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sábado, 11 de abril de 2026

.: Viúva e amante desenterram segredos de George Washington em duelo íntimo


Tragicomédia inédita no Brasil coloca Claudia Ohana e Priscila Fantin frente a frente em um encontro marcado por luto, ciúme e revelações que tensionam a história pública e a verdade pessoal. Foto: divulgação

"As Amantes de George Washington", peça inédita escrita pelo escritor croata Miro Gavran, é uma tragicomédia ficcional, inspirada nos boatos espalhados sobre uma possível amante do primeiro presidente dos Estados Unidos. É um embate intimista, emocionante e elegante entre a viúva Martha Washington, interpretada por Claudia Ohana, e a amante Sylvia Carver, vivida por Priscila Fantin. O espetáculo está em cartaz no Teatro BDO Jaraguá, às sextas e sábados, às 20h00, e domingos, às 19h00, até dia 10 de maio.

No centro da trama, um mês após a morte de George Washington, a viúva Martha Washington convida a amante do marido, Sylvia Carver, a visitá-la. No encontro dramático e repleto de emoção, as rivais se obrigam a revelar pela primeira vez a verdade uma à outra e vão, então, descobrindo um passado sob uma nova perspectiva com uma reviravolta surpreendente. É como se George Washington ainda estivesse ali, naquela nobre sala do século XVIII, no casarão mantido até hoje e aberto à visitação, em Mount Vernon, norte da Virgínia, nos Estados Unidos, com suas pastagens e planagens de 20 mil metros quadrados, cercado pelo Rio Potomac.

“A peça conta a história de duas mulheres enlutadas que se veem sem perspectiva pela morte do homem amado. Traz diálogos muito precisos concentrados nas consequências de um ciúme e um rancor quase doentio, expondo temas como amor, solidão e a tensão entre a história pública e a verdade pessoal muito pertinentes aos acontecimentos políticos brasileiros”, conta o diretor Darson Ribeiro.

“A montagem explora o luto na cenografia e nos figurinos, numa estética quase ‘noir’, respeitando a época da trama no século XVIII, mas sem qualquer rigor histórico, mergulhando fundo na vida íntima, muitas vezes dolorosa e contraditória do primeiro presidente dos EUA, através dos olhos das duas mulheres que o amaram”, completa Darson. "As Amantes de George Washington" estreou no Teatro &TD, em Zagrebe, capital da Croácia, em 1988, e até hoje já foi encenada em mais de trinta países, como Inglaterra, Alemanha, Polônia, Grécia, entre outros. No Brasil, a estreia será dia 09 de abril, no Teatro BDO Jaraguá, em São Paulo.


Sobre a encenação
Leitor há tempos do autor croata Miro Gavran, Darson Ribeiro apaixonou-se pela ideia de encenar a ficção dramática "George Washington’s Loves" já traduzindo para "As Amantes de George Washington" pelo dúbio e emblemático significado do adjetivo.

“Gostei de cara do texto pela elaboração das palavras em diálogos precisos e elegantemente ácidos”, diz o diretor, que idealizou uma montagem minimalista toda em preto e branco, respeitando as características do século XVIII, incluindo a sonoplastia que terá somente sons de cavalos e apenas uma música final. “A única cor será a surpresa da montagem trazendo de certa forma, alívio e esperança àquelas duas mulheres que passaram anos lutando pelo mesmo homem”, completa.

A encenação de Darson Ribeiro evoca a realidade nua e crua das rivalidades amorosas, sem cair no vulgar do cotidiano. A ausência de cor ressaltará ainda mais o luto, assim como a música será por meio das vozes conhecidas de duas excelentes atrizes – contextualizando – que o melhor realmente é ser real, verdadeiro. O figurino traz, na íntegra, vestidos suntuosos respeitando a moda ainda influenciada pela Era Vitoriana, com requintados tecidos, chapéus, casquetes e luvas. É o teatro tradicional em todas as áreas.


Ficha técnica
Espetáculo "As Amantes de George Washington"
De Miro Gavran
Adaptação e direção-geral: Darson Ribeiro
Com Claudia Ohana e Priscila Fantin
Assistência de direção e de produção: Reinaldo Bancks
Cenografia, luz, trilha sonora e figurinos: Darson Ribeiro
Assessoria jurídica: Adalberto Kühl
Fotografia: Moisés Pazianotto
Assistência e execução de figurinos, ateliê e alfaiataria: Eduardo Gardenal
Design gráfico e mídia: Higor Lemo
Imagens: Neto Lima
Coordenador técnico: Henrique Polli
Assessoria de engenharia e arquitetura: André Kühl
Auxiliar de palco e camarim: Marco Alvarenga
Prosódia e fonoaudiologia: Ale Zalaf
Assessoria de Imprensa Liège Monteiro e Luiz Fernando Coutinho
Uma produção do Teatro BDO Jaraguá


Serviço
Espetáculo "As Amantes de George Washington"
Gênero: tragicomédia
Temporada: até dia 10 de maio de 2026
Sextas e sábados, às 20h00 e Domingos, às 19h00
Local: Teatro BDO Jaraguá
Endereço: Rua Martins Fontes, nº 71, Centro (Metrô Anhangabaú), São Paulo, SP - Fone: (11) 2802-7075
Ingressos: R$ 150,00 | R$ 75,00 (meia-entrada)
Bilheteria: a partir das 17h de sextas-feiras ou pelo link
Capacidade: 260 lugares | Duração: 60 minutos | Indicação etária: livre https://bileto.sympla.com.br/event/117828
Estacionamento no local, pela Estapar, na entrada principal do Hotel Nacional Inn Jaraguá com valor reduzido de R$ 30,00 (trinta reais) ao teatro - por até 4h, valorizando a experiência “espetáculo + Bar do Clóvis + Restaurante W3 do hotel”

.: "Qualquer Gato Vira-Lata..." segue em cartaz no Teatro das Artes


Dirigida por Alexandre Reinecke, a clássica comédia de Juca de Oliveira tem temporada até 31 de maio, com Paulo Vilhena, Duda Reis e Vittor Fernando. Foto: Jofí Herrera


Dizem que conselho amoroso é furada… Mas e se viesse com “método científico” e um pouquinho de caos? Um dos títulos mais populares da comédia romântica no teatro brasileiro, “Qualquer Gato Vira-Lata Tem Uma Vida Sexual Mais Sadia que a Nossa!” nova montagem com texto de Juca de Oliveira, direção de Alexandre Reinecke e elenco formado por Paulo Vilhena, Duda Reis e Vittor Fernando, segue até dia 31 de maio, no Teatro das Artes, em São Paulo. A peça segue em curta temporada com apresentações às sextas e sábados, às 20h00, e domingos, às 18h00. Lançada originalmente nos palcos em 1998 e posteriormente adaptada para o cinema, a obra conquistou milhares de espectadores ao longo dos anos, tornando a história sinônimo de entretenimento leve, divertido e irresistivelmente popular.

Em cena, Tati (Duda Reis) vê sua vida sentimental virar de cabeça para baixo quando é abandonada pelo namorado Marcelo (Vittor Fernando) e acaba se envolvendo com Conrado (Paulo Vilhena), um professor que tenta explicar o amor por meio de teorias científicas inspiradas no comportamento animal. Entre aulas absurdas, reencontros inesperados e muitas confusões, forma-se um triângulo amoroso cheio de humor e identificação. Uma comédia romântica leve, divertida e irresistível sobre as surpresas e a falta de lógica das relações modernas.

Diretor com longa trajetória na comédia, Alexandre Reinecke assina uma encenação que abraça o teatro em sua forma mais “assumida”: a cena se constrói a partir de marcações precisas, ritmo, jogo corporal e soluções cênicas que fogem do naturalismo, uma escolha que potencializa a engrenagem cômica do texto de Juca de Oliveira, sem abrir mão da camada afetiva que atravessa a história. “Estou imprimindo o meu jeito de fazer comédia: é uma proposta muito teatral, com marcações inspiradas nos grandes palhaços, do circo, do cinema e do teatro. A ideia é revisitar essas referências para dar uma cara nova à montagem, com liberdade para o exagero quando ele é necessário, mas mantendo a inteligência do texto e as emoções que ele carrega”, afirma Reinecke.

Para o diretor, voltar a um título consagrado também é uma maneira de reafirmar a força do gênero, além de testar a disciplina do riso ao vivo. “Sou um entusiasta da comédia: acho que boas comédias precisam ser sempre revisitadas. Elas atravessam o tempo porque continuam dizendo algo sobre a gente. E, em comédia, o entrosamento é tudo. Desde o começo o elenco se mostrou muito disponível para essa proposta, comprou a ideia e se jogou. Quando existe essa sintonia, a peça ganha precisão, o timing aparece e o público sente”, completa.

A temporada marca ainda o retorno de Paulo Vilhena ao palco após seis anos afastado do teatro, reencontrando o gênero da comédia romântica em uma montagem que aposta no timing preciso e no jogo cênico dos atores em cena.


Ficha técnica
Espetáculo "Qualquer Gato Vira-Lata Tem Uma Vida Sexual Mais Sadia que a Nossa!"
Texto: Juca De Oliveira
Direção: Alexandre Reinecke
Elenco: Paulo Vilhena, Duda Reis e Vittor Fernando
Cenário: Alexandre Reinecke
Iluminação: Alex Saldanha
Figurino: Marcos Valadão
Fotografia: Jofí Herrera
Diretora de produção: Miçairi Guimarães
Produção executiva: Amanda Santana
Produção: Magic Arts
Assessoria de imprensa: Prisma Colab


Serviço
Espetáculo "Qualquer Gato Vira-Lata Tem Uma Vida Sexual Mais Sadia que a Nossa!"
Estreia: 6 de março de 2026
Até dia 31 de maio de 2026
Horário: sábado às 18h00; e domingo, às 19h00
Local: Teatro das Artes
Endereço: Av. Rebouças, 3970 - Store 409 - Pinheiros, São Paulo/SP
Abertura dos portões: 45 minutos antes do evento
Faixa etária: 14 anos
Duração: 70 minutos
Ingressos: R$ 120,00 (inteira) e R$ 60,00 (meia) no balcão; R$ 140,00 (inteira) e R$ 70,00 (meia-entrada) na plateia lateral; e R$ 160,00 (inteira) e R$ 80,00 (meia) na plateia central
Antecipados: https://www.eventim.com.br/artist/teatro-das-artes/qualquer-gato-vira-lata-tem-uma-vida-sexual-mais-sadia-que-a-nossa-4081566 

sexta-feira, 10 de abril de 2026

.: Crítica: "Susi - O Musical" é tudo o que crianças e adultos precisam ouvir


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com. Foto: Abílio Gil

Ousado e criativo, "Susi - O Musical" é tudo o que crianças e adultos precisam ouvir. Há coragem na espinha dorsal do espetáculo: ao colocar um menino no centro da história e em diálogo direto com uma boneca, a montagem desloca o eixo tradicional do universo feminino para um território mais poroso, em que o gênero deixa de ser fronteira e passa a ser um caminho. É inevitável a comparação com o fenômeno "Barbie - O Filme", mas “Susi - O Musical”, dirigido por Mara Carvalho, não se curva à tentação da cópia. 

A rivalidade entre mulheres, tema espinhoso e frequentemente tratado de forma superficial, surge com densidade cômica na personagem Bárbara, interpretada com precisão por Bruna Guerin, que representa, na peça teatral, um produto de padrões inalcançáveis que o próprio espetáculo se dispõe a desmontar. Ao lado dela, a Susi de Priscilla (ou de sua competente substituta, na sessão assistida Clara Verdier) sustenta um equilíbrio delicado entre carisma e questionamento. Susi é inquieta e, diante do que foi colocado no espetáculo, brinca, confronta, aprende, erra, revisa e cresce, assim como o menino que interage com ela. 

O elenco, aliás, opera em sintonia admirável. Há um senso de conjunto que impede o musical de escorregar para a afetação. As músicas bem resolvidas e eficientes cumprem o papel de avançar a narrativa sem se tornarem meros intervalos sonoros. A inteligência na construção pode ser sentida a cada cena. Mas “Susi - O Musical” não quer apenas entreter.  Ao colocar o dedo na ferida das contradições da própria indústria que criou tanto a Susi quanto trouxe a Barbie para o Brasil, o espetáculo escancara um ciclo quase cruel: as crianças crescem, abandonam seus brinquedos e, no processo, deixam para trás também partes de si mesmos. O final, levemente melancólico, não dá respostas ao que pode acontecer, e isso é um mérito.

Se há um ponto de fragilidade, talvez esteja na cenografia, que poderia expandir ainda mais o universo imaginativo proposto. Em alguns momentos, sente-se falta de uma materialidade mais ousada, que acompanhe a ambição temática do texto. Ainda assim, o saldo é mais do que positivo. “Susi - O Musical” é uma homenagem à boneca, à memória, ao feminismo, mas sobretudo ao feminino em sua complexidade, suas fissuras e reinvenções.


Serviço
"Susi, o Musical"

Local: Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno
Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista / São Paulo
Estreia: 21 de fevereiro, quinta-feira, 20h00
Temporada: de 21 de fevereiro a 12 de abril
Sessões: quintas e sextas, às 20h00, sábados e domingos 16h00 e 20h00
Ingressos: Plateia: Inteira: R$ 200,00 | Meia Entrada: R$ 100,00
Plateia Alta: Inteira: R$ 160,00 | Meia Entrada: R$ 80,00
Balcão: Inteira: R$ 50,00 | Meia Entrada: R$ 25,00 |
Vendas: Site da Sympla (https://bileto.sympla.com.br/event/114413) ou bilheteria local
Classificação etária: livre
Duração: 90 minutos
Capacidade: 827 lugares

.: Novas apresentações do solo "Na Sala dos Espelhos" no Sesc Santana


Com direção e adaptação de Michelle Ferreira e Maíra de Grandi, monólogo traz aos palcos adaptação do quadrinho homônimo de Liv Strömquist e questiona a tirania da imagem em um mundo dominado pelas redes sociais. Foto: Paulo Vainer 

Em um verdadeiro tratado sobre a aparência e as ilusões do eu, o solo "Na Sala dos Espelhos" reflete sobre como a tirania da imagem vem minando a relação que travamos com nossos corpos e desejos. O trabalho, idealizado e atuado por Carolina Manica (indicada ao prêmio APCA pelo trabalho), estreou em 2025 e agora ganha novas apresentações no Sesc Santana, nos dias 10, 11 e 12 de abril, na sexta e no sábado, às 20h00, e no domingo, às 18h00. Com direção e adaptação de Michelle Ferreira e Maíra de Grandi, "Na Sala dos Espelhos", adaptação do livro homônimo de Liv Strömquist , conta a história de uma mãe que, ao ver sua filha pré-adolescente entrar em crise com a própria aparência, enfrenta o desafio de criar uma menina feminista em um mundo cada vez mais caótico. Para isso, ela convida Nina, sua filha, e o público, a brincar de pensar sobre o mito da beleza que tanto aprisiona meninas e mulheres. 

O espetáculo irreverente nos faz olhar de outro modo para o espelho e questiona: por que as fotos que vemos rolar pelo feed das redes sociais podem nos levar a sentimentos de ansiedade, raiva, tristeza e frustração? Quando foi que criamos uma relação voyeurística crônica com nós mesmos? Como, afinal, enxergar a si próprio num mundo dominado pela hiperexposição? O espetáculo conta com trilha sonora original composta pela cantora Ava Rocha (que fez sua estreia no Teatro) em colaboração com a compositora Grisa, cenário e figurino de Fábio Namatame e luz de Caetano Vilela.

“Meu primeiro contato com a obra de Liv foi uma experiência reveladora. Fui fisgada pela sua ironia e inteligência. Entre reflexões filosóficas, referências históricas e críticas à cultura da imagem, Liv nos faz questionar o quanto nossa autoestima depende do olhar alheio. E foi assim que decidi levar isso ao palco. Interpretar esta peça tem sido uma jornada. No palco, falo sobre o olhar, a beleza, a cobrança, os padrões e prisões internas — mas fora dele, sou mãe de uma menina que começa a descobrir seu próprio reflexo. E é impossível não pensar em como esse olhar do mundo pesa sobre nós, mulheres, desde cedo. Percebi o quanto herdamos espelhos trincados, distorcidos por expectativas. Hoje tento abrir espaço para um novo reflexo. Talvez essa seja a beleza que queira ensinar à minha filha”, diz a atriz e idealizadora Carolina Manica.

Michelle Ferreira e Maíra De Grandi indagam sobre o que pode o corpo de uma atriz diante de um ensaio filosófico em quadrinhos, a partir do ensaio “Na Sala Dos Espelhos - a autoimagem em transe ou beleza e autenticidade como mercadoria na era dos likes e outras encenações do eu” da sueca Liv Strömquist.  Para elas, a obra é uma tese visual sobre a beleza onde as irmãs Kardashian dividem as páginas com Susan Sontag, Zygmunt Bauman, Naomi Wolf, a Bíblia, a madrasta da Branca de Neve e tudo parece fazer muito sentido. Através do seu traço expressivo e pop, ela convida o leitor a brincar de pensar sobre desigualdade de gênero, relações de poder e estruturas sociais, e usa conceitos do feminismo, da ciência política, da psicologia e da filosofia para basear suas análises. 

É tudo muito colorido, ao mesmo tempo que é terrivelmente ácido. Ler qualquer uma das obras de Liv é uma experiência fascinante. Ao final, nos sentimos mais inteligentes e também mais indignados. Mas como traduzir uma obra como essa para os palcos sem perder a sua essência? Por incrível que possa parecer, foi traindo Liv sem pudor que pudemos nos encontrar com ela. Para isso, criamos uma personagem que fosse capaz de atravessar essas questões não de uma maneira intelectual, mas com seu corpo. 

“A mãe da Nina”, a protagonista, é uma mulher que está no climatério enquanto sua filha está entrando na adolescência. Ambas precisam se relacionar com o espelho e com a tirania da imagem enquanto seus corpos vivem uma grande transformação. E o que pode um corpo? No teatro, um corpo pode tudo. Complementam as diretoras. 


Ficha técnica
Espetáculo "Na Sala dos Espelhos"
Texto original: Liv Strömquist  
Idealização: Carolina Manica  
Direção e adaptação: Michelle Ferreira e Maíra De Grandi  
Atuação: Carolina Manica  
Trilha sonora: Ava Rocha e Grisa  
Direção de arte (Figurino e Cenário): Fábio Namatame  
Iluminador: Caetano Vilela 
Designer: Julio Dui  
Fotógrafo: Paulo Vainer  
Maquiagem: Thiago Braga  
Operação de som: Grisa  
Operação de luz: Gabriel Sobreiro  
Direção de produção: Carolina Manica  
Assistente de produção: Marcela Horta
Produção: Grilo Azul Filmes  


Serviço
Espetáculo "Na Sala dos Espelhos", com Carolina Manica
Apresentações: 10, 11 e 12 de abril de 2026
Na sexta e no sábado, às 20h00  e no domingo, às 18h00.
Sesc Santana - Av. Luiz Dumont Villares, 579 - Santana, São Paulo
Ingressos: R$ 60,00 (inteira), R$30,00 (meia-entrada) e R$18,00 (credencial plena)
Vendas on-line a partir de 31 de março às 17h00 em centralrelacionamento.sescsp.org.br ou presencialmente às 17h00, nas bilheterias de qualquer unidade do Sesc São Paulo
Classificação: 16 anos
Duração: 60 minutos
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

quinta-feira, 9 de abril de 2026

.: CCBB SP recebe "Desassossego" em parceria histórica entre grupos teatrais


CCBB SP recebe "Desassossego", que une Fernando Pessoa e parceria histórica entre grupos teatrais. 
Montagem marca a colaboração de 20 anos entre a Pequena Companhia de Teatro (São Luís - MA) e a Cia. A Máscara de Teatro (Mossoró - RN). Foto: Mar Pereira
 
 
Na "Ocupação Maranhense: 20 Anos da Pequena Companhia de Teatro", o CCBB SP recebe o espetáculo inspirado no "Livro do Desassossego", de Fernando Pessoa, que encerra a mostra comemorativa das duas décadas de trajetória do grupo. Entre os dias 9 e 20 de abril de 2026, a maranhense Pequena Companhia de Teatro apresenta o espetáculo "Desassossego", com dramaturgia de Marcelo Flecha e que encerra a temporada de comemoração de 20 anos de trajetória do grupo no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo, com entrada gratuita.

"Desassossego" marca uma parceria entre a Pequena Companhia de Teatro e a Cia. A Máscara de Teatro. Os dois grupos mantêm colaboração artística há duas décadas. Em 2005, Marcelo Flecha dirigiu o primeiro espetáculo d’A Máscara e, ao longo dos anos, os grupos realizaram montagens em conjunto, como Medea e Deus Danado. Nesta nova criação, a parceria assume caráter integrado: a partir de discussões sobre o tema e do interesse comum pela obra de Pessoa, as companhias desenvolveram coletivamente o projeto. O elenco reúne os dois atores d’A Máscara - Luciana Duarte e Jeyzon Leonardo - com direção de Flecha e produção de Katia Lopes, configurando uma coprodução estruturada desde a concepção até a realização.
 
Inspirado no "Livro do Desassossego", de Fernando Pessoa, a peça é um convite para o espectador mergulhar em uma experiência cênica sensorial, emotiva, divertida e provocadora. Luciana Duarte e Jeyzon Leonardo são personagens de si mesmos em uma comédia constrangedora para sorrisos amarelos, encenada por Marcelo Flecha. Na busca pela cena perfeita, tentando construir um novo espetáculo, eles convidam o público a invadir um processo de montagem e ver de maneira escancarada todos os desassossegos, descompassos e descaminhos do mundo teatral, se deparando com a metáfora perfeita do que é a vida humana cotidiana, no seu aspecto mais puro. Afinal, nem o teatro imita a vida, nem a vida imita o teatro, tudo faz parte do mesmo caos.

A montagem integra o conjunto de quatro obras apresentadas na "Ocupação", todas com dramaturgia de Marcelo Flecha e livremente inspiradas em textos de autores da literatura mundial, como Franz Kafka, Gabriel García Márquez e Jorge Luis Borges e Fernando Pessoa. Criada em 2005, a Pequena Companhia de Teatro é formada pelos atores Cláudio Marconcine e Jorge Choairy, pelo encenador e dramaturgo Marcelo Flecha e pela produtora Katia Lopes. O grupo se consolidou como uma das principais referências do teatro maranhense contemporâneo, com circulação por 72 cidades de 25 estados brasileiros e participação em 70 festivais e mostras nacionais. 

Ao longo de sua trajetória, recebeu quatro Prêmios Funarte de Teatro Myriam Muniz e integrou importantes projetos de circulação, como Palco Giratório, Sesc Amazônia das Artes e SESI Viagem Teatral. Até o final da programação, o público pode visitar a Pequena Mostra de Teatro, exposição instalada no foyer do CCBB São Paulo que reúne registros de duas décadas de pesquisa do grupo, com figurinos, cenografias, diários de processo e materiais de criação.


Serviço
"Ocupação Maranhense: 20 Anos da Pequena Companhia de Teatro"
De 26 de fevereiro a 20 de abril de 2026
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo 
R. Álvares Penteado, 112, Centro Histórico de São Paulo / SP
Grátis na bilheteria do CCBB SP e pelo bb.com.br/cultura 
Os ingressos são liberados na sexta-feira da semana anterior, às 12h00.
 
Teatro
"Desassossego", livremente inspirado no "Livro do Desassossego", de Fernando Pessoa
De 9 a 20 de abril de 2026
Quinta, sexta e segunda-feira, às 19h00 | sábado e domingo, às 18h00
Classificação etária: 14 anos | Duração: 60 minutos | Gênero: comédia constrangedora para sorrisos amarelos
Bate-papo após sessão: 18 de abril | sábado 
Sessão Inclusiva (intérprete de libras): 12/04 | domingo
 
Ficha técnica
Espetáculo "Desassossego"
Elenco: Luciana Duarte e Jeyzon Leonardo
Dramaturgia: Marcelo Flecha e Cia. A Máscara de Teatro
Encenação: Marcelo Flecha
Cenografia, iluminação, figurinos e trilha sonora: Marcelo Flecha e Cia. A Máscara de Teatro
Operador de luz e som: Luciana Duarte e Jeyzon Leonardo
Produção: Luciana Duarte e Katia Lopes
Realização: Cia. A Máscara de Teatro e Pequena Companhia de Teatro
 
No Foyer do Teatro
Exposição Pequena Mostra de Teatro
Até dia 20 de abril 
Dias: Todos os dias, exceto às terças-feiras 
Horário: 9h00 às 20h00
Classificação etária: livre 
Entrada: gratuita 
 
Informações CCBB SP
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 - Centro Histórico / São Paulo
Funcionamento: Aberto todos os dias, das 9h00 às 20h00, exceto às terças-feiras
Telefone: (11) 4297-0600 
Estacionamento: o CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas - necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12h00 às 21h00. 
Van: ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h00 às 21h00. 
Transporte público: o CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista. 
Táxi ou Aplicativo: desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m). 
Entrada acessível: pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e outras pessoas que necessitem da rampa de acesso podem utilizar a porta lateral localizada à esquerda da entrada principal. 

.: ºAndar recebe "A Última Valsa de Zelda Fitzgerald", com Larissa da Matta


Espetáculo devolve protagonismo a essa grande artista apagada pela história por conta dos erros cometidos pelo marido. Foto: divulgação


O solo "A Última Valsa de Zelda Fitzgerald", com atuação e concepção de Larissa da Matta revisita a trajetória dessa grande escritora, poetisa, pintora e dançarina estadunidense para além do mito de musa, construído a seu respeito nos anos 1920. O espetáculo tem sua temporada de estreia no espaço º Andar, de 9 a 24 de abril, com sessões às quintas e sextas-feiras, às 20h00. O trabalho, com dramaturgia da própria intérprete em parceria com Pedro Amaral, também lança luz sobre o silenciamento dessa mulher pela fama e pelo plágio artístico cometido pelo marido F. Scott Fitzgerald

Por muito tempo, Zelda foi lembrada mais como símbolo de uma época do que como autora da própria história. Associada ao brilho da Era do Jazz, à imagem da mulher excessiva e à fama de seu marido, escritor de "O Grande Gatsby" e outros marcos da Literatura mundial, sua trajetória foi frequentemente reduzida a estereótipos que a colocavam no lugar da musa, da esposa difícil e da figura instável. O solo teatral resgata a complexidade de uma mulher artista, escritora e pensadora, cuja voz foi tantas vezes abafada pela narrativa construída ao seu redor. 

O espetáculo propõe ao público uma imersão na vida e obra de Zelda para além do imaginário romântico e trágico que a transformou em personagem secundária de uma história masculina. Em cena, sua história emerge como a de uma mulher em conflito com o tempo em que viveu, com o casamento que a atravessou, com a disputa pela autoria da própria vida e com as tentativas insistentes de afirmar sua criação em um mundo que parecia disposto a lhe negar lugar. 

A peça acompanha Zelda desde seu início no sul dos Estados Unidos à consagração social nos anos 1920, passando pelos embates de seu casamento com Scott Fitzgerald, pelas tensões entre vida íntima e produção artística, pela vontade de existir para além da figura de esposa célebre e pelo agravamento de sua saúde mental. Entre festas, delírios, memórias e internações, o espetáculo constrói o retrato de uma mulher intensa, contraditória e profundamente humana. 


Sobre a montagem
Mais do que revisitar uma personagem histórica, "A Última Valsa de Zelda Fitzgerald" se conecta de maneira direta com o presente. Em um contexto em que as mulheres ainda precisam lutar por espaço, autoria e reconhecimento, o espetáculo transforma a experiência de Zelda em um gesto de reescrita simbólica. Ao colocá-la em foco, a montagem propõe uma reflexão sobre quantas artistas foram reduzidas a notas de rodapé, quantas tiveram sua criação absorvida pela fama de homens ao redor, e quantas ainda precisam lutar para existir com voz própria. 

Com linguagem intimista e força narrativa, o solo se apresenta como uma experiência capaz de dialogar tanto com o público interessado em literatura, história da arte e artes da cena quanto com espectadores atraídos por histórias de mulheres intensas e profundamente contemporâneas em suas contradições. Ao trazer Zelda Fitzgerald de volta ao palco, o espetáculo não apenas revisita o passado: ele questiona os mecanismos que seguem produzindo apagamentos no presente. 

A montagem marca ainda a primeira produção assinada pelo Foyer, plataforma de comunicação, cultura e criação de projetos autorais, ampliando sua atuação para o campo da produção teatral e reforçando seu compromisso com obras que articulam arte, pensamento e relevância contemporânea.

Sobre os criadores
Pedro Amaral é roteirista, apresentador, produtor cultural e empreendedor criativo. Pós-graduado em Dramaturgia pelo Célia Helena, atua na interseção entre comunicação, audiovisual, teatro e mercado artístico. É fundador do Foyer, plataforma de comunicação e produção de conteúdo dedicada à cultura, às artes e à criação de projetos autorais. 


Sobre a atriz
Larissa da Matta é atriz, dançarina, performer, dramaturga, arte-educadora e pesquisadora. Pós-graduada em Direção e Atuação pela Escola Superior de Artes Célia Helena, desenvolveu pesquisa baseada no eixo de Dramaturgias do Corpo, em que investigou corporalmente a vida e a obra de mais de 40 mulheres artistas do século XVI ao século XXI, pertencentes a diversos períodos da história das artes plásticas e visuais, resultando em uma dramaturgia e monólogo teatral autorais sobre a vida e obra de Zelda Fitzgerald. Bacharela e licenciada em Teatro pela Escola Superior de Artes Célia Helena, também possui formação em História da Arte com o Prof. Dr. Rodrigo Naves, pela Difusão Cultural SP, abrangendo do Pré-Renascimento à Arte Contemporânea. Além disso, é formada em Danças Urbanas pelo Centro de Artes Lílian Gumieiro. Atuou em produções internacionais como a peça chilena Granada, apresentada no MIRADA – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas, e participou de festivais e formações na Rússia, incluindo o Teatro de Arte de Moscou e o Festival Internacional de Escolas de Teatro dos países do BRICS, integrando o elenco de Édipo Rei, dirigido por Valentin Teplyakov. 


Serviço
Espetáculo "A Última Valsa de Zelda Fitzgerald", com Larissa da Matta
Temporada: 9 a 24 de abril de 2026
Às quintas e sextas-feiras, às 20h00
⁰Andar  - Rua Dr. Gabriel dos Santos, 88 – Santa Cecília / São Paulo (a 6 minutos da estação Marechal Deodoro do metrô)
Ingressos: R$ 30,00 a R$ 60,00 via Sympla ou na bilheteria do espaço ( aceita cartão, pix e dinheiro)
Estacionamento conveniado: Rua Dr. Gabriel dos Santos, 131
Orientação: retirar carimbo na Bilheteria
Pagamento: Pix e débito (R$ 20,00 preço único)
Classificação: 14 anos
Duração: 70 minutos

.: Renan Marcondes estreia espetáculo "A Primeira Dança" no Sesc Ipiranga


Performance-palestra convida o público a pensar naquilo que chamamos de dança e como ela pode existir para além de uma demonstração técnica. Foto: Tetembua Dandara 


O que é a dança para você? Em uma tentativa de pensar mais profundamente nessa arte, o performer, coreógrafo e autor Renan Marcondes criou a palestra performance "A Primeira Dança", que tem três apresentações de estreia no auditório do Sesc Ipiranga, entre os dias 10 e 12 de abril, na sexta-feira, às 21h30, e no sábado e domingo, às 18h30.

O trabalho aborda as primeiras danças da humanidade, assim como suas versões sociais e pessoais. A fala, acompanhada por imagens e dança, convida o público a pensar sobre aquilo que chamamos de dança e sobre como ela pode existir para além de uma demonstração técnica, podendo também falar dos limites e aprendizados do corpo.

Esse novo trabalho, criado especialmente para o projeto Caixa de Dança, dá continuidade ao interesse do artista pelos fins do corpo e seus rastros. Para isso, o artista usa da mediação como recurso dramatúrgico para a dança contemporânea, como já investigado em projetos recentes como "Cartas Para Danças" (2023) e "Fantasias Brasileiras" (2024).

“A Primeira Dança” é uma palestra performance sobre as primeiras danças da humanidade, assim como suas versões sociais e pessoais. A fala, acompanhada por imagens e dança, convida o público a pensar sobre aquilo que chamamos de dança e sobre como ela pode existir para além de uma demonstração técnica, podendo também falar dos limites e aprendizados do corpo.


Sobre o projeto Caixa de Dança
A segunda edição do “Caixa de Dança - Coreografias no Entretempo" aprofunda a investigação sobre corpo, espaço e tempo na dança contemporânea, deslocando o foco para múltiplas temporalidades - cronológicas, simbólicas, ancestrais e espirais. Entre espetáculos, oficinas e conversas, o projeto propõe o tempo como matéria coreográfica, afirmando a dança como prática crítica, sensível e capaz de reinventar modos de perceber o corpo, a memória e o mundo.


Ficha técnica
Espetáculo “Caixa de Dança - Coreografias no Entretempo"

Concepção, direção, texto e performance: Renan Marcondes
Assistência de direção e coreografia: Carolina Callegaro
Trilha sonora, desenho de luz e operação técnica: Cauê Gouveia
Aulas e colaboração coreográfica: Ale Kalaf e Bibi Vieira
Cenotecnia: Matias Ivan Arce
Produção e fotos: Tetembua Dandara
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Registro em vídeo: Bruta Flor Filmes
Agradecimentos: Ana Teixeira, Artur Kon e Chico Lima
Produzido dentro do polo de criação Pérfida Iguana, nos anos de 2025 e 2026.


Serviço
"A Primeira Dança", de Renan Marcondes
Apresentações: 10 a 12 de abril de 2026
Na sexta-feira, às 21h30, e no sábado e domingo, às 18h30
Sesc Ipiranga - Auditório - Rua Bom Pastor, 822, Ipiranga, São Paulo
Ingressos: R$50,00 / R$25,00 / R$15,00 Vendas on-line no site sescsp.org.br e presencial em qualquer unidade do Sesc São Paulo.
Classificação: 12 anos.
Duração: 50 minutos.
Acessibilidade: espaço acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.

terça-feira, 7 de abril de 2026

.: Monólogo “Não Me Entrego, Não!” leva Othon Bastos ao Sesc Santos


“Não Me Entrego, Não!” é o primeiro monólogo do ator, que revisita mais de sete décadas de carreira. Foto: Beti Niemeyer

Com mais de 40 mil espectadores e uma trajetória reconhecida por prêmios e indicações, o  espetáculo  “Não Me Entrego, Não!” chega ao Teatro do Sesc Santos nesta sexta e sábado, dias 10 e 11 de abril, às 20h00, reafirmando a força de comunicação de Othon Bastos com o público. Trata-se do primeiro monólogo do ator, que revisita mais de sete décadas de carreira com lucidez e presença cênica marcante. A origem do trabalho revela muito da trajetória do artista: a partir de aproximadamente 600 páginas de anotações pessoais entregues a Flávio Marinho. 

A dramaturgia da peça organiza lembranças e pensamentos em blocos temáticos. Teatro, cinema, política, amor e ofício se entrelaçam em uma biografia que amplia o alcance das experiências individuais. No palco, Othon não apenas recorda, mas recria sua trajetória. Passagens marcantes de sua carreira - como a atuação em "Deus e o Diabo na Terra do Sol" e no espetáculo "Um Grito Parado no Ar" - surgem atravessadas por novas leituras, compondo um discurso que dialoga com o presente. 

A encenação incorpora ainda a presença da atriz Juliana Medella como uma espécie de “memória em cena”, criando um jogo teatral que tensiona e complementa as lembranças do protagonista. O recurso amplia a dimensão reflexiva do espetáculo e reforça a ideia de que lembrar é também reinterpretar. O espetáculo é indicado a importantes reconhecimentos, como o Prêmio Shell e o Prêmio APTR. 

Serviço
Espetáculo “Não Me Entrego, Não!”
Sexta-feira, dia 10, e sábado, dia 11 de abril, às 20h00

Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta-feira, das 9h00 às 21h30 | Sábados e domingos, 10h00 às 18h30   

Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida / Santos
Telefone: (13) 3278-9800        
Site do Sesc Santos
Instagram e Facebook: @sescsantos

quarta-feira, 1 de abril de 2026

.: “O Talentoso Ripley”: Hugo Bonèmer protagoniza versão brasileira do clássico



Espetáculo estreia dia 4 de abril no teatro Gláucio Gill, Copacabana (RJ), com produção artística e direção de Bonèmer. Fotos: Peter Wrede


Estreia no próximo dia 4 de abril no teatro Gláucio Gill, Copacabana (RJ), a versão brasileira de “O Talentoso Ripley”, que traz Hugo Bonèmer de volta aos palcos interpretando Tom Ripley. Na pele desse personagem, que já foi interpretado por nomes como Matt Damon, Alain Delon, John Malkovitch e Andrew Scott em diferentes adaptações da história, o ator, que também faz a produção artística e dirige a peça ao lado de Kamilla Rufino, promete uma nova e provocadora encenação nessa temporada que vai até 27 de abril com sessões aos sábados, domingos e segundas às 20h.

“Trabalhar um personagem com a estrutura psicológica do Tom exige que eu visite lugares que, em princípio, me causam bastante desconforto. O texto da adaptação da Phyllis Nagy opta por uma abordagem que humaniza as motivações dele, dando peso aos traumas e dores que o moldaram. Por isso, em vez de interpretá-lo como um monstro unidimensional, estou investigando o que levou Tom Ripley a esse ponto. É um exercício de empatia perigoso, porque ao entender as justificativas dele, o público se vê forçado a confrontar o fato de que a distância entre o normal e o extremo é muito mais curta do que gostamos de admitir”, diz Bonèmer sobre a preparação.

Sinopse: Tom Ripley (Hugo Bonèmer) é um mestre da camuflagem social, um jovem invisível em Nova York que vê na fortuna de uma família a chave para a vida que sempre cobiçou. Ao infiltrar-se no cotidiano luxuoso de Richard Greenleaf (Francisco Paz), a admiração de Tom transmuta-se rapidamente em uma obsessão paranoica e predatória.

Além do Hugo e Francisco, o elenco dessa adaptação de Phyllis Nagy para o romance de Patricia Highsmith, conta com Guilhermina Libanio (Marge e Sophia), João Fernandes (Marc e Freddie), Cassio Pandolfh (Herbert Greenleaf e Tenente Roverini), Laura Gabriela (Emily Greenleaf e Tia Dottie) e Tom Nader (Red, Fausto e Silvio). Todos interpretam mais de um personagem.

Essa é a primeira vez que a peça, do livro publicado em 1955, é produzida em português. A obra deu origem a adaptações para o cinema e consolidou o personagem como um dos anti-heróis mais complexos da cultura contemporânea. Sua versão mais conhecida é o filme de 1999, estrelado por Matt Damon, que apresentou a trama a toda uma geração, mostrando um crime passional que faz brotar um psicopata; e recentemente a Netflix produziu uma adaptação em formato de série, com Andrew Scott, mostrando um Tom Ripley absolutamente doentio desde o início.

“Minha expectativa é de que a plateia seja cúmplice da lógica do Tom. O espetáculo é uma narrativa em primeira pessoa; o tempo todo ele tenta convencer o espectador para acreditar no seu ponto de vista, tentando validar cada escolha, por mais terrível que seja. Acredito que o potencial mais assustador dessa montagem seja o momento em que as pessoas perceberem que estão compreendendo ou até defendendo a perspectiva dele. Acredito que essa proximidade se conecte com as guerras atuais de narrativas”, complementa o intérprete de Tom Ripley.

Bonèmer traz na interpretação todas as características conhecidas do personagem: a sedução e a vulnerabilidade, apostando em uma atmosfera que traga tensão e sofisticação estética.

“Mais do que um thriller psicológico ou uma peça de terror, queremos propor uma reflexão sobre desejo, inveja, mobilidade social e construção de imagem: temas absolutamente contemporâneos. Na peça, Ripley passa a ser um espelho desconfortável da nossa era, obcecada por performance, status, pertencimento e reinvenção constantes. Queremos mergulhar nas zonas cinzentas da identidade: até onde alguém acha que pode ir para ser amado, aceito ou reconhecido? Queremos criar uma experiência imersiva, onde o público se vê cúmplice das escolhas do protagonista para depois, quem sabe, questionar elas”, adianta Hugo.

Os ingressos para “O Talentoso Ripley”, que terá sessões às segundas-feiras, além dos sábados e domingos.

Espetáculo: "O Talentoso Ripley'

Teatro Glaucio Gill

Temporada: 04 a 27 de Abril

Dias: Sábados, Domingos e Segundas

Lotação: 154 lugares

Horário: 20h

Classificação: 16 anos

Duração: 2h

Gênero: Suspense/Terror

Ingressos: A partir de R$ 35,00 

Instagram oficial https://www.instagram.com/otalentosoripley/

Venda:

https://funarj.eleventickets.com/#!/evento/beabb69402299f72e26268ef1ca24bde7f6e1821/245ba1d3637a21eb044113ec64cfaf4f1e7ead6b


Ficha técnica

Adaptação para teatro: Phyllis Nagy (da obra de Patricia Highsmith)

Direção: Hugo Bonèmer e Kamilla Rufino

Elenco: Cassio Pandolfh, Francisco Paz, Guilhermina Libanio, Hugo Bonèmer, João Fernandes, Laura Gabriela e Tom Nader

Produção: Linda Gomes

Iluminação: Renato Machado

Direção Musical e Trilha Original: Tauã de Lorena e Laura Gabriela

Figurino: Sergio Medina e Joe Nicolay Cenário: Hugo Bonèmer

Contrarregra e Camareiro: Leo Nunes

Design: Guilherme Dias Goulart (Tribbo)

Fotos: Peter Wrede

Figurino: Joe Nicolay e Sergio Medina

Mídias Digitais: Danilo Costa

Direção de produção: Hugo Bonèmer (Hmm-Hum Produção)

Assessoria de Imprensa: Ribamar Filho (MercadoCom)

Idealização: Francisco Paz (Unfinished Business)

terça-feira, 31 de março de 2026

.: Sidney Santiago Kuanza em peça e oficinas gratuitas no litoral de SP


Sidney Santiago Kuanza coleciona trabalhos na Globo, Record, HBO Max e TV Cultura, além de 20 anos de carreira no teatro e  cinema. Foto: divulgação


Para marcar o Dia Mundial do Teatro, celebrado no último dia 27 de março, o ator e diretor Sidney Santiago Kuanza traz uma programação especial e gratuita a três cidades da Baixada Santista. A iniciativa conta com apresentação do espetáculo "A Solidão do Feio" e duas oficinas teatrais, que integram o Projeto "Circulação Os Crespos 20 Anos", com ações formativas como bate-papos e oficinas artísticas. Após várias apresentações em todo o Estado e a indicação ao Prêmio Shell de melhor ator em 2024, o circuito percorrerá Guarujá, Cubatão e Santos entre até dia 7 de abril.

Nascido em Guarujá, Sidney Santiago foi criado na Praia do Perequê até o fim da adolescência e hoje, aos 40 anos, coleciona trabalhos na Globo, Record, HBO Max e TV Cultura, somando ainda mais de 20 anos de carreira no teatro e cinema. Atualmente, compõe o elenco da série "Rensga Hits", sucesso no streaming Globoplay e já em sua terceira temporada, mas atuou em novelas como "Caminho das Índias" (Globo), "Escrava Mãe" e "Metamorphoses" (Record), e em séries como "Queridos Amigos", "Segunda Chamada", "Carandiru, outras histórias", "Turma do Gueto", além de mais de 20 filmes e inúmeras peças.

O artista escolheu a Baixada Santista, sua região de origem, para encerrar um projeto que já percorreu todo o Estado. A iniciativa leva a territórios periféricos e quilombolas, marcados por desigualdade social e violências raciais, apresentações teatrais gratuitas e oficinas. As atrações já passaram pela Capital, Grande São Paulo e Vale do Ribeira.


*Terça-feira em Santos*
Já o espetáculo "A Solidão do Feio" estará em cartaz em Santos nesta terça-feira (31), às 19h30, no Teatro Guarany (Praça dos Andradas, 100 - Centro). O espetáculo transita entre diferentes gêneros cênicos para recriar, de forma ficcional e poética, fragmentos da vida e obra do escritor Afonso Henriques Lima Barreto. A duração é de 80 minutos e a classificação indicativa a partir de 14 anos.

Indicado ao Prêmio Shell 2024 na categoria melhor ator, Sidney Santiago faz um solo em "A Solidão do Feio". O ator também assina a dramaturgia e tem direção compartilhada com Gabi Costa. A peça celebra ainda os 20 anos da Cia. Os Crespos, da qual Sidney é fundador.

A escolha de Lima Barreto tem origem em um projeto acerca dos estudos e reflexões sobre os impactos do racismo na psique, afetividade e subjetividade de homens negros. O monólogo integra uma trilogia da Cia Os Crespos, intitulada “Masculinidade & Negritude”, que leva o legado político, artístico e cultural de homens negros aos palcos. Assim como Lima Barreto, João Francisco dos Santos (Madame Satã), e o poeta Cruz e Souza foram os nomes escolhidos. "Nosso intuito é devolver o Lima Barreto como herói nacional a quem de fato lhe é devido: as pessoas mais despossuídas, pobres e marginalizadas. Porque a literatura desse homem teve todo um compromisso com esses grupos. Nosso trabalho é justamente devolver o Lima a esses quilombos, a essas favelas", afirma Sidney Santiago Kuanza. Os ingressos de "A Solidão do Feio" são gratuitos e distribuídos no Teatro Guarany uma hora antes da sessão. 


Dia 7 de abril, em Guarujá
Para coroar a programação,  Sidney Santiago fecha com chave de ouro em sua terra natal. A oficina teatral "Práticas performáticas e identidade em cena" ocorrerá no Teatro Municipal Procópio Ferreira (Avenida Dom Pedro I, 350 - Jardim Tejereba) no próximo dia 7 de abril, às 19 horas. O público-alvo dever ser maior de 16 anos e encaminhar sua inscrição pelo email acessosecult@prefeitura.guaruja.sp.gov.br.


Ficha técnica:
Concepção e atuação: Sidney Santiago Kuanza
Direção: Gabi Costa e Sidney Santiago Kuanza
Direção de produção: Rafael Ferro e Sidney Santiago Kuanza
Direção de arte: Jandilson Vieira 
Dramaturgia: Sidney Santiago Kuanza
Dramaturgia de imagens e desenho de som: Eduardo Alves
Operação de som e vídeo: Heron Demetrius e Duque
Iluminação: Denilson Marques
Operação de luz: Guilherme Pereira
Cenografia: Wanderley Wagner
Concepção de figurino: Sidney Santiago Kuanza
Criação de figurino especial Lima Barreto: Zebu
Peças do acervo: Hilda Marinho
Contrarregra: Fredo Peixoto 
Produção executiva: Jandilson Vieira
Fotografia: Pedro Jackson e Fredo Peixoto
Designer: Irving Bruno 
Aderecista e desenho de traje: Thiago Menezes
Comunicação e assessoria de imprensa: Pedro Madeira e Rafael Ferro
Jornalista Colaborador: Nabor Júnior
Vozes off: Darília Ferreira, Heitor Goldflus e Pedrão Guimarães
Apoio: Ocupação 9 de Julho e Teatro de Container
Transporte de Cenário: Hugo Torrens Soria

domingo, 29 de março de 2026

.: Novas apresentações do solo "Na Sala dos Espelhos" com Carolina Manica


Com direção e adaptação de Michelle Ferreira e Maíra de Grandi, monólogo traz aos palcos adaptação do quadrinho homônimo de Liv Strömquist e questiona a tirania da imagem em um mundo dominado pelas redes sociais. Foto: Paulo Vainer 


Em um verdadeiro tratado sobre a aparência e as ilusões do eu, o solo "Na Sala dos Espelhos" reflete sobre como a tirania da imagem vem minando a relação que travamos com nossos corpos e desejos. O trabalho, idealizado e atuado por Carolina Manica, indicada ao prêmio APCA pelo trabalho, estreou em 2025 e agora ganha novas apresentações no Sesc Santana, nos dias 10, 11 e 12 de abril, na sexta e no sábado, às 20h00, e no domingo, às 18h00. 

A direção e adaptação é de Michelle Ferreira e Maíra de Grandi e ainda conta com trilha sonora original composta pela cantora Ava Rocha, que fez sua estreia no Teatro, em colaboração com a compositora Grisa, cenário e figurino de Fábio Namatame e luz de Caetano Vilela. As diretoras indagam sobre o que pode o corpo de uma atriz diante de um ensaio filosófico em quadrinhos, a partir do ensaio “Na Sala Dos Espelhos - A Autoimagem em Transe ou Beleza e Autenticidade como Mercadoria na Era dos Likes e Outras Encenações do Eu”, da sueca Liv Strömquist

O espetáculo irreverente nos faz olhar de outro modo para o espelho e questiona: Por que as fotos que vemos rolar pelo feed das redes sociais podem nos levar a sentimentos de ansiedade, raiva, tristeza e frustração? Quando foi que criamos uma relação voyeurística crônica com nós mesmos? Como, afinal, enxergar a si próprio num mundo dominado pela hiperexposição? 

“Meu primeiro contato com a obra de Liv foi uma experiência reveladora. Fui fisgada pela sua ironia e inteligência. Entre reflexões filosóficas, referências históricas e críticas à cultura da imagem, Liv nos faz questionar o quanto nossa autoestima depende do olhar alheio. E foi assim que decidi levar isso ao palco. Interpretar esta peça tem sido uma jornada. No palco, falo sobre o olhar, a beleza, a cobrança, os padrões e prisões internas — mas fora dele, sou mãe de uma menina que começa a descobrir seu próprio reflexo. E é impossível não pensar em como esse olhar do mundo pesa sobre nós, mulheres, desde cedo. Percebi o quanto herdamos espelhos trincados, distorcidos por expectativas. Hoje tento abrir espaço para um novo reflexo. Talvez essa seja a beleza que queira ensinar à minha filha.”, afirma a  atriz e idealizadora Carolina Manica.

Para elas, a obra é uma tese visual sobre a beleza onde as irmãs Kardashian dividem as páginas com Susan Sontag, Zygmunt Bauman, Naomi Wolf, a Bíblia, a madrasta da Branca de Neve e tudo parece fazer muito sentido. Através do seu traço expressivo e pop, ela convida o leitor a brincar de pensar sobre desigualdade de gênero, relações de poder e estruturas sociais, e usa conceitos do feminismo, da ciência política, da psicologia e da filosofia para basear suas análises. 

É tudo muito colorido, ao mesmo tempo que é terrivelmente ácido. Ler qualquer uma das obras de Liv é uma experiência fascinante. Ao final, nos sentimos mais inteligentes e também mais indignados. Mas como traduzir uma obra como essa para os palcos sem perder a sua essência? Por incrível que possa parecer, foi traindo Liv sem pudor que pudemos nos encontrar com ela. Para isso, criamos uma personagem que fosse capaz de atravessar essas questões não de uma maneira intelectual, mas com seu corpo. 

“A mãe da Nina”, a protagonista, é uma mulher que está no climatério enquanto sua filha está entrando na adolescência. Ambas precisam se relacionar com o espelho e com a tirania da imagem enquanto seus corpos vivem uma grande transformação. E o que pode um corpo? No teatro, um corpo pode tudo. Complementam as diretoras. 






Ficha Técnica


Texto Original: Liv Strömquist  


Idealização: Carolina Manica  


Direção e Adaptação: Michelle Ferreira e Maíra De Grandi  


Atuação: Carolina Manica  


Trilha Sonora: Ava Rocha e Grisa  


Direção de Arte (Figurino e Cenário): Fábio Namatame  


Iluminador: Caetano Vilela 


Designer: Julio Dui  


Fotógrafo: Paulo Vainer  


Maquiagem: Thiago Braga  


Operação de Som: Grisa  


Operação de luz: Gabriel Sobreiro  


Direção de Produção: Carolina Manica  


Assistente de Produção: Marcela Horta


Produção: Grilo Azul Filmes  


Sinopse 


Na Sala Dos Espelhos, adaptação do livro homônimo de Liv Strömquist, conta a história de uma mãe que, ao ver sua filha pré-adolescente entrar em crise com a própria aparência, enfrenta o desafio de criar uma menina feminista em um mundo cada vez mais caótico. Para isso, ela convida Nina, sua filha, e o público, a brincar de pensar sobre o mito da beleza que tanto aprisiona meninas e mulheres. 




Serviço


Na Sala Dos Espelhos com Carolina Manica


Apresentações: 10, 11 e 12 de abril de 2026


Na sexta e no sábado, às 20 hs  e no domingo, às 18 hs.


Sesc Santana - Av. Luiz Dumont Villares, 579 - Santana, São Paulo


Ingressos: R$ 60,00 (inteira), R$30,00 (meia-entrada) e R$18,00 (credencial plena)


Vendas online a partir de 31/03 às 17h em centralrelacionamento.sescsp.org.br ou presencialmente a partir de 01/04, às 17h, nas bilheterias de qualquer unidade do Sesc São Paulo


Classificação: 16 anos


Duração: 60 minutos


Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

.: Leitura dramática de "O Diabo com Tetas" comemora centenário de Dario Fo em SP


Na próxima quinta-feira, dia 2 de abril, às 20h00, acontece a leitura dramática da comédia "O Diabo com Tetas" de Dario Fo no Teatro Commune. “Este ano comemora-se o centenário de Dario Fo e quisemos homenageá-lo com esse seu texto satírico, político e atual”, comenta Augusto Marin. Participam da leitura: Carlos Capeletti, Fernanda Viacava, Eduardo Silva, Juliano Dip, Natalia Albuk, Fabricio Garelli e outros atores e atrizes. Mediados por Augusto Marin, Armando Liguori Junior e Matheus Melchionna. É grátis.

Escrita em 1997, a peça é uma comédia vibrante baseada na tradição da Commedia dell’Arte. Na trama, um diabo resolve entrar no corpo de um juiz severo e moralista para corrompe-lo, mas acaba entrando no corpo da empregada do juiz, criando mil confusões. "O Diabo com Tetas" é um espelho das crises éticas atuais. Através de confusões hilárias, trocas de corpos e uma linguagem física exuberante, Dario Fo expõe a fragilidade das instituições, a corrupção enraizada e o preconceito social.

Em celebração ao centenário de nascimento de Dario Fo, um dos maiores nomes do teatro mundial, o Teatro Commune apresenta uma leitura dramática de um de seus textos mais provocadores. Vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, Dario Fo (1926-2016) construiu uma obra marcada pelo humor ácido, pela crítica política e pela irreverência. Seus textos misturam o popular e o político, o riso e a denúncia, criando um teatro vivo, direto e profundamente questionador.

“O Diabo com Tetas” foi montada em 1997 e é inédita no Brasil. O texto segue essa potência: uma peça que subverte símbolos, desafia convenções e expõe contradições sociais com ironia e intensidade. Uma experiência que provoca, diverte e convida à reflexão. Projeto contemplado pela 41ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa.


Ficha técnica
"O Diabo com Tetas", de Dario Fo

Tradução: Danilo Alba e Augusto Marin
Direção geral: Augusto Marin
Diretor: Armando Liguori Junior
Assistente de direção: Matheus Melchionna
Elenco: Fernanda Viacava e Eduardo Silva (Artistas Convidados), Augusto Marin, Armando Liguori Junior, Natalia Albuk, Carlos Capeletti, Fabrício Garelli, Juliano Dip, Isabela Prado, Mariana Blanski e Fabio Godinho.
Músicos: Paulo Dantas e Pedro Mendes
Cenários: Maria Zuquim e João Garcia Miguel
Imagens e desenhos: João Garcia Miguel
Figurinos: Maria Zuquim e Carla Bariquelli
Diretor musical: Sérvulo Augusto
Máscaras: Helo Cardoso
Coreografias: Valéria Franco
Assessoria de imprensa: Miriam Bemelmans
Diretora de produção e administração: Luciane Ortiz
Realização: Commune


Serviço
Leitura dramática de "O Diabo com Tetas", de Dario Fo
Dia 2 de abril, quinta-feira, às 20h00
Teatro Commune @teatrocommune
Rua da Consolação, 1218, Consolação / São Paulo
Telefone: (11) 97665 2205
Próximo ao Metrô Higienópolis-Mackenzie
Capacidade: 98 lugares + 1 Cadeirante e 1 obeso
Ingressos pelo Sympla https://www.sympla.com.br/evento/o-diabo-com-tetas---texto-dario-fo-leitura-dramatica/3360951
Grátis

.: Peça "Homem Que É Homem Não Chora" faz estreia no Teatro Bibi Ferreira


Na montagem, os atores Felipe Damazzo e Homar Rabah, dialogam em um jogo de palavras nem um pouco delicadas sobre suas orientações sexuais e olhares em relação à vida. Foto: divulgação


A Splendore Produções e Eventos anuncia a apresentação da  montagem do texto “Homem Que É Homem Não Chora”, escrito por Alex Giostri e Sérgio Savian, com direção de Rogério Fabiano e produção de Gerardo Franco. A peça com estreia anunciada para o dia 09 de abril, no Teatro Bibi Ferreira, destaca no elenco as presenças dos atores Felipe Damazzo (Ivan) e Homar Rabah (Clóvis).

A peça apresenta de modo bastante divertido, através da linguagem da comédia, questões da masculinidade e da homofobia, este último muito discutido em tempos contemporâneos. O espetáculo tem como diferencial uma abordagem psicológica dos dramas, carências e incertezas que cercam as personalidades distintas destes dois personagens no mundo atual. 

“O que mais me interessa, neste texto, é a palavra, o sentimento, os objetivos e sentimentos dos personagens... São viscerais e ao mesmo tempo, tentam se esconder, se defender, por insegurança e baixa auto-estima. O texto apresenta e disseca, as camadas dos sentimentos de cada personagem. Aos poucos, ambos vão se revelando, se abrindo e se revelando.E é tão bom olhar pelo buraco da fechadura e se identificar com o que é visto! Nesta peça, o público vai rir, se emocionar e se identificar. Vale conferir.. e além disso, o final é surpreendente!”, destaca o diretor Rogério Fabiano.

Ele completa: “Esta peça é um espetáculo de identificação, onde os sentimentos e os desejos são sofridos pelos preconceitos. E os autores, conseguem, através da trama, e dos personagens, mostrar que desejo, fetiche, prazer e ultrapassar todos os limites da estima, da aceitação e do medo da rejeição e dos gatilhos e trás todos os medos, a flor da pele. Após assistir essa peça, o espectador sai modificado e cheio de coragem pra ser feliz”, finaliza.

Convidado pelo diretor da peça para elencar a montagem, o ator Felipe Damazzo, pontua que o texto traz personagens viscerais, com certa densidade dramática e um pouco de alívio cômico. “Desde o primeiro contato que tive com o texto, vi a potência que o Ivan trazia à história e a importância para o público em conhecê-lo, e entender quem é este cara e o porquê ele está ali. Trata-se de um personagem complexo, profundo, com traumas, amores e peculiaridades, que o torna único. Ele traz dores que eu também carrego. Isso me fez aceitar logo de cara este trabalho”, comenta o ator. “A preparação está incrível e mágica. A cada dia, descobrimos uma nova camada do Ivan e da relação dele para com o Clóvis. A sintonia e relação que criei com meu colega de cena tem sido muito importante e necessária para deixar o espetáculo intenso e com gostinho de quero mais”, completa Damazzo.

“O Clóvis é um personagem que está e sempre esteve presente na nossa realidade. Todo mundo conhece alguém como ele, o cara machão, conservador, que não sabe lidar com os próprios sentimentos e que não suporta nem a ideia de ter amigos gays, mas que no fundo, talvez possa esconder um desejo reprimido. Será? Essa é a grande dúvida que fica no ar, e que cada um poderá tirar sua própria conclusão”, brinca o ator Homar Rabah que confirma um intenso processo preparativo para seu personagem. “Existem novas descobertas a cada dia. O universo do teatro é mágico justamente por nos dar a oportunidade de nos redescobrirmos e nos reinventarmos a todo instante”, finaliza Homar. 

"Homem Que É Homem Não Chora" é uma história ambientada no banheiro de um aeroporto. Conta a história de dois homens que, devido um apagão em um aeroporto ficam presos no banheiro por várias horas e se enfrentam em um jogo de palavras nem um pouco delicadas sobre suas orientações sexuais e olhares em relação à vida. Nesta convivência forçada descobrem nuances de suas personalidades e enfrentam os dilemas da aceitação do outro. 

Permitindo assim, um momento de reflexão sobre a forma como encaram a vida e seus próprios relacionamentos familiares e sociais, sob as duas perspectivas masculinas, a heterossexual e a homossexual nas suas semelhanças e divergências. Nesse período em que estão presos neste banheiro, a sensação de claustrofobia chega ao limite por meio de duras agressões verbais onde revelam seus medos e recalques. A partir de uma ação mal interpretada, vêm à tona todos os preconceitos e intolerâncias gerando uma batalha de personalidades. “Homem Que é Homem Não Chora” foi escrita há cerca de 20 anos, mas ainda traz questões sociais que perduram, o que faz a obra ser muito necessária nos dias atuais.


Ficha técnica
Espetáculo "Homem Que É Homem Não Chora"
Autor: Alex Giostri e Sérgio Savian
Direção geral:Rogério Fabiano
Iluminação: Rogério Fabiano
Direção de arte: Gerardo Franco e Rogério Fabiano
Trilha sonora: Gerardo Franco 
Direção de movimento: Murilo Inforsato
Assessoria de imprensa: Davi Brandão
Editora: Giostri Editora
Designer e web marketing: João Lucas Lopes
Gestor de tráfego: Marquinhos AT 
Direção de produção: Gerardo Franco
Realização: Splendore Produções e Eventos


Serviço
Espetáculo "Homem Que É Homem Não Chora"
Teatro Bibi Ferreira (Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 931 - Bela Vista / São Paulo)
Estreia: 9 de abril, às 21h00
Apresentações: dia 9, 16 e 30 de abril, e 7, 14, 21 e 28 de maio, às quintas-feiras, às 21h00
Faixa etária: 18 anos
Gênero: drama / comédia
Ingressos: R$ 60,00 a R$ 120,00

 

segunda-feira, 23 de março de 2026

.: Iara Rennó e Thalma de Freitas leem "Macunaíma" na piscina do Sesc


Atividade gratuita do projeto "Ler à Luz da Lua" convida o público a acompanhar a performance de dentro da água ou do mirante da unidade. Na foto: Iara Rennó (créditos: José de Holanda) e Thalma de Freitas (Caroline Bittencourt)  

 
Nesta quarta-feira, dia 25 de março, às 20h00, o Sesc 24 de Maio promove uma experiência literária inédita: a leitura pública de trechos do clássico "Macunaíma, o Herói Sem Nenhum Caráter", de Mário de Andrade, por Iara Rennó e Thalma de Freitas. A atividade integra o projeto “Ler à Luz da Lua”, realizado no 13º andar da unidade, na área da piscina, ao ar livre, com vista panorâmica para o centro de São Paulo. A proposta inclui também uma experiência singular: parte do público poderá acompanhar a leitura de dentro da piscina, em boias. 

O acesso à água possui vagas limitadas e requer traje de banho e exame dermatológico válido. Os ingressos para a área molhada serão distribuídos a partir das 18h00, com possibilidade de realização de exame dermatológico gratuito no local, válido exclusivamente para a atividade. Para a área seca (cadeiras e almofadas ao redor da piscina), os ingressos serão distribuídos a partir das 19h00.

Publicado em 1928, Macunaíma narra as aventuras fantásticas de um anti-herói que vive em uma tribo amazônica, onde ganha um amuleto da sorte que acaba caindo nas mãos do gigante Piaimã, comedor de gente. Para recuperar a pedra mágica, ele viaja a São Paulo e se vê diante do caos urbano. A leitura reúne duas artistas cujas trajetórias dialogam diretamente com o universo do livro. Cantora, compositora e pesquisadora, Iara Rennó desenvolve há mais de duas décadas uma investigação artística sobre a obra de Mário de Andrade, iniciada no álbum "Macunaíma Ópera Tupi" e aprofundada no projeto "Makuná_ímã". Já Thalma de Freitas, atriz e cantora, integrou em 2010 o espetáculo "Macunaíma Ópera Baile", no Teatro Oficina, interpretando a personagem Macunawoman.
 
O projeto "Ler à Luz da Lua" apresenta leituras públicas mensais de obras literárias conduzidas por artistas de diversas áreas da cena cultural, explorando a oralidade, a presença cênica e o encontro entre literatura e outras linguagens. Desde sua estreia, em janeiro, já contou com participações de Letrux, Lilia Guerra e Ana Flavia Cavalcanti. A próxima edição, em 15 de abril, reúne Aretha Sadick e Verónica Valenttino para a leitura de As Malditas, de Camila Sosa Villada.
 

Serviço 
Iara Rennó e Thalma de Freitas leem "Macunaíma", de Mário de Andrade 
Data: 25 de março de 2026, quarta-feira, às 20h00
Local: Sesc 24 de Maio, Rua 24 de Maio, 109, São Paulo – 350 metros da estação República do metrô
Classificação: 14 anos
Grátis 

Informações importantes de acesso 
Como a atividade ocupa a área da piscina, existem duas formas de assistir:
Dentro da Piscina: Obrigatório traje de banho e realização de exame dermatológico (feito no local). Retirada de ingressos e avaliação médica a partir das 18h, no dia do evento. Não precisa de credencial plena.
No Entorno (Deck): Cadeiras e almofadas disponíveis por ordem de chegada. Retirada de ingressos a partir das 19h00.
Duração: 60 minutos
Serviço de van: transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h às 23h, e aos domingos e feriados, das 18h00 às 21h00.

sábado, 14 de março de 2026

.: Teatro: “O Céu Fora Daquela Janela” ganha primeira montagem brasileira


“The Welkin”, da prestigiada dramaturga britânica Lucy Kirkwood, ganha sua primeira montagem profissional no Brasil com produção da Bendita Trupe, numa versão feminista de Doze Homens e uma Sentença. Foto: Alê Catan


Originalmente encomendada e encenada pelo National Theatre, de Londres, a peça "The Welkin", da prestigiada dramaturga britânica Lucy Kirkwood, ganha uma versão brasileira pela Bendita Trupe que define a montagem como “uma odisseia de tirar o fôlego”. Agora, sob o título de "O Céu Fora Daquela Janela", o trabalho estreia no dia 21 de março e permanece em cartaz até o dia 26 de abril no Teatro Antunes Filho, no Sesc Vila Mariana. O texto propõe uma releitura feminina do clássico do cinema "Doze Homens e Uma Sentença" (1957 - direção de Sidney Lumet), estrelado por Henry Fonda. Mantém-se a estrutura do júri encarregado de decidir o destino de uma acusada, mas aqui o centro da cena é ocupado por mulheres, deslocando o eixo de poder e perspectiva.

A direção é de Johana Albuquerque - diretora, pesquisadora e atriz, fundadora da Cia. Bendita Trupe - que propõe um encontro entre diferentes gerações da cena teatral paulistana. No elenco, artistas com trajetórias consolidadas e vozes mais recentes compartilham o espaço cênico: Aysha Nascimento, Nilcéia Vicente, Ester Laccava, Fernanda D'Umbra, Daniel Alvim, Vera Bonilha, Pedro Birenbaum, Cris Lozano, Maria Bia, Thais Dias, Claudia Missura, Agnes Zuliani, Jefferson Matias, Sofia Botelho, Cris Rocha, Raul Vicente e Clodd Dias.

Em "O Céu Fora Daquela Janela", Lucy Kirkwood ambienta a ação no interior da Inglaterra, em 1759. Doze matronas são convocadas como um “júri emergencial” para determinar se Sally Poppy, condenada por participação no assassinato de uma criança, está grávida. A decisão é crucial: caso a gestação seja confirmada, a execução por enforcamento será substituída por prisão perpétua.

Nesse tribunal improvisado, confrontam-se forças estruturantes da época: ciência e superstição, autoridade médica masculina e saberes ancestrais femininos, justiça institucional e pressão popular. Ao tensionar esses campos, a autora expõe as fissuras de um sistema jurídico conduzido por homens e atravessado por interesses, crenças e disputas de poder.

“A dramaturgia se amplia na percepção de que esta é a história não escrita da experiência materna feminina. Contada com uma estimulante franqueza fraternal, 13 mulheres diversas formam um espectro deslumbrante, furioso e conflitante de humanidade e feminilidade, diante de uma estrutura jurídica que só trabalha para humilhar e massacrar a grande experiência do matriarcado”, comenta a diretora.

"The Welkin", texto original de Lucy Kirkwood, estreou em Londres em 2020, mas sua temporada inicial foi interrompida pela pandemia. Desde então, recebeu montagens em diferentes países, como Coreia do Sul, Eslovênia e Irlanda, entre outros. Na versão brasileira, o dramaturgo-guia Cacá Toledo adotou um letramento feminista como eixo da tradução, priorizando escolhas no feminino - como “coberta” em vez de “cobertor” - em consonância com a centralidade das personagens mulheres. Ao mesmo tempo, os nomes próprios foram adaptados para formas mais usuais em português, buscando maior fluidez e aproximação com o público.

"O Céu Fora Daquela Janela" pode parecer apenas uma peça de julgamento. Mas existem muitas camadas que respiram nesta trama, que atravessam não somente o drama histórico, mas também a peça de suspense, a comédia, o ativismo, o simbolismo, o macabro e a tragédia.

Numa enorme cela, fria e escura, doze mulheres moradoras de uma mesma pequena cidade do interior são reunidas por horas a fio - sem comida, bebida, calor e luz. Este “júri emergencial” mistura mulheres generosas e cheias de sabedorias a outras, egoístas e preconceituosas, numa conversa sincera e nem sempre agradável sobre o que é ser mulher nos dias de hoje. “A trama percorre caminhos inusitados e simbólicos, trazendo além das conversas e embates entre essas mulheres tão diversas, relatos fantásticos e mágicos, ligados aos fetiches e fantasias femininas, como também, sua conexão com os elementos da natureza (a água, o fogo, as ervas, os aromas, as curas)”, acrescenta Albuquerque.

Já que a autora sinalizou ser crucial “que o grupo reflita a população do lugar em que a peça está sendo encenada e não a do Leste inglês dos anos 1750”, a teatralidade, característica peculiar da Bendita Trupe se une agora a potência do teatro negro, a presença de integrantes de outros relevantes grupos de teatro de São Paulo, além de também dar visibilidade ao corpo trans, revelando a preocupação da cia. de expressar, em cena, a diversidade presente em nosso país.

"O Céu Fora Daquela Janela" também segue uma abordagem mais corporal e menos psicológica. “Nossos espetáculos sempre são meio coreografados, porque é muito importante que as ações se tornem expressivas através do corpo”, comenta a encenadora.

O cenário de Simone Mina é quase uma instalação. Há uma cela que é como um espaço laboratorial, com estantes cheias de objetos translúcidos que contém líquidos, em uma referência à gestação e ao útero. Ao mesmo tempo, uma série de cadeiras suspensas fazem alusão ao enforcamento - estas são manipuladas constantemente para criar diferentes ambientes.

Os figurinos de Silvana Marcondes surgem a partir das referências históricas de roupas dos anos 1750/1780, com tangenciamentos à nossa atualidade urbana do século XXI. Trajes, modelagens e volumes daquele período serão mesclados com peças, acessórios e detalhes de vestes contemporâneas como calças, cintos, tecidos e calçados.

A composição musical de Pedro Birenbaum rompe fronteiras temporais e estilísticas ao reunir ópera clássica, música circense, disco music, funk, punk, dance e cantos de lavadeiras. Essa diversidade não é aleatória: cada linguagem musical dialoga com diferentes momentos históricos e simbólicos da condição feminina, revelando camadas de opressão, trabalho, festa, rebeldia e transformação. A proposta é traduzir musicalmente a evolução - e a resistência - das mulheres desde o século XVIII até a contemporaneidade. As projeções em mapping e videografismos de Ana Lopes, os vídeos de Peterson Almeida e a Iluminação de Wagner Pinto, ampliam a dimensão simbólica da cena, estimulando a imaginação do espectador.


Sinopse
Ambientado no interior da Inglaterra em 1759, o espetáculo é disparado a partir do julgamento de um crime hediondo em que um júri, formado exclusivamente por mulheres, coloca treze figuras, de origens e realidades diversas, dialogando sobre questões importantes do universo feminino: o olhar e o sentir da mulher sobre o seu próprio corpo, as dificuldades diante do universo do patriarcado, abuso, gravidez, maternidade, abandono, paixão, rejeição e sororidade.


Ficha técnica
Espetáculo  “O Céu Fora Daquela Janela”
Texto: Lucy Kirkwood
Tradução e Dramatur_Guia: Cacá Toledo
Direção: Johana Albuquerque
Elenco: Aysha Nascimento, Nilcéia Vicente, Cris Lozano, Vera Bonilha, Ester Laccava, Fernanda D’Umbra, Daniel Alvim, Pedro Birenbaum, Maria Bia, Thaís Dias, Cláudia Missura, Clodd Dias, Agnes Zuliani, Sofia Botelho, Cris Rocha, Jefferson Matias e Raul Vicente
Cenário: Simone Mina
Figurinos: Silvana Marcondes
Direção Musical e Músico em cena (piano): Pedro Birenbaum
Iluminação: Wagner Pinto
Videografismos e Mapping: Ana Lopes
Vídeos: Peterson Almeida
Adereços: Julio Dojcar
Visagismo: Leopoldo Pacheco
Orientação Corporal: Renata Melo
Preparação Vocal: Sonia Goussinsky
Design Gráfico: Werner Schulz
Assessoria de Imprensa: Canal Aberto - Márcia Marques, Daniele Valério e Carina Bordalo
Fotos de Divulgação: Alê Catan
Mídias Sociais - Valio Comunicação
Produção Executiva: Marcelo Leão e Iza Marie Miceli
Administração e Direção de Produção: Stella Marini
Coordenação Geral: Johana Albuquerque
Produção: Bendita Trupe
Realização: Sesc São Paulo


Serviço

Espetáculo  “O Céu Fora Daquela Janela”
De 21 de março a 26 de abril de 2026
Quintas a sábados, às 20h00. Domingos e feriados, às 18h00. Dia 22 de março, sessão às 15h00.
Sesc Vila Mariana - Rua Pelotas, 141, Vila Mariana, São Paulo, SP (Metrô Ana Rosa)
Ingressos disponíveis no aplicativo Credencial Sesc SP a partir do dia 10 de março às 17h00 e nas bilheterias do Sesc em todo o Estado a partir do dia 11 de março às 17h00
R$ 21,00 (credencial plena); R$ 35,00 (estudante, servidor de escola pública, idosos, aposentados e pessoas com deficiência) e R$ 70,00 (inteira).
Estacionamento: 125 vagas - R$ 8,00 a primeira hora + R$ 3,00 a hora adicional (Credencial Plena: trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). R$ 17 a primeira hora + R$ 4,00 a hora adicional (outros). Paraciclo: 16 vagas - gratuito (obs.: é necessário a utilização de travas de seguranças). Informações: 5080-3000  
Duração: 150 minutos | Classificação: 14 anos | Capacidade: 620 lugares

sexta-feira, 13 de março de 2026

.: "Moscou para Principiantes" chega à Funarte SP com duas apresentações


Com texto e direção de Aline Filócomo, espetáculo inspirado em "As Três Irmãs", de Anton Tchekhov, investiga os sentidos contemporâneos do trabalho a partir da relação entre desejo, criação e memória. Apresentações acontecem nos dias 28 e 29 de março na Sala René Gumiel. Foto: MaGon
 

O espetáculo "Moscou para Principiantes", com texto e direção de Aline Filócomo, faz duas apresentações no Complexo Cultural Funarte SP, na Sala René Gumiel, nos dias 28 de março, às 20h, e 29 de março, às 19h. Inspirada em "As Três Irmãs", de Anton Tchekhov, a montagem investiga os sentidos do trabalho na contemporaneidade a partir da relação entre desejo, criação e sobrevivência no mundo atual.

No palco, as atrizes Natacha Dias, Paula Arruda e Rita Grillo conduzem uma dramaturgia construída a partir da transcrição poética de conversas entre três atrizes em processo de criação e um grupo de mulheres aposentadas. Camadas de ficção e realidade se sobrepõem, evocando as personagens Olga, Macha e Irina, ao mesmo tempo em que revelam memórias, frustrações e projetos de vida das próprias intérpretes.

"Moscou Para Principiantes" marca o início da trajetória da Boneca Russa | Cia de Teatro. Escrita e dirigida por Aline Filócomo, integrante da Cia Hiato, a obra foi contemplada por importantes editais e prêmios:  PROAC Publicação de Textos Inéditos/2019, 12ª Edição do Prêmio Zé Renato, e Difusão e Circulação de Projetos Artísticos Culturais 27/2024. A primeira versão, em formato experimental on-line, foi lançada em 2021. No ano seguinte, o espetáculo estreou presencialmente no TUSP - Teatro da USP, em São Paulo, com temporada entre 13 de agosto e 18 de setembro de 2022, recebendo excelente retorno de público e crítica. 

Em 2025, o projeto circulou pelo interior paulista, com apresentações realizadas em Campinas, Bragança Paulista, Santos, São Caetano do Sul, Bauru e São Carlos. Ao todo, foram realizadas 12 apresentações gratuitas. Em cada cidade, aconteceu uma sessão com tradução simultânea em Libras, além de uma oficina gratuita de Transcrição Poética voltada para mulheres 60+ e um bate-papo mediado aberto ao público.


Uma dramaturgia em camadas
Publicado em outubro de 2020 pela Editora Javali, o texto recorre à transcrição poética de uma série de conversas promovidas em dois núcleos de mulheres: três atrizes em processo de criação e um grupo de aposentadas da terceira idade. Como nas bonecas russas que inspiram o nome da companhia, camadas de ficção e realidade se sobrepõem: em cena, ora vemos Olga, Macha e Irina; ora, três idosas evocando memórias; ora, as próprias atrizes, refletindo sobre seus desejos, frustrações e suas pequenas "moscous" pessoais. 

A linguagem dramatúrgica e cênica opera por tentativas, desvios e falhas,  que também se associam a nossa atual dificuldade de compreensão das alteridades. Espaços de erro e incompletude se instalam como parte do discurso e da forma, propondo uma crítica sensível ao imperativo de produtividade que marca o mundo contemporâneo. “Temos a sensação de que hoje não basta sobreviver do trabalho - é preciso sobreviver ao trabalho. Mas produzir o quê? A partir de quê? Para quem? E o que resta quando isso tudo acaba?”, provoca Aline Filócomo.


Matrioscas, memória e descompasso
As matrioscas - bonecas russas que abrigam camadas sucessivas de figuras - servem de metáfora central à encenação, revelando histórias dentro de histórias, identidades que se multiplicam. Esse jogo é traduzido também na estrutura da peça, que transita entre teatro, cinema e instalação. Os figurinos, feitos de sobreposições, e os dispositivos sonoros e visuais reiteram esse deslocamento constante.

As três atrizes – Natacha Dias, Paula Arruda e Rita Grillo – conduzem a ação por meio da palavra: falas sobrepostas, lapsos de memória, delays e repetições criam um ritmo fragmentado, em sintonia com o próprio processo de fabulação do espetáculo. A tentativa de traduzir em frases e sentidos o ritmo frenético dos seus pensamentos ocupa espaço e produz movimento na cena.

O espetáculo tangencia poeticamente questões urgentes do contexto político e social brasileiro. Quando a existência se vê cada vez mais associada à capacidade humana de produzir e o tempo se converte em matéria consumível, "Moscou para Principiantes" reivindica o direito à criação, ao desejo e à contemplação.


Sobre Aline Filócomo
Diretora, dramaturga e atriz, graduada em Artes Cênicas pela ECA-USP, e doutoranda em Estética e Poéticas Cênicas pela UNESP. É integrante da Cia Hiato, coletivo que sempre se dedicou a investigar novas dramaturgias e formatos cênicos, construindo uma trajetória de relevância e destaque no cenário teatral brasileiro e internacional. Na companhia, criou e atuou nos oito projetos do seu repertório: Cachorro Morto, Escuro, O Jardim, Ficção, 02 Ficções, Amadores, Odisseia e Litoral. Integrou o elenco do CPT do SESC, coordenado por Antunes Filho, e foi atriz-criadora do Prêt-à-Porter 8. Dirigiu os espetáculos O Desejo do Outro, Cantos de Xícaras, A Última Cena, libolli e m.o.f.o. moscou para principiantes é seu trabalho mais recente, com texto publicado pela Editora Javali.

 
Sinopse
"Moscou para Principiantes" investiga, de uma forma provocativa e bem-humorada, os sentidos contemporâneos do trabalho e sua relação com o desejo e a capacidade de criação de outras realidades possíveis em tempos instáveis. Com procedimentos livremente inspirados nos diálogos de As Três Irmãs, de Anton Tchekhov, a dramaturgia recorre à transcrição poética de uma série de conversas promovidas em dois núcleos de mulheres, três atrizes em processo de criação e um grupo de aposentadas da terceira idade.


Ficha técnica
Direção e Dramaturgia: Aline Filócomo 
Elenco: Natacha Dias, Paula Arruda e Rita Grillo
Produção: Aura Cunha
Produção executiva: Yumi Ogino
Cenário e iluminação: Marisa Bentivegna 
Figurino: Anne Cerutti 
Projeção: Grissel Piguillem
Trilha sonora: Kuki Stolarski
Colaboração: Fabrício Licursi e Mackaylla Maria
Operação de vídeo, luz e som: Cezar Renzi
Programação Visual e Fotos: MaGon
Classificação: dez anos 
Duração: 55 minutos


Serviço
Complexo Cultural Funarte SP | Sala René Gumiel
Endereço - Alameda Nothmann, Nº 1058, Campos Elíseos / São Paulo.
Dia 28 de março, às 20h00. Dia 29 de março, às 19h00.

Ingressos
R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada)
Retirada pelo Sympla

quinta-feira, 12 de março de 2026

.: Musical “Prazer, Zezé!” estreia no Sesc 14 Bis e revisita trajetória de Zezé Motta


O musical entra em cartaz dia 20 de março e percorre seis décadas da carreira de Zezé Motta, da juventude ao protagonismo histórico no cinema, na televisão, na música, no teatro e no ativismo cultural. Na imagem, Larissa Noel como Zezé Motta. Foto: Priscila Prade / Divulgação


Zezé Motta é uma referência central da cultura brasileira contemporânea. Mais do que atriz e cantora, é uma artista que ajudou a abrir caminhos e a ampliar possibilidades de existência para mulheres negras nas artes do país. Sua trajetória foi construída em diálogo permanente com seu tempo, enfrentando limites impostos pelo mercado e pelo imaginário social; transformando presença em linguagem; voz em afirmação e corpo em cena. Essa história ganha forma em “Prazer, Zezé! O Musical”, uma produção da Gávea Filmes que estreia em 20 de março no Teatro Raul Cortez, Sesc 14 Bis, em São Paulo, e fica em cartaz de quinta a domingo, até o dia 21 de abril de 2026.

E ninguém melhor para falar sobre o musical do que a homenageada Zezé Motta: “Olhar para trás e me ver ali, no palco, com a minha própria história sendo contada, é uma emoção difícil de explicar. Estou com 81 anos, viva, lúcida, trabalhando, podendo assistir à minha trajetória ganhar voz, corpo e cena… é um presente. Eu venho de um tempo em que nada foi fácil, cada passo que eu dei foi uma conquista, resistência, amor pela arte. Então me sentar na plateia e perceber que aquela menina cheia de sonhos atravessou décadas e continua aqui, pulsando, é uma sensação de vitória e gratidão profunda. É como se a vida estivesse me aplaudindo de volta.”

“O ponto de partida foi pensar que a trajetória da Zezé não cabe em um retrato confortável. A história dela é a de uma artista que precisou disputar cada espaço em um país que sempre naturalizou a exclusão de corpos negros dos lugares de protagonismo. O musical nasce deste embate entre desejo, talento e estruturas que tentam limitar quem pode ocupar o centro da cena”, afirma a diretora artística Débora Dubois.

A montagem percorre seis décadas de atuação pública e criação artística. Da juventude em Campos dos Goytacazes, no interior do Rio de Janeiro, à formação no Teatro Escola Tablado. Do impacto de “Roda Viva”, sob direção de Zé Celso, à projeção nacional com “Xica da Silva”, no cinema de Cacá Diegues. Da consagração popular como cantora e atriz à construção de uma identidade que nunca se moldou ao olhar alheio. Não se trata de uma narrativa linear. O texto articula episódios, embates, conquistas, quedas e retomadas, compondo o retrato de uma mulher que precisou abrir espaço onde não havia lugar garantido.

O elenco reúne 11 intérpretes, acompanhados por uma banda de oito músicos, integrando música e teatro ao vivo. Em cena, Larissa Noel interpreta Zezé Motta em diferentes fases da vida. "Desde que comecei o processo de estudo ouço palavras como: ousadia, potência, entidade, força, carisma, alegria, leveza  para definir Zezé em cena e fora dela. Os relatos são sempre muito intensos, calorosos e afetuosos, quando se fala dela e das relações que as pessoas tiveram com ela. Então, conseguir imprimir tamanha grandeza, é um desafio. Mas um desafio muito delicioso, justamente pela fluidez e alegria que ela transmite. Estar em cena representando a Zezé me estimula, faz ter vontade de viver cada vez mais fazendo arte”, afirma Larissa.

E a história de Zezé é recheada de encontros marcantes e significativos. Desde o seu namoro e amizade com Antônio Pitanga, vivido na peça por Hipólyto que também interpreta Luiz Melodia. “Estar fazendo esses dois personagens é uma honra. Dois artistas negros com muita personalidade. Foram duas pessoas muito importantes na vida da Zezé”, avalia Hipólito. Sua parceria com os diretores Augusto Boal, que a levou para Nova York, onde a artista assumiu seu cabelo afro, e com Zé Celso, vividos ambos por Adriano Tunes, também estão em cena. "Eles foram os 'olhos' que enxergaram o potencial da Zezé antes mesmo dela se dar conta da própria magnitude. Eles a ajudaram a transformar talento bruto em manifesto vivo. Interpretar Augusto Boal e Zé Celso no mesmo espetáculo é um exercício de esquizofrenia criativa deliciosa. São os dois pilares do nosso teatro: de um lado, a estrutura e a consciência social do Boal; do outro, a liberdade dionisíaca e a catarse do Zé”, conceitua Adriano.

Outras duas personalidades, só que dessa vez femininas, também muito marcante na vida da artista foram Marieta Severo e Marília Pera. Sua amizade com Mariela Severo,  interpretada no musical por Luciana Ramanzini, vem do tempo em que moravam no mesmo prédio onde o tio de Zezé era porteiro e depois o reencontro das duas na peça “Roda Viva”. “Marieta e Zezé trazem em sua amizade, uma memória afetiva que vem marcada da infância. Ambas representam trajetórias de afirmação feminina no teatro e na televisão brasileira”, diz Luciana.

Já Marília foi responsável pelo nome artístico de Zezé e  abriu várias portas para ela. "Marília foi muito amiga de Zezé e vejo que foi grande incentivadora da carreira dela. Viveram uma amizade bastante longa e sincera. E isso aparece no espetáculo”, diz Luciana Carnieli, que interpreta a atriz no espetáculo.

Toda essa história é costurada pela trilha sonora que inclui canções associadas à trajetória da protagonista e ao período histórico retratado, como “Senhora Liberdade”, “Tigresa” e “Muito Prazer, Zezé”. A direção musical é de Cláudia Elizeu, responsável por dar nova roupagem á sucessos icônicos. "O desafio foi equilibrar respeito à memória que o público já traz dessas canções com a necessidade de ressignificá-las dentro da cena.  Trabalhamos timbres, respirações, silêncios e dinâmicas para que cada canção surgisse como extensão do gesto e da palavra, revelando novos sentidos sem perder sua essência”, analisa Claudia.

A direção de arte de Billy Castilho estabelece a conexão entre a linguagem teatral e as novas tecnologias, criando um backstage onde se conta a carreira e a vida  da artista Zezé Motta desde o DNA e sua africanidade  até os dias atuais onde Zezé Motta conquistou o espaço nas novas linguagens tecnológicas e continua à frente do seu tempo como a minha artista  brasileira mais completa. "Meu desafio para criar a direção de arte e a cenografia teve a parceria  criativa com a diretora Débora Dubois que foi fundamental  junto ao texto perfeito e amoroso do autor Toni Brandão. Chegamos na linguagem criativa sobre os 'bastidores' da vida da artista Zezé Motta. A partir daí condensei toda a linguagem em um backstage teatral, onde tudo está em cena, pensando em uma paleta de cores preto e ferrugem que envolve o teatro com ferro e tecnologia, o expectador vai ter sensação de estar dentro da coxia teatral , dialogando com a movimentação dos atores, trocas de perucas e figurinos sugerido pela direção”, explica Billy.

O figurino de Lena Santana, o desenho de luz de Wagner Pinto e a coreografia de Tainara Cerqueira e Priscila Borges reforçam a narrativa significativa da vida de Zezé. Uma mulher negra, com uma trajetória de superação e sucesso, que também representa a história da dança negra brasileira. "Zezé com seu corpo e sua expressão artística, conta a história da arte negra no Brasil, e a dança faz parte desse contexto. Ao coreografar, pensei em respeitar essa história, valorizar o elenco que tenho e, sobretudo, exaltar Zezé Motta, homenageando sua linhagem ancestral. Gosto muito da cena de Oxum, porque é nela que ela revela ao público toda a base que a sustentou até aqui”, diz Tainara.

Com idealização e dramaturgia de Toni Brandão, direção artística de Débora Dubois e produção artística de Bianca de Felippes, “Prazer, Zezé! O Musical” afasta-se da lógica da celebração protocolar. O espetáculo propõe um olhar crítico sobre a trajetória de uma mulher negra que construiu relevância artística em um campo cultural atravessado por desigualdades estruturais. Poder, racismo, desejo, contradição e permanência estruturam a encenação.

“São 60 anos de uma estrutura que nunca parou. A vida de Zezé daria um espetáculo de 18 horas. Hoje, uma mulher de quase 82 anos, com quase 1 milhão de seguidores, que aos 75 posou nua e é uma excelente influenciadora digital. O que mais me surpreende na trajetória dela é o poder de transformação, ela sempre foi capaz de seguir adiante, com pouca reclamação, sem submissão. Zezé acha o lugar de ser quem ela é sem mudar, transformando o mundo ao seu redor para ela ser que ela quer ser”, define Toni.

“Prazer, Zezé! O Musical”, produção da Gávea Filmes, é realizado pelo Ministério da Cultura e Sesc São Paulo, com patrocínio do Bradesco Seguros, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.


Ficha técnica
“Prazer, Zezé! O Musical”
Idealização e dramaturgia: Toni Brandão
Direção artística: Débora Dubois
Direção musical: Cláudia Elizeu
Direção de arte: Billy Castilho
Figurinos: Lena Santana
Desenho de Luz: Wagner Pinto
Coreografia / Assistente de direção: Tainara Cerqueira e Priscila Borges
Produção de elenco: Giselle Lima
Produção artística: Bianca De Felippes
Produção: Gávea Filmes
Apresentado por: Bradesco Seguros
Realização: Sesc São Paulo e Ministério da Cultura
Elenco: Larissa Noel como Zezé Motta, Anastácia Lia, Arthur Berges, Adriano Tunes, Fernando Rubro, Luciana Ramanzini, Luciana Carnieli, Hipólyto, Maria Antônia Ibraim, Moara Sacchi, William Sancar
Banda: Dan Motta - Maestro/Teclado, Ana Maga - Percussão 1, César Roversi - Sax, Flauta e Clarinete, Gabi Gonzalez - Guitarra, Juliana Silva - Trompete, Karol Preta - Bateria, Priscila Borges - Percussão 2, Rafael Gomes - Contrabaixo

Serviço
“Prazer, Zezé! O Musical”
Sesc 14 Bis – Teatro Raul Cortez
Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 2º andar – Bela Vista, São Paulo
Próximo ao Metrô Trianon-Masp (Linha 2 - Verde)
Telefone: (11) 3016-7700
Temporada
De 20 de março a 21 de abril de 2026
Horários: quintas, às 15h00 e 20h00, sextas e sábados, às 20h00, domingos e feriados, às 18h00
Dia 1° de abril, quarta 20h00
Dia 21 de abril, terça 20h00
Não haverá sessão dia 3 de abril
Sessões com tradução em Libras: 9 a 12 de abril, quinta-feira, às 15h00 e 20h00, sexta e sábado, às 20h00, domingo, às 18h00. Sessões com audiodescrição: 11 de abril, às 20h00; 12 de abril, às 18h00
Classificação 12 anos
Ingressos: R$ 70,00 (inteira); R$ 35,00 (meia-entrada) e R$ 21,00 (credencial plena)

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