Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação
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sexta-feira, 13 de março de 2026
.: Crítica musical: com álbum antológico, Fagner também é Bossa Nova
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação
terça-feira, 10 de março de 2026
.: Show celebra 50 anos do álbum “Fruto Proibido”, de Rita Lee & Tutti Frutti
Nos dias 14 e 15 de março de 2026, o Teatro Paulo Autran – Sesc Pinheiros recebe o espetáculo "Fruto Proibido - 50 Anos", com a banda Fruto Proibido, formada por Arícia Mess (vocal), Bianca Godói (bateria e sampler), Joana Bergman (teclado e voz), Helena Cruz (baixo, voz e direção musical), Sofia Chablau (guitarra e voz) e Mônica Agena (guitarra e voz). Participam da apresentação Ná Ozzetti e Lucinha Turnbull.
O grupo celebra os 50 anos do álbum Fruto Proibido, de Rita Lee e Tutti Frutti – que tem canções icônicas como “Agora Só Falta Você", "Ovelha Negra", "Luz del Fuego" e "Fruto Proibido”. Além disso, o conjunto vai revisitar canções de “Atrás do Porto Tem Uma Cidade”, outro álbum de Rita (lançado em 1974). A concepção do show é da diretora artística e cantora Arícia Mess, que reuniu uma equipe feminina para revisitar dois marcos da trajetória de Rita Lee (1947 – 2023). A proposta é celebrar a influência da artista sobre diferentes gerações de mulheres e reafirmar a presença feminina no rock brasileiro.
O espetáculo tem duração de 90 minutos e apresenta repertório centrado nos dois discos, lançados em meados da década de 1970. Em 1975, "Fruto Proibido" consolidou Rita Lee como nome central do rock nacional e ampliou o espaço para a expressão feminina na música popular brasileira. Lançado ainda durante a ditadura militar, o álbum trouxe letras que dialogavam com autonomia e liberdade feminina, em um contexto político anterior à abertura de 1979. À época, o jornalista e compositor Nelson Motta destacou o disco como o primeiro grande sucesso popular de um artista representativo do rock brasileiro dos anos 1970, projetando Rita Lee ao estrelato. A estreia do espetáculo ocorreu na Choperia do Sesc Pompeia, com ingressos esgotados.
A Banda – Mini bio das Integrantes
Arícia Mess, veterana da cena underground do Rio de Janeiro; cantora, compositora, performer e produtora. Gravou o álbum Versos do Mundo na Europa.
Helena Cruz, baixista, professora e integrante das bandas Pelados e Comite Secreto Subaquático. Já colaborou com artistas como Bruno Berle, Jadsa, Max de Castro e Sessa. Em 2022 foi indicada como artista revelação pelo APCA em 2022.
Sophia Chablau, compositora paulistana com canções interpretadas por nomes como Chico Bernardes e Ana Frango Elétrico. Líder da banda Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo. Citada pela revista SPIN (EUA) como um dos artistas para se observar em 2022.
Bianca Godói, produtora musical, técnica de gravação e compositora de trilhas sonoras. Trabalhou com Maria Gadú, Zeca Baleiro e participou de festivais como Montreux Jazz. Fundadora da gravadora independente Codorna Records
Joana Bergman, tecladista, acompanha atualmente Hélio Ziskind e Nduduzo. Já tocou com Lucinha Turnbull, Anelis Assumpção e integrou a banda I Hope Show. Compositora de trilhas para espetáculos como Beijo no Asfalto.
Monica Agena, guitarrista, cantora e produtora musical (projeto Moxine). Atuou com Fernanda Takai, Natiruts, Emicida e Arrigo Barnabé
Serviço
Show "Fruto Proibido - 50 Anos"
Dias: 14 e 15 de março de 2026, sábado às 20h00 e domingo às 18h00.
Local: Sesc Pinheiros - Auditório - R. Pais Leme, 195 - Pinheiros, São Paulo, SP
Ingressos: R$ 21,00 (credencial plena), R$ 35,00 (meia) e R$ 70,00 (inteira) - Vendas em sescsp.org.br ou na bilheteria de todas as unidades do Sesc SP
Duração: 90 minutos | Classificação etária indicativa: 12 anos
Capacidade: 1.000 lugares
Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida
Sesc Pinheiros
Rua Paes Leme, 195, Pinheiros - São Paulo
Horário de funcionamento: Terça a sexta: 10h00 às 22h00. Sábados: 10h00 às 21h00. Domingos e feriados: 10h00 às 18h30
Estacionamento com manobrista
Como chegar de transporte público: 350 metros a pé da Estação Faria Lima (metrô | linha amarela), 350m a pé da Estação Pinheiros (CPTM | Linha Esmeralda) e do Terminal Municipal Pinheiros (ônibus).
Acessibilidade: a unidade possui rampas de acesso e elevadores, além de banheiros e vestiários acessíveis para pessoas com mobilidade reduzida. Também conta com espaços reservados para cadeirantes.
domingo, 8 de março de 2026
.: Elaine Frere e Flávvio Alves consolidam parceria com o lançamento de álbum
O primeiro álbum da cantora e compositora Elaine Frere em parceria com o poeta, compositor e produtor musical Flávvio Alves foi lançado. Gravado no estúdio Canto da Coruja, “Lá Onde o Agora Espera” chega ao público pelo selo Sete Sóis com distribuição da Tratore e com capa em aquarela da artista cearense Raísa Christina. Depois de três singles rodando nas plataformas digitais, a dupla resolveu produzir o álbum. Entre mais de duas dezenas de composições em parceria, Flávvio escolheu 12. As canções se conectam tematicamente e foram alinhavadas seguindo o formato vinil - no lado A estão seis faixas que falam sobre tempo e espaço; e no lado B estão as seis que discorrem sobre desilusão, medo e desesperança.
No álbum, que tem as participações especiais do cantor Rubi nos vocais e do guitarrista Estevam Sinkovitz, Elaine Frere é acompanhada por Ricardo Prado (sanfona, teclados, baixo, violão e bateria) e Guto Gonzales (bateria). A parceria começou quando Flávvio viu um post de Elaine junto com a filha. “A foto era tão significativa, eivada de amor fraterno e de tantos outros sentimentos implícitos, que emocionado resolvi comentar o post”, conta Flávvio.
“Receber um poema de Flávvio para musicar é como atingir a maioridade! O comentário numa postagem na rede social era tão perfeito, que musiquei sem que ele soubesse. A coragem de mostrar demorou, mas rendeu uma enxurrada de escritos que me foram enviados pelo Flávvio, com uma mensagem para que eu escolhesse um para musicar. E eu musiquei praticamente todos! As melodias pulavam daquelas palavras na primeira leitura e era impossível reter aquele fluxo. Flávvio respira versos e os seus versos me tocam profundamente, fazendo perfeita aliança com as melodias que trago, engavetadas no tempo”, revela Elaine, contando sobre a conexão imediata com Flávvio e as diversas composições que brotaram depois do comentário na postagem.
“Eu me sinto traduzido nas melodias da Elaine, ela consegue encontrar o âmago das minhas palavras de uma maneira que somente o olhar feminino conseguiria. Cada parceiro transita em um universo diferente da minha criação artística, intuo para qual parceiro ou parceira devo mandar determinado tipo de letra. Encontrar este caminho me dá uma satisfação imensa”, completa Flávvio. Assim, Elaine entrou para o rol dos parceiros mais constantes de Flávvio, formado por Kleber Albuquerque, Adolar Marin e Rubi.
Flávvio Alves é poeta, compositor e produtor, um dos fundadores do selo Sete Sóis, que já lançou mais de 50 álbuns, já foi gravado por Ceumar, Renato Braz, Rubi, Kleber Albuquerque, Fred Martins, Zeca Baleiro, entre tantos outros. Tem composições em parceria com Alice Ruiz, Adolar Marin, Carlos Careqa, Daniel Groove, Fred Martins, Fernando Cavallieri, Kleber Albuquerque, Marco Vilane, Rubi, entre tantos outros. Lançou o CD Outras canções de Desvio, com a arte da capa feita por Lourenço Mutarelli, e com composições em parceria com diversos artistas de diferentes Estados do Brasil, lançou dois álbuns em parceria com Adolar Marin e um álbum em parceria com Kleber Albuquerque.
Elaine Frere é produtora cultural e artista independente que atua em diversas esferas da arte, como por exemplo o Circo e o Teatro. Escreveu, atuou, dirigiu, compôs trilhas sonoras e produziu espetáculos com parceiros como Hugo Possolo, Guga Stroeter e Vladimir Capela. Atuou como Coordenadora Geral de Produção, Financeira e Gestora de Comunicação no FIC - Festival Internacional de Circo de São Paulo, de 2018 a 2022. Como escritora, é autora de dois livros infantis de temática circense: “Trilha das letras” e “Napoleão”. A partir de 2019 volta-se inteiramente para a música autoral e lança seu primeiro single “Quando Adormeço”, com participação de Kleber Albuquerque. Em 2021, lançou o álbum “Quando os versos se uniram pra reclamar canção”, com produção de Felipe Mancini. Desde então, vem lançando singles em parceria ou solo.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
.: Fernanda Montenegro reabre Teatro do Sesc Santos em ano histórico
Fernanda Montenegro inaugura o palco renovado do Teatro do Sesc Santos, marcando a reabertura do espaço com a leitura “Fernanda Montenegro Lê Simone de Beauvoir”. Foto: Guilherme Pires
Com Fernanda Montenegro no palco, o Teatro do Sesc Santos reabre as cortinas em grande estilo. A atriz inaugura oficialmente o espaço renovado com a leitura dramática “Fernanda Montenegro Lê Simone de Beauvoir”, entre os dias 20 e 22 de fevereiro, marcando o retorno da programação artística ao teatro após um amplo processo de modernização técnica. Na leitura dramática extraída da obra “A Cerimônia do Adeus”, Fernanda Montenegro apresenta reflexões centrais do pensamento de Simone de Beauvoir sobre o feminismo, a liberdade e sua relação com o filósofo Jean-Paul Sartre. O encontro entre a atriz e a pensadora francesa resulta em uma experiência íntima e potente, que aproxima o público de uma das vozes mais revolucionárias do século XX.
A reabertura acontece em um ano simbólico: o Sesc celebra 80 anos de atuação no país, enquanto o Teatro do Sesc Santos completa quatro décadas de história em 2026. Para celebrar esse duplo aniversário, a unidade apresenta uma programação especial que reúne grandes nomes da cena cultural brasileira e internacional, com espetáculos de teatro, dança e música voltados a públicos de todas as idades.
O espaço passou por uma renovação profunda da caixa cênica, dos bastidores e da infraestrutura técnica. Entre as melhorias estão a instalação de novos equipamentos de iluminação e audiovisual, a ampliação e automatização das varas de cenário e luz, além da substituição completa do piso do palco. O resultado é um teatro mais moderno, seguro e versátil, preparado para receber produções de alta complexidade técnica.
Após a estreia com Fernanda Montenegro, a programação de reabertura segue com a São Paulo Companhia de Dança, que apresenta, nos dias 26 e 27 de fevereiro, um programa com três obras internacionais: “Odisseia” (Joëlle Bouvier), “O Canto do Rouxinol” (Marco Goecke) e “Gnawa” (Nacho Duato). No dia 28/2, a cantora Fafá de Belém sobe ao palco ao lado do pianista André Mehmari com o show “BrasilEssenza”. Já no dia 1º de março, o público infantil é contemplado com o show “Zoró Zureta”, de Zeca Baleiro.
Os ingressos para a programação de reabertura do Teatro do Sesc Santos estarão disponíveis a partir de 3 de fevereiro, às 17h, pelo aplicativo Credencial Sesc SP e pelo site centralrelacionamento.sescsp.org.br. As vendas presenciais começam em 4 de fevereiro, às 17h, nas bilheterias das unidades do Sesc SP. Para a leitura dramática “Fernanda Montenegro lê Simone de Beauvoir”, os ingressos poderão ser adquiridos a partir de 6 de fevereiro, às 15h, tanto on-line quant o presencialmente.É recomendável consultar a classificação indicativa e o limite de ingressos por pessoa. A programação completa está disponível em sescsp.org.br/santos.
Um teatro renovado, técnico e contemporâneo
Considerado um dos principais equipamentos culturais da Baixada Santista, o Teatro do Sesc Santos foi inaugurado em 1986 e hoje tem capacidade para 765 pessoas. O espaço conta com plena acessibilidade, incluindo rampas, elevadores, áreas reservadas para cadeirantes, poltronas adaptadas para pessoas obesas e banheiros acessíveis.
Ao longo de 2025, o teatro passou por uma reestruturação técnica que o coloca em patamar equivalente ao dos grandes teatros brasileiros. Entre os principais avanços está a implantação de um sistema totalmente motorizado de varas cênicas: agora são 45 varas operadas por controle computadorizado, garantindo mais precisão, segurança e agilidade na montagem dos espetáculos.
Os sistemas de iluminação também foram atualizados, com novos equipamentos profissionais e maior uso de tecnologia LED, ampliando tanto a eficiência energética quanto as possibilidades criativas. Outro destaque é o novo piso do palco, com cerca de 600 m² em madeira Tauari, escolhida por seu conforto ergonômico, resistência à umidade característica do clima de Santos e possibilidade de revitalizações futuras. Com essas melhorias, o Teatro do Sesc Santos se reafirma como referência cultural na região, pronto para receber produções contemporâneas de diferentes linguagens e ampliar o diálogo com o público.
Serviço
“Fernanda Montenegro Lê Simone de Beauvoir”
Datas: 20 a 22 de fevereiro
Horários: sexta e sábado, às 20h00; domingo, às 19h00
Classificação: não recomendado para menores de 14 anos
Ingressos: R$ 21,00 (credencial plena), R$ 35,00 (meia), R$ 70,00 (inteira)
Limite: até 2 ingressos por pessoa
Observação: não é permitida a entrada após o início da leitura
Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.
Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta, das 9h às 21h30 | Sábados e domingos, 10h às 18h30
Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida / Santos
Telefone: (13) 3278-9800
Site do Sesc Santos
Instagram e Facebook: @sescsantos
sábado, 3 de janeiro de 2026
.: Com Zeca Baleiro e Martha Nowill, peça questiona o preço da felicidade
Ser feliz o tempo todo, todos os dias, também há de ter seu preço e seus conflitos. É o que pretende mostrar a protagonista vivida por Martha Nowill na peça "Felicidade", escrita por Caco Galhardo e dirigida por Dani Angelotti. Na direção musical e também no palco, o espetáculo conta ainda com a participação do cantor e compositor Zeca Baleiro, dos atores Eduardo Estrela, Luisa Micheletti, Nilton Bicudo e Willians Mezzacapa e da percussionista Layla Silva.
Serviço
Espetáculo "Felicidade"
sexta-feira, 7 de novembro de 2025
.: Crítica musical: Lô Borges... E o sol levou o trem azul
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação
O Clube da Esquina perdeu um de seus fundadores esta semana. Com o falecimento de Lô Borges, encerra-se um dos capítulos mais importantes de nossa MPB. Lô tinha 73 anos e estava incrivelmente produtivo. Seja como artista solo, seja em trabalhos de parcerias com outros músicos, como Samuel Rosa e Tom Zé, só pra citar dois exemplos. Mas foi ao lado de Milton Nascimento que ele atingiu o topo da montanha ao gravar um dos álbuns mais influentes de nossa MPB em1972. O Clube da Esquina fez história pela força das canções e pelas vozes de Lô e Milton.
A sonoridade do trabalho de Lô no início dos anos 70 mesclava várias influências das coisas que ele ouvia naquela época. De Hendrix aos Beatles, ele conseguia unir tudo em sua música. São dessa época os seus primeiros discos em carreira solo: o "Lô Borges" (1972), conhecido como o disco do tênis, e "Via Láctea", que tem a célebre gravação da bela "Clube da Esquina nº 2", com a participação no vocal de Solange Borges.
Se por um lado os trabalhos mais recentes dele não tiveram o mesmo brilho dessa fase inicial, por outro ele teve o mérito de se manter na ativa, lançando material inédito com frequência, ao invés de se acomodar nos antigos hits. Seu trabalho mais recente é o álbum "Chão de Giz", gravado em parceria com Zeca Baleiro. Certamente sua obra deixará uma marca na nossa MPB. Um selo de qualidade referendado até por Tom Jobim, que não só admirava a turma do Clube da Esquina como chegou a regravar Trem Azul do Lô nos anos 90.
"Trem Azul"
"Paisagem na Janela"
"Sonho Real"
sexta-feira, 25 de abril de 2025
.: "Presente & Cotidiano": Cristina Guimarães presta tributo a Luiz Melodia
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.
Depois de um EP e quatros singles lançados, a cantora paulistana Cristina Guimarães decidiu cantar a obra de Luiz Melodia (1951-2017) no seu novo álbum "Presente & Cotidiano", que vai além de uma homenagem ao cantor e compositor carioca. Cristina procurou traduzir as emoções que a música de Melodia sempre despertou, e ainda desperta, contando com os arranjos assinados por André Bedurê, que também foi o produtor musical da obra.
Já disponível nas plataformas de música, "Presente & Cotidiano" tem participação especial de Cida Moreira e Zeca Baleiro. Não se trata de um trabalho óbvio, não é uma compilação dos clássicos da carreira de Luiz Melodia, conhecidos pelo grande público. À exceção de “Magrelinha” e “Estácio, Eu e Você”, o repertório traz preciosidades como “Retrato do Artista Quando Coisa”, “Começar pelo Recomeço”, “Giros de Sonho”, “Dias de Esperança” e “Feras que Virão”, além das não tão populares “Um Toque”, “O Sangue Não Nega” e a faixa que dá nome ao álbum “Presente Cotidiano”.
Os músicos que tocam em "Presente & Cotidiano" também formam o trio que acompanham a artista nos shows - André Bedurê (baixo, violão de nylon e vocal), Rovilson Pascoal (guitarra, cavaquinho e violão de aço e nylon) e Gustavo Souza (bateria e percussão), além do violoncelista convidado Jonas Moncaio.
Cida Moreira é convidada especial de "Presente & Cotidiano". Sua participação acontece na faixa “Feras que Virão”. O cantor e compositor Zeca Baleiro é convidado de Cristina na faixa “Giros de Sonho”. Os dois duetos funcionaram de forma perfeita no álbum, que mostra uma intérprete segura e com uma proposta de trabalho muito interessante. Se você curte a obra de Luiz Melodia, vale a pena conferir esse trabalho.
Magrelinha
Presente Cotidiano
O Sangue não Nega
domingo, 20 de abril de 2025
.: “Piano”, o novo álbum de Zeca Baleiro, acompanhado por Adriano Magoo
Acompanhado do pianista Adriano Magoo, artista coloca em destaque sua faceta de intérprete, em repertório que reúne inéditas parcerias entre releituras de músicas próprias e de nomes como Cake, Charlie Brown Jr., Geraldo Azevedo, Letrux, Mercedes Sosa e Sérgio Sampaio
Com produção de Fouad, o álbum é uma parceria do selo de Baleiro, Saravá Discos, com o Midas Music, que é o selo de Rick Bonadio. “Rick adorou o projeto, que é basicamente um disco de piano e voz, gravado ao vivo, com poucas intervenções e apenas uns vocais e synths discretos de overdubs. Toco violão em uma música só, a tônica é piano e voz mesmo”, conta Baleiro, que já retomou o show “Piano” e está em turnê nacional.
O repertório do show embrionário foi renovado mas algumas canções foram mantidas, caso de “Não Adianta” (Sérgio Sampaio), “Espinha de Bacalhau” (Severino Araújo e Fausto Nilo), “Me Deixa em Paz” (Monsueto e Airton Amorim), “Dia Branco” (Geraldo Azevedo e Renato Rocha) e “Canção no Rádio”, composta com Fagner e lançada inicialmente em dueto dos dois em 2009, que faz parte do duplo single que anunciou o álbum em fevereiro.
O álbum também inclui a releitura de “Zás”, parceria com Wado, e duas inéditas autorais: “Tem Algo Lá”, com o pernambucano Juliano Holanda, e “Tarde de Chuva”, com Eliakin Rufino, poeta e músico de Roraima.
Artista plural, Zeca Baleiro sempre colaborou com artistas de diversas tribos e gerações. E “Piano” destaca essa vocação, assim como sua faceta de intérprete. Entre as releituras de seu repertório afetivo estão um clássico de Mercedes Sosa (“Alfonsina y el mar”), um hit da banda Cake dos anos noventa (“Frank Sinatra”), “Ninguém perguntou por você”, sucesso da cantora Letrux e “Céu azul", canção da banda Charlie Brown Jr. já apresentada no duplo single. “Céu azul" também ganhou um single em versão afro house, uma dobradinha de Baleiro com Rick Bonadio. Ouça o álbum neste link.
"Piano" | Zeca Baleiro
1. "Céu Azul" - Charlie Brown Jr.
2. "Não Adianta" - Sérgio Sampaio
3. "Espinha de Bacalhau" - Severino Araújo / Fausto Nilo
4. "Zás" - ZB / Wado
5. "Tem Algo Lá" - ZB / Juliano Holanda
6. "Me Deixa em Paz" - Monsueto / Airton Amorim
7. "Alfonsina y El Mar" - Ariel Ramírez / Félix César Luna
8. "Ninguém Perguntou por Você" - Letrux
9. "Canção no Rádio" - Fagner / ZB
10. "Frank Sinatra" - John McCrea - releitura da banda Cake
11. "Dia Branco" - Geraldo Azevedo / Renato Rocha
12. "Tarde de Chuva" - ZB / Eliakin Rufino
Ficha técnica de "Piano"
Zeca Baleiro – voz, violão e kazoo
Adriano Magoo – piano, synths e acordeon
Arranjos: Adriano Magoo, Sérgio Fouad e Zeca Baleiro
Gravado em Midas Estúdio, por Sérgio Fouad
Assistentes de gravação: Gabriel Galindo/Bernardo Tavares/Rafael Bissacot
Mixado por Sérgio Fouad
Masterizado por Rick Bonadio
Produzido por Sérgio Fouad
Projeto gráfico: Andrea Pedro
Lançamento Saravá Discos / Midas Music
sexta-feira, 22 de novembro de 2024
.: Renato Teixeira e Fagner: quando os destinos se encontram
Raimundo Fagner e Renato Teixeira retomam a parceria no álbum "Destinos", que também está disponível nas plataformas de streaming. Depois de "Naturezas", disco lançado em 2022, a dupla volta a apresentar novas canções e releituras, desta vez, com participações especiais. E o resultado ficou acima da média.
A atriz Isabel Teixeira (filha de Renato Teixeira) interpreta "Magia e Precisão", enquanto Zeca Baleiro empresta sua voz para o tema "O Prazer de Lembrar de Mim". Também participam do disco a cantora Roberta Campos (em "Quando for Amor"), Chico Teixeira, filho de Renato ("Travesseiro e Cafuné"), Evandro Mesquita ("Blues 73") e Roberta Spindel (em "Arde Mas Cura").
Destaques para "Dominguinhos" (um belo tema em homenagem ao saudoso mestre sanfoneiro) e para a canção que abre o disco, "Romaria", clássico de Renato na voz de Fagner. Assinalaria ainda a já citada "Quando For Amor", uma balada no estilo folk, com Fagner e Renato Teixeira unindo forças com a voz doce de Roberta Campos.
A produção musical e os arranjos são assinados por Maurício Novaes. A capa e a arte do disco são de Bento Andreato. Ao final da audição, o ouvinte fica na torcida para a dupla voltar a se reunir para lançar mais um disco.
"Quando For Amor"
"Amor Amar"
"Magia e Precisão"
domingo, 3 de novembro de 2024
.: Zeca Baleiro e Wado lançam "Coração Sangrento", álbum de parcerias inéditas
Zeca Baleiro e Wado liberaram hoje o álbum de parcerias inéditas “Coração Sangrento” (ouça neste link). Produzido pelos artistas com Sérgio Fouad, o álbum reúne uma nova safra de canções, todas compostas por Wado e Baleiro a partir do período da pandemia, quando a parada dos shows deu espaço para novas criações. Wado e Zeca Baleiro lançam ‘Coração Sangrento’ e fazem uma pequena turnê, começando por Maceió, São Paulo e Recife (Wado, crédito Brenda Guerra + Zeca, crédito Necka Ayala)
"Coração Sangrento", por Wado
Muito animado em apresentar “Coração Sangrento”, novo álbum em parceria com Zeca Baleiro. É um disco que morro de orgulho. Nele, reunimos dois punhados de canções inéditas, resultado de um encontro verdadeiro, canções feitas muito no bate bola dos áudios e vídeos trocados por WhatsApp. Essa amizade e a admiração mútuas colocam esse disco num lugar único; paira no ar uma vontade de praticar a canção bonita.
O léxico dos acordes do Brasil, talvez o país de diversidade harmônica mais sofisticado do mundo, está presente aqui neste disco. Embora estes acordes da nossa história venham do burilar do samba e resulte na bossa nova, “Coração Sangrento" não soa como tal. Muito pela produção arejada de Sérgio Fouad, o disco ganha um punch de rock, trazendo ainda mais frescor às composições.
As letras também seguem essa escola da canção bonita brasileira, apresentando uma paleta ampla de temas, mais existencial do que romântico. O álbum trata de pertencimentos, tecnologia, realidade virtual, coletividade e questões morais. É um disco contra o individualismo, mais na onda da construção de algo com menos ego, como num jogo de frescobol, onde o lance é manter a bola no ar.
A canção título, "Coração Sangrento", trata do ímpeto de mergulhar nas coisas que importam. Ela convida todos a viver intensamente, mergulhando nelas sem as redes de contenção. As cordas escritas pelo maestro Pedro Cunha acrescentam uma camada de riqueza sonora que eleva as canções a um outro patamar. Essa é uma das quatro músicas do disco que contém cordas gravadas por um quarteto no estúdio Midas de Rick Bonadio.
É um álbum que se ergue do charco do que é mediano e se coloca forte na cena. Estou numa ansiedade boa de que nossos ouvintes mergulhem nas nuances de “Coração Sangrento”, disco grande que celebra a amizade de dois compositores que se admiram.
A parceria, por Zeca Baleiro
Apesar de no início da minha discografia assinar quase todas as canções sozinho – letra e música -, sempre amei compor em parceria. Fiz música com parceiros os mais diversos, de Hyldon a Fagner, de Arrigo Barnabé a Frejat, de Vicente Barreto a Lô Borges. E falo isso com descarada vaidade, porque me orgulho da diversidade musical com que ergui meu trabalho ao longo dos anos.
Agora é chegada a hora de lançar um disco inteiro ao lado de um querido parceiro, um dos maiores compositores da geração que sucedeu a minha, Wado. Essa parceria se iniciou lá atrás, quando gravei "Era", com melodia dele e letra minha, que fazia alusão ao 11 de setembro e que gravei no álbum duplo "O Coração do Homem-Bomba" (2008).
Depois vieram outras tantas. E agora, depois de 15 anos de amizade, chegamos ao "Coração Sangrento", álbum com canções compostas no início da pandemia e refinadas ao longo dos últimos anos. O disco versa sobre o momento confuso que o mundo atravessa, essa aparente "transição de eras", mas sem esquecer temas eternos como o amor, a amizade e o pertencimento.
São dez canções onde se vê rastros de referências várias, que fizeram nossa cabeça desde a infância até a nossa atuação como músicos profissionais: Trio Mocotó, Clube da Esquina, Paulo Diniz, Pessoal do Ceará e pitadas de rock indie, sempre buscando um invólucro lírico para as canções, buscando fazer jus ao histórico repertório da "grande música brasileira".
Tenho que mencionar que o disco não existiria - não como existe, pelo menos – sem a produção e incrível empenho (e criatividade) de Sergio Fouad, outro parceiro querido e indispensável nessa aventura artística. Wado é um craque, e foi um prazer dividir este álbum com ele. Há algo de muito especial na nossa parceria, uma sintonia cósmica, indecifrável. Chegou a hora de dividi-lo com o público. Evoé, Wado!
Como tudo começou
Eles se conheceram no início dos anos 2000, quando Wado surgiu na cena musical com seu emblemático “Manifesto da Arte Periférica”. “Seu universo estético particular, com melodias líricas e às vezes tomadas de certa estranheza, sua poesia crua e visceral, e seu despudor de passear por muitos mundos musicais, do axé ao samba, do rock à bossa, me chamaram a atenção”, relembra Baleiro. “Eu li numa revista IstoÉ de 2002, estupefato, que Zeca gostava do meu trabalho. A partir disso eu o procurei num show em Maceió e vide nossa verve e paixão por copos e bons assuntos, nos tornamos imediatamente amigos”, completa Wado.
A primeira parceria é de 2002, a primeira gravação é “Era”, lançada por Baleiro em “O coração do Homem-Bomba Vol.2” (2007), e de lá pra cá fizeram outras tantas canções, apresentações conjuntas e feats. O primeiro single do álbum juntos, “Dia de Sol", chegou nas plataformas digitais dia 20 de setembro deste ano (2024) e “Alma Turva” foi liberado em 11 de outubro. Agora, lançam “Coração Sangrento” dia 1º de novembro e fazem uma pequena turnê de lançamento, que começa por Maceió (23 de novembro, Teatro Gustavo Leite), São Paulo (7 de dezembro, Bona Casa de Música) e Recife (13 de dezembro, Teatro do Parque).
"Coração Sangrento" | Wado + Zeca Baleiro
1 - "Coração Sangrento"
2 - "Carrossel do Tempo"
3 - "Avatar"
4 - "Dia de Sol"
5 - "Incêndios"
6 - "Congelou"
7 - "Quebra-mar"
8 - "Alma Turva"
9 - "Zaratustra"
10 - "Amores e Celulares"
Produzido por Sergio Fouad
Coproduzido por Wado e Zeca Baleiro
Arranjos de cordas por Pedro Cunha
Arranjos de base por Sérgio Fouad, Jair Donato, Wado, Zeca Baleiro, com colaboração dos músicos
Gravado nos estúdios Donamix (Maceió), Al Gazarra e Midas Estúdio (São Paulo) e SoundPie (São Carlos/SP) por Jair Donato, Sergio Fouad e Zeca Baleiro
Mixado por Sérgio Fouad no Estúdio SoundPie
Masterizado por Sergio Fouad e Gabriel Galindo no Midas Estúdio
Confira o encarte digital: https://tinyurl.com/EncarteCoracaoSangrento
Ilustrações: Moisés Crivelaro
Projeto gráfico: Andrea Pedro
Lançamento Saravá Discos | Distribuição ONErpm
sexta-feira, 13 de setembro de 2024
.: Entrevista com Fagner, muito além do futuro
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.
O cantor e compositor Raimundo Fagner está em plena atividade. Depois de realizar um disco conceitual com canções da época da seresta e trabalhos em parceria com Zeca Baleiro, Elba Ramalho e Renato Teixeira, o cearense lançou um tributo ao amigo Belchior, um novo (e ótimo) disco de canções autorais ("Além do Futuro") e já está finalizando um novo disco com canções de forró pé de serra. Trabalhos esses que mostram não só a sua versatilidade mas também o seu apreço pelo som popular sem perder a força da poética e do romantismo. Em entrevista para o portal Resenhando.com, Fagner conta um pouco do conceito do seu trabalho autoral e seus planos para o futuro, ou melhor, além do futuro. "A música sempre esteve presente na minha vida".
Resenhando.com - Com 50 anos de carreira, você ainda encontra força para lançar álbuns autorais. Qual é o segredo dessa vitalidade criativa?
Raimundo Fagner - Acho que muito dessa vitalidade que você citou vem do fato de eu ter muitos parceiros. Fausto Nilo, Caio Silvio, Abel Silva...a lista é bem grande. Tem momentos que estou trabalhando em uma melodia e imagino que determinado parceiro pode acabar gostando e se identificando. Mas não nego que gosto de compor também. A música sempre reinou em minha vida e vai continuar reinando por muito tempo, se depender de mim.
Resenhando.com - Esse seu disco autoral, "Além do Futuro", parece soar saudosista. Isso foi intencional?
Raimundo Fagner - A intenção foi ressaltar a força da poética dentro da música. Realmente algumas canções soam nessa toada mais saudosista. Mas não tive essa intenção. Eu deixei a coisa fluir como ela deveria ser. O ponto de partida foi a faixa Noites do Leblon, que canto com o Zeca Baleiro. Logo depois veio a faixa que deu título ao disco (Além do Futuro), com letra de Fausto Nilo. A partir daí já tinha o conceito do disco e tudo fluiu muito bem. Há uma releitura de Onde Deus Possa me Ouvir, do Vander Lee, que eu já queria gravar há algum tempo
Resenhando.com - Há uma bela canção intitulada "Filho Meu", que foi composta para seu filho, que você conheceu mais recentemente.
Raimundo Fagner - Foi uma felicidade imensa esse reencontro com meu filho. Essa canção eu fiz com o Caio Silvio, que percebeu a beleza dessa história e fez uma homenagem sutil ao meu filho Bruno. É uma das músicas que mais gosto desse disco. Tenho mostrado para amigos e não tem quem não se emocione.
Resenhando.com - Você já fez discos em parceria com Zeca Baleiro, Renato Teixeira e Elba Ramalho recentemente. De onde vem essa facilidade para fazer essas parcerias?
Raimundo Fagner - Como eu disse anteriormente, a lista de parceiros que tenho é bem grande (risos). Eu gosto de trabalhar em parceria porque sempre rende algo positivo musicalmente. Todos esses trabalhos que você citou me deixaram realmente realizado.
Resenhando.com - É verdade que você tem uma relação afetiva com Santos?
Raimundo Fagner - Você mora na cidade do clube do Rei Pelé. Então já tem algo muito especial. Eu tive amizade com Pelé e com o Zito, que chegou a ir em shows meus. Sou amigo do filho do eterno capitão santista. Eu estava na arquibancada da Vila Belmiro quando o Pelé se despediu do futebol em 1974. E cheguei a jogar com ele na época em que ele estava no Cosmos de Nova York, que tinha outros jogadores lendários, como o Carlos Alberto Torres, Beckenbauer e outros. Tenho um carinho enorme pela Cidade de Santos, no Litoral Paulista.
Resenhando.com - Você segue fazendo os shows ao vivo?
Raimundo Fagner - Com certeza. Estamos acertando apresentações em Minas Gerais. E espero poder levar aí, para Santos. Quem sabe ainda dá tempo para jogar um pouco de futebol na Vila Beimiro? Seria perfeito.
"Noites do Leblon"
"Recomeçar"
sábado, 27 de abril de 2024
.: Zeca Baleiro estreia podcast "Evoé!" com Milton Leite e Maurício Noriega
Misto de talk show e podcast, "Evoé!" acaba de estrear em primeira mão no canal de Zeca Baleiro no YouTube. No primeiro episódio, Zeca conversa com dois craques do jornalismo esportivo, Milton Leite e Maurício Noriega, e dá uma canja com seu parceiro e amigo, o guitarrista Tuco Marcondes.
No programa, Baleiro recebe convidados de diferentes universos para conversas descontraídas, buscando trazer à tona as memórias de cada um, seus hábitos, costumes e opiniões sobre o mundo contemporâneo, na tentativa de revelar algo além dos personagens públicos. Além de uma boa conversa, Zeca e seus convidados sempre presenteiam a audiência com pequenas canjas musicais.
A primeira temporada de "Evoé!" foi gravada em agosto passado, em três noites especiais na Casa de Francisca em São Paulo, com a participação de Milton Leite e Maurício Noriega, Linn da Quebrada, Zezé Motta, Benito Di Paula e Rodrigo Vellozo, Leandro Karnal e Alaíde Costa. "Evoé!" é uma espécie de desdobramento do show “José”, apresentado por Baleiro entre 2021 e 2022, onde ele simulava estar na sala de sua casa, cantando, contando histórias e falando de sua memória afetiva e suas referências culturais.
sexta-feira, 5 de abril de 2024
.: Entrevista: Zé Geraldo, o menestrel folk da MPB
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.
Mineiro da Zona da Mata e radicado em São Paulo há vários anos, Zé Geraldo construiu uma carreira que sempre se manteve bem próxima do público. Mesmo longe da grande mídia, seus shows sempre foram procurados tanto pelos admiradores de seu trabalho como pelos que curtem uma música com mensagens reflexivas e interessantes. Com forte influência da música folk representada principalmente por Bob Dylan, ele conseguiu produzir um repertório que se tornou atemporal, cada vez mais atual. Ele se apresentará com sua banda neste sábado (6) a partir das 20h30 no Sesc Belenzinho, da Capital Paulista. Em entrevista para o Resenhando, Zé Geraldo conta detalhes de sua carreira e como desenvolve sua produção musical. “Minha música é feita com liberdade total”.
Resenhando - Seu estilo de compor é frequentemente associado ao rock rural, mas percebe-se outras influências em seus trabalhos. Quais foram suas referências na música?
Zé Geraldo – A minha primeira influência veio da música caipira tradicional, bem simples em termos de harmonia. Quando cheguei em São Paulo, percebi que essa música tinha algumas semelhanças com o rock. Então, quando comecei a compor e cantar, o saudoso Zé Rodrix falava que eu fazia rock rural. Já o Renato Teixeira dizia que minha música era folk. Aí então assumi essas características da influência do rock dos anos 60 e 70 e do blues, mesclando com a música caipira e, claro, tendo Bob Dylan como referência também.
Resenhando - Seus três primeiros discos contém canções que se tornaram clássicos (Como Diria Dylan, Milho Aos Pombos, etc.) de seu repertório. Essa produção autoral surgiu a cada disco mesmo ou você já tinha esse material produzido antes de grava-lo?
Zé Geraldo – Quando eu lancei meus três primeiros discos pela CBS, eu tinha uma quantidade boa de músicas. Daria até para gravar mais dois discos naquela época. Uma ou outra foi composta naquele momento, mas a maioria eu já tinha realmente pronta na minha sacola de versos.
Resenhando - A indústria da música vem mudando nos últimos anos. Como você analisa o quadro atual para o músico?
Zé Geraldo – Depois dos discos na CBS e dos dois da gravadora Copacabana, em me tornei um artista independente, apesar de ter discos distribuídos pela Gravadora Eldorado, por exemplo. A partir do momento que eu descobri que eu tinha uma legião de admiradores, isso salvou a minha carreira. Eu estava pensando seriamente em parar, depois que as gravadoras passaram a investir para tocar seus lançamentos. Nessa época eu fui deixado de lado. Então, quando percebi que tinha admiradores, virei as costas para o mercado e cai na estrada para levar minha música para o público.
Resenhando - Como funciona o seu processo criativo? O que vem primeiro, melodia ou letra? Ou vem os dois simultaneamente?
Zé Geraldo – Eu não tenho um modelo definido. Às Vezes vem um pedaço de letra que cantarolo ao violão. Na maioria das vezes eu escrevo a letra primeiro. Mas já tive momentos em que a melodia veio antes da letra. Na verdade, não tenho um esquema definido. Minha produção é com liberdade total.
Resenhando - Você também participou de festivais nos anos 70. Ainda há espaço para novos festivais na atualidade?
Zé Geraldo – Sim. Eu acredito que há espaço. Lembro dos festivais das emissoras de TV que foram importantes em suas épocas. Eu sempre aconselho os músicos iniciantes a tocar nos festivais, que ainda são um veículo eficaz de divulgação. Eu sempre procuro tocar em festivais, porque gosto muito daquele ambiente que se cria nesses eventos.
Resenhando - Em um de seus trabalhos tem parceria com o Zeca Baleiro. Fale sobre essa parceria e cite outros parceiros também
Zé Geraldo – O Zeca Baleiro era meu vizinho na Vila Madalena. Minha filha uma vez me disse que eu tinha que conhecer um músico, que veio do Maranhão. Um belo dia ele convidou minha filha para almoçar em casa e disse para me levar junto. Daí nasceu nossa primeira parceria. E já tem uma segunda pronta que lançarei em breve. Ele é um grande amigo e um talento raro na música. Mas tive outros parceiros, como o Mario Marcos, irmão do saudoso Antonio Marcos, o Antonio Porto, músico do Mato Grosso do Sul. Não são muitos parceiros, mas todos eles são muito especiais.
Milho aos Pombos
Como Diria Dylan
Cidadão
quarta-feira, 3 de abril de 2024
.: "Broadway Station" convida a viver o glamour da era dourada do teatro
Espetáculo, que estreia dia 5 de abril, conta com Roberto Cordovani, Marcelo Gomes, Victor Rodrigues e Nill de Pádua. Fotos: Tainan Porcell
"Broadway Station" é ambientado no final dos anos 50, a era dourada da Broadway, onde surgiram novos autores que revolucionaram a dramaturgia americana, povoando o subconsciente do público que frequenta teatro em qualquer parte do mundo. Com Roberto Cordovani, Victor Rodrigues, Marcelo Gomes e Nill de Pádua, o espetáculo transita pela sombria época de repressão, das perseguições aos simpatizantes do Partido Comunista da América do Norte. O sistema na ditadura boicota a criação e a propagação de ideias mais libertadoras.
Uma reflexão sobre o processo de envelhecimento do ator e da necessidade de se permanecer na mídia, pagando qualquer preço. A Broadway em Broadway Station é uma crítica ácida às “estrelas de teatro” que não sabem a hora de saírem de cena. Uma reflexão não só do ator, mas de todo artista que se pré dispõe a quebrar amarras no ilusório mundo teatral, em que cada temporada equivale a uma vida!
Personagens
Uma diva do teatro americano (Tallulah Banks) nutre a ilusão de retornar à Broadway, após anos exilada na Europa, supostamente acusada de ativista do Partido Comunista dos Estados Unidos da América, um grande produtor da Televisão Americana e da Broadway (Alan Bradford) sem escrúpulos, um promissor e ambicioso autor de teatro (Brian Keller) e a fiel assistente de Tallulah Banks (Anna Davis) compõem o ácido quarteto desta história.
Tallulah Banks; após retornar da Europa, vive em um apartamento em Nova Iorque com Anna Davis. A atriz teve um envolvimento com Alan Bradford, o maior produtor da Televisão Americana e da Broadway. Influenciado pelo Senador Macarthy, Alan Bradford suspeita que Tallulah Banks seja ativista do Partido Comunista, em uma época de “Caça às Bruxas”, introduz o promissor e ambicioso autor Brian Keller no apartamento de Tallullah para investigá-la, com o pretexto de escrever um espetáculo marcando o retorno de sua “querida” à Broadway. Broadway Station revive o glamour de uma época dourada no competitivo circuito teatral de Nova Iorque. Um canto fúnebre a hierarquia do teatro, egos de profissionais, traições e o alto custo para permanecer em cartaz.
Sobre Roberto Cordovani
É ator, autor, diretor e produtor teatral consagrado na Europa desde 1985. Detentor de 14 Premios Internacionais, destacando-se o de Melhor ator de Londres, Madri, Santiago de Compostela e do Festival Internacional de Teatro de Edimburgo na Escócia. Personagens que marcaram sua carreira Nacional e Internacional, Greta Garbo, Eva Perón, Dorian Gray, Dr. Jekyll e Mr. Hyde, Isadora Duncan, Orlando entre mais de 45 produções realizadas no Brasil, Portugal, Espanha, Inglaterra e Alemanha. Espetáculos foram apresentados em Português nos 9 países e 320 cidades Europeias. No Brasil esteve protagonizando o musical de Zeca Baleiro, "A Paixão Segundo Nelson" e como ator convidado da Rede Globo na novela "Novo Mundo" como o vilão Sebastião Quirino. Recentemente no teatro esteve em cartaz com "A Dama das Camélias", "Amar, Verbo Intransitivo", "Isadora Duncan - A Revolução na Dança" e "Morte em Veneza".
Ficha técnica
"Broadway Station - O Espetáculo"
Original de: Roberto Cordovani
Texto: Roberto Cordovani
Estruturação e diálogos: Roberto Cordovani
Com a colaboração de: Vannessa Gerbelli
Elenco: Roberto Cordovani (Melhor ator Londres, Madrid, Compostela), Victor Rodrigues, Marcelo Gomes e Nill de Pádua
Cenografia: Victor Rodrigues
Cenário virtual: Flávio Wongálak
Figurinos: Coco Chanel (Paris) Maria Armanda (Lisboa) André Correia (Ilha da Madeira), Carme Pichell (Galicia)
Restauração de figurinos: Débora Munhyz
Desenho de iluminação: Roberto Cordovani
Trilha sonora: Roberto Cordovani e Flávio Wongálak
Assistente de duração: Davi Pesquero
Direção de produção: Flávio Wongálak
Responsável pelos editais de Fomento: Dinho Santoz
Produção executiva: Roberto Cordovani e Flávio Wongálak
Fotos: Tainan Porcel
Cartaz e arte do projeto: Flávio Wongálak
Mixagem de áudio e vídeo: Flávio Wongálak
Direção geral: Roberto Cordovani
Realização: Cordovani Produções Artísticas 2024
Serviço
"Broadway Station - O Espetáculo"
Original de: Roberto Cordovani
Estruturação e diálogos: Roberto Cordovani
Com a Colaboração de: Vannessa Gerbelli
Elenco: Roberto Cordovani (Melhor ator Londres, Madrid, Compostela), Victor Rodrigues, Marcelo Gomes e Nill de Pádua
Duração: 80 minutos
Classificação: 14 anos
Temporada: de 5 de abril a 4 de maio. Sextas às 21h, sábados e domingos, às 18h.(dia 01 de maio quarta feira haverá espetáculo)
Ingressos: entre R$ 50 e R$ 80
Compras on-line: https://www.eventim.com.br/artist/broadway-station/?affiliate=JSA
Bilheteria
Quartas e quintas-feiras, das 14h00 às 21h00
Sextas, sábados e domingos, das 14h00 até o horário dos espetáculos
Aceita os cartões de débito e crédito: Amex, Dinners, Elo, Mastercard, Visa e Hipercard. Não aceita cheques.
Telefone da bilheteria: (11) 3611-3042
Teatro J. Safra | 627 lugares
Endereço: Rua Josef Kryss, 318 - Barra Funda/São Paulo
Telefone: (11) 3611 3042 e 3611 2561
Abertura da casa: 2 horas antes de cada horário de espetáculo, com serviço de lounge-bar no saguão do Teatro.
Acessibilidade para deficiente físico
Estacionamento: Valet Service (Estacionamento próprio do Teatro) - R$ 30,00
segunda-feira, 11 de março de 2024
.: Teatro: "O Ninho, Um Recado da Raiz", de Newton Moreno, no Sesc Bom Retiro
A dolorosa procura de um jovem por descobrir suas origens e o passado de sua família é tema de "O Ninho, Um Recado da Raiz", com direção e dramaturgia do premiado Newton Moreno. O espetáculo estreia nesta sexta-feira, dia 15 de março, no Sesc Bom Retiro, onde segue em cartaz até 21 de abril, com apresentações às sextas e aos sábados, às 20h00, e aos domingos, às 18h00. O trabalho ainda tem trilha sonora original de Zeca Baleiro, que também assina a direção musical ao lado de André Bedurê. Já o elenco traz Paulo de Pontes, Tay Lopes, Kátia Daher, Badu Morais, Rebeca Jamir e Jorge de Paula. Em cena, também estão os músicos Bedurê e Pablo Moura.
O projeto retoma a parceria de Moreno com o produtor Rodrigo Velloni, parceiros criativos na bem-sucedida montagem “As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão” (2019). Escrita em 2009, "O Ninho, Um Recado da Raiz" surgiu quando a Cia. Os Fofos Encenam estava pesquisando a civilização da cana-de-açúcar, o patriarcado feudalista da cana e a região da Zona da Mata, no Nordeste brasileiro, para a criação da peça “Memória da Cana”. Na época, o texto seria usado para compor um dos movimentos de outro espetáculo do grupo, “Terra de Santo”, que foi encenado na sequência.
“Nas minhas pesquisas, acabei descobrindo uma célula nazista, localizada em uma cidade perto de Recife. Lá, havia uma grande empresa de uma família poderosa chamada Lundgren, que é importantíssima para a história da cidade e apoiou alguns nazistas que vieram para cá. Encontrei no Arquivo Público do Estado de Pernambuco uma série de documentos registrando os encontros dessas pessoas com espiões alemães e até reuniões do partido nazista. Tive acesso ao trabalho de pesquisadores e ao livro de uma amiga, Susan Lewis, sobre essa presença dos nazistas no Brasil e nas Américas, e comecei a escrever a história”, conta Newton Moreno.
E sobre a decisão de retomar essa obra, o autor ainda revela que se trata de uma resposta à nova ascensão da extrema direita ultraconservadora e dos pensamentos fascista e neonazista no Brasil e no mundo. “Recentemente, tive acesso aos trabalhos da saudosa pesquisadora Adriana Dias, sobre o neonazismo no Brasil. E achamos que seria o momento de investigar o porquê a gente ainda convive com essas ideias fascistas, e nessa herança neonazista que nos cerca”, acrescenta.
"O Ninho, Um Recado da Raiz" é uma novela cênica sobre a intolerância e o ódio em terras brasileiras, em pleno canavial nordestino. Obstinado e incansável, um jovem parte em busca de sua origem até descobrir a verdade dolorosa sobre sua família. Ele é alertado sobre os perigos que se anunciam, mas persevera até entender que a descoberta de si é sempre dolorosa.
“Estamos redescobrindo o Brasil e as muitas histórias que estão sendo recontadas ou que nunca foram contadas. Contamos a história de um rapaz que descobre ter sido deixado numa roda de enjeitados de um convento por uma família. E, quando ele quer saber que família é essa, resvala em heranças que ele não imaginava. Trabalhamos esse espelhamento da busca desse menino atrás do seu DNA com a busca de um país atrás do seu DNA”, antecipa o autor.
Já a encenação, conta o diretor, trabalha com um tripé formado pelo texto, o ator e a música em cena. “É no jogo entre essas três forças que a encenação se dá. A música é executada ao vivo e esses atores estão entregando essa verdade, essa busca desse menino. Só que aqui temos realmente uma história mais seca, que flerta com o trágico”, comenta Moreno.
Ficha técnica
Espetáculo "O Ninho, Um Recado da Raiz"
Elenco: Paulo de Pontes, Tay Lopez, Kátia Daher, Badu Morais, Rebeca Jamir e Jorge de Paula
Músicos: André Bedurê e Pablo Moura
Texto e Direção: Newton Moreno Assistente de Direção: Almir Martines Dramaturgista: Bernardo Bibancos
Produção: Rodrigo Velloni Produção Executiva: Swan Prado
Trilha Sonora Original: Zeca Baleiro
Direção Musical: André Bedurê e Zeca Baleiro
A música "Recado da Raiz" foi escrita por Zeca Baleiro e Newton Moreno
A música "Corifeia" foi escrita por Zeca Baleiro, André Bedurê e Newton Moreno Preparação Vocal e Arranjos Vocais: Rebeca Jamir
Preparação dos Atores e Direção de Movimento: Erica Rodrigues
Cenografia: Andre Cortez
Assistente de Cenografia: Camila Refinetti Cenotécnico: Wanderley Wagner Serralheria: Fernando Zimolo
Adereços: Zé Valdir
Figurinos: Fábio Namatame Assistente: Lari Andrade Modelagem: Juliano Lopes Modelagem e Costura: Lenilda Moura
Costura: Fernando Reinert , Maria Jose Castro e Judite Gerônimo Adereços: Antônio Ocelio de Sá
Iluminação: Equipe A2 | Lighting Design Desenho de Luz: Wagner Pinto Produção de Luz: Carina Tavares Assistente de Iluminação: Gabriel Greghi Operação de Luz: Gabriela Cezario
Consultoria Sonora: Radar Sound | André Omote Operação de Som: Nayara Konno
Palestrante e Historiadora: Susan Lewis
Consultoria e Tradução do Alemão: Evaldo Mocarzel Consultoria de Hebraico: Elaine Kauffman
Diretor de Palco: Jones Souza
Contrarregra: Eduardo Portella
Camareira: Luciana Galvão
Designer Gráfico e Ilustrações: Ricardo Cammarota Fotos: Ronaldo Gutierrez
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Captação, Edição e Mídias Sociais: GaTú Filmes
Gestão Financeira: Vanessa Velloni
Consultoria Jurídica: Martha Macruz de Sá
Administração: Velloni Produções Artísticas
Serviço
Espetáculo "O Ninho, Um Recado da Raiz"
Temporada: 15, 16, 17, 22, 23, 24, 30 e 31/03/2024 e 5, 6, 7, 12, 13, 14, 19 (duas apresentações), 20 e 21/04/2024. Sextas e sábados, às 20h; Domingos, às 18h; Sessão extra na sexta 19/04, às 15h. No dia 29/03, feriado, o Sesc não abre.
Sesc Bom Retiro – Alameda Nothmann, 185, Campos Elíseos
Ingressos: R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (meia-entrada) e R$ 15,00 (credencial plena)
Vendas on-line em sescsp.org.br
Classificação: 16 anos
Duração: 90 minutos Gênero: Drama Capacidade: 297 lugares
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Sessão com audiodescrição no dia 13/04 e interpretação em Libras no dia 14/04.
Estacionamento do Sesc Bom Retiro - (Vagas Limitadas)
O estacionamento do Sesc oferece espaço para pessoas com necessidades especiais e bicicletário. A capacidade do estacionamento é limitada. Os valores são cobrados igualmente para carros e motos. Entrada: Alameda Cleveland, 529.
Valores: R$ 5,50 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional (Credencial Plena). R$ 12,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional (Outros). Valores para o público de espetáculos à noite R$ 7,50 (Credencial Plena). R$ 15,00 (pelo período).
Horários: terça a sexta, das 9h00 às 20h00. Sábado: 10h00 às 20h00. Domingo: 10h00 às 18h00. Em dias de evento no teatro, o estacionamento funciona até o término da apresentação.
Transporte gratuito
O Sesc Bom Retiro oferece transporte gratuito circular partindo da Estação da Luz. O embarque e desembarque ocorre na saída CPTM/José Paulino/Praça da Luz.
Horário de início do serviço: Terça a Sábado, às 17h30 | Domingo e Feriados, às 15h30. Ao término do espetáculo, o serviço retorna à Estação Luz.
Sesc Bom Retiro
Alameda Nothmann, 185 - Campos Elíseos/São Paulo
Telefone: (11) 3332-3600
Fique atento se for utilizar o Uber para vir ao Sesc Bom Retiro! É preciso escrever o endereço completo no destino, Alameda Nothmann, 185, caso contrário o aplicativo informará outra rota/destino.
sexta-feira, 20 de outubro de 2023
.: Zeca Baleiro lança "O Samba Não É de Ninguém": nas plataformas e em vinil
No dia 27 de outubro, Zeca Baleiro lança álbum autoral de sambas, O Samba Não É de Ninguém, nas plataformas digitais. Com produção de Swami Jr., o álbum começou a ser gravado há pouco mais de 10 anos e só agora chega ao público. "O samba pra mim sempre foi um lugar meio que sagrado, intocável, perigoso... Tinha medo de expor essa minha faceta, que já é antiga, mas que eu nunca havia registrado em disco. Devo a dois amigos e parceiros o estímulo para tomar coragem e realizar de fato o disco, o poeta Sergio Natureza e Swami Jr.”, confessa o artista.
A capa do disco, que terá versão em vinil, foi encomendada ao genial artista Elifas Andreato, responsável por capas clássicas de artistas da música brasileira, entre eles Martinho da Vila, Paulinho da Viola e Zeca Pagodinho. Elifas faleceu no ano passado e é provável que esta tenha sido sua última "capa" de disco, trabalho que tanto o apaixonava.
"O Samba Não É de Ninguém" sai pelo selo do próprio artista, Saravá Discos, com distribuição da ONErpm, e já está disponível para pre-save aqui. Com instrumentação acústica e tradicional, o álbum tem 11 canções, todas de Baleiro, três delas em parceria – "Casa no Céu" (com Eliakin Rufino); "Eu pensei que você fosse a lua" (com Salgado Maranhão); e "Duas Ilhas"(com Swami Jr.).
O lançamento de "O Samba Não É de Ninguém" faz parte das comemorações pelos 26 anos de carreira de Baleiro, que incluiu também o álbum Mambo Só, lançado em julho. A celebração ainda engloba um álbum com Chico César, um livro de memórias e o talk show “Evoé”.
Zeca Baleiro lança ‘O Samba Não É de Ninguém’ na próxima sexta-feira, 27 de outubro.
Pré-save disponível aqui: onerpm.link/osambanaoedeninguem
Pra saber mais sobre Zeca Baleiro: linktr.ee/zecabaleiro
Para ouvir Zeca Baleiro: onerpm.lnk.to/zecabaleiro
terça-feira, 25 de julho de 2023
.: Abertura do Santos Jazz Festival homenageia Chico Buarque e Edu Lobo
Espetáculo reúne Orquestra Sinfônica de Santos, Jazz Big Band, Ayrton Montarroys e Vanessa Moreno celebrando os 40 anos do álbum “O Grande Circo Místico”, entre outros clássicos de Edu e Chico
Por Milena Zimbres, jornalista.
Não bastasse o repertório homenagear os geniais Chico Buarque e Edu Lobo - que no próximo mês celebra o 80º aniversário, o Santos Jazz Festival escolheu para seu concerto de abertura oficial unir no palco toda maestria da Orquestra Sinfônica Municipal de Santos, acompanhada da Jazz Big Band, ao talento de dois jovens artistas que despontam como referências na nova cena musical: Ayrton Montarroys e Vanessa Moreno.
Além de contemplar os sucessos absolutamente atemporais de Edu e Chico, o espetáculo também é uma celebração ao álbum O Grande Circo Místico, obra que fizeram em parceria e que está completando 40 anos. O concerto acontece na próxima quinta-feira, dia 27, às 20 horas, no teatro do Sesc (Rua Conselheiro Ribas, 136) com entrada gratuita, num verdadeiro presente à Cidade. Os ingressos devem ser retirados na bilheteria no próprio dia, a partir das 10 horas.
“É uma satisfação retornar e abrir o festival com a participação de dois grandes cantores. Estamos preparando um repertório belíssimo e nossa orquestra estará acrescida de uma big band. Queremos apresentar algo inesquecível, à altura da honra de fazer a abertura do Santos Jazz Festival, que é uma tradição, um verdadeiro patrimônio cultural da nossa cidade”, diz o maestro Luís Gustavo Petri.
Grande expectativa
Ele não está sozinho vivendo esse sentimento. Os dois super convidados não escondem a expectativa. “Pra mim é um prazer cantar esse repertório que visita Edu e Chico, duas influências e dois dos maiores nomes da música mundial. Escolhemos canções muito bonitas e eu espero que as pessoas gostem da forma que essas músicas me atravessam, ganhando novas cores e formatos”, afirma Vanessa Moreno. Junto com Ayrton ela integra a turnê atual de Edu Lobo.
“Estou muito empolgado. Até um tanto nervoso e estudando muito todas as canções. É a primeira vez que vou ter a oportunidade de tocar esse repertório com uma orquestra. As gravações originais tem arranjos tão inventivos e merecem realmente que as apresentemos com uma roupagem elegantíssima como a sinfônica pode dar”, conta Ayrton Montarroyos, confessando a ansiedade.
Programação segue no Centro
A abertura oficial é a única atividade que ocorre fora do Centro Histórico. Todo restante da programação será realizada com palco principal montando no Largo Marques de Monte Alegre (em frente a igreja do Valongo), na sexta e sábado. No domingo a programação é voltada principalmente às crianças e acontece no Museu do Café.
O line-up proposto pela curadoria aposta na pluralidade e traz Sabrina Parlatore com a Jazz Big Band, Paula Lima com tributo a Rita Lee, Diego Moraes com participação de Assucena, o rapper Rael, a atração internacional Alabama Mikes e muito mais. Tudo absolutamente gratuito!
O espaço está sendo preparado com toda infraestrutura para oferecer uma experiência de conforto, segurança e qualidade ao público. O projeto contempla palco com os melhores recursos audiovisuais, praça de alimentação, área coberta e sanitários públicos. Haverá segurança particular, além do apoio da Guarda Municipal e das Polícias Militar e Civil.
Ayrton Montarroys
A carreira do intérprete Ayrton Montarroyos começou cedo. Aos 11 anos já participava de saraus e rodas de chôro em Recife, sua cidade natal. Aos 21 ganhou notoriedade ao defender clássicos da música popular brasileira no reality show musical "The Voice", onde se consagrou vice-campeão. Seu primeiro álbum "Ayrton Montarroyos" ganhou o público e a crítica e teve uma canção inédita de Zeca Baleiro. Em 2019 lançou "Um Mergulho no Nada". O disco reflete todo o estudo e pesquisa do cantor sobre a canção popular brasileira e a poética de seu povo. Atualmente se apresenta pelo País em diferentes projetos que celebram a obra de Caetano Veloso, Maysa e Edu Lobo. Já dividiu palco com Lulu Santos, Chico César, Lenine, Fafá de Belém e outros gigantes.
Vanessa Moreno
Vencedora do Prêmio Profissionais da Música Brasileira em 2017 e 2018 na categoria "Cantora", e em 2021 como "Cantora" e também "Autora" - Vanessa Moreno se destaca como uma das maiores revelações musicais do País. Participou de diversas gravações e shows com artistas consagrados, como Gilberto Gil, Rosa Passos, Renato Braz, Alaíde Costa, Dori Caymmi e o próprio Edu Lobo. Sua discografia inclui "Vem Ver" (2013) e "Cores Vivas - Canções de Gilberto Gil" (2016) com Fi Maróstica, o CD solo "Em Movimento" (2017); em duo com o pianista paraibano Salomão Soares "Chão de Flutuar" (2019) e "Yatra-Tá" (2021), CD solo "Sentido" (2021) e "Solar" (2023).
Realização
O 11º Santos Jazz Festival tem chancela da Lei Federal Rouanet com os patrocínios das empresas G.Pierotti, Bandeirantes Deicmar, Terminais AGEO, Autoridade Portuária de Santos (APS) e Ecoporto. Correalização: Prefeitura Municipal de Santos. Apoio Institucional: Sesc Santos e Museu do Café. O projeto conta também com emenda parlamentar dos vereadores Benedito Furtado, Bruno Orlandi, Cacá Teixeira, Chico Nogueira, Edivaldo Fernandes e Telma de Souza.
quinta-feira, 20 de julho de 2023
.: Maria Alcina canta em Santos para celebrar aniversário do Chorinho
Show de abertura com Rafaella Laranja e Luizinho 7 Cordas completa a programação em dose dupla.
Será um dia para reverenciar a boa música. Realizado em Santos, no litoral de São Paulo, o "Chorinho no Aquário", projeto cultural queridinho de todos os santistas, completa seu décimo sexto aniversário e terá show em dose dupla neste sábado, dia 22, para marcar a comemoração. Desta vez, o projeto recebe dois dos músicos mais queridos da cidade às 17 horas: Rafaella Laranja e Luizinho 7 Cordas, abrindo a programação.
Em seguida Maria Alcina, reconhecida no país e internacionalmente pela voz rouca única e performances irreverentes, sobe ao palco acompanhada pelo grupo O Choro Brasileiro. Os shows acontecem na Praça Vereador Luiz La Scala, Ponta da Praia, cuja avenida estará interditada para o trânsito de veículos, garantindo maior conforto e a segurança do público. A entrada é franca.
“O Chorinho no Aquário é um projeto que foi abraçado pela Cidade, juntando a qualidade das atrações ao cenário incrível da nossa orla. É, sem dúvidas, um orgulho pra cena cultural de Santos”, garante o secretário municipal de Cultura, Rafael Leal. Os artistas convidados para a festa têm absoluta sintonia com a proposta do projeto.
O mestre Luizinho 7 Cordas é considerado o mais autêntico representante paulista do violão 7 cordas. É a grande referência para os chorões da Cidade e empresta seu nome, como patrono, à escola de música do Clube do Choro de Santos, por onde inúmeros jovens em vulnerabilidade social tiveram acesso ao universo da música. Com ele sobe ao palco Rafaella Laranja, nascida e criada nas referências do choro na Cidade. Juntos farão um espetáculo com os melhores choros e sambas de grandes compositores.
Maria Alcina fecha com chave de ouro
“O chorinho faz parte da minha vida e está comigo desde o meu primeiro disco, quando abracei o repertório de Carmen Miranda. É sempre uma honra quando sou chamada pra fazer algo nesse estilo. E além disso estar de volta a Santos me deixa imensamente feliz porque é uma cidade que eu amo e faz tempo que não vou”, conta Maria Alcina.
Em uma carreira repleta de conquistas merece destaque o Prêmio da Música Brasileira, que já ganhou tanto na categoria melhor cantora quanto melhor álbum. Em mais de quatro décadas de carreira fez trabalhos com a obra de grandes nomes, como Carmen Miranda e Caetano Veloso. É também reconhecida e celebrada por dois ícones: Arnaldo Antunes e Zeca Baleiro, que compuseram para ela, respectivamente, “De Normal Bastam os Outros” e a autobiográfica “Eu Sou Alcina”.
Dezesseis anos de sucesso
Nestes 16 anos de existência o projeto já ultrapassou a marca de 550 apresentações musicais totalmente gratuitas, cumprindo o objetivo de fortalecer a divulgação do choro, primeiro estilo musical genuinamente brasileiro. Por ele já passaram grandes nomes do gênero, como Euclides Marques, As Choronas, Alexandre Ribeiro, Filó Machado, e muitos outros.
O público é cativo e teve seu recorde em 2008, com a apresentação do grupo Demônios da Garoa. Muitas personalidades do mundo da música, política e jornalismo também já prestigiaram como o diplomata Celso Amorim, o jornalista e crítico musical Sérgio Cabral e o músico e presidente do clube do choro da Itália, o bandolinista Marco Ruviaro.
Realização
O Chorinho no Aquário é uma realização da Organização Social Associação dos Artistas e da Prefeitura de Santos, pela Secretaria de Cultura, com apoio institucional do Clube do Choro de Santos, e patrocínio das empresas Santos Brasil, Autoridade Portuária de Santos (APS) e Terminais AGEO, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura.
Serviço:
Projeto Chorinho no Aquário. Local: Praça Vereador Luiz La Scala - Aquário Municipal - Ponta da Praia - Santos. Dia 22, sábado, às 17 horas. Realização: Associação dos Artistas e Prefeitura de Santos (Secretaria Municipal de Cultura) Patrocínio: Santos Brasil, Autoridade Portuária de Santos (APS) e Terminais AGEO, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura. Apoio Institucional: Clube do Choro de Santos. Entrada gratuita. Em caso de chuva a programação pode sofrer alteração e ser remarcada para outra data.
sábado, 15 de julho de 2023
.: Zeca Baleiro reconta fábulas clássicas e revisita contos de fada em novo livro
Com humor e originalidade, "Casos Curiosos de Bichos Falantes", lançado pela FTD Educação, traz frescor para histórias como "O Patinho Feio" e "O Leão e a Gazela" e personagens como o Lobo Mau - assinados pelo cantor, compositor, músico e escritor Zeca Baleiro. O livro infantil é indicado para leitores a partir de oito anos que apresenta sete fábulas cheias de humor e poesia. As divertidas e detalhadas ilustrações são de Vienno aguçam a imaginação dos leitores e trazem uma nova perspectiva ao texto.
Com uma carreira musical de sucesso nas últimas duas décadas, o artista multifacetado vem se dedicando também à literatura e ao teatro. Além de quatro livros lançados e duas peças teatrais, o cantor traduziu para a FTD Educação os livros da coleção infantil "Trompolina e Fubazim", escritos e ilustrados pelo francês Claude Ponti.
Fã das criações de La Fontaine e de Esopo, o artista se serve de todo o seu talento com as palavras para acrescentar humor e oralidade à rica tradição da fábula. Com a mesma criatividade de suas composições musicais,Zeca Baleiro revisita algumas histórias clássicas e confere sua versão particular. Nesta releitura, por exemplo, "O Patinho Feio" recebe o título de “O Patinho Lindo”.
O autor também questiona o tratamento dado a alguns personagens dos contos de fadas, como em “O Lobo Mau triste”, e mostra os dilemas enfrentados por um elefante que perde sua identidade (“O Elefante Sem Memória”) e por uma raposa que não se adapta ao grupo ao qual pertence (“A Raposa Banguela”). Nas fábulas deste livro, com muita originalidade, os bichos repensam seus papéis nas histórias infantis — e a tradicional moral da história de encerramento ganha novos significados, como no conto “O peru fugitivo”: “Se você é peru, e o Natal se aproxima, então corra”.
“As fábulas são muito mágicas. Imaginar que os bichos falam, sentem, pensam, sempre como uma metáfora do próprio pensamento humano e da vida em sociedade, é sempre mágico. Existem fábulas incríveis, como 'A Lebre e a Tartaruga', 'A Raposa e o Corvo', 'A Cigarra e a Formiga', e cada história tem uma moral. Isso também é fascinante”, comenta Zeca Baleiro. Compre o livro "Casos Curiosos de Bichos Falantes", de Zeca Baleiro, neste link.
O autor
Zeca Baleiro nasceu em 11 de abril de 1966 em São Luís, no Maranhão. Começou a carreira artística nos anos 1980, participando de festivais e compondo músicas para teatro infantil. Com sua mistura de ritmos e diversas referências musicais, além da verve afiada de humor e ironia, o cantor e compositor foi recebido com entusiasmo pelo público e pela imprensa quando lançou seu primeiro disco, "Por Onde Andará Stephen Fry?", em 1997. Ao longo de mais de 20 anos, lançou 11 discos de estúdio, cinco CDs ao vivo, nove DVDs e vários projetos especiais.
O ilustrador
Vienno (Vinícius Xavier) é artista multimídia. Nascido e criado em Limeira, interior de São Paulo, formou-se em Artes Visuais pela PUC-Campinas. Entre suas produções estão tirinhas para as redes sociais, design de cenários, criação de personagens para clipes infantis e ilustrações para o meio editorial, como as do livro A lupa mágica pelo mundo (Tigrito, 2021). Garanta o seu exemplar de "Casos Curiosos de Bichos Falantes", escrito por Zeca Baleiro e ilistrado por Vienno, neste link.
quinta-feira, 13 de julho de 2023
.: Musical "O Bem Amado", de Dias Gomes, em temporada no Teatro FAAP
Criado no contexto das comemorações aos 100 anos de nascimento do autor baiano Dias Gomes (1922-1999), o premiado "O Bem Amado Musicado", dirigido por Ricardo Grasson, segue em cartaz até dia 30 de julho no Teatro FAAP, com apresentações às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h. Com produção de Rodrigo Velloni, o trabalho estreou em 2022 e recebeu os prêmios Arcanjo de Cultura (destaque em teatro) e Prêmio DID (destaque em direção).
Escrita em 1962, “Odorico, o Bem Amado, ou Os Mistérios do Amor e da Morte” é considerada um clássico do teatro moderno brasileiro e ficou bastante conhecida pelo grande público ao ser adaptada na primeira telanovela exibida em cores no Brasil e a ser exportada. A versão, exibida pela TV Globo em 1973, era dirigida por Régis Cardoso e estrelada por Paulo Gracindo, Lima Duarte, Jardel Filho, Sandra Bréa, Ida Gomes e outros grandes atores.
“O Bem Amado é um marco do realismo fantástico brasileiro. Dias Gomes toca com o sincretismo peculiaridade e maestria, em temas mais que atuais e fundamentais para a informação e a formação de gerações, como a crítica contestadora, o tom sarcástico e demagogo, a política, os costumes moralistas, a diversidade, religioso, a relação entre homens e o poder subversivo e todas as suas consequências”, reflete o diretor Ricardo Grasson.
Ele ainda conta como decidiu montar esta obra: “Foi em uma entrevista, em um canal na internet, que ouvi o Cassio (Scapin) contando da vontade de representar o personagem Odorico Paraguaçu, pela importância do autor e do texto na atual situação em que nós, como cidadãos e artistas, nos encontrávamos. Liguei para o Cassio, nos conhecemos há alguns anos e durante este período de pandemia fizemos alguns trabalhos juntos, então fiz o convite", revela.
A comédia satiriza o cotidiano de Sucupira, uma cidade fictícia no litoral baiano, onde vive o político corrupto e demagogo Odorico Paraguaçu. Como não há um cemitério na cidade, o que obriga os moradores a enterrar seus mortos em municípios vizinhos, ele se elege prefeito com o slogan “Vote em um homem sério e ganhe um cemitério”.
O grande problema é que não morre ninguém em Sucupira para que o cemitério seja inaugurado. E, para resolver esse dilema e não perder o apoio de seus eleitores, ele se alia ao terrível pistoleiro Zeca Diabo, que foi expulso da cidade. O que ele não sabe é que o matador não pretende matar mais ninguém, pois deseja virar um homem de Deus.
Para trazer ao palco a pequena, seca, rude, litorânea e quente cidade de Sucupira, Grasson conta que procurou referências nas bases do realismo fantástico. “Somos inspirados pelos filmes de Federico Fellini, pela xilogravura nordestina moderna com influência de obras de artistas como Speto, pelo teatro popular brasileiro e pelos movimentos e desdobramentos da confecção dos livros ‘pop up’ (tipo de ilustrações em dobraduras de papel que saltavam dos livros)”, revela.
Ele ainda acrescenta que busca uma encenação de contornos populares, vibrantes, alegres e tipicamente brasileiros. “Queremos uma encenação enraizada na cultura nordestina brasileira, na interpretação e composição visceral dos atores e na linguagem de alcance direto, popular”. E, sobre o processo de musicar a obra de Dias Gomes, o encenador comenta: “Incorporar na obra as músicas originais, somará nas nuances dramatúrgicas linguísticas típicas do autor, em brasilidades necessárias, transpondo para elementos e personagens da cultura nacional referências cotidianas e místicas, originárias nos personagens criados e descritos pelo autor”. Compre o livro "O Bem Amado", de Dias Gomes, neste link.
Ficha técnica
"O Bem Amado Musicado". Autor: Dias Gomes. Direção: Ricardo Grasson. Produção: Rodrigo Velloni. Letras e Músicas: Zeca Baleiro e Newton Moreno. Arranjos: Zeca Baleiro e Marco França. Direção musical e música original (instrumental): Marco França. Cenário: Chris Aizner. Desenho de luz: Cesar Pivetti. Figurino: Fábio Namatame. Direção de movimento e coreografia: Katia Barros e Tutu Morasi. Designer gráfico e ilustrações: Ricardo Cammarota. Fotografia: Ronaldo Gutierrez. Preparação vocal: Marco França. Visagismo: Alisson Rodrigues. Adereços: Kleber Montanheiro. Diretor assistente: Pedro Arrais. Designer de som: Fernando Wada. Direção de palco: Jones de Souza. Camareira: Luciana Galvão. Contrarregra: Eduardo Portella. Assistente de luz e operador: Rodrigo Pivetti. Cenotécnico: Alicio Silva. Produção executiva: Swan Prado. Assistente de produção: Adriana Souza. Captação, criação de conteúdo e mídias sociais: GaTú Filmes. Assessoria de imprensa: Pombo Correio. Assessoria jurídica: Martha Macruz de Sá. Gestão financeira: Vanessa Velloni. Idealização: Ricardo Grasson, Heitor Garcia e Cassio Scapin. Realização: Velloni Produções Artisticas. Elenco: Cassio Scapin, Eduardo Semerjian, Paulo de Pontes, Luciana Ramanzini, Kátia Daher, Lola Fanucchi, Ando Camargo, Magno Argolo, Heitor Garcia e Roquildes Júnior. Músicos: Dan Maia, Bruno Menegatti, Daniel Warschauer e Roquildes Júnior.
Serviço
"O Bem Amado Musicado". Temporada: até dia 30 de julho. Às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h. Teatro FAAP - Rua Alagoas, 903 - Higienópolis, São Paulo. Ingressos: R$ 80,00 (inteira), R$ 40,00 (meia-entrada). Duração: 110 minutos. Classificação etária: 12 anos. Gênero: comédia musicada. Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.
Teaser de "O Bem Amado Musicado"



































