Mostrando postagens com marcador Luiz Otero. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Luiz Otero. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

.: Keco Brandão lança novos singles do projeto "Com Vida 3"


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação

Keco Brandão lançou nas principais plataformas digitais os dois novos singles de seu projeto autoral "Com Vida",  que já está na 3ª edição. “Nasceu Uma Voz” é uma parceria com o compositor e baixista mineiro Yuri Popoff e vocal de Simone Guimarães. E É Designio Sim, com participação do músico Breno Ruiz.

Em "Nasceu Uma Voz", a poesia criada por Keco faz referência a voz da cantora e compositora Simone Guimarães, que, além de homenageada, também protagoniza a faixa como intérprete convidada. A gravação também conta com a participação do violonista Marcus Teixeira. Aliás, Keco e Marcus, outrora, já haviam gravado com Simone Guimarães no disco “Virada pra Lua”, lançado em 2001 pela gravadora Lua Music.

Keco anunciou também o lançamento da  canção "É Desígnio Sim", que irá compor o álbum.  O convidado nesta faixa é o compositor, cantor e pianista Breno Ruiz, que também divide a parceria nessa composição, cuja gravação conta com participação de Toninho Ferragutti no acordeon. E o projeto não vai parar por aí. Novos singles estção em fase de produção e aguardam a confirmação de novos convidados. Entre eles está a cantora Claudya, de quem Keco sempre admirou a obra. “Ela é uma cantora extraordinária. Vai ser uma honra e tanto para mim”.

Outra surpresa em fase de produção é a composição de Filó Machado, Olhos Parados. Segundo Keco, essa canção estava nos planos de Elis Regina, que acabou falecendo antes de conseguir gravá-la. Os dois singles "Nasceu Uma Voz" e "É Desígnio Sim" já foram disponibilizados nas plataformas de streaming.

"Nasceu Uma Voz"

"É Desígnio Sim"


.: "Estava Escrito nas Estrelas": Dalmo Medeiros lança projeto autoral


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação

Integrante do grupo vocal MPB4, Dalmo Medeiros está lançando seu projeto autoral, que reúne composições gravadas por outros artistas e algumas canções inéditas. Intitulado "Estava Escrito nas Estrelas", o projeto apresenta a versatilidade da obra de Dalmo, que passeia com a com maestria tanto pelo samba-rock como  nas canções mais introspectivas.

Ele escolheu algumas gravadas por artistas ou grupos, tais como, Roupa Nova, Elba Ramalho e MPB4. Para dividir os vocais nas faixas do disco, Dalmo convidou uma cantora da nova safra, Priscilla Frade, para cantar o Frevo “Proibir prá quê”, Composta em parceria com o saudoso baiano Carlos Pitta

O também parceiro Danilo Caymmi participa dividindo o bolero que fez há alguns anos atrás com Dalmo, com arranjos de Cristóvão Bastos e percussão de Marcelo Costa.E Zé Renato (Boca Livre) participa da canção Alta Costura. O projeto foi lançado pelo Sêlo Mills Records, com ProduçãoMusical Paulo Brandão e Dalmo Medeiros. Direção musical Paulo Brandão,  Dalmo Medeiros, Paulo Malagutti Pauleira e Fábio Girão, gravado, mixado e masterizado no Brand Studio. O disco foi disponibilizado nas plataformas de streaming.

"O Vento e o Tempo"

"Porta Retrato"

"A Flor da Pele"

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

.: Entrevista: cantora Claudya completa 60 anos de carreira com novo show


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação

A cantora Claudya está completando 60 anos de carreira com um novo show em que revisita as canções que marcaram a sua trajetória. Ela construiu um percurso singular na música popular brasileira, transitando com naturalidade entre o samba, a bossa nova, o soul, a canção romântica e a música internacional. Dona de uma voz marcante, de timbre quente e fraseado preciso, ela se destacou desde cedo não apenas como intérprete, mas como uma artista atenta ao tempo histórico, às transformações estéticas e às múltiplas linguagens da canção brasileira. Em entrevista para o portal Resenhando.com, Claudya conta algumas de suas passagens e a sua expectativa para reencontrar o público na nova turnê. “Levarei para o palco o melhor das canções que gravei”.

Resenhando.com - Desde quando você sentiu que entraria no mundo da música?
Claudya -
Desde menina. Lembro que a primeira vez que cantei foi em uma festa, com meu tio ao violão. Ao ouvir as palmas no final, senti que aquilo era o que queria fazer. E o interessante é que antes eu queria ser bailarina. O Ballet perdeu uma dançarina, mas acabou ganhando uma cantora


Resenhando.com - Você é reconhecidamente uma autodidata como intérprete. Como você cuida de sua voz?
Claudya - 
Eu passo por acompanhamento de uma fonoaudióloga, que sempre me recomenda alguns exercícios para manter a voz. E evito bebida alcóolica e o cigarro. Procuro viver para a minha arte de cantar.


Resenhando.com - Como você  está preparando esse show para a turnê?
Claudya - Terei uma banda com nove integrantes. Os arranjos serão do Alexandre Vianna e terei a alegria de contar com minha filha, Graziela Medori no backing vocals. Para o show em São Paulo convidei a Alaíde Costa, que além de ser uma pessoa da melhor qualidade, ainda continua cantando muito bem. E convidei também o Ayrton Montarroyos, que representa com louvor a nova geração de intérpretes. Ele é muito talentoso e vai brilhar cada vez mais. Vou repassar alguns momentos importantes, como o repertório dos três discos que gravei pela Odeon entre 71 e 73. Essas são canções que marcaram a minha trajetória na música.


Resenhando.com - Você tem uma relação direta com os festivais de música.
Claudya - Em todos em que estive, consegui sempre classificar a canção ou ganhar como melhor intérprete. Teve um festival  na década de 70 na Grécia em que cantei Minha Voz Virá do Sol da America, dos irmãos Paulo Sérgio e Marcos Valle. Gnhamos o primeiro lugar.


Resenhando.com - E foi marcante também a sua participação no musical Evita. Como foi essa experiência?
Claudya - Foi em 1983. Titubeei muito para aceitar, porque não era atriz e sabia que seria comparada a Bibi Ferreira e Marília Pêra. A trilha sonora era dificílima. Mas valeu a pena.  O esforço foi recompensado com elogios da crítica, capas em jornais e revistas e indicação ao Prêmio Molière.


Resenhando.com - E a turnê começa em São Paulo. Há planos de estender para outras localidades?
Claudya - Com certeza. A estreia será na Casa Natura, em São Paulo. Mas estamos acertando algumas apresentações em unidades do Sesc. Quem sabe conseguimos uma data no Sesc de Santos, que tem um teatro maravilhoso? Quero levar esse repertório para o maior número de pessoas que for possível.  E agradeço a todos que ajudaram a divulgar essa apresentação. Será um momento mais do que especial.

"Com Mais de 30"

"Deixa Eu Dizer"

"Pois É Seu Zé"

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

.: Entrevista com Guilherme Arantes: 50 anos de carreira e no jogo na música


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: Leo Aversa

Ele está completando 50 anos de carreira e segue no jogo na música. Uma trajetória na qual pôde estar presente ao lado de ídolos. Nomes consagrados como Tom Jobim, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa Roberto Carlos e tantos outros nomes importantes da nossa MPB. E ainda conseguiu produzir uma obra de valor inquestionável. Desde o primeiro álbum até o mais recente, o disco "Interdimensional". 

Guilherme Arantes sempre demonstrou ser um caldeirão de influências que ele absorveu ainda na adolescência e conserva acesa a chama da criatividade para produzir novas pérolas musicais. Em entrevista para o portal Resenhando.com, ele conta como vê o momento atual para a música e se considera um !transgressor’ dos tempos atuais. Ao invés de lançar singles de forma homeopática, ele chega com um álbum completo de canções inéditas. “Vivemos um tempo muito imediatista, na velocidade de um vídeo de Tik Tok”.


Resenhando.com - Passados 50 anos, o que o motiva a continuar produzindo novas canções?
Guilherme Arantes - Eu ainda conservo a mesma vontade de buscar coisas novas. Recentemente eu me vi mentalmente transportando para 1975, e me perguntei – Guilheme, quem você quer ser daqui a 50 ano? E a resposta é ser eu mesmo, sem mudar nada. Tudo o que conquistei na música valeu a pena. E continua valendo muito. Sem dúvida, eu sou uma alma inquiet... Apenas quero mostrar minha música e continuar me aperfeiçoando cada vez mais.

Resenhando.com - Ao longo de sua trajetória você colecionou hits e canções que permanecem vivas na memória popular. O que tornou sua obra perene?
Guilherme Arantes - Acho que foi o fato de buscar as inspirações no cotidiano. As pessoas acabam se identificando com as mensagens. “Amanhã, ser´um lindo dia”. As canções românticas falam sobre  amor de uma forma verdadeura.  Tem um trecho de Cheia de Charme  em que eu falo “ Investi tudo naquele olhar”. Uma metáfora bem bolada de conquista.


Resenhando.com - Como foi trabalhar e ter canções gravadas por outros nomes da MPB?
Guilherme Arantes -  Eu me considero um privilegiado. Caetano Velkoso, Gal Costa, Giberto Gil, Sandra de Sá,Fafa de Belém,  Roberto  Carlos. Lembro de morar em 1985 ho Rio de Janeiro e encontrar Tom Jobim. Teve um outro encontro surreal em Belo Horizonte. O Milton Nascimento veio no hotel em que eu estava hospedado para gravar uma entrevista comigo. O Roberto Carlos me recebeu na casa dele, Cinversamos sobre vários assuntos e acabei compçonro pra ele Toda Vâ Filosofia. Depois que gravou ele me ligou para agradecer.  Ter uma canção gravada pelo Roberto é um privilégio  e tanto.


Resenhando.com - Os anos 80 foram bastante produtivos?
Guilherme Arantes - Eu acabei surfando naquela onda do rock nacional. Não fazia rock como os outros. Eu vim da geração dos anos 70. Minha ambição sempre  foi diferente.


Resenhando.com - Você tem uma produção autoral e algumas parcerias com nomes como Nelson Motta. Ronldo Bastos entre outros. Há alguma vontade de compor com outros parceiros?
Guilherme Arantes - Se é para sonhar alto, gostaria de produzir algo com a Adele, Alicia Keys e Ed Sheeran. No Brasil, tenho vontade de convidar o Caetano Veloso. Ainda não tive chance. Mas se rolar seria muito especiql.


Resenhando.com - Os tempos atuais são muito imediatistas?
Guilherme Arantes - É incrível. A vida parece correr na velocidade de um vídeo do tik tok. Para quem trabalha com música pe importante buscar o nicho certo para fazer valer o trabalho. Recentemente viralizou um vídeo no qual apareço mostrando os acordes de Meu Mundo e Nada Mais em uma loja da Santa IIfigêni, em São Paulo. Alcançpu uma marca que eu mumca imaginei conseguir. Aliás nem tive mesmo essa intenção, pois era somente para ele gravar a sequência dos acordes no piano. Virou essa loucura de corrida pela visualização.

 "Coisas do Brasil"

"Meu Mundo e Nada Mais"

"Amanhã"


.: Crítica: Guilherme Arantes explorando o interdimensional em novo álbum


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação

Quando fiquei sabendo que Guilherme Arantes iria lançar um novo disco autoral, fiquei  curioso para ouvir essa sua nova produção musical. Afinal de contas., ele estava indo pelo caminho mais desafiador, ao invés de se ancorar nos seus antigos hits, que por sinal permanecem sempre atuais apesar dos 50 anos que passaram desde o seu primeiro disco.

O trabalho intitulado "Interdimensional", mostra a sua genialidade. Sim, Guilherme continua cantando o amor e buscando no seu cotidiano as fontes de inspiração. Sua voz continua forte e sem sentir ao efeitos do tempo que passou. Os arranjos instrumentais seguem a linha do rock progressivo, de forma harmônica com o seu universo pop. O resultado é uma massa sonora irresistível que sempre funciona junto ao seu público.

Destaco as canções "Libido da Alma" (cujo arranjo parece lembrar Tom Jobim), "A Vida Vale a Pena" e  "Intergalática Missão". Com essa última fazendo  uma ponte com a "Nave Errante" de seu primeiro álbum solo. As faixas "Enredo de Romance", "Sob o Sol", "O Espelho" e "Luar de Prata" mantém a mesma pegada pop característica da obra de Guilherme.

Com o disco "Interdimensional", Guilherme Arantes consegue atingir seu objetivo de continuar produzindo canções novas mantendo seu padrão de qualidade.

Em uma entrevista dada a um podcast, Guilherme Arantes disse que parte da classe jornalística classificava sua obra como “desimportante”. Não vou julgar os críticos de sua obra, mas creio que os 50 anos de carreira servem como resposta para quem disse isso . Sua música pode ser menos interessante para alguns, porém para o grande público ela continua sendo relevante e valendo muito a pena ser conferida. 


"Enredo de Romance"

"Intergalática Missão"

"Libido da Alma"


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

.: Entrevista com Leon Carvalho, da banda Gatos Feios: bons de rock


Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: Pri Nakano

Desde os anos 60, São Paulo rem revelado talentos na seara do rock. Desde Mutantes, Rita Lee e Made In Brazil, passando por outros nos anos 80, como Ira, Titãs e Ultraje a Rigor, o rock sempre se mostrou presente, de alguma forma. E a dinastia roqueira continua com os novos grupos que buscam seu lugar ao sol, com a banda paulista Gatos Feios, que mesclam uma mistura de rock inocente da jovem guarda com pitadas fortes de punk rock californiano representado pelo Green Day. 

E a receita vem encontrando seu espaço nos cenários alternativos, muito embora o desejo dos integrantes seja alcançar o tão sonhado mainstream. Em entrevista para o portal Resenhando.com, o vocalista Leon Carvalho conta como foi elaborado o projeto para preparar o primeiro álbum, Eu Sou Produto, que está tendo disponibilizado suas faixas nas plataformas de streaming. “São Paulo sempre foi um celeiro de bandas de rock”.


Resenhando.com - Na sua opinião, o que levou o Estado de São Paulo a revelar tanta banda de rock?
Leon Carvalho - Se você parar para pensar, São Paulo sempre esteve na vanguarda do rock. Onde eram gravados os programas da Jovem Guarda? Aquii em São Paulo. Eu sempre curti muito rock nacional dos anos 80 e novamente surgiram bandas paulistas que seguem  até hoje. Eu acho que São Paulo sempre foi um grande celeiro de bandas de rock.


Resenhando.com - Comlo está sendo a gravação do primeiro álbum de músicas autorais?
Leon Carvalho - Tem sido tudo muito pensado, com o pé no chão. Vamos lançando os singles de forma “homeopática”. Temos ideia de disponibilizar em todas as plataformas digitais, Se der, vamos fazer uma tiragem pequena de discos físicos, porque o público sempre costuma pedir algo assim para poder atender essa demanda.


Resenhando.com - Como funciona o processo de produção musical da banda?
Leon Carvalho - Eu concentro a produção das canções  a partir de violão e voz. Aliás poderíamos até fazer um disco acústico porque as canções nascem dessa forma. Os demis integrantes contribuem na elaboração do arranjo e sugerindo alguma frase ou palavra diferente que se encaixw na canção. As letras destacam cenas do nosso cotidiano.


Resenhando.com - Quais foram as principais influências musicaus da banda?
Leon Carvalho - Com certeza vice encontra toques de Jovem Guardfa e o rock dos anos 50 e 60. Mas temos muita influência do punk rock. Eu sempre gostei muito do rock dos anos 80, representado por nomes como Cazuza, Legião Urbana e Titãs. E não posso deiar de mencionar o Green Day como outra referência importante.


Resenhando.com - Como estão os planos para divulgar esse novo trabalho?
Leon Carvalho - Estamos finalizando uma agende de shows. Se tudo der certo, Santos deve estar no roteiro dessas apresentações.

"Bruxa"

"Nome ou Religião"

"Quero que Vá Tudo pro Inferno"

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

.: Benito de Paula canta seus sucessos pelo Brasil com o filho, Rodrigo Vellozo


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: Murilo Alvesso

O público amante da boa música será presenteado com um encontro raro. Benito di Paula, um dos nomes mais marcantes da música popular brasileira, sobe ao palco ao lado de seu filho, o cantor e pianista Rodrigo Vellozo, para o espetáculo “A Dois Pianos”, que acontece pelo Brasil. As apresentações inauguram as comemorações pelos 85 anos de vida de Benito, que serão celebrados em novembro de 2026. 

 Radicado em São Paulo, onde fixou moradia e formou família, Benito desenvolveu uma trajetória singular que o consagrou como grande símbolo do samba paulista. Entre as décadas de 1970 e 1980, alcançou enorme projeção popular, somando 50 milhões de discos vendidos - marca que o coloca entre os cinco maiores vendedores de discos do Brasil. Sua obra ultrapassou fronteiras: além do sucesso nacional, Benito gravou em idiomas como espanhol, francês, italiano, finlandês e alemão, com 4 milhões de discos vendidos na Europa. Ao longo da carreira, lançou mais de 35 álbuns, muitos deles relançados em CD devido ao êxito contínuo junto ao público.

 A apresentação celebra o legado do samba paulista e tem como eixo central a obra do próprio Benito - artista recentemente homenageado no enredo da escola de samba Águia de Ouro no Carnaval de 2025, reafirmando sua importância para a cultura brasileira. Com arranjos especialmente concebidos para o diálogo entre os dois pianos, o repertório revisita clássicos como “Retalhos de Cetim”, “Charlie Brown” e “Mulher Brasileira”, agora ressignificados pela cumplicidade artística entre pai e filho.

Sua discografia extensa passou a ser notada a partir de 1974, com o disco Um Novo Samba, que continha canções autorais que se tornaram verdadeiros clássicos de nossa música. Desde a faixa de abertura (Se Não For Amor), passando por outras como Retalhos de Cetim, Que Beleza e Certeza de Você Voltar, todas mostraram a força da obra de Benito de Paula para o público. Com mais de 35 álbuns lançados, parte significativa de sua obra foi relançada em CD, comprovando seu imenso sucesso. O show "A Dois Pianos" tem apresentações previstas para 27 de março em Aracaju, 28 de março em Maceió e 3 de abril em São Paulo. E deve seguir por mais cidades do país.

"Charlie Brown"

 "Retalhos de Cetim"

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

.: Com single "Bruxa" lançado, Banda Gatos Feios prepara o primeiro álbum


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: Pri Nakano

A banda paulista Gatos Feios lançou recentemente o single “Bruxa”, já disponível em todas as plataformas digitais. A faixa carrega uma atmosfera sombria que remete às trilhas sonoras de séries dos anos 80 e 90, combinando mistério, desejo e intensidade com uma pegada visceral de punk rock. E integra o primeiro álbum da banda que está em fase de finalização.

Com refrão contagiante em inglês e uma letra que aborda estados de feitiço, veneno e maldição, “Bruxa” mergulha em um universo simbólico de magia, perdição e sedução. O resultado é uma verdadeira poção sonora que equilibra energia crua, melodia e personalidade. Formado em 2010, em Caieiras (SP), o grupo surgiu inicialmente revisitando clássicos do rock dos anos 50, com influências que iam de Elvis Presley a Jerry Lee Lewis. Com o tempo, os músicos perceberam que o som ganhava identidade própria e decidiram investir em composições autorais.

A projeção na cena paulista veio rapidamente, especialmente após uma apresentação marcante no tradicional Baile dos Anos 60 de Caieiras, que ampliou a visibilidade do grupo. Em 2011, a banda lançou as faixas “Eu Era Tão Seu Amigo”, “No Bar Todo Mundo é Amigo” e “Jornada Para Te Conquistar”, disponíveis nas plataformas digitais.

Atualmente, a banda finaliza seu primeiro álbum completo, intitulado “Eu Sou Produto”, previsto para lançamento em fevereiro de 2026. O disco contará com dez faixas inéditas e aposta em uma mistura autêntica de Punk Pop, Rockabilly, Jovem Guarda e Rock Nacional, gravadas com Paulo Albino (mesmo produtor de Edu Falaschi) no Estúdio Zero. O novo trabalho promete consolidar o Gatos Feios como uma das apostas do rock independente paulista e ampliar sua circulação pelos palcos do Brasil.

Musicalmente, a banda transita com naturalidade entre o punk rock, o rock alternativo e o rock nacional, equilibrando peso, melodia e letras diretas. As influências vão de nomes internacionais como Green Day, Ramones, The Clash e The Offspring, passando pelo punk brasileiro clássico de Cólera e Inocentes, até referências do rock nacional como Titãs, Legião Urbana, CPM 22, Charlie Brown Jr. e Ira!.

Com letras que refletem o cotidiano, as contradições sociais e emocionais e a exposição excessiva do mundo contemporâneo, o Gatos Feios aposta em um som honesto, sem filtros e carregado de energia de palco. “Bruxa” antecipa uma nova fase criativa da banda, que segue fortalecendo o circuito independente e conectando passado e presente do rock brasileiro com atitude e identidade própria.

"Bruxa"

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

.: Entrevista com Nuno Mindelis, um simpático músico ranzinza


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação

Ele se autodenomina um músico ranzinza. Mas está muito longe de ser algo parecido. Angolano radicado no Brasil há anos, Nuno Mindelis desenvolve uma carreira sólida como músico ligado principalmente ao blues, muito embora sua formação musical eclética inclua os medalhões da Gravadora Stax Records e os ícones do hard rock dos anos 60 e 70. E claro, alguns elementos de nossa música popular brasileira. Mindelis conseguiu a proeza de gravar discos com a icônica banda de apoio de um de seus ídolos (Steve Ray Vaughan), a Double Trouble. E chegou a ter seu talento reconhecido com destaque em publicações no Exterior. Em entrevista para o portal Resenhando.com, ele conta um pouco sobre sua trajetória na música e seus planos para o futuro. “O blues precisa ser reinventado, assim como toda forma de arte”.

Resenhando.com - Você é reconhecido como um dos nomes mais marcantes do Blues. Mas sua formação é mais eclética, abrangendo inclusive a soul music da gravadora Stax Records, Fale sobre suas principais influências musicais.
Nuno Mindelis - Antes, quero agradecer pela oportunidade da entrevista. Ouvi absolutamente tudo que se fez em música desde pelo menos os cinco anos, é quando me lembro de mim, até aos 17, em 1975, quando fui exilado de guerra, partindo para o Canadá e depois para o Brasil. Na época, perdi tudo e precisei de mais de década para me recompor, recomeçar. Nesse período, ouvi sempre muita coisa, mas já com outros ouvidos. Não gostava de nada do final dos anos 70: disco, punk etc, e nem dos anos 80. Mas, com o tempo, passei a gostar de algumas coisas. Quando era muito pequeno, ouvia muita música erudita, meus pais ouviam muito, todas as sinfonias de Beethoven, Wagner, Tannhäuser, considero o coro dos peregrinos espetacular, e outros. Lá pelos seis anos ouvi The Shadows e Beatles e ali a coisa mudou de figura. Aquelas guitarras eletrizantes me reviraram as moléculas corpo e do cérebro. Logo depois, aos nove anos, tive a sorte de um cara mais velho me mostrar Otis Redding e era tão criança que me lembro de ter que decifrar aquela massa sonora mais densa. Mas havia algo importante na época: respeito pelos mais velhos. Se alguém mais velho me aconselhava algo, era porque era  para ser decifrado mesmo, nunca desistiria. Conheci tudo de Otis, da gravadora Stax, Booker T & The Mgs é a minha banda de cabeceira. Não gosto do clichê mas encaixa perfeitamente: as primeiras audições da música de Otis Redding eram como o primeiro sexo, pode doer mas você quer mais. Otis, Stax, Booker T & The MGs e todo o cast viraram meu templo. Costumo dizer que a minha vida mudou várias vezes, essa foi a terceira. A primeira, a descoberta da música, a música clássica e canção francesa: Gilbert Bécaud, George Brassens etc, que meu pai ouvia bem. A segunda: Beatles e Shadows e depois veio a, na época, chamada música progressiva: Steppenwolf, Grand Funk Railroad, Led Zeppelin, Deep Purple, The Doors, Pink Floyd etc., todos aqueles derivados do Blues, do Soul, do Country, Folk, Celta, depois o Woodstock que foi algo transcendental. Aos 11, ouvi Big Bill Broonzy e isso levou a ouvir todo o Blues produzido antes e depois no planeta, seja acústico, elétrico etc. O acesso a discos era tão fluido em Luanda como em Londres, vinha direto da fonte e rápido. Eu tinha cerca de 2000 LPs aos 17 anos, edições originais, fora as centenas de singles. Perdi tudo quando me exilei.

Resenhando.com - Em seu canal no YouTube há vários vídeos onde você comenta sobre determinados músicos ou outros assuntos ligados a música. Como foi que surgiu essa ideia?
Nuno Mindelis - Comecei a fazer videos do tipo zoando, ironia sutis, série tipo crimes e castigos. Se você for flagrado tocando Blues como amplificador transistorizado. Pena: dois anos de reclusão + escutar Kenny G e Galvão Bueno por duas horas seguidas com fones irremovíveis. Esse tipo de coisa. Na verdade nos anos 80 eu tinha inventado essa série, quase sem querer, numa revista de música, Cover Guitarra, a convite do editor que era o Regis Tadeu. A turma lembrava disso até hoje, acredita? Viviam me relembrando disso. Então resgatei, meio sem querer, de novo. A galera pirou com esses videos, são tipo shorts, ainda estão no canal, depois passei para videos mais longos ficaram um pouco mais sérios e tal, e um dia perfilei um guitarrista e percebi que a galera engajou um monte, então continuei perfilando guitarristas. Quando acabarem todos os guitarristas da Terra farei parte 2 ou passarei a outra coisa qualquer. Ou já terei morrido (risos).

Resenhando.com - Na sua opinião, o blues pode ser reinventado ou deve permanecer na forma tradicional?
Nuno Mindelis - Deve ser reinventado, como toda a forma de arte, mas não porque seja uma obrigação técnica ou moral ou algo assim. É o próprio artista que normalmente é, ou deveria ser, irrequieto, que sente que precisa desconstruir. Como Miles Davis, o tradicional foi a grande escola dele mas depois ele foi lá e derreteu tudo. Hendrix idem. Picasso, Van Gogh etc. O que me parece é que há 60 anos ninguém, exceto talvez Jeff Beck e um ou outro mais, teve esse ímpeto. Jovens americanos, e não só,  nascem por estes dias e continuam fazendo o que se fazia há 60 anos. É certo que é fundamental que se conheçam muito bem as regras e isso requer ouvir muito e aprender bem todo o tradicional mas é muito importante que se as quebrem depois de bem sabidas. Como dizia Zappa, "Without deviation from the norm progress is not possible" ("Sem desvios da norma, o progresso não é possível"). Vejo um monte de artistas de Blues que conhecem as regras como ninguém e não saem daquilo. 

Resenhando.com - Você gravou dois discos com os músicos da mítica banda Double Trouble, que acompanhou Steve Ray Vaughan. Fale sobre essa experiência.
Nuno Mindelis - Ajustei com um produtor de Austin, no Texas (Eddie) para fazer um disco para a gravadora Antone’s. Ele tinha ouvido um disco meu e gostado muito. Antone’s é um selo e casa noturna altamente cult, gente como Buddy Guy, Muddy Waters e outros frequentaram e gravaram por ali. Ele me pediu uma fita demo para ter ideia do que eu pensava para o disco novo. Para saber que músicos chamar, se mais  blues negro ou mais rock branco, essas coisas. Entrei no estúdio e gravei baixo, guitarra bateria e piano e mandei para ele o rascunho. Ele tocava aquilo na gravadora durante o dia, no sistema de som geral ,todo o mundo ouvia. Tommy Shannon entrou ali por alguma razão (pegar um cachê ou algo assim) e perguntou o que era. Ele explicou: “é um brasileiro que eu vou produzir, o Nuno etc." e ali o Eddie, falando sério fingindo ser brincando, sabe como é, para não parecer ousadia, perguntou: “quer participar?”. E o Tommy disse: “sim, gostaria”. Ele me ligou exultante, "Hey Beast", tinha saído artigo de capa da Revista Austin Blues “The Southamerican Beast Whos Coming To Your Town, "você não vai acreditar, Tommy vai gravar uma música no seu disco. E obviamente Chris também". Depois gravaram o disco todo. "Texas Bound" gravamos em 95, saiu em 96. Depois, gravei outro em 1999, "Blues On The Outside", saiu acho que já em 2000.


Resenhando.com - Como você avalia o blues na atualidade?
Nuno Mindelis - 
Na real, nem avalio mais. Quase não ouço. É tudo muito igual. E grandes revolucionários como Little Walter, John Lee Hooker, Skip James etc. são cada vez mais raros. Não é saudosismo, havia de fato algo que transcendia ali. Hoje parece meio fabricado em série, especialmente do lado branco. Atenção: não me refiro à habilidade, o pessoal detona pra caramba, são artistas altamente proficientes e habilidosos, músicos de quilate. Mas não saem daquilo, me refiro ao conceito, às suas obras. Qual será o legado? Haverá?

Resenhando.com - Você pretende lançar um novo disco?
Nuno Mindelis - Há duas direções aqui. Do ponto de vista prático, preciso lançar algo mais rapidamente porque os números das plataformas caíram um pouco. Spotify e afins são como redes sociais, se parar de mexer caem os números, acredite. E eu parei de lançar coisa por um tempo. Entre 2022 e 2025 anunciei uma série “um single por mês” (acabou sendo um a cada dois ou três meses na real. Em 2025, só gravei mas não lancei. Então vou ver se lanço uma coletânea com isso tudo mais os inéditos de 2025. Serão cerca de 12 ou 13 faixas até onde vasculhei. Penso em criar algo físico, cassete ou pendrive. Esse negócio de não ser dono do produto não funciona. Nas plataformas, você não é dono de nada, o pessoal que curte quer algo para chamar de seu. LP não penso, porque é caríssimo no Brasil, absurdo, extorsivo. A segunda direção é um trabalho novo que desconstrua o que fiz até agora. Enquanto soar previsível, para mim mesmo, pelo menos, não farei nada. Estou atrás dessa inspiração e desse laboratório mas os videos do Youtube me tomam muito tempo e energia. Mas está na pauta, só preciso conseguir tempo e alguma inspiração. Também gostaria de trabalhar com alguém de nova geração com afinidade com produções eletrônicas mas parece que essa turma foge. No meu tempo, era ao contrário, idolatrávamos os pioneiros e faríamos de tudo para poder colaborar com eles. Vide U2 com BB King, Santana e o álbum "Supernatural", etc. 

Resenhando.com - Como está o plano para shows ao vivo?
Nuno Mindelis - Vou fazer um em Florianópolis e soube que está “sold out” (com ingressos esgotados). Em 2026, não sei bem o que será, uma turnê média em Minas é certeza. Apresentações no Blue Note e no Bourbon Street em São Paulo podem acontecer. 

Vídeo sobre Steve Ray Vaughan

 
"I Know What You Want"

"Stormy Minded Man"

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

.: George Martin, o centenário do quinto Beatle


Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação

Há 100 anos, nascia na Inglaterra um dos maiores produtores musicais da história da música popular de todos os tempos. Sir George Martin era considerado o quinto integrante dos Beatles. O cara por trás da produção de discos antológicos lançados nos anos 60 e também na década seguinte com diversos artistas.

Sir George Henry Martin foi produtor musical, arranjador, compositor, engenheiro sonoro, músico e maestro britânico. Ele é considerado um dos maiores produtores musicais de todos os tempos, com trinta canções chegando ao primeiro lugar das paradas no Reino Unido e 23 nos Estados Unidos.

De acordo com informações do portal Beatles Brasil, Martin estudou na Guildhall School of Music and Drama entre 1947 e 1950, estudando piano e oboé, sendo influenciado por uma grande variedade de estilos musicais. Após se formar, ele trabalhou no departamento de música clássica da BBC, entrando na EMI em 1950. Martin produziu canções cômicas no início da década de 1950, trabalhando com pessoas como Peter Sellers e Spike Milligan.

Ele foi o cara que ajudou a moldar o som desenvolvido pelos Beatles. Era o cara certo na hora certa para os quatro jovens de Liverpool . Chegou inclusive a tocar em algumas produções, como no álbum "Rubber Soul", que na faixa "In My Life" conta com um breve solo de piano executado por Martin.

A gravação de "Strawberry Fields Forever" e "Penny Lane", lançados como single, somados com a produção do álbum "Seargent Pepper´s Lonely Hearts Club Band" na segunda metade dos anos 60 ajudaram a escrever um novo capítulo na história do rock. Além dos Beatles, Martin trabalhou com outros artistas na década seguinte, como o grupo vocal América e o icônico guitarrista britânico Jeff Beck, produzindo álbuns marcantes nos anos 70 para ambos.

Martin esteve no Brasil nos anos 90, a convite do produtor Marcelo Fróes. Em uma dessas ocasiões se encontrou com o músico Tom Jobim, promovendo um encontro de gigantes da nossa música popular. Em 1998 produziu e gravou o álbum "In My Life", composto basicamente por versões de clássicos dos Beatles, cantados por vários artistas convidados, como Celine Dion, Phil Collins, Bobby McFerrin, Jeff Beck, além dos atores Sean Connery, Jim Carrey, Goldie Hawn e Robin Willians, entre outros.

O portal Beatles Brasil informa que, em uma carreira de seis décadas, Martin trabalhou em cinema, televisão e espetáculos ao vivo. Ele também teve vários cargos executivos em companhias midiáticas e contribuiu para várias de causas beneficentes, incluindo seu trabalho para o "The Prince’s Trust" em prol da Ilha de Montserrat. Como reconhecimento de suas contribuições para a música e cultura popular, ele recebeu um Knight Bachelor, condecoração dada pelo Reino Unido em 1996. Faleceu no dia 8 de março de 2016, aos 90 anos, na Inglaterra.

"I Am The Walrus" - com Jim Carrey

 "Here There ans Everywhere" - com Celine Dion

"A Hard Days Night" - George Martin e Orchestra

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

.: Lenine: novo álbum marca um manifesto de liberdade


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: dibulgação

Com a urgência de quem transforma criação em gesto de liberdade, Lenine volta à cena com o álbum “Eita”, reafirmando sua autonomia artística e o vínculo visceral com o Nordeste. Após dez anos sem lançar um disco de estúdio, o artista retorna com uma obra que exalta a força criadora de suas origens e consolida sua posição de referência na música brasileira.

Disponível nas plataformas de streaming, o projeto vem acompanhado de um audiovisual em média-metragem, no YouTube, que amplia o universo sensorial das canções e reafirma a habilidade de Lenine de transformar som em imagem – desta vez, assumindo também o papel de intérprete visual da própria obra.

O disco é também uma celebração com seus parceiros e com seu coletivo sonoro. São 11 faixas inéditas que cruzam o contemporâneo e a tradição, com arranjos de artistas como Carlos Malta, Henrique Albino e Martin Fondse, sob direção artística do próprio Lenine e produção musical de Bruno Giorgi.

“Eita”, expressão popular que pode ser espanto, encanto ou celebração, dá nome a uma obra em que tudo parte da primeira pessoa. É o disco mais pessoal de Lenine; um trabalho de domínio total sobre criação, gravação, som e imagem. “Empoderei-me de todos os meios, todos os caminhos, todas as etapas”, pontua o artista, que assina cada camada do processo, em uma afirmação de independência e liberdade criativa.

O álbum é também uma grande homenagem ao Nordeste, território de origem e imaginação de Lenine, que ressoa em cada batida, palavra e silêncio. Não à toa, é dedicado a Dominguinhos, Hermeto Pascoal, Letieres Leite e Naná Vasconcelos. O disco reúne jovens compositores, como Carlos Posada e Gabriel Ventura; além de nomes  consagrados (Arnaldo Antunes, Dudu Falcão, João Cavalcanti, Lula Queiroga e Siba), e homenageia o Terreiro Xambá com a força ancestral da família Bongar, que traz seus toques, loas e danças.

As participações de Maria Bethânia (“Foto de Família”, de Lenine e João Cavalcanti), Maria Gadú (“O Rumo do Fogo”, de Lenine e Lula Queiroga), Siba (“Malassombro”, de Lenine e Siba) e Gabriel Ventura (“Beira”, de Lenine e Gabriel Ventura) completam o encontro. Mais do que um disco, “Eita” é uma tomada de domínio, um gesto de liberdade e uma celebração da criação como forma de existir. Uma obra que transcende fronteiras e espelha as complexidades, afetos e possibilidades do Brasil contemporâneo. Um projeto que anuncia, com poesia e verdade, que um dos maiores criadores da música brasileira traz boas novas.


"Eita!"

"Meu Xamego"

"Confia em Mim"

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

.: “Libido da Alma”: Guilherme Arantes lança o primeiro single de novo álbum


Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: Leo Aversa 

Chega às plataformas de música o single “Libido da Alma”, primeira amostra de "Interdimensional", o novo álbum de Guilherme Arantes. Gravada em seu estúdio na Espanha, a faixa retoma as referências musicais que marcaram a virada dos anos 1970 para os 1980, representadas no Brasil por nomes como Lincoln Olivetti e Robson Jorge, entre outros.

Esse universo é absolutamente familiar ao próprio Guilherme Arantes, que misturou soul e funk em peças de seu repertório que se tornaram clássicos da música brasileira, como “Aprendendo a Jogar” (lançado por Elis Regina), “Fio da Navalha" (tema da novela “Partido Alto”) e “Pedacinhos”, balada black-bossa que virou um dos grandes sucessos da carreira do cantor e compositor paulistano.

Com letra que celebra a possibilidade de ser feliz sozinho, “Libido da Alma” dá um passo adiante nessa brasilidade black. A gravação ressalta a melodia e o vocal aponta para o canto de João Gilberto, em emissão minimalista e delicada. O instrumental traz o swing das guitarras de Alexandre Blanc em diálogo com as percussões latinas e a bateria precisa de Gabriel Martini.

O arranjo combina timbres clássicos e contemporâneos, incluindo string machines reminiscentes de um Elka Rhapsody de 1974, órgão Hammond C3, Clavinet D3 Honner com wah wah, Rhodes Mark V, além do piano Yamaha CP70 com flanger Mutron, marca registrada do pop de Guilherme Arantes. Há ainda inserções em reverse áudio, típicas da era das fitas de gravação, e um coro de vozes rigorosamente soul, reforçando o caráter vintage e radiofônico da faixa. O baixo suingado com slaps é assinado por Milton Pellegrin, da banda de Ed Motta.

O single foi mixado por Sylvia Massy (Oregon) e masterizado por Felipe Tichauer. A capa foi criada por Guilherme Arantes a partir de uma foto de Márcia Arantes. Interdimensional, o álbum completo, tem lançamento marcado para o dia 15 de janeiro de 2026.

"Libido da Alma"


Tags

#LibidoDaAlma #Interdimensional #GuilhermeArantes #LuizGomesOtero #musica

sábado, 20 de dezembro de 2025

.: Alfredo Del Penho e Pedro Paulo Malta: dois bicudos musicais


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: Isabela Espindola

Vinte e um anos depois do lançamento do álbum “Dois Bicudos”, fruto da parceria da gravadora Acari Records com a Biscoito Fino, Alfredo Del-Penho e Pedro Paulo Malta apresentam ao público “Bicudos Dois”, álbum que retoma e atualiza a tradição das duplas vocais no samba brasileiro. O reencontro celebra a parceria que, em 2004, rendeu um dos discos de samba mais elogiados da época - indicado ao Prêmio da Música Brasileira e eleito um dos 10 melhores do ano pelo jornal O Globo. 

O novo álbum, que já está nas plataformas digitais pela Biscoito Fino, amplia essa trajetória, revisitando a linguagem do dueto vocal e trazendo uma sonoridade contemporânea, sem perder o diálogo com a história do gênero. Com direção musical e arranjos de Paulo Aragão, Bicudos Dois reafirma a vitalidade do samba tradicional e apresenta ao público um repertório que combina canções inéditas e pérolas das décadas de 1930 e 1940. 

O disco percorre o universo das grandes duplas do rádio - como Francisco Alves e Mário Reis, Joel e Gaúcho, Ciro Monteiro e Dilermando Pinheiro - e homenageia compositores fundamentais, entre eles Wilson Baptista, Lamartine Babo e Ismael Silva. Humor, lirismo, crônicas do cotidiano e refinamento melódico aparecem como marcas desse repertório que atravessa gerações. Mais do que um resgate histórico, "Bicudos Dois" propõe uma escuta renovada para essa tradição, trazendo novas interpretações, novos contornos vocais e uma estrutura musical que aproxima o passado da sensibilidade atual. 

"Bicudos Dois" é, ao mesmo tempo, um tributo e uma renovação. Um disco que celebra vinte anos de história, mas que se volta ao presente para mostrar a força e a beleza do samba interpretado em dupla: um patrimônio artístico que segue vivo, pulsante e indispensável na cultura brasileira.

"Seja Breve"

"Desafio do Malandro"

"É Preciso Discutir"

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

.: Mental Trigger lança álbum de estreia e se firma como nova força do metal


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação

A banda paulistana Mental Trigger lançou em todas as plataformas digitais o seu primeiro álbum auto-intitulado. Um trabalho que reúne intensidade emocional, peso sonoro e uma entrega artística que consolida o grupo como uma das novas promessas da cena metal nacional.

Formada em 2024 na cena de São Paulo, a Mental Trigger surge com o propósito de dar voz às emoções mais viscerais e profundas. O grupo canaliza a energia crua do metalcore em cada nota, verso e grito, incorporando ainda influências de deathcore, new metal, djent e groove metal para criar uma sonoridade interessante.

A banda é integrada por Luis Bom Angelo (vocal), João Pedro Surian (bateria), Gustavo Aliberti (guitarra), Luiz Barreto (guitarra) e Raphael Esteves (baixo) que carregam em seus DNAs a força da inovação e intensidade emocional que marcam o metal contemporâneo.

Com oito faixas autorais e uma faixa bônus especial - um cover poderoso de “Perry Mason”, de Ozzy Osbourne - o álbum presta homenagem ao ícone do metal, falecido em julho deste ano, revisitando sua obra com respeito, agressividade e identidade própria. Produzido por Ryu Morita, o álbum foi gravado na capital paulista, foi mixado por João Felipe Favaro e masterizado por João Pedro Surian. A identidade visual do projeto ganha vida pelas mãos de Gustavo Aliberti, que assina a arte de capa. 

Mental Trigger - "Where Angels Sin"


sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

.: Moacir Luz e os 20 anos do Samba do Trabalhador


Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: Léo Aversa

O Samba do Trabalhador, roda que surgiu em maio de 2005 no Renascença Clube, em Andaraí, no Rio de Janeoro, transformou-se em referência em todo o Brasil. Ao completar 20 anos, chega às plataformas o novo álbum “Moacyr Luz e Samba do Trabalhador, 20 Anos", que a gravadora Biscoito Fino disponibilizou nas plataformas de música.

O álbum apresenta novas parcerias de Moacyr Luz com compositores como Dunga, Pedro Luís e Xande de Pilares. Alguns clássicos de Moacyr foram revisitados pelos integrantes da roda, como "Vila Isabel", cantada por Mingo Silva (parceria de Moacyr com Martinho da Vila); "Tudo o que Vivi", cantada por Gabriel Cavalcante (parceria de Moacyr e Wilson das Neves), e "Cachaça, Árvore e Bandeira", samba de Moacyr com Aldir Blanc, interpretado por Alexandre Marmita.

O novo projeto conta ainda com composições inéditas dos próprios integrantes do Samba do Trabalhador.  "Vai Clarear" fala de esperança e retrata muito bem o momento atual de Moacyr Luz. Uma parceria de Moacyr Luz com Alexandre Marmita, Mingo Silva e Nego Álvaro. "Caboclo pára-raios", interpretada por Mingo Silva, é um samba do Mingo com Anderson Baiaco, que conta a história de um sujeito "carregado" de energia ruim. "Roda de Partido", interpretada por Gabriel Cavalcante, é uma parceria do próprio Gabriel com Roberto Didio, que homenageia os grandes partideiros da história. Já "Vou tentando", interpretada por Alexandre Marmita, é uma parceria do próprio Marmita com Moacyr Luz, que fala sobre a persistência nas dificuldades do dia a dia do músico.

A cantora e compositora Joyce Moreno participa do álbum em uma das faixas inéditas, "Eu Fiz um Samba pra Bahia", parceria de Moacyr com Sereno, do grupo Fundo de Quintal.  O samba dolente "Água Santa", parceria inédita de Moacyr com Pedro Luís, foi gravado pelos dois parceiros e conta com a participação da icônica gaita do maestro Rildo Hora. A cantora Marina Iris surge nos vocais de “Dezesseis", inédita de Moacyr Luz e Aldir Blanc. Falando em Aldir, Moacyr gravou "Mitos Cariocas", outra parceria dos dois, em homenagem ao saudoso cartunista Lan.

Os arranjos são de Leandro Pereira, violonista que sempre esteve por perto, e que conseguiu, com perfeição, transpor para o estúdio o clima descontraído das célebres rodas do Renascença Clube. Moacyr Luz e Samba do Trabalhador é um disco entre amigos, para exaltar a obra de Moacyr Luz, dar espaço ao novo, e retratar com maestria a trajetória de 20 anos do grupo. Se você curte o samba de qualidade, vale a pena conferir.

"Tudo que Eu Vivi"

"Roda de Partido"

"Todo Santo Dia"



sexta-feira, 21 de novembro de 2025

.: Crítica musical: "Who Are You", a despedida de Keith Moon


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação

Lançado em 1978, o álbum "Who Are You" marcou o fim da formação original da banda The Who. Foi a última vez que o baterista Keith Moon gravou com a banda em estúdio. Recentemente foi lançada um box set especial do álbum, com uma série de faixas bônus. Em termos de sonoridade, "Who Are You" está abaixo de outros trabalhos feitos anteriormente, como os icônicos "Tommy",  "Who´s Next" e "Quadrophenia". Mas é preciso contextualizar o momento que a banda atravessava para entender isso.

O vocalista Roger Daltrey tinha problemas nas cordas vocais, enquanto que o baixista John Entwistle dava uma atenção maior ao seu trabalho paralelo solo. Por sua vez, o guitarrista Pete Townshend, principal compositor da banda, se sentia cada vez menos estimulado para criar novas composições, enquanto que o baterista Keith Moon era apenas uma sombra do que havia sido no passado.

Mas ainda assim há momentos bem interessantes, como a faixa título, que acabou sendo usada na trilha sonora oficial do seriado  americano CSI, apresentando o som da banda para as novas gerações. Poderia citar ainda "Sister Disco", "Trick Of The Light" e "Had Enough" como exemplos positivos.

Keith Moon faleceria em 7 de setembro de 1978, pouco antes do lançamento do álbum. Tinha apenas 32 anos e acabou tomando uma overdose acidental de medicamentos para controlar o seu vício em bebidas alcoólicas. A morte de Moon encerrou a fase mais criativa da banda, que até prosseguiu adiante com outros bateristas, mas que nem de longe lembravam o toque selvagem do integrante original.

 "Who Are You"

"Sister Disco"

"Trick Of The Light"

.: Quarta edição do Patfest homenageia a banda Leeds


Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação

O Patfest chega à sua quarta edição no dia 26 de novembro, reunindo grandes artistas na Audio, em São Paulo, em uma noite marcada por celebrações, reencontros e homenagens. Entre os momentos mais aguardados está o tributo à memória de Renan Paiva - guitarrista, vocalista, compositor e fundador da banda Leeds ao lado de seu irmão Willian Paiva.

Willian subirá ao palco para reviver um dos capítulos mais intensos da trajetória dos irmãos: uma apresentação especial com uma música da Leeds, fazendo vibrar novamente a lendária Gibson Les Paul de Renan - agora como símbolo de uma história de arte, irmandade e sensibilidade.

Idealizado por Andreas Kisser, da banda Sepultura, e familiares, o Patfest nasceu em homenagem a Patrícia Kisser, falecida em 2022 em decorrência de um câncer de cólon. Desde então, o festival se tornou um evento de música, solidariedade e amor, reunindo artistas de diferentes estilos e gerações em apresentações únicas e emocionantes. Toda a renda arrecadada nesta edição será destinada às entidades Heliópolis Compassiva e Favela Compassiva Rocinha e Vidigal, que desenvolvem projetos sociais e humanitários em comunidades vulneráveis do Brasil.

"Nada na Vida É para Sempre (Leeds)"

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

.: Crítica musical: Mauro Marcondes canta o tempo e o amor


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação

Quinto álbum da carreira do cantor e compositor Mauro Marcondes, “O Tempo e o Amor” foi concebido para cantar o amor. Cada composição de Marcondes e de seus parceiros fala do amor em diferentes tempos. Falam de desejo, paixão, saudade, traição, contradição, carinho, atração pelo desconhecido, pela natureza entre outros temas.

Mauro compõe desde muito jovem influenciado pelos compositores da bossa-nova e pela música de Milton Nascimento, Edu Lobo, Chico Buarque, Dori Caymmi e  de tantos outros mestres da canção nacional. Aos 17 anos participou do IV Festival Universitário da extinta TV TUPI e foi construindo uma carreira de compositor, conciliando-a com a do profissional da área de desenvolvimento econômico, trabalhando no Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES).

Para o disco foram selecionadas 15 músicas autorais, buscando retratar a diversidade da música brasileira. São canções, bossas, baladas, sambas, choros, valsas, boleros, entre outros estilos. Todas contam com arranjos do maestro Leandro Braga. E traz as participações especiais dos cantores Áurea Martins (na faixa “Bolero da Solidão”) e João Cavalcanti (na faixa “O que já foi não é”) e, nos vocais, as cantoras Masé Sant’Anna e Soraya Nunes (nas faixas “Depois” e “Cantar sem fim”).

Gravado, mixado e masterizado por João Ferraz, no Lontra Music, entre maio e setembro de 2025, o álbum tem projeto gráfico de Gabriel Caymmi, com base nas obras da artista plástica Patricia Secco, foto da capa do Ari Kaye e fotos das demais obras de arte do Ale Teixeira. As fotos e filmagens no estúdio ficaram por conta de Felipe Câmara e Breno Ramoa. “O Tempo e o Amor” tem produção geral de Mauro Marcondes, coprodução de Paulo César Feital, produção executiva de Naomi Kumamoto e direção musical e arranjos de Leandro Braga.

"Depois"

"Feliz em Ter Você"

"Cantar Sem Fim"

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

.: Crítica musical: Lô Borges... E o sol levou o trem azul


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação

O Clube da Esquina perdeu um de seus fundadores esta semana. Com o falecimento de Lô Borges, encerra-se um dos capítulos mais importantes de nossa MPB. Lô tinha 73 anos e estava incrivelmente produtivo. Seja como artista solo, seja em trabalhos de parcerias com outros músicos, como Samuel Rosa e Tom Zé, só pra citar dois exemplos. Mas foi ao lado de Milton Nascimento que ele atingiu o topo da montanha ao gravar um dos álbuns mais influentes de nossa MPB em1972. O Clube da Esquina fez história pela força das canções e pelas vozes de Lô e Milton.

A sonoridade do trabalho de Lô no início dos anos 70 mesclava várias influências das coisas que ele ouvia naquela época. De Hendrix aos Beatles, ele conseguia unir tudo em sua música. São dessa época os seus primeiros discos em carreira solo: o "Lô Borges" (1972), conhecido como o disco do tênis, e "Via Láctea", que tem a célebre gravação da bela "Clube da Esquina nº 2", com a participação no vocal de Solange Borges.

Se por um lado os trabalhos mais recentes dele não tiveram o mesmo brilho dessa fase inicial,  por outro ele teve o mérito de se manter na ativa, lançando material inédito com frequência, ao invés de se acomodar nos antigos hits. Seu trabalho mais recente é o álbum "Chão de Giz", gravado em parceria com Zeca Baleiro. Certamente sua obra deixará uma marca na nossa MPB. Um selo de qualidade referendado até por Tom Jobim, que não só admirava a turma do Clube da Esquina como chegou a regravar Trem Azul do Lô nos anos 90.

"Trem Azul"

"Paisagem na Janela"

"Sonho Real"

.: Crítica musical: Banduo, uma viagem musical pelo bandolim


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação

Banduo é um projeto dos bandolinistas Rafael Esteves e Maik Oliveira no qual exploram as possibilidades sonoras do bandolim. A iniciativa inclui o lançamento de um álbum instrumental inédito nas plataformas digitais, previsto para o início de 2026, com direção musical de Alisson Amador.

Nesse dueto, o virtuosismo de Rafael Esteves e Maik Oliveira é aplicado às possibilidades do bandolim, mesclando influências do choro e da música barroca em busca de sonoridades inovadoras e potentes. O repertório reúne composições autorais e arranjos do próprio duo, somados à contribuições de quatro arranjadores convidados: Alisson Amador, Milton de Mori, Marcílio Lopes e Edmilson Capelupi.

Maik Oliveira é bandolinista com mais de 20 anos de trajetória. Tocou com nomes como Inezita Barroso, Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Nilze Carvalho, Eduardo Gudin, Sérgio Reis e Rolando Boldrin. Foi aluno de Jane do Bandolim, Edmilson Capelupi, Silvia Góes e Luizinho 7 Cordas. Atualmente tem seu trabalho solo Maik Oliveira e Regional e integra os grupos de Marina de la Riva e Paula Sanches.

Rafael Esteves é bandolinista, educador, compositor e arranjador. Venceu o Festival Jorge Assad com o Quarteto Pizindim, com o qual se apresenta em unidades do Sesc e outros circuitos culturais. Como solista, já atuou com a OCAM-USP e com grandes nomes da música brasileira como Dona Ivone Lara, Monarco, Almir Guineto e Péricles.

O Banduo - O bandolim e suas texturas é um projeto realizado com recursos do edital PNAB 24/2024 de Gravação e Lançamento de Álbum Musical Inéditos, com apoio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB); do Programa de Ação Cultural - ProAC, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo; e do Ministério da Cultura e do Governo Federal.

"Fuga n. 10 Bach"

Postagens mais antigas → Página inicial
Tecnologia do Blogger.