Mostrando postagens com marcador Música. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Música. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 12 de abril de 2024

.: André Morais chega ao terceiro disco com “Voragem”, por Luiz Otero

André Morais. Foto: divulgação

Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.


Com 20 anos de carreira, o multiartista paraibano André Morais (ator, diretor, cantor e compositor) está divulgando seu terceiro álbum autoral, intitulado Voragem. As dez canções do disco apresentam o olhar do artista sobre o mundo, contando com as participações de Ney Matogrosso e Fabiana Cozza.

Nesse trabalho, André Morais reafirma sua parceria com a compositora Lucina e abre parcerias com a cantora e compositora paraibana Socorro Lira e com a potiguar Valéria Oliveira, construindo um universo criativo em que a presença do feminino é essencial.

Ney Matogrosso participa de “Cantar e Sangrar”, primeiro single lançado do álbum e um dos destaques desse trabalho. E Fabiana Cozza participa na canção “Pátria” (parceria dele com Valéria Oliveira), proporcionando outro momento interessante.

“Voragem” é um álbum de sonoridade acústica, construído com um olhar da Paraíba e do Nordeste, mas de braços abertos para o mundo. Com produção musical de Helinho Medeiros, pianista e acordeonista paraibano, em parceria com o violonista e professor Pedro Medeiros, “Voragem” tem arranjos construídos de forma coletiva, com a liderança e execução de Helinho (piano acústico e acordeom), Pedro Medeiros (violão, violão de 7 cordas, violão de aço e viola caipira), João Cassiano (Percussões) e Victor Mesquita (baixo acústico).

André Morais e Ney Matogrosso . Foto: divulgação

As canções seguem aquele padrão interessante da nossa MPB, com alguns arranjos inspirados nos ritmos nordestinos. André não tem uma extensão vocal muito grande, mas compensa isso utilizando um tipo de interpretação que intensifica a mensagem das canções. A sua escola como ator deve ter sido fundamental para moldar o cantor, pois ele consegue transmitir a emoção na dose certa, auxiliado pelos ótimos arranjos coletivos feitos pelos músicos da banda de apoio. 

André Morais é um artista com trajetória pavimentada por três pilares fundamentais: a música, o teatro e o cinema. Nascido na cidade de João Pessoa, Paraíba, é autor de canções em parceria com nobres nomes da música popular brasileira como Chico César, Carlos Lyra, Ná Ozzetti, Sueli Costa, Ceumar, Milton Dornellas, Socorro Lira e Seu Pereira. Já cantou e gravou ao lado de nomes como Elza Soares, Ney Matogrosso, Mônica Salmaso, Naná Vasconcelos e Tetê Espíndola. Lançou o seu primeiro álbum, Bruta Flor, em 2011, sendo vencedor do Prêmio Nacional Grão de Música. Seu segundo álbum, Dilacerado, foi eleito um dos 100 melhores lançamentos nacionais de 2015.

No teatro, viajou pelas cinco regiões do país, em mais de 60 cidades, como ator e criador do monólogo “Diário de um Louco”, baseado no conto russo de Nicolai Gogol. No cinema, é diretor e roteirista. Seu primeiro filme, o curta-metragem “Alma”, participou de mais de 20 festivais no Brasil e no exterior. Recebeu o prêmio de Melhor Curta do Festival Latino-Americano de Toronto no Canadá. Seu primeiro longa-metragem como autor e diretor, “Rebento”, estreou em janeiro de 2018 na seleção oficial da Mostra de Cinema de Tiradentes e foi vencedor de 27 prêmios nacionais e internacionais.


Cantar e Sangrar


A Lira Nua


Maré Alta


.: "D Ao Vivo Maceió": a casa e as casas de Djavan nas plataformas

Cantor e compositor lança o álbum "D Ao Vivo Maceió", nas plataformas a partir de 11 de abril, onde reúne sucessos e belezas nada óbvias pinçadas de seu repertório. Gravado em sua terra natal e dedicado aos povos indígenas, show aponta para o sentido da origem. O registro audiovisual sai ainda no primeiro semestre


Voz e violão, sua música no sumo portanto, Djavan canta frente à multidão de mais de 20 mil pessoas: “Eu fui batizado na capela do farol, Matriz de Santa Rita, Maceió”. Finca o pé na origem, aponta de onde veio — o que diz muito do passado, mas mais ainda das escolhas presentes e dos caminhos futuros. Casa, enfim. É esse o sentido que atravessa “D Ao Vivo Maceió”, álbum que documenta a turnê do disco “D” — a inicial do nome do artista, em mais um simbolismo que marca o valor essencial do início. O disco chega às plataformas digitais de música no dia 11 de abril, enquanto o registro audiovisual será lançado ainda no primeiro semestre de 2024.

“Eu tenho um amor profundo e uma gratidão imensa pela minha cidade, por Maceió”, derrama-se o compositor, em conversa em seu estúdio, no Rio. “Porque foi ali que eu me formei, foi ali que eu conheci tudo que eu precisava pra ter uma formação diversa como a minha intuição e o meu espírito gostariam. Ali eu conheci o jazz, o R&B, a música flamenca, a música nordestina, a música do Brasil... Me formatei ali”.

O sentido de “casa” que atravessa o show, porém, não é um só. Porque, para além de sua cidade natal, são muitas as casas, as origens, os lares que Djavan evoca no palco. A primeira, ainda antes de entrar em cena, fala de nossa essência como povo, pela voz de uma de suas representantes mais ilustres, Sonia Guajajara. Na abertura de “D: ao vivo Maceió”, ouve-se a líder e ministra dos Povos Indígenas lendo um texto de sua autoria, feito especialmente para a turnê: “Gritamos e ressoamos o ´reflorestarmentes´, para que de uma vez por todas o nosso direito à vida seja conquistado, com base na natureza e na ancestralidade”, diz um trecho.

É ainda sobre o eco dessas palavras que Djavan abre o show com “Curumim”. Lançada em 1989, é uma canção de amor feita da perspectiva de um menino indígena, um curumim que entrega tudo à menina amada (“O que era flor/ Eu já catei pra dar/ Até meus lápis de cor/ Eu já dei/ G.I. Joe, já dei/ O que se pensar/ Eu já dei/ Minhas conchas do mar”) e se angustia com o fato de não ser correspondido.

“Escrevi ´Curumim´ depois de ter ficado muito impressionado quando vi na televisão uns meninos indígenas brincando com esses bonequinhos G.I. Joe (lançados no Brasil como Comandos em Ação)”, conta Djavan, que dedica o show aos indígenas e a todas as minorias do Brasil. “Você vê a infiltração de outras culturas ali, como isso pode matar a cultura indígena. E eu trago na letra, pra sedimentar essa questão, o nome de várias etnias. Nomes belíssimos, sonoros, musicais. Assim como a expressão ´G.I. Joe´ também me pareceu, ali, extremamente musical”.

A fala nos lembra que, para Djavan, a casa é também a música — esteja ela guardada nos sons de Txucarramãe ou de G.I. Joe.

O compositor nota que o lápis de cor, o G.I.Joe, as conchas são na verdade apenas representações da sedução — “algo que é inerente a qualquer povo, a qualquer civilização”,  reflete: “Estou tentando dizer, portanto, que os indígenas somos nós. Quando falo dos indígenas, das minorias, estou falando também de mim”, diz o compositor, que já em segundo disco, de 1978, trazia uma canção sobre o tema, “Cara de índio”.

Como pode ser visto nos palcos e em breve estará no registro audiovisual, ao longo de todo o show, o telão projeta imagens de artistas indígenas e periféricos, na cenografia assinada por Gringo Cardia. Desenvolvido por Marina Franco, em parceria com o estilista convidado Lucas Leão, o figurino de Djavan — uma elegância ao mesmo tempo crua e futurista, ancestral e moderna, marcada por tons terra — dialoga com o cenário, assim como com a luz de Césio Lima, Mari Pitta e Serginho Almeida. Produção esmerada que compensa a espera: gravado em 31 de março de 2023, “D: ao vivo Maceió” ganha as ruas dez anos depois do registro audiovisual anterior de Djavan, o “Rua dos amores ao vivo”.

Depois de “Curumim”, o roteiro prossegue com “Boa noite”, lançada em 1992 — o show reúne músicas que vão desde seu primeiro disco até “D”, de 2022, num panorama amplo de sua carreira. Já nos primeiros versos, Djavan brinca com a ideia do engano de quem se acha dominador. No caso, na dinâmica de um casal no jogo da sedução, mas que pode ser estendido à arrogância do colonizador que toma a terra que não é dele: “Meu ar de dominador/ Dizia que eu ia ser seu dono/ E nessa eu dancei”.

Outras essências de Djavan são tocadas ali (“Ainda bem que eu sou Flamengo”, que ele trata na canção como um modo de lidar com o sofrimento e seu propósito). E já se amplia no groove tão irresistível quanto surpreendente de “Boa noite” uma percepção que “Curumim” já anunciava: de como o artista tem uma linguagem musical sedimentada e, mais do que isso, como ela é amparada por sua banda. Estão no palco com o cantor instrumentistas que já estiveram com ele em diferentes momentos, que aprenderam a entendê-lo e ajudaram a dar forma ao que hoje se entende como a “assinatura Djavan”.

“Desde sempre tenho uma percepção musical diferente. Minha, né? Pessoal. E ninguém é obrigado a tê-la”, explica o artista.  “Mas uma coisa que Deus me deu, que é muito importante pra mim, é saber pedir, fazer com que o sujeito embarque na minha e se sinta confortável com isso. Os músicos que estão comigo hoje já passaram por esse processo várias vezes. ´Curumim´, por exemplo, Nossa Senhora! Ela tem uma divisão inusual, estranha pra quem não tá naquilo. Esses mesmos músicos de hoje relembram, toda vez que a gente vai tocar o ´Curumim´, a dificuldade que era. Mas hoje eles sabem”.

Os “músicos de hoje” a que Djavan se refere são Paulo Calasans (piano e teclado), Marcelo Martins (saxofone e flauta), Marcelo Mariano (baixo), Renato Fonseca (teclado), João Castilho (guitarra, violão e ukulele), Jessé Sadoc (trompete e flugelhorn) e Felipe Alves (bateria). São eles que temperam o balanço bluesly de “Desandou” (do álbum “Matizes”, de 2007); gingam com graça e malícia no medley de sambas djavânicos que une “Limão” (1994), “Avião” (1989) e “Flor de lis” (1976); incendeiam o baile caribenho de “Tanta saudade” (parceria de Djavan e Chico Buarque de 1983) — apenas para citar alguns momentos do show.

Retomando a sequência de “D: ao vivo Maceió”: depois de “Boa noite”, Djavan segue mapeando sua casa em “Sevilhando”, do álbum “D”. O compositor cria o verbo do título para descrever seu movimento por suas raízes espalhadas pelo mundo: “Sevilha plantou/ Na Alagoas nata/ Um fiel servidor”.

“A influência moura, que grassa em Maceió, em Alagoas, no Nordeste, está em mim muito fortemente. Em ´Sevilhando´, trouxe a ligação que há entre a música negra e a música da Andaluzia”, explica Djavan. “Quando eu estive em Sevilha pela primeira vez, senti uma emoção fortíssima. Entrei naquelas vielas medievais e senti um cheiro que era uma coisa louca, um cheiro que estava dentro de mim, que eu nunca tinha sentido, mas eu sabia que aquele cheiro era meu, era da minha vida, da minha ancestralidade. Sentei no meio-fio e comecei a chorar”.

“Te devoro” (1998), “Dou-não-dou” (1987) e “Outono” (1992) exploram, cada uma à sua maneira, os cômodos de outra das casas de Djavan — a casa do desejo. O desejo que sobrevive à chuva e ao frio em “Te devoro”, que se manifesta na fera ronronando com doçura em “Dou-não-dou” e na boca que beija bem em “Outono”.

O som do acordeom do sertão sobre o relevo lindamente acidentado da música de Djavan chamam de novo pro Nordeste em “Seca” (1996). A canção nos encaminha para o já citado medley de sambas — gênero no qual, desde seu primeiro disco, o músico soube instalar seu lar. Outra do álbum “D”, “Um mundo de paz” projeta, com suingue, a ideia de um futuro melhor para o amor — Djavan só acredita em utopias que dançam.

No esperado momento voz-e-violão do show, Djavan canta “Ventos do norte” (1976), “Meu bem querer” (1980), “Alagoas” (1978) e “Oceano” (1989). Presente em seu disco de estreia, “Ventos do norte” é retomada pela primeira vez no palco — Djavan a tocou só na época do lançamento. “Alagoas” também é outra que há décadas não fazia parte de suas apresentações ao vivo.  

O show traz outras novidades no roteiro. “Tanta saudade”, lançada na trilha do filme “Para viver um grande amor” (1983), é incorporada na discografia do Djavan pela primeira vez em sua concepção original — antes, ela estava só numa versão remix no álbum “Na pista, etc.”, de 2005. “Dou-não-dou” nunca havia sido levada ao palco. É o mesmo caso de “Você é” (do álbum “Bicho solto”, de 1998), que, como nota Djavan, também trata de sua origem, identidade, casa:

“Na letra, falo do negro, do árabe e do indígena. Eu me considero um misto dessas três entidades”.

Após o momento voz-e-violão, a banda retoma o palco com “Iluminado”, que Djavan gravou no disco “D” com seus filhos e netos. No show, sua família se expande para a banda e para a plateia, que canta junto e ergue as luzes de seus celulares. A já citada “Desandou” antecede “Tenha calma/ Sem você” (Djavan gravou sua canção e a de Tom Jobim e Vinicius de Moraes juntas dessa forma no álbum “Malásia”, de 1996).

Gravada nos Estados Unidos, “Luz” (1982) sinaliza outra ampliação da casa da música de Djavan para além das fronteiras brasileiras — e, em paralelo, marca a certeza do artista de pertencimento ao seu chão.

“Nessa época a Sony queria que eu fosse morar nos Estados Unidos”, lembra o artista. “Sempre tive isso como um sonho. Chegava a ter dúvida de se não seria melhor pra mim se eu tivesse nascido nos Estados Unidos. Mas quando isso ficou prestes a ser concretizado, a primeira coisa que me veio na cabeça foi o seguinte: como é que eu vou criar com outros elementos que não os do Brasil, a cultura brasileira, as cidades, os lugares, os dizeres, as amarguras, as benesses, tudo que o Brasil pode oferecer? Viver em dólar não pagaria eu me apartar da minha cultura. Fiquei aqui. Foi a decisão mais acertada que eu tomei na vida”.

“Tanta saudade” abre espaço para “Asa” (1986), aproximando em sua letra o deus grego Zeus e o primeiro deputado federal indígena Mário Juruna — céu e chão. No meio da canção, em diferentes momentos, Djavan saúda ainda o CSA (clube de Maceió) e a lua — chão e céu.

“Se” (1992), sua música mais executada nas plataformas, é seguida de “Você é”, que prepara o terreno para a reta final explosiva do show. “Samurai” e “Sina” — ambas do álbum “Luz”, de 1982 — se mostram tão novas e infalíveis como quando foram lançadas. Em ambas, os metais brilham, como que assinando sua importância central ao longo de todo o espetáculo. No solo de Maceió, no palco armado à beira-mar, o verso “Como querer djvanear o que há de bom” parece fazer ainda mais sentido.

Indo do romantismo à catarse, o bis com “Pétala” (1982) e “Lilás” (1984) cumpre seu papel de arremate preciso.

“Você já imaginou fazer um bis e matar o que você acabou de apresentar?” pergunta Djavan, abastecido de sua experiência e sabedoria na comunicação com o público. “O bis é determinante para fazer com que as pessoas vão pra casa com a certeza de que acabaram de ver um grande show”.

Iluminadas, enfim. Djavan, afinal, conhece a importância do movimento da volta pra casa.


Ouça o álbum: http://SMB.lnk.to/DAoVivoMaceio

Assista ao clipe de ‘Ventos do Norte’: http://SMB.lnk.to/ClipeVentosDoNorte


.: “Espresso”: Sabrina Carpenter lança aguardadíssimo single novo

Sabrina Carpenter lança hoje aguardadíssimo single novo, “Espresso”, via Island Records. Ouça aqui. Sabrina compôs o novo single com três parceiros habituais: a vencedora do prêmio GRAMMY Amy Allen (com quem co-escreveu o recente single #1, “Feather”), Julian Bunetta (com quem havia feito “Nonsense”), que também é o produtor de “Espresso”, e Steph Jones (também parceiro em“Nonsense").

Junto com o lançamento do single, Sabrina apresenta o videoclipe oficial da música, que foi dirigido pelo renomado diretor Dave Meyers (Ariana Grande, Bad Bunny, Harry Styles), ganhador do prêmio GRAMMY. Assista ao vídeo aqui.

“Espresso” chega no momento em que Sabrina está prestes a fazer sua estreia no Coachella hoje à noite no palco principal. Sintonize a transmissão ao vivo aqui. O novo single também vem na esteira de outro marco na carreira de Carpenter, que recentemente conquistou seu primeiro número 1 no top 40 das rádios com o single de platina “Feather” e manteve o primeiro lugar por duas semanas consecutivas. No início deste ano, Sabrina ganhou as manchetes ao se juntar a Taylor Swift na etapa internacional de sua aclamada ERA'S Tour por México, América do Sul, Austrália e Cingapura.

Recentemente, Carpenter também foi capa da revista “Cosmopolitan” (edição de março/abril) — leia a matéria aqui. Na semana passada, ela foi apresentada como o novo rosto da marca SKIMS em sua mais recente campanha. Leia sobre isso na “W Magazine” aqui.  

“Espresso” dá aos fãs um gostinho do que está por vir com a cantora, antes da chegada de outras músicas novas. A versão física do single já está disponível para pré-venda da UMusic Store. Saiba mais em: https://www.umusicstore.com/sabrina-carpenter.


Sabrina Carpenter encantou milhões de pessoas como cantora, compositora, atriz e ícone de estilo. Com sua música, ela tem entregado um hino após o outro no palco e no estúdio, ganhando vários certificados de ouro e platina e se apresentando para multidões em todo o mundo.  Na tela, gerou um mega-fandom a partir de uma série de papéis como protagonista na televisão e no cinema. Ela assinou contrato com a Island Records e lançou vários singles de sucesso: "Skin", "Fast Times", "Vicious", "Because I Liked A Boy" e "Nonsense", certificado de platina nos EUA. Seu aclamado quinto álbum de estúdio, “emails i can't send”, apareceu em muitas listas de Melhores de 2022, incluindo as das revistas americanas “Rolling Stone” e “Billboard”, e foi certificado de ouro pela RIAA. O álbum traz o single “Feather”, que acaba de alcançar o primeiro lugar na Top 40 Radio, garantindo a Sabrina seu primeiro lugar. O single de platina também chegou à 26ª posição na Billboard Hot 100, acumulando mais de 600 milhões de transmissões globais até o momento. Além de sua crescente lista de créditos em atuação e música, ela foi selecionada para a prestigiosa lista 30 Under 30 da “Forbes”. Sua turnê emails i can't send, com ingressos esgotados, rodou América do Norte, Europa, Ásia e Brasil. Há pouco, Sabrina abriu para Taylor Swift em datas da Era’s Tour por América Latina, Austrália e Cingapura. Hoje, Sabrina fará sua estreia no Coachella.




segunda-feira, 8 de abril de 2024

.: “Hit me hard and soft”: Billie Eilish anuncia terceiro álbum de estúdio

 

Billie Eilish revelou detalhes de seu aguardadíssimo terceiro álbum de estúdio, “Hit me hard and soft”, que terá lançamento global em 17 de maio via Darkroom/Interscope Records. Foto da capa: William Drumm


Trabalho mais ousado de Billie até o momento, “Hit me hard and soft” é uma coleção de canções diversificada e coesa, para ser idealmente ouvida na íntegra do início ao fim. O álbum faz exatamente o que o título sugere: atinge você com força e suavidade, em letra e sonoridade, rompendo fronteiras entre gêneros e desafiando tendências no caminho. “Hit me hard and soft” viaja por uma paisagem sonora ampla e expansiva, que deixa os ouvintes mergulhados em um espectro completo de emoções. É aquilo que a vencedora de vários GRAMMY® e do Oscar faz de melhor; um álbum que continua a afirmar Billie Eilish como a compositora mais empolgante de seu tempo.

Pré-encomenda/add/save “Hit me hard and soft”. A pré-venda da versão física do álbum está disponível, em breve, na UMusic Store. Saiba mais em: umusicstore.com/billie-eilish.

“Hit me hard and soft” foi composto por Billie Eilish e FINNEAS, seu irmão e habitual parceiro, que também atua como produtor do álbum. Como parte de um esforço para minimizar resíduos e combater as mudanças climáticas, “Hit me hard and soft” estará disponível no mesmo dia em todas as plataformas digitais e em todos os formatos físicos, em variantes limitadas, com a mesma lista de faixas e usando materiais 100% recicláveis. Para mais informações sobre todas as práticas sustentáveis para o lançamento deste álbum, acesse:

“Hit me hard and soft” será lançado mundialmente em 17 de maio.


sexta-feira, 5 de abril de 2024

.: Entrevista: Zé Geraldo, o menestrel folk da MPB

Zé Geraldo. Foto: Paulo Higa/Divulgação

Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.


Mineiro da Zona da Mata e radicado em São Paulo há vários anos, Zé Geraldo construiu uma carreira que sempre se manteve bem próxima do público.  Mesmo longe da grande mídia, seus shows sempre foram procurados tanto pelos admiradores de seu trabalho como pelos que curtem uma música com mensagens reflexivas e interessantes. Com forte influência da música folk representada principalmente por Bob Dylan, ele conseguiu produzir um repertório que se tornou atemporal, cada vez mais atual. Ele se apresentará com sua banda neste sábado (6) a partir das 20h30 no Sesc Belenzinho, da Capital Paulista. Em entrevista para o Resenhando, Zé Geraldo conta detalhes de sua carreira e como desenvolve sua produção musical. “Minha música é feita com liberdade total”.


Resenhando - Seu estilo de compor é frequentemente associado ao rock rural, mas percebe-se outras influências em seus trabalhos. Quais foram suas referências na música?

Zé Geraldo – A minha primeira influência veio da música caipira tradicional, bem simples em termos de harmonia. Quando cheguei em São Paulo, percebi que essa música tinha algumas semelhanças com o rock. Então, quando comecei a compor e cantar, o saudoso Zé Rodrix falava que eu fazia rock rural. Já o Renato Teixeira dizia que minha música era folk. Aí então assumi essas características da influência do rock dos anos 60 e 70 e do blues, mesclando com a música caipira e, claro, tendo Bob Dylan como referência também.


Resenhando - Seus três primeiros discos contém canções que se tornaram clássicos (Como Diria Dylan, Milho Aos Pombos, etc.) de seu repertório. Essa produção autoral surgiu a cada disco mesmo ou você já tinha esse material produzido antes de grava-lo?

Zé Geraldo – Quando eu lancei meus três primeiros discos pela CBS, eu tinha uma quantidade boa de músicas. Daria até para gravar mais dois discos naquela época. Uma ou outra foi composta naquele momento, mas a maioria eu já tinha realmente pronta na minha sacola de versos.


Resenhando - A indústria da música vem mudando nos últimos anos. Como você analisa o quadro atual para o músico?

Zé Geraldo – Depois dos discos na CBS e dos dois da gravadora Copacabana, em me tornei um artista independente, apesar de ter discos distribuídos pela Gravadora Eldorado, por exemplo. A partir do momento que eu descobri que eu tinha uma legião de admiradores, isso salvou a minha carreira. Eu estava pensando seriamente em parar, depois que as gravadoras passaram a investir para tocar seus lançamentos. Nessa época eu fui deixado de lado. Então, quando percebi que tinha admiradores, virei as costas para o mercado e cai na estrada para levar minha música para o público.


Resenhando - Como funciona o seu processo criativo? O que vem primeiro, melodia ou letra? Ou vem os dois simultaneamente?

Zé Geraldo – Eu não tenho um modelo definido. Às Vezes vem um pedaço de letra que cantarolo ao violão. Na maioria das vezes eu escrevo a letra primeiro. Mas já tive momentos em que a melodia veio antes da letra. Na verdade, não tenho um esquema definido. Minha produção é com liberdade total.


Resenhando - Você também participou de festivais nos anos 70. Ainda há espaço para novos festivais na atualidade?

Zé Geraldo – Sim. Eu acredito que há espaço. Lembro dos festivais das emissoras de TV que foram importantes em suas épocas. Eu sempre aconselho os músicos iniciantes a tocar nos festivais, que ainda são um veículo eficaz de divulgação. Eu sempre procuro tocar em festivais, porque gosto muito daquele ambiente que se cria nesses eventos.


Resenhando - Em um de seus trabalhos tem parceria com o Zeca Baleiro. Fale sobre essa parceria e cite outros parceiros também

Zé Geraldo – O Zeca Baleiro era meu vizinho na Vila Madalena. Minha filha uma vez me disse que eu tinha que conhecer um músico, que veio do Maranhão. Um belo dia ele convidou minha filha para almoçar em casa e disse para me levar junto. Daí nasceu nossa primeira parceria. E já tem uma segunda pronta que lançarei em breve. Ele é um grande amigo e um talento raro na música. Mas tive outros parceiros, como o Mario Marcos, irmão do saudoso Antonio Marcos, o Antonio Porto, músico do Mato Grosso do Sul. Não são muitos parceiros, mas todos eles são muito especiais.


Milho aos Pombos


Como Diria Dylan


Cidadão



.: The Masked Singer Brasil: domingo é dia de final com Bode, Preguiça e Sereia

Bode, Preguiça e Sereia Iara são os finalistas. Foto: Globo


Neste domingo, dia 07, a competição musical de personalidades mascaradas chega à final! O público conhecerá a fantasia – e a pessoa por trás dela – vencedora da quarta temporada do "The Masked Singer Brasil". Disputam pelo título Bode, Preguiça e Sereia Iara, que semanalmente apresentaram espetáculos de tirar fôlego, e passaram ilesos pelas possibilidades de eliminação. 

Na final, cada fantasia mostrará, individualmente, dois musicais. Esta é a última oportunidade de convencerem plateia e jurados de que devem vencer por meio das performances. Na dinâmica, a plateia votará em quem deseja que ganhe. O menos votado será o primeiro eliminado, e o júri terá a missão de eleger, entre os dois mais votados, o vencedor, considerando o histórico na competição e as apresentações finais.

A temporada, marcada por uma série de novidades e inovações, como as fantasias virtuais, novo cenário em formato arena 360, interatividade com o público e novo elenco - com a entrada de Paulo Vieira e José Loreto no time de jurados, e Kenya Sade como parceira de Ivete Sangalo na apresentação -, contou com musicais de outros nove famosos, além dos finalistas. Foram eles: Popó, como Chimarrão; Diogo Almeida, como Cuco; Louro Mané, como Etzinho; Tati Machado, como Dona Formiga; Supla, como Livro; Valéria Barcellos, como Mamãe Abacate; Luiza Possi, como MC Porquinha; Emílio Dantas, como Pé de Alface; e Karol Conká como Trevo.

O público de casa pode dar palpites sobre quem será o vencedor por meio Masked Game, um jogo hospedado no site do programa dentro do Gshow, e concorrer a brindes e prêmios.

O "The Masked Singer Brasil" é uma coprodução TV Globo e Endemol Shine Brasil, baseado no formato sul-coreano criado pela Mun Hwa Broadcasting Corp, com supervisão artística de Adriano Ricco (TV Globo) e direção geral de Marcelo Amiky (Endemol Shine Brasil). O programa vai ao ar na TV Globo aos domingos, após o ‘Temperatura Máxima’, com reexibição na madrugada de segunda para terça-feira, à 00h30, no Multishow, seguida da entrevista de Kenya Sade com o eliminado da semana.


Leia+

.: Entrevista: Ivete Sangalo fala sobre a estreia de "The Masked Singer"

.: Entrevista: Ivete Sangalo fala sobre a temporada do "The Masked Singer"

.: "The Masked Singer Brasil": especial com "Ivete e os Mascarados" vai ao ar

.: Globo: "The Masked Singer Brasil" com apresentação de Ivete Sangalo

.: The Masked Singer: entrevista com a motoqueira mascarada, Letícia Colin

.: The Masked Singer Brasil: Aline Wirley, o Caranguejo, em entrevista

.: "The Masked Singer" desmascara Lampião, Maria Bonita e Abacaxi

.: Entrevista: Solange Couto é a Capivara do "The Masked Singer Brasil"

sábado, 30 de março de 2024

.: Depois de prometer que não lançaria mais álbuns, Sheryl Crow surpreende


Depois de prometer que não lançaria mais álbuns, a cantora Sheryl Crow resolveu surpreender os fãs. Nove vezes vencedora do Grammy® e pertencente do Rock and Roll Hall Of Fame em 2023, ela lançou o 11º álbum de estúdio completo, “Evolution”, que foi produzido por Mike Elizondo - que está por trás de nomes como Dr. Dre, Maroon 5, Keith Urban, Gary Clark Jr). 

A cantora,  que afirmou publicamente que não lançaria outro álbum completo após “Threads” (2018), agora apresenta “Evolution” como uma surpresa bem-vinda para os fãs. “Tudo se tornou mais orientado para as músicas com o streaming, e fazer um álbum é um empreendimento enorme”, diz Crow. “Comecei enviando uma música para Mike, que se transformou em quatro e seria um EP. Mas as músicas continuaram fluindo de mim; quatro músicas se tornaram nove e ficou bastante óbvio que era um álbum”, revela. Os fãs agradeceram. Compre o álbum "Evolution", de Sheryl Crow, neste link.

sexta-feira, 29 de março de 2024

.: Box resgata discos do Black Sabbath com Tony Martin no vocal


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.

Um relançamento aguardado há anos finalmente vai acontecer. Trata-se do box "Anno Domini – 1989-1995", da banda de rock Black Sabbath, que resgata o período em que contava com Tony Martin no vocal.

É preciso lembrar aquele momento da banda, que atravessava uma série de problemas com as mudanças constantes de formação após a saída de Ozzy Osbourne e, posteriormente, Ronnie James Dio. O guitarrista Tommy Iommi foi o único da formação original que permaneceu em todos os discos, firme no propósito de levar adiante sua música. No final dos anos 80 encontra o cantor Tony Martin que assume os vocais da banda, com Cozy Powell na bateria e Geoff Nichols nos teclados.

Se por um lado a sonoridade difere bastante do período inicial (da era Ozzy), a era Tony Martin teve o mérito de ajudar a manter acesa a chama do grupo, com um som bem próximo do estilo heavy metal. Provavelmente influenciado pelo estilo do então novo vocalista e pelo fato do estilo na época estar em alta com o público.

A colaboração de Martin resultou no lançamento dos discos inclusos no box: "Headless Cross", "Tyr", "Cross Purposes" e "Forbidden". Iommi incluiu algumas faixas bônus que despertarão os fãs da banda. E remixou as faixas de Forbidden especialmente para esse relançamento. Só ficou de fora o álbum "Eternal Idol", que na prática é o primeiro da fase com o Tony Martin.

O box inclui um livreto com fotos, obras de arte e notas de capa de Hugh Gilmour. A coleção também contém um pôster de "Headless Cross" e uma réplica do livro de concertos da turnê do disco. Com essa iniciativa, Iommi consegue manter viva a história do grupo. Ainda que seja um período inferior em comparação com o inicial, vale a pena conhecer mais detalhes dessa fase da banda.

"Headless Cross"

"Feels Good To Me"

sexta-feira, 22 de março de 2024

.: Entrevista: Chico e João Faria, do duo Mano a Mano, unidos pela música


Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.

Filhos de dois ícones da MPB – Cynara (Quarteto em Cy) e Ruy Faria (MPB-4) – os irmãos Chico e João Faria decidiram unir forças em um projeto musical destinado a preservar o legado de seus pais. Batizado de Mano a Mano, o duo pretende explorar um repertório vasto e rico de nossa música. Canções que foram cantadas por seus pais e outras que marcaram épocas nas vozes de outros artistas consagrados. Inicialmente o duo investirá em interpretações, mas no futuro nada impede de investir também em um material autoral.

Os irmãos Faria não são iniciantes. Chico, por exemplo, já gravou um disco com canções de um certo xará famoso (Chico Buarque). E João Faria é um músico requisitado para gravações e apresentações ao vivo, sendo um habilidoso baixista e que também possui um material autoral interessante. Em entrevista para o Resenhando, a dupla conta como foi possível viabilizar a iniciativa do projeto Mano a Mano e comenta o panorama atual da MPB. “O Brasil é um País muito rico musicalmente”, afirmam.


Resenhando.com – Vocês já atuam na música há alguns anos e até já tocaram juntos em vários momentos. Qual será a novidade em relação ao projeto atual, o Mano a Mano?
Chico e João Faria –
Pois é, já temos uma carreira sólida como músicos. Realmente tocamos juntos no Quarteto. Em Cy e com Dudu Nobre, Diogo Nogueira, e em muitas gravações com outros artistas. A grande novidade é que estamos cantando juntos agora. Estamos trazendo um repertório baseado na nossa vivência musical e juntando a linda história dos nossos pais. Um repertório de muita qualidade e que representa tudo que aprendemos e vivemos nesses anos de música.

Resenhando.com – Seus pais exploraram um repertório incrivelmente vasto em seus respectivos grupos vocais. Como vocês pretendem mostrar esse material?
Chico e João Faria –
Esse repertório dos nossos pais é mesmo muito rico. Temos selecionado inicialmente músicas emblemáticas e que contam histórias importantes para nós. Mas como a quantidade é enorme, temos variações para construir um roteiro bonito. E, modéstia à parte, está lindo.


Resenhando.com – Como vocês pretendem mostrar esse trabalho ao vivo? Apenas em dupla ou com mais músicos acompanhando?
Chico e João Faria –
Já temos uma banda praticamente definida, com grandes músicos. Os shows ao vivo podem variar, devido a demanda e palcos. Tanto podemos fazer em dupla, com Chico ao violão, no formato pocket show, ou explorar formações variadas com até cinco músicos.

Resenhando.com – Há planos para produzir material autoral no futuro?
Chico e João Faria –
Sempre temos ideias de composição autoral. Mas nesse início, por enquanto, vamos atacar de intérpretes mesmo, criando arranjos e também aproveitando arranjos originais que são sucessos.


Resenhando.com – Como vocês analisam o atual panorama da MPB?
Chico e João Faria –
Nós ouvimos de tudo.  Estamos atentos para as novidades. Gostamos dos compositores que estão surgindo. A música brasileira está se renovando. Somos otimistas. Mas reverenciamos e temos com a gente no nosso convívio os grandes mestres que se consolidaram durante esse tempo todo. São nossos ídolos. Gostamos dessa diversidade que o Brasil tem.

"Argumento"

"Pecado Capital"

segunda-feira, 18 de março de 2024

.: Bon Jovi anuncia novo álbum “Forever”, com lançamento em junho


Bon Jovi
, um dos mais icônicos grupos de rock, vencedor do Grammy® e integrante do Rock and Roll Hall of Fame, continua as celebrações pelo 40º aniversário de carreira publicando “Legendary”, novo single e vídeo disponível hoje em todos os aplicativos de música. A monumental faixa nova abre o cenário para o 16º álbum de estúdio de Bon Jovi, “Forever”, que tem lançamento marcado para 7 de junho de 2024. O novo álbum está disponível para pré-venda na UMusic Store, incluindo diferentes opções de formato para os fãs.

Como parte da programação da 66ª edição do Grammy Awards®, no mês passado, Jon Bon Jovi foi escolhido Pessoa do Ano MusiCares 2024. Ele foi homenageado com um show de tributo no L.A. Convention Center, com Bruce Springsteen, Shania Twain, Melissa Etheridge, Sammy Hagar, Jason Isbell, Jelly Roll, Pat Monahan do Train e muitos outros. “Este disco é um retorno à alegria. Desde a composição, passando pelo processo de gravação, este é um Bon Jovi que aumenta o volume e se sente bem”, disse Jon Bon Jovi.

As comemorações pelo 40º aniversário de carreria do Bon Jovi continuam hoje à noite na Conferência SXSW, no Texas, quando a HULU estreia “Thank You, Goodnight: The Bon Jovi Story”. A série documental em quatro partes, que abrange toda a carreira da banda, terá sua estreia oficial na América Latina no streaming da Star+ em 26 de abril.  Esta é a primeira série documental sobre a história do grupo que foi feita com a total cooperação de todos os integrantes antigos e atuais do Bon Jovi.  A série é uma produção da ROS, marca do cineasta Gotham Chopra.


"Bon Jovi: Forever" - Tracklisting

1. "Legendary"
2. "We Made It Look Easy"
3. "Living Proof"
4. "Waves"
5. "Seeds"
6. "Kiss The Bride"
7. "The People’s House"
8. "Walls Of Jericho"
9. "I Wrote You A Song"
10. "Living In Paradis"
11. "My First Guitar"
12. "Hollow Man"

Sobre Bon Jovi
Ao longo de uma carreira ilustre de mais de três décadas, desde sua formação em 1983, o Bon Jovi conquistou seu lugar na realeza do rock mundial, no Rock & Roll Hall of Fame e no Songwriters Hall of Fame. Com mais de 130 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo, um extenso catálogo de hinos de sucesso, milhares de shows realizados em mais de 50 países, para mais de 35 milhões de fãs, e bilheteria de mais de 1 bilhão de dólares em todo o mundo somente na última década, Bon Jovi é a banda de rock & roll por excelência. Foto: Mark Seliger.

sábado, 16 de março de 2024

.: Mayana Neiva lança o seu primeiro álbum, “Tá Tudo Aqui Dentro”


Texto de Juliana Alves

“Tá Tudo Aqui Dentro” é a síntese poético-sonora que anuncia o debut musical da multiartista Mayana Neiva. Numa prosódia lírica e autoral, a paraibana desfia o rosário de timbres contemporâneos entoados nas cores da tradição. O disco, concebido pela artista como uma reinvenção de si, propõe uma ancoragem no tempo, revisitando suas raízes em clave futurista. O Nordeste, ponto de partida e de chegada, se espraia pelas veias abertas da América e pulsa em sotaque latino. A memória é o fio que alinhava as paisagens sonoras e afetivas que se acumulam como retratos de um álbum próprio.

O cortejo se abre com o manifesto audiovisual “Cordel da Mulher Paraibana” onde a gramática sertaneja verseja na cadência do maracatu e celebra a ancestralidade feminina que ressoa flamejante na profundidade de “Flecha”. Ainda no registro da palavra encantada, o álbum traz parcerias luminosas com artistas importantes do cenário atual, como a faixa “Queima” com o compositor conterrâneo Chico César, “Dopamina” com a baiana Josyara, além da sonoridade virtuosa de Mestrinho e José Manuel.

A produção musical combina arranjos modernos com beats e sintetizadores a instrumentos orgânicos que formam um corpo sonoro em que as diferentes temporalidades se expressam por uma profusão de ritmos que variam da nostalgia tangueira ao forró pé de serra, passando pela cumbia colombiana e o bolero cubano. 

Nomes como Ylana, Yuri Queiroga, Guegué, Pupillo, Juliano Holanda e Igor de Carvalho encorpam a manufatura desse nordeste vário: infinito e ancestral, que amplifica seu dinamismo com a participação dos produtores: Naná Rizzini, Magí Batalla, Marcus Preto, Marcel e Conrado Goes. Estreante no universo da música, Mayana traz o frescor dos inícios nas tintas da artista experimentada que é, apresentando uma narrativa memorialística e moderna que mergulha fundo pra dentro de si e nos devolve a certeza de que Tá tudo ali dentro...

.: Zayn Malik retorna com “What I Am”, explorando uma nova sonoridade


O cantor, compositor, produtor, filantropo e artista com múltiplos certificados de platina Zayn Malik está lançando seu novo single “What I Am”. A canção, cheia de soul, é a primeira amostra de seu aguardadíssimo quarto álbum de estúdio, “Room Under the Stairs”, que chega em 17 de maio de 2024 via Mercury Records.

Nos últimos seis anos, Zayn vem compondo e criando o álbum em seu estúdio caseiro, na zona rural da Pensilvânia, nos EUA. Este álbum marca seu lançamento mais pessoal até o momento, refletindo onde ele está na vida e explorando as complexidades relacionadas a cura, quietude e crescimento. O artista, que domina vários gêneros, também explora um novo som, apoiando-se em seus vocais com influência da soul music, instrumentação ao vivo e lirismo.

Refletindo sobre “Room Under the Stairs”, Zayn diz: “Este é o meu álbum favorito entre os que fiz. Principalmente porque ele vem de um lugar de pura honestidade e vulnerabilidade. Eu queria que cada música parecesse assim: eu, sentado ao seu lado, dizendo como me sinto, cantando diretamente para você. É cru e despojado, o tipo de música que sempre esperei fazer”.

Ele prossegue: “Trabalhar com Dave Cobb tem sido uma experiência incrível. A maneira como ele elevou a música é inigualável. Ele fez um trabalho incrível ao me ajudar a criar esse disco. Espero que possamos levar os ouvintes em uma viagem mágica e caprichosa, e que eles gostem de ouvi-lo tanto quanto eu gostei de criá-lo”.

“Acho que o fato de estar onde eu estava naquela época, afastado de tudo e vivendo com meus próprios pensamentos, me inspirou a querer escrever algo daquele ponto de vista. Eu precisava lançar isso como um trabalho completo, é algo para mim mesmo, não apenas para o mundo”, diz Zayn.

“Room Under the Stairs” foi co-produzido por Zayn com Dave Cobb, produtor vencedor de nove prêmios Grammy (por trabalhos com Chris Stapleton, Jason Isbell, “Nasce Uma Estrela”, Brandi Carlile). Cobb se juntou ao time depois de ouvir as músicas que Zayn havia criado e ficar maravilhado com a crueza e a honestidade do material. Em uma entrevista recente à “Rolling Stone”, Cobb disse: “O que me conquistou em Zayn foi sua voz, você pode ouvir amor, perda, dor, triunfo e humanidade nela. Zayn realmente criou um universo próprio neste disco. Ele não tem medo e está falando diretamente de sua alma”.

Antes do lançamento, Zayn fez uma aparição surpresa no “The Tonight Show Starring Jimmy Fallon” para promover o single e participou como entrevistado no programa ”Hot Ones”, deixando os fãs freneticamente ansiosos por conhecer as canções mais pessoais de Zayn em toda sua carreira. Para coincidir com a pré-venda que será lançada hoje, os fãs poderão comprar duas edições especiais em vinil, uma “Studio Edition” autografada com arte de capa exclusiva, um vinil colorido em edição limitada e dois CDs — um autografado e ambos com livretos especiais, incluindo as letras.


Sobre Zayn
Zayn é um artista, compositor, produtor e filantropo com vários certificados de platina, conhecido por seus vocais poderosos em um estilo híbrido de pop e R&B. Em 2023, após dois anos sem lançar músicas originais, Zayn fez um retorno altamente esperado e emplacou um hino instantâneo de verão, “Love Like This”.

Com seu primeiro álbum solo, “Mind of Mine”, ele se tornou o primeiro artista masculino solo do Reino Unido a alcançar simultaneamente o primeiro lugar nas paradas de álbuns do Reino Unido e dos Estados Unidos — na primeira semana de lançamento. O single principal do álbum, “Pillowtalk”, alcançou o primeiro lugar em 68 países e desde então foi certificado como platina quíntupla pela RIAA.

O álbum seguinte, “Icarus Falls” (2018), foi disco de ouro;  seu sucessor, “Nobody Is Listening” (2021), recebeu a aclamação geral da crítica. Em 2022, Zayn foi convidado pelos administradores do espólio de Jimi Hendrix para criar uma nova versão de um clássico de seu repertório, “Angel”, em celebração ao 80º aniversário do legendário guitarrista. Zayn recebeu vários prêmios ao longo da carreira, incluindo Billboard Music, American Music, VMA da MTV; também recebeu duas indicações ao Brit Awards.

Além da música, Zayn segue atuando como voz em prol de mudanças positivas. Recentemente, escreveu uma carta pública ao primeiro-ministro britânico defendendo a expansão do programa de merenda escolar gratuita para crianças que vivem na pobreza no Reino Unido. Ele vai estrelar e atuar como produtor musical executivo no aguardado filme de animação “10 Lives”, ao lado de Simone Ashley, que será lançado em 2024. O aguardado quarto álbum de estúdio de Zayn, “Room Under the Stairs”, chega em 17 de maio de 2024.

Zayn Malik - "What I Am" (Official Lyric Video)



sexta-feira, 15 de março de 2024

.: A infinitude do tempo e do mar no disco de estreia de Carlos Cavallini


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.

Radicado há alguns anos em Portugal, o cantor e compositor Carlos Cavallini está lançando o seu primeiro disco autoral, intitulado "O Tamanho do Tempo". Uma iniciativa na qual buscou sintetizar suas influências em um trabalho de extremo bom gosto, que aponta para novos caminhos na MPB utilizando o seu cotidiano como principal fonte de inspiração.

Dono de uma voz suave e afinada, Cavallini mostra um tipo de interpretação no estilo cool, em que a mensagem transmitida nas letras oferece momentos de reflexão para o ouvinte. A faixa "Nem Todo Mundo" exemplifica o tipo de mensagem que ele deseja passar: “...Nem todo mundo acredita/ No mesmo Deus que você/Nem todo mundo precisa acreditar...”.

Na faixa "Natureza" se destacam os sopros suaves nos arranjos de trompete e flugelhorn de Aquiles Moraes. E uma letra com mensagem simples e pertinente, lembrando que todos nós fazemos parte da natureza. Na faixa "Sempre Mar", Cavallini procurar ilustrar para o ouvinte o que representa o mar em sua poesia, de uma forma conectada com a paisagem da natureza que ele observa atualmente em terras portuguesas. O resultado ficou acima da média.

O álbum foi produzido por Domenico Lancellotti e Ricardo Dias Gomes, que também fizeram arranjos e contribuíram instrumentalmente no projeto. Além disso, conta com colaborações de músicos de destaque como Pedro Sá, João Erbetta, Davi Moraes, Aquiles Moraes e Jonas Sá. A acordeonista, cantora e compositora Celina da Piedade, participa de uma das faixas do disco.

Cavallini estuda Etnomusicologia na Universidade Nova de Lisboa e prepara-se agora para a sua estreia no panorama musical. "O Tamanho do Tempo" é um mergulho na riqueza da música brasileira, refletindo uma diversidade de influências musicais. Um começo e tanto para um iniciante.

"Nem Todo Mundo"

"Sempre Mar"

"Natureza"

.: Bate-papo musical "A Mulher por Trás da Canção" é destaque no Sesc Santos


Bate-papo musical "A Mulher por Trás da Canção" traz ao palco histórias das canções da MPB com nomes femininos, neste sábado, dia 16 de março. Foto: Cesar Sartori
 

Neste sábado, dia 16 de março, às 20h00, a cantora e escritora Rosane Queiroz e o pianista Mario Margarido apresentam o bate-papo musical "A Mulher por Trás da Canção", no auditório do Sesc Santos. Baseado no livro “Musas e Músicas - A Mulher por Trás da Canção”, de Rosane Queiroz, lançado pela editora Tinta Negra, o bate-papo musical leva o público a um passeio pelas histórias das canções da MPB com nomes femininos, revelando quem são mulheres inspiradoras de músicas como "Lígia" (Tom Jobim), "Drão" (Giberto Gil), "Tigresa" (Caetano Veloso), "Anna Júlia" (Los Hermanos), entre muitas outras. 

Além da conversa com o público, a autora do livro, Rosane Queiroz, acompanhada do pianista Mario Margarido, canta 12 músicas que estão presentes no livro. Ingressos à venda: R$ 10,00 (credencial plena), R$ 15,00 (meia) e R$ 30,00 (inteira). Livre: autoclassificação. 


Sobre Rosane Queiroz
Jornalista, escritora e cantora, Rosane Queiroz trabalhou 15 anos na editora Globo. Foi editora da revista Marie Claire e da revista de bordo da Gol. Atualmente colabora com diversas publicações, entre elas a Folha de S.Paulo. É autora de "Só-Dores e Delícias de Morar Sozinha" (editora Globo Livros) e “Musas e Músicas - A Mulher por Trás da Canção” (editora Tinta Negra).


Sobre Mario Margarido
Pianista, produtor e arranjador, Mário Margarido estudou composição e regência na Faculdade de Música Santa Marcelina. É fundador da banda Armazém (que já foi Prata da Casa no SESC) e da banda Quasímodo e pianista da banda de Jazz do Esporte Clube Pinheiros. Fez turnê pela França em 2005 e participou do Festival de Música Brasileira na Bretanha em 2006. Suas influências: Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti e Amilton Godoy.

Serviço
Bate-papo musical "A Mulher por Trás da Canção" 
Sábado, dia 16 de março, às 20h00
Auditório do Sesc Santos


Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136, Aparecida/Santos  
(13) 3278-9800    


Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes:  

On-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades:  às quartas-feiras, a partir das 17h00.  


Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento   
Terça a sexta, das 9h às 21h30 | Sábado, domingo e feriado, das 10h às 18h30

sábado, 9 de março de 2024

.: Integrantes da Banda Front falam sobre viagem musical em nome da arte


“A Front é uma manifestação artística com muitas ramificações”
.

Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.

Fundada em 1983, no início do movimento do Rock Brasil, a banda Front acabou não seguindo adiante naquela ocasião. Isso porque todos seus integrantes originais – Nani Dias, Ricardo Palmeira e Rodrigo Santos - acabaram sendo escalados pela nata do pop rock para integrarem suas respectivas bandas. 

Com isso, eles acabaram tocando com nomes como Cazuza, Blitz, Leo Jaime, Kid Abelha, Lobão, Barão Vermelho, só pra citar alguns exemplos. E agora, depois de 40 anos, o trio da formação original se reuniu para reativar o antigo projeto, que consistia em gravar canções autorais com foco na música eletrônica e na sonoridade pop dos anos 80. Em um curto espaço de tempo, já lançaram três álbuns e estão em fase de produção do quarto disco! Em entrevista para o Resenhando, os músicos Nani Dias, Rodrigo Santos e Ricardo Palmeira contam como se deu o retorno da banda e a elaboração do processo criativo do grupo. 

Resenhando – Como foi que surgiu a oportunidade de reunir os integrantes da banda Front?
Rodrigo Santos -
Estávamos já tocando uns com os outros em projetos diferentes, quando veio a ideia da volta do Front. Não exatamente como uma banda tradicional dos 80, buscando um lugar ao sol. Esse lugar já conquistamos. Queríamos uma nova forma de ver a arte e a vida como um todo. Um manifesto em movimento, sair da mesmice que vemos por aí. Gostamos de coisas bem plurais e flertamos com a música eletrônica dessa vez. Porém, o Front não tem fronteiras. Tanto não tem, que começamos a gravar álbuns pelo mundo todo, com músicas em estilos variados. Começamos a compor muito em agosto de 2023. O que já daria para fazer uns 10 álbuns. O que resolvemos fazer é viver de arte, de uma forma inusitada. Todos temos milhares de projetos. Somos compositores, produtores etc. E nos conhecemos há 40 anos. Tinha de ter desafio. E o desafio foi começar a gravar, filmar e misturar cultura, turismo, história, música, artes plásticas viajando pelo mundo. Os dois primeiros discos foram gravados no Brasil e lançados em outubro do ano passado. Aí, partimos pra Berlim em novembro para gravar no Hansa Studio, o mesmo de Bowie, U2, REM, Bjork, Depeche Mode e muitos outros. O berço da música eletrônica. Com nossa experiência de décadas, sabemos o que queremos, porque queremos e o que fazer na pré e pós-produção e gravação dos álbuns. Dois meses depois - lançamos em janeiro de 2024 o terceiro álbum - já estávamos em Amsterdam e Hilversum na Holanda, pra gravar o quarto álbum no mesmo estúdio que gravaram The Police, Elton John, Mick Jagger, etc : o Wisseloord Studios. Mais um local maravilhoso, icônico.


Resenhando - Por que no início, em 1983, a banda não seguiu o mesmo curso das outras que fizeram sucesso naquele período? Faltou mais divulgação naquela ocasião?
Nani Dias –
Na verdade, nós estávamos seguindo o curso natural das bandas, tocando nas danceterias, festivais e buscando as gravadoras. Gravamos pela CBS um single pra coletânea Os Intocáveis e um compacto que também entrou na trilha e álbum do filme Rock Estrela. Daí fomos chamados prá banda do Leo Jaime e pulamos pra etapa dos shows top do mercado. O Leo tinha 10 hits nas paradas, circuito primeira linha ... daí seguimos "bem acostumados",  tocando com outros artistas top: Cazuza, Lobão , Kid Abelha , Paulo Ricardo,  Blitz... Rodrigo como músico fixo no Barão...E agora, passados 40 anos , aproveitamos bem toda nossa história pra continuar a escrever novas canções e desfrutar da liberdade que a nossa história nos deu, abrindo caminhos e grandes experiências.


Resenhando – Cada integrante da Front tem um currículo bem significativo na música. Como isso contribuiu para vocês nesse momento atual?
Ricardo Palmeira -
Nos reencontramos no auge artístico de nossas carreiras. Está sendo muito gratificante. Ainda temos a mesma afinidade musical e o resultado está sendo ótimo.


Resenhando  – Como funciona o processo criativo da banda? Todos compõem?
Rodrigo Santos -
Todos compõem, todos participam juntos dos arranjos, a afinidade e amizade são tão grandes, que tentamos desde o início convergir no que os três curtem. Só assim dá certo. As ideias podem vir de várias maneiras. Um som. Uma letra. Ambos ao mesmo tempo. Depois, claro, vamos mexendo até chegar ao ponto certo para os três. Seja na letra, seja na melodia, mixagem etc. É muito unido esse processo. Aliás tudo. Tudo é muito leve e unido.

Resenhando – De 83 para cá, muita coisa mudou na indústria da música. Como você encaram esse momento atual?
Ricardo Palmeira -
O momento atual da música pop está extremamente propício para os músicos da nossa geração, pois artistas de ponta como Harry Styles, The Weekend, Coldplay e Ariana Grande estão usando e abusando da estética musical dos anos 80, combinando com a linguagem eletrônica atual. Como já estávamos mergulhando naturalmente nessa onda, nos sentimos completamente à vontade para participar do cenário contemporâneo e ainda por cima trazer elementos rítmicos brasileiros e de outras culturas consideradas exóticas, pra enriquecer essa mistura.

Resenhando – Como ficam as carreiras solo dos integrantes? Seguem em paralelo?
Rodrigo Santos -
Sim, faremos tudo que quisermos o tempo todo. Tem espaço para tudo. Arte não tem limites ou limitações. O que interessa é a vontade de ficar junto e fazer coisas juntos. Exclusividade não combina com a proposta do Front. E sim a mistura de tudo um pouco! Há espaço e tempo pra tudo. O que importa é estar de bem com a vida e fazer com dedicação, feliz, focado. E isso nós temos de sobra. Então na minha opinião nada briga com nada, tudo se completa e quero viver junto tocando com esses caras pra sempre! Exatamente porque não tem amarras ou fronteiras. Isso chama-se maturidade. Emocional e musical. Quanto mais coisas fizermos, melhor como pessoas ficamos. Serve prá vida o exemplo do Front. Por isso essa “volta” faz tanto sentido. Porque não é uma volta. É uma ida! Um trem para as estrelas. It’s a Long Way Now.

Resenhando – Como está a gravação do quarto disco?
Rodrigo Santos -
Já estamos na mixagem do quarto álbum, gravado na Holanda em fevereiro de 2024. Os três primeiros ("Tempo/Espazo", "Espazo/Tempo" e "The Hansa Album") já podem ser ouvidos nas plataformas de streaming

Resenhando – Há planos para shows neste ano?
Rodrigo Santos -
Sim, claro! Mas não um show qualquer. Estamos criando conteúdo primeiro, fazendo parceria com uma rádio e TV e depois vamos chegar com o show. Estamos preparando algo diferente para o público.


"A Tempestade"

"Sem Você"


"Valeu"

sexta-feira, 1 de março de 2024

.: Disqueria: o fim de uma era e o início de outra


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.

Fundada em 1986, a Disqueria anunciou o fechamento de suas portas no final de fevereiro. Vai deixar de ser uma loja física para desbravar o ambiente virtual, ainda oferecendo uma série de discos de vinil, CDs e livros, além de outros tipos de produtos procurados por colecionadores.

Apesar da novidade da loja virtual ser um alento, é impossível deixar de sentir uma ponta de saudade desse local, que marcou época comandado pelo saudoso DJ Wagner Parra, que cuidava das seleções musicais que tocavam no Bar da Praia e do Bar do Torto, no qual criou os eventos denominados Vitroladas, levando sempre uma seleção de músicas sempre com o foco na produção latino-americana e nacional.

Lembro que a loja chegou a funcionar na Rua Goias, quase esquina com o Canal 3, no Gonzaga, antes de se mudar para a Avenida Conselheiro Nébias, 850, no Boqueirão. E foi na Disqueria, entre um papo e outro, que o Parra me falava os nomes dos cantores e cantoras latinos mais significativos. Nomes como Willie Colon, Celia Cruz, Tito Puente, Ruben Blades e Hector Lavoe chegaram até mim por intermédio de Parra. Se hoje eu passei a conhecer um pouco mais sobre as canções latino-americanas, devo isso ao Parra e seu inesgotável arsenal sonoro.

Numa dessas visitas, ele me mostrou um disco do percussionista Chico Batera, de 1979, que tinha uma canção chamada "La Rumba", que depois me lembrei que ouvi na época em que ele discotecava no Bar da Praia. Ele ficou surpreso quando reconheci a canção, cujo arranjo era baseado na conhecida salsa cubana.

Ali, na loja física, adquiri uma série de discos de vinil e CDs que hoje compõem a minha modesta coleção. Desde jazz (Duke Ellington, Miles Davis, etc.), passando pelas orquestras tipo Easy Listening e alguns clássicos da MPB (Lo Borges, Chico Buarque, etc). E, claro, rock clássico (Jethro Tull, Led Zeppelin, entre outros). São tantas passagens marcantes na Disqueria, que seria impossível resumi-las em um único texto.

Mas é compreensível a decisão da companheira de Parra, Claudia Chelotti, que após o falecimento dele, em 2015, conseguiu prosseguir firme com a loja funcionando. Com o passar dos anos, é natural que o dono ou dona do estabelecimento queiram ter uma qualidade de vida melhor, de acordo com o momento que eles vivem. Por tudo que a Disqueria nos proporcionou ao longo de todos esses anos, só temos que agradecer a Claudia Chelotti. E iremos conferir com certeza o ambiente virtual da loja, que pode ser acessado pelo link https://disqueria.mercadoshops.com.br.

"La Rumba" (Chico Batera)

"Quimbara" - Celia Cruz e Tito Puente

"Che Che Cole" - Willie Colon e Hector Lavoe"

sábado, 24 de fevereiro de 2024

.: "Tela Quente" exibe primeiro episódio da série documental sobre "MC Daleste"


Documentário Original Globoplay produzido pelo Jornalismo da Globo conta a história de funkeiro assassinado em cima do palco há dez anos. Na imagem, Dona de fã clube do MC Daleste guarda lembranças do artista em sua residência. Foto: Globo/Divulgação


A série Original Globoplay "MC Daleste – Mataram o Pobre Loco" que revela detalhes do fim trágico do funkeiro que virou lenda nas periferias do Brasil vai poder ser vista na TV Globo nesta segunda-feira, dia 26, , apenas para o estado de São Paulo, quando a "Tela Quente" exibe o primeiro episódio da obra que estreou no Globoplay. 

Produzida pelo jornalismo da TV Globo, a série conta em quatro episódios a história de Daniel Pellegrini, o MC Daleste, assassinado com dois tiros em cima do palco durante um show em Campinas, interior de São Paulo, em julho de 2013. Com direção de Guilherme Belarmino e Eliane Scardovelli, que também assina o roteiro junto com Caio Cavechini, a produção se aprofunda na investigação do crime, que foi filmado de vários ângulos e continua impune até hoje, além de percorrer a trajetória do funk ostentação em São Paulo. 

A equipe de jornalismo da Globo teve acesso ao processo criminal de quase mil páginas, arquivado pela última vez em 2019. As linhas de investigação consideram desde o relacionamento de Daleste com namoradas de traficantes até uma possível participação da polícia. A série traz ainda depoimentos exclusivos de testemunhas, do delegado do caso, do irmão e da irmã de Daleste, além de artistas como Glória Groove, MC Livinho, MC Hariel, entre outros.

 

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

.: "A Noite que Mudou o Pop": Netflix e o documentário do projeto USA for Africa



Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.

A Netflix disponibilizou o documentário "A Noite que Mudou o Pop", que mostra os bastidores da gravação da canção "We Are The World" para o projeto USA for Africa. A produção desvenda a incrível odisseia que foi reunir um time de cerca de 50 artistas em pleno auge de suas carreiras para participar da histórica gravação.

A proposta se baseava em gravar uma canção para arrecadar dinheiro para a Etiópia, que na época atravessava uma grave crise humanitária, com um grande número de crianças e famílias morrendo de fome. O cantor Harry Belafonte foi um dos mentores da ideia, que se inspirou em no projeto do britânico Bob Geldof, que havia feito algo parecido meses antes.

O documentário se concentra nas memórias de Lionel Richie, autor da canção em parceria com Michael Jackson. E há alguns momentos bem divertidos, como o que Lionel conta quando foi na casa do então Rei do Pop e se deparou com uma cobra e outros animais exóticos. É difícil imaginar como conseguiram conciliar, naquela ocasião, 50 agendas de artistas com a gravação da canção, que ainda foi feita numa única noite, iniciando no dia 28 de janeiro de 1985 e terminando somente na manhã do dia seguinte. Quase doze horas de gravação ininterruptas.

A reunião foi viabilizada no estúdio da AM Records, logo depois da premiação do American Awards. Tudo feito de forma milagrosamente sigilosa. Mas é preciso ressaltar que em 1985 ainda não havia celulares e a internet ainda engatinhava, bem distante de sua força globalizadora e imediatista atual. Talvez hoje isso fosse impossível realizar. Alguns artistas como Bob Dylan e Bruce Springsteen se juntaram ao grupo no estúdio na data combinada.

Cada artista que solou na canção aprendeu praticamente na hora a sua parte, como é mostrado no documentário. Houve exaustivos ensaios até atingirem o efeito desejado. O grande mérito da gravação é atribuído ao produtor Quincy Jones, que além de comandar com pulso firme o grupo, ainda regeu o coro e cuidou da mixagem e produção final.

Há muitos momentos interessantes dos bastidores, como a presença da cantora Sheila E, que confessa ter se sentido usada como isca para atrair o cantor Prince. Mas o fato é que Prince se ofereceu para apenas tocar um solo de guitarra, longe do grupo.  A proposta foi recusada por Quincy Jones. O solo vocal de Huey Lewis, aliás, era originalmente previsto para Prince.

O mais incrível foi notar que todos os artistas ali presentes, sem exceção, deixaram de lado o estrelismo e se comportaram como pessoas comuns. Alguns até aproveitaram a ocasião para pegar autógrafos de seus ídolos ou simplesmente trocar algumas palavras com eles. É possível notar que alguns pontos poderiam ser mais explorados, como o critério da escolha dos solistas. Alguns artistas questionaram na época o fato de só cantarem no coro ao invés de terem alguns minutos de destaque nos solos. Mesmo assim, vale a pena conferir a verdadeira epopeia que foi essa gravação.

Clip de "We Are the World"

Trailer de "A Noite que Mudou o Pop"

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

.: Pearl Jam anuncia novo álbum, “Dark Matter”, previsto para o dia 19 de abril


Arte da capa do álbum “Dark Matter”: pintura com luz por Alexandr Gnezdilov

O Pearl Jam vai lançar seu décimo segundo álbum de estúdio, “Dark Matter”, via Monkeywrench Records/Republic Records, em19 de abril de 2024, e começar em maio uma turnê mundial com 35 datas. A faixa-título do novo trabalho já está disponível. Produzido por Andrew Watt, ganhador de vários prêmios Grammy®, “Dark Matter” é o primeiro lançamento da banda desde o aclamadíssimo “Gigaton” (2020). A versão física do álbum está disponível em pré-venda na UMusic Store. Saiba mais em: umusicstore.com/pearl-jam.

Em 2023, os integrantes do Pearl Jam—Eddie Vedder [vocais], Jeff Ament [baixo], Stone Gossard [guitarra ritmo], Mike McCready [guitar principal] e Matt Cameron [bateria] —se recolheram nos Shangri-La Studios, em Malibu, onde simplesmente plugaram e saíram tocando, sob a batuta do produtor Andrew Watt. 

Os instrumentistas tocaram cara a cara, reunidos no mesmo espaço, para conseguir se comunicar sonoramente no mais alto nível. Composto e gravado numa explosão criativa, “Dark Matter” nasceu após apenas três semanas de trabalho.

Como resultado, “Dark Matter” canaliza o espírito coletivo de um grupo de irmãos e velhos parceiros criativos reunidos no mesmo espaço, tocando como se suas vidas dependessem disso. Todo o sangue, o suor, as lágrimas e a energia de uma carreira histórica foram renovados e despejados neste trabalho singular.

Os membros da banda apresentaram pessoalmente o disco em uma festa de audição no icônico Troubadour, em West Hollywood, durante a semana do Grammy®. Vedder disse: “Estou arrepiado, porque tenho boas lembranças. Ainda estamos procurando maneiras de nos comunicar. Estamos em um momento de nossas vidas em que podemos fazer isso ou não, mas ainda nos preocupamos em lançar algo que seja significativo e que, esperamos, seja nosso melhor trabalho. Sem exagero, acho que esse é o nosso melhor trabalho”.

Ament acrescentou: “É o que Ed disse sobre a gente se reunir no mesmo espaço a essa altura. Sentimos que estávamos prestes a fazer um disco realmente importante. Muito disso teve a ver com a atmosfera que Andrew criou. Ele tem um conhecimento enciclopédico de nossa história, não apenas enquanto banda e  sobre como escrevemos músicas, mas também como músicos. Ele conseguia identificar coisas que fazíamos em canções antigas a ponto de eu pensar: ‘De que diabos ele está falando?’ Sua empolgação era contagiante. Ele é uma força. Só quero agradecer por nos manter no caminho certo. Eu não poderia estar mais orgulhoso de nós como banda. Eu sou muito grato aos fãs, mas acima de tudo, aos meus brothers, essas pessoas com quem eu fiz música”.

A banda está celebrando as lojas de discos independentes com o lançamento de uma edição especial de “Dark Matter” em 20 de abril. Somente nas lojas participantes do Record Store Day. Mais informações e lista de lojas em  www.recordstoreday.com.

A embalagem do álbum “Dark Matter” contém arte de pintura de luz de Alexandr Gnezdilov. Pintura de luz, ou “light painting”, é uma forma artística de fotografia em que as imagens são criadas ajustando a exposição da câmera por um período prolongado e usando uma fonte de luz, como uma lanterna, para "pintar" no escuro. A arte da capa do álbum foi criada usando um grande caleidoscópio feito por ele mesmo. Cada letra visível na capa foi capturada individualmente e escrita à mão no ar com uma lanterna especialmente projetada para criar o efeito perolado. 


O que disseram sobre o álbum
“‘Gigaton’ surpreendeu muitos fãs e criticos por ser tão hard rock. O novo (‘Dark Matter’) é ainda mais pesado.” - Associated Press

“(Dark Matter)… sob medida para cantar junto com os punhos pra cima.” – “SPIN”


Lista de faixas de “Dark Matter”

1. "Scared of Fear"

2. "React, Respond"

3. "Wreckage"

4. "Dark Matter"

5. "Won’t Tell"

6. "Upper Hand"

7. "Waiting for Stevie"

8. "Running"

9. "Something Special"

10. "Got to Give"

11. "Setting Sun"

Postagens mais antigas → Página inicial
Tecnologia do Blogger.