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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

.: HBO anuncia série documental que promete bastidores do fenômeno Rouge


Dirigida por Tatiana Issa que também assina a produção executiva ao lado de Guto Barra. a produção reúne as integrantes Aline Wirley, Fantine Thó, Karin Hils e Lu Andrade para compartilharem, pela primeira vez, sua própria versão da história. Foto: Kelly Fuzaro 

A HBO acaba de anunciar a produção de uma nova série documental que vai revisitar, de forma inédita, a trajetória do grupo Rouge, um dos maiores fenômenos musicais dos anos 2000, que marcou gerações e continua sendo lembrado por fãs mais de duas décadas depois. A série está em fase de gravação e ainda não tem data de lançamento prevista.  

Dirigida por Tatiana Issa que também assina a produção executiva ao lado de Guto Barra. a produção reúne as integrantes Aline Wirley, Fantine Thó, Karin Hils e Lu Andrade para compartilharem, pela primeira vez, sua própria versão da história. Li Martins ficou de fora da reunião, segundo a HBO, todas as integrantes do Rouge foram convidadas a integrar o projeto. Da audição para o reality show "Popstars" (SBT, 2002) ao estrelato, passando pelo rompimento e pelas carreiras individuais, a série promete revelar memórias, afetos e bastidores nunca antes contados. 

O grupo foi formado em 2002 em parceria com a Sony Music, em um momento em que a indústria fonográfica mundial era dominada por grupos de jovens talentos como Spice Girls, Destiny’s Child, Backstreet Boys e N’Sync. No Brasil, o Rouge se tornou um marco: vendeu cerca de 6 milhões de cópias, conquistou três discos de ouro, três de platina e um de platina dupla pela Pro-Música Brasil.  

Ao longo da trajetória, o grupo lotou turnês, estrelou campanhas publicitárias, participou de produções audiovisuais e lançou uma linha de produtos licenciados. Em 2006, a banda chegou ao fim em meio a polêmicas e desentendimentos. Agora, quase 20 anos depois, são as próprias artistas que retomam a narrativa, revelando dores, aprendizados e vitórias.  

A série documental é uma coprodução da Producing Partners com a Warner Bros. Discovery. A série é dirigida por Tatiana Issa que também assina a produção executiva ao lado de Guto Barra. Por parte da Warner Bros. Discovery a supervisão é de Mariano César, Sergio Nakasone, Adriana Cechetti e Marina Pedral. 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

.: TV Cultura exibe documentário inédito sobre o escritor Otto Lara Resende


Neste sábado, dia 24 de janeiro, a TV Cultura leva ao ar o documentário inédito "Otto: De Trás P/ Diante", sobre o escritor e jornalista Otto Lara Resende (1922-1992), dirigido por Helena Lara Resende e Marcos Ribeiro. A exibição acontece às 23h00. Para contar essa história, foi recriado o escritório na casa de campo que pertenceu ao escritor. 

O ator Rodolfo Vaz interpreta Otto; a atriz Júlia Lemmertz lê trechos de sua obra; e a viúva, Helena Pinheiro de Lara Resende, e sua filha temporã, a jornalista Helena Lara Resende, revelam bilhetes e trechos de cartas inéditos. O jornalista e escritor Humberto Werneck também participa do filme, pontuando e comentando fatos da vida de Otto. Tal qual o seu personagem, o filme é acessível a todos, seja através da emoção, do informação, da reflexão, do humor, e sobretudo através de sua humanidade. Compre os livros de Otto Lara Resende neste link.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

.: Entrevista: Aline Campos enfrenta o jogo e paga o preço da sinceridade


Eliminada do "BBB 26", atriz reflete sobre embates, emoção e a decisão de não silenciar conflitos do passado. Foto: Globo/ Beatriz Damy


Eliminada no primeiro paredão do "BBB 26", Aline Campos deixou a casa mais vigiada do Brasil após receber 61,64% dos votos do público. Protagonista de um embate intenso com a participante Ana Paula Renault, a atriz e empresária entrou no jogo disposta a resolver pendências do passado e pagou o preço por jogar de forma frontal e emocional logo na primeira semana. Nesta entrevista, Aline faz um balanço honesto de sua passagem pelo reality, comenta os conflitos que marcaram sua trajetória, reflete sobre escolhas, estratégias e aprendizados, e revela quais laços gostaria de ter aprofundado caso tivesse permanecido no programa.


Que balanço faz da sua trajetória no "BBB 26"? 
Aline Campos - Estou feliz e com o coração tranquilo em relação à minha participação no "BBB" nessa primeira semana de jogo, que foi tão intensa. Acho que não tinha como ser diferente diante da bagagem que já existia na minha relação com a Ana Paula, que foi a narrativa principal que me envolveu nesses dias. Não teria como seguir o jogo com isso engasgado, sem zerar essa situação. Só que o fato de eu ter exposto isso a ela, de certa forma, gerou um olhar para mim de competição e também um mal-estar, por mais que ela tenha me pedido desculpas e eu tenha aceitado; o clima ficou ruim. Eu não me arrependo de nada do que fiz. Algo que eu pretendo avaliar, quando conseguir parar, é a minha forma de me expressar. É importante reforçar que uma pessoa que medita, que trabalha seu autoconhecimento e sua espiritualidade não é melhor do que ninguém e não está imune a se desequilibrar emocionalmente. Muito pelo contrário: uma pessoa que sabe que existe a sua sombra entende que precisa ser olhada para que não machuque ninguém. O fato de eu meditar não significa que eu sou só zen, só namastê. Tem sempre o outro lado da polaridade. Pelos poucos vídeos que eu consegui assistir até agora e pelo que eu me lembro, acho que está tudo coerente com o que eu vivi. Existiram momentos em que não dava para falar calminha; houve momentos em que a minha fala foi mais impactante. Por ser uma mulher forte, no sentido de já ter vivido muitas coisas e sempre tendo lutar, a gente acaba criando um escudo, camadas que fazem com que a gente não seja só leve e suave na vida. Existem outras mulheres na casa que eu considero que são assim como eu. Estou muito feliz, porque sei que agi com o coração do início ao fim. Por mais que eu tenha saído na primeira semana, consegui enxergar que foi um paredão difícil. Consigo enxergar que a Ana Paula é uma ótima jogadora. Em relação ao jogo, eu tiro meu chapéu para ela porque ela soube e sabe – e eu acho que ela vai muito longe – articular e fazer a coisa acontecer de uma forma inteligente e do jeito que ela quer para ela. Talvez jogar com o coração nem seja jogar. Eu simplesmente fui eu lá, de certa forma, até com uma inocência por ter entrado logo de cara num embate com uma das pessoas mais fortes dos reality shows que já aconteceram no Brasil. Mas não me arrependo de absolutamente nada, faria tudo igual, talvez lapidando a forma de me expressar.

 
O que faltou para ir mais longe na competição, na sua opinião? 
Aline Campos - Eu acho que para eu ir mais longe na competição ou teria que ter guardado para mim o que aconteceu aqui fora, pelo menos por um tempo – se eu tivesse feito isso, eu acredito que não teria ido para esse primeiro paredão – ou não ter tido coragem de colocá-la (Ana Paula) nesse primeiro paredão comigo quando tocou o Big Fone. Mas acredito que as coisas são como têm que ser. Talvez se eu tivesse criado mais oportunidade de discussão com ela e não tivesse cessado... Mas ela também não olhava no meu olho para que essa oportunidade surgisse. Uma das estratégias de jogo dela era não me dar enredo para continuar com mais narrativa.
 

Quando usou sua “touca da sorte”, com as flores, a Ana Paula fez uma piada te chamando de planta. Como avalia esse apontamento? 
Aline Campos - Eu acho que ela foi genial, porque aquela touca eu uso aqui fora quando estou me sentindo para baixo, eu amo aquela touca. Só que quando eu a coloquei na mala e decidir usar, nem pensei que aquilo podia ser motivo de piada. Mas ela foi genial; olhou e falou “planta”. Eu tive até que concordar que a piada dela foi boa (risos). Uma coisa muito positiva na Ana Paula, por mais que a forma de levar o jogo vá contra àquilo que eu acredito, é que ela é muito engraçada. Ela tem um humor ácido e uma leveza que são igual a quando você assiste a uma novela e gosta do vilão. Ela tem essa característica que eu acho que faz o povo abraçá-la. Contudo, não faz o menor sentido me apontar como planta. Eu tentava não levar a sério, porque ela queria me provocar. Ela falava o tempo todo que eu era planta e, de certa forma, manipulava também o público de casa, porque ela sabia que esse era o" BBB" que não tolerava planta. Mas uma planta não movimenta o jogo como eu movimentei. Uma planta não tem coragem de falar para a participante mais confiante o que eu falei, de bater de frente. Eu não concordo e aquilo ali não me atingiu em absolutamente nada.
 

Por que acha que o Marcelo te puxou para o paredão após atender o "Big Fone"? E como foi sua escolha pela Ana Paula no contragolpe? 
Aline Campos - Eu tinha acabado de conversar com o Marcelo. Quando eu me conectei com ele inicialmente, ele foi um querido comigo. Eu achei que nunca fosse ter problema com ele. Mas ele acabou sendo um fiel escudeiro da Ana Paula e, quando eu vi, ele tinha parado de falar comigo. Mesmo depois da conversa que eu tive com ele, o Big Fone tocou e, no calor da emoção, me vendo conversar com ela também, não teria como ele pensar em outra pessoa. Eu entendo ele ter me colocado, por mais que a gente tenha conversado e, na hora, ter parecido que ficou tudo bem entre a gente, aquilo ali é um jogo. Quando eu peguei a pulseira, eu ainda dei uma analisada na casa, mas eu realmente não tinha dúvidas de quem colocar. Por mais que eu achasse ela uma pessoa forte, eu acredito que não tinha como ter sido diferente. Não por acaso o Big Fone tocou naquela hora, dando todos os sinais de que era para haver aquele embate. Não tive nem como pensar em outra pessoa.


No primeiro mercado da Xepa, os outros brothers não atenderam ao seu pedido pela caixa de ovos. Ao reivindicar, você acabou discutindo com a Ana Paula. Você se sentiu incompreendida naquele momento? 
Aline Campos Eu me senti muito incompreendida, porque com as estalecas que eu dava para fazer a compra coletiva, eu também comprava a carne da galera e outros itens que eu nem consumia. Na minha cabeça, não fazia sentido nenhum alguém me privar de, com o meu próprio dinheiro, – mesmo eu participando do “ratatá” da carne que eu não comia – comprar uma caixa de ovos. Então, eu me senti, sim, injustiçada, por pura implicância.
 

Que aprendizados ficam dessa experiência no reality?
Aline Campos Eu acho que ainda vou ter muitos aprendizados no pós-"BBB" por estar me analisando, entendendo como eu sou nas reações e tudo mais. Mas o aprendizado é sobre lidar com pessoas diferentes de mim. É importante, porque chega um momento na nossa vida em que a gente consegue escolher mais as pessoas com quem a gente convive e isso torna a nossa vida mais confortável. Se eu não quero estar com você, eu não preciso. Só que quando você está com pessoas com quem você não quer estar, existem muitos aprendizados que a gente só entende vivendo. Por exemplo, lidar com vários sentimentos, estar naquela casa, acordar com a música alta e só querer ver as pessoas que eu amo, mas ter que lidar com quem estava me odiando lá dentro. Então, eu ainda estou assimilando tudo, a ficha demorou a cair quando eu entrei e está demorando para cair agora que eu saí. Eu acho que o aprendizado é sobre lidar com emoções que eu não escolho, porque no dia a dia, graças a Deus, hoje eu posso escolher quem está do meu lado.
 

Entre camarotes e veteranos, você disse que já conhecia alguns dos participantes. Sua percepção sobre algum deles mudou durante o game?  
Aline Campos - Sim. Eu saí com uma percepção esquisita a respeito do Babu, eu diria. Talvez se eu tivesse ficado mais tempo lá, eu poderia esclarecer com ele, porque sempre gostei muito dele, do papo dele, de quando ele está na conversa com todo mundo. Mas o negócio que ele me falou depois do Sincerão não fez sentido para mim, eu achei que ele “pipocou”. Ele disse que, se não tivesse colocado a Sol (Vega), ele teria me colocado na posição de quem ele não gostaria que ganhasse o "BBB". Aí eu falei: “Como assim? Das 20 e poucas pessoas, você me chama de amiga, e eu sou a pessoa que você não gostaria que ganhasse o BBB?”. Aí ele respondeu: “Não, amiga, não é isso. Mas é porque você está num paredão muito difícil, então eu ia te colocar porque eu achava que você sairia”. Aí eu falei ele estava sendo incoerente, porque a pergunta do Tadeu foi clara: “Quem você gostaria que não ganhasse o 'BBB'?”. E que se ele me colocasse, ele iria declarar que queria que eu perdesse. Aí ele ficou tentando dar uma enrolada para algo que não tinha o que enrolar. A pergunta foi clara e isso me deixou um pouco decepcionada, porque ele me chamava de amiga e eu realmente tinha uma grande consideração e carinho por ele - tenho ainda. Ali eu enxerguei de uma outra forma, vi que realmente é um jogo. Mas eu espero que depois a gente converse e que fique tudo ajustado.
 

Essas relações com brothers e sisters que já conhecia aqui fora ajudaram na convivência ou dificultaram de alguma forma?
Aline Campos - Eu acho que ajudaram, de alguma maneira. O Jonas foi superfofo de me levar para o Almoço do Anjo quando eu estava abalada emocionalmente e na Xepa, com opções limitadas para comer. Com relação a Sol (Vega) também. Ela é uma mulher incrível, forte e inspiradora, só que não se envolve muito no jogo. Eu tinha o acolhimento de uma pessoa que eu conhecia desde o início, uma mulher madura. Eu gostei muito dessa edição, porque há muitas pessoas de idades diferentes, desde 21 anos até pessoas mais velhas, então deu essa equilibrada. Na verdade, eu acho que esse fato mais me ajudou do que atrapalhou.
 

Acredita que você e a Sol seguiriam como aliadas se tivesse permanecido no programa?
Aline Campos - Eu acho que sim. Se eu tivesse permanecido, a gente iria estreitar cada vez mais a amizade. Eu achei tão fofo ela chorando na minha saída. A gente estava se conectando cada vez mais. Nós somos duas pessoas de personalidades diferentes, mas a gente se conectou através do nosso coração, do olhar. Ela é uma mulher muito verdadeira e o que a gente tem em comum é a força da mulher que teve que passar por preconceitos para chegar aonde chegou. Ela também tem a voz forte, que muitas vezes é mal interpretada. Eu acho, sim, que a gente fortaleceria nossa amizade se eu tivesse ficado mais tempo lá. Eu a admiro muito, torço para que ela fique bem e seja acolhida por pessoas legais.
                                                                                                                                                                                
Mais quem você gostaria de ter como aliado no jogo se tivesse continuado no "BBB"?
Aline Campos A Jordana. Foi no final que a gente se conectou, mas é uma mulher que pensa muito parecido comigo e que se posiciona muito bem. Ela não tem medo de não escolher um lado, mesmo concordando mais com a opinião do outro lado. Eu acho que, sim, ela vai receber ataques, porque não escolheu um lado específico e fica perto das pessoas que ela acredita, mas ela se posiciona; quando não gosta ela fala. Vou torcer muito por ela!
 

Para mais quem, além dela, fica sua torcida? 
Aline Campos - Além da Sol (Vega) e da Jordana, eu me conectei muito, mesmo que rápido, com a Gabizinha, que chegou por último. A gente gosta das mesmas coisas. Ela é uma menina de 21 anos, muito forte, que passou por uma situação que talvez eu não passaria, o Quarto Branco. Eu acho ela muito verdadeira e corajosa e acredito que vá longe. A minha torcida vai para Sol (Vega), para a Jordana, para a Gabi e eu gosto muito do Juliano (Floss) também. Eu gosto do Brigido...Tem muitas pessoas que eu saí de lá gostando e que eu quero acompanhar e torcer.

 
O que muda na Aline que entrou no "BBB" no dia 12 de janeiro e a que saiu ontem? 
Aline Campos Muda o olhar para o ser humano, para as relações. Porque, se a gente se abre para as relações improváveis e desafiadoras, a gente aprende muito e se conhece mais. Eu quero muito analisar os vídeos, as cenas principais com calma e avaliar o meu olhar, o meu comportamento, a minha forma de me expressar. Como eu disse, eu sou simplesmente eu e a intenção que eu coloco em cada fala é genuína, é do coração. Só que, da mesma forma que eu falei para a Sol (Vega) sobre a forma dela de discutir sobre algo que ela acredita, que pode ser lapidada para que ela não dê motivo para as pessoas se voltarem contra ela, eu falo para mim também. Ela disse para mim: “Mas eu sou assim, amiga”. E eu respondi: “eu sei, amiga. E é essa é sua força, mas dá para lapidar, dá para você entender aos poucos onde você pode suavizar mais para que a gente não perca a razão”.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

.: Entrevista com Carlos Araújo, diretor artístico de "Coração Acelerado"


Diretor artístico fala sobre música como dramaturgia, Goiás como identidade e o sertanejo como narrativa popular em estado bruto. Foto: Globo/ Rodolfo Sanches

Se toda música sertaneja carrega um enredo pronto para virar novela, "Coração Acelerado" entra de botas, refrão na garganta e alma exposta. A nova novela das sete da Globo transforma a lógica do hit em dramaturgia, troca o palco pelo capítulo diário e assume, sem pudor, que ali quem conduz a história são as mulheres, dentro e fora da ficção. Entre amores interrompidos, contratos sufocantes, fé, rivalidades familiares e o peso da fama mediada pelas redes sociais, o sertanejo deixa de ser pano de fundo para se tornar estrutura narrativa, estética e política.

À frente dessa engrenagem está Carlos Araújo, diretor artístico que atravessa décadas da teledramaturgia brasileira e agora se lança ao desafio de equilibrar tradição novelística, linguagem de show e pulsação contemporânea. Nesta entrevista, ele fala sobre a aposta em Goiás como território simbólico, a música como motor dramático, o protagonismo feminino e os riscos e delícias de colocar a novela para cantar em tempo real, no meio do povo, sob luz de palco e aplauso verdadeiro.


O que o público pode esperar de "Coração Acelerado"?
Carlos Araújo -
O público pode esperar uma novela vibrante, solar, que une música, romance e humor em uma história cheia de emoção. "Coração Acelerado" é uma comédia romântica musical que mergulha no universo sertanejo, trazendo a força feminina e os conflitos familiares como pano de fundo.


Vocês estão prevendo participações de nomes consagrados da música, como isso contribui para a trama?
Carlos Araújo -
As participações de artistas consagrados, como Maiara & Maraisa, Naiara Azevedo, Daniel, Michel Teló e Ana Castela, dão autenticidade à narrativa e aproximam ainda mais o público desse universo. Elas não são apenas aparições, ajudam a contar a história e reforçam a conexão entre ficção e realidade, criando momentos únicos na trama. Musicalmente, será um grande presente para o público.


Qual a importância de terem gravado as primeiras cenas da novela em Goiás?
Carlos Araújo - 
Goiás é o coração do sertanejo e traduz a essência da novela. Gravar as primeiras cenas lá foi fundamental para dar verdade à narrativa. Queríamos que o público se reconhecesse nas histórias, e isso só seria possível mergulhando na cultura local. As paisagens do Cerrado, a culinária típica e os cenários icônicos do estado agregam autenticidade e beleza cinematográfica à trama. Essa imersão permitiu criar uma identidade forte com a região e com o povo goiano.
 

Por que escolher gravar cenas de shows de João Raul (Felipe Bragança) em festivais reais? O que isso exigiu em termos de produção?
Carlos Araújo -
Gravar em festivais reais foi uma decisão para levar ao público a energia genuína dos grandes eventos sertanejos. Isso exigiu uma logística complexa: integração com equipes dos shows, captação de som e imagem em ambientes dinâmicos. Um exemplo foi a cena gravada durante um show de Maiara & Maraisa, em Crixás, Goiás, onde o personagem João Raul subiu ao palco para apresentar uma música inédita. Essa escolha trouxe realismo e emoção que seriam impossíveis de reproduzir em estúdio.


O que tem sido mais desafiador na direção desta novela?
Carlos Araújo - 
O maior desafio é equilibrar duas linguagens: a dramaturgia clássica e a estética dos grandes shows. Temos cenas intimistas, carregadas de emoção, e momentos grandiosos, com multidões e música ao vivo. Conciliar isso sem perder ritmo e mantendo qualidade artística é um trabalho minucioso. Além disso, criar uma identidade visual que dialogue com a cultura goiana sem cair em estereótipos tem sido um exercício constante.

Quais são os principais diferenciais de "Coração Acelerado"? O que você destacaria da novela até agora?
Carlos Araújo - 
O grande diferencial é a fusão entre novela e música sertaneja, com uma pegada contemporânea e protagonismo feminino. Destaco também a autenticidade das locações, a força dos personagens femininos e a trilha sonora original, que vai emocionar e embalar o público. É uma obra que celebra a cultura brasileira, conecta gerações e traz temas atuais como redes sociais, fama e empoderamento.


domingo, 11 de janeiro de 2026

.: O "Coração Acelerado" de Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento


Duas autoras, uma novela musical e o sertanejo como linguagem dramática para falar de amor, ambição e protagonismo feminino. Foto: Globo/ Léo Rosario

Toda canção sertaneja carrega um enredo pronto: amores atravessados, promessas quebradas, coragem feminina e aquela emoção que pede refrão alto. "Coração Acelerado", nova novela das sete da TV Globo, surge exatamente desse cruzamento: quando a música popular encontra o melodrama clássico da telenovela e resolve falar de mulheres que querem soltar a própria voz. Pela primeira vez escrevendo juntas uma novela, Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento transformam o universo do sertanejo - e, sobretudo, do feminejo - em território narrativo, afetivo e até político. 

Além de hits, palcos ou bastidores, a novela tratará sobre ambição, redes sociais, contratos sufocantes, heranças familiares e o direito de sonhar sem baixar a cabeça para ninguém. Nesta entrevista, as autoras falam de pesquisa, parceria, humor, música como motor dramático e da aposta em uma história popular que acelera o coração sem abrir mão de inteligência, afeto e conflito.


Como vocês definem a trama de "Coração Acelerado"?
Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento - Nossa história é uma comédia romântica musical, com protagonismo feminino no universo da música sertaneja, que fala de amor, de sonhos e conquistas.

 
De quem foi a ideia desta trama e como vocês se dividem nesta escrita? 
Izabel de Oliveira - Eu tinha vontade de falar sobre o universo sertanejo, sobretudo o feminejo, e levei a ideia para a Globo. Quando o projeto foi aprovado, pedi alguém para embarcar comigo nesta construção e foi então que convidamos a Maria Helena. A partir do argumento inicial, elaboramos a sinopse juntas e nos dividimos na escrita da trama. De modo geral, eu estruturo as escaletas e a Maria Helena desenvolve as cenas, mas trocamos ao longo de todo o processo, nos complementando nas ideias. E temos ainda um time de roteiristas, com Daisy Chaves, Dino Cantelli, Flavia Bessone, Fabrício Santiago e Isabel Muniz, que trabalham conosco e contribuem muito na construção da nossa história.

 
O que inspirou vocês a contar essa história?
Izabel de Oliveira - A ideia de contar uma história ambientada no universo sertanejo veio da minha paixão pela história popular e por eu identificar no sertanejo, dentro do universo da música, o que há de mais parecido com um roteiro de novela. As letras das músicas sertanejas contam uma história! Elas falam de amor, dos sentimentos, de sonhos e têm um apelo popular que comunica imediatamente com o público. Eu tenho uma fascinação por isso. Então, veio o desejo de escrever uma novela musical com a temática sertaneja. E isso aconteceu quando o feminejo estava estourando, com mulheres talentosas e potentes que estavam buscando seus espaços.
Maria Helena Nascimento - Além da riqueza dos elementos de melodrama na letra sertaneja que nos inspirou, nós duas temos no histórico novelas musicais, eu com "Rock Story", e Izabel com "Cheias de Charme". É uma temática que gostamos. Como espectadora, sempre me encanto com projetos que envolvam música.
 

Como foi o processo de pesquisa para escrever essa história?
Izabel de Oliveira e
 Maria Helena Nascimento - Estamos mergulhadas nesse universo com apoio de diferentes áreas. O departamento de Pesquisa e Desenvolvimento Artístico da Globo promoveu um ciclo de conversas em que pudemos trocar com diversos cantores do sertanejo, fizemos uma pesquisa intensa em Goiânia e estamos contando com um suporte muito grande da TV Anhanguera, afiliada da região. E isso será um processo contínuo, que nos acompanhará até o fim da novela.


A novela traz uma história que aborda o feminejo e a força feminina. Como isso será mostrado? Que assuntos da atualidade são abordados na trama?
Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento - Contaremos a história da Agrado (Isadora Cruz), uma jovem que sonha com a carreira de cantora e batalha por isso em um universo em que a presença masculina é muito forte. As pessoas se interessam pelas composições da Agrado, mas sempre querem mudar algo, e isso a deixa indignada. Agrado não abaixa a cabeça, ela tem orgulho e acredita no seu talento. É uma mulher forte, dona de si. O público verá também a trajetória da Eduarda (Gabz), que, assim como Agrado, sonha com a carreira de cantora, mas lhe oferecem poucas oportunidades. Ela lutará muito por sua carreira. Teremos ainda as personagens Zilá (Leandra Leal) e Janete (Letícia Spiller), duas mulheres fortes e empreendedoras. Mostrar a batalha dessas mulheres será inspirador. Outra pauta que traremos é sobre a relação das pessoas com as redes sociais. A história se inicia com a repercussão de um post feito pelo astro sertanejo João Raul (Filipe Bragança). E temos a personagem Naiane (Isabelle Drummond), uma influenciadora digital. Vamos discutir sobre as relações digitais, a superexposição nas redes e o impacto disso na vida dessas pessoas.
 

Estão previstas participações especiais da música sertaneja. Por que trazer estes artistas para a história?
Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento - Gostamos de fazer essa conexão entre realidade e ficção, traz verdade para a história e causa um impacto no público. É divertido ter personagens reais inseridos na trama. E, claro, é uma forma de homenagear esses artistas.
 

O horário das sete propõe histórias com temáticas mais leves e divertidas. O humor estará presente na trama?
Izabel de Oliveira e
 Maria Helena Nascimento - Nossa história é um romance musical com muito humor. Não temos um único núcleo cômico, isso está espalhado nas tramas que envolvem a história, que é leve e bem-humorada. Acontece até mesmo com os vilões ou nas situações mais dramáticas.
 

Como está sendo a parceria com Carlos Araújo? É a primeira novela que fazem juntos? 
Izabel de Oliveira - Trabalhei com Carlos Araújo em "Cheias de Charme". Ele é um diretor muito vibrante, cheio de boas ideias e tem um lado sentimental muito parecido comigo e com a Maria Helena.
Maria Helena Nascimento - O Carlos tem se mostrado muito entusiasmado, e é muito gostoso para a gente ver a forma que ele recebe o nosso trabalho. A troca tem sido muito harmônica.
 

O que o público pode esperar de "Coração Acelerado"?
Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento - Que acelere o coração de todos! Música, romance, relações de famílias intensas, humor e sonoridade.

 
O que vocês querem despertar no público com a história que estão contando?
Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento - A vontade de correr atrás dos seus sonhos. De ter coragem para batalhar por aquilo que acreditam e desejam para suas vidas. E, claro, a emoção que a música provoca.



sábado, 10 de janeiro de 2026

.: "Roda Viva" entrevista a atriz Ingrid Guimarães nesta segunda-feira


Ingrid Guimarães estará no centro do "Roda Viva" para falar de humor, afeto e protagonismo feminino, às vésperas da estreia do filme "Minha Melhor Amiga". Foto: Nadja Kouchi / Acervo TV Cultura

Nesta segunda-feira, 12 de janeiro, o programa "Roda Viva" recebe a atriz e humorista Ingrid Guimarães para uma entrevista que revisita momentos decisivos de sua trajetória artística e pessoal. Prestes a estrear nos cinemas com o longa-metragem "Minha Melhor Amiga", no qual atua ao lado de Mônica Martinelli, a artista fala sobre carreira, escolhas criativas e a presença determinante das mulheres em sua vida - dentro e fora de cena.

Gravado em dezembro de 2025, o programa inédito propõe um mergulho na construção de uma das carreiras mais populares e consistentes do humor brasileiro contemporâneo. Ao longo da conversa, Ingrid reflete sobre o protagonismo feminino, os desafios da comédia em um país marcado por contradições sociais e políticas, além das transformações do mercado audiovisual e da relação direta com o público.

A bancada de entrevistadores reúne nomes de peso do jornalismo cultural: Priscilla Geremias, editora da Marie Claire Brasil; Ubiratan Brasil, jornalista cultural; Mariliz Pereira Jorge, colunista da Folha de S.Paulo e do Meio; Talita Duvanel, repórter de Cultura do O Globo; e Danilo Casaletti, repórter de Cultura do Estadão. 

O programa conta ainda com os comentários gráficos do cartunista Luciano Veronezi, que acompanha a entrevista com ilustrações ao vivo. O "Roda Viva" vai ao ar a partir das 22h00, na TV Cultura, com transmissão simultânea pelo site oficial da emissora, pelo aplicativo Cultura Play e pelas redes sociais - YouTube, X, TikTok e Facebook.

.: TV Cultura exibe animação nacional de ficção científica neste domingo


Neste domingo, dia 11 de janeiro, a TV Cultura apresenta o filme de animação nacional "As Aventuras de Fujiwara Manchester", a partir das 16h00. Dirigido e roteirizado por Alê Camargo, o longa transporta o público para o século 27, em uma jornada repleta de ação, humor e ficção científica. A trama acompanha o aventureiro espacial Fujiwara Manchester (“Fuji”), seus amigos Lydia e Kawi, e sua impetuosa nave Cara de Cavalo na missão de recuperar uma joia antiga capaz de provocar a destruição da galáxia.

Para cumprir o desafio, Fuji terá de enfrentar um terrível inimigo e, ao mesmo tempo, escapar de uma esquadra de naves do governo, que também ambiciona o poderoso artefato. Com direção de arte de Camila Carrossine, o longa é uma produção da UM Filmes e Buba Filmes, com produção executiva de Arnaldo e Julia Galvão.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

.: 30 anos depois, o caso ET de Varginha volta ao centro do debate nacional


Com coprodução da Globo e da EPTV, o documentário valoriza a memória, resgata arquivos inéditos e reforça protagonismo da emissora na cobertura do caso

Trinta anos depois de um dos episódios mais misteriosos do Brasil, a EPTV reconstrói, com profundidade e rigor jornalístico, os acontecimentos que transformaram a cidade de Varginha após a suposta aparição de um ser extraterrestre na cidade. A série “O Mistério de Varginha”, produzida pela Globo e com coprodução da EPTV, apresenta ao público um mergulho na história que mobilizou o país e segue despertando curiosidade em diferentes gerações. 

Em 20 de janeiro de 1996, três jovens disseram ter visto uma criatura estranha em um terreno baldio de Varginha: um ser com pele marrom, grandes olhos vermelhos e cabeça grande em forma de coração com três protuberâncias. Outras testemunhas teriam observado objetos e movimentações estranhas no céu da região nos dias anteriores.

A EPTV foi a primeira emissora a registrar o caso, dando início a uma cobertura que rapidamente ganharia dimensão nacional com grande destaque no Fantástico, da Globo. Três décadas depois, a equipe retorna às ruas, revisita arquivos e personagens que vivenciaram o fenômeno, agora com novos recursos, novas fontes e acesso amplo a registros que nunca haviam sido exibidos, além de entrevistas reveladoras sobre a narrativa construída pelos ufólogos à época.

Entre outubro e dezembro de 2025, a equipe percorreu cidades de Minas Gerais, São Paulo e Brasília para compreender em profundidade a cadeia de eventos que cercou o suposto avistamento e as repercussões do caso. Mais do que recontar a história, a série propõe uma reflexão sobre como o episódio moldou a identidade local, influenciou gerações de moradores e permaneceu vivo no imaginário nacional. 

Kátia Andrade, Liliane Silva e Valquíria da Silva são as principais testemunhas do caso que parou o Brasil e ganhou o mundo. Um dos focos centrais do trabalho foi revisitar os bastidores da cobertura original feita pela própria EPTV, hoje parte de um acervo histórico que integra o documentário. O resgate dessas imagens, aliado a novos depoimentos e a encontros com personagens que nunca haviam falado publicamente, amplia a compreensão sobre como o caso foi vivido pela cidade e pelos profissionais que testemunharam a repercussão diária do fenômeno. 

Com direção de Ricardo Calil, da Globo, e Paulo Gonçalves, da EPTV, o documentário conta ainda com assinatura de diversos profissionais das duas empresas sendo que toda a produção, captação de imagens e entrevistas foram feitas pela EPTV. A série, composta por três episódios, também celebra a relação da emissora com seu público regional. Varginha, cidade que se tornou sinônimo do caso em todo o mundo, é também sede da EPTV Sul de Minas. Como parte das ações promocionais, a cidade receberá no uma pré-estreia exclusiva, reforçando o vínculo entre a EPTV e a comunidade. 

A exibição pública e gratuita do primeiro episódio de “O Mistério de Varginha” será no dia 4 de janeiro a partir das 17h00 no Memorial do ET, museu erguido em 2022 justamente para relembrar o caso e cenário para algumas das entrevistas. A série completa vai ao ar na Globo nos dias 6, 7 e 8 de janeiro, após “O Auto da Compadecida”, na segunda linha de shows do horário nobre, e estará disponível também no Globoplay.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

.: TV Globo exibe série documental "O Mistério de Varginha"


Documentário sobre o principal caso ufológico do país, que completa 30 anos em 2026, é constituído por arquivos e depoimentos inéditos. Na imagem, Kátia Andrade, Liliane Silva e Valquíria da Silva, as “três meninas do ET”, que afirmam ter visto, em 20 de janeiro de 1996, uma criatura estranha em um terreno baldio - episódio que mudaria para sempre suas trajetórias e a história de Varginha.Foto: Globo/divulgação

Entre os dias 6 e 8 de janeiro, a TV Globo exibe a série documental inédita "O Mistério de Varginha", que revisita o caso que transformou a pacata cidade de Minas Gerais no epicentro do mais famoso episódio de ufologia do país, conhecido como o “ET de Varginha”. Coproduzido pelos Estúdios Globo e pela EPTV - afiliada da Globo na região -, a obra apresenta, em três episódios, depoimentos e materiais exclusivos que reacendem a relevância histórica, sociocultural e investigativa deste fenômeno que em 2026 completa 30 anos.

Mais do que recontar um mistério, o documentário mergulha na história de pessoas comuns que viram suas rotinas virarem manchete, e de uma cidade que ficou conhecida no mundo todo como a “terra do ET”. Entre essas pessoas, estão Kátia Andrade, Liliane Silva e Valquíria da Silva, as “três meninas do ET”, que afirmam ter visto, em 20 de janeiro de 1996, uma criatura estranha em um terreno baldio - episódio que mudaria para sempre suas trajetórias e a história de Varginha. No documentário, elas relembram o caso e mostram como estão hoje.

Outro personagem fundamental é Ubirajara Rodrigues, o primeiro ufólogo a investigar o caso — e que, anos depois, chocou a comunidade ao declarar que a criatura nunca existiu. Em contraponto, Vitorio Pacaccini, segundo investigador, mantém até hoje sua convicção sobre a existência e uma suposta captura extraterrestre.

 

A produção revela ainda depoimentos inéditos de militares, além de documentos e áudios nunca exibidos. Também foram coletados novos relatos de moradores mostrando que, para muitos, o mistério continua “escondido nos céus de Varginha”.

 

Coproduzida entre os Estúdios Globo e a EPTV, a série documental ‘O Mistério de Varginha’ vai ao ar na TV Globo após ‘O Auto da Compadecida 2’. A obra tem direção de Ricardo Calil e Paulo Gonçalves. A produção executiva é de Fernanda Neves e a direção artística é de Monica Almeida.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

.: "O Auto da Compadecida 2"’ ganha exibição na Globo em formato de série


Com estreia marcada para 5 de janeiro, a série apresentará cenas inéditas. "O Auto da Compadecida 2". ganha exibição na TV Globo em formato de série. Na imagem, Matheus Nachtergaele como João Grilo. Foto: Laura Campanella/ Divulgação


A partir do dia 5 de janeiro, o público poderá revisitar Taperoá com a exibição de "O Auto da Compadecida 2" na TV Globo. A produção chega à TV aberta em formato de série, dividida em quatro episódios que prometem divertir, emocionar e surpreender, trazendo conteúdo inédito e aprofundando ainda mais as aventuras de seus icônicos personagens. Vinte anos após a primeira história, a trama acompanha Chicó (Selton Mello) em sua pacata rotina na cidade mítica do sertão nordestino, vivendo da venda de santinhos e narrando a ressurreição do amigo João Grilo (Matheus Nachtergaele) – até que ele reaparece cheio de planos mirabolantes para agitar Taperoá. A amizade entre os dois continua sendo o fio condutor da narrativa, idealizada por Guel Arraes em 2019 com o objetivo de apresentar personagens com ambições e dilemas que dialogam com os dias atuais. Como resultado, o enredo aborda novos conflitos e temas contemporâneos, como a busca pela fama e a adoração às celebridades. 

Além dos protagonistas, o elenco reúne nomes consagrados, com novidades que enriquecem a continuação da história. Taís Araujo assume o papel da Compadecida, antes interpretado por Fernanda Montenegro, enquanto Humberto Martins vive o Coronel Ernani, um fazendeiro influente com aspirações políticas. Eduardo Sterblitch interpreta Arlindo, dono da única rádio da cidade, e Enrique Diaz retorna como Joaquim Brejeiro. Entre os novos personagens, destacam-se Clarabela (Fabiula Nascimento), filha do Coronel, e Antônio do Amor (Luis Miranda), um carioca cheio de malandragem que chega para movimentar a cidade. 

A série também traz cenas inéditas nos episódios finais, que exploram o período em que João Grilo esteve no Rio de Janeiro, incluindo personagens exclusivos da versão televisiva, como Omar (Juliano Cazarré) e Iracema (Luellem de Castro). A produção preserva a essência da comicidade crítica de Ariano Suassuna, ao mesmo tempo em que dialoga com questões atuais, ambientada em um Nordeste mítico e estilizado. 

Produzida pela Conspiração e H2O Produções, "O Auto da Compadecida 2" é uma obra dirigida por Flávia Lacerda e Guel Arraes, e escrita por Guel Arraes e João Falcão, com colaboração de Adriana Falcão e Jorge Furtado. Com quatro episódios, a série vai ao ar na TV Globo a partir do dia 5 de janeiro, de segunda a quinta-feira, logo após "Três Graças". 

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

.: Clássico da TV, Chaves vira experiência orquestral em apresentação única


Chaves in Concert revisita trilhas inesquecíveis do clássico da televisão em uma experiência sinfônica que une emoção, memória e afeto. Foto: divulgação

Há personagens que atravessam o tempo sem perder o frescor. Chaves é um deles. Leve, afetuoso e surpreendentemente profundo, o clássico criado por Roberto Gómez Bolaños segue arrancando risos, suspiros e memórias de gerações inteiras. Agora, esse universo ganha uma nova camada de emoção em "Chaves in Concert", espetáculo que chega ao Teatro B32, no dia 24 de janeiro, sob a regência do maestro Fernando Mathias.

A proposta vai além da simples homenagem. Em cena, uma grande orquestra revisita os temas que marcaram a história do programa, revelando nuances muitas vezes despercebidas nas trilhas originais. Os arranjos inéditos ampliam a força emocional das melodias e conduzem o público por uma experiência que oscila entre a alegria, a nostalgia e a comoção - sentimentos tão presentes no cotidiano da vila mais famosa da televisão.

Em "Chaves in Concert", a música assume protagonismo absoluto. As composições ganham fôlego sinfônico e se transformam em passagens envolventes, capazes de dialogar tanto com quem cresceu acompanhando o seriado quanto com novas gerações que seguem descobrindo sua delicadeza e humor universal. É um espetáculo que faz rir, emociona e acolhe, fiel ao espírito da obra original.

À frente da orquestra está Fernando Mathias, maestro brasileiro com carreira reconhecida internacionalmente e premiado no México em 2024. Fundador da Orquestra Filarmônica de São Bernardo do Campo e da Orquestra Sinfônica Solistas do Brasil, Mathias também atua na formação musical de jovens, tendo participado da criação de projetos que já beneficiaram mais de quatro mil crianças e adolescentes em São Paulo e no Espírito Santo.

A realização é da Live Co., produtora fundada em 2016 e formada por profissionais com mais de uma década de experiência no mercado de entretenimento. Reconhecida pela excelência em espetáculos musicais e produções infantis, a empresa já trabalhou com nomes como Ney Matogrosso, Tiaguinho, Diogo Nogueira, Arnaldo Antunes e Tiago Iorc, além de projetos no humor e tributos a artistas internacionais como Coldplay, Queen e Michael Jackson. 


Serviço
"Chaves in Concert"
Regência: Maestro Fernando Mathias
Gênero: música erudita
Duração: 70 minutos
Classificação: livre
Data: 24 de janeiro, às 20h00
Ingressos: de R$ 50 a R$ 200
Bilheteria: segunda a sexta, das 14h00 às 18h00, e uma hora antes de cada evento
Teatro B32
Capacidade: 490 lugares
Av. Brigadeiro Faria Lima, 3732, Itaim Bibi, São Paulo
Acessibilidade: sim


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segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

.: Entrevista: Camila Pitanga volta para virar novela de cabeça para baixo


Ellen (Camila Pitanga) reencontra a filha Sofia (Elis Cabral) em Dona de Mim: retorno inesperado promete mexer com os afetos e os rumos da trama. Foto: Globo/Estevam Avellar 


A volta de Camila Pitanga promete sacudir os próximos capítulos de "Dona de Mim". A atriz retorna à trama como Ellen em meio a uma reviravolta que envolve morte, herança milionária e um reencontro capaz de dividir o coração do público. Ao lado de Hudson (Emílio Dantas), Ellen descobre que a filha Sofia (Elis Cabral) se tornou herdeira de parte da Boaz e decide deixar o interior rumo ao Rio de Janeiro, dando início a um plano que mistura afeto, ambição e contas mal-resolvidas com o passado. As cenas marcam um novo fôlego na novela e recolocam a personagem no centro do conflito dramático. A atriz Camila Pitanga falou sobre a volta da personagem.


Como foi receber a notícia de que Ellen estaria de volta?
Camila Pitanga -
Foi uma surpresa maravilhosa quando a Rosane me contou sobre a ideia do retorno da Ellen. Eu gravei o início da novela achando que era uma participação, mas, ao passo que ela foi me contando, fiquei plenamente convencida de que seria muito especial poder fazer a personagem voltar. E não deixava de ser também um reconhecimento dela e do diretor artístico Alan Fiterman de que a Ellen tinha valor na trama para retornar, então fiquei muito feliz.
 

Qual é a importância da Ellen para o desfecho dessa história?
Camila Pitanga -
Eu acho que a Ellen vem com a missão de dar uma perturbada no coração da Leo (Clara Moneke). Ela vai, de alguma maneira, ter uma situação de disputa, de mistério, de desvendamento e de muito amor também. Acho que a Ellen vem para trazer alegria para essa criança que ama, que sempre foi criada renovando o vínculo com a sua mãe, mas com novas relações. A família Boaz ama muito a Sofia (Elis Cabral). Então, acho que o público vai ficar com o coração dividido. Essa mãe ama a filha, mas também é uma personagem contraditória, que faz coisas erradas. Por isso, vou entender a torcida contra a Ellen, mas eu estou ali, com meu coração inteiro, a favor de Ellen, mas também a favor do gosto do público, que é o redentor. 


Ela retorna mostrando um lado que ninguém conhecia. Como você descreve a Ellen?
Camila Pitanga -
A Ellen tem essa dualidade de ser alguém que ama de verdade, mas que teve de sublimar o seu próprio amor em face do que ela considerou melhor para a filha dela. E acho que ela vai trazer múltiplas leituras, porque também é alguém que aplica golpes, que faz coisas erradas. Então, é para o público ficar dividido, torcer, discutir, pensar. Mas, se fosse para definir, ela é alguém que ama de verdade, alguém que realmente nutre um amor verdadeiro pela filha, mas que tem muitas contradições. Uma pessoa humana com muitas falhas.


Fale sobre a relação dela com Hudson.
Camila Pitanga -
Um casal trambiqueiro, golpista, cambalacheiro. A Ellen faz cambalachos e ama o Hudson (Emílio Dantas). Eles aplicam golpes, e o Hudson respeita muito o amor que a Ellen tem pela Sofia (Elis Cabral). O que leva a Ellen a voltar à filha é descobrir que o Vanderson (Armando Babaioff) morreu e que agora a filha está protegida da violência que ela própria foi submetida no passado. E que ela, em favor do amor e da proteção da filha, precisou desaparecer. Essa foi a escolha triste, difícil, dolorosa feita pela Ellen. Mas agora ela retorna para amar essa filha. E o Hudson respeita muito isso. Então, a gente vai ver flashbacks que contam a história de como eles se conheceram. Foi um prazer imenso trabalhar com o Emílio, esse cara gente boa, paizão, apaixonado pelos filhos, pela família dele. Está sendo muito legal trabalhar com ele.


Como tem sido contracenar com Elis Cabral e Theo Matos?
Camila Pitanga -
Contracenar com a Elis e com o Theo está sendo um sonho, porque são dois seres de tanta luz. São duas crianças, então a gente dá vazão ao lúdico, a campeonato de desenhos, a contar piadas. Mas ao mesmo tempo a gente passa o texto, se ajuda para concentrar. Porque, se deixar eu, Emílio, Elis e Theo juntos viramos quatro crianças, mas a gente se diverte, se curte, se admira. Está sendo muito prazeroso, uma honra enorme poder acompanhar de pertinho duas crianças que são muito amadas, que têm famílias lindas, que realmente abraçaram e são abraçadas pela família da novela.
 

Como foi a construção para dar vida a Ellen?
Camila Pitanga -
Foi deixar o coração vazar e também se divertir. Eu estou pegando a reta final da novela e vim com alegria, com alegria de gostar de jogar, de brincar com os atores, com a equipe técnica. A sorte de poder estar junto e comungar desse projeto tão lindo, tão feliz, que já está fazendo o maior sucesso, e poder somar nessa reta final. Foi uma honra contracenar com Tony Ramos e, pela primeira vez, com a Cláudia Abreu, uma atriz fantástica, amada pelo Brasil e por mim, sempre admirei o trabalho dela. E estar numa novela protagonizada por Clara Moneke é um luxo, é uma honra.

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

.: Entrevista: Tony Ramos comemora retorno da novela "Rainha da Sucata"


Em entrevista, o ator relembra gravações e parceria com elenco e equipe. Foto: Globo/ Divulgação

Clássico dos anos 1990, "Rainha da Sucata" voltou às telas da TV Globo. No "Vale a Pena Ver de Novo'", logo após a "Sessão da Tarde", a novela é ambientada em São Paulo e retrata o universo dos novos-ricos e da decadente elite paulista, explorando o contraste entre a emergente Maria do Carmo (Regina Duarte) e a socialite falida Laurinha Figueroa (Glória Menezes). A relação entre as personagens também é marcada pela tensão provocada por uma paixão em comum: Edu Figueroa, papel de Tony Ramos. Saudoso e grande admirador da obra, o ator celebra o retorno com entusiasmo. “É sempre bom rever um trabalho e poder mostrar uma produção de tremendo sucesso como essa foi. Desde o princípio, eu sabia que essa obra seria eletrizante”, declara.

Membro dos Albuquerque Figueroa, tradicional família da alta sociedade paulistana, Edu é um típico playboy: fino, elegante e muito cobiçado. Apesar da falência da família, o jovem não perde seu charme característico. Colega de ginásio de Maria do Carmo, Edu costumava desprezá-la nos tempos de escola. No entanto, após a moça enriquecer e se tornar uma empresária bem-sucedida, ele aceita se casar com ela por conveniência. Entretanto, o relacionamento e a chegada de Maria do Carmo à mansão da família são marcados pelas perseguições de Laurinha. Madrasta de Edu, a socialite nutre uma paixão secreta e proibida pelo enteado e faz de tudo para destruir o casamento e arruinar a nova vida da “sucateira”, gerando cenas intensas e, por vezes, cômicas entre os personagens.

“As relações de Edu com Maria do Carmo e com Laurinha eram pontos altos da trama, pois havia uma ambiguidade na ligação com a madrasta e muitas confusões surgiam dessas emoções. Mas não existia, digamos, uma confusão de sentimentos. O que havia, na verdade, era uma disputa intensa, porque Laurinha era uma mulher ambiciosa, que percebia a queda da sua condição social. Ao mesmo tempo, ela via uma mulher jovem, com muito dinheiro, ascendendo naquela sociedade. Esses conflitos e incômodos geravam belíssimas cenas. E construir essa dinâmica com as duas atrizes foi fácil. Ambas são artistas excelentes, de altíssimo rendimento e muito bom humor”, reflete Tony Ramos. "Rainha da Sucata" é uma obra de Silvio de Abreu, escrita pelo autor com colaboração de Alcides Nogueira e José Antonio de Souza. A novela teve direção geral de Jorge Fernando e direção de Jorge Fernando e Jodele Larcher.Na entrevista abaixo, Tony Ramos relembra o trabalho na novela. 


Qual foi a sensação ao saber que "Rainha da Sucata" iria voltar no "Vale a Pena Ver de Novo"? De que forma essa reprise mexe com você?
Tony Ramos -
Para mim, foi uma alegria imensa. Recordo como se fosse hoje, de começar a gravar as cenas na Avenida Paulista. Lembro do meu encontro com Silvio de Abreu e com colegas queridos como Regina (Duarte), Glória (Menezes), o grande Paulo Gracindo, o saudoso diretor Jorginho Fernando e tantos outros. Foi marcante. Ali no início dos anos 90, eu vinha de uma longa temporada teatral em São Paulo, com o espetáculo "Meu Refrão: olê, Olá", do Abelardo Figueiredo. Quando a peça terminou e comecei a me dedicar exclusivamente à "Rainha da Sucata", vivi um momento lindo. Receber essa novidade mexe com meu emocional e com meu imaginário, que guarda momentos tão felizes da novela. É sempre bom rever um trabalho e poder mostrar uma produção de tremendo sucesso como essa foi. Desde o princípio, eu sabia que essa obra do Silvio seria eletrizante - e foi exatamente isso.


As relações de Edu com Maria do Carmo e com Laurinha eram um dos pontos altos da novela. Como foi construir as dinâmicas dos personagens com Regina Duarte e Glória Menezes? Alguma cena específica com as atrizes marcou você?
Tony Ramos - As relações de Edu com Maria do Carmo e com Laurinha eram pontos altos da trama, pois havia uma ambiguidade na ligação com a madrasta e muitas confusões surgiam dessas emoções. Mas não existia, digamos, uma confusão de sentimentos. O que havia, na verdade, era uma disputa intensa, porque Laurinha era uma mulher ambiciosa, que percebia a queda da sua condição social. Ao mesmo tempo, ela via uma mulher jovem, com muito dinheiro, ascendendo naquela sociedade. Esses conflitos e incômodos geravam belíssimas cenas. E construir essa dinâmica com as duas atrizes foi fácil. Ambas são artistas excelentes, de altíssimo rendimento e muito bom humor. Somando isso às conversas com Jorginho, que era um grande diretor, e às trocas com o autor antes das gravações, tínhamos clareza sobre o que eles imaginavam para a construção dos personagens. E várias cenas me marcaram profundamente. Há uma com Regina Duarte, por exemplo, que, se a memória não me falha, Silvio escreveu de forma que ocupou todo um bloco e ainda continuou no início do seguinte. Era uma cena linda entre Maria do Carmo e Edu, com cinco ou seis páginas.


"Rainha da Sucata" foi um de seus primeiros trabalhos com Jorge Fernando, com quem trabalhou em outras telenovelas ao longo dos anos, como "Sol de Verão" (1982), "A Próxima Vítima" (1995), "As Filhas da Mãe" (2002) e "Guerra dos Sexos" (2012). Como era a parceria com o diretor? Tem alguma lembrança marcante do trabalho com o Jorge?
Tony Ramos - Jorginho era um diretor que sabia exatamente o que queria e, além disso, tinha o chamado “momento de inspiração”. Independentemente do que estava escrito ou do que ele havia planejado e estudado, havia situações em que algo em cena despertava nele a vontade de mudar a marca ou a proposta da cena. Essa era uma característica muito positiva dele. Até porque ele também era ator e seguia trabalhando no teatro, fazendo monólogos no palco. Como diretor, era constante e inquieto, sempre em busca de novas soluções. Foi uma parceria maravilhosa. Tenho grande saudade desse incrível profissional - e não digo isso apenas pelo trabalho. Tudo no Jorge era marcante.

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

.: Do glamour à sofrência: atriz Alice Wegmann transita entre novela e série


Depois de Solange em "Vale Tudo", Alice Wegmann volta à TV em grande estilo como Raíssa, estrela da terceira temporada de "Rensga Hits!". Foto: Alexandre Maciel

Quem acompanhou a reta final do remake de "Vale Tudo" ainda guarda na memória a energia solar de Solange, vivida por Alice Wegmann. Mal se despediu da personagem, e a atriz já volta ao horário nobre com outro papel vibrante: Raíssa Medeiros, protagonista da terceira temporada de "Rensga Hits!", série ambientada no universo sertanejo, que pode ser assistida na TV Globo, às quintas-feiras, logo após a novela "Três Graças".

Entre microfones, rivalidades e paixões de arrebatar, Raíssa vive o auge da carreira - e também suas maiores dores. Em entrevista, a atriz fala sobre o desafio de transitar entre duas personagens intensas, a experiência de gravar uma cena marcante logo após um episódio real de tensão e o que aprendeu com cada papel.


Como é para você viver esse momento intenso e contínuo na televisão, com duas personagens tão diferentes - Solange, de "Vale Tudo", e Raíssa, de "Rensga Hits!" - em sequência? Qual é a sua expectativa em relação à recepção do público?
Alice Wegmann - 
É maravilhoso. A Solange e a Raíssa têm trajetórias distintas, mas possuem uma vibração semelhante. Ambas são solares, determinadas, donas de suas escolhas - é bonito de ver. Acho que a Raíssa super faria uma campanha da Tomorrow, e ela e Solange se dariam muito bem! (risos) Tanto a primeira quanto a segunda temporadas de "Rensga" foram um sucesso, e, no Globoplay, a terceira já mostrou a que veio. Tenho certeza de que o público da TV vai adorar.


O que você mais aprecia em cada formato? Existe algo que só uma novela proporciona como atriz, e algo que apenas uma série permite explorar?
Alice Wegmann - 
A novela tem um alcance imenso, uma projeção muito diferente. Ela chega a todo o Brasil, e isso é o que mais me encanta. Nas séries, gosto da característica de ser um formato fechado, que nos permite pensar em começo, meio e fim, e desenhar as curvas do personagem com base no que nos é dado desde o início. As séries também oferecem uma densidade artística mais profunda porque, nesse tipo de trabalho, conseguimos ficar mais atentos aos detalhes. As novelas têm volume, demandam agilidade, rapidez - então, é preciso entrar num ritmo frenético. E vale dizer que só o Brasil consegue fazer isso como fazemos. Nesse aspecto, somos mestres.


Na nova temporada de "Rensga", Raíssa mergulha no trabalho e experimenta o sabor da fama, mas também enfrenta uma nova rivalidade e dilemas amorosos. Em meio a esse turbilhão emocional, qual foi a cena mais desafiadora para você gravar?
Alice Wegmann - 
Acho que a última cena da terceira temporada. Não pela cena em si, mas pelo que aconteceu antes dela. Eu estava a caminho da gravação, com o motorista que me buscava em casa, quando vimos um homem atropelado e paramos para socorrê-lo. Chamamos a ambulância, liguei para a mãe dele para avisar, e, depois que ele foi levado ao hospital, voltamos à estrada. Cheguei ao set ainda em choque, e para gravar uma cena de comédia. Nossa profissão é muito maluca: mais difícil do que fazer uma cena triste quando estamos felizes é fazer uma cena feliz quando estamos tristes. Mas é aí que mora a beleza do nosso ofício – dar dignidade a qualquer cena, mesmo que nossa emoção não esteja correspondendo.


E qual momento da Raíssa, nesta terceira temporada, você guarda com mais carinho?
Alice Wegmann - 
Gosto muito da cena do velório, porque “Romaria” é uma música que eu sempre quis ver na série. Pedi muito à Renata Corrêa, nossa autora maravilhosa, e ela inseriu no melhor contexto possível: as duas irmãs puxando o coro e cantando. Ficou tudo tão bonito. Foi emocionante de filmar.


Há alguma característica da Solange que você acredita que levará consigo após o fim da novela? E da Raíssa, existe alguma marca da sertaneja que você incorpora na sua vida?
Alice Wegmann - 
A Solange é muito autêntica e não tem medo de se arriscar - seja na forma de se vestir, de trabalhar ou de se relacionar. Gosto disso e levo para minha vida também. Quanto à Raíssa, admiro a maneira como ela diz “não” e se impõe em certos momentos. Acho que ela me ensinou a ser um pouco mais assim. Eu costumava ser muito boazinha e ingênua. Hoje me sinto mais atenta.

sábado, 25 de outubro de 2025

.: Memória viva: "Roda Viva" recebe ator Antonio Pitanga nesta segunda-feira


Ator tem mais de 60 anos de carreira, ator acumula no currículo cerca de 70 filmes, diversas novelas, seriados e peças teatrais. Foto: Rodolfo Sanchez

Antonio Pitanga está de volta ao cinema com "Malês", que retrata o maior levante urbano de negros escravizados no Brasil. Para falar sobre o longa e sua trajetória como ator e diretor, ele estará no programa "Roda Viva" nesta segunda-feira, dia 27 de outubro. Ator de 86 anos de idade e mais de 60 de carreira, Antonio Pitanga acumula no currículo mais de 70 filmes, diversas novelas, seriados e dezenas de peças teatrais. 

Um dos pilares do movimento do Cinema Novo, Pitanga trabalhou com diretores emblemáticos e definitivos para a história do cinema brasileiro como: Glauber Rocha, Trigueirinho Neto, Roberto Pires, Cacá Diegues, Joaquim Pedro de Andrade, Walter Lima Jr e Anselmo Duarte. Com apresentação de Vera Magalhães, o Roda Viva vai ar ao vivo, a partir das 22h00, na TV Cultura, no site da emissora, no app Cultura Play, além de YouTube, X, TikTok e Facebook.


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.: Entrevista: Tais Araújo celebra a estreia de "Reencarne"


Recém-saída do remake de "Vale Tudo", Tais Araújo volta para protagonizar série de terror. Foto: Globo/Estevam Avellar


Um novo capítulo no gênero do terror nacional será desvendado com a chegada de "Reencarne", série de terror Original Globoplay. Em nove episódios, sendo o primeiro aberto para não assinantes, a produção transporta o público para um Goiás pouco visto, um cenário de milharais infinitos e estradas de terra onde o terror mais visceral e genuinamente brasileiro ganha vida. A trama mescla suspense e drama existencial com cenas de horror gráfico, elementos clássicos como fenômenos paranormais e forças ocultas, e um inesperado toque de romance e desejo.

Na trama, o médico cirurgião Feliciano (Enrique Diaz) desafia todos os limites para salvar sua esposa doente, Cássia (Simone Spoladore). Enquanto ele se envolve em planos cada vez mais macabros, uma série de assassinatos volta a assombrar o interior de Goiás. Decidida a mergulhar na investigação desses crimes - marcados por ferimentos misteriosos - a cética delegada Bárbara Lopes (Tais Araújo) começa a viver experiências sobrenaturais que desafiam sua visão racional do mundo.  

Essa realidade ecoa um passado de vinte anos, quando os policiais Caio (Pedro Caetano) e Túlio (Welket Bungué) investigavam casos similares, culminando na morte de Caio, e na prisão de Túlio, acusado pela fatalidade. Após cumprir sua pena, Túlio é libertado e, em meio ao desespero e ao fim de seu relacionamento com Isadora (Isabél Zuaa), sua vida é virada de cabeça para baixo com a chegada de Sandra (Julia Dalavia), que afirma ser a reencarnação de Caio. A aparição da jovem de apenas 20 anos promete reabrir as investigações do passado e conectar os personagens aos planos macabros de Feliciano. 

"Reencarne" é produzida pelos Estúdios Globo para exibição no Globoplay e criada por Amanda Jordão, Elisio Lopes Jr, Flávia Lacerda, Juan Jullian e Igor Verde. Escrita por Amanda Jordão, Elisio Lopes Jr, Juan Jullian e Igor Verde. Tem direção artística de Bruno Safadi, direção de Noa Bressane e Igor Verde. A produção é de Isabela Bellenzani, produção executiva de Lucas Zardo e direção de gênero dramaturgia de José Luiz Villamarim.

A Delegada Lopes é uma personagem bem diferente do que você está habituada a interpretar. O que a atraiu especificamente para uma série de terror como "Reencarne”?
Tais Araújo -
O que me atraiu a essa personagem foi o fato de nunca ter interpretado nada parecido com ela e nunca ter trabalhado nesse gênero. É realmente diferente de tudo o que já fiz. Diria que é uma personagem complexa, desafiadora e difícil pra caramba de fazer. E depois de todos esses anos de carreira, fazer algo tão diferente é muito estimulante. Foi incrível, muito bom e muito divertido também. 
 

Como você explica a sua personagem?
Tais Araújo - 
A Lopes é uma profissional absolutamente cética, uma delegada, que está ali para desvendar esses assassinatos em série que acontecem. E quando ela menos percebe, a sua vida é atravessada pelo sobrenatural, por algo que ela não acredita. 

 
Como você se preparou para gravar a Lopes? Você chegou a buscar alguma referência? 
Tais Araújo - Minha preparação foi com a Estrela Strauss. Para criar a delegada Bárbara Lopes foi importante buscar uma dose de humanidade dentro de uma personagem tão cética. E sobre as referências, sim, elas foram fundamentais para eu entender o gênero, até porque eu não era parte desse público que consome terror. Passei a ver umas séries que não eram só de terror, mas também que tinham uma suspensão da realidade. E muita disposição, claro (risos). 


Quais foram os grandes desafios desse trabalho?
Tais Araújo - 
As cenas de possessão me assustaram, porque eu precisei usar uma lente branca que não me permitia enxergar nada. A preparação e a expectativa eram enormes também. Mas eu posso dizer que o processo todo foi tranquilo, porque estávamos cercados de uma equipe que nos dava muita segurança, até mesmo para “brincar” com o gênero. O Bruno Safadi, nosso diretor artístico, é tão experiente e tão calmo que abrandou a nossa ansiedade.  Tecnicamente falando, as cenas de terror são difíceis. Fotografia, a trilha sonora, a caracterização, o áudio... Tudo é fundamental para contar a história e não somente a cena em si.


Qual mensagem ou reflexão você espera que o público leve para casa após assistir a "Reencarne”?
Tais Araújo - "Reencarne" fala sobre: é possível ter a vida eterna? É possível manter as pessoas que a gente ama ao nosso lado para sempre? E se a gente pudesse fazer isso, faríamos? De que forma? Acho que "Reencarne" deixa um monte de perguntas.


Quais são as suas expectativas para a estreia?
Tais Araújo - 
Eu estou muito ansiosa. Temos uma história complexa, instigante, muito interessante. Estamos contando um terror (muito) brasileiro. Estou louca para ver como o público vai receber essa história - essa é a minha maior curiosidade. 

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

.: Netflix: 5ª temporada de "Emily em Paris" ganha teaser

Série retorna no dia 18 de dezembro com a protagonista embarcando em uma nova fase – agora sob o sol da Itália. Foto: divulgação


A Netflix já divulgou o teaser oficial e novas imagens da aguardada quinta temporada de "Emily em Paris". O vídeo revela cenas inéditas de Emily (Lily Collins) aproveitando a dolce vita em Veneza, na Itália, enquanto lida com as surpresas e desafios que o destino reserva. Os 10 episódios estreiam no dia 18 de dezembro, só na Netflix.

Agora à frente da Agência Grateau em Roma, Emily enfrenta desafios profissionais e românticos enquanto se adapta à vida em uma nova cidade. Mas, quando uma ideia de trabalho não sai como esperado, as consequências levam a desilusões amorosas e obstáculos em sua carreira. Em busca de equilíbrio, ela se entrega ao estilo de vida francês – até que um grande segredo coloca em risco uma de suas relações mais próximas. Ao encarar os conflitos com honestidade, Emily descobre conexões mais profundas, uma clareza renovada e uma nova disposição para abraçar o inesperado.

Sobre Emily em Paris - 5ª Temporada

Estreia: 18 de dezembro de 2025 (10 episódios)

Criação/Roteiro/Produção executiva: Darren Star

Produtores Executivos: Tony Hernandez, Lilly Burns, Andrew Fleming, Stephen Brown, Alison Brown, Robin Schiff, Grant Sloss, Joe Murphy

Produtores: Ryan McCormick, Raphaël Benoliel, Lily Collins, Jake Fuller

Elenco: Lily Collins (Emily Cooper), Philippine Leroy-Beaulieu (Sylvie Grateau), Ashley Park (Mindy Chen), Lucas Bravo (Gabriel), Samuel Arnold (Julien), Bruno Gouery (Luc), William Abadie (Antoine Lambert), Lucien Laviscount (Alfie), Eugenio Franceschini (Marcello), Thalia Besson (Genevieve), Paul Forman (Nico), Arnaud Binard (Laurent G), Minnie Driver (Princesa Jane), Bryan Greenberg (Jake) e Michèle Laroque (Yvette)

Produzido por: MTV Entertainment Studios, Darren Star Productions e Jax Media

Sobre a Netflix: A Netflix é um dos principais serviços de entretenimento do mundo. São mais de 300 milhões de assinaturas pagas em mais de 190 países com acesso a séries, filmes e jogos de diversos gêneros e idiomas. Assinantes podem assistir, pausar e voltar a assistir a um título quantas vezes quiserem em qualquer lugar e alterar o plano a qualquer momento.

Assista o trailer




sábado, 18 de outubro de 2025

.: Entrevista com Aguinaldo Silva, de volta à TV Globo com "Três Graças"


Criador de clássicos como "Tieta" e "Senhora do Destino", Aguinaldo Silva está de volta com "Três Graças", nova aposta da TV Globo para o horário nobre. Foto: Globo/Edu Lopes


Dramaturgo e escritor, Aguinaldo Silva retorna à teledramaturgia da TV Globo seis anos após "O Sétimo Guardião" (2019) com a nova novela das nove, "Três Graças". Jornalista de formação e apaixonado por literatura, o autor consolidou uma das carreiras mais marcantes da televisão brasileira, com títulos que definiram épocas. Ao lado de nomes como Dias Gomes, Gilberto Braga, Leonor Bassères e Ricardo Linhares, assinou sucessos como "Roque Santeiro" (1985), "Vale Tudo" (1988), "Tieta" (1989), "Pedra Sobre Pedra" (1992), "Fera Ferida" (1993), "A Indomada" (1997), "Senhora do Destino" (2004), "Fina Estampa" (2011) e "Império" (2014) - essa última vencedora do Emmy Internacional de melhor novela.

Agora, em parceria com Virgílio Silva e Zé Dassilva, Aguinaldo apresenta uma trama contemporânea ambientada em São Paulo, que reflete o Brasil real por meio de três mulheres unidas por um mesmo destino: tornaram-se mães na adolescência e precisaram enfrentar sozinhas as desigualdades de uma sociedade que insiste em puni-las por existir. "Três Graças" mistura crítica social e folhetim clássico - marcas registradas do autor -, e promete revisitar a força feminina, a ironia e os dilemas morais que sempre fizeram parte das grandes histórias elaboradas por ele. Compre os livros de Aguinaldo Silva neste link.


Do que trata "Três Graças", a nova novela das nove? 
Aguinaldo Silva - "Três Graças" fala de três mulheres que foram mães muito cedo, aos 15 anos, que não tiveram o apoio dos pais das crianças e foram à luta, passaram por situações extremas. Elas levam uma vida muito parecida com a vida dos nossos espectadores. Ou seja, elas batalham, são otimistas, têm fé no futuro e se envolvem com histórias típicas de um folhetim. É uma ficção que tem o privilégio de poder se inspirar na realidade. Nossa protagonista, a Gerluce (Sophie Charlotte), é uma mulher inconformada com a injustiça, com as maldades que assolam sua comunidade e sua família, numa São Paulo que abriga milhões de brasileiras como ela. Ela repetiu o destino da mãe Lígia (Dira Paes): engravidou de Joélly (Alana Cabral) na adolescência. Mas, quando a gestação precoce da filha se confirma, ela vai fazer de tudo para impedir que Joélly renuncie a seus projetos e ambições, assim como ela e a mãe foram obrigadas a fazer. Ao mesmo tempo, ao se ver diante de corruptos que prejudicam uma multidão de doentes em benefício próprio e com a mãe entre a vida e a morte, Gerluce encara um dilema. Até onde ir quando se precisa batalhar pela sobrevivência?    


A novela vai trazer uma história contemporânea, que se passa na maior metrópole da América Latina, São Paulo. Que assuntos da atualidade são abordados na trama? 
Aguinaldo Silva - A novela se passa em dois ambientes: a comunidade fictícia Chacrinha, onde vivem os personagens mais carentes, e os bairros nobres de São Paulo, onde estão os responsáveis pelo crime dos remédios falsos. Esses mundos se cruzam porque Gerluce (Sophie Charlotte) trabalha na casa de Arminda (Grazi Massafera), uma das vilãs da história. Estamos criando uma novela com uma linguagem bastante popular e abrangente, que fala do dia a dia das pessoas, dos desafios que se encontram em uma grande metrópole, de quem sai às 5h da manhã e pega três ônibus para ir trabalhar. Ao mesmo tempo, a novela também fala sobre os dramas pessoais de cada um e de como é possível ser otimista e positivo diante das desigualdades e injustiças. É uma obra da atualidade, do ônibus, do metrô, do trem, mas não será uma novela naturalista: a ficção é a base para a nossa criação. Ainda assim, a trama propõe reflexões importantes a partir de temas hoje discutidos. Teremos, no núcleo das protagonistas, a questão da gravidez na adolescência; falaremos de corrupção e falsificação de remédios. Também vamos abordar aspectos da nossa sociedade. Tudo isso num contexto ficcional.  

 
A gravidez na adolescência é um tema de destaque na novela. Como surgiu a ideia de retratá-lo na obra? 
Aguinaldo Silva - Quando eu estava escrevendo "Duas Caras", por uma razão que tinha a ver com a trama da novela, fui fazer uma pesquisa na maternidade Leila Diniz, no Rio de Janeiro. Quando cheguei lá, logo cedo, tinha uma fila enorme de mulheres esperando para serem atendidas, e eu percebi que a maioria dessas mulheres eram meninas. Isso me chocou profundamente, porque eram adolescentes grávidas, de 15, 16 anos. Algumas ainda com jeito meio infantil. Um amigo que foi comigo na ocasião falou uma frase que me marcou: “Você está vendo algum homem aqui?”. Ou seja, eram mães solo, o que me tocou demais. Isso foi lá em 2007, mas eu fiquei com aquela ideia da fila de meninas grávidas à espera de atendimento da maternidade. Achei que um dia eu teria de escrever sobre elas, e foi, na verdade, desse meu compromisso que surgiram essas três Graças: três mulheres que foram mães muito precocemente, sem que houvesse nenhum homem na família que as apoiasse nesse processo.


A novela também trata de um esquema criminoso de falsificação de remédios. Você se baseou em algum episódio verídico para trazer esse assunto para a história? 
Aguinaldo Silva - Esse é mais um tema que parte da realidade para a ficção, muito embora a novela não seja um retrato fiel, porque a linguagem da dramaturgia é outra. Mas o noticiário fala de casos assim, de remédios falsificados, de apreensão, de ação policial contra fábricas clandestinas. É um assunto grave. Já houve casos no Brasil em que pessoas foram enganadas ao tomar medicamentos placebo, que não fazem efeito. Lembro do caso de mulheres que engravidaram por causa de pílulas anticoncepcionais feitas de farinha, isso em 1998, e ficaram anos buscando reparação. Nessa novela, a fábrica chama-se “casa de farinha”, porque os "medicamentos” são feitos dessa matéria-prima. A mensagem que queremos passar com essa trama é a confrontação que existe na sociedade brasileira entre as pessoas que trabalham e dão tudo de si, e pessoas muito egoístas que só visam o dinheiro e pouco se importam com quem está sendo prejudicado pelo mal que praticam.


De que forma a escultura das "Três Graças" aparece na história?
Aguinaldo Silva - A novela se chama "Três Graças" porque é o sobrenome das três protagonistas, mas também porque existe na casa da Arminda (Grazi Massafera) uma escultura neoclássica que se chama "Três Graças". Nós criamos um escultor chamado Giovanni Aranha, que é italiano, e que fez aquela obra especificamente. Arminda e Ferette (Murilo Benício) usam essa estátua de uma maneira bastante ilegal. Ela é mantida no quarto, na casa dela, e nunca é exposta. Ninguém sabe mais que essa estátua está com eles, é um mistério, porque ela guarda um segredo que vai ser revelado. Gerluce (Sophie Charlotte) será a primeira a desconfiar de seu verdadeiro valor.  


Suas novelas anteriores foram marcadas por grandes personagens, como as vilãs Perpétua, de "Tieta", Nazaré Tedesco, de "Senhora do Destino", e mulheres fortes, como Tieta, da novela homônima, e Maria do Carmo, também de "Senhora do Destino", além dos carismáticos Crô de "Fina Estampa" e o comendador Zé Alfredo, de "Império". Em que personagens está apostando em "Três Graças"? 
Aguinaldo Silva - Estamos apostando muito na protagonista, a Gerluce, que tem um caráter multifacetado e é sempre altamente positiva. Mas tem personagens muito interessantes, como a Josefa (Arlete Salles), a mãe da Arminda (Grazi Massafera). Ela sabe que a filha é uma bandida e faz o possível para infernizar a vida dela. Eu uso inclusive a suposta falta de memória, que ela realmente tem, para atrapalhar a vida da filha e castigá-la. Ela não é uma velhinha doce, ela é terrível. Tem a Arminda, que é uma daquelas minhas vilãs completamente ensandecidas, que são capazes de fazer as coisas mais absurdas e, ao mesmo tempo, parecer que são engraçadas, mas não são; são cruéis. Eu tenho toda uma linhagem de mulheres vilãs, além das heroínas, que causaram muito rumor. Foi o caso da Nazaré (Renata Sorrah em "Senhora do Destino"), que até hoje continua viva andando aí pelas ruas do Rio de Janeiro (risos).  

Como tem sido criar e escrever essa história ao lado do Virgílio Silva e do Zé Dassilva? 
Aguinaldo Silva - Tem sido muito legal, com a gente não tem tempo ruim. Começamos a trabalhar eu e o Virgílio, e então chamamos o Zé. Formamos o trio dos Silvas. É um trabalho que funciona como uma fábrica de montagem, somos três autores. Eu me acostumei a trabalhar em equipe no jornalismo. Na minha época, você tinha a obrigação de diariamente botar um jornal nas bancas, então todos trabalhavam para isso.

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

.: "São Florestas" discute os desafios socioambientais da região amazônica


Dirigida por Miguel De Almeida, a produção terá evento de lançamento em 28 de outubro, no Sesc 24 de Maio, em São Paulo, e estreia nacional no mesmo dia, no SescTV. Com 17 episódios, série “São Florestas” estreia 28 de outubro, às 20h, no SescTV. Foto: Santa Rita Filmes.

 
A Amazônia é território de vida e de urgências. Entre rios que se espalham como veias e comunidades que resistem em silêncio ou canto, nascem as histórias reunidas na nova série documental "São Florestas". Dirigida pelo jornalista e escritor Miguel de Almeida, a produção do SescTV conta com 17 episódios e estreia em 28 de outubro, com um convite a olhar a floresta pelo prisma de quem nela habita. O evento de lançamento acontece no Sesc 24 de Maio, em São Paulo, às 19h, com bate-papo entre o diretor da série, o meteorologista Carlos Nobre e a comunicadora Adriana Ramos, seguido de exibição de um dos episódios. A entrada é gratuita, com retirada de ingressos 1h antes na bilheteria da unidade.

A série não se organiza como narrativa única, mas como um mosaico de vozes. Povos originários, comunidades ribeirinhas, pesquisadores e lideranças sociais compõem um panorama que evidencia a Amazônia em múltiplas camadas. No momento em que o Brasil se prepara para sediar a COP 30, em Belém - a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que reúne anualmente representantes de quase 200 países para discutir políticas ambientais globais -, "São Florestas" reforça o coro ao recolocar a floresta no centro do debate: um território que abriga riquezas naturais e culturais, e, ao mesmo tempo, enfrenta desigualdades históricas e pressões globais.

 Para o diretor Miguel de Almeida, a Amazônia exige um olhar que transcende mapas políticos e abrace sua dimensão planetária. Inspirado por Humboldt, ele enxerga o bioma como parte de um organismo terrestre indivisível: “Somos um só sistema, um único corpo. A natureza passa sobre os desenhos humanos para ser uma única estrutura: a Terra”. A série equilibra essa macrovisão com o retrato íntimo das comunidades tradicionais, guardiãs dessa riqueza natural e cultural, reafirmando a floresta como protagonista de um debate urgente para todo o planeta.


Evento de lançamento
No dia 28 de outubro, às 19h, no Sesc 24 de Maio, acontece o lançamento de "São Florestas", com uma conversa sobre economia sustentável e saúde na Amazônia, entre o diretor Miguel De Almeida, o meteorologista Carlos Nobre - cientista de projeção internacional, Nobel da Paz em 2007 pelo IPCC, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, das Nações Unidas - e a comunicadora Adriana Ramos, voz incansável na defesa socioambiental da Amazônia.

Entre ciência, ativismo e narrativa, o bate-papo abre a primeira exibição pública da série, com o episódio Cidades e Comunidades Sustentáveis, que apresenta Afuá, a cidade suspensa sobre palafitas, onde bicicletas substituem carros e as marés definem o ritmo da vida, mostrando que tradição e inovação convivem em meio a tensões sociais e ambientais.

 
Estreia na TV
Às 20h00 do dia 28 de outubro, o SescTV estreia a série em sua programação com o episódio Pobreza x Abundância. A narrativa se abre com a extrativista Raimunda Rodrigues, da Reserva Extrativista do Rio Iriri, no Pará, que conta como o trabalho com o babaçu é uma tradição familiar, iniciada há muitas gerações. “A gente conseguiu não só alimentar nossa família e os ribeirinhos, mas também comercializar e ter uma renda maior para a comunidade”. Em suas mãos, o fruto da palmeira se converte em farinha, óleo e sustento. O gesto carrega não apenas sobrevivência, mas também uma economia silenciosa, mantida pelo ritmo da floresta.

 Na mesma trama, o engenheiro agrônomo Beto Veríssimo, do projeto Amazônia 2030, contrapõe números à experiência cotidiana. Para ele, o desmatamento perpetua a pobreza. O que parece crescimento - a expansão da fronteira agrícola, o extrativismo acelerado - revela-se um ciclo de devastação e terra improdutiva, deixando quase metade da população amazônica abaixo da linha da pobreza. Ao lado desses relatos, a voz de Patrícia Cota, do Origens Brasil, reforça outra perspectiva: a de que proteger a floresta passa por valorizar o trabalho de quem dela cuida.

Os episódios da série percorrem temas que dialogam diretamente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), agenda global estabelecida pela ONU em 2015 para enfrentar desafios como pobreza, desigualdade e mudanças climáticas até 2030. Inspirados nos 17 ODS, os capítulos exploram desde o acesso a saneamento básico e energia limpa até a preservação da vida terrestre e aquática, passando pela igualdade de gênero, a educação e a justiça social.

Os temas abordados em "São Florestas" são: "Pobreza x Abundância"; "A Terra Mata a Fome"; "Saúde e Bem-Estar"; "Educação de Qualidade"; "Igualdade de Gênero"; "Água Potável e Saneamento"; "Energia Limpa e Acessível"; "Trabalho Decente e Crescimento Econômico"; "Indústria, Inovação e Infraestrutura"; "Redução das Desigualdades"; "Cidades e Comunidades Sustentáveis"; "Consumo e Produção Responsáveis"; "Ação Contra a Mudança Global do Clima"; "Vida na Água"; "Vida Terrestre"; "Paz, Justiça e Instituições Eficazes"; e "Parcerias e Meios de Implementação".

Cada episódio é uma tentativa de costurar narrativas - entre a voz da floresta e as urgências do presente - em busca de caminhos que possam sustentar um futuro possível.


Serviços
Série documental "São Florestas"
Direção e apresentação: Miguel de Almeida
Produção: Marcelo Braga – Santa Rita Filmes
Realização: SescTV
Conteúdo: 17 episódios
Duração aproximada: 30 min cada
Classificação indicativa: Livre
Estreia: 28 de outubro de 2025, terça-feira, às 20h, no SescTV 

Sob demanda 
Assista a séria na íntegra na plataforma sesc.digital
Baixe o app Sesc Digital, disponível gratuitamente nas lojas Google Play e App Store.

Para sintonizar o SescTV:  
Consulte sua operadora   
Assista também on-line em sesctv.org.br/noar
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Evento de Lançamento
Dia 28 de outubro de 2025, terça-feira, às 19h00
Exibição do episódio “Cidades e Comunidades Sustentáveis”, seguida de bate-papo com diretor e convidados.
Local: Sesc 24 de Maio – Rua 24 de Maio, 109 - República/São Paulo
Grátis. Retirada de ingressos a partir das 18h00, na bilheteria.

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