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segunda-feira, 15 de junho de 2026

.: Dez motivos para ler a edição especial de dez anos de "Amor & Gelato"


Por
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.

Dez anos depois de conquistar leitores com uma narrativa que mistura perda, desejo e deslocamento, “Amor & Gelato” retorna às livrarias em uma edição especial que aposta no objeto-livro como experiência. Não se trata somente de capa dura, bordas arredondadas ou pintura trilateral - embora tudo isso esteja lá, sedutor. O que chama atenção é a permanência de uma história que continua encontrando leitores, mesmo depois de ter sido adaptada ppela Netflix em 2022.

Publicado originalmente em 2016, o romance de estreia de Jenna Evans Welch atravessou fronteiras com facilidade: entrou na lista do jornal The New York Times, recebeu reconhecimento da Young Adult Library Services Association (YALSA) e se espalhou por cerca de 20 países. No Brasil, ultrapassou a marca de meio milhão de exemplares vendidos - número que ajuda a explicar o relançamento em edição de colecionador pela Intrínseca, agora com conteúdo extra e acabamento caprichado.

A premissa é direta: Lina viaja à Itália para cumprir o último desejo da mãe. O que encontra por lá não cabe no roteiro que imaginava e talvez nem no que gostaria de enfrentar. Um diário, um pai desconhecido, um passado que insiste em reaparecer e uma cidade que parece guardar respostas nas esquinas. A edição especial tem tradução de Helen Pandolfi e Joana Faro, além de um conto exclusivo na perspectiva de um personagem inesperado e carta da autora. Listamos dez motivos para ler - ou revisitar - “Amor & Gelato” com outros olhos. Compre a edição especial de "Amor & Gelato" neste link. 


1. A edição de luxo amplia a experiência de leitura
O conto inédito, narrado por um personagem inesperado, desloca o ponto de vista e reabre a história. A carta da autora acrescenta uma camada pessoal, aproximando o leitor do processo criativo. O objeto livro acompanha essa proposta com acabamento que valoriza o gesto de ler.


2. Começa com uma perda, mas recusa o drama
A morte da mãe da protagonista funciona como ponto de partida, não como muleta emocional. Lina não se entrega a uma dor idealizada: reage com irritação, negação, vontade de fugir. Esse deslocamento evita o sentimentalismo automático e constrói uma protagonista que erra, hesita e cresce aos poucos.


3. A Itália deixa de ser cartão-postal e vira experiência sensorial
Florença e a Toscana aparecem com densidade: ruas, praças, comida, calor, deslocamento linguístico. A autora viveu parte da adolescência na cidade e isso aparece na espontaneidade dos passeios à maneira como os espaços interferem no humor da personagem.


4. O diário da mãe funciona como romance dentro do romance
Ao encontrar os registros da juventude da mãe, Lina passa a ler e a reescrever a própria história. O recurso cria um jogo interessante entre passado e presente, em que cada revelação altera a leitura anterior. Não há estabilidade possível quando a memória entra em cena.


5. A protagonista se basta sozinha
Interesse amoroso da protagonista, Ren surge como figura importante, com carisma suficiente para tensionar o percurso de Lina, mas o livro não se resume a uma história de amor. As relações familiares, os segredos e as escolhas pesam tanto quanto qualquer envolvimento afetivo.


6. Segredos de família ganham camadas e consequências
A narrativa aposta em revelações graduais, sem pressa. Quando os segredos vêm à tona, eles reorganizam vínculos, questionam versões e exigem reposicionamento emocional da protagonista.


7. A paternidade mostrada como algo real
O encontro com o pai da personagem, que motivou a viagem, não resolve nada de imediato. Pelo contrário: cria desconforto, estranhamento e perguntas que podem gerar conversas difíceis e desconfortáveis. A narrativa evita o caminho da reconciliação instantânea e investe em um vínculo que precisa ser construído ou recusado com o tempo.


8. O sucesso não veio por acaso
Figurar entre os mais vendidos e receber reconhecimento institucional ajuda a consolidar o livro, mas o que garante sua permanência é a capacidade de dialogar com leitores jovens e adultos. A narrativa equilibra leveza e conflito sem simplificar demais nenhum dos dois.


9. A adaptação para a Netflix convida à comparação e ao retorno ao texto
O filme, dirigido por Brandon Camp, desloca a ação para Roma e altera aspectos centrais da história. O contraste costuma levar leitores de volta ao livro, seja para reencontrar personagens, seja para recuperar nuances que a adaptação não desenvolve.


10. Um portal para o universo de Jenna Evans Welch
Depois de “Amor & Gelato”, a autora expandiu sua proposta com títulos ambientados em outros cenários - Irlanda, Grécia - mantendo o interesse por deslocamento, pertencimento e descoberta. Este livro funciona como porta de entrada para um projeto literário mais amplo.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

.: MIS SP promove curso “100 Anos de Marilyn Monroe”


Andy Warhol. Marilyn Monroe. 1967

O Museu da Imagem e do Som de São Paulo abre as portas para uma imersão profunda na trajetória da maior lenda de Hollywood. Celebrando o centenário de nascimento da atriz e cantora estadunidense, nascida em 1º de junho de 1926, o curso presencial “100 Anos de Marilyn Monroe” propõe um debate essencial sobre o verdadeiro legado de Marilyn Monroe, subvertendo o rótulo de mero símbolo estético para focar na genialidade técnica da atriz e no impacto cultural que ela consolidou ao longo do século 20. 

Uma das grandes curiosidades que cercam a carreira da estrela, frequentemente debatida por pesquisadores e pela imprensa especializada, é o controle rigoroso que ela tentava exercer sobre a própria narrativa artística, chegando a fundar a sua própria produtora para fugir dos papéis estereotipados que os grandes estúdios tentavam lhe impor. O programa educativo foi estruturado para analisar essa evolução passo a passo. As aulas mergulham na filmografia de Marilyn desde a sua estreia em papéis de destaque, como no musical “Mentira Salvadora” (1948), passando pelo prestigiado clássico policial “O Segredo das Joias” (1950), dirigido por John Huston, até alcançar o crepúsculo de sua carreira no denso “Os Desajustados” (1961), longa roteirizado por seu então marido, o dramaturgo Arthur Miller. 

Além do cinema, as aulas investigam o trabalho dos fotógrafos responsáveis por imortalizar a sua imagem, como Bert Stern e Allan Grant, e a força de sua iconografia na pop art de Andy Warhol e na música pop contemporânea, explicitada no videoclipe “Material Girl”, em que Madonna recria a famosa cena de “Os Homens Preferem as Loiras” (1953). A investigação acadêmica também joga luz sobre a obsessão contemporânea em decifrar a vida privada da artista por meio de produções biográficas. 

O curso analisa criticamente obras recentes e consagradas, como o drama “Sete Dias com Marilyn” (2011), de Simon Curtis, a controversa cinebiografia “Blonde” (2022), de Andrew Dominik, e o documentário "O Mistério de Marilyn Monroe: Gravações Inéditas" (2022), dirigido por Emma Cooper. Os encontros presenciais acontecem nos dias 2, 9, 11 e 16 de junho, sempre às terças e quintas-feiras, das 19h00 às 21h30. O investimento é de R$ 200, e as inscrições podem ser feitas diretamente no site oficial do MIS.

Marilyn Monroe no streaming
A atriz Marilyn Monroe completaria 100 anos no dia 1.° de junho de 2026. Mais de seis décadas depois de sua morte, aos 36 anos, ela continua sendo a figura feminina mais reconhecida da história do cinema. Para celebrar o centenário da atriz, a plataforma Belas Artes À La Carte destaca uma coletânea especial com alguns dos filmes mais importantes da sua carreira: "O Segredo das Joias" (1950), de John Huston; "A Malvada" (1950), de Joseph L. Mankiewicz; "Conflito à Noite" (1952), de Fritz Lang; "Como Agarrar um Milionário" (1953), de Jean Negulesco; "Os Homens Preferem as Loiras" (1953), de Howard Hawks; e "O Pecado Mora ao Lado" (1955), de Billy Wilder. 

É uma boa chance de revisitar uma atriz que, durante muito tempo, acabou reduzida apenas à própria imagem. No fim das contas, Marilyn acabou se tornando tão eterna quanto os diamantes que ostentou em uma de suas performances mais icônicas Antes de virar estrela mundial, ela passou anos tentando conseguir espaço em papéis pequenos e produções em que quase sempre aparecia dentro do mesmo tipo de personagem. Aos poucos, porém, começou a chamar atenção pelo talento para a comédia, pela presença em cena e pelo carisma que tinha diante das câmeras. 

Foi a partir daí que ela passou a trabalhar com alguns dos diretores mais importantes do cinema, como John Huston, Joseph L. Mankiewicz, Fritz Lang, Billy Wilder e Howard Hawks. Com o tempo, vieram personagens mais interessantes e também o reconhecimento da indústria. Em 1960, Marilyn venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Comédia ou Musical por "Quanto Mais Quente Melhor", prêmio que ajudou a reforçar algo que muita gente já via nas telas: ela era uma atriz muito mais versátil do que os estúdios costumavam admitir. Você pode assinar o Belas Artes À La Carte neste link.


Serviço
Curso presencial “100 Anos de Marilyn Monroe” |
R$ 200,00 | 2, 9, 11 e 16 de junho, das 19h00 às 21h30, terças e quintas. Mais informações: https://mis-sp.org.br/evento/100-anos-de-marilyn-monroe/. MIS SP - Avenida Europa, 158 - Jd. Europa - São Paulo. A programação é uma realização do Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo, e MIS, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, ProAC e Promac. O MIS tem patrocínio institucional da Livelo, Vivo, Goldman Sachs, Ituran e Goodstorage e apoio institucional das empresas Delboni, EAÍ?! Marketing, Unisys, Volkswagen Caminhões e Ônibus, Unipar, Campari, Colégio Albert Sabin, PWC, Telium, Kaspersky, Gabriel e Play Audiovisual.





sábado, 30 de maio de 2026

.: Dez motivos para não perder "Curto-circuito" com Luiz Fernando Guimarães

Luiz Fernando Guimarães e Leticia Augustin - Foto: Leo Aversa

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em maio de 2026


O espetáculo "Curto-circuito" que celebra os 50 anos de carreira do ator Luiz Fernando Guimarães por meio da comédia inteligente, leva ao palco do Teatro Renaissance o grande nome do humor brasileiro ao lado da atriz Leticia Augustin numa viagem mental hilária. O resultado são reflexões do cotidiano, desde faz um exame médico a uma prova do Enem. Para tanto, nós do Resenhando.com elencamos dez motivos para não perder a montagem dirigida por Gustavo Barchilon e escrita por Gustavo Pinheiro que fica em cartaz até o dia 31 de maio. Confira!

1. A peça de celebração aos 50 anos de carreira de Luiz Fernando Guimarães, que traz de volta aos palcos, externa reflexões hilárias sobre situações do cotidiano por meio do que se passa literalmente na mente de variados personagens. 

2. A homenagem à trajetória de Luiz Fernando Guimarães no teatro e televisão, leva o público a acompanhar a personificação de partes do cérebro em surto com o estresse moderno.

3. Garantindo boas risadas, a peça convida a pensar sobre as pressões que todos enfrentamos diariamente. Situações que chegam a parecer tão particulares, mas são comuns.

4. Assinada por Gustavo Pinheiro, um dos grandes dramaturgos atuais, a peça é inteligente, provocante e ácida.

5. O espetáculo cheio de ritmo e dinamismo tem direção de Gustavo Barchilon, que equilibra o ritmo de cada piada, assim como das pausas dramáticas.

6. A química perfeita entre o veterano Luiz Fernando e a versátil Leticia Augustin dita o tom da dupla afinada nas mais diversas cenas. 

7. A montagem focada nos perrengues cotidianos vai da tensão de fazer uma ressonância magnética, estando preso e sem poder ser mexer, dentro de uma máquina, liderar um grupo passando turbulência durante um voo, lutar contra a implacável insônia e até fazer a prova do Enem e até zerar. Não há como deixar de se identificar com alguma situação-limite.

8. A produção apresenta personagens inusitados em situações absurdas, como por exemplo, uma amígdala cerebral prestes a pedir demissão.

9. As múltiplas personas assumidas em esquetes rápidas pelo mestre do humor Luiz Fernando Guimarães tecem no palco dinamismo e entrosamento perfeito com Leticia Augustin, tendo ainda participações de vozes como Fernanda Montenegro e Fernanda Torres.

10. Numa localização privilegiada, no sofisticado Teatro Renaissance, em São Paulo, o espetáculo de comédia tem ingressos acessíveis que podem ser adquiridos diretamente pelo site oficial.


Serviço
Espetáculo "Curto Circuito"
Local: Teatro Renaissance - Alameda Santos, 2233 – São Paulo / SP
Temporada até dia 31 de maio
Dias e horários: sábados, às 21h00, e domingos, às 18h30


Leia+

sexta-feira, 29 de maio de 2026

.: 11 motivos para assistir "Flashdance - O Musical" e se emocionar com clássico

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em maio de 2026


Um clássico do cinema dos anos 80 está em cartaz no Teatro Claro Mais, em São Paulo numa adaptação cheia de energia coreográfica e muita música. Eis a superprodução brasileira "Flashdance - O Musical", montagem com coreografias que mesclam jazz e ritmos urbanos com movimentos intensos ao apresentar a história da jovem Alex Owens, uma operária que trabalha como soldadora durante o dia e como dançarina em um bar à noite. 

Enfrentando desafios e preconceitos para realizar o sonho de passar em um teste para um prestigiado conservatório de balé quando esbarra numa paixão confusa com um homem poderoso. Para tanto, nós do Resenhando.com listamos 11 motivos para você não perder o espetáculo da produtora 4ACT Entretenimento, com direção geral e idealização de Ricardo Marques!


1. É uma adaptação inédita e oficial do clássico nos palcos brasileiros, com uma roupagem exclusiva feita pela 4Act Entretenimento.

2. Testemunhar tamanha nostalgia no palco, diante dos olhos, é reviver a atmosfera dos anos 80 com uma trilha sonora que marcou gerações.

3. De trilha sonora inesquecível, o espetáculo conta com os maiores sucessos do filme como, "Maniac" e "I Love Rock 'n Roll". E, claro, apresenta uma sequência de tirar o fôlego do público com o hit vencedor do Oscar "Flashdance... What a Feeling".

4. Coreografias intensas e de encher os olhos do público mesclam jazz, dança de rua e balé. Assinadas por Tutu Morasi, as danças combinam a energia contagiante dos anos 80, exigindo uma performance física impressionante do elenco. 

5. A icônica e sensual sequência do banho de água na cadeira é recriada no palco com forte impacto visual, o que emociona muito o público.

6. O elenco talentoso, estrelado por Marisol Marcondes e Rhener Freitas, soma 24 artistas selecionados entre mais de 600 candidatos.

7. O espetáculo com música ao vivo ganha mais peso tendo a banda com seis músicos no fosso, diferente de produções com trilhas gravadas.

8. A trama de inspiração e superação sobre a jornada de Alex Owens, uma jovem operária que luta para realizar o sonho de se tornar bailarina profissional, tem identidade própria, sendo uma releitura autoral brasileira de 4Act Entretenimento. E o que se vê no palco é incrível!

9. A mágica montagem do clássico, com cenário de estrutura metálica industrial, escadas e iluminação azul intensa, emociona demais a ponto de fazer escorrer lágrimas de ver a história do filme clássico acontecer ao vivo, diante dos olhos do público. 

10. As apresentações acontecem no moderno e confortável Teatro Claro MAIS SP, dentro do Shopping Vila Olímpia, com acessibilidade e ingressos a preços democráticos, com diversos benefícios de meia-entrada e combos promocionais.

11. "Flashdance - O Musical"  está encerrando a temporada de apresentações em 31 de maio, sendo a última semana de chance para conferir a obra.


Serviço
"Flashdance, o Musical"

Temporada: 9 de abril a 31 de maio de 2026
Às quintas e sextas-feiras, às 20h; aos sábados, às 16h30 e às 20h30; e aos domingos, às 15h30 e às 19h30.
Teatro Claro Mais SP - Shopping Vila Olímpia - Olimpíadas, 360, 5º Piso - Vila Olímpia, São Paulo - SP, 04551-000
Ingressos: de R$ 25,00 a R$ 250,00
Vendas on-line em https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/flashdance-15824
Bilheteria: de segunda a sábado, das 10h00 às 22h00; e aos domingos e feriados, das 12h00 às 20h00
*Clientes Claro Clube têm 50% de desconto em até quatro ingressos
Classificação: 18 anos
Duração: 120 minutos
Capacidade: 801 lugares
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida


* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Twitter:@maryellenfsm 



Leia +

segunda-feira, 18 de maio de 2026

.: Lilia Cabral é a rainha roqueira no monólogo “Rita Lee: Balada da Louca”


Esta é a primeira imagem de Lilia Cabral como Rita Lee para o espetáculo “Rita Lee: Balada da Louca”, que estreia dia 22 de maio no Teatro FAAP. Foto: Miro/ divulgação


O espetáculo “Balada da Louca”, idealizado e escrito por Guilherme Samora, estreia em 22 de maio, no Teatro FAAP, em São Paulo. Baseado na segunda autobiografia de Rita Lee, o espetáculo “Rita Lee: Balada da Louca” traz Lilia Cabral recontando, nos palcos, os últimos anos da rainha do rock brasileiro. Rita faleceu em 2023, após um período de tratamento contra o câncer. “Sempre fui fã da Rita, que, para mim, é uma referência em tudo. Quando recebi esse convite, cheguei a perder um pouco o rumo — nunca havia pensado nessa possibilidade. Curiosamente, quando comentei com algumas pessoas, elas se surpreendiam e diziam que era uma junção de mundos maravilhosa”, conta a atriz.

O texto é de Samora, amigo de Rita e editor de seus livros: “A Rita apresentada neste monólogo assume a forma mais humana possível. Ela fala de finitude, de amor e da doença com uma coragem ímpar, sem dramas e, até mesmo, com humor. Só ela conseguiria algo assim. No instante em que tive a ideia, falei com Roberto (de Carvalho), que deu sua bênção da maneira mais generosa e cheia de luz. Então, pensei imediatamente em Lilia. Liguei para ela, que topou na hora. É uma honra ter essa atriz colossal, tão sensível, conosco.”

Beatriz Barros, que dirigiu a aclamada montagem de “O Avesso da Pele”, do coletivo Ocutá, é a diretora. “É muito especial que seja a Rita, e que ela esteja sendo representada em um espaço de intimidade, onde existe uma reflexão filosófica sobre temas tão importantes como a morte, o envelhecimento e a relação com a espiritualidade”, afirma Beatriz. A produção é da Brancalyone. “Como é difícil explicar a complexidade de fazer um espetáculo sobre Rita Lee. E como é fácil entender por que é possível realizá-lo: amor - por tudo o que Rita deixou como legado!”, diz Edinho Rodrigues, diretor de produção. “Esse projeto nos aproxima ainda mais da Rita. É como se pudéssemos sentir sua energia, sentir-nos mais íntimos dela”, afirma Vanessa Campanari, diretora de produção. 

O projeto conta com a Elo como apresentadora exclusiva e é viabilizado pela Lei Rouanet. “Como marca apoiadora incondicional da cultura brasileira, a Elo acredita no poder das histórias que nos formam, nos emocionam e nos conectam enquanto sociedade. Estar presente em uma peça realizada por um time tão espetacular é, para nós, uma forma de celebrar a arte e reconhecer o legado de uma das maiores artistas da nossa história, uma brasileira extraordinária cuja trajetória continua inspirando gerações pela sua coragem, autenticidade e liberdade criativa”, afirma Jade Chemin, gerente executiva de marketing da Elo.

A data de estreia, 22 de maio, é especial: é o dia que Rita escolheu para celebrar seu aniversário - ela nasceu em 31 de dezembro, véspera de Ano-Novo, e queria uma data mais “normal” para comemorar. Escolheu, então, o dia de Santa Rita de Cássia. Por isso, desde 2024, 22 de maio foi instituído pela Câmara Municipal como o Dia de Rita Lee na cidade de São Paulo.


Sinopse de "Rita Lee: Balada da Louca"
Ao ser diagnosticada com câncer de pulmão, em 2021, Rita Lee decidiu escrever uma espécie de diário, que acabou se tornando o segundo volume de sua autobiografia. O livro, intitulado "Rita Lee: Outra Autobiografia", foi lançado em 2023. A obra agora se transforma em "Rita Lee: Balada da Louca", um monólogo corajoso centrado nos últimos e desafiadores anos do grande ícone da MPB, com Lilia Cabral como a rainha roqueira, em um projeto idealizado e escrito por Guilherme Samora. Assim como no texto original, a peça, dirigida por Beatriz Barros, traz as grandes marcas de Rita: a franqueza crua - ora chocante, ora irônica, ora sutil e amorosa.


Ficha técnica
Espetáculo "Rita Lee: Balada da Louca"
Texto: Guilherme Samora
Direção geral: Beatriz Barros
Elenco: Lilia Cabral
Direção Musical: Dani Nega
Figurinista: Walério Araujo
Visagismo: Leo Pacheco
Iluminação: Ana Luzia Molinari de Simoni
Cenografia: Pedro Levorin
Assistência de direção: Sol Menezzes
Design e social media: Malu Francini
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Direção de produção: Edinho Rodrigues e Vanessa Campanari
Realização: Brancalyone Produções e Pipoca Comunicação
Apresentador exclusivo: Elo


Serviço
"Rita Lee: Balada da Louca"
Temporada: 22 de maio a 9 de agosto 
De sexta a domingo. Sextas e sábados às 20h e domingo às 17h.
Duração: 70 minutos
Classificação indicativa: 12 anos
Ingressos geral: R$ 180,00 (inteira) / R$ 90,00 (meia); Ingresso social: R$ 50,00 (inteira) / R$ 25,00 (meia); Cliente cartões Elo + 1  acompanhante: 10% de desconto.

domingo, 19 de abril de 2026

.: Zayn lança o quinto álbum de estúdio, “Konnakol”, com o single “Side Effects”


Cantor fará participações no "The Tonight Show Starring Jimmy Fallon", em 21 de abril, e no "The Drew Barrymore Show", no dia 23 de abril. Foto: Nabil Elderkin. Foto: Nabil Elderkin


O artista multiplatinado, compositor, produtor e filantropo Zayn lança hoje seu aguardado quinto álbum de estúdio, “Konnakol”, pela Mercury Records. A versão física do álbum já está disponível para pré-venda na UMusic Store. “Konnakol” é o projeto mais culturalmente inspirado de Zayn até hoje. Embora ele sempre tenha incorporado em sua música tradições vocais e rítmicas do sul da Ásia, aqui essas influências ganham ainda mais destaque. O álbum, com forte pegada pop, expande o som que os fãs conheceram em seu álbum de estreia recordista, “Mind of Mine”. O disco foi coproduzido por ZAYN ao lado de Malay (Frank Ocean, Lorde), com quem o cantor já havia trabalhado em “Mind of Mine” e “Icarus Falls”. O leopardo-das-neves, um símbolo profundo no sul da Ásia, presente na capa do álbum, representa o quanto sua herança cultural inspirou o projeto.

O álbum de 15 faixas é precedido pelo single principal “Die For Me” e por “Sideways”, uma faixa de pop R&B atmosférico impulsionada pelo falsete característico de Zayn. A faixa de abertura, “Nusrat”, uma homenagem ao músico paquistanês Nusrat Fateh Ali Khan, funciona como o eixo criativo de “Konnakol”, definindo a experimentação vocal e a direção sonora do álbum. O single mais recente, “Side Effects”, aposta em um pop R&B elegante e radiofônico, combinando sintetizadores suaves com seu falsete marcante enquanto explora as complexidades do amor e da devoção. “Fatal” traz uma energia mais voltada para a dança, pensada para apresentações ao vivo, com linhas de baixo vibrantes e um ritmo contagiante, enquanto “Breathe” oferece um momento mais suave e atmosférico. Lista completa de faixas abaixo.

Para promover o lançamento, Zayn fará sua primeira entrevista em um talk show noturno, acompanhada de uma performance no programa “The Tonight Show Starring Jimmy Fallon”, em 21 de abril, seguida por uma participação no “The Drew Barrymore Show”, em 23 de abril. Ele também iniciou a semana de lançamento estampando a capa da ELLE India, destacando a influência cultural global por trás do álbum.

Zayn dará início à sua maior turnê solo até hoje, a “The Konnakol Tour”, em 12 de maio de 2026, em Manchester, no Reino Unido. A turnê passará por grandes cidades ao redor do mundo, incluindo Londres, Los Angeles, Cidade do México, São Paulo e outras, antes de encerrar em 20 de novembro, em Miami, no Kaseya Center. No início deste ano, Zayn concluiu sua primeira residência em Las Vegas, onde apresentou e antecipou músicas inéditas de “Konnakol”. A revista Variety elogiou sua performance: “ele entregou vocais impecáveis, seu falsete característico e uma presença de palco visivelmente mais forte do que em sua última turnê”.

O álbum chega após o aclamado álbum “Room Under the Stairs” (2024), seguido por sua primeira turnê solo pelos Estados Unidos, Reino Unido e México. Recentemente, ele colaborou com Jisoo, do Blackpink, em “Eyes Closed”, que recebeu uma indicação ao iHeartRadio Music Awards 2026 na categoria Colaboração K-Pop Favorita e teve grande impacto global - estreando em #10 na Billboard Global Excl. U.S. (43,9 milhões de streams na primeira semana), #72 na Billboard Hot 100 dos EUA, #21 no Spotify Global e alcançando o topo do iTunes em mais de 40 países.

Lista de faixas de “Konnakol”:
1. Nusrat
2. Betting Folk
3. Used to the Blues
4. Sideways
5. 5th Element
6. Prayers
7. Side Effects
8. Met Tonight
9. Fatal
10. Take Turns
11. Blooming
12. Like I have you
13. Loving The Way I Do
14. Breathe
15. Die For Me

quinta-feira, 9 de abril de 2026

.: “Pai Mãe Irmã Irmão” expõe as fissuras das "sagradas" famílias contemporâneas


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com.

Vencedor do Leão de Ouro no Festival Internacional de Cinema de Veneza, “Pai Mãe Irmã Irmão” estreia na Rede Cineflix e nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, dia 9 de abril. Escrito e dirigido por Jim Jarmusch, o longa-metragem reafirma o estilo do diretor - observacional, econômico e com pitadas de humor seco - ao transformar encontros familiares em territórios de tensão, constrangimento e, por vezes, afeto tardio.

Dividido em três capítulos ambientados nos Estados Unidos, na Irlanda e na França, o filme constrói um tríptico que investiga relações entre pais e filhos adultos marcadas por distanciamentos emocionais. Em cena, um elenco que chama atenção tanto pelo prestígio quanto pela diversidade de registros: Adam Driver e Mayim Bialik vivem irmãos que visitam um pai errático interpretado por Tom Waits; Cate Blanchett e Vicky Krieps encarnam filhas que orbitam uma mãe enigmática vivida por Charlotte Rampling; enquanto Indya Moore e Luka Sabbat protagonizam o segmento mais melancólico, centrado em irmãos que revisitam memórias após a morte dos pais.

A crítica internacional, em veículos como a The New Yorker e o The Guardian, destacou o caráter quase experimental da obra, que repete elementos narrativos entre os episódios para criar paralelos entre diferentes configurações familiares. A estrutura, embora simples na superfície, opera como um estudo de variações: os mesmos gestos, pausas e objetos reaparecem, revelando o que muda e o que fica nas relações afetivas. Em vez de grandes conflitos, Jarmusch aposta naquilo que escapa às palavras, transformando o banal em matéria dramática.

Há também uma dimensão curiosa no projeto: após a recepção dividida de “Os Mortos Não Morrem” (2019), o diretor retorna a um cinema mais íntimo e menos satírico, quase como um gesto de retração criativa. Ainda assim, o filme preserva uma das marcas mais reconhecíveis dele, que é a capacidade de reunir grandes nomes em performances contidas, em que o gesto mínimo substitui o excesso. A crítica agregada em plataformas como Rotten Tomatoes indica aprovação majoritária, com elogios ao elenco e à delicadeza do olhar, ainda que parte do público aponte o ritmo contemplativo como um obstáculo.

Distribuído no Brasil pela MUBI em parceria com a Imovision, “Pai Mãe Irmã Irmão” chega em circuito selecionado, mirando um público disposto a desacelerar. Ao final, pais seguem sendo enigmas, filhos acumulam ruídos, e a família permanece como um território onde o amor raramente se organiza de forma simples.


Ficha técnica
“Pai Mãe Irmã Irmão” | “Father Mother Sister Brother” (título original)| 
Gênero: comédia dramática
Duração: 110 minutos
Classificação indicativa: 14 anos
Ano de produção: 2025
Idiomas: inglês e francês
Direção: Jim Jarmusch
Roteiro: Jim Jarmusch
Elenco: Tom Waits, Adam Driver, Mayim Bialik, Cate Blanchett, Charlotte Rampling, Vicky Krieps, Indya Moore, Luka Sabbat, Sarah Greene, Françoise Lebrun
Distribuição no Brasil: MUBI / Imovision
Cenas pós-créditos: não.

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As principais estreias da semana podem ser assistidas na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.

Pai Mãe Irmã Irmão" no Cineflix Miramar | Santos
De 9 a 15 de abril | Sessões legendadas | Sala 1 | 21h00.
De 9 a 15 de abril | Sessões legendadas | Sala 3 | 18h00.
No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos / São Paulo.
Ingressos neste link

quinta-feira, 12 de março de 2026

.: Musical “Prazer, Zezé!” estreia no Sesc 14 Bis e revisita trajetória de Zezé Motta


O musical entra em cartaz dia 20 de março e percorre seis décadas da carreira de Zezé Motta, da juventude ao protagonismo histórico no cinema, na televisão, na música, no teatro e no ativismo cultural. Na imagem, Larissa Noel como Zezé Motta. Foto: Priscila Prade / Divulgação


Zezé Motta é uma referência central da cultura brasileira contemporânea. Mais do que atriz e cantora, é uma artista que ajudou a abrir caminhos e a ampliar possibilidades de existência para mulheres negras nas artes do país. Sua trajetória foi construída em diálogo permanente com seu tempo, enfrentando limites impostos pelo mercado e pelo imaginário social; transformando presença em linguagem; voz em afirmação e corpo em cena. Essa história ganha forma em “Prazer, Zezé! O Musical”, uma produção da Gávea Filmes que estreia em 20 de março no Teatro Raul Cortez, Sesc 14 Bis, em São Paulo, e fica em cartaz de quinta a domingo, até o dia 21 de abril de 2026.

E ninguém melhor para falar sobre o musical do que a homenageada Zezé Motta: “Olhar para trás e me ver ali, no palco, com a minha própria história sendo contada, é uma emoção difícil de explicar. Estou com 81 anos, viva, lúcida, trabalhando, podendo assistir à minha trajetória ganhar voz, corpo e cena… é um presente. Eu venho de um tempo em que nada foi fácil, cada passo que eu dei foi uma conquista, resistência, amor pela arte. Então me sentar na plateia e perceber que aquela menina cheia de sonhos atravessou décadas e continua aqui, pulsando, é uma sensação de vitória e gratidão profunda. É como se a vida estivesse me aplaudindo de volta.”

“O ponto de partida foi pensar que a trajetória da Zezé não cabe em um retrato confortável. A história dela é a de uma artista que precisou disputar cada espaço em um país que sempre naturalizou a exclusão de corpos negros dos lugares de protagonismo. O musical nasce deste embate entre desejo, talento e estruturas que tentam limitar quem pode ocupar o centro da cena”, afirma a diretora artística Débora Dubois.

A montagem percorre seis décadas de atuação pública e criação artística. Da juventude em Campos dos Goytacazes, no interior do Rio de Janeiro, à formação no Teatro Escola Tablado. Do impacto de “Roda Viva”, sob direção de Zé Celso, à projeção nacional com “Xica da Silva”, no cinema de Cacá Diegues. Da consagração popular como cantora e atriz à construção de uma identidade que nunca se moldou ao olhar alheio. Não se trata de uma narrativa linear. O texto articula episódios, embates, conquistas, quedas e retomadas, compondo o retrato de uma mulher que precisou abrir espaço onde não havia lugar garantido.

O elenco reúne 11 intérpretes, acompanhados por uma banda de oito músicos, integrando música e teatro ao vivo. Em cena, Larissa Noel interpreta Zezé Motta em diferentes fases da vida. "Desde que comecei o processo de estudo ouço palavras como: ousadia, potência, entidade, força, carisma, alegria, leveza  para definir Zezé em cena e fora dela. Os relatos são sempre muito intensos, calorosos e afetuosos, quando se fala dela e das relações que as pessoas tiveram com ela. Então, conseguir imprimir tamanha grandeza, é um desafio. Mas um desafio muito delicioso, justamente pela fluidez e alegria que ela transmite. Estar em cena representando a Zezé me estimula, faz ter vontade de viver cada vez mais fazendo arte”, afirma Larissa.

E a história de Zezé é recheada de encontros marcantes e significativos. Desde o seu namoro e amizade com Antônio Pitanga, vivido na peça por Hipólyto que também interpreta Luiz Melodia. “Estar fazendo esses dois personagens é uma honra. Dois artistas negros com muita personalidade. Foram duas pessoas muito importantes na vida da Zezé”, avalia Hipólito. Sua parceria com os diretores Augusto Boal, que a levou para Nova York, onde a artista assumiu seu cabelo afro, e com Zé Celso, vividos ambos por Adriano Tunes, também estão em cena. "Eles foram os 'olhos' que enxergaram o potencial da Zezé antes mesmo dela se dar conta da própria magnitude. Eles a ajudaram a transformar talento bruto em manifesto vivo. Interpretar Augusto Boal e Zé Celso no mesmo espetáculo é um exercício de esquizofrenia criativa deliciosa. São os dois pilares do nosso teatro: de um lado, a estrutura e a consciência social do Boal; do outro, a liberdade dionisíaca e a catarse do Zé”, conceitua Adriano.

Outras duas personalidades, só que dessa vez femininas, também muito marcante na vida da artista foram Marieta Severo e Marília Pera. Sua amizade com Mariela Severo,  interpretada no musical por Luciana Ramanzini, vem do tempo em que moravam no mesmo prédio onde o tio de Zezé era porteiro e depois o reencontro das duas na peça “Roda Viva”. “Marieta e Zezé trazem em sua amizade, uma memória afetiva que vem marcada da infância. Ambas representam trajetórias de afirmação feminina no teatro e na televisão brasileira”, diz Luciana.

Já Marília foi responsável pelo nome artístico de Zezé e  abriu várias portas para ela. "Marília foi muito amiga de Zezé e vejo que foi grande incentivadora da carreira dela. Viveram uma amizade bastante longa e sincera. E isso aparece no espetáculo”, diz Luciana Carnieli, que interpreta a atriz no espetáculo.

Toda essa história é costurada pela trilha sonora que inclui canções associadas à trajetória da protagonista e ao período histórico retratado, como “Senhora Liberdade”, “Tigresa” e “Muito Prazer, Zezé”. A direção musical é de Cláudia Elizeu, responsável por dar nova roupagem á sucessos icônicos. "O desafio foi equilibrar respeito à memória que o público já traz dessas canções com a necessidade de ressignificá-las dentro da cena.  Trabalhamos timbres, respirações, silêncios e dinâmicas para que cada canção surgisse como extensão do gesto e da palavra, revelando novos sentidos sem perder sua essência”, analisa Claudia.

A direção de arte de Billy Castilho estabelece a conexão entre a linguagem teatral e as novas tecnologias, criando um backstage onde se conta a carreira e a vida  da artista Zezé Motta desde o DNA e sua africanidade  até os dias atuais onde Zezé Motta conquistou o espaço nas novas linguagens tecnológicas e continua à frente do seu tempo como a minha artista  brasileira mais completa. "Meu desafio para criar a direção de arte e a cenografia teve a parceria  criativa com a diretora Débora Dubois que foi fundamental  junto ao texto perfeito e amoroso do autor Toni Brandão. Chegamos na linguagem criativa sobre os 'bastidores' da vida da artista Zezé Motta. A partir daí condensei toda a linguagem em um backstage teatral, onde tudo está em cena, pensando em uma paleta de cores preto e ferrugem que envolve o teatro com ferro e tecnologia, o expectador vai ter sensação de estar dentro da coxia teatral , dialogando com a movimentação dos atores, trocas de perucas e figurinos sugerido pela direção”, explica Billy.

O figurino de Lena Santana, o desenho de luz de Wagner Pinto e a coreografia de Tainara Cerqueira e Priscila Borges reforçam a narrativa significativa da vida de Zezé. Uma mulher negra, com uma trajetória de superação e sucesso, que também representa a história da dança negra brasileira. "Zezé com seu corpo e sua expressão artística, conta a história da arte negra no Brasil, e a dança faz parte desse contexto. Ao coreografar, pensei em respeitar essa história, valorizar o elenco que tenho e, sobretudo, exaltar Zezé Motta, homenageando sua linhagem ancestral. Gosto muito da cena de Oxum, porque é nela que ela revela ao público toda a base que a sustentou até aqui”, diz Tainara.

Com idealização e dramaturgia de Toni Brandão, direção artística de Débora Dubois e produção artística de Bianca de Felippes, “Prazer, Zezé! O Musical” afasta-se da lógica da celebração protocolar. O espetáculo propõe um olhar crítico sobre a trajetória de uma mulher negra que construiu relevância artística em um campo cultural atravessado por desigualdades estruturais. Poder, racismo, desejo, contradição e permanência estruturam a encenação.

“São 60 anos de uma estrutura que nunca parou. A vida de Zezé daria um espetáculo de 18 horas. Hoje, uma mulher de quase 82 anos, com quase 1 milhão de seguidores, que aos 75 posou nua e é uma excelente influenciadora digital. O que mais me surpreende na trajetória dela é o poder de transformação, ela sempre foi capaz de seguir adiante, com pouca reclamação, sem submissão. Zezé acha o lugar de ser quem ela é sem mudar, transformando o mundo ao seu redor para ela ser que ela quer ser”, define Toni.

“Prazer, Zezé! O Musical”, produção da Gávea Filmes, é realizado pelo Ministério da Cultura e Sesc São Paulo, com patrocínio do Bradesco Seguros, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.


Ficha técnica
“Prazer, Zezé! O Musical”
Idealização e dramaturgia: Toni Brandão
Direção artística: Débora Dubois
Direção musical: Cláudia Elizeu
Direção de arte: Billy Castilho
Figurinos: Lena Santana
Desenho de Luz: Wagner Pinto
Coreografia / Assistente de direção: Tainara Cerqueira e Priscila Borges
Produção de elenco: Giselle Lima
Produção artística: Bianca De Felippes
Produção: Gávea Filmes
Apresentado por: Bradesco Seguros
Realização: Sesc São Paulo e Ministério da Cultura
Elenco: Larissa Noel como Zezé Motta, Anastácia Lia, Arthur Berges, Adriano Tunes, Fernando Rubro, Luciana Ramanzini, Luciana Carnieli, Hipólyto, Maria Antônia Ibraim, Moara Sacchi, William Sancar
Banda: Dan Motta - Maestro/Teclado, Ana Maga - Percussão 1, César Roversi - Sax, Flauta e Clarinete, Gabi Gonzalez - Guitarra, Juliana Silva - Trompete, Karol Preta - Bateria, Priscila Borges - Percussão 2, Rafael Gomes - Contrabaixo

Serviço
“Prazer, Zezé! O Musical”
Sesc 14 Bis – Teatro Raul Cortez
Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 2º andar – Bela Vista, São Paulo
Próximo ao Metrô Trianon-Masp (Linha 2 - Verde)
Telefone: (11) 3016-7700
Temporada
De 20 de março a 21 de abril de 2026
Horários: quintas, às 15h00 e 20h00, sextas e sábados, às 20h00, domingos e feriados, às 18h00
Dia 1° de abril, quarta 20h00
Dia 21 de abril, terça 20h00
Não haverá sessão dia 3 de abril
Sessões com tradução em Libras: 9 a 12 de abril, quinta-feira, às 15h00 e 20h00, sexta e sábado, às 20h00, domingo, às 18h00. Sessões com audiodescrição: 11 de abril, às 20h00; 12 de abril, às 18h00
Classificação 12 anos
Ingressos: R$ 70,00 (inteira); R$ 35,00 (meia-entrada) e R$ 21,00 (credencial plena)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

.: Peça “A Manhã Seguinte” transforma encontros improváveis em comédia


Sucesso em mais de 10 países, peça do autor britânico Peter Quilter ganha montagem inédita no Brasil, com direção de Thereza Falcão e Bel Kutner, e faz temporada no Teatro VillaLobos; 
Foto: João Pedro Hachiya

E se o amor começasse depois do primeiro “bom dia”? Sucesso em mais de 10 países, “A Manhã Seguinte” ganha montagem inédita no Brasil e, após estreia aclamada no Rio de Janeiro e sessões lotadas em BH, Curitiba, João Pessoa e Brasília, chega a São Paulo para temporada no Teatro VillaLobos, no Shopping Villa Lobos, de 9 de janeiro a 1° de março, com sessões sextas e sábados, às 20h00, e domingos, às 18h00. Do aclamado dramaturgo inglês Peter Quilter, “A Manhã Seguinte” é uma comédia leve, inteligente e cheia de reviravoltas sobre encontros inesperados, famílias nada convencionais e o desafio de lidar com sentimentos quando ninguém diz exatamente o que está sentindo. O elenco conta com Carol Castro, Bruno Fagundes, Gustavo Mendes e Angela Rebello. A direção é de Thereza Falcão e Bel Kutner.

A história apresenta um quarteto irresistível: um rapaz tímido, uma jovem decidida, uma mãe sem papas na língua e um irmão com humor afiado e zero limites. Juntos, eles transformam qualquer manhã em um verdadeiro espetáculo. "Dirigir 'A Manhã Seguinte' é explorar com delicadeza e humor o desconforto do inesperado. A peça fala sobre encontros reais - e sobretudo o que não se diz", explica a diretora Thereza Falcão.

Na trama, Kátia (Carol Castro) e Tomás (Bruno Fagundes) se conhecem por acaso e, na manhã seguinte, acordam no mesmo quarto... cercados de incertezas. A situação já seria embaraçosa o suficiente, mas tudo ganha novos contornos com a chegada inesperada da mãe de Kátia (Angela Rebello), que não mede palavras, cheia de opiniões e sem qualquer filtro. E, para completar, Márcio (Gustavo Mendes), o irmão de Kátia, aparece com seu jeito inesperado, especialista em roubar a cena e bagunçar ainda mais o que já estava fora do controle. É uma história sobre afetos, tropeços e a beleza do improviso. Porque, às vezes, a vida só começa mesmo... na manhã seguinte.

"O mais bonito dessa comédia é que ela nos faz rir daquilo que somos: vulneráveis, contraditórios e humanos. É um teatro de afeto, leveza e verdade", comenta a diretora Bel Kutner. O projeto terá ainda uma temporada em São Paulo e uma turnê nacional, que passará por diferentes regiões do país. O espetáculo é apresentado pelo Ministério da Cultura e Caixa Residencial, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet. 

"Projetos como 'A Manhã Seguinte', que contam com itinerância por diferentes estados do país, são fundamentais para fortalecer o acesso à cultura e promover a diversidade artística em todo o Brasil", reforça o ceo da Caixa Residencial, Rodrigo Valença.


Ficha técnica
Espetáculo "A Manhã Seguinte"
Texto: Peter Quilter
Adaptação do texto: Thereza Falcão
Direção: Thereza Falcão e Bel Kutner
Elenco: Carol Castro, Bruno Fagundes, Gustavo Mendes e Angela Rebello
Cenário: Nello Marrese
Figurino: Mauro Leite
Produção de Elenco: Felipe Ventura
Assessoria de Imprensa: Carlos Pinho
Apoios: Marcela Rosário
Marketing e comercial: Mauricio Tavares
Produção geral, financeiro e administração: Sérgio Lopes
Direção de produção: Filomena Mancuzo
Produção executiva: Álvaro Antônio

Serviço
Espetáculo "A Manhã Seguinte"
Temporada: de 09 de janeiro a 01 de março de 2026   
Sessões: sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 18h
Local: Teatro VillaLobos – Shopping Villa Lobos – Av. Dra. Ruth Cardoso, 4777 - Jardim Universidade Pinheiros, São Paulo - SP
Classificação etária: 12 anos
Duração: 80 minutos
Gênero: comédia
Ingressos: de R$ 21 a R$ 150

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

.: “Matilde”, comédia dedicada a Paulo Gustavo, estreia no CCBB São Paulo


Malu Valle e Ivan Mendes estão fazendo história com “Matilde”, em turnê pelo Centro Cultural Banco do Brasil. O espetáculo esgotou em todas as apresentações da turnê. Foto: Daniel Chiacos

Os atores Malu Valle e Ivan Mendes estão fazendo história com “Matilde”, em turnê pelo Centro Cultural Banco do Brasil. O espetáculo esgotou em todas as apresentações da turnê. Com texto de Julia Spadaccini e direção de Gilberto Gawronski, a peça estreou no CCBB Rio de Janeiro, e seguiu para os CCBBs de Belo Horizonte, Brasília e Salvador. A próxima - e última parada da turnê - é em São Paulo: o espetáculo fará temporada entre 8 e 25 de janeiro de 2026 no CCBB São Paulo.

Uma história que começou há 20 anos, quando Paulo Gustavo, na época estudante de Artes Cênicas da CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), convidou Malu Valle para dirigir o espetáculo "Infraturas" (2005), um compilado de esquetes cômicas que marcou o início da carreira dele e de seu colega de cena Fábio Porchat, ganha em 2025 um novo e especial desfecho. O projeto que impulsionou a carreira de Paulo, consolidando uma amizade profunda entre ele e Malu, em 2015 ganhou novas proporções com a ideia do espetáculo “Matilde”, quando o ator quis inverter os papeis e convidou Malu para estar em cena, sob sua direção. Agora, a peça celebra os 35 anos de carreira de Malu Valle e é dedicada ao revolucionário Paulo Gustavo. 

"Matilde" apresenta a história de uma mulher de 60 anos (Malu Valle), aposentada, que vê sua rotina pacata em Copacabana ser transformada ao alugar um quarto para Jonas (Ivan Mendes), um ator de 36 anos em busca de sua grande oportunidade. Com humor e sensibilidade, o texto de Julia Spadaccini aborda temas como envelhecimento, solidão, relações intergeracionais e os desafios da sociedade patriarcal. O espetáculo, dirigido por Gilberto Gawronski, investe na comédia para explorar os medos e anseios de Matilde e Jonas, personagens que se provocam, se desafiam e se transformam ao longo da narrativa, em reflexões sobre a discriminação etária e os estigmas sociais impostos às mulheres mais velhas, questionando tabus sobre sexualidade e identidade na terceira idade. 

Um dos maiores artistas do Brasil, Paulo Gustavo, além de lotar os teatros por onde passava, enaltecia o espaço como poderosa arma de reflexão, que admite as contradições culturais e transpõe barreiras irreversíveis. Afinal, a crítica nasce quando a arte espelha a sociedade e faz valer seu poder de comunicação ao incorporar em uma mesma obra a multiplicidade de elementos que enriquecem o debate coletivo. “Matilde” trata de temas de relevância mundial, repensando grandes certezas e questionando estereótipos como um caminho para uma sociedade mais positiva e menos discriminatória. Tudo com muita leveza que tem feito o público sair do teatro com desejo de voltar!

Durante a temporada, algumas sessões contarão com recursos de acessibilidade. No dia 17 de janeiro, haverá tradução em Libras; dia 10 de janeiro, a apresentação contará com audiodescrição. Como parte da programação paralela da temporada, o CCBB SP recebe, no dia 9 de janeiro, às 15h00, a Oficina “A Necessidade de Produzir Arte”, conduzida por Caio Bucker e Ivan Mendes, A oficina tem duração de duas horas e seu objetivo é levar o ensino da arte, incentivar a produção de conteúdos e transformar espectadores em pensadores construtivos do entretenimento. Serão tratados temas como empreendedorismo cultural, etapas de elaboração de projetos, uso das Leis de Incentivo, patrocínios e financiamento coletivo, além de questões ligadas ao marketing e à dramaturgia. As vagas serão preenchidas no dia, com retirada de ingressos com uma hora de antecedência na bilheteria ou no site do CCBB SP. A turnê “Matilde” é apresentada pelo Ministério da Cultura e pelo Banco do Brasil, com realização do Centro Cultural Banco do Brasil e produção da Bucker Produções Artísticas. 


Ficha técnica
Espetáculo "Matilde"

Direção de movimento: Marcia Rubin
Cenário: Nello Marrese
Figurino: Carla Garan
Iluminação: Ana Luzia Molinari de Simoni
Direção musical e trilha sonora: Cláudia Elizeu
Design gráfico: Bady Cartier
Visagismo: Marcos Freire
Fotos de divulgação: Daniel Chiacos
Camareira: Giulia Gomes
Cenotécnico: André Salles
Assistente de cenografia: Avner Proba
Adereços da maquete: Márcia Marques
Montagem de cenário: Leandro Brander
Montagem de luz: Thayssa Carvalho
Direção de produção: Caio Bucker
Coordenação do projeto: Renato Rangel
Produção executiva SP: Gerardo Franco
Produtor associado: Fábio Gonçalves
Assistência de produção: Aline Monteiro
Assistência de direção: Valeria Campos
Pesquisa dramatúrgica: Márcia Brasil
Operação de som: Aline Monteiro
Operação de luz: Paty Emiko
Coordenação de mídia: Rodrigo Medeiros | R+ Marketing
Criação de conteúdo audiovisual: Gustavo Trindade
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Assessoria j: Renan Nazário
Contadores: Cissa Freitas e Francisco Junior
Idealização: Malu Valle
Produção: Bucker Produções Artísticas


Serviço
Espetáculo "Matilde"
De 8 a 25 de janeiro de 2026
Horário: quintas e sextas-feiras, às 19h00, e sábados e domingos, às 17h00
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 - Centro Histórico / São Paulo
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 80 minutos
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada), disponíveis no site bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB São Paulo. Os ingressos são liberados na sexta-feira da semana anterior de cada semana às 12h00
Estudantes, maiores de 65 anos e Clientes Ourocard pagam meia entrada
Acessibilidade em Libras na sessão de sábado, dia 17 de janeiro
Audiodescrição na sessão do sábado, dia 10 de janeiro

Oficina “A Necessidade de Produzir Arte”
Data: sexta-feira, 9 de janeiro
Horário: 15h00 às 17h00
Vagas: 30
Ingressos disponíveis 1 hora antes da atividade em bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB SP.


Serviço CCBB SP
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 - Centro Histórico / São Paulo
Aberto todos os dias, das 9h00 às 20h00, exceto às terças
Contato: (11) 4297-0600
Estacionamento: o CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas - necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB).
O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12h00 às 21h00.
Van: ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h00 às 21h00.
Transporte público: o CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista.
Táxi ou aplicativo: desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m).
Entrada acessível CCBB SP: pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e outras pessoas que necessitem da rampa de acesso podem utilizar a porta lateral localizada à esquerda da entrada principal.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

.: “Bluey Ao Vivo - Diversão em Família!” estreia no Teatro Claro Mais SP


Espetáculo estreia dia 9 de janeiro e ficará em cartaz às sextas, sábados e domingos. Foto: Andy Santana

Depois de uma temporada no Rio de Janeiro, o show oficial da série premiada "Bluey" chega a São Paulo no dia 9 de janeiro no Teatro Claro Mais SP. O espetáculo “Bluey Ao Vivo - Diversão em Família!” fica em cartaz às sextas, sábados e domingos até o dia 1° de fevereiro. Aclamada mundialmente, o desenho animado é produzido pela Ludo Studio, vencedor do Emmy®, e distribuída pela BBC Studios. Bluey é uma adorável e incansável cachorrinha da raça Blue Heeler, que vive com sua mãe, seu pai e sua irmãzinha, Bingo. Com energia de sobra, Bluey transforma qualquer brincadeira em jogos imprevisíveis e hilariantes, envolvendo toda a família e o bairro em seu universo cheio de imaginação e diversão.

Agora, essa aventura chega aos palcos com uma adaptação teatral original desenvolvida especialmente para a América Latina. O espetáculo conta com um elenco de 14 atores e bailarinos, músicas da série e os dubladores oficiais brasileiros do desenho. “Bluey Ao Vivo – Diversão em Família!” oferece uma experiência imersiva que transporta o público diretamente para o coração da família Heeler. Na história, Bluey e seus familiares transformam cada cômodo da casa em um palco de brincadeiras e descobertas. Em cada espaço, situações divertidas reforçam a importância da união. Ao longo do espetáculo, os fãs são convidados a refletir sobre os valores da convivência em família, do apoio mútuo e da alegria de brincar. O show oficial brasileiro é resultado de uma parceria BBC Studios, Lotus Global e Turbilhão de Ideias.

Para Gustavo Nunes, diretor da Turbilhão de Ideias, “a realização de Bluey Ao Vivo - Diversão em Família!, em uma parceria inédita com a Lotus Global, a BBC e a Ludo, representa um passo importante para o entretenimento familiar no teatro brasileiro. Essa união de marcas globais com a excelência da produção local traz a magia de uma das séries infantis mais queridas do mundo para os palcos do país. Mais do que diversão, o projeto valoriza a convivência em família e estrear esta produção internacional em São Paulo reforça a vocação da cidade como capital de grandes experiências culturais".

Sobre Bluey™   
Produzida pela Ludo Studio, Bluey é uma série que celebra a imaginação e o brincar, centrada em uma família de cães da raça Blue Heeler. O programa é transmitido pela ABC na Austrália e globalmente por Disney Channel, Disney Jr. e Disney+. No Brasil, a série também é exibida na TV Cultura.   

Serviço
"
Bluey Ao Vivo – Diversão em Família!"
Local: Teatro Claro Mais SP - Rua Olimpíadas, 360, Shopping Vila Olímpia – 5º piso, Vila Olímpia
Temporada: 9 de janeiro a 1 de fevereiro de 2026.
Horário: sexta-feira, às 15h00 / Sábado, às 11h00 e 14h00 / Domingo, às 11h00 e 15h00
Ingresso: R$ 240,00 (Plateia VIP) / R$ 200,00 (Plateia) / R$ 140,00 (Balcão nobre) / R$ 50,00 (Balcão)
Capacidade: 801 lugares
Classificação: 12 anos



segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

.: Benziê se apresenta no teatro do Sesc Bom Retiro em única apresentação


No repertório, ritmos como samba, reggae e o forró, incluindo músicas autorais como "Água Salgada" e "Acendi o Sol", além de releituras de Dominguinhos (1941-2013), Dorival Caymmi (1914-2008), Clara Nunes (1942-1983), Lulu Santos e Gilberto Gil. Foto: Julia Pavin

O duo Benziê, se apresenta no teatro do Sesc Bom Retiro, na sexta-feira, dia 9 de janeiro, às 20h00, e traz para o palco o show “Benziê de Verão - Luau Alma Salgada”. No repertório, ritmos como samba, reggae e o forró, incluindo músicas autorais como "Água Salgada" e "Acendi o Sol", além de releituras de Dominguinhos (1941-2013), Dorival Caymmi (1914-2008), Clara Nunes (1942-1983), Lulu Santos e Gilberto Gil.

Formado em 2016 pelo casal Vic Conegero e Du Pessoa, a duo surgiu durante uma viagem à Colômbia, e se transformou em um projeto musical, que hoje conta com cerca de 536,1 mil ouvintes no Spotify, e mais de 200 mil seguidores nas redes sociais (tik tok e instagram). Nos destaques da carreira, está a estreia no palco Budweiser do Lollapalooza 2024, com o show Água Salgada (álbum lançado em 2022).


Serviço
Show Benziê de Verão – Luau Alma Salgada
Apresentação: sexta-feira, dia 9 de janeiro, às 20h00
Local: Teatro (291 lugares) – 10 anos.
Ingressos: R$ 18,00 (Credencial Plena), R$ 30,00 (meia-entrada) e R$ 60,00 (inteira).
Venda de ingressos disponíveis pelo APP Credencial Sesc, no site sescsp.org.br, ou nas bilheterias.

Estacionamento do Sesc Bom Retiro (Vagas Limitadas)
O estacionamento do Sesc oferece espaço para pessoas com necessidades especiais e bicicletário. A capacidade do estacionamento é limitada. Os valores são cobrados igualmente para carros e motos. Entrada: Alameda Cleveland, 529.
Valores: R$8 a primeira hora e R$3 por hora adicional (Credencial Plena). R$17 a primeira hora e R$4 por hora adicional (Outros). Valores para o público de espetáculos: R$ 11 (Credencial Plena). R$ 21 (Outros).
Horários: Terça a sexta: 9h às 20h. Sábado: 10h às 20h. Domingo: 10h às 18h.
Em dias de evento à noite no teatro, o estacionamento funciona até o término da apresentação.

Transporte gratuito
O Sesc Bom Retiro oferece transporte gratuito circular partindo da Estação da Luz. O embarque e desembarque ocorre na saída CPTM/José Paulino/Praça da Luz.

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

.: Exposição "Antípodas: tão Distantes, Tão Próximos" é destaque em em SP


Em cartaz a partir de 9 de outubro no Sesc Vila Mariana, a mostra busca conectar Japão e Brasil por meio da intersecção entre arte, tecnologia, ciência e sociedade. Jun Fujiki, P055E5510N (Possessão), 2011. ©Jun Fujiki


Para celebrar os 130 anos do Tratado de Amizade Brasil-Japão, o Sesc São Paulo, em parceria com a Fundação Japão, apresenta a exposição Antípodas – tão distantes, tão próximos. Com curadoria de Tomoe Moriyama, a mostra destaca a produção de jovens artistas japoneses, que integraram duas exposições exibidas no Museu de Arte Contemporânea de Tóquio: Cherish, your imagination (2020) e Mot Annual 2023 – Synergies, Between Creation and Generation (2023).

 O termo “antípodas” designa lugares e pessoas situados em lados opostos da Terra, mas também sugere encontros e conexões possíveis, mesmo a longas distâncias, em que afastamento e proximidade revelam o que há de comum entre culturas aparentemente distantes: Brasil e Japão, São Paulo e Tóquio. Nesta oportunidade, o público é convidado a experimentar trânsitos culturais que estimulam a percepção do outro e de si, nos diversos ambientes do Sesc Vila Mariana. Cada espaço cumpre uma função específica, compondo uma narrativa fragmentada e complementar, com obras multimídia colaborativas e experienciais, que valorizam tecnologias diversas e novos enfoques por meio do diálogo entre arte, ciência, sociedade e memória, estimulando novas perspectivas e uma imaginação criativa orientada para o futuro.

Para oferecer uma vivência livre e interativa, a visitação é autoguiada e tem como estratégia de mediação, a distribuição de cartões postais interativos, estimulando o público a coletar carimbos em totens encontrados a partir do deslocamento e da descoberta. Além disso, um passaporte, que também pode ser carimbado ao longo do trajeto, aprofunda a experiência iniciada com postais entregues no início da visita.

"Antípodas: tão Distantes, Tão Próximos" busca ampliar perspectivas sobre fenômenos e tópicos universais, reforçando os laços históricos e culturais que unem os dois países ao longo das décadas, e que consolidou um intercâmbio cultural robusto, que se reflete na gastronomia, na música, nas artes visuais e nas tradições preservadas por gerações, reafirmando a vitalidade desse vínculo histórico.


Percurso sugerido
O percurso expositivo tem início no Piso Térreo da Torre A, nas Salas Imersivas, concebidas como um convite à experimentação sensorial e tecnológica. Este núcleo evidencia a diversidade de abordagens da cena contemporânea japonesa, articulando arte, ciência e tradição. Entre as obras apresentadas, destaca-se "Zombie Zoo Collection" (2021), de Zombie Zoo Keeper, que tensiona universos lúdicos e distópicos, explorando imaginários digitais. A dupla Kohei Ishida + Yuji Hatada, em Metaverse Windowscape, propõe uma experiência que amplia noções de espaço e percepção, evocando o ambiente virtual como nova paisagem. O jovem artista Yoichi Ochiai, com Instalações sobre Inteligência Artificial e Tradição Japonesa (2022–2023), promove um diálogo entre inovação tecnológica e herança cultural, refletindo sobre as continuidades entre passado e futuro.

A dimensão experimental da mostra se revela em Jizai Arms (2023), de Masahiko Inami + Shunji Yamanaka, que explora a expansão da corporeidade por meio de dispositivos robóticos. O coletivo Optical Illusion Block, com "A City Composed of Optical Illusion" (2022), sugere uma cidade em metamorfose constante, construída por ilusões ópticas que desafiam a percepção. Por fim, a sala dedicada a Akinori Goto apresenta "Crossing #03" e "Numbers #01" (2018–2022), obras que transformam tempo e movimento em esculturas de luz, instaurando uma poética entre o efêmero e o matemático.

Ainda neste andar, a sala Hero Heroine, do jovem Grinder-Man e a obra "Stray Robot Sentai Crengers" (2022–2023), criada pelo trio So Kanno, Akihiro Kato e Takemi Watanuki, aborda, de maneira lúdica, o papel das novas tecnologias na sociedade contemporânea.

A Central de Atendimento (Piso Superior da Torre A) abriga "P055E5510N" ("Possessão", 2019–2021), de Jun Fujiki, obra que questiona as noções de identidade, ao gerar um avatar do visitante, capaz de assumir outros corpos. No Espaço de Leitura (1º andar), estão obras contemplativas e interativas, incluindo Heartbeat Picnic (2011), criação coletiva de Junji Watanabe, Yui Kawaguchi, Kyosuke Sakakura e Hideyukis Ando, que convida o público a reconectar-se consigo mesmo por meio da tecnologia. Nesse mesmo espaço, a artista Arai Minami recria, com arames, a caligrafia japonesa, estabelecendo uma intersecção entre arte e palavra.

No Mezanino (2º piso), a instalação Kotobatabi, um aplicativo de realidade aumentada (AR) reconhece a fala dos participantes e transforma suas palavras em “nuvens” flutuantes no espaço expositivo, que podem ser vistas e compartilhadas por outras pessoas que visitam o local, criando encontros inesperados. Nesta edição, mensagens gravadas por pessoas em Tóquio são exibidas no átrio da Sala de Leitura conectando Brasil e Japão por meio da linguagem e da imaginação. A obra convida o público a refletir sobre as relações entre os dois países e suas cidades.

Já no Espaço de Tecnologia e Artes (3º piso), arte e inovação se encontram: aqui, reaparecem as obras Optical Illusion e Noramoji Project Archive. Por fim, no Solário (cobertura da Torre B), espaço externo de contemplação, encontra-se a obra de Zombie Zoo Keeper, em diálogo com criações realizadas pelas crianças participantes do programa Curumim do Sesc Vila Mariana.


Relação de obras e artistas que compõem a exposição Antípodas
Minami Arai, Hideyuki Ando, Kohei Ishida + Yuji Hatada, Yoichi Ochiai, Hajime Kanno + Akihiro Kato + Takemi Watanuki, GRINDER-MAN, Akinori Goto, Optical Illusion Block Project, Heartbeat Picnic ( Junji Watanabe, Yui Kawaguchi, Kyosuke Sakakura, Hideyuki Ando ), Zombie Zoo Keeper , Noramoji Discovery Project (Rintaro Shimohama / Nariki Nishimura / Shinya Wakaoka) , Panasonic Corporation Design Headquarters FUTURE LIFE FACTORY , Jun Fujiki, Naoko Yamamura + Daisuke Uryu + Mitsuru Muramatsu + Yusuke Kamiyama + Makoto Sakamoto + Shunji Yamanaka + Masahiko Inami (em ordem alfabética).


Sobre a curadora
Tomoe Moriyama (Curadora do Museu de Arte Contemporânea de Tóquio)
Desde 1989, Tomoe está envolvida na fundação do Museu de Arte Fotográfica de Tóquio e do Centro de Artes Visuais como curadora. Enquanto lecionava na Escola de Pós-Graduação da Universidade de Tóquio, na Universidade de Waseda, na Universidade Bauhaus e em outras instituições, ela organizou aproximadamente 50 exposições de arte midiática no Japão e no exterior. Desde 2007, é curadora do Museu de Arte Contemporânea de Tóquio. Através de suas atividades como membro do Comitê Especial do Conselho de Assuntos Culturais, conduziu pesquisas e práticas sobre o estabelecimento e desenvolvimento de instalações culturais públicas como centros de arte midiática, colaborações entre tecnologia e arte e apoio a exposições. Suas principais exposições incluem “Expressão da Imaginação”, “O Universo dos Storyboards”, “Ultra [Meta]Visual”, “O Sentido Tátil da Literatura”, “Kohei Nawa - Síntese”, “Tokujin Yoshioka - Cristalizar” e “Missão [Espaço x Arte]”, além de participar de festivais de arte midiática no exterior e da Exposição “CODE” do Festival de Artes Midiáticas do Japão da Agência de Assuntos Culturais em Aichi. Suas principais obras incluem “Museu da Experiência Visual” e “Meta-Visual (Edição Francesa)” (coautor e supervisor). Na EXPO 2025 Osaka-Kansai Expo, atuou como produtora da exposição “Momento entrelaçado - [Quântico, mar, espaço] x Arte”, que permitiu aos visitantes experimentarem o mundo do “quântico, mar e espaço” através da arte e da ciência.

Serviço
"Antípodas: tão Distantes, Tão Próximos"
De 9 de outubro de 2025 a 25 de janeiro de 2026
Terça a sexta, das 10h00 às 20h00. Sábados, domingos e feriados, das 10h00 às 18h00

Sesc Vila Mariana
Rua Pelotas, 141, Vila Mariana, São Paulo, SP (Metrô Ana Rosa)

Estacionamento: 125 vagas - R$ 8,00 a primeira hora + R$ 3,00 a hora adicional (Credencial Plena: trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). R$ 17 a primeira hora + R$ 4,00 a hora adicional (outros). Paraciclo: 16 vagas - gratuito (obs.: é necessário a utilização de travas de seguranças). Informações: 5080-3000

Encontro Antípodas com a curadora Tomoe Moriyama e artistas da exposição
9 de outubro, quarta-feira, às 19h00. Auditório. 100 vagas.
Retirada de ingressos a partir de 1° de outubro, às 17h00, no app Credencial Sesc SP

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