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segunda-feira, 18 de maio de 2026

.: Crítica: "Não Fale o Mal" entrega tensão pura com McAvoy demoníaco


Por 
Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do portal Resenhando.com

As aparências enganam e podem até custar a vida de quem nelas acredita, mesmo quando são completamente mentirosas. "Não Fale o Mal", dirigido por James Watkins leva uma família composta de pai, mãe e filha, da movimentada Londres até a exuberante Itália. Contudo, os segredinhos e dificuldades dos três, Ben Dalton (Scoot McNairy), Louise Dalton (Mackenzie Davis) e Agnes (Alix West Lefler) são as pontas soltas que unidas pelo vilão fazem a trama de puro suspense caminhar prendendo a atenção do público gerando total curiosidade quanto ao desfecho. O filme é um dos mais assistidos da plataforma de streaming Reserva Imovision.

Assim, na linda Itália, a família Dalton conhece os alegres e sempre harmoniosos Paddy (James McAvoy) e Ciara (Aisling Franciosi), também pais, mas de um menino, o Ant (Dan Hough) que tem um problema na fala. Envolvidos, os Daltons acreditam estabelecer uma amizade sincera a ponto de visitar por alguns dias o outro casal no sítio em que vivem.

Dependente emocional de um coelhinho de pelúcia, Agnes leva o brinquedo com ela e é justamente por causa dele que a família mergulha profundamente numa história de luta pela sobrevivência, enquanto que lidam com a própria transfiguração do demônio na Terra. Por vezes, a dúvida sobre o que vai acontecer na sequência faz roer as unhas, uma vez que as reviravoltas são chocantes.

Não há como negar, James McAvoy é incrivelmente talentoso de tão versátil que é. Num show de atuação como o insano Paddy, no remake do longa dinamarquês de 2022, é quem dita o ritmo da trama, dando destaque também para Mackenzie Davis brilhar em cena. Ela que se mostra muito mais valente e necessária na história do que seu marido, interpretado por Scoot McNairy.

As crianças também foram sabiamente escaladas, não deixando uma cena que seja soar falsa. A dupla, Alix West Lefler e Dan Hough complementam à altura cada momento de tensão, mesmo quando Ant tenta fazer revelações e Agnes não as entende por completo. 

Tendo a Blumhouse envolvida, "Não Fale o Mal" é certamente uma recente produção de qualidade no patamar do fabuloso "O Telefone Preto", embora no novo filme haja força maior de um terror social, longe de espíritos. E ainda tem a música "Eternal Flame", da banda The Bangles para tornar tudo ainda mais sinistro e um pouquinho romântico. Filmaço imperdível! 

Ficha técnica
"Não Fale o Mal"
| "
Speak No Evil" (título original)
Gênero: terror. Classificação: 18 anos. Duração: 1h50. Ano: 2024. Distribuidora: Universal Pictures.
Direção: James Watkins. Roteiro: James Watkins. Elenco: James McAvoy (Paddy Field), Mackenzie Davis (Louise Dalton), Aisling Franciosi (Ciara Field). Sinopse: Uma família anseia em passar suas férias no campo. Contudo, o que era pra ser um sonho em família para relaxarem e descontraírem, acaba virando um terrível pesadelo. Assista na plataforma de streaming Reserva Imovision.


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.: Clássico, "Trapézio" transforma o amor em risco mortal no alto do picadeiro


Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com

Em cartaz na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte, o drama “Trapézio” é um clássico de apelo popular que equilibra espetáculo e melodrama sob o risco constante da queda. Dirigido por Carol Reed, cineasta consagrado por “O Terceiro Homem”, o longa-metragem é baseado no romance “The Killing Frost”, de Max Catto, com roteiro assinado por James R. Webb e adaptação de Liam O’Brien. No centro da narrativa, Burt Lancaster interpreta Mike Ribble, um trapezista marcado por um acidente que interrompeu sua carreira no auge. A entrada de Tino Orsini (Tony Curtis), jovem ambicioso disposto a aprender o perigoso triplo mortal, reativa não só o talento, mas também as feridas do veterano. A equação se complica com a chegada de Lola (Gina Lollobrigida).

No romance original, as relações entre os personagens sugerem camadas de desejo e conflito que o cinema dos anos 1950 não poderia explicitar. O filme suaviza essas tensões, mas não as elimina por completo. Elas permanecem ali, insinuadas, como um movimento interrompido no ar. O filme se ancora em uma estrutura aparentemente simples - o triângulo amoroso - para tensionar temas mais espinhosos, como ambição, vaidade e traição. Para além da superfície romântica, há uma disputa silenciosa por protagonismo, reconhecimento e sobrevivência em um ambiente onde o erro custa caro. 

A produção foi filmada majoritariamente no Cirque d’Hiver, em Paris, o que confere autenticidade às sequências circenses. Lancaster, que antes da carreira no cinema havia sido acrobata, realizou boa parte das próprias cenas, insistência que resultou, inclusive, em uma lesão nas costas durante as filmagens, atrasando a produção. Ainda assim, o ator manteve-se envolvido nas sequências mais exigentes, reforçando a dimensão quase obsessiva de seu personagem.

Visualmente, “Trapézio” explora o contraste entre o brilho do espetáculo e a precariedade dos bastidores. A fotografia de Robert Krasker - colaborador de Reed em “O Terceiro Homem” - aposta em enquadramentos vertiginosos que simulam a perspectiva do próprio trapezista: olhar para baixo nunca foi tão desconfortável. O uso do Technicolor intensifica esse jogo entre fascínio e perigo, transformando o picadeiro em palco de ilusões e conflitos.

Recebido com entusiasmo pelo público da época, o filme figurou entre as maiores bilheterias de 1956 nos Estados Unidos e teve desempenho expressivo também no Reino Unido. A crítica, por outro lado, dividiu-se. Enquanto vozes como a da revista The New Yorker destacaram a energia da direção e o magnetismo de Lancaster e Lollobrigida, o The New York Times, em texto de Bosley Crowther, considerou a trama previsível e os diálogos pouco inspirados. 


Ficha técnica
“Trapézio” | "Trapeze" (título original) 
Gênero: drama, romance. Duração: 1h45. Classificação indicativa: livre (à época, equivalente ao selo Approved). Ano de produção: 1956. Idioma: inglês, italiano. Direção: Carol Reed. Roteiro: James R. Webb, Liam O’Brien (baseado em obra de Max Catto). Elenco: Burt Lancaster, Tony Curtis, Gina Lollobrigida, Katy Jurado, Thomas Gomez. Distribuição no Brasil: não especificada. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte


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