Ficha técnica
Espetáculo "O Figurante"
Serviço:
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Nesta quarta-feira, dia 15 de abril, às 20h00, o Sesc 24 de Maio apresenta mais uma edição do projeto "Ler à Luz da Lua". Desta vez, as artistas Aretha Sadick e Verónica Valenttino apresentam a leitura de trechos de "As Malditas", romance de estreia da escritora argentina Camila Sosa Villada. A atividade acontece na área da piscina, localizada no 13º andar da unidade, com vista para o centro da cidade.
O livro, anteriormente publicado no Brasil como "O Parque das Irmãs Magníficas", narra a trajetória de uma jovem travesti em busca de pertencimento, da infância no interior à convivência com trabalhadoras sexuais em Córdoba. Entre violência, afeto e imaginação, revela uma comunidade que reivindica seu direito à felicidade.
Uma característica singular da programação é a possibilidade de o público acompanhar a leitura de dentro da piscina, em boias. Para o acesso à água, as vagas são limitadas e as pessoas interessados devem trajar roupa de banho e possuir exame dermatológico válido. O Sesc disponibilizará a realização do exame gratuito no local, a partir das 18h00, com validade exclusiva para a atividade. Para quem optar pela área seca (cadeiras e almofadas ao redor do deck), a retirada de ingressos ocorre a partir das 19h00.
Sobre o projeto
O "Ler à Luz da Lua" promove leituras públicas mensais de obras literárias conduzidas por artistas de diversas linguagens. O projeto busca explorar a oralidade e a presença cênica no ambiente da piscina. Desde o início do ano, a programação já recebeu nomes como Letrux, Lilia Guerra, Ana Flavia Cavalcanti, Iara Rennó e Thalma de Freitas.
Sobre as artistas
Aretha Sadick é atriz e intérprete musical, nasceu em Duque de Caxias e participou de alguns projetos ao longo de sua carreira, como "Reencarne" (Rede Globo) e "Cidade de Deus" (MAX), em peças de teatro, como "Ópera Tupi" (2019) e em curtas, como "Se Eu Tô Aqui É Por Mistério" (2023).
Verónica Valenttino é atriz e cantora cearense, atualmente vocalista da banda Verónica Decide Morrer. Graduada em Artes Cênicas, já trabalhou no teatro, com destaque para Brenda Lee e o Palácio das Princesas, espetáculo vencedor do APCA de Melhor Espetáculo Musical (2022).
Serviço
Aretha Sadick e Verónica Valenttino leem "As Malditas", de Camila Sosa Villada
Data: 15 de abril de/2026, quarta-feira, às 20h00
Local: Sesc 24 de Maio, Rua 24 de Maio, 109, São Paulo – 350 metros da estação República do metrô
Classificação: 14 anos
Grátis
Informações importantes de acesso
Como a atividade ocupa a área da piscina, existem duas formas de assistir:
Dentro da Piscina: Obrigatório traje de banho e realização de exame dermatológico (feito no local). Retirada de ingressos e avaliação médica a partir das 18h, no dia do evento. Não precisa de credencial plena.
No Entorno (Deck): Cadeiras e almofadas disponíveis por ordem de chegada. Retirada de ingressos a partir das 19h00.
Duração: 60 minutos
Serviço de Van: Transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h às 23h, e aos domingos e feriados, das 18h às 21h.
Sesc 24 de Maio
Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo
350 metros do metrô República
Fone: (11) 3350-6300
Dizem que conselho amoroso é furada… Mas e se viesse com “método científico” e um pouquinho de caos? Um dos títulos mais populares da comédia romântica no teatro brasileiro, “Qualquer Gato Vira-Lata Tem Uma Vida Sexual Mais Sadia que a Nossa!” nova montagem com texto de Juca de Oliveira, direção de Alexandre Reinecke e elenco formado por Paulo Vilhena, Duda Reis e Vittor Fernando, segue até dia 31 de maio, no Teatro das Artes, em São Paulo. A peça segue em curta temporada com apresentações às sextas e sábados, às 20h00, e domingos, às 18h00. Lançada originalmente nos palcos em 1998 e posteriormente adaptada para o cinema, a obra conquistou milhares de espectadores ao longo dos anos, tornando a história sinônimo de entretenimento leve, divertido e irresistivelmente popular.
Em cena, Tati (Duda Reis) vê sua vida sentimental virar de cabeça para baixo quando é abandonada pelo namorado Marcelo (Vittor Fernando) e acaba se envolvendo com Conrado (Paulo Vilhena), um professor que tenta explicar o amor por meio de teorias científicas inspiradas no comportamento animal. Entre aulas absurdas, reencontros inesperados e muitas confusões, forma-se um triângulo amoroso cheio de humor e identificação. Uma comédia romântica leve, divertida e irresistível sobre as surpresas e a falta de lógica das relações modernas.
Diretor com longa trajetória na comédia, Alexandre Reinecke assina uma encenação que abraça o teatro em sua forma mais “assumida”: a cena se constrói a partir de marcações precisas, ritmo, jogo corporal e soluções cênicas que fogem do naturalismo, uma escolha que potencializa a engrenagem cômica do texto de Juca de Oliveira, sem abrir mão da camada afetiva que atravessa a história. “Estou imprimindo o meu jeito de fazer comédia: é uma proposta muito teatral, com marcações inspiradas nos grandes palhaços, do circo, do cinema e do teatro. A ideia é revisitar essas referências para dar uma cara nova à montagem, com liberdade para o exagero quando ele é necessário, mas mantendo a inteligência do texto e as emoções que ele carrega”, afirma Reinecke.
Para o diretor, voltar a um título consagrado também é uma maneira de reafirmar a força do gênero, além de testar a disciplina do riso ao vivo. “Sou um entusiasta da comédia: acho que boas comédias precisam ser sempre revisitadas. Elas atravessam o tempo porque continuam dizendo algo sobre a gente. E, em comédia, o entrosamento é tudo. Desde o começo o elenco se mostrou muito disponível para essa proposta, comprou a ideia e se jogou. Quando existe essa sintonia, a peça ganha precisão, o timing aparece e o público sente”, completa.
A temporada marca ainda o retorno de Paulo Vilhena ao palco após seis anos afastado do teatro, reencontrando o gênero da comédia romântica em uma montagem que aposta no timing preciso e no jogo cênico dos atores em cena.
Ficha técnica
Espetáculo "Qualquer Gato Vira-Lata Tem Uma Vida Sexual Mais Sadia que a Nossa!"
Texto: Juca De Oliveira
Direção: Alexandre Reinecke
Elenco: Paulo Vilhena, Duda Reis e Vittor Fernando
Cenário: Alexandre Reinecke
Iluminação: Alex Saldanha
Figurino: Marcos Valadão
Fotografia: Jofí Herrera
Diretora de produção: Miçairi Guimarães
Produção executiva: Amanda Santana
Produção: Magic Arts
Assessoria de imprensa: Prisma Colab
Serviço
Espetáculo "Qualquer Gato Vira-Lata Tem Uma Vida Sexual Mais Sadia que a Nossa!"
Estreia: 6 de março de 2026
Até dia 31 de maio de 2026
Horário: sábado às 18h00; e domingo, às 19h00
Local: Teatro das Artes
Endereço: Av. Rebouças, 3970 - Store 409 - Pinheiros, São Paulo/SP
Abertura dos portões: 45 minutos antes do evento
Faixa etária: 14 anos
Duração: 70 minutos
Ingressos: R$ 120,00 (inteira) e R$ 60,00 (meia) no balcão; R$ 140,00 (inteira) e R$ 70,00 (meia-entrada) na plateia lateral; e R$ 160,00 (inteira) e R$ 80,00 (meia) na plateia central
Antecipados: https://www.eventim.com.br/artist/teatro-das-artes/qualquer-gato-vira-lata-tem-uma-vida-sexual-mais-sadia-que-a-nossa-4081566
O solo "A Última Valsa de Zelda Fitzgerald", com atuação e concepção de Larissa da Matta revisita a trajetória dessa grande escritora, poetisa, pintora e dançarina estadunidense para além do mito de musa, construído a seu respeito nos anos 1920. O espetáculo tem sua temporada de estreia no espaço º Andar, de 9 a 24 de abril, com sessões às quintas e sextas-feiras, às 20h00. O trabalho, com dramaturgia da própria intérprete em parceria com Pedro Amaral, também lança luz sobre o silenciamento dessa mulher pela fama e pelo plágio artístico cometido pelo marido F. Scott Fitzgerald.
Por muito tempo, Zelda foi lembrada mais como símbolo de uma época do que como autora da própria história. Associada ao brilho da Era do Jazz, à imagem da mulher excessiva e à fama de seu marido, escritor de "O Grande Gatsby" e outros marcos da Literatura mundial, sua trajetória foi frequentemente reduzida a estereótipos que a colocavam no lugar da musa, da esposa difícil e da figura instável. O solo teatral resgata a complexidade de uma mulher artista, escritora e pensadora, cuja voz foi tantas vezes abafada pela narrativa construída ao seu redor.
O espetáculo propõe ao público uma imersão na vida e obra de Zelda para além do imaginário romântico e trágico que a transformou em personagem secundária de uma história masculina. Em cena, sua história emerge como a de uma mulher em conflito com o tempo em que viveu, com o casamento que a atravessou, com a disputa pela autoria da própria vida e com as tentativas insistentes de afirmar sua criação em um mundo que parecia disposto a lhe negar lugar.
A peça acompanha Zelda desde seu início no sul dos Estados Unidos à consagração social nos anos 1920, passando pelos embates de seu casamento com Scott Fitzgerald, pelas tensões entre vida íntima e produção artística, pela vontade de existir para além da figura de esposa célebre e pelo agravamento de sua saúde mental. Entre festas, delírios, memórias e internações, o espetáculo constrói o retrato de uma mulher intensa, contraditória e profundamente humana.
Sobre a montagem
Mais do que revisitar uma personagem histórica, "A Última Valsa de Zelda Fitzgerald" se conecta de maneira direta com o presente. Em um contexto em que as mulheres ainda precisam lutar por espaço, autoria e reconhecimento, o espetáculo transforma a experiência de Zelda em um gesto de reescrita simbólica. Ao colocá-la em foco, a montagem propõe uma reflexão sobre quantas artistas foram reduzidas a notas de rodapé, quantas tiveram sua criação absorvida pela fama de homens ao redor, e quantas ainda precisam lutar para existir com voz própria.
Com linguagem intimista e força narrativa, o solo se apresenta como uma experiência capaz de dialogar tanto com o público interessado em literatura, história da arte e artes da cena quanto com espectadores atraídos por histórias de mulheres intensas e profundamente contemporâneas em suas contradições. Ao trazer Zelda Fitzgerald de volta ao palco, o espetáculo não apenas revisita o passado: ele questiona os mecanismos que seguem produzindo apagamentos no presente.
A montagem marca ainda a primeira produção assinada pelo Foyer, plataforma de comunicação, cultura e criação de projetos autorais, ampliando sua atuação para o campo da produção teatral e reforçando seu compromisso com obras que articulam arte, pensamento e relevância contemporânea.
Sobre os criadores
Pedro Amaral é roteirista, apresentador, produtor cultural e empreendedor criativo. Pós-graduado em Dramaturgia pelo Célia Helena, atua na interseção entre comunicação, audiovisual, teatro e mercado artístico. É fundador do Foyer, plataforma de comunicação e produção de conteúdo dedicada à cultura, às artes e à criação de projetos autorais.
Sobre a atriz
Larissa da Matta é atriz, dançarina, performer, dramaturga, arte-educadora e pesquisadora. Pós-graduada em Direção e Atuação pela Escola Superior de Artes Célia Helena, desenvolveu pesquisa baseada no eixo de Dramaturgias do Corpo, em que investigou corporalmente a vida e a obra de mais de 40 mulheres artistas do século XVI ao século XXI, pertencentes a diversos períodos da história das artes plásticas e visuais, resultando em uma dramaturgia e monólogo teatral autorais sobre a vida e obra de Zelda Fitzgerald. Bacharela e licenciada em Teatro pela Escola Superior de Artes Célia Helena, também possui formação em História da Arte com o Prof. Dr. Rodrigo Naves, pela Difusão Cultural SP, abrangendo do Pré-Renascimento à Arte Contemporânea. Além disso, é formada em Danças Urbanas pelo Centro de Artes Lílian Gumieiro. Atuou em produções internacionais como a peça chilena Granada, apresentada no MIRADA – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas, e participou de festivais e formações na Rússia, incluindo o Teatro de Arte de Moscou e o Festival Internacional de Escolas de Teatro dos países do BRICS, integrando o elenco de Édipo Rei, dirigido por Valentin Teplyakov.
Serviço
Espetáculo "A Última Valsa de Zelda Fitzgerald", com Larissa da Matta
Temporada: 9 a 24 de abril de 2026
Às quintas e sextas-feiras, às 20h00
⁰Andar - Rua Dr. Gabriel dos Santos, 88 – Santa Cecília / São Paulo (a 6 minutos da estação Marechal Deodoro do metrô)
Ingressos: R$ 30,00 a R$ 60,00 via Sympla ou na bilheteria do espaço ( aceita cartão, pix e dinheiro)
Estacionamento conveniado: Rua Dr. Gabriel dos Santos, 131
Orientação: retirar carimbo na Bilheteria
Pagamento: Pix e débito (R$ 20,00 preço único)
Classificação: 14 anos
Duração: 70 minutos
O que é a dança para você? Em uma tentativa de pensar mais profundamente nessa arte, o performer, coreógrafo e autor Renan Marcondes criou a palestra performance "A Primeira Dança", que tem três apresentações de estreia no auditório do Sesc Ipiranga, entre os dias 10 e 12 de abril, na sexta-feira, às 21h30, e no sábado e domingo, às 18h30.
O trabalho aborda as primeiras danças da humanidade, assim como suas versões sociais e pessoais. A fala, acompanhada por imagens e dança, convida o público a pensar sobre aquilo que chamamos de dança e sobre como ela pode existir para além de uma demonstração técnica, podendo também falar dos limites e aprendizados do corpo.
Esse novo trabalho, criado especialmente para o projeto Caixa de Dança, dá continuidade ao interesse do artista pelos fins do corpo e seus rastros. Para isso, o artista usa da mediação como recurso dramatúrgico para a dança contemporânea, como já investigado em projetos recentes como "Cartas Para Danças" (2023) e "Fantasias Brasileiras" (2024).
“A Primeira Dança” é uma palestra performance sobre as primeiras danças da humanidade, assim como suas versões sociais e pessoais. A fala, acompanhada por imagens e dança, convida o público a pensar sobre aquilo que chamamos de dança e sobre como ela pode existir para além de uma demonstração técnica, podendo também falar dos limites e aprendizados do corpo.
Sobre o projeto Caixa de Dança
A segunda edição do “Caixa de Dança - Coreografias no Entretempo" aprofunda a investigação sobre corpo, espaço e tempo na dança contemporânea, deslocando o foco para múltiplas temporalidades - cronológicas, simbólicas, ancestrais e espirais. Entre espetáculos, oficinas e conversas, o projeto propõe o tempo como matéria coreográfica, afirmando a dança como prática crítica, sensível e capaz de reinventar modos de perceber o corpo, a memória e o mundo.
Ficha técnica
Espetáculo “Caixa de Dança - Coreografias no Entretempo"
Concepção, direção, texto e performance: Renan Marcondes
Assistência de direção e coreografia: Carolina Callegaro
Trilha sonora, desenho de luz e operação técnica: Cauê Gouveia
Aulas e colaboração coreográfica: Ale Kalaf e Bibi Vieira
Cenotecnia: Matias Ivan Arce
Produção e fotos: Tetembua Dandara
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Registro em vídeo: Bruta Flor Filmes
Agradecimentos: Ana Teixeira, Artur Kon e Chico Lima
Produzido dentro do polo de criação Pérfida Iguana, nos anos de 2025 e 2026.
Serviço
"A Primeira Dança", de Renan Marcondes
Apresentações: 10 a 12 de abril de 2026
Na sexta-feira, às 21h30, e no sábado e domingo, às 18h30
Sesc Ipiranga - Auditório - Rua Bom Pastor, 822, Ipiranga, São Paulo
Ingressos: R$50,00 / R$25,00 / R$15,00 Vendas on-line no site sescsp.org.br e presencial em qualquer unidade do Sesc São Paulo.
Classificação: 12 anos.
Duração: 50 minutos.
Acessibilidade: espaço acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.
Serviço
Espetáculo “Não Me Entrego, Não!”
Sexta-feira, dia 10, e sábado, dia 11 de abril, às 20h00
Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.
Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta-feira, das 9h00 às 21h30 | Sábados e domingos, 10h00 às 18h30
Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida / Santos
Telefone: (13) 3278-9800
Site do Sesc Santos
Instagram e Facebook: @sescsantos
Espetáculo estreia dia 4 de abril no teatro Gláucio Gill, Copacabana (RJ), com produção artística e direção de Bonèmer. Fotos: Peter Wrede
Estreia no próximo dia 4 de abril no teatro Gláucio Gill, Copacabana (RJ), a versão brasileira de “O Talentoso Ripley”, que traz Hugo Bonèmer de volta aos palcos interpretando Tom Ripley. Na pele desse personagem, que já foi interpretado por nomes como Matt Damon, Alain Delon, John Malkovitch e Andrew Scott em diferentes adaptações da história, o ator, que também faz a produção artística e dirige a peça ao lado de Kamilla Rufino, promete uma nova e provocadora encenação nessa temporada que vai até 27 de abril com sessões aos sábados, domingos e segundas às 20h.
“Trabalhar um personagem com a estrutura psicológica do Tom exige que eu visite lugares que, em princípio, me causam bastante desconforto. O texto da adaptação da Phyllis Nagy opta por uma abordagem que humaniza as motivações dele, dando peso aos traumas e dores que o moldaram. Por isso, em vez de interpretá-lo como um monstro unidimensional, estou investigando o que levou Tom Ripley a esse ponto. É um exercício de empatia perigoso, porque ao entender as justificativas dele, o público se vê forçado a confrontar o fato de que a distância entre o normal e o extremo é muito mais curta do que gostamos de admitir”, diz Bonèmer sobre a preparação.
Sinopse: Tom Ripley (Hugo Bonèmer) é um mestre da camuflagem social, um jovem invisível em Nova York que vê na fortuna de uma família a chave para a vida que sempre cobiçou. Ao infiltrar-se no cotidiano luxuoso de Richard Greenleaf (Francisco Paz), a admiração de Tom transmuta-se rapidamente em uma obsessão paranoica e predatória.
Além do Hugo e Francisco, o elenco dessa adaptação de Phyllis Nagy para o romance de Patricia Highsmith, conta com Guilhermina Libanio (Marge e Sophia), João Fernandes (Marc e Freddie), Cassio Pandolfh (Herbert Greenleaf e Tenente Roverini), Laura Gabriela (Emily Greenleaf e Tia Dottie) e Tom Nader (Red, Fausto e Silvio). Todos interpretam mais de um personagem.
Essa é a primeira vez que a peça, do livro publicado em 1955, é produzida em português. A obra deu origem a adaptações para o cinema e consolidou o personagem como um dos anti-heróis mais complexos da cultura contemporânea. Sua versão mais conhecida é o filme de 1999, estrelado por Matt Damon, que apresentou a trama a toda uma geração, mostrando um crime passional que faz brotar um psicopata; e recentemente a Netflix produziu uma adaptação em formato de série, com Andrew Scott, mostrando um Tom Ripley absolutamente doentio desde o início.
“Minha expectativa é de que a plateia seja cúmplice da lógica do Tom. O espetáculo é uma narrativa em primeira pessoa; o tempo todo ele tenta convencer o espectador para acreditar no seu ponto de vista, tentando validar cada escolha, por mais terrível que seja. Acredito que o potencial mais assustador dessa montagem seja o momento em que as pessoas perceberem que estão compreendendo ou até defendendo a perspectiva dele. Acredito que essa proximidade se conecte com as guerras atuais de narrativas”, complementa o intérprete de Tom Ripley.
Bonèmer traz na interpretação todas as características conhecidas do personagem: a sedução e a vulnerabilidade, apostando em uma atmosfera que traga tensão e sofisticação estética.
“Mais do que um thriller psicológico ou uma peça de terror, queremos propor uma reflexão sobre desejo, inveja, mobilidade social e construção de imagem: temas absolutamente contemporâneos. Na peça, Ripley passa a ser um espelho desconfortável da nossa era, obcecada por performance, status, pertencimento e reinvenção constantes. Queremos mergulhar nas zonas cinzentas da identidade: até onde alguém acha que pode ir para ser amado, aceito ou reconhecido? Queremos criar uma experiência imersiva, onde o público se vê cúmplice das escolhas do protagonista para depois, quem sabe, questionar elas”, adianta Hugo.
Os ingressos para “O Talentoso Ripley”, que terá sessões às segundas-feiras, além dos sábados e domingos.
Espetáculo: "O Talentoso Ripley'
Teatro Glaucio Gill
Temporada: 04 a 27 de Abril
Dias: Sábados, Domingos e Segundas
Lotação: 154 lugares
Horário: 20h
Classificação: 16 anos
Duração: 2h
Gênero: Suspense/Terror
Ingressos: A partir de R$ 35,00
Instagram oficial https://www.instagram.com/otalentosoripley/
Venda:
Ficha técnica
Adaptação para teatro: Phyllis Nagy (da obra de Patricia Highsmith)
Direção: Hugo Bonèmer e Kamilla Rufino
Elenco: Cassio Pandolfh, Francisco Paz, Guilhermina Libanio, Hugo Bonèmer, João Fernandes, Laura Gabriela e Tom Nader
Produção: Linda Gomes
Iluminação: Renato Machado
Direção Musical e Trilha Original: Tauã de Lorena e Laura Gabriela
Figurino: Sergio Medina e Joe Nicolay Cenário: Hugo Bonèmer
Contrarregra e Camareiro: Leo Nunes
Design: Guilherme Dias Goulart (Tribbo)
Fotos: Peter Wrede
Figurino: Joe Nicolay e Sergio Medina
Mídias Digitais: Danilo Costa
Direção de produção: Hugo Bonèmer (Hmm-Hum Produção)
Assessoria de Imprensa: Ribamar Filho (MercadoCom)
Idealização: Francisco Paz (Unfinished Business)
Em um verdadeiro tratado sobre a aparência e as ilusões do eu, o solo "Na Sala dos Espelhos" reflete sobre como a tirania da imagem vem minando a relação que travamos com nossos corpos e desejos. O trabalho, idealizado e atuado por Carolina Manica, indicada ao prêmio APCA pelo trabalho, estreou em 2025 e agora ganha novas apresentações no Sesc Santana, nos dias 10, 11 e 12 de abril, na sexta e no sábado, às 20h00, e no domingo, às 18h00.
A direção e adaptação é de Michelle Ferreira e Maíra de Grandi e ainda conta com trilha sonora original composta pela cantora Ava Rocha, que fez sua estreia no Teatro, em colaboração com a compositora Grisa, cenário e figurino de Fábio Namatame e luz de Caetano Vilela. As diretoras indagam sobre o que pode o corpo de uma atriz diante de um ensaio filosófico em quadrinhos, a partir do ensaio “Na Sala Dos Espelhos - A Autoimagem em Transe ou Beleza e Autenticidade como Mercadoria na Era dos Likes e Outras Encenações do Eu”, da sueca Liv Strömquist.
O espetáculo irreverente nos faz olhar de outro modo para o espelho e questiona: Por que as fotos que vemos rolar pelo feed das redes sociais podem nos levar a sentimentos de ansiedade, raiva, tristeza e frustração? Quando foi que criamos uma relação voyeurística crônica com nós mesmos? Como, afinal, enxergar a si próprio num mundo dominado pela hiperexposição?
“Meu primeiro contato com a obra de Liv foi uma experiência reveladora. Fui fisgada pela sua ironia e inteligência. Entre reflexões filosóficas, referências históricas e críticas à cultura da imagem, Liv nos faz questionar o quanto nossa autoestima depende do olhar alheio. E foi assim que decidi levar isso ao palco. Interpretar esta peça tem sido uma jornada. No palco, falo sobre o olhar, a beleza, a cobrança, os padrões e prisões internas — mas fora dele, sou mãe de uma menina que começa a descobrir seu próprio reflexo. E é impossível não pensar em como esse olhar do mundo pesa sobre nós, mulheres, desde cedo. Percebi o quanto herdamos espelhos trincados, distorcidos por expectativas. Hoje tento abrir espaço para um novo reflexo. Talvez essa seja a beleza que queira ensinar à minha filha.”, afirma a atriz e idealizadora Carolina Manica.
Para elas, a obra é uma tese visual sobre a beleza onde as irmãs Kardashian dividem as páginas com Susan Sontag, Zygmunt Bauman, Naomi Wolf, a Bíblia, a madrasta da Branca de Neve e tudo parece fazer muito sentido. Através do seu traço expressivo e pop, ela convida o leitor a brincar de pensar sobre desigualdade de gênero, relações de poder e estruturas sociais, e usa conceitos do feminismo, da ciência política, da psicologia e da filosofia para basear suas análises.
É tudo muito colorido, ao mesmo tempo que é terrivelmente ácido. Ler qualquer uma das obras de Liv é uma experiência fascinante. Ao final, nos sentimos mais inteligentes e também mais indignados. Mas como traduzir uma obra como essa para os palcos sem perder a sua essência? Por incrível que possa parecer, foi traindo Liv sem pudor que pudemos nos encontrar com ela. Para isso, criamos uma personagem que fosse capaz de atravessar essas questões não de uma maneira intelectual, mas com seu corpo.
“A mãe da Nina”, a protagonista, é uma mulher que está no climatério enquanto sua filha está entrando na adolescência. Ambas precisam se relacionar com o espelho e com a tirania da imagem enquanto seus corpos vivem uma grande transformação. E o que pode um corpo? No teatro, um corpo pode tudo. Complementam as diretoras.
Ficha Técnica
Texto Original: Liv Strömquist
Idealização: Carolina Manica
Direção e Adaptação: Michelle Ferreira e Maíra De Grandi
Atuação: Carolina Manica
Trilha Sonora: Ava Rocha e Grisa
Direção de Arte (Figurino e Cenário): Fábio Namatame
Iluminador: Caetano Vilela
Designer: Julio Dui
Fotógrafo: Paulo Vainer
Maquiagem: Thiago Braga
Operação de Som: Grisa
Operação de luz: Gabriel Sobreiro
Direção de Produção: Carolina Manica
Assistente de Produção: Marcela Horta
Produção: Grilo Azul Filmes
Sinopse
Na Sala Dos Espelhos, adaptação do livro homônimo de Liv Strömquist, conta a história de uma mãe que, ao ver sua filha pré-adolescente entrar em crise com a própria aparência, enfrenta o desafio de criar uma menina feminista em um mundo cada vez mais caótico. Para isso, ela convida Nina, sua filha, e o público, a brincar de pensar sobre o mito da beleza que tanto aprisiona meninas e mulheres.
Serviço
Na Sala Dos Espelhos com Carolina Manica
Apresentações: 10, 11 e 12 de abril de 2026
Na sexta e no sábado, às 20 hs e no domingo, às 18 hs.
Sesc Santana - Av. Luiz Dumont Villares, 579 - Santana, São Paulo
Ingressos: R$ 60,00 (inteira), R$30,00 (meia-entrada) e R$18,00 (credencial plena)
Vendas online a partir de 31/03 às 17h em centralrelacionamento.sescsp.org.br ou presencialmente a partir de 01/04, às 17h, nas bilheterias de qualquer unidade do Sesc São Paulo
Classificação: 16 anos
Duração: 60 minutos
Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida
Escrita em 1997, a peça é uma comédia vibrante baseada na tradição da Commedia dell’Arte. Na trama, um diabo resolve entrar no corpo de um juiz severo e moralista para corrompe-lo, mas acaba entrando no corpo da empregada do juiz, criando mil confusões. "O Diabo com Tetas" é um espelho das crises éticas atuais. Através de confusões hilárias, trocas de corpos e uma linguagem física exuberante, Dario Fo expõe a fragilidade das instituições, a corrupção enraizada e o preconceito social.
Em celebração ao centenário de nascimento de Dario Fo, um dos maiores nomes do teatro mundial, o Teatro Commune apresenta uma leitura dramática de um de seus textos mais provocadores. Vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, Dario Fo (1926-2016) construiu uma obra marcada pelo humor ácido, pela crítica política e pela irreverência. Seus textos misturam o popular e o político, o riso e a denúncia, criando um teatro vivo, direto e profundamente questionador.
“O Diabo com Tetas” foi montada em 1997 e é inédita no Brasil. O texto segue essa potência: uma peça que subverte símbolos, desafia convenções e expõe contradições sociais com ironia e intensidade. Uma experiência que provoca, diverte e convida à reflexão. Projeto contemplado pela 41ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa.
Ficha técnica
"O Diabo com Tetas", de Dario Fo
Tradução: Danilo Alba e Augusto Marin
Direção geral: Augusto Marin
Diretor: Armando Liguori Junior
Assistente de direção: Matheus Melchionna
Elenco: Fernanda Viacava e Eduardo Silva (Artistas Convidados), Augusto Marin, Armando Liguori Junior, Natalia Albuk, Carlos Capeletti, Fabrício Garelli, Juliano Dip, Isabela Prado, Mariana Blanski e Fabio Godinho.
Músicos: Paulo Dantas e Pedro Mendes
Cenários: Maria Zuquim e João Garcia Miguel
Imagens e desenhos: João Garcia Miguel
Figurinos: Maria Zuquim e Carla Bariquelli
Diretor musical: Sérvulo Augusto
Máscaras: Helo Cardoso
Coreografias: Valéria Franco
Assessoria de imprensa: Miriam Bemelmans
Diretora de produção e administração: Luciane Ortiz
Realização: Commune
Serviço
Leitura dramática de "O Diabo com Tetas", de Dario Fo
Dia 2 de abril, quinta-feira, às 20h00
Teatro Commune @teatrocommune
Rua da Consolação, 1218, Consolação / São Paulo
Telefone: (11) 97665 2205
Próximo ao Metrô Higienópolis-Mackenzie
Capacidade: 98 lugares + 1 Cadeirante e 1 obeso
Ingressos pelo Sympla https://www.sympla.com.br/evento/o-diabo-com-tetas---texto-dario-fo-leitura-dramatica/3360951
Grátis