segunda-feira, 4 de maio de 2026

.: Editora Record relança "Toda Poesia" de Augusto dos Anjos


Relançado pela Editora José Olympio, o livro "Toda Poesia" de Augusto dos Anjos é um convite à reflexão sobre dilemas humanos de um dos autores mais populares da poesia brasileira, conhecido como o "Poeta da Morte", e referendado por nomes como Carlos Drummond de Andrade, Otto Maria Carpeaux e Antônio Houaiss

A publicação conta com estudo crítico de Ferreira Gullar, uma das principais referências da fortuna crítica de Augusto dos Anjos e responsável por recuperar o prestígio de sua poesia. A nova edição de "Toda Poesia" de Augusto dos Anjos contém ainda um caderno de imagens exclusivo, com informações, fotos e documentos da vida do poeta, em sua maioria não reunidos em livro.

Em 1976, Ferreira Gullar – imortal da ABL e vencedor do Prêmio Camões – preparou a presente edição da poesia completa de Augusto dos Anjos e a enriqueceu com um ensaio que foi decisivo para reposicionar o poeta paraibano no imaginário literário brasileiro, destacando-o como criador singular, e não mais como simples escritor excêntrico. Nesse texto, Gullar sustenta: “Há poetas que apenas escreveram alguns poemas […]. E poucos são aqueles que conseguiram realmente criar uma obra poética, um universo poético próprio. Augusto é um destes.”

Além do estudo crítico de Ferreira Gullar, esta edição conta também com um caderno de imagens que reúne informações, fotos e documentos ainda pouco conhecidos, e capazes de recuperar, para os leitores de hoje, a figura e a vida de Augusto dos Anjos. Caso raro de poeta erudito na forma e popular no alcance, Augusto dos Anjos, autor do poema “Versos íntimos”, aborda poeticamente o cotidiano sob uma perspectiva crua e visceral. Em Eu, seu único livro publicado em vida, a deterioração da matéria e o escatológico ganham uma face sublime, e a morte – científica, inevitável e ao mesmo tempo benquista – se apresenta com extrema materialidade.

A indiscutível força literária de Augusto dos Anjos o aproxima de poetas como Edgar Allan Poe e Charles Baudelaire, com os quais o brasileiro dialoga ao combinar motivos polêmicos e sonoridades impressionantes. Todos introduziram, cada qual em seu país, uma temática centrada na dor universal: solidão, amargura, crise existencial e perplexidade diante das injustiças da vida. Além disso, as referências autobiográficas e o contexto político são fundamentais para a obra augustiana, cujo desalento, melancolia e técnica incomodaram a crítica por muito tempo. Compre o livro o livro "Toda Poesia" de Augusto dos Anjos  neste link. 


O que disseram sobre as poesias de Augusto dos Anjos

“A leitura do 'Eu' foi para mim uma aventura milionária. Enriqueceu minha noção de poesia. Vi como se pode fazer lirismo com dramaticidade permanente, que se grava para sempre na memória do leitor. Augusto de Anjos continua sendo o grande caso singular da poesia brasileira.”
– Carlos Drummond de Andrade

[O] poeta em quem estraçalhado e desamparado amor da Vida, cuja visão lhe pareceu dever ser unitária e conspectiva, o levou a anteviver a Morte como tão seu necessário complemento, que seria impossível dissociar uma da outra.” – Antônio Houaiss


Sobre os autores
Augusto dos Anjos (Engenho Pau d’Arco/PB, 1884 – Leopoldina/MG, 1914) foi escritor, poeta e professor. Aos 17 anos, publicou seus primeiros poemas no jornal paraibano O Commercio. Em 1912, lançou em edição particular Eu, seu único livro publicado em vida.

Ferreira Gullar (São Luís/MA, 1930 – Rio de Janeiro/RJ, 2016) foi escritor, poeta, dramaturgo, crítico de arte e tradutor. Laureado com o Prêmio Camões em 2010, é considerado um dos maiores autores da literatura brasileira. Foi nome proeminente do movimento neoconcreto e autor de obras imensuráveis, como Poema sujo e Dentro da noite veloz. Personalidade atuante na oposição à ditadura civil-militar, foi perseguido e preso. Em 2014, foi eleito para a cadeira no 37 da Academia Brasileira de Letras. Garanta o seu exemplar de "Toda Poesia" de Augusto dos Anjos  neste link. 

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