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quinta-feira, 14 de maio de 2026

.: Com direção de Isabel Teixeira, Cia. Mungunzá apresenta "Elã" na Funarte


Por conta da demolição sem comunicado prévio do Teatro de Contêiner, o Complexo Cultural Funarte acolheu os espetáculos que o grupo faria em sua sede nesta mesma época. Foto: Roberto Setton


Depois de ter sido despejada de seu Teatro de Contêiner em janeiro de 2026, a Cia. Mungunzá trabalha para reconstruir o espaço cultural em um terreno cedido pela Prefeitura de São Paulo. Durante esse processo, o Complexo Cultural Funarte acolhe ações que já estavam contratadas para acontecer. Dentro da programação de maio estão apresentações gratuitas de "Elã", em cartaz até  24 de maio, na sexta às 19h30, sábados e domingos, às 16h00 (sessão extra acontece na quinta-feira, dia 21 de maio, às 19h30).

Em retrospectiva a esse difícil processo de mudança, Léo Akio e Marcos Felipe, artistas do grupo, comentam: “2025 foi um ano caótico. De um lado, enfrentamos pressão e violência para a saída do Teatro de Contêiner; de outro, celebramos a criação e a estreia de um novo espetáculo. Encerramos o ano esgotados, mas íntegros: nosso novo trabalho foi um sucesso e fizemos de tudo para que a mudança do Teatro de Contêiner acontecesse de forma digna e justa, respeitando nossos compromisso, nossa história e reafirmando um projeto de cidade mais humana e inclusiva”

Ainda sobre a nova sede, Léo acrescenta: “Estamos buscando diálogo e uma posição formal da Prefeitura sobre o terreno ofertado na Rua Helvetia 807, mas ainda sem sucesso”. Marcos completa: “Não temos a opção de parar. Até que a transferência do Teatro de Contêiner seja concluída, vamos transferir a programação contratada para outros espaços”


Sobre Elã
Com direção de Isabel Teixeira, "Elã" é o trabalho mais recente da companhia. A partir do “Livro de Linhas”, o espetáculo é uma trama permeada por oito histórias criadas por atores-escritores que se passam em diferentes tempos e espaços. Todas as histórias se cruzam de maneira sobreposta e cabe ao público escolher seu ângulo e montar a sua teia narrativa.

Entre essas histórias, estão: um andarilho, dentro de um jogo de videogame, através dos diferentes tempos da linha da sua vida, tenta se livrar de uma herança ancestral deixada pelo seu pai // Um ator - vendedor de morangos - que tenta convencer uma renomada diretora a dirigir seu próximo espetáculo, incluindo sua mãe no elenco // A mãe que entra no espetáculo dirigido pelo filho e, cena após cena, vai se libertando do papel que lhe foi imposto // Uma mulher, após construir uma família de alta performance, decide matar a  família para realizar seu sonho de ser cantora de boate, honrando sua avó, vítima da Guerra Civil Espanhola // Uma mãe, enquanto enfrenta o luto e cria os filhos, reacende a sexualidade reprimida em suas ancestrais, através de uma retomada do poder feminino // Um homem descobre, na morte, o maior empreendimento capitalista de todos os tempos: a empresa “Animador de Velórios” // Uma mulher, convencida de ser uma aranha tecendo o destino do mundo, tenta impedir uma explosão, voltando no tempo e manipulando cada passo dos envolvidos // Um homem-bomba, ao se explodir, deixa pistas para sua filha, guiando-a por um outro olhar sobre o mundo.


Sobre a Cia Mungunzá
A Cia. Mungunzá é uma das companhias mais inovadoras do cenário teatral brasileiro. Criada em 2008, o grupo desenvolve uma pesquisa cênica continuada, alinhando arte, cultura e vida, construindo uma narrativa e uma linguagem autoral, com montagens de peças com grande poder de comunicação com o público.

A Mungunzá firmou-se como grupo que trabalha com diretoras e diretores convidados, fator que ajuda a manter os processos cênicos vívidos. Na sua pesquisa busca a polifonia e o hibridismo das linguagens artísticas, propondo a encenação como dramaturgia e o ato performático como atuação. Fomenta o fazer artístico como prática política e social.

O grupo expande suas fronteiras ao criar, em 2017, o Teatro de Contêiner Mungunzá, uma ocupação artística que se tornou sede da companhia e um dos espaços culturais independentes mais importantes do país. Reconhecido por sua programação e por uma gestão cultural de forte impacto em contextos de extrema vulnerabilidade social, o espaço também se destaca por sua arquitetura sustentável, transformadora e comunitária. Em 2025, o teatro sofreu um despejo e, atualmente, sua reconstrução segue em meio a um processo de disputa política.

Ficha Técnica
Direção geral: Isabel Teixeira | Assistência de direção e preparação de elenco: Lucas Brandão | Elenco criador: Dilma Correa (convidada), Léo Akio, Lucas Bêda, Marcos Felipe, Pedro das Oliveiras, Sandra Modesto, Verônica Gentilin, Virginia Iglesias | Participação especial: Miranda Caltabiano Bannai e Gregório Modesto de Oliveira | Dramaturgia a partir da Escrita na Cena®: elenco criador e direção | Direção de movimento: Castilho | Direção musical: Dani Nega e Isabel Teixeira | Produção musical: Dani Nega | Arranjos, colaboração e preparação musical: Flávio Rubens e Renato Spinosa |  Gravação sax, guitarra, harpa e violão: Gabriel Moreira | Composições originais: Jonathan Silva | Música de saída “O romance, o sorriso e a flor”: Renato Teixeira | Operadora e técnica de som: Paloma Dantas | Operador de microfones: Samuel Gambini | Desenho de Som: Bruno Castro e Paloma Dantas | Desenho de Luz: Wagner Freire | Adaptação de Luz: Eduardo Estefano, Pedro das Oliveiras e Wagner Freire | Operação de Luz e Vídeo: Eduardo Estefano e Lucas Brandão | Cenografia: Isabel Teixeira, Lucas Bêda e elenco criador | Cenotécnicos: Fábio Lima e Zé Valdir Albuquerque | Vídeos: Pedro das Oliveiras | Figurinos: Joana Porto e Rogério Romualdo | Costura ciclorama: Coletivo Tem Sentimento | Visagismo: Fabia Mirassos | Auxiliar de visagismo e contrarregra: Isabelle Iglesias | Instrutor de escalada: Luciano Iglesias | Fotos divulgação: Roberto Setton | Registro audiovisual: Bruno Rico | Assessoria de imprensa: Pombo Correio | Identidade visual: Isabel Teixeira e Léo Akio | Design gráfico: Léo Akio | Produção: Tati Caltabiano | Produtor associado: Gustavo Sanna - Complementar Produções | Apoio: Funarte.


Funarte acolhe programação do Teatro de Contêiner - Ocupação Mungunzá
Até dia 24 de maio
Ingressos: grátis, devem ser reservados em https://www.sympla.com.br/produtor/teatrodeconteiner
Sextas-feiras, às 19h30, sábados e domingos, às 16h00. Sessão extra acontece na quinta-feira, dia 21/05 às 19h30. Duração: 120 minutos . Classificação: 16 anos.

terça-feira, 12 de maio de 2026

.: Estopô Balaio estreia “Reset América Latina” no Sesc Belenzinho


Inédito, o trabalho transforma um cruzeiro de luxo em alegoria da formação latino-americana. A montagem investiga colonialidade, identidade e pertencimento a partir da metáfora da travessia. Foto: Cassandra Mello

O Coletivo Estopô Balaio estreia no dia 14 de maio, no Sesc Belenzinho, o espetáculo "Reset América Latina, terceiro e último trabalho da Trilogia da Amnésia, iniciada com Reset Nordeste (2020) e seguida por Reset Brasil (2023). A temporada segue até 28 de junho, com sessões de sexta à domingo. Premiado ao Shell na categoria Inovação por “A Cidade dos Rios Invisíveis” em 2020, conhecido por suas criações em ruas, praças e trens da CPTM, o grupo da zona leste de São Paulo realiza, agora, um movimento inédito: ocupar um espaço fechado. Entre os nove espetáculos de sua trajetória, apenas um havia sido concebido para palco. A decisão marca uma inflexão estética e estratégica na história do coletivo.

“Estamos trocando de pele em todos os sentidos”, afirma a diretora e atriz Ana Carolina Marinho. “A trilogia é um mergulho para dentro. Investigamos o que esquecemos de lembrar quando inventamos identidades que nos homogeneizam. O nordestino, o brasileiro e agora o latino-americano são construções que encobrem camadas étnicas, raciais e territoriais muito mais complexas”.

A mudança de linguagem dialoga também com o contexto das políticas culturais atuais. Diante de dificuldades crescentes de circulação e financiamento para trabalhos itinerantes, o grupo opta por experimentar um formato que dialogue com os mecanismos institucionais vigentes, sem abrir mão de sua perspectiva crítica. Ao mesmo tempo, o coletivo prepara a inauguração de sua nova sede no Jardim Romano, também na zona leste, instalada em um antigo salão religioso que está sendo transformado em teatro. A abertura está prevista para julho, logo após o encerramento da temporada no Sesc.


Um cruzeiro chamado “Sangue Latino”
Em cena, Reset América Latina se inicia dentro de um cruzeiro de luxo - metáfora do próprio teatro. Um “não-lugar” em águas internacionais, onde passageiros embarcam para viver uma experiência de consumo cultural e identitário.

O primeiro ato assume a forma de um musical: canções populares do imaginário brasileiro conduzem um espetáculo que revisita simbolicamente as grandes navegações e o projeto colonial. Aos poucos, surgem fissuras. Conflitos de classe, raça e pertencimento atravessam dois núcleos de personagens: um casal em ascensão social e um grupo de amigos que ganha uma viagem premiada.

“O cruzeiro atravessa o Atlântico como uma espiral do tempo”, explica o dramaturgo e ator Juão Nyn. “Caravelas, navios negreiros - tudo ecoa nesse percurso. A ideia é questionar essas identidades criadas pelos invasores da terra e perguntar: o que somos antes de sermos latino-americanos?”

No segundo ato, o espetáculo desloca o olhar para os bastidores da embarcação - cozinha, limpeza e maquinário. Trabalhadores exaustos, ainda que financeiramente recompensados, confrontam a sensação de esvaziamento e saque simbólico. Uma disputa em torno de um prato - a “língua” servida aos passageiros - torna-se alegoria da violência histórica sobre território, cultura e linguagem.

Já o terceiro momento rompe com a narrativa realista e avança para uma dimensão imagética e pós-dramática. A figura da cobra - demonizada na tradição cristã e reverenciada em diversas cosmologias indígenas - torna-se eixo simbólico da transformação. Trocar de pele, aqui, é abandonar camadas coloniais para acessar outras temporalidades e cosmovisões.


Ancestralidade crítica
A Trilogia da Amnésia parte da provocação: o que apagamos quando adotamos identidades nacionais ou regionais como essência? Se o conceito de Nordeste tem menos de um século e o de América Latina nasce de projetos coloniais, que histórias anteriores ficam soterradas?

O grupo propõe o que chama de “ancestralidade crítica”: reconhecer que toda identidade é atravessada por disputas e que honrar o passado pode implicar também trair legados violentos. A discussão inclui a branquitude latino-americana e suas estratégias de pertencimento simbólico, tensionando a ideia de uma experiência homogênea no continente.


Elenco e criação coletiva
Pela primeira vez, o Estopô inicia um processo tendo todo o elenco fixo do grupo em cena — Ana Carolina Marinho, Juão Nyn, Dandara Azevedo, Kelly Andrade e Dunstin Farias — acompanhados por quatro intérpretes convidados. Integrantes que não atuam assumem funções de produção, figurino e secretariado.

A dramaturgia é assinada por Lara Duarte, com colaboração do coletivo, assistência de direção de Bárbara Freitas e Direção de Eliana Monteiro. A preparação vocal, corporal e direção de movimentos é de Dudu Galvão e produção de Wemerson Nunes. A identidade visual do espetáculo incorpora desenhos produzidos por crianças do Jardim Romano em oficina artística, reforçando o diálogo territorial que marca a trajetória do coletivo. Montado com recursos do ProAC, Reset América Latina tem previsão de 30 apresentações públicas.

Sinopse
O cruzeiro Sangue Latino, um empreendimento de luxo que promete conduzir seus passageiros por uma travessia festiva e musical pelo imaginário Latino Americano, enfrenta uma pane silenciosa por causa de uma maraca na tubulação. A partir desse curto-circuito, diferentes núcleos entram em choque, reunindo cozinha, maquinário, limpeza, saguão e passageiros, e revelando as fissuras que sustentam esse projeto colonial. A narrativa passa a assumir contornos cada vez mais absurdos e melodramáticos, tensionando privilégios, expectativas e os limites da empatia. À medida que identidades se confundem e papéis sociais se deslocam, o espetáculo expõe como os projetos coloniais seguem operando no presente, ao mesmo tempo em que sugere a existência de um plano em curso, uma estratégia em movimento, uma possibilidade de levante indígena.

Marcando a segunda experiência do coletivo na caixa cênica, Reset América Latina desloca para o espaço fechado do teatro uma pesquisa antes realizada em diálogo direto com a cidade, e se pergunta como trazer o território para dentro do cruzeiro, convidando o público a embarcar em uma viagem satírica sobre o que constitui a identidade Latino Americana.


Ficha técnica
Espetáculo "Reset América Latina"
Direção geral: Eliana Monteiro
Diretora assistente: Bárbara Freitas
Idealização e criação: Coletivo Estopô Balaio
Dramaturgia: Lara Duarte com colaboração do Coletivo Estopô Balaio
Textos: Ana Carolina Marinho, Bárbara Freitas, Eliana Monteiro, Dandara Azevedo, Dunstin Farias, Juão Nyn, Keli Andrade, Lara Duarte, Wescritor
Direção de movimentos e preparador corporal: Dudu Galvão
Direção e produção musical: Dani Nega
Criação musical: Coletivo Estopô Balaio e Dani Nega
Produção musical - Show de abertura: Dani Nega e Pipo Pegoraro
Canções originais: elenco
Arranjos de voz: Dudu Galvão
Elenco Estopô Balaio: Ana Carolina Marinho, Dandara Azevedo, Dunstin Farias, Keli Andrade, Juão Nyn
Elenco convidado: Adyel Kariú Kariri, Hayla Cavalcanti, Potira Marinho, Wescritor
Desenho de luz: Guilherme Bonfanti
Operação de luz: Yasmin Ebere
Operação e design de som: André Papi
Videografia: Bianca Turner
Operação de vídeo mapping: Julia Ro, Laura Do Lago E Bianca Turner
Concepção de cenografia: Eliana Monteiro
Assistente de cenografia E Desenho Técnico: José Fernando Bicudo
Cenotécnico: Zé Valdir
Criação e concepção de figurinos: Mara Carvalho
Confecção, Modelagem e costura: Silvana Carvalho
Adereços: Rafa Giz e Zé Valdir
Identidade visual: Daniel Torres
Contrarregras: Lisa Ferreira, Muri Palma, Mauro José e Rafael Alcantara
Montadores: Mauro José, Rafael Alcantara
Assessoria de imprensa: Márcia Marques - Canal Aberto
Secretaria: Lisa Ferreira
Mídias sociais: Jorge Ferreira
Fotografia e câmera: Cassandra Mello
Direção de produção: Wemerson Nunes
Assistente de produção: Muri Palma
Produção : Wn Produções e Bela Filmes Produções
Realização: Coletivo Estopô Balaio e Sesc São Paulo
Acessibilidade: Libras e Audiodescrição (Consulte Datas)
Agradecimentos: Teatro de Contêiner Mungunzá (Cia Mungunzá), Cia Antropofágica (Teatro Pyndorama), Cia Livre (Casa Livre), Cooperativa Paulista de Teatro, Casa Faroffa, Galpão do Folias, Complexo Funarte, Teatro Flávio Império, SP Escola de Teatro, Teatro da Vertigem e aos moradores do Jardim Romano.

Serviço
Espetáculo "Reset América Latina"
Data: 14 de maio a 28 de junho, às sextas e aos sábados, às 20h30, e, aos domingos, às 17h30
Estreia 14 de maio, quinta-feira às 20h30.
Sessões especiais nos dias 16 e 17 de maio, durante a Semana S: retirada de ingressos dia 15/5 a partir das 14h online. Gratuito
Sessões especiais nos dias 23 e 24 de maio, durante a Virada Cultural retirada de ingressos um dia antes a partir das 15h online. Gratuito
Acessibilidade
Interpretação em Libras nos dias: 24/05, 29/05, 06/06, 14/06, 20/06 e 28/06.
Audiodescrição nos dias: 07/06, 12/06 e 21/06.
Local: Sesc Belenzinho - R. Padre Adelino, 1000 - Belenzinho, São Paulo, SP
Ingressos: R$60,00 (inteira); R$30,00 (meia-entrada); R$18,00 (Credencial Plena).
Vendas no portal sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades Sesc.
Local: Sala de Espetáculos I (130 lugares). Duração: 120 min. Classificação: A partir de 12 anos.


Sesc Belenzinho
Rua Padre Adelino, 1000. Belenzinho – São Paulo (SP)
Telefone: (11) 2076-9700 | sescsp.org.br/Belenzinho
Estacionamento: De terça a sábado, das 9h às 21h. Domingos e feriados, das 9h às 18h. 
Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$8,00 a primeira hora e R$3,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$17,00 a primeira hora e R$4,00 por hora adicional.
Transporte Público: Metrô Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)

.: "A Linha Solar" encerra temporada no CCBB SP e faz três sessões gratuitas


Obra aborda a dificuldade de comunicação na sociedade contemporânea e tem atuação de Carol Gonzalez e Chico Carvalho. Foto: João Maria


A peça teatral "A Linha Solar", do autor russo Ivan Viripaev, realiza suas últimas apresentações no CCBB São Paulo, e encerra sua primeira temporada no dia 17 de maio de 2026. Em seguida, se apresenta gratuitamente no Instituto Pombas Urbanas, nos dias 19, 20 e 21 de maio, às 19h30, totalizando 21 apresentações (veja programação completa abaixo). Com direção de Marcelo Lazzaratto e idealizada pela atriz Carol Gonzalez - que divide a cena com Chico Carvalho -, a montagem marca a primeira encenação do texto no Brasil e é ambientada em uma madrugada de conflito entre o casal Barbara e Werner. 

Permanecer juntos ou se separar parece impossível para eles. Com esse argumento, a peça revela, com humor e crueldade, as falhas de comunicação que atravessam relações íntimas e coletivas. O texto, apesar de denso, utiliza muito humor e provocação. Em cena, o trabalho retrata o individualismo e, ao mesmo tempo, a luta pelo amor, em que duas pessoas tentam desesperadamente se comunicar. De acordo com Gonzalez, é quase uma “sessão de terapia sobre o tema ser feliz com sua mulher, seu marido, seu parceiro e com o mundo”.   

“No primeiro momento, o espetáculo parece apostar em uma estética e em uma linguagem realista. No entanto, quanto mais a peça progride, percebemos que Viripaev flerta com o teatro do absurdo e o surrealismo”, afirma Carol. Para o diretor, o autor faz um verdadeiro mergulho na complexidade humana e traduz em palavras situações comuns para os casais. Publicada em 2018, a peça destaca-se por dar voz a questões existenciais, mas também mostra problemas de comunicação usando o exemplo de uma família. 


Sinopse
Às cinco da manhã, numa cozinha, o casal Barbara e Werner está à beira da separação, da exaustão, da incompreensão de tudo. Impossível separar-se, impossível permanecer juntos. Apesar das feridas, do cansaço e do desgosto, eles tentam e agarram-se ao desejo de se explicarem até ao fim. Viripaev nos apresenta uma magnífica parábola sobre o amor.


Ficha técnica
Espetáculo "A Linha Solar"
Texto: Ivan Viripaev
Direção Geral: Marcelo Lazzaratto
Elenco: Carol Gonzalez e Chico Carvalho
Tradução: Elena Vássina e Aimar Labaki
Iluminação: Marcelo Lazzaratto
Direção de Arte, cenografia e figurino: Simone Mina
Trilha Sonora Original e Sonoplastia: Eddu Ferreira
Assistência de Direção: Marina Vieira
Assistência de Figurino e Arte: Grazi Cavalcanti
Assistência de Cenografia: Vinicius Cardoso
Operação de Luz: Rodrigo Palmieri e Leor Carmona
Operação de Som: Eddu Ferreira e André Lucio
Contrarregragem: Daniel Sousa
Cenotécnico: Wanderlei Wagner e Fernando Zimolo
Captação e edição de vídeos: Ícaro Bueno / Icarus Filmes
Fotografia: Bob Sousa
Maquiagem (sessão de fotos): Amanda Mantovani
Identidade Visual: Comunica.Ações - Kleber Góes
Mídias Digitais: CANNAL Mídias Digitais
Assessoria de Imprensa: Canal Aberto - Márcia Marques, Daniele Valério e Flávia Fontes
Interpretação em Libras: Sabrina Caíres e Karina Nonato
Transcrição de impressão em Braile: Escreve Brasil
Equipe de produção: Laís Machado e Pedro de Freitas
Produção Executiva: Périplo Produções
Idealização e Direção de Produção: Carol Gonzalez
Realização: Sangiorgi e Gonzalez Produções
Projeto contemplado no edital Fomento CULTsp - PNAB nº 22/2024 - Produção e temporada de espetáculo de teatro inédito da Secretaria da Cultura, Economia e Indústrias Criativas do Governo do Estado de São Paulo.


Serviço
Espetáculo "A Linha Solar"
Duração: 70 minutos | Classificação: 16 anos
Local: Centro Cultural Banco do Brasil – São Paulo
Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – SP
Data: Até 17/05/2026 - de quinta a segunda
Quintas, sextas e segundas, às 19h e sábados, domingos e feriado, às 18h.
Sessões com intérpretes de LIBRAS e ações de inclusão: dia 10 de maio, às 18h
Ingressos: R$30,00 (inteira) | R$15,00 (meia entrada), disponíveis bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB São Paulo. Os ingressos são liberados na sexta-feira da semana anterior de cada semana às 12h.
Capacidade: 120 lugares
Atividades formativas - Oficina de Produção Teatral | dias 13 de maio, das 15h00 às 18h00, e 14 de maio, das 15h00 às 17h00 - CCBB SP - Auditório
Local: Instituto Cultural Pombas Urbanas
Endereço: Av. dos Metalúrgicos, 2100 - bairro Cidade Tiradentes, São Paulo 
Data: Dias 19, 20 e 21 de maio de 2026,  às 19h30
Ingressos: Gratuitos | Capacidade: 140 lugares 

segunda-feira, 11 de maio de 2026

.: “Hamlet, Sonhos que Virão” reestreia com Ícaro Silva no papel título


Após três meses de ingressos esgotados, a encenação ‘site-specific’ de Rafael Gomes para a tragédia de Shakespeare ganha um novo protagonista e prorroga seu enorme sucesso, transformando ruína arquitetônica em dramaturgia. Foto: Rael Barja


Escrita entre 1599 e 1601 por William Shakespeare, a peças teatral "Hamlet" é considerada a obra mais célebre da dramaturgia ocidental. A tragédia acompanha o príncipe da Dinamarca confrontado com o assassinato do pai, a ascensão ao trono de um tio usurpador e um mundo moralmente corrompido, no qual agir parece tão impossível quanto não agir. Ao longo da peça, Shakespeare constrói um retrato radical da dúvida, da crise de sentido e do conflito entre desejo, poder e responsabilidade - temas que atravessam mais de quatro séculos de história e seguem interpelando o presente.

Após uma primeira temporada de enorme repercussão, estrelada por Gabriel Leone e vista por mais de 25 mil pessoas, o clássico estende sua temporada na cena paulistana, reestreando com novo protagonista. "Hamlet, Sonhos que Virão", a adaptação inédita e contemporânea, com direção de Rafael Gomes e produção de Rafael Rosi, inicia uma nova fase, reafirmando seu lugar como um dos acontecimentos teatrais mais impactantes da cidade. E agora com Ícaro Silva no papel título:

“Talvez eu tivesse pensado duas vezes sobre o desafio tremendo que é ocupar o lugar de um ator brilhante como Gabriel Leone, em um elenco que há meses arrebata o público, se não tivesse assistido à essa montagem tão especial dirigida por Rafael Gomes. Mas como recusar esse convite, quando vi pessoalmente o poder da peça sobre o público? É teatro da melhor qualidade, o paraíso de qualquer ator. “ Parceiro de longa data do diretor em diversos outros trabalhos, incluindo quatro longas-metragens, Ícaro afirma: “O privilégio maior é que esse me parece um momento ideal no tempo e no mundo para se aprofundar nas humanidades que Shakespeare desvela através da tragédia, especialmente em uma encenação como essa. Estou muito animado e não vejo a hora de ocupar o trono da Dinamarca.”

O espetáculo desloca o teatro para fora do teatro, ocupa o canteiro de obras do Nu Cine Copan - desativado há décadas e atualmente em reforma para ser devolvido à cidade como um cinema de última geração, previsto para 2027 - e oferece ao público uma experiência site specific única, transformando o próprio edifício, suspenso entre abandono e reconstrução, no centro da dramaturgia.

Mais do que um cenário, a ruína arquitetônica torna-se linguagem. Em vez da tradicional caixa preta, a montagem inverte a lógica do espaço: a plateia, com cerca de 360 pessoas, ocupa a área onde antes ficavam a tela e o palco do cinema, enquanto a ação se desenrola no antigo espaço da plateia, criando um palco monumental. O público assiste à tragédia de Hamlet dentro de um corpo arquitetônico marcado por camadas de memória urbana, uso e desgaste do tempo.

“Hamlet fala de um mundo que ruiu, de estruturas que já não se sustentam”, afirma Rafael Gomes. “Encenar a peça em um edifício em ruínas não é um efeito estético, é uma tomada de posição. A ruína é o próprio estado do drama.”

Um clássico em estado de crise
Na tragédia de Shakespeare, "Hamlet" é um jovem deslocado em um mundo que já não reconhece. Incapaz de aderir plenamente às regras da corte e igualmente incapaz de se retirar da ação, ele vive paralisado entre o desejo de justiça e a impossibilidade de agir sem se corromper. Em Hamlet, sonhos que virão, essa crise existencial encontra eco direto no espaço que abriga a encenação: um edifício em suspensão, à espera de um novo destino.

A adaptação é assinada por Rafael Gomes e Bernardo Marinho e propõe deslocamentos internos no texto, incluindo a reorganização de alguns solilóquios e centrando o foco do drama no enigma do desejo e nas personagens consumidas por impasses internos e pelo transbordamento de suas paixões. A montagem parte da tradução de Aderbal Freire-Filho, Wagner Moura e Barbara Harrington, conhecida por sua linguagem direta e contemporânea, aproximando o texto do espectador de hoje.


Ícaro Silva como "Hamlet"
Reconhecido como um dos nomes mais consistentes de sua geração no audiovisual e no teatro brasileiro, Ícaro Silva assume agora um dos personagens mais emblemáticos da história do teatro. Com trajetória consolidada na televisão, no streaming, no cinema e nos palcos, Ícaro reúne forte presença cênica, reconhecimento de público e credibilidade artística.

Sua presença em "Hamlet" não representa apenas a chegada de um nome de grande repercussão: trata-se de uma escolha artística que amplia o alcance simbólico da obra, atualiza sua leitura e fortalece seu diálogo com o Brasil de hoje. Ao longo da carreira, Ícaro também se destacou por participar ativamente de discussões sobre representatividade e diversidade no entretenimento brasileiro, especialmente no que diz respeito ao protagonismo negro e à ampliação de espaços na indústria cultural.


Um gesto urbano e cultural
Após a temporada de "Hamlet, Sonhos que Virão", o Nu Cine Copan entrará em obras e será devolvido à cidade em 2027 como um importante equipamento cultural, abrigando um cinema de grandes dimensões com tecnologia de última geração. O espetáculo marca, assim, um momento histórico e limiar: a última grande ocupação artística do espaço antes de sua transformação definitiva. “Existe algo de muito potente em habitar esse lugar exatamente agora, neste intervalo entre o que foi e o que ainda vai ser”, afirma Rafael Gomes. “O espetáculo acontece nesse estado de passagem. São, também, os sonhos que virão.”

Ficha técnica
"Hamlet, Sonhos que Virão", de William Shakespeare
Direção: Rafael Gomes
Adaptação: Bernardo Marinho e Rafael Gomes
Tradução: Aderbal Freire-Filho, Wagner Moura e Barbara Harrington
Elenco: Ícaro Silva, Susana Ribeiro, Eucir de Souza, Samya Pascotto, Fafá Renó, Bruno Lourenço, Daniel Haidar, Felipe Frazão, Rael Barja, Davi Novaes, Conrado Costa, Giovanna Barros e Lua Dahora
Cenografia: André Cortez
Iluminação: Wagner Antônio
Figurino: Alexandre Herchcovitch
Visagismo: Pamela Franco
Trilha sonora: Antonio Pinto e Barulhista
Design de som: Gabriel D’Angelo e Fernando Wada
Design gráfico: Izabel Menezes
Diretor residente: Victor Mendes
Direção de movimento e coreografia: Fabrício Licursi
Diretor de produção: Rafael Rosi
Coordenação de produção: Luciana Fávero
Produtor executivo: Diogo Pasquim
Realização: Art’n Company, Substância Filmes e Viva do Brasil


Serviço
"Hamlet, Sonhos que Virão", de William Shakespear
 Entrada pela Galeria do Copan
De 16 de maio até 14 de junho
Quintas e sextas-feiras, às 20h30. Sábados, às 16h00 e 20h00. Domingos, às 17h00.
Ingressos: à venda no site https://nucinecopan.byinti.com/ e na bilheteria do Teatro Renault
Duração: 130 min, sem intervalo.
Capacidade: 360 lugares.
Classificação indicativa: 14 anos.
Nu Cine Copan. Av. Ipiranga, 200 - Centro / São Paulo.

.: Musical “Diana - A Princesa do Povo” estreia em SP, no Teatro Liberdade


Com direção de Tadeu Aguiar, o espetáculo estrelado por Sara Sarres reúne Claudio Lins, Giselle de Prattes, Simone Centurione e grande elenco em uma superprodução da Estamos Aqui Produções que revisita a trajetória de uma das figuras mais emblemáticas do século XX. Foto: Carlos Costa


Após passagem pelo Rio de Janeiro, o espetáculo musical “Diana - A Princesa do Povo” chega pela primeira vez a São Paulo em 2026, ampliando o alcance de uma história que segue despertando fascínio, debate e comoção em todo o mundo. Com versão e direção de Tadeu Aguiar, a produção apresentada pelo Ministério da Cultura e pela Bradesco Seguros é assinada pela Estamos Aqui Produções, responsável por sucessos premiados como "Quase Normal", "A Cor Púrpura" e "Querido Evan Hansen", e estreia no dia 15 de maio, no palco do Teatro Liberdade, em uma montagem brasileira não-réplica que propõe um olhar diferenciado sobre a trajetória da mulher que conquistou o mundo sem abrir mão da sofisticação, da essência e do impacto emocional dessa história real. Os ingressos já estão à venda pela Sympla.

Nesta nova produção, o espetáculo investe em nuances mais próximas da realidade emocional da princesa, abordando sua humanidade, complexidade e força. A mulher que revolucionou a monarquia britânica, transformou dor em voz e empatia em legado ganha agora corpo e alma em uma encenação que aposta na emoção e na grandiosidade cênica, sob a condução de uma equipe criativa afiada. O elenco reúne 23 atores e tem como núcleo central Sara Sarres, uma das vozes mais respeitadas do teatro musical brasileiro. 

Com trajetória marcada por papéis de destaque em grandes produções no Brasil e no exterior - como "Les Misérables", "O Fantasma da Ópera", "West Side Story", "A Madrinha Embriagada", "O Homem de La Mancha", entre outros -, a atriz retorna aos palcos do país após um hiato de quase cinco anos. Ao lado dela estão Claudio Lins, como Príncipe Charles, Simone Centurione, interpretando a Rainha Elizabeth, e Giselle Prattes, no papel de Camilla Parker Bowles. Juntos, esses personagens conduzem os principais conflitos afetivos, institucionais e públicos que atravessam a trajetória da princesa e da Família Real britânica.

Completam o elenco Rosana Penna (Barbara Cartland), Dino Fernandes (James Hewitt), Giovanna Rangel (Sarah Spencer), Fábio Brazile (Paul),  Betto Marque (Andrew Parker), Lucas Britto (Rostropovich), Matheus Boa (Andrew Morton), Rhuan Santos (Colin), Fabi Figueiredo (Host), além de Bia Bahia, Carol Pita, Duda Carvalho, Maria Vitória Rodrigues, Celso Till, Mavi Carpin, Cris Mont, Marianna Alexandre, André Ulo e Lua Soares (swing), formando um conjunto diverso que amplia a dimensão humana, política e simbólica da narrativa.

A direção musical é de Thalyson Rodrigues, com cenografia de Natália Lana, figurinos de Ney Madeira e Dani Vidal, coreografias de Sueli Guerra e visagismo de Anderson Bueno e Cristiane Regis. O desenho de luz é assinado por Serginho, e o desenho de som por Paulo Altafim e Gabriel D’Ângelo. A coordenação de produção é de Norma Thiré, e a produção geral, de Eduardo Bakr. 


Serviço
Espetáculo "Diana - A Princesa do Povo"
Local: Teatro Liberdade
Rua São Joaquim, 129 - Liberdade | São Paulo
Estreia: 15 de maio a 05 de julho de 2026
Sessões: Sextas às 20h00, Sábado às 16h00 e 20h30, Domingos às 15h00 e às 19h30

Ingressos
Plateia Premium 
Sexta-feira, sábado e 1ª sessão de domingo - R$340,00 (Inteira) | R$170,00 (Meia)
Quinta-feira e 2ª sessão de domingo - R$ 280,00 | R$140,00 (Meia)

Plateia 
Sexta-feira, sábado e primeira sessão de domingo - R$250,00 (Inteira) | R$125,00 (Meia)
Quinta-feira e segunda sessão de domingo - R$ 190,00 | R$85,00 (Meia)
Balcão Visão Parcial - R$120,00 (Inteira) | R$60,00 (Meia)
Balcão A - R$170,00 (Inteira) | R$85,00 (Meia)
Balcão B: R$50,00 (Inteira) | R$25,00 (Meia)
Vendas: Site Sympla (https://bileto.sympla.com.br/event/114505) ou Bilheteria local
Gênero: musical
Duração: 150 minutos (com intervalo)
Classificação: 12 anos

Descontos
*Desconto 35%: Obtenha 35% de desconto no ingresso inteiro ao preencher o formulário durante o processo de compra.
Para comprar mais de um ingresso nessa modalidade, basta preencher um formulário por ingresso conforme será solicitado. Desconto disponível para todos os públicos.
*Clientes Glesp: têm 25% de desconto nos ingressos inteiros mediante a aplicação do cupom, limitado a 4 ingressos por cupom. Válido para todos os setores.
*Crianças até 24 meses não pagam entrada e ficam no colo dos responsáveis durante a apresentação. A partir de 02 anos e 1 dia, a criança paga meia-entrada mediante apresentação da carteira de identidade ou certidão de nascimento.

Ingressos
Internet (com taxa de conveniência):
Bilheteria física (sem taxa de conveniência):
Horário de funcionamento de bilheteria:
Atendimento presencial: de terça à sábado das 13h00 às 19h00. Domingos e feriados apenas em dias de espetáculos até o início da apresentação.

Acessibilidade
Deficientes físicos: teatros adequados às normas de acessibilidade, contendo elevador, corrimão, espaço para cadeirantes e acompanhantes, banheiros adaptados.
Deficientes auditivos – Agenda de apresentações com tradução em libras (em construção)
Deficientes visuais - Previsão de que, quando solicitada, a produção disponibilize texto da peça em Braile e resumo descritivo do espetáculo em Braille e em áudio (para cidadãos devidamente identificados)
Deficientes intelectuais – Quatro (quatro) assentos posicionados em local de fácil mobilidade para este público, proporcionando conforto caso haja necessidade de se retirar durante a sessão e, ainda, previsão de que, quando solicitada, a produção disponibilize abafadores de ruído (para cidadãos devidamente identificados)
Este espetáculo contém Luz Estroboscópica (flashes de luz intensa). Este efeito visual é contraindicado para pessoas com epilepsia, sensibilidade à luz ou autismo. Aconselhamos cautela.

.: "As Centenárias" em nova versão com Juliana Linhares e Laila Garin no teatro


Espetáculo com texto de Newton Moreno fica em cartaz no Sesc Bom Retiro, de 14 de maio a 14 de junho, com direção de Luiz Carlos Vasconcelos e trilha inédita de Chico César. Foto: Andrea Nestrea 

Quase duas décadas depois de marcar o teatro brasileiro com as interpretações de Marieta Severo e Andréa Beltrão, a peça "As Centenárias", de Newton Moreno, acaba de ganhar uma nova montagem, com estreia em abril, no Rio de Janeiro. O espetáculo dirigido por Luiz Carlos Vasconcelos tem, agora, sua temporada de estreia paulistana no Sesc Bom Retiro, de 14 de maio a 14 de junho. Desta vez, a peça, em versão musical inédita, é protagonizada por Juliana Linhares e Laila Garin, que revisitam a obra a partir de uma perspectiva contemporânea, sem perder a força da tradição que consagrou o texto. O elenco conta ainda com o ator Leandro Castilho, que interpreta mais de seis personagens na montagem.

A nova encenação aprofunda a relação da dramaturgia com a cultura popular ao incorporar 16 canções originais que passam a conduzir a narrativa, compostas por Chico César, que também assina a direção musical, ao lado de Elísio Freitas.  A trama acompanha duas mulheres centenárias que percorrem o sertão realizando rituais de despedida - uma história que equilibra humor e emoção ao retratar a força das tradições, da oralidade e da ancestralidade nordestina. 

Para Laila Garin, assumir uma personagem marcada na história do teatro brasileiro é também um processo de reinvenção. “É muito doido tirar do papel essas personagens muito inspiradas, pela montagem de Aderbal Freire Filho, com Marieta Severo e Andréa Beltrão. Inclusive, fui pedir a bênção de Marieta Severo para encarnar Dona Socorro e ela me deu essa bênção, graças a Deus. E agora nos ensaios estamos descobrindo o nosso caminho, qual é a cara dessa montagem”, afirma a atriz, que destaca o processo de construção da personagem como uma jornada de descobertas.

Juliana Linhares ressalta que a nova leitura nasce do encontro entre teatro, música e identidade regional. “Eu já tinha vontade de fazer algum projeto com a Laila há muito tempo, e um dia surgiu a ideia: e se a gente fizesse ‘As Centenárias’? Com duas atrizes nordestinas e cantando. Como o carpir está ligado ao canto, pensei que as canções poderiam surgir desse choro. A música para mim é um motor dessa montagem”, comenta.

Leandro Castilho, que interpreta mais de seis personagens na trama, relata as dificuldades desse tipo de atuação. “É sempre um desafio porque cada peça tem uma linguagem diferente. A transição entre eles é uma coisa que não dá nem para pensar muito. Nesse espetáculo, eu estou no processo de desenhar cada personagem, porque trabalho muito a partir do corpo. O corpo sugere uma voz, que sugere um trejeito, e assim vou criando esse desenho desse personagem, esse contorno. Mas agora, estou no momento de dar uma suavizada nesses contornos todos, trazer um pouco mais para mim”.

Responsável pela trilha inédita, Chico César explica que o processo de composição partiu diretamente da dramaturgia de Newton Moreno. “Eu recebi o texto do Newton Moreno já com indicações de lugar onde ele queria as canções, já com letra. No geral, respeitei aquilo, alterei uma coisa ou outra. O texto é muito bonito, muito forte. Acho que trazer essa voz da mulher brasileira com essência nordestina é uma alegria para mim”, diz o compositor.

À frente da direção, Luiz Carlos Vasconcelos reforça a importância do acesso à cultura. “Para que mais brasileiros consumam teatro, é fundamental investir em políticas públicas.  Ninguém gosta do que não conhece. É fundamental que, desde a escola, as crianças tenham acesso à arte, ao teatro e ao cinema, e sejam estimuladas a assistir. Assim, podem desenvolver esse interesse e ter a possibilidade de escolha. É necessário incentivar esse contato desde cedo e facilitar a circulação das obras: que o poder público, federal, estadual e municipal, promova espetáculos, festivais e mostras. Só assim as pessoas terão mais acesso e poderão consumir arte, teatro e cinema”.  

O autor, Newton Moreno, destaca que se interessou pela adaptação musical da obra assim que a ideia lhe foi sugerida. “É importante considerar que as carpideiras realizam uma base relevante de seu trabalho por meio de cantos, rezas, ladainhas. Há uma demanda musical muito forte na orquestração do luto”.  


Apresentado por: 
Lei Rouanet | Bradesco Seguros
Correalização:
Ágapa – Criação e Produção Cultural | Sarau – Cultura Brasileira 
Realização:
Sesc | Ministério da Cultura | Governo do Brasil
Ficha Técnica
Texto e letras: Newton Moreno
Letras e músicas: Chico César
Uma encenação de Luiz Carlos Vasconcelos
Direção Musical e Arranjos: Elísio Freitas
Direção de Movimento e Assistente de Direção: Vanessa Garcia
Direção Geral e Produção artística: Andréa Alves
Diretora de Projetos: Leila Maria Moreno
Com: Laila Garin e Juliana Linhares
Ator convidado: Leandro Castilho
Desenho de som: Gabriel D’Angelo
Iluminadora: Elisa Tandeta
Cenógrafa: Aurora Campos
Figurinistas: Kika Lopes e Heloisa Stockler
Visagista: Mona Magalhães
Coordenadora de produção: Hannah Jacques
Produção Executiva: Matheus Castro
Projeto gráfico: Beto Martins
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio Assessoria de Comunicação
Sinopse
A peça acompanha duas carpideiras profissionais do sertão nordestino – que, ao longo da narrativa, encontram muitos personagens e expõem suas histórias, amores perdidos, fragilidades e tensões.

Serviço
Temporada: 14 de maio a 14 de junho (exceto nos dias 23 e 24 de maio)
De quinta a sábado, às 20h00, e aos domingos, às 18h00 – exceto dias 23, 24 de maio e 13 de junho.
*Sessões extras dias 5, 12 e 13 de junho, às 15h00.
Sesc Bom Retiro - Alameda Nothmann, 185 - Campos Elíseos, São Paulo
Ingressos:  R$60 (inteira), R$30 (meia-entrada) e R$18 (credencial plena).

Vendas on-line em sescsp.org.br ou presencialmente na bilheteria de qualquer unidade do Sesc São Paulo. 

Classificação: 12 anos
Duração: 110 minutos
Capacidade: 291 lugares.
Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. 

Sessão com Acessibilidade: 
6 de junho - Audiodescrição.
7 de junho - Libras.  
Estacionamento do Sesc Bom Retiro (vagas limitadas)
O estacionamento do Sesc oferece espaço para pessoas com deficiência, além de bicicletário. A capacidade do estacionamento é limitada. Os valores são cobrados igualmente para carros e motos. Entrada: Alameda Cleveland, 529.
Valores: R$ 8,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional (Credencial Plena). R$ 17,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional (Outros). Valores para o público de espetáculos: R$ 11,00 (Credencial Plena). R$ 21,00 (outros). 
Horários: terça a sexta-feira: 9h00 às 20h00. Sábado: 10h00 às 20h00. Domingo: 10h00 às 18h00. 
Importante: em dias de evento à noite no teatro, o estacionamento funciona até o término da apresentação.
Transporte gratuito
O Sesc Bom Retiro oferece transporte gratuito circular partindo da Estação da Luz. O embarque e desembarque ocorrem na saída CPTM/José Paulino/Praça da Luz.
Consulte os horários disponíveis de acordo com a programação no link http://tinyurl.com/3drft9v8

sábado, 9 de maio de 2026

.: "O Pai" e "O Filho" voltam em cartaz ao mesmo tempo em São Paulo


Dirigidas por Léo Stefanini, as peças mergulham, a partir de diferentes perspectivas, na teia complexa das relações familiares. Fotos: João Caldas Filho ("O Pai") e Ronaldo Gutierrez ("O Filho")

Celebrado em todo o mundo, o premiado dramaturgo francês Florian Zeller teve nos últimos anos duas de suas peças dirigidas pelo brasileiro Léo Stefanini. E agora esses trabalhos de sucesso podem ser conferidos simultaneamente em São Paulo. "O Pai" ganha uma nova temporada de 22 de maio a 26 de junho no Teatro Renaissance; e "O Filho", sucesso mundial montado nos 5 continentes, fica em cartaz de 6 de junho a 5 de julho no Teatro B32.

Estrelada por Fulvio Stefanini, que ganhou o prêmio Shell de melhor ator por este trabalho e comemora 71 anos de carreira, "O Pai" conta a história de André, um idoso de 80 anos, rabugento, mas extremamente divertido, que começa a enfrentar os efeitos do Mal de Alzheimer. Com a memória falhando, sua filha se vê diante de um dilema profundo: cuidar dele ou interná-lo em um asilo para seguir sua vida ao lado de um novo amor. A história se desenvolve com delicadeza, alternando momentos de humor e emoção, e tocando o público pela humanidade com que aborda as relações familiares. 

O espetáculo estreou em 2016 e já foi visto por mais de 200 mil pessoas em suas mais de 400 apresentações. E um dos destaques desta temporada é que o próprio diretor Léo Stefanini estará em cena ao lado de seu pai, Fulvio Stefanini, com seu irmão Fulvio Stefanini Filho. É a primeira vez que os três contracenam. O elenco ainda conta com Carol Gonzalez, Lara Córdula e Carol Mariottini. 

Já "O Filho" acompanha Nicolas, um adolescente de 16 anos que se sente perdido em um difícil processo de depressão. Filho de pais separados, ele deixa a casa da mãe para morar com o pai enquanto tenta reencontrar o sentido em sua vida.  O texto provoca uma reflexão sobre as relações familiares, os mistérios insondáveis da mente e a depressão na adolescência, que tem aumentado exponencialmente nos últimos anos em todas as classes sociais. Nesta temporada, a atriz Maria Flor substitui Maria Ribeiro e o elenco ainda conta com Andreas Trotta, Gabriel Braga Nunes, Bruna Miglioranza, Marcio Marinello e Luciano Schwab.


"O Pai"
Ficha técnica
Texto: Florian Zeller da Academia Francesa
Tradução: Carol Gonzalez e Lenita Aghetoni
Elenco: Fulvio Stefanini, Carol Gonzalez, Fulvio Stefanini Filho, Lara Córdula, Carol Mariottini e Leo Stefanini.
Direção: Léo Stefanini
Luz e som: Diego Cortez
Figurinos: Lelê Barbieri
Produção: Foco3 Produções Artísticas
Realização: Cora Produções Artísticas

Sinopse
Fulvio Stefanini interpreta André, um idoso de 80 anos, rabugento, mas muito simpático e divertido. Com sua cabeça começando a falhar, sua filha vive um dilema: cuidar de seu pai, ou interná-lo em um asilo e ir curtir a vida com seu novo namorado.

Serviço
"O Pai", de Florian Zeller
Temporada: 22 de maio a 26 de junho de 2026
Sextas-feiras, às 21h30
Teatro Renaissance - Alameda Santos, 2233 - Jardim Paulista, São Paulo
Ingressos: R$150 (inteira) e R$75 (meia-entrada)
Vendas on-line em https://www.sampaingressos.com.br/o+pai+teatro+renaissance
Bilheteria: (11) 3069-2286 - sextas, sábados e domingos, das 14h até o início do espetáculo.
Duração: 70 minutos
Classificação: 12 anos
Capacidade: 432 lugares
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida


"O Filho"
Ficha técnica
Autor: Florian Zeller da Academia Francesa
Tradução: Carolina Gonzales
Elenco: Maria Flor, Gabriel Braga Nunes, Bruna Miglioranza, Andreas Trotta, Marcio Marinello e Luciano Schwab.
Direção geral: Léo Stefanini.
Direção de produção: Thiago Wenzler.
Trilha Sonora Original: Sérvulo Augusto.
Desenho de Luz: Cesar Pivetti.
Figurinos: Yakini Rodrigues (Kiki)
Camareira: Iara Margarida
Operação de Luz e Som: Vinicius Souza
Técnico de palco: Bruno Caraíba
Fotografia: Ronaldo Gutierrez.
Beleza: Gabriel Ruiz

Sinopse
Nicolas é um jovem de 16 anos, apresentando sinais de depressão. Sente-se perdido. Filho de pais separados, troca a casa da mãe (Maria Flor) pela do pai (Gabriel Braga Nunes). Na peça O FILHO, o dramaturgo francês Florian Zeller mergulha na teia complexa das relações familiares para refletir sobre os mistérios insondáveis da mente e o imenso desafio em tentar ajudar um jovem a reencontrar sentido na vida. 

Serviço
"O Filho", de Florian Zeller 
Temporada: 6 de junho a 5 de julho de 2026
Sábados, às 20h00, e domingos, às 18h00
Teatro B32 - R. Lício Nogueira, 92 - Itaim Bibi, São Paulo
Ingressos: de R$ 40,00 a R$ 150,00 (preços variam de acordo com o setor)
Capacidade: 518 lugares
Duração: 65 minutos
Classificação: 16 anos
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

segunda-feira, 4 de maio de 2026

.: Beth Goulart retorna a São Paulo com "Simplesmente Eu, Clarice Lispector"


Beth Goulart, que dirige e protagoniza o premiadíssimo espetáculo, dá continuidade às comemorações da sua carreira que completa 52 anos. Foto: Fabian

Assistido por mais de 1.300.000 de pessoas em 298 cidades do país, "Simplesmente Eu, Clarice Lispector", de Beth Goulart, que assina concepção, adaptação, interpretação e direção após 16 anos retorna a São Paulo com estreia no dia 8 de maio no Teatro Moise Safra e exposição inédita, a Mostra Entre Ela e Eu, sobre a concepção do espetáculo. A temporada paulistana acontece de sexta a domingo e terá duas sessões extras para Rede de Apoio, para as mães, nos dias 10 de maio e 13 de junho.

O monólogo premiado é um mergulho profundo na vida, obra e mistério de Clarice Lispector, uma das vozes mais revolucionárias da literatura brasileira. No palco, a palavra de Clarice ganha corpo e presença, revelando a autora que nos ensinou a olhar para dentro e a sentir a intensidade da existência. Porque Clarice não se explica, se sente. O espetáculo feito para todas as gerações, com espectadores de 12 a 80 anos. Em 2025, em diversas temporadas no Rio de Janeiro, e apresentações pelo Brasil, foram mais de 100 apresentações, com mais de 55.490 espectadores, sendo 22.196 jovens.

“Retornar para São Paulo com 'Simplesmente Eu, Clarice Lispector' é chegar com a obra de Clarice para novas pessoas e alimentar sua literatura com os jovens, que já estão encantados com a autora. Levar Clarice como arte viva no palco é uma experiência de troca que só o teatro é capaz de nos oferecer. Estou muito grata e feliz por voltar com o espetáculo na cidade de São Paulo, onde iniciei minha carreira de atriz”, reflete Beth Goulart.

Mais que teatro, a montagem se tornou um fenômeno cultural. Ao longo de 16 anos de estrada, consolidou-se como um marco na difusão da literatura de Clarice, aproximando novas gerações da sua obra e reafirmando a força da palavra no teatro brasileiro. O retorno a São Paulo celebra essa trajetória e a permanência de Clarice como literatura viva. E a Mostra Entre Ela e Eu amplia a experiência do público e propõe um diálogo visual com o universo clariceano.

"Simplesmente Eu, Clarice Lispector" teve sua estreia em 2009, após uma jornada de dois anos de pesquisa e seis meses de preparação, quando Beth Goulart mergulhou profundamente na obra de Clarice Lispector para criar este espetáculo que explora temas como amor, vida, morte, criação, Deus, cotidiano, palavra, silêncio, solidão, entrega, inspiração, aceitação e entendimento.

Criado a partir de depoimentos, entrevistas e correspondências de Clarice Lispector, assim como fragmentos de suas obras mais emblemáticas, como "Perto do Coração Selvagem", "Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres", e os contos "Amor" e "Perdoando Deus", que se constrói a narrativa de “Simplesmente eu, Clarice Lispector”. Beth entrelaça a autora e as vozes de quatro personagens femininas, Joana, Lori, Ana e mulher sem nome, que representam diferentes momentos da vida e do pensamento de Clarice. A cenografia minimalista e a iluminação, meticulosamente desenhada, criam um espaço onírico, onde a autora e suas personagens dialogam sobre o mistério da existência.

“'Simplesmente Eu, Clarice Lispector é uma ode ao amor, o sentimento mais presente e importante da obra de Clarice Lispector e, também, o mais sublime do ser humano”, declara Beth Goulart. A montagem conta com um time de renomados parceiros artísticos. A trilha sonora original de Alfredo Sertã, inspirada em compositores como Erik Satie, Arvo Pärt e Astor Piazzolla, guia a atmosfera sensorial da obra. 

A iluminação de Maneco Quinderé e a direção de movimento de Márcia Rubin, assim como a preparação vocal conduzida por Rose Gonçalves, adicionam camadas de expressividade à encenação. O cenário, assinado por Ronald Teixeira e Leobruno Gama, evoca um vazio branco, que acolhe e transforma o espaço cênico com a luz e os movimentos da atriz. Amir Haddad assina a supervisão do trabalho da atriz. O figurino de Beth Filipecki reforça a elegância e simplicidade de Clarice e seus personagens. Com visagismo de Westerley Dornellas e uma programação visual elaborada por Carol Vasconcellos.

Em "Simplesmente Eu, Clarice Lispector", a essência da literatura de uma das mais importantes escritoras do século XX, dona de uma obra que cruza fronteiras geográficas e de gênero, busca encontrar o entendimento do amor, de seu universo, suas dúvidas e contradições. Clarice Lispector redefiniu a literatura brasileira com uma escrita que transforma o cotidiano em epifania. “Simplesmente Eu, Clarice Lispector” honra esse legado ao transportar do papel para o palco a densidade, a delicadeza e o mistério de sua obra. Em cena, o público encontra não uma biografia, mas um estado de alma: o encontro com a própria humanidade através das palavras de Clarice. "Simplesmente eu, Clarice Lispector" continua a emocionar o público e, também, a fomentar a leitura. Para isso, após cada apresentação, Beth Goulart realiza o sorteio de livro da obra de Clarice Lispector.

Clarice Lispector conversa com o público sendo ela mesma e suas personagens, quatro mulheres que, para Beth Goulart, representam as várias facetas de Clarice: Joana, que representa impulso criativo selvagem de “Perto do Coração Selvagem”; Ana, do conto “Amor”, que representa a fase da autora dedicada ao marido e aos filhos; Lori, da obra “Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, uma professora primária que se prepara para descobrir e se entregar ao amor; e uma personagem sem nome do conto "Perdoando Deus, com sua ironia, inteligência e humor.


Serviço
Espetáculo "Simplesmente Eu", Clarice Lispector, de Beth Goulart
Estreia: 8 de maio de 2026 | sexta-feira | 20 horas
Local: Teatro Moise Safra - São Paulo
Temporada: de 8 de maio a 28 de junho de 2026
Horários: Sexta, às 20h00 | Sábado e domingo, às 19h00
Sessões de Rede de Apoio para as mães: 10 de maio (domingo, Dia das Mães) e 13 de junho (sábado), às 11h00
Endereço: Rua Prof. Walter Lerner, 315 (antiga Rua Inhaúma), Barra Funda / São Paulo
Ingressos: R$120,00 (inteira), R$60,00 (meia-entrada) e R$50,00 (social)
Vendas: bilheteria do Teatro Moise Safra, nos dias do espetáculo, uma hora antes da sessão.
Sympla:  https://bileto.sympla.com.br/event/119583
Telefone: +55 11 96892-4562
Duração: 60 minutos
Classificação: 12 anos
Capacidade: 420 lugares


Ficha técnica
Espetáculo "Simplesmente Eu", Clarice Lispector, de Beth Goulart
Texto: Clarice Lispector
Adaptação, interpretação e direção: Beth Goulart
Supervisão: Amir Haddad
Gênero: espetáculo-poema
Iluminação: Maneco Quinderé
Operadora de luz: Diana Cruz
Trilha sonora original: Alfredo Sertã
Operador de Som: Paulo Mendes
Figurino: Beth Filipecki
Camareira: Flávia Cotta
Cenografia: Ronald Teixeira e Leobruno Gama
Diretor de Cena: Guaraci Ribeiro
Direção de Produção: Pierina Morais
Assessoria de imprensa: Silvana Cardoso E. Santo - Passarim Comunicação
Realização: Self Produções Artísticas LTDA

domingo, 3 de maio de 2026

.: "7 Mulheres e Um Mistério - O Musical, inspirado em peça francesa, estreia


Inspirado na peça de teatro "8 Femmes", do escritor francês Robert Thomas, a montagem musical tem direção de Ricardo Grasson e Heitor Garcia, com adaptação e canções originais de Anna Toledo. O projeto faz parte da programação dos dez anos do Teatro Santander. Foto: Priscila Prade 


A célebre comédia policial "8 Femmes", de Robert Thomas, escrita nos anos 60, ganha pela primeira vez uma adaptação brasileira para o teatro musical. Em 1962, Nathalia Timberg, Suely Franco, Dulcina de Moraes e outras cinco atrizes consagradas deram vida a esta obra. Nesta nova montagem de "7 Mulheres e Um Mistério - O Musical", que estreia no dia 31 de julho, no 033 Rooftop, a adaptação e canções originais são de Anna Toledo, a direção artística é de Ricardo Grasson e Heitor Garcia e direção musical de Thiago Gimenes, com produção geral de Bruna Dornellas e Wesley Telles, da WB Produções. O espetáculo é apresentado pelo Ministério da Cultura, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura - Lei Rouanet, e tem patrocínio do Zurich Santander, e apoio da Hyundai.

Preservando a tradição de sempre ser interpretada por grandes nomes, o elenco, formado por Alessandra Maestrini, Bruna Guerin, Laura Castro, Letícia Soares, Malu Rodrigues, Stella Miranda e Verónica Valentino, dará corpo a uma história repleta de segredos, mistérios e surpresas, envolvendo o público numa trama onde sete mulheres se reúnem para celebrar o Natal - até que um crime inesperado vira tudo de cabeça para baixo. Presas no mesmo espaço, sem contato com o exterior e desconfiando umas das outras, elas são obrigadas a investigar o mistério… enquanto tentam esconder suas próprias mentiras. Com músicas e composições originais, o espetáculo mantém a essência da trama original protagonizada por grandes atrizes dessa geração.

A obra de Robert Thomas é reconhecida como um clássico do suspense policial. O sucesso duradouro revela sua habilidade em criar histórias envolventes que resistem ao tempo. “É uma dramaturgia cheia de detalhes, aguçada, precisa, preciosa. É um texto que lendo hoje, vemos que é mais atual do que nunca. Ele fala sobre as relações humanas, sobre o jogo de poder nas dinâmicas do relacionamento familiar. Eu acho que a vibração, a importância desse texto é essa. Por isso transcende ao tempo, como as grandes obras”, aponta o diretor Ricardo Grasson. 

Ainda sobre a atemporalidade, o diretor Heitor Garcia destaca outras pautas presentes na história, como etarismo, papéis de gênero e preconceito na relação entre patrão e funcionários e também bissexualidade. Tudo isso aparece no texto original, que se passa no interior da França nos anos 50. “Vamos revisitar a época em que a história foi escrita, ampliar e observar o quão as questões daquela época ressoam até hoje. A obra distancia essas histórias do realismo fechado da literatura policial, e essa distância é aquela fornecida por um confortável 'não leve totalmente a sério', o que nos proporciona como diretores ampliar deliberadamente esse distanciamento autoirônico e aproximar/transformar a história em farsa” .      

Responsável pela adaptação e pelas músicas originais, Anna Toledo encarou o desafio de compor para contar a história, usando a música como fio condutor das cenas, a favor de cada interpretação. A escolha pelo tom e pela linguagem também imprimem originalidade ao espetáculo. Na peça francesa, Huit Femmes, de Robert Thomas, existe uma tensão permanente criada pelo confinamento das personagens em um único ambiente, que vai dando vazão a ressentimentos e segredos guardados. “Ao adaptar essa trama para uma comédia musical, eu imaginei que tudo teria que ser exacerbado – os segredos têm que ser bombásticos e as emoções, vulcânicas. Então a música entra para trazer à tona estes sentimentos, virar tudo de ponta cabeça e revelar o que está oculto”, conta. 

Tanto a peça original ("Huit Femmes") como as adaptações cinematográficas ("Huit Femmes" e 7 "Donne e um Mistero") foram escritas por homens. Em todas as versões há somente personagens femininos em cena, mas o conflito gira em torno de um único homem: A morte misteriosa do patriarca.  “O desafio que eu mesma me propus foi multiplicar estes conflitos para criar personagens femininos com motivações mais complexas. Neste sentido, o protagonismo feminino não se dá apenas pela presença de atrizes mulheres, mas também pelas ações das personagens, que passam a ser movidas por desejos além da necessidade de validação pela figura masculina”, ressalta Anna Toledo. O espetáculo tem como produtores associados: Bruna Dornellas, Heitor Garcia, Ricardo Grasson e Wesley Telles, unindo expertise e conhecimento dos anos consolidados de sucesso no teatro brasileiro, se reúnem para oferecer ao público um espetáculo musical de grande qualidade artística.


O autor, a obra e os prêmios
Robert Thomas foi um escritor, roteirista, diretor e ator francês que ajudou a criar o gênero de comédia suspense. Em 1958, publicou o texto "Huit Femmes" ("8 Mulheres"), em 1961 o texto ganhou vida e virou um espetáculo teatral dirigido por Jean Le Poulain, ele também ganhou o Prix du Quai des Orfèvres que premia textos inéditos de mistério policial. A obra de Robert Thomas é reconhecida como um clássico do suspense e do teatro policial. O sucesso duradouro é um testemunho da genialidade de Thomas como dramaturgo e de sua habilidade em criar histórias envolventes que resistem ao teste do tempo.

Em 1971 o espetáculo foi remontado pelo mesmo diretor. Em 2002 o François Ozon lançou a versão cinematográfica da peça, transformando para além do suspense e da comédia um filme musical. O filme ganhou um total de 31 prêmios, entre eles o César e o Urso de Prata. No teatro brasileiro, a primeira encenação do texto 8 Mulheres foi uma montagem da companhia da Dulcina-Odilon, dirigida por Luís de Lima em 1962. O elenco era formado por grandes divas, como Nathalia Timberg, Suely Franco, a própria Dulcina de Moares, Margarida Rey, Maria Fernanda, Maria Sampaio, Iracema de Alencar e Sônia de Moraes.

A peça voltou a ganhar uma adaptação em 2021 pelo cineasta italiano Alessandro Genovesi, que abriu mão do estilo musical e investiu em uma linguagem cinematográfica voltada para uma ambientação de mistério e suspense, e mudou o título da peça para "7 Mulheres e Um Mistério". O longa foi um sucesso na Netflix, sendo o filme de língua não inglesa mais assistido, com 9.89 milhões de horas assistidas.


Sinopse
Na véspera de Natal, a festa de família é interrompida por um crime misterioso. Presas numa mansão isolada, sete mulheres precisam descobrir o culpado antes que um novo crime aconteça. Entre revelações surpreendentes e segredos de família, todas tem um bom motivo e um péssimo álibi.  Com uma sequência alucinante de confissões absurdas, alianças improváveis e rivalidades hilárias, "7 Mulheres e Um Mistério - O Musical" é uma comédia cheia de reviravoltas, mistérios e personagens tão exagerados quanto irresistíveis. Instagram do espetáculo: @7mulheresomusical


Ficha técnica
Espetáculo "7 Mulheres e Um Mistério - O Musical"
Autor: Robert Thomas.
Tradução, adaptação, letras e músicas: Anna Toledo.
Direção artistica: Ricardo Grasson e Heitor Garcia.
Direção musical: Thiago Gimenes.
Produção geral: Bruna Dornellas e Wesley Telles.
Elenco: Alessandra Maestrini, Bruna Guerin, Laura Castro, Letícia Soares, Malu Rodrigues, Stella Miranda e Verónica Valentino.
Swings: Carla Masumoto e Larissa Noel.
Coreografia e direção de movimento: Keila Bueno e Victoria Ariante.
Cenografia: Natália Lana.
Assistente de cenografia: Matheus Muniz.
Desenho de som: Tocko Michelazzo.
Desenho de luz: Gabriele Souza.
Figurinista: Ligia Rocha.
Assistente de figurino: Acrides.
Visagismo: Simone Momo.
Fotografias: Priscila Prade.
Gerente de produção: Deivid Andrade.
Produção executiva: Clarice Coelho.
Assistente de produção: Guilherme Balestrero.
Gestão de comunicação: Bárbara Kuster.
Designer gráfico: Alana Karralrey, Jhon Lucas Paes e Natália Farias.
Social media: Luis Mousinho.
Direção de palco e stage manager: Tatah Cerquinho
Técnica de som: Maria Lia.
Técnica de luz: Carol Dourado.
Contrarregras: Adriana Oliveira e Anderson Assis.
Microfonista: Cecília Lüzs.
Camareira: Luciana Galvão.
Peruqueira: Milena Santos.
Intérprete de Libras: Karina Zonzini.
Gestão de tráfego: Válvula Marketing.
Gestão de mídia: R+ Marketing.
Coordenação administrativa: Vianapole Arte e Comunicação.
Assessoria jurídica: Maia, Benincá & Miranda Advocacia.
Assessoria contábil: Gavacon Contabilidade.
Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes.
Idealização: Nosso Cultural e Francisco Antonelli.
Produtores associados: Bruna Dornellas, Heitor Garcia, Ricardo Grasson e Wesley Telles.
Apresentado por: Ministério da Cultura.
Patrocínio: Santander.
Apoio: Hyundai Financiamentos.
Correalização: WB Produções.
Realização: Nosso Cultural.


Serviço
"7 Mulheres e Um Mistério - O Musical"
Temporada: 31 de julho a 4 de outubro de 2026.
Sextas, às 20h00. Sábados, às 16h00 e 20h00. Domingos, às 15h00 e 19h00.

Ingressos
Mesa Premium: R$ 300,00 inteira e R$ 150,00 meia-entrada
Plateia Sofá: R$ 250,00 inteira e R$ 125,00 meia-entrada
Plateia: R$ 200,00 inteira e R$ 100,00 meia-entrada
Plateia Popular: R$ 50,00 inteira e R$ 25,00 meia-entrada
Vendas: sympla.com.br ou bilheteria do Teatro Santander
Link vendas https://bileto.sympla.com.br/event/118295
Duração: 120 minutos (com intervalo de 15 minutos)
Classificação etária: 12 anos.

033 Rooftop
Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 - Vila Nova Conceição, São Paulo - SP
Capacidade: 388 lugares.
Acessibilidade: espaço acessível para cadeirantes. Programa em braile. Intérprete de libras sempre nas sessões de domingos, 15h00.

.: "Rei Lear", com elenco formado por drag queens, tem novas apresentações


Espetáculo tem direção de Ines Bushatsky, texto adaptado de João Mostazo, e reúne em cena as queens Alexia Twister, vencedora do Prêmio Shell de Melhor Ator, Antonia Pethit, DaCota Monteiro, Ginger Moon, Lilith Prexeva, Maldita Hammer, Mercedez Vulcão, Thelores e Xaniqua Laquisha. Foto: Adriano Escanhuela


A aclamada montagem da Cia. Extemporânea da tragédia "Rei Lear", de William Shakespeare, ganha nova temporada no Teatro Paulo Eiró, entre os dias 7 e 17 de maio, com apresentações de quinta-feira a sábado, às 20h00, e aos domingos, às 19h00. Dirigida por Ines Bushatsky, a peça traz no elenco as drag queens Alexia Twister, Antonia Pethit, DaCota Monteiro, Ginger Moon, Lilith Prexeva, Maldita Hammer, Mercedez Vulcão, Thelores e Xaniqua Laquisha. O dramaturgo João Mostazo assina a adaptação do texto. 

Pela atuação como o Rei, a drag queen Alexia Twister venceu em 2025 o Prêmio Shell na categoria de Melhor Ator. Alexia foi a primeira drag queen na história a ser indicada e vencer o prêmio mais importante do teatro brasileiro. Entre as premiações que o espetáculo recebeu, ainda, estão o Prêmio Arcanjo concedido em 2024 à Cia. Extemporânea, na categoria Prêmio Especial, por “inovar Shakespeare com drags”, e a indicação de DaCota Monteiro, no mesmo ano, ao Prêmio Prio de Humor.

Considerada pelo jornal Folha de S.Paulo como uma das melhores peças de 2024, com crítica de 5 estrelas, Rei Lear estreou naquele ano no Teatro Anchieta do Sesc Consolação, onde realizou uma temporada de enorme sucesso. Em seguida a peça realizou temporadas nos teatros Alfredo Mesquita e Arthur Azevedo, em São Paulo, antes de circular, ao longo de 2025, por vários estados do Brasil. Integrando as mostras dos mais importantes festivais do país, como o Festival Nacional de Teatro de Recife, o Festival de Curitiba e o FIT-Rio Preto, o espetáculo também foi aclamado em cidades como Santos e Franca.

Ao longo de 2024 e 2025, a peça foi assistida por mais de 10 mil pessoas em todo o Brasil. Em fevereiro de 2026 a peça reestreou no Teatro Sérgio Cardoso em quatro apresentações esgotadas. Agora, o espetáculo retorna com uma nova temporada em São Paulo no Teatro Paulo Eiró, de 7 a 17 de maio. As apresentações integram o projeto de Fomento ao Teatro “Amanhã, e depois, e amanhã: 10 anos de Cia. Extemporânea”, com ingressos gratuitos.

Na tragédia de Shakespeare, Lear, rei da Bretanha, está muito velho e anuncia que decidiu dividir seu reino entre suas três filhas: Goneril, Regan e Cordelia. Antes de passar a coroa, o monarca pergunta: “qual das três me ama mais?”. Quem demonstrasse maior amor pelo pai ganharia a maior porção de terras. Cordelia, a mais nova e a única que o ama genuinamente, se recusa a participar daquele jogo.  Furioso, Lear decide condenar a caçula ao exílio. Após o banimento da irmã, Regan e Goneril começam uma luta violenta pelo poder. Traído pelas filhas, o velho rei vê seu reino à beira de uma guerra e afunda em uma espiral de loucura, arrependido por banir a única pessoa que o amou de verdade.

Sobre a Cia. Extemporânea
Fundada em 2016, a Cia. Extemporânea tem como horizonte de pesquisa a intersecção entre comédia e violência, com foco para a produção de dramaturgia autoral e a encenação de temas de relevância política e social. Desde a sua criação a companhia vem desenvolvendo uma pesquisa consistente que já atravessou diversas abordagens e temas, levando o grupo a alcançar um lugar de cada vez maior destaque na cena paulistana atual. 

Entre 2016 e 2024 a companhia criou as peças A demência dos touros (2017) e Roda morta (2018), B de Beatriz Silveira (2021), O mistério cinematográfico de Sendras Berloni (2022), Dr. Anti (2022) e A gente te liga, Laura (2024). Em 2025, a companhia foi contemplada pelo edital de Fomento ao Teatro da Secretaria Municipal de São Paulo, com projeto que celebra os 10 anos de existência do grupo.

Sinopse
Lear, rei da Bretanha, decide dividir o reino entre as suas três filhas, Cordelia, Regan e Goneril. Porém, Cordelia se recusa a participar do ritual de passagem da coroa, e o rei, furioso, a condena ao exílio. O exílio de Cordelia põe em marcha a completa desagregação do reino. Sem coroa, traído pelas filhas e vendo seu reino à beira da guerra, Lear afunda em uma espiral de loucura.

Ficha técnica
Espetáculo "Rei Lear"
Direção: Ines Bushatsky
Texto adaptado e assistência de direção: João Mostazo
Elenco: Alexia Twister, Antonia Pethit, DaCota Monteiro, Ginger Moon, Lilith Prexeva, Maldita Hammer, Mercedez Vulcão, Thelores, Xaniqua Laquisha
Cenário: Fernando Passetti
Luz: Aline Santini
Figurino: Salomé Abdala
Visagismo: Malonna e Polly
Trilha sonora e operação de som: Gabriel Edé
Preparação vocal: Felipe Venâncio
Operação de luz: Cauê Gouveia, Vinicius Hideki
Contrarregragem: Felipe Venâncio, Matias Ivan Arce, Diego França
Costureiras: Caio Katchborian, Nana Simões, Salomé Abdala
Sapatos: Porto Free Calçados
Bordados: Alesha Bruke, Salomé Abdala
Arte gráfica: Lidia Ganhito
Assistente de produção: Iolanda Sinatra
Direção de produção: Tetembua Dandara
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Este projeto foi contemplado pela 45ª edição do Fomento ao Teatro - Secretaria Municipal de Cultura.


Serviço
"Rei Lear", da Cia. Extemporânea
Temporada de 7 a 17 de maio de 2026
De quinta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 19h
Ingressos gratuitos: distribuição uma hora antes na bilheteria do teatro. Retirada de até dois ingressos por pessoa.
Classificação: 14 anos
Duração: 120 minutos
Capacidade: 600 lugares
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

.: Duda Maia dirige texto inédito de Gabriel Chalita, em cartaz no Multiplan


André Torquato e Marcos Pitombo estão juntos em cena no espetáculo "Poemas", que conversa sobre dualidades da vida. Foto: Gustavo Arrais

Novo texto teatral de Gabriel Chalita, “Poemas” une questões filosóficas à poesia que reverbera na vida. O espetáculo, dirigido por Duda Maia e estrelado por André Torquato e Marcos Pitombo, tem sua temporada de estreia no Teatro Multiplan MorumbiShopping, até dia 7 de junho. Com uma atmosfera onírica, a peça revela de forma poética o encontro entre dois personagens que às vezes trazem lembranças da infância e em outras pensam sobre como almejam sua velhice. No presente, que costura toda a encenação, a tentativa é a escrita do poema que falta, uma metáfora que tem o objetivo de trazer a poesia como possibilidade de salvar o mundo ou, pelo menos, de trazê-la para nos ajudar e repensar sobre a humanidade.

A montagem explora a dualidade da vida e da morte, de sua prosa e poesia, da liberdade e da dependência do outro. Da memória que nos molda e, às vezes, nos paralisa, mas que outras vezes nos acalenta. Trata ainda da esperança e da falta dela; do medo, da ansiedade, da dor e da depressão, contrapostos ao amor, ao prazer, às alegrias e à ação necessária para movimentar as coisas e mudar o mundo.

“A peça tem uma construção teatral, mas com um espectro filosófico, ligado ao cotidiano. É um espetáculo com beleza, mas que também nos ajuda a refletir sobre o que é viver e o que é existir. O que é um poema e o que são os lados poema e prosa da vida. O ser humano tem dois lados, um animal e um simbólico. E o trabalho explora tanto essa dimensão da animalidade humana, com sua cotidianidade, suas dores, e essa elevação, a permanência. E, esse vento que venta a vida”, conta Gabriel Chalita.

Para o ator Marcos Pitombo, o espetáculo brinca com as palavras como a construção poética. “O texto tem uma sequência, um objetivo, que é construir um poema que pretende salvar o mundo. E que mundo é esse? Será que fala do mundo físico, de todo mundo, do mundo à minha volta, ou do meu mundo particular, o nosso mundo de dentro? A gente fala um pouco sobre o que nos inspira, sobre nossas dores e também sobre o que nos move. Então, através de sensações e palavras, a gente vai guiando um norte para chegar nesse poema”, comenta.

André Torquato diz que o interessante da peça é não querer trazer explicações. “Em vez de oferecer respostas prontas, o espetáculo cria um espaço de escuta, de silêncio, de vento, onde o que parece escuro pode, de repente, acender pequenas luzes. São dois personagens tentando escrever o poema que falta, mas talvez o que mais interessa não seja o poema em si, mas esse processo de busca. Às vezes é no mistério que a gente se salva”, reflete o ator.

E a encenação de Duda Maia é pautada nessa dualidade entre palavra e corpo. “Eu acho que é o casamento de duas linguagens muito fortes: a forma de escrever do Chalita junto com a minha assinatura física. Estamos procurando essa dualidade o tempo inteiro, nas palavras, nos corpos, na trilha sonora, no cenário, no figurino e na iluminação. É essencial que o coletivo tenha força, para que o espetáculo aconteça. Na encenação tem vento, mas tem leveza, tem peso, mas desliza”, revela a diretora. 

“É um convite para poetizar dois mundos. O de dentro e o de fora. O eu comigo. E o eu com o outro. Há tantas feridas a serem costuradas. Há tantos amanheceres a serem celebrados. Na alma. No corpo. E o encontro com Duda Maia para mim é um presente. Um construir coletivo de linguagens que se casam para emocionar, para fazer pensar”, convida Gabriel Chalita.

Este projeto é realizado por meio da Lei Rouanet – Ministério da Cultura, e conta com o patrocínio da Rede Dor, Sulamérica, Estácio e Instituto Yduqs, empresas que acreditam na força transformadora da arte e no desenvolvimento da cultura brasileira. Para Cláudia Romano, presidente do Instituto Yduqs e vice-presidente do grupo educacional Yduqs, apoiar iniciativas culturais como essa é uma forma concreta de ampliar o impacto social da educação. “Investir em cultura é investir em humanidade. ‘Poemas’ nos convida a refletir sobre o tempo em que vivemos, sobre nossas dores e nossas esperanças, e reforça a importância da arte como instrumento de transformação social. Para o Instituto Yduqs, apoiar projetos como este é reafirmar nosso compromisso com a formação integral das pessoas, que vai além da sala de aula e alcança a sensibilidade, o pensamento crítico e o diálogo”.


Sinopse
“Poemas” traz o tema da dualidade da vida. Somos poema e prosa ao mesmo tempo; somos inspiração, expansão, dança; e somos dor, medo, ansiedade. A peça fala do encontro com o outro e com o universo próprio de cada um. Fala da memória que nos molda, que, às vezes, nos engessa e paralisa e, outras vezes, nos acalenta. E fala também da esperança. Do poema que falta para pensarmos na nossa humanidade. Para que o amor seja uma experiência que povoe os cotidianos de prazeres e, ao mesmo tempo, de responsabilidade na ação de cada um na melhoria do mundo.


Ficha técnica 
Espetáculo "Poemas"
Autor - Gabriel Chalita
Direção Artística - Duda Maia
Elenco / Intérpretes Criadores - André Torquato e Marcos Pitombo 
Direção de Produção - Thiago Hofman
Cenografia e Figurino - Stephanie Fretin e André Cortez
Direção Musical e Trilha Sonora Original - Dessa Ferreira
Desenho de Luz - Gabriele Souza
Design de Som - Vitor Osório 
Assistente de Iluminação - Juliana Jesus


Serviço
"Poemas", de Gabriel Chalita
Temporada: até dia 7 de junho de 2026.
Sextas-feiras, às 20h30. Sábados, às 18h00 e 20h30. Domingos, às 18h00.
Duração: 60 minutos.
Classificação etária: 14 anos .

Ingressos: 
Plateia Vip: R$120,00 (inteira)  / R$ 60,00 (meia-entrada)  
Plateia: R$ 100,00 (inteira)  / R$ 50,00 (meia-entrada)  
Preço popular: R$ 50,00 (inteira)  /  R$ 25,00 (meia-entrada)

Local: Teatro Multiplan MorumbiShopping
Endereço: Avenida Roque Petroni Júnior, nº 1.089, Piso G2. 
Acesso por meio das escadas rolantes em frente à Renner.


Ingressos:
Vendas on-line (com taxa de conveniência): https://www.sympla.com.br/
Bilheteria física (sem taxa de conveniência): Teatro Multiplan MorumbiShopping
Horário de funcionamento: A bilheteria funciona em dias de espetáculos duas horas antes do início da apresentação.
Totem de Autoatendimento (sem taxa de conveniência): o Teatro Multiplan MorumbiShopping possui um totem de autoatendimento para compras de ingressos sem taxa de conveniência 24h por dia, localizado no piso G2, ao lado da bilheteria.
Avenida Roque Petroni Júnior, 1089 - Piso G2 do MorumbiShopping - Jardim das Acácias / São Paulo

.: "Romeu e Romeu" busca inspiração em Shakespeare para falar sobre amor

Escrito na década de 1980, texto de Ronaldo Ciambroni se revela bastante atual e destaca no elenco os atores Guilherme Chelucci, Márcio Louzada, Juan Alves, Pedro Pilar e Wallace Guimarães. Foto: Ronaldo Gutierrez


A Rama Kriya Produções e a AT Produções destacam no roteiro teatral paulista, a temporada da montagem do espetáculo “Romeu e Romeu - Por Essa nem Shakespeare Esperava”, com texto de Ronaldo Ciambroni, direção de movimentos, cenografia e figurinos de Ciro Barcelos e, direção geral de Rogério Fabiano. Em cartaz no Teatro Itália, em São Paulo, até dia 24 de junho, a peça conta com a experiência dos atores Guilherme Chelucci, Márcio Louzada, Juan Alves, Pedro Pilar e Wallace Guimarães, que apresentam ao público os desafios que um casal gay enfrenta para permanecer juntos.

A história inspirada no clássico “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare, mantém o amor como temática principal. “Romeu e Romeu”, destaca no palco com leveza e com bastante humor, as dificuldades do cotidiano de um casal, os ciúmes, os dilemas domésticos e, certamente, o preconceito. A proposta é que o público reviva essa história tão conhecida e mostrar que tudo poderia ser alterado, com um final diferente onde o preconceito não venceria o amor é só uma atitude verdadeira poderia trazer a tão esperada felicidade.

Na versão de Ciambroni, o personagem Romeu Camari faz faculdade de Medicina e pertence a uma família rica que vive em constante conflito com outra família: Os Mariane. As duas famílias dominam e disputam o comércio do principal bairro da cidade. A peça se desenrola entre tapas e beijos, drama e comédia, traição e amizade e uma dose de veneno com validade pro efeito acabar. Os dois rapazes se conhecem numa aposta de corrida de automóvel onde, num acidente, um primo dos Camari morre e aumenta o ódio das duas famílias, tornando assim, impossível o romance desses dois jovens sonhadores. Numa sequência de cenas emocionantes e que fazem parte dos romances que conhecemos, a história vai se desenvolvendo e surpreendendo e com certeza agradando a todos.


Ficha técnica
Espetáculo “Romeu e Romeu - Por Essa nem Shakespeare Esperava”
Direção de Movimentos, Cenografia e Figurinos: Ciro Barcelos
Direção: Rogério Fabiano
Elenco: Guilherme Chelucci, Márcio Louzada, Juan Alves, Pedro Pilar e Wallace Guimarães
Trilha Sonora: Eduardo Menga
Fotografia: Ronaldo Gutierrez
Produção: Rama Kriya Produções e AT Produções
Assessoria de Imprensa: Davi Brandão


Serviço
Espetáculo “Romeu e Romeu - Por Essa nem Shakespeare Esperava”
Teatro Itália – Av. Ipiranga, 344 - Subsolo
Temporada: 14 de abril a 24 de junho, sempre às terças e quartas-feiras, 20h
Ingressos: R$ 50,00 (meia-entrada) a R$ 100,00 (inteira)
Classificação: 18 anos
Duração: 70 minutos
Gênero: Drama

.: "Pequeno Monstro" leva Silvero Pereira ao palco do Teatro do Sesc Santos


Em cena, Silvero conduz um solo de rara entrega, que tensiona memória e linguagem ao expor a dificuldade de narrar experiências de homofobia e bullying. Foto: divulgação

Em cartaz no Teatro do Sesc Santos nos dias 8 e 9 de maio, sexta-feira e sábado, às 20h00, o espetáculo “Pequeno Monstro”, com Silvero Pereira, mergulha com contundência no território das violências explícitas e silenciosas que atravessam as existências de pessoas LGBTQIA+.

Em cena, Silvero conduz um solo de rara entrega, que tensiona memória e linguagem ao expor a dificuldade de narrar experiências de homofobia e bullying. Ao revisitar episódios que se iniciam na infância, o espetáculo ilumina o peso social imposto a corpos e comportamentos considerados “fora da norma”, revelando marcas que persistem para além do tempo.

Inspirado em um conto de Caio Fernando Abreu, o título “Pequeno Monstro” carrega, em si, a ambiguidade que sustenta a montagem: ao mesmo tempo em que evoca o estranhamento e a exclusão, também aponta para frestas de liberdade, afeto e reinvenção. A encenação transforma essas camadas em matéria viva, articulando fragilidade e resistência num discurso que não busca conforto, mas confronto.


Ficha técnica
Espetáculo "Pequeno Monstro"
Direção: Andreia Pires
Dramaturgia e atuação: Silvero Pereira
Cenografia: Dina Salem Levy
Desenho de luz: Sarah Salgado e Ricardo Vivian
Trilha sonora original e desenho de som: Arthur Ferreira
Figurinista e criação audiovisual: Alice Cruz
Assistência da cena: Tina Reinstrings e Juracy Oliveira
Operador de som e projeção Gabriel Salsi
Contrarregra: Iuri Wander
Designer gráfico: Karin Palhano
Fotos: John Ramatis
Duração: 60 minutos

Serviço
Espetáculo “Pequeno Monstro”
Sexta-feira, dia 8, e sábado, dia 9 de maio, às 20h00. Ingressos a R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (meia-entrada) e R$ 15,00 (credencial plena). Não recomendado para menores de 16 anos - autoclassificação.

Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta-feira, das 9h00 às 21h30 | Sábados e domingos, 10h00 às 18h30   

Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida / Santos
Telefone: (13) 3278-9800        
Site do Sesc Santos
Instagram e Facebook: @sescsantos

sábado, 2 de maio de 2026

.: Estreia de "Uma Velha Canção, Quase Esquecida" no Sesc Pompeia


Com direção e tradução de Domingos Nunez, espetáculo investiga a demência progressiva no Alzheimer a partir do drama de um ator que tenta a todo custo preservar sua memória. Foto: Ronaldo Gutierrez


Concebida para ser representada por dois atores, a versão mais velha e mais jovem do mesmo homem, "Uma Velha Canção, Quase Esquecida", da autora irlandesa Deirdre Kinahan, propõe uma reflexão sobre a doença de Alzheimer. O espetáculo da Cia Ludens, com tradução e direção de Domingos Nunez, tem sua temporada de estreia no Sesc Pompeia de 2 a 24 de maio, com sessões às quartas, quintas e sábados, às 20h00, às sextas, às 16h00 e às 20h00, e aos domingos, às 18h00.

A peça narra a jornada para dentro da alma e da vida de um velho ator, interpretado por Genezio de Barros, que, vivendo com Alzheimer, escreve obstinadamente, na tentativa de manter na memória os registros de pessoas e fatos que marcaram a sua história. Durante um concerto no asilo onde mora, impulsionado pela música e auxiliado pela duplicação mais jovem de si mesmo, papel de Iuri Saraiva, ele tenta reconstruir sua carreira e relembrar de sua família e seus amores.

Escrita em 2023, com o título original de" An Old Song, Half Forgotten", a peça estreou no palco Peacock do Abbey Theatre, o teatro nacional da Irlanda, em 14 de abril de 2023, e foi publicada na coletânea de peças curtas de Deirdre Kinahan, Shorts – Five Plays, pela editora Nick Hern Books, de Londres, no mesmo ano. 

O texto propõe investigar a demência progressiva que afeta irrecuperavelmente a memória e o comportamento daqueles acometidos pelo Alzheimer. Evidenciando esse processo degenerativo, com o protagonista muitas vezes metalinguisticamente lendo as falas escritas por ele mesmo – em seu esforço para não esquecer fatos e sensações de sua trajetória – a encenação pretende explorar a relação desse homem consigo mesmo que, por intermédio de sua duplicação, identifica e interpreta as pessoas e peças que marcaram a sua vida e sua carreira de ator. No entanto, mesmo essas anotações escritas não são garantias de que os acontecimentos e indivíduos ficarão retidos na lembrança. 

Tanto a criação musical contundente da montagem, assinada pelo violonista brasileiro Mario da Silva, quanto a partitura verbal transposta para o português são aspectos de suma importância neste texto curto de grande intensidade poética, uma vez que os episódios e as figuras surgem a partir delas e os sentimentos e atmosferas são igualmente desencadeados e sublinhados por elas em seus diversos timbres, ritmos e possibilidades sonoras. 

Desde o início os músicos Aline Reis, Mafê e Vinícius Leite estão em cena. Em um primeiro momento, eles parecem estar simplesmente tocando um concerto na casa de repouso onde vive o protagonista, mas, gradativamente, entende-se que se trata também de uma projeção da mente do protagonista, de mais uma possibilidade, como a palavra escrita, de organizar e reter as recordações de uma mente confusa acerca do tempo presente e de ocorrências do passado. 

A investigação pretende explorar as manifestações sonoras de uma maneira mais ampla, não restringindo sua materialização apenas às execuções de partituras musicais, mas expandindo seu campo de combinações às estruturas, ritmos e significados linguísticos suscitados pelo Alzheimer e pela palavra escrita, além dos recursos dos sons fomentados pela cena e pelas sonoridades do silêncio.


Sobre a autora
Deirdre Kinahan nasceu em Dublin, em 1968 e atualmente reside no condado de Meath. Fundou e dirigiu por 15 anos a Cia teatral Tall Tales, escrevendo e produzindo diversas peças teatrais para a Companhia. Tem colaborado ao longo dos anos com os principais teatros em atividade na Irlanda e no circuito internacional. Atuou como membro do conselho do Theatre Forum Ireland e do Abbey Theatre e é membro da Aosdána, um corpo de artistas condecorados por sua notável contribuição à vida cultural irlandesa. 

Autora de inúmeras peças desde 1999, e com diversos prêmios no currículo, teve "Knocknashee - A Colina das Fadas", peça de 2002, publicada no Brasil em 2025 pela Editora Iluminuras, com tradução de Beatriz Kopschitz Bastos e Lúcia K. X. Bastos. Este texto, juntamente com outros quatro de autores contemporâneos, também publicados pela Editora Iluminuras, fizeram parte do V Ciclo de Leituras da Cia Ludens: Teatro Irlandês, deficiência e protagonismo.


Ficha técnica
"Uma Velha Canção, Quase Esquecida"
Dramaturgia Original: Deirdre Kinahan 
Curadoria: Beatriz Kopschitz Bastos 
Tradução e direção artística: Domingos Nunez
Elenco: Genezio de Barros e Iuri Saraiva
Trilha sonora original: Mario da Silva
Direção musical: Vinícius Leite
Músicos em cena: Aline Reis, Mafê e Vinícius Leite
Figurinos: Chico Cardoso 
Costureira: Lili Santa Rosa 
Cenografia: Marisa Rebollo
Cenotecnia: Alício Silva/ Casa Malagueta
Designer de luz e Operação Técnica: Zerlô
Técnico de som: Valdilho Oliveira 
Fotografia artística: Ronaldo Gutierrez
Identidade visual: Dalua Criações
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Captação e edição: Ícarus Filmes
Tradução em Libras: Fabiano Campos
Produção executiva: Luísa Silva
Direção de produção: André Roman
Produção: Cia Ludens / Teatro de Jardim 


Serviço
"Uma Velha Canção, Quase Esquecida", de Deirdre Kinahan
Temporada: 2 a 24 de maio de 2026
Quartas, quintas e sábados, às 20h00; sextas-feiras, às 16h00 e às 20h00; e domingos, às 18h00 (sessões em Libras nos dias 8, 15 e 22 de maio)
Sesc Pompeia -  Rua Clélia, 93, Pompeia, São Paulo
Ingressos: R$ 60,00 (inteira), R$ 30,00 (meia-entrada) e R$ 18,00 (credencial plena)
Vendas on-line em sescsp.org.br e presencialmente nas bilheterias de qualquer unidade do Sesc São Paulo
Classificação: 12 anos
Duração: 70 minutos
Capacidade: 302 lugares
Acessibilidade: espaço acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.
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