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sexta-feira, 13 de março de 2026

.: "Moscou para Principiantes" chega à Funarte SP com duas apresentações


Com texto e direção de Aline Filócomo, espetáculo inspirado em "As Três Irmãs", de Anton Tchekhov, investiga os sentidos contemporâneos do trabalho a partir da relação entre desejo, criação e memória. Apresentações acontecem nos dias 28 e 29 de março na Sala René Gumiel. Foto: MaGon
 

O espetáculo "Moscou para Principiantes", com texto e direção de Aline Filócomo, faz duas apresentações no Complexo Cultural Funarte SP, na Sala René Gumiel, nos dias 28 de março, às 20h, e 29 de março, às 19h. Inspirada em "As Três Irmãs", de Anton Tchekhov, a montagem investiga os sentidos do trabalho na contemporaneidade a partir da relação entre desejo, criação e sobrevivência no mundo atual.

No palco, as atrizes Natacha Dias, Paula Arruda e Rita Grillo conduzem uma dramaturgia construída a partir da transcrição poética de conversas entre três atrizes em processo de criação e um grupo de mulheres aposentadas. Camadas de ficção e realidade se sobrepõem, evocando as personagens Olga, Macha e Irina, ao mesmo tempo em que revelam memórias, frustrações e projetos de vida das próprias intérpretes.

"Moscou Para Principiantes" marca o início da trajetória da Boneca Russa | Cia de Teatro. Escrita e dirigida por Aline Filócomo, integrante da Cia Hiato, a obra foi contemplada por importantes editais e prêmios:  PROAC Publicação de Textos Inéditos/2019, 12ª Edição do Prêmio Zé Renato, e Difusão e Circulação de Projetos Artísticos Culturais 27/2024. A primeira versão, em formato experimental on-line, foi lançada em 2021. No ano seguinte, o espetáculo estreou presencialmente no TUSP - Teatro da USP, em São Paulo, com temporada entre 13 de agosto e 18 de setembro de 2022, recebendo excelente retorno de público e crítica. 

Em 2025, o projeto circulou pelo interior paulista, com apresentações realizadas em Campinas, Bragança Paulista, Santos, São Caetano do Sul, Bauru e São Carlos. Ao todo, foram realizadas 12 apresentações gratuitas. Em cada cidade, aconteceu uma sessão com tradução simultânea em Libras, além de uma oficina gratuita de Transcrição Poética voltada para mulheres 60+ e um bate-papo mediado aberto ao público.


Uma dramaturgia em camadas
Publicado em outubro de 2020 pela Editora Javali, o texto recorre à transcrição poética de uma série de conversas promovidas em dois núcleos de mulheres: três atrizes em processo de criação e um grupo de aposentadas da terceira idade. Como nas bonecas russas que inspiram o nome da companhia, camadas de ficção e realidade se sobrepõem: em cena, ora vemos Olga, Macha e Irina; ora, três idosas evocando memórias; ora, as próprias atrizes, refletindo sobre seus desejos, frustrações e suas pequenas "moscous" pessoais. 

A linguagem dramatúrgica e cênica opera por tentativas, desvios e falhas,  que também se associam a nossa atual dificuldade de compreensão das alteridades. Espaços de erro e incompletude se instalam como parte do discurso e da forma, propondo uma crítica sensível ao imperativo de produtividade que marca o mundo contemporâneo. “Temos a sensação de que hoje não basta sobreviver do trabalho - é preciso sobreviver ao trabalho. Mas produzir o quê? A partir de quê? Para quem? E o que resta quando isso tudo acaba?”, provoca Aline Filócomo.


Matrioscas, memória e descompasso
As matrioscas - bonecas russas que abrigam camadas sucessivas de figuras - servem de metáfora central à encenação, revelando histórias dentro de histórias, identidades que se multiplicam. Esse jogo é traduzido também na estrutura da peça, que transita entre teatro, cinema e instalação. Os figurinos, feitos de sobreposições, e os dispositivos sonoros e visuais reiteram esse deslocamento constante.

As três atrizes – Natacha Dias, Paula Arruda e Rita Grillo – conduzem a ação por meio da palavra: falas sobrepostas, lapsos de memória, delays e repetições criam um ritmo fragmentado, em sintonia com o próprio processo de fabulação do espetáculo. A tentativa de traduzir em frases e sentidos o ritmo frenético dos seus pensamentos ocupa espaço e produz movimento na cena.

O espetáculo tangencia poeticamente questões urgentes do contexto político e social brasileiro. Quando a existência se vê cada vez mais associada à capacidade humana de produzir e o tempo se converte em matéria consumível, "Moscou para Principiantes" reivindica o direito à criação, ao desejo e à contemplação.


Sobre Aline Filócomo
Diretora, dramaturga e atriz, graduada em Artes Cênicas pela ECA-USP, e doutoranda em Estética e Poéticas Cênicas pela UNESP. É integrante da Cia Hiato, coletivo que sempre se dedicou a investigar novas dramaturgias e formatos cênicos, construindo uma trajetória de relevância e destaque no cenário teatral brasileiro e internacional. Na companhia, criou e atuou nos oito projetos do seu repertório: Cachorro Morto, Escuro, O Jardim, Ficção, 02 Ficções, Amadores, Odisseia e Litoral. Integrou o elenco do CPT do SESC, coordenado por Antunes Filho, e foi atriz-criadora do Prêt-à-Porter 8. Dirigiu os espetáculos O Desejo do Outro, Cantos de Xícaras, A Última Cena, libolli e m.o.f.o. moscou para principiantes é seu trabalho mais recente, com texto publicado pela Editora Javali.

 
Sinopse
"Moscou para Principiantes" investiga, de uma forma provocativa e bem-humorada, os sentidos contemporâneos do trabalho e sua relação com o desejo e a capacidade de criação de outras realidades possíveis em tempos instáveis. Com procedimentos livremente inspirados nos diálogos de As Três Irmãs, de Anton Tchekhov, a dramaturgia recorre à transcrição poética de uma série de conversas promovidas em dois núcleos de mulheres, três atrizes em processo de criação e um grupo de aposentadas da terceira idade.


Ficha técnica
Direção e Dramaturgia: Aline Filócomo 
Elenco: Natacha Dias, Paula Arruda e Rita Grillo
Produção: Aura Cunha
Produção executiva: Yumi Ogino
Cenário e iluminação: Marisa Bentivegna 
Figurino: Anne Cerutti 
Projeção: Grissel Piguillem
Trilha sonora: Kuki Stolarski
Colaboração: Fabrício Licursi e Mackaylla Maria
Operação de vídeo, luz e som: Cezar Renzi
Programação Visual e Fotos: MaGon
Classificação: dez anos 
Duração: 55 minutos


Serviço
Complexo Cultural Funarte SP | Sala René Gumiel
Endereço - Alameda Nothmann, Nº 1058, Campos Elíseos / São Paulo.
Dia 28 de março, às 20h00. Dia 29 de março, às 19h00.

Ingressos
R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada)
Retirada pelo Sympla

quinta-feira, 12 de março de 2026

.: Musical “Prazer, Zezé!” estreia no Sesc 14 Bis e revisita trajetória de Zezé Motta


O musical entra em cartaz dia 20 de março e percorre seis décadas da carreira de Zezé Motta, da juventude ao protagonismo histórico no cinema, na televisão, na música, no teatro e no ativismo cultural. Na imagem, Larissa Noel como Zezé Motta. Foto: Priscila Prade / Divulgação


Zezé Motta é uma referência central da cultura brasileira contemporânea. Mais do que atriz e cantora, é uma artista que ajudou a abrir caminhos e a ampliar possibilidades de existência para mulheres negras nas artes do país. Sua trajetória foi construída em diálogo permanente com seu tempo, enfrentando limites impostos pelo mercado e pelo imaginário social; transformando presença em linguagem; voz em afirmação e corpo em cena. Essa história ganha forma em “Prazer, Zezé! O Musical”, uma produção da Gávea Filmes que estreia em 20 de março no Teatro Raul Cortez, Sesc 14 Bis, em São Paulo, e fica em cartaz de quinta a domingo, até o dia 21 de abril de 2026.

E ninguém melhor para falar sobre o musical do que a homenageada Zezé Motta: “Olhar para trás e me ver ali, no palco, com a minha própria história sendo contada, é uma emoção difícil de explicar. Estou com 81 anos, viva, lúcida, trabalhando, podendo assistir à minha trajetória ganhar voz, corpo e cena… é um presente. Eu venho de um tempo em que nada foi fácil, cada passo que eu dei foi uma conquista, resistência, amor pela arte. Então me sentar na plateia e perceber que aquela menina cheia de sonhos atravessou décadas e continua aqui, pulsando, é uma sensação de vitória e gratidão profunda. É como se a vida estivesse me aplaudindo de volta.”

“O ponto de partida foi pensar que a trajetória da Zezé não cabe em um retrato confortável. A história dela é a de uma artista que precisou disputar cada espaço em um país que sempre naturalizou a exclusão de corpos negros dos lugares de protagonismo. O musical nasce deste embate entre desejo, talento e estruturas que tentam limitar quem pode ocupar o centro da cena”, afirma a diretora artística Débora Dubois.

A montagem percorre seis décadas de atuação pública e criação artística. Da juventude em Campos dos Goytacazes, no interior do Rio de Janeiro, à formação no Teatro Escola Tablado. Do impacto de “Roda Viva”, sob direção de Zé Celso, à projeção nacional com “Xica da Silva”, no cinema de Cacá Diegues. Da consagração popular como cantora e atriz à construção de uma identidade que nunca se moldou ao olhar alheio. Não se trata de uma narrativa linear. O texto articula episódios, embates, conquistas, quedas e retomadas, compondo o retrato de uma mulher que precisou abrir espaço onde não havia lugar garantido.

O elenco reúne 11 intérpretes, acompanhados por uma banda de oito músicos, integrando música e teatro ao vivo. Em cena, Larissa Noel interpreta Zezé Motta em diferentes fases da vida. "Desde que comecei o processo de estudo ouço palavras como: ousadia, potência, entidade, força, carisma, alegria, leveza  para definir Zezé em cena e fora dela. Os relatos são sempre muito intensos, calorosos e afetuosos, quando se fala dela e das relações que as pessoas tiveram com ela. Então, conseguir imprimir tamanha grandeza, é um desafio. Mas um desafio muito delicioso, justamente pela fluidez e alegria que ela transmite. Estar em cena representando a Zezé me estimula, faz ter vontade de viver cada vez mais fazendo arte”, afirma Larissa.

E a história de Zezé é recheada de encontros marcantes e significativos. Desde o seu namoro e amizade com Antônio Pitanga, vivido na peça por Hipólyto que também interpreta Luiz Melodia. “Estar fazendo esses dois personagens é uma honra. Dois artistas negros com muita personalidade. Foram duas pessoas muito importantes na vida da Zezé”, avalia Hipólito. Sua parceria com os diretores Augusto Boal, que a levou para Nova York, onde a artista assumiu seu cabelo afro, e com Zé Celso, vividos ambos por Adriano Tunes, também estão em cena. "Eles foram os 'olhos' que enxergaram o potencial da Zezé antes mesmo dela se dar conta da própria magnitude. Eles a ajudaram a transformar talento bruto em manifesto vivo. Interpretar Augusto Boal e Zé Celso no mesmo espetáculo é um exercício de esquizofrenia criativa deliciosa. São os dois pilares do nosso teatro: de um lado, a estrutura e a consciência social do Boal; do outro, a liberdade dionisíaca e a catarse do Zé”, conceitua Adriano.

Outras duas personalidades, só que dessa vez femininas, também muito marcante na vida da artista foram Marieta Severo e Marília Pera. Sua amizade com Mariela Severo,  interpretada no musical por Luciana Ramanzini, vem do tempo em que moravam no mesmo prédio onde o tio de Zezé era porteiro e depois o reencontro das duas na peça “Roda Viva”. “Marieta e Zezé trazem em sua amizade, uma memória afetiva que vem marcada da infância. Ambas representam trajetórias de afirmação feminina no teatro e na televisão brasileira”, diz Luciana.

Já Marília foi responsável pelo nome artístico de Zezé e  abriu várias portas para ela. "Marília foi muito amiga de Zezé e vejo que foi grande incentivadora da carreira dela. Viveram uma amizade bastante longa e sincera. E isso aparece no espetáculo”, diz Luciana Carnieli, que interpreta a atriz no espetáculo.

Toda essa história é costurada pela trilha sonora que inclui canções associadas à trajetória da protagonista e ao período histórico retratado, como “Senhora Liberdade”, “Tigresa” e “Muito Prazer, Zezé”. A direção musical é de Cláudia Elizeu, responsável por dar nova roupagem á sucessos icônicos. "O desafio foi equilibrar respeito à memória que o público já traz dessas canções com a necessidade de ressignificá-las dentro da cena.  Trabalhamos timbres, respirações, silêncios e dinâmicas para que cada canção surgisse como extensão do gesto e da palavra, revelando novos sentidos sem perder sua essência”, analisa Claudia.

A direção de arte de Billy Castilho estabelece a conexão entre a linguagem teatral e as novas tecnologias, criando um backstage onde se conta a carreira e a vida  da artista Zezé Motta desde o DNA e sua africanidade  até os dias atuais onde Zezé Motta conquistou o espaço nas novas linguagens tecnológicas e continua à frente do seu tempo como a minha artista  brasileira mais completa. "Meu desafio para criar a direção de arte e a cenografia teve a parceria  criativa com a diretora Débora Dubois que foi fundamental  junto ao texto perfeito e amoroso do autor Toni Brandão. Chegamos na linguagem criativa sobre os 'bastidores' da vida da artista Zezé Motta. A partir daí condensei toda a linguagem em um backstage teatral, onde tudo está em cena, pensando em uma paleta de cores preto e ferrugem que envolve o teatro com ferro e tecnologia, o expectador vai ter sensação de estar dentro da coxia teatral , dialogando com a movimentação dos atores, trocas de perucas e figurinos sugerido pela direção”, explica Billy.

O figurino de Lena Santana, o desenho de luz de Wagner Pinto e a coreografia de Tainara Cerqueira e Priscila Borges reforçam a narrativa significativa da vida de Zezé. Uma mulher negra, com uma trajetória de superação e sucesso, que também representa a história da dança negra brasileira. "Zezé com seu corpo e sua expressão artística, conta a história da arte negra no Brasil, e a dança faz parte desse contexto. Ao coreografar, pensei em respeitar essa história, valorizar o elenco que tenho e, sobretudo, exaltar Zezé Motta, homenageando sua linhagem ancestral. Gosto muito da cena de Oxum, porque é nela que ela revela ao público toda a base que a sustentou até aqui”, diz Tainara.

Com idealização e dramaturgia de Toni Brandão, direção artística de Débora Dubois e produção artística de Bianca de Felippes, “Prazer, Zezé! O Musical” afasta-se da lógica da celebração protocolar. O espetáculo propõe um olhar crítico sobre a trajetória de uma mulher negra que construiu relevância artística em um campo cultural atravessado por desigualdades estruturais. Poder, racismo, desejo, contradição e permanência estruturam a encenação.

“São 60 anos de uma estrutura que nunca parou. A vida de Zezé daria um espetáculo de 18 horas. Hoje, uma mulher de quase 82 anos, com quase 1 milhão de seguidores, que aos 75 posou nua e é uma excelente influenciadora digital. O que mais me surpreende na trajetória dela é o poder de transformação, ela sempre foi capaz de seguir adiante, com pouca reclamação, sem submissão. Zezé acha o lugar de ser quem ela é sem mudar, transformando o mundo ao seu redor para ela ser que ela quer ser”, define Toni.

“Prazer, Zezé! O Musical”, produção da Gávea Filmes, é realizado pelo Ministério da Cultura e Sesc São Paulo, com patrocínio do Bradesco Seguros, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.


Ficha técnica
“Prazer, Zezé! O Musical”
Idealização e dramaturgia: Toni Brandão
Direção artística: Débora Dubois
Direção musical: Cláudia Elizeu
Direção de arte: Billy Castilho
Figurinos: Lena Santana
Desenho de Luz: Wagner Pinto
Coreografia / Assistente de direção: Tainara Cerqueira e Priscila Borges
Produção de elenco: Giselle Lima
Produção artística: Bianca De Felippes
Produção: Gávea Filmes
Apresentado por: Bradesco Seguros
Realização: Sesc São Paulo e Ministério da Cultura
Elenco: Larissa Noel como Zezé Motta, Anastácia Lia, Arthur Berges, Adriano Tunes, Fernando Rubro, Luciana Ramanzini, Luciana Carnieli, Hipólyto, Maria Antônia Ibraim, Moara Sacchi, William Sancar
Banda: Dan Motta - Maestro/Teclado, Ana Maga - Percussão 1, César Roversi - Sax, Flauta e Clarinete, Gabi Gonzalez - Guitarra, Juliana Silva - Trompete, Karol Preta - Bateria, Priscila Borges - Percussão 2, Rafael Gomes - Contrabaixo

Serviço
“Prazer, Zezé! O Musical”
Sesc 14 Bis – Teatro Raul Cortez
Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 2º andar – Bela Vista, São Paulo
Próximo ao Metrô Trianon-Masp (Linha 2 - Verde)
Telefone: (11) 3016-7700
Temporada
De 20 de março a 21 de abril de 2026
Horários: quintas, às 15h00 e 20h00, sextas e sábados, às 20h00, domingos e feriados, às 18h00
Dia 1° de abril, quarta 20h00
Dia 21 de abril, terça 20h00
Não haverá sessão dia 3 de abril
Sessões com tradução em Libras: 9 a 12 de abril, quinta-feira, às 15h00 e 20h00, sexta e sábado, às 20h00, domingo, às 18h00. Sessões com audiodescrição: 11 de abril, às 20h00; 12 de abril, às 18h00
Classificação 12 anos
Ingressos: R$ 70,00 (inteira); R$ 35,00 (meia-entrada) e R$ 21,00 (credencial plena)

quarta-feira, 11 de março de 2026

.: “Baleia” recria Graciliano Ramos pelo olhar da cachorra de "Vidas Secas"


Inspirado no clássico “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, o espetáculo “Baleia” retorna a São Paulo para uma nova temporada independente entre os dias 10 e 26 de abril, no Complexo Cultural Funarte SP. A montagem parte de uma perspectiva sensível e pouco convencional: o olhar da cachorrinha Baleia, personagem emblemática do romance publicado em 1938. Na adaptação teatral, a travessia do sertão ganha contornos poéticos a partir da percepção do animal, que observa, sente e imagina o mundo ao seu redor. O que para os humanos é luta silenciosa pela sobrevivência, para Baleia se transforma em música, imaginação e poesia.

Com forte inspiração nas narrativas e estéticas nordestinas, o espetáculo constrói um universo cênico em que realidade e imaginação se entrelaçam. Bonecos, brinquedos e engenhocas artesanais ajudam a dar forma ao invisível e ampliam a dimensão simbólica da cena. A proposta busca criar uma experiência sensível e imersiva, combinando palavra, som e movimento em uma dramaturgia que transita entre o concreto e o poético.

A montagem é uma realização do Coletivo Carpintaria de Ideias, grupo que desenvolve projetos teatrais inspirados na cultura brasileira. O espetáculo tem texto e direção geral de Paulinho Ramos, com assistência de direção e dramaturgia de Lucas Aquino. A cenografia é assinada por Bruno Azevedo, enquanto a trilha sonora ao vivo fica por conta de Vassa. A ficha técnica reúne ainda arranjos vocais de Alyo e músicas autorais de Lakis Farias e Bruna Porto. A iluminação é de Rafael Casimiro, com figurinos assinados por Gui Romaniche e confecção do boneco cênico por André Milano.

O elenco conta com Clara Geraldes, Bruna Porto, Daniel Lacerda, Gabriel Lima, Gabriel Rodrigues, Gui Romaniche, Luana Misael, Lu Mis Amarante, Lucas Aquino, Melyssa Braga, Michele Albuquerque, Paloma Ferraz, Raí Geovani, Samuel Meirellis, Wand Barreto e Vassa, além do elenco de apoio formado por Lakis Farias e Débora Ferr. Com duração de 1h30 e classificação livre, “Baleia” propõe uma releitura sensível de um dos textos mais marcantes da literatura brasileira, convidando o público a revisitar o sertão nordestino a partir de uma perspectiva delicada, inventiva e profundamente humana. Compre o livro "Vidas Secas", de Graciliano Ramos, neste link.

Serviço
Espetáculo: “Baleia”
Temporada até dia 26 de abril
De sexta a domingo, às 19h00
Complexo Cultural Funarte SP
Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos – São Paulo (SP)
Duração: 1h30
Classificação: Livre
Ingressos: a partir de R$ 20,00
Vendas: https://www.sympla.com.br/produtor/coletivocarpintariadeideias

.: Monólogo "Tráfico" estreia no Teatro Estúdio para curta temporada


Indicado em cinco categorias dos prêmios APTR e Cesgranrio, o espetáculo tem texto do premiado autor uruguaio Sergio Blanco, direção de Victor Garcia Peralta e atuação de Robson Torinni, que vive um garoto de programa e matador de aluguel em seu segundo espetáculo do dramaturgo. O primeiro foi o premiado Tebas Land, no qual interpretou Martin. Foto: @callanga - Agência @amarelourca

Na contramão das temporadas cada vez mais curtas nos teatros cariocas, o espetáculo "Tráfico" comemorou um ano em cartaz, com lotação esgotada em todas as sessões. O monólogo do premiado autor uruguaio Sergio Blanco, com direção de Victor Garcia Peralta e atuação de Robson Torinni, agora estreia em São Paulo, a partir de 13 de março, com sessões de sexta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 18h no Teatro Estúdio.

A peça foi indicada a cinco prêmios de teatro: Prêmio APTR nas categorias Melhor Ator (Robson Torinni), Melhor Iluminação (Bernardo Lorga) e Melhor Direção de Movimento (Toni Rodrigues) e Prêmio Cesgranrio nas categorias Melhor Ator (Robson Torinni) e Melhor Iluminação (Bernardo Lorga). Em 2026, a peça vai participar dos festivais de Avignon, na França, e Edimburgo, na Escócia, um dos mais consagrados de artes cênicas do mundo. 

"Tráfico" se desenrola a partir do entendimento da coexistência entre as pulsões de vida e de morte em todo ser humano. O espetáculo foi idealizado pelo ator Robson Torinni, que entra em cena como um garoto de programa que acaba se tornando um matador de aluguel diante da falta de oportunidades na vida. Essa reflexão sobre o papel que nós todos desempenhamos na manutenção de uma sociedade desigualitária tem despertado o interesse cada vez maior dos espectadores. A montagem repete a bem-sucedida parceria entre autor, diretor e ator, depois de “Tebas Land” (2018), que fez temporadas premiadas no Rio de Janeiro, em São Paulo e Avignon – França. 

A peça se passa na periferia de uma cidade latino-americana, cheia de desigualdades, onde vive Alex, um jovem garoto de programa. Os problemas familiares, o relacionamento conturbado com a sua namorada e a vontade de vencer na vida, representada pelo sonho de comprar uma moto de alto luxo, o levam para caminhos sedutores e também muito violentos. A partir de uma paixão, a história acessa as áreas mais sombrias da vida desse personagem que, paralelamente à sua profissão de garoto de programa, se tornará um assassino de aluguel. Aos poucos começa a surgir uma trama fascinante que mistura a narração dos seus encontros, sonhos e seu dia a dia. Ao longo da peça, Alex vai se desnudando, expondo o seu lado mais ingênuo e mostrando o seu lado mais monstruoso.

“A peça fala sobre pessoas sem chances na vida, que acabam tendo que seguir caminhos violentos e da corrupção dos poderosos. A história de Alex é a história de muitos no Brasil”, define Victor Garcia Peralta. “A peça tem despertado o interesse das pessoas mais diversas porque propõe uma reflexão difícil, mas importante: o fato de a sociedade ser responsável pela criação de grandes ‘monstros’, e depois descartar essas pessoas sem se conscientizar da própria culpa”, comenta o produtor Sergio Saboya, que também é responsável pelo sucesso e carreira internacional do espetáculo “Tom na Fazenda”.

No espetáculo, Sergio Blanco investe mais uma vez na autoficção, gênero pelo qual ficou conhecido, que mistura relatos reais com invenção, verdade e mentira. A peça começa com o ator Robson Torinni explicando ao público que vai contar a história de Alex. Trechos da vida do dramaturgo também aparecem na criação de um professor universitário que leva seu nome, se envolve com Alex e ganha o apelido de “o francês”. É ele quem encoraja Alex a entrar no mundo do crime. Pela primeira vez Robson Torinni está sozinho em cena, como Alex, que, ao lado de sua moto (e sonho de consumo), alterna relatos de encontros sexuais com outros de grande violência, e dá voz a todos os outros personagens da trama. 

Foi o próprio Sergio Blanco quem me mostrou o texto, sugerindo que eu montasse. O maior desafio deste projeto é não ter outro ator para trocar em cena. É a minha primeira experiência em um solo, então estou aprendendo a jogar com a plateia. O texto me tocou bastante desde a primeira vez em que li, por falar sobre uma pessoa que, pelas circunstâncias de uma vida periférica sem oportunidades, não conquista nada e segue pelo caminho do crime. A partir daí, a peça toca em vários temas como desejo, sonho, criação, solidão, sexualidade, vício, separação, falta de esperança, beleza, traição e crime”

Ficha técnica
Espetáculo "Tráfico"
Texto: Sergio Blanco 
Atuação: Robson Torinni 
Direção: Victor Garcia Peralta 
Adaptação: Robson Torinni e Victor Garcia Peralta 
Direção de Arte: Gilberto Gawronski 
Iluminação: Bernardo Lorga 
Direção de Movimento: Toni Rodrigues 
Direção Musical: Marcello H. 
Operador de Luz: Rodrigo Lopes 
Operador de Som: Rodrigo Pinho 
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Design Gráfico: Alexandre de Castro 
Fotos: Gabriel Nogueira, Ricardo Brajterman, Callanga e VictorPollak.
Direção de Produção: Sérgio Saboya e Silvio Batistela (Galharufa Produções Culturais)
Produção executiva: Gustavo Valezzi
Realização: REG'S Produções Artísticas 
Idealização: Robson Torinni e Victor Garcia Peralta  


Serviço
Espetáculo "Tráfico"
Temporada: 13 de março a 3 de maio de 2026
Às sextas e aos sábados, às 20h00, e aos domingos, às 18h00.
Teatro Estúdio - Rua Conselheiro Nébias, 891 - Campos Elíseos, São Paulo
Ingressos: R$ 100,00 (inteira)  e R$ 50,00 (meia-entrada), com vendas on-line em
https://bileto.sympla.com.br/event/111566/d/342384/s/2323283
Classificação: 18 anos
Duração: 65 minutos
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

.: Júlia Rabello, Maria Clara Gueiros e Priscila Castello Branco estão em cartaz


Nos dias 17 e 18 de março, às 20h00, as atrizes sobem ao palco do Teatro Sabesp Frei Caneca para interpretar cerca de 20 personagens em nove esquetes escritos por Fábio Porchat. Foto: Yan Carpenter


O espetáculo "Agora É Que São Elas!", que será apresentado dias 17 e 18, às 20h00, no Teatro Sabesp Frei Caneca, tem no elenco as atrizes Júlia Rabello, Maria Clara Gueiros e Priscila Castello Branco. Na montagem, escrita por Fábio Porchat, as três artistas dão vida a homens e mulheres em situações cotidianas marcadas por humor e identificação com o público. Os ingressos estão disponíveis pelo site uhuu.com e na bilheteria do teatro.

Para criar "Agora É Que São Elas!", Porchat reuniu textos recém-escritos e outros que, embora tenham sido criados entre 2004 e 2005, mantêm forte conexão com a atualidade.“É um humor de identificação. Há pessoas que se reconhecem nos personagens ou conhecem alguém parecido com eles. São encenações do dia a dia, situações que a gente passa, um comentário que eu achei divertido”, conta o diretor.

Na época em que escreveu os textos, Porchat era estudante da CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), no Rio de Janeiro, e chegou a encenar alguns esquetes ao lado do colega Paulo Gustavo.“Foi muito lindo revisitar esses textos escritos há 20 anos, que eu fiz na escola para o meu colega Paulo Gustavo. E foi bom ver que esse material ainda é atual, funciona e é engraçado. Se estivermos conectados ao que acontece ao nosso redor, vamos entender o Brasil, os costumes e as pessoas que estão à nossa volta”, afirma.

Entre as nove histórias, “Superstição” destaca o reencontro de duas amigas, interpretadas por Maria Clara e Júlia, que não se viam há anos. Enquanto uma acredita cegamente em superstições, a outra é completamente cética. Já em “Selfie”, Priscila e Maria Clara interpretam um fã que aborda uma famosa atriz em um restaurante. Durante a tentativa de tirar uma foto, o admirador começa a listar defeitos da artista que supostamente idolatra. O esquete mais recente, “Meu Bebê”, apresenta um casal interpretado por Júlia e Priscila comparando seu filho de oito meses com os filhos de outras amigas, com medo de que o próprio bebê não seja o mais inteligente de todos.


Serviço
Espetáculo "Agora É Que São Elas!"
Apresentação: Ministério da Cultura
Projeto: Corredor Cultural – PRONAC 2310173
Incentivo: Lei Rouanet
Realização: Opus Entretenimento e Ministério da Cultura – Governo do Brasil
Datas: 17 e 18 de março de 2026
Horário: 20h00
A sessão do dia 17 de março, às 20h, contará com recursos de audiodescrição e Libras.
Local: Teatro Sabesp Frei Caneca
Duração: 70 minutos
Classificação indicativa: 14 anos

terça-feira, 10 de março de 2026

.: Coletivo Labirinto estreia espetáculo "Pés-Coração" no Sesc Pompeia


Com direção de Luiz Fernando Marques e dramaturgia de Abel Xavier, espetáculo parte da cultura dos Rarámuri, povo indígena do México conhecido por percorrer grandes distâncias a pé. Foto: Tomas Franco

A partir de um olhar para um povo indígena que corre grandes distâncias a pé, o Coletivo Labirinto propõe uma reflexão sobre a condição latino-americana em seu novo trabalho, "Pés-Coração". O espetáculo tem sua temporada de estreia no Sesc Pompeia no dia 12 de março de 2026. O trabalho tem direção de Luiz Fernando Marques, o Lubi, e dramaturgia de Abel Xavier. Em cena, estão Carol Vidotti, Emilene Gutierrez e Wallyson Mota, além da artista convidada Allycia Machaca.

O interesse pelo povo Rarámuri surgiu durante o processo de montagem de "Mirar - Quando os Olhos Se Levantam", o trabalho anterior do grupo. “A Emilene Gutierrez, integrante do coletivo, trouxe essa informação de que tinha um povo originário do norte do México que era conhecido por caminhar longas distâncias a pé, de correr por longos quilômetros, e que esse povo, inclusive, estava vencendo maratonas internacionais, contrariando todas as expectativas em relação a essa ideia de uma preparação convencional para a maratona. Então, essa primeira curiosidade foi o que nos chamou a atenção”, conta Wallyson Mota, um dos criadores do trabalho.

A partir dessa provocação, o Coletivo Labirinto, que há 13 anos sempre esteve em contato com questões e dramaturgias contemporâneas da América Latina, em temáticas mais urbanas, decidiu deslocar o foco de seu olhar para o novo trabalho. “Estar em contato com os Rarámuri propicia para nós fazer uma ponte, traçar uma linha transversal no tempo para nos colocar em contato com algo mais fundante da nossa identidade, das nossas características, do nosso modo de ser”, explica.

A partir desse novo foco, o grupo passou a se debruçar sobre questões como: por que um povo, uma coletividade corre? Para quem a gente corre? Com quem corremos? De quem corremos? Será que a corrida pode representar algum tipo de alegoria para a condição latino-americana?

“Quando começamos a estudar mais fortemente o povo Rarámuri, descobrimos alguns pesquisadores que afirmam que essa corrida constante também pode ter a ver com o processo colonizatório que os espanhóis impuseram ao México. Nós, latino-americanos, estamos sempre no corre, estamos sempre nesse movimento constante. Então, acho que essas são questões que ficam fortes da peça. E acho que discutir isso no palco, no nosso contexto hoje, é discutir processos históricos também. Por que os nossos povos são identificados com essa ideia da corrida? O que isso representa culturalmente, socialmente, politicamente?”, indaga Mota. 

O artista-criador ainda diz que o grupo passou a discutir a própria noção de tempo. “Quando a gente corre, de alguma forma, tem uma ideia de que está acelerando o tempo. Esse tempo está passando mais rápido. Então, tratar de corrida no âmbito latino-americano é também tratar do tempo, deste tempo. Nós compartilhamos este momento histórico, esta fatia de tempo, conjuntamente com o público. Acho que tem algo por aí também”, acrescenta.

Sobre o processo de criação da dramaturgia, Abel Xavier conta que o processo foi muito colaborativo. “Desde o início, Lubi propôs que nos embriagássemos das referências, das vontades e ideias para que fossemos construindo passo a passo durante os ensaios quais histórias e personagens poderiam dialogar com esse tema da corrida e do corre na América Latina. E, a partir dessas improvisações, fui desenvolvendo e lapidando a dramaturgia”, explica.

Xavier ainda revela que a dramaturgia também dialoga com a história do Coletivo Labirinto, que se dedica a pesquisar e debater a América Latina há tanto tempo. “Eu costumo dizer que dessa vez estamos nos fantasiando de Brasil para pensar essa América Latina, porque o texto, de alguma maneira, faz referência a essas imagens de brasilidade para tentar correr disso ou correr com isso para a construção de uma identidade latina possivel”, complementa o dramaturgo.

“São Paulo é uma cidade que vive um capitalismo tardio, das margens. Acho que a ideia de estarmos em grupo no teatro é um gesto no sentido de furar essa lógica e promover algum tipo de ponte entre nós e a cultura rarámuri, por exemplo. Porque há em ambos o desejo pela coletividade. Não pela individualidade. O coletivo de teatro é, de alguma forma, a ideia de um sonho comum, de um sonho conjunto. E observando os rarámuris, percebemos que a corrida muitas vezes não está atrelada a uma vitória individual, como no esporte. A corrida acontece muito como um modo de existir e um modo de compartilhar a vida. Juntos. Acho que, ao fazermos teatro, optamos por um modo de existir e um modo de compartilhar a vida também, nessa nossa coletividade”, compara Wallyson Mota.


Sobre o Coletivo Labirinto
Fundado em 2013, o Coletivo Labirinto é um núcleo de pesquisa e criação cênica formado por artistas que transitam entre direção, atuação, performance e produção, a fim de investigar as relações des sujeites com o seu panorama social através da dramaturgia latino-americana contemporânea.

Entre os trabalhos estreados pelo grupo, estão “Sem_Título” (2014), “Argumento Contra a Existência de Vida Inteligente no Cone Sul” (2019), “Onde Vivem os Bárbaros” (2021/2022) e “Mirar: Quando os Olhos se Levantam”  (2022).


Ficha técnica
Espetáculo "Pés-Coração"
Pesquisa e Idealização: Coletivo Labirinto
Criadores: Abel Xavier, Carol Vidotti, Emilene Gutierrez, Wallyson Mota e Luiz Fernando Marques Lubi
Direção: Luiz Fernando Marques Lubi
Dramaturgia: Abel Xavier
Atuação: Carol Vidotti, Emilene Gutierrez e Wallyson Mota
Artista convidada: Allycia Machaca
Direção Musical e Trilha Original: Caetano Ribeiro
Músicos em cena: Caetano Ribeiro (guitarra, violão e voz) e Leandro Vieira (percussão e eletrônicos)
Canto: Allycia Machaca
Concepção audiovisual: Luiz Fernando Marques Lubi e Sol Faganello
Mapping, operação de vídeo e câmera: Sol Faganello
Edição vídeo Retiro: Tomás Franco
Atuantes: Alexandra Tavares, Camila Cohen, Daniela Alves, João Pedro Ribeiro, Lucas Bernardo, LuzMa Moreira, Paula Petreca, Renan Coelho, Sebastian Santamaria
Coreografia: Paula Petreca
Preparação de atores (Cena Passistas): Rhena de Faria
Cenário: Luiz Fernando Marques Lubi
Cenotécnico: Zé Valdir
Figurino: Emilene Gutierrez e Allycia Machaca
Visagismo: Fábia Mirassos
Adereços: Allycia Machaca
Fantasias Carnaval: Sérgio Cardoso Lopes
Desenho e operação de luz: Matheus Brant
Técnico e operador de som: Tomé de Souza
Coordenação de Ensaio: Madu Arakaki
Fisioterapia: Leandro Faria
Pesquisa e condução Retiro Artístico: Elias Cohen
Apoio Teórico: Gina Monge Aguilar
Mesas de Reflexão: Gina Monge Aguilar , Salloma Salomão, Monica Rodriguez Ulo, Paula Petreca, Paula Narvaez, Elias Cohen, Antonia Moreira, Andrezza Rodrigues e OWERÁ
Fotos: Tomás Franco
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Redes Sociais: Jorge Ferreira e Hayla Cavalcanti
Estagiários Produção: Bento Carolina e Mariana Ruiz
Produção: Corpo Rastreado - Leo Devitto


Serviço
Espetáculo "Pés-Coração"
Temporada: 12 de março a 5 de abril de 2026
Quinta-feira a sábado, às 20h00; domingos, às 18h00; 
Sextas (dias 13, 20 e 27 de março), também às 16h00.
Sessão extra: quarta, dia 1° de abril, às 20h00. 
Dia 3 de abril, Sexta-feira Santa não haverá sessão - Sesc fechado
Sesc Pompeia - R. Clélia, 93 - Água Branca, São Paulo
Ingressos: R$ 60,00 (inteira), R$ 30,00 (meia-entrada) e R$ 18,00 (credencial plena)
Vendas on-line em sescsp.org.br
Classificação: 16 anos
Duração: 90 minutos
Capacidade: 302 lugares
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.
As sessões dos dias 13, 20 e 27, às 20h00, terão tradução em Libras.

segunda-feira, 9 de março de 2026

.: Evelyn Castro será o Burro Falante em "Shrek - O Musical", que estreia em abril


Atriz assume personagem central da superprodução que estreia em abril no Teatro Renault, ao lado de Tiago Abravanel, Fabi Bang e Myra Ruiz. Foto: Jairo Goldflus (foto); Gabriel Pinho (edição)


A atriz Evelyn Castro foi confirmada no elenco de "Shrek - O Musical" e dará vida ao Burro Falante na montagem que estreia em 15 de abril, no Teatro Renault, em São Paulo. Personagem central da trama e parceiro inseparável do ogro, o Burro é reconhecido pelo humor afiado e pela presença constante ao longo da jornada. Com trajetória marcada pela comédia e pelo teatro musical, Evelyn assume o papel em uma leitura inédita na produção brasileira. A personagem, tradicionalmente interpretada por homens em grandes montagens internacionais, ganha agora uma nova perspectiva nos palcos nacionais. “É um personagem que exige ritmo, escuta e entrega. O Burro é o coração pulsante da história, aquele que provoca, questiona e move a narrativa. Assumir esse papel é um desafio que me instiga como atriz”, afirma Evelyn Castro.

A escalação insere Evelyn em um elenco de grande projeção. Ela se junta a Tiago Abravanel, que interpretará Shrek, e às atrizes Fabi Bang e Myra Ruiz, que se revezam no papel de Fiona. A reunião desses nomes marca a dimensão da superprodução, inspirada no filme vencedor do Oscar de Melhor Animação em 2002 e em uma das franquias mais populares do cinema mundial. "Shrek - O Musical" transporta para o teatro a história do ogro que vê seu pântano invadido por criaturas de contos de fadas e parte em missão para resgatar uma princesa. A adaptação preserva o humor e a trilha marcante da animação, ampliando a narrativa com números musicais e soluções cênicas de grande escala.

Diretor-geral da produção, Gustavo Barchilon afirma que a chegada de Evelyn ao elenco reforça o compromisso de preservar o humor rápido e visual que caracteriza Shrek nas telas e nos palcos, mas com personagens mais próximos da realidade emocional dos brasileiros. “A proposta é que o público reconheça os personagens como figuras humanas, com fragilidades, desejos e contradições, e, a partir dessa identificação, o humor se torne ainda mais potente. Nosso elenco tem tudo para conquistar a plateia, e a Evelyn tem o timing de humor físico e verbal que o papel exige”, diz Barchilon.

Apresentada pelo Ministério da Cultura e pela Brasilprev, a montagem tem a assinatura do Instituto Artium, em coprodução com o Atelier de Cultura, responsáveis por grandes espetáculos do teatro musical no país como “Wicked”. Carlos Cavalcanti, presidente do Instituto Artium, destaca a capacidade do elenco de dialogar com o público adulto e infantil. “Shrek tem esse poder de conversar com a família toda. Estamos fazendo uma montagem para agradar e surpreender diferentes gerações. Será um espetáculo grandioso e cheio de surpresas técnicas e artísticas”, diz Cavalcanti. Os ingressos para Shrek – O Musical estão disponíveis pelo site ticketsforfun.com.br e na bilheteria do Teatro Renault, sem cobrança de taxa de conveniência.


Serviço
"Shrek - O Musical"
Estreia: Quarta-feira, 15 de abril de 2026, às 20h
Sessões: quartas, quintas e sextas-feiras, às 20h00; sábados, às 15h00 e 19h30; domingos, às 14h00 e 18h30.
Ingressos: de R$ 50,00 a R$ 450,00
Local: Teatro Renault – Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 – Bela Vista / São Paulo
Classificação Indicativa Etária: Livre. Menores de 12 anos devem estar acompanhados dos pais e/ou responsáveis legais.
Duração: 165 minutos com 15 minutos de intervalo


Canais de venda oficiais
Bilheteria on-lineticketsforfun.com.br
Bilheteria física - sem taxa de conveniência
Bilheteria do Teatro Renault - Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 – Bela Vista/São Paulo. Horário de funcionamento: Terça a domingo, das 12h00 às 20h00, exceto feriados.

.: Espetáculo valoriza a cultura negra com história lúdica no Sesc Bom Retiro


De forma leve e lúdica, a montagem propõe ao público infantil uma experiência que combina entretenimento e reflexão, colocando temas sociais no centro da cena. Foto: Tico Dias e Binho Cidral


Com uma história que envolve pertencimento e respeito às diferenças a partir do olhar de uma criança, além de colocar em cena práticas antirracistas e a valorização da ancestralidade, "Quando Anoitece" está em cartaz no teatro do Sesc Bom Retiro. A temporada acontece sempre aos domingos, às 12h00, até 19 de abril, com sessão extra no feriado de 21 de abril, terça-feira, às 12h00. A direção é de Flávio Rodrigues e a dramaturgia é de Le Conde. O elenco conta com Amanda Linhares, Conrado Costa, Leonardo Garcez, Marina Espinoza e Thaís Cabral, atriz que - além de estar em cena - é idealizadora e produtora do projeto. O espetáculo também faz apresentações gratuitas nos dias 25 e 26 de abril, sábado e domingo, às 15h, no Espaço Cultural Inventivo, próximo à estação de metrô Vila Prudente. As sessões contam audiodescrição.

Na trama, Melânia é uma menina preta aparentemente feliz, que junto com Lari, Juca e Jaque forma um grupo de amigos inseparáveis. Porém, às vezes, se sente sozinha e triste por não se identificar fisicamente com nenhum de seus colegas. Quando está sozinha, faz confidências para o seu gravador. Durante um de seus desabafos, eis que surge um ser de outro mundo: “Pedacinho do céu”, Juntas farão reflexões profundas sobre o respeito às diferenças, a valorização da negritude e a importância do amor nas relações.

Durante a narrativa, Pedacinho do Céu representa uma figura alegórica do orgulho das próprias raízes e da ancestralidade negra. Ao interagir com Melânia e outras crianças, ela conduz situações que tratam de pertencimento, identidade e convivência com as diferenças. Ao longo da história, a peça apresenta situações em que os personagens discutem acolhimento, reconhecimento da diversidade e práticas antirracistas, com foco na formação de crianças conscientes de sua identidade e de seus direitos.

“'Quando Anoitece' não trata apenas da solidão da pessoa preta sem pares, embora eu saiba e já tenha sentido na pele o que é ser o único preto em muitos lugares. Este espetáculo também fala de encontro. De quando a noite não engole, mas acolhe. De quando a diferença deixa de ser distância e vira ponte. Aqui celebramos o afeto que nasce na diversidade, a amizade, o cuidado e o gesto simples de permanecer junto. Porque conhecer o outro de verdade é um exercício de coragem e ternura. Como diz Guimarães Rosa, qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura”, ressalta o diretor Flávio Rodrigues.

A encenação é centrada a partir da transformação cênica de dois ambientes centrais: o quintal e o quarto da protagonista. O quintal representa a convivência com os amigos, o universo lúdico e a relação com a ancestralidade. A cenografia é composta por elementos que remetem à brincadeira, como praticáveis, balanços e objetos reaproveitados. O espaço é concebido para se transformar ao longo da apresentação, assumindo diferentes configurações que acompanham os mundos imaginários em cena.

Já o quarto de Melânia funciona como espaço íntimo e criativo. É o ambiente onde ela expressa sonhos, desejos e medos. A ambientação inclui móveis infantis, ilustrações nas paredes e iluminação suave, compondo um cenário que evidencia o universo interior da personagem. A encenação utiliza esses recursos para conectar o mundo interno ao ambiente externo, articulando imaginação e realidade ao longo da trama.

A montagem aborda temas como racismo e gordofobia. Voltada ao público infantojuvenil, propõe reflexões sobre identidade racial, pertencimento e respeito às diferenças. A idealização dialoga com dados do Censo Escolar de 2022, que apontam que cerca de 27% dos estudantes não declararam cor ou raça, segundo o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). O dado é utilizado como ponto de partida para discutir identidade racial no ambiente escolar e os impactos na formulação de políticas públicas e na difusão da cultura negra.

“Quanto mais crianças empoderadas tivermos, mais indivíduos conscientes de seus valores teremos. É por isso que acho importante a existência de espetáculos como Quando Anoitece, que trata tudo de uma forma leve e lúdica. Falar daquilo que dói, não fragiliza aquele que sente, muito pelo contrário, potencializa. Ao colocar os sentimentos pra fora, cria-se espaço para a elaboração da força. Eu me reconheci em muitas palavras ditas por Melânia e sabemos que, mesmo diante de muitos avanços na sociedade, ainda é preciso discutir muito sobre o racismo e seu impacto na vida de uma criança, por exemplo. Além disso, a peça fala também sobre a valorização do diferente, da força coletiva que existe quando enxergamos as potências individuais e, principalmente, sobre como o amor é importante para combater qualquer tipo de preconceito”, enfatiza a atriz, produtora e idealizadora Thaís Cabral. O projeto foi viabilizado pelo Edital Fomento CultSP PNAB Nº32/2024.


Ficha técnica
Espetáculo "Quando Anoitece".
Idealização: Thaís Cabral. Direção geral: Flávio Rodrigues. Dramaturgia: Le Conde.  Assistência de direção: Marcos di Ferreira. Elenco: Amanda Linhares, Conrado Costa, Leonardo Garcez, Marina Espinoza e Thaís Cabral. Direção musical e Composição autoral: Wes Salatiel. Direção de movimento: Val Ribeiro. Preparação vocal: Aloysio Letra. Concepção cenográfica: Flávio Rodrigues. Equipe de cenografia: Alício Silva, Giorgia Massetani e Danndhara Shoyama. Cenotécnica: Casa Malagueta. Figurino: Érica Ribeiro. Costureira: Nana Sá. Desenho de luz: Matheus Brant. Operador de luz: Filipe Batista. Produtor musical e arranjador musical: Kleber Martins. Operador de som: Tomé de Souza. Voz da mãe: Aysha Nascimento. Contrarregra: Sagat Jorge. Apoio: Andy Bernardes. Fotografia: Tico Dias e Binho Cidral. Coordenação de Produção: Izah Neiva Produção: Muntu Produções - Thaís Cabral. Designer gráfico: Bruno Marcitelli. Assessoria de imprensa: Renato Fernandes.


Serviço
Espetáculo "Quando Anoitece"
Local: Sesc Bom Retiro (Teatro)
Alameda Nothmann, 185, Campos Elíseos - São Paulo
Temporada: de 8 de março a 19 de abril (Sessão extra no feriado de 21 de abril, terça-feira, às 12h). Horário: Domingos, às 12h. Preço: R$40 (Inteira), R$20 (Meia), e R$12 (Credencial Plena). Grátis para Crianças com até 12 anos. https://www.sescsp.org.br/programacao/quando-anoitece/
Local: Espaço Cultural Inventivo
Rua Limeira, 19. Q. da Paineira (Próximo à estação de metrô Vila Prudente)
Temporada: 25 e 26 de abril, sábado e domingo, às 15h.
Sessões gratuitas e com audiodescrição

domingo, 8 de março de 2026

.: Teatro em SP: adaptação do romance “A Pediatra” estreia no Sesc Pinheiros


Inez Viana dirige e assina a primeira adaptação do romance homônimo de Andréa Del Fuego. A estreia no Auditório do Sesc Pinheiros será em 12 de março de 2026. Foto: Rodrigo Menezes

“A Pediatra” é a primeira adaptação para os palcos do romance homônimo que consagrou Andréa Del Fuego, vencedora do Prêmio José Saramago, idealizada por Inez Viana e Luis Antonio Fortes. Sucesso entre leitores, traduzido para sete idiomas, o romance foi considerado uma das melhores leituras de 2022 pelos críticos literários. A montagem teatral conta com adaptação e direção de Inez Viana e elenco formado por Debora Lamm e Luis Antônio Fortes. Debora Lamm interpreta uma pediatra que, paradoxalmente, odeia crianças e suas mães. Descrita como uma “vilã de humor vil”, ela é uma mulher privilegiada, classista e amoral cuja má conduta profissional e falta de empatia a levam a conflitos éticos e humanitários. A temporada de estreia nacional tem início em 12 de março de 2026, no Auditório do Sesc Pinheiros, onde fica em cartaz de quinta à sábado, às 20:30h, até 18 de abril. Leia a crítica do livro neste link: "A Pediatra" é importante para quem enfrenta a síndrome do impostor.


“Uma personagem como a Cecília encontrar uma atriz como Debora Lamm, é como um astronauta que finalmente encontra o planeta do seu destino. É raro. A personagem foi escrita para uma atriz como Debora Lamm, que pilota os pólos humanos na mesma intensidade. Para uma diretora como Inez Viana, que tão bem desenha a crueldade do desejo humano. Não é sempre que a literatura encontra o corpo que ela invoca.” – Andréa Del Fuego


Publicado em 2021 pela Companhia das Letras, "A Pediatra" consolidou Andréa Del Fuego como uma das vozes mais inquietantes da literatura brasileira contemporânea. O romance acompanha Cecília, uma médica pediatra que, a partir de uma prática clínica aparentemente ética e racional, passa a se envolver em uma série de decisões que tensionam de forma radical os limites entre cuidado, controle e violência. Narrada em primeira pessoa, a obra constrói um relato perturbador, no qual a frieza do discurso científico contrasta com a brutalidade dos atos descritos. 

A protagonista é uma mulher instruída, bem-sucedida e socialmente integrada, mas cuja relação com crianças, mães e corpos infantis revela um desejo profundo de poder e manipulação. Ao se apropriar do vocabulário médico e da autoridade institucional da medicina, Cecília legitima ações que desafiam qualquer noção humanista de cuidado. O corpo - especialmente o corpo infantil - aparece como território de disputa, silenciamento e intervenção, articulando temas como maternidade compulsória, biopolítica, misoginia e abuso de poder. Andrea del Fuego constrói essa personagem sem recorrer a explicações psicológicas fáceis ou a julgamentos morais explícitos, o que intensifica o desconforto do leitor, constantemente colocado diante de um dilema ético sem mediações.

A encenação de Inez Viana toca em questões que revelam a essência de nossos tempos, abordando as relações de poder, os preconceitos entre classes e culturas, a escolha de uma profissão sem paixão, o papel da mulher na sociedade e as cobranças envolvendo a maternidade. Pensando nesses temas, o espetáculo pretende envolver o público de maneira cúmplice, onde Cecília contará sua história, o que a ajudará a entender seus conflitos e anseios. A montagem busca ainda promover debates sobre papéis sociais e temas urgentes como aborto e ética profissional.


“Mulher privilegiada, classista, cheia de preconceitos, Cecília não percebe que sua má conduta se volta contra si e, obviamente, contra todas as pessoas à sua volta, perdendo uma oportunidade de praticar a medicina de forma mais humanizada. E aí há uma identificação geral quando pacientes de todas as classes já sofreram e sofrem por negligência médica. No Brasil, médicas e médicos, sobretudo em hospitais públicos onde a sobrecarga e o estresse estão sempre presentes, têm seus trabalhos afetados por atendimentos apressados e impessoais, sentido por seus pacientes. Mas as vezes não é uma escolha, como é para Cecília, que vai na contramão do que seria humanizado, como propõe a figura do outro pediatra Jaime, que se torna seu rival.” – Inez Viana


A respeito de suas personagens, Debora Lamm comenta que: "Cecília é uma pessoa amoral, que estudou medicina pela facilidade de seu pai ser um médico benquisto por colegas e pacientes, mas ela mesmo não tem o exercício do afeto e o tempo inteiro testa os limites da ética, vivendo à margem do humano." Já Luis Antonio Fortes diz que: "Celso é um cara de caráter duvidoso e amante de Cecília, a pediatra que fez o parto de seu filho Bruninho, uma criança por quem ela se vê encantada. Mas Celso também está encantado por Cecília."


Ficha técnica
Espetáculo "A Pediatra"
Texto: Andréa Del Fuego
Direção artística e adaptação dramatúrgica: Inez Viana
Elenco: Debora Lamm e Luis Antonio Fortes
Direção de produção: Bem Medeiros e Luis Antonio Fortes 
Produção executiva: Matheus Ribeiro
Assistência de direção: Lux Nègre 
Colaboração artística: Denise Stutz 
Cenário: Aurora dos Campos
Figurino: Carla Costa
Direção musical: Navalha Carrera
Iluminação: Ana Luzia Molinari de Simoni 
Assessoria de imprensa: Ney Motta
Fotografia: Rodrigo Menezes
Design: Laryssa Ramos 
Idealização: Inez Viana e Luis Antonio Fortes
Realização: Sesc SP
Produção: Eu + Ela e Suma Produções


Serviço
Espetáculo "A Pediatra"
Temporada: 12 de março a 18 de abril, quintas, sextas e sábados, exceto na Sexta-feira Santa (3 de abril).
Horários: Às 20h30. Dias 27 de março, 10 e 17 de abril haverá sessões também às 16h
Sessão com LIBRAS dias 17 e 18 de abril – 3 sessões
Local: Sesc Pinheiros - Auditório - R. Pais Leme, 195 - Pinheiros, São Paulo, SP
Ingressos: R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (meia entrada) e R$ 15,00 (credencial plena). Vendas em sescsp.org.br ou na bilheteria de todas as unidades do Sesc SP.
Duração: 60 minutos | Classificação: 12 anos
Capacidade: 100 lugares
Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

Sesc Pinheiros  
Rua Paes Leme, 195, Pinheiros - São Paulo (SP)
Horário de funcionamento: terça a sexta: 10h00 às 22h00. Sábados: 10h00 às 21h00. Domingos e feriados: 10h00 às 18h30
Estacionamento com manobrista
Como chegar de transporte público: 350 metros a pé da Estação Faria Lima (metrô | linha amarela), 350m a pé da Estação Pinheiros (CPTM | Linha Esmeralda) e do Terminal Municipal Pinheiros (ônibus).
Acessibilidade: a unidade possui rampas de acesso e elevadores, além de banheiros e vestiários acessíveis para pessoas com mobilidade reduzida. Também conta com espaços reservados para cadeirantes.

.: Guida Vianna e Silvia Buarque na peça "A Menina Escorrendo dos Olhos da Mãe"


Com texto de Daniela Pereira de Carvalho e direção de Leonardo Netto, a peça aborda um dos temas mais atemporais e universais: a relação (nem sempre fácil) entre mãe e filha. Foto: Nil Caniné

 
O espetáculo "A Menina Escorrendo dos Olhos da Mãe" volta a São Paulo para uma curta temporada gratuita na CAIXA Cultural, até dia 15 de março. A montagem propõe uma reflexão sobre os encontros e confrontos entre três gerações de mulheres, sobre temas urgentes da sociedade como a homofobia, as lutas históricas feministas e a construção de um novo lugar para a mulher. O espetáculo é apresentado pelo Ministério da Cultura e tem o patrocínio da CAIXA.

Com texto de Daniela Pereira de Carvalho e direção de Leonardo Netto, a peça investiga a relação entre mães e filhas vividas pelas personagens interpretadas por Guida Vianna e Silvia Buarque. A dramaturgia acompanha afetos, conflitos, silêncios e rupturas que atravessam gerações, evidenciando transformações sociais e subjetivas ao longo do tempo. Em um instigante jogo cênico, Elisa (Guida Vianna), aos 70 anos, reencontra depois de muito tempo sua filha Antonia (Silvia Buarque) com 50 anos. Passados 20 anos, a mesma Antonia, já aos 70 (agora vivida por Guida), conhece a sua filha perdida, Helena (agora vivida por Silvia), aos 50 anos.

“É um espetáculo de ator. Quero dizer, é um espetáculo sem pirotecnias, sem grandes distrações para a plateia. Temos duas ótimas atrizes, um ótimo texto e o espetáculo é todo construído em cima desses dois elementos. Tudo está a serviço dessas duas atrizes e de transmitir este texto. Esse é o tipo de teatro que eu mais gosto, focado no trabalho do ator, e esse é o meu grande prazer em dirigir este espetáculo, que tem me dado muitas alegrias durante o seu processo de criação”, explica o diretor Leonardo Netto.

Na trama, Guida Vianna e Silvia Buarque dão vida a personagens atravessadas por rupturas familiares e silêncios prolongados. Aos 50 anos, Antonia (Silvia Buarque) tenta reconstruir a relação com a mãe Elisa (Guida Vianna), que reage com resistência à sua orientação sexual. Nesse percurso, a personagem revela um segredo que carrega há décadas: o nascimento de uma filha que não criou. 

“Eu me dei conta, com essa peça, de que sou uma veterana. Dani (Pereira de Carvalho, autora) gostou de mim ainda na sua adolescência, ao me assistir em duas peças nos anos 90 - eu, ainda uma jovem de 20 e poucos anos. Tempos depois, durante a pandemia, Dani me convidou pra ler a peça com ela por Zoom. Me encantei com o texto e decidi produzir, coisa de veterana mesmo. A nós se juntou a Guida (Vianna) que me faz lembrar que ainda tenho muito a aprender. E veio o Leo (Netto, diretor), também para ensinar. Estou no céu!”, afirma Silvia Buarque, que também é a produtora do espetáculo. 

A ação acontece num espaço como um corredor, com a plateia distribuída em dois lados opostos. O cenário de Ronald Teixeira traz o chão coberto por folhas secas, evocando uma suspensão no tempo. Entre cadeiras de madeira de diferentes épocas, as atrizes interagem com uma cadeira de bebê que fará as vezes de um bar. No alto, sobre elenco e plateia, há molduras aéreas de janelas. Os figurinos, também de Ronald Teixeira, acompanham os tons terrosos do cenário. A luz é de Paulo Cesar Medeiros, a direção de movimento de Marcia Rubin e a trilha sonora de Leonardo Netto.

“Gosto de dramaturgia e estou muito feliz em estar fazendo um texto brasileiro de uma autora contemporânea. O tema ‘mãe e filha’ é universal e atemporal. As relações afetivas simbióticas envolvem um tanto de afeto e outro tanto de conflito. ‘A Menina Escorrendo Dos Olhos da Mãe’ trata de três gerações de mulheres em seus encontros e desencontros. Isso me chama para o teatro, me chama para o palco, me chama para atuar”, conta Guida Vianna.


Ficha técnica
Espetáculo "A Menina Escorrendo dos Olhos da Mãe"
Texto: Daniela Pereira de Carvalho. Direção: Leonardo Netto. Elenco: Guida Vianna e Silvia Buarque. Cenário e Figurinos: Ronald Teixeira. Iluminação: Paulo Cesar Medeiros. Direção de Movimento: Márcia Rubin. Trilha Sonora: Leonardo Netto. Mídias Sociais: Rafael Teixeira. Fotos: Nil Caniné. Design Gráfico: Gilberto Filho. Direção de Produção: Celso Lemos. Produção: Silvia Buarque. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli.

 
Serviço
Espetáculo "A Menina Escorrendo dos Olhos da Mãe"   
CAIXA Cultural São Paulo - Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo/SP (próxima à estação Sé do Metrô).
Data: até dia 15 de março de 2026.
Horários: Quintas a sábado, às 19h00 | Domingos, às 18h00.
Sessões com acessibilidade dias 6 e 13 de março.
Entrada Franca: os ingressos serão distribuídos uma hora antes da sessão, limitados a um ingresso por pessoa. 
Duração: 75 minutos.
Classificação indicativa: 14 anos.
Gênero: drama 
Acesso a pessoas com deficiência  
Informações: (11) 3321-4400 | https://www.caixacultural.gov.br
Patrocínio: CAIXA e Governo Federal

.: A temporada de despedida: "Otto Lara Resende ou Bonitinha, mas Ordinária"


A distopia criada por Nelson Baskerville a partir da tragédia carioca de Nelson Rodrigues ressurge como um espelho cruel das hipocrisias brasileiras, amplificadas pelo recente avanço da extrema direita. Foto: Jennifer Glass

"Otto Lara Resende ou Bonitinha, mas Ordinária ou no Brasil Todo Mundo É Peixoto", com direção de Nelson Baskerville, realiza sua temporada de despedida no histórico Teatro de Arena, um dos espaços mais emblemáticos do teatro brasileiro. Após duas temporadas de sucesso, a montagem da Cia da Borracha fica em cartaz de 12 a 29 de março de 2026. O espetáculo revisita a tragédia de Nelson Rodrigues em chave distópica para refletir sobre as hipocrisias do país e o avanço da extrema direita. A produção, encabeçada por Marcio Araujo, também marca a estreia da Companhia da Borracha, jovem núcleo teatral que surge na cena paulistana. Com um elenco numeroso e diverso, o grupo se propõe a reafirmar a potência da dramaturgia nacional como lente crítica para pensar o Brasil de hoje: suas contradições sociais, seus abismos éticos e suas disputas políticas. 

No elenco, estão Afonso Bispo Jr, Carol Rainatto, Duda Paiva, Filipe Barral, Gui de Rose, Isa Scoralick, Juliana Roberta, Lauro Fagundes, Leonardo Van der Neut, Luciana Marcon, Lia Bennatti, Manu Nahas, Marcio Araujo, Estela Modena, Mariah, Naiara de Castro, Nelson Fioque e Sabrina Larisse. Em um cenário sufocante de pneus e borracha, a peça acompanha Edgard (Lauro Fagundes), um homem marcado pela miséria apesar de anos de dedicação ao patrão Werneck (Nelson Fioque). Ele recebe do chefe uma proposta tentadora: casar-se com Maria Cecília (Sabrina Larisse), jovem rica e "bonitinha" , mas envolta em um passado controverso. O dilema entre dinheiro e moralidade o arrasta por um universo de desejos reprimidos, traições e valores distorcidos.

A encenação expõe as principais hipocrisias da sociedade brasileira, intensificadas pelo recente avanço da extrema direita no país, que ficou camuflada durante muitos anos. E, para representar essa sociedade corrompida pelo poder e pela aparência, aparecem em cena figuras mascaradas com sacolas plásticas de supermercado e vestidas com figurinos manchados por lama.

A trilha sonora do espetáculo, executada ao vivo, mescla sucessos de Astor Piazzolla ("Vuelvo al Sur" e "Adios Nonino") com uma variada lista de músicas brasileiras, que vão de Roberto Carlos a José Augusto. Elas embalam as desventuras de Edgard que, por uma situação de miserabilidade, vê-se na encruzilhada entre tornar-se um “próspero” milionário ou honrar a educação e ética transmitida por seu pai.


Ficha técnica
Espetáculo "Otto Lara Resende ou Bonitinha, mas Ordinária ou no Brasil Todo Mundo É Peixoto"
Texto: Nelson Rodrigues 
Direção e encenação: Nelson Baskerville
Assistência de direção: Bruna Martins
Elenco: Afonso Bispo Jr, Carol Rainatto, Duda Paiva, Filipe Barral, Gui de Rose, Isa Scoralick, Juliana Roberta, Lauro Fagundes, Leonardo Van der Neut, Luciana Marcon, Lia Bennatti, Marcio Araujo, Manu Nahas, Estela Modena, Mariah, Naiara de Castro, Nelson Fioque e Sabrina Larisse. 
Desenho da coreografia: Fernando Fecchio 
Cenografia: Nelson Baskerville 
Figurino: Davi Parizotti 
Assistentes de figurino: Patrícia de Simone e Alex Andrade 
Costureira: Claudia Moreno 
Iluminação: Bruno Garcia
Sonoplastia/música ao vivo: Filipe Barral e Mariah
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Mídias Sociais: Júlia Castanheiro e Leonardo Van der Neut 
Identidade visual e programa: Alana Fagundes e Déborah Kovezi
Produção: Ocanga Produções
Apoio: Inbox Cultural

Serviço

Otto Lara Resende ou Bonitinha, mas ordinária ou no Brasil todo mundo é Peixoto, com texto e direção de Nelson Baskerville
@bonitinhamasordinariasp


Temporada: 12 a 29 de março de 2026 

Quinta a sábado, 19h30 e domingos às 18h



Teatro de Arena Eugênios Kusnet - Rua Teodoro Baima, 94 - Consolação SP

Ingressos: 

Venda online neste link.

Gênero: Drama

Classificação indicativa: 18 anos

Duração: 110 minutos

terça-feira, 3 de março de 2026

.: Aos 20 anos, Carol Roberto interpreta Tina Turner nos palcos do teatro musical

Carol Roberto. Crédito das fotos: Isabelle Carvalho


Após brilhar em grandes produções, como “Hairspray”, “Marrom – O Musical de Alcione”, “Dreamgirls” e “Meninas Malvadas”, a artista multifacetada Carol Roberto está vivendo mais um momento histórico e um grande desafio em sua carreira. Ela estreou como Tina Turner em “Tina Turner, O Musical” no Teatro Santander e se tornou a atriz mais jovem do mundo a dar vida à icônica cantora nos palcos.

Com apenas 20 anos, Carol Roberto está assumindo um papel potente que marcou gerações e a música mundial, alternando a personagem com a grande atriz Analu Pimenta. “É uma honra e um privilégio imenso viver essa personagem tão grandiosa com apenas 20 anos. É um aprendizado profundo mergulhar nessa história de superação e persistência. Tina Turner dizia que transformou veneno em remédio e é exatamente essa força que me inspira todos os dias em cena.”, comenta a artista. Ela ainda destaca a importância da mensagem que o espetáculo carrega: “Espero honrar o legado deixado por Tina Turner. Que muitas mulheres se reconheçam nessa força, encontrem coragem para romper ciclos de abusos e violências e sejam protagonistas de suas próprias histórias.”, finaliza.

Vale ressaltar que, mesmo tão jovem, Carol Roberto já reúne um currículo expressivo. No cinema, interpretou Milena no filme “Turma da Mônica Jovem: Reflexos do Medo”, de Mauricio de Sousa. Na televisão, ganhou projeção nacional ao ser semifinalista do Time Brown no The Voice Kids Brasil (2019). Em 2024, foi uma das estrelas do especial de Natal da TV Globo, “Sinfonia de Natal”, interpretando a filha do cantor Péricles.Ela também foi destaque no primeiro especial de Natal da Disney em Curitiba (2025) e participou de importantes produções de dublagem, emprestando sua voz a pequena Nala no live-action de O Rei Leão, X-23 em Deadpool, Princesa Ellian em Enfeitiçados, Clarisse La Rue em Percy Jackson e como voz original de Julieta em Menino Maluquinhos da Netflix, dentre outros projetos de grande repercussão e aprendizado.


Serviço: “Tina - Tina Turner - O Musical”

Local: Teatro Santander - Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041, Itaim Bibi, São Paulo 

Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/113220


Sobre o espetáculo: “TINA – TINA TURNER O MUSICAL” é a história da lendária artista Tina Turner, a Rainha do Rock ‘n’ Roll, 12 vezes vencedora do Grammy Awards. Com trilha sonora de tirar o fôlego, com seus sucessos icônicos, incluindo ‘The Best, What’s Love Got To Do With It?’, ‘Private Dancer’ e ‘River Deep, Mountain High’, o musical é uma história real e inspiradora de uma mulher que ousou sonhar intensamente, quebrar barreiras e desafiar os limites de idade, gênero e raça para conquistar o mundo contra todas as probabilidades. 

Criado em Londres, o musical aclamado pela crítica teve sua estreia mundial em abril de 2018 e posteriormente quebrou todos os recordes de bilheteria no Aldwych Theatre, no West End de Londres. Desde seu lançamento, dez produções foram feitas em todo o mundo, passando além da Broadway, com turnês pela América do Norte, Alemanha, Austrália, Espanha e Holanda, e uma nova turnê pelo Reino Unido e Irlanda em 2025/2026. 

Dirigido por Phyllida Lloyd e escrito pela vencedora do Olivier Award e do prêmio Pulitzer Katori Hall, com Frank Ketelaar e Kees Prins. A coreografia é de Anthony van Laast, com cenários e figurinos de Mark Thompson, supervisão musical de Nicholas Skilbeck, iluminação de Bruno Poet, som de Nevin Steinberg, design de projeção de Jeff Sugg, orquestrações de Ethan Popp, perucas, design de cabelo e maquiagem de Campbell Young Associates e direção de luta de Kate Waters. A direção internacional associada é de Katherine Hare, a supervisão musical internacional associada é de Sebastian De Domenico, a coreografia associada é de Renée St Luce, a direção residente é de Alessandra Dimitriou e a direção musical residente é de Jorge de Godoy.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

.: Fernanda Montenegro lê Simone de Beauvoir no Teatro Sesc Santos

Fernanda Montenegro inaugura o palco renovado do Teatro do Sesc Santos, marcando a reabertura do espaço com a leitura “Fernanda Montenegro Lê Simone de Beauvoir”. Foto: Guilherme Pires

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em fevereiro de 2025


A reabertura do Teatro Sesc Santos em 20 de fevereiro de 2026, às 20 horas, marcada com a apresentação da ilustre atriz brasileira Fernanda Montenegro fazendo a leitura dramática extraída da obra “A Cerimônia do Adeus”, de Simone de Beauvoir pode ser resumida como a grande oportunidade de estar diante de uma figura extremamente simbólica do teatro, televisão e cinema do Brasil. 

No palco escuro, com a iluminação direcionada para a dama do teatro vestindo preto, ela acomodada numa cadeira com uma mesa a frente com o texto da escritora francesa, tal imagem fica ainda mais emblemática com a iluminação do Teatro  Sesc Santos modernizada. Assim, a voz potente e transbordando impostação de voz, faz acontecer uma inesquecível aula de literatura das mais agradáveis possíveis, não pela escolha de um texto com toque pessoal e extremamente libertário, mas também pela interpretação impecável de Fernanda Montenegro.

Aos 96 anos, a atriz entrega paixão, encantamento e pura sedução na leitura interpretativa de um texto sobre a visão do feminino numa era em que aparentemente está no passado, mas, infelizmente, segue atual. Nessa a temporalidade, ao analisarmos hábitos mantidos por parte masculina que naturaliza a redução do papel da mulher na sociedade, sempre atrás e nunca ao lado, com igualdade.

A obra de texto poderoso, cuja temática é a visão libertária, estruturada por Simone de Beauvoir sobre o feminismo, uma vez que acreditava que a existência precedia a essência e, portanto, não se nasce mulher, torna-se. Em "A Cerimônia do Adeus" há espaço para tratar o companheirismo sem amarras e também o envelhecimento. 

Inserindo em cena, de forma comovente, sua ligação de vida a Jean-Paul Sartre. Acontece no palco ainda a união de Fernanda Montenegro e Simone de Beauvoir que é puro deleite literário. O resultado são provocações reflexivas a respeito do minúsculo avanço de ser feminino numa sociedade machista agarrada ao retrógrado.

E como toda escolha tem um significado, a seleção do texto por Fernanda Montenegro é um acerto, tanto é que os ingressos rapidamente tiveram esgotadas as vendas das três apresentações iniciais. Para atender tamanha demanda, foram acrescidos dois novos horários que também esgotaram com agilidade. 


* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Siga: @maryellen.fsm


Serviço
“Fernanda Montenegro Lê Simone de Beauvoir”
Datas: 20 a 22 de fevereiro
Horários: sexta às 17h00, sábado, às 17h00 e 20h00; domingo, às 16h00 e 19h00
Classificação: não recomendado para menores de 14 anos
Ingressos: R$ 21,00 (credencial plena), R$ 35,00 (meia), R$ 70,00 (inteira)
Limite: até 2 ingressos por pessoa
Observação: não é permitida a entrada após o início da leitura

Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta, das 9h às 21h30 | Sábados e domingos, 10h às 18h30   

Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida / Santos
Telefone: (13) 3278-9800        
Site do Sesc Santos
Instagram e Facebook: @sescsantos



.: SP Companhia de Dança apresenta três obras internacionais no Sesc Santos


Cena de "Odisseia", de Joëlle Bouvier. Foto: Rodolfo Dias Paes

A São Paulo Companhia de Dança apresenta, nos dias 26 e 27 de fevereiro, no Sesc Santos, um programa com três obras de coreógrafos internacionais: “Odisseia”, de Joëlle Bouvier; “O Canto do Rouxinol”, de Marco Goecke; e “Gnawa”, de Nacho Duato. As apresentações integram a programação de reabertura do Teatro do Sesc Santos. Criada em 2008, a companhia mantém repertório que reúne criações inéditas e remontagens de obras do repertório internacional. O programa previsto para Santos reúne trabalhos de diferentes períodos e propostas estéticas. 

“Odisseia” (2018), de Joëlle Bouvier, tem duração de 37 minutos e parte de questões relacionadas aos deslocamentos contemporâneos. A coreografia aborda temas como mudança, transição e partida. A trilha sonora reúne trechos das Bachianas Brasileiras, de Heitor Villa-Lobos; excertos da Paixão Segundo São Mateus, de Johann Sebastian Bach; “Melodia Sentimental”, de Villa-Lobos (com letra de Dora Vasconcellos); o poema “Pátria Minha”, de Vinícius de Moraes; e texto de Irène Jacob. A iluminação é assinada por Renauld Lagier e o figurino por Fábio Namatame. A assistência de coreografia é de Emilio Urbina e Rafael Pardillo.

“O Canto do Rouxinol” (2023), de Marco Goecke, tem 22 minutos de duração. A obra foi criada a partir da composição “Le Chant du Rossignol”, de Igor Stravinsky. A coreografia e a cenografia são de Goecke, com remontagem de Giovanni di Palma. A iluminação é de Udo Haberland e os figurinos de Michaela Springer.

“Gnawa” (2009), de Nacho Duato, encerra o programa com 20 minutos de duração. A obra toma como referência os quatro elementos — água, terra, fogo e ar — como eixo de composição coreográfica. A trilha sonora reúne músicas de Hassan Hakmoun, Adam Rudolph, Juan Alberto Arteche, Javier Paxariño, Rabih Abou-Khalil, Velez, Kusur e Sarkissian. A iluminação é de Nicolás Fischtel e os figurinos de Luis Devota e Modesto Lomba. A remontagem é assinada por Hilde Koch e Tony Fabre (1964–2013). A organização e a produção original são de Carlos Iturrioz, da Mediart Producciones SL, da Espanha.

As apresentações acontecem na quinta e sexta-feira, às 20h00. Os ingressos custam R$ 18,00 (credencial plena), R$ 30,00 (meia-entrada) e R$ 60,00 (inteira). A classificação indicativa é de 14 anos. Cada pessoa pode adquirir até quatro ingressos. A programação de reabertura do Teatro do Sesc Santos ocorre de 20 de fevereiro a 1º de março de 2026, com atividades em diversos horários.


Serviço
São Paulo Companhia de Dança com os espetáculos “Odisseia” (2018), “O Canto do Rouxinol” (2023) e “Gnawa” (2009)
Dias 26 e 27 de fevereiro, às 20h00
Teatro do Sesc Santos
Sujeito à lotação.

Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta, das 9h às 21h30 | Sábados e domingos, 10h às 18h30   

Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida / Santos
Telefone: (13) 3278-9800        
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sábado, 21 de fevereiro de 2026

.: Peça teatral "Contus d Fadas para Kabezas Dialetykas" no Teatro Oficina


O  espetáculo "Contus d Fadas para Kabezas Dialetykas" retorna ao Teatro Oficina para curta temporada de cinco semanas. Foto: Antonio Simas Barbosa

Depois de oito apresentações pontuais e esgotadas no início do ano passado, em março de 2025, o espetáculo "Contus d Fadas para Kabezas Dialetykas" retorna ao Teatro Oficina para curta temporada de cinco semanas, às segundas e terças-feiras, às 20h00, até 5 de abril. O espetáculo tem em suas veias a paixão de Kafka pelo teatro popular e é uma encenação inédita a partir de contos curtos do autor. A montagem atravessa sete de suas narrativas, criando uma engrenagem disparadora de imagens, gestos e palavras que vão do embate com a “lei” ao desejo de fusão com a terra. “Um contra-feitiço, em compasso báquico, à civilização ocidental", diz a diretora Fabiana Serroni.

A abertura é com o célebre "Diante da Lei", no qual um camponês tenta acessar um direito que lhe é negado. Em "Relatório para uma Academia", uma macaca domesticada é capturada e tornada celebridade. As cenas "Comunidade" e "Sociedade dos Cafajestes" refletem o restrito grupo de amigos donos do mundo. Em “Desista!” e “Josefina, a Cantora” abre se uma fenda no tempo por onde se escuta o ruído hipnótico e arrebatador do canto de Josefina. Seu gesto final de recusa ao endeusamento e entrega à glória profunda do anonimato celebra o comum extraordinário. Culminando no desejo de fusão com a terra em “O Desejo de Virar Indígena”, vivido por um ator de raízes indígena do povo fulni-ô.


Concepção cênica
A dramaturgia costura sete contos do autor, alguns com apenas um único parágrafo. A narrativa evoca as raízes indígenas andinas de imigrantes latino-americanos em São Paulo, expõe as engrenagens da captura da vida pelo negócio, o condicionamento e o caráter excludente da cultura citadina ocidental, culminando no desejo de fusão com a terra, com o corpo do animal e com o vasto horizonte. Mas no fio da história acontecimentos em descompasso – como um relógio que gira ao contrário ou que se adianta - nos lançam ao patamar do sonho tal como o concebem as culturas indígenas, como disciplina que norteia, orienta. Um sonho coletivo.
 

Por que Kafka hoje?
Um dos mais influentes escritores do século XX, Franz Kafka, era um apaixonado por teatro e sua literatura é um grande ballet. Kafka era um amante de Gaia, do sonho da terra, das pulsões, do circuito da vida. Sua literatura é uma denúncia, atualíssima, com humor ácido e horror, à captura da vida pela máquina do mundo - a “lei”, o capital. Foi o filósofo Walter Benjamin quem se referiu aos contos curtos de Kafka como “contos de fadas para cabeças dialéticas”, entendendo-os como um código de gestos que, segundo o próprio Kafka, só ganham sentido por meio de experiências múltiplas — sendo o teatro o lugar dessas experiências.
 

Ficha técnica

Espetáculo "Contus d Fadas para Kabezas Dialetykas"
Direção: Fabiana Serroni
Concepção e dramaturgia: Santiago Willis da Silva e Guerra e Fabiana Serroni
Assistente de direção: Stella Prata
Direção de arte: Graciela Rodriguez
Direção musical: Adriano Salhab
Direção de vídeo: Ciça Lucchesi
Elenco / Atuantes: Bruli, Carol Pinzan, Clara Lacava, Dan Salas, Fabiana Serroni, Filipe Alcarvan, Gustavo Dainezi, Joel Carlos, Lucas Massimo, Lufe Bollini, Márcio Ventura, Mila Sequera, Martin Levi, Paula de Franco, Rafael Castilho, Sandra Vilchez, Stella Prata, Yan Machado Ruffo
Figurino, Corpo e Preparações
Figurino: Arianne Vitale
Assistente de figurino: Mandy
Preparação corporal: Carol Pinzan, Joel Carlos e Stella Prata
Preparação de circo: Filipe Alcarvan e Wilson Feitosa
Músicos: Adriano Salhab, André Lagartixa, Fefe Camilo, Lufe Bollini, Márcio Ventura, Otávio Malta e Pedro Abujamra
Teclados e theremin: Jefferson Placido
Participação especial sonora: José Maria Cardoso
Operador de som: Nine
Microfonista: Julia Ávila
Vídeo, luz e pperações técnicas | Desenhos: Graciela Rodriguez
Operação de vídeo: Victor Rosa
Iluminação e operação de luz: Angel Taize e Vitória Pedrosa
Operação de canhão: Gustavo Nascimento
Operação de câmera: Zizi Yndio do Brasil e Luz Barbosa
Arte gráfica: Lufe Bollini
Mídias: Clara Lacava e Gustavo Dainezi
Textos e mídias sociais: Ciça Lucchesi, Fernanda Taddei e Fabiana Serroni
Assessoria de imprensa: Adriana Monteiro
Produção e equipe de teatro | Produção: Sonia Esper
Direção de cena: Márcio Ventura
Assistentes de direção de cena e Contrarregragem: Rafael Castilho e Artur Medeiros
Brigadista / Bombeiro civil: Amanda Aguiar Di Stadio
Bilheteria: Sonia Esper
Administrador do Teatro: Anderson Puchetti
Coordenação técnica do teatro: Filipe Fonseca
Coordenação do teatro: Roseli Aparecida
Coordenação Casa de Acervo: Elisete Jeremias
Guardiã dos figurinos: Cida Melo
Apoio: JR Malabares
UP Ultra Foto – Loja especializada em equipamentos fotográficos
Unesp - Instituto de Artes
Ocupação 9 de Julho

Serviço
Espetáculo "Contus d Fadas para Kabezas Dialetykas"
Duração: 70 minutos
Classificação indicativa: 16 anos
Ingressas: R$ 80,00 (inteira); R$ 40,00 (meia-entrada); R$ 25,00 (moradores do Bexiga)
Temporada: dias 2, 9, 30 - segundas, às 20h00; Março: dias 3, 10, 17, 24, 31 - terças, às 20h00; Abril: dias 4 e 5, sábado, às 20h00, e domingo, às 18h00.
Capacidade: 250 lugares

.: Tuca Andrada estreia "Let’s Play That ou Vamos Brincar Daquilo" em SP


Espetáculo propõe uma imersão poético-musical na vida e obra de Torquato Neto, com apresentações aos sábados, domingos e segundas, a partir de março. Foto: Ashlley Melo

O ator Tuca Andrada estreia segunda curta temporada em São Paulo do espetáculo "Let’s Play That ou Vamos Brincar Daquilo", no Teatro Sérgio Cardoso, equipamento da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo sob gestão da Associação Paulista dos Amigos da Arte (APAA), a partir do dia 7 de março de 2026, com sessões aos sábados e domingos, às 18h30, e às segundas, às 19h00. A partir de 15 de março, as apresentações de domingo passam a contar com intérpretes de Libras.

Em formato híbrido de poesia, show, aula-espetáculo e debate, o solo marca seu retorno aos palcos e apresenta uma leitura pessoal, política e provocadora sobre Torquato Neto (1944–1972), poeta, jornalista e um dos nomes mais inquietos do Tropicalismo. A direção é assinada pelo próprio Andrada em parceria com Maria Paula Costa Rêgo, fundadora do Grupo Grial de Dança, e o projeto tem como ponto de partida a antologia Torquatália, do autor Paulo Roberto Pires, além de cartas, textos jornalísticos e registros íntimos do autor. 

Ambientado em uma semi arena, o espetáculo rompe a quarta parede e convida o público a integrar a ação cênica, em um jogo de reflexões e afetos. A trilha sonora, interpretada ao vivo por Tuca e pelos músicos Caio Cezar Sitônio (direção musical) e Pierre Leite, inclui parcerias de Torquato com Gilberto Gil, Caetano Veloso e Jards Macalé. Distante de um retrato biográfico linear, "Let’s Play That ou Vamos Brincar Daquilo" explora a liberdade criativa e a urgência política que marcaram a obra de Torquato Neto - e que ainda ecoam no presente.

Estreado em 2023, no Recife, o espetáculo já passou por palcos importantes como o Sesc Pompeia (SP), CCBBs de BH, Rio e Brasília, e festivais como o POA em Cena e o FestLuso. Por sua atuação, Tuca Andrada foi indicado ao Prêmio APCA de Melhor Ator.

Ficha técnica
Espetáculo "Let’s Play That ou Vamos Brincar Daquilo"
Criação: Tuca Andrada, a partir da obra e vida de Torquato Neto
Direção: Tuca Andrada e Maria Paula Costa Rêgo
Atuação: Tuca Andrada
Músicos: Caio Cezar Sitonio e Pierre Leite
Direção de movimento: Maria Paula Costa Rêgo
Direção musical: Caio Cezar Sitônio
Criação de luz: Caetano Vilela
Programação e Assistente de luz: Nicolas Caratori
Operação de luz: Bianca Contin
Técnico de Som: Junior Viana
Operação de som: Luciano Monson
Cenário e figurino: Tuca Andrada e Maria Paula Costa Rêgo
Parangolé: Izabel Carvalho
Assessoria de Comunicação: Adriana Monteiro
Fotografia: Ashlley Melo, Matheus José Maria e Jaime Barajas
Produção executiva: Adriana Teles e Tuca Andrada
Produção local: Cláudia Odorissio, Valéria Macedo e Adriana Monteiro
Projeto gráfico: Humberto Costa
Realização: Iluminata Produções Artísticas


Serviço
Espetáculo "Let’s Play That ou Vamos Brincar Daquilo"
Datas e horários: de 7 de março a 13 de abril de 2026 | Sábados e domingos, às 18h30, segundas, às 19h00 (exceto dias 16 e 30 de março)
A partir de 15 de março, as apresentações de domingo passam a contar com intérpretes de Libras.
Vendas: R$ 120,00 (inteira), R$ 60,00 (meia-entrada) | Sympla
Local: Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno - Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista / São Paulo
Duração: 70 minutos
Classificação etária: 16 anos
Capacidade: 195 lugares + 6 espaços para cadeirantes

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

.: "Bertoleza" ganha nova e curtíssima temporada no Teatro Alfredo Mesquita


Com direção de Anderson Claudir, adaptação da Cia. Gargarejo desloca o protagonismo no romance “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo, para quem verdadeiramente o merece. Foto: José de Holanda


Sucesso de crítica e público em diversas temporadas, o musical "Bertoleza", da Gargarejo Cia Teatral, estreou em 2020 e conquistou o prêmio APCA de melhor espetáculo daquele ano. E, para quem ainda não conseguiu assistir ao trabalho, a Cia. Gargarejo faz uma nova temporada gratuita no Teatro Alfredo Mesquita, de 20 de fevereiro a 1º de março de 2026, às sextas e sábados, às 20h00, e domingos, às 19h00. Aos domingos, terá intérprete de libras e roda de conversa. 

A montagem, com adaptação, direção e canções originais de Anderson Claudir, que também assina a dramaturgia ao lado de Letícia Conde, é inspirada no livro “O Cortiço”, clássico naturalista de Aluísio Azevedo. Mas, desta vez, o público conhece a história sob ponto de vista da Bertoleza, uma mulher negra que é tão importante para a construção do romance quanto o próprio João Romão, o protagonista original. Na trama, o oportunista Romão propõe uma sociedade à escrava Bertoleza, prometendo comprar a alforria dela. Eles começam uma vida juntos e constroem um pequeno patrimônio formado por um enorme cortiço, um armazém e uma pedreira.

Depois de acumular capital considerável, o ambicioso João Romão já não sabe como se tornar mais rico e poderoso. Envenenado pelo invejoso Botelho, ele decide se casar com Zulmira, a filha de Miranda, um negociante português recentemente agraciado com o título de barão. Mas, para isso, precisa se livrar da amante Bertoleza, que trabalha de sol a sol para lutar pelo patrimônio que eles construíram juntos.

Para a companhia, o grande desafio foi fazer com que uma narrativa do século 19 questionasse e problematizasse as relações criadas nos dias de hoje. Por isso, o projeto iniciado em 2015 foi ganhando novos contornos. “Quisemos investigar uma identidade brasileira, que vem da diáspora africana, e pensar em como isso nos afeta artisticamente. Assim, podemos criar novos signos para essa geração e dar uma voz para essa terra periférica”, conta Claudir.

No processo, o coletivo procurou a força da figura de Bertoleza em outras mulheres negras brasileiras negligenciadas pela História. Durante a encenação, o elenco relembra as histórias da vereadora Marielle Franco, militante da luta negra assassinada em março de 2018; da escritora Carolina Maria de Jesus, famosa pelo livro "Quarto de Despejo: Diário de Uma Favelada"; da jornalista e professora Antonieta de Barros, defensora da emancipação feminina que foi apagada dos livros de História; da escritora Maria Firmina dos Reis, considerada a primeira romancista brasileira; e da guerreira Dandara, que viveu e lutou no período colonial.

A protagonista do espetáculo é interpretada pela atriz Lu Campos. E o elenco ainda conta com Ali Baraúna, Taciana Bastos, Roma Oliveira, Cainã Naira, Larissa Noel,  Palomaris, Edson Teles, Thiago Mota e Welton Santos e os stand-ins Lilian Rocha e Anderson Claudir. Completam a ficha técnica a direção musical de Eric Jorge, as músicas de Anderson Claudir, Andréia Manczyk, Eric Jorge e Juliana Manczyk, a preparação vocal e assistência de direção musical de Juliana Manczyk, a preparação de elenco de Eduardo Silva e a preparação corporal e coreografia de Taciana Bastos.


Relação profunda entre vida e obra
Para Lu Campos, interpretar Bertoleza tem um significado ainda mais profundo. No processo desde 2015, ela conta que vivenciou um chamado ancestral em 2017: suas antepassadas maternas deram-lhe a missão de quebrar o ciclo de opressão vivenciado por sua família desde os tempos de escravidão. “Espero que as mulheres pretas se sintam bem representadas na peça e a partir disso, busquem seus lugares de protagonismo nos variados âmbitos da vida”, conta.

Para a atriz, estar nesse processo contribui para a sua expansão de consciência. Em busca de mais respostas sobre sua ancestralidade, ela também cursou a pós-graduação em Matriz Africana pela Facibra/Casa de Cultura Fazenda Roseira. “As pessoas precisam perceber quão rica e diversificada é a matriz africana, por isso ela deve ser resgatada e valorizada. Afinal, a África é o ventre do mundo”, emociona-se.

Ficha técnica
Musical "Bertoleza"

Direção, adaptação e letras: Anderson Claudir
Dramaturgia final: Anderson Claudir e Letícia Conde
Direção musical: Eric Jorge
Músicas: Anderson Claudir, Andréia Manczyk, Eric Jorge e Juliana Manczyk
Preparação vocal e Assistência de direção musical: Juliana Manczyk
Preparador de elenco: Eduardo Silva
Preparação corporal e coreografia: Taciana Bastos
Cenografia e figurino: Dani Oliveira e Victor Paula
Assistente de cenografia e figurino: Gabriela Moreira
Visagista: Victor Paula
Diretor de palco: Léo Magrão
Designer e operação de Luz: Andressa Pacheco
Vídeos: Aline Almeida
Desenho de som: Labsom - Laboratório Sonoro
Operação de som e microfonação: Kleber Marques e Julia Mauro
Elenco: Lu Campos, Ali Baraúna, Taciana Bastos, Roma Oliveira, Cainã Naira, Larissa Noel,  Palomaris, Edson Teles, Thiago Mota e Welton Santos.
Stand-ins: Lilian Rocha e Anderson Claudir
Direção de produção: Manczyk Produções


Serviço
"Bertoleza", da Gargarejo Cia Teatral
Temporada: 20 de fevereiro a 1º de março de 2026
Sextas e sábados 20h00; domingos às 19h00
Aos domingos há intérprete de libras e roda de conversa
Teatro Alfredo Mesquita - Av. Santos Dumont, 1770 - Santana, São Paulo
Ingresso: gratuito | Retirada na bilheteria com uma hora de antecedência
Duração: 90 minutos
Recomendação etária: 12 anos
Acessibilidade: o espaço possui acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida

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