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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

.: Espetáculo "Diário de Pilar na Amazônia" estreia no Teatro Vivo dia 23

Espetáculo Diário de Pilar na Amazônia convida o espectador a um encontro afetivo com a riqueza e os mistérios da floresta amazônica. Através da história da menina Pilar, que embarca com seus amigos para deter um grupo de madeireiros predadores, a peça é potencial ferramenta para a educação ambiental das novas gerações. Foto: Gal Oliveira

 

Depois do sucesso da menina Pilar na Grécia, Miriam Freeland volta aos palcos para levar a protagonista e sua turma a outro destino: a floresta amazônica. Com direção e roteiro de Symone Strobel, a peça estreia dia 23 de março no Teatro Vivo, em São Paulo, e segue em cartaz até 14 de abril. A peça é uma adaptação da obra homônima da escritora e roteirista Flavia Lins e Silva, autora da série literária "Diário de Pilar" e criadora da série "Detetives do Prédio Azul".

O espetáculo, um encontro afetivo com a riqueza e o mistério da floresta amazônica, abrange o público de todas as idades, trazendo canções originais, personagens da cultura e mitologia dos povos originários e um elenco diverso formado por indígenas, pretos e brancos de diferentes gerações para exaltar de forma poética e lúdica o povo, flora e fauna amazônicas.

A peça reúne informações pouco conhecidas e muito úteis sobre o bioma da floresta e sua preservação, tornando-se um potencial instrumento de educação ambiental através da arte. “Estou encantada com a adaptação do livro para a peça. O público vai fazer uma imersão sensorial na Amazônia e certamente sairá muito tocado e transformado”, vibra a autora, Flavia Lins e Silva (que também estreia em outubro D.P.A. a peça 2 – Os Detetives do Prédio Azul em um mistério em Magowood).

Estreada no Rio no ano passado, Diário de Pilar na Amazônia foi indicada a duas importantes premiações: Melhor Espetáculo Infantil no Prêmio APTR; Melhor espetáculo Infanto-juvenil e Melhor Atriz de Espetáculo Infanto-juvenil para Miriam Freeland, no Prêmio Musical Rio. Além dos palcos, Pilar vai ganhar também as telonas. De acordo com Miriam, a Disney está produzindo o filme, ainda este ano, um live-action de Diário de Pilar na Amazônia.

Encantamento e luta

Diário de Pilar na Amazônia une dois livros da heroína. O primeiro, publicado em 2011, fala de um encantamento pela floresta. E o segundo é uma atualização publicada em 2023 para contextualizar as ameaças sofridas pelo bioma nos últimos anos.

Symone Strobel, diretora e responsável pela adaptação para os palcos, lançou mão das duas versões do livro. “Nós também achávamos que falar de Amazônia agora era diferente e precisava de uma abordagem mais firme e comunicativa com os tempos atuais. Mas a gente não queria perder o encantamento, a poesia e a esperança com a floresta amazônica, porque estamos fazendo um espetáculo para crianças e suas famílias. Então é um espetáculo esperançoso e que termina pra cima”, explica Freeland.


Busca pela origem

Apesar de ter a proteção da floresta como tema central, a atriz conta que a peça continua a tocar em pontos que moldam a jornada de Pilar ao longo da saga literária. A personagem não tem pai, ela é criada pela mãe e pelo avô. “Essa busca dela pela figura paterna a acompanha em todos os livros da série. Nós não queríamos perder isso porque eu sempre senti que é uma característica de identificação. Um percentual imenso da nossa população não foi criado pelo pai, não conhece o pai ou, se conhece, não tem uma relação paternal efetiva”, contextualiza.

Para a atriz, a busca da personagem também acende a capacidade de reconexão do público com suas raízes e com a natureza em seu entorno. “A gente faz o espetáculo em um ambiente urbano. Então nosso desafio é conseguir, primeiro no nosso processo, dar um passo atrás e nos reconectarmos e reaprendermos a olhar para a natureza que está à nossa volta. E, depois, fazer isso com a plateia”, diz.


Sucesso na Grécia

A equipe encenou em 2018 a peça Diário de Pilar na Grécia, da mesma autora, com grande sucesso de público e crítica, ganhando prêmios, sendo apresentada em Portugal e seguindo em circulação por grandes teatros do país até hoje.

Freeland ressalta o encontro poderoso proporcionado pela montagem de Diário de Pilar na Grécia. Ao longo dos 5 anos em cartaz, a atriz lembra que todos os públicos saíam muito mobilizados pela história e pelas personagens. Essa capacidade de mobilização promete tornar a nova aventura amazônica em um novo fenômeno.

“Pilar tem um valor de vir da literatura brasileira que está dentro das escolas, uma literatura que tem um apelo pedagógico e de encontro. É muito engraçado porque os pais vão conversar com a gente depois do espetáculo e sempre fazem questão de dizer que também são apaixonados pelos livros da Pilar ou o livro instigou a leitura no filho ou na filha”, conta Miriam.


A montagem

O cenário de Natalia Lana preenche todo o palco com múltiplas e coloridas cordas suspensas em diferentes camadas que representam a floresta e sua profundidade, e por onde surgem e desaparecem os personagens ao logo da ação. Os bonecos de José Cohen, manipulados pelos atores, dão vida a diferentes animais da floresta. Há ainda outros elementos icônicos da região amazônica, como as coloridas e típicas redes para deitar, que recriam o grande barco-gaiola, além de uma representação figurativa da árvore Sumaúma (ou Samaúma), considerada a grande mãe da floresta.


Sinopse

Preocupados com o desmatamento e a destruição da floresta, a menina Pilar, seu amigo Breno e o gato Samba se transportam para a Amazônia onde, ao lado da indígena Maiara, enfrentam um perigoso grupo de madeireiros que depreda sem dó a floresta traficando madeira rio abaixo. Navegando pelos rios Amazonas, Solimões, Negro e Tapajós, os amigos têm encontros surpreendentes com seres encantados da floresta como Iara e Curupira, que se tornam fortes aliados na empreitada.


Ficha técnica:

Idealização: Miriam Freeland. Adaptação e direção: Symone Strobel. Baseado na obra de Flávia Lins e Silva. Ilustrações: Joana Penna. Elenco: Miriam Freeland, Fernando Melvin, Jorge Neves, Ludimila D’Angelis, Márcio Mattos, Sávio Moll e Valéria Alencar. Cenário: Natália Lana. Iluminação: Felipe Lourenço. Figurino: Luciana Buarque. Criação e Execução de Bonecos: José Cohen e Lucila Belcic. Direção Musical e Arranjos: Marco de Vita. Canções Originais: Symone Strobel e Marco de Vita. Pesquisa Sonora e Assistência de Direção: Pedro Scovino. Preparação Corporal, Coreografias e Assistência de Direção: Paula Águas. Preparação Vocal: Chiara Santoro. Visagista: Sid Andrade. Designer Gráfico: Leonardo Pires. Designer de Mídia Digital: Milena Lemos. Direção de Produção: Tatianna Trinxet e Miriam Freeland. Co-Produção: Constelar - Arte, Diversão e Cultura. Realização: Movimento Carioca Produções Artísticas - Roberto Bomtempo, Miriam Freeland e Regina Sampaio.


Serviço:

Diário de Pilar na Amazônia

Estreia dia 23 de março, sábado, às 15h.

Temporada: Sábados às 15h e domingos às 11h e às 15h. Até 14 de abril.

Duração: 65 minutos.

Classificação: Livre.

Ingressos: R$90 e R$45.

TEATRO VIVO – Avenida Doutor Chucri Zaidan, 2460 – Morumbi. Telefone: 11 3430-1524.

Bilheteria:

Funcionamento somente nos dias de peça, 2h antes da apresentação.

Ponto de Venda Sem Taxa de Conveniência: Av. Dr. Chucri Zaidan, 2460 (antigo 860) – Morumbi

Estacionamento no local: Valor R$25 - Funcionamento: 2h antes da sessão até 30 minutos após o término da apresentação.

- Crianças até 3 anos não pagam (devem sentar no colo do adulto responsável)

- Crianças de 3 a 12 anos pagam meia entrada.

Obs. O ingresso PROMOCIONAL no valor de R$39,60 é válido para todos os clientes e segue o plano de democratização da Lei Rouanet, havendo uma cota deste valor promocional por sessão. O comprovante de meia entrada deverá ser apresentado na entrada do espetáculo


.: Cineflix estreia indicado ao Oscar 2024 "Eu, Capitão" e "Duna 2", de Denis Villeneuve


A unidade Cineflix Santos, localizada no Miramar Shopping, bairro Gonzaga, estreia dois filmes nas telonas: o indicado ao Oscar 2024 na categoria Filme Internacional, "Eu, Capitão" e a aguardada sequência de Denis Villeneuve, "Duna 2".

Seguem em cartaz sucessos de bilheteria, como a animação "O Menino e a Garça", as cinebiografias "Ferrari" e a cinebiografia "Bob Marley: One Love"a aventura "Madame Teia"inclusive indicados ao Oscar 2024 na categoria "Melhor Filme", como por exemplo, o drama "Zona de Interesse", a ficção científica "Pobres Criaturas" e o drama "Vidas Passadas". Programe-se e confira detalhes abaixo! 

Compre os ingressos pela internet antecipadamente aqui: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.

O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.

Estreias da semana no Cineflix Santos

"Duna 2" ("Duna 2"). Ingressos on-line neste linkGênero: ficção científicaClassificação: 16 anos. Duração: 2h11. Ano: 2023. Idioma original: inglês. Distribuidora: Warner Bros. Filmes. Direção: Denis Villeneuve. Roteiro: Denis Villeneuve, Jon Spaihts. Baseado em Duna de Frank Herbert. Elenco: Timothée Chalamet, Zendaya, Josh Brolin, Javier Bardem, Austin Butler, Florence Pugh, Dave Bautista e Tim Blake NelsonSinopse: Paul Atreides se une a Chani e aos Fremen enquanto busca vingança contra os conspiradores que destruíram sua família. Enfrentando uma escolha entre o amor de sua vida e o destino do universo, ele deve evitar um futuro terrível que só ele pode prever.

Sala 3 (legendado) - De 29 de fevereiro a 06 de março: 20h50

Trailer de 
"Duna 2"



"Eu, Capitão" ("Io Capitano"). Ingressos on-line neste linkGênero: drama, aventuraClassificação: 16 anos. Duração: 2h2. Ano: 2023. Idioma original: francês, uolofe. Distribuidora: Pandora Filmes. Direção: Matteo Garrone. Roteiro: Matteo Garrone, Massimo CeccheriniMassimo GaudiosoAndrea Tagliaferri. Elenco: Francês, UolofeSinopse: A história dos irmãos Seydou (Seydou Sarr) e Moussa (Moustapha Fall), que empreendem uma aventura épica para deixar Dakar, no Senegal, em direção à Europa. O tema retrata a longa crise migratória no Mar Mediterrâneo Central, rota que leva deslocados internacionais da África para o sul da União Europeia, especialmente a Itália, que recebeu 158 mil migrantes reforçados por via marítima apenas em 2023.

Sala 3 (legendado) - De 29 de fevereiro a 06 de março: 20h50

Trailer de "Eu, Capitão"

Seguem em cartaz no Cineflix Santos


"Ferrari" ("Ferrari"). Ingressos on-line neste linkGênero: biografia, drama, thriller, esporteClassificação: 16 anos. Duração: 2h11. Ano: 2023. Idioma original: inglês. Distribuidora: Diamond Filmes. Direção: Michael Mann. Roteiro: Michael Mann. Elenco: Adam Driver (Enzo Ferrari), Shailene Woodley (Lina Lardi), Sarah Gadon (Linda Christian), Jack O'Connell, Gabriel LeoneSinopse: Durante o verão de 1957, a falência paira sobre a empresa que Enzo Ferrari e sua esposa Laura construíram dez anos antes. Ele decide apostar tudo na icônica Mille Miglia, uma corrida automobilística de longa distância pela Itália.

Sala 3 (legendado) - De 29 de fevereiro a 06 de março: 20h50

Trailer de "Ferrari"

"O Menino e a Garça" ("The boy and the heron"). Ingressos on-line neste linkGênero: animaçãoClassificação: 16 anos. Duração: 2h04. Ano: 2023. Idioma original: inglês. Distribuidora: Paramount Pictures. Direção: Hayao Miyazaki. Roteiro: Hayao Miyazaki. Elenco (vozes): Soma Santoki, Masaki Suda, Kô Shibasaki, AimyonSinopse: Mahito, um menino de 12 anos, luta para se estabelecer em uma nova cidade após a morte de sua mãe. Quando uma garça falante conta para Mahito que sua mãe ainda está viva, ele entra em uma torre abandonada em busca dela, o que o leva para outro mundo.

Sala 2 (legendado) - De 29 de fevereiro a 06 de março: 18h20 - 21h00

Trailer de "O Menino e a Garça"


"Bob Marley: One Love" ("Bob Marley, One Love"). Ingressos on-line neste linkGênero: biografia, drama, musicalClassificação: 16 anos. Duração: 1h47. Ano: 2024. Idioma original: inglês. Distribuidora: Paramount Pictures. Direção: Reinaldo Marcus Green. Roteiro: Reinaldo Marcus Green, Terence Winter, Zach Baylin, Frank E. Flowers. Elenco: Tosin Cole, Kingsley Ben-Adir, Lashana LynchSinopse: O jamaicano Bob Marley supera as adversidades para se tornar um dos o músicos mais famosos do mundo.

Sala 1 (legendado) - De 29 de fevereiro a 06 de março:  15h30

Trailer de "Bob Marley: One Love"


"Madame Teia" ("Madame Web"). Ingressos on-line neste linkGênero: aventuraClassificação: 12 anos. Duração: 1h56. Ano: 2024. Idioma original: inglês. Distribuidora: Sony Pictures. Direção: S. J. Clarkson. Roteiro: S. J. Clarkson, Burk Sharpless, Matt Sazama, Claire Parker. Elenco: Dakota Johnson. (Cassandra WebbO'Neil), Sydney Sweeney (Julia Carpenter), Isabela Merced (Anya Corazon)Sinopse: Cassandra Webb, uma paramédica em Manhattan, tem habilidades de clarividência. Forçada a confrontar revelações sobre seu passado, ela forja uma relação com três jovens destinadas a futuros poderosos.

Sala 2 (legendado) - 29 de fevereiro, de 02 de março a 06 de março:   15h40
Sala 2 (legendado) - Sessão Bebê e Bordo - Sexta-feira, 1 de março: 14h00 

Trailer de "Madame Teia"


"Zona de Interesse" ("The Zone of Interest"). Ingressos on-line neste linkGênero: drama, guerra, crimeClassificação: 14 anos. Duração: 1h45. Ano: 2024. Idioma original: inglês, alemão e polonês. Distribuidora: Diamond Films. Direção: Jonathan Glazer. Roteiro: Jonathan Glazer. Elenco: Christian Friedel, Sandra Hüller, Lilli FalkSinopse: Um complexo caso de amor entre um oficial nazista e a esposa de um comandante do campo de concentração de Auschwitz. Tudo se torna ainda mais complicado quando ele começa a suspeitar da infidelidade de sua esposa.

Sala 3 (legendado) - De 29 de fevereiro a 06 de março:  18h20

Trailer de "Zona de Interesse"


"Pobres Criaturas" ("Poor Things"). Ingressos on-line neste linkGênero: ficção científicaClassificação: 18 anos. Duração: 2h21. Ano: 2023. Idioma original: inglês. Distribuidora: Walt Disney Pictures. Direção: Yorgos Lanthimos. Roteiro: Tony McNamara. Elenco: Emma Stone, Willem Dafoe, Mark Ruffalo, Christopher AbbottSinopse: A fantástica evolução de Bella Baxter, uma jovem que é trazida de volta à vida pelo brilhante e pouco ortodoxo cientista Dr. Godwin Baxter. Querendo ver mais do mundo, ela foge com um advogado e viaja pelos continentes. Livre dos preconceitos de sua época, Bella exige igualdade e libertação.

Sala 1 (legendado) -  De 29 de fevereiro a 06 de março:  20h40

Trailer de "Pobres Criaturas"



"Vidas Passadas" ("Past Lives"). Ingressos on-line neste linkGênero: dramaClassificação: 12 anos. Duração: 1h43. Ano: 2023. Idioma original: inglês, coreano. Distribuidora: California Filmes. Direção: Celine Song. Roteiro: Celine Song. Elenco: Greta Lee, Teo Yoo, John MagaroSinopse: Nora e Hae Sung, duas amigas de infância profundamente conectadas, se separam depois de uma mudança. Duas décadas depois, elas se reencontram na cidade de Nova York para uma semana fatídica enquanto confrontam noções de destino, amor e escolhas.

Sala 4 (legendado) -  De 29 de fevereiro a 06 de março:  14h50

Trailer de "Vidas Passadas"


terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

.: Com José Rubens Chachá e Caio Paduan, "Palhaços" estreia no teatro


Um dos mais importantes textos de Timochenko Wehbi, com montagem estrelada por José Rubens Chachá e Caio Paduan, e direção de Léo Stefanini, chega a São Paulo e conta com curta temporada no teatro a partir de 9 de março. Foto: Ronaldo Gutierrez.


"Palhaços", um dos mais importantes textos de Timochenko Wehbi, estreia no dia 9 de março, no Teatro Opus Frei Caneca, em São Paulo. A montagem, que conta com curta temporada no teatro, é estrelada por José Rubens Chachá, acompanhado do ator Caio Paduan. Com direção de Léo Stefanini, e escrita por Timochenko Wehbi na década de 1970, a montagem narra a história de um palhaço que tem a sua rotina alterada ao se deparar com um espectador em seu camarim. 

O encontro entre o palhaço Careta (José Rubens Chachá) e o vendedor de sapatos Benvindo (Caio Paduan) faz com que ambos questionem a vida e a própria existência de uma maneira espirituosa, opondo o palhaço profissional ao palhaço da vida. Durante a conversa, os personagens passam a se provocar, como em um jogo entre essas figuras opostas, desestabilizando crenças e valores, que se desnudam e refletem acerca de suas escolhas.

A todo instante, um dos personagens parece dominar a cena quando, com um simples gesto, o outro rouba a atenção e o poder momentâneo do diálogo. As distâncias e as proximidades existentes entre Careta e Benvindo, remetem à metáfora dos homens que lhes assistem na plateia. "Palhaços" é um convite à reflexão sobre nossas vidas, o que faz com que o público ultrapasse o espaço da lona, do espaço cênico, para ver de perto o verdadeiro palhaço.

Ficha técnica
Espetáculo "Palhaços".
Texto: Timochenco Wehbi.
Direção: Léo Stefanini.
Assistente de direção: Déo Patrício.
Elenco: José Rubens Chachá e Caio Paduan.
Cenotécnico: Tony Medugno.
Figurino Careta: Domingos de Lello.
Figurino Benvindo: Maitê Chasseraux.
Assistente de Produção: Rudah Chasseraux.
Desenho de Luz: Cesar Pivetti.
Trilha Sonora: Sérvulo Augusto.
Fotos: Ronaldo Gutierrez.
Assessoria de imprensa: Dobbs Scarpa Comunicação.
Realização: Foto3 Produções Artísticas.

Serviço
Espetáculo "Palhaços".
Teatro Opus Frei Caneca.
Shopping Frei Caneca - R. Frei Caneca, 569 - Consolação/São Paulo - https://teatroopusfreicaneca.com.br/
Duração: 70 minutos
Classificação: 12 anos
Acessibilidade
Ar-condicionado
Capacidade: 600 pessoas
Temporada de 9 de março a 27 de abril. Sextas - 20h00. Sábados - 18h00. Domingo, às 17h00
Ingressos a partir de R$ 40,00
Confira a legislação vigente para meia-entrada. 

Canais de venda oficiais
Uhuu.com – com taxa de serviço
https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/palhacos-12788 

Bilheteria física - sem taxa de serviço
Teatro Opus Frei Caneca (Shopping Frei Caneca)
De terça a domingo, das 12h às 20h (pausa almoço: 15h às 16h)

Formas de pagamento
Bilheteria do teatro: dinheiro, cartão de crédito e cartão de débito
Site da Uhuu.com e outros pontos de venda oficiais: cartão de crédito
Cartões de créditos aceitos: Visa, Mastercard, Diners, Hipercard, American Express e Elo
Cartões de débito aceitos: Visa, Mastercard, Diners, Hipercard, American Express e Elo
Estacionamento: R$ 14,00 por duas horas.

.: Comédia "Todos os Musicais que Nunca Fiz" estreia temporada em SP


Estrelado por Marília Di Lorenço, a comédia musical explora as dificuldades da profissão e ressalta a importância da resiliência e perseverança no mercado de trabalho. Foto: Estúdio 103

Chega essa sexta, 1º de março, no palco do Teatro do Mercado, localizado no El Mercado Ibérico, em São Paulo, a comédia musical "Todos os Musicais Que Nunca Fiz", produzida e estrelada por Marília Di Lorenço, que assina também a autoria do texto junto do carioca Natividade. 

A produção, que aborda com bom humor os altos e baixos da vida de uma atriz, em constante processo de audição em busca do tão sonhado "sim", tem direção de Gustavo Klein, direção musical de Adriano De Sidney e direção residente e coreografias de Mari Barros. "Todos os Musicais Que Nunca Fiz" promete uma jornada cômica e sincera pelas audacidades da carreira artística 

É baseada em suas próprias vivências como atriz que a artista multifacetada Marília Di Lorenço mergulha no universo das audições, dos "nãos" e das reviravoltas da carreira artística. Acompanhada dos atores André Gomes e Jean Cruz, além de convidados especiais que variam a cada sessão, como Cezar Rocafi, Daniel Haidar, Tauã Delmiro, entre outros, ela leva ao público uma experiência teatral única em seu monólogo musical autoral, "Todos os Musicais Que Nunca Fiz", que ganha uma primeira temporada no Teatro do Mercado, localizado no El Mercado Ibérico, em São Paulo, de 1 de março a 6 de abril.

A inspiração para o espetáculo, que tem direção de Gustavo Klein, direção musical de Adriano De Sidney e direção residente e coreografias de Mari Barros, nasce das próprias frustrações e aspirações de Marília, especialmente ao enfrentar repetidas vezes o processo de audição sem alcançar o tão desejado "sim". Movida pela paixão pelos palcos, estar nele tornou-se uma necessidade vital para a artista, que, a partir daí, decidiu criar sua própria oportunidade ao invés de esperar passivamente por ela.

Com uma vasta experiência em audições, adquirida ao longo de quase dez anos, foi em seu próprio repertório que ela encontrou a matéria-prima para dar vida ao monólogo, costurando o roteiro, escrito a quatro mãos com o ator e compositor Natividade, à uma trilha embalada por músicas cantadas em inglês e português, que refletem sua jornada. O resultado dessa parceria refletiu também  a identificação mútua, resultando em  um texto divertido e emocionado, marcado pela capacidade de trazer sinceridade e leveza à realidade vivida por todo artista, sujeito a uma carreira de altos e baixos, com frustrações, conquistas e muitas expectativas.

Apoiada na comicidade, mas sem deixar de falar sério sobre um assunto que acredita ser pouco explorado, Marília reconhece o papel do humor como uma ferramenta vital para lidar com os desafios e experiências dolorosas da profissão, em que, apesar das adversidades, aprendeu a aceitar as negativas da vida real como parte do processo, confiando no seu próprio talento e no curso natural das oportunidades.

“O humor é, muitas vezes, o mecanismo que o ser humano usa para seguir em frente, pois sem ele viveríamos dois lados de uma mesma depressão, conformismo ou revolta - que, nada mais são, do que estados de espírito que não nos levam a construir absolutamente nada. Claro que a dificuldade sempre pode ensinar algo, mas saber rir de si mesmo é fundamental para não desistirmos diante das dificuldades. E encontrar esse equilíbrio é importante. Eu já trabalho muito isso na minha vida e agora tenho a oportunidade de propor essa reflexão no palco. Costumo dizer que o monólogo é um grande riso de nervoso, mas também é uma grande sacaneada com o nosso ofício”, explica ela, que equilibra também as funções de autora, atriz e produtora do projeto, que abriu a cortina pela primeira vez em 2023, para duas únicas apresentações. 


Enfim, o "sim"
Na contramão do próprio espetáculo, Marília se prepara para colher os frutos do tão aguardado “sim”. A atriz, que chegou a se apresentar com o projeto infantil “Paxuá e Paramim”, do compositor, cantor e multi-instrumentista Carlinhos Brown, vestindo a fantasia de espuma da indígena Paxuá, conta os dias para integrar o elenco de seu primeiro grande musical, ainda a revelar, onde ocupará a importante função de swing, tendo a chance de assumir a forma de diversas personagens.

O momento de transição de um monólogo sobre as dificuldades de conseguir papéis, para uma oportunidade onde vários poderão ser interpretados, representa uma realização pessoal e profissional na vida da artista, que já deu início a uma rotina intensa de estudos e que vem buscando orientações de colegas experientes para usufruir desse momento com sabedoria; e sobre isso ela comenta:

“A ficha ainda não caiu por completo, mas sinto que estou vivendo um sonho. É muito significativo ter um espetáculo que fala sobre a dificuldade de passar em uma audição e sobre esse objetivo, que agora finalmente se tornou realidade. A Marília de 15 está muito feliz e louca para poder compartilhar com todos”, finaliza, enxergando a oportunidade como uma resposta à sua paixão e perseverança na carreira artística.

Ficha técnica

Texto: Natividade e Marília Di Lorenço 

Direção Geral: Gustavo Klein

Direção Residente e Coreografia: Mari Barros

Direção Musical: Adriano De Sidney

Elenco: Marília Di Lorenço, André Gomes e Jean Cruz

Figurino: Marília Di Lorenço

Desenho e Operação de luz: Sancler Pantano

Desenho de som: Thiago Venturi

Operação de som: Gabi Manaia

Edição de Som: Felipe Silotto

Designer gráfico: Camila Schmitsler

Produção Geral: ARTEA

Direção de Produção: Marília Di Lorenço 

Produção: Gabi Manaia e Paulo Pequeno

Assistência de Produção: Rafael Ramirez

Assessoria de Imprensa: GPress Comunicação - Grazy Pisacane 

Fotos de Divulgação: Estúdio 103 e Jean Cruz

Apoio: Studio Marconi Araújo


SERVIÇO:


“TODOS OS MUSICAIS QUE NUNCA FIZ” 


Local: Teatro do Mercado - El Mercado Ibérico

R. Pamplona, 310 - Bela Vista, São Paulo - SP, 01405-000

Quando: 01 de março a 06 de abril 

Sextas às 20h30, Sábados às 18h30 e 21h00 

Valor: à partir de R$50

Vendas: site Sympla (com taxa de conveniência)

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

.: CAIXA Cultural SP inaugura exposição de revistas "Pequenas Utopias"


Mostra reúne títulos publicados nas últimas cinco décadas em cinco regiões brasileiras. Foto: Pulga, São Paulo, 2013 - Coleção Livro de Artista / divulgação

Até dia 31 de março, a CAIXA Cultural São Paulo apresenta a exposição “Pequenas Utopias – Revistas de Artista no Brasil”. Com a curadoria de Amir Brito Cadôr, a mostra revela uma centena de revistas de artista editadas entre 1960 e 2021, de forma independente e em diferentes formatos, como artes gráficas, arte-postal, arte sonora, zines, entre outras. A entrada é gratuita.

A edição de revistas, jornais e outras publicações seriais por artistas, a partir dos anos 1960 constitui uma forma de atuação artística que sempre buscou aproximar as obras de um público mais amplo, possibilitando novos circuitos de produção e consumo. Produzida a partir de diferentes linguagens, a revista de artista surge num momento histórico em que os artistas reivindicavam o papel de mediadores de suas obras com o público, lugar antes ocupado por críticos, curadores e professores de arte.

“Essas revistas trazem de modo implícito certa utopia de seus editores, de que a arte seja acessível, que ela faça parte do cotidiano e possa ser produzida e consumida por mais pessoas. Mas elas também são utópicas no sentido de criar espaço, físico ou mental, para o debate e a apresentação de obras contemporâneas de jovens artistas que encontram dificuldade para chegar na grande mídia ou que manifestam desinteresse em participar do sistema de galerias”, afirma o curador da mostra, Amir Brito Cadôr. 

A exposição reúne importantes títulos publicados em diferentes períodos, de norte ao sul do Brasil, como "Artéria" (1975-2016), "Qorpo Estranho" (1976-1982), "À Margem" (1986-2001), "Comunicarte" (1991-2010), "Malasartes" (1975-1976), Sofá (2003-2011), "Karimbada" (1978), "Arte em São Paulo" (1981-1987), entre outras. 



Foto: "Sofá-inflável", Florianópolis, 2004 – Coleção Livro de Artista / divulgação


As obras foram distribuídas em nove núcleos temáticos, mapeados conforme as práticas artísticas veiculadas nas últimas décadas: arte postal, arte sonora, escritos de artista, ensaios gráficos, exposição portátil, poesia visual, revista-montagem, revistas de uma página e zines. Essas categorias cumprem um caráter didático, com o propósito de destacar a diversidade e as características das publicações.

Uma das categorias mais curiosas da exposição é a revista de uma página, nome que deriva de uma publicação em inglês, one page magazine, que serviu de título para uma exposição realizada no Cabinet du Livre d’Artiste em Rennes, na França. Essa exposição reuniu outras publicações com essa característica, sendo que a revista de artista Comunicarte foi a única publicação brasileira incluída na mostra. 

Ao visitar a exposição “Pequenas Utopias – Revistas de Artista no Brasil”, o público terá a oportunidade de explorar um universo de revistas alternativas que não imaginava existir, já que muitas das publicações são pouco conhecidas fora do círculo especializado.


Serviço
Exposição: “Pequenas Utopias – Revistas de Artista no Brasil”.
CAIXA Cultural (Praça da Sé, 111 - Centro - São Paulo/SP).
Até dia 31 de março de 2024.
Visitação de terça a Sábado, das 10h00 às 18h00. Domingo, das 9h00 às 17h00.
Classificação indicativa: livre para todos os públicos.
Entrada franca.
Acesso para pessoas com deficiência.
Patrocínio: CAIXA e Governo Federal. 

.: "Escute as Feras" reestreia em curta temporada no Teatro Cacilda Becker


Fruto de uma criação coletiva, a peça é ao mesmo tempo um espetáculo solo de Maria Manoella, e uma experiência artístico-sonora conduzida ao vivo pelo músico Lúcio Maia. Foto: Ariela Bueno 


Quando a experiência vivida nutre uma reflexão vertiginosa sobre o humano e o natural, a identidade e a fronteira, o tempo do mito e a história contemporânea. O livro "Escute as Feras" ganha livre adaptação do livro homônimo da antropóloga francesa Nastassja Martin publicado na França em 2019 e no Brasil em 2021 pela Editora 34 em curtíssima temporada no Teatro Cacilda Becker, de 29 de fevereiro a 3 de março, realizando seis apresentações gratuitas com os artistas Maria Manoella e Lúcio Maia em cena.

A autora do livro teve o rosto desfigurado por um urso pardo em um encontro inesperado na região de Kamchatka, na Sibéria, e experimenta transformações físicas e espirituais se vendo às voltas com questões filosóficas sobre as relações entre a humanidade e a natureza. Sonhos, delírios provocados por intervenções médicas e memórias em meio aos vulcões: é preciso acreditar nas feras. Antes, o projeto, idealizado por Maria Manoella e Fernanda Diamant, foi contemplado pelo edital ProAC n.1 de produção inédita, teve sua temporada de estreia em novembro no Sesc Ipiranga. 

A adaptação teatral se concentra nos principais pontos de contato entre essa história e a realidade brasileira, entre essa mulher e todas as mulheres. A versão final, descarnada, se descola do realismo da obra e procura criar um microclima de sonho e estímulo dos sentidos. A atriz Maria Manoella então dá voz à narradora acompanhada pelo músico Lucio Maia, que executa a trilha ao vivo como uma extensão dramatúrgica, criando não só música, mas ambiências sonoras.

Daniela Thomas e Caetano Vilela colaboram para a instauração deste não-lugar onde a protagonista se encontra; Fabio Namatame e Vivien Buckup na expressividade e hibridação dessa mulher-animal; a escritora Ana Paula Pacheco contribui para a adaptação teatral ao lado de Fernanda Diamant e Mika Lins – que co dirigem o espetáculo. Nastassja Martin teve seu rosto desfigurado por um urso pardo em um encontro inesperado na região de Kamchatka, na Sibéria no ano de 2015. A autora então parte do relato desse acontecimento para pensar questões sociais, políticas e existenciais.

Sobre a adaptação
A atriz Maria Manoella estava à procura de um texto literário para transpor ao teatro quando a filósofa e editora Fernanda Diamant lhe apresentou essa obra ficcional que tinha acabado de ler, baseada numa história verídica, — e as duas, junto com a diretora Mika Lins, escreveram a adaptação teatral.

Fruto de uma criação coletiva, a peça é ao mesmo tempo um espetáculo solo de Maria Manoella, e uma experiência artístico-sonora conduzida ao vivo pelo músico Lúcio Maia. “Uma infinidade de instrumentos musicais acompanha as ações da atriz, a partir da concepção dos Dubs jamaicanos somados a minha experiência autoral de manejar múltiplos setups explorando novas sonoridades”, comenta Lucio.

O processo de adaptação do texto se concentrou nos principais pontos de contato entre essa história e a realidade brasileira, entre essa mulher e todas as mulheres resultando em uma hibridação – ela passa a ser miêdka, meio a meio. A versão final, descarnada, se descola do realismo da obra de não ficção e procura criar um microclima de sonho e estímulo dos sentidos. 

Para isso, conta também com a direção de arte de Daniela Thomas e a iluminação de Caetano Vilella, artistas hipnóticos. Fabio Namatame se soma a proposta estética com o figurino. Para expressar essa fisicalidade, foi essencial o trabalho de Vivien Buckup e também a colaboração dramatúrgica da escritora Ana Paula Pacheco, que acrescentou uma camada a mais ao trabalho desta adaptação. A diretora Mika Lins se encarrega de conduzir essa orquestra.

“Se afirmo sou humano, digo sou diferente dos animais. Toda identidade perpassa por uma noção de diferença, em que ser como se é depende do não-ser outra coisa. A partir do momento em que Nástia sobrevive à troca de olhares com um urso; ao encontro dos corpos físicos de dois mamíferos tão diferentes quanto iguais, se corporifica um não-lugar no que restou de Nástia. É isso que investigamos nessa obra, as incertezas geradas nesse embate”, conclui Maria Manoella.


Ficha técnica
Espetáculo "Escute as Feras". Autora: Nastassja Martin / Tradução: Camila Boldrini e Daniel Lühmann / Idealização: Maria Manoella e Fernanda Diamant /  Adaptação: Fernanda Diamant, Mika Lins, Maria Manoella / Fala do Urso: Ana Paula Pacheco / Direção: Mika Lins /  Co- direção: Fernanda Diamant /  Com: Maria Manoella e Lúcio Maia /  Direção Musical, Produção, Composição e Execução: Lúcio Maia /  Direção de Arte: Daniela Thomas / Figurino: Fabio Namatame /  Iluminação: Caetano Vilela /  Direção de Movimento: Vivien Buckup /  Assistente de Direção: Luana Gouveia /  Direção de Produção: Carla Estefan /  Produção Executiva: Daniela D'eon /   Operação de Luz: Rodrigo Palmieri /  Operação de Som e Vídeo: Edézio Aragão / Direção de Palco: Diego Dac /  Assistente de Palco: Samuel Rodrigues / Fotos e vídeos: Ariela Bueno / Edição de Vídeo: Sergio Glasberg / Identidade Visual: Flávia Castanheira / Assessoria de Imprensa: Adriana Monteiro / Gestão de Projeto e Difusão: Metro Gestão Cultural. Este projeto foi contemplado pelo Programa de Ação Cultural – ProAC n. 1 – 2023, do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas.


Serviço
Espetáculo "Escute as Feras". Teatro Cacilda Becker  – Rua Tito, 295 – Lapa – Curta temporada de 6 apresentações. De 29 de fevereiro a 3 de março de 2024. Reestreia quinta-feira dia 29 de fevereiro, às 18h00. Quinta, 29 de fevereiro e sábado, 2 de Março – sessões às 18h00 e 21h00. Sexta-feira, dia 1° de março, às 21h00. Domingo, dia 3 de março, às 19h00. Ingressos gratuitos distribuídos exclusivamente na bilheteria do teatro, uma hora antes do início das apresentações – Sujeito a lotação – 195 lugares. Recomendação etária – 16 anos. Duração – 70 minutos. Idealização: Maria Manoella e Fernanda Diamant. Adaptação teatral: Fernanda Diamant, Mika Lins, Maria Manoella. Direção: Mika Lins. Co- direção: Fernanda Diamant. Direção Musical, Produção, Composição e execução: Lúcio Maia. Direção de Arte: Daniela Thomas. Iluminação: Caetano Vilela. Figurino: Fabio Namatame. Direção de Movimento: Vivien Buckup.

domingo, 25 de fevereiro de 2024

.: “Hileia: Semeadora das Águas”, da Cia Mundu Rodá, no Sesc Ipiranga


Cia. Mundu Rodá, conhecida pelo estudo das Manifestações Tradicionais Brasileiras, aborda na nova peça temas como ancestralidade, os rios e as águas, e o encontro com o feminino; obra tem trilha sonora original executada ao vivo. Foto: Susan Oliveira


A Cia. Mundu Rodá está em cartaz no Sesc Ipiranga com o espetáculo “Hileia: Semeadora das Águas”, realizado a partir da nova pesquisa do grupo, baseada em temas urgentes e universais: o útero, a ancestralidade, o mercúrio, a seca, a enchente e a água. A nova montagem, com dramaturgia de Dione Carlos, traz trilha original executada vivo e emerge de pesquisas do grupo realizadas nos últimos anos, envolvendo o delicado tema das questões ambientais, por meio do aprofundamento de um teatro imbricado nas tradições populares e nas corporeidades contemporâneas. Com direção de Ana Cristina Colla, do Lume Teatro, a peça fica em cartaz até 24 de março, no Sesc Ipiranga - Auditório, e os ingressos podem ser adquiridos em https://www.sescsp.org.br/programacao/hileia-semeadora-das-aguas/.

O espetáculo conta a história de Hileia, uma mulher prestes a perder a visão, acaba de herdar uma coleção da avó: rios engarrafados que a anciã reuniu durante toda a sua vida. Impactada diante do acervo, cria um altar para os objetos, passando a adorá-los, até ser transportada para uma realidade paralela na qual já não é apenas humana, mas um ser híbrido, meio bicho, meio planta, meio água. Navegando pelos rios soterrados de São Paulo, o espetáculo trama a história de mulheres-rios, em diferentes gerações.

"Da trajetória do meu antepassado avô, que semeava rios por onde passava, das vozes ancestrais que tanto nos alertam e me ensinam, peço licença para evocar memórias de mulher-rio. Da inquietude de transformar a mim e o que puder alcançar, lançamos sementes de águas para que possamos colher rios", evoca Juliana Pardo, atriz e uma das criadoras do espetáculo.

“Hileia: Semeadora das Águas” parte de uma pesquisa que entrelaça as memórias pessoais da atriz Juliana Pardo, uma das fundadoras da companhia, além de documentos e narrativas que demonstram a construção da capital paulista por meio do apagamento violento de seu desenho hídrico, e materiais levantados durante duas expedições realizadas pela Mundu Rodá na região Amazônica, pelos rios Xingu e Iriri em 2017 e Rio Acre e Tapajós (2019). 

O espetáculo teve como inspiração a história real do avô da atriz, que foi carreiro de boi e que coletava águas de rios em pequenas garrafinhas de vidro, autodenominando-se um “colecionador de rios”. Somam-se à construção do espetáculo elementos da cultura popular, pesquisa que tem orientado a criação teatral da Cia. Mundu Rodá desde o seu surgimento, no ano 2000. 

Na vida real da artista Juliana Pardo, a figura que guardava águas de rios em garrafas é seu avô Francisco Teles, mas na ficção proposta por Dione Carlos, a AVÓ Hileia é quem coleciona os rios nos potes de vidro. A peça transita também sobre o "ser mulher” em um mundo onde o machismo silencia, o medo imobiliza e o poder patriarcal subsiste há muitas gerações.


Ficha técnica
Espetáculo “Hileia: Semeadora das Águas”.
Direção: Ana Cristina Colla.
Co-Direção: Alício Amaral.
Atuação: Juliana Pardo.
Músico e Musicista em Cena: Alício Amaral e Amanda Martins.
Dramaturgia: Dione Carlos.
Designer Audiovisual: Yghor Boy.
Figurinos: Awa Guimarães.
Visagismo: Tiça Camargo.
Direção musical: Alício Amaral.
Criação musical: Alício Amaral, Amanda Martins e Juliana Pardo.
Cantigas: Baião de Princesas - Casa Fanti Ashanti, Família Menezes e Grupo A Barca e Canção dos Encantados - Maria Zenaide.
Investigação corporal - Butoh Dance: Yumiko Yoshioka.
Tradução e Mediação de Contato/Produção (Yumiko Yoshioka): Eduardo Okamoto.
Treinamento corporal: Lu Favoreto e Juliana Pardo.
Investigação vocal: Lari Finocchiaro, Andrea Drigo e Letícia Góes.
Concepção Cenário: Giorgia Massetani.
Luz: Eduardo Albergaria.
Operação de Luz: Felipe Stucchi e Kenny Rogers.
Captação das imagens Rio Jureia: Laboratórios Cisco.
Equipe de produção: Corpo Rastreado - Lucas Cardoso.
Assessoria de Imprensa: Canal Aberto - Márcia Marques, Daniele Valério e Marina Franco.

Créditos da primeira etapa do projeto - Pesquisa e criação
Espetáculo “Hileia: Semeadora das Águas”. Assistência de Direção: Natacha Dias e Alício Amaral Designer Audiovisual: Clara Moor e Julia Ro Figurinos: Thaís Dias Cenário e Cenotecnia: Wanderley Silva Provocadores dos Estudos Cênicos I e II: Daniel Munduruku, Francois Moïse Bamba, Patrícia Furtado e Adriano Sampaio Tradução e Mediação de Contato / Produção (Francois Moïse Bamba): Laura Tamiana Captação das imagens Rio Jamari e das crianças da aldeia jupaú, T.I. Uru Eu Wau Wau - Povo Uru Eu Wau Wau; e desenhos criados pelas crianças da Aldeira Tubatuba, T.I.Xingu, Povo Yudjá: Clara Moor 

Serviço
Espetáculo “Hileia: Semeadora das Águas”.
De 23 de fevereiro a 24 de março, sextas às 21h30, e sábados e domingos às 18h30.
Local: Sesc Ipiranga - Auditório - Rua Bom Pastor, 822, Ipiranga/São Paulo.
Duração: 60 minutos.
Classificação Indicativa: 12 anos.
Ingressos: R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (meia-entrada) e R$ 12,00 (credencial plena) | Vendas nas bilheterias das unidades do Sesc e no link: https://www.sescsp.org.br/programacao/hileia-semeadora-das-aguas/

.: Última apresentação de "Das Tripas: sete Histórias", com Mariana Muniz


Com direção de Clara Carvalho, espetáculo é uma construção coreográfica e teatral inspirada no livro Das Tripas Coração, da autora pernambucana Ezter Liu. Foto: Cláudio Gimenez


A Cia. Mariana Muniz de Dança e Teatro investiga o universo dos contos da pernambucana Ezter Liu em "Das Tripas: sete Histórias", inspirado no livro "Das Tripas Coração", que rendeu à escritora o V Prêmio Pernambuco de Literatura, em 2018. A última apresentação do espetáculo, em cartaz na Oficina Cultural Oswald de Andrade, será nesta segunda-feira, dia 26 de fevereiro. 

Com direção de Clara Carvalho e interpretação de Mariana Muniz, o espetáculo é uma construção coreográfica e teatral, na qual os movimentos e palavras dão voz e corpo ao universo poético e profundamente feminino retratado pela escrita de Liu.

Em 2019, Mariana Muniz, que também é pernambucana, fez uma abertura de processo de criação em dança-teatro que envolveu a adaptação de alguns dos contos do livro, dirigida por Carvalho. A apresentação foi realizada via zoom e veiculada pelo Grupo Tapa em seu Festival de Inverno de 2021, com o título “Sete Histórias”. Agora, o que a Cia Mariana Muniz de Dança e Teatro propõe é o aprofundamento das descobertas cênicas desde essa abertura.

Os contos escolhidos do livro têm em comum a temática feminina e se expandem em narrativas cênicas. Suas histórias, cheias de peripécias inusitadas e concretas, nos convidam a mergulhar no universo poético da dança-teatro. Segundo a autora, desses contos “vieram da imaginação mesmo, já outros são mais empíricos, mas nada autobiograficamente descarado”.

O espetáculo ainda é a possibilidade de uma grande parcela do público jovem e amante das artes cênicas ter acesso direto às experimentações, vivências e processos de criação da Cia Mariana Muniz de Dança e Teatro. E nasce de inquietações como: Quando os movimentos e os gestos dançados são fundamentais para fazer emergir no corpo do espectador sensações e pensamentos que o coloquem em sintonia com a estrutura narrativa escolhida? Quando o texto falado, a rede de palavras se torna imprescindível para dar clareza e sentido à dramaturgia? Como constituímos uma trama de palavras e movimentos que expressam caminhos comunicantes, sem perder a conexão com o espírito de cada conto selecionado?

Em sua escrita, Ezter Liu apresenta o "ser mulher" com uma força que se expande em múltiplas direções; são personas que coabitam e se revezam para descobrir o que faz de cada uma a protagonista da sua própria trama. A mulher que se sente deus, a mulher que escreve; a mulher que foge, a que acende fogueiras, que se torna parafuso, são algumas das várias faces do feminino que protagonizam as histórias criadas pela autora, que além de poeta é uma policial em Carpina, cidade da zona da Mata de Pernambuco.

“Assim como a autora escolhe criar uma narrativa sem vírgulas, apontando para a necessidade de um contar sem pausas, nós acreditamos na força da tradução deste movimento literário em ação cênica, tirando da adversidade a sua força e atravessando os próprios limites para dizer o que precisa ser dito sobre a questão do feminino, num país onde o feminicídio é uma realidade muito cruel e que continua fazendo milhares de vítimas por minuto”, revela Mariana Muniz. 

Ficha técnica
Espetáculo "Das Tripas: sete Histórias".
Coordenação Geral e intérprete: Mariana Muniz.
Assistente de Coordenação: Cláudio Gimenez.
Direção: Clara Carvalho.
Assistência de direção: Marcella Vicentini.
Iluminação: Wagner Pinto.
Espaço Cênico: Júlio Dojcsar.
Assistente de Iluminação: Gabriel Greghi e Carina Tavares.
Trilha Sonora: Mau Machado.
Figurino: Marichilene Artisevskis.
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio.
Produção Geral: Movicena Produções.
Direção de Produção: Rafael Petri.
Produção Executiva: Jota Rafaelli.
Realização: Prefeitura de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura | Fomento à Dança Para a Cidade de São Paulo.


Serviço
Espetáculo "Das Tripas Coração: sete Histórias".
Última apresentação nesta segunda-feira, às 19h00.
Oficina Cultural Oswald de Andrade - Rua Três Rios, 363, Bom Retiro.
Ingressos: gratuitos – retirar uma hora antes na bilheteria.
Classificação: livre.
Duração: 60 minutos.
Acessibilidade: rampa de acesso, banheiros acessíveis e plateia com reserva de lugares.

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