As noites de domingo vão ganhar uma novidade para quem gosta de uma boa conversa e estava com saudade de um dos rostos mais famosos e talentosos da TV. A partir da segunda quinzena de abril, o programa "Café Filosófico", que está no ar há 23 anos na TV Cultura, em parceria com o Instituto CPFL, passa a ser apresentado pela atriz, roteirista, diretora e jornalista Tainá Müller. A atração vai ao ar às 20h00.
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
.: Tainá Müller estreia como apresentadora do "Café Filosófico"
As noites de domingo vão ganhar uma novidade para quem gosta de uma boa conversa e estava com saudade de um dos rostos mais famosos e talentosos da TV. A partir da segunda quinzena de abril, o programa "Café Filosófico", que está no ar há 23 anos na TV Cultura, em parceria com o Instituto CPFL, passa a ser apresentado pela atriz, roteirista, diretora e jornalista Tainá Müller. A atração vai ao ar às 20h00.
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
.: HBO anuncia série documental que promete bastidores do fenômeno Rouge
Dirigida por Tatiana Issa que também assina a produção executiva ao lado de Guto Barra. a produção reúne as integrantes Aline Wirley, Fantine Thó, Karin Hils e Lu Andrade para compartilharem, pela primeira vez, sua própria versão da história. Foto: Kelly Fuzaro
A HBO acaba de anunciar a produção de uma nova série documental que vai revisitar, de forma inédita, a trajetória do grupo Rouge, um dos maiores fenômenos musicais dos anos 2000, que marcou gerações e continua sendo lembrado por fãs mais de duas décadas depois. A série está em fase de gravação e ainda não tem data de lançamento prevista.
Dirigida por Tatiana Issa que também assina a produção executiva ao lado de Guto Barra. a produção reúne as integrantes Aline Wirley, Fantine Thó, Karin Hils e Lu Andrade para compartilharem, pela primeira vez, sua própria versão da história. Li Martins ficou de fora da reunião, segundo a HBO, todas as integrantes do Rouge foram convidadas a integrar o projeto. Da audição para o reality show "Popstars" (SBT, 2002) ao estrelato, passando pelo rompimento e pelas carreiras individuais, a série promete revelar memórias, afetos e bastidores nunca antes contados.
O grupo foi formado em 2002 em parceria com a Sony Music, em um momento em que a indústria fonográfica mundial era dominada por grupos de jovens talentos como Spice Girls, Destiny’s Child, Backstreet Boys e N’Sync. No Brasil, o Rouge se tornou um marco: vendeu cerca de 6 milhões de cópias, conquistou três discos de ouro, três de platina e um de platina dupla pela Pro-Música Brasil.
Ao longo da trajetória, o grupo lotou turnês, estrelou campanhas publicitárias, participou de produções audiovisuais e lançou uma linha de produtos licenciados. Em 2006, a banda chegou ao fim em meio a polêmicas e desentendimentos. Agora, quase 20 anos depois, são as próprias artistas que retomam a narrativa, revelando dores, aprendizados e vitórias.
A série documental é uma coprodução da Producing Partners com a Warner Bros. Discovery. A série é dirigida por Tatiana Issa que também assina a produção executiva ao lado de Guto Barra. Por parte da Warner Bros. Discovery a supervisão é de Mariano César, Sergio Nakasone, Adriana Cechetti e Marina Pedral.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
.: TV Cultura exibe documentário inédito sobre o escritor Otto Lara Resende
Neste sábado, dia 24 de janeiro, a TV Cultura leva ao ar o documentário inédito "Otto: De Trás P/ Diante", sobre o escritor e jornalista Otto Lara Resende (1922-1992), dirigido por Helena Lara Resende e Marcos Ribeiro. A exibição acontece às 23h00. Para contar essa história, foi recriado o escritório na casa de campo que pertenceu ao escritor.
O ator Rodolfo Vaz interpreta Otto; a atriz Júlia Lemmertz lê trechos de sua obra; e a viúva, Helena Pinheiro de Lara Resende, e sua filha temporã, a jornalista Helena Lara Resende, revelam bilhetes e trechos de cartas inéditos. O jornalista e escritor Humberto Werneck também participa do filme, pontuando e comentando fatos da vida de Otto. Tal qual o seu personagem, o filme é acessível a todos, seja através da emoção, do informação, da reflexão, do humor, e sobretudo através de sua humanidade. Compre os livros de Otto Lara Resende neste link.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
.: Entrevista: Aline Campos enfrenta o jogo e paga o preço da sinceridade
Eliminada do "BBB 26", atriz reflete sobre embates, emoção e a decisão de não silenciar conflitos do passado. Foto: Globo/ Beatriz Damy
Que balanço faz da sua trajetória no "BBB 26"?
Quando usou sua “touca da sorte”, com as flores, a Ana Paula fez uma piada te chamando de planta. Como avalia esse apontamento?
Por que acha que o Marcelo te puxou para o paredão após atender o "Big Fone"? E como foi sua escolha pela Ana Paula no contragolpe?
Que aprendizados ficam dessa experiência no reality?
Aline Campos - Eu acho que ainda vou ter muitos aprendizados no pós-"BBB" por estar me analisando, entendendo como eu sou nas reações e tudo mais. Mas o aprendizado é sobre lidar com pessoas diferentes de mim. É importante, porque chega um momento na nossa vida em que a gente consegue escolher mais as pessoas com quem a gente convive e isso torna a nossa vida mais confortável. Se eu não quero estar com você, eu não preciso. Só que quando você está com pessoas com quem você não quer estar, existem muitos aprendizados que a gente só entende vivendo. Por exemplo, lidar com vários sentimentos, estar naquela casa, acordar com a música alta e só querer ver as pessoas que eu amo, mas ter que lidar com quem estava me odiando lá dentro. Então, eu ainda estou assimilando tudo, a ficha demorou a cair quando eu entrei e está demorando para cair agora que eu saí. Eu acho que o aprendizado é sobre lidar com emoções que eu não escolho, porque no dia a dia, graças a Deus, hoje eu posso escolher quem está do meu lado.
Entre camarotes e veteranos, você disse que já conhecia alguns dos participantes. Sua percepção sobre algum deles mudou durante o game?
Acredita que você e a Sol seguiriam como aliadas se tivesse permanecido no programa?
Para mais quem, além dela, fica sua torcida?
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
.: Entrevista com Carlos Araújo, diretor artístico de "Coração Acelerado"
Diretor artístico fala sobre música como dramaturgia, Goiás como identidade e o sertanejo como narrativa popular em estado bruto. Foto: Globo/ Rodolfo Sanches
Se toda música sertaneja carrega um enredo pronto para virar novela, "Coração Acelerado" entra de botas, refrão na garganta e alma exposta. A nova novela das sete da Globo transforma a lógica do hit em dramaturgia, troca o palco pelo capítulo diário e assume, sem pudor, que ali quem conduz a história são as mulheres, dentro e fora da ficção. Entre amores interrompidos, contratos sufocantes, fé, rivalidades familiares e o peso da fama mediada pelas redes sociais, o sertanejo deixa de ser pano de fundo para se tornar estrutura narrativa, estética e política.
À frente dessa engrenagem está Carlos Araújo, diretor artístico que atravessa décadas da teledramaturgia brasileira e agora se lança ao desafio de equilibrar tradição novelística, linguagem de show e pulsação contemporânea. Nesta entrevista, ele fala sobre a aposta em Goiás como território simbólico, a música como motor dramático, o protagonismo feminino e os riscos e delícias de colocar a novela para cantar em tempo real, no meio do povo, sob luz de palco e aplauso verdadeiro.
O que o público pode esperar de "Coração Acelerado"?
Carlos Araújo - O público pode esperar uma novela vibrante, solar, que une música, romance e humor em uma história cheia de emoção. "Coração Acelerado" é uma comédia romântica musical que mergulha no universo sertanejo, trazendo a força feminina e os conflitos familiares como pano de fundo.
Vocês estão prevendo participações de nomes consagrados da música, como isso contribui para a trama?
Carlos Araújo - As participações de artistas consagrados, como Maiara & Maraisa, Naiara Azevedo, Daniel, Michel Teló e Ana Castela, dão autenticidade à narrativa e aproximam ainda mais o público desse universo. Elas não são apenas aparições, ajudam a contar a história e reforçam a conexão entre ficção e realidade, criando momentos únicos na trama. Musicalmente, será um grande presente para o público.
Qual a importância de terem gravado as primeiras cenas da novela em Goiás?
Carlos Araújo - Goiás é o coração do sertanejo e traduz a essência da novela. Gravar as primeiras cenas lá foi fundamental para dar verdade à narrativa. Queríamos que o público se reconhecesse nas histórias, e isso só seria possível mergulhando na cultura local. As paisagens do Cerrado, a culinária típica e os cenários icônicos do estado agregam autenticidade e beleza cinematográfica à trama. Essa imersão permitiu criar uma identidade forte com a região e com o povo goiano.
Por que escolher gravar cenas de shows de João Raul (Felipe Bragança) em festivais reais? O que isso exigiu em termos de produção?
Carlos Araújo - Gravar em festivais reais foi uma decisão para levar ao público a energia genuína dos grandes eventos sertanejos. Isso exigiu uma logística complexa: integração com equipes dos shows, captação de som e imagem em ambientes dinâmicos. Um exemplo foi a cena gravada durante um show de Maiara & Maraisa, em Crixás, Goiás, onde o personagem João Raul subiu ao palco para apresentar uma música inédita. Essa escolha trouxe realismo e emoção que seriam impossíveis de reproduzir em estúdio.
O que tem sido mais desafiador na direção desta novela?
Carlos Araújo - O maior desafio é equilibrar duas linguagens: a dramaturgia clássica e a estética dos grandes shows. Temos cenas intimistas, carregadas de emoção, e momentos grandiosos, com multidões e música ao vivo. Conciliar isso sem perder ritmo e mantendo qualidade artística é um trabalho minucioso. Além disso, criar uma identidade visual que dialogue com a cultura goiana sem cair em estereótipos tem sido um exercício constante.
Quais são os principais diferenciais de "Coração Acelerado"? O que você destacaria da novela até agora?
Carlos Araújo - O grande diferencial é a fusão entre novela e música sertaneja, com uma pegada contemporânea e protagonismo feminino. Destaco também a autenticidade das locações, a força dos personagens femininos e a trilha sonora original, que vai emocionar e embalar o público. É uma obra que celebra a cultura brasileira, conecta gerações e traz temas atuais como redes sociais, fama e empoderamento.
domingo, 11 de janeiro de 2026
.: O "Coração Acelerado" de Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento
Duas autoras, uma novela musical e o sertanejo como linguagem dramática para falar de amor, ambição e protagonismo feminino. Foto: Globo/ Léo Rosario
Como vocês definem a trama de "Coração Acelerado"?
Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento - Estamos mergulhadas nesse universo com apoio de diferentes áreas. O departamento de Pesquisa e Desenvolvimento Artístico da Globo promoveu um ciclo de conversas em que pudemos trocar com diversos cantores do sertanejo, fizemos uma pesquisa intensa em Goiânia e estamos contando com um suporte muito grande da TV Anhanguera, afiliada da região. E isso será um processo contínuo, que nos acompanhará até o fim da novela.
A novela traz uma história que aborda o feminejo e a força feminina. Como isso será mostrado? Que assuntos da atualidade são abordados na trama?
Estão previstas participações especiais da música sertaneja. Por que trazer estes artistas para a história?
O horário das sete propõe histórias com temáticas mais leves e divertidas. O humor estará presente na trama?
Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento - Nossa história é um romance musical com muito humor. Não temos um único núcleo cômico, isso está espalhado nas tramas que envolvem a história, que é leve e bem-humorada. Acontece até mesmo com os vilões ou nas situações mais dramáticas.
Como está sendo a parceria com Carlos Araújo? É a primeira novela que fazem juntos?
sábado, 10 de janeiro de 2026
.: "Roda Viva" entrevista a atriz Ingrid Guimarães nesta segunda-feira
Ingrid Guimarães estará no centro do "Roda Viva" para falar de humor, afeto e protagonismo feminino, às vésperas da estreia do filme "Minha Melhor Amiga". Foto: Nadja Kouchi / Acervo TV Cultura
.: TV Cultura exibe animação nacional de ficção científica neste domingo
Neste domingo, dia 11 de janeiro, a TV Cultura apresenta o filme de animação nacional "As Aventuras de Fujiwara Manchester", a partir das 16h00. Dirigido e roteirizado por Alê Camargo, o longa transporta o público para o século 27, em uma jornada repleta de ação, humor e ficção científica. A trama acompanha o aventureiro espacial Fujiwara Manchester (“Fuji”), seus amigos Lydia e Kawi, e sua impetuosa nave Cara de Cavalo na missão de recuperar uma joia antiga capaz de provocar a destruição da galáxia.
Para cumprir o desafio, Fuji terá de enfrentar um terrível inimigo e, ao mesmo tempo, escapar de uma esquadra de naves do governo, que também ambiciona o poderoso artefato. Com direção de arte de Camila Carrossine, o longa é uma produção da UM Filmes e Buba Filmes, com produção executiva de Arnaldo e Julia Galvão.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2026
.: 30 anos depois, o caso ET de Varginha volta ao centro do debate nacional
Com coprodução da Globo e da EPTV, o documentário valoriza a memória, resgata arquivos inéditos e reforça protagonismo da emissora na cobertura do caso
Trinta anos depois de um dos episódios mais misteriosos do Brasil, a EPTV reconstrói, com profundidade e rigor jornalístico, os acontecimentos que transformaram a cidade de Varginha após a suposta aparição de um ser extraterrestre na cidade. A série “O Mistério de Varginha”, produzida pela Globo e com coprodução da EPTV, apresenta ao público um mergulho na história que mobilizou o país e segue despertando curiosidade em diferentes gerações.
Em 20 de janeiro de 1996, três jovens disseram ter visto uma criatura estranha em um terreno baldio de Varginha: um ser com pele marrom, grandes olhos vermelhos e cabeça grande em forma de coração com três protuberâncias. Outras testemunhas teriam observado objetos e movimentações estranhas no céu da região nos dias anteriores.
A EPTV foi a primeira emissora a registrar o caso, dando início a uma cobertura que rapidamente ganharia dimensão nacional com grande destaque no Fantástico, da Globo. Três décadas depois, a equipe retorna às ruas, revisita arquivos e personagens que vivenciaram o fenômeno, agora com novos recursos, novas fontes e acesso amplo a registros que nunca haviam sido exibidos, além de entrevistas reveladoras sobre a narrativa construída pelos ufólogos à época.
Entre outubro e dezembro de 2025, a equipe percorreu cidades de Minas Gerais, São Paulo e Brasília para compreender em profundidade a cadeia de eventos que cercou o suposto avistamento e as repercussões do caso. Mais do que recontar a história, a série propõe uma reflexão sobre como o episódio moldou a identidade local, influenciou gerações de moradores e permaneceu vivo no imaginário nacional.
Kátia Andrade, Liliane Silva e Valquíria da Silva são as principais testemunhas do caso que parou o Brasil e ganhou o mundo. Um dos focos centrais do trabalho foi revisitar os bastidores da cobertura original feita pela própria EPTV, hoje parte de um acervo histórico que integra o documentário. O resgate dessas imagens, aliado a novos depoimentos e a encontros com personagens que nunca haviam falado publicamente, amplia a compreensão sobre como o caso foi vivido pela cidade e pelos profissionais que testemunharam a repercussão diária do fenômeno.
Com direção de Ricardo Calil, da Globo, e Paulo Gonçalves, da EPTV, o documentário conta ainda com assinatura de diversos profissionais das duas empresas sendo que toda a produção, captação de imagens e entrevistas foram feitas pela EPTV. A série, composta por três episódios, também celebra a relação da emissora com seu público regional. Varginha, cidade que se tornou sinônimo do caso em todo o mundo, é também sede da EPTV Sul de Minas. Como parte das ações promocionais, a cidade receberá no uma pré-estreia exclusiva, reforçando o vínculo entre a EPTV e a comunidade.
A exibição pública e gratuita do primeiro episódio de “O Mistério de Varginha” será no dia 4 de janeiro a partir das 17h00 no Memorial do ET, museu erguido em 2022 justamente para relembrar o caso e cenário para algumas das entrevistas. A série completa vai ao ar na Globo nos dias 6, 7 e 8 de janeiro, após “O Auto da Compadecida”, na segunda linha de shows do horário nobre, e estará disponível também no Globoplay.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2026
.: TV Globo exibe série documental "O Mistério de Varginha"
Documentário sobre o principal caso ufológico do país, que completa 30 anos em 2026, é constituído por arquivos e depoimentos inéditos. Na imagem, Kátia Andrade, Liliane Silva e Valquíria da Silva, as “três meninas do ET”, que afirmam ter visto, em 20 de janeiro de 1996, uma criatura estranha em um terreno baldio - episódio que mudaria para sempre suas trajetórias e a história de Varginha.Foto: Globo/divulgação
Entre os dias 6 e 8 de janeiro, a TV Globo exibe a série documental inédita "O Mistério de Varginha", que revisita o caso que transformou a pacata cidade de Minas Gerais no epicentro do mais famoso episódio de ufologia do país, conhecido como o “ET de Varginha”. Coproduzido pelos Estúdios Globo e pela EPTV - afiliada da Globo na região -, a obra apresenta, em três episódios, depoimentos e materiais exclusivos que reacendem a relevância histórica, sociocultural e investigativa deste fenômeno que em 2026 completa 30 anos.
Mais do que recontar um mistério, o documentário mergulha na história de pessoas comuns que viram suas rotinas virarem manchete, e de uma cidade que ficou conhecida no mundo todo como a “terra do ET”. Entre essas pessoas, estão Kátia Andrade, Liliane Silva e Valquíria da Silva, as “três meninas do ET”, que afirmam ter visto, em 20 de janeiro de 1996, uma criatura estranha em um terreno baldio - episódio que mudaria para sempre suas trajetórias e a história de Varginha. No documentário, elas relembram o caso e mostram como estão hoje.
Outro personagem fundamental é Ubirajara Rodrigues, o primeiro ufólogo a investigar o caso — e que, anos depois, chocou a comunidade ao declarar que a criatura nunca existiu. Em contraponto, Vitorio Pacaccini, segundo investigador, mantém até hoje sua convicção sobre a existência e uma suposta captura extraterrestre.
A produção revela ainda depoimentos inéditos de militares, além de documentos e áudios nunca exibidos. Também foram coletados novos relatos de moradores mostrando que, para muitos, o mistério continua “escondido nos céus de Varginha”.
Coproduzida entre os Estúdios Globo e a EPTV, a série documental ‘O Mistério de Varginha’ vai ao ar na TV Globo após ‘O Auto da Compadecida 2’. A obra tem direção de Ricardo Calil e Paulo Gonçalves. A produção executiva é de Fernanda Neves e a direção artística é de Monica Almeida.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
.: "O Auto da Compadecida 2"’ ganha exibição na Globo em formato de série
Com estreia marcada para 5 de janeiro, a série apresentará cenas inéditas. "O Auto da Compadecida 2". ganha exibição na TV Globo em formato de série. Na imagem, Matheus Nachtergaele como João Grilo. Foto: Laura Campanella/ Divulgação
A partir do dia 5 de janeiro, o público poderá revisitar Taperoá com a exibição de "O Auto da Compadecida 2" na TV Globo. A produção chega à TV aberta em formato de série, dividida em quatro episódios que prometem divertir, emocionar e surpreender, trazendo conteúdo inédito e aprofundando ainda mais as aventuras de seus icônicos personagens. Vinte anos após a primeira história, a trama acompanha Chicó (Selton Mello) em sua pacata rotina na cidade mítica do sertão nordestino, vivendo da venda de santinhos e narrando a ressurreição do amigo João Grilo (Matheus Nachtergaele) – até que ele reaparece cheio de planos mirabolantes para agitar Taperoá. A amizade entre os dois continua sendo o fio condutor da narrativa, idealizada por Guel Arraes em 2019 com o objetivo de apresentar personagens com ambições e dilemas que dialogam com os dias atuais. Como resultado, o enredo aborda novos conflitos e temas contemporâneos, como a busca pela fama e a adoração às celebridades.
Além dos protagonistas, o elenco reúne nomes consagrados, com novidades que enriquecem a continuação da história. Taís Araujo assume o papel da Compadecida, antes interpretado por Fernanda Montenegro, enquanto Humberto Martins vive o Coronel Ernani, um fazendeiro influente com aspirações políticas. Eduardo Sterblitch interpreta Arlindo, dono da única rádio da cidade, e Enrique Diaz retorna como Joaquim Brejeiro. Entre os novos personagens, destacam-se Clarabela (Fabiula Nascimento), filha do Coronel, e Antônio do Amor (Luis Miranda), um carioca cheio de malandragem que chega para movimentar a cidade.
A série também traz cenas inéditas nos episódios finais, que exploram o período em que João Grilo esteve no Rio de Janeiro, incluindo personagens exclusivos da versão televisiva, como Omar (Juliano Cazarré) e Iracema (Luellem de Castro). A produção preserva a essência da comicidade crítica de Ariano Suassuna, ao mesmo tempo em que dialoga com questões atuais, ambientada em um Nordeste mítico e estilizado.
Produzida pela Conspiração e H2O Produções, "O Auto da Compadecida 2" é uma obra dirigida por Flávia Lacerda e Guel Arraes, e escrita por Guel Arraes e João Falcão, com colaboração de Adriana Falcão e Jorge Furtado. Com quatro episódios, a série vai ao ar na TV Globo a partir do dia 5 de janeiro, de segunda a quinta-feira, logo após "Três Graças".
terça-feira, 16 de dezembro de 2025
.: Clássico da TV, Chaves vira experiência orquestral em apresentação única
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2025
.: Entrevista: Camila Pitanga volta para virar novela de cabeça para baixo
Como foi receber a notícia de que Ellen estaria de volta?
Camila Pitanga - Foi uma surpresa maravilhosa quando a Rosane me contou sobre a ideia do retorno da Ellen. Eu gravei o início da novela achando que era uma participação, mas, ao passo que ela foi me contando, fiquei plenamente convencida de que seria muito especial poder fazer a personagem voltar. E não deixava de ser também um reconhecimento dela e do diretor artístico Alan Fiterman de que a Ellen tinha valor na trama para retornar, então fiquei muito feliz.
Qual é a importância da Ellen para o desfecho dessa história?
Camila Pitanga - Eu acho que a Ellen vem com a missão de dar uma perturbada no coração da Leo (Clara Moneke). Ela vai, de alguma maneira, ter uma situação de disputa, de mistério, de desvendamento e de muito amor também. Acho que a Ellen vem para trazer alegria para essa criança que ama, que sempre foi criada renovando o vínculo com a sua mãe, mas com novas relações. A família Boaz ama muito a Sofia (Elis Cabral). Então, acho que o público vai ficar com o coração dividido. Essa mãe ama a filha, mas também é uma personagem contraditória, que faz coisas erradas. Por isso, vou entender a torcida contra a Ellen, mas eu estou ali, com meu coração inteiro, a favor de Ellen, mas também a favor do gosto do público, que é o redentor.
Ela retorna mostrando um lado que ninguém conhecia. Como você descreve a Ellen?
Camila Pitanga - A Ellen tem essa dualidade de ser alguém que ama de verdade, mas que teve de sublimar o seu próprio amor em face do que ela considerou melhor para a filha dela. E acho que ela vai trazer múltiplas leituras, porque também é alguém que aplica golpes, que faz coisas erradas. Então, é para o público ficar dividido, torcer, discutir, pensar. Mas, se fosse para definir, ela é alguém que ama de verdade, alguém que realmente nutre um amor verdadeiro pela filha, mas que tem muitas contradições. Uma pessoa humana com muitas falhas.
Fale sobre a relação dela com Hudson.
Camila Pitanga - Um casal trambiqueiro, golpista, cambalacheiro. A Ellen faz cambalachos e ama o Hudson (Emílio Dantas). Eles aplicam golpes, e o Hudson respeita muito o amor que a Ellen tem pela Sofia (Elis Cabral). O que leva a Ellen a voltar à filha é descobrir que o Vanderson (Armando Babaioff) morreu e que agora a filha está protegida da violência que ela própria foi submetida no passado. E que ela, em favor do amor e da proteção da filha, precisou desaparecer. Essa foi a escolha triste, difícil, dolorosa feita pela Ellen. Mas agora ela retorna para amar essa filha. E o Hudson respeita muito isso. Então, a gente vai ver flashbacks que contam a história de como eles se conheceram. Foi um prazer imenso trabalhar com o Emílio, esse cara gente boa, paizão, apaixonado pelos filhos, pela família dele. Está sendo muito legal trabalhar com ele.
Como tem sido contracenar com Elis Cabral e Theo Matos?
Camila Pitanga - Contracenar com a Elis e com o Theo está sendo um sonho, porque são dois seres de tanta luz. São duas crianças, então a gente dá vazão ao lúdico, a campeonato de desenhos, a contar piadas. Mas ao mesmo tempo a gente passa o texto, se ajuda para concentrar. Porque, se deixar eu, Emílio, Elis e Theo juntos viramos quatro crianças, mas a gente se diverte, se curte, se admira. Está sendo muito prazeroso, uma honra enorme poder acompanhar de pertinho duas crianças que são muito amadas, que têm famílias lindas, que realmente abraçaram e são abraçadas pela família da novela.
Como foi a construção para dar vida a Ellen?
Camila Pitanga - Foi deixar o coração vazar e também se divertir. Eu estou pegando a reta final da novela e vim com alegria, com alegria de gostar de jogar, de brincar com os atores, com a equipe técnica. A sorte de poder estar junto e comungar desse projeto tão lindo, tão feliz, que já está fazendo o maior sucesso, e poder somar nessa reta final. Foi uma honra contracenar com Tony Ramos e, pela primeira vez, com a Cláudia Abreu, uma atriz fantástica, amada pelo Brasil e por mim, sempre admirei o trabalho dela. E estar numa novela protagonizada por Clara Moneke é um luxo, é uma honra.
quarta-feira, 5 de novembro de 2025
.: Entrevista: Tony Ramos comemora retorno da novela "Rainha da Sucata"
Em entrevista, o ator relembra gravações e parceria com elenco e equipe. Foto: Globo/ Divulgação
Clássico dos anos 1990, "Rainha da Sucata" voltou às telas da TV Globo. No "Vale a Pena Ver de Novo'", logo após a "Sessão da Tarde", a novela é ambientada em São Paulo e retrata o universo dos novos-ricos e da decadente elite paulista, explorando o contraste entre a emergente Maria do Carmo (Regina Duarte) e a socialite falida Laurinha Figueroa (Glória Menezes). A relação entre as personagens também é marcada pela tensão provocada por uma paixão em comum: Edu Figueroa, papel de Tony Ramos. Saudoso e grande admirador da obra, o ator celebra o retorno com entusiasmo. “É sempre bom rever um trabalho e poder mostrar uma produção de tremendo sucesso como essa foi. Desde o princípio, eu sabia que essa obra seria eletrizante”, declara.
Membro dos Albuquerque Figueroa, tradicional família da alta sociedade paulistana, Edu é um típico playboy: fino, elegante e muito cobiçado. Apesar da falência da família, o jovem não perde seu charme característico. Colega de ginásio de Maria do Carmo, Edu costumava desprezá-la nos tempos de escola. No entanto, após a moça enriquecer e se tornar uma empresária bem-sucedida, ele aceita se casar com ela por conveniência. Entretanto, o relacionamento e a chegada de Maria do Carmo à mansão da família são marcados pelas perseguições de Laurinha. Madrasta de Edu, a socialite nutre uma paixão secreta e proibida pelo enteado e faz de tudo para destruir o casamento e arruinar a nova vida da “sucateira”, gerando cenas intensas e, por vezes, cômicas entre os personagens.
“As relações de Edu com Maria do Carmo e com Laurinha eram pontos altos da trama, pois havia uma ambiguidade na ligação com a madrasta e muitas confusões surgiam dessas emoções. Mas não existia, digamos, uma confusão de sentimentos. O que havia, na verdade, era uma disputa intensa, porque Laurinha era uma mulher ambiciosa, que percebia a queda da sua condição social. Ao mesmo tempo, ela via uma mulher jovem, com muito dinheiro, ascendendo naquela sociedade. Esses conflitos e incômodos geravam belíssimas cenas. E construir essa dinâmica com as duas atrizes foi fácil. Ambas são artistas excelentes, de altíssimo rendimento e muito bom humor”, reflete Tony Ramos. "Rainha da Sucata" é uma obra de Silvio de Abreu, escrita pelo autor com colaboração de Alcides Nogueira e José Antonio de Souza. A novela teve direção geral de Jorge Fernando e direção de Jorge Fernando e Jodele Larcher.Na entrevista abaixo, Tony Ramos relembra o trabalho na novela.
Qual foi a sensação ao saber que "Rainha da Sucata" iria voltar no "Vale a Pena Ver de Novo"? De que forma essa reprise mexe com você?
Tony Ramos - Para mim, foi uma alegria imensa. Recordo como se fosse hoje, de começar a gravar as cenas na Avenida Paulista. Lembro do meu encontro com Silvio de Abreu e com colegas queridos como Regina (Duarte), Glória (Menezes), o grande Paulo Gracindo, o saudoso diretor Jorginho Fernando e tantos outros. Foi marcante. Ali no início dos anos 90, eu vinha de uma longa temporada teatral em São Paulo, com o espetáculo "Meu Refrão: olê, Olá", do Abelardo Figueiredo. Quando a peça terminou e comecei a me dedicar exclusivamente à "Rainha da Sucata", vivi um momento lindo. Receber essa novidade mexe com meu emocional e com meu imaginário, que guarda momentos tão felizes da novela. É sempre bom rever um trabalho e poder mostrar uma produção de tremendo sucesso como essa foi. Desde o princípio, eu sabia que essa obra do Silvio seria eletrizante - e foi exatamente isso.
As relações de Edu com Maria do Carmo e com Laurinha eram um dos pontos altos da novela. Como foi construir as dinâmicas dos personagens com Regina Duarte e Glória Menezes? Alguma cena específica com as atrizes marcou você?
Tony Ramos - As relações de Edu com Maria do Carmo e com Laurinha eram pontos altos da trama, pois havia uma ambiguidade na ligação com a madrasta e muitas confusões surgiam dessas emoções. Mas não existia, digamos, uma confusão de sentimentos. O que havia, na verdade, era uma disputa intensa, porque Laurinha era uma mulher ambiciosa, que percebia a queda da sua condição social. Ao mesmo tempo, ela via uma mulher jovem, com muito dinheiro, ascendendo naquela sociedade. Esses conflitos e incômodos geravam belíssimas cenas. E construir essa dinâmica com as duas atrizes foi fácil. Ambas são artistas excelentes, de altíssimo rendimento e muito bom humor. Somando isso às conversas com Jorginho, que era um grande diretor, e às trocas com o autor antes das gravações, tínhamos clareza sobre o que eles imaginavam para a construção dos personagens. E várias cenas me marcaram profundamente. Há uma com Regina Duarte, por exemplo, que, se a memória não me falha, Silvio escreveu de forma que ocupou todo um bloco e ainda continuou no início do seguinte. Era uma cena linda entre Maria do Carmo e Edu, com cinco ou seis páginas.
"Rainha da Sucata" foi um de seus primeiros trabalhos com Jorge Fernando, com quem trabalhou em outras telenovelas ao longo dos anos, como "Sol de Verão" (1982), "A Próxima Vítima" (1995), "As Filhas da Mãe" (2002) e "Guerra dos Sexos" (2012). Como era a parceria com o diretor? Tem alguma lembrança marcante do trabalho com o Jorge?
Tony Ramos - Jorginho era um diretor que sabia exatamente o que queria e, além disso, tinha o chamado “momento de inspiração”. Independentemente do que estava escrito ou do que ele havia planejado e estudado, havia situações em que algo em cena despertava nele a vontade de mudar a marca ou a proposta da cena. Essa era uma característica muito positiva dele. Até porque ele também era ator e seguia trabalhando no teatro, fazendo monólogos no palco. Como diretor, era constante e inquieto, sempre em busca de novas soluções. Foi uma parceria maravilhosa. Tenho grande saudade desse incrível profissional - e não digo isso apenas pelo trabalho. Tudo no Jorge era marcante.
segunda-feira, 27 de outubro de 2025
.: Do glamour à sofrência: atriz Alice Wegmann transita entre novela e série
Depois de Solange em "Vale Tudo", Alice Wegmann volta à TV em grande estilo como Raíssa, estrela da terceira temporada de "Rensga Hits!". Foto: Alexandre Maciel
Entre microfones, rivalidades e paixões de arrebatar, Raíssa vive o auge da carreira - e também suas maiores dores. Em entrevista, a atriz fala sobre o desafio de transitar entre duas personagens intensas, a experiência de gravar uma cena marcante logo após um episódio real de tensão e o que aprendeu com cada papel.
Como é para você viver esse momento intenso e contínuo na televisão, com duas personagens tão diferentes - Solange, de "Vale Tudo", e Raíssa, de "Rensga Hits!" - em sequência? Qual é a sua expectativa em relação à recepção do público?
Alice Wegmann - É maravilhoso. A Solange e a Raíssa têm trajetórias distintas, mas possuem uma vibração semelhante. Ambas são solares, determinadas, donas de suas escolhas - é bonito de ver. Acho que a Raíssa super faria uma campanha da Tomorrow, e ela e Solange se dariam muito bem! (risos) Tanto a primeira quanto a segunda temporadas de "Rensga" foram um sucesso, e, no Globoplay, a terceira já mostrou a que veio. Tenho certeza de que o público da TV vai adorar.
O que você mais aprecia em cada formato? Existe algo que só uma novela proporciona como atriz, e algo que apenas uma série permite explorar?
Alice Wegmann - A novela tem um alcance imenso, uma projeção muito diferente. Ela chega a todo o Brasil, e isso é o que mais me encanta. Nas séries, gosto da característica de ser um formato fechado, que nos permite pensar em começo, meio e fim, e desenhar as curvas do personagem com base no que nos é dado desde o início. As séries também oferecem uma densidade artística mais profunda porque, nesse tipo de trabalho, conseguimos ficar mais atentos aos detalhes. As novelas têm volume, demandam agilidade, rapidez - então, é preciso entrar num ritmo frenético. E vale dizer que só o Brasil consegue fazer isso como fazemos. Nesse aspecto, somos mestres.
Na nova temporada de "Rensga", Raíssa mergulha no trabalho e experimenta o sabor da fama, mas também enfrenta uma nova rivalidade e dilemas amorosos. Em meio a esse turbilhão emocional, qual foi a cena mais desafiadora para você gravar?
Alice Wegmann - Acho que a última cena da terceira temporada. Não pela cena em si, mas pelo que aconteceu antes dela. Eu estava a caminho da gravação, com o motorista que me buscava em casa, quando vimos um homem atropelado e paramos para socorrê-lo. Chamamos a ambulância, liguei para a mãe dele para avisar, e, depois que ele foi levado ao hospital, voltamos à estrada. Cheguei ao set ainda em choque, e para gravar uma cena de comédia. Nossa profissão é muito maluca: mais difícil do que fazer uma cena triste quando estamos felizes é fazer uma cena feliz quando estamos tristes. Mas é aí que mora a beleza do nosso ofício – dar dignidade a qualquer cena, mesmo que nossa emoção não esteja correspondendo.
E qual momento da Raíssa, nesta terceira temporada, você guarda com mais carinho?
Alice Wegmann - Gosto muito da cena do velório, porque “Romaria” é uma música que eu sempre quis ver na série. Pedi muito à Renata Corrêa, nossa autora maravilhosa, e ela inseriu no melhor contexto possível: as duas irmãs puxando o coro e cantando. Ficou tudo tão bonito. Foi emocionante de filmar.
Há alguma característica da Solange que você acredita que levará consigo após o fim da novela? E da Raíssa, existe alguma marca da sertaneja que você incorpora na sua vida?
Alice Wegmann - A Solange é muito autêntica e não tem medo de se arriscar - seja na forma de se vestir, de trabalhar ou de se relacionar. Gosto disso e levo para minha vida também. Quanto à Raíssa, admiro a maneira como ela diz “não” e se impõe em certos momentos. Acho que ela me ensinou a ser um pouco mais assim. Eu costumava ser muito boazinha e ingênua. Hoje me sinto mais atenta.
sábado, 25 de outubro de 2025
.: Memória viva: "Roda Viva" recebe ator Antonio Pitanga nesta segunda-feira
Ator tem mais de 60 anos de carreira, ator acumula no currículo cerca de 70 filmes, diversas novelas, seriados e peças teatrais. Foto: Rodolfo Sanchez
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.: Entrevista: Tais Araújo celebra a estreia de "Reencarne"
Recém-saída do remake de "Vale Tudo", Tais Araújo volta para protagonizar série de terror. Foto: Globo/Estevam Avellar
Um novo capítulo no gênero do terror nacional será desvendado com a chegada de "Reencarne", série de terror Original Globoplay. Em nove episódios, sendo o primeiro aberto para não assinantes, a produção transporta o público para um Goiás pouco visto, um cenário de milharais infinitos e estradas de terra onde o terror mais visceral e genuinamente brasileiro ganha vida. A trama mescla suspense e drama existencial com cenas de horror gráfico, elementos clássicos como fenômenos paranormais e forças ocultas, e um inesperado toque de romance e desejo.
Na trama, o médico cirurgião Feliciano (Enrique Diaz) desafia todos os limites para salvar sua esposa doente, Cássia (Simone Spoladore). Enquanto ele se envolve em planos cada vez mais macabros, uma série de assassinatos volta a assombrar o interior de Goiás. Decidida a mergulhar na investigação desses crimes - marcados por ferimentos misteriosos - a cética delegada Bárbara Lopes (Tais Araújo) começa a viver experiências sobrenaturais que desafiam sua visão racional do mundo.
Essa realidade ecoa um passado de vinte anos, quando os policiais Caio (Pedro Caetano) e Túlio (Welket Bungué) investigavam casos similares, culminando na morte de Caio, e na prisão de Túlio, acusado pela fatalidade. Após cumprir sua pena, Túlio é libertado e, em meio ao desespero e ao fim de seu relacionamento com Isadora (Isabél Zuaa), sua vida é virada de cabeça para baixo com a chegada de Sandra (Julia Dalavia), que afirma ser a reencarnação de Caio. A aparição da jovem de apenas 20 anos promete reabrir as investigações do passado e conectar os personagens aos planos macabros de Feliciano.
"Reencarne" é produzida pelos Estúdios Globo para exibição no Globoplay e criada por Amanda Jordão, Elisio Lopes Jr, Flávia Lacerda, Juan Jullian e Igor Verde. Escrita por Amanda Jordão, Elisio Lopes Jr, Juan Jullian e Igor Verde. Tem direção artística de Bruno Safadi, direção de Noa Bressane e Igor Verde. A produção é de Isabela Bellenzani, produção executiva de Lucas Zardo e direção de gênero dramaturgia de José Luiz Villamarim.
A Delegada Lopes é uma personagem bem diferente do que você está habituada a interpretar. O que a atraiu especificamente para uma série de terror como "Reencarne”?
Tais Araújo - O que me atraiu a essa personagem foi o fato de nunca ter interpretado nada parecido com ela e nunca ter trabalhado nesse gênero. É realmente diferente de tudo o que já fiz. Diria que é uma personagem complexa, desafiadora e difícil pra caramba de fazer. E depois de todos esses anos de carreira, fazer algo tão diferente é muito estimulante. Foi incrível, muito bom e muito divertido também.
Como você explica a sua personagem?
Tais Araújo - A Lopes é uma profissional absolutamente cética, uma delegada, que está ali para desvendar esses assassinatos em série que acontecem. E quando ela menos percebe, a sua vida é atravessada pelo sobrenatural, por algo que ela não acredita.
Como você se preparou para gravar a Lopes? Você chegou a buscar alguma referência?
Tais Araújo - Minha preparação foi com a Estrela Strauss. Para criar a delegada Bárbara Lopes foi importante buscar uma dose de humanidade dentro de uma personagem tão cética. E sobre as referências, sim, elas foram fundamentais para eu entender o gênero, até porque eu não era parte desse público que consome terror. Passei a ver umas séries que não eram só de terror, mas também que tinham uma suspensão da realidade. E muita disposição, claro (risos).
Quais foram os grandes desafios desse trabalho?
Tais Araújo - As cenas de possessão me assustaram, porque eu precisei usar uma lente branca que não me permitia enxergar nada. A preparação e a expectativa eram enormes também. Mas eu posso dizer que o processo todo foi tranquilo, porque estávamos cercados de uma equipe que nos dava muita segurança, até mesmo para “brincar” com o gênero. O Bruno Safadi, nosso diretor artístico, é tão experiente e tão calmo que abrandou a nossa ansiedade. Tecnicamente falando, as cenas de terror são difíceis. Fotografia, a trilha sonora, a caracterização, o áudio... Tudo é fundamental para contar a história e não somente a cena em si.
Qual mensagem ou reflexão você espera que o público leve para casa após assistir a "Reencarne”?
Tais Araújo - "Reencarne" fala sobre: é possível ter a vida eterna? É possível manter as pessoas que a gente ama ao nosso lado para sempre? E se a gente pudesse fazer isso, faríamos? De que forma? Acho que "Reencarne" deixa um monte de perguntas.
Quais são as suas expectativas para a estreia?
Tais Araújo - Eu estou muito ansiosa. Temos uma história complexa, instigante, muito interessante. Estamos contando um terror (muito) brasileiro. Estou louca para ver como o público vai receber essa história - essa é a minha maior curiosidade.
quinta-feira, 23 de outubro de 2025
.: Netflix: 5ª temporada de "Emily em Paris" ganha teaser
A Netflix já divulgou o teaser oficial e novas imagens da aguardada quinta temporada de "Emily em Paris". O vídeo revela cenas inéditas de Emily (Lily Collins) aproveitando a dolce vita em Veneza, na Itália, enquanto lida com as surpresas e desafios que o destino reserva. Os 10 episódios estreiam no dia 18 de dezembro, só na Netflix.
Agora à frente da Agência Grateau em Roma, Emily enfrenta desafios profissionais e românticos enquanto se adapta à vida em uma nova cidade. Mas, quando uma ideia de trabalho não sai como esperado, as consequências levam a desilusões amorosas e obstáculos em sua carreira. Em busca de equilíbrio, ela se entrega ao estilo de vida francês – até que um grande segredo coloca em risco uma de suas relações mais próximas. Ao encarar os conflitos com honestidade, Emily descobre conexões mais profundas, uma clareza renovada e uma nova disposição para abraçar o inesperado.
Sobre Emily em Paris - 5ª Temporada
Estreia: 18 de dezembro de 2025 (10 episódios)
Criação/Roteiro/Produção executiva: Darren Star
Produtores Executivos: Tony Hernandez, Lilly Burns, Andrew Fleming, Stephen Brown, Alison Brown, Robin Schiff, Grant Sloss, Joe Murphy
Produtores: Ryan McCormick, Raphaël Benoliel, Lily Collins, Jake Fuller
Elenco: Lily Collins (Emily Cooper), Philippine Leroy-Beaulieu (Sylvie Grateau), Ashley Park (Mindy Chen), Lucas Bravo (Gabriel), Samuel Arnold (Julien), Bruno Gouery (Luc), William Abadie (Antoine Lambert), Lucien Laviscount (Alfie), Eugenio Franceschini (Marcello), Thalia Besson (Genevieve), Paul Forman (Nico), Arnaud Binard (Laurent G), Minnie Driver (Princesa Jane), Bryan Greenberg (Jake) e Michèle Laroque (Yvette)
Produzido por: MTV Entertainment Studios, Darren Star Productions e Jax Media
Sobre a Netflix: A Netflix é um dos principais serviços de entretenimento do mundo. São mais de 300 milhões de assinaturas pagas em mais de 190 países com acesso a séries, filmes e jogos de diversos gêneros e idiomas. Assinantes podem assistir, pausar e voltar a assistir a um título quantas vezes quiserem em qualquer lugar e alterar o plano a qualquer momento.
Assista o trailer
sábado, 18 de outubro de 2025
.: Entrevista com Aguinaldo Silva, de volta à TV Globo com "Três Graças"
Criador de clássicos como "Tieta" e "Senhora do Destino", Aguinaldo Silva está de volta com "Três Graças", nova aposta da TV Globo para o horário nobre. Foto: Globo/Edu Lopes
Dramaturgo e escritor, Aguinaldo Silva retorna à teledramaturgia da TV Globo seis anos após "O Sétimo Guardião" (2019) com a nova novela das nove, "Três Graças". Jornalista de formação e apaixonado por literatura, o autor consolidou uma das carreiras mais marcantes da televisão brasileira, com títulos que definiram épocas. Ao lado de nomes como Dias Gomes, Gilberto Braga, Leonor Bassères e Ricardo Linhares, assinou sucessos como "Roque Santeiro" (1985), "Vale Tudo" (1988), "Tieta" (1989), "Pedra Sobre Pedra" (1992), "Fera Ferida" (1993), "A Indomada" (1997), "Senhora do Destino" (2004), "Fina Estampa" (2011) e "Império" (2014) - essa última vencedora do Emmy Internacional de melhor novela.
Agora, em parceria com Virgílio Silva e Zé Dassilva, Aguinaldo apresenta uma trama contemporânea ambientada em São Paulo, que reflete o Brasil real por meio de três mulheres unidas por um mesmo destino: tornaram-se mães na adolescência e precisaram enfrentar sozinhas as desigualdades de uma sociedade que insiste em puni-las por existir. "Três Graças" mistura crítica social e folhetim clássico - marcas registradas do autor -, e promete revisitar a força feminina, a ironia e os dilemas morais que sempre fizeram parte das grandes histórias elaboradas por ele. Compre os livros de Aguinaldo Silva neste link.
Do que trata "Três Graças", a nova novela das nove?
Aguinaldo Silva - "Três Graças" fala de três mulheres que foram mães muito cedo, aos 15 anos, que não tiveram o apoio dos pais das crianças e foram à luta, passaram por situações extremas. Elas levam uma vida muito parecida com a vida dos nossos espectadores. Ou seja, elas batalham, são otimistas, têm fé no futuro e se envolvem com histórias típicas de um folhetim. É uma ficção que tem o privilégio de poder se inspirar na realidade. Nossa protagonista, a Gerluce (Sophie Charlotte), é uma mulher inconformada com a injustiça, com as maldades que assolam sua comunidade e sua família, numa São Paulo que abriga milhões de brasileiras como ela. Ela repetiu o destino da mãe Lígia (Dira Paes): engravidou de Joélly (Alana Cabral) na adolescência. Mas, quando a gestação precoce da filha se confirma, ela vai fazer de tudo para impedir que Joélly renuncie a seus projetos e ambições, assim como ela e a mãe foram obrigadas a fazer. Ao mesmo tempo, ao se ver diante de corruptos que prejudicam uma multidão de doentes em benefício próprio e com a mãe entre a vida e a morte, Gerluce encara um dilema. Até onde ir quando se precisa batalhar pela sobrevivência?
A novela vai trazer uma história contemporânea, que se passa na maior metrópole da América Latina, São Paulo. Que assuntos da atualidade são abordados na trama?
Aguinaldo Silva - A novela se passa em dois ambientes: a comunidade fictícia Chacrinha, onde vivem os personagens mais carentes, e os bairros nobres de São Paulo, onde estão os responsáveis pelo crime dos remédios falsos. Esses mundos se cruzam porque Gerluce (Sophie Charlotte) trabalha na casa de Arminda (Grazi Massafera), uma das vilãs da história. Estamos criando uma novela com uma linguagem bastante popular e abrangente, que fala do dia a dia das pessoas, dos desafios que se encontram em uma grande metrópole, de quem sai às 5h da manhã e pega três ônibus para ir trabalhar. Ao mesmo tempo, a novela também fala sobre os dramas pessoais de cada um e de como é possível ser otimista e positivo diante das desigualdades e injustiças. É uma obra da atualidade, do ônibus, do metrô, do trem, mas não será uma novela naturalista: a ficção é a base para a nossa criação. Ainda assim, a trama propõe reflexões importantes a partir de temas hoje discutidos. Teremos, no núcleo das protagonistas, a questão da gravidez na adolescência; falaremos de corrupção e falsificação de remédios. Também vamos abordar aspectos da nossa sociedade. Tudo isso num contexto ficcional.
A gravidez na adolescência é um tema de destaque na novela. Como surgiu a ideia de retratá-lo na obra?
Aguinaldo Silva - Quando eu estava escrevendo "Duas Caras", por uma razão que tinha a ver com a trama da novela, fui fazer uma pesquisa na maternidade Leila Diniz, no Rio de Janeiro. Quando cheguei lá, logo cedo, tinha uma fila enorme de mulheres esperando para serem atendidas, e eu percebi que a maioria dessas mulheres eram meninas. Isso me chocou profundamente, porque eram adolescentes grávidas, de 15, 16 anos. Algumas ainda com jeito meio infantil. Um amigo que foi comigo na ocasião falou uma frase que me marcou: “Você está vendo algum homem aqui?”. Ou seja, eram mães solo, o que me tocou demais. Isso foi lá em 2007, mas eu fiquei com aquela ideia da fila de meninas grávidas à espera de atendimento da maternidade. Achei que um dia eu teria de escrever sobre elas, e foi, na verdade, desse meu compromisso que surgiram essas três Graças: três mulheres que foram mães muito precocemente, sem que houvesse nenhum homem na família que as apoiasse nesse processo.
A novela também trata de um esquema criminoso de falsificação de remédios. Você se baseou em algum episódio verídico para trazer esse assunto para a história?
Aguinaldo Silva - Esse é mais um tema que parte da realidade para a ficção, muito embora a novela não seja um retrato fiel, porque a linguagem da dramaturgia é outra. Mas o noticiário fala de casos assim, de remédios falsificados, de apreensão, de ação policial contra fábricas clandestinas. É um assunto grave. Já houve casos no Brasil em que pessoas foram enganadas ao tomar medicamentos placebo, que não fazem efeito. Lembro do caso de mulheres que engravidaram por causa de pílulas anticoncepcionais feitas de farinha, isso em 1998, e ficaram anos buscando reparação. Nessa novela, a fábrica chama-se “casa de farinha”, porque os "medicamentos” são feitos dessa matéria-prima. A mensagem que queremos passar com essa trama é a confrontação que existe na sociedade brasileira entre as pessoas que trabalham e dão tudo de si, e pessoas muito egoístas que só visam o dinheiro e pouco se importam com quem está sendo prejudicado pelo mal que praticam.
De que forma a escultura das "Três Graças" aparece na história?
Aguinaldo Silva - A novela se chama "Três Graças" porque é o sobrenome das três protagonistas, mas também porque existe na casa da Arminda (Grazi Massafera) uma escultura neoclássica que se chama "Três Graças". Nós criamos um escultor chamado Giovanni Aranha, que é italiano, e que fez aquela obra especificamente. Arminda e Ferette (Murilo Benício) usam essa estátua de uma maneira bastante ilegal. Ela é mantida no quarto, na casa dela, e nunca é exposta. Ninguém sabe mais que essa estátua está com eles, é um mistério, porque ela guarda um segredo que vai ser revelado. Gerluce (Sophie Charlotte) será a primeira a desconfiar de seu verdadeiro valor.
Suas novelas anteriores foram marcadas por grandes personagens, como as vilãs Perpétua, de "Tieta", Nazaré Tedesco, de "Senhora do Destino", e mulheres fortes, como Tieta, da novela homônima, e Maria do Carmo, também de "Senhora do Destino", além dos carismáticos Crô de "Fina Estampa" e o comendador Zé Alfredo, de "Império". Em que personagens está apostando em "Três Graças"?
Aguinaldo Silva - Estamos apostando muito na protagonista, a Gerluce, que tem um caráter multifacetado e é sempre altamente positiva. Mas tem personagens muito interessantes, como a Josefa (Arlete Salles), a mãe da Arminda (Grazi Massafera). Ela sabe que a filha é uma bandida e faz o possível para infernizar a vida dela. Eu uso inclusive a suposta falta de memória, que ela realmente tem, para atrapalhar a vida da filha e castigá-la. Ela não é uma velhinha doce, ela é terrível. Tem a Arminda, que é uma daquelas minhas vilãs completamente ensandecidas, que são capazes de fazer as coisas mais absurdas e, ao mesmo tempo, parecer que são engraçadas, mas não são; são cruéis. Eu tenho toda uma linhagem de mulheres vilãs, além das heroínas, que causaram muito rumor. Foi o caso da Nazaré (Renata Sorrah em "Senhora do Destino"), que até hoje continua viva andando aí pelas ruas do Rio de Janeiro (risos).
Como tem sido criar e escrever essa história ao lado do Virgílio Silva e do Zé Dassilva?
Aguinaldo Silva - Tem sido muito legal, com a gente não tem tempo ruim. Começamos a trabalhar eu e o Virgílio, e então chamamos o Zé. Formamos o trio dos Silvas. É um trabalho que funciona como uma fábrica de montagem, somos três autores. Eu me acostumei a trabalhar em equipe no jornalismo. Na minha época, você tinha a obrigação de diariamente botar um jornal nas bancas, então todos trabalhavam para isso.





















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