Biografia best-seller da ex-primeira-dama dos Estados Unidos já vendeu mais de 15 milhões de cópias ao redor do mundo. Agora, a Companhia das Letras lança edição juvenil de "Minha História", de Michelle Obama.
A edição juvenil de "Minha História", de Michelle Obama, adaptada para leitores a partir de 13 anos, chega às livrarias no dia 2 de março. O livro, que será publicado pela Seguinte, o selo jovem da Companhia da Letras, entra em pré-venda hoje e traz uma introdução especial da autora, além de três cadernos de fotos coloridos.
Em "Minha História para Jovens Leitores", Michelle Obama conta sua história para uma nova geração de leitores, com a honestidade, o bom humor e o afeto que são suas marcas registradas. Ao compartilhar suas alegrias e triunfos, assim como as dificuldades, tristezas e desafios que encontrou pelo caminho, Michelle Obama mostra como sempre buscou viver de forma autêntica, usando sua voz e sua força para lutar por seus ideais, tornando-se um grande exemplo para as futuras gerações.
Ao contar a própria história com coragem, ela convida os jovens leitores a refletir sobre quem são e que história querem escrever para si mesmos. É como ela escreve em sua introdução a essa nova edição: “Meu irmão, Craig, e eu crescemos no South Side de Chicago das décadas de 1960 e 1970, e nossos pais, Fraser e Marian Robinson, sempre foram muito diretos conosco. Eles nunca douravam a pílula nem apresentavam sua realidade de forma distorcida, porque sabiam que éramos capazes de lidar com a verdade. Quero tratar vocês com esse mesmo respeito", explica.
"Por isso, prometo contar minha história em toda a sua confusa glória — desde a vez em que tive dificuldade de ler uma palavra diante de toda a turma do jardim de infância até meu primeiro beijo, as inseguranças que sentia enquanto crescia, o caos de uma campanha eleitoral e a estranha experiência de apertar a mão da rainha da Inglaterra… Espero que, ao ler minha história, você pense na sua também — porque é o melhor presente que você poderia receber”, conclui.
O lançamento da edição de "Minha História" em 2018 foi um evento editorial global. Michelle Obama convidou os leitores a conhecerem seu mundo pela primeira vez, narrando as experiências que definiram quem ela é ‒ de sua infância no South Side de Chicago até seus anos como uma executiva equilibrando as exigências do trabalho e da maternidade, e do tempo que passou na Casa Branca como primeira-dama dos Estados Unidos até voltar à vida comum de cidadã.
Aclamado pela crítica por sua honestidade e franqueza impressionantes, a obra foi selecionada para o Clube do Livro de Oprah Winfrey e recebeu o prêmio da National Association for the Advancement of Colored People (NAACP), vendendo mais de 15 milhões de cópias em diferentes formatos ao redor do mundo (só no Brasil, foram 225.000 exemplares vendidos até hoje).
A edição em capa dura figurou por mais de 100 semanas na lista de best-sellers do jornal The New York Times. O audiolivro da biografia, narrado pela própria Michelle Obama, recebeu o Grammy de Melhor Álbum Falado em 2020, e um documentário contando a história da turnê de lançamento do livro, que passou por 34 cidades, foi um sucesso internacional de crítica em seu lançamento na Netflix em maio de 2020.
Durante seu período na Casa Branca e nos anos seguintes, Michelle Obama se tornou um exemplo extraordinário a ser seguido, especialmente para mulheres e meninas, e a nova edição de Minha história oferece uma oportunidade única para que leitores de todas as idades possam dialogar com suas reflexões honestas e atemporais. Você pode comprar "Minha História para Jovens Leitores", de Michelle Obama, neste link.
Mitologia e lendas urbanas, desde que somos pequenos ouvimos histórias sobre o Boto Cor de Rosa, Sereia, Saci Pererê. A representação de nossa magia, sempre foi infantil. Principalmente a nova geração, costuma a consumir super-heróis ou mesmo mitologia Nórdica. Mas, hoje, isso muda aqui no Brasil, e finalmente nossa cultura é mostrada pela Netflix.
Uma série de Carlos Saldanha, estrelada por Marco Pigossi e Alessandra Negrini, “Cidade Invisível”, tem muitos gêneros envolvidos, como policial, fantasia e até um pouco de suspense. Um policial ambiental (Pigossi) investiga a morte de sua esposa (Julia Konrad) no Rio de Janeiro, e aos poucos descobre que a cidade maravilhosa é fantástica, com Cuca, Saci, Iara e Curupira. Finalmente, as nossas lendas voltam ao cenário da mitologia mundial.
Estranhos acontecimentos dão início à série, uma mulher morre em um incêndio duvidoso, de especulações imobiliárias, o Boto Cor de Rosa aparece morto na praia, e o policial começa uma caçada alucinante por respostas, até um pouco psicótica, quando começa a não conseguir distinguir a fantasia da realidade. Por sua vez, uma bruxa poderosa (Negrini), perigosa figura e dona do bar mais boêmio da cidade – típico do Rio, tem habilidades de controle mental e hipnóticas, longe das histórias de Monteiro Lobato, ela se torna uma vilã não muito clássica.
Reconhecemos nessa história uma pegada de Irmãos Grimm, que distorce com sucesso as fábulas já contadas e recontadas, e se transforma em uma releitura que vale a pena maratonar. O enredo dinâmico causa um pouco de desconforto, nos leva a pensar em filmes já contados. O personagem de Pigossi, acaba por passar de fase muito rápido, o seu ceticismo é deixado de lado no momento em que começamos a nos apegar no personagem, apesar de sua boa atuação.
Negrini, por sua vez, mantem o seu auge e faz da bruxa o ápice da série, e não só ela, mas outros atores fazem do antagonismo a máquina de engrenagem para que tudo ocorra bem. Colocando todas as maravilhosas mitologias brasileiras de lado, a mensagem também enfrenta algumas questões política e sociais, se opondo fortemente ao capitalismo predatório e, de forma sutil, critica a exaltação nacionalista que se esconde em um sistema de empreiteiras de iniciativa privada.
Arte, diversão e mistério, essa é a linha de uma série que ficou no lugar seguro, não arriscou e nem inventou a roda, mas traz um panorama de nossa cultura, de nossa fantasia e dos problemas tipicamente brasileiros.
Sobre o cineasta: O cineasta brasileiro Daniel Bydlowski é membro do Directors Guild of America e artista de realidade virtual. Faz parte do júri de festivais internacionais de cinema e pesquisa temas relacionados às novas tecnologias de mídia, como a realidade virtual e o future do cinema. Daniel também tenta conscientizar as pessoas com questões sociais ligadas à saúde, educação e bullying nas escolas.
É mestre pela University of Southern California (USC), considerada a melhor faculdade de cinema dos Estados Unidos. Atualmente, cursa doutorado na University of California, em Santa Barbara, nos Estados Unidos. Recentemente, seu filme Bullies foi premiado em NewPort Beach como melhor curta infantil, no Comic-Con recebeu 2 prêmios: melhor filme fantasia e prêmio especial do júri. O Ticket for Success, também do cineasta, foi selecionado no Animamundi e ganhou de melhor curta internacional pelo Moondance International Film Festival.
O que é política? Uma definição clássica ressalta o poder coletivo construído em condições de liberdade e igualdade, representando a expectativa humana de superar a dominação. A definição oposta sublinha que desconhecer a dominação — isto é, a imposição de poder arbitrário pela ameaça de coerção, possibilidade que sempre existiu em condições estatais — representa o risco de haver um domínio descontrolado e sem orientação. Em uma reside a esperança. Na outra, o medo. A soma contraditória ilumina impasses da matéria.
Em "Estado e Democracia: Uma Introdução ao Estudo da Política", os professores André Singer e Cicero Araujo e o pesquisador Leonardo Belinelli combinam a sua longa experiência de ensino da disciplina na Universidade de São Paulo e a investigação em teoria política. Com prosa clara e argumentação sofisticada, o livro é ao mesmo tempo um guia para iniciantes e um ensaio em diálogo com a bibliografia recente que procurou enfrentar os desafios da chamada “crise da democracia”.
Sob a ótica do par liberdade/violência, os seis capítulos que compõem este volume procuram traçar o percurso ocidental do Estado e da democracia. Entre o nascimento da política na Antiguidade clássica e o fantasma de um “totalitarismo neoliberal” nos dias correntes, os autores apresentam a origem do Estado moderno, o impacto do temido Leviatã, o clarão renovador das revoluções democráticas, , o horror do regime totalitário dos anos 1930 e o igualitarismo do pós-guerra. Essa trama histórico-conceitual é reconstituída e analisada por meio das contribuições de pensadores como Karl Marx, Max Weber, Hannah Arendt, Moses Finley, Perry Anderson, John Dunn e Bernard Manin,
Entre esperança e medo, a política retrata esforços milenares para conjugar duras contradições da realidade humana. Nesta hora, em que espectros regressivos voltam a apertar corações e mentes ao redor do mundo, é necessário concentração para pensar e discernimento para agir politicamente de modo a afastar os perigos que rondam — e retomar o caminho da liberdade, da igualdade e da fraternidade, apontado mais de duzentos anos atrás. Você pode comprar "Estado e Democracia: Uma Introdução ao Estudo da Política", deAndré Singer, Cicero Araújo e Leonardo Belinelli, neste link.
Sobre os autores André Singer é professor titular do Departamento de Ciência Política da USP, autor de "Os Sentidos do Lulismo" (Companhia das Letras, 2012, prêmio da Associação Nacional de Pós-Graduação em Ciências Sociais de melhor obra científica do ano) e "O Lulismo em Crise" (Companhia das Letras, 2018).
Cicero Araújo é professor titular de Departamento de Filosofia da USP. Pesquisa temas da tradição do republicanismo, o constitucionalismo e a representação política, sobre os quais publicou, entre outros, "A Forma da República: Da Constituição Mista ao Estado" (Martins Fontes, 2013).
Ontem não escrevi em você. Sorry! É que eu estava tão, tão cansada... Faltou energia. Mas eu preciso contar umas coisas pra ti e aqui corri para detalhar tudo.
Já estou por dentro das últimas novidades de "RuPaul´s Drag Race" e "WandaVision". Aviso que a corrida das drags me deixou "perplecta", adaptando para o feminino, a fala de Gil Brother Away. A propósito... que saudade da antiga Mtv Brasil, meu Deus!! Eu me acabava de rir com as esquetes desse personagem.
Por que fiquei chocada? É que na primeira eliminação da corrida 2021, RuPaul considerou o talento no lipsync, embora o look -que era mínimo de tão fraco- tenha se desmanchado diante das câmeras, na segunda eliminação... eu não sei apontar o que foi considerado e uma grande concorrente foi eliminada por RuPaula. Algo me dizia que ela não iria tão longe na competição, mas... já? Segunda eliminada?! #peloamor
Diário, tenho até que passar um zap para Rup... se ousar fazer uma vídeo chamada comigo. Não vou mais responder por mim! Minha língua não vai se conter e xingamentos vão acontecer...
Ufa! É tão bom desabafar com você, diário!
Já "WandaVision" foi tiro, porrada e bomba da melhor forma possível e imaginada... Revelações sobre a cidade de Westview. Até o poder de Wanda na luta contra Thanos é escancarado... e só de pensar que tudo poderia ter sido diferente. Enquanto isso, eu continuo ligadinha, assim como cada episódio pede para fazer, lá no finalzinho. É que eu simplesmente preciso dessa série... o pior é que serão só 9 episódios. E quando terminar a primeira temporada, meu Brasil? O que farei? Já que estou desapontada com a minha super amiga Rup!
Talvez eu faça a Wanda e passe pelo portal para ameaçar a própria Disney, pois exijo a segunda temporada para ontem! E tenho dito!
Se bem que a sequência de "Doutor Estranho" promete conectar tudo... Ai, sou mega marvete!!
A Supo Mungam Plus, a mais nova plataforma brasileira de streaming focada em cinema independente e autoral , traz para o seu catálogo, nesta primeira quinzena de fevereiro, quatro longas contemporâneos e premiados.
Na última sexta-feira, dia 5, entrou na plataforma o francês, "Em Guerra" (2018), de Stéphane Brizé , selecionado para o Festival de Cannes e que tem no elenco o ator Vincent Lindon. No filme, apesar de grandes sacrifícios financeiros por parte de seus funcionários e lucros recordes no ano, a administração das Indústrias Perrin decide fechar uma de suas fábricas.
Os 1.100 funcionários, liderados por seu porta-voz Laurent Amédéo, decidem lutar contra essa decisão brutal, prontos para fazerem de tudo para salvarem seus empregos. Seleção Oficial do Festival de Cannes. Prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Chicago. Indicado ao Prêmio Lumière de Melhor Ator. Quarta colaboração de Brizé com o ator Vincent Lindon.
Também estreou o tunisiano "Assim Que Abro Meus Olhos" (2015), de Leyla Bouzid , que levou o Prêmio do Público no Giornate degli Autori do Festival de Veneza. Túnis, verão de 2010, poucos meses antes da Primavera Árabe. Farah tem 18 anos e está recém-formada, mas sua família já a vê como uma futura médica.
Ela, no entanto, não pensa da mesma forma e tem como atividade preferida cantar em uma banda de rock engajada, com músicas que abordam temas políticos. Seu único plano no momento é aproveitar a vida intensamente, beber, descobrir amores e sua própria cidade durante a noite. Tudo isso contra a vontade de sua mãe Hayet, uma mulher que conhece muito bem a Tunísia e os seus perigos.
Já na próxima sexta-feira, dia 12, é a vez do inédito nos cinemas brasileiros, o anglo-japonês "Greater Things" (2015), de Vahid Hakimzadeh. No longa-metragem, quatro pessoas de diferentes nacionalidades, origens e aspirações são unidas pela solidão compartilhada durante um verão no Japão contemporâneo. Um arquiteto iraniano em busca de algo que somente ele sabe, um lutador lituano de artes marciais que se sente como um estranho em Tóquio, um casal japonês que vive em uma casa de vidro. Seleção Oficial do Festival de Chicado e do Festival de Rotterdam.
O italiano "Uma Questão Pessoal" (2017), último filme em conjunto dos mestres italianos Paolo e Vittorio Taviani, selecionado para o Festival de Toronto e indicado ao Prêmio David di Donatello de Melhor Roteiro Adaptado, completa a lista. O filme se passa no verão de 1943, em Piemonte, na Itália. Durante a Segunda Guerra Mundial, Milton, um jovem da resistência italiana, está dividido entre o movimento e sua paixão pela jovem Fulvia. Ele descobre que ela está apaixonada por seu melhor amigo Giorgio e decide ir atrás dele por amor a ela. Só que Giorgio acabou de ser preso pelos fascistas. Último filme em conjunto dos mestres italianos Paolo e Vittorio Taviani.
A curadoria da Supo Mungam Plus, a mais nova plataforma brasileira de streaming focada em cinema independente e autoral , traz para o seu catálogo, nesta primeira quinzena de fevereiro, quatro longas contemporâneos e premiados. Disponível para qualquer cidade do Brasil, podendo ser acessada de forma simples e online através de uma assinatura, a plataforma Supo Mungam Plus surgiu como uma janela cinematográfica virtual para diversas histórias e culturas de mais de 20 países.
Serviço: Onde assistir:www.supomungamplus.com.br Quanto: sete dias grátis para o assinante. Através de uma assinatura mensal, por R$23,90, ou anual, por R$199,90, realizada no próprio site da plataforma (www.supomungamplus.com.br).
O clássico de George Orwell, relançado pela Troia, não é apenas uma denúncia da violência do comunismo soviético do século XX, mas também um alerta para o perigo da corrupção do poder em qualquer regime e do arbítrio do autoritarismo.
Nesse momento em que expressiva parte do mundo dá uma guinada à direita, rumo ao totalitarismo, a Troia traz ao público brasileiro uma oportuna e valiosa edição comentada de "A Revolução dos Bichos", com tradução, prefácio e notas de Claudio Blanc. O clássico de George Orwell, publicado pela primeira vez em 1945, não é somente uma sátira à violência do comunismo sovi- ético, liderado por Josef Stalin no século XX, mas também um alerta para o perigo da corrupção do poder em qualquer regime, de esquerda ou de direita, e o risco do autoritarismo. Segundo a revista Time, A Revolução dos Bichos é uma das mais importantes obras da língua inglesa de todos os tempos.
A fábula de George Orwell, nome literário de Eric Arthur Blair (1903-1950), jornalista nascido na Índia britânica, retrata o arbítrio e a desigualdade que imperam no autoritarismo. O processo democrático é substituído pela imposição de medidas não debatidas. As leis passam a beneficiar apenas alguns setores da sociedade (os apoiadores do grupo no poder), direitos conquistados são eliminados e as massas vivem manipuladas pela mentirosa propaganda oficial. Além de verter a obra-prima de Orwell para um português claro, fluente, mas sem perder a essência e o sabor do original, Claudio Blanc enriquece a nova edição brasileira com prefácio e notas substanciosas e didáticas, contextualizando a novela de Orwell, e uma cronologia da vida do escritor e dos principais acontecimentos no mundo e no Brasil, de 1903 a 1950. A edição tem moderno, original e arrojado projeto gráfico de Alan Maia.
“Apesar da narrativa fabulosa, dos animais que falam, que sabem ler, escrever e construir moinhos de vento, A Revolução dos Bichos é uma obra que denuncia a exploração de uma classe por outra e os mecanismos políticos que tornam isso possível”, escreve Claudio Blanc no prefácio. Ele lembra o que disse o bió- grafo de Orwell, Jeffrey Meyers, sobre o livro: “Praticamente todos os detalhes têm significado político nessa alegoria”.
A história se passa na Fazenda do Solar, de um certo senhor Jones, despótico proprietário, que explora e maltrata os animais para o seu exclusivo benefício. Revoltados, os animais se unem e expulsam o dono e assumem a gestão da fazenda, agora com o nome de Fazenda dos Bichos, sob a liderança de dois porcos rivais, Napoleão (representando Stalin) e Bola de Neve (Trótski). Logo após a revolução dos bichos são editados os Sete Mandamentos da fazenda, um guia de conduta que prega igualdade entre os animais. A rivalidade entre Napoleão e Bola de Neve termina com a expulsão da fazenda e assassinato no exílio do porco que representa Trótski, como ocorreu na vida real. Os Sete Mandamentos foram aos poucos adulterados até serem praticamente abolidos. “O que conta não é a doutrina econômica ou política, mas sim a tendência humana de explorar sua própria espécie”, afirma Claudio Blanc.
Apesar da promessa de justiça e distribuição honesta dos frutos do trabalho de todos os bichos, os porcos, sob a liderança de Napoleão, se julgam superiores aos outros, não se esforçam e se apoderam das melhores instalações da fazenda e têm alimentação mais farta e rica. Entre os animais da história se destacam os cavalos, especialmente os incansáveis Sansão e Quitéria, símbolos do povo manipulado, de- sinformado, que acredita em tudo que o poder diz e sonham com a aposentadoria nunca alcançada; o burro Benjamin, velho e sábio, que suspeita da revolução; a vaca Mimosa, vaidosa e egoísta; o asqueroso porco Garganta, porta-voz do governo, que justifica as arbitrariedades de Napoleão com mentiras e sofismas; e os cães bravos, defensores dos porcos mandões e que impedem qualquer oposição ao poder.
“Os leitores modernos passaram a ver o livro de Orwell como um poderoso ataque a qualquer poder político, retórico ou militar que busca controlar os seres humanos por meio de mecanismos cruéis e injustos”, escreve Claudio Blanc no prefácio. “Orwell conclui que a atitude das classes dominantes e seus esforços pela manutenção do poder e de seus privilégios em detrimento das classes mais baixas é a mesma, seja num regime comunista, seja num regime capitalista”, acrescenta Blanc, que além de tradutor é escritor e editor com formação em Filosofia. Seu livro "De Lenda em Lenda se Cruza Fronteiras" foi selecionado como “Altamente Recomendável” pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLJ). Já traduziu 45 obras, entre elas O Peregrino, do inglês John Bunyan (1628-1688), publicado pela Troia em 2019. Você pode comprar "A Revolução dos Bichos", de George Orwell, neste link.
Obra do jornalista Reginaldo Carlota, que já vendeu aproximadamente 16 mil exemplares, será a inspiração para o roteiro.
O livro-reportagem "O Matador de Crianças", lançado pelo jornalista Reginaldo Carlota, estará nas telas de cinema dos EUA em breve. O autor está em negociação com uma produtora de filmes e os trâmites podem durar até o meio do ano. A obra é resultado de um trabalho de jornalismo investigativo, conduzido pelo próprio Carlota, a respeito do serial killer Laerte Patrocínio Orpinelli – natural de Araras, São Paulo – que admitiu raptar, estuprar e assassinar inúmeras crianças entre oito e dez anos, em cidades do norte paulista, como Rio Claro, Pirassununga, Bauru, São Carlos, Monte Alto, Itu, Franca, Potirendaba , Araraquara e inúmeras outras.
O exemplar, publicado de forma independente pelo escritor, que cuidou de edição, marketing e distribuição, vendeu aproximadamente 16 mil exemplares desde o lançamento. A obra serviu como roteiro dos episódios "O Monstro de Rio Claro", da série "Instinto Assassino", do Discovery Channel, e da série "Investigação Criminal", da Netflix. Ambos os documentários já foram exibidos em mais de 100 países e contaram com a participação de Carlota como convidado especial, que traçou o perfil psicológico do assassino e explicou em detalhes como Orpinelli seduzia e matava suas vítimas.
Seus crimes ocorreram durante as décadas de 70, 80 e 90, quando foram detectados diversos desaparecimentos no interior do estado. As vítimas eram quase sempre encontradas dias depois, com o crânio esmagado por socos ou estranguladas. Conhecido como “o monstro de Rio Claro”, o assassino, quando preso, admitiu ter feito mais de 100 vítimas. Esse número ainda não é contabilizado com precisão pelas autoridades.
Em 1984, com dez anos de idade, o jornalista não se conformou com o assassinato de duas garotinhas de Itu, sua cidade natal. Por isso, quando adulto, passou anos investigando as rotas dos crimes do serial killer. Carlota perambulou, durante meses, por diversas cidades do interior paulista, pegando caronas nas mesmas rodovias em que o assassino pegava, em busca de informações sobre os casos. Assim, visitou cenas criminais, frequentou os bares que o criminoso ia, conversou com pessoas que ele teve contato, ouviu depoimentos de familiares e conhecidos das vítimas e investigou inúmeros inquéritos policiais de assassinatos de crianças. O autor entrevistou três delegados envolvidos nos casos e chegou pernoitar nos mesmos albergues noturnos que o andarilho dormia. Todo o trabalho foi extremamente importante para traçar o perfil psicológico do transgressor.
O livro também ganhou bastante destaque em jornais no Brasil e Estados Unidos. Em 2018, o jornalista morou por um tempo em Nova Iorque e Miami e, na ocasião, promoveu seu trabalho por lá. Tabloides importantes, como o Brazilian Times, escreveram matérias sobre Carlota e sua obra, e diversos veículos estadunidenses passaram a chamá-lo de serial killer hunter, do português, caçador de serial killer.
O autor, animado com a proposta para o filme, fala sobre suas expectativas. “Na verdade, não estou realmente surpreso, pois já faz alguns anos que venho mostrando esse livro não só nos EUA, mas também na Europa e explicando o potencial que ele tem para tornar-se um thriller de suspense como Psicose ou O Silêncio dos Inocentes. Orpinelli é, sem dúvida alguma, um dos maiores assassinos de crianças do mundo, e uma história chocante como essa, precisa sim ser conhecida pelo maior número de pessoas possível. Se já existiu o tal ‘bicho papão’, acredite, era ele, o Laerte Orpinelli”, declara.
Carlota irá em breve aos EUA, para finalizar as negociações e, por questões contratuais, ainda não pode revelar o nome da produtora que está adquirindo os direitos da obra. “Assim que estiver liberado e o estúdio der autorização, contarei todos os detalhes do negócio”, finalizou. O exemplar "O Matador de Crianças" contém o selo editorial Serial Books. Você pode comprar o livro "O Matador de Crianças", de Reginaldo Carlota, neste link.
Sobre o autor: Reginaldo Carlota é jornalista há 15 anos, escritor profissional com 11 livros publicados pela própria editora, Serial Books. Tem um tabloide semanal há dez anos na cidade de Itu, o Notícia Popular.
O conhecido artista urbano Kobra voltou a Sorocaba, interior de São Paulo, na última quinta-feira, 4 de fevereiro, para finalizar a pintura do mural de 22 metros de altura por 11 de largura, realizado em escola. O mural mostra um menino subindo uma estante em uma biblioteca à procura de um livro. O artista, que não tem formação acadêmica, é autodidata. “Pesquiso muitos as biografias dos ‘personagens’ que destaco em minhas obras e, também, sobre as cidades que visito: busco imagens, fotografias e textos. Por isso, tenho procurado trazer em meus murais a importância dos livros para a cultura do País e para a formação e crescimento das pessoas”, diz o artista urbano, que tem murais em 35 países e já fez outras 16 obras com temas ligados à literatura e livros em geral.
Antes de iniciar o mural, Kobra utilizou as redes sociais e pediu para que as pessoas sugerissem livros. Kobra recebeu cerca 4.000 mil sugestões de títulos nacionais. Os 100 livros mais indicados, além de cerca de 100 escolhidos pelo próprio artista, serão colocados na obra. “O mural foi entregue na semana passada, mas estamos agora voltando para escrever os nomes dos livros”, conta o artista.
O grande mural que fez em uma empena do Colégio Ser! (à rua Doutor José Aleixo Irmão, 301, no Alto da Boa Vista) e pode ser visto inteiro por quem está fora da escola, na rua mostra um menino subindo uma estante em uma biblioteca à procura de um livro. Para o mural, Kobra, que pintou acompanhado por dois artistas de sua equipe, Agnaldo Brito e Marcos Rafael, utilizou 350 latas de spray e 20 galões de esmalte.
É o 17º. trabalho do conhecido artista urbano Kobra com temáticas ligadas à literatura e livros em geral. “Não tive uma educação acadêmica, mas sou autodidata e os livros me ajudaram desde sempre. Pesquiso muito as biografias dos ‘personagens’ que destaco em minhas obras e, também, sobre as cidades que visito: busco imagens, fotografias e textos. Por isso, tenho procurado trazer nos murais a importância dos livros para a cultura do País e à formação e crescimento das pessoas”, conta o muralista que em breve lançará seu mais sonhado projeto: o Instituto Kobra.
Antes de iniciar o mural, de nome ainda indefinido, que foi realizado em cerca de 30 dias, com muitas dificuldades devido às chuvas intensas durante o período, Kobra utilizou as redes sociais e pediu para que as pessoas sugerissem livros. “De acordo com a pesquisa ‘Retratos da Leitura no Brasil”, o País perdeu 4,6 milhões de leitores nos últimos quatro anos. Isso não é nada bom: já somos um povo que lê pouco e os números indicam que esse hábito está diminuindo. Atualmente, apenas 52% da população brasileira têm o costume de ler. Estou preparando um painel para destacar a importância dos livros, das obras da literatura brasileira. Quero sua ajuda para saber quais livros devo destacar. Comente aqui: qual seu livro brasileiro favorito? Qual obra mais marcou sua infância? Vamos fazer esse mural juntos?”, escreveu o artista no instagram.
O muralista recebeu cerca 4.000 mil sugestões de títulos nacionais. Os 100 livros mais indicados, além de cerca de 100 escolhidos pelo próprio artista, serão colocados no mural a partir de hoje. “O mural foi entregue na semana passada, mas estamos agora voltando para escrever os nomes dos livros”, conta o artista, que acrescenta: “o menino subindo a escala, à procura do livro, também simboliza a ascensão que a busca do conhecimento possibilita nos mais diversos sentidos. Não é fácil, mas é uma viagem fascinante que podemos buscar e alcançar”, afirma.
Cerca de 100 títulos já estão pintados na obra, como “Os Sertões”, de Euclides da Cunha; “Vidas Secas” e “Angústia” de Graciliano Ramos; “Dom Casmurro”, “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, “Quincas Borba” e “O Alienista”, de Machado de Assis; “Iracema” e “Luciola”, de José de Alencar; “O Quinze”, de Rachel de Queiroz; “O Tempo e o Vento”, de Érico Veríssimo, “A Hora da Estrela” e “A Paixão Segundo G.H”, de Clarice Lispector; “Capitães de Areia”, de Jorge Amado; “Sagarana” e “Grande Sertão Veredas”, de Guimarães Rosa; “Nova Reunião”, com 23 livros de Carlos Drummond de Andrade; “200 Crônicas Escolhidas”, de Rubem Braga; “Eu Passarinho”, de Mário Quintana; “O Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna; “Estorvo e Budapeste”, de Chico Buarque”; e “Flicts” e “O Menino Maluquinho”, de Ziraldo.
Entre outros livros que entrarão na obra, Kobra destaca “Marcelo, Marmelo, Martelo”, de Ruth Rocha; “O Fantástico Mistério de Feiurinha”, de Pedro Bandeira; “Raul da Ferrugem Azul”, de Ana Maria Machado; “Histórias Mal-assombradas do Tempo de Um Espírito da Floresta” e “Histórias Mal-assombradas do Tempo da Escravidão”, com texto de Adriano Messias e com ilustração de Andréa Corbani; “Felicidade Crônica”, de Martha Medeiros; “Becos da Memória”, de Conceição Evaristo; “Contos Negreiros”, de Marcelino Freire; Opisanie Swiata”, de Veronica Stigger. “O Centauro no Jardim”, de Moacyr Scliar; “Millôr Definitivo – A Bíblia do Caos”, de Millôr Fernandes, “A Terra dos Mil Povos – História Indígena Contada por Um Índio”, de Kaká Werá Jecupé; “O Karaíba – Uma História do Pré-Brasil”, de Daniel Munduruku; “Ideias para Adiar o Fim do Mundo”, de Ailton Krenak; “Fiel”, de Jessé Andarilho; “Capão Pecado”, de Ferréz; “Flores de Alvenaria”, de Sérgio Vaz; e "Cem Dias entre Céu e Mar” e “Paratii – Entre Dois Polos”, de Amyr Klink. “Ainda Estou escolhendo algumas biografias, que são livros fundamentais para meu trabalho e alguns cronistas, como Paulo Mendes Campos, Fernando Sabino e Luís Fernando Veríssimo, que lemos tanto na escola”, diz.
Esse mural é o primeiro de Kobra em 2021. No final do ano passado, pintou na altura do km 44 da rodovia Presidente Castelo Branco o mural “A Linha da Vida”, com 600 metros quadrados. A obra traz oito personagens. Começa com uma criança e termina com uma senhora de cerca de 80 anos de idade. Também em dezembro, Kobra fez em Coxim, na região norte do Mato Grosso do Sul um novo projeto, ainda sem nome definido, de resgate, manutenção e valorização das culturas regionais. Ele fez o mural do compositor Zacarias Mourão, de 6 metros por 19,60 metros, na praça “Zacarias Mourão”. O mural virou atração da cidade.
De acordo com o artista, o mural sobre Zacarias Mourão dá início a um antigo sonho de realizar um projeto de valorização das culturas regionais. “Dizia o escritor russo Tolstói que ‘universal é o homem que escreve sobre a própria aldeia’”. Por isso, ao mesmo tempo em que faço murais para destacar grandes nomes que contribuíram para a história do País, como o arquiteto Oscar Niemeyer e os compositores Chico Buarque e Adoniran Barbosa; e nomes que contribuíram para a paz, liberdade, arte e humanismo no mundo, como Nelson Mandela, Martin Luther King, Malala Yousafzai, Dalai Lama, Mahatma Gandhi, Madre Teresa de Calcutá e John Lennon, sempre quis criar um projeto que falasse sobre nomes que contribuíram para a cultura das próprias regiões”, conta o artista urbano, que complementa: “além disso, já pintei em cinco continentes mas não conheço a maioria dos estados do meu próprio país. Será uma grande realização conseguir pintar em cada estado do Brasil”, diz Kobra, que já fez obras em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pará, Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Maranhão, Pernambuco e Mato Grosso do Sul.
A Cia. Pessoal do Faroeste está retomando suas atividades de arte e cultura ao mesmo tempo em que continua com a campanha #FomeZeroLuz e sua luta para evitar o despejo do teatro.
Devido à pandemia, a programação começa priorizando o audiovisual. Tem início no dia 29, com a 5ª Live #FicaFaroeste, em março começam as gravações a série "Fome", que tem Mel Lisboa no elenco. A atriz também está no elenco do filme "Luz Negra", que foi gravado em 2014 e só agora finalizado, com lançamento previsto para abril. Além disso, o Sesc Bom Retiro lançou três pequenos documentários com histórias da companhia nesta pandemia. Programação 2021 tem início no dia 29 de fevereiro com a 5ª Live #FicaFaroeste que arrecada recursos financeiros para o pagamento do acordo que impediu o despejo do espaço
A Cia. Pessoal do Faroeste teve um 2020 bastante intenso com suas atividades totalmente voltadas para a luta contra a fome na região da Luz, reflexo da pandemia, e sua resistência contra uma tentativa de despejo do espaço. Agora, em 2021, a companhia se prepara para retomar sua produção artística e cultural, no entanto, sem abrir mão de também usá-la como uma ferramenta que joga luz sobre os problemas da região totalmente abandonada pelo poder público. Devido às recomendações de isolamento social, no primeiro semestre estão priorizados os produtos audiovisuais que seguem simultaneamente a campanha #FomeZeroLuz que continua ativa.
“Sabíamos que o ano passado seria desafiador, e este ainda continua, mas não poderíamos imaginar tudo o que vivemos. Reforçamos nossa responsabilidade com a região na maior iniciativa de solidariedade que a companhia já realizou em toda sua história. Desde o início da pandemia, garantimos o alimento na mesa de cerca de mil famílias que tiveram sua renda prejudicada", conta Paulo Faria, diretor da Cia. Pessoal do Faroeste e mobilizador da ação social #FomeZeroLuz.
Quando a campanha atingia o seu maior pico de atendimentos às famílias em situação de vulnerabilidade, Paulo foi surpreendido por um novo obstáculo. “Exatamente em um dia em que estávamos realizando a distribuição de cestas básicas, recebi a vista de um oficial de justiça com a notificação de uma ação de despejo do teatro. Desde então, com muita luta e o apoio de amigos e voluntários conseguimos nos manter aqui e, o mais importante, sem interromper nosso trabalho social”.
5ª Live #FicaFaroeste inaugura a programação 2021 no dia 28 de fevereiro O aviso de despejo chegou às vésperas do espaço completar um ano sem patrocínio e com sua programação de espetáculos paralisada a dívida com os aluguéis se acumulou. “A Cia vive exclusivamente da Lei de Fomento ao Teatro, e há um ano está sem patrocínio. Nosso espaço é pequeno e todos os espetáculos têm como bilheteria o sistema ‘pague quanto puder’. Em março, reestreamos a peça ‘O Assassinato do Presidente’ que, devido a recomendação de isolamento social, teve que ser interrompida depois de apenas duas apresentações”, comenta Paulo Faria.
Amigos e voluntários se mobilizaram para manter a companhia em sua sede, no bairro da Luz, e entre as ações para arrecadação de recursos foi criada uma agenda de lives em caráter de urgência para se manter o teatro. “Os planos é que no segundo semestre o espaço seja municipalizado por uma emenda do deputado federal Paulo Teixeira. A arrecadação por meio das lives nos ajuda a manter ativo o acordo que interrompeu o processo de despejo que estava em curso. Um ato que teve o protagonismo do vereador Eduardo Suplicy mediando a negociação junto ao proprietário devido ao caráter público e social da companhia na região”, lembra Paulo.
Para a realização da quinta live, que acontece no dia 28, último domingo de fevereiro, a companhia aguarda a confirmação de renovação do apoio da Secretaria da Cultura e Economia Criativa de São Paulo, que deu o suporte para a realização das quatro edições anteriores.
Série mostra o processo de atendimento às famílias A partir do dia 10 de março começam a filmagens da série “FOME”. Uma produção inspirada no processo de cadastro e atendimento às famílias do entorno da Cracolândia na campanha #FomeZeroLuz. Fazem parte do elenco as atrizes Mel Lisboa, Neusa Velasco, Thais Dias, Thais Aguiar, entre outros nomes que fazem parte e já estiveram no palco da Cia. Pessoal do Faroeste.
Lançamento do longa-metragem “Luz Negra” “Luz Negra” é um espetáculo escrito e dirigido por Paulo Faria que esteve em cartaz em duas temporadas, em 2015 e 2016. Um musical sobre a região da Luz e a Frente Negra Brasileira, em São Paulo, na década de 30, mais precisamente no dia 10 de novembro de 1937, dia do golpe do Estado Novo que caçou a Frente Negra, mesmo ano em que aconteceu o crime do castelinho da rua Apa, que também faz parte da história. Trata do negro e da formação da Boca do Lixo, encerrando a trilogia iniciada em 2011 com “Cine Camaleão” e, em 2013, com “Homem Não Entra”.
O projeto nasceu para ser um filme, para trazer de volta a produção cinematográfica para o local e criar junto à população um sentimento de pertencimento a cerca desse patrimônio cultural da cidade. Dessa forma, em 2014, a companhia já havia iniciado a produção do longa-metragem de “Luz Negra”, com um baixo orçamento e em três semanas de diárias, dialogando com a forma de produção da Boca.
Apenas agora, durante a pandemia, o filme está sendo finalizando com os últimos detalhes da trilha, coloração e sonorização e, finalmente, será lançado em abril. “Devido a problemas de orçamento, já que a cultura vive tentando recursos para cobrir ao menos o mínimo para sobreviver, somente agora e com o apoio de amigos o longa pode ser finalizado. No entanto, estamos vivendo um momento em que ‘Luz Negra’ vai ter muito a dialogar e propor sobre o abandono de nossa região e seus cidadãos”, conta Paulo.
Cia. Pessoal do Faroeste é tema de três documentários lançados Entre o fim de 2020 e o início deste ano, foram lançados três filmes documentários em uma parceria da companhia com o Sesc Bom Retiro, que têm como tema o trabalho da Cia. Pessoal do Faroeste e de Paulo Faria durante a pandemia, além de todos os desafios pelos quais passaram.
No dia 26 de janeiro, foi disponibilizado “Fé e Amor de Bicho”, uma continuação ao vídeo anterior, “Templário”, e que traz ao conhecimento do público que o espaço também tem um trabalho de recolhimento de animais abandonados durante a pandemia ou que sofreram maus tratos. Durante a gravação, eram oito cachorros e quatro gatos. Hoje, estão sob o teto do teatro, 19 animais.
Também já está disponível no canal do Sesc Bom Retiro o vídeo “Templário”, que fala sobre a mudança de Paulo Faria para viver dentro do teatro e retoma um texto homônimo escrito por ele há 20 anos sobre a história de um guerreiro que no final do século 21 dirige sua nave para conquistar uma nova estrela, e relembra quando foi queimado em uma fogueira, em 1.200, durante a guerra aos templários e bruxas na idade média.
E o primeiro dessa trilogia, o “Cartografia da Fome”, documentou o início da campanha #FomeZeroLuz e faz parte de uma série de vídeos que apresentam uma cartografia poética e possível para a complexidade dos territórios em seu entorno.
Sobre a campanha #FomeZeroLuz A campanha “#FomeZeroLuz” tem como missão erradicar a fome na região, que tem suas ruas, pensões e cortiços totalmente ocupados por famílias em total vulnerabilidade, principalmente em um momento como este. “Basta acompanhar a imprensa e as redes sociais que é possível perceber como a situação fez aflorar o egoísmo e a intolerância em uma grande parcela da população. Logo o Brasil que tem uma dívida enorme, escandalosa, com a pobreza e o racismo, segue, descaradamente, fazendo jus a essa história tão triste e revoltante”, diz Paulo, Inclusive umas da idealizações da companhia que já tem um histórico de trabalhos sociais na região, é propositalmente a localização onde fica a sede do grupo de teatro, jornada que mereceu a menção honrosa no XXXVI "Prêmio de Direitos Humanos Franz de Castro Holzwarth".
“Estão distribuindo cestas básicas no teatro”, correu a notícia por todo o entorno e, em pouco tempo, chegaram a mil famílias cadastradas, cerca de quatro a cinco mil pessoas, que colocaram alimento em suas mesas graças a companhia. Para se ter algum controle de que as doações seguiriam realmente para o seu propósito, criou-se a regra de que apenas as mulheres poderiam retirar os mantimentos (com algumas exceções analisadas caso a caso). Moradoras de rua, prostitutas, travestis e viciadas que, antes de qualquer rótulo, são em sua grande maioria mães.
Sobre a Cia. Pessoal do Faroeste Em janeiro de 2021, o Pessoal do Faroeste completou 23 anos. A companhia de teatro tem tido como fonte de pesquisa a vida social e política do povo brasileiro por meio de seu imaginário popular e de sua cultura, e com um olhar especial à cidade de São Paulo, especificamente o centro, onde fica sua sede.
Com o objetivo de realizar trabalhos artísticos que reflitam momentos históricos da sociedade brasileira, a proposta é produzir intervenções que valorizem a cidade, e a relação de pertencimento com a região. É nela que se desenvolvem os projetos e a contribuição para o espaço urbano. A Cia Pessoal do Faroeste ganhou o Prêmio Shell em 2014, na categoria Inovação pelo trabalho de ocupação e intervenção social e artística que contribui para transformação urbana da região da Luz. Em 2019, o diretor Paulo Faria recebeu da ALESP 23º Prêmio Santo Dias em Direitos Humanos e, em 2020, a campanha #FomeZeroLuz recebeu uma menção honrosa no XXXVI Prêmio de Direitos Humanos da OAB SP.
Que mal momento para Karol Conka entrar num programa onde ela depende da aprovação do público para ser vitoriosa. Capricorniana do dia 1º de janeiro, Karol está recebendo trânsitos pesados sobre a sua lua natal, que também está no signo de Capricórnio. No mapa astral, a Lua representa as nossas emoções, as nossas relações mais próximas e os comportamentos que aprendemos na infância, e que carregamos com a gente para a nossa vida adulta. Neste momento, o planeta da morte e transformação, Plutão, está fazendo um aspecto de conjunção com a lua de Karol, pedindo uma revisão profunda de suas relações mais íntimas e da sua relação com a sua própria essência.
A lua também representa a nossa relação com o público. É ali que vemos nossa popularidade. Este poderia ser um momento de profundo empoderamento para Karol. Mas, para isso, ela precisaria chegar aonde fosse armada somente com a verdade, despojada de máscaras ou defesas, para se conectar com a sua audiência desde outro lugar. Eu acredito que a Karol, infelizmente, está vivendo um trânsito intenso, profundo e transformador, aos olhos do público, o que sempre é difícil. Plutão está trazendo a tona seu pior, e ela está navegando isso sob os olhos de milhões de pessoas, o que nunca é uma boa ideia. Eu não duvido que, daqui a algum tempo, ela retorne à vida pública transformada, com uma nova abordagem, postura e perspectiva. Mas é sumamente importante que ela mergulhe numa revisão pessoal profunda, para se libertar de medos e complexos que a desempoderam e, quiça, despertem condutas que a afastam dos seus objetivos.
Sobre Márcia Fervienza Astróloga desde 1999, Márcia é formada em Psicologia pela Ashford University nos Estados Unidos e seguiu seus estudos nesta área, pois achava fascinante a mente humana. Hoje é mestra em Psicologia Clinica e Escolar pela Universidade da Pensilvânia e pesquisadora junto ao chair do departamento de educação da universidade. Além das certificações em psicologia, ela também é Coach. Desde 2011, Márcia é colunista do portal Personare e tem diversos artigos publicados na Folha de São Paulo, Estado de São Paulo e Gshow, entre outros.
Tanto em seus atendimentos astrológicos quanto em seu trabalho como Coach, Márcia busca identificar e eliminar obstáculos para facilitar o alcance dos objetivos desejados, promovendo resultados. Enquanto especialista em desenvolvimento humano, ela também trabalha com pais que desejam promover um crescimento emocional e psicológico saudável para seus filhos, ou que querem melhorar a qualidade de suas relações com eles. Márcia Fervienza é brasileira e mora fora do país desde 2007. Hoje ela reside no sul de New Jersey.