sábado, 24 de abril de 2021

.: Diário de uma boneca de plástico: 24 de abril de 2021



Querido diário,

O que está havendo com as pessoas? Atacam por atacar. Atacam de graça. Atacam sem motivo... E o pior é que atacam sem sentido. 

O que aconteceu que brotaram tantas almas beligerantes?! 

Viviam escondidas no mais baixo nível de subsolo? O mais tenso é que também sofrem os reflexos dos ataques, mas continuam a conjugar o verbo. 

Seria um prazer gerado pela dor?! Ou uma dor que gera prazer? Fica aí a dúvida!

Enquanto isso... Bora tocar o barco e tentar ser feliz mesmo diante de tantos surtos coletivos.

Beijinhos pink cintilantes e até amanhã,

Donatella Fisherburg
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.: Juliana Knust e Cássio Reis estrelam comédia romântica no teatro


Juliana Knust e Cássio Reis protagonizam a comédia romântica Em Casa a Gente Conversa – on-line e gratuita entre os dias 22 e 25 de abril Com texto de Fernando Duarte e Tatá Lopes, montagem aborda questões universais do cotidiano de um casal até o processo de separação. Com muito humor, o abismo que separa o mundo da mulher e do homem. Foto: Paulo Reis


Mnistério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura, Lei Aldir Blanc e Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa apresentam a comédia romântica "Em Casa a Gente Conversa". Protagonizado pelo atores Juliana Knust e Cássio Reis, com direção de Fernando Philbert e texto de Fernando Duarte e Tatá Lopes, o espetáculo será exibido dias 24 e 25 de abril,  às 18h e às 21h30, de forma gratuita através da plataforma Sympla.

“Trazemos o espetáculo em uma versão híbrida com cenas gravadas em estúdio durante a pandemia, seguindo todos os protocolos necessários à segurança da equipe e atores. A ideia é oferecer a você o que o público viu sentado na plateia em conjunto com a captura das lentes das cameras, aproximando a reação dos atores e o seu olhar”, afirma Fernando Duarte.

Em cena, as aventuras e desencontros de um casal já em processo de separação, que revê a sua própria história durante os encontros para definir detalhes do divórcio, criando sequências de momentos hilários. Malu e Carlos Alberto, aos olhos de muitas pessoas, formam um casal perfeito, daqueles de comercial de margarina. Mas eles vivem na vida real e enfrentam todas as alegrias e agruras de um jovem casal.

Carlos Alberto é um homem dividido entre o desejo de ascender profissionalmente, a vontade de manter um casamento e o sonho de se manter eternamente livre. Já Malu é uma mulher que se desdobra entre carreira, casamento e a maternidade. No decorrer da trama, eles falam com muito bom humor sobre assuntos pertinentes a qualquer casal: almoço em família, dia dos namorados, a vida sexual, TPM, o cotidiano da casa, a divisão de tarefas, as brigas, o balanço da relação e de amor.

Abordando questões universais amorosas dos universos masculino e feminino, peça mostra através da ótica do humor, o abismo que separa o mundo da mulher e do homem. Aborda também a forma como os sonhos se constroem e se desfazem ao longo da vida. O casal expõe suas questões com transparência.

"Em Casa a Gente Conversa" estreou dia 1º de setembro de 2018, no teatro Amazonas, em Manaus. Fernando Duarte também é autor dos espetáculos, “Callas” e “Depois do amor”, ambos com direção de Marília Pêra, “Além do que os nossos olhos registram”, protagonizado por Priscila Fantin, Luiza Tomé e Silvia Pfeifer. A direção artística de Fernando Philbert que assinou a direção dos espetáculos “Em nome do jogo” e “O escândalo de Philipe Dussaert”, ambos com Marcos Caruso, “O topo da montanha” com Lazaro Ramos e Taís Araújo, entre outros.


Ficha técnica
Espetáculo:
"Em Casa a Gente Conversa"
Texto: Fernando Duarte e Tatá Lopes.
Direção: Fernando Philbert
Elenco: Juliana Knust e Cássio Reis.
Participação em vídeo: Grace Gianoukas
Figurinos: Bruno Pimentel
Cenário: Mina Quental
Iluminação: Vilmar Olos
Trilha sonora original: Danielle Vallejo e Jean Albernaz
Músicos: Gustavo Loureiro (contrabaixo), Igor de Assis (guitarra), Jean Albernaz (bateria), Danielle Vallejo (voz), Seu Cris (gravação e mixagem).
Cinematografia: Felipe Bredas/Multiphocus arte & comunicação  -
Projeções e operação de vídeo - Aníbal Diniz  -
Projeto Gráfico – Ronaldo Alves  -
Visagismo – Walter Lobato –
Fotos e material gráfico – Paulo Reis  -
Fotos de cena - Rubens Cerqueira -
Cenotécnico – André Salles e equipe -
Costureira – Maria Santina -
Operador de som – Bob Nascimento
Operador de luz – Bruno Caverna
Diretor de cena - Ricardo Silva -
Produtor associado - Cássio Reis -
Prestação de contas – Cavalo Marinho -
Coordenação de produção – Fernando Duarte  -
Direção de produção – Fabrício Chianello -
Produção – Vissi Darte produções Artísticas


Serviço
Espetáculo:
"Em Casa a Gente Conversa"
Data: 24 e 25 de abril
Horários: às 18h e às 21h30
Ingressos gratuitos pelo sympla.com.br 
Duração: 60 minutos.
Classificação indicativa: 14 anos

Tags
#
EmCasaAGenteConversa #FernandoDuarte #TatáLopes #FernandoPhilbert #JulianaKnust #CássioReis #CassioReis

.: Sympla apresenta Celso Frateschi em "O Grande Inquisidor" neste sábado


Para amantes de teatro: Celso Frateschi protagoniza a obra "O Grande Inquisidor" em últimos espetáculos da temporada. Neste final de semana, o poema clássico do romance "Os Irmãos Karamazov" ganha as duas últimas apresentações virtuais no Ágora Teatro. Foto: Sylvia Moreira

"O Grande Inquisidor", poema de Fiódor Dostoiévski publicado no século XVI no romance "Os Irmãos Karamazov", é tema de espetáculo no Ágora Teatro, que terá as últimas apresentações nesta sexta-feira, dia 23, e no sábado, dia 24. Esta temporada, protagonizada pelo ator e diretor Celso Frateschi, foi a primeira apresentação realizada virtualmente pelo Ágora Teatro, com uma forma de transmissão reinventada, onde a câmera passa a ser mais um personagem, preservando as características teatrais e desafiando os limites impostos pela pandemia

A obra original é narrada por Ivan, retratando o interrogatório entre o Grande Inquisidor e Cristo, que retorna a terra e é condenado a ser queimado na fogueira da Santa Inquisição. Nesta reapresentação, o espetáculo foi adaptado para o momento que vivemos, retratando as dúvidas da nossa realidade e propondo um questionamento sobre o comportamento humano. Os ingressos para o espetáculo estão disponíveis no site da Sympla.


Serviço
Espetáculo: "O Grande Inquisidor" com Celso Frateschi
Local:
Teatro Virtual Ágora
Data: sábado dia 24 de abril, às 21h. Entrada na sala virtual a partir das 20h45
Ingressos: R$ 20 a R$ 100

.: Cheap Trick revitaliza seu som com CD "In Another World"


Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico musical.

Cheap Trick é uma daquelas bandas originárias dos anos 70 que você dificilmente deixa de gostar quando ouve pela primeira vez. E em seu mais recente disco, "In Another World", o grupo sinaliza uma revitalização de sua sonoridade. São ótimas canções que oscilam entre o rock de arena e o pop em alguns momentos.

A formação atual conta com Rick Nielsen (guitarra), Robin Zander (vocal), Tom Petersson (baixo) e Daxx Nielsen (bateria), filho de Rick. A primeira impressão que se tem ao ouvir o disco é que os músicos integrantes parecem estar prestando homenagem às suas influências musicais. Canções como "The Summer Looks Good On You" e "Light Up the Fire" soam como se a banda estivesse nos anos 70. O grupo parece positivamente confortável em mesclar seus riffs de rock de arena estilo The Who com harmonias vocais dos Beatles.

A balada "So it Goes" tem um certo clima no arranjo que lembra o Led Zeppelin, enquanto que na energética "The Party" há momentos que lembram o som de Jimi Hendrix. Há também uma ótima releitura de "Gimme Some Truth", da carreira solo do ex-beatle John Lennon, outra referência importante para o "Cheap Trick". Essa faixa conta com a participação especial de Steve Jones, guitarrista do Sex Pistols.

"In Another World" faz jus ao legado do "Cheap Trick". Um legado que nem sempre teve a merecida exposição na mídia. Mas que mesmo assim se manteve íntegro e fiel às suas origens musicais dos anos 60, em especial, buscando inspiração nas canções dos Beatles.

"In Another World"

 
"Light Up The Fire"

"Final Days"  

.: Espetáculo "Aviso Prévio" com sessões presenciais no Viga Espaço Cênico


O texto de Consuelo de Castro trata sobre relações afetivas. Fernanda Couto e Kiko Vianello, casados na vida real, vivem em cena um casal prestes a se separar. Peça foi montada a primeira vez com Nicette Bruno e Paulo Goulart. A autora, falecida em 2016, deu protagonismo à visão feminina em suas peças. Fotos: Heloisa Bortz


O espetáculo "Aviso Prévio" volta em cartaz no Viga Espaço Cênico, com sessões presenciais, dias 24 e 25 de abril, sábado e domingo, às 18h. Os ingressos são gratuitos e limitados devem ser retirados com 1 hora de antecedência na bilheteria do teatro. A montagem chegou a estrear presencialmente em 5 de março, mas precisou interromper a temporada em função das restrições de circulação no Estado de São Paulo. Na sexta, dia 23/4 haverá a última sessão com transmissão digital às 20h.

O texto da dramaturga mineira Consuelo de Castro (1946-2016), com direção de Clara Carvalho aborda diversos temas como a relação a dois, os múltiplos papéis sociais, a condição feminina, loucura e sanidade, sonhos e finitude, a efemeridade da vida, e marcou a ruptura da autora com o teatro realista. A trama apresenta um casal, vivido por Fernanda Couto e Kiko Vianello, que vivem na iminência da separação. A peça foi montada pela primeira vez em 1987, com Nicette Bruno e Paulo Goulart e direção de Francisco Medeiros.

A montagem de Clara Carvalho (vencedora dos prêmios APCA, Aplauso Brasil e Shell) prioriza o teatro essencial, onde o jogo cênico não ilusionista se alicerça na relação entre o texto e os atores. “O diálogo de Consuelo é denso, mas ágil, teatral, construído por recortes. Pesquisamos os contrastes entre uma cena e outra justapondo registros de estilos, como pequenos mosaicos”, explica a diretora.

Clara teve contato com o texto por meio de um ciclo de leituras promovido pelo Sesc Ipiranga em 2019, quando foi convidada para dirigi-lo. A partir de então, ela e os atores Fernanda Couto e Kiko Vianello passaram a compartilhar o desejo de encená-la. “O que mais me interessou na peça foi a originalidade na construção da dramaturgia, que é toda fragmentada. Os personagens Ela e Oz funcionam como uma dupla e enxergar cada uma das facetas desta dupla é visitar uma sucessão de casais que reconhecemos em seus enquadramentos, insatisfações e becos sem saída. Uma construção meio onírica de um sonho ancorado na realidade, como um fluxo do inconsciente”.

Fernanda Couto completa que a peça fala muito do contexto da mulher. “O texto é de 1987, mas ainda nos diz muito, do quanto a gente já caminhou nesse percurso da história, mas o quanto ainda temos que avançar nessa questão da condição feminina”. A atriz, que é casada há 27 anos com Kiko Vianello, revela que essa é a primeira vez em que contracenam no palco sozinhos. “Em tempos de consumo, até na questão afetiva, falar de amor é cada vez mais necessário. Reabrir o nosso olhar para possibilidades positivas das relações, parcerias e afetos. Como a peça trata de diferentes papeis, não estamos só falando da relação de amor, mas de todas as relações que temos ao longo da vida, de autoestima, de acreditar na construção. Acho que chegamos num momento de maturidade artística e pessoal para enfrentar muitos temas delicados que acompanham as nossas vidas e todos os casais”.


Ambientação
Um espaço cênico minimalista, apenas com elementos essenciais, comporá o universo onírico do jogo experimental de Ela e Oz. Além do cenário, os figurinos e adereços também são assinados por Marichilene Artisevskis.

A ambientação e as passagens de tempo são desenhadas pela iluminação de Fran Barros, trilha sonora e pelo próprio jogo dos atores, alinhados com a dinâmica vertiginosa apresentada pelo texto. A trilha sonora, composta especialmente para a montagem por Ricardo Severo, tem como ponto de partida a melodia do clássico "Somewhere Over the Rainbow", de "O Mágico de Oz" sugerido pelo texto.


Vozes femininas
Consuelo de Castro ocupa um lugar de destaque na nova dramaturgia brasileira, que surgiu a partir do final dos anos 1960, e que revelou uma geração de novas dramaturgas, que desenvolveram uma produção consistente e resistente. Acompanhando as mudanças sociais no Brasil e no mundo, Consuelo desenvolveu uma vasta e múltipla produção teatral em suas diferentes fases, dando protagonismo à visão feminina em suas peças. Com uma produção contundente, com mais de 20 textos, contribuiu para o resgate da memória e da identidade nacional. “A visão que ela nos traz da condição feminina nos faz pensar o quanto ela ainda é atual, e vai ser sempre, pela qualidade da sua obra”, diz Fernanda.

“Encontramos nas peças de Consuelo as discussões políticas, as contradições sociais, os dilemas da realização profissional feminina, os casamentos e descasamentos, a infidelidade, a liberdade sexual, enfim, questões que continuam a nos assombrar e mobilizar”, conclui Clara.


Sobre Consuelo de Castro
Estudou Ciências Sociais na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, onde participou ativamente do movimento estudantil dos anos 1960, tema do seu texto de estreia, "Prova de Fogo" (1968), que foi proibido pela censura. Seu segundo texto (o primeiro a ser encenado) foi "À Flor da Pele" (1969), que teve diversas montagens no Brasil e recebeu o Prêmio da Associação Paulista de Críticos Teatrais (APCT).

Nos anos 1970, escreveu "Caminho de Volta", montada por Fernando Peixoto em 1974, e ganhadora dos prêmios Molière e APCT. Seguem-se "A Cidade Impossível de Pedro Santana", escrita em 1975 e vencedora do Concurso de Dramaturgia do Serviço Nacional de Teatro, e "O Grande Amor de Nossas Vidas", montada por Gianni Ratto, em São Paulo (1979) e no Rio de Janeiro (1980). Na década de 1980, escreveu "Louco Circo do Desejo, Script-Tease" (1985); "Marcha à Ré", com o coreógrafo Emílio Alves (1989); "Mel de Pedra e Uma Caixa de Outras Coisas", roteiro de dança-teatro, para espetáculo encenado em 1987, sob a direção de Antônio Abujamra.

Sobre Clara Carvalho
A atriz e diretora formou-se em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ). Atriz do grupo TAPA de teatro desde 1986. Dirigiu os espetáculos Ricardo III ou Cenas da Vida de Meierhold (2019, CCSP); Condomínio Visniec (2019, SESC Ipiranga), indicado ao prêmio APCA de melhor direção e indicado ao Prêmio Aplauso Brasil de melhor direção, melhor espetáculo e melhor elenco e melhor produção independente; "A Reação", de Lucy Prebble (2015, teatro Vivo); "A Máquina Tchekhov", de Matéi Viscniec, em 2015 (indicada ao Prêmio APCA 2015 de melhor direção e Melhor Espetáculo e Prêmio Aplauso Brasil 2015 de Melhor Espetáculo e Melhor Elenco); "Órfãos", de Dennis Kelly, em 2011 (montagem vencedora do Festival de Teatro da Cultura Inglesa de São Paulo) e "Valsa N.º 6", de Nelson Rodrigues, em 2009.

Ficha técnica:
Espetáculo:
"Aviso Prévio"
Texto: Consuelo de Castro.
Direção geral: Clara Carvalho.
Assistência de direção: Suzana Muniz.
Elenco: Fernanda Couto e Kiko Vianello.
Cenário: Amanda Vieira e Marichilene Artisevskis.
Figurino: Marichilene Artisevskis.
Visagismo: Equipe Studio W Higienopolis. 
Make up: Suely Rodrigues.
Cabelo: Claudia Santo.
Manicure: Mary Santos.
Trilha Sonora: Ricardo Severo.
Desenho de luz: Fran Barros.
Direção de produção: Henrique Benjamin.
Produção executiva: Fábio Hilst.
Assistente de produção: Kiko Rieser.
Mídias digitais: Ton Prado e Cubo Entretenimento.
Administrativo: Emília Breda.
Assessoria Jurídica: Murillo Osneti.
Contabilidade: CMS Contábil.
Secretária: Louise Helene.
Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli.
Fotografia: Heloisa Bortz. 
Câmeras: Lucas Kloppel, Natália Nogueira e Fernando Fiurst.
Edição: Fernando Fiurst.
Direção de fotografia: Hugo Kloppel.
Design gráfico e vídeos: Ton Prado.
Operador de luz: Fran Barros.
Operador de som: Rafael Thomazini.
Contrarregra e direção de palco: Lucas Andrade.
Tradução libras: Karina Zonzini.
Camareira: Judith Rosa.
Costureira: Judite Gerônimo de Lima.


Serviço:
Espetáculo:
 "Aviso Prévio"
Dias 24 e 25 de abril - Sábado e domingo, às 18h.
Ingressos: grátis - retirada com 1 hora de antecedência.
Capacidade: 28 lugares - Protocolo Covid 19.
Apresentação online: Dia 23 de março, sexta-feira, às 20h.
Reserva de ingresso em www.sympla.com.br com contribuição voluntária de R$20.
Viga Espaço Cênico – (Teatro Viga) – Rua Capote Valente. 1323 – Pinheiros.
Telefone: (11) 3801.1843.
Lotação: 36 lugares (Capacidade da plateia reduzida, conforme estabelecido pelo protocolo do Governo do Estado e da Prefeitura da capital).


sexta-feira, 23 de abril de 2021

.: Entrevista com João Luiz Pedrosa: “Espera aí que eu estou falando”


O professor foi o décimo segundo eliminado da 21ª edição do programa, com 58,86% dos votos do paredão em que enfrentou um de seus desafetos, Pocah, e também Arthur. Foto: João Luiz Cotta

João Luiz Pedrosa teve uma trajetória tranquila no "Big Brother Brasil", mas nem por isso menos marcante que qualquer outra. No caminho, uma amizade de muita cumplicidade com Camilla de Lucas, desentendimentos com Pocah e Projota e um momento de embate direto com Rodolffo que exigiu coragem. Para lidar com as diferentes situações do game, apresentou-se como um jogador firme, mas, ao mesmo tempo, muito acolhedor com os companheiros de confinamento. 

O professor foi o décimo segundo eliminado da 21ª edição do programa, com 58,86% dos votos do paredão em que enfrentou um de seus desafetos, Pocah, e também Arthur. Olhando para trás, João trata seu percurso no reality com carinho, o mesmo que vem recebendo desde que deixou a casa. “Essa experiência, para mim, talvez tenha sido não só um divisor de águas, mas a própria água. Tudo mudou. Eu tinha uma vida que estava imersa nas dificuldades das aulas remotas, como professor. Ver o João que entrou em um reality como ele mesmo e agora saiu desse programa e tem pessoas que estão com ele e demonstram carinho por ele é o mais válido”, analisa. 

No bate-papo a seguir, o mineiro recorda os momentos que viveu na casa, fala sobre a surpresa dos grandes encontros e amigos que pretende levar consigo e revela os planos para a nova vida pós-Big Brother.
 

O que foi para você a experiência de participar do "Big Brother Brasil"?
João Luiz Pedrosa - Tudo que eu já ouvi das pessoas desde que eu saí da casa foi um carinho que eu recebi. Eu consigo perceber que essa experiência, para mim, talvez tenha sido não só um divisor de águas, mas a própria água. Tudo mudou, muda e vai mudar. Uma pessoa hoje me reconheceu na rua, isso nunca aconteceu na minha vida. É muito doido ver que essa experiência é capaz de mudar tudo que eu tinha de vivência antes dela. Eu tinha uma vida que estava imersa nas dificuldades das aulas remotas, como professor. Ver o João que entrou em um reality como ele mesmo e agora saiu desse programa e tem pessoas que estão com ele e demonstram carinho por ele é o mais válido dessa trajetória. 
 

O que mais te surpreendeu no reality?
João Luiz Pedrosa - Eu não imaginava que eu me apegaria a pessoas de uma forma tão natural e tão forte. Muito disso é parte da minha amizade com a Camilla, que nem eu nem ela sabemos onde começou, em que momento começou, mas sabemos que começou. Eu pensei que entraria no "BBB", conheceria e conviveria com outras pessoas durante três meses, mas uma hora daria beijos e tchau. Mas eu saí e já falei com a Thaís, já quero esperar a Camilla sair, daqui a 12 dias – porque quero que ela ganhe o programa, quero ter uma amiga milionária... As outras coisas você imagina, são situações em que você é colocado e é capaz de se ver nelas. Mas essa foi mesmo surpreendente para mim.
 

E o momento mais marcante da sua trajetória, qual foi?
João Luiz Pedrosa - Inegavelmente eu consigo pontuar a situação com o Rodolffo no jogo da discórdia. Foi um momento onde eu vi uma coragem em mim mesmo. Aquele momento foi muito importante para mim, assim como o que o Tiago falou depois, utilizando esse programa também como uma plataforma que leva conhecimento para muitas pessoas. É algo que acredito ter marcado a minha trajetória no programa, mas também me marca muito na minha trajetória individual. Fiquei muito contente comigo por conseguir fazer aquilo.
 

Por que você acredita ter sido eliminado nesse paredão – o seu primeiro, sem contar o paredão falso?
João Luiz Pedrosa - No "BBB" tem muita gente que não cai no paredão. É possível chegar ao terceiro lugar sem nunca ter enfrentado o voto popular. Só que a dinâmica é tão louca, e a gente fica pirando tanto com ela, que às vezes ela te força a ir ao paredão, como a esta altura do jogo. Talvez se eu tivesse identificado algumas coisas antes, pensado no que poderia me levar ao paredão, eu não fosse. E essas coisas podem ter acarretado na minha eliminação. Eu sozinho não consigo mudar isso, tem outras pessoas ao redor vivendo junto, jogando. Talvez se eu não tivesse caído no paredão agora eu não saísse, ou se tivessem sido outras pessoas junto comigo, poderia ter mudado minha trajetória no programa.
 

A sua percepção dentro da casa era muito diferente da percepção do público?
João Luiz Pedrosa - Eu sempre me considerei uma pessoa muito sociável, sempre disse que eu era muito comunicativo. E talvez isso possa ter sido interpretado como quem faz muita “média”. Eu não me arrependo da forma como lidei com as pessoas no confinamento, sempre foi com muito carinho, tentando ouvir quando necessário, ser firme quando necessário, me colocando nas situações. O que eu consigo perceber agora, vendo de fora, são as conversas que chegavam até mim de uma forma, mas na realidade eram completamente diferentes. Isso me assombra um pouco. Lá dentro a gente tende a acreditar nas coisas; eram as informações que eu tinha.
 

Essa sua relação mais amigável com as pessoas te beneficiou ou te prejudicou?
João Luiz Pedrosa - Eu acho que me beneficiou em muitos momentos, nas semanas quando fui alvo e nas que não fui. Mas também é uma faca de dois gumes. Se gente tende a acreditar e ser assim com as pessoas e elas não devolvem isso para a gente, aí tem um problema. Por isso acredito que, de algum modo, também tenha me atrapalhado.
 

O que faltou para ser um finalista do jogo?
João Luiz Pedrosa - Talvez eu pudesse ter sido mais firme. Consigo reconhecer, mas não fico com isso na cabeça, me martirizando por nada. Mas acredito que essa exigência da firmeza possa ter pesado.
 

Nas primeiras semanas você viu algumas pessoas próximas a você serem eliminadas, como a Karol Conká e a Lumena. Isso te assustou?
João Luiz Pedrosa - Karol, Lumena e Nego Di centralizaram as questões que foram geradas nas primeiras semanas do programa. Eu consigo identificar os pontos onde eu via que eles pesavam um pouco na mão, outros em que não pesavam. Na relação da Lumena com a Carla, por exemplo. Eu era muito próximo da Carla, mas também tinha um carinho especial pela Lu, por isso eu sempre apontava para elas mesmas onde uma ou outra não tinha mandado bem. Foram situações em que eu fui colocado, mas que com a saída delas não me desesperaram porque eu também vejo sempre a minha aliança com a Camilla. Eu não precisava ficar mal por essas pessoas que estavam saindo porque a gente tinha um ao outro. Ao longo do tempo nós dois fomos nos aproximando de outras pessoas, mas eu sempre percebi que era muito eu e ela mesmo.
 

O que gerou essa identificação entre você e a Camilla que fez com que ficassem juntos até a sua saída?
João Luiz Pedrosa - Antes de eu ser eliminado, ontem, ela me deu um abraço e disse: “Meu primeiro abraço”. Eu estava no gramado quando ela chegou ao BBB e fui a primeira pessoa a abraçá-la, junto com o Gilberto. A primeira prova de resistência ela fez com a Carla e eu com a Thaís, e querendo ou não ficamos ali horas grudados com pessoas desconhecidas, e isso vai aproximando a gente. Mas é estranho porque isso foi em uma segunda-feira, mas logo na quinta-feira, na prova do líder da primeira semana, a gente já estava de mãozinhas dadas, se olhando e falando: “Vamos fazer a prova juntos?”. Eu realmente não sei o momento que marca a minha aliança com ela, mas eu consigo saber e sentir que foi algo muito natural. Tem amizades que eu construí durante anos com algumas pessoas em que eu não tive a conexão que tive com ela, com isso de apenas no olhar saber identificar algo, saber quando o outro está bem e quando está mal. Amigo é isso, não é no momento mais feliz, é em todos os momentos. E ela esteve comigo nos meus momentos, tantos nos melhores quanto nos piores. 
 

Que outras pessoas você deseja levar com você na vida aqui fora?
João Luiz Pedrosa - A Thaís, que é um amor de pessoa, Carla, Juliette e até a própria Lumena – acho que temos muito o que conversar. Fora o Gil do Vigor, com quem senti algo parecido à Camilla. Durante o programa tivemos caminhos diferentes, mas sempre conseguimos manter um vínculo. São pessoas que quero levar para minha vida.
 

O que provocou o seu desentendimento com a Pocah?
João Luiz Pedrosa - Esse desentendimento aconteceu por um histórico. Eu cheguei a puxar ela para um paredão (na semana do paredão falso) e votei nela. E eu não me chateio pelo voto, não; acho que se você dá um voto, tende a receber um futuramente, é uma das essências do programa. Quando puxei a Pocah para o paredão foi porque eu tinha dúvidas sobre ela. Todos os amigos próximos dela tinham saído e eu não sabia qual caminho ela seguiria no jogo. E lidar com incógnitas no "BBB" é um problema. Depois disso, ficamos numa “bandeira branca”. Mas eu também não posso me isentar das relações que construí ao longo do programa. Na reta final, quando votei novamente nela, não foi na justificativa da dúvida, foi por perceber outras coisas se desenhando ao longo do confinamento, como o fato de nós dois nos afetarmos muito com as coisas. Quando eu ganhei o anjo e dei o monstro para ela, tivemos uma outra virada na nossa relação. O que mais me chateou foi uma conversa que a gente teve em que ela disse que preferia se afastar de mim. Se alguém me diz que eu não estou o deixando bem, eu entendo que estou fazendo mal, e isso conflita um pouco com a minha sociabilização. Eu fico pensando: “Poxa, mas eu sou uma pessoa legal, por que tem que ser assim?”. Mas, se tem que ser assim, vamos nessa. Eu acho que consegui respeitar o espaço dela. Tenho certeza que aqui fora vamos nos dar super bem, mas lá dentro tivemos pequenas faíscas.
 

E com o Projota, o que acontecia?
João Luiz Pedrosa - Eu votei nele na terceira semana, votei na quarta e, quando ganhei a liderança, na quinta semana, indiquei ele ao paredão, com a mesma justificativa. Ou seja, tinha três semanas em que eu estava pensando sobre o que estava acontecendo. A cartada, para mim, foi o jogo da discórdia das plaquinhas na cabeça. Ele me marcou muito porque eu consegui ver um lado do Projota que eu não tinha visto ainda, de falar coisas sobre mim, me apontar. E uma coisa que me incomoda muito é ser interrompido enquanto eu estou falando porque eu já fui muito interrompido na minha vida, nunca consegui falar muito. Quando ele fazia isso, conseguia me tirar um pouquinho do sério. Por isso, naquele jogo da discórdia, eu falei: “Espera aí que eu estou falando”. Acho que a minha situação com ele foi um lance que não bateu mesmo, não concordava com a forma como ele levava as coisas no jogo.
 

Você se arrepende de alguma coisa ou teria feito diferente, se pudesse?
João Luiz Pedrosa - Não. Eu acho que eu seria super forçado, se tentasse fazer diferente. Tudo que fiz, falei e precisei fazer foi muito do meu jeitinho mesmo.
 
Qual foi seu maior aprendizado nessa participação?
João Luiz Pedrosa - Saber que nem todas as pessoas por quem a gente cria carinho têm semelhanças com a gente. No "BBB" eram 20 pessoas com características, trajetórias de vida e histórias completamente diferentes. Eu me via em situações que estava conversando com pessoas que eram muito diferentes de mim, e aqui do lado de fora eu pensaria: “Nossa, a gente não tem nada em comum”. Mas na verdade a gente tinha, eu só precisava saber disso. Acessar as pessoas, conversar e buscar saber sobre sua história é um grande aprendizado que eu vou trazer aqui para fora.
 

Quem integra o seu pódio a partir de agora? E quem ganha R$ 1,5 milhão?
João Luiz Pedrosa - Camilla, Juliette e Gil são meu top 3. E eu vou acreditar na minha amiga levando o prêmio, sim, que eu não sou bobo nem nada! Vou fazer mutirão, quero que ela vire milionária (risos)!
 

O que pretende fazer daqui por diante? Quer voltar às salas de aula?
João Luiz Pedrosa - Vamos trabalhar, fazer dinheiro (risos). Mas, brincadeiras à parte, o "BBB" me proporcionou muita coisa e tenho certeza que vai proporcionar ainda mais daqui para frente. Eu vou avaliar tudo que vou fazer e quero utilizar as plataformas sociais para falar sobre coisas que realmente me movem e me motivam a estar aqui. Acho que a gente precisa muito de figuras falando sobre educação, e isso é muito importante. Quero falar sobre livro, série, filme... Acho que temos que falar sobre as coisas que a gente gosta e podem ser usadas como aprendizado.


 

.: Museu das Ilusões volta a funcionar neste sábado em São Paulo

Foto: divulgação


Você sabia que o seu cérebro pode ser enganado pelos seus próprios olhos? As ilusões óticas mostram que nossa mente tende a fazer suposições sobre o mundo e na busca de ajustar as imagens a partir de um sentido ou de informações pré-adquiridas, pode visualizar o que não é real. O que você pensa que vê, muitas vezes não é: a verdade!

Para explicar como isso acontece na prática, o Museu das Ilusões, único do gênero na América Latina, reabre neste sábado, dia 24 de abril, em São Paulo, no Shopping Eldorado, depois de fechado pela quarta vez por causa da Covid. A atividade permite um pouco de diversão em família, com distanciamento social necessário neste momento e cumprindo todos os protocolos recomendados pelos órgãos públicos para a fase de transição, além do uso obrigatório de máscara.

Instalado em um espaço amplo, de aproximadamente 1.300 m² ao todo, a exposição conta com mais de 70 atrações com experiências divertidas e ilusões de ótica, que irão brincar com o cérebro e com a razão. Excelente para se divertir depois de mais uma etapa de isolamento social e carência de descontração. Sabe aquela situação que causa na gente uma chacoalhada no cérebro para ver se realmente temos certeza do que vemos?! Essa é uma das sensações que o Museu das Ilusões provoca, além de muitos risos e desafios as nossas certezas.

Segundo Paulo Zimmermann, Diretor Executivo do Museu das Ilusões, a exposição já foi preparada com todo cuidado durante a pandemia para poder abrir nas fases possíveis e quando fosse permitido. Fomos nos readequando e criamos diversas ações para manter o distanciamento social e redução da capacidade, como os horários fracionados de entrada a cada 15 minutos, com controle de entrada abaixo do recomendado. Tudo cuidadosamente pensado para este momento.

Inspirado nos principais museus de ciências e de ilusão de ótica do mundo, museus com temática similar são o maior sucesso na Europa e EUA, o Museu das Ilusões, inédito na América Latina, trouxe pela primeira vez a São Paulo, o maior acervo do mundo em ilusão ótica, com experiências divertidas, que intrigam o público e a lógica.

Além de entreter o público com momentos fora da realidade, de forma lúdica e interativa, o museu traz conhecimentos sobre ilusões visuais, mensagens subliminares e a relação entre tempo, espaço e consciência.

A atração é uma ótima pedida para a programação em família, com 12 ambientes diferentes, independentes, que atendem perfeitamente a uma circulação com distanciamento entre pessoas e cuidados recomendados pelo protocolo de reabertura de Museus na cidade de São Paulo. Com experiências exclusivas e com espaços instagramáveis, ambientes incríveis para fotografar e filmar e situações que parecem impossíveis.

Ilusões de ótica: As ilusões têm uma longa história, indo até os antigos gregos. Em 350 AC, Aristóteles observou que “nossos sentidos podem ser confiáveis, mas podem ser facilmente enganados”. A partir de um experimento simples, ele notou que, ao observamos uma cachoeira e desviar o olhar para rochas estáticas, as rochas parecerão se mover na direção oposta do fluxo de água, um efeito que agora chamamos de "efeitos posteriores do movimento".

O sistema visual humano pode ser dividido em duas partes: fisiológico e cognitivo. Não vemos o mundo apenas com nossos olhos, mas também com o cérebro, que é o responsável por captar as informações ao nosso redor e dar algum sentido a elas.

Uma escola de pensamento sugere que algumas ilusões destacam a maneira como o cérebro tenta constantemente e de forma rápida prever o que vai acontecer. Tentamos prever o futuro para compensar o pequeno atraso entre um evento e nossa percepção consciente dele. A luz dessas palavras que você está lendo tem que chegar ao seu olho, antes que um sinal viaje para o cérebro para ser processado - isso leva tempo, o que significa que o mundo que você percebe é ligeiramente no passado. Acredita-se que o cérebro pode fazer previsões sobre o ambiente ao seu redor para tentar perceber o presente.

Empreendedores: A curadoria do Museu das Ilusões é do físico e professor Julio Abdalla, curador da maior exposição científica itinerante do Brasil: ExperCiência e diretor de uma rede de escolas. Interessado em museus de ciências e o despertar do conhecimento através da forma lúdica e como estes espaços interagem, tem por hábito visitar museus do gênero em todo o mundo.

O projeto tem consultoria e desenvolvimento de Paulo Zimmermann, ex-executivo de Mídia, atualmente consultor e assessor em projetos de entretenimento. Interessado em museus interativos e em entretenimento, também pesquisa e viaja em busca de experiências interessantes pelo país e exterior.

Foi da união do conhecimento destes dois especialistas que nasceu o projeto.

“Desde sempre fui apaixonado pela física e pela mente e sempre senti falta de oportunidades de vivência experimental aos estudantes do Brasil. Viajando por alguns museus de ciências pelo mundo, sempre questionei o porquê não oferecer experiências similares às pessoas de meu país: aí nasceu o Museu das Ilusões, que ficou incrível e agora para o Shopping Eldorado, já soma a maior coleção de ilusão de óptica do mundo” – diz Julio Abdalla.

“Conheci o Julio em uma instalação da ExperCiência, que se tornou a maior exposição itinerante de ciências do país. Foi amor à primeira vista, pela exposição e pela paixão que ele tinha pelo assunto. Juntos levamos a ExperCiência as principais cidades do país e há quase cinco anos iniciamos o projeto do Museu das Ilusões. Viajamos por vários museus dos EUA e Europa em busca de inspiração para o melhor acervo...a exposição do Shopping Eldorado está incrível, tenho certeza de que as pessoas vão se surpreender e se divertir” – diz Paulo Zimmermann.

O  acervo: Além das peças que iniciaram o projeto como o Poço do Infinito, Cadeira 3D, Sala dos Gigantes, Guarda Chuva, Casa Invertida, Seis de Mim, Juntos e Misturados, entre outras, para a instalação do Shopping Eldorado, foram construídas várias peças novas como o Vaso ou Faces, Duplo Cone, Espelhos de Transformação, entre outras novidades. O Museu das Ilusões também recebeu algumas obras de artistas plásticos como a peça “Emoções” do artista Pitu, de Minas Gerais; “Animais” e “Gandhi” do artista Robison da Silva; grafite de Tiago Ots e imagens 3D do cenógrafo Sandro Gomes.

Serviço:

Museu das Ilusões

Shopping Eldorado - Av. Rebouças, 3970 - Bairro Pinheiros, São Paulo/SP

3° Piso - Junto a Praça de Alimentação.


*Seguindo as orientações e protocolos da fase de transição o funcionamento será de 8 horas.

Horários: Nessa fase, funciona de terça a domingo das 11h às 19h, com entradas até às 18h. Os grupos são reduzidos e entrada fracionada a cada quinze minutos. Apenas nesta segunda (26), irá funcionar também das 11h às 19h, com entradas até as 18h.

Valor dos Ingressos: R$ 50,00 inteira e R$ 25,00 meia entrada.

Descontos promocionais para grupos e famílias com três pessoas ou mais:

- 3 pessoas – R$ 75,00

- 4 pessoas – R$ 100,00

- 5 pessoas – R$ 125,00

- 6 pessoas – R$ 150,00


Pontos de Venda:

Na bilheteria do Museu e online pela Eventim: eventim.com.br/artist/museu-das-ilusoes 


Contatos:

Telefone (19) 99981-4198 ou e-mail: contato@museudasilusoes.com.br |facebook.com/museudasilusoes

Instagram: @museudasilusoes | museudasilusoes.com.br          


.: 23 de abril: Dia Mundial do Livro, o que comemorar?

No Dia Mundial do Livro vamos comemorar os 27 milhões de brasileiros das classes C, D e E que compram livros porque gostam de ler (pesquisa Retratos da Leitura no Brasil - 2020)


Nesta data, instituída em 1995 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) por marcar o aniversário de morte de dois grandes nomes da literatura universal, William Shakespeare e Miguel de Cervantes, não poderíamos deixar de refletir sobre a importância do livro e sobre as limitações para seu acesso, que estão tentando impor aos brasileiros sob a alegação de que somente a "elite" gosta de ler.

Mesmo que fosse verdade - e, como nos mostrou a Retratos da Leitura, é uma mentira "travestida" de verdade pelos criadores de representações sobre a realidade brasileira, - essa falta de interesse pelo livro e pela leitura deveriam fomentar políticas para reverter essa triste realidade.

Mas, investir na formação de leitores e na democratização do acesso ao livro é muito ameaçador para um projeto autoritário de sociedade, como nos lembra Vargas Llosa:

"Um público comprometido com a leitura é crítico, rebelde, inquieto, pouco manipulável e não crê em lemas que alguns fazem passar por ideias".

Para comemorar o Dia Mundial do Livro, propomos uma reflexão:

- Qual impacto pode ter a elevação do preço do livro se a ameaça de se extinguir a isenção tributária for aprovada e passarem a cobrar 12%?

Certamente o impacto não será somente no mercado livreiro, mas deve refletir também no acesso à leitura pelos brasileiros. De acordo com a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil (2019-2020), realizada pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Itaú Cultural e aplicada pelo IBOPE Inteligência, um contingente de cerca de 27 milhões de brasileiros nas classes C, D e E são consumidores de livros, enquanto 17 milhões são os compradores das classes A e B. Esses brasileiros, já excluídos por sua situação social de vulnerabilidade, terão ainda mais dificuldade em fazer parte da população leitora.

Essa edição da Retratos mostrou também que, para 22% dos brasileiros que compraram livros em um período de três meses, o preço foi o principal fator de influência para a compra; mas, esse fator passa a ser mais importante para as classes mais vulneráveis: enquanto na classe A, o preço é fator de influência para 16%, na classe C a proporção chega a 25% e nas classes D/E, vai a 23%. Ao observar a renda familiar, a influência do preço praticamente dobra ao se comparar os indivíduos com renda familiar entre 5 a 10 salários mínimos (15%) e aqueles com renda de 1 a 2 salários mínimos (28%). Importante destacar que a população brasileira nas Classe A e B, e, com maior renda, é bem menor do que a população nas classes sociais mais vulneráveis, o que amplia o impacto da possível elevação no preço do livro no acesso ao livro e à leitura, tão fundamentais para o desenvolvimento pessoal, humano e social do nosso país.

Outro dado mostra a importância do livro em papel para os brasileiros: 93% dos leitores preferem os livros em papel e, até mesmo entre os leitores que já leram livros digitais, 67% preferem o livro impresso.

Com relação ao mercado editorial, a medida ameaça a existência das livrarias físicas, em especial as pequenas, já bastante ameaçadas, que não têm margens para pagar esses 12%. Esse percentual de aumento deve impactar, principalmente, as pequenas editoras. Isso pode inviabilizar o trabalho de editoras, autores, ilustradores e outros profissionais, gerando desemprego em toda a cadeia produtiva.

Mas, as bibliotecas, em especial as municipais, as escolares e as comunitárias, também sofrerão com essa elevação no preço dos livros. Em uma conta simples verificamos que, pelo menos, serão comprados menos 12% de livros. Se a atualização dos acervos das bibliotecas é o item mais citado pelos frequentadores e não frequentadores de bibliotecas como o que os fariam frequentar mais esses espaços, também aqui podemos ter um impacto negativo que irá repercutir nos indicadores de acesso ao livro e de leitura.

Não podemos deixar de perguntar a quem interessa afastar os brasileiros dos livros e da leitura. Nosso patamar sofrível de leitores, em torno de 50%, deveria provocar uma enorme preocupação em nossos governantes, pois apontam para a necessidade urgente de superação desse enorme déficit, como condição para o desenvolvimento econômico, social e humano do Brasil. Não se constrói uma democracia sólida e uma economia sustentável sem investir em educação. A leitura é ferramenta essencial para melhorar os indicadores de avaliação da educação, como o PISA, e de promover direitos sociais a todos os brasileiros. Mas, parece que essa prioridade não está na pauta de nossos governantes.

Sobre Zoara Failla: Coordenadora da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, um projeto do Instituto Pró-Livro com apoio do Itaú Cultural e aplicada pelo Ibope Inteligência.

.: "Livros nas Praças" retoma delivery gratuito de livros nesta sexta-feira

O empréstimo de livros é totalmente gratuito e cresceu 58% no último ano, impulsionado pelo serviço de entrega em meio à pandemia.


O "Livros nas Praças", ônibus-biblioteca exclusivo da Americanas, retoma o bem-sucedido projeto "Delivery de Livros" iniciado durante a pandemia. A partir desta sexta-feira, 23/04 - data em que se comemora o Dia Mundial do Livro -, mais de 2 mil títulos estarão novamente disponíveis para empréstimo de forma segura, com entrega pelos Correios, para todo o município do Rio de Janeiro e Baixada Fluminense. O serviço é totalmente gratuito e tem o objetivo de levar cultura e entretenimento diretamente para as casas dos leitores, neste momento tão difícil de isolamento social. No acervo, há obras de grandes autores, como Paulo Coelho e Monteiro Lobato, além de audiobooks, livros em braile e com fonte ampliada.

O projeto, patrocinado pela Americanas e com apoio das leis de incentivo culturais, atendeu cerca de 4.500 pessoas em 2020, sendo mais de 3.600 visitantes com a itinerância do ônibus-biblioteca e 814 pessoas com o "Delivery de Livros", lançado em julho do último ano. No formato de entrega, mais de 1.500 livros já foram enviados pelos Correios às casas dos leitores. Ao todo, o "Livros nas Praças" já impactou mais de 154 mil leitores desde a inauguração do ônibus exclusivo da Americanas, em 2014.

"Sempre acreditamos na importância da leitura na transformação da sociedade e, durante a pandemia, isso não poderia ser diferente. Esse propósito foi o que nos motivou a adaptar este projeto e aumentar as ações de sucesso com o serviço de delivery em 2020, com intuito de continuar oferecendo uma alternativa para a promoção da leitura entre crianças, jovens e adultos", comenta Cristina Figueiredo, idealizadora e diretora do projeto. Para manter a itinerância e continuar cumprindo seu propósito, o "Livros nas Praças" precisou adotar um rígido modelo de higienização dos livros bem como rigorosos protocolos de segurança.

"Esses esforços valeram tanto a pena que, mesmo em meio ao isolamento social, conseguimos aumentar em mais de 40% nossos empréstimos gratuitos de livros. Se contarmos com o lançamento do inédito serviço de delivery, este número sobe para 58%", acrescenta.

O "Livros nas Praças" é uma das iniciativas que integram a estratégia ESG (sigla que, em português, significa ambiental, social e governança) da Americanas para a promover a educação de qualidade e a redução das desigualdades. Este propósito está em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4 e 10 da Agenda 2030 da ONU.

Como funciona o delivery: Criado para dar prosseguimento ao empréstimo de livros durante o período de isolamento social, este serviço é totalmente gratuito e permite que os interessados escolham a obra em um catálogo digital. Depois, basta enviar uma mensagem para o número de WhatsApp do projeto (21 99419-8869) e informar dados como nome ou o código da obra, nome completo e endereço. Após o processo, o livro chega no endereço informado dentro de alguns dias. A entrega e a devolução dos livros são feitas pelos Correios. Após receber a obra em casa, há um período inicial de 30 dias para concluir a leitura, com a possibilidade de prorrogar o empréstimo, caso seja necessário. Ao terminar, o leitor tem o título coletado em casa e pode solicitar o envio de um novo.

Dentre os 2 mil exemplares disponíveis, 70% são de autores brasileiros como Ana Maria Machado, Thalita Rebouças, Paulo Coelho e Monteiro Lobato. O acervo tem ainda 60 livros com ilustrações em braile para crianças, 30 livros em fonte ampliada para pessoas com baixa visão, 20 audiobooks para deficientes visuais e 35 livros em braile para adultos.


.: Solo de Laís Marques, "Lágrimas Fritas" estreia nesta sexta-feira


Com direção de Bruno Perillo, "Lágrimas Fritas" é uma obra cênica digital escrita e com atuação da atriz Laís Marques. Foto: Ana Luiza Leão

"Lágrimas Fritas" é uma obra cênica digital escrita e com atuação da atriz Laís Marques, que convida Bruno Perillo para assinar a direção. Composto por cinco episódios curtos, o ponto de partida é o roteiro cênico elaborado pela atriz a partir da transcrição de memórias pessoais e outras, sumariamente inventadas. 

Nesse balanço poético sobre a dor e a delícia de ser quem se é, a obra apresenta uma série de vivências poéticas, inusitadas, cheias de humor e criatividade. Temas delicados como o assédio sexual e a história de suas antepassadas são retratados de forma metafórica oferecendo ao público um espaço delicado para o testemunho sensível de um ser em busca de uma identidade mutante.  

A temporada começa dia 23 de abril e vai até o dia 25 do mesmo mês, com sessões duplas, às 11h e às 16h, sempre pelo canal do Youtube da atriz. “Partindo de memórias íntimas e confissões recriadas, a peça é um retrato poético de uma mulher em busca da própria identidade. Ao invés de apresentar uma solução simplista para uma tarefa no mínimo desafiadora, a obra apresenta o caminho em si, repleto de tentativas, fracassos e saborosas descobertas diretamente expostas ao público numa configuração digital e performática. A provocação que a obra suscita é: numa sociedade cada vez mais massificada, como garantir que as idiossincrasias individuais não sejam simplesmente descartadas? Em outras palavras: vale a pena suportar a dor e a delícia de ser quem realmente somos sem que isso se torne apenas uma aventura narcisista?”, conta Laís. 

As questões enfrentadas pela atriz-performer, pois, ultrapassam os limites da ficção e se referem aos desafios reais vivenciados sobretudo pelas mulheres no contexto atual da sociedade do descarte. A peça revela a tensão entre regras padronizadas e a ética de cada indivíduo através de uma corajosa jornada em torno da existência humana.


Sinopse do espetáculo 
A partir da pergunta “quem sou eu?” a atriz e autora Laís Marques apresenta ao público-tripulação algumas rotas para navegação em alto mar. Através do testemunho de um ser em busca de uma identidade mutante a performance digital composta por cinco episódios curtos mergulha em fatos recentes, narrativas de suas antepassadas e outras vivências recheadas de humor, poesia e criatividade.


Proposta de dramaturgia
“E se eu fosse outra pessoa? Se eu tivesse outro nome? (...) Outro gênero? Outra idade? Outra família? E se eu fosse pobre, mulher, preta e trans? E se mesmo assim eu quisesse ser artista? (...) E se eu fosse a Simone de Beauvoir? A Maria Bonita? E se eu fosse uma raiz?” (trecho da peça “Lágrimas Fritas”)

O roteiro composto por cinco episódios é fruto de um laboratório de escrita performática que a atriz Laís Marques vem desenvolvendo ao longo dos anos. São fragmentos confessionais, releituras de obras clássicas, adaptações de depoimentos anônimos e outros materiais que alimentam um processo propositalmente permeável aos fatos da realidade. 

Numa espécie de mergulho em águas digitais, os momentos mais marcantes na vida de uma mulher (aos 7, 17 e 27 anos) são rememorados justamente no seu 37º ano de vida. Os episódios não são lineares e remontam à estética do realismo fantástico. Eles testemunham a fome literal que a figura sente pelos livros, alguns fatos históricos marcantes, os assédios sofridos desde a adolescência e, ainda, os sucessivos fracassos na tentativa de adaptar-se ao universo profissional descolado do seu verdadeiro “eu”. Uma casa no campo é o cenário-paisagem que serve como referência para suas perambulações, danças e delírios poéticos.

Como num ritual performático, a temática existencialista se revela tanto na comunicação direta com o público quanto na coreografia inspirada numa canção pop. A intenção é criar conexões dinâmicas entre o microcosmo da performer e o contexto digital no qual está diretamente inserida. O roteiro inédito é a primeira empreitada dramatúrgica da atriz, que além de atuar em inúmeras séries de TV ("Passionais", segue disponível na Netflix), também se apresentou junto a algumas das companhias teatrais de maior prestígio no cenário nacional como a Cia. dos Atores (o premiado espetáculo “Insetos”, de Jô Bilac, com direção de Rodrigo Portella celebra 30 anos da trupe carioca), a Cia. Elevador de Teatro Panorâmico (com a peça “Sala dos Professores” foram agraciados nas categorias “Melhor Elenco” e “Autor” no V Prêmio Aplauso Brasil em 2017) e, ainda, a Cia Razões Inversas (“Heather”, espetáculo idealizado e atuado por Laís Marques com encenação de Marcio Aurelio foi premiado no 23º Festival Cultura Inglesa e também cumpriu temporada no Sesc Pinheiros em 2019). 


Laís Marques – Dramaturga e atriz
Bacharel e Mestre em Artes Cênicas pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Formada em Dança pela Escola de Dança do Theatro Municipal de São Paulo e em Gestão Cultural pelo Centro de Pesquisa e Formação CPF/ SESC-SP. Foi convidada para uma residência artística junto à Quarto Physical Theater no Teater Giljotin, Suécia. Foi selecionada para dançar no espetáculo “MabeMa”, inspirado na linguagem do Butô e dirigido pelo mestre japonês Tadashi Endo.

Ao longo da 29ª Bienal de São Paulo apresentou performances sob direção geral de Zé Celso Martinez Correa. Criou as performances da “Ocupação Zuzu” (Itaú Cultural, SP e RJ) e “BIOGRAPHIES” (dir. Kika Nicolela). Dentre os trabalhos em cinema, destacam-se “Filmefobia”, eleito “Melhor Filme” no Festival Internacional de Brasília, “O Signo Da Cidade”, vencedor na categoria Juri Popular do mesmo Festival e “Contra Todos”, premiado no Festival do Rio e Prêmio Silver Firebird Award for Young Cinema, Hong Kong.

As séries de TV que obteve destaque foram: “Motel” (HBO), “Beleza S/A” (GNT) e “Passionais” (Netflix). No Teatro, as peças mais recentes que atuou foram: “Entre Vãos” (dir. Luiz Fernando Marques, com A Digna Cia), “Sala dos Professores” (dir. Marcelo Lazzaratto, Prêmio Aplauso Brasil - Melhor Elenco e Autor) e “Insetos” (texto de Jô Bilac com a premiada CIA DOS ATORES). Em 2019 idealizou, produziu e atuou na peça “HEATHER”, encenação de Marcio Aurelio, selecionada pelo 23º Cultura Inglesa Festival e que seguiu em temporada no Sesc Pinheiros. Governo do Estado de São Paulo, a Secretaria, o ProAC, o Governo Federal e a Lei Aldir Blanc. 

Ficha técnica:
Espetáculo:
"Lágrimas Fritas"
Texto e Atuação: Laís Marques @_laismarques_
Direção: Bruno Perillo @bruperillo
Vídeos: Ana Luiza Leão @analuizaleao
Trilha: Pedro Semeghini @digitalpedrenriquer
Figurino: Anne Cerutti @annecerutti
Edição: Clara Lazarim @claralazarim
Assessoria de tecnologia: Celso Reeks @celsoreeks
Assessoria de imprensa: Pombo Correio @instadapombo
Mídia eletrônica: Kiron Comunicação @kiron.co
Assessoria contábil: Alvaro Barcellos @alvarobarcellos
Produção: Cacildinha Produções


Serviço
Espetáculo:
 "Lágrimas Fritas"
Sessões: 23, 24 e 25 de abril, sempre às 11h e 16h
Duração: 35 minutos
Classificação indicativa: livre
Transmissão ao vivo pelo canal do YouTube da atriz:
Links disponíveis no www.linktr.ee/__laismarques__

Tags
#LágrimasFritas #LaísMarques #LaisMarques #BrunoPerillo #AnaLuizaLeão #PedroSemeghini #AnneCerutti #ClaraLazarim #CelsoReeks #Alvaro Barcellos #CacildinhaProduções #CacildinhaProducoes


quinta-feira, 22 de abril de 2021

.: Festival Paulista de Teatro Musical divulga programação


Entre os dias 22 e 30 de abril, o Festival Paulista de Teatro Musical realiza sua 1ª edição marcada por muito entretenimento e informação. Serão quase 30 horas de programação dividida entre 17 atrações, incluindo 7 espetáculos, 4 leituras dramáticas e 6 palestras educacionais, abrilhantadas por diversos talentos, entre atores e criativos, conhecidos dos palcos.

O evento, que se dá de forma 100% online e gratuita através do YouTube do Prêmio Bibi Ferreira, terá sua abertura marcada por uma palestra de Miguel Falabella e seu encerramento por uma palestra de Charles Möeller, referências do teatro musical brasileiro. O FPTM é idealizado por Marllos Silva, mesmo criador do renomado Prêmio Bibi Ferreira, e viabilizado pelo Governo de São Paulo através da Lei Aldir Blanc. Com 17 atrações online e gratuitas, serão quase 30 horas de espetáculos, leituras dramáticas e palestras com grandes nomes do teatro musical brasileiro.

Com a proposta inédita de movimentar o cenário cultural, enaltecer o trabalho de criativos e artistas do teatro musical brasileiro e valorizar projetos originais do gênero, o Festival Paulista de Teatro Musical (FPTM) realiza entre os dias 22 e 30 de abril sua primeira edição. Lançado no formato digital, em função da Covid-19, a atração exibe sete espetáculos, quatro leituras dramáticas e seis palestras educativas, que poderão ser acompanhadas gratuitamente pelo YouTube do Prêmio Bibi Ferreira.

Criado pela Marcenaria de Cultura, o festival que conquistou visibilidade nacional e recebeu dezenas de projetos vindos de estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul, contou com o olhar atento da curadoria especializada, representada pelo idealizador e produtor Marllos Silva, responsável também pelo Prêmio Bibi Ferreira, o diretor e pesquisador de teatro musical Jamil Dias, os jornalistas culturais Miguel Arcanjo Prado e Ubiratan Brasil, e o maestro e diretor musical Daniel Rocha.

“O FPTM foi gestado durante três anos para ser uma vitrine para novos projetos. Fiquei feliz e surpreso com a quantidade de projetos que recebemos, foram mais de 40 inscritos o que nos levou a aumentar o número de contemplados”, conta Marllos.

Com inscrições validadas através do envio de material audiovisual e/ou texto dramatúrgico e músicas, cada curador foi responsável por acompanhar mais de 2250 minutos de vídeo e ler mais de 2500 páginas para que pudessem eleger os selecionados da programação, que reunirá quase 30 horas de entretenimento e informação para quem deseja ir ao teatro sem sair de casa e saber mais sobre o universo dos musicais e suas diferentes áreas.

“A escolha se deu de forma muito carinhosa por parte da curadoria, que tentou traçar um panorama mais amplo da produção de teatro musical do país, tendo companhias mais experientes e mais novas. A série de leituras cria oportunidades para projetos em desenvolvimento experimentarem caminhos, uma parte importante na concepção de espetáculos e que infelizmente no país não temos conseguido fazer”, reflete o idealizador.

Tendo como intuito principal enaltecer trabalhos em teatro musical que tenham criação 100% original - texto, letra e música -, o festival abre suas cortinas para uma programação comandada por grandes profissionais dos palcos, com palestras instrutivas, produções nunca realizadas ou que já tiveram sua estreia com plateias presenciais ou virtuais, oferecendo ao público a oportunidade de ver ou rever um espetáculo nacional, e leituras que criarão expectativas sobre histórias que ainda sairão do papel.

“Ter a honra de contar com grandes profissionais do teatro musical dividindo o seu conhecimento no ciclo de palestras é sem dúvida um momento especial e que espero que possa ajudar a construir novos caminhos para a construção da dramaturgia para teatro musical no país”, celebra Marllos. “É extremamente importante ressaltar a força da Lei Aldir Blanc na realização do festival e no suporte à cultura do país neste momento. Se ela não existisse os profissionais estariam abandonados. Fomos um dos segmentos mais atingidos pela pandemia, e tivemos nossas atividades totalmente paralisadas. Na realização do festival procuramos distribuir os valores para o maior número de profissionais, o festival envolve mais de 150 profissionais de diversas áreas”, finaliza o produtor.

O 1º Festival Paulista de Teatro Musical é viabilizado pelo Governo do Estado de São Paulo através do Edital Proac Expresso Lei Aldir Blanc Nº40/2020 – “Produção e Realização de Festival de Cultura e Economia Criativa com Apresentação Online”.


Agenda de apresentações:

Quinta-feira, dia 22 de abril
20h - Abertura do Festival | Palestra com Miguel Falabella 


Sexta-feira, dia 23 de abril
20h - Musical: "O Mágico Di Ó – Um Clássico em Forma de Cordel"


Sábado, dia 24 de abril
16h - Palestra com Ricardo Tiezzi |  Tema: "Princípios de Estrutura Dramatúrgica"
18h - Leitura: "Brickfield, o Musical"
20h - Musical: "Diálogos"


Domingo, dia 25 de abril
16h - Palestra com Jamil Dias | Tema: "Conceituação e Caminhos do Musical"
18h - Leitura: "Lonza"
20h - Musical: "Terrível Incrível Aventura – Um Musical Fabulesco Marítimo!"


Segunda-feira, dia 26 de abril
18h - Leitura: "O Último Samba"
20h - Musical convidado: "Ponto de Bala"

Terça-feira, dia 27 de abril
16h - Palestra com Fernanda Maia | Tema: "O Uso da Canção Na narrativa do Teatro Musical"
18h - Leitura: "Dom Casmurro - O Musical"
20h - Musical: "A Ópera dos Três Porcos"

Quarta-feira, dia 28 de abril
16h - Palestra com Carlos Bauzys | Tema: "Piano Condutor, Arranjo Vocal e Orquestração"
20h - Musical: "Amor Barato - O Romeu e Julieta dos Esgotos"

Quinta-feira, dia 29 de abril
20h - Musical: "Azáfama: Substantivo Feminino"


Sexta-feira, dia 30 de abril
20h - Encerramento do Festival | Palestra com Charles Möeller

Apresentações no YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCrZ_w6w2CZiFpxrOAS0D7aQ



.: A curta temporada de "Mais Esperto que a Morte", do Coletivo Bassusseder


Inspirado em contos populares de enganar a morte, os artistas se utilizam de múltiplas linguagens para levar o público a um universo fantástico. Fotos: Allan Benatti

Estreia nesta quinta-feira, dia 22, às 20h, o espetáculo "Mais Esperto que a Morte". Inspirado em contos populares de enganar a morte, os artistas se utilizam de múltiplas linguagens para levar o público a um universo fantástico. O espetáculo do Coletivo Bassusseder é inspirado em histórias de enganar a morte e ela mesma conta as situações em que tentou ser enganada.

A Morte está exausta de tanto serviço, relembra sua trajetória com histórias de pessoas e criaturas que conseguiram de alguma forma adiar ou negociar o inevitável. O espetáculo é composto por três histórias contadas com projeções de sombra numa caixa lambe-lambe, onde projetores, lanternas e refletores criam diálogos entre as narrativas. Uma conversa entre as linguagens das sombras, da máscara, da animação e dos quadrinhos, compondo o realismo fantástico.

Na primeira história, a Morte conta da vez que é salva por uma moça depois de tomar uma surra de um gigante. Assim a moça pôde ter uma vida mais tranquila e sem medos. A segunda história traz a costureira Maria que ao encontrar a morte sempre a entretêm envolvendo-a em histórias e mais histórias. A terceira e última é com João, que busca em toda sua longa vida o lugar onde a morte não exista.

“Essas três histórias tocam nas temáticas da esperança, do prazer de existir, do afeto, do cuidado e do percurso. Nenhuma delas aponta segredos divinos, mas trazem reflexões sobre o viver e o deixar acontecer”, diz o ator e diretor Allan Benatti. “São temas que despontam no nosso dia a dia e aqui de forma poética nos faz respirar diferente”, acrescenta Melissa.

O Coletivo Bassusseder aprofunda sua pesquisa e se dedica a investigar a dramaturgia da improvisação, o corpo improvisador e o hibridismo de linguagens dentro da composição coletiva como concepção cênica. Em 2012 funde-se com Cia Voos que tem a linguagem estruturada em trabalhos dirigidos pela consciência corporal, uma vez que compreende o corpo como eixo criador e comunicador da cena teatral. Sendo a improvisação, a máscara, o palhaço e educação somática o eixo dos projetos artísticos do coletivo.

Ficha técnica:
Espetáculo: 
"Mais Esperto que a Morte"
Allan Benatti: direção artística, ator, roteirista, confecção dos bonecos, contador do tempo, câmera, edição, cozinheiro, pai  e faxina
Melissa Panzutti: atriz, costureira, figurinista, cenógrafa, detalhista, câmera, problematizadora, cozinheira, organizadora da casa,  mãe e Faxina.
Paulo Federal: direção de atores, contra regra, câmera, confecção de bonecos,  soluções estratégicas, irmão, salva vidas , pai e lavador de louças.
Andrés Giraldo: trilha sonora original, cumplice,  sem fronteiras  e faxina.
Ronado Robles e Silvia Godoy: conselheiros, inspiradores, impulsionadores e muito amados.
Serviço:


Serviço
Espetáculo: "Mais Esperto Que A Morte" do Coletivo Bassusseder.
Curta temporada de seis apresentações, de quinta a domingo
Grátis
Duração: 50 minutos
Quinta e sexta, às 20h
Sábado e domingo, às 17h e 21h
A sala abre dez minutos antes do início do espetáculo
Indicação de faixa etária: para toda a família, mas a partir de 7 anos a criança terá melhor compreensão do todo.
Link: https://www.sympla.com.br/mais-esperto-que-a-morte__1183808
Projeto contemplado pela Lei Proac Aldir Blanc 36/2020.

Tags
#MaisEspertoQueAMorte #ColetivoBassusseder #AllanBenatti #MelissaPanzutti #PauloFederal #AndrésGiraldo #RonadoRobles #SilviaGodoy

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