino, na iluminação, na direção geral.  E, quando está em cena, transforma-se em diferentes personagens. Ele nunca estudou dança e, quando o assistimos, parece que nasceu sabendo dançar. Mas ele jamais se coreografa. É sempre um movimento livre”, admira-se. 

Já para Renan Mattos é extremamente desafiador interpretar uma figura tão importante para a nossa cultura. “O Ney é um ser camaleônico, tem um lado íntimo reservado, mas ao mesmo tempo é catártico no palco e apresenta um leque de personas a cada música. Cada uma dessas personas tem algo de místico, de misterioso, de selvagem, um ser ‘híbrido’ como definido por muitos, indecifrável. Então eu não me sinto interpretando o Ney e sim pedindo licença e pegando emprestado tudo aquilo que ele transformou na música e na vida das pessoas, todos os caminhos que ele abriu para pessoas e artistas como eu e isso é muito significativo”.

O musical apresenta ao público essa figura tão importante para a nossa cultura, “algo obrigatório para qualquer brasileiro”, como considera Toledo. “A discografia de Ney Matogrosso passeia pelos compositores mais importantes do nosso país, o que reflete a nossa história. E sua história de vida é extremamente interessante. Ele sempre foi um homem absolutamente autêntico. Experimentou e ousou como nenhum outro artista, enfrentando os militares de peito aberto e nu, literalmente”.


A montagem
"Ney Matogrosso - Homem com H" explora momentos e canções marcantes na trajetória do cantor sem seguir uma ordem cronológica. A história começa em um show do Secos & Molhados, em plena ditadura militar, quando uma pessoa da plateia o xinga de “viado”. Essa cena se funde com momentos da infância e adolescência do artista. E, dessa forma, outros episódios vão se encadeando na cena.

Para contar essa história, Marilia Toledo e Emilio Boechat mergulharam nas três biografias já publicadas sobre Ney Matogrosso, além de matérias jornalísticas, vídeos e o próprio artista. “Com a ajuda do próprio Ney, tentamos ser fiéis aos fatos mais importantes de sua vida privada e profissional, mas com a liberdade lúdica que o teatro pede”, revela a diretora.

Em relação às canções do homenageado, o musical também não segue uma cronologia – exceto naqueles momentos em que a dramaturgia precisa ser mais fiel à realidade. As músicas vão sendo encaixadas no contexto de cada cena e as letras acabam estabelecendo um diálogo interessante com a vida de Ney Matogrosso.  

Quanto à encenação, as diretoras apostam em um ensemble potente, que apoia o protagonista do começo ao fim – e praticamente sem sair de cena. As trocas de figurinos e até maquiagens, inclusive, são feitas na frente do público, brincando com as ideias de oculto e explícito o tempo todo. 

Além da própria trajetória do homenageado, o musical discute um tema cada vez mais relevante para a realidade brasileira: a liberdade. “Principalmente, a liberdade de ser quem se é, a qualquer custo. Ney combateu a ditadura não com palavras, mas com sua atitude cênica, entrando maquiado e praticamente nu no palco e na televisão, na época de maior censura que o país já viveu. As ambiguidades que ele sempre trouxe para o público foram pauta na década de 70 e permanecem em pauta até os dias de hoje. Ele também sempre foi adepto do amor livre e deixou clara a sua bissexualidade desde o início”, destaca Toledo.

Outro aspecto que tem bastante importância na montagem são os icônicos e provocantes figurinos de Ney Matogrosso. A diretora conta que a figurinista Michelly X fez uma intensa pesquisa dos trajes originais usados pelo artista-camaleão para poder reproduzi-los com bastante fidelidade. “Para a direção musical, demos total liberdade a Daniel Rocha na concepção musical e sonora. Ele tem uma inteligência profunda na arte de contar histórias por meio de seus arranjos e escolhas de instrumentos e vozes para cada momento da trama”


Sinopse
A peça mostra momentos marcantes da vida e carreira de Ney Matogrosso, costurando episódios da infância, juventude e explosão artística. Sem seguir uma ordem cronológica, a narrativa mistura fatos reais, imagens poéticas, que dialogam com sua trajetória.


Ficha técnica
Musical "Ney Matogrosso - Homem com H"
Texto: Marilia Toledo e Emílio Boechat. Direção: Fernanda Chamma e Marilia Toledo. Coreografia: Fernanda Chamma. Direção Musical: Daniel Rocha. Cenografia: Carmem Guerra. Figurinos: Michelly X. Visagismo: Edgar Cardoso. Desenho de som: Eduardo Pinheiro. Desenho de luz: Fran Barros & Tulio Pezzoni. Preparação vocal: Andréia Vitfer. Realização: Paris Cultural. Patrocínio: Porto Seguro. Produção geral: Paris Cultural. Elenco: Renan Mattos (Ney), Bruno Boer (Ney Cover), Bruno Narchi (Cazuza), Vinícius Loyola e Nando Motta (João Ricardo, Nilton Travesso e Luís Fernando Guimarães), Giselle Lima (Beíta, Renate Beija-Flor e Sandra Pera), Hellen de Castro (Rita Lee, Sylvia Orthof, Gilda e Yara Neiva), Enrico Verta (Gerson Conrad, Eugênio, André Midani e Frejat), Abner Debret (Vicente Pereira e Vitor Martins), Maria Clara Manesco (Luli, Lidoka e Fã), Tatiana Toyota (Elvira, Rosinha de Valença) Léo Rommano (Titinho, Moracy do Val e Arthur Moreira Lima), Ju Romano (Lena, Regina Chaves), Lucas Colombo (Marco de Maria), Maurício Reducino (Ensemble), Murilo Armacolo (Ney jovem e Mazzola), Valffred Souza (Ensemble), Vitor Vieira (Matogrosso e Guilherme Araújo) e Oscar Fabião (Dódi e Grey). Banda: Teclado 1 e Regência - Rodrigo Bartsch. Teclado 2 e sub de Regência - Renan Achar. Bateria e percussão - Kiko Andrioli. Trombone, Trompete, Flugel - Renato Farias. Baixo Elétrico, acústico e violão - Eduardo Brasil. Reed (Sax Tenor, Clarinete, Clarone, Flauta) - Tico Marcio.

Serviço
Musical "Ney Matogrosso - Homem com H"
Temporada: de 30 de janeiro a 29 de março de 2026.
Sessões: Sextas e sábados às 20h e domingos às 17h.
Duração do espetáculo: 3h00 (com 15 minutos de intervalo)
Não haverá sessões no feriado de Carnaval.

Teatro Porto 
Al. Barão de Piracicaba, 740 - Campos Elíseos / São Paulo.
Telefone (11) 3366.8700

Bilheteria 
Aberta somente nos dias de espetáculo, duas horas antes da atração. 
Clientes Porto Bank mais acompanhante têm 50% de desconto.
Clientes Porto mais acompanhante têm 30% de desconto.
Capacidade: 484 lugares.
Formas de pagamento: Cartão de crédito e débito (Visa, Mastercard, Elo e Diners).
Acessibilidade: 10 lugares para cadeirantes e 5 cadeiras para obesos.
Estacionamento no local: Gratuito para clientes do Teatro Porto.


O Teatro Porto oferece a seus clientes uma van gratuita partindo da Estação da Luz em direção ao prédio do teatro. O local de partida é na saída da estação, na Rua José Paulino/Praça da Luz. No trajeto de volta, a circulação é de até 30 minutos após o término da apresentação. E possui estacionamento gratuito para clientes do teatro.

.: Espetáculo “Tranquilli” convida o público a desacelerar e sonhar


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com
Foto: divulgação

O espetáculo circense “Tranquilli”, da Cia. Teatro C’Art, será apresentado na sexta-feira, 30 de janeiro, às 20h00, no auditório do Sesc Santos. A montagem convida o público a desacelerar e a redescobrir o encantamento do cotidiano a partir de uma abordagem cômica, sensível e profundamente humana. Em cena, o artista brasileiro André Casaca, radicado na Itália, dá vida a um personagem que traduz, por meio do corpo, o desejo universal de liberdade, sonho e imaginação. 

Sem recorrer à palavra, Casaca constrói uma narrativa baseada no teatro físico e na comicidade não-verbal, herdeira direta da tradição do teatro de rua italiano, na qual o gesto, o ritmo e o olhar se tornam os principais motores da comunicação com o público. Em “Tranquilli”, o absurdo surge como ferramenta poética. O personagem joga basquete sozinho e vence a partida, atende a um telefone que nunca tocou, voa com sua bicicleta alada e transforma a guerra em um jogo cênico que envolve diretamente a plateia. 

São pequenas ações que, costuradas com humor e delicadeza, rompem com a lógica do cotidiano frenético e revelam novas possibilidades de existência, convidando o espectador a rir de si mesmo e do mundo ao redor. A vida do personagem acontece inteiramente no corpo, que se afirma como veículo principal de expressão. É nele que se inscrevem as emoções, os conflitos e as fantasias, criando uma linguagem cênica acessível a públicos de todas as idades e culturas. O espetáculo propõe, assim, uma reflexão leve e profunda sobre temas como a rotina, o amor, a infância e a necessidade de imaginar outros modos de viver.

Criada a partir de 15 anos de pesquisa e atuação da Cia. Teatro C’Art, a obra reflete a maturidade artística do grupo, reconhecido internacionalmente por sua atuação no campo do circo contemporâneo e do teatro físico. Ao longo de sua trajetória, a companhia apresentou seus espetáculos em festivais e teatros de países como Itália, Suíça, Alemanha, Palestina, Israel, Turquia, Etiópia, Cabo Verde e Brasil, consolidando uma linguagem própria que atravessa fronteiras culturais.

O Teatro C’Art é vencedor do Prêmio Circus no Festival Mundial da Criatividade, realizado em Sanremo, na Itália, e atua também como Centro Cultural, mantendo biblioteca, videoteca e sala teatral. Entre suas atividades, desenvolve um consistente trabalho pedagógico com crianças, incluindo aquelas com necessidades especiais, reforçando o compromisso social e formativo da companhia. Voltado para todas as idades, “Tranquilli” tem duração de 50 minutos. Os ingressos custam R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (meia-entrada) e R$ 12,00 (Credencial Plena).


Ficha técnica
Espetáculo circense “Tranquilli”, da Cia. Teatro C’Art

Criação, direção e interpretação: André Casaca
Assistência de direção: Fabrizio Neri e Teresa Bruno
Cenografia: Silvano Costagli
Produção: Teatro C’Art Comic Education Italia
Duração: 50 minutos

Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta, das 9h às 21h30 | Sábados e domingos, 10h às 18h30   

Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida / Santos
Telefone: (13) 3278-9800        
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sábado, 10 de janeiro de 2026

.: "O Amor É Fodido", de Portugal, abre a Mostra Gargalhão no Teatro Commune


Neste sábado, 10 de janeiro, às 20h00, o Teatro Commune, em São Paulo, abre oficialmente a 1ª Mostra Gargalhão de Teatro Cômico e Máscaras com o espetáculo “O Amor É Fodido”, da Cia. João Garcia Miguel, de Portugal. A montagem inaugura a programação com uma obra intensa, provocadora e profundamente humana, que transita entre o riso e o desconcerto, a poesia e o absurdo, inspirada no universo literário de Miguel Esteves Cardoso e interpretada pelo ator João Garcia Miguel.

Em cena, o amor aparece sem idealizações: torto, insistente, contraditório. A peça propõe uma espécie de "Romeu e Julieta" contemporâneo, em que os amantes se enganam, tropeçam, “morrem” simbolicamente para o amor - e, ainda assim, seguem vivos. Há, nessa travessia, uma resistência quase teimosa: o desejo de continuar, de recomeçar o que ainda nem chegou a começar. Amar dá trabalho, cansa, confunde, mas persiste até o fim. Entre dores e alegrias, a montagem aposta no riso como ferramenta de sobrevivência e lucidez diante da vida.

“O Amor É Fodido” dialoga com um imaginário afetivo coletivo. Publicado nos anos 1980, o livro de Miguel Esteves Cardoso tornou-se um retrato de época e de um tipo humano reconhecível - alguém que todos fomos ou ainda somos em alguma medida. O espetáculo questiona: por que contar essa história novamente? Por que vesti-la outra vez? A resposta está na própria natureza do amor, que, como a roupa, não pode ser usada apenas uma vez - nem repetida mecanicamente. Há algo de inquietante tanto no excesso quanto na repetição. Amar é insistir, errar de novo, experimentar outra dose, mesmo sabendo dos riscos.

Com humor físico, presença cênica intensa e uma dramaturgia que flerta com a confissão, o espetáculo transforma fragilidade em força e vulnerabilidade em discurso cômico. A montagem reforça o espírito da Mostra Gargalhão, dedicada ao teatro cômico, às máscaras e à potência do encontro entre palco e plateia, celebrando o riso como gesto político, sensível e coletivo. 

A 1ª Mostra Gargalhão de Teatro Cômico e Máscaras acontece de 10 a 25 de janeiro de 2026, reunindo 10 espetáculos em uma programação diversa e provocadora. O projeto foi contemplado pela XXª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, reafirmando o compromisso com a circulação de obras que investigam a linguagem teatral e o humor como forma de pensamento.

"O Amor É Fodido"



.: Wescritor reconstrói a identidade caiçara no show “Original Kaysara”


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com
Foto: divulgação

Dentro da programação do Projeto Bússola, o Sesc Santos dá início, em 2026, a uma nova temporada dedicada à valorização de músicos da Baixada Santista, no litoral paulista, com foco em criações autorais e na diversidade de vozes que compõem a cena cultural da região. A proposta do projeto é ampliar espaços de escuta, circulação e reconhecimento para artistas que constroem seus trabalhos a partir de experiências territoriais, identitárias e contemporâneas.

Na quarta-feira, 28 de janeiro, às 20h00, na comedoria do Sesc Santos, o multiartista Wescritor apresenta o show “Original Kaysara”, espetáculo que também marca o lançamento de seu novo trabalho autoral. A apresentação propõe uma travessia poética e musical que revisita, tensiona e reconstrói a ideia do que é ser caiçara, a partir de uma perspectiva indígena, urbana e atual.

Em cena, Wescritor articula poesias à capela, cantos tradicionais do povo Tupinambá e a força do RAP - Ritmo, Ancestralidade y Poesia, criando uma sonoridade híbrida que dialoga com diferentes tempos e linguagens. Os ritmos variados se encontram com a leveza e a musicalidade caiçara, característica da Baixada Santista, resultando em canções que abordam temas como vida, amor, pertencimento, território e resistência cultural. A performance convida o público a refletir sobre memória, ancestralidade e futuro, ao mesmo tempo em que celebra a potência criativa dos povos originários em diálogo com as linguagens urbanas.

Wescritor é um multiartista indígena, jovem liderança, rapper, ator, poeta, diretor artístico e compositor. Indígena do Povo Tupinambá de Olivença, nasceu e foi criado no Parque São Vicente, em São Vicente, no litoral de São Paulo, território que atravessa e inspira diretamente sua produção artística. A apresentação é gratuita, com classificação indicativa a partir de 12 anos.

Ficha técnica 
Show "Original Kaysara"

Artista principal: Wescritor 
Backing vocal: Haard 
Musicista/violão: Matheus D'art
DJ: Delapaz 
Produtora executiva: Michelle Lima
Diretor executivo: Walla Tupi

Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta, das 9h às 21h30 | Sábados e domingos, 10h às 18h30   

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

.: Espetáculo “A Autoestima do Homem Hétero” volta para duas apresentações


Mais do que uma sátira, o espetáculo é um convite ao olhar crítico e ao empoderamento feminino, sem excluir os homens da conversa — pelo contrário: provoca todos os públicos a se reconhecerem e refletirem. Foto: Julia Lego


O espetáculo “A Autoestima do Homem Hétero” volta neste final de semana, dias 10 e 11 de janeiro, às 14h30 e às 17h00, no Teatro Arena B3, situado no Centro Histórico de São Paulo. É um espetáculo que promete revolucionar o imaginário coletivo com uma pergunta provocadora: e se fosse possível encapsular a inabalável confiança dos homens héteros e oferecê-la, em forma de pílula, às mulheres? Idealizado, escrito e protagonizado por Amanda Mirásci, com direção de Martha Nowill, o monólogo é uma sátira afiada sobre as relações afetivas, a construção da autoestima e os comportamentos masculinos que a sociedade ainda naturaliza.

No centro da história está Carina, uma farmacêutica que desenvolveu um medicamento revolucionário: a autoestima do homem hétero em cápsulas. Em uma noite decisiva - o lançamento oficial do produto - Carina apresenta ao público os componentes desta fórmula milagrosa, reencenando situações hilárias e dando vida aos homens que serviram de “matéria-prima” para sua criação.

Cada componente do remédio foi inspirado em um “tipo” masculino que Carina encontrou ao longo do caminho: o cara do violão, que nunca perde a chance de se exibir com seu imenso repertório de cinco músicas; o sujeito da caixa de som, que domina a praia como se fosse o DJ residente do mundo; o match do Tinder que, mesmo longe dos padrões de beleza, exige mulheres sem celulite; e tantos outros homens héteros de autoestima inflada que acabaram virando objeto de estudo dessa inusitada pesquisa.

À medida que apresenta os efeitos e os testes da fórmula, Carina também revela suas próprias vulnerabilidades: dilemas familiares, traumas afetivos e a incômoda presença da "síndrome da impostora", que ameaça sabotá-la a cada passo. Para ganhar autoconfiança, ela decide tomar sua própria invenção — que promete revolucionar o mundo. Mas ninguém estava preparado para as consequências… nem ela própria!

“A peça surgiu da minha vida real. Das minhas relações, das histórias das minhas amigas, da minha irmã… Situações que parecem pontuais, mas que, ao serem compartilhadas, revelam um padrão. O cara que explica o que você acabou de dizer, o pai que acha que ‘ajudar’ na criação dos filhos é um favor, o homem que se sente o máximo só por existir”, comenta Amanda Mirásci.

“Apesar do título, 'A Autoestima do Homem Hétero' não é um espetáculo só para mulheres. Os homens estão convidados — de verdade — a rir de si mesmos e, quem sabe, repensar atitudes. Porque se a gente quer mesmo mudar alguma coisa, eles precisam estar nessa conversa também”, conclui Amanda.

A diretora Martha Nowill reforça que incluir os homens no debate é essencial: “O que estamos criando é uma peça muito divertida e agregadora. Não é uma peça agressiva que vai constranger os homens. Muito pelo contrário, vamos fazer eles se enxergarem e falarem sobre si mesmos”.

Em cena, Amanda interpreta sozinha uma série de figuras distintas: “Temos muitos personagens na peça, e a Amanda dá vida a todos eles. O que estamos buscando é, a partir das ferramentas da própria atriz, extrair o que há de mais simbólico em cada construção cênica. Como traduzir isso no corpo dela? Quando é a Amanda e quando é o pensamento do outro? Como fazer com que ela assuma tantas identidades de forma clara, compreensível, sem que se torne uma confusão? Estamos trabalhando esse corpo, essa voz, essa escuta e essa compreensão profunda.”


Sobre Amanda Mirásci
Atriz e dramaturga, foi indicada aos prêmios Cesgranrio e APTR por Uma Vida Boa, de Rafael Primot. Atuou também em Mansa, Inútil a Chuva (Armazém Cia. de Teatro), O Branco dos Seus Olhos, entre outros. No cinema, está em Todo Clichê do Amor. Na TV, integrou elencos de A Lei do Amor, Cara e Coragem e Garota do Momento, da TV Globo, e da série Ringue, do Canal Brasil.


Sobre Martha Nowill
Diretora, atriz e roteirista, Martha Nowill atua no teatro, cinema e televisão desde os 18 anos. É formada em Cinema pela FAAP e Teatro pela Escola Célia Helena. Assina roteiros e colaborações para revistas como Piauí, TPM, Bazaar, Vogue, Carta Capital e Folha de S.Paulo. Seu trabalho mais recente nos palcos é Pagú – Até Onde Chega a Sonda, que também idealizou e protagonizou.


Ficha técnica
Espetáculo "A Autoestima do Homem Hétero"
Idealização, texto e atuação: Amanda Mirásci
Direção: Martha Nowill
Colaboração dramatúrgica: Bruna Trindade e Martha Nowill
Assistência de direção: Iuri Saraiva
Direção de movimento: Julianne Trevisol
Direção de arte: Luiza Mitidieri
Visagismo: Isabella Oliveira
Trilha sonora: Aline Meyer
Luz: Júnior Docini
Preparação vocal: Verônica Machado
Direção de Produção: Marlene Salgado
Design gráfico: Harú Estúdio Criativo
Fotos: Julia Lego
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Produção associada: Amanda Mirásci e Marlene Salgado
Realização: Arrakasta Produções Artísticas

Serviço
Espetáculo "A Autoestima do Homem Hétero"
Dias 10 e 11 de janeiro – Sábado e domingo, 14h30 e 17h00
Classificação: 14 anos
Duração: 70 minutos
Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/114190/d/354261/s/2389064?
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 60 minutos

.: "A Bela e a Fera" é atração de sexta-feira no Festival de Férias do Teatro Uol


Ao se tornar prisioneira no castelo encantado da Fera, ela descobre que por trás da aparência assustadora, existe um coração sensível e generoso. Foto: divulgação


De 5 de janeiro a 1º de fevereiro, o Teatro Uol, em São Paulo, recebe sete clássicos infantis que atravessam gerações e seguem vivos no repertório afetivo de muita gente. Dentro da programação do 42º Festival de Férias do Teatro Uol, às sextas-feiras, às 16h00, será apresentado o espetáculo "A Bela e a Fera".  No espetáculo, Bela, uma jovem inteligente e sonhadora, troca sua liberdade pela de seu pai. Ao se tornar prisioneira no castelo encantado da Fera, ela descobre que por trás da aparência assustadora, existe um coração sensível e generoso. 

Com a ajuda dos criados encantados do castelo, que também foram vítimas do feitiço, nasce entre os dois um sentimento puro e verdadeiro, capaz de transformar tudo ao redor. Esta emocionante peça celebra o poder do amor, da gentileza e da mudança interior. Elenco: Aline Cuoco, Déborah Menkos, Heliton Oliveira, Marcella Silveira, Marcelo Cortez, Ricardo Aires, Rodrigo Mazzoni e Lalu (Standin). Texto e direção: Heliton Oliveira. Realização: H4 Produções. De 9 a 30 de janeiro, sextas-feiras, 16h00. Duração: 60 minutos. Classificação: livre – indicação: a partir de três anos.


Sobre o Festival de Férias do Teatro Uol
Graças a uma curadoria rigorosa e consistente desde a primeira edição, o Festival de Férias do Teatro Uol, que em 2026 completa 25 anos de atividade, consolidou-se como o mais longevo de São Paulo. Localizado no Shopping Pátio Higienópolis, o Teatro Uol oferece uma experiência completa, reunindo conforto, segurança e fácil acesso, criando um cenário ideal para um programa de férias completo: entrar na sala, desligar o celular, se encantar com as histórias e sair com a cabeça cheia de arte e imaginação.


Serviço
Festival de Férias do Teatro Uol
De 5 de janeiro a 1º de fevereiro
Ingressos: R$ 100,00 (inteira) | R$ 50,00 (meia-entrada)
Televendas: (11) / 3823-2423 / 3823-2737 / 3823-2323
Vendas on-linewww.teatrouol.com.br
Horário de funcionamento da bilheteria em janeiro: segundas e terças, das 14h00 às 16h00, quartas, quintas e sextas das 14h00 às 20h00, sábados, das 13h00 às 22h00, e domingos, das 13h00 às 20h00. Não aceita cheques. Aceita os cartões de crédito: todos da Mastercard, Redecard, Visa, Visa Electron e Amex.  Estudantes e pessoas com 60 anos ou mais têm os descontos legais. Clube Uol e Clube Folha têm 50% desconto.


Teatro Uol
Shopping Pátio Higienópolis - Av. Higienópolis, 618, Terraço. Tel.: (11) 3823-2323 
Acesso para cadeirantes- Ar-condicionado- Estacionamento do Shopping: consultar valor pelo tel: 4040-2004- Venda de espetáculos para grupos e escolas: (11) 3661-5896, (11) 99605-3094 – Patrocínio do Teatro UOL: UOL, Folha de S. Paulo, Germed e Interfood.

.: “Três Luzes” transforma um blecaute em viagem íntima pela memória


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com

O monólogo “Três Luzes”, protagonizado por Cássia Damasceno, será apresentado nos dias 23 e 24 de janeiro, sexta-feira e sábado, às 20h00, no auditório do Sesc Santos. A montagem propõe uma experiência sensível e intimista, na qual um blecaute funciona como gatilho para uma sucessão de memórias, reflexões e narrativas que transitam entre o presente e o passado.

Preso dentro de um elevador durante a falta de energia, o corpo da atriz se torna território de lembranças e ensaios existenciais. A partir dessa situação-limite, a personagem revisita fragmentos de sua própria história, bem como as trajetórias de seu pai e de sua mãe, compondo uma autoficção que entrelaça vivências pessoais a questões universais. Medos, sonhos, heranças familiares e silêncios atravessam a cena, revelando as marcas afetivas e simbólicas que moldam a identidade dessa mulher.

Dirigido por Aristeu Araújo, que assina a dramaturgia ao lado de Cássia Damasceno, “Três Luzes” constrói sua narrativa a partir do contraste entre luz e escuridão, presença e ausência, memória e esquecimento. Esses elementos se sobrepõem a pequenos ensaios poéticos que buscam dar conta das contradições da experiência humana e da própria história da humanidade. A participação da musicista Júlia Klüber amplia a dimensão sensorial do espetáculo, dialogando diretamente com o estado emocional da personagem. Voltado ao público a partir de 12 anos, o monólogo tem duração de 60 minutos. Os ingressos custam R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (meia-entrada) e R$ 12,00 (Credencial Plena).


Ficha técnica 
Monólogo "Três Luzes"

Atuação: Cássia Damasceno 
Dramaturgia: Aristeu Araújo e Cássia Damasceno 
Consultoria dramatúrgica: Henrique Fontes 
Direção: Aristeu Araújo 
Assistente de direção: Jade Azevedo 
Composição musical: Luiz Lepchak 
Musicista: Júlia Klüber 
Iluminação: Nadja Naira 
Operação de luz: Dafne Rufino 
Figurino: Amábilis de Jesus 
Caracterização: Kenia Coqueiro 
Cenário: Eduardo Giacomini 
Desenho e operação de som: Chico Santarosa 
Direção de produção: Cássia Damasceno 
Assistência de produção: Jade Azevedo 
Cenotecnia: Vilson Kurtz 
Realização: 3Luzes 
Duração: 60 minutos 

Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta, das 9h às 21h30 | Sábados e domingos, 10h às 18h30   

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Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida / Santos
Telefone: (13) 3278-9800        
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

.: Peça “A Manhã Seguinte” transforma encontros improváveis em comédia


Sucesso em mais de 10 países, peça do autor britânico Peter Quilter ganha montagem inédita no Brasil, com direção de Thereza Falcão e Bel Kutner, e faz temporada no Teatro VillaLobos; 
Foto: João Pedro Hachiya

E se o amor começasse depois do primeiro “bom dia”? Sucesso em mais de 10 países, “A Manhã Seguinte” ganha montagem inédita no Brasil e, após estreia aclamada no Rio de Janeiro e sessões lotadas em BH, Curitiba, João Pessoa e Brasília, chega a São Paulo para temporada no Teatro VillaLobos, no Shopping Villa Lobos, de 9 de janeiro a 1° de março, com sessões sextas e sábados, às 20h00, e domingos, às 18h00. Do aclamado dramaturgo inglês Peter Quilter, “A Manhã Seguinte” é uma comédia leve, inteligente e cheia de reviravoltas sobre encontros inesperados, famílias nada convencionais e o desafio de lidar com sentimentos quando ninguém diz exatamente o que está sentindo. O elenco conta com Carol Castro, Bruno Fagundes, Gustavo Mendes e Angela Rebello. A direção é de Thereza Falcão e Bel Kutner.

A história apresenta um quarteto irresistível: um rapaz tímido, uma jovem decidida, uma mãe sem papas na língua e um irmão com humor afiado e zero limites. Juntos, eles transformam qualquer manhã em um verdadeiro espetáculo. "Dirigir 'A Manhã Seguinte' é explorar com delicadeza e humor o desconforto do inesperado. A peça fala sobre encontros reais - e sobretudo o que não se diz", explica a diretora Thereza Falcão.

Na trama, Kátia (Carol Castro) e Tomás (Bruno Fagundes) se conhecem por acaso e, na manhã seguinte, acordam no mesmo quarto... cercados de incertezas. A situação já seria embaraçosa o suficiente, mas tudo ganha novos contornos com a chegada inesperada da mãe de Kátia (Angela Rebello), que não mede palavras, cheia de opiniões e sem qualquer filtro. E, para completar, Márcio (Gustavo Mendes), o irmão de Kátia, aparece com seu jeito inesperado, especialista em roubar a cena e bagunçar ainda mais o que já estava fora do controle. É uma história sobre afetos, tropeços e a beleza do improviso. Porque, às vezes, a vida só começa mesmo... na manhã seguinte.

"O mais bonito dessa comédia é que ela nos faz rir daquilo que somos: vulneráveis, contraditórios e humanos. É um teatro de afeto, leveza e verdade", comenta a diretora Bel Kutner. O projeto terá ainda uma temporada em São Paulo e uma turnê nacional, que passará por diferentes regiões do país. O espetáculo é apresentado pelo Ministério da Cultura e Caixa Residencial, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet. 

"Projetos como 'A Manhã Seguinte', que contam com itinerância por diferentes estados do país, são fundamentais para fortalecer o acesso à cultura e promover a diversidade artística em todo o Brasil", reforça o ceo da Caixa Residencial, Rodrigo Valença.


Ficha técnica
Espetáculo "A Manhã Seguinte"
Texto: Peter Quilter
Adaptação do texto: Thereza Falcão
Direção: Thereza Falcão e Bel Kutner
Elenco: Carol Castro, Bruno Fagundes, Gustavo Mendes e Angela Rebello
Cenário: Nello Marrese
Figurino: Mauro Leite
Produção de Elenco: Felipe Ventura
Assessoria de Imprensa: Carlos Pinho
Apoios: Marcela Rosário
Marketing e comercial: Mauricio Tavares
Produção geral, financeiro e administração: Sérgio Lopes
Direção de produção: Filomena Mancuzo
Produção executiva: Álvaro Antônio

Serviço
Espetáculo "A Manhã Seguinte"
Temporada: de 09 de janeiro a 01 de março de 2026   
Sessões: sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 18h
Local: Teatro VillaLobos – Shopping Villa Lobos – Av. Dra. Ruth Cardoso, 4777 - Jardim Universidade Pinheiros, São Paulo - SP
Classificação etária: 12 anos
Duração: 80 minutos
Gênero: comédia
Ingressos: de R$ 21 a R$ 150

.: "Cortejo Voador" transforma a área de convivência do Sesc Santos no domingo


Espetáculo itinerante transforma o espaço em festa coletiva com arte, humor e imaginação. Foto: divulgação

"Cortejo Voador", com o coletivo Cortejo Voador, anuncia que o circo chegou em movimento, espalhando música, poesia e palhaçada por onde passa. A apresentação acontece neste domingo, dia 11 de janeiro, às 17h30, na área de Convivência do Sesc Santos, com entrada gratuita e classificação livre, convidando públicos de todas as idades a participarem dessa grande festa coletiva.

Em formato de cortejo, o espetáculo transforma o espaço em picadeiro a céu aberto. Entre ritmos contagiantes, versos bem-humorados e brincadeiras circenses, os artistas conduzem o público por uma experiência lúdica e interativa, em que caminhar, cantar e rir fazem parte da cena. A proposta valoriza a tradição do circo popular e do teatro de rua, apostando na proximidade com o público e na celebração do encontro.

Com linguagem acessível e espírito brincante, o cortejo convida famílias inteiras - mamães, titias, crianças e curiosos de todas as idades - a se deixarem levar pelo clima de alegria. Desenrola o passo, bate palma, acompanha o refrão e chega com um versinho, porque no Cortejo Voador há espaço para a imaginação, para o improviso e até para uma inesperada casa de passarinho surgindo no meio do caminho.

A música ao vivo, a palhaçaria, as acrobacias e os números corporais se entrelaçam para criar uma atmosfera de festa, onde o riso e a poesia caminham juntos. Mais do que um espetáculo, Cortejo Voador é um convite ao brincar coletivo, ao encontro entre artistas e público e à ocupação afetiva dos espaços com arte, leveza e fantasia.

Ficha técnica
Espetáculo "Cortejo Voador"
Direção musical: Mica Matos
Percussão (palhaça): Mariana Paudarco
Sanfona (palhaça): Jéssica Nunes
Voz que puxa o cortejo: Jessica Rosa
Bambolê: Brenda Felix Barbosa
Perna de pau: Vanessa Santiago
Acrobacias: Jennifer Martins
Produção de campo: Adrianny Torre


Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta, das 9h às 21h30 | Sábados e domingos, 10h às 18h30   

Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida / Santos
Telefone: (13) 3278-9800        
Site do Sesc Santos
Instagram e Facebook: @sescsantos

.: Companhia Ensaio Aberto volta com "Morte e Vida Severina" em São Paulo


Obra de João Cabral de Melo Neto, com músicas de Chico Buarque e direção de Luiz Fernando Lobo, faz temporada no Sesc Pinheiros até 18 de janeiro. Foto: Thiago Gouvêa
 

“Morte e Vida Severina”, obra-prima de João Cabral de Melo Neto encenada pela Companhia Ensaio Aberto, com direção de Luiz Fernando Lobo, músicas de Chico Buarque e direção musical de Itamar Assiere, fará temporada no Teatro Paulo Autran - Sesc Pinheiros, de 8 a 18 de janeiro de 2026, com sessões de quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 18h. No sábado 17/01, acontecem duas sessões: às 16h e às 20h.

Com o espetáculo, a Companhia Ensaio Aberto dá voz aos severinos filhos de tantas marias. Para o diretor Luiz Fernando Lobo, que montou esse espetáculo pela primeira vez há 20 anos, muita coisa mudou: “Nesses vinte anos que se passaram entre a primeira montagem e esta atual, saímos do Mapa da Fome e chegamos a ser a sexta economia do mundo. Ao mesmo tempo, as negras manchas demográficas da Geografia da Fome não estão mais localizadas apenas nos sertões do Nordeste, e sim dentro das grandes cidades, como Rio de Janeiro, São Paulo, Nova Iorque, Paris e Berlim”.

A peça não é mais um poema regional brasileiro, pois os que vivem e morrem de morte severina agora estão em todas as serras magras e ossudas do mundo. A sombra da fome se espalha pelo planeta impulsionada pela crescente desigualdade. Segundo a Oxfam, o 1% mais rico da população mundial possui agora 45% da riqueza global, 44% da humanidade vive com menos de 6,85 dólares (R$ 41,5) por dia, e as taxas de pobreza global praticamente não mudaram desde 1990. No encontro do G20 em 2024, o Presidente Lula lançou a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e disse: "O símbolo máximo na nossa tragédia coletiva é a fome e a pobreza. Convivemos com 733 milhões de pessoas ainda subnutridas. Em um mundo que produz quase 6 bilhões de toneladas de alimentos por ano, isso é inadmissível”.

"Morte e Vida Severina", da Companhia Ensaio Aberto, estreou no Castelo São Jorge, em Lisboa. Em cena estão 4 músicos, 25 atores, sendo Gilberto Miranda o Severino desde a versão em Portugal. Com cenário de J.C. Serroni, iluminação de Cesar de Ramires, figurinos de Beth Filipecki e Renaldo Machado, a peça recebeu, em 2022, três indicações ao Prêmio Shell de Teatro - sendo premiada na categoria Música; seis indicações ao Prêmio APTR de Teatro - sendo premiada na categoria Iluminação, além de outros prêmios e indicações.

Ficha técnica
Espetáculo "Morte e Vida Severina"
Texto: João Cabral de Melo Neto
Músicas: Chico Buarque  
Direção geral: Luiz Fernando Lobo
Direção musical e arranjos: Itamar Assiere
Direção de produção: Tuca Moraes
Cenografia: J. C. Serroni
Iluminação: Cesar de Ramires
Figurino: Beth Filipecki e Renaldo Machado
Programação visual: Jorge Falsfein e Marcos Apóstolo
Produção: Aninha Barros

Elenco:
Gilberto Miranda – Severino
Anderson Primo – Irmão das Almas, Funeral de um lavrador
Ana Clara Assunção – Mulher da Janela
Bibi Dullens
Carla Muzag – Funeral de um lavrador, Cigana 3
Eduardo Cardoso
Grégori Eckert
Iris Ferreira
José Guerra
Kyara Zenga
Leonardo Hinckel
Luciano Veneu – Irmão das Almas
Luiz Fernando Lobo – Mestre Carpina
Mariana Pompeu – Nanã, Anunciação, Cigana 2
Mateus Pitanga
Matheus França
Mika Makino
Pedro Fernando – Irmão das Almas
Rafael Telles
Rossana Russia – Maria
Thaise Oliveira
Tomás Santa Rosa
Tuca Moraes – Cigana 1
Victor Hugo
Victor Seixas

Músicos
Acordeon - Itamar Assiere e Matheus Queiroz 
Cello - Saulo Vignoli
Percussão - Mingo Araújo
Violão e Viola - Marcílio Figueiró

Assistentes de direção: Octavio Vargas e Paola de Paula
Assistentes de produção: Laura Gonna
Produção de set: Fellipe Rodrigues
Preparação vocal: Ana Calvente
Preparação corporal: Luiza Moraes e Mika Makino
Músicas adicionais: Itamar Assiere, Carlinhos Antunes, Airton Barbosa
Design de sonorização: Branco Ferreira
Sonorização: Gramophone
Operação de som: Branco Ferreira
Operação de luz: Pedro Passini
Microfonista: Ana Bittencourt
Assessoria de imprensa: Armazém Comunicação | Christina Martins
Coordenação: Ciência do Novo Público Clarice Tenório Barretto
Ciência do Novo Público Andreza Dias, Gilberto Miranda, Grégory Eckert, Júlia Freiman, Mateus Pitanga, Maura Santiago e Thaise Oliveira
Fotos e imagens de divulgação: Thiago Gouveia
Fotos do programa: Thiago Gouveia, Renam Brandão e Leon Diniz
Vídeos: Maria Flor Brazil, Claudio Tammela | Banda Filmes
Ilustrações: Carybé
Gerente de projeto gráfico: Priscilla Fernandes
Produção gráfica: Marcello Pignataro
Assistente de cenografia: Débora Ferreira
Pintura de arte: Biby Martins, Beatriz Leandro, Danubria Martins e Andréia Amorim
Estagiária em cenografia: Nick Cavalcanti
Cenotécnicos: Wagner de Almeida e José Alves
Maquinista: Sidney Viana
Técnicos: Valdeir Baiano e Pedro Passini

Serviço
Espetáculo “Morte e Vida Severina”
Companhia Ensaio Aberto
Datas:8 a 18 de janeiro de 2026
No sábado, 17 de janeiro, acontecem duas sessões: às 16h00 e às 20h00.
Nos dias  15, 16, 17 e 18 de janeiro haverá tradução em Libras
Local: Sesc Pinheiros – Teatro Paulo Autran
Ingressos: R$ 21,00 (credencial plena), R$ 35,00 (meia) e R$ 70,00 (inteira) - Venda online pelo aplicativo Credencial Sesc SP ou pelo site https://centralrelacionamento.sescsp.org.br/ (a partir de 25/11) e presencial (a partir de 26/11) em todas as bilheterias da rede Sesc SP.
Duração: 90 minutos
Classificação Etária Indicativa: 12 anos

Sesc Pinheiros   
Rua Paes Leme, 195, Pinheiros - São Paulo (SP) 
Horário de funcionamento: Terça a sexta: 10h às 22h. Sábados: 10h às 21h. Domingos e feriados: 10h às 18h30
Estacionamento com manobrista
Como Chegar de Transporte Público: 350m a pé da Estação Faria Lima (metrô | linha amarela), 350m a pé da Estação Pinheiros (CPTM | Linha Esmeralda) e do Terminal Municipal Pinheiros (ônibus).
Acessibilidade: A unidade possui rampas de acesso e elevadores, além de banheiros e vestiários adaptados para pessoas com mobilidade reduzida. Também conta com espaços reservados para cadeirantes.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

.: "Habitat" estreia no Teatro Estúdio e discute julgamento popular


Em cena, Fernanda de Freitas, Rafael Primot e Rogério Brito, e a direção é de Lavínia Pannunzio e Eric Lenate. Foto: Leekyung Kim


Os fenômenos do cancelamento, da manipulação da verdade e do julgamento popular podem trazer consequências extremamente perigosas na era das redes sociais. Para trazer luz a essas discussões, "Habitat", com dramaturgia de Rafael Primot (vencedor dos prêmios Shell, Cesgranrio e Cooperativa Paulista de Teatro), tem sua temporada de estreia no Teatro Estúdio, de 13 de janeiro a 5 de março de 2026. As apresentações acontecem de terça a quinta-feira, sempre às 20h00. O espetáculo tem ainda direção de Eric Lenate e Lavínia Pannunzio e, além de Primot, traz no elenco os atores Fernanda de Freitas e Rogério Brito. A produção é da Enkapothado Artes.

No espetáculo, a jornalista Nádia (Fernanda de Freitas) entrevista o assassino confesso Adailton (Rafael Primot), que, por sua vez, acusa o executivo Tite (Rogério Brito) de ser o mandante do crime ocorrido dentro de um supermercado. A partir desse encontro, o caso ganha novas proporções nas mídias sociais e desencadeia uma série de desdobramentos inesperados. Inspirado em um fato real. Um incidente trágico que dá início a um intenso drama sobre preconceito, busca por justiça e a manipulação da verdade em uma sociedade marcada pela força da mídia e por julgamentos precipitados. 

"Habitat" é inspirada em fatos reais e acompanha o embate entre três personagens a partir de um crime ocorrido dentro de uma grande rede de supermercados: a jornalista investigativa Nádia, o trabalhador braçal Adailton e o gerente da loja Tite. Um incidente trágico dentro do estabelecimento entrelaça seus destinos e dá início a um intenso drama sobre preconceito, busca por justiça e a manipulação da verdade em uma sociedade marcada pela força da mídia e por julgamentos precipitados. Graças a sua relevância para os dias atuais, o texto recebeu o prêmio do Estado para montagens inéditas, Proac 2024.

A dramaturgia, segundo o autor e ator Rafael Primot, nasceu de sua observação das redes sociais e notícias e como muitas vezes as pessoas passam a julgar e a condenar umas às outras sem ouvir todos os lados das histórias. “Esse fenômeno contemporâneo do cancelamento e da desumanização me instigaram profundamente. Comecei a refletir sobre como estamos perdendo a capacidade de empatia, e o teatro, para mim, é o espaço ideal para debater isso e colocar uma lente de aumento sobre nossos comportamentos coletivos”, revela.

Além de ser uma obra artística relevante, "Habitat" é uma resposta ao momento atual, no qual a arte e a cultura enfrentam desafios significativos. Trata-se de uma obra provocativa sobre moralidade, responsabilidade e o poder destrutivo dos julgamentos virtuais. Em tempos de exposição total, o espetáculo convida o público a refletir sobre empatia, cancelamento, e a complexa verdade por trás de cada "vilão" digital.

“A força de 'Habitat' está na palavra, nos diálogos que movem a ação e revelam as camadas psicológicas de cada personagem. É um texto sobre o que dizemos, mas principalmente sobre o que nossas palavras podem causar. E essa força ganha vida através do elenco, com enorme potência dramática, e a parceria inédita entre Éric Lenate e Lavínia Pannunzio na direção, que trouxe uma intensidade e um olhar sensível para esse embate humano”, acrescenta Primot. Compre o livro da peça neste link.

Ficha técnica
Espetáculo "Habitat"
Elenco: Fernanda de Freitas, Rafael Primot e Rogério Brito
Direção: Lavínia Pannunzio e Eric Lenate
Texto: Rafael Primot
Trilha Sonora: LP Daniel
Figurinos e direção de arte: Carol Bertier
Cenário: Eric Lenate
Luz: Sarah Salgado
Visagismo: Alisson Rodrigues e Emi Sato
Designer gráfico: Patrícia Cividanes 
Mídias Sociais: Haroldo Miklos
Making of e captações: Otávio Pacheco
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Fotos de cena e palco: Kim Leekyung
Fotos de estúdio: Sérgio Santoian
Produção: Franz Keppler e Rafael Primot
Uma produção Enkapothado Artes
Realização através do Proac2024


Serviço
Espetáculo "Habitat"
Temporada: 13 de janeiro a 5 de março de 2026*
às terças, quartas e quintas-feira, às 20h
* Não haverá sessões nos dias 17, 18 e 19 de fevereiro
**Sessão exclusiva para convidados: 19 de janeiro
Teatro Estúdio -  Conselheiro Nébias, 891 - Campos Elíseos, São Paulo - SP, Metrô Santa Cecília 
Ingressos: R$100 (inteira) e R$50(meia-entrada)
Venda online Sympla
Bilheteria: 
Bilheteria física: Teatro Estúdio - tel: (11) 97474-1912
Horário de funcionamento: somente em dias de espetáculo, 2 horas antes do início da apresentação. 
Estacionamento na frente do teatro 
Telefone: (11) 97474-1912
Acessibilidade: Sim



.: “Matilde”, comédia dedicada a Paulo Gustavo, estreia no CCBB São Paulo


Malu Valle e Ivan Mendes estão fazendo história com “Matilde”, em turnê pelo Centro Cultural Banco do Brasil. O espetáculo esgotou em todas as apresentações da turnê. Foto: Daniel Chiacos

Os atores Malu Valle e Ivan Mendes estão fazendo história com “Matilde”, em turnê pelo Centro Cultural Banco do Brasil. O espetáculo esgotou em todas as apresentações da turnê. Com texto de Julia Spadaccini e direção de Gilberto Gawronski, a peça estreou no CCBB Rio de Janeiro, e seguiu para os CCBBs de Belo Horizonte, Brasília e Salvador. A próxima - e última parada da turnê - é em São Paulo: o espetáculo fará temporada entre 8 e 25 de janeiro de 2026 no CCBB São Paulo.

Uma história que começou há 20 anos, quando Paulo Gustavo, na época estudante de Artes Cênicas da CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), convidou Malu Valle para dirigir o espetáculo "Infraturas" (2005), um compilado de esquetes cômicas que marcou o início da carreira dele e de seu colega de cena Fábio Porchat, ganha em 2025 um novo e especial desfecho. O projeto que impulsionou a carreira de Paulo, consolidando uma amizade profunda entre ele e Malu, em 2015 ganhou novas proporções com a ideia do espetáculo “Matilde”, quando o ator quis inverter os papeis e convidou Malu para estar em cena, sob sua direção. Agora, a peça celebra os 35 anos de carreira de Malu Valle e é dedicada ao revolucionário Paulo Gustavo. 

"Matilde" apresenta a história de uma mulher de 60 anos (Malu Valle), aposentada, que vê sua rotina pacata em Copacabana ser transformada ao alugar um quarto para Jonas (Ivan Mendes), um ator de 36 anos em busca de sua grande oportunidade. Com humor e sensibilidade, o texto de Julia Spadaccini aborda temas como envelhecimento, solidão, relações intergeracionais e os desafios da sociedade patriarcal. O espetáculo, dirigido por Gilberto Gawronski, investe na comédia para explorar os medos e anseios de Matilde e Jonas, personagens que se provocam, se desafiam e se transformam ao longo da narrativa, em reflexões sobre a discriminação etária e os estigmas sociais impostos às mulheres mais velhas, questionando tabus sobre sexualidade e identidade na terceira idade. 

Um dos maiores artistas do Brasil, Paulo Gustavo, além de lotar os teatros por onde passava, enaltecia o espaço como poderosa arma de reflexão, que admite as contradições culturais e transpõe barreiras irreversíveis. Afinal, a crítica nasce quando a arte espelha a sociedade e faz valer seu poder de comunicação ao incorporar em uma mesma obra a multiplicidade de elementos que enriquecem o debate coletivo. “Matilde” trata de temas de relevância mundial, repensando grandes certezas e questionando estereótipos como um caminho para uma sociedade mais positiva e menos discriminatória. Tudo com muita leveza que tem feito o público sair do teatro com desejo de voltar!

Durante a temporada, algumas sessões contarão com recursos de acessibilidade. No dia 17 de janeiro, haverá tradução em Libras; dia 10 de janeiro, a apresentação contará com audiodescrição. Como parte da programação paralela da temporada, o CCBB SP recebe, no dia 9 de janeiro, às 15h00, a Oficina “A Necessidade de Produzir Arte”, conduzida por Caio Bucker e Ivan Mendes, A oficina tem duração de duas horas e seu objetivo é levar o ensino da arte, incentivar a produção de conteúdos e transformar espectadores em pensadores construtivos do entretenimento. Serão tratados temas como empreendedorismo cultural, etapas de elaboração de projetos, uso das Leis de Incentivo, patrocínios e financiamento coletivo, além de questões ligadas ao marketing e à dramaturgia. As vagas serão preenchidas no dia, com retirada de ingressos com uma hora de antecedência na bilheteria ou no site do CCBB SP. A turnê “Matilde” é apresentada pelo Ministério da Cultura e pelo Banco do Brasil, com realização do Centro Cultural Banco do Brasil e produção da Bucker Produções Artísticas. 


Ficha técnica
Espetáculo "Matilde"

Direção de movimento: Marcia Rubin
Cenário: Nello Marrese
Figurino: Carla Garan
Iluminação: Ana Luzia Molinari de Simoni
Direção musical e trilha sonora: Cláudia Elizeu
Design gráfico: Bady Cartier
Visagismo: Marcos Freire
Fotos de divulgação: Daniel Chiacos
Camareira: Giulia Gomes
Cenotécnico: André Salles
Assistente de cenografia: Avner Proba
Adereços da maquete: Márcia Marques
Montagem de cenário: Leandro Brander
Montagem de luz: Thayssa Carvalho
Direção de produção: Caio Bucker
Coordenação do projeto: Renato Rangel
Produção executiva SP: Gerardo Franco
Produtor associado: Fábio Gonçalves
Assistência de produção: Aline Monteiro
Assistência de direção: Valeria Campos
Pesquisa dramatúrgica: Márcia Brasil
Operação de som: Aline Monteiro
Operação de luz: Paty Emiko
Coordenação de mídia: Rodrigo Medeiros | R+ Marketing
Criação de conteúdo audiovisual: Gustavo Trindade
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Assessoria j: Renan Nazário
Contadores: Cissa Freitas e Francisco Junior
Idealização: Malu Valle
Produção: Bucker Produções Artísticas


Serviço
Espetáculo "Matilde"
De 8 a 25 de janeiro de 2026
Horário: quintas e sextas-feiras, às 19h00, e sábados e domingos, às 17h00
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 - Centro Histórico / São Paulo
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 80 minutos
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada), disponíveis no site bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB São Paulo. Os ingressos são liberados na sexta-feira da semana anterior de cada semana às 12h00
Estudantes, maiores de 65 anos e Clientes Ourocard pagam meia entrada
Acessibilidade em Libras na sessão de sábado, dia 17 de janeiro
Audiodescrição na sessão do sábado, dia 10 de janeiro

Oficina “A Necessidade de Produzir Arte”
Data: sexta-feira, 9 de janeiro
Horário: 15h00 às 17h00
Vagas: 30
Ingressos disponíveis 1 hora antes da atividade em bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB SP.


Serviço CCBB SP
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 - Centro Histórico / São Paulo
Aberto todos os dias, das 9h00 às 20h00, exceto às terças
Contato: (11) 4297-0600
Estacionamento: o CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas - necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB).
O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12h00 às 21h00.
Van: ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h00 às 21h00.
Transporte público: o CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista.
Táxi ou aplicativo: desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m).
Entrada acessível CCBB SP: pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e outras pessoas que necessitem da rampa de acesso podem utilizar a porta lateral localizada à esquerda da entrada principal.

.: "Novas Diretrizes em Tempos de Paz", de Bosco Brasil, ganha nova montagem


Espetáculo expõe horrores do totalitarismo e celebra a resistência da arte sobre a barbárie. Espetáculo teve sua estreia nacional na 17ª FITA - Festa Internacional de Teatro de Angra. Foto: Leekyung Kim

Sucesso da dramaturgia nacional, a peça "Novas Diretrizes em Tempos de Paz", de Bosco Brasil, ganha uma nova montagem dirigida por Eric Lenate, que também está em cena ao lado de Fernando Billi. O espetáculo, que ainda tem direção de produção de Mauricio Inafre, faz sua estreia paulistana no dia 9 de janeiro no Teatro Estúdio, onde segue em cartaz até 8 de fevereiro de 2026, com sessões às sextas e aos sábados, às 20h00, e aos domingos, às 16h00.

Montada pela primeira vez em 2002, sob a direção de Ariela Goldmann, a peça fez um enorme sucesso de crítica e de público e recebeu os prêmios Shell e APCA daquele ano. O texto também foi traduzido para diversos idiomas e ganhou montagens em Portugal, Itália, Argentina, Porto Rico, Uruguai, Chile e México. Além disso, foi adaptado para para o cinema no longa-metragem “Em Tempos de Paz” (2009), dirigido por Daniel Filho e estrelado por Tony Ramos e Dan Stulbach. Na nova encenação, Fernando Billi assume o papel do interrogador, Segismundo, e Lenate do imigrante polonês, Clausewitz. 

A peça é uma fábula de época, que se passa durante a ditadura de Getúlio Vargas (1937-1945), já no final da Segunda Guerra Mundial, e narra a história de um do refugiado polonês Clausewitz, que chega ao Brasil disposto a esquecer os horrores que viveu em sua terra natal. Ao se apresentar à Alfândega, em abril de 1945, carregando apenas a roupa do corpo e o sonho de começar uma nova vida como agricultor, ele é barrado por Segismundo, um funcionário da imigração e ex-torturador da polícia política varguista.

Clausewitz chega trazendo nenhum pertence, sem apresentar nas mãos qualquer marca típica da vida de agricultor e o mais estranho: falando português fluentemente. Segismundo suspeita que o imigrante polonês seja, na verdade, um nazista disfarçado tentando entrar no país e dá início a um duro interrogatório que culmina em um inusitado desafio: Clausewitz tem 10 minutos para cumprir uma estranha tarefa, caso contrário, volta no mesmo cargueiro que o trouxe. Dá-se, então, um intenso embate entre os dois homens, que irmanados em suas derrotas pessoais, vão em busca da emoção, que poderá ou não os devolver as suas humanidades.

O espetáculo teve sua estreia nacional na 17ª FITA – Festa Internacional de Teatro de Angra, em agosto de 2025, na qual recebeu indicações ao Prêmio FITA 2025: melhor espetáculo, melhor direção, melhor ator (Eric Lenate), melhor trilha sonora (L. P. Daniel), melhor cenário (Eric Lenate) e melhor iluminação (Aline Sayuri e Eric Lenate).

A relevância do texto
"Novas Diretrizes em Tempos de Paz" expõe de forma incisiva alguns dilemas provenientes da tentativa de compreensão do horror. Ao longo do embate entre os personagens, nos defrontamos, metonimicamente, com duas experiências históricas marcadas pela sistemática violação de direitos humanos: a 2ª Guerra Mundial e o regime autoritário do Estado Novo brasileiro.

 A obra propicia uma reflexão sobre as articulações entre os perversos mecanismos de subjugação do ser humano utilizados na Segunda Guerra e a experiência histórica dos países periféricos, neste caso o Brasil, convocando estratégias de rememoração que preservam e atualizam as agruras e impasses do período.
As nuances “infinitas” em torno da historiografia do Holocausto valem também, em grande medida, para o contexto de formação da sociedade brasileira. A delicada aproximação que a obra de Bosco estabelece entre a guerra na Europa e o regime varguista confronta o mito de país pacífico e acolhedor – expresso pela ingenuidade de Clausewitz ao projetar sobre o Brasil o lugar mítico de sua redenção – sem, com isso, flexibilizar ou diminuir o sentido extremo da guerra. 

Essa tensão é potencializada na medida em que, por um lado, os países latino-americanos convivem em sua história com catástrofes de elevada magnitude, cujos efeitos terríveis na história do Ocidente ainda não encontram um “esforço de memória” condizente com sua dimensão. 

Ao colocar em cena um torturador brasileiro e um refugiado da guerra europeu, Bosco desloca para a ótica brasileira e contemporânea várias questões ligadas à tarefa de lembrar a barbárie, propiciando uma reflexão sobre os gestos do algoz e da vítima do fascismo europeu e sua incorporação parcial na estrutura política do Estado Novo, da dificuldade de representar o horror extremo e convertê-lo em testemunho dotado de sentido compartilhável, bem como o papel (im)possível da arte no mundo que emerge da barbárie.

Ficha técnica
Espetáculo "Novas Diretrizes em Tempos de Paz"
Elenco: Fernando Billi e Eric Lenate
Texto: Bosco Brasil
Direção Artística: Eric Lenate
Codireção Artística: Vitor Julian
Trilha Sonora Original, Desenho Sonoro e Engenharia de Som: L. P. Daniel
Desenho de Luz: Aline Sayuri e Eric Lenate
Figurinos: Jocasta Germano
Visagismo: Leopoldo Pacheco
Arquitetura Cenográfica: Eric Lenate
Assistência de Cenografia: Jorge Luiz Alves
Cenotecnia: Casa Malagueta
Equipe Cenotécnica: Alício Silva, Georgia Massetani, Igor B. Gomes, Danndhara Shoyama, Mizael Costa, João Chiodo, João Carlos, João Victor, Antônio Paulo
Produção e Confecção de Objetos e Adereços: Jorge Luiz Alves e Eric Lenate
Montagem e Operação de Som: Natália Francischini
Montagem e Operação de Luz: Aline Sayuri
Montagem e Operação de Cenário: Jorge Luiz Alves
Assessoria de Imprensa: Helô Cintra e Douglas Pichetti (Pombo Correio)
Fotos de Divulgação: Leekyung Kim
Programação Visual: Dante
Redes Sociais: CANNAL Mídias Digitais
Direção de Produção e Administração: Mauricio Inafre
Assistência de Produção: Regilson Feliciano
Idealização e Gestão de Projeto: Fernando Billi e Eric Lenate
Produção: Uma Arte Produções Artísticas


Serviço
Espetáculo "Novas Diretrizes em Tempos de Paz"
Temporada: de 31 de outubro de 2025 a 8 de fevereiro de 2026
Às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 16h. 
Não haverá apresentações entre os dias 22/12/25 e 08/01/2026
Teatro Estúdio - Rua Conselheiro Nébias, 891 - Santa Cecília, São Paulo (SP)
próximo ao Metrô Santa Cecília
Ingressos: R$ 80 (inteira) | R$ 40 (meia-entrada) | R$ 105 (inteira + Valet) | R$ 65 (meia-entrada + Valet)
Vendas online em Sympla
Bilheteria: 2h antes do início da sessão
Classificação: 14 anos
Duração: 80 minutos
Capacidade: 158 lugares

@oteatroestudio
Informações: (11) 97474-1912
contato@teatroestudio.com.br
- Acessibilidade no local;
- Serviço de Valet com Estacionamento no local;
- Bar-Café funcionando a partir de 2 horas antes do espetáculo;
- Bilheteria funcionando 2 horas antes do espetáculo;

Ingressos
Via plataforma Sympla e na bilheteria do Teatro Estúdio.

.: Daniele Tavares volta aos palcos no solo "Etiqueta do Luto"


Com direção de Marcelo Varzea, o espetáculo volta em cartaz no dia 10 de janeiro para temporada até dia 2 de fevereiro de 2026. Foto: Júlio AraKack

Depois de 30 anos afastada dos palcos, a atriz e autora Daniele Tavares estreia o solo "Etiqueta do Luto - Ninguém Pergunta Nada à Mãe da Menina Morta", em que relata uma experiência pessoal e devastadora: a morte de sua filha, aos 21 anos, no dia 24 de novembro de 2015, em circunstâncias obscuras e sem causa definida. O espetáculo, com direção de Marcelo Varzea, volta em cartaz no dia 10 de janeiro de 2026, no Teatro Pequeno Ato. Dez anos depois dessa perda irreparável, Daniele retorna ao episódio a partir do teatro autobiográfico, construindo uma narrativa em que memória e presença se confundem, num esforço de elaborar o luto e a saudade que não passa. 

“Minha filha sonhava em ser atriz, e de alguma forma, estar novamente no palco é um reencontro com ela — um modo de seguir perto, de continuar o diálogo que a vida interrompeu. No início, precisei dar espaço para que a mãe pudesse aparecer. E, aos poucos, quando ela se sentiu em um lugar seguro, deixei que viessem à tona todas as minhas dores, medos e culpas. À medida que o processo foi se delineando, fui conseguindo o distanciamento necessário para criar como escritora e como atriz”, revela Tavares.

O trabalho levanta questões urgentes sobre saúde mental na adolescência e juventude, a regulamentação de medicamentos no Brasil e, sobretudo, o tabu em torno do silêncio que se impõe às mães que perderam filhos: a impossibilidade de perguntar, de falar, de compartilhar. Em 2023, Daniele já havia publicado o livro Parte de mim (Ed. Quelônio), em que abordava de maneira poética essa experiência de perda. Agora, junto com a estreia de "Etiqueta do Luto - Ninguém Pergunta Nada à Mãe da Menina Morta", lança pela Editora Giostri o livro com a dramaturgia do espetáculo, assinada por ela e com o dramaturgismo de Marcelo Varzea, Mariela Lamberti e Bruno Rods.

Sobre esse novo trabalho de escrita, a atriz e escritora diz: “No início, o Marcelo desconstruiu o meu livro e reorganizou alguns trechos como provocação e ponto de partida para esse novo texto. A partir daí, comecei a acrescentar novas informações, novas memórias. E as perguntas instigantes do Marcelo e do Bruno Rods sobre o que havia acontecido me levaram a buscar respostas para questões que eu mesma ainda não sabia responder. O texto nasceu um pouco a cada dia - junto com as pesquisas, os ensaios e as lembranças que iam voltando em cada conversa. Foi um processo muito vivo, delicado e transformador, em que a dor foi, aos poucos, se convertendo em palavra, em cena e, finalmente, em arte”.

O trabalho, de acordo com Marcelo Varzea, dialoga com a pesquisa que ele desenvolve sobre autoficção e outras narratividades, iniciada  por  "Silêncio.Doc", inclusive com publicação na Cobogó, "Dolores" e "O Que Meu Corpo Nu Te Conta?“. "A partir de suas memórias sobre a perda da filha, organizamos um dispositivo dramatúrgico em que o real é atravessado por elaboração poética e exercício de imaginação. O solo inscreve-se nesse território híbrido em que memória, corpo e palavra formam um gesto político contra o esquecimento”, comenta.

Ainda sobre a encenação, o diretor acrescenta: “Minha prática tem sido criar dispositivos de presença que encenam o real e confessam o ficcional, abrindo espaço para que a plateia experimente um campo de ambiguidade produtiva entre relato e invenção. Não me interesso, de maneira contundente, por nada no teatro que tenha caráter espetacular ou virtuosístico. Tenho me atido à cena crua, ao teatro essencial, em que ator, atriz, texto, luz, alguma ambiência sonora e elementos mínimos de cenografia bastam para instaurar o acontecimento. O que me move é o contato direto, o jogo vivo entre artista e plateia e entre atores e atrizes. A contracena em cena ou a experiência compartilhada com o público é, para mim, a substância do teatro. Cada vez mais essencial”.

Com produção do Plataforma - Estúdio de Produção Cultural, este é o novo projeto do Coletivo Impermanente, depois do sucesso "O que meu corpo nu te conta?". Compre o livro "Etiqueta do Luto" neste link.


Ficha técnica
Solo "Etiqueta do Luto - Ninguém Pergunta Nada à Mãe da Menina Morta"

Texto e atuação: Daniele Tavares
Concepção e direção: Marcelo Varzea
Diretor assistente: Bruno Rods
Direção de movimento: Veronica Nobili
Dramaturgismo e textos de apoio: Marcelo Varzea, Mariela Lamberti e Bruno Rods
Música original: Marcelo Pellegrini
Desenho de luz: Vini Hideki
Cenário: Marcelo Varzea
Figurinista: Cris Rose
Costureira: Antonia Azevedo
Design de projeções: Leonardo de Cassio
Consultoria técnica de vídeo e projeção: André Hã
Fotos de divulgação : Julio Arakack
Design gráfico:  Leonardo de Cassio
Produção: Plataforma - Estúdio de Produção Cultural e Mava Produções Artísticas
Direção de produção: Fernando Gimenes
Preparação vocal : Lara Córdula
Produção executiva: Bruno Ribeiro
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Redes sociais: Bruno Rods
Marketing digital: André Hã
Realização: Daniele Tavares e Coletivo Impermanente
Apoio: Cia do Liquidificador e Teatro Pequeno Ato.


Serviço
Solo "Etiqueta do Luto - Ninguém Pergunta Nada à Mãe da Menina Morta"
Temporada: 10 de janeiro a 2 de fevereiro de 2026
Aos sábados e às segundas, às 20h; e aos domingos, às 19h
Teatro Pequeno Ato - Rua Dr. Teodoro Baima, 78 - República - São Paulo - SP
Ingressos: R$ 80,00 (inteira) | R$ 40,00 (meia-entrada)
Vendas online em https://www.sympla.com.br/produtor/danieletavares
Telefone: (11) 996428350
Capacidade: 40 lugares
Acessibilidade: o espaço não possui acessibilidade para pessoas cadeirantes ou com mobilidade reduzida.
Redes Sociais: @etiquetadoluto @coletivoimpermanente

.: “Engolindo Sapo e Resolvendo os B.O.”, o solo de humor de Renato Scarpin


O artista propõe um show diferente, intercalando momentos de "cara limpa", ao estilo stand-up, com personagens carismáticas e que fazem a plateia refletir bastante enquanto se diverte. Foto: Wellington Santos

Após estada em Curitiba, durante 2025, onde fez apresentações na conceituada casa de espetáculos DHouse, Renato Scarpin retoma temporada, em janeiro de 2026, com seu “Engolindo Sapo e Resolvendo os B.O.”, na cidade de São Paulo. A peça faz parte da programação de férias do Teatro West Plaza, que fica dentro do shopping de mesmo nome da zona oeste da cidade, e fará sessões às sextas-feiras, às 20h30, na sala Laura Cardoso, de 09 a 30 de janeiro de 2026. Um show de humor inteligente que faz o público rir e se envolver com as personagens criadas pelo ator e autor, trazendo grande identificação, afinal: quem não anda resolvendo muito B.O. por aí?

O artista propõe um show diferente, intercalando momentos de "cara limpa", ao estilo stand-up, com personagens carismáticas e que fazem a plateia refletir bastante enquanto se diverte. Renato Scarpin traz uma visão cômica e reflexiva sobre as intervenções Divinas ao longo dos séculos até chegar na situação atual da humanidade.

Leve, divertido e provocativo, além de muito assunto do cotidiano, o artista traz personagens bem autênticas: Marigreides, uma secretária do lar um tanto atrapalhada; uma versão inusitada e carismática de Jesus nestes tempos apocalípticos; o velhinho Nicanor em tempos de IA, que volta pra contar como anda sua vida após a pandemia; e o CEO de um grande banco, que vai fazer a plateia se identificar e rir pra não chorar.

Além do histórico de sucesso em novelas de todas as emissoras, Renato Scarpin ficou em cartaz por mais de 10 anos pelo Brasil com seu primeiro “Engolindo Sapo pra Um Dia Comer Perereca” e agora apresenta esse novo texto, com novas personagens e reflexões aprofundadas. Um show de humor inteligente que faz o público rir e se envolver com as personagens criadas pelo ator e autor Renato Scarpin. A peça traz grande identificação com o público, afinal: quem não anda resolvendo muito B.O. por aí?

Uma visão cômica e reflexiva sobre as intervenções Divinas ao longo dos séculos até chegar na situação atual da humanidade. Leve, divertido e provocativo, além de muito assunto do cotidiano, o artista traz personagens bem autênticas: Marigreides, uma secretária do lar um tanto atrapalhada; uma versão inusitada e carismática de Jesus nestes tempos apocalípticos; o velhinho Nicanor em tempos de IA, que volta pra contar como anda sua vida após a pandemia; e o CEO de um grande banco, que vai fazer a plateia se identificar e rir pra não chorar.


Ficha técnica
“Engolindo Sapo e Resolvendo os B.O.”
Concepção, texto e atuação: Renato Scarpin
Codireção: Maritta Cury
Voz em off: Carô Carvalho
Técnica: Rick Conte
Fotos: Wellington Santos
Produção: Fábrica de Homenagem Produções Artísticas
Instagram @engolindosapo

Serviço
“Engolindo Sapo e Resolvendo os B.O.”
Duração: 70 minutos
Gênero: Humor com personagens
Classificação: 14 anos
Estreia em 09/01/2026.
De 09 a 30 de janeiro - Sextas-feiras, às 20h30
Local: Teatro West Plaza - Sala Laura Cardoso
O teatro fica dentro do Shopping West Plaza, Bloco B, no terceiro piso, na praça de alimentação - Av. Antártica, 408 - Água Branca, São Paulo – SP
Ingressos: R$ 70,00 (inteira), R$ 45,00 (promocional) e R$ 35,00 (meia-entrada)

.: “Reggaelização” conecta culturas e celebra a diversidade no Sesc Santos


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com
Foto: divulgação

O show “Reggaelização” será apresentado no sábado, 17 de janeiro, às 20h00, na comedoria do Sesc Santos, em uma noite dedicada à celebração da música, da diversidade cultural e da cultura de paz. Vencedora do Prêmio Profissionais da Música 2025, na categoria Melhor Banda de Reggae, a banda Afrodizia reafirma, neste espetáculo, o compromisso artístico com o reggae como expressão de consciência social, diálogo intercultural e transformação coletiva.

“Reggaelização” é o resultado de um projeto musical de fôlego, construído a partir de colaborações com artistas de 11 países, que amplia fronteiras sonoras e simbólicas. A proposta surge do encontro entre diferentes culturas, idiomas e vivências, costuradas pelo reggae como linguagem universal de resistência, espiritualidade e afirmação identitária. No palco, essa experiência se traduz em um espetáculo vibrante, pulsante e profundamente conectado ao presente.

O repertório reúne composições autorais criadas ao longo de mais de duas décadas de trajetória do Afrodizia, além de músicas inéditas desenvolvidas especialmente para o projeto. O grupo também apresenta versões originais de clássicos do reggae mundial, revisitando canções emblemáticas de Bob Marley, Steel Pulse, Gilberto Gil, entre outros ícones que ajudaram a consolidar o gênero como voz global de luta, esperança e união.

Com arranjos contemporâneos e uma performance carregada de energia, o show equilibra tradição e inovação, preservando a identidade brasileira do Afrodizia enquanto dialoga com influências internacionais. O resultado é uma sonoridade plural, que convida o público a sentir e refletir, transformando o espaço do show em um território de encontro, celebração e consciência. Voltado ao público a partir de 16 anos, “Reggaelização” propõe uma experiência musical envolvente, marcada por mensagens de respeito, igualdade e conexão humana. Os ingressos custam R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (meia-entrada) e R$ 12,00 (Credencial Plena).


Ficha técnica
Show "Reggaelização", com a banda Afrodizia
Artistas: Antônio Eduardo Campos Sheen, Priscilla Cantarelli Carneiro Sheen, Alexandre Cardoso Machado, Edward David Sanches e Diogo Elias Morgado
Músicos: Sérgio da Silva Almeida, Darci da Silva Ricomini Junior e Leandro Vieira Pereira
Técnico de som: Pedro Augusto

Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta, das 9h às 21h30 | Sábados e domingos, 10h às 18h30   

Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida / Santos
Telefone: (13) 3278-9800        
Site do Sesc Santos
Instagram e Facebook: @sescsantos

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

.: "Dois Patrões", a versão atualizada da comédia que mudou a história


Dirigido a quatro mãos por Neyde Veneziano e Giovani Tozi, que assinam, respectivamente, tradução e adaptação, o espetáculo apresenta dez artistas em cena. A nova versão é ambientada em uma festa de noivado organizada por um bicheiro poderoso. Foto: Priscila Prade

O ano de 2006 marcou o encontro de dois artistas de forma definitiva. Neyde Veneziano abria testes para seu novo espetáculo “Arlequim e Seus Dois Patrões”, e um jovem chamado Giovani Tozi, então bailarino e estudante de teatro, tentava o primeiro trabalho no teatro profissional. O teste deu certo. A estreia aconteceu pelas mãos de uma das diretoras mais importantes quando o assunto é teatro popular e, em especial, a commedia dell’arte. Para celebrar vinte anos desde esse primeiro encontro, Tozi e Veneziano retornam ao título que os aproximou. Dividem a direção e a nova montagem de “Il Servitore di Due Padroni”, de Carlo Goldoni, estreia no dia 16 de  janeiro de 2026, no Teatro Itália, com tradução de Neyde Veneziano e adaptação de Giovani Tozi. A dramaturgia mantém o enredo central e os arquétipos fundamentais, como Pantaleão, Doutor e Arlequim, mas desloca tudo para uma atmosfera contemporânea, brasileira e urbana.

Segundo Tozi, o ponto de partida da adaptação foi o conceito das máscaras da commedia dell’arte: “Elas não representam animais ao pé da letra, mas carregam traços animalizados que indicam instinto, energia e função social. A partir dessa lógica, surgiu a associação com algo profundamente brasileiro, popular e simbólico: o jogo do bicho. Essa aproximação me abriu portas para uma leitura atualizada das figuras clássicas”, revela ele. “A adaptação do Giovani ficou genial, maravilhosa”, pontua Neyde, que acolheu a sugestão de Tozi para dirigirem a quatro mãos. “Com texto extenso, elenco de dez atores e várias cenas, a dinâmica de dois encenadores resolveu a questão de aproveitar melhor o pouco tempo disponível dos ensaios até a estreia”, conta.

Na divisão de tarefas, Neyde procura ambientar o elenco no cenário e dá atenção à composição física das personagens, especialmente na transposição da dramaturgia para a atualidade, já que o espetáculo se passa em 2025. Tozi cuida de deixar o elenco pronto em aquecimentos e leituras, além de dar foco nas intenções, em como eles devem se expressar.


Versão brasileira tem bicheiro e social media
Nesta versão, Pantaleão é um bicheiro que deseja casar a filha para estabilizar (e lucrar) a divisão de territórios vizinhos. O Doutor segue advogando, mas agora presta serviço para os bicheiros que aumentam sua fortuna. A história inteira acontece dentro de uma festa de noivado que nunca termina, um ambiente onde todos parecem ser “inimigos do fim”. O clima mistura o absurdo de Buñuel em “O Anjo Exterminador” com a lógica caótica e sedutora de “Vale o Escrito”. O resultado é uma comédia de ritmo acelerado, com linguagem de 2025, que respeita a tradição da commedia dell’arte ao mesmo tempo em que a reinventa dentro da realidade social brasileira vibrante, contraditória, perigosa e irresistivelmente cômica.

Na versão que estreia em janeiro no Teatro Itália, a trama ganha novos contornos e personagens inseridos no universo brasileiro de 2025. O Arlequim de Goldoni se transforma em Tico Sorriso, vivido por Felipe Hintze. Além de carnavalesco de uma escola de samba de quarta divisão, Tico é um PJ que acumula empregos para conseguir pagar as contas no fim do mês. Esmeraldina, interpretada por Mila Ribeiro, torna-se assessora e social media de Clarice Lombardi, personagem de Camilla Camargo, que está decidida a assumir os negócios da família assim que se casar com Silvio Salvatti. Silvio, interpretado por Marcus Veríssimo, é um playboy que vive à sombra do pai, o Doutor Salvatti, papel de Jonathas Joba, um advogado influente que, sempre que bebe, passa a falar em latim. Como ninguém para de beber na festa, suas conversas com Pantaleão Lombardi, vivido por Marcelo Lazzaratto, tornam-se cada vez mais confusas.


DJ em cena
A história se embaralha de vez quando Beatriz Rasponi, interpretada por Larissa Ferrara, aparece vestida como o próprio irmão, Frederico Rasponi, para tentar recuperar o dinheiro que ele havia deixado escondido com Pantaleão. Como esse irmão tinha um casamento arranjado com Clarice, Frederico precisa sustentar a farsa e simular um interesse amoroso que nunca existiu.

O sedutor e esforçado Luca Aretusi, personagem de Gabriel Santana, casado com Beatriz, é o principal suspeito do assassinato do cunhado e surge em busca da esposa desaparecida. Para tentar ajudá-lo, ou complicar ainda mais a situação, entra em cena Briguela, interpretado por Gabriel Ferrara, dono do Hotel Goldoni Palace e responsável por receber todos e manter a festa funcionando. Essa celebração interminável é embalada pela música original, e ao vivo, de Nando Pradho, que dita o ritmo dessa comemoração que simplesmente se recusa a acabar.


O encontro de Veneziano-Tozi e o clássico
“Naquele ano em que fui chamada para dirigir um espetáculo no Hopi Hari, o parque temático estava em seu auge, vivia um período áureo de produções, além de estar localizado numa região próxima à Unicamp. Como eu ainda estava na universidade, convidei vários atores de lá para fazerem o teste, além de abrirmos a oportunidade para outros estudantes. De repente, Giovani me encantou: uma cara boa para viver um dos tipos, sensibilidade, um menino gentil, talentoso e disponível para trabalhar. Adaptei a peça e montei com máscaras para deixar o espetáculo mais leve e bonito. Foi assim: aquele ator coube muito bem no personagem escolhido para ele, o  enamorado.” Arlequim, Servidor de Dois Amos, de Carlo Goldoni, estreou em 1745 em Milão. A peça marcou uma revolução estética no teatro europeu, pois transformou a commedia dell’arte improvisada em uma comédia escrita, estruturada em texto dramático, sem perder o humor popular e a vitalidade dos tipos tradicionais.


Ficha técnica 
Espetáculo "Dois Patrões"
Texto: Carlo Goldoni.
Tradução: Neyde Veneziano.
Adaptação: Giovani Tozi.
Direção: Neyde Veneziano e Giovani Tozi.
Elenco: Camilla Camargo, Felipe Hintze, Gabriel Ferrara, Gabriel Santana, Larissa Ferrara, Jonathas Joba, Marcelo Lazzaratto, Marcus Veríssimo, Mila Ribeiro e Nando Pradho.
Cenógrafo e diretor de arte gráfica: Giovani Tozi.
Design de luz: Cesar Pivetti.
Figurinista: Gi Marcondes.
Trilha Sonora Original: Nando Pradho.
Assessoria de Imprensa: Arteplural – M Fernanda Teixeira e Maurício Barreira. Fotografia: Priscila Prade. Video: Luz Audiovisual. Redes socais: André Massa. Design gráfico: Gigi Prade.
Direção de Produção: Giovani Tozi.
Produção Executiva: Thomas Marcondes.
Assistente de Produção: Pedro Sousa.
Assessoria de Imprensa: – Arteplural – M Fernanda Teixeira e Maurício Barreira
Administração Financeira: Carlos Gustavo Poggio. Realização: Corpos Sensores Produtores Culturais.


Serviço
Espetáculo "Dois Patrões"

Teatro Itália. estreia 16 de janeiro de 2026. Temporada de sexta a domingo até 1 de março de 2026. Sessões - Sextas e sábados 20h, domingo 18h. Ingressos 80,00 (inteira)  e 40,00 (meia). Classificação 12 anos. Link de vendas: https://bileto.sympla.com.br/event/114186/d/354232/s/2389020

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