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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

.: CAIXA Cultural SP inaugura exposição de revistas "Pequenas Utopias"


Mostra reúne títulos publicados nas últimas cinco décadas em cinco regiões brasileiras. Foto: Pulga, São Paulo, 2013 - Coleção Livro de Artista / divulgação

Até dia 31 de março, a CAIXA Cultural São Paulo apresenta a exposição “Pequenas Utopias – Revistas de Artista no Brasil”. Com a curadoria de Amir Brito Cadôr, a mostra revela uma centena de revistas de artista editadas entre 1960 e 2021, de forma independente e em diferentes formatos, como artes gráficas, arte-postal, arte sonora, zines, entre outras. A entrada é gratuita.

A edição de revistas, jornais e outras publicações seriais por artistas, a partir dos anos 1960 constitui uma forma de atuação artística que sempre buscou aproximar as obras de um público mais amplo, possibilitando novos circuitos de produção e consumo. Produzida a partir de diferentes linguagens, a revista de artista surge num momento histórico em que os artistas reivindicavam o papel de mediadores de suas obras com o público, lugar antes ocupado por críticos, curadores e professores de arte.

“Essas revistas trazem de modo implícito certa utopia de seus editores, de que a arte seja acessível, que ela faça parte do cotidiano e possa ser produzida e consumida por mais pessoas. Mas elas também são utópicas no sentido de criar espaço, físico ou mental, para o debate e a apresentação de obras contemporâneas de jovens artistas que encontram dificuldade para chegar na grande mídia ou que manifestam desinteresse em participar do sistema de galerias”, afirma o curador da mostra, Amir Brito Cadôr. 

A exposição reúne importantes títulos publicados em diferentes períodos, de norte ao sul do Brasil, como "Artéria" (1975-2016), "Qorpo Estranho" (1976-1982), "À Margem" (1986-2001), "Comunicarte" (1991-2010), "Malasartes" (1975-1976), Sofá (2003-2011), "Karimbada" (1978), "Arte em São Paulo" (1981-1987), entre outras. 



Foto: "Sofá-inflável", Florianópolis, 2004 – Coleção Livro de Artista / divulgação


As obras foram distribuídas em nove núcleos temáticos, mapeados conforme as práticas artísticas veiculadas nas últimas décadas: arte postal, arte sonora, escritos de artista, ensaios gráficos, exposição portátil, poesia visual, revista-montagem, revistas de uma página e zines. Essas categorias cumprem um caráter didático, com o propósito de destacar a diversidade e as características das publicações.

Uma das categorias mais curiosas da exposição é a revista de uma página, nome que deriva de uma publicação em inglês, one page magazine, que serviu de título para uma exposição realizada no Cabinet du Livre d’Artiste em Rennes, na França. Essa exposição reuniu outras publicações com essa característica, sendo que a revista de artista Comunicarte foi a única publicação brasileira incluída na mostra. 

Ao visitar a exposição “Pequenas Utopias – Revistas de Artista no Brasil”, o público terá a oportunidade de explorar um universo de revistas alternativas que não imaginava existir, já que muitas das publicações são pouco conhecidas fora do círculo especializado.


Serviço
Exposição: “Pequenas Utopias – Revistas de Artista no Brasil”.
CAIXA Cultural (Praça da Sé, 111 - Centro - São Paulo/SP).
Até dia 31 de março de 2024.
Visitação de terça a Sábado, das 10h00 às 18h00. Domingo, das 9h00 às 17h00.
Classificação indicativa: livre para todos os públicos.
Entrada franca.
Acesso para pessoas com deficiência.
Patrocínio: CAIXA e Governo Federal. 

sábado, 17 de fevereiro de 2024

.: Grátis: Museu da Língua Portuguesa lança catálogo da exposição "Nhe’ẽ Porã"


Publicação foi distribuída em primeira mão na abertura da itinerância da mostra no Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém do Pará. Versão do material também pode ser baixada em pdf.


O Museu da Língua Portuguesa, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, lançou o catálogo da exposição "Nhe’ẽ Porã: memória e Transformação". A publicação impressa sobre a mostra foi distribuída em primeira mão no Museu Paraense Emílio Goeldi, onde uma versão itinerante da exposição ficará em cartaz até 28 de julho. O material, em formato PDF, também pode ser encontrado e baixado gratuitamente neste link

A exposição itinerante "Nhe’ẽ Porã: memória e Transformação" conta com articulação e patrocínio máster do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura - Lei Rouanet.  Além de imagens de obras de artistas como Tamikuã Txihi, Glicéria Tupinambá, Denilson Baniwa e Paula Desana, e de mapas produzidos exclusivamente para o projeto, o catálogo contém textos da curadora da exposição, a artista indígena e mestre em Direitos Humanos Daiara Tukano, e também nas línguas tupi-antigo, xavante, yanomami, dahseaye e mbya.   

Quem quiser saber mais sobre a exposição, outra dica é conhecer a versão on-line da mostra que esteve em São Paulo entre outubro de 2022 e abril de 2023, atraindo mais de 189 mil visitantes. O acesso ocorre por meio da exposição virtual https://nheepora.mlp.org.br.

 "Nhe’ẽ Porã: memória e Transformação" propõe um mergulho na história, memória e realidade atual das línguas dos povos indígenas do Brasil, através de objetos etnográficos, arqueológicos, instalações audiovisuais e obras de arte. A exposição busca mostrar outros pontos de vista sobre os territórios materiais e imateriais, histórias, memórias e identidades desses povos, trazendo à tona suas trajetórias de luta e resistência, assim como os cantos e encantos de suas culturas. Daiara Tukano assina a curadoria, e a antropóloga Majoí Gongora é a cocuradora.  

Patrocinadores e parceiros
A mostra itinerante  "Nhe’ẽ Porã: memória e Transformação" conta com articulação e patrocínio máster do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet e é correalizada pelo Museu Paraense Emílio Goeldi, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. O projeto tem cooperação da UNESCO no contexto da Década Internacional das Línguas Indígenas (2022-2032) e parceria do Instituto Socioambiental, Museu de Arqueologia e Etnologia da USP e Museu do Índio da FUNAI. A realização é do Museu da Língua Portuguesa, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, do Ministério da Cultura e do Governo Federal.  

Serviço
Catálogo da exposição "Nhe’ẽ Porã: memória e Transformação"
Disponível e baixado gratuitamente neste link

Exposição itinerante "Nhe’ẽ Porã: Memória e Transformação" – Belém (PA) 
Museu Paraense Emílio Goeldi - Centro de Exposições Eduardo Galvão.  
Av. Magalhães Barata, 376 - São Braz - Belém (PA).  
Até dia 28 de julho de 2024.
De quarta a domingo, inclusive feriados.  
Até maio - das 9h às 14h, com bilheteria até 13h.  
Depois de junho – 9h às 16h, com bilheteria até 15h.  
R$ 3,00 (inteira) e R$ 1,50 (meia) e gratuidades garantidas por Lei.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

.: "Ocupação Hulda Bittencourt - Uma História com a Dança" segue em cartaz


A Oficina Cultural Oswald de Andrade recebe em poucos dias a exposição "Ocupação Hulda Bittencourt - Uma História com a Dança" em celebração ao aniversário de São Paulo. A exposição é uma homenagem à saudosa bailarina Hulda Bittencourt, nascida em Santa Cruz do Rio Pardo, que dedicou sua vida à dança e à cidade de São Paulo, que a acolheu calorosamente.

A mostra, que acontece no histórico espaço da Oficina Cultural Oswald de Andrade, é composta por preciosos arquivos do acervo pessoal da família da fundadora da renomada escola e companhia Cisne Negro Cia de Dança. Os visitantes terão a oportunidade de explorar uma coleção única, incluindo fotografias raras e vídeos de entrevistas com a própria dama da dança brasileira. 

Os curadores da exposição são Dany Bittencourt, filha de Hulda Bittencourt e atual diretora artística da Cisne Negro Cia de Dança e  o produtor cultural, Marco Prado. Juntos, eles guiam os visitantes por uma jornada através da vida e legado desta figura marcante da dança brasileira. A exposição também promete marcar o início de celebrações dos 47 anos da Cisne Negro Cia de Dança, trajetória que assim como a da fundadora, se mescla de amor e serviço ao cenário artístico.  Hulda Bittencourt fez história no Brasil e no exterior, recebendo em 2019 o título de “Fellowship of The Royal Academy of Dance”, umas das mais importantes honrarias concedidas pela instituição britânica à pessoas que trabalharam em prol do desenvolvimento da dança por meio do método da Royal Academy of Dance. No Brasil, Hulda Bittencourt recebeu durante o Governo de José Serra como Governador a medalha de honra ao mérito de personalidade artística.  

Encontro entre Dança e Literatura - Dany Bittencourt compartilha sua emoção sobre a exposição, destacando o significado especial de ocorrer na Oficina Cultural Oswald de Andrade.  "A exposição possui um grande significado, pois acontece em um espaço público que foi a casa de Oswald de Andrade, personalidade tão importante para a literatura brasileira, e agora o sentimento é de que Oswald está recebendo nossa querida Hulda em sua casa." Recentemente, Hulda Bittencourt foi a homenageada no Festival de Dança de Joinville  com uma linda exposição, que serviu de inspiração para a  "Ocupação Hulda Bittencourt". “A Hulda Bittencourt era uma pessoa vibrante, com muito amor a Cisne Negro e a dança em geral. Ter a oportunidade de espalhar esse legado na cidade que ela adotou como lar é extremamente gratificante ", acrescenta Marco Prado. 

A exposição estará aberta ao público até dia 2 de março, com entrada gratuita.  Além da exposição, os visitantes também poderão participar de atividades especiais de acordo  com a agenda a ser divulgada nos próximos dias. 


Sobre a Cisne Negro Cia de Dança
Fundada por Hulda Bittencourt, que atuou como  diretora artística por 44 anos (in memoriam) e atualmente sob a direção artística de Dany Bittencourt, é considerada uma das melhores companhias contemporâneas do país, sucesso de crítica e mídia, com 46 anos de existência olhando para o futuro, sempre pronta para levar a sua inovadora dança aos quatro cantos do planeta, acreditando que a cultura é uma ferramenta de transformação social, alimento de esperança e sonhos de muitas pessoas. 

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

.: Museu da Língua Portuguesa apresenta a instalação "Karaokê Infinito"


Instalação ocupa o centro do Saguão B e permite que o público cante e brinque com músicas do cancioneiro brasileiro gratuitamente. Foto: José Mota


O Museu da Língua Portuguesa, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, apresenta o "Karaokê Infinito", que ocupa o Saguão B. Em diálogo com a exposição temporária "Essa Nossa Canção", a instalação permite que o público cante e brinque com músicas do cancioneiro brasileiro, de terça a sábado, das 10h às 17h. Não precisa pagar nada: é só chegar, pegar o microfone e soltar a voz.  

No Museu, o "Karaokê Infinito" está montado em um ambiente lúdico, luminoso e colorido, onde o público pode cantar e se divertir com músicas famosas e populares do país, e ainda fazer fotos para as redes sociais. O 'Karaokê Infinito" é uma criação da artista visual gaúcha Manuela Eichner, cujos trabalhos buscam ocupar e transformar os espaços de arte por meio de práticas imersivas, ultrapassando os limites dos suportes e promovendo uma experiência coletiva. Ao longo de sua trajetória, ela já participou de programas artísticos em diversas cidades, como o Arte Pará em Belém, o ZK/U em Berlim e o AnnexB em Nova Iorque. 

A instalação dialoga com a exposição temporária Essa nossa canção, que aborda a diversidade da língua portuguesa falada no Brasil através de músicas de diversos gêneros, como piseiro, funk, axé music, forró, samba e bossa nova, entre outros, de artistas que vão de Lia de Itamaracá a MC Marcelly e Mano Brown, em experiências imersivas e audiovisuais. No Karaokê Infinito, inclusive, muitas das faixas presentes na mostra, como Garota de Ipanema (Tom Jobim/Vinicius de Moraes) e Flor e o Beija-Flor (Marília Mendonça/Juliano Tchula), podem ser escolhidas para serem cantadas.  

Com curadoria de Hermano Vianna e Carlos Nader, consultoria de José Miguel Wisnik e curadoria especial de Isa Grinspum Ferraz, "Essa Nossa Canção" conta com o patrocínio máster da CCR, patrocínio do Grupo Globo, e com o apoio do BNY Mellon e do Itaú Unibanco - todos por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A exposição ficará em cartaz até o fim de março.  


Sobre o Museu da Língua Portuguesa 
Localizado na Estação da Luz, o Museu da Língua Portuguesa tem como tema o patrimônio imaterial que é a língua portuguesa e faz uso da tecnologia e de suportes interativos para construir e apresentar seu acervo. O público é convidado para uma viagem sensorial e subjetiva, apresentando a língua como uma manifestação cultural viva, rica, diversa e em constante construção.  

O Museu da Língua Portuguesa é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo de Estado de São Paulo, concebido e implantado em parceria com a Fundação Roberto Marinho. O IDBrasil Cultura, Esporte e Educação é a Organização Social de Cultura responsável pela sua gestão.  

Patrocínios e parcerias
A Temporada 2024 conta com patrocínio da CCR, do Instituto Cultural Vale e da John Deere Brasil; com apoio do Itaú Unibanco, e do Grupo Ultra. Conta ainda com as empresas parceiras: Instituto Votorantim, Epson, Machado Meyer, Verde Asset Management e Paramount Têxteis. Revista Piauí, Guia da Semana, Dinamize e JCDecaux são seus parceiros de mídia. A EDP é patrocinadora máster da reconstrução do Museu. A reconstrução do Museu e a Temporada 2024 são uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet. 



Serviço 

Instalação "Karaokê Infinito". Desde 3 de fevereiro, de terça a sábado, das 10h00 às 17h00. No Saguão B do Museu da Língua Portuguesa. Grátis.

Mostra temporária "Essa Nossa Canção". De terça a domingo, das 9h00 às 16h30 (com permanência até as 18h00), No dia 14 de fevereiro (Quarta-Feira de Cinzas), das 12h00 às 16h30 (com permanência até as 18h00). R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (meia). Grátis para crianças até sete anos. Grátis aos sábados. Acesso pelo Portão A. Venda de ingressos na bilheteria e pela internet: https://bileto.sympla.com.br/event/68203.  

Museu da Língua Portuguesa. Praça da Língua, s/nº - Luz / São Paulo.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

.: "Chora Agora" discute negritude, autoestima, racismo e violência


O Complexo Cultural Funarte SP recebe a exposição "Chora Agora". Organizada pelo coletivo Vilanismo, a mostra é formada por 12 artistas pretos, discutindo negritude, autoestima da juventude, racismo, violência, entre outros temas. De acordo com a produção da mostra, o coletivo Vilanismo se destaca como um lugar de encontro, afeto, criação e fruição de arte preta, onde a ideia é somar através da diversidade que é ser preto, além de buscar conhecimento através de diferentes perspectivas.  

“Na arte contemporânea brasileira, artistas pretos vêm se unindo, pensando cada vez mais de forma coletiva, efetiva e criando estratégias de sobrevivência e resistência em meio a um campo político historicamente embranquecido. Persistir fazendo arte e conscientizando através de poéticas, tendo na cultura espaços para que possamos nos abraçar, ouvir e dialogar com quem realmente precisa falar e se mostrar no mundão, possibilita crescimento mútuo, oportunidades de vida, esperança entre os nossos”, destaca a produção. 


Serviço
Exposição "Chora Agora". Até dia 12 de fevereiro. Segundas, quartas-feiras e sábados, das 11h às 19h. Complexo Cultural Funarte SP. Entrada gratuita. Classificação: dez anos. Acessibilidade: rampas de acesso para as salas de espetáculos, galerias e banheiros acessíveis. Estacionamento: não possui. Acessibilidade: rampas de acesso para a sala de espetáculos e banheiro acessível. Estacionamento: não possui. http://funarte.gov.br.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

.: Galeria Gare participa do terceiro e último ciclo da Nano Art Hub


Luciana Arantes, Galeria Gare, Nano Art Hub - III ciclo

A Galeria Gare participa do terceiro e último ciclo da 1ª edição da Nano Art Hub, feira de arte que segue em cartaz até o dia 4 de fevereiro, no piso térreo do Shopping Lar Center, com uma exposição inédita assinada pelo curador e arquiteto Antônio Gama. 

Resultado de inúmeros encontros em laboratórios e oficinas de arte impressa como a Folhetaria do Centro Cultural São Paulo e feiras de arte gráfica que acontecem em diferentes regiões do Brasil, a mostra apresenta ao público obras introspectivas, contemplativas, ritualísticas, incluindo arte underground, visceral, provocativa, com poucos filtros ou sem nenhum, em diversos formatos como arte impressa, pixo, colagem, stencil e bordado. Participam da mostra dez artistas: Danilo Cunha, Gabriel Leão, GamaH., Iaco, Leandersson, Luanna Jimenes, Luciana Arantes, Majori Magê, Fow e Rodrigo Taguchi.

Serviço
1ª edição - Nano Art Hub. Período expositivo: até 4 de fevereiro. Funcionamento: quarta a sábado, das 12h00 às 21h00. Domingos e feriados, das 14h00 às 19h00. Fechado às segundas e terças-feiras.Shopping Lar Center | Av. Otto Baumgart, n° 500 - Vila Guilherme - piso térreo - São Paulo. Entrada gratuita.

terça-feira, 2 de janeiro de 2024

.: "Essa Nossa Canção" relaciona a língua com a música brasileira


Em instalações audiovisuais e imersivas, mostra, em cartaz até março, revela a diversidade da língua portuguesa falada no Brasil por meio de faixas como Diário de um detento, Garota de Ipanema e Flor e o beija-flor.

Letras de músicas brasileiras dos mais diversos ritmos, como rock, pop, bossa nova, piseiro, forró e samba, ajudam a revelar a variedade da língua portuguesa falada nas diversas regiões do país. É justamente isso que a exposição "Essa Nossa Canção" procura destacar. Em cartaz até março no Museu da Língua Portuguesa, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, a mostra tem curadoria de Hermano Vianna e Carlos Nader, consultoria de José Miguel Wisnik e curadoria especial de Isa Grinspum Ferraz.  

Assim que entra no elevador do Museu, o visitante já é surpreendido com a primeira experiência de Essa nossa canção: uma intervenção sonora criada pelo produtor cultural Alê Siqueira a partir de vocalizes de músicas nacionais. Cantos como “Ôôôôô”, “Ilariê”, “Aê-aê-aê” foram editados para formar uma única canção sem aquilo que convencionalmente se entende por palavra.   

Se no elevador já dá vontade de tentar descobrir quais as canções selecionadas, a ansiedade aumenta na primeira sala da exposição. No espaço "Palavras Cantadas", o mesmo artista reuniu trechos de 54 canções, desta vez versos de faixas conhecidas nas vozes de Rita Lee, Roberto Carlos, Adoniran Barbosa e MC Marcelly, entre outros, criando um ambiente sonoro imersivo.  

Em seguida, na sala Recados da Língua, famosas músicas brasileiras ganham, finalmente, corpo. Artistas como Juçara Marçal, Felipe Araújo, Teresa Cristina, Zahy Tentehar, Tom Zé, Johnny Hooker e outros cantam, em vídeos dirigidos por Daniel Augusto, faixas como "Pelo Telefone" (Donga), "Tristeza do Jeca" (Angelino de Oliveira), "Sinal Fechado" (Paulinho da Viola) e "Garota de Ipanema" (Vinicius de Moraes e Tom Jobim). Vale prestar atenção na performance de slammers em "Construção" (Chico Buarque) e de fãs de Racionais MC’s no rap "Diário de Um Detento".

“Não se trata das melhores canções que o Brasil já produziu. Foram escolhidas por outro motivo: todas aparecem aqui por serem exemplos reveladores de determinadas relações entre canções e língua em território brasileiro. Do uso de frases bem coloquiais até o debate que questiona se o rap anuncia o ‘fim da canção’”, afirmam os curadores. 

Na terceira parte da exposição, que ganhou o nome de "Nossa Vida em Canções", o público tem acesso a duas salas de cinema. Em uma delas, é exibido o premiado documentário "As Canções", de Eduardo Coutinho, no qual ele conversa com desconhecidos sobre as músicas que marcaram suas vidas de alguma forma. Na outra, os cineastas Sérgio Mekler e Quito Ribeiro reuniram vídeos do YouTube de pessoas comuns soltando a voz - canções de Valesca Popozuda, Toquinho e Roberto Carlos podem ser ouvidas. 

Vale também prestar atenção na linha do tempo "Do Cilindro à Nuvem", na qual aparelhos e objetos utilizados para a gravação e reprodução de canções desde o fim do século 19 são exibidos. Há gramofone, rádio, vitrola, televisão de tubo, walkman

A mostra chega ao fim com cópias dos manuscritos de composições de nomes como Xis, Marília Mendonça, Chiquinha Gonzaga e Xênia França, entre outros, na sala Uma Caneta e um Violão. O curioso é observar que palavras ou frases inteiras os compositores resolveram tirar antes de finalizarem e, enfim, gravarem as canções. Será que essas músicas seriam um sucesso caso essas substituições não fossem feitas? Fica a pergunta no ar.  Essa nossa canção conta com o patrocínio máster da CCR, patrocínio do Grupo Globo, e com o apoio do BNY Mellon e do Itaú Unibanco – todos por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.   


Sobre o Museu da Língua Portuguesa
Museu da Língua Portuguesa é uma realização do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, e do Ministério da Cultura, concebido e implantado em parceria com a Fundação Roberto Marinho. O IDBrasil Cultura, Esporte e Educação é a Organização Social de Cultura responsável pela sua gestão. Mostra temporária Essa nossa canção Mostra temporária Essa nossa canção Mostra temporária Essa nossa canção


Serviço
Mostra temporária "Essa Nossa Canção". De terça a domingo, das 9h às 16h30 (com permanência até as 18h). R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (meia-entrada). Grátis para crianças com até sete anos. Grátis aos sábados. Acesso pelo Portão A. Venda de ingressos na bilheteria e pela internet: https://bileto.sympla.com.br/event/68203.

sábado, 30 de dezembro de 2023

.: Exposição “Araetá - A Literatura dos Povos Originários”, no Sesc Ipiranga


Com curadoria de Ademario Ribeiro Payayá, Kaká Werá Jecupé e Selma Caetano, a exposição “Araetá - A Literatura dos Povos Originários” teve a sua abertura em agosto e segue até março de 2024, ocupando diferentes espaços do Sesc  Ipiranga, promovendo visibilidade a cosmovisões de 50 povos, prestando tributo ao escritor e xamã Davi Kopenawa e destacando os escritores Ailton Krenak, Daniel Munduruku e Eliane Potiguara

Até março de 2024 serão realizadas diversas atividades ligadas às temáticas da exposição, em atrações que vão de apresentações teatrais, de dança, além de oficinas e contações de história. A programação (https://www.sescsp.org.br/projetos/araeta-a-literatura-dos-povos-originarios/)  já começa em janeiro de 2024, com a peça “Contra Xawara – Deus das Doenças ou Troca Injusta” - mais sobre o espetáculo neste link, com direção, dramaturgia e atuação de Juão Nyn, que retrata crítica aos povos colonizadores bem como à marginalização dos indígenas nas sociedades atuais. Será possível conferir o espetáculo a partir de 5 de janeiro, sempre nas sextas-feiras, às 21h, e sábados e domingos às 18h30.

A dança também marca presença na programação de "Araetá" com vivência comandada pelo Grupo de Artes Dyroá Bayá, que em 20 de janeiro promoverá, entre 16h e 17h, partilha das danças tradicionais mais usadas nas principais festas dentro das aldeias ou em comunidades. Contações de histórias serão realizadas por educadores e grupos indígenas, assim como oficinas que abordam pintura, observação e conhecimento da flora.

Em sua concepção, a mostra apresenta ao público um expressivo recorte da produção literária de autoria indígena por meio de publicações de escritores e escritoras (que representam mais de 50 povos originários), reúne ilustrações, fotografias, artesanias e objetos artísticos e cataloga mais de 334 títulos publicados por 105 diferentes editoras do país. Um dos espaços criativos da exposição é a Casa dos Saberes, dedicada a Kopenawa, onde é proposta aos visitantes uma experiência sensorial e estética com a arte que inspira a literatura produzida por diversos povos indígenas no Brasil.

Desde a sua abertura “Araetá” já atraiu 44 mil visitantes, sendo 2.000 estudantes de Ensino Infantil, Fundamental I, Fundamental II, Ensino Médio e EJA, que chegaram ao Sesc Ipiranga mediante agendamento escolar.  Realizada em parceria do Sesc com o Ministério da Cultura e o Instituto Cultural Vale, a exposição permanece em cartaz até 17 de março de 2024. Confira abaixo programação ligada à exposição para o início de 2024.


Serviço
"Araetá - A Literatura dos Povos Originários". Visitação: até 17 de março de 2024; terças a sextas, das 9h às 21h30; sábados, das 10h às 21h30; domingos e feriados, das 10h às 18h30. Sesc Ipiranga: Rua Bom Pastor, 822, São Paulo. Telefone: (11) 3340-2000. Site: https://www.sescsp.org.br/unidades/ipiranga. Programação completa: https://www.sescsp.org.br/projetos/araeta-a-literatura-dos-povos-originarios/. Instagram: @sescipiranga.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

.: Exposição "Terzo Paradiso" celebra os 90 anos de Michelangelo Pistoletto


Exposição acompanha calendário mundial de homenagens ao artista fundamental do movimento italiano Arte Povera e fica em cartaz até dia 3 de março em Higienópolis. A entrada é gratuita. Foto: Lorenzo Fiaschi.


O Instituto Artium de Cultura recebe a exposição "Terzo Paradiso" - uma seleção especial de obras do grande artista italiano Michelangelo Pistoletto. A mostra é parte de uma série de exposições do artista em curso pelo mundo, em celebração aos seus 90 anos de idade, que ocorrem em Paris (Palais d’Iéna), Abu Dhabi (Louvre Abu Dhabi) e Turim (Castello di Rivoli). A exposição é gratuita e fica em cartaz até 03 de março no palacete histórico do Artium em Higienópolis, São Paulo.

Maior expoente do movimento artístico Arte Povera há quase 20 anos, o trabalho de Michelangelo Pistoletto é dedicado ao que chamou de Terceiro Paraíso - uma reconfiguração do símbolo do infinito que dá nome à mostra. Nas extremidades, a natureza e o artificial, no centro, a inserção de um círculo que simboliza abertura, criação, uma proposta de práticas para uma transformação responsável da sociedade. Emblemática desse recorte, o símbolo "Terzo Paradiso" estará na exposição especialmente pensado para ser integrado à cultura brasileira com coloridas fitinhas do Senhor do Bonfim.

Esta montagem reúne também obras de outros momentos, como a "Metamorfosi" - uma obra de Pistoletto criada em 1976, composta por espelho e trapos. A obra apresenta uma demarcação entre dois grupos distintos de trapos, um branco monocromático à esquerda e outro policromado à direita. Os trapos e espelhos, que se destacam entre as ferramentas visuais do artista, são aqui protagonistas de uma série de confrontos conceituais.

Quatro obras da série "Color and Light", iniciada em 2014, também estão contempladas neste recorte e abordam temas que atravessam toda a obra do artista - desde sua formação e primeiras pinturas, até uma prática conceitual aprimorada durante décadas de sua carreira artística. “É uma obra de espelhos quebrados, mas de forma ordenada. Há um espelho com todos os desenhos das quebras, e cada imagem é uma peça do quebra-cabeça. Portanto, o grande espelho se quebra e cada peça ganha sua individualidade. É assim que se torna uma obra de arte. Mas não é só o gesto da ruptura e a figura que ela cria no espelho. A forma desta figura produz muitos espelhos individuais. Poderiam estar no jogo da sociedade, onde cada pessoa é um pedaço do espelho, assim como cada pessoa é um pedaço da sociedade. A sociedade é como um grande espelho”, comentou Pistoletto especificamente sobre a série.

"'Terzo Paradiso' é uma celebração ao legado de Pistoletto, enraizado na inovação e na conexão humana. A exposição convida o espectador a participar ativamente na evolução da arte e da sociedade. Pistoletto cria uma espécie de guia em direção a um futuro onde a criatividade, a colaboração e a consciência se encontram e redefinem a própria essência da arte", comenta Graziela Martine, uma das diretoras de artes visuais do Instituto Artium. A exposição conta com apoio da Galleria Continua e terá ações e oficinas educativas gratuitas direcionadas aos públicos de todas as idades. 

Sobre o artista
Michelangelo Pistoletto nasceu em Biella (Itália), em 1933. Em 1962, ele criou suas primeiras Pinturas com Espelho, com as quais rapidamente alcançou reconhecimento internacional. Ele é considerado um dos precursores e protagonistas da Arte Povera, com seus Minus Objects (1965-1966) e a Vênus dos Trapos (1967), esta última destruída por um incêndio criminoso em Nápoles em julho deste ano.

A partir de 1967, realizou ações fora dos espaços de exposição tradicionais, que foram as primeiras manifestações da “colaboração criativa” que ele desenvolveria nas décadas seguintes, reunindo artistas de diferentes disciplinas e setores cada vez mais amplos da sociedade. Na década de 1990, ele fundou a Cittadellarte, em Biella, colocando a arte em relação com as diferentes esferas do tecido social para inspirar e promover uma transformação responsável da sociedade.

Ele recebeu inúmeros prêmios internacionais, incluindo o Leão de Ouro, pela Trajetória de Vida, da Bienal de Veneza, em 2003, e o Prêmio da Fundação Wolf em Artes, pela carreira consistentemente criativa como artista, educador e ativista, em 2007. Em 2013, o Museu do Louvre, em Paris, sediou sua exposição individual Michelangelo Pistoletto, Année 1 – Le paradis sur terre. No mesmo ano, ele recebeu o Praemium Imperiale de pintura em Tóquio. Em 2022, seu último livro, La Formula della Creazione (A Fórmula da Criação), foi publicado pela Cittadellarte Edizioni. Suas obras podem ser encontradas em todos os principais museus de arte contemporânea.


Sobre o Instituto Artium
O Instituto Artium ocupa um palacete centenário na Rua Piauí, no bairro Higienópolis, tombado pelo Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo) e reconhecido como patrimônio histórico. Construído para ser a residência do primeiro cônsul da Suécia em São Paulo, em 1921, o casarão passou por duas das grandes famílias paulistas de barões do café e foi propriedade do Império do Japão por 67 anos (de 1940 a 2007). A residência foi fechada durante a Segunda Guerra Mundial e, em 1970, como testemunho da história do Brasil de então, o cônsul-geral do Japão foi sequestrado quando chegava ao local.

Degradado desde 1980, o espaço foi assumido pelo Instituto Artium em 2019 e passou por um minucioso trabalho de restauro, revitalizando jardins e recuperando elementos ornamentais e decorativos da arquitetura da época de sua construção. A entidade cultural sem fins lucrativos cumpre atualmente um plano de atividades que reúne projetos nas áreas da preservação de patrimônio imaterial, preservação de patrimônio material, artes visuais e artes cênicas.


Sobre a Galleria Continua
A Galleria Continua foi fundada em 1990 com a intenção de dar continuidade à arte contemporânea numa paisagem rica em signos da arte antiga. Ocupando um antigo cinema, a Galleria Continua estabeleceu-se e prosperou na cidade de San Gimignano. Em 2004, a Galleria Continua iniciou uma nova aventura em Pequim, na China, mostrando artistas ocidentais contemporâneos numa área onde ainda são pouco vistos. Três anos depois, em 2007, a Galleria Continua inaugurou no Les Moulins, no interior parisiense. Em 2015, iniciou operações em Havana, Cuba, dedicada a projetos culturais que visam superar todas as fronteiras. Em 2020, foram inaugurados dois novos espaços: em Roma e em São Paulo, situado dentro do complexo esportivo do Pacaembu e atualmente, por conta das obras do estádio, o escritório da galeria se encontra na Travessa Dona Paula, 29, sob direção de Akio Aoki. No início de 2021 foi inaugurado um novo espaço em Paris, e outro dentro do hotel mais icônico do mundo, o Burj Al Arab Jumeirah, em Dubai.


Serviço
Exposição "Terzo Paradiso" - Michelangelo Pistoletto. Instituto Artium de Cultura. Rua Piauí, 874 - Higienópolis/São Paulo. Período expositivo: até dia 3 de março de 2024. Horário de funcionamento: quarta a sexta de 12h às 18h. Sábados e domingos: 10h às 18h. Segundas e terças-feiras: fechado. Entrada gratuita.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

.: "Chaves: a Exposição": maior exposição já feita sobre Chaves chega a São Paulo


Reprodução da vila do Chaves na exposição do MIS Experience. Foto: divulgação / MIS Experience

Em homenagem aos 40 anos de estreia de um dos seriados de TV mais queridos do Brasil - e de toda a América Latina -, a capital paulista recebe, a partir de 5 de janeiro, "Chaves: a Exposição". A maior mostra sobre Chaves já realizada no mundo acontecerá no MIS Experience, e irá celebrar as quatro décadas de exibição do icônico programa de TV no Brasil, com a reconstrução de mais de 20 cenários emblemáticos que fizeram parte da vida de milhões de espectadores.

Além de transportar os visitantes para dentro das séries Chaves e do herói "Chapolin Colorado", a exposição - inédita no mundo - vai reunir um acervo exclusivo de figurinos, itens e roteiros originais trazidos do México exclusivamente para a mostra em São Paulo. A vida e obra de seu criador, o escritor Roberto Gómez Bolaños, conhecido como Chespirito, também será contemplada. 

Já os cenários serão detalhadamente recriados para oferecer uma experiência única. Será possível "entrar em cena" na tradicional Vila do Chaves, Casa do Seu Madruga, no segundo Pátio da Vila e conhecer, até mesmo, alguns locais do seriado que estavam somente no imaginário do próprio personagem, como a "Sala da Bruxa do 71", entre outros cenários famosos da série.

Os ingressos para "Chaves: a Exposição" já estão à venda no site www.expochaves.com.br, por R$ 40,00 (R$ 20,00 a meia), de quarta a sexta; e R$ 60,00 (R$ 30,00 a meia-entrada) aos sábados, domingos e feriados.  Às terças-feiras, a entrada é gratuita – o ingresso deve ser retirado, exclusivamente, na bilheteria física do MIS Experience, no dia da visita (sujeito a lotação).

“Chaves: a Exposição” é uma realização do Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, MIS Experience, Chespirito, Boldly e Deeplab Project, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A mostra conta com patrocínio das empresas Facchini, TCP, Adami e Safeeds, apoio de mídia Uol, Fórum Chaves e Omelete e apoio cultural do consulado do México e Hospital Pequeno Principe. O MIS Experience tem patrocínio institucional da B3 e John Deere e apoio institucional da Vivo. O apoio de mídia é da TV Cultura, JCDecaux e Folha de S.Paulo. O apoio operacional é da Telium, Kaspersky, Pestana Hotel Group, Quality Faria Lima e Hilton Garden Inn São Paulo Rebouças.

Serviço
Exposição “Chaves: A Exposição”. Abertura: 5 de janeiro de 2024. Local: MIS Experience. Rua Cenno Sbrighi, 250, Água Branca/São Paulo. Classificação indicativa: livre. Horários: terças a sextas, domingos e feriados, das 10h às 20h (permanência até 21h); sábados, das 10h às 21h (permanência até 22h). Ingressos: R$ 40,00 (R$ 20,00 a meia) de quartas às sextas; R$60,00 (R$ 30,00 a meia) aos sábados, domingos e feriados. Vendas no site www.expochaves.com.br e na bilheteria do MIS Experience. Entrada gratuita às terças-feiras (retirada apenas na bilheteria física).


domingo, 24 de dezembro de 2023

.: Sucesso: exposição "Terror no Cinema" é prorrogada até 31 de janeiro no MIS


Pôsteres, documentos, fotografias, materiais promocionais de filmes, além de figurinos e adereços usados em cena são destaque na 
exposição "Terror no Cinema", em cartaz no MIS

A exposição “Terror no Cinema”, sucesso de público no MIS - Museu da Imagem e do Som de São Paulo, foi prorrogada até dia 31 de janeiro. A mostra estreou em 31 de outubro e já levou mais de 20 mil visitantes. Nela, o público é transportado ao universo de clássicos do terror, numa experiência sensorial e imersiva, e também pode conferir itens exclusivos de acervos parceiros do museu, o que inclui pôsteres, documentos, fotografias, materiais promocionais de filmes, além de figurinos e adereços usados em cena.

Entre os destaques, estão a máscara utilizada na franquia “Pânico”, da Paramount Pictures, figurinos e a navalha de "Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet" (2007), o vestido da Samara, de "O Chamado 3" (2017), e documentos de produção com anotações de William Friedkin, diretor de "O Exorcista" (1973). O valor da entrada continua R$ 30,00 (R$ 15,00 a meia-entrada), e a compra pode ser feita tanto na bilheteria física do MIS como pela plataforma INTI - link de vendas no perfil do Museu. Às terças, a entrada é gratuita - retirada de ingresso apenas na bilheteria do MIS, no dia da visita (sujeito a lotação).

“Terror no Cinema” é uma realização do Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, e Museu da Imagem e do Som, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O MIS tem como mantenedora a empresa B3 e tem o apoio institucional das empresas Kapitalo Investimentos, Vivo, Grupo Travelex Confidence, Grupo Veneza, John Deere, TozziniFreire Advogados, Siemens e Lenovo. O apoio Cultural é da Cinemateca Brasileira e Sociedade de Amigos da Cinemateca, Cinémathèque de Toulouse e Infravermelho Filmes e Hopi Hari. O apoio de mídia é da Omelete, Folha de S.Paulo, JCDecaux e KISS FM. O apoio operacional é da Telium, Kaspersky, Pestana Hotel Group, Cabana Burguer, Vitória Régia, Arte do Crepe, KIRO e N2.


Serviço
Exposição “Terror no Cinema”. Local: Museu da Imagem e do Som (MIS). Avenida Europa, 158 - Jardim Europa/São Paulo. Classificação indicativa: 16 anos. Horários: terças a sextas, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 18h (permanência até 1h após o último horário). Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia), disponíveis na bilheteria física do MIS ou pela plataforma INTI. Entrada gratuita às terças-feiras (retirada apenas na bilheteria física).


domingo, 17 de dezembro de 2023

.: Acervo do fotojornalista Orlando Brito chega ao Instituto Moreira Salles


O acervo é composto por cerca de 400 mil imagens do fotojornalista, (1950-2022), consagrado pelos registros da história política brasileira, além de documentos, equipamentos fotográficos e publicações. Na imagem, um soldado monta guarda no Congresso depois do AI-5. Brasília,1968. Coleção Orlando Brito / Acervo IMS


Com suas lentes, o fotojornalista Orlando Brito (1950-2022) captou, como poucos, os bastidores do poder em Brasília. Em suas imagens, registrou de perto a rotina dos governantes, do período da ditadura militar até a Nova República. Em seis décadas de produção ininterrupta, documentou ainda o universo da cultura e do esporte no Brasil e viajou para mais de 60 países para coberturas jornalísticas.

Reunido ao longo de sua ampla trajetória, o acervo fotográfico de Brito acaba de chegar ao Instituto Moreira Salles. O conjunto é composto por mais de 400 mil fotografias, distribuídas em diferentes suportes, além de equipamentos fotográficos, documentação pessoal e profissional, premiações e publicações.

Brito nasceu em 1950 em Janaúba, Minas Gerais. Em 1957, mudou-se com sua família para Brasília, onde, aos 14 anos, começou a trabalhar no laboratório fotográfico do jornal Última Hora. Em 1968, transferiu-se para O Globo, onde consolidou sua trajetória no fotojornalismo. Trabalhou ainda na revista Veja, no Jornal do Brasil e na revista Caras. Em 1999, fundou sua própria agência de notícias, a ObritoNews, sediada em Brasília, que manteve ativa até seu falecimento. Ganhou o prêmio World Press Photo em 1979 e recebeu ainda 11 prêmios Abril. Ao longo de sua carreira, também publicou diversos livros, entre eles, Senhoras e senhores (1992) e Poder, glória e solidão (2002).

Em seu trabalho cotidiano, acompanhou a rotina de inúmeros presidentes, de Castello Branco a Jair Bolsonaro, sempre em busca dos bastidores do poder e driblando o cerceamento à liberdade de expressão. Entre as imagens emblemáticas que produziu, estão a do fechamento do Congresso Nacional, em 1977, o registro de João Figueiredo, Delfim Netto, Newton Cruz e Golbery do Couto e Silva se preparando para uma reunião, além do famoso retrato de Ulysses Guimarães na rampa do Congresso, feito, por coincidência, dias antes do falecimento do político, em 1992.

O fotógrafo também documentou edições da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos. Clicou ainda manifestações, incluindo o palanque das Diretas Já, além de festas populares e religiosas. Também viajou diversas vezes ao Território Indígena do Xingu, onde registrou a cerimônia do Quarup.

Com a chegada ao IMS, as imagens do fotógrafo serão preservadas, digitalizadas e divulgadas. Seu acervo também se soma ao de outros fotojornalistas essenciais para a história do país, cujas obras estão sob a guarda do IMS, como José Medeiros, Evandro Teixeira e Januário Garcia.

O trabalho de Brito pode ser visto ainda no site Testemunha Ocular, dedicado ao fotojornalismo, lançado pelo IMS em 2022. Durante a idealização do site, Brito inclusive colaborou com o projeto, indicando diversos nomes do fotojornalismo brasileiro que passaram a integrar a plataforma.

Sobre o acervo de fotografia do IMS
O Instituto Moreira Salles possui uma coleção de cerca 2,5 milhões de fotografias, que inclui desde importantes testemunhos do século XIX, como as imagens de Marc Ferrez, até obras que abarcam quase todo o século XX, de nomes como Marcel Gautherot, José Medeiros, Maureen Bisilliat, Thomaz Farkas, Walter Firmo, Evandro Teixeira e Januário Garcia, entre outros. Em 2016, foi adquirida a coleção dos jornais do grupo Diários Associados no Rio de Janeiro, com cerca de 1 milhão de itens. Este amplo conjunto de coleções e obras completas dos artistas credencia o IMS como a mais importante instituição de fotografia do país.

sábado, 16 de dezembro de 2023

.: MAM São Paulo anuncia programação de exposições de 2024

A agenda do primeiro semestre traz uma grande retrospectiva do fotógrafo afro-americano George Love, instalações dos artistas Emmanuel Nassar e Rodrigo Sassi, e individuais dos artistas Santídio Pereira e Ângelo Venosa. No segundo semestre, todos os espaços expositivos do MAM serão ocupados pelo 38º Panorama da Arte Brasileira. Fachada do MAM São Paulo. Foto: Ding Musa


O Museu de Arte Moderna de São Paulo apresenta sua programação de exposições de 2024. A agenda de novidades inicia em 29 de fevereiro, com uma grande retrospectiva do fotógrafo afro-americano George Love (1937 - 1995) na sala Milú Villela. Com curadoria de José de Boni, a mostra traz para as vistas do público uma seleção do arquivo deixado pelo fotógrafo - e conservado pelo curador, que também foi seu amigo - e objetos relevantes de sua história.

Nascido em Charlotte, na Carolina do Norte (EUA), George Love veio de uma família simples e culta. Começou ainda jovem na fotografia, morou e estudou em Nova York, onde iniciou uma carreira bem-sucedida na fotografia. Chegou no Brasil na década de 1960 à convite de Claudia Andujar, sua companheira  até 1974 e com quem realizou trabalhos em parceria, como o fotolivro Amazônia (1978), fruto de incursões na região.

George Love, fotografia do livro Amazônia, 1971

A exposição exibida no MAM faz uma linha do tempo da obra de Love, e reúne trabalhos publicitários, editoriais, autorais, registros de suas incursões com Andujar na Amazônia e muito mais.

No mesmo dia da abertura da mostra de George Love, o Museu de Arte Moderna de São Paulo inaugura uma instalação do artista Rodrigo Sassi no Projeto Parede. 

Em 02 de abril, a sala Paulo Figueiredo recebe uma individual do artista Santídio Pereira. Natural de Isaías Coelho, no Piauí, Santídio faz uso da xilogravura e da pintura, em especial, para materializar seu repertório imagético e seus interesses de pesquisa como os biomas brasileiros, a Mata Atlântica, a Caatinga, o Cerrado e a Amazônia.  Na mesma data, o arquivo  da Biblioteca do MAM abre uma ocupação com documentos e Diná Lopes Coelho e Paulo Mendes de Almeida, figuras marcantes na história do museu, será exibido pela primeira vez.

Também em 02 de abril, o MAM inaugura na Sala de Vidro uma exposição do artista paraense Emmanuel Nassar, autor de uma obra que se materializa essencialmente na pintura em suportes diversos, como tela, vidro, chapas metálicas e outros, e traz signos que perpassam desde o universo popular até correntes da arte contemporânea como a pop arte o concretismo.

Fechando a agenda do primeiro semestre, em 13 de junho a sala Milú Villela recebe uma individual do artista Ângelo Venosa (1973 - 2022), um dos mais emblemáticos escultores da chamada Geração 80. Com curadoria de Paulo Venâncio Filho, a mostra é uma itinerância da Casa Roberto Marinho, do Rio de Janeiro, e inclui obras de Venosa que estão na coleção do MAM São Paulo.

No segundo semestre, o museu se prepara para receber em todos os seus espaços expositivos o 38º Panorama da Arte Brasileira, mostra bienal e fundamental na história do MAM, que abre em 3 de outubro. Com curadoria de Germano Dushá e Thiago de Paula Souza,  o projeto intitulado Mil Graus indica o objetivo dos curadores em traçar um horizonte multidimensional da produção artística contemporânea do Brasil, elaborando criticamente a realidade atual do país sob o senso de urgência e a capacidade de transformação do que eles denominam um “calor-limite” - temperatura em que tudo derrete, desmancha e se transmuta.

Segundo Cauê Alves, curador-chefe do MAM São Paulo, "a programação de 2024 do MAM tem uma ênfase na discussão ambiental, em especial nas mostras de George Love e Santídio Pereira. Além disso, o 38º Panorama da Arte Brasileira se aproxima da discussão sobre aquecimento global e crise climática. E por outro lado, a grade de exposições traz uma diversidade étnica-racial fundamental para o mundo contemporâneo".


Serviço:

George Love - o artista essencial

Local: Sala Milú Vilela

Curadoria: José de Boni

Período expositivo: 29 de fevereiro a 12 de maio de 2024


Rodrigo Sassi

Local: Projeto Parede

Curadoria: Cauê Alves

Período expositivo: 29 de fevereiro a 1 de setembro de 2024

Arquivos de Diná Lopes Coelho e Paulo Mendes de Almeida

Local: Biblioteca do MAM

Curadoria: Pedro Nery

Período expositivo: 02 de abril  a 1 de setembro de 2024


Santídio Pereira

Local: Sala Paulo Figueiredo

Curadoria: Cauê Alves

Período expositivo: 02 de abril a 1 de setembro de 2024


Emmanuel Nassar

Local: Sala de Vidro

Curadoria: Cauê Alves

Período expositivo: 2 de abril a 1 de setembro de 2024


Angelo Venosa

Local: Sala Milú Vilela

Curadoria: Paulo Venâncio Filho

Período expositivo: 13 de junho a 1 de setembro de 2024


38º Panorama da Arte Brasileira: Mil Graus

Local: em todos os espaços expositivos do MAM

Curadoria: Germano Dushá e Thiago de Paula Souza

Período expositivo: 3 de outubro de 2024 a 26 de janeiro de 2025


Sobre o MAM São Paulo: Fundado em 1948, o Museu de Arte Moderna de São Paulo é uma sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos. Sua coleção conta com mais de 5 mil obras produzidas pelos mais representativos nomes da arte moderna e contemporânea, principalmente brasileira. Tanto o acervo quanto as exposições privilegiam o experimentalismo, abrindo-se para a pluralidade da produção artística mundial e a diversidade de interesses das sociedades contemporâneas.

O Museu mantém uma ampla grade de atividades que inclui cursos, seminários, palestras, performances, espetáculos musicais, sessões de vídeo e práticas artísticas. O conteúdo das exposições e das atividades é acessível a todos os públicos por meio de visitas mediadas em libras, audiodescrição das obras e videoguias em Libras. O acervo de livros, periódicos, documentos e material audiovisual é formado por 65 mil títulos. O intercâmbio com bibliotecas de museus de vários países mantém o acervo vivo.

Localizado no Parque Ibirapuera, a mais importante área verde de São Paulo, o edifício do MAM foi adaptado por Lina Bo Bardi e conta, além das salas de exposição, com ateliê, biblioteca, auditório, restaurante e uma loja onde os visitantes encontram produtos de design, livros de arte e uma linha de objetos com a marca MAM. Os espaços do Museu se integram visualmente ao Jardim de Esculturas, projetado por Roberto Burle Marx para abrigar obras da coleção. Todas as dependências são acessíveis a visitantes com necessidades especiais.


Museu de Arte Moderna de São Paulo

Endereço: Parque Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - acesso pelos portões 1 e 3)

Horários: terça a domingo, das 10h às 18h (com a última entrada às 17h30)

Ingressos: R$30,00 inteira e R$15,00 meia-entrada. Aos domingos, a entrada é gratuita e o visitante pode contribuir com o valor que quiser. Para ingressos antecipados, acesse mam.org.br/visite


*Meia-entrada para estudantes, com identificação; jovens de baixa renda e idosos (+60). Gratuidade para crianças menores de 10 anos; pessoas com deficiência e acompanhante; professores e diretores da rede pública estadual e municipal de São Paulo, com identificação; amigos e alunos do MAM; funcionários das empresas parceiras e museus; membros do ICOM, AICA e ABCA, com identificação; funcionários da SPTuris e funcionários da Secretaria Municipal de Cultura.


Telefone: (11) 5085-1300

Acesso para pessoas com deficiência

Restaurante/café

Ar-condicionado

Mais informações:


MAM São Paulo

instagram.com/mamsaopaulo | facebook.com/mamsaopaulo

youtube.com/@mamsaopaulo | twitter.com/mamsaopaulo


terça-feira, 12 de dezembro de 2023

.: "Sentido", de Bob Nugent, reflete belezas e conflitos da Amazônia


Ao longo de mais de 20 anos, o artista norte-americano documentou a floresta e seus destinos por meio da arte. "Sentido", nova exposição apresentada pela Dan Galeria Contemporânea, reúne as obras que debatem o desmatamento e a mineração, e ainda trazem perspectivas sobre outras regiões do solo brasileiro, como Inhotim. Na imagem, a obra "Valley of the Moon #5". Foto: Divulgação


O contraste e o conflito entre a beleza da Amazônia e sua permanente destruição foram traduzidos em tinta, óleo e cores nas pinturas de Bob Nugent. Ao longo de mais de 20 anos, o artista norte-americano documentou a floresta e seus destinos por meio da arte. “Sentido”, nova exposição apresentada pela Dan Galeria Contemporânea, reúne as obras que debatem o desmatamento e a mineração, e ainda trazem perspectivas sobre outras regiões do solo brasileiro, como Inhotim.

As telas trazem a memória associada aos objetos e sensações vivenciadas nas inúmeras visitas que o artista fez na Bacia do Rio Amazonas. Formas naturalistas semelhantes a colmeias, vértebras, casulos, formigueiros, formas de plantas e insetos estão dispersos na superfície das obras. A devastação vem representada por meio de tons profundos.

“O homem moderno vê a floresta como uma enorme riqueza – mas, ao mesmo tempo, testemunhamos seu esgotamento. Diferentemente dos grupos indígenas, que ali vivem em harmonia há gerações, nós ainda não conseguimos encontrar o equilíbrio necessário que proteja esta riqueza para o futuro”, destaca Bob Nugent. O artista acredita que valorizar a beleza da Amazônia é um dos caminhos para alertar sobre a urgente necessidade de preservação.

Roberto Elisabetsky, autor do livro "Sentido" sobre a obra do artista plástico, analisa o trabalho como uma produção visual única. “Nugent traduz essa tênue delicadeza de forma única, como num alerta ao observador: desfrute do belo, mas saiba que a beleza é efêmera e passageira, não nos foi presenteada com nossa isenção de responsabilidade por ela. A obra de Bob Nugent, nas múltiplas formas e mistérios da natureza que retrata, é um convite ao desfrute do belo e à constatação de que a magnitude desse presente é finita e requer nossa cumplicidade para seguir existindo”.

O artista já esteve em aproximadamente 130 exposições individuais e mais de 650 coletivas nos Estados Unidos, Europa, Ásia e América do Sul. No Brasil, seu trabalho esteve presente em mostras conjuntas no Mube (2018), no Museu Tomie Ohtake (2007) e no Masp (1998). Suas obras estão em importantes coleções brasileiras como a do Museu Tomie Ohtake, do Masp, Museu de Arte Moderna de São Paulo e do Rio de Janeiro.


Sobre Bob Nugent
Nascido e criado na Califórnia, Bob concluiu mestrado em Belas Artes na área de Pintura pela Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, em 1971. Recebeu inúmeras bolsas de estudo e pesquisa, incluindo Bolsas Individuais da Fundação Tiffany e do National Endowment for the Arts, e Bolsas de Viagem da Fundação Fullbright e do Conselho de Artes da Califórnia, para seu trabalho no Brasil.

Bob passou mais de 23 anos visitando o Brasil. É um apaixonado da ampla paisagem, da flora e fauna, e do povo brasileiro. Bob visitou cada canto do país, da costa do norte do Amapá as Cataratas do Iguaçu, no sul. Viajou ao Pantanal diversas vezes, visitando tribos indígenas espalhadas pela região, particularmente no Estado de Mato Grosso. Sua ligação com o Rio Amazonas é genuína. Esteve várias vezes no rio e em sua bacia, viajando com frequência de Manaus, no Brasil, a Iquitos, no Peru, testemunhando também o encontro do rio com o Oceano Atlântico, em Belém.


Sobre a Dan Contemporânea
A Dan Contemporânea surgiu como um departamento de Arte Contemporânea da Dan Galeria. Em 1985, Flávio Cohn, filho do casal fundador, juntou-se à Dan criando o Departamento de Arte Contemporânea, que ele dirige desde então. Assim, foi aberto espaço para muitos artistas contemporâneos, tanto brasileiros, como internacionais, fortemente representativos de suas respectivas escolas. Posteriormente, Ulisses Cohn também se associa à galeria completando o quadro de direção dela.

Nos últimos vinte anos, a galeria exibiu: Macaparana, Sérgio Fingermann, Amélia Toledo, Ascânio MMM, Laura Miranda e artistas internacionais: Sol Lewitt, Antoni Tapies, Jesus Soto, César Paternosto, José Manuel Ballester, Adolfo Estrada, Juan Asensio, Knopp Ferro e Ian Davenport. Mestres de concreto internacionais também fizeram parte da história da Dan, tais como: Max Bill, Joseph Albers e os britânicos Norman Dilworth, Anthony Hill, Kenneth Martin e Mary Martin.

A Dan Galeria incluiu mais recentemente em sua seleção, importantes artistas concretos: Francisco Sobrino, François Morellet e Getúlio Alviani, bem como os artistas geométricos abstratos históricos: Sandu Darié, Salvador Corratgé, Wilfredo Arcay e Dolores Soldevilla, só para mencionar alguns dos cubanos do grupo Los Once (The Eleven). Nestes últimos dois anos, os fotógrafos brasileiros Christian Cravo e Cristiano Mascaro; os artistas José Spaniol e Teodoro Dias (Brasil); os internacionais, Tony Cragg (G. Bretanha), Lab [AU] (Bélgica) e Jong Oh (Coréia), se juntaram ao departamento de Arte Contemporânea da galeria. A Dan Galeria sempre teve por propósito destacar artistas e movimentos brasileiros desde o início da década de 1920 até hoje. Ao mesmo tempo, mantém uma relação próxima com artistas internacionais, uma vez que os movimentos artísticos historicamente se entrelaçam e dialogam entre si sem fronteiras.


Serviço
Exposição "Sentido", de Bob Nugent. Dan Galeria Contemporânea - Rua Amauri 73, Jardim Europa/São Paulo. Das 11h às 17h, de segunda a sexta; das 11h às 19h, aos sábados. Entrada gratuita. Classificação indicativa: livre. Acesso para pessoas com mobilidade reduzida. E-mail: info@dangaleria.com.br.

domingo, 26 de novembro de 2023

.: Mostra “Horror na Boca” no MIS: uma jornada pelos filmes da Boca do Lixo


Em cartaz no MIS - Museu da Imagem e do Som de São Paulo, a exposição gratuita e inédita “Horror na Boca”, que mergulhará no mundo do cinema paulista em um passeio pelo gênero cinematográfico que desafia os limites entre o medo, o erotismo, a violência, o sobrenatural e até o humor. Uma oportunidade imperdível de explorar o lado mais sombrio e ousado da sétima arte realizada na emblemática "Boca do Cinema", que ganhou espaço dentro da região dita como "Boca do Lixo", localizada em São Paulo, entre os anos 1960 e 1990.

Sob a curadoria de Marcelo Colaiácovo, a exposição, que fica em cartaz até dia 21 de janeiro de 2024, desvenda uma coleção de materiais originais do acervo do novo museu Soberano - Rua do Triunfo, proporcionando uma investida fascinante pela história do cinema de horror de São Paulo. Este projeto é o resultado da colaboração entre a Resistência Filmes, a Levante - Plataforma de Ideias, com o apoio do Museu da Imagem e do Som de São Paulo (instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo) e do Soberano - Rua do Triunfo.

A mostra oferece uma visão abrangente dos horrores que moldaram a cena cinematográfica de São Paulo entre as décadas de 1960 e 1990. Cada filme escolhido é um testemunho das complexidades das produções da época, em um contexto marcado por competição por audiência e espaço nas telonas, resultando em tramas envolvendo possessões demoníacas, fantasmas, assassinos em série, violência, monstros e muito erotismo. Os visitantes poderão admirar tesouros do cinema de horror nacional, como o cartaz original de 1969 do filme “O Ritual dos Sádicos”, de José Mojica Marins, inicialmente proibido devido à censura e renomeado posteriormente como “O Despertar da Besta”, em seu lançamento em 1986, quando foi finalmente liberado pela censura.

“Horror na Boca” também homenageia cineastas renomados, incluindo Adriano Stuart, Rosangêla Maldonado, John Doo, Ody Fraga, David Cardoso, Clery Cunha, Jair Correia, Fauzi Mansur, Juan Bajon, Luiz Castillini, Jean Garrett, entre outros, cuja marca no gênero é notável pela combinação única de elementos de horror, erotismo e até humor, com sua paródia debochada, característica da pornochanchada. Os visitantes terão a oportunidade de explorar uma rara seleção de trechos de filmes originais em 35mm e 16mm da época, além da trilha sonora do LP do filme “Bacalhau (BACS)” (1976), dirigido por Adriano Stuart e do longa “Shock! Diversão Diabólica” (1984), de Jair Correia, filme considerado o primeiro slasher brasileiro.

Cartazes originais e variados representam a diversidade do cinema paulista, como o da “Trilogia de Terror” (1968), uma colaboração entre José Mojica Marins, Ozualdo Candeias e Luiz Sérgio Person; “Jéca Contra o Capeta” (1975), de Amácio Mazzaropi; “Filme Demência” (1987), de Carlos Reichenbach; “Joelma” (1980), de Clery Cunha; “O Homem Lobo” (1966/71) e “Seduzidas pelo Demônio” (1975), de Raffaeli Rossi; além de “A Noite das Taras 2” (1982), dirigido por David Cardoso, John Doo e Ody Fraga.

A exposição inclui outros cartazes raros de Walter Hugo Khouri – normalmente pouco citado para com o gênero de horror –, com obras icônicas como “O Anjo da Noite” (1974), “O Desejo” (1975) e “As Filhas do Fogo” (1978), que estarão lado a lado pela primeira vez com o ícone do horror nacional José Mojica Marins e o cartaz original raríssimo de “Esta Noite Encarnarei no Seu Cadáver” (1967).

“O aprofundamento desse tema proporciona uma oportunidade de compreender o insólito cinema da Boca do Lixo em toda a sua riqueza e complexidade, explorando intersecções intrigantes entre o horror, o humor e o erotismo. As personagens femininas desafiam convenções representando papéis que suscitam questões às vezes controversas, reflexo das peculiaridades sociais da época, mas fundamentais para o sucesso de bilheteria dessas produções. Nesse contexto, surge Rosangela Maldonado, pioneira no gênero de horror como uma diretora mulher na Boca”, explica o curador Marcelo Colaiácovo.

Para os entusiastas do cinema e curiosos exploradores da história cinematográfica, uma linha do tempo feita em parceria com o pesquisador Carlos Primati, sobre a produção do cinema com elementos de horror na Boca do Lixo paulista, será uma oportunidade para entender a evolução deste gênero peculiar e cativante e de extrema importância para o cinema mundial. A exposição fica em cartaz de 25 de novembro a 21 de janeiro com entrada gratuita no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo.


Serviço
Exposição “Horror na Boca”. Até dia 21 de janeiro de 2024. Local: Sala Maureen Bisilliat | Museu da Imagem e do Som (MIS). Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo. Horários: terças a sextas, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 18h | Permanência até 1h após o último horário. Classificação: 16 anos. Entrada: gratuita.

sexta-feira, 24 de novembro de 2023

.: MIS Experience recebe exposição inédita pelos 40 anos de Chaves


Mostra, prevista para janeiro de 2024, reunirá parte do acervo original, como figurino usado pelo ator e roteiros, além dos principais cenários dos seriados Chaves e Chapolin Colorado.

Em homenagem aos 40 anos de estreia de um dos seriados de TV mais queridos do Brasil – e de toda a América Latina -, a capital paulista recebe, em janeiro de 2024, "Chaves: a Exposição". A maior mostra sobre Chaves já realizada no mundo acontecerá no MIS Experience - instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo - e irá celebrar as quatro décadas de exibição do icônico programa de TV no Brasil, com a reconstrução de mais de 20 cenários emblemáticos que fizeram parte da vida de milhões de espectadores.

Além de transportar os visitantes para dentro das séries "Chaves" e do herói "Chapolin Colorado", a exposição - inédita no mundo - vai reunir um acervo exclusivo de figurinos, itens e roteiros originais trazidos do México exclusivamente para a mostra em São Paulo. A vida e obra de seu criador, o escritor Roberto Gómez Bolaños, conhecido como Chespirito, também será contemplada. 

Já os cenários serão detalhadamente recriados para oferecer uma experiência única. Será possível "entrar em cena" na tradicional Vila do Chaves, Casa do Seu Madruga, no segundo Pátio da Vila e conhecer, até mesmo, alguns locais do seriado que estavam somente no imaginário do próprio personagem, como a "Sala da Bruxa do 71", entre outros cenários famosos da série.

Os ingressos para "Chaves: a Exposição" já estão à venda no site www.expochaves.com.br.  Às terças-feiras, a entrada é gratuita - o ingresso deve ser retirado, exclusivamente, na bilheteria física do MIS Experience, no dia da visita (sujeito à lotação). "Chaves: a Exposição" é uma realização do Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, MIS Experience, Chespirito, Boldly e Deeplab Project, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A mostra conta com patrocínio das empresas FACCHINI, TCP, ADAMI e SAFEEDS, apoio de mídia UOL, Fórum Chaves e Omelete e apoio cultural do consulado do México e Hospital Pequeno Principe.

O MIS Experience tem patrocínio institucional da B3 e John Deere e apoio institucional da Vivo. O apoio de mídia é da TV Cultura, JCDecaux e Folha de S.Paulo. O apoio operacional é da Telium, Kaspersky, Pestana Hotel Group, Quality Faria Lima e Hilton Garden Inn São Paulo Rebouças.

Sobre o MIS Experience
Construído em um galpão de 2 mil metros quadrados e 10 metros de pé direito, o MIS Experience é o mais novo espaço do Museu da Imagem e do Som (MIS) – instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo – que traz para a cidade de São Paulo um novo conceito de exposições culturais. 

O MIS Experience foi inaugurado em 2 de novembro de 2019, com o objetivo de proporcionar a realização de exposições imersivas que se utilizem de novas tecnologias, levando o público a interagir de maneira diferente com artistas e suas obras de arte. A abertura do espaço aconteceu com a exposição "Leonardo da Vinci - 500 Anos de Um Gênio", experiência que possibilitou ao visitante conhecer a vida e o legado de Da Vinci. A exposição foi um sucesso de público: recebeu cerca de 500 mil visitantes, teve mais de 85 mil visitações gratuitas e, a cada 15 minutos, uma escola foi atendida pela equipe do Educativo. Nos anos seguintes, o MIS Experience recebeu as megaexposições imersivas "Portinari para Todos" (2022) e "Michelangelo: o Mestre da Capela Sistina" (2023).

Mostra inédita no mundo
Projeto da área dedicada à vida e obra de Roberto Bolaños, um dos destaques da nova exposição do MIS Experience


Serviço
"Chaves: a Exposição". A partir de 5 de janeiro de 2024. MIS Experience - Rua Cenno Sbrighi, 250, Água Branca/São Paulo. Ingressos: gratuito às terças | Quartas às sextas: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia); sábados, domingos e feriados: R$60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia). Vendas no site www.expochaves.com.br e na bilheteria do MIS Experience. Horários: terças a sextas, domingos e feriados das 10h às 20h (permanência até 21h). Sábados: das 10h às 21h (permanência até 22h).Classificação indicativa: livre.

domingo, 19 de novembro de 2023

.: "Terror no Cinema", exposição do MIS, com ingressos disponíveis até dezembro


O MIS  anunciou novas datas para a exposição "Terror no Cinema", com ingressos disponíveis até 30 de dezembro. Imagem da exposição "Terror no Cinema", do MIS. Foto: Lucas Mello / MIS


O público que não teve a oportunidade de conferir a exposição “Terror no Cinema”, em cartaz no MIS (Museu da Imagem e do Som) de São Paulo, pode comemorar. Já estão abertas novas datas para visitação, com ingressos disponíveis para compra até o dia 30 de dezembro. O valor da entrada continua R$ 30,00 (R$ 15,00 a meia), e a compra pode ser feita tanto na bilheteria física do MIS como pela plataforma INTI — link de vendas no perfil do Museu.

Normalmente fechado às segundas-feiras, o MIS (instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo) anuncia, ainda, abertura excepcionalmente no dia 20 de novembro, por conta do feriado.


Imagem da exposição "Terror no cinema", do MIS. Foto: Lucas Mello / MIS


Sobre a exposição
Dividida em setores temáticos, dedicados a subgêneros do terror (vampiros, zumbis, slashers, sobrenatural e muito mais), a exposição transporta os visitantes à atmosfera dos longas com estímulos sonoros, visuais e olfativos, de forma lúdica e informativa. Um percurso envolvente, impressionante e imersivo levará o público ao universo de clássicos do cinema, como “O Gabinete do Dr. Caligari” (1920), “Nosferatu” (1922), “Drácula” (1931), “A Noiva de Frankenstein” (1935), “Psicose” (1960), “O Exorcista” (1973), “Tubarão” (1975), "Alien, o oitavo passageiro" (1979), “O Iluminado” (1980), “Sexta Feira 13” (1980), “O Silêncio dos Inocentes” (1991), "A Bruxa de Blair" (1999), e inúmeros outros.

A exposição “Terror no Cinema” conta com diversos itens de acervos parceiros do MIS, como a Biblioteca Margaret Herrick, responsável pela preservação da coleção da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, criadora do Oscar. A seleção inclui pôsteres, documentos, fotografias, materiais promocionais de filmes, além de figurinos e adereços usados em cena. Objetos exclusivos, cedidos por estúdios parceiros – como a máscara utilizada na franquia “Pânico”, da Paramount Pictures – também farão parte do que o público visitante encontrará na exposição.

Outros destaques incluem figurinos e a navalha de "Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet" (2007), o vestido da Samara de "O Chamado 3" (2017) e documentos de produção com anotações de William Friedkin, diretor de "O Exorcista" (1973).


Serviço
Exposição “Terror no Cinema”. Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS). Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo. Classificação indicativa: 16 anos. Horários: terças a sextas, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 18h (permanência até 1h após o último horário). Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia), disponíveis na bilheteria física do MIS ou pela plataforma INTI. Entrada gratuita às terças-feiras (retirada apenas na bilheteria física).

A programação é uma realização do Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, e Museu da Imagem e do Som, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O MIS tem como mantenedora a empresa B3 e tem o apoio institucional das empresas Kapitalo Investimentos, Vivo, Grupo Travelex Confidence, Grupo Veneza, John Deere, TozziniFreire Advogados, Siemens e Lenovo. O apoio Cultural é da Cinemateca Brasileira e Sociedade de Amigos da Cinemateca, Cinémathèque de Toulouse e Infravermelho Filmes e Hopi Hari. O apoio de mídia é da Omelete, Folha de S.Paulo, JCDecaux e KISS FM. O apoio operacional é da Telium, Kaspersky, Pestana Hotel Group, Cabana Burguer, Vitória Régia, Arte do Crepe, KIRO e N2.

segunda-feira, 25 de setembro de 2023

.: Acervo da fotógrafa Vania Toledo chega ao Instituto Moreira Salles


Caio Fernando Abreu e Cazuza. Coleção Vânia Toledo / Acervo IMS

Acervo da fotógrafa Vania Toledo (1945-2020), consagrada pelos registros da cena cultural brasileira, chega ao Instituto Moreira Salles. O acervo inclui imagens produzidas ao longo de toda a carreira da fotógrafa, incluindo retratos de Ney Matogrosso, Cazuza, Caio Fernando Abreu, Rita Lee, Caetano Veloso, Milton Nascimento e Andy Warhol, além de registros de peças teatrais, da noite paulistana, entre outros destaques.

Com sua Yashica a tiracolo, Vania Toledo (1945-2020) costumava percorrer os corredores de teatros e clubes noturnos, registrando as personagens marcadas de suor e purpurina que circulavam pelos locais. Em seu estúdio, também retratou nomes centrais da música e do teatro nacional, convidando-os a posar e se abrir para suas lentes. Essa proximidade com as pessoas fotografadas e com as cenas que captava — “meu vício é gente”, declarava em entrevistas — caracterizam a obra e carreira de Vania.

Constituído majoritariamente ao longo de sua trajetória na imprensa, na noite e em seu estúdio particular, o acervo da fotógrafa acaba de ser adquirido pelo Instituto Moreira Salles. A coleção é composta por cerca de 250 mil imagens, sobretudo retratos em preto e branco, além de reportagens em jornais e revistas, livros e documentos, como credenciais de imprensa. Com a aquisição, o IMS passa a ter direito de fazer exposições e publicações para divulgar a obra de Toledo. Já os direitos autorais permanecem com Juliano Toledo, filho e herdeiro da fotógrafa.

No acervo, há retratos de Gal Costa, Ney Matogrosso, Caio Fernando Abreu, Rita Lee, Cazuza, Pelé, Milton Nascimento, José Celso Martinez Corrêa e Caetano Veloso, além de registros da vida noturna de São Paulo nos anos 1980. Outro destaque é a série pioneira de nus masculinos que deu origem ao livro Homens: ensaio (1980), com personagens famosos e menos conhecidos. 

Nascida em 1945 na cidade de Paracatu (MG), Vania mudou-se na década de 1960 para São Paulo, onde cursou ciências sociais na USP e passou a trabalhar na área de educação da Editora Abril. Até os 30 anos, fotografava apenas de forma amadora. No fim dos anos 1970, decidiu se dedicar à profissão e iniciou sua carreira no jornal Aqui São Paulo, onde se tornou responsável pela coluna de festas.

A partir de então, passou a colaborar com diferentes jornais e revistas do Brasil e do exterior, como Vogue, Interview, Claudia, Veja, IstoÉ, Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, Time e Life. Em 1981, abriu seu próprio estúdio, Studio Salto Alto, na capital paulistana, que funcionava num sobrado no bairro dos Jardins, em São Paulo, onde pôde aprofundar seu trabalho como retratista, reunindo personalidades da música, do cinema e das artes visuais para sessões de fotos imersivas.

No acervo, há muitas imagens feitas nos bastidores do teatro. Ela começou sua carreira fotografando gratuitamente atores que frequentavam o circuito da praça Roosevelt e precisavam de materiais de divulgação. Posteriormente, documentou espetáculos marcantes da história do teatro brasileiro, encenados durante a ditadura militar, como a montagem de Macunaíma. Também retratou astros como Marília Pêra e Raul Cortez, Marco Nanini, Ney Latorraca, Irene Ravache, entre vários outros, desenvolvendo uma intensa relação com a cena teatral, que marcaria toda sua trajetória.

Rita Lee. Coleção Vânia Toledo / Acervo IMS

Em paralelo ao trabalho nas redações, na década de 1980, Vania Toledo documentou seu próprio entorno, especialmente as festas que frequentava na cena underground no centro de São Paulo. De maneira espontânea, registrava as pessoas que se entregavam nas pistas de dança, com roupas e comportamentos que questionavam os padrões sociais. As fotos trazem flagras dessas personagens, captando o ritmo e a energia de um ambiente, marcados por purpurina e música disco. Em entrevista para a revista ZUM, a fotógrafa comenta as imagens: “Eu gostava da noite, de dançar, de festa. A fotografia tem muito a ver, no meu caso, com o olhar e a liberdade de ação. Eu fazia da pista de dança o meu estúdio. Tinha uma espontaneidade que eu adorava. [...] Eram personagens muito interessantes, muito libertárias.”

O acervo traz também fotos realizados para a indústria fonográfica. Vania assinou capas de discos consagrados, como "Refestança", de Gilberto Gil e Rita Lee, e "Televisão", dos Titãs. Outro artista muito fotografado é Ney Matogrosso, com quem Vania cultivou uma estreita amizade. É também de sua autoria a famosa foto de Cazuza abraçado ao escritor Caio Fernando Abreu, em 1988. Vania Toledo fotografou também a escritora Cassandra Rios, que teve mais de 30 livros censurados durante a ditadura. Outro destaque são as imagens que clicou em Nova York, no fim dos anos 1970, onde registrou ícones como Andy Warhol e Truman Capote na lendária discoteca Studio 54, em Manhattan.

 A coleção inclui ainda a famosa série Homens: ensaio (1980), primeiro livro publicado por Vania e um dos mais importantes de sua carreira. Para o ensaio, a fotógrafa convidou amigos para posarem nus diante de suas câmeras, invertendo as posições de artista e modelo, tradicionalmente ocupadas por pessoas do gênero masculino e feminino, respectivamente. A série inclui retratos de nomes como Caetano Veloso, Roberto de Carvalho e Ney Matogrosso. 


Gilberto Gil. Coleção Vânia Toledo / Acervo IMS

No IMS, o acervo de Vania se soma a outros, como o de David Drew Zingg, Madalena Schwartz e Otto Stupakoff, que registram a efervescência cultural e o questionamento dos padrões de comportamento no país.

O coordenador de fotografia contemporânea do IMS, Thyago Nogueira, comenta a incorporação da coleção: “É uma honra trazer ao IMS acervo tão importante para a história da fotografia brasileira. Vania foi ao mesmo tempo uma cronista irreverente da noite paulistana, franqueando acesso aos momentos de intimidade de artistas e personalidades de toda classe, e uma retratista rigorosa, que usou seu carisma transbordante para construir a cumplicidade com que registrou boa parte da cena cultural brasileira. Em vez de uma observadora distante, era uma fotógrafa implicada em seu trabalho. Ainda há muito que estudar em seu arquivo, mas é notável como a informalidade e a descontração se transformaram em estratégias para registrar – e viver – de dentro as mudanças culturais e comportamentais dos anos 70, 80 e 90. O acesso à efervescência das festas noturnas, a inversão de papéis de gênero e mesmo a adoção de uma máquina fotográfica amadora fazem parte da revolução visual promovida por uma artista libertária.”

Juliano Toledo, filho da fotógrafa, ressalta a importância da aquisição do acervo pelo IMS: “Minha mãe foi uma fotógrafa além do seu tempo. Imagina, uma mulher em plena ditadura militar fazer um livro com ensaios de homens nus. Ela não tinha pudores! Ela conseguia captar a essência do ser humano que estava sendo registrado pelo seu clique. Como ela sempre dizia: ‘O meu vício é gente’. Agora seu legado vai poder ser apreciado pelas próximas gerações.”

terça-feira, 1 de agosto de 2023

.: MIS exibe a primeira seleção do projeto "Nova Fotografia 2023"


Imagem da exposição "Utaki", do fotógrafo Ricardo Tokugawa

A partir de 1º de agosto, o público do MIS – Museu da Imagem e do Som de São Paulo confere três mostras fotográficas inéditas, dentro do programa "Nova Fotografia 2023". Desde 2011, a iniciativa do museu seleciona, por meio de convocatória, seis trabalhos de artistas promissores que se distinguem pela qualidade e inovação. Além das exposições, que ganham um acompanhamento curatorial individual, esses projetos também passam a fazer parte do acervo físico e digital do MIS.

Os trabalhos selecionados são expostos em duas etapas. Nesta primeira, é possível conferir "Utaki", de Ricardo Tokugawa; "Azinhaga", Salua Ares, e "ZL Não É Um Lugar Assim Tão Longe", de Erick Peres - no espaço de exposições Maureen Bisilliat, localizado no térreo do museu. Com visitação gratuita, a primeira etapa do Nova Fotografia 2023 permanecerá em cartaz até 17 de setembro. Em seguida, no mês de outubro, será inaugurada a segunda fase da iniciativa, com exibições de: "Eu Não Faço Rap", de João Medeiros; "Luz da Manhã", de Tayná Uràz; e "Mirada ou Black Mirror", de Val Souza. 

Na edição 2023, o júri de seleção foi composto por Claudinei Roberto da Silva, Cristiane Almeida, Ivana Debértolis e Maíra Gamarra. Os acompanhamentos curatoriais desta edição ficaram a cargo de Cadu Gonçalves, curador e pesquisador; Carollina Lauriano, curadora e pesquisadora; Daniel Salum, professor, pesquisador e curador independente; Mônica Maia, editora, curadora, produtora e idealizadora da plataforma Mulheres Luz; Nancy Betts, pesquisadora e crítica de arte; e Ronaldo Entler, pesquisador, professor e crítico de fotografia.

O Goldman Sachs é Patrono do Núcleo de Fotografia. A programação é uma realização do Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa de São Paulo, e Museu da Imagem e do Som, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O MIS tem como mantenedoras as empresas Youse e B3 e tem o apoio institucional das empresas Kapitalo Investimentos, Vivo, Grupo Travelex Confidence, Grupo Veneza, John Deere, TozziniFreire Advogados, Siemens e Lenovo. O apoio operacional é da Telium, Kaspersky, Pestana Hotel Group, Petiscleta e Gin Vitoria Regia.


Artistas e obras
"Utaki", por Daniel Salum: “Ricardo Tokugawa é fruto de imigração: sansei, de ascendência okinawana, traz a mistura de três culturas no seu percurso: Brasil, Okinawa e Japão. Compreender o significado dessa posição vai muito além de questões geográficas e culturais, implica um enfrentamento pessoal, na busca pelo entendimento de si no mundo.  Utaki, em okinawano, traduz a ideia de um lugar sagrado, lugar de oração, geralmente espaços na natureza: um bosque, caverna ou montanha, acessados por poucos. Esse olhar para o sagrado, de acordo com a necessidade sentida pelo fotógrafo, se volta para suas raízes, num processo de investigação da família e da casa, conceitos que se misturam dentro da cultura japonesa. As fotografias afixadas no butsudan, o oratório japonês, marcam a presença dos antepassados no espaço da casa. Os vestígios deixados na forma de retratos 3 x 4 lembram que as fronteiras do visível estão constantemente permeadas pelo mundo invisível dos mortos.” 

"Azinhaga", por Mônica Maia: “No projeto, Salua Ares explora o encontro e o confronto entre memória e matéria. Numa espécie de arqueologia, a artista parte de recortes fotográficos criados a partir de imagens apropriadas de álbuns de famílias que testemunharam a transformação radical de seus cenários de infância. Os registros em preto e branco das relações pessoais, mãos e braços dados, ambientes cotidianos e os sorrisos das crianças são colocados em contraponto aos elementos característicos da construção civil, tais como blocos de concreto e cimento, e materializam a ideia de transfiguração e vestígios. A estratégia das justaposições e os paralelos visuais entre as imagens tocam diretamente as camadas de recordações.”

"ZL Não É Um Lugar Assim Tão Longe", por Cadu Gonçalves: “Na série fotográfica, Erick Peres é o interlocutor entre o mundo e a Vila Ipê 1, lugar existentemente oculto, pelo desejo do Estado, do centro e da burguesia. O bairro do Extremo Leste de Porto Alegre (RS), onde nasceu o artista, e que muitas vezes não figura em mapas oficiais, recebe dos moradores das zonas centrais da cidade adjetivos como “inabitado”, “distante”, “difícil de chegar”, “inexistente”, fato corriqueiro a muitas periferias pelo Brasil. A Vila Ipê 1 deixa de ser tão distante ao virar o percurso das antenas que levam energia elétrica a outros pontos da cidade e desapropriam dezenas de moradores, ao figurar em noticiários ou ao receber operações silenciosas e inquisidoras da PM local. A distância muitas vezes caminha com a indiferença.”

Serviço
Exposição | Nova Fotografia - Parte 1
Abertura: Dia 1º.08 das 19h às 22h (evento aberto ao público). Local: Espaço Maureen Bisilliat (expositivo térreo). Período: 1º de agosto a 17 de setembro de 2023. Ingresso: gratuito. Classificação: livre. MIS - Museu da Imagem e do Som de São Paulo: Avenida Europa, 158, Jardim Europa - São Paulo.

terça-feira, 18 de julho de 2023

.: Exposição “Ah, Eu Amo as Mulheres Brasileiras!” e a objetificação da mulher


Exposição apresentada em Nova Iorque, em 2022, ganha nova versão e será apresentada no Centro Cultural São Paulo até dia 27 de agosto; versão brasileira terá um número maior de participantes e obras em relação à que foi exibida nos Estados Unidos: são 36 trabalhos de 19 mulheres de diferentes locais do país. Na imagem, a obra "É Verão o Ano Inteiro" (2019), de Dalila Coelho 

“Ah, Eu Amo as Mulheres Brasileiras!”, exposição coletiva que será inaugurada em 8 de julho, no Centro Cultural São Paulo (CCSP), apresenta um conjunto de 36 obras como uma revisão crítica da imagem estereotipada das mulheres brasileiras. Ao mesmo tempo, sugere caminhos para mudanças de paradigmas, por meio do afeto e da sororidade. A mostra pode ser conferida até 27 de agosto. A exposição é uma versão de “Oh, I Love Brazilian Women!”, com maior número de trabalhos e participantes. A mostra foi apresentada em Nova Iorque no ano passado e para o Brasil teve o título traduzido. 

Nos Estados Unidos, a ideia foi chamar a atenção do público para a visão dos estrangeiros em relação às brasileiras. Um olhar muitas vezes preconceituoso, que objetifica seus corpos, mas nem é tão diferente do que acontece no Brasil. Aqui, esses danos ganham outra dimensão. “O foco da exposição agora é a origem do problema e as consequências dele para a mulher brasileira”, explica Luiza Testa, curadora das duas mostras. 

De 2020, quando inscreveu o projeto curatorial na Chamada Aberta de NYC 2021-22 da apexart, até junho de 2023, Luiza não parou de pesquisar o tema. A jovem curadora recebeu diversos relatos de mulheres que vivem no Brasil e no exterior. “Fui abordada por pessoas que contaram suas histórias, experiências e isso foi enriquecendo a concepção da mostra, revelando outras camadas”, explica. 

Nesse sentido, mais questões surgiram, como o racismo, a antinegritude, a transfobia, a violência sexual doméstica, a questão da feminilidade e o etarismo. Segundo Luiza, as diversas abordagens foram incorporadas quase que naturalmente, já que o grupo de artistas participantes é muito diversificado. “São 19 artistas mulheres de regiões diferentes do Brasil, de várias idades e com vivências únicas”. Dentre elas a poeta, letrista e autora, Alice Ruiz. 

“Ah, Eu Amo as Mulheres Brasileiras!” está dividida em quatro núcleos. O primeiro, "De Iracema a Garota de Ipanema", aborda como o estereótipo perdura ao longo do tempo, desde o Brasil Colônia. Nessa seção, a obra de destaque é "Meruka", de Arissana Pataxó, artista que também participou da versão novaiorquina da exposição.  

O segundo módulo, "Violências e Violações", propõe uma reflexão sobre as agressões sofridas por mulheres e outros grupos. Engloba misoginia, etarismo, transfobia, embranquecimento. "There’s no Place Like Home", obra da artista D’Anunziata, se destaca nesse módulo. É uma alusão ao isolamento no período crítico da pandemia, que, apesar de necessário, deixou as mulheres mais vulneráveis à violência doméstica.

Novas estéticas em construção, terceiro módulo, propõe romper os paradigmas de padrão de beleza, acolhendo a diversidade de corpos das mulheres. São imagens bem distantes do conceito tradicional de beleza. "O Grito", de Milena Paulina, exemplifica essa opção ao mostrar mulheres nuas e gordas, gritando.

O último módulo da exposição, "Afeto e Transgressão", apresenta o potencial dos afetos para acabar com estereótipos, preconceitos e combater violências. A obra "Mira", da dupla "Terroristas Del Amor", traduz esse propósito com a imagem de uma mulher trançando os cabelos de uma menina.“Os núcleos um e dois são mais críticos, com a finalidade de problematizar. Os seguintes são mais otimistas, propositivos”, define Luiza que acrescentou mais uma novidade à mostra no Brasil. 

No último módulo, além das obras, é possível conferir vídeos de cinco mulheres idealizadoras de projetos que têm o intuito de ajudar outras mulheres, em diferentes campos. Nos depoimentos, elas falam de suas iniciativas e de suas motivações. Marina Bertoluzzi é a fundadora do grupo "Women on Walls", plataforma destinada a dar maior visibilidade ao trabalho de mulheres nas artes visuais. Representando esse segmento, a exposição insere "Banca Vermelha (Livraria de Acolhimento)", "Brasileiras Não se Calam" (voltado ao acolhimento, sobretudo por meio de debates online, de mulheres imigrantes), "Mina Theatre" (um programa de teatro para mulheres brasileiras em Londres que utiliza o Teatro do Oprimido como metodologia para explorar a origem, causa e consequências da violência de gênero e entender como o processo imigratório torna as mulheres mais vulneráveis ao abuso no trabalho, em casa e/ou ao acessar serviços no Reino Unido).  

Serviço
Exposição: “Ah, Eu Amo as Mulheres Brasileiras!”.
Até dia 27 de agosto de 2023.  De terça a sexta, das 10h às 19h; sábado, domingo e feriados, das 10h às 18h. Centro Cultural São Paulo, Rua Vergueiro, 1000 - Liberdade - São Paulo.

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