Ficha técnica
“Muito Mais que um Crime” | “Music Box” (título original) | “O Enigma da Caixa de Música” (título em Portugal)
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O Rio de Janeiro será palco de um grande encontro entre diferentes gerações do samba brasileiro. Entre os dias 22 e 24 de junho, o Ministério da Cultura (MinC) realiza o 1º Seminário Nacional das Rodas de Samba, reunindo sambistas históricos, novas vozes do gênero, pesquisadores, gestores públicos, lideranças culturais e representantes de rodas de samba de todo o país para discutir os desafios, as potências e o papel dessas manifestações na vida cultural brasileira.
O encontro também reunirá o secretário-executivo do MinC, Márcio Tavares; a secretária de Articulação Federativa e Comitês de Cultura do MinC, Roberta Martins; o gerente de Projetos da Secretaria Executiva do MinC, Fabrício Antenor; a deputada federal Benedita da Silva, a deputada estadual Verônica Lima, a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Danielle Barros, e o secretário municipal de Cultura do Rio de Janeiro, Lucas Padilha.
Realizado no Palácio Gustavo Capanema e no Renascença Clube, dois espaços simbólicos da cultura brasileira, o seminário propõe uma reflexão sobre temas como economia criativa, patrimônio cultural, memória, participação social, ocupação dos espaços públicos e desenvolvimento territorial. As rodas de samba constituem importantes redes de sociabilidade, geração de renda, circulação cultural e preservação das tradições afro-brasileiras. Presentes em milhares de comunidades pelo país, movimentam trabalhadores da cultura, fortalecem identidades locais e mantêm vivas práticas culturais que atravessam gerações.
Ao longo dos três dias, a programação será organizada em eixos de debate sobre economia do samba, sustentabilidade e economia criativa das ruas; memória, identidade, território e patrimônio; inovação e novas gerações; articulação cultural e movimento; além de políticas públicas, controle e participação social. A abertura do seminário contará com mesa de boas-vindas com a participação de Márcio Tavares, Danielle Barros, Lucas Padilha e Verônica Lima. A conferência de abertura reunirá Sereno, Roberta Martins, Wanderso Luna, Benedita da Silva, Dorina Barros e Lucas Lima, diretor de Políticas Públicas da Ambev.
A programação inclui ainda debates com nomes como Helena Theodoro, Tadeu Kaçula, Nilcemar Nogueira, Aline Calixto, Rafa Rafuagi, Rogério Familia, Marina Iris, Thiago Carvalho, além de representantes do Ministério da Cultura, Funarte, Iphan e instituições parceiras. No dia 24 de junho, o seminário será encerrado no Renascença Clube com uma mesa inspiradora reunindo Nei Lopes, Teresa Cristina, Moacyr Luz e Márcio Tavares. Na sequência, haverá uma noite cultural com roda de samba comandada por Marcelinho Moreira em homenagem à Tia Surica. Credenciamento de público geral: clique aqui para acessar o formulário.
Serviço
1º Seminário Nacional das Rodas de Samba: Cidade, Patrimônio e Desenvolvimento
Data: 22, 23 e 24 de junho de 2026
Locais
Palácio Gustavo Capanema
Rua da Imprensa, 16 – Centro – Rio de Janeiro (RJ)
Renascença Clube
Rua Barão de São Francisco, 54 – Andaraí – Rio de Janeiro (RJ)
Entrada gratuita
Programação
Dia 1 - 22 de junho - Palácio Gustavo Capanema
9h00: Mesa de Boas-Vindas
Márcio Tavares - Ministro da Cultura Substituto
Danielle Barros - Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro
Lucas Padilha - Secretário de Cultura da Cidade do Rio de Janeiro
Verônica Lima - Deputada Estadual e Presidenta da Comissão de Cultura
10h00: Conferência de Abertura
Sereno - Fundador do Fundo de Quintal / Criador do Tantan
Roberta Martins (SAFCC/MINC)
Wanderso Luna - Rede Carioca de Rodas de Samba
Benedita da Silva - Dep. Federal - Lei da Salvaguarda do Samba
Dorina Barros - Mulheres na Roda de Samba
Lucas Lima - Diretor de Políticas Públicas da Ambev
Zé Luiz do Império - Compositor
14h00 às 17h00 : Eixo 1: Economia do Samba - Fomento, Sustentabilidade e a Economia Criativa das Ruas
João Grand Jr. - Cidade, Economia Criativa e o Ecossistema de Rodas de Samba do Rio de Janeiro
Anderson Lins - Sesc RJ - A Experiência com as Rodas de Samba no Edital Sesc Pulsar
Marquinhos de Oswaldo Cruz - A Feira das Yabás e o Trem do Samba
Ellen Oliveira - Festival Divas do Samba (DF)
Dia 2 - 23 de junho - Palácio Gustavo Capanema
9h30 às 12h00: Eixo 2: Memória, Identidade, Território e Patrimônio
Mediação: Aline Vila Real (Funarte)
Helena Theodoro - O Samba de lá e o Samba de Cá - Tia Ciata de Santo Amaro e do Samba Carioca
Samora Lopes (Banjo Novo) - Salvador, Terra do Samba e das Rodas de Samba
Fabiola Machado - As Rodas de Samba do Rio de Janeiro
Tadeu Kaçula - SP - O Samba Paulistano
Marina Lacerda - Iphan
13h30 às 16h00: Eixo 3: Inovação e Novas Gerações: “A tradição como lanterna” - Redes Integradas e Dados
Mediação: Fabricio Antenor (MinC)
Chico Reguera - Jornalista/Globo RJ
Dorina - Mulheres na Roda de Samba
Nilcemar Nogueira - Dossiê Matrizes do Samba no Rio de Janeiro / Museu do Samba
Simony Maia - Agência Mural de Jornalismo das Periferias - São Paulo
Dani Miranda - Blog de Samba
16h30 às 18h00 - Mesa: Articulação Cultural e Movimento
Mediação: Roberta Martins (SAFCC/MinC)
Rafa Rafuagi - Construção Nacional do Hip Hop / Museu do Hip Hop
Rogério Família - Rede Carioca de Rodas de Samba
Aline Calixto - Bloco da Calixto (MG)
Cláudia Ajeum - Pérola de Oyá - Fortaleza
Dia 3 - 24 de junho - Renascença Clube
9h30h às 12h00: Eixo 4: Das Rodas às Políticas Públicas: Territórios que transformam o Brasil
Mediação: Daniel Samam (CNPC/SAFCC)
Marina Iris, Wanderson Luna, Thiago Carvalho - Bahia, Fabrício Antenor (SE/MinC) e Aline Vila Real (Funarte)
12h00 às 14h00 - Almoço: Feijoada no Renascença
14h00: Mesa inspiradora / Encerramento
Nei Lopes, Teresa Cristina, Márcio Tavares e Moa Luz
17h30 - Roda de Samba com Marcelinho Moreira
Homenagem à Tia Surica
Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com
Em junho de 2026
Em busca de realizar o desejo da mãe, garotinho Nanning (Jasper Billerbeck) descobre que além do rio há uma realidade ainda mais cruel e capaz de fazê-lo romper a inocência diante da escassez de itens comuns como a farinha de trigo, por exemplo. Ambientado na primavera de 1945, "Uma Infância Alemã" (Amrum), apresenta uma aventura épica na ilha isolada de Amrum, no Mar do Norte.
O drama que acontece ainda nas semanas finais da Segunda Guerra Mundial, leva o menino de 12 anos que aguarda o retorno do pai do front, a protagonizar uma verdadeira jornada do herói com uma trajetória emocionante, que o faz caçar focas, pescar à noite, trabalhar no campo para sustentar a mãe grávida e até o faz cair no erro de cometer alguns delitos.
O longa exibido no Festival de Cinema Europeu IMOVISION 2026, baseado em memórias reais que pincelam o fim da guerra e segredos familiares profundos, entrega uma perspectiva emocional e psicológica sobre a Segunda Guerra Mundial. Logo, "Uma Infância Alemã" é um retrato delicado sobre o amadurecimento diante da realidade, assim como o impacto do fascismo e do trauma por meio dos olhos de uma criança criada dentro da ideologia nazista.
"Uma Infância Alemã" (Amrum). Gênero: Drama. Direção: Fatih Akin. Roteiro: Fatih Akin e Hark Bohm. Duração: 1h 33 minutos. Classificação Indicativa: 14 anos. Distribuição: Imovision. Elenco: Laura Tonke, Jasper Billerbeck e Diane Kruger. Sinopse: drama histórico que acompanha a perda da inocência de um garoto durante o colapso do Terceiro Reich.
Trailer de "Uma Infância Alemã"
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Em sua dramaturgia de estreia, o ator João Victor Toledo convida o público a refletir sobre a crise político-cultural do país e o futuro do planeta através de uma perspectiva queer. A peça "O Sacrifício de Cassamba Becker", escrita no início da pandemia, em 2020, tem direção e atuação do próprio João Victor em seu primeiro solo e conta com a colaboração de diretores como Murillo Basso, Marina Nogaeva Tenório e Cristiane Paoli Quito. A curta temporada termina neste domingo, dia 21 de junho, e será apresentada neste sábado, às 20h00, e domingo, às 18h00, no Galpão do Folias, em São Paulo.
Após uma residência, em outubro de 2022, no Centro Cultural da Diversidade, "O Sacrifício de Cassamba Becker" fez sua primeira abertura no Festival MixBrasil do mesmo ano e recebeu o Coelho de Prata (Prêmio do Público) de Melhor Espetáculo do festival. A peça também foi uma das três selecionadas para uma residência no Rattlestick Theater de Nova York e fez três apresentações no Global Forms Theater Festival, em junho de 2023. De volta ao Brasil, contou também com uma curta temporada no teatro Pequeno Ato, em agosto de 2024.
A peça se passa numa praia imunda onde vive Cassamba Becker, interpretada pelo próprio João Victor. Já de início ela informa à plateia ter sido um dia considerada a maior atriz do mundo. “A Cassamba surgiu da minha admiração por atrizes antigas, pela pessoa extraordinária que foi Cacilda Becker, e pela Cassandra, a princesa-vidente de Tróia retratada na Ilíada”, conta o ator. Ao longo do espetáculo, ele brinca com diversos graus de representação e com as linguagens da drag queen e do clown. No entanto, o trabalho não é um stand-up de drag nem um solo de palhaço. É um espetáculo tragicômico que faz uso dessas máscaras para tratar de temas urgentes como a crise ambiental e o apagamento da memória histórico-cultural brasileira.
A sustentabilidade e a precariedade são elementos centrais da encenação e atravessam todas as áreas da criação cênica. Nas versões apresentadas anteriormente em São Paulo e em Nova York, João Victor buscou trabalhar com o excesso de lixo para provocar a plateia a refletir sobre o quadro devastador que estamos projetando para o futuro do planeta. Cenário e figurino foram praticamente todos feitos com materiais coletados em lixos e caçambas de ambas as cidades. Para a última versão, no entanto, o autor escolheu assumir o palco vazio e selecionou apenas alguns elementos essenciais de todo esse lixo coletado para auxiliá-lo em cena. O boneco de Jair Bolsonaro, que recebia um fisting ritualizado de Cassamba ao som de “Choros n.º 10 (Rasga o Coração)”, de Villa-Lobos, também ficou de fora na nova versão. “Já me livrei daquele lixo”, diverte-se o ator.
A precariedade da peça não se limita à questão ambiental. O desmantelamento generalizado das políticas culturais na última década também é tema central do espetáculo e se reflete, por exemplo, na figura da própria Cassamba Becker, uma grande atriz que vive numa situação de isolamento e escassez, e na referência ao incêndio do Museu Nacional no decorrer do espetáculo. Apesar do cenário catastrófico, João Victor vê na precariedade uma possibilidade de retrabalhar positivamente a realidade e de reafirmar a capacidade de reinvenção da arte e dos artistas do Brasil, que, mesmo em condições adversas, seguem criando.
Além disso, assumir a precariedade dá lugar a uma teatralidade que se apoia no pacto de imaginação entre artista e público, o que, para ele, pode ser um modo de se exercitar o conceito de “utopia queer”, desenvolvido pelo teórico americano José Esteban Muñoz e que o influenciou bastante na pesquisa do espetáculo. “Para mim, a Cassamba Becker é a materialização cênica do que poderia ser uma utopia queer: uma confusão, uma reconfiguração do tempo-espaço heteronormativo capitalista, uma ampliação do horizonte por meio da imaginação e do riso”, diz João Victor. “Um horizonte queer reconfigura a ideia de liberdade, desafia políticas moralizantes e propõe práticas solidárias e sexuais muito mais interessantes”.
Sobre João Victor Toledo
João Victor Toledo é ator e palhaço. Formou-se em Teatro e História pela Universidade Livre de Berlim, é mestre em Estudos da Perfomance pela Universidade de Nova York e doutorando em Teatro e Performance pela Universidade da Cidade de Nova York. Estudou por anos a linguagem do palhaço com Cristiane Paoli Quito e canto lírico na Escola Municipal de Música de São Paulo, com Andrea Kaiser. Ao longo dos anos, colaborou com diferentes companhias de teatro e dança, como Constanza Macras|DorkyPark, ZU-UK, Bryckenbrant e Teatro do Osso, e com os diretores Marina Nogaeva Tenório, Rogério Tarifa, Tadashi Endo e Anna Deavere Smith. Em 2022, estreou o solo “O Sacrifício de Cassamba Becker” no Festival Mix Brasil, onde venceu o Júri Popular de Melhor Espetáculo, e, em 2023, participou do Global Forms Theater Festival do Rattlestick Theater de Nova York. O espetáculo fez ainda uma curta temporada no Pequeno Ato, em São Paulo, em 2024.
Sinopse
Cassamba Becker, a grande atriz, finalmente se aposentou e fez de lar o lixão de alguma praia perdida Brasil afora. De lá, ela observa as barbatanas fluorescentes das baleias e vislumbra um mundo mais vasto, sensual e iluminado. “Da insatisfação chegaremos à potencialidade coletiva”, disse certamente Dercy Gonçalves. Ou Gramsci. Pouco importa. O presente não basta. Só o entulho salva.
Ficha técnica
Espetáculo "O Sacrifício de Cassamba Becker"
Direção, dramaturgia e atuação: João Victor Toledo
Direção de atuação: Marina Nogaeva Tenório
Provocação: Cristiane Paoli Quito e Murillo Basso
Direção de arte, cenário e figurino: Uibirá Barelli
Desenho de luz: Nara Zocher
Operação de luz e som: Nara Zocher e Vini Florido
Desenho de som: Zhaxi Danzeng e João Victor Toledo
Produção: Murillo Basso e João Victor Toledo
Fotos de divulgação: Caio Oviedo
Também colaboraram em diferentes etapas da criação artística: Afonso Costa, Alexandre Martins, Anula Navlekar, Cris Rocha, Eugenia Cecchini, Jody Doo, Keren Chernizon, Mars Juno Bartolome Neri, Natasha Marie Rotondaro, Renan Ferreira, Renata Gaspar, Stefania Bulbarella, Timmy Ong, Vini Florido e Yang Yu.
Serviço
Espetáculo "O Sacrifício de Cassamba Becker"
Temporada: até domingo, dia 21 de junho de 2026
Sábado, às 20h00; domingo, às 18h00
Local: Galpão do Folias. R. Ana Cintra, 213 - Campos Elíseos / São Paulo
Ingresso: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia)
Vendas on-line pelo Sympla e bilheteria local (1 hora antes do espetáculo - dinheiro ou pix).
Capacidade: 74 lugares
Classificação: 14 anos
Duração: 60 minutos
Link para vendas: https://www.sympla.com.br/preview/e4ecf0943cb3243dcdd255e659ebc491
E é preciso ressaltar o ato de coragem que McCartney teve ao lançar um álbum no formato tradicional. Isso numa época em que as pessoas envolvidas com música têm dado preferência aos singles que são lançados invariavelmente em doses homeopáticas. Gravar, produzir e lançar um álbum com 14 faixas se tornou uma façanha que poucos conseguem realizar hoje em dia.
Comparando com os discos anteriores, "The Boys of Duingeon Lane" pode ser considerado um álbum conceitual; A voz de McCartney já sente um pouco os inevitáveis efeitos da idade; Em alguns momentos ela soa um pouco trêmula e hesitante. E em outros ele se mostra um melodista competente, que ainda sabe como fazer pulsar uma banda.
Falando das faixas, citaria "The Days We Left Behind", "Montain Top" e "Down South" como destaques, assim como a igualmente ótima "Home Of Us", cantada em dueto com o ex-beatle Ringo Starr. Dessa forms, Ringo retribuiu a gentileza de McCartney que participou de faixas de um de seus discos mais recentes. Na faixa "Momma Gets By", McCartney homenageia o casamento dos seus pais.
Esse novo álbum está longe de ter a densidade de outros discos lançados nos anos 70, como o "Band On The Run". E creio que esse nem era o objetivo de McCartney. Se por um acaso McCartney anunciar uma aposentadoria, esse disco encerraria de forma digna a sua discogrsafis. Porem eu continuo torcendo para ouvir o seu próximo lançamento.
"As You Lie There"
"Ripples In a Pond"
Ambientado no leste da França, entre 1992 e o fim da década, o filme acompanha Anthony (Paul Kircher) e seus arredores ao longo de quatro verões que moldam sua passagem da adolescência à vida adulta. O ponto de partida é simples: tédio, um lago, uma garota. O que se segue, porém, é um encadeamento de escolhas impulsivas que escancaram tensões familiares, disputas de território e um sentimento difuso de estagnação social.
Os Boukherma filmam esse universo com olhar atento ao detalhe cotidiano. A fotografia de Augustin Barbaroux encontra beleza nas ruínas industriais e na pele suada dos personagens, enquanto a trilha sonora mergulha nos anos 1990 com precisão afetiva, costurando referências que vão do pop ao rock da época. Com financiamento robusto, incluindo parcerias com grandes players europeus, o filme percorre diferentes locações e períodos, mantendo uma coerência estética que dialoga com o realismo do livro.
Exibido na competição do Festival de Veneza, “E Seus Filhos Depois Deles” rendeu a Paul Kircher o Prêmio Marcello Mastroianni, dedicado a jovens atores promissores. O reconhecimento reforça a aposta do filme em um elenco que equilibra nomes experientes, como Gilles Lellouche e Ludivine Sagnier, com rostos em ascensão. Há ainda participações que ampliam o interesse do público atento ao cinema francês contemporâneo, como Raphaël Quenard.
Ao adaptar um romance marcado por sua densidade social, os Boukherma optam por uma narrativa que privilegia a memória sensorial da juventude: o calor, o desejo, a frustração. Nem sempre o resultado alcança a complexidade do texto original, mas há consistência na maneira como o filme constrói seu retrato de uma geração que cresce entre promessas quebradas e horizontes estreitos.