quarta-feira, 24 de março de 2021

.: Espetáculo "As Palavras da Nossa Casa", inspirado em Bergman, reestreia


Inspirada em Ingmar Bergman, a peça imersiva  “As Palavras da Nossa Casa” é apresentada ao vivo pelo Zoom. O espetáculo, que lotou todas as sessões durante a temporada na Casa das Rosas, agora traz o público para dentro de uma videoconferência familiar, em uma espécie de “linha cruzada audiovisual”. Adriana Câmara em cena de “As Palavras da Nossa Casa”. Foto: Hernani Rocha 

Sucesso de público na Casa das Rosas, o espetáculo imersivo “As Palavras da Nossa Casa”, do Núcleo Teatro de Imersão, teve sua temporada interrompida por conta da pandemia de Covid-19. Por isso, o grupo decidiu reambientar o texto e explorar os recursos oferecidos pela internet para criar uma versão online da peça. A nova temporada pode ser conferida entre os dias 22 e 27 de março, com sessões de segunda a sexta, às 14h30 e às 19h30, e, no sábado, 16h e às 20h.

A dramaturgia do espetáculo foi escrita por Adriana Câmara, que também assina a direção, e Glau Gurgel a partir de vários filmes do cineasta sueco Ingmar Bergman (1918-2007). “A principal referência é ‘Sonata de Outono’ (1978), mas também fazemos referências a ‘Através de um Espelho’ (1961), ‘Gritos e Sussurros’ (1972), ‘Morangos Silvestres’ (1957) e ‘Face a Face’ (1976), revela a diretora.

Na trama, o espectador acompanha uma reunião virtual entre a famosa cantora Charlote (interpretada pela atriz Gizelle Menon), sua filha única Eva (Adriana Câmara) e seu genro Victor (Glau Gurgel). As duas não se veem há muito tempo e guardam profundas mágoas do passado, como o fato de Eva ter se sentido, a vida inteira, negligenciada por Charlote, precisando, inclusive, lidar com a perda de seu único filho sem o apoio da mãe, que se dedicava à administração das demandas de sua carreira internacional.

Charlote vive na agitada metrópole São Paulo, enquanto Eva optou por uma vida mais tranquila e foi morar com o marido, o pastor presbítero Victor, em Garanhuns (PE). Como Victor teve contato com alguém que contraiu covid-19 na sua igreja, ele e Eva dividem telas diferentes – enquanto ela circula pelo apartamento, ele acessa a conferência do escritório, onde passa a quarentena.

Para resgatar os sentimentos nobres que ainda existem entre elas, mãe e filha precisam encarar todas as suas feridas e, nesse processo, acabam proferindo palavras muito duras. A montagem sensível provoca a identificação imediata do espectador, ao tratar de temas como o amor, as cobranças e expectativas na criação dos filhos, as diferenças de geração, a falta de comunicação em relacionamentos, a esperança e os recomeços após dores profundas e os temores trazidos pela pandemia, numa abordagem que parte de situações e conflitos parecidos com os que todos já vivenciaram ou testemunharam.

O caráter imersivo da montagem ganha novos contornos via Zoom. Enquanto, na Casa das Rosas, os espectadores entravam no casarão de Eva e Victor, na década de 1960, e percorriam seus diversos cômodos, cercados por personagens com figurinos da época, agora, na versão virtual do espetáculo, o público entra na videoconferência da família, nos tempos atuais, durante a pandemia, acompanhando bem de perto esse encontro virtual e tendo a oportunidade de conhecer diversos ambientes das casas de Eva, Victor e Charlote. 

“Na versão presencial, o público entrava fisicamente no espaço físico dos personagens, agora o público entra virtualmente no espaço virtual dos personagens e assiste à apresentação como se estivesse testemunhando uma conversa de uma família verdadeira, e não uma encenação, numa espécie de ‘linha cruzada audiovisual’. Nosso objetivo é que a experiência seja tão imersiva, que o público esqueça que se trata de um espetáculo”, conta Adriana Câmara. Depois da sessão, o elenco continua no Zoom para uma conversa com os espectadores.

Essa temporada foi contemplada pelo edital do Programa de Ação Cultural (ProAC Expresso) e conta com recursos da Lei Aldir Blanc e realização da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria Especial de Cultura, do Ministério do Turismo, do Governo Federal.

“As Palavras da Nossa Casa” é o segundo espetáculo do Núcleo Teatro de Imersão. A primeira peça do grupo, “Tio Ivan”, ganhou o Aplauso Brasil 2018 na categoria Melhor Espetáculo de Grupo por voto popular. 

Sobre o Núcleo Teatro de Imersão
O Núcleo Teatro de Imersão é um grupo teatral de São Paulo, SP, que pesquisa e monta espetáculos de teatro imersivo, propondo novas relações entre ator e espectador, ao inserir o público no espaço da representação, em meio à cena representada. O objetivo do grupo é fazer com que o espectador se envolva com os personagens e emocione-se com a história como se estivesse testemunhando eventos reais, e não uma encenação. No período de distanciamento social, o grupo tem realizado também experiências de teatro virtual, criando espetáculos online que levam o espectador para dentro do mesmo ambiente virtual dos personagens.

O Núcleo Teatro de Imersão iniciou suas pesquisas em 2014 e, no ano de 2017, estreou seu primeiro espetáculo imersivo e itinerante, “Tio Ivan”, adaptação para a peça teatral “O Tio Vania”, de Anton Tchekhov, em cartaz por três temporadas na Oficina Cultural Oswald de Andrade e na Casa das Rosas, em São Paulo, em 2017, 2018 e 2019. A montagem foi premiada como Melhor Espetáculo de Grupo de 2018 do Prêmio Aplauso Brasil (júri popular).

Em 2020, o Núcleo Teatro de Imersão estreou “As Palavras da Nossa Casa”, encenação imersiva e itinerante inspirada em obras de Ingmar Bergman, em cartaz na Casa das Rosas, em São Paulo, de janeiro a março. O espetáculo obteve lotação máxima em todas as sessões de sua temporada e, com a chegada da pandemia de Covid-19, ganhou temporada online ao vivo, pelo Zoom, além de apresentação pela Conexão Casas de Cultura, nas redes sociais da Casa de Cultura de Santo Amaro, e pela Virada Cultural da Cidade de São Paulo. 

Em 2021, o Núcleo Teatro de Imersão está se preparando para lançar o espetáculo virtual Ausências, montagem interativa e imersiva, que acontece ao vivo, online, pelo Zoom, com participação ativa dos espectadores. 

Sinopse
Durante a pandemia, uma cantora famosa reencontra sua filha e seu genro através de um aplicativo de videoconferência. No encontro, revelam-se as mágoas, o amor e as perdas que unem e separam a família. O público testemunha a videoconferência das personagens como se estivesse flagrando a conversa de uma família verdadeira. Espetáculo imersivo virtual inspirado livremente em obras de Ingmar Bergman.


Ficha técnica
Espetáculo:
"As Palavras da Nossa Casa"
Realização: Núcleo Teatro de Imersão
Direção: Adriana Câmara
Texto: Adriana Câmara e Glau Gurgel, inspirado livremente em obras de Ingmar Bergman
Elenco: Adriana Câmara (Eva), Gizelle Menon (Charlote), Glau Gurgel (Victor)
Anfitriã da sessão: Dayane Isabela
Produção executiva: Adriana Câmara
Cenografia e figurino: Adriana Câmara
Produção de arte: Adriana Câmara, Gizelle Menon e Glau Gurgel
Programação visual: Hernani Rocha
Fotografias: Hernani Rocha
Produção: Menina dos Olhos do Brasil
Assessoria de imprensa: Agência Fática (Bruno Motta e Verônica Domingues)

Serviço
Espetáculo:
 "As Palavras da Nossa Casa"
Temporada: 22 a 27 de março de 2021
De segunda a sexta, às 14h30 e às 19h30, e, no sábado, às 16h e às 20h
Ingressos: grátis
Reservas online: www.sympla.com.br/nucleoteatrodeimersao
Classificação: 14 anos
Duração: 90 minutos
Gênero: drama imersivo
Site do grupo: https://www.nucleoteatrodeimersao.com.br/
Site do espetáculo: https://www.nucleoteatrodeimersao.com.br/as-palavras-da-nossa-casa
Facebook: https://www.facebook.com/nucleoteatrodeimersao
Instagram: @nucleoteatrodeimersao


.: Aguinaldo Silva revela como foi a saída da Globo e fala de Marina Ruy Barbosa


Depois de 40 anos na Rede Globo, Aguinaldo não teve o contrato renovado com a emissora. O anúncio de sua demissão aconteceu em janeiro do ano passado. “Primeiro, eu fiquei chocado. Porque quando as coisas são assim muito oficiais, depois de uma relação tão longa e que rendeu tantos frutos para ambas as partes, essa coisa assim meio burocrática, oficial, é meio chocante. E eu fiquei um pouquinho magoado com duas ou três pessoas que também não estão mais lá”, desabafa. “Foi o fim de um ciclo, entendeu? A emissora me deu muito durante esses 40 anos, eu não posso me queixar. E eu também dei muito para a emissora. Foi uma troca justa”, completa Aguinaldo. 

O último trabalho do novelista na TV, a novela “O Sétimo Guardião” (2018), virou assunto na imprensa por conta de um suposto affair entre os atores José Loreto e Marina Ruy Barbosa. Questionado sobre os rumores de traição, Aguinaldo é categórico: “Eu confio plenamente na palavra da Marina, que é minha afilhada, e eu sei que para mim ela não mentiria. Ela sempre me disse que não aconteceu nada”. José Loreto e a então esposa Débora Nascimento se separaram em 2019. 

Além dos bastidores da novela, a trama de “O Sétimo Guardião” também foi assunto da imprensa especializada e do público, que criticaram o desenrolar da história. À época, Aguinaldo Silva rebateu seguidores e até artistas que o criticaram pelas redes sociais. “O que aconteceu em ‘O Sétimo Guardião’ é que talvez eu estivesse em uma fase muito ativa na Internet. Eu tinha opiniões muito próprias, e isso não foi bem aceito pelas pessoas, que viram na novela uma oportunidade para puxar o meu tapete”, declara ao programa "A Noite É Nossa".

Considerada a novela brasileira de maior audiência de todos os tempos, o autor também relembra “Roque Santeiro” (1985): “Até hoje, é o maior fenômeno da TV brasileira. Tem gente que não era nem nascida na época, mas sabe quem é a Viúva Porcina”. Ele também fala sobre a protagonista da trama, a atriz Regina Duarte: “A Regina era a ‘namoradinha do Brasil’ e havia feito várias personagens doces e românticas. Quando a chamaram para fazer a Viúva Porcina, tiveram que arrancar a Viúva Porcina de dentro da Regina. Ela estava lá, só que a Regina não sabia”

No meio da entrevista, de surpresa, Aguinaldo recebe mensagem da eterna Viúva Porcina. Com exclusividade ao "A Noite É Nossa", a atriz Regina Duarte diz a ele: “A Porcina foi a porta-bandeira da alegria com quem eu mais me diverti na vida. Minha gratidão eterna por ela e a esse presente incrível que você me deu, a mim e a todo o nosso público de telenovelas. Receba um grande abraço desta sua fã”, conta.

Aguinaldo Silva revela que chegou a pensar em uma personagem para a cantora Anitta. O convite para que ela atuasse em uma novela dele aconteceu no programa Domingão do Faustão, em 2016, mas a participação nunca aconteceu. “A Anitta foi assim. Eu fiz uma longa entrevista quando ela estava começando a ser Anitta. Ela foi na minha casa só com uma assessora de imprensa, ela mesma dirigindo o carro, botou na minha garagem, subiu… e eu comecei a conversar com aquela mulher e percebi que ela era tão focada na carreira, no que ela queria, em tudo isso. Era uma pessoa tão forte. Eu percebi que ela ia ser um grande sucesso. E eu fiquei tão fascinado por aquela figura que eu disse: ‘Você não quer aparecer em uma novela minha?' E ela topou. Só que nesse intervalo, entre a entrevista e o começo da gravação da novela, Anitta virou Anitta”, lamenta o novelista. 

Aguinaldo conta que Lima Duarte foi o ator com que mais trabalhou em sua carreira: “Fiz nove trabalhos com ele. O Zé Mayer, por exemplo, fez sete novelas comigo. Mas o Lima é o campeão”. Sobre a volta de José Mayer às telinhas, o dramaturgo é categórico: “Eu acho que isso vai acontecer (a volta de José Mayer às novelas). O que também afastou o Zé é que ele teve um problema de saúde, que já está resolvido. Ele agora está em forma. Evidente que alguém vai chamá-lo”

Questionado sobre seu futuro na televisão, Aguinaldo afirma: “Eu acho que a partir de agora, qualquer que seja o lugar onde eu volte a trabalhar, o que a gente tem que fazer é um contrato por obra. Alguém quer uma novela minha? Tudo bem, vamos conversar. Eu apresento uma sinopse e me apresentam uma proposta. Acabou a novela, acabou o compromisso. De onde quer que venha o chamado, se for do meu interesse, eu aceito. E tem mais uma coisa: eu tenho histórias já prontas”.

terça-feira, 23 de março de 2021

.: Monja Coen e Clóvis de Barros Filho lançam livro "Despertar Inspirado"


A Monja Coen e o filósofo Clóvis de Barros Filho lançam o livro "Despertar Inspirado". Escrito por duas das personalidades mais influentes dos dias de hoje, "Despertar Inspirado" une filosofia e autoconhecimento e propõe reflexões matinais para impulsionar o desenvolvimento pessoal. O professor Clóvis faz uma sequência de reflexões diárias, movido pela reclusão e a necessidade de se manter inspirado, complementadas por comentários da monja, cheios de compaixão, novas fundamentações e perspectivas sobre aquele olhar. 

O livro "Despertar Inspirado" é resultado da iniciativa de dois amigos. Nos primeiros dias de abril de 2020, momento em que o mundo mergulhava na reclusão, o professor Clóvis de Barros Filho decidiu usar a internet para comunicar o que lhe passava pela cabeça em cada amanhecer. Em um esforço para perseverar no próprio ser e encontrar positividade e motivação, sempre às seis da manhã, ligava a câmera e falava consigo mesmo.

Monja Coen Roshi, amiga de longa data, com a mesma frequência e assiduidade, assistia aos vídeos e lhe enviava mensagens com comentários aprofundando ainda mais as reflexões -  e, assim, entenderam que o conteúdo poderia ser ampliado e frutífero também em um livro. “Acredito que o pensamento sobre a vida é nossa maior fortaleza. O livro foi substancialmente enriquecido, quando comparado aos vídeos, e se propõe exatamente ao que está no título, um despertar inspirador, ameno, prazeroso e alegre”, explica Clóvis de Barros Filho.

Ainda que o livro, em parte, em tom motivacional, possa soar como uma antítese do tom de voz mais comum ao professor quando fala sobre si mesmo, ele torna-se na verdade um retrato ainda mais claro sobre sua personalidade. “A verdade é que por mais que meu humor possa soar autodepreciativo, em situações limítrofes como a que estamos vivendo, é imperativo se preocupar com nossas famílias, amigos, funcionários e sermos uma fortaleza para eles. E é aí que encontrei a motivação para seguir em frente”, explica. Você pode comprar "Despertar Inspirado", de Monja Coen e Clóvis de Barros Filho, neste link.


Sobre a Citadel 
A Editora Citadel foi fundada em Porto Alegre em 2014 e, desde então, mantém o foco de seus lançamentos nas áreas de desenvolvimento pessoal, psicologia aplicada, administração e filosofia. Seu catálogo conta com obras de importantes autores, como Clóvis de Barros Filho, Pedro Calabrez, Napoleon Hill, Donald Trump, e títulos best-sellers como “Mais Esperto Que O Diabo'', o livro mais lido no Brasil em 2020. 


Serviço
Autores: Clóvis de Barros Filho e Monja Coen
Editora: Citadel
Link na Amazon: https://amzn.to/3d0wjKz

.: E se Dom Casmurro fosse escrito hoje? Toni Brandão desvenda o assunto


O premiado escritor Toni Brandão lança, pela Melhoramentos, "Dom Casmurro, o Filme", que coloca os elementos contemporâneos na obra machadiana, uma das mais importantes da literatura brasileira.

O triângulo amoroso criado por Machado de Assis nunca foi tão atual. Capitu, Escobar e Bentinho poderiam ser personagens de um romance vivido nos dias de hoje. E quem conta essa história é o premiado escritor Toni Brandão, em "Dom Casmurro, o Filme".

A obra, um dos grandes lançamentos da Editora Melhoramentos do ano, mistura os diálogos dos personagens, fiéis à obra original, a elementos presentes em qualquer romance: mensagens por aplicativo, áudio, músicas, roteiros de filmes e muita dor de cotovelo (isso é atemporal). Será que existiriam perdão e permissão nos tempos de hoje? E tem mais novidades: a história cinematográfica que se passa dentro do livro "Dom Casmurro, o Filme" vai para as telas do cinema e para o teatro.


O clássico e o moderno

Um enredo em que amor, intriga, mistério, traição e ciúme envolvem um triângulo amoroso. São dois homens interessados em uma mulher, com enorme poder de sedução. Mas eles acabam também se relacionando. Adivinhou o nome da obra? Estamos Falando de "Dom Casmurro", obra publicada em 1889 por Machado de Assis, que fala sobre o imbróglio sentimental de Capitu, Bentinho e Escobar.

"Dom Casmurro, o Filme", do premiado escritor, roteirista e dramaturgo Toni Brandão, que está de volta à Melhoramentos, se encarrega de colocar a modernidade no clássico mais famoso da literatura brasileira. O livro, um dos grandes lançamentos da rditora Melhoramentos deste ano, mistura os diálogos dos personagens, fiéis à obra original, a elementos presentes em qualquer romance: mensagens por aplicativo, áudio, músicas, roteiros de filmes e muita dor de cotovelo (isso é atemporal). Será que existiriam perdão e permissão nos tempos de hoje?

"''Dom Casmurro, o Filme' está para o homem moderno brasileiro como 'Hamlet' está para Shakespeare. A dimensão é a mesma", afirma Toni Brandão, autor transmídia que tem a marca de 2,5 milhões de exemplares vendidos, de seus grandes sucessos editoriais. Brandão foi premiado no Festival de Berlim no ano passado, ganhou o prêmio APCA e transita com facilidade pela linguagem do cinema, da internet, da TV e da literatura.

E dentro do livro de Toni Brandão tem um filme: o diretor publicitário Neko Brutos decide produzir um longa, baseado no romance de "Dom Casmurro". Ele reúne atores talentosos, que reproduzem o mais famoso triângulo amoroso da literatura brasileira. A atriz Bela Gilbert (Capitu) é famosa e bem-sucedida e se envolve com Tom Guerra (Bentinho), um ator problemático - e que se beneficia do sucesso da amada até nas redes sociais, já que, com o relacionamento, ele vê subir o engajamento e até o número de seguidores.

O trio é formado por Guel Porto (Escobar), figura nebulosa, enigmática. O detalhe fica por conta do local de gravação do filme. É um casarão lindo e misterioso, que parece mesmo ter saído das páginas do romance "Dom Casmurro". Os editores do longa percebem, nas cenas gravadas, presenças estranhas nos sets, o que o diretor Neko Brutus atribui à influência do Bruxo do Cosme Velho.

A obra de Toni Brandão é uma grande ousadia, que resulta num trabalho inesquecível. Nas páginas do livro ele coloca a tecnologia de forma brilhante, o que faz com que o leitor não desgrude das páginas. Ele traz empoderamento feminino, detalhes das relações contemporâneas (afetivas e profissionais), racismo e mistério e referências de Shakespeare, Fernando Pessoa e Truman Capote. A história, na verdade, gira em torno do desejo. Tudo isso dentro do universo machadiano. E tem mais novidades: a história cinematográfica que se passa dentro do livro "Dom Casmurro, o Filme", vai para as telas do cinema e para o teatro. A vida imita a arte. Você pode comprar "Dom Casmurro, o Filme", de Toni Brandão, neste link.


Sobre o autor
Toni Brandão é autor, roteirista e dramaturgo, com projetos de sucesso na literatura, no teatro, na televisão, no cinema e na internet. Seus livros já ultrapassaram a marca de 2,5 milhões de exemplares vendidos. Ele á ganhou o prêmio APCA, entregue pela Associação Paulista de Críticos de Arte e foi premiado no Festival de Cinema de Berlim.

Ficha Técnica
Livro: "Dom Casmurro, o Filme"
Autor:
Toni Brandão
Formato: 13,5 x 21 cm
Número de páginas: 256
Link na Amazon: https://amzn.to/318l2T7

.: Diário de uma boneca de plástico: 23 de março de 2021


Querido diário...

Tenho que contar algo que me aconteceu ontem no McDonald's de pertinho de casa. Eu e Auden Pink fizemos compras de alguns itens que estavam em uso do nosso estoque e... Há um atacadista Assaí com uma unidade do McDonald´s, Burger King, Subway... 

E como essa pandemia está infinita, não é possível ir até a praça de alimentação ou fazer o pedido diretamente no totem. Tudo acontece, mas por meio de um funcionário. No caso, quem nos atendeu foi uma mocinha muito, muito educada e atenciosa.

Eis que por vezes, enquanto éramos atendidos, o gerente dali chamou a atenção da jovem. Fora a vez em que ao longe, sem aparecer, perguntou se ela estava viva ainda.

Nossa! Que situação chata! 

A mocinha estava nos atendendo, logo, trabalhando... 

Não havia necessidade de fazer aquele show com ela e muito menos diante de clientes! Nós!

É aí que está o problema da humanidade, basta ter um poder que coloque o vilão em um posto de poder, mínimo que seja, para se achar no direito de sambar em cima de um subordinado. 

Eis o grande erro... A mocinha não é empregada do gerente, mas da rede fast food.

Essa cena me deu um tremendo gatilho. 

Automaticamente eu me recordei da escolinha em que dei aula até setembro de 2020. Em plena pandemia, a coordenadora que tratava as professoras como imbecis, decidiu infernizar a todas "colaboradoras". Nessa, eu fui inclusa, mesmo tendo um salário que era menos da metade de um salário mínimo. Como estávamos em casa, por tabela, infernizou meu marido, usando o odioso WhatsApp. Tudo sempre acontecia em outros dias, nunca às quintas-feiras, quando eu tinha as míseras cinco aulas.

É nítido que a seleção dos ocupantes aos cargos de gerência/coordenação é realizada por meio de uma sequência de equívocos. O grande vencedor para assumir o posto é aquele que pode humilhar a quem irá comandar.

Assim... perde-se o "co". Aos gerentes o que se vê é a apenas a conjugação do verbo mandar. Ele no alto de sua presunção e total ineficiência apenas manda e humilha os outros para executarem o que o "reizinho" deseja.

A verdade é que o Brasil sempre será um país de escravos... Essa cadeia no mercado de trabalho é faminta e cíclica. Não terá fim...

Beijinhos pink cintilantes e até amanhã,






.: "Como Todos os Atos Humanos", da Cia. do Sopro, vira peça-filme gratuita

Filha relata ao público o seu crime de parricídio em peça-filme que estreia dia 24 de março pelo Youtube. Como Todos os Atos Humanos trata, de forma simbólica, do "feminino" refém do patriarcado, da violência explícita ou mesmo velada a que a mulher vem sendo submetida ao longo da história. 

À medida que vai contando seu crime, deixa entrever agudos e finos traços de inteligência e sensibilidade que revelam o seu raciocínio lógico, mas que também confundem, desarrumam e inquietam. A partir das obras de Marina Colasanti, Nelson Coelho (1928-2014) e Giorgio Manganelli (1922-1990), a peça-filme tem dramaturgia e atuação de Fani Feldman, direção de Rui Ricardo Diaz, assistência de direção de Plínio Meirelles, preparação de Antonio Januzelli e direção de vídeo de Munir Pedrosa. 


A peça-filme
Construída a partir de referências visuais dos pintores Francis Bacon, Edvard Munch e René Magritte, a peça aborda a "naturalização da violência" e leva à cena uma narrativa tétrica na qual a filha, obcecada por seu pai e por ele subjugada, termina por incidir simbolicamente no aniquilamento arquetípico do patriarcado e de toda a vigília que a redoma masculina exerce sobre a mulher.

A peça se utiliza do tom vertiginoso, irônico e fantástico de Marina Colasanti, Nelson Coelho e Giorgio Manganelli para contar a história de uma filha que comete parricídio. O espetáculo não tenta agarrar a moral linear conhecida que apazigua, mas procura desvendar uma lógica própria, para além de conceitos e/ou preconceitos.

A princípio, o ato de perversidade, pode soar apenas cruel e absurdo, mas aos poucos se torna semelhante a toda e qualquer busca por sobrevivência e comparado a todos os atos essencialmente humanos. “'Como Todos os Atos Humanos' é, para mim, mais do que minha própria voz em estado de grito. Um suspiro aliviado que me sai violento, brutal e inteiro”, diz Fani Feldman.


Teatro X Pandemia
“Peça-filme” foi o termo que a Cia. do Sopro adotou para a sua versão audiovisual do espetáculo “Como Todos os Atos Humanos”, a qual não se trata apenas da peça filmada, mas sim de uma outra linguagem da cena para a tela. Deixa de ser teatro propriamente dito, mas também não passa a ser um filme. Talvez, algo entre. Na experiência online, não temos mais o “aqui”, mas o “agora” permanece, e é sobre ele que os “artistas da presença” em meio a uma pandemia, vem se debruçando. Um momento de resistência, sobrevivência e reinvenção, e é claro que de todo momento caótico, a adversidade pode ser capaz de gerar um mundo de novas possibilidades. Que assim seja. Fani Feldman


Sinopse
“Como Todos os Atos Humanos”, aborda a “naturalização da violência”, leva à cena, numa alusão inversa de Electra, uma narrativa tétrica na qual a filha, obcecada por seu pai é por ele subjugada e, ao contrário do que dita sua paixão e admiração, o extermina furando seus olhos com um estilete. Ao cometer esse “parricídio ocular”, ela termina por incidir simbolicamente no aniquilamento arquetípico do patriarcado e de toda a vigília que a redoma masculina exerce sobre a mulher.


Sobre Fani Feldman
Atriz e produtora cultural, formada pela Escola de Arte Dramática EAD–ECA-USP e pela Escola Livre de Teatro. No teatro, seus trabalhos mais recentes são “Insones”, com direção de Kiko Marques; "Hotel Mariana", com direção de Herbert Bianchi; "Scavengers", com direção de Francisco Medeiros; “Como Todos os Atos Humanos”, com direção de Rui Ricardo Diaz; "O Burguês Fidalgo", com direção de Hugo Possolo (Parlapatões); “O Anjo de Pedra”, texto de Tennessee Williams, direção de Inês Aranha; entre outros. Ainda em 2021 será Medea, em MEDEA de Eurípedes por Mike Bartlett, dirigida por Zé Henrique de Paula, com estreia prevista para o segundo semestre. Fani Feldman atuou na série “Impuros”, da FOX Premium, como a personagem Cleo, disponível na Globoplay e na Amazon Prime.


Sobre Rui Ricardo Diaz
Na TV, estará na segunda temporada da série "Segunda Chamada" da TV Globo; protagonizou a série “Impuros”, da FOX Premium, com direção de Renê Sampaio e Tomás Portella; foi o Barão na novela da TV Globo “O Tempo não Para”. Está ainda na série “Irmãos Freitas” do canal Space. Esteve na série “Augustas”, da TNT; e também na série “Supermax”, da Rede Globo; além de "Death Corner", com direção de Frederic Berthe (STUDIO+). No cinema, seu mais recente trabalho é “Blitz”, de Bosco Brasil, com direção de Renê Brasil. Deu vida ao ex-presidente Lula no filme "Lula, o Filho do Brasil", pelo qual foi indicado pela ACIE como melhor ator. Protagonizou o filme “Aos Ventos Que Virão", de Hermano Penna; e atuou em "Rondon, o Desbravador”, de Marcelo Santiago; “A Floresta Que Se Move”, de Vinicius Coimbra; “De Menor”, de Caru Alves de Souza (melhor filme no Festival do Rio de Janeiro/2013). Na TV fez também a novela "Lado a Lado", da TV Globo, em 2013. Estudou no Teatro da Universidade Católica da PUC (TUCA), em 1994/95, na Faculdade Belas Artes de São Paulo em 1998 e na International School of Corporeal Mime, em Londres, 2007. Entre suas peças, destaque para “A Hora e Vez” da Cia. do Sopro com direção de Antonio Januzelli; “O Anjo de pedra”, de Tennessee Williams; “A propósito da chuva”, de Dostoievski; “O Cobrador”, de Rubem Fonseca. Trabalhou com os diretores Cacá Carvalho, Paulo Fabiano, Inês Aranha, Marcello Airoldi, entre outros.

Sobre Antonio Januzelli
Professor de teatro da EAD/ECA - USP desde os anos 70, pesquisa o trabalho do intérprete no processo que desenvolve há mais de 20 anos, o "Laboratório Dramático do Ator". Autor dos livros "Aprendizagem do Ator" Ed. Ática/SP e "Práticas do ator - Relatos de mestres", este último a ser editado, Januzelli já publicou diversos artigos em importantes revistas e ministrou cursos no Brasil e no exterior. Formou-se em Direito pela PUC – Campinas em 1966, como ator pela Escola de Arte Dramática – USP em 1970 e fez Mestrado e Doutorado em Teatro pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo entre 1884 e 1992. Entre os tantos trabalhos que dirigiu em teatro, destaque para o espetáculo "O Porco", de Raymond Cousse, indicado ao prêmio Shell de melhor ator em 2005, "Um segundo e meio", de Marcello Airoldi, “Fogo-Fátuo”, de Samir Yazbek,  “Querido pai”, a partir de Carta ao Pai, de Franz Kafka, “De Verdade”, de Sandor Marai e "Se eu fosse eu", a partir de textos de Clarice Lispector.


Sobre a Cia. do Sopro 
A Cia. do Sopro nasceu com o espetáculo “A Hora e Vez” a partir de "A Hora e Vez de Augusto Matraga" de Guimarães Rosa, com direção de Antonio Januzelli e atuação de Rui Ricardo Diaz. O espetáculo teve sua estreia em 2014 no projeto Teatro Mínimo no SESC Ipiranga-SP. Em seguida, em 2015 o espetáculo foi contemplado com o “Prêmio Zé Renato” – 1ª edição, realizando nova temporada em São Paulo e em 2016 realizou outra temporada via ProAc ICMS.

Em 2017, integrou a Mostra “Solos e Monólogos no CCBB” entre outras realizações. O segundo trabalho da Cia. do Sopro, “Como Todos os Atos Humanos”, fez sua estreia em agosto de 2016 no Teatro do Núcleo Experimental, permanecendo em cartaz por três meses na cidade de São Paulo. Em 2018 abriu a Mostra Solos Monólogos no CCBB, e percorreu diversos lugares como Itaú Cultural na Av. Paulista, Sesc São José dos Campos entre outros. Entre março e abril de 2020 os dois trabalhos entraram em cartaz no Teatro Poeirinha no Rio de Janeiro, ambas as peças tiveram sucesso de público e sessões esgotadas, mas infelizmente tiveram suas temporadas interrompidas pela pandemia.

Em maio, o solo “Como Todos os Atos Humanos”, contemplado pelo Prêmio Zé Renato 10 ª edição, retornaria a São Paulo para mais uma temporada, na Oficina Cultural Oswald de Andrade, mas dadas as circunstâncias pandêmicas, a Cia. transformou o espetáculo em uma peça/filme (nome adotado para a versão online da peça) para sua veiculação. Ainda em 2020, a Cia. do Sopro foi contemplada pelo ProAC, para a sua próxima montagem, MEDEA, de Mike Bartlett, com direção de Zé Henrique de Paula. Com prazos prorrogados por conta da pandemia, o espetáculo está em fase de “gestação” e tem sua estreia prevista para o segundo semestre de 2021.


Ficha Técnica
Peça-filme: 
"Como Todos os Atos Humanos"
Dramaturgia e atuação: Fani Feldman
Direção: Rui Ricardo Diaz
Assistência de direção: Plínio Meirelles
Preparação: Antonio Januzelli
Iluminação: Osvaldo Gazotti
Cenário e figurino: Daniel Infantini
Direção de vídeo e montagem: Munir Pedrosa
Fotografia: Will Prado
Técnico de som: Marcos Ventura
Câmeras: Munir Pedrosa e Will Prado
Idealização: Cia. do Sopro
Produção: Fani Feldman – Quincas Artes.


Serviço
Peça-filme: 
"Como Todos os Atos Humanos"
De 24 a 31 de março às 21h.
Exibição online e gratuita pelo https://www.youtube.com/c/ciadosopro
Nos dias 27 e 28 haverá bate-papo após a exibição.
Link do Zoom estará disponível no Canal da Cia. do Sopro no YouTube. 


.: Com Thaís Campos, "Espetáculo_De Quebra" estreia online


Escrito e interpretado por Thaís Campos e dirigido por Vera Lamy, o "Espetáculo_De Quebra" conta a história de Clarisse Kampai, uma jovem escritora que está finalizando o seu primeiro romance. A personagem está vivendo essa experiência profundamente trancada em sua casa durante uma pandemia com seus diversos incômodos causados pela ânsia de terminar a sua obra. A temporada acontece pelo Zoom e pelo YouTube, de 24 de março a 2 de abril, às quartas, quintas e sextas, às 20h. Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados pelo Sympla. 

Thaís Campos, que há anos atua como produtora executiva de projetos, resolve se debruçar na dramaturgia e na atuação durante a pandemia causada pelo Coronavírus. Em abril de 2020, ela encaminha uma série de contos literários para a diretora convidada Vera Lamy, que imediatamente abraça a ideia e sugere que esse material pode se transformar em um espetáculo teatral. Desde então, as artistas passam a se encontrar virtualmente toda semana para apurar a dramaturgia e trazer as palavras para a encenação e, então, surge o "Espetáculo_De Quebra", que acontece ao vivo da casa de Thaís, com transmissão online.  


Sinopse
Clarisse Kampai é escritora e poeta. Recebeu o Grande Prêmio Rinoceronte por um famoso conto que escreveu e agora está se preparando para finalizar seu primeiro romance: "De Quebra". No livro, ela conta a trajetória de Carolina, desde o seu nascimento até sua vida adulta. O fio condutor das histórias de Carolina são as quebras, das literais às metafóricas, começando pela quebra da clavícula ao nascer, até um coração partido por um relacionamento mal sucedido, entre outros casos. Entre quebras, cicatrizes e uma dose de humor, Carolina e Clarisse Kampai se misturam e se distanciam, trazendo o cotidiano da vida de uma escritora solitária em companhia apenas de sua personagem principal. 


Ficha técnica
Espetáculo:
"Espetáculo_De Quebra"
Texto e atuação: Thaís Campos
Direção: Vera Lamy
Operação de câmera, som e luz: Thaís Campos
Figurino e adereços: Thaís Campos
Iluminação e direção de arte: Silvana Marcondes
Sonoplastia: Lincoln Antonio
Design gráfico: Luciana Ramos Assessoria de Redes Sociais e Social Media: Hayla Cavalcanti
Produção: Thaís Campos 


Serviço
Espetáculo:
"Espetáculo_De Quebra"
Temporada online: Zoom/Sympla e YouTube
Grátis
De 24 de março a 2 de abril
Quartas, quintas e sextas, às 20h
Duração: 60 minutos
Classificação indicativa: 16 anos

segunda-feira, 22 de março de 2021

.: "Sim, Não, Quem Sabe", de Becky Albertalli e Aisha Saeed, encanta

Autora de "Com Amor, Simon" se une à premiada escritora Aisha Saeed para narrar um romance inesperado entre dois adolescentes que querem mudar o mundo.

Depois de escrever o encantador "E se Fosse a Gente?", com Adam Silvera, Becky Albertalli embarca em uma nova parceria literária. Desta vez, a autora do best-seller "Com Amor, Simon" se junta à premiada escritora paquistanesa-americana Aisha Saeed para criar uma narrativa divertida e emocionante sobre primeiro amor, respeito às diferenças e o poder do ativismo para construir um mundo mais justo.

Inspiradas pela própria experiência como voluntárias de campanha durante as eleições locais de 2016 na Geórgia, Estados Unidos, "Sim, Não, Quem Sabe" conta a história de um adolescente judeu e de uma garota muçulmana que se envolvem numa campanha política e começam a ter sentimentos um pelo outro.

Jamie Goldberg é um dos voluntários mais dedicados na campanha democrata para as eleições locais — mas só nos bastidores. Secretamente, ele sonha em ser um grande político, mas na vida real passa vergonha em público o tempo todo e está apavorado só de pensar no discurso que terá que fazer no bat mitzvá da irmã. Pedir votos de porta em porta nem passa pela sua cabeça… até que ele encontra Maya.

Maya Rehman está vivendo o pior Ramadã de todos os tempos. Ela odeia mudanças, mas sua vida está virando de cabeça para baixo sem que possa fazer nada. Sua melhor amiga vai morar em outra cidade, a viagem em família foi cancelada e agora seus pais estão se separando. Para piorar, sua mãe a obriga a pedir votos com um garoto desajeitado que ela mal conhece.

Bater à porta de estranhos é bem cansativo, mas Maya e Jamie descobrem que não é a pior coisa do mundo. Afinal, até que gostam da companhia um do outro. Com o dia das eleições chegando e os dois dedicando cada vez mais tempo à campanha, algo mais começa a surgir entre eles. E o que era para ser apenas uma aliança política se complica quando há sentimentos envolvidos. As chances de sucesso nas urnas e no amor parecem baixas, mas… quem sabe? Você pode comprar "Sim, Não, Quem Sabe", de Becky Albertalli e Aisha Saeed, neste link.


Sobre as autoras
Becky Albertalli
é um dos nomes mais celebrados da literatura jovem. Pela Intrínseca, publicou o sucesso "Com Amor, Simon" — que ganhou uma emocionante adaptação para os cinemas e inspirou a série "Love, Victor" —, "Os 27 Crushes de Molly", "Leah Fora de Sintonia", "E se Fosse a Gente?" e "Com Amor, Creekwood". Com Adam Silvera, escreveu E se fosse a gente?. Durante anos, atuou como psicóloga especializada em crianças e adolescentes e atualmente mora em Atlanta com a família.

Aisha Saeed é uma escritora, professora e advogada paquistanesa-americana. Uma das fundadoras da campanha We Need Diverse Books, luta por mais diversidade na literatura. Também é coautora do sucesso de crítica "Love, InshAllah: The Secret Love Lives of American Muslim Women", que inclui a história de seu (feliz) casamento arranjado. Aisha mora em Atlanta com o marido e os filhos. Foto: Cylinda Parga

Ficha técnica
Livro: "Sim, Não, Quem Sabe"
Autoras:
Becky Albertalli e Aisha Saeed
Tradução: Viviane Diniz
Páginas: 368
Editora: Intrínseca
Link na Amazon: https://amzn.to/3rbYZW4

.: Prestes a virar filme, "A Pergunta e a Resposta", de Patrick Ness, é lançado


“Uma narrativa que reflete sobre preconceito de gênero, racismo, o significado da guerra e o preço da paz.”
— Kirkus Reviews

Segundo volume da trilogia "Mundo em Caos" chega ao Brasil às vésperas do lançamento de filme inspirado na série. Traçando um instigante paralelo com a realidade atual, a série "Mundo em Caos" faz um sucesso estrondoso em todo o mundo ao apresentar um planeta distópico, em que uma infecção dizimou as mulheres e fez com que os pensamentos dos homens se tornassem um fluxo caótico de sons, conhecido como Ruído. Ou pelo menos era isso que Todd Hewitt pensava até conhecer Viola…

Com dez mil exemplares vendidos no Brasil, o primeiro volume da série recebeu o selo da Cátedra Unesco de Leitura. Em março chega ao Brasil pela Intrínseca — em uma bela edição com pintura lateral — o aguardado segundo volume, "A Pergunta e a Resposta", que promete arrebatar os fãs de Patrick Ness no país, além de incluir um conto extra que expande o universo da série. 

Considerado um dos maiores nomes da literatura jovem contemporânea, o autor trata com maestria as contradições dos seres humanos e sua infinita insensatez diante das diferenças, criando narrativas impactantes que abordam problemas universais. Mundo em caos foi publicado em mais de 30 países, e o primeiro volume da série ganhou uma adaptação cinematográfica roteirizada pelo próprio escritor e estrelada por Tom Holland e Daisy Ridley, com estreia prevista para 8 de abril.

Nesta eletrizante continuação, o Novo Mundo não é mais o mesmo. O que era uma promessa de paraíso a cada dia se revela um verdadeiro pesadelo.  Depois de anos de paz, uma nova guerra se anuncia. Quando Todd fugiu de Prentisstown, enfrentou diversos perigos e descobriu segredos terríveis. Agora um homem, ele se vê cercado de inimigos e obrigado a encarar inúmeras crueldades para tentar proteger Viola, sem ao menos saber se ela ainda está viva. É nesse cenário incerto que dois grupos vão travar um arriscado embate. De um lado, a poderosa Pergunta. Do outro, a bombástica Resposta. Do que eles serão capazes para conquistar seus objetivos, mesmo com a existência do Novo Mundo em risco? Você pode comprar "A Pergunta e a Resposta", de Patrick Ness, neste link.

 
Sobre o autor
Patrick Ness é escritor, jornalista e roteirista. Publicou diversos romances, incluindo a trilogia Mundo em caos, lançada em mais de trinta países. O primeiro volume em breve estreará no cinema, com roteiro do próprio autor e protagonizado por Tom Holland e Daisy Ridley. Além disso, ele também criou e roteirizou Class, spin-off da série Doctor Who, produzida pela BBC. Ness ganhou os principais prêmios destinados à literatura jovem, incluindo o Carnegie Medal duas vezes consecutivas. Atualmente mora em Londres. Foto: Helen Giles.

Ficha técnica
Livro: 
"A Pergunta e a Resposta"
Autor: Patrick Ness
Tradução: Edmundo Barreiros
Páginas: 528
Editora: Intrínseca
Link na Amazon: https://amzn.to/3cUxds7

.: Diário de uma boneca de plástico: 22 de março de 2021



Querido diário...

Vi no Resenhando.com uma matéria sobre as novidades que chegaram no Net Movies. Estou inscrita no canal de filmes grátis, mas não acompanho o YouTube. Daí apareceu no texto o filme "O Espelho" (Oculus). Terror juvenil com participação do ator James Lafferty, o Nathan Scott de "One Tree Hill". 

O filme dá uns bons sustos e apresenta a história de um espelho que passou por diversos donos e que causou muito com cada um deles. Consegue segurar a atenção e lança muita tensão no ar. No entanto, a história que até prende, em si, não é lá aquelas coisas, não. 

Os irmãos Tim (Brenton Thwaites) e Kaylie Russell (Karen Gillan), após anos separados, devido a uma cena de crime, em que Tim foi condenado, voltam para a casa com o grandioso objeto que dá nome ao filme.

Em meio a armas apontadas, o espelho ressuscita espíritos dos mortos pelo objeto, mas... como? Dá a entender que o espelho matou em outras casas, mas prendeu os espíritos nele e soltou na casa onde estava.

Não é e nem foi o filme da minha vida, mas realizou um desejo. Queria muito, muito assistir e consegui. 

O legal é que, na época de "O Espelho" (2014), o James Lafferty estava no seriado adolescente e, para diferenciar, ele usa óculos, o que o amadurece muito mesmo.

Ah! Karen Gillan é um rostinho conhecido em  "Jumanji: Bem-vindo à Selva", enquanto que Brenton Thwaites foi o príncipe em "Malévola". "O Espelho" é uma boa opção para manter os nervos em alta voltagem!

Beijinhos pink cintilantes e até amanhã,






.: “Onde Está a Leveza?, do grupo Teatro Geográfico, em cartaz até quarta-feira


Ao vivo e online diretamente da casa das atrizes, a peça “Onde Está a Leveza?, do grupo gaúcho Teatro Geográfico, está em cartaz até a próxima quarta-feira, dia 24. Apresentações às segundas, terças e quartas-feiras, às 20h. Foto de Bianca Moreno das atrizes (da esquerda para à direita) Carol Andrade, Gabs Ambrozia e Carol Kern

Livremente inspirado na obra “A Insustentável Leveza do Ser”, de Milan Kundera, o espetáculo online “Onde Está a Leveza?”, que faz curta temporada ao vivo e online. As últimas apresentações acontecem na próxima segunda-feira, dia 22, e vai até quarta, dia 24, sempre às 20h. Este é o primeiro projeto que traz em sua linha de frente somente mulheres da companhia Teatro Geográfico – a diretora Tatiana Vinhais, as atrizes Carol Kern, Carol Andrade e Gabs Ambrozia, a figurinista Isadora Fantin e a produtora Luísa Barros.

Tendo como questão provocadora o fazer teatral nestes tempos pandêmicos, a questão do peso e da leveza que o livro propõe, a escolha de contar a história de uma só personagem, “Onde Está a Leveza?” questiona o ponto de vista do autor, sobretudo a relação do casal tema do livro Teresa e Tomas e todas as complexidades colocadas desta vivência, interrogam os papéis de gênero que Kundera atribui às personagens – tanto ao homem, Tomas, quanto à mulher, Teresa, para recontar essa história.

Sendo o elenco inteiramente formado por mulheres, a aproximação com a personagem Teresa cria um caminho de pesquisa que dialoga com pensamentos contemporâneos e com a realidade atual do Brasil e do mundo. Entendendo que a tecnologia e a internet são as nossas novas ferramentas e únicas possibilidades de comunicação, o grupo investe nessa nova linguagem apresentada trazendo o universo das lives para a cena.

O Teatro Geográfico vem desenvolvendo nos últimos dez anos uma pesquisa que se destaca pela ocupação de espaços além da caixa preta para o fazer teatral. Os territórios utilizados criam uma dramaturgia que dialoga com o lugar inserindo fatos, imagens e curiosidades. “Onde Está a Leveza?” explora – de modo online – os locais e ambientes onde vivem as atrizes do espetáculo na cidade de São Paulo, proporcionando ao espectador uma experiência teatral única ao fundir geografia, arquitetura e linguagem videográfica através deste espetáculo pandêmico digital.

“Enquanto mulheres, pautamos em nossa pesquisa cênica os nossos pontos de vista que, devido às divergências entre nós e o autor, se tensionam em vários momentos da história trazendo a atualidade para cena. Num primeiro momento, fazemos coro ao autor, construindo a narrativa de Tomas: um homem bem-sucedido, livre, mulherengo. A partir desse ponto, passamos a falar da sua esposa, a personagem Teresa, que é colocada pelo autor nesse exato lugar: o de esposa, submissa, apaixonada, romântica, dependente. Depois disso, passamos a subverter e deslocar esses apontamentos, ao contar a história da vida dessa mulher”, afirma a diretora, Tatiana Vinhais.

“Onde Está a Leveza?” traça um arco poético de reflexões sobre o papel da mulher na sociedade de 2020 a partir do livro “A Insustentável Leveza do Ser”, de Milan Kundera, escrito na década de 80 e ambientado em Praga no final da década de 60 após a invasão da União Soviética, em 1968. Teresa é uma mulher comum que ao conhecer Tomas – o possível amor da sua vida – experimenta as mais mórbidas sensações sendo atormentada por sonhos, que revelam não só as traições de seu marido, como a sua inconciliável dualidade entre o corpo e a alma. 

Em busca da leveza, a protagonista vive o tempo da Primavera de Praga, enfrentando momentos de beleza e terror. Seu passado com a mãe é revelado alimentando assim o caminho de seus traumas. Encenada unicamente por mulheres, a figura de Teresa traz à cena perspectivas contemporâneas dos fatos questionando suas escolhas da história original.

Histórico do grupo
Celebrando 10 anos de trabalho continuado, o Teatro Geográfico está sediado e atuante em São Paulo desde 2014. Dirigido por Tatiana Vinhais, ao longo de sua trajetória integrou programações como Bienal do Mercosul, Festival Internacional POA Em Cena (RS) e Sede das Cias (RJ). O espetáculo de estreia do grupo, “O Mapa” (dramaturgia Diones Camargo e Tatiana Vinhais), recebeu 9 indicações ao Prêmio Açorianos – melhor espetáculo, dramaturgia, atriz (2 indicações), ator coadjuvante, iluminação, cenografia, figurino e produção. No repertório, além de cinco temporadas de "O Mapa", destacam-se também os trabalhos “Onde Está a Leveza?”, “Sobre a Insustentável Leveza dos Seres”, “Geocoreografia: Cidade Não Vista”, “Duetos”, “RockHamlet”, “PopHamlet”, “Jerusalém”, “Serenata Geográfica” e “Atentados”.

Em São Paulo, a diretora Tatiana Vinhais foi criadora e gestora artística dos espaços culturais “Clube da Empatia” e “Cabaret Uranus”, promovendo mais de 40 apresentações entre teatro, música, circo, fotografia e performances. É ministrante das oficinas “Meu Corpo Político: a Revolução pelo Silêncio” e “Cenas Apunhaladas de Imagens Mofadas”. Entre suas direções mais recentes, destacam-se: lançamento do CD “Três” – Mustache e os Apaches, com apresentações no Auditório Ibirapuera e Casa Natura Musical; CD “Mantras da Mata” – Carolina Zingler; banda teatral “Nice e os Gonçalves”; espetáculo musical “Cósmica”.

Ficha técnica
Espetáculo: 
“Onde Está a Leveza?”
Dramaturgia: Tatiana Vinhais, Carol Andrade, Carol Kern e Gabs Ambròzia, inspiradas em “A Insustentável leveza do ser” de Milan Kundera
Direção: Tatiana Vinhais
Elenco: Carol Andrade, Carol Kern e Gabs Ambròzia
Figurinos: Isadora Fantin
Locuções: Carol Andrade e Emílio Farias
Fotos: Bianca Moreno
Design gráfico: Matheus Mendes
Assessoria de imprensa: Adriana Monteiro (Ofício das Letras)
Direção de produção: Luísa Barros
Realização: Teatro Geográfico


Serviço
Espetáculo: 
“Onde Está a Leveza?”
Temporada: até dia 24 de março, com apresentação às segundas, terças e quartas-feiras
Horário: 20h
Apresentações gratuitas em: http://youtube.com/teatrogeografico
Gênero:
drama
Duração: 50 minutos
Classificação: não recomendado para menores de 16 anos
Projeto contemplado no edital Proac Expresso Lei Aldir Blanc N.º 36/2020 - Produção e Temporada de Espetáculo de Teatro com Apresentação Online

.: 30 anos: lives dos Trovadores Urbanos retornarão nesta terça-feira

Lives em comemoração aos 30 anos de carreira dos Trovadores Urbanos serão interrompidas nas próximas duas semanas e retornarão em 22 de março.

Seguindo o protocolo de sáude para a covid 19, que colocou todo o estado de SP na fase mais restritiva da quarentena, o grupo Trovadores Urbanos decidiu também transferir as Lives em comemoração aos 30 anos de carreira para após a data estipulada pelo governo para um maior isolamento social.

Sendo assim, as próximas Lives dos Trovadores Urbanos retornarão em 22 de março e seguirão – a partir daí – a programação já estabelecida. A Live 3, que terá como tema o show “Copacabana”, acontecerá no dia 22 de março, segunda-feira. E seguirão na programação, os dias 29 de março e 5 e 12 de abril com os demais temas e convidados especiais para comemorarem a trajetória dos seresteiros.

O projeto Trovadores Urbanos 30 anos celebra a carreira de sucesso do grupo, que conta com mais de 100 mil serenatas, centenas de shows, turnês  internacionais, oito CDs, dois DVDs e muitas histórias vividas em janelas pelo Brasil e pelo mundo. Mas durante essa caminhada, o grupo foi além da música e, levantando a bandeira do Afeto, também produziu polos de musicalização para comunidades carentes da cidade de São Paulo, através do Instituto Trovadores Urbanos.

As lives são gratuitas e transmitidas pelo Facebook e YouTube dos Trovadores Urbanos.




← Postagens mais recentes Postagens mais antigas → Página inicial
Tecnologia do Blogger.