domingo, 14 de fevereiro de 2021

.: Diário de uma boneca de plástico: 14 de fevereiro de 2021

Querido diário,

Amo estar juntinho de minhas amigas, igualzinho na foto que coloquei para ilustrar o registro de hoje. Mas quanto mais o tempo passa, fico mais consciente e assustada ao saber que iremos demorar ainda mais tempo para poder viajar. 

Quantos mais me informo, mais percebo que o prazer de entrar em um ônibus de viagem não voltará a me pertencer em 2021. Afinal, as vacinas ainda estão distantes de se tornarem reais e, claro, proteger toda a população brasileira.

Aaaaah! Era tão bom conhecer os lugares do Brasil... Sempre levava uma amiga. Depois, o Auden chegou, ganhou o meu coração, namoramos, noivamos e nos cansamos. Daí, passamos a viajar juntinhos. 

Enfim, deixa eu curtir a natureza de casa... enquanto isso ainda é permitido, né!?

Beijinhos pink cintilantes e até amanhã,

Donatella Fisherburg

sábado, 13 de fevereiro de 2021

.: Livro "Eu Tenho Um Nome", de Chanel Miller, é lançado no Brasil

Em impactante livro de memórias, autora relata o estupro que sofreu e revela uma cultura que protege agressores e expõe vulneráveis.

O kintsugi é uma técnica criada no Japão há cinco séculos, que consiste em reparar peças de cerâmica quebradas usando ouro em pó e laca. Embora o objeto nunca recupere seu estado original, é possível promover a restauração sem apagar as marcas — ou cicatrizes — adquiridas ao longo da sua existência. Assim, esse procedimento, conhecido como carpintaria de ouro, ajuda a compreender como a autora se recompôs para seguir adiante, e contar sua impressionante história no livro de memórias "Eu Tenho Um Nome", que chega às lojas, pela Intrínseca, em fevereiro.

Em uma noite de janeiro de 2015, quando tinha 22 anos, Chanel Miller foi vítima de um estupro no campus da Universidade Stanford, na Califórnia. O autor do ataque, então aluno da instituição, foi condenado a seis meses de prisão — mas só cumpriu metade da pena e foi colocado em liberdade condicional. O caso gerou forte comoção e viralizou nas redes depois que o depoimento de Chanel no tribunal foi postado em forma de carta no site BuzzFeed, sob o pseudônimo de Emily Doe, para preservar sua identidade. Lida no plenário do Congresso americano — e no BuzzFeed por mais de 11 milhões de pessoas em apenas quatro dias —, a declaração da vítima provocou mudanças na lei da Califórnia e a demissão do juiz encarregado do caso.

Agora Chanel Miller reivindica a própria identidade para contar sua história. Embora tudo apontasse para a condenação de Turner — havia testemunhas, ele fugiu, provas físicas foram imediatamente coletadas —, restou para Chanel apenas a luta contra o isolamento e a vergonha. Seu relato lança luz sobre uma cultura que protege os agressores e expõe um sistema de justiça criminal falho com os mais vulneráveis, mas mostra também a coragem necessária para lutar contra a opressão e atravessar o sofrimento.

Ao entrelaçar dor e resiliência, Chanel Miller revela seu tumultuado processo de cura e desafia uma sociedade que tantas vezes permite o inaceitável e ajuda a perpetuar uma cultura que desencoraja as vítimas a buscarem justiça. Além de apresentar uma escritora extraordinária, "Eu Tenho Um Nome" é uma obra capaz de transformar para sempre a maneira como enxergamos os casos de agressão sexual. Você pode comprar "Eu Tenho Um Nome", de Chanel Miller, neste link


Sobre a autora
Chanel Miller
é escritora e artista, formada em literatura pela Universidade da Califórnia. Eu tenho um nome, seu livro de memórias, é best-seller do The New York Times, vencedor do National Book Critics Circle Award e foi eleito um dos melhores livros de 2019 por veículos como The Washington Post, Fortune e People. No mesmo ano, Chanel foi escolhida como uma das cem personalidades em ascensão na lista da revista Time.


O que foi dito sobre o livro
'Eu Tenho Um Nome' é, ao mesmo tempo, uma ferida aberta e um bálsamo, um choro silencioso e o grito mais alto. É mais do que uma acusação. É também uma mão estendida, convidando você a lutar ao lado dela.” - Elle

“Em um mundo perfeito, Eu tenho um nome seria leitura obrigatória para todo policial, investigador, promotor, reitor e juiz que lida com vítimas de agressão sexual.” - Los Angeles Times

.: Os novos poemas de Arnaldo Antunes no livro "Algo Antigo"

"aqui jaz/ o presente// eterno porque eterna// mente fugaz"

Dia 12, chega às livrarias o novo livro de poemas de Arnaldo Antunes, "Algo Antigo". Na obra, lançada pela Companhia das Letrass, o músico, compositor e poeta mistura poemas, poemas visuais e fotografias para falar sobre o tempo – o presente e também o passado: "não tenho saudades/ do que vivi// porque tudo/ está aqui".

 O isolamento, o noticiário e a política são eixos centrais desses versos que, com humor e sensibilidade, impressionam por sua atualidade e contundência. Para Noemi Jaffe, que assina a orelha do livro, é necessário prestar atenção em cada palavra. "Naquele que talvez tenha sido o ano mais difícil de nossas vidas, ano de pandemia e de esboço de ditadura, 'Algo Antigo' repercute a solidão de cada um 'isolado/ por um exército de desertos', cada um como uma 'multidão amputada'. Mas é 'enfiando a adaga do sentido na palavra' que cada uma dessas multidões recupera e refaz seus sentidos possíveis, prontos para o que foi, é e virá a ser", afirma. Você pode comprar "Algo Antigo", de Arnaldo Antunes, neste link.


.: Diário de uma boneca de plástico: 13 de fevereiro de 2021

Querido Diário,

Eu tenho me aborrecido muito com o Windows 10. Ok! Eu estava viciada no Windows XP Professional. Usei por taaaaantos anos, mas ele deixou de funcionar com as atualizações dos navegadores... Não tinha mais como manter essa relação. E olha que eu tentei tudo o que foi possível. Precisei formatar o micro e instalar a tal versão 10.

Agora, estou com esse mais moderninho que trava o computador vezes por vezes... Irrita e fora o tempo que se perde. Seja por esperar destravar o amiguinho cibernético ou quando o próprio realiza o processo de reinicialização. Chato!

O lado bom é que a tecnologia avançou super e o celular consegue quebrar altos, altíssimos galhos, mas nem tudo eu resolvo por lá. Tenho muito para fazer e no computador é muito mais cômodo. Prefiro para ver maior e, claro, na tela bem grande do computador. Quantas comprinhas no Enjoei eu quase levei gato por lebre... Foi o computador, ampliando tudo, que me abriu os olhos.

Eita! Sou super vintage e nem tinha me dado conta! rsrsrs

Beijinhos pink cintilantes e até amanhã,

Donatella Fisherburg

Foto do meu ensaio fotográfico "BFF: Donatella Fisherburg e Gavin Boogie Beach": photonovelas.blogspot.com/2012/09/bff-donatella-fisherburg-e-gavin-boogie.html




.: Luiz Felipe Pondé lança obra inédita "A Era do Niilismo" pela Globo Livros

"A humanidade sempre foi triste. Sempre à beira de um surto. Esse surto foi contido pela imobilidade de longa duração em que vivíamos, mas essa imobilidade acabou." PONDÉ, Luiz Felipe 

Depois do sucesso de "A Era do Ressentimento",  Luiz Felipe Pondé, o filósofo mais polêmico do país, lança obra inédita pela Globo Livros, "A Era do Niilismo - Notas de Tristeza, Ceticismo e Ironia". Nesta obra, Luiz Felipe Pondé investiga os sentimentos de angústia e desesperança que incidem sobre os mais diversos âmbitos da vida e da humanidade. Ao se apoiar na vasta produção literária russa do século XIX e nos estudos filosóficos a partir do mesmo século, o autor constrói argumentos para atestar que não se trata apenas de uma sensação, mas sim do espírito de uma época.

De acordo com o autor, a modernidade é um surto psicótico razoavelmente bem- sucedido (até então). "Um surto funcional, dito em linguagem mais técnica. Denomino esse surto como a era do niilismo", conclui o filósofo. Na Globo Livros o autor já publicou as obras: "A Filosofia da Adúltera", "A Era do Ressentimento", "Aforismos Imorais - Para Canalhas Honestos", "Uma Filosofia Politicamente Incorreta""Crítica e Profecia - A Filosofia da Religião em Dostoiévski". Você pode comprar "A Era do Niilismo", de Luiz Felipe Pondé, neste link.

Sobre o autor:
Luiz Felipe Pondé é doutor em filosofia pela USP, com pós-doutorado pela Universidade de Tel Aviv, em Israel. É colunista da Folha de S.Paulo e professor de ciências da religião na PUC e de filosofia na FAAP. É autor de diversas obras, como "A Era do Ressentimento", "Crítica e Profecia - A Filosofia da Religião em Dostoiévski""A Filosofia da Adúltera".

.: "Roda Viva" recebe Itamar Vieira Júnior, autor do romance "Torto Arado"


Nesta segunda-feira, dia 15, o "Roda Viva" recebe o escritor Itamar Vieira Júnior, autor do premiado romance "Torto Arado". Com apresentação de Vera Magalhães, a edição, inédita e ao vivo, vai ao ar a partir das 22h na TV Cultura, site da emissora, Twitter, Facebook, YouTube e LinkedIn.

Vencedor do Prêmio Jabuti de Melhor Romance em 2020, o livro também garantiu a Vieira Júnior, no ano passado, o Prêmio Oceanos, um dos mais importantes do mundo literário de língua portuguesa. Em 2018, ele já havia recebido o Prêmio Leya para romance. Geógrafo, formado pela Universidade Federal da Bahia, onde também concluiu mestrado, Itamar é doutor em Estudos Técnicos e Africanos pela mesma UFB.

O livro "Torto Arado" é uma história passada no sertão da Chapada Diamantina, região que o autor percorreu inúmeras vezes, durante seus estudos para mestrado e doutorado. A obra retrata a dramática realidade vivida nos sertões, a seca, a violência contra as mulheres e as práticas escravocratas que permanecem nas relações de trabalho.

O programa conta com uma bancada de entrevistadores formada por Paulo Werneck, editor da "Quatro Cinco Um: A Revista dos Livros"; Adriana Ferreira Silva, editora executiva da revista Marie Claire; Márwio Câmara, escritor, jornalista, crítico literário e colaborador do jornal Rascunho; Yasmin Santos, editora assistente do Nexo Jornal e Renan Sukevicius, jornalista e podcaster no Finitude e na Rádio Novelo. E perguntas encaminhadas por vídeo pela Isabel Luca, jornalista e crítica literária, além da participação remota do cartunista Paulo Caruso. Você pode comprar "Torto Arado", de Itamar Vieira Júnior, neste link.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

.: Allman Betts Band revive o bom e velho rock sulista dos anos 60/70


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico musical.

Formada por filhos de músicos lendários da Allman Brothers, a Allman Betts Band chega ao seu segundo disco, intitulado "Bless Your Heart",  buscando reviver o velho e bom rock sulista dos Estados Unidos produzido nas décadas de 60 e 70. E o resultado ficou acima da média.

O álbum apresenta 13 faixas da banda de sete integrantes liderada por Devon Allman (teclados) e Duane Betts (guitarra solo), filhos de Gregg Allman e Dickey Betts respectivamente. No baixo está Berry Oakley Jr., filho do lendário baixista Berry Oakley. Johnny Stachela (guitarra), John Ginty (teclados), R Scott Bryan (percussão) e John Lum (bateria) completam a formação.

"Bless Your Heart" foi gravado no Muscle Shoals Sound Studio. Teve um início forte com a faixa "Pale Horse Rider", que tem um toque ocidental. Betts veio com o riff que Devon Allman descreve como "indutor de vertigem". E revela que a história da música "meio que se escreveu sozinha".

O disco segue com “Carolina Song”, que tem forte influência de Tom Petty. “Ashes of My Lovers” apresenta Betts nos vocais principais e é outra faixa com sentimento ocidental. “Magnolia Road” foi o primeiro single lançado do álbum e tem Allman e Betts trocando os vocais principais com a guitarra slide de Johnny Stachela.

Berry Oakley Jr. faz sua estreia vocal em um álbum da Allman Betts Band com "The Doctor’s Daughter", composição de sua autoria. Em "Bless Your Heart", The Allman Betts Band continua a fazer o que faz de melhor: mostrar o bom e velho rock sulista com toques de blues. As 13 faixas levam o ouvinte a um passeio e são preenchidas com uma abundância de texturas. Vale a pena conferir esse som.

"Pale Horse Rider"

"Magnolia Road"

"Southern Rain"



.: Livro "Agora e Para Sempre, Lara Jean" vem com sobrecapa do filme


A emocionante conclusão da trilogia "Para Todos os Garotos que já Amei" ganha uma edição com sobrecapa inspirada no filme da Netflix.

Depois de conquistar o público com as adaptações de "Para Todos os Garotos que já Amei" e "P.S.: Ainda Amo Você", a história de Lara Jean chega ao fim com o lançamento do último filme da série na Netflix. Com Lana Condor e Noah Centineo como protagonistas, a produção estreia no dia 12 de fevereiro na plataforma de streaming, e, para celebrar esse tão aguardado desfecho, a Intrínseca lança uma edição de "Agora e Para Sempre, Lara Jean" com sobrecapa inspirada no pôster do filme.

Depois de ver suas cartas de amor secretas serem misteriosamente enviadas aos seus destinatários em Para todos os garotos que já amei, e encarar as dores e as delícias de viver um relacionamento de verdade em "P.S.: Ainda Amo Você", Lara Jean se vê diante de uma escolha que pode mudar sua vida para sempre.

Na surpreendente e emocionante conclusão da trilogia "Para Todos os Garotos que já Amei", o último ano de Lara Jean no colégio não poderia ser melhor: ela está apaixonadíssima pelo namorado, Peter; seu pai vai se casar em breve com a vizinha, a sra. Rothschild; e sua irmã mais velha, Margot, vai passar o verão em casa. 

Por mais que esteja se divertindo muito organizando o casamento do pai e fazendo planos para os passeios de turma e para o baile de formatura, Lara Jean precisa resolver um grande dilema: a universidade na qual vai estudar. A menina viu Margot passar pelos mesmos questionamentos, e agora é ela quem precisa decidir se vai deixar sua família – e, quem sabe, o amor da sua vida – para trás. A tradução é de Regiane Winarski. Você pode comprar "Agora e Para Sempre, Lara Jean", de Jenny Han, neste link

Sobre a autora
Jenny Han nasceu na Virgínia, Estados Unidos, e cursou mestrado em escrita criativa pela New School. Sabe fazer um brownie perfeito, é ótima em inventar apelidos e tem paixão por livros de receitas. Sua série de TV preferida é "Buffy - A Caça-Vampiros". Mora no Brooklyn, em Nova York. Pela Intrínseca, Jenny Han publicou a aclamada série "Para Todos os Garotos que já Amei" e a "Trilogia Verão", tendo alcançado o estrondoso sucesso de um milhão de exemplares vendidos no Brasil.

.: Diário de uma boneca de plástico: 12 de fevereiro de 2021


Querido diário,

Eu me esqueci de contar pra ti, mas eu e Auden P!nk terminamos de assistir a terceira temporada de "Cobra Kai", nessa semana agorinha. Eu amei, amei e amei. Claro que foi puro drama, muita sofrência... Miguel na cadeira de rodas. Uma pegada bem diferente das duas primeiras temporadas, mas... cada episódio termina em grande estilo. Essa é a essência de Cobra Kai.


Strike first
Strike hard
No mercy


Ah! E quantas cenas eu fiquei maluca por um flashback do filme... e continuei só na vontade -na maioria das vezes. Queria tanto que mostrassem o Johnny destruindo o rádio da Ali...

Diário, dessa vez... o amor fica super e total no ar, principalmente para os atores veteranos de "Karatê Kid".  Daniel San e Johnny Lawrence que o digam, viu! Tem cada retorno... Para aplaudir de pé! 

Tem mais lutas entre rivais, suspensão de torneio, discussões por falta de diálogo e até momentos de entendimento... Fora que as sequências de cenas são tão anos 80... e incríveis. Algo como que para ver e rever todas as três temporadas.

Ah, meu querido diário, o que dizer pra ti sobre a trilha sonora? Está bem enxuta, mas as músicas que tocam, continuam sensacionais... tem até "I Wanna Rock" e "Open Arms". Sabe quando uma música começa a tocar, você respira bem fundo para ter fôlego e cantar junto? Diário... foi justamente assim.

Algo pra lá de interessante é que nessa temporada... descobrimos a origem do nome do Dojo que também é o do seriado. Bem, eu amo "Cobra Kai", "Miyagi-Do" e "Eagle Fang Karate"!! 

Preciso da quarta temporada para ontem, ok?! Enquanto isso não acontece, vou apresentando essa maravilha para as minhas amigas e amigos. Duda Bianchinni aí na foto comigo, já está assistindo "Cobra Kai"!!

Beijinhos pink cintilantes e até amanhã,

Donatella Fisherburg
 


 

.: Tudo sobre a ClubHouse: o que a nova rede social nos diz até agora?


Por Maria Carolina Avis, professora do curso de Marketing Digital do Centro Universitário Internacional Uninter.

A nova rede social do momento, ClubHouse, já existia desde 2020 nos Estados Unidos, mas se popularizou depois que Elon Musk usou a plataforma para entrevistar o CEO da Robinhood, Vlad Tenev. Essa rede ganhou destaque em pouco tempo, afinal em maio de 2020 foi avaliada em $100 milhões de dólares, recebeu investimento de $12 milhões de dólares e agora é avaliada em $1 bilhão de dólares, tendo apenas 9 funcionários. 

Chegou com uma proposta bem diferente de outras redes, sendo uma espécie de podcast ao vivo, com a possibilidade de interação e conversas entre várias pessoas e já foi adotada por diversas celebridades, artistas, influenciadores e grandes referências em assuntos profissionais. Como o app funciona com base nas conversas por voz, não sobrecarrega tanto o recebimento e consumo de dados, o que faz com que não trave tanto e não tenha tanto delay como em conversas por vídeo.

São mais de 2 milhões de usuários ativos por semana, e em janeiro de 2021 chegou à marca de 3 milhões de downloads. A plataforma é disponibilizada apenas para o sistema iOS e só é possível utilizá-la através do recebimento de um convite, enviado por outro usuário. Quando alguém se inscreve no app, recebe dois convites, para que seus contatos façam parte. Existem pessoas até cobrando, de forma ilegal, pelo convite para entrar na rede social que se tornou o aplicativo número um na Apple Store.

É muito cedo para falarmos sobre estratégias certeiras e que funcionam bem, pois depende de experimentos e testes a longo prazo, que são baseados e delineados de acordo com o comportamento de consumo dos usuários, e como é uma rede nova, ainda estamos falando de previsão de tendências para um futuro próximo. Algumas observações importantes:

O medo de ficar de fora
As pessoas estão passando muito tempo na rede (de 11 a 22 horas semanais). É claro que pelo fato de ser uma novidade, é compreensível, mas o que reforça isso é o senso de exclusividade, já que só é possível utilizar com o recebimento de um convite, e caso seu celular seja um iPhone. Já que em outras redes só se fala de ClubHouse (inclusive Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, faz parte de diversos debates na rede) há uma certa urgência por parte de todos para conseguirem entrar também. 

Esse apelo de exclusividade potencializa o fato de as pessoas terem medo de ficar de fora do que é atual. Outro fato que reforça o medo de perder, comportamento cognitivo do ser humano, é que o conteúdo não fica registrado na rede social, ou seja, se quiser saber do que está acontecendo, precisa acompanhar em tempo real, precisa estar lá, porque depois vai perder a oportunidade. 

É aí que fica o medo de ficar de fora. Aparece a notificação do tema da sala, e você sabe que aquela discussão não vai ficar salva, então se quiser, tem que ouvir na hora. Isso tudo está causando um alvoroço, já que o conteúdo compartilhado é de grande qualidade, são muitas salas ao mesmo tempo e as pessoas querem consumir todo este conteúdo.

Networking fortalecido
Dois termos definem bem o ClubHouse neste momento: conteúdo colaborativo e a conexão. A rede é formada por pessoas, dentre elas grandes profissionais e celebridades. Já pensou em estar na mesma sala de bate-papo que seu grande ídolo, ou alguém que você admira? No ClubHouse isso é possível e muito corriqueiro. 

As salas têm moderadores que podem interagir o tempo todo, mas os ouvintes também podem pedir a palavra e falar com os demais participantes. Uma excelente oportunidade de fortalecer a rede de contatos. O networking é fortalecido quando se mostra o seu valor, e a rede proporciona muito isso. 

Quem não sabe, não consegue fazer ao vivo
Quem não tem conteúdo relevante para compartilhar, não tem vez. É melhor ficarem como ouvintes. Aqueles criadores de conteúdo amadores que se dizem profissionais de ponta, e na prática só geram conteúdo depois de uma longa pesquisa ou com a ajuda do time de criação de conteúdo, vão passar apuro caso queiram ser speaker, já que não podem terceirizar o conteúdo. 

Além disso, o conteúdo precisa ter muita qualidade, já que tem um nível alto de audiência, incluindo celebridades e grandes especialistas. Quando se fala em conteúdo relevante, também tem a ver com a qualidade dele. Não adianta chover no molhado ou abrir uma discussão como conversa de bar, que em nada vai agregar. 

Apesar de ter adesão no início, enquanto tudo é novidade, a tendência é que o consumo de conteúdo seja mais seletivo. Com relação às outras redes, a produção de conteúdo no ClubHouse é mais facilitada, já que não depende de uma superprodução, apenas da voz e do conhecimento, e os assuntos vão surgindo naturalmente.

A disputa é pelo seu tempo
Sempre que surge uma nova rede social, surge junto o questionamento: será que agora as outras redes sociais vão perder a força? Será que todos vão deixar de usar outras redes e migrar para a nova? A resposta é: não. Os usuários utilizam várias redes, de acordo com suas necessidades, até porque nenhuma é igual a outra. Se fosse para termos 10 redes sociais iguais, não teria por que termos 10, não é mesmo? A grande disputa não é pela sua adesão, mas sim pelo seu tempo. Redes sociais não são exclusivas.

Para as empresas, é um desafio
Enquanto para os usuários é uma excelente fonte de contatos relevantes, para as empresas é um grande desafio gerar conteúdo e se posicionar por lá. É preciso ter uma gestão muito bem feita para conseguir equilibrar a produção de conteúdo em áudio por colaboradores, já que a rede é feita por usuários e a humanização é extrema. A Audi foi a primeira montadora no Brasil a promover um debate na rede, que contou com colaboradores sendo mediadores do bate-papo sobre carros elétricos.

Segundo plano vai mudar as estratégias
Boa parte do sucesso e da grande adesão à rede é pelo fato da rede social funcionar bem em segundo plano, ou seja, basta abrir o app, entrar em uma discussão e navegar entre outros aplicativos, sem precisar ficar olhando para a tela do ClubHouse. Isso explica o comportamento dos usuários em passar um longo tempo consumindo conteúdo. Por isso, os conteúdos de outras redes sociais precisam ser repensados, já que vão assistir aos vídeos sem áudio, por exemplo. Legendas nunca foram tão importantes como agora para atrair a atenção.

Tudo tem um ponto negativo
Para os surdos ou os surdos oralizados, o ClubHouse está fora de cogitação, infelizmente. Isso porque ainda não existe a função de legenda e transcrição, portanto um público fica de fora. Alguns aplicativos externos fazem isso, mas acaba sendo uma carência na funcionalidade da rede social. Além disso, acaba tendo muita gente querendo aparecer ao mesmo tempo, muitas salas sendo criadas e falando sobre o mesmo tema. Se não atrair fortemente a atenção do usuário, ele vai para outra sala que esteja mais interessante. Por isso, os criadores precisam de atenção redobrada para a relevância da discussão, para ter uma boa taxa de retenção de atenção.

Por fim, capricha no texto da biografia. Como a rede tem poucas funcionalidades e é bem intuitiva, o que mais acontece é o ouvinte clicar nas fotos dos speakers para saber mais sobre eles. Quando clicam, precisam ter vontade de te seguir para saber sempre que estiver online em alguma sala. Lembre-se que apenas o início do texto da bio é visto. Somente com o tempo passando, será possível acompanhar o comportamento de consumo de conteúdo dos usuários, para traçar melhores estratégias, mas, por enquanto, o ClubHouse caiu no gosto dos internautas.



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