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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

.: Álbum “Na Linha do Tempo” celebra os 25 anos do Sururu na Roda


Por
Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação

O grupo Sururu na Roda celebra 25 anos de trajetória com o lançamento de “Na Linha do Tempo”, seu novo álbum, que chega às plataformas digitais. Com direção musical de Rildo Hora e participação especial de Mart’nália, o disco revisita a história do Sururu a partir de um repertório afetivo, popular e profundamente ligado à memória do samba brasileiro.

O projeto nasce como uma biografia musical. Em vez de apenas olhar para trás, “Na Linha do Tempo” organiza a trajetória do grupo como uma travessia: dos primeiros anos na Lapa carioca ao reconhecimento nacional, das turnês internacionais à maturidade artística da formação atual. O resultado é um disco que celebra o passado, mas aponta para uma nova fase.

O álbum traz Ana Costa, Fabiano Salek e Silvio Carvalho à frente do Sururu na Roda, acompanhados pelos músicos  Alexandre Caldi, Flavio Santos, Guinter Vieira, Luiz Augusto Guimarães, Maurício Massunaga, Ney Conceição, Marcelo Caldi, Dirceu Leite, Léo Ramiro e o próprio Rildo Hora, que também assina a direção musical.

Com 12 faixas, “Na Linha do Tempo” reúne canções que ajudam a contar a história do Sururu e sua relação com diferentes vertentes do samba. O repertório atravessa clássicos, memórias afetivas e escolhas que dialogam com a sonoridade construída pelo grupo ao longo de duas décadas e meia. Entre os destaques do disco está “Mascarada”, faixa que conta com participação especial de Mart’nália. O álbum também traz “Conversa de Botequim”, “Ex-Amor”, “Fogo de Saudade”, “Seja Sambista Também”, “Sambas de Roda”, “Água da Minha Sede”, “Sorriso Aberto”, “É”, “Testamento de Partideiro”, “Pura Semente” e “Mutirão de Amor”. Já “Sambas de Roda” aparece como um pot-pourri com por três músicas: “O Cavalo de São Jorge”, “Milagre” e “Todo Menino É Um Rei”.

Gravado no Estúdio Cia dos Técnicos, no Rio de Janeiro, com gravação e mixagem de William Luna, masterização de Alexandre Rabaço e produção de Alan Rabelo (Panda Produções), o álbum reafirma o Sururu na Roda como um dos nomes mais consistentes do samba contemporâneo. Mais do que um álbum comemorativo, ”Na Linha do Tempo” é uma declaração de permanência. Um brinde ao samba, à amizade musical e à capacidade de seguir reinventando a tradição.

"Sorriso Aberto"

"Mascarada"

"Seja Sambista Também"

.: Claudya lança disco ao vivo com convidados


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Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação

Há vozes que pertencem a uma época. E há vozes que atravessam épocas. Claudya faz parte do segundo grupo. Aos 60 anos de carreira, a cantora celebra sua trajetória com o lançamento de um novo álbum ao vivo, que foi gravado na Casa Natura Musical, em março deste ano, e que chega a todas as plataformas digitais pela gravadora Kuarup.

O registro reúne 12 faixas - algumas apresentadas em medleys - e revisita diferentes momentos de uma carreira construída entre grandes compositores, diferentes gêneros da música brasileira e uma das interpretações vocais mais reconhecíveis de sua geração. O trabalho também promove três encontros especiais que simbolizam a força e a permanência da música brasileira: Alaíde Costa participa de “Dindi”, clássico de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira; Ayrton Montarroyos participa de “Ipanema Leblon”, de Sergio Fayne e Vitor Martins; e Patrícia Marx participa de “Com Mais de Trinta”, de Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle.

Aos 60 anos de carreira, Claudya poderia simplesmente olhar para trás. Mas escolhe fazer o contrário: revisita sua história para reafirmar sua presença no presente. O registro ao vivo funciona como uma espécie de fotografia artística dessa trajetória. Há espaço para clássicos, canções menos óbvias, composições próprias, repertório popular e momentos de forte experimentação interpretativa.

A abertura já anuncia essa diversidade. Claudya começa com “Deixa Eu Dizer”, de Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza, uma das canções mais associadas à sua trajetória, em um medley que inclui “Só Que Deram o Zero Pro Bedeu”, de Luis Wagner, “Agora Quem Ri Sou Eu”, parceria de Claudya e Cristiê, e “Garra”, de Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle. 

O repertório segue por diferentes paisagens da música brasileira, passando por “Menina Fulô”, de Luiz Wanderley, e “Ossain”, de Antonio Carlos e Jocafi. A interpretação segura e singular de Claudya é uma qualidade que ela preserva  de forma contundente. É realmente uma das nossas maiores cantoras da MPB e merece mesmo todas as ho.menagens

"Com Mais de 30"

"Deixa Eu Dizer"

"Pois É Seu Zé"

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

.: Música: Barbara Rocha apresenta material autoral em turnê intimista


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Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação

A cantora e compositora mineira Barbara Rocha apresenta, em seu canal oficial no YouTube, um vídeo especial com os bastidores da turnê “Me and My Old Guitar” - projeto que nasceu de uma relação essencial entre artista, música e violão e ganhou as estradas de Minas Gerais em uma circulação marcada pela proximidade com o público, pela música autoral e pela troca de experiências.

O registro revela momentos que aconteceram antes, durante e depois das apresentações, mostrando um pouco da rotina da artista, os encontros com diferentes públicos e a construção de um projeto que resgata a essência de Barbara: voz, violão e canções que carregam histórias pessoais e sentimentos universais. E como dizia aquela canção de Milton Nascimento e Fernando Brandt, todo artista tem que ir aonde o povo está.

A proposta de “Me and My Old Guitar” surgiu a partir de uma lembrança afetiva. Antes dos palcos, das bandas e de toda a estrutura de um show, havia apenas Barbara, seu violão e o sonho de fazer música. O formato intimista representa justamente esse retorno às origens, aproximando a artista do público de maneira espontânea e permitindo que as canções sejam apresentadas em sua forma mais essencial.

Durante a turnê, Barbara realizou cinco apresentações em diferentes espaços e cidades mineiras: Associação Cultural Boi da Manta, em Sete Lagoas; CEU das Artes, em Sete Lagoas; Praça da Liberdade, em Belo Horizonte; Passarela do Empreendedor, em Corinto; e o encerramento na Serra de Santa Helena, em Sete Lagoas.

O público teve a oportunidade de conhecer melhor o processo criativo da cantora, ouvir suas histórias e compreender as experiências que deram origem às músicas. O projeto também promoveu atividades formativas, com oficinas como “Primeiros Passos na Composição” e “Produção Musical: tudo o que ocê precisa saber antes de começar”, realizadas no CEU das Artes, em Sete Lagoas, além de ações em Corinto e Belo Horizonte.

Com um repertório autoral de pop rock internacional cantado em inglês, Barbara Rocha também utiliza sua música como instrumento de conexão entre culturas. Além de cantora e compositora, ela é professora de inglês e acredita que o idioma pode ser uma ponte - e não uma barreira - para quem deseja conhecer novas culturas, ampliar horizontes e se comunicar com o mundo.

Essa característica faz parte da identidade artística de Barbara, que transita por referências internacionais sem abrir mão de sua origem brasileira. O resultado é um trabalho que dialoga com diferentes gerações e aproxima o público de sonoridades do pop rock internacional por meio de uma perspectiva autoral.

Suas músicas abordam temas como amor, perda, luto, esperança e relações humanas, criando uma identificação direta com quem acompanha seu trabalho. No formato voz e violão, essas histórias ganham ainda mais força e intimidade.

A experiência também reforçou a importância da Economia Criativa, movimentando profissionais ligados à produção cultural e criando oportunidades para novos encontros, parcerias e projetos.Ela pretende dar sequência a turnê acústica em paralelo ao projeto com acompanhamento de banda;

Bastidores da turnê

"Get Loud"

.: Com “World Ablaze”, Luiza Girardello estreia em disco autoral


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Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação

A cantora e compositora Luiza Girardello apresenta seu primeiro álbum, “World Ablaze”, já disponível em todas as principais plataformas digitais. O trabalho reúne nove faixas autorais que transitam por MPB, jazz, bossa nova, baião, rock e referências ao metal progressivo, refletindo a liberdade artística e as diferentes experiências vividas ao longo de sua trajetória.

Lançado pela ZA Music, com distribuição da Musikorama, o álbum tem produção de Luiza Girardello em parceria com o baterista, arranjador e coprodutor João Vitor Costa Dias. A gravação valoriza a sonoridade orgânica e espontânea, com os músicos tocando juntos em estúdio.

Como parte desse novo momento, Luiza também lançou o videoclipe de “Drunk On You”, disponível em seu canal no YouTube. Dirigido pelo cineasta Felipe Brêtas, com direção artística de Zabelê Gomes, o clipe utiliza a metáfora da bebida e da ressaca para abordar a dependência emocional e relacionamentos que ultrapassam os limites do saudável.

Se você puvir o trabalho de Luiza, encontrará dificuldade para classificá-lo em tipo de segmento musical. Podemos dizer que ela está próxima do jazz, porém também mostra elementos da nossa MPB. E aparenta não estar preocupada em seguir um estilo musical específico. Mas sim em mostrar a sua identidade musical moldada pelas suas influencias musicais. Trata-se de um trabalho interessante que merece ser conferido.

"Drunk On You"

"Heart Shaped Box"

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

.: Grupo Equale canta a obra de Aldir Blanc no álbum “Salve, Aldir!”


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Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Fotos: divulgação

Formado em 1990, o Equale é um importante grupo vocal carioca que reverencia a MPB com trabalhos interessantes, conhecidos pela originalidade nas performances e pelos arranjos personalizados em mais de três décadas de carreira. O álbum “Salve, Aldir!”, que a Biscoito Fino acaba de lançar, se juntará a outros tributos fonográficos do grupo a compositores brasileiros, mote de uma discografia que inclui os álbuns "Expresso Gil" (2000), "Equale Canta Milton Nascimento - Um Gosto de Sol" (2004) e "Na Praia de Caymmi" (2017) - este último, vencedor do Prêmio da Música Brasileira de 2018 como melhor grupo de MPB. 

Dessa vez, o Equale dá vozes ao cancioneiro do compositor Aldir Blanc (1946 - 2020), que completaria 80 anos em 2026. Nesta homenagem, o grupo rebobina parcerias não tão óbvias, com compositores como Djavan, Cristovão Bastos, Sueli Costa, Moacyr Luz e Maurício Tapajós, além de alguns clássicos  com João Bosco e Guinga, dois dos principais parceiros do bardo carioca.  

Com direção musical e regência do maestro André Protásio, produção musical do mesmo, em parceria com Flavio Mendes e Tom Andrade, o álbum conta com as participações especiais de Guinga, Ilessi, Marcos Sacramento e Cristóvão Bastos. A produção executiva do álbum é de Letícia Dias e da TAPA - Tom Andrade Produções Artísticas.

"Nação"

"Querelas do Brasil"

"Voisa Feita"

.: Há 92 anos, nascia Sylvia Telles, a voz da Bossa Nova


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Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Fotos: divulgação

Há 92 anos, nascia no Rio de Janeiro a cantora Sylvia Telles, a voz que serviu como a imagem da Bossa Nova. Com personalidade forte e cativante, ela acabou influenciando várias outras canypras com sua interpretação peculiar e moderna. Sempre a frente de seu tempo. Sylvia D´Atri Telles nasceu em uma família que tinha a música sempre próxima. Embora fosse atraída inicialmente pela dança (ballet clássico) eLa acabou se descobrindo como intérptrete estimulada pelo seu irmão mais velgo, Mario Telles, que tinha discos e já atuava na música.

O compositor Anibal Augusto Sardinha, conhecido como Garoto, ajudou ela a encontrar trabalho no início da carreira. E foi nessa época também que conheceu um músico baiano com quem teve um breve namoro: João Gilberto. Sylvinha, como wea apelidada pelos amigos, fez sucesso com a canção "Amendoim Torradinho" no ano de 1955. Essa  gravação foi determinante para a sua entrada no mercado fonográfico  e dos shows ao vivo. Nesse mesmo ano casa-se com José Candido de Mello Mattos, o Candinho, com quem teve a primeira e única filha, Cláudia Telles, que mais tarde se tornaria também cantora.

Ela passou a frequentar as reuniões no apartamento da família de Nara Leão, que se tornou o berlo do movimento musical batizado como Bossa Nova, que conquistaria o mundo nos anos seguintes, Ela logo se identificou com o novo estilo, sendo até apontada como a personificação da Bossa Bova como intérprete. Em 1960 casou-se pela segunda vez com Aloisio de Oliveira, de quem se separaria em 1964.

Infelizmente Sylvinha faleceria no dia 17 de dezembro de 1966, em um acidente automobilistco com seu namorado na época, Horacio de Carvalho, na região de Maricá, no Rio de Janeiro. Tinha apenas 32 anos e uma carreira em crescente ascensão. Meu  contato com a obra de Sylvia Telles aconteceu nos anos 80; no período em que busquei mais informações sobre os músicos e cantores que se destacaram na Bossa Nova. As interpretações de Sylvinha eram bem originais, fazendo com perfeição uma ponte entre a nossa MPB e o universo sofisticado do jazz.

Apesar de ter deixado um legado musical de valor inegável,  a obra fonográfica de Sylvinha Telles  permanece fora de catálogo. Felizmente há vídeos com diversas gravações e trechos de aparições na televisão. E nas platafoirmas de streaming você consegue encontar alguns discos lançados nos anos 50 e 60 pata ouvir. 

Em 2022, foi lançada sua primeira biografia, revelando-a dona de talento e comportamento a frente de seu tempo, símbolo de uma época e criadora de um estilo que permanece vivo e atual. Durante dez anos, o músico e pesquisador Gabriel Gonzaga mergulhou fundo em sua história; colecionou mais de 2500 recortes, reportagens, 200 fotos e cerca de 50 entrevistas que ajudam a contar os detalhes de uma vida intensa.


"Samba Torto"

"Samba de Uma Nota Só"

"Você e Eu"

sábado, 22 de agosto de 2026

.: "Revolver" 60 anos: a arma dos Beatles era a inovação


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Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação

Há 60 anos os Beatles lançavam o álbum "Revolver", explorando ao máximo os recursos técnicos no estudio de gravação. Mais do que apontar tendencias, o disco consolidou a nova fase da banda, que abandonou os shows ao vivo ´para dedicar seu tempo para trabalhos conceituais e mais elaborados. O som de "Revolver" não se parecia com os trabalhos anteriores. 

A começar que pela primeira vez George Harrison aparecia com três canções de sua autoria ("Taxman", "Love You To" e "I Want To Tell You"). Todas elas aliás são destaques nesse álbum. O detalhe curioso é que em "Taxman", o solo de guitarra foi feito por Paul McCartney e não por George, como ocorria habitualmente.

Na faixa "Eleanor Rigby", McCartney canta acompanhado somente por um octeto de cordas, em um dos momentos mais marcantes do disco. E sola os vocais na bela balada "Here There and Everywhere" e na animada "Got to Get You Into My Life", essa última com arranjo inspirado gravações da Motown e Stax, ícones da soul music nos anos 60. E também se destaca na balada "For No One", que fala do fim da relação dele com sua namorada na época, Jane Asher.

John Lennon apresenta momentos de flerte com o rock psicodélico em "She Said She Said", "I´m Only Sleeping" e "Tomorrow Never Knows". E Ringo sola o vocal em "Yellow Submarine". "Revolver", o álbum, foi o real divisor de águas na carreira musical dos Beatles. E o interessante é que passados 60 anos o trabalho continua relevante na atualidade, comprovando a força dos quatro músicos de Liverpool.

"Taxman"

"Here There and Everywhere"

"Eleanor Rigby"

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

: MPB-4 e Orquestra Petrobras revivem clássicos da nossa música


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Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação

.Sob regência do maestro Felipe Prazeres, o concerto que lotou a Grande Sala da Cidade das Artes (RJ), em outubro de 2024, reuniu a Orquestra Petrobras Sinfônica com o grupo MPB4. Meses depois desta apresentação, que celebrou os 60 Anos da MPB, o quarteto e a orquestra voltaram a se encontrar para a gravação do álbum “MPB4 Sinfônico”, realizada na sala de ensaios da Petrobras Sinfônica, na Fundição Progresso, eternizando a parceria e os arranjos criados para o concerto.

A formação atual do MPB4 conta com Aquiles Reis, Miltinho. Dalmo Medeiros e Paulo Malagutti Pauleira. Os dois primeios estão desde o início, nos anos 60. E os outros entraram mais tarde, mantendo sempre a unidade do grupo, bem como a qualidade dos trabslhos desenvolvidos na música.

No repertório, clássicos da música popular brasileira que marcam a trajetória do MPB4, como “Apesar de Você”, “Olê Olá”, “Roda Viva” (as três de Chico Buarque), “Samba do Avião” (Tom Jobim), “Porto” (Dori Caymmi), “Velas Içadas” (Ivan Lins / Vitor Martins) e “O Ronco da Cuíca” (João Bosco / Aldir Blanc), entre outros. Destaque também para a canção Porto, composta por Dori Caymmi para a primeira versão da novela Gabriela, da Rede Globo.

Os arranjos levam as assinaturas de Jaime Alem, Itamar Assiere, Gilson Santos e Paulo Malaguti Pauleira. O álbum “MPB4 Sinfônico” é um daqueles casos de rara beleza da nossa música popular. E ao unir essas canções com o acompanhanento da Orquestra Petrobras, o grupo potencializou  ainda mais a força das canções. Se você gosta da nossa MPB precisa conferir esse trabalho  do MPB4.

"Porto"

"O Cio da Terra"

"Roda Viva"




 

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

.: Renan Oliveira canta a nova edição de “Os pagodes Que a Gente Gosta”


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Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação

Em um momento em que o mercado da música redescobre a força dos medleys e da nostalgia como estratégia para conquistar novas gerações, Renan Oliveira segue apostando em um caminho que já virou marca registrada de sua carreira. Depois de a primeira parte do audiovisual “Os Pagodes Que a Gente Gosta – Volume 3”, já ultrapassou de 3 milhões de reproduções nas plataformas digitais em poucas semanas, o cantor lança a segunda etapa do projeto gravado na Quadra da Portela; no Rio de Janeiro,  tendo como destaque o encontro inédito com Thiago Soares.

A parceria acontece no medley “Entre a Cruz e a Espada / Namorada Nota Dez / História Combinada”, escolhido como faixa foco do lançamento. O encontro reúne dois artistas identificados com o pagode romântico em um repertório que atravessa diferentes gerações e reforça a proposta do projeto: revisitar clássicos que permanecem vivos na memória afetiva do público, sem abrir mão de uma interpretação contemporânea.

Gravado diante de cerca de quatro mil pessoas na Quadra da Portela, o audiovisual mostra que existe espaço para um pagode que cresce menos pela lógica dos desafios virais e mais pela conexão emocional com o público. O repertório reúne canções que marcaram os anos 1990 e 2000, período considerado um dos mais férteis da história do gênero, e transforma sucessos conhecidos em medleys que mantêm a energia de uma roda de samba.

A nova etapa também consolida o crescimento do projeto “Os Pagodes Que A Gente Gosta”, que já realizou mais de dez edições, passou por diferentes cidades brasileiras, reuniu públicos superiores a 15 mil pessoas e acumula mais de 64 milhões de reproduções considerando os lançamentos anteriore

"Apaga / Pensa Bem / Nuvem"


sexta-feira, 7 de agosto de 2026

.: Rodrigo Vellozo idealiza álbum que revisita a obra de Benito Di Paula


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Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação

Poucos artistas conseguiram construir uma obra tão popular e, ao mesmo tempo, tão singular quanto Benito Di Paula. Entre o samba, a canção romântica, a influência jazzística do piano e uma escrita profundamente brasileira, Benito criou um universo musical próprio que atravessa gerações há mais de sete décadas. Agora, ao completar 85 anos de vida e 55 anos de carreira, sua obra ganha uma nova leitura através de "Benito Di Paula - Rodrigo Vellozo convida Rodrigo Campos, Thiago França e Fumaça", álbum homônimo idealizado por seu filho, o cantor, compositor e pianista Rodrigo Vellozo lançado pela ADA/Companhia de Discos do Brasil.

 Ao lado de Rodrigo Campos, Thiago França e Fumaça - artistas da cena contemporânea brasileira - Rodrigo Vellozo revisita canções marcantes do repertório de Benito sem recorrer à nostalgia. O álbum propõe um diálogo entre tradição e invenção, revelando a força e a modernidade de composições que continuam profundamente conectadas ao presente.

As cinco primeiras faixas de "Benito Di Paula - Rodrigo Vellozo convida Rodrigo Campos, Thiago França e Fumaça" funcionam como um verdadeiro primeiro ato do álbum e estabelecem uma conexão direta com um momento histórico da trajetória de Benito Di Paula. “Maria Baiana Maria”, “Tudo Está no Seu Lugar”, “Do Jeito Que a Vida Quer”, “Tudo Está Mudado” e “Meu Maior Afeto” reproduzem a sequência de abertura do disco lançado por Benito em 1976 pela Copacabana.

 Ao revisitar esse repertório na mesma ordem concebida originalmente, Rodrigo Vellozo e seus parceiros prestam homenagem não apenas às canções, mas também à arquitetura artística de um dos discos mais importantes da carreira do compositor. A escolha reforça o diálogo entre passado e presente que norteia todo o projeto, revelando a permanência e a atualidade de uma obra que segue emocionando e inspirando novas gerações. O disco tem outros momentos interessantes, que mostram a força do trabalho de Benito. Que por sinal merece ser reverenciado como um dos compositores mais singulares de nossa MPB.

"Tudo Está no Seu Lugar"

"Maria Baiana Maria"

"Violão Não Se Empresta a Ninguém"

sexta-feira, 31 de julho de 2026

.: Com mais dez anos de trajetória, Soul de Brasileiro lança o primeiro album


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Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação

Formado por Negra Silva, José Junior e Ge Vieira, o trio Soul de Brasileiro lançou o primeiro álbum, “Sou” pelo Selo Toca Discos, com distribuição da Universal Music. O álbum conta com as participações especiais de Paula Lima, do músico Josiel Konrad e do rapper baiano Hiran. Junto com o álbum, será lançado o videoclipe da música “Oxum Rabane”.

Com mais de uma década de trajetória, o Soul de Brasileiro conecta soul music, samba, MPB, jazz, funk e matrizes afro-brasileiras. Nascidos na Vila Kennedy, zona oeste do Rio de Janeiro, e unidos pela música, inicialmente em igrejas, Ge Vieira, José Junior e Negra Silva descobriram ainda jovens a potência de suas vozes e transformaram esse encontro em um projeto que celebra identidade, pertencimento, ancestralidade, afeto, espiritualidade, resistência e uma constante busca por excelência musical.

Depois dos singles “De Onde Eu Vim”, “Minha Vibe” e “Aí Tem Coisa”, o álbum “Sou” reafirma a maturidade criativa do grupo, que construiu uma linguagem própria na qual as vozes assumem protagonismo absoluto. Com direção artística de Constança Scofield e produção musical de Felipe Rodarte, gravado no icônico estúdio Toca do Bandido, o álbum reúne composições autorais que transitam com naturalidade entre o soul brasileiro, o neo soul, a MPB contemporânea, o R&B, o samba e diferentes expressões da música afrodiaspórica, dialogando com referências como Cassiano, Tim Maia, Sandra Sá, Jorge Ben, Marvin Gaye, Lauryn Hill, Jill Scott, Fela Kuti e Erykah Badu, sem abrir mão de um identidade profundamente brasileira.

 Em entrevista para o portal Resenhando.com, Gê Vieira disse que o trip conhece bem o público do Litoral Paulista. Eles se apresentaram no Sesc de Santos. “Foi uma energia muito positiva; Houve uma interação nem legal com o nosso trabalho.  Se houver possibilidade, queremos voltar, sim”.

"Aí Tem Coisa"

 "De Onde Eu Vim"

"Eu Sou"

.: O Baú da Hora Fértil": documentário inédito desvenda história dos Tribalistas


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Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação

O documentário inédito "Tribalistas - O Baú da Hora Fértil", dirigido por Dora Jobim, faz pré-estreia para convidados no 4º Curta! Festival, dia 3 de agosto.  O longa mergulha na história do grupo formado por Marisa Monte, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes, revelando bastidores dos álbuns homônimos e do processo criativo do trio.


A obra, viabilizada em parceria com o Curta!, chegará ao canal com exclusividade no primeiro semestre de 27. Antes, no entanto, participa de festivais nacionais e internacionais. A produção é da Phonomotor, Kappamakki e Estúdio Morro Dois Irmãos.


Além da pré-estreia, o 4º Curta! Festival realiza na terça, 4, e quarta, 5, atividades presenciais gratuitas abertas ao público com retirada de senhas no Sympla neste link. Serão realizadas masterclasses com o cineasta Jorge Furtado e com o pesquisador de imagens Antônio Venâncio; sessões ‘Sala de Montagem’, com exibição de trechos exclusivos e bate-papo com profissionais das equipes dos longas “Dos à Deux”, de Roberto Bomtempo, “Aqueles Olhos de Carvão Acesso”, de Isabella Poppe, e “Gonzaguinha, da Maior Liberdade”, de Susanna Lira; além de um debate sobre “As Novas Fronteiras da Pós-Produção” reúne os profissionais Marcelo Pedrazzi e Thiago Anjos.


As atividades marcam a última etapa do evento, iniciado com exibição e votação de cerca de 170 produções de ficção e documental, entre filmes e episódios de séries. Os vencedores serão conhecidos na sexta, 7, em evento com transmissão ao vivo pelo youtube do canal: https://www.youtube.com/@canalcurta/streams.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

.: Deep Purple segue no hard rock setentista com o lançamento de "Splat!"


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 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.

A  banda britânica Deep Purple está com material novo na praça. Na contramão da tendência atual do mercado fonográfico,  o veterano grupo apresenta 13 cançoes inéditas no formato de um álbum convencional. E se mantém fiel a sonoridade baseada no hard rock da década de 70. 
Da formação considerada clássica, há três integrantes: Ian Gillan (vocal), Roger Glover (baixo) e Ian Paice  (bateria). Complementam a formação Don Airey (teckados) e Simon McBride. Formação essa, aliás, que mostra um entrosamento incrível nesse novo disco intitulado "Splat!".

O grande acerto nesse álbum foi investir  em um material mais básico, com canções mais curtas e diretas e sempre baseadas no rock dos anos 70. Os riffs de guitarra são marcantes e se por um lado o vocal de Ian Gillan já não consegue alcançar  os antigos agudos, ele se moatra perfeitamente adaptado a sonoridade atual. Há também os tradicionais duelos de solos da guitarra com o órgão Hammond. Don Airey e Simon McBride  são excelentes músicos e conseguem entregar aquilo que o ouvinte fã de hard rock  gosta de ouvir. Nem preciso falar das performances de Ian Paice e Toger Glover, ambos mestres em seus respectivos instrumentos.

Há uma parcela dos críticos na imprensa que defende a aposentadoria da banda. Entretanto, se essa mesma parcela ouvir com atenção esse "Splat!" terá a oportunidade de mudar de opinião. Deixem os veteranos seguirem-na trilha do hard rock enquanto eles se sentirem motivados. Os fãs do grupo agradecerão.


Deep Purple - "Diablo"

Deep Purple - "Guilti Trppin"

Deep Purple - 
"Arrogant Boy"

sexta-feira, 17 de julho de 2026

.: "Foreign Tongues": Rolling Stones desafiam o tempo em novo álbum


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.

A cada novo álbum dos Rolling Stones, o público acaba se surpreendendo de forma positiva. Os seus veteranos integrantes recusam solenemente uma eventual aposentadoria e seguem produzindo ótimas canções que mesclam as suas principais influências musicais, entre elas o blues e a música folk americana, além dos pioneiros do rock como Chuck Berry.

Em "Foreign Tongues", que acaba de ser lançado em formato físico e nas plataformas digitais, a fórmula se repete e da muito certo. A exemplo do que ocorreu no disco anterior,  o produtor Andrew Watt manteve intacta a formula dos Stones, sem se preocupar em soar mais contemporâneo. Mick Jagger (vocal ) e Keith Richards (guitarra e backing vocals) assinam a maior parte da autoria das canções, enquanto Ron Wood cumpre seu papel no grupo nos solos e guitarra base.

O disco abre com "Rough And Twisted", um blues rock bem ao estilo dos Stones. E segue  com  a animada  "In The Stars" que tem um forte apelo radiofônico nos riffs e no refrão. Nessas duas faixas o vocal de Jagger esta limpo e impecável,  assim como em todas as demais.Steve Jordan (batéria) e Daryl Jones (baixo) complrmentam a banda. Na faixa "Covered In You" o ex-beatle Paul McCartney participa tocando baixo,  enquanto Steve Winwood participa de várias faixas  tocando teclados. E a banda gravou  um cover de "You Know I'm No Good", de Amy Winehouse, que ficou acima da média. Os Stones não são highlanders do rock. Mas é fato que eles seguem desafiando o tempo. Pelo menos enquanto se sentirem capazes de dar conta do recado. 

"Tough and Twisted"

"In The Stars"

sexta-feira, 10 de julho de 2026

.: Crítica musical: Alceu Valença, 80 anos de genialidade musical


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.

Um dos nomes mais importantes da nossa MPB, o pernambucano Alceu Valença completou 80 anos mantendo a mesma disposição para produzir verdadeiras pérolas musicais com aquele tempero nordestino inconfundível e irresistível.

Alceu é um talento multifacetado. Além da música teve passagens marcantes no cinema e até na literatura com um livro de poesias, Mas foi na música que ele se tornou conhecido, mesclando as influências  musicais de Luiz Gonzaga e de Jackson do Pandeiro com outras que ele ouvia nas rádios.

Seu primeiro disco foi gravado em parceria com o igualmente genial Geraldo Azevedo em 1973. No ano seguinte lança o disco Molhado de Suor, frequentemente apontado como um de seus melhores trabalhos. E desde então não parou mais.

Basta um breve olhar em sua discografia para perceber a riqueza de sua obra. Álbuns como o "Espelho Cristalino" (1975), "Coração Bobo" (1980), "Cavalo de Pau" (1982). "Anjo Avesso" (1983) e "Mágico" (1985), só pra citar alguns exemplos, reúnem uma coleção de canções antológicas, algumas até se tornaram hits nas rádios, como a irresistível Tropicana.

A genialidade de Alceu se explica pelo fato de ele se manter autèntico, sem se render para concessões comerciais impostas pelas grandes gravadoras. E essa postura só comprovou que sua obra sempre teve o apelo popular. Basta ver seus shows sempre com grande presença de público.

Para nossa felicidade, Alceu segue em pela atividade comemorando merecidamente os seus 80 anos. E tomo emprestado os versos da canção Sete Desejos: E agora penso que a estrada/Da vida, tem ida e volta/Ninguém foge do destino/Esse trem que nos transporta.

"Estação da Luz"

"Sete Desejos"

"Coração Bobo"

.: “Tomo Controle Contigo”, novidade: Suzy McCalley lança novo single


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.

A cantora brasileiro-americana Suzy McCalley está lançando um novo single. Bebendo na fonte das músicas brasileira e americana, Suzy está lançando a música “Tomo Controle Contigo”, pela Ada Brasil Music em todas as plataformas musicais. “A inspiração para essa música é o posicionamento da mulher no momento do flerte, da atração. Ela está entrando num clube, há aquele momento de tensão sexual, e no final é a mulher que escolhe o parceiro”, conta Suzy.

O single faz parte de um projeto chamado “Amor e Atitude”, que terá outras músicas lançadas ao longo do ano. No caso de “Tomo Controle Contigo”, a vocação de Suzy para extrapolar fronteiras aparece também numa batida meio caribenha, fruto da troca de experiências com o produtor Carlos Yael, vencedor de cinco Grammys.

Suzy nasceu no Brasil, filha de mãe brasileira e pai americano, ambos músicos. Mudou-se para os Estados Unidos aos 9 anos e mora lá até hoje, mas está sempre no Brasil e nos últimos três anos intensificou sua imersão musical, visitando Minas Gerais e o Nordeste, sempre em busca de novas influências e conhecimentos.  

Nos Estados Unidos, Suzy tornou-se uma espécie de embaixadora da cultura brasileira. Além de se apresentar com sua banda, realiza eventos que incluem, além de música, dança e gastronomia brasileiras. “É incrível compartilhar a cultura brasileira. Principalmente onde moro agora, na Carolina do Norte, onde as pessoas normalmente só conhecem “Garota de Ipanema” e uma ou outra música brasileira”,  concluiu.

"Tomo Contro Contigo"

sexta-feira, 3 de julho de 2026

.: Jornalista escreve crônicas sobre a luta contra o alcoolismo


Por
Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.

O que acontece quando a rotina de um jornalista é substituída pelo tremor do corpo e o vômito seco todas as manhãs? Escrito durante 110 dias de internação em uma clínica no Rio de Janeiro, "Garrafas ao Mar" é um relato corajoso sobre a fragilidade humana diante do alcoolismo. Em crônicas viscerais e sem autocompaixão, João Paulo Arruda expõe os fragmentos de sua própria queda e narra o processo de reconstrução de uma vida.

Com passagem por importantes redações cariocas, João começou a admitir que precisava de ajuda no início de 2024, quando tinha 48 anos. Andava cambaleante, tinha crises de sonambulismo e sofria apagões em casa ou na rua. Chegou a se internar duas vezes naquele ano, mas enxergava o tratamento apenas como uma etapa a ser cumprida. Recaiu, seu desempenho profissional piorou e foi demitido do jornal onde trabalhava há mais de duas décadas.

"Mergulhei na depressão e na autopiedade. Fiquei um mês deitado na rede da sacada, bebendo desesperadamente. A essa altura, eu já era conhecido como o bêbado do bairro", relembra, até ser levado por um amigo e a namorada a uma nova internação, desta vez encarada com humildade diante do reconhecimento de que estava doente e a morte era iminente. "Hoje, tenho consciência de que serei alcoólatra para o resto da vida. A doença é tão terrível que, mesmo estando bem, às vezes confundo paz com pasmaceira".

Sem poder usar computador, pelas regras da clínica, "Garrafas ao Mar" foi escrito inteiramente à mão, em tempo real, enquanto os fatos se desenrolavam. João preservou o olhar e a sensibilidade de repórter. Ele conta em detalhes sua rotina durante a internação e narra inúmeras histórias suas e da convivência com outros pacientes. Alguns, dependentes de álcool e drogas. Outros, que buscavam se libertar do vício em sexo e em jogos, contingente que vem se multiplicando nos últimos anos.

Mais do que um testemunho sobre a luta contra o alcoolismo, "Garrafas ao Mar" é o registro de alguém que precisou perder o chão para reaprender a caminhar. E pode servir como um espelho para tantas pessoas e famílias devastadas. “Limpo” desde setembro de 2025, João retomou sua carreira de jornalista. "Não escrevi os textos imaginando que publicaria um livro. Foi como se eu estivesse jogando garrafas ao mar, uma forma de reconexão comigo mesmo. Garrafas ao mar já está em pré-venda na Amazon e chega às melhores livrarias do país e com lançamento simultâneo em e-book em mais de 20 plataformas digitais".

sexta-feira, 26 de junho de 2026

.: Música: Prime Vídeo disponibiliza documentário de Paul McCartney


Por
Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.

O streaming Amazon Prime Video disponibilizou para os assinantes o documentário "Man On The Run" que narra a trajetória do ex-beatle Paul McCartney no período p´pós-Beatles e a criação da banda Wings, até chegar na sua atual carreira solo. O documentário é narrado por McCartney. Mas está longe de ser uma produção tipo chapa branca. Nele são mostrados não só os pontos positivos como também as mancadas homéricas, como a sua prisão em 1980 no Japão por porte de entorpecente.

Ainda que mostre de uma forma superficial, a produção acaba conseguindo mostrarcomo o músico superou a desconfiança inicial da mídia sobre o seu trabalho na época. O Wings teve várias formações. permanecendo o aeu  nucleo com McCartney. Linda Eastman e Denny Lane. E deixou gravados álbuns antológicos, como o Band on the Run, de 1973 E Venus And Mars, de 1975.

Além de imagens raras da época, a produção utiliza como trllha sonora as canções clássicas de McCartney, acentuando o clima saudosista. Destaco a gravação de Band on TheRun, que foi realizada na Nigeria com vários problemas técnicos e situações turbulentas. Na prática, o documentário joga uma luz na trajetória vitoriosa do ex-beatle. Comprovando que nem sempre esse caminho foi um mar de rosas. Mas solidifivou o mito  e seu talento nato para a música pop mundial.

"Band On The Run"

"My Love"

Trailer de "Man On The Run"


sexta-feira, 19 de junho de 2026

.: Paul McCartney traz suas lembranças em novo disco


Por
Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.

Prestes a completar 84 anos e realizando mais uma turnê mundial, o ex-beatle Paul McCartney lança um novo disco no qual expõe suas lembranças do período da infância e da adolescência; "The Boys of Dungeon Lane" retrata como era sua vida no tempo em que vivia em Liverpool ainda como aspirante a músico.

E é preciso ressaltar o ato de coragem que McCartney teve ao lançar um álbum no formato tradicional. Isso numa época em que as pessoas envolvidas com música têm dado preferência aos singles que são lançados invariavelmente em doses homeopáticas. Gravar, produzir e lançar um álbum com 14 faixas  se tornou uma façanha que poucos conseguem realizar hoje em dia.

Comparando com os discos anteriores, "The Boys of Duingeon Lane" pode ser considerado um álbum conceitual;  A voz de McCartney já sente um pouco os inevitáveis efeitos da idade; Em alguns momentos ela soa um pouco trêmula e hesitante. E em outros ele se mostra um melodista competente, que ainda sabe como fazer pulsar uma banda.

Falando das faixas, citaria "The Days We Left Behind", "Montain Top" e "Down South" como destaques, assim como a igualmente ótima "Home Of Us", cantada em dueto com o ex-beatle Ringo Starr. Dessa forms, Ringo retribuiu a gentileza de McCartney que participou de faixas de um de seus discos mais recentes. Na faixa "Momma Gets By", McCartney homenageia o casamento dos seus pais.

Esse novo álbum está longe de ter a densidade de outros discos lançados nos anos 70, como o "Band On The Run". E creio que esse nem era o objetivo de McCartney. Se por um acaso McCartney anunciar uma aposentadoria, esse disco encerraria de forma digna a sua discogrsafis. Porem eu continuo torcendo para ouvir o seu próximo lançamento.

"As You Lie There"

"Ripples In a Pond"

"Never Know"

sexta-feira, 12 de junho de 2026

.: Crítica musical: Julie Wein, um talento entre pianos e canções


Por
Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: Isabela Espindola

Cantora, compositora, atriz, instrumentista e Doutora em Neurociências pela UFRJ, Julie Wein celebra a tradição do piano popular na canção brasileira no álbum "Pianos e Canções", reunindo músicas de compositores como Johnny Alf, Tom Jobim, Ivan Lins e Benito di Paula. “A seleção desse repertório foi um mergulho na memória afetiva e um resgate da pluralidade que fundamenta a nossa identidade musical. Gravei compositores que sempre me inspiraram a escrever canções e a me acompanhar ao piano, cantando e tocando, aproximando no mesmo disco universos tão distintos quanto os de Benito di Paula e Tom Jobim”, pontua Julie Wein.

Além de figurarem no álbum como compositores, dois destes mestres dividem os vocais com Julie Wein: Francis Hime em “Trocando em Miúdos” (Francis Hime e Chico Buarque), e Ivan Lins em “Bilhete” (Ivan Lins e Vitor Martins). O repertório reúne ainda “Retalhos de Cetim” (Benito di Paula), “Rapaz de bem” (Johnny Alf), “Olha Maria” (Tom Jobim, Vinícius de Moraes e Chico Buarque) e “Balada do Louco” (Arnaldo Batista e Rita Lee). A autoral “Homem Virtuoso”, composta por Wein e Matheus Prevot, completa a seleção.  

Em um país cuja tradição do violão na canção popular é muito presente, Julie Wein lembra que, em outras épocas, a cidade do Rio de Janeiro chegou a ser apelidada de “Pianópolis”: “Este disco nasce também do desejo de celebrar a tradição do piano popular brasileiro, através de artistas que tiveram o instrumento como elemento fundamental de suas composições. Espero produzir novos volumes, gravando compositores como João Donato, Marcos Valle, Guilherme Arantes, Eduardo Dusek, Flávio Venturini, Arrigo Barnabé, Tania Maria, Angela Ro Ro, entre outros”, finaliza Julie Wein.

Com direção e produção musical de Jorge Helder, “Pianos e Canções” repete a dobradinha da artista com a gravadora Biscoito Fino, por onde lançou seu projeto de estreia, “Infinitos Encontros”, em 2020. Com um currículo longo nas artes e na ciência, Julie Wein se destaca na nova cena musical brasileira. Seja na pesquisa acadêmica ou frente ao microfone, a música é a sua matéria-prima. Premiada no Festival de Música da Rádio MEC e eleita Melhor Intérprete de MPB pelo Prêmio Profissionais da Música (PPM), Julie foi vencedora do Prêmio TOCA 2025.

 Participou de espetáculos musicais como “Musical Noel Rosa: Coisa Nossa” (2023) e “Peça Dois Amores e Um Bicho (2017-2020), como atriz e cantora, e como preparadora vocal em peças como “Ayrton Senna - o musical” (2017) e “Haddad e Borghi”(2025). Em 2022, estreou o show “Julie Wein canta Chico Buarque”. É  pesquisadora do Instituto D´Or de Pesquisa e Ensino desde 2011, onde percorreu todas as etapas acadêmicas, da Iniciação Científica ao Pós-Doutorado (posição atual). Graduada em Biofísica pela UFRJ. Doutoranda em Neurociências (Ciências Morfológicas - Biomedicina UFRJ), foi duas vezes premiada pela Jornada Giulio Massarani e Graduada com Dignidade Acadêmica. Recebeu também Menção Honrosa do Prêmio Juarez Aranha Ricardo.

"Retalhos de Cetim"

"Bilhete"

"Trocando em Miudos"

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