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quinta-feira, 9 de julho de 2026

.: Musical “Donatello”, de Vitor Rocha, realiza últimas sessões no Teatro do Núcleo Experimental


Após temporadas de destaque entre Rio de Janeiro e São Paulo, o premiado musical brasileiro “Donatello” entra em suas últimas semanas de cartaz nos palcos paulistanos, em temporada curta no Teatro do Núcleo Experimental. Foto: Junior Mandriola


Após temporadas de destaque entre Rio e São Paulo e reconhecimento da crítica especializada, o musical brasileiro “Donatello” retornou ao Teatro do Núcleo Experimental e pode ser visto até dia 19 em uma nova temporada na capital paulista. Com realização do Ministério da Cultura e da Encanto Artístico e patrocínio da Colormix, o espetáculo escrito e protagonizado por Vitor Rocha inicia um novo ciclo após conquistar duas indicações ao Prêmio Destaque Imprensa Digital, incluindo na categoria de Roteiro Original, além de três indicações ao Prêmio FITA, entre elas Melhor Espetáculo. Vitor também foi premiado como Revelação tanto como autor quanto ator na Festa Internacional de Teatro, consolidando o trabalho como um dos destaques recentes da cena autoral do teatro musical brasileiro. Pela primeira vez desde a estreia, a montagem passa a ocupar a grade regular de finais de semana, com sessões aos sábados e domingos. Os ingressos já estão à venda pela Sympla.

A nova temporada também reforça a trajetória da Encanto Artístico dentro da cena autoral paulistana. Responsável por montagens como “Cargas D’Água”, “Bom Dia Sem Companhia”, “O Mágico Di Ó” e “Se Essa Lua Fosse Minha”, a produtora vem consolidando um repertório marcado por musicais originais que transitam entre memória, relações humanas e identidade brasileira. Dentro desse percurso, “Donatello” retorna aos palcos após reunir mais de dois mil espectadores em sessões intimistas de lotação esgotada, reafirmando a força de produções autorais que seguem encontrando novas possibilidades de circulação no teatro musical contemporâneo. 

Com uma narrativa delicada e atravessada por humor, afeto e memória, “Donatello” constrói uma reflexão sobre envelhecimento, relações familiares e os impactos do Alzheimer na vida cotidiana. Sem recorrer ao melodrama, o texto acompanha as marcas deixadas pelo esquecimento enquanto propõe um olhar humano sobre aquilo que permanece vivo mesmo diante da perda gradual das lembranças. Ao longo da encenação, o musical também provoca reflexões sobre a maneira automática com que muitas vezes atravessamos a vida e como pequenas experiências afetivas acabam se tornando os vínculos mais duradouros da memória.

A história acompanha Amendoim, personagem vivido por Vitor Rocha, que revisita a relação com o avô após o diagnóstico da doença. Quando percebe que, apesar de esquecer nomes e acontecimentos, o avô ainda preserva lembranças ligadas aos sabores de sorvete, o jovem transforma experiências compartilhadas em sabores capazes de atravessar o tempo. Em pouco mais de uma hora de espetáculo, infância, adolescência e vida adulta se misturam em uma narrativa lúdica e sensível, conduzindo o público por diferentes fases da trajetória de Amendoim enquanto a relação entre os dois personagens ganha novas camadas emocionais ao longo da montagem.

A interatividade também ocupa papel importante na encenação e reforça o caráter vivo da experiência proposta pelo musical. A cada sessão, palavras sugeridas pelo público minutos antes do terceiro sinal são incorporadas à narrativa, criando pequenas variações no texto e transformando a dinâmica de cada apresentação. A proposta se une à direção de Victoria Ariante, que aposta em uma encenação intimista e sensível, embalada pelas músicas originais compostas por Elton Towersey e executadas ao vivo por Guilherme Gila ao piano, criando uma atmosfera que aproxima público e personagens de maneira delicada e afetiva.

Com direção de produção de Luiza Porto, preparação de elenco de Letícia Helena, design de luz de Wagner Pinto, design de som de Paulo Altafim, através da ÁUDIO S.A, e cenotecnia de Batata Rodriguez, “Donatello” segue ampliando sua trajetória dentro da nova geração de musicais brasileiros autorais que vêm encontrando no teatro intimista um caminho potente para aproximar público, memória e emoção.

Ficha técnica
Musical "Donatello"

Texto e letras: Vitor Rocha
Composição e direção musical: Elton Towersey
Direção: Victória Ariante
Assistente de direção e preparadora de elenco: Letícia Helena
Desenho de luz (original): Wagner Pinto
Remontagem de luz: Gabriel Greghi
Operadora de luz: Marina Gatti
Desenho de som: Guilherme Ramos (Mark)
Microfonista e operador de som: Thiago Venturi
Cenotécnica: Batata Rodriguez
Elenco: Vitor Rocha
Pianista e suporte cênico: Guilherme Gila
Produção executiva: Letícia Helena
Direção de produção: Luiza Porto
Coordenação de produção: Nathalia Gouvêa
Design
e comunicação: Xodó Comunicação
Assessoria de imprensa: GPress Comunicação
Realização: Ministério da Cultura e Encanto Artístico
Patrocínio: Colormix


Serviço
Musical "Donatello"
Local: Teatro do Núcleo Experimental
Rua da Barra Funda, 637 - Barra Funda / São Paulo
Até dia 19 de julho de 2026
Horários: Sábados, às 20h00 | Domingos, às 19h00
Duração: 90 minutos
Classificação etária: +10 

.: Cia. EmVersão fala sobre adoção e luto em "Jabuticaba Nasce no Tronco", no Teatro Alfredo Mesquita


Com texto e direção de Bernardo Fonseca Machado, espetáculo encerra trilogia de peças Ensaios Sobre a Morte, composta ainda por Relicário Inventado e Epitáfio. Foto: Tomás Franco

Inspirado em casos reais de adoção, "Jabuticaba Nasce no Tronco", novo trabalho da Cia. EmVersão, com direção, texto e idealização de Bernardo Fonseca Machado, pode ser assistido até dia 12 de julho, no Teatro Alfredo Mesquita, com sessões gratuitas de quinta a sábado, às 20h00, e aos domingos, às 19h00. O espetáculo é estrelado por Barroso, Fábia Mirassos, Jennifer Souza, Rodrigo de Castro e Vitória Cortez.

O trabalho, que aborda o fim de vínculos antigos e o nascimento de novos laços, encerra a trilogia "Ensaios Sobre a Morte", que ainda contou com os trabalhos "Relicário Inventado" (2011), sobre a partida do outro; e "Epitáfio" (2013/2014), sobre a morte em si. Cada uma dessas obra é atravessada por um verbo que orienta dramaturgia, encenação e atuação: na primeira, a ação era “inventar” a memória; no segundo, “escolher” o próprio fim; e, agora no novo espetáculo, “costurar” histórias, raízes e pertencimentos.

Ambientado entre os anos de 1990 e 2008, na cidade de São Paulo, Jabuticaba nasce no tronco acompanha a trajetória de quatro crianças órfãs - Bento, Ifigênia, José e Miuza - que chegam juntas à casa de acolhimento de Maria, uma senhora viúva que recebe crianças para garantir sua subsistência. Após um período de convivência e algumas visitas de casais interessados em adotar, cada uma delas segue para um destino diferente. Dezoito anos depois, os quatro se reencontram em um velório, momento em que precisam revisitar suas histórias e lidar com a busca por suas origens.

Cada personagem representa um aspecto da experiência adotiva. Maria, figura central, é inspirada em mulheres que atuaram informalmente como cuidadoras nas décadas de 1980 e 1990. Bento é uma criança que sofre a troca de nome ao ser adotado por um casal de classe média alta, o que desencadeia uma crise de identidade. Ifigênia é deixada pela avó e depois devolvida pela família adotiva que buscava apenas uma criança de “companhia”. José nasce de uma gravidez indesejada e encontra afeto apenas após desencontros. Miuza é retirada da mãe pelo Estado e adotada por um pai solo que valoriza a educação.

Assim, o espetáculo aborda as expectativas das crianças e as experiências que enfrentam: o luto pelo fim das relações familiares originais, a dificuldade com os novos vínculos, suas fantasias, os desejos de parentalidade, a relação com a herança biológica, as ações de apagamento das famílias de origem, o surgimento de novas famílias (multirraciais, monoparentais) e a busca pelas origens. 

A encenação tem como eixo simbólico o tecido - elemento que sintetiza a representação das relações afetivas no universo da adoção. Pensando os vínculos familiares como uma trama de fios, a montagem parte da ideia de que o afeto pode ser costurado, mas também pode ser rompido, cortado ou desfeito. A adoção, nesse contexto, é compreendida como um gesto de unir partes distintas por meio de uma costura, que tanto pode formar um laço quanto um nó - frouxo ou apertado, simples ou complexo, que conecta ou tensiona os sujeitos envolvidos.

O texto transita entre o diálogo e a narração, promovendo um jogo cênico em que passado e presente se interpelam, isto é, uma cena cotidiana narrada em 1990 assume um significado áspero sob um diálogo ocorrido em 2008 e vice e versa.

A peça dialoga com os preceitos de consolidação do ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente e nasce do desejo de Bernardo Fonseca Machado de criar um trabalho que refletisse a perspectiva de quem viveu a experiência da adoção. Inclusive, o próprio autor e diretor, que é pretendente à adoção, tem pesquisado o tema desde 2018, tendo feito cursos de formação de instituições como o GAASP (Grupo de Apoio à Adoção em São Paulo) e o Tribunal de Justiça de São Paulo. O espetáculo faz parte de um projeto contemplado pela 21ª Edição do Prêmio Zé Renato — Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa. 


Ficha técnica
Espetáculo "Jabuticaba Nasce no Tronco"
Texto, direção e idealização: Bernardo Fonseca Machado
Elenco: Barroso, Fábia Mirassos, Jennifer Souza, Rodrigo de Castro e Vitória Cortez
Musicistas em cena: Gago e Sérgio Wontroba
Trilha sonora: Guti Vellutini
Consultoria musical: Fernando Growald
Cenário: Andreas Guimarães
Figurino: Kleber Montanheiro
Costureira: Mariluce Constantina
Iluminação: Lui Seixas
Assistente de iluminação: Júlia Fávero
Design gráfico: Renan Marcondes
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Fotos: Tomás Franco
Direção de produção: Paula Malfatti
Audiodescrição: Ver com Palavras
Roteiro e narração: Lívia Motta
Consultoria: Roseli Garcia
Libras: Verena Teixeira e Rive Agra
Estágio: Larissa Alves da Silva
Administração: La Do B Educação e Artes
Gestão: Malfatti Paciência em Ato
Apoio: Teatro do Célia e Oficina de Atores Nilton Travesso


Serviço
Espetáculo "Jabuticaba Nasce no Tronco"

Até dia 12 de julho de 2026
De quinta-feira a sábado, às 20h00, e aos domingos, às 19h00
Teatro Alfredo Mesquita - Av. Santos Dumont, 1770 - Santana/São Paulo
Ingressos: grátis, distribuídos uma hora antes de cada sessão
Classificação: 10 anos
Duração: 130 minutos
Acessibilidade:teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

.: CineSesc promove mostra gratuita de clássicos e ambientação histórica


Os antigos cinemas de rua que marcaram gerações de paulistanos voltam a ocupar o imaginário da cidade a partir do feriado de 9 de julho, no CineSesc. A iniciativa "Cinemas de Rua: Da Augusta à Cinelândia Paulistana" vai transformar o hall da unidade em um espaço de imersão histórica e afetiva por meio de uma ambientação cenográfica inédita - equipada com letreiros luminosos, pôsteres reinterpretados e um grande mapa iconográfico. Para complementar a homenagem à era de ouro dos cinemas de rua, o CineSesc realiza uma mostra gratuita com clássicos restaurados da cinematografia mundial.

A escolha do CineSesc como palco para esta celebração reforça o valor do próprio espaço. Localizado na Rua Augusta, o cinema inaugurado em 1979 ocupa um endereço historicamente ligado ao circuito exibidor paulistano e preserva a tradição da calçada, do letreiro luminoso e da experiência de assistir a um filme em uma sala de rua. A nova ambientação permite discutir como, apesar de transformações, a cidade pode preservar experiências coletivas.

Ação convida o público a refletir sobre a permanência da experiência coletiva do cinema em meio às transformações da cidade. Programação conta com exibições de clássicos restaurados, como "Este Mundo É Um Teatro", dia 9, às 20h30, “Casablanca”, dia 10, às 20h00, e “Cantando na Chuva”, dia 17, às 20h00, conectando a memória das antigas salas de exibição aos filmes que ajudaram a construir a mística dessas telas urbanas.

Uma viagem no tempo pelo hall do CineSesc
A ambientação inédita idealizada pela equipe do CineSesc, com curadoria e direção de arte de Mauro Amorim e produção executiva de Patrícia Almeida, recriará a atmosfera de encanto das salas que funcionaram entre as décadas de 1940 e 1970 na capital paulista. O projeto oferece um mergulho na paisagem urbana do centro histórico de São Paulo por meio de intervenções visuais e artísticas. Confira os destaques.

Pinturas artísticas dos pôsteres: desenvolvidas pela artista Fernanda D’Boer, a série de cinco pinturas sobre papel (no formato clássico de cartazes de 100 × 70 cm) homenageia salas históricas do centro, como o Cine Marabá, Cine Comodoro, Cine Ipiranga, Cine Marrocos e o próprio CineSesc. As artes entrelaçam as fachadas arquitetônicas desses espaços a referências iconográficas de clássicos como Tubarão, La Dolce Vita, Vertigo, Bye Bye Brasil e Laranja Mecânica.

Grande mapa ilustrado: criado pelo estúdio Radiográfico, um painel detalhado guiará o público em uma jornada geográfica e cronológica, conectando os tradicionais cinemas da Rua Augusta à efervescente Cinelândia paulistana. Efeito cromático RGB: uma intervenção visual assinada por Marcos Muzi e Rafael Cotait propõe novos jogos de luzes e cores na recepção do público.

Cenografia nostálgica: o espaço contará ainda com uma fachada cenográfica inspirada nos antigos cinemas da cidade, um letreiro em neon exclusivo, vitrines expositivas com objetos históricos do universo cinematográfico e referências às saudosas bombonieres.

Programação de filmes – Mostra Especial Cinemas de Rua
Conectando a ambientação do hall à magia da projeção na tela grande, o CineSesc exibirá uma seleção especial de filmes de época com sessões gratuitas para o público. A programação vai contar com exibições de cópias restauradas de obras que fazem parte da história da arte cinematográfica.


Quinta-feira, dia 9 de julho, às 20h30 - "Este Mundo É Um Teatro" ("Stage Struck")
Direção: Allan Dwan, EUA, 1925, 70 minutos. 12 anos.

Uma jovem sonha em se tornar uma grande atriz. Quando seu namorado começa a flertar com uma artista de verdade, ela é consumida pelo ciúme e decide enfrentar sua rival. Entrada Gratuita.

Sexta-feira, dia 10 de julho, às 20h00 – "Casablanca"
Direção: Michael Curtiz, EUA, 1942, 102 minutos. 12 anos.
Durante os tensos anos da Segunda Guerra Mundial, o amargurado Rick reencontra um amor do passado em sua movimentada casa noturna na cidade de Casablanca, no Marrocos. Entrada Gratuita.

Sexta-feira, dia 17 de julho, às 20h00 – "Cantando na Chuva" ("Singin' in The Rain")
Direção: Stanley Donen e Gene Kelly, EUA, 1952, 103 minutos. Livre.

Uma das maiores obras-primas do cinema musical acompanha os bastidores de Hollywood e os desafios hilários e complexos enfrentados por uma produtora e seu elenco na transição do cinema mudo para o cinema falado. Entrada gratuita.

Serviço
CineSesc
Exposição Cinemas de Rua - Da Augusta à Cinelândia Paulistana

Início da visitação: dia 9 de julho
Horários: segunda a domingo, das 13h15 às 22h00
Local: Hall | CineSesc - Rua Augusta, 2075 - São Paulo


Mostra de filmes
9 de julho, às 20h30 |
"Este Mundo É Um Teatro"
10 de julho, às 20h00 | "Casablanca"
17 de julho, às 20h00 | "Cantando na Chuva"
Entrada gratuita.Classificação indicativa: livre. 

.: Seminário sobre Commedia Dell´ Arte, Máscara e Teatro de Dario Fo em SP


De 14 a 20 de julho acontece o Seminário sobre a Commedia Dell´ Arte, a Máscara e o Teatro de Dario Fo no Teatro Commune. Participam Fred Hunzicker, Helô Cardoso, Neyde Veneziano e Wanderley Martins. A mediação é de Augusto Marin. Grátis! Dario Fo, é autor, diretor e ator em mais de cem farsas, comédias, músicas e monólogos como Mistério Bufo, além de ter sido pintor, cenógrafo, figurinista, encenador, militante político e vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1997. É considerado o autor mais encenado do mundo, depois de Shakespeare! Em março deste ano, comemora-se o centenário de Dario Fo, que morreu em 2016.

O teatro dele combina farsa, comicidade popular, crítica social e invenção cênica. Ele usa a tradição medieval para falar do presente, a ironia e o absurdo como armas contra o poder, a censura, e o medo. Segundo Fo: "O poder teme o riso porque o riso destrói o medo". Em suas peças, o público ri antes de perceber que está sendo levado a refletir sobre desigualdade, violência institucional e manipulação política.

As palestras integram o projeto 20 anos de uma Commune Teatral, realizado com recursos da Edição 41º, da Lei de Fomento ao Teatro da Cidade de Sâo Paulo, tendo a parceria da Fondazione Dario Fo & Franca Rame, da Itália, e o Istituto Italiano di Cultura di San Paolo, na celebração dos 100 anos de Dario Fo. 


"O Teatro de Dario Fo e a Commedia Dell´Arte"
Com Neyde Veneziano     
Dia 14 de julho, terça-feira – das 19h30 às 21h30 – Teatro Commune
Neyde falará de Dario Fo, um dos assuntos importantes que ressalta em suas obras, mas de uma forma cômica e popular. Sua obra continua atual e Neyde explicará, com detalhes, fatos, imagens, vídeos e técnicas do seu teatro que é muito mais que italiano: é universal.
Neyde Veneziano é Professora Doutora e Livre Docente pela ECA/USP. Fez pós Doutorado na Universidade de Bolonha entre 2000-2001. Neyde conviveu com o casal Fo e Rame durante em Milão, onde fez sua pesquisa denominada Rigor e Improviso na obra de Dario Fo. De volta ao Brasil, Neyde publicou seu primeiro livro, resultado de suas investigações, intitulado "A Cena de Dario Fo, o exercício da imaginação." Este é o único livro escrito em portuguesa, sobre Dario Fo.


"A História da Máscara Teatral Cômica e da Commedia Dell´Arte"
Com Helô Cardoso e Wanderley Martins
15 de julho, quinta-feira, das 19h30min às 21h30min – Teatro Commune
O encontro será uma viagem pela evolução da máscara teatral, desde o seu nascimento, suas transformações estéticas e sua permanência na cena atual, com a exibição de imagens de máscaras Gregas, Atelanas, de Commedia Dell´ Arte, brasileiras e do teatro contemporâneo. E sobre o processo de Confecção da Máscara, Moldes e Materiais. No teatro grego, se usava máscaras tanto na tragédia quanto na comédia. Com a expansão romana, a tradição grega foi adaptada nas Farsas Atelanas. Eram espetáculos populares, improvisados e irreverentes, com tipos, como: o velho avarento, o tolo, o fanfarrão, o glutão e o corcunda. No século XVI, surge a Commedia Dell' Arte, na Itália, que desenvolveu personagens fixos, cada qual identificado por uma máscara, que deixava de representar apenas um rosto para tornar-se uma verdadeira dramaturgia corporal: cada máscara exigia um corpo, um ritmo e uma voz específicos. Helô e Wanderley farão uma ponte com as máscaras brasileiras, que nascem do encontro entre culturas indígenas, africanas e europeias. Do Cavalo-Marinho, Bumba Meu Boi, a Folia de Reis e os "Clóvis" do carnaval carioca, máscaras que misturam comicidade, religiosidade e crítica social. Elas representam animais, figuras fantásticas, soldados, diabos e personagens caricatos, preservando uma tradição popular em que rir também significa questionar a ordem estabelecida.
Helô Cardoso, é artista visual, mascareira, cenógrafa e figurinista. Docente do Instituto de Artes da Unicamp, desde 1986, ministra disciplinas, como a de Criação e Confecção de Mascaras no Teatro e outras. Fez cursos de máscaras e escultura com Donato Sartori (Centro Maschere e Strutture Gestual, Itáliai e mascareiros na França, Bali - Indonésia, “Masks of Transformation” (Illinois – EUA). Participou de várias exposições, performances, congressos e festivais nacionais e internacionais. Recebeu prêmios e indicações em cenografia, figurino e artes gráficas. Participa das Quadrienais de Praga, desde 1995, representando o Departamento de Artes Cênicas e orientando alunos.
Wanderley Martins é professor do Departamento de Artes Cênicas do Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas. Graduado em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo, possui ampla trajetória como diretor teatral, pesquisador e docente, sendo uma referência no ensino das artes cênicas no Brasil. Sua atuação concentra-se nas áreas de teatro, dramaturgia brasileira, encenação, direção musical e formação do ator. Participou dos Grupos de Teatro Mambembe, Pessoal do Victor, Teatro Paideia, Teatro Ventoforte e Teatro do Incêndio. É diretor cultural da ADUNICAMP.


"A Commedia Dell´ Arte e a Arte do Ator"
Com Fred Hunzicker
20 de julho, segunda-feira, das 19h30 às 21h30 – Teatro Commune
A Commedia dell'Arte revolucionou a história do teatro ao colocar o ator no centro da criação cênica. Diferentemente do teatro baseado em textos fixos, seus artistas trabalhavam a partir de roteiros, improvisando diálogos e situações diante do público. Para isso, desenvolviam uma técnica refinada de interpretação, que reunia domínio do corpo, da voz, da máscara, da música, da acrobacia e do tempo cômico. Mais do que decorar falas, o ator aprendia a escutar o público, responder ao inesperado e transformar cada espetáculo em um acontecimento único. A improvisação não era fruto do acaso, mas de uma técnica rigorosa construída ao longo de anos de treinamento. Essa tradição atravessou os séculos e influenciou profundamente o teatro moderno. Mestres como Jacques Lecoq, Dario Fo e Ariane Mnouchkine retomaram seus princípios para reafirmar a centralidade do ator como criador da cena. Fred fará algumas ligações entre a Commedia Dell´ Arte e manifestações e festas populares brasileiras, como Cavalo Marinho, Frevo, Bumba Meu Boi e Carnaval. Estudar a Commedia dell'Arte é compreender que o teatro acontece, antes de tudo, no encontro entre o ator e o espectador. É reconhecer que a técnica só ganha sentido quando está a serviço da imaginação, do jogo, da escuta e da presença. Em um tempo marcado pela velocidade e pelas tecnologias, a Commedia continua nos lembrando que a essência do teatro permanece a mesma: um ser humano diante de outro, compartilhando histórias por meio do corpo, da voz e da arte de representar.
Fred Hunzicker, é professor do departamento de Artes Cênicas da UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto, MG). Graduou-se em Artes Cênicas pela Unicamp em 1997 e fez mestrado pela Universidade Estadual de Campinas em 2004. Ingressou na UFOP em 2006 no DEART. Doutor em Artes da Cena pela UNICAMP em 2015, defendo a tese de doutorado em ARTES DA CENA: A Academia Dell´arte - Uma análise histórica e artística sobre o fenômeno da Commedia Dell´Arte na Europa com reverberações no Brasil". Vários trabalhos artísticos como direção e interpretação na área teatral e circense. Ganhou o prêmio CIRCULA MINAS em 2016.


Uma Commune Teatral
O grupo, fundado em 2003, desenvolve pesquisa, produção, formação e intercambio teatral, tendo recebido diversos prêmios e se apresentado em Portugal e na Argentina. No repertório: Ubu Rei, de Alfred Jarry, com Esther Góes, Na Cama com Molière, baseado em O Doente Imaginário, e Otelo, de Shakespeare, ambos com direção de John Mowat, Anti Comics, uma paródia dos Super Heróis, de Sonia Daniel (coprodução internacional com apoio do IBERESCENA). Em 2014, foi declarada Patrimonio Cultural do Município de São Paulo, pelo CONPRESP. Desde 2006, é Ponto de Cultura com o Projeto Teatro Cidadão, que já formou mais de 2.000 jovens através de oficinas e da montagem de espetáculos. O Teatro Commune, sede do grupo, conta com 100 lugares, equipamento de luz e som, ar condicionado, acessibilidade, café, galeria de exposições e está aberto para quem quiser fazer peças, shows, stand-ups, ensaios, cursos e eventos corporativos.


Serviço
Seminário sobre a Commedia Dell´ Arte, a Máscara e o Teatro de Dario Fo
14 a 20 de julho, sempre das 19h30 às 21h30
Mediação de Augusto Marin

Dia 14, terça-feira - O Teatro de Dario Fo e a Commedia Dell´Arte com Neyde Veneziano

Dia 15, quinta-feira - A História da Máscara Teatral Cômica e da Commedia Dell´Arte com Helô Cardoso e Wanderley Martins

Dia 20, segunda-feira - A Commedia Dell´ Arte e a Arte do Ator com Fred Hunzicker

Teatro Commune | Rua da Consolação, 1218, Consolação, 01302-001, São Paulo/SP | Instagram @teatrocomunne

Próximo ao Metrô Higienópolis-Mackenzie

Capacidade: 98 lugares + 1 Cadeirante e 1 obeso

Inscrições: https://forms.gle/MWrwkZbyNh9WTevK6

Grátis.

.: “Dias Felizes”, de Samuel Beckett, em montagem da Armazém Cia. de Teatro


Entre ironia, desespero e beleza, a montagem de “Dias Felizes” pela Armazém Companhia de Teatro propõe uma experiência cênica intensa sobre o tempo, a memória e a persistência humana. Foto: Mauro Kury

“Dias Felizes”, de Samuel Beckett, retorna aos palcos pela Armazém Companhia de Teatro, explorando, com ironia mordaz, o frágil equilíbrio entre o contentamento e o desespero. Neste clássico do século XX, a condição humana é exposta com brutalidade e sarcasmo, revelando como nos agarramos a rituais e memórias para suportar a passagem do tempo. 

Sob a direção de Paulo de Moraes - vencedor em 2024 do Prêmio APTR de Melhor Direção por “Brás Cubas” -, a montagem ressignifica a jornada de Winnie (Patrícia Selonk – vencedora dos prêmios Shell, Mambembe e APTR), explorando a fina camada que separa o otimismo da resignação. A temporada de estreia em São Paulo será no Sesc Pompeia, até dia 19 de julho. No elenco, Patrícia Selonk como Winnie e Felipe Bustamante, Isabel Pacheco e Jopa Moraes revezando em dias alternados a personagem Willie.

Enterrada até a cintura - e depois até o pescoço - Winnie encontra em seus pequenos rituais a última linha de defesa contra o colapso. Entre o sino estridente que pontua seu dia como um despertador sem trégua e o sol impiedoso que derrete qualquer noção de tempo, ela se apega ao conteúdo de sua bolsa espaçosa: uma escova de dentes, um batom, um espelho - e, mais ameaçadoramente, um revólver. Willie, seu companheiro enigmático e silencioso, é interpretado em dias alternados por Felipe Bustamante, Isabel Pacheco e Jopa Moraes. Na concepção da Armazém, Willie não é apenas um espectador passivo da decadência de Winnie, mas um parceiro de cena improvável – ora cúmplice silencioso, ora um lembrete incômodo de que até a solidão pode ter companhia.

Beckett definiu Winnie como “um pássaro com óleo em suas penas”, uma criatura do ar condenada a uma existência terrestre. Sua luta não é apenas pessoal, mas também coletiva. Se, no passado, a paisagem desolada da peça remetia à catástrofe nuclear, hoje ela ressoa com a paisagem ressecada do aquecimento global. A crise existencial do eu se funde à crise da espécie – e talvez do planeta. (Paulo de Moraes)

Na montagem, o humor ácido de Beckett ganha relevo, revelando-se nas repetições obstinadas de Winnie, em seu otimismo inabalável diante do absurdo e na própria mecânica implacável do tempo. Entre o riso e a ruína, a peça constrói um jogo cruel e fascinante, onde cada palavra dita ressoa como um eco entre a esperança e o delírio.


Sobre a estética da montagem da Armazém, por Paulo de Moraes
"Dias Felizes" é uma peça sobre a insistência. E nosso cenário tenta tornar visível essa insistência: o deserto como palco, o horror como textura, a luz como testemunha. Na nossa montagem, a beleza não surge apesar do horror - ela nasce dele. O cenário parte desse princípio. A superfície inclinada, instável, quase desumana, não representa apenas a terra que engole Winnie: ela é um corpo estranho, áspero, um terreno que recusa qualquer promessa de conforto. Ainda assim, é ali, nesse espaço de ruína e desamparo, que procuramos um tipo raro de beleza - aquela que não suaviza o abismo, mas o revela.

A luz de uma espécie de sol impossível, é mais testemunha que outra coisa. não vem iluminar para proteger; ilumina para expor. É uma beleza que queima. Um brilho que denuncia a imobilidade, que embala com violência, que transforma a rotina de Winnie em uma espécie de ritual trágico. Ao mesmo tempo, essa luz cria uma poética própria: uma paisagem onde o horror ganha contornos nítidos e, paradoxalmente, delicados. É a beleza do inevitável, que existe quando a vida continua apesar de tudo.

Outro ponto fundamental, é que houve uma preocupação em nossa montagem de usar um procedimento que o próprio Beckett usou, quando fez sua versão em francês do texto originalmente escrito por ele em inglês. Como Beckett faz no texto diversas citações a autores e textos, quando traduziu sua obra para o francês, Beckett trocou as citações para autores e obras relacionadas à língua francesa. Da mesma forma, na tradução de Jopa Moraes, as citações foram substituídas por autores e obras da literatura em língua portuguesa. Mantém a essência beckettiana, mas aproxima um pouco mais o espectador brasileiro do universo da peça.


Ficha técnica
Espetáculo "Dias Felizes", de Samuel Beckett
Direção: Paulo de Moraes
Elenco: Patrícia Selonk como Winnie e Felipe Bustamante, Isabel Pacheco e Jopa Moraes revezando em dias alternados a personagem Willie.
Tradução: Jopa Moraes
Iluminação: Maneco Quinderé
Cenografia: Carla Berri e Paulo de Moraes
Figurinos: Carol Lobato
Música original: Ricco Viana
Designer gráfico: Jopa Moraes
Fotografias: João Gabriel Monteiro
Assessoria de imprensa: Ney Motta
Pedras cenográficas: Alex Grilli
Efeito sombrinha: Paulo Denizot
Videografismo: João Gabriel Monteiro e Paulo de Moraes
Assessoria para videografismo: Rico Vilarouca
Colaboração artística: Lorena Lima
Assistente de produção: Lorena Lima e Malu Selonk                                           
Produção São Paulo: Pedro Freitas | Périplo                       
Produção: Armazém Companhia de Teatro

Serviço
"Dias Felizes", de Samuel Beckett
Direção: Paulo de Moraes
Elenco: Patrícia Selonk como Winnie e Felipe Bustamante, Isabel Pacheco e Jopa Moraes revezando em dias alternados a personagem Willie.
Local: Sesc Pompeia – Rua Cléia, 93, Pompéia, São Paulo
Temporada até dia 19 de julho de 2026
Horários: quintas-feiras, às 20h00, sextas, às 16h00 e 20h00, sábados, às 20h00, e domingos, às 18h00.
Valor dos ingressos: R$ 70,00 (inteira) / R$ 35,00 (meia-entrada) / R$ 21,00 (credencial plena)
Classificação: 14 anos
Duração: 80 minutos

terça-feira, 7 de julho de 2026

.: "O Gabinete de Maravilhas do Seu Lé" traz apresentações gratuitas para SP


Uma carroça cenográfica puxada por uma bicicleta, operada por um único artista, transforma o espaço público em um palco de curiosidades, ilusões e descobertas científicas. Foto: Paulo Rapoport

Diretamente do imaginário dos antigos Gabinetes de Curiosidades do século XVI e do realismo mágico da literatura, chega às ruas "O Gabinete de Maravilhas do Seu Lé", projeto contemplado pelo Edital Fomento CultSP PNAB Nº 34/2024. Conduzido e operado de forma solo pelo carismático artista Seu Lé, interpretado pelo ator Marcelo Zurawski, este microcirco ambulante acoplado a uma bicicleta viaja pelo espaço e pelo tempo para encantar públicos de todas as idades. As apresentações gratuitas acontecem dia 19 de julho, às 14h00, na Biblioteca de São Paulo, dia 25 de julho, às 16h00, no Parque da Luz, e dia 26 de julho, às 14h00, na Biblioteca Parque Villa-Lobos.

Misturando as linguagens clássicas do circo de rua e do teatro de variedades com o fascinante universo da física e da acústica, o espetáculo apresenta números interativos construídos com aparelhos completamente inusitados. No picadeiro itinerante do Seu Lé, a ciência não é uma matéria de laboratório, mas sim poesia em movimento que ganha vida através da participação ativa dos espectadores.

Nesta temporada de estreia, Seu Lé desafia a lógica dos sentidos e convida o público a interagir diretamente com três invenções extraordinárias. Há o Harmonógrafo: um aparato mecânico que traduz som em imagem, permitindo que a plateia veja a representação gráfica de frequências acústicas desenhadas bem diante dos seus olhos. A Cenoura Sonora: Uma demonstração lúdica de engenhosidade onde uma cenoura comum de feira é escavada ao vivo e transformada em um clarinete perfeitamente afinado e funcional. A Cadeira do Momento Angular: Uma experiência física e sensorial na qual os espectadores são convidados a sentar e sentir no próprio corpo os efeitos invisíveis da conservação do movimento através de um eixo giratório.

Inspirado no lendário cigano Melquíades - personagem de "Cem Anos de Solidão", de Gabriel García Márquez, que maravilhava a isolada Macondo com imãs, gelo e telescópios -, o espetáculo resgata o papel histórico do circo como o grande difusor das novidades do mundo, democratizando o acesso à cultura e estimulando o pensamento crítico através do riso, do deslumbramento e da curiosidade.


Ficha técnica
Espetáculo "O Gabinete de Maravilhas do Seu Lé"
Concepção, direção e atuação: Marcelo Zurawski
Concepção e projeto da carroça: Silvia Gandolfi
Música original: Sérgio Zurawski
Construção da carroça: Rosane Gruman e Marcelo Zurawski
Desenvolvimento dos instrumentos científicos: Marcelo Zurawski
Contrarregragem: Anderson Siqueira
Projeto contemplado pelo Edital Fomento CultSP PNAB Nº 34/2024 Produção e Apresentação de Número Circense


Serviço
Espetáculo "O Gabinete de Maravilhas do Seu Lé"

Espetáculos gratuitos | Indicação: livre -  recomendado para toda a família
Duração: 50 minutos

Biblioteca de São Paulo
dia 19 de julho, domingo, às 14h00
Parque da Juventude – Av. Cruzeiro do Sul, 2630 - Santana

Parque da Luz
dia 25 de julho, sábado, às 16h00
Praça da Luz, s/n - Bom Retiro

Biblioteca Parque Villa-Lobos
26 de julho, domingo, às 14h00
Av. Queiroz Filho, 1205 - Alto de Pinheiros

segunda-feira, 6 de julho de 2026

.: Paula Capovilla entra para o elenco do musical "7 Mulheres e Um Mistério"


Paula Capovilla entra para o elenco da montagem inspirada no clássico francês 8 Femmes. Comédia estrelada por grandes atrizes estreia em 31 de julho no 033 Rooftop. Inspirada na peça do escritor francês Robert Thomas, a montagem musical tem direção de Ricardo Grasson e Heitor Garcia, adaptação e canções originais de Anna Toledo. O projeto integra a programação dos 10 anos do Teatro Santander. Foto: Priscila Prade

A comédia musical "7 Mulheres e Um Mistério - O Musical", de Robert Thomas, primeira adaptação brasileira para o teatro musical da obra 8 Femmes, estreia em 31 de julho, no 033 Rooftop, com uma mudança no elenco. A atriz Paula Capovilla assume o papel que seria interpretado por Alessandra Maestrini, que precisou se afastar do projeto por motivos de saúde. Escrita nos anos 1960, o espetáculo tem adaptação e canções originais de Anna Toledo, direção artística de Ricardo Grasson e Heitor Garcia e direção musical de Thiago Gimenes. A produção é assinada por Bruna Dornellas e Wesley Telles, da WB Produções. O espetáculo é apresentado pelo Ministério da Cultura, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura - Lei Rouanet, e tem patrocínio do Zurich Santander e Laboratório Cristália e apoio da Hyundai e Esfera.

Preservando a tradição de sempre ser interpretada por grandes nomes, o elenco, formado por Bruna Guerin, Laura Castro, Letícia Soares, Malu Rodrigues, Paula Capovilla, Stella Miranda e Verónica Valentino, dará corpo a uma história repleta de segredos, mistérios e surpresas, envolvendo o público numa trama onde sete mulheres se reúnem para celebrar o Natal - até que um crime inesperado transforma a comemoração em uma investigação repleta de segredos. Presas no mesmo espaço, sem contato com o exterior e desconfiando umas das outras, elas são obrigadas a investigar o mistério… enquanto tentam esconder suas próprias mentiras.

Em 1962, Nathalia Timberg, Suely Franco, Dulcina de Moraes e outras cinco atrizes deram vida à primeira montagem brasileira da obra. Com músicas e composições originais, o espetáculo mantém a essência da trama original protagonizada por grandes atrizes dessa geração. A obra de Robert Thomas é reconhecida como um clássico do suspense policial. O sucesso duradouro revela sua habilidade em criar histórias envolventes que resistem ao tempo. “É uma dramaturgia cheia de detalhes, aguçada, precisa, preciosa. É um texto que lendo hoje, vemos que é mais atual do que nunca. Ele fala sobre as relações humanas, sobre o jogo de poder nas dinâmicas do relacionamento familiar. Eu acho que a vibração, a importância desse texto é essa. Por isso transcende ao tempo, como as grandes obras”, aponta o diretor Ricardo Grasson.

Ainda sobre a atemporalidade, o diretor Heitor Garcia destaca outras pautas presentes na história, como etarismo, papéis de gênero e preconceito na relação entre patrão e funcionários e também bissexualidade. Tudo isso aparece no texto original, que se passa no interior da França nos anos 50. “Vamos revisitar a época em que a história foi escrita, ampliar e observar o quão as questões daquela época ressoam até hoje. A obra distancia essas histórias do realismo fechado da literatura policial, e essa distância é aquela fornecida por um confortável "não leve totalmente a sério", o que nos proporciona como diretores ampliar deliberadamente esse distanciamento autoirônico e aproximar/transformar a história em farsa”.

Responsável pela adaptação e pelas músicas originais, Anna Toledo encarou o desafio de compor para contar a história, usando a música como fio condutor das cenas, a favor de cada interpretação. A escolha pelo tom e pela linguagem também imprimem originalidade ao espetáculo. Na peça francesa, Huit Femmes, de Robert Thomas, existe uma tensão permanente criada pelo confinamento das personagens em um único ambiente, que vai dando vazão a ressentimentos e segredos guardados. “Ao adaptar essa trama para uma comédia musical, eu imaginei que tudo teria que ser exacerbado – os segredos têm que ser bombásticos e as emoções, vulcânicas. Então a música entra para trazer à tona estes sentimentos, virar tudo de ponta cabeça e revelar o que está oculto”, conta.

Tanto a peça original ("Huit Femmes") como as adaptações cinematográficas ("Huit Femmes" e "7 Donne e Um Mistero") foram escritas por homens. Em todas as versões há somente personagens femininos em cena, mas o conflito gira em torno de um único homem: A morte misteriosa do patriarca.  “O desafio que eu mesma me propus foi multiplicar estes conflitos para criar personagens femininos com motivações mais complexas. Neste sentido, o protagonismo feminino não se dá apenas pela presença de atrizes mulheres, mas também pelas ações das personagens, que passam a ser movidas por desejos além da necessidade de validação pela figura masculina”, ressalta Anna Toledo. O espetáculo reúne como produtores associados Bruna Dornellas, Heitor Garcia, Ricardo Grasson e Wesley Telles, profissionais com trajetória consolidada no teatro brasileiro.


O autor, a obra e os prêmios
Robert Thomas foi um escritor, roteirista, diretor e ator francês que ajudou a criar o gênero de comédia suspense. Em 1958, publicou o texto Huit Femmes (8 Mulheres), em 1961 o texto ganhou vida e virou um espetáculo teatral dirigido por Jean Le Poulain, ele também ganhou o Prix du Quai des Orfèvres que premia textos inéditos de mistério policial. A obra de Robert Thomas é reconhecida como um clássico do suspense e do teatro policial. O sucesso duradouro é um testemunho da genialidade de Thomas como dramaturgo e de sua habilidade em criar histórias envolventes que resistem ao teste do tempo.

Em 1971 o espetáculo foi remontado pelo mesmo diretor. Em 2002 o François Ozon lançou a versão cinematográfica da peça, transformando para além do suspense e da comédia um filme musical. O filme ganhou um total de 31 prêmios, entre eles o César e o Urso de Prata. No teatro brasileiro, a primeira encenação do texto 8 Mulheres foi uma montagem da companhia da Dulcina-Odilon, dirigida por Luís de Lima em 1962. O elenco era formado por grandes divas, como Nathalia Timberg, Suely Franco, a própria Dulcina de Moares, Margarida Rey, Maria Fernanda, Maria Sampaio, Iracema de Alencar e Sônia de Moraes.

A peça voltou a ganhar uma adaptação em 2021 pelo cineasta italiano Alessandro Genovesi, que abriu mão do estilo musical e investiu em uma linguagem cinematográfica voltada para uma ambientação de mistério e suspense, e mudou o título da peça para 7 Mulheres e Um Mistério. O longa foi um sucesso na Netflix, sendo o filme de língua não inglesa mais assistido, com 9.89 milhões de horas assistidas.


Sinopse de "7 Mulheres e Um Mistério - O Musical"
Na véspera de Natal, a festa de família é interrompida por um crime misterioso. Presas numa mansão isolada, sete mulheres precisam descobrir o culpado antes que um novo crime aconteça. Entre revelações surpreendentes e segredos de família, todas tem um bom motivo e um péssimo álibi.  Com uma sequência alucinante de confissões absurdas, alianças improváveis e rivalidades hilárias, "7 Mulheres e Um Mistério - O Musical" é uma comédia cheia de reviravoltas, mistérios e personagens tão exagerados quanto irresistíveis.


Ficha técnica
"7 Mulheres e Um Mistério - O Musical"
AUTOR: Robert Thomas.
ADAPTAÇÃO, MÚSICAS E LETRAS: Anna Toledo.
DIREÇÃO ARTÍSTICA: Ricardo Grasson e Heitor Garcia.
DIREÇÃO MUSICAL: Thiago Gimenes.
DIREÇÃO DE MOVIMENTO E COREOGRAFIA: Keila Bueno e Victoria Ariante.
PRODUÇÃO GERAL: Bruna Dornellas e Wesley Telles.
ELENCO: Bruna Guerin, Laura Castro, Letícia Soares, Malu Rodrigues, Paula Capovilla, Stella Miranda e Verónica Valentino.
SWINGS: Carla Masumoto e Larissa Noel.
ASSISTENTE DE DIREÇÃO: Andrey Serra e Lucia Rosa.
DESENHO DE SOM: Tocko Michelazzo.
DESENHO DE LUZ: Gabriele Souza.
VISAGISMO: Simone Momo.
FOTOGRAFIAS: Priscila Prade.

EQUIPE MUSICAL:
ARRANJOS: Thiago Gimenes e Tiago Saul.
ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO MUSICAL, PIANO E REGÊNCIA: Johnny Mantelato.
COPISTA: Ivan Nascimento.
BAIXO ACÚSTICO: Ingrid.
BATERIA E WASHBOARD: Ramiz Oliveira.

EQUIPE DE CENOGRAFIA:
CENOGRAFIA: Natália Lana.
CENÓGRAFO ASSISTENTE: Matheus Muniz. 
ASSISTENTE DE CENOGRAFIA: Gabriela Calenti.
CENOTECNIA: Casa Malagueta.
COORDENADOR DE CENOTECNIA: Alicio Silva.
PRODUÇÃO DE CENOTECNIA: Joana Pegorari.
SERRALHERIA: Igor B. Gomes, Edras Alexandre, Jeremias Alexandre e André Souza.
MARCENARIA: Deoclécio Alexandre, Shampzss, Leandro Aleixo, Kelvin Costa e Chris Oliveira.
PINTURA E ADEREÇOS: Danndhara Shoyama, Beatriz Leandro, Gonzalo Dourado, Felgas e Thamyris Soares.
COSTUREIRA: Julia Leandro e Jess Almeida.

EQUIPE DE FIGURINO:
FIGURINISTA: Ligia Rocha.
ASSISTENTE DE FIGURINO: Acrides.
COSTURA: O Atelier e Studio JhonC.
CALÇADOS: Calçados Porto Free.

EQUIPE DE PRODUÇÃO:
GERENTE DE PRODUÇÃO: Deivid Andrade.
PRODUÇÃO EXECUTIVA: Clarice Coelho.
ASSISTENTE DE PRODUÇÃO: Guilherme Balestrero e Hadassah Wengler.

EQUIPE DE COMUNICAÇÃO E MARKETING:
GESTÃO DE COMUNICAÇÃO: Bárbara Kuster.
DESIGNER GRÁFICO: Alana Karralrey, Jhon Lucas Paes e Natália Farias.
SOCIAL MEDIA: Luis Mousinho.
GESTÃO DE TRÁFEGO: Válvula Marketing.
GESTÃO DE MÍDIA: Tathiana de Puglia.

EQUIPE TÉCNICA:
DIREÇÃO DE PALCO E STAGE MANAGER: Tatah Cerquinho
TÉCNICA DE SOM: Maria Lia.
TÉCNICA DE LUZ: Carol Dourado.
CONTRARREGRAS: Adriana Oliveira e Anderson Assis.
MICROFONISTA: Carolina Delfino.
CAMAREIRA: Luciana Galvão.
PERUQUEIRA: Milena Santos.
COPEIRA: Eliana Dourado.
INTÉRPRETE DE LIBRAS: Karina Zonzini.

STAFF GERAL:
BUFFET: Edith Eventos.
CARREGADORES: Peso Carregadores.
TÉCNICOS MONTADORES: Marcos Carvalho e Peter Silva.
LIMPEZA: DR Serviços.
RECEPCIONISTAS: Lord Eventos.

ASSESSORIAS E ADMINISTRAÇÃO:
COORDENAÇÃO ADMINISTRATIVA: Vianapole Arte e Comunicação.
ASSESSORIA JURÍDICA: Maia, Benincá & Miranda Advocacia.
ASSESSORIA CONTÁBIL: Gavacon Contabilidade.
ASSESSORIA DE IMPRENSA: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes.

EQUIPE DO TEATRO:
HEAD SÊNIOR DE EXPERIÊNCIA, CULTURA E SOCIAL E PRESIDENTE DO SANTANDER CULTURAL: Bibiana Berg.
HEAD DE EXPERIÊNCIA E CULTURA E DIRETOR DO SANTANDER CULTURAL: Marcelo Demetrius.
GERENTE DE OPERAÇÕES E PRODUÇÃO: Rodolfo Costa.
GERENTE DE INFRAESTRUTURA: Alessandro Mariano.
COORDENADORA DE PRODUÇÃO: Kika Queiroz.
COORDENADOR DE PRODUÇÃO TÉCNICA: Anderson Hayashi.
COORDENADORA COMERCIAL: Renata Hassid.
COORDENADORA ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO: Sueli Pereira.
SUPERVISOR DE OPERAÇÃO: Luciana Viana e Henrique Albuquerque.
SUPERVISOR TÉCNICO: Alberto dos Santos.
SUPERVISOR DE INFRAESTRUTURA: Nathaly Barros.
EQUIPE DE PRODUÇÃO: Fernando Pereira, Peterson Souza e Sueli Santiago.
EQUIPE TÉCNICA: Carlos Eduardo, Gerson Santos e Paulo Mendes.
EQUIPE DE MANUTENÇÃO: Claudio Souto, Jonathan Rosa, José Flavio e Ricardo Vieira.
EXECUTIVA DE VENDAS: Roberta Pezzano.
ASSISTENTE DE MARKETING: Camilla Oliveira.
ASSISTENTE ADMINISTRATIVO: Dayane dos Santos.
IDEALIZAÇÃO: Nosso Cultural e Francisco Antonelli.
PRODUTORES ASSOCIADOS: Bruna Dornellas, Heitor Garcia, Ricardo Grasson e Wesley Telles.
APRESENTADO POR: Ministério da Cultura e Santander
PATROCÍNIO: Laboratório Cristália
APOIO: Hyundai Financiamentos e Esfera
CORREALIZAÇÃO: WB Produções.
REALIZAÇÃO: Nosso Cultural.0

Serviço:
"7 Mulheres e Um Mistério - O Musical"
Temporada: 31 de julho a 4 de outubro de 2026.
Sextas, às 20h00. Sábados, às 16h00 e 20h00. Domingos, às 15h00 e 19h00.

Ingressos:
MESA PREMIUM: R$ 300,00 inteira e R$ 150,00 meia-entrada
PLATEIA SOFÁ: R$ 250,00 inteira e R$ 125,00 meia-entrada
PLATEIA: R$ 200,00 inteira e R$ 100,00 meia-entrada
PLATEIA POPULAR: R$ 50,00 inteira e R$ 25,00 meia-entrada
Vendas: sympla.com.br ou bilheteria do Teatro Santander
Duração: 120 minutos (com intervalo de 15 minutos)
Classificação etária: 14 anos.
Local: 033 Rooftop
Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 - Vila Nova Conceição, São Paulo - SP
Capacidade: 388 lugares.
Acessibilidade: Temos produtor/instrutor para atendimento acessível em caso de necessidade. Espaço acessível para cadeirantes. Programa em braile. Intérprete de libras sempre nas sessões de domingo, 15h00.

.: Últimas apresentações de "Nocaute", inspirado no boxe e em Muhammad Ali


Com texto de Ronaldo Fernandes e direção de Helena Cardoso, o espetáculo aborda os afetos interditos de uma masculinidade negra em ruínas. Foto: Noelia Nájera

Referência por expressar a complexidade da identidade negra, a figura do lendário pugilista estadunidense Muhammad Ali (1942-2016) inspira a criação da peça "Nocaute", idealizada e estrelada por Felippe Salve e Ronaldo Fernandes. O espetáculo da Cia. Trilha de Teatro, dirigido por Helena Cardoso, está com as últimas apresentações em cartaz no Sesc Pinheiros, de quinta a sábado, às 20h30, até dia 11 de julho. Inspirado nas linguagens do boxe e do teatro contemporâneo, "Nocaute" é um duelo à espera de um jantar, entre o que se sente e o que se cala. Trata-se de um espetáculo que aborda masculinidades em colapso, sentimentos reprimidos e a coragem de permanecer em pé mesmo depois do último soco.

O projeto nasce do desejo de Felippe Salve e Ronaldo Fernandes de investigar a poética do "quase", esse território de incompletudes onde desejos, afetos e decisões permanecem em suspenso. “Nossa vontade era compreender o que nos impede de avançar. O trabalho surge desse olhar para as nossas próprias fragilidades que se depararam, inevitavelmente, com a masculinidade de dois homens pretos, e para o vazio que, muitas vezes, atravessa as nossas vivências”, afirma Ronaldo Fernandes.

Nesse percurso, a trajetória de Muhammad Ali surge como referência de força e deslocamento. “Ali nos ensinou que o afeto é um gesto político. Para nós, esta peça é sobre ter a coragem de ser vulnerável e reivindicar o amor que, historicamente, nos foi negado por um mundo que sempre tentou nos endurecer”, completa Felippe. Caio e Miguel, dois homens negros, encontram nessa figura masculina e na trajetória histórica do boxeador uma possibilidade de se reconhecerem plenamente em seus desejos, em suas sexualidades e na forma como vivenciam a homoafetividade.

Muhammad Ali foi mais do que um boxeador lendário; seu impacto na comunidade preta, especialmente em relação à masculinidade, é profundo e significativo. “A referência a essa figura inspira a criação não apenas de uma história de luta e superação, mas também de uma ode à resiliência e a busca pela identidade. É também uma forma de explorar a complexidade da identidade negra e da auto aceitação desses personagens”, cita Ronaldo Fernandes, autor do texto.


Sobre o olhar da direção
Uma das fundadoras do coletivo teatral A Digna, Helena Cardoso estreia na direção com "Nocaute". “Discutimos muito como, em nossa sociedade, às pessoas criadas como homens não é oferecido um espaço de comunicação e conexão com os próprios sentimentos”, relata a diretora. Reunindo referências estéticas e um olhar sobre o corpo do ator, marcas presentes em sua trajetória artística, Helena continua: “Logo na primeira cena, eles apresentam máscaras que vão se desmontando, deixando a fragilidade interna vir à tona. Esses trabalhos têm como elemento central o corpo dos atores e um elemento de cenografia que os ativa”, afirma.

O processo corporal, conduzido por Helena em parceria com a diretora de movimento Ana Vitória Bella, foi intenso para a construção narrativa: “Foi um trabalho para que os atores pudessem contar a história através de seus corpos”. Esse eixo se articula a outros elementos fundamentais da cena. “A presença do músico Gustavo Bento é outro ponto importante, com composições criadas a partir dos ritmos que desenvolvemos”, destaca Helena. E continua: “Os figurinos de Rogério Romualdo dialogam com referências de Muhammad Ali nos anos 1970, enquanto o cenário de Caio Marinho e a luz de Letícia Nanni foram pensados de uma maneira conjunta, nos ajudando a mostrar os contornos sociais que esses corpos foram tomando, não só pelas questões da masculinidade, mas também da pretitude”.


Sobre a Cia. Trilha de Teatro
A Cia. Trilha de Teatro é um coletivo com mais de 23 anos de trajetória. Atualmente segue em cartaz com “O Plano” – Espetáculo que mostra que a abolição da escravatura foi uma conquista, um plano e “Benjamim: O Filho da Felicidade”, espetáculo que conta um recorte da trajetória do Benjamin de Oliveira, primeiro palhaço negro do Brasil. O espetáculo estreou em 2018 dentro do projeto “Manufatura de Monólogos” produzido pelo SESC Santos e com participação no 5º Mirada - Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas.

Entre as produções do coletivo estão “Amâncio”, espetáculo criado durante a pandemia com quatro temporadas transmitidas via plataforma zoom e selecionado para o Festkaos, Fescete, Festival Cena Barbara, Cia Cênica-Mostra Resistência, “[A]Gente”, espetáculo protagonizado pela atriz Fábia Mirassos, “Meu Deus...” e “Nó Na Garganta” produzido em parceria com o Grupo de Teatro Tescom, “Algumas histórias” com a Cia da Solitude, vencedor do Prêmio PROAC, “Fragmentos”, “Femininas – Um Espetáculo Musical” também vencedor do Prêmio PROAC e O Pássaro do Poente, de Carlos Alberto Soffredini.


Ficha técnica
Espetáculo "Nocaute"
Idealização: Felippe Salve e Ronaldo Fernandes
Dramaturgia: Ronaldo Fernandes
Direção: Helena Cardoso
Elenco: Felippe Salve e Ronaldo Fernandes
Músico e produtor musical: Gustavo Souza
Direção de movimento: Ana Vitória Bella
Cenografia: Caio Marinho
Figurino: Rogério Romualdo
Desenho de luz: Letícia Nanni
Assistente técnica de luz: Isabel Violante
Produção: Cia Trilha de Teatro 
Coordenação de produção: Felippe Salve e Ronaldo Fernandes 
Produção executiva: Thais Cabral
Técnico de som: Fabiano Kari
Cenotécnico: Gustavo Lara
Fotos: Noelia Nájera
Redes sociais: Celso Bandarra 
Designer gráfica: Keila Gondim
Filmagem: Rodrigo Portela 


Serviço
Espetáculo "Nocaute", com Cia. Trilha de Teatro 
Temporada: até dia 11 de julho de 2026
Quinta a sábado, às 20h30.
Dia 10 de julho, sessões às 16h00 e às 20h30.
Local: Sesc Pinheiros - Auditório
Ingressos: R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (meia-entrada) e R$ 15,00 (credencial plena) Vendas on-line em sescsp.org.br ou presencialmente na bilheteria de qualquer unidade do Sesc São Paulo
Capacidade: 100 lugares
Duração: 70 minutos
Classificação: 14 anos
Sesc Pinheiros | Rua Paes Leme, 195, Pinheiros - São Paulo
Horário de funcionamento: terça a sexta-feira: 10h00 às 22h00. Sábados: 10h00 às 21h00. Domingos e feriados: 10h00 às 18h30
Estacionamento com manobrista
Como Chegar de Transporte Público: 350m a pé da Estação Faria Lima (metrô | linha amarela), 350m a pé da Estação Pinheiros (CPTM | Linha Esmeralda) e do Terminal Municipal Pinheiros (ônibus).
Acessibilidade: A unidade possui rampas de acesso e elevadores, além de banheiros e vestiários acessíveis para pessoas com mobilidade reduzida. Também conta com espaços reservados para cadeirantes.

quinta-feira, 2 de julho de 2026

.: Julianne Trevisol volta ao teatro em comédia sobre relações afetivas


Comédia francesa "Uma Semana, Nada Mais" estreia nova temporada no Teatro Nair Bello com Julianne Trevisol, Leandro Luna e Beto Schultz. Versão brasileira tem direção de João Fonseca e desnuda as contradições das relações afetivas contemporâneas. Foto: Caio Gallucci

Após vencer o "MasterChef Celebridades", a atriz Julianne Trevisol retorna aos palcos na comédia francesa "Uma Semana, Nada Mais", espetáculo que aborda inseguranças, conflitos e as dificuldades de comunicação nos relacionamentos amorosos contemporâneos. A atriz divide a cena com Leandro Luna e Beto Schultz na versão brasileira do texto do francês Clément Michel, fenômeno de público na América Latina, com mais de 400 mil espectadores em países como Argentina, Uruguai e Chile. A direção é de João Fonseca e a adaptação de Priscilla Squeff. Sucesso de público na América Latina, o espetáculo estreia nova temporada no Teatro Nair Bello, em São Paulo, no dia 24 de julho, onde permanece em cartaz até 16 de agosto. As sessões acontecem as sextas e sábados, às 20h00, e domingos, às 18h00.

Na trama, Pablo (Leandro Luna) pede ao seu melhor amigo Martín (Beto Schultz) que vá morar com ele e sua namorada Sofía (Julianne Trevisol). O objetivo é claro: desestabilizar a relação para provocar o fim do namoro. O plano se estende por uma semana - tempo suficiente para expor fragilidades, egoísmos e contradições dos três personagens. A convivência forçada serve de pano de fundo para discutir os limites dos relacionamentos afetivos contemporâneos, por meio do humor. A encenação aposta no riso como meio de provocar reflexão sobre o modo como construímos - e desmontamos - nossas relações interpessoais.

Para João Fonseca, que assina a direção, o interesse pela peça veio do modo como a trama se desdobra. “A forma surpreendente e divertida de como vai se desenrolando a história foi o que mais me atraiu”, comenta. Ele destaca ainda a importância do equilíbrio entre comicidade e desconforto. “Trabalhamos o ritmo cômico aproveitando ao máximo as situações propostas, para que o humor surja naturalmente, sem exageros.”

Responsável pela tradução e adaptação do texto, Priscilla Squeff destaca que a versão brasileira partiu da montagem argentina, o que aproximou o ritmo da comédia do nosso repertório cultural. “Tive que localizar algumas referências, atualizando situações para que ressoassem com o público brasileiro sem perder o espírito original da peça. O maior desafio é ajustar o tempo cômico: os contrapontos verbais precisavam funcionar no nosso ritmo”.

Nesse processo, o ponto de partida foi confiar nos personagens. “Eles são humanos, falhos, exagerados e, justamente por isso, engraçados. A ideia é preservar o humor, mas sem se descuidar da camada crítica: a dificuldade de comunicação nos relacionamentos, o medo do confronto, os jogos de poder afetivo. Acredito que o público vai rir de si mesmo, do amigo, do ex, daquele momento constrangedor que todos já viveram ou ouviram falar”.

Para o ator Leandro Luna, o espetáculo levanta questões sobre padrões afetivos e relações sociais. “Todos nós nos encaixamos em um tipo de padrão de relacionamento. A peça apresenta de forma explicita, caraterísticas que se enquadram nesses padrões e nos fazem refletir sobre como estamos nos relacionando nos dias de hoje, em como reagimos ao lidar com os nossos medos e inseguranças, e o quanto conseguimos ser verdadeiros nas nossas relações”.

Já Beto Schultz destaca a importância da confiança. “A reflexão que fica é que a verdade se prova, mais uma vez, peça essencial para qualquer relação, seja ela de amizade, profissional ou amorosa. Muitas vezes tomamos importantes decisões sem pensar e refletir o que pode causar problemas difíceis de resolver”.

João Fonseca também reflete sobre a conexão entre o texto original e o público brasileiro: “A peça traz questões universais a respeito das relações amorosas, de fácil identificação em qualquer lugar do mundo, e por isso seu sucesso. Acredito que o talento e o timing de comédia dos atores brasileiros vai potencializar ainda mais essa comédia”.


Serviço
Espetáculo "Uma Semana, Nada Mais"
De 24 de julho a 16 de agosto - Sessões: Sextas e Sábados às 20h00, e domingos às 18h00.
Sessão com acessibilidade em Libras: 9 de agosto, domingo às 18h00.
Classificação etária: 14 anos
Duração: 75 minutos
Ingressos: R$ 100,00 (inteira) / R$ 50,00 (meia-entrada)
Teatro Nair Bello – Shopping Frei Caneca
R. Frei Caneca, 569 - 401A - Consolação / São Paulo

.: Letterboxd dos musicais, Musical Cast Database preserva a memória do gênero


À frente do podcast Musical Cast há 11 anos, Rafael Nogueira criou uma plataforma que promete mudar a maneira como as pessoas assistem aos musicais brasileiros. Foto: divulgação

Nova plataforma gratuita reúne fichas técnicas e avaliações de musicais nacionais em um só lugar - e nasce como desdobramento do podcast "Musical Cast", no ar desde 2015. No dia 1º de julho de 2026, vai ao ar o MCDb - Musical Cast Database, a primeira plataforma dedicada a catalogar e avaliar musicais brasileiros, idealizada por Rafael Nogueira, o mesmo criador do podcast Musical Cast.

A proposta é simples e ambiciosa ao mesmo tempo: reunir em um só endereço a memória de um gênero que movimenta plateias há décadas, mas cujo registro ainda vive espalhado - quando não se perde de vez. As informações são pesquisadas em programas físicos e digitais, matérias de jornais e revistas, sites especializados em musicais e, às vezes, até na lembrança de quem estava lá, já que muitos desses registros não são mais encontrados.

O MCDb é um desdobramento natural do Musical Cast, podcast dedicado ao teatro musical brasileiro no ar desde 2015. Depois de anos conversando sobre o gênero, a iniciativa agora oferece à comunidade uma ferramenta para registrar e celebrar essas produções de forma permanente e organizada.


Por que documentar o teatro musical brasileiro
O teatro musical brasileiro tem uma história rica, mas frágil. Diferente do cinema, que fica registrado em película, ou da literatura, que sobrevive no livro, o musical é uma arte do instante: existe enquanto está em cartaz e depois se dissolve. Montagens estreiam, cumprem temporada, colecionam plateias emocionadas e saem de cartaz sem que fichas técnicas, elencos, produções e teatros fiquem organizados em qualquer lugar de acesso público.

Quando alguém quer saber quem dirigiu determinado espetáculo, quem assinou a versão brasileira de uma canção ou em que teatro uma montagem estreou, quase sempre esbarra no mesmo problema: a informação não está em lugar nenhum. Ela se dispersa em programas de papel guardados numa gaveta, em posts que somem no feed poucos dias depois e, principalmente, na memória de quem esteve lá. E memória, por mais generosa que seja, se apaga. A cada produção que encerra, a cada artista que segue outro caminho, a cada arquivo pessoal que se perde, um pedaço dessa história corre o risco de desaparecer para sempre.

O MCDb existe para enfrentar essa lacuna. A proposta é simples e ambiciosa ao mesmo tempo: transformar cada montagem em uma página consultável, reunindo elenco, direção, direção musical, produção, versionistas, teatros e ano num só lugar. Ao fazer isso de forma sistemática, a plataforma deixa de ser um acervo solto e passa a ser uma referência central e navegável, capaz de conectar pessoas, produções e trajetórias ao longo do tempo.

Esse trabalho serve a muita gente. Ao público, que ganha um caminho confiável para redescobrir espetáculos e acompanhar os artistas que admira. À imprensa, que passa a ter uma fonte organizada para checar créditos e construir pautas. Aos pesquisadores, que encontram matéria-prima para estudar a evolução do gênero no país. E à própria classe artística, que vê seu trabalho reconhecido e preservado, e não diluído no esquecimento. 


O que a plataforma oferece
Inspirado na lógica de comunidades como o Letterboxd, o MCDb combina arquivo e
experiência social:
● Catálogo de musicais com fichas técnicas completas e busca por título, elenco,
direção, produção e mais.
● Avaliações: o público dá notas de meia a cinco estrelas para cada produção.
● Listas pessoais "Já vi" e "Quero ver", além de um Top 5 para cada usuário
destacar suas montagens favoritas.
● Páginas de artistas e de teatros, que reúnem toda a trajetória de uma pessoa ou
de uma casa dentro do catálogo.
● Ranking dos musicais mais bem avaliados pela comunidade.
● Perfis públicos e feed de atividade, para acompanhar o que outras pessoas estão
vendo e avaliando.
● Compartilhamento de avaliações direto para os Stories do Instagram.
● Contribuição aberta: qualquer pessoa pode sugerir musicais que ainda não estão
no acervo, ajudando o arquivo a crescer.
O acesso é gratuito, e o cadastro (via conta Google) libera avaliações, listas e comentários.


Sobre o Musical Cast
O Musical Cast, criado por Rafael Nogueira, acompanha e comenta o teatro musical brasileiro desde 2015. São 11 anos dedicados a falar sobre musicais nacionais, da Broadway e do West End, unindo análises profundas a uma conversa sempre leve e descontraída.

Reconhecido como o primeiro podcast brasileiro dedicado ao teatro musical, o Musical Cast já ultrapassou a marca de 270 episódios. Ao longo dessa trajetória, se firmou como um espaço onde o público encontra desde a repercussão das grandes estreias até a redescoberta de montagens que marcaram época, sempre com olhar atento aos bastidores, aos elencos e às escolhas artísticas que dão vida a cada espetáculo.

Além de noticiar, o programa se propõe a comentar e contextualizar. Os episódios passeiam por estreias, temporadas, curiosidades e trajetórias de artistas, aproximando quem faz musical de quem ama assistir. Essa combinação de profundidade e leveza é a marca do Musical Cast: um convite para pensar o gênero com seriedade, mas sem perder o prazer e a paixão que movem quem vive o teatro musical. Em mais de uma década no ar, o Musical Cast se consolidou como uma referência para fãs, artistas e profissionais do meio, ajudando a registrar e a celebrar a produção musical brasileira e a manter viva a memória dos musicais brasileiros.

.: Espetáculo "As Bondosas" estreia em São Paulo após temporadas de sucesso


No palco, dirigidos por Tom Pires, Gerson Lobo, Leandro Mariz e Sidcley Batista interpretam três mulheres, representando arquétipos femininos, numa encenação contemporânea que privilegia o humor. 
Foto: Janderson Pires 

Espetáculo teatral de artistas pernambucanos residentes em São Paulo e no Rio de Janeiro, “As Bondosas” estreia em São Paulo nesta sexta-feira, dia 3 de julho, no Galpão do Folias. Após temporadas de sucesso no Rio e apresentações em festivais pelo país, com mais de 12 mil espectadores, a montagem premiada conquistou seu espaço como uma das criações mais originais do teatro cômico. A comédia dramática do autor maranhense Ueliton Rocon traz à cena o encontro de três carpideiras - mulheres pagas para chorar em velórios -, Astúcia, Angústia e Prudência, já cansadas do penoso ofício de velar mortos. 

Elas recebem a missão de velar o corpo da filha mais jovem de uma tradicional família aristocrática, falecida em circunstâncias misteriosas. O que deveria ser um velório solene rapidamente se transforma em uma sequência de situações inusitadas e hilárias. À medida que observam o comportamento nada convencional dos membros da família - incluindo a própria falecida - as três figuras se veem envolvidas em uma trama repleta de segredos, revelações surpreendentes. 

Entre confissões inesperadas e acontecimentos cada vez mais absurdos, as carpideiras acabam expondo suas próprias verdades. "As Bondosas" é uma sátira afiada sobre a busca pela verdade, os costumes sociais e as contradições do comportamento humano, conduzida por personagens inesquecíveis de estética irreverente e intrinsecamente humorada da cultura nordestina. Três homens interpretam três mulheres, representando arquétipos femininos, numa encenação contemporânea que privilegia o humor pela natural comicidade do texto referenciado no interior do Nordeste. 

O palco é ocupado apenas por cinco caixotes que se transformam em vários signos contextualizados. “A direção do Tom Pires, tanto na condução dos atores quanto na encenação, valoriza a riqueza de diálogos que o autor imprime pela situação dramática vivida pelas personagens, evidenciando a semiologia da narrativa”, acrescenta o ator Gerson Lobo. 

Um olhar crítico sobre os costumes, satirizando o fingimento das relações humanas através das choradeiras no ato de suas ocupações. Entre confissões inesperadas e acontecimentos cada vez mais absurdos, as carpideiras acabam expondo suas próprias verdades, levando o público a rir da hipocrisia humana e das máscaras que insistem em usar. A peça completa treze anos de existência, executada pela Cia. S.O.S. de Teatro Investigativo e, em São Paulo, realizada pela Capela Alquímica Produções. 


Ficha técnica
Espetáculo "As Bondosas"
Texto original: Ueliton Rocon
Direção e pesquisa musical: Tom Pires
Elenco: Gerson Lobo, Leandro Mariz e Sidcley Batista.
Figurino: Leandro Mariz
Cenário: Sidclei Batista
Iluminação: Eduardo Salino
Produção executiva: Gerson Lobo.
Direção de produção: Cia SOS de Teatro Investigativo RJ
Assessoria de imprensa: Adriana Monteiro
Realização: Capela Alquímica Produções


Serviço
Espetáculo "As Bondosas"
Galpão do Folias | Rua Ana Cintra, 213 - Campos Elíseos / São Paulo
Estacionamento - Rua Ana Cintra, 223 ou Rua Ana Cintra, 183.
Telefone: (11) 33612223 / (11) 33332837
A bilheteria abre duas horas antes do espetáculo.
De 3 de julho até 2 de agosto de 2026
Sextas-feiras, às 20h00, sábados, às 18h00 e 20h00, e domingos, às 18h00.
Duração: 60 minutos
Valor - R$ 80,00 (inteira) / R$ 40,00 (meia-entrada)
Classificação indicativa – 14 anos.
Acesso para pessoas com deficiência (PCD)
Ao lado do metrô Santa Cecília.

.: Espetáculo "Adulto” percorre o Brasil e coloca relações à prova no palco


Com Fran Ferraretto, que assina a dramaturgia, Iuri Saraiva, Sidney Santiago Kuanza e Jennifer Souza, montagem dirigida por Lavínia Pannunzio investiga amor, traição e saúde mental a partir de relações em colapso. Foto: Julieta Bacchin

Considerado um dos destaques do semestre na cena teatral paulistana e indicado aos principais prêmios de teatro, o espetáculo "Adulto" estreou no final do ano passado e integrou a mostra “2025 Em Cena”, organizada pela Prefeitura de São Paulo. Com expressiva recepção de público e crítica, o projeto dá início à turnê nacional, e será apresentado no Sesc Piracicaba, no próximo dia 30, às 20h00, e Sesc Santos, dia 31, às 20h00. Depois, passará por Sorocaba, São Bernardo do Campo e retornará à capital paulista, em apresentações previstas para setembro.

Com texto de Fran Ferraretto, indicada ao Prêmio APCA, "Adulto" apresenta um drama contemporâneo que confronta relações, segredos e idealizações sobre o amor. A encenação, assinada por Lavínia Pannunzio, acompanha dois casais de amigos que, diante da revelação de um segredo, veem emergir conflitos silenciados por anos. A peça propõe uma reflexão sobre as múltiplas formas de viver os vínculos afetivos, explorando experiências e valores que atravessam os relacionamentos.

Temas como traição, saúde mental, monogamia, machismo, maternidade e dinheiro atravessam a narrativa, estruturada em duas camadas: a ficção em processo de escrita por uma das personagens e a crise conjugal de João e Sara, que se intensifica com a chegada dos amigos Vitor e Paula, cujas visões provocam deslocamentos e tensões sobre os afetos na vida adulta.


Serviço
Turnê do espetáculo "Adulto"
Sesc Piracicaba: 30 de julho, às 20h00
Sesc Santos: 31 de julho, às 20h00

Ficha técnica:
Texto e idealização: Fran Ferraretto
Direção: Lavínia Pannunzio
Elenco: Fran Ferraretto, Iuri Saraiva, Sidney Santiago Kuanza e Jennifer Souza
Desenho de luz: Gabriele Souza
Trilha sonora e operação de som: Rafael Thomazini
Cenário: Mira Andrade
Figurino: Anne Cerutti
Design gráfico: Murilo Thaveira
Fotos: Julieta Bacchin
Visagismo: Louise Helène
Operação de luz: Carol Dourado
Técnico de montagem: Diego França
Assessoria de imprensa: Canal Aberto – Márcia Marques, Daniele Valério e Carina Bordalo
Estratégia digital e social media: Fernanda Pilotto
Direção de produção: Paula Malfatti
Coordenação de produção: FATTO Realizações
Gestão administrativa: Mava Produções
Assessoria jurídica: José Otávio V. de S. Ferreira S.I. Advocacia
Apoio: Oficina de Atores Nilton Travesso e Salão Pier A.

terça-feira, 23 de junho de 2026

.: "Mamma Mia!" reestreia temporada no BTG Pactual Hall após imenso sucesso


Sucesso em dezenas de países e um dos mais conhecidos musicais da Broadway, espetáculo reestreia 18 de junho. Liderado por Claudia Netto, Totia Meireles e Gottsha, elenco dá voz a hits como "Dancing Queen", "Mamma Mia!", "Volez-Vous" e "The Winner Takes it all"

A nova versão brasileira de "Mamma Mia!" estreou em 2023 e comprovou o fenômeno popular deste musical que foi lançado em 1999, em Londres, e se transformou em um dos espetáculos mais bem-sucedidos de todos os tempos, traduzido em 14 idiomas e alcançando 42 milhões de espectadores ao redor do mundo. Criado a partir do cancioneiro repleto de hits do grupo ABBA, o musical teve mais de 100 mil espectadores por aqui e esá em cartaz até dia 12 de julho no BTG Pactual Hall, em São Paulo. 

A montagem é assinada por Charles Möeller & Claudio Botelho, em um projeto que selou o reencontro da dupla com a produtora Aventura, de Aniela Jordan e Luiz Calainho. "‘Mamma Mia!’ é um espetáculo icônico e atemporal. Um musical que emociona e convida a plateia a cantar e dançar conosco", vibra Aniela Jordan.

"Nunca vou esquecer da sensação de catarse que tive quando vi ‘Mamma Mia!’ em Londres, há muitos anos atrás. Estava muito frio lá fora, mas dentro do teatro estava todo mundo naquele calor da Grécia, uma plateia em êxtase, é realmente contagiante", diz Charles Möeller, que ressalta a excelência e a absoluta pertinência do texto do musical.

"Mamma Mia!" se passa em uma ilha grega e conta a história de Sophie, uma jovem que está prestes a casar e convida três ex-pretendentes de sua mãe para o evento, na tentativa de desvendar o mistério que ronda a sua paternidade. É neste clima de romance e comédia em que aparecem as conhecidíssimas cançoes do ABBA, como "Dancing Queen", "Mamma Mia", "The Winner Takes it All", "Money, Money, Money", entre muitas outras.

Formado por mais de 20 artistas, o elenco traz de volta o trio das "dínamos" formado por Claudia Netto (a protagonista Donna, mãe de Sophie), Totia Meireles e Gottsha, que interpretam Tanya e Rose, amigas de uma vida inteira.

 
Serviço
Espetáculo "Mamma Mia!"
Até  dia 12 de julho de 2026
Horários: quintas-feiras. às 20h00, sextas-feiras, às 20h00, sábados, às 16h00 e às 20h00, domingos, às 15h00
Local: BTG Pactual Hall
Endereço: Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro / São Paulo
Ingressos: a partir de R$ 25,00

.: BTG Pactual Hall reúne grandes nomes da comédia brasileira em temporada


Programação reúne teatro, stand-up, improviso, humor de personagens e fenômenos da internet, consolidando o espaço como um dos principais palcos da comédia em São Paulo. Nesta semana, dias 25 e 26, tem o espetáculo "Embrulha pra Viagem", um dos maiores fenômenos do humor brasileiro na internet. No dia 27, o ator e humorista Lucas Salles apresenta "Graças a Deus, Eu Tô Vivo!". Foto: divulgação


O humor será o grande protagonista da programação do BTG Pactual Hall nos meses de junho e julho. Reunindo artistas de diferentes gerações, estilos e linguagens, a Temporada Humor apresenta um panorama da comédia brasileira contemporânea, passando pelo teatro, stand-up comedy, humor de personagens, improvisação e espetáculos que nasceram na internet e conquistaram os palcos de todo o país. 

Ao longo de dois meses, o público poderá conferir atrações estreladas por nomes como Lucas Salles, Octávio Mendes, Amanda Mirásci, Victor Camejo, Marcelo Laham, Maurício Barros, Willians Mezzacapa e artistas da cena drag nacional, consolidando o BTG Pactual Hall como um dos principais destinos da comédia em São Paulo. 

Fenômeno da internet que conquistou os palcos, nos dias 25 e 26 de junho tem o espetáculo "Embrulha Pra Viagem", estrelado por Marcelo Laham, Maurício Barros e Willians Mezzacapa. Nascido no ambiente digital, o grupo se tornou um dos maiores fenômenos do humor brasileiro na internet, acumulando mais de 1,2 milhão de inscritos no YouTube e mais de 500 milhões de visualizações.  

A versão teatral já passou por mais de 50 cidades brasileiras, soma mais de 90 apresentações e levou cerca de 50 mil espectadores aos teatros do país. No palco, o trio interpreta mais de 20 personagens em um espetáculo marcado por improvisos, trocas rápidas de figurino e personagens que se tornaram conhecidos do grande público.  

Fechando junho com humor e sobrevivência, no dia 27, o ator e humorista Lucas Salles apresenta "Graças a Deus, Eu Tô Vivo!", espetáculo que combina stand-up comedy e narrativa teatral para transformar experiências de quase morte em histórias divertidas e inspiradoras. A montagem propõe uma reflexão leve e bem humorada sobre medo, vulnerabilidade e superação. 

Julho mantém o ritmo e amplia a diversidade da programação .A temporada continua em julho reunindo diferentes estilos de humor e alguns dos personagens mais conhecidos do teatro e da internet. No dia 3 de julho, o ator Octávio Mendes apresenta "Irmã Selma", espetáculo que se tornou um clássico da comédia brasileira. Criada há mais de duas décadas, a irreverente freira reúne em cena diversos personagens interpretados por Mendes e continua conquistando novas gerações de espectadores. 

Nos dias 11 e 12 de julho, a atriz, roteirista e humorista Amanda Mirásci apresenta o espetáculo "A Autoestima do Homem Hétero", um dos fenômenos recentes da cena teatral paulistana. Idealizado, escrito e protagonizado pela artista, com direção de Martha Nowill, o monólogo parte de uma provocação tão absurda quanto familiar: e se fosse possível transformar a inabalável autoconfiança dos homens héteros em uma pílula capaz de ser distribuída às mulheres? 

Misturando stand-up, teatro e observação social, a montagem constrói uma sátira afiada sobre autoestima, relações afetivas e comportamentos masculinos que seguem naturalizados na sociedade. O sucesso de público foi imediato. Inicialmente prevista para encerrar temporada em agosto, a peça ganhou duas prorrogações consecutivas e permaneceu em cartaz até outubro no Teatro Uol, consolidando-se como um dos títulos de maior repercussão da nova dramaturgia cômica brasileira. 

Entre os dias 17 e 19 de julho, o BTG Pactual Hall recebe "Ordinários", espetáculo da premiada Cia. LaMínima, referência nacional na mistura entre teatro físico, comicidade e linguagem circense. A trama acompanha três soldados encarregados de uma missão aparentemente simples: invadir território inimigo para resgatar um superior. O problema é que nenhum deles parece minimamente preparado para a tarefa. Entre um aspirante a herói, um atrapalhado incurável e um covarde que deseja abandonar a missão antes mesmo de começá-la, a guerra se transforma em uma sucessão de situações absurdas e hilárias. 

Criado pelos atores Fernando Paz, Fernando Sampaio e Filipe Bregantim em  parceria com o diretor Álvaro Assad e o dramaturgo Newton Moreno, o espetáculo estreou em 2018 e se tornou um dos trabalhos mais celebrados da companhia. Combinando palhaçaria, pantomima, teatro físico e elementos do circo contemporâneo, a montagem cria um delicado equilíbrio entre humor e reflexão, transformando os horrores da guerra em uma narrativa repleta de poesia, humanidade e crítica social. 

Já no dia 24 de julho, os humoristas Victor Camejo, Rominho Braga e Osmar Campbell apresentam "Em Pé na Rede", espetáculo que reúne alguns dos nomes mais populares da nova geração da comédia nacional e das plataformas digitais. Encerrando a temporada, no dia 25 de julho, o palco recebe "Desculpe o Transtorno", espetáculo protagonizado pelas drag queens Valenttini, Alexia Twister e Thelores, que mistura humor, improvisação, cultura pop e performances para celebrar a diversidade em uma noite de muito entretenimento. 


Serviço
Temporada Humor - BTG Pactual Hall
Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722 - Santo Amaro / São Paulo
Ingressos: https://site.bileto.sympla.com.br/btgpactualhall/ 

Junho
"Embrulha Pra Viagem"

Dias 25 e 26 de junho  

"Graças a Deus, Eu Tô Vivo!", com Lucas Salles
Dia 27 de junho  


Julho
"Irmã Selma", com Octávio Mendes
Dia 3 de julho  

"A Autoestima do Homem Hétero", com Amanda Mirásci 
Dia 11 e 12 de julho  

"Ordinários", com Cia. LaMínima 
Dias 17 a 19 de julho  

"Em Pé na Rede"
Dia 24 de julho  

"Desculpe o Transtorno"
Dia 25 de julho 

domingo, 21 de junho de 2026

.: Mostra “Brasil em Todas" promove no MIS Experience uma imersão nas Copas


Mostra interativa faz um mergulho na participação da seleção brasileira na história das Copas. Público contará ainda com transmissão ao vivo dos principais jogos do torneio. Foto: Lucas Mello

O MIS Experience, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, entra na torcida para a seleção brasileira de futebol conquistar o hexa, com a exposição interativa “Brasil em Todas”. Até dia 2 de agosto, o público fará uma verdadeira imersão na história da “seleção canarinho” nas Copas do Mundo. O Brasil é o maior campeão do torneio, com cinco títulos, além de ser o único país a participar de todas as 23 edições. Com um estilo único de jogo, as equipes brasileiras sempre apresentaram grandes jogadores e protagonizaram situações que marcaram para sempre a história do esporte, consagrando a nação como o “país do futebol”.

Para mergulhar ainda mais na participação brasileira nas Copas do Mundo, o MIS Experience convida o público a vivenciar o futebol de maneira inédita, interativa, divertida e inovadora. O percurso de “Brasil em Todas” apresentará aos visitantes as diferentes realidades do consumo e da prática do futebol ao longo dos anos – com base em hábitos de época, na tecnologia disponível e na realidade de cada participação da seleção nacional. A mostra propõe a interação e a participação do público em diferentes níveis, do ambiente analógico ao digital, a partir de acervos raros e conteúdos exclusivos, com a inclusão de mecânicas especiais relacionadas a cada Copa do Mundo FIFA vencida pelo Brasil (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002).


Acervo raro
O conteúdo de acervo histórico da exposição irá atrair tanto fãs de futebol quanto o público geral. Artigos raros do Museu Seleção Brasileira, da CBF, estarão expostos pela primeira vez em conjunto fora da instituição. Eles incluem registros do surgimento da seleção, em 1914; objetos originais relativos à participação do Brasil em todos os torneios desde 1930, incluindo o troféu de segundo lugar da Copa de 1950; estátua em tamanho real de Pelé e estátua em tamanho real de Zagallo (nunca exibida ao público)

Além disso, um espaço dedicado à imprensa traz acervos raros de mídia escrita e fotografia desde 1930, com recortes de jornais e revistas, incluindo veículos já extintos, com notícias e curiosidades sobre a Copa do Mundo ao longo dos anos. Em outra sala dedicada ao rádio, os visitantes terão à disposição fones de ouvido para escutar narrações de jogos históricos em diferentes épocas desde 1950. Já a sala de projeção trará um filme em curta-metragem sobre a participação de Pelé nas seleções que disputaram as Copas de 1958, 1962, 1966 e 1970.

Outros destaques da mostra incluem uma videoinstalação apresentando a evolução das escalações da seleção ao longo dos anos, com destaque para os clubes de origem de cada atleta; e caricaturas exclusivas de craques de todos os tempos, em grande formato, criadas pelo cartunista Mario Alberto.


Experiências tecnológicas
Nas áreas interativas da exposição, o público terá à disposição seis jogos diferentes customizados em telas gigantes de alta definição, incluindo comandos por voz, toque e movimento. As experiências incluem desde quizzes de conhecimentos sobre a Copa até jogos nos quais os visitantes terão a experiência de estar em um campo de futebol.


Bar do Hexa
Para completar o passeio, os visitantes poderão assistir aos principais jogos da Copa do Mundo no Bar do Hexa, espaço que contará com painel de LED de 5m e café com diversas opções de comidas e bebidas (incluindo alcoólicas). As exibições no Bar do Hexa são abertas mesmo para quem não for visitante da exposição, e os ingressos gratuitos devem ser retirados com uma hora de antecedência na bilheteria física do MIS Experience.


Serviço | Exposição “Brasil em Todas”
Até dia 2 de agosto de 2026
Ingresso: de quarta a domingo: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada); terças: gratuitas (mediante retirada de ingresso na bilheteria); crianças até 10 anos não pagam.
Horário: das 10h00 às 19h00.
MIS Experience: Rua Cenno Sbrighi, 250, Água Branca/São Paulo.

sábado, 20 de junho de 2026

.: "O Segredo de Brokeback Mountain” volta para curta temporada em SP


Sucesso de crítica e público em Londres, no Rio de Janeiro e em São Paulo, a adaptação teatral do clássico "O Segredo de Brokeback Mountain", baseado no conto de Annie Proulx, que também inspirou o famoso filme vencedor de três prêmios Oscar, incluindo Melhor Direção e Melhor Roteiro Adaptado, volta em cartaz na cidade para uma curta temporada, de 20 de junho a 2 de agosto,  no Teatro Estúdio. O espetáculo acompanha o romance secreto e duradouro de dois cowboys nos anos 1960, marcado pelo isolamento, pelo medo da intolerância e pela força de um amor proibido. Leia a crítica da primeira temporada em São Paulo - "O Segredo de Brokeback Mountain” recria no teatro a história que marcou - neste link.

A peça estreou em 2023, em Londres, sob a direção de Jonathan Butterell. O texto é de Ashley Robinson e a trilha sonora original, assinada por Dan Gillespie Sells, é interpretada ao vivo, recriando com delicadeza o universo íntimo e melancólico dos personagens. Essa montagem foi amplamente aclamada pela crítica britânica. No Brasil, o espetáculo estreou em 2024, no Rio de Janeiro, com direção de Moacyr Góes, tradução de Miguel Góes e realização da Avante Produções, mantendo a trilha original de Sells.

Com um lançamento impactante em 2005, o longa-metragem rompeu barreiras ao tratar com sensibilidade e profundidade o amor entre dois homens. Além de conquistar as plateias e os especialistas, a obra provocou debates intensos sobre masculinidade, afetividade e representação LGBTQIA+, abrindo caminho para uma nova geração de narrativas mais inclusivas e humanas. O sucesso nos palcos reafirma o poder atemporal da história de Ennis e Jack - uma narrativa sobre amor, silêncio e coragem -, provando que "Brokeback Mountain" continua ecoando com a mesma força e relevância duas décadas após sua estreia original.

Nos anos 60, os jovens cowboys Jack Twist e Ennis del Mar se conhecem trabalhando isolados em Brokeback Mountain. O convívio árduo gera um romance intenso e conflituoso que muda suas vidas para sempre. Após o fim do contrato, eles tentam retomar suas rotinas, mas passam as décadas seguintes tentando recuperar o que deixaram na montanha. O texto explora o poder do amor, a intolerância e as fragilidades humanas.


Ficha técnica
Espetáculo "O Segredo de Brokeback Mountain"
Idealização: Marcelo Brou
Texto: Ashley Robinson
Música: Dan Gillespie Sells
Tradução: Miguel Góes
Direção: Moacyr Góes
Assistência de direção: Daniela Stirbulov
Direção de produção: Júlio Oliveira
Assistência de produção: Yelon Daniel
Direção musical: Breno Ganz
Preparação vocal: Angela de Castro
Designer de luz: Adriana Ortiz
Figurino: Ana Elisa Schumacher
Assessoria de imprensa: Flavia Fusco Comunicação
Redes sociais: Yelon Daniel
Fotos de estúdio: Terci Melo e Marco Gaiotto
Produção: Avante Produções

 
Serviço
Espetáculo "O Segredo de Brokeback Mountain"
Idealização: Marcelo Brou
Texto: Ashley Robinson
Música: Dan Gillespie Sells
Tradução: Miguel Góes
Direção: Moacyr Góes
Elenco: Daniel Tonsig, Júlio Oliveira, Marcelo Brou, Arlete Heringer, Francis Helena Cozta e Clóvis Gonçalves.
*O elenco deste espetáculo pode sofrer alterações sem aviso prévio.
Banda: Yelon Daniel, Milena Suzano e Julia Maez.
Classificação: 16 anos
Duração: 90 minutos
Gênero: drama
Temporada: de 20 de junho a 2 de agosto, sextas e sábados, às 20h00. Domingos, às 18h00.
Ingressos: R$ 100,00 | R$ 50,00
Bilheteria abre duas horas antes do espetáculo
Local: Teatro Estúdio
Rua Conselheiro Nébias, 891 - Campos Elíseos
112 lugares.
Tel: (21) 99690-9699
Acessibilidade, serviço de valet/estacionamento no local e bar aberto duas horas antes das sessões.
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