segunda-feira, 20 de agosto de 2018

.: O adeus de Aretha Franklin, a rainha da Soul Music



Por Luiz Gomes Otero*, em agosto de 2018.

Alguns artistas nascem e viram referência para os que vão surgindo nos anos seguintes. Mas há também aqueles que até servem como fonte de inspiração e, no entanto, acabam se tornando insuperáveis. A cantora Aretha Franklin, que faleceu na última quinta-feira nos Estados Unidos, aos 76 anos, vítima de câncer, certamente está inserida nesse seleto grupo.


Que a escola de Aretha foi a musica gospel, isso todos já sabem. O fato é que ela elevou o nível de interpretação para patamares mais altos. Não se tratava apenas de gritar a plenos pulmões. A música evangélica, como qualquer canto de louvor, exala sentimento. A música que Aretha cantava exalava sempre emoção. E dentro de um nível nunca antes alcançado por outra artista.

Quer um exemplo? Compare a gravação original de "I Say A Little Prayer" com Dionne Warwick com a releitura que Aretha fez, logo depois. O próprio autor da composição, o maestro Burt Bacharach, admitiu que a versão de Aretha, com um balanço soul característico, havia superado a original, que também era ótima, por sinal.

Nos anos 80, ela fez uma versão arrasa-quarteirão de "Jumpin Jack Flash" dos Rolling Stones, acompanhada por um dos autores da canção, o músico Keith Richards.

Em 2015, já com a idade mais avançada, Aretha participou da homenagem a compositora e cantora Carole King. Ao piano, bem ao seu estilo, cantou divinamente a balada "A Natural Woman", levando o então presidente dos Estados Unidos às lágrimas. Justificou mais uma vez o apelido de "Rainha da Soul Music". Ela foi uma autêntica diva da música pop contemporânea.

Recentemente ela ainda encontrou fôlego para gravar um álbum de releituras de canções dançantes, incluindo "Rolling In The Deep", da britânica Adele. E mais uma vez deu um show de interpretação e sentimento.

Não vou me prolongar porque muito já foi escrito sobre esse ícone que foi Aretha Franklin. Para mim, ela sempre continuará em um local especial na minha coleção de discos. E viverá sempre em minha memória afetiva como um admirador da música pop e soul




*Luiz Gomes Otero é jornalista formado em 1987 pela UniSantos - Universidade Católica de Santos. Trabalhou no jornal A Tribuna de 1996 a 2011 e atualmente é assessor de imprensa e colaborador dos sites Juicy Santos, Lérias e Lixos e Resenhando.com. Criou a página no Facebook Musicalidades, que agrega os textos escritos por ele.


"Jumpin Jack Flash"

"Respect"

"A Natural Woman"

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