Mostrando postagens com marcador Mostra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mostra. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 26 de maio de 2026

.: Pinacoteca de SP inaugura exposição "Para Crianças: Experiências na Arte..."


Mega Please Draw Freely [Mega por favor, desenhe livremente] (2025), Ei Arakawa-Nash.
Haus der Kunst München, 2025. Imagem: Agostino Osio

No próximo sábado, dia 30 de maio, a Pinacoteca de São Paulo inaugura a exposição "Para Crianças: Experiências na Arte desde 1968", na Grande Galeria do edifício Pina Contemporânea. A mostra reúne 11 obras interativas de artistas brasileiros e estrangeiros que propõem reflexões sobre a infância a partir de experiências voltadas ao público infantil.

Entre os artistas estão Agus Nur Amal PMTOH (1969, Indonésia), Ólafur Elíasson (1967, Dinamarca) e, em comissionamento especialmente para a Pinacoteca, Graziela Kunsch (1979, Brasil), com trabalho voltado para a primeiríssima infância. A curadoria da mostra é de Andrea Lissoni, Emma Enderby, Lydia Korndoerfer, Xue Tan (Haus der Kunst), Ana Maria Maia e Lorraine Mendes (Pinacoteca de São Paulo). "Para Crianças: Experiências na Arte desde 1968", é uma exposição realizada pela Pinacoteca e Haus der Kunst – München, da Alemanha. A mostra pode ser visitada até dia 18 de outubro.

A exposição propõe uma reflexão sobre infância e convivência no espaço museológico contemporâneo, com obras que convidam o público a desenhar, brincar e ocupar o espaço expositivo de forma livre. “Desde 1911 a Pinacoteca, consta no estatuto da Pinacoteca sua função educativa. Na década de 1970, esse perfil ganhou mais evidência com a estruturação de programas e projetos experimentais para crianças. Ao refletir sobre os saberes e o protagonismo das infâncias, essa exposição inevitavelmente celebra uma longa trajetória da Pinacoteca”, conta a curadora Ana Maria Maia.

 A mostra "Para Crianças: Experiências na Arte desde 1968", reflete sobre o que é a infância hoje e o que significa para um artista criar obras de arte para o público infantil, e muitas vezes em colaboração com crianças. A atitude criativa sem hesitação e filtros tão característicos dos adultos, torna a infância uma fase da vida inspiradora para a arte e para diversas outras instâncias da sociedade. Nos anos 1960, década que marca o início da história contada pela exposição, com a ação Divisor (1967/8), de Lygia Pape, as crianças foram tomadas como uma grande referência dos movimentos da contracultura.

Mega Please Draw Freely [Mega por favor, desenhe livremente] (2025), do artista Ei Arakawa-Nash (Japão, 1977) – atualmente com um trabalho na Bienal de Veneza – recebe o público na exposição com um convite para desenhar livremente no chão do museu, desafiando a lógica inviolável do espaço expositivo. Caixa de areia (2026), da brasileira Graziela Kunsch, propõe um espaço de brincadeira livre para crianças de 15 meses a 5 anos, desenvolvida a partir da pesquisa da artista sobre iniciativas progressistas para crianças no decorrer do século XX, de autoria de nomes como a húngara Emmi Pikler, a alemã Ute Sturb e o holandês Aldo van Eyck.

Como abordar temáticas difíceis com crianças? Uma das formas encontradas pelo artista indonésio Agus Nur Amal PMTOH é tratar de temas sensíveis como tragédias climáticas elaborando histórias com elementos familiares às crianças, como brinquedos, e as convidando para tomar parte de gestos de criação que ocupam o espaço expositivo. Para falar sobre o medo, a brasileira Rivane Neuenschwander mapeou temores de crianças por meio de dinâmicas de compartilhamento em grupo. Em seguida, elas foram convidadas a ilustrar seus medos e, em colaboração com o designer Guto Carvalhoneto, as ilustrações foram transformadas em vestimentas.

A artista franco-marroquina Yto Barrada reescreve o nome do general francês Hubert Lyautey, líder em guerras coloniais, utilizando blocos que podem, e devem, ser desmontados e reconstruídos com outros significados. Vídeos, instalações sensoriais, esculturas participativas e ambientes imersivos completam a mostra, com obras dos artistas Ólafur Elíasson, Harun Farocki, Rachel Rose, Ana Mendieta e Ernesto Neto. "Para Crianças: Experiências na Arte desde 1968", é uma exposição realizada por Pinacoteca e Haus der Kunst - München e tem patrocínio de Mattos Filho, na cota Ouro, Acrilex e Ateliê Quero-Quero, na cota Prata, Goethe Institut e Unicef, apoiadores institucionais.


Serviço
Mostra "Para Crianças: Experiências na Arte desde 1968", na Pinacoteca de São Paulo  
Edifício Pina Contemporânea | Grande Galeria
De quarta a segunda, das 10h00 às 18h00 (entrada até 17h00)   
Gratuitos aos sábados - R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada), ingresso único com acesso aos três edifícios - válido somente para o dia marcado no ingresso 
2º Domingo do mês – gratuidade Mantenedora B3 

quarta-feira, 13 de maio de 2026

.: Naji Ayoub em mostra que transforma a pintura em experiência sensorial


Curadoria da exposição destaca que o trabalho de Naji Ayoub se constrói a partir de uma lógica aberta e em constante transformação. Foto: divulgação

A Pinacoteca Benedicto Calixto, em Santos, no litoral de São Paulo, recebe, de 15 de maio a 28 de junho, a exposição “Naji Ayoub e o Campo Vivo da Pintura”, dentro da programação da 4ª edição do "Arte na Pinacoteca". A mostra reúne obras recentes do artista e propõe ao público uma imersão na pintura como processo, marcada pela relação entre gesto, matéria e cor. A exposição integra a programação da 4ª edição do "Arte na Pinacoteca", uma ação cultural realizada pelo Ministério da Cultura com patrocínio da Ecovias, Instituto Rumo, Rumo, Brasil Terminal Portuário, MSC, Medlog e G. Pierotti. A iniciativa da Fundação Pinacoteca Benedito Calixto tem direção executiva de Leila Gazzaneo e produção executiva de Fábio Luiz Salgado.

A curadoria destaca que o trabalho de Naji Ayoub se constrói a partir de uma lógica aberta e em constante transformação. “O ‘campo vivo’ da pintura de Naji Ayoub não se define por um estilo fixo, mas por uma condição de abertura, em que cada obra se apresenta como um estado transitório, em equilíbrio instável entre forças distintas”, afirmam os curadores Carlos Zibel e Antonio Carlos Cavalcanti Filho.

Ao longo da exposição, o visitante é convidado a perceber a pintura para além da imagem finalizada. As telas evidenciam camadas, densidades e vazios que coexistem, criando uma dinâmica visual que oscila entre intensidade cromática e contenção. Essa tensão entre opostos é central na linguagem do artista, que desenvolve uma pesquisa contínua sobre os limites entre presença e ausência na superfície pictórica.

A obra de Ayoub também se aproxima de uma dimensão tátil e processual, em que a pintura assume características quase escultóricas. A superfície deixa de ser apenas suporte para tornar-se um corpo em transformação, onde o gesto é registrado como experiência sensível. O resultado são composições que revelam ritmo, pausa e variação, aproximando a pintura de uma experiência musical. 

Com trajetória iniciada ainda na década de 1960, o artista construiu um percurso que atravessa diferentes contextos culturais, incluindo formação na Europa e estudos em São Paulo sob orientação de Fernando Stickel. Ao longo dos anos, participou de exposições em instituições e galerias relevantes no Brasil e no exterior, consolidando uma produção marcada pela investigação da cor e da estrutura pictórica.

O "Arte na Pinacoteca" chega à sua 4ª edição consolidado como uma das principais iniciativas culturais da região. “A primeira exposição, 'Santos 480 Anos - Berço do Brasil Moderno, foi um sucesso de visitação, o que reforça o interesse do público por uma programação cultural de qualidade e acessível”, destaca Leila Gazzaneo, diretora executiva.

As exposições integram o plano anual da Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto, que promove uma programação contínua de ações culturais gratuitas, incluindo mostras, cursos, oficinas, concertos e atividades educativas, reforçando o papel da instituição como um dos principais polos culturais da Baixada Santista.


Serviço
Exposição "Naji Ayoub e o Campo Vivo da Pintura" 
Pinacoteca Benedicto Calixto - Av. Bartolomeu de Gusmão, 15 - Boqueirão, Santos/SP. Período: 15 de maio a 28 de junho de 2026. De terça-feira a domingo, das 9h00 às 18h00. Entrada gratuita. Informações: (13) 3288-2260 | WhatsApp: (13) 9 9171-4553 | Instagram: @pinacotecabenedictocalixto

segunda-feira, 11 de maio de 2026

.: Fiesp promove programação gratuita com palestras e oficinas sobre humor


Agenda especial reúne encontros com cartunistas e atividades abertas ao público, com vagas limitadas. Foto: Paulo Vitale 


O Centro Cultural Fiesp realiza uma programação especial gratuita dedicada ao universo do humor gráfico, com palestras, oficinas e encontros com importantes nomes do cartum brasileiro. As atividades acontecem ao longo dos próximos meses. Entre os destaques da agenda está a palestra “Fernandes e o Humor Gráfico na Mídia”, ministrada por Luiz Carlos Fernandes, no dia 17 de maio, às 14h00, na Sala de Arte Educação do Centro Cultural Fiesp. O encontro abordará a linguagem do humor gráfico, incluindo cartum, charge, caricatura e quadrinhos, além de sua presença no mercado editorial brasileiro.

Premiado no Brasil e no exterior, o chargista do Diário do Grande ABC compartilhará sua experiência profissional, analisando o cenário atual e o papel das caricaturas na comunicação contemporânea. A atividade é voltada a pesquisadores, desenhistas e educadores, e será encerrada com sessão de autógrafos. A participação é gratuita, com classificação livre, mas há apenas 23 vagas, sendo necessário realizar reserva antecipada no site Meu Sesi.

A programação integra as ações educativas e culturais em torno da exposição fotográfica “Cartunistas”, que apresenta retratos de mais de 140 artistas brasileiros feitos pelo fotógrafo Paulo Vitale, com curadoria de Eder Chiodetto. Além das imagens, o público pode acessar vídeos com depoimentos e bastidores dos ensaios, ampliando a experiência sobre o processo criativo dos artistas. A mostra também conta com nomes consagrados como Mauricio de Sousa, Ziraldo, Angeli e Laerte, além de representantes da nova geração, como Helô D’Angelo e Carlos Ruas.


Serviço
Programação especial – palestras e oficinas (gratuitas)
Atividades com vagas limitadas e inscrição prévia (quando indicado)
Programação completa será divulgada gradualmente

Palestra: “Fernandes e o Humor Gráfico na Mídia”
Data: 17 de maio de 2026
Horário: 14h00
Local: Sala de Arte Educação da Fiesp - Av. Paulista, 1.313
Classificação: livre para todas as idades (crianças com acompanhantes)
Quantidade de vagas: 23
Entrada: gratuita
Inscrição: Meu Sesi

Exposição “Cartunistas”
Período: até dia 20 de setembro de 2026
Horários: terça a domingo, das 10h00 às 20h00
Local: Galeria de Fotos do Centro Cultural Fiesp – Av. Paulista, 1.313
Classificação: livre
Entrada: gratuita (não é necessário reservar ingresso)
Agendamento de grupos e escolas: ccfagendamentos@sesisp.org.br

sábado, 9 de maio de 2026

.: "Ocupação Ruth Rocha" expande o universo da autora que forma gerações


Em mais uma exposição dedicada ao público infantil e aos adultos que beberam da mesma fonte, o Itaú Cultural propõe uma jornada pela vida e obra de uma das maiores autoras da literatura infantojuvenil brasileira. Em 2026, Ruth Rocha comemora 50 anos de trajetória e é celebrada com esta mostra, a reedição de um de seus livros e sendo tema da Mancha Verde no próximo Carnaval. Foto: Andŕe Seiti / Fundação Itaú

 
Todos os dias, às 16h00, o telefone toca na casa de Ruth Rocha, 95 anos. É sua irmã Rilda, 97. Elas se falam para cumprir um ritual: a mais velha lê para a mais nova. A cena simboliza a adoração que ambas têm pelos livros desde pequenas e resume a essência da premiada escritora. Há cinco décadas – desde que publicou "Marcelo, Marmelo, Martelo" (editora Salamandra, 1976), com ilustrações de Adalberto Cornavaca, e "Palavras, Muitas Palavras" (editora Abril, 1976), voltado para a alfabetização –, Ruth dedica a vida a cultivar o gosto pela leitura e o pensamento crítico nas crianças. É disso que trata a "Ocupação Ruth Rocha", que abre neste sábado, dia 9 de maio no Itaú Cultural e permanece em cartaz até 2 de agosto.

Com curadoria e expografia assinadas pela equipe do Itaú Cultural, a mostra não se limita a expor livros. Ela propõe um diálogo entre ontem e hoje em um percurso pautado por descobertas afetivas. O público é guiado pelas diferentes fases da vida e obra da autora entre cores vibrantes, do amarelo-canário ao vermelho-profundo. O conteúdo exposto é projetado na altura dos olhos das crianças e a expografia com colunas de papelão vazadas permite que elas saibam antecipadamente as novidades que as esperam do outro lado.

A exposição se junta a outras comemorações pelos mais de 50 anos de trajetória da autora: a Salamandra, sua editora exclusiva, prepara o lançamento de uma nova edição de Um cantinho só para mim, originalmente publicada em 2005, com textos de Ruth e ilustrações de Ziraldo. Além disso, a escritora também será o tema enredo da escola de samba Mancha Verde no Carnaval de 2027.

“Toda criança do mundo mora no meu coração” é a frase de Ruth estampada em sua fotografia, em uma colagem de personagens que habitam o imaginário de sua obra. Assim a autora recebe todos os públicos na exposição, das crianças aos adultos. Ali mesmo, na parede oposta, o visitante começa a descobrir mais sobre o universo da homenageada, desvendando o primeiro espaço: uma instalação chamada Ruth de A a Z. 

Trata-se de uma composição com 26 módulos de madeira que guardam segredos. Seguindo o abecedário, gavetas e nichos revelam livros originais, monóculos com fotos de família e vídeos que resgatam memórias da autora. O espaço funciona como um dicionário biográfico. Na letra B, de borboleta, por exemplo, está um de seus livros iniciais, Romeu e Julieta, no qual duas borboletas de cores diferentes não podem brincar, em uma alusão lúdica ao racismo. Na letra C, de canto, há um vídeo inédito de Ruth cantando com a filha, Mariana, em dezembro passado. Pulando para a E, de Eduardo, tem uma homenagem ao marido e parceiro de vida, com fotos do casamento de 1956.

Seguindo o percurso, no espaço central estão dois telefones tradicionais. Ao serem retirados do gancho, eles transmitem narrações de histórias de Ruth em sua própria voz. É como se fosse uma extensão do ritual diário entre ela e a irmã. Perto dali uma parede inteira é dedicada ao personagem de Marcelo, marmelo, martelo, exibindo suas diversas faces. Em uma espécie de linha do tempo, é possível acompanhar a evolução dele por meio dos traços de diferentes ilustradores ao longo destas cinco décadas. Há também uma nuvem de ideias, onde crianças podem renomear objetos, inspiradas no menino Marcelo, que passa a vida procurando uma lógica para os nomes das coisas. 

O visitante também encontra as caixas de história. São pequenos mini teatros que contêm cenas montadas de contos da autora, visíveis por uma pequena abertura frontal. Elas são acompanhadas de áudios retirados do álbum Mil pássaros, um projeto da dupla Palavra Cantada em parceria com Ruth. A escritora narra suas próprias histórias com músicas de Sandra Peres e Paulo Tatit. Uma delas é o livro Bom dia, todas as cores!, a história do Camaleão que acorda feliz e resolve se vestir de rosa, sua cor preferida. Ao longo do caminho, ele vai encontrando seus amigos Pernilongo, Sabiá-Laranjeira, Louva-a-Deus e vai mudando de cor para agradá-los, até ficar cansado. É um clássico sobre a importância de ter opinião própria.

Uma rampa conduz para o espaço Ruth para Ler, ambiente que remete a uma biblioteca acolhedora, com tatames e almofadas, convidando pais e filhos a sentarem no chão e lerem juntos. Ali também é exibida a máquina de escrever original de Ruth Rocha e sete cadernos de anotações pessoais, entre fac-símiles e originais, além do acervo completo da autora disponível para manuseio. Em toda a exposição há mapas e objetos táteis posicionados de modo que a obra de Ruth seja explorada pelo toque. Vídeos com interpretação em Libras acompanham os principais núcleos, garantindo que depoimentos da autora e de familiares, amigos e parceiros cheguem a todos os visitantes do Itaú Cultural.


Serviço
"Ocupação Ruth Rocha"
Abertura: 9 de maio de 2026, às 11h
Visitação: até 2 de agosto de 2026
Terças-feiras a sábados, das 11h às 20h, e domingos e feriados das 11h às 19h
Piso térreo
Concepção e realização: Itaú Cultural
Curadoria: Equipe Itaú Cultural
Projeto expográfico: Érica Pedrosa, Iago Germano, Rodrigo Auba e Sofia Gava (terceirizada)
Projeto de acessibilidade: Equipe Itaú Cultural
 

Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149 – próximo à estação Brigadeiro do metrô | Entrada gratuita
Espaços acessíveis: o prédio do Itaú Cultural apresenta facilidades para pessoas com deficiência física
‍Estacionamento: entrada pela Rua Leôncio de Carvalho, 108
Com manobrista e seguro, gratuito para bicicletas
Mais informações: Telefone: (11) 2168-1777. WhatsApp: (11) 96383-1663. E-mail: atendimento@itaucultural.org.br

segunda-feira, 4 de maio de 2026

.: "Milton Dacosta, a Construção da Forma", na CAIXA Cultural de SP


Uma das atrações da mostra, a obra "Alexandre", 1960. Óleo s/tela. 24 x 14 cm


A CAIXA Cultural São Paulo inaugura, nesta terça-feira, dia 5 de maio de 2026, às 17h00, a exposição "Milton Dacosta, a Construção da Forma", com a curadoria de Denise Mattar. Instalada na Galeria Neuter Michelon, no edifício da Praça da Sé, a mostra, gratuita e aberta ao público, apresenta um conjunto de 50 obras entre pinturas, gravuras e desenhos, mapeando a produção do artista desde a década de 1930 até o final de sua vida na década de 1980. A exposição permanecerá em cartaz até dia 5 de julho.

Segundo a curadora, a exposição não tem a pretensão de ser uma retrospectiva, mas de traçar o percurso poético do artista. “Durante toda a vida Dacosta manteve-se fiel à sua pesquisa pessoal, sempre conciliando contradições, e é nesse equilíbrio inquieto que reside a potência de sua obra. A mostra se inicia com suas primeiras produções: retratos e paisagens neoimpressionistas nos quais já ficam evidentes certas características que o acompanhariam por toda a vida como o desinteresse por temas regionais e a capacidade de captar em profundidade os assuntos escolhidos. A partir dos anos 1940, ele revela interesse pela síntese formal e suas figuras então se reduzem aos elementos essenciais, em composições com rigor quase musical. A seguir Dacosta alcança um construtivismo lírico, em trabalhos de grande precisão formal, conhecidos como “naturezas mortas” e “castelos”. Eliminando ainda mais as alusões figurativas, produz séries monocromáticas, de concisão extrema. Apesar do amplo reconhecimento da crítica, Dacosta teve a ousadia de considerar que essa vertente estava esgotada e retornou à figuração de modo renovado, criando as sensuais Vênus, nas quais a linha curva e o gesto livre ganham protagonismo. A exposição busca estabelecer a ligação entre esses trabalhos enfatizando a coerência que permeou a trajetória do artista”. explica.

A expografia utiliza recursos de cor e iluminação para acentuar as características dos trabalhos a fim de proporcionar ao público um clima lúdico e intenso. A produção está a cargo de Anderson Eleotério da ADUPLA Produção Cultural e o Patrocínio é da CAIXA Econômica Federal.


Sobre  Milton Dacosta (1915-1988)
Nascido em Niterói, em 1915, Milton Dacosta desde cedo revelou sua inclinação para as artes. Estudou na Escola Nacional de Belas-Artes, onde foi aluno de Marques Júnior e aos 16 anos foi um dos fundadores do Núcleo Bernardelli. Sua primeira participação no Salão Anual de Belas-Artes deu-se em 1933, e realizou sua primeira mostra individual em 1936, na Galeria Santo Antônio, no Rio.

Em 1944 recebeu o prêmio de viagem ao estrangeiro do Salão Nacional de Belas-Artes, e em 1955, o de melhor pintor brasileiro da III Bienal de São Paulo. Várias vezes expôs individualmente e participou de muitas mostras coletivas. Teve salas especiais na VI Bienal de São Paulo, em 1961, e na I Bienal da Bahia, em 1966. Sua obra figura em acervos de diversas instituições como o MNBA-RJ, MAM -São Paulo, MAM- Rio de Janeiro, MAC- Niterói, MASP –São Paulo, entre outras.

O trabalho de Milton Dacosta sempre despertou a atenção da crítica especializada. Ao longo de sua vida escreveram sobre ele intelectuais como Mario Pedrosa, Antônio Bento, Ferreira Gullar, Roberto Pontual, Jayme Maurício, Jacob Klintowitz, Olívio Tavares de Araújo, entre outros. Esse interesse continuou mesmo após a morte do artista, e sua obra tem recebido análises de críticos como, Ronaldo Brito, Paulo Venâncio Filho, Maria Alice Milliet, entre muitos outros.


Serviço
Exposição "Milton Dacosta, a Construção da Forma"

Curadoria: Denise Mattar
Abertura: terça-feira, dia 5 de maio de 2026, às 17h00
Período: de 6 de maio a 5 de julho de 2026
Horário de visitação: terça a domingo, das 9h00 às 18h00
Local: CAIXA Cultural São Paulo - Praça da Sé, 111 – Centro / São Paulo, próxima à estação Sé do metrô
Entrada: gratuita
Classificação: livre
Informações: (11) 3321-4400 / @caixaculturalsp
Patrocínio: CAIXA e Governo do Brasil

sábado, 2 de maio de 2026

.: Exposição "Cartunistas" une fotografia e arte ao vivo no Centro Cultural Fiesp


Além da mostra inédita de Paulo Vitale, que estreia em 28 de abril, o público também poderá participar de palestras e oficinas com os maiores nomes do desenho nacional

A exposição fotográfica "Cartunistas", do fotógrafo Paulo Vitale, com curadoria de Eder Chiodetto, que acontece até 20 de setembro, com entrada gratuita, na Galeria de Fotos do Centro Cultural Fiesp, será acompanhada por uma agenda de palestras, oficinas e performances. No próximo domingo, dia 3 de maio, às 14h00, o cartunista e jornalista José Alberto Lovetro (JAL) - que também é presidente da Associação dos Cartunistas do Brasil (ACB) - apresenta o tema “Como Utilizar Quadrinhos na Sala de Aula”.

Coautor do livro "Efeito HQ" - direcionado a educadores, professores e interessados na área da linguagem dos quadrinhos - fala da utilização das HQs como ferramenta educativa. Os autores utilizaram na prática em duas escolas de periferia indicadas pela Secretaria de Educação do Município de São Paulo, e tiveram resultado surpreendente; e, hoje, milhares de professores utilizam para matéria de qualquer nível de ensino. 

“Fernandes e o Humor Gráfico na Mídia” será o tema de Luiz Carlos Fernandes, no dia 17 de maio, às 14h. Premiado no Brasil e no exterior, o chargista do Diário do Grande ABC traz sua vasta experiência para analisar o mercado editorial e a força das caricaturas na comunicação atual. O encontro, voltado a pesquisadores, desenhistas e educadores, será encerrado com uma sessão de autógrafos. A programação detalhada das atividades dos próximos meses será divulgada gradualmente.


A Exposição “Cartunistas”
Retratos de 143 grandes nomes do cartum brasileiro foram registrados pelas lentes do renomado fotógrafo Paulo Vitale, e estarão em temporada especial na Galeria de Fotos do Centro Cultural Fiesp. A exposição já passou pelas cidades de Sorocaba, Rio Claro, São José do Rio Preto, Itapetininga e Campinas, com sucesso de público, atingindo mais de 40 mil visitantes. Nesta montagem exclusiva em São Paulo, a mostra ganha o reforço de mais de 20 fotos inéditas. Além das imagens que traduzem provocações políticas, sociais e existenciais, os visitantes poderão assistir a vídeos com depoimentos e making of dos ensaios, revelando os bastidores do processo criativo de novos e antigos talentos.

Dentre os retratados, estão Mauricio de Sousa, Ziraldo, Paulo Caruso, Jaguar, Angeli, Laerte, Baptistão, Fernandes, entre outros. Nessa nova fase, foram inseridos também os quadrinistas, nomes da nova geração que atingem números impressionantes de seguidores nas redes sociais, como Helô D’Angelo e Carlos Ruas.

Ao olhar o ensaio como um todo, a curadoria de Eder Chiodetto adotou o caminho de equacionar o espaço expositivo para que ele recebesse a totalidade dos retratos realizados pelo fotógrafo. Como a maioria dos(as) cartunistas olhava diretamente para a lente do fotógrafo, agora o fotógrafo desaparece na exposição. Cada retratado olha nos olhos do espectador, criando uma conexão mais íntima e direta entre público e cartunistas. Compre o livro "Cartunistas", de Paulo Vitale, neste link.


Serviço
Exposição "Cartunistas"
Temporada: até dia 20 de setembro de 2026
Horários: terça a domingo, 10h00 às 20h00
Local: Galeria de Fotos do Centro Cultural Fiesp - Avenida Paulista, 1.313 (em frente à estação de metrô Trianon-Masp)
Classificação: livre
Gratuito: não requer reserva de ingressos
Agendamentos de grupos e escolas: ccfagendamentos@sesisp.org.br

terça-feira, 7 de abril de 2026

.: Sábado: mostra "Alice Yura: um ato fotográfico" na Pinacoteca de São Paulo

Mostra reúne fotografia, arquivos familiares e instalação participativa para investigar memória, encenação e construção da imagem

Foto Yura (2022)


A Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, inaugura Alice Yura: um ato fotográfico, na Galeria Praça do edifício Pina Contemporânea. Com curadoria de Thierry Freitas, a mostra reúne ensaios visuais recentes em diálogo com um robusto conjunto documental e material herdado da família da artista.

Alice Yura (1990) nasceu em uma família de imigrantes japoneses que se estabeleceu no Brasil na década de 1950, e foi criada em um ambiente marcado pela produção de imagens. Seu avô, seu pai e seus tios atuaram como fotógrafos em sua cidade natal, no interior do Mato Grosso do Sul, experiência que atravessa e fundamenta sua prática artística. A artista aproxima a imagem dos campos da performance e da teatralidade, desdobrando sua pesquisa em torno da memória e da autobiografia.

Sobre a exposição: Estruturada em três núcleos, a exposição articula diferentes tempos e regimes da imagem. No primeiro, são apresentados materiais provenientes do Foto Yura, estúdio fotográfico da família que, ao longo da segunda metade do século XX, constituiu-se como espaço central de sociabilidade em Aparecida do Taboado, no Rio Grande do Sul. Fotografias, objetos e documentos evidenciam tanto a trajetória da família quanto as transformações da fotografia, do analógico ao digital.

O segundo núcleo reúne o ensaio Foto Yura (2022), no qual a artista investiga suas heranças familiares ao mesmo tempo em que tensiona papéis sociais. Ao se colocar como modelo de seu pai, com o retrato do avô ao fundo, Yura reencena uma linhagem marcada por um ofício historicamente masculino, deslocando as posições de autoria e representação. A exposição recria o cenário dessas imagens, convidando o público a ocupar esse espaço.

No terceiro núcleo, a artista se apropria de arquétipos da história da arte e de figuras da Antiguidade para reencená-los a partir de seu próprio corpo. Ao mobilizar essas imagens, Yura propõe novas possibilidades de identificação e permanência, afirmando a produção de imagens por corpos transexuais como forma de construir lastro simbólico para além das convenções de gênero. A série Restos de Carnaval integra esse conjunto, assim como uma obra inédita na qual a artista se apresenta como Cupido, tensionando iconografias clássicas a partir de uma corporalidade dissidente.

Ao tomar a biografia como eixo, a exposição propõe um deslocamento entre documento, memória e ficção, reafirmando a imagem como espaço de presença, encenação e fabulação.


SOBRE A ARTISTA

Alice Yura é uma artista visual nipo-caipira que trabalha principalmente com fotografia e performance. Em seus trabalhos, investiga a relação entre arte e vida, abordando temas como memória, afeto, corpo e identidade. Sua produção parte de experiências pessoais para refletir sobre aspectos mais amplos da existência, utilizando sua imagem e o próprio corpo como formas de expressão, em propostas que aproximam o fazer artístico do cotidiano.


SOBRE A PINACOTECA DE SÃO PAULO

A Pinacoteca de São Paulo é um museu de artes visuais com ênfase na produção brasileira do século XIX até́ a contemporaneidade e em diálogo com as culturas do mundo. Museu de arte mais antigo da cidade, fundado em 1905 pelo Governo do Estado de São Paulo, vem realizando mostras de sua renomada coleção de arte brasileira e exposições temporárias de artistas nacionais e internacionais em seus três edifícios, a Pina Luz, a Pina Estação e a Pina Contemporânea. A Pinacoteca também elabora e apresenta projetos públicos multidisciplinares, além de abrigar um programa educativo abrangente e inclusivo. B3, a bolsa do Brasil, é Mantenedora da Pinacoteca de São Paulo.


SERVIÇO:  

Pinacoteca de São Paulo  

Edifício Pina Contemporânea | Galeria Praça

De quarta a segunda, das 10h às 18h (entrada até 17h)   

Gratuitos aos sábados - R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada), ingresso único com acesso aos três edifícios - válido somente para o dia marcado no ingresso 

2º Domingo do mês – gratuidade Mantenedora B3 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

.: Mostra sobre desaparecidos políticos da ditadura militar brasileira em Santos

Na primeira imagem, em preto e branco, Bergson Gurjão Farias aparece com a noiva Simone e a irmã Tânia, em Volta de Jurema, Fortaleza-Pernambuco. Na segunda foto, décadas depois, Tania e Simone estão sentadas em primeiro plano e o lugar onde antes fora ocupado por Bergson está vazio. A irmã Tânia recordará para sempre o momento em que olhou para baixo querendo arrumar a bolsa no colo, no mesmo instante em que o seu pai, Jennifer Farias, fez a última foto em que ela está com seu irmão. Bergson foi assassinado entre maio e junho de 1972 no Araguaia. Somente em julho de 2009, seu corpo foi identificado no Cemitério de Xambioá, no Tocantis, e sua família pode sepultar seus restos mortais. Foto: Gustavo Germano


Uma das principais referências no trabalho de memória política no país, o Núcleo de Preservação da Memória Política - NM, em parceria com o Instituto Histórico e Geográfico de Santos - IHGS, instituição dedicada ao fortalecimento da consciência coletiva por meio da preservação e difusão da história regional, apresentam a exposição "Ausências Brasil", do fotógrafo argentino Gustavo Germano — uma obra de profundo impacto visual e simbólico sobre os desaparecimentos forçados durante a ditadura militar (1964 – 1985) no Brasil. A exposição ficará aberta ao público de 28 de fevereiro a 30 de abril de 2026.

A abertura oficial acontecerá no sábado, 28 de fevereiro, com programação especial de visita mediada com historiador, roda de conversa com ex-presos políticos e Sarau Musical. “Ausências Brasil” reúne doze pares de fotografias, contrapondo fotos de álbuns antigos de famílias de vítimas da ditadura militar no Brasil, com aquelas produzidas com familiares e amigos nos mesmos locais, em 2012. Neste sentido, as ausências nas obras de Gustavo Germano revelam muitas presenças: a presença da dor e da saudade, da injustiça e seus paradoxos, a presença da própria pessoa desaparecida.

Com o objetivo de lançar um olhar sensível sobre o tema da perseguição política e os desaparecidos do período da ditadura militar, os visitantes conhecerão rostos, histórias e poderão refletir sobre as possibilidades das vidas ceifadas pela brutalidade do sistema repressor. O projeto da Exposição Ausências foi iniciado na Argentina, motivado pelo desaparecimento do irmão do fotógrafo, Eduardo Raúl Germano, que foi detido e desaparecido pela ditadura daquele país em 17 de dezembro de 1976, e cujos restos mortais foram identificados somente em 2014 pela Equipe Argentina de Antropologia Forense. O projeto se expandiu para outros países latinos, a maioria alvos da Operação Condor – campanha de repressão e terrorismo de Estado orquestrada pelas ditaduras no Cone Sul, com o apoio dos Estados Unidos. “Ausências Brasil” foi realizada em 2012, com fotografias do Ceará ao Rio Grande do Sul.

Além da exposição, haverá uma série de atividades educativo-culturais, como visitas mediadas, formação de educadores e rodas de conversa com ex-presos políticos, fomentando debates sobre os impactos da violência de Estado, tanto no passado quanto no presente. Com o objetivo de formar cidadãos mais conscientes e críticos, a exposição reflete sobre os abusos de poder, as perseguições e os desaparecimentos forçados ocorridos durante a ditadura militar no Brasil e suas repercussões na atualidade.

Um dos objetivos do projeto, segundo a museóloga do NM Kátia Felipini Neves, é refletir sobre a importância da democracia e da reparação simbólica. “Cada vez que a gente apresenta essa exposição, é uma forma de reparar essas famílias”, diz.

A escolha da cidade de Santos deu-se em virtude de sua importância no cenário político nacional, contando com a luta de lideranças populares por direitos e democracia. Das intervenções do Estado Novo de Getúlio Vargas nos anos 1930 à Ditadura Militar (1964-1985), sofreu censura, perseguições, torturas e outras graves violações dos direitos humanos. Um dos símbolos dessa violência foi o navio-prisão Raul Soares, ancorado no porto de Santos e utilizado como cárcere e centro de interrogatório durante a repressão militar. Em todas as circunstâncias, a cidade assumiu um papel ímpar na resistência.

Para Sergio Willians, diretor executivo do IHGS, “Ao receber a exposição Ausências Brasil, o Instituto reafirma seu compromisso histórico com a memória, a pesquisa e o direito à verdade, pois preservar a história local e nacional — em todas as suas faces — significa honrar os que sofreram, reconhecer os que resistiram e inspirar as novas gerações a valorizar a liberdade, a democracia e a dignidade humana. E que o IHGS, enquanto guardião da memória santista, coloca-se como espaço legítimo e necessário para acolher iniciativas que iluminem os períodos sombrios do passado e promovam reflexão crítica e cidadania”.

O Núcleo Memória é uma instituição dedicada à preservação da memória política e à promoção dos direitos humanos e conta com uma vasta agenda de ações, como as visitas mensais ao antigo DOI-Codi/SP, os Sábados Resistentes no Memorial da Resistência de São Paulo e cursos voltados para o campo da memória política. A realização da exposição só foi possível com o apoio do Deputado Estadual Antonio Donato e das instituições parceiras.  

Agenda da exposição
27 de fevereiro (sexta-feira)

14h00 às 15h30 – Encontro de Formação de Educadores
28 de fevereiro – sábado
15h30 às 16h30 – Visita educativa mediada
16h30 às 17h30 – Roda de Conversa com ex-presos políticos
18h00 – Abertura Oficial, com a presença de Sérgio Willians e Bruna Barbosa, do IHGS, Maurice Politi e Katia Felipini, do NM, e de Antonio Donato, Deputado Estadual 
18h30 - Sarau Musical 

2 de abril (quinta-feira)
14h00 às 16h30 – Formação de Educadores e Roda de Conversa com ex-presos políticos


Serviço
Exposição "Ausências Brasil" no Instituto Histórico e Geográfico de Santos

De 28 de fevereiro a 30 de abril de 2026
Av. Conselheiro Nébias, 689 - Boqueirão, Santos – SP
Entrada gratuita
Horário de Visitação: de segunda a sexta-feira, das 14h00 às 17h00. Sábados e Domingo fechados.
Visitas educativas: a exposição contará com educador para mediação das visitas tanto para grupos pequenos como para grupos escolares também na parte da manhã. A exposição conta com recursos de audiodescrição para pessoas com deficiência visual.
Visitas educativas mediante agendamento pelo telefone (13) 3222-5484 ou e-mail ihgs@ihgs.com.br a partir do dia 20 de fevereiro.

sábado, 7 de fevereiro de 2026

.: Mostra "Leonardo Finotti - São Paulo, Multiplicidade" na CAIXA Cultural SP


Mostra reúne séries fotográficas sobre a capital paulista e explora arquitetura, cidade e modos de habitar, com curadoria de Agnaldo Farias. Exposição reúne obras de dez séries do fotógrafo ao longo da carreira do artista. Foto: Leonardo Finotti / necropoli[s]tics


Em cartaz na A CAIXA Cultural São Paulo a exposição "Leonardo Finotti - São Paulo, Multiplicidade", que permanece aberta ao público até 26 de abril, de terça a domingo. A mostra apresenta um panorama da trajetória do fotógrafo e arquiteto Leonardo Finotti, reconhecido internacionalmente por seu olhar sobre arquitetura e espaço urbano. Com curadoria de Agnaldo Farias, a exposição ocupa as galerias D. Pedro II e Neuter Michelon, no edifício da Praça da Sé.

A exposição reúne dez séries produzidas pelo artista ao longo da carreira, com foco especial na capital paulista: são paulo vertical, habitar mendes da rocha, marketscapes, necropoli[s]tics, pelada, re:favela, latinitudes, diálogos tropicais, verAcidade e brutiful. A seleção destaca a interação entre arquitetura, memória urbana e formas de ocupação contemporâneas, explorando diferentes suportes e modos de exibição.

A exposição integra as iniciativas culturais apoiadas pela CAIXA, voltadas à ampliação do acesso democrático à arte brasileira e às reflexões sobre a cidade, a arquitetura e a vida coletiva. Ainda na temática urbana, em março, está previsto o projeto Solidão Coletiva, de Julio Bittencourt. A partir de fotografias, vídeos e esculturas, o artista aborda temas como aprisionamento, anonimato e solidão na vida urbana contemporânea.

Ao longo de 2026, a CAIXA Cultural São Paulo receberá exposições de diversas temáticas e linguagens, aprovadas no último edital de seleção. Entre os destaques estão trabalhos como os de Milton Dacosta e o tradicional concurso de fotojornalismo World Press Photo.

 
Sobre Leonardo Finotti
Nascido em Uberlândia (MG) em 1977, Leonardo Finotti é formado em Arquitetura pela Universidade Federal de Uberlândia e construiu carreira com forte atuação no Brasil, Europa e América Latina. Colaborou com arquitetos como Paulo Mendes da Rocha, Álvaro Siza, Oscar Niemeyer, Souto de Moura, Aires Mateus e Isay Weinfeld, com obras publicadas e expostas no Brasil e exterior. Desde 2008, o artista está baseado em São Paulo, onde mantém seu estúdio e desenvolve projetos autorais e comissionados ligados à arquitetura moderna e contemporânea.

 
Sobre Agnaldo Farias
Agnaldo Farias é professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e referência nacional em pesquisa e curadoria de arte e arquitetura contemporâneas. Foi curador de bienais no Brasil e no exterior, além de exposições em grandes museus, como o Instituto Tomie Ohtake, o MAM Rio e o Museu Oscar Niemeyer.


Serviço
Exposição "Leonardo Finotti - São Paulo, Multiplicidade"

CAIXA Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111, Centro, São Paulo
Visitação: de 7 de fevereiro a 26 de abril de 2026 – de terça a domingo
Horário: Disponível no site da CAIXA Cultural São Paulo CAIXA Cultural São Paulo
Classificação indicativa: livre para todos os públicos
Informações: (11) 3321-4400 e @caixaculturalsp
Patrocínio: CAIXA e Governo do Brasil
Acesso para pessoas com deficiência

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

.: Japan House SP prorroga exposição "Fluxos - O Japão e a Água" até 5 de abril


A Japan House São Paulo anuncia a prorrogação da exposição “Fluxos - O Japão e a Água” até o dia 5 de abril. Em cartaz no segundo andar da instituição localizada na Avenida Paulista e visitada por mais de 150 mil pessoas, a mostra - que conta com curadoria da diretora cultural da JHSP, Natasha Barzaghi Geenen - propõe uma reflexão sobre a relação histórica, cultural e simbólica do Japão com o elemento essencial para a vida. A visitação é gratuita de terça a sexta-feira, das 10h às 18h; e aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h.

A curadoria destaca diversos aspectos da água e sua gestão na sociedade nipônica, a partir de exemplos como o Canal Subterrâneo de Escoamento da Área Metropolitana de Tóquio - maior edificação de desvio subterrâneo de inundações do mundo -, e os diferentes tipos de águas termais e suas propriedades. A mostra também apresenta uma gravura em estilo ukiyo-e, de 1857, de Utagawa Hiroshige; a obra “Buloklok”, de Tomoko Sauvage, inspirada em uma clepsidra (relógio de água) que emite padrões sonoros; e a instalação “Sans room”, de Shiori Watanabe, que cria um ecossistema artificial de circulação microbiana por meio da água.

Serviço:
Exposição “Fluxos - O Japão e a Água”

Período: até 5 de abril de 2026
Local: Japan House São Paulo, segundo andar – Av. Paulista, 52 - São Paulo/SP
Horário de funcionamento: terça a sexta, das 10h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h.
Entrada gratuita.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

.: DAN Galeria apresenta coletiva que revisita a formação da arte moderna


Com curadoria de Maria Alice Milliet, mostra relaciona Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Portinari, Alfredo Volpi e outros nomes essenciais que colaboraram para construção do imaginário visual brasileiro. Na imagem, Emiliano Di Cavalcanti, "O Repouso".  Foto: Dan Galeria/Divulgação


A DAN Galeria apresenta, até 31 de janeiro, "O Brasil dos Modernistas", com curadoria de Maria Alice Milliet. Reunindo cerca de 50 obras de emblemáticas de nomes fundamentais como Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Cícero Dias, Victor Brecheret, Cândido Portinari, Guignard, Alfredo Volpi, Anita Malfatti e outros, a coletiva traça um panorama da arte moderna no país e destaca o papel do movimento que, a partir da década de 1920, redefiniu a linguagem artística nacional e acrescentou ao imaginário coletivo visões atualizadas do imaginário popular brasileiro.

O Brasil dos modernistas toma como ponto de partida das transformações que marcaram o surgimento da modernidade artística no Brasil, um movimento que se consolidou no confronto entre o conservadorismo cultural e o impulso de renovação de um país em transição. A Semana de Arte Moderna de 1922, é retomada aqui como marco simbólico desse embate: vaiada pelo público, expôs a resistência às novas linguagens e à ruptura com os padrões tradicionais, inaugurando uma produção voltada à atualização estética e à construção de uma identidade artística brasileira.

O percurso curatorial retrata como os primeiros modernistas, em busca de formação e reconhecimento, voltaram-se aos grandes centros artísticos da Europa. Foi a partir dessa experiência que muitos passaram a perceber a força e a originalidade da diversidade cultural brasileira para construção de suas próprias identidades artísticas. “Os nossos modernos não precisaram buscar em lugares exóticos os conteúdos populares ou étnicos que tanto encantavam os europeus. Encontraram em nossas paisagens e costumes os ingredientes para a constituição de uma visualidade de caráter nacional”, afirma a curadora Maria Alice Milliet.

Embora influenciada pelas vanguardas europeias, a arte moderna no Brasil manteve-se fiel à figuração. O contato com o movimento de “retorno à ordem”, no período entre guerras, levou os artistas a explorar linguagens expressionistas, cubistas e, mais tarde, surrealistas, em um processo que definiu as bases estéticas do primeiro modernismo brasileiro.

Dentre os destaques da mostra, está o "Retrato de Judite" (1944), de Alfredo Volpi. Pintado no ano em que o artista se casou com Benedita da Conceição, conhecida como Judite, o trabalho retrata sua esposa nua entre cortinas, de braços abertos, como se apresentasse as pinturas que a cercam. Volpi, que iniciou a carreira decorando fachadas paulistanas, desenvolveu uma linguagem própria, marcada pela geometrização e pelo uso refinado da cor. Seu trabalho simboliza a passagem da pintura figurativa para uma modernidade madura, iluminada e de forte identidade brasileira.

“É inegável que Tarsila, Di Cavalcanti, Cícero Dias, Rego Monteiro, Brecheret, Portinari, Guignard constituíram um corpus iconográfico identificado com o Brasil. Mais que isso, o modernismo acrescentou ao imaginário nacional visões atualizadas da nossa realidade sociocultural. Ou seja, quando pensamos na mulher brasileira, vem à nossa cabeça a sensualidade das morenas pintadas por Di Cavalcanti; a história da conquista do nosso território realiza-se no Monumento às Bandeiras, de Brecheret; nossos mitos são os de Tarsila; nossas praias são as de Pancetti; e as festas populares têm no colorido das bandeirinhas de Volpi sua melhor expressão”, completa Maria Alice Milliet sobre o eixo expositivo.

Ao reunir obras fundamentais do período, a mostra O Brasil dos modernistas destaca a relevância histórica e cultural do movimento que redefiniu os rumos da arte no país. A coletiva reforça o papel dessa geração de artistas na construção de uma identidade visual e reafirma a atualidade de seu legado na formação do que se entende por brasilidade.


Artistas presentes 
Alberto da Veiga Guignard, Alfredo Volpi, Anita Malfatti, Candido Portinari, Cícero Dias, Emiliano Di Cavalcanti, Ernesto De Fiori, Ismael Nery, José Pancetti, Tarsila do Amaral, Vicente do Rego Monteiro e Victor Brecheret.

Sobre a galeria
A Dan Contemporânea surgiu como um departamento de Arte Contemporânea da Dan Galeria. Em 1985, Flávio Cohn, filho do casal fundador, juntou-se à Dan criando o Departamento de Arte Contemporânea, que ele dirige desde então. Assim, foi aberto espaço para muitos artistas contemporâneos tanto brasileiros, como internacionais, fortemente representativos de suas respectivas escolas. Posteriormente, Ulisses Cohn também se associa à galeria, completando o quadro de direção dela.

Nos últimos 20 anos, a galeria exibiu: Macaparana, Sérgio Fingermann, Amélia Toledo, Ascânio MMM, Laura Miranda e artistas internacionais: Sol Lewitt, Antoni Tapies, Jesus Soto, César Paternosto, José Manuel Ballester, Adolfo Estrada, Juan Asensio, Knopp Ferro e Ian Davenport.  Mestres de concreto internacionais também fizeram parte da história da Dan, tais como: Max Bill, Joseph Albers e os britânicos Norman Dilworth, Anthony Hill, Kenneth Martin e Mary Martin. 

A Dan Galeria incluiu mais recentemente em sua seleção, importantes artistas concretos: Francisco Sobrino e François Morellet. O fotógrafo brasileiro Cristiano Mascaro; os artistas José Spaniol, Teodoro Dias, Denise Milan e Gabriel Villas Boas (Brasil); os internacionais, Bob Nugent (EUA), Pascal Dombis (França), Tony Cragg (G. Bretanha), Lab [AU] (Bélgica) e Jong Oh (Coréia), se juntaram ao departamento de Arte Contemporânea da galeria. A Dan Galeria sempre teve por propósito destacar artistas e movimentos brasileiros desde o início da década de 1920 até hoje. Ao mesmo tempo, mantém uma relação próxima com artistas internacionais, uma vez que os movimentos artísticos historicamente se entrelaçam e dialogam entre si sem fronteiras. 


Serviço
Exposição "O Brasil dos Modernistas"

Curadoria: Maria Alice Milliet
Endereço: DAN Galeria – Rua Estados Unidos, 1638 – São Paulo
Período expositivo: até 31 de janeiro de 2026
Horário: das 10h00 às 19h00, de segunda a sexta; das 10h00 às 13h00, aos sábados.
Entrada gratuita
Classificação: livre
Mais informações: dangaleria.com.br

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

.: Sucesso de público faz exposição imersiva “Astro” ampliar horários


Em cartaz no Visualfarm Gymnasium, a mostra agora abre de quinta a domingo, com funcionamento das 11h00 às 19h00 às quintas e sextas-feiras, e das 10h00 às 20h00, aos sábados, e das 10h00 às 18h00, aos domingos. Foto: @opauloliv

Com alta procura desde a estreia, a exposição imersiva “Astro” amplia seus dias e horários de funcionamento em São Paulo. Em cartaz no Visualfarm Gymnasium, o primeiro laboratório permanente de artes imersivas da América Latina, a mostra passa a receber o público de quinta a domingo, oferecendo mais opções para quem busca um programa cultural que une ciência, arte, tecnologia e imaginação.

Instalada em um galpão de mais de 2.000 metros quadrados, “Astro” propõe uma verdadeira viagem pelo universo da astronomia, conectando passado, presente e futuro da exploração espacial. A experiência combina imagens autênticas captadas por missões espaciais, ambientes cenográficos monumentais, projeções em 360 graus, vídeo mapping, realidade virtual, instalações sonoras polifônicas e um planetário digital de última geração.

Logo na chegada, o visitante é convidado a atravessar um tobogã cenográfico que funciona como um portal simbólico para o cosmos. A partir daí, percorre salas que abordam desde os primeiros telescópios e a observação do céu na Antiguidade até os grandes desafios da ciência contemporânea, como a formação das galáxias, a energia escura, a matéria subatômica e a busca por vida fora da Terra. Tudo é apresentado em linguagem sensorial e acessível, despertando curiosidade em crianças, jovens e adultos.

Com curadoria científica do astrônomo João Fonseca e direção artística de Alexis Anastasiou, fundador da Visualfarm, a exposição traduz conceitos complexos em experiências visuais e imersivas, aproximando o público da ciência de forma intuitiva e envolvente. Um dos destaques é a área em que o visitante pode se transformar simbolicamente em astronauta, tornando-se protagonista da narrativa espacial.

Além de dialogar com grandes agências internacionais de pesquisa espacial, “Astro” também valoriza o olhar brasileiro sobre a ciência e a exploração do universo, reforçando o papel da imaginação, da educação e da tecnologia como ferramentas de pertencimento e futuro.

“A resposta do público mostrou que existe uma grande demanda por experiências culturais que unem conhecimento e encantamento. A ampliação dos horários é uma forma de permitir que mais pessoas vivam essa jornada pelo cosmos”, destaca Alexis Anastasiou.


Serviço
Exposição imersiva "Astro"

Visualfarm Gymnasium | Praça Olavo Bilac, 38 / São Paulo
Próximo a Avenida Angélica e estação metrô Mal. Deodoro
Quintas e sextas-feiras, das 11h00 às 19h00; sábados, das 10h00 às 20h00; e domingos, das 10h00 às 18h00.
Acessível para pessoas com mobilidade reduzida
Ingressos a partir de R$ 25,00 à venda na bilheteria do local ou em www.ticketmaster.com.br/
Entrada gratuita para crianças até 6 anos. Meia-entrada para estudantes.
Vendas para grupos.

.: Exposição “Recortes”, de Cristiano Mascaro, marca o aniversário de SP


Mostra reúne fotografias analógicas e digitais que acompanham transformações da paisagem urbana ao longo de décadas. Abertura em 25 de janeiro, domingo, às 10h00, com visita guiada de Cristiano Mascaro às 15h00. Na imagem, escada da Maternidade Filomena Matarazzo

Domingo, dia 25 de janeiro de 2026, data em que São Paulo celebra o aniversário, a Unibes Cultural abre ao público a exposição "Recortes", de Cristiano Mascaro, um dos nomes fundamentais da fotografia brasileira. A mostra inaugura a programação de 2026 da instituição e apresenta um conjunto de fotografias analógicas e digitais ampliadas, realizadas ao longo de diferentes momentos da trajetória do artista, cuja obra contribuiu de forma decisiva para a construção da memória visual da metrópole e de seus espaços arquitetônicos.

Arquiteto formado pela FAU-USP, Mascaro se voltou para a fotografia após o contato com a obra do fotógrafo francês Henri Cartier-Bresson (1908-2004), ainda durante a graduação. Aos 81 anos, com uma carreira amplamente reconhecida por prêmios e exposições no Brasil e no exterior, seu olhar permanece atento, preciso e rigoroso, voltado para a observação contínua da cidade e de suas transformações.


Entre a cidade vista e a cidade em detalhe
 As imagens reunidas na exposição percorrem lugares emblemáticos da paisagem paulistana, como a Avenida São João, o Elevado Presidente João Goulart (Minhocão), o Viaduto Eusébio Stevaux e a Maternidade Filomena Matarazzo. Em alguns trabalhos, esses espaços aparecem em vistas amplas, revelando a escala urbana e a organização arquitetônica; em outros, surgem fragmentados, em recortes de fachadas, estruturas, sombras e geometrias, ressaltando a relação entre forma, tempo e uso.
 
Essa alternância entre o todo e o detalhe constitui uma marca da obra de Cristiano Mascaro, que articula rigor formal, memória urbana e observação do cotidiano, sem recorrer ao espetáculo, mas à permanência dos espaços na vida da cidade.

Com curadoria de Flávio Cohn e Luiz Bagolin, a mostra estabelece um diálogo entre diferentes fases da produção do fotógrafo, evidenciando como a fotografia urbana acompanha, ao longo do tempo, as transformações de São Paulo e das tecnologias de imagem. A seleção reúne obras realizadas desde o período da fotografia analógica até a produção digital contemporânea, propondo uma reflexão sobre a cidade como território histórico, arquitetônico e simbólico, continuamente reinterpretado pelo olhar fotográfico.


Sobre o artista
Cristiano Mascaro é formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP). Iniciou sua carreira como repórter fotográfico da revista Veja, onde realizou diversas reportagens no Brasil e no exterior. Foi professor de fotojornalismo na Enfoco, escola de fotografia, e de comunicação visual na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de Santos. Entre 1974 e 1988, dirigiu o Laboratório de Recursos Audiovisuais da FAU/USP. Em 1986, obteve o grau de mestre pela USP e, em 1990, recebeu a Bolsa Vitae de Artes.

Realizou diversas exposições no Brasil e no exterior, com fotografias integrando coleções particulares e de museus. Tem trabalhos publicados na imprensa e em livros. Em 1992, recebeu o Prêmio Abril de Jornalismo com o ensaio "O Jeito Brasileiro de Viver e Morar" e, em 1999, com o ensaio "Sala dos Milagres". Em 1995, obteve o grau de doutor pela USP, com nota máxima e menção de louvor, apresentando a tese "A Fotografia e a Arquitetura".

Em 2006, participou, como arquiteto homenageado, da 6º Bienal de Arquitetura e Design, apresentando a exposição "O Brasil em X, em Y, em Z". Em 2007, recebeu o Prêmio Especial de Fotografia Porto Seguro pelo conjunto de sua obra. Em 2015, foi laureado pela Associação Paulista de Críticos de Arte por seus trabalhos de documentação urbana. Atualmente, atua como fotógrafo independente, dedicando-se a projetos pessoais.


Sobre os curadores
Flávio Cohn é galerista e Diretor de Arte Contemporânea da DAN Galeria, em São Paulo. Filho dos fundadores da galeria, Gláucia e Peter Cohn, em 1985 criou o Departamento de Arte Contemporânea, abrindo espaço para artistas brasileiros e internacionais no circuito de arte contemporânea.

Luiz Armando Bagolin é livre-docente em História da Arte Brasileira e doutor em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP). No Programa de Pós-Graduação do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB/USP), coordena pesquisas sobre teorias da arte, da Renascença à produção brasileira. Foi diretor da Biblioteca Mário de Andrade, além de curador de diversas exposições e do Prêmio Jabuti. Suas publicações, que articulam arte, linguagem, retórica e filosofia, consolidam-no como um dos estudiosos mais relevantes do campo no país.


Serviço
Exposição "Recortes" por Cristiano Mascaro
Curadoria: Flávio Cohn e Luiz Bagolin
Visita guiada: 25 de janeiro de 2026, às 15h, com Cristiano Mascaro | Atividade gratuita. Inscrições serão divulgadas posteriormente.
Visitação: 25 de janeiro a 22 de março de 2026.
Horário: Quarta a sábado, das 12h às 19h | Domingo, das 10h às 18h
Local: Unibes Cultural
End.: Rua Oscar Freire, 2500 | São Paulo - SP | a 80m da Estação Sumaré do metrô (Linha 2 – Verde)
Classificação indicativa: livre
Gratuita
Plataforma exclusiva: Fever

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

.: Exposição propõe olhar de integração frente a divisões e polarizações atuais


Mostra "Joaquín Torres García – 150 anos", no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB SP) convoca uma reflexão sobre a importância da escuta e do reconhecimento da arte como união entre os povos; Mais de 500 trabalhos fazem parte do acervo, com itens de 72 artistas brasileiros que dialogam ou são influenciados pelas obras e pensamento do artista uruguaio; a entrada é gratuita. Na image, reprodução da obra América Invertida, 1943.  Crédito: ©Museo Torres García

Em um momento histórico marcado por tensões internacionais, disputas narrativas e recrudescimento de fronteiras entre nações, a exposição "Joaquín Torres García - 150 Anos", no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB SP), propõe um gesto silencioso e profundo: deslocar o ponto de vista a partir do qual se olha o mundo. Sem tratar de conflitos territoriais ou alianças de poder, a mostra convoca uma reflexão sobre culturas, escuta e pertencimento, além de afirmar a arte como espaço de integração e não de polarização.

Com entrada gratuita e cerca de 500 itens expostos - entre obras, documentos, manuscritos, publicações, brinquedos de madeira e materiais pedagógicos -, a mostra apresenta ao público brasileiro o pensamento e a obra de um dos artistas mais decisivos da modernidade latino-americana. O eixo simbólico da mostra é o icônico "Mapa Invertido" (1943), imagem que atravessa gerações como um gesto radical de afirmação cultural do Sul Global.

A exposição se constrói como um campo de pensamento e escuta, reafirmando a arte como lugar de reconstrução simbólica. O gesto de Torres García não propõe confronto nem inversão de dominação, mas um reposicionamento ético e espiritual do olhar: reconhecer, no Sul, não uma periferia, mas uma origem possível do pensamento universal.

“Quando Torres García afirma que ‘nosso Norte é o Sul’, ele nos indica que temos uma realidade tão complexa do ponto de vista de uma expressão civilizatória quanto os povos de outros continentes. A inversão da América é um lugar interior conectado pela visão do exterior, para tornar acessível a ideia de elevação coletiva de uma parte da América, que por acaso é a América do Sul, senão a elevação interior da humanidade sul-americana.”

“Não basta falar sobre decolonialidade, é preciso praticá-la”, observa Saulo di Tarso, curador em colaboração com o Museo Torres García. “Esta mostra é um ato decolonial porque restitui a voz a um artista que pensou a partir da América Latina, sem complexos de inferioridade”.

Ao deslocar o eixo do continente, a exposição lança uma pergunta fundamental: onde pulsa o coração da América? À luz do pensamento de Torres García, a resposta não se encontra em um ponto fixo do mapa, mas no coração de cada americano, na pluralidade dos povos que estavam, estão e que aqui chegaram.

“O coração da América está em cada americano e americana e nas qualidades diversas da pluralidade dos povos que estavam aqui, onde estamos, para onde migramos. A América Invertida não é um protesto, mas um símbolo de ascensão espiritual, resultado de uma trajetória marcada pelas batalhas de um homem comum que acreditava na força de união entre as pessoas e nas energias criadoras que atravessam cada cultura”.

O Universalismo Construtivo, conceito central na obra de Torres García, não propõe uma sociedade universal homogênea nem um modelo industrial de mundo. Ao contrário, reconhece que existem símbolos, formas e geometrias universais e sagradas presentes nas expressões de todos os povos, no passado e no presente. Esse universal não se impõe sobre o diferente, mas nasce do reconhecimento da singularidade do outro. “A América que se revela é a que precisa cuidar do seu território e do seu modo de vida. Que precisa vencer a herança do divisionismo que separa o Norte e o Sul”, exemplifica.


Arte e vida
Torres García
foi um dos artistas que mais profundamente buscou compreender a naturalidade da cultura africana, percebendo afinidades entre povos distintos e atribuindo a essas semelhanças um valor essencialmente humano. Por isso, sua obra aproxima arte e vida, assim como o fazem a arte africana, a arte indígena e as expressões culturais das Américas, nas quais criação, cotidiano e espiritualidade não se separam.

Esse pensamento teve impacto decisivo no Brasil. A influência de Torres García atravessou o desenvolvimento da arte concreta e neoconcreta, reverberando em artistas como Anna Bella Geiger, Alfredo Volpi, Hélio Oiticica, Cildo Meireles, Rubens Gerchman, entre outros presentes na exposição – no total, 72. O diálogo com produções contemporâneas reafirma a ideia de que a integração entre percepções distintas é mais potente do que sua oposição.

A expografia, assinada por Stella Tennenbaum, funciona tanto como um apoio curatorial quanto como uma metáfora espacial. A linha contínua que percorre os espaços do CCBB se inspira no Tratado de Tordesilhas, mas não como uma fronteira rígida — e sim como um caminho a ser atravessado e repensado. Ela mostra o distanciamento conceitual e cultural da América do Sul em relação aos marcos coloniais e europeus, destacando que a cultura se constrói pela circulação, pelo encontro e pelo deslocamento, e não pela contenção ou divisão.

Selecionada no Edital CCBB 2023–2025, a mostra inaugura sua itinerância em São Paulo e segue para Brasília (março de 2026) e Belo Horizonte (julho de 2026). Em cada cidade, o projeto assume novas inflexões, reafirmando que o Sul não é um lugar fixo, mas uma postura diante do mundo.

No Brasil, este é o recado mais profundo da "América Invertida" de Joaquín Torres García: a relação que importa não é entre territórios, mas entre culturas. Uma relação fundada na escuta, na convivência das diferenças e no reconhecimento de que o universal só pode existir quando é construído a partir da pluralidade.


Confira todos os artistas presentes e citados na exposição
Agustín Sabella; Agripina Manhattan; Alexander Calder; Alfredo Jaar; Alfredo Volpi; Aparicio Basilio; Anna Bella Geiger; Anna Bella Geiger (reaparece como eixo teórico-geracional da mostra); Assis Chateaubriand; Bispo do Rosário; Carlos Garaicoa; Carlos Zilio; Carmelo Arden Quin; Cícero Dias; Cildo Meirelles; Darcy Ribeiro; Delson Uchôa; Di Cavalcanti; Emanuel Nassar; Emanoel Araújo; Estela Sokol; Fábio Miguez; Ferreira Gullar; Fernando López Lage; Flávio de Carvalho; Greta Sarfati; Guga Szabzon; Guilherme Galle; Gyula Kosice; Heitor Villa-Lobos; Hélio Cabral; Jac Leirner; Jaime Lauriano; Jandira Waters; Jean-Michel Basquiat; John Cage; Juan Pablo Mazzetto (Mapeto); Jacqueline Lacasa; Leda Catunda; Leonilson; Lina Bo Bardi; Luiz Sacilotto; Mano Penalva; Manuela Costa Lima; Marconi Moreira; Marcos Chaves; Mario de Andrade; Márcio Ficko; Milton Santos; Milton Santos (reafirmado como centro conceitual da cartografia anímica); Montez Magno; Pablo Picasso; Pablo Uribe; Paulo Otávio; Piet Mondrian; Pietro Maria Bardi; Quincy Jones; Rafael RG; Raimundo Colares; Randolpho Lamounier; Rivane Neuenschwander; Robert Kelly; Ronaldo Azeredo; Rosana Paulino; Rubens Gershman; Santos Dumont; Sérgio Camargo; Sidney Amaral; Sofia Borges; Tuneu; Vanderlei Lopes; Wesley Duke Lee.
 

Ficha técnica
Exposição "Joaquín Torres García - 150 Anos"
Realização: Ministério da Cultura
Patrocínio: BB Asset
Curadoria: Saulo di Tarso em colaboração com o Museo Torres García
Organização e produção: Cy Museum
Apoio institucional: Museo Torres García
Coordenação geral: Cynthia Taboada
Coordenação executiva: Paula Amaral
Coordenação editorial e pesquisa: Helena Eilers, Andrea Sousa e Xênia Bergman.
Projeto expográfico: Stella Tennenbaum
Assessoria de imprensa: Agência Galo


Serviço
Exposição "Joaquín Torres García - 150 Anos"

CCBB São Paulo |  Rua Álvares Penteado, 112 – Centro / São Paulo
Até dia 9 de março de 2026, das 9h00 às 20h00, exceto às terças
Gratuito

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

.: Em SP, exposição "Pinóquio" ganha vida no Farol Santander e encanta gerações


Mostra inédita integra a programação de férias do Farol para toda a família e revisita o clássico de Carlo Collodi, com mais de 300 itens. Foto: Rodrigo Reis


“As Aventuras de Pinóquio” estão no Farol Santander São Paulo, com mais de 300 itens distribuídos entre esculturas, livros, bonecos, filmes, ilustrações, gravuras, autômatos, instalações sonoras e uma coleção de 31 Pinóquios de diferentes épocas e nacionalidades, produzidos em madeira. Dividida em dois andares, a mostra ocupa 400m² e revisita o clássico de Carlo Collodi (1826–1890) por meio de perspectivas históricas, literárias, cinematográficas e visuais. Apresentada pelo Ministério da Cultura, com patrocínio do Santander Brasil e produzida pela AYO Cultural, a atração tem curadoria de Rodrigo Gontijo e será exibida até 22 de março próximo. 

A mostra explora a simbologia universal do boneco de madeira criado por Collodi e publicado originalmente em fascículos entre 1881 e 1883. Considerada uma das obras mais influentes da literatura infantojuvenil e da cultura italiana, "As Aventuras de Pinóquio" tornou-se um fenômeno mundial, atravessando gerações, linguagens e interpretações – da literatura ao cinema, da marionete ao robô. A experiência integra o circuito de visitação do Farol Santander São Paulo, que reúne exposições, arquitetura, história, gastronomia e vista panorâmica da cidade.

“Nosso compromisso com a cultura se expressa na escolha de projetos que ampliam o acesso, estimulam a imaginação e fortalecem a relação das pessoas com a arte e com a memória que nos acompanha ao longo da vida. Esta exposição revisita um clássico que permanece atual, capaz de despertar questionamentos e novas interpretações a cada encontro”; comenta Bibiana Berg, Head Sênior de Experiências, Cultura e Impacto Social do Santander Brasil e Presidente do Santander Cultural.

Carlo Collodi escreveu a história de Pinóquio originalmente em fascículos para o jornal “Giornale per i bambini” (1881–1883), batizando o boneco de madeira com um nome que, no dialeto toscano, significa “pinhão”. Em 1883, no mesmo ano em que concluiu a série, publicou a obra em formato de livro. Collodi desenvolveu uma narrativa onde a jornada de Pinóquio pode ser vista como uma metáfora para a formação da identidade nacional italiana na época. O boneco de pau representa a falta de uma essência definida, e sua transformação simboliza o processo de formação do futuro cidadão. A ambientação, com personagens como o pobre Gepeto e a ameaça constante da fome, reflete a dura realidade social atravessada pelos italianos naquele momento.

“Depois do sucesso da exposição 'As Aventuras de Alice' (2022), também no Farol Santander São Paulo, apresentamos agora 'As Aventuras de Pinóquio', que convida o público a interpretar e reinterpretar a obra de Carlo Collodi. Essa mostra propõe aos visitantes história, entretenimento, aprendizagem e encantamento, pois são diversas as formas de se ler a complexidade dessa criação”; explica Rodrigo Gontijo, curador da exposição.


Pinóquio como símbolo histórico e cultural (andar 20)
No andar 20 são apresentados núcleos temáticos inspirados nos capítulos do livro original. Portanto, o visitante encontra um panorama histórico-literário com informações sobre Collodi e edições raras do livro. Em seguida, na “Oficina de Criação”, surgem as ilustrações das primeiras edições do clássico, feitas pelos italianos Enrico Mazzanti e Carlo Chiostri. Na sequência, o público encontra também uma série de marionetes em madeira, criadas pelo artista brasileiro e especialista em Pinóquio, Gil Toledo. Há ainda uma biblioteca que celebra as traduções brasileiras da obra e apresenta uma instalação de Adriana Peliano inspirada nos “irmãos” de Pinóquio, criados por Monteiro Lobato, em passagem do livro “Reinações de Narizinho” (1931).

Ao final do percurso neste piso, o visitante encontra a “Sala dos Autômatos”, com modelos feitos em madeira e repletos de movimentos, criados pelos brasileiros Eduardo Salzane e Maurizio Zelada. O ambiente é acompanhado da instalação sonora Constelação, criada pelo duo O Grivo, que explora ritmos, ruídos e estruturas mecânicas, lembrando uma espécie de cidade futurista precária, segundo a dupla.

Pinóquio como clássico: múltiplas interpretações (andar 19)
A galeria do andar 19 parte de uma premissa fundamental: Pinóquio é um clássico. Como definiu Ítalo Calvino, “um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer”. A exposição destaca essa permanência por meio de reflexões do próprio Ítalo Calvino e demais autores como Giorgio Manganelli, Umberto Eco, Giorgio Agamben e Alberto Manguel, que se dedicaram a analisar Pinóquio sobre diferentes óticas, ampliando as leituras possíveis sobre a jornada do personagem.

Em vídeos, a presença da primeira adaptação cinematográfica de Pinóquio, dirigida pelo cineasta italiano Giulio Antamoro em 1911, aparece ao lado das detalhadas ilustrações do também italiano Roberto Innocenti. O visitante observa ainda a diversidade cinematográfica de Pinóquios criados em diferentes países, até a versão recente de Guillermo del Toro (2022), na última montagem para a grande tela.

O espaço apresenta também esculturas em madeira do artista cearense Zé Bezerra – sete peças criadas a partir de troncos que evocam criaturas prestes a ganhar vida, gerando assim uma correlação direta com a história de Pinóquio. No núcleo do País dos Brinquedos, surgem cinco ilustrações do paulistano Alex Cerveny, para uma versão do livro lançada em 2012 pela editora Cosac Naify, além de gravuras do artista norte-americano Jim Dine.

Em referência a um dos momentos cruciais da história, a passagem pelo tubarão-baleia é representada pelas intensas ilustrações do renomado artista italiano Lorenzo Mattotti, que ilustrou em 2019 uma nova versão do livro de Ítalo Collodi. Nesta sala, haverá também uma instalação composta por madeira, objetos e projeção, reunindo um compilado de cenas de filmes de diferentes épocas e nacionalidades que retratam o momento em que Pinóquio é engolido pelo monstro marinho.

A última sala, num clima futurista-retrô, revela um espaço imersivo com projeções de códigos computacionais nas paredes. A instalação tecnológica tem pedaços do boneco se transformando em menino e uma composição com múltiplos monitores de TV que exibem cenas do filme “I.A. - Inteligência Artificial” (2001) de Steven Spielberg e trechos do capítulo final do livro de Collodi, gerando assim um diálogo e uma provocação entre as obras.

Ativação no Café do andar 26
De 19 de dezembro a 22 de fevereiro uma dupla de atores interpretando os personagens Pinóquio e Fada Azul estará sempre aos sábados e domingos no Café do Mirante, andar 26 do Farol Santander, para interagir e tirar fotos com os visitantes. A iniciativa propõe gerar ainda mais registros para a memória dos visitantes que passarem pelo Farol Santander São Paulo durante as férias.


Serviço
Exposição "As Aventuras de Pinóquio"
Até 22 de março de 2026
Local: Farol Santander São Paulo - Galerias do 20 e do 19
Endereço: Rua João Brícola, 24 - Centro / São Paulo
Funcionamento: Terça a domingo, das 9h00 às 20h00
Ingressos: R$ 45,00 (inteira) / R$ 22,50 (meia) - disponíveis pelo site farolsantandersaopaulo.com.br e na bilheteria local.


segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

.: Aos 80, "O Pequeno Príncipe" ganha exposição imersiva no MIS Experience


O MIS Experience inaugura no dia 20 de dezembro a exposição "O Pequeno Príncipe - 80 Anos", mostra imersiva e inédita no Brasil que celebra oito décadas da primeira edição francesa da obra de Antoine de Saint-Exupéry. Considerado um dos livros mais traduzidos e lidos do mundo, "O Pequeno Príncipe" ganha uma homenagem de grande escala, que combina tecnologia, artes visuais e narrativa sensorial para revisitar seu universo poético.

A exposição propõe uma jornada cronológica e simbólica que tem início na França dos anos 1920, período decisivo na formação artística e intelectual de Saint-Exupéry. Ao longo do percurso, o público é apresentado a momentos marcantes da vida e da obra do autor, incluindo a atuação dele como escritor, inventor e aviador, além de sua relação profunda com a aviação - elemento central de sua trajetória pessoal e literária.

Composta por cinco salas expositivas e uma sala de imersão 360° inédita, a mostra conduz os visitantes por uma viagem narrativa que atravessa estrelas, planetas e o deserto, recriando, em grande escala, passagens emblemáticas do livro. As aquarelas originais de Saint-Exupéry ganham vida por meio de projeções, animações, trilha sonora exclusiva e recursos visuais que ampliam a experiência sensorial.

Personagens icônicos como o Pequeno Príncipe, a raposa e a rosa surgem ao longo do percurso, reforçando os temas centrais da obra, como amizade, afeto, perda e responsabilidade. Pensada para públicos de todas as idades, a exposição busca dialogar tanto com leitores que cresceram com o livro quanto com novas gerações, reafirmando a atualidade e a força emocional do clássico.


Serviço
Exposição "O Pequeno Príncipe - 80 Anos"
MIS Experience - Museu da Imagem e do Som
Rua Cenno Sbrighi, 250 - Água Branca / São Paulo
Sessões a cada 30 minutos
Terça-feira: entrada gratuita (ingressos apenas na bilheteria)
Quarta a sexta-feira: R$ 40 (inteira) | R$ 20 (meia)
Sábados, domingos e feriados: R$ 60 (inteira) | R$ 30 (meia)
Classificação indicativa: livre para todas as idades
Menores de 18 anos apenas acompanhados de um dos pais ou responsável
Gratuidade: crianças até 7 anos
Acessibilidade: espaço acessível para pessoas em cadeira de rodas
Duração: variável, conforme o ritmo do visitante

sábado, 1 de novembro de 2025

.: Pedro Vicente inaugura "Dado Ludo" e lança livro na Galeria Berenice Arvani


A Galeria Berenice Arvani apresenta "Dado Ludo", exposição + lançamento do livro "Imagemas graPhOEnigMAS", publicado pela editora Laranja Original, do multiartista Pedro Vicente, no dia 4 de novembro, terça-feira, às 17h00.  Além do livro, 20 obras inéditas expandem o universo da publicação e ativam o jogo entre palavra e imagem no espaço expositivo: 12 pinturas, 8 serigrafias, 4 impressões e 1 objeto. O conjunto apresenta linguagem autoral, uma gramática visual denominada "graPhOEMAS" por Pedro Vicente, resultado de pesquisa e prática paralela entre a escrita, o grafismo e a pintura, estabelecendo uma ponte entre poesia visual e arte contemporânea.

“Com os olhos e os ouvidos. É por eles que entrarão os graphoemas, e os imãs dessas gemas, e os enigmas grafados, congregados pelo corpo desse livro. Todo feito de vertigens e disposto em dominó: como peças, ora brancas, ora pretas, num sem fim de conjunções”, comenta Fabio Malavoglia no prefácio do livro.

No texto e na tela,  a palavra ganha forma, ritmo e matéria, um sistema de signos geométricos que acolhe ambiguidade, humor, reflexão, e poesia, propondo ao público uma travessia sensível e criativa pelo território da palavra enquanto forma.

"Dado Ludo", segundo Gabriela Inui, curadora da exposição é uma travessia pelo território híbrido da poesia visual, onde a palavra é signo pictórico nas obras criadas a partir do livro "Imagemas graPhOEnigMAS", convertido em matriz de um sistema expandido. Pinturas, serigrafias e impressões, se desdobram como extensões da página impressa, numa partitura visual onde o signo verbal assume densidade gráfica, a palavra deixa de ser apenas portadora de sentido para se tornar pintura, sem hierarquia entre ler e ver, numa simultaneidade sensível entre o poético e o plástico. Como cartas lançadas em um jogo de tarô tipográfico, as obras reverberam múltiplos sentidos, cisões perceptivas em um jogo semântico e lúdico. A letra aparece em estado plástico. O olho lê, a mente vê, e a palavra, desfigurada e reconfigurada, traduz novas possibilidades de ser. Compre o livro "Imagemas graPhOEnigMAS", de multiartista Pedro Vicente, neste link.


Sobre o livro
"Imagemas graPhOEnigMAS" reúne composições caligráficas que operam como poemas-imagem, jogos de palavras em aliteração e sentido se desdobram em desenho, geometria e contraste cromático. As páginas funcionam como um dominó de signos em variações que convidam à leitura sonora, ao olhar atento e ao pensamento brincante. Publicado pela editora Laranja Original.

Sobre o artista
Pedro Vicente
é multiartista e pesquisador, ator e dramaturgo. Em sua produção atual, desenvolve a série "graPhOEMAS", de inspiração construtivissta, que investiga a palavra como corpo plástico e a leitura como experiência de presença. Seu trabalho circula entre a cena, a página e a parede, propondo um campo expandido entre literatura e artes visuais. Compre o livro "Imagemas graPhOEnigMAS", de multiartista Pedro Vicente, neste link.


Serviço
"Dado Ludo" - Lançamento do livro "Imagemas graPhOEnigMAS" e vernissage da exposição
4 de novembro de 2025, terça-feira)
Horário: 17h00 às 21h00
Galeria Berenice Arvani - Rua Oscar Freire, 540 - Jardins/São Paulo
Galeria Berenice Arvani
Curadoria: Gabriela Inui
Artista: Pedro Vicente
Editora: Laranja Original
Entrada: livre (sujeito à lotação)

Tags 
#DadoLudo #exposicao #ImagemasgraPhOEnigMAS #EditoraLaranjaOriginal #PedroVicente

terça-feira, 28 de outubro de 2025

.: Arte pública: The Gallery faz exposição a céu aberto em capitais brasileiras


A mostra, uma das maiores de arte pública do mundo, ocupa painéis digitais em oito capitais brasileiras e traz obras de artistas do Brasil, Reino Unido e outros países, convidando o público a refletir sobre a crise climática no espaço urbano. Imagem de obra em São Paulo. Foto: divulgação


Sob o tema “Não É Fácil Ser Verde”, o projeto The Gallery traz obras de 16 artistas do Brasil, do Reino Unido e de outros sete países a centenas de painéis e telas de publicidade digitais espalhadas por São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e Belém, sede da COP30, além de Londres, Margate, Dorking, Manchester, Edimburgo, Belfast, Inverness, Newcastle, Liverpool, Bristol, Exeter, Bournemouth, Cornwall e outras regiões no Reino Unido.

A exposição pode ser vista pelo público brasileiro até dia 18 de novembro e faz parte do Ano Cultural Brasil/Reino Unido 2025-26, promovido pelo British Council, organização internacional do Reino Unido para relações culturais e educacionais, em parceria com o Instituto Guimarães Rosa, o órgão de diplomacia cultural e educacional do governo brasileiro.


Serviço
Exposição "The Gallery - Ano Cultural Brasil/Reino Unido 2025–26"
Até dia 18 de novembro de 2025 (Brasil) | Até dia 3 de novembro de 2025 (Reino Unido)
Locais: painéis e telas digitais em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Salvador, Fortaleza, Manaus, e Belém.
Acesso: gratuito, em espaço público.
Coleção permanente online: https://thegallery.org.uk/pt-br/

.: Experiência imersiva e inédita, Machu Picchu chega ao Brasil em novembro


A experiência inédita que permite ao visitante conhecer em detalhes a icônica Machu Picchu, com a ajuda da tecnologia, estreia no dia 20 de novembro em São Paulo. Foto: divulgação

“Machu Picchu: viagem à Terra Perdida”, uma impressionante experiência Fever Original em realidade virtual inspirada em um dos maiores tesouros arqueológicos do mundo, fará sua estreia inédita no Brasil em São Paulo, a partir de 20 de novembro de 2025, na Galeria Extra Morumbi. Apresentada pela Fever, plataforma líder global em descoberta de entretenimento ao vivo, em parceria com a Virtual Worlds, estúdio criativo pioneiro em experiências de realidade virtual, essa produção combina tecnologia de ponta em VR, escaneamento a laser e reconstruções 3D hiper-realistas para transportar o público ao coração do Império Inca.

A precisão da experiência vem de um contexto inusitado: durante a pandemia, a equipe da Virtual Worlds teve acesso exclusivo a Machu Picchu, aproveitando o raro momento em que o sítio arqueológico estava completamente vazio. Essa oportunidade permitiu uma documentação inédita do local, resultando na reconstrução digital mais fiel já feita da Cidade Perdida , agora apresentada ao público brasileiro em uma jornada imersiva onde a ciência encontra a narrativa e a história se mistura à imaginação.


Uma viagem no tempo - e nos sentidos
Com duração aproximada de 45 minutos, a experiência leva os visitantes a uma recriação de Machu Picchu como ela era em seu auge, com todos os detalhes restaurados à sua glória original. É uma oportunidade única de ver a Cidade Perdida como poucos a viram em séculos - viva, vibrante e repleta de histórias.

Através de realidade virtual, trilhas sonoras originais e narrativa cinematográfica, o público atravessa templos sagrados, terraços agrícolas e residências incas, enquanto conhece seus costumes, crenças e modo de vida. Entre os destaques estão momentos como o eclipse solar, os encontros com criaturas mitológicas das lendas andinas e cenas do cotidiano que revelam o engenho e a cultura do povo inca.

Guiando essa jornada está Teri, um divertido robô-guia dublado na versão original por Terry Crews - o Julius da série “Todo Mundo Odeia o Chris”. Na versão brasileira, o personagem ganha voz local, tornando a experiência ainda mais próxima e envolvente para o público nacional.

Mais do que uma experiência visual, "Machu Picchu: viagem à Terra Perdida" transporta os visitantes a um tempo em que a Cidade Perdida estava viva, permitindo que vejam o esplendor da maravilha inca em uma reconstrução espetacular. É uma jornada em realidade virtual que une passado e presente, convidando o público a refletir sobre o legado humano e histórico que continua a nos fascinar até hoje.


Produção e colaboração internacional
O projeto é apresentado pela Fever e produzido pela Virtual Worlds, estúdio reconhecido por recriar digitalmente patrimônios históricos em VR. Durante a pandemia, a equipe da Virtual Worlds teve acesso inédito a Machu Picchu - uma oportunidade única que permitiu mapear cada milímetro do sítio arqueológico sem a presença de turistas. Com o uso de lasers de alta precisão, drones e sensores tridimensionais, o estúdio criou o modelo 3D mais detalhado já feito de Machu Picchu, utilizado desde então em pesquisas científicas e produções cinematográficas, como "Paddington Goes to Peru" e "Transformers: o Despertar das Feras".

Agora, graças aos avanços da realidade virtual e da inteligência artificial, essa mesma reconstrução foi transformada em uma experiência acessível ao público, permitindo que qualquer pessoa explore Machu Picchu como se realmente estivesse lá - uma fusão impressionante entre inovação tecnológica e preservação cultural.


Uma homenagem à herança latino-americana
Após temporadas de sucesso em Berlim e Los Angeles, o espetáculo chega pela primeira vez à América Latina. Sua estreia em São Paulo marca um momento simbólico: o reencontro do público latino com uma das civilizações mais emblemáticas do continente. Cada detalhe foi desenvolvido em colaboração com historiadores, arqueólogos e especialistas em cultura andina, garantindo respeito histórico e sensibilidade cultural - desde a arquitetura até os elementos narrativos e visuais. Os ingressos já estão disponíveis no site oficial e na plataforma Fever.


Serviço
"Machu Picchu: viagem à Terra Perdida"
Abertura: 20 de novembro de 2025
Local: Galeria Extra Morumbi - Av. Major Sylvio de Magalhães Padilha, 16741 - Jardim Fonte do Morumbi
Duração: aproximadamente 45 minutos
Idade mínima: a partir de 10 anos. Crianças de até 12 anos devem estar acompanhadas dos adultos responsáveis
Early Bird: Ingressos Early Bird: 15 % de desconto até 12 de Novembro

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

.: Prorrogação da exposição "Anatomia pré-fabricada: um Morar no Japão"

Mostra introduz sobre o universo das construções pré-fabricadas japonesas e suas soluções. Foto: Marina Melchers


A Japan House São Paulo anuncia a prorrogação da exposição “Anatomia Pré-fabricada: um Morar no Japão” até o dia 19 de outubro. A mostra, com curadoria de Natasha Barzaghi Geenen, introduz sobre o universo das construções pré-fabricadas japonesas e suas soluções. Instalada no andar térreo da instituição, a exposição é gratuita e aberta à visitação do público de terça a sexta, das 10h00 às 18h00, e aos sábados, domingos e feriados, das 10h00 às 19h00. 

Entre os destaques, “Anatomia Pré-fabricada: um Morar no Japão” apresenta um modelo em escala real de uma casa criada pela VUILD, empresa de arquitetura e design dedicada que utiliza tecnologias digitais e madeira local em uma nova abordagem de pré-fabricação. Também compõe a mostra uma linha do tempo com os principais marcos da história das construções pré-fabricadas no Japão, que aborda desde as primeiras construções, que surgiram no pós-guerra, até os dias atuais, desenvolvida especialmente para a JHSP por Yoshikuni Shirai, professor convidado especial da Faculdade de Meio Ambiente e Estudos da Informação da Universidade de Keio e Editor-chefe da revista Sustainable Japan Magazine by The Japan Times. 

Já no espaço externo da JHSP, o público é convidado a experimentar alguns elementos inspirados nas habitações tradicionais japonesas, como os cômodos com características flexíveis e personalizáveis, delimitados por portas de correr chamadas de ‘fusuma’ e pisos cobertos por tatames. 


Serviço
Exposição “Anatomia pré-fabricada: um morar no Japão” 
Período: até 19 de outubro de 2025 
Japan House São Paulo, térreo - Av. Paulista, 52 - São Paulo/SP 
Horário de funcionamento: terça a sexta, das 10h00 às 18h00; sábados, domingos e feriados, das 10h00 às 19h00.   Entrada gratuita. Reservas on-line antecipadas (opcionais) no site.

Postagens mais antigas → Página inicial
Tecnologia do Blogger.