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quarta-feira, 8 de julho de 2026

.: Seminário sobre Commedia Dell´ Arte, Máscara e Teatro de Dario Fo em SP


De 14 a 20 de julho acontece o Seminário sobre a Commedia Dell´ Arte, a Máscara e o Teatro de Dario Fo no Teatro Commune. Participam Fred Hunzicker, Helô Cardoso, Neyde Veneziano e Wanderley Martins. A mediação é de Augusto Marin. Grátis! Dario Fo, é autor, diretor e ator em mais de cem farsas, comédias, músicas e monólogos como Mistério Bufo, além de ter sido pintor, cenógrafo, figurinista, encenador, militante político e vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1997. É considerado o autor mais encenado do mundo, depois de Shakespeare! Em março deste ano, comemora-se o centenário de Dario Fo, que morreu em 2016.

O teatro dele combina farsa, comicidade popular, crítica social e invenção cênica. Ele usa a tradição medieval para falar do presente, a ironia e o absurdo como armas contra o poder, a censura, e o medo. Segundo Fo: "O poder teme o riso porque o riso destrói o medo". Em suas peças, o público ri antes de perceber que está sendo levado a refletir sobre desigualdade, violência institucional e manipulação política.

As palestras integram o projeto 20 anos de uma Commune Teatral, realizado com recursos da Edição 41º, da Lei de Fomento ao Teatro da Cidade de Sâo Paulo, tendo a parceria da Fondazione Dario Fo & Franca Rame, da Itália, e o Istituto Italiano di Cultura di San Paolo, na celebração dos 100 anos de Dario Fo. 


"O Teatro de Dario Fo e a Commedia Dell´Arte"
Com Neyde Veneziano     
Dia 14 de julho, terça-feira – das 19h30 às 21h30 – Teatro Commune
Neyde falará de Dario Fo, um dos assuntos importantes que ressalta em suas obras, mas de uma forma cômica e popular. Sua obra continua atual e Neyde explicará, com detalhes, fatos, imagens, vídeos e técnicas do seu teatro que é muito mais que italiano: é universal.
Neyde Veneziano é Professora Doutora e Livre Docente pela ECA/USP. Fez pós Doutorado na Universidade de Bolonha entre 2000-2001. Neyde conviveu com o casal Fo e Rame durante em Milão, onde fez sua pesquisa denominada Rigor e Improviso na obra de Dario Fo. De volta ao Brasil, Neyde publicou seu primeiro livro, resultado de suas investigações, intitulado "A Cena de Dario Fo, o exercício da imaginação." Este é o único livro escrito em portuguesa, sobre Dario Fo.


"A História da Máscara Teatral Cômica e da Commedia Dell´Arte"
Com Helô Cardoso e Wanderley Martins
15 de julho, quinta-feira, das 19h30min às 21h30min – Teatro Commune
O encontro será uma viagem pela evolução da máscara teatral, desde o seu nascimento, suas transformações estéticas e sua permanência na cena atual, com a exibição de imagens de máscaras Gregas, Atelanas, de Commedia Dell´ Arte, brasileiras e do teatro contemporâneo. E sobre o processo de Confecção da Máscara, Moldes e Materiais. No teatro grego, se usava máscaras tanto na tragédia quanto na comédia. Com a expansão romana, a tradição grega foi adaptada nas Farsas Atelanas. Eram espetáculos populares, improvisados e irreverentes, com tipos, como: o velho avarento, o tolo, o fanfarrão, o glutão e o corcunda. No século XVI, surge a Commedia Dell' Arte, na Itália, que desenvolveu personagens fixos, cada qual identificado por uma máscara, que deixava de representar apenas um rosto para tornar-se uma verdadeira dramaturgia corporal: cada máscara exigia um corpo, um ritmo e uma voz específicos. Helô e Wanderley farão uma ponte com as máscaras brasileiras, que nascem do encontro entre culturas indígenas, africanas e europeias. Do Cavalo-Marinho, Bumba Meu Boi, a Folia de Reis e os "Clóvis" do carnaval carioca, máscaras que misturam comicidade, religiosidade e crítica social. Elas representam animais, figuras fantásticas, soldados, diabos e personagens caricatos, preservando uma tradição popular em que rir também significa questionar a ordem estabelecida.
Helô Cardoso, é artista visual, mascareira, cenógrafa e figurinista. Docente do Instituto de Artes da Unicamp, desde 1986, ministra disciplinas, como a de Criação e Confecção de Mascaras no Teatro e outras. Fez cursos de máscaras e escultura com Donato Sartori (Centro Maschere e Strutture Gestual, Itáliai e mascareiros na França, Bali - Indonésia, “Masks of Transformation” (Illinois – EUA). Participou de várias exposições, performances, congressos e festivais nacionais e internacionais. Recebeu prêmios e indicações em cenografia, figurino e artes gráficas. Participa das Quadrienais de Praga, desde 1995, representando o Departamento de Artes Cênicas e orientando alunos.
Wanderley Martins é professor do Departamento de Artes Cênicas do Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas. Graduado em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo, possui ampla trajetória como diretor teatral, pesquisador e docente, sendo uma referência no ensino das artes cênicas no Brasil. Sua atuação concentra-se nas áreas de teatro, dramaturgia brasileira, encenação, direção musical e formação do ator. Participou dos Grupos de Teatro Mambembe, Pessoal do Victor, Teatro Paideia, Teatro Ventoforte e Teatro do Incêndio. É diretor cultural da ADUNICAMP.


"A Commedia Dell´ Arte e a Arte do Ator"
Com Fred Hunzicker
20 de julho, segunda-feira, das 19h30 às 21h30 – Teatro Commune
A Commedia dell'Arte revolucionou a história do teatro ao colocar o ator no centro da criação cênica. Diferentemente do teatro baseado em textos fixos, seus artistas trabalhavam a partir de roteiros, improvisando diálogos e situações diante do público. Para isso, desenvolviam uma técnica refinada de interpretação, que reunia domínio do corpo, da voz, da máscara, da música, da acrobacia e do tempo cômico. Mais do que decorar falas, o ator aprendia a escutar o público, responder ao inesperado e transformar cada espetáculo em um acontecimento único. A improvisação não era fruto do acaso, mas de uma técnica rigorosa construída ao longo de anos de treinamento. Essa tradição atravessou os séculos e influenciou profundamente o teatro moderno. Mestres como Jacques Lecoq, Dario Fo e Ariane Mnouchkine retomaram seus princípios para reafirmar a centralidade do ator como criador da cena. Fred fará algumas ligações entre a Commedia Dell´ Arte e manifestações e festas populares brasileiras, como Cavalo Marinho, Frevo, Bumba Meu Boi e Carnaval. Estudar a Commedia dell'Arte é compreender que o teatro acontece, antes de tudo, no encontro entre o ator e o espectador. É reconhecer que a técnica só ganha sentido quando está a serviço da imaginação, do jogo, da escuta e da presença. Em um tempo marcado pela velocidade e pelas tecnologias, a Commedia continua nos lembrando que a essência do teatro permanece a mesma: um ser humano diante de outro, compartilhando histórias por meio do corpo, da voz e da arte de representar.
Fred Hunzicker, é professor do departamento de Artes Cênicas da UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto, MG). Graduou-se em Artes Cênicas pela Unicamp em 1997 e fez mestrado pela Universidade Estadual de Campinas em 2004. Ingressou na UFOP em 2006 no DEART. Doutor em Artes da Cena pela UNICAMP em 2015, defendo a tese de doutorado em ARTES DA CENA: A Academia Dell´arte - Uma análise histórica e artística sobre o fenômeno da Commedia Dell´Arte na Europa com reverberações no Brasil". Vários trabalhos artísticos como direção e interpretação na área teatral e circense. Ganhou o prêmio CIRCULA MINAS em 2016.


Uma Commune Teatral
O grupo, fundado em 2003, desenvolve pesquisa, produção, formação e intercambio teatral, tendo recebido diversos prêmios e se apresentado em Portugal e na Argentina. No repertório: Ubu Rei, de Alfred Jarry, com Esther Góes, Na Cama com Molière, baseado em O Doente Imaginário, e Otelo, de Shakespeare, ambos com direção de John Mowat, Anti Comics, uma paródia dos Super Heróis, de Sonia Daniel (coprodução internacional com apoio do IBERESCENA). Em 2014, foi declarada Patrimonio Cultural do Município de São Paulo, pelo CONPRESP. Desde 2006, é Ponto de Cultura com o Projeto Teatro Cidadão, que já formou mais de 2.000 jovens através de oficinas e da montagem de espetáculos. O Teatro Commune, sede do grupo, conta com 100 lugares, equipamento de luz e som, ar condicionado, acessibilidade, café, galeria de exposições e está aberto para quem quiser fazer peças, shows, stand-ups, ensaios, cursos e eventos corporativos.


Serviço
Seminário sobre a Commedia Dell´ Arte, a Máscara e o Teatro de Dario Fo
14 a 20 de julho, sempre das 19h30 às 21h30
Mediação de Augusto Marin

Dia 14, terça-feira - O Teatro de Dario Fo e a Commedia Dell´Arte com Neyde Veneziano

Dia 15, quinta-feira - A História da Máscara Teatral Cômica e da Commedia Dell´Arte com Helô Cardoso e Wanderley Martins

Dia 20, segunda-feira - A Commedia Dell´ Arte e a Arte do Ator com Fred Hunzicker

Teatro Commune | Rua da Consolação, 1218, Consolação, 01302-001, São Paulo/SP | Instagram @teatrocomunne

Próximo ao Metrô Higienópolis-Mackenzie

Capacidade: 98 lugares + 1 Cadeirante e 1 obeso

Inscrições: https://forms.gle/MWrwkZbyNh9WTevK6

Grátis.

.: “Dias Felizes”, de Samuel Beckett, em montagem da Armazém Cia. de Teatro


Entre ironia, desespero e beleza, a montagem de “Dias Felizes” pela Armazém Companhia de Teatro propõe uma experiência cênica intensa sobre o tempo, a memória e a persistência humana. Foto: Mauro Kury

“Dias Felizes”, de Samuel Beckett, retorna aos palcos pela Armazém Companhia de Teatro, explorando, com ironia mordaz, o frágil equilíbrio entre o contentamento e o desespero. Neste clássico do século XX, a condição humana é exposta com brutalidade e sarcasmo, revelando como nos agarramos a rituais e memórias para suportar a passagem do tempo. 

Sob a direção de Paulo de Moraes - vencedor em 2024 do Prêmio APTR de Melhor Direção por “Brás Cubas” -, a montagem ressignifica a jornada de Winnie (Patrícia Selonk – vencedora dos prêmios Shell, Mambembe e APTR), explorando a fina camada que separa o otimismo da resignação. A temporada de estreia em São Paulo será no Sesc Pompeia, até dia 19 de julho. No elenco, Patrícia Selonk como Winnie e Felipe Bustamante, Isabel Pacheco e Jopa Moraes revezando em dias alternados a personagem Willie.

Enterrada até a cintura - e depois até o pescoço - Winnie encontra em seus pequenos rituais a última linha de defesa contra o colapso. Entre o sino estridente que pontua seu dia como um despertador sem trégua e o sol impiedoso que derrete qualquer noção de tempo, ela se apega ao conteúdo de sua bolsa espaçosa: uma escova de dentes, um batom, um espelho - e, mais ameaçadoramente, um revólver. Willie, seu companheiro enigmático e silencioso, é interpretado em dias alternados por Felipe Bustamante, Isabel Pacheco e Jopa Moraes. Na concepção da Armazém, Willie não é apenas um espectador passivo da decadência de Winnie, mas um parceiro de cena improvável – ora cúmplice silencioso, ora um lembrete incômodo de que até a solidão pode ter companhia.

Beckett definiu Winnie como “um pássaro com óleo em suas penas”, uma criatura do ar condenada a uma existência terrestre. Sua luta não é apenas pessoal, mas também coletiva. Se, no passado, a paisagem desolada da peça remetia à catástrofe nuclear, hoje ela ressoa com a paisagem ressecada do aquecimento global. A crise existencial do eu se funde à crise da espécie – e talvez do planeta. (Paulo de Moraes)

Na montagem, o humor ácido de Beckett ganha relevo, revelando-se nas repetições obstinadas de Winnie, em seu otimismo inabalável diante do absurdo e na própria mecânica implacável do tempo. Entre o riso e a ruína, a peça constrói um jogo cruel e fascinante, onde cada palavra dita ressoa como um eco entre a esperança e o delírio.


Sobre a estética da montagem da Armazém, por Paulo de Moraes
"Dias Felizes" é uma peça sobre a insistência. E nosso cenário tenta tornar visível essa insistência: o deserto como palco, o horror como textura, a luz como testemunha. Na nossa montagem, a beleza não surge apesar do horror - ela nasce dele. O cenário parte desse princípio. A superfície inclinada, instável, quase desumana, não representa apenas a terra que engole Winnie: ela é um corpo estranho, áspero, um terreno que recusa qualquer promessa de conforto. Ainda assim, é ali, nesse espaço de ruína e desamparo, que procuramos um tipo raro de beleza - aquela que não suaviza o abismo, mas o revela.

A luz de uma espécie de sol impossível, é mais testemunha que outra coisa. não vem iluminar para proteger; ilumina para expor. É uma beleza que queima. Um brilho que denuncia a imobilidade, que embala com violência, que transforma a rotina de Winnie em uma espécie de ritual trágico. Ao mesmo tempo, essa luz cria uma poética própria: uma paisagem onde o horror ganha contornos nítidos e, paradoxalmente, delicados. É a beleza do inevitável, que existe quando a vida continua apesar de tudo.

Outro ponto fundamental, é que houve uma preocupação em nossa montagem de usar um procedimento que o próprio Beckett usou, quando fez sua versão em francês do texto originalmente escrito por ele em inglês. Como Beckett faz no texto diversas citações a autores e textos, quando traduziu sua obra para o francês, Beckett trocou as citações para autores e obras relacionadas à língua francesa. Da mesma forma, na tradução de Jopa Moraes, as citações foram substituídas por autores e obras da literatura em língua portuguesa. Mantém a essência beckettiana, mas aproxima um pouco mais o espectador brasileiro do universo da peça.


Ficha técnica
Espetáculo "Dias Felizes", de Samuel Beckett
Direção: Paulo de Moraes
Elenco: Patrícia Selonk como Winnie e Felipe Bustamante, Isabel Pacheco e Jopa Moraes revezando em dias alternados a personagem Willie.
Tradução: Jopa Moraes
Iluminação: Maneco Quinderé
Cenografia: Carla Berri e Paulo de Moraes
Figurinos: Carol Lobato
Música original: Ricco Viana
Designer gráfico: Jopa Moraes
Fotografias: João Gabriel Monteiro
Assessoria de imprensa: Ney Motta
Pedras cenográficas: Alex Grilli
Efeito sombrinha: Paulo Denizot
Videografismo: João Gabriel Monteiro e Paulo de Moraes
Assessoria para videografismo: Rico Vilarouca
Colaboração artística: Lorena Lima
Assistente de produção: Lorena Lima e Malu Selonk                                           
Produção São Paulo: Pedro Freitas | Périplo                       
Produção: Armazém Companhia de Teatro

Serviço
"Dias Felizes", de Samuel Beckett
Direção: Paulo de Moraes
Elenco: Patrícia Selonk como Winnie e Felipe Bustamante, Isabel Pacheco e Jopa Moraes revezando em dias alternados a personagem Willie.
Local: Sesc Pompeia – Rua Cléia, 93, Pompéia, São Paulo
Temporada até dia 19 de julho de 2026
Horários: quintas-feiras, às 20h00, sextas, às 16h00 e 20h00, sábados, às 20h00, e domingos, às 18h00.
Valor dos ingressos: R$ 70,00 (inteira) / R$ 35,00 (meia-entrada) / R$ 21,00 (credencial plena)
Classificação: 14 anos
Duração: 80 minutos

terça-feira, 7 de julho de 2026

.: "O Gabinete de Maravilhas do Seu Lé" traz apresentações gratuitas para SP


Uma carroça cenográfica puxada por uma bicicleta, operada por um único artista, transforma o espaço público em um palco de curiosidades, ilusões e descobertas científicas. Foto: Paulo Rapoport

Diretamente do imaginário dos antigos Gabinetes de Curiosidades do século XVI e do realismo mágico da literatura, chega às ruas "O Gabinete de Maravilhas do Seu Lé", projeto contemplado pelo Edital Fomento CultSP PNAB Nº 34/2024. Conduzido e operado de forma solo pelo carismático artista Seu Lé, interpretado pelo ator Marcelo Zurawski, este microcirco ambulante acoplado a uma bicicleta viaja pelo espaço e pelo tempo para encantar públicos de todas as idades. As apresentações gratuitas acontecem dia 19 de julho, às 14h00, na Biblioteca de São Paulo, dia 25 de julho, às 16h00, no Parque da Luz, e dia 26 de julho, às 14h00, na Biblioteca Parque Villa-Lobos.

Misturando as linguagens clássicas do circo de rua e do teatro de variedades com o fascinante universo da física e da acústica, o espetáculo apresenta números interativos construídos com aparelhos completamente inusitados. No picadeiro itinerante do Seu Lé, a ciência não é uma matéria de laboratório, mas sim poesia em movimento que ganha vida através da participação ativa dos espectadores.

Nesta temporada de estreia, Seu Lé desafia a lógica dos sentidos e convida o público a interagir diretamente com três invenções extraordinárias. Há o Harmonógrafo: um aparato mecânico que traduz som em imagem, permitindo que a plateia veja a representação gráfica de frequências acústicas desenhadas bem diante dos seus olhos. A Cenoura Sonora: Uma demonstração lúdica de engenhosidade onde uma cenoura comum de feira é escavada ao vivo e transformada em um clarinete perfeitamente afinado e funcional. A Cadeira do Momento Angular: Uma experiência física e sensorial na qual os espectadores são convidados a sentar e sentir no próprio corpo os efeitos invisíveis da conservação do movimento através de um eixo giratório.

Inspirado no lendário cigano Melquíades - personagem de "Cem Anos de Solidão", de Gabriel García Márquez, que maravilhava a isolada Macondo com imãs, gelo e telescópios -, o espetáculo resgata o papel histórico do circo como o grande difusor das novidades do mundo, democratizando o acesso à cultura e estimulando o pensamento crítico através do riso, do deslumbramento e da curiosidade.


Ficha técnica
Espetáculo "O Gabinete de Maravilhas do Seu Lé"
Concepção, direção e atuação: Marcelo Zurawski
Concepção e projeto da carroça: Silvia Gandolfi
Música original: Sérgio Zurawski
Construção da carroça: Rosane Gruman e Marcelo Zurawski
Desenvolvimento dos instrumentos científicos: Marcelo Zurawski
Contrarregragem: Anderson Siqueira
Projeto contemplado pelo Edital Fomento CultSP PNAB Nº 34/2024 Produção e Apresentação de Número Circense


Serviço
Espetáculo "O Gabinete de Maravilhas do Seu Lé"

Espetáculos gratuitos | Indicação: livre -  recomendado para toda a família
Duração: 50 minutos

Biblioteca de São Paulo
dia 19 de julho, domingo, às 14h00
Parque da Juventude – Av. Cruzeiro do Sul, 2630 - Santana

Parque da Luz
dia 25 de julho, sábado, às 16h00
Praça da Luz, s/n - Bom Retiro

Biblioteca Parque Villa-Lobos
26 de julho, domingo, às 14h00
Av. Queiroz Filho, 1205 - Alto de Pinheiros

segunda-feira, 6 de julho de 2026

.: Paula Capovilla entra para o elenco do musical "7 Mulheres e Um Mistério"


Paula Capovilla entra para o elenco da montagem inspirada no clássico francês 8 Femmes. Comédia estrelada por grandes atrizes estreia em 31 de julho no 033 Rooftop. Inspirada na peça do escritor francês Robert Thomas, a montagem musical tem direção de Ricardo Grasson e Heitor Garcia, adaptação e canções originais de Anna Toledo. O projeto integra a programação dos 10 anos do Teatro Santander. Foto: Priscila Prade

A comédia musical "7 Mulheres e Um Mistério - O Musical", de Robert Thomas, primeira adaptação brasileira para o teatro musical da obra 8 Femmes, estreia em 31 de julho, no 033 Rooftop, com uma mudança no elenco. A atriz Paula Capovilla assume o papel que seria interpretado por Alessandra Maestrini, que precisou se afastar do projeto por motivos de saúde. Escrita nos anos 1960, o espetáculo tem adaptação e canções originais de Anna Toledo, direção artística de Ricardo Grasson e Heitor Garcia e direção musical de Thiago Gimenes. A produção é assinada por Bruna Dornellas e Wesley Telles, da WB Produções. O espetáculo é apresentado pelo Ministério da Cultura, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura - Lei Rouanet, e tem patrocínio do Zurich Santander e Laboratório Cristália e apoio da Hyundai e Esfera.

Preservando a tradição de sempre ser interpretada por grandes nomes, o elenco, formado por Bruna Guerin, Laura Castro, Letícia Soares, Malu Rodrigues, Paula Capovilla, Stella Miranda e Verónica Valentino, dará corpo a uma história repleta de segredos, mistérios e surpresas, envolvendo o público numa trama onde sete mulheres se reúnem para celebrar o Natal - até que um crime inesperado transforma a comemoração em uma investigação repleta de segredos. Presas no mesmo espaço, sem contato com o exterior e desconfiando umas das outras, elas são obrigadas a investigar o mistério… enquanto tentam esconder suas próprias mentiras.

Em 1962, Nathalia Timberg, Suely Franco, Dulcina de Moraes e outras cinco atrizes deram vida à primeira montagem brasileira da obra. Com músicas e composições originais, o espetáculo mantém a essência da trama original protagonizada por grandes atrizes dessa geração. A obra de Robert Thomas é reconhecida como um clássico do suspense policial. O sucesso duradouro revela sua habilidade em criar histórias envolventes que resistem ao tempo. “É uma dramaturgia cheia de detalhes, aguçada, precisa, preciosa. É um texto que lendo hoje, vemos que é mais atual do que nunca. Ele fala sobre as relações humanas, sobre o jogo de poder nas dinâmicas do relacionamento familiar. Eu acho que a vibração, a importância desse texto é essa. Por isso transcende ao tempo, como as grandes obras”, aponta o diretor Ricardo Grasson.

Ainda sobre a atemporalidade, o diretor Heitor Garcia destaca outras pautas presentes na história, como etarismo, papéis de gênero e preconceito na relação entre patrão e funcionários e também bissexualidade. Tudo isso aparece no texto original, que se passa no interior da França nos anos 50. “Vamos revisitar a época em que a história foi escrita, ampliar e observar o quão as questões daquela época ressoam até hoje. A obra distancia essas histórias do realismo fechado da literatura policial, e essa distância é aquela fornecida por um confortável "não leve totalmente a sério", o que nos proporciona como diretores ampliar deliberadamente esse distanciamento autoirônico e aproximar/transformar a história em farsa”.

Responsável pela adaptação e pelas músicas originais, Anna Toledo encarou o desafio de compor para contar a história, usando a música como fio condutor das cenas, a favor de cada interpretação. A escolha pelo tom e pela linguagem também imprimem originalidade ao espetáculo. Na peça francesa, Huit Femmes, de Robert Thomas, existe uma tensão permanente criada pelo confinamento das personagens em um único ambiente, que vai dando vazão a ressentimentos e segredos guardados. “Ao adaptar essa trama para uma comédia musical, eu imaginei que tudo teria que ser exacerbado – os segredos têm que ser bombásticos e as emoções, vulcânicas. Então a música entra para trazer à tona estes sentimentos, virar tudo de ponta cabeça e revelar o que está oculto”, conta.

Tanto a peça original ("Huit Femmes") como as adaptações cinematográficas ("Huit Femmes" e "7 Donne e Um Mistero") foram escritas por homens. Em todas as versões há somente personagens femininos em cena, mas o conflito gira em torno de um único homem: A morte misteriosa do patriarca.  “O desafio que eu mesma me propus foi multiplicar estes conflitos para criar personagens femininos com motivações mais complexas. Neste sentido, o protagonismo feminino não se dá apenas pela presença de atrizes mulheres, mas também pelas ações das personagens, que passam a ser movidas por desejos além da necessidade de validação pela figura masculina”, ressalta Anna Toledo. O espetáculo reúne como produtores associados Bruna Dornellas, Heitor Garcia, Ricardo Grasson e Wesley Telles, profissionais com trajetória consolidada no teatro brasileiro.


O autor, a obra e os prêmios
Robert Thomas foi um escritor, roteirista, diretor e ator francês que ajudou a criar o gênero de comédia suspense. Em 1958, publicou o texto Huit Femmes (8 Mulheres), em 1961 o texto ganhou vida e virou um espetáculo teatral dirigido por Jean Le Poulain, ele também ganhou o Prix du Quai des Orfèvres que premia textos inéditos de mistério policial. A obra de Robert Thomas é reconhecida como um clássico do suspense e do teatro policial. O sucesso duradouro é um testemunho da genialidade de Thomas como dramaturgo e de sua habilidade em criar histórias envolventes que resistem ao teste do tempo.

Em 1971 o espetáculo foi remontado pelo mesmo diretor. Em 2002 o François Ozon lançou a versão cinematográfica da peça, transformando para além do suspense e da comédia um filme musical. O filme ganhou um total de 31 prêmios, entre eles o César e o Urso de Prata. No teatro brasileiro, a primeira encenação do texto 8 Mulheres foi uma montagem da companhia da Dulcina-Odilon, dirigida por Luís de Lima em 1962. O elenco era formado por grandes divas, como Nathalia Timberg, Suely Franco, a própria Dulcina de Moares, Margarida Rey, Maria Fernanda, Maria Sampaio, Iracema de Alencar e Sônia de Moraes.

A peça voltou a ganhar uma adaptação em 2021 pelo cineasta italiano Alessandro Genovesi, que abriu mão do estilo musical e investiu em uma linguagem cinematográfica voltada para uma ambientação de mistério e suspense, e mudou o título da peça para 7 Mulheres e Um Mistério. O longa foi um sucesso na Netflix, sendo o filme de língua não inglesa mais assistido, com 9.89 milhões de horas assistidas.


Sinopse de "7 Mulheres e Um Mistério - O Musical"
Na véspera de Natal, a festa de família é interrompida por um crime misterioso. Presas numa mansão isolada, sete mulheres precisam descobrir o culpado antes que um novo crime aconteça. Entre revelações surpreendentes e segredos de família, todas tem um bom motivo e um péssimo álibi.  Com uma sequência alucinante de confissões absurdas, alianças improváveis e rivalidades hilárias, "7 Mulheres e Um Mistério - O Musical" é uma comédia cheia de reviravoltas, mistérios e personagens tão exagerados quanto irresistíveis.


Ficha técnica
"7 Mulheres e Um Mistério - O Musical"
AUTOR: Robert Thomas.
ADAPTAÇÃO, MÚSICAS E LETRAS: Anna Toledo.
DIREÇÃO ARTÍSTICA: Ricardo Grasson e Heitor Garcia.
DIREÇÃO MUSICAL: Thiago Gimenes.
DIREÇÃO DE MOVIMENTO E COREOGRAFIA: Keila Bueno e Victoria Ariante.
PRODUÇÃO GERAL: Bruna Dornellas e Wesley Telles.
ELENCO: Bruna Guerin, Laura Castro, Letícia Soares, Malu Rodrigues, Paula Capovilla, Stella Miranda e Verónica Valentino.
SWINGS: Carla Masumoto e Larissa Noel.
ASSISTENTE DE DIREÇÃO: Andrey Serra e Lucia Rosa.
DESENHO DE SOM: Tocko Michelazzo.
DESENHO DE LUZ: Gabriele Souza.
VISAGISMO: Simone Momo.
FOTOGRAFIAS: Priscila Prade.

EQUIPE MUSICAL:
ARRANJOS: Thiago Gimenes e Tiago Saul.
ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO MUSICAL, PIANO E REGÊNCIA: Johnny Mantelato.
COPISTA: Ivan Nascimento.
BAIXO ACÚSTICO: Ingrid.
BATERIA E WASHBOARD: Ramiz Oliveira.

EQUIPE DE CENOGRAFIA:
CENOGRAFIA: Natália Lana.
CENÓGRAFO ASSISTENTE: Matheus Muniz. 
ASSISTENTE DE CENOGRAFIA: Gabriela Calenti.
CENOTECNIA: Casa Malagueta.
COORDENADOR DE CENOTECNIA: Alicio Silva.
PRODUÇÃO DE CENOTECNIA: Joana Pegorari.
SERRALHERIA: Igor B. Gomes, Edras Alexandre, Jeremias Alexandre e André Souza.
MARCENARIA: Deoclécio Alexandre, Shampzss, Leandro Aleixo, Kelvin Costa e Chris Oliveira.
PINTURA E ADEREÇOS: Danndhara Shoyama, Beatriz Leandro, Gonzalo Dourado, Felgas e Thamyris Soares.
COSTUREIRA: Julia Leandro e Jess Almeida.

EQUIPE DE FIGURINO:
FIGURINISTA: Ligia Rocha.
ASSISTENTE DE FIGURINO: Acrides.
COSTURA: O Atelier e Studio JhonC.
CALÇADOS: Calçados Porto Free.

EQUIPE DE PRODUÇÃO:
GERENTE DE PRODUÇÃO: Deivid Andrade.
PRODUÇÃO EXECUTIVA: Clarice Coelho.
ASSISTENTE DE PRODUÇÃO: Guilherme Balestrero e Hadassah Wengler.

EQUIPE DE COMUNICAÇÃO E MARKETING:
GESTÃO DE COMUNICAÇÃO: Bárbara Kuster.
DESIGNER GRÁFICO: Alana Karralrey, Jhon Lucas Paes e Natália Farias.
SOCIAL MEDIA: Luis Mousinho.
GESTÃO DE TRÁFEGO: Válvula Marketing.
GESTÃO DE MÍDIA: Tathiana de Puglia.

EQUIPE TÉCNICA:
DIREÇÃO DE PALCO E STAGE MANAGER: Tatah Cerquinho
TÉCNICA DE SOM: Maria Lia.
TÉCNICA DE LUZ: Carol Dourado.
CONTRARREGRAS: Adriana Oliveira e Anderson Assis.
MICROFONISTA: Carolina Delfino.
CAMAREIRA: Luciana Galvão.
PERUQUEIRA: Milena Santos.
COPEIRA: Eliana Dourado.
INTÉRPRETE DE LIBRAS: Karina Zonzini.

STAFF GERAL:
BUFFET: Edith Eventos.
CARREGADORES: Peso Carregadores.
TÉCNICOS MONTADORES: Marcos Carvalho e Peter Silva.
LIMPEZA: DR Serviços.
RECEPCIONISTAS: Lord Eventos.

ASSESSORIAS E ADMINISTRAÇÃO:
COORDENAÇÃO ADMINISTRATIVA: Vianapole Arte e Comunicação.
ASSESSORIA JURÍDICA: Maia, Benincá & Miranda Advocacia.
ASSESSORIA CONTÁBIL: Gavacon Contabilidade.
ASSESSORIA DE IMPRENSA: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes.

EQUIPE DO TEATRO:
HEAD SÊNIOR DE EXPERIÊNCIA, CULTURA E SOCIAL E PRESIDENTE DO SANTANDER CULTURAL: Bibiana Berg.
HEAD DE EXPERIÊNCIA E CULTURA E DIRETOR DO SANTANDER CULTURAL: Marcelo Demetrius.
GERENTE DE OPERAÇÕES E PRODUÇÃO: Rodolfo Costa.
GERENTE DE INFRAESTRUTURA: Alessandro Mariano.
COORDENADORA DE PRODUÇÃO: Kika Queiroz.
COORDENADOR DE PRODUÇÃO TÉCNICA: Anderson Hayashi.
COORDENADORA COMERCIAL: Renata Hassid.
COORDENADORA ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO: Sueli Pereira.
SUPERVISOR DE OPERAÇÃO: Luciana Viana e Henrique Albuquerque.
SUPERVISOR TÉCNICO: Alberto dos Santos.
SUPERVISOR DE INFRAESTRUTURA: Nathaly Barros.
EQUIPE DE PRODUÇÃO: Fernando Pereira, Peterson Souza e Sueli Santiago.
EQUIPE TÉCNICA: Carlos Eduardo, Gerson Santos e Paulo Mendes.
EQUIPE DE MANUTENÇÃO: Claudio Souto, Jonathan Rosa, José Flavio e Ricardo Vieira.
EXECUTIVA DE VENDAS: Roberta Pezzano.
ASSISTENTE DE MARKETING: Camilla Oliveira.
ASSISTENTE ADMINISTRATIVO: Dayane dos Santos.
IDEALIZAÇÃO: Nosso Cultural e Francisco Antonelli.
PRODUTORES ASSOCIADOS: Bruna Dornellas, Heitor Garcia, Ricardo Grasson e Wesley Telles.
APRESENTADO POR: Ministério da Cultura e Santander
PATROCÍNIO: Laboratório Cristália
APOIO: Hyundai Financiamentos e Esfera
CORREALIZAÇÃO: WB Produções.
REALIZAÇÃO: Nosso Cultural.0

Serviço:
"7 Mulheres e Um Mistério - O Musical"
Temporada: 31 de julho a 4 de outubro de 2026.
Sextas, às 20h00. Sábados, às 16h00 e 20h00. Domingos, às 15h00 e 19h00.

Ingressos:
MESA PREMIUM: R$ 300,00 inteira e R$ 150,00 meia-entrada
PLATEIA SOFÁ: R$ 250,00 inteira e R$ 125,00 meia-entrada
PLATEIA: R$ 200,00 inteira e R$ 100,00 meia-entrada
PLATEIA POPULAR: R$ 50,00 inteira e R$ 25,00 meia-entrada
Vendas: sympla.com.br ou bilheteria do Teatro Santander
Duração: 120 minutos (com intervalo de 15 minutos)
Classificação etária: 14 anos.
Local: 033 Rooftop
Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 - Vila Nova Conceição, São Paulo - SP
Capacidade: 388 lugares.
Acessibilidade: Temos produtor/instrutor para atendimento acessível em caso de necessidade. Espaço acessível para cadeirantes. Programa em braile. Intérprete de libras sempre nas sessões de domingo, 15h00.

.: Peça inspirada em livros de Édouard Louis segue em cartaz no Teatro Faap


Com direção e dramaturgia de Luiz Felipe Reis e de Marcelo Grabowsky, espetáculo foi criado a partir de três livros do francês Édouard Louis, um fenômeno da literatura mundial. Foto: Elisa Mendes

Indicado ao Prêmio APTR 2025 nas categorias de melhores direção, ator protagonista e direção de movimento depois de grande sucesso na capital carioca, "Eddy – Violência & Metamorfose" segue em temporada no Teatro FAAP até dia 6 de agosto, com sessões de terça a quinta-feira, às 20h00. O espetáculo tem direção de Luiz Felipe Reis e Marcelo Grabowsky e traz no elenco João Côrtes, Julia Lund e Erom Cordeiro. A montagem reúne três contundentes obras - “O Fim de Eddy”, “História da Violência” e “Mudar: Método” - do premiado autor francês Édouard Louis, traçando um panorama ampliado da sua trajetória. Vale mencionar que o trabalho teve o aval caloroso do próprio autor: “É a primeira vez que uma proposta assim foi realizada no mundo”, diz Louis, que já teve seus livros levados à cena em diferentes países.

O espetáculo, que aborda temas urgentes como violência de classe, de gênero e sexual, homofobia, machismo e xenofobia, dá continuidade à pesquisa da Polifônica a respeito da violência e da dominação masculina nas relações humanas e suas devastadoras consequências. A montagem gira em torno de um episódio real vivido por Édouard Louis no Natal de 2012, em Paris. Após um jantar com amigos, ao voltar para casa, o escritor é abordado por um jovem de origem argelina, chamado Redá, e, então, os dois seguem para o apartamento do escritor. Mas, após uma noite de amor, na manhã seguinte, Édouard é violentado por este homem e quase assassinado. 

O episódio traumático, elaborado na obra “História da Violência”, dá início a uma jornada reflexiva e de elaboração a respeito das estruturas sociais que viabilizam a produção, a reprodução e a circulação da violência em nossas sociedades. Um ano após o terrível episódio, após lidar com uma série de procedimentos médicos, policiais e jurídicos relacionados ao caso, Édouard inicia uma viagem de retorno à sua cidade natal. Ele hospeda-se na casa da sua irmã, Clara, e é a partir deste reencontro que se inicia um jogo de relatos, de narrativas e de representações que reconstituem e investigam o ocorrido naquela noite, em que vêm à tona uma pluralidade de questionamentos e de reflexões acerca do machismo, do racismo e da homofobia enraizadas na nossa sociedade. 

Ao longo do espetáculo, a narrativa de “História da Violência” também é atravessada por trechos de “O Fim de Eddy” e culmina na recriação de fragmentos de “Mudar: Mtodo”, obra em que Édouard reconta sua trajetória de emancipação social e intelectual, desde a saída da sua cidade natal, Hallencourt, até a sua chegada e estabelecimento em Paris. “Ao longo dos últimos dez anos de trabalho, buscamos, através de cada obra, propor uma reflexão coletiva acerca das consequências da desmedida ânsia masculina por poder, controle, dominação e submissão; sobre como isso produz danos nos mais diferentes corpos — humanos, além de humanos e de toda a Terra —, mas, principalmente, em tudo aquilo que se aproxima ou é identificado como feminino”, elabora o diretor Luiz Felipe Reis.

“Meu interesse pela obra do Édouard surge como desdobramento dessa investigação contínua que venho realizando sobre diferentes modos de violência, sobretudo os que constituem o mundo masculino - seu ethos e psiquismo, as regras e normas das sociedades patriarcais e, sobretudo, do regime totalitário do capital sob o qual estamos todos subjugados. Édouard reflete e escreve sobre violência social, política, econômica, cultural, racial, sexual, de gênero, ou seja, sobre inúmeras formas de produção e de circulação da violência, sobre todo um circuito de violência que rege nossos comportamentos e pensamentos, sociais e individuais. Em outras palavras, Édouard descreve com precisão iluminadora os efeitos devastadores das forças de opressão e de destruição que constituem a nós e nossas sociedades contemporâneas ”, acrescenta.

O cineasta Marcelo Grabowsky, que já havia colaborado com a Polifônica no espetáculo “Amor em Dois Atos”, foi convidado para retomar sua parceria com o grupo, coassinado a direção e a dramaturgia de “Eddy - Violência e Metamorfose”, ao lado de Luiz Felipe Reis.“Admiro muito a forma como a companhia enxerga a cena teatral e propõe esse cruzamento de linguagens. Adaptar a obra do Édouard para o palco encontra a importância de encenar dilemas e vivências de corpos e subjetividades gays e, assim, fazer a gente se reconhecer em cena. Mesmo com o avanço e a legitimação de muitas vozes LGBTQIAP+ no Brasil, o conservadorismo e o preconceito insistem em revelar e exercer a sua violência. Édouard elabora de uma forma instigante seu olhar sobre a violência, encarando sua complexidade, e questionando sua origem. Consegue transformar suas próprias experiências, por mais duras que possam ser, em literatura, em arte, para alcançarem e sensibilizarem outras pessoas”, analisa Grabowsky.

"Eddy" também dá sequência à pesquisa estética da Polifônica acerca da noção de polifonia cênica, em que busca estabelecer uma relação criativa e não hierárquica entre o teatro e diferentes linguagens e formas de arte, como o cinema, a literatura e o som - pesquisa elaborada desde o primeiro espetáculo da companhia, “Estamos Indo Embora…” (2015), assim como em todos os trabalhos subsequentes: “Amor em Dois Atos” (2016), “Galáxias” (2018), “Tudo Que Brilha no Escuro” (2020), “Vista” (2023) e “Deserto” (2024) - esse último em cartaz atualmente no Teatro Poeira, com temporada prorrogada até agosto, devido ao sucesso, e indicações ao Prêmio APTR para Melhor Dramaturgia, Direção e Ator. Compre os livros de Édouard Louis neste link.


Sinopse de “Eddy - Violência & Metamorfose”
“Eddy - Violência & Metamorfose”é um espetáculo baseado em três obras do escritor francês Édouard Louis: “O Fim de Eddy”“História da Violência” e “Mudar: Método”. Com direção e dramaturgia de Luiz Felipe Reis e Marcelo Grabowsky, o elenco conta com João Côrtes, Julia Lund e Erom Cordeiro. Indicado ao Prêmio APTR 2025 nas categorias Melhor Direção, Melhor Ator Protagonista e Melhor Direção de Movimento, “EDDY” aborda temas urgentes como violência sexual, homofobia, xenofobia, machismo e dominação masculina, a partir de um episódio real vivido pelo autor em Paris no Natal de 2012. Com esta imersão na obra de Édouard Louis a Polifônica dá sequência a uma pesquisa continuada, desenvolvida ao longo da última década, a respeito da violência e da dominação masculina nas relações humanas e suas múltiplas consequências. Compre os livros de Édouard Louis neste link.


Sobre Édouard Louis
Édouard Louis, nascido Eddy Bellegueule, em 1992, na região operária da Picardia, norte da França, é um dos principais nomes da literatura contemporânea europeia. Formado em sociologia pela École Normale Supérieure, foi aluno do filósofo e sociólogo Didier Eribon, cuja influência transparece em sua obra. Estreou em 2014 com “Para Acabar com Eddy Bellegueule, uma narrativa autobiográfica que retrata a infância marcada pela pobreza, homofobia e violência familiar. Em 2016, publicou “História da Violência”, um relato intenso sobre o estupro que sofreu e seus desdobramentos psicológicos e sociais. Em 2018, lançou “Quem Matou Meu Pai”, uma denúncia comovente sobre as consequências das políticas neoliberais no corpo e no destino de seu pai operário.

Já em 2021, publicou “Lutas e Metamorfoses de Uma Mulher”, focando na trajetória de sua mãe, uma mulher que tenta romper com as amarras da submissão patriarcal. Os livros de Louis têm sido traduzidos para dezenas de idiomas e amplamente debatidos por seu teor político e sua fusão entre experiência pessoal e crítica social. Seus temas centrais - identidade, exclusão social, sexualidade, violência e desigualdade - conferem à sua obra um caráter profundamente político e transformador. Embora jovem, já recebeu reconhecimento significativo, como o Prêmio Pierre Guénin Contra a Homofobia (2014), e teve suas obras adaptadas para o teatro e analisadas em meios acadêmicos. Sua escrita, marcada por uma linguagem direta e sem ornamentos, faz da dor um ponto de partida para repensar as estruturas sociais que moldam e limitam as vidas marginalizadas. Compre os livros de Édouard Louis neste link.


Ficha técnica
Espetáculo "Eddy - Violência & Metamorfose"
Idealização, produção e realização: Polifônica (Luiz Felipe Reis e Julia Lund)
Direção e dramaturgia: Luiz Felipe Reis e Marcelo Grabowsky com João Côrtes, Julia Lund, Erom Cordeiro
A partir das obras de Édouard Louis - “O Fim de Eddy”, “História da Violência”, “Mudar: Método”
Direção de movimento: Lavínia Bizzotto
Preparação corporal: Alexandre Maia
Cenografia: André Sanches
Assistente de cenografia: Débora Cancio e Nicole Suzana Santos da Silva
Direção de tecnologia: Julio Parente (Para Raio)
Iluminação: Julio Parente (Para Raio)
Figurino: Antônio Guedes
Assistente de figurino: Mari Ribeiro
Criação de vídeo: Daniel Wierman
Trilha sonora: Luiz Felipe Reis
Direção musical: Carol Mathias
Produção musical: Pedro Sodré
Técnico de luz: Rodrigo Lopes e Gabriel Lagoas
Operador de luz e vídeo: Rodrigo Lopes
Técnico-operador de som: Joy Espindola
Hair stylist: Salão Ará
Make: Sabrina Sanm
Fotografia de estúdio: Renato Pagliacci
Identidade visual: Guilherme Falcão
Assessoria de comunicação: Pombo Correio
Direção de produção: Luiz Felipe Reis e Julia Lund (Polifônica)
Produtor associado: Sérgio Saboya (Galharufa)
Produção executiva: Roberta Dias (Caroteno Produções)


Serviço
Espetáculo "Eddy - Violência & Metamorfose"
Temporada: até dia 6 de agosto de 2026
Terças, quartas e quintas-feiras, às 20h00
Teatro FAAP - Rua Alagoas, 903, Higienópolis / São Paulo 
Ingressos: R$ 130,00 (inteira) e R$ 65,00 (meia-entrada)
Bilheteria: de quarta a sábado, das 14h00 às 20h00, e domingo, das 14h00 às 17h00. Durante os dias de espetáculo, até o início da apresentação
Duração: 110 minutos
Classificação: 18 anos
Capacidade: 477 lugares
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

.: Últimas apresentações de "Nocaute", inspirado no boxe e em Muhammad Ali


Com texto de Ronaldo Fernandes e direção de Helena Cardoso, o espetáculo aborda os afetos interditos de uma masculinidade negra em ruínas. Foto: Noelia Nájera

Referência por expressar a complexidade da identidade negra, a figura do lendário pugilista estadunidense Muhammad Ali (1942-2016) inspira a criação da peça "Nocaute", idealizada e estrelada por Felippe Salve e Ronaldo Fernandes. O espetáculo da Cia. Trilha de Teatro, dirigido por Helena Cardoso, está com as últimas apresentações em cartaz no Sesc Pinheiros, de quinta a sábado, às 20h30, até dia 11 de julho. Inspirado nas linguagens do boxe e do teatro contemporâneo, "Nocaute" é um duelo à espera de um jantar, entre o que se sente e o que se cala. Trata-se de um espetáculo que aborda masculinidades em colapso, sentimentos reprimidos e a coragem de permanecer em pé mesmo depois do último soco.

O projeto nasce do desejo de Felippe Salve e Ronaldo Fernandes de investigar a poética do "quase", esse território de incompletudes onde desejos, afetos e decisões permanecem em suspenso. “Nossa vontade era compreender o que nos impede de avançar. O trabalho surge desse olhar para as nossas próprias fragilidades que se depararam, inevitavelmente, com a masculinidade de dois homens pretos, e para o vazio que, muitas vezes, atravessa as nossas vivências”, afirma Ronaldo Fernandes.

Nesse percurso, a trajetória de Muhammad Ali surge como referência de força e deslocamento. “Ali nos ensinou que o afeto é um gesto político. Para nós, esta peça é sobre ter a coragem de ser vulnerável e reivindicar o amor que, historicamente, nos foi negado por um mundo que sempre tentou nos endurecer”, completa Felippe. Caio e Miguel, dois homens negros, encontram nessa figura masculina e na trajetória histórica do boxeador uma possibilidade de se reconhecerem plenamente em seus desejos, em suas sexualidades e na forma como vivenciam a homoafetividade.

Muhammad Ali foi mais do que um boxeador lendário; seu impacto na comunidade preta, especialmente em relação à masculinidade, é profundo e significativo. “A referência a essa figura inspira a criação não apenas de uma história de luta e superação, mas também de uma ode à resiliência e a busca pela identidade. É também uma forma de explorar a complexidade da identidade negra e da auto aceitação desses personagens”, cita Ronaldo Fernandes, autor do texto.


Sobre o olhar da direção
Uma das fundadoras do coletivo teatral A Digna, Helena Cardoso estreia na direção com "Nocaute". “Discutimos muito como, em nossa sociedade, às pessoas criadas como homens não é oferecido um espaço de comunicação e conexão com os próprios sentimentos”, relata a diretora. Reunindo referências estéticas e um olhar sobre o corpo do ator, marcas presentes em sua trajetória artística, Helena continua: “Logo na primeira cena, eles apresentam máscaras que vão se desmontando, deixando a fragilidade interna vir à tona. Esses trabalhos têm como elemento central o corpo dos atores e um elemento de cenografia que os ativa”, afirma.

O processo corporal, conduzido por Helena em parceria com a diretora de movimento Ana Vitória Bella, foi intenso para a construção narrativa: “Foi um trabalho para que os atores pudessem contar a história através de seus corpos”. Esse eixo se articula a outros elementos fundamentais da cena. “A presença do músico Gustavo Bento é outro ponto importante, com composições criadas a partir dos ritmos que desenvolvemos”, destaca Helena. E continua: “Os figurinos de Rogério Romualdo dialogam com referências de Muhammad Ali nos anos 1970, enquanto o cenário de Caio Marinho e a luz de Letícia Nanni foram pensados de uma maneira conjunta, nos ajudando a mostrar os contornos sociais que esses corpos foram tomando, não só pelas questões da masculinidade, mas também da pretitude”.


Sobre a Cia. Trilha de Teatro
A Cia. Trilha de Teatro é um coletivo com mais de 23 anos de trajetória. Atualmente segue em cartaz com “O Plano” – Espetáculo que mostra que a abolição da escravatura foi uma conquista, um plano e “Benjamim: O Filho da Felicidade”, espetáculo que conta um recorte da trajetória do Benjamin de Oliveira, primeiro palhaço negro do Brasil. O espetáculo estreou em 2018 dentro do projeto “Manufatura de Monólogos” produzido pelo SESC Santos e com participação no 5º Mirada - Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas.

Entre as produções do coletivo estão “Amâncio”, espetáculo criado durante a pandemia com quatro temporadas transmitidas via plataforma zoom e selecionado para o Festkaos, Fescete, Festival Cena Barbara, Cia Cênica-Mostra Resistência, “[A]Gente”, espetáculo protagonizado pela atriz Fábia Mirassos, “Meu Deus...” e “Nó Na Garganta” produzido em parceria com o Grupo de Teatro Tescom, “Algumas histórias” com a Cia da Solitude, vencedor do Prêmio PROAC, “Fragmentos”, “Femininas – Um Espetáculo Musical” também vencedor do Prêmio PROAC e O Pássaro do Poente, de Carlos Alberto Soffredini.


Ficha técnica
Espetáculo "Nocaute"
Idealização: Felippe Salve e Ronaldo Fernandes
Dramaturgia: Ronaldo Fernandes
Direção: Helena Cardoso
Elenco: Felippe Salve e Ronaldo Fernandes
Músico e produtor musical: Gustavo Souza
Direção de movimento: Ana Vitória Bella
Cenografia: Caio Marinho
Figurino: Rogério Romualdo
Desenho de luz: Letícia Nanni
Assistente técnica de luz: Isabel Violante
Produção: Cia Trilha de Teatro 
Coordenação de produção: Felippe Salve e Ronaldo Fernandes 
Produção executiva: Thais Cabral
Técnico de som: Fabiano Kari
Cenotécnico: Gustavo Lara
Fotos: Noelia Nájera
Redes sociais: Celso Bandarra 
Designer gráfica: Keila Gondim
Filmagem: Rodrigo Portela 


Serviço
Espetáculo "Nocaute", com Cia. Trilha de Teatro 
Temporada: até dia 11 de julho de 2026
Quinta a sábado, às 20h30.
Dia 10 de julho, sessões às 16h00 e às 20h30.
Local: Sesc Pinheiros - Auditório
Ingressos: R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (meia-entrada) e R$ 15,00 (credencial plena) Vendas on-line em sescsp.org.br ou presencialmente na bilheteria de qualquer unidade do Sesc São Paulo
Capacidade: 100 lugares
Duração: 70 minutos
Classificação: 14 anos
Sesc Pinheiros | Rua Paes Leme, 195, Pinheiros - São Paulo
Horário de funcionamento: terça a sexta-feira: 10h00 às 22h00. Sábados: 10h00 às 21h00. Domingos e feriados: 10h00 às 18h30
Estacionamento com manobrista
Como Chegar de Transporte Público: 350m a pé da Estação Faria Lima (metrô | linha amarela), 350m a pé da Estação Pinheiros (CPTM | Linha Esmeralda) e do Terminal Municipal Pinheiros (ônibus).
Acessibilidade: A unidade possui rampas de acesso e elevadores, além de banheiros e vestiários acessíveis para pessoas com mobilidade reduzida. Também conta com espaços reservados para cadeirantes.

sábado, 4 de julho de 2026

.: 11 motivos para assistir o emocionante musical "Diana - A Princesa do Povo"

Elenco de "Diana - A Princesa do Povo": Sara Sarres, Claudio Lins, Simone Centurione e Giselle de Prattes. Imagem: Sergio Baia


Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em julho de 2026


O aclamado espetáculo musical da Broadway, "Diana - A Princesa do Povo", em cartaz nos palcos brasileiros pela primeira vez, encerra a temporada oficial em São Paulo neste fim de semana, com as últimas sessões em cartaz no Teatro Liberdade. Para que você não perca a montagem impecável sobre a intensa e emocionante trajetória da britânica Lady Di, nós do Resenhando.com elencamos 11 motivos para assistir a produção da Estamos Aqui Produções com direção de Tadeu Aguiar. Programe-se e divirta-se!


1. Retorno triunfal de Sara Sarres: A aclamada soprano, um dos maiores nomes do teatro musical brasileiro (com carreira internacional em produções como "O Fantasma da Ópera", "Os Miseráveis", "Annie, o Musical"), retorna ao Brasil após um hiato de 5 anos para viver o papel-título.

2. Elenco de peso: Ao lado de Sara, a montagem tem grandes estrelas dos palcos brasileiros no elenco, incluindo Claudio Lins no papel do Príncipe Charles, Simone Centurione interpretando a Rainha Elizabeth II e Giselle de Prattes como Camilla Parker Bowles.

3. Versão brasileira "não-réplica": Com liberdade criativa, a direção de Tadeu Aguiar adaptou a obra original da Broadway para a nossa realidade emocional, dando maior profundidade e camadas à narrativa, tornando-a mais próxima e empática para o público nacional.

4. Figurinos deslumbrantes: O espetáculo é um verdadeiro desfile de moda. São mais de 250 figurinos construídos com cerca de 1,5 km de tecidos, recriando fielmente os looks icônicos da Lady Di — incluindo o famoso e ousado "vestido da vingança" e até mesmo o vestido de noiva.

5. Cenografia grandiosa e iluminação de encher os olhos: A montagem conta com dezenas de cenários móveis luxuosos, além de mais de 2.000 pontos de fibra ótica criando diante do público um céu estrelado e lustres monumentais que descem em cena, criando uma atmosfera mágica e imersiva.

6. Coreografias e números musicais: Com direção musical de Thalyson Rodrigues e coreografias de Sueli Guerra, a peça equilibra momentos de forte tensão dramática com coreografias energéticas e memoráveis.

7. Foco no legado humanitário: Longe de ser apenas um drama sobre a realeza, a peça homenageia a força de Diana em causas sociais, como a luta pioneira ao lado de pacientes com o vírus HIV.

8. Trilha sonora tocante: As canções originais foram traduzidas e adaptadas com maestria para a língua portuguesa, emocionado o público com a força das letras e melodias.

9. A mulher por trás da coroa: O texto permite enxergar a complexidade, transformando sofrimento em voz e empatia, assim como as dores e as inseguranças da jovem que tentou viver uma história de amor e acabou no centro dos holofotes mundiais, 

10. Acessibilidade garantida: Pensada para ser "de todos e para todos", a produção oferece recursos como roteiros em Braille, programa em áudio, abafadores de ruído e sessões com tradução simultânea em Libras.

11. Temporada curta na reta final: A temporada em São Paulo é curtíssima e se despede definitivamente dos palcos brasileiros em 5 de julho de 2026.

Serviço

Espetáculo "Diana - A Princesa do Povo"
Local: Teatro Liberdade
Rua São Joaquim, 129 - Liberdade | São Paulo
Temporada até dia 5 de julho de 2026
Sessões: Sextas às 20h00, Sábado às 16h00 e 20h30. Domingos às 15h00 e às 19h30

Ingressos
Plateia Premium 
Sexta-feira, sábado e 1ª sessão de domingo - R$340,00 (Inteira) | R$170,00 (Meia)
Quinta-feira e 2ª sessão de domingo - R$ 280,00 | R$140,00 (Meia)

Plateia 
Sexta-feira, sábado e primeira sessão de domingo - R$250,00 (Inteira) | R$125,00 (Meia)
Quinta-feira e segunda sessão de domingo - R$ 190,00 | R$85,00 (Meia)
Balcão Visão Parcial - R$120,00 (Inteira) | R$60,00 (Meia)
Balcão A - R$170,00 (Inteira) | R$85,00 (Meia)
Balcão B: R$50,00 (Inteira) | R$25,00 (Meia)
Vendas: Site Sympla (https://bileto.sympla.com.br/event/114505) ou Bilheteria local
Gênero: musical
Duração: 150 minutos (com intervalo)
Classificação: 12 anos

Descontos
*Desconto 35%: Obtenha 35% de desconto no ingresso inteiro ao preencher o formulário durante o processo de compra.
Para comprar mais de um ingresso nessa modalidade, basta preencher um formulário por ingresso conforme será solicitado. Desconto disponível para todos os públicos.
*Clientes Glesp: têm 25% de desconto nos ingressos inteiros mediante a aplicação do cupom, limitado a 4 ingressos por cupom. Válido para todos os setores.
*Crianças até 24 meses não pagam entrada e ficam no colo dos responsáveis durante a apresentação. A partir de 02 anos e 1 dia, a criança paga meia-entrada mediante apresentação da carteira de identidade ou certidão de nascimento.

Ingressos
Internet (com taxa de conveniência):
Bilheteria física (sem taxa de conveniência):
Horário de funcionamento de bilheteria:
Atendimento presencial: de terça à sábado das 13h00 às 19h00. Domingos e feriados apenas em dias de espetáculos até o início da apresentação.

Acessibilidade
Deficientes físicos: teatros adequados às normas de acessibilidade, contendo elevador, corrimão, espaço para cadeirantes e acompanhantes, banheiros adaptados.
Deficientes auditivos – Agenda de apresentações com tradução em libras (em construção)
Deficientes visuais - Previsão de que, quando solicitada, a produção disponibilize texto da peça em Braile e resumo descritivo do espetáculo em Braille e em áudio (para cidadãos devidamente identificados)
Deficientes intelectuais – Quatro (quatro) assentos posicionados em local de fácil mobilidade para este público, proporcionando conforto caso haja necessidade de se retirar durante a sessão e, ainda, previsão de que, quando solicitada, a produção disponibilize abafadores de ruído (para cidadãos devidamente identificados)
Este espetáculo contém Luz Estroboscópica (flashes de luz intensa). Este efeito visual é contraindicado para pessoas com epilepsia, sensibilidade à luz ou autismo. Aconselhamos cautela.


* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Twitter:@maryellenfsm 



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sexta-feira, 3 de julho de 2026

.: Teatro: “Reparação” promove reflexões sobre violência, memória e Justiça


Espetáculo inspirado em um caso real combina depoimentos e ficção para refletir sobre violência de gênero, memória e as possibilidades de reparação. Foto: Mariana Chama

De 10 a 26 de julho, o Sesc Belenzinho apresenta o espetáculo “Reparação”, obra inspirada em um caso real ocorrido no interior de São Paulo na década de 1980. A montagem parte de depoimentos de moradores e pessoas ligadas ao episódio, combinando documentos, ficção e drama para refletir sobre as marcas da violência e as possibilidades, ou limites, da reparação.

A narrativa acompanha a trajetória de uma jovem violentada por dois colegas de escola que, após engravidar, é obrigada pela família a deixar a cidade para ter o filho longe dos olhares da comunidade. Seis anos depois, ela retorna com a criança para apresentar o filho ao pai. O reencontro faz emergir memórias e conflitos que atravessam o tempo, conduzindo a história entre a tragédia e a possibilidade de reconstrução. No elenco, Daniel Gonzalez, Fábia Mirassos, Luiz Bertazzo, Marilene Grama, Nilcéia Vicente e Yantó, sobe a direção de Carlos Canhameiro, que também assume a dramaturgia.

A dramaturgia preserva trechos dos depoimentos coletados pelo autor em transcrições fiéis, aproximando o público das vozes que inspiraram a criação da obra. Esses relatos se entrelaçam a cenas ficcionais, ampliando a discussão sobre violência de gênero, memória coletiva e os impactos duradouros de acontecimentos que permanecem inscritos na vida de indivíduos e comunidades.
 
Integrando a Trilogia da Cor Local, ao lado de "Agamenon 12h" e "xs CULPADXS", “Reparação” também investiga a relação entre espaço, cultura e identidade. Nesta montagem, a ação acontece em um salão de beleza típico dos anos 1980, recriado em cena como um ambiente de convivência, confidências e transformação. Mais do que um elemento cenográfico, o espaço torna-se parte da narrativa ao evocar um aspecto marcante da sociabilidade brasileira da época e evidenciar como histórias íntimas se entrelaçam às dinâmicas sociais.
 
Ao longo da trilogia, diferentes espaços cotidianos da periferia brasileira servem como ponto de partida para discutir memória, pertencimento e desigualdades. Em “Reparação”, o salão de beleza revela-se um território simbólico onde passado e presente se encontram, convidando o público a refletir sobre as permanências da violência e os caminhos possíveis para sua elaboração.


Ficha técnica
Espetáculo "Reparação"
Encenação e dramaturgia: Carlos Canhameiro.
Elenco: Daniel Gonzalez, Fábia Mirassos, Luiz Bertazzo, Marilene Grama, Nilcéia Vicente e Yantó
Manicure em cena: Maria França
Cabelo e maquiagem em cena: Rosa De Carlos
Trilha sonora e música ao vivo: Yantó
Cenário: José Valdir Albuquerque e Carlos Canhameiro
Iluminação: Gabriele Souza
Figurinos: Bianca Scorza (Acervo Godê)
Videografia: Vic Von Poser
Técnico de som: Pedro Canales
Técnico de luz: Finnick Fernandes
Técnico de vídeo: Ana Lopes
Cenotécnicos: Cesar Bournier e Marcelo Andrade
Produção: Mariana Pessoa


Serviço
Espetáculo "Reparação”
De 10 a 26 de julho, sexta e sábado às 20h00, domingo 18h30
Valores: R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (meia-entrada), R$ 15,00 (Credencial Plena - Sesc). 
Ingressos à venda no portal sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades Sesc. Limite de dois ingressos por pessoa. 
Local: Sala de Espetáculo I (120 lugares). Classificação: 16 anos. Duração:  90 minutos. 
Sesc Belenzinho |  Rua Padre Adelino, 1000 -  Belenzinho / São Paulo  
Telefone: (11) 2076-9700  
Transporte público   | Metrô Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m) 
Estacionamento  | De terça a sábado, das 9h00 às 21h00. Domingos e feriados, das 9h00 às 18h00.    
Valores | Credenciados plenos do Sesc: R$ 10,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 20,00 a primeira hora e R$ 5,00 por hora adicional.   

quinta-feira, 2 de julho de 2026

.: Julianne Trevisol volta ao teatro em comédia sobre relações afetivas


Comédia francesa "Uma Semana, Nada Mais" estreia nova temporada no Teatro Nair Bello com Julianne Trevisol, Leandro Luna e Beto Schultz. Versão brasileira tem direção de João Fonseca e desnuda as contradições das relações afetivas contemporâneas. Foto: Caio Gallucci

Após vencer o "MasterChef Celebridades", a atriz Julianne Trevisol retorna aos palcos na comédia francesa "Uma Semana, Nada Mais", espetáculo que aborda inseguranças, conflitos e as dificuldades de comunicação nos relacionamentos amorosos contemporâneos. A atriz divide a cena com Leandro Luna e Beto Schultz na versão brasileira do texto do francês Clément Michel, fenômeno de público na América Latina, com mais de 400 mil espectadores em países como Argentina, Uruguai e Chile. A direção é de João Fonseca e a adaptação de Priscilla Squeff. Sucesso de público na América Latina, o espetáculo estreia nova temporada no Teatro Nair Bello, em São Paulo, no dia 24 de julho, onde permanece em cartaz até 16 de agosto. As sessões acontecem as sextas e sábados, às 20h00, e domingos, às 18h00.

Na trama, Pablo (Leandro Luna) pede ao seu melhor amigo Martín (Beto Schultz) que vá morar com ele e sua namorada Sofía (Julianne Trevisol). O objetivo é claro: desestabilizar a relação para provocar o fim do namoro. O plano se estende por uma semana - tempo suficiente para expor fragilidades, egoísmos e contradições dos três personagens. A convivência forçada serve de pano de fundo para discutir os limites dos relacionamentos afetivos contemporâneos, por meio do humor. A encenação aposta no riso como meio de provocar reflexão sobre o modo como construímos - e desmontamos - nossas relações interpessoais.

Para João Fonseca, que assina a direção, o interesse pela peça veio do modo como a trama se desdobra. “A forma surpreendente e divertida de como vai se desenrolando a história foi o que mais me atraiu”, comenta. Ele destaca ainda a importância do equilíbrio entre comicidade e desconforto. “Trabalhamos o ritmo cômico aproveitando ao máximo as situações propostas, para que o humor surja naturalmente, sem exageros.”

Responsável pela tradução e adaptação do texto, Priscilla Squeff destaca que a versão brasileira partiu da montagem argentina, o que aproximou o ritmo da comédia do nosso repertório cultural. “Tive que localizar algumas referências, atualizando situações para que ressoassem com o público brasileiro sem perder o espírito original da peça. O maior desafio é ajustar o tempo cômico: os contrapontos verbais precisavam funcionar no nosso ritmo”.

Nesse processo, o ponto de partida foi confiar nos personagens. “Eles são humanos, falhos, exagerados e, justamente por isso, engraçados. A ideia é preservar o humor, mas sem se descuidar da camada crítica: a dificuldade de comunicação nos relacionamentos, o medo do confronto, os jogos de poder afetivo. Acredito que o público vai rir de si mesmo, do amigo, do ex, daquele momento constrangedor que todos já viveram ou ouviram falar”.

Para o ator Leandro Luna, o espetáculo levanta questões sobre padrões afetivos e relações sociais. “Todos nós nos encaixamos em um tipo de padrão de relacionamento. A peça apresenta de forma explicita, caraterísticas que se enquadram nesses padrões e nos fazem refletir sobre como estamos nos relacionando nos dias de hoje, em como reagimos ao lidar com os nossos medos e inseguranças, e o quanto conseguimos ser verdadeiros nas nossas relações”.

Já Beto Schultz destaca a importância da confiança. “A reflexão que fica é que a verdade se prova, mais uma vez, peça essencial para qualquer relação, seja ela de amizade, profissional ou amorosa. Muitas vezes tomamos importantes decisões sem pensar e refletir o que pode causar problemas difíceis de resolver”.

João Fonseca também reflete sobre a conexão entre o texto original e o público brasileiro: “A peça traz questões universais a respeito das relações amorosas, de fácil identificação em qualquer lugar do mundo, e por isso seu sucesso. Acredito que o talento e o timing de comédia dos atores brasileiros vai potencializar ainda mais essa comédia”.


Serviço
Espetáculo "Uma Semana, Nada Mais"
De 24 de julho a 16 de agosto - Sessões: Sextas e Sábados às 20h00, e domingos às 18h00.
Sessão com acessibilidade em Libras: 9 de agosto, domingo às 18h00.
Classificação etária: 14 anos
Duração: 75 minutos
Ingressos: R$ 100,00 (inteira) / R$ 50,00 (meia-entrada)
Teatro Nair Bello – Shopping Frei Caneca
R. Frei Caneca, 569 - 401A - Consolação / São Paulo

.: Letterboxd dos musicais, Musical Cast Database preserva a memória do gênero


À frente do podcast Musical Cast há 11 anos, Rafael Nogueira criou uma plataforma que promete mudar a maneira como as pessoas assistem aos musicais brasileiros. Foto: divulgação

Nova plataforma gratuita reúne fichas técnicas e avaliações de musicais nacionais em um só lugar - e nasce como desdobramento do podcast "Musical Cast", no ar desde 2015. No dia 1º de julho de 2026, vai ao ar o MCDb - Musical Cast Database, a primeira plataforma dedicada a catalogar e avaliar musicais brasileiros, idealizada por Rafael Nogueira, o mesmo criador do podcast Musical Cast.

A proposta é simples e ambiciosa ao mesmo tempo: reunir em um só endereço a memória de um gênero que movimenta plateias há décadas, mas cujo registro ainda vive espalhado - quando não se perde de vez. As informações são pesquisadas em programas físicos e digitais, matérias de jornais e revistas, sites especializados em musicais e, às vezes, até na lembrança de quem estava lá, já que muitos desses registros não são mais encontrados.

O MCDb é um desdobramento natural do Musical Cast, podcast dedicado ao teatro musical brasileiro no ar desde 2015. Depois de anos conversando sobre o gênero, a iniciativa agora oferece à comunidade uma ferramenta para registrar e celebrar essas produções de forma permanente e organizada.


Por que documentar o teatro musical brasileiro
O teatro musical brasileiro tem uma história rica, mas frágil. Diferente do cinema, que fica registrado em película, ou da literatura, que sobrevive no livro, o musical é uma arte do instante: existe enquanto está em cartaz e depois se dissolve. Montagens estreiam, cumprem temporada, colecionam plateias emocionadas e saem de cartaz sem que fichas técnicas, elencos, produções e teatros fiquem organizados em qualquer lugar de acesso público.

Quando alguém quer saber quem dirigiu determinado espetáculo, quem assinou a versão brasileira de uma canção ou em que teatro uma montagem estreou, quase sempre esbarra no mesmo problema: a informação não está em lugar nenhum. Ela se dispersa em programas de papel guardados numa gaveta, em posts que somem no feed poucos dias depois e, principalmente, na memória de quem esteve lá. E memória, por mais generosa que seja, se apaga. A cada produção que encerra, a cada artista que segue outro caminho, a cada arquivo pessoal que se perde, um pedaço dessa história corre o risco de desaparecer para sempre.

O MCDb existe para enfrentar essa lacuna. A proposta é simples e ambiciosa ao mesmo tempo: transformar cada montagem em uma página consultável, reunindo elenco, direção, direção musical, produção, versionistas, teatros e ano num só lugar. Ao fazer isso de forma sistemática, a plataforma deixa de ser um acervo solto e passa a ser uma referência central e navegável, capaz de conectar pessoas, produções e trajetórias ao longo do tempo.

Esse trabalho serve a muita gente. Ao público, que ganha um caminho confiável para redescobrir espetáculos e acompanhar os artistas que admira. À imprensa, que passa a ter uma fonte organizada para checar créditos e construir pautas. Aos pesquisadores, que encontram matéria-prima para estudar a evolução do gênero no país. E à própria classe artística, que vê seu trabalho reconhecido e preservado, e não diluído no esquecimento. 


O que a plataforma oferece
Inspirado na lógica de comunidades como o Letterboxd, o MCDb combina arquivo e
experiência social:
● Catálogo de musicais com fichas técnicas completas e busca por título, elenco,
direção, produção e mais.
● Avaliações: o público dá notas de meia a cinco estrelas para cada produção.
● Listas pessoais "Já vi" e "Quero ver", além de um Top 5 para cada usuário
destacar suas montagens favoritas.
● Páginas de artistas e de teatros, que reúnem toda a trajetória de uma pessoa ou
de uma casa dentro do catálogo.
● Ranking dos musicais mais bem avaliados pela comunidade.
● Perfis públicos e feed de atividade, para acompanhar o que outras pessoas estão
vendo e avaliando.
● Compartilhamento de avaliações direto para os Stories do Instagram.
● Contribuição aberta: qualquer pessoa pode sugerir musicais que ainda não estão
no acervo, ajudando o arquivo a crescer.
O acesso é gratuito, e o cadastro (via conta Google) libera avaliações, listas e comentários.


Sobre o Musical Cast
O Musical Cast, criado por Rafael Nogueira, acompanha e comenta o teatro musical brasileiro desde 2015. São 11 anos dedicados a falar sobre musicais nacionais, da Broadway e do West End, unindo análises profundas a uma conversa sempre leve e descontraída.

Reconhecido como o primeiro podcast brasileiro dedicado ao teatro musical, o Musical Cast já ultrapassou a marca de 270 episódios. Ao longo dessa trajetória, se firmou como um espaço onde o público encontra desde a repercussão das grandes estreias até a redescoberta de montagens que marcaram época, sempre com olhar atento aos bastidores, aos elencos e às escolhas artísticas que dão vida a cada espetáculo.

Além de noticiar, o programa se propõe a comentar e contextualizar. Os episódios passeiam por estreias, temporadas, curiosidades e trajetórias de artistas, aproximando quem faz musical de quem ama assistir. Essa combinação de profundidade e leveza é a marca do Musical Cast: um convite para pensar o gênero com seriedade, mas sem perder o prazer e a paixão que movem quem vive o teatro musical. Em mais de uma década no ar, o Musical Cast se consolidou como uma referência para fãs, artistas e profissionais do meio, ajudando a registrar e a celebrar a produção musical brasileira e a manter viva a memória dos musicais brasileiros.

.: Espetáculo "As Bondosas" estreia em São Paulo após temporadas de sucesso


No palco, dirigidos por Tom Pires, Gerson Lobo, Leandro Mariz e Sidcley Batista interpretam três mulheres, representando arquétipos femininos, numa encenação contemporânea que privilegia o humor. 
Foto: Janderson Pires 

Espetáculo teatral de artistas pernambucanos residentes em São Paulo e no Rio de Janeiro, “As Bondosas” estreia em São Paulo nesta sexta-feira, dia 3 de julho, no Galpão do Folias. Após temporadas de sucesso no Rio e apresentações em festivais pelo país, com mais de 12 mil espectadores, a montagem premiada conquistou seu espaço como uma das criações mais originais do teatro cômico. A comédia dramática do autor maranhense Ueliton Rocon traz à cena o encontro de três carpideiras - mulheres pagas para chorar em velórios -, Astúcia, Angústia e Prudência, já cansadas do penoso ofício de velar mortos. 

Elas recebem a missão de velar o corpo da filha mais jovem de uma tradicional família aristocrática, falecida em circunstâncias misteriosas. O que deveria ser um velório solene rapidamente se transforma em uma sequência de situações inusitadas e hilárias. À medida que observam o comportamento nada convencional dos membros da família - incluindo a própria falecida - as três figuras se veem envolvidas em uma trama repleta de segredos, revelações surpreendentes. 

Entre confissões inesperadas e acontecimentos cada vez mais absurdos, as carpideiras acabam expondo suas próprias verdades. "As Bondosas" é uma sátira afiada sobre a busca pela verdade, os costumes sociais e as contradições do comportamento humano, conduzida por personagens inesquecíveis de estética irreverente e intrinsecamente humorada da cultura nordestina. Três homens interpretam três mulheres, representando arquétipos femininos, numa encenação contemporânea que privilegia o humor pela natural comicidade do texto referenciado no interior do Nordeste. 

O palco é ocupado apenas por cinco caixotes que se transformam em vários signos contextualizados. “A direção do Tom Pires, tanto na condução dos atores quanto na encenação, valoriza a riqueza de diálogos que o autor imprime pela situação dramática vivida pelas personagens, evidenciando a semiologia da narrativa”, acrescenta o ator Gerson Lobo. 

Um olhar crítico sobre os costumes, satirizando o fingimento das relações humanas através das choradeiras no ato de suas ocupações. Entre confissões inesperadas e acontecimentos cada vez mais absurdos, as carpideiras acabam expondo suas próprias verdades, levando o público a rir da hipocrisia humana e das máscaras que insistem em usar. A peça completa treze anos de existência, executada pela Cia. S.O.S. de Teatro Investigativo e, em São Paulo, realizada pela Capela Alquímica Produções. 


Ficha técnica
Espetáculo "As Bondosas"
Texto original: Ueliton Rocon
Direção e pesquisa musical: Tom Pires
Elenco: Gerson Lobo, Leandro Mariz e Sidcley Batista.
Figurino: Leandro Mariz
Cenário: Sidclei Batista
Iluminação: Eduardo Salino
Produção executiva: Gerson Lobo.
Direção de produção: Cia SOS de Teatro Investigativo RJ
Assessoria de imprensa: Adriana Monteiro
Realização: Capela Alquímica Produções


Serviço
Espetáculo "As Bondosas"
Galpão do Folias | Rua Ana Cintra, 213 - Campos Elíseos / São Paulo
Estacionamento - Rua Ana Cintra, 223 ou Rua Ana Cintra, 183.
Telefone: (11) 33612223 / (11) 33332837
A bilheteria abre duas horas antes do espetáculo.
De 3 de julho até 2 de agosto de 2026
Sextas-feiras, às 20h00, sábados, às 18h00 e 20h00, e domingos, às 18h00.
Duração: 60 minutos
Valor - R$ 80,00 (inteira) / R$ 40,00 (meia-entrada)
Classificação indicativa – 14 anos.
Acesso para pessoas com deficiência (PCD)
Ao lado do metrô Santa Cecília.

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