Band abre seu acervo para relembrar a passagem da apresentadora pela emissora entre 1979 e 1985. Especial apresentado por Ronnie Von celebra os 70 anos da televisão brasileira.
Em comemoração aos 70 anos da TV brasileira, a Band exibe nesta quinta-feira, dia 31, às 22h45, um documentário em homenagem a Hebe Camargo. Sob o comando de Ronnie Von, a atração reúne trechos de antigos programas da apresentadora entre 1979 e 1985.
“Apresentar este programa foi vivenciar momentos em que grandes artistas eram reunidos no abraço de nossa estrela maior. Seu brilho encantava a todos e seu texto saía do fundo de sua alma. Eu diria que esta foi uma oportunidade única de reverenciar aquela que foi e sempre será nossa eterna musa”, afirma Ronnie Von.
Hebe fez sua estreia na TV Bandeirantes ao vivo em uma noite de dezembro de 1979. Na ocasião, ela recebeu em seu famoso sofá a apresentadora Maria Thereza Gregori, Johnny Saad, na época vice-presidente da emissora, o narrador Nei Costa e os atores Débora Duarte, Moacyr Franco e Branca Ribeiro.
O material faz parte do acervo jornalístico do Grupo Bandeirantes e conta ainda com as participações de Mazzaropi, Dercy Gonçalves, Chico Xavier, Elis Regina, Ney Matogrosso, Ivan Lins, Fausto Silva, entre outros.
“Acredito que o telespectador poderá ter uma experiência deliciosa, relembrando momentos divertidos e marcantes, tanto da TV que completou 70 anos em 2020, como dos maiores artistas brasileiros que passaram pela Band”, conclui o anfitrião.
Eu ando tão, tão literária. Deve ser o ânimo das férias. Acredita que só depois do Natal que pude respirar em paz? Tanta coisarada. Corre pra lá, corre pra cá! Bom, eu vim aqui contar outra leitura que fiz e amei. Eu li o livro "Bateia", do médico e escritor Rômulo P. Alvim.
O livro é de uma delicadeza. Primeiro que eu já me senti provocada com a ideia do instrumento em si, a tal bateia e então concluí que se tratava de um garimpador de palavras. E não é que escrever é justamente isso? Eis que a minha vontade de ler o livro só foi crescendo, e assim, ele é do tamanho de uma publicação de bolso e tem no total 72 páginas. Há ilustrações lindas de Mariana Waechter.
Sem contar que eu fiquei apaixonada pela história do peixinho de mentira que o vovô conta para a netinha. E os pedidos dele para que ela fique quietinha enquanto ele conta a história que menina conhece... não é bem assim? Quem tem avô ou avó sabe bem como é quando pedimos para que nos contem uma história.
"Contra Mim" tem capa com arte de Adriana Varejão e prefácio de Nélida Piñon. "Observava os meus tios inventando orações que os curassem da possível maldade. Para que nunca fossem aqueles homens normais de quem se dizia baterem nas mulheres."
A Biblioteca Azul lança "Contra Mim", o livro mais pessoal do autor português Valter Hugo Mãe. Nesta obra, Valter recupera a infância e parte da adolescência e torna suas memórias os temas de sua literatura. Com a linguagem da crônica e o estilo que seus leitores bem conhecem, elementos autobiográficos se apresentam em sequenciamento, veiculados por linguagem de períodos curtos e compostos de capítulos também curtos, mas ricos em profundidade de reflexão e sinceridade com a própria história. A materialidade da palavra é a protagonista, e a grande lente pela qual seu autor aprende a ler o mundo.
A infância retratada pelo escritor passeia por Portugal e sua história recente. Os marcos históricos são o fim do Império Colonial na África e a Revolução dos Cravos e seus desdobramentos. Estes fatos são pano de fundo e moldura para o retrato de um menino e sua mitologia particular. Também estão registradas em "Contra Mim" as descobertas, o contato com o corpo, a relação com o irmão morto e a influência da cultura brasileira em Portugal.
Está, sobretudo, o cotidiano, que traz os seus antídotos para as adversidades. Aqui, mais que a infância de um escritor, está uma formação de alguém que se arrisca a ver o mundo sob outra ótica. Você pode comprar "Contra Mim", de Valter Hugo Mãe, neste link.
Na continuação da mostra, o público pode conferir "Vidas à Margem", dramaturgia original do grupo no dia 16 de janeiro; "O Urso", de Anton Tchekhov em 23 de janeiro; e fechando o mês, em 30 de janeiro, será apresentado "Despedida de Solteiro", uma das peças curtas que integra o ciclo Anatol, de Arthur Schnitzler. O Teatro Aliança Francesa inicia 2021 mantendo a programação constante em uma trajetória de quase 60 anos. Foto: Ronaldo Gutierrez
O teatro foi uma das áreas mais afetadas com a paralisação completa das atividades presenciais em boa parte de 2020. O Tapa se reinventou e levou seu trabalho para diversos estados brasileiros e outros países com a Mostra de Repertório Online do Grupo TAPA no Teatro Aliança Francesa. Em sua trajetória de mais de 40 anos, o grupo enfrentou várias crises econômicas, instabilidades políticas, porém sempre se manteve em atividade. Atualmente, continua seu trabalho artístico, dialogando com essa nova linguagem proporcionada pelas ferramentas digitais.
Em janeiro de 2021, o grupo retoma a mostra com mais 3 espetáculos: "Vidas à Margem", dramaturgia original do Tapa, com Flávio Tolezani e Natalia Gonsales, no dia 16 de janeiro; "O Urso", de Anton Tchekhov (1860-1904), com Brian Penido Ross, Camila Czerkes e Dalton Vigh em 23 de janeiro; e haverá apresentação de "Despedida de Solteiro", de Arthur Schnitzler (1862 -1931), no dia 30 de janeiro, com Antoniela Canto, Adriano Bedin, Ariel Cannal e Bruno Barchesi.
Todas as montagens têm direção de Eduardo Tolentino de Araujo. As sessões serão transmitidas ao vivo pela plataforma ZOOM, todo sábado, às 19h, com uma peça diferente a cada semana. Os ingressos têm preços populares de R$ 20 e o público pode contribuir com outros valores para ajudar na manutenção do grupo com a campanha SOS TAPA.
Os espetáculos O sonho americano desfeito em um país que divide os cidadãos entre vencedores e perdedores sem que haja uma segunda chance para os deserdados, é o fio condutor de "Vidas à Margem", uma criação inspirada em temas recorrentes na dramaturgia americana do século 20. Na trama, um homem e uma mulher, interpretados por Flávio Tolezani e Natalia Gonsales, enfrentam uma difícil relação por estarem à margem do sistema.
“O título faz uma brincadeira paródica com 'À Margem Da Vida', de Tennessee Williams, que recebeu uma tradução no Brasil com o nome de 'Zoológico de Vidro'. A história é um mergulho na alma masculina e feminina diante da adversidade. A vida boêmia, as incertezas materiais de uma carreira artística geram distintas possibilidades de fuga da realidade por um jovem casal”, conta Tolentino.
Com Brian Penido Ross, Camila Czerkes e Dalton Vigh, "O Urso", de Anton Tchekhov, é uma comédia curta e traz uma jovem viúva recolhida em sua propriedade. Durante o luto, ela recebe a inesperada e intempestiva visita de um proprietário de terras vizinho que veio cobrar dívidas contraídas pelo falecido marido. A tensão entre os dois, intermediada por um velho criado, adquire alta voltagem na medida que as máscaras caem.
Tchekhov é um dos autores mais bem quistos pelo Tapa, que celebrou seus 40 anos de trajetória com "O Jardim Das Cerejeiras". Tolentino ressaltou um outro lado na obra do autor russo. “O texto é de um período anterior aos grandes clássicos que o consagraram. Um mestre das narrativas curtas, Tchekhov já era famoso por seus contos quando começou a afiar suas ferramentas na dramaturgia através de pequenos vaudevilles que já trazem em si o aspecto patético das relações humanas”.
Outro parceiro recorrente do Tapa é o austríaco Arthur Schnitzler que desenvolveu uma série de sete peças curtas ("O Ciclo Anatol"), escritas entre 1882 e 1892, que trata sobre as aventuras e desventuras de um namorador incansável. "Despedida de Solteiro" foi um dos textos desta coletânea que o Grupo TAPA montou em 2018 e que agora chega ao seu repertório online. Na história, o protagonista se vê em apuros no dia do seu casamento quando uma conquista da véspera acorda no seu quarto e se recusa a ir embora. O elenco é formado por Antoniela Canto, Adriano Bedin, Ariel Cannal e Bruno Barchesi.
“Cada episódio do ciclo tem vida própria e traz como elementos comuns Anatol e, seu amigo e alter ego, Max. Com sólida carreira na medicina, o autor não podia esperar que seus textos escritos como exercícios dramatúrgicos fizessem tanto sucesso, rendessem toda uma série e lhe abrissem as portas para se tornar um dos expoentes da literatura ocidental”, diz o diretor.
Uma parceria duradoura A relação entre Teatro Aliança Francesa com o Tapa é bem próxima e tem uma trajetória comitantemente significativa para os dois lados. Iniciou com o período de residência de 1986 – 2001, durante 15 anos, onde o local serviu para o grupo se consolidar em São Paulo, estrear diversos espetáculos e pesquisar dramaturgias. Com a celebração dos 50 anos do teatro, houve um reencontro com a cia com a apresentação de "As Criadas", de Jean Genet. Desde então, o Tapa sempre marca presença na programação.
O ano de 2020 foi atípico e acertou veementemente o setor teatral. “No primeiro momento, parecia algo temporário e rápido, porém a pandemia está sendo bem longa. Foi um momento de discussão de como as atividades iriam funcionar no ambiente virtual, e a arte se mostrou necessária, um respiro, nos deixou mais sadios psicologicamente. Nos revelou a importância de cada função em um trabalho artístico”, destaca Livia Carmona, coordenadora cultural da Aliança Francesa de São Paulo.
Para Livia, manter a Mostra de Repertório Online do Grupo TAPA foi uma decisão para prosseguir com a programação, e continuar com cautela e proteção, pois somente a equipe técnica e os atores estão no local. Outro ponto expressivo foi a dissolução da relação do palco e plateia, pois com a tecnologia, o espaço cênico é usado de diversas maneiras.
“É diferente do teatro, da TV, do cinema, é uma linguagem que estamos aprendendo a utilizar. São peças curtas em uma profundidade menor, elenco reduzido, onde a câmera consegue transmitir uma mensagem e o público fica em uma relação íntima com o ator. São explorados pela direção camarim, terraço, plateia e até o porão do teatro, obtendo novos pontos de vista. Boa parte dos espectadores assiste pelo celular, por isso é imprescindível pensar em todas as etapas do novo status quo”, finaliza a coordenadora.
Serviço: Mostra de Repertório Online do Grupo TAPA no Teatro Aliança Francesa Ingressos: R$ 20 (Ingresso único), R$ 35 (SOS TAPA), R$ 50 (SOS TAPA), R$ 75 (SOS TAPA), e R$ 100 (SOS TAPA). Venda ingressos e acesso à transmissão: sympla.com.br/teatroaliancafrancesaonline Especificação técnica: baixar o aplicativo Zoom, preferencialmente no PC ou notebook. Também é possível assistir por tablet, celular ou emparelhamento com Smart TV.
"Vidas à Margem" Dia 16 de janeiro, sábado, às 19h Texto: Grupo TAPA. Direção: Eduardo Tolentino de Araujo. Elenco: Flávio Tolezani e Natália Gonsales. Fotos: Ronaldo Gutierrez. Captação de Vídeo e Fotografia da Transmissão: Gito Fernandez. Operação de Áudio: Lucas Bulhões. Design Gráfico: Mau Machado. Assistência de Produção: Natália Beukers. Produção Geral: Ariel Cannal. Duração: 40minutos. Classificação etária: 14 anos.
"O Urso" Dia 23 de janeiro, sábado, às 19h Texto: Anton Tchekhov. Direção: Eduardo Tolentino de Araujo. Elenco: Brian Penido Ross, Camila Czerkes e Dalton Vigh. Fotos: Ronaldo Gutierrez. Captação de Vídeo e Fotografia da Transmissão: Gito Fernandez. Operação de Áudio: Lucas Bulhões. Design Gráfico: Mau Machado. Assistência de Produção: Natália Beukers. Produção Geral: Ariel Cannal. Duração: 35 minutos. Classificação etária: 12 anos.
"Despedida de Solteiro" Dia 30 de janeiro, sábado, às 19h Texto: Arthur Schnitzler. Direção: Eduardo Tolentino de Araujo. Elenco: Antoniela Canto, Adriano Bedin, Ariel Cannal e Bruno Barchesi. Fotos: Ronaldo Gutierrez. Captação de Vídeo e Fotografia da Transmissão: Gito Fernandez. Operação de Áudio: Lucas Bulhões. Design Gráfico: Mau Machado. Assistência de Produção: Natália Beukers. Produção Geral: Ariel Cannal. Duração: 30 minutos. Classificação etária: 12 anos.
"A Bicicleta de Papel" mostra a busca por alguma esperança após o trauma da perda e a importância da superação por meio da amizade. Atores repetem parceria no palco que iniciou em "O Ovo de Ouro". Espetáculo tem direção de Ricardo Grasson, figurino de Cássio Scapin, participações especiais em off de Elias Andreato, Ando Camargo, Rita Batata e Lívia Marques. Foto: Davi Gomes
Uma história sobre a dor da culpa, a amizade e a superação de traumas. Esses são os principais ingredientes que envolvem a trama de "A Bicicleta de Papel". O espetáculo tem direção de Ricardo Grasson, dramaturgia de Luccas Papp que protagoniza a peça ao lado de Leonardo Miggiorin. A estreia acontece no domingo, dia 10 de janeiro de 2021, às 19h, no Teatro das Artes. A temporada vai até 28 de fevereiro, com sessões sempre aos domingos, às 19h. O projeto é uma realização da LPB Produções e da Nosso Cultural.
A história se passa na virada do milênio, durante a noite do dia 31 de dezembro de 2000, onde se encontra Ian (Luccas Papp), um rapaz que poucos meses antes ultrapassou o farol vermelho e sofreu um acidente que matou toda sua família e lhe transformou em uma figura solitária e repleta de culpa. Suas únicas companhias são um gravador, uma bolinha de borracha e o peru que nunca fica pronto. É nesse momento que Noah (Leonardo Miggiorin), seu melhor amigo, entra em sua casa com uma missão: passar o ano novo com Ian e provar-lhe que ainda há tempo para viver e ter esperança em dias melhores.
“É um texto que que escrevi há dois anos, nem imaginava que o mundo iria virar de ponta cabeça. É uma história sobre traumas, mas acima de tudo é sobre a capacidade de se perdoar. Meu personagem enfrenta um processo difícil para se libertar e construir algo novo. A dramaturgia é permeada por diálogos curtos, entrecortados, alguns monólogos narrativos, e retrata muito a cultura pop daquela época”, conta Luccas Papp.
A direção de Ricardo Grasson prioriza a interpretação e todos os elementos cênicos costuram e valorizam o cerne da trama que é a palavra. “Encenação, cenografia, iluminação, figurino e trilha sonora são minimalistas para enfatizar a relação do duo, são amigos de anos que lidam com problemas reais. A trama usa a força do amor para abordar todos os conflitos de forma lúdica e imagética em uma linguagem contemporânea com a intenção de criar uma reflexão sobre esperança, futuro e a superação da culpa em seus espectadores”, diz o diretor.
O projeto tem participações especiais em off de Elias Andreato, Ando Camargo, Rita Batata e Lívia Marques, os atores dão voz para apresentador e repórteres na cobertura de réveillon. O figurino é de Cássio Scapin, luz de Gabriele Souza, além da cenografia assinada pelo diretor e o autor. Papp e Miggiorin interpretaram os melhores amigos em "O Ovo de Ouro", texto de Papp que estreou em 2019 e contava uma história pouco conhecida da Segunda Guerra Mundial, a figura do Sonderkommando nos campos de concentração. Nesta montagem, criou-se uma relação e um entrosamento que serão colocados novamente no palco.
“Eles instigam um ao outro, além da própria direção. O jogo entre eles é recomposto de uma outra maneira agora, essa amizade foi construída na produção anterior e volta a ser enfatizada com o novo texto. É importante tocar nessas questões devido aos momentos que estamos vivendo com a pandemia. A peça é contra essa política de cancelamento do mundo, reforça que podemos reescrever a nossa própria história e viver o novo”, ressalta Grasson que dirigiu a dupla em ambos os trabalhos.
Os atores revelaram o processo para compor as respectivas interpretações. Papp está ensaiando como andar de muletas e relatou que passou por experiências na vida que proporcionaram uma maturidade que o auxilia para interpretar Ian. Já Miggiorin descreveu os mecanismos que o auxiliam na criação de Noah. “O maior exercício é acreditar na força da presença. A construção do papel está pautada no exercício do ‘aqui agora’. Então preciso fazer uma meditação para entrar em cena, me concentrar e me conectar, como se não tivesse mais nada a fazer no mundo, senão estar ali, presente, com aquelas pessoas, naquele lugar. Meu personagem adora músicas dos anos 80, e estou ouvindo muito, além de relembrar de como era a vida no contexto do ano de 2001, período em que a história acontece”, explica.
O ator ainda destaca que um dos maiores artifícios da peça é trazer uma reflexão sobre o momento atual vivido por todos nós. “O isolamento está muito além da pandemia, muitos de nós já estávamos isolados do mundo antes mesmo dessa quarentena. Perdemos tempo com bobagens, não entendemos ainda o valor da presença. Este espetáculo fala sobre estar presente enquanto ainda temos tempo. Enquanto ainda estamos aqui”.
A atmosfera de "A Bicicleta de Papel" dialoga com os enredos de dois espetáculos de Luccas Papp que foram encenados recentemente. "A Ponte" refletia sobre a cultura do cancelamento e "O Estranho Atrás da Porta" discutia como a intolerância e o preconceito impactavam a vida de dois jovens. “Gosto muito de retratar relações familiares e afetivas, além das perdas, tanto no sentido da morte ou de um status. Nossas vidas se baseiam muito dentro deste conjunto e na quebra deles. Trafegar por estes caminhos é algo que me instiga retratar”, finaliza Papp.
Ficha técnica Texto: Luccas Papp. Direção: Ricardo Grasson. Elenco: Leonardo Miggiorin e Luccas Papp. Participação especial em off: Elias Andreato, Ando Camargo, Rita Batata e Lívia Marques. Cenografia: Luccas Papp e Ricardo Grasson. Figurino: Cássio Scapin. Designer de luz: Gabriele Souza. Trilha sonora e operação: Catarina Kobayashi. Comunicação Visual: Giullia Abreu. Fotos: João Sampaio e Davi Gomes. Produção Executiva e Assistência de direção: Heitor Garcia. Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Realização: LPB Produções e Nosso Cultural.
Serviço: "A Bicicleta de Papel" Temporada: De 10 de janeiro a 28 de fevereiro. Sempre domingos, à 19h. Teatro das Artes, localizado no 3º piso do Shopping Eldorado, loja 409. Av. Rebouças, 3970, Pinheiros, São Paulo - SP, 05402-600 Preço: R$ 60 (inteira) – R$ 30 (meia) – R$ 25 (ingresso amigo) Gênero: Drama. Duração: 60 minutos. Classificação indicativa: 10 anos. Vendas no site oficial do Teatro das Artes - www.teatrodasartessp.com.br Abertura da casa 20 minutos antes das apresentações. Horário de Funcionamento da bilheteria uma hora antes do início de cada espetáculo. Vendas pelo site da Sympla. O Teatro das Artes está operando com capacidade reduzida de acordo com os protocolos do Estado e município.
Com direção de Elias Andreato, peça com Karin Rodrigues, Chris Couto e Claudio Curi chega no Teatro Sérgio Cardoso em janeiro de 2021. A dramaturgia de Ed Anderson mescla drama e humor ácido no encontro entre mãe e filha. O ator Claudio Curi completa o elenco. Foto: Kim Lee Kyung
Após a estreia em uma temporada digital, o espetáculo "Para Duas" retorna em cartaz presencialmente no dia 8 de janeiro, sexta-feira, às 19h, no Teatro Sérgio Cardoso (Sala Paschoal Carlos Magno). A montagem é um acerto de contas entre mãe e filha em meio as inquietudes sobre memória e família. A direção é de Elias Andreato e dramaturgia de Ed Anderson, além de ser protagonizada por Karin Rodrigues e Chris Couto, e Claudio Curicompleta o elenco.
Com produção da Nosso Cultural a temporada vai até 1º de fevereiro com sessões sexta e sábado, às 19h, e domingo e segunda, às 20h. Devido a pandemia, a temporada conta com todos os protocolos de segurança e saúde disponibilizando somente 40% da capacidade total da plateia.
A trama é um registro de um inusitado reencontro entre mãe e filha após anos em silêncio. Ao misturar momentos de drama e humor, o texto aborda uma sensível reflexão sobre escolhas e consequências, amor e recusa, solidão e presença, além de evidenciar a fragilidade da culpa e do perdão. A história se desenvolve durante um jantar improvisado servido com temperos distintos, degustado pelas duas mulheres sob a sombra de um pai não mais presente, interpretado por Claudio Curi.
De acordo com Elias Andreato, a obra permeia camadas que são inerentes para qualquer ser humano. “É uma história sobre família, nos enxergamos dentro dessa história, nos traz identificação, põe em cena um duelo de mulheres – Anete (Karin Rodrigues) e Tula (Chris Couto). Duas personagens inteligentes, espirituosas, de raciocínio veloz, que certamente surpreenderão o público com as suas várias facetas”.
A encenação procura obter a cumplicidade com a plateia permitindo que o texto se apresente no palco com a desenvoltura necessária para que os diálogos cortantes e o humor cáustico sejam plenamente vivos, tanto para os intérpretes quanto para os espectadores. O cenário é um espaço dividido em dois ambientes, o lado imaginário habitado pelo pai e a sala de jantar com o embate entre as duas mulheres.
O figurino funciona como a extensão de cada personagem. O pai é uma lembrança, amava o cinema, e se materializa de gravata borboleta, como uma memória. Anete é ousada, não gosta de amarras, suas roupas refletem a idealização de liberdade e aparenta até ser mais jovem do que é. Enquanto Tula é uma filha dura, seca, sua vestimenta é básica e incorpora essa personalidade mais direta. “Todos os elementos cênicos transmitem esse espírito e mantém as intenções do texto, desde o lado ácido até seu flerte permanente com o perigo, os atores se entregam não somente às reações psicológicas, mas também às físicas com a precisão de uma coreografia”, conta o diretor.
Para Ed Anderson, a trama envolve três personagens em estado limite, como uma foto de família em quebra-cabeças com algumas peças perdidas. “O momento indeterminado do tempo em que algo especial acontece é chamado de Kairos, a forma qualitativa do tempo. E é deste instante que se deriva a feitura de Para Duas, um reencontro com diálogos curtos, frases cortantes e verdades (não) ditas. A dramaturgia procura se aprofundar nas relações, pode ser equiparada ao trabalho de arqueólogos na captura das memórias de um berço fossilizado”.
Além de dialogar com o cotidiano em lembranças, possibilidades perdidas, o espetáculo conta com o despojamento cenográfico e dos figurinos realizados por Fabio Namatame. iluminação de Cleber Elí e trilha sonora de Jonatan Harold.
Parceria nos palcos e na vida Em seus mais de 45 anos de carreira, Elias Andreato teve uma parceria duradoura com Paulo Autran e, consequentemente, trabalhou com Karin Rodrigues em diversos projetos. Atuaram em "O Avarento", de Molière; Andreato foi assistente de direção de "Vestir O Pai", de Mário Viana, onde Karin atuava; escreveu "Mãe É Karma!", onde a protagonista Dora tinha diversos traços da personalidade da própria atriz. "Para Duas" marca a primeira montagem que o diretor e Chris Couto fazem juntos no teatro, ambos já atuaram na novela "Helena", em 1987, na Rede Manchete.
Chris Couto venceu o Prêmio Shell de Melhor Atriz com "A Milionária", obra do dramaturgo irlandês Bernard Shaw. Já dividiu o palco com Karin Rodrigues em "O Camareiro", de Ronald Harwood e direção Ulysses Cruz; e "Antes de Mais Nada", de Flavio Cafiero e direção de Zé Henrique de Paula.
Ficha Técnica: Texto: Ed Anderson. Direção: Elias Andreato. Assistente de Direção: Rodrigo Chueri. Elenco: Chris Couto, Claudio Curi e Karin Rodrigues. Cenário e Figurino: Fábio Namatame. Assistente de figurino: Juliano Lopes. Trilha Sonora: Jonatan Harold. Iluminação: Cleber Eli. Comunicação Visual: Alexandre Brandão. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Produção: Nosso Cultural. Direção de Produção: Ricardo Grasson. Produtor Executivo: Heitor Garcia. Gestão de Projetos: Lumus Entretenimento. Fotos: Kim Lee Kyung.
Serviço: Espetáculo "Para Duas" Teatro Sérgio Cardoso - Sala Paschoal Carlos Magno Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista. São Paulo – SP | 01326-010 Temporada: De 8 de janeiro a 1º de fevereiro. Sexta e sábado, às 19h. Domingo e segunda, às 20h. Duração: 60 Minutos. Classificação: 12 Anos. Capacidade Sala Paschoal Carlos Magno: 58 lugares (40% da capacidade total da plateia, conforme estabelecido pelo protocolo do Governo do Estado e da Prefeitura da capital). Ingressos www.sympla.com.br/teatrosergiocardoso
No Teatro Sérgio Cardoso os moradores do Bixiga e da Bela Vista podem adquirir ingressos pela metade do preço. Vá até a bilheteria do teatro com um comprovante de residência e verifique as condições e disponibilidade de ingressos promocionais. (Até dois ingressos por CPF).
O Teatro Sérgio Cardoso e as produções seguem rigorosamente o protocolo estabelecido pelo Governo do Estado e pela Prefeitura da capital para ocupação dos espaços culturais durante a pandemia de Covid-19.
Marcos Trombetta cria ferramenta inovadora de desenvolvimento pessoal e lança livro que explica como alcançou o sucesso financeiro.
Você quer saber exatamente quem é e onde quer chegar? Imagine materializar tudo aquilo que desejou e passar a viver a vida dos seus sonhos e aprender com alguém que já chegou lá. É exatamente isso que o livro "Eneamind – Como Construir Uma Nova Realidade com o Poder da Sua Mente" se propõe para ajudar leitores a alcançarem o sucesso que merecem.
Marcos Trombetta é coach, professor, consultor e mentor. Entre suas inúmeras qualificações é surpreendente ver que, em pouco tempo, ele desenvolveu um currículo vencedor e conquistou independência financeira. Ex-garimpeiro, Trombetta vem de origem humilde. Por 15 anos trabalhou no garimpo e é exemplo de superação. Natural de uma pequena cidade gaúcha, filho de garimpeiro e de dona de casa, ele trabalhava em túneis de até 500 metros de profundidade e, por muitas vezes, colocou a própria vida em risco.
No livro "Eneamind – Como Construir Uma Nova Realidade com o Poder da Sua Mente", Marcos Trombetta traz para você o Eneamind, um método simples baseado nos nove poderes mentais do Eneagrama. O autor propõe exercícios para que você comece a mudar a sua realidade a partir da mudança dos seus paradigmas. Mais do que uma metodologia, trata-se de uma filosofia de vida que pode ser aplicada por qualquer pessoa que queira ser o arquiteto da própria vida. Em busca de novos horizontes, ele se formou em Letras (ainda como garimpeiro) e, mesmo acreditando que era inapto, inconformado com o garimpo, começou a trabalhar em uma escola de idiomas para mudar de vida.
“Não importa qual seja o seu sonho: você é capaz de conquistar”, afirma ele, que hoje auxilia milhares de pessoas a entender como funciona o percurso do sucesso, e criou um método chamado Eneamind, que tem como base nove poderes mentais do Eneagrama. Em "Eneamind – Como Construir Uma Nova Realidade com o Poder da Sua Mente" publicado pela Luz da Serra Editora, o especialista ensina a liberar essa força para resolver qualquer problema da vida e como usou essa técnica para seu próprio desenvolvimento.
O ex-garimpeiro soma um patrimônio milionário, além de 100 mil alunos ao redor do mundo, três formações em coach, milhões de visualizações na internet e cinco livros escritos. "Eneamind – Como Construir Uma Nova Realidade com o Poder da Sua Mente"é o último deles. O empresário, que viveu no garimpo por 15 anos, é exemplo de superação. Sem férias, com um salário anual de R$ 3,5 mil e que, por muitas vezes, colocou a própria vida em risco. Formou-se em Letras e, mesmo sem muita habilidade com o inglês, fez de tudo para sair “da lama”, como ele mesmo diz, e começou a trabalhar em uma escola de idiomas para mudar de vida. E esse foi o primeiro passo em busca da transformação pessoal e profissional.
Hoje, Marcos Trombetta auxilia milhares de pessoas a entender como funciona o percurso do sucesso, e criou um método chamado Eneamind, que tem como base nove poderes mentais do Eneagrama. No livro, o especialista ensina a liberar essa força para resolver qualquer problema da vida. Entre os conceitos apresentados no livro, além do Eneagrama, estão a Lei da Atração e uma série de exercícios práticos para a mudança de paradigmas.
Mais do que uma metodologia, o Eneamind é uma filosofia de vida que pode ser aplicada por qualquer pessoa que queira ser o arquiteto da própria vida! Através dessa técnica, você vai descobrir seus medos primordiais, que começaram a se formar ainda na infância, e também vai conhecer seus desejos e aspirações. Você pode comprar "Eneamind – Como Construir Uma Nova Realidade com o Poder da Sua Mente", de Marcos Trombetta, neste link.
Como é do outro lado? Essa dúvida ninguém ainda em vida é capaz de, precisamente, saná-la. Contudo, a nova produção da Disney Pixar ilustra uma possibilidade de como é no pós-vida. A nova animação intitulada "Soul", com vozes de Jamie Foxx, Tina Fey e Angela Basset vai além da ideia de entregar a alma no que faz.
A trama é sobre Joe Gardner (Jamie Foxx) professor de música que finalmente tem a grande oportunidade de trabalhar como desejou, mas que, diante de tamanha empolgação com seu "dia de sorte", não percebe que a vida dele está por um fio. Falando ao celular enquanto anda, quase é esmagado por tijolinhos vermelhos, atravessa a rua na faixa estando a via em pleno movimento de automóveis, passa na calçada cheia de cascas de bananas e pregos, é ameaçado por um cachorro que late sem parar, quase é atropelado por um motociclista até cair num bueiro e ver diante de si "o grande além".
Ciente de não ter realizado em vida o que tanto sonhou, tocar com Dorothea Williams (Angela Basset), Joe foge da esteira que leva para o grande além e dá o seu melhor para voltar ao corpo. Após tentativas frustradas, assume o posto de mentor da alminha 22 (Tina Fey). Fácil? Nem um pouco! 22 é osso duro de roer e tem como único objetivo não viver na Terra, sendo que ela já teve a mentoria de Madre Teresa de Calcutá, do pugilista Muhammad Ali, da rainha Maria Antonieta e de outros nomes famosos da história universal que nunca foram capazes de fazê-la mudar de opinião.
A apresentação de 22 ao mentor Joe já acontece de modo bastante conturbado e diante de uma ameaça da pequena: "Vou fazer você desejar nunca ter morrido!" Contudo, há muitas dificuldades para que o objetivo de Joe seja concretizado. Algo que por vezes remete ao longa romântico "E Se Fosse Verdade" (2005) com Reese Witherspoon e Mark Ruffalo, há até espaço para o navio de um "pirata" hippie navegar na terra do além em busca de almas perdidas -algo no estilo "Yellow Submarine" de The Beatles. Em cena, um homem sem alma é consumido pelo trabalho na bolsa de valores até que recupera a essência e se pergunta sobre o que está fazendo com a própria vida. Bem provocativo!
Nessa brincadeira de ensinar a viver cada minuto, Joe apresenta a dualidade da vida e a do além, tal qual Tim Burton faz brilhantemente em "A Noiva Cadáver", por exemplo. Neste, não há o toque gótico, apenas cores combinadas como rosa, verde, azul e lilás e formas variadas -que remetem ao inesquecível "Divertida Mente"-, enquanto que o lado da vida, mesmo em animação, é cheio de detalhes perfeitos, devido as texturas exatas e uso de cores que remetem a filmagens -a qualidade intocável da Disney Pixar que já estamos acostumados.
"Soul" é o novo "Viva: A Vida é uma Festa"? Não. Embora trate da vida do outro lado e traga as folhas em um amarelo dourado dando um lindo colorido na tela para o desenrolar da trama. O que dizer? Essa animação é mais um lindo resultado da junção Disney Pixar.
Filme: Soul
Diretor: Pete Docter
Música composta por: Trent Reznor, Jon Batiste, Atticus Ross
*Mary Ellen Farias dos Santos é criadora e editora do portal cultural Resenhando.com. É formada em Comunicação Social - Jornalismo, pós-graduada em Literatura, licenciada em Letras pela UniSantos - Universidade Católica de Santos e formada em Pedagogia pela Universidade Cruzeiro do Sul. Twitter: @maryellenfsm
"Tudo começou com uma pequena dor de barriga e pouco apetite. Melhorou, quase sarou, com alguns chás e remédio pra verme. Piorou de novo: e a dor aumentava. Perdeu muito peso. Certa manhã, viu sangue nas fezes. Depois amarelou o olho. Foi quando deixou de ir trabalhar pela primeira vez em toda a sua vida. Pra ir procurar o médico novo que havia chegado à cidade. E os caminhos da vida se encontraram. E a história começa."
No romance episódico "Bateia", assinado pelo médico e escritor Rômulo P. Alvim, o doutor Emílio Trappo Cascali, descobre as anotações do paciente Vaninho da Banda. É diante das palavras de um homem simples, já morto, que o profissional da medicina promove uma reflexão profunda de autoconhecimento, gerando um encontro com o essencial.
Assim, lições de vida são dadas de um homem comum a um doutor, o único médico do pequeno hospital da pequena cidade. É o garimpeiro das palavras que ensina a importância de viver tudo a seu tempo, ou seja, um dia de cada vez e o valor dos percursos das realizações da vida.
Publicado pela Saíra Editorial, a primeira obra de literatura intimista de 72 páginas traz ilustrações de Mariana Waechter. O livro que agrada a todo leitor, tem como público-alvo os jovens a partir de 16 anos. Você pode comprar o livro "Bateia", de Rômulo P. Alvim, neste link: amzn.to/38IUg7n
Frases retiradas do livro:
"Uma árvore não era uma ponte de tempo entre uma semente e outra?"
"A beleza da flor e a doçura do fruto não começam na raiz fincada no escuro do barro?"
"A lentidão das nuvens era fruto da ausência de rumo, aí sua beleza."
"Compreender a si mesmo pra sentir que a felicidade não nasce das virtudes. É a virtude."
"Se um deserto se cobrisse de flores, não seria mais um deserto."
"Prefiro pelo resto da vida topeçar em estrelas, não nas pedras do caminho. E - quem sabe? - aprender a tropeçar em si mesmo."
Autor: Rômulo P. Alvim nasceu em 1950, na pequena e antiga Rio Preto, cidadezinha mineira, que faz divisa com o estado do Rio de Janeiro, onde ainda reside. É o mais velho de nove irmãos, pai de quatro filhos e avô de nove netos. Formado médico em Juiz de Fora, em 1973, ainda exerce a profissão de clínico-pediatra.
*Mary Ellen Farias dos Santos é criadora e editora do portal cultural Resenhando.com. É formada em Comunicação Social - Jornalismo, pós-graduada em Literatura, licenciada em Letras pela UniSantos - Universidade Católica de Santos e formada em Pedagogia pela Universidade Cruzeiro do Sul. Twitter: @maryellenfsm
Dirigida por Claudio Borrelli, obra foi eleita “Melhor filme de longa-metragem internacional” no tradicional Fabrique Du Cinéma Awards
“Urubus”, filme brasileiro dirigido por Claudio Borrelli e com trilha assinada por Silvio Piesco, da Tesis, conquistou o título de “Melhor Filme de Longa-Metragem Internacional” do Fabrique Du Cinéma Awards, realizado pela prestigiada revista italiana Fabrique Du Cinéma. O trabalho foi selecionado como vencedor por um júri presidido pelo ator e cineasta americano Matt Dillon.
“É um filme autêntico, com performances realmente fortes e que nos leva a um universo que a gente geralmente não tem acesso. E tudo isso feito de forma linda, com real talento”, destacou Dillon durante a revelação dos vencedores. Ao total, mais de quatro mil filmes foram inscritos na competição – que por conta da pandemia teve seus resultados anunciados em cerimônia transmitida ao vivo pelos perfis do festival nas redes sociais neste último fim de semana.
“O maior desafio de criar a trilha de ‘Urubus’ foi transitar na tênue barreira entre a tensão social e a delicadeza existente na arte do pixo. A primeira ideia era construí-la com os timbres todos sujos e distorcidos, como um paralelo com o pixo – que tem essa característica até por ser anárquico, agressivo, com a intenção de incomodar o espectador. Mas sob esse primeiro layer, que é o mais visível, existem ainda as sutilezas das relações, a arte e a delicadeza”, reforça Silvio Piesco, sócio e diretor de criação da Tesis.
“Urubus” conta a história do personagem Marcelo Trincheiras, o “Trinchas”, morador de periferia que encontra na pichação uma forma de expressão. O trabalho deve chegar aos cinemas brasileiros em 2021.