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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

.: Peça “A Manhã Seguinte” transforma encontros improváveis em comédia


Sucesso em mais de 10 países, peça do autor britânico Peter Quilter ganha montagem inédita no Brasil, com direção de Thereza Falcão e Bel Kutner, e faz temporada no Teatro VillaLobos; 
Foto: João Pedro Hachiya

E se o amor começasse depois do primeiro “bom dia”? Sucesso em mais de 10 países, “A Manhã Seguinte” ganha montagem inédita no Brasil e, após estreia aclamada no Rio de Janeiro e sessões lotadas em BH, Curitiba, João Pessoa e Brasília, chega a São Paulo para temporada no Teatro VillaLobos, no Shopping Villa Lobos, de 9 de janeiro a 1° de março, com sessões sextas e sábados, às 20h00, e domingos, às 18h00. Do aclamado dramaturgo inglês Peter Quilter, “A Manhã Seguinte” é uma comédia leve, inteligente e cheia de reviravoltas sobre encontros inesperados, famílias nada convencionais e o desafio de lidar com sentimentos quando ninguém diz exatamente o que está sentindo. O elenco conta com Carol Castro, Bruno Fagundes, Gustavo Mendes e Angela Rebello. A direção é de Thereza Falcão e Bel Kutner.

A história apresenta um quarteto irresistível: um rapaz tímido, uma jovem decidida, uma mãe sem papas na língua e um irmão com humor afiado e zero limites. Juntos, eles transformam qualquer manhã em um verdadeiro espetáculo. "Dirigir 'A Manhã Seguinte' é explorar com delicadeza e humor o desconforto do inesperado. A peça fala sobre encontros reais - e sobretudo o que não se diz", explica a diretora Thereza Falcão.

Na trama, Kátia (Carol Castro) e Tomás (Bruno Fagundes) se conhecem por acaso e, na manhã seguinte, acordam no mesmo quarto... cercados de incertezas. A situação já seria embaraçosa o suficiente, mas tudo ganha novos contornos com a chegada inesperada da mãe de Kátia (Angela Rebello), que não mede palavras, cheia de opiniões e sem qualquer filtro. E, para completar, Márcio (Gustavo Mendes), o irmão de Kátia, aparece com seu jeito inesperado, especialista em roubar a cena e bagunçar ainda mais o que já estava fora do controle. É uma história sobre afetos, tropeços e a beleza do improviso. Porque, às vezes, a vida só começa mesmo... na manhã seguinte.

"O mais bonito dessa comédia é que ela nos faz rir daquilo que somos: vulneráveis, contraditórios e humanos. É um teatro de afeto, leveza e verdade", comenta a diretora Bel Kutner. O projeto terá ainda uma temporada em São Paulo e uma turnê nacional, que passará por diferentes regiões do país. O espetáculo é apresentado pelo Ministério da Cultura e Caixa Residencial, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet. 

"Projetos como 'A Manhã Seguinte', que contam com itinerância por diferentes estados do país, são fundamentais para fortalecer o acesso à cultura e promover a diversidade artística em todo o Brasil", reforça o ceo da Caixa Residencial, Rodrigo Valença.


Ficha técnica
Espetáculo "A Manhã Seguinte"
Texto: Peter Quilter
Adaptação do texto: Thereza Falcão
Direção: Thereza Falcão e Bel Kutner
Elenco: Carol Castro, Bruno Fagundes, Gustavo Mendes e Angela Rebello
Cenário: Nello Marrese
Figurino: Mauro Leite
Produção de Elenco: Felipe Ventura
Assessoria de Imprensa: Carlos Pinho
Apoios: Marcela Rosário
Marketing e comercial: Mauricio Tavares
Produção geral, financeiro e administração: Sérgio Lopes
Direção de produção: Filomena Mancuzo
Produção executiva: Álvaro Antônio

Serviço
Espetáculo "A Manhã Seguinte"
Temporada: de 09 de janeiro a 01 de março de 2026   
Sessões: sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 18h
Local: Teatro VillaLobos – Shopping Villa Lobos – Av. Dra. Ruth Cardoso, 4777 - Jardim Universidade Pinheiros, São Paulo - SP
Classificação etária: 12 anos
Duração: 80 minutos
Gênero: comédia
Ingressos: de R$ 21 a R$ 150

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

.: “Matilde”, comédia dedicada a Paulo Gustavo, estreia no CCBB São Paulo


Malu Valle e Ivan Mendes estão fazendo história com “Matilde”, em turnê pelo Centro Cultural Banco do Brasil. O espetáculo esgotou em todas as apresentações da turnê. Foto: Daniel Chiacos

Os atores Malu Valle e Ivan Mendes estão fazendo história com “Matilde”, em turnê pelo Centro Cultural Banco do Brasil. O espetáculo esgotou em todas as apresentações da turnê. Com texto de Julia Spadaccini e direção de Gilberto Gawronski, a peça estreou no CCBB Rio de Janeiro, e seguiu para os CCBBs de Belo Horizonte, Brasília e Salvador. A próxima - e última parada da turnê - é em São Paulo: o espetáculo fará temporada entre 8 e 25 de janeiro de 2026 no CCBB São Paulo.

Uma história que começou há 20 anos, quando Paulo Gustavo, na época estudante de Artes Cênicas da CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), convidou Malu Valle para dirigir o espetáculo "Infraturas" (2005), um compilado de esquetes cômicas que marcou o início da carreira dele e de seu colega de cena Fábio Porchat, ganha em 2025 um novo e especial desfecho. O projeto que impulsionou a carreira de Paulo, consolidando uma amizade profunda entre ele e Malu, em 2015 ganhou novas proporções com a ideia do espetáculo “Matilde”, quando o ator quis inverter os papeis e convidou Malu para estar em cena, sob sua direção. Agora, a peça celebra os 35 anos de carreira de Malu Valle e é dedicada ao revolucionário Paulo Gustavo. 

"Matilde" apresenta a história de uma mulher de 60 anos (Malu Valle), aposentada, que vê sua rotina pacata em Copacabana ser transformada ao alugar um quarto para Jonas (Ivan Mendes), um ator de 36 anos em busca de sua grande oportunidade. Com humor e sensibilidade, o texto de Julia Spadaccini aborda temas como envelhecimento, solidão, relações intergeracionais e os desafios da sociedade patriarcal. O espetáculo, dirigido por Gilberto Gawronski, investe na comédia para explorar os medos e anseios de Matilde e Jonas, personagens que se provocam, se desafiam e se transformam ao longo da narrativa, em reflexões sobre a discriminação etária e os estigmas sociais impostos às mulheres mais velhas, questionando tabus sobre sexualidade e identidade na terceira idade. 

Um dos maiores artistas do Brasil, Paulo Gustavo, além de lotar os teatros por onde passava, enaltecia o espaço como poderosa arma de reflexão, que admite as contradições culturais e transpõe barreiras irreversíveis. Afinal, a crítica nasce quando a arte espelha a sociedade e faz valer seu poder de comunicação ao incorporar em uma mesma obra a multiplicidade de elementos que enriquecem o debate coletivo. “Matilde” trata de temas de relevância mundial, repensando grandes certezas e questionando estereótipos como um caminho para uma sociedade mais positiva e menos discriminatória. Tudo com muita leveza que tem feito o público sair do teatro com desejo de voltar!

Durante a temporada, algumas sessões contarão com recursos de acessibilidade. No dia 17 de janeiro, haverá tradução em Libras; dia 10 de janeiro, a apresentação contará com audiodescrição. Como parte da programação paralela da temporada, o CCBB SP recebe, no dia 9 de janeiro, às 15h00, a Oficina “A Necessidade de Produzir Arte”, conduzida por Caio Bucker e Ivan Mendes, A oficina tem duração de duas horas e seu objetivo é levar o ensino da arte, incentivar a produção de conteúdos e transformar espectadores em pensadores construtivos do entretenimento. Serão tratados temas como empreendedorismo cultural, etapas de elaboração de projetos, uso das Leis de Incentivo, patrocínios e financiamento coletivo, além de questões ligadas ao marketing e à dramaturgia. As vagas serão preenchidas no dia, com retirada de ingressos com uma hora de antecedência na bilheteria ou no site do CCBB SP. A turnê “Matilde” é apresentada pelo Ministério da Cultura e pelo Banco do Brasil, com realização do Centro Cultural Banco do Brasil e produção da Bucker Produções Artísticas. 


Ficha técnica
Espetáculo "Matilde"

Direção de movimento: Marcia Rubin
Cenário: Nello Marrese
Figurino: Carla Garan
Iluminação: Ana Luzia Molinari de Simoni
Direção musical e trilha sonora: Cláudia Elizeu
Design gráfico: Bady Cartier
Visagismo: Marcos Freire
Fotos de divulgação: Daniel Chiacos
Camareira: Giulia Gomes
Cenotécnico: André Salles
Assistente de cenografia: Avner Proba
Adereços da maquete: Márcia Marques
Montagem de cenário: Leandro Brander
Montagem de luz: Thayssa Carvalho
Direção de produção: Caio Bucker
Coordenação do projeto: Renato Rangel
Produção executiva SP: Gerardo Franco
Produtor associado: Fábio Gonçalves
Assistência de produção: Aline Monteiro
Assistência de direção: Valeria Campos
Pesquisa dramatúrgica: Márcia Brasil
Operação de som: Aline Monteiro
Operação de luz: Paty Emiko
Coordenação de mídia: Rodrigo Medeiros | R+ Marketing
Criação de conteúdo audiovisual: Gustavo Trindade
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Assessoria j: Renan Nazário
Contadores: Cissa Freitas e Francisco Junior
Idealização: Malu Valle
Produção: Bucker Produções Artísticas


Serviço
Espetáculo "Matilde"
De 8 a 25 de janeiro de 2026
Horário: quintas e sextas-feiras, às 19h00, e sábados e domingos, às 17h00
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 - Centro Histórico / São Paulo
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 80 minutos
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada), disponíveis no site bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB São Paulo. Os ingressos são liberados na sexta-feira da semana anterior de cada semana às 12h00
Estudantes, maiores de 65 anos e Clientes Ourocard pagam meia entrada
Acessibilidade em Libras na sessão de sábado, dia 17 de janeiro
Audiodescrição na sessão do sábado, dia 10 de janeiro

Oficina “A Necessidade de Produzir Arte”
Data: sexta-feira, 9 de janeiro
Horário: 15h00 às 17h00
Vagas: 30
Ingressos disponíveis 1 hora antes da atividade em bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB SP.


Serviço CCBB SP
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 - Centro Histórico / São Paulo
Aberto todos os dias, das 9h00 às 20h00, exceto às terças
Contato: (11) 4297-0600
Estacionamento: o CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas - necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB).
O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12h00 às 21h00.
Van: ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h00 às 21h00.
Transporte público: o CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista.
Táxi ou aplicativo: desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m).
Entrada acessível CCBB SP: pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e outras pessoas que necessitem da rampa de acesso podem utilizar a porta lateral localizada à esquerda da entrada principal.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

.: “Bluey Ao Vivo - Diversão em Família!” estreia no Teatro Claro Mais SP


Espetáculo estreia dia 9 de janeiro e ficará em cartaz às sextas, sábados e domingos. Foto: Andy Santana

Depois de uma temporada no Rio de Janeiro, o show oficial da série premiada "Bluey" chega a São Paulo no dia 9 de janeiro no Teatro Claro Mais SP. O espetáculo “Bluey Ao Vivo - Diversão em Família!” fica em cartaz às sextas, sábados e domingos até o dia 1° de fevereiro. Aclamada mundialmente, o desenho animado é produzido pela Ludo Studio, vencedor do Emmy®, e distribuída pela BBC Studios. Bluey é uma adorável e incansável cachorrinha da raça Blue Heeler, que vive com sua mãe, seu pai e sua irmãzinha, Bingo. Com energia de sobra, Bluey transforma qualquer brincadeira em jogos imprevisíveis e hilariantes, envolvendo toda a família e o bairro em seu universo cheio de imaginação e diversão.

Agora, essa aventura chega aos palcos com uma adaptação teatral original desenvolvida especialmente para a América Latina. O espetáculo conta com um elenco de 14 atores e bailarinos, músicas da série e os dubladores oficiais brasileiros do desenho. “Bluey Ao Vivo – Diversão em Família!” oferece uma experiência imersiva que transporta o público diretamente para o coração da família Heeler. Na história, Bluey e seus familiares transformam cada cômodo da casa em um palco de brincadeiras e descobertas. Em cada espaço, situações divertidas reforçam a importância da união. Ao longo do espetáculo, os fãs são convidados a refletir sobre os valores da convivência em família, do apoio mútuo e da alegria de brincar. O show oficial brasileiro é resultado de uma parceria BBC Studios, Lotus Global e Turbilhão de Ideias.

Para Gustavo Nunes, diretor da Turbilhão de Ideias, “a realização de Bluey Ao Vivo - Diversão em Família!, em uma parceria inédita com a Lotus Global, a BBC e a Ludo, representa um passo importante para o entretenimento familiar no teatro brasileiro. Essa união de marcas globais com a excelência da produção local traz a magia de uma das séries infantis mais queridas do mundo para os palcos do país. Mais do que diversão, o projeto valoriza a convivência em família e estrear esta produção internacional em São Paulo reforça a vocação da cidade como capital de grandes experiências culturais".

Sobre Bluey™   
Produzida pela Ludo Studio, Bluey é uma série que celebra a imaginação e o brincar, centrada em uma família de cães da raça Blue Heeler. O programa é transmitido pela ABC na Austrália e globalmente por Disney Channel, Disney Jr. e Disney+. No Brasil, a série também é exibida na TV Cultura.   

Serviço
"
Bluey Ao Vivo – Diversão em Família!"
Local: Teatro Claro Mais SP - Rua Olimpíadas, 360, Shopping Vila Olímpia – 5º piso, Vila Olímpia
Temporada: 9 de janeiro a 1 de fevereiro de 2026.
Horário: sexta-feira, às 15h00 / Sábado, às 11h00 e 14h00 / Domingo, às 11h00 e 15h00
Ingresso: R$ 240,00 (Plateia VIP) / R$ 200,00 (Plateia) / R$ 140,00 (Balcão nobre) / R$ 50,00 (Balcão)
Capacidade: 801 lugares
Classificação: 12 anos

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

.: Benziê se apresenta no teatro do Sesc Bom Retiro em única apresentação


No repertório, ritmos como samba, reggae e o forró, incluindo músicas autorais como "Água Salgada" e "Acendi o Sol", além de releituras de Dominguinhos (1941-2013), Dorival Caymmi (1914-2008), Clara Nunes (1942-1983), Lulu Santos e Gilberto Gil. Foto: Julia Pavin

O duo Benziê, se apresenta no teatro do Sesc Bom Retiro, na sexta-feira, dia 9 de janeiro, às 20h00, e traz para o palco o show “Benziê de Verão - Luau Alma Salgada”. No repertório, ritmos como samba, reggae e o forró, incluindo músicas autorais como "Água Salgada" e "Acendi o Sol", além de releituras de Dominguinhos (1941-2013), Dorival Caymmi (1914-2008), Clara Nunes (1942-1983), Lulu Santos e Gilberto Gil.

Formado em 2016 pelo casal Vic Conegero e Du Pessoa, a duo surgiu durante uma viagem à Colômbia, e se transformou em um projeto musical, que hoje conta com cerca de 536,1 mil ouvintes no Spotify, e mais de 200 mil seguidores nas redes sociais (tik tok e instagram). Nos destaques da carreira, está a estreia no palco Budweiser do Lollapalooza 2024, com o show Água Salgada (álbum lançado em 2022).


Serviço
Show Benziê de Verão – Luau Alma Salgada
Apresentação: sexta-feira, dia 9 de janeiro, às 20h00
Local: Teatro (291 lugares) – 10 anos.
Ingressos: R$ 18,00 (Credencial Plena), R$ 30,00 (meia-entrada) e R$ 60,00 (inteira).
Venda de ingressos disponíveis pelo APP Credencial Sesc, no site sescsp.org.br, ou nas bilheterias.

Estacionamento do Sesc Bom Retiro (Vagas Limitadas)
O estacionamento do Sesc oferece espaço para pessoas com necessidades especiais e bicicletário. A capacidade do estacionamento é limitada. Os valores são cobrados igualmente para carros e motos. Entrada: Alameda Cleveland, 529.
Valores: R$8 a primeira hora e R$3 por hora adicional (Credencial Plena). R$17 a primeira hora e R$4 por hora adicional (Outros). Valores para o público de espetáculos: R$ 11 (Credencial Plena). R$ 21 (Outros).
Horários: Terça a sexta: 9h às 20h. Sábado: 10h às 20h. Domingo: 10h às 18h.
Em dias de evento à noite no teatro, o estacionamento funciona até o término da apresentação.

Transporte gratuito
O Sesc Bom Retiro oferece transporte gratuito circular partindo da Estação da Luz. O embarque e desembarque ocorre na saída CPTM/José Paulino/Praça da Luz.

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

.: Exposição "Antípodas: tão Distantes, Tão Próximos" é destaque em em SP


Em cartaz a partir de 9 de outubro no Sesc Vila Mariana, a mostra busca conectar Japão e Brasil por meio da intersecção entre arte, tecnologia, ciência e sociedade. Jun Fujiki, P055E5510N (Possessão), 2011. ©Jun Fujiki


Para celebrar os 130 anos do Tratado de Amizade Brasil-Japão, o Sesc São Paulo, em parceria com a Fundação Japão, apresenta a exposição Antípodas – tão distantes, tão próximos. Com curadoria de Tomoe Moriyama, a mostra destaca a produção de jovens artistas japoneses, que integraram duas exposições exibidas no Museu de Arte Contemporânea de Tóquio: Cherish, your imagination (2020) e Mot Annual 2023 – Synergies, Between Creation and Generation (2023).

 O termo “antípodas” designa lugares e pessoas situados em lados opostos da Terra, mas também sugere encontros e conexões possíveis, mesmo a longas distâncias, em que afastamento e proximidade revelam o que há de comum entre culturas aparentemente distantes: Brasil e Japão, São Paulo e Tóquio. Nesta oportunidade, o público é convidado a experimentar trânsitos culturais que estimulam a percepção do outro e de si, nos diversos ambientes do Sesc Vila Mariana. Cada espaço cumpre uma função específica, compondo uma narrativa fragmentada e complementar, com obras multimídia colaborativas e experienciais, que valorizam tecnologias diversas e novos enfoques por meio do diálogo entre arte, ciência, sociedade e memória, estimulando novas perspectivas e uma imaginação criativa orientada para o futuro.

Para oferecer uma vivência livre e interativa, a visitação é autoguiada e tem como estratégia de mediação, a distribuição de cartões postais interativos, estimulando o público a coletar carimbos em totens encontrados a partir do deslocamento e da descoberta. Além disso, um passaporte, que também pode ser carimbado ao longo do trajeto, aprofunda a experiência iniciada com postais entregues no início da visita.

"Antípodas: tão Distantes, Tão Próximos" busca ampliar perspectivas sobre fenômenos e tópicos universais, reforçando os laços históricos e culturais que unem os dois países ao longo das décadas, e que consolidou um intercâmbio cultural robusto, que se reflete na gastronomia, na música, nas artes visuais e nas tradições preservadas por gerações, reafirmando a vitalidade desse vínculo histórico.


Percurso sugerido
O percurso expositivo tem início no Piso Térreo da Torre A, nas Salas Imersivas, concebidas como um convite à experimentação sensorial e tecnológica. Este núcleo evidencia a diversidade de abordagens da cena contemporânea japonesa, articulando arte, ciência e tradição. Entre as obras apresentadas, destaca-se "Zombie Zoo Collection" (2021), de Zombie Zoo Keeper, que tensiona universos lúdicos e distópicos, explorando imaginários digitais. A dupla Kohei Ishida + Yuji Hatada, em Metaverse Windowscape, propõe uma experiência que amplia noções de espaço e percepção, evocando o ambiente virtual como nova paisagem. O jovem artista Yoichi Ochiai, com Instalações sobre Inteligência Artificial e Tradição Japonesa (2022–2023), promove um diálogo entre inovação tecnológica e herança cultural, refletindo sobre as continuidades entre passado e futuro.

A dimensão experimental da mostra se revela em Jizai Arms (2023), de Masahiko Inami + Shunji Yamanaka, que explora a expansão da corporeidade por meio de dispositivos robóticos. O coletivo Optical Illusion Block, com "A City Composed of Optical Illusion" (2022), sugere uma cidade em metamorfose constante, construída por ilusões ópticas que desafiam a percepção. Por fim, a sala dedicada a Akinori Goto apresenta "Crossing #03" e "Numbers #01" (2018–2022), obras que transformam tempo e movimento em esculturas de luz, instaurando uma poética entre o efêmero e o matemático.

Ainda neste andar, a sala Hero Heroine, do jovem Grinder-Man e a obra "Stray Robot Sentai Crengers" (2022–2023), criada pelo trio So Kanno, Akihiro Kato e Takemi Watanuki, aborda, de maneira lúdica, o papel das novas tecnologias na sociedade contemporânea.

A Central de Atendimento (Piso Superior da Torre A) abriga "P055E5510N" ("Possessão", 2019–2021), de Jun Fujiki, obra que questiona as noções de identidade, ao gerar um avatar do visitante, capaz de assumir outros corpos. No Espaço de Leitura (1º andar), estão obras contemplativas e interativas, incluindo Heartbeat Picnic (2011), criação coletiva de Junji Watanabe, Yui Kawaguchi, Kyosuke Sakakura e Hideyukis Ando, que convida o público a reconectar-se consigo mesmo por meio da tecnologia. Nesse mesmo espaço, a artista Arai Minami recria, com arames, a caligrafia japonesa, estabelecendo uma intersecção entre arte e palavra.

No Mezanino (2º piso), a instalação Kotobatabi, um aplicativo de realidade aumentada (AR) reconhece a fala dos participantes e transforma suas palavras em “nuvens” flutuantes no espaço expositivo, que podem ser vistas e compartilhadas por outras pessoas que visitam o local, criando encontros inesperados. Nesta edição, mensagens gravadas por pessoas em Tóquio são exibidas no átrio da Sala de Leitura conectando Brasil e Japão por meio da linguagem e da imaginação. A obra convida o público a refletir sobre as relações entre os dois países e suas cidades.

Já no Espaço de Tecnologia e Artes (3º piso), arte e inovação se encontram: aqui, reaparecem as obras Optical Illusion e Noramoji Project Archive. Por fim, no Solário (cobertura da Torre B), espaço externo de contemplação, encontra-se a obra de Zombie Zoo Keeper, em diálogo com criações realizadas pelas crianças participantes do programa Curumim do Sesc Vila Mariana.


Relação de obras e artistas que compõem a exposição Antípodas
Minami Arai, Hideyuki Ando, Kohei Ishida + Yuji Hatada, Yoichi Ochiai, Hajime Kanno + Akihiro Kato + Takemi Watanuki, GRINDER-MAN, Akinori Goto, Optical Illusion Block Project, Heartbeat Picnic ( Junji Watanabe, Yui Kawaguchi, Kyosuke Sakakura, Hideyuki Ando ), Zombie Zoo Keeper , Noramoji Discovery Project (Rintaro Shimohama / Nariki Nishimura / Shinya Wakaoka) , Panasonic Corporation Design Headquarters FUTURE LIFE FACTORY , Jun Fujiki, Naoko Yamamura + Daisuke Uryu + Mitsuru Muramatsu + Yusuke Kamiyama + Makoto Sakamoto + Shunji Yamanaka + Masahiko Inami (em ordem alfabética).


Sobre a curadora
Tomoe Moriyama (Curadora do Museu de Arte Contemporânea de Tóquio)
Desde 1989, Tomoe está envolvida na fundação do Museu de Arte Fotográfica de Tóquio e do Centro de Artes Visuais como curadora. Enquanto lecionava na Escola de Pós-Graduação da Universidade de Tóquio, na Universidade de Waseda, na Universidade Bauhaus e em outras instituições, ela organizou aproximadamente 50 exposições de arte midiática no Japão e no exterior. Desde 2007, é curadora do Museu de Arte Contemporânea de Tóquio. Através de suas atividades como membro do Comitê Especial do Conselho de Assuntos Culturais, conduziu pesquisas e práticas sobre o estabelecimento e desenvolvimento de instalações culturais públicas como centros de arte midiática, colaborações entre tecnologia e arte e apoio a exposições. Suas principais exposições incluem “Expressão da Imaginação”, “O Universo dos Storyboards”, “Ultra [Meta]Visual”, “O Sentido Tátil da Literatura”, “Kohei Nawa - Síntese”, “Tokujin Yoshioka - Cristalizar” e “Missão [Espaço x Arte]”, além de participar de festivais de arte midiática no exterior e da Exposição “CODE” do Festival de Artes Midiáticas do Japão da Agência de Assuntos Culturais em Aichi. Suas principais obras incluem “Museu da Experiência Visual” e “Meta-Visual (Edição Francesa)” (coautor e supervisor). Na EXPO 2025 Osaka-Kansai Expo, atuou como produtora da exposição “Momento entrelaçado - [Quântico, mar, espaço] x Arte”, que permitiu aos visitantes experimentarem o mundo do “quântico, mar e espaço” através da arte e da ciência.

Serviço
"Antípodas: tão Distantes, Tão Próximos"
De 9 de outubro de 2025 a 25 de janeiro de 2026
Terça a sexta, das 10h00 às 20h00. Sábados, domingos e feriados, das 10h00 às 18h00

Sesc Vila Mariana
Rua Pelotas, 141, Vila Mariana, São Paulo, SP (Metrô Ana Rosa)

Estacionamento: 125 vagas - R$ 8,00 a primeira hora + R$ 3,00 a hora adicional (Credencial Plena: trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). R$ 17 a primeira hora + R$ 4,00 a hora adicional (outros). Paraciclo: 16 vagas - gratuito (obs.: é necessário a utilização de travas de seguranças). Informações: 5080-3000

Encontro Antípodas com a curadora Tomoe Moriyama e artistas da exposição
9 de outubro, quarta-feira, às 19h00. Auditório. 100 vagas.
Retirada de ingressos a partir de 1° de outubro, às 17h00, no app Credencial Sesc SP

quarta-feira, 10 de setembro de 2025

.: "Picasso - Um Rebelde em Paris" e nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.

A cinebiografia documental "Picasso - Um Rebelde em Paris" ("Picasso: un Ribelle a Parigi – Storia di Una Vita e di Un Museo") estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, dia 11 de setembro. Dirigido pela cineasta italiana Simona Risi, o filme oferece uma visão inédita sobre Pablo Picasso, explorando aspectos pouco conhecidos da vida e obra do artista a Paris do início do século XX. 

Com uma duração de 90 minutos, o documentário é narrado pela atriz iraniana Mina Kavani, vencedora do Prêmio Especial do Júri no Festival de Veneza de 2022 pelo filme "No Bears". A obra alterna entre o vasto acervo do Museu Nacional Picasso em Paris e os bairros que marcaram a trajetória do artista, como Montmartre. Além disso, o filme conta com entrevistas de especialistas renomados, como Cécile Debray, presidente do Museu Picasso, e Annie Cohen-Solal, autora de Un étranger nommé Picasso, que ajudam a contextualizar a vida e o legado de Picasso.

O filme é uma coprodução entre Itália e França, com roteiro assinado por Sabina Fedeli, Didi Gnocchi e Arianna Marelli. A direção de fotografia é de Lorenzo Giromini, a montagem de Beatrice Corti e a música original de Emanuele Matte. A distribuição no Brasil é da Autoral Filmes, uma distribuidora independente focada no cinema de autor e documentários de arte.

O documentário revela aspectos pouco conhecidos do pintor, incluindo seu status de "estrangeiro" em Paris, seu papel como anarquista entre anarquistas em Montmartre e seu olhar "queer" sobre sua própria obra. Acompanhado por leituras de cartas do Museu Picasso e de vários livros, o filme apresenta entrevistas com críticos de arte, curadores, intelectuais e artistas. "Picasso – Um Rebelde em Paris" é uma obra que vai além da biografia tradicional, oferecendo uma reflexão profunda sobre a natureza contraditória de Picasso e seu impacto duradouro na arte e na cultura.

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Ficha técnica
"Picasso - Um Rebelde em Paris" | "Picasso: un Ribelle a Parigi – Storia di Una Vita e di Un Museo" | Sala 1

Classificação indicativa: livre. Ano de produção: 2023. Idiomas: italiano e francês. Direção: Simona Risi. Roteiro: Sabina Fedeli, Didi Gnocchi, Arianna Marelli. Elenco: Mina Kavani. Distribuição no Brasil: Autoral Filmes. Duração: 90 minutos. Cenas pós-créditos: não.

Sinopse resumida de "Picasso - Um Rebelde em Paris"
Em 1930, a família Crawley enfrenta um escândalo envolvendo Lady Mary e dificuldades financeiras que ameaçam a estabilidade de Downton Abbey. Com a ajuda de novos aliados e a força de sua história, eles buscam um novo rumo para o futuro da propriedade e de seus habitantes.


Sessões legendadas
11/9/2025 - Quinta-feira: 18h30.
12/9/2025 - Sexta-feira: 18h30.
13/9/2025 - Sábado: 18h30.
14/9/2025 - Domingo: 18h30.
15/9/2025 - Segunda-feira: 18h30.
16/9/2025 - Terça-feira: 18h30. Ingressos neste link.




 


Ficha Técnica Completa:


Nome do filme: 


Sinopse resumida: Um olhar íntimo e revelador sobre Pablo Picasso, explorando sua vida em Paris, suas contradições pessoais e seu impacto na arte moderna.

.: "Downton Abbey: o Grande Final" põe fim à saga da família Crawley


Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.

Nesta quinta-feira, dia 11 de setembro, os cinemas brasileiros abrem as portas para a despedida da família Crawley com o lançamento de "Downton Abbey: o Grande Final". Dirigido por Simon Curtis e roteirizado por Julian Fellowes, criador da série, o filme encerra com elegância e emoção a saga que conquistou gerações.

Com 2 horas e 3 minutos de duração, o longa-metragem se passa em 1930, sete meses após os eventos de "Downton Abbey: uma Nova Era" (2022). Lady Mary Talbot (Michelle Dockery) enfrenta um escândalo público após um divórcio, enquanto a família Crawley lida com dificuldades financeiras e pressões sociais. A trama promete um adeus comovente e nostálgico, reunindo personagens queridos e introduzindo novos rostos, como Joely Richardson e Alessandro Nivola.

O elenco original retorna para esta última aventura, incluindo Hugh Bonneville, Laura Carmichael, Jim Carter, Joanne Froggatt, Elizabeth McGovern, Brendan Coyle, Kevin Doyle, Michael Fox, Phyllis Logan, Lesley Nicol, Sophie McShera, Allen Leech, Tuppence Middleton, Robert James-Collier, Sue Johnston, Imelda Staunton, Dominic West e Penelope Wilton. A ausência de Dame Maggie Smith, que faleceu em setembro de 2024, é sentida profundamente. Michelle Dockery e outros membros do elenco destacam que o filme serve como uma homenagem à sua icônica personagem, a Condessa Viúva de Grantham. 

A produção foi filmada entre maio e agosto de 2024, com locações no Hampshire, incluindo o majestoso Highclere Castle, que serve como cenário principal desde a série original. O filme também apresenta cenas em Londres e no Royal Ascot, capturando a transição dos anos 1920 para os anos 1930. "Downton Abbey: o Grande Final" é uma celebração da história, da classe e da emoção que marcaram a série. É uma oportunidade única para fãs e novos espectadores vivenciarem o encerramento de uma era cinematográfica.

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Ficha técnica
 "Downton Abbey: o Grande Final" | "Downton Abbey: The Grand Finale" | Sala 1
Classificação indicativa: 12 anos. Ano de produção: 2025. Idioma: inglês. Direção: Simon Curtis. Roteiro: Julian Fellowes. Elenco: Michelle Dockery, Hugh Bonneville, Laura Carmichael, Jim Carter, Joanne Froggatt, Elizabeth McGovern, Brendan Coyle, Kevin Doyle, Michael Fox, Phyllis Logan, Lesley Nicol, Sophie McShera, Allen Leech, Tuppence Middleton, Robert James-Collier, Sue Johnston, Imelda Staunton, Dominic West, Penelope Wilton, Joely Richardson, Alessandro Nivola. Distribuição no Brasil: Universal Pictures Brasil. Duração: 123 minutos. Cenas pós-créditos: não.


Sinopse resumida de  "Downton Abbey: o Grande Final" 
Em 1930, a família Crawley enfrenta um escândalo envolvendo Lady Mary e dificuldades financeiras que ameaçam a estabilidade de Downton Abbey. Com a ajuda de novos aliados e a força de sua história, eles buscam um novo rumo para o futuro da propriedade e de seus habitantes.


Sessões legendadas
11/9/2025 - Quinta-feira: 15h30 e 20h30.
12/9/2025 - Sexta-feira: 15h30 e 20h30.
13/9/2025 - Sábado: 15h30 e 20h30.
14/9/2025 - Domingo: 15h30 e 20h30.
15/9/2025 - Segunda-feira: 15h30 e 20h30.
16/9/2025 - Terça-feira: 15h30 e 20h30.
17/9/2025 - Quarta-feira: 15h30 e 20h30. Ingressos neste link.

.: Do Japão, "Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba - Castelo Infinito" estreia


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com

"Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba - Castelo Infinito" estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, dia 11 de setembro, dando início à aguardada trilogia final da franquia que conquistou fãs ao redor do mundo.. Dirigido por Haruo Sotozaki e produzido pelo renomado estúdio Ufotable, o filme é uma adaptação cinematográfica do arco "Castelo Infinito" do mangá de Koyoharu Gotouge. Diferentemente de seus predecessores, que foram lançamentos de compilação, esta produção apresenta uma narrativa inédita e cinematográfica, com duração de 2h36min.

O elenco original japonês conta com Natsuki Hanae como Tanjiro Kamado, Akari Kito como Nezuko Kamado e Hiro Shimono como Zenitsu Agatsuma. A trama segue os heróis após o treinamento intensivo, enquanto enfrentam os demônios no misterioso Castelo Infinito. O filme destaca batalhas emocionantes, como o confronto entre Zenitsu e Kaigaku, além da luta de Tanjiro e Giyu contra Akaza, um dos mais poderosos demônios da série. 
Diario AS

Com estreia internacional programada para 12 de setembro, o longa já é considerado um sucesso de público e crítica, superando recordes de bilheteira no Japão. A expectativa é que o filme também conquiste os fãs brasileiros, consolidando "Demon Slayer" como um dos maiores fenômenos do anime contemporâneo.


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Ficha técnica
"Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito" |  "Gekijouban Kimetsu no Yaiba: Mugen-jou-hen Movie 1" | "Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito" | Sala 3

Classificação indicativa: 18 anos. Ano de produção: 2025. Idioma original: japonês. Direção: Haruo Sotozaki. Roteiro: Koyoharu Gotouge. Elenco: Natsuki Hanae, Akari Kito, Hiro Shimono. Distribuição no Brasil: Sony Pictures. Duração: 2h36min. Cenas pós-créditos: não.


Sinopse resumida de "Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba - Castelo Infinito"
Após o treinamento intensivo, Tanjiro Kamado e seus aliados enfrentam os demônios no misterioso Castelo Infinito, onde batalhas épicas e revelações emocionantes aguardam.


Sessões legendadas
11/9/2025 - Quinta-feira: 16h20 e 19h30.
12/9/2025 - Sexta-feira: 16h20 e 19h30.
13/9/2025 - Sábado: 16h20 e 19h30.
14/9/2025 - Domingo: 16h20 e 19h30.
15/9/2025 - Segunda-feira: 16h20 e 19h30.
16/9/2025 - Terça-feira: 16h20 e 19h30.
17/9/2025 - Quarta-feira: 16h20 e 19h30. Ingressos neste link. 

segunda-feira, 8 de setembro de 2025

.: "Sodomita", de Alexandre Vidal Porto, é tema de encontro on-line e gratuito


Autor participará do Encontro de Leituras de setembro, projeto que nasce da colaboração editorial entre o jornal português Público e a revista Quatro Cinco Um. Foto: divulgação


O escritor Alexandre Vidal Porto é o convidado do próximo Encontro de Leituras de setembro, na terça-feira, dia 9 de setembro, às 18h00 no Brasil (horário de Brasília) e 22h00 em Portugal. A conversa gira em torno do livro "Sodomita", publicado no Brasil pela Companhia das Letras em 2023 e pela Tinta da China em Portugal em 2024.  Para participar, basta acessar a plataforma Zoom no dia e horário do evento através do ID 821 6606 8914 e da senha de acesso 088951, ou clicar neste link.

O romance é baseado na história do violeiro Luiz Delgado, que foi exilado de Portugal para o Brasil em 1669 acusado do crime de sodomia, termo usado para homossexualidade à época. A partir daí, Vidal Porto explora temas complexos da sexualidade e identidade, abordando questões de diversidade sexual e preconceito por meio de uma perspectiva histórica. 

A narrativa acompanha como Delgado se reinventa e se estabelece como comerciante de tabaco na Bahia no século XVII, construindo uma obra que questiona normas sociais e religiosas. O livro recebeu o Prêmio Biblioteca Nacional 2024 na categoria romance. Vidal Porto é reconhecido por sua prosa incisiva e capacidade de abordar temas polêmicos com sensibilidade literária. Sua trajetória inclui diversas obras que investigam as complexidades das relações humanas e os conflitos entre tradição e modernidade.

Vencedor do Prêmio Paraná de Literatura com Sérgio Y. vai à América (Companhia das Letras, 2014) e do Prêmio Mix Literário 2023 com Sodomita, Vidal Porto publicou também Matias da Cidade (Record, 2005; Companhia das Letras, 2023) e Cloro (Companhia das Letras, 2018), finalista do Prêmio Jabuti. O evento não é transmitido nas redes nem disponibilizado depois. É uma experiência para ser vivida por aqueles que se juntam à sessão. Os melhores momentos são publicados no podcast Encontro de Leituras, disponível no Spotify, Apple Podcasts, SoundCloud e outros aplicativos de áudio. Compre o livro "Sodomita", de Alexandre Vidal Porto, neste link.


Sobre o Encontro de Leituras
O Encontro de Leituras resulta da colaboração editorial entre o jornal português PÚBLICO e a revista Quatro Cinco Um, focando em obras literárias disponibilizadas em ambos os países. Reunindo leitores de língua portuguesa, o Encontro discute romances, ensaios, memórias, literatura de viagem e obras de jornalismo literário na presença de um escritor, editor ou especialista convidado. 

Os encontros são gratuitos e acontecem sempre nas segundas terças-feiras de cada mês, às 18h do Brasil e 22h de Portugal. O evento não é transmitido nas redes sociais, nem disponibilizado depois. É uma experiência para ser vivida por aqueles que se juntam à sessão. Os melhores momentos são depois publicados no podcast Encontro de Leituras, disponível no Spotify, Apple Podcasts, SoundCloud ou outros aplicativos habituais. 

A parceria entre a Quatro Cinco Um e o Público conta com um espaço editorial fixo nos dois veículos e uma newsletter mensal sobre o trânsito literário e editorial entre os países de língua portuguesa. A editoria especial publica materiais jornalísticos sobre autores do Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau e Timor que tenham sido lançados dos dois lados do oceano. A newsletter mensal traz notas, curiosidades, imagens e informações sobre as novidades das livrarias e os eventos literários em Lisboa, São Paulo, Rio de Janeiro e outras cidades onde se fala português. De vez em quando, na programação de festivais e em outras ocasiões, eventos presenciais são realizados. Compre os livros de Alexandre Vidal Porto neste link.

Sobre a Revista Quatro Cinco Um
Publicada em edição impressa, site, newsletters, podcasts e clubes de leitura, a revista dos livros seleciona e divulga mensalmente cerca de duzentos lançamentos em mais de vinte áreas da produção editorial brasileira. 

Em linguagem clara, sem jargões nem hermetismo, os textos são assinados por nomes de destaque da crítica e da cultura. Tendo o pluralismo e a bibliodiversidade como nortes editoriais, a Quatro Cinco Um busca misturar em sua pauta diferentes gerações, sensibilidades e pontos de vista. Projetos editoriais especiais focalizam temas relevantes, tais como cidades, democracia e justiça, literatura infantojuvenil, literatura japonesa, literatura francesa, literatura israelense e livros LGBTQIA+. 

Desde 2019, a revista publica o 451 MHz, primeiro podcast da imprensa profissional dedicado exclusivamente a livros. Acreditamos no livro como objeto de transformação individual e coletiva, com base no princípio de que não há sociedade democrática sem ampla circulação de livros.


Serviço
Encontro de Leitores com Alexandre Vidal Porto
Terça-feira, dia 9 de setembro
Horários: 18h00 do Brasil e 22h00 de Portugal
Modalidade: on-line e gratuito, via Zoom
Participe: https://us06web.zoom.us/j/82166068914?pwd=tRf7ZQFEmF6b7hF8b6wzLQz2fbMJ9Q.1 
ID: 821 6606 8914
Senha de acesso: 088951

.: A transformação física surpreendente de Ralph Fiennes para "O Retorno"


Ralph Fiennes como Odisseu em O Retorno, de Uberto Pasolini | Divulgação: O2 Play

Conhecido pelos papéis marcantes em "A Lista de Schindler" e "O Paciente Inglês", o atir Ralph Fiennes volta às telas com uma transformação física radical em "O Retorno", filme em cartaz nos cinemas brasileiro, com distribuição da O2 Play. Após ser indicado ao Oscar 2025 na categoria Melhor Ator por sua recente interpretação como cardeal-decano Lawrence, em "Conclave", Fiennes reaparece com corpo muito mais atlético, apresentando ao público uma transformação visual impressionante de um filme para outro.

Agora, no papel de Odisseu, herói mitológico grego, protagonista do novo longa dirigido por Uberto Pasolini, o corpo do ator está musculoso, definido e preparado especialmente para representar um herói veterano, marcado pelo tempo, mas sempre uma figura imponente. O Retorno revisita a trajetória final de Odisseu sob um olhar mais humano e realista, focado no seu retorno à Ítaca, 10 anos após a Guerra de Tróia, evidenciando os impactos físicos e emocionais de uma vida marcada por constantes conflitos.

No filme, distante durante 20 anos, Odisseu volta a Ítaca, abatido e irreconhecível. Encontra o reino em desordem. Sua esposa Penélope está cercada por pretendentes gananciosos, que ambicionam tomar o poder. Seu filho Telêmaco enfrenta igualmente ameaças de morte de quem também busca assumir o comando de Ítaca.

Em uma produção mais humanizada que a do poema de Homero, o diretor Pasolini e os roteiristas John Collee e Edward Bond optaram por narrar a etapa final da odisseia. Em lugar dos deuses e seres míticos originais, preferiram mostrar as feridas físicas e mentais de Odisseu como resultado de guerras provocadas por projetos de invasão e ocupação de territórios.


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Ficha técnica
“O Retorno” | “The Return” | "O Regresso de Ulisses", em Portugal | Sala 1
Classificação indicativa:
 não recomendado para menores de 16 anos. Ano de produção: 2024.
Idioma original: inglês. Direção: Uberto Pasolini. Roteiro: John Collee, Edward Bond e Uberto Pasolini. Elenco: Ralph Fiennes (Odisseu), Juliette Binoche (Penélope), Charlie Plummer (Telêmaco), Marwan Kenzari (Antinous), entre outros como Claudio Santamaria (Eumaeus). Distribuição no Brasil: O2 Play. Duração: aproximadamente 116 minutos (ou cerca de 1h 56min). Cenas pós-créditos: não.


Sinopse resumida de "O Retorno"
Após 20 anos de ausência, Odisseu retorna a uma Ítaca tomada por caos: sua esposa Penélope está cercada por pretendentes que querem tomar o trono, enquanto seu filho Telêmaco lida com ameaças de morte. A jornada final da Odisseia é apresentada sob um olhar realista - sem deuses ou criaturas míticas - ressaltando as cicatrizes físicas e emocionais deixadas pela guerra, enquanto o herói tenta reconquistar sua família e a autoridade perdida.


Sessões legendadas
4/9/2025 - Quinta-feira: 18h20.
5/9/2025 - Sexta-feira: 18h20.
6/9/2025 - Sábado: 18h20.
7/9/2025 - Domingo: 18h20.
8/9/2025 - Segunda-feira: 18h20.
9/9/2025 - Terça-feira: 18h20.
10/9/2025 - Quarta-feira: 18h20. Ingressos neste link. 

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

.: "A Vida de Chuck" usa estilo inusitado de Stephen King para falar sobre a vida


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.

Baseado em conto de Stephen King e aclamado pelo público ao redor do mundo, o filme "A Vida de Chuck" ("The Life of Chuck") estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, dia 4 de setembro. O longa-metragem revela um cinema que alinha ternura, fantasia e reflexão existencial. Dirigido e roteirizado por Mike Flanagan, habituado a transportar Stephen King do terror visceral a uma sutileza mais poética, o filme se distancia dos sustos e mergulha em uma ode à vida e à inevitabilidade da morte. 

A narrativa começa com o fim: após um apocalipse global, mensagens homenageando o enigmático Chuck surgem em toda parte. Em seguida, o público é levado a um momento inesquecível de dança urbana e, finalmente, à infância de Chuck, quando o sobrenatural se insinua nas sombras de sua casa de memória e do luto infantil. O elenco impressiona com talentos como Tom Hiddleston (Chuck), Mark Hamill, Chiwetel Ejiofor, Karen Gillan, Jacob Tremblay e Mia Sara. Nick Offerman, por sua vez, empresta a voz como narrador, concedendo uma camada adicional de calor humano 

O filme conquistou o People’s Choice Award no Festival de Cinema de Toronto em 6 de setembro de 2024, um prêmio que muitas vezes prenuncia sucesso nas premiações seguintes. O lançamento nos Estados Unidos ocorreu em junho de 2025, primeiramente em salas selecionadas - com estreia em 6 de junho - e depois em circuito ampliado. Em Portugal, foi lançado nos cinemas dia 19 de junho de 2025, pela distribuidora Cinemundo. No Brasil, com distribuição da Diamond Films, teve sua estreia adiada para 4 de setembro de 2025.

Os críticos têm visões divididas. Alguns elogiam sua profundidade emocional e estrutura inversa, considerada sensível e filosófica, com menção ao impacto contemplativo inspirado por “Song of Myself”, de Walt Whitman. Outros apontam falhas narrativas, enfatizando que o filme perde força nas transições entre seus atos, com personagens subdesenvolvidos e momentos melancólicos que soam frágeis. "A Vida de Chuck" é um intento ambicioso de usar o estilo inusitado de Stephen King para falar da beleza da vida, com um elenco poderoso e uma proposta narrativa que desafia expectativas  ideal para quem busca cinema que faça refletir.

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Ficha técnica
"A Vida de Chuck"| "The Life of Chuck" | Sala 1
Classificação indicativa: 12 anos. Ano de produção: 2024. Idioma original: inglês. Direção e roteiro: Mike Flanagan. Elenco: Tom Hiddleston (Charles "Chuck" Krantz), Jacob Tremblay, Benjamin Pajak, Cody Flanagan (versões jovens de Chuck), Nick Offerman (narrador), Chiwetel Ejiofor (Marty Anderson), Karen Gillan (Felicia Gordon), Mark Hamill (Albie Krantz), Mia Sara (Sarah Krantz), Q'orianka Kilcher, Heather Langenkamp, Samantha Sloyan, Kate Siegel, Matthew Lillard, David Dastmalchian, Annalise Basso, Carl Lumbly, Rahul Kohli, Michael Trucco, Molly C. Quinn, Trinity Bliss e outros atores. Distribuição no Brasil: Diamond Films. Duração: aproximadamente 1h51 (110 minutos). Cenas pós-créditos: não.


Sinopse resumida de "A Vida de Chuck"

A vida de Charles “Chuck” Krantz é contada de trás para frente, começando com a morte dele em um contexto apocalíptico, passando por uma pitoresca dança urbana que captura a essência do personagem e termina com a infância marcada pelo luto e pelo sobrenatural. A narrativa reflete sobre a existência, a arte de viver e a importância dos pequenos momentos.

Sessões legendadas
4/9/2025 - Quinta-feira: 15h50 e 20h50.
5/9/2025 - Sexta-feira: 15h50 e 20h50.
6/9/2025 - Sábado: 15h50 e 20h50.
7/9/2025 - Domingo: 15h50 e 20h50.
8/9/2025 - Segunda-feira: 15h50 e 20h50.
9/9/2025 - Terça-feira: 15h50 e 20h50.
10/9/2025 - Quarta-feira: 15h50 e 20h50. Ingressos neste link. 

.: "O Retorno" opta por uma abordagem realista à "Odisseia" de Homero


Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.

Estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, dia 4 de setembro, o aguardado drama mitológico “O Retorno”(“The Return”; "O Regresso de Ulisses", em Portugal), uma releitura intensa do desfecho da célebre "Odisseia", de Homero. Sob a direção sensível de Uberto Pasolini, o filme acompanha o herói Odisseu, interpretado por Ralph Fiennes, que retorna a Ítaca após duas décadas de guerra, marcado física e emocionalmente por esse período turbulento. Fiennes oferece uma performance poderosa, encarnando um homem atormentado pela culpa e com traumas profundos.

Ao lado dele, está Juliette Binoche, como Penélope, que surpreende ao transcender o estereótipo da “esposa que espera”. A interpretação dela evoca uma mulher forte, dividida entre a raiva, o amor e a desconfiança - especialmente no momento em que reconhece o marido, em uma cena extremamente comovente. A dupla Fiennes e Binoche volta a contracenar quase 30 anos após "O Paciente Inglês" e "O Morro dos Ventos Uivantes", um reencontro celebrado pelos fãs. “Ela é como uma bússola”, disse Fiennes sobre a atriz.

Um dos destaques da produção está na escolha estética: Pasolini, junto aos roteiristas John Collee, Edward Bond e ele próprio, opta por uma abordagem realista, deixando de lado deuses e monstros. O retorno de Odisseu é tratado como uma experiência humana, visceral, onde as cicatrizes da guerra são palpáveis, e o ambiente de Ítaca se apresenta despido de magia, mas cheio de tensão política e emocional. A estreia mundial aconteceu no Festival de Toronto (TIFF) em setembro de 2024. No Brasil, a produção chega aos cinemas pela O2 Play, com versões legendadas e dubladas - fato inédito no portfólio da distribuidora.

O filme também impressiona pelo contraste visual: a cinematografia de Marius Panduru, que captou as paisagens de Corfu como um Ítaca ressecado pelo sol, conferindo ao longa uma beleza austera e quase shakespeariana. O veterano Fiennes passou por uma transformação física impressionante para o papel - seu corpo definido e atlético reflete não só o preparo militar do personagem, mas também o peso do tempo e do conflito. Outro detalhe técnico: a música foi composta por Rachel Portman, enriquecendo a atmosfera emotiva e solene da narrativa. 


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Ficha técnica
“O Retorno” | “The Return” | "O Regresso de Ulisses", em Portugal | Sala 1
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não recomendado para menores de 16 anos. Ano de produção: 2024.
Idioma original: inglês. Direção: Uberto Pasolini. Roteiro: John Collee, Edward Bond e Uberto Pasolini. Elenco: Ralph Fiennes (Odisseu), Juliette Binoche (Penélope), Charlie Plummer (Telêmaco), Marwan Kenzari (Antinous), entre outros como Claudio Santamaria (Eumaeus). Distribuição no Brasil: O2 Play. Duração: aproximadamente 116 minutos (ou cerca de 1h 56min). Cenas pós-créditos: não.


Sinopse resumida de "O Retorno"
Após 20 anos de ausência, Odisseu retorna a uma Ítaca tomada por caos: sua esposa Penélope está cercada por pretendentes que querem tomar o trono, enquanto seu filho Telêmaco lida com ameaças de morte. A jornada final da Odisseia é apresentada sob um olhar realista - sem deuses ou criaturas míticas - ressaltando as cicatrizes físicas e emocionais deixadas pela guerra, enquanto o herói tenta reconquistar sua família e a autoridade perdida.


Sessões legendadas
4/9/2025 - Quinta-feira: 18h20.
5/9/2025 - Sexta-feira: 18h20.
6/9/2025 - Sábado: 18h20.
7/9/2025 - Domingo: 18h20.
8/9/2025 - Segunda-feira: 18h20.
9/9/2025 - Terça-feira: 18h20.
10/9/2025 - Quarta-feira: 18h20. Ingressos neste link. 

sábado, 30 de agosto de 2025

.: Denise Weinberg desafia o exílio da velhice em "O Último Azul”


Por Helder Moraes Miranda, especial para o portal Resenhando.com.

Em cartaz nos cinemas brasileiros “O Último Azul”, filme de ficção científica dramática dirigida por Gabriel Mascaro. Ambientado em uma Amazônia futurista e distópica, o longa-metragem traz como protagonista Tereza, uma mulher de 77 anos vivida por Denise Weinberg que, em face de um exílio compulsório para uma colônia destinada a idosos, embarca em uma última jornada pelos rios da região - uma travessia para realizar um sonho. Rodrigo Santoro, em uma curta participação, interpreta Cadu, personagem que acompanha Tereza em parte dessa travessia, ao lado de Miriam Socarrás e Adanilo no elenco.

Mundialmente aclamada, a produção teve sua première em 16 de fevereiro de 2025 na Competição Oficial do Festival Internacional de Cinema de Berlim, onde conquistou o Grande Prêmio do Júri (Urso de Prata), além do Prêmio do Júri Ecumênico e o Prêmio do Júri de Leitores do Berliner Morgenpost. O filme abriu o Festival de Gramado, em agosto, foi ambientado no Festival Internacional de Cinema de Toronto 

O roteiro é assinado por Gabriel Mascaro em parceria com Tibério Azul, com consultoria de Murilo Hauser e Heitor Lorega. Segundo o diretor, o filme emerge como um manifesto poético sobre o direito de sonhar - mesmo na velhice - e a possibilidade de ressignificar a vida a qualquer momento. 

Com distribuição da Vitrine Filmes, “O Último Azul” chega ao público nacional com o frescor da Amazônia como personagem-chave. Denise Weinberg, refletindo sobre sua experiência nas filmagens, destacou o privilégio visceral de estar na floresta: "Voltei ainda querendo mais... A Amazônia não foi retratada de modo romântico, mas real. É linda, mas assustadora", comentou. 


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Ficha técnica
“O Último Azul” | Sala 2
Classificação indicativa:
não recomendado para menores de 14 anos | Ano de produção: 2025 | Idioma original: português | Direção: Gabriel Mascaro | Roteiro: Gabriel Mascaro e Tibério Azul, com a consultoria de Murilo Hauser e Heitor Lorega | Elenco: Denise Weinberg, Rodrigo Santoro, Miriam Socarrás, Adanilo e participação de Isabela Catão, como Vanessa | Distribuição no Brasil: Vitrine Filmes
Duração: 1h 27m | Cenas pós-créditos: não.


Sinopse resumida de “O Último Azul”
Em um Brasil distópico, uma mulher de 77 anos, Tereza, recusa-se ao exílio compulsório para uma colônia de idosos e navega pelos rios da Amazônia em busca de realizar seu último desejo.


Sessões no idioma original
28/8/2025 - Quinta-feira: 15h10, 17h05, 19h00 e 21h00
29/8/2025 - Sexta-feira: 15h10, 17h05, 19h00 e 21h00
30/8/2025 - Sábado: 15h10, 17h05, 19h00 e 21h00
31/8/2025 - Domingo: 15h10, 17h05, 19h00 e 21h00
1°/9/2025 - Segunda-feira: 15h10, 17h05, 19h00 e 21h00
2/9/2025 - Terça-feira: 15h10, 17h05, 19h00 e 21h00
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sexta-feira, 29 de agosto de 2025

.: “Os Roses” devolve ao cinema a comédia sombria das separações


Por Helder Moraes Miranda, especial para o portal Resenhando.com.

Quase quatro décadas depois de o público assistir, com fascínio e desconforto, à explosiva derrocada conjugal de Michael Douglas e Kathleen Turner em "A Guerra dos Roses" (1989), a Searchlight Pictures lança uma nova e ambiciosa releitura: "Os Roses: até Que a Morte os Separe" ("The Roses", no original, e com o título "Um Casal (Im)perfeito" em Portugal). O filme promete atualizar o olhar sobre os limites do amor, da competição e da sobrevivência emocional dentro de um casamento.

Dirigido por Jay Roach, conhecido por transitar da comédia escrachada de Austin Powers até o drama político de "Trumbo e O Escândalo", o longa-metragem conta com roteiro de Tony McNamara, aclamado por seu humor ácido e sua habilidade em expor, com sarcasmo, as falhas humanas em filmes como "A Favorita" e "A Bela e a Fera". Desta vez, McNamara revisita o clássico romance de Warren Adler, publicado em 1981, que inspirou o filme original de Danny DeVito. Mas o roteirista faz questão de frisar: não se trata de um remake, e sim de uma reinvenção - uma tragédia cômica que ressoa ainda mais no nosso tempo, marcado por disputas de ego e pela pressão do sucesso individual.

O coração da narrativa é o casal Theo e Ivy Rose, interpretados por dois gigantes do cinema britânico: Benedict Cumberbatch e Olivia Colman. Ele, um arquiteto de renome que vê sua reputação ruir após um projeto fracassado; ela, uma chef premiada que transforma um restaurante de caranguejos em verdadeiro império gastronômico. O que parecia ser a construção de um casamento sólido e admirável vai pouco a pouco se transformando em um campo de batalha, à medida que a ascensão de Ivy contrasta com a queda de Theo, abrindo espaço para ressentimentos antigos, ironias afiadas e uma guerra de poder que ameaça destruir não apenas a relação, mas também o mundo que construíram juntos.

Roach definiu o tom do filme como “uma tragédia quase shakespeariana disfarçada de comédia”, onde o riso funciona como faca de dois gumes: provoca catarse, mas também expõe a dor. “Esse filme explora como a linguagem do amor pode se transformar de uma provocação em um ataque. E, muitas vezes, é difícil distinguir uma coisa da outra”, afirmou o diretor em entrevistas recentes. Já McNamara observa que, em tempos em que o capitalismo fragmenta vidas e puxa casais em direções opostas, o casamento se torna ainda mais desafiador. Olivia Colman, por sua vez, diz que o roteiro “faz você rir e, em seguida, quebra seu coração”, enquanto Cumberbatch o descreve como “divertido, criativo e cheio de falhas humanas”.

O elenco de apoio reforça o caráter multifacetado da trama: Kate McKinnon e Andy Samberg vivem Amy e Barry, casal que personifica ironicamente a “liberdade” conjugal, mas sem deixar de expor as próprias fissuras; Jamie Demetriou e Zoë Chao dão vida a Rory e Sally, um par competitivo e igualmente disfuncional; Sunita Mani e Ncuti Gatwa aparecem como aliados de Ivy em seu restaurante; e a veterana Allison Janney, vencedora do Oscar por "Eu, Tonya", surge como a advogada implacável de Ivy. Juntos, eles criam um mosaico de relações que serve tanto de espelho quanto de contraponto ao colapso dos protagonistas.

Um detalhe interessante é que o lançamento do filme coincidiu com a reedição do romance "A Guerra dos Roses" no Brasil, pela editora Intrínseca, o que reforça a ponte entre passado e presente. O autor Warren Adler, falecido em 2019, descrevia sua obra como uma sátira sobre as ilusões do amor romântico, mostrando como os pactos matrimoniais podem esconder batalhas silenciosas. A nova versão cinematográfica leva essa crítica um passo adiante, mergulhando na contemporaneidade - em que o culto ao sucesso e a sobrecarga emocional muitas vezes transformam parceiros em rivais.

Com 1h45 de duração, "Os Roses: até Que a Morte os Separe" promete dividir opiniões, provocar debates e arrancar gargalhadas nervosas. Não há cenas pós-créditos, mas talvez não seja necessário: o verdadeiro impacto do filme está no incômodo que deixa após os créditos finais, lembrando ao espectador que, em certas guerras íntimas, não há vencedores.


O livro que inspirou o filme
Se você era fã de comédia nos anos 1980, é muito provável que conheça a história de um casal recém-divorciado que disputa a propriedade do casarão em que morava. Afinal, a icônica guerra entre Jonathan e Barbara Rose no clássico "A Guerra dos Roses", de Warren Adler, já encantou vários leitores e espectadores em 1989, com Kathleen Turner e Michael Douglas. Agora, o aguardado remake estrelado por Benedict Cumberbatch e Olivia Colman promete honrar as memórias dos fãs, além de propor uma releitura moderna da trama. 

Casados há 18 anos, os Roses parecem levar a vida dos sonhos. Pais amorosos de dois adolescentes, Jonathan é um advogado bem-sucedido e Barbara, uma mulher que dedicou a vida à família. O casal mora num lindo casarão com os filhos e animais de estimação, uma valiosa coleção de antiguidades e ainda tem uma bela Ferrari. Mas uma inesperada disputa se inicia logo após Jonathan ter um repentino e suposto ataque cardíaco, que desperta em Bárbara profundas reflexões sobre seu casamento.

Ao perceber que não se importa mais com o marido e deseja uma vida livre dele, ela inicia os trâmites do divórcio. Só que há um desafio para a separação: decidir quem fica com a casa, que representa a paixão de uma vida inteira para ambos. A propriedade se transforma, então, numa completa zona de guerra, já que o casal se recusa a deixar o imóvel e tenta expulsar um ao outro, custe o que custar.

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Ficha técnica
“Os Roses: até Que a Morte os Separe” | “The Roses” | “Um Casal (Im)perfeito” (em Portugal) | Sala Classificação indicativa:
16 anos | Ano de produção: 2025 | Idioma original: inglês | Direção: Jay Roach | Roteiro: Tony McNamara (baseado no romance "The War of the Roses", de Warren Adler) | Elenco: Benedict Cumberbatch (Theo Rose), Olivia Colman (Ivy Rose), Andy Samberg, Kate McKinnon, Allison Janney, Belinda Bromilow, Ncuti Gatwa, Sunita Mani, Jamie Demetriou, Zoë Chao | Distribuição no Brasil: Searchlight Pictures (Disney) |  Duração: aproximadamente 1h 45min (105 minutos segundo Letterboxd, mas AdoroCinema indica 1h 45min) | Cenas pós-créditos: não.


Sinopse resumida de “Os Roses: até Que a Morte os Separe”:
Theo e Ivy Rose formam um casal que aparenta levar uma vida ideal – ele, um arquiteto talentoso; ela, uma chef bem-sucedida. Quando o projeto de Theo fracassa e sua reputação despenca, enquanto o negócio de Ivy decola, antigas tensões vêm à tona, transformando amor em competição feroz e colocando em risco tudo o que construíram. 


Sessões legendadas
28/8/2025 - Quinta-feira: 15h40, 18h00 e 20h20
29/8/2025 - Sexta-feira: 15h40, 18h00 e 20h20
30/8/2025 - Sábado: 15h40, 18h00 e 20h20
31/8/2025 - Domingo: 15h40, 18h00 e 20h20
1°/9/2025 - Segunda-feira: 15h40, 18h00 e 20h20
2/9/2025 - Terça-feira: 15h40, 18h00 e 20h20
3/9/2025 - Quarta-feira: 15h40, 18h00 e 20h20

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