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quarta-feira, 11 de março de 2026

.: Entrevista: Babu Santana reflete sobre a polêmica participação no "BBB 26"


Ao analisar a trajetória no programa, ator destaca o que faria diferente. Foto: Globo/ Beatriz Damy

Ator consagrado, Babu Santana se permitiu viver mais uma vez a experiência de participar do "Big Brother Brasil". Seis anos depois de inaugurar o grupo Camarote, o ator virou veterano no "BBB 26" e, nessa nova jornada, acredita que a postura anteriormente “passiva”, como diz, deu lugar a uma posição enérgica de jogo. Foi nesta edição que Babu alcançou a famigerada liderança, realizou o sonho de desfrutar de uma festa a seu gosto e integrou um grande grupo que mais tarde viria a se dividir por divergências internas. O embate do participante com a também já conhecida Ana Paula Renault marcou uma virada em sua trajetória no reality show e contribuiu para sua segunda ida ao paredão, já que a recreadora Milena Moreira definiu em consenso com Jonas a indicação do brother. 

Na berlinda contra Milena e a amiga Chaiany Andrade, o ator acabou eliminado com 68,62% dos votos. Ao analisar a trajetória no programa, Babu destaca o que faria diferente: “Depois da conquista da liderança, eu pisaria mais no freio para poder sair com alguma coisa da casa. Com a condição de ser TOP 10 para ganhar o apartamento, eu desaceleraria aquele embate com a Ana Paula, deixaria o meu incômodo um pouco mais guardado para depois, então, pensar de forma mais tranquila o que fazer com aquela insatisfação”. Na entrevista a seguir, Babu Santana observa como o jogo deve seguir depois de sua saída e conta sobre próximos passos depois do "BBB".

 
Depois de inaugurar o grupo Camarote no "BBB 20", você retornou ao programa como um Veterano nesta edição. Quais foram as maiores diferenças entre essas duas experiências? 

Babu Santana - A maior diferença foi que da primeira vez eu entrei a esmo total, à revelia, a pura atitude de aventura. Não tinha nenhum tipo de malícia nem expectativa. E agora, no "BBB 26", eu acho que eu entro com a intenção de não ser tão passivo. Eu adoto uma postura de jogar, de tretar e acelerar o jogo. Eu vim com esse intuito de ter mais atitude para que o entretenimento se tornasse mais interessante. O "BBB 20" tem o Babu mais passivo e o "BBB 26", o Babu mais ativo.
 

No início da temporada, você chegou a comentar que não sabia como era ser querido dentro da casa, comparando a recepção dos brothers nas duas edições. O que mudou de lá para cá, na sua opinião?
Babu Santana É muito engraçado, porque no "BBB 20", quando eu entrei, eu só sabia quem era a Manu Gavassi. E no "BBB 26", eu já entro com a Solange Couto e o Henri Castelli, que são pessoas que já trabalharam comigo; o Edilson (Capetinha), que é um cara em que eu me amarro pra caramba; a Sol,  que já fez parte do Nós do Morro; a Sarah (Andrade), que em algum momento a gente havia se encontrado aqui fora; o Jonas (Sulzbach)... Ali eu já encontro familiaridades e me sinto mais acolhido logo ao abrir a porta. E por eu já ter esse acolhimento externo eu acho que aquilo se espalhou e me deu um conforto que me incomodou. Eu falei: “Opa, não vim aqui para ficar confortável”. Essa foi a principal mudança. Já no "BBB 20", eu me sentia um bicho acuado.

Acredita ter sido por isso que levou um certo tempo para se estabelecer em um grupo de aliados para jogar? 
Babu Santana Sim. Começou a me incomodar ter o conforto, ainda mais pilhado com a Ana Paula falando que o pessoal estava num resort. Aí eu falei: “Opa, não vamos transformar o 'BBB' num sarau”. Logo ali eu comecei a tentar identificar pessoas com linhas filosóficas e de vida mais compatíveis com a minha e também a tentar entender quem eram aquelas pessoas, sem criar uma panelinha de veteranos. Eu gosto de misturar. Logo cedo a gente começou a entender quem teria a filosofia de jogo parecida e eu acho que isso foi bem interessante.

Você voltou do paredão que eliminou a Sarah Andrade um mês atrás. A que atribui a sua eliminação agora, nessa segunda berlinda?
Babu Santana O ataque em excesso à Ana Paula (Renault). Eu querer trazer uma questão tão complexa em um programa editado num mundo fragmentado. Acho que faltou inteligência emocional nesse quesito. E isso tudo foi desencadeando outros problemas.

Na segunda semana da temporada, você conquistou a liderança pela primeira vez e celebrou bastante essa vitória. Como foi essa experiência?
Babu Santana Foi lindo! Acho que foi a melhor experiência que eu tive nos dois "BBB"s. Quarto do líder, o roupão, o "contato" com as pessoas que eu tinha deixado aqui fora, a festa... Poder celebrar a minha liderança com uma festa que homenageava o grupo que originou toda a minha carreira foi especial. Dessas dores todas, eu vou guardar esse momento bom.

 
Depois de uma briga com o Jonas, você decidiu se aliar à Ana Paula. Mas em determinado momento do jogo, optou por se distanciar dela e da Milena, e também por não falar mais de jogo com o Juliano, que era um de seus principais aliados. Por que tomou essa decisão sem que houvesse uma conversa com o grupo antes? 
Babu Santana A convivência com elas começou a me incomodar e, para que eu não brigasse, eu saí. Para que eu não conflitasse com o Juliano - eu não deixei de jogar com ele - eu falei: “Eu não vou falar mais de jogo com você, mas também não vou participar de nenhuma estratagema que inclua você para votar”. Isso nos afastou, até porque a gente já tinha tido algum tipo de discussão boba ali. E me incomodava muito - foi quase um ciúme - ele estar mais próximo da Ana Paula e não de mim. Depois da insatisfação dela de ter sido tirada da prova do anjo, ele também ficou chateado. Eu falei para ele: “Por que você acha que fui eu que te tirei se foi ela que te chamou e ainda debochou falando que você é o filho do Babu? Por que era óbvio? Desculpa, era óbvio que ela iria te tirar e de repente era até uma forma de te mostrar que você não era prioridade dela”. E aí, como ele disse para mim que não queria mais ver a gente brigando, que era uma coisa que o estava incomodando, eu continuei no jogo com o mesmo foco, que foi até o final. Porém, a minha convivência com a Ana Paula não estava agradável para mim. Como ele optou por ficar com ela - e em termos de jogo fez o certo - eu não quis atrapalhá-lo. Então, eu acho que foram esses exageros, ter jogado toda a minha revolta em cima de uma pessoa só, mas também me recuso a dizer que eu deixei de jogar com o Juliano, porque eu jamais deixaria votarem nele. Inclusive votei quase todas as vezes igual a ele.

Naquele momento você decidiu seguir jogando com Solange Couto, Leandro (Rocha), Chaiany e Breno (Corã). Foram eles seus maiores aliados nesta edição? 
Babu Santana Sobretudo Solange Couto, Boneco e Chaiany. O Breno é uma figura flutuante, um ser humano interessantíssimo. Eu acho que talvez ele consiga se esgueirar e chegar longe. Sabendo aqui da preferência do público, talvez ele não ganhe, mas acho que ele vai conseguir chegar longe.

 
Dentro da casa, você foi visto pelos adversários como uma espécie de “pai” desse terceiro grupo que se formou. Acreditava exercer algum tipo de liderança naquele contexto do quarto “Sonho do Amor”?
Babu Santana Houve uma dinâmica em que a gente tinha que decidir um líder. Quando a gente foi fazer a votação para essa ação, foi solicitado um líder para aquele grupo de pessoas e não fui eu o escolhido. E eu nem questionei ser ou não ser. Eu julgava haver ali pessoas maduras, com exceção da Chaiany que era a mais nova. O momento que talvez eu tenha errado foi a indignação que eu tive com a manipulação da Samira (Sagr) para com a Chai, que a levaria a retirar o anjo da amiga dela (Gabriela Saporito), o que eu achava que seria um erro na linha histórica do jogo da Chaiany. Esse foi o único momento que eu impus uma condição para ela pensar. Eu disse: “Cara, você está jogando o tempo todo com a menina (Gabriela), que te deu o anjo mesmo sendo sua adversária. Você não vai fazer o mesmo? Não vai ser recíproco, por causa de uma pessoa que não está ameaçada? A pessoa fala que tem uma cama vaga lá em cima, diz para você ir para lá, te expulsa e é sua aliada?”. Eu acho que nos dois meses essa foi a única questão na qual eu posso ter influenciado algum jogador. Sobre o resto, eu sempre fui uma pessoa que propõe o debate e que cada um defenda a sua autonomia. Eu não me vejo numa posição de liderança em momento algum.

Olhando para sua trajetória, faria algo diferente, se tivesse a chance?
Babu Santana Faria muitas coisas diferentes. Depois da conquista da liderança, eu pisaria mais no freio para poder sair com alguma coisa da casa. Com a condição de ser Top 10 para ganhar o apartamento, eu desaceleraria aquele embate com a Ana Paula, deixaria o meu incômodo um pouco mais guardado para depois, então, pensar de forma mais tranquila o que fazer com aquela insatisfação.

Que movimentos você vislumbra no jogo a partir da sua saída?
Babu Santana Eu acho que a galera vai ter uma certeza da força da dupla Milena e Ana Paula. Eu acho que eles vão se inclinar mais a essa dupla e a esse estilo de jogo. Eu espero que a Solange e o Boneco não cometam os mesmos erros que eu.

E para quem fica a sua torcida?
Babu Santana Para a Chaiany.

O que deseja realizar profissional e pessoalmente após essa segunda passagem pelo reality?
Babu Santana Eu vou me concentrar para exercer uma nova função na minha profissão, que é dirigir um projeto, e também pretendo voltar à direção do Nós do Morro. 

domingo, 8 de março de 2026

.: Maxiane Rodrigues relembra alianças, avalia conflitos e conta quem quer levar


Após deixar o “BBB 26”, Maxiane Rodrigues relembra alianças, comenta os principais embates do jogo e revela quais amizades pretende manter fora da casa. Foto: 
Globo/ Beatriz Damy


Eliminada do “BBB 26” com 63,21% dos votos, Maxiane Rodrigues deixou a casa mais vigiada do país após enfrentar um paredão disputado contra Milena Moreira e Chaiany Andrade. A votação mobilizou o público e alcançou 3 milhões de CPFs únicos, tornando-se a maior desde a implantação do sistema que separa voto de torcida e voto único. Natural de Nazaré da Mata, em Pernambuco, a influenciadora digital faz um balanço de sua trajetória no reality, revisita alianças, comenta rupturas estratégicas e reflete sobre os conflitos que marcaram sua participação. Na conversa a seguir, Maxiane também fala sobre os aprendizados que leva da experiência e revela quais amizades pretende cultivar fora da casa.
 

Quais foram os momentos mais especiais do "BBB" para você?
Maxiane Rodrigues - Fazer alianças que se transformaram em amizades que quero levar para a vida toda foi muito especial. Entre elas, destaco a de Sarah e a de Marciele, que foram grandes parceiras minhas. Um dos pontos mais incríveis do programa também foi ser Líder, porque é o ápice do reality. Viver tudo aquilo foi extraordinário. A minha festa também foi marcante, pois me ajudou a me reconectar com minha identidade e origens. Em algum momento do jogo, a gente acaba se perdendo, porque a dinâmica nos faz focar demais no jogo. Mas quando olhamos para as fotos e lembramos de onde viemos, isso nos faz relaxar e sentir em casa. Sempre tive curiosidade sobre as festas do "BBB" e foi muito especial participar delas, conhecer os cantores de perto e viver todas as dinâmicas.


E os mais desafiadores?
Maxiane Rodrigues - Os momentos mais desafiadores foram lidar com a hostilidade. Aqui fora, quando não nos damos bem com alguém, simplesmente nos afastamos. Lá dentro, isso não é possível, e os embates acabam acontecendo. Muitas vezes falamos coisas que não deveríamos, por causa da raiva e da pressão. Além disso, a imprevisibilidade das dinâmicas também foi difícil. Em um dia pode haver um “sincerão” pesado, e no outro algo mais leve, o que muda completamente o clima da casa. Outro desafio foi ter que votar e tirar o sonho de alguém. Cada pessoa ali é vitoriosa e merece estar naquele lugar, então machucar e ser machucada fez parte dos momentos mais difíceis para mim.


Você começou o jogo em um grupo e depois acabou indo para o outro lado. Por que optou por esse movimento? Houve algum momento de virada?

Maxiane Rodrigues - O momento de virada foi a prova do Líder, mas isso já vinha acontecendo gradualmente. Eu e Marciele nos identificávamos mais com a forma de jogar de um grupo, especialmente com Sarah, com quem me conectei muito. Aos poucos, fomos nos afastando do outro grupo, e chegou um momento em que era preciso tomar decisões. A prova do Líder apenas consolidou essa escolha. Eu não queria ficar em cima do muro; preferia jogar com pessoas com quem me identificava, mesmo correndo o risco de sair. O "BBB" é muito sobre o dia a dia e a convivência, e foi isso que nos levou a essa mudança.

Nos últimos dias, também houve um rompimento da sua aliança com Breno e Marcelo. Por que acha que isso aconteceu? 
Maxiane Rodrigues - Eu e Marciele nos identificávamos mais com Sarah, Sol, Cowboy e Jonas, enquanto Breno e Marcelo tinham afinidades com Babu, Juliano e Boneco. Essa ruptura foi acontecendo gradualmente, não de forma repentina. O jogo exige que, muitas vezes, passemos por cima de sentimentos para seguir nossas razões, porque no final só um vence, só um sai no paredão. Cada um tomou suas decisões, pensando em si, e tudo bem.

Quando o Marcelo foi eliminado, você chorou a saída dele, embora já não estivessem mais jogando juntos. Sentiu-se culpada pela eliminação dele?
Maxiane Rodrigues - Quando ele saiu, foi um choque. Eu realmente não acreditava que ele fosse sair, e acho que ninguém na casa imaginava. Todo mundo lá dentro acreditava que ele movimentava o jogo, que articulava, tinha presença, opinião e boas relações. Então, imaginávamos que ele protagonizava e jamais sairia. Eu até falei para ele, minutos antes, que não iria sair. Quando anunciaram o nome dele, eu pensei: “Ué, Nossa Senhora!”. A gente acaba se sentindo culpada de alguma forma, embora ele já tivesse embates com Jonas. Se Jonas o colocou, é porque tinha motivos para isso. E se o Marcelo saiu, foi porque o público quis que ele saísse. Não era minha responsabilidade. Só que eu só consegui entender isso ao longo dos dias, porque lá dentro todo mundo acreditava que era paredão falso, inclusive o meu. Ficamos naquela expectativa de que ele voltaria. Eu sou muito emoção e agi com o coração. Por mais que uma pessoa saia pela porta, você não deseja mal a ela. A gente conhece as histórias das pessoas, e quando alguém sai, é também um sonho que vai embora, junto com seus propósitos e objetivos. Sofri muito com a saída dele porque não queria que acontecesse, embora todas as dinâmicas sejam cheias de surpresas. Fui pega de surpresa no contragolpe. Mesmo que tenhamos nos afastado, eu jamais desejaria que ele estivesse fora da casa. Desejava que continuássemos juntos ali, mesmo jogando em lados opostos. Isso vem do fundo do coração.. 


Enquanto eles se afastavam, Jordana acabou se aproximando de você e da Marciele. As duas foram suas maiores aliadas no reality?

Maxiane Rodrigues - A Jordana era parceira da Aline, que saiu, e depois da Sol, que também saiu. Ela sempre deixava claro que estava ali e poderia jogar com a gente. Minha relação com a Jordana e com a Marciele foi acontecendo de forma gradativa, e chegou um momento em que precisei decidir se jogava ou não com ela. Foi uma excelente decisão, porque Jordana é uma mulher inteligente, articulada e que vai para o embate sem abaixar a cabeça. Às vezes eu até dizia: “Jordana, menos, segura um pouco a onda”, porque ela é intensa e enfrenta tudo de frente. Temos histórias e profissões parecidas, e antes de sair ela me disse que me admirava muito. Isso foi especial, porque sempre quis que minhas conexões fossem naturais e não forçadas.

Seus embates com a Ana Paula fizeram parte da rotina da casa nas últimas semanas. Na sua opinião, o que provocou esses conflitos?
Maxiane Rodrigues - Foram as diferenças de pensamento e de forma de jogar. Ela já tem experiência, é uma mulher inteligentíssima e estratégica, com sua maneira própria de se posicionar. Eu tenho a minha forma de ver e de jogar. Por sermos muito diferentes, o afastamento aconteceu naturalmente. Em alguns posicionamentos, ela tinha total razão, mas só conseguimos enxergar isso depois que saímos, porque viver e assistir são coisas bem diferentes. Esses embates refletem personalidades distintas, e no BBB é inevitável ir para o confronto.

Por diversas vezes o seu grupo especulou que os eliminados às terças-feiras estariam em paredões falsos, o que não aconteceu. As eliminações não davam nenhuma pista do jogo para vocês lá dentro?
Maxiane Rodrigues - Não. Por exemplo, o discurso da Sarah foi tão suave que acreditávamos que ela ficaria. Eu a via como uma pessoa coerente, cautelosa, gentil e cuidadosa com o que dizia. Ninguém imaginava que ela fosse sair. Ficamos sete dias esperando que fosse um paredão falso. Lá dentro, todos estavam sempre com essa expectativa, mas nunca se confirmava.

Com que participantes deseja manter amizade fora da casa?
Maxiane Rodrigues - Estou com o coração muito tranquilo. Lá dentro sempre falei que, apesar dos conflitos, mágoas e ressentimentos, tudo ficaria naquela porta para dentro. Aqui fora quero levar apenas coisas boas. Quem quiser se aproximar de mim, estou de coração aberto; quem não quiser, está tudo bem também, porque cada um sente e reage de uma forma. Há muitas pessoas que quero levar para a vida: Marciele, Jordana, Breno, Babu, que é um cara que respeito muito, Chai, que tem uma história magnífica, Gabi, Cowboy... Enfim, muita gente. Mas isso precisa ser recíproco. Eu estou de peito aberto, porque tudo que foi ruim ficou lá dentro. Aqui é vida real.

Que aprendizados carrega dessa experiência?
Maxiane Rodrigues - Foram muitos aprendizados. Aprendi a falar menos e ouvir mais. A julgar menos. Muitas vezes é melhor refletir antes de falar ou decidir se vale a pena bater de frente. Esses são aprendizados que quero levar para a minha vida.

Já conseguiu assimilar o que muda na sua vida depois da passagem pelo "BBB"? Pretende seguir atuando como influenciadora digital?
Maxiane Rodrigues - Estou assimilando tudo aos poucos, porque é uma bomba de informações. Saímos de lá vulneráveis e desestabilizados, com a frustração de sair sem o prêmio. Acho que ainda não consegui absorver nem 10% de tudo. Mas eu amo trabalhar com o que faço. Já atuava como influenciadora na minha região, e até o Gil comentou isso no bate-papo. Quero continuar nesse caminho, mas também quero investir no meu negócio como empreendedora. Trabalhar é minha fonte inesgotável de energia e vigor, é o que me ajuda a perceber quem eu sou e aonde quero chegar. Então, quero seguir tanto como influenciadora quanto como empreendedora. Para mim, está tudo certo. É isso que eu quero. 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

.: Entrevista: Marcelo Alves, do "BBB 26": "Meu maior adversário fui eu mesmo"


Ao relembrar a trajetória no reality show, ele reconhece erros cometidos no programa e afirma que deveria ter se expressado mais. Foto: Globo/ Beatriz Damy

Da casa de vidro para o "BBB 26", Marcelo Alves foi eliminado no quinto paredão da temporada, com 68,56% dos votos, na última terça-feira, dia 17 de fevereiro, em uma disputa contra Solange Couto e Samira Sagr. Ao relembrar a trajetória no reality show, ele reconhece erros cometidos no programa e afirma que deveria ter se expressado mais. "Senti falta de externar meus pensamentos. Era importante que o público soubesse o que eu estava pensando. Algumas atitudes me irritavam, mas eu não falava. Planejava conversar com Ana Paula antes do paredão para mostrar que estava com eles, mas não fiz. O rompimento com Maxiane e Marciele apenas confirmou o que eu já pensava, mas não estava mostrando para fora. Na minha cabeça, eu estava bem-posicionado, mas não deixei isso claro para o público, que era o principal", observa. Em entrevista, o ex-participante analisa os fatores que atrapalharam a permanência dele na competição e faz um balanço de sua passagem pelo programa. Marcelo também revela o que teria feito de diferente e como seria seu pódio com quem ainda segue na disputa.


Como resume o que foi o "Big Brother Brasil" para você? 
Marcelo Alves - O "BBB", para mim, foi a realização de um sonho. Eu me inscrevo desde 2014. Sei que tive minhas flutuações no jogo. Não consegui me mostrar por inteiro, tive minhas falhas e consigo reconhecê-las. Dentro da casa já percebia isso, e aqui fora só se confirmou. Mas estou muito feliz, viveria tudo de novo. Se fosse chamado novamente para participar, iria com outros olhos, com outra garra, com um posicionamento diferente e sendo 100% eu. Acredito que não consegui entregar totalmente quem eu sou.


Quais foram os erros e acertos dessa experiência?
Marcelo Alves - Erro foi não ter conseguido me doar 100% por causa de medos e inseguranças relacionados à minha sexualidade. Eu tinha muito receio de como isso iria repercutir aqui fora, tanto para mim quanto para minha família. Ser gay não é fácil, e isso me deixava inseguro. Outro erro foi me apegar rápido às pessoas e ser leal muito cedo, o que me fez tomar partido por outros e me perder no jogo. Eu deveria ter me posicionado de um lado só, não importava qual, mas firme. Infelizmente, percebi isso apenas no final, quando já era tarde.

Apesar de não ser tão próximo ao grupo do quarto Sonho da Eternidade, houve ocasiões em que você e o Breno se juntaram a eles para combinar votos. Como avalia essa posição de jogo?
Marcelo Alves - Sempre tive carinho pelas pessoas do quarto da Eternidade, como Babu, Juliano, Boneco (que veio comigo da casa de vidro) e Chay. Tive uma questão pequena com Ana Paula, mas lá dentro tudo ganha proporções maiores. Acabei tomando a dor do que aconteceu com Maxiane. Hoje, vendo de fora, percebo que a situação com Ana Paula foi mínima e eu a transformei em algo grande. Gosto muito dela, mesmo com as implicâncias. Faltou percepção e força para me situar em um lugar só. Minha questão foi tomar dores que não eram minhas e esquecer que o jogo era individual. Um exemplo foi a situação com Jonas, que virou justificativa para ele me colocar no paredão, mesmo não tendo sido algo diretamente comigo.

A prova do líder da última semana marcou um rompimento entre você, a Maxiane e a Marciele?Marcelo Alves - Senti falta de externar meus pensamentos. Era importante que o público soubesse o que eu estava pensando. Algumas atitudes me irritavam, mas eu não falava. Planejava conversar com Ana Paula antes do paredão para mostrar que estava com eles, mas não fiz. O rompimento com elas [Maxiane e Marciele] apenas confirmou o que eu já pensava, mas não estava mostrando para fora. Na minha cabeça, eu estava bem-posicionado, mas não deixei isso claro para o público, que era o principal.


Como acredita que as duas irão se posicionar daqui para frente? E o Breno, após a sua saída?
Marcelo Alves - Já sentia que iria sair, porque tinha consciência da minha flutuação e de não estar me entregando por inteiro. Tive crises de ansiedade e insegurança pela questão da sexualidade e pelo medo de minha família ser atacada. Antes de sair, falei para o Breno: “Se posicione. Fique do lado dos meninos, Babu, Juliano e Boneco.” Mas sei que as meninas vão querer conversar com ele, e Breno cede muito fácil. Espero que não ceda, porque minha eliminação foi consequência disso. Se elas tivessem me colocado sentado [na prova do Líder] uma ou duas vezes e eliminado Jonas ou Cowboy, que são fortes em provas, eu ou Breno poderíamos ter vencido a liderança e mudado o cenário. Infelizmente, percebi isso tarde demais..


Depois da indicação do líder Jonas, você relembrou que ele o havia colocado no primeiro castigo do monstro da temporada e que não teria argumentos para votar em ti. Imaginava receber essa indicação ou o voto dele te pegou de surpresa? 
Marcelo Alves - Eu já imaginava. Minutos antes do paredão, senti que seria eu e perguntei ao Breno se estava preparado, porque seríamos os dois na berlinda. Jonas tinha colocado Babu, que puxou Sarah, e ela saiu. Então, se ele colocasse Juliano, poderia eliminar Alberto, amigo dele. Ele preferiu o caminho mais fácil. Infelizmente, estamos em uma fase do jogo em que eles acham que os pipocas são fracos. Tenho até dó quando colocarem Chai no paredão, porque vão ver que não somos fracos. Fico feliz por Chaiany, que tem um coração enorme e uma inocência boa. Inclusive, Ana Paula perguntou a Jonas por que ele me indicou, e ele disse que as outras opções, Milena e Chai, estavam imunizadas. Ou seja, mais uma vez, tudo sobre os pipocas. Mas é aí que eles vão se surpreender.

Considera ter sido ele seu maior adversário no programa? Ou outra pessoa? 
Marcelo Alves - Acredito que meu maior adversário fui eu mesmo. Se tivesse seguido minhas intuições e me firmado de um lado da casa, sem ficar no meio, teria ido muito bem. Não tive nenhum adversário que me desestabilizasse de verdade.

Neste paredão, o grupo do qual ele faz parte conseguiu colocar três adversários na berlinda. Acha que faltou articulação ou foi questão de sorte?
Marcelo Alves - Eu conseguia articular bem, mas não pensei que o voto de Alberto estava vetado. Se tivesse percebido isso, teria articulado para colocar Jordana e Maxiane no paredão. Quando fui indicado, queria ter ido com Maxiane, mesmo que saísse. Podia ter gritado na sala: “Votem em Maxiane!”, mas não fiz. Talvez tivesse mudado tudo. Para mim, seria mais confortável sair contra ela do que contra pessoas do meu grupo.

Você e o Breno protagonizaram o primeiro beijo da edição e desde então mantiveram uma relação próxima dentro da casa. Foi ele seu maior aliado? 
Marcelo Alves - Sim. Falei para ele que, se não estivesse tão próximo, eu teria me perdido ainda mais. Mesmo com meus medos e inseguranças, ele conseguia me reconectar comigo em momentos difíceis. Foi uma aproximação genuína, de afeto, que quero levar para fora da casa, seja da forma que for.

Que amizades fez no "BBB" e deseja cultivar aqui fora?
Marcelo Alves - Chai, Leandro, Juliano, Babu, Samira e Breno, claro. Quero ver como ficará a situação com Ana Paula e Milena, porque tenho carinho por elas. As outras meninas ainda me deixam chateado, então prefiro falar das pessoas de quem tenho certeza.

Quais são seus planos a partir de agora? Pretende seguir atuando na Medicina e voltar para Currais Novos (RN)? 
Marcelo Alves - Meus planos serão conforme Deus me guiar. Se aparecer trabalho, adoro fotografar, fazer publicidade, televisão... O que vier, estarei aberto. Se não, volto para minha cidade para exercer a Medicina com orgulho, porque amo ajudar pessoas. Comentei com Babu que um dos meus maiores sonhos é ir até a África para ajudar com meu trabalho quem realmente precisa.

Se pudesse montar seu pódio agora que deixou a disputa, como ele seria? 
Marcelo Alves - Chai, Breno e Leandro.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

.: BBB 26: Entrevista com a veterana e eliminada Sarah Andrade

Sarah Andrade, eliminada do BBB 26. Foto: Globo/Beatriz Damy


De Pipoca a veterana, Sarah Andrade voltou ao ‘Big Brother Brasil’ cinco anos depois de sua primeira participação no reality. Desta vez, ela afirma ter privilegiado o coração em vez da estratégia, mas observa que a leitura de jogo foi igualmente difícil.  Ao comparar o ‘BBB 21’ ao ‘BBB 26’, Sarah avalia que o erro é justamente achar que a última experiência poderia ser parecida com a edição anterior. Na atual temporada, foi com os veteranos Jonas Sulzbach e Alberto Cowboy que a então sister formou o trio chamado de “trindade” pelos adversários, cujo desempenho nas provas era notável. Foi também com os veteranos – Ana Paula Renault e Babu Santana – os seus maiores embates na casa. Na berlinda disputada contra o ator e aliada Sol Vega, a brasiliense acabou deixando o programa com 69,13% dos votos nesta terça-feira, dia 10. “Eu fui eu mesma em todas as camadas. Não me arrependo de nada. Paciência se não foi o esperado por todos que estavam assistindo, mas eu teria feito exatamente do mesmo jeito”, reflete.

Na entrevista a seguir, Sarah Andrade observa suas decisões no jogo, avalia alianças estabelecidas no programa e conta para quem fica sua torcida no ‘BBB 26’.

 

Você participou do BBB pela segunda vez depois de cinco anos. Quais foram as maiores diferenças entre essas duas experiências?  

As duas edições foram muito diferentes. As pessoas são diferentes, os enredos, as histórias, tudo. Na verdade, o erro é achar que poderia ser alguma coisa parecida com a edição anterior. Quando a gente entra na casa, fica tudo mais difícil exatamente por ser diferente o que a gente está encarando ali. Estar numa casa onde você viveu tantos traumas, tantas coisas que tocam em gatilhos seus é muito complicado. Entrar com medos e inseguranças do passado é algo muito delicado de conseguir lidar lá dentro. Não só para mim, mas acredito que para todo veterano.

 

Você falou diversas vezes que lá de dentro não conseguia imaginar o que o público estava achando do jogo. Entrar no reality como veterana não te ajudou nesse sentido?  

Não faz diferença nenhuma. Ser Pipoca, Camarote ou veterano é tudo a mesma coisa. Na primeira semana, a gente sabe, por exemplo, a diferença das dinâmicas do jogo: Sincerão, como são as provas... Mas é a única coisa que a gente tem de vantagem nesse início. A partir dali, é tudo igual para todo mundo. E não tem como a gente entender o que se passa na cabeça das pessoas aqui fora ou lá dentro também. É muito difícil fazer essa leitura de jogo.

 

Você se destacou nas provas durante essas quatro semanas, fosse ganhando ou tendo um bom desempenho que te levava às fases finais. Você se preparou de alguma maneira para isso?

Não me preparei. Na verdade, foi uma surpresa até para mim. E eu fiquei muito feliz, porque desde a primeira vez que participei, já era boa na resistência, já tinha essa facilidade. Mas em agilidade eu não era tão boa e me surpreendi positivamente em ter ido bem nisso. Me orgulho bastante por ter conseguido me superar, porque eu acredito que realmente é algo que influencia no jogo e que pode te fazer permanecer por mais tempo ali dentro.

 

Planejou alguma nova estratégia de jogo para essa segunda oportunidade?  

Não pensei em nada. Eu fui mesmo para jogar com o coração, porque como eu tinha saído com a fama de estrategista da primeira vez, dessa vez falei: “Cara, eu preciso ser o mais coração possível e sentir o que está acontecendo lá dentro. Se der certo, bem; se não der, amém”. Deu certo? Talvez não, mas a gente tenta trabalhar aqui fora e correr atrás.

 

O que faltou para ir mais longe na disputa, na sua concepção? 

Pelo pouco que eu vi, acho que faltou mais gritaria, mais confusão, talvez fazer coisas que não compactuam com a Sarah de verdade. Então, eu jamais vou começar a tentar atingir pessoas ou iniciar ataques. Eu posso responder ataques que venham até mim, mas eu jamais vou atacar alguém primeiro. Isso não faz parte de mim, não aconteceria. Se eu saí do programa onde isso está sendo visto como entretenimento, realmente não era para mim, eu tinha que ter saído na quarta semana mesmo.

 

No Duelo de Risco, você afirmou que preferia ir ao paredão com o Babu Santana. Por quê?  

Porque ele era o oposto de mim em relação a comportamento dentro do jogo. Então, eu via assim: “se ele fica ou se eu saio, é porque realmente é o lado oposto que estaria se dando bem no jogo”. Na minha forma de ver, ele estava, sim, sendo grosso, prepotente em várias atitudes dele. Não é a forma como eu ajo com as pessoas ao meu redor, então para mim seria o melhor cenário para ir num paredão

 

Sua rivalidade com a Ana Paula Renault também foi bastante comentada aqui fora. O que colocou vocês em grupos distintos na competição?

São duas mulheres de temperamento muito fortes e maneiras de pensar muito diferentes, não teria como jogarmos do mesmo lado. Quanto mais eu fui convivendo com ela, eu vi que realmente não era o tipo de pessoa que eu gostaria de ter do meu lado dentro do jogo.

 

E como observa o jogo do grupo oposto? 

O grupo tinha várias pessoas diferentes, na verdade. Lá dentro o pessoal colocava muito mais o Babu como um líder. Aqui fora, a galera está colocando mais a Ana Paula. Mas são pessoas muito diferentes. Eu até falei lá dentro que várias pessoas ali eu gostaria de encontrar aqui fora, conviver, porque são histórias incríveis. Mas o jeito que ela [Ana Paula] leva o jogo para mim é uma forma muito agressiva de cutucar as pessoas, de induzir as pessoas, e desse tipo de jogo eu não gosto. As outras pessoas tem histórias diferentes, jeitos de agir diferentes. Agora, o dela, com o que eu convivia lá, era chato para caramba e eu não gosto desse tipo de comportamento.

 

Em relação às suas alianças na casa, de que maneira elas se definiram?   

Na verdade, tudo começou na primeira prova de resistência. Os últimos cinco ou seis que estavam na prova de resistência ficaram muitas horas juntos ali. Conversamos e brincamos muito. Dali começou a se formar essa amizade. Acho que a única pessoa que se distanciou de nós foi o Babu, que foi para outra direção. Não foi nada planejado daqui de fora, mas foi naturalmente acontecendo lá dentro por causa de uma prova. Uma dor que acabou unindo a gente. Nós vimos que estávamos todos passando pela mesma coisa, que era difícil para caramba, e acabamos nos identificando por causa daquilo.

 

O trio formado por você, Jonas e Alberto Cowboy foi intitulado de “trindade”. Como enxerga essa denominação? 

Eu amei! Realmente gosto muito dos dois, acho que tínhamos muitas coisas parecidas nas formas de pensar e jogar ali dentro. Para mim foi como um elogio, porque são pessoas incríveis, independentemente de jogo, são seres humanos maravilhosos. Eu torço para que dê tudo certo para eles dentro do jogo.

 

Além deles dois, quem mais considerava seu aliado no programa?

Além do Jonas e do Cowboy, o Edilson era muito próximo a mim; a Sol [Vega]; a Maxiane; e a Marciele. Essas seis pessoas eu gostava muito de ter por perto. É claro que havia outras pessoas que estavam junto comigo, mas nesses eu sentia que eu podia confiar, principalmente a Sol. Ela é um ser humano incrível. Tudo o que ela contou da história dela e falava para mim ali dentro...

 

Como imagina que os grupos vão seguir de agora em diante?

É difícil de falar, porque são pessoas com temperamentos muito diferentes. Eu acredito que alguns vão ficar com muito medo de encarar tanto o Babu, quanto a Ana Paula ali dentro, achando que já é um jogo 100% perdido. E pode ser que outros fiquem com mais sede ainda de uma justiça, de uma revanche. Mas acho que vai ter 8 e 80 dentro daquele grupo. Tem pessoas que vão para o ataque e outras que vão recuar. Agora eu acho que o outro grupo vai fazer mais barulho do que antes. Até pode ser meio perigoso, porque o Big Brother, como nós sabemos, sempre tem um plot twist no meio do programa. Quem sabe essa brincadeira de eles continuarem crescendo tanto não pode ser ruim em algum momento do jogo?

 

O que você gostaria de ter feito no BBB e não teve tempo de realizar? 

Não teria feito nada de diferente. Eu fui eu mesma em todas as camadas. Não me arrependo de nada. Paciência se não foi o esperado por todos que estavam assistindo, mas eu teria feito exatamente do mesmo jeito.

 

Quem deseja ver campeã(o) do ‘BBB 26’? 

É muito difícil, mas é óbvio que vou torcer para os meus. Eu queria muito que a Sol fosse uma grande campeã desse programa por tudo o que ela representou no reality, por tudo o que ela representou para mim ali dentro. Mas vamos esperar para ver o que pode acontecer.

 

Algum aprendizado novo fica dessa experiência de participar do reality como veterana?

O aprendizado é que nós estamos sempre aprendendo. Errando, tentando acertar e aprendendo com os erros – faz parte de nós, seres humanos. E ter humildade para reconhecer o que a gente está fazendo de errado para tentar melhorar como pessoa. Como jogadora eu não quero mais, chega! (risos). Mas como pessoa é sempre olhar de que forma eu posso melhorar.

 

Produzido pelos Estúdios Globo, o ‘BBB 26’ tem apresentação de Tadeu Schmidt, produção de Mariana Mónaco, direção-geral de Mario Marcondes, direção artística de Angélica Campos e produção executiva de Rodrigo Tapias e direção de gênero de Rodrigo Dourado. O programa vai ao ar de segunda a sábado depois de ‘Três Graças’ e após o ‘Fantástico’ aos domingos. Pode ser visto ainda 24h por dia, ao vivo, no Globoplay. O Multishow exibe diariamente 60 minutos, ao vivo, logo após o fim da exibição da TV Globo. A votação do programa acontece exclusivamente no gshow. Conta ainda com o Cartola BBB, fantasy game que desafia os usuários a montarem, toda semana, times com os participantes reais do reality show. Os projetos multiplataforma e mais informações podem ser encontrados no site.



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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

.: Entrevista: Aline Campos enfrenta o jogo e paga o preço da sinceridade


Eliminada do "BBB 26", atriz reflete sobre embates, emoção e a decisão de não silenciar conflitos do passado. Foto: Globo/ Beatriz Damy


Eliminada no primeiro paredão do "BBB 26", Aline Campos deixou a casa mais vigiada do Brasil após receber 61,64% dos votos do público. Protagonista de um embate intenso com a participante Ana Paula Renault, a atriz e empresária entrou no jogo disposta a resolver pendências do passado e pagou o preço por jogar de forma frontal e emocional logo na primeira semana. Nesta entrevista, Aline faz um balanço honesto de sua passagem pelo reality, comenta os conflitos que marcaram sua trajetória, reflete sobre escolhas, estratégias e aprendizados, e revela quais laços gostaria de ter aprofundado caso tivesse permanecido no programa.


Que balanço faz da sua trajetória no "BBB 26"? 
Aline Campos - Estou feliz e com o coração tranquilo em relação à minha participação no "BBB" nessa primeira semana de jogo, que foi tão intensa. Acho que não tinha como ser diferente diante da bagagem que já existia na minha relação com a Ana Paula, que foi a narrativa principal que me envolveu nesses dias. Não teria como seguir o jogo com isso engasgado, sem zerar essa situação. Só que o fato de eu ter exposto isso a ela, de certa forma, gerou um olhar para mim de competição e também um mal-estar, por mais que ela tenha me pedido desculpas e eu tenha aceitado; o clima ficou ruim. Eu não me arrependo de nada do que fiz. Algo que eu pretendo avaliar, quando conseguir parar, é a minha forma de me expressar. É importante reforçar que uma pessoa que medita, que trabalha seu autoconhecimento e sua espiritualidade não é melhor do que ninguém e não está imune a se desequilibrar emocionalmente. Muito pelo contrário: uma pessoa que sabe que existe a sua sombra entende que precisa ser olhada para que não machuque ninguém. O fato de eu meditar não significa que eu sou só zen, só namastê. Tem sempre o outro lado da polaridade. Pelos poucos vídeos que eu consegui assistir até agora e pelo que eu me lembro, acho que está tudo coerente com o que eu vivi. Existiram momentos em que não dava para falar calminha; houve momentos em que a minha fala foi mais impactante. Por ser uma mulher forte, no sentido de já ter vivido muitas coisas e sempre tendo lutar, a gente acaba criando um escudo, camadas que fazem com que a gente não seja só leve e suave na vida. Existem outras mulheres na casa que eu considero que são assim como eu. Estou muito feliz, porque sei que agi com o coração do início ao fim. Por mais que eu tenha saído na primeira semana, consegui enxergar que foi um paredão difícil. Consigo enxergar que a Ana Paula é uma ótima jogadora. Em relação ao jogo, eu tiro meu chapéu para ela porque ela soube e sabe – e eu acho que ela vai muito longe – articular e fazer a coisa acontecer de uma forma inteligente e do jeito que ela quer para ela. Talvez jogar com o coração nem seja jogar. Eu simplesmente fui eu lá, de certa forma, até com uma inocência por ter entrado logo de cara num embate com uma das pessoas mais fortes dos reality shows que já aconteceram no Brasil. Mas não me arrependo de absolutamente nada, faria tudo igual, talvez lapidando a forma de me expressar.

 
O que faltou para ir mais longe na competição, na sua opinião? 
Aline Campos - Eu acho que para eu ir mais longe na competição ou teria que ter guardado para mim o que aconteceu aqui fora, pelo menos por um tempo – se eu tivesse feito isso, eu acredito que não teria ido para esse primeiro paredão – ou não ter tido coragem de colocá-la (Ana Paula) nesse primeiro paredão comigo quando tocou o Big Fone. Mas acredito que as coisas são como têm que ser. Talvez se eu tivesse criado mais oportunidade de discussão com ela e não tivesse cessado... Mas ela também não olhava no meu olho para que essa oportunidade surgisse. Uma das estratégias de jogo dela era não me dar enredo para continuar com mais narrativa.
 

Quando usou sua “touca da sorte”, com as flores, a Ana Paula fez uma piada te chamando de planta. Como avalia esse apontamento? 
Aline Campos - Eu acho que ela foi genial, porque aquela touca eu uso aqui fora quando estou me sentindo para baixo, eu amo aquela touca. Só que quando eu a coloquei na mala e decidir usar, nem pensei que aquilo podia ser motivo de piada. Mas ela foi genial; olhou e falou “planta”. Eu tive até que concordar que a piada dela foi boa (risos). Uma coisa muito positiva na Ana Paula, por mais que a forma de levar o jogo vá contra àquilo que eu acredito, é que ela é muito engraçada. Ela tem um humor ácido e uma leveza que são igual a quando você assiste a uma novela e gosta do vilão. Ela tem essa característica que eu acho que faz o povo abraçá-la. Contudo, não faz o menor sentido me apontar como planta. Eu tentava não levar a sério, porque ela queria me provocar. Ela falava o tempo todo que eu era planta e, de certa forma, manipulava também o público de casa, porque ela sabia que esse era o" BBB" que não tolerava planta. Mas uma planta não movimenta o jogo como eu movimentei. Uma planta não tem coragem de falar para a participante mais confiante o que eu falei, de bater de frente. Eu não concordo e aquilo ali não me atingiu em absolutamente nada.
 

Por que acha que o Marcelo te puxou para o paredão após atender o "Big Fone"? E como foi sua escolha pela Ana Paula no contragolpe? 
Aline Campos - Eu tinha acabado de conversar com o Marcelo. Quando eu me conectei com ele inicialmente, ele foi um querido comigo. Eu achei que nunca fosse ter problema com ele. Mas ele acabou sendo um fiel escudeiro da Ana Paula e, quando eu vi, ele tinha parado de falar comigo. Mesmo depois da conversa que eu tive com ele, o Big Fone tocou e, no calor da emoção, me vendo conversar com ela também, não teria como ele pensar em outra pessoa. Eu entendo ele ter me colocado, por mais que a gente tenha conversado e, na hora, ter parecido que ficou tudo bem entre a gente, aquilo ali é um jogo. Quando eu peguei a pulseira, eu ainda dei uma analisada na casa, mas eu realmente não tinha dúvidas de quem colocar. Por mais que eu achasse ela uma pessoa forte, eu acredito que não tinha como ter sido diferente. Não por acaso o Big Fone tocou naquela hora, dando todos os sinais de que era para haver aquele embate. Não tive nem como pensar em outra pessoa.


No primeiro mercado da Xepa, os outros brothers não atenderam ao seu pedido pela caixa de ovos. Ao reivindicar, você acabou discutindo com a Ana Paula. Você se sentiu incompreendida naquele momento? 
Aline Campos Eu me senti muito incompreendida, porque com as estalecas que eu dava para fazer a compra coletiva, eu também comprava a carne da galera e outros itens que eu nem consumia. Na minha cabeça, não fazia sentido nenhum alguém me privar de, com o meu próprio dinheiro, – mesmo eu participando do “ratatá” da carne que eu não comia – comprar uma caixa de ovos. Então, eu me senti, sim, injustiçada, por pura implicância.
 

Que aprendizados ficam dessa experiência no reality?
Aline Campos Eu acho que ainda vou ter muitos aprendizados no pós-"BBB" por estar me analisando, entendendo como eu sou nas reações e tudo mais. Mas o aprendizado é sobre lidar com pessoas diferentes de mim. É importante, porque chega um momento na nossa vida em que a gente consegue escolher mais as pessoas com quem a gente convive e isso torna a nossa vida mais confortável. Se eu não quero estar com você, eu não preciso. Só que quando você está com pessoas com quem você não quer estar, existem muitos aprendizados que a gente só entende vivendo. Por exemplo, lidar com vários sentimentos, estar naquela casa, acordar com a música alta e só querer ver as pessoas que eu amo, mas ter que lidar com quem estava me odiando lá dentro. Então, eu ainda estou assimilando tudo, a ficha demorou a cair quando eu entrei e está demorando para cair agora que eu saí. Eu acho que o aprendizado é sobre lidar com emoções que eu não escolho, porque no dia a dia, graças a Deus, hoje eu posso escolher quem está do meu lado.
 

Entre camarotes e veteranos, você disse que já conhecia alguns dos participantes. Sua percepção sobre algum deles mudou durante o game?  
Aline Campos - Sim. Eu saí com uma percepção esquisita a respeito do Babu, eu diria. Talvez se eu tivesse ficado mais tempo lá, eu poderia esclarecer com ele, porque sempre gostei muito dele, do papo dele, de quando ele está na conversa com todo mundo. Mas o negócio que ele me falou depois do Sincerão não fez sentido para mim, eu achei que ele “pipocou”. Ele disse que, se não tivesse colocado a Sol (Vega), ele teria me colocado na posição de quem ele não gostaria que ganhasse o "BBB". Aí eu falei: “Como assim? Das 20 e poucas pessoas, você me chama de amiga, e eu sou a pessoa que você não gostaria que ganhasse o BBB?”. Aí ele respondeu: “Não, amiga, não é isso. Mas é porque você está num paredão muito difícil, então eu ia te colocar porque eu achava que você sairia”. Aí eu falei ele estava sendo incoerente, porque a pergunta do Tadeu foi clara: “Quem você gostaria que não ganhasse o 'BBB'?”. E que se ele me colocasse, ele iria declarar que queria que eu perdesse. Aí ele ficou tentando dar uma enrolada para algo que não tinha o que enrolar. A pergunta foi clara e isso me deixou um pouco decepcionada, porque ele me chamava de amiga e eu realmente tinha uma grande consideração e carinho por ele - tenho ainda. Ali eu enxerguei de uma outra forma, vi que realmente é um jogo. Mas eu espero que depois a gente converse e que fique tudo ajustado.
 

Essas relações com brothers e sisters que já conhecia aqui fora ajudaram na convivência ou dificultaram de alguma forma?
Aline Campos - Eu acho que ajudaram, de alguma maneira. O Jonas foi superfofo de me levar para o Almoço do Anjo quando eu estava abalada emocionalmente e na Xepa, com opções limitadas para comer. Com relação a Sol (Vega) também. Ela é uma mulher incrível, forte e inspiradora, só que não se envolve muito no jogo. Eu tinha o acolhimento de uma pessoa que eu conhecia desde o início, uma mulher madura. Eu gostei muito dessa edição, porque há muitas pessoas de idades diferentes, desde 21 anos até pessoas mais velhas, então deu essa equilibrada. Na verdade, eu acho que esse fato mais me ajudou do que atrapalhou.
 

Acredita que você e a Sol seguiriam como aliadas se tivesse permanecido no programa?
Aline Campos - Eu acho que sim. Se eu tivesse permanecido, a gente iria estreitar cada vez mais a amizade. Eu achei tão fofo ela chorando na minha saída. A gente estava se conectando cada vez mais. Nós somos duas pessoas de personalidades diferentes, mas a gente se conectou através do nosso coração, do olhar. Ela é uma mulher muito verdadeira e o que a gente tem em comum é a força da mulher que teve que passar por preconceitos para chegar aonde chegou. Ela também tem a voz forte, que muitas vezes é mal interpretada. Eu acho, sim, que a gente fortaleceria nossa amizade se eu tivesse ficado mais tempo lá. Eu a admiro muito, torço para que ela fique bem e seja acolhida por pessoas legais.
                                                                                                                                                                                
Mais quem você gostaria de ter como aliado no jogo se tivesse continuado no "BBB"?
Aline Campos A Jordana. Foi no final que a gente se conectou, mas é uma mulher que pensa muito parecido comigo e que se posiciona muito bem. Ela não tem medo de não escolher um lado, mesmo concordando mais com a opinião do outro lado. Eu acho que, sim, ela vai receber ataques, porque não escolheu um lado específico e fica perto das pessoas que ela acredita, mas ela se posiciona; quando não gosta ela fala. Vou torcer muito por ela!
 

Para mais quem, além dela, fica sua torcida? 
Aline Campos - Além da Sol (Vega) e da Jordana, eu me conectei muito, mesmo que rápido, com a Gabizinha, que chegou por último. A gente gosta das mesmas coisas. Ela é uma menina de 21 anos, muito forte, que passou por uma situação que talvez eu não passaria, o Quarto Branco. Eu acho ela muito verdadeira e corajosa e acredito que vá longe. A minha torcida vai para Sol (Vega), para a Jordana, para a Gabi e eu gosto muito do Juliano (Floss) também. Eu gosto do Brigido...Tem muitas pessoas que eu saí de lá gostando e que eu quero acompanhar e torcer.

 
O que muda na Aline que entrou no "BBB" no dia 12 de janeiro e a que saiu ontem? 
Aline Campos Muda o olhar para o ser humano, para as relações. Porque, se a gente se abre para as relações improváveis e desafiadoras, a gente aprende muito e se conhece mais. Eu quero muito analisar os vídeos, as cenas principais com calma e avaliar o meu olhar, o meu comportamento, a minha forma de me expressar. Como eu disse, eu sou simplesmente eu e a intenção que eu coloco em cada fala é genuína, é do coração. Só que, da mesma forma que eu falei para a Sol (Vega) sobre a forma dela de discutir sobre algo que ela acredita, que pode ser lapidada para que ela não dê motivo para as pessoas se voltarem contra ela, eu falo para mim também. Ela disse para mim: “Mas eu sou assim, amiga”. E eu respondi: “eu sei, amiga. E é essa é sua força, mas dá para lapidar, dá para você entender aos poucos onde você pode suavizar mais para que a gente não perca a razão”.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

.: Thiago Garcia é o vencedor do "The Voice Brasil 2025"



Thiago Leifert confirmou ainda nova temporada do reality musical no Disney+ e no SBT em 2026. Foto: Ricardo Bufolin/Formata

A grande voz do Brasil já tem nome. Na noite da última segunda-feira, dia 22 de dezembro, Thiago Garcia, do time Mumuzinho, foi consagrado vencedor do "The Voice Brasil 2025", após final exibida ao vivo no Disney+ e no SBT. Com performance marcante, interpretando "Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim", canção eternizada na voz de Ivete Sangalo, Thiago conquistou o público e garantiu o maior número de votos na decisão popular.

A final reuniu no palco os representantes dos times de Duda Beat, Matheus & Kauan, Péricles e Mumuzinho, que se apresentaram individualmente, evidenciando identidade artística e a evolução ao longo da competição. Na primeira etapa da noite, os técnicos escolheram apenas um integrante de seus times para avançar à disputa final.

Bell Éter foi escolhida por Duda Beat em uma disputa emocionante com Lara Vieira. Já no Time Matheus & Kauan, Jade Sales levou a melhor após um duelo intenso contra André & Luiz Otávio. Pelo Time Péricles, Jamah avançou à final no embate acirrado com Thales César. No Time Mumuzinho, Thiago Garcia garantiu sua vaga em uma disputa intensa com Gabriel Lima. 

Com os quatro finalistas definidos, a decisão ficou exclusivamente nas mãos do público. Após novas apresentações, a votação popular consagrou Thiago Garcia como campeão da temporada 2025. Com o sucesso da temporada, antes mesmo de anunciar o vencedor, Tiago Leifert confirmou no palco do programa que o "The Voice Brasil" terá uma nova temporada em 2026, com exibição no Disney+ e no SBT.

Antes do anúncio do resultado, o público acompanhou o +Voice, conteúdo exclusivo do Disney+, exibido às 22h30, com bastidores e entrevistas que antecederam o momento decisivo do reality. O "The Voice Brasil 2025" chega ao fim após uma temporada marcada por grandes performances, forte engajamento do público e a revelação de novos talentos, reafirmando o programa como uma das principais vitrines da música brasileira.

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quarta-feira, 8 de outubro de 2025

.: Fenômeno da TV chega aos palcos: “Drag Race Brasil - Ao Vivo” vem aí


Com mais brilho que árvore de Natal em shopping, primeira turnê oficial do reality chega aos teatros brasileiros com estrelas da segunda temporada; veja datas e locais. Foto: divulgação


Preparem as perucas, ajustem as cintas e afiem as unhas: "Drag Race Brasil" vai sair da TV e descer do salto direto para os palcos! Depois de incendiar a telinha com looks de cair o queixo, lipsyncs de fazer até a Beyoncé repensar a carreira e momentos de pura gay energy, chegou a hora de viver isso tudo AO VIVO, bem na sua cara. A estreia rola em São Paulo, dia 6 de novembro, no Teatro Sabesp Frei Caneca - e não para por aí: entre março e abril de 2026, a tour vai rodar diversas capitais brasileiras, passando por Belo Horizonte, Porto Alegre, Floripa, Curitiba, Salvador, Recife, Natal e Fortaleza. 

Pensa na sensação de juntar as amigas todas na sala para berrar a cada look, soltar um “yas, mama!” no lipsync e fingir que não se emocionou com as histórias reveladas? Agora imagina isso ao vivo, com as queens brasileiras entregando tudo, ao som dos aplausos, glitter voando e a representatividade brilhando mais forte que anel de LED em boate. Pois é isso: “Drag Race Brasil - Ao Vivo” chegou pra transformar a sua noite no maior close certo do ano.

E vamos combinar: quem ainda acha que "Drag Race" é “só um realityzinho” precisa acordar, mon amour. O programa já virou religião pop, coleciona Emmy, lançou lendas internacionais e, no Brasil, virou pauta obrigatória de rodinha, feed, barzinho e até almoço de família (mesmo que a tia evangélica faça cara feia). Com Grag Queen no comando, cada episódio foi um evento coletivo que provou que representatividade não é moda: é movimento.

Por trás de todo esse bafo está a Realness, maior produtora de eventos drag da América Latina, e a World of Wonder, a mente por trás da franquia global. Ou seja: é poder, é história, é cultura queer levada a sério (mas com aquele deboche que a gente ama). A união garante o peso de duas empresas que conhecem como ninguém o poder desse fenômeno cultural.

“Drag Race Brasil - Ao Vivo” é uma celebração da arte drag e oferece aos fãs a chance única de prestigiar suas estrelas favoritas em uma experiência ao vivo. O show é estrelado por um elenco de drags icônicas da temporada:

Ruby Nox: A famosa drag pernambucana e finalista, que conquistou a todos ao trazer suas raízes para o programa.
Mellody Queen: Conhecida como a "lipsync assassin" da temporada, imbatível em suas dublagens icônicas.
Adora Black: A "fashion queen" da temporada, extremamente querida pelos fãs e responsável por muitos momentos emocionantes.
Desirée Beck: Já conhecida por participações em outros realities, dobrou o número de fãs e se tornou a "meme queen" da temporada.

A turnê já tem 11 cidades confirmadas, com a possibilidade de novas datas serem anunciadas. Os ingressos já estão à venda neste link. 

⁠6/11/2025 – São Paulo 
6/3/2026 – Belo Horizonte
7/3/2026 – Rio de Janeiro
13/3/2026 – Porto Alegre
14/3/2026 – Florianópolis
15/3/2026 – Curitiba
9/4/2026 – Salvador
10/4/2026 – Recife
11/4/2026 – Natal
12/4/2026 – Fortaleza


Sobre a Realness
Realness é a maior produtora de eventos drag da América Latina e referência na criação de experiências que celebram a arte, a diversidade e a representatividade da comunidade LGBTQIA+. Fundada por Paulo Matos com o propósito de transformar palcos em espaços de celebração e resistência, a empresa já assinou projetos de impacto cultural e popular, trazendo para o público brasileiro o brilho, o glamour e a irreverência que marcam a cena drag mundial.

Com um portfólio que une inovação, profissionalismo e paixão, a Realness se destaca por ser responsável por produções de grande porte que conectam fãs e artistas em espetáculos únicos. Entre eles, está a realização do “The Realness Fesfival” e do “Drag Race Brasil – Ao Vivo”, em parceria com a World of Wonder, que consolida a empresa como protagonista na expansão desse movimento cultural no país. Mais do que entretenimento, a Realness entende o palco como trincheira e vitrine: um lugar onde a arte drag mostra sua força política, estética e transformadora.


Sobre a World of Wonder:
World of Wonder (WOW) é uma das produtoras de entretenimento mais influentes do mundo, responsável por transformar cultura queer em fenômeno global. Fundada por Fenton Bailey e Randy Barbato, a empresa se consolidou ao criar conteúdos que desafiam padrões e amplificam vozes diversas, sempre com irreverência, inovação e impacto cultural.

Entre seus projetos mais icônicos está “RuPaul’s Drag Race”, franquia vencedora do Emmy que se tornou símbolo de representatividade LGBTQIA+ em escala internacional, gerando versões locais em vários países e dando visibilidade a artistas drag em todo o planeta. Além da televisão, a World of Wonder também atua em cinema, documentários e na WOW Presents Plus, sua própria plataforma de streaming dedicada a produções originais que celebram a diversidade.

Com sede em Los Angeles, a WOW é hoje referência na criação de formatos que misturam entretenimento, ativismo e cultura pop - provando que arte drag é muito mais que performance: é transformação, identidade e resistência.

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

.: Entrevista com Bea, defensora do pagode no "Estrela da Casa"


Natural de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, cantora defendeu o pagode ao longo da temporada e agora planeja se dedicar a um projeto audiovisual. Foto: Globo/Fábio Rocha


Bea deixou a disputa do talent show "Estrela da Casa" no último dia 30, já mirando na carreira de sucesso que pretende trilhar. Com 27 anos, a cantora natural de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, defendeu o pagode ao longo da temporada e agora planeja se dedicar a um projeto audiovisual. Com a certeza de que foi fiel à sua verdade do início ao fim, Bea afirma que não mudaria nada em sua participação no reality. “Tudo que as pessoas viram na TV é exatamente o que eu sou no dia a dia.  Eu sou isso na vida e não pretendo mudar”, ressalta. 


O que foi mais especial na sua participação no "Estrela da Casa"?
Bea -
Todo o aprendizado que eu pude absorver. Todas as oficinas, desafios de composição, as provas, tudo tinha um aprendizado muito genuíno. O que eu mais consegui desenvolver através desse aprendizado foi o meu lado de composição. Eu sempre compus, mas sempre tive uma limitação para compor. Sempre precisava de algum acontecimento para me inspirar. Hoje eu consigo compor aqui, sentada, só pegando um papel e uma caneta e começando a inventar. Isso é graças ao "Estrela da Casa". 
 

Qual foi sua dinâmica preferida? 
Bea - Eu acho que o "Desafio Musical" com o tema "Vilão de Novela", em que a gente teve que fazer uma música para o personagem Marco Aurélio, da novela "Vale Tudo". Foi literalmente um desafio, mas foi muito legal de fazer, porque eu usei todo o meu lado engraçado para compor a música junto com as outras pessoas. E foi interessante como saiu uma música muito boa, que super poderia ser usada na trilha da novela. 

 
De qual apresentação sua você mais gostou? 
Bea - Quando cantei “A Loba”, da Alcione. Foi a melhor de todas. Eu amo todas as minhas apresentações, mas eu nunca me entreguei 100% como eu me entreguei nessa apresentação, em toda a minha vida. 
 

Quais aprendizados você levou do "Estrela da Casa" para sua carreira? 
Bea - Bom, primeiro que a gente precisa organizar a carreira antes de subir no palco. Isso em todo o quesito: jurídico, comunicativo, visual, olhar para toda a gestão de carreira em si. A gente precisa ter uma estrutura para atender contratantes e donos de casas de shows. Não dá para ir faltando nada. Posicionamento no palco. Entender para onde olhar. Como se comunicar com o público. Como trazer o público para você. Aprender como ensinar o público a sua música nova, isso eu aprendi com a Daniela Mercury quando ela nos visitou no Centro de Treinamento. É preciso pensar no que fazer no pós-show. Por mais que se tenha uma equipe que responda para você, o artista tem que entender tudo o que está acontecendo. Não dá para eu entregar todas as suas demandas na mão de alguém sem saber o que esse alguém vai fazer. Então, essas coisas foram aprendizados muito importantes e que eu vou levar para a vida. Porque eu quero ter vários e vários anos de carreira. 
 

O que faria diferente, se tivesse a chance? 
Bea - Acho que eu não faria nada diferente. Eu seria exatamente o que eu fui, porque meu melhor amigo falou para mim que eu nunca fui tão fiel a mim como nesse programa. Nunca fui eu de maneira tão íntegra. E tudo que as pessoas viram na TV é exatamente o que eu sou no dia a dia. Com os meus pais, com os meus irmãos, com os meus amigos, com os meus fãs, com os meus funcionários, meus sócios. Eu sou isso na vida e não pretendo mudar. Mesmo que algumas pessoas não concordem com algumas coisas, sempre vai ter alguém que não vai concordar. Nem Jesus agradou todo mundo, então eu também não tenho como agradar. Mas me alegra saber que estou sendo eu. 
 

Quem tem mais chances de sair vencedor ou vencedora? E para quem fica sua torcida?   
Bea - Eu acho que quem tem mais chance é o Hanii, porque ele é um artista completo. Ele tem vocal, tem performance, ele lida bem com a câmera, é um artista confiante. Ele pode estar passando a barreira que for, mas se ele precisa entregar alguma coisa, ele se concentra e entrega. Ele é dedicado, ensaia igual louco, se cobra, pede opinião... é uma pessoa empática. É uma pessoa que trata muito bem os fãs. Ele merece muito porque ele é de fato uma estrela. E a minha torcida é toda para ele. Eu vou votar muito, dar a minha vida para esse menino ganhar esse programa. 

Quais são os próximos passos da sua carreira?
Primeiro eu quero entender como ficaram as coisas aqui fora. Eu tenho um projeto de pagode lá em Campinas, em São Paulo, e eu tive que deixar esse projeto com alguns amigos cantando no meu lugar, fazendo o projeto no meu lugar, que rola todo sábado. E agora eu quero entender como é que ficou isso, se a casa vai comportar o meu público novo, se esse projeto vai continuar. Mas a minha grande meta, a médio prazo, é o meu audiovisual, o meu DVD. Já estou com várias ideias. Algumas coisas já passei para o bloco de notas do celular. Quero pôr em prática para, no máximo, já ter gravado até abril do ano que vem. 

terça-feira, 23 de setembro de 2025

.: "Estrela da Casa": Brenno Casagrande faz da emoção uma marca registrada


Brenno Casagrande marcou o "Estrela da Casa" e já prepara novos voos na música. Foto: Globo/ Gabriel Vaguel


O baiano Brenno Casagrande conquistou o público do "Estrela da Casa" com voz doce, carisma e forte presença de palco, marcada pela herança musical que carrega do pai, também cantor. Durante sua trajetória no talent show, emocionou com interpretações cheias de verdade, criou laços fortes com os colegas de confinamento e surpreendeu ao se arriscar até na dança - momento em que recebeu, em tom carinhoso, o apelido de “novo Léo Santana”. 

Quarto eliminado da segunda temporada do programa, Brenno sai grato pela experiência e já com os olhos voltados para os próximos passos da carreira. Em entrevista, ele fala sobre as apresentações favoritas, os aprendizados que leva para a vida e os planos de lançar músicas inéditas, parcerias e até um grande audiovisual.

O que foi mais especial na sua participação no "Estrela da Casa"?
Brenno Casagrande - Foi me redescobrir como pessoa, como artista, me desbloquear para muitas coisas, como dançar. Estão me chamando de novo Léo Santana, sei que estou muito longe disso, mas estão me chamando. Eu dancei em todos os festivais. Tem pessoas na equipe que mudaram a minha vida, tanto nos ensinamentos de dança quanto de voz e carreira. Vou levar o que aprendi e seguir assistindo para aplicar essas dicas na minha trajetória, através da TV mesmo.


Qual foi sua dinâmica preferida?
Brenno Casagrande - Compor. A dinâmica do jingle é muito boa, mas a que mais me marcou foi a do "Desafio - Estrela da Casa". Na última, eu ganhei com os meninos com uma música falando sobre fé. Mas a minha música preferida do programa foi o jingle para o "Criança Esperança".


De qual apresentação sua você mais gostou?
Brenno Casagrande - A minha apresentação preferida foi a primeira, quando cantei "Vai Sacudir, Vai Abalar", música do meu pai. Eu estava muito emocionado, achei que ia chorar feito louco, mas consegui segurar a onda. Só chorei quando a apresentação acabou. Estava imune, estava leve. Foi a mais emocionante, sem dúvidas.


Quais aprendizados você está levando do "Estrela da Casa" para sua carreira?
Brenno Casagrande - Aprendi que a gente tem que manter a nossa verdade, que o carisma conta bastante, e que é importante deixar uma marca registrada nas pessoas. Acredito que deixei essa marca, porque ontem vi um vídeo de todos reunidos na sala de composição cantando a música do meu pai, me homenageando e fazendo a flecha, que é o sinal que eu criei. Fiquei muito emocionado, foi a única vez que chorei depois de sair do programa. Tive certeza de que estou na vida deles para sempre.


O que faria diferente, se tivesse a chance?
Brenno Casagrande - Talvez eu tivesse me esforçado mais para ganhar a imunidade e não ser eliminado ontem. Mas, quanto aos meus comportamentos, não me arrependo. Fui quem eu realmente sou. Já liguei para o meu irmão, para minha esposa, para minha mãe, para o meu pai... todo mundo me parabenizou pelo meu comportamento, pelas minhas falas e posturas. Então, se agradei minha família, não tenho mais o que mudar.


Na sua opinião, quem tem mais chances de sair vencedor ou vencedora? E pra quem fica sua torcida?
Brenno Casagrande - Hanii, Thainá e Juceir. São meus três favoritos. Estou torcendo igualmente para os três.

Quais são os próximos passos da sua carreira?
Brenno Casagrande - Lançar músicas. Tenho muitas em parceria com outros artistas. Quero fazer um audiovisual lindão, continuar brilhando... Meu lugar ao sol chegou, né? Então, agora é brilhar pelo Brasil afora. E para as pessoas que acompanham o programa e têm o sonho de estar aqui: não desistam. Eu fui um sonhador, sonhei muito em estar aqui, e em 2025 consegui entrar no "Estrela da Casa". Então, é sobre não desistir.

sábado, 30 de agosto de 2025

.: Entrevista: Nirah fala sobre "Estrela da Casa" e projeta novos passos na carreira


Direto da Ilha de Marajó para o palco do Estrela da Casa, Nirah levou o tecnomelody para todo o Brasil e, mesmo como a primeira eliminada, conquistou visibilidade, novos fãs e planos ambiciosos para a carreira. Foto: Globo/ Gabriel Vaguel


Da Ilha de Marajó, no Pará, para todo o Brasil: Nirah levou para o programa "Estrela da Casa" o orgulho de suas raízes e mostrou a todo o país a música tecnomelody. A cantora foi a primeira competidora a deixar o reality, na noite de ontem, dia 28, mas conta que aproveitou cada segundo de sua permanência, especialmente as trocas com os outros participantes. Agora, está focada em seus objetivos pós-programa: aproveitar a visibilidade que atingiu e voltar a fazer shows, além de lançar um clipe já gravado e compor um próximo hit. 

"Vivi um sonho no 'Estrela da Casa'. Meu coração está cheio de gratidão", resume a eliminada sobre a experiência do programa. Em entrevista, ela fala sobre a experiência. "Estrela da Casa" é um formato original e inédito Globo, com apresentação de Ana Clara, produção de Maiana Timoner e Rodrigo Tapias, direção geral de Aída Silva e Carlo Milani e direção de gênero de Rodrigo Dourado. O reality é exibido de segunda a sábado, após "Vale Tudo", e domingo, após o "Fantástico".    
 

O que foi mais especial na sua participação no "Estrela da Casa"? 
Nirah - As pessoas me marcaram muito. Apesar do pouco tempo, o programa é muito intenso. No confinamento, eu já estava falando "semana passada" sobre algo que tinha acontecido na segunda-feira, só alguns dias antes. O carinho e a amizade de todos são coisas que ficam. Só tem gente linda e especial, com o coração e caráter lindos, ali. Falei que quero eles todos no Pará, tomando açaí com peixe e farinha da baguda, dançando brega, conhecendo a aparelhagem, e é verdade. Foi um convite que eu fiz de coração, quero todo mundo realmente junto comigo para a gente curtir muito.
 

Qual foi sua dinâmica preferida?
Nirah - A dinâmica em que eu mais fiquei impressionada e me senti mais desafiada foi a do jingle. O compositor que fez a parte inicial, Renno Poeta, começou a me seguir hoje nas redes sociais e eu fiquei muito feliz porque o encontro com ele foi uma oportunidade única. Eu, como compositora amadora, peguei dicas incríveis. Essa foi a coisa que mais me marcou. Foi uma honra ter a oportunidade de aprender com ele, e eu vou levar para o resto da minha vida o conhecimento que ele nos passou.
 

De qual apresentação sua você mais gostou?
Nirah - Estou feliz com tudo, mas acho que eu poderia ter sido melhor em todas elas. Eu sinto que me prejudiquei um pouco porque fiquei eufórica, gritei, cantei, fiz um monte de doidice, e acabei perdendo a voz. Foi difícil para mim aceitar isso porque eu sei que eu poderia ter entregado mais se eu tivesse tido responsabilidade com a minha voz. Deveria ter seguido as dicas da Nina [Pancevski, preparadora vocal do programa], que foram preciosas. Mas, acho que ninguém seguiu completamente porque no programa é uma loucura, uma empolgação enorme (risos).
 

Quais aprendizados você está levando do "Estrela da Casa" para a sua carreira?
Nirah - Muitos! Eu me testei em um nível muito elevado, e talvez tenha sido a coisa mais difícil que eu fiz na minha vida. Eu canto um ritmo diferente, que é o tecnomelody, o brega, e eu pensava em como as pessoas iriam abraçar isso. Pensei muito na minha vida, na minha família, e veio um misto de sentimentos. A gente fica muito aflorado, tentando separar as coisas e acalmar a mente. Mas eu fiquei muito feliz com o resultado que consegui porque pensei: "Eu sou forte demais, não é qualquer pessoa que chega até aqui". Cheguei, me testei e vi que sou capaz. Tudo foi muito gratificante. Preciso ainda citar o Michel Teló, uma pessoa incrível, e o que o Dinho Ouro Preto me falou após a minha eliminação. Ele olhou dentro dos meus olhos, na minha alma, e me disse que eu não podia parar, que eu era gigante. Eu vi a emoção que ele trazia. Aí, desabei -  não dá para ser forte o tempo todo (risos). Vivi um sonho no 'Estrela da Casa'. Meu coração está cheio de gratidão.
 

O que faria diferente, se tivesse a chance?
Nirah - Acho que eu teria batido mais o pé no Tecnomelody. Teria ido de brega já no início. Cantei Tecnomelody na música de apresentação, entrei grandona, mas outros clássicos do gênero estavam organizados para um pouco mais para frente, numa crescente. E acabei não chegando lá. Eu teria trazido essas músicas mais para o início da competição.


Na sua opinião, quem tem mais chances de sair vencedor ou vencedora? 
Nirah - Eu me apaixonei por todo mundo, e de cara pela Ruama Feitosa e pela Bea. Ri tanto com elas como nunca na minha vida, de doer a barriga! Até agradeci a Deus! (risos). Quanto à presença de palco, charme, admiro muito a Talíz. Ela domina o palco, é uma diva. Inclusive fui aprendendo com ela uma coisa aqui e outra ali que vou trazer para a minha vida. Também acho a Thainá Gonçalves uma coisa absurda. Olhava para ela e pensava: "Meu Deus, isso existe? Vem de outro planeta?". Ela canta como um anjo, você sente a presença de Deus. Quando ela abre a boca, com aquele vozerão, a gente fica arrepiado, emocionado. Quem chegar à final é um grande merecedor; todos têm uma história muito linda, também.


E para quem fica sua torcida? 
Nirah - Eu tenho um conterrâneo lá dentro, o Daniel Sobral, e a minha torcida com certeza é para ele. Torço por todos, mas quero muito que ele chegue à final, pelo menos. Ele canta absurdo, tem uma voz surreal! 


Quais são os próximos passos da sua carreira? Já consegue pensar em alguma coisa?
Nirah - Com certeza! Já avisei ao meu esposo: "Meu filho, vamos embora trabalhar porque a gente não pode parar!" (risos). Sei que agora é um momento de evidência, então vamos lá. Nunca parei na minha vida, não será agora. Quero montar um novo show, fechar apresentações e ir para os palcos cantar. Também me reunir urgentemente com outros compositores e lançar um próximo hit. E quero lançar o clipe da minha música "Meu Love", que já estava pronto antes do programa. A música está quase batendo 100 mil reproduções, e um outro clipe que eu já tinha lançado chegou a 500 mil. Tem noção disso? Consegui a marca de meio milhão de visualizações! Então, por tudo isso, o 'Estrela da Casa' já foi grandioso. Estou muito grata e muito feliz porque não é qualquer artista, com o tamanho como o meu, que consegue atingir essas marcas.

segunda-feira, 21 de abril de 2025

.: Entrevista: Vitória Strada, protagonista eliminada do "Big Brother Brasil"


A recordista de paredões da edição e última integrante do Camarote a resistir na disputa deixou a competição a dois dias da grande final. Foto: Globo/ Léo Rosario

Acostumada às câmeras e aos holofotes do mundo televisivo, Vitória Strada entrou no "Big Brother Brasil" sem saber como seria experimentar a vida real dentro de um programa transmitido ao vivo, 24 horas por dia. E era justamente o inesperado que lhe animava. Sem roteiros, marcações de cena e a menor noção do que o público estava achando de sua participação no "BBB 25", a atriz viveu 98 dias na casa mais vigiada do país. Entre as grandes viradas da temporada, esteve o seu rompimento com alianças estabelecidas no início do jogo e a posterior mudança de mala e cuia para outro quarto, movimento que lhe permitiu construir novas amizades no reality.

A recordista de paredões da edição e última integrante do Camarote a resistir na disputa deixou a competição a dois dias da grande final. Com 54,52% dos votos, Vitória se despediu do "Big Brother Brasil" neste domingo, dia 20 de abril, ao enfrentar Renata e João Pedro na berlinda. “Um dos maiores aprendizados é seguir minha intuição e confiar mais em mim. Eu acho que precisava dessas confirmações do quanto que eu sou forte, corajosa e do quanto que eu aprendi a me admirar ali dentro pela minha força. Isso é o que eu vou levar para a minha vida”, reflete. Às vésperas da final da 25ª edição do "Big Brother Brasil", a quarta colocada comenta sobre as relações com aliados e adversários, analisa a mudança de quarto e revela, na entrevista a seguir, as amizades que deseja manter após o reality.

Qual era o seu objetivo ao entrar no "BBB"? Acredita que ele foi alcançado?
Vitória Strada -
Meu objetivo era poder mostrar ao público uma Vitória sem roteiros, mostrar várias versões minhas: vulnerável, forte, corajosa. E viver esse desafio que foi o maior da minha vida, a coisa mais louca que eu já fiz e não me arrependo. Sobre o pós, eu ainda não sei, porque acabei de sair (risos). Tem poucas horas que eu consegui encontrar minha família e vou entender a partir de agora. Mas do que eu já recebi de informações foram coisas muito positivas e eu espero, de verdade, que isso reverbere da mesma forma para mim aqui fora. 

Você falou que não imaginava chegar tão longe no reality. Por quê? E em algum momento do jogo essa sua percepção começou a mudar ou seguiu a mesma até o final?
Vitória Strada -
Eu não sei se não me achava tão interessante assim, mas eu nunca imaginava! Eu assisto ao "BBB" há anos e sabia que seria um desafio enorme, para mim, entrar e que seria uma loucura. Mas eu nunca achei que eu fosse chegar tão longe. Talvez eu pensasse que não tinha as características que todo mundo fosse gostar. Eu achava que se durasse um mês já seria incrível. Olha eu durando 98 dias! Foi uma loucura e eu estou muito grata. Tenho certeza de que muito disso é pelo quanto que as pessoas que estavam torcendo por mim votaram e se dedicaram. Eu sou muito grata a elas.

O que acha que te fez permanecer na disputa por tanto tempo, sendo eliminada faltando apenas dois dias para o fim da temporada?
Vitória Strada -
Eu acho que ter sido eu mesma, ter sido como eu sou aqui fora, sempre muito honesta. Por não julgar ninguém antes da hora, sempre ver os dois lados das pessoas, dar mais uma chance... Acho que isso pode ter contribuído. Daqui de fora eu não sei, porque não vi praticamente nada, então não sei a opinião do público ainda.

Em diferentes momentos do jogo, alguns participantes apontaram que você tentava se aproximar da casa quando se via em situações de risco, como o paredão. Você acha que realmente fazia isso ou a estratégia era outra?
Vitória Strada - 
Eu nunca fiz isso. Todas as minhas aproximações lá dentro foram muito genuínas e muito naturais, nunca para tentar conseguir uma vantagem de jogo ou para não ser votada. Eu sempre tentei me dar bem com as pessoas, porque é como eu ajo aqui fora; não sou uma pessoa de ficar criando inimizades. Então, as pessoas das quais eu ia me aproximando ali dentro eram porque naquele momento eu estava sentindo a liberdade para estar mais próxima. Não foi uma estratégia de jogo.

Você entrou na casa em dupla com seu amigo Mateus, mas durante o programa via-se que vocês tinham divergências entre si; chegaram a discutir algumas vezes. Nesse sentido, acha que o jogo individual foi bom para você?
Vitória Strada - 
Eu acho que a minha virada de jogo não tem só a ver com o Mateus; também tem a ver com as meninas ali do quarto, com o fato de eu ter visto o que o "Seu Fifi" falou naquele momento em que eu tive a oportunidade de ouvir o que estavam falando pelas minhas costas... acho que foi tudo junto. Foi no momento em que o Mateus saiu que essa virada começou a acontecer, mas não acho que tenha a ver só com ele. Foi uma mistura de coisas, foi muito tumultuado para mim. Eu perdi minha dupla e me senti sozinha, senti que estava sendo deixada de lado pelas minhas aliadas e descobri muitas coisas.


E como foi a experiência de jogar em dupla com o Mateus?
Vitória Strada - 
Eu acho que jogar o "Big Brother" já é difícil por natureza e, em dupla, não seria diferente. Independentemente de estar sozinho ou em dupla, é um jogo muito difícil. Eu nunca fiz nada parecido com isso. Então, acho que é natural que todas as pessoas tenham discussões e atritos. Eu não achava que a gente iria entrar e nunca discutir sobre nada. Eu estou disposta, aqui fora, a entender tudo o que aconteceu, a enxergar, talvez, coisas que eu ainda não tenha visto. Mas da minha parte, eu acho que toda amizade tem atritos e, quando uma amizade é verdadeira, eu estou sempre disposta a ficar bem - como era lá dentro. 


Seus maiores conflitos no "BBB" foram com Camilla e Thamiris, que eram suas aliadas durante grande parte da competição. O que acha que deu errado na relação de vocês?
Vitória Strada - 
Não faço a menor ideia. Eu sempre me dediquei àquela relação, fui amiga do jeito mais verdadeiro que eu sei ser, independentemente de ser um jogo ou não. É a maneira que eu me entrego para as minhas relações, tentando dar o meu melhor sempre e cuidando das pessoas que estão ao meu redor. Mas eu não me arrependo da maneira como eu agi com ninguém lá dentro. Eu não sou de “olho por olho, dente por dente”, então eu agi no momento que achei que deveria, da maneira como achei que deveria e também como eu gostaria que as pessoas tivessem lidado comigo.

Depois, você acabou se aproximando muito dos integrantes do quarto Anos 50. Pensando agora, teria escolhido outros aliados mais cedo no jogo? Acha que teria sido melhor para o seu desempenho?
Vitória Strada - 
Eu não mudaria nada, no sentido de que tudo o que eu passei lá foi necessário de alguma forma. Eu acredito muito que Deus escreve o roteiro da nossa vida do jeitinho que tem que ser, então eu procuro não me arrepender muito das coisas, porque eu estava lidando com as circunstâncias que eu tinha ali, e tentei dar o meu melhor em todos os momentos. Acho que tudo o que aconteceu é porque tinha que acontecer.

Eva e Renata também foram desafetos seus no programa. O que te incomodava no jogo delas?
Vitória Strada - 
Da minha parte, tudo começou quando me disseram que elas olhavam um pouco torto para mim e eu comecei a observar. Na verdade, o que eu observei foi que eu não tinha uma abertura tão grande com elas, quanto elas davam a outras pessoas. Isso eu falei algumas vezes com a Renata e com a Eva também. Inclusive as duas confirmaram que realmente podiam não ter me dado tanta abertura assim. A partir dali, foram coisas pontuadas do jogo. Por exemplo, no início do programa, elas eram distantes de mim e tinha que colocar alguém como “saboneteiro”, então coloquei a Renata. A gente não tem a visão de quem acompanha pelo Globoplay, mas na minha visão de jogo, naquele momento, ela ainda não estava se posicionando tanto para um lado nem para o outro. E a gente acabou levando isso adiante. Mas eu fico feliz que nessa reta final a gente tenha conseguido reescrever a nossa relação ali dentro, porque eu não quero levar mágoa das pessoas. Em nenhum momento a gente se desrespeitou dentro do programa, e isso é importante também. 


Você foi a sete paredões durante a temporada. Alguns indicada por líderes, outros por votos da casa, e este último por não ter vencido a prova do finalista. O que te fez ser alvo tantas vezes, na sua opinião?
Vitória Strada - 
Eu escutava algumas pessoas falando que poderia ser por votar em quem era Camarote, não sei se isso pode ter influenciado ou se as pessoas não foram com a minha cara. A gente fica lá dentro sem ter ideia do que o público está achando e, quando a gente sai, com pouquíssimas horas, continua sem saber de todas as informações ainda, precisando assimilar muita coisa. Eu já encontrei meus pais e dar um abraço neles era a coisa mais importante para mim. Então, ainda não consegui fazer uma análise "pós-jogo" aqui fora.


Das amizades que fez durante a sua participação no "BBB", quais delas deseja manter aqui fora?
Vitória Strada - 
Eu quero muito levar o Diego para a minha vida, o Gui, a Dona Delma, Aline e Vini (Vinícius). O pessoal do quarto Anos 50 que me acolheu, me deu muito carinho. São pessoas incríveis e que eu admiro profundamente.

Que aprendizados você leva do "Big Brother Brasil"? Quem é a Vitória antes e depois de participar do reality?
Vitória Strada - 
Um dos maiores aprendizados é seguir minha intuição e confiar mais em mim. Eu acho que precisava dessas confirmações do quanto que eu sou forte, corajosa e do quanto que eu aprendi a me admirar ali dentro pela minha força. Isso é o que eu vou levar para a minha vida.

Quem é sua aposta para vencer o "BBB 25"?
Vitória Strada - 
Eu gostaria que o Gui (Guilherme) ganhasse, estou torcendo por ele. Acho que ele tem chances e confio nele.

Agora, pós-"BBB", quais são seus próximos sonhos? Ao que pretende se dedicar? Algum projeto que gostaria de fazer?
Vitória Strada - 
Eu quero muito atuar. Não tenho um projeto específico, mas atuar é a minha grande paixão na vida. Eu espero que o "Big Brother" também tenha aberto portas para eu seguir o meu ofício, que é o que eu mais amo. Eu até brincava lá dentro: “Estou disponível para fazer trabalhos” (risos). Atuar é o que eu mais amo e espero poder fazer para o resto da minha vida.

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