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terça-feira, 10 de março de 2026

.: Coletivo Labirinto estreia espetáculo "Pés-Coração" no Sesc Pompeia


Com direção de Luiz Fernando Marques e dramaturgia de Abel Xavier, espetáculo parte da cultura dos Rarámuri, povo indígena do México conhecido por percorrer grandes distâncias a pé. Foto: Tomas Franco

A partir de um olhar para um povo indígena que corre grandes distâncias a pé, o Coletivo Labirinto propõe uma reflexão sobre a condição latino-americana em seu novo trabalho, "Pés-Coração". O espetáculo tem sua temporada de estreia no Sesc Pompeia no dia 12 de março de 2026. O trabalho tem direção de Luiz Fernando Marques, o Lubi, e dramaturgia de Abel Xavier. Em cena, estão Carol Vidotti, Emilene Gutierrez e Wallyson Mota, além da artista convidada Allycia Machaca.

O interesse pelo povo Rarámuri surgiu durante o processo de montagem de "Mirar - Quando os Olhos Se Levantam", o trabalho anterior do grupo. “A Emilene Gutierrez, integrante do coletivo, trouxe essa informação de que tinha um povo originário do norte do México que era conhecido por caminhar longas distâncias a pé, de correr por longos quilômetros, e que esse povo, inclusive, estava vencendo maratonas internacionais, contrariando todas as expectativas em relação a essa ideia de uma preparação convencional para a maratona. Então, essa primeira curiosidade foi o que nos chamou a atenção”, conta Wallyson Mota, um dos criadores do trabalho.

A partir dessa provocação, o Coletivo Labirinto, que há 13 anos sempre esteve em contato com questões e dramaturgias contemporâneas da América Latina, em temáticas mais urbanas, decidiu deslocar o foco de seu olhar para o novo trabalho. “Estar em contato com os Rarámuri propicia para nós fazer uma ponte, traçar uma linha transversal no tempo para nos colocar em contato com algo mais fundante da nossa identidade, das nossas características, do nosso modo de ser”, explica.

A partir desse novo foco, o grupo passou a se debruçar sobre questões como: por que um povo, uma coletividade corre? Para quem a gente corre? Com quem corremos? De quem corremos? Será que a corrida pode representar algum tipo de alegoria para a condição latino-americana?

“Quando começamos a estudar mais fortemente o povo Rarámuri, descobrimos alguns pesquisadores que afirmam que essa corrida constante também pode ter a ver com o processo colonizatório que os espanhóis impuseram ao México. Nós, latino-americanos, estamos sempre no corre, estamos sempre nesse movimento constante. Então, acho que essas são questões que ficam fortes da peça. E acho que discutir isso no palco, no nosso contexto hoje, é discutir processos históricos também. Por que os nossos povos são identificados com essa ideia da corrida? O que isso representa culturalmente, socialmente, politicamente?”, indaga Mota. 

O artista-criador ainda diz que o grupo passou a discutir a própria noção de tempo. “Quando a gente corre, de alguma forma, tem uma ideia de que está acelerando o tempo. Esse tempo está passando mais rápido. Então, tratar de corrida no âmbito latino-americano é também tratar do tempo, deste tempo. Nós compartilhamos este momento histórico, esta fatia de tempo, conjuntamente com o público. Acho que tem algo por aí também”, acrescenta.

Sobre o processo de criação da dramaturgia, Abel Xavier conta que o processo foi muito colaborativo. “Desde o início, Lubi propôs que nos embriagássemos das referências, das vontades e ideias para que fossemos construindo passo a passo durante os ensaios quais histórias e personagens poderiam dialogar com esse tema da corrida e do corre na América Latina. E, a partir dessas improvisações, fui desenvolvendo e lapidando a dramaturgia”, explica.

Xavier ainda revela que a dramaturgia também dialoga com a história do Coletivo Labirinto, que se dedica a pesquisar e debater a América Latina há tanto tempo. “Eu costumo dizer que dessa vez estamos nos fantasiando de Brasil para pensar essa América Latina, porque o texto, de alguma maneira, faz referência a essas imagens de brasilidade para tentar correr disso ou correr com isso para a construção de uma identidade latina possivel”, complementa o dramaturgo.

“São Paulo é uma cidade que vive um capitalismo tardio, das margens. Acho que a ideia de estarmos em grupo no teatro é um gesto no sentido de furar essa lógica e promover algum tipo de ponte entre nós e a cultura rarámuri, por exemplo. Porque há em ambos o desejo pela coletividade. Não pela individualidade. O coletivo de teatro é, de alguma forma, a ideia de um sonho comum, de um sonho conjunto. E observando os rarámuris, percebemos que a corrida muitas vezes não está atrelada a uma vitória individual, como no esporte. A corrida acontece muito como um modo de existir e um modo de compartilhar a vida. Juntos. Acho que, ao fazermos teatro, optamos por um modo de existir e um modo de compartilhar a vida também, nessa nossa coletividade”, compara Wallyson Mota.


Sobre o Coletivo Labirinto
Fundado em 2013, o Coletivo Labirinto é um núcleo de pesquisa e criação cênica formado por artistas que transitam entre direção, atuação, performance e produção, a fim de investigar as relações des sujeites com o seu panorama social através da dramaturgia latino-americana contemporânea.

Entre os trabalhos estreados pelo grupo, estão “Sem_Título” (2014), “Argumento Contra a Existência de Vida Inteligente no Cone Sul” (2019), “Onde Vivem os Bárbaros” (2021/2022) e “Mirar: Quando os Olhos se Levantam”  (2022).


Ficha técnica
Espetáculo "Pés-Coração"
Pesquisa e Idealização: Coletivo Labirinto
Criadores: Abel Xavier, Carol Vidotti, Emilene Gutierrez, Wallyson Mota e Luiz Fernando Marques Lubi
Direção: Luiz Fernando Marques Lubi
Dramaturgia: Abel Xavier
Atuação: Carol Vidotti, Emilene Gutierrez e Wallyson Mota
Artista convidada: Allycia Machaca
Direção Musical e Trilha Original: Caetano Ribeiro
Músicos em cena: Caetano Ribeiro (guitarra, violão e voz) e Leandro Vieira (percussão e eletrônicos)
Canto: Allycia Machaca
Concepção audiovisual: Luiz Fernando Marques Lubi e Sol Faganello
Mapping, operação de vídeo e câmera: Sol Faganello
Edição vídeo Retiro: Tomás Franco
Atuantes: Alexandra Tavares, Camila Cohen, Daniela Alves, João Pedro Ribeiro, Lucas Bernardo, LuzMa Moreira, Paula Petreca, Renan Coelho, Sebastian Santamaria
Coreografia: Paula Petreca
Preparação de atores (Cena Passistas): Rhena de Faria
Cenário: Luiz Fernando Marques Lubi
Cenotécnico: Zé Valdir
Figurino: Emilene Gutierrez e Allycia Machaca
Visagismo: Fábia Mirassos
Adereços: Allycia Machaca
Fantasias Carnaval: Sérgio Cardoso Lopes
Desenho e operação de luz: Matheus Brant
Técnico e operador de som: Tomé de Souza
Coordenação de Ensaio: Madu Arakaki
Fisioterapia: Leandro Faria
Pesquisa e condução Retiro Artístico: Elias Cohen
Apoio Teórico: Gina Monge Aguilar
Mesas de Reflexão: Gina Monge Aguilar , Salloma Salomão, Monica Rodriguez Ulo, Paula Petreca, Paula Narvaez, Elias Cohen, Antonia Moreira, Andrezza Rodrigues e OWERÁ
Fotos: Tomás Franco
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Redes Sociais: Jorge Ferreira e Hayla Cavalcanti
Estagiários Produção: Bento Carolina e Mariana Ruiz
Produção: Corpo Rastreado - Leo Devitto


Serviço
Espetáculo "Pés-Coração"
Temporada: 12 de março a 5 de abril de 2026
Quinta-feira a sábado, às 20h00; domingos, às 18h00; 
Sextas (dias 13, 20 e 27 de março), também às 16h00.
Sessão extra: quarta, dia 1° de abril, às 20h00. 
Dia 3 de abril, Sexta-feira Santa não haverá sessão - Sesc fechado
Sesc Pompeia - R. Clélia, 93 - Água Branca, São Paulo
Ingressos: R$ 60,00 (inteira), R$ 30,00 (meia-entrada) e R$ 18,00 (credencial plena)
Vendas on-line em sescsp.org.br
Classificação: 16 anos
Duração: 90 minutos
Capacidade: 302 lugares
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.
As sessões dos dias 13, 20 e 27, às 20h00, terão tradução em Libras.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

.: Entrevista: Gustavo Pinheiro desafia a crônica no teatro para provocar


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com. Foto: Pino Gomes

Grande nome da dramaturgia contemporânea, Gustavo Pinheiro escreve para colocar conflitos em suspensão. Nas peças teatrais assinadas por ele, nada é o que parece: o encontro nunca é confortável, o afeto jamais é neutro e o silêncio costuma dizer mais do que qualquer discurso bem articulado. Autor de textos como "Dois de Nós", em cartaz no Teatro Tuca em São Paulo, "A Tropa", e "A Lista", ele construiu uma dramaturgia que observa o Brasil pelo detalhe íntimo: um quarto de hotel, um apartamento na pandemia, um quarto de hospital. Em comum entre os textos, está o tempo, que resolve pedir a palavra.

Nesta entrevista exclusiva ao portal Resenhando.com, Pinheiro reflete sobre o gesto de escrever para o palco como um exercício de escuta, sobre a fronteira por vezes ilusória entre o drama privado e a política, e sobre o compromisso ético de dialogar com o público sem subestimá-lo. Entre memória, maturidade e risco, o autor revela por que prefere provocar pensamento a oferecer respostas prontas e porque acredita que o teatro só faz sentido quando continua reverberando depois que as luzes se apagam.


Em "Dois de Nós", os personagens se veem frente a frente com versões mais jovens de si mesmos. Se você encontrasse hoje o Gustavo que escreveu "A Tropa", o que ele cobraria e o que você tentaria justificar?

Gustavo Pinheiro - Não sei dizer o que aquele Gustavo de dez anos atrás me cobraria. Na verdade, acho que ele ficaria orgulhoso e até um pouco surpreso com a versão de hoje. Mas sei o que eu diria hoje ao Gustavo “jovem”: que ele fosse menos ansioso, tivesse calma, fé no caminho, que tudo iria dar certo. E o que não deu, com certeza foi para abrir espaço para coisas melhores que vieram logo em seguida.


Seus textos parecem obcecados por encontros inevitáveis: pais e filhos, mães e filhas, casais que já deveriam ter ido embora, versões passadas que insistem em voltar. Você escreve para provocar reconciliação ou para expor o quanto ela é, muitas vezes, impossível?
Gustavo Pinheiro - Acho que cada relação tem sua própria dinâmica. Algumas relações podem ser irreconciliáveis, mas outras podem ser reconciliadas com o tempo, com a palavra certa, com o respeito ao sentimento alheio. As peças abordam situações muito diversas, é difícil generalizar. Mas gosto que o público acredite que pode fazer mais e melhor a partir do momento em que sai do teatro ao final da peça. O relato que recebemos dos espectadores nas redes sociais é que isso acontece muitas e muitas vezes.


"A Lista", "A Tropa" e "Dois de Nós" lidam com conflitos íntimos marcados por contextos históricos e sociais. Existe, para você, alguma fronteira ética entre o drama privado e a crônica do Brasil, ou tudo acaba sendo político, mesmo quando surge do afeto?
Gustavo Pinheiro - Uma vez um colega, depois de assistir “A Lista” e “A Tropa” disse que eu faço uma dramaturgia que flerta com a crônica. Nunca tinha pensado nisso. Mas acho que faz um pouco de sentido, na medida em que tenho a formação de jornalista. Esse é o meu olhar para o mundo. Gosto de política, não da partidária, mas dos grandes temas que motivam e movem a sociedade. Tenho prazer que temas políticos, econômicos, comportamentais, sexuais e culturais invadam, sutilmente, a realidade dos personagens. Nesse sentido, minhas peças são políticas, mas sem serem panfletárias. Exponho o panorama, os personagens se defendem, defendem seus pontos de vista e o espectador é convidado a pensar por si mesmo. É por isso que públicos tão heterogêneos, de todo o Brasil, se identificam com as peças. Aconteceu várias vezes de, ao final de “A Tropa”, por exemplo, espectadores de esquerda e de direita darem os parabéns pelo espetáculo. A escuta e compreensão que não exerciam na vida aconteceu naquela hora dentro do teatro. Não pode haver melhor resposta que essa.


Você costuma colocar seus personagens em espaços fechados: um hospital, um apartamento, um quarto de hotel. Isso é escolha dramatúrgica ou confissão involuntária de que o Brasil anda sem espaço para o diálogo aberto?
Gustavo Pinheiro - São escolhas dramatúrgicas, mas por diferentes razões. No caso de “A Tropa”, queria confinar aqueles cinco homens em um quarto de hospital, um cenário que expõe uma tensão por si só, há sempre um perigo colocado, além disso casava com um dos pontos que a peça ressaltava, de um país adoecido pelas divergências. “A Lista” se passava em um apartamento porque a peça surgiu na pandemia e era onde todos estávamos: confinados em casa. Quando levamos a peça para o palco com plateia, aí ampliamos para a segunda parte, quando a peça vai para a praia de Copacabana: do isolamento à liberdade. E “Dois de Nós” se passa em um quarto porque é o cômodo-metáfora de um casal. Trata-se de um quarto de hotel porque eu queria que fosse um lugar que fizesse parte da jornada daquele casal, mesmo depois de tantos anos de história. Casais casam-se e separam-se, mas tem seus pontos de referência no caminho: uma música, uma comida, uma cidade, um quarto de hotel.


 Ao escrever para atores como Antonio Fagundes, Christiane Torloni e Lilia Cabral, o texto vem já “habitado” por essas personalidades ou você escreve como quem oferece um risco, esperando que eles contrariem tudo no palco?
Gustavo Pinheiro - Quando sei para quem estou escrevendo, como o Fagundes e a Lilia, sem dúvida a voz deles povoa o meu pensamento. Como sou espectador deles há muitos anos, imagino a inflexão, exploro caminhos que também os deixem felizes. Mas eles sempre me surpreendem. Onde eu enxerguei cinco metros, eles enxergam dez. Cavam novas possibilidades, divisões de frases, pausas, pontos de humor que eu sequer enxerguei. E isso é uma das coisas mais bonitas da profissão de autor. Nos casos em que não escrevi pensando em um ator específico, como a Chris, o Otavio Augusto, a Ana Beatriz Nogueira, Deborah Evelyn, sou surpreendido de maneira muito positiva. A verdade é que eu tenho a felicidade de ter sempre cruzado com atores e diretores geniais, com quem aprendi muito.


Seus textos emocionam sem apelar para sentimentalismo fácil. Em que momento você percebeu que o silêncio, a pausa e o não-dito podem ser mais violentos do que qualquer grande discurso?
Gustavo Pinheiro - Sou apaixonado por silêncios. Não qualquer silêncio, mas aquele silêncio preenchido de sentido, silêncio que não abandona o público, ao contrário, faz ele entender exatamente o que o personagem está pensando. É um dos meus maiores prazeres como espectador: ver um personagem pensando, engendrando uma saída, uma resposta, um caminho de pensamento. E fico feliz de poder proporcionar essa sensação a outros espectadores também.


Como jornalista, você foi treinado para observar a realidade; como dramaturgo, você a reinventa. Em qual dessas duas funções você se sente mais vulnerável e, portanto, mais verdadeiro?
Gustavo Pinheiro - Acredito que tanto o jornalista como o dramaturgo observam a realidade. Por isso Nelson Rodrigues escrevia tão genialmente, era um jornalista observador da condição e do comportamento humanos. A diferença entre o dramaturgo e o jornalista está com o que se faz com essa observação. O jornalista a relata de forma mais imparcial possível. O dramaturgo, pelo menos no meu caso, usa como material de trabalho. Tudo que leio, ouço, vejo no supermercado, no metrô, na fila do banco, no check in do avião, num velório, tudo pode virar inspiração para a ficção.


"Dois de Nós" fala sobre envelhecer sem endurecer. O teatro brasileiro está envelhecendo com dignidade ou repetindo fórmulas por receio de se tornar irrelevante?
Gustavo Pinheiro - Não creio que o teatro esteja envelhecendo, a cena sempre se renova. O que temos que estar atentos é se há alguém interessado em assistir o que está sendo mostrado no palco. Tenho prazer em comunicar, gosto de ser entendido, sem nivelar por baixo, priorizando a inteligência e a elegância. E tenho a honra de ser correspondido pelo público.


Há algum tema que você não ousaria escrever sob hipótese alguma, não por censura externa, mas por algum limite que você pensa que não ousaria ultrapassar?
Gustavo Pinheiro - Acho que se pode e se deve escrever sobre tudo. Nunca me ocorreu de querer escrever sobre algum assunto e me autocensurar. Mais do que perder tempo pensando no que não posso escrever, prefiro me concentrar no que de fato tenho vontade de escrever, com verdade e honestidade. Acho bonito que eu seja um homem escrevendo personagens femininos para tantas mulheres no teatro. É sinal que esse diálogo pode acontecer, é saudável que aconteça, uma comprovação que somos capazes de nos ouvir e nos entender. Em “Antes do Ano que Vem”, quis escrever sobre suicídio, mas com humor. Mariana Xavier embarcou comigo nessa aventura e estamos em cartaz há quatro anos. Recebemos centenas de relatos de espectadores que repensaram a própria vida - e a possibilidade do suicídio - depois de assistirem à peça. Nossa missão está cumprida.


Depois de tantas histórias sobre encontros, acertos de contas e afetos em crise, o que ainda assusta você mais como autor: repetir a si mesmo ou finalmente escrever algo que o público talvez não queira assistir?
Gustavo Pinheiro - Sem dúvida alguma, escrever algo que o público não queira assistir. É para o público que eu trabalho. Se eu quisesse escrever para mim mesmo, fazia um diário. É o público quem paga o ingresso, a quem devo respeito e consideração. E isso não tem nada a ver com ser condescendente, abordar apenas temas para agradar. Ao contrário, não subjugo a capacidade da plateia, tanto que exploro muitos assuntos duros nos espetáculos, mas os espectadores embarcam conosco, eles entendem perfeitamente a razão de aqueles temas estarem sendo abordados de determinada forma.


Leia+ 

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sábado, 21 de junho de 2025

.: Luana Xavier lê Djamila Ribeiro na série "A(u)tores" e entrega importância


Antes de frequentar os aniversários badalados da escritora Djamila Ribeiro, Luana Xavier já via a escritora como uma das maiores autoras da sua geração. Por isso, pode-se imaginar sua emoção ao ler trechos do livro de Djamila no programa "A(u)tores", do Canal Futura. O programa conta com artistas da televisão, do teatro e da música vivenciando experiências por meio da leitura de grandes autores da literatura mundial. Para Luana, ler uma autora tão emblemática foi uma grande honra.

 “Além da visibilidade nacional, a Djamila vem ganhando notoriedade em muitos outros países. Então, fiquei lisonjeada por ser escolhida para ler a obra dela, que é tão importante na atualidade”, afirma a artista. Ela ainda entrega um dos livros da escritora, que se tornou o seu xodó de cabeceira: “'Cartas Para Minha Avó'. Acredito que esse meu apreço esteja ligado ao fato de minha avó ser também uma grande referência para mim no entendimento sobre o feminino, sobre negritude e sobre o poder da fé e das ervas”.

Outro livro de Djamila que também ocupa um lugar especial no coração de Luana é "Pequeno Manual Antirracista", tanto que o material inspirou um monólogo da atriz e apresentadora no teatro e lhe rendeu muitos elogios. “Sem dúvidas, essa obra é um divisor de águas na minha vida. Primeiro por ser o meu primeiro monólogo, e segundo, porque se tornou uma das principais referências para quem quer se aproximar do debate sobre antirracismo. Eu costumo dizer que é o prólogo para todos aqueles que querem se tornar aliados na luta antirracista no Brasil. Justamente por isso, muitas pessoas se interessam em assistir à peça para verem de forma mais palpável o que o livro traz como ferramenta”.

Voz ativa na luta contra o racismo, Luana defende que, para se tornar um aliado na causa, é necessário ter embasamento teórico. Por isso, as obras de Djamila são tão necessárias. “O racismo tem muitas facetas, ele se metamorfoseia constantemente, o que exige da sociedade um aprendizado constante. Pessoas não negras necessitam se cercar de informações para se aliarem a nossa luta e pessoas negras também precisam do conhecimento para se defenderem em situações cotidianas. Portanto, o didatismo de Djamila é absolutamente necessário para o avanço da discussão de pautas identitárias. Sorte a nossa, povo brasileiro, ter Djamila como uma de nossas vozes mais brilhantes”Compre os livros de Djamila Ribeiro neste link.


Programa com novo formato 
A grande novidade da produção "A(u)tores", do canal Futura, é o seu formato inédito, que apresenta leituras de obras consagradas, de autores contemporâneos ou do passado, feitas por artistas renomados ou coletivos culturais relevantes para o público do canal. Ao todo, serão 13 episódios de 30 minutos de duração. 

Nesta temporada, com a ampliação do tempo de exibição da série - que antes era de cinco minutos - Thiago Sacramento, diretor e roteirista do programa ao lado de Marcio Vianna, ambos da Guaraná Conteúdo, buscam ampliar o contato dos expectadores com a leitura de obras a partir de autores que marcaram a literatura nacional e internacional. Outra novidade é a presença da Fabiana de Pinho, doutora em Literatura, Cultura e Contemporaneidade. Ela traz um olhar acadêmico sobre cada autor, com depoimentos em todos os episódios.  

“Esperamos que o público seja capturado pela beleza, atemporalidade e magnitude de obras escritas por Machado de Assis, Lima Barreto, Clarice Lispector, Carolina Maria de Jesus, Caio Fernando Abreu, Shakespeare, entre outros, e que se permita tanto o prazer de revisitá-las quanto de conhecê-las. E, principalmente, que a série desperte no espectador o enorme prazer que é estar diante de um livro aberto, que certamente é uma das maiores janelas para o mundo”, afirma Thiago.  

Marcio complementa: “A série nasceu para mostrar como a leitura pode nos transportar para diferentes universos, das aventuras eletrizantes até as mais tocantes reflexões sobre a vida. A atração sempre contou com o carisma e o talento de artistas para apresentar os textos, tornando o convite ainda mais irresistível para o público. Nessa temporada, com episódios maiores e uma curadoria de autores consagrados, conseguimos mergulhar mais fundo nessa jornada. Com mais profundidade nessa conversa entre o público e os convidados que protagonizam os episódios, numa troca cheia de afeto sobre o prazer de conhecer cada livro, poema ou letra de música declamada”.  

No programa, o público poderá embarcar nas obras de Clarice Lispector, Machado de Assis, Carolina Maria de Jesus, Literatura Indígena, Lima Barreto, Fernando Sabino, Mário de Andrade, Cazuza, Djamila Ribeiro, Shakespeare, Caio Fernando de Abreu, Conceição Evaristo e Solano Trindade. A ideia é, junto com eles, despertar conexões e emoções a partir das histórias apresentadas.  

Para Mariana Seivalos, supervisora do Canal Futura, essa nova roupagem do A(u)tores mostrará que diferentes linguagens artísticas podem conversar com a literatura. “Ver artistas que admiramos mergulhando nas obras de seus escritores favoritos é uma experiência poderosa. Revela conexões profundas entre diferentes linguagens artísticas e mostra como a literatura continua a inspirar, provocar e transformar. Estamos muito orgulhosos de lançar a quarta temporada deste projeto — agora com episódios mais longos — e de trazer para a tela autores fundamentais como Lima Barreto, Carolina Maria de Jesus, Mário de Andrade, Machado de Assis, entre tantos outros que moldaram a literatura brasileira.”

Os episódios desta temporada trazem Beth Goulart, Martinho da Vila, Maria Gal, Zahy Tentehar, Luis Miranda, Verônica Sabino, Hugo Germano, Emílio Dantas, Luana Xavier, Grupo Galpão, Cia Luna Lunera, Complexo Negra Palavra, Tatiana Tiburcio, Damiana Inês e Luciana Lopes. 

 
Programação 
Estreia aconteceu em 25 de abril, às 22h30 

Horários alternativos: 
Sábado, às 12h00; Domingo, às 21h00; Segunda, às 2h15; Terça, às 15h30;  Quarta, à 1h00; Quinta, às 10h30 

25 de abril - Clarice Lispector por Beth Goulart: interpretou Clarice Lispector nos palcos e compartilha sua jornada 

2 de maio - Machado de Assis por Martinho da Vila: debutou no samba-enredo com uma canção sobre Machado de Assis e segue admirando sua obra 

9 de maio - Carolina Maria de Jesus por Maria Gal: interpretou Carolina Maria de Jesus no teatro, encantada pelos textos e atitudes ousadas da escritora 

16 de maio - Literatura Indígena por Zahy Tentehar: destacou a importância de Ailton Krenak na Academia de Letras e sua conexão com as palavras 

23 de maio - Lima Barreto por Luis Miranda: interpretou Lima Barreto no cinema e, desde então, admira sua obra 

30 de maio - Fernando Sabino por Verônica Sabino: filha do escritor e cronista, deu um depoimento íntimo sobre sua relação com a Literatura e sobre a obra do seu pai 

6 de junho - Mário de Andrade por Hugo Germano: falou sobre sua adaptação de "Macunaíma" no teatro e a obra de Mário de Andrade. 

13 de junho - Cazuza por Emílio Dantas: interpretou Cazuza em espetáculo musical, compartilha seu processo, valorização das letras e poesias das canções do artista  

20 de junho - Djamila Ribeiro por Luana Xavier: brilhou no teatro com o monólogo adaptado do livro de Djamila Ribeiro, convida-nos a conhecer mais sobre a escritora. 

27 de junho - Shakespeare por Grupo Galpão: único grupo brasileiro a se apresentar no Globe Theatre, compartilha sua versão inovadora do clássico "Romeu e Julieta" 

4 de julho - Caio Fernando de Abreu por Cia Luna Lunera: companhia encenou texto baseado em um conto de Caio Fernando Abreu, celebra a escrita do autor e sua relação com o cotidiano 

11 de julho - Conceição Evaristo por Tatiana Tiburcio, Damiana Inês e Luciana Lopes: texto de Conceição Evaristo foi o ponto de partida do espetáculo Ponciá 

18 de julho - Solano Trindade por Complexo Negra Palavra: coletivo artístico homenageia o poeta Solano Trindade

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

.: "Minha Mãe É uma Peça": Museu da Língua Portuguesa faz exibição gratuita

Sessão acontecerá no dia 27 de fevereiro, às 19h, dentro do projeto Luz na Tela, que também passa a exibir vídeos sobre o território da Luz


Dona Hermínia é uma das personagens mais populares do cinema nacional. Criada e interpretada por Paulo Gustavo, ela está no filme Minha Mãe É uma Peça, atração de fevereiro do Luz na Tela, o projeto de cinema ao ar livre do Museu da Língua Portuguesa, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.  

A sessão gratuita deste sucesso da filmografia brasileira vai acontecer no dia 27, a partir das 19h, no Pátio B. E, como tem acontecido desde a primeira edição do Luz na Tela, haverá distribuição de pipoca e refrigerante. Não precisa reservar ingresso: só chegar, se acomodar em uma das cadeiras dispostas pelo espaço e assistir ao filme. 

No Luz na Tela de 2025, o Museu da Língua Portuguesa e o Museu Soberano, que assina a curadoria do projeto, passam a revelar o território da Luz, onde ambos estão localizados, por meio de curtas-metragens. Em fevereiro, antes do início de Minha Mãe É uma Peça, será exibido um vídeo curto sobre o Teatro de Contêiner Mungunzá, um dos espaços culturais da região. 

Com direção de André Pellenz, Minha Mãe É uma Peça apresenta a rotina de Dona Hermínia, uma mulher de meia-idade, divorciada e hiperativa que precisa cuidar de seus dois filhos, Marcelina (Mariana Xavier) e Juliano (Rodrigo Pandolfo). Ambos, já adolescentes, a consideram “chata” e “exagerada” e sempre reclamam das ordens que ela costuma dar aos berros. 

Cansada de tanto, digamos, desprezo, Dona Hermínia resolve sumir, deixando todo o mundo preocupado. Artistas populares da comédia, como Ingrid Guimarães, Suely Franco, Samantha Schmütz e Alexandra Richter, também integram o elenco de Minha Mãe É uma Peça. Lançado em 2013, o filme levou mais de 4,5 milhões de pessoas aos cinemas. 

Dona Hermínia é a personagem mais conhecida criada por Paulo Gustavo, um dos humoristas mais talentosos do país – ele morreu em 2021, em meio à pandemia do coronavírus. A história do filme, que teve ainda duas continuações de bastante êxito, é uma adaptação do monólogo Minha Mãe É uma Peça. Concebido pelo próprio Paulo Gustavo, o espetáculo teatral, vale mencionar, foi inspirado na própria mãe do artista, dona Déa Lúcia Amaral. Preste atenção: na versão cinematográfica, ela surge em cena quando os créditos começam a subir. 


Cinema no Museu

Com curadoria do Museu Soberano, o Luz na Tela consolida o Museu da Língua Portuguesa como um lugar de cinema democrático no centro histórico da capital paulista - o projeto surgiu a partir do relacionamento com outras instituições, moradores da vizinhança e pessoas em situação de rua. A iniciativa ganhou o selo de Direitos Humanos e Diversidade da Prefeitura de São Paulo.  

Os filmes são exibidos em uma tela de 4 x 2,3 metros. O público pode assisti-los em cadeiras e bancos espalhados pelo Pátio B. Mesmo em caso de chuva, a sessão é mantida por acontecer em um local coberto. Há sempre distribuição gratuita de pipoca e refrigerante.    


Serviço  

Luz na Tela de fevereiro – Exibição do filme Minha Mãe É uma Peça  

Dia 27 de fevereiro (quinta-feira), às 19h  

No Pátio B (mesmo em caso de chuva, a sessão acontece: espaço coberto)  

Grátis (com distribuição de pipoca e refrigerante)  


Museu da Língua Portuguesa 

Praça da Luz, s/nº - Luz – Centro Histórico de São Paulo

segunda-feira, 15 de julho de 2024

.: Socioambiental, 13ª Mostra Ecofalante de Cinema anuncia filmes selecionados


Festival é gratuito e acontece em São Paulo entre 1° e 14 de agosto. Neste ano, pela primeira vez, serão três programas competitivos: além da Competição Latino-Americana e o Concurso Curta Ecofalante, haverá a estreia da Competição Territórios Brasileiros. A Competição Latino-Americana terá 17 filmes, entre longas e curtas-metragens, produzidos na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, México, República Dominicana, Panamá e Peru. A Competição Territórios Brasileiros conta com 27 filmes selecionados, enquanto o Concurso Curta Ecofalante tem 25 produções selecionadas. Na imagem, o filme “Eskawata Kayawai (O Espírito da Transformação)”, dirigido por Lara Jacoski e Patrick Belem


A Mostra Ecofalante de Cinema, que realiza sua 13ª edição em São Paulo entre os dias 1° e 14 de agosto, anuncia os filmes selecionados para seus três programas competitivos: Competição Latino-Americana, Competição Territórios Brasileiros e Concurso Curta Ecofalante. Totalmente gratuito, o mais importante evento audiovisual sul-americano dedicado às temáticas socioambientais contará com a exibição de mais de 120 títulos de 24 países, além de debates com convidados especiais e diversas outras atrações.

A Mostra Ecofalante de Cinema é viabilizada por meio da Lei de Incentivo à Cultura. Ela tem patrocínio da Itaú, Mercado Livre, Prefeitura de São Paulo e da Spcine, empresa pública de fomento ao audiovisual vinculada à Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, e apoio da White Martins e Synergia Socioambiental . Tem apoio institucional do WWF-Brasil, da Cinemateca da Embaixada da França no Brasil, do Institut Français e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. A produção é da Doc & Outras Coisas e a coprodução é da Química Cultural. A realização é da Ecofalante e do Ministério da Cultura.

Competição Latino-Americana
Presente na Mostra Ecofalante desde 2014, a Competição Latino-Americana premia os melhores filmes de temática socioambiental da América-Latina. Foram selecionados 17 filmes, entre longas e curtas-metragens, produzidos na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, México, República Dominicana, Panamá e Peru. Os filmes selecionados foram:


Longas
“A Gruta Contínua” ( Argentina e Cuba,  2023, 85’) dir. Julián D'Angiolillo
“A Transformação de Canuto” (Brasil, 2023, 132’) dir. Ariel Kuaray Ortega e Ernesto de Carvalho
“Bila Burba” (Panamá, 2023, 70’) dir. Duiren Wagua
“Céu Aberto” (Peru, 2023, 63) dir. Felipe Esparza
“Histórias de Shipibos” (Peru, 2023, 117’) dir. Omar Forero
“Ramona” (República Dominicana, 2023, 82’) dir. Victoria Linares Villegas
“Rio Vermelho” ( Colômbia/França,  2023, 70) dir. Guillermo Quintero


Curtas
“A Menos Que Bailemos” (Colômbia, 2023, 14′) dir. Hanz Rippe Gabriel e Fernanda Pineda Palencia
“Cama Vazia” (Brasil, 2023, 6) dir. Fábio Rogério e Jean-Claude Bernardet
“Concórdia ” (Chile, 2022, 9′) dir. Diego Véliz
“Hikuri” (México, 2023, 18′) dir. Sandra Ovilla León
“Margens Luminosas ” (Argentina, 2023, 18′) dir. Maira Ayala
“O Materialismo Histórico da Flecha contra o Relógio” (Brasil, 2023, 26′) dir. Carlos Adriano
“Um Campo Que Já Não Cheira a Flores” (México, 2023, 19′) dir. César Flores Correa
“Vão das Almas” (Brasil, 2023, 15′) dir. Edileuza Penha de Souza / Santiago Dellape
“Você Vai Me Esquecer?” (México/Peru/España, 2023, 12′) dir. Sofía Landgrave Barbosa
“Yarokamena” (Colômbia, 2022, 21′) dir. Andres Jurado


Competição Territórios Brasileiros
Presente na Mostra Ecofalante pela primeira vez neste ano de 2024, a Competição Territórios Brasileiros premia os melhores filmes de produções ou coproduções brasileiras que abordam diferentes visões e aspectos do país e trazem uma perspectiva socioambiental em relação aos temas tratados. Foram selecionados 27 filmes, entre longas, médias e curtas-metragens. Os filmes selecionados foram:


Longas
“À Margem do Ouro” (Brasil, 2023, 95′) dir. Sandro Kakabadze
“Anhangabaú” (Brasil, 2023, 88’) dir. Lufe Bollini
“Black Rio! Black Power!” (Brasil, 2023, 74′) dir. Emilio Domingos
“Eskawata Kayawai (O Espírito da Transformação)” (Brasil, 2023, 70′) dir. Lara Jacoski e Patrick Belem
“Favela do Papa” (Brasil, 2023, 76′) dir. Marco Antonio Pereira
“Memórias da Chuva” (Brasil, 2023, 77′) dir. Wolney Oliveira
“O Bixiga É Nosso!” (Brasil, 2023, 73′) dir. Rubens Crispim
“O Contato ” (Brasil, 2023, 85) dir. Vicente Ferraz
“Ouvidor” (Brasil, 2023, 74′) dir. Matias Borgström
“Rejeito” (Brasil/EUA, 2023, 75′) dir. Pedro de Filippis
“Samuel e a Luz” (Brasil, 2023, 70′) dir. Vinícius Girnys
“Sekhdese” (Brasil, 2023, 86′) dir. Graciela Guarani, Alice Gouveia
“Sociedade de Ferro - A Estrutura das Coisas” (Brasil, 2024, 73′) dir. Eduardo Rajabally


Médias e Curtas
“A Bata do Milho” (Brasil, 2023, 16′) dir. Eduardo Liron e Renata Mattar
“A Chuva do Caju” (Brasil, 2023, 21′) dir. Alan Schvarsberg
“Água Rasa” (Brasil, 2023, 19’) dir. Dani Drumond
“Ava Yvy Pyte Ygua / Povo do Coração da Terra” (Brasil, 2023, 40’) dir. Coletivo Guahuí Guyra Kuera
“Despovoado” (Brasil, 2023, 18’) dir. Guilherme Xavier Ribeiro
“Interior da terra” (Brasil, 2022, 16’) dir. Bianca Dacosta
“Kwat e Jaí - Os Bebês Heróis do Xingu” (Brasil, 2023, 20’) dir. Clarice Cardell
“Mborairapé” (Brasil, 2023, 35’) dir. Roney Freitas
“Nosso Terreiro” (Brasil, 2023, 18’) dir. Anna Rieper, Patrícia Medeiros, Ranyere Serra, Fernando Lucas Silva
“Nunca Pensei Que Seria Assim” (Brasil, 2022, 11’) dir. Meibe Rodrigues
“O Silêncio Elementar” (Brasil, 2024, 15’) dir. Mariana de Melo
“Onde a Floresta Acaba” (Brasil, 2023, 15’) dir. Otavio Cury
“Retratos de Piratininga” (Brasil, 2023, 18’) dir. André Manfrim
“Sertão, América” (Brasil, 2023, 18’) dir.Marcela Ilha Bordin


Concurso Curta Ecofalante
O Concurso Curta Ecofalante é uma competição voltada para curtas-metragens produzidos por estudantes. Para participar, os filmes inscritos devem abordar temáticas relacionadas a pelo menos um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela ONU na Agenda 2030 – são 17 objetivos que abrangem temas como erradicação da pobreza, saúde de qualidade, combate às mudanças climáticas e igualdade de gênero. O Concurso Curta selecionou 25 filmes que serão exibidos durante a Mostra e concorrerão ao prêmio de Melhor Curta Ecofalante:

“Além do Impedimento” (Brasil, 2023, 6’) dir. Heloisa Lawanda
“Arquipélago do Bailique: Fragmento das Ilhas Que Dançam” (Brasil, 2023, 26’) dir. Agatha Garmes, Isabel Pontual, Mayra Ataide, Sarah Castro, Tetê Barddal
“As Placas São Invisíveis” (Brasil, 2023, 24’) dir. Gabrielle Ferreira
“Camburi Resiste” (Brasil, 2023, 18’) dir. Guilherme Landim
“Chão De Taco” (Brasil, 2023, 18’) dir. Alan Santana
“Cida Tem Duas Sílabas” (Brasil, 2023, 20’) dir. Giovanna Castellari
“Deriva” (Brasil, 2023, 9’) dir. Hellen Nicolau
“Desconserto” (Brasil, 2023, 7’) dir. Haniel Lucena
“Desmistificando o Axé” (Brasil, 2023, 31’) dir. Marco Neto
“Mama - Africanos em São Paulo” (Brasil, 2023, 17’) dir. Rafael Aquino
“Manchas de Sol” (Brasil, 2023, 19’) dir. Martha Mariot
“Máquinas de Lazer” (Brasil, 2023, 11’) dir. Italo Zaccaon
“Mar.INA” (Brasil, 2023, 26’) dir. Samyre Protázio , Marcelo Almeida Jeyci Elizabeth, Igor Cariman, , David Silva, Divina Profana - Direção coletiva
“Nheengatu” (Brasil, 2023, 6’) dir. Luiz Filho
“Pelos” (Brasil, 2023, 16’) dir. Emma Marques
“Por Trás dos Prédios” (Brasil, 2023, 17’) dir. João Mendonça
“Pour Elis” (Brasil, 2023, 9’) dir. Matheus Alencar
“Quanto Vale?” (Brasil, 2024, 18’) dir. Letícia S. Góis
“Retorno” (Brasil, 2024, 16’) dir. Arthur Paiosi
“Sementes da Resistência, o 25 de Maio e a Luta pela Reforma Agrária” (Brasil, 2023, 20’) dir. Raielle Mazzarelli
“Sobre Viver: Trajetórias Indígenas na Urbanidade” (Brasil, 2023, 16’) dir. Marcelo Melchior
“Tereza” (Brasil, 2023, 9’) dir. Bea Souza
“Terra Sincera” (Brasil, 2022, 4’) dir. Renan Turci
“TRANSpassado - Corpos Que Retratam” (Brasil, 2023, 25’) dir. Otávio Kaxixó
“Visões da Maré” (Brasil, 2023, 8’) dir. Vivian Cazé, Michael Sousa, Alle Estrela, Thay Silva, Julia Alves


Serviço
13ª Mostra Ecofalante de Cinema
1 a 14 de agosto
Programação gratuita
ecofalante.org.br


segunda-feira, 8 de julho de 2024

.: Exposição temporária “Sentar, Guardar, Dormir" em cartaz no Museu do Ipiranga


"Rede". Sorocaba, c. 1900. Museu da Casa Brasileira. Em algodão fiado, esta peça do artesanato sorocabano com dois punhos de cada lado, possibilita várias montagens. Além da posição tradicional, suspendendo-se uma lateral mais alta que a outra, a rede forma uma espécie de poltrona, como representado em uma iconografia do desenhista e fotógrafo do século XIX, Hercules Florence. Foto: Helio Nobre


A exposição temporária “Sentar, Guardar, Dormir: Museu da Casa Brasileira e Museu Paulista em Diálogo” reúne até dia 29 de setembro no Museu do Ipiranga móveis criados nos últimos 400 anos com soluções criativas para três ações cotidianas. A curadoria é dos docentes do Museu Paulista, Paulo César Garcez Marins e Maria Aparecida de Menezes Borrego, e do convidado Giancarlo Latorraca, arquiteto e ex-diretor técnico do Museu da Casa Brasileira. Bancos, cadeiras, sofás, caixas, cômodas, escrivaninhas, guarda-roupas, redes, esteiras e camas. Todos esses itens fazem parte do nosso dia a dia e revelam como atendemos três necessidades básicas: sentar, guardar e dormir. A mostra apresenta móveis produzidos entre os séculos 16 e 21, com as peças criadas de acordo com as demandas de cada período.

As 164 peças escolhidas estabelecem um diálogo entre os acervos do Museu da Casa Brasileira (MCB), com 118 móveis, e do Museu Paulista, com 46 peças, expondo a complementaridade dos acervos das duas instituições estaduais paulistas. Os itens evidenciam a diversidade cultural e social brasileiras, abordando as heranças indígena, portuguesa e afro-brasileira, além daquelas ligadas às diversas imigrações e migrações que marcaram nossa sociedade.

Para facilitar o diálogo com o público, a exposição foi organizada por tipos de móveis, permitindo uma comparação clara entre as formas de desenvolvimento do mobiliário, seja por métodos artesanais ou industriais. A curadoria é dos docentes do Museu Paulista, Maria Aparecida de Menezes Borrego, e Paulo César Garcez Marins e do convidado Giancarlo Latorraca, arquiteto e ex-diretor técnico do Museu da Casa Brasileira. Também colaboraram na curadoria os assistentes Rogério Ricciluca Matiello Félix e Wilton Guerra, pela primeira vez juntos.

O MCB foi criado em 1970 para registrar e expor as diferentes formas de morar, tornando-se o único museu brasileiro especializado em design. O acervo abarca muitos itens produzidos a partir da segunda metade do século XX, abrangendo peças assinadas ou produzidas pela indústria ou por camadas populares. Já o Museu Paulista da USP, do qual faz parte o Museu do Ipiranga, é voltado ao estudo de objetos e imagens que documentam a sociedade brasileira e tem móveis em sua maioria produzidos entre o século XVII e os anos 1920.

A exposição está instalada no salão de exposições temporárias, um espaço moderno, acessível e climatizado, com 900m2, localizado no piso jardim, o novo pavimento do Museu do Ipiranga. Os ingressos para a mostra são gratuitos.


Módulos da exposição
Sentar 
Apresenta móveis populares, cadeiras e poltronas feitas por designers dos séculos 20 e 21 e conjuntos de sofás e cadeiras dos séculos 18 e 19. Um conjunto de tipologias que remetem ao uso recorrente ao longo do tempo, incluindo , cadeiras de balanço, cadeiras para criança, sofás, poltronas, poltronas de braço, canapés, bancos, mochos, cadeiras de costura e cadeiras de escritório giratórias. . Entre os destaques, figuram , peças elaboradas para o trabalho como uma cadeira de barbeiro e um raro exemplar de cadeira de dentista portátil, além de bancos e esteiras indígenas.

Guardar
São apresentados diversos tipos de móveis que foram utilizados para armazenar roupas, cartas, documentos e valores. Caixas, canastras, cofres, cômodas, armários, guarda-roupas, contadores, papeleiras e escrivaninhas revelam, por um lado, os modos de dar segurança ao que se quer preservar ou transportar e, por outro, a proteção dos testemunhos da nossa intimidade e das roupas e acessórios que usamos. Entre os destaques, estão a cômoda papeleira com seus sistemas de segredo, guarda-roupas de Alberto Santos Dumont e cangalhas utilizadas em mulas para o transporte de cargas.

Dormir
São exibidos móveis que evidenciam diversas formas de deitar e descansar praticadas no Brasil ao longo de séculos. Da rede de origem indígena às camas de casal ou de solteiro, estes móveis foram utilizados tanto em espaços compartilhados, como em ambientes cada vez mais íntimos ou individuais. Pelos vários materiais usados em sua confecção – como fibras naturais, madeiras, couro, metais para encaixes e molas, plásticos e tecidos – pode-se trilhar o caminho entre fatura artesanal, muitas vezes feitas por indígenas e negros, e a linha de produção em série, como é o caso das Camas Patente. Muitas camas foram ofertadas às coleções dos museus por terem pertencido a membros das elites, como a família imperial, nobres que receberam seus títulos dos imperadores, como a Marquesa de Santos; ou de personalidades da política no regime republicano. O módulo também apresenta um conjunto de móveis que pertenceu ao quarto de dona Violeta Jafet, doado em 2017 ao Museu Paulista. Ele é composto por cama, mesas de cabeceiras, penteadeira, sapateira, banqueta, cadeiras e mesa circular e um divã estofado. Dormir, sentar e guardar estavam, assim, reunidos em um mesmo ambiente de elite, por meio dos móveis feitos pelo Liceu de Artes e Ofícios, que foi o mais famoso fabricante de móveis da cidade de São Paulo.

Serviço
Exposição temporária “Sentar, Guardar, Dormir: Museu da Casa Brasileira e Museu Paulista em Diálogo”
Encerramento: dia 29 de setembro
Sala de exposições temporárias, ala oeste do piso Jardim
Entrada gratuita

Acesso ao edifício Monumento
O acesso ao edifício monumento, no qual estão abertas as exposições de longa-duração, se dá por meio de ingressos vendidos por agendamento em nosso site ou diretamente na bilheteria. Mais informações: Link 

Museu do Ipiranga
Endereço: Rua dos Patriotas, 100
Funcionamento: de terça a domingo (incluindo feriados), das 10h00 às 17h00 (última entrada às 16h00)
Bilheteria a partir das 9h00
Ingressos para as exposições de longa-duração: R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia-entrada)
Gratuidades: quartas-feiras e primeiro domingo do mês, além de entrada franca para públicos específicos.

Como chegar
Transporte público: de metrô, há duas estações próximas ao Museu, ambas da linha 2, verde: Alto do Ipiranga (30 minutos de caminhada) e Santos-Imigrantes (25 minutos a pé). A linha 710 da CPTM tem uma parada no Ipiranga (20 minutos de caminhada).
Principais linhas de ônibus: 4113-10 (Gentil de Moura – Pça da República), 4706-10 (Jd. Maria Estela – Metrô Vila Mariana), 478P-10 (Sacomã – Pompéia), 476G-10 (Ibirapuera – Jd.Elba), 5705-10 (Terminal Sacomã – metrô Vergueiro), 314J-10 (Pça Almeida Junior – Pq. Sta Madalena), 218 (São Bernardo do Campo – São Paulo).
Pessoas com deficiência em transporte individual: na entrada da rua Xavier de Almeida, nº 1, há vagas rotativas (zona azul) em 90°. Para quem usa bicicleta, foram instalados paraciclos na área do jardim.
Para quem usa bicicleta, há paraciclos próximos aos portões da R. Xavier de Almeida e R. dos Patriotas.

Patrocinadores e parceiros
Mantenedor: EDP, Shell, Vale
Patrocinador Master: Itaú
Parceiro Gold: Comgas, EMS, Sabesp, Santander
Patrocínio Silver: Caterpillar
Apoio: BNDES, Fundação BB
Empresas parceiras: Dimensional, Nortel, PWC, Too seguros
Parceria de mídia: Estadão, Revista Piauí, Uol, Instituto Bandeirantes
Apoio Institucional: MCB; Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo

quarta-feira, 19 de junho de 2024

.: Adaptação de romance, "Não Fossem as Sílabas do Sábado" estreia em julho


O espetáculo trata de temas como vida e impermanência, memória e apagamento, maternidade e luto, resistência e recomeços. A dramaturgia é de Liana Ferraz e elenco é formado pelas atrizes Carol Vidotti e Fábia Mirassos. Foto: Tomás Franco


Um trágico e absurdo acidente que muda a vida de duas mulheres é tema de "Não Fossem as Sílabas do Sábado", uma adaptação para o romance que rendeu à escritora e defensora pública Mariana Salomão Carrara o Prêmio São Paulo de Literatura em 2023. O espetáculo tem sua temporada de estreia no Sesc Belenzinho de 5 de julho a 4 de agosto, com apresentações às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h30.

A peça tem direção de Joana Dória, dramaturgia de Liana Ferraz e elenco formado por Carol Vidotti e Fábia Mirassos. A ideia de transportar o romance para o palco surgiu de um encontro casual entre Vidotti e a autora Mariana Salomão Carrara na plateia de outro espetáculo, em junho de 2023. “Eu perguntei para a Mariana se ela já tivera um livro seu adaptado para o palco e ela disse que adoraria que isso acontecesse. Nesse instante, a semente do projeto brotou na minha cabeça. Voltei para casa completamente eufórica, entendendo que ‘Não fossem as sílabas do sábado’ era a história que eu vinha buscando para contar numa peça. Tinha lido o livro numa quinta-feira de janeiro e me envolvido profundamente com essas personagens”, revela Vidotti, que assina a idealização da montagem. 

A trama se passa em uma manhã de sábado, quando Ana, que está em uma loja de molduras, liga para seu marido André, pedindo ajuda para carregar o quadro com o pôster do filme favorito do casal. Como a casa dos dois fica ali perto e André está demorando muito, a esposa começa a suspeitar do atraso. Um trágico acidente muda a vida de Ana e de sua vizinha Madalena, que moram no mesmo prédio, mas mal se conhecem: o marido de Madalena, ao pular da janela, desaba justamente sobre André. A partir de então, o que une as duas viúvas passa a ser justamente o que as separa. Em uma rotina de ausências, elas vão se aproximando e, juntas, atravessam a dor, a chegada de uma criança e as agruras do recomeço. Assim, nasce uma amizade que, talvez, expanda o que se entende por família.

“O luto vertiginoso que a narradora atravessa, as dores de ter seu plano de futuro perfeito destruído, as dificuldades com a maternidade, e a maneira como, acima de tudo, essas duas mulheres constroem uma relação de amizade e reformulam juntas o entendimento de família eram temas que vinham de encontro às minhas inquietações artísticas”, acrescenta Vidotti

Sobre a sensação de ver seu romance adaptado para a cena, Mariana Salomão Carrara relata: “Descobri que dentro da minha cabeça de escritora, possivelmente dentro de qualquer cabeça de escritora, existe uma espécie de palco. Só me dei conta disso quando vi, num ensaio, as atrizes materializando as palavras que em algum momento escutei dentro da minha cabeça.  Fiquei muito emocionada e perdida ouvindo a conversa num léxico que não é o meu – figurino, sombras, refletores – tentando compreender esse fenômeno que é tragarem para fora do livro e da cabeça de escritora essas vidas e essas dores que parecia que eu estava conhecendo de verdade apenas ali”.

A adaptação da obra para os palcos vem como disparador de temas caros de trazer para o debate público, como vida e impermanência, memória e apagamento, maternidade e luto, resistência e recomeços, amizade e amor. Tudo sob uma perspectiva feminina.

Já a diretora Joana Dória revela que se encantou pelo encontro das duas mulheres. “Mergulhamos no processo criativo querendo fazer peça do romance: manter seus traços estilísticos, suas imagens e adjetivos; explorar seu ritmo, seus fluxos, seus jorros, o transbordamento de palavras; e ter nossa prática teatral movimentada pela matéria da literatura. Como o texto literário pode ser transformado em expressão performativa, sonora, espacial e plástica? Como essas diferentes abordagens textuais podem dialogar entre si na criação cênica, sem que percamos de vista o objetivo simples de ser veículo de uma boa história?”, indaga. 

Além dos temas discutidos pela peça, as artistas destacam a importância de se trazer ao público uma adaptação de uma obra literária, instigando e incentivando as pessoas a tornar o ato de ler, acima de um hábito, uma prática social significativa para um avanço de nossa capacidade de estar no mundo.


Sinopse
Ana e Madalena são vizinhas, moram no mesmo prédio, mas mal se conheciam até um fato trágico marcar a vida das duas e mudar os rumos de suas histórias. O marido de Madalena, ao pular da janela, desaba justamente sobre o marido de Ana. E, a partir disto, o que as une é o que as separa. Na rotina das ausências, as duas viúvas vão se aproximando: atravessam a dor, a chegada de uma criança, as agruras do recomeço. Nasce uma amizade, que talvez expanda o que se entende por família. Não fossem as sílabas do sábado é uma adaptação teatral do romance homônimo de Mariana Salomão Carrara.


Bate -papo com Mariana Salomão Carrara, Carol Vidotti e Liana Ferraz
A recriação do romance "Não Fossem as Sílabas do Sábado" no teatro
Dia 3 de agosto de 2024
Horário: das 16h00 às 18h00
Local de realização: Área de Convivência


Ficha técnica
Idealização: Carol Vidotti
Elenco: Carol Vidotti e Fábia Mirassos
Direção: Joana Dória
Autora: Mariana Salomão Carrara
Dramaturgia: Liana Ferraz
Direção de movimento: Nina Giovelli
Assistência de direção: Abel Xavier
Trilha sonora e operação de som: Pedro Semeghini
Cenografia: Andreas Guimarães
Figurino: Érika Grizendi
Visagismo: Fábia Mirassos
Projeções, mapping e operação de vídeo: Vic Von Poser
Desenho e operação de luz: Henrique Andrade
Direção técnica: Giovanna Gonçalves
Fotos: Tomás Franco
Designer gráfico: Renan Marcondes
Intérprete de LIBRAS: Mirian Caxilé e Felipe Medeiros
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Apoio Cultural: Instituto Brasileiro de Teatro - IBT
Direção de produção: Marisa Riccitelli Sant’ana e Rachel Brumana
Produção executiva: Dani Correia e Paula Malfatti
Assistente de produção: Beatriz Falleiros
Gestão: Associação SÙ de Cultura e Educação


Serviço
"Não Fossem as Sílabas do Sábado"
Temporada: 5 de julho a 4 de agosto de 2024*
Às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h30
Sesc Belenzinho – Sala Espetáculos II – Rua Padre Adelino, 1000, Belenzinho
Ingressos: R$40,00 (inteira), R$20,00 (meia-entrada) e R$12,00 (credencial plena)
Vendas online em sescsp.org.br. Venda presencial em qualquer unidade do Sesc São Paulo
Telefone: (11) 2076-9700
Classificação: 12 anos
Duração: 1h20
Capacidade: 120 lugares
Acessibilidade: apresentações com tradução em LIBRAS acontecem nos dias 20 e 21 de julho. Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.

domingo, 16 de junho de 2024

.: Comédia "Antes do Ano Que Vem", estrelada por Mariana Xavier, volta a SP


Texto de Gustavo Pinheiro trata com sensibilidade e leveza de um tema preocupante, saúde mental, sob direção de Ana Paula Bouzas e Lázaro Ramos. O espetáculo, que já fez mais de 100 sessões lotadas, é mais uma realização da Trampo Produções e da WB Produções, dos produtores associados Bruna Dornellas, Mariana Xavier e Wesley Telles. Foto: Adriano Dória


Logo depois de uma temporada de grande sucesso no Rio de Janeiro, a comédia "Antes do Ano Que Vem", estrelada pela atriz Mariana Xavier retorna a São Paulo para uma temporada popular no Teatro Itália Bandeirantes, de 19 de julho a 8 de setembro, com ingressos a R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada). As apresentações acontecem às sextas e aos sábados, às 20h00, e aos domingos, às 18h00. Com texto inédito de Gustavo Pinheiro, o espetáculo trata com leveza e esperança nossas dores emocionais e nossa capacidade de se reinventar para contornar os desafios da vida. A montagem tem direção de Ana Paula Bouzas e Lázaro Ramos e direção de movimento de Márcio Vieira. 

O espetáculo já foi visto por mais de 45 mil pessoas em mais de 100 apresentações. O trabalho também já passou por Manaus (AM), Vitória (ES), Maceió (AL), Brasília (DF), Curitiba (PR), Campinas (SP), Teresina (PI), São José dos Campos (SP), Salvador (BA), Aracaju (SE), Uberlândia (MG), São Luís (MA), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Pelotas (RS), Caxias do Sul (RS), São Francisco do Sul (SC) e São Lourenço D’Oeste (SC).  

A nova temporada é possível graças ao projeto viabilizado através do Programa de Ação Cultural (ProAC), lei de incentivo do Estado de São Paulo, apresentado pela empresa Algar e com patrocínio da Foxconn. Mariana Xavier, a inesquecível Marcelina de "Minha Mãe É Uma Peça", se desdobra para dar vida a sete mulheres, que terão suas histórias conectadas através da Central de Apoio aos Desesperados, referência a atendimentos telefônicos voluntários que existem para tentar reverter situações que podem levar a medidas extremas. São elas:

Dizuite, a faxineira do CAD que só queria terminar o trabalho e passar a Virada com a família. Dra Telma, a terapeuta deprimida. Jussara, a atendente de telemarketing que sonha em voltar para o emprego de cozinheira. Gracinha, a anfitriã cujos convidados não aparecem na festa, mas se esconde na positividade tóxica. Maria de Lourdes, a socialite falida prestes a matar o marido. Michelle, a adolescente carente de atenção dos pais que foi traída pelo namorado e pela melhor amiga. Tia Xinda, a idosa que não sabe como pedir desculpas à sobrinha pela briga no Natal.

É noite de Ano Novo. Dra Telma, a psicóloga plantonista do CAD, não aparece para trabalhar e Dizuite, que não foi preparada para a função, mas administra com sabedoria popular as dores e delícias do próprio cotidiano, é quem acaba auxiliando as pessoas que estão do outro lado da linha em busca de ajuda, de um conselho, de um ombro ou apenas de alguém que as escute. Com sua “psicologia própria”, hilária e impulsiva, Dizuite assume a missão de mostrar a essas mulheres que vale a pena viver e que ainda dá pra ser feliz antes do ano que vem. O espetáculo é mais uma realização da Trampo Produções e da WB Produções, dos produtores associados Bruna Dornellas, Mariana Xavier e Wesley Telles. 

“A peça se passa na noite de Réveillon, quando há um aumento significativo no número de ligações com pedidos de ajuda. Datas como esta, de 'felicidade obrigatória', fazem aflorar ainda mais as emoções de quem não está lá muito satisfeito com a própria vida”, explica a atriz. A peça também se propõe a discutir questões fundamentais para a sociedade contemporânea, como solidão, empatia, solidariedade e a nova ditadura de felicidade imposta pelas interações virtuais. “O humor abre portas para novas percepções do mundo. Vivemos num tempo em que rir é o primeiro remédio para as nossas mazelas. Com este texto e o grande talento de Mariana, damos um salto além no humor atual que fala das mulheres”, afirma o diretor Lázaro Ramos.

Mariana Xavier também confessa: "Um misto de excitação e medo: é o que toma conta de tanta gente na noite de réveillon e também o que eu sinto nesse momento, encarando meu primeiro espetáculo solo. Antes do Ano Que Vem já é o maior desafio da minha carreira e prova que é possível fazer arte popular com qualidade e sensibilidade. Acredito na comédia como ferramenta não só de entretenimento, mas de crítica e reflexão. Acredito também no poder transformador da empatia e é através dela que esperamos que o público saia do teatro leve, afagado e um pouco transformado também".

Para o autor Gustavo Pinheiro, “o riso que propomos à plateia nesta comédia é o de compaixão, nunca do deboche. É o riso da empatia, de quem também tem suas dores e sabe que vivê-las e superá-las faz parte do jogo. Torço para que este espetáculo seja um convite para que cada pessoa na plateia também pense o que pode fazer por si mesmo, pela sua felicidade, o quanto antes. Se possível, antes do ano que vem”.

Sinopse
Hilária e impulsiva, com “psicologia própria”, Dizuite distribui conselhos de esperança por telefone para mulheres com dores emocionais e mostra a capacidade de se reinventar para contornar os desafios da vida e que vale a pena viver, que ainda dá pra ser feliz antes do ano novo chegar.

Ficha técnica
Elenco: Mariana Xavier
Texto: Gustavo Pinheiro
Direção: Ana Paula Bouzas e Lázaro Ramos
Idealização: Mariana Xavier
Direção de produção: Bruna Dornellas e Wesley Telles
Direção de movimento: Márcio Vieira
Produção executiva: Erika Horn
Assistente de produção: Alana Carvalho
Gestão de projetos: Deivid Andrade
Assistente de produção: Lays Mattos
Consultoria terapêutica: Rossandro Klinjey
Criação de arte: Yasmin Campbell
Design gráfico: Jhon Lucas Paes
Design de luz: Adriana Ortiz
Cenário: Natalia Lana
Cenotécnico: André Salles e Equipe
Costureira de Cenário: Nice Tramontin
Figurino: Tereza Nabuco
Costureira Figurino: Adélia Andrade
Preparação vocal: Jorge Maia
Trilha sonora: Jarbas Bittencourt
Operador de Som: Júlio Coelho
Operador de Luz: Matheus Espessoto
Fotos de cena: Adriano Dória
Mídias Sociais: Ismara Cardoso
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Coordenação Administrativa: Vianapole Comunicação
Contabilidade: Gavacon Contabilidade
Assessoria jurídica: Maia, Miranda & Benincá Advocacia
Produtores associados: Bruna Dornellas, Mariana Xavier e Wesley Telles
Apresentado por: Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativa, e Algar
Patrocínio: Foxconn
Realização: WB Produções e Trampo Produções


Serviço
"Antes do Ano Que Vem", com Mariana Xavier
Temporada popular: de 19 de julho a 8 de setembro
Às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h
Teatro Itália-Bandeirantes – Avenida Ipiranga, 344, República
Ingressos: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada)
On-line pelo site ou app da Sympla
Na bilheteria do teatro durante a temporada, todos os dias de espetáculo 2h antes.
Classificação: 12 anos
Duração: 60 minutos
Vendas Sympla: https://bileto.sympla.com.br/event/94383
Acessibilidade: Teatro com espaço acessível para cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção. Intérprete de libras e audiodescrição todos os sábados da temporada.
Informações: wbproducoes.com ou pelo WhatsApp 2799293-7558.
Durante todos os sábados da temporada temos bate-papo após o espetáculo, onde a atriz Mariana Xavier e mais um convidado especial falam sobre o espetáculo e o tema da peça, saúde mental.

terça-feira, 25 de abril de 2023

.: Releitura de "A Gaivota", de Anton Tchekhov, explora a comicidade

Com direção de Felipe Sales, a peça explora a comicidade desse clássico teatral com as linguagens da palhaçaria, da bufonaria e da música ao vivo. Foto: Jennifer Glass


Escrito em 1895, o clássico teatral "A Gaivota", de Anton Tchekhov (1860-1904) é revisitado no novo trabalho da Cia. Bípede de Teatro Rupestre. O espetáculo estreia no dia 5 de maio no Centro Cultural Galeria Olido, onde segue em cartaz até o dia 28 do mesmo mês, com apresentações às sextas e aos sábados, às 18h30, e aos domingos, às 15h.

A direção é assinada por Felipe Sales e o elenco conta com Alana Oliveira, Bárbaro Xavier, Cristiano Kozak, Gustavo Zevallos, Luciana Schwinden, Nanda Versolato, Mariana Matanó, Rafael Pacheco e Thiago Winter.

A história original se passa em uma tarde de verão em uma propriedade rural na Rússia, no final do século 19, quando o escritor Trepliov decide apresentar para a própria família sua mais nova peça, que é estrelada por Nina, por quem ele está apaixonado. 

A encenação, no entanto, não agrada aos convidados, em especial à mãe de Trepliov, Arkadina, que é uma grande atriz do teatro clássico e ao seu amante Trigórin, um renomado romancista. O fracasso da encenação leva o jovem a questionar o próprio talento e entrar em uma profunda crise. Ao mesmo tempo, Nina se apaixona por Trigorin e, desejando a fama e glória, foge para Moscou na tentativa de viver um romance com o escritor e ir atrás de seu sonho de tornar-se uma atriz profissional

Esses conflitos expõem uma série de problemas das pessoas daquele ciclo social – e de toda a sociedade daquela época. O espetáculo discute temas como a frieza nas relações familiares, o desencanto da juventude perdida e alguns conflitos geracionais.

A montagem da Cia. Bípede de Teatro Rupestre acentua a comicidade do texto de Tchekhov por meio da música ao vivo interpretada pelos próprios artistas, da palhaçacia e da bufonaria.

Sinopse: A história de Anton Tchekhov se passa em uma propriedade rural durante o verão russo. Trepliov, um jovem aspirante a escritor, decide apresentar para a sua família sua mais nova obra. No entanto, suas expectativas são quebradas pela reação de sua mãe, Arkádina, uma verdadeira prima donna do teatro clássico. Essa frustração desencadeia uma série de fricções entre as personagens e, dessa convivência, as mais diversas questões aparecem: triângulos amorosos, a frieza nas relações familiares, o desencanto da juventude perdida e diversos conflitos geracionais. A montagem da Cia. Bípede de Teatro Rupestre revisita esse clássico e traz à tona a comicidade do texto através do jogo cênico, que combina o teatro dramático com elementos da palhaçaria, da bufonaria e quebras musicais.


Ficha Técnica

Texto: Anton Tchekhov

Tradução: Rubens Figueiredo

Encenação: Felipe Sales

Direção Musical: Verônica Agnelli

Elenco: Alana Oliveira, Bárbaro Xavier, Cristiano Kozak, Gustavo Zevallos, Luciana Schwinden, Nanda Versolato, Mariana Matanó, Rafael Pacheco e Thiago Winter

Cenografia: Cristiano Kozak

Adereços: Madalena Marques

Figurino: Mariana Matanó

Iluminação: Thiago Winter

Direção de Produção: Felipe Sales e Luciana Schwinden

Assessoria de imprensa: Pombo Correio Assessoria de Imprensa

Realização: Prefeitura de São Paulo, Secretaria Municipal de Cultura, Centro Cultural Galeria Olido e Companhia Bípede de Teatro Rupestre


Serviço

"A Gaivota", de Tchekhov, com a Cia. Bípede de Teatro Rupestre

Temporada: 5 a 28 de maio

Às sextas e aos sábados, às 18h30, e aos domingos, às 15h


Centro Cultural Olido – Sala Paissandu – Avenida São João, 473, Centro Histórico

Ingressos: Grátis, distribuídos 1 hora antes de cada apresentação

Duração: 110 minutos

Classificação: 14 anos


Oficinas na Virada Cultural

Processos Criativos: revisitando Tchekhov no Século XXI

Datas: 27 e 28 de maio 

Carga horária: 4 horas

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

.: "Horror Lavanda" discute opinião pública na era da hiperconexão


Com direção de Gustavo Trestini e dramaturgia de Rui Xavier, em diálogo com o ator Munir Kanaan, espetáculo estreia na Oficina Cultural Oswald de Andrade e tem temporada no espaço O Andar. Espetáculo propõe discussão sobre a opinião pública na era da hiperconexão e das redes sociais. Foto: L.P. Daniel


O julgamento de um homem acusado de assassinar brutalmente uma criança é o ponto de partida do espetáculo "Horror Lavanda", com direção de Gustavo Trestini e dramaturgia de Rui Xavier, em diálogo com o ator Munir Kanaan. A peça tem sua temporada de estreia até dia 8 de outubro na Oficina Cultural Oswald de Andrade, e, depois segue em cartaz no espaço O Andar, de 15 de outubro a 6 de novembro.

Na trama, um advogado precisa decidir se aceitará um caso com potencial de mudar a sua vida, sem ter a certeza da inocência de seu cliente. Trata-se de um poderoso industrial acusado do assassinato atroz de uma criança. Preso entre a oportunidade na carreira e o dilema moral que se infiltra em sua consciência na forma de uma dúvida inquietante, o protagonista tem um encontro definitivo com a monstruosidade humana, e, portanto, com a sua própria.

Na hiperconexão do mundo contemporâneo, os julgamentos se formam quase instantaneamente, e a opinião pública na internet é, sozinha, o juiz, o júri, e, com frequência, o carrasco. Ao público, cabe decidir: esse homem tem sua parcela de culpa, ou sua tragédia é somente um azar? Como nos comportamos, cada um de nós, na histeria dos julgamentos digitais? Como tomar uma decisão, quando fazer a coisa certa pode custar a sua vida ou a de outra pessoa?

Após trazer à cena, em Hotel Mariana, o testemunho humano direto de uma das mais importantes tragédias da história recente brasileira, Munir Kanaan continua refletindo sobre o tempo presente com sua nova criação, o espetáculo solo Horror Lavanda, escrito pelo dramaturgo Rui Xavier a partir de um processo de “dramaturgia comentada”, ou seja, um processo de escrita estimulada por discussões, leituras e releituras junto ao ator/criador. 

A partir de temas de extrema relevância da atualidade, como a força das redes sociais, das fake-news e da opinião pública nos linchamentos morais, foi desenvolvida uma densa história de suspense que reflete sobre os aspectos mais sombrios da natureza humana, e de como eles interagem com a nossa sociedade em particular.

Sinopse
Na hiperconexão do mundo contemporâneo, os julgamentos se formam quase instantaneamente, e a opinião pública na internet é, sozinha, o juiz, o júri, e, com frequência, o carrasco. Para aceitar um caso com potencial para mudar sua vida, um advogado terá que enfrentar essa onda, sem ter a certeza de que seu cliente, um poderoso industrial acusado do assassinato atroz de uma criança, seja realmente inocente. Preso entre a oportunidade na carreira e o dilema moral que se infiltra em sua consciência na forma de uma dúvida inquietante, o protagonista tem um encontro definitivo com a monstruosidade humana, e, portanto, com a sua própria.


Ficha técnica
"Horror Lavanda", de Rui Xavier
Idealização e direção de produção:
Munir Kanaan
Elenco: Munir Kanaan
Dramaturgia: Rui Xavier
Direção: Gustavo Trestini
Arquitetura cênica: Eric Lenate
Desenho de luz: Rodrigo Caetano
Trilha sonora e vídeo: L.P. Daniel
Figurino: Carol Reissman
Operação de som: May Manão
Operação de luz: Alexandre Gonzalez
Técnico e operador de vídeo mapping: VJ. Alexandre Gonzalez
Realização: Gengibre Multimídia e Vasta Cia de Teatro


Serviço
"Horror Lavanda", de Rui Xavier
Classificação:
14 anos
Duração: 55 minutos

Oficina Cultural Oswald de Andrade -
Rua Três Rios, 363 - Bom Retiro
Temporada: até dia 8 de outubro
De quarta a sexta, às 20h, e aos sábados e feriados, às 18h
Ingressos: grátis, distribuídos uma hora antes do espetáculo
Capacidade: 40 lugares

O Andar -
Rua Dr. Gabriel dos Santos, 30 - 2ºAndar, Santa Cecília (próximo do metrô Marechal Deodoro)
Temporada: 15 de outubro a 6 de novembro
Aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h
Ingressos: R$ 10
Capacidade: 50 lugares

domingo, 2 de outubro de 2022

.: "Muito Pelo Contrário", com Emílio Orciollo Netto, no Teatro Unimed

Comédia inédita escrita por Antonio Prata em curta temporada reflete sobre as relações afetivas no pós-pandemia. A direção é de Vilma Melo e Victor Peralta. 


Em cartaz no Teatro Unimed, a comédia dramática "Muito Pelo Contrário", um texto inédito escrito por Antonio Prata especialmente para o ator Emílio Orciollo Netto. Este espetáculo muito divertido, dirigido por Vilma Melo e Victor Garcia Peralta, fala da vida de um casal comum, com suas qualidades e defeitos, neste inquieto mundo atual, em rápida transformação pós-pandemia, em que se reveem temas como liberdade, fidelidade, machismo, empoderamento feminino e o amor que leva duas pessoas a terem uma vida a dois.

“'Muito Pelo Contrário' pretende fazer rir e pensar, necessariamente nessa ordem. Uma excelente oportunidade para rir das nossas neuroses, preconceitos, fraquezas, ciúmes, raivas e inseguranças”, afirma Antonio Prata, autor do texto sobre a quarentena forçada pela pandemia, que colocou à prova muitos casais. Alguns, inclusive, não sobreviveram à convivência extrema. 

A muito divertida comédia dramática "Muito Pelo Contrário" narra um momento na vida de Pedro, em crise com a esposa, Gabi, depois de dois anos envolvidos nos perrengues do primeiro filho. Quando Pedro acha que a vida sexual do casal foi pro lixo junto com as fraldas sujas e restos de banana amassada com aveia, vê-se diante da possibilidade de uma pulada de cerca. Mas tudo pode mudar diante dos direitos iguais.

“Uma peça escrita, dirigida e encenada por craques. Trata de temas atuais, que podem ser divertidos e intrigantes ao mesmo tempo. É um prazer ter um texto inteligente e perspicaz como este sendo encenado em nosso Teatro Unimed. Tenho certeza que a retomada das atividades presenciais e a oportunidade de estarmos com familiares e amigos em eventos culturais contribuem para a saúde mental e o bem-estar de todos", afirma Luiz Paulo Tostes Coimbra, presidente da Unimed Nacional.

“O Teatro Unimed continua no seu propósito de oferecer produções de qualidade ao público de São Paulo e a seus visitantes, com uma programação feita para ser aproveitada junto com a família e amigos, de forma leve, divertida e que, ao mesmo tempo, nos faz pensar. Por sua localização privilegiada no Edifício Santos-Augusta, frequentar o Teatro Unimed permite uma experiência completa, antes e depois do espetáculo, com a alta qualidade e o ótimo atendimento do Perseu Coffee House, no térreo, e do Casimiro Ristorante dal Tatini, no quarto andar”, declara Fernando Tchalian, CEO da desenvolvedora Reud, controladora do Teatro Unimed.

Segundo informações do conselho federal do Colégio Notarial do Brasil (CNB), o segundo semestre de 2020 teve um recorde de dissoluções matrimoniais com 43.859 registros, chegando a um aumento de 15%, bem acima da variação anual de 2%. O fim da quarentena e a chegada do “novo normal” também trazem questões aos casais que, depois de um longo inverno, tentam retomar suas rotinas.

Se é verdade que depois de toda grande tragédia humanitária há um pico de euforia e hedonismo, questões como fidelidade e traição ocupam o centro da pauta. Mesmo antes do coronavírus, é verdade, tais questões já estavam em alta. A terceira onda do feminismo, o movimento #metoo e outras eclosões femininas mudaram a relação entre os gêneros e exigem dos homens um reexame inédito.

A peça "Muito Pelo Contrário" é exatamente este reexame: um homem em crise diante da liberdade de sua mulher, tentando encontrar o seu novo papel neste mundo em (des)construção. O humor, característica sempre presente nos livros, roteiros e crônicas de Antonio Prata, faz com que toda esta reflexão se dê de forma leve, mas incisiva. 

A atuação precisa e realista de Emilio Orciollo Netto, com anos de experiência no teatro, cinema e televisão, dá ao texto uma fluição natural, coloquial, orgânica. Rodrigo e Gabi são pais de primeira viagem. Depois de dois anos trocando fralda, amamentando, acordando de madrugada e submetendo-se a todos os perrengues exigidos por um recém-nascido, veem-se diante de um bebê estupendo - e de uma relação estropiada. Meses de insônia, pijamas, olheiras, pantufas e golfadas no ombro não são exatamente o cenário mais adequado para que brilhem o romance, o sexo e a alegria da vida a dois - ou melhor, a três.

No momento em que Rodrigo acha que sua vida sexual acabou, conhece no trabalho uma mulher que lhe desperta o desejo. Sob toneladas de culpa, ele se pergunta: qual seria a gravidade de um sexo casual com a colega? Ele não quer uma amante. Não pensa de jeito nenhum em se separar. Sexo casual com outra mulher faria dele um monstro da masculinidade tóxica? Um parceiro desleal? Ou apenas um ser humano livre que dispõe de seu corpo com liberdade durante sua curta passagem sobre a terra? E se sua amada esposa estivesse pensando em fazer a mesma coisa, com os mesmos direitos que ele? Como lidar com sua educação machista, antiquada, de homem nascido no final do século 20?

A peça analisa uma relação amorosa contemporânea a partir desta pergunta: o que significa, nos dias de hoje, uma traição? É legítimo que um dos dois faça sexo com um terceiro, sem que o cônjuge fique sabendo? É melhor que saiba, que o assunto seja discutido à mesa de jantar? Ou trata-se de uma questão privada, que não faz parte da vida do casal? Quem pula a cerca é uma pessoa livre e bem resolvida ou canalha? Como aceitar para o outro as liberdades que porventura queremos para nós mesmos? A chegada de um filho acaba com a vida sexual de um casal? O casamento sobrevive a noites mal dormidas, trocas de fraldas, mamadeiras, golfadas, choros? O amor é mais forte que tudo isso? Ainda mais no meio de uma pandemia e de uma crise política e social sem precedentes?


Sobre o autor
Paulistano, Antonio Prata é escritor e roteirista, com 14 livros publicados, entre crônicas, contos e infantis, Antonio Prata escreve para televisão, cinema e teatro. Em 2013, foi selecionado pela revista Granta como um dos 20 melhores escritores brasileiros com menos de 40 anos. Filho dos também escritores Mário Prata e Marta Góes, trabalha como roteirista na Rede Globo, onde participou da equipe das novelas "Bang Bang" (2006) e "Avenida Brasil" (2012), "A Regra do Jogo" (2015) e das séries "Os Experientes" (2016, prêmio APCA de melhor série e finalista do Emmy Internacional), "Sob Pressão" (2017/2018, vencedor do APCA de melhor série) e "Pais de Primeira" (2018, vencedor do prêmio ABRA de melhor roteiro de série cômica).


Atualmente, escreve a série "Encantado’s", com Chico Mattoso, Renata Andrade e Thais Pontes, que deve estrear no fim de 2022 no Globoplay. Sobre as provocações de "Muito Pelo Contrário", sua primeira peça a ser encenada, ele analisa: “Vejam só que coisa: fomos à Lua, dividimos o átomo, modificamos o DNA, fotografamos um buraco negro, mas estamos completamente desamparados, contando somente com a própria experiência e intuição, quando se trata de organizar uma vida a dois. A Apple, a Microsoft, a OMS, a Nasa e os tutoriais do Youtube pouco ou nada podem ajudar casais a definir as regras e protocolos de cada relação. Na hora de juntar os trapos - e, mais difícil, mantê-los juntos -, cada um de nós, ou melhor, cada dois, tem que inventar seu próprio modelo. As dificuldades são ainda maiores numa época em que se questionam os papeis dos gêneros. Derrubadas as paredes que colocavam a mulher no lar e o homem no trabalho, cabe aos dois descobrir, juntos, quais os direitos e deveres de cada um. Trata-se de uma benção e de uma maldição. Um casamento pode ser o que quisermos, mas nós é que precisamos construí-lo. Nesta elaboração, tanto o homem quanto a mulher (e isso vale pra relações hétero ou homossexuais) percebem em si próprios a distância entre o ideal e o real. Entre aquilo que gostariam de ser e o que realmente são. O que é um perrengue para a vida amorosa contemporânea é, felizmente, um prato cheio para a dramaturgia”.


Sobre o ator
Também paulistano, Emilio Orciollo Netto tem uma carreira de quase 33 anos de atuação no teatro, cinema e televisão. De apresentador do "Globo Ciência" logo passou a brilhar em novelas, como "O Rei do Gado", "Anjo Mau", "Alma Gêmea" (Rede Globo) e "Marcas da Paixão" e "Topíssima" (Record), séries como "Chiquinha Gonzaga" (Rede Globo) e "O Mecanismo" (Netflix) e filmes como "Tropa de Elite 2" (dirigido por José Padilha) e "Real - O Plano por Trás da História" (dirigido por Rodrigo Bittencourt).

No teatro, já participou de quase duas dezenas de peças, entre as quais "O Beijo no Asfalto" (ao lado de Leopoldo Pacheco, com direção de Michel Berkovitch) e "Atrás da Porta" (2014, como diretor). Sobre este seu mais novo trabalho, conclui: “Tempos difíceis, talvez como nunca antes passamos. Como se relacionar nesse momento? Meu grande desejo como ator e produtor é poder mostrar ao público, um pouco desse mundo caótico e real de um casamento com um filho de dois anos de idade. Expectativa versus realidade. Sonhos que muitas vezes nunca se concretizam. O olhar de Antonio Prata nos traz esse universo para o entretenimento e a reflexão”.


Sobre os diretores
A carioca Vilma Melo é atriz, diretora e professora de artes cênicas, primeira atriz negra a ganhar o Prêmio Shell na categoria de Melhor Atriz, pelo espetáculo "Chica da Silva - O Musical" (2017). Tem vários trabalhos no cinema, como os filmes "Campo Grande" e "Três Verões" (ambos de Sandra Kogut) e na televisão, como as novelas "Prova de Amor", "Avenida Brasil" e "Joia Rara" e os seriados "Sob Nova Direção" e "Cidade dos Homens" (todos da Rede Globo).

No teatro, já participou de várias montagens, como "Grande Othelo - Êta Moleque Bamba!" (2004) e "AntígonaCreonte" (2011) e dirigiu "Lapinha" (de Isabel Fillardis) ao lado de Edio Nunes. Sobre seu trabalho de direção na peça "Muito Pelo Contrário", ela afirma: “o instigante de dirigir isso tudo é ter o humor como a mola mestra e o término sem juízo de mérito. É o espectador quem vai ter a sua resposta, única e individual. O texto tão bem reconhecido por nossa mente aponta lugares com que nos identificamos piamente. Emilio, este experiente ator, é o condutor deste percurso agônico, mas leve;sério, mas burlesco; real, mas imagético. E ele vai nos fazer mergulhar nesta divertida história”. }

Chamado por amigos como “o argentino mais querido dos palcos cariocas”, Victor Garcia Peralta é ator, cenógrafo e diretor teatral de grandes sucessos como "Os Homens São de Marte... e é Para Lá que Eu Vou" e "Não Sou Feliz Mas Tenho Marido", entre muitos outros espetáculos. Seu olhar de grande cuidado estético e, ao mesmo tempo, fortemente dedicado ao trabalho do ator é sua marca registrada. E é assim que ele se refere a este novo trabalho de direção: “'Muito Pelo Contrário' me seduziu e instigou desde a primeira leitura. O texto de Antonio Prata me deixou cheio de perguntas. Quando isso acontece é um bom sinal. Sermos monógamos é uma utopia criada pela sociedade ou por algumas religiões? Existe fidelidade? No meu caso, não acredito na monogamia e na fidelidade, acredito na lealdade”.

Ficha técnica
Espetáculo "Muito Pelo Contrário"
Autor:
Antonio Prata
Ator: Emilio Orciollo Netto
Direção: Vilma Melo e Victor Peralta
Vozes em off: Bruno Mazzeo e Vilma Melo
Cenário: Mina Quental
Figurinos: Mariana Barreto Orciollo
Desenho de luz: Luciano Xavier
Trilha sonora: Plínio Profeta
Coordenação de comunicação Morente Forte: Beth Gallo
Concepção e criação visual: Mariana Barreto Orciollo
Designer: Pedro Brucz
Assessoria de Imprensa Morente Forte: Thais Peres
Fotos de estúdio: Jorge Bispo
Fotos de cena: Caio Gallucci
Secretaria: Alceni Braz
Administração: Magali Morente Lopes
Direção de produção: Clarice Philigret
Produção executiva: Dante Passarelli
Gerente técnico Teatro Unimed: Reynold Itiki
Assessoria jurídica Teatro Unimed: Carolina Simão
Comunicação Teatro Unimed: Dayan Machado
Assessoria de Imprensa Teatro Unimed: Fernando Sant’ Ana
Produtores associados: Emílio Orciollo Netto, Selma Morente e Célia Forte
Realização: Emilio Orciollo Netto,  Morente Forte Produções Teatrais e Teatro Unimed

 
Serviço
"Muito Pelo Contrário"
Teatro Unimed (249 Lugares)
Ed. Santos Augusta, Al. Santos, 2159, Jardins, São Paulo
Curta temporada: até dia 9 de outubro de 2022
Horários: sextas e sábados, às 21h. Domingos, às 18h
Valores: inteira - R$ 90 (plateia), R$ 70 (balcão).
Duração: 70 minutos
Classificação: 14 anos
Gênero: comédia
Clientes Unimed têm 50% de desconto com apresentação da carteirinha. Descontos não cumulativos.
Horários da Bilheteria: Sexta e sábado, das 13h30 às 21h30. Domingos, das 10h30 às 18h30.
Acessibilidade: ingressos para cadeirantes e acompanhantes podem ser reservados pelo e-mail contato@teatrounimed.com.br
Recomenda-se o uso de máscara durante todo o espetáculo.
Estacionamento com manobrista: R$ 25 (primeira hora) + R$ 10 (por cada hora adicional)
Vendas pela internet: www.sympla.com.br/teatrounimed

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