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sábado, 11 de abril de 2026

.: Viúva e amante desenterram segredos de George Washington em duelo íntimo


Tragicomédia inédita no Brasil coloca Claudia Ohana e Priscila Fantin frente a frente em um encontro marcado por luto, ciúme e revelações que tensionam a história pública e a verdade pessoal. Foto: divulgação

"As Amantes de George Washington", peça inédita escrita pelo escritor croata Miro Gavran, é uma tragicomédia ficcional, inspirada nos boatos espalhados sobre uma possível amante do primeiro presidente dos Estados Unidos. É um embate intimista, emocionante e elegante entre a viúva Martha Washington, interpretada por Claudia Ohana, e a amante Sylvia Carver, vivida por Priscila Fantin. O espetáculo está em cartaz no Teatro BDO Jaraguá, às sextas e sábados, às 20h00, e domingos, às 19h00, até dia 10 de maio.

No centro da trama, um mês após a morte de George Washington, a viúva Martha Washington convida a amante do marido, Sylvia Carver, a visitá-la. No encontro dramático e repleto de emoção, as rivais se obrigam a revelar pela primeira vez a verdade uma à outra e vão, então, descobrindo um passado sob uma nova perspectiva com uma reviravolta surpreendente. É como se George Washington ainda estivesse ali, naquela nobre sala do século XVIII, no casarão mantido até hoje e aberto à visitação, em Mount Vernon, norte da Virgínia, nos Estados Unidos, com suas pastagens e planagens de 20 mil metros quadrados, cercado pelo Rio Potomac.

“A peça conta a história de duas mulheres enlutadas que se veem sem perspectiva pela morte do homem amado. Traz diálogos muito precisos concentrados nas consequências de um ciúme e um rancor quase doentio, expondo temas como amor, solidão e a tensão entre a história pública e a verdade pessoal muito pertinentes aos acontecimentos políticos brasileiros”, conta o diretor Darson Ribeiro.

“A montagem explora o luto na cenografia e nos figurinos, numa estética quase ‘noir’, respeitando a época da trama no século XVIII, mas sem qualquer rigor histórico, mergulhando fundo na vida íntima, muitas vezes dolorosa e contraditória do primeiro presidente dos EUA, através dos olhos das duas mulheres que o amaram”, completa Darson. "As Amantes de George Washington" estreou no Teatro &TD, em Zagrebe, capital da Croácia, em 1988, e até hoje já foi encenada em mais de trinta países, como Inglaterra, Alemanha, Polônia, Grécia, entre outros. No Brasil, a estreia será dia 09 de abril, no Teatro BDO Jaraguá, em São Paulo.


Sobre a encenação
Leitor há tempos do autor croata Miro Gavran, Darson Ribeiro apaixonou-se pela ideia de encenar a ficção dramática "George Washington’s Loves" já traduzindo para "As Amantes de George Washington" pelo dúbio e emblemático significado do adjetivo.

“Gostei de cara do texto pela elaboração das palavras em diálogos precisos e elegantemente ácidos”, diz o diretor, que idealizou uma montagem minimalista toda em preto e branco, respeitando as características do século XVIII, incluindo a sonoplastia que terá somente sons de cavalos e apenas uma música final. “A única cor será a surpresa da montagem trazendo de certa forma, alívio e esperança àquelas duas mulheres que passaram anos lutando pelo mesmo homem”, completa.

A encenação de Darson Ribeiro evoca a realidade nua e crua das rivalidades amorosas, sem cair no vulgar do cotidiano. A ausência de cor ressaltará ainda mais o luto, assim como a música será por meio das vozes conhecidas de duas excelentes atrizes – contextualizando – que o melhor realmente é ser real, verdadeiro. O figurino traz, na íntegra, vestidos suntuosos respeitando a moda ainda influenciada pela Era Vitoriana, com requintados tecidos, chapéus, casquetes e luvas. É o teatro tradicional em todas as áreas.


Ficha técnica
Espetáculo "As Amantes de George Washington"
De Miro Gavran
Adaptação e direção-geral: Darson Ribeiro
Com Claudia Ohana e Priscila Fantin
Assistência de direção e de produção: Reinaldo Bancks
Cenografia, luz, trilha sonora e figurinos: Darson Ribeiro
Assessoria jurídica: Adalberto Kühl
Fotografia: Moisés Pazianotto
Assistência e execução de figurinos, ateliê e alfaiataria: Eduardo Gardenal
Design gráfico e mídia: Higor Lemo
Imagens: Neto Lima
Coordenador técnico: Henrique Polli
Assessoria de engenharia e arquitetura: André Kühl
Auxiliar de palco e camarim: Marco Alvarenga
Prosódia e fonoaudiologia: Ale Zalaf
Assessoria de Imprensa Liège Monteiro e Luiz Fernando Coutinho
Uma produção do Teatro BDO Jaraguá


Serviço
Espetáculo "As Amantes de George Washington"
Gênero: tragicomédia
Temporada: até dia 10 de maio de 2026
Sextas e sábados, às 20h00 e Domingos, às 19h00
Local: Teatro BDO Jaraguá
Endereço: Rua Martins Fontes, nº 71, Centro (Metrô Anhangabaú), São Paulo, SP - Fone: (11) 2802-7075
Ingressos: R$ 150,00 | R$ 75,00 (meia-entrada)
Bilheteria: a partir das 17h de sextas-feiras ou pelo link
Capacidade: 260 lugares | Duração: 60 minutos | Indicação etária: livre https://bileto.sympla.com.br/event/117828
Estacionamento no local, pela Estapar, na entrada principal do Hotel Nacional Inn Jaraguá com valor reduzido de R$ 30,00 (trinta reais) ao teatro - por até 4h, valorizando a experiência “espetáculo + Bar do Clóvis + Restaurante W3 do hotel”

.: "Qualquer Gato Vira-Lata..." segue em cartaz no Teatro das Artes


Dirigida por Alexandre Reinecke, a clássica comédia de Juca de Oliveira tem temporada até 31 de maio, com Paulo Vilhena, Duda Reis e Vittor Fernando. Foto: Jofí Herrera


Dizem que conselho amoroso é furada… Mas e se viesse com “método científico” e um pouquinho de caos? Um dos títulos mais populares da comédia romântica no teatro brasileiro, “Qualquer Gato Vira-Lata Tem Uma Vida Sexual Mais Sadia que a Nossa!” nova montagem com texto de Juca de Oliveira, direção de Alexandre Reinecke e elenco formado por Paulo Vilhena, Duda Reis e Vittor Fernando, segue até dia 31 de maio, no Teatro das Artes, em São Paulo. A peça segue em curta temporada com apresentações às sextas e sábados, às 20h00, e domingos, às 18h00. Lançada originalmente nos palcos em 1998 e posteriormente adaptada para o cinema, a obra conquistou milhares de espectadores ao longo dos anos, tornando a história sinônimo de entretenimento leve, divertido e irresistivelmente popular.

Em cena, Tati (Duda Reis) vê sua vida sentimental virar de cabeça para baixo quando é abandonada pelo namorado Marcelo (Vittor Fernando) e acaba se envolvendo com Conrado (Paulo Vilhena), um professor que tenta explicar o amor por meio de teorias científicas inspiradas no comportamento animal. Entre aulas absurdas, reencontros inesperados e muitas confusões, forma-se um triângulo amoroso cheio de humor e identificação. Uma comédia romântica leve, divertida e irresistível sobre as surpresas e a falta de lógica das relações modernas.

Diretor com longa trajetória na comédia, Alexandre Reinecke assina uma encenação que abraça o teatro em sua forma mais “assumida”: a cena se constrói a partir de marcações precisas, ritmo, jogo corporal e soluções cênicas que fogem do naturalismo, uma escolha que potencializa a engrenagem cômica do texto de Juca de Oliveira, sem abrir mão da camada afetiva que atravessa a história. “Estou imprimindo o meu jeito de fazer comédia: é uma proposta muito teatral, com marcações inspiradas nos grandes palhaços, do circo, do cinema e do teatro. A ideia é revisitar essas referências para dar uma cara nova à montagem, com liberdade para o exagero quando ele é necessário, mas mantendo a inteligência do texto e as emoções que ele carrega”, afirma Reinecke.

Para o diretor, voltar a um título consagrado também é uma maneira de reafirmar a força do gênero, além de testar a disciplina do riso ao vivo. “Sou um entusiasta da comédia: acho que boas comédias precisam ser sempre revisitadas. Elas atravessam o tempo porque continuam dizendo algo sobre a gente. E, em comédia, o entrosamento é tudo. Desde o começo o elenco se mostrou muito disponível para essa proposta, comprou a ideia e se jogou. Quando existe essa sintonia, a peça ganha precisão, o timing aparece e o público sente”, completa.

A temporada marca ainda o retorno de Paulo Vilhena ao palco após seis anos afastado do teatro, reencontrando o gênero da comédia romântica em uma montagem que aposta no timing preciso e no jogo cênico dos atores em cena.


Ficha técnica
Espetáculo "Qualquer Gato Vira-Lata Tem Uma Vida Sexual Mais Sadia que a Nossa!"
Texto: Juca De Oliveira
Direção: Alexandre Reinecke
Elenco: Paulo Vilhena, Duda Reis e Vittor Fernando
Cenário: Alexandre Reinecke
Iluminação: Alex Saldanha
Figurino: Marcos Valadão
Fotografia: Jofí Herrera
Diretora de produção: Miçairi Guimarães
Produção executiva: Amanda Santana
Produção: Magic Arts
Assessoria de imprensa: Prisma Colab


Serviço
Espetáculo "Qualquer Gato Vira-Lata Tem Uma Vida Sexual Mais Sadia que a Nossa!"
Estreia: 6 de março de 2026
Até dia 31 de maio de 2026
Horário: sábado às 18h00; e domingo, às 19h00
Local: Teatro das Artes
Endereço: Av. Rebouças, 3970 - Store 409 - Pinheiros, São Paulo/SP
Abertura dos portões: 45 minutos antes do evento
Faixa etária: 14 anos
Duração: 70 minutos
Ingressos: R$ 120,00 (inteira) e R$ 60,00 (meia) no balcão; R$ 140,00 (inteira) e R$ 70,00 (meia-entrada) na plateia lateral; e R$ 160,00 (inteira) e R$ 80,00 (meia) na plateia central
Antecipados: https://www.eventim.com.br/artist/teatro-das-artes/qualquer-gato-vira-lata-tem-uma-vida-sexual-mais-sadia-que-a-nossa-4081566 

quinta-feira, 9 de abril de 2026

.: CCBB SP recebe "Desassossego" em parceria histórica entre grupos teatrais


CCBB SP recebe "Desassossego", que une Fernando Pessoa e parceria histórica entre grupos teatrais. 
Montagem marca a colaboração de 20 anos entre a Pequena Companhia de Teatro (São Luís - MA) e a Cia. A Máscara de Teatro (Mossoró - RN). Foto: Mar Pereira
 
 
Na "Ocupação Maranhense: 20 Anos da Pequena Companhia de Teatro", o CCBB SP recebe o espetáculo inspirado no "Livro do Desassossego", de Fernando Pessoa, que encerra a mostra comemorativa das duas décadas de trajetória do grupo. Entre os dias 9 e 20 de abril de 2026, a maranhense Pequena Companhia de Teatro apresenta o espetáculo "Desassossego", com dramaturgia de Marcelo Flecha e que encerra a temporada de comemoração de 20 anos de trajetória do grupo no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo, com entrada gratuita.

"Desassossego" marca uma parceria entre a Pequena Companhia de Teatro e a Cia. A Máscara de Teatro. Os dois grupos mantêm colaboração artística há duas décadas. Em 2005, Marcelo Flecha dirigiu o primeiro espetáculo d’A Máscara e, ao longo dos anos, os grupos realizaram montagens em conjunto, como Medea e Deus Danado. Nesta nova criação, a parceria assume caráter integrado: a partir de discussões sobre o tema e do interesse comum pela obra de Pessoa, as companhias desenvolveram coletivamente o projeto. O elenco reúne os dois atores d’A Máscara - Luciana Duarte e Jeyzon Leonardo - com direção de Flecha e produção de Katia Lopes, configurando uma coprodução estruturada desde a concepção até a realização.
 
Inspirado no "Livro do Desassossego", de Fernando Pessoa, a peça é um convite para o espectador mergulhar em uma experiência cênica sensorial, emotiva, divertida e provocadora. Luciana Duarte e Jeyzon Leonardo são personagens de si mesmos em uma comédia constrangedora para sorrisos amarelos, encenada por Marcelo Flecha. Na busca pela cena perfeita, tentando construir um novo espetáculo, eles convidam o público a invadir um processo de montagem e ver de maneira escancarada todos os desassossegos, descompassos e descaminhos do mundo teatral, se deparando com a metáfora perfeita do que é a vida humana cotidiana, no seu aspecto mais puro. Afinal, nem o teatro imita a vida, nem a vida imita o teatro, tudo faz parte do mesmo caos.

A montagem integra o conjunto de quatro obras apresentadas na "Ocupação", todas com dramaturgia de Marcelo Flecha e livremente inspiradas em textos de autores da literatura mundial, como Franz Kafka, Gabriel García Márquez e Jorge Luis Borges e Fernando Pessoa. Criada em 2005, a Pequena Companhia de Teatro é formada pelos atores Cláudio Marconcine e Jorge Choairy, pelo encenador e dramaturgo Marcelo Flecha e pela produtora Katia Lopes. O grupo se consolidou como uma das principais referências do teatro maranhense contemporâneo, com circulação por 72 cidades de 25 estados brasileiros e participação em 70 festivais e mostras nacionais. 

Ao longo de sua trajetória, recebeu quatro Prêmios Funarte de Teatro Myriam Muniz e integrou importantes projetos de circulação, como Palco Giratório, Sesc Amazônia das Artes e SESI Viagem Teatral. Até o final da programação, o público pode visitar a Pequena Mostra de Teatro, exposição instalada no foyer do CCBB São Paulo que reúne registros de duas décadas de pesquisa do grupo, com figurinos, cenografias, diários de processo e materiais de criação.


Serviço
"Ocupação Maranhense: 20 Anos da Pequena Companhia de Teatro"
De 26 de fevereiro a 20 de abril de 2026
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo 
R. Álvares Penteado, 112, Centro Histórico de São Paulo / SP
Grátis na bilheteria do CCBB SP e pelo bb.com.br/cultura 
Os ingressos são liberados na sexta-feira da semana anterior, às 12h00.
 
Teatro
"Desassossego", livremente inspirado no "Livro do Desassossego", de Fernando Pessoa
De 9 a 20 de abril de 2026
Quinta, sexta e segunda-feira, às 19h00 | sábado e domingo, às 18h00
Classificação etária: 14 anos | Duração: 60 minutos | Gênero: comédia constrangedora para sorrisos amarelos
Bate-papo após sessão: 18 de abril | sábado 
Sessão Inclusiva (intérprete de libras): 12/04 | domingo
 
Ficha técnica
Espetáculo "Desassossego"
Elenco: Luciana Duarte e Jeyzon Leonardo
Dramaturgia: Marcelo Flecha e Cia. A Máscara de Teatro
Encenação: Marcelo Flecha
Cenografia, iluminação, figurinos e trilha sonora: Marcelo Flecha e Cia. A Máscara de Teatro
Operador de luz e som: Luciana Duarte e Jeyzon Leonardo
Produção: Luciana Duarte e Katia Lopes
Realização: Cia. A Máscara de Teatro e Pequena Companhia de Teatro
 
No Foyer do Teatro
Exposição Pequena Mostra de Teatro
Até dia 20 de abril 
Dias: Todos os dias, exceto às terças-feiras 
Horário: 9h00 às 20h00
Classificação etária: livre 
Entrada: gratuita 
 
Informações CCBB SP
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 - Centro Histórico / São Paulo
Funcionamento: Aberto todos os dias, das 9h00 às 20h00, exceto às terças-feiras
Telefone: (11) 4297-0600 
Estacionamento: o CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas - necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12h00 às 21h00. 
Van: ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h00 às 21h00. 
Transporte público: o CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista. 
Táxi ou Aplicativo: desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m). 
Entrada acessível: pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e outras pessoas que necessitem da rampa de acesso podem utilizar a porta lateral localizada à esquerda da entrada principal. 

.: ºAndar recebe "A Última Valsa de Zelda Fitzgerald", com Larissa da Matta


Espetáculo devolve protagonismo a essa grande artista apagada pela história por conta dos erros cometidos pelo marido. Foto: divulgação


O solo "A Última Valsa de Zelda Fitzgerald", com atuação e concepção de Larissa da Matta revisita a trajetória dessa grande escritora, poetisa, pintora e dançarina estadunidense para além do mito de musa, construído a seu respeito nos anos 1920. O espetáculo tem sua temporada de estreia no espaço º Andar, de 9 a 24 de abril, com sessões às quintas e sextas-feiras, às 20h00. O trabalho, com dramaturgia da própria intérprete em parceria com Pedro Amaral, também lança luz sobre o silenciamento dessa mulher pela fama e pelo plágio artístico cometido pelo marido F. Scott Fitzgerald

Por muito tempo, Zelda foi lembrada mais como símbolo de uma época do que como autora da própria história. Associada ao brilho da Era do Jazz, à imagem da mulher excessiva e à fama de seu marido, escritor de "O Grande Gatsby" e outros marcos da Literatura mundial, sua trajetória foi frequentemente reduzida a estereótipos que a colocavam no lugar da musa, da esposa difícil e da figura instável. O solo teatral resgata a complexidade de uma mulher artista, escritora e pensadora, cuja voz foi tantas vezes abafada pela narrativa construída ao seu redor. 

O espetáculo propõe ao público uma imersão na vida e obra de Zelda para além do imaginário romântico e trágico que a transformou em personagem secundária de uma história masculina. Em cena, sua história emerge como a de uma mulher em conflito com o tempo em que viveu, com o casamento que a atravessou, com a disputa pela autoria da própria vida e com as tentativas insistentes de afirmar sua criação em um mundo que parecia disposto a lhe negar lugar. 

A peça acompanha Zelda desde seu início no sul dos Estados Unidos à consagração social nos anos 1920, passando pelos embates de seu casamento com Scott Fitzgerald, pelas tensões entre vida íntima e produção artística, pela vontade de existir para além da figura de esposa célebre e pelo agravamento de sua saúde mental. Entre festas, delírios, memórias e internações, o espetáculo constrói o retrato de uma mulher intensa, contraditória e profundamente humana. 


Sobre a montagem
Mais do que revisitar uma personagem histórica, "A Última Valsa de Zelda Fitzgerald" se conecta de maneira direta com o presente. Em um contexto em que as mulheres ainda precisam lutar por espaço, autoria e reconhecimento, o espetáculo transforma a experiência de Zelda em um gesto de reescrita simbólica. Ao colocá-la em foco, a montagem propõe uma reflexão sobre quantas artistas foram reduzidas a notas de rodapé, quantas tiveram sua criação absorvida pela fama de homens ao redor, e quantas ainda precisam lutar para existir com voz própria. 

Com linguagem intimista e força narrativa, o solo se apresenta como uma experiência capaz de dialogar tanto com o público interessado em literatura, história da arte e artes da cena quanto com espectadores atraídos por histórias de mulheres intensas e profundamente contemporâneas em suas contradições. Ao trazer Zelda Fitzgerald de volta ao palco, o espetáculo não apenas revisita o passado: ele questiona os mecanismos que seguem produzindo apagamentos no presente. 

A montagem marca ainda a primeira produção assinada pelo Foyer, plataforma de comunicação, cultura e criação de projetos autorais, ampliando sua atuação para o campo da produção teatral e reforçando seu compromisso com obras que articulam arte, pensamento e relevância contemporânea.

Sobre os criadores
Pedro Amaral é roteirista, apresentador, produtor cultural e empreendedor criativo. Pós-graduado em Dramaturgia pelo Célia Helena, atua na interseção entre comunicação, audiovisual, teatro e mercado artístico. É fundador do Foyer, plataforma de comunicação e produção de conteúdo dedicada à cultura, às artes e à criação de projetos autorais. 


Sobre a atriz
Larissa da Matta é atriz, dançarina, performer, dramaturga, arte-educadora e pesquisadora. Pós-graduada em Direção e Atuação pela Escola Superior de Artes Célia Helena, desenvolveu pesquisa baseada no eixo de Dramaturgias do Corpo, em que investigou corporalmente a vida e a obra de mais de 40 mulheres artistas do século XVI ao século XXI, pertencentes a diversos períodos da história das artes plásticas e visuais, resultando em uma dramaturgia e monólogo teatral autorais sobre a vida e obra de Zelda Fitzgerald. Bacharela e licenciada em Teatro pela Escola Superior de Artes Célia Helena, também possui formação em História da Arte com o Prof. Dr. Rodrigo Naves, pela Difusão Cultural SP, abrangendo do Pré-Renascimento à Arte Contemporânea. Além disso, é formada em Danças Urbanas pelo Centro de Artes Lílian Gumieiro. Atuou em produções internacionais como a peça chilena Granada, apresentada no MIRADA – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas, e participou de festivais e formações na Rússia, incluindo o Teatro de Arte de Moscou e o Festival Internacional de Escolas de Teatro dos países do BRICS, integrando o elenco de Édipo Rei, dirigido por Valentin Teplyakov. 


Serviço
Espetáculo "A Última Valsa de Zelda Fitzgerald", com Larissa da Matta
Temporada: 9 a 24 de abril de 2026
Às quintas e sextas-feiras, às 20h00
⁰Andar  - Rua Dr. Gabriel dos Santos, 88 – Santa Cecília / São Paulo (a 6 minutos da estação Marechal Deodoro do metrô)
Ingressos: R$ 30,00 a R$ 60,00 via Sympla ou na bilheteria do espaço ( aceita cartão, pix e dinheiro)
Estacionamento conveniado: Rua Dr. Gabriel dos Santos, 131
Orientação: retirar carimbo na Bilheteria
Pagamento: Pix e débito (R$ 20,00 preço único)
Classificação: 14 anos
Duração: 70 minutos

.: Renan Marcondes estreia espetáculo "A Primeira Dança" no Sesc Ipiranga


Performance-palestra convida o público a pensar naquilo que chamamos de dança e como ela pode existir para além de uma demonstração técnica. Foto: Tetembua Dandara 


O que é a dança para você? Em uma tentativa de pensar mais profundamente nessa arte, o performer, coreógrafo e autor Renan Marcondes criou a palestra performance "A Primeira Dança", que tem três apresentações de estreia no auditório do Sesc Ipiranga, entre os dias 10 e 12 de abril, na sexta-feira, às 21h30, e no sábado e domingo, às 18h30.

O trabalho aborda as primeiras danças da humanidade, assim como suas versões sociais e pessoais. A fala, acompanhada por imagens e dança, convida o público a pensar sobre aquilo que chamamos de dança e sobre como ela pode existir para além de uma demonstração técnica, podendo também falar dos limites e aprendizados do corpo.

Esse novo trabalho, criado especialmente para o projeto Caixa de Dança, dá continuidade ao interesse do artista pelos fins do corpo e seus rastros. Para isso, o artista usa da mediação como recurso dramatúrgico para a dança contemporânea, como já investigado em projetos recentes como "Cartas Para Danças" (2023) e "Fantasias Brasileiras" (2024).

“A Primeira Dança” é uma palestra performance sobre as primeiras danças da humanidade, assim como suas versões sociais e pessoais. A fala, acompanhada por imagens e dança, convida o público a pensar sobre aquilo que chamamos de dança e sobre como ela pode existir para além de uma demonstração técnica, podendo também falar dos limites e aprendizados do corpo.


Sobre o projeto Caixa de Dança
A segunda edição do “Caixa de Dança - Coreografias no Entretempo" aprofunda a investigação sobre corpo, espaço e tempo na dança contemporânea, deslocando o foco para múltiplas temporalidades - cronológicas, simbólicas, ancestrais e espirais. Entre espetáculos, oficinas e conversas, o projeto propõe o tempo como matéria coreográfica, afirmando a dança como prática crítica, sensível e capaz de reinventar modos de perceber o corpo, a memória e o mundo.


Ficha técnica
Espetáculo “Caixa de Dança - Coreografias no Entretempo"

Concepção, direção, texto e performance: Renan Marcondes
Assistência de direção e coreografia: Carolina Callegaro
Trilha sonora, desenho de luz e operação técnica: Cauê Gouveia
Aulas e colaboração coreográfica: Ale Kalaf e Bibi Vieira
Cenotecnia: Matias Ivan Arce
Produção e fotos: Tetembua Dandara
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Registro em vídeo: Bruta Flor Filmes
Agradecimentos: Ana Teixeira, Artur Kon e Chico Lima
Produzido dentro do polo de criação Pérfida Iguana, nos anos de 2025 e 2026.


Serviço
"A Primeira Dança", de Renan Marcondes
Apresentações: 10 a 12 de abril de 2026
Na sexta-feira, às 21h30, e no sábado e domingo, às 18h30
Sesc Ipiranga - Auditório - Rua Bom Pastor, 822, Ipiranga, São Paulo
Ingressos: R$50,00 / R$25,00 / R$15,00 Vendas on-line no site sescsp.org.br e presencial em qualquer unidade do Sesc São Paulo.
Classificação: 12 anos.
Duração: 50 minutos.
Acessibilidade: espaço acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.

terça-feira, 7 de abril de 2026

.: Cineflix Santos estreia "Pai mãe irmã irmão", "O Drama" e "O Mago do Kremlin"

"O Dramaé uma das estreias Cineflix Cinemas de Santos


A unidade Cineflix Cinemas de Santos, localizada no Shopping Miramar, apresenta a estreia de três filmes, a partir de 9 de abril, o romance "O Drama" com Zendaya e Robert Pattinson, o thriller político, ficção "O Mago do Kremlin", com  Paul Dano e Jude Law, além do drama comédia com Adam Driver e Cate Blanchett, "Pai mãe irmã irmão"

A Cineflix Santos segue em cartaz com a animação "Super Mario Galaxy: O Filme", a comédia de ação policial nacional com Fernanda Montenegro e Ary Fontoura, "Velhos Bandidos" e a ficção científica "Devoradores de Estrelas". Compre antecipadamente os ingressos aquihttps://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.

Estão disponíveis para venda baldes colecionáveis da animação "Super Mario Galaxy: O Filme" e "Cara de Um, Focinho de Outro"A unidade de Cinemas Cineflix Santos, fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga.


"O Drama" (The Drama). Gênero: Comédia, Drama, RomanceDireção e Roteiro: Kristoffer BorgliDuração: 1h 50 minutos. Distribuição: Diamond Films. Elenco: Zendaya, Robert Pattinson, Alana Haim, Mamoudou Athie, Zoë Winters. Sinopse: A trama acompanha um casal (Zendaya e Robert Pattinson) nos preparativos finais para o seu casamento. A relação é abalada quando revelações inesperadas e segredos inimagináveis vêm à tona, forçando-os a questionar o quanto realmente conhecem um ao outro e o futuro da união

"O Mago do Kremlin" (The Wizard of the Kremlin (Le Mage du Kremlin)). Gênero: Suspense Político, Drama. Direção: Olivier Assayas. Roteiro: Olivier Assayas e Emmanuel Carrère. Baseado em: Romance homônimo de Giuliano da Empoli. Duração: 2h 26 minutos. Distribuição: Imagem Filmes. Elenco: Paul Dano (Vadim Baranov), Jude Law (Vladimir Putin), Alicia Vikander. Sinopse: Suspense político francês dirigido por Olivier Assayas, baseado no livro de Giuliano da Empoli. O filme narra a ascensão de Vadim Baranov (Paul Dano), produtor de TV que se torna a "eminência parda" de Vladimir Putin (Jude Law), explorando os bastidores do poder russo.

"Pai mãe irmã irmão" (Father Mother Sister Brother). Gênero: Comédia Dramática, TrípticoDireção e Roteiro: Jim JarmuschDuração: 1h 50 minutos. Distribuição: Mubi / Imovision Elenco: Tom Waits, Adam Driver, Mayim Bialik, Charlotte Rampling, Cate Blanchett, Vicky Krieps, Sarah Greene, Indya Moore, Luka Sabbat, Françoise Lebrun. Sinopse: O filme narra três histórias focadas em relações entre filhos adultos e pais distantes, ambientadas em locais diferentes: o nordeste dos EUA (Pai), Dublin (Mãe) e Paris (Irmã/Irmão)

"Super Mario Galaxy: O Filme" (The Super Mario Galaxy Movie). Gênero: Animação, Aventura, Comédia. Direção: Aaron Horvath e Michael Jelenic. Roteiro: Matthew Fogel. Duração: 1h 39 minutos.  Distribuição: Universal Pictures. Sinopse: Desta vez, a trama expande o universo cinematográfico para uma missão intergaláctica onde Mario e seus amigos devem deter uma nova ameaça cósmica. O filme marca a introdução da Princesa Rosalina e conta com a participação de Bowser Jr.

"Velhos Bandidos"(nacional). Gênero: Comédia, ação, policialDireção: Cláudio Torres. Roteiro: Cláudio Torres, Fábio Mendes e Renan Flumian. Duração: 1h 33min. Distribuição: Paris Filmes. Elenco: Fernanda Montenegro (Elvira, uma assaltante experiente), Ary Fontoura (Dionísio, parceiro de crimes de Elvira), Bruna Marquezine (Nancy, jovem que se junta aos veteranos para um grande roubo), Vladimir Brichta (Sid), Lázaro Ramos (investigador de polícia responsável pelo caso). Sinopse: O longa acompanha o casal de aposentados Elvira e Dionísio, que planeja um assalto audacioso a um banco para garantir uma aposentadoria tranquila. Para executar o plano, eles recrutam dois jovens comparsas, mas acabam sendo perseguidos por um obstinado investigador. 

"Devoradores de Estrelas"(Project Hail Mary). Gênero: Ficção Científica, Aventura, Ação. Direção: Phil Lord e Christopher Miller. Roteiro: Drew Goddard (baseado no livro de Andy Weir). Duração: 2h 36min. Distribuição: Sony Pictures. Elenco: Ryan Gosling, Sandra Hüller, Milana Vayntrub, Lionel Boyce, Ken Leung. Sinopse: Um astronauta acorda sozinho em uma espaçonave com amnésia e precisa reconstruir suas memórias para salvar a humanidade de uma crise solar.


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.: Monólogo “Não Me Entrego, Não!” leva Othon Bastos ao Sesc Santos


“Não Me Entrego, Não!” é o primeiro monólogo do ator, que revisita mais de sete décadas de carreira. Foto: Beti Niemeyer

Com mais de 40 mil espectadores e uma trajetória reconhecida por prêmios e indicações, o  espetáculo  “Não Me Entrego, Não!” chega ao Teatro do Sesc Santos nesta sexta e sábado, dias 10 e 11 de abril, às 20h00, reafirmando a força de comunicação de Othon Bastos com o público. Trata-se do primeiro monólogo do ator, que revisita mais de sete décadas de carreira com lucidez e presença cênica marcante. A origem do trabalho revela muito da trajetória do artista: a partir de aproximadamente 600 páginas de anotações pessoais entregues a Flávio Marinho. 

A dramaturgia da peça organiza lembranças e pensamentos em blocos temáticos. Teatro, cinema, política, amor e ofício se entrelaçam em uma biografia que amplia o alcance das experiências individuais. No palco, Othon não apenas recorda, mas recria sua trajetória. Passagens marcantes de sua carreira - como a atuação em "Deus e o Diabo na Terra do Sol" e no espetáculo "Um Grito Parado no Ar" - surgem atravessadas por novas leituras, compondo um discurso que dialoga com o presente. 

A encenação incorpora ainda a presença da atriz Juliana Medella como uma espécie de “memória em cena”, criando um jogo teatral que tensiona e complementa as lembranças do protagonista. O recurso amplia a dimensão reflexiva do espetáculo e reforça a ideia de que lembrar é também reinterpretar. O espetáculo é indicado a importantes reconhecimentos, como o Prêmio Shell e o Prêmio APTR. 

Serviço
Espetáculo “Não Me Entrego, Não!”
Sexta-feira, dia 10, e sábado, dia 11 de abril, às 20h00

Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta-feira, das 9h00 às 21h30 | Sábados e domingos, 10h00 às 18h30   

Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida / Santos
Telefone: (13) 3278-9800        
Site do Sesc Santos
Instagram e Facebook: @sescsantos

.: Sábado: mostra "Alice Yura: um ato fotográfico" na Pinacoteca de São Paulo

Mostra reúne fotografia, arquivos familiares e instalação participativa para investigar memória, encenação e construção da imagem

Foto Yura (2022)


A Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, inaugura Alice Yura: um ato fotográfico, na Galeria Praça do edifício Pina Contemporânea. Com curadoria de Thierry Freitas, a mostra reúne ensaios visuais recentes em diálogo com um robusto conjunto documental e material herdado da família da artista.

Alice Yura (1990) nasceu em uma família de imigrantes japoneses que se estabeleceu no Brasil na década de 1950, e foi criada em um ambiente marcado pela produção de imagens. Seu avô, seu pai e seus tios atuaram como fotógrafos em sua cidade natal, no interior do Mato Grosso do Sul, experiência que atravessa e fundamenta sua prática artística. A artista aproxima a imagem dos campos da performance e da teatralidade, desdobrando sua pesquisa em torno da memória e da autobiografia.

Sobre a exposição: Estruturada em três núcleos, a exposição articula diferentes tempos e regimes da imagem. No primeiro, são apresentados materiais provenientes do Foto Yura, estúdio fotográfico da família que, ao longo da segunda metade do século XX, constituiu-se como espaço central de sociabilidade em Aparecida do Taboado, no Rio Grande do Sul. Fotografias, objetos e documentos evidenciam tanto a trajetória da família quanto as transformações da fotografia, do analógico ao digital.

O segundo núcleo reúne o ensaio Foto Yura (2022), no qual a artista investiga suas heranças familiares ao mesmo tempo em que tensiona papéis sociais. Ao se colocar como modelo de seu pai, com o retrato do avô ao fundo, Yura reencena uma linhagem marcada por um ofício historicamente masculino, deslocando as posições de autoria e representação. A exposição recria o cenário dessas imagens, convidando o público a ocupar esse espaço.

No terceiro núcleo, a artista se apropria de arquétipos da história da arte e de figuras da Antiguidade para reencená-los a partir de seu próprio corpo. Ao mobilizar essas imagens, Yura propõe novas possibilidades de identificação e permanência, afirmando a produção de imagens por corpos transexuais como forma de construir lastro simbólico para além das convenções de gênero. A série Restos de Carnaval integra esse conjunto, assim como uma obra inédita na qual a artista se apresenta como Cupido, tensionando iconografias clássicas a partir de uma corporalidade dissidente.

Ao tomar a biografia como eixo, a exposição propõe um deslocamento entre documento, memória e ficção, reafirmando a imagem como espaço de presença, encenação e fabulação.


SOBRE A ARTISTA

Alice Yura é uma artista visual nipo-caipira que trabalha principalmente com fotografia e performance. Em seus trabalhos, investiga a relação entre arte e vida, abordando temas como memória, afeto, corpo e identidade. Sua produção parte de experiências pessoais para refletir sobre aspectos mais amplos da existência, utilizando sua imagem e o próprio corpo como formas de expressão, em propostas que aproximam o fazer artístico do cotidiano.


SOBRE A PINACOTECA DE SÃO PAULO

A Pinacoteca de São Paulo é um museu de artes visuais com ênfase na produção brasileira do século XIX até́ a contemporaneidade e em diálogo com as culturas do mundo. Museu de arte mais antigo da cidade, fundado em 1905 pelo Governo do Estado de São Paulo, vem realizando mostras de sua renomada coleção de arte brasileira e exposições temporárias de artistas nacionais e internacionais em seus três edifícios, a Pina Luz, a Pina Estação e a Pina Contemporânea. A Pinacoteca também elabora e apresenta projetos públicos multidisciplinares, além de abrigar um programa educativo abrangente e inclusivo. B3, a bolsa do Brasil, é Mantenedora da Pinacoteca de São Paulo.


SERVIÇO:  

Pinacoteca de São Paulo  

Edifício Pina Contemporânea | Galeria Praça

De quarta a segunda, das 10h às 18h (entrada até 17h)   

Gratuitos aos sábados - R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada), ingresso único com acesso aos três edifícios - válido somente para o dia marcado no ingresso 

2º Domingo do mês – gratuidade Mantenedora B3 

quarta-feira, 1 de abril de 2026

.: Cineflix estreia "Super Mario Galaxy", "Barba Ensopada de Sangue" e mais!

"Barba Ensopada de Sangueé uma das estreias Cineflix Cinemas de Santos


A unidade Cineflix Cinemas de Santos, localizada no Shopping Miramar, apresenta hoje a estreia da animação "Super Mario Galaxy: O Filme" e a partir do dia 2 de abril passa a exibir o suspense nacional  "Barba Ensopada de Sangue" e o filme bíblico "A Última Ceia".

A Cineflix Santos segue em cartaz com o drama "Nuremberg", que trata o julgamento de nazistas, e a comédia de ação policial nacional com Fernanda Montenegro e Ary Fontoura, "Velhos Bandidos". a ficção científica "Devoradores de Estrelas", da animação Disney "Cara de Um, Focinho De Outro". Compre antecipadamente os ingressos aquihttps://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.

Estão disponíveis para venda baldes colecionáveis da animação Disney "Cara de Um, Focinho de Outro"A unidade de Cinemas Cineflix Santos, fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga.

"Super Mario Galaxy: O Filme" (The Super Mario Galaxy Movie). Gênero: Animação, Aventura, Comédia. Direção: Aaron Horvath e Michael Jelenic. Roteiro: Matthew Fogel. Duração: 1h 39 minutos.  Distribuição: Universal Pictures. Sinopse: Desta vez, a trama expande o universo cinematográfico para uma missão intergaláctica onde Mario e seus amigos devem deter uma nova ameaça cósmica. O filme marca a introdução da Princesa Rosalina e conta com a participação de Bowser Jr.

"Barba Ensopada de Sangue" (nacional). Gênero: Drama, Suspense, Crime. Direção: Aly Muritiba Roteiro: Aly Muritiba, Jessica Candal. Elenco: Gabriel Leone, Thainá Duarte, Ricardo Birindelli, Ivo Müller, Ricardo Blat, Teca Pereira. Distribuição: O2 Play. Duração: 1h 48 min. Sinopse: Após a morte do pai, Gabriel parte para a Praia da Armação em busca de suas origens. 

"A Última Ceia" (The Last Supper). Gênero: Drama, Histórico, Religião. Direção: Mauro Borrelli Roteiro: Mauro Borrelli e Josh Collins. Duração: Aproximadamente 1h 54 minutos. Distribuição: Imagem Filmes. Elenco: Robert Knepper, James Ward, James Oliver Wheatley, Nathalie Rapti Gomez. Sinopse: Jesus compartilha a Última Ceia, deixando ensinamentos eternos. Com amor e despedida, anuncia seu sacrifício, enquanto a traição se aproxima, mas a redenção prevalece.

"Velhos Bandidos"(nacional). Gênero: Comédia, ação, policialDireção: Cláudio Torres. Roteiro: Cláudio Torres, Fábio Mendes e Renan Flumian. Duração: 1h 33min. Distribuição: Paris Filmes. Elenco: Fernanda Montenegro (Elvira, uma assaltante experiente), Ary Fontoura (Dionísio, parceiro de crimes de Elvira), Bruna Marquezine (Nancy, jovem que se junta aos veteranos para um grande roubo), Vladimir Brichta (Sid), Lázaro Ramos (investigador de polícia responsável pelo caso). Sinopse: O longa acompanha o casal de aposentados Elvira e Dionísio, que planeja um assalto audacioso a um banco para garantir uma aposentadoria tranquila. Para executar o plano, eles recrutam dois jovens comparsas, mas acabam sendo perseguidos por um obstinado investigador. 

"Nuremberg"(Nuremberg). Gênero: Drama, guerra, thrillerDireção e Roteiro: James Vanderbilt. Duração: 2h 28min. Distribuição: Diamond Films Brasil.  Elenco Principal: Rami Malek (Douglas Kelley) Russell Crowe (Hermann Göring) Michael Shannon (Robert H. Jackson) Leo Woodall Richard E. Grant. Sinopse: Situado em 1945, logo após a Segunda Guerra Mundial, o filme acompanha o psiquiatra do exército dos EUA, Douglas Kelley, com a missão de avaliar a sanidade de 22 oficiais nazistas, incluindo Hermann Göring, o braço direito de Hitler, enquanto o promotor Robert H. Jackson tenta garantir condenações por crimes contra a humanidade

"Devoradores de Estrelas"(Project Hail Mary). Gênero: Ficção Científica, Aventura, Ação. Direção: Phil Lord e Christopher Miller. Roteiro: Drew Goddard (baseado no livro de Andy Weir). Duração: 2h 36min. Distribuição: Sony Pictures. Elenco: Ryan Gosling, Sandra Hüller, Milana Vayntrub, Lionel Boyce, Ken Leung. Sinopse: Um astronauta acorda sozinho em uma espaçonave com amnésia e precisa reconstruir suas memórias para salvar a humanidade de uma crise solar.


"Cara de Um, Focinho De Outro"(Hoppers). Gênero: Animação. Direção e roteiro: Daniel Chong. Duração: Aprox. 106 minutos. Distribuição: Pixar Animation Studios / Walt Disney Pictures. Vozes: Piper Curda (Mabel), Jon Hamm (Prefeito Jerry). Sinopse: A história acompanha Mabel, uma amante dos animais que utiliza uma tecnologia revolucionária para transferir sua mente para um castor robô hiper-realista. Ao se infiltrar no mundo animal, ela descobre mistérios inimagináveis e precisa agir contra os planos de Jerry, um prefeito hostil aos seres não humanos.


O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no GonzagaConsulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.


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.: “O Talentoso Ripley”: Hugo Bonèmer protagoniza versão brasileira do clássico



Espetáculo estreia dia 4 de abril no teatro Gláucio Gill, Copacabana (RJ), com produção artística e direção de Bonèmer. Fotos: Peter Wrede


Estreia no próximo dia 4 de abril no teatro Gláucio Gill, Copacabana (RJ), a versão brasileira de “O Talentoso Ripley”, que traz Hugo Bonèmer de volta aos palcos interpretando Tom Ripley. Na pele desse personagem, que já foi interpretado por nomes como Matt Damon, Alain Delon, John Malkovitch e Andrew Scott em diferentes adaptações da história, o ator, que também faz a produção artística e dirige a peça ao lado de Kamilla Rufino, promete uma nova e provocadora encenação nessa temporada que vai até 27 de abril com sessões aos sábados, domingos e segundas às 20h.

“Trabalhar um personagem com a estrutura psicológica do Tom exige que eu visite lugares que, em princípio, me causam bastante desconforto. O texto da adaptação da Phyllis Nagy opta por uma abordagem que humaniza as motivações dele, dando peso aos traumas e dores que o moldaram. Por isso, em vez de interpretá-lo como um monstro unidimensional, estou investigando o que levou Tom Ripley a esse ponto. É um exercício de empatia perigoso, porque ao entender as justificativas dele, o público se vê forçado a confrontar o fato de que a distância entre o normal e o extremo é muito mais curta do que gostamos de admitir”, diz Bonèmer sobre a preparação.

Sinopse: Tom Ripley (Hugo Bonèmer) é um mestre da camuflagem social, um jovem invisível em Nova York que vê na fortuna de uma família a chave para a vida que sempre cobiçou. Ao infiltrar-se no cotidiano luxuoso de Richard Greenleaf (Francisco Paz), a admiração de Tom transmuta-se rapidamente em uma obsessão paranoica e predatória.

Além do Hugo e Francisco, o elenco dessa adaptação de Phyllis Nagy para o romance de Patricia Highsmith, conta com Guilhermina Libanio (Marge e Sophia), João Fernandes (Marc e Freddie), Cassio Pandolfh (Herbert Greenleaf e Tenente Roverini), Laura Gabriela (Emily Greenleaf e Tia Dottie) e Tom Nader (Red, Fausto e Silvio). Todos interpretam mais de um personagem.

Essa é a primeira vez que a peça, do livro publicado em 1955, é produzida em português. A obra deu origem a adaptações para o cinema e consolidou o personagem como um dos anti-heróis mais complexos da cultura contemporânea. Sua versão mais conhecida é o filme de 1999, estrelado por Matt Damon, que apresentou a trama a toda uma geração, mostrando um crime passional que faz brotar um psicopata; e recentemente a Netflix produziu uma adaptação em formato de série, com Andrew Scott, mostrando um Tom Ripley absolutamente doentio desde o início.

“Minha expectativa é de que a plateia seja cúmplice da lógica do Tom. O espetáculo é uma narrativa em primeira pessoa; o tempo todo ele tenta convencer o espectador para acreditar no seu ponto de vista, tentando validar cada escolha, por mais terrível que seja. Acredito que o potencial mais assustador dessa montagem seja o momento em que as pessoas perceberem que estão compreendendo ou até defendendo a perspectiva dele. Acredito que essa proximidade se conecte com as guerras atuais de narrativas”, complementa o intérprete de Tom Ripley.

Bonèmer traz na interpretação todas as características conhecidas do personagem: a sedução e a vulnerabilidade, apostando em uma atmosfera que traga tensão e sofisticação estética.

“Mais do que um thriller psicológico ou uma peça de terror, queremos propor uma reflexão sobre desejo, inveja, mobilidade social e construção de imagem: temas absolutamente contemporâneos. Na peça, Ripley passa a ser um espelho desconfortável da nossa era, obcecada por performance, status, pertencimento e reinvenção constantes. Queremos mergulhar nas zonas cinzentas da identidade: até onde alguém acha que pode ir para ser amado, aceito ou reconhecido? Queremos criar uma experiência imersiva, onde o público se vê cúmplice das escolhas do protagonista para depois, quem sabe, questionar elas”, adianta Hugo.

Os ingressos para “O Talentoso Ripley”, que terá sessões às segundas-feiras, além dos sábados e domingos.

Espetáculo: "O Talentoso Ripley'

Teatro Glaucio Gill

Temporada: 04 a 27 de Abril

Dias: Sábados, Domingos e Segundas

Lotação: 154 lugares

Horário: 20h

Classificação: 16 anos

Duração: 2h

Gênero: Suspense/Terror

Ingressos: A partir de R$ 35,00 

Instagram oficial https://www.instagram.com/otalentosoripley/

Venda:

https://funarj.eleventickets.com/#!/evento/beabb69402299f72e26268ef1ca24bde7f6e1821/245ba1d3637a21eb044113ec64cfaf4f1e7ead6b


Ficha técnica

Adaptação para teatro: Phyllis Nagy (da obra de Patricia Highsmith)

Direção: Hugo Bonèmer e Kamilla Rufino

Elenco: Cassio Pandolfh, Francisco Paz, Guilhermina Libanio, Hugo Bonèmer, João Fernandes, Laura Gabriela e Tom Nader

Produção: Linda Gomes

Iluminação: Renato Machado

Direção Musical e Trilha Original: Tauã de Lorena e Laura Gabriela

Figurino: Sergio Medina e Joe Nicolay Cenário: Hugo Bonèmer

Contrarregra e Camareiro: Leo Nunes

Design: Guilherme Dias Goulart (Tribbo)

Fotos: Peter Wrede

Figurino: Joe Nicolay e Sergio Medina

Mídias Digitais: Danilo Costa

Direção de produção: Hugo Bonèmer (Hmm-Hum Produção)

Assessoria de Imprensa: Ribamar Filho (MercadoCom)

Idealização: Francisco Paz (Unfinished Business)

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