segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

.: Por que a minissérie "Engraçadinha" é tão necessária nos tempos de hoje?


O ano novo chegou trazendo novidades à programação do VIVA. Desde o último dia 5, às 23h45, o público começou a acompanhar uma tórrida e polêmica paixão na minissérie “Engraçadinha”, uma adaptação do romance “Asfalto Selvagem: Engraçadinha, Seus Amores e Seus Pecados”, de Nelson Rodrigues. 

A trama foi exibida pela primeira vez na TV Globo, em 1995, - uma homenagem ao escritor nos 30 anos da emissora. Por que 25 anos depois a minissérie,, baseada em um clássico da literatura brasileira, é tão necessária e gera tanto interesse ainda nos dias de hoje? É simples: porque é anárquica e foi realizada, por incrível que pareça, em uma época muito mais libertária que a de hoje. A televisão ficou muito conservadora. É claro que os debates são válidos e, de 25 anos para cá, tiveram avanços sobretudo na maneira de como o telespectador encara temas como a sexualidade do outro (embora haja, ainda, muito a evoluir).

Além disso, os personagens - protagonistas ou secundários - exalam sexo por todos os poros. Você acredita que o povo prefere - mesmo - ficar de "mimimi" nas redes sociais ou assistir a uma boa cena picante - e ainda com um texto primoroso? 

A obra, dirigida por João Henrique Jardim e Denise Saraceni, é dividida em duas fases e explora a descoberta do amor de Engraçadinha (Alessandra Negrini/Cláudia Raia) e seus desdobramentos, que a perseguem por toda vida. Filha do moralista deputado Arnaldo e noiva do simplório Zózimo, ela – aos 18 – já encantava a todos, inclusive sua melhor amiga Letícia, noiva de seu primo Silvio, por quem era apaixonada.

Esse complexo triangulo amoroso se torna ainda mais complicado quando todos descobrem que Engraçadinha e Silvio são, na verdade, irmãos. Ele, que não consegue suportar a ideia de ter se envolvido com sua irmã, acaba tirando a própria vida. Ela, arrasada com toda a história, foge do Espírito Santo para o Rio de Janeiro em busca de um novo começo ao lado de Zózimo.

A minissérie traz grandes nomes, como Ângelo Antônio, Nicette Bruno, Cláudio Corrêa e Castro, Caio Junqueira, Mylla Christie, Otávio Müller, Pedro Paulo Rangel, entre outros, além de participações especiais de peso, como Betty Gofman, Ary Fontoura, Chico Anysio, Lília Cabral, Paulo Betti, Antônio Fagundes, Lima Duarte, e mais. Interpretando a personagem principal na primeira fase, Alessandra Negrini tem sua estreia na TV. Já Cláudia Raia, na segunda fase de Engraçadinha, ganha destaque em seu primeiro papel dramático, sendo elogiada tanto pelo público quanto pela crítica.

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