segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

.: Preta Gil relembra polêmica: "Se eu fosse magra o barulho seria diferente"


A cantora, empresária e influenciadora digital Preta Gil é destaque em uma entrevista exclusiva da edição paulistana da Revista 29HORAS de fevereiro, que está disponível para retirada gratuita nos aeroportos de Congonhas (São Paulo) e Santos Dumont (Rio de Janeiro).

Na reportagem de capa da edição paulistana, Preta Gil conta que um dos seus maiores desafios é conciliar os compromissos de trabalho e família e diz que está em contagem regressiva para reunir milhões de foliões em São Paulo, na Bahia e no Rio de Janeiro neste Carnaval. Sinônimo de ousadia, liberdade, autenticidade e franqueza, ela carrega a musicalidade nas veias. O Bloco da Preta, que passa por Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo, costuma reunir cerca de 1,5 milhão de foliões em apenas um único dia em cada uma dessas cidades. Há 11 anos na capital fluminense, o Bloco da Preta iniciou a tendência de grandes blocos de rua cariocas comandados por cantores. “O Carnaval é um evento acessível e democrático para todo mundo que quiser aparecer”, afirma.

Aos 45 anos, Preta encara uma agenda repleta de funções que envolvem shows, administração de empresas, redes sociais e família. “O meu maior desafio é conciliar o tempo dedicado à família e dar conta dos meus muitos compromissos de trabalho”, conta. No entanto, apesar do “corre-corre”, ela se descreve como uma pessoa feliz e remete à época em que aceitou ser rainha de bateria da Mangueira. “Foi uma ousadia, o Bloco da Preta foi consequência disso. Hoje ne sinto realizada por ter deixado o Carnaval entrar na minha vida de forma tão intensa”.

No início de sua carreira, em 2003, quando lançou o primeiro álbum, “Prêt-à Porter”, Preta foi motivo de vários comentários, pois posou nua para a capa e encarte do disco. “Se eu fosse magra, o barulho não seria tão grande”, dispara. Foi nesta época que a cantora passou a se posicionar sobre a importância de aceitar o próprio corpo e romper com padrões de beleza, tornando-se um ícone na luta contra a gordofobia, tão aclamada atualmente.

Com 7,5 milhões de seguidores no Instagram, ela também atua como digital influencer, usando as redes sociais no combate a discriminações. E conta que sua mãe, Sandra Gadelha, e sua madrinha, Gal Costa, a incentivaram a ser ativista. “Mulheres que são exemplo de força sem diminuir ninguém, elas me ensinaram a ser livre e lutar contra os preconceitos. Foi minha mãe que me mostrou o que é ser antirracista. Ela é branca, mas brigava por nós sempre!”.

Muito ligada à internet, Preta é uma das primeiras cantoras a criar uma conta no Orkut e ter páginas próprias, há mais de uma década. Hoje, ela é sócia de uma agência especializada em marketing de influência e entretenimento, com clientes famosos da música, como Luísa Sonza e Pabllo Vittar. Um dos trabalhos recentes da empresa, aliás, inclui um dossiê a respeito do comportamento musical do país, com tendência sobre o funk, que é referência de música brasileira no exterior. “Segui as atualizações e consegui um olhar privilegiado sobre como os artistas podem se conectar com marcas de forma verdadeira no ambiente digital”.

Filha de Gilberto Gil, um dos artistas mais conceituados do país, Preta conta que soube aproveitar a rica herança musical e cultural do pai e que dele herdou o ouvido aberto e atento. “Na minha casa nunca teve isso de ‘essa música é boa ou não’. Não importa... fomos criados com ouvido aberto, eu canto o que toca o meu coração. A música tem que bater em algum lugar em você, seja no coração, na cabeça ou no quadril”, enfatiza.

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