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domingo, 3 de maio de 2026

.: "7 Mulheres e Um Mistério - O Musical, inspirado em peça francesa, estreia


Inspirado na peça de teatro "8 Femmes", do escritor francês Robert Thomas, a montagem musical tem direção de Ricardo Grasson e Heitor Garcia, com adaptação e canções originais de Anna Toledo. O projeto faz parte da programação dos dez anos do Teatro Santander. Foto: Priscila Prade 


A célebre comédia policial "8 Femmes", de Robert Thomas, escrita nos anos 60, ganha pela primeira vez uma adaptação brasileira para o teatro musical. Em 1962, Nathalia Timberg, Suely Franco, Dulcina de Moraes e outras cinco atrizes consagradas deram vida a esta obra. Nesta nova montagem de "7 Mulheres e Um Mistério - O Musical", que estreia no dia 31 de julho, no 033 Rooftop, a adaptação e canções originais são de Anna Toledo, a direção artística é de Ricardo Grasson e Heitor Garcia e direção musical de Thiago Gimenes, com produção geral de Bruna Dornellas e Wesley Telles, da WB Produções. O espetáculo é apresentado pelo Ministério da Cultura, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura - Lei Rouanet, e tem patrocínio do Zurich Santander, e apoio da Hyundai.

Preservando a tradição de sempre ser interpretada por grandes nomes, o elenco, formado por Alessandra Maestrini, Bruna Guerin, Laura Castro, Letícia Soares, Malu Rodrigues, Stella Miranda e Verónica Valentino, dará corpo a uma história repleta de segredos, mistérios e surpresas, envolvendo o público numa trama onde sete mulheres se reúnem para celebrar o Natal - até que um crime inesperado vira tudo de cabeça para baixo. Presas no mesmo espaço, sem contato com o exterior e desconfiando umas das outras, elas são obrigadas a investigar o mistério… enquanto tentam esconder suas próprias mentiras. Com músicas e composições originais, o espetáculo mantém a essência da trama original protagonizada por grandes atrizes dessa geração.

A obra de Robert Thomas é reconhecida como um clássico do suspense policial. O sucesso duradouro revela sua habilidade em criar histórias envolventes que resistem ao tempo. “É uma dramaturgia cheia de detalhes, aguçada, precisa, preciosa. É um texto que lendo hoje, vemos que é mais atual do que nunca. Ele fala sobre as relações humanas, sobre o jogo de poder nas dinâmicas do relacionamento familiar. Eu acho que a vibração, a importância desse texto é essa. Por isso transcende ao tempo, como as grandes obras”, aponta o diretor Ricardo Grasson. 

Ainda sobre a atemporalidade, o diretor Heitor Garcia destaca outras pautas presentes na história, como etarismo, papéis de gênero e preconceito na relação entre patrão e funcionários e também bissexualidade. Tudo isso aparece no texto original, que se passa no interior da França nos anos 50. “Vamos revisitar a época em que a história foi escrita, ampliar e observar o quão as questões daquela época ressoam até hoje. A obra distancia essas histórias do realismo fechado da literatura policial, e essa distância é aquela fornecida por um confortável 'não leve totalmente a sério', o que nos proporciona como diretores ampliar deliberadamente esse distanciamento autoirônico e aproximar/transformar a história em farsa” .      

Responsável pela adaptação e pelas músicas originais, Anna Toledo encarou o desafio de compor para contar a história, usando a música como fio condutor das cenas, a favor de cada interpretação. A escolha pelo tom e pela linguagem também imprimem originalidade ao espetáculo. Na peça francesa, Huit Femmes, de Robert Thomas, existe uma tensão permanente criada pelo confinamento das personagens em um único ambiente, que vai dando vazão a ressentimentos e segredos guardados. “Ao adaptar essa trama para uma comédia musical, eu imaginei que tudo teria que ser exacerbado – os segredos têm que ser bombásticos e as emoções, vulcânicas. Então a música entra para trazer à tona estes sentimentos, virar tudo de ponta cabeça e revelar o que está oculto”, conta. 

Tanto a peça original ("Huit Femmes") como as adaptações cinematográficas ("Huit Femmes" e 7 "Donne e um Mistero") foram escritas por homens. Em todas as versões há somente personagens femininos em cena, mas o conflito gira em torno de um único homem: A morte misteriosa do patriarca.  “O desafio que eu mesma me propus foi multiplicar estes conflitos para criar personagens femininos com motivações mais complexas. Neste sentido, o protagonismo feminino não se dá apenas pela presença de atrizes mulheres, mas também pelas ações das personagens, que passam a ser movidas por desejos além da necessidade de validação pela figura masculina”, ressalta Anna Toledo. O espetáculo tem como produtores associados: Bruna Dornellas, Heitor Garcia, Ricardo Grasson e Wesley Telles, unindo expertise e conhecimento dos anos consolidados de sucesso no teatro brasileiro, se reúnem para oferecer ao público um espetáculo musical de grande qualidade artística.


O autor, a obra e os prêmios
Robert Thomas foi um escritor, roteirista, diretor e ator francês que ajudou a criar o gênero de comédia suspense. Em 1958, publicou o texto "Huit Femmes" ("8 Mulheres"), em 1961 o texto ganhou vida e virou um espetáculo teatral dirigido por Jean Le Poulain, ele também ganhou o Prix du Quai des Orfèvres que premia textos inéditos de mistério policial. A obra de Robert Thomas é reconhecida como um clássico do suspense e do teatro policial. O sucesso duradouro é um testemunho da genialidade de Thomas como dramaturgo e de sua habilidade em criar histórias envolventes que resistem ao teste do tempo.

Em 1971 o espetáculo foi remontado pelo mesmo diretor. Em 2002 o François Ozon lançou a versão cinematográfica da peça, transformando para além do suspense e da comédia um filme musical. O filme ganhou um total de 31 prêmios, entre eles o César e o Urso de Prata. No teatro brasileiro, a primeira encenação do texto 8 Mulheres foi uma montagem da companhia da Dulcina-Odilon, dirigida por Luís de Lima em 1962. O elenco era formado por grandes divas, como Nathalia Timberg, Suely Franco, a própria Dulcina de Moares, Margarida Rey, Maria Fernanda, Maria Sampaio, Iracema de Alencar e Sônia de Moraes.

A peça voltou a ganhar uma adaptação em 2021 pelo cineasta italiano Alessandro Genovesi, que abriu mão do estilo musical e investiu em uma linguagem cinematográfica voltada para uma ambientação de mistério e suspense, e mudou o título da peça para "7 Mulheres e Um Mistério". O longa foi um sucesso na Netflix, sendo o filme de língua não inglesa mais assistido, com 9.89 milhões de horas assistidas.


Sinopse
Na véspera de Natal, a festa de família é interrompida por um crime misterioso. Presas numa mansão isolada, sete mulheres precisam descobrir o culpado antes que um novo crime aconteça. Entre revelações surpreendentes e segredos de família, todas tem um bom motivo e um péssimo álibi.  Com uma sequência alucinante de confissões absurdas, alianças improváveis e rivalidades hilárias, "7 Mulheres e Um Mistério - O Musical" é uma comédia cheia de reviravoltas, mistérios e personagens tão exagerados quanto irresistíveis. Instagram do espetáculo: @7mulheresomusical


Ficha técnica
Espetáculo "7 Mulheres e Um Mistério - O Musical"
Autor: Robert Thomas.
Tradução, adaptação, letras e músicas: Anna Toledo.
Direção artistica: Ricardo Grasson e Heitor Garcia.
Direção musical: Thiago Gimenes.
Produção geral: Bruna Dornellas e Wesley Telles.
Elenco: Alessandra Maestrini, Bruna Guerin, Laura Castro, Letícia Soares, Malu Rodrigues, Stella Miranda e Verónica Valentino.
Swings: Carla Masumoto e Larissa Noel.
Coreografia e direção de movimento: Keila Bueno e Victoria Ariante.
Cenografia: Natália Lana.
Assistente de cenografia: Matheus Muniz.
Desenho de som: Tocko Michelazzo.
Desenho de luz: Gabriele Souza.
Figurinista: Ligia Rocha.
Assistente de figurino: Acrides.
Visagismo: Simone Momo.
Fotografias: Priscila Prade.
Gerente de produção: Deivid Andrade.
Produção executiva: Clarice Coelho.
Assistente de produção: Guilherme Balestrero.
Gestão de comunicação: Bárbara Kuster.
Designer gráfico: Alana Karralrey, Jhon Lucas Paes e Natália Farias.
Social media: Luis Mousinho.
Direção de palco e stage manager: Tatah Cerquinho
Técnica de som: Maria Lia.
Técnica de luz: Carol Dourado.
Contrarregras: Adriana Oliveira e Anderson Assis.
Microfonista: Cecília Lüzs.
Camareira: Luciana Galvão.
Peruqueira: Milena Santos.
Intérprete de Libras: Karina Zonzini.
Gestão de tráfego: Válvula Marketing.
Gestão de mídia: R+ Marketing.
Coordenação administrativa: Vianapole Arte e Comunicação.
Assessoria jurídica: Maia, Benincá & Miranda Advocacia.
Assessoria contábil: Gavacon Contabilidade.
Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes.
Idealização: Nosso Cultural e Francisco Antonelli.
Produtores associados: Bruna Dornellas, Heitor Garcia, Ricardo Grasson e Wesley Telles.
Apresentado por: Ministério da Cultura.
Patrocínio: Santander.
Apoio: Hyundai Financiamentos.
Correalização: WB Produções.
Realização: Nosso Cultural.


Serviço
"7 Mulheres e Um Mistério - O Musical"
Temporada: 31 de julho a 4 de outubro de 2026.
Sextas, às 20h00. Sábados, às 16h00 e 20h00. Domingos, às 15h00 e 19h00.

Ingressos
Mesa Premium: R$ 300,00 inteira e R$ 150,00 meia-entrada
Plateia Sofá: R$ 250,00 inteira e R$ 125,00 meia-entrada
Plateia: R$ 200,00 inteira e R$ 100,00 meia-entrada
Plateia Popular: R$ 50,00 inteira e R$ 25,00 meia-entrada
Vendas: sympla.com.br ou bilheteria do Teatro Santander
Link vendas https://bileto.sympla.com.br/event/118295
Duração: 120 minutos (com intervalo de 15 minutos)
Classificação etária: 12 anos.

033 Rooftop
Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 - Vila Nova Conceição, São Paulo - SP
Capacidade: 388 lugares.
Acessibilidade: espaço acessível para cadeirantes. Programa em braile. Intérprete de libras sempre nas sessões de domingos, 15h00.

.: "Rei Lear", com elenco formado por drag queens, tem novas apresentações


Espetáculo tem direção de Ines Bushatsky, texto adaptado de João Mostazo, e reúne em cena as queens Alexia Twister, vencedora do Prêmio Shell de Melhor Ator, Antonia Pethit, DaCota Monteiro, Ginger Moon, Lilith Prexeva, Maldita Hammer, Mercedez Vulcão, Thelores e Xaniqua Laquisha. Foto: Adriano Escanhuela


A aclamada montagem da Cia. Extemporânea da tragédia "Rei Lear", de William Shakespeare, ganha nova temporada no Teatro Paulo Eiró, entre os dias 7 e 17 de maio, com apresentações de quinta-feira a sábado, às 20h00, e aos domingos, às 19h00. Dirigida por Ines Bushatsky, a peça traz no elenco as drag queens Alexia Twister, Antonia Pethit, DaCota Monteiro, Ginger Moon, Lilith Prexeva, Maldita Hammer, Mercedez Vulcão, Thelores e Xaniqua Laquisha. O dramaturgo João Mostazo assina a adaptação do texto. 

Pela atuação como o Rei, a drag queen Alexia Twister venceu em 2025 o Prêmio Shell na categoria de Melhor Ator. Alexia foi a primeira drag queen na história a ser indicada e vencer o prêmio mais importante do teatro brasileiro. Entre as premiações que o espetáculo recebeu, ainda, estão o Prêmio Arcanjo concedido em 2024 à Cia. Extemporânea, na categoria Prêmio Especial, por “inovar Shakespeare com drags”, e a indicação de DaCota Monteiro, no mesmo ano, ao Prêmio Prio de Humor.

Considerada pelo jornal Folha de S.Paulo como uma das melhores peças de 2024, com crítica de 5 estrelas, Rei Lear estreou naquele ano no Teatro Anchieta do Sesc Consolação, onde realizou uma temporada de enorme sucesso. Em seguida a peça realizou temporadas nos teatros Alfredo Mesquita e Arthur Azevedo, em São Paulo, antes de circular, ao longo de 2025, por vários estados do Brasil. Integrando as mostras dos mais importantes festivais do país, como o Festival Nacional de Teatro de Recife, o Festival de Curitiba e o FIT-Rio Preto, o espetáculo também foi aclamado em cidades como Santos e Franca.

Ao longo de 2024 e 2025, a peça foi assistida por mais de 10 mil pessoas em todo o Brasil. Em fevereiro de 2026 a peça reestreou no Teatro Sérgio Cardoso em quatro apresentações esgotadas. Agora, o espetáculo retorna com uma nova temporada em São Paulo no Teatro Paulo Eiró, de 7 a 17 de maio. As apresentações integram o projeto de Fomento ao Teatro “Amanhã, e depois, e amanhã: 10 anos de Cia. Extemporânea”, com ingressos gratuitos.

Na tragédia de Shakespeare, Lear, rei da Bretanha, está muito velho e anuncia que decidiu dividir seu reino entre suas três filhas: Goneril, Regan e Cordelia. Antes de passar a coroa, o monarca pergunta: “qual das três me ama mais?”. Quem demonstrasse maior amor pelo pai ganharia a maior porção de terras. Cordelia, a mais nova e a única que o ama genuinamente, se recusa a participar daquele jogo.  Furioso, Lear decide condenar a caçula ao exílio. Após o banimento da irmã, Regan e Goneril começam uma luta violenta pelo poder. Traído pelas filhas, o velho rei vê seu reino à beira de uma guerra e afunda em uma espiral de loucura, arrependido por banir a única pessoa que o amou de verdade.

Sobre a Cia. Extemporânea
Fundada em 2016, a Cia. Extemporânea tem como horizonte de pesquisa a intersecção entre comédia e violência, com foco para a produção de dramaturgia autoral e a encenação de temas de relevância política e social. Desde a sua criação a companhia vem desenvolvendo uma pesquisa consistente que já atravessou diversas abordagens e temas, levando o grupo a alcançar um lugar de cada vez maior destaque na cena paulistana atual. 

Entre 2016 e 2024 a companhia criou as peças A demência dos touros (2017) e Roda morta (2018), B de Beatriz Silveira (2021), O mistério cinematográfico de Sendras Berloni (2022), Dr. Anti (2022) e A gente te liga, Laura (2024). Em 2025, a companhia foi contemplada pelo edital de Fomento ao Teatro da Secretaria Municipal de São Paulo, com projeto que celebra os 10 anos de existência do grupo.

Sinopse
Lear, rei da Bretanha, decide dividir o reino entre as suas três filhas, Cordelia, Regan e Goneril. Porém, Cordelia se recusa a participar do ritual de passagem da coroa, e o rei, furioso, a condena ao exílio. O exílio de Cordelia põe em marcha a completa desagregação do reino. Sem coroa, traído pelas filhas e vendo seu reino à beira da guerra, Lear afunda em uma espiral de loucura.

Ficha técnica
Espetáculo "Rei Lear"
Direção: Ines Bushatsky
Texto adaptado e assistência de direção: João Mostazo
Elenco: Alexia Twister, Antonia Pethit, DaCota Monteiro, Ginger Moon, Lilith Prexeva, Maldita Hammer, Mercedez Vulcão, Thelores, Xaniqua Laquisha
Cenário: Fernando Passetti
Luz: Aline Santini
Figurino: Salomé Abdala
Visagismo: Malonna e Polly
Trilha sonora e operação de som: Gabriel Edé
Preparação vocal: Felipe Venâncio
Operação de luz: Cauê Gouveia, Vinicius Hideki
Contrarregragem: Felipe Venâncio, Matias Ivan Arce, Diego França
Costureiras: Caio Katchborian, Nana Simões, Salomé Abdala
Sapatos: Porto Free Calçados
Bordados: Alesha Bruke, Salomé Abdala
Arte gráfica: Lidia Ganhito
Assistente de produção: Iolanda Sinatra
Direção de produção: Tetembua Dandara
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Este projeto foi contemplado pela 45ª edição do Fomento ao Teatro - Secretaria Municipal de Cultura.


Serviço
"Rei Lear", da Cia. Extemporânea
Temporada de 7 a 17 de maio de 2026
De quinta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 19h
Ingressos gratuitos: distribuição uma hora antes na bilheteria do teatro. Retirada de até dois ingressos por pessoa.
Classificação: 14 anos
Duração: 120 minutos
Capacidade: 600 lugares
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

.: Duda Maia dirige texto inédito de Gabriel Chalita, em cartaz no Multiplan


André Torquato e Marcos Pitombo estão juntos em cena no espetáculo "Poemas", que conversa sobre dualidades da vida. Foto: Gustavo Arrais

Novo texto teatral de Gabriel Chalita, “Poemas” une questões filosóficas à poesia que reverbera na vida. O espetáculo, dirigido por Duda Maia e estrelado por André Torquato e Marcos Pitombo, tem sua temporada de estreia no Teatro Multiplan MorumbiShopping, até dia 7 de junho. Com uma atmosfera onírica, a peça revela de forma poética o encontro entre dois personagens que às vezes trazem lembranças da infância e em outras pensam sobre como almejam sua velhice. No presente, que costura toda a encenação, a tentativa é a escrita do poema que falta, uma metáfora que tem o objetivo de trazer a poesia como possibilidade de salvar o mundo ou, pelo menos, de trazê-la para nos ajudar e repensar sobre a humanidade.

A montagem explora a dualidade da vida e da morte, de sua prosa e poesia, da liberdade e da dependência do outro. Da memória que nos molda e, às vezes, nos paralisa, mas que outras vezes nos acalenta. Trata ainda da esperança e da falta dela; do medo, da ansiedade, da dor e da depressão, contrapostos ao amor, ao prazer, às alegrias e à ação necessária para movimentar as coisas e mudar o mundo.

“A peça tem uma construção teatral, mas com um espectro filosófico, ligado ao cotidiano. É um espetáculo com beleza, mas que também nos ajuda a refletir sobre o que é viver e o que é existir. O que é um poema e o que são os lados poema e prosa da vida. O ser humano tem dois lados, um animal e um simbólico. E o trabalho explora tanto essa dimensão da animalidade humana, com sua cotidianidade, suas dores, e essa elevação, a permanência. E, esse vento que venta a vida”, conta Gabriel Chalita.

Para o ator Marcos Pitombo, o espetáculo brinca com as palavras como a construção poética. “O texto tem uma sequência, um objetivo, que é construir um poema que pretende salvar o mundo. E que mundo é esse? Será que fala do mundo físico, de todo mundo, do mundo à minha volta, ou do meu mundo particular, o nosso mundo de dentro? A gente fala um pouco sobre o que nos inspira, sobre nossas dores e também sobre o que nos move. Então, através de sensações e palavras, a gente vai guiando um norte para chegar nesse poema”, comenta.

André Torquato diz que o interessante da peça é não querer trazer explicações. “Em vez de oferecer respostas prontas, o espetáculo cria um espaço de escuta, de silêncio, de vento, onde o que parece escuro pode, de repente, acender pequenas luzes. São dois personagens tentando escrever o poema que falta, mas talvez o que mais interessa não seja o poema em si, mas esse processo de busca. Às vezes é no mistério que a gente se salva”, reflete o ator.

E a encenação de Duda Maia é pautada nessa dualidade entre palavra e corpo. “Eu acho que é o casamento de duas linguagens muito fortes: a forma de escrever do Chalita junto com a minha assinatura física. Estamos procurando essa dualidade o tempo inteiro, nas palavras, nos corpos, na trilha sonora, no cenário, no figurino e na iluminação. É essencial que o coletivo tenha força, para que o espetáculo aconteça. Na encenação tem vento, mas tem leveza, tem peso, mas desliza”, revela a diretora. 

“É um convite para poetizar dois mundos. O de dentro e o de fora. O eu comigo. E o eu com o outro. Há tantas feridas a serem costuradas. Há tantos amanheceres a serem celebrados. Na alma. No corpo. E o encontro com Duda Maia para mim é um presente. Um construir coletivo de linguagens que se casam para emocionar, para fazer pensar”, convida Gabriel Chalita.

Este projeto é realizado por meio da Lei Rouanet – Ministério da Cultura, e conta com o patrocínio da Rede Dor, Sulamérica, Estácio e Instituto Yduqs, empresas que acreditam na força transformadora da arte e no desenvolvimento da cultura brasileira. Para Cláudia Romano, presidente do Instituto Yduqs e vice-presidente do grupo educacional Yduqs, apoiar iniciativas culturais como essa é uma forma concreta de ampliar o impacto social da educação. “Investir em cultura é investir em humanidade. ‘Poemas’ nos convida a refletir sobre o tempo em que vivemos, sobre nossas dores e nossas esperanças, e reforça a importância da arte como instrumento de transformação social. Para o Instituto Yduqs, apoiar projetos como este é reafirmar nosso compromisso com a formação integral das pessoas, que vai além da sala de aula e alcança a sensibilidade, o pensamento crítico e o diálogo”.


Sinopse
“Poemas” traz o tema da dualidade da vida. Somos poema e prosa ao mesmo tempo; somos inspiração, expansão, dança; e somos dor, medo, ansiedade. A peça fala do encontro com o outro e com o universo próprio de cada um. Fala da memória que nos molda, que, às vezes, nos engessa e paralisa e, outras vezes, nos acalenta. E fala também da esperança. Do poema que falta para pensarmos na nossa humanidade. Para que o amor seja uma experiência que povoe os cotidianos de prazeres e, ao mesmo tempo, de responsabilidade na ação de cada um na melhoria do mundo.


Ficha técnica 
Espetáculo "Poemas"
Autor - Gabriel Chalita
Direção Artística - Duda Maia
Elenco / Intérpretes Criadores - André Torquato e Marcos Pitombo 
Direção de Produção - Thiago Hofman
Cenografia e Figurino - Stephanie Fretin e André Cortez
Direção Musical e Trilha Sonora Original - Dessa Ferreira
Desenho de Luz - Gabriele Souza
Design de Som - Vitor Osório 
Assistente de Iluminação - Juliana Jesus


Serviço
"Poemas", de Gabriel Chalita
Temporada: até dia 7 de junho de 2026.
Sextas-feiras, às 20h30. Sábados, às 18h00 e 20h30. Domingos, às 18h00.
Duração: 60 minutos.
Classificação etária: 14 anos .

Ingressos: 
Plateia Vip: R$120,00 (inteira)  / R$ 60,00 (meia-entrada)  
Plateia: R$ 100,00 (inteira)  / R$ 50,00 (meia-entrada)  
Preço popular: R$ 50,00 (inteira)  /  R$ 25,00 (meia-entrada)

Local: Teatro Multiplan MorumbiShopping
Endereço: Avenida Roque Petroni Júnior, nº 1.089, Piso G2. 
Acesso por meio das escadas rolantes em frente à Renner.


Ingressos:
Vendas on-line (com taxa de conveniência): https://www.sympla.com.br/
Bilheteria física (sem taxa de conveniência): Teatro Multiplan MorumbiShopping
Horário de funcionamento: A bilheteria funciona em dias de espetáculos duas horas antes do início da apresentação.
Totem de Autoatendimento (sem taxa de conveniência): o Teatro Multiplan MorumbiShopping possui um totem de autoatendimento para compras de ingressos sem taxa de conveniência 24h por dia, localizado no piso G2, ao lado da bilheteria.
Avenida Roque Petroni Júnior, 1089 - Piso G2 do MorumbiShopping - Jardim das Acácias / São Paulo

.: "Romeu e Romeu" busca inspiração em Shakespeare para falar sobre amor

Escrito na década de 1980, texto de Ronaldo Ciambroni se revela bastante atual e destaca no elenco os atores Guilherme Chelucci, Márcio Louzada, Juan Alves, Pedro Pilar e Wallace Guimarães. Foto: Ronaldo Gutierrez


A Rama Kriya Produções e a AT Produções destacam no roteiro teatral paulista, a temporada da montagem do espetáculo “Romeu e Romeu - Por Essa nem Shakespeare Esperava”, com texto de Ronaldo Ciambroni, direção de movimentos, cenografia e figurinos de Ciro Barcelos e, direção geral de Rogério Fabiano. Em cartaz no Teatro Itália, em São Paulo, até dia 24 de junho, a peça conta com a experiência dos atores Guilherme Chelucci, Márcio Louzada, Juan Alves, Pedro Pilar e Wallace Guimarães, que apresentam ao público os desafios que um casal gay enfrenta para permanecer juntos.

A história inspirada no clássico “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare, mantém o amor como temática principal. “Romeu e Romeu”, destaca no palco com leveza e com bastante humor, as dificuldades do cotidiano de um casal, os ciúmes, os dilemas domésticos e, certamente, o preconceito. A proposta é que o público reviva essa história tão conhecida e mostrar que tudo poderia ser alterado, com um final diferente onde o preconceito não venceria o amor é só uma atitude verdadeira poderia trazer a tão esperada felicidade.

Na versão de Ciambroni, o personagem Romeu Camari faz faculdade de Medicina e pertence a uma família rica que vive em constante conflito com outra família: Os Mariane. As duas famílias dominam e disputam o comércio do principal bairro da cidade. A peça se desenrola entre tapas e beijos, drama e comédia, traição e amizade e uma dose de veneno com validade pro efeito acabar. Os dois rapazes se conhecem numa aposta de corrida de automóvel onde, num acidente, um primo dos Camari morre e aumenta o ódio das duas famílias, tornando assim, impossível o romance desses dois jovens sonhadores. Numa sequência de cenas emocionantes e que fazem parte dos romances que conhecemos, a história vai se desenvolvendo e surpreendendo e com certeza agradando a todos.


Ficha técnica
Espetáculo “Romeu e Romeu - Por Essa nem Shakespeare Esperava”
Direção de Movimentos, Cenografia e Figurinos: Ciro Barcelos
Direção: Rogério Fabiano
Elenco: Guilherme Chelucci, Márcio Louzada, Juan Alves, Pedro Pilar e Wallace Guimarães
Trilha Sonora: Eduardo Menga
Fotografia: Ronaldo Gutierrez
Produção: Rama Kriya Produções e AT Produções
Assessoria de Imprensa: Davi Brandão


Serviço
Espetáculo “Romeu e Romeu - Por Essa nem Shakespeare Esperava”
Teatro Itália – Av. Ipiranga, 344 - Subsolo
Temporada: 14 de abril a 24 de junho, sempre às terças e quartas-feiras, 20h
Ingressos: R$ 50,00 (meia-entrada) a R$ 100,00 (inteira)
Classificação: 18 anos
Duração: 70 minutos
Gênero: Drama

.: "Pequeno Monstro" leva Silvero Pereira ao palco do Teatro do Sesc Santos


Em cena, Silvero conduz um solo de rara entrega, que tensiona memória e linguagem ao expor a dificuldade de narrar experiências de homofobia e bullying. Foto: divulgação

Em cartaz no Teatro do Sesc Santos nos dias 8 e 9 de maio, sexta-feira e sábado, às 20h00, o espetáculo “Pequeno Monstro”, com Silvero Pereira, mergulha com contundência no território das violências explícitas e silenciosas que atravessam as existências de pessoas LGBTQIA+.

Em cena, Silvero conduz um solo de rara entrega, que tensiona memória e linguagem ao expor a dificuldade de narrar experiências de homofobia e bullying. Ao revisitar episódios que se iniciam na infância, o espetáculo ilumina o peso social imposto a corpos e comportamentos considerados “fora da norma”, revelando marcas que persistem para além do tempo.

Inspirado em um conto de Caio Fernando Abreu, o título “Pequeno Monstro” carrega, em si, a ambiguidade que sustenta a montagem: ao mesmo tempo em que evoca o estranhamento e a exclusão, também aponta para frestas de liberdade, afeto e reinvenção. A encenação transforma essas camadas em matéria viva, articulando fragilidade e resistência num discurso que não busca conforto, mas confronto.


Ficha técnica
Espetáculo "Pequeno Monstro"
Direção: Andreia Pires
Dramaturgia e atuação: Silvero Pereira
Cenografia: Dina Salem Levy
Desenho de luz: Sarah Salgado e Ricardo Vivian
Trilha sonora original e desenho de som: Arthur Ferreira
Figurinista e criação audiovisual: Alice Cruz
Assistência da cena: Tina Reinstrings e Juracy Oliveira
Operador de som e projeção Gabriel Salsi
Contrarregra: Iuri Wander
Designer gráfico: Karin Palhano
Fotos: John Ramatis
Duração: 60 minutos

Serviço
Espetáculo “Pequeno Monstro”
Sexta-feira, dia 8, e sábado, dia 9 de maio, às 20h00. Ingressos a R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (meia-entrada) e R$ 15,00 (credencial plena). Não recomendado para menores de 16 anos - autoclassificação.

Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta-feira, das 9h00 às 21h30 | Sábados e domingos, 10h00 às 18h30   

Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida / Santos
Telefone: (13) 3278-9800        
Site do Sesc Santos
Instagram e Facebook: @sescsantos

sábado, 2 de maio de 2026

.: Estreia de "Uma Velha Canção, Quase Esquecida" no Sesc Pompeia


Com direção e tradução de Domingos Nunez, espetáculo investiga a demência progressiva no Alzheimer a partir do drama de um ator que tenta a todo custo preservar sua memória. Foto: Ronaldo Gutierrez


Concebida para ser representada por dois atores, a versão mais velha e mais jovem do mesmo homem, "Uma Velha Canção, Quase Esquecida", da autora irlandesa Deirdre Kinahan, propõe uma reflexão sobre a doença de Alzheimer. O espetáculo da Cia Ludens, com tradução e direção de Domingos Nunez, tem sua temporada de estreia no Sesc Pompeia de 2 a 24 de maio, com sessões às quartas, quintas e sábados, às 20h00, às sextas, às 16h00 e às 20h00, e aos domingos, às 18h00.

A peça narra a jornada para dentro da alma e da vida de um velho ator, interpretado por Genezio de Barros, que, vivendo com Alzheimer, escreve obstinadamente, na tentativa de manter na memória os registros de pessoas e fatos que marcaram a sua história. Durante um concerto no asilo onde mora, impulsionado pela música e auxiliado pela duplicação mais jovem de si mesmo, papel de Iuri Saraiva, ele tenta reconstruir sua carreira e relembrar de sua família e seus amores.

Escrita em 2023, com o título original de" An Old Song, Half Forgotten", a peça estreou no palco Peacock do Abbey Theatre, o teatro nacional da Irlanda, em 14 de abril de 2023, e foi publicada na coletânea de peças curtas de Deirdre Kinahan, Shorts – Five Plays, pela editora Nick Hern Books, de Londres, no mesmo ano. 

O texto propõe investigar a demência progressiva que afeta irrecuperavelmente a memória e o comportamento daqueles acometidos pelo Alzheimer. Evidenciando esse processo degenerativo, com o protagonista muitas vezes metalinguisticamente lendo as falas escritas por ele mesmo – em seu esforço para não esquecer fatos e sensações de sua trajetória – a encenação pretende explorar a relação desse homem consigo mesmo que, por intermédio de sua duplicação, identifica e interpreta as pessoas e peças que marcaram a sua vida e sua carreira de ator. No entanto, mesmo essas anotações escritas não são garantias de que os acontecimentos e indivíduos ficarão retidos na lembrança. 

Tanto a criação musical contundente da montagem, assinada pelo violonista brasileiro Mario da Silva, quanto a partitura verbal transposta para o português são aspectos de suma importância neste texto curto de grande intensidade poética, uma vez que os episódios e as figuras surgem a partir delas e os sentimentos e atmosferas são igualmente desencadeados e sublinhados por elas em seus diversos timbres, ritmos e possibilidades sonoras. 

Desde o início os músicos Aline Reis, Mafê e Vinícius Leite estão em cena. Em um primeiro momento, eles parecem estar simplesmente tocando um concerto na casa de repouso onde vive o protagonista, mas, gradativamente, entende-se que se trata também de uma projeção da mente do protagonista, de mais uma possibilidade, como a palavra escrita, de organizar e reter as recordações de uma mente confusa acerca do tempo presente e de ocorrências do passado. 

A investigação pretende explorar as manifestações sonoras de uma maneira mais ampla, não restringindo sua materialização apenas às execuções de partituras musicais, mas expandindo seu campo de combinações às estruturas, ritmos e significados linguísticos suscitados pelo Alzheimer e pela palavra escrita, além dos recursos dos sons fomentados pela cena e pelas sonoridades do silêncio.


Sobre a autora
Deirdre Kinahan nasceu em Dublin, em 1968 e atualmente reside no condado de Meath. Fundou e dirigiu por 15 anos a Cia teatral Tall Tales, escrevendo e produzindo diversas peças teatrais para a Companhia. Tem colaborado ao longo dos anos com os principais teatros em atividade na Irlanda e no circuito internacional. Atuou como membro do conselho do Theatre Forum Ireland e do Abbey Theatre e é membro da Aosdána, um corpo de artistas condecorados por sua notável contribuição à vida cultural irlandesa. 

Autora de inúmeras peças desde 1999, e com diversos prêmios no currículo, teve "Knocknashee - A Colina das Fadas", peça de 2002, publicada no Brasil em 2025 pela Editora Iluminuras, com tradução de Beatriz Kopschitz Bastos e Lúcia K. X. Bastos. Este texto, juntamente com outros quatro de autores contemporâneos, também publicados pela Editora Iluminuras, fizeram parte do V Ciclo de Leituras da Cia Ludens: Teatro Irlandês, deficiência e protagonismo.


Ficha técnica
"Uma Velha Canção, Quase Esquecida"
Dramaturgia Original: Deirdre Kinahan 
Curadoria: Beatriz Kopschitz Bastos 
Tradução e direção artística: Domingos Nunez
Elenco: Genezio de Barros e Iuri Saraiva
Trilha sonora original: Mario da Silva
Direção musical: Vinícius Leite
Músicos em cena: Aline Reis, Mafê e Vinícius Leite
Figurinos: Chico Cardoso 
Costureira: Lili Santa Rosa 
Cenografia: Marisa Rebollo
Cenotecnia: Alício Silva/ Casa Malagueta
Designer de luz e Operação Técnica: Zerlô
Técnico de som: Valdilho Oliveira 
Fotografia artística: Ronaldo Gutierrez
Identidade visual: Dalua Criações
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Captação e edição: Ícarus Filmes
Tradução em Libras: Fabiano Campos
Produção executiva: Luísa Silva
Direção de produção: André Roman
Produção: Cia Ludens / Teatro de Jardim 


Serviço
"Uma Velha Canção, Quase Esquecida", de Deirdre Kinahan
Temporada: 2 a 24 de maio de 2026
Quartas, quintas e sábados, às 20h00; sextas-feiras, às 16h00 e às 20h00; e domingos, às 18h00 (sessões em Libras nos dias 8, 15 e 22 de maio)
Sesc Pompeia -  Rua Clélia, 93, Pompeia, São Paulo
Ingressos: R$ 60,00 (inteira), R$ 30,00 (meia-entrada) e R$ 18,00 (credencial plena)
Vendas on-line em sescsp.org.br e presencialmente nas bilheterias de qualquer unidade do Sesc São Paulo
Classificação: 12 anos
Duração: 70 minutos
Capacidade: 302 lugares
Acessibilidade: espaço acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.

.: Mateus Solano no Teatro Renaissance com "O Figurante" após Portugal


Com mais de 250 apresentações e público de 150 mil espectadores, monólogo de Mateus Solano retorna a São Paulo após circulação internacional. Foto: Dalton Valério


Após temporada em Lisboa e passagem por dez cidades portuguesas, com 250 apresentações e público de 150 mil espectadores, O Figurante retorna a São Paulo para nova temporada no Teatro Renaissance, a partir de 2 de maio, com sessões aos sábados, às 19h00, e domingos, às 17h00. No monólogo, Mateus Solano dá vida a um figurante do audiovisual que passa a questionar sua própria existência e seu lugar em um mundo que insiste em mantê-lo em segundo plano. Com direção de Miguel Thiré, que retoma a parceria com o ator após Selfie, o espetáculo conta com dramaturgia desenvolvida em colaboração por Isabel Teixeira, Mateus Solano e Miguel Thiré.

A trama mergulha na rotina de Augusto, um figurante que luta para encontrar a si próprio em meio a uma rotina pobre de sentido, que o mantém num lugar muito aquém da sua potência como ser humano.  O Figurante reflete sobre a dificuldade de se conectar com a própria essência e sobre os desafios de assumir o controle da própria narrativa. “Somos um animal que cria histórias para viver e um mundo para acreditar. Na ânsia em fazer parte desse mundo, acabamos por nos afastar de nós mesmos a ponto de não saber se somos protagonistas ou figurantes de nossa própria história”, reflete Mateus Solano.

A dramaturgia foi construída a partir do método Escrita na Cena, desenvolvido por Isabel Teixeira, que estimulou o ator a explorar sua própria criatividade por meio de improvisos. As cenas criadas por Mateus foram gravadas, transcritas e reelaboradas por Isabel para compor o texto final, preservando a autenticidade das reflexões do personagem.

“Atores e atrizes escrevem no ar da cena, onde vírgula é respiração e texto é palavra dita e depois encarnada no papel. Essa é a tinta de base usada para escrever ‘O Figurante’. Partimos de improvisos de Mateus Solano e posteriormente mergulhamos no árduo e delicioso trabalho de composição e estruturação dramatúrgica. ‘O Figurante’ coloca no centro o que normalmente é deixado de lado, ampliando o olhar para o que muitas vezes passa despercebido”, explica Isabel Teixeira.

A peça dá continuidade à pesquisa de linguagem desenvolvida há anos por Miguel Thiré e Mateus Solano: uma encenação essencial, que se vale basicamente do corpo e da voz como balizas do jogo cênico. No palco nu, Mateus dá vida ao Figurante e demais personagens através do trabalho mímico. 

“Sempre acreditei em um teatro que debate direto com a sociedade, que toca o público. O que queremos dizer? Como vamos dizer? Neste quinto trabalho juntos, ao invés de dividirmos o palco, passo eu para esse lugar de ‘espectador profissional’ que é a direção. Acompanho o trabalho desse brilhante ator (Mateus Solano) que dá vida a um outro ator (o personagem) que, por sua vez, não consegue brilhar. “O Figurante busca colocar o foco onde normalmente não há. O trabalho é fazer este personagem quase desaparecer, estar fora de foco, ser parte do cenário”, explica Miguel Thiré, diretor.


Ficha técnica
Espetáculo "O Figurante".
Dramaturgia: Isabel Teixeira, Mateus Solano e Miguel Thiré. Atuação: Mateus Solano. Direção: Miguel Thiré. Direção de Produção: Carlos Grun. Direção de Movimento: Toni Rodrigues. Desenho de Luz: Daniela Sanches. Direção Musical e Trilha Original: João Thiré. Design Gráfico: Rita Ariani. Desenho de Som: João Thiré. Fotos: Guto Costa. Equipe de Produção: Flavia Espírito Santo, Glauce Guima, Kakau Berredo e Cleidinaldo Alves. Idealização e Realização: Mateus Solano, Miguel Thiré e Carlos Grun. Produção: Bem Legal Produções. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli.


Serviço
"O Figurante". De 2 de maio a 26 de julho de 2026 - Sábados às 19h00 e domingos às 17h00. Duração: 70 minutos. Classificação etária: 12 anos. Ingressos: R$ 75,00 (meia) a R$ 150,00 (inteira), disponíveis em https://teatrorenaissance.com.br/.

Teatro Renaissance
Alameda Santos 2233 - Jardim Paulista, Piso E1
Bilheteria de sexta a domingo das 14h00 ao início do espetáculo.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

.: "Flashdance - O Musical" engajado que fala sobre sonhos e o preço que se paga


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico cultural, especial para o portal Resenhando.com. Foto: Caio Callucci

Em cartaz até 31 de maio no Teatro Claro Mais SP, "Flashdance - O Musical" pulsa com uma vitalidade que dispensa atalhos. Inspirado no clássico do cinema "Flashdance", o espetáculo encontra no presente um modo de existir que não se limita à reverência. Perigosamente honesto e engajado, o musical não pede desculpas por ser popular, mas também não aceita ser raso. Sob a direção sensível de Ricardo Marques e Igor Pushinov, com direção musical de Paulo Nogueira e coreografias de Tutu Morasi, a versão teatral respira frescor.

O elemento que mais surpreende é a recusa em se limitar ao entretenimento escapista. O contraste entre mundos, o da sobrevivência imediata e o da projeção de futuro, é manifestado nos cenários, nos figurinos e nas relações de poder que atravessam a cena. A divisão entre classes, entre quem pode sonhar e quem precisa pagar o aluguel antes, aparece sem didatismo e com eficácia. 

O público se vê diante de um musical que trata o sonho de forma concreta. Para esses personagens, sonhar custa e exige corpo, fome, insistência. Um tipo de abordagem raro em produções assumidamente “pop”, como se leveza e densidade ocupassem territórios incompatíveis. "Flashdance" dissolve essa falsa oposição com suor, voz e uma coragem que há tempos não se via no teatro musical.

Manter as canções no idioma original revela respeito pela experiência do público. Músicas como “What a Feeling” e "Maniac" já ultrapassaram a condição de trilha sonora. Traduzi-las correria o risco de cair no ridículo e ouvi-las como foram concebidas devolve ao espectador uma dimensão sensorial que atravessa décadas sem perder força.

Na pele de Alex Owens, jovem operária que divide o dia na usina de aço e a noite como dançarina, Marisol Marcondes apresenta uma energia que remete à presença magnética de Kiara Sasso em sua fase mais emblemática. Há precisão vocal, domínio corporal e uma entrega que transforma cada número em experiência. O palco parece expandir quando ela entra em cena. A Alex dela concentra desejo, cansaço e ambição sem fragmentar essas camadas. Canta com segurança, dança com entrega e ocupa o espaço com uma coragem física que não se negocia. Vê-la “colocar o corpão para jogo” com tamanha exposição se transforma em uma declaração de amor da artista ao teatro.

Ao lado dela, Rhener Freitas constrói um Nick Hurley equilibrado entre força e escuta. A voz tem calor, e o carisma sustenta a relação com naturalidade. Giovana Brandão imprime brilho às cenas como Glória, amiga da protagonista, e ultrapassa a função de apoio ao se firmar como eixo emocional. Júlio Oliveira, recém-saído de "O Segredo de Brokeback Mountain", reafirma aqui algo que já parecia evidente: trata-se de um ator que respeita a palavra. A dicção dele é cristalina, um detalhe que, no teatro musical brasileiro, ainda deveria ser regra. Yelon Daniel conduz seu personagem, um humorista em formação, por um arco consistente; o humor surge com leveza e, quando canta, revela uma expressividade que amplia o impacto da trajetória.

As cenas avançam com fluidez, como se cada elemento soubesse o momento exato de entrar e sair, mantendo a engrenagem em movimento. O espetáculo atualiza o desejo sem diluí-lo. Em cena, sonhar não aparece como promessa aparece como esforço. E isso muda tudo.

Serviço
"Flashdance, o Musical"

Temporada: 9 de abril a 31 de maio de 2026
Às quintas e sextas-feiras, às 20h; aos sábados, às 16h30 e às 20h30; e aos domingos, às 15h30 e às 19h30.
Teatro Claro Mais SP - Shopping Vila Olímpia - Olimpíadas, 360, 5º Piso - Vila Olímpia, São Paulo - SP, 04551-000
Ingressos: de R$ 25,00 a R$ 250,00
Vendas on-line em https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/flashdance-15824
Bilheteria: de segunda a sábado, das 10h00 às 22h00; e aos domingos e feriados, das 12h00 às 20h00
*Clientes Claro Clube têm 50% de desconto em até quatro ingressos
Classificação: 18 anos
Duração: 120 minutos
Capacidade: 801 lugares
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

domingo, 26 de abril de 2026

.: Musical "O Diabo Veste Prada" reúne Cláudia Raia, Myra Ruiz e Bruna Guerrin


Na superprodução brasileira, Claudia Raia assume Miranda Priestly, dando corpo à icônica editora-chefe com a autoridade cênica e o rigor técnico que marcam sua carreira em grandes protagonistas, enquanto Myra Ruiz dá vida a Andrea Sachs, trazendo sua reconhecida potência dramática para a construção de uma personagem em transformação. Ao lado delas, Bruna Guerin interpreta Emily Charlton, e Maurício Xavier assume Nigel Kipling, personagem-chave na engrenagem da narrativa. Foto: Andy Santana

Um dos títulos mais aguardados do teatro musical internacional acaba de confirmar sua chegada ao Brasil — e já abre caminho para a formação de seu elenco. Apresentado pelo Ministério da Cultura, o musical “O Diabo Veste Prada”, visto por mais de um milhão de pessoas e em cartaz de sucesso em Londres, estreia em 25 de fevereiro de 2027 no Teatro Santander, no Complexo JK Iguatemi, em São Paulo. Com vendas abertas, os ingressos estão disponíveis pela plataforma Sympla e na bilheteria física do teatro. A iniciativa posiciona o país como uma das primeiras praças do mundo a receber a montagem, antes mesmo de sua estreia na Broadway, prevista para 2028. O musical conta com patrocínio do Santander e Esfera. 

O projeto marca um novo momento na trajetória da Touché Entretenimento em parceria com a Artnic. No portfólio da empresa, sob liderança de Renata Borges — responsável por alguns dos principais sucessos recentes do teatro musical no país —, estão montagens premiadas como "Beetlejuice", "Uma Babá Quase Perfeita", "Bob Esponja – O Musical", "Peter Pan – O Musical da Broadway", "Cinderela – O Musical da Broadway", "Alguma Coisa Podre" e "Querido Evan Hansen", títulos que ajudaram a consolidar um padrão de produção em larga escala no Brasil. Ao mesmo tempo, a produtora amplia seu campo de atuação ao investir em seu primeiro musical brasileiro original, "Meu Filho É Um Musical", inspirado na trajetória de Paulo Gustavo, com estreia marcada para maio. Nesse contexto, a Touché avança agora em mais uma iniciativa de alcance global, consolidando uma trajetória que articula grandes títulos internacionais e novas criações nacionais. 

Com direção de José Possi Neto, a montagem de “O Diabo Veste Prada” propõe uma leitura cênica que articula sofisticação estética, precisão narrativa e diálogo direto com o universo da moda e da cultura contemporânea. A encenação parte do imaginário já reconhecido do público para construir uma experiência que equilibra espetáculo e dramaturgia, conectando diferentes gerações em torno de uma mesma referência.

A produção antecipa ainda os primeiros nomes convidados que passam a integrar o elenco, reunindo artistas que, em suas trajetórias, se consolidaram como referências no teatro musical brasileiro. O anúncio acontece por meio de um teaser cinematográfico inédito, produzido pela Smiley Pepper — produtora de Lucas Pimenta, também responsável pelo roteiro e direção —, marcando também a abertura oficial das vendas. A estratégia dialoga com o retorno da franquia ao cinema após 20 anos, com a continuação estrelada por Meryl Streep e Anne Hathaway, que estreia nos cinemas brasileiros em 30 de abril, reposicionando a história no imaginário contemporâneo e ampliando sua circulação entre diferentes públicos e plataformas. 

Na superprodução brasileira, Claudia Raia assume Miranda Priestly, dando corpo à icônica editora-chefe com a autoridade cênica e o rigor técnico que marcam sua carreira em grandes protagonistas, enquanto Myra Ruiz dá vida a Andrea Sachs, trazendo sua reconhecida potência dramática para a construção de uma personagem em transformação. Ao lado delas, Bruna Guerin interpreta Emily Charlton, imprimindo ritmo e precisão a uma figura marcada pela acidez e pelo humor, e Maurício Xavier assume Nigel Kipling, personagem-chave na engrenagem da narrativa, em uma leitura marcada pela elegância e pela presença. Juntos, os quatro nomes inauguram o elenco com um encontro de diferentes trajetórias e linguagens, reforçando o nível artístico da montagem e projetando, desde já, a escala e a ambição do espetáculo no país. A partir dessa base, a produção avança para a próxima etapa e realiza, em maio de 2026, audições em São Paulo, mobilizando artistas de diferentes regiões do país para compor os demais personagens e o ensemble. 

Baseado no romance de Lauren Weisberger, publicado em 2003, e na adaptação cinematográfica de 2006, com roteiro de Aline Brosh McKenna, a obra reúne uma equipe criativa de projeção internacional. A trilha é assinada por Elton John, com letras de Shaina Taub e Mark Sonnenblick, e libreto de Kate Wetherhead, em colaboração com a própria autora, consolidando uma adaptação que expande o material original para o palco sem perder sua identidade.

Antes de sua chegada ao Brasil, o espetáculo construiu seu percurso em importantes praças internacionais, com estreia em Chicago, em 2022, em temporada pré-Broadway, e nova montagem no Reino Unido a partir de 2024, com apresentações em Plymouth e, na sequência, no West End de Londres, onde permanece em cartaz. Nesse contexto, a produção vem se afirmando junto ao público e à crítica, ampliando sua presença no circuito internacional.

No cenário britânico, o espetáculo também alcançou reconhecimento institucional, com indicação ao Olivier Awards 2025 na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante em Musical para Amy Di Bartolomeo, por seu trabalho como Emily Charlton, evidenciando a força do projeto em um dos principais centros do teatro mundial. Com um título de projeção internacional, uma equipe criativa consolidada e a expertise de uma produtora à frente de sucessos recentes no país, “O Diabo Veste Prada - Um Novo Musical” se apresenta como uma das estreias mais relevantes do teatro musical no Brasil nos próximos anos, antecipando um movimento que conecta mercado, público e novas possibilidades de circulação para o gênero.


Serviço | "O Diabo Veste Prada – Um Novo Musical"
Temporada:  De 25 de fevereiro a 27 de junho de 2027(conferir datas e sessões disponíveis para vendas)
Horários: quintas e sextas-feiras, às 20h00; 
Sábados, às 16h00 e 20h30; 
Domingos, às 15h00 e 19h30
Duração: Aproximadamente 165 min, com intervalo de 15 minutos
Local: Teatro Santander
Endereço: Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041, Itaim Bibi, São Paulo - Complexo JK Iguatemi
Classificação etária: Livre, menores de 14 anos acompanhados dos pais ou responsáveis legais.
Vendas: Site da Sympla e bilheteria física do teatro 

SETORES/VALORES:
PLATEIA VIP: de R$225,00 (meia entrada) a R$450,00 (inteira)
PLATEIA SUPERIOR: de R$180,00 (meia entrada) a R$360,00 (inteira)
FRISA PLATEIA: de R$180,00 (meia entrada) e R$360,00 (inteira)
BALCÃO A: de R$120,00 (meia entrada) e R$240,00 (inteira)
FRISA BALCÃO: de R$25,00 (meia entrada) e R$50,00 (inteira)
BALCÃO B: de R$25,00 (meia entrada) e R$50,00 (inteira)

quarta-feira, 22 de abril de 2026

.: "Visita a Domicílio" estreia em maio no Teatro Sérgio Cardoso

Sucesso do Festival de Curitiba, espetáculo faz temporada em São Paulo de 20 de maio a 25 de junho, na Sala Paschoal Carlos Magno, no mês da diversidade. Cicero de Andrade e Juan Manuel Tellategui. Foto: Rafa Marques


O que você faria se encontrasse seu primeiro amor da adolescência 25 anos depois de forma inesperada? A situação surpreendente movimenta o espetáculo "Visita a Domicílio", peça em coprodução internacional Brasil-Argentina que fez sua estreia nacional com sucesso de público e de crítica no 34º Festival de Curitiba, e agora chega a São Paulo, onde cumpre temporada no Teatro Sérgio Cardoso (R. Rui Barbosa, 153, Bela Vista, SP), às quartas e quintas, às 19h, de 20 de maio a 25 de junho, ficando em cartaz no mês da diversidade, com ingressos na Sympla.

O ator argentino Juan Tellategui e o ator brasileiro Cícero de Andrade protagonizam o texto inédito do argentino Alberto Romero, dirigido pelos brasileiros Zé Guilherme Bueno e Miguel Arcanjo Prado. No time criativo, a obra ainda tem direção de movimento de Zuba Janaina, cenografia e figurino de Kleber Montanheiro, iluminação de Nicolas Manfredini, sonoplastia de Eder Sousa, produção executiva de Fabio Camara e assistência de direção de Julia Zann e Luiza Carvalho. A realização é das produtoras Arcanjo e 4Ever, em coprodução com Lugibi e Mosaico e coprodução internacional associada da Mundo Giras. A tradução do texto original Tu Hipocampo y Mi Caballito de Mar, de Alberto Romero, é de Juan Tellategui, com adaptação dramatúrgica de Miguel Arcanjo Prado.

"Visita a Domicílio" é uma sensível comédia dramática sobre um amor entre dois homens que foi interrompido bruscamente durante a adolescência. Por um acaso do destino, 25 anos depois, Gabo(Juan Tellategui) e Fernando (Cícero de Andrade) ganham a chance de acertar as contas com o passado. A história se passa em um apartamento da icônica Avenida Corrientes, no centro deBuenos Aires, capital da Argentina.

Idealizador do projeto, o ator Juan Tellategui comemora 30 anos de carreira com o espetáculo, no qual interpreta Gabo: ​"Celebrar 30 anos de carreira com Visita a Domicílio é consolidar uma travessia que começou em Buenos Aires e floresceu em São Paulo, onde vivo há 15 anos. Metade da minha trajetória foi construída no Brasil. Um personagem tão rico como o Gabo confirma o meu desejo de manter e estimular essa ponte cultural entre os dois países. A peça traz um recado forte que sempre precisamos lembrar: o preconceito não destrói o amor. Fazer esta peça agora significa compartilhar com o público o meu momento de maior liberdade criativa e maturidade no palco, conectado com tudo o que aprendi nesta caminhada de três décadas."

O ator Cícero de Andrade comemora 20 anos de carreira com "Visita a Domicílio", na qual dá vida a Fernando. Ele reforça a importância do espetáculo. “Em tempos em que tantas narrativas e identidades ainda correm o risco de serem apagadas, colocar essa história em cena é um gesto de presença e de resistência. Celebrar meus 20 anos de carreira interpretando Fernando não  é apenas significativo, mas também profundamente simbólico”, afirma. 

A proposta cênica bebe de fontes como a telenovela, a comédia e o drama, além de recriar a atmosfera do centro portenho. Para os diretores Zé Guilherme Bueno e Miguel Arcanjo Prado, a peça mostra que histórias mal resolvidas atravessam o tempo. “São situações que, por não terem sido elaboradas ou encerradas, acabam influenciando escolhas, relações e caminhos, podendo desviar completamente o curso de uma vida. A peça convida o público a olhar para esses atravessamentos, para aquilo que fica em aberto, e a refletir sobre o impacto silencioso que essas questões podem ter ao longo do tempo”, diz o encenador Zé Guilherme Bueno. “'Visita a Domicílio' vem para tocar profundamente o coração do público. Traz um amor que o preconceito ao redor tentou destruir, mas que ganha uma chance de ser revivido e, quem sabe, resolvido”, complementa Miguel Arcanjo Prado. 

O dramaturgo argentino Alberto Romero define como “uma honra” ter seu primeiro texto encenado no Brasil e lembra que a peça mostra que todos merecem ser felizes no amor. “Muitas pessoas da comunidade LGBT+ não tiveram a chance de viver um primeiro amor em sua adolescência, porque era difícil assumir quem éramos, porque nos dava vergonha ou simplesmente porque negávamos o que sentíamos. Os personagens Gabo e Fernando se arriscaram na adolescência e hoje, 25 anos depois, ganham a oportunidade de fechar ou reabrir essa primeira história que ficou inconclusa. Visita a Domicílio é uma peça otimista e que traz a mensagem que o amor é mais forte, como canta um roqueiro argentino”, finaliza.

Siga a peça no Instagram @visitaadomicilio


Serviço:

Visita a Domicílio

Gênero: Comédia Dramática.

Duração: 60 minutos.

Classificação: 16 anos.

Teatro Sérgio Cardoso, Sala Paschoal Carlos Magno

Rua Rui Barbosa,153, Bela Vista, São Paulo

De 20 de maio a 25 de junho de 2026.

Quartas e quintas, 19h

Ingressos: R$ 35 a R$ 70. Promoção no 1º Lote até 30/4 a R$ 30.

Site para compras: https://bileto.sympla.com.br/event/118922/d/377769/s/2516886


Ficha técnica:

Visita a Domicílio

Uma coprodução internacional Brasil-Argentina

Idealização: Juan Tellategui

Direção artística e de produção: Zé Guilherme Bueno e Miguel Arcanjo Prado

Autor: Alberto Romero

Tradução: Juan Tellategui

Adaptação dramatúrgica: Miguel Arcanjo Prado

Elenco: Juan Tellategui e Cícero de Andrade

Encenação: Zé Guilherme Bueno

Direção de movimento: Zuba Janaina

Produção Executiva: Fabio Camara

Assistência de direção: Julia Zann e Luiza Carvalho

Iluminação: Nicolas Manfredini

Sonoplastia: Éder Sousa

Cenografia e figurino: Kleber Montanheiro 

Assistentes de produção: Jean Lizo, João Schelbauer e Runan Braz

Estagiária: Júlia Brum

Design: Aro 8 - Vinicius Campiolo

Direção de Comunicação: Miguel Arcanjo Prado

Direção de Marketing e Parcerias: Julia Zann e Miguel Arcanjo Prado

Direção de Arte e IA: Juan Tellategui

Fotografia: Rafa Marques

Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes em São Paulo e André Nunes em Curitiba 

Apoio institucional: Consulado da Argentina, Festival de Curitiba – Mostra Fringe, Espaço Cia da Revista, Escola A Voz em Cena, Aro 8, Teatro Sérgio Cardoso - APAA

Produtoras associadas: Lugibi e Mosaico

Produtora internacional associada: Mundo Giras

Realização: Arcanjo Produção e 4Ever Produções


.: Anselmo Bandeira traz a São Paulo o monólogo “Solo”

O ator, diretor e produtor mineiro Anselmo Bandeira traz a São Paulo o monólogo “Solo”. Curta temporada de 29 de abril a 10 de maio no Teatro de Arena Eugênio Kusnet


O texto escrito pelo próprio ator, com colaboração dramatúrgica da italiana Anita Mosca, reflete sobre a solidão no mundo contemporâneo. Foto: Elizabete Guimarães


“O objetivo não é explicar a solidão, mas fazê-la ser sentida, lembrada, projetada no corpo, por todos os sentidos.”



O ator, diretor e produtor mineiro Anselmo Bandeira chega a São Paulo para apresentar o monólogo “Solo”, em curta temporada, no Teatro de Arena, de 29 de abril a 10 de maio. O texto escrito pelo próprio ator, com colaboração dramatúrgica da italiana Anita Mosca, reflete sobre a solidão no mundo contemporâneo e a urgência de falar sobre o tema. O artista investiga como lidar com esta condição cada vez mais presente no século XXI, atravessando, em cena, diferentes atmosferas, revelando facetas do estar solo: as cruéis, quando são impostas, e as libertadoras quando procuradas.

“Falar sobre solidão é urgente na nossa sociedade. ‘Solo’ traz à tona questões casuais e polêmicas que circundam aspectos íntimos e subjetivos dos indivíduos quando estão ou se sentem sozinhos”, diz Anselmo Bandeira.

“Falar sobre solidão é uma urgência da nossa sociedade, e isso precisa ser apontado nas escolas, teatros, cinemas, jornais, documentários, bem como nas salas de terapia”, completa.

“Solo” é um projeto iniciado em 2015 e conta com a colaboração cênica e dramatúrgica da italiana Anita Mosca. A artista possui 25 anos de experiência em palcos de diversos países, atuando como atriz, diretora e dramaturga. As técnicas de improvisação com imagens, palavras, gestos e movimentos são complementares aos materiais textuais que compõem uma estrutura sensível e inovadora.

Anita destaca que “solo” em português e em italiano significa sozinho, mas pode significar, na linguagem teatral, um trabalho com um único ator ou atriz. “A partir dessa proposta do título, encontramos uma intenção comum e tentamos provocar um ao outro sobre a solidão, que pode ser escolhida, procurada ou imposta. E também como se vive essa condição e como a solidão muda a sua cor e a sua consistência”, conta.

“A ideia é que eu convide o público a vivenciar comigo, em cena, atmosferas da solidão, do estar só metafórica e fisicamente. Quero que cada um saia pensando na própria solidão, revivendo e reconstruindo, se reconhecendo”, aponta Anselmo.

Este projeto é realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) e apoio do Ministério da Cultura, do Governo Federal e do Governo de Minas Gerais/Secult-MG. O espetáculo tem apoio do PROGRAMA FUNARTE ABERTA 2026 – OCUPAÇÃO DOS ESPAÇOS CULTURAIS DA FUNARTE.


Sinopse: Um ator investiga a solidão no mundo contemporâneo e as possíveis formas de lidar com essa condição, cada vez mais presente no século XXI, atravessando diferentes atmosferas e revelando facetas do estar solo.


Ficha Técnica:

Realização: doispontos: Plataforma Artística Direção e atuação: Anselmo Bandeira.

Colaborações artístico-cênicas: Anita Mosca e Carolina Cândido. Colaboração dramatúrgica: Anita Mosca.

Iluminação: Gabriel Corrêa. Operação de Luz: Ismael Soares

Trilha Sonora: Anselmo Bandeira e Gabriel Ventura. Composição e Violão: Gabriel Ventura.

Música Eletrônica: João Gabriel Morais Passos (DJ Bill). Operação de Som: Camila Felix

Figurino: Thiago Helmer Comunicação: Anselmo Bandeira

Identidade Visual: Carolina Cândido - CÂ Design

Assessoria de Imprensa: Ofício das Letras - Adriana Monteiro Produtor: Tiago Leão

Assistente de Produção: Guilherme Conrado Social Media: Tadeu Ramos

Tráfego Pago: Dona Sinhá Produções - André Hã

Acessibilidade (Audiodescrição e Libras): Incluir Pela Arte - Vanessa Bruna

Fotos e Vídeos: André Rodrigues e Elizabete Guimarães Gestão de Projeto: Patrícia Vieira e Anselmo Bandeira

Agradecimentos: Isabela Arvelos, Vitória Fonseca, Ana Prado, Claudete Bandeira e Maria José do Prado.


SERVIÇO

Espetáculo Solo

TEATRO DE ARENA EUGÊNIO KUSNET

(Rua Teodoro Baima, 96)

Sala Augusto Boal - 99 pessoas

De 29 de abril a 10 de maio (quarta a domingo)

Quarta a sexta às 20h, sábado às 18h e domingos às 17h. Duração: 50 min.

Classificação: 16 anos

Ingressos: Disponíveis no Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/solo-circulacao-sao-paulo/3349089) ou uma hora antes das apresentações na bilheteria do teatro.

Ingressos promocionais: Nas 24 horas que antecedem cada apresentação, os ingressos terão virada de lote.

Acessibilidade:

Sessão “Solo” - 01 de maio, às 20h* Audiodescrição e Libras.

Sessão “Solo” - 08 de maio, às 20h* (Libras) - Haverá bate-papo após o espetáculo.


Trechos da peça em vídeo:


 

domingo, 19 de abril de 2026

.: Comédia jovem "A.M.I.G.A.S." retorna a São Paulo a partir de 1º de maio


Ernesto Piccolo dirige texto de Duda Ribeiro adaptado por Julia Iorio, Luiza Lewicki e Isabel Castello Branco, numa montagem que transpõe afetos da vida real para o palco. A produção é de Joana Motta. Foto: Paulo Aragon

Sucesso de público a comédia "A.M.I.G.A.S.", criada para para o público jovem e adulto a partir no livro homônimo de Cláudia Mello, retorna a São Paulo para uma temporada de  1º a 31 de maio no Teatro Sabesp Frei Caneca, com apresentações às sextas e sábados às 20h00 e domingos às 19h00 (uma sessão acontece no dia 28 de maio às 20h00), O patrocínio é da Bradesco Seguros. A história gira em torno das amigas Aline, Dil e Dadá, com seus encontros e desencontros amorosos, suas expectativas nas relações, suas frustrações e seus desejos. Julia Iorio, Leticia Braga e Isabel Castello Branco interpretam essas personagens que criam a Associação das Mulheres Interessadas em Gargalhadas, Amor e Sexo. 

Para contracenar com o elenco feminino, o ator Bernardo Coimbra dá vida a vinte personagens diferentes no decorrer das cenas. Na montagem anterior, quem se desdobrava em diversos papéis era Ernesto Piccolo, diretor da montagem atual. A primeira montagem desse texto aconteceu há 26 anos com grande sucesso de público. A ideia de remontá-lo surgiu em 2025, motivada pelo encontro do diretor com Julia Iorio, filha do autor Duda Ribeiro, que faleceu em 2016. Essa reunião foi o impulso que faltava para viabilizar o sonho que ela tinha desde os 10 anos, quando assistia à fita da peça na casa do pai. 

Assim, Iório convidou suas amigas Isabel Castello Branco, filha de Maneco Quinderé (que também esteve na primeira versão da peça), e Luiza Lewicki para adaptar o texto para os nossos dias. Também foi convidada ao projeto a produtora Joana Motta, que, assim como o diretor, era muito amiga do autor. “O teatro é feito de equipe, então é muito legal, 26 anos depois, trabalhar com os filhos dos parceiros da primeira equipe. Julia, Luiza e Isabel são três meninas cheias de gás, de energia, muito criativas, que adaptaram o texto brilhantemente para os tempos modernos, mais o Bernardo arrebentando com suas várias personagens. Ando me divertindo muito. Tá sendo feito com amor”, diz o encenador.

Além da direção e da produção ficarem a cargo de profissionais experientes, o design de luz assinado por Quinderé e Ronald Teixeira, que também integrou a equipe anterior. Já os figurinos são assinados por Antonio Rocha; a programação visual e cenografia, por Antonia Motta; e a direção de movimento, por Julia Varga e Marcela Pires. O sucesso total de público na nova montagem de "A.M.I.G.A.S." garantiu outras temporadas no ano passado , e tanto Julia Iorio quanto Bernardo Coimbra foram indicados ao Prêmio FITA 2025 (Festa Internacional de Teatro de Angra), na categoria Ator Revelação. Bernardo foi o vencedor do prêmio. "A.M.I.G.A.S." é uma peça leve que promete divertir o público e que ressalta sobretudo, a amizade, com todas as dores, delícias, confusões e intensidades presentes nessa relação afetiva que desafia o tempo.


Ficha técnica
Espetáculo "A.M.I.G.A.S." 
Baseado no livro de Cláudia Mello
Elenco: Isabel Castello Branco, Julia Iorio, Leticia Braga e Bernardo Coimbra
Texto: Duda Ribeiro
Adaptação: Julia Iorio, Luiza Lewicki e Isabel Castello Branco
Direção: Ernesto Piccolo
Desenho de luz: Maneco Quinderé
Cenografia: Antonia Motta
Figurino 1ª temporada: Helena Araujo
Figurino: Antonio Rocha
Trilha musical: Rodrigo Penna
Stand in meninas: Carolina Matos
Assistência de direção: João Maia P
Assistência de cenografia: Felipe Loureiro
Supervisão e consultoria técnica de cenografia: Ronald Teixeira
Direção de movimento: Julia Varga e Marcela Pires
Programação visual: Antonia Motta
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Social media: Agência Nuah
Assistente administrativo: Marilene Teixeira
Controller - Físico Financeiro: Mariana Teixeira
Jurídico: Joaquim Motta
Fotos: Paulo Aragon
Produção geral: Joana Motta
Assistência de produção: Bels Ferrari


Serviço
Espetáculo "A.M.I.G.A.S."
Temporada: de 1° até 31 de maio - sextas e sábados às 20h00 e domingos às 19h00, com uma sessão extra na quinta dia 28 de maio, às 20h00.
Teatro SABESP Frei Caneca - Rua Frei Caneca, 569 - Consolação, São Paulo (dentro do Shopping Frei Caneca, 7º andar).
Ingressos: plateia baixa - R$150 (inteira), R$75 (meia-entrada); plateia - R$140 (inteira), R$70 (meia-entrada).
Venda on-line: https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/amigas-15904
Bilheteria: de terça a sexta-feira, das 12h00 às 15h00 e das 16h00 às 19h00; aos sábados, domingos e feriados, das 14h00 às 20h00. Em dias de evento, a bilheteria permanece aberta até 30 minutos após o início do espetáculo.
Duração: 80 minutos
Gênero: comédia
Classificação indicativa: 16 anos
Capacidade: 600 lugares
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

quarta-feira, 15 de abril de 2026

.: Crítica: "Não me Entrego, não" brinda à biografia de Othon Bastos e ao teatro

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do portal Resenhando.comFoto: Beti Niemeyer

Em abril de 2026



“Não Me Entrego, Não!” é o primeiro monólogo do ator, que revisita mais de sete décadas de carreira.
 

Um espetáculo que é um verdadeiro brinde à biografia do grande ator Othon Bastos mesclada ao teatro brasileiro e os acontecimentos históricos. Eis o monólogo “Não Me Entrego, Não!” do ator de 92 anos que passou pelo palco do Teatro do Sesc Santos, nos dias 10 e 11 de abril. Organizando lembranças e pensamentos junto ao teatro, cinema, política, amor e profissão, tudo é entrelaçado em blocos temáticos que esbarram nas experiências individuais.

Tendo ao lado, numa carteira escolar em modelo similar a dos anos 50, a memória, interpretada pela atriz Marta Paret, que o auxilia no andamento da narrativa que deixa o público vidrado. Assim, com muita agilidade e um vozeirão que ecoa em toda sala do teatro, ele revisita mais de sete décadas de carreira com rápido e divertido raciocínio. O que se testemunha é a presença cênica ímpar de Othon Bastos. 

Para tanto, tudo começa ainda no período escolar, quando a professora o faz prometer não caminhar pelas artes. No entanto, é o destino que leva o jovem Othon ao teatro, inicialmente trabalhando na parte técnica, passando a personagens sem fala até ganhar fama nos palcos, o que esbarra no cinema. Ali, diante do público ele relembra a trajetória percorrida, a qual foi pontuada por Flávio Marinho, a partir de aproximadamente 600 páginas de anotações pessoais. Não atoa, a montagem já soma mais de 40 mil espectadores, prêmios e indicações (Prêmio Shell e o Prêmio APTR). 

O monólogo, escrito e dirigido por Flávio Marinho é um emocionante recorte da trajetória artística de Othon Bastos. Contudo, ao ser recriada no palco, consequentemente, homenageia o teatro e até o cinema. Ao recordar a atuação em "Deus e o Diabo na Terra do Sol", assim como o espetáculo "Um Grito Parado no Ar", reforça que o presente é o resultado do passado e que, os erros, tendem a querer se repetir, mas cabe a nós lutarmos, o que justifica o sábio título da montagem, “Não Me Entrego, Não!”. Imperdível!

Acompanhe as apresentações e programe-se: instagram.com/othonbastosnoteatro

Serviço
Espetáculo “Não Me Entrego, Não!”
Sexta-feira, dia 10, e sábado, dia 11 de abril, às 20h00

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento

Terça a sexta-feira, das 9h00 às 21h30 | Sábados e domingos, 10h00 às 18h30   

Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida / Santos
Telefone: (13) 3278-9800        
Site do Sesc Santos
Instagram e Facebook: @sescsantos


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segunda-feira, 13 de abril de 2026

.: Mateus Solano no Teatro Renaissance com "O Figurante" após Portugal


Com mais de 250 apresentações e público de 150 mil espectadores, monólogo de Mateus Solano retorna a São Paulo após circulação internacional. Foto: Dalton Valério

Após temporada em Lisboa e passagem por dez cidades portuguesas, com 250 apresentações e público de 150 mil espectadores, "O Figurante" retorna a São Paulo para nova temporada no Teatro Renaissance, a partir de 2 de maio, com sessões aos sábados, às 19h00, e domingos, às 17h00. No monólogo, Mateus Solano dá vida a um figurante do audiovisual que passa a questionar sua própria existência e seu lugar em um mundo que insiste em mantê-lo em segundo plano. Com direção de Miguel Thiré, que retoma a parceria com o ator após "Selfie", o espetáculo conta com dramaturgia desenvolvida em colaboração por Isabel Teixeira, Mateus Solano e Miguel Thiré.

A trama mergulha na rotina de Augusto, um figurante que luta para encontrar a si próprio em meio a uma rotina pobre de sentido, que o mantém num lugar muito aquém da sua potência como ser humano.  O Figurante reflete sobre a dificuldade de se conectar com a própria essência e sobre os desafios de assumir o controle da própria narrativa. “Somos um animal que cria histórias para viver e um mundo para acreditar. Na ânsia em fazer parte desse mundo, acabamos por nos afastar de nós mesmos a ponto de não saber se somos protagonistas ou figurantes de nossa própria história”, reflete Mateus Solano.

A dramaturgia foi construída a partir do método "Escrita na Cena", desenvolvido por Isabel Teixeira, que estimulou o ator a explorar sua própria criatividade por meio de improvisos. As cenas criadas por Mateus foram gravadas, transcritas e reelaboradas por Isabel para compor o texto final, preservando a autenticidade das reflexões do personagem.

“Atores e atrizes escrevem no ar da cena, onde vírgula é respiração e texto é palavra dita e depois encarnada no papel. Essa é a tinta de base usada para escrever ‘O Figurante’. Partimos de improvisos de Mateus Solano e posteriormente mergulhamos no árduo e delicioso trabalho de composição e estruturação dramatúrgica. ‘O Figurante’ coloca no centro o que normalmente é deixado de lado, ampliando o olhar para o que muitas vezes passa despercebido”, explica Isabel Teixeira.

A peça dá continuidade à pesquisa de linguagem desenvolvida há anos por Miguel Thiré e Mateus Solano: uma encenação essencial, que se vale basicamente do corpo e da voz como balizas do jogo cênico. No palco nu, Mateus dá vida ao Figurante e demais personagens através do trabalho mímico. 

“Sempre acreditei em um teatro que debate direto com a sociedade, que toca o público. O que queremos dizer? Como vamos dizer? Neste quinto trabalho juntos, ao invés de dividirmos o palco, passo eu para esse lugar de ‘espectador profissional’ que é a direção. Acompanho o trabalho desse brilhante ator (Mateus Solano) que dá vida a um outro ator (o personagem) que, por sua vez, não consegue brilhar. “O Figurante busca colocar o foco onde normalmente não há. O trabalho é fazer este personagem quase desaparecer, estar fora de foco, ser parte do cenário”, explica Miguel Thiré, diretor.


Ficha técnica
Espetáculo "O Figurante"
Dramaturgia: Isabel Teixeira, Mateus Solano e Miguel Thiré. Atuação: Mateus Solano. Direção: Miguel Thiré. Direção de Produção: Carlos Grun. Direção de Movimento: Toni Rodrigues. Desenho de Luz: Daniela Sanches. Direção Musical e Trilha Original: João Thiré. Design Gráfico: Rita Ariani. Desenho de Som: João Thiré. Fotos: Guto Costa. Equipe de Produção: Flavia Espírito Santo, Glauce Guima, Kakau Berredo e Cleidinaldo Alves. Idealização e Realização: Mateus Solano, Miguel Thiré e Carlos Grun. Produção: Bem Legal Produções. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli.


Serviço:
Espetáculo "O Figurante"
De 2 de maio a 26 de julho de 2026 - Sábados às 19h e domingos às 17h.
Duração: 70 minutos. Classificação etária: 12 anos.
Ingressos: R$ 75,00 (meia-entrada) a R$ 150,00 (inteira), disponíveis em https://teatrorenaissance.com.br/

Teatro Renaissance
Alameda Santos 2233 - Jardim Paulista, Piso E1
Bilheteria de sexta a domingo das 14h ao início do espetáculo.

.: Com grande elenco, musical "Shrek" estreia nesta quarta no Teatro Renault



Apresentado pelo Ministério da Cultura e Brasilprev, com patrocínio master da Comgás, o espetáculo "Shrek - O Musical", inspirado no filme vencedor do Oscar de Melhor Animação (2002), chega a São Paulo com uma superprodução dos mesmos produtores de "Wicked". A história do icônico ogro mais amado do mundo desembarca no Teatro Renault, em São Paulo, a partir do dia 15 de abril, trazendo diversão para toda a família. Para o elenco, foram escaladas estrelas como Tiago Abravanel, como Shrek, Evelyn Castro, como Burro, e Myra Ruiz e Fabi Bang, dando vida para Fiona em sessões alternadas, além de um grande números de atores já conhecidos dos grandes musicais brasileiros. Os ingressos já estão à venda no site da Tickets For Fun ou na bilheteria do teatro.

Depois de conquistar milhões de fãs ao redor do mundo, "Shrek - O Musical" vai transformar o palco do teatro em um verdadeiro reino encantado. A produção chega com cenários grandiosos, figurinos premiados e efeitos especiais impressionantes. Só para Tiago Abravanel serão 200 próteses, confeccionadas em Londres - uma diferente para cada sessão. A caracterização leva cerca de três horas, envolvendo maquiagem, próteses e figurino. 

Já a transformação de Fiona humana para ogra é uma das trocas mais rápidas e complexas do teatro musical, realizada em tempo recorde. "Trabalhar o figurino de Fiona é um exercício de dualidade. Precisamos unir a delicadeza da princesa à robustez da ogra, preservando a agilidade necessária para as cenas. Beber na fonte dos desenhos de Tim Hatley foi fundamental para garantir que o público brasileiro tenha a mesma experiência visual impactante da Broadway, mas com o toque e a excelência da nossa produção local", conta a figurinista Ligia Rocha.

O espetáculo recria, com humor e imaginação, o universo irreverente de Shrek e os números impressionam. Ao todo são 30 atores em cena, mais de 940 itens de figurino (totalizando 145 looks completos), 57 chapéus, 280 pares de sapatos em cena, 150 perucas, 15 trocas de cenários ao longo do espetáculo, 25 números musicais e um dragão de cerca de 9 metros.

"É um personagem querido por tantas gerações, cheio de humor, coragem e coração. Minha expectativa é levar energia, emoção e muita diversão ao público", comemora Tiago Abravanel. Evelyn Cardoso contou sobre os desafios do Burro: “É um personagem que exige ritmo, escuta e entrega. O Burro é o coração pulsante da história, aquele que provoca, questiona e move a narrativa. Assumir esse papel é um desafio que me instiga como atriz”.

Myra Ruiz, depois da intensidade de Elphaba, contou um pouco sobre estar no papel de Fiona: “É muito especial mergulhar em uma personagem tão divertida, cheia de nuances e humanidade. Estou animada para reencontrar o público em um espetáculo que equilibra humor, emoção e uma mensagem muito bonita". Já para Fabi Bang, Fiona é uma personagem que sempre admirou: “Ela foge dos padrões e abraça quem realmente é. O púbico pode esperar uma produção feita com muito amor e dedicação”.

A história acompanha Shrek e seu inseparável amigo Burro Falante em uma jornada repleta de música, gargalhadas e aventura. Ao longo do caminho, eles desafiam estereótipos e provam que todos merecem um final feliz, mesmo quando estão fora dos padrões dos contos de fadas.

"'Shrek' é uma história sobre quebrar moldes, e ter Fabi e Myra se revezando no papel de Fiona é a personificação desse talento sem fronteiras. A montagem no Teatro Renault não é apenas uma reprodução, é uma celebração da grandiosidade técnica que o teatro musical brasileiro alcançou. Estamos unindo o humor ácido e o coração gigante dessa história para criar um espetáculo que conversa com todas as gerações”, conta o diretor Gustavo Barchilon.

“I’m Beliver” será cantada em inglês, preservando a versão icônica do filme original, que completa em 2026, 25 anos de lançamento. O Brasil é o segundo maior público de Shrek no mundo, em bilheteria e alcance de público. O espetáculo traz referências visuais e cênicas a grandes clássicos do teatro musical como “Mary Poppins”, “O Fantasma da Ópera”, “O Rei Leão”, “Gypsy”, “A Chorus Line”, “Chicago”, Priscilla, a Rainha do Deserto”, “Dreamgirls” — em tom de homenagem e humor.

O musical estreou originalmente na Broadway em 2008, no Broadway Theatre. Desde então, "Shrek - O Musical" ganhou o mundo, com produções em países como Espanha, França, Itália, Holanda, Alemanha, México, Argentina, Israel e Austrália. Baseado no filme de animação da DreamWorks e no roteiro de William Steig, o musical tem texto e letra de David Lindsay-Abaire e músicas de Jeanine Tesori. Ao redor do mundo, é celebrado por seu humor e alto astral em uma história para toda a família.

A nova superprodução brasileira é assinada pelo Instituto Artium, em coprodução com o Atelier de Cultura, os mesmos responsáveis por grandes sucessos do teatro musical no país, como “Wicked - A História Não Contada das Bruxas de Oz”.

"Cada nova produção é uma oportunidade de elevar o padrão técnico e artístico do teatro musical brasileiro. Em Shrek - O Musical, investimos em soluções cenográficas criativas, efeitos especiais de impacto e uma estrutura inédita para contar essa história de forma grandiosa e emocionante. O público pode esperar um espetáculo inovador e surpreendente", declara Carlos Cavalcanti, presidente do Instituto Artium.

"Shrek - O Musical" é apresentado pelo Ministério da Cultura e Brasilprev. "O apoio a 'Shrek - O Musical' reforça o compromisso da Brasilprev de oferecer ao público boas histórias e incentivar grandes espetáculos. Um valor que nos guia é acreditar na construção de um futuro sólido apoiado na cultura que une gerações", afirma Camilo Buzzi, diretor Comercial e de Marketing da Brasilprev.

O espetáculo também conta com patrocínio master da Comgás. "Acreditamos no poder transformador da cultura como ferramenta de inclusão, educação e desenvolvimento social. É um orgulho para a Comgás apoiar um projeto que gera impacto positivo e promove a conexão entre as pessoas", afirma Monalisa Trouquim, Diretora de Pessoas, Cultura e Sustentabilidade da Comgás.


Elenco
Shrek - Tiago Abravanel
Princesa Fiona - Fabi Bang
Princesa Fiona - Myra Ruiz 
Burro - Evelyn Castro 
Lorde Farquaad - Baccic
Lorde Farquaad Alternante - Fabrizio Gorziza
Dragona - Amanda Vicente
Pinóquio - Mateus Ribeiro
Ensemble e Swings: Luisa Bresser, Pamela Rossini, Vania Canto, Fabrizio Gorziza, Bia Vasconcellos, Roberto Justino, Gabriela Gatti, Pedro Balu, Carla Vazquez, Fernanda Godoy, Eddy Norole, Afonso Monteiro, Thiago Perticarrari, Gabriel Querido, Clarty Galvão, Gabi Camisotti, Thaiane Chuvas, Fernanda Muniz, Leo Rommano, Lucas Corsino, Tati Christine, Mariana Montenegro e Sergio Blur


Equipe criativa
Baseado no livro de: William Steig
Texto e letras: David Lindsay-Abaire
Músicas: Jeanine Tesori
Produzido originalmente na Broadway por DreamWorks Theatricals & Neal Street Productions 
Produção original dirigida por Jason Moore & Rob Ashford
Figurinos baseados nos desenhos de Tim Hatley
Direção geral: Gustavo Barchilon
Direção Musical: Thiago Rodrigues
Coreografia: Anelita Gallo
Cenário: Tim Hatley
Figurino: Lígia Rocha
Design de luz: Vinicius Zampieri
Design de som: Gustavo Inca
Design de vídeo: Bruna Junqueira
Design de maquiagem: Cris Takkahashi
Design de perucas: Feliciano San Roman
Design de próteses: Bruno Vinagre
Versão brasileira: Victor Mühlethaler
Direção técnica: David Brenon
Produção executiva: Pia Calixto
Diretor de operações: Pedro Romani
Diretor geral de produção: Baccic 


Ficha técnica
Apresentado por Ministério da Cultura e Brasilprev
Patrocínio Master: Comgás
Patrocínio Ouro: Sem Parar
Patrocínio: Farmacêutica EMS e Alelo
Apoio: Livelo, Unisys, Atlas Schindler, CNA, SegurPro e NR
Hotelaria Oficial: Radisson Blu São Paulo
Catering Oficial: Dona Deôla
Maquiagem Oficial: Linha Bruna Tavares
Coprodução: Atelier de Cultura
Realização: Instituto Artium de Cultura, Ministério da Cultura e Governo Federal


Serviço
"Shrek - O Musical"
Estreia dia 15 de abril, quarta-feira, às 20h00
Até 7 de junho
Local: Teatro Renault | Av. Brigadeiro Luis Antonio, 411 – Bela Vista

Sessões:
Quartas, quintas e sextas | 20h00
Sábados | 15h00 e 19h30
Domingos | 14h00 e 18h30
Ingressos: De R$50,00 a R$450,00

Vendas
Bilheteria on-line: www.ticketforfun.com.br
Bilheteria física | Sem taxa de conveniência
Teatro Renault | Av. Brigadeiro Luis Antonio, 411 – Bela Vista
De terça a domingo, das 12h às 20h, exceto feriados
Classificação: livre. Menores de 12 anos devem estar acompanhados dos responsáveis legais
Duração: 165 minutos (com 15 minutos de intervalo)

Ogro Pass - Visita aos bastidores
Para os fãs que querem uma experiência exclusiva, a produção oferece a promoção Ogro Pass, limitada a 50 ingressos por sessão nos setores Plateia VIP Pântano, Camarote VIP Pântano e Balcão VIP Pântano, válida apenas nas primeiras 48 horas após a abertura de novas datas, incluindo tour pelos bastidores do espetáculo. A visita aos bastidores para os compradores do Ogro Pass acontecerá uma hora antes da sessão. Confira todas as regras da promoção nas redes sociais do espetáculo.

Cliente Brasilprev tem 30% de desconto
Regras da promoção: Desconto não cumulativo com outros descontos, como meia-entrada e limitado a 4 ingressos por CPF do comprador. Promoção válida para todos os setores, exceto Balcão Economy Torre. Importante: caso encontre dificuldades em obter o desconto, entre em contato com a Central de Relacionamento Brasilprev, disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h (exceto feriados). Capitais e regiões metropolitanas: 4004-7170. Demais localidades: 0800 729 7170

Sobre a Brasilprev
Com 32 anos de atuação, a Brasilprev Seguros e Previdência S.A. tem como acionistas a BB Seguros — braço de seguros, capitalização e previdência privada do Banco do Brasil — e a Principal Financial Group. Líder do setor, administra mais de R$454,2 bilhões em ativos e atende 2,5 milhões de clientes, oferecendo soluções acessíveis e serviços diferenciados, com a rede do Banco do Brasil como principal canal de distribuição.

Sobre a Comgás
A Comgás possui mais de 24 mil quilômetros de rede de distribuição de gás encanado em 96 municípios, abastecendo os segmentos industrial, comercial, residencial e automotivo, além de viabilizar projetos de cogeração e disponibilizar gás para usinas de termogeração. A companhia atende mais de 2,8 milhões de clientes em sua área de concessão no estado de São Paulo: a Região Metropolitana de São Paulo, a Região Administrativa de Campinas, a Baixada Santista e o Vale do Paraíba.

Sobre os produtores
O Instituto Artium de Cultura e o coprodutor Atelier de Cultura são referência no mercado de entretenimento ao vivo para os espectadores e para as marcas devido ao destaque da qualidade técnica e artística de suas produções de padrão internacional. Desde 2013, os produtores trouxeram ao Brasil importantes títulos do teatro musical internacional, como "A Madrinha Embriagada", "O Homem de La Mancha", "A Noviça Rebelde", "Annie", "Billy Elliot", "Escola do Rock" e "Charlie e a Fantástica Fábrica de Chocolate". Em 2022, o Atelier de Cultura realizou o "Evita Open Air", com a maior estrutura já construída para teatro musical no Brasil, a céu aberto, no Parque Villa-Lobos. Suas últimas coproduções foram Cantando na Chuva, no Teatro Sérgio Cardoso - SP, Legalmente Loira, no Teatro Claro Mais SP, "Shakespeare Apaixonado", no 033 Rooftop - SP e "Wicked - A História Não Contada das Bruxas de Oz", com temporada de gigantesco sucesso no Teatro Santander - SP, em 2023, e no Teatro Renault - SP, em 2025.
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