Mostrando postagens com marcador Teatro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Teatro. Mostrar todas as postagens

domingo, 24 de maio de 2026

.: "12º Round: A História de Emile Griffith" em nova temporada no TUSP


Com dramaturgia de Sérgio Roveri e direção de Bruno Lourenço, espetáculo conta a história desse lutador que enfrentou o preconceito ao assumir sua bissexualidade e evidencia como o racismo e a homofobia sempre estiveram presentes no meio esportivo. Foto: Eduardo Filho


Racismo e a homofobia no esporte são pautas levantadas por "12º Round: A História de Emile Griffith", com texto de Sérgio Roveri e direção de Bruno Lourenço, que estreou em 2025 no Sesc Ipiranga. A peça agora ganha uma nova temporada no TUSP - Teatro da USP, de 21 de maio a 14 de junho, com sessões de quinta a sábado, às 20h00, e aos domingos, às 19h00. Em cena, estão Alexandre Ammano, Fernando Vitor e Letícia Calvosa.

Apesar de ter feito uma brilhante carreira no boxe, o caribenho Emile Griffith, passou a enfrentar uma luta contra o preconceito dentro e fora dos ringues ao assumir sua bissexualidade. Traçando um voo panorâmico sobre temas como a violência no mundo do esporte, o racismo, a homofobia e as fronteiras da masculinidade negra, a peça também se propõe a discutir como essas tensões ainda ecoam até hoje na sociedade, abordando as contradições, violências e resistências vividas por corpos dissidentes. 

A estreia do espetáculo contou com importantes personalidades do boxe brasileiro, como Servilho de Oliveira, primeiro brasileiro a conquistar uma medalha olímpica no boxe; Danila Ramos, primeira brasileira negra campeã mundial de boxe; Genival Guerra Gomes, árbitro da Confederação Brasileira de Boxe; Marcela Souza, primeira árbitra brasileira brasileira em uma olimpíada; Márcia Souza, Diretora de Arbitragem da Federação Paulista de Boxe e Fernando Tucori, jornalista e autor da biografia de Adilson Maguila.

Cinco vezes campeão mundial em três categorias de peso diferentes, Griffith foi o primeiro atleta com este perfil a assumir publicamente sua bissexualidade. Sua vida foi profundamente transformada após vencer o combate com Kid Paret, que havia chamado Emile de "bicha" várias vezes em público e, no embate, foi nocauteado e faleceu, numa luta televisionada para todos os EUA em 1962. 

Negro e afro-caribenho, o lutador é uma figura de dimensões épicas, cuja trajetória nos permite discutir o quanto a sociedade contemporânea está — ou não — comprometida com a preservação dos direitos da população LGBTQIAPN+ e negra. O espetáculo busca dar corpo à memória de um herói complexo, que ousou desafiar as regras de seu tempo, um símbolo que rompeu paradigmas e enfrentou o peso do preconceito.

Idealizado pelo ator Fernando Vitor, que interpreta o protagonista, o espetáculo faz parte de uma longa pesquisa com o objetivo de dar luz a histórias queers e negras. “A trajetória de Griffith é uma das maiores histórias do mundo do esporte, e seu desconhecimento é resultado de um longo processo de apagamento de nossa história e nossas identidades. Estamos comprometidos em honrar sua trajetória, destacando o fato de Emile ter se tornado, além de tudo, um ativista da causa LGBTQIAPN+. O espetáculo está na encruzilhada de questões atuais. E num momento histórico onde a luta contra a homofobia e o racismo se fazem tão necessária, resgatar a história de Griffith nos inspira a seguir em frente”, revela.

A peça é encenada em “rounds”, assim como uma luta de boxe, num formato que aproxima o espectador de uma linguagem singular, marcada pela repetição, pelo esforço e pelo esgotamento, elementos que tensionam os corpos em cena e tornam esse “ringue” um constante território de disputa.

A montagem marca a estreia do Coletivo Nocaute, grupo de teatro negro formado por Bruno Lourenço (indicado ao Prêmio Shell de Melhor Ator por ‘Brás Cubas’), Fernando Vitor (‘James Baldwin: Pode Um Negro Ser Otimista?’), Letícia Calvosa (‘Escola Modelo’) e Alexandre Ammano (‘O Avesso da Pele’ e ‘A Máquina’).

“Decidi escrever esta peça principalmente por achar imperdoável que um lutador de sua importância, um ser humano generoso e ativista de tantas e tão belas causas sociais não tivesse gravado seu nome na história. Griffith foi um ser humano excepcional, dentro e fora dos ringues. Senti que a dramaturgia poderia obedecer às regras do Boxe, no intuito de reproduzir o tempo de uma disputa na íntegra. Criei 12 cenas de três minutos, separadas por cenas menores, de um minuto, que correspondem aos intervalos do gongo, com o objetivo de ser fiel ao esporte. A narrativa surge entrecortada, com algumas idas e vindas no tempo, até que o arremate final se dá na última cena, na qual Griffith vive, aparentemente, o que teria sido o melhor dia de sua vida”, adianta Sérgio Roveri.

Neste percurso, a montagem dá voz a personagens reais e ficcionais que orbitam o universo de Griffith — sua mãe; seu maior adversário, Kid Paret; seu namorado; jornalistas e figuras simbólicas — oferecendo uma cartografia afetiva, política e histórica de sua trajetória e seu legado. A peça propõe uma reflexão sobre a complexidade da vida do boxeador, seus dilemas íntimos e os desafios impostos por uma sociedade que marginalizava sua identidade. A encenação busca captar a tensão entre o corpo como máquina de luta e o corpo como espaço de desejo, dor e resistência. O espetáculo conta ainda com projeções de imagens de arquivos em fotos e vídeos, utilizados com a finalidade de conferir verossimilhança às memórias fragmentadas, apresentar os rostos das personalidades reais e estabelecer diálogos entre os diversos tempos históricos.

“Esse foi o maior desafio da minha estreia na direção artística: transformar a luta em linguagem, em dança e em narrativa. E, mais do que isso, dar corpo e voz a uma história que me atravessa. Emile Griffith não é apenas uma figura biográfica, é um ancestral. Um campeão mundial praticamente apagado do nosso imaginário por conta da homofobia. Como é possível que saibamos tanto sobre Muhammad Ali, Pelé, Michael Jordan e quase nada sobre Griffith? Achei que essa lacuna precisava ser preenchida. Através da tensão entre elegância e violência, o espetáculo se constrói como uma espécie de teatro-documentário com uma pegada pop. A trilha sonora, marcada por clássicos do cinema, contribui para esse clima híbrido entre o real e a memória, entre o ringue, o vestiário e o clube noturno”, ressalta Bruno Lourenço.

O texto de “12º Round” foi contemplado em 2015 pelo PROAC (Programa de Apoio à Cultura do Estado de São Paulo) dentro da modalidade Concurso Para Bolsa de Incentivo à Dramaturgia - Criação Literária do Estado de São Paulo, obtendo o segundo lugar na classificação geral entre concorrentes de todo Estado.


Ficha técnica
Espetáculo "12º Round: A História de Emile Griffith"
Idealização de projeto: Fernando Vitor
Direção artística: Bruno Lourenço
Dramaturgia: Sérgio Roveri
Elenco: Alexandre Ammano, Fernando Vitor e Letícia Calvosa
Cenografia, figurino e direção de arte: Maíra Sciuto e Natália Burger
Assistência de cenografia: Matheus Muniz
Iluminação e técnica de luz: Ariel Rodrigues
Preparação de corpo: Tainara Cerqueira
Preparação de voz: Malú Lomando
Consultoria e treinamento de boxe: Wellinton Souza
Vídeo e projeções: Renan Almeida
Direção musical: Bruno Lourenço
Técnico de som: Fernando da Mata
Piano (gravação): Lisi Andrade
Vibrafone (gravação): Lua Oliveira
Sound design: Lua Oliveira
Gestão de projeto: Jéssica Rodrigues
Direção de produção: Natália Burger
Diretor de palco: Gabriel Diniz
Fotos: Rony Hernandes
Identidade Visual: João Vitor Lage
Cenotécnica: Alício Silva, Casa Malagueta
Stand-in: Thamiris Mandú
Apoio: Diamond Sports Brasil


Serviço
Espetáculo "12º Round: A História de Emile Griffith"
Temporada: até dia 14 de junho de 2026
De quinta a sábado, às 20h00; e aos domingos, às 19h00
TUSP - Teatro da USP - Rua Maria Antônia, 294 - Vila Buarque, São Paulo
Ingressos: gratuitos, liberados uma hora antes de cada sessão na bilheteria (sujeito à lotação do espaço), limitados a uma entrada por pessoa
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 70 minutos
Instagram: @12roundteatro
Capacidade: 100 lugares
Acessibilidade: elevadores

.: Musical em homenagem à Dalva de Oliveira em cartaz com Soraya Ravenle


Escrito e estrelado por Renato Borghi, musical em homenagem à Dalva de Oliveira estrá em cartaz com Soraya Ravenle no papel da diva. Em temporada no Teatro do Sesi, localizado na Av. Paulista, o espetáculo traça a linda relação de Borghi com a estrela da era de ouro do rádio antes e depois de conhecê-la. A entrada é franca e os ingressos limitados. Foto: João Caldas

“Tudo começou com um Renato ainda menino. Aos seis anos de idade, ganhei de minha mãe um disco da trilha sonora de ‘A Branca de Neve’, onde a voz da princesa era interpretada por Dalva de Oliveira. Ali, na vitrola da infância, nasceria uma paixão avassaladora e que atravessaria décadas, palcos e revoluções – culminando no encontro real e improvável entre fã e diva poucos anos antes dela nos deixar”, diz Renato Borghi.

É impulsionado por este amor incondicional, que Borghi revisita o tema para homenagear uma das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos. "Minha Estrela Dalva" é, na verdade, o acerto de contas do artista com essa história. Às vésperas de seu aniversário de 89 anos, ele sobe ao palco para reviver o delírio de ter sido amigo, confidente e "filho artístico" de Dalva de Oliveira. Em 2026, essa memória ganha novo corpo e voz no palco através de um encontro de gigantes. Soraya Ravenle, que iniciou sua brilhante carreira no teatro musical integrando o coro de "A Estrela Dalva" (1987), grande sucesso de Borghi com Marília Pêra, retorna agora para ocupar o centro do palco e encarnar a própria Estrela. 

Com potência vocal e sensibilidade rara, ela não interpreta apenas a "Rainha do Rádio", mas a força da natureza que cantou a dor rasgada antes disso virar moda, a mulher que desafiou os moralismos de sua época com o peito aberto e a garganta em chamas. Soraya traz à cena o mito humano, o "Rouxinol do Brasil" que ensinou a um país inteiro que o sofrimento, quando cantado, vira beleza.

“Dalva é a quarta mulher que transforma a minha vida. Não volto a ela apenas como intérprete, volto como alguém atravessada por sua coragem. Em cena, eu não a interpreto, eu a convoco, canto a mulher que desafiou seu tempo com o peito aberto e transformou dor em beleza. E estar ao lado de Renato Borghi é viver um encontro de amor e memória, ele escreve para sua musa e eu tenho a honra de dar corpo e voz a essa história diante do público”, comenta Ravenle.

Em um jogo cênico vertiginoso, Renato Borghi divide a cena com sua própria juventude. Elcio Nogueira Seixas, que além de dirigir o espetáculo, interpreta o Renato de 1969 - um jovem ator da contracultura que, entre a rebeldia do Teatro Oficina e o glamour do rádio, descobre em Dalva a alma do Brasil.

“Desde o início dos anos 90, divido e multiplico a cena do mundo com Renato. Fui seu aluno e tornei-me seu parceiro na arte. Dalva entrou em mim como entrou nele — pela voz, pelo espanto, pelo chamamento. Só que o meu bolachão de 78 rotações foi o próprio Borghi. Hoje dirijo Minha Estrela Dalva ao lado de meu amado amigo e mestre Elias Andreato - que foi quem me aproximou do Renato. E no palco, sou ele jovem - o menino de sete anos que ouviu aquela voz pela primeira vez e nunca mais foi o mesmo. Neste espetáculo, sigo a receita antropófaga de Oswald de Andrade e faço a devoração de Renato e Dalva”, diz Elcio Nogueira Seixas.

Completando esse triângulo de paixões, Ivan Vellame empresta sua voz de rara beleza para dar vida aos amores de Dalva, com destaque para o compositor Herivelto Martins, trazendo ao palco os sambas imortais e os conflitos públicos e midiáticos que marcaram a era de ouro do rádio. “A Dalva que Renato nos traz é uma convocação para adentrarmos a vida de uma mulher que viveu de alma nua, vocacionada para o Amor e para a Arte. Eu entro representando uns cabras que estranhavam o Amor. Construindo com a direção chegamos à uma encenação não documental, onírica e mítica, mas que não perde o valor de reflexão de que esses homens, os estranhos ao Amor mas que amavam muito - Bruno, Herivelto e Kiko - viam o feminino como sinônimo de desqualificação do masculino. Eu espero que, principalmente os homens, saiam do teatro mais amorosos, menos machões. Se eu for vaiado em cena, por perceberem que homens assim já não tão com nada há muito tempo, vai ser lindo. Eu espero que: - Homens, honremos a feminilidade que nos é intrínseca”, enfatiza Vellame. 

A direção do espetáculo é dividida com o renomado Elias Andreato. O ator e diretor empresta toda sua sensibilidade e experiência para extrair o melhor de cada ator e dar forma ao texto poético escrito por Borghi. “Em 'Minha Estrela Dalva', Renato Borghi escreve uma declaração de amor à sua musa eterna, Dalva de Oliveira. Ao lado de Elcio Nogueira Seixas, construímos um espetáculo que é memória, música e exposição profunda. Soraya Ravenle não interpreta Dalva, ela a faz pulsar, e ver Renato se confrontar com sua própria história em cena é testemunhar um dos gestos mais íntimos e corajosos do teatro”, destaca Andreato.

“Minha Estrela Dalva” está em cartaz no Teatro do Sesi-SP (Avenida Paulista, 1313), de quinta a domingo, e os ingressos são gratuitos através do site www.sesisp.org.br/eventos. Em cena, o ator e dramaturgo Renato Borghi invade o camarim de sua musa, Dalva de Oliveira, para realizar um sonho que a vida interrompeu: propor a ela um espetáculo revolucionário onde a "Rainha da Voz" cantaria as canções de Bertolt Brecht e Kurt Weill.

Neste "delírio documentado", passado e presente se fundem sob a direção artística de Elias Andreato e Elcio Nogueira Seixas — que também sobe ao palco para dar vida ao Renato jovem. Borghi, interpretando a si mesmo, dialoga com uma Dalva no auge de sua glória e vulnerabilidade, vivida pela premiada atriz Soraya Ravenle. Ao lado deles, o ator Ivan Vellame dá vida aos amores tempestuosos que marcaram a história da cantora, ampliando o olhar sobre sua trajetória pessoal.

A encenação ganha vida através da direção musical de William Guedes, que conduz a sonoridade afetiva do espetáculo, e da atmosfera visual criada pelo cenário de Márcia Moon, a iluminação de Wagner Pinto e os figurinos de Fábio Namatame. Juntos, eles constroem um universo onde o glamour das Rádios dos anos 50 encontra a crueza do teatro épico de Brecht, revelando a mulher por trás do mito e o fã por trás do ídolo.


Dalva de Oliveira e o empoderamento feminino
Em "Minha Estrela Dalva", cada homem que passou pela vida de Dalva de Oliveira exerceu sobre ela uma variação do mesmo poder: o poder de definir quem ela era, quanto valia e quando deveria desaparecer. Herivelto, o marido compositor, dizia "Fui eu que te fiz, sua caipira" — e cobrava a dívida como se o talento dela fosse propriedade dele. Kiko, o segundo marido, queria transformá-la numa diva europeia bem-comportada. Bruno roubou seu dinheiro e fugiu. A televisão acendeu um canhão de luz no seu rosto e disse que não havia como fazer um close naquela mulher envelhecida.


A resposta de Dalva, que atravessa a peça como um refrão, é uma só: "Eu não tenho dono."
Chamaram-na de Messalina, de indigna de ser mãe, de cafona, de acabada. Pelos jornais dos anos 1950, Dalva foi submetida ao mesmo linchamento público que as redes sociais aplicam hoje a qualquer mulher que ousa viver fora do roteiro. A tecnologia mudou. A lógica, não. Mas Dalva transformou cada golpe em canção. Quando o ex-marido a difamou, ela gravou "Errei sim" e devolveu: "Que venha logo a primeira pedra me atirar." Quando quiseram enterrá-la, cantou "Bandeira Branca" no Maracanã e o público se ajoelhou. "Se meu coração está machucado, deixo sangrar — eu canto melhor assim, de peito aberto."

Renato Borghi, que a amou desde os seis anos de idade, escreveu esta peça não para embalsamá-la em nostalgia, mas para devolvê-la ao palco viva, contraditória e indomável — uma mulher que bebe demais, que mostra as pernas, que faz reza forte contra os ex-companheiros, que briga com o diretor e reescreve as próprias cenas. Borghi tem a sabedoria de não idealizá-la, porque o que torna Dalva uma figura poderosa para as mulheres de hoje não é a perfeição — é a inteireza. 

No clímax do espetáculo, Dalva canta "Jenny dos Piratas", de Brecht e Kurt Weill: a história da mulher humilhada que um dia será a única de pé quando tudo ruir. É a convergência exata entre a emoção visceral da maior cantora popular brasileira e o teatro político. Quando lhe perguntam quem deve morrer, Jenny responde: "Todos." É a fantasia de justiça de todas as mulheres que foram esmagadas e se recusaram a ficar no chão. Dalva enfrentou o machismo dos anos 1940 aos 70 sem vocabulário feminista, sem rede de apoio, sem hashtag - com nada além da voz e de uma teimosia feroz de não se deixar apagar. Que sua história ressoe com tanta força em 2026 não é um tributo ao passado. É um diagnóstico do presente.


Ficha técnica
Musical "Minha Estrela Dalva"
Idealização: Renato Borghi e Elcio Nogueira Seixas
Dramaturgia: Renato Borghi
Direção artística: Elias Andreato e Elcio Nogueira Seixas
Elenco: Renato Borghi, Soraya Ravenle, Elcio Nogueira Seixas e Ivan Vellame
Músicos: Nath Calan (bateria e percussão), Giancarlo Barletta (baixo), Gustavo Fiel (piano elétrico), William Guedes (violão), Denise Ferrari (violoncelo), Eliza Monteiro (viola), Mica Marcondes (violino).
Direção de movimento: Roberto Alencar e Irupe Sarmiento
Direção musical e arranjos: William Guedes
Cenografia: Márcia Moon
Assistência de cenografia e direção de palco: Márcio Zunhiga
Assistência de produção e contrarregragem: Anderson Conceição
Cenotécnico: Denis Chimanski
Figurinista: Fábio Namatame
Assistência de figurino: Luisa Galvão
Produção de figurino: Eliana Liu
Modelagem: Juliano Lopes
Costura: Lenilda Moura e Fernando Reinert
Design de perucas: Feliciano San Roman
Camareiras: Aline Delgado e Maria da Graças
Colaborações na preparação vocal de Soraya: Felipe Abreu e Gilberto Chaves
Cabelo de Soraya: Beto Carramanhos
Desenho de luz: Wagner Pinto
Assistência e produção de luz: Carina Tavares
Operação e programação de luz: Jorge Forjaz
Desenho e operação de som: Cecília Lüzs
Desenho de som associado: Roberta Helena
Direção de Produção e Administração Financeira: Lukas Cordeiro
Produção Executiva: Camila Bevilacqua
Assessoria de Imprensa: Agência Taga
Projeto Gráfico: Werner Schulz
Fotografia: João Caldas
Assistência de Fotografia: Andréia Machado
Assessoria Jurídica: Carolina Wanderley
Contabilidade: Fato Assessoria Contábil
Audiodescrição: Gangorra Audiodescrição
Interpretação em Libras: Space Libras
Redes sociais
Instagram: @dalvaomusical


Serviço
Espetáculo “Minha Estrela Dalva”
Temporada: até dia 12 de julho
Centro Cultural Fiesp | Teatro do Sesi-SP – Avenida Paulista, 1313 (em frente à estação Trianon-Masp)
Sessões: quinta a sábado, às 20h00, e domingo, às 19h00
Classificação etária: 14 anos
Duração: 90 minutos
Acessibilidade sempre aos sábados e domingos, com intérprete de Libras e audiodescrição.
Ingressos gratuitos. Reservas pelo: www.sesisp.org.br/eventos

.: Grupo Trapo celebra 26 anos com nova temporada de "O Auto de Aparecida - Onde as Águas Contam Histórias"


Criado pelo Grupo Trapo, que completa 26 anos de trajetória em 2026, o espetáculo mergulha no universo simbólico das águas e nas narrativas que atravessam gerações, partindo do imaginário em torno de Nossa Senhora Aparecida como ícone cultural do país. Foto: divulgação

Após uma estreia bem sucedida em 2025, o espetáculo O Auto de Aparecida - Onde as águas contam histórias retorna ao Complexo Cultural Funarte São Paulo em nova temporada ao longo do mês de maio, período simbólico dedicado às mães, reafirmando sua força como uma celebração da cultura popular brasileira. As apresentações ocorrem até dia 31 de maio, aos sábados e domingos, às 18h00. Criado pelo Grupo Trapo, que completa 26 anos de trajetória em 2026, o espetáculo mergulha no universo simbólico das águas e nas narrativas que atravessam gerações, partindo do imaginário em torno de Nossa Senhora Aparecida como ícone cultural do país.

A encenação propõe um olhar sobre a religiosidade popular como manifestação artística, coletiva e afetiva. Em cena, fé, mito, festa, música e memória se entrelaçam para construir uma experiência que dialoga diretamente com o público brasileiro. Inspirado pelas águas do rio Paraíba do Sul - local de origem da devoção à santa -, o espetáculo cria um território cênico onde o sagrado e o cotidiano convivem, revelando um Brasil profundo, sensível e pulsante.

Com influências dos autos populares, a obra estabelece um diálogo com "Auto da Compadecida", de Ariano Suassuna, mas segue um caminho próprio. O Grupo Trapo investe na reinvenção da tradição, criando uma narrativa original que reúne personagens cômicos, devocionais e humanos em histórias que refletem as contradições e riquezas da cultura brasileira. “O nosso desejo foi criar um espetáculo que já habita o imaginário do nosso povo: as festas de rua, as histórias contadas às margens dos rios, o riso fácil, mas também a dor e a resistência que nos formam como sociedade. O Auto de Aparecida é, antes de tudo, um rito de celebração da cultura popular”, afirma o diretor Muriel Vitória.

Na montagem, os atores permanecem em cena como em um ritual contínuo, transitando entre personagens, imagens e situações. Entre altares, cantos e jogos cênicos, o espetáculo convida o público a uma experiência sensorial e coletiva, onde o teatro se torna espaço de encontro, memória e partilha. 


Ficha técnica
Espetáculo "O Auto de Aparecida - Onde as Águas Contam Histórias"
Direção e concepção: Muriel Vittorea. Elenco:  Ismael Joaquim, Kalil Zarif, Marcio Lima, Nalu Oliveira, Nicolas Miranda, Pedro Henrique Meeta, Suellen Santos, Well Nascimento e Zé Carlos de Oliveira. Participação especial: Priscilla Rosa. Figurinos e adereços: Bruno Bertolli, Lis Nunes e Muriel Vittorea. Cenário: Muriel Vitória. Iluminação: Jottape Silva e Muriel Vittorea. Produção: Grupo Trapo. Produção artística: Diego Brito. Social media: Pedro Henrique Meeta. Fotos: Thaina Piauilino e Pedro Henrique Meeta. Assessoria de imprensa: Eliane Verbena. Realização: Grupo Trapo.


Serviço
Espetáculo "O Auto de Aparecida - Onde as Águas Contam Histórias"
Últimas apresentações dias 24, 30 e 31 maio de 2026
Sábados e domingos, às 18h00
Ingressos: R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia-entrada).
Venda on-line: www.sympla.com.br (link no Instagram - @grupotrapo).
Bilheteria: uma hora antes das sessões.
Duração: 100 minutos. Classificação: 14 anos. Gênero: Auto popular.
Complexo Cultural Funarte São Paulo
Alameda Nothmann, 1058 - Campos Elíseos. São Paulo/SP.
Sala Carlos Miranda (60 lugares). Acessibilidade: sim.
Telefone: (11) 95078-3004. Metrô Santa Cecília

.: Angela Dippe retorna em cartaz com sua comédia "Da Puberdade à Menopausa" no Teatro das Artes


Com um toque autobiográfico, solo escrito pela própria atriz mistura de stand-up comedy e palestra para falar sobre a montanha-russa de hormônios na vida de uma mulher. Foto: Heloisa Bortz

As intensas transformações provocadas pelos hormônios ao longo de toda a  vida de uma mulher continuam dando o que falar na comédia de sucesso Da Puberdade à Menopausa, solo estrelado pela atriz e comediante gaúcha Angela Dippe. Depois de várias temporadas lotadas, o espetáculo está em cartaz no Teatro das Artes até dia 31 de maio.

Além da nova temporada, Angela segue discutindo esse tema tão importante para as mulheres em seu canal no YouTube com a série de entrevistas “Memórias da Puberdade à Menopausa”, na qual ela entrevista uma série de convidadas ilustres, como Ana Lúcia Torre, Marisa Orth, Heloísa Périssé, Miriam Mehler, Noemi Marinho, entre outras.

Com tintas autobiográficas e muito humor, o espetáculo compara a trajetória da mulher a uma “montanha-russa de hormônios”, em comparação com a vida dos homens, que segue em “movimento retilíneo e uniforme, sem atrito e sem aceleração”, segundo a própria atriz.

O espetáculo é uma mistura de stand-up comedy e palestra, com Angela apresentando ao público as diversas fases da vida de uma mulher, da puberdade à menopausa. Ao longo de seu relato, ela desenvolve temas como relacionamentos amorosos, padrão de beleza, cultura do patriarcado, machismo, sexo na maturidade e etarismo. A abordagem é pessoal, mas embasada em informações científicas e históricas que vão pontuando o texto, sempre com muita irreverência e quebrando temas que ainda hoje podem soar como tabus.

Atualmente com 61 anos, Angela garante que o texto se comunica com todas as faixas etárias. “Escrevi a peça em dez dias, mas reunindo ideias anotadas ao longo de anos. O título diz tudo, é da puberdade à menopausa. Todas as mulheres se identificam”, diz, reforçando que o público masculino também se diverte. “Homens se relacionam com mulheres, então as situações que aparecem na peça também dizem respeito a eles”, revela.


Sobre Angela Dippe
Atriz, comediante, bailarina e escritora, é gaúcha de São Borja. No teatro, já trabalhou com os diretores João Falcão, Cacá Rosset, Gabriel Villela e Mário Bortolotto, entre outros. Na televisão, é sempre lembrada pela personagem Penélope, do programa “Castelo Rá-Tim-Bum”, da TV Cultura, mas acumula participações em novelas e séries na TV aberta e no streaming

Histórico do espetáculo
Estreou em outubro de 2022 no Teatro Eva Herz. Em 2023, participou do Festival de Monólogos do Teatro Paiol, Festival Porto Verão Alegre em Porto Alegre e em Canoas, Rio Grande do Sul. No mesmo Estado, apresentou no Samambaia Center, em Torres. Fez temporada no Teatro Cândido Mendes / RJ, Teatro Adélia lorenzoni, em Lençóis Paulistas e Teatro Colinas, em São José dos Campos.


Sinopse
O espetáculo é uma mistura de stand-up comedy e palestra, com Angela apresentando ao público as diversas fases da vida de uma mulher, da puberdade à menopausa. Ao longo de seu relato, ela desenvolve temas como relacionamentos amorosos, padrão de beleza, cultura do patriarcado, machismo, sexo na maturidade e etarismo. 


Serviço
Espetáculo "Da Puberdade à Menopausa"
Texto e interpretação: Angela Dippe
Temporada: até dia 31 de maio
Aos sábados, às 21h00, e domingos, às 19h00.
Teatro das Artes - Shopping Eldorado - Av. Rebouças, 3970, loja 409 - Pinheiros / São Paulo 
Ingressos: R$ 100,00
Bilheteria: de terça a domingo, das 13h00 às 20h00
Classificação: 14 anos
Duração: 75 minutos
Instagram: @angeladippe
Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

.: Espetáculo infantojuvenil "Antes de Dormir" está em cartaz no Sesc Ipiranga


Texto de Liana Ferraz aborda questões delicadas do último ato da infância, como o embate entre medo e a vontade de crescer. Em cena, estão Carol Vidotti, Dom Capelari e Fábia Mirassos. Foto: Luisa Moretti


Pipa descobre que crescer não é uma tarefa fácil no espetáculo infantojuvenil "Antes de Dormir", com texto de Liana Ferraz e direção de Joana Dória, que tem sua temporada de estreia até dia 19 de julho, no Sesc Ipiranga, com apresentações sempre aos domingos, às 11h00. Estrelado por Carol Vidotti, Dom Capelari e Fábia Mirassos, o espetáculo inédito foca questões delicadas do último ato da infância, como o embate entre o medo e a vontade de crescer, a complexidade das escolhas, as mudanças no pensar e no sentir, as chegadas e despedidas. 

Na trama, enquanto os adultos acreditam que as crianças já dormiram, Pipa, Maju e Nada transformam seu quarto em um território fértil para a imaginação, os sonhos, os pesadelos, os medos e as lembranças. Eles imaginam juntos os desafios e delícias de crescer. O tema toca pessoas de várias gerações, com a proposta de reconhecer a riqueza das reflexões das crianças sobre suas emoções e vivências. Contrariando o senso comum, elas não se cansam de nos surpreender com elaborações poéticas e até mesmo psicanalíticas e filosóficas. 

No intuito de não ceder aos hábitos de fruição cada vez mais hegemônicos (minúsculas durações, abordagens superficiais e dispositivos hipnóticos), o espetáculo articula música, composição visual e trabalho corporal como recursos para ampliar a conexão com a história e com a palavra corporificada nesse evento presencial, com frequência analógico e sempre coletivo chamado teatro.


Ficha técnica
Espetáculo "Antes de Dormir"

Idealização e direção: Joana Dória
Dramaturgia: Liana Ferraz
Atuação: Carol Vidotti, Dom Capelari e Fábia Mirassos
Musicista: Clara Dum
Assistência de direção: Manu Nahas
Direção de movimento: Karina Almeida
Iluminação: Henrique Andrade
Direção de arte: Nicolle de Bari
Visagismo: Fábia Mirassos
Direção de criação musical: Dom Capelari
Letras e melodias: Dom Capelari e Liana Ferraz
Arranjos: Dom Capelari e Clara Dum
Técnico e operador de som: Pedro Semeghini
Operador de luz: Henrique Andrade e Manu Nahas
Cenotécnico: Dahora cenografia - José Alves da Hora
Aderecista: Criando Planos
Design gráfico: Manuela Afonso
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Vídeo: Madu Araraki
Fotos: Tomás Franco
Direção de produção: Paula Malfatti
Administração: Marisa Riccitelli Sant’Ana - Superfície de Eventos
Gestão: Malfatti Paciência em Ato


Serviço
Espetáculo "Antes de Dormir"
Apresentações: até dia 19 de julho, sempre aos domingos, às 11h00
Sessão com Libras dia 27 de junho
Sesc Ipiranga - Rua Bom Pastor, 822, Ipiranga
Ingressos: R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (meia-entrada) e R$ 12,00 (credencial plena) Gratuito para crianças até 12 anos
Vendas on-line em sescsp.org.br ou presencialmente nas bilheterias de qualquer unidade do Sesc São Paulo
Classificação: livre.
Duração: 60 minutos
Acessibilidade: espaço acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

sábado, 23 de maio de 2026

.: Luiz Fernando Guimarães e Letícia Augustin na comédia “Curto-Circuito”


O espetáculo dirigido por Gustavo Barchilon estreia dia 16 de maio, em São Paulo, com 06 sessões aos finais de semana. Foto: Edgar Machado

Diferentes personagens se expõem em hilárias situações-limite de suas “pequenas grandes” vidas: um paciente prestes a ser “trancado” no tubo da ressonância magnética; um estudante que não sabe nada da matéria na hora da prova do Enem; um comissário de bordo em um voo com turbulência; uma celebridade, a 10 metros de altura, sendo homenageada por uma escola de samba; um indivíduo enfrentando a pressão de uma urina que teima em não sair no mictório masculino; um insone que luta para dormir antes que a manhã chegue. Dando vida a tudo isso e costurando as histórias, a mente ativa e hilária de um dos maiores atores do Brasil: Luiz Fernando Guimarães, que divide a cena com Leticia Augustin. Esse é o ponto de partida de ‘Curto-Circuito’, escrita por Gustavo Pinheiro especialmente para celebrar os 50 anos de carreira do ator. Após temporada de estreia no Rio de Janeiro, o espetáculo, dirigido por Gustavo Barchilon, chega a São Paulo para sua segunda temporada, em cartaz, no Teatro Renaissance. Serão no total seis sessões aos fins de semana.

Para comemorar o meio século de carreira, iniciada no grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone com a montagem de “O Inspetor Geral” (1974), Luiz se cerca de figuras fundamentais em sua história (com participações em áudios de grandes amigas e parceiras de cena, como Fernanda Montenegro, Fernanda Torres, Debora Bloch, Regina Casé, Patrycia Travassos), sem deixar de abrir os braços para as próximas gerações, dividindo a cena com a jovem Leticia Augustin que, entre outras intervenções, interpreta a amígdala cerebral do ator, prestes a pedir as contas e ir embora, exausta de viver dentro de uma mente que não para de pensar. “O Luiz tem uma coisa muito engraçada: um pensamento meio torto, nada óbvio e hilário para as coisas mais simples da vida. À medida em que ia conversando com ele, trocando ideia, me divertindo horrores, foi me caindo essa ficha: o jeito de ser e pensar do Luiz também tem que ser um personagem, tem que estar em cena. Então propus a ele uma comédia que se passa dentro da cabeça dele. Esse era o ponto de partida para aparecerem os personagens”, explica Gustavo Pinheiro. “Para mim, é uma enorme honra e alegria estar dividindo a cena e aprendendo com um dos maiores atores e comediantes do Brasil”, diz Leticia, em sua segunda incursão no teatro.

A escolha do texto se deu também por uma admiração mútua entre Luiz Fernando Guimarães e o autor. “Eu não escolhi. Na verdade, a peça me escolheu. Sempre procuro me associar a pessoas que eu tenho como exemplo. Já estava namorando o Gustavo, tenho acompanhado as peças que ele escreveu. Eu falei: ‘Gustavo, eu tenho muita vontade de trabalharmos juntos’. E eu acredito que a gente tenha muita coisa em comum. Ele tem uma brilhante escrita, é dinâmica, profunda, saborosa, divertida. Eu sou fã dele. Ele me trouxe esse texto sensacional, que foi amor à primeira vista”, explica Luiz Fernando. “Quando entreguei o texto, lemos juntos, demos muitas risadas e acho que consegui o meu principal objetivo: fazer uma dramaturgia que traduza o humor do Luiz”, celebra Gustavo Pinheiro.

Gustavo Barchilon também não esconde o entusiasmo com o texto e com o reencontro com o ator. “O que me atraiu foi justamente a oportunidade de revisitar o besteirol, do qual Luiz Fernando é uma das referências no gênero. Esse teatro tinha uma comunicação muito forte com o público jovem que, hoje em dia, já é adulto e trouxe um frescor que até hoje ecoa. Montar uma peça com ele é, para mim, uma forma de celebrar não só a carreira dele, mas os 45 anos do besteirol no Brasil”, exalta. “É um mergulho no espírito do besteirol, um teatro que nasceu da irreverência carioca, cheio de humor ácido, paródia e crítica social disfarçada de bobagem. É uma comédia que faz rir, mas também expõe nossas ansiedades e neuroses contemporâneas. O besteirol está em alta lá fora e aqui também começa a voltar, é um gênero que fala com o presente, que desarma o público e cria novas pontes com quem talvez não estivesse indo ao teatro”, acrescenta o diretor.

50 anos de carreira é um momento ímpar e Luiz Fernando Guimarães fez questão de voltar aos palcos com um texto inédito para essa celebração. “50 anos de carreira, matematicamente falando, têm um significado muito importante, porque 50 é metade de 100. E, diferente de todas as outras comemorações, é uma data para mim muito expressiva. Eu sempre procurei estar perto de pessoas que eu admiro e tenho como exemplo seguir”, afirma o ator.

A retomada da parceria com o diretor vem exatamente desse desejo de estar cercado de pessoas que admira, especialmente em uma data tão importante. “O Gustavo Barchilon foi realmente um encontro de almas, tivemos muita sintonia. Ele me convidou há um tempo para fazer ‘Ponto a Ponto’, que foi uma peça sensacional, um momento muito gostoso que a gente viveu. Ele é um diretor moderno, que está sempre à procura de soluções. É muito bom trabalhar com ele e vê-lo se divertindo, trocando com os atores, e eu me divertindo com a direção dele”, exalta Luiz Fernando.

Para Gustavo Barchilon esse reencontro também é muito importante. “Eu e o Luiz tivemos afinidade desde o nosso primeiro processo. Temos um humor parecido, gostamos das mesmas coisas e nosso dia a dia juntos é muito prazeroso. A minha função como diretor é conduzir o ritmo, as pausas, as respirações e criar o espaço para que ele brilhe. Como sempre, Luiz é generoso e, mesmo com tantos anos de carreira, ele gosta de ser dirigido, gosta quando marco intenções e proponho caminhos. Nossa troca é leve, divertida e, ao mesmo tempo, muito rica”, revela.

A história da comédia brasileira se entrelaça com a trajetória do ator Luiz Fernando Guimarães. Seja em momentos icônicos do teatro como o grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone ou a montagem das peças "Fica Comigo Esta Noite" e "5x Comédia"; seja em clássicos do humor na televisão como "TV Pirata", "Brasil Legal", "Os Normais", "Programa Legal", "Vida ao Vivo Show", entre outros. “O Luiz é herói da minha infância e juventude! Ele estava em tudo que eu amava ver! Esse espetáculo é uma declaração de amor ao Luiz, ao jeito hilário de ser e pensar desse gênio, que faz o Brasil rir há cinco décadas”, celebra Gustavo Pinheiro. “A genialidade cômica do Luiz transforma qualquer direção em algo muito melhor”, exalta Gustavo Barchilon.


Serviço
Espetáculo "Curto Circuito"
Local: Teatro Renaissance - Alameda Santos, 2233 – São Paulo / SP
Temporada até dia 31 de maio
Dias e horários: sábados, às 21h00, e domingos, às 18h30

.: Teatro: Antonio Fagundes celebra 60 anos de carreira e dirige "Sete Minutos"


A produção é assinada pelo Infoteatro e marca a primeira realização artística do Portal conduzido pela atriz Natália Beukers, que também integra o elenco. Foto: Ronaldo Gutierrez


O ator Antonio Fagundes celebra 60 anos de carreira e, sob uma nova perspectiva, retorna à casa que por tanto tempo ocupou - o Teatro Cultura Artística. Com texto de sua autoria, encenado por ele em 2002, Fagundes experimenta o papel de diretor do seu próprio espetáculo, "Sete Minutos - Uma Comédia no Tempo Certo", em temporada que vai de 21 de maio a 1º de agosto, no Teatro Cultura Artística. 

A comédia inicia com o drama de um ator veterano que abandona o palco no meio da apresentação de Macbeth, irritado com celulares e outros incômodos vindos da plateia. Nos bastidores, o episódio desencadeia um embate sobre o pacto entre os atores e o público, e os limites dessa lúdica convivência. Entre humor e crítica, a peça é também uma declaração de amor ao teatro, definido pelo protagonista como “o último reduto de humanidade”. Antecipando a crise de concentração intensificada pela tecnologia, a peça questiona uma audiência habituada a blocos de atenção cada vez mais curtos - e reafirma o teatro como espaço de presença, escuta e encontro real. No elenco estão Norival Rizzo, Walter Breda, Fábio Esposito, Ana Andreatta, Conrado Sardinha e Natália Beukers. 

A produção da montagem atual é uma iniciativa do Infoeteatro, e marca a primeira realização artística do Portal conduzido por Natália Beukers: “É muito gratificante para mim contar com o Fagundes e aprender com ele, com a sua vasta experiência, sobre a formação de público para teatro, o que tem tudo a ver com o projeto Infoteatro e com a mensagem da peça, que apenas um grande ator poderia traduzir com tanta propriedade. Um texto reflexivo, mas, ao mesmo tempo, muito engraçado”, afirma. 

A relação de Fagundes com o espetáculo é atravessada por diferentes momentos de sua carreira: “A minha relação com o texto já tinha mudado lá na primeira montagem. Eu tinha escrito aquele texto, mas ele não era para mim como ator. Só que, de repente, percebi que aquele personagem era eu, de certa forma. Então, quando resolvi atuar no espetáculo, percebi que a minha visão de ator acrescentava coisas à minha visão de autor, e isso já configurava uma relação diferente com o texto. Agora, vou observar o texto como autor e também observar outros atores interpretando esse material. Então, realmente, vai ser um terceiro salto — bastante interessante”, avalia. 

"Sete Minutos", na montagem de 2002, chegou a receber mais de 200 mil espectadores, segundo Fagundes, que afirma o desejo de repetir o feito, embora sejam outros os tempos e também a estrutura do espaço. Em 2008, o Teatro Cultura Artística foi vitimado por um incêndio de grandes proporções, que destruiu completamente as duas salas de apresentação do local. “Ele tem uma relação diferente com a plateia, a capacidade da sala é outra, mas a localização já faz bater meu coração. Só de eu pegar o carro e ir naquela direção, já lembro dos 13 anos em que ocupei o Teatro Cultura Artística”, comenta o ator. 

Também foi lá onde Antonio Fagundes escreveu parte da sua história com o teatro, considerado por ele como sede da companhia que fundou e liderou nos anos 80. “Foram, primeiro, 10 anos com a Companhia Estável de Repertório, e a sede, basicamente, era o Teatro Cultura Artística. Depois, quando encerrei as atividades da companhia, fiz mais três espetáculos lá. Foi algo muito importante na minha vida e no teatro em São Paulo. Está sendo muito emocionante voltar, inclusive com uma peça que estreei ali em 2002 e que ficou mais de um ano em cartaz só no Cultura Artística”, relembra. 


Em comum, a formação de público como missão
Faz parte, tanto do texto quanto da montagem, a iniciativa de trazer o público para perto do teatro. Por isso, duas ações fizeram parte da preparação do espetáculo. Houve, em meados de março, uma primeira leitura pública do texto, com distribuição de 150 ingressos gratuitos. E ainda antes da estreia, a produção realizará ensaios abertos nos dias 18 e 25 de abril e 2 e 9 de maio, sempre às 14h00, no auditório do teatro. Nesses encontros, o público acompanha o processo de criação do espetáculo, observando o desenvolvimento das cenas e o trabalho conjunto da equipe artística e técnica. E está previsto, ainda, que ao fim de cada apresentação da temporada, o elenco retorne ao palco para um bate-papo com a plateia (sujeito à disponibilidade dos atores). 

O espetáculo "Sete Minutos - Uma Comédia no Tempo Certo" será viabilizado exclusivamente com recursos de bilheteria, sem leis de incentivo, modelo que o Fagundes adota desde a criação da Companhia Estável de Repertório, em 1982. “Tem sido muito importante aprender com ele uma forma de produzir que permite que a gente se liberte dessa lógica dos editais e leis de incentivo, que hoje está entranhada na produção teatral. É claro que tudo isso tem sua importância e utilidade cultural, mas também é fundamental buscar outros caminhos e provar que é possível”, pontua Natália. 

Do texto à realização, "Sete Minutos - Uma Comédia no Tempo Certo" é um convite de presença ao público. Sobre o fato de o espetáculo tratar justamente do pacto entre elenco e plateia e os limites dessa convivência, Fagundes revela: “Ainda há pessoas que se recusam ou demoram a entender que a grande vantagem do teatro é exatamente a possibilidade de se entregar, sem interferências, àquele mundo mágico que o palco oferece. Um tempo mais aprofundado do que os outros veículos, como a televisão, o cinema e, principalmente, a internet, costumam proporcionar. Então, eu ainda sinto um pouco de pena das pessoas que resistem - mesmo estando dentro do teatro - a essa entrega. Mas acho que 'Sete Minutos' conversa com a plateia nesse sentido e apresenta justamente as vantagens dessa entrega. Vamos ver se o espetáculo consegue mexer um pouco com a cabeça das pessoas nesse sentido”Compre o livro "Sete Minutos", de Antonio Fagundes, neste link.


Ficha técnica
Espetáculo "Sete Minutos - Uma Comédia no Tempo Certo"

Texto e direção: Antonio Fagundes. Assistente de Direção: Patricia Gasppar. Elenco: Norival Rizzo, Walter Breda, Fábio Esposito, Ana Andreatta, Conrado Sardinha e Natália Beukers. Figurinos e Cenários: Fábio Namatame. Designer de luz: Domingos Quintiliano. Música Original e Sonoplastia: Jonatan Harold. Fotógrafo: Ronaldo Gutierrez e Monique Maquiagem para Fotos: Beto França. Direção de Produção: Sonia Kavantan. Produção Executiva: Jess Rezende Administração: Gabriela de Sá e Madu Arakaki. Mídias Sociais e Identidade Visual: Nathalia Duarte e Saul Salles. Gestão de Tráfego: Michel Waisman. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli. Idealização: Natália Beukers. Realização: Infoteatro. Coprodução: Beijo Produções Artísticas. Redes Sociais: seteminutos@infoteatro.com.br / @seteminutosteatro / @infoteatro_


Serviço
Espetáculo "Sete Minutos - Uma Comédia no Tempo Certo"
Estreia 21 de maio, quinta, às 20h00.
Temporada: até 1º de agosto - Sessões sexta e sábado, às 20h00, domingo, às 18h00.
Não haverá espetáculo nos dias 14 e 21 de junho, e 3 de julho.
Ingressos: R$ 120,00 a R$ 180,00 (inteira) / de R$ 60,00 a R$ 90,00 (meia).
Site https://culturaartistica.org/
Não é permitida a entrada após o início do espetáculo.
Planeje sua chegada ao teatro com antecedência. O espetáculo começa rigorosamente no horário marcado. Não haverá troca do ingresso e/ou reembolso dos valores pagos. É proibido fotografar ou filmar durante a apresentação.
Duração: 80 minutos
Gênero: comédia
Classificação: 12 anos
Teatro Cultura Artística - Rua Nestor Pestana, 196, Consolação/São Paulo
Telefones: (11) 3256-0223 / (11) 3258-3595



.: "Enreduana - O Musical" transforma histórias antigas em aventura


"Enreduana - O Musical" apresenta ao público infantil a trajetória da primeira autora da literatura, com direção de Roger Mello. Ilustração: Mariana Massarani

 
O Sesc Pinheiros recebe, nos dias 24 e 31 de maio, o espetáculo infantil "Enreduana - O Musical", com sessões aos domingos, às 15h00 e às 17h00, no Auditório. A montagem apresenta a trajetória de Enreduana, pensadora da antiga Mesopotâmia considerada a primeira escritora da história, que viveu há cerca de 4.300 anos. A peça utiliza música, narrativa e recursos visuais para contar a saga dessa mulher que escreveu poemas, atuou politicamente na cidade de Ur e enfrentou o exílio antes de reconquistar seu lugar como alta sacerdotisa.
 
A encenação é uma adaptação do livro "Enreduana", publicado pela Companhia das Letras, dirigida pelo próprio autor, Roger Mello, vencedor do prêmio de literatura infantil da Biblioteca Nacional. No palco, as ilustrações de Mariana Massarani e esculturas ganham vida em uma fábula operística conduzida por canções originais e pela sonoridade de uma releitura da histórica harpa de Ur, instrumento milenar reconstruído especialmente para o espetáculo.
 
A narrativa é conduzida por um grão de areia do deserto, que apresenta ao público aspectos da cultura mesopotâmica e propõe uma reflexão sobre o papel das mulheres na construção da cultura e da escrita. Ao mesmo tempo, o espetáculo aproxima crianças e adultos de tradições milenares ligadas a territórios como Iraque e Síria, frequentemente associados a conflitos contemporâneos, mas que guardam uma importante herança histórica e cultural. Com linguagem acessível e forte dimensão musical, a montagem articula teatro, literatura e artes visuais para construir uma experiência que atravessa memória, imaginação e ancestralidade.
 

Ficha técnica
"Enreduana - O Musical"
Elenco: Camila Marliere, Leo Thieze e Tibor Fittel
Música original, direção musical e arranjos: Tibor Fittel
Direção de arte: Mariana Massarani
Produção executiva: Instituto Quindim
Produção local: Nelio Teodoro
Figurinos: Ney Madeira e Dani Vidal
Consultoria histórico-filosófica: Sidney Babcock (Morgan Library, Nova York)
Luthier: Fabio Mukyana Simões (confecção de releitura da harpa milenar de Ur)
Dramaturgia, encenação e iluminação: Roger Mello


Serviço
"Enreduana - O Musical"
Teatro infantil  
Dias: 24 e 31 de maio de 2026. Domingos, às 15h00 e às 17h00.
Local: Sesc Pinheiros - Auditório - R. Paes Leme, 195 - Pinheiros/São Paulo
Ingressos: R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (meia entrada) e R$ 12,00 (credencial plena). Crianças de até 12 anos não pagam. Vendas em sescsp.org.br, pelo app Credencial Sesc SP ou nas bilheterias de todas as unidades do Sesc SP.
Duração: 50 minutos | Classificação: livre
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. No dia 24, as sessões contam com tradução em Libras.
Sesc Pinheiros - Rua Paes Leme, 195, Pinheiros / São Paulo
Horário de funcionamento: terça a sexta: 10h00 às 22h00. Sábados: 10h00 às 21h00. Domingos e feriados: 10h00 às 18h30 
Estacionamento com manobrista
Como chegar de transporte público: 350m a pé da Estação Faria Lima (metrô | linha amarela), 350m a pé da Estação Pinheiros (CPTM | Linha Esmeralda) e do Terminal Municipal Pinheiros (ônibus).
Acessibilidade: A unidade possui rampas de acesso e elevadores, além de banheiros e vestiários acessíveis para pessoas com mobilidade reduzida. Também conta com espaços reservados para cadeirantes.

.: Espetáculo "TIP" tem apresentação gratuita no Teatro Youtube neste sábado


Estrelado por Milla Fernandez, o espetáculo, que é considerado um dos mais impactantes do teatro contemporâneo, integra a programação da Virada Cultural. Excepcionalmente no sábado, o público poderá retirar seu ingresso gratuitamente. Foto: divulgação


Neste sábado, dia 23 de maio, às 20h00, o Teatro YouTube integra a programação da Virada Cultural 2026 com a apresentação gratuita de "TIP", um dos espetáculos mais impactantes do teatro contemporâneo. Em cena, Milla Fernandez compartilha, com coragem e honestidade, sua vivência como camgirl em uma obra indicada ao Prêmio APTR. O resultado é um relato potente que transita entre o humor e a dor, atravessando os limites entre realidade e performance. 

A peça é um corajoso relato de autoficção que partiu da experiência da atriz durante a pandemia. Diante das necessidades urgentes de se prover, e da falta de perspectivas, Milla encontrou no sexo virtual, com o apoio do marido e da família, a possibilidade de garantir uma fonte de renda imediata. Sem ideia do que encontraria, mergulhou no mundo do entretenimento adulto, satisfazendo como camgirl desejos de clientes anônimos em troca de gorjetas (TIPs, em inglês).

Com humor ácido, Milla Fernandez não se poupa e brinca com o medo do fracasso, revelando situações cômicas, constrangedoras e dolorosas que viveu na área do entretenimento e no universo pornô.


Ficha técnica
Espetáculo "TIP"
Dramaturgia e Performance: Milla Fernandez
Direção: Rodrigo Portella


Serviço
Espetáculo "TIP"
23 de maio, às 20h00
Local: Teatro YouTube  (antigo Eva Herz) - Galeria Magalu
Av. Paulista, 2073, 3º Andar  - Conjunto Nacional - São Paulo
Entrada gratuita: retirada de ingressos na porta do teatro a partir das 19h00.

.: Clássico do teatro judaico, “Dibuk - O Musical” ganha versão musical inédita


A obra retrata um amor trágico e impossível entre dois jovens, muito semelhante ao clássico "Romeu e Julieta" de Shakespeare, ambientado no universo do folclore, da cabala e do inquietante mundo espiritual judaico. Foto: Priscila Prade 

Com 31 atores em cena, coreografias pulsantes e um texto renovado, “Dibuk - O Musical” estreia no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, no dia 23 de abril, com curta temporada até 31 de maio de 2026. A montagem combina drama, música, dança e circo, colocando a dança tradicional judaica e a narrativa, como motores centrais da encenação. Com direção de Marcelo Klabin e texto de Alberto (Gingi) B. Worcman e Paula Targo, com consultoria de Luís Alberto de Abreu, o espetáculo adapta o clássico “O Dibuk”, de Sch. An-Ski, considerado um dos textos teatrais judaicos mais famoso e encenado do século XX. 

A obra retrata um amor trágico e impossível entre dois jovens, muito semelhante ao clássico "Romeu e Julieta" de Shakespeare, ambientado no universo do folclore, da cabala e do inquietante mundo espiritual judaico. Essa lenda foi registrada pela primeira vez em pergaminhos por volta de 1560, com outros contos populares trágicos surgidos no mesmo período histórico, marcados pela ideia de um amor impossível e de um destino predeterminado. 

A montagem foi inspirada em melodias ancestrais como o Klezmer transmitidas oralmente ao longo de séculos em uma linguagem musical própria. A direção musical e as músicas originais são de Gustavo Kurlat, vencedor do Prêmio Shell (Pequeno Sonho em Vermelho), que também assina as letras ao lado de Worcman. Os arranjos instrumentais e a regência são de Vicente Falek, e a preparação vocal, de Tarita de Souza.

O elenco reúne Verônica Goeldi (Wicked), Luis Vasconcelos (Sidney Magal), Dagoberto Feliz (Palhaços), além de Lilian Blanc (O Diário de Anne Frank), Nábia Vilela (Gota D’Água), Rafael Pucca, Romis Ferreira, Heitor Goldflus, entre outros - confira o elenco completo na ficha técnica abaixo. Estreado originalmente em 1916, "O Dibuk" rapidamente se espalhou pelos palcos da Europa e logo ao restante do mundo, tornando-se uma referência ao unir drama psicológico, espiritualidade e folclore. A obra reflete a perplexidade humana diante do desconhecido e o confronto com o destino. 

No centro da narrativa está a figura do "Dibuk" - a alma errante de um morto que, segundo crenças religiosas populares, pode possuir o corpo de um vivo, exigindo rituais exorcistas para sua expulsão. A encenação mistura várias linguagens artísticas, criando uma experiência visual e sensorial intensa. O texto forte e renovado conduz o público por uma narrativa de romance, suspense e espiritualidade, enquanto o humor surge como contraponto, trazendo leveza ao tom trágico.

As coreografias ocupam lugar central no espetáculo, incorporando a energia vibrante da dança tradicional judaica não apenas como complemento musical, mas como elemento dramatúrgico essencial, que traduz em movimento os conflitos emocionais e espirituais da história. O espetáculo será apresentado em dois atos, com duração aproximada de 150 minutos, com sessões de quinta a sábado, às 20h00, e domingos, às 16h00.


Ficha Técnica
“Dibuk - O Musical”
Da obra original de Sch. An-Ski
Texto: Alberto (Gingi) B. Worcman e Paula Targo
Consultoria: Luis Alberto de Abreu
Músicas originais e Direção Musical: Gustavo Kurlat
Direção Geral: Marcelo Klabin
Letras: Alberto (Gingi) B. Worcman e Gustavo Kurlat
Elenco: Verônica Goeldi, Luis Vasconcelos, Dagoberto Feliz, Rafael Pucca, Romis Ferreira, Nábia Villela, Heitor Goldflus, Lilian Blanc, Gustavo Waz, Fernanda Melém, Rodrigo Miallaret, Gabriela Melo, Lucas Marques, Eduardo Leão, Mateus Torres, Victor Froiman, Thiago Ledier, Éri Correia, Juliana Ferretti, Bel Nobre, Chiara Lazzaratto, Erick Carlier, Natalia Presser, Gui Boranga, Tamara Figueiredo, Geisa Helena, Luara Bolandini, Diego Oliveira, Juliano Alvarenga, Will Kreff e Alicio Zimmermann.
Arranjos instrumentais e Regência: Vicente Falek
Arranjos e Preparação Vocal: Tarita de Souza
Cenário: Marco Lima
Figurinos: Fábio Namatame
Designer de luz: Guilherme Bonfanti
Designer de som: Bruno Pinho
Coreografia: Alberto (Gingi) B. Worcman e Loba Targownik
Visagismo: Diego Durso                                                                                      
Direção de ilusionismo: Alicio Zimmermann
Coordenadora circense: Natalia Presser
Assistente de direção: Jade Ito
Produção executiva: Marcella Castilho e Wesley Lima
Direção de produção: Marisa Medeiros
Consultoria de projeto: Brancalyone Produções - Edinho Rodrigues
Idealização: Alberto (Gingi) B. Worcman e Paula Targo


Serviço
“Dibuk - O Musical”
Temporada: de 23 de abril a 31 de maio de 2026 
Horários: de quinta a sábado, às 20h00 e aos domingos, às 16h00
Local: Teatro Sérgio Cardoso 
Endereço:  Rua Rui Barbosa, 153 - Bela Vista/São Paulo

Setores

Plateia VIP central:  R$ 300,00 (inteira), R$ 150,00 (meia)
Plateia VIP lateral: R$ 230,00 (inteira), R$ 115,00 (meia)
Plateia central: R$ 200,00 (inteira), R$ 100,00 (meia)
Plateia lateral: R$ 180,00 (inteira), R$ 90,00 (meia)
Balcão: R$ 120,00 (inteira), R$ 60,00 (meia)
Visão parcial plateia VIP lateral: R$ 150,00 (inteira), R$ 75,00 (meia)
Visão parcial plateia lateral: R$ 120,00 (inteira), R$ 60,00 (meia)
Visão parcial balcão: R$ 80,00 (inteira), R$ 40,00 (meia)

Ingressos
Venda on-line em sympla.com.br
Bilheteria: Em dia de espetáculo, das 14h00 até o horário de início da sessão.
Classificação: 12 anos
Duração: aproximadamente 150 minutos
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

segunda-feira, 18 de maio de 2026

.: Lilia Cabral é a rainha roqueira no monólogo “Rita Lee: Balada da Louca”


Esta é a primeira imagem de Lilia Cabral como Rita Lee para o espetáculo “Rita Lee: Balada da Louca”, que estreia dia 22 de maio no Teatro FAAP. Foto: Miro/ divulgação


O espetáculo “Balada da Louca”, idealizado e escrito por Guilherme Samora, estreia em 22 de maio, no Teatro FAAP, em São Paulo. Baseado na segunda autobiografia de Rita Lee, o espetáculo “Rita Lee: Balada da Louca” traz Lilia Cabral recontando, nos palcos, os últimos anos da rainha do rock brasileiro. Rita faleceu em 2023, após um período de tratamento contra o câncer. “Sempre fui fã da Rita, que, para mim, é uma referência em tudo. Quando recebi esse convite, cheguei a perder um pouco o rumo — nunca havia pensado nessa possibilidade. Curiosamente, quando comentei com algumas pessoas, elas se surpreendiam e diziam que era uma junção de mundos maravilhosa”, conta a atriz.

O texto é de Samora, amigo de Rita e editor de seus livros: “A Rita apresentada neste monólogo assume a forma mais humana possível. Ela fala de finitude, de amor e da doença com uma coragem ímpar, sem dramas e, até mesmo, com humor. Só ela conseguiria algo assim. No instante em que tive a ideia, falei com Roberto (de Carvalho), que deu sua bênção da maneira mais generosa e cheia de luz. Então, pensei imediatamente em Lilia. Liguei para ela, que topou na hora. É uma honra ter essa atriz colossal, tão sensível, conosco.”

Beatriz Barros, que dirigiu a aclamada montagem de “O Avesso da Pele”, do coletivo Ocutá, é a diretora. “É muito especial que seja a Rita, e que ela esteja sendo representada em um espaço de intimidade, onde existe uma reflexão filosófica sobre temas tão importantes como a morte, o envelhecimento e a relação com a espiritualidade”, afirma Beatriz. A produção é da Brancalyone. “Como é difícil explicar a complexidade de fazer um espetáculo sobre Rita Lee. E como é fácil entender por que é possível realizá-lo: amor - por tudo o que Rita deixou como legado!”, diz Edinho Rodrigues, diretor de produção. “Esse projeto nos aproxima ainda mais da Rita. É como se pudéssemos sentir sua energia, sentir-nos mais íntimos dela”, afirma Vanessa Campanari, diretora de produção. 

O projeto conta com a Elo como apresentadora exclusiva e é viabilizado pela Lei Rouanet. “Como marca apoiadora incondicional da cultura brasileira, a Elo acredita no poder das histórias que nos formam, nos emocionam e nos conectam enquanto sociedade. Estar presente em uma peça realizada por um time tão espetacular é, para nós, uma forma de celebrar a arte e reconhecer o legado de uma das maiores artistas da nossa história, uma brasileira extraordinária cuja trajetória continua inspirando gerações pela sua coragem, autenticidade e liberdade criativa”, afirma Jade Chemin, gerente executiva de marketing da Elo.

A data de estreia, 22 de maio, é especial: é o dia que Rita escolheu para celebrar seu aniversário - ela nasceu em 31 de dezembro, véspera de Ano-Novo, e queria uma data mais “normal” para comemorar. Escolheu, então, o dia de Santa Rita de Cássia. Por isso, desde 2024, 22 de maio foi instituído pela Câmara Municipal como o Dia de Rita Lee na cidade de São Paulo.


Sinopse de "Rita Lee: Balada da Louca"
Ao ser diagnosticada com câncer de pulmão, em 2021, Rita Lee decidiu escrever uma espécie de diário, que acabou se tornando o segundo volume de sua autobiografia. O livro, intitulado "Rita Lee: Outra Autobiografia", foi lançado em 2023. A obra agora se transforma em "Rita Lee: Balada da Louca", um monólogo corajoso centrado nos últimos e desafiadores anos do grande ícone da MPB, com Lilia Cabral como a rainha roqueira, em um projeto idealizado e escrito por Guilherme Samora. Assim como no texto original, a peça, dirigida por Beatriz Barros, traz as grandes marcas de Rita: a franqueza crua - ora chocante, ora irônica, ora sutil e amorosa.


Ficha técnica
Espetáculo "Rita Lee: Balada da Louca"
Texto: Guilherme Samora
Direção geral: Beatriz Barros
Elenco: Lilia Cabral
Direção Musical: Dani Nega
Figurinista: Walério Araujo
Visagismo: Leo Pacheco
Iluminação: Ana Luzia Molinari de Simoni
Cenografia: Pedro Levorin
Assistência de direção: Sol Menezzes
Design e social media: Malu Francini
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Direção de produção: Edinho Rodrigues e Vanessa Campanari
Realização: Brancalyone Produções e Pipoca Comunicação
Apresentador exclusivo: Elo


Serviço
"Rita Lee: Balada da Louca"
Temporada: 22 de maio a 9 de agosto 
De sexta a domingo. Sextas e sábados às 20h e domingo às 17h.
Duração: 70 minutos
Classificação indicativa: 12 anos
Ingressos geral: R$ 180,00 (inteira) / R$ 90,00 (meia); Ingresso social: R$ 50,00 (inteira) / R$ 25,00 (meia); Cliente cartões Elo + 1  acompanhante: 10% de desconto.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

.: Com direção de Isabel Teixeira, Cia. Mungunzá apresenta "Elã" na Funarte


Por conta da demolição sem comunicado prévio do Teatro de Contêiner, o Complexo Cultural Funarte acolheu os espetáculos que o grupo faria em sua sede nesta mesma época. Foto: Roberto Setton


Depois de ter sido despejada de seu Teatro de Contêiner em janeiro de 2026, a Cia. Mungunzá trabalha para reconstruir o espaço cultural em um terreno cedido pela Prefeitura de São Paulo. Durante esse processo, o Complexo Cultural Funarte acolhe ações que já estavam contratadas para acontecer. Dentro da programação de maio estão apresentações gratuitas de "Elã", em cartaz até  24 de maio, na sexta às 19h30, sábados e domingos, às 16h00 (sessão extra acontece na quinta-feira, dia 21 de maio, às 19h30).

Em retrospectiva a esse difícil processo de mudança, Léo Akio e Marcos Felipe, artistas do grupo, comentam: “2025 foi um ano caótico. De um lado, enfrentamos pressão e violência para a saída do Teatro de Contêiner; de outro, celebramos a criação e a estreia de um novo espetáculo. Encerramos o ano esgotados, mas íntegros: nosso novo trabalho foi um sucesso e fizemos de tudo para que a mudança do Teatro de Contêiner acontecesse de forma digna e justa, respeitando nossos compromisso, nossa história e reafirmando um projeto de cidade mais humana e inclusiva”

Ainda sobre a nova sede, Léo acrescenta: “Estamos buscando diálogo e uma posição formal da Prefeitura sobre o terreno ofertado na Rua Helvetia 807, mas ainda sem sucesso”. Marcos completa: “Não temos a opção de parar. Até que a transferência do Teatro de Contêiner seja concluída, vamos transferir a programação contratada para outros espaços”


Sobre Elã
Com direção de Isabel Teixeira, "Elã" é o trabalho mais recente da companhia. A partir do “Livro de Linhas”, o espetáculo é uma trama permeada por oito histórias criadas por atores-escritores que se passam em diferentes tempos e espaços. Todas as histórias se cruzam de maneira sobreposta e cabe ao público escolher seu ângulo e montar a sua teia narrativa.

Entre essas histórias, estão: um andarilho, dentro de um jogo de videogame, através dos diferentes tempos da linha da sua vida, tenta se livrar de uma herança ancestral deixada pelo seu pai // Um ator - vendedor de morangos - que tenta convencer uma renomada diretora a dirigir seu próximo espetáculo, incluindo sua mãe no elenco // A mãe que entra no espetáculo dirigido pelo filho e, cena após cena, vai se libertando do papel que lhe foi imposto // Uma mulher, após construir uma família de alta performance, decide matar a  família para realizar seu sonho de ser cantora de boate, honrando sua avó, vítima da Guerra Civil Espanhola // Uma mãe, enquanto enfrenta o luto e cria os filhos, reacende a sexualidade reprimida em suas ancestrais, através de uma retomada do poder feminino // Um homem descobre, na morte, o maior empreendimento capitalista de todos os tempos: a empresa “Animador de Velórios” // Uma mulher, convencida de ser uma aranha tecendo o destino do mundo, tenta impedir uma explosão, voltando no tempo e manipulando cada passo dos envolvidos // Um homem-bomba, ao se explodir, deixa pistas para sua filha, guiando-a por um outro olhar sobre o mundo.


Sobre a Cia Mungunzá
A Cia. Mungunzá é uma das companhias mais inovadoras do cenário teatral brasileiro. Criada em 2008, o grupo desenvolve uma pesquisa cênica continuada, alinhando arte, cultura e vida, construindo uma narrativa e uma linguagem autoral, com montagens de peças com grande poder de comunicação com o público.

A Mungunzá firmou-se como grupo que trabalha com diretoras e diretores convidados, fator que ajuda a manter os processos cênicos vívidos. Na sua pesquisa busca a polifonia e o hibridismo das linguagens artísticas, propondo a encenação como dramaturgia e o ato performático como atuação. Fomenta o fazer artístico como prática política e social.

O grupo expande suas fronteiras ao criar, em 2017, o Teatro de Contêiner Mungunzá, uma ocupação artística que se tornou sede da companhia e um dos espaços culturais independentes mais importantes do país. Reconhecido por sua programação e por uma gestão cultural de forte impacto em contextos de extrema vulnerabilidade social, o espaço também se destaca por sua arquitetura sustentável, transformadora e comunitária. Em 2025, o teatro sofreu um despejo e, atualmente, sua reconstrução segue em meio a um processo de disputa política.

Ficha Técnica
Direção geral: Isabel Teixeira | Assistência de direção e preparação de elenco: Lucas Brandão | Elenco criador: Dilma Correa (convidada), Léo Akio, Lucas Bêda, Marcos Felipe, Pedro das Oliveiras, Sandra Modesto, Verônica Gentilin, Virginia Iglesias | Participação especial: Miranda Caltabiano Bannai e Gregório Modesto de Oliveira | Dramaturgia a partir da Escrita na Cena®: elenco criador e direção | Direção de movimento: Castilho | Direção musical: Dani Nega e Isabel Teixeira | Produção musical: Dani Nega | Arranjos, colaboração e preparação musical: Flávio Rubens e Renato Spinosa |  Gravação sax, guitarra, harpa e violão: Gabriel Moreira | Composições originais: Jonathan Silva | Música de saída “O romance, o sorriso e a flor”: Renato Teixeira | Operadora e técnica de som: Paloma Dantas | Operador de microfones: Samuel Gambini | Desenho de Som: Bruno Castro e Paloma Dantas | Desenho de Luz: Wagner Freire | Adaptação de Luz: Eduardo Estefano, Pedro das Oliveiras e Wagner Freire | Operação de Luz e Vídeo: Eduardo Estefano e Lucas Brandão | Cenografia: Isabel Teixeira, Lucas Bêda e elenco criador | Cenotécnicos: Fábio Lima e Zé Valdir Albuquerque | Vídeos: Pedro das Oliveiras | Figurinos: Joana Porto e Rogério Romualdo | Costura ciclorama: Coletivo Tem Sentimento | Visagismo: Fabia Mirassos | Auxiliar de visagismo e contrarregra: Isabelle Iglesias | Instrutor de escalada: Luciano Iglesias | Fotos divulgação: Roberto Setton | Registro audiovisual: Bruno Rico | Assessoria de imprensa: Pombo Correio | Identidade visual: Isabel Teixeira e Léo Akio | Design gráfico: Léo Akio | Produção: Tati Caltabiano | Produtor associado: Gustavo Sanna - Complementar Produções | Apoio: Funarte.


Funarte acolhe programação do Teatro de Contêiner - Ocupação Mungunzá
Até dia 24 de maio
Ingressos: grátis, devem ser reservados em https://www.sympla.com.br/produtor/teatrodeconteiner
Sextas-feiras, às 19h30, sábados e domingos, às 16h00. Sessão extra acontece na quinta-feira, dia 21/05 às 19h30. Duração: 120 minutos . Classificação: 16 anos.

terça-feira, 12 de maio de 2026

.: Estopô Balaio estreia “Reset América Latina” no Sesc Belenzinho


Inédito, o trabalho transforma um cruzeiro de luxo em alegoria da formação latino-americana. A montagem investiga colonialidade, identidade e pertencimento a partir da metáfora da travessia. Foto: Cassandra Mello

O Coletivo Estopô Balaio estreia no dia 14 de maio, no Sesc Belenzinho, o espetáculo "Reset América Latina, terceiro e último trabalho da Trilogia da Amnésia, iniciada com Reset Nordeste (2020) e seguida por Reset Brasil (2023). A temporada segue até 28 de junho, com sessões de sexta à domingo. Premiado ao Shell na categoria Inovação por “A Cidade dos Rios Invisíveis” em 2020, conhecido por suas criações em ruas, praças e trens da CPTM, o grupo da zona leste de São Paulo realiza, agora, um movimento inédito: ocupar um espaço fechado. Entre os nove espetáculos de sua trajetória, apenas um havia sido concebido para palco. A decisão marca uma inflexão estética e estratégica na história do coletivo.

“Estamos trocando de pele em todos os sentidos”, afirma a diretora e atriz Ana Carolina Marinho. “A trilogia é um mergulho para dentro. Investigamos o que esquecemos de lembrar quando inventamos identidades que nos homogeneizam. O nordestino, o brasileiro e agora o latino-americano são construções que encobrem camadas étnicas, raciais e territoriais muito mais complexas”.

A mudança de linguagem dialoga também com o contexto das políticas culturais atuais. Diante de dificuldades crescentes de circulação e financiamento para trabalhos itinerantes, o grupo opta por experimentar um formato que dialogue com os mecanismos institucionais vigentes, sem abrir mão de sua perspectiva crítica. Ao mesmo tempo, o coletivo prepara a inauguração de sua nova sede no Jardim Romano, também na zona leste, instalada em um antigo salão religioso que está sendo transformado em teatro. A abertura está prevista para julho, logo após o encerramento da temporada no Sesc.


Um cruzeiro chamado “Sangue Latino”
Em cena, Reset América Latina se inicia dentro de um cruzeiro de luxo - metáfora do próprio teatro. Um “não-lugar” em águas internacionais, onde passageiros embarcam para viver uma experiência de consumo cultural e identitário.

O primeiro ato assume a forma de um musical: canções populares do imaginário brasileiro conduzem um espetáculo que revisita simbolicamente as grandes navegações e o projeto colonial. Aos poucos, surgem fissuras. Conflitos de classe, raça e pertencimento atravessam dois núcleos de personagens: um casal em ascensão social e um grupo de amigos que ganha uma viagem premiada.

“O cruzeiro atravessa o Atlântico como uma espiral do tempo”, explica o dramaturgo e ator Juão Nyn. “Caravelas, navios negreiros - tudo ecoa nesse percurso. A ideia é questionar essas identidades criadas pelos invasores da terra e perguntar: o que somos antes de sermos latino-americanos?”

No segundo ato, o espetáculo desloca o olhar para os bastidores da embarcação - cozinha, limpeza e maquinário. Trabalhadores exaustos, ainda que financeiramente recompensados, confrontam a sensação de esvaziamento e saque simbólico. Uma disputa em torno de um prato - a “língua” servida aos passageiros - torna-se alegoria da violência histórica sobre território, cultura e linguagem.

Já o terceiro momento rompe com a narrativa realista e avança para uma dimensão imagética e pós-dramática. A figura da cobra - demonizada na tradição cristã e reverenciada em diversas cosmologias indígenas - torna-se eixo simbólico da transformação. Trocar de pele, aqui, é abandonar camadas coloniais para acessar outras temporalidades e cosmovisões.


Ancestralidade crítica
A Trilogia da Amnésia parte da provocação: o que apagamos quando adotamos identidades nacionais ou regionais como essência? Se o conceito de Nordeste tem menos de um século e o de América Latina nasce de projetos coloniais, que histórias anteriores ficam soterradas?

O grupo propõe o que chama de “ancestralidade crítica”: reconhecer que toda identidade é atravessada por disputas e que honrar o passado pode implicar também trair legados violentos. A discussão inclui a branquitude latino-americana e suas estratégias de pertencimento simbólico, tensionando a ideia de uma experiência homogênea no continente.


Elenco e criação coletiva
Pela primeira vez, o Estopô inicia um processo tendo todo o elenco fixo do grupo em cena — Ana Carolina Marinho, Juão Nyn, Dandara Azevedo, Kelly Andrade e Dunstin Farias — acompanhados por quatro intérpretes convidados. Integrantes que não atuam assumem funções de produção, figurino e secretariado.

A dramaturgia é assinada por Lara Duarte, com colaboração do coletivo, assistência de direção de Bárbara Freitas e Direção de Eliana Monteiro. A preparação vocal, corporal e direção de movimentos é de Dudu Galvão e produção de Wemerson Nunes. A identidade visual do espetáculo incorpora desenhos produzidos por crianças do Jardim Romano em oficina artística, reforçando o diálogo territorial que marca a trajetória do coletivo. Montado com recursos do ProAC, Reset América Latina tem previsão de 30 apresentações públicas.

Sinopse
O cruzeiro Sangue Latino, um empreendimento de luxo que promete conduzir seus passageiros por uma travessia festiva e musical pelo imaginário Latino Americano, enfrenta uma pane silenciosa por causa de uma maraca na tubulação. A partir desse curto-circuito, diferentes núcleos entram em choque, reunindo cozinha, maquinário, limpeza, saguão e passageiros, e revelando as fissuras que sustentam esse projeto colonial. A narrativa passa a assumir contornos cada vez mais absurdos e melodramáticos, tensionando privilégios, expectativas e os limites da empatia. À medida que identidades se confundem e papéis sociais se deslocam, o espetáculo expõe como os projetos coloniais seguem operando no presente, ao mesmo tempo em que sugere a existência de um plano em curso, uma estratégia em movimento, uma possibilidade de levante indígena.

Marcando a segunda experiência do coletivo na caixa cênica, Reset América Latina desloca para o espaço fechado do teatro uma pesquisa antes realizada em diálogo direto com a cidade, e se pergunta como trazer o território para dentro do cruzeiro, convidando o público a embarcar em uma viagem satírica sobre o que constitui a identidade Latino Americana.


Ficha técnica
Espetáculo "Reset América Latina"
Direção geral: Eliana Monteiro
Diretora assistente: Bárbara Freitas
Idealização e criação: Coletivo Estopô Balaio
Dramaturgia: Lara Duarte com colaboração do Coletivo Estopô Balaio
Textos: Ana Carolina Marinho, Bárbara Freitas, Eliana Monteiro, Dandara Azevedo, Dunstin Farias, Juão Nyn, Keli Andrade, Lara Duarte, Wescritor
Direção de movimentos e preparador corporal: Dudu Galvão
Direção e produção musical: Dani Nega
Criação musical: Coletivo Estopô Balaio e Dani Nega
Produção musical - Show de abertura: Dani Nega e Pipo Pegoraro
Canções originais: elenco
Arranjos de voz: Dudu Galvão
Elenco Estopô Balaio: Ana Carolina Marinho, Dandara Azevedo, Dunstin Farias, Keli Andrade, Juão Nyn
Elenco convidado: Adyel Kariú Kariri, Hayla Cavalcanti, Potira Marinho, Wescritor
Desenho de luz: Guilherme Bonfanti
Operação de luz: Yasmin Ebere
Operação e design de som: André Papi
Videografia: Bianca Turner
Operação de vídeo mapping: Julia Ro, Laura Do Lago E Bianca Turner
Concepção de cenografia: Eliana Monteiro
Assistente de cenografia E Desenho Técnico: José Fernando Bicudo
Cenotécnico: Zé Valdir
Criação e concepção de figurinos: Mara Carvalho
Confecção, Modelagem e costura: Silvana Carvalho
Adereços: Rafa Giz e Zé Valdir
Identidade visual: Daniel Torres
Contrarregras: Lisa Ferreira, Muri Palma, Mauro José e Rafael Alcantara
Montadores: Mauro José, Rafael Alcantara
Assessoria de imprensa: Márcia Marques - Canal Aberto
Secretaria: Lisa Ferreira
Mídias sociais: Jorge Ferreira
Fotografia e câmera: Cassandra Mello
Direção de produção: Wemerson Nunes
Assistente de produção: Muri Palma
Produção : Wn Produções e Bela Filmes Produções
Realização: Coletivo Estopô Balaio e Sesc São Paulo
Acessibilidade: Libras e Audiodescrição (Consulte Datas)
Agradecimentos: Teatro de Contêiner Mungunzá (Cia Mungunzá), Cia Antropofágica (Teatro Pyndorama), Cia Livre (Casa Livre), Cooperativa Paulista de Teatro, Casa Faroffa, Galpão do Folias, Complexo Funarte, Teatro Flávio Império, SP Escola de Teatro, Teatro da Vertigem e aos moradores do Jardim Romano.

Serviço
Espetáculo "Reset América Latina"
Data: 14 de maio a 28 de junho, às sextas e aos sábados, às 20h30, e, aos domingos, às 17h30
Estreia 14 de maio, quinta-feira às 20h30.
Sessões especiais nos dias 16 e 17 de maio, durante a Semana S: retirada de ingressos dia 15/5 a partir das 14h online. Gratuito
Sessões especiais nos dias 23 e 24 de maio, durante a Virada Cultural retirada de ingressos um dia antes a partir das 15h online. Gratuito
Acessibilidade
Interpretação em Libras nos dias: 24/05, 29/05, 06/06, 14/06, 20/06 e 28/06.
Audiodescrição nos dias: 07/06, 12/06 e 21/06.
Local: Sesc Belenzinho - R. Padre Adelino, 1000 - Belenzinho, São Paulo, SP
Ingressos: R$60,00 (inteira); R$30,00 (meia-entrada); R$18,00 (Credencial Plena).
Vendas no portal sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades Sesc.
Local: Sala de Espetáculos I (130 lugares). Duração: 120 min. Classificação: A partir de 12 anos.


Sesc Belenzinho
Rua Padre Adelino, 1000. Belenzinho – São Paulo (SP)
Telefone: (11) 2076-9700 | sescsp.org.br/Belenzinho
Estacionamento: De terça a sábado, das 9h às 21h. Domingos e feriados, das 9h às 18h. 
Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$8,00 a primeira hora e R$3,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$17,00 a primeira hora e R$4,00 por hora adicional.
Transporte Público: Metrô Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)

.: "A Linha Solar" encerra temporada no CCBB SP e faz três sessões gratuitas


Obra aborda a dificuldade de comunicação na sociedade contemporânea e tem atuação de Carol Gonzalez e Chico Carvalho. Foto: João Maria


A peça teatral "A Linha Solar", do autor russo Ivan Viripaev, realiza suas últimas apresentações no CCBB São Paulo, e encerra sua primeira temporada no dia 17 de maio de 2026. Em seguida, se apresenta gratuitamente no Instituto Pombas Urbanas, nos dias 19, 20 e 21 de maio, às 19h30, totalizando 21 apresentações (veja programação completa abaixo). Com direção de Marcelo Lazzaratto e idealizada pela atriz Carol Gonzalez - que divide a cena com Chico Carvalho -, a montagem marca a primeira encenação do texto no Brasil e é ambientada em uma madrugada de conflito entre o casal Barbara e Werner. 

Permanecer juntos ou se separar parece impossível para eles. Com esse argumento, a peça revela, com humor e crueldade, as falhas de comunicação que atravessam relações íntimas e coletivas. O texto, apesar de denso, utiliza muito humor e provocação. Em cena, o trabalho retrata o individualismo e, ao mesmo tempo, a luta pelo amor, em que duas pessoas tentam desesperadamente se comunicar. De acordo com Gonzalez, é quase uma “sessão de terapia sobre o tema ser feliz com sua mulher, seu marido, seu parceiro e com o mundo”.   

“No primeiro momento, o espetáculo parece apostar em uma estética e em uma linguagem realista. No entanto, quanto mais a peça progride, percebemos que Viripaev flerta com o teatro do absurdo e o surrealismo”, afirma Carol. Para o diretor, o autor faz um verdadeiro mergulho na complexidade humana e traduz em palavras situações comuns para os casais. Publicada em 2018, a peça destaca-se por dar voz a questões existenciais, mas também mostra problemas de comunicação usando o exemplo de uma família. 


Sinopse
Às cinco da manhã, numa cozinha, o casal Barbara e Werner está à beira da separação, da exaustão, da incompreensão de tudo. Impossível separar-se, impossível permanecer juntos. Apesar das feridas, do cansaço e do desgosto, eles tentam e agarram-se ao desejo de se explicarem até ao fim. Viripaev nos apresenta uma magnífica parábola sobre o amor.


Ficha técnica
Espetáculo "A Linha Solar"
Texto: Ivan Viripaev
Direção Geral: Marcelo Lazzaratto
Elenco: Carol Gonzalez e Chico Carvalho
Tradução: Elena Vássina e Aimar Labaki
Iluminação: Marcelo Lazzaratto
Direção de Arte, cenografia e figurino: Simone Mina
Trilha Sonora Original e Sonoplastia: Eddu Ferreira
Assistência de Direção: Marina Vieira
Assistência de Figurino e Arte: Grazi Cavalcanti
Assistência de Cenografia: Vinicius Cardoso
Operação de Luz: Rodrigo Palmieri e Leor Carmona
Operação de Som: Eddu Ferreira e André Lucio
Contrarregragem: Daniel Sousa
Cenotécnico: Wanderlei Wagner e Fernando Zimolo
Captação e edição de vídeos: Ícaro Bueno / Icarus Filmes
Fotografia: Bob Sousa
Maquiagem (sessão de fotos): Amanda Mantovani
Identidade Visual: Comunica.Ações - Kleber Góes
Mídias Digitais: CANNAL Mídias Digitais
Assessoria de Imprensa: Canal Aberto - Márcia Marques, Daniele Valério e Flávia Fontes
Interpretação em Libras: Sabrina Caíres e Karina Nonato
Transcrição de impressão em Braile: Escreve Brasil
Equipe de produção: Laís Machado e Pedro de Freitas
Produção Executiva: Périplo Produções
Idealização e Direção de Produção: Carol Gonzalez
Realização: Sangiorgi e Gonzalez Produções
Projeto contemplado no edital Fomento CULTsp - PNAB nº 22/2024 - Produção e temporada de espetáculo de teatro inédito da Secretaria da Cultura, Economia e Indústrias Criativas do Governo do Estado de São Paulo.


Serviço
Espetáculo "A Linha Solar"
Duração: 70 minutos | Classificação: 16 anos
Local: Centro Cultural Banco do Brasil – São Paulo
Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – SP
Data: Até 17/05/2026 - de quinta a segunda
Quintas, sextas e segundas, às 19h e sábados, domingos e feriado, às 18h.
Sessões com intérpretes de LIBRAS e ações de inclusão: dia 10 de maio, às 18h
Ingressos: R$30,00 (inteira) | R$15,00 (meia entrada), disponíveis bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB São Paulo. Os ingressos são liberados na sexta-feira da semana anterior de cada semana às 12h.
Capacidade: 120 lugares
Atividades formativas - Oficina de Produção Teatral | dias 13 de maio, das 15h00 às 18h00, e 14 de maio, das 15h00 às 17h00 - CCBB SP - Auditório
Local: Instituto Cultural Pombas Urbanas
Endereço: Av. dos Metalúrgicos, 2100 - bairro Cidade Tiradentes, São Paulo 
Data: Dias 19, 20 e 21 de maio de 2026,  às 19h30
Ingressos: Gratuitos | Capacidade: 140 lugares 

segunda-feira, 11 de maio de 2026

.: “Hamlet, Sonhos que Virão” reestreia com Ícaro Silva no papel título


Após três meses de ingressos esgotados, a encenação ‘site-specific’ de Rafael Gomes para a tragédia de Shakespeare ganha um novo protagonista e prorroga seu enorme sucesso, transformando ruína arquitetônica em dramaturgia. Foto: Rael Barja


Escrita entre 1599 e 1601 por William Shakespeare, a peças teatral "Hamlet" é considerada a obra mais célebre da dramaturgia ocidental. A tragédia acompanha o príncipe da Dinamarca confrontado com o assassinato do pai, a ascensão ao trono de um tio usurpador e um mundo moralmente corrompido, no qual agir parece tão impossível quanto não agir. Ao longo da peça, Shakespeare constrói um retrato radical da dúvida, da crise de sentido e do conflito entre desejo, poder e responsabilidade - temas que atravessam mais de quatro séculos de história e seguem interpelando o presente.

Após uma primeira temporada de enorme repercussão, estrelada por Gabriel Leone e vista por mais de 25 mil pessoas, o clássico estende sua temporada na cena paulistana, reestreando com novo protagonista. "Hamlet, Sonhos que Virão", a adaptação inédita e contemporânea, com direção de Rafael Gomes e produção de Rafael Rosi, inicia uma nova fase, reafirmando seu lugar como um dos acontecimentos teatrais mais impactantes da cidade. E agora com Ícaro Silva no papel título:

“Talvez eu tivesse pensado duas vezes sobre o desafio tremendo que é ocupar o lugar de um ator brilhante como Gabriel Leone, em um elenco que há meses arrebata o público, se não tivesse assistido à essa montagem tão especial dirigida por Rafael Gomes. Mas como recusar esse convite, quando vi pessoalmente o poder da peça sobre o público? É teatro da melhor qualidade, o paraíso de qualquer ator. “ Parceiro de longa data do diretor em diversos outros trabalhos, incluindo quatro longas-metragens, Ícaro afirma: “O privilégio maior é que esse me parece um momento ideal no tempo e no mundo para se aprofundar nas humanidades que Shakespeare desvela através da tragédia, especialmente em uma encenação como essa. Estou muito animado e não vejo a hora de ocupar o trono da Dinamarca.”

O espetáculo desloca o teatro para fora do teatro, ocupa o canteiro de obras do Nu Cine Copan - desativado há décadas e atualmente em reforma para ser devolvido à cidade como um cinema de última geração, previsto para 2027 - e oferece ao público uma experiência site specific única, transformando o próprio edifício, suspenso entre abandono e reconstrução, no centro da dramaturgia.

Mais do que um cenário, a ruína arquitetônica torna-se linguagem. Em vez da tradicional caixa preta, a montagem inverte a lógica do espaço: a plateia, com cerca de 360 pessoas, ocupa a área onde antes ficavam a tela e o palco do cinema, enquanto a ação se desenrola no antigo espaço da plateia, criando um palco monumental. O público assiste à tragédia de Hamlet dentro de um corpo arquitetônico marcado por camadas de memória urbana, uso e desgaste do tempo.

“Hamlet fala de um mundo que ruiu, de estruturas que já não se sustentam”, afirma Rafael Gomes. “Encenar a peça em um edifício em ruínas não é um efeito estético, é uma tomada de posição. A ruína é o próprio estado do drama.”

Um clássico em estado de crise
Na tragédia de Shakespeare, "Hamlet" é um jovem deslocado em um mundo que já não reconhece. Incapaz de aderir plenamente às regras da corte e igualmente incapaz de se retirar da ação, ele vive paralisado entre o desejo de justiça e a impossibilidade de agir sem se corromper. Em Hamlet, sonhos que virão, essa crise existencial encontra eco direto no espaço que abriga a encenação: um edifício em suspensão, à espera de um novo destino.

A adaptação é assinada por Rafael Gomes e Bernardo Marinho e propõe deslocamentos internos no texto, incluindo a reorganização de alguns solilóquios e centrando o foco do drama no enigma do desejo e nas personagens consumidas por impasses internos e pelo transbordamento de suas paixões. A montagem parte da tradução de Aderbal Freire-Filho, Wagner Moura e Barbara Harrington, conhecida por sua linguagem direta e contemporânea, aproximando o texto do espectador de hoje.


Ícaro Silva como "Hamlet"
Reconhecido como um dos nomes mais consistentes de sua geração no audiovisual e no teatro brasileiro, Ícaro Silva assume agora um dos personagens mais emblemáticos da história do teatro. Com trajetória consolidada na televisão, no streaming, no cinema e nos palcos, Ícaro reúne forte presença cênica, reconhecimento de público e credibilidade artística.

Sua presença em "Hamlet" não representa apenas a chegada de um nome de grande repercussão: trata-se de uma escolha artística que amplia o alcance simbólico da obra, atualiza sua leitura e fortalece seu diálogo com o Brasil de hoje. Ao longo da carreira, Ícaro também se destacou por participar ativamente de discussões sobre representatividade e diversidade no entretenimento brasileiro, especialmente no que diz respeito ao protagonismo negro e à ampliação de espaços na indústria cultural.


Um gesto urbano e cultural
Após a temporada de "Hamlet, Sonhos que Virão", o Nu Cine Copan entrará em obras e será devolvido à cidade em 2027 como um importante equipamento cultural, abrigando um cinema de grandes dimensões com tecnologia de última geração. O espetáculo marca, assim, um momento histórico e limiar: a última grande ocupação artística do espaço antes de sua transformação definitiva. “Existe algo de muito potente em habitar esse lugar exatamente agora, neste intervalo entre o que foi e o que ainda vai ser”, afirma Rafael Gomes. “O espetáculo acontece nesse estado de passagem. São, também, os sonhos que virão.”

Ficha técnica
"Hamlet, Sonhos que Virão", de William Shakespeare
Direção: Rafael Gomes
Adaptação: Bernardo Marinho e Rafael Gomes
Tradução: Aderbal Freire-Filho, Wagner Moura e Barbara Harrington
Elenco: Ícaro Silva, Susana Ribeiro, Eucir de Souza, Samya Pascotto, Fafá Renó, Bruno Lourenço, Daniel Haidar, Felipe Frazão, Rael Barja, Davi Novaes, Conrado Costa, Giovanna Barros e Lua Dahora
Cenografia: André Cortez
Iluminação: Wagner Antônio
Figurino: Alexandre Herchcovitch
Visagismo: Pamela Franco
Trilha sonora: Antonio Pinto e Barulhista
Design de som: Gabriel D’Angelo e Fernando Wada
Design gráfico: Izabel Menezes
Diretor residente: Victor Mendes
Direção de movimento e coreografia: Fabrício Licursi
Diretor de produção: Rafael Rosi
Coordenação de produção: Luciana Fávero
Produtor executivo: Diogo Pasquim
Realização: Art’n Company, Substância Filmes e Viva do Brasil


Serviço
"Hamlet, Sonhos que Virão", de William Shakespear
 Entrada pela Galeria do Copan
De 16 de maio até 14 de junho
Quintas e sextas-feiras, às 20h30. Sábados, às 16h00 e 20h00. Domingos, às 17h00.
Ingressos: à venda no site https://nucinecopan.byinti.com/ e na bilheteria do Teatro Renault
Duração: 130 min, sem intervalo.
Capacidade: 360 lugares.
Classificação indicativa: 14 anos.
Nu Cine Copan. Av. Ipiranga, 200 - Centro / São Paulo.

Postagens mais antigas → Página inicial
Tecnologia do Blogger.