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segunda-feira, 6 de julho de 2026

.: Paula Capovilla entra para o elenco do musical "7 Mulheres e Um Mistério"


Paula Capovilla entra para o elenco da montagem inspirada no clássico francês 8 Femmes. Comédia estrelada por grandes atrizes estreia em 31 de julho no 033 Rooftop. Inspirada na peça do escritor francês Robert Thomas, a montagem musical tem direção de Ricardo Grasson e Heitor Garcia, adaptação e canções originais de Anna Toledo. O projeto integra a programação dos 10 anos do Teatro Santander. Foto: Priscila Prade

A comédia musical "7 Mulheres e Um Mistério - O Musical", de Robert Thomas, primeira adaptação brasileira para o teatro musical da obra 8 Femmes, estreia em 31 de julho, no 033 Rooftop, com uma mudança no elenco. A atriz Paula Capovilla assume o papel que seria interpretado por Alessandra Maestrini, que precisou se afastar do projeto por motivos de saúde. Escrita nos anos 1960, o espetáculo tem adaptação e canções originais de Anna Toledo, direção artística de Ricardo Grasson e Heitor Garcia e direção musical de Thiago Gimenes. A produção é assinada por Bruna Dornellas e Wesley Telles, da WB Produções. O espetáculo é apresentado pelo Ministério da Cultura, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura - Lei Rouanet, e tem patrocínio do Zurich Santander e Laboratório Cristália e apoio da Hyundai e Esfera.

Preservando a tradição de sempre ser interpretada por grandes nomes, o elenco, formado por Bruna Guerin, Laura Castro, Letícia Soares, Malu Rodrigues, Paula Capovilla, Stella Miranda e Verónica Valentino, dará corpo a uma história repleta de segredos, mistérios e surpresas, envolvendo o público numa trama onde sete mulheres se reúnem para celebrar o Natal - até que um crime inesperado transforma a comemoração em uma investigação repleta de segredos. Presas no mesmo espaço, sem contato com o exterior e desconfiando umas das outras, elas são obrigadas a investigar o mistério… enquanto tentam esconder suas próprias mentiras.

Em 1962, Nathalia Timberg, Suely Franco, Dulcina de Moraes e outras cinco atrizes deram vida à primeira montagem brasileira da obra. Com músicas e composições originais, o espetáculo mantém a essência da trama original protagonizada por grandes atrizes dessa geração. A obra de Robert Thomas é reconhecida como um clássico do suspense policial. O sucesso duradouro revela sua habilidade em criar histórias envolventes que resistem ao tempo. “É uma dramaturgia cheia de detalhes, aguçada, precisa, preciosa. É um texto que lendo hoje, vemos que é mais atual do que nunca. Ele fala sobre as relações humanas, sobre o jogo de poder nas dinâmicas do relacionamento familiar. Eu acho que a vibração, a importância desse texto é essa. Por isso transcende ao tempo, como as grandes obras”, aponta o diretor Ricardo Grasson.

Ainda sobre a atemporalidade, o diretor Heitor Garcia destaca outras pautas presentes na história, como etarismo, papéis de gênero e preconceito na relação entre patrão e funcionários e também bissexualidade. Tudo isso aparece no texto original, que se passa no interior da França nos anos 50. “Vamos revisitar a época em que a história foi escrita, ampliar e observar o quão as questões daquela época ressoam até hoje. A obra distancia essas histórias do realismo fechado da literatura policial, e essa distância é aquela fornecida por um confortável "não leve totalmente a sério", o que nos proporciona como diretores ampliar deliberadamente esse distanciamento autoirônico e aproximar/transformar a história em farsa”.

Responsável pela adaptação e pelas músicas originais, Anna Toledo encarou o desafio de compor para contar a história, usando a música como fio condutor das cenas, a favor de cada interpretação. A escolha pelo tom e pela linguagem também imprimem originalidade ao espetáculo. Na peça francesa, Huit Femmes, de Robert Thomas, existe uma tensão permanente criada pelo confinamento das personagens em um único ambiente, que vai dando vazão a ressentimentos e segredos guardados. “Ao adaptar essa trama para uma comédia musical, eu imaginei que tudo teria que ser exacerbado – os segredos têm que ser bombásticos e as emoções, vulcânicas. Então a música entra para trazer à tona estes sentimentos, virar tudo de ponta cabeça e revelar o que está oculto”, conta.

Tanto a peça original ("Huit Femmes") como as adaptações cinematográficas ("Huit Femmes" e "7 Donne e Um Mistero") foram escritas por homens. Em todas as versões há somente personagens femininos em cena, mas o conflito gira em torno de um único homem: A morte misteriosa do patriarca.  “O desafio que eu mesma me propus foi multiplicar estes conflitos para criar personagens femininos com motivações mais complexas. Neste sentido, o protagonismo feminino não se dá apenas pela presença de atrizes mulheres, mas também pelas ações das personagens, que passam a ser movidas por desejos além da necessidade de validação pela figura masculina”, ressalta Anna Toledo. O espetáculo reúne como produtores associados Bruna Dornellas, Heitor Garcia, Ricardo Grasson e Wesley Telles, profissionais com trajetória consolidada no teatro brasileiro.


O autor, a obra e os prêmios
Robert Thomas foi um escritor, roteirista, diretor e ator francês que ajudou a criar o gênero de comédia suspense. Em 1958, publicou o texto Huit Femmes (8 Mulheres), em 1961 o texto ganhou vida e virou um espetáculo teatral dirigido por Jean Le Poulain, ele também ganhou o Prix du Quai des Orfèvres que premia textos inéditos de mistério policial. A obra de Robert Thomas é reconhecida como um clássico do suspense e do teatro policial. O sucesso duradouro é um testemunho da genialidade de Thomas como dramaturgo e de sua habilidade em criar histórias envolventes que resistem ao teste do tempo.

Em 1971 o espetáculo foi remontado pelo mesmo diretor. Em 2002 o François Ozon lançou a versão cinematográfica da peça, transformando para além do suspense e da comédia um filme musical. O filme ganhou um total de 31 prêmios, entre eles o César e o Urso de Prata. No teatro brasileiro, a primeira encenação do texto 8 Mulheres foi uma montagem da companhia da Dulcina-Odilon, dirigida por Luís de Lima em 1962. O elenco era formado por grandes divas, como Nathalia Timberg, Suely Franco, a própria Dulcina de Moares, Margarida Rey, Maria Fernanda, Maria Sampaio, Iracema de Alencar e Sônia de Moraes.

A peça voltou a ganhar uma adaptação em 2021 pelo cineasta italiano Alessandro Genovesi, que abriu mão do estilo musical e investiu em uma linguagem cinematográfica voltada para uma ambientação de mistério e suspense, e mudou o título da peça para 7 Mulheres e Um Mistério. O longa foi um sucesso na Netflix, sendo o filme de língua não inglesa mais assistido, com 9.89 milhões de horas assistidas.


Sinopse de "7 Mulheres e Um Mistério - O Musical"
Na véspera de Natal, a festa de família é interrompida por um crime misterioso. Presas numa mansão isolada, sete mulheres precisam descobrir o culpado antes que um novo crime aconteça. Entre revelações surpreendentes e segredos de família, todas tem um bom motivo e um péssimo álibi.  Com uma sequência alucinante de confissões absurdas, alianças improváveis e rivalidades hilárias, "7 Mulheres e Um Mistério - O Musical" é uma comédia cheia de reviravoltas, mistérios e personagens tão exagerados quanto irresistíveis.


Ficha técnica
"7 Mulheres e Um Mistério - O Musical"
AUTOR: Robert Thomas.
ADAPTAÇÃO, MÚSICAS E LETRAS: Anna Toledo.
DIREÇÃO ARTÍSTICA: Ricardo Grasson e Heitor Garcia.
DIREÇÃO MUSICAL: Thiago Gimenes.
DIREÇÃO DE MOVIMENTO E COREOGRAFIA: Keila Bueno e Victoria Ariante.
PRODUÇÃO GERAL: Bruna Dornellas e Wesley Telles.
ELENCO: Bruna Guerin, Laura Castro, Letícia Soares, Malu Rodrigues, Paula Capovilla, Stella Miranda e Verónica Valentino.
SWINGS: Carla Masumoto e Larissa Noel.
ASSISTENTE DE DIREÇÃO: Andrey Serra e Lucia Rosa.
DESENHO DE SOM: Tocko Michelazzo.
DESENHO DE LUZ: Gabriele Souza.
VISAGISMO: Simone Momo.
FOTOGRAFIAS: Priscila Prade.

EQUIPE MUSICAL:
ARRANJOS: Thiago Gimenes e Tiago Saul.
ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO MUSICAL, PIANO E REGÊNCIA: Johnny Mantelato.
COPISTA: Ivan Nascimento.
BAIXO ACÚSTICO: Ingrid.
BATERIA E WASHBOARD: Ramiz Oliveira.

EQUIPE DE CENOGRAFIA:
CENOGRAFIA: Natália Lana.
CENÓGRAFO ASSISTENTE: Matheus Muniz. 
ASSISTENTE DE CENOGRAFIA: Gabriela Calenti.
CENOTECNIA: Casa Malagueta.
COORDENADOR DE CENOTECNIA: Alicio Silva.
PRODUÇÃO DE CENOTECNIA: Joana Pegorari.
SERRALHERIA: Igor B. Gomes, Edras Alexandre, Jeremias Alexandre e André Souza.
MARCENARIA: Deoclécio Alexandre, Shampzss, Leandro Aleixo, Kelvin Costa e Chris Oliveira.
PINTURA E ADEREÇOS: Danndhara Shoyama, Beatriz Leandro, Gonzalo Dourado, Felgas e Thamyris Soares.
COSTUREIRA: Julia Leandro e Jess Almeida.

EQUIPE DE FIGURINO:
FIGURINISTA: Ligia Rocha.
ASSISTENTE DE FIGURINO: Acrides.
COSTURA: O Atelier e Studio JhonC.
CALÇADOS: Calçados Porto Free.

EQUIPE DE PRODUÇÃO:
GERENTE DE PRODUÇÃO: Deivid Andrade.
PRODUÇÃO EXECUTIVA: Clarice Coelho.
ASSISTENTE DE PRODUÇÃO: Guilherme Balestrero e Hadassah Wengler.

EQUIPE DE COMUNICAÇÃO E MARKETING:
GESTÃO DE COMUNICAÇÃO: Bárbara Kuster.
DESIGNER GRÁFICO: Alana Karralrey, Jhon Lucas Paes e Natália Farias.
SOCIAL MEDIA: Luis Mousinho.
GESTÃO DE TRÁFEGO: Válvula Marketing.
GESTÃO DE MÍDIA: Tathiana de Puglia.

EQUIPE TÉCNICA:
DIREÇÃO DE PALCO E STAGE MANAGER: Tatah Cerquinho
TÉCNICA DE SOM: Maria Lia.
TÉCNICA DE LUZ: Carol Dourado.
CONTRARREGRAS: Adriana Oliveira e Anderson Assis.
MICROFONISTA: Carolina Delfino.
CAMAREIRA: Luciana Galvão.
PERUQUEIRA: Milena Santos.
COPEIRA: Eliana Dourado.
INTÉRPRETE DE LIBRAS: Karina Zonzini.

STAFF GERAL:
BUFFET: Edith Eventos.
CARREGADORES: Peso Carregadores.
TÉCNICOS MONTADORES: Marcos Carvalho e Peter Silva.
LIMPEZA: DR Serviços.
RECEPCIONISTAS: Lord Eventos.

ASSESSORIAS E ADMINISTRAÇÃO:
COORDENAÇÃO ADMINISTRATIVA: Vianapole Arte e Comunicação.
ASSESSORIA JURÍDICA: Maia, Benincá & Miranda Advocacia.
ASSESSORIA CONTÁBIL: Gavacon Contabilidade.
ASSESSORIA DE IMPRENSA: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes.

EQUIPE DO TEATRO:
HEAD SÊNIOR DE EXPERIÊNCIA, CULTURA E SOCIAL E PRESIDENTE DO SANTANDER CULTURAL: Bibiana Berg.
HEAD DE EXPERIÊNCIA E CULTURA E DIRETOR DO SANTANDER CULTURAL: Marcelo Demetrius.
GERENTE DE OPERAÇÕES E PRODUÇÃO: Rodolfo Costa.
GERENTE DE INFRAESTRUTURA: Alessandro Mariano.
COORDENADORA DE PRODUÇÃO: Kika Queiroz.
COORDENADOR DE PRODUÇÃO TÉCNICA: Anderson Hayashi.
COORDENADORA COMERCIAL: Renata Hassid.
COORDENADORA ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO: Sueli Pereira.
SUPERVISOR DE OPERAÇÃO: Luciana Viana e Henrique Albuquerque.
SUPERVISOR TÉCNICO: Alberto dos Santos.
SUPERVISOR DE INFRAESTRUTURA: Nathaly Barros.
EQUIPE DE PRODUÇÃO: Fernando Pereira, Peterson Souza e Sueli Santiago.
EQUIPE TÉCNICA: Carlos Eduardo, Gerson Santos e Paulo Mendes.
EQUIPE DE MANUTENÇÃO: Claudio Souto, Jonathan Rosa, José Flavio e Ricardo Vieira.
EXECUTIVA DE VENDAS: Roberta Pezzano.
ASSISTENTE DE MARKETING: Camilla Oliveira.
ASSISTENTE ADMINISTRATIVO: Dayane dos Santos.
IDEALIZAÇÃO: Nosso Cultural e Francisco Antonelli.
PRODUTORES ASSOCIADOS: Bruna Dornellas, Heitor Garcia, Ricardo Grasson e Wesley Telles.
APRESENTADO POR: Ministério da Cultura e Santander
PATROCÍNIO: Laboratório Cristália
APOIO: Hyundai Financiamentos e Esfera
CORREALIZAÇÃO: WB Produções.
REALIZAÇÃO: Nosso Cultural.0

Serviço:
"7 Mulheres e Um Mistério - O Musical"
Temporada: 31 de julho a 4 de outubro de 2026.
Sextas, às 20h00. Sábados, às 16h00 e 20h00. Domingos, às 15h00 e 19h00.

Ingressos:
MESA PREMIUM: R$ 300,00 inteira e R$ 150,00 meia-entrada
PLATEIA SOFÁ: R$ 250,00 inteira e R$ 125,00 meia-entrada
PLATEIA: R$ 200,00 inteira e R$ 100,00 meia-entrada
PLATEIA POPULAR: R$ 50,00 inteira e R$ 25,00 meia-entrada
Vendas: sympla.com.br ou bilheteria do Teatro Santander
Duração: 120 minutos (com intervalo de 15 minutos)
Classificação etária: 14 anos.
Local: 033 Rooftop
Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 - Vila Nova Conceição, São Paulo - SP
Capacidade: 388 lugares.
Acessibilidade: Temos produtor/instrutor para atendimento acessível em caso de necessidade. Espaço acessível para cadeirantes. Programa em braile. Intérprete de libras sempre nas sessões de domingo, 15h00.

.: Peça inspirada em livros de Édouard Louis segue em cartaz no Teatro Faap


Com direção e dramaturgia de Luiz Felipe Reis e de Marcelo Grabowsky, espetáculo foi criado a partir de três livros do francês Édouard Louis, um fenômeno da literatura mundial. Foto: Elisa Mendes

Indicado ao Prêmio APTR 2025 nas categorias de melhores direção, ator protagonista e direção de movimento depois de grande sucesso na capital carioca, "Eddy – Violência & Metamorfose" segue em temporada no Teatro FAAP até dia 6 de agosto, com sessões de terça a quinta-feira, às 20h00. O espetáculo tem direção de Luiz Felipe Reis e Marcelo Grabowsky e traz no elenco João Côrtes, Julia Lund e Erom Cordeiro. A montagem reúne três contundentes obras - “O Fim de Eddy”, “História da Violência” e “Mudar: Método” - do premiado autor francês Édouard Louis, traçando um panorama ampliado da sua trajetória. Vale mencionar que o trabalho teve o aval caloroso do próprio autor: “É a primeira vez que uma proposta assim foi realizada no mundo”, diz Louis, que já teve seus livros levados à cena em diferentes países.

O espetáculo, que aborda temas urgentes como violência de classe, de gênero e sexual, homofobia, machismo e xenofobia, dá continuidade à pesquisa da Polifônica a respeito da violência e da dominação masculina nas relações humanas e suas devastadoras consequências. A montagem gira em torno de um episódio real vivido por Édouard Louis no Natal de 2012, em Paris. Após um jantar com amigos, ao voltar para casa, o escritor é abordado por um jovem de origem argelina, chamado Redá, e, então, os dois seguem para o apartamento do escritor. Mas, após uma noite de amor, na manhã seguinte, Édouard é violentado por este homem e quase assassinado. 

O episódio traumático, elaborado na obra “História da Violência”, dá início a uma jornada reflexiva e de elaboração a respeito das estruturas sociais que viabilizam a produção, a reprodução e a circulação da violência em nossas sociedades. Um ano após o terrível episódio, após lidar com uma série de procedimentos médicos, policiais e jurídicos relacionados ao caso, Édouard inicia uma viagem de retorno à sua cidade natal. Ele hospeda-se na casa da sua irmã, Clara, e é a partir deste reencontro que se inicia um jogo de relatos, de narrativas e de representações que reconstituem e investigam o ocorrido naquela noite, em que vêm à tona uma pluralidade de questionamentos e de reflexões acerca do machismo, do racismo e da homofobia enraizadas na nossa sociedade. 

Ao longo do espetáculo, a narrativa de “História da Violência” também é atravessada por trechos de “O Fim de Eddy” e culmina na recriação de fragmentos de “Mudar: Mtodo”, obra em que Édouard reconta sua trajetória de emancipação social e intelectual, desde a saída da sua cidade natal, Hallencourt, até a sua chegada e estabelecimento em Paris. “Ao longo dos últimos dez anos de trabalho, buscamos, através de cada obra, propor uma reflexão coletiva acerca das consequências da desmedida ânsia masculina por poder, controle, dominação e submissão; sobre como isso produz danos nos mais diferentes corpos — humanos, além de humanos e de toda a Terra —, mas, principalmente, em tudo aquilo que se aproxima ou é identificado como feminino”, elabora o diretor Luiz Felipe Reis.

“Meu interesse pela obra do Édouard surge como desdobramento dessa investigação contínua que venho realizando sobre diferentes modos de violência, sobretudo os que constituem o mundo masculino - seu ethos e psiquismo, as regras e normas das sociedades patriarcais e, sobretudo, do regime totalitário do capital sob o qual estamos todos subjugados. Édouard reflete e escreve sobre violência social, política, econômica, cultural, racial, sexual, de gênero, ou seja, sobre inúmeras formas de produção e de circulação da violência, sobre todo um circuito de violência que rege nossos comportamentos e pensamentos, sociais e individuais. Em outras palavras, Édouard descreve com precisão iluminadora os efeitos devastadores das forças de opressão e de destruição que constituem a nós e nossas sociedades contemporâneas ”, acrescenta.

O cineasta Marcelo Grabowsky, que já havia colaborado com a Polifônica no espetáculo “Amor em Dois Atos”, foi convidado para retomar sua parceria com o grupo, coassinado a direção e a dramaturgia de “Eddy - Violência e Metamorfose”, ao lado de Luiz Felipe Reis.“Admiro muito a forma como a companhia enxerga a cena teatral e propõe esse cruzamento de linguagens. Adaptar a obra do Édouard para o palco encontra a importância de encenar dilemas e vivências de corpos e subjetividades gays e, assim, fazer a gente se reconhecer em cena. Mesmo com o avanço e a legitimação de muitas vozes LGBTQIAP+ no Brasil, o conservadorismo e o preconceito insistem em revelar e exercer a sua violência. Édouard elabora de uma forma instigante seu olhar sobre a violência, encarando sua complexidade, e questionando sua origem. Consegue transformar suas próprias experiências, por mais duras que possam ser, em literatura, em arte, para alcançarem e sensibilizarem outras pessoas”, analisa Grabowsky.

"Eddy" também dá sequência à pesquisa estética da Polifônica acerca da noção de polifonia cênica, em que busca estabelecer uma relação criativa e não hierárquica entre o teatro e diferentes linguagens e formas de arte, como o cinema, a literatura e o som - pesquisa elaborada desde o primeiro espetáculo da companhia, “Estamos Indo Embora…” (2015), assim como em todos os trabalhos subsequentes: “Amor em Dois Atos” (2016), “Galáxias” (2018), “Tudo Que Brilha no Escuro” (2020), “Vista” (2023) e “Deserto” (2024) - esse último em cartaz atualmente no Teatro Poeira, com temporada prorrogada até agosto, devido ao sucesso, e indicações ao Prêmio APTR para Melhor Dramaturgia, Direção e Ator. Compre os livros de Édouard Louis neste link.


Sinopse de “Eddy - Violência & Metamorfose”
“Eddy - Violência & Metamorfose”é um espetáculo baseado em três obras do escritor francês Édouard Louis: “O Fim de Eddy”“História da Violência” e “Mudar: Método”. Com direção e dramaturgia de Luiz Felipe Reis e Marcelo Grabowsky, o elenco conta com João Côrtes, Julia Lund e Erom Cordeiro. Indicado ao Prêmio APTR 2025 nas categorias Melhor Direção, Melhor Ator Protagonista e Melhor Direção de Movimento, “EDDY” aborda temas urgentes como violência sexual, homofobia, xenofobia, machismo e dominação masculina, a partir de um episódio real vivido pelo autor em Paris no Natal de 2012. Com esta imersão na obra de Édouard Louis a Polifônica dá sequência a uma pesquisa continuada, desenvolvida ao longo da última década, a respeito da violência e da dominação masculina nas relações humanas e suas múltiplas consequências. Compre os livros de Édouard Louis neste link.


Sobre Édouard Louis
Édouard Louis, nascido Eddy Bellegueule, em 1992, na região operária da Picardia, norte da França, é um dos principais nomes da literatura contemporânea europeia. Formado em sociologia pela École Normale Supérieure, foi aluno do filósofo e sociólogo Didier Eribon, cuja influência transparece em sua obra. Estreou em 2014 com “Para Acabar com Eddy Bellegueule, uma narrativa autobiográfica que retrata a infância marcada pela pobreza, homofobia e violência familiar. Em 2016, publicou “História da Violência”, um relato intenso sobre o estupro que sofreu e seus desdobramentos psicológicos e sociais. Em 2018, lançou “Quem Matou Meu Pai”, uma denúncia comovente sobre as consequências das políticas neoliberais no corpo e no destino de seu pai operário.

Já em 2021, publicou “Lutas e Metamorfoses de Uma Mulher”, focando na trajetória de sua mãe, uma mulher que tenta romper com as amarras da submissão patriarcal. Os livros de Louis têm sido traduzidos para dezenas de idiomas e amplamente debatidos por seu teor político e sua fusão entre experiência pessoal e crítica social. Seus temas centrais - identidade, exclusão social, sexualidade, violência e desigualdade - conferem à sua obra um caráter profundamente político e transformador. Embora jovem, já recebeu reconhecimento significativo, como o Prêmio Pierre Guénin Contra a Homofobia (2014), e teve suas obras adaptadas para o teatro e analisadas em meios acadêmicos. Sua escrita, marcada por uma linguagem direta e sem ornamentos, faz da dor um ponto de partida para repensar as estruturas sociais que moldam e limitam as vidas marginalizadas. Compre os livros de Édouard Louis neste link.


Ficha técnica
Espetáculo "Eddy - Violência & Metamorfose"
Idealização, produção e realização: Polifônica (Luiz Felipe Reis e Julia Lund)
Direção e dramaturgia: Luiz Felipe Reis e Marcelo Grabowsky com João Côrtes, Julia Lund, Erom Cordeiro
A partir das obras de Édouard Louis - “O Fim de Eddy”, “História da Violência”, “Mudar: Método”
Direção de movimento: Lavínia Bizzotto
Preparação corporal: Alexandre Maia
Cenografia: André Sanches
Assistente de cenografia: Débora Cancio e Nicole Suzana Santos da Silva
Direção de tecnologia: Julio Parente (Para Raio)
Iluminação: Julio Parente (Para Raio)
Figurino: Antônio Guedes
Assistente de figurino: Mari Ribeiro
Criação de vídeo: Daniel Wierman
Trilha sonora: Luiz Felipe Reis
Direção musical: Carol Mathias
Produção musical: Pedro Sodré
Técnico de luz: Rodrigo Lopes e Gabriel Lagoas
Operador de luz e vídeo: Rodrigo Lopes
Técnico-operador de som: Joy Espindola
Hair stylist: Salão Ará
Make: Sabrina Sanm
Fotografia de estúdio: Renato Pagliacci
Identidade visual: Guilherme Falcão
Assessoria de comunicação: Pombo Correio
Direção de produção: Luiz Felipe Reis e Julia Lund (Polifônica)
Produtor associado: Sérgio Saboya (Galharufa)
Produção executiva: Roberta Dias (Caroteno Produções)


Serviço
Espetáculo "Eddy - Violência & Metamorfose"
Temporada: até dia 6 de agosto de 2026
Terças, quartas e quintas-feiras, às 20h00
Teatro FAAP - Rua Alagoas, 903, Higienópolis / São Paulo 
Ingressos: R$ 130,00 (inteira) e R$ 65,00 (meia-entrada)
Bilheteria: de quarta a sábado, das 14h00 às 20h00, e domingo, das 14h00 às 17h00. Durante os dias de espetáculo, até o início da apresentação
Duração: 110 minutos
Classificação: 18 anos
Capacidade: 477 lugares
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

.: Últimas apresentações de "Nocaute", inspirado no boxe e em Muhammad Ali


Com texto de Ronaldo Fernandes e direção de Helena Cardoso, o espetáculo aborda os afetos interditos de uma masculinidade negra em ruínas. Foto: Noelia Nájera

Referência por expressar a complexidade da identidade negra, a figura do lendário pugilista estadunidense Muhammad Ali (1942-2016) inspira a criação da peça "Nocaute", idealizada e estrelada por Felippe Salve e Ronaldo Fernandes. O espetáculo da Cia. Trilha de Teatro, dirigido por Helena Cardoso, está com as últimas apresentações em cartaz no Sesc Pinheiros, de quinta a sábado, às 20h30, até dia 11 de julho. Inspirado nas linguagens do boxe e do teatro contemporâneo, "Nocaute" é um duelo à espera de um jantar, entre o que se sente e o que se cala. Trata-se de um espetáculo que aborda masculinidades em colapso, sentimentos reprimidos e a coragem de permanecer em pé mesmo depois do último soco.

O projeto nasce do desejo de Felippe Salve e Ronaldo Fernandes de investigar a poética do "quase", esse território de incompletudes onde desejos, afetos e decisões permanecem em suspenso. “Nossa vontade era compreender o que nos impede de avançar. O trabalho surge desse olhar para as nossas próprias fragilidades que se depararam, inevitavelmente, com a masculinidade de dois homens pretos, e para o vazio que, muitas vezes, atravessa as nossas vivências”, afirma Ronaldo Fernandes.

Nesse percurso, a trajetória de Muhammad Ali surge como referência de força e deslocamento. “Ali nos ensinou que o afeto é um gesto político. Para nós, esta peça é sobre ter a coragem de ser vulnerável e reivindicar o amor que, historicamente, nos foi negado por um mundo que sempre tentou nos endurecer”, completa Felippe. Caio e Miguel, dois homens negros, encontram nessa figura masculina e na trajetória histórica do boxeador uma possibilidade de se reconhecerem plenamente em seus desejos, em suas sexualidades e na forma como vivenciam a homoafetividade.

Muhammad Ali foi mais do que um boxeador lendário; seu impacto na comunidade preta, especialmente em relação à masculinidade, é profundo e significativo. “A referência a essa figura inspira a criação não apenas de uma história de luta e superação, mas também de uma ode à resiliência e a busca pela identidade. É também uma forma de explorar a complexidade da identidade negra e da auto aceitação desses personagens”, cita Ronaldo Fernandes, autor do texto.


Sobre o olhar da direção
Uma das fundadoras do coletivo teatral A Digna, Helena Cardoso estreia na direção com "Nocaute". “Discutimos muito como, em nossa sociedade, às pessoas criadas como homens não é oferecido um espaço de comunicação e conexão com os próprios sentimentos”, relata a diretora. Reunindo referências estéticas e um olhar sobre o corpo do ator, marcas presentes em sua trajetória artística, Helena continua: “Logo na primeira cena, eles apresentam máscaras que vão se desmontando, deixando a fragilidade interna vir à tona. Esses trabalhos têm como elemento central o corpo dos atores e um elemento de cenografia que os ativa”, afirma.

O processo corporal, conduzido por Helena em parceria com a diretora de movimento Ana Vitória Bella, foi intenso para a construção narrativa: “Foi um trabalho para que os atores pudessem contar a história através de seus corpos”. Esse eixo se articula a outros elementos fundamentais da cena. “A presença do músico Gustavo Bento é outro ponto importante, com composições criadas a partir dos ritmos que desenvolvemos”, destaca Helena. E continua: “Os figurinos de Rogério Romualdo dialogam com referências de Muhammad Ali nos anos 1970, enquanto o cenário de Caio Marinho e a luz de Letícia Nanni foram pensados de uma maneira conjunta, nos ajudando a mostrar os contornos sociais que esses corpos foram tomando, não só pelas questões da masculinidade, mas também da pretitude”.


Sobre a Cia. Trilha de Teatro
A Cia. Trilha de Teatro é um coletivo com mais de 23 anos de trajetória. Atualmente segue em cartaz com “O Plano” – Espetáculo que mostra que a abolição da escravatura foi uma conquista, um plano e “Benjamim: O Filho da Felicidade”, espetáculo que conta um recorte da trajetória do Benjamin de Oliveira, primeiro palhaço negro do Brasil. O espetáculo estreou em 2018 dentro do projeto “Manufatura de Monólogos” produzido pelo SESC Santos e com participação no 5º Mirada - Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas.

Entre as produções do coletivo estão “Amâncio”, espetáculo criado durante a pandemia com quatro temporadas transmitidas via plataforma zoom e selecionado para o Festkaos, Fescete, Festival Cena Barbara, Cia Cênica-Mostra Resistência, “[A]Gente”, espetáculo protagonizado pela atriz Fábia Mirassos, “Meu Deus...” e “Nó Na Garganta” produzido em parceria com o Grupo de Teatro Tescom, “Algumas histórias” com a Cia da Solitude, vencedor do Prêmio PROAC, “Fragmentos”, “Femininas – Um Espetáculo Musical” também vencedor do Prêmio PROAC e O Pássaro do Poente, de Carlos Alberto Soffredini.


Ficha técnica
Espetáculo "Nocaute"
Idealização: Felippe Salve e Ronaldo Fernandes
Dramaturgia: Ronaldo Fernandes
Direção: Helena Cardoso
Elenco: Felippe Salve e Ronaldo Fernandes
Músico e produtor musical: Gustavo Souza
Direção de movimento: Ana Vitória Bella
Cenografia: Caio Marinho
Figurino: Rogério Romualdo
Desenho de luz: Letícia Nanni
Assistente técnica de luz: Isabel Violante
Produção: Cia Trilha de Teatro 
Coordenação de produção: Felippe Salve e Ronaldo Fernandes 
Produção executiva: Thais Cabral
Técnico de som: Fabiano Kari
Cenotécnico: Gustavo Lara
Fotos: Noelia Nájera
Redes sociais: Celso Bandarra 
Designer gráfica: Keila Gondim
Filmagem: Rodrigo Portela 


Serviço
Espetáculo "Nocaute", com Cia. Trilha de Teatro 
Temporada: até dia 11 de julho de 2026
Quinta a sábado, às 20h30.
Dia 10 de julho, sessões às 16h00 e às 20h30.
Local: Sesc Pinheiros - Auditório
Ingressos: R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (meia-entrada) e R$ 15,00 (credencial plena) Vendas on-line em sescsp.org.br ou presencialmente na bilheteria de qualquer unidade do Sesc São Paulo
Capacidade: 100 lugares
Duração: 70 minutos
Classificação: 14 anos
Sesc Pinheiros | Rua Paes Leme, 195, Pinheiros - São Paulo
Horário de funcionamento: terça a sexta-feira: 10h00 às 22h00. Sábados: 10h00 às 21h00. Domingos e feriados: 10h00 às 18h30
Estacionamento com manobrista
Como Chegar de Transporte Público: 350m a pé da Estação Faria Lima (metrô | linha amarela), 350m a pé da Estação Pinheiros (CPTM | Linha Esmeralda) e do Terminal Municipal Pinheiros (ônibus).
Acessibilidade: A unidade possui rampas de acesso e elevadores, além de banheiros e vestiários acessíveis para pessoas com mobilidade reduzida. Também conta com espaços reservados para cadeirantes.

sábado, 4 de julho de 2026

.: 11 motivos para assistir o emocionante musical "Diana - A Princesa do Povo"

Elenco de "Diana - A Princesa do Povo": Sara Sarres, Claudio Lins, Simone Centurione e Giselle de Prattes. Imagem: Sergio Baia


Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em julho de 2026


O aclamado espetáculo musical da Broadway, "Diana - A Princesa do Povo", em cartaz nos palcos brasileiros pela primeira vez, encerra a temporada oficial em São Paulo neste fim de semana, com as últimas sessões em cartaz no Teatro Liberdade. Para que você não perca a montagem impecável sobre a intensa e emocionante trajetória da britânica Lady Di, nós do Resenhando.com elencamos 11 motivos para assistir a produção da Estamos Aqui Produções com direção de Tadeu Aguiar. Programe-se e divirta-se!


1. Retorno triunfal de Sara Sarres: A aclamada soprano, um dos maiores nomes do teatro musical brasileiro (com carreira internacional em produções como "O Fantasma da Ópera", "Os Miseráveis", "Annie, o Musical"), retorna ao Brasil após um hiato de 5 anos para viver o papel-título.

2. Elenco de peso: Ao lado de Sara, a montagem tem grandes estrelas dos palcos brasileiros no elenco, incluindo Claudio Lins no papel do Príncipe Charles, Simone Centurione interpretando a Rainha Elizabeth II e Giselle de Prattes como Camilla Parker Bowles.

3. Versão brasileira "não-réplica": Com liberdade criativa, a direção de Tadeu Aguiar adaptou a obra original da Broadway para a nossa realidade emocional, dando maior profundidade e camadas à narrativa, tornando-a mais próxima e empática para o público nacional.

4. Figurinos deslumbrantes: O espetáculo é um verdadeiro desfile de moda. São mais de 250 figurinos construídos com cerca de 1,5 km de tecidos, recriando fielmente os looks icônicos da Lady Di — incluindo o famoso e ousado "vestido da vingança" e até mesmo o vestido de noiva.

5. Cenografia grandiosa e iluminação de encher os olhos: A montagem conta com dezenas de cenários móveis luxuosos, além de mais de 2.000 pontos de fibra ótica criando diante do público um céu estrelado e lustres monumentais que descem em cena, criando uma atmosfera mágica e imersiva.

6. Coreografias e números musicais: Com direção musical de Thalyson Rodrigues e coreografias de Sueli Guerra, a peça equilibra momentos de forte tensão dramática com coreografias energéticas e memoráveis.

7. Foco no legado humanitário: Longe de ser apenas um drama sobre a realeza, a peça homenageia a força de Diana em causas sociais, como a luta pioneira ao lado de pacientes com o vírus HIV.

8. Trilha sonora tocante: As canções originais foram traduzidas e adaptadas com maestria para a língua portuguesa, emocionado o público com a força das letras e melodias.

9. A mulher por trás da coroa: O texto permite enxergar a complexidade, transformando sofrimento em voz e empatia, assim como as dores e as inseguranças da jovem que tentou viver uma história de amor e acabou no centro dos holofotes mundiais, 

10. Acessibilidade garantida: Pensada para ser "de todos e para todos", a produção oferece recursos como roteiros em Braille, programa em áudio, abafadores de ruído e sessões com tradução simultânea em Libras.

11. Temporada curta na reta final: A temporada em São Paulo é curtíssima e se despede definitivamente dos palcos brasileiros em 5 de julho de 2026.

Serviço

Espetáculo "Diana - A Princesa do Povo"
Local: Teatro Liberdade
Rua São Joaquim, 129 - Liberdade | São Paulo
Temporada até dia 5 de julho de 2026
Sessões: Sextas às 20h00, Sábado às 16h00 e 20h30. Domingos às 15h00 e às 19h30

Ingressos
Plateia Premium 
Sexta-feira, sábado e 1ª sessão de domingo - R$340,00 (Inteira) | R$170,00 (Meia)
Quinta-feira e 2ª sessão de domingo - R$ 280,00 | R$140,00 (Meia)

Plateia 
Sexta-feira, sábado e primeira sessão de domingo - R$250,00 (Inteira) | R$125,00 (Meia)
Quinta-feira e segunda sessão de domingo - R$ 190,00 | R$85,00 (Meia)
Balcão Visão Parcial - R$120,00 (Inteira) | R$60,00 (Meia)
Balcão A - R$170,00 (Inteira) | R$85,00 (Meia)
Balcão B: R$50,00 (Inteira) | R$25,00 (Meia)
Vendas: Site Sympla (https://bileto.sympla.com.br/event/114505) ou Bilheteria local
Gênero: musical
Duração: 150 minutos (com intervalo)
Classificação: 12 anos

Descontos
*Desconto 35%: Obtenha 35% de desconto no ingresso inteiro ao preencher o formulário durante o processo de compra.
Para comprar mais de um ingresso nessa modalidade, basta preencher um formulário por ingresso conforme será solicitado. Desconto disponível para todos os públicos.
*Clientes Glesp: têm 25% de desconto nos ingressos inteiros mediante a aplicação do cupom, limitado a 4 ingressos por cupom. Válido para todos os setores.
*Crianças até 24 meses não pagam entrada e ficam no colo dos responsáveis durante a apresentação. A partir de 02 anos e 1 dia, a criança paga meia-entrada mediante apresentação da carteira de identidade ou certidão de nascimento.

Ingressos
Internet (com taxa de conveniência):
Bilheteria física (sem taxa de conveniência):
Horário de funcionamento de bilheteria:
Atendimento presencial: de terça à sábado das 13h00 às 19h00. Domingos e feriados apenas em dias de espetáculos até o início da apresentação.

Acessibilidade
Deficientes físicos: teatros adequados às normas de acessibilidade, contendo elevador, corrimão, espaço para cadeirantes e acompanhantes, banheiros adaptados.
Deficientes auditivos – Agenda de apresentações com tradução em libras (em construção)
Deficientes visuais - Previsão de que, quando solicitada, a produção disponibilize texto da peça em Braile e resumo descritivo do espetáculo em Braille e em áudio (para cidadãos devidamente identificados)
Deficientes intelectuais – Quatro (quatro) assentos posicionados em local de fácil mobilidade para este público, proporcionando conforto caso haja necessidade de se retirar durante a sessão e, ainda, previsão de que, quando solicitada, a produção disponibilize abafadores de ruído (para cidadãos devidamente identificados)
Este espetáculo contém Luz Estroboscópica (flashes de luz intensa). Este efeito visual é contraindicado para pessoas com epilepsia, sensibilidade à luz ou autismo. Aconselhamos cautela.


* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Twitter:@maryellenfsm 



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sexta-feira, 3 de julho de 2026

.: Teatro: “Reparação” promove reflexões sobre violência, memória e Justiça


Espetáculo inspirado em um caso real combina depoimentos e ficção para refletir sobre violência de gênero, memória e as possibilidades de reparação. Foto: Mariana Chama

De 10 a 26 de julho, o Sesc Belenzinho apresenta o espetáculo “Reparação”, obra inspirada em um caso real ocorrido no interior de São Paulo na década de 1980. A montagem parte de depoimentos de moradores e pessoas ligadas ao episódio, combinando documentos, ficção e drama para refletir sobre as marcas da violência e as possibilidades, ou limites, da reparação.

A narrativa acompanha a trajetória de uma jovem violentada por dois colegas de escola que, após engravidar, é obrigada pela família a deixar a cidade para ter o filho longe dos olhares da comunidade. Seis anos depois, ela retorna com a criança para apresentar o filho ao pai. O reencontro faz emergir memórias e conflitos que atravessam o tempo, conduzindo a história entre a tragédia e a possibilidade de reconstrução. No elenco, Daniel Gonzalez, Fábia Mirassos, Luiz Bertazzo, Marilene Grama, Nilcéia Vicente e Yantó, sobe a direção de Carlos Canhameiro, que também assume a dramaturgia.

A dramaturgia preserva trechos dos depoimentos coletados pelo autor em transcrições fiéis, aproximando o público das vozes que inspiraram a criação da obra. Esses relatos se entrelaçam a cenas ficcionais, ampliando a discussão sobre violência de gênero, memória coletiva e os impactos duradouros de acontecimentos que permanecem inscritos na vida de indivíduos e comunidades.
 
Integrando a Trilogia da Cor Local, ao lado de "Agamenon 12h" e "xs CULPADXS", “Reparação” também investiga a relação entre espaço, cultura e identidade. Nesta montagem, a ação acontece em um salão de beleza típico dos anos 1980, recriado em cena como um ambiente de convivência, confidências e transformação. Mais do que um elemento cenográfico, o espaço torna-se parte da narrativa ao evocar um aspecto marcante da sociabilidade brasileira da época e evidenciar como histórias íntimas se entrelaçam às dinâmicas sociais.
 
Ao longo da trilogia, diferentes espaços cotidianos da periferia brasileira servem como ponto de partida para discutir memória, pertencimento e desigualdades. Em “Reparação”, o salão de beleza revela-se um território simbólico onde passado e presente se encontram, convidando o público a refletir sobre as permanências da violência e os caminhos possíveis para sua elaboração.


Ficha técnica
Espetáculo "Reparação"
Encenação e dramaturgia: Carlos Canhameiro.
Elenco: Daniel Gonzalez, Fábia Mirassos, Luiz Bertazzo, Marilene Grama, Nilcéia Vicente e Yantó
Manicure em cena: Maria França
Cabelo e maquiagem em cena: Rosa De Carlos
Trilha sonora e música ao vivo: Yantó
Cenário: José Valdir Albuquerque e Carlos Canhameiro
Iluminação: Gabriele Souza
Figurinos: Bianca Scorza (Acervo Godê)
Videografia: Vic Von Poser
Técnico de som: Pedro Canales
Técnico de luz: Finnick Fernandes
Técnico de vídeo: Ana Lopes
Cenotécnicos: Cesar Bournier e Marcelo Andrade
Produção: Mariana Pessoa


Serviço
Espetáculo "Reparação”
De 10 a 26 de julho, sexta e sábado às 20h00, domingo 18h30
Valores: R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (meia-entrada), R$ 15,00 (Credencial Plena - Sesc). 
Ingressos à venda no portal sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades Sesc. Limite de dois ingressos por pessoa. 
Local: Sala de Espetáculo I (120 lugares). Classificação: 16 anos. Duração:  90 minutos. 
Sesc Belenzinho |  Rua Padre Adelino, 1000 -  Belenzinho / São Paulo  
Telefone: (11) 2076-9700  
Transporte público   | Metrô Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m) 
Estacionamento  | De terça a sábado, das 9h00 às 21h00. Domingos e feriados, das 9h00 às 18h00.    
Valores | Credenciados plenos do Sesc: R$ 10,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 20,00 a primeira hora e R$ 5,00 por hora adicional.   

quinta-feira, 2 de julho de 2026

.: Julianne Trevisol volta ao teatro em comédia sobre relações afetivas


Comédia francesa "Uma Semana, Nada Mais" estreia nova temporada no Teatro Nair Bello com Julianne Trevisol, Leandro Luna e Beto Schultz. Versão brasileira tem direção de João Fonseca e desnuda as contradições das relações afetivas contemporâneas. Foto: Caio Gallucci

Após vencer o "MasterChef Celebridades", a atriz Julianne Trevisol retorna aos palcos na comédia francesa "Uma Semana, Nada Mais", espetáculo que aborda inseguranças, conflitos e as dificuldades de comunicação nos relacionamentos amorosos contemporâneos. A atriz divide a cena com Leandro Luna e Beto Schultz na versão brasileira do texto do francês Clément Michel, fenômeno de público na América Latina, com mais de 400 mil espectadores em países como Argentina, Uruguai e Chile. A direção é de João Fonseca e a adaptação de Priscilla Squeff. Sucesso de público na América Latina, o espetáculo estreia nova temporada no Teatro Nair Bello, em São Paulo, no dia 24 de julho, onde permanece em cartaz até 16 de agosto. As sessões acontecem as sextas e sábados, às 20h00, e domingos, às 18h00.

Na trama, Pablo (Leandro Luna) pede ao seu melhor amigo Martín (Beto Schultz) que vá morar com ele e sua namorada Sofía (Julianne Trevisol). O objetivo é claro: desestabilizar a relação para provocar o fim do namoro. O plano se estende por uma semana - tempo suficiente para expor fragilidades, egoísmos e contradições dos três personagens. A convivência forçada serve de pano de fundo para discutir os limites dos relacionamentos afetivos contemporâneos, por meio do humor. A encenação aposta no riso como meio de provocar reflexão sobre o modo como construímos - e desmontamos - nossas relações interpessoais.

Para João Fonseca, que assina a direção, o interesse pela peça veio do modo como a trama se desdobra. “A forma surpreendente e divertida de como vai se desenrolando a história foi o que mais me atraiu”, comenta. Ele destaca ainda a importância do equilíbrio entre comicidade e desconforto. “Trabalhamos o ritmo cômico aproveitando ao máximo as situações propostas, para que o humor surja naturalmente, sem exageros.”

Responsável pela tradução e adaptação do texto, Priscilla Squeff destaca que a versão brasileira partiu da montagem argentina, o que aproximou o ritmo da comédia do nosso repertório cultural. “Tive que localizar algumas referências, atualizando situações para que ressoassem com o público brasileiro sem perder o espírito original da peça. O maior desafio é ajustar o tempo cômico: os contrapontos verbais precisavam funcionar no nosso ritmo”.

Nesse processo, o ponto de partida foi confiar nos personagens. “Eles são humanos, falhos, exagerados e, justamente por isso, engraçados. A ideia é preservar o humor, mas sem se descuidar da camada crítica: a dificuldade de comunicação nos relacionamentos, o medo do confronto, os jogos de poder afetivo. Acredito que o público vai rir de si mesmo, do amigo, do ex, daquele momento constrangedor que todos já viveram ou ouviram falar”.

Para o ator Leandro Luna, o espetáculo levanta questões sobre padrões afetivos e relações sociais. “Todos nós nos encaixamos em um tipo de padrão de relacionamento. A peça apresenta de forma explicita, caraterísticas que se enquadram nesses padrões e nos fazem refletir sobre como estamos nos relacionando nos dias de hoje, em como reagimos ao lidar com os nossos medos e inseguranças, e o quanto conseguimos ser verdadeiros nas nossas relações”.

Já Beto Schultz destaca a importância da confiança. “A reflexão que fica é que a verdade se prova, mais uma vez, peça essencial para qualquer relação, seja ela de amizade, profissional ou amorosa. Muitas vezes tomamos importantes decisões sem pensar e refletir o que pode causar problemas difíceis de resolver”.

João Fonseca também reflete sobre a conexão entre o texto original e o público brasileiro: “A peça traz questões universais a respeito das relações amorosas, de fácil identificação em qualquer lugar do mundo, e por isso seu sucesso. Acredito que o talento e o timing de comédia dos atores brasileiros vai potencializar ainda mais essa comédia”.


Serviço
Espetáculo "Uma Semana, Nada Mais"
De 24 de julho a 16 de agosto - Sessões: Sextas e Sábados às 20h00, e domingos às 18h00.
Sessão com acessibilidade em Libras: 9 de agosto, domingo às 18h00.
Classificação etária: 14 anos
Duração: 75 minutos
Ingressos: R$ 100,00 (inteira) / R$ 50,00 (meia-entrada)
Teatro Nair Bello – Shopping Frei Caneca
R. Frei Caneca, 569 - 401A - Consolação / São Paulo

.: Letterboxd dos musicais, Musical Cast Database preserva a memória do gênero


À frente do podcast Musical Cast há 11 anos, Rafael Nogueira criou uma plataforma que promete mudar a maneira como as pessoas assistem aos musicais brasileiros. Foto: divulgação

Nova plataforma gratuita reúne fichas técnicas e avaliações de musicais nacionais em um só lugar - e nasce como desdobramento do podcast "Musical Cast", no ar desde 2015. No dia 1º de julho de 2026, vai ao ar o MCDb - Musical Cast Database, a primeira plataforma dedicada a catalogar e avaliar musicais brasileiros, idealizada por Rafael Nogueira, o mesmo criador do podcast Musical Cast.

A proposta é simples e ambiciosa ao mesmo tempo: reunir em um só endereço a memória de um gênero que movimenta plateias há décadas, mas cujo registro ainda vive espalhado - quando não se perde de vez. As informações são pesquisadas em programas físicos e digitais, matérias de jornais e revistas, sites especializados em musicais e, às vezes, até na lembrança de quem estava lá, já que muitos desses registros não são mais encontrados.

O MCDb é um desdobramento natural do Musical Cast, podcast dedicado ao teatro musical brasileiro no ar desde 2015. Depois de anos conversando sobre o gênero, a iniciativa agora oferece à comunidade uma ferramenta para registrar e celebrar essas produções de forma permanente e organizada.


Por que documentar o teatro musical brasileiro
O teatro musical brasileiro tem uma história rica, mas frágil. Diferente do cinema, que fica registrado em película, ou da literatura, que sobrevive no livro, o musical é uma arte do instante: existe enquanto está em cartaz e depois se dissolve. Montagens estreiam, cumprem temporada, colecionam plateias emocionadas e saem de cartaz sem que fichas técnicas, elencos, produções e teatros fiquem organizados em qualquer lugar de acesso público.

Quando alguém quer saber quem dirigiu determinado espetáculo, quem assinou a versão brasileira de uma canção ou em que teatro uma montagem estreou, quase sempre esbarra no mesmo problema: a informação não está em lugar nenhum. Ela se dispersa em programas de papel guardados numa gaveta, em posts que somem no feed poucos dias depois e, principalmente, na memória de quem esteve lá. E memória, por mais generosa que seja, se apaga. A cada produção que encerra, a cada artista que segue outro caminho, a cada arquivo pessoal que se perde, um pedaço dessa história corre o risco de desaparecer para sempre.

O MCDb existe para enfrentar essa lacuna. A proposta é simples e ambiciosa ao mesmo tempo: transformar cada montagem em uma página consultável, reunindo elenco, direção, direção musical, produção, versionistas, teatros e ano num só lugar. Ao fazer isso de forma sistemática, a plataforma deixa de ser um acervo solto e passa a ser uma referência central e navegável, capaz de conectar pessoas, produções e trajetórias ao longo do tempo.

Esse trabalho serve a muita gente. Ao público, que ganha um caminho confiável para redescobrir espetáculos e acompanhar os artistas que admira. À imprensa, que passa a ter uma fonte organizada para checar créditos e construir pautas. Aos pesquisadores, que encontram matéria-prima para estudar a evolução do gênero no país. E à própria classe artística, que vê seu trabalho reconhecido e preservado, e não diluído no esquecimento. 


O que a plataforma oferece
Inspirado na lógica de comunidades como o Letterboxd, o MCDb combina arquivo e
experiência social:
● Catálogo de musicais com fichas técnicas completas e busca por título, elenco,
direção, produção e mais.
● Avaliações: o público dá notas de meia a cinco estrelas para cada produção.
● Listas pessoais "Já vi" e "Quero ver", além de um Top 5 para cada usuário
destacar suas montagens favoritas.
● Páginas de artistas e de teatros, que reúnem toda a trajetória de uma pessoa ou
de uma casa dentro do catálogo.
● Ranking dos musicais mais bem avaliados pela comunidade.
● Perfis públicos e feed de atividade, para acompanhar o que outras pessoas estão
vendo e avaliando.
● Compartilhamento de avaliações direto para os Stories do Instagram.
● Contribuição aberta: qualquer pessoa pode sugerir musicais que ainda não estão
no acervo, ajudando o arquivo a crescer.
O acesso é gratuito, e o cadastro (via conta Google) libera avaliações, listas e comentários.


Sobre o Musical Cast
O Musical Cast, criado por Rafael Nogueira, acompanha e comenta o teatro musical brasileiro desde 2015. São 11 anos dedicados a falar sobre musicais nacionais, da Broadway e do West End, unindo análises profundas a uma conversa sempre leve e descontraída.

Reconhecido como o primeiro podcast brasileiro dedicado ao teatro musical, o Musical Cast já ultrapassou a marca de 270 episódios. Ao longo dessa trajetória, se firmou como um espaço onde o público encontra desde a repercussão das grandes estreias até a redescoberta de montagens que marcaram época, sempre com olhar atento aos bastidores, aos elencos e às escolhas artísticas que dão vida a cada espetáculo.

Além de noticiar, o programa se propõe a comentar e contextualizar. Os episódios passeiam por estreias, temporadas, curiosidades e trajetórias de artistas, aproximando quem faz musical de quem ama assistir. Essa combinação de profundidade e leveza é a marca do Musical Cast: um convite para pensar o gênero com seriedade, mas sem perder o prazer e a paixão que movem quem vive o teatro musical. Em mais de uma década no ar, o Musical Cast se consolidou como uma referência para fãs, artistas e profissionais do meio, ajudando a registrar e a celebrar a produção musical brasileira e a manter viva a memória dos musicais brasileiros.

.: Espetáculo "As Bondosas" estreia em São Paulo após temporadas de sucesso


No palco, dirigidos por Tom Pires, Gerson Lobo, Leandro Mariz e Sidcley Batista interpretam três mulheres, representando arquétipos femininos, numa encenação contemporânea que privilegia o humor. 
Foto: Janderson Pires 

Espetáculo teatral de artistas pernambucanos residentes em São Paulo e no Rio de Janeiro, “As Bondosas” estreia em São Paulo nesta sexta-feira, dia 3 de julho, no Galpão do Folias. Após temporadas de sucesso no Rio e apresentações em festivais pelo país, com mais de 12 mil espectadores, a montagem premiada conquistou seu espaço como uma das criações mais originais do teatro cômico. A comédia dramática do autor maranhense Ueliton Rocon traz à cena o encontro de três carpideiras - mulheres pagas para chorar em velórios -, Astúcia, Angústia e Prudência, já cansadas do penoso ofício de velar mortos. 

Elas recebem a missão de velar o corpo da filha mais jovem de uma tradicional família aristocrática, falecida em circunstâncias misteriosas. O que deveria ser um velório solene rapidamente se transforma em uma sequência de situações inusitadas e hilárias. À medida que observam o comportamento nada convencional dos membros da família - incluindo a própria falecida - as três figuras se veem envolvidas em uma trama repleta de segredos, revelações surpreendentes. 

Entre confissões inesperadas e acontecimentos cada vez mais absurdos, as carpideiras acabam expondo suas próprias verdades. "As Bondosas" é uma sátira afiada sobre a busca pela verdade, os costumes sociais e as contradições do comportamento humano, conduzida por personagens inesquecíveis de estética irreverente e intrinsecamente humorada da cultura nordestina. Três homens interpretam três mulheres, representando arquétipos femininos, numa encenação contemporânea que privilegia o humor pela natural comicidade do texto referenciado no interior do Nordeste. 

O palco é ocupado apenas por cinco caixotes que se transformam em vários signos contextualizados. “A direção do Tom Pires, tanto na condução dos atores quanto na encenação, valoriza a riqueza de diálogos que o autor imprime pela situação dramática vivida pelas personagens, evidenciando a semiologia da narrativa”, acrescenta o ator Gerson Lobo. 

Um olhar crítico sobre os costumes, satirizando o fingimento das relações humanas através das choradeiras no ato de suas ocupações. Entre confissões inesperadas e acontecimentos cada vez mais absurdos, as carpideiras acabam expondo suas próprias verdades, levando o público a rir da hipocrisia humana e das máscaras que insistem em usar. A peça completa treze anos de existência, executada pela Cia. S.O.S. de Teatro Investigativo e, em São Paulo, realizada pela Capela Alquímica Produções. 


Ficha técnica
Espetáculo "As Bondosas"
Texto original: Ueliton Rocon
Direção e pesquisa musical: Tom Pires
Elenco: Gerson Lobo, Leandro Mariz e Sidcley Batista.
Figurino: Leandro Mariz
Cenário: Sidclei Batista
Iluminação: Eduardo Salino
Produção executiva: Gerson Lobo.
Direção de produção: Cia SOS de Teatro Investigativo RJ
Assessoria de imprensa: Adriana Monteiro
Realização: Capela Alquímica Produções


Serviço
Espetáculo "As Bondosas"
Galpão do Folias | Rua Ana Cintra, 213 - Campos Elíseos / São Paulo
Estacionamento - Rua Ana Cintra, 223 ou Rua Ana Cintra, 183.
Telefone: (11) 33612223 / (11) 33332837
A bilheteria abre duas horas antes do espetáculo.
De 3 de julho até 2 de agosto de 2026
Sextas-feiras, às 20h00, sábados, às 18h00 e 20h00, e domingos, às 18h00.
Duração: 60 minutos
Valor - R$ 80,00 (inteira) / R$ 40,00 (meia-entrada)
Classificação indicativa – 14 anos.
Acesso para pessoas com deficiência (PCD)
Ao lado do metrô Santa Cecília.

.: Espetáculo "Adulto” percorre o Brasil e coloca relações à prova no palco


Com Fran Ferraretto, que assina a dramaturgia, Iuri Saraiva, Sidney Santiago Kuanza e Jennifer Souza, montagem dirigida por Lavínia Pannunzio investiga amor, traição e saúde mental a partir de relações em colapso. Foto: Julieta Bacchin

Considerado um dos destaques do semestre na cena teatral paulistana e indicado aos principais prêmios de teatro, o espetáculo "Adulto" estreou no final do ano passado e integrou a mostra “2025 Em Cena”, organizada pela Prefeitura de São Paulo. Com expressiva recepção de público e crítica, o projeto dá início à turnê nacional, e será apresentado no Sesc Piracicaba, no próximo dia 30, às 20h00, e Sesc Santos, dia 31, às 20h00. Depois, passará por Sorocaba, São Bernardo do Campo e retornará à capital paulista, em apresentações previstas para setembro.

Com texto de Fran Ferraretto, indicada ao Prêmio APCA, "Adulto" apresenta um drama contemporâneo que confronta relações, segredos e idealizações sobre o amor. A encenação, assinada por Lavínia Pannunzio, acompanha dois casais de amigos que, diante da revelação de um segredo, veem emergir conflitos silenciados por anos. A peça propõe uma reflexão sobre as múltiplas formas de viver os vínculos afetivos, explorando experiências e valores que atravessam os relacionamentos.

Temas como traição, saúde mental, monogamia, machismo, maternidade e dinheiro atravessam a narrativa, estruturada em duas camadas: a ficção em processo de escrita por uma das personagens e a crise conjugal de João e Sara, que se intensifica com a chegada dos amigos Vitor e Paula, cujas visões provocam deslocamentos e tensões sobre os afetos na vida adulta.


Serviço
Turnê do espetáculo "Adulto"
Sesc Piracicaba: 30 de julho, às 20h00
Sesc Santos: 31 de julho, às 20h00

Ficha técnica:
Texto e idealização: Fran Ferraretto
Direção: Lavínia Pannunzio
Elenco: Fran Ferraretto, Iuri Saraiva, Sidney Santiago Kuanza e Jennifer Souza
Desenho de luz: Gabriele Souza
Trilha sonora e operação de som: Rafael Thomazini
Cenário: Mira Andrade
Figurino: Anne Cerutti
Design gráfico: Murilo Thaveira
Fotos: Julieta Bacchin
Visagismo: Louise Helène
Operação de luz: Carol Dourado
Técnico de montagem: Diego França
Assessoria de imprensa: Canal Aberto – Márcia Marques, Daniele Valério e Carina Bordalo
Estratégia digital e social media: Fernanda Pilotto
Direção de produção: Paula Malfatti
Coordenação de produção: FATTO Realizações
Gestão administrativa: Mava Produções
Assessoria jurídica: José Otávio V. de S. Ferreira S.I. Advocacia
Apoio: Oficina de Atores Nilton Travesso e Salão Pier A.

terça-feira, 23 de junho de 2026

.: "Mamma Mia!" reestreia temporada no BTG Pactual Hall após imenso sucesso


Sucesso em dezenas de países e um dos mais conhecidos musicais da Broadway, espetáculo reestreia 18 de junho. Liderado por Claudia Netto, Totia Meireles e Gottsha, elenco dá voz a hits como "Dancing Queen", "Mamma Mia!", "Volez-Vous" e "The Winner Takes it all"

A nova versão brasileira de "Mamma Mia!" estreou em 2023 e comprovou o fenômeno popular deste musical que foi lançado em 1999, em Londres, e se transformou em um dos espetáculos mais bem-sucedidos de todos os tempos, traduzido em 14 idiomas e alcançando 42 milhões de espectadores ao redor do mundo. Criado a partir do cancioneiro repleto de hits do grupo ABBA, o musical teve mais de 100 mil espectadores por aqui e esá em cartaz até dia 12 de julho no BTG Pactual Hall, em São Paulo. 

A montagem é assinada por Charles Möeller & Claudio Botelho, em um projeto que selou o reencontro da dupla com a produtora Aventura, de Aniela Jordan e Luiz Calainho. "‘Mamma Mia!’ é um espetáculo icônico e atemporal. Um musical que emociona e convida a plateia a cantar e dançar conosco", vibra Aniela Jordan.

"Nunca vou esquecer da sensação de catarse que tive quando vi ‘Mamma Mia!’ em Londres, há muitos anos atrás. Estava muito frio lá fora, mas dentro do teatro estava todo mundo naquele calor da Grécia, uma plateia em êxtase, é realmente contagiante", diz Charles Möeller, que ressalta a excelência e a absoluta pertinência do texto do musical.

"Mamma Mia!" se passa em uma ilha grega e conta a história de Sophie, uma jovem que está prestes a casar e convida três ex-pretendentes de sua mãe para o evento, na tentativa de desvendar o mistério que ronda a sua paternidade. É neste clima de romance e comédia em que aparecem as conhecidíssimas cançoes do ABBA, como "Dancing Queen", "Mamma Mia", "The Winner Takes it All", "Money, Money, Money", entre muitas outras.

Formado por mais de 20 artistas, o elenco traz de volta o trio das "dínamos" formado por Claudia Netto (a protagonista Donna, mãe de Sophie), Totia Meireles e Gottsha, que interpretam Tanya e Rose, amigas de uma vida inteira.

 
Serviço
Espetáculo "Mamma Mia!"
Até  dia 12 de julho de 2026
Horários: quintas-feiras. às 20h00, sextas-feiras, às 20h00, sábados, às 16h00 e às 20h00, domingos, às 15h00
Local: BTG Pactual Hall
Endereço: Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro / São Paulo
Ingressos: a partir de R$ 25,00

.: BTG Pactual Hall reúne grandes nomes da comédia brasileira em temporada


Programação reúne teatro, stand-up, improviso, humor de personagens e fenômenos da internet, consolidando o espaço como um dos principais palcos da comédia em São Paulo. Nesta semana, dias 25 e 26, tem o espetáculo "Embrulha pra Viagem", um dos maiores fenômenos do humor brasileiro na internet. No dia 27, o ator e humorista Lucas Salles apresenta "Graças a Deus, Eu Tô Vivo!". Foto: divulgação


O humor será o grande protagonista da programação do BTG Pactual Hall nos meses de junho e julho. Reunindo artistas de diferentes gerações, estilos e linguagens, a Temporada Humor apresenta um panorama da comédia brasileira contemporânea, passando pelo teatro, stand-up comedy, humor de personagens, improvisação e espetáculos que nasceram na internet e conquistaram os palcos de todo o país. 

Ao longo de dois meses, o público poderá conferir atrações estreladas por nomes como Lucas Salles, Octávio Mendes, Amanda Mirásci, Victor Camejo, Marcelo Laham, Maurício Barros, Willians Mezzacapa e artistas da cena drag nacional, consolidando o BTG Pactual Hall como um dos principais destinos da comédia em São Paulo. 

Fenômeno da internet que conquistou os palcos, nos dias 25 e 26 de junho tem o espetáculo "Embrulha Pra Viagem", estrelado por Marcelo Laham, Maurício Barros e Willians Mezzacapa. Nascido no ambiente digital, o grupo se tornou um dos maiores fenômenos do humor brasileiro na internet, acumulando mais de 1,2 milhão de inscritos no YouTube e mais de 500 milhões de visualizações.  

A versão teatral já passou por mais de 50 cidades brasileiras, soma mais de 90 apresentações e levou cerca de 50 mil espectadores aos teatros do país. No palco, o trio interpreta mais de 20 personagens em um espetáculo marcado por improvisos, trocas rápidas de figurino e personagens que se tornaram conhecidos do grande público.  

Fechando junho com humor e sobrevivência, no dia 27, o ator e humorista Lucas Salles apresenta "Graças a Deus, Eu Tô Vivo!", espetáculo que combina stand-up comedy e narrativa teatral para transformar experiências de quase morte em histórias divertidas e inspiradoras. A montagem propõe uma reflexão leve e bem humorada sobre medo, vulnerabilidade e superação. 

Julho mantém o ritmo e amplia a diversidade da programação .A temporada continua em julho reunindo diferentes estilos de humor e alguns dos personagens mais conhecidos do teatro e da internet. No dia 3 de julho, o ator Octávio Mendes apresenta "Irmã Selma", espetáculo que se tornou um clássico da comédia brasileira. Criada há mais de duas décadas, a irreverente freira reúne em cena diversos personagens interpretados por Mendes e continua conquistando novas gerações de espectadores. 

Nos dias 11 e 12 de julho, a atriz, roteirista e humorista Amanda Mirásci apresenta o espetáculo "A Autoestima do Homem Hétero", um dos fenômenos recentes da cena teatral paulistana. Idealizado, escrito e protagonizado pela artista, com direção de Martha Nowill, o monólogo parte de uma provocação tão absurda quanto familiar: e se fosse possível transformar a inabalável autoconfiança dos homens héteros em uma pílula capaz de ser distribuída às mulheres? 

Misturando stand-up, teatro e observação social, a montagem constrói uma sátira afiada sobre autoestima, relações afetivas e comportamentos masculinos que seguem naturalizados na sociedade. O sucesso de público foi imediato. Inicialmente prevista para encerrar temporada em agosto, a peça ganhou duas prorrogações consecutivas e permaneceu em cartaz até outubro no Teatro Uol, consolidando-se como um dos títulos de maior repercussão da nova dramaturgia cômica brasileira. 

Entre os dias 17 e 19 de julho, o BTG Pactual Hall recebe "Ordinários", espetáculo da premiada Cia. LaMínima, referência nacional na mistura entre teatro físico, comicidade e linguagem circense. A trama acompanha três soldados encarregados de uma missão aparentemente simples: invadir território inimigo para resgatar um superior. O problema é que nenhum deles parece minimamente preparado para a tarefa. Entre um aspirante a herói, um atrapalhado incurável e um covarde que deseja abandonar a missão antes mesmo de começá-la, a guerra se transforma em uma sucessão de situações absurdas e hilárias. 

Criado pelos atores Fernando Paz, Fernando Sampaio e Filipe Bregantim em  parceria com o diretor Álvaro Assad e o dramaturgo Newton Moreno, o espetáculo estreou em 2018 e se tornou um dos trabalhos mais celebrados da companhia. Combinando palhaçaria, pantomima, teatro físico e elementos do circo contemporâneo, a montagem cria um delicado equilíbrio entre humor e reflexão, transformando os horrores da guerra em uma narrativa repleta de poesia, humanidade e crítica social. 

Já no dia 24 de julho, os humoristas Victor Camejo, Rominho Braga e Osmar Campbell apresentam "Em Pé na Rede", espetáculo que reúne alguns dos nomes mais populares da nova geração da comédia nacional e das plataformas digitais. Encerrando a temporada, no dia 25 de julho, o palco recebe "Desculpe o Transtorno", espetáculo protagonizado pelas drag queens Valenttini, Alexia Twister e Thelores, que mistura humor, improvisação, cultura pop e performances para celebrar a diversidade em uma noite de muito entretenimento. 


Serviço
Temporada Humor - BTG Pactual Hall
Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722 - Santo Amaro / São Paulo
Ingressos: https://site.bileto.sympla.com.br/btgpactualhall/ 

Junho
"Embrulha Pra Viagem"

Dias 25 e 26 de junho  

"Graças a Deus, Eu Tô Vivo!", com Lucas Salles
Dia 27 de junho  


Julho
"Irmã Selma", com Octávio Mendes
Dia 3 de julho  

"A Autoestima do Homem Hétero", com Amanda Mirásci 
Dia 11 e 12 de julho  

"Ordinários", com Cia. LaMínima 
Dias 17 a 19 de julho  

"Em Pé na Rede"
Dia 24 de julho  

"Desculpe o Transtorno"
Dia 25 de julho 

sábado, 20 de junho de 2026

.: "O Segredo de Brokeback Mountain” volta para curta temporada em SP


Sucesso de crítica e público em Londres, no Rio de Janeiro e em São Paulo, a adaptação teatral do clássico "O Segredo de Brokeback Mountain", baseado no conto de Annie Proulx, que também inspirou o famoso filme vencedor de três prêmios Oscar, incluindo Melhor Direção e Melhor Roteiro Adaptado, volta em cartaz na cidade para uma curta temporada, de 20 de junho a 2 de agosto,  no Teatro Estúdio. O espetáculo acompanha o romance secreto e duradouro de dois cowboys nos anos 1960, marcado pelo isolamento, pelo medo da intolerância e pela força de um amor proibido. Leia a crítica da primeira temporada em São Paulo - "O Segredo de Brokeback Mountain” recria no teatro a história que marcou - neste link.

A peça estreou em 2023, em Londres, sob a direção de Jonathan Butterell. O texto é de Ashley Robinson e a trilha sonora original, assinada por Dan Gillespie Sells, é interpretada ao vivo, recriando com delicadeza o universo íntimo e melancólico dos personagens. Essa montagem foi amplamente aclamada pela crítica britânica. No Brasil, o espetáculo estreou em 2024, no Rio de Janeiro, com direção de Moacyr Góes, tradução de Miguel Góes e realização da Avante Produções, mantendo a trilha original de Sells.

Com um lançamento impactante em 2005, o longa-metragem rompeu barreiras ao tratar com sensibilidade e profundidade o amor entre dois homens. Além de conquistar as plateias e os especialistas, a obra provocou debates intensos sobre masculinidade, afetividade e representação LGBTQIA+, abrindo caminho para uma nova geração de narrativas mais inclusivas e humanas. O sucesso nos palcos reafirma o poder atemporal da história de Ennis e Jack - uma narrativa sobre amor, silêncio e coragem -, provando que "Brokeback Mountain" continua ecoando com a mesma força e relevância duas décadas após sua estreia original.

Nos anos 60, os jovens cowboys Jack Twist e Ennis del Mar se conhecem trabalhando isolados em Brokeback Mountain. O convívio árduo gera um romance intenso e conflituoso que muda suas vidas para sempre. Após o fim do contrato, eles tentam retomar suas rotinas, mas passam as décadas seguintes tentando recuperar o que deixaram na montanha. O texto explora o poder do amor, a intolerância e as fragilidades humanas.


Ficha técnica
Espetáculo "O Segredo de Brokeback Mountain"
Idealização: Marcelo Brou
Texto: Ashley Robinson
Música: Dan Gillespie Sells
Tradução: Miguel Góes
Direção: Moacyr Góes
Assistência de direção: Daniela Stirbulov
Direção de produção: Júlio Oliveira
Assistência de produção: Yelon Daniel
Direção musical: Breno Ganz
Preparação vocal: Angela de Castro
Designer de luz: Adriana Ortiz
Figurino: Ana Elisa Schumacher
Assessoria de imprensa: Flavia Fusco Comunicação
Redes sociais: Yelon Daniel
Fotos de estúdio: Terci Melo e Marco Gaiotto
Produção: Avante Produções

 
Serviço
Espetáculo "O Segredo de Brokeback Mountain"
Idealização: Marcelo Brou
Texto: Ashley Robinson
Música: Dan Gillespie Sells
Tradução: Miguel Góes
Direção: Moacyr Góes
Elenco: Daniel Tonsig, Júlio Oliveira, Marcelo Brou, Arlete Heringer, Francis Helena Cozta e Clóvis Gonçalves.
*O elenco deste espetáculo pode sofrer alterações sem aviso prévio.
Banda: Yelon Daniel, Milena Suzano e Julia Maez.
Classificação: 16 anos
Duração: 90 minutos
Gênero: drama
Temporada: de 20 de junho a 2 de agosto, sextas e sábados, às 20h00. Domingos, às 18h00.
Ingressos: R$ 100,00 | R$ 50,00
Bilheteria abre duas horas antes do espetáculo
Local: Teatro Estúdio
Rua Conselheiro Nébias, 891 - Campos Elíseos
112 lugares.
Tel: (21) 99690-9699
Acessibilidade, serviço de valet/estacionamento no local e bar aberto duas horas antes das sessões.
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