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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

.: Tusp recebe peça "O Santo Inquérito", que dialoga com o Brasil de 2026


Montagem dirigida por Abilio Tavares estabelece um diálogo entre a peça escrita em 1966, o Brasil Colônia retratado na história e questões contemporâneas como intolerância, diversidade, liberdade e a posição de quem interpreta os fatos. Foto: Manoela Rabinovitch


Sessenta anos depois de sua criação, "O Santo Inquérito", de Dias Gomes, estreia em nova montagem da Escola de Arte Dramática (EAD-ECA-USP), com direção de Abilio Tavares, de 12 a 23 de agosto de 2026, de quarta a domingo, às 20h, no TUSP, no Centro MariAntonia da Usp, em São Paulo. Escrita em 1966, a peça conta a história de Branca Dias, jovem descendente de cristãos-novos perseguida pela Inquisição na Paraíba de 1750. Ao tratar de um episódio do Brasil Colônia, Dias Gomes construía uma metáfora para o próprio momento histórico em que vivia, marcado pelos primeiros anos da ditadura militar. Em 2026, a nova montagem retoma a obra a partir de outra posição no tempo e lança uma pergunta que acompanha todo o processo de criação: por que montar "O Santo Inquérito" hoje? 

“Talvez seja porque essa história ainda encontra eco no Brasil contemporâneo”, afirma Abilio. Para o diretor, depois da abertura política, textos diretamente relacionados à ditadura chegaram a parecer datados. “De uns tempos para cá, com todo esse movimento de direita, de extrema direita, essas evocações saudosistas do período da ditadura militar, esses textos voltaram a ficar muito atuais” . A montagem parte da tentativa de identificar essas conexões com o Brasil de hoje.

O diálogo com o presente aparece desde a entrada do público na sala. O elenco já está em cena, em um espaço marcado pelo rito da Inquisição, que Abilio define como um “rito de morte”. O chão é povoado por carvão e restos de carvão, como resíduos de fogueiras. “Como se fosse o resíduo de muitas fogueiras que foram queimadas, muitas liberdades, muitas histórias que foram dizimadas ali”, explica.

Cenografia e figurinos de Marco Lima também recusam uma reconstrução histórica do Brasil de 1750. Há referências pontuais ao período na roupa de Branca Dias, enquanto os personagens masculinos vestem roupas contemporâneas. A escolha desloca a ação para o presente e amplia a questão da intolerância religiosa. “Hoje em dia a intolerância religiosa não está circunscrita apenas à Igreja Católica, então a gente procurou ampliar esse espectro, abrindo possibilidades de leituras nesse sentido”, diz Abilio.

Entre as questões identificadas no processo estão a intolerância religiosa, de costumes e de modos de vida, além da resistência àquilo que é diferente. A questão da mulher também ganha centralidade. Branca Dias é perseguida por suas ideias e por sua disposição de questionar o poder estabelecido. “É uma mulher que é levada à fogueira pela Inquisição, por suas ideias, por sua ousadia de pensar fora dos cânones daquele poder estabelecido”, afirma o diretor. Para ele, a fala da personagem de que não é a primeira e nem será a última encontra ecos no cotidiano contemporâneo.

O texto de Dias Gomes é mantido integralmente, com pequenas adaptações de expressões. A única inserção é o enunciado de abertura: “Brasil hoje, Brasil Colônia, Brasil 1750, Tribunal da Inquisição, Brasil”. A partir do texto original, outra chave da montagem está na frase de Branca Dias: “Tudo é uma questão de interpretação. Depende da posição em que a gente se encontra”. Para Abilio, a fala ganhou novas camadas diante da circulação de diferentes versões dos fatos. “Depende do lado por onde você olha, você pode ter compreensões diferentes”, afirma, aproximando a questão da interpretação do fenômeno das fake news e da possibilidade de uma mesma história produzir compreensões opostas e perigosas. 

A própria história da peça é marcada por diferentes interpretações. Escrita em 1966, O Santo Inquérito teve uma de suas montagens mais conhecidas em 1976, no Rio de Janeiro, sob direção de Flávio Rangel e com Isabel Ribeiro como Branca Dias. Em 1977, Rangel remontou o espetáculo em São Paulo, desta vez com Regina Duarte no papel da protagonista. Agora, seis décadas depois, uma nova geração assume a obra.

O elenco reúne sete estudantes do quarto e último ano da EAD: Abraão Kimberley, Dennys Roberty Evangelista, Felipe Andrade, Hysnaip, Marília Viana, Rodrigo Kantovitz e Vitor Ugo. A montagem não altera a dramaturgia para atualizá-la, mas estabelece o contato entre diferentes tempos por meio dos atores, da cena e do espaço. A concepção sonora, assinada por Abraão Kimberley e Abilio Tavares, utiliza referências musicais e elementos sonoros para criar atmosferas de opressão ao longo do espetáculo.

A apresentação no Tusp Maria Antônia acrescenta outra camada histórica à montagem. O edifício que hoje integra o Centro MariAntonia abrigou a antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP e foi, nos primeiros anos da ditadura, um importante espaço de produção intelectual e liberdade de expressão. Em 1968, o local foi palco da Batalha da Maria Antônia, conflito que culminou na morte do estudante secundarista José Guimarães e na saída da USP daquele endereço.

Para Abilio, há uma proximidade histórica entre o espaço e a obra de Dias Gomes: “O que é similar entre aquilo que o Dias Gomes estava escrevendo como resistência, como um grito de liberdade quando ele escreve O Santo Inquérito em 1966, e o que estava acontecendo naquele mesmo período aqui em São Paulo nesse histórico prédio onde o TUSP hoje está instalado”. A montagem integra a programação EAD Celebra os 60 anos da ECA, que reúne atividades da Escola de Arte Dramática, da Escola de Comunicações e Artes, do Teatro da USP, do Cinema da USP, do Centro MariAntonia e da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária.

A nova a montagem procura observar o que acontece quando uma obra muda de lugar no tempo. Para Abilio, “a intolerância com a alteridade” e a mudança de posição de quem olha são as duas grandes questões que a peça apresenta ao público em 2026. A resposta para a pergunta sobre por que remontá-la hoje permanece aberta: cabe também ao espectador encontrá-la.

Ficha técnica
Espetáculo "O Santo Inquérito", de Dias Gomes
Turma 75 - Escola de Arte Dramática - EAD ECA USP
Elenco: Abraão Kimberley (Notário), Dennys Roberty Evangelista (Guarda), Felipe Andrade (Simão Dias, Hysnaip (Augusto Coutinho), Marília Viana (Branca Dias), Rodrigo Kantovitz (Visitador), Vitor Ugo (Padre Bernardo)
Encenação e direção geral: Abílio Tavares
Diretor pedagogo: Ruy Cortez
Orientação teórica: Antônio Rogério Toscano
Orientação no trabalho de voz: Mônica Montenegro
Cenário e figurino: Marco Lima
Iluminação: Mário de Castro
Assistente de iluminação: Alice Penido
Assistente de direção e operação de som: Eduardo Barros
Concepção sonora: Abraão Kimberley e Abílio Tavares
Preparação musical: Abraão Kimberley
Preparação corporal: Felipe Andrade
Cenotécnicos: Alicio Silva e Zito Rodrigues
Pintura de arte: Danndhara Soyama e Paulo Sérgio Basílio
Costureira: Silvana Carvalho
Designer gráfico: Gabriel Franco
Fotos: Manoela Rabinovitch
Produção: Abílio Tavares e Karina Cardoso
Realização: EAD - Escola de Arte Dramática e ECA – Escola de Comunicações e Artes da Usp - ECA 60 Anos


Serviço
Espetáculo "O Santo Inquérito"
Temporada: de 12 a 23 de agosto de 2026
Dias e horários: quarta a domingo, às 20h
TUSP - Teatro da Usp
Rua Maria Antônia, 294 - Vila Buarque / Sāo Paulo
Lotação 100 lugares | Duração 100 minutos | Recomendação 12 anos
Entrada Franca – Retirada de ingressos com uma hora de antecedência, na bilheteria do Teatro

terça-feira, 4 de agosto de 2026

.: Espetáculo "Felicidade" volta em curta temporada no Teatro Itália


Peça escrita por Caco Galhardo, dirigida por Dani Angelotti e protagonizada por Martha Nowill traz Zeca Baleiro para o palco. Montagem une música, dramaturgia e HQ. Foto: Adriano Escanhuela


Ser feliz o tempo todo, todos os dias, também há de ter seu preço e seus conflitos. É o que pretende mostrar a protagonista vivida por Martha Nowill na peça "Felicidade", escrita por Caco Galhardo e dirigida por Dani Angelotti. Na direção musical e também no palco, o espetáculo conta ainda com a participação do cantor e compositor Zeca Baleiro, dos atores Eduardo Estrela, Luisa Micheletti, Nilton Bicudo, Raphael Gama e Willians Mezzacapa. A curtíssima temporada estreia em 4 de agosto, em apenas oito apresentações, às terças e quartas-feiras, às 20h00, no Teatro Itália, em São Paulo. 

O texto foi criado inspirado pela canção "Vai (Menina Amanhã de Manhã)", de Tom Zé. Com cara de quadrinhos e ambiente de show musical, o espetáculo narra a inesperada virada na vida de uma jornalista e influenciadora de sucesso, que sem nenhuma razão aparente acorda com uma felicidade radiante e inexplicável. O que poderia ser apenas um bom dia se transforma em uma desconhecida forma de existir, já que essa alegria simplesmente não vai embora. Agora, ela precisa aprender a lidar com sua nova personalidade transformada. Mas será que o mundo ao seu redor está preparado para conviver com tanta felicidade?

Caco Galhardo, ouvindo a canção de Tom Zé, começou a imaginar como seria se um dia de fato a felicidade desabasse sobre nós. “Me veio essa cena de uma mulher que acorda muito feliz sem o menor motivo. No mesmo instante senti que daria uma peça. Escrevi, deixei na portaria do Tom Zé e numa tarde ele me ligou dizendo que tinha gostado. Foi como se a felicidade tivesse desabado sobre mim”, parafraseia o autor. 

A partir do texto e das produções de Caco como cartunista, a diretora Dani Angelotti, utilizando-se das linguagens dos quadrinhos e da música, trabalhou em uma direção que trouxesse para a cena um pouco de cada um desses elementos. “Essa mistura de linguagens é um desafio do rumo que a minha direção deseja seguir, buscando constantemente proporcionar ao público múltiplas experiências artísticas”, declara. Dani conta também que, imaginando desde o primeiro contato com o texto a montagem com música como parte integrante das cenas, logo convidou o amigo Zeca Baleiro para criar a trilha original e assinar a direção musical. “Mas foi somente a partir dos encontros criativos comigo, elenco e autor que surgiu a ideia de expandir essa colaboração para além da música gravada, trazendo a presença do músico em cena, ao vivo, em diálogo direto com o espetáculo.”

Zeca Baleiro já se relaciona com o teatro desde os seus 17 anos. Apesar de seu conhecido e premiado sucesso no mundo da música, ele iniciou a carreira compondo melodias e músicas para peças infantis, onde se destacou pela qualidade de suas letras. “Não sou ator, o que faço nesses casos é pôr em ação o meu próprio personagem de palco.  É um processo sempre delicioso e divertido. Esse ‘papel’ é um exu, um anjo que canta, que conduz os destinos, algo assim…”, comenta. 

No palco Zeca Baleiro interage com o elenco é composto por Eduardo Estrela, Luisa Micheletti, Nilton Bicudo, Raphael Gama e Willians Mezzacapa, além de Martha Nowill, que protagoniza Felicidade, celebrando seu terceiro trabalho com Galhardo. Fã do cartunista, Martha revela que desde 2008, quando o conheceu, insistiu para que ele escrevesse a dramaturgia. A partir de então, trabalharam juntos em 2010, 2017 e agora no espetáculo Felicidade. “O que eu gosto da dramaturgia do Caco é que apesar de ser homem, suas protagonistas são sempre mulheres. Gosto muito do tom dos textos e diálogos, que acabam sendo uma mistura do teatro com os quadrinhos. Essa mistura é sempre cômica e tem um quê de non sense que eu gosto muito. Parece realismo, mas em todos os seus textos, tem sempre um fator que desloca os personagens da realidade, algo que não se explica, meio surreal”

Em "Felicidade", a personagem trouxe para a protagonista a reflexão sobre as contradições que abarcam o sentimento de felicidade, em um contexto social que produz tantos conflitos e tristezas. “A personagem, com sua felicidade à prova de balas, tem um lado ingênuo que eu acho bonito. Por outro lado, acho que existe uma leitura da personagem que tem a ver com política, porque fala da felicidade coletiva. Quer dizer, como posso caminhar feliz por aí, se todos à minha volta estão infelizes? Quanto mais gente feliz, mais a felicidade tende a se multiplicar. Então eu acho que a peça tem esse equilíbrio entre buscar a própria felicidade, mas com o olhar atento ao outro”, conclui. 


Sinopse de "Felicidade"
"Felicidade" é uma comédia teatral com cara de quadrinhos e ambiente de show musical que conta a história de uma escritora que acorda feliz sem ter o menor motivo. Como a tal felicidade não vai embora, ela tem de se adaptar a sua nova personalidade, mas será que os outros vão se adaptar a ela?

Com Zeca Baleiro ao vivo, conduzindo a trilha sonora do espetáculo em cena, e um elenco formado por Martha Nowill, Eduardo Estrela, Nilton Bicudo, Luiza Micheletti, Raphael Gama e Williams Mezacapa, Felicidade convida o público a rir, se emocionar e refletir sobre os desejos, as contradições e as pequenas loucuras da vida contemporânea. Uma experiência cênica original, divertida e emocionante, que transforma uma pergunta simples em uma jornada irresistível: afinal, o que é ser feliz?


Ficha técnica 
Espetáculo "Felicidade"
Texto: Caco Galhardo. Direção Geral: Dani Angelotti. Direção Musical e participação ao vivo: Zeca Baleiro. Com: Martha Nowill, Eduardo Estrela, Luisa Micheletti, Nilton Bicudo, Raphael Gama e Willians Mezzacapa. Colaboração musical: Layla Silva.Colaboração artística: André Acioli. Cenário e Figurino: Kleber Montanheiro. Identidade visual: Caco Galhardo. Designer de Luz: Gabriele Souza. Designer de Som: Gabriel Hernandes. Preparação corporal: Zuba Janaina. Preparação Vocal: Ana Luiza. Designer e Social Media: Laerte Késsimos. Contrarregra e participação: Luiz Carlos Ferreira. Microfonista e Participação: Claudi Ferreira. Camareiro: Jô Nascimento, Operação de som: Carlos Henrique. Operação de luz: Rafael Boese. Fotos: Edson Kumasaka. Visagismo: Louise Helène. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Produção Executiva:Camila Scheffer e Fernanda Tein. Assistente de produção: Juliana Borbosa. Produção Original: Morente Forte Idealização: Dani Angelotti e Martha Nowill. Produtores Associados: Dani Angelotti e Zeca Baleiro. Realização: Cubo Produções. 
 

Serviço
Espetáculo "Felicidade"
Temporada: 4 de agosto a 26 de agosto.
Terças e quartas às 20h00.
Classificação etária: 14 anos. Duração: 70 minutos.
Instagram: @felicidadeteatro
Ingressos: R$ 160,00 (inteira) e R$ 80,00 (meia-entrada).
Teatro Itália (Capacidade: 300 lugares)
Av. Ipiranga,344 – Edifício Itália - subsolo, São Paulo / SP

quarta-feira, 29 de julho de 2026

.: "Elogio da Loucura" chega à Caixa Cultural São Paulo: apresentações grátis


Montagem inspirada na obra de Erasmo de Rotterdam será apresentada de 30 de julho a 9 de agosto e contará com oficina ministrada pelo diretor Eduardo Figueiredo. Foto: Conceito e Cena
 

A Caixa Cultural São Paulo recebe, de 30 de julho a 9 de agosto, "Elogio da Loucura", protagonizado por Leona Cavalli e dirigido por Eduardo Figueiredo, com entrada gratuita. As apresentações serão realizadas de quinta a sábado, às 19h00, e aos domingos, às 18h00. A programação inclui ainda a oficina Dramaturgia da Imagem, ministrada pelo diretor no dia 1º de agosto. A montagem é baseada na obra "O Elogio da Loucura", de Erasmo de Rotterdam, adaptada para o teatro por Leona Cavalli e Eduardo Figueiredo. O texto apresenta a personagem Loucura conduzindo reflexões sobre aspectos da sociedade, das relações de poder e da condição humana.

No palco, Leona Cavalli interpreta a personagem central da narrativa. A encenação conta ainda com música executada ao vivo por Matheus Vieira, no violoncelo, e Cika, na percussão. A oficina "Dramaturgia da Imagem" explora a importância da concepção estética na encenação teatral a partir dos espetáculos "Frida y Diego" e "Um Beijo em Franz Kafka". A atividade reúne referências da fotografia, das artes visuais e das artes cênicas, incluindo trabalhos de Tim Walker, Sebastião Salgado, David LaChapelle, Jan Saudek, Tadeusz Kantor e Pina Bausch.


Sobre Leona Cavalli
Leona Cavalli atua no teatro, cinema e televisão. Entre seus trabalhos estão montagens como "Hamlet", "Toda Nudez Será Castigada", "Um Bonde Chamado Desejo", "Frida Y Diego" e "Gatão de Meia-Idade". No audiovisual, participou de produções como "Um Céu de Estrelas", "Amarelo Manga", "Carandiru", "Olga" e de produções televisivas exibidas nacionalmente.


Sobre Eduardo Figueiredo:
Eduardo Figueiredo é diretor e produtor teatral, mestre em teatro pela Universidade de São Paulo (USP). Atua como sócio da Manhas & Manias Projetos Culturais e desenvolveu projetos como Mulheres Alteradas, Frida Y Diego, Gatão de Meia-Idade, Um Beijo em Franz Kafka e O Veneno do Teatro.

 
Serviço
Espetáculo "Elogio da Loucura"
Local: Caixa Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111, Centro, São Paulo (SP)
Período: 30 de julho a 9 de agosto de 2026
Horários: quinta a sábado, às 19h ; domingo, às 18h
Duração: 80 minutos
Classificação indicativa: 16 anos
Entrada: gratuita, com distribuição de ingressos uma hora antes de cada apresentação, limitada a um ingresso por pessoa

Oficina "Dramaturgia da Imagem"
Data: 1º de agosto de 2026 - sábado
Das 15h00 às 17h00
Duração: 120 minutos
Local: Sala de Oficinas da Caixa Cultural São Paulo
Vagas: 15 participantes, com possibilidade de lista de espera
Classificação indicativa: 18 anos
Inscrições: gratuitas na página do evento no site da CAIXA Cultural São Paulo
Acessibilidade: acesso para pessoas com deficiência
Informações: (11) 3321-4400

.: BB Seguros apresenta "Meu Filho É Um Musical" com estreia em São Paulo


Espetáculo em homenagem a Paulo Gustavo chega ao Teatro Renault e permanece em cartaz até outubro. Foto: divulgação

Depois de uma temporada de sucesso no Rio de Janeiro, a BB Seguros traz para São Paulo o musical que emocionou o público ao percorrer a trajetória do comediante Paulo Gustavo. A estreia de "Meu Filho É Um Musical" nos palcos paulistanos, agendada para 20 de agosto, no Teatro Renault, marca as duas décadas da primeira apresentação de "Minha Mãe É Uma Peça", obra que transformou o humorista em um dos maiores fenômenos do entretenimento brasileiro. Até o mês de outubro, as sessões estarão disponíveis de quinta a domingo.

Idealizado por Déa Lúcia, mãe do ator, o espetáculo retratar momentos marcantes da sua infância até a consagração nacional, celebrando sua criatividade e a relação com a família. Pensado a partir de um sonho do próprio humorista de protagonizar uma grande produção no estilo Broadway, o musical reúne 32 atores, uma orquestra com 13 músicos e uma estrutura inédita que combina música, teatro e recursos tecnológicos em uma experiência imersiva.

O patrocínio a iniciativas de cultura e entretenimento faz parte da agenda estratégico-negocial da BB Seguros desde início dos anos 2010. Até agora, mais de 470 projetos incentivados beneficiaram cerca de 27 milhões de pessoas em todo o Brasil. Em 2026, outros dois espetáculos teatrais são patrocinados pela companhia: “Marrom, o Musical” (uma homenagem à cantora Alcione) e o infantil “Da Janela”. A expectativa para este ano é proporcionar experiências culturais para cerca de 500 mil pessoas por meio de ações em diferentes regiões do país, ampliando o acesso à arte e também buscando conectar a sociedade a soluções de proteção.


Serviço
Espetáculo “Meu Filho É Um Musical”
Estreia dia 20 de agosto de 2026
Local: Teatro Renault | Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 – Bela Vista, São Paulo
Temporada: até 11 de outubro de 2026
Quintas, às 20h00, sextas, às 20h00, sábados, 15h00 e 20h00, e domingos, às 14h30 e 19h30
Classificação: livre
Duração: 2h30 (com intervalo de 15 minutos)
Ingressos: Tickets for Fun 

terça-feira, 28 de julho de 2026

.: Fafy Siqueira: 50 anos de carreira em comédia que discute etarismo e TDAH


Sob direção de Isser Korik e idealização da atriz e produtora Rachel Gollassi, o espetáculo Já Dizia Minha Vó! estreia dia 2 de agosto no Teatro Uol, transformando questões sociais delicadas em comédia leve e emocionante. Foto: 
Saymon Sampaio

O riso é a ferramenta que aproxima gerações em "Já Dizia Minha Vó!": uma comédia que une humor, reflexão e impacto social. Idealizado a partir de uma proposta inicial de Gilberto Tadeu - pai da atriz Rachel Gollassi -, o espetáculo nasceu inspirado pelas histórias diversas de sua avó paterna, Dona Nilza. A peça estreia dia 2 de agosto, domingo, no Teatro Uol, em São Paulo, marcando os 50 anos de carreira de Fafy Siqueira. Com texto de Tiago Luchi e direção de Isser Korik, reúne no palco Fafy e a idealizadora Rachel Gollassi. O espetáculo conta com Gil Teles na assistência de direção, preparação corporal de Tito Soffredini - com base nas técnicas de Klaus Viana - concepção visual e figurinos de Marisa Rebollo, iluminação de César Pivetti e trilha de Wagner Bernardes.

A trama gira em torno da relação entre uma avó moderna (Dona Irene) e sua neta vulnerável (Gabriela). Enquanto a jovem busca forças para sair de um relacionamento tóxico, sua avó enfrenta o desafio de reingressar no mercado de trabalho e lidar com o preconceito contra a idade. De forma leve e acessível, o espetáculo aborda temas atuais e relevantes, como o combate ao etarismo e a importância de as mulheres fortes se apoiarem, promovendo a igualdade de gênero e o empoderamento feminino e despertando no público a consciência de que experiência, afeto e solidariedade são ferramentas poderosas de transformação.

O resgate da linguagem de interpretação do Teatro Popular na direção
O diretor Isser Korik é quem equilibra humor e reflexão em cena. Entusiasta do texto, ele destaca que a dramaturgia de Luchi tem ritmo natural e convida à interpretação. “'Já Dizia Minha Vó!' é aquele tipo de texto que dá vontade de atuar. Fiquei muito feliz com o convite para dirigir, porque é uma oportunidade de trabalhar de forma muito direta com as atrizes, mais focado na interpretação que na encenação".

O objetivo de Korik foi reforçar o vínculo afetivo entre avó e neta sem perder a agilidade do texto e o tom de comédia. Para isso, recorreu aos 40 anos de pesquisa em Teatro Popular Brasileiro, escola que estuda desde 1985, quando foi discípulo de Carlos Alberto Soffredini. O trabalho da linguagem de interpretação é reforçado pela parceria com Tito Soffredini na preparação corporal das atrizes, baseada na técnica de Klaus Viana. A concepção visual de Marisa Rebollo, a iluminação de César Pivetti e a trilha sonora de Wagner Bernardes buscam uma teatralidade deslocada do realismo, visando principalmente a diversão e o conforto pela plateia.


Leveza, humor e reflexão social
A comédia trata o preconceito de idade com leveza, mostrando como essa barreira limita e exclui profissionais valiosos no mercado. Ao dar voz a personagens que enfrentam esse cenário, o espetáculo estimula uma reflexão sobre convivência entre gerações e sobre valores como respeito e inclusão.

Embora a personagem Gabriela não tenha sido inspirada nas vivências de Rachel Gollassi, a atriz e idealizadora encontrou pontos de conexão com o papel durante o processo de ensaios. Ela esclarece que a história foi criada de forma totalmente independente pelo autor, mas que acabou gerando uma identificação posterior.

"O mais curioso é que o Tiago não conhecia minha história pessoal. Depois percebi que muitas das experiências da Gabriela dialogavam com as minhas, porque eu já vivi um relacionamento tóxico e compartilho alguns conflitos internos parecidos com os dela. Durante o processo de construção da personagem, passei a me identificar com algumas características associadas ao TDAH". Sem diagnóstico formal, a atriz pesquisou o tema a fundo para estruturar a personagem.

O espetáculo conta com o apoio da campanha "TDAH Levado a Sério", da Apsen, patrocinadora da temporada, e busca tratar o transtorno com responsabilidade. A produção defende que TDAH e ansiedade exigem acolhimento, terapia e acompanhamento — não rótulos. O interesse da Apsen em apoiar o projeto está ligado ao compromisso da farmacêutica com saúde e bem-estar, temas que aparecem na trama de forma orgânica, como nos cuidados de saúde que fazem parte da rotina de Dona Irene.

Fafy Siqueira e os 50 anos de palco
Depois de cinquenta anos de carreira, Fafy Siqueira pode escolher os projetos que aceita. O texto de Tiago Luchi a conquistou pela precisão das piadas. "O que me fez escolher esse texto foi a qualidade das piadas. Ver um texto de humor com piadas assim interessantes, elegantes e inteligentes, hoje em dia, é muito difícil. Isso para mim foi o fundamental".

Interpretar a elegante Irene trouxe também uma mudança bem-vinda. Depois de anos em papéis de TV que exigiam abrir mão da vaidade em nome do escracho, Fafy comemora viver uma mulher de 70 anos refinada, bem-vestida, quase uma "Meryl Streep da vida".

Fafy também comenta o etarismo enfrentado por sua personagem. Seu nome consolidado a protege de ser preterida individualmente, mas ela aponta que a indústria ainda erra ao não dar protagonismo a atores mais velhos, relegando-os com frequência a papéis de avós coadjuvantes. Por isso, o papel principal de Dona Irene é raro.

Entre o palco e a realidade, a atriz se diverte ao traçar a linha que a separa da personagem. "Eu não tive filhos porque não quis, mas tenho uma maternidade na minha alma muito grande. Outra coisa que tem de Fafy na Dona Irene é a alegria: a Dona Irene acredita na vida, a Fafy acredita na vida."

Personagens ditando o ritmo
Para evitar o tom panfletário, o autor Tiago Luchi revela que seu norte criativo foi deixar que o humor nascesse organicamente do choque geracional, e não de piadas sobre os temas em si. "O maior desafio foi justamente esse: não deixar que os temas conduzissem a história. Eu sempre parti das personagens.  A Gabriela vive tudo de forma intensa, impulsiva e imediata. Já a Dona Irene olha para a vida com a tranquilidade de quem já errou muito e aprendeu com isso. O choque entre essas duas formas de enxergar o mundo cria situações naturalmente engraçadas".

Segundo Luchi, a virada de chave foi construir uma identificação com as vivências da dupla, blindando a dignidade das personagens acima da piada fácil para fazer o público rir e, ao mesmo tempo, refletir. "Sempre tive o cuidado de que o público risse das situações e se identificasse com as personagens, nunca das suas dores. Acho que essa foi a chave para preservar a leveza. Eu queria que o espectador saísse do teatro com a sensação de ter dado muitas risadas, mas percebesse, já no caminho de casa, que também refletiu sobre a própria vida".

Ficha técnica
Espetáculo  "Já Dizia Minha Vó!"
Texto: Tiago Luchi. Colaboração: Ruan Reis. Direção: Isser Korik. Diretor Assistente: Gil Teles. Elenco: Fafy Siqueira e Rachel Gollassi. Idealização: Gilberto Tadeu . Participação Especial: Genezio de Barros, Fernanda Lorenzoni e Anastácia Custódio. Cenografia e Figurinos: Marisa Rebollo. Desenho de Luz: Cesar Pivetti. Trilha Sonora: Wagner Bernardes.  Preparação Corporal: Tito Soffredini. Preparação Vocal: Alessandra Zalaf. Coreografia de Sapateado: Carla Vasquez. Cenotécnica: Casa Malagueta.Direção de Produção: Maristela Bueno. Produção Executiva: Tiago Luchi e Rachel Gollassi. Produtor: Thomas Marcondes. Operador de Luz: Rodrigo Pivetti. Contrarregra: Pedro Sousa. Coordenação Administrativa: Art’ssi Produções e L Ponto Produções. Prestação de Contas: Pipoca Cultural. Design Gráfico e Redes Sociais: Gigi Prade. Gestão de Tráfego: Thiago Marques. Fotografia Artística: Saymon Sampaio. Assessoria de Imprensa: Arteplural - M. Fernanda Teixeira e Mauricio Barreira. Landing Page: Ivan Brasileiro. Vídeo de IA: Guil Valente.

 

Serviço
Espetáculo "Já Dizia Minha Vó!"
Teatro Uol - Shopping Pátio Higienópolis. Av. Higienópolis, 618 – Consolação. Estreia: 2 de agosto,  domingo, 18h. Temporada: de 2 de agosto a 25 de outubro. Sessões: sábados e domingos, às 18h. Ingressos: R$ 150,00 (inteira) e R$ 75,00 (meia-entrada). Ingressos Populares: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada).

segunda-feira, 27 de julho de 2026

.: Thiago Martins traz terceira edição do "Quintal Do TG" para SP em agosto


Com formato de roda, evento acontece na Casa Aragon no dia 1º de agosto. Foto: Junior Guedes

O cantor e ator Thiago Martins já tem data marcada para reencontrar o público paulistano. No dia 1º de agosto, ele traz a São Paulo a terceira edição do "Quintal do TG", projeto musical que se estabeleceu como um dos principais momentos de sua carreira na música. O evento acontece na Casa Aragon, espaço localizado na Zona Sul da cidade, com abertura dos portões programada para as 17h.

No repertório, Thiago apresenta as faixas que dão identidade ao seu projeto audiovisual de sucesso, que já conta com várias edições lançadas e milhões de execuções nas plataformas digitais, além de passear por grandes clássicos do pagode que marcaram gerações. A proposta foge do formato de palco tradicional, apostando em uma dinâmica em que o público canta junto do início ao fim, transformando o fim de tarde em uma grande celebração.

Para este reencontro com o público paulista, o evento preparou um time de peso de convidados especiais. Além da cantora Lais Bianchessi, considerada uma das principais vozes femininas da nova geração do pagode romântico, o evento também terá as participações imperdíveis como o cantor Salgadinho, Billy SP e de Lucas Morato, prometendo um verdadeiro encontro de gerações do pagode.

Para garantir que tudo saia exatamente como planejado, o cantor esteve pessoalmente em São Paulo para realizar uma visita técnica no local do evento, acompanhando de perto os preparativos de cenografia e ambientação.

"Fiz questão de conhecer o espaço de perto para acompanhar os preparativos e garantir que o público tenha um dia incrível. Estamos cuidando de cada detalhe para manter a energia e a verdade que o Quintal do TG tem. Não é um show engessado, é uma roda, um lugar para o povo cantar junto, tomar uma cerveja e curtir um pagode bom com os amigos. São Paulo sempre nos recebe com um carinho surreal, e o público pode esperar uma entrega muito bonita da nossa parte", destaca Thiago Martins.

A história do "Quintal do TG" começou a ganhar vida a partir de um planejamento cuidadoso entre Thiago Martins e seu empresário, Neto Mallupy. A ideia central dos dois era construir um projeto robusto que trouxesse a total originalidade e a identidade do artista, permitindo que ele cantasse as músicas que realmente ouve, gosta e que fazem parte de sua trajetória, em um formato onde ficasse completamente à vontade. O pontapé inicial não poderia ter sido em outro lugar: a primeira gravação foi feita diretamente na comunidade do Vidigal, onde Thiago nasceu e cresceu. O que nasceu como um desejo de resgatar as raízes do gênero acabou ganhando o Brasil inteiro, mantendo sempre o propósito de levar a essência e o clima descontraído do cantor por onde passa.

A escolha do horário, no fim de tarde, reforça o conceito de evento que começa à luz do dia e se estende pela noite de forma natural. Após duas edições de sucesso na capital, as vendas para o novo encontro já estão abertas na internet.


Serviço
Evento "Quintal do TG" - 3ª Edição São Paulo
1° de agosto de 2026
Abertura dos portões às 17h00
Local: Casa Aragon
Endereço: Praça Professor Rômulo Ribeiro Pieroni, s/n — Zona Sul, São Paulo - SP

Ingresso: https://www.ingresse.com/quintal-do-tg-01-08/?utm_source=ig&utm_medium=social&utm_content=link_in_bio&fbclid=PAZXh0bgNhZW0CMTEAc3J0YwZhcHBfaWQPOTM2NjE5NzQzMzkyNDU5AAGnfxBXy5qiBJQvAohiX5wCIZ4klhAM7HnbgXIt4_3OS5HrEc7wx8yzSsn7l8A_aem_TDsKu29-hmJRmUhApkiQXA&utm_id=97760_v0_s00_e0_tv3


.: "Pluft, o Fantasminha" ganha grandiosa montagem assinada por Tom Arruda


A avant première acontece no dia 10 de agosto, às 20h, no CCSP, onde segue em temporada gratuita até 9 de outubro. Foto: Pablo Marck



"Pluft, o Fantasminha", escrita por Maria Clara Machado, é a obra mais importante do teatro infantil brasileiro. A história do fantasminha que tem medo de seres humanos chega a São Paulo no dia 14 de agosto, no Centro Cultural São Paulo - Sala Jardel Filho, com temporada gratuita. A direção artística é assinada pelo produtor e diretor Tom Arruda, que se mantém fiel ao texto, mas inova não só na concepção do imaginário da obra, como na avant-première da peça, que terá uma noite de gala para convidados no dia 10 de agosto, às 20h00, no CCSP. Temporada: dias 14, 15, 16, 20, 21, 29 e 30 de agosto, 3, 4, 5 e 6 de setembro e 7, 8 e 9 de outubro, sempre às 15h00. No elenco, Anderson Neves, Carolina Alcântara, Doni Gadêlha, Valdir Santos, Sanvarez, Robson Turok, Flavio Passos, Douglas Britto

O enredo gira em torno do rapto da menina Maribel pelo malvado pirata Perna-de-Pau, que a esconde no sótão de uma velha casa abandonada para forçá-la a revelar a localização de um tesouro escondido. É neste local que vive Pluft com sua mãe - famosa por seus pastéis de vento - e seu Tio Gerúndio, que passa o dia dormindo em um baú. Ao encontrar Maribel, o fantasminha precisará superar o seu pavor de pessoas para ajudá-la a fugir.

A inovadora montagem aposta em uma experiência multissensorial. Arruda cuidou pessoalmente de cada aspecto da produção para envolver o público com sensibilidade e apuro estético. O sótão em que a família de fantasmas vive ganha cores, com cenários e figurinos feitos à mão com tecidos e adereços que remetem às festas populares. A proposta visual integra o fantástico à realidade, unindo recursos tecnológicos, como projeções digitais, ao universo do circo, do teatro de rua e da cultura popular. O elenco multidisciplinar demonstra versatilidade ao dominar técnicas de atuação, música, dança, teatro de animação e circo contemporâneo.

“O resultado é um espetáculo pensado para toda a família: crianças se divertem com o movimento, jovens se identificam com a estética dinâmica, adultos redescobrem a magia atemporal e os mais velhos compartilham com as novas gerações uma história que marcou suas próprias infâncias”, resume a crítica teatral Kyra Piscitelli.


Sobre a autora
Maria Clara Machado (1921–2001) foi uma figura fundamental para a dramaturgia brasileira, sendo considerada a maior autora de teatro infantil do país. Sua trajetória é marcada pela criação de 27 peças infantis, além de diversos textos voltados para o público adulto e livros infantis.

O motor criativo de Maria Clara era sua profunda confiança na inteligência da criança. Ela não escrevia com tom simplista ou infantilizado; pelo contrário, estruturava suas peças com o rigor dramatúrgico de um clássico, comparável ao estilo de Molière. A autora acreditava no teatro como uma ferramenta vital de formação humana e artística, dedicando sua vida não apenas à escrita, mas também à fundação da escola de teatro O Tablado, que se tornou um celeiro de talentos no Brasil.

Sua genialidade era nutrida pelo convívio familiar com a elite intelectual da literatura moderna latino-americana, como Vinícius de Moraes e Pablo Neruda, amigos de seu pai, o escritor Aníbal Machado. Esse ambiente, aliado a uma formação que incluiu estudos em Londres, conferiu à sua obra uma qualidade poética e técnica que atravessa gerações. "Pluft, o Fantasminha", sua obra de maior projeção, foi escrita em apenas uma semana. Curiosamente, o texto foi concebido originalmente com a intenção de ser uma peça para teatro de bonecos.


Sobre o diretor
Tom Arruda possui vasta trajetória no teatro, na produção de programas televisivos e na realização de grandes eventos. Sua atuação diretiva caracteriza-se pelo envolvimento prático e profundo em todas as etapas da encenação. A polivalência de sua prática manifesta-se na participação direta na concepção de figurinos, adereços e cenários, integrando visão artística e execução técnica.

Esta atenção aos detalhes confere às suas produções um caráter autoral. Em Pluft, o Fantasminha, Arruda cuidou pessoalmente de cada aspecto da produção, aplicando esse rigor ao buscar a linguagem necessária para envolver o público com sensibilidade e apuro estético. O resultado desse processo é um espetáculo que convida o espectador a imergir no universo lúdico concebido pelo diretor.


Ficha técnica
Espetáculo "Pluft, o Fantasminha"
Voz em off: Douglas Brito e Guilherme Franco
Costura: Zilda Romualdo e Dorinha
Dramaturgia: Maria Clara Machado
Idealização: WWTom Produtora e TAUN produções artísticas
Direção artística: Tom Arruda
Elenco: Anderson Neves, Carolina Alcântara, Doni Gadêlha, Valdir Santos, Sanvarez, Robson Turok, Flavio Passos, Douglas Britto
Trilha sonora: PC Carvalho
Operação/Técnico de som: Arnaldo D'Avila
Cenografia: Tom Arruda
Fabricação Cenografia: Ocenica Cenografia
Criação e Operador luz: Eltom Ramos
Figurino: Tom Arruda
Criação e confecção de boneco: Pablo Marck
Adereços: Pablo Marck e Tom Arruda
Videografia/Cenotécnicos: Anjoscenicos
Voz em off: Douglas Brito e Guilherme Franco
Costura: Zilda Romualdo e Dorinha
Voz em off: Douglas Brito e Guilherme Franco
Costura: Zilda Romualda e Dorinha
Operação de som: Arnaldo D'Ávila
Designer/Identidade visual: Tadeu Pereira
Fotografia: Pablo Marck
Standin: Guilherme Franco, Pedro Rebeschini e Jadson Sanjes
Mídias sociais e colaboração de textos: Kyra Piscitelli
Assessoria de Imprensa: Flavia Fusco Comunicação e Andrea Duarte
Assessoria Jurídica: Renan Teiji Tsutsui / RTT Advogados
Direção de produção e Coordenação de produção: Taun Produções Artística e WWTom Produtora
Produção executiva: Taun Produções Artística
Assessoria Contábil: Onix Contabilidade
Apoiadores:  3 Corações, Além Da Mídia, Alpha Gráfica, Catarine Hills, Centro Cultural São Paulo, Ce que Sabe, Clinica Integrada, Clinica Vitalite, Dfe Educação, Elas Brihantes, G 12, Gh Marcenaria, Giuliana Flores, H Rosa, Luciane Franco, Luna De Capri, M Camicado, Onix, Pau Brasil, Planetas, Potenza, Prefeitura Municipal de São Paulo, Scarf Me, Thiaguinho Drinks, Van De Velde, Vital Flex


Serviço
Espetáculo "Pluft, o Fantasminha"
Dramaturgia: Maria Clara Machado
Idealização: WWTom Produtora
Direção artística: Tom Arruda
Elenco: Anderson Neves, Carolina Alcântara, Doni Gadêlha, Valdir Santos, Sanvarez, Robson Turok, Flavio Passos e Douglas Britto.
Gênero: infantil
Duração: 60 minutos
Recomendação: livre
Temporada: dias 14, 15, 16, 20, 21, 29 e 30 de agosto, 3, 4, 5 e 6 de setembro e 7, 8 e 9 de outubro, sempre às 15h00.
Ingressos gratuitos: os ingressos estarão disponíveis a partir das 14h00 e serão distribuídos em frente ao teatro, por ordem de chegada, até o limite da capacidade da sala. Não haverá emissão de ingressos pela bilheteria nem pelo site
Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho
Rua Vergueiro, 1.000
324 lugares | Acessibilidade | Cafeteria

.: "Antropoceno” estreia no Sesc Santos e transforma a crise climática


A obra traz JùpïRã Transeunte na dramaturgia, Marcos dos Santos na direção musical, Luiz Fernando Almeida na direção de ator e Eleonora Artysenk como preparadora corporal. Foto: divulgação


Lípari, performer e ator, apresenta “Antropoceno”, uma obra teatral dirigida por Douglas Lima. O projeto propõe uma discussão sobre a hipótese científica da era das mudanças irreversíveis nos processos biofísicos do planeta causadas pela humanidade. A obra traz JùpïRã Transeunte na dramaturgia, Marcos dos Santos na direção musical, Luiz Fernando Almeida na direção de ator e Eleonora Artysenk como preparadora corporal. O espetáculo faz sua estreia no Sesc Santos nesta quinta-feira, 30 de julho, às 20h00, integrando o projeto Baixada enCena. Os ingressos estão disponíveis no site e na bilheteria do Sesc.

Reconhecendo que as pautas climáticas necessitam de espaços de disseminação de conhecimento para além da academia, “Antropoceno” promove uma convergência vital entre ciência e arte. O teatro é utilizado como veículo de reflexão sobre o nosso papel como agentes transformadores, desmistificando a visão de que os territórios do Sul Global são apenas agentes propulsores de impactos ambientais e questionando pensamentos considerados complexos, como geopolítica, antropologia, sociologia e geologia, por meio da linguagem teatral.

Ficha técnica
Espetáculo "Antropoceno"

Idealização e atuação: Lípar
Dramaturgia: JùpïRã Transeunte
Direção: Douglas Lima
Direção de ator: Luiz Fernando Almeida
Direção musical: Marcos dos Santos
Preparação corporal: Eleonora Artsynck
Fotos: Cacá Bernardes


Ficha técnica
Espetáculo "Antropoceno"
Quinta-feira, dia 30 de julho, às 20h00.
Sesc Santos | Avenida Conselheiro Ribas, 136 - Santos / SP
Ingressos: R$ 12,00 (credencial plena), R$ 20,00 (meia-entrada) e R$ 40,00 (inteira)

sábado, 25 de julho de 2026

.: Clássico de Nelson Rodrigues, "Valsa Nº 6" chega ao Teatro Arena B3


Monólogo estrelado por Luisa Thiré celebra 14 anos de sucesso nos palcos brasileiros e internacionais e ocupa a programação da semana da Arena B3. Foto: divulgação

A programação da semana do Teatro Arena B3 recebe um dos grandes clássicos da dramaturgia brasileira. Nos dias 25 e 26 de julho, a atriz Luisa Thiré apresenta o premiado monólogo "Valsa Nº 6", de Nelson Rodrigues, em uma temporada relâmpago com apenas quatro apresentações. Dirigido por Cláudio Torres Gonzaga, o espetáculo marca os 14 anos da montagem, que desde sua estreia, em 2012, no centenário de nascimento de Nelson Rodrigues, conquistou reconhecimento de público e crítica, além de representar a dramaturgia brasileira em turnês por cidades da Espanha, Portugal e Cabo Verde.

Escrita em 1951, a peça acompanha Sônia, uma adolescente de 15 anos que, entre delírios e fragmentos de memória, reconstrói os acontecimentos que culminaram em seu assassinato. Embalada pela célebre "Valsa Nº 6", de Chopin, a narrativa transforma-se em um thriller psicológico que evidencia temas como violência contra a mulher, machismo estrutural, culpabilização da vítima e desigualdades de gênero — questões que permanecem atuais mais de sete décadas após a criação do texto.

Com elementos característicos da obra de Nelson Rodrigues, como paixão, ciúme, sedução, humor e tragédia, o espetáculo propõe uma reflexão sobre a permanência de estruturas sociais que naturalizam a violência e silenciam as vítimas. A montagem também se destaca pela concepção visual. O cenário, assinado pelo artista plástico Sérgio Marimba, aposta em uma estética não realista, enquanto o figurino criado por Teca Fichinski, premiado pela crítica especializada, torna-se parte essencial da narrativa. O vestido utilizado por Luisa Thiré possui uma saia de aproximadamente 12 metros de tecido, ocupando praticamente todo o palco e simbolizando a prisão da personagem em suas próprias lembranças.

Apaixonada pela obra de Nelson Rodrigues desde a época em que estudava Artes Cênicas na Unirio, Luisa idealizou o projeto e, ao lado de Cláudio Torres Gonzaga, construiu uma montagem que permanece em cartaz há mais de uma década. Após percorrer diversas cidades brasileiras e internacionais, "Valsa Nº 6" chega ao Teatro Arena B3 para uma rara oportunidade de ser assistida pelo público paulistano, em apenas um final de semana.


Serviço
Espetáculo "Valsa Nº 6", de Nelson Rodrigues
Elenco: Luisa Thiré
Direção: Cláudio Torres Gonzaga
Datas: 25 e 26 de julho de 2026
Apresentações: quatro sessões
Local: Teatro Arena B3 – Praça Antônio Prado, 48 – Centro Histórico de São Paulo
Duração: 55 minutos
Classificação indicativa: 14 anos 

.: "Meu Corpo Está Aqui", no Sesc 24 de Maio, com reflexões sobre corpos PCDs


Espetáculo vencedor dos prêmios FITA e APTR e indicado ao Prêmio Shell tem temporada de 23 de julho a 9 de agosto. Foto: Nil Caniné

O Sesc 24 de Maio recebe, de 23 de julho a 9 de agosto, a temporada do espetáculo "Meu Corpo Está Aqui", obra vencedora dos prêmios FITA e APTR e indicada ao Prêmio Shell. Com texto e direção de Julia Spadaccini e Clara Kutner, a montagem aborda afeto, desejo e sexualidade a partir das vivências de artistas com deficiência, tema inédito nos palcos brasileiros. Construído a partir das experiências pessoais do elenco, formado por artistas PCDs, o espetáculo apresenta personagens que falam abertamente sobre seus relacionamentos, seus corpos e seus desejos. A partir de depoimentos ficcionalizados, a obra convida o público a refletir sobre os estigmas, silenciamentos e apagamentos historicamente impostos às pessoas com deficiência.

A dramaturgia, escrita por Julia Spadaccini, também pessoa com deficiência, e Clara Kutner, mistura relatos pessoais e ficção para retratar os encontros entre desejo e afeto, evidenciando tanto as descobertas quanto os obstáculos vividos por corpos frequentemente colocados à margem das representações sociais. No elenco estão Bruno Ramos, artista surdo usuário de Libras; Juliana Caldas, atriz com nanismo, Pedro Fernandes, ator com paralisia cerebral com cognitivo preservado e usuário de cadeira de rodas; e Sara Bentes, artista cega. A direção de produção e coordenação geral do projeto são de Claudia Marques.

Em "Meu Corpo Está Aqui", a ficção surge como ferramenta de aproximação e reconhecimento. Ao evidenciar experiências afetivas e desejos que atravessam todas as pessoas, o espetáculo questiona preconceitos e amplia o debate sobre inclusão, autonomia e diversidade. A montagem propõe um olhar que reconhece as pessoas com deficiência como sujeitos plenos, capazes de viver e narrar suas próprias histórias.

Além da temporada, no dia 1º de agosto, às 18h00, o Sesc 24 de Maio recebe o lançamento do livro "Meu Corpo Está Aqui" e a exibição do documentário homônimo. A programação tem início com um bate-papo de aproximadamente 30 minutos, com a participação das diretoras do espetáculo e autoras do livro, Clara Kutner e Julia Spadaccini, da diretora do documentário, Camila Sokolowski, e do elenco da peça. Na sequência, será exibido o documentário, com 22 minutos, seguido de sessão de autógrafos do livro no foyer do teatro até o horário do espetáculo, às 20h00. Compre o livro do espetáculo "Meu Corpo Está Aqui" neste link.


"Meu Corpo Está Aqui - O Documentário"
No Rio de Janeiro, quatro artistas PCDs, vindos de lugares diversos do Brasil, se reúnem para ensaiar uma peça teatral. Celebram alegria de seguir o caminho artístico, reafirmando no palco a potência de suas vozes e a luta contra o capacitismo. O que acontece quando o afeto e o desejo ocupam o centro do palco através de corpos que a sociedade, historicamente, tentou invisibilizar? Juntos, eles trazem para a cena vivências reais que misturam ficção, depoimentos e poesia visual. 

A diretora Camila Sokolowski acompanhou o grupo desde o dia 1 da chegada ao Rio, passando pelo processo de ensaio, as vivências individuais e pelos impactos dessa experiência na vida de cada um dos participantes.


"Meu Corpo Está Aqui" - Livro
Sucesso no teatro, a peça "Meu Corpo Está Aqui", que aborda a sexualidade das pessoas com deficiência, é lançada em livro pela editora Cobogó. Escrita por Julia Spadaccini e Clara Kutner, a dramaturgia foi construída a partir de experiências pessoais das atrizes e dos atores PCDs que estrelam o espetáculo, posteriormente ficcionalizadas para retratar vivências afetivas e sexuais. Agora publicada em livro, a obra conta com prefácio assinado por Benedita Casé e apresenta um jogo entre as pulsões e os obstáculos encontrados pelas personagens em suas descobertas afetivas e sexuais, tratando abertamente sobre essas experiências em cena.

Paradigmas culturais e históricos sobre a sexualidade das pessoas com deficiência são questionados com humor, sem que a urgência e a importância do tema sejam deixadas em segundo plano. O resultado é uma conexão entre cena e público, evidenciando as semelhanças que existem entre todos nós: almas habitando corpos diferentes.

Ficha técnica (espetáculo)
"Meu Corpo Está Aqui", da Fábrica de Eventos
Texto e direção: Julia Spadaccini e Clara Kutner
Elenco: Bruno Ramos, Juliana Caldas, Pedro Fernandes e Sara Bentes
Intérpretes de Libras: Christofer Moreira
Direção de produção: Claudia Marques
Diretor assistente: Michel Blois
Produção: Fabricio Polido
Pesquisa de dramaturgia: Marcia Brasil
Colaboração de texto: Bruno Ramos, Juliana Caldas, Haonê Thinar, Pedro Fernandes e Sara Bentes
Figurino e cenografia: Beli Araujo
Iluminação: Paulo Cesar Medeiros
Direção de movimento: Laura Samy
Música: Luciano Câmara
Visagismo: Cora Marinho
Operador de luz: Leandro Barreto
Operador de som: Carlos Gabriel
Realização: Fábrica de Eventos


Ficha técnica (documentário)
"Meu Corpo Está Aqui - O Documentário"

Gênero: documentário
Direção: Camila Sokolowski
Elenco: Haonê Thinar, Juliana Caldas, Bruno Ramos e Pedro Fernandes.
Produção: Julia Spadaccini
Fotografia: Felipe Marques, Geovane Ferreira e Victor Gautier
Duração: 22 minutos
Realização: Minhoca Filmes, Inova Filmes, Criativa Wip e Fábrica de Eventos


Serviço
Espetáculo "Meu Corpo Está Aqui"
Com Bruno Ramos, Juliana Caldas, Pedro Fernandes e Sara Bentes
Temporada: até dia 9 de agosto de 2026
Quintas, sextas e sábados, às 20h00 (exceto dia 6 de agosto). Domingos e feriados, às 18h00
Sessão extra no dia 8 de agosto, às 17h00.
Acessibilidade: intérprete de Libras em todas as sessões e audiodescrição nos dias 25 de julho, 1° e 8 de agosto.
Teatro do Sesc 24 de Maio – Rua 24 de Maio, 109, República / São Paulo
Classificação: 16 anos
Ingressos: no site sescsp.org.br/24demaio e no aplicativo Credencial Sesc SP e nas bilheterias das unidades - R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (meia-entrada) e R$ 15,00 (Credencial Sesc)
Duração: 60 minutos


"Meu Corpo Está Aqui": documentário, lançamento do livro e bate-papo
Participantes: Bruno Ramos, Juliana Caldas, Pedro Fernandes e Sara Bentes (elenco do espetáculo), as Clara Kutner e Julia Spadaccini (autoras e diretoras do espetáculo e livro) e Camila Sokolowski (diretora do documentário).
Dia 1° de agosto de 2026, às 18h00
Acessibilidade: Intérprete de Libras e audiodescrição
Classificação: 16 anos
Ingressos: gratuito com retirada de ingressos uma hora antes
Duração: 60 minutos
Serviço de van: transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h00 às 23h00, e aos domingos e feriados, das 18h00 às 21h00.

.: "Um Amigo Não Imaginário", em cartaz no Sesc Santo Amaro


Com direção e dramaturgia de Talita Cabral, espetáculo é uma história sobre a imaginação, amizade e os laços invisíveis que nos conectam. Foto: Alécio Cezar

A Cia. Navega Jangada fala sobre a importância da imaginação e como as pessoas aprendem a lidar com o intangível no infantojuvenil "Um Amigo Não Imaginário", com direção e texto de Talita Cabral. O espetáculo tem novas apresentações no Sesc Santo Amaro, de 21 de junho a 2 de agosto, aos domingos, às 16h. O trabalho ainda tem composições de Rodrigo Régis e traz no elenco Taynã Marquezone, Lucas Vedovoto e Thiago Ubaldo.

O espetáculo leva ao público a história de um amigo imaginário que, de forma inédita, nunca foi imaginado por uma criança. Em busca de ser real, esse ser singular se vê diante de um desafio: conquistar o imaginário de uma criança e, assim, ganhar vida. Na trama, acompanhamos a jornada de um amigo invisível que, ao longo do tempo, observa o desejo de ser imaginado por uma criança. Porém, o que torna essa história única é que, até então, esse amigo nunca foi "criado" por nenhuma mente infantil. Ele passa a viver a angústia de ser uma figura solitária no mundo da imaginação. Mas, quando um adulto sem perceber, entra em contato com ele, um confronto divertido e poético acontece, revelando a fragilidade e a força da imaginação, e como ela pode conectar mundos aparentemente distantes.

A peça não é apenas uma reflexão sobre a infância e a imaginação, mas também sobre como vemos e interagimos com o invisível e o intangível. A peça desafia as convenções de um mundo racional e adulto, apresentando um convite à redescoberta da capacidade de sonhar e de se conectar com aquilo que não se vê, mas que se sente profundamente. Também propõe uma reflexão divertida sobre a importância da imaginação na vida adulta, mostrando que, mesmo em uma sociedade racional, o imaginário tem seu poder.

A Cia. Navega Jangada de Teatro foi fundada em 2008 em Santo André, mas vinha desenvolvendo suas pesquisas na área do teatro de animação, circo, corporalidade do ator e música desde 2006. Criada por Talita Cabral (diretora e atriz) e Rodrigo Regis (compositor e diretor musical e músico) tem como principal característica em seus trabalhos a música como forma de narrativa. Possui um vasto repertório de espetáculos teatrais, que mesclam teatro de animação, popular, circo e linguagem não verbal. 


Ficha técnica
"Um Amigo Não Imaginário"
Dramaturgia e direção: Talita Cabral
Composições: Rodrigo Régis
Elenco: Taynã Marquezone, Lucas Vedovoto e Thiago Ubaldo
Figurinos: Talita Cabral
Cenário: Palhassada Ateliê e Talita Cabral
Maquiagem: A Cia
Concepção e operação de luz: Junior Docini
Técnico de som: Rodrigo Rossi
Contrarregra: Lui


Serviço
"Um Amigo Não Imaginário", com Cia Navega Jangada
Temporada até dia 2 de agosto de 2026
Aos domingos, às 16h00
Sesc Santo Amaro - R. Amador Bueno, 505 - Santo Amaro / São Paulo
Ingressos: R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (meia-entrada), R$ 12,00 (credencial plena) e grátis para crianças de até 12 anos não pagam ingressos
Vendas on-line em sescsp.org.br ou presencialmente na bilheteria de qualquer unidade do Sesc São Paulo
Classificação: livre
Duração: 60 minutos
Acessibilidade: teatro acessível a pessoas com mobilidade reduzida

quarta-feira, 22 de julho de 2026

.: Angela Chaves lança na Flip livro que transforma monumentos do Rio


Criadora da série "Pedaço de Mim", da Netflix, e autora de novelas como "Éramos Seis" e "Os Dias Eram Assim", escritora apresenta "Histórias de Ferro e Pedra", coletânea que convida leitores a redescobrir a cidade pela imaginação


Depois de uma trajetória dedicada à televisão, ao streaming e à literatura, a roteirista Angela Chaves leva sua imaginação às ruas do Rio de Janeiro. Durante a Flip - Festa Literária Internacional de Paraty 2026, a escritora lança "Histórias de Ferro e Pedra", pela Editora Mondru, coletânea de sete contos que transforma estátuas, chafarizes, praças e monumentos cariocas em protagonistas de narrativas fantásticas. O livro será apresentado no dia 24 de julho, às 18h30, no Auditório Areal, durante a mesa "Grades, Praças, Gargalhadas, o indivíduo contra o mundo", ao lado dos escritores Celso Tadhei e Murilo Veludo Ferreira.

Mestra em Literatura Brasileira, Angela escreveu inúmeros programas para televisão e foi autora e colaboradora de séries e novelas como "Éramos Seis", "Os Dias Eram Assim" e "Maysa - Quando Fala o Coração". Mais recentemente, criou e escreveu a série "Pedaço de Mim", da Netflix, e assina a adaptação do romance "Véspera", de Carla Madeira, para a HBO Max. Ao longo da carreira, foi indicada ao Emmy por Maysa. Em 2025, recebeu o prêmio da APCA de Melhor Novela por Pedaço de Mim e também foi indicada ao Rose d'Or Latinos e ao Prêmio ABRA de Roteiro pela mesma obra, que figurou entre as dez séries de língua não inglesa mais assistidas da Netflix no mundo.

Em "Histórias de Ferro e Pedra", Angela parte de uma pergunta simples: e se os monumentos observassem a vida das pessoas? A partir dessa premissa, cria um universo em que esculturas, calçadas, fontes e estátuas escondem desejos, ressentimentos, lembranças e sonhos. Inspirados em monumentos e espaços públicos do Rio de Janeiro, os contos convidam o leitor a observar a cidade como um exercício da imaginação.

A ideia do livro nasceu de um episódio real envolvendo a estátua Inverno, instalada no Passeio Público do Rio de Janeiro. A escultura desapareceu por um período, reapareceu em outro local e depois voltou ao parque, despertando a curiosidade da autora. "Esse livro começou com o encanto pela estátua Inverno e sua história real, quando esteve desaparecida do Passeio Público e apareceu em outro lugar. Depois voltou ao Passeio Público. Isso motivou minha imaginação", conta Angela. A partir desse primeiro impulso, desenvolvido durante um curso de leitura e escrita com Rona Hanning, surgiram os demais contos da coletânea.

Cada conto constrói um pequeno universo fantástico inspirado em um patrimônio real da cidade. A estátua Inverno, moldada em ferro e estanho, sonha com alguém capaz de compreender sua solidão. A deusa Tétis, no Jardim Botânico, observa discretamente os amores humanos. Duas esculturas de leões disputam protagonismo no Largo dos Leões. Uma lagartixa aventureira desafia a imobilidade de Santa Genoveva. As pedras portuguesas de Vila Isabel transformam relações amorosas em partituras melancólicas. Personagens inusitados também habitam o Cemitério São João Batista e o Colégio Orsina da Fonseca.

Ao final de cada narrativa, notas históricas apresentam a origem, a localização e a história dos monumentos que inspiraram a ficção, aproximando fantasia e realidade. Para a autora, a principal proposta da obra é provocar um novo olhar sobre aquilo que faz parte da rotina. "Com este livro, procura-se acordar contadores. Da próxima vez que passar por uma figura de ferro ou pedra, no Rio de Janeiro ou em qualquer lugar do planeta, o convite é olhar o mundo como exercício da imaginação." A orelha da obra é assinada pela escritora Luize Valente, que destaca o caráter poético, memorialístico e lúdico da coletânea.


Sobre a autora
Angela Chaves nasceu no Rio de Janeiro, cresceu na zona norte da cidade e atualmente divide seu tempo entre a zona sul carioca e o sertão do Nordeste. É formada em Letras, mestre em Literatura Brasileira (1993) e atuou como roteirista da Globo entre 1995 e 2021. Atualmente está à frente da produtora Palavra Chave, dedicada ao mercado audiovisual.

Tem cinco livros infantis e infantojuvenis publicados e escreveu séries, novelas e minisséries para a televisão. Entre seus trabalhos estão "Éramos Seis", "Os Dias Eram Assim" e "Maysa - Quando Fala o Coração". Criou e escreveu a série "Pedaço de Mim," da Netflix, e assina a adaptação do romance "Véspera", de Carla Madeira, para a HBO Max.

Foi indicada ao Emmy por "Maysa - Quando Fala o Coração". Em 2025, recebeu o prêmio da APCA de Melhor Novela por "Pedaço de Mim" e também foi indicada ao Rose d'Or Latinos e ao Prêmio ABRA de Roteiro pela mesma obra, que figurou entre as dez séries de língua não inglesa mais assistidas da Netflix no mundo. Nas redes, é @angelachaves66.


Serviço - Flip 2026
Lançamento do livro "Histórias de Ferro e Pedra" (Editora Mondru)
Mesa: "Grades, Praças, Gargalhadas, o indivíduo contra o mundo" – com Angela Chaves, Celso Tadhei e Murilo Veludo Ferreira
Data: sexta-feira, dia 24 de julho de 2026, às 18h30
Local: Auditório Areal, Festa Literária Internacional de Paraty (Flip)
Sessão de autógrafos no estande da Mondru: data e horário a confirmar

.: "Pergunte Alguma Coisa", com Daphne Bozaski e Gabriela Medvedovsky, juntas


Com direção de Guilherme Gobbi, texto inédito de Gustavo Pinheiro foi escrito especialmente para as duas atrizes. Foto: Brunno Rangel


Um atraso. Uma mentira. Um encontro inesperado. Este é o ponto de partida da peça "Pergunte Alguma Coisa", que reúne no palco, pela primeira vez, duas das mais queridas jovens atrizes do Brasil: Gabriela Medvedovsky e Daphne Bozaski. A amizade e parceria das duas vem de longe, quando protagonizaram a novela “Malhação - Viva a Diferença” (2017), o spin off “As Five” (2020) e, mais recentemente, na novela das nove “Três Graças” (2026). Com direção de Guilherme Gobbi, a estreia será no dia 6 de agosto, no Teatro Tucarena, em São Paulo.

 Agora, as atrizes têm um primeiro encontro marcado nos palcos. Escrita especialmente para Daphne e Gabriela por Gustavo Pinheiro - autor de “Dois de Nós”, com Antonio Fagundes e Christiane Torloni, “A Lista”, com Lilia Cabral e “A Tropa”, com Otavio Augusto -, “Pergunte Alguma Coisa” discute e explora uma das questões mais recorrentes nos dias de hoje: quais são os limites entre o que é humano e o que é criado pela tecnologia? Ao longo da temporada, Gabriela e Daphne se revezam nas personagens em diferentes dias, fazendo com que o público nunca saiba quem estará interpretando qual papel.

“Temos visto, cada vez mais, recursos digitais e tecnológicos invadindo áreas que até então eram essencialmente humanas. Todo dia há alguma matéria no jornal falando sobre isso, jovens que fazem terapia com ChatGPT, pessoas se casando com inteligência artificial... as fronteiras entre verdade e mentira parecem cada vez mais borradas e o espetáculo, com duas excelentes atrizes, me parece uma oportunidade preciosa de discutirmos – e rirmos! – disso tudo, com inteligência e acidez”, explica o autor.

Gabriela concorda que a inteligência artificial está rompendo as barreiras da realidade. “Já não se pode confiar no que se vê. Vivemos um tempo de constante dúvida: o que é de fato real? A peça propõe aprofundar a reflexão do tempo em que vivemos, das relações que construímos, das verdades que acreditamos. Como atriz, me interessa trazer para pauta discussões como estas e que envolvam o público, para que a conversa comece no palco e siga reverberando fora dele”, diz Gabriela.

A opinião é compartilhada por Daphne Bozaski. “Até que ponto nós já estamos totalmente absorvidos pelas facilidades da tecnologia? Será que conseguimos pesquisar numa Barsa? E se um fio romper e ficarmos por muito tempo sem comunicação de internet… Será que conseguimos lidar com nossas vidas cotidianas sem nos expor, sem ter a validação do outro? Me questiono sobre isso! Quando Gustavo e Guilherme Gobbi nos chamaram para esse projeto, pensei: É sobre isso! Esse projeto me instiga, traz de uma maneira bem escrita e com uma boa dose de bom humor, temas que me atravessam. Que oportunidade boa para quem nos assiste, se divertir e se questionar sobre inquietações como essas minhas… Que oportunidade! Criar com esses artistas que tanto admiro. Acredito que a arte, mais principalmente o teatro, tem a grande importância de nos fazer refletir sobre a vida. Quem sabe encontramos juntos caminhos para responder essas minhas perguntas e tantas outras”, afirma.

Para Guilherme Gobbi, que estreia na direção em “Pergunte Alguma Coisa”, a peça oferece a oportunidade de trabalhar com duas atrizes que conhece bem: Gobbi foi o responsável por fazer a escalação das atrizes para o trabalho em “Malhação”. “A inteligência artificial já é uma realidade, e seus desdobramentos nas nossas vidas seguem despertando fascínio e medo. O teatro, para mim, é o lugar ideal para discutir temas urgentes como esse. Sempre admirei a maneira como o Gustavo imprime humor e sofisticação em sua escrita, e estou muito feliz em dirigir um texto seu. Soma-se a isso a alegria de trabalhar com duas atrizes extraordinárias, que acompanho há anos e que atravessam um momento brilhante de suas trajetórias”, explica Gobbi.

O diretor convidou a atriz e diretora Debora Lamm para a interlocução artística da montagem. “Desde que começamos a falar desse projeto, o nome da Debora Lamm me veio imediatamente à cabeça. Nossa afinidade artística vem de longe. Temos um olhar semelhante para o trabalho do ator e para a cena. Ao longo do tempo, fomos cultivando o desejo de nos encontrarmos nos palcos. Quando a ideia dessa peça surgiu, tive a sensação clara de que ele oferecia o terreno ideal para isso. Nossas inquietações convergem diretamente com o universo proposto pelo texto do Gustavo”, explica. A direção de produção de “Pergunte Alguma Coisa” é de Celso Lemos.

 
Ficha técnica
Espetáculo "Pergunte Alguma Coisa"
Elenco: Daphne Bozaski e Gabriela Medvedovsky
Texto: Gustavo Pinheiro
Direção: Guilherme Gobbi
Interlocução artística: Debora Lamm
Assistente de direção: Talita Franceschini
Direção de arte:  Natalia Miyashiro
Figurinos: Luiza Romar
Desenho de luz: Marina Meyer
Desenho de som: Lucas Marcier
Direção de movimento: Fabricio Licursi
Fotógrafo: Brunno Rangel
Programação visual: Vinicius Fadel
Assistente de produção: Will Siqueira
Assessoria de imprensa: Alan Diniz e Pedro Neves
Direção de produção: Celso Lemos
Realização: Musa Produções


Serviço
Espetáculo "Pergunte Alguma Coisa"
Teatro Tucarena - Rua Monte Alegre, 1024 - Perdizes / São Paulo | Telefone: (11) 3670-8455
Temporada: de 6 de agosto a 11 de outubro (quinta a domingo)
Horários: quintas, sextas e sábados, às 20h00, dom às 17h00
Ingressos: R$ 140,00 e R$ 70,00 (meia-entrada)
Vendas: www.sympla.com.br ou na bilheteria de terça a sábado, de 14h00 às 20h00, e domingo, de 14h00 às 18h00
Capacidade: 388 espectadores
Acessibilidade: sim
Duração: 60 minutos
Gênero: comédia
Classificação: 12 anos
Redes Sociais: @perguntealgumacoisa

.: "2X Virgínia Rosa": cantriz em dois shows diferentes no Teatro BDO Jaraguá


Nos dois encontros, a cantora e atriz revisita seus dois primeiros discos acompanhada pelos músicos Dino Barioni e Swami Jr., respectivamente. Foto: Lee Kyung Kim

Influenciada por diversos ritmos da música brasileira, como samba, forró, maracatu e baião, a cantora e atriz paulistana Virgínia Rosa, que atualmente também brilha na novela "Coração Acelerado" (TV Globo), celebra sua brilhante trajetória e os 30 anos da produtora MESA2 no projeto "2X Virgínia Rosa" em duas noites no Teatro BDO Jaraguá. Em 25 de julho, às 20h00, ela sobe ao palco ao lado de Dino Barioni para apresentar o show A Voz do Coração. Em 26 de julho, às 18h00, convida Swami Jr. para mostrar o repertório de “Vou na Vida”.

Sobre o projeto de revisitar seus primeiros discos, Virgínia Rosa diz: “Sempre tive vontade de participar de um projeto no qual eu pudesse apresentar shows relacionados aos meus trabalhos fonográficos. Em A Voz do Coração, ao lado do excelente músico Dino Barioni, recrio meu segundo CD, gravado ao vivo. E no show Vou na Vida tenho o privilégio de reencontrar o maravilhoso Swami Jr, que produziu o Batuque, meu primeiro disco”.

Mesmo depois de 25 anos de sua estreia, A Voz do Coração é considerado um marco na carreira da cantora e do violonista e arranjador Dino Barioni. O show fez tanto sucesso na época, nos extintos Supremo Musical e Teatro Crowne Plaza, que a gravadora Lua Discos o registrou ao vivo e lançou-o em CD (2001), também muito bem recebido pelo público e crítica. Composições de Gilberto Gil, Lenine, Luiz Gonzaga, Chico César, Celso Fonseca, Luiz Melodia e outros estão nesse surpreendente repertório.

“Estou contente com o convite e a chance de relembrar esse show tão importante para nós. Meu set incluía guitarra, violão, viola caipira e bandolim e lembro que era divertido chegar carregando tudo aquilo. Era ao mesmo tempo um desafio e grande responsabilidade, pois o repertório exigia muito da minha performance e o papel de um acompanhador solo nos instrumentos de corda, sendo a única referência para a cantora e tendo que fazer todo o preenchimento exige muita concentração. Acho que fizemos uma linda parceria e estou animado para reviver isso”, revela Barioni.

Já “Vou na Vida” revisita o disco “Batuque” (1997), o primeiro e muito elogiado trabalho de Virgínia Rosa. O disco teve produção musical do próprio compositor, arranjador e violonista Swami Jr., que a acompanha novamente no palco. A música que deu título ao álbum, inclusive, foi composta pela dupla e acaba de ganhar uma nova versão na voz de Mônica Salmaso.

Virgínia e Swami se conheceram na histórica banda Mexe Com Tudo, que marcou a noite paulistana nos anos 80 e 90 e excursionou pela Europa, onde gravou e lançou um LP. Swami e Virgínia têm enorme cumplicidade musical e recriam neste lindo e emocionante show canções de Lenine, Chico César, Itamar Assumpção, Zé Miguel Wisnik e outros, além de composições do próprio Swami (diretor musical da cantora Omara Portuondo, diva do Buena Vista Social Club).  

“Além de ser uma glória estar ao lado de Virginia Rosa, esse show traz de volta memórias, afetividades de um encontro que nós tivemos no início da carreira dela. Quando lançamos ‘Batuque’, fizemos dezenas de shows juntos. Foi um período muito fértil e lindo, que eu guardo com carinho. É uma emoção e uma redescoberta reencontrá-la no show ‘Vou na Vida’ e ver que ela segue sendo uma artista incrível, surpreendente e muito vigorosa. É um prazer imenso dividir o palco com ela.”, declara Swami.


Sobre a MESA2
Criada em 1996 por Fernando Cardoso e Roberto Monteiro, inicialmente como uma produtora de vídeo, a MESA2 tem se destacado ao longo dessas três décadas por produzir espetáculos de música e peças de teatro, além de cuidar da carreira de grandes talentos dessas artes como a própria Virgínia Rosa, Debora Falabella, Naruna Costa, Lucinha Lins, Ailton Graça e outros tantos artistas.

Sobre Virgínia Rosa
Virgí­nia Rosa
nasceu e cresceu em São Paulo. Na adolescência, ela e seus primos participaram de festivais estudantis com o Grupo Lógica. Nos anos 1980, foi vocalista da banda Isca de Polí­cia, de Itamar Assumpção, e depois do grupo Mexe com Tudo. Ao longo da carreira, cantou forró, samba, choro, maxixe, jazz, reggae, carimbó, funk, blues, balada, baião, maracatu e até música erudita.

Em 1997, lançou seu primeiro CD solo: "Batuque" (foi indicada ao Prêmio Sharp de Cantora Revelação). Vieram depois "A Voz do Coração", "Samba a Dois", "Virgí­nia Rosa e Geraldo Flach - Voz & Piano", "Baita Negão" e "Virgí­nia Rosa Canta Clara" (que deu origem também a um especial de TV), em que a cantora homenageia Clara Nunes, que teve grande influência nas suas escolhas musicais.

Entre os diversos shows da cantora estão "Na Batucada da Vida", "Palavra de Paulista" e "Divina Elizeth", em que presta homenagem à Elizeth Cardoso – conhecida como "A Divina" –, que marcou o nascimento da bossa nova com o lançamento do disco "Canção do Amor Demais", em 1958. No formato voz e piano, Virgínia canta sucessos da cantora como “Barracão”, “Naquela Mesa”, “Canção de Amor” e “Na Cadência do Samba”. No musical "Cartola - O Mundo É Um Moinho (2016/2017), Virgí­nia interpretou Dona Zica ao lado de Flavio Bauraqui (Cartola).

"Palavra de Mulher" - com DVD lançado em 2015 - merece destaque especial. Nele, Virgínia Rosa, Lucinha Lins e Tânia Alves interpretam e cantam, em clima de cabaré, personagens femininas imortalizadas nas canções de Chico Buarque. O espetáculo estreou em 2008 e, desde então, viaja pelo país sempre arrebatando o público.

Mas Virgínia foi além do canto e começou uma carreira de atriz. Fez sua estreia na televisão na novela "Babilônia" (2015) depois atuou em "Pega Pega" (2017) e na versão de 2019 de "Éramos Seis", todas na Rede Globo. Os trabalhos de Virgínia Rosa incluem ainda a série "Rota 66: A Polícia que Mata", inspirada no livro homônimo de Caco Barcellos, disponível no Globoplay. Atualmente, está no ar como Nora, em Coração Acelerado, novela das 19h da TV Globo, que segue sendo exibida até meados de agosto. 


Serviço
Show "2X Virgínia Rosa"

Sábado, dia 25 de julho, às 20h00 - "A Voz do Coração", com Dino Barioni
Domingo, dia 26 de julho, às 18h00 - "Vou na Vida", com Swami Jr.
Ingressos: R$ 120,00 inteira e R$ 60,00 meia-entrada
Promo combo dois shows - R$ 100,00 (cem reais). Obrigatória a apresentação do ingresso do segundo show na entrada do teatro para obtenção do desconto do combo.
Teatro BDO Jaraguá: Rua Martins Fontes, nº 71, Centro (Metrô Anhangabaú),  (11) 2802-7075 @teatrobdojaragua www.teatrobdojaragua.com.br
Bilheteria: a partir das 17h de sextas-feiras ou pelo link: https://bileto.sympla.com.br/event/121534
Capacidade: 260 lugares |  Duração: 75 minutos | Indicação etária: livre |
Estacionamento na entrada principal do Hotel Nacional Inn Jaraguá Estapar com valor reduzido de R$ 30,00 (trinta reais) ao teatro por até 4h, valorizando a experiência “Bar do Clóvis + show + Restaurante W3 do hotel”

terça-feira, 21 de julho de 2026

.: Atriz Helena Ignez é homenageada por mostra da série Ocupação Itaú Cultural


Exposição celebra a artista em primeira pessoa e destaca sua trajetória no teatro e no cinema com materiais raros, filmes restaurados e programação especial. Aos 87 anos, Helena Ignez segue em plena efervescência, produzindo e atuando nos palcos e sets de filmagens. 
Foto: Fabrício Tadeu / Acervo Andre Sampaio

 
Era o ano 1956 quando Helena Ignez ingressou na Escola de Teatro da Bahia, em Salvador, cidade onde havia nascido em 1939. Começava ali a trajetória de uma das mais importantes atrizes e diretoras do cinema e do teatro brasileiros, cuja vida e obra são marcadas pela liberdade comportamental e artística. Nesta quarta-feira, dia 22 de julho, o Itaú Cultural inaugura mostra da série Ocupação dedicada a ela. Primeira cineasta mulher a receber esta homenagem, a exposição privilegia a voz de Helena, sua liberdade criativa e sua potência em cena, sempre em intensa atividade artística. A mostra permanece em cartaz até 18 de outubro

 Ocupação Helena Ignez rompe o modelo cronológico-biográfico tradicional para construir uma narrativa em primeira pessoa, guiada pela voz da artista e diretora, seu corpo em ação e sua prática artística radicalmente livre. No período em que estiver em cartaz, o público ainda poderá acompanhar uma retrospectiva com 23 filmes na plataforma Itaú Cultural Play, de obras dirigidas, estreladas ou relacionadas a Helena. Com produção da Itaú Cultural Play e direção de Helena e Guerreiro Lopes, está sendo finalizado o curta-metragem Des-criação – a mulher cabeça, para disponibilização na plataforma e no espaço expositivo.

Ainda, o teatro do IC apresentará a peça "Savannah Bay", montada sobre o texto homônimo de Marguerite Duras em 1999 e em 2001, com direção de Rogério Sganzerla, Helena no papel de Madeleine, uma atriz que perdeu a filha afogada na baía de Savannah e enfrenta problemas de memória, e Djin Sganzerla como sua neta. Ocupação Helena Ignez também conta com uma publicação digital e um site com conteúdos exclusivos (itaucultural.org.br/ocupação).

“Helena atravessa a história do cinema e do teatro modernos no Brasil, passando pelos períodos centrais do Cinema Novo, da Belair e da experimentação radical”, observa Galiana Brasil, gerente de Curadorias e Programação Artística. “Ela é uma pessoa em constante reinvenção e, aos 87 anos, segue nessa trilha, firme e altamente criativa”, completa. O núcleo que Galiana gerencia assina a concepção, realização e curadoria da mostra, com consultoria da atriz Djin Sganzerla, e projeto expográfico de Renata Mota.

Partindo dessa premissa, a linha curatorial abraça a ideia de Helena ser uma atriz antimusa para jogar foco em sua produção, vitalidade e potência criativas. De forma transversal, a mostra reúne materiais históricos, registros inéditos, fotos, vídeos, documentos, instalações e trabalhos recentes da artista. Assim, o caminho percorrido vai do cinema, teatro e direção à formação, encontros e experiências políticas, espirituais e humanas da artista.

A sua trajetória como cineasta e no teatro ganham destaque, revelando um percurso menos conhecido do grande público. Como ela mesma diz, a importância do teatro é absoluta, porém sua trajetória como atriz e mais tarde como diretora ainda é pouco conhecida. Fotos, programas, matérias de jornais – o eu inclui uma crítica do jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues, e documentos de processo de trabalho de Helena, compõem esse espaço.

Vale lembrar que, recentemente, em São Paulo, a atriz integrou o elenco de Fim de Partida, clássico de Samuel Beckett, dirigido por Rodrigo Portella, ao lado de Marco Nanini, Guilherme Weber e Ary França. A temporada segue para Fortaleza em julho. Como diretora, seu mais recente longa-metragem é A Alegria é a Prova dos Nove, de 2023.

A exposição
O percurso pela Ocupação começa com uma experiência imersiva, com áudio da própria Helena conduzindo o público e uma projeção central de trechos marcantes de suas atuações, evidenciando o corpo como linguagem e a ação como gesto político.

A mostra dedica um eixo especial à perspectiva da antimusa, com um conjunto impactante de manchetes históricas, imagens e vídeos. A Mulher de Todos ocupa lugar central na exposição, com a exibição do filme em cópia restaurada, o seu cartaz histórico e registros da personagem que ela encarnou: a irreverente Ângela Carne e Osso, ninfomaníaca que faz dos homens de gato-e-sapato, considerada uma interpretação revolucionária no cinema brasileiro por subverter papéis de gênero em plena ditadura.

O espaço dedicado à Belair reúne filmes, fotos, frames, vídeos, materiais de bastidores, trilhas sonoras e textos da época, incluindo documentos em que Helena se posiciona contra a censura. São registros que retratam o período de intensa criação vivido por Helena Ignez ao lado de Rogério Sganzerla e Júlio Bressane, em 1970. Para se ter uma ideia, o grupo realizou seis longas-metragens em poucos meses. A produção foi logo interrompida pela repressão e eles tiveram de partir para o exílio.

Integram esse conjunto materiais de filmes como "Carnaval na Lama", "Copacabana Mon Amour", "Sem Essa Aranha", "Cuidado Madame", "Barão Olavo, o Horrível" e "A Família do Barulho". Este núcleo também incorpora iniciativas de preservação associadas ao projeto, como apoio da Cinemateca Brasileira que contribuiu para a captura fotográfica digital das películas desses títulos, além de "O Bandido da Luz Vermelha", "O Padre e a Moça", "O Grito da Terra" e "A Grande Feira".

 A Ocupação evidencia ainda o trabalho de Helena como diretora, apresentando roteiros, cadernos de processo, vídeos e bastidores de filmes como "A Alegria é a Prova dos Nove" (2023), além de títulos anteriores. Como atriz, a mostra dialoga com sua produção recente, como o longa "Ensaio Sobre o Fracasso" (2020) e sua atuação no teatro em "Fim de Partida", de Samuel Beckett, com direção de Rodrigo Portella, ao lado de Marco Nanini, Guilherme Weber e Ary França.

Um mural com fotos mostra imagens de parcerias de trabalho longevas, como Rogério Sganzerla (1946–2004), Júlio Bressane, Antônio Pitanga, Paulo Vilaça (1939–1991), Cristiano Burlan e Jean-Claude Bernardet (1936–2024); e outros icônicos, como Jô Soares (1938–2022), Maria Gladys, Zé Celso Martinez Corrêa (1937–2023) e Ney Matogrosso.

 

.: Thunderbird homenageia Júpiter Maçã em shows gratuitos nos dias 25 e 26


Paulo Zinner e Lee Marcucci participam do show de domingo. Foto: divulgação

Neste mês do rock, o músico e cantor Luiz Thunderbird está numa residência artística no CCSP com “Noites do Thunder”, uma série de shows gratuitos. No próximo final de semana ele sobre ao tradicional palco paulistano tanto sábado, dia 25 de julho, como domingo, dia 26. No sábado, ele apresenta Orchestra Jupiteriana, um tributo psicodélico à genialidade de Flavio Basso, conhecido como Júpiter Maçã (1968/2015), um dos artistas mais inventivos e cultuados da música brasileira. Idealizado por Luiz Thunderbird, que foi parceiro de Júpiter entre 2005 e 2010, o espetáculo recria ao vivo as sonoridades lisérgicas e as paisagens sonoras do universo jupiteriano, com arranjos que mesclam delicadeza, experimentação e intensidade.

O repertório revisita canções como “Miss Lexotan 6mg Garota”, “Querida Superhist X Mr Frog”, “Um Lugar do Caralho”, “Beatle George”, “Síndrome de Pânico” e “Mademoiselle Marchand”, entre outras. O resultado é uma experiência imersiva, que celebra o legado de Júpiter Maçã e reafirma sua influência sobre novas gerações. A banda formada por músicos que conviveram com Júpiter: Luiz Thunderbird (baixo/vocais), Tatá Aeroplano (vocais e efeitos), Daniel Nakamura (guitarra/vocais), Clayton Martin (bateria/efeitos) e Jimmy Pappon (teclados).

O dia 26 o convite é um passeio pelo pelos anos 70 com “História Ilustrada do Rock Br anos 70”. Thunder (voz/guitarra) é acompanhado por Daniel Nakamura (guitarra), Jimmy Pappon (teclado) e nesse show tem como convidados especiais Paulo Zinner (bateria), um dos fundadores da banda Golpe de Estado e Lee Marcucci (baixo), do fundamental Tutti Frutti, que acompanhou Rita Lee, entre outros, nos anos 70. No repertório, “Sangue Latino”, “Metamorfose Ambulante” e outros clássicos do período. O festival “Noite do Thunder” se encerra no dia 1 de agosto com o show da banda Devotos de Nossa Senhora Aparecida, que está completando 40 anos.


Programação
Dia 25 de julho - Orchestra Jupiteriana
Dia 26 de julho - História Ilustrada do Rock Br anos 70
Dia 1° de agosto - Devotos de Nossa Senhora Aparecida 40 anos

 
Serviço
"Noites do Thunder - Orchestra Jupiteriana"
CCSP (rua Vergueiro, 1000)
Dias 24 de julho, sábado, e 25 de julho, domingo
Horário: sábado, às 20h00, e domingo, às 18h00
Entrada gratuita

segunda-feira, 20 de julho de 2026

.: Ana Paula Tavares vem à Flip para lançar "O Sangue da Buganvília"


Atração oficial da Flip 2026, escritora angolana conquistou o Prêmio Camões de Literatura em 2025 e publica novo livro no Brasil. Foto: divulgação

Nem tudo o que um povo sabe cabe nos livros. Parte desse conhecimento vive nas histórias contadas pelos mais velhos, nas palavras da língua materna, nos provérbios, nas receitas, nos gestos e na maneira de olhar o mundo. É desse saber coletivo que nasce "O Sangue da Buganvília", lançado pela Pallas Editora, novo livro da escritora angolana Ana Paula Tavares, 73 anos. Reunindo mais de 70 crônicas, a vencedora do Prêmio Camões de Literatura 2025 aproxima poesia, história e tradição oral para mostrar como uma cultura continua sendo transmitida entre gerações.

Publicados originalmente na década de 1990 para a RDP África e agora reunidos em livro, os textos percorrem assuntos como língua, patrimônio, tradição oral, guerra, infância, culinária e literatura. Mas o que une essas crônicas é, sobretudo, o olhar da Ana Paula. Historiadora e antropóloga de formação, ela encontra nas pequenas experiências do cotidiano um caminho para entender Angola de um modo abrangente, sem separar o íntimo do coletivo nem a poesia da História.

Ana Paula virá ao Brasil na próxima semana para se juntar à constelação de escritores na Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip 2026. No sábado, 25 de julho, às 15h00, a escritora vai brilhar na mesa 'O boi é só. O boi é só. O boi', na qual conversará com o público presente sobre a sua carreira na literatura e a sua poesia, ambas marcadas pela história de Angola e da luta pela emancipação feminina. Falará também a respeito da sua ligação com o Brasil, a partir dos laços que unem os dois países. 

Nas crônicas deste livro, um provérbio pode dialogar com Virginia Woolf (1882-1941), uma receita tem o poder de revelar tanto sobre um povo quanto um documento de arquivo e uma buganvília é capaz de explicar melhor um país do que qualquer estatística. Em suas páginas, a tradição oral e as vozes dos que chegaram antes deixam de ocupar um lugar periférico para assumir o centro da narrativa. É ali que a autora encontra aquilo que mais a interessa: as formas pelas quais uma cultura continua viva.

Para além de recordar o passado, Ana Paula escreve como quem recebe uma história para passar adiante. A sua literatura recusa a ideia de que a história de um país possa ser contada apenas pelos grandes acontecimentos, aqueles que saem no jornal. Ela também está na língua materna, nos mercados, nas árvores, nos objetos cotidianos, nas mulheres que preservam saberes ancestrais e nas histórias que circulam de uma geração à outra. 

Não por acaso, a planta dá nome ao livro. Na crônica que inspira o título, a buganvília floresce apesar do vento, da seca e do tempo. A imagem costura silenciosamente toda a obra e acaba se confundindo com a própria escrita de Ana Paula Tavares, que insiste em florescer onde muitos enxergariam apenas ruínas. Pela Pallas, Ana Paula já publicou "Amargo como os Frutos - Poesia Reunida" (2010) e participou de "Verbetes para Um Dicionário Afetivo" (2021), ao lado de Manuel Jorge Marmelo, Ondjaki e Paulinho Assunção. Agora é a vez de "O Sangue da Buganvília", que confirma algo que a autora vem construindo há décadas: escrever também pode ser uma forma de cuidar. Cuidar das palavras, da memória e das pessoas que fazem a História existir antes mesmo de chegar aos livros. Compre o livro "O Sangue da Buganvília" neste link.

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