Mostrando postagens com marcador Mostra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mostra. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 23 de julho de 2026

.: "Sentimento Louco": Marília Mendonça ganha primeira exposição sensorial


"Marília Mendonça - Sentimento Louco" convida o público a viver uma experiência imersiva inédita sobre a vida, a obra e o legado da artista a partir do dia 9 de outubro. Vendas de ingressos abrem nesta quinta-feira, dia 23 de julho. Mostra conta com patrocínio de Amazon Music e Amazon Prime, que lançam, no dia 16, um documentário homônimo sobre a vida e obra da cantora sertaneja. Na imagem, o projeto 3D da sala da exposição intitulada "Infiel – Closet", voltada à identidade visual da cantora


A voz que transformou a música sertaneja e marcou uma geração ganha agora uma homenagem à altura de seu legado. Hoje, 22 de julho, dia em que Marília Mendonça completaria 31 anos de idade, o MIS - Museu da Imagem e do Som de São Paulo anuncia, para o dia 9 de outubro, a exposição “Marília Mendonça - Sentimento Louco”, a primeira grande mostra dedicada à trajetória da artista. Realizada em parceria com a Axon Content, a exposição conta com patrocínio de Amazon Music e Amazon Prime, que lançam, no dia 16, um documentário de mesmo nome sobre a vida e obra da cantora sertaneja.

Os ingressos começam a ser vendidos nesta quinta-feira, dia 23 de julho, e podem ser adquiridos pela plataforma Megapass e na bilheteria física do MIS.. A exposição biográfica propõe uma experiência sensorial e imersiva que convida o público a revisitar a história de Marília Mendonça por meio de ambientes inspirados em suas músicas, objetos pessoais, figurinos, registros inéditos, instalações audiovisuais e experiências interativas. Em aproximadamente 1.000 m², distribuídos pelos dois andares do MIS, os visitantes poderão mergulhar na trajetória de uma das artistas mais importantes da música brasileira contemporânea.

 Conhecida como a "Rainha da Sofrência", Marília Mendonça revolucionou o sertanejo ao dar protagonismo às mulheres e transformar experiências cotidianas em canções que atravessaram gerações. Sua autenticidade como compositora e intérprete fez com que milhões de pessoas encontrassem em suas letras um espaço de identificação, acolhimento e memória afetiva. Mesmo após sua morte, em 2021, aos 26 anos, sua presença continua viva na cultura brasileira. Com mais de 10 bilhões de reproduções no Spotify, dois Grammy Latino e uma das carreiras mais marcantes da música nacional, Marília consolidou um legado que ultrapassa os números e permanece presente na vida de fãs em todo o país.

 A exposição acompanha diferentes momentos de sua trajetória, desde a infância e os primeiros passos como compositora até a consagração nos palcos, mostrando também os bastidores da carreira, seu processo criativo e a relação construída com milhões de admiradores. Cada espaço da mostra foi concebido a partir de títulos de músicas que marcaram sua carreira. 

Entre os ambientes estão Skyline Marília, instalação que dá início à experiência; "Eu Sei de Cor - Ouro de Mina", dedicado às origens da artista; "A Flor e o Beija-Flor - Quintal da Criação", que revela seu processo criativo; "Esqueça-me Se For Capaz - Quarto", ambiente intimista com memórias pessoais; "Infiel - Closet", voltado à sua identidade visual; "Camarim", que apresenta os bastidores da carreira; "Sentimento Louco - Sala 360º", experiência audiovisual imersiva; "Alô Porteiro - Primeiro DVD", dedicado aos primeiros grandes marcos de sua trajetória; "Show", que recria a energia de suas apresentações ao vivo; "Minha Herança - Universo das Palavras", sobre suas composições; "Fã Clube", homenagem ao vínculo construído com seu público; e "Todos os Cantos", espaço dedicado ao projeto que percorreu o Brasil levando sua música a diferentes cidades.

“Marília Mendonça – Sentimento Louco” celebra uma mulher que transformou sentimentos individuais em experiências coletivas, deu voz a milhões de brasileiros e deixou um legado que continua ecoando através de sua música. A mostra também contará com uma loja oficial, reunindo produtos exclusivos inspirados na trajetória da cantora. Realizada pelo MIS em parceria com a Axon Content, a exposição une pesquisa, narrativa, tecnologia e audiovisual para transformar a visita em uma experiência de emoção e memória. O projeto conta com patrocínio de Amazon Music e Amazon Prime.


Sobre o documentário “Marília Mendonça - Sentimento Louco”
A série documental Original Prime retrata a trajetória de vida e a carreira meteórica de uma das maiores vozes do sertanejo brasileiro e a artista feminina mais ouvida do país. O projeto revisita os passos de uma cantora que marcou uma geração e transformou, para sempre, o cenário da música nacional. Natural de Cristianópolis, Goiás, Marília Mendonça se consagrou como uma das principais representantes do sertanejo, abrindo caminho para outras mulheres no gênero com suas composições marcantes e presença autêntica.

Com acesso exclusivo a arquivos pessoais e depoimentos de amigos, familiares e parceiros de estrada, a produção revela os bastidores de uma carreira construída com verdade, talento e emoção. Marília conquistou uma legião de fãs com seu carisma e seu amor incondicional pela música. Mesmo após sua partida precoce, sua voz segue ecoando por todo o Brasil, reafirmando sua força, sensibilidade e o legado eterno da Rainha da Sofrência. A série é produzida pela Chatrone e Kromaki, e dirigida por Susanna Lira. Valentina Castello Branco, Gabriela Altaf e Fabiana Assis integram o time de roteiristas.

 
Serviço | Exposição “Marília Mendonça - Sentimento Louco”
Período: 9 de outubro de 2026 a 29 de novembro de 2026
Local: Museu da Imagem e do Som (MIS)
Avenida Europa, 158, Jardim Europa – São Paulo
Ingressos: R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia-entrada), vendidos pela plataforma Megapass e na bilheteria física do MIS
Horários: terças a sextas, das 10h00 às 19h00. Sábados, das 10h00 às 20h00. Domingos e feriados, das 10h00 às 18h00. Permanência até uma hora após o último horário.
A exposição é uma realização Museu da Imagem e do Som, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo, e Axon Content, com patrocínio de Amazon Music e Amazon Prime.
O MIS tem patrocínio institucional da Livelo, Vivo, Goldman Sachs, Ituran e Goodstorage e apoio institucional das empresas Delboni, EAÍ?! Marketing, Unisys, Volkswagen Caminhões e Ônibus, Unipar, Campari, Colégio Albert Sabin, PWC, Telium, Kaspersky, Gabriel e Play Audiovisual, por por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, ProAC e Promac.

terça-feira, 21 de julho de 2026

.: Atriz Helena Ignez é homenageada por mostra da série Ocupação Itaú Cultural


Exposição celebra a artista em primeira pessoa e destaca sua trajetória no teatro e no cinema com materiais raros, filmes restaurados e programação especial. Aos 87 anos, Helena Ignez segue em plena efervescência, produzindo e atuando nos palcos e sets de filmagens. 
Foto: Fabrício Tadeu / Acervo Andre Sampaio

 
Era o ano 1956 quando Helena Ignez ingressou na Escola de Teatro da Bahia, em Salvador, cidade onde havia nascido em 1939. Começava ali a trajetória de uma das mais importantes atrizes e diretoras do cinema e do teatro brasileiros, cuja vida e obra são marcadas pela liberdade comportamental e artística. Nesta quarta-feira, dia 22 de julho, o Itaú Cultural inaugura mostra da série Ocupação dedicada a ela. Primeira cineasta mulher a receber esta homenagem, a exposição privilegia a voz de Helena, sua liberdade criativa e sua potência em cena, sempre em intensa atividade artística. A mostra permanece em cartaz até 18 de outubro

 Ocupação Helena Ignez rompe o modelo cronológico-biográfico tradicional para construir uma narrativa em primeira pessoa, guiada pela voz da artista e diretora, seu corpo em ação e sua prática artística radicalmente livre. No período em que estiver em cartaz, o público ainda poderá acompanhar uma retrospectiva com 23 filmes na plataforma Itaú Cultural Play, de obras dirigidas, estreladas ou relacionadas a Helena. Com produção da Itaú Cultural Play e direção de Helena e Guerreiro Lopes, está sendo finalizado o curta-metragem Des-criação – a mulher cabeça, para disponibilização na plataforma e no espaço expositivo.

Ainda, o teatro do IC apresentará a peça "Savannah Bay", montada sobre o texto homônimo de Marguerite Duras em 1999 e em 2001, com direção de Rogério Sganzerla, Helena no papel de Madeleine, uma atriz que perdeu a filha afogada na baía de Savannah e enfrenta problemas de memória, e Djin Sganzerla como sua neta. Ocupação Helena Ignez também conta com uma publicação digital e um site com conteúdos exclusivos (itaucultural.org.br/ocupação).

“Helena atravessa a história do cinema e do teatro modernos no Brasil, passando pelos períodos centrais do Cinema Novo, da Belair e da experimentação radical”, observa Galiana Brasil, gerente de Curadorias e Programação Artística. “Ela é uma pessoa em constante reinvenção e, aos 87 anos, segue nessa trilha, firme e altamente criativa”, completa. O núcleo que Galiana gerencia assina a concepção, realização e curadoria da mostra, com consultoria da atriz Djin Sganzerla, e projeto expográfico de Renata Mota.

Partindo dessa premissa, a linha curatorial abraça a ideia de Helena ser uma atriz antimusa para jogar foco em sua produção, vitalidade e potência criativas. De forma transversal, a mostra reúne materiais históricos, registros inéditos, fotos, vídeos, documentos, instalações e trabalhos recentes da artista. Assim, o caminho percorrido vai do cinema, teatro e direção à formação, encontros e experiências políticas, espirituais e humanas da artista.

A sua trajetória como cineasta e no teatro ganham destaque, revelando um percurso menos conhecido do grande público. Como ela mesma diz, a importância do teatro é absoluta, porém sua trajetória como atriz e mais tarde como diretora ainda é pouco conhecida. Fotos, programas, matérias de jornais – o eu inclui uma crítica do jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues, e documentos de processo de trabalho de Helena, compõem esse espaço.

Vale lembrar que, recentemente, em São Paulo, a atriz integrou o elenco de Fim de Partida, clássico de Samuel Beckett, dirigido por Rodrigo Portella, ao lado de Marco Nanini, Guilherme Weber e Ary França. A temporada segue para Fortaleza em julho. Como diretora, seu mais recente longa-metragem é A Alegria é a Prova dos Nove, de 2023.

A exposição
O percurso pela Ocupação começa com uma experiência imersiva, com áudio da própria Helena conduzindo o público e uma projeção central de trechos marcantes de suas atuações, evidenciando o corpo como linguagem e a ação como gesto político.

A mostra dedica um eixo especial à perspectiva da antimusa, com um conjunto impactante de manchetes históricas, imagens e vídeos. A Mulher de Todos ocupa lugar central na exposição, com a exibição do filme em cópia restaurada, o seu cartaz histórico e registros da personagem que ela encarnou: a irreverente Ângela Carne e Osso, ninfomaníaca que faz dos homens de gato-e-sapato, considerada uma interpretação revolucionária no cinema brasileiro por subverter papéis de gênero em plena ditadura.

O espaço dedicado à Belair reúne filmes, fotos, frames, vídeos, materiais de bastidores, trilhas sonoras e textos da época, incluindo documentos em que Helena se posiciona contra a censura. São registros que retratam o período de intensa criação vivido por Helena Ignez ao lado de Rogério Sganzerla e Júlio Bressane, em 1970. Para se ter uma ideia, o grupo realizou seis longas-metragens em poucos meses. A produção foi logo interrompida pela repressão e eles tiveram de partir para o exílio.

Integram esse conjunto materiais de filmes como "Carnaval na Lama", "Copacabana Mon Amour", "Sem Essa Aranha", "Cuidado Madame", "Barão Olavo, o Horrível" e "A Família do Barulho". Este núcleo também incorpora iniciativas de preservação associadas ao projeto, como apoio da Cinemateca Brasileira que contribuiu para a captura fotográfica digital das películas desses títulos, além de "O Bandido da Luz Vermelha", "O Padre e a Moça", "O Grito da Terra" e "A Grande Feira".

 A Ocupação evidencia ainda o trabalho de Helena como diretora, apresentando roteiros, cadernos de processo, vídeos e bastidores de filmes como "A Alegria é a Prova dos Nove" (2023), além de títulos anteriores. Como atriz, a mostra dialoga com sua produção recente, como o longa "Ensaio Sobre o Fracasso" (2020) e sua atuação no teatro em "Fim de Partida", de Samuel Beckett, com direção de Rodrigo Portella, ao lado de Marco Nanini, Guilherme Weber e Ary França.

Um mural com fotos mostra imagens de parcerias de trabalho longevas, como Rogério Sganzerla (1946–2004), Júlio Bressane, Antônio Pitanga, Paulo Vilaça (1939–1991), Cristiano Burlan e Jean-Claude Bernardet (1936–2024); e outros icônicos, como Jô Soares (1938–2022), Maria Gladys, Zé Celso Martinez Corrêa (1937–2023) e Ney Matogrosso.

 

segunda-feira, 20 de julho de 2026

.: Falta de humanidade nas cidades vira pintura em mostra gratuita em SP


"Tudo Sobre Mim", estreia no dia 23 de julho no Espaço República, e marca a volta de Maazo Heck às exposições individuais após 7 anos, com 25 pinturas inéditas. Foto: divulgação 

Uma exposição gratuita no centro de São Paulo parte de uma inquietação bem atual: a sensação de impotência diante da falta de humanidade nas grandes cidades. "Tudo Sobre Mim", do artista visual Maazo Heck, ocupa o Espaço República entre 23 de julho e 3 de agosto, com 25 pinturas inéditas produzidas ao longo de cinco anos de pesquisa. A exposição marca a primeira mostra individual do artista na capital paulista.

Como parte da programação especial da mostra, o público poderá participar de duas atividades gratuitas conduzidas pelo artista Maazo Heck e pela curadora Michaela A F. No dia 25 de julho, das 15h00 às 16h00, será realizada uma demonstração prática de pintura ao vivo, seguida de um bate-papo sobre o processo criativo, a pesquisa artística e os conceitos que permeiam a exposição. 

Já no dia 1º de agosto, também das 15h00 às 16h00, os visitantes poderão acompanhar uma visita guiada com o artista e a curadora, que apresentarão detalhes sobre as obras, os símbolos presentes na série e os caminhos que deram origem à mostra “Tudo Sobre Mim”. 

Ao entrar na mostra, o visitante encontra pinturas que transitam entre a figuração e a abstração. Corpos parcialmente ocultos por tecidos dividem espaço com imagens que se aproximam do símbolo, criando composições de forte impacto visual em que as dobras, os volumes e as formas assumem protagonismo.

O título "Tudo Sobre Mim" carrega uma ironia. Embora a série tenha origem nas inquietações pessoais do artista, as pinturas não propõem uma narrativa autobiográfica. A partir de experiências íntimas para construir imagens abertas a diferentes interpretações, Maazo transforma questões individuais em uma reflexão sobre a condição humana. A série nasceu da inquietação que acompanha o artista há anos. O contato cotidiano com a realidade das pessoas em situação de rua e a sensação de impotência diante da crescente falta de humanidade nas grandes cidades tornaram-se o ponto de partida para a pesquisa desenvolvida desde 2020.

"Minha angústia é a falta de humanidade. Convivo diariamente com cenas que me atravessam e permanecem comigo. A pintura foi a forma que encontrei de transformar esse incômodo em reflexão", afirma Maazo. Segundo a curadora Michaela A F, os tecidos ocupam um papel central na construção da série, revelando e ocultando simultaneamente figuras, formas e significados. "Em alguns momentos, deixam de remeter a um corpo específico e passam a operar como símbolos abertos, evocando vestígios cuja significação permanece em suspensão".

Formado em Belas Artes, Maazo desenvolveu grande parte de sua trajetória artística em Salvador, onde realizou sua última exposição individual, no Palacete das Artes, atual Museu Rodin Bahia. Desde então, participou de exposições coletivas e salões de arte, mantendo ativa sua pesquisa artística e integrando um grupo permanente de cinco artistas que se reúne para discutir processos criativos e arte contemporânea.

Hoje, mantém seu ateliê no Espaço República, ambiente que considera fundamental para o desenvolvimento de seu trabalho. A convivência diária com outros artistas e o incentivo promovido pelo gestor do espaço, o artista plástico Philip Haji-Touma, ampliam as oportunidades de diálogo, intercâmbio e circulação de sua produção. 

"Uma exposição sempre muda quando sai do ateliê e encontra o público. É nesse momento que o trabalho ganha outra dimensão. Minha expectativa é que as pessoas percorram esse caminho comigo e construam suas próprias interpretações", conclui Maazo. 


Serviço
Exposição "Tudo Sobre Mim"
Entrada gratuita
Artista: Maazo Heck
Curadoria: Michaela A F
Período: 23 de julho a 3 de agosto
Horário de visitação: das 13h00 às 19h00
Espaço República | Avenida São Luís, 86, 5º andar - São Paulo
Programação especial: 25 de julho | 15h00 às 16h00: pintura ao vivo e bate-papo com o artista Maazo Heck e a curadora Michaela A F
1º de agosto | 15h00 às 16h00: visita guiada com o artista Maazo Heck e a curadora Michaela A F


quarta-feira, 15 de julho de 2026

.: "Entre Lugares" reúne cinco artistas marcados por deslocamentos


Exposição "Entre Lugares" reúne cinco artistas com trajetórias atravessadas por deslocamentos, diásporas e intercâmbios culturais. Mostra apresenta obras de Gerson Fogaça, Alexis Iglesias, J. Pavel Herrera, Ivonne Ferrer e Bernardo Medina e poderá ser visitada no Instituto Cervantes de São Paulo entre os dias 14 de julho e 14 de agosto.Na imagem, o
bra do artista Bernardo Media


O Instituto Cervantes de São Paulo recebe, entre os dias 14 de julho e 14 de agosto, a exposição "Entre Lugares - Práticas Contemporâneas entre Brasil, Cuba e Porto Rico", reunindo obras de cinco artistas cujas trajetórias são marcadas por experiências de deslocamento, migração e intercâmbio cultural: Gerson Fogaça (Brasil), Alexis Iglesias e J. Pavel Herrera (Cuba, radicados no Brasil), Ivonne Ferrer (Cuba, residente em Miami) e Bernardo Medina (Porto Rico).

A mostra propõe uma reflexão sobre como os deslocamentos geográficos, afetivos e culturais se transformam em matéria de criação artística. Mais do que representar diferentes nacionalidades, os artistas compartilham experiências de mobilidade que atravessam fronteiras e influenciam suas pesquisas visuais, revelando novas formas de pertencimento, memória e construção da identidade. Cada obra apresenta uma perspectiva singular sobre essas experiências. Permanência, migração, adaptação e reinvenção aparecem em diferentes linguagens e materiais, evidenciando como as transformações pessoais dialogam com processos históricos e culturais mais amplos.

Brasil, Cuba e Porto Rico compartilham trajetórias marcadas pelos movimentos migratórios, pela mestiçagem e pelas intensas trocas culturais que moldaram a história do Caribe e da América Latina. Nesse percurso, Miami também ocupa papel central como espaço contemporâneo de encontro entre diferentes diásporas latino-americanas e caribenhas, onde identidades permanecem em constante transformação.

Essas relações constituem o eixo curatorial de "Entre Lugares", que reúne obras nas quais corpos, memórias, materiais e linguagens visuais revelam as marcas visíveis e invisíveis dos encontros entre culturas, territórios e vivências individuais. A exposição integra as iniciativas internacionais do Museum of Contemporary Art of the Americas (MoCA Américas), instituição dedicada à valorização de artistas de sua coleção e ao fortalecimento do intercâmbio cultural entre Brasil, Caribe e Estados Unidos.

Como parte desse programa, artistas vinculados ao museu participam de exposições, encontros e atividades em instituições brasileiras, enquanto artistas contemporâneos do Brasil são convidados a apresentar seus trabalhos em Miami, desenvolver ações educativas e estabelecer conexões com a comunidade artística local. Mais do que aproximar diferentes países, "Entre Lugares" propõe uma reflexão sobre a condição contemporânea de viver entre culturas. Em vez de construir uma narrativa única, a exposição assume a multiplicidade como princípio, apresentando cada obra como um ponto de conexão dentro de uma rede de experiências em permanente transformação, onde identidades se deslocam, se reinventam e se constroem continuamente por meio do encontro e da convivência.

Serviço
Exposição "Entre Lugares - Práticas Contemporâneas entre Brasil, Cuba e Porto Rico"
Instituto Cervantes de São Paulo - Unidade Paulista
Avenida Paulista, 2.439, térreo, próximo à Estação Consolação do Metrô - São Paulo/SP
Abertura: 14 de julho de 2026, às 19h00
Visitação: até 14 de agosto de 2026
Artistas: Gerson Fogaça, Alexis Iglesias, J. Pavel Herrera, Ivonne Ferrer e Bernardo Medina
Realização: Museum of Contemporary Art of the Americas – MoCA Américas

segunda-feira, 13 de julho de 2026

.: World Press Photo 2026 chega à Caixa Cultural São Paulo com exposição


Após temporada no Rio de Janeiro, a exposição chega a São Paulo com 42 projetos da edição 2026 do World Press Photo. “Separados pelo ICE” / Fotojornalista: Carol Guzy


A Caixa Cultural São Paulo recebe, a partir desta terça-feira, dia 14 de julho, a exposição "World Press Photo 2026", que apresenta 42 projetos vencedores da 69ª edição do concurso promovido pela organização World Press Photo. Após temporada no Rio de Janeiro, a exposição chega à capital paulista e permanecerá em cartaz até 6 de setembro, com entrada gratuita. A mostra apresenta trabalhos premiados nas categorias Individual, Reportagem e Projetos de Longo Prazo, reunindo imagens produzidas em diferentes regiões do mundo. Os projetos abordam experiências humanas, acontecimentos contemporâneos e diferentes aspectos da vida em sociedade, evidenciando a diversidade de olhares que caracteriza o fotojornalismo e a fotografia documental.

 Entre os destaques está a Foto do Ano, “Separados pelo ICE”, da fotojornalista Carol Guzy, da agência ZUMA Press/iWitness, publicada pelo Miami Herald. Anunciada em Amsterdã, a imagem registra um momento de grande intensidade entre integrantes de uma família durante uma ação de fiscalização migratória nos Estados Unidos.

A edição de 2026 também conta com a participação de fotógrafos brasileiros premiados na América do Sul. Na categoria Individual, Priscila Ribeiro foi reconhecida pela obra “Um Território de Esperança”. Já na categoria Reportagem, Eduardo Anizelli recebeu o prêmio pelo projeto “Aqueles Que Carregam os Mortos”. Os trabalhos reforçam a relevância da fotografia brasileira no cenário internacional e sua capacidade de registrar histórias e realidades por meio da imagem.

Criado em 1955, o World Press Photo reúne anualmente trabalhos de fotojornalismo e fotografia documental selecionados em concurso promovido pela organização. A edição de 2026 apresenta projetos produzidos em diferentes contextos e localidades.


Oficina de fotojornalismo integra a programação educativa
Além da exposição, a programação da Caixa Cultural São Paulo contará com a oficina “Pauta e Rua – Oficina Prática de Fotojornalismo”, realizada pelo Programa Educativo Caixa Gente Arteira. Inspirada na própria World Press Photo 2026, a atividade apresenta conceitos, técnicas e processos relacionados à construção de narrativas visuais e à prática do fotojornalismo. Voltada a estudantes, comunicadores e interessados em fotografia, a oficina abordará aspectos técnicos, éticos e narrativos da produção de imagens. A programação inclui atividades teóricas e práticas, como análise fotográfica, exercícios de composição, saídas fotográficas e construção de narrativas visuais.


Serviço
Exposição "World Press Photo 2026"
Caixa Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111, Centro / São Paulo
Período: 14 de julho a 6 de setembro de 2026
Abertura: 14 de julho de 2026, às 17h00
Entrada: gratuita
Horário de visitação: terça a domingo, das 9h00 às 18h00
Classificação indicativa: 12 anos
Acessibilidade: visitas mediadas em Libras e audiodescrição das imagens
Informações: (11) 3321-4400

Oficina: Pauta e Rua - Oficina Prática de Fotojornalismo
Datas: 28 a 31 de julho de 2026
Horário: das 14h00 às 17h00
Vagas: 30
Classificação: 16 anos

domingo, 21 de junho de 2026

.: Mostra “Brasil em Todas" promove no MIS Experience uma imersão nas Copas


Mostra interativa faz um mergulho na participação da seleção brasileira na história das Copas. Público contará ainda com transmissão ao vivo dos principais jogos do torneio. Foto: Lucas Mello

O MIS Experience, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, entra na torcida para a seleção brasileira de futebol conquistar o hexa, com a exposição interativa “Brasil em Todas”. Até dia 2 de agosto, o público fará uma verdadeira imersão na história da “seleção canarinho” nas Copas do Mundo. O Brasil é o maior campeão do torneio, com cinco títulos, além de ser o único país a participar de todas as 23 edições. Com um estilo único de jogo, as equipes brasileiras sempre apresentaram grandes jogadores e protagonizaram situações que marcaram para sempre a história do esporte, consagrando a nação como o “país do futebol”.

Para mergulhar ainda mais na participação brasileira nas Copas do Mundo, o MIS Experience convida o público a vivenciar o futebol de maneira inédita, interativa, divertida e inovadora. O percurso de “Brasil em Todas” apresentará aos visitantes as diferentes realidades do consumo e da prática do futebol ao longo dos anos – com base em hábitos de época, na tecnologia disponível e na realidade de cada participação da seleção nacional. A mostra propõe a interação e a participação do público em diferentes níveis, do ambiente analógico ao digital, a partir de acervos raros e conteúdos exclusivos, com a inclusão de mecânicas especiais relacionadas a cada Copa do Mundo FIFA vencida pelo Brasil (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002).


Acervo raro
O conteúdo de acervo histórico da exposição irá atrair tanto fãs de futebol quanto o público geral. Artigos raros do Museu Seleção Brasileira, da CBF, estarão expostos pela primeira vez em conjunto fora da instituição. Eles incluem registros do surgimento da seleção, em 1914; objetos originais relativos à participação do Brasil em todos os torneios desde 1930, incluindo o troféu de segundo lugar da Copa de 1950; estátua em tamanho real de Pelé e estátua em tamanho real de Zagallo (nunca exibida ao público)

Além disso, um espaço dedicado à imprensa traz acervos raros de mídia escrita e fotografia desde 1930, com recortes de jornais e revistas, incluindo veículos já extintos, com notícias e curiosidades sobre a Copa do Mundo ao longo dos anos. Em outra sala dedicada ao rádio, os visitantes terão à disposição fones de ouvido para escutar narrações de jogos históricos em diferentes épocas desde 1950. Já a sala de projeção trará um filme em curta-metragem sobre a participação de Pelé nas seleções que disputaram as Copas de 1958, 1962, 1966 e 1970.

Outros destaques da mostra incluem uma videoinstalação apresentando a evolução das escalações da seleção ao longo dos anos, com destaque para os clubes de origem de cada atleta; e caricaturas exclusivas de craques de todos os tempos, em grande formato, criadas pelo cartunista Mario Alberto.


Experiências tecnológicas
Nas áreas interativas da exposição, o público terá à disposição seis jogos diferentes customizados em telas gigantes de alta definição, incluindo comandos por voz, toque e movimento. As experiências incluem desde quizzes de conhecimentos sobre a Copa até jogos nos quais os visitantes terão a experiência de estar em um campo de futebol.


Bar do Hexa
Para completar o passeio, os visitantes poderão assistir aos principais jogos da Copa do Mundo no Bar do Hexa, espaço que contará com painel de LED de 5m e café com diversas opções de comidas e bebidas (incluindo alcoólicas). As exibições no Bar do Hexa são abertas mesmo para quem não for visitante da exposição, e os ingressos gratuitos devem ser retirados com uma hora de antecedência na bilheteria física do MIS Experience.


Serviço | Exposição “Brasil em Todas”
Até dia 2 de agosto de 2026
Ingresso: de quarta a domingo: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada); terças: gratuitas (mediante retirada de ingresso na bilheteria); crianças até 10 anos não pagam.
Horário: das 10h00 às 19h00.
MIS Experience: Rua Cenno Sbrighi, 250, Água Branca/São Paulo.

domingo, 14 de junho de 2026

.: Mostra "20 Textos sob as Luzes de 100 Artistas" traduz literatura e pensamento


Mostra integra a programação especial de 20 anos do evento e reúne 100 artistas em uma grande experiência coletiva. Nesta imagem, a obra de Carolina Melo. Foto: Mega Artesanal/ Divulgação

Como parte das celebrações de duas décadas da Mega Artesanal, maior feira de produtos e técnicas para arte, artesanato e artes manuais da América Latina, a WR ART Galeria apresenta, de 11 a 15 de julho, no São Paulo Expo, a exposição “20 Textos sob as Luzes de 100 Artistas”, uma mostra coletiva que propõe um diálogo potente entre literatura, memória e criação contemporânea. Idealizado por Wander Mazzotti, o projeto reúne 100 artistas convidados de diferentes regiões do Brasil em torno de um mesmo desafio: transformar palavras em linguagem visual. A curadoria é assinada por Paulo Mattos e pelo próprio Wander.

A exposição parte de 20 textos inéditos, escritos especialmente para o projeto, que funcionam como ponto de partida para as criações. A partir deles, grupos de cinco artistas interpretam livremente personagens históricos, pensadores, artistas e figuras simbólicas, construindo leituras visuais que atravessam cultura, política, arte e o imaginário coletivo.

A mostra propõe um exercício de interpretação contemporânea. Técnicas como bordado, pintura, colagem, assemblagem, fotografia, costura, desenho e escultura se articulam em um grande mosaico visual que explora temas como liberdade, memória e criação. Ao integrar a programação da Mega Artesanal, a exposição reforça o papel da arte manual dentro da economia criativa e seu diálogo com o pensamento contemporâneo.

“Esta exposição traduz muito bem o espírito da Mega ao longo desses 20 anos: um espaço de encontro, troca e valorização da criatividade brasileira. Ao reunir 100 artistas em torno de uma mesma proposta, conseguimos mostrar a força da produção coletiva e como o fazer manual pode dialogar com reflexão, arte e inovação”, afirma Rita Mazzotti, diretora comercial e operacional da WR São Paulo.

“20 Textos sob as Luzes de 100 Artistas” evidencia, ainda, a potência da criação coletiva e a diversidade da produção artística brasileira, aproximando diferentes repertórios, técnicas e trajetórias em uma mesma experiência expositiva. A Mega Artesanal acontece de 11 a 15 de julho, no São Paulo Expo, em São Paulo, e deve receber cerca de 90 mil visitantes em cinco dias de negócios, lançamentos, capacitação e experiências, consolidando-se como um dos principais pontos de encontro do setor no país.


Serviço
Exposição "Mega Artesanal 2026"

Data: até dia 15 de julho de 2026
Local: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5, Água Funda - São Paulo/SP)
Horários: das 10h00 às 18h00
Ingressos: wrsaopaulo.com.br/megaartesanal
Valores: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia) até dia 22/06/2026
Restrições: Proibida a entrada de menores de 12 anos (exceto lactentes de até 2 anos) e animais de estimação
Vans gratuitas: saindo do Metrô São Judas

terça-feira, 2 de junho de 2026

.: MIS SP celebra centenário de Marilyn Monroe com exposição, mostra e curso


Além da série fotográfica “Marilyn: a última entrevista”, em cartaz pelo Maio Fotografia no MIS 2026, Museu realiza a Mostra Marilyn Monroe 100 anos e oferece um curso sobre o tema. Na imagem, cena do filme "O Rio das Almas Perdidas", que será exibido na Mostra Marilyn Monroe 100 Anos. Foto: divulgação

No dia 1º de junho de 2026, foi celebrado o centenário da atriz e cantora Marilyn Monroe. De símbolo de beleza a ícone incontornável da cultura pop do século 20, Marilyn entrou para a história mundial de forma definitiva. Para registrar seus cem anos de nascimento e abrir diálogo com a sociedade sobre seu papel de atriz, o MIS, que inaugurou, em maio, a exposição “Marilyn: a Última Rntrevista”, pelo projeto Maio Fotografia no MIS 2026, realiza, no mês de junho, uma mostra de filmes e oferece um curso sobre a artista. Além disso, no fim do mês, o Museu ainda realiza uma edição especial do Doc.MIS com a exibição do documentário “Marilyn Monroe: o Fim dos Dias”.


Marilyn Monroe no streaming
A atriz Marilyn Monroe completaria 100 anos no dia 1.° de junho de 2026. Mais de seis décadas depois de sua morte, aos 36 anos, ela continua sendo a figura feminina mais reconhecida da história do cinema. Para celebrar o centenário da atriz, a plataforma Belas Artes À La Carte destaca uma coletânea especial com alguns dos filmes mais importantes da sua carreira: "O Segredo das Joias" (1950), de John Huston; "A Malvada" (1950), de Joseph L. Mankiewicz; "Conflito à Noite" (1952), de Fritz Lang; "Como Agarrar um Milionário" (1953), de Jean Negulesco; "Os Homens Preferem as Loiras" (1953), de Howard Hawks; e "O Pecado Mora ao Lado" (1955), de Billy Wilder. 

É uma boa chance de revisitar uma atriz que, durante muito tempo, acabou reduzida apenas à própria imagem. No fim das contas, Marilyn acabou se tornando tão eterna quanto os diamantes que ostentou em uma de suas performances mais icônicas Antes de virar estrela mundial, ela passou anos tentando conseguir espaço em papéis pequenos e produções em que quase sempre aparecia dentro do mesmo tipo de personagem. Aos poucos, porém, começou a chamar atenção pelo talento para a comédia, pela presença em cena e pelo carisma que tinha diante das câmeras. 

Foi a partir daí que ela passou a trabalhar com alguns dos diretores mais importantes do cinema, como John Huston, Joseph L. Mankiewicz, Fritz Lang, Billy Wilder e Howard Hawks. Com o tempo, vieram personagens mais interessantes e também o reconhecimento da indústria. Em 1960, Marilyn venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Comédia ou Musical por "Quanto Mais Quente Melhor", prêmio que ajudou a reforçar algo que muita gente já via nas telas: ela era uma atriz muito mais versátil do que os estúdios costumavam admitir. Você pode assinar o Belas Artes À La Carte neste link.


Mostra “Marilyn Monroe 100 anos” | 2 a 7 de junho | R$ 6,00 (inteira) 
A curadoria do cineasta André Sturm selecionou doze títulos com participações menos ou mais proeminentes de Marilyn, mas com destaque especial para seus trabalhos menos reverenciados, de caráter mais intimista ou sóbrio. “Queria dar destaque para uma Marilyn Monroe séria na tela, ou ainda tímida no início de sua carreira no cinema”, conta o curador. “Seus filmes mais celebrados, sobretudo os dirigidos por Billy Wilder, são excelentes e já estão na memória dos espectadores. A ideia aqui era tentar revelar essa Marilyn menos pop, menos óbvia, menos objeto de desejo, por isso seus filmes mais ‘lado B’, por assim dizer. A gente vai poder ver uma Marilyn pré-magnetismo total”, explica. 

A lista de filmes inclui raridades, entre os quais “Idade Perigosa”, que marca o primeiro papel com fala de Marilyn Monroe; “Mentira Salvadora”, que traz sua primeira protagonista; “Só a Mulher Peca”, um drama noir do lendário diretor Fritz Lang; “O Rio das Almas Perdidas”, um western musical de Otto Preminger que mereceu ter seu pôster na sala da casa da atriz em Los Angeles; e dois filmes dirigidos por John Huston, incluindo “Os Desajustados”, o último trabalho de Marilyn no cinema. 


Terça-feira, 2 de junho
18h00 | Auditório MIS 
"Torrentes de Ódio" 
("Clash by Night", dir. Fritz Lang, 1952, Estados Unidos, 105 min, 14 anos) 
Após anos fora, uma mulher retorna a sua cidade natal e tenta reconstruir a vida ao lado de um pescador trabalhador. O casamento, porém, entra em crise quando desejos reprimidos e frustrações pessoais vêm à tona. O filme combina melodrama e tensão emocional em um retrato duro das relações humanas. 

20h00 |Auditório MIS 
"O Segredo das Viúvas" 
("Love Nest", dir. Joseph M. Newman, 1951, Estados Unidos, 84 min, livre) 
Um casal recém-casado retorna a Nova York em busca de um apartamento e acaba alugando um imóvel em um prédio cheio de moradores excêntricos. A convivência provoca situações amorosas e mal-entendidos que envolvem ciúme, ambição e vida conjugal. A trama mistura romance leve e comédia urbana do pós-guerra. 


Quarta-feira, 3 de junho
18h00 | Auditório MIS 
"Anos Perigosos" 
("Dangerous Years", dir. Arthur Pierson, 1947, Estados Unidos, 62 min, 12 anos) 
Moradores de uma pequena cidade passam a temer a influência de um novo restaurante frequentado por jovens rebeldes. Um professor tenta afastar adolescentes da criminalidade, mas acaba envolvido em uma tragédia que leva um grupo de delinquentes a julgamento. O filme mistura drama juvenil e tribunal, refletindo preocupações do pós-guerra com a violência entre jovens. 

20h00 | Auditório MIS 
"Páginas da Vida" 
("O. Henry’s Full House", dirs. Henry Hathaway/Howard Hawks/Henry King/Henry Koster/Jean Negulesco, 1952, Estados Unidos, 117 min, 12 anos) 
Antologia inspirada em contos de O. Henry que reúne histórias independentes marcadas por ironia, drama e reviravoltas finais. Os episódios abordam temas como amor, sacrifício, crime e acaso, mantendo o tom humano e sentimental característico do escritor. 


Quinta-feira, 4 de junho
 
16h00 | Auditório MIS 
"Almas Descasadas / Travessuras de Casados" 
("We’re Not Married!", dir. Edmund Goulding, 1952, Estados Unidos, 86 min, 10 anos) 
Diversos casais descobrem simultaneamente que seus casamentos não têm validade legal devido a um erro burocrático. A notícia provoca crises, reconciliações e situações cômicas envolvendo relacionamentos e expectativas amorosas. 

17h00 | Auditório LABMIS 
"O Segredo das Joias" 
("The Asphalt Jungle", dir. John Huston, 1950, Estados Unidos, 112 min, 14 anos) 
Um criminoso experiente reúne especialistas para executar um grande roubo em uma joalheria. O plano parece perfeito, mas falhas humanas e ambições individuais conduzem o grupo a consequências inesperadas. O filme influenciou profundamente o cinema policial posterior. 

18h00 | Auditório MIS 
"O Rio das Almas Perdidas" 
("River of No Return", dir. Otto Preminger, 1954, Estados Unidos, 91 min, 14 anos) 
Durante uma perigosa viagem por um rio no oeste americano, três pessoas precisam enfrentar corredeiras, ataques e conflitos internos para sobreviver. A travessia transforma gradualmente a relação entre elas, marcada por desconfiança, ressentimento e aproximação afetiva. 

19h00 | Auditório LABMIS 
"Páginas da Vida" 
("O. Henry’s Full House", dirs. Henry Hathaway/Howard Hawks/Henry King/Henry Koster/Jean Negulesco, 1952, Estados Unidos, 117 min, 12 anos) 
Antologia inspirada em contos de O. Henry que reúne histórias independentes marcadas por ironia, drama e reviravoltas finais. Os episódios abordam temas como amor, sacrifício, crime e acaso, mantendo o tom humano e sentimental característico do escritor. 

20h00 | Auditório MIS 
"Os Desajustados" 
("The Misfits", dir. John Huston, 1961, Estados Unidos, 124 min, 14 anos) 
Uma mulher recém-divorciada se aproxima de homens solitários e deslocados no interior do oeste americano. Enquanto tentam encontrar sentido para a própria vida, os personagens enfrentam frustrações afetivas, desgaste emocional e a sensação de não pertencer mais ao mundo ao redor. 


Sexta-feira, 6 de junho
 
17h00 |Auditório LABMIS  
"Love Happy" 
("Love Happy", dir. David Miller, 1949, Estados Unidos, 91 min, livre) 
Integrantes de uma companhia teatral enfrentam dificuldades financeiras enquanto tentam manter um espetáculo em cartaz. Paralelamente, um roubo de joias desencadeia perseguições e confusões envolvendo criminosos e artistas. A trama mistura musical, comédia e suspense farsesco. 

18h00 | Auditório MIS 
"Mentira Salvadora" / "Mulheres em Coro" 
("Ladies of the Chorus", dir. Phil Karlson, 1948, Estados Unidos, 61 min, 10 anos) 
Uma jovem corista tenta construir carreira nos palcos enquanto divide a rotina com a mãe, também artista de teatro musical. Quando surge um romance com um homem de origem social mais alta, as diferenças de classe e as inseguranças familiares passam a interferir na relação. 

19h00 | Auditório LABMIS 
"O Rio das Almas Perdidas" 
("River of No Return", dir. Otto Preminger, 1954, Estados Unidos, 91 min, 12 anos) 
Durante uma perigosa viagem por um rio no oeste americano, três pessoas precisam enfrentar corredeiras, ataques e conflitos internos para sobreviver. A travessia transforma gradualmente a relação entre elas, marcada por desconfiança, ressentimento e aproximação afetiva. 

20h00 | Auditório MIS 
"Almas Desesperadas" 
("Don’t Bother to Knock", dir. Roy Ward Baker, 1952, Estados Unidos, 76 min, 14 anos) 
Uma babá emocionalmente fragilizada passa a agir de forma cada vez mais imprevisível durante uma noite em um hotel. O encontro com um hóspede solitário desencadeia conflitos psicológicos e situações inquietantes. O suspense explora solidão, trauma e paranoia. 


Sábado, 6 de junho 
16h00 | Auditório MIS 
"Só a Mulher Peca" 
("Clash by Night", dir. Fritz Lang, 1952, Estados Unidos, 105 min, 14 anos) 
Uma mulher retorna a sua cidade natal e tenta reconstruir a vida ao lado de um pescador trabalhador. O casamento, porém, é abalado por frustrações pessoais, desejos reprimidos e relações afetivas cada vez mais tensas. O filme mistura melodrama e realismo social em um retrato duro das relações humanas. 

17h00 | Auditório LABMIS 
"O Segredo das Viúvas" 
("Love Nest", dir. Joseph M. Newman, 1951, Estados Unidos, 84 min, livre) 
Um casal recém-casado retorna a Nova York em busca de um apartamento e acaba alugando um imóvel em um prédio cheio de moradores excêntricos. A convivência provoca situações amorosas e mal-entendidos que envolvem ciúme, ambição e vida conjugal. A trama mistura romance leve e comédia urbana do pós-guerra. 

18h00 | Auditório MIS 
"O Segredo das Joias" 
("The Asphalt Jungle", dir. John Huston, 1950, Estados Unidos, 112 min, 14 anos) 
Um grupo de criminosos planeja um sofisticado roubo de joias que promete render uma fortuna. Apesar da organização cuidadosa, interesses pessoais, traições e erros sucessivos começam a comprometer o plano. 

19h00 | Auditório LABMIS 
"Love Happy" 
("Love Happy", dir. David Miller, 1949, Estados Unidos, 91 min, livre) 
Integrantes de uma companhia teatral enfrentam dificuldades financeiras enquanto tentam manter um espetáculo em cartaz. Paralelamente, um roubo de joias desencadeia perseguições e confusões envolvendo criminosos e artistas. A trama mistura musical, comédia e suspense farsesco. 

20h00 | Auditório MIS 
"Os Desajustados" 
("The Misfits", dir. John Huston, 1961, Estados Unidos, 124 min, 14 anos) 
Uma mulher recém-divorciada se aproxima de homens solitários e deslocados no interior do oeste americano. Enquanto tentam encontrar sentido para a própria vida, os personagens enfrentam frustrações afetivas, desgaste emocional e a sensação de não pertencer mais ao mundo ao redor. 


Domingo, 7 de junho 
17h00 | Auditório MIS 
"Os Desajustados" 
("The Misfits", dir. John Huston, 1961, Estados Unidos, 124 min, 14 anos) 
Uma mulher recém-divorciada se aproxima de homens solitários e deslocados no interior do oeste americano. Enquanto tentam encontrar sentido para a própria vida, os personagens enfrentam frustrações afetivas, desgaste emocional e a sensação de não pertencer mais ao mundo ao redor. 

19h00 | Auditório MIS 
"Só A Mulher Peca" 
("Clash By Night", dir. Fritz Lang, 1952, Estados Unidos, 105 min, 14 anos) 
Uma mulher retorna a sua cidade natal e tenta reconstruir a vida ao lado de um pescador trabalhador. O casamento, porém, é abalado por frustrações pessoais, desejos reprimidos e relações afetivas cada vez mais tensas. O filme mistura melodrama e realismo social em um retrato duro das relações humanas. 


Serviço |
MIS SP - Avenida Europa, 158 - Jd. Europa - São Paulo
Horários: terças a sextas, das 10h00 às 19h00; sábados, das 10h00 às 20h00; domingos e feriados, das 10h00 às 18h00. Ingressos: terças-feiras: gratuito; de quarta a domingo: R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia) | megapass.com.br/mis
Classificação: livre

A programação é uma realização do Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo, e MIS, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, ProAC e Promac. O MIS tem patrocínio institucional da Livelo, Vivo, Goldman Sachs, Ituran e Goodstorage e apoio institucional das empresas Delboni, EAÍ?! Marketing, Unisys, Volkswagen Caminhões e Ônibus, Unipar, Campari, Colégio Albert Sabin, PWC, Telium, Kaspersky, Gabriel e Play Audiovisual.

terça-feira, 26 de maio de 2026

.: Pinacoteca de SP inaugura exposição "Para Crianças: Experiências na Arte..."


Mega Please Draw Freely [Mega por favor, desenhe livremente] (2025), Ei Arakawa-Nash.
Haus der Kunst München, 2025. Imagem: Agostino Osio

No próximo sábado, dia 30 de maio, a Pinacoteca de São Paulo inaugura a exposição "Para Crianças: Experiências na Arte desde 1968", na Grande Galeria do edifício Pina Contemporânea. A mostra reúne 11 obras interativas de artistas brasileiros e estrangeiros que propõem reflexões sobre a infância a partir de experiências voltadas ao público infantil.

Entre os artistas estão Agus Nur Amal PMTOH (1969, Indonésia), Ólafur Elíasson (1967, Dinamarca) e, em comissionamento especialmente para a Pinacoteca, Graziela Kunsch (1979, Brasil), com trabalho voltado para a primeiríssima infância. A curadoria da mostra é de Andrea Lissoni, Emma Enderby, Lydia Korndoerfer, Xue Tan (Haus der Kunst), Ana Maria Maia e Lorraine Mendes (Pinacoteca de São Paulo). "Para Crianças: Experiências na Arte desde 1968", é uma exposição realizada pela Pinacoteca e Haus der Kunst – München, da Alemanha. A mostra pode ser visitada até dia 18 de outubro.

A exposição propõe uma reflexão sobre infância e convivência no espaço museológico contemporâneo, com obras que convidam o público a desenhar, brincar e ocupar o espaço expositivo de forma livre. “Desde 1911 a Pinacoteca, consta no estatuto da Pinacoteca sua função educativa. Na década de 1970, esse perfil ganhou mais evidência com a estruturação de programas e projetos experimentais para crianças. Ao refletir sobre os saberes e o protagonismo das infâncias, essa exposição inevitavelmente celebra uma longa trajetória da Pinacoteca”, conta a curadora Ana Maria Maia.

 A mostra "Para Crianças: Experiências na Arte desde 1968", reflete sobre o que é a infância hoje e o que significa para um artista criar obras de arte para o público infantil, e muitas vezes em colaboração com crianças. A atitude criativa sem hesitação e filtros tão característicos dos adultos, torna a infância uma fase da vida inspiradora para a arte e para diversas outras instâncias da sociedade. Nos anos 1960, década que marca o início da história contada pela exposição, com a ação Divisor (1967/8), de Lygia Pape, as crianças foram tomadas como uma grande referência dos movimentos da contracultura.

Mega Please Draw Freely [Mega por favor, desenhe livremente] (2025), do artista Ei Arakawa-Nash (Japão, 1977) – atualmente com um trabalho na Bienal de Veneza – recebe o público na exposição com um convite para desenhar livremente no chão do museu, desafiando a lógica inviolável do espaço expositivo. Caixa de areia (2026), da brasileira Graziela Kunsch, propõe um espaço de brincadeira livre para crianças de 15 meses a 5 anos, desenvolvida a partir da pesquisa da artista sobre iniciativas progressistas para crianças no decorrer do século XX, de autoria de nomes como a húngara Emmi Pikler, a alemã Ute Sturb e o holandês Aldo van Eyck.

Como abordar temáticas difíceis com crianças? Uma das formas encontradas pelo artista indonésio Agus Nur Amal PMTOH é tratar de temas sensíveis como tragédias climáticas elaborando histórias com elementos familiares às crianças, como brinquedos, e as convidando para tomar parte de gestos de criação que ocupam o espaço expositivo. Para falar sobre o medo, a brasileira Rivane Neuenschwander mapeou temores de crianças por meio de dinâmicas de compartilhamento em grupo. Em seguida, elas foram convidadas a ilustrar seus medos e, em colaboração com o designer Guto Carvalhoneto, as ilustrações foram transformadas em vestimentas.

A artista franco-marroquina Yto Barrada reescreve o nome do general francês Hubert Lyautey, líder em guerras coloniais, utilizando blocos que podem, e devem, ser desmontados e reconstruídos com outros significados. Vídeos, instalações sensoriais, esculturas participativas e ambientes imersivos completam a mostra, com obras dos artistas Ólafur Elíasson, Harun Farocki, Rachel Rose, Ana Mendieta e Ernesto Neto. "Para Crianças: Experiências na Arte desde 1968", é uma exposição realizada por Pinacoteca e Haus der Kunst - München e tem patrocínio de Mattos Filho, na cota Ouro, Acrilex e Ateliê Quero-Quero, na cota Prata, Goethe Institut e Unicef, apoiadores institucionais.


Serviço
Mostra "Para Crianças: Experiências na Arte desde 1968", na Pinacoteca de São Paulo  
Edifício Pina Contemporânea | Grande Galeria
De quarta a segunda, das 10h00 às 18h00 (entrada até 17h00)   
Gratuitos aos sábados - R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada), ingresso único com acesso aos três edifícios - válido somente para o dia marcado no ingresso 
2º Domingo do mês – gratuidade Mantenedora B3 

quarta-feira, 13 de maio de 2026

.: Naji Ayoub em mostra que transforma a pintura em experiência sensorial


Curadoria da exposição destaca que o trabalho de Naji Ayoub se constrói a partir de uma lógica aberta e em constante transformação. Foto: divulgação

A Pinacoteca Benedicto Calixto, em Santos, no litoral de São Paulo, recebe, de 15 de maio a 28 de junho, a exposição “Naji Ayoub e o Campo Vivo da Pintura”, dentro da programação da 4ª edição do "Arte na Pinacoteca". A mostra reúne obras recentes do artista e propõe ao público uma imersão na pintura como processo, marcada pela relação entre gesto, matéria e cor. A exposição integra a programação da 4ª edição do "Arte na Pinacoteca", uma ação cultural realizada pelo Ministério da Cultura com patrocínio da Ecovias, Instituto Rumo, Rumo, Brasil Terminal Portuário, MSC, Medlog e G. Pierotti. A iniciativa da Fundação Pinacoteca Benedito Calixto tem direção executiva de Leila Gazzaneo e produção executiva de Fábio Luiz Salgado.

A curadoria destaca que o trabalho de Naji Ayoub se constrói a partir de uma lógica aberta e em constante transformação. “O ‘campo vivo’ da pintura de Naji Ayoub não se define por um estilo fixo, mas por uma condição de abertura, em que cada obra se apresenta como um estado transitório, em equilíbrio instável entre forças distintas”, afirmam os curadores Carlos Zibel e Antonio Carlos Cavalcanti Filho.

Ao longo da exposição, o visitante é convidado a perceber a pintura para além da imagem finalizada. As telas evidenciam camadas, densidades e vazios que coexistem, criando uma dinâmica visual que oscila entre intensidade cromática e contenção. Essa tensão entre opostos é central na linguagem do artista, que desenvolve uma pesquisa contínua sobre os limites entre presença e ausência na superfície pictórica.

A obra de Ayoub também se aproxima de uma dimensão tátil e processual, em que a pintura assume características quase escultóricas. A superfície deixa de ser apenas suporte para tornar-se um corpo em transformação, onde o gesto é registrado como experiência sensível. O resultado são composições que revelam ritmo, pausa e variação, aproximando a pintura de uma experiência musical. 

Com trajetória iniciada ainda na década de 1960, o artista construiu um percurso que atravessa diferentes contextos culturais, incluindo formação na Europa e estudos em São Paulo sob orientação de Fernando Stickel. Ao longo dos anos, participou de exposições em instituições e galerias relevantes no Brasil e no exterior, consolidando uma produção marcada pela investigação da cor e da estrutura pictórica.

O "Arte na Pinacoteca" chega à sua 4ª edição consolidado como uma das principais iniciativas culturais da região. “A primeira exposição, 'Santos 480 Anos - Berço do Brasil Moderno, foi um sucesso de visitação, o que reforça o interesse do público por uma programação cultural de qualidade e acessível”, destaca Leila Gazzaneo, diretora executiva.

As exposições integram o plano anual da Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto, que promove uma programação contínua de ações culturais gratuitas, incluindo mostras, cursos, oficinas, concertos e atividades educativas, reforçando o papel da instituição como um dos principais polos culturais da Baixada Santista.


Serviço
Exposição "Naji Ayoub e o Campo Vivo da Pintura" 
Pinacoteca Benedicto Calixto - Av. Bartolomeu de Gusmão, 15 - Boqueirão, Santos/SP. Período: 15 de maio a 28 de junho de 2026. De terça-feira a domingo, das 9h00 às 18h00. Entrada gratuita. Informações: (13) 3288-2260 | WhatsApp: (13) 9 9171-4553 | Instagram: @pinacotecabenedictocalixto

segunda-feira, 11 de maio de 2026

.: Fiesp promove programação gratuita com palestras e oficinas sobre humor


Agenda especial reúne encontros com cartunistas e atividades abertas ao público, com vagas limitadas. Foto: Paulo Vitale 


O Centro Cultural Fiesp realiza uma programação especial gratuita dedicada ao universo do humor gráfico, com palestras, oficinas e encontros com importantes nomes do cartum brasileiro. As atividades acontecem ao longo dos próximos meses. Entre os destaques da agenda está a palestra “Fernandes e o Humor Gráfico na Mídia”, ministrada por Luiz Carlos Fernandes, no dia 17 de maio, às 14h00, na Sala de Arte Educação do Centro Cultural Fiesp. O encontro abordará a linguagem do humor gráfico, incluindo cartum, charge, caricatura e quadrinhos, além de sua presença no mercado editorial brasileiro.

Premiado no Brasil e no exterior, o chargista do Diário do Grande ABC compartilhará sua experiência profissional, analisando o cenário atual e o papel das caricaturas na comunicação contemporânea. A atividade é voltada a pesquisadores, desenhistas e educadores, e será encerrada com sessão de autógrafos. A participação é gratuita, com classificação livre, mas há apenas 23 vagas, sendo necessário realizar reserva antecipada no site Meu Sesi.

A programação integra as ações educativas e culturais em torno da exposição fotográfica “Cartunistas”, que apresenta retratos de mais de 140 artistas brasileiros feitos pelo fotógrafo Paulo Vitale, com curadoria de Eder Chiodetto. Além das imagens, o público pode acessar vídeos com depoimentos e bastidores dos ensaios, ampliando a experiência sobre o processo criativo dos artistas. A mostra também conta com nomes consagrados como Mauricio de Sousa, Ziraldo, Angeli e Laerte, além de representantes da nova geração, como Helô D’Angelo e Carlos Ruas.


Serviço
Programação especial – palestras e oficinas (gratuitas)
Atividades com vagas limitadas e inscrição prévia (quando indicado)
Programação completa será divulgada gradualmente

Palestra: “Fernandes e o Humor Gráfico na Mídia”
Data: 17 de maio de 2026
Horário: 14h00
Local: Sala de Arte Educação da Fiesp - Av. Paulista, 1.313
Classificação: livre para todas as idades (crianças com acompanhantes)
Quantidade de vagas: 23
Entrada: gratuita
Inscrição: Meu Sesi

Exposição “Cartunistas”
Período: até dia 20 de setembro de 2026
Horários: terça a domingo, das 10h00 às 20h00
Local: Galeria de Fotos do Centro Cultural Fiesp – Av. Paulista, 1.313
Classificação: livre
Entrada: gratuita (não é necessário reservar ingresso)
Agendamento de grupos e escolas: ccfagendamentos@sesisp.org.br

sábado, 9 de maio de 2026

.: "Ocupação Ruth Rocha" expande o universo da autora que forma gerações


Em mais uma exposição dedicada ao público infantil e aos adultos que beberam da mesma fonte, o Itaú Cultural propõe uma jornada pela vida e obra de uma das maiores autoras da literatura infantojuvenil brasileira. Em 2026, Ruth Rocha comemora 50 anos de trajetória e é celebrada com esta mostra, a reedição de um de seus livros e sendo tema da Mancha Verde no próximo Carnaval. Foto: Andŕe Seiti / Fundação Itaú

 
Todos os dias, às 16h00, o telefone toca na casa de Ruth Rocha, 95 anos. É sua irmã Rilda, 97. Elas se falam para cumprir um ritual: a mais velha lê para a mais nova. A cena simboliza a adoração que ambas têm pelos livros desde pequenas e resume a essência da premiada escritora. Há cinco décadas – desde que publicou "Marcelo, Marmelo, Martelo" (editora Salamandra, 1976), com ilustrações de Adalberto Cornavaca, e "Palavras, Muitas Palavras" (editora Abril, 1976), voltado para a alfabetização –, Ruth dedica a vida a cultivar o gosto pela leitura e o pensamento crítico nas crianças. É disso que trata a "Ocupação Ruth Rocha", que abre neste sábado, dia 9 de maio no Itaú Cultural e permanece em cartaz até 2 de agosto.

Com curadoria e expografia assinadas pela equipe do Itaú Cultural, a mostra não se limita a expor livros. Ela propõe um diálogo entre ontem e hoje em um percurso pautado por descobertas afetivas. O público é guiado pelas diferentes fases da vida e obra da autora entre cores vibrantes, do amarelo-canário ao vermelho-profundo. O conteúdo exposto é projetado na altura dos olhos das crianças e a expografia com colunas de papelão vazadas permite que elas saibam antecipadamente as novidades que as esperam do outro lado.

A exposição se junta a outras comemorações pelos mais de 50 anos de trajetória da autora: a Salamandra, sua editora exclusiva, prepara o lançamento de uma nova edição de Um cantinho só para mim, originalmente publicada em 2005, com textos de Ruth e ilustrações de Ziraldo. Além disso, a escritora também será o tema enredo da escola de samba Mancha Verde no Carnaval de 2027.

“Toda criança do mundo mora no meu coração” é a frase de Ruth estampada em sua fotografia, em uma colagem de personagens que habitam o imaginário de sua obra. Assim a autora recebe todos os públicos na exposição, das crianças aos adultos. Ali mesmo, na parede oposta, o visitante começa a descobrir mais sobre o universo da homenageada, desvendando o primeiro espaço: uma instalação chamada Ruth de A a Z. 

Trata-se de uma composição com 26 módulos de madeira que guardam segredos. Seguindo o abecedário, gavetas e nichos revelam livros originais, monóculos com fotos de família e vídeos que resgatam memórias da autora. O espaço funciona como um dicionário biográfico. Na letra B, de borboleta, por exemplo, está um de seus livros iniciais, Romeu e Julieta, no qual duas borboletas de cores diferentes não podem brincar, em uma alusão lúdica ao racismo. Na letra C, de canto, há um vídeo inédito de Ruth cantando com a filha, Mariana, em dezembro passado. Pulando para a E, de Eduardo, tem uma homenagem ao marido e parceiro de vida, com fotos do casamento de 1956.

Seguindo o percurso, no espaço central estão dois telefones tradicionais. Ao serem retirados do gancho, eles transmitem narrações de histórias de Ruth em sua própria voz. É como se fosse uma extensão do ritual diário entre ela e a irmã. Perto dali uma parede inteira é dedicada ao personagem de Marcelo, marmelo, martelo, exibindo suas diversas faces. Em uma espécie de linha do tempo, é possível acompanhar a evolução dele por meio dos traços de diferentes ilustradores ao longo destas cinco décadas. Há também uma nuvem de ideias, onde crianças podem renomear objetos, inspiradas no menino Marcelo, que passa a vida procurando uma lógica para os nomes das coisas. 

O visitante também encontra as caixas de história. São pequenos mini teatros que contêm cenas montadas de contos da autora, visíveis por uma pequena abertura frontal. Elas são acompanhadas de áudios retirados do álbum Mil pássaros, um projeto da dupla Palavra Cantada em parceria com Ruth. A escritora narra suas próprias histórias com músicas de Sandra Peres e Paulo Tatit. Uma delas é o livro Bom dia, todas as cores!, a história do Camaleão que acorda feliz e resolve se vestir de rosa, sua cor preferida. Ao longo do caminho, ele vai encontrando seus amigos Pernilongo, Sabiá-Laranjeira, Louva-a-Deus e vai mudando de cor para agradá-los, até ficar cansado. É um clássico sobre a importância de ter opinião própria.

Uma rampa conduz para o espaço Ruth para Ler, ambiente que remete a uma biblioteca acolhedora, com tatames e almofadas, convidando pais e filhos a sentarem no chão e lerem juntos. Ali também é exibida a máquina de escrever original de Ruth Rocha e sete cadernos de anotações pessoais, entre fac-símiles e originais, além do acervo completo da autora disponível para manuseio. Em toda a exposição há mapas e objetos táteis posicionados de modo que a obra de Ruth seja explorada pelo toque. Vídeos com interpretação em Libras acompanham os principais núcleos, garantindo que depoimentos da autora e de familiares, amigos e parceiros cheguem a todos os visitantes do Itaú Cultural.


Serviço
"Ocupação Ruth Rocha"
Abertura: 9 de maio de 2026, às 11h
Visitação: até 2 de agosto de 2026
Terças-feiras a sábados, das 11h às 20h, e domingos e feriados das 11h às 19h
Piso térreo
Concepção e realização: Itaú Cultural
Curadoria: Equipe Itaú Cultural
Projeto expográfico: Érica Pedrosa, Iago Germano, Rodrigo Auba e Sofia Gava (terceirizada)
Projeto de acessibilidade: Equipe Itaú Cultural
 

Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149 – próximo à estação Brigadeiro do metrô | Entrada gratuita
Espaços acessíveis: o prédio do Itaú Cultural apresenta facilidades para pessoas com deficiência física
‍Estacionamento: entrada pela Rua Leôncio de Carvalho, 108
Com manobrista e seguro, gratuito para bicicletas
Mais informações: Telefone: (11) 2168-1777. WhatsApp: (11) 96383-1663. E-mail: atendimento@itaucultural.org.br

segunda-feira, 4 de maio de 2026

.: "Milton Dacosta, a Construção da Forma", na CAIXA Cultural de SP


Uma das atrações da mostra, a obra "Alexandre", 1960. Óleo s/tela. 24 x 14 cm


A CAIXA Cultural São Paulo inaugura, nesta terça-feira, dia 5 de maio de 2026, às 17h00, a exposição "Milton Dacosta, a Construção da Forma", com a curadoria de Denise Mattar. Instalada na Galeria Neuter Michelon, no edifício da Praça da Sé, a mostra, gratuita e aberta ao público, apresenta um conjunto de 50 obras entre pinturas, gravuras e desenhos, mapeando a produção do artista desde a década de 1930 até o final de sua vida na década de 1980. A exposição permanecerá em cartaz até dia 5 de julho.

Segundo a curadora, a exposição não tem a pretensão de ser uma retrospectiva, mas de traçar o percurso poético do artista. “Durante toda a vida Dacosta manteve-se fiel à sua pesquisa pessoal, sempre conciliando contradições, e é nesse equilíbrio inquieto que reside a potência de sua obra. A mostra se inicia com suas primeiras produções: retratos e paisagens neoimpressionistas nos quais já ficam evidentes certas características que o acompanhariam por toda a vida como o desinteresse por temas regionais e a capacidade de captar em profundidade os assuntos escolhidos. A partir dos anos 1940, ele revela interesse pela síntese formal e suas figuras então se reduzem aos elementos essenciais, em composições com rigor quase musical. A seguir Dacosta alcança um construtivismo lírico, em trabalhos de grande precisão formal, conhecidos como “naturezas mortas” e “castelos”. Eliminando ainda mais as alusões figurativas, produz séries monocromáticas, de concisão extrema. Apesar do amplo reconhecimento da crítica, Dacosta teve a ousadia de considerar que essa vertente estava esgotada e retornou à figuração de modo renovado, criando as sensuais Vênus, nas quais a linha curva e o gesto livre ganham protagonismo. A exposição busca estabelecer a ligação entre esses trabalhos enfatizando a coerência que permeou a trajetória do artista”. explica.

A expografia utiliza recursos de cor e iluminação para acentuar as características dos trabalhos a fim de proporcionar ao público um clima lúdico e intenso. A produção está a cargo de Anderson Eleotério da ADUPLA Produção Cultural e o Patrocínio é da CAIXA Econômica Federal.


Sobre  Milton Dacosta (1915-1988)
Nascido em Niterói, em 1915, Milton Dacosta desde cedo revelou sua inclinação para as artes. Estudou na Escola Nacional de Belas-Artes, onde foi aluno de Marques Júnior e aos 16 anos foi um dos fundadores do Núcleo Bernardelli. Sua primeira participação no Salão Anual de Belas-Artes deu-se em 1933, e realizou sua primeira mostra individual em 1936, na Galeria Santo Antônio, no Rio.

Em 1944 recebeu o prêmio de viagem ao estrangeiro do Salão Nacional de Belas-Artes, e em 1955, o de melhor pintor brasileiro da III Bienal de São Paulo. Várias vezes expôs individualmente e participou de muitas mostras coletivas. Teve salas especiais na VI Bienal de São Paulo, em 1961, e na I Bienal da Bahia, em 1966. Sua obra figura em acervos de diversas instituições como o MNBA-RJ, MAM -São Paulo, MAM- Rio de Janeiro, MAC- Niterói, MASP –São Paulo, entre outras.

O trabalho de Milton Dacosta sempre despertou a atenção da crítica especializada. Ao longo de sua vida escreveram sobre ele intelectuais como Mario Pedrosa, Antônio Bento, Ferreira Gullar, Roberto Pontual, Jayme Maurício, Jacob Klintowitz, Olívio Tavares de Araújo, entre outros. Esse interesse continuou mesmo após a morte do artista, e sua obra tem recebido análises de críticos como, Ronaldo Brito, Paulo Venâncio Filho, Maria Alice Milliet, entre muitos outros.


Serviço
Exposição "Milton Dacosta, a Construção da Forma"

Curadoria: Denise Mattar
Abertura: terça-feira, dia 5 de maio de 2026, às 17h00
Período: de 6 de maio a 5 de julho de 2026
Horário de visitação: terça a domingo, das 9h00 às 18h00
Local: CAIXA Cultural São Paulo - Praça da Sé, 111 – Centro / São Paulo, próxima à estação Sé do metrô
Entrada: gratuita
Classificação: livre
Informações: (11) 3321-4400 / @caixaculturalsp
Patrocínio: CAIXA e Governo do Brasil

sábado, 2 de maio de 2026

.: Exposição "Cartunistas" une fotografia e arte ao vivo no Centro Cultural Fiesp


Além da mostra inédita de Paulo Vitale, que estreia em 28 de abril, o público também poderá participar de palestras e oficinas com os maiores nomes do desenho nacional

A exposição fotográfica "Cartunistas", do fotógrafo Paulo Vitale, com curadoria de Eder Chiodetto, que acontece até 20 de setembro, com entrada gratuita, na Galeria de Fotos do Centro Cultural Fiesp, será acompanhada por uma agenda de palestras, oficinas e performances. No próximo domingo, dia 3 de maio, às 14h00, o cartunista e jornalista José Alberto Lovetro (JAL) - que também é presidente da Associação dos Cartunistas do Brasil (ACB) - apresenta o tema “Como Utilizar Quadrinhos na Sala de Aula”.

Coautor do livro "Efeito HQ" - direcionado a educadores, professores e interessados na área da linguagem dos quadrinhos - fala da utilização das HQs como ferramenta educativa. Os autores utilizaram na prática em duas escolas de periferia indicadas pela Secretaria de Educação do Município de São Paulo, e tiveram resultado surpreendente; e, hoje, milhares de professores utilizam para matéria de qualquer nível de ensino. 

“Fernandes e o Humor Gráfico na Mídia” será o tema de Luiz Carlos Fernandes, no dia 17 de maio, às 14h. Premiado no Brasil e no exterior, o chargista do Diário do Grande ABC traz sua vasta experiência para analisar o mercado editorial e a força das caricaturas na comunicação atual. O encontro, voltado a pesquisadores, desenhistas e educadores, será encerrado com uma sessão de autógrafos. A programação detalhada das atividades dos próximos meses será divulgada gradualmente.


A Exposição “Cartunistas”
Retratos de 143 grandes nomes do cartum brasileiro foram registrados pelas lentes do renomado fotógrafo Paulo Vitale, e estarão em temporada especial na Galeria de Fotos do Centro Cultural Fiesp. A exposição já passou pelas cidades de Sorocaba, Rio Claro, São José do Rio Preto, Itapetininga e Campinas, com sucesso de público, atingindo mais de 40 mil visitantes. Nesta montagem exclusiva em São Paulo, a mostra ganha o reforço de mais de 20 fotos inéditas. Além das imagens que traduzem provocações políticas, sociais e existenciais, os visitantes poderão assistir a vídeos com depoimentos e making of dos ensaios, revelando os bastidores do processo criativo de novos e antigos talentos.

Dentre os retratados, estão Mauricio de Sousa, Ziraldo, Paulo Caruso, Jaguar, Angeli, Laerte, Baptistão, Fernandes, entre outros. Nessa nova fase, foram inseridos também os quadrinistas, nomes da nova geração que atingem números impressionantes de seguidores nas redes sociais, como Helô D’Angelo e Carlos Ruas.

Ao olhar o ensaio como um todo, a curadoria de Eder Chiodetto adotou o caminho de equacionar o espaço expositivo para que ele recebesse a totalidade dos retratos realizados pelo fotógrafo. Como a maioria dos(as) cartunistas olhava diretamente para a lente do fotógrafo, agora o fotógrafo desaparece na exposição. Cada retratado olha nos olhos do espectador, criando uma conexão mais íntima e direta entre público e cartunistas. Compre o livro "Cartunistas", de Paulo Vitale, neste link.


Serviço
Exposição "Cartunistas"
Temporada: até dia 20 de setembro de 2026
Horários: terça a domingo, 10h00 às 20h00
Local: Galeria de Fotos do Centro Cultural Fiesp - Avenida Paulista, 1.313 (em frente à estação de metrô Trianon-Masp)
Classificação: livre
Gratuito: não requer reserva de ingressos
Agendamentos de grupos e escolas: ccfagendamentos@sesisp.org.br

terça-feira, 7 de abril de 2026

.: Sábado: mostra "Alice Yura: um ato fotográfico" na Pinacoteca de São Paulo

Mostra reúne fotografia, arquivos familiares e instalação participativa para investigar memória, encenação e construção da imagem

Foto Yura (2022)


A Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, inaugura Alice Yura: um ato fotográfico, na Galeria Praça do edifício Pina Contemporânea. Com curadoria de Thierry Freitas, a mostra reúne ensaios visuais recentes em diálogo com um robusto conjunto documental e material herdado da família da artista.

Alice Yura (1990) nasceu em uma família de imigrantes japoneses que se estabeleceu no Brasil na década de 1950, e foi criada em um ambiente marcado pela produção de imagens. Seu avô, seu pai e seus tios atuaram como fotógrafos em sua cidade natal, no interior do Mato Grosso do Sul, experiência que atravessa e fundamenta sua prática artística. A artista aproxima a imagem dos campos da performance e da teatralidade, desdobrando sua pesquisa em torno da memória e da autobiografia.

Sobre a exposição: Estruturada em três núcleos, a exposição articula diferentes tempos e regimes da imagem. No primeiro, são apresentados materiais provenientes do Foto Yura, estúdio fotográfico da família que, ao longo da segunda metade do século XX, constituiu-se como espaço central de sociabilidade em Aparecida do Taboado, no Rio Grande do Sul. Fotografias, objetos e documentos evidenciam tanto a trajetória da família quanto as transformações da fotografia, do analógico ao digital.

O segundo núcleo reúne o ensaio Foto Yura (2022), no qual a artista investiga suas heranças familiares ao mesmo tempo em que tensiona papéis sociais. Ao se colocar como modelo de seu pai, com o retrato do avô ao fundo, Yura reencena uma linhagem marcada por um ofício historicamente masculino, deslocando as posições de autoria e representação. A exposição recria o cenário dessas imagens, convidando o público a ocupar esse espaço.

No terceiro núcleo, a artista se apropria de arquétipos da história da arte e de figuras da Antiguidade para reencená-los a partir de seu próprio corpo. Ao mobilizar essas imagens, Yura propõe novas possibilidades de identificação e permanência, afirmando a produção de imagens por corpos transexuais como forma de construir lastro simbólico para além das convenções de gênero. A série Restos de Carnaval integra esse conjunto, assim como uma obra inédita na qual a artista se apresenta como Cupido, tensionando iconografias clássicas a partir de uma corporalidade dissidente.

Ao tomar a biografia como eixo, a exposição propõe um deslocamento entre documento, memória e ficção, reafirmando a imagem como espaço de presença, encenação e fabulação.


SOBRE A ARTISTA

Alice Yura é uma artista visual nipo-caipira que trabalha principalmente com fotografia e performance. Em seus trabalhos, investiga a relação entre arte e vida, abordando temas como memória, afeto, corpo e identidade. Sua produção parte de experiências pessoais para refletir sobre aspectos mais amplos da existência, utilizando sua imagem e o próprio corpo como formas de expressão, em propostas que aproximam o fazer artístico do cotidiano.


SOBRE A PINACOTECA DE SÃO PAULO

A Pinacoteca de São Paulo é um museu de artes visuais com ênfase na produção brasileira do século XIX até́ a contemporaneidade e em diálogo com as culturas do mundo. Museu de arte mais antigo da cidade, fundado em 1905 pelo Governo do Estado de São Paulo, vem realizando mostras de sua renomada coleção de arte brasileira e exposições temporárias de artistas nacionais e internacionais em seus três edifícios, a Pina Luz, a Pina Estação e a Pina Contemporânea. A Pinacoteca também elabora e apresenta projetos públicos multidisciplinares, além de abrigar um programa educativo abrangente e inclusivo. B3, a bolsa do Brasil, é Mantenedora da Pinacoteca de São Paulo.


SERVIÇO:  

Pinacoteca de São Paulo  

Edifício Pina Contemporânea | Galeria Praça

De quarta a segunda, das 10h às 18h (entrada até 17h)   

Gratuitos aos sábados - R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada), ingresso único com acesso aos três edifícios - válido somente para o dia marcado no ingresso 

2º Domingo do mês – gratuidade Mantenedora B3 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

.: Mostra sobre desaparecidos políticos da ditadura militar brasileira em Santos

Na primeira imagem, em preto e branco, Bergson Gurjão Farias aparece com a noiva Simone e a irmã Tânia, em Volta de Jurema, Fortaleza-Pernambuco. Na segunda foto, décadas depois, Tania e Simone estão sentadas em primeiro plano e o lugar onde antes fora ocupado por Bergson está vazio. A irmã Tânia recordará para sempre o momento em que olhou para baixo querendo arrumar a bolsa no colo, no mesmo instante em que o seu pai, Jennifer Farias, fez a última foto em que ela está com seu irmão. Bergson foi assassinado entre maio e junho de 1972 no Araguaia. Somente em julho de 2009, seu corpo foi identificado no Cemitério de Xambioá, no Tocantis, e sua família pode sepultar seus restos mortais. Foto: Gustavo Germano


Uma das principais referências no trabalho de memória política no país, o Núcleo de Preservação da Memória Política - NM, em parceria com o Instituto Histórico e Geográfico de Santos - IHGS, instituição dedicada ao fortalecimento da consciência coletiva por meio da preservação e difusão da história regional, apresentam a exposição "Ausências Brasil", do fotógrafo argentino Gustavo Germano — uma obra de profundo impacto visual e simbólico sobre os desaparecimentos forçados durante a ditadura militar (1964 – 1985) no Brasil. A exposição ficará aberta ao público de 28 de fevereiro a 30 de abril de 2026.

A abertura oficial acontecerá no sábado, 28 de fevereiro, com programação especial de visita mediada com historiador, roda de conversa com ex-presos políticos e Sarau Musical. “Ausências Brasil” reúne doze pares de fotografias, contrapondo fotos de álbuns antigos de famílias de vítimas da ditadura militar no Brasil, com aquelas produzidas com familiares e amigos nos mesmos locais, em 2012. Neste sentido, as ausências nas obras de Gustavo Germano revelam muitas presenças: a presença da dor e da saudade, da injustiça e seus paradoxos, a presença da própria pessoa desaparecida.

Com o objetivo de lançar um olhar sensível sobre o tema da perseguição política e os desaparecidos do período da ditadura militar, os visitantes conhecerão rostos, histórias e poderão refletir sobre as possibilidades das vidas ceifadas pela brutalidade do sistema repressor. O projeto da Exposição Ausências foi iniciado na Argentina, motivado pelo desaparecimento do irmão do fotógrafo, Eduardo Raúl Germano, que foi detido e desaparecido pela ditadura daquele país em 17 de dezembro de 1976, e cujos restos mortais foram identificados somente em 2014 pela Equipe Argentina de Antropologia Forense. O projeto se expandiu para outros países latinos, a maioria alvos da Operação Condor – campanha de repressão e terrorismo de Estado orquestrada pelas ditaduras no Cone Sul, com o apoio dos Estados Unidos. “Ausências Brasil” foi realizada em 2012, com fotografias do Ceará ao Rio Grande do Sul.

Além da exposição, haverá uma série de atividades educativo-culturais, como visitas mediadas, formação de educadores e rodas de conversa com ex-presos políticos, fomentando debates sobre os impactos da violência de Estado, tanto no passado quanto no presente. Com o objetivo de formar cidadãos mais conscientes e críticos, a exposição reflete sobre os abusos de poder, as perseguições e os desaparecimentos forçados ocorridos durante a ditadura militar no Brasil e suas repercussões na atualidade.

Um dos objetivos do projeto, segundo a museóloga do NM Kátia Felipini Neves, é refletir sobre a importância da democracia e da reparação simbólica. “Cada vez que a gente apresenta essa exposição, é uma forma de reparar essas famílias”, diz.

A escolha da cidade de Santos deu-se em virtude de sua importância no cenário político nacional, contando com a luta de lideranças populares por direitos e democracia. Das intervenções do Estado Novo de Getúlio Vargas nos anos 1930 à Ditadura Militar (1964-1985), sofreu censura, perseguições, torturas e outras graves violações dos direitos humanos. Um dos símbolos dessa violência foi o navio-prisão Raul Soares, ancorado no porto de Santos e utilizado como cárcere e centro de interrogatório durante a repressão militar. Em todas as circunstâncias, a cidade assumiu um papel ímpar na resistência.

Para Sergio Willians, diretor executivo do IHGS, “Ao receber a exposição Ausências Brasil, o Instituto reafirma seu compromisso histórico com a memória, a pesquisa e o direito à verdade, pois preservar a história local e nacional — em todas as suas faces — significa honrar os que sofreram, reconhecer os que resistiram e inspirar as novas gerações a valorizar a liberdade, a democracia e a dignidade humana. E que o IHGS, enquanto guardião da memória santista, coloca-se como espaço legítimo e necessário para acolher iniciativas que iluminem os períodos sombrios do passado e promovam reflexão crítica e cidadania”.

O Núcleo Memória é uma instituição dedicada à preservação da memória política e à promoção dos direitos humanos e conta com uma vasta agenda de ações, como as visitas mensais ao antigo DOI-Codi/SP, os Sábados Resistentes no Memorial da Resistência de São Paulo e cursos voltados para o campo da memória política. A realização da exposição só foi possível com o apoio do Deputado Estadual Antonio Donato e das instituições parceiras.  

Agenda da exposição
27 de fevereiro (sexta-feira)

14h00 às 15h30 – Encontro de Formação de Educadores
28 de fevereiro – sábado
15h30 às 16h30 – Visita educativa mediada
16h30 às 17h30 – Roda de Conversa com ex-presos políticos
18h00 – Abertura Oficial, com a presença de Sérgio Willians e Bruna Barbosa, do IHGS, Maurice Politi e Katia Felipini, do NM, e de Antonio Donato, Deputado Estadual 
18h30 - Sarau Musical 

2 de abril (quinta-feira)
14h00 às 16h30 – Formação de Educadores e Roda de Conversa com ex-presos políticos


Serviço
Exposição "Ausências Brasil" no Instituto Histórico e Geográfico de Santos

De 28 de fevereiro a 30 de abril de 2026
Av. Conselheiro Nébias, 689 - Boqueirão, Santos – SP
Entrada gratuita
Horário de Visitação: de segunda a sexta-feira, das 14h00 às 17h00. Sábados e Domingo fechados.
Visitas educativas: a exposição contará com educador para mediação das visitas tanto para grupos pequenos como para grupos escolares também na parte da manhã. A exposição conta com recursos de audiodescrição para pessoas com deficiência visual.
Visitas educativas mediante agendamento pelo telefone (13) 3222-5484 ou e-mail ihgs@ihgs.com.br a partir do dia 20 de fevereiro.

sábado, 7 de fevereiro de 2026

.: Mostra "Leonardo Finotti - São Paulo, Multiplicidade" na CAIXA Cultural SP


Mostra reúne séries fotográficas sobre a capital paulista e explora arquitetura, cidade e modos de habitar, com curadoria de Agnaldo Farias. Exposição reúne obras de dez séries do fotógrafo ao longo da carreira do artista. Foto: Leonardo Finotti / necropoli[s]tics


Em cartaz na A CAIXA Cultural São Paulo a exposição "Leonardo Finotti - São Paulo, Multiplicidade", que permanece aberta ao público até 26 de abril, de terça a domingo. A mostra apresenta um panorama da trajetória do fotógrafo e arquiteto Leonardo Finotti, reconhecido internacionalmente por seu olhar sobre arquitetura e espaço urbano. Com curadoria de Agnaldo Farias, a exposição ocupa as galerias D. Pedro II e Neuter Michelon, no edifício da Praça da Sé.

A exposição reúne dez séries produzidas pelo artista ao longo da carreira, com foco especial na capital paulista: são paulo vertical, habitar mendes da rocha, marketscapes, necropoli[s]tics, pelada, re:favela, latinitudes, diálogos tropicais, verAcidade e brutiful. A seleção destaca a interação entre arquitetura, memória urbana e formas de ocupação contemporâneas, explorando diferentes suportes e modos de exibição.

A exposição integra as iniciativas culturais apoiadas pela CAIXA, voltadas à ampliação do acesso democrático à arte brasileira e às reflexões sobre a cidade, a arquitetura e a vida coletiva. Ainda na temática urbana, em março, está previsto o projeto Solidão Coletiva, de Julio Bittencourt. A partir de fotografias, vídeos e esculturas, o artista aborda temas como aprisionamento, anonimato e solidão na vida urbana contemporânea.

Ao longo de 2026, a CAIXA Cultural São Paulo receberá exposições de diversas temáticas e linguagens, aprovadas no último edital de seleção. Entre os destaques estão trabalhos como os de Milton Dacosta e o tradicional concurso de fotojornalismo World Press Photo.

 
Sobre Leonardo Finotti
Nascido em Uberlândia (MG) em 1977, Leonardo Finotti é formado em Arquitetura pela Universidade Federal de Uberlândia e construiu carreira com forte atuação no Brasil, Europa e América Latina. Colaborou com arquitetos como Paulo Mendes da Rocha, Álvaro Siza, Oscar Niemeyer, Souto de Moura, Aires Mateus e Isay Weinfeld, com obras publicadas e expostas no Brasil e exterior. Desde 2008, o artista está baseado em São Paulo, onde mantém seu estúdio e desenvolve projetos autorais e comissionados ligados à arquitetura moderna e contemporânea.

 
Sobre Agnaldo Farias
Agnaldo Farias é professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e referência nacional em pesquisa e curadoria de arte e arquitetura contemporâneas. Foi curador de bienais no Brasil e no exterior, além de exposições em grandes museus, como o Instituto Tomie Ohtake, o MAM Rio e o Museu Oscar Niemeyer.


Serviço
Exposição "Leonardo Finotti - São Paulo, Multiplicidade"

CAIXA Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111, Centro, São Paulo
Visitação: de 7 de fevereiro a 26 de abril de 2026 – de terça a domingo
Horário: Disponível no site da CAIXA Cultural São Paulo CAIXA Cultural São Paulo
Classificação indicativa: livre para todos os públicos
Informações: (11) 3321-4400 e @caixaculturalsp
Patrocínio: CAIXA e Governo do Brasil
Acesso para pessoas com deficiência

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

.: Japan House SP prorroga exposição "Fluxos - O Japão e a Água" até 5 de abril


A Japan House São Paulo anuncia a prorrogação da exposição “Fluxos - O Japão e a Água” até o dia 5 de abril. Em cartaz no segundo andar da instituição localizada na Avenida Paulista e visitada por mais de 150 mil pessoas, a mostra - que conta com curadoria da diretora cultural da JHSP, Natasha Barzaghi Geenen - propõe uma reflexão sobre a relação histórica, cultural e simbólica do Japão com o elemento essencial para a vida. A visitação é gratuita de terça a sexta-feira, das 10h às 18h; e aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h.

A curadoria destaca diversos aspectos da água e sua gestão na sociedade nipônica, a partir de exemplos como o Canal Subterrâneo de Escoamento da Área Metropolitana de Tóquio - maior edificação de desvio subterrâneo de inundações do mundo -, e os diferentes tipos de águas termais e suas propriedades. A mostra também apresenta uma gravura em estilo ukiyo-e, de 1857, de Utagawa Hiroshige; a obra “Buloklok”, de Tomoko Sauvage, inspirada em uma clepsidra (relógio de água) que emite padrões sonoros; e a instalação “Sans room”, de Shiori Watanabe, que cria um ecossistema artificial de circulação microbiana por meio da água.

Serviço:
Exposição “Fluxos - O Japão e a Água”

Período: até 5 de abril de 2026
Local: Japan House São Paulo, segundo andar – Av. Paulista, 52 - São Paulo/SP
Horário de funcionamento: terça a sexta, das 10h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h.
Entrada gratuita.

Postagens mais antigas → Página inicial
Tecnologia do Blogger.