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sexta-feira, 9 de julho de 2021

.: "Hamlet", de Shakespeare, é o livro favorito de Mika Lins. Saiba o porquê


"Por ter alguns livros favoritos, pensei em um: 'Hamlet', de William Shakespeare. Essa edição da Ubu, que tem tradução da Bruna Beber. Hamlet é o personagem mais interessante da história do teatro. Ele tem crise existencial, angústia, reflete, pensa . É um intelectual. E é ate hoje um personagem moderno."
, Mika Lins, atriz e diretora de teatro. 

Recentemente, ela dirigiu a peça "Pós F - Para Além do Feminino e do Masculino", um monólogo protagonizado pela atriz Maria Ribeiro com texto de Fernanda Youngcrítica neste link

Na imagem, Mika Lins segura a edição do clássico de William Shakespeare lançada pela editora Ubu. Esta edição, traduzida por Bruna Beber, traz 21 xilogravuras feitas por Edward Gordon Craig para a edição clássica de "Hamlet" publicada em 1930 pela Cranach Press. 

A edição da Ubu
 conta com seis textos dos principais críticos da obra de Shakespeare, que fazem um arco de 1819 a 2008. A maioria é inédita em português: S. T. Coleridge (1819) – inédito Ivan Turguêniev (1860) – inédito A. C. Bradley (1904) Northrop Frye (1986) – inédito Jacques Lacan (1958-59) Barbara Heliodora (2008)



Porque 
"Hamlet"é tão importante
Um dos mais poderosos textos da literatura mundial, "Hamlet" representa o auge da criação artística mundial. É um retrato - eletrizante e sempre contemporâneo - da vida emocional de um homem adulto, além de uma obra clássica permanentemente atual pela força com que trata de problemas fundamentais da condição humana. A obsessão de uma vingança em que a dúvida e o desespero estão concentrados nos monólogos do príncipe Hamlet alcançam uma impressionante dimensão trágica.

As questões de "Hamlet" ecoam na literatura e no teatro e conferem uma potência que se relaciona a questões humanas, arquétipos e emblemas da psiquê que sempre estiveram e continuam presentes nos seres humanos. Não há importante pensador moderno que não tenha sido impactado pelos dilemas do jovem príncipe da Dinamarca, que se sente obrigado a vingar a morte do pai. Tragédia, sátira, romance e filosofia se alternam em uma narrativa marcada por mensagens difundidas em todo o mundo há quatro séculos.

"Hamlet" é a primeira de uma sequência de tragédias fundamentais na dramaturgia de Shakespeare, porém em nenhuma outra encontra-se um protagonista tão complexo e interessado na condição humana como o príncipe da Dinamarca. O principal tema do enredo é a vingança, sobretudo a desforra que o pai do personagem principal, já morto, atribui ao filho, rogando-lhe que mate Cláudio, irmão e assassino do rei, que agora ocupa o trono. 

Porém, o príncipe da Dinamarca não se sente impelido a cumprir o desejo do pai-fantasma de imediato, desencadeando suas famosas reflexões: algumas mais práticas, como matar ou não, e outras mais profundas, que levam os críticos a considerar esta a mais filosófica tragédia shakespeariana. Muito conhecida por frases que atravessaram os séculos e ainda permanecem no imaginário popular, "Hamlet" é um texto fundamental da dramaturgia mundial. Raros sao os textos literários que reunem tamanha complexidade na abordagem das relacoes humanas como os escritos por Shakespeare (1564-1616), em geral. e com "Hamlet" , em particular. 

"Hamlet" é uma tragédia de William Shakespeare, escrita entre 1599 e 1601. A peça, passada na Dinamarca, reconta a história de como o Príncipe Hamlet tenta vingar a morte de seu pai Hamlet, o rei, executando seu tio Cláudio, que o envenenou e em seguida tomou o trono casando-se com a mãe de Hamlet. A peça traça um mapa do curso de vida na loucura real e na loucura fingida - do sofrimento opressivo à raiva fervorosa - e explora temas como a traição, vingança, incesto, corrupção e moralidade.


"Ser ou não ser, eis a questão": o enredo de "Hamlet"
Hamlet, o Rei, morre repentinamente. Seu irmão, Cláudio, assume o trono e casa-se com a viúva, Gertrudes. Seu filho, que também denominado Hamlet, nem desconfia da verdade até que tem um encontro com o fantasma do finado pai, que lhe revela que foi assassinado com um veneno que Cláudio introduzira em seu ouvido. Assim, o fantasma faz que Hamlet jure vingança. Desesperado para cumprir sua promessa, o jovem príncipe da Dinamarca concebe um plano: passar por louco para preparar um cenário que possa levá-lo a matar Cláudio. 

Os reis, preocupados, acreditam que o príncipe está louco de amor e fazem que antigos amigos de Hamlet tentem arrancar dele a verdade. Nem mesmo a paixão do príncipe, Ofélia, é poupada da missão que tenciona descobrir a causa de sua loucura. Até que um grupo de atores chega ao castelo e é usado por Hamlet para encenar a morte de seu pai diante do rei. Convencido de que o príncipe sabe mais do que aparenta, Cláudio logo tenta se livrar do incômodo. 

Começa uma corrida entre os rivais para ver quem consegue se livrar do seu adversário. Mortes inesperadas e reviravoltas levam a um final que só mesmo o gênio literário de William Shakespeare poderia proporcionar. Uma peça encenada inúmeras vezes no cinema e no teatro, já foi protagonizada por diversos nomes famosos, incluindo Mel Gibson, Ralph Fiennes, Christopher Plummer e Lawrence Oliver.

"O Retrato de Chandos"; pintura atribuída a John Taylor e com autenticidade desconhecida. National Portrait Gallery, London.

Sobre o autor
William Shakespeare, batizado em 26 de abril de 1564, é, sem dúvida, um mito. Sua obra tem um caráter universal e eterno, subvertendo o tempo e atravessando gerações. Foi um poeta, dramaturgo e ator inglês, tido como o maior escritor do idioma inglês e o mais influente dramaturgo do mundo. É chamado frequentemente de poeta nacional da Inglaterra e de "Bardo do Avon" (ou simplesmente The Bard, "O Bardo"). De suas obras, incluindo aquelas em colaboração, restaram até os dias de hoje 38 peças, 154 sonetos, dois longos poemas narrativos, e mais alguns versos esparsos, cujas autorias, no entanto, são ainda disputadas. As peças de Shakespeare foram traduzidas para todas as principais línguas modernas e são mais encenadas que as de qualquer outro dramaturgo. Muitos dos textos shakesperianos e temas permanecem vivos até os dias atuais, sendo revisitados com frequência, especialmente no teatro, na televisão, no cinema e na literatura.

Shakespeare nasceu e foi criado em Stratford-upon-Avon. Aos 18 anos casou-se com Anne Hathaway, com quem teve três filhos: Susanna e os gêmeos Hamnet e Judith. Entre 1585 e 1592 William começou uma carreira bem-sucedida em Londres como ator, escritor e um dos proprietários da companhia de teatro chamada Lord Chamberlain's Men, mais tarde conhecida como King's Men. Acredita-se que ele tenha retornado a Stratford em torno de 1613, morrendo três anos depois. Restaram poucos registros da vida privada de Shakespeare, e existem muitas especulações sobre assuntos como a sua aparência física, sexualidade, crenças religiosas, e se algumas das obras que lhe são atribuídas teriam sido escritas por outros autores.

Shakespeare produziu a maior parte da obra entre 1590 e 1613. Suas primeiras peças eram principalmente comédias e obras baseadas em eventos e personagens históricos, gêneros que ele levou ao ápice da sofisticação e do talento artístico ao fim do século XVI. A partir de então escreveu apenas tragédias até por volta de 1608, incluindo "Hamlet", "Rei Lear" e "Macbeth", consideradas algumas das obras mais importantes na língua inglesa.

Na sua última fase, escreveu um conjuntos de peças classificadas como tragicomédias ou romances, e colaborou com outros dramaturgos. Diversas de suas peças foram publicadas, em edições com variados graus de qualidade e precisão, durante sua vida. Em 1623, John Heminges and Henry Condell, dois atores e antigos amigos de Shakespeare, publicaram o chamado First Folio, uma coletânea de suas obras dramáticas que incluía todas as peças (com a exceção de duas) reconhecidas atualmente como sendo de sua autoria.

Shakespeare foi um poeta e dramaturgo respeitado em sua própria época, mas sua reputação só viria a atingir o nível em que se encontra hoje no século XIX. Os românticos, especialmente, aclamaram a genialidade de Shakespeare, e os vitorianos idolatraram-no como um herói, com uma reverência que George Bernard Shaw chamava de "bardolatria". No século XX sua obra foi adotada e redescoberta repetidamente por novos movimentos, tanto na academia e quanto na performance. Suas peças permanecem extremamente populares hoje em dia e são estudadas, encenadas e reinterpretadas constantemente, em diversos contextos culturais e políticos, por todo o mundo.

terça-feira, 23 de abril de 2019

.: O livro favorito de Dayse Paparoto, campeã do "MasterChef Profissionais"


Por Helder Moraes Miranda, em abril de 2019.

Muito dos nossos gostos, de nossas escolhas, dizem a respeito de nós mesmos. E revelar o livro favorito não deixa de ser uma superexposição. Dentro da campanha #MeuLivroFavorito, o Resenhando.com  publica, a cada semana, uma indicação diferente. O objetivo é incentivar a leitura dos internautas, a partir da divulgação de livros favoritos de pessoas famosas e anônimas. Esta semana, Dayse Paparoto, vencedora da primeita temporada do reality-show "MasterChef Profissionais", revela que o seu livro favorito. 

"Meu livro preferido é a Bíblia, porque ela guia meus passos. A Bíblia é o manual do ser humano na Terra".



Sobre a Bíblia
A Bíblia é uma coleção de textos religiosos de valor sagrado para o cristianismo, em que se narram interpretações religiosas do motivo da existência do homem na Terra. É considerada pelos cristãos como divinamente inspirada, tratando-se de importante documento doutrinário.

Segundo a tradição aceita pela maioria dos cristãos, a Bíblia foi escrita por 40 autores, entre 1 500 a.C. e 450 a.C. (livros do Antigo Testamento) e entre 45 d.C. e 90 d.C. (livros do Novo Testamento), totalizando um período de quase 1600 anos.[8] A maioria dos historiadores considera que a data dos primeiros escritos acreditados como sagrados é bem mais recente: por exemplo, enquanto a tradição cristã coloca Moisés como o autor dos primeiros cinco livros da Bíblia (Pentateuco), muitos estudiosos aceitam que foram compilados pela primeira vez apenas após o exílio babilônico, a partir de outros textos datados entre o décimo e o quarto século antes de Cristo. Muitos estudiosos também afirmam que ela foi escrita por dezenas de pessoas oriundas de diferentes regiões e nações.

Segundo uma interpretação literal do Gênesis (primeiro livro da Bíblia), o homem foi criado por Deus a partir do pó, após os céus e a terra, entre seis e oito mil anos atrás, e ganhou a vida após Deus soprar o fôlego da vida em suas narinas. É o livro mais vendido de todos os tempos com mais de seis bilhões de cópias em todo o mundo, uma quantidade sete vezes maior que o número de cópias do 2º colocado da lista dos livros mais vendidos, O Livro Vermelho.

Nos Estados Unidos, o único presidente que não fez o juramento de posse com a mão em uma Bíblia foi Theodore Roosevelt (1901-1909), de acordo com os registros oficiais do Arquiteto do Capitólio. John Quincy Adams (1825-1829), em sua posse, de acordo com cartas escritas pelo mesmo, colocou a mão em um volume de direito constitucional ao invés da Bíblia para indicar a quem pertencia sua lealdade.Não há registros para presidentes anteriores a John Tyler (1841-1845).


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#DaysePaparoto está no #Resenhando e na série de depoimentos #MeuLivroFavorito. Qual é o seu? Para os internautas interessados em participar, basta curtir a Instagram do portal – http://www.instagram.com/PortalResenhando - e enviar, por mensagem, a indicação do livro favorito, e os motivos da escolha.

domingo, 30 de setembro de 2018

.: "'Musashi', de Eiji Yoshikawa, é o livro favorito do ator João Vitti



Por Helder Moraes Miranda, em setembro de 2018.

Muito dos nossos gostos, de nossas escolhas, dizem muito a respeito de nós mesmos. E revelar o livro favorito não deixa de ser uma superexposição. Dentro da campanha #MeuLivroFavorito, o Resenhando.com passa a publicar, agora aos domingos, uma indicação diferente. 

O objetivo de incentivar a leitura, a partir da divulgação de livros favoritos de pessoas conhecidas do grande público. Nesta semana, o ator João Vitti (entrevista com ele neste link), prestes a estrear a partir de 5 de outubro no Teatro XP Investimentos a peça "Senhora dos Afogados" dirigida por Jorge Farjalla (crítica neste link), revela que o seu livro preferido é o romance épico "Musashi", de Eiji Yoshikawa. 


O livro favorito de João Vitti, ator
"'Musashi', de Eiji Yoshikawa. Sāo dois volumes de quase mil páginas cada (uma edição mais recente conta com três volumes). É um romance épico japonês que narra a trajetoria do maior samurai do Japão da época dos xoguns e conta como um jovem selvagem e sanguinário que vai conquistando, ao longo de inúmeras lutas e constantes situações de grande perigo, as qualidades e a têmpera que o levariam a ser o maior e mais sábio de todos os guerreiros. Yoshikawa pinta telas e situações que sem perceber você se vê dentro delas. Você tem um calhamaço de páginas diante de você e nāo sente o tempo passar. Super recomendo!".
João Vitti, ator.

O livro
"Musashi", de Eiji Yoshikawa é um romance épico publicado em folhetim em 1935 no jornal Asahi Shimbun. A obra é uma ficção sobre a vida de Miyamoto Musashi, o samurai mais famoso do Japão e autor do "Livro dos Cinco Anéis". No Brasil, foi publicado pela primeira vez pela editora Estação Liberdade em 1998 em dois tomos com tradução de Leiko Gotoda, sobrinha romancista japonês Junichiro Tanizaki. Em 2006, a editora publicou "O Samurai - A Vida de Miyamoto Musashi", de William Scott Wilson, traduzido por Mauro Pinheiro.

"Musashi", de Eiji Yoshikawa, é baseado diretamente na história japonesa. Narra um período da vida do mais famoso samurai do Japão, que viveu presumivelmente entre 1584 e 1645. O início é antológico: Musashi recupera os sentidos em meio a pilhas de cadáveres do lado dos vencidos na famosa batalha de Sekigahara, em 1600. Perambula a seguir em meio a um Japão em crise onde samurais condenados por senhores feudais ao desemprego e à miséria (os rounin), Desbaratados, eles semeiam a vilania ditando a lei do mais forte. 

Musashi será mais um dentre estes pequenos tiranos, derrotando impiedosamente quem encontra pela frente até que um monge armado apenas de sua malícia e de alguns preceitos filosóficos zen-budistas consegue capturá-lo e pô-lo rudemente à prova. Musashi foge graças a uma jovem admiradora, para ser novamente capturado, e fica três anos confinado em uma masmorra, onde uma longa penitência toda feita de leituras e reflexões o fará ver um novo sentido para a vida, assim como novos usos para sua força e habilidade descomunais. 

Os caminhos rumo à plenitude do ser jamais são fáceis, e em seus anos de peregrinação em busca da perfeição tanto espiritual quanto guerreira enfrentará os mais diversos adversários. É numa dessas situações que, totalmente acuado, usará pela primeira vez, em meio ao calor da luta e quase inconscientemente de início, a surpreendente técnica das duas espadas, o estilo Niten ichi, que o tornaria famoso pelo resto dos tempos. 

O leitor poderá acompanhar a seu amadurecimento, acompanhando o percurso que o levou a se transformar de um garoto selvagem e sanguinário no maior e mais sábio dos samurais, capaz de entender e amar tanto a esgrima quanto as artes. Paralelamente, a trama caminha para o esperado e inevitável duelo na ilha de Funashima com Sasaki Kojiro, o outro grande espadachim da época e rival de Musashi em habilidade, tenacidade e sabedoria guerreira. 

Esse surpreendente combate, que encerra a obra, se firmou por meio da literatura (em adaptações de todo tipo e por suas várias versões cinematográficas) no ideário coletivo da nação japonesa, e não há quem não comente seus lances nos mínimos detalhes. 

Musashi também traça um painel do Japão em sua encruzilhada na época da unificação nacional sob a linhagem dos Tokugawas, numa longa transição que o viu passar de constantes lutas armadas entre pequenos suseranos (daimyo) ao domínio de uma classe de “burocratas do papel e do pincel” (nas palavras do especialista Edwin Reischauer, que assina o prefácio), que fariam o país se desenvolver isoladamente do resto do mundo por dois séculos e meio. 

A obra também será marcada pelos acontecimentos em Edo, a futura Tóquio, então em frenético desenvolvimento, cujo palpitante submundo deixa antever a metrópole que mais tarde viria a ser, e que constituem a incursão urbana desta obra predominantemente bucólica e com forte presença de um feudalismo em sofrida modernização.


Sobre o autor
Eiji Yoshikawa (Kanagawa, 11 de agosto de 1892 - 7 de setembro de 1962) foi um autor de romances históricos japonês. Yoshikawa iniciou sua carreira literária aos 22 anos, quando, paralelamente à sua carreira de jornalista, que inclusive o levaria a ser correspondente de guerra, começou a escrever contos e romances históricos, muitas vezes publicados nos jornais de maior tiragem do Japão. No ano de sua morte, em 1962, era um dos mais conhecidos e populares escritores do país.

Com Musashi, publicado inicialmente no Asahi Shimbun entre 1935 e 1939 em 1.013 episódios, Yoshikawa ficaria nacionalmente famoso e alcançaria depois tiragens absolutamente inéditas na história do Japão, ultrapassando com esta obra a marca dos cem milhões de exemplares vendidos no início da década de 80. A tradução desta obra para o português, considerada a única integral no Ocidente, teve tiragem superior a 40.000 exemplares.


Sobre João Vitti
João Vitti é, sem sombra de dúvida, um grande ator. Aos 35 anos de carreira,  interpretou grandes personagens no teatro e na televisão. Um dos mais marcantes é o Xampu, da novela "Despedida de Solteiro", gravada em 1992. Sem medo de mudanças, ele desconstruiu o rótulo de galã que lhe conferiram ao aceitar ser um dos protagonistas de "Senhora dos Afogados", peça teatral de Nelson Rodrigues, em que interpretou, com toda a segurança em que os anos de atuação lhe conferem, um dos personagens mais densos de sua carreira: Misael Drummond. 

Começou a carreira teatral em 1983 ao ingressar, por influência das aulas de História do Teatro, ministradas no Colégio Salesiano Dom Bosco em Piracicaba, no Grupo Teatral Shekyspira. O primeiro personagem em teatro foi Pedro Rocha Teixeira da peça "A Escola", de Miguel M. Abrahão. O primeiro prêmio como melhor ator se deu em 1984 durante o 3º FESTE (Festival Salesiano de Teatro Educativo) do estado de São Paulo com o personagem Tom, da peça "Pássaro da Manhã", de Miguel M. Abrahão. Em sua carreira no teatro, fez apenas uma única peça infantil: "Joãozinho Anda Pra Trás", de Lúcia Benedetti.

Seu trabalho na peça teatral "O Concílio do Amor", dirigida por Gabriel Vilela em 1989, rendeu a ele o convite de estrelar novelas da Rede Globo. Durante a adolescência morou nos Estados Unidos, onde jogava futebol profissionalmente na categoria sub-15. João se formou na primeira turma de artes cênicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), em 1989. Em 1994, começou a namorar a atriz Valéria Alencar, com quem se casou em 1996. Um ano antes, em 2 de novembro de 1995, nasce o primeiro filho do casal, o ator Rafael Vitti. Em 18 de julho de 1997, nasce o segundo filho, o também ator Francisco Vitti.


*Helder Moraes Miranda escreve desde os seis anos e publicou um livro de poemas, "Fuga", aos 17. É bacharel em jornalismo e licenciado em Letras pela UniSantos - Universidade Católica de Santos, pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura, pela USP - Universidade de São Paulo, e graduando em Pedagogia, pela Univesp - Universidade Virtual do Estado de São Paulo. Participou de várias antologias nacionais e internacionais, escreve contos, poemas e romances ainda não publicados. É editor do portal de cultura e entretenimento Resenhando.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

.: Biografia não-autorizada de Geraldo Vandré é lançada no dia 2

No dia 2 de dezembro, às 20h, acontece o penúltimo encontro de 2015 do projeto "Imagens do Brasil Profundo", onde  o prof. Jair Marcatti recebe o jornalista Vitor Nuzzi para um bate-papo sobre o músico Geraldo Vandré, autor do “hino” dos anos 1960 “Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores” e, até hoje, um dos nomes mais emblemáticos (e enigmáticos) da oposição à ditadura no Brasil feita através da arte.

Na mesma noite, será lançado a biografia não autorizada “Geraldo Vandré - Uma Canção Interrompida”, resultado de um extenso trabalho de oito anos de pesquisas feitas por Nuzzi. O livro faz um amplo panorama da carreira do músico, sua vida no exílio em 1968, as consequências da volta para o Brasil cinco anos mais tarde, além da ação da censura sobre este, que foi um dos artistas mais visados pela ditadura.

Serviço:
"Imagens do Brasil Profundo" – Lançamento da biografia não-autorizada de Geraldo Vandré
Dia: 2 de dezembro, quarta-feira
Horário: 20h – Bate-papo com jornalista Vitor Nuzzi 
Local: auditório

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

.: O livro favorito de... Bete Brandão, colecionadora

Por Helder Miranda
Em outubro de 2015

Muito dos nossos gostos, de nossas escolhas, dizem a respeito de nós mesmos. E revelar o livro favorito não deixa de ser uma superexposição. 

Dentro da campanha #MeuLivroFavorito, o Resenhando.com  publica, a cada sexta-feira, uma indicação diferente. O objetivo de incentivar a leitura dos internautas, a partir da divulgação de livros favoritos de pessoas famosas e anônimas. 

Esta semana, a colecionadora Bete Brandão revela que o seu livro preferido é o romance "Novembro de 63", de Stephen King. 

"Não tenho um livro favorito. Tenho o favorito no momento (risos)... E o meu livro favorito neste momento é "Novembro de 63", de Stephen King. O 'Mestre do Suspense' mais uma vez se superou na arte de escrever. Com uma narrativa lógica, empolgante e repleta de conteúdo histórico, ele nos transporta para um dos momentos mais importantes da América do Norte, o assassinato do presidente Kennedy, em 1963. O livro já atrai logo no início pelo enredo, no qual um professor de inglês se depara com a redação de um de seus alunos do supletivo, que conta como ele sobreviveu à noite em que o pai matou a família com golpes de marreta, há 50 anos. Em seguida, ele descobre a possibilidade de voltar no tempo, por um portal numa lanchonete da cidade. Assim,  o professor Jake Epping segue seu curso, fascinado como qualquer um de nós ficaria, e tem  que  fazer escolhas que trazem sérios questionamentos éticos. Seria possível mudar o curso da história? E quais consequências essas mudanças trariam? Uma leitura emocionante, que tem o poder de prender o leitor do começo ao fim!".

Sobre o livro"Novembro de 63", de Stephen King
"11/22/63" (no Brasil, "Novembro de 63"), é um romance de ficção-científica de Stephen King, publicado em novembro de 2011 pela editora Scribner e lançado em outubro de 2013 no Brasil pela editora Suma de Letras. Conta a história de um viajante do tempo que trata de impedir o assassinato de John F. Kennedy, que ocorreu em 22 de novembro de 1963. 

Ganhou o prêmio de Melhor Livro de Mistério/Thriller pela Los Angeles Times e foi indicada como Melhor Novela pelo Prêmio British Fiction e ao Prêmio Locus pela Melhor Ficção-científica . Segundo King, a primeira vez que tentou escrever o livro foi em 1973, gerando apenas 14 páginas e tendo de desistir do projeto devido a falta de tempo para realizar as pesquisas necessárias para a continuidade do mesmo, devido ainda na época trabalhar como professor ginasial.

Sobre o autor do livro, Stephen King
Nascido em 21 de setembro de 1947, Stephen Edwin King é um escritor americano, reconhecido como um dos mais notáveis escritores de contos de horror fantástico e ficção de sua geração. Os seus livros venderam mais de 350 milhões de cópias, com publicações em mais de 40 países. Muitas de suas obras foram adaptadas para o cinema. É o nono autor mais traduzido no mundo.

Embora seu talento se destaque na literatura de terror/horror, escreveu algumas obras de qualidade reconhecida fora desse gênero e cuja popularidade aumentou ao serem levadas ao cinema, como nos filmes "Conta Comigo", "Um Sonho de Liberdade" (contos retirados do livro "As Quatro Estações"), "Christine", "Eclipse Total", "Lembranças de Um Verão" e "À Espera de Um Milagre".

O livro "The Dead Zone", conhecida no Brasil como "O Vidente", originou a série da Fox. O próprio King já escreveu roteiros de episódios para séries, como "Arquivo X", em que ele escreveu o roteiro do episódio "Feitiço", da quinta temporada. Também "Under the Dome", no Brasil, "Sob A Redoma", originado por um romance de ficção-científica de Stephen King, que estreou em junho de 2013 no canal norte-americano CBS. 


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#BeteBrandão está no #Resenhando.com para a série de depoimentos #MeuLivroFavorito. Qual é o seu? Para os internautas interessados em participar, basta curtir a fanpage do site – www.facebook.com/SiteResenhando - e enviar, por mensagem, a indicação do livro favorito, e os motivos da escolha.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

.: O livro favorito de... Edson Junior, comediante

Por Helder Miranda
Em outubro de 2015

Muito dos nossos gostos, de nossas escolhas, dizem a respeito de nós mesmos. E revelar o livro favorito não deixa de ser uma superexposição. 

Dentro da campanha #MeuLivroFavorito, o Resenhando.com  publica, a cada sexta-feira, uma indicação diferente. O objetivo de incentivar a leitura dos internautas, a partir da divulgação de livros favoritos de pessoas famosas e anônimas. 

Esta semana, o comediante santista Edson Junior revela que o seu livro preferido é o romance "De Punho Cerrados" de Pedro Bandeira. 

"Eu leio muitos livros e cada um teve sua especialidade. Mas hoje posso dizer que um dos livros que mais gostei foi 'De Punhos Cerrados' de Pedro Bandeira. O livro trata de uma infância inocente, como as de antigamente, e um menino se descobre dentre um mundo totalmente novo e desafiador para ele. O cenário da história é uma cidade do interior e eu sou apaixonado pelo interior do Brasil. Além disso o livro remete a fase da infância...cuja qual adoro sentir a nostalgia desse tempo."

Sobre o livro "De Punhos Cerrados", de Pedro Bandeira
Em meio ao calor abrasador do cerrado goiano, as relações humanas estão prestes a pegar fogo na Fazenda do Encantado. Pelas peças que o destino prega, o jovem Eduardo se vê subitamente morando nessa fazenda. 

Tendo ficado órfão de pai e mãe de uma hora para outra, é obrigado a deixar a cidade grande e passar a viver no Encantado, cercado de cavalos xucros, do pó vermelho do cerrado e da violência da vida controlada pela abelha-rainha daquela colmeia infernal, sua avó Nhá Nana. Um mulher dura, uma tirana, para quem a vida dos outros nada valia, comparada às necessidades da fazenda. 

De punhos cerrados, Eduardo tem de sobrepor-se à violência dessa nova vida, tem de domar o demônio de pelo negro, o cavalo "Asa Negra", mas, sobretudo, impedir que a violência de Nhá Nana o domine... Na sua luta, ele não está sozinho - há a dedicação de um velho vaqueiro, o velho das gargalhadas, o velho que paira em sua volta como um anjo da guarda e... e há o amor de Ritinha, a garota que tem a pureza daquela terra, o sorriso ingênuo daquela região cheia de sol, e o cheiro agreste das flores do cerrado brasileiro.

Sobre o autor do livro, Pedro Bandeira 
Nascido em 9 de março de 1942, o santista Pedro Bandeira de Luna Filho é um escritor de livros infanto-juvenis. Recebeu vários prêmios, como o Prêmio APCA, da Associação Paulista de Críticos de Arte, e o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, entre outros.

É o autor de literatura juvenil mais vendido no Brasil (23 milhões de exemplares até 2012) e, como especialista em letramento e técnicas especiais de leitura, profere conferências para professores em todo o país. É autor da série "Os Karas", de "O Fantástico Mistério de Feiurinha" e de "A Marca de Uma Lágrima", entre mais de 80 títulos publicados.

Ele se dedicou ao teatro amador, até se mudar para São Paulo em 1961 a fim de estudar Publicidade na Universidade de São Paulo (USP). Morando na capital, teve três filhos: Rodrigo, Marcelo e Maurício. E cinco netos: Melissa, Beatriz, Júlia, Érico e Michelle. Atualmente mora em São Roque.

Além de ser professor, trabalhou em teatro profissional até 1967 como ator, diretor, cenógrafo e com teatro de bonecos. Mas, desde 1962, Pedro já trabalhava também na área de jornalismo e publicidade, começando no jornal Última Hora, sucursal de São Paulo, e mais tarde na editora Abril, onde escreveu para diversas revistas e fascículos. Como freelancer, desde 1972 passou a escrever pequenas histórias para revistas de banca desta e de outras editoras.

Seu primeiro livro foi "O Dinossauro Que Fazia Au-Au", voltado para as crianças, que fez um grande sucesso. Mas foi com "A Droga da Obediência", voltado para adolescentes (que ele considera seu público alvo) que ele se consagrou, tendo já este título vendido 1,6 milhão de exemplares até 2012. Além deste, "O Fantástico Mistério de Feiurinha", que ganhou o Prêmio Jabuti de 1986, logo se tornou um clássico.A partir de 1983, Pedro Bandeira dedicou-se inteiramente à literatura. Chegou a vender mais de um milhão de livros em um único ano (1996).

Sobre Edson Junior
Nascido em Santos, litoral de São Paulo, logo cedo descobriu que estudar não era o seu forte, por isso se formou em publicidade em 2003. Garantia assim no mínimo uma cela especial caso fosse preso um dia. Mudou-se para São Paulo em 2007 afim de procurar qualidade de vida. Em 2008 fez seu primeiro Open Mic, viu que isso era bom disse: “Que eu me torne um comediante e faça rirem os seres vivos!”. 

E assim, se fez. Fez parte de vários grupos de humor e em 2010 produziu sua própria noite de humor na Baixada Santista. (Noite esta que esteve em cartaz até o final de 2012.) Em 2011, venceu um torneio de stand up realizado pelo "Risadaria", o maior festival de humor da América Latina, e hoje leva seu espetáculo aos teatros e casas de shows por todos país e já se apresentou em programas importantes da TV como "Programa do Jô", "Altas Horas", "Programa Raul Gil", "Tudo é Possível", "Agora é Tarde", "Olhos nos Olhos com Clara Monforte", no "Programa JB". 

Com um tipo de humor muito crítico, detalhista, descontraído e um tanto quanto verdadeiro demais para certas pessoas, Edson Junior fala de sua infância, seu ponto de vista racional sobre os relacionamentos e assuntos que o fazem perder o sono como costumes íntimos femininos, músicas de baixa qualidade e igrejas (Nenhuma em específico, e sim uma coisa mais generalizada, mais UNIVERSAL). Tudo isso com boas doses de imitações e efeitos sonoros deixando o espetáculo ainda mais arrebatador. O canal de comunicação dele é a página do Facebook: www.facebook.com/edsonjuniorcomediante.

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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

.: O livro favorito de... Jadir Battaglia, artista plástico

Por Helder Miranda
Em setembro de 2015

Muito dos nossos gostos, de nossas escolhas, dizem a respeito de nós mesmos. E revelar o livro favorito não deixa de ser uma superexposição. 

Dentro da campanha #MeuLivroFavorito, o Resenhando.com volta a publicar, a cada sexta-feira, uma indicação diferente. O objetivo de incentivar a leitura dos internautas, a partir da divulgação de livros favoritos de pessoas famosas e anônimas. 

Esta semana, o artista plástico Jadir Battaglia revela que o seu livro preferido é o romance "Orgulho e Preconceito", de Jane Austen

"'O meu livro favorito, entre muitos outros, deve ser o 'Orgulho e Preconceito' ('Pride and Prejudice'), da Jane Austen, que li na íntegra, na época que morei fora e estudava Inglês. A razão para escolhê-lo é porque ele trata, em primeiro plano, do amor à primeira vista, a princípio platônico, por ser impossível, e depois devastador, por ser imenso. Como romântico inveterado, o livro me trouxe muito conforto num momento que estava longe da minha família, outro tema que o livro aborda de maneira incisiva e me fez acreditar no verdadeiro amor que, por muitas vezes. não conseguimos enxergar , tendo os olhos vendados pelas vicissitudes de nossa vida diária.".
Jadir Battaglia

Sobre o livro "Orgulho e Preconceito"
É um romance da escritora britânica Jane Austen. Publicado pela primeira vez em 1813, na verdade havia sido terminado em 1797, quatro antes de ela completar 21 anos, em Steventon, Hampshire, onde Jane morava com os pais. 

Originalmente denominado "First Impressions", nunca foi publicado sob aquele título; ao fazer a revisão dos escritos, Jane intitulou a obra e a publicou como "Pride and Prejudice". Austen pode ter tido em mente o capítulo final do romance de "Fanny Burney, Cecilia", chamado "Pride and Prejudice".

A história mostra a maneira com que a personagem Elizabeth Bennet lida com os problemas relacionados à educação, cultura, moral e casamento na sociedade aristocrática do início do século XIX, na Inglaterra. Elizabeth é a segunda de cinco filhas de um proprietário rural na cidade fictícia de Meryton, em Hertfordshire, não muito longe de Londres.

Apesar de a história se ambientar no século XIX, tem exercido fascínio mesmo nos leitores modernos, continuando no topo da lista dos livros preferidos e sob a consideração da crítica literária. O interesse atual é resultado de um grande número de adaptações e até de pretensas imitações dos temas e personagens abordados por Austen. Atualmente, acredita-se que o livro tenha cerca de 20 milhões de cópias ao redor do mundo.

Sobre o filme "Orgulho e Preconceito"
É um longa-metragem britânico de 2005, do gênero drama, dirigido por Joe Wright e com roteiro baseado no livro homônimo de Jane Austen, com adaptação de de Deborah Moggach. Foi lançado em 16 de setembro de 2005 no Reino Unido, em 10 de fevereiro de 2006 no Brasil.

Acompanha a história de cinco irmãs de uma família inglesa de aristocratas rurais lidando com questões de casamento, moralidade e preconceito. Keira Knightley intepreta a protagonista Elizabeth Bennet enquanto Matthew Macfadyen interpreta o seu par romântico, Sr. Darcy.

Nesta produção, a história foi compactada em 2 horas e 9 minutos de tempo na tela. Algumas das mais notáveis mudanças com relação ao livro original incluem: mais tempo para compreensão de várias sequências maiores, incluindo a visita de Elizabeth a Rosings Park, Hunsford Parsonage e Pemberley, e a fuga de Lydia e suas crises subsequentes.

A eliminação de vários personagens de apoio, incluindo Louisa Hurst, Sr. Hurst, Maria Lucas, Sr. e Sra. Phillips, os filhos dos Gardiners e vários oficiais militares e habitantes da cidade. A eliminação de diversas seções nas quais os personagens refletem ou conversam sobre eventos que ocorreram recentemente - por exemplo, o capítulo em que Elizabeth muda de opinião depois de ler a carta de Darcy.

Os cineastas mudaram várias cenas para locais mais românticos que os do livro. Por exemplo, no filme, Darcy pede Elizabeth em casamento pela primeira vez em um local ao ar livre, perto de um lago, com muita chuva. No livro, isso acontece em um presbitério. No filme, o segundo pedido acorre em uma charneca ao amanhecer, no livro, ele e Elizabeth estão caminhando juntos em um campo, à luz do dia.

A edição americana do filme inclui uma cena final (que não está presente no livro) que mostra os dois casados, se divertindo juntos em Pemberley. Esse final não foi bem aceito pelo público britânico, então isso foi cortado da edição do Reino Unido e da internacional. Essa versão termina com o consentimento do Sr. Bennet ao casamento de Darcy e Elizabeth, cortando então o último capítulo do livro, que resume a vida de Darcy e dos outros personagens principais durante os anos seguintes.

O filme foi a segunda versão cinematográfica fiel do livro depois da "famosa, mas estranhamente falha, adaptação em preto e branco de 1940, que estrela Greer Garson e Laurence Olivier", e até 2005, The Times considerou a versão de 1995, feita para televisão, "tão dominante, tão universalmente adorada, que se prolongou consciência do público como um padrão cinematográfico".

Comparando as seis maiores adaptações de "Orgulho e Preconceito", em 2005, o jornal "Daily Mirror" deu 9/10 para a série de 1995 e o filme de 2005, deixando as outras adaptações com seis ou menos pontos. Baseado em 162 críticas recolhidas pelo Rotten Tomatoes, o filme recebeu uma classificação global de aprovação de 85%, com uma média ponderada de 7.7/10. 

Segundo o site, o consenso entre os críticos é que o filme "é mais uma adaptação para o cinema do romance de Jane Austen, mas as performances afinadas e sensibilidade moderna na produção tornam essa peça de período familiar nova e agradável". Por comparação, o Metacritic, que atribui uma avaliação normalizada em 100 a partir de comentários críticos, calculou uma pontuação média de 82, através de 36 de opiniões recolhidas, classificando o filme como "aprovação universal".

Sobre Jadir Battaglia
Em sua Galeria na tranquila rua Marquês de Olinda, em Santos, Jadir Battaglia, que se consagrou como artista plástico, dá vida à sua obra como pintor e escultor. O espaço foi planejado para receber clientes, curadores, profissionais de arquitetura e design de interiores e o público em geral numa atmosfera agradável e sossegada. Neste ambiente, os visitantes podem apreciar exposições permanentes de seu trabalho e interagir com o processo criativo do artista no que se refere à seleção de cores, acabamentos e dimensões de suas obras. O horário para visitação é das 8h30 às 18h, de segunda a sexta-feira. Horários alternativos, incluindo os fins de semana, poderão ser agendados pelo telefone (13) 3252-4141 ou via e-mail: contato@jadirbattaglia.com.br. A Galeria fica na Rua Marquês de Olinda, 23 – Vila Belmiro, em Santos, no litoral de São Paulo.

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Jadir Battaglia está no #Resenhando.com para a série de depoimentos #MeuLivroFavorito. Qual é o seu? Para os internautas interessados em participar, basta curtir a fanpage do site – www.facebook.com/SiteResenhando - e enviar, por mensagem, a indicação do livro favorito, e os motivos da escolha.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

.: O livro favorito de... Berenice Kauffmann Abud

Crédito da foto: Ana Paula Pereira
Por Helder Miranda
Em setembro de 2015



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Nesta semana, a fotógrafa Berenice Kauffmann Abud, revela que o seu livro preferido é o livro-reportagem "A Terra Vista do Céu", de Yann Arthus-Bertrand


"'Eu gosto muito de livros de fotografia. Um que me marcou muito foi 'A Terra Vista do Céu' de Yann Arthus-Bertrand. Além de fotos belíssimas, eu tive o prazer de conhecer Bertrand em uma exposição dele no Museu de Luxemburgo, em Paris".
 Berenice Kauffmann Abud

Sobre o livro "A Terra Vista do Céu"
Foi publicado em 1999 em francês ("La Terre Vue du Ciel") e tornou-se imediatamente um grande sucesso de público: até agora foi traduzida para 19 idiomas e teve mais de um milhão e meio e exemplares vendidos. 

As fotografias de Yann Arthus-Bertrand foram mostradas em várias exposições ao redor do mundo, o que contribuiu para que muitas de suas fotos se tornassem clássicas. 

Especialistas do meio ambiente de renome mundial colaboraram com a obra, que na nova edição conta com fotos novas e legendas atualizadas. O resultado é um livro que mostra o estado do planeta Terra hoje - um testemunho que fará o leitor ter idéias do contexto mundial e entender a necessidade de agir.

Sobre Berenice Kauffmann Abud
Fotógrafa consagrada, Berenice Kauffmann Abud, ou Berê Abud, como é carinhosamente apelidada pelos mais próximos, é uma referência, respeitada por seu olhar diferenciado. A família dela trabalhou muitos anos na parte comercial da fotografia em Santos, com loja no Centro da cidade, e depois no Gonzaga,. Filha de Boris Kauffmann, grande incentivador do fotoclubismo na região, um dos fundadores em 1947 do Santos Foto Clube, e depois em 1969, do atual fotoclube da cidade , o Clube Foto Amigos de Santos. Ela não se interessa pelo lado comercial das fotos, enxerga a fotografia como uma arte. Atualmente, ministra cursos, contribuindo com a formação de diversos fotógrafos.

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sexta-feira, 22 de maio de 2015

.: O livro favorito de... Simone Anjos, artista plástica

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Nesta semana, a artista plástica Simone Anjos, revela que o seu livro preferido é o livro-reportagem "Meninas da Noite", de Gilberto Dimenstein

"'O universo literário sempre me acompanhou. Sou da época em que os pais tinham estantes lotadas de livros e os meus eram comprados em um tal de Círculo do Livro, ainda tenho muitos infanto-juvenis que repassei aos meus filhos. Enfim, ao longo da vida muitos livros nos marcam, poderia citar vários, mas um em especial tem espaço até hoje, algo que li no início da adolescência e por seu conteúdo forte, mantêm-se atual, pois o problema social ali relatado, só multiplicou. O livro é 'Meninas da Noite' de Gilberto Dimenstein, jornalista que investigou por um ano a prostituição infantil no Norte e Nordeste e o comércio humano, ligado a essa questão. A questão social e sórdida que permeava as folhas desse livro, até hoje, ecoam em minha mente e o pior é que os problemas apenas agravaram e não se limitaram as regiões Norte e Nordeste, é algo endêmico de todas as cidades brasileiras, onde sociedade e governo são coniventes. O livro é antigo, passou-se mais de 20 anos, mas o tema continua atual e infelizmente poderiam ter sido lançado várias outras edições com o mesmo tema e não faltaria assunto.".
Simone Anjos



Sobre o livro "Meninas da Noite"
Resultado de uma série de reportagens feitas entre entre 1985 e 1995, sobre a prostituição infantil, e que foram publicadas no jornal Folha de S.Paulo em 1992, "Meninas da Noite" é um livro do jornalista brasileiro Gilberto Dimenstein.

Gira em torno de meninas consideradas escravas da região Norte e Nordeste do Brasil. Foi um trabalho amplo, que durou um ano entre planejamento, investigação e publicação das matérias. Dimenstein viajou durante seis meses pelo Norte e Nordeste do Brasil, procurando lugares em que meninas eram escravizadas sexualmente ou quase mantidas em cativeiro.


Sobre Simone Anjos
Artista, iniciou sua carreira pouco mais de três anos, fez parte da equipe técnica do muralista, o artista Paulo Consentino. Em 2014, assumiu as rédeas da criação própria e desenvolveu murais na cidade, fachadas de prédios públicos e oficinais de muralismo pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Hoje assume um novo espaço cultural na cidade, o Lounge Tremendão (casa de eventos), complexo que integra o Espaço Tremendão (loja de carros), um espaço para abrigar oficinas ligadas as diversas vertentes artísticas e culturais, além de saúde, esporte e bem estar. Onde espera-se que seja uma referência em um endereço onde as pessoas possam conviver, ter acesso a lazer e cultura.
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sexta-feira, 15 de maio de 2015

.: O livro favorito de... João Thiago da Cunha Neto, repórter

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Nesta semana, o jornalista João Thiago da Cunha Neto, repórter na TV Arapuan e no Portal da Paraíba, revela que o seu livro preferido é o romance "Cem Anos de Solidão", de Gabriel Garcia Márquez. 

"'Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que o pai o levou a conhecer o gelo.' Assim, com esta visão em flashback, começa o meu livro favorito: 'Cem Anos de Solidão', do Gabriel Garcia Márquez. Este ritmo melancólico toma toda a obra. A história da família Buendia e de Macondo, a cidade construída de ilusões. Aqueles que são destinados à solidão não têm um destino diferente a não ser o de vagar sozinhos sobre a face da terra. Esta amargura presente em todo o tempo faz com que o texto poético e filosófico de Gabo seja bastante fatalista. Desde o início da história você sabe o destino da linhagem dos Buendia. Desde o título, na verdade. É uma solidão, no entanto, que não se permite vazia, mas é cheia de sentimentos. Desde Úrsula, a matriarca dedicada à família, até Aureliano Babilônia, entregue à paixão de Nigromanta, todos os personagens planam, como que predestinados ao final trágico das vidas comuns. Gabo vai além do comum e faz virgens serem içadas aos céus, padres voarem ao efeito de chocolates quentes, crianças nascerem com rabo de porco... E, em tudo, uma necessária melancolia, sentimento profundo que nos faz entender a América Latina de forma mais ampla. 'Porque as estirpes condenadas a cem anos de solidão, não tinham uma segunda oportunidade sobre a terra.' É assim que ele se encerra".
João Thiago da Cunha Neto

Sobre "Cem Anos de Solidão"
Considerado um dos melhores livros de literatura latina já escritos, "Cem Anos de Solidão" (em espanhol, "Cien Años de Soledad") assinada pelo escritor colombiano Gabriel García Márquez, Prêmio Nobel da Literatura em 1982, e é atualmente conhecida como uma das obras mais importantes da literatura latino-americana e umas das mais lidas e traduzidas de todo o mundo. 

Durante o IV Congresso Internacional da Língua Espanhola, realizado em Cartagena, na Colômbia, em Março de 2007, o livro foi considerado a segunda obra mais importante de toda a literatura hispânica, ficando atrás de "Dom Quixote de la Mancha". Utilizando o estilo conhecido como realismo mágico, "Cem Anos de Solidão" conquistou milhões de leitores e ainda atrai milhares de fãs à literatura constante de Gabriel García Márquez.

A primeira edição da obra foi publicada em Buenos Aires, Argentina, em maio de 1967, pela editora Editorial Sudamericana, com uma tiragem inicial de 10.000 exemplares. Já foram vendidos cerca de 50 milhões de exemplares ao longo dos 35 idiomas em que foram traduzidos. 

A história se passa em uma aldeia fictícia e remota na América Latina chamada Macondo. Esta pequena povoação foi fundada pela família Buendía - Iguarán. A primeira geração desta família é formada por José Arcadio Buendía e Úrsula Iguarán. Este casal teve três filhos: José Arcadio, que era um rapaz forte, viril e trabalhador; Aureliano, que contrasta interiormente com o irmão mais velho no sentido em que era filosófico, calmo e terrivelmente introvertido; e por fim, Amaranta, a típica dona de casa de uma família de classe média do século XIX. A estes, irpá se juntar Rebeca, que foi enviada da antiga aldeia de José Arcadio e Ursula, sem pai nem mãe.

A história se desenrola à volta desta geração e dos seus filhos, netos, bisnetos e trinetos, com a particularidade de que todas as gerações foram acompanhadas por Úrsula (que viveu entre 115 e 122 anos). Esta centenária personagem dará conta que as características físicas e psicológicas dos seus herdeiros estão associadas a um nome: todos os José Arcadio são impulsivos, extrovertidos e trabalhadores enquanto que os Aurelianos são pacatos, estudiosos e muito fechados no seu próprio mundo interior.

Os Aurelianos terão ao longo do livro a missão de desvendar os misteriosos pergaminhos de Melquíades, o Cigano, que foi amigo de José Arcadio Buendía. Estes pergaminhos tem encerrados em si a história dramática da família e apenas serão decifradas quando o último da estirpe estiver às portas da morte.

Sobre João Thiago da Cunha Neto
Entre os melhores jornalistas de sua geração, João Thiago da Cunha Neto é formado desde 2003 pela Universidade Católica de Santos. Foi cronista político, cultural, e vem fazendo sucesso com suas reportagens na TV Arapuan e no Portal da Paraíba. Poucos sabem, mas também é um poeta nato e o melhor escritor que poderia ser lido.
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João Thiago da Cunha Neto está no #Resenhando.com para a série de depoimentos #MeuLivroFavorito. Qual é o seu? Para os internautas interessados em participar, basta curtir a fanpage do site –www.facebook.com/SiteResenhando - e enviar, por mensagem, a indicação do livro favorito, e os motivos da escolha.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

.: O livro favorito de... Deise Domingues Giannini, escritora

Muito dos nossos gostos, de nossas escolhas, dizem muito a respeito de nós mesmos. 

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Nesta semana, a escritora Deise Domingues Giannini, membro da Academia Vicentina de Letras, revela que o seu livro preferido é o romance "Pássaros Feridos", de Collen Mc Collough. 

"Desde já vou dizendo que o meu preferido é 'Pássaros Feridos', de Collen Mc Collough. Comprei num sebo,porque o meu emprestei e não foi devolvido. Gosto dele. É a saga da Meggie. História de três gerações. Começa com ela na idade de quatro anos e o padre que é amigo da família . Começa em Nova Zelândia e o resto é na Austrália, numa fazenda. Pois é, mas ela cresce se apaixona pelo padre. E depois se casa com outro homem, mas o padre fica no coração. Tem um filho do padre. Uma saga mesmo. Nem vou contar o final, senão estraga tudo. Gosto de sagas. Gosto de romances. Por isso gostei do livro.Foi o que mais me marcou. Acho que a própria história. Fui vivenciando e acompanhando e me interessando. É um livro envolvente. Até vi o filme depois, mas o livro é bem melhor".
Deise Domingues Giannini


Sobre o livro e o seriado
Transmitida de 27 de março de 1983 a 30 de março de 1983 em quatro episódios, "The Thorn Birds" ("Pássaros Feridos", no Brasil e em Portugal) é uma minissérie de 1983 da emissora ABC, adaptada por Carmen Culver do romance de mesmo nome de Colleen McCullough e dirigida por Daryl Duke. Trata da história do padre Ralph de Bricassart (Richard Chamberlain), que passa a vida no dilema de seguir na vida religiosa ou abandoná-la e viver plenamente seu amor por Maggie (Rachel Ward), que conhece desde criança, quando ela foi morar numa fazenda na Austrália de propriedade de sua tia Mary Carson (Barbara Stanwyck), apaixonada por Ralph. Maggie, depois de crescida, acaba se casando com Luke O'Neill (Bryan Brown), Ralph segue em sua escalada rumo ao papado, e são infelizes.

O ator Richard Chamberlain já era conhecido do grande público na época, graças a outra minissérie, Shogun, e ao seriado "Dr. Kildare", exibido no Brasil na década de 1960 pela extinta TV Excelsior. A personagem Mary Carson, a rica fazendeira apaixonada pelo seu protegido, o padre Ralph, foi oferecida à atriz Audrey Hepburn, que não aceitou o papel.

Diferenças entre o livro e o seriado
No livro, Frank acabou retornando da prisão com ajuda da Ralph; no seriado Fee mostra aos netos - Dane e Jussy - uma foto de Frank e diz que ele acabou morrendo na prisão. No livro, Meggie diz a Ralph de sua paternidade para com Dane, para forçá-lo a ajudá-la a encontrar o corpo de Dane;  no seriado ela não pede ajuda, e conta sobre a paternidade a Ralph somente depois que Dane é enterrado em Drogheda. No livro, Justine vai para a Grécia, e deixa Dane sozinho;  no seriado, ela está no país, mas não está na praia com ele porque Rain apareceu. No livro, Meggie e Luke estão contratados após uma relação sexual,  no seriado eles decidem se casar no borehead. No livro, Cleary tem vários filhos: Frank, Bob, Jack, Hughie, Stu, Hal, Jims, e Patsy; no seriado há apenas Frank, Bob, Jack, Stu, e Hal. No livro, Ralph tem um irmão que é criador de cavalos na Irlanda;  no seriado Ralph afirma que ele é o último de sua família.



A minissérie"Pássaros Feridos" ganhou quatro Globos de Ouro, nas seguintes categorias: Melhor Mini-série/Filme para TV, Melhor Ator - Mini-série/Filme para TV (Richard Chamberlain), Melhor Ator Coadjuvante - Mini-série/Filme para TV/Série de TV (Richard Kiley) e Melhor Atriz Coadjuvante - Mini-série/Filme para TV/Série de TV (Barbara Stanwyck). Recebeu ainda outras quatro indicações, nas categorias de Melhor Atriz - Mini-série/Filme para TV (Rachel Ward), Melhor Ator Coadjuvante - Mini-série/Filme para TV/Série de TV (Bryan Brown) e Melhor Atriz Coadjuvante - Mini-série/Filme para TV/Série de TV (Jean Simmons e Piper Laurie).

Ganhou cinco prêmios no Emmy, nas seguintes categorias: Melhor Atriz (Barbara Stanwyck), Melhor Ator Coadjuvante (Richard Kiley), Melhor Atriz Coadjuvante (Jean Simmons), Melhor Maquiagem e Melhor Direção de Arte. Recebeu ainda outras cinco indicações, nas categorias Melhor Ator (Richard Chamberlain), Melhor Ator Coadjuvante (Bryan Brown e Christopher Plummer), Melhor Atriz Coadjuvante (Piper Laurie) e Melhor Figurino.

No Brasil, a minissérie é famosa por suas diversas apresentações no SBT desde 1985, quando foi líder de audiência, desbancando a Rede Globo, que não quis comprá-la. No IBOPE, o SBT chegava a registrar 47 pontos contra 27 da Globo enquanto "Pássaros Feridos" estava no ar. A última apresentação de "Pássaros Feridos" pelo SBT foi entre 2 e 13 de outubro de 2006, de segunda a sexta-feira, às 21h40. Em 1996, foi produzida uma outra minissérie chamada "Pássaros Feridos: Os Anos Ausentes", novamente com Chamberlain na pele do padre Ralph. Maggie agora foi interpretada pela atriz Amanda Donohoe. Esta minissérie também foi exibida no Brasil pelo SBT, em 2000, ao término de uma reprise da original.

Sobre Deise Domingues Giannini

Autora de vários livros, é escritora, poeta, pesquisadora da história de São Vicente, no litoral de São Paulo, e membro da Academia Vicentina de Letras.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

.: O livro favorito de Valdir Alvarenga, poeta

Muito dos nossos gostos, de nossas escolhas, dizem muito a respeito de nós mesmos. 

E revelar o livro favorito não deixa de ser uma superexposição. Dentro da campanha #MeuLivroFavorito, o Resenhando.com publica, a cada sexta-feira, uma indicação diferente. O objetivo de incentivar a leitura dos internautas, a partir da divulgação de livros favoritos de pessoas famosas e anônimas. 

Nesta semana, o poeta e editor da revista "Mirante" Valdir Alvarenga revela que o seu livro preferido é o romance "Demian", de Herman Hesse. 


"'Demian', de Hermann Hesse,  me marcou muito e influenciou muitas gerações de sua época... No meu caso, este livro foi um amigo que conversou numa época pós-adolescência. Eu estudava no Ginásio Bairro Chinês, atual Mário de Almeida Alcântara... Resumindo, numa época em que eu não me comunicava com ninguém, a não ser o meu mundo interior, este livro falou comigo  e me ajudou, por mais que as historias de Hesse e a minha fossem desiguais".
Valdir Alvarenga



O livro
Escrito por Hermann Hesse, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1946, "Demian" é considerado por muitos críticos a principal obra do autor, O livro mostra a influência que Hesse sofreu a partir do contato dos escritos por Nietzsche e a aplicação de seus conhecimentos de psicanálise, na elaboração do drama ético e da enorme confusão mental de um jovem que toma consciência da fragilidade da moral, da família e do Estado.

O enredo gira em torno de um jovem - Emil Sinclair, protagonista e narrador - criado por pais muito piedosos que, de repente, percebe-se em um mundo bem diferente daquele pregado por seus pais e avós. Atormentado pela falta de respostas às perguntas que faz sobre a existência, passa a procurar na introspecção as respostas. 

Dividido entre o mundo ideal e o real, com suas interpretações (mundo claro e paternal, associado às idéias de seus pais e à residência destes, e o mundo sombrio e frio, externo à residência dos pais e com valores estranhos a estes), Sinclair experimenta ambos, através do confronto com suas próprias concepções, para tentar encontrar sua verdadeira personalidade. 

Percorrendo este caminho perigoso, influenciado por Max Demian, um colega de classe precoce e envolvente, ele prova do crime, da amizade e das incertezas - surpresas que engendram as descobertas de sua vida adolescente. Sinclair, então, se rebela contra as convenções sociais e descobre não apenas a independência, mas o poder de praticar o bem ou o mal. A relação de Sinclair e Demian atravessa toda a narrativa a partir do momento que os personagens se conhecem. 

Demian revela a Sinclair que existem os filhos de Caim, pessoas que possuem a capacidade de exercer o bem e o mal; também apresenta a entidade Abraxas, divindade de características humanas - também capaz de exercer o bem e o mal. A obra tem muitas referencias bíblicas, como o Sinal de Caim e o Gólgota, tornando difícil a leitura a quem não sabe muito sobre a religião cristã, mas também trata de misticismo e autoconhecimento, da busca da essência do "Eu". 

A obra narra principalmente os conflitos internos que um indivíduo passa desde a infância, através da adolescência, até sua idade adulta. É possível afirmar que Demian trata-se de um romance iniciático, descrevendo os contatos de um indivíduo com aspectos existenciais e de sua personalidade.



Sobre Valdir Alvarenga
Nascido em 21 de abril, é formado em Letras pela Universidade Católica de Santos. "Eu? Apenas uma gota no Oceano do Uni Verso", ele se define, sem deixar de perceber que cada momento é um momento novo. E, entre as citações preferidas, está a de Sócrates: 

"Só sei que nada sei". Valdir Alvarenga é o idealizador e editor da revista "Mirante",  a revista independente de poesias e literatura mais antiga do país, sempre lançada, desde 1982, em eventos que reúnem poesia, canções, escritores, poetas e gente interessada em boa literatura. 

É autor dos livros "Plenilúnio", "Pequeno Marginal" e "Autógrafo". Foi membro do lendário grupo "Picaré", que contou com nomes como  Antonio Canuto, Edilza de Souza Fernandes, Sergio Marques Ferreira, Orleyd Faya, Fausto José, Vieira Vivo, Inês Bari, Sidney Sanctus e Raul Christiano Sanchez.

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