quarta-feira, 22 de abril de 2026

.: Crítica: "Michael" promove reencontro com figura insubstituível da mídia

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em abril de 2026


A cinebiografia "Michael" entrega a história conhecida do astro da música, Michael Jackson, começando na infância quando o pai preparava com rigidez extrema, os cinco filhos para o estrelato, até alcançar a consolidação como o Rei do Pop, na "Era Thriller" (1982-1984). Tendo o álbum mais vendido da história, impulsionado por hits como "Billie Jean", "Beat It" e "Thriller", revoluciona a MTV e o formato de videoclipes, com produções cinematográficas destas canções.

O longa de 2 horas e 7 minutos deixa um gostinho de quero mais, uma vez que encerra justamente no período da turnê "Bad" (final dos anos 1980), sendo que o astro manteve o ápice avassalador artístico e comercial até 1993. Logo, as controvérsias judiciais ficam de fora. Assim, pode-se dizer que "Michael" é a história já conhecida de sucesso e auge de Michael Jackson, que torna visível os bastidores do artista em família (focando nos tratos do pai) e na mídia (incluindo, as queimaduras de terceiro grau sofridas no couro cabeludo num comercial, assim como o vitiligo mantido escondido atrás de maquiagem). 

Embora não faça revelações, a produção dirigida por Antoine Fuqua e escrito por John Logan promove um reencontro do público com o gigante e insubstituível astro da mídia. Outro ponto alto da produção é o fato de colocar Jaafar Jeremiah Jackson, sobrinho do Rei do Pop na pele do tio. A semelhança física e performance aliada a uma maquiagem de qualidade, por vezes, deixa a sensação de que Michael segue vivo, estando bem diante dos olhos do público revivendo tudo de bom e ruim, até perto do final dos anos 80. 

O pequeno Michael interpretado por Juliano Krue Valdi (dançava como o Rei do Pop nas redes sociais, antes de conseguir o papel) é puro carisma que encanta. Não por somente imitar tão perfeitamente os trejeitos e passos do astro falecido em 25 de junho de 2009, aos 50 anos, época em que se preparava para a turnê This Is It, mas também por expressar o pavor de conviver com a sombra opressora do pai, Joe Jackson (Colman Domingo, de "Sing Sing") enquanto não vivia normalmente a fase da infância e adolescência.

Apegado à história de "Peter Pan", renomeando o Capitão Gancho com o nome do pai, adulto, Michael revela um comportamento excêntrico, criando uma Neverland própria (rancho do astro, na Califórnia, inspirado na A Terra do Nunca, uma ilha fictícia das obras de J.M. Barrie, onde as crianças não envelhecem). Lá, Michael tinha como amigos os animais, desde o macaquinho Bubbles até uma lhama, Louie. Assim, provocando o público a sentir raiva, fazendo suspirar e rir, "Michael" é indiscutivelmente uma produção envolvente do início ao fim.

Aos fãs e admiradores do astro, o longa é um brinde à história do Rei do Pop, com direito a promessa de uma sequência, sendo que aos apreciadores do bom pop, "Michael" é uma viagem ao ápice ao gênero musical de Michael Jackson. Logo, o tributo visual emocionante, com direito a grandes números musicais é puro deleite. "Michael" é do tipo de filme para se ver e rever, totalmente imperdível!

Pôster: A Cineflix Santos está distribuindo mini cartazes do filme aos clientes que virem assistir as primeiras sessões. Maravilha!


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"Michael"(Michael). Gênero: Cinebiografia. Direção: Antoine Fuqua. Roteiro: John Logan. Duração: 2h 06min. Distribuição: Universal Pictures Brasil. Elenco: Jaafar Jackson, Colman Domingo, Nia Long, Miles Teller. Sinopse: A trajetória nos Jackson Five até se tornar o maior artista do mundo. Foca na ambição criativa e na vida pessoal do "Rei do Pop".

Trailer de "Michael"



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