Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.
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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
.: Scatolove lança “Estanho”, álbum que celebra dez anos de dupla
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.
sexta-feira, 30 de outubro de 2026
.: Música: Leo Jaime revisita seus hits em "As Mais Pedidas"
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.
Nos anos 80 era impossível ligar o radio sem ouvir alguma canção gravada pelo Leo Jaime. Ele foi seguramente um dos hitmakers daquele período, que além de compor sucessos, ainda ganhou projeção como intérprete ícone do movimento do rock nacional. No início fez parte do grupo João Penca e seus Miquinhos Amestrados e compôs canções para outros artistas como Marina Lima e Ney Matogrosso, Mas o sucesso viria com força total em 1985 com seu segundo disco solo ("Seção da Tarde”) e seus viários hits.
Agora Leo Jaime revisita seus sucessos acompanhado de uma banda de apoio, mantendo a essência dos arranjos originais, ao mesmo tempo em que atualiza a sonoridade para os padrões atuais radiofônicos. Intitulado “As Mais Pedidas”, esse novo trabalho joga luz em hits bem conhecidos como "O Pobre", "A Vida Não Presta", "A Fórmula do Amor", "Nada Mudou" e "As Sete Vampiras", entre outros. Além do YouTube, o trabalho foi disponibilizado nas plataformas de streaming.
Não sei se as rádios vão tocar novamente esses hits. Mas o ouvinte que ouvir essa coletânea vai se lembrar de um período em que as gravadoras investiam de forma maciça em rock nacional.
"Rock Estrela"
sexta-feira, 23 de outubro de 2026
.: Depois de sete anos, Pitty lança disco com inéditas
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.
Pitty está divulgando o seu sexto álbum de inéditas, que chega às plataformas pela ggravadora Deck e também nos formatos CD físico e vinil. Sete anos depois de "Matriz" (2019), a artista apresenta um trabalho homônimo de 13 faixas que reúne diferentes perspectivas, experiências e sonoridades. O álbum nasceu depois de um período de pausa, escuta e reorganização. A partir de uma inspiração que, segundo Pitty, não foi racionalizada, as ideias foram surgindo e ela voltou a criar sozinha com o violão, como nos primeiros anos, quando compunha no quarto de sua casa, em Salvador.
Desta vez, porém, o processo avançou para além das letras e melodias. Em seu próprio estúdio, a artista experimentou arranjos, criou riffs e pré-produziu demos, construindo a identidade musical das canções antes mesmo de entrar em estúdio para gravá-las. Em menos de dois meses, Pitty compôs todas as músicas do álbum, em um processo de criação intenso. Em "Pitty", o rock permanece no centro da linguagem musical da artista, mas não funciona como fronteira. Ao longo das 13 faixas, guitarras, riffs e baterias convivem com diferentes ritmos, texturas e possibilidades de movimento. O resultado é um disco que preserva a identidade musical de Pitty enquanto amplia as formas de expressá-la.
Mais de duas décadas depois de surgir como uma das vozes que transformaram o rock brasileiro, Pitty ocupa hoje um lugar raro na música brasileira: uma mulher que atravessa gerações com um repertório que segue vivo e cada vez mais relevante, sem perder a inquietação de quem ainda quer criar, experimentar e se mover.
"Pitty" reúne, assim, diferentes dimensões da artista: a compositora que começou sozinha com o violão, a roqueira que mantém as guitarras no centro de sua linguagem e a mulher que segue experimentando novas possibilidades. Um disco que carrega sua trajetória, mas encontra sua identidade na artista que Pitty é hoje.
"Sobremesa"
"Madame"
"Desobediente"
segunda-feira, 19 de outubro de 2026
.: Benito de Paula, o adeus do amigo do Charlie Brown
A Música Brasileira perdeu um de seus talentos mais originais. Benito di Paula, cantor e compositor de vários sucessos faleceu no ílnal de semana. Tinha 85 anos e tratava de um câncer de próstata. Foto: Murilo Alvesso
A partir daí, Benito emplacou uma sequência de sucessos que consolidaram sua presença no imaginário popular. “Charlie Brown”, “Mulher Brasileira”, “Do Jeito Que a Vida Quer”, “Se Não For Amor”, “Vai Ficar na Saudade”, “Tudo Está no Seu Lugar”, "Ah, como eu Amei" e “Proteção às Borboletas” estão entre as canções que ajudaram a definir sua obra. Suas composições combinavam romantismo, cotidiano, humor, sentimento e observação da vida brasileira, sempre com uma assinatura musical facilmente reconhecível.
domingo, 18 de outubro de 2026
.: “Gol de Quem?”: Pato Fu lança disco ao vivo
.: "Hotel California": 50 anos de um clássico do rock
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.
Alguns álbuns permanecem com a mesma relevância da época em que foram lançados. Um desses casos é o excelente "Hotel California" da banda americana Eagles, que de uma certa forma acabou elevando o patamar do grupo dentro do mainstream. "Hotel California" foi o quinto álbum de estúdio da banda e também o nome da música de maior sucesso do grupo. Ate ali o Eagles já havia conquistado um espaço com uma sonoridade próxima do folk rock.
A banda tinha como líderes o baterista Don Henley e Glenn Frey, além dos guitarristas Don Felder e Joe Walsh. Ambos responsáveis pelo antológico solo da faixa. O disco demorou oito meses para ser gravado, entre Março e Outubro de 1976. O disco traz a música de maior sucesso do grupo: a faixa-título "Hotel California", além de outros sucessos como "New Kid In Town" e "Life In The Fast Lane". Teve participação do guitarrista Joe Walsh já como um membro fixo da banda, ele que tinha se juntado ao grupo no ano anterior, ocupando o lugar de Bernie Leadon.
Se você ouvir novamente o disco, perceberá que tem uma sequencia de canções que se complementam. "Victim of Love" é a sequencia de baladas que encerra o album são outros destaques . A banda recebeu dois Grammy Awards, um pela música "Hotel California" na categoria "Record Of The Year" e outro pela música "New Kid in Town" na categoria "Best Arrangement For Voices".
"Hotel California"
"New Kid in Town"
sábado, 10 de outubro de 2026
.: Clara Ribeiro lança "Outras Ondas, Mesmas Cores"
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.
Clara Ribeiro lança seu novo projeto musical, "Outras Ondas, Mesmas Cores", em colaboração com os produtores musicais Taleko e Warmando. Assinam também os beatmakers Holandês, Drei, GregoOnDeBeat, flowerthings, Jovelli, Crosstalk, CL Fez O Beat, Jacquelone e DJ Carlosz – que já produziu Anitta, Marina Sena e Bia Soull.
Primeiro álbum da artista, a iniciativa marca um momento de expansão em sua carreira. Depois de alcançar mais de 100 mil streams com o EP "Desabafos" (2025), em parceria com Chediak, Clara dá continuidade a uma pesquisa artística entre música eletrônica, R&B e experimentos sonoros.
Em "Outras Ondas, Mesmas Cores", Clara reúne diferentes artistas e produtores para atravessar gêneros como house, city pop, UK garage e grime. As faixas nasceram há alguns anos como composições e beats independentes. "Outras Ondas, Mesmas Cores" já está disponível em todas as plataformas.
"Porto Seguro"
"Mantra"
"Vital"
sexta-feira, 9 de outubro de 2026
.: Lula Barbosa revisita sua carreira na música
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.
O intérprete e compositor Lula Barbosa, reconhecido como um dos nomes mais importantes da música brasileira, apresenta-se no Centro Cultural Vila Itororó no dia 29 de outubro, quinta, às 19h. Antes do show, às 17h30, o artista conduz uma Vivência Musical aberta a todos os interessados. Tanto a vivência quanto o show têm ingressos gratuitos e contam com recursos de acessibilidade como intérprete de Libras e audiodescrição. Esta programação dá início ao projeto Lula Barbosa - Memória Viva, que celebra uma trajetória de mais de 40 anos na música brasileira.
No show, Lula Barbosa (voz e violão) - acompanhado por Omar Campos (guitarra), Elias Jó (piano e Direção Musical), Elias Caju (bateria) e Zazá (contrabaixo) - interpreta composições que ilustram toda a sua carreira, entre elas Mira Ira, Brincos e Tempo de Fé. Entre um número musical e outro, ele divide com o público algumas histórias, memórias ou curiosidades sobre as canções. Na vivência, o artista transforma sua experiência, suas músicas e suas histórias em conhecimento para seus fãs e para as novas gerações.
Lula Barbosa é dono de um timbre ímpar e de uma interpretação marcante e singular que adorna com naturalidade a diversidade brasileira de ritmos e estilos, indo da MPB ao pop, da música latina ao choro e ao jazz. Sua discografia, com 24 títulos, é prova da riqueza de sua obra, reunindo trabalhos autorais e homenagens a mestres da nossa cultura.
O projeto "Lula Barbosa - Memória Viva" - viabilizado pelo Edital Fomento CultSP - PNAB N° 19/2025 - Produção e/ou Manutenção de Projetos Culturais na Indústria Criativa por Pessoas 60+, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo - busca valorizar a trajetória do compositor e intérprete com quase cinco décadas de atuação na música popular brasileira. A iniciativa vem celebrar, registrar e difundir a vasta obra do artista que é um patrimônio vivo da canção brasileira.
sexta-feira, 2 de outubro de 2026
.: Chico Chico lança "3º Ato", disco ao vivo com orquestra Sesiminas
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.
Chico Chico e Orquestra Sesiminas lançam "3º Ato (Maré/Espelho, Parabelo da Existência, Altiva)", EP que fecha a trilogia ao vivo do show especial do cantor e compositor ao lado da orquestra, pela gravadora Deck. O terceiro e último ato dessa gravação, que vem sendo disponibilizada aos poucos, chega com as versões ao vivo de "Maré/Espelho", "Parabelo da Existência" (Chico Chico, Helder Quiroga, Oscar Vasconcelos) e "Altiva" (Chico Chico, Sal Pessoa). São canções autorais de Chico que, acompanhadas pela orquestra, ganham um tom ainda mais emocionante, encerrando com força um projeto que revelou novas camadas ao repertório do cantor.
O primeiro ato havia trazido o clássico de Zé Ramalho "Admirável Gado Novo" e as autorais "Toada", "Vai" e "A Felicidade". Já o segundo apresentou as canções "O Tempo Nunca Mais Firmou", "Terra à Vista" e "Urmininu". No espetáculo, Chico é acompanhado pela Orquestra Sesiminas e pelos músicos João Rafael (baixo), Pedro Fonseca (piano de cauda), Thiaguinho Silva (bateria) e Walter Villaça (guitarra).
Com o "3º Ato", o EP "Chico Chico & Orquestra Sesiminas" completa sua trilogia, registrando por inteiro uma apresentação especial que uniu a potência da orquestra à sensibilidade autoral de um dos novos nomes da nova MPB.
"Parabelo da Existência"
"Altiva"
.: Sofia Campos lança "Minha Beleza", quarto album, que percorre a incerteza
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.
sábado, 26 de setembro de 2026
.: "Rodrigo Santos Canta Nelson Motta" é mais do que uma mera celebração
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.
Ex-baixista da banda Barão Vermelho, Rodrigo Santos tem desenvolvido vários projetos interessantes em sua carreira solo; Agora ele apresenta um disco com releituras de canções de Nelson Motta. com várias participações especiais de convidados. Jogar luz sobre a obra de Nelson Motta foi uma ideia muito feliz, porque apesar de ser um compositor de várias parcerias de sucesso. Nelson Motta sempre foi pouco citado por essa sua contribuição na música.
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
.: Peter Frampton e os 50 anos de "Frampton Comes Alive"
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.
Há 50 anos, o músico britânico Peter Frampton lançava um álbum duplo ao vivo que se tornou o seu maior êxito em termos de vendagem, além do reconhecimento unânime da crítica especializada. O álbum denominado "Frampton Comes Alive" virou uma espécie de referência para a produção de discos ao vivo na seara do rock. O material foi gravado na maior parte na arena Winterland na turnê de 1975. Dentre os outros locais que foram gravados estão San Rafael na California, Long Island e State University em New York, e uma faixa no estúdio Record Plant, também na California.
sexta-feira, 11 de setembro de 2026
.: Álbum “Na Linha do Tempo” celebra os 25 anos do Sururu na Roda
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação
O grupo Sururu na Roda celebra 25 anos de trajetória com o lançamento de “Na Linha do Tempo”, seu novo álbum, que chega às plataformas digitais. Com direção musical de Rildo Hora e participação especial de Mart’nália, o disco revisita a história do Sururu a partir de um repertório afetivo, popular e profundamente ligado à memória do samba brasileiro.
O projeto nasce como uma biografia musical. Em vez de apenas olhar para trás, “Na Linha do Tempo” organiza a trajetória do grupo como uma travessia: dos primeiros anos na Lapa carioca ao reconhecimento nacional, das turnês internacionais à maturidade artística da formação atual. O resultado é um disco que celebra o passado, mas aponta para uma nova fase.
O álbum traz Ana Costa, Fabiano Salek e Silvio Carvalho à frente do Sururu na Roda, acompanhados pelos músicos Alexandre Caldi, Flavio Santos, Guinter Vieira, Luiz Augusto Guimarães, Maurício Massunaga, Ney Conceição, Marcelo Caldi, Dirceu Leite, Léo Ramiro e o próprio Rildo Hora, que também assina a direção musical.
Com 12 faixas, “Na Linha do Tempo” reúne canções que ajudam a contar a história do Sururu e sua relação com diferentes vertentes do samba. O repertório atravessa clássicos, memórias afetivas e escolhas que dialogam com a sonoridade construída pelo grupo ao longo de duas décadas e meia. Entre os destaques do disco está “Mascarada”, faixa que conta com participação especial de Mart’nália. O álbum também traz “Conversa de Botequim”, “Ex-Amor”, “Fogo de Saudade”, “Seja Sambista Também”, “Sambas de Roda”, “Água da Minha Sede”, “Sorriso Aberto”, “É”, “Testamento de Partideiro”, “Pura Semente” e “Mutirão de Amor”. Já “Sambas de Roda” aparece como um pot-pourri com por três músicas: “O Cavalo de São Jorge”, “Milagre” e “Todo Menino É Um Rei”.
Gravado no Estúdio Cia dos Técnicos, no Rio de Janeiro, com gravação e mixagem de William Luna, masterização de Alexandre Rabaço e produção de Alan Rabelo (Panda Produções), o álbum reafirma o Sururu na Roda como um dos nomes mais consistentes do samba contemporâneo. Mais do que um álbum comemorativo, ”Na Linha do Tempo” é uma declaração de permanência. Um brinde ao samba, à amizade musical e à capacidade de seguir reinventando a tradição.
"Sorriso Aberto"
"Mascarada"
"Seja Sambista Também"
.: Claudya lança disco ao vivo com convidados
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação
Há vozes que pertencem a uma época. E há vozes que atravessam épocas. Claudya faz parte do segundo grupo. Aos 60 anos de carreira, a cantora celebra sua trajetória com o lançamento de um novo álbum ao vivo, que foi gravado na Casa Natura Musical, em março deste ano, e que chega a todas as plataformas digitais pela gravadora Kuarup.
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
.: Música: Barbara Rocha apresenta material autoral em turnê intimista
.: Com “World Ablaze”, Luiza Girardello estreia em disco autoral
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação
sexta-feira, 28 de agosto de 2026
.: Grupo Equale canta a obra de Aldir Blanc no álbum “Salve, Aldir!”
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Fotos: divulgação
.: Há 92 anos, nascia Sylvia Telles, a voz da Bossa Nova
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Fotos: divulgação
Há 92 anos, nascia no Rio de Janeiro a cantora Sylvia Telles, a voz que serviu como a imagem da Bossa Nova. Com personalidade forte e cativante, ela acabou influenciando várias outras canypras com sua interpretação peculiar e moderna. Sempre a frente de seu tempo. Sylvia D´Atri Telles nasceu em uma família que tinha a música sempre próxima. Embora fosse atraída inicialmente pela dança (ballet clássico) eLa acabou se descobrindo como intérptrete estimulada pelo seu irmão mais velgo, Mario Telles, que tinha discos e já atuava na música.
sábado, 22 de agosto de 2026
.: "Revolver" 60 anos: a arma dos Beatles era a inovação
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
: MPB-4 e Orquestra Petrobras revivem clássicos da nossa música
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação














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