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terça-feira, 13 de janeiro de 2026

.: Marcos Damigo retrata as origens de SP em peça sobre a História do Brasil


Comédia farsesca, Entre a Cruz e os Canibais explora o desajuste entre o projeto colonial e a realidade da Vila de São Paulo de Piratininga. Foto: Heloisa Bortz


Com a proposta de fomentar novos imaginários, provocando outras percepções sobre o nosso passado, Marcos Damigo tem se dedicado a pesquisar e encenar peças sobre a história do Brasil. Seu novo espetáculo, "Entre a Cruz e os Canibais", lança luz sobre a construção do mito bandeirante e, consequentemente, de São Paulo. O trabalho faz sua temporada de estreia no Teatro Arthur Azevedo, em São Paulo, entre os dias 22 de janeiro e 15 de fevereiro, de quinta a sábado, às 20h00, e, aos domingos, às 19h00. 

Em tom de comédia farsesca, a peça, que estreia na semana do aniversário de São Paulo, revisita essa narrativa histórica e sonda o desencontro entre o projeto colonial e a realidade da Vila de São Paulo de Piratininga. Damigo lembra que, por muito tempo, os bandeirantes não foram considerados heróis. Mas, atendendo a interesses de uma nova elite econômica que surgiu com o ciclo do café no século XIX, essa noção se modificou, culminando na criação de uma identidade para São Paulo atrelada à ideia de trabalho e desenvolvimento.

"Entre a Cruz e os Canibais" é ambientada em 1599 e conta com quatro personagens em cena: o Juiz, o Governador-geral, o Vereador e o Procurador. A trama se inicia com a chegada do Governador-geral do Brasil Dom Francisco de Souza à pequena Vila de São Paulo de Piratininga, única aglomeração de europeus fora da costa, isolada pela íngreme Serra do Mar.

Os moradores estão revoltados com os mandos e desmandos do Juiz. Mas ele está apavorado com a iminência de um ataque indígena, pois o Vereador sequestrou tupis aliados. Já o Procurador, um degredado que foi salvo pelos tupis e tem portanto uma relação de proximidade com eles, espera que a vinda do Governador-geral faça valer a lei que proíbe a escravização de indígenas.

No entanto, Dom Francisco de Souza, ou “das Manhas” como indicava seu apelido, quer resolver os conflitos de maneira a atender melhor seus interesses. Descortina-se, assim, o maior paradigma do projeto nacional: justamente quando São Paulo tem seu primeiro impulso de progresso econômico, com o avanço dos bandeirantes pelo interior, é que seus moradores começam a explorar a mão de obra indígena em larga escala.


Encenação
“Encontramos no humor a melhor estratégia para questionar essa ideia de que os bandeirantes foram heróis. Por isso, criamos o que eu chamo de comédia de escárnio, que dialoga com uma tradição de comédias populares desde a Antiguidade, passando por grandes autores brasileiros também, como Arthur Azevedo e Martins Pena. Assim, conseguimos colocar em destaque o grotesco escondido sob o verniz de modernidade que mascara até hoje interesses abjetos”
, comenta Damigo.

A primeira inspiração de Marcos, diretor e autor da montagem, foi há mais de 30 anos, quando leu o livro "São Paulo nos Primeiros Anos 1554-1601-  São Paulo No Século XVI", de Afonso D'Escragnolle Taunay. A obra clássica descreve as dificuldades enfrentadas pelos fundadores daquela que se tornaria a maior cidade das américas. “Ao ler os relatos, logo pensei que aquelas histórias renderiam uma boa comédia. A tentativa de fundar uma civilização europeia em um lugar tão distante – e distinto – revela muitas das contradições do projeto colonial que estão presentes até hoje. Explorar isso pelo viés do humor é uma maneira de revelar os absurdos que foram sendo normalizados simplesmente porque nos acostumamos a eles”, afirma o diretor. 

Para escrever "Entre a Cruz e os Canibais", Damigo contou com as consultorias do premiado dramaturgo e roteirista Luís Alberto de Abreu e do historiador Paulo Rezzutti, graças aos recursos de um edital Proac do Governo do Estado de São Paulo em 2020. Para a montagem, o artista também contou com o apoio do historiador Rodrigo Bonciani. Damigo lembra que a transformação do bandeirante em herói nacional é relativamente recente. “Com a Proclamação da República, em 1889, e o poder econômico conquistado por São Paulo por conta do café, eles passaram a ser cultuados na forma de estátuas, nomes de ruas, estradas e até o palácio do governo”, acrescenta. “E cada vez mais estamos olhando criticamente para essa ideia de desenvolvimento a qualquer custo”.

Nesse sentido, o espetáculo não pretende fazer uma reconstituição histórica, os personagens são tratados como tipos, e a trilha sonora, originalmente composta por Adriano Salhab, estabelece mais explicitamente essa relação entre passado e presente. Tudo isso exige atores experientes: José Rubens Chachá (o Juiz), integrante do antológico grupo Ornitorrinco; Fábio Espósito (o Vereador), ator e palhaço com experiência internacional, incluindo trabalhos no Cirque du Soleil; Daniel Costa (o Procurador), indicado ao Prêmio Shell de Melhor Ator por Urinal, o Musical; e Thiago Claro França (o Governador-geral), artista presente em diversas criações da Cia. do Tijolo. “Eu disse aos atores, no primeiro dia de ensaio, que eles precisavam destruir o meu texto, no sentido de transformar a pesquisa histórica em jogo de cena e comédia. E nisso eles foram excepcionais”, ri Damigo.

O figurino desenvolvido por Marichilene Artisevskis incorpora elementos visuais do modernismo e da tropicália, movimentos que propuseram uma releitura da nossa história na busca por uma identidade nacional. O cenário é composto de lonas pintadas à mão pelos artistas e grafiteiros Jonato e Ever. Além deles, o cineasta guarani Richard Wera Mirim, morador da Terra Indígena Jaraguá, é responsável pela criação de um vídeo para o espetáculo. O espetáculo tem patrocínio da Google Cloud através da lei municipal de incentivo, PROMAC.


Ficha técnica
Espetáculo "Entre a Cruz e os Canibais"

Dramaturgia, Direção artística, Desenho do cenário e Idealização: Marcos Damigo
Direção de produção: Vi Silva
Direção musical: Adriano Salhab
Atores: José Rubens Chachá, Fabio Esposito, Daniel Costa e Thiago Claro França
Música ao vivo: Adriano Salhab e Thiago Claro França
Assistente de direção e Contrarregra: Warner Borges
Figurinista e visagista: Marichilene Artisevskis
Iluminador: Ney Bonfante
Assistente de iluminação: Matheus Bonfante
Mobiliário cênico e Pintura do cenário: Jonato e Ever
Cenotecnia: Wanderley Wagner e Fernando Zimolo
Vídeos: Richard Wera Mirim e Santo Bezerra
Identidade visual: Santo Bezerra
Gestão de redes sociais: Flávia Moreira e Micaeli Alves (AuttivaLab)
Fotógrafa: Heloisa Bortz
Historiadores (consultoria histórica e palestrante): Paulo Rezzutti e Rodrigo Bonciani
Consultoria dramatúrgica: Luís Alberto de Abreu
Produção executiva: Carolina Henriques (Rodri Produções)
Assistente de produção: Sofia Augusto
Administração financeira: Gustavo Sanna
Assessoria de imprensa: Canal Aberto - Márcia Marques, Daniele Valério e  Flávia Fontes de Oliveira


Serviço
"Entre a Cruz e os Canibais"
Duração: 85 minutos Classificação indicativa: 12 anos Gênero: comédia musical
Data: 22 de janeiro a 15 de fevereiro de 2026
Temporada: Quinta a sábado, às 20h, e, aos domingos, às 19h
Acessibilidade: 23 de janeiro - Libras e audiodescrição
Local: Teatro Arthur Azevedo - Av. Paes de Barros, 955 - Alto da Mooca, São Paulo, SP
Estacionamento: gratuito (vagas limitadas)
Telefone: (11) 2604-5558
Ingresso: R$ 20,00 (inteira)/R$ 10,00 (meia entrada) | Bilheteria presencial aberta uma hora antes de cada sessão | Ingressos on-line: www.sympla.com
Dias 22, 23, 24 e 25 de janeiro, em comemoração ao aniversário da cidade de São Paulo, o espetáculo será gratuito.

.: "Como Todos os Atos Humanos" ganha temporada no Sesc Pinheiros


Com dramaturgia e atuação de Fani Feldman e direção de Rui Ricardo Diaz, o espetáculo tem a autora Marina Colasanti, reconhecida por sua escrita poética e crítica, como referência central na construção dramatúrgica do espetáculo. Foda: Agueda Amaral


Após uma temporada de sucesso no no Rio de Janeiro, "Como Todos os Atos Humanos", da Cia. do Sopro, retorna para uma nova temporada na capital paulista. O espetáculo fica em cartaz no Auditório do Sesc Pinheiros, de 22 de janeiro a 21 de fevereiro de 2026, com apresentações de quinta a sábado, às 20h30  no dia 06 de fevereiro, além da sessão das 20h30, haverá uma sessão às 16h00. 

Com dramaturgia e atuação de Fani Feldman (Cleo na primeira temporada de Impuros) e direção de Rui Ricardo Diaz (entre outros trabalhos está no elenco do novo filme Anaconda - produzido pela Columbia Pictures e é um dos protagonistas da série Impuros), o trabalho tem como ponto de partida obras de Marina Colasanti, Giorgio Manganelli e Nelson Coelho, e se configura num universo único, atravessado pelo realismo fantástico. A montagem dialoga ainda com referências visuais de artistas como Francis Bacon e Edvard Munch, explorando a deformação e a potência expressiva da figura humana.

A temporada acontece em janeiro, mês em que se completa um ano da morte de Marina Colasanti, uma das mais importantes escritoras da literatura brasileira contemporânea. Reconhecida por sua escrita poética e crítica, profundamente ligada às questões de gênero, a autora é referência central na construção dramatúrgica do espetáculo.

Na encenação, um gesto extremo - um parricídio metafórico, simbolizado por  “furar o olho do pai” - surge como ato de ruptura e insubmissão. A narrativa estabelece um diálogo invertido com o mito de Electra e expõe, por meio de imagens arquetípicas, mecanismos de vigilância, dominação e silenciamento impostos ao corpo e ao destino das mulheres. O espetáculo integra o trabalho continuado da Cia. do Sopro, que fundamenta seus processos no Laboratório Dramático do Ator, a partir da pesquisa desenvolvida há mais de três décadas por Antonio Januzelli, referência na investigação do intérprete criador e preparador do trabalho.


Ficha técnica
Espetáculo "Como Todos os Atos Humanos"
Dramaturgia e atuação: Fani Feldman
Direção: Rui Ricardo Diaz
Assistência de direção: Plínio Meirelles 
Preparação: Antonio Januzelli
Iluminação: Osvaldo Gazotti
Cenário e figurino: Daniel Infantini
Idealização: Cia. do Sopro
Produção: Quincas
Direção de produção: Fani Feldman
Produção executiva: Andrea Melo Marques
Fotos: Agueda Amaral e Yukio Yamashita


Serviço
Espetáculo "Como Todos os Atos Humanos", com Cia. do Sopro
Temporada: 22 de janeiro a 21 de fevereiro de 2026
De quinta a sábado, às 20h30 (no dia 6 de feveriro também haverá uma sessão às 16h00)
Sesc Pinheiros - Auditório - Rua Paes Leme, 195, Pinheiros / São Paulo
Ingressos: R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (meia-entrada) e R$ 15,00 (credencial plena)
Vendas em sescsp.org.br ou na bilheteria de qualquer unidade
Duração: 55 minutos
Classificação: 14 anos
Capacidade: 100 lugares
Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

.: Thalma de Freitas e Helô Ferreira em show intimista no Sesc 24 de Maio


O espetáculo é uma viagem única por diferentes vertentes da música brasileira, do samba ao jazz, da MPB ao pop, com releituras e músicas autorais, tendo como fio condutor a temática do amor romântico (ou não). Foto: Barbara Del Colletto


Thalma de Freitas e Helô Ferreira apresentam show no teatro do Sesc 24 de Maio, dia 16 de janeiro. Com a Thalma na voz e Helô no violão, proporcionam ao público a oportunidade de vivenciar ao vivo as versões que a dupla promove nas redes sociais, com uma performance que vai do clássico ao contemporâneo. O espetáculo é uma viagem única por diferentes vertentes da música brasileira, do samba ao jazz, da MPB ao pop, com releituras e músicas autorais, tendo como fio condutor a temática do amor romântico (ou não).

Cantora e atriz, Thalma de Freitas é conhecida pela versatilidade do seu trabalho. Em 2020, foi indicada ao Grammy Latino pelo EP intitulado Sorte!, uma colaboração com o pianista John Finbury. Sua parceira de palco, Helô Ferreira, violonista, compositora e arranjadora, é um dos grandes nomes do violão brasileiro contemporâneo, colaborou anteriormente com Raquel Tobias, ANNÁ e Luana Bayô.


Serviço 
Thalma de Freitas e Helô Ferreira 
Sexta-feira, dia 16 de janeiro, às 20h00
Sesc 24 de Maio, Rua 24 de Maio, 109, São Paulo - 350 metros da estação República do metrô
Classificação: 12 anos
Ingressos: sescsp.org.br/24demaio ou através do aplicativo Credencial Sesc SP - R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (meia-entrada) e R$ 15,00 (Credencial Sesc).
Duração do show: 90 minutos
Serviço de van: transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h00 às 23h00, e aos domingos e feriados, das 18h00 às 21h00

.: Em SP, exposição "Pinóquio" ganha vida no Farol Santander e encanta gerações


Mostra inédita integra a programação de férias do Farol para toda a família e revisita o clássico de Carlo Collodi, com mais de 300 itens. Foto: Rodrigo Reis


“As Aventuras de Pinóquio” estão no Farol Santander São Paulo, com mais de 300 itens distribuídos entre esculturas, livros, bonecos, filmes, ilustrações, gravuras, autômatos, instalações sonoras e uma coleção de 31 Pinóquios de diferentes épocas e nacionalidades, produzidos em madeira. Dividida em dois andares, a mostra ocupa 400m² e revisita o clássico de Carlo Collodi (1826–1890) por meio de perspectivas históricas, literárias, cinematográficas e visuais. Apresentada pelo Ministério da Cultura, com patrocínio do Santander Brasil e produzida pela AYO Cultural, a atração tem curadoria de Rodrigo Gontijo e será exibida até 22 de março próximo. 

A mostra explora a simbologia universal do boneco de madeira criado por Collodi e publicado originalmente em fascículos entre 1881 e 1883. Considerada uma das obras mais influentes da literatura infantojuvenil e da cultura italiana, "As Aventuras de Pinóquio" tornou-se um fenômeno mundial, atravessando gerações, linguagens e interpretações – da literatura ao cinema, da marionete ao robô. A experiência integra o circuito de visitação do Farol Santander São Paulo, que reúne exposições, arquitetura, história, gastronomia e vista panorâmica da cidade.

“Nosso compromisso com a cultura se expressa na escolha de projetos que ampliam o acesso, estimulam a imaginação e fortalecem a relação das pessoas com a arte e com a memória que nos acompanha ao longo da vida. Esta exposição revisita um clássico que permanece atual, capaz de despertar questionamentos e novas interpretações a cada encontro”; comenta Bibiana Berg, Head Sênior de Experiências, Cultura e Impacto Social do Santander Brasil e Presidente do Santander Cultural.

Carlo Collodi escreveu a história de Pinóquio originalmente em fascículos para o jornal “Giornale per i bambini” (1881–1883), batizando o boneco de madeira com um nome que, no dialeto toscano, significa “pinhão”. Em 1883, no mesmo ano em que concluiu a série, publicou a obra em formato de livro. Collodi desenvolveu uma narrativa onde a jornada de Pinóquio pode ser vista como uma metáfora para a formação da identidade nacional italiana na época. O boneco de pau representa a falta de uma essência definida, e sua transformação simboliza o processo de formação do futuro cidadão. A ambientação, com personagens como o pobre Gepeto e a ameaça constante da fome, reflete a dura realidade social atravessada pelos italianos naquele momento.

“Depois do sucesso da exposição 'As Aventuras de Alice' (2022), também no Farol Santander São Paulo, apresentamos agora 'As Aventuras de Pinóquio', que convida o público a interpretar e reinterpretar a obra de Carlo Collodi. Essa mostra propõe aos visitantes história, entretenimento, aprendizagem e encantamento, pois são diversas as formas de se ler a complexidade dessa criação”; explica Rodrigo Gontijo, curador da exposição.


Pinóquio como símbolo histórico e cultural (andar 20)
No andar 20 são apresentados núcleos temáticos inspirados nos capítulos do livro original. Portanto, o visitante encontra um panorama histórico-literário com informações sobre Collodi e edições raras do livro. Em seguida, na “Oficina de Criação”, surgem as ilustrações das primeiras edições do clássico, feitas pelos italianos Enrico Mazzanti e Carlo Chiostri. Na sequência, o público encontra também uma série de marionetes em madeira, criadas pelo artista brasileiro e especialista em Pinóquio, Gil Toledo. Há ainda uma biblioteca que celebra as traduções brasileiras da obra e apresenta uma instalação de Adriana Peliano inspirada nos “irmãos” de Pinóquio, criados por Monteiro Lobato, em passagem do livro “Reinações de Narizinho” (1931).

Ao final do percurso neste piso, o visitante encontra a “Sala dos Autômatos”, com modelos feitos em madeira e repletos de movimentos, criados pelos brasileiros Eduardo Salzane e Maurizio Zelada. O ambiente é acompanhado da instalação sonora Constelação, criada pelo duo O Grivo, que explora ritmos, ruídos e estruturas mecânicas, lembrando uma espécie de cidade futurista precária, segundo a dupla.

Pinóquio como clássico: múltiplas interpretações (andar 19)
A galeria do andar 19 parte de uma premissa fundamental: Pinóquio é um clássico. Como definiu Ítalo Calvino, “um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer”. A exposição destaca essa permanência por meio de reflexões do próprio Ítalo Calvino e demais autores como Giorgio Manganelli, Umberto Eco, Giorgio Agamben e Alberto Manguel, que se dedicaram a analisar Pinóquio sobre diferentes óticas, ampliando as leituras possíveis sobre a jornada do personagem.

Em vídeos, a presença da primeira adaptação cinematográfica de Pinóquio, dirigida pelo cineasta italiano Giulio Antamoro em 1911, aparece ao lado das detalhadas ilustrações do também italiano Roberto Innocenti. O visitante observa ainda a diversidade cinematográfica de Pinóquios criados em diferentes países, até a versão recente de Guillermo del Toro (2022), na última montagem para a grande tela.

O espaço apresenta também esculturas em madeira do artista cearense Zé Bezerra – sete peças criadas a partir de troncos que evocam criaturas prestes a ganhar vida, gerando assim uma correlação direta com a história de Pinóquio. No núcleo do País dos Brinquedos, surgem cinco ilustrações do paulistano Alex Cerveny, para uma versão do livro lançada em 2012 pela editora Cosac Naify, além de gravuras do artista norte-americano Jim Dine.

Em referência a um dos momentos cruciais da história, a passagem pelo tubarão-baleia é representada pelas intensas ilustrações do renomado artista italiano Lorenzo Mattotti, que ilustrou em 2019 uma nova versão do livro de Ítalo Collodi. Nesta sala, haverá também uma instalação composta por madeira, objetos e projeção, reunindo um compilado de cenas de filmes de diferentes épocas e nacionalidades que retratam o momento em que Pinóquio é engolido pelo monstro marinho.

A última sala, num clima futurista-retrô, revela um espaço imersivo com projeções de códigos computacionais nas paredes. A instalação tecnológica tem pedaços do boneco se transformando em menino e uma composição com múltiplos monitores de TV que exibem cenas do filme “I.A. - Inteligência Artificial” (2001) de Steven Spielberg e trechos do capítulo final do livro de Collodi, gerando assim um diálogo e uma provocação entre as obras.

Ativação no Café do andar 26
De 19 de dezembro a 22 de fevereiro uma dupla de atores interpretando os personagens Pinóquio e Fada Azul estará sempre aos sábados e domingos no Café do Mirante, andar 26 do Farol Santander, para interagir e tirar fotos com os visitantes. A iniciativa propõe gerar ainda mais registros para a memória dos visitantes que passarem pelo Farol Santander São Paulo durante as férias.


Serviço
Exposição "As Aventuras de Pinóquio"
Até 22 de março de 2026
Local: Farol Santander São Paulo - Galerias do 20 e do 19
Endereço: Rua João Brícola, 24 - Centro / São Paulo
Funcionamento: Terça a domingo, das 9h00 às 20h00
Ingressos: R$ 45,00 (inteira) / R$ 22,50 (meia) - disponíveis pelo site farolsantandersaopaulo.com.br e na bilheteria local.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

.: “Mulher em Fuga” revive o drama da mãe do escritor francês Édouard Louis


Pedro Kosovski assina a adaptação inédita e Inez Viana dirige a montagem brasileira que conta com a participação do escritor francês Édouard Louis por meio de voz off. A estreia será em 15 de janeiro, no Sesc 14 Bis - Teatro Raul Cortez. Foto: João Pacca

Chega ao teatro brasileiro “Mulher em Fuga”, a primeira adaptação nacional de "Lutas e Metamorfoses de Uma Mulher" e "Monique se Liberta", obras marcantes do escritor francês Édouard Louis que, até o momento, nunca haviam sido encenadas no país. A dramaturgia inédita é assinada por Pedro Kosovski, com direção de Inez Viana, atuação de Malu Galli e Tiago Martelli, que também é o idealizador do projeto, e coordenação geral de produção de Cícero de Andrade. A estreia nacional de “Mulher em Fuga” será em 15 de janeiro de 2026, no Sesc 14 Bis - Teatro Raul Cortez, onde fica em cartaz até o início de fevereiro. 

A narrativa da peça acompanha Monique, a mãe do autor, em diferentes momentos de sua vida: gesto literário ao mesmo tempo, íntimo e político, que expõe as engrenagens sociais que silenciam e subjugam mulheres da classe trabalhadora. Entre a luta e a libertação, o que vemos é uma mulher que insiste em recomeçar. E, nesse gesto, Monique se torna também o retrato de tantas mulheres brasileiras que, contra todas as adversidades, assumem a chefia de suas famílias e reinventam suas vidas. Édouard Louis participa da encenação “Mulher em Fuga” por meio de voz off, na cena em que ele e sua mãe conversam ao telefone.


“A história da minha mãe é a história de uma vida roubada e, portanto, também a história de uma juventude roubada, como foi a vida e a juventude de muitas mulheres e é por isso que me pareceu importante escrever este livro, rebelar-me contra isso.” – Édouard Louis


As duas obras literárias, centrais na trajetória de Édouard Louis, abordam a vida de sua mãe sob diferentes perspectivas: em "Lutas e Metamorfoses de Uma Mulher" (2021), Louis reconstrói a trajetória de sua mãe a partir do olhar do filho que testemunhou - muitas vezes à distância, outras de muito perto - um percurso marcado por pobreza, humilhações, trabalho exaustivo e um casamento abusivo. A obra narra o difícil caminho da metamorfose: o momento em que uma mulher decide romper com o ciclo de violência e buscar dignidade, liberdade e reconstrução. Louis transforma a memória íntima em gesto político, revelando como estruturas sociais moldam vidas e limitam possibilidades.

Já "Monique se Liberta" (2024) amplia essa narrativa ao devolver a palavra à própria protagonista. Pela primeira vez, Monique assume a autoria de sua história, descrevendo com força e lucidez o que significa sobreviver – e resistir – dentro de um sistema que silencia mulheres da classe trabalhadora. Ao narrar seus medos, perdas, estratégias e conquistas, ela reivindica o direito de existir para além das condições que lhe foram impostas. O livro funciona como um contraponto e uma resposta ao relato do filho, completando o movimento de emancipação que começou no primeiro volume.

A adaptação de Pedro Kosovski aproxima essas duas vozes - mãe e filho - em um gesto cênico que evidencia tanto o conflito quanto o afeto, a memória e a insurgência presentes na obra de Édouard Louis. Ao transpor essas narrativas para o teatro, o dramaturgo cria uma experiência sensorial e política que amplia o alcance dos livros, revelando suas potências dramáticas e sua urgência social.


“A dramaturgia planifica as tramas sobrepostas de duas obras literárias de Édouard Louis, cujo protagonismo está na relação ‘impossível’ que enlaça e desenlaça mãe e filho. Busquei a ação emocional da escrita autobiográfica de Louis, uma ação que rompe decisivamente com o estado de anestesia que muitas vezes marca existências em nossa sociedade. Entre dívidas e reivindicações, algo do impossível desse encontro entre mãe e filho pronuncia imperativamente um chamado emocional: é urgente que se façam sentir as existências neste mundo, apesar desse mundo.” – Pedro Kosovski

A direção sensível e precisa de Inez Viana potencializa essa dimensão íntima e política, construindo um espaço onde literatura e performance se encontram para iluminar temas urgentes do contemporâneo. Segundo a diretora, ao conduzir sua mãe para o centro da narrativa, Louis propõe um grito contra o sistema patriarcal que oprime e faz com que haja a naturalização da violência, que encontramos eco aqui e agora. 


“Através de sua ajuda para a terceira fuga de sua mãe, o filho tenta não só recuperar sua relação interrompida com ela, mas entende, e nós também entendemos, que a liberdade e o caminho não percorridos sempre poderão ser retomados, independentemente do tempo.” – Inez Viana


A montagem marca um encontro importante entre literatura contemporânea e cena teatral brasileira, propondo reflexões sobre violência de gênero, apagamento das histórias da classe trabalhadora e o poder das narrativas pessoais na construção da memória coletiva. Ao dar corpo, voz e movimento às palavras de Louis e de sua mãe, Kosovski transforma um relato íntimo em uma intervenção artística de grande impacto. Com Malu Galli e Tiago Martelli conduzindo a narrativa, a direção de Inez Viana oferece ao público uma experiência potente, que transforma a história pessoal de Monique em reflexão universal sobre emancipação, violência estrutural e a importância de reivindicar a própria voz.


“Monique é uma mulher comum: dona de casa, mãe de cinco filhos. E, como toda mulher comum, Monique é uma mulher extraordinária. Uma mulher com uma força gigantesca, um amor pela vida e uma coragem de leoa. Basta dar a ela a oportunidade de ser quem é para que todos possam comprovar isso. E, quando falamos de oportunidade, falamos de autonomia. E, quando falamos de autonomia, o dinheiro está sempre no centro.”
– Malu Galli

 
Idealizador do projeto, Tiago Martelli integra a criação artística desde sua origem, reforçando o caráter coletivo e visceral da proposta. “Na obra de Édouard Louis, encontrei uma narrativa que nos confronta com a coragem, a vulnerabilidade e a reinvenção de uma mulher que se recusa a desaparecer. Esta adaptação é um gesto de cuidado, um ato político e uma homenagem a todas as mulheres que lutam para reconquistar suas próprias vozes.” – Tiago Martelli


A estreia de “Mulher em Fuga” marca um capítulo inédito na circulação da obra de Édouard Louis no Brasil, revelando a força teatral de textos que combinam precisão política, ferocidade afetiva e profunda humanidade.

 
Ficha técnica
Espetáculo "Mulher em Fuga"
Autor: Édouard Louis
Dramaturgia: Pedro Kosovski
Direção artística: Inez Viana
Elenco: Malu Galli e Tiago Martelli
Assistência de direção: Lux Nègre
Cenografia: Dina Salem Levy
Cenógrafa assistente: Alice Cruz
Desenho de luz: Aline Santini
Trilha sonora: Felipe Storino
Figurino: Ticiana Passos
Orientação de movimento: Denise Stutz
Assessoria de imprensa: Ney Motta
Fotografia: João Pacca
Designer: Opacca e Fernando Vilarim
Operador de luz: Paulo Maeda
Operador de som: Cauê Andreassa
Direção de produção: Gabriela Morato | Associação Sol.te
Coordenação geral de produção: Cícero de Andrade | Mosaico Produções
Produção: Dani Simonassi, Tiago Martelli, Matheus Ribeiro, Thais Cairo
Idealização: Tiago Martelli


Serviço
Espetáculo "Mulher em Fuga"
Estreia em 15 de janeiro, quinta-feira, às 20h
Temporada: 15 de janeiro até 8 de fevereiro. Quintas, sextas e sábados às 20h e domingos às 18h. 
Sesc 14 Bis – Teatro Raul Cortez
Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 2º andar - Bela Vista / São Paulo
Próximo ao Metrô Trianon-Masp (Linha 2 - Verde)
Telefone: (11) 3016-7700
Ingressos: R$ 70,00 (inteira), R$ 35,00 (meia entrada) e R$ 21,00 (credencial)
Acessibilidade: Libras nos dias 29, 30, 31/jan. e 1/fev., e audiodescrição nos dias 31/jan. e 1/fev.
Classificação: 14 anos
Duração: 80 minutos

.: Vanguart se apresenta no próximo domingo, dia 18, no Teatro Liberdade


Helio e Reginaldo sobem ao palco acompanhados por Tetel di Babuya (violino), Bianca Predieri (bateria) e Rafael Stanguini (guitarra e teclado), além da participação especial de Lígia Cardoso na flauta. Foto: Andrei Moyssiadis

No próximo domingo, dia 18 de janeiro, o Teatro Liberdade, em São Paulo, recebe o show da turnê de lançamento do novo álbum do Vanguart, “Estação Liberdade” (Deck / 2025). O show conta com um setlist especial das faixas do disco apresentadas ao vivo. “Estação Liberdade” apresenta o repertório mais forte já assinado por Helio Flanders e Reginaldo Lincoln, atual formação do Vanguart, até hoje. Com reflexões sobre partidas e chegadas, vida e morte, sonhos e a dureza do cotidiano, o álbum se constrói como uma metáfora de uma longa viagem de trem, marcada por seus sabores e dissabores, sorrisos e melancolias.

Entre os destaques do álbum que poderão ser assistidos ao vivo no show estão “Luna Madre de La Selva”, que resgata a latinidade cuiabana dos primeiros trabalhos, “O Mais Sincero”, marcada pelo apelo pop que remete aos grandes hits da banda, a lúdica “Rodo o Mundo Todo no Meu Quarto”, e “Pedaços de Vida”, o momento mais denso do disco, além dos singles “A Vida É Um Trem Cheio de Gente Dizendo Tchau” e a faixa-título “Estação Liberdade”. A banda também irá revisitar faixas marcantes da carreira, como “Demorou Pra Ser”, “Meu Sol” e “Nessa Cidade”.

Os shows de lançamento em São Paulo e no Rio, no final do último ano, foram um sucesso e reuniram fãs de todas as fases da banda para cantar os sucessos antigos e os novos trabalhos da dupla. No dia 18 de janeiro, no Teatro Liberdade, Helio e Reginaldo sobem ao palco acompanhados por Tetel di Babuya (violino), Bianca Predieri (bateria) e Rafael Stanguini (guitarra e teclado), além da participação especial de Lígia Cardoso na flauta. A apresentação promete repetir a energia e entregar mais uma noite histórica e imperdível.


Serviço
Show Vanguart
Domingo, dia 18 de janeiro, às 20h00
Teatro Liberdade - R. São Joaquim, 129, São Paulo - São Paulo
Ingressos: Sympla

.: Vereda apresenta show em tributo ao Moacir Santos no Sesc 24 de Maio


Liderados pelo contrabaixista Sizão Machado, quarteto celebra um dos grandes nomes da música brasileira. Foto: divulgação

O teatro do Sesc 24 de Maio recebe o quarteto Vereda, dia 17 de janeiro. O show ocorre com o objetivo de compartilhar a essência e influência de Moacir Santos, maestro e multi-instrumentista de Pernambuco. Unidos desde 2023, o quarteto, inicialmente como trio, teve a ideia de juntar músicas autorais dos integrantes e compartilhar repertórios em comum, seja da música brasileira ou do jazz, com autores como Tom Jobim, Keith Jarrett e McCoy Tyner. 

O grupo é composto por: Sizão Machado no contrabaixo, Edson Sant’anna no piano, Sérgio Coelho no trombone e Bruno Migotto na bateria. Uma das principais características da banda é a abertura para a improvisação e espontaneidade no palco. O tributo à Moacir Santos serve para reconhecer a soma de seus inúmeros feitos na cena musical. Ele trabalhou com Nara Leão, Roberto Menescal, Sérgio Mendes e Lynda Laurence, além de lançar discos e produzir trilhas sonoras para o cinema. Sua música foi altamente estimada no Brasil e nos Estados Unidos, onde veio a falecer, em 2006.


Serviço
Show do quarteto "Vereda"

Sábado, dia 17 de janeiro, às 20h00
Sesc 24 de Maio, Rua 24 de Maio, 109, São Paulo - 350 metros da estação República do metrô
Classificação: 12 anos
Ingressos: sescsp.org.br/24demaio ou através do aplicativo Credencial Sesc SP - R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (meia-entrada) e R$ 15,00 (Credencial Sesc).
Duração do show: 90 minutos
Serviço de van: transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h00 às 23h00, e aos domingos e feriados, das 18h00 às 21h00

domingo, 11 de janeiro de 2026

.: "Ney Matogrosso - Homem com H" volta em cartaz no Teatro Porto


Com Renan Mattos no papel-título, a peça tem temporada estendida e volta ao cartaz a partir de 30 de janeiro de 2026. Foto: Adriano Doria

O Teatro Porto abre a temporada 2026 com o retorno do musical "Ney Matogrosso - Homem com H", visto por mais de 86 mil pessoas. A peça tem temporada estendida e volta ao cartaz a partir de 30 de janeiro de 2026. O espetáculo tem texto de Marilia Toledo e Emílio Boechat, vencedores do Prêmio Bibi Ferreira por este trabalho. Marilia também divide a direção da peça com Fernanda Chamma, enquanto a direção musical é assinada por Daniel Rocha. No palco, o camaleônico Ney Matogrosso é interpretado por Renan Mattos (que venceu os prêmios Bibi Ferreira e DID 2022, além de ter sido indicado ao APCA) - que é acompanhado por mais 16 atores e banda ao vivo composta por seis músicos. Leia a crítica da temporada anterior neste link: "Homem com H" reza o evangelho segundo Ney Matogrosso.

A criação do espetáculo nasceu de uma aproximação direta com Ney Matogrosso. Segundo Marilia Toledo, a montagem surgiu depois que seus sócios, Marcio Fraccaroli e Sandi Adamiu, adquiriram os direitos para um longa-metragem sobre o cantor. “Eu logo pedi para que eles também adquirissem os direitos para levar a história para o teatro. Tivemos um almoço com o Ney, quando pudemos compartilhar com ele nossa visão sobre esse musical”, revela. “Ney é um artista único, com uma visão cênica impressionante. Ele cuida de todas as etapas de sua performance. Além da escolha de repertório e banda, pensa no figurino, na iluminação, na direção geral.  E, quando está em cena, transforma-se em diferentes personagens. Ele nunca estudou dança e, quando o assistimos, parece que nasceu sabendo dançar. Mas ele jamais se coreografa. É sempre um movimento livre”, admira-se. 

Já para Renan Mattos é extremamente desafiador interpretar uma figura tão importante para a nossa cultura. “O Ney é um ser camaleônico, tem um lado íntimo reservado, mas ao mesmo tempo é catártico no palco e apresenta um leque de personas a cada música. Cada uma dessas personas tem algo de místico, de misterioso, de selvagem, um ser ‘híbrido’ como definido por muitos, indecifrável. Então eu não me sinto interpretando o Ney e sim pedindo licença e pegando emprestado tudo aquilo que ele transformou na música e na vida das pessoas, todos os caminhos que ele abriu para pessoas e artistas como eu e isso é muito significativo”.

O musical apresenta ao público essa figura tão importante para a nossa cultura, “algo obrigatório para qualquer brasileiro”, como considera Toledo. “A discografia de Ney Matogrosso passeia pelos compositores mais importantes do nosso país, o que reflete a nossa história. E sua história de vida é extremamente interessante. Ele sempre foi um homem absolutamente autêntico. Experimentou e ousou como nenhum outro artista, enfrentando os militares de peito aberto e nu, literalmente”.


A montagem
"Ney Matogrosso - Homem com H" explora momentos e canções marcantes na trajetória do cantor sem seguir uma ordem cronológica. A história começa em um show do Secos & Molhados, em plena ditadura militar, quando uma pessoa da plateia o xinga de “viado”. Essa cena se funde com momentos da infância e adolescência do artista. E, dessa forma, outros episódios vão se encadeando na cena.

Para contar essa história, Marilia Toledo e Emilio Boechat mergulharam nas três biografias já publicadas sobre Ney Matogrosso, além de matérias jornalísticas, vídeos e o próprio artista. “Com a ajuda do próprio Ney, tentamos ser fiéis aos fatos mais importantes de sua vida privada e profissional, mas com a liberdade lúdica que o teatro pede”, revela a diretora.

Em relação às canções do homenageado, o musical também não segue uma cronologia – exceto naqueles momentos em que a dramaturgia precisa ser mais fiel à realidade. As músicas vão sendo encaixadas no contexto de cada cena e as letras acabam estabelecendo um diálogo interessante com a vida de Ney Matogrosso.  

Quanto à encenação, as diretoras apostam em um ensemble potente, que apoia o protagonista do começo ao fim – e praticamente sem sair de cena. As trocas de figurinos e até maquiagens, inclusive, são feitas na frente do público, brincando com as ideias de oculto e explícito o tempo todo. 

Além da própria trajetória do homenageado, o musical discute um tema cada vez mais relevante para a realidade brasileira: a liberdade. “Principalmente, a liberdade de ser quem se é, a qualquer custo. Ney combateu a ditadura não com palavras, mas com sua atitude cênica, entrando maquiado e praticamente nu no palco e na televisão, na época de maior censura que o país já viveu. As ambiguidades que ele sempre trouxe para o público foram pauta na década de 70 e permanecem em pauta até os dias de hoje. Ele também sempre foi adepto do amor livre e deixou clara a sua bissexualidade desde o início”, destaca Toledo.

Outro aspecto que tem bastante importância na montagem são os icônicos e provocantes figurinos de Ney Matogrosso. A diretora conta que a figurinista Michelly X fez uma intensa pesquisa dos trajes originais usados pelo artista-camaleão para poder reproduzi-los com bastante fidelidade. “Para a direção musical, demos total liberdade a Daniel Rocha na concepção musical e sonora. Ele tem uma inteligência profunda na arte de contar histórias por meio de seus arranjos e escolhas de instrumentos e vozes para cada momento da trama”


Sinopse
A peça mostra momentos marcantes da vida e carreira de Ney Matogrosso, costurando episódios da infância, juventude e explosão artística. Sem seguir uma ordem cronológica, a narrativa mistura fatos reais, imagens poéticas, que dialogam com sua trajetória.


Ficha técnica
Musical "Ney Matogrosso - Homem com H"
Texto: Marilia Toledo e Emílio Boechat. Direção: Fernanda Chamma e Marilia Toledo. Coreografia: Fernanda Chamma. Direção Musical: Daniel Rocha. Cenografia: Carmem Guerra. Figurinos: Michelly X. Visagismo: Edgar Cardoso. Desenho de som: Eduardo Pinheiro. Desenho de luz: Fran Barros & Tulio Pezzoni. Preparação vocal: Andréia Vitfer. Realização: Paris Cultural. Patrocínio: Porto Seguro. Produção geral: Paris Cultural. Elenco: Renan Mattos (Ney), Bruno Boer (Ney Cover), Bruno Narchi (Cazuza), Vinícius Loyola e Nando Motta (João Ricardo, Nilton Travesso e Luís Fernando Guimarães), Giselle Lima (Beíta, Renate Beija-Flor e Sandra Pera), Hellen de Castro (Rita Lee, Sylvia Orthof, Gilda e Yara Neiva), Enrico Verta (Gerson Conrad, Eugênio, André Midani e Frejat), Abner Debret (Vicente Pereira e Vitor Martins), Maria Clara Manesco (Luli, Lidoka e Fã), Tatiana Toyota (Elvira, Rosinha de Valença) Léo Rommano (Titinho, Moracy do Val e Arthur Moreira Lima), Ju Romano (Lena, Regina Chaves), Lucas Colombo (Marco de Maria), Maurício Reducino (Ensemble), Murilo Armacolo (Ney jovem e Mazzola), Valffred Souza (Ensemble), Vitor Vieira (Matogrosso e Guilherme Araújo) e Oscar Fabião (Dódi e Grey). Banda: Teclado 1 e Regência - Rodrigo Bartsch. Teclado 2 e sub de Regência - Renan Achar. Bateria e percussão - Kiko Andrioli. Trombone, Trompete, Flugel - Renato Farias. Baixo Elétrico, acústico e violão - Eduardo Brasil. Reed (Sax Tenor, Clarinete, Clarone, Flauta) - Tico Marcio.

Serviço
Musical "Ney Matogrosso - Homem com H"
Temporada: de 30 de janeiro a 29 de março de 2026.
Sessões: Sextas e sábados às 20h e domingos às 17h.
Duração do espetáculo: 3h00 (com 15 minutos de intervalo)
Não haverá sessões no feriado de Carnaval.

Teatro Porto 
Al. Barão de Piracicaba, 740 - Campos Elíseos / São Paulo.
Telefone (11) 3366.8700

Bilheteria 
Aberta somente nos dias de espetáculo, duas horas antes da atração. 
Clientes Porto Bank mais acompanhante têm 50% de desconto.
Clientes Porto mais acompanhante têm 30% de desconto.
Capacidade: 484 lugares.
Formas de pagamento: Cartão de crédito e débito (Visa, Mastercard, Elo e Diners).
Acessibilidade: 10 lugares para cadeirantes e 5 cadeiras para obesos.
Estacionamento no local: Gratuito para clientes do Teatro Porto.


O Teatro Porto oferece a seus clientes uma van gratuita partindo da Estação da Luz em direção ao prédio do teatro. O local de partida é na saída da estação, na Rua José Paulino/Praça da Luz. No trajeto de volta, a circulação é de até 30 minutos após o término da apresentação. E possui estacionamento gratuito para clientes do teatro.

.: Espetáculo no Sesc Santos, “Tranquilli” convida o público a desacelerar e sonhar


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com
Foto: divulgação

O espetáculo circense “Tranquilli”, da Cia. Teatro C’Art, será apresentado na sexta-feira, 30 de janeiro, às 20h00, no auditório do Sesc Santos. A montagem convida o público a desacelerar e a redescobrir o encantamento do cotidiano a partir de uma abordagem cômica, sensível e profundamente humana. Em cena, o artista brasileiro André Casaca, radicado na Itália, dá vida a um personagem que traduz, por meio do corpo, o desejo universal de liberdade, sonho e imaginação. 

Sem recorrer à palavra, Casaca constrói uma narrativa baseada no teatro físico e na comicidade não-verbal, herdeira direta da tradição do teatro de rua italiano, na qual o gesto, o ritmo e o olhar se tornam os principais motores da comunicação com o público. Em “Tranquilli”, o absurdo surge como ferramenta poética. O personagem joga basquete sozinho e vence a partida, atende a um telefone que nunca tocou, voa com sua bicicleta alada e transforma a guerra em um jogo cênico que envolve diretamente a plateia. 

São pequenas ações que, costuradas com humor e delicadeza, rompem com a lógica do cotidiano frenético e revelam novas possibilidades de existência, convidando o espectador a rir de si mesmo e do mundo ao redor. A vida do personagem acontece inteiramente no corpo, que se afirma como veículo principal de expressão. É nele que se inscrevem as emoções, os conflitos e as fantasias, criando uma linguagem cênica acessível a públicos de todas as idades e culturas. O espetáculo propõe, assim, uma reflexão leve e profunda sobre temas como a rotina, o amor, a infância e a necessidade de imaginar outros modos de viver.

Criada a partir de 15 anos de pesquisa e atuação da Cia. Teatro C’Art, a obra reflete a maturidade artística do grupo, reconhecido internacionalmente por sua atuação no campo do circo contemporâneo e do teatro físico. Ao longo de sua trajetória, a companhia apresentou seus espetáculos em festivais e teatros de países como Itália, Suíça, Alemanha, Palestina, Israel, Turquia, Etiópia, Cabo Verde e Brasil, consolidando uma linguagem própria que atravessa fronteiras culturais.

O Teatro C’Art é vencedor do Prêmio Circus no Festival Mundial da Criatividade, realizado em Sanremo, na Itália, e atua também como Centro Cultural, mantendo biblioteca, videoteca e sala teatral. Entre suas atividades, desenvolve um consistente trabalho pedagógico com crianças, incluindo aquelas com necessidades especiais, reforçando o compromisso social e formativo da companhia. Voltado para todas as idades, “Tranquilli” tem duração de 50 minutos. Os ingressos custam R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (meia-entrada) e R$ 12,00 (Credencial Plena).


Ficha técnica
Espetáculo circense “Tranquilli”, da Cia. Teatro C’Art

Criação, direção e interpretação: André Casaca
Assistência de direção: Fabrizio Neri e Teresa Bruno
Cenografia: Silvano Costagli
Produção: Teatro C’Art Comic Education Italia
Duração: 50 minutos

Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta, das 9h às 21h30 | Sábados e domingos, 10h às 18h30   

Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida / Santos
Telefone: (13) 3278-9800        
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sábado, 10 de janeiro de 2026

.: "O Amor É Fodido", de Portugal, abre a Mostra Gargalhão no Teatro Commune


Neste sábado, 10 de janeiro, às 20h00, o Teatro Commune, em São Paulo, abre oficialmente a 1ª Mostra Gargalhão de Teatro Cômico e Máscaras com o espetáculo “O Amor É Fodido”, da Cia. João Garcia Miguel, de Portugal. A montagem inaugura a programação com uma obra intensa, provocadora e profundamente humana, que transita entre o riso e o desconcerto, a poesia e o absurdo, inspirada no universo literário de Miguel Esteves Cardoso e interpretada pelo ator João Garcia Miguel.

Em cena, o amor aparece sem idealizações: torto, insistente, contraditório. A peça propõe uma espécie de "Romeu e Julieta" contemporâneo, em que os amantes se enganam, tropeçam, “morrem” simbolicamente para o amor - e, ainda assim, seguem vivos. Há, nessa travessia, uma resistência quase teimosa: o desejo de continuar, de recomeçar o que ainda nem chegou a começar. Amar dá trabalho, cansa, confunde, mas persiste até o fim. Entre dores e alegrias, a montagem aposta no riso como ferramenta de sobrevivência e lucidez diante da vida.

“O Amor É Fodido” dialoga com um imaginário afetivo coletivo. Publicado nos anos 1980, o livro de Miguel Esteves Cardoso tornou-se um retrato de época e de um tipo humano reconhecível - alguém que todos fomos ou ainda somos em alguma medida. O espetáculo questiona: por que contar essa história novamente? Por que vesti-la outra vez? A resposta está na própria natureza do amor, que, como a roupa, não pode ser usada apenas uma vez - nem repetida mecanicamente. Há algo de inquietante tanto no excesso quanto na repetição. Amar é insistir, errar de novo, experimentar outra dose, mesmo sabendo dos riscos.

Com humor físico, presença cênica intensa e uma dramaturgia que flerta com a confissão, o espetáculo transforma fragilidade em força e vulnerabilidade em discurso cômico. A montagem reforça o espírito da Mostra Gargalhão, dedicada ao teatro cômico, às máscaras e à potência do encontro entre palco e plateia, celebrando o riso como gesto político, sensível e coletivo. 

A 1ª Mostra Gargalhão de Teatro Cômico e Máscaras acontece de 10 a 25 de janeiro de 2026, reunindo 10 espetáculos em uma programação diversa e provocadora. O projeto foi contemplado pela XXª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, reafirmando o compromisso com a circulação de obras que investigam a linguagem teatral e o humor como forma de pensamento.

"O Amor É Fodido"



.: Wescritor reconstrói a identidade caiçara no show “Original Kaysara”


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com
Foto: divulgação

Dentro da programação do Projeto Bússola, o Sesc Santos dá início, em 2026, a uma nova temporada dedicada à valorização de músicos da Baixada Santista, no litoral paulista, com foco em criações autorais e na diversidade de vozes que compõem a cena cultural da região. A proposta do projeto é ampliar espaços de escuta, circulação e reconhecimento para artistas que constroem seus trabalhos a partir de experiências territoriais, identitárias e contemporâneas.

Na quarta-feira, 28 de janeiro, às 20h00, na comedoria do Sesc Santos, o multiartista Wescritor apresenta o show “Original Kaysara”, espetáculo que também marca o lançamento de seu novo trabalho autoral. A apresentação propõe uma travessia poética e musical que revisita, tensiona e reconstrói a ideia do que é ser caiçara, a partir de uma perspectiva indígena, urbana e atual.

Em cena, Wescritor articula poesias à capela, cantos tradicionais do povo Tupinambá e a força do RAP - Ritmo, Ancestralidade y Poesia, criando uma sonoridade híbrida que dialoga com diferentes tempos e linguagens. Os ritmos variados se encontram com a leveza e a musicalidade caiçara, característica da Baixada Santista, resultando em canções que abordam temas como vida, amor, pertencimento, território e resistência cultural. A performance convida o público a refletir sobre memória, ancestralidade e futuro, ao mesmo tempo em que celebra a potência criativa dos povos originários em diálogo com as linguagens urbanas.

Wescritor é um multiartista indígena, jovem liderança, rapper, ator, poeta, diretor artístico e compositor. Indígena do Povo Tupinambá de Olivença, nasceu e foi criado no Parque São Vicente, em São Vicente, no litoral de São Paulo, território que atravessa e inspira diretamente sua produção artística. A apresentação é gratuita, com classificação indicativa a partir de 12 anos.

Ficha técnica 
Show "Original Kaysara"

Artista principal: Wescritor 
Backing vocal: Haard 
Musicista/violão: Matheus D'art
DJ: Delapaz 
Produtora executiva: Michelle Lima
Diretor executivo: Walla Tupi

Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta, das 9h às 21h30 | Sábados e domingos, 10h às 18h30   

Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida / Santos
Telefone: (13) 3278-9800        
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

.: Espetáculo “A Autoestima do Homem Hétero” volta para duas apresentações


Mais do que uma sátira, o espetáculo é um convite ao olhar crítico e ao empoderamento feminino, sem excluir os homens da conversa — pelo contrário: provoca todos os públicos a se reconhecerem e refletirem. Foto: Julia Lego


O espetáculo “A Autoestima do Homem Hétero” volta neste final de semana, dias 10 e 11 de janeiro, às 14h30 e às 17h00, no Teatro Arena B3, situado no Centro Histórico de São Paulo. É um espetáculo que promete revolucionar o imaginário coletivo com uma pergunta provocadora: e se fosse possível encapsular a inabalável confiança dos homens héteros e oferecê-la, em forma de pílula, às mulheres? Idealizado, escrito e protagonizado por Amanda Mirásci, com direção de Martha Nowill, o monólogo é uma sátira afiada sobre as relações afetivas, a construção da autoestima e os comportamentos masculinos que a sociedade ainda naturaliza.

No centro da história está Carina, uma farmacêutica que desenvolveu um medicamento revolucionário: a autoestima do homem hétero em cápsulas. Em uma noite decisiva - o lançamento oficial do produto - Carina apresenta ao público os componentes desta fórmula milagrosa, reencenando situações hilárias e dando vida aos homens que serviram de “matéria-prima” para sua criação.

Cada componente do remédio foi inspirado em um “tipo” masculino que Carina encontrou ao longo do caminho: o cara do violão, que nunca perde a chance de se exibir com seu imenso repertório de cinco músicas; o sujeito da caixa de som, que domina a praia como se fosse o DJ residente do mundo; o match do Tinder que, mesmo longe dos padrões de beleza, exige mulheres sem celulite; e tantos outros homens héteros de autoestima inflada que acabaram virando objeto de estudo dessa inusitada pesquisa.

À medida que apresenta os efeitos e os testes da fórmula, Carina também revela suas próprias vulnerabilidades: dilemas familiares, traumas afetivos e a incômoda presença da "síndrome da impostora", que ameaça sabotá-la a cada passo. Para ganhar autoconfiança, ela decide tomar sua própria invenção — que promete revolucionar o mundo. Mas ninguém estava preparado para as consequências… nem ela própria!

“A peça surgiu da minha vida real. Das minhas relações, das histórias das minhas amigas, da minha irmã… Situações que parecem pontuais, mas que, ao serem compartilhadas, revelam um padrão. O cara que explica o que você acabou de dizer, o pai que acha que ‘ajudar’ na criação dos filhos é um favor, o homem que se sente o máximo só por existir”, comenta Amanda Mirásci.

“Apesar do título, 'A Autoestima do Homem Hétero' não é um espetáculo só para mulheres. Os homens estão convidados — de verdade — a rir de si mesmos e, quem sabe, repensar atitudes. Porque se a gente quer mesmo mudar alguma coisa, eles precisam estar nessa conversa também”, conclui Amanda.

A diretora Martha Nowill reforça que incluir os homens no debate é essencial: “O que estamos criando é uma peça muito divertida e agregadora. Não é uma peça agressiva que vai constranger os homens. Muito pelo contrário, vamos fazer eles se enxergarem e falarem sobre si mesmos”.

Em cena, Amanda interpreta sozinha uma série de figuras distintas: “Temos muitos personagens na peça, e a Amanda dá vida a todos eles. O que estamos buscando é, a partir das ferramentas da própria atriz, extrair o que há de mais simbólico em cada construção cênica. Como traduzir isso no corpo dela? Quando é a Amanda e quando é o pensamento do outro? Como fazer com que ela assuma tantas identidades de forma clara, compreensível, sem que se torne uma confusão? Estamos trabalhando esse corpo, essa voz, essa escuta e essa compreensão profunda.”


Sobre Amanda Mirásci
Atriz e dramaturga, foi indicada aos prêmios Cesgranrio e APTR por Uma Vida Boa, de Rafael Primot. Atuou também em Mansa, Inútil a Chuva (Armazém Cia. de Teatro), O Branco dos Seus Olhos, entre outros. No cinema, está em Todo Clichê do Amor. Na TV, integrou elencos de A Lei do Amor, Cara e Coragem e Garota do Momento, da TV Globo, e da série Ringue, do Canal Brasil.


Sobre Martha Nowill
Diretora, atriz e roteirista, Martha Nowill atua no teatro, cinema e televisão desde os 18 anos. É formada em Cinema pela FAAP e Teatro pela Escola Célia Helena. Assina roteiros e colaborações para revistas como Piauí, TPM, Bazaar, Vogue, Carta Capital e Folha de S.Paulo. Seu trabalho mais recente nos palcos é Pagú – Até Onde Chega a Sonda, que também idealizou e protagonizou.


Sobre a Arena B3
Situada no Centro Histórico de São Paulo, a Arena B3 ocupa um dos prédios centenários da bolsa, antes palco dos tradicionais pregões viva-voz, e hoje se transforma em um ponto de encontro cultural com programação acessível aos finais de semana. A curadoria é assinada pela Aventura, produtora de espaços como a EcoVilla Ri Happy, Teatro YouTube, BTG Pactual Hall, Teatro Riachuelo Rio e Teatro TotalEnergies, além de musicais como "Hair", "A Noviça Rebelde", "Elis, o Musical", "Mamma Mia!" e "O Jovem Frankenstein".


Ficha técnica
Espetáculo "A Autoestima do Homem Hétero"
Idealização, texto e atuação: Amanda Mirásci
Direção: Martha Nowill
Colaboração dramatúrgica: Bruna Trindade e Martha Nowill
Assistência de direção: Iuri Saraiva
Direção de movimento: Julianne Trevisol
Direção de arte: Luiza Mitidieri
Visagismo: Isabella Oliveira
Trilha sonora: Aline Meyer
Luz: Júnior Docini
Preparação vocal: Verônica Machado
Direção de Produção: Marlene Salgado
Design gráfico: Harú Estúdio Criativo
Fotos: Julia Lego
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Produção associada: Amanda Mirásci e Marlene Salgado
Realização: Arrakasta Produções Artísticas

Serviço
Espetáculo "A Autoestima do Homem Hétero"
Dias 10 e 11 de janeiro – Sábado e domingo, 14h30 e 17h00
Classificação: 14 anos
Duração: 70 minutos
Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/114190/d/354261/s/2389064?
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 60 minutos

.: "A Bela e a Fera" é atração de sexta-feira no Festival de Férias do Teatro Uol


Ao se tornar prisioneira no castelo encantado da Fera, ela descobre que por trás da aparência assustadora, existe um coração sensível e generoso. Foto: divulgação


De 5 de janeiro a 1º de fevereiro, o Teatro Uol, em São Paulo, recebe sete clássicos infantis que atravessam gerações e seguem vivos no repertório afetivo de muita gente. Dentro da programação do 42º Festival de Férias do Teatro Uol, às sextas-feiras, às 16h00, será apresentado o espetáculo "A Bela e a Fera".  No espetáculo, Bela, uma jovem inteligente e sonhadora, troca sua liberdade pela de seu pai. Ao se tornar prisioneira no castelo encantado da Fera, ela descobre que por trás da aparência assustadora, existe um coração sensível e generoso. 

Com a ajuda dos criados encantados do castelo, que também foram vítimas do feitiço, nasce entre os dois um sentimento puro e verdadeiro, capaz de transformar tudo ao redor. Esta emocionante peça celebra o poder do amor, da gentileza e da mudança interior. Elenco: Aline Cuoco, Déborah Menkos, Heliton Oliveira, Marcella Silveira, Marcelo Cortez, Ricardo Aires, Rodrigo Mazzoni e Lalu (Standin). Texto e direção: Heliton Oliveira. Realização: H4 Produções. De 9 a 30 de janeiro, sextas-feiras, 16h00. Duração: 60 minutos. Classificação: livre – indicação: a partir de três anos.


Sobre o Festival de Férias do Teatro Uol
Graças a uma curadoria rigorosa e consistente desde a primeira edição, o Festival de Férias do Teatro Uol, que em 2026 completa 25 anos de atividade, consolidou-se como o mais longevo de São Paulo. Localizado no Shopping Pátio Higienópolis, o Teatro Uol oferece uma experiência completa, reunindo conforto, segurança e fácil acesso, criando um cenário ideal para um programa de férias completo: entrar na sala, desligar o celular, se encantar com as histórias e sair com a cabeça cheia de arte e imaginação.


Serviço
Festival de Férias do Teatro Uol
De 5 de janeiro a 1º de fevereiro
Ingressos: R$ 100,00 (inteira) | R$ 50,00 (meia-entrada)
Televendas: (11) / 3823-2423 / 3823-2737 / 3823-2323
Vendas on-linewww.teatrouol.com.br
Horário de funcionamento da bilheteria em janeiro: segundas e terças, das 14h00 às 16h00, quartas, quintas e sextas das 14h00 às 20h00, sábados, das 13h00 às 22h00, e domingos, das 13h00 às 20h00. Não aceita cheques. Aceita os cartões de crédito: todos da Mastercard, Redecard, Visa, Visa Electron e Amex.  Estudantes e pessoas com 60 anos ou mais têm os descontos legais. Clube Uol e Clube Folha têm 50% desconto.


Teatro Uol
Shopping Pátio Higienópolis - Av. Higienópolis, 618, Terraço. Tel.: (11) 3823-2323 
Acesso para cadeirantes- Ar-condicionado- Estacionamento do Shopping: consultar valor pelo tel: 4040-2004- Venda de espetáculos para grupos e escolas: (11) 3661-5896, (11) 99605-3094 – Patrocínio do Teatro UOL: UOL, Folha de S. Paulo, Germed e Interfood.

.: “Três Luzes” transforma um blecaute em viagem íntima pela memória


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com

O monólogo “Três Luzes”, protagonizado por Cássia Damasceno, será apresentado nos dias 23 e 24 de janeiro, sexta-feira e sábado, às 20h00, no auditório do Sesc Santos. A montagem propõe uma experiência sensível e intimista, na qual um blecaute funciona como gatilho para uma sucessão de memórias, reflexões e narrativas que transitam entre o presente e o passado.

Preso dentro de um elevador durante a falta de energia, o corpo da atriz se torna território de lembranças e ensaios existenciais. A partir dessa situação-limite, a personagem revisita fragmentos de sua própria história, bem como as trajetórias de seu pai e de sua mãe, compondo uma autoficção que entrelaça vivências pessoais a questões universais. Medos, sonhos, heranças familiares e silêncios atravessam a cena, revelando as marcas afetivas e simbólicas que moldam a identidade dessa mulher.

Dirigido por Aristeu Araújo, que assina a dramaturgia ao lado de Cássia Damasceno, “Três Luzes” constrói sua narrativa a partir do contraste entre luz e escuridão, presença e ausência, memória e esquecimento. Esses elementos se sobrepõem a pequenos ensaios poéticos que buscam dar conta das contradições da experiência humana e da própria história da humanidade. A participação da musicista Júlia Klüber amplia a dimensão sensorial do espetáculo, dialogando diretamente com o estado emocional da personagem. Voltado ao público a partir de 12 anos, o monólogo tem duração de 60 minutos. Os ingressos custam R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (meia-entrada) e R$ 12,00 (Credencial Plena).


Ficha técnica 
Monólogo "Três Luzes"

Atuação: Cássia Damasceno 
Dramaturgia: Aristeu Araújo e Cássia Damasceno 
Consultoria dramatúrgica: Henrique Fontes 
Direção: Aristeu Araújo 
Assistente de direção: Jade Azevedo 
Composição musical: Luiz Lepchak 
Musicista: Júlia Klüber 
Iluminação: Nadja Naira 
Operação de luz: Dafne Rufino 
Figurino: Amábilis de Jesus 
Caracterização: Kenia Coqueiro 
Cenário: Eduardo Giacomini 
Desenho e operação de som: Chico Santarosa 
Direção de produção: Cássia Damasceno 
Assistência de produção: Jade Azevedo 
Cenotecnia: Vilson Kurtz 
Realização: 3Luzes 
Duração: 60 minutos 

Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta, das 9h às 21h30 | Sábados e domingos, 10h às 18h30   

Sesc Santos
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

.: Peça “A Manhã Seguinte” transforma encontros improváveis em comédia


Sucesso em mais de 10 países, peça do autor britânico Peter Quilter ganha montagem inédita no Brasil, com direção de Thereza Falcão e Bel Kutner, e faz temporada no Teatro VillaLobos; 
Foto: João Pedro Hachiya

E se o amor começasse depois do primeiro “bom dia”? Sucesso em mais de 10 países, “A Manhã Seguinte” ganha montagem inédita no Brasil e, após estreia aclamada no Rio de Janeiro e sessões lotadas em BH, Curitiba, João Pessoa e Brasília, chega a São Paulo para temporada no Teatro VillaLobos, no Shopping Villa Lobos, de 9 de janeiro a 1° de março, com sessões sextas e sábados, às 20h00, e domingos, às 18h00. Do aclamado dramaturgo inglês Peter Quilter, “A Manhã Seguinte” é uma comédia leve, inteligente e cheia de reviravoltas sobre encontros inesperados, famílias nada convencionais e o desafio de lidar com sentimentos quando ninguém diz exatamente o que está sentindo. O elenco conta com Carol Castro, Bruno Fagundes, Gustavo Mendes e Angela Rebello. A direção é de Thereza Falcão e Bel Kutner.

A história apresenta um quarteto irresistível: um rapaz tímido, uma jovem decidida, uma mãe sem papas na língua e um irmão com humor afiado e zero limites. Juntos, eles transformam qualquer manhã em um verdadeiro espetáculo. "Dirigir 'A Manhã Seguinte' é explorar com delicadeza e humor o desconforto do inesperado. A peça fala sobre encontros reais - e sobretudo o que não se diz", explica a diretora Thereza Falcão.

Na trama, Kátia (Carol Castro) e Tomás (Bruno Fagundes) se conhecem por acaso e, na manhã seguinte, acordam no mesmo quarto... cercados de incertezas. A situação já seria embaraçosa o suficiente, mas tudo ganha novos contornos com a chegada inesperada da mãe de Kátia (Angela Rebello), que não mede palavras, cheia de opiniões e sem qualquer filtro. E, para completar, Márcio (Gustavo Mendes), o irmão de Kátia, aparece com seu jeito inesperado, especialista em roubar a cena e bagunçar ainda mais o que já estava fora do controle. É uma história sobre afetos, tropeços e a beleza do improviso. Porque, às vezes, a vida só começa mesmo... na manhã seguinte.

"O mais bonito dessa comédia é que ela nos faz rir daquilo que somos: vulneráveis, contraditórios e humanos. É um teatro de afeto, leveza e verdade", comenta a diretora Bel Kutner. O projeto terá ainda uma temporada em São Paulo e uma turnê nacional, que passará por diferentes regiões do país. O espetáculo é apresentado pelo Ministério da Cultura e Caixa Residencial, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet. 

"Projetos como 'A Manhã Seguinte', que contam com itinerância por diferentes estados do país, são fundamentais para fortalecer o acesso à cultura e promover a diversidade artística em todo o Brasil", reforça o ceo da Caixa Residencial, Rodrigo Valença.


Ficha técnica
Espetáculo "A Manhã Seguinte"
Texto: Peter Quilter
Adaptação do texto: Thereza Falcão
Direção: Thereza Falcão e Bel Kutner
Elenco: Carol Castro, Bruno Fagundes, Gustavo Mendes e Angela Rebello
Cenário: Nello Marrese
Figurino: Mauro Leite
Produção de Elenco: Felipe Ventura
Assessoria de Imprensa: Carlos Pinho
Apoios: Marcela Rosário
Marketing e comercial: Mauricio Tavares
Produção geral, financeiro e administração: Sérgio Lopes
Direção de produção: Filomena Mancuzo
Produção executiva: Álvaro Antônio

Serviço
Espetáculo "A Manhã Seguinte"
Temporada: de 09 de janeiro a 01 de março de 2026   
Sessões: sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 18h
Local: Teatro VillaLobos – Shopping Villa Lobos – Av. Dra. Ruth Cardoso, 4777 - Jardim Universidade Pinheiros, São Paulo - SP
Classificação etária: 12 anos
Duração: 80 minutos
Gênero: comédia
Ingressos: de R$ 21 a R$ 150

.: "Cortejo Voador" transforma a área de convivência do Sesc Santos no domingo


Espetáculo itinerante transforma o espaço em festa coletiva com arte, humor e imaginação. Foto: divulgação

"Cortejo Voador", com o coletivo Cortejo Voador, anuncia que o circo chegou em movimento, espalhando música, poesia e palhaçada por onde passa. A apresentação acontece neste domingo, dia 11 de janeiro, às 17h30, na área de Convivência do Sesc Santos, com entrada gratuita e classificação livre, convidando públicos de todas as idades a participarem dessa grande festa coletiva.

Em formato de cortejo, o espetáculo transforma o espaço em picadeiro a céu aberto. Entre ritmos contagiantes, versos bem-humorados e brincadeiras circenses, os artistas conduzem o público por uma experiência lúdica e interativa, em que caminhar, cantar e rir fazem parte da cena. A proposta valoriza a tradição do circo popular e do teatro de rua, apostando na proximidade com o público e na celebração do encontro.

Com linguagem acessível e espírito brincante, o cortejo convida famílias inteiras - mamães, titias, crianças e curiosos de todas as idades - a se deixarem levar pelo clima de alegria. Desenrola o passo, bate palma, acompanha o refrão e chega com um versinho, porque no Cortejo Voador há espaço para a imaginação, para o improviso e até para uma inesperada casa de passarinho surgindo no meio do caminho.

A música ao vivo, a palhaçaria, as acrobacias e os números corporais se entrelaçam para criar uma atmosfera de festa, onde o riso e a poesia caminham juntos. Mais do que um espetáculo, Cortejo Voador é um convite ao brincar coletivo, ao encontro entre artistas e público e à ocupação afetiva dos espaços com arte, leveza e fantasia.

Ficha técnica
Espetáculo "Cortejo Voador"
Direção musical: Mica Matos
Percussão (palhaça): Mariana Paudarco
Sanfona (palhaça): Jéssica Nunes
Voz que puxa o cortejo: Jessica Rosa
Bambolê: Brenda Felix Barbosa
Perna de pau: Vanessa Santiago
Acrobacias: Jennifer Martins
Produção de campo: Adrianny Torre


Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta, das 9h às 21h30 | Sábados e domingos, 10h às 18h30   

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.: Companhia Ensaio Aberto volta com "Morte e Vida Severina" em São Paulo


Obra de João Cabral de Melo Neto, com músicas de Chico Buarque e direção de Luiz Fernando Lobo, faz temporada no Sesc Pinheiros até 18 de janeiro. Foto: Thiago Gouvêa
 

“Morte e Vida Severina”, obra-prima de João Cabral de Melo Neto encenada pela Companhia Ensaio Aberto, com direção de Luiz Fernando Lobo, músicas de Chico Buarque e direção musical de Itamar Assiere, fará temporada no Teatro Paulo Autran - Sesc Pinheiros, de 8 a 18 de janeiro de 2026, com sessões de quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 18h. No sábado 17/01, acontecem duas sessões: às 16h e às 20h.

Com o espetáculo, a Companhia Ensaio Aberto dá voz aos severinos filhos de tantas marias. Para o diretor Luiz Fernando Lobo, que montou esse espetáculo pela primeira vez há 20 anos, muita coisa mudou: “Nesses vinte anos que se passaram entre a primeira montagem e esta atual, saímos do Mapa da Fome e chegamos a ser a sexta economia do mundo. Ao mesmo tempo, as negras manchas demográficas da Geografia da Fome não estão mais localizadas apenas nos sertões do Nordeste, e sim dentro das grandes cidades, como Rio de Janeiro, São Paulo, Nova Iorque, Paris e Berlim”.

A peça não é mais um poema regional brasileiro, pois os que vivem e morrem de morte severina agora estão em todas as serras magras e ossudas do mundo. A sombra da fome se espalha pelo planeta impulsionada pela crescente desigualdade. Segundo a Oxfam, o 1% mais rico da população mundial possui agora 45% da riqueza global, 44% da humanidade vive com menos de 6,85 dólares (R$ 41,5) por dia, e as taxas de pobreza global praticamente não mudaram desde 1990. No encontro do G20 em 2024, o Presidente Lula lançou a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e disse: "O símbolo máximo na nossa tragédia coletiva é a fome e a pobreza. Convivemos com 733 milhões de pessoas ainda subnutridas. Em um mundo que produz quase 6 bilhões de toneladas de alimentos por ano, isso é inadmissível”.

"Morte e Vida Severina", da Companhia Ensaio Aberto, estreou no Castelo São Jorge, em Lisboa. Em cena estão 4 músicos, 25 atores, sendo Gilberto Miranda o Severino desde a versão em Portugal. Com cenário de J.C. Serroni, iluminação de Cesar de Ramires, figurinos de Beth Filipecki e Renaldo Machado, a peça recebeu, em 2022, três indicações ao Prêmio Shell de Teatro - sendo premiada na categoria Música; seis indicações ao Prêmio APTR de Teatro - sendo premiada na categoria Iluminação, além de outros prêmios e indicações.

Ficha técnica
Espetáculo "Morte e Vida Severina"
Texto: João Cabral de Melo Neto
Músicas: Chico Buarque  
Direção geral: Luiz Fernando Lobo
Direção musical e arranjos: Itamar Assiere
Direção de produção: Tuca Moraes
Cenografia: J. C. Serroni
Iluminação: Cesar de Ramires
Figurino: Beth Filipecki e Renaldo Machado
Programação visual: Jorge Falsfein e Marcos Apóstolo
Produção: Aninha Barros

Elenco:
Gilberto Miranda – Severino
Anderson Primo – Irmão das Almas, Funeral de um lavrador
Ana Clara Assunção – Mulher da Janela
Bibi Dullens
Carla Muzag – Funeral de um lavrador, Cigana 3
Eduardo Cardoso
Grégori Eckert
Iris Ferreira
José Guerra
Kyara Zenga
Leonardo Hinckel
Luciano Veneu – Irmão das Almas
Luiz Fernando Lobo – Mestre Carpina
Mariana Pompeu – Nanã, Anunciação, Cigana 2
Mateus Pitanga
Matheus França
Mika Makino
Pedro Fernando – Irmão das Almas
Rafael Telles
Rossana Russia – Maria
Thaise Oliveira
Tomás Santa Rosa
Tuca Moraes – Cigana 1
Victor Hugo
Victor Seixas

Músicos
Acordeon - Itamar Assiere e Matheus Queiroz 
Cello - Saulo Vignoli
Percussão - Mingo Araújo
Violão e Viola - Marcílio Figueiró

Assistentes de direção: Octavio Vargas e Paola de Paula
Assistentes de produção: Laura Gonna
Produção de set: Fellipe Rodrigues
Preparação vocal: Ana Calvente
Preparação corporal: Luiza Moraes e Mika Makino
Músicas adicionais: Itamar Assiere, Carlinhos Antunes, Airton Barbosa
Design de sonorização: Branco Ferreira
Sonorização: Gramophone
Operação de som: Branco Ferreira
Operação de luz: Pedro Passini
Microfonista: Ana Bittencourt
Assessoria de imprensa: Armazém Comunicação | Christina Martins
Coordenação: Ciência do Novo Público Clarice Tenório Barretto
Ciência do Novo Público Andreza Dias, Gilberto Miranda, Grégory Eckert, Júlia Freiman, Mateus Pitanga, Maura Santiago e Thaise Oliveira
Fotos e imagens de divulgação: Thiago Gouveia
Fotos do programa: Thiago Gouveia, Renam Brandão e Leon Diniz
Vídeos: Maria Flor Brazil, Claudio Tammela | Banda Filmes
Ilustrações: Carybé
Gerente de projeto gráfico: Priscilla Fernandes
Produção gráfica: Marcello Pignataro
Assistente de cenografia: Débora Ferreira
Pintura de arte: Biby Martins, Beatriz Leandro, Danubria Martins e Andréia Amorim
Estagiária em cenografia: Nick Cavalcanti
Cenotécnicos: Wagner de Almeida e José Alves
Maquinista: Sidney Viana
Técnicos: Valdeir Baiano e Pedro Passini

Serviço
Espetáculo “Morte e Vida Severina”
Companhia Ensaio Aberto
Datas:8 a 18 de janeiro de 2026
No sábado, 17 de janeiro, acontecem duas sessões: às 16h00 e às 20h00.
Nos dias  15, 16, 17 e 18 de janeiro haverá tradução em Libras
Local: Sesc Pinheiros – Teatro Paulo Autran
Ingressos: R$ 21,00 (credencial plena), R$ 35,00 (meia) e R$ 70,00 (inteira) - Venda online pelo aplicativo Credencial Sesc SP ou pelo site https://centralrelacionamento.sescsp.org.br/ (a partir de 25/11) e presencial (a partir de 26/11) em todas as bilheterias da rede Sesc SP.
Duração: 90 minutos
Classificação Etária Indicativa: 12 anos

Sesc Pinheiros   
Rua Paes Leme, 195, Pinheiros - São Paulo (SP) 
Horário de funcionamento: Terça a sexta: 10h às 22h. Sábados: 10h às 21h. Domingos e feriados: 10h às 18h30
Estacionamento com manobrista
Como Chegar de Transporte Público: 350m a pé da Estação Faria Lima (metrô | linha amarela), 350m a pé da Estação Pinheiros (CPTM | Linha Esmeralda) e do Terminal Municipal Pinheiros (ônibus).
Acessibilidade: A unidade possui rampas de acesso e elevadores, além de banheiros e vestiários adaptados para pessoas com mobilidade reduzida. Também conta com espaços reservados para cadeirantes.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

.: "Habitat" estreia no Teatro Estúdio e discute julgamento popular


Em cena, Fernanda de Freitas, Rafael Primot e Rogério Brito, e a direção é de Lavínia Pannunzio e Eric Lenate. Foto: Leekyung Kim


Os fenômenos do cancelamento, da manipulação da verdade e do julgamento popular podem trazer consequências extremamente perigosas na era das redes sociais. Para trazer luz a essas discussões, "Habitat", com dramaturgia de Rafael Primot (vencedor dos prêmios Shell, Cesgranrio e Cooperativa Paulista de Teatro), tem sua temporada de estreia no Teatro Estúdio, de 13 de janeiro a 5 de março de 2026. As apresentações acontecem de terça a quinta-feira, sempre às 20h00. O espetáculo tem ainda direção de Eric Lenate e Lavínia Pannunzio e, além de Primot, traz no elenco os atores Fernanda de Freitas e Rogério Brito. A produção é da Enkapothado Artes.

No espetáculo, a jornalista Nádia (Fernanda de Freitas) entrevista o assassino confesso Adailton (Rafael Primot), que, por sua vez, acusa o executivo Tite (Rogério Brito) de ser o mandante do crime ocorrido dentro de um supermercado. A partir desse encontro, o caso ganha novas proporções nas mídias sociais e desencadeia uma série de desdobramentos inesperados. Inspirado em um fato real. Um incidente trágico que dá início a um intenso drama sobre preconceito, busca por justiça e a manipulação da verdade em uma sociedade marcada pela força da mídia e por julgamentos precipitados. 

"Habitat" é inspirada em fatos reais e acompanha o embate entre três personagens a partir de um crime ocorrido dentro de uma grande rede de supermercados: a jornalista investigativa Nádia, o trabalhador braçal Adailton e o gerente da loja Tite. Um incidente trágico dentro do estabelecimento entrelaça seus destinos e dá início a um intenso drama sobre preconceito, busca por justiça e a manipulação da verdade em uma sociedade marcada pela força da mídia e por julgamentos precipitados. Graças a sua relevância para os dias atuais, o texto recebeu o prêmio do Estado para montagens inéditas, Proac 2024.

A dramaturgia, segundo o autor e ator Rafael Primot, nasceu de sua observação das redes sociais e notícias e como muitas vezes as pessoas passam a julgar e a condenar umas às outras sem ouvir todos os lados das histórias. “Esse fenômeno contemporâneo do cancelamento e da desumanização me instigaram profundamente. Comecei a refletir sobre como estamos perdendo a capacidade de empatia, e o teatro, para mim, é o espaço ideal para debater isso e colocar uma lente de aumento sobre nossos comportamentos coletivos”, revela.

Além de ser uma obra artística relevante, "Habitat" é uma resposta ao momento atual, no qual a arte e a cultura enfrentam desafios significativos. Trata-se de uma obra provocativa sobre moralidade, responsabilidade e o poder destrutivo dos julgamentos virtuais. Em tempos de exposição total, o espetáculo convida o público a refletir sobre empatia, cancelamento, e a complexa verdade por trás de cada "vilão" digital.

“A força de 'Habitat' está na palavra, nos diálogos que movem a ação e revelam as camadas psicológicas de cada personagem. É um texto sobre o que dizemos, mas principalmente sobre o que nossas palavras podem causar. E essa força ganha vida através do elenco, com enorme potência dramática, e a parceria inédita entre Éric Lenate e Lavínia Pannunzio na direção, que trouxe uma intensidade e um olhar sensível para esse embate humano”, acrescenta Primot. Compre o livro da peça neste link.

Ficha técnica
Espetáculo "Habitat"
Elenco: Fernanda de Freitas, Rafael Primot e Rogério Brito
Direção: Lavínia Pannunzio e Eric Lenate
Texto: Rafael Primot
Trilha Sonora: LP Daniel
Figurinos e direção de arte: Carol Bertier
Cenário: Eric Lenate
Luz: Sarah Salgado
Visagismo: Alisson Rodrigues e Emi Sato
Designer gráfico: Patrícia Cividanes 
Mídias Sociais: Haroldo Miklos
Making of e captações: Otávio Pacheco
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Fotos de cena e palco: Kim Leekyung
Fotos de estúdio: Sérgio Santoian
Produção: Franz Keppler e Rafael Primot
Uma produção Enkapothado Artes
Realização através do Proac2024


Serviço
Espetáculo "Habitat"
Temporada: 13 de janeiro a 5 de março de 2026*
às terças, quartas e quintas-feira, às 20h
* Não haverá sessões nos dias 17, 18 e 19 de fevereiro
**Sessão exclusiva para convidados: 19 de janeiro
Teatro Estúdio -  Conselheiro Nébias, 891 - Campos Elíseos, São Paulo - SP, Metrô Santa Cecília 
Ingressos: R$100 (inteira) e R$50(meia-entrada)
Venda online Sympla
Bilheteria: 
Bilheteria física: Teatro Estúdio - tel: (11) 97474-1912
Horário de funcionamento: somente em dias de espetáculo, 2 horas antes do início da apresentação. 
Estacionamento na frente do teatro 
Telefone: (11) 97474-1912
Acessibilidade: Sim



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