Sobre a autora
Sobre o diretor
Ficha técnica
Espetáculo "Pluft, o Fantasminha"
Serviço
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Reconhecendo que as pautas climáticas necessitam de espaços de disseminação de conhecimento para além da academia, “Antropoceno” promove uma convergência vital entre ciência e arte. O teatro é utilizado como veículo de reflexão sobre o nosso papel como agentes transformadores, desmistificando a visão de que os territórios do Sul Global são apenas agentes propulsores de impactos ambientais e questionando pensamentos considerados complexos, como geopolítica, antropologia, sociologia e geologia, por meio da linguagem teatral.
Ficha técnica
Espetáculo "Antropoceno"
Idealização e atuação: Lípar
Dramaturgia: JùpïRã Transeunte
Direção: Douglas Lima
Direção de ator: Luiz Fernando Almeida
Direção musical: Marcos dos Santos
Preparação corporal: Eleonora Artsynck
Fotos: Cacá Bernardes
Ficha técnica
Espetáculo "Antropoceno"
Quinta-feira, dia 30 de julho, às 20h00.
Sesc Santos | Avenida Conselheiro Ribas, 136 - Santos / SP
Ingressos: R$ 12,00 (credencial plena), R$ 20,00 (meia-entrada) e R$ 40,00 (inteira)
A programação da semana do Teatro Arena B3 recebe um dos grandes clássicos da dramaturgia brasileira. Nos dias 25 e 26 de julho, a atriz Luisa Thiré apresenta o premiado monólogo "Valsa Nº 6", de Nelson Rodrigues, em uma temporada relâmpago com apenas quatro apresentações. Dirigido por Cláudio Torres Gonzaga, o espetáculo marca os 14 anos da montagem, que desde sua estreia, em 2012, no centenário de nascimento de Nelson Rodrigues, conquistou reconhecimento de público e crítica, além de representar a dramaturgia brasileira em turnês por cidades da Espanha, Portugal e Cabo Verde.
Escrita em 1951, a peça acompanha Sônia, uma adolescente de 15 anos que, entre delírios e fragmentos de memória, reconstrói os acontecimentos que culminaram em seu assassinato. Embalada pela célebre "Valsa Nº 6", de Chopin, a narrativa transforma-se em um thriller psicológico que evidencia temas como violência contra a mulher, machismo estrutural, culpabilização da vítima e desigualdades de gênero — questões que permanecem atuais mais de sete décadas após a criação do texto.
Com elementos característicos da obra de Nelson Rodrigues, como paixão, ciúme, sedução, humor e tragédia, o espetáculo propõe uma reflexão sobre a permanência de estruturas sociais que naturalizam a violência e silenciam as vítimas. A montagem também se destaca pela concepção visual. O cenário, assinado pelo artista plástico Sérgio Marimba, aposta em uma estética não realista, enquanto o figurino criado por Teca Fichinski, premiado pela crítica especializada, torna-se parte essencial da narrativa. O vestido utilizado por Luisa Thiré possui uma saia de aproximadamente 12 metros de tecido, ocupando praticamente todo o palco e simbolizando a prisão da personagem em suas próprias lembranças.
Apaixonada pela obra de Nelson Rodrigues desde a época em que estudava Artes Cênicas na Unirio, Luisa idealizou o projeto e, ao lado de Cláudio Torres Gonzaga, construiu uma montagem que permanece em cartaz há mais de uma década. Após percorrer diversas cidades brasileiras e internacionais, "Valsa Nº 6" chega ao Teatro Arena B3 para uma rara oportunidade de ser assistida pelo público paulistano, em apenas um final de semana.
Serviço
Espetáculo "Valsa Nº 6", de Nelson Rodrigues
Elenco: Luisa Thiré
Direção: Cláudio Torres Gonzaga
Datas: 25 e 26 de julho de 2026
Apresentações: quatro sessões
Local: Teatro Arena B3 – Praça Antônio Prado, 48 – Centro Histórico de São Paulo
Duração: 55 minutos
Classificação indicativa: 14 anos
O Sesc 24 de Maio recebe, de 23 de julho a 9 de agosto, a temporada do espetáculo "Meu Corpo Está Aqui", obra vencedora dos prêmios FITA e APTR e indicada ao Prêmio Shell. Com texto e direção de Julia Spadaccini e Clara Kutner, a montagem aborda afeto, desejo e sexualidade a partir das vivências de artistas com deficiência, tema inédito nos palcos brasileiros. Construído a partir das experiências pessoais do elenco, formado por artistas PCDs, o espetáculo apresenta personagens que falam abertamente sobre seus relacionamentos, seus corpos e seus desejos. A partir de depoimentos ficcionalizados, a obra convida o público a refletir sobre os estigmas, silenciamentos e apagamentos historicamente impostos às pessoas com deficiência.
A dramaturgia, escrita por Julia Spadaccini, também pessoa com deficiência, e Clara Kutner, mistura relatos pessoais e ficção para retratar os encontros entre desejo e afeto, evidenciando tanto as descobertas quanto os obstáculos vividos por corpos frequentemente colocados à margem das representações sociais. No elenco estão Bruno Ramos, artista surdo usuário de Libras; Juliana Caldas, atriz com nanismo, Pedro Fernandes, ator com paralisia cerebral com cognitivo preservado e usuário de cadeira de rodas; e Sara Bentes, artista cega. A direção de produção e coordenação geral do projeto são de Claudia Marques.
Em "Meu Corpo Está Aqui", a ficção surge como ferramenta de aproximação e reconhecimento. Ao evidenciar experiências afetivas e desejos que atravessam todas as pessoas, o espetáculo questiona preconceitos e amplia o debate sobre inclusão, autonomia e diversidade. A montagem propõe um olhar que reconhece as pessoas com deficiência como sujeitos plenos, capazes de viver e narrar suas próprias histórias.
Além da temporada, no dia 1º de agosto, às 18h00, o Sesc 24 de Maio recebe o lançamento do livro "Meu Corpo Está Aqui" e a exibição do documentário homônimo. A programação tem início com um bate-papo de aproximadamente 30 minutos, com a participação das diretoras do espetáculo e autoras do livro, Clara Kutner e Julia Spadaccini, da diretora do documentário, Camila Sokolowski, e do elenco da peça. Na sequência, será exibido o documentário, com 22 minutos, seguido de sessão de autógrafos do livro no foyer do teatro até o horário do espetáculo, às 20h00. Compre o livro do espetáculo "Meu Corpo Está Aqui" neste link.
"Meu Corpo Está Aqui - O Documentário"
No Rio de Janeiro, quatro artistas PCDs, vindos de lugares diversos do Brasil, se reúnem para ensaiar uma peça teatral. Celebram alegria de seguir o caminho artístico, reafirmando no palco a potência de suas vozes e a luta contra o capacitismo. O que acontece quando o afeto e o desejo ocupam o centro do palco através de corpos que a sociedade, historicamente, tentou invisibilizar? Juntos, eles trazem para a cena vivências reais que misturam ficção, depoimentos e poesia visual.
A diretora Camila Sokolowski acompanhou o grupo desde o dia 1 da chegada ao Rio, passando pelo processo de ensaio, as vivências individuais e pelos impactos dessa experiência na vida de cada um dos participantes.
"Meu Corpo Está Aqui" - Livro
Sucesso no teatro, a peça "Meu Corpo Está Aqui", que aborda a sexualidade das pessoas com deficiência, é lançada em livro pela editora Cobogó. Escrita por Julia Spadaccini e Clara Kutner, a dramaturgia foi construída a partir de experiências pessoais das atrizes e dos atores PCDs que estrelam o espetáculo, posteriormente ficcionalizadas para retratar vivências afetivas e sexuais. Agora publicada em livro, a obra conta com prefácio assinado por Benedita Casé e apresenta um jogo entre as pulsões e os obstáculos encontrados pelas personagens em suas descobertas afetivas e sexuais, tratando abertamente sobre essas experiências em cena.
Paradigmas culturais e históricos sobre a sexualidade das pessoas com deficiência são questionados com humor, sem que a urgência e a importância do tema sejam deixadas em segundo plano. O resultado é uma conexão entre cena e público, evidenciando as semelhanças que existem entre todos nós: almas habitando corpos diferentes.
Ficha técnica (espetáculo)
"Meu Corpo Está Aqui", da Fábrica de Eventos
Texto e direção: Julia Spadaccini e Clara Kutner
Elenco: Bruno Ramos, Juliana Caldas, Pedro Fernandes e Sara Bentes
Intérpretes de Libras: Christofer Moreira
Direção de produção: Claudia Marques
Diretor assistente: Michel Blois
Produção: Fabricio Polido
Pesquisa de dramaturgia: Marcia Brasil
Colaboração de texto: Bruno Ramos, Juliana Caldas, Haonê Thinar, Pedro Fernandes e Sara Bentes
Figurino e cenografia: Beli Araujo
Iluminação: Paulo Cesar Medeiros
Direção de movimento: Laura Samy
Música: Luciano Câmara
Visagismo: Cora Marinho
Operador de luz: Leandro Barreto
Operador de som: Carlos Gabriel
Realização: Fábrica de Eventos
Ficha técnica (documentário)
"Meu Corpo Está Aqui - O Documentário"
Gênero: documentário
Direção: Camila Sokolowski
Elenco: Haonê Thinar, Juliana Caldas, Bruno Ramos e Pedro Fernandes.
Produção: Julia Spadaccini
Fotografia: Felipe Marques, Geovane Ferreira e Victor Gautier
Duração: 22 minutos
Realização: Minhoca Filmes, Inova Filmes, Criativa Wip e Fábrica de Eventos
Serviço
Espetáculo "Meu Corpo Está Aqui"
Com Bruno Ramos, Juliana Caldas, Pedro Fernandes e Sara Bentes
Temporada: até dia 9 de agosto de 2026
Quintas, sextas e sábados, às 20h00 (exceto dia 6 de agosto). Domingos e feriados, às 18h00
Sessão extra no dia 8 de agosto, às 17h00.
Acessibilidade: intérprete de Libras em todas as sessões e audiodescrição nos dias 25 de julho, 1° e 8 de agosto.
Teatro do Sesc 24 de Maio – Rua 24 de Maio, 109, República / São Paulo
Classificação: 16 anos
Ingressos: no site sescsp.org.br/24demaio e no aplicativo Credencial Sesc SP e nas bilheterias das unidades - R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (meia-entrada) e R$ 15,00 (Credencial Sesc)
Duração: 60 minutos
"Meu Corpo Está Aqui": documentário, lançamento do livro e bate-papo
Participantes: Bruno Ramos, Juliana Caldas, Pedro Fernandes e Sara Bentes (elenco do espetáculo), as Clara Kutner e Julia Spadaccini (autoras e diretoras do espetáculo e livro) e Camila Sokolowski (diretora do documentário).
Dia 1° de agosto de 2026, às 18h00
Acessibilidade: Intérprete de Libras e audiodescrição
Classificação: 16 anos
Ingressos: gratuito com retirada de ingressos uma hora antes
Duração: 60 minutos
Serviço de van: transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h00 às 23h00, e aos domingos e feriados, das 18h00 às 21h00.
A Cia. Navega Jangada fala sobre a importância da imaginação e como as pessoas aprendem a lidar com o intangível no infantojuvenil "Um Amigo Não Imaginário", com direção e texto de Talita Cabral. O espetáculo tem novas apresentações no Sesc Santo Amaro, de 21 de junho a 2 de agosto, aos domingos, às 16h. O trabalho ainda tem composições de Rodrigo Régis e traz no elenco Taynã Marquezone, Lucas Vedovoto e Thiago Ubaldo.
O espetáculo leva ao público a história de um amigo imaginário que, de forma inédita, nunca foi imaginado por uma criança. Em busca de ser real, esse ser singular se vê diante de um desafio: conquistar o imaginário de uma criança e, assim, ganhar vida. Na trama, acompanhamos a jornada de um amigo invisível que, ao longo do tempo, observa o desejo de ser imaginado por uma criança. Porém, o que torna essa história única é que, até então, esse amigo nunca foi "criado" por nenhuma mente infantil. Ele passa a viver a angústia de ser uma figura solitária no mundo da imaginação. Mas, quando um adulto sem perceber, entra em contato com ele, um confronto divertido e poético acontece, revelando a fragilidade e a força da imaginação, e como ela pode conectar mundos aparentemente distantes.
A peça não é apenas uma reflexão sobre a infância e a imaginação, mas também sobre como vemos e interagimos com o invisível e o intangível. A peça desafia as convenções de um mundo racional e adulto, apresentando um convite à redescoberta da capacidade de sonhar e de se conectar com aquilo que não se vê, mas que se sente profundamente. Também propõe uma reflexão divertida sobre a importância da imaginação na vida adulta, mostrando que, mesmo em uma sociedade racional, o imaginário tem seu poder.
A Cia. Navega Jangada de Teatro foi fundada em 2008 em Santo André, mas vinha desenvolvendo suas pesquisas na área do teatro de animação, circo, corporalidade do ator e música desde 2006. Criada por Talita Cabral (diretora e atriz) e Rodrigo Regis (compositor e diretor musical e músico) tem como principal característica em seus trabalhos a música como forma de narrativa. Possui um vasto repertório de espetáculos teatrais, que mesclam teatro de animação, popular, circo e linguagem não verbal.
Ficha técnica
"Um Amigo Não Imaginário"
Dramaturgia e direção: Talita Cabral
Composições: Rodrigo Régis
Elenco: Taynã Marquezone, Lucas Vedovoto e Thiago Ubaldo
Figurinos: Talita Cabral
Cenário: Palhassada Ateliê e Talita Cabral
Maquiagem: A Cia
Concepção e operação de luz: Junior Docini
Técnico de som: Rodrigo Rossi
Contrarregra: Lui
Serviço
"Um Amigo Não Imaginário", com Cia Navega Jangada
Temporada até dia 2 de agosto de 2026
Aos domingos, às 16h00
Sesc Santo Amaro - R. Amador Bueno, 505 - Santo Amaro / São Paulo
Ingressos: R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (meia-entrada), R$ 12,00 (credencial plena) e grátis para crianças de até 12 anos não pagam ingressos
Vendas on-line em sescsp.org.br ou presencialmente na bilheteria de qualquer unidade do Sesc São Paulo
Classificação: livre
Duração: 60 minutos
Acessibilidade: teatro acessível a pessoas com mobilidade reduzida
Influenciada por diversos ritmos da música brasileira, como samba, forró, maracatu e baião, a cantora e atriz paulistana Virgínia Rosa, que atualmente também brilha na novela "Coração Acelerado" (TV Globo), celebra sua brilhante trajetória e os 30 anos da produtora MESA2 no projeto "2X Virgínia Rosa" em duas noites no Teatro BDO Jaraguá. Em 25 de julho, às 20h00, ela sobe ao palco ao lado de Dino Barioni para apresentar o show A Voz do Coração. Em 26 de julho, às 18h00, convida Swami Jr. para mostrar o repertório de “Vou na Vida”.
Sobre o projeto de revisitar seus primeiros discos, Virgínia Rosa diz: “Sempre tive vontade de participar de um projeto no qual eu pudesse apresentar shows relacionados aos meus trabalhos fonográficos. Em A Voz do Coração, ao lado do excelente músico Dino Barioni, recrio meu segundo CD, gravado ao vivo. E no show Vou na Vida tenho o privilégio de reencontrar o maravilhoso Swami Jr, que produziu o Batuque, meu primeiro disco”.
Mesmo depois de 25 anos de sua estreia, A Voz do Coração é considerado um marco na carreira da cantora e do violonista e arranjador Dino Barioni. O show fez tanto sucesso na época, nos extintos Supremo Musical e Teatro Crowne Plaza, que a gravadora Lua Discos o registrou ao vivo e lançou-o em CD (2001), também muito bem recebido pelo público e crítica. Composições de Gilberto Gil, Lenine, Luiz Gonzaga, Chico César, Celso Fonseca, Luiz Melodia e outros estão nesse surpreendente repertório.
“Estou contente com o convite e a chance de relembrar esse show tão importante para nós. Meu set incluía guitarra, violão, viola caipira e bandolim e lembro que era divertido chegar carregando tudo aquilo. Era ao mesmo tempo um desafio e grande responsabilidade, pois o repertório exigia muito da minha performance e o papel de um acompanhador solo nos instrumentos de corda, sendo a única referência para a cantora e tendo que fazer todo o preenchimento exige muita concentração. Acho que fizemos uma linda parceria e estou animado para reviver isso”, revela Barioni.
Já “Vou na Vida” revisita o disco “Batuque” (1997), o primeiro e muito elogiado trabalho de Virgínia Rosa. O disco teve produção musical do próprio compositor, arranjador e violonista Swami Jr., que a acompanha novamente no palco. A música que deu título ao álbum, inclusive, foi composta pela dupla e acaba de ganhar uma nova versão na voz de Mônica Salmaso.
Virgínia e Swami se conheceram na histórica banda Mexe Com Tudo, que marcou a noite paulistana nos anos 80 e 90 e excursionou pela Europa, onde gravou e lançou um LP. Swami e Virgínia têm enorme cumplicidade musical e recriam neste lindo e emocionante show canções de Lenine, Chico César, Itamar Assumpção, Zé Miguel Wisnik e outros, além de composições do próprio Swami (diretor musical da cantora Omara Portuondo, diva do Buena Vista Social Club).
“Além de ser uma glória estar ao lado de Virginia Rosa, esse show traz de volta memórias, afetividades de um encontro que nós tivemos no início da carreira dela. Quando lançamos ‘Batuque’, fizemos dezenas de shows juntos. Foi um período muito fértil e lindo, que eu guardo com carinho. É uma emoção e uma redescoberta reencontrá-la no show ‘Vou na Vida’ e ver que ela segue sendo uma artista incrível, surpreendente e muito vigorosa. É um prazer imenso dividir o palco com ela.”, declara Swami.
Sobre a MESA2
Criada em 1996 por Fernando Cardoso e Roberto Monteiro, inicialmente como uma produtora de vídeo, a MESA2 tem se destacado ao longo dessas três décadas por produzir espetáculos de música e peças de teatro, além de cuidar da carreira de grandes talentos dessas artes como a própria Virgínia Rosa, Debora Falabella, Naruna Costa, Lucinha Lins, Ailton Graça e outros tantos artistas.
Sobre Virgínia Rosa
Virgínia Rosa nasceu e cresceu em São Paulo. Na adolescência, ela e seus primos participaram de festivais estudantis com o Grupo Lógica. Nos anos 1980, foi vocalista da banda Isca de Polícia, de Itamar Assumpção, e depois do grupo Mexe com Tudo. Ao longo da carreira, cantou forró, samba, choro, maxixe, jazz, reggae, carimbó, funk, blues, balada, baião, maracatu e até música erudita.
Em 1997, lançou seu primeiro CD solo: "Batuque" (foi indicada ao Prêmio Sharp de Cantora Revelação). Vieram depois "A Voz do Coração", "Samba a Dois", "Virgínia Rosa e Geraldo Flach - Voz & Piano", "Baita Negão" e "Virgínia Rosa Canta Clara" (que deu origem também a um especial de TV), em que a cantora homenageia Clara Nunes, que teve grande influência nas suas escolhas musicais.
Entre os diversos shows da cantora estão "Na Batucada da Vida", "Palavra de Paulista" e "Divina Elizeth", em que presta homenagem à Elizeth Cardoso – conhecida como "A Divina" –, que marcou o nascimento da bossa nova com o lançamento do disco "Canção do Amor Demais", em 1958. No formato voz e piano, Virgínia canta sucessos da cantora como “Barracão”, “Naquela Mesa”, “Canção de Amor” e “Na Cadência do Samba”. No musical "Cartola - O Mundo É Um Moinho (2016/2017), Virgínia interpretou Dona Zica ao lado de Flavio Bauraqui (Cartola).
"Palavra de Mulher" - com DVD lançado em 2015 - merece destaque especial. Nele, Virgínia Rosa, Lucinha Lins e Tânia Alves interpretam e cantam, em clima de cabaré, personagens femininas imortalizadas nas canções de Chico Buarque. O espetáculo estreou em 2008 e, desde então, viaja pelo país sempre arrebatando o público.
Mas Virgínia foi além do canto e começou uma carreira de atriz. Fez sua estreia na televisão na novela "Babilônia" (2015) depois atuou em "Pega Pega" (2017) e na versão de 2019 de "Éramos Seis", todas na Rede Globo. Os trabalhos de Virgínia Rosa incluem ainda a série "Rota 66: A Polícia que Mata", inspirada no livro homônimo de Caco Barcellos, disponível no Globoplay. Atualmente, está no ar como Nora, em Coração Acelerado, novela das 19h da TV Globo, que segue sendo exibida até meados de agosto.
Serviço
Show "2X Virgínia Rosa"
Sábado, dia 25 de julho, às 20h00 - "A Voz do Coração", com Dino Barioni
Domingo, dia 26 de julho, às 18h00 - "Vou na Vida", com Swami Jr.
Ingressos: R$ 120,00 inteira e R$ 60,00 meia-entrada
Promo combo dois shows - R$ 100,00 (cem reais). Obrigatória a apresentação do ingresso do segundo show na entrada do teatro para obtenção do desconto do combo.
Teatro BDO Jaraguá: Rua Martins Fontes, nº 71, Centro (Metrô Anhangabaú), (11) 2802-7075 @teatrobdojaragua www.teatrobdojaragua.com.br
Bilheteria: a partir das 17h de sextas-feiras ou pelo link: https://bileto.sympla.com.br/event/121534
Capacidade: 260 lugares | Duração: 75 minutos | Indicação etária: livre |
Estacionamento na entrada principal do Hotel Nacional Inn Jaraguá Estapar com valor reduzido de R$ 30,00 (trinta reais) ao teatro por até 4h, valorizando a experiência “Bar do Clóvis + show + Restaurante W3 do hotel”
Regina Casé, musa de Caetano Veloso, para quem ele compôs a música “Rapte-me, Camaleoa” está em cartaz com o espetáculo “Viva! Vida!”, em São Paulo. O solo escrito por Estêvão Ciavatta e dirigido por Daniela Thomas traz Regina transbordando todo o seu talento enquanto apresenta a biografia da Terra. O DNA do Planeta é surpreendente, mas não tanto quanto a capacidade camaleônica de Regina em nos contar esta trajetória fascinante.
Domingo passado fui a São Paulo assistir ao espetáculo. Confesso que foi um "Programa Legal". Havia uma "Muvuca" na entrada do Teatro Sérgio Cardoso, todos ansiosos, mas talvez não tanto quanto eu. Fã da Regina desde muito criança, dos tempos de "TV Pirata", confesso que não estou nada seguro para escrever sobre este solo, mas vou atender ao pedido (e apelo) do meu grande amigo Helder Moraes Miranda para o Portal Resenhando.com.
Na plateia imensa e lotada, eu era pequenininho. Tipo um Plutão. E ela, no palco, gigante diante da Terra, brincava com aquela bolinha azul como se fosse Michael Jordan. Regina, que no latim significa rainha, reina diante do público e faz toda a galáxia gravitar ao seu redor. Poeira de estrelas que somos, Regina resgata a nossa condição galáctica ao mesmo que nos lembra do nosso parentesco com o outro, as samambaias e as baratas.
A jornada da vida na Terra tem milhões de anos e o Planeta outros tantos bilhões de existência. Atravessa do Sagrado ao científico. Vai da imensidão da floresta ao pé de boldo no quintal. Do cosmos ao toque do celular. Da teia de aranha ao colo de Nossa Senhora protegendo o Menino Jesus na fuga para o Egito. E cabe numa única célula. Literalmente, Regina tem o Mundo em suas mãos e nos faz repensar sobre as mãos que governam o mundo.
Atriz, diretora, mulher, mãe, apresentadora, avó, esposa, roteirista e onça, a camaleoa interage com a plateia emprestando às árvores o seu protagonismo. Sobrinha da Tia Julinha, carioca da gema, soteropolitana por mérito e pernambucana legitimada pela lei, Regina é múltipla. Emociona e arranca gargalhadas com a mesma intensidade. Aborda a rotina, o algoritmo, o tomate do nhoque, o candomblé, os yanomamis e as cianobactérias. Vai do profano e ao Sagrado num piscar de olhos, costurando os temas, que nem vagonite.
Regina faz das notificações do WhtasApp e do toque do celular seus aliados, enquanto nos alerta sobre a urgência de uma sociedade sustentável. Com o aquecimento global, o Planeta Esquenta! Mas não do jeito que a gente gosta e merece. Mudança climática não é praia. É enchente. É deserto! Por isso, a importância de tratarmos a Terra com Amor de Mãe.
De quinta a domingo, até dia 2 de agosto, “Viva! Vida!” está em turnê em São Paulo, no Teatro Sérgio Cardoso. Domingo é final de Copa do Mundo e alguém pode perguntar: “Que horas ela volta?” e a resposta é que neste dia o solo foi mais cedo, ao meio-dia.
Enquanto a Terra é gerada no ventre da sobrinha da Tia Julinha, refletimos sobre a potência da vida. Camaleoa, diante de nós Regina é o Sol. E para relembrar a capacidade de reinvenção da Mãe Natureza, a onça nos dá uma aula sobre fotossíntese utilizando o seu farol em verso, caetaneando: 🎶 “Luz do sol/ Que a folha traga e traduz/ Em verde novo/ Em folha, em graça, em vida, em força, em luz”🎶. Caetano que também sou, fui raptado.
Ficha técnica e serviço
Espetáculo “Viva! Vida!”
Elenco: Regina Casé
Roteiro: Estêvão Ciavatta
Direção: Daniela Thomas
Teatro Sérgio Cardoso (Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista – São Paulo – SP)
Até dia 2 de agosto
Quinta-feira a sábado, às 20h00. Domingos, às 17h00.
O espetáculo “Olga" será encenado pela primeira vez em São Paulo, no Teatro Paulo Eiró, a partir de 25 de julho. A dramaturgia de Luiz Fernando Lobo parte de pesquisa em arquivos brasileiros, europeus e americanos, em documentos primários. A Ensaio Aberto reabre arquivos, escava e traz à tona documentos que confrontam a história oficial. “Os documentos, mesmo os aparentemente mais claros, não falam senão quando sabemos interrogá-los”, diz o historiador Marc Bloch. E complementa: “Nunca, em nenhuma ciência, a observação passiva gerou algo de fecundo”.
“Olga” é um Teatro Documentário, que tem em Piscator e Peter Weiss seus precursores. A encenação realiza uma nova abertura da história ao apontar as contradições e camuflagens produzidas pela história oficial. Nascida em Munique, em 1908, Olga Benario Prestes militou no movimento comunista desde a adolescência, enfrentando desde cedo a repressão policial. Foi treinada como agente do Comintern (Internacional Comunista) em Moscou e, em missão política, veio ao Brasil nos anos 1930 com Luiz Carlos Prestes. Foi presa em 1936 e deportada com 7 meses de gravidez para a Alemanha de Hitler, por ordem de Getúlio Vargas, colaborador da polícia nazista. Foi assassinada, em 1942, numa câmara de gás do campo de concentração de Bernburg. Sua filha, Anita Leocádia Prestes, sobreviveu graças a uma mobilização internacional. Como diz a própria Anita Prestes: “Sou filha da solidariedade internacional”.
Olga, assim como outros militantes, foi expulsa do país sem nenhum processo legal, violando os princípios do direito internacional. “Contamos para lembrar, para rememorar, para reparar e, sobretudo, para repensar caminhos. Durante muitos anos, repetiu-se à exaustão mentiras. A história oficial, no Brasil, negou aos revolucionários de 1935 qualquer papel relevante. O que era um levante armado, virou Intentona”, diz o diretor Luiz Fernando Lobo.
“Os torturadores de 1935, 1936 e 1937 nunca foram punidos. Vencedores e vencidos tiveram o mesmo tratamento da história: o esquecimento ou a falsificação da realidade. Mas há uma diferença. É o esquecimento que permite a impunidade e consequentemente a perpetuação de crimes abomináveis. Para os torturados, para os presos, para os deportados, para os mortos, só a rememoração dessas derrotas pode reabilitá-los diante da história e evitar, como diz Benjamin, ‘a segunda morte das vítimas do passado’”, diz Lobo.
“O levante de 1935 foi o primeiro levante armado contra os fascistas no mundo. Quase 100 anos depois, assistimos a extrema direita ganhar força em todo mundo. E esse é o papel do teatro documentário: estar à altura da realidade”, defende Tuca Moraes.
Comunista, internacionalista e antifascista, Olga começou a militar com 16 anos. Era uma mulher de grande coragem e inteligência. Aviadora, paraquedista, exímia atiradora, exímia nadadora, amazona. Com 18 anos, entra na clandestinidade por realizar uma ação armada para libertar seu companheiro e mentor político, Otto Braun, de um presídio de segurança máxima. Em 1935, Olga vem para o Brasil como segurança de Luiz Carlos Prestes, o Cavaleiro da Esperança. E em 5 de março de 1936, quando a polícia “estoura” o esconderijo dos dois, já casados, no Méier, ela se coloca na frente de Prestes e o salva de ser morto pela polícia de Getúlio Vargas. Ela foi assassinada, mas sua luta continua até os dias de hoje.
O espetáculo tem dramaturgia e direção de Luiz Fernando Lobo. O elenco é composto pelos atores do núcleo artístico da Companhia Ensaio Aberto. Tuca Moraes interpreta Olga. A equipe artística do espetáculo é encabeçada por J.C. Serroni (cenário), Beth Filipecki e Renaldo Machado (figurino), Cesar de Ramires (iluminação), Felipe Radicetti (direção musical e trilha original) e Aninha Barros (produção executiva).
“Olga” foi apresentado em 30 sessões em agosto e setembro de 2025 no Armazém da Utopia, para onde volta em temporada em agosto e setembro de 2026. Nas apresentações na sede da Companhia Ensaio Aberto, há a triste coincidência de que foi deste porto do Rio de Janeiro que Olga Benario Prestes foi deportada no navio La Coruña para a Alemanha.
Sobre a Companhia Ensaio Aberto
A Companhia Ensaio Aberto nasceu no ano de 1992 com a proposta de retomar o teatro épico no Brasil e fazer dos palcos uma arena de discussão da realidade, resgatando sua vocação crítica e política. Desde que foi fundada pelo diretor Luiz Fernando Lobo e pela atriz Tuca Moraes, a Ensaio Aberto explora a ideia do ensaio como experimento e busca retomar a função social do teatro, transformando a relação palco-plateia.
Ficha técnica
Espetáculo "Olga"
Direção e dramaturgia: Luiz Fernando Lobo
Direção de produção: Tuca Moraes
Cenografia: J.C.Serroni
Figurinos: Beth Filipecki e Renaldo Machado
Iluminação: Cesar de Ramires
Direção musical e trilha original: Felipe Radicetti
Produção executiva: Aninha Barros
Elenco: Tuca Moraes (como Olga), Ana Clara Assunção, Bibi Dulles, Dani Arreguy, Daniel de Mello, Gilberto Miranda, Kyara Zenka, Leonardo Hinckel, Luiz Fernando Lobo, Mateus Pitanga e Rossana Rússia
Serviço
Espetáculo "Olga"
Gratuito
De 25 de julho a 2 de agosto
Local Teatro Paulo Eiró, Av.Adolfo Pinheiro, 765, Santo Amaro, São Paulo
Horário quarta a sábado, às 20h00 | Domingo, às 19h00
Lotação 291 lugares
Ingressos
Retirada de ingressos antecipados por lotes pelo www.sympla.com/armazemdautopia
Abertura da casa uma hora antes do início do espetáculo, com cota de ingressos liberados no dia por ordem de chegada, sujeito a lotação. Agendamento de grupos pelo whatsapp (21) 97976-0046.
Classificação indicativa: 14 anos.
Duração: 70 minutos.
Haverá intérprete de libras nos dias 30 de julho (quinta-feira) e 31 (sexta-feira)
A temporada do espetáculo Olga em São Paulo é patrocinada pela Petrobras, por meio da Lei Rouanet, Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura.
E também tem apoio do Termo de Fomento Transfere.Gov 934254/2022, celebrado entre o Instituto Ensaio Aberto e o Ministério da Cultura e a Fundação Nacional das Artes.
Inspirado no romance homônimo de Anne Carson, o espetáculo "Autobiografia do Vermelho", estreou em fevereiro no Sesc Avenida Paulista. E, agora, a peça estrelada pela atriz Bianca Comparato e dirigida por Daniela Thomas, ganha uma nova temporada no Teatro YouTube, dentro da Galeria Magalu no Conjunto Nacional, de 14 de agosto a 27 de setembro, com sessões às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h. A peça é, ao mesmo tempo, um romance e um poema, uma recriação não convencional de um antigo mito grego e um romance de formação totalmente original ambientada no presente, no midwest estadunidense.
Com dramaturgia de Gabi Costa, Daniela Thomas e Bianca Comparato, a encenação conta ainda com a direção de movimento da artista e coreógrafa Malu Avelar e cenário de Daniela Thomas. Lello Bezerra assina a direção musical e a trilha sonora original, que é executada ao vivo pelo próprio músico. A produção é da South. “Encontre o que você ama e deixe isso te matar. Quem disse isso foi Bukowski. E, talvez, seja o que mais me atraiu a fazer a peça. Me lanço nesse abismo de 7 personagens, sem medo de errar. Aprendi com a Carson a errar deliberadamente, ela erra deliberadamente, inventa, engana. Este projeto é para mim maravilhosamente perturbador”, revela Bianca Comparato.
“Já na primeira leitura de Autobiografia do Vermelho, em preparação para dirigir Bianca no audiolivro, fui transportada para o ambiente no qual iniciei minha trajetória no teatro há quase 50 anos: o teatro experimental estadunidense do final dos anos 70, início dos 80, especificamente em Nova York, onde morava então. Lá assisti ou convivi ou trabalhei com artistas de grupos como Mabou Mines, Wooster Group, Living Theater, em teatros como o La Mama, Theater For the New City, Public Theater, e com criadores como Sam Shepard, Laurie Anderson, Richard Foreman, Jeff Weiss, Spalding Grey e por aí vai. Uma potência inventiva de grande impacto, que repercutiu mundo afora, balizou minha imaginação e a quem devo minha formação como artista do teatro”, conta a diretora Daniela Thomas.
“Passando as páginas do livro, fui descobrindo que o monstro alado Gerião (aquele morto pelo herói Hercules, no seu décimo trabalho, no mito clássico) que eu antecipava habitar a paisagem grega era, nessa versão, um jovem americano esquisito e solitário, vivendo na exata geografia dos meus heróis experimentais de Nova York.(...) Essa descoberta fez com que eu abraçasse a ideia de transformar o livro em um espetáculo que fosse tributário dessa cultura de teatro que me formou e por quem tenho uma admiração imensa”, conclui Thomas. Compre os livros de Anne Carson neste link.
Sinopse de "Autobiografia do Vermelho"
Gerião é o personagem principal da Gerioneida, um poema lírico narrativo escrito por volta de 650 A.C pelo poeta grego Estesícoro, cujos poucos fragmentos foram encontrados somente em 1967, no Egito. A peça conta a sua história misturando fragmentos da peça original grega com criações de Anne Carson e intervenções de Bianca e de Daniela. Gerião, um menino que também é um monstro vermelho alado, revela o terreno vulcânico de sua alma frágil e atormentada em uma autobiografia que ele começa a escrever aos cinco anos de idade.
À medida em que cresce, Gerião escapa de seu irmão abusivo e de sua mãe afetuosa, mas ineficaz, encontrando consolo na construção da sua autobiografia e nos braços de um jovem chamado Hércules, um andarilho que abandona Gerião no auge da paixão. Anos depois, quando Hércules reaparece, Gerião confronta novamente a dor de seu desejo e embarca em uma jornada por terrenos vulcânicos. A paixão obsessiva por Hércules leva Gerião até seu destino inevitável. Ora excêntrica, ora assombrosa, erudita e acessível, ricamente complexa e enganosamente simples, Autobiografia do Vermelho é um retrato profundamente comovente de um jovem que se reconcilia com o fantástico acidente de ser quem é. Compre o livro "Autobiografia do Vermelho", de Anne Carson, neste link."
Mais sobre o livro e peça
A obra de Anne Carson, Autobiografia do vermelho, foi destaque no New York Times como “Livro notável do ano” e finalista do National Book Critics Circle Award. Anne Carson também foi a primeira mulher a ganhar o TS Eliot Prize.
O que acontece com a mitologia clássica, que ainda ecoa no mundo contemporâneo nas formas atuais de pensar, viver e sentir, quando colocamos no centro da narrativa o que antes era periférico a ela? É essa pergunta que a autora nos faz em "Autobiografia do Vermelho". Se assim como Carson fez valer em sua maneira de contar essa história o monstro, é a partir de uma ética da monstruosidade - que faz conviver tudo que é estranho entre si - que percorreu o processo de criação do espetáculo. Tudo aquilo que está à margem, que não é aceito pelo mainstream, os queers, os “diferentes”, os que estão fora do padrão heteronormativo.
A obra é uma reinterpretação contemporânea do mito de Gerião, o monstro vermelho da mitologia grega, apresentando-o como um jovem sensível e introspectivo. Desde os cinco anos, Gerião enfrenta desafios relacionados à sua aparência monstruosa, com asas vermelhas, que é apresentado de maneira mais humana e introspectiva do que o mito original. Ele busca autocompreensão e amor, especialmente através de sua relação com Hércules.
A história mistura elementos de ficção e poesia, explorando questões de identidade, amor, desejo, e a busca pela aceitação. Gerião é retratado como um jovem isolado, que se vê marcado tanto por sua aparência quanto por seu destino trágico. Ele tem uma relação complexa com Hércules, o herói que deve matá-lo, mas a história se concentra também no desenvolvimento emocional e psicológico de Gerião.
Hércules, que inicialmente é visto como o herói que o mataria, passa também por uma transformação emocional. A morte de Gerião no contexto da obra não é apenas física, mas também simbólica, representando um encontro com o próprio destino e a aceitação de seu ser. Sem se ater a um fechamento “clássico” de um romance, mas mantendo uma reflexão sobre a morte, identidade e a verdade interna. A obra é profunda e aberta a múltiplas interpretações, convidando o espectador a questionar as fronteiras entre mito, realidade e a construção de futuros possíveis.
O espetáculo expressa a pluralidade e diversidade em sua composição de artistas e técnicos da ficha técnica. A equipe é formada majoritariamente por mulheres e também é válido reafirmar que os lugares de protagonismo do projeto são ocupados por mulheres ou pessoas não-brancas e LGBTQI+.
Ficha técnica
Espetáculo "Autobiografia do Vermelho"
Direção: Daniela Thomas
Elenco: Bianca Comparato
Direção de produção: Fabiana Comparato
Dramaturgia: Gabi Costa, Bianca Comparato e Daniela Thomas
Cenografia: Daniela Thomas
Direção musical, composição e execução: Lello Bezerra
Direção de movimento e preparação corporal: Malu Avelar
Desenho de luz e operação: Sarah Salgado
Desenho de projeções: Henrique Martins
Figurino: Verônica Julian
Direção vocal: Leila Mendes
Visagismo: Walter Leal
Contrarregra: Luiz Carlos Ferreira
Operação de vídeo: Laura de Lago
Operação de som: Gabriel Edé
Operação de luz: Nicolas Manfredini
Assistente de produção: Gabriel Cillo
Coordenação executiva e financeira: Camilia Cillo
Designer gráfico: Henrique Martins
Fotos: João Kopv
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Produção: South
Produção associada: 3C Produções
Produção associada: Ipa films e Flagcx
Apoio: Grupo Map
Produtores Executivos SOUTH: Bianca Comparato, Roberto Martini e Yana Chang
Equipe South: Pietra Veiga e Julia Faria
Assessoria: MCS Law
Produtora associada: Mariana Beltrão
Produtor executivo: Arlindo Hartz
Produtora de figurino: Lia Damasceno
Produção: Corpo Rastreado
Produtora: Gabi Gonçalves
Colaboração na direção de movimento: Renata Melo
Assistência: Mariana Faloppa
Equipe Corpo Rastreado: Gisely Alves, Tamara Andrade, Graciane Diniz
Apoio: Editora 34, Paradigm Agency, MAP, CASA LÍQUIDA, PMX, Supersônica.
Serviço
Espetáculo "Autobiografia do Vermelho"
Elenco: Bianca Comparato. Direção: Daniela Thomas. Baseado no romance em verso de Anne Carson
Temporada: 14 de agosto a 27 de setembro de 2026
Às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h
Teatro YouTube - Av. Paulista, 2073 - Bela Vista, São Paulo
Ingressos: R$ 120,00 (inteira) e R$ 60,00 (meia-entrada)
Venda online em https://www.eventim.com.br/artist/autobiografia-do-vermelho/
Bilheteria: Avenida Paulista, 2073 (3º andar), no bairro da Bela Vista, em São Paulo - SP
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida
Duração: 90 minutos
Classificação indicativa: 16 anos
Capacidade: 160 lugares
Com direção de Tadeu Aguiar, a história de Olga Benário ganhará versão musical inédita em 2027, ano que marca os 85 anos de sua morte em um campo de concentração nazista.. Na fotografia, Tadeu Aguiar, Fernando Morais e Eduardo Bakr. Crédito: arquivo pessoal
O escritor Fernando Morais e o produtor, autor e diretor Eduardo Bakr voltam a unir forças nos palcos. Os dois estão desenvolvendo a adaptação musical de "Olga", um dos livros mais conhecidos da carreira de Fernando Morais, que ganhará uma montagem inédita produzida pela Estamos Aqui Produções. A direção será de Tadeu Aguiar e a direção musical de Thalyson Rodrigues.
O projeto marca o reencontro de Fernando Morais, Eduardo Bakr e Tadeu Aguiar, que trabalharam juntos em "Chatô e os Diários Associados", musical inspirado na trajetória de Assis Chateaubriand, baseado na obra de Fernando Morais, com adaptação para os palcos assinada por Fernando Morais e Eduardo Bakr e direção de Tadeu Aguiar. Agora, o trio volta a colaborar em um novo espetáculo baseado em uma das mais emblemáticas obras da literatura brasileira contemporânea. Com estreia prevista para o segundo semestre de 2027, a montagem iniciará seu processo de desenvolvimento nos próximos meses.
Publicado originalmente em 1985, "Olga" reconstrói a trajetória de Olga Benário Prestes, militante comunista alemã de origem judaica que se apaixonou por Luís Carlos Prestes e foi deportada, grávida, pelo governo brasileiro para a Alemanha nazista, onde acabou assassinada em um campo de concentração. Considerado um dos maiores sucessos editoriais de Fernando Morais, o livro tornou-se uma referência da literatura biográfica brasileira e permanece como uma de suas obras mais conhecidas.
A história foi adaptada para o cinema em 2004, em filme dirigido por Jayme Monjardim e estrelado por Camila Morgado no papel-título. A produção alcançou grande repercussão de público e crítica, ampliando ainda mais o alcance da obra e apresentando a trajetória de Olga a novas gerações. Agora, após conquistar leitores e espectadores em diferentes formatos, o clássico da literatura biográfica brasileira ganhará sua primeira adaptação para o teatro musical, com estreia prevista para 2027, ano que marca os 85 anos da morte de Olga Benário.
A futura montagem contará com composições originais e arranjos de Laura Visconti, além de letras assinadas por Eduardo Bakr. O projeto reúne novamente profissionais ligados a alguns dos principais sucessos da Estamos Aqui Produções, responsável por musicais como de sucesso como "Quase Normal", "A Cor Púrpura", "Querido Evan Hansen" e "Diana - A Princesa do Povo", que recentemente cumpriu temporadas no Teatro Multiplan, no Rio de Janeiro, e no Teatro Liberdade, em São Paulo. Compre o livro "Olga", de Fernando Moraes, neste link.
Um dos espetáculos mais comentados da temporada paulistana de 2025 vai voltar. "Entre Irmãos", a comédia dramática de Otávio Martins, que divide o palco com Fernando Pavão, e direção de Marcos Damigo, retorna aos palcos de São Paulo em nova temporada no Espaço de Convivência do Teatro Vivo. As apresentações acontecem a partir de 24 de julho, às sextas e sábados, às 20h00, e aos domingos às 18h00, com classificação etária de 16 anos e duração de 75 minutos.
A volta chega com um elemento que muda radicalmente a experiência do espectador: o Espaço de Convivência do Teatro Vivo permite uma configuração cênica de extrema proximidade entre plateia e atores, colocando o público literalmente dentro do velório, como convidado presente no momento mais íntimo e explosivo do reencontro entre os dois irmãos. Se o minimalismo já era a marca da produção, palco nu, sem cenografia, um único foco de luz representando o caixão do pai, agora esse recurso ganha uma dimensão ainda mais visceral. Não há onde se esconder. Nem para os personagens, nem para quem os assiste.
"Vai ser interessante, inclusive para quem já viu a peça, experimentar essa nova configuração, onde os atores estão no mesmo espaço que os espectadores. A história ganha força com uma experiência assim, mais imersiva.", explica Marcos Damigo.
Desde a estreia em fevereiro de 2025, no Teatro Colinas de São José dos Campos, com casa cheia, "Entre Irmãos" percorreu o Teatro FAAP em São Paulo e seguiu em turnê por diversas cidades do Brasil ao longo de 2025, acumulando cobertura em veículos como Veja SP, IstoÉ, Terraço Paulistano e R7 Entretenimento. O espetáculo foi recebido como um evento cultural de relevância por tratar, sem moralismo e sem fórmulas fáceis, de um tema profundamente universal: o que acontece com os afetos dentro de uma família quando o silêncio dura mais tempo do que o amor consegue suportar.
A combinação de dois atores amplamente reconhecidos pelo público, Fernando Pavão, vencedor do Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Ator por Mary Stuart, e Otávio Martins, vencedor do Prêmio Contigo! De Melhor Ator por Sideman, uma direção precisa de Marcos Damigo e o texto de Otávio Martins que equilibra gargalhadas e emoção genuína transformou "Entre Irmãos" em mais do que teatro. Transformou numa conversa que o público leva para casa.
"Há algo nessa peça que as pessoas reconhecem imediatamente, mesmo que nunca tenham vivido exatamente aquela situação. Todo mundo tem uma história de silêncio com alguém que ama. A gente só coloca isso em cena", diz o ator e dramaturgo Otávio Martins. Fernando Pavão reforça: "Fazer essa peça noite após noite nunca é igual. O público traz a energia do que está vivendo. Nas cidades por onde passamos, as pessoas ficavam na plateia depois do espetáculo sem querer ir embora. Isso diz muita coisa sobre o que 'Entre Irmãos' toca".
O espetáculo narra o reencontro de dois irmãos no velório do pai após mais de duas décadas de afastamento. O mais velho sacrificou projetos e paixões para cuidar da família. O mais novo, hoje fotojornalista premiado, fugiu em busca de si mesmo pelo mundo. Quando se encontram diante do caixão, os ressentimentos acumulados emergem com força total. Mas uma revelação inesperada do passado obriga os dois a revisitar quem eram, o que sofreram e o que fizeram um ao outro.
A peça coloca a saúde mental masculina no centro da narrativa: a dificuldade de nomear a dor, a culpa transmitida entre gerações, os mecanismos de defesa que impedem o cuidado emocional. Faz isso sem sermão e sem simplificação, com humor, com inteligência e com uma honestidade que raramente se vê em cena. Em um momento cultural em que o debate sobre masculinidade, herança emocional e vínculos familiares está no coração das conversas públicas, "Entre Irmãos" chega a essa nova temporada com ainda mais relevância do que tinha em sua estreia.
Ficha técnica
Espetáculo "Entre Irmãos"
Texto: Otávio Martins
Direção: Marcos Damigo
Elenco: Fernando Pavão e Otávio Martins
Trilha sonora: Ricardo Severo
Cello: Ana Eliza Colomar
Iluminação: Beto de Faria
Foto: Heloísa Bortz
Design gráfico e produção: Patrícia Scótolo
Realização: Engrenagem de Produção
Em uma vila tomada pelo céu estrelado e pela magia das festas juninas, nasce uma história de amor que vai conquistar o seu coração. Com direção de Thereza Falcão, que assina o texto com Mariana Mesquita, “Festa no Arraial, O Musical” estreia no Teatro Sabesp Frei Caneca, no Shopping Frei Caneca, na Consolação, temporada de 24 de julho a 16 de agosto, com sessões de sexta a domingo em diferentes horários. No palco, um grande elenco com Claudia Ohana, Lorena Tucci, Cadu Libonati, Bernardo Mesquita, Erika Affonso, Danilo Dal Farra, Sofie Orleans, Rafa Canedo, Júlia Perré, Nestor Fonseca, Caio Padilha, Benji Iuler, Jude Fontenelle e Mariana Braga.
Livremente inspirado em “Sonho de Uma Noite de Verão”, de William Shakespeare, o espetáculo transporta para o universo das festas juninas uma trama envolvente sobre desejos, escolhas e os caminhos inesperados do amor. Vibrante, emocionante e divertido, mistura romance, comédia e fantasia para celebrar a cultura brasileira em uma experiência única para toda a família. "Festa no Arraial é um convite para que o público volte a acreditar na força dos encontros, dos sonhos e do amor. É uma história que celebra nossas raízes, nossa cultura e tudo aquilo que faz o coração bater mais forte. Queremos que cada pessoa saia do teatro com a sensação de ter vivido uma noite mágica", conta Thereza Falcão, diretora e autora do espetáculo.
O elenco, formado por 14 atores, cantores e instrumentistas, dão vida a personagens apaixonantes em uma história cheia de reviravoltas, encontros e desencontros, na qual o amor precisa enfrentar tradições, interesses e até forças encantadas da natureza. Com músicas que vão fazer você se divertir, se emocionar e cantar junto do início ao fim, o espetáculo convida o público a mergulhar em um universo onde o amor é desafiado, os sonhos ganham voz e a magia pode transformar destinos.
Entre fogueiras acesas, quadrilhas animadas e criaturas encantadas da mata, “Festa no Arraial” nos lembra que o amor verdadeiro não se impõe, e sim floresce. Um musical inédito, brasileiro e feito para emocionar todas as idades. Venha se apaixonar, se divertir e celebrar. Porque nessa festa, o coração também entra na dança. Apresentado pelo Ministério da Cultura e Brasilprev, com patrocínio do Laboratório Cristália, produção e marketing da Inova Brand e realização da Everybody Entretenimento, Ministério da Cultura e Governo do Brasil.
"Patrocinar um musical original e autoral como 'Festa no Arraial' reafirma nosso compromisso com a cultura nacional e a valorização de histórias que conectam gerações. Celebrar tradições como as festas juninas e suas múltiplas expressões, em um espetáculo que reúne música, dramaturgia e elementos da arte popular brasileira, é um estímulo para que mais pessoas vivenciem essa experiência e um meio de democratizar o acesso cultural", diz Laura Beltran, gerente de Comunicação da Brasilprev.
Sinopse de “Festa no Arraial, O Musical”
Em uma pequena vila nordestina, tomada pela magia das festas juninas, na noite mais brilhante do ano, quando o céu se ilumina para celebrar, nasce uma história de amor guiada pelas forças da natureza encantada. Hérmia e Lisandro são dois jovens apaixonados que sonham em se casar durante a grande noite do arraial. Mas, quando algo inesperado surge em seus caminhos, seus planos tomam rumos imprevisíveis, o amor dos dois é colocado à prova e o destino de todos ao seu redor começa a se transformar.
Entre fogueiras acesas, quadrilhas animadas e canções que embalam a festa, a trama ganha novos contornos quando a floresta revela seus mistérios e o mundo dos encantados atravessa o caminho dos personagens. Em meio a encontros e desencontros, cada um será levado a entender o que realmente significa amar. Livremente inspirado em Sonho de uma Noite de Verão, de William Shakespeare, “Festa no Arraial, O Musical” é um espetáculo vibrante, emocionante e divertido, que mistura romance, comédia e fantasia em uma grande celebração da cultura brasileira, para toda a família.
Ficha técnica
“Festa no Arraial, O Musical”
Texto: Thereza Falcão e Mariana Mesquita
Direção: Thereza Falcão
Idealização e produção geral: Sérgio Lopes
Elenco: Claudia Ohana, Lorena Tucci, Cadu Libonati, Bernardo Mesquita, Erika Affonso, Danilo Dal Farra, Sofie Orleans, Rafa Canedo, Júlia Perré, Nestor Fonseca, Caio Padilha, Benji Iuler, Jude Fontenelle e Mariana Braga
Marketing e comercial: Mauricio Tavares
Direção musical: Marcelo Alonso Neves
Pesquisa musical: Rodrigo Faour
Cenários e figurinos: Mauro Leite
Coreografias: Renato Vieira
Iluminação: Adriana Ortiz
Produção de elenco: Felipe Ventura
Assistente de direção: Luiz Fernando Bruno
Direção de produção: Filomena Mancuzo
Produção executiva: Neco Fx
Assessoria de imprensa: Carlos Pinho
Produção e marketing: Inova Brand
Realização: Everybody Entretenimento, Ministério da Cultura e Governo do Brasil
Serviço
“Festa no Arraial, O Musical”
Teatro Sabesp Frei Caneca - Shopping Frei Caneca - Rua Frei Caneca, 569, Consolação / São Paulo
Temporada São Paulo: de 24 de julho a 16 de agosto de 2026
Sessões
Sextas-feiras, às 20h00: dias 24 e 31 de julho; 7 e 14 de agosto.
Sábados, às 17h00: 1°, 8 e 15 de agosto.
Sábados, às 20h00: dias 25 de julho, 8 e 15 de agosto.
Domingos, às 18h00: dia 2, 9 e 16 de agosto.
Domingo, às 19h00: dia 26 de julho
Ingressos
Bilheteria do Teatro Sabesp Frei Caneca e no site https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/festa-no-arraial-o-musical-16282
Valores
Plateia I: R$ 150,00 (inteira) / R$ 75,00 (meia-entrada)
Plateia II: R$ 120,00 (inteira) / R$ 60,00 (meia-entrada)
Plateia Superior: R$ 80,00 (inteira) / R$ 40,00 (meia-entrada)
Ingresso Solidário:
50% de desconto mediante a doação de 1kg de alimento não perecível
Classificação: livre
Duração: 90 minutos
Rede social: @festanoarraial